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Operação do MPBA e Polícia Federal desarticula grupo suspeito de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro
Um mandado de prisão e três de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira (16), em operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), e a Polícia Federal. A operação “Versão Brasileira” desarticulou uma associação criminosa especializada em fraudes contra a Caixa Econômica Federal, realizadas por meio da utilização de documentos falsos para abertura de contas bancárias, contratação fraudulenta de empréstimos e posterior ocultação dos valores obtidos ilicitamente. O mandado de prisão foi cumprido contra um homem já custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana e os de busca e apreensão nas residências de tês investigados em Salvador.
Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia. Durante as investigações, que tiveram o apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa Econômica Federal, foi constatado que o grupo criminoso utilizava identidades de terceiros para abrir contas bancárias em agências da Caixa Econômica Federal, obtendo empréstimos consignados fraudulentos em nome das vítimas. Em seguida, os recursos eram rapidamente movimentados por meio de transferências eletrônicas, contas de passagem e operações de câmbio, com o propósito de dificultar o rastreamento da origem dos valores. Ainda segundo as investigações, até o momento, pelo menos cinco contas bancárias foram abertas com documentos falsificados, utilizadas para a obtenção fraudulenta dos empréstimos, causando prejuízo superior a R$ 424 mil.
As investigações também revelaram a conversão de parte desses recursos em moeda estrangeira por intermédio de corretoras de câmbio, constituindo indícios adicionais de lavagem de dinheiro e de crimes contra o sistema financeiro nacional. Por meio de análises bancárias, perícias biométricas e exames de comparação facial, a Polícia Federal identificou integrantes do grupo responsáveis pela utilização das identidades falsas, pela movimentação das contas fraudadas e pela realização de operações financeiras destinadas à ocultação dos recursos ilícitos.
O nome “Versão Brasileira” faz referência ao método empregado pelos investigados, que se apropriavam das identidades de pessoas reais e produziam uma espécie de “versão paralela” dessas vítimas, utilizando documentos adulterados, imagens e dados verdadeiros para criar personagens fictícios destinados à prática das fraudes financeiras. A expressão também remete ao processo de falsificação de identidades que permitia aos criminosos atuar perante instituições financeiras como se fossem os legítimos titulares dos documentos utilizados. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.
Por Redação/Politica Livre
Operação investiga suposta ligação entre facções brasileiras e rede financeira ligada à Al-Qaeda
Batizada de Operação Hawala, a ação investiga uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 100 milhões
Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (15) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil apura uma possível conexão entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC) e Terceiro Comando Puro (TCP) com uma estrutura financeira associada ao grupo terrorista Al-Qaeda. Batizada de Operação Hawala, a ação investiga uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 100 milhões provenientes do tráfico de drogas por meio de um esquema de lavagem de dinheiro. Foram cumpridos dez mandados de prisão e 37 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, além de Foz do Iguaçu (PR). Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas, e dez já foram presas. A informação é da CNN.
Segundo as investigações, uma das principais suspeitas é Bárbara Luzia Souza de Carvalho, apontada como operadora financeira do grupo e responsável por movimentar valores incompatíveis com sua renda declarada. O Ministério Público também identificou um núcleo de empresários de origem libanesa, entre eles os irmãos Reda, Yasser e Kassem Zayoun, que atuariam na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
De acordo com os investigadores, a suspeita de ligação com a Al-Qaeda surgiu após a identificação de relações comerciais entre uma empresa vinculada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por integrar uma estrutura financeira do grupo terrorista. As autoridades afirmam que a possível conexão internacional será aprofundada nas próximas etapas da investigação, com a análise do material apreendido durante a operação.
Por Redação
Maior apreensão de canetas emagrecedoras encontra 5.850 produtos em van na Ponte da Amizad
Motorista paraguaio simulou abrir capô e fugiu em direção ao país vizinho durante fiscalização
Van com placas do Paraguai transportava 5.850 canetas e ampolas emagrecedorasA Receita Federal registrou, nesta sexta-feira (10), a maior apreensão de canetas emagrecedoras já feita na aduana internacional da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR).
Uma van com placas do Paraguai, conduzida por um motorista paraguaio e com quatro passageiros, três deles brasileiros, foi flagrada no final da tarde com 5.850 canetas e ampolas de medicamentos para emagrecimento quando tentava cruzar a ponte, na fronteira entre os dois países.
As canetas emagrecedoras estavam escondidas no capô do veículo, em condições totalmente inadequadas de transporte e próximas a fontes de calor. A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, precisa ser mantida em refrigeração para ter eficácia.
Segundo a Receita Federal, os servidores do órgão abordaram a van e, aparentemente, todos os passageiros transportavam mercadorias compatíveis com a cota de viajante, de US$ 500 (R$ 2.555, ao câmbio desta sexta).
Quando, porém, os agentes de repressão ao contrabando pediram ao motorista para abrir o capô do veículo, ele teria simulado atender a ordem e fugiu em direção ao Paraguai.
O compartimento foi, então, aberto e os servidores que atuam na alfândega encontraram as 5.850 ampolas de medicamentos para emagrecimento ocultas sob o capô. Além da tirzepatida, havia também retatrutida, medicamento ainda em caráter experimental e que oficialmente não existe no mercado em nenhum país do mundo —mas já é encontrado em várias marcas no Paraguai.
Até então, a maior apreensão já registrada na região da tríplice fronteira tinha ocorrido em 29 de abril de 2024, quando 4.598 canetas emagrecedoras foram encontradas numa fiscalização na BR-277, rodovia que liga a fronteira à capital do Paraná, Curitiba.
Com isso, as apreensões neste ano já somam 115.647 canetas e ampolas, ante as 7.479 de 2025, o que representa um crescimento de 1.446,3% em comparação com o ano passado.
No último dia 3, um casal e uma criança já tinham sido flagrados com 2.707 canetas e ampolas de tirzepatida de 15 mg e retatrutida e, também nesta sexta, um fundo falso no filtro de ar de uma moto do Paraguai abrigava 52 caixas de ampolas de TG, uma das marcas do "Mounjaro paraguaio".
A apreensão na van somou cerca de R$ 735 mil em medicamentos, conforme a Receita Federal, que apontou uma série de problemas. O primeiro é a irregularidade na importação, já que a entrada no Brasil de todas as marcas de tirzepatida provenientes do Paraguai é proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
As canetas emagrecedoras paraguaias, porém, se espalharam pelo país devido ao preço, à facilidade de compra e à fiscalização deficiente na fronteira.
O tratamento mensal de Mounjaro de 15 mg (com quatro canetas, para aplicações semanais) custa a partir de R$ 3.499 no Brasil. Para quem compra nas farmácias de Ciudad del Este, no entanto, a versão paraguaia do medicamento custa em média R$ 430, sem a necessidade de apresentação de receita médica.
Além do ingresso ilegal do produto no país, a Receita afirmou que as canetas eram transportadas em condições incompatíveis com as recomendações da fabricante, que exigem armazenamento refrigerado. Sem isso, qualidade, eficácia e segurança ficam comprometidos.
Os passageiros foram ouvidos e liberados, enquanto as unidades de tirzepatida e o veículo foram encaminhados à alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu para apreensão (da van) e armazenamento para posterior destruição (das canetas).
Fabricante do Mounjaro, a farmacêutica Eli Lilly afirma que o medicamento que produz exige controle de temperatura em toda a cadeia, com condições rigorosas de armazenamento, transporte e manuseio.
"Quando produtos que alegam conter tirzepatida circulam fora dos canais autorizados e da cadeia de distribuição regulada, não há garantia de que esses requisitos foram cumpridos. Isso expõe os pacientes ao risco de receber um produto contaminado ou ineficaz", diz a empresa.
As canetas emagrecedoras são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade.
Entidades médicas apontam riscos à saúde com o uso de medicamentos que não têm aval da Anvisa. Há duas apresentações do medicamento no Paraguai: em canetas e em ampolas, que ocupam menos espaço e por isso têm a preferência de pequenos e grandes contrabandistas para ingresso no Brasil.
Por Marcelo Toledo/Folhapress
PF e Gaeco cumprem mandados no Extremo Sul baiano contra grupo investigado por levar cocaína para Europa
Seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão são cumpridos em Porto Seguro e Eunápolis, na Costa do Descobrimento; além de Canhanduba, em Santa Catarina, nesta sexta-feira (10). As ações fazem parte da Operação Vaza Maré, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF).
O objetivo é desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. Agentes da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) e da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa) participam das ações.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava rotas marítimas para enviar carregamentos de cocaína à Europa, principalmente por meio de veleiros e de cargas contaminadas em contêineres.
VELEIRO APREENDIDO
A investigação teve origem na apreensão de mais de duas toneladas de cocaína transportadas em um veleiro interceptado em 2021, durante uma tentativa de envio da droga para o exterior. Segundo a PF, os investigados são apontados como responsáveis por funções operacionais e logísticas da organização criminosa.
A decisão judicial que ordenou as prisões também determinou o bloqueio de contas bancárias e de outros ativos financeiros vinculados aos alvos da operação. A PF informou ainda que, durante as investigações, foram utilizados mecanismos de cooperação jurídica internacional para o avanço das apurações.
Ainda segundo a PF, todo o material apreendido durante o cumprimento dos mandados será encaminhado para perícia e analisado no curso da investigação, com o objetivo de subsidiar a continuidade da persecução penal.
PF faz operação em 4 estados sobre suspeita de desvio de recursos de emendas Pix em Roraima
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3), a Operação Acesso Negado para apurar suspeitas de desvios na aplicação de recursos federais enviados aos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, em Roraima, por meio das emendas Pix.
Ao todo, são cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nos estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.
A investigação teve início após auditorias realizadas pela CGU (Controladoria-Geral da União, determinadas pelo STF.
As auditorias apontaram indícios de irregularidades no planejamento, na execução, na fiscalização e na transparência da aplicação dos recursos federais repassados aos dois municípios.
Segundo a PF, são apurados possíveis crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações.
PF deflagra operação Acesso Negado para apurar irregularidades na aplicação de emendas PIX
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Exchange
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Exchange para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos nesta semana por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como líder do esquema, segue foragido. A informação é do jornal O Globo.
Ao todo, a PF cumpriu 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em São Paulo. Além de Stella, outras seis pessoas foram presas. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões. Segundo a corporação, o grupo utilizava um sistema estruturado de movimentação financeira, com transferências de criptomoedas, transporte de dinheiro em espécie e operações bancárias, que teriam movimentado mais de R$ 10 bilhões.
De acordo com o governo dos Estados Unidos, Shimada teria atuado como operador financeiro ligado ao PCC, intermediando a lavagem de mais de US$ 30 milhões obtidos com o tráfico de drogas. Stella é apontada como colaboradora próxima do empresário, responsável por prestar apoio logístico às operações. As sanções americanas bloquearam bens dos investigados sob jurisdição dos EUA e proibiram cidadãos e empresas do país de realizar transações com eles.
PF deflagra operação Acesso Negado para apurar irregularidades na aplicação de emendas PIX
Policiais federais cumprem, com o apoio da CGU, 41 mandados de busca e apreensão em quatro estados
Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3/7), a Operação Acesso Negado para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos federais transferidos aos municípios de Iracema/RR e São Luiz do Anauá/RR, por meio de emendas parlamentares individuais na modalidade transferência especial, conhecidas como “emendas PIX”.
Policiais federais cumprem 41 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.
As apurações tiveram origem em auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), determinadas pelo STF no âmbito da ADI nº 7.688/DF, as quais identificaram indícios de irregularidades relacionadas ao planejamento, à execução, à fiscalização e à transparência na aplicação dos recursos públicos recebidos pelos municípios investigados.
Estão sendo investigados crimes contra a Administração Pública, fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados ao longo da investigação.
Coordenação-Geral de Comunicação Social
Brasileiros sancionados pelos EUA por elo com PCC são alvo da PF por lavagem de R$ 10 bi do tráfico
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 3, a Operação Exchange
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 3, a Operação Exchange para desarticular um braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeito de lavar mais de R$ 10 bilhões do tráfico internacional de drogas. A ação mira os empresários Stella Stefanie Nunes e Victor Henrique de Oliveira Shimada, os primeiros brasileiros sancionados pelos Estados Unidos desde que o governo de Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.
Stella foi presa nesta manhã pela PF, enquanto Shimada está foragido. A reportagem busca contato com as defesas. O espaço está aberto.
Mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo, em endereços de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até R$ 10,4 bilhões.
Na quarta-feira, 1º, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou anções contra Stella e Shimada, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo o governo americano, o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.
Shimada é suspeito de liderar, segundo o governo americano, o núcleo paulista da rede de lavagem de dinheiro do PCC. Ele é descrito como o elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais. O Tesouro americano afirma ainda que Shimada já cumpriu prisão domiciliar no Brasil por investigação relacionada à lavagem de recursos desviados do Sport Club Corinthians Paulista em um esquema de fraude publicitária.
A empresa Victory Trading, ligada a Shimada, aparece na denúncia do Ministério Público de São Paulo sobre o caso “Vai de Bet”, que apura um suposto esquema de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro envolvendo o contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas. Segundo a Promotoria, a empresa integrou a cadeia de movimentação dos recursos antes de um repasse à UJ Football Talent.
Investigadores da PF caracterizam Shimada como um “grande lavador de dinheiro” e figura conhecida no mercado norte-americano. Ele é suspeito de operar uma rede complexa e estruturada que ajudava na logística do branqueamento e ocultação patrimonial do PCC.
No caso de Stella, o Tesouro aponta a empresária como colaboradora próxima de Shimada. Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA, ela auxiliava na coleta de grandes quantias de dinheiro em espécie e prestava apoio logístico às operações da rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
O que a sanção acarreta?
As sanções foram aplicadas com base na legislação americana de combate ao crime organizado transnacional. Na prática, todos os bens e interesses das pessoas e empresas sancionadas que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos americanos ficam imediatamente bloqueados.
Além disso, cidadãos, empresas e instituições financeiras dos EUA estão proibidos de realizar qualquer tipo de transação com os alvos das medidas.
As restrições também podem atingir empresas e bancos de outros países que mantenham relações comerciais relevantes com os sancionados. Segundo o Departamento do Tesouro, instituições financeiras estrangeiras que facilitarem operações em benefício dos alvos podem ficar sujeitas a sanções secundárias, o que pode restringir seu acesso ao sistema financeiro americano.
As sanções não representam condenação criminal nem equivalem a uma ordem de prisão, mas impõem severas restrições financeiras e comerciais, dificultando operações internacionais, acesso ao dólar e negócios com empresas que mantenham relações com os Estados Unidos.
EUA classificam CV e PCC como organizações terroristas
No mês passado, os Estados Unidos oficializaram a classificação das facções Comando Vermelho e PCC como terroristas. A medida foi divulgada à revelia do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e após pedido expresso e apoio político do pré-candidato de oposição ao Palácio do Planalto e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo brasileiro entende que a designação permitiria, no limite, que os EUA promovessem uma operação militar em território nacional.
A decisão foi assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ele escreveu, na decisão, que PCC e CV “são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer, ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos”.
Por Fausto Macedo e Felipe de Paula/Estadão Conteúdo
PF deflagra 3ª fase de operação para apurar desvio de recursos públicos
Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º/7), a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco II, com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas à suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
As medidas judiciais, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais, para coleta e preservação de elementos de prova.
As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual.
Nas fases anteriores, foram identificadas supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). A atual fase aprofunda as apurações sobre a movimentação e a destinação desses recursos.
Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal
PF reprime lavagem de dinheiro oriunda de desvio de recursos públicos
2ª fase da Operação Anáfora cumpre mandados em endereços ligados aos investigados nas cidades do Rio de Janeiro, de Niterói e de Duque de Caxias
Rio de Janeiro/RJ. Nesta terça-feira (30/6), a Polícia Federal deflagrou a 2ª fase da Operação Anáfora, para combater lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recurso públicos, especialmente aqueles destinados à área da saúde.
Na ação, policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão, sendo 10 expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros 4 pelo TRF2.
A apuração dos atos de lavagem foi aprofundada após a deflagração da primeira fase da operação, no ano de 2022. Foi apurado que investigados mantinham bens próprios em nome de terceiros, realizavam despesas incompatíveis com a própria condição financeira e participavam de negociações vinculadas a imóveis.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que venham a surgir no decorrer das investigações.
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
FICCO/AP e MP/AP fazem operação contra fraudes em processos de execução penal
Operação Fallere cumpre 13 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão preventiva no Amapá, no Pará e no Distrito Federal
Macapá/AP. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá (FICCO/AP) e o Ministério Público do Estado do Amapá (MP/AP) deflagraram, nesta terça-feira (30/6), a Operação Fallere, com o objetivo de desarticular suposta organização criminosa investigada por fraudes em processos de execução penal para obtenção indevida de benefícios prisionais.
As investigações tiveram início após a apreensão de um aparelho celular em uma cela do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN) e apontaram a possível atuação de um grupo que, em tese, utilizava documentos e informações falsos para viabilizar a concessão irregular de benefícios previstos na Lei de Execução Penal.
Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, sendo 9 em Macapá/AP, 3 em Brasília/DF e 1 no Pará, além de 2 mandados de prisão preventiva.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual, corrupção, falsidade ideológica, prevaricação e outros delitos eventualmente identificados no curso das investigações.
A operação contou com a participação do Ministério Público do Estado do Amapá, da FICCO/AP, do BOPE e do COE da Polícia Militar do Amapá, da Corregedoria da Polícia Civil do Amapá, da FICCO/PA, da Polícia Civil do Pará e do Gabinete Militar do MP/AP.
Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá
PRF apreende 579 quilos de maconha e cocaína em Ponta Porã (MS)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 575 quilos de maconha e 4 quilos de cocaína, após duas ocorrências, em Ponta Porã (MS).
No primeiro flagrante, neste domingo (28), na BR-463 os policiais abordaram uma Renault/Oroch. O motorista demonstrou nervosismo quando questionado sobre as informações da viagem.
Foi realizada uma vistoria na picape e encontradas adulterações no tanque de combustível. Dentro do compartimento estavam escondidos 6,4 quilos de maconha, 4 quilos de cocaína e 300 gramas de crack.
O motorista foi preso e encaminhado à Polícia Civil em Ponta Porã (MS).
Na segunda ocorrência, na madrugada desta segunda-feira (29), os policiais deram ordem de parada a um Chevrolet/Classic, porém o condutor não obedeceu e iniciou fuga.
Foi realizado o acompanhamento tático até que o motorista saiu da pista e tentou abandonar o veículo, mas foi alcançado e detido. No carro foram encontrados 569 quilos de maconha.
O motorista não deu informações de origem ou destino da droga. Ele foi preso e encaminhado à Polícia Civil em Ponta Porã (MS).
Categorias: Justiça e Segurança
Tags:Mato Grosso do Sul
PF, PRF e BPFron apreendem cerca de 1,5 tonelada de maconha no Paraná
Guaíra/PR. Nesse domingo (28/6), uma ação integrada entre a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, e o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) resultou na apreensão de, aproximadamente, 1,5 tonelada de maconha na BR-487.
A operação foi desencadeada a partir do compartilhamento de informações entre as forças de segurança, que possibilitou a localização e a abordagem de um conjunto veicular na região de Icaraíma/PR, com apoio do 25º Batalhão de Polícia Militar.
Durante a fiscalização, o condutor informou que transportava carga ilícita. Na vistoria do compartimento de carga, os policiais localizaram fardos contendo maconha. Após a pesagem oficial, foram apreendidos 1.497,5 kg da droga.
O suspeito foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e encaminhado, juntamente com o veículo e o entorpecente, à Delegacia da Polícia Federal em Guaíra, onde foram adotadas as medidas de polícia judiciária cabíveis.
Comunicação Social da Polícia Federal em Guaíra
Categoria: Justiça e Segurança
PRF e PM apreendem 2 toneladas de maconha em Guia Lopes da Laguna (MS)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar (PM) apreendeu 2.030 quilos de maconha, nesta sexta-feira (26), em Guia Lopes da Laguna (MS).
Durante fiscalizações na BR-267, os policiais rodoviários federais abordaram um veículo. Durante entrevista com o condutor, a equipe avistou uma caminhonete Toyota/Hilux realizando um retorno antes da fiscalização.
Com o apoio da Polícia Militar, foram realizadas buscas a caminhonete, que foi encontrada abandonada às margens da rodovia. No veículo foram encontrados os tabletes de maconha. Os policiais também descobriram que a caminhonete utilizava placas falsas e possuía registro de roubo/furto.
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil em Guia Lopes da Laguna (MS)
Categorias: Justiça e Segurança
Tags:Mato Grosso do Sul
PF e PM apreendem mais de 2,2 toneladas de maconha em depósito clandestino em Foz do Iguaçu/PR
Drogas foram localizadas em uma residência utilizada para armazenamento; suspeitos fugiram ao perceber a aproximação policial
Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal e a Polícia Militar apreenderam mais de 2,2 toneladas de maconha nesta sexta-feira (26/6), durante uma ação integrada de combate ao tráfico de drogas em Foz do Iguaçu.
A apreensão ocorreu após a identificação de uma movimentação suspeita em um imóvel localizado em área próxima ao Rio Paraná, nas proximidades da Ponte Internacional da Amizade. Um veículo que deixou o local foi acompanhado até outra residência na mesma região.
Ao perceberem a aproximação das equipes, os ocupantes do imóvel fugiram, abandonando o local. Apesar das buscas realizadas, ninguém foi localizado.
No interior da residência, foram encontrados dezenas de fardos de maconha, além de dois veículos utilizados no transporte da droga.
O entorpecente e os veículos foram apreendidos e encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para os procedimentos de polícia judiciária.
Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR - CS/PF/Foz
PF investiga lavagem de dinheiro mediante negociação de veículos
Operação Testa de Ferro cumpre 16 mandados de busca e apreensão em apuração sobre suposto esquema de ocultação patrimonial
Boa Vista/RR. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (26/6), a Operação Testa de Ferro, com o objetivo de apurar a existência de suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de aquisição, de circulação e de revenda de veículos.
As investigações apontam indícios de utilização de pessoas interpostas para ocultação patrimonial e para dissimulação da origem de recursos, além de movimentações financeiras incompatíveis e de transações envolvendo veículos sem aparente justificativa econômica.
Por determinação da Justiça Federal, foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão, cumpridos em 11 endereços.
De acordo com o balanço da operação foram apreendidos: R$ 2.155.101,00; US$ 37.480; 53 veículos, dos quais 45 permaneceram com os proprietários na condição de fiéis depositários, além de Aparelhos celulares, computadores e outros materiais de interesse da investigação.
O material apreendido será submetido à análise pela Polícia Federal para subsidiar o aprofundamento das investigações.
Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima
PF deflagra 2ª fase da Operação Disclosure
Ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, bem como determinação do sequestro de até R$ 54 bilhões em bens e valores
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| Imagem: ilustração |
Rio de Janeiro/RJ. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25/6), em conjunto com o Ministério Público Federal, a segunda fase da Operação Disclosure, que busca aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis estimadas em, aproximadamente, R$ 54 bilhões.
Na ação, policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro/RJ e de São Paulo/SP.
A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.
Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico.
As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e de associação criminosa.
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
PF apreende dinheiro e helicóptero em operação sobre desvio de emendas parlamentares Por Redação 25/06/2026 às 11:00
A Polícia Federal apreendeu maços de dinheiro em espécie e um helicóptero durante a Operação Afluente
A Polícia Federal apreendeu maços de dinheiro em espécie e um helicóptero durante a Operação Afluente, deflagrada nesta quinta-feira (25), para investigar um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. A ação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Goiás e Maranhão, incluindo endereços ligados ao deputado federal Josimar Maranhãozinho. A reportagem é do jornal O Globo.
De acordo com as investigações, os recursos públicos teriam sido desviados por meio de repasses destinados à Codevasf. A Polícia Federal apura possíveis crimes de organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Entre os alvos estão empresas responsáveis pela execução de obras financiadas com verbas federais, incluindo uma companhia da qual o parlamentar é sócio.
Maranhãozinho já havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção relacionada à destinação de emendas parlamentares. Segundo a acusação acolhida pela Corte, deputados teriam solicitado propina para liberar recursos a municípios maranhenses. A nova operação busca aprofundar a apuração sobre o uso irregular de verbas públicas e o eventual envolvimento de agentes políticos e empresários no esquema investigado.
Fraude nas Americanas: PF cumpre novos mandados, e Justiça bloqueia bens -Por Redação
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária envolvendo as Lojas Americanas. A ação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e amplia o foco das apurações para verificar a possível participação de acionistas e representantes de grandes bancos privados no esquema. A informação é do G1.
Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Além das diligências, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, no montante de R$ 54 bilhões. Segundo a PF, esse valor corresponde ao prejuízo causado pelas fraudes identificadas por meio de laudos técnicos periciais.
De acordo com os investigadores, o grupo sob apuração é apontado como responsável pela maior fraude já registrada na história do mercado financeiro brasileiro.
PF faz operação contra Josimar Maranhãozinho por suspeita de desvio de emendas parlamentares -Por Redação
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação que tem como alvo o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA). A ação investiga um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares, com foco em empresas contratadas para executar obras financiadas com dinheiro público. A informação é do jornal O Globo.
Segundo as investigações, entre os alvos estão empresas ligadas ao parlamentar, incluindo uma companhia da qual ele é sócio. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão para reunir provas sobre possíveis irregularidades na destinação e aplicação dos recursos.
O caso se soma a outra condenação enfrentada por Maranhãozinho. Em março deste ano, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, acusado de solicitar e receber propina em troca da liberação de emendas parlamentares para o município de São José de Ribamar, no Maranhão. As investigações da nova operação seguem em andamento.
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