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Aos 99 anos, Mestre Felipe segue ensinando os valores da Capoeira Angola

Em uma visita memorável ao Recôncavo Baiano, estudantes da UESC e o grupo Mucumbo celebraram o legado, a sabedoria e a resistência do capoeirista mais velho do mundo em atividade. No último final de semana (06 e 07 de junho de 2026), o município de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, foi palco de um encontro que uniu gerações, história e muita emoção. Um grupo de estudantes do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), acompanhados pela professora doutora Flávia Alessandra de Souza, esteve presente para homenagear o Mestre Felipe Santiago, que completou 99 anos em 11 de maio de 2026.

A filosofia do Mestre: elegância, amor e bem-estar

Mais do que técnica, Mestre Felipe — carinhosamente chamado de “Neco” — compartilha uma lição de vida. Hoje, enfrentando desafios de saúde, ele brinca com a sabedoria de quem já viveu muito: “Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé”. Ele recebe a todos com uma elegância e gentileza singulares, dedicando seus dias a transmitir os valores aprendidos com os antigos. Como ele mesmo diz: “Nasci não tive, vou morrer não vou levar; aquilo que souber não me custa nada eu passar”.
Para o Mestre, a capoeira — que ele afirma ter sido o primeiro esporte do mundo — não é violência, mas uma prática de bem-estar, filosofia e inteligência emocional, mantendo o foco na mandinga, na estratégia, na ancestralidade e na ritualística. Ele enfatiza: “O capoeirista deve ser contido, não exibicionista”.

Para ele, a fama não vem apenas do jogo, mas da educação, da ética e da diplomacia. “Você entra para se mostrar, ele entra para aprender”, diz, reforçando que o verdadeiro capoeirista é aquele que sabe brincar e apanhar sorrindo, sem ser tomado pelo ódio ou pela raiva.

Conexões entre teoria e ancestralidade

A visita foi uma imersão na história de resistência do povo negro. Mestre Felipe recorda como a capoeira era perseguida e vista como “coisa de malandro”, nascida nos matos e nas pontas de rua, até ganhar as praças e, finalmente, as escolas.

Os estudantes da UESC puderam correlacionar essas memórias com as reflexões de W.E.B. Du Bois, em As Almas do Povo Negro, percebendo a capoeira como um instrumento vital de resistência cultural. O Mestre também relembra figuras como o justiceiro Besouro Mangangá, que utilizava a capoeira para defender os menos favorecidos das injustiças sociais da época.

O despertar de um Mestre
O interesse de Mestre Felipe pela capoeira nasceu ainda na infância, observando rodas realizadas sob as árvores de Santo Amaro. Seu impulso decisivo veio aos 18 anos, quando, durante uma conversa sob uma jaqueira com Mestre Arlindo, começou a cantar e recebeu o incentivo que mudaria sua trajetória: “Neco, você tem jeito”. Após interrupções causadas pelo trabalho, a disciplina o conduziu ao aperfeiçoamento. Sobre a evolução das músicas e da própria capoeira, ele pontua: “A mudança é necessária, mas temos que ver como e em quê se muda”.

Um encontro de fraternidade: o grupo Mucumbo
A visita contou com a presença da Associação de Capoeira Angola Mucumbo, fundada pelo saudoso Mestre Virgílio, de Ilhéus, considerado um “irmão de capoeira” de Mestre Felipe. Cumprindo o ensinamento deixado por Mestre Virgílio de sempre honrar seu amigo, os integrantes do Mucumbo uniram-se aos estudantes da UESC para celebrar esse elo eterno de amizade, respeito e ancestralidade.

“Eu Nasci em Santo Amaro”

Durante o encontro, o grupo também esteve com Simone Ferreira Souza, filha do Mestre, responsável por registrar essa trajetória no livro Eu Nasci em Santo Amaro: Relatos Biográficos e Memórias. A obra constitui um importante documento sobre os mestres do Recôncavo Baiano e sobre a capoeira como processo de aprendizagem, transmissão de saberes e preservação da memória cultural.
A lição final

A matéria encerra-se com o convite que Mestre Felipe faz a todos em forma de poesia: “Capoeira, esporte é defesa, é ataque, é luta e é dança, é cultura e é folclore, é saúde e é arte. […] trago a capoeira enraizada no meu corpo e plantada no meu coração. Por isso eu aviso a vocês que façam o que eu faço: faça da capoeira a planta e o seu coração o jarro.” A visita termina com o Mestre entoando versos inesquecíveis: “O seu chofer, é hora de viajar, eu estava na beira da linha fazendo farinha para o carro levar.” Acompanhe o Mestre Felipe Santiago: @mestrefelipesantiago e o grupo MUCUMBO em @mucumbo_acam.

Autor: Matheus de Oliveira Silva, estudante de Ciências Sociais na UESC e psicólogo, em constante busca dos saberes ancestrais para compreender as feridas e as curas do nosso tempo. @matheuspsicologo_
(Compartilhado do Giro Ipiaú)

2ª Festa Literária de Ipiaú destaca memória, território e tradição cultural

Evento acontece de 17 a 19 de junho, com programação gratuita reunindo escritores, oficinas, lançamentos de livros e apresentações artísticas
Foto: Janaina Castro
A literatura, a oralidade e as diferentes formas de preservação da memória estarão no centro da programação da 2ª Festa Literária de Ipiaú (Flipiaú), que acontece de 17 a 19 de junho, com acesso gratuito. O evento será realizado no Mercado da Economia Criativa Cleraldo Andrade, inaugurando o espaço reformado pela prefeitura, parceira da Flipiaú.

O tema “Um Rio de Memórias” propõe um mergulho na identidade ipiauense. O nome Ipiaú vem do tupi e significa “Rio Novo”, um lugar moldado pelo encontro das correntezas, das histórias e das pessoas. A 2ª Flipiaú reunirá escritores, artistas, educadores, estudantes e leitores em mesas de debate, oficinas, lançamentos de livros, atividades infantojuvenis e apresentações culturais. A programação inclui debates sobre oralidade, patrimônio, território, juventude, ancestralidade e apagamento social, além de atividades voltadas para crianças e adolescentes.

Até o dia 19, o público poderá participar de mesas e painéis com convidados como Ruy Póvoas, Alba Darabi, Lívia Natália, Rita Santana, Silvana Carvalho, Bell Puã, Má Reputação, Emília Nuñez, Brisa Aziz, Olinda Tupinambá, Ane Pataxó, Kelner Atikun-Pankará, Hawk, Murilo Araújo e José Américo Castro.
Oficinas artísticas e culturais
Foto: Janaina Castro
As oficinas integram diferentes linguagens artísticas e culturais: contação de histórias, poesia, bordado, preservação de vinis, confecção de máscaras, entre outros. As atividades serão conduzidas por convidados como Henrique Filho, Chrys Santos, Paulinho Barbosa, Silvia Clícia Soares e Fagner Alves.

O espaço infantojuvenil contará com ações da Fundação Pedro Calmon por meio de atividades de leitura, contação de histórias e do projeto “Leve e Leia”, além da presença do Robozão — uma parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (SECTI). O incentivo à formação de leitores também estará presente nos lançamentos de livros e nos estandes de editoras e autores.

Além da programação literária, a Flipiaú contará com feira de artesanato, praça de alimentação e apresentações artísticas de stand-up, música, teatro, dança, cultura popular e circo. Entre as atrações confirmadas estão Negro Freeza, Boi Estrela e o Coletivo Nós no Mundo.

Flipiaú aproxima literatura das comunidades da região
Foto: Janaina Castro
O evento reafirma a proposta de aproximar a literatura das comunidades do Médio Rio de Contas, promovendo encontros entre diferentes gerações. A programação completa será divulgada em breve nos canais oficiais da Flipiaú.
Foto: Janaina Castro
A 2ª Flipiaú - Festa Literária de Ipiaú é uma realização da Voo Audiovisual, Sangue Novo e Casa da Cultura de Ipiaú, em parceria com a Prefeitura Municipal de Ipiaú.

O projeto conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria do Turismo do Estado da Bahia, do Programa Bahia Literária, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia e da Fundação Pedro Calmon. O projeto tem ainda o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria da Educação do Estado da Bahia, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.SERVIÇOO que: 2ª Festa Literária de Ipiaú (Flipiaú) - Um Rio de MemóriasQuando: 17 a 19 de junhoOnde: Mercado da Economia Criativa Cleraldo Andrade (Praça Salvador da Matta)Acesso gratuito

Site: www.flipiau.com.br/Instagram: @flipiau
Assessoria de imprensa/Jane Fernandes (71) 99162-1311

Conselho Municipal de Cultura de Ipiaú tem novos representante

Com a presença da recém-nomeada Secretária  da Cultura, Esportes, Turismo e Eventos, Erlandia Souza, foi eleita na última quarta-feira, 15, a composição do Conselho Municipal de Politica Cultural de Ipiaú (CMPC). 

O pleito aconteceu  no auditório do  Complexo Esportivo, Educativo e Cultural Dr. Salvador da Matta, e reuniu representantes de diversos segmentos comprometidos com a cultura local.  

A composição foi mantida com  50% de representantes da sociedade civil e o mesmo percentual de representantes do  Poder Público, os quais ocuparam os cargos do colegiado por indicação. 

A disputa eleitoral se deu entre os membros da sociedade civil que elegeram os representantes de cada setor. Em seguida a assembleia   elegeu o presidente e a secretária    do órgão, sendo respectivamente  José Américo da Matta Castro e  Marcella Almeida Santos. 

A nova composição do CMPC ficou assim constituída: 

ESCRITORES- José Américo da Matta Castro(Titular) e Albione Souza (Suplente); 

ARTESANATO-  Marcella Almeida Santos (Titular) e  Neide Vieira Souza(Suplente); 

MÚSICA-  Igor Santos Pereira (Titular) e  Maxwell Cruz dos Santos (Suplente);

ARTES CÊNICAS- Carlos Henrique dos Santos(Titular) e Vilma Souza Pereira(Suplente);

PRODUTORES CULTURAIS- Márcio Barreto(Titular) e João Kleber Fernandes(Suplente).

ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS- Carine de Araújo Barbosa(Titular ) e Emidio Souza Neto(Suplente). 

Até a próxima quarta-feira, 21, serão preenchidas as vagas destinadas aos setores de Audiovisual e Matrizes Africanas/ Indígenas .

O setor governamental está formado com as seguintes representações: 

SECRETARIA DA CULTURA; Erlandia Souza(titular) e   Clara Silva Britto Gonçalves( Suplente);

DIRETORIA DE CULTURA- Sunelma Santana Calhau( Titular) e Sinara da Silva Barreto (Suplente)

DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO- Marcelo Silva(Titular) e Gabriel Salles (Suplente); 

SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO:  Gabriel Lopes Ferreira(Titular)  e  Liz Santos Silva Cruz(Suplente);

SECRETARIA DE AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE- Ananias Luiz Souza Filho (Titular) e Poliandro Silva Santos( Suplente); 

SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO  SOCIAL- Ana Paula Marinho Calheira(Titular) e Mirele Fontoura Carvalho Freire( Suplente);

PODER LEGISLATIVO-  Cláudio Manoel Costa Nascimento ( Titular) e Mônica Souza dos Santos; 

UNEB- Mateus Felix dos Santos( Titular) e Tereza Cristina Damásio Cerqueira(Suplente).

Uneb promove lançamento do novo livro de Wilson Midlej

O Centro de Estudos Euclides Neto/UNEB/Campus XXI tem buscado propiciar espaços para a divulgação das produções regionais que trazem as memórias, as identidades e as culturas que formam Ipiaú.
A própria denominação deste espaço de pesquisa e extensão, integrado ao ensino, revela sobejamente tal meta. Dar visibilidade às diversas vozes é fazer valer as diferentes existências.

É nesta perspectiva que acontece , na próxima segunda-feira, 24, o lançamento do livro “ A saga dos Sírios e Libaneses no Sudoeste da Bahia”, do escritor e jornalista Wilson Midlej.

Participante da Academia de Letras de Jequié, autor das obras Crônicas da Bahia sob o sol de Jequié (2014), Gatilhos da Memória: a eternidade do tempo (2015) e Anésia Cauaçu – Lendas e histórias do sertão de Jequié” (2017), Wilson Midlej traz agora uma produção memorialística que tem como propósito a recuperação do passado dos imigrantes sírio-libaneses na região cacaueira.

Sob a coordenação das professoras Izabel Cristina Alves, do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT), e Adilma Nunes Rocha (CEEN), a mesa terá mediação do professor Fagner Alves e será composta pelos professores Sérgio Mattos, prefaciador do livro, e Jussara Midlej, revisora técnica.

JORNALISMO LITERÁRIO

No prefácio da obra o jornalista Sérgio Mattos, comenta que “através da narrativa, o autor vai cruzando os dados de vida individual e ou coletiva com os contextos social, cultural e econômico da época.

Para tal ele usa técnicas literárias e jornalísticas apresentando uma linguagem clara e acessível para os leitores, despertando neles o interesse pela narrativa e nuances da vida real.

Não seria exagero pontuar que este trabalho de pesquisa e resgate poderia também ser classificado como livro reportagem, dentro do jornalismo literário.”

O lançamento será às 19h, no auditório CETEP/UNEB, com apoio do CEEN (Centro de Estudos Euclides Neto)/UNEB/DCHT/CAMPUS XXI/IPIAÚ.

Artista plástica Barbara Tannus expõe esculturas e objetos de design em porcelana no Casarão

Neste final de semana, sábado, 22, e domingo, 23, acontece no Espaço Cultural Casarão de Zé Américo, a exposição Reminiscências, da artista plástica Bábara Tannus, A mostra envolve escuÍturas e objetos de design em porcelana que dialogam com a memória, a natureza e as urgências do nosso tempo.

Na estreia do evento ocorrerá um espetáculo musical com o cantor e compositor Celso Rommel, além de uma vernissagem.

A artista recria formas que evocam temas como o aquecimento global, a fauna brasileira e as migrações, ao mesmo tempo em que celebra a beleza das frutas e sementes da Amazônia. Tudo isso através de suas delicadas peças de design.

“Recupero memórias da vida que tinha no Brasil, como quero também compartilhar minha visão do mundo atual”, celebra Barbara. As obras serão exibidas em suportes naturais e rústicos – materiais reaproveitados que reforçam a conexão entre arte e sustentabilidade.

Reminiscências convida o púbÍico a revisitar o passado para compreender o presente em uma viagem sensíveÍ entre memória e matéria.

Minibio
Bárbara Tannus nasceu na cidade de Salvador. Viveu a juventude na Bahia e, nos primeiros anos, conheceu o sertão, em Mundo Novo,l e depois as terras do cacau, em Ipiaú. Em Salvador desde os anos 1970, se dedicou à pintura sobre porcelana.

Em 1985, instalou-se em Paris, dando continuidade ao seu trabalho. Nos anos 1990, acrecentou sua dedicação à cerâmica na criação e design de peças únicas.

Descobriu, nos anos 2000, a paixão pela escultura. A reminiscência de figurações míticas da cultura brasileira inspiraram suas criações, como também as atualidades do mundo.

Atualmente Bárbara continua a acrescentar ao seu trabalho diversas técnicas usadas na cerâmica: grés, porcelana, porcelana-papier, esmaltagem e pátina.

O ateliê de cerâmica que ela mantém em Paris, desde 2010, é um espaço de transmissão de suas experiências e cultura.

Bárbara já realizou exposições no Brasil, na França, no Porto (Portugal) além de Viena e Nova York.

Ricardo Ishmael lança livro e participa de bate-papo na 1ª Flipiaú

                 Jornalista e escritor debateu educação e lançou o livro ‘Quinca no mundo da lua’

O jornalista e escritor Ricardo Ishmael participou nesta sexta-feira (14) do painel “Reimaginando infâncias possíveis: a literatura no tratamento de temas sensíveis”, no último dia da 1ª Festa Literária de Ipiaú - Flipiaú. Recebido calorosamente pelo público que lotava o espaço O tempo é chegado, o apresentador do Jornal da Manhã (TV Bahia) ressaltou a importância da interiorização dos eventos literários, que tem percebido desde 2023.

“Isso faz com que o recurso chegue aos territórios, aos autores, às autoras e aos realizadores locais. Faz com que brotem dessas experiências futuros autores e futuras autoras. Com oficinas, encontros, olho no olho e conversas, certamente pessoas sairão desses eventos impactadas e talvez até motivadas a escrever suas histórias. Essa é a importância de eventos como este”, comentou Ricardo.

O escritor também lançou o livro infantil “Quinca no Mundo da Lua”, que conta a história de uma criança neurodivergente com hiperfoco na lua. Os pais não conseguem lidar com suas particularidades e a trama avança quando o garoto reage de forma inesperada e mágica às tensões do cotidiano. O final reforça a importância de acreditar nos sonhos. O jornalista já publicou sete livros, seis deles infantis lançados pela Mojubá Editora, criada por ele em 2020.

Durante o encontro, Ricardo falou sobre a obra do homenageado da Flipiaú: Euclides Neto. “É muito impactante tudo isso, a obra de Euclides Neto e a importância dele. Estar nesse lugar que é tão simbólico, nessa casa, é interessante porque parece que ele está presente em tudo, em cada detalhe. Essa foi a sensação que tive desde que entrei aqui. Isso mostra que a obra permanece viva.”

Presente no evento, a estudante de Letras Eliene Fagundes comentou sua relação com a leitura. “Sempre gostei muito de leitura e, com a perda da visão, encontrei na literatura um refúgio ainda maior. Estou descobrindo outras formas agora, principalmente por meio do braille, que aprendi na Casa de Acolhimento. Voltei a escrever e a ler em braille. Estou retomando esse gosto, porque sinto prazer mesmo na leitura. A literatura faz a gente viajar e conhecer outros mundos sem sair do lugar. Este momento hoje foi muito importante e despertou meu interesse.”

A 1ª Flipiaú é uma realização da Voo Audiovisual e foi contemplada no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com apoio do Governo do Estado da Bahia, pelas secretarias de Educação e de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.

O edital integra a política estadual e federal de fomento cultural, conforme o Decreto Federal n.º 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura (Lei n.º 12.365/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei n.º 13.193/2014), o Plano Estadual de Educação da Bahia (Lei n.º 13.559/2016) e a Lei Federal n.º 14.133/2021. O projeto conta ainda com apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.

Escritores locais ganham destaque na Flipiaú

                       A obra de Euclides Neto foi tema de painel com Albione Souza e Rita Lyrio
A 1ª Festa Literária de Ipiaú - Flipiaú, que homenageia o centenário de Euclides Neto, entra na reta final com grande participação do público. A programação segue diversa, gratuita e reúne autores locais e regionais em feiras de livros, rodas de leitura, contação de histórias, lançamentos literários, painéis, oficinas e apresentações artísticas e musicais. O evento termina nesta sexta-feira, 14 de novembro.
Na penúltima noite, uma roda de conversa dedicada à obra de Euclides Neto reuniu os professores Albione Souza e Rita Lyrio, ambos estudiosos do escritor. Rita é autora de “Rasuras Grapiúnas: linguagem, memória, história e gênero na obra de Euclides Neto”, enquanto Albione escreveu “Os Despossuídos da Terra: conflitos Sociais no campo e representações dos trabalhadores rurais na produção intelectual de Euclides Neto”.

“A Flipiaú já se afirma pela qualidade e pelo volume das atividades realizadas. A homenagem ao nosso escritor Euclides Neto é mais que merecida, pois sua literatura se compromete com questões sociais. Toda a comunidade ganha com iniciativas como esta, sobretudo os escritores locais e regionais, que alcançam novos leitores e ampliam o interesse pela leitura e pelos livros”, afirmou Albione.

Secretário de Cultura destaca que literatura segue pulsante
Entre os presentes estiveram o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro; o secretário de Cultura de Ipiaú, Caio Braga; e a deputada estadual Lucinha do MST (PT-BA), atualmente em suplência.

“Confesso que estou especialmente emocionado por estarmos em um ambiente onde o homenageado não só viveu, mas buscava inspiração para escrever, refletir e organizar a luta. Ele foi uma referência importante para a reforma agrária, uma pauta necessária nos dias atuais. Vi crianças brincando sob as árvores, atividades acontecendo em vários pontos e percebi como a literatura segue viva e pulsante”, declarou Bruno Monteiro.

Na biblioteca de extensão da Bibex, estudantes das redes pública e particular participaram de leituras mediadas e responderam a um quiz que premiou alunos com livros.

No espaço O Tempo é Chegado, o público acompanhou a leitura do roteiro adaptado para cinema de “Os Magros”, obra de Euclides Neto, escrito por Edson Bastos. O penúltimo dia foi encerrado no Espaço Machombongo com apresentações da banda Manzuá e do grupo OQuadro.

Ricardo Ishmael é destaque no encerramento da Flipiaú

Um destaque do último dia da Flipiaú é o painel “Reimaginando infâncias possíveis: a literatura no tratamento de temas sensíveis”, com o escritor, jornalista e apresentador da TV Bahia Ricardo Ishmael, às 16h, no espaço O Tempo é Chegado. Ricardo também fará o lançamento de seu livro infantil “Quinca no Mundo da Lua”.

Pela manhã, o evento recebe uma oficina de hip hop com Sávio Oliveira e o lançamento do livro “Autismo e Direito – Como acessar o BPC e garantir os direitos da pessoa com TEA”, de Luciana Oliveira.

À noite, o Espaço Machombongo, na Praça Rui Barbosa, recebe a cerimônia de encerramento da 1ª Festa Literária de Ipiaú e as apresentações das bandas Mulheres em Domínio Público e IFÁ. Confira a programação completa da Flipiaú no site flipiau.com.br e nas redes sociais @flipiau.

Uma realização da Voo Audiovisual, a 1ª Flipiaú foi contemplada no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio das secretarias de Educação e de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.

O edital integra a modalidade de fomento à execução de ações culturais, de acordo com o Decreto Federal n.º 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura (Lei n.º 12.365/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei n.º 13.193/2014), o Plano Estadual de Educação da Bahia (Lei n.º 13.559/2016) e a Lei Federal n.º 14.133/2021. O projeto conta ainda com apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria de Educação do Estado, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.

Assessoria de Imprensa
Jane Fernandes e Fábio Rodella
(71) 99395-2000

Flipiaú promove troca de alimentos por livros na campanha Bahia Sem Fome

A 1ª Feira de Literatura de Ipiaú (Flipiaú) integra a campanha Bahia Sem Fome, promovendo uma ação solidária que troca 2 quilos de alimentos por livros. A iniciativa tem o objetivo de mobilizar a sociedade no enfrentamento à insegurança alimentar em todo o estado. A campanha é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Coordenação Geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome. 

Durante a feira, o público é convidado a doar alimentos não perecíveis e, em contrapartida, receber um livro. Entre as opções disponíveis estão obras de Euclides Neto, Victor Hugo e títulos publicados pela Editus – Editora da UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz).

As doações podem ser feitas em dois pontos da programação: no Espaço Machombongo, na Praça Rui Barbosa; e no Espaço O Tempo é Chegado, na Casa de Euclides Neto. A proposta une literatura e solidariedade, promovendo a partilha de saberes e o combate à fome de forma simbólica e concreta.

Uma realização da Voo Audiovisual, a 1ª Flipiaú foi contemplada no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.

O edital integra a modalidade de fomento à execução de ações culturais, conforme o Decreto Federal n.º 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura (Lei n.º 12.365/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei n.º 13.193/2014), o Plano Estadual de Educação da Bahia (Lei n.º 13.559/2016) e a Lei Federal n.º 14.133/2021.

O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.

Jean Wyllys e Nádia Akawã participam de paineis no 2º dia da Flipiaú

Festa Literária de Ipiaú debate cultura, educação e ancestralidade com autores convidados.
 Bate-papos, cordéis, oficinas, apresentações musicais e lançamentos de livros marcaram o segundo dia da 1ª Festa Literária de Ipiaú (Flipiaú). Os espaços voltaram a ficar lotados, com destaque para as participações do escritor e jornalista Jean Wyllys e da líder indígena Nádia Akawã. O evento em homenagem ao centenário de Euclides Neto segue até o dia 14.
Jean Wyllys veio à Bahia para participar da Flipiaú, onde integrou o painel “Educação e cultura: Um outro mundo possível”, no espaço Menino Traquino. O escritor também lançou seu livro de contos “O anonimato dos afetos escondidos”, com narrativas de ficção que exploram temas como solidão, violência e desejo clandestino em corpos negros e LGBTQIA+.

Durante visita à Casa de Euclides Neto, acompanhada por uma das filhas do escritor homenageado, Wyllys comentou que nunca tinha ido a Ipiaú, mas conhecia o município pelas obras de Euclides. “A Flipiaú valoriza a educação e a leitura como caminhos para o diálogo. A beleza do mundo está nas nossas diferenças, mas temos algo em comum que precisamos preservar. Nesse sentido, é um sucesso.”

As reflexões sobre o destino da terra estão no centro da obra de Euclides Neto, que observava as monoculturas concentradas nas mãos de poucos proprietários, mas trabalhava por uma convivência coletiva voltada ao bem comum.
Inspirada nesse pensamento, a mesa “Lições sobre a Terra”, contou com a presença de Nádia Akawã, liderança indígena do povo Tupinambá de Olivença. “A colonização nunca saiu de nós. Nunca estivemos livres desse sistema opressor que conduz a vida das pessoas”, comentou.

Estudantes visitam Flipiaú
O espaço O Tempo é Chegado recebeu estudantes de escolas públicas e particulares do ensino fundamental. Eles participaram de atividades como oficinas, painéis, mesas de discussão e mediação de leitura na Bibex – Biblioteca de Extensão, instalada dentro de um ônibus e cedida pela Fundação Pedro Calmon.

A professora Simone Ribeiro, da Escola Municipal Lessa de Moraes, destacou a importância da experiência. “Ficamos lisonjeados por ver nossos alunos conhecendo um pouco da literatura e da história de Euclides Neto.”
À noite, o Espaço Machombongo, na Praça Rui Barbosa, teve uma programação especial com performance de Daniela Galdino, leitura de cordel, apresentação do Boi Estrela e o lançamento do livro “Euclides Neto: Trilhas de um Escritor da Terra”, de Denise Teixeira, Odorico Leal e Max Bandeira. O dia foi encerrado com o show de Ayam Ubráis Barco.

Terceiro dia tem leitura de roteiro e contação de histórias

O destaque do terceiro dia é a leitura do roteiro adaptado do livro “Os Magros”, de Euclides Neto, para o cinema, escrito por Edson Bastos. A leitura será coordenada por Negro Du, com participação de atores profissionais e exposição dos figurinos originais criados por Flávia Novais, às 16h, no espaço O Tempo é Chegado.
Durante a manhã, o local recebe oficina de contação de histórias e o painel “Escrever para as Infâncias”, além do lançamento de livros voltados para o público infantojuvenil. No Espaço Machombongo, as atividades do dia serão encerradas com os shows da banda Manzuá e do grupo OQuadro.

Confira a programação completa da 1ª Festa Literária de Ipiaú – Flipiaú no site flipiau.com.br e acompanhe nas redes sociais @flipiau.
Uma realização da Voo Audiovisual, a 1ª Flipiaú foi contemplada no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.

O edital integra a modalidade de fomento à execução de ações culturais, conforme o Decreto Federal n.º 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura (Lei n.º 12.365/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei n.º 13.193/2014), o Plano Estadual de Educação da Bahia (Lei n.º 13.559/2016) e a Lei Federal n.º 14.133/2021.

O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.
Assessoria de Imprensa
Jane Fernandes e Fábio Rodella
(71) 99395-2000

Abertura da 1ª Feira de Literatura de Ipiaú teve grande participação popular

O evento que celebra o centenário do escritor Euclides Neto emocionou o público com a história dele, filme e apresentação musical

Um animado cortejo da Fanfarra Municipal de Ipiaú desfilou pelas ruas da cidade para dar início à 1ª Feira de Literatura de Ipiaú – Flipiaú nesta terça-feira (11), data em que o escritor Euclides Neto completaria 100 anos se estivesse vivo. O trajeto seguiu da Praça Rui Barbosa até o bairro Conceição onde está localizado o espaço “O Tempo é Chegado”, antiga residência do autor.

O local foi o cenário da inauguração do Marco do Centenário de Euclides Neto, em uma cerimônia com a presença dos filhos Angélia, Spártacus, Marcelo e Denise Teixeira, além de autoridades, artistas e membros da comunidade literária. O espaço ficou completamente lotado, em uma celebração que uniu arte, memória e emoção.

No início da noite, o público participou de uma visita guiada pela casa de Euclides Neto, conduzida por sua filha Denise Teixeira, uma das curadoras da Flipiaú. A arquiteta contou que ajudou a projetar e construir o imóvel em 1982. “É bonito ver que todos podem visitá-la. A casa foi construída com muito cuidado, sempre pensando na perenidade. Fizemos questão de usar materiais da região. Ela foi feita para abrigar a velhice dos meus pais — e assim foi feito”, lembrou emocionada.

Ao passar pelo escritório, Denise ressaltou: “Aqui, meu pai escreveu a maior parte da sua obra. Aos 60 anos, ele entregou o escritório para meu irmão Marcelo e passou a se dedicar exclusivamente à escrita.” 

Poesias e cinebiografia contam história do escritor

Na sequência, o mestre de cerimônias Marcos Duarte iniciou a abertura da Flipiaú, com declamações de poesia e cordel inspiradas em Euclides Neto, seguidas da exibição da cinebiografia “Dr. Ocride” (2018), dirigida por Edson Bastos e Henrique Filho. 

“Estamos hoje na Flipiaú celebrando os 100 anos de uma grande personalidade da literatura brasileira, que nasceu nesta cidade. A feira literária é uma forma de reconhecer a importância e a permanência da memória de Euclides Neto”, ressaltou o presidente da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, representante do governador Jerônimo Rodrigues na cerimônia. 

O evento contou ainda com a presença da prefeita de Ipiaú, Laryssa Dias; do vice-prefeito Orlando Santos; da secretária de Educação Erlândia Souza; do secretário de Cultura Caio Braga; da reitora da UNEB – Campus XXI, Izabel Dias; e da deputada federal Elisângela Araújo (PT/BA) – atualmente na suplência. 

Encerrando o primeiro dia de programação, o público foi embalado pelo som de Chico Sanfoneiro, que colocou todos para dançar em um clima de alegria e celebração cultural. A Flipiaú segue até o dia 14 (sexta) com escritores convidados, lançamentos de livros, oficinas e apresentações artísticas e musicais. 

Jean Wyllys lança livro e debate educação 

Um dos destaques do segundo dia da Flipiaú (12) é a participação do jornalista e escritor Jean Wyllys, no painel “Educação e Cultura: Um outro mundo é possível!”, que tem Rebeca Vivas como anfitriã e acontece 19h no espaço O Menino Traquino. Jean fará também o lançamento do livro “O anonimato dos afetos escondidos”.

Durante a manhã, o espaço recebe mesas com saberes dos povos originários, as memórias de Euclides Neto e o processo de produção de livros. Durante a noite, o Espaço Machombongo (Praça Rui Barbosa) terá performance de Daniela Galdino, lançamento da nova biografia de Euclides Neto e apresentação do Boi Estrela e do cantor Ayam Ubráis Barco. 

Veja a programação completa da 1ª Festa Literária de Ipiaú - Flipiaú no site flipiau.com.br e acompanhe tudo no instagram @flipiau. 

Uma realização da Voo Audiovisual, a 1ª Flipiaú foi contemplada no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.

O edital é direcionado à modalidade de fomento à execução de ações culturais, conforme o Decreto Federal n.º 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura (Lei n.º 12.365/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei n.º 13.193/2014), o Plano Estadual de Educação da Bahia (Lei n.º 13.559/2016) e a Lei Federal n.º 14.133/2021. O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia

Assessoria de imprensa

Jane Fernandes e Fábio Rodella

(71) 99395-2000

1ª Festa Literária de Ipiaú movimenta programação cultural da cidade

O evento vai homenagear o centenário do escritor Euclides Neto, que adotou Ipiaú para viver e desenvolver seus projetos
Encontros entre escritores e leitores, lançamentos de livros, conotações de histórias e apresentações artísticas prometem atrair o público do Médio Rio de Contas para a 1ª Festa Literária de Ipiaú (Flipiaú). Com acesso gratuito, o evento começa amanhã (11) e segue até o dia 14 de novembro, em diversos espaços da cidade, como a Praça Rui Barbosa e a antiga casa do escritor Euclides Neto, o grande homenageado da Flipiaú.

A 1ª Flipiaú vai celebrar o centenário de Euclides Neto, que adotou a cidade para viver e implantar seus projetos comunitários, deixando uma herança literária, cultural e social. “Ele viveu profundamente Ipiaú, acreditou na força das comunidades rurais e transformou ideias em ações concretas. Queremos reacender essa chama e provocar novas gerações a se conectarem com a história, a cultura e os sonhos que ele ajudou a plantar”, declara Edson Bastos, coordenador-geral da Flipiaú.

O legado do escritor homenageado estará presente em diversos momentos da Flipiaú. A abertura será marcada pela inauguração do marco do centenário em frente à casa onde Euclides viveu, uma visita guiada à antiga residência e a exibição da cinebiografia “Dr. Ocride”, de Edson Bastos e Henrique Filho. Os livros e a importância da obra de Euclides serão debatidos em mesas ao longo do evento.

Haverá ainda o lançamento da biografia inédita “Euclides Neto: trilhas de um escritor da terra”, no dia 12. Organizado por Denise Teixeira, filha do escritor, e com texto dela, Odorico Leal e Max Bandeira, o livro aborda a profunda relação de Euclides “com a terra e a intensa e peculiar atuação como advogado, movimentos lastreados pela consciência social e o humanismo”.

Escritor, jornalista e artista visual Jean Wyllys é um dos convidados da Festa Literária e participará do painel “Educação e cultura: um outro mundo é possível”, no dia 12, 16h, no Espaço O tempo é chegado (Casa de Euclides Neto). Em seguida, Jean lançará seu novo livro “O anonimato dos afetos escondidos”, do selo Tusquets - Editora Planeta, uma coletânea de contos que mostra Salvador como uma cidade à flor da pele.

Programação para todas as idades

A proposta de inspirar novas gerações é reforçada pela programação voltada especialmente para crianças e adolescentes, com oficinas como a de hip hop, apresentação de projetos escolares e lançamento de livros. No dia 14, 16h, o jornalista Ricardo Ishmael participará do painel “Reimaginando infâncias possíveis: a literatura no tratamento de temas sensíveis”. Ele também fará uma sessão de autógrafos do seu livro “Quinca no mundo da lua”.

O incentivo à criatividade também está presente no Concurso de Contação de Histórias, com a apresentação das histórias selecionadas ao vivo durante o encerramento da Flipiaú. Um júri especializado decidirá as quatro melhores contações de histórias, que receberão prêmios de R$ 1 mil a R$ 200, além de livros e certificados.

Criar uma relação mais próxima com as palavras e os livros é o foco da biblioteca itinerante Bibex — um ônibus disponibilizado pela Fundação Pedro Calmon — e do projeto Leve e Leia, que realiza um Quiz e dá livros para os estudantes que acertam a resposta. As editoras baianas terão um espaço para expor suas publicações e os artesãos locais contarão com a Feira de Artesanato.

Em sintonia com a população dos 16 municípios do Território do Médio Rio de Contas, a Flipiaú terá uma Feira da Agricultura Familiar, onde agricultoras poderão comercializar seus produtos. A cada dia, a programação da Flipiaú será encerrada por uma apresentação musical. Chico Sanfoneiro faz o show do dia 11; dia 12 tem Ayam Ubráis Barco; dia 13 é a vez de Manzuá e OQuadro; e o encerramento tem “Mulheres em Domínio Público” e a banda Ifá.

Uma realização da Voo Audiovisual, a 1ª Flipiaú foi contemplada no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.

O edital é direcionado à modalidade de fomento à execução de ações culturais, conforme o Decreto Federal n.º 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura (Lei n.º 12.365/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei n.º 13.193/2014), o Plano Estadual de Educação da Bahia (Lei n.º 13.559/2016) e a Lei Federal n.º 14.133/2021. O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.
SERVIÇO

O que: 1ª Festa Literária de Ipiaú - Flipiaú

Onde: Praça Rui Barbosa e espaços culturais de Ipiaú

Quando: 11 a 14 de novembro

Acesso gratuito

Programação: flipiau.com.br

José Américo Castro lança livro de poesias com recursos da PNAB

Na noite desta sexta-feira, 15 de agosto,  acontece no Salão do Plenário da Câmara Municipal de Ipiaú, às 20 horas,  o lançamento do  livro de poesia “DA ESSÊNCIA”. da autoria do jornalista José Américo Castro.

A obra reúne mais de 70 poemas em estilo lírico, curtos, com pegadas românticas e cânticos de louvor à natureza. Muitos dos poemas estavam, há décadas, na gaveta, quase no esquecimento, outros são mais recentes. A maioria inédita.

A publicação, com o selo da editora Via Literarum, foi viabilizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB (Lei nº 14.399/2022), Ministério da Cultura, através da Prefeitura Municipal de Ipiaú, Secretaria da Cultura, Esportes, Turismo e Eventos

Antologia reúne 15 autores no Festival Baiano de Contação de Histórias

Coletânea será lançada no dia 26 de julho com histórias sobre infância, diversidade e meio ambiente
Um encontro entre literatura infantil, diversidade e inclusão dá o tom da “Antologia 2025”, obra que será lançada no dia 26 de julho, às 17h, durante o Festival Baiano Literário de Contação de Histórias, no Catussaba Resort (Espaço Bonfim), em Salvador. A coletânea reúne crônicas, contos e textos poéticos de 15 autores de diversas regiões do país. Os textos abordam temas como infância, memória, meio ambiente, identidade, respeito e esperança — assuntos essenciais para o público infantojuvenil e também para educadores e mediadores de leitura. Com design inclusivo, a publicação apresenta 14 histórias inéditas e reforça o compromisso do festival com a democratização do acesso à literatura. A entrada é gratuita.
A obra é fruto do trabalho coletivo de três mulheres que também assinam a curadoria do festival: Patrícia de Carvalho Melo Silva, Cilene Lima e Alzira de Castro. Com trajetórias ligadas à educação, literatura e promoção cultural, elas assumem o evento como uma missão de vida. “Somos três mulheres unidas por um propósito e estamos dando o nosso melhor para que o festival seja lindo, inspirador e inesquecível”, afirma a professora, escritora e contadora de histórias baiana Patrícia Silva, que encontrou na literatura uma forma de unir sua paixão pelo desenvolvimento infantil à defesa da natureza.

Patrícia Silva destaca, ainda, o papel do festival como articulador de vozes e saberes diversos. “Nosso objetivo é fortalecer a literatura em nossa cidade, unindo escritores e contadores de histórias de várias partes do país por meio de um verdadeiro encontro de culturas e encantamento pela palavra”, afirma a autora, cujos livros abordam temas como empatia, inclusão e preservação ambiental, utilizando recursos acessíveis voltados a crianças com baixa visão, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Para a psicopedagoga, gestora e autora de livros infantis Cilene Lima, o Festival Baiano Literário de Contação de Histórias vai além da literatura. “O encontro inspira cultura, energia e alegria. Sinto-me honrada em participar dessa linda festa! Minhas expectativas são de muito carinho, novas amizades e conexões poderosas”, afirma. “Estamos trazendo mais uma edição com novas produções, reunindo autores já conhecidos do festival e outros que chegam para somar. Será uma experiência extraordinária”, completa a escritora, que atua há mais de 30 anos na área da educação, em São José dos Campos (SP).
Segundo a psicopedagoga, psicomotricista e consultora educacional baiana Alzira de Castro, o festival é um espaço de escuta e transformação. “Acreditamos que a literatura pode ser um instrumento de cura, de fortalecimento da identidade e de celebração das diferenças. Por isso, reunimos pessoas que enxergam na palavra um caminho possível para construir um mundo mais empático e sensível”, declara a professora, especialista em educação inclusiva.

Programação diversa - No sábado (26), das 9h às 18h, o Espaço Stella Maris será ponto de encontro entre autores e leitores. O local receberá escritores de diferentes regiões do país para sessões de autógrafos, venda de livros e troca de experiências. O público poderá conversar diretamente com os autores, registrar fotos, adquirir obras exclusivas e mergulhar no universo de quem dá vida às histórias.

Já no domingo (27), o Espaço Bonfim recebe uma programação voltada à formação, reflexão e celebração. Pela manhã, a agenda inclui momentos de abertura ancestral, palestras, apresentações poéticas e homenagens. À tarde, o público poderá acompanhar mesas temáticas sobre protagonismo feminino, literatura infantil como ferramenta de inclusão, representatividade negra e o papel dos coletivos literários na circulação da palavra escrita e oral.

No mesmo dia, o Espaço Barra será dedicado à arte de contar histórias. Das 9h às 17h, o público poderá assistir a contações repletas de magia, personagens marcantes, temas ambientais, culturais e afetivos. A programação contempla desde histórias tradicionais até narrativas contemporâneas, criando um ambiente lúdico e encantador para todas as idades.

Serviço
  • Lançamento da “Antologia 2025” no Festival Baiano de Contação de História

  • Quando: 26 de julho de 2025, às 17h - Sessão de autógrafos às 16h

  • Onde: Espaço Bonfim, Catussaba Resort, Salvador-BA

  • Quanto: Entrada gratuita/Classificação livre

  • Assessoria de Imprensa: (71) 99926-6898

Município de Ipiaú é contemplado com três cisternas em escolas da zona rural

O Programa Cisternas nas Escolas, uma importante iniciativa voltada para a promoção do acesso à água potável em regiões do semiárido brasileiro, contemplou o município de Ipiaú com a construção de três cisternas em unidades escolares da zona rural.

O projeto prevê a instalação de sistemas com capacidade de armazenar até 52 mil litros de água da chuva, beneficiando diretamente crianças e adolescentes das escolas públicas.

As cisternas serão construídas na Escola Municipal Eunice Thiara, localizada na região do Guloso, na Escola Municipal Dr. Euclides Neto, situada na Fazenda do Povo, e no CETEP – Centro Territorial de Educação Profissional.

Além de suprir uma necessidade básica, o uso das cisternas será incorporado às atividades pedagógicas, como instrumento de educação contextualizada sobre convivência com o semiárido e sustentabilidade.

A execução do projeto é realizada pelo Instituto São Francisco de Assis (ISFA), em parceria com o Governo do Estado e o Governo Federal. A ação representa um avanço significativo na garantia de direitos fundamentais para os estudantes da zona rural, contribuindo não apenas para o bem-estar, mas também para o fortalecimento do ensino com base na realidade local.

Fernando Canuth / Decom PMI

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