Eleições 2026: segurança pública vira campo de batalha entre Lula e a direita

Uma das principais preocupações dos brasileiros, a segurança pública pode dar a tônica da campanha eleitoral de 2026. Em uma eleição polarizada entre esquerda e direita, o tema pode direcionar um eleitorado decisivo.

Até o momento, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, podem se lançar ao pleito o senador Flávio Bolsonaro; e os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, do Paraná, Ratinho Junior, e o de Minas Gerais, Romeu Zema. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por enquanto se diz inclinado a tentar a reeleição no Estado.

Após mandatos de Lula e Dilma Rousseff sem grandes marcas na área, correligionários admitem que o tema é o “calo” do PT. A estratégia sobre como conduzir essas discussões na campanha ainda está sendo desenhada e deve tomar corpo somente após o congresso que será realizado pelo partido em fevereiro para lançar a candidatura de Lula. Ainda assim, interlocutores do presidente têm afirmado que ele deve explorar mais as falhas dos adversários do que exaltar possíveis feitos da gestão.

A violência era a maior preocupação de 38% da população, segundo pesquisa da Genial/Quaest divulgada em novembro, quando o tema ocupou o centro dos receios dos brasileiros, superando as preocupações com Economia (15%). Nova pesquisa divulgada em janeiro mostra que a violência continua sendo a preocupação principal, mas com um índice mais baixo: chegando a 31% da população.

Historicamente, os governos petistas não conseguiram enfrentar frontalmente o problema da segurança pública. Há uma resistência dentro do partido em abordar a questão, com o receio de que as medidas adotadas se distanciem dos ideais progressistas, com criminalização da população mais pobre.

“A grande fragilidade é que o governo não assumiu desde o começo e até hoje não assume a segurança pública como uma grande prioridade”, analisa a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz e especialista no tema, Carolina Ricardo. “A gente viu um governo que não foi capaz de se antever às crises e formular uma uma visão mais estruturada para segurança pública.”

Para ela, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ficou isolado ao longo do terceiro mandato e mesmo o presidente Lula teve dificuldade de se apropriar do tema. Nas últimas semanas, o governo voltou a debater internamente a possibilidade de criar um ministério para a área, mas a ideia não avançou.

A inércia do governo tem gerado críticas mesmo de governistas, que consideram que a gestão tem escolhido “burocratas” para tratar do tema ao invés de atacar de fato a questão. Na prática, a atuação mais marcante de um governo petista na área ocorreu na Bahia e é considerada um “desastre”. Mesmo comandado há cerca de 20 anos pelo PT, o Estado tem a Polícia Militar mais letal do Brasil.

Em termos de iniciativas lançadas, um dos elementos que podem ser explorados pelo presidente é a efetividade de operações realizadas pela Polícia Federal, como a “Carbono Oculto”, a maior da história para combater a infiltração do crime organizado na economia. A ação desmantelou um esquema de uso de postos de combustíveis pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro.

Na gestão do ministro Ricardo Lewandowski, as principais marcas na segurança foram por meio de propostas legislativas. O ministro focou na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reforçar as prerrogativas da União em atuar na segurança pública que constitucionalmente fica sob responsabilidade principal dos Estados. A PEC, no entanto, sofreu oposição de parte dos Estados e foi amplamente modificada no Congresso. Outro projeto enviado pelo Executivo, o PL Antifacção, tenta endurecer o combate a organizações criminosas sobretudo por meio do braço financeiro. O texto foi aprovado no Senado, com mudanças, e será novamente analisado pela Câmara.

A falta de capacidade de articulação no Congresso é vista como um dos principais entraves para avanços na área de segurança mesmo por membros do governo. A baixa capacidade de articulação tanto da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) quanto da Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, que tensiona o debate sobre o tema, acabaram enterrando a PEC.

“Tanto o Ministério da Justiça, quanto o próprio governo federal não têm tido força no Congresso e não conseguem articular. Então, apostar como principal estratégia, uma estratégia legislativa, não é o mais acertado. Por outro lado, quando a PEC foi foi apresentada, foi o momento em que o governo conseguiu pautar o tema, porque, em geral, esse é um tema em que o governo é pautado”, observa Carolina Ricardo.

Ela pondera, no entanto, que será difícil colher frutos dessas iniciativas. “A PEC foi completamente desfigurada. Então, o risco é que os projetos saiam muito ruins”, diz.

Outra iniciativa lançada por Lula foi o “Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas” (Enfoc), ainda durante a gestão do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em 2023. O plano inclui cinco eixos que vão desde a proteção de portos, aeroportos e fronteiras até integração de informações e aumento da eficiência dos órgãos policiais.

Próximo do fim do mandato, indicadores da política mostram que ela avançou em alguns pontos, embora tenha perdido o protagonismo com a troca de ministro na pasta. Em 2024 e 2025 foram recuperados R$ 875,9 milhões em bens e ativos do crime organizado pela PF e por Polícias Civis, relacionados ao tráfico de drogas. O governo também implementou 21 novas unidades de recuperação de ativos para fazer esse trabalho.

Entre 2024 e 2025, 15 operações e 38 apoios em operações foram realizadas no âmbito do Enfoc. A partir da política, a rede também mapeou pelo menos 45.735 vínculos entre pessoas e organizações criminosas. Desde que foi lançado, segundo o MJSP, o Enfoc produziu 5.487 documentos de inteligência, que foram repassados para um total de 27.250 agências de inteligência.

Por outro lado, havia a previsão de criação de um Centro Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, o que não aconteceu. O MJSP afirmou que estuda criar o Observatório Nacional das Orcrims, mas ainda não há data definida. O plano de defesa para ações de domínio de cidades previsto pelo programa também não foi criado. Segundo o MJSP, foi elaborado um curso sobre o tema que tem sido passado para os Estado.

Em novembro, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, publicou um documento de 60 páginas para subsidiar o debate da Segurança Pública no partido. Entre os pontos abordados estão a recriação do Ministério da Segurança Pública, criação de uma Guarda Nacional Permanente de Caráter Civil e um programa nacional de policiamento de proximidade.

Lula x Flávio Bolsonaro

A campanha de Flávio Bolsonaro se prepara para explorar “escorregões” de Lula durante discursos públicos. Uma das declarações foi dada pelo presidente durante viagem à Indonésia, quando criticou política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de combater com Forças Armadas cartéis do narcotráfico na América Latina.

Pré-candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro além de criticar a gestão petista, teria a explorar o mesmo discurso do pai. Um dos pontos amplamente citados pelo ex-presidente na área era a queda de homicídios no País durante o mandato, embora especialistas atribuam essa redução à atuação dos Estados.

Em declarações recentes, mesmo sobre temas que não são diretamente relacionados à segurança, Flávio tem utilizado o espaço para relacionar Lula à impunidade do crime organizado.

No início do mês, após o presidente vetar o PL da Dosimetria, que reduz penas para os condenados pela tentativa de golpe de Estado, o senador comentou sobre o tema e aproveitou para criticar a atuação de Lula na segurança.

“Enquanto isso, criminosos seguem roubando e matando por um celular nas ruas do Brasil”, escreveu em publicação no “X”.

Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra que em um eventual segundo turno Lula superaria todos os candidatos cotados. Contra Flávio Bolsonaro o petista tem 49,2% das intenções de voto ante 44,9% do bolsonarista.

Em entrevista ao Estadão, o ministro da Secretaria-geral da Presidência, Guilherme Boulos deixou claro que na campanha, em possíveis embates com Flávio sobre o tema da segurança, Lula abordará temas espinhosos para o bolsonarista.

“Estou doido para o Flávio Bolsonaro, se for o candidato, falar de segurança pública. Por quê? Porque a gente vai falar de milícia do Rio de Janeiro, de Rio das Pedras, de Adriano da Nóbrega, que teve o familiar assessor no gabinete dele, de escritório do crime”, disse Boulos. “Qual é a autoridade moral do Flávio Bolsonaro para falar de segurança pública? Nesse ponto, nós estamos preparados para fazer debate com qualquer um.”

Ao longo de seu mandato no Senado, Flávio presidiu em 2025 a Comissão de Segurança Pública da Casa e tem proposições relacionadas à área. Entre elas, estão propostas que derrubam decretos do atual governo para disciplinar o uso da força policial. Outro projeto de Flávio quer conceder porte de arma de fogo a advogados, para defesa pessoal.

O tema do acesso das armas é um dos principais abordados pelo senador ao longo de sua atividade parlamentar. Em julho de 2023, quando o governo Lula editou um decreto apertando o controle sobre a circulação de armas no País, Flávio afirmou que Lula “assinou sentença de morte para muitas pessoas que não vão poder se defender mais”.

Com a retomada dos trabalhos no Congresso em fevereiro há expectativa de que um projeto do senador sobre o tema seja votado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Casa. A proposta autoriza a instalação de fábricas civis de armas e munições no Brasil.

Na visão da especialista Carolina Ricardo, o discurso de Flávio caso se torne candidato deve girar principalmente em torno de visões cristalizadas da extrema direita na área:

“Ele não tem realmente um repertório de políticas de segurança pública. Ele reproduz um pouco essa lógica, que o irmão dele, o Eduardo, também faz, que é: ‘vamos armar todo mundo’. E uma defesa meio irrestrita da atividade policial”, analisa.

Nesse sentido, ela explica que apostar somente em explorar esse discurso pode facilitar a estratégia dos adversários que tentem aprofundar o debate. “Ele vai dizer: ‘Vamos acessar as armas, é um direito de defesa’. Mas como é que a gente enfrenta o tráfico de armas? Como é que a gente evita a entrada de armas legais no crime organizado?”, exemplifica.

Lula x Ronaldo Caiado

Correndo por fora nas pesquisas eleitorais, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, marcaria 39% no segundo turno, contra 49% do petista. A segurança pública é o principal eixo da gestão Caiado no Estado. Com o mote de que Goiás é “o Estado mais seguro do Brasil”, repetido em seus discursos, o governador se coloca como principal opositor das propostas do governo Lula na área, como a PEC da Segurança Pública.

No final de 2024, em uma reunião de Lula com governadores no Palácio do Planalto para debater a proposta, o presidente e o governador trocaram farpas publicamente. Na ocasião, após falas de Caiado, Lula ironizou dizendo que Goiás era o “único Estado que não tem problema de segurança”.

O discurso do governo está afiado em relação ao tema. Segundo o ministro Guilherme Boulos, Lula teve a “coragem” de chamar a responsabilidade sobre o tema ao enviar a PEC.

“Está parada lá. Os governadores de direita contra, a maior parte do Centrão contra, vamos fazer esse debate na campanha eleitoral? Por que eles são contra que o governo do Brasil assuma mais responsabilidade na segurança pública? Eles estão dando conta sozinhos? Não me parece. E acho que essa também não é a percepção da maioria do povo brasileiro”, disse.

Dados do Anuário brasileiro mostram a queda expressiva no número de homicídios dolosos em Goiás. Antes de Caiado assumir o governo, foram registrados 2025 crimes desse tipo em 2018. O último número divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, referente a 2024, mostra o registro de 960 homicídios dolosos, o que representa uma queda de 52,59%.

A letalidade policial também caiu, passando de 425 mortes em decorrência de intervenção das forças de segurança em 2018 para 372 em 2024, uma redução de 12,47%. Ainda assim, o número representa quase 40% do total de mortes violentas no Estado, um índice considerado alto por especialistas.

A pesquisadora Bartira Miranda, conselheira do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisa que ainda que o modelo adotado por Caiado venha reduzindo os índices, é preciso que haja políticas de longo prazo voltadas para uma mudança estrutural na área e não apenas reforço na repressão dos crimes. Nesse sentido, ela afirma que é preciso que haja uma integração das instituições do Estado com a União.

“É só uma política de governo, não é uma política de Estado”, comenta. “A gente precisa de uma política nacional de segurança pública e que fosse possível fazer a integração da União com os Estados, porque isso é interpretado como uma invasão de competência da União nos Estados. Mas não é invasão de competência, é uma necessidade real”, explica.

O Estadão procurou o governador, mas não obteve resposta.

Lula x Ratinho Junior

Assim como o governador de Goiás, o governador do Paraná, Ratinho Junior, também investe no bordão “Aqui, bandido muda de profissão ou vai embora”.

O governador paranaense tem explorado a segurança pública em seus discursos e reforçado comunicações sobre o tema. Em dezembro, o Ratinho lançou uma nova campanha publicitária com foco na área. “A segurança pública do Paraná está no melhor momento da sua história”, destaca o vídeo publicitário.

Considerando dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública, o Estado do Paraná registrou uma redução de cerca de 14,9% nos índices de homicídio doloso nos anos de gestão de Ratinho Junior. Em 2018, antes de Ratinho assumir o governo, o Paraná registrou 1955 homicídios dolosos. Já em 2024, foram 1663.

Em um cenário de segundo turno contra Lula, Ratinho alcançaria, segundo pesquisa mais recente, 39% do eleitorado, contra 49% para o petista.

Na última quarta-feira, Ratinho afirmou que aceitará o “desafio” de se candidatar à Presidência caso seja escolhido por seu partido, o PSD, que faz parte da base do governo Lula.

Em publicação recente, o PSD destacou os feitos do governo Ratinho na área da segurança. “A gestão do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior(PSD), tem bons resultados para mostrar na área de segurança pública”, propagandeou.

O partido citou dados sobre roubos, apontando uma queda de 16,5% nessas ocorrências entre janeiro e outubro de 2025, usando como base as informações prestadas pelos Estados ao MJSP.

Ao Estadão, o governador Ratinho Junior afirmou que “segurança pública é um tema prioritário para o Paraná”. E defendeu que "os estados precisam ter autonomia para aplicação de leis penais mais severas."

Em nota enviada à reportagem, destacou que o orçamento da área passou de R$ 2 bilhões em 2019 para R$ 8 bilhões em 2025. O governador citou investimentos em infraestrutura, como a compra de 20 helicópteros e equipamentos de visão noturna, tasers, óculos de visão noturna, entre outros. Ratinho destacou ainda o investimento nas forças de segurança, com criação da Polícia Penal no Estado e aumento do efetivo da PM (4 mil novos policiais) e da polícia civil (1,6 mil novos policiais).

“O Estado registrou redução de 29% nos homicídios dolosos entre janeiro e setembro de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. É o melhor resultado da série histórica. Furtos e roubos de veículos também estão nos menores patamares da série histórica”, afirma.

O governador destaca ainda o programa “Olho vivo”, com instalação de 26 mil câmeras para auxiliar na resolução de crimes e rastreio de foragidos. Além do programa “Fronteira segura”, com instalação de 11 bases ao longo do território.

Lula x Romeu Zema

Em Minas Gerais, o cenário para o governador Romeu Zema é adverso. O Estado foi um dos quatro no País que registrou aumento no número de homicídios dolosos de 2023 para 2024. Minas passou de 2.949 crimes desse tipo para 3.130. Considerando os dados de 2018, antes de o governador assumir o comando do Estado, também houve aumento. Naquele ano foram 3.095 homicídios dolosos.

Segundo pesquisa AtlasIntel, em disputa com Zema, Lula venceria por 49% a 39%. O governador tem endossado críticas à PEC da segurança pública e à postura do governo federal sobre na área.

Zema é um dos integrantes do chamado “Consórcio da Paz”, grupo criado por governadores de direita para que Estados se apoiem no enfrentamento ao crime organizado. O consórcio foi criado após a Operação Contenção no Rio de Janeiro, que deixou 122 pessoas mortas, sendo a mais letal da História no Estado. Na ocasião, ao criticar a postura do governo Lula em condenar o número de mortes, Zema disse que a gestão federal romantiza o problema da segurança.

Outro problema observado em Minas por pesquisadores da área é a infiltração do crime organizado no Estado nos últimos anos. De acordo com Luis Sapori, professor da PUC-MG e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“A acentuação do crime organizado em Minas é um legado do governo dele. O crime organizado está como nunca em Minas Gerais. Temos sinais visíveis da presença de facções pelas pichações em muros, pelas prisões que a polícia está fazendo e a vinculação que essas pessoas assumem com algumas facções. Nos últimos cinco anos isso se acentuou na região metropolitana”, analisa.

Nesta semana, uma disputa entre facções alterou até mesmo rotas de ônibus no bairro Barreiro, na região metropolitana de Belo Horizonte. Após confrontos com a polícia, quatro suspeitos foram presos. O governador comentou sobre o tema em suas redes sociais na terça-feira, 21. Zema classificou o problema do crime organizado como o “maior câncer do Brasil”. E elogiou a atuação da polícia mineira.

“Aqui em Minas não tem um pedaço de terra que a nossa polícia não entre. E bandido que quiser duvidar disso vai enfrentar um problemão”, disse.

O Estadão questionou o governador sobre o tema, mas não obteve resposta.

Lula x Tarcísio de Freitas

Um eventual embate entre Lula e Tarcísio nas eleições presidenciais teria um ingrediente amargo para os dois lados. A atuação dos gestores na área tem média semelhante de reprovação junto à opinião pública.

Em agosto, conforme levantamento da Quaest, 36% dos eleitores classificavam a gestão Tarcísio na segurança como negativa. Pesquisa AtlasIntel mostrou que no segundo turno, Lula superaria Tarcísio por 49,1% a 45,4%.

Durante a campanha, a artilharia de Lula pode se voltar para os casos de abuso cometidos pela polícia, que foram vistos com maus olhos pela opinião pública.

São Paulo está entre os seis Estados do País com maior letalidade policial. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, entre as mortes violentas intencionais do Estado em 2024, 21,7% foram causadas por intervenção policial. O porcentual cresceu de maneira acentuada em relação ao ano anterior, quando a taxa foi de 14,5%.

O pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da UERJ, Daniel Edler, destaca que o atual governador interrompeu uma política de controle da letalidade policial que vinha sendo implementada nas gestões anteriores, de João Doria e Rodrigo Garcia. “Certamente um candidato que venha de centro esquerda vai bater nisso”, analisa.

Joga a favor de Tarcísio a redução de índices importantes como mortes violentas intencionais, homicídios e roubos. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, São Paulo é o Estado brasileiro com menor taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, com 8,2. O índice do Brasil é de 20,8.

As mortes violentas intencionais incluem, entre outros, homicídios dolosos e latrocínios (roubo seguido de morte). Um dos pontos que tem sido explorado pelo governador é a queda de homicídios.

Em nota, o governador Tarcísio falou especificamente sobre os dois primeiros anos de sua gestão, afirmando que houve redução de 25% das mortes em decorrência de confrontos policiais em relação ao mesmo período da gestão anterior, de João Doria. Disse ainda que todas as ocorrências do tipo são “rigorosamente investigadas” e que a secretaria estadual mantém ações para reduzir a letalidade.

Ao Estadão, o governador afirmou em nota que foi feito um investimento de R$ 1,2 bilhão em infraestrutura e equipamentos na área. Além disso, afirma que houve reforço no efetivo policial e destaca o “uso da inteligência e da tecnologia é outro pilar dessa estratégia”. Um dos programas destacados é o “Muralha Paulista”, que integra sistemas para videomonitoramento.
Por Paula Ferreira/Estadão Conteúdo

Quase 700 kg de maconha apreendidos pela PRF em Itumbiara, na BR-452

Droga saiu de Manaus e era transportada por condutor que apresentou documentação falsa durante a abordagem
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde desta quarta-feira (21), quase 700 quilos de maconha que eram transportados em um compartimento oculto de um caminhão abordado no km 180 da BR-452, em Itumbiara, no sul de Goiás. A droga, oriunda de Manaus (AM), estava sendo transportada por um homem de 31 anos, que apresentou documentação falsa aos agentes da PRF.

A abordagem foi iniciada após análise de risco que apontou o veículo como suspeito. Os policiais abordaram um caminhão Scania/R, de cor laranja. Questionado, o condutor informou que havia carregado o veículo em Manaus e seguia com destino a Campinas (SP), transportando equipamentos de parque de diversões.

Durante a verificação dos dados nos sistemas oficiais, a equipe constatou débitos vinculados ao Detran de São Paulo, informação incompatível com o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) digital 2025 apresentado pelo motorista em seu celular, o que levantou suspeita de uso de documento falso.

Além da inconsistência documental, os policiais identificaram alterações estruturais no baú do caminhão. Ao ser questionado, o condutor apresentou nervosismo excessivo e informações desconexas. Diante do cenário, o veículo e o motorista foram encaminhados à unidade operacional da PRF em Itumbiara, onde foi realizada uma fiscalização minuciosa, com o apoio de cão farejador, em razão do grande volume de carga transportada no baú do caminhão.

Durante a vistoria, foi localizado um compartimento oculto, conhecido como “mocó”, no fundo do baú, protegido por chapas de alumínio de difícil acesso. Para a abertura do local, foi necessário o apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Itumbiara. Após o corte da estrutura metálica, os policiais encontraram diversos sacos de linho contendo aproximadamente 675 quilos de maconha.

O motorista afirmou desconhecer a origem da droga. Diante dos fatos, ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Goiânia (GO), juntamente com o veículo e a droga apreendida, para os procedimentos legais cabíveis.
Categoria
Crimes

Polícia Rodoviária Federal apreende mais de 50 KG cocaína escondidos em fundo falso de veículo em Lins

A droga estava oculta atrás dos bancos traseiros de um GM Vectra e o motorista confessou que receberia R$ 10 mil pelo transporte
Na manhã desta quinta-feira, 22 de janeiro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma importante apreensão de entorpecentes no entroncamento das rodovias SP-300 (Marechal Rondon) e BR-153 (Transbrasiliana), em Lins. Três pessoas foram presas em flagrante transportando 51,5 quilos de pasta-base de cocaína.

A ação ocorreu por volta das 10h10, durante uma operação de fiscalização orientada por análise de risco. Os agentes deram ordem de parada a um GM Vectra GL, ocupado por um homem de 52 anos, sua companheira de 47 anos e a filha do casal de 30 anos, residentes no Mato Grosso do Sul.

Durante a abordagem o condutor apresentou contradições sobre seu destino, o que levantou suspeitas levando a equipe a realizar uma busca minuciosa no automóvel e ao inspecionarem o porta-malas, os policiais localizaram um fundo falso com a droga

O motorista, confessou que buscou a droga em Ribas do Rio Pardo/MS e que receberia a quantia de R$ 10.000,00 para entregar o entorpecente em Jundiaí.

O veículo, a droga e os ocupantes foram encaminhados a Delegacia de Polícia Civil de Lins. Os três envolvidos receberam voz de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico, permanecendo à disposição da Justiça.
Categoria
Crimes

Brasil considera preocupantes pontos do Conselho de Paz e deve recusar convite de Trump

O presidente Donald Trump durante conversa com Lula na Malásia, no ano passado
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) observa com preocupação trechos da proposta do Conselho de Paz de Donald Trump, e a tendência é que o Brasil recuse fazer parte do grupo.

Alguns fatores considerados mais críticos para o governo brasileiro são a falta de menção específica ao conflito na Faixa de Gaza e a concentração de poderes de Trump frente às deliberações do Conselho.

O texto original prevê o direito dos países de proporem alterações, mas destaca a necessidade de aprovação do presidente —que será Trump por ao menos três anos— assim como o poder de veto a decisões dos Estados-membro.

A tendência de que o governo recusaria a proposta foi manifestada pelo assessor especial da Presidência, Celso Amorim, ao jornal O Globo na quinta-feira (22), e reiterada por auxiliares do governo à Folha de São Paulo.

Apesar de ter sido criado sob o pretexto de monitorar os conflitos em Gaza, a região não é mencionada na proposta de Trump. O documento se refere a "áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos", sem especificar o escopo de atuação do Conselho.

Dois interlocutores a par das discussões internas sobre o convite indicam que se a região fosse citada no texto, haveria um estímulo para que o Brasil aderisse ao grupo, o que não ocorreu.

Há, ainda, uma avaliação de que aspectos como esse colocam o texto do Conselho na contramão de propostas consideradas mais adequadas pelo Brasil para lidar com os conflitos, o que torna a adesão brasileira mais difícil.

Nesta sexta-feira (23), durante evento em Salvador, Lula referiu-se ao Conselho como uma iniciativa de Trump de criar uma nova ONU (Organização das Nações Unidas). A sobreposição às forças de segurança da ONU é uma preocupação do governo e possível empecilho à adesão ao grupo.

"O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU e que ele sozinho é o dono da ONU", disse. "Já falei com muitos outros presidentes tentando ver se é possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado pro chão e para que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo".

Desde que recebeu o convite na última sexta-feira (16), Lula já travou conversas por telefone com diversos líderes mundiais, nas quais tratou da questão da paz. Entre eles, Xi Jinping, da China, Narendra Modi, da Índia, e Recep Tayyip Erdogan, da Turquia.

As ligações visam, além da discussão do tema, uma coleta de perspectivas mundiais e não uma elaboração de resposta negativa conjunta. Segundo os interlocutores ouvidos pela reportagem, a resposta ao convite deverá ser feita de forma direta.

De acordo com um auxiliar do Planalto, uma possível retaliação americana ao Brasil, em caso de não-adesão ao Conselho, não está entre as preocupações principais. A postura até o momento segue a de observação e consulta à reação dos demais países convidados.

O brasileiro também conversou com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, sobre a paz na região, que compartilha parte do território da Faixa de Gaza e é palco da guerra entre Israel Hamas.

Das nações chamadas por Trump para integrar o grupo 70% são autocracias ou ditaduras.

Um integrante do Itamaraty diz que o órgão continua buscando informações mais claras sobre o nível de relevância em Gaza e outros aspectos considerados preocupantes para o Brasil. De acordo com ele estão sendo feitos questionamentos jurídicos, consultas a países parceiros até eventualmente haver o retorno direto a Trump — que ainda não tem data para acontecer.

Trump já declarou publicamente querer a participação de Lula no Conselho, no mesmo dia em que o brasileiro o acusou de querer "governar o mundo pelo Twitter".

Por Mariana Brasil/Folhapress

Vorcaro diz à PF que diretor do BC apoiou venda do Master 'até determinado momento'

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse à PF (Polícia Federal) que a diretoria de fiscalização do BC (Banco Central) apoiava uma solução de mercado "até um determinado momento", mas que "forças internas" queriam a instituição financeira fora do setor e "acabaram vencendo".

"A própria diretoria de fiscalização tinha interesse em criar uma solução de mercado até um determinado momento e evitar esse caos que está se instaurando no país", afirmou. O diretor de fiscalização da autoridade monetária, Ailton de Aquino, chegou a prestar depoimento à PF sobre o caso do Master.

De acordo com o Banco Central, foi a área de Aquino a responsável pela identificação de inconsistências nas operações do banco, assim como a iniciativa de comunicar supostos ilícitos criminais ao Ministério Público Federal.

Procurado pela Folha para comentar as declarações de Vorcaro, o BC não comentou.

O depoimento foi concedido à PF em 30 de dezembro, no STF (Supremo Tribunal Federal) e precedeu uma acareação entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa. A investigação é conduzida na corte pelo ministro Dias Toffoli.

Vorcaro afirmou à delegada Janaína Palazzo que foi surpreendido pela ordem de prisão porque o BC acompanhou toda a operação de venda do Master ao BRB. "Não tinha nada que acontecesse no banco que o Banco Central não acompanhasse ou que não soubesse", declarou o dono da instituição financeira.

"O grande problema que aconteceu nessa história, infelizmente, é que dentro do Banco Central existiam pessoas que queriam uma solução de mercado e existiam outras pessoas, departamentos, que queriam que acontecesse o que aconteceu", afirmou ele, em depoimento no dia 30 de dezembro.

O banqueiro alegou que o BC "acompanhava diuturnamente" o Master e as operações envolvendo carteiras de crédito consignado da empresa Tirreno. "Esse negócio, antes de iniciar, foi comentado com o Banco Central, como cada passo que a gente tomava no banco foi comentado com o Banco Central".

De acordo com ele, houve uma notificação do BC em março para que o Master respondesse questões sobre a contratação de associações para fazer a cobrança da carteira —mas que, depois de as explicações terem sido entregues, não houve outro comunicado apontando para possíveis irregularidades.

"Então, na verdade, não existia uma determinação ou não existia um entendimento de que havia um problema real com as carteiras", argumentou Vorcaro. "E de repente em 17 de novembro eu sou preso, sem nenhuma outra pergunta depois de março. É a dúvida que fica para mim."

A PF ouve nas próximas segunda e terça-feiras outros oito investigados na Operação Compliance Zero. Toffoli afirmou que os depoimentos são necessários "para o sucesso das investigações" e "como medida de proteção ao sistema financeiro nacional".

Por Luísa Martins e José Marques/Folhapress

Colisão entre ônibus e caminhão deixa dois mortos e mais de 20 feridos no sudoeste da Bahia

Uma batida entre um ônibus e um caminhão matou duas pessoas e deixou outras 22 feridas, no final da tarde desta sexta-feira (23), no sudoeste da Bahia.

Segundo apurou a TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia na região, o acidente aconteceu em um trecho da BR-142, entre as cidades de Barra da Estiva e Ituaçu. Após a colisão, o ônibus tombou na pista e o caminhão caiu em uma ribanceira, às margens da estrada. O coletivo transportava 46 pessoas.

Em contato com a equipe de reportagem, a Prefeitura de Barra da Estiva pontuou que algumas das vítimas ficaram presas às ferragens do veículo. Elas foram socorridas por agentes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM-BA).

Já as duas pessoas que morreram tiveram os corpos encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região, para necropsia. Os nomes não foram divulgados. Ainda não há detalhes sobre as circunstâncias do acidente. O caso será apurado pela Polícia Civil (PC). *Com informações do g1

Ipiaú: Durante rondas da Operação Dominus Areae, guarnições da ROTAM e PETO prende suspeito por Tráfico de drogas

Durante rondas da Operação Dominus Areae, guarnições foram deslocadas à estrada de chão atrás do centro religioso de matrizes africanas de Pai Nado, em atendimento a denúncia de tráfico de drogas. 

No local, um indivíduo foi abordado e com ele encontrada uma bolsa de ombro contendo substâncias análogas a crack, dinheiro e uma bucha de maconha. 

Todo o material ilícito e o autor foram conduzidos à Delegacia Territorial de Ipiaú para as medidas cabíveis.

Material apreendido:

  •  1 bucha de maconha
  • 1 porção média de substância análoga a crack
  • 10 porções pequenas de substância análoga a crack
  • Diversas embalagens para acondicionamento de drogas
  • 1 bolsa de ombro preta

FONTE: ASCOM / 55ª CIPM/PMBA, uma Força a serviço do cidadão!

Lula diz que "falta vergonha na cara" a quem defende dono do Master

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (23) que muita gente por “falta de vergonha na cara” defende o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A declaração foi durante cerimônia em Maceió, Alagoas, para a entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida no município e para celebrar a marca de 2 milhões de contratações do programa desde 2023, meta estabelecida pelo governo para este terceiro mandato de Lula.

Sem citar o nome do banqueiro Daniel Vorcaro, foi a primeira vez que Lula se pronunciou sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.

"Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país", afirmou o presidente se referindo aos recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que serão usados para pagar os credores.

"Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara neste país", completou.

Durante a cerimônia, o presidente citou resultados do seu terceiro governo, como a queda na inflação, que em outubro do ano passado atingiu o menor patamar em 27 anos, e o aumento no número de empregos, com 5 milhões com carteira assinada no acumulado desde 2023.

Lula disse que 2026 será o ano da comparação e que vai comparar as realizações de seus três anos de governo, com as dos governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro.

“Tivemos dois anos de reconstrução, porque encontramos esse país desmantelado”, disse, acrescentando que “esse ano vamos fazer o ano da comparação”.

“Vamos comparar cada coisa que fizemos nesses três anos com o governo Temer e o Bolsonaro que, juntos, são quase oito anos de governo. Vamos comparar quem mais cuidou das estradas, quem fez mais estradas, quem mais cuidou da saúde, quem fez mais universidades, mais institutos federais, quem colocou mais estudantes nas universidades”, discursou.
Lula alertou que as pessoas devem tomar cuidado com as fake news espalhadas, principalmente nas redes sociais.

“A gente sabe que a mentira voa e a verdade anda. Não podemos permitir que a mentira volte a governar”, afirmou. “Não passem mentira para frente, aprendam a distinguir o que é verdade e o que é mentira. Esse país precisa acabar com o ódio e a gente precisa voltar a ter mais fraternidade, amor, a ser mais amigo dos nossos amigos”, concluiu.

O presidente fez um apelo para que os homens se envolvam no combate da violência contra as mulheres. Lula lembrou que o número de casos de feminicídio no país é alto e que é preciso enfrentar o problema.

“Eu quero dizer para os homens, somos nós homens que temos que ter coragem e dignidade de assumir a defesa da luta contra a violência voltada para as mulheres. Porque quem é violento somos nós. Você não tem histórico de mulher batendo no marido, mas todo dia aparece homem querendo matar a mulher, a namorada” disse.

Por Agência Brasil

Pressionado, Ibaneis estuda aporte ou empréstimo do FGC com garantia do DF ao BRB e convoca reunião

Governador chamou a base aliada para encontro na próxima quinta-feira, 29, para tentar dirimir a crise e já negociar a solução para o banco estatal

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O governo do Distrito Federal avalia fazer um aporte no Banco de Brasília (BRB) ou oferecer garantias para que a instituição busque um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e cubra possíveis prejuízos com o Banco Master.

O valor do aporte ou do empréstimo ainda não está definido. O Banco Central enviou um ofício ao BRB determinando provisão de R$ 2,6 bilhões para reequilibrar o balanço após a compra de carteiras de crédito falsas do Master.

Procurados, o governo do DF, o BRB e o FGC não se manifestaram.

A pressão sobre o governador Ibaneis Rocha (MDB) aumentou após o Estadão revelar que o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que conversou “algumas vezes” com o governador do DF sobre a venda do Banco Master ao BRB, incluindo em sua casa. O governador confirmou que se reuniu com o banqueiro, mas negou ter tratado sobre a negociação.

A oposição preparou um pedido de impeachment contra o governador por conta do depoimento de Vorcaro. Ibaneis chamou uma reunião com a base aliada para a próxima quinta-feira, 29, para tentar dirimir a crise e já negociar a solução para o BRB, que, a depender da proposta, terá que passar pela Câmara Legislativa do DF.

A estratégia do BRB é recompor capital. Os investigadores suspeitam de fraude na venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas do Master adquiridas pelo Banco de Brasília durante as negociações.

As alternativas na mesa

Segundo apurou a reportagem, os recursos para o BRB poderão vir do governo do Distrito Federal ou de outras negociações, como a venda de uma carteira de empréstimos com garantias da União negociada com os bancos Itaú e Bradesco, como o Estadão revelou.

O aporte governamental já estava na mesa, mas uma nova opção começou a ser discutida e considerada mais benéfica por auxiliares do governador Ibaneis Rocha (MDB): o BRB buscaria um empréstimo por meio de uma uma linha de liquidez do FGC oferecendo ativos do governo do DF como garantia.

O FGC possui um Fundo de Resolução para oferecer assistência e suporte financeiro aos bancos associados, como é o caso do BRB. Nesse caso, o fundo concederia um empréstimo para o Banco de Brasília, que por sua vez ofereceria as garantias para assegurar o pagamento da dívida. Os deputados distritais precisariam aprovar a concessão desse aval.

O governo Ibaneis estuda oferecer como garantia imóveis e ações da Companhia Energética de Brasília (CEB). Interlocutores do governador dizem que o empréstimo representaria um risco menor para o FGC do que o acionamento das garantias para investidores em uma situação extrema como liquidação ou federalização. A proposta final, porém, não está fechada.

Nos últimos dias, Ibaneis tem dito que o governo do Distrito Federal possui R$ 200 bilhões em imóveis que poderiam ser vendidos para bancar o aporte no BRB. Agora, esses imóveis também são avaliados como garantias para um empréstimo.
Por Daniel Weterman/Estadão

Ipiaú: Operação Dominus Areae, guarnições da ROTAM e PETO prende suspeito por "Tráfico de drogas" Bairro ACM


 
Durante rondas da Operação Dominus Areae, guarnições da ROTAM e PETO receberam informações de transeunte sobre tráfico de drogas em uma residência localizada no Caminho 6, bairro ACM.


No local, um homem, informou ser usuário e confessou possuir maconha para consumo. Com autorização da proprietária, foi localizado em seu quarto uma porção média de substância análoga a maconha, balança de precisão e embalagens para acondicionamento de drogas. 

Todo material e o autor foram conduzidos à delegacia para as providências legais.

Material apreendido

  •  1 porção média de substância análoga a maconha (100g)
  •  1 balança de precisão
  •  Diversas embalagens para acondicionamento de drogas
  • 1 celular Apple iPhone 11

O autor: Nacional, 22 anos e todo material apreendido foi apresentado na Delegacia Territorial de Ipiaú

FONTE: ASCOM / 55ª CIPM/PMBA, uma Força a serviço do cidadão!

Operação de Contenção localiza drogas e armas de fogo em encomendas enviadas pelos Correios

A Polícia Civil da Bahia realizou, nesta sexta-feira (23), a Operação de Contenção, no Centro de Distribuição dos Correios, no município de Simões Filho. A ação realizou a vistoria de encomendas em trânsito, destinadas à Bahia e para outros estados da federação, com o objetivo de identificar o uso do serviço postal para o envio de drogas e outros materiais ilícitos.

Durante a ação, foram apreendidos 2.840 g de maconha, 1.366 g de ecstasy (MDMA), 12 frascos de lança-perfume, 31 caixas contendo 61 itens de anabolizantes, peptídeos e hormônio do crescimento (GH), além de uma pistola calibre 20, um simulacro de arma de fogo e um revólver calibre .38.

A Operação de Contenção é realizada por meio do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), em ação integrada com a Coordenação de Recursos Especiais (CORE), tendo como foco a prevenção, intervindo na chegada de produtos ilícitos para o período do verão baiano, quando se concentra uma grande quantidade de turistas e foliões. A atividade contou com a participação da equipe do Setor de Inteligência dos Correios.

Todo o material apreendido será encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para a realização de exames periciais. As investigações terão prosseguimento no âmbito do DENARC, com o objetivo de identificar remetentes, destinatários e possíveis conexões com grupos criminosos que utilizam o sistema de encomendas para o tráfico interestadual de drogas.

Fonte: Camila Souza / Ascom PCBA

PF deflagra operação Barco de Papel para investigar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional

Rio de Janeiro/RJ. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (23/1), a operação Barco de Papel, com o objetivo de apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e das pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro a risco elevado e incompatível com sua finalidade.

Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro/RJ. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
A investigação, iniciada em novembro de 2025, visa apurar um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

O trabalho investigativo contou com o apoio da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social (SPREV/MPS), que elaborou o Relatório de Auditoria Fiscal que deu impulso à apuração.

Estão sendo apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Ibirataia avança com trabalho e resultados, e gestão Sandro Futuca responde a críticas do Giro Ipiaú

Desde o início do mandato, a Prefeitura tem priorizado infraestrutura, serviços públicos e qualidade de vida, com destaque da construção do novo Complexo Policial, um marco histórico para a segurança pública do município. A obra reforça o compromisso da gestão em oferecer melhores condições de trabalho às forças de segurança e mais tranquilidade à população.

Na zona rural, o patrolamento e cascalhamento das estradas vicinais seguem um cronograma contínuo, garantindo melhores condições de tráfego e acesso para produtores e moradores. As escolas do campo passaram por reformas, com instalação de banheiros em todas as unidades — uma reivindicação antiga da comunidade escolar — além de ampliações estruturais. A gestão também já planeja a implantação de energia solar nas escolas, preparando-as para receber ar-condicionado e reduzir custos a médio prazo.

Na educação, mais de 3.700 fardas escolares foram entregues aos alunos da rede municipal, promovendo dignidade, igualdade e alívio financeiro para as famílias. O acesso à tecnologia também avançou com a implantação de Wi-Fi nas escolas do campo, fortalecendo a inclusão digital.

A saúde recebeu atenção especial: o município conquistou novas ambulâncias, manteve a farmácia municipal abastecida e aprimorou o Transporte Fora de Domicílio (TFD), oferecendo mais conforto e segurança aos pacientes. A Prefeitura também mantém convênios e apoio contínuo ao Hospital Municipal, reconhecendo sua importância para a cidade e trabalhando para garantir seu pleno funcionamento.

Na área de segurança e iluminação pública, 100% da cidade já conta com iluminação em LED, trazendo mais economia e segurança. Além disso, está em curso a instalação de câmeras de monitoramento com reconhecimento facial, um avanço significativo no combate à criminalidade e na prevenção de delitos.

As ações sociais também marcaram a gestão: foi realizada a maior entrega de peixes da história de Ibirataia, com mais de 20 toneladas distribuídas, além da entrega de ovos de Páscoa aos alunos da rede municipal e a promoção de uma das maiores festas do Dia do Trabalhador já realizadas no município, valorizando a cultura e o lazer da população, cestas básicas foram entregues no Natal com frango e panetone.

No comércio e nos serviços públicos, a limpeza urbana tornou-se referência, com reforço na coleta, instalação de novas lixeiras e organização dos espaços públicos. A feira livre está passando por reformas estruturais, com novos galpões e cobertura, beneficiando feirantes e consumidores. Também estão programados a reforma do açougue municipal, já foi realizada a sinalização do Distrito de Algodão, e está em andamento a construção de um novo refeitório no Colégio José Firmino da Silva e outras melhorias importantes.

O olhar para o futuro é uma marca da atual gestão. Estão programadas a entrega de Casas Populares, a construção de uma praça de eventos, que será um novo espaço de lazer e cultura, e a construção de uma escola no Ponto Chic, ampliando o acesso à educação.

Como todo governo comprometido com a responsabilidade fiscal, decisões administrativas foram necessárias para reorganizar contas e contratos, sempre com o objetivo de garantir equilíbrio financeiro e continuidade dos serviços públicos. A gestão segue aberta ao diálogo, com transparência e disposição para corrigir rotas quando necessário, sem perder o foco no desenvolvimento de Ibirataia.

A gestão do governo Sandro Futuca demonstra que o trabalho não parou. Pelo contrário: a cidade segue avançando, com obras, investimentos e planejamento. O prefeito reafirma seu compromisso com a população e destaca que os resultados em andamento são a base para um futuro ainda melhor para Ibirataia.
Fonte: DECOM/Prefeitura Municipal de Ibirataia.

Encontro fortalece ações integradas e articulação entre órgãos da rede de proteção

              Ibirataia: Prefeitura através da SEDESC promove reunião da Rede de Proteção Familiar

Aconteceu nesta sexta-feira (23) uma reunião da Rede de Proteção Familiar em Ibirataia, com foco no fortalecimento das ações integradas de garantia de direitos da população. O encontro reuniu representantes de diversos órgãos que atuam na proteção e assistência às famílias do município. A iniciativa visa otimizar a atuação conjunta e assegurar respostas mais efetivas às demandas da comunidade.
A secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania, Luanna Figueiredo Fatel, destacou a importância da cooperação entre os órgãos da rede para garantir proteção e amparo às famílias. A prefeitura reforça o compromisso com políticas públicas que promovam o bem-estar e a inclusão social no município.
Fonte: DECOM/Prefeitura de Ibirataia

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Espingardas são apreendidas pela PM durante Operação Dominus Areae em Ipiaú

                                Armamentos foram encontrados na tarde da quinta-feira (22).
Duas espingardas de fabricação caseira foram apreendidas por equipes especializadas da Polícia Militar empregadas na ‘Operação Dominus Areae’, na tarde da quinta-feira (22), na cidade de Ipiaú, na região do Médio Rio de Contas. Equipes reforçam o policiamento na região, por tempo indeterminado, em combate às facções criminosas.

Os policiais realizavam o patrulhamento no bairro ACM e, após varreduras em uma residência utilizada por criminosos para esconderijo, encontraram as duas espingardas em um sótão.
O material foi levado para a Delegacia Territorial local e passará por perícia de uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

A operação, que tem como objetivo fechar o cerco contra as organizações criminosas, conta com o reforço no patrulhamento em áreas conflagradas e ampliação das abordagens por equipes do Comando de Policiamento Regional (CPR) Médio Rio de Contas (Cipe Central, da 55ª Companhia Independente da PM e Batalhão Rondesp, além de guarnições dos Batalhões de Choque (BPChoq), de Patrulhamento Tático Móvel (BPatamo) e Grupamento Aéreo (GRAER).
Fonte
Rafael Rodrigues

Quem acredita que Jerônimo será substituído por Rui?, por Raul Monteiro*

Enquanto setores da oposição ainda continuam acreditando em histórias da carochinha, como a de que o ex-governador Rui Costa (PT) pode substituir Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa estadual, alimentando a ilusória expectativa sobre a eclosão de uma crise no ambiente governista provocada pela troca das peças do tabuleiro sucessório, o governador, o ministro da Casa Civil e Jaques Wagner avançam na organização das tarefas políticas que cada um deles assumirá para assegurar a reeleição do chefe do Executivo estadual e do senador petista, além da vitória do hoje principal auxiliar do presidente Lula em sua corrida ao Senado.

Indiferentes às pesquisas que continuam apontando o favoritismo de ACM Neto (União Brasil) ao Palácio de Ondina, à dificuldade do governador, reconhecida pelos próprios parceiros, de se concentrar mais na gestão do que nas atividades políticas, assim como à alegada fadiga de material decorrente do extenso tempo de duas décadas que o grupo comanda o Estado, as três lideranças petistas já traçaram o plano no qual devem se basear para percorrer o Estado, levando a mensagem de que o PT, e em especial Jerônimo, merecem a oportunidade de continuarem guiando os destinos da Bahia e dos baianos.

Pelas informações a que este colunista teve acesso, enquanto Jerônimo e Wagner se dedicarão à campanha no interior, dando particular atenção aos municípios menores, nos quais a última campanha mostrou que reside a força petista estadual e nacional, Rui vai investir pesado em Salvador, berço político de Neto e reduto eleitoral de seu grupo, onde o prefeito Bruno Reis (União Brasil) permanece dando as cartas depois de uma reeleição que o consagrou como segunda liderança do netismo no Estado. As escolhas obedecem ao princípio de que é preciso potencializar o envolvimento de cada um nas áreas onde são considerados melhores.

Com histórico de atenção especial à capital baiana, a qual muitos diziam, durante o período em que comandou a Bahia, que tinha interesse em governar, Rui pretende resgatar seu passado de investimentos na cidade, sobretudo nas áreas periféricas, valendo-se, ainda, dos novos empreendimentos como o VLT do Subúrbio e de muitos outros capitaneados pela Conder, onde alocou o competente ex-vereador José Trindade, para reforçar a narrativa de que Jerônimo precisa permanecer na cadeira de governador para dar continuidade às ações que visam atender as populações historicamente marginalizadas da cidade.

A contrapartida ao trabalho na capital será liderada por Jerônimo e Wagner no interior, mobilizando os prefeitos alinhados há mais tempo e os que foram incorporados mais recentemente, depois das eleições municipais, no que, na visão dos três, pode pôr fim às especulações de que, além da polêmica envolvendo a exclusão do senador Angelo Coronel em favor de uma chapa exageradamente petista, haveria uma desconfiança forte no grupo quanto à capacidade de Jerônimo conseguir se reeleger no mês de outubro próximo, cuja origem está, na verdade, na insatisfação de grande parte do PT quanto à predominância do grupo de Wagner no governo estadual.

*Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Por Raul Monteiro*

Deputada bolsonarista entra com ação e projeto contra reserva de vagas para trans

A deputada bolsonarista Júlia Zanatta (PL-SC) apresentou um projeto de lei que proíbe a reserva de vagas para pessoas trans em universidades públicas e privadas e entrou com representação contra o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina em reação a uma política para a inclusão de transgênero.

As duas medidas são uma resposta à aprovação de uma ex-major da Polícia Militar de Santa Catarina no curso de medicina da UFSC. Lumen Lohn Freitas, que é trans, foi aposentada compulsoriamente em 2024 sob justificativa de "inconstância laboral e questões de ordem comportamental".

Na representação protocolada junto ao Ministério Público Federal de Santa Catarina contra o reitor Irineu Manoel de Souza, Zanatta critica a reserva de 2% das vagas dos cursos de graduação e pós-graduação a pessoas trans.

"A adoção da referida política afirmativa não se limita a efeitos internos ou experimentais, mas impacta concretamente o acesso de milhares de candidatos às vagas do ensino superior público federal, redistribuindo oportunidades com base em critério não previsto em lei e alterando a concorrência nos certames seletivos", escreve.

A parlamentar também diz que, "ao adotar critérios identitários não previstos em lei, a universidade deixa de atuar como instituição acadêmica imparcial e passa a funcionar como agente de validação normativa de determinada agenda ideológica, utilizando a estrutura estatal para antecipar decisões que caberiam ao Poder Legislativo".

Na representação, Zanatta pede a instauração de procedimento administrativo para apurar a legalidade e constitucionalidade do ato normativo da UFSC que instituiu cotas para pessoas transgênero, além de informações sobre a base legal adotada para a criação da política e o fundamento jurídico utilizado para a criação da reserva de vagas, entre outras coisas.

Ela também protocolou um projeto para proibir a criação de cotas ou reserva de vagas para transgênero em universidades públicas e privadas e em concursos públicos para ingresso no serviço público federal, estadual e municipal.

O objetivo, afirma na justificativa, é "garantir que os processos seletivos de instituições de ensino superior e concursos públicos se mantenham baseados em critérios de mérito, competência e capacidade individual, assegurando a igualdade de tratamento para todos os candidatos, sem distinções baseadas em identidade de gênero".

Zanatta argumenta que "a reserva de cotas específicas para pessoas 'transgênero' pode gerar conflitos com o princípio da igualdade consagrado na Constituição Federal, que prevê tratamento isonômico a todos os cidadãos, independentemente de características pessoais".
Por Danielle Brant/Folhapress

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