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Gilmar levou menos de 14 horas para ‘ressuscitar’ ação e blindar família de Toffoli de CPI
O ministro Gilmar Mendes levou menos de 14 horas para desarquivar uma ação antiga no Supremo Tribunal Federal e anular a decisão da CPI do Crime Organizado que determinava a quebra de sigilos da empresa Maridt, ligada à família de Dias Toffoli. O pedido foi protocolado na madrugada e, ainda no mesmo dia, o ministro acolheu a solicitação, suspendendo as medidas aprovadas pela comissão e arquivando novamente o processo, que havia sido encerrado em 2023. A informação é de Malu Gaspar, do jornal O Globo.
A estratégia da Maridt consistiu em apresentar a demanda dentro de uma ação antiga, relatada por Gilmar, evitando que o caso fosse distribuído a outro ministro. Ao conceder a decisão, ele proibiu que órgãos como Banco Central do Brasil, Receita Federal do Brasil, Agencia Nacional de Telecomunicacoes e Conselho de Controle de Atividades Financeiras enviem dados com base na determinação da CPI e determinou a inutilização de informações eventualmente já encaminhadas. O ministro ainda transformou o pedido em habeas corpus autônomo, mantendo a relatoria sob sua responsabilidade.
A CPI havia aprovado a quebra de sigilo e a convocação de irmãos de Toffoli com base em suspeitas de que a empresa pudesse estar ligada a uma rede de influência e lavagem de capitais envolvendo o Banco Master. A defesa da Maridt sustenta que a medida extrapola o objeto da comissão. Toffoli nega ter recebido pagamentos indevidos, embora relatório da Polícia Federal tenha citado repasses e conexões que motivaram questionamentos sobre sua atuação no caso.
Por Redação
PF investiga suspeitas de “mesadas” a Lulinha em apuração sobre fraudes no INSS
A Polícia Federal pediu ao STF a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da investigação sobre fraudes bilionárias no INSS. O pedido foi autorizado pelo ministro André Mendonça, após a PF relatar indícios de pagamentos mensais que seriam destinados a ele. A informação é da CNN.
Segundo o relatório sob sigilo, os investigadores apontam supostos repasses de R$ 300 mil mensais feitos por Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, por meio de uma intermediária. A apuração preliminar indica que os valores teriam como objetivo facilitar acessos em Brasília, o que é negado pela defesa dos envolvidos.
A PF também cita a apreensão de um envelope com o nome de Lulinha durante uma operação e mensagens que demonstrariam preocupação entre investigados após a busca. Com a quebra de sigilo autorizada, os investigadores vão analisar movimentações bancárias para verificar se houve transferências, identificar origem e destino dos valores e montar uma linha do tempo dos supostos pagamentos.
Por Redação
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Juízes do Trabalho receberam R$ 1 bilhão acima do teto em 2025
Magistrados aposentados e da ativa da Justiça do Trabalho receberam, ao longo de 2025, R$ 1 bilhão apenas em valores acima do teto constitucional, que é de R$ 46,3 mil. Uma juíza da categoria chegou a ganhar R$ 1,7 milhão em um único mês, em dezembro.
Os magistrados do trabalho foram representados no julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre supersalários na quarta-feira (25) pela juíza aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da ABMT (Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho). Na ocasião, ela rechaçou o uso do termo penduricalhos. Afirmou ainda que precisa pagar o próprio café e gasolina para trabalhar.
Cláudia também recebeu vencimentos acima do teto, com salário líquido que chegou a R$ 128 mil em dezembro passado. Procurada, a ABMT não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação deste texto.
Em nota, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) afirmou que o Judiciário possui independência e os tribunais administram seus respectivos orçamentos nos estados e na União. O conselho afirmou ainda que os salários são fixados por cada tribunal e o CNJ exerce um controle posterior e examina sua eventual ilegalidade.
Durante o julgamento no STF na quarta, Cláudia defendeu os recursos que engordam os salários dos magistrados, dizendo que são verbas indenizatórias previstas em leis estaduais na maior parte das vezes.
"Credito uma conotação extremamente negativa à expressão penduricalho. O que temos são pagamentos baseados em legislação estadual ou resolução do CNJ. Juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, não tem apartamento funcional, plano de saúde, refeitório, água e café. O desembargador também não tem quase nada, a não ser um carro. Mal tem um lanche", disse Cláudia na corte.
Juízes do Trabalho recebem verbas indenizatórias, que não estão sujeitas a Imposto de Renda nem ao teto constitucional, além de pagamentos retroativos que inflam seus contracheques. A juíza que recebeu o maior valor no ano passado, por exemplo, ganhou R$ 1,7 milhão com direitos eventuais, o que levou ao salário elevado.
No plenário, alguns dos representantes de carreiras beneficiadas por verbas indenizatórias discursaram a favor da manutenção de seus salários. Entre eles, havia representantes de juízes, integrantes do Ministério Público e de carreiras da AGU (Advocacia-Geral da União).
O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu nesta quinta-feira (26) o julgamento sobre os penduricalhos salariais de funcionários públicos. Enquanto isso, as duas decisões liminares (provisórias) que barraram o pagamento das verbas seguem em vigor.
Fachin informou que a sessão sobre o assunto será retomada em 25 de março, junto a outros processos que tratam sobre o mesmo tema.
O ministro Gilmar Mendes determinou na segunda-feira (23) que verbas indenizatórias só podem ser pagas no Judiciário e no Ministério Público quando estiverem expressamente previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional. A decisão barra boa parte dos penduricalhos, que costumam ser determinados por ação administrativa e lei estadual. Mas o alcance geral da restrição ainda está sendo avaliado pelos especialistas.
A liminar foi concedida em ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria-Geral da República e será submetida ao plenário do STF para votação. Nesta quinta, o ministro liberou por 45 dias o pagamento de retroativos já previstos para o Judiciário e o Ministério Público.
A determinação está alinhada à decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu no início do mês penduricalhos nos três Poderes, estabelecendo que apenas verbas indenizatórias expressamente previstas em lei podem ficar fora do teto das respectivas carreiras.
Na liminar, Gilmar determinou que, após o fim dos prazos estabelecidos, os integrantes do Judiciário e do Ministério Público só poderão receber as verbas previstas em lei nacional e, nos casos necessários, regulamentadas por ato conjunto do CNJ e do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).
Por Luany Galdeano/Folhapress
Mendonça autoriza quebra de sigilo de Lulinha em investigação sobre INSS
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), a pedido da Polícia Federal.
A decisão permite acesso a dados bancários, fiscais e telemáticos no inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A autorização ocorreu antes da deliberação da CPMI que trata do caso.
O nome de Lulinha apareceu a partir de relatos de investigados. A PF apura se ele tinha relação com Antônio Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema. O processo tramita sob sigilo.
Entrevista - Presidente do Republicanos diz que alertou Motta contra fim do 6x1: 'Ócio demais faz mal'
Presidente do Republicanos, o deputado Marcos Pereira (SP) afirma que levou preocupações ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a jornada de trabalho 6x1.
Em entrevista à Folha, Pereira diz que discorda de votar o tema em ano eleitoral e ouviu de Motta que ele pautou a PEC porque o governo Lula (PT) insistiria com um projeto de lei, e por isso decidiu trazer o protagonismo à Câmara.
Para ele, a redução da jornada tirará a competitividade das empresas brasileiras e "quanto mais trabalho, mais prosperidade". Ele diz que, se as pessoas "tivessem condições de fazer lazer", a demanda seria válida, mas "o povo não tem dinheiro, infelizmente".
"Vai ficar mais exposto a drogas, a jogos de azar. Pode ser o contrário. Ao invés de lazer, pode ser o mal. Qual é o lazer de um pobre numa comunidade? Ou num sertão lá do Nordeste?", questiona.
O Republicanos projeta aumentar sua bancada no Congresso após as eleições de 2026, prevendo aumento de mais de dez deputados após investir em candidaturas em estados com desempenho pior em 2022. Entre seus filiados está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O presidente do partido avalia que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocupou o vácuo que poderia ter surgido na política brasileira após a prisão de Jair Bolsonaro (PL), mas critica o senador por tomar decisões sobre sua pré-candidatura presidencial sem diálogo com outros partidos. "Isso distancia", diz.
Qual será a posição do partido na PEC 6x1?
Estou muito preocupado. Eu já demonstrei ao Hugo Motta a minha contrariedade ao tema. Não é o momento para se debater. Poderia se debater em outro momento, mas em ano eleitoral é muito sensível, porque expõe a Casa [Câmara].
Às vezes até tem que votar [favorável] por conta de ser um ano eleitoral, porque o eleitor pode não entender bem se você votar contra, por exemplo.
Eu estou preocupado. Pelas notas técnicas do setor produtivo, vai encarecer mais ainda. Pode ficar ruim para todos, porque vai tirar mais ainda a competitividade do setor produtivo brasileiro.
E o que o presidente Hugo Motta falou quando o senhor demonstrou essa preocupação?
Ele falou "vamos fazer um debate". No momento que ele despachou para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), ele me disse: "Eu estou fazendo isso porque se eu não fizer, o governo vai fazer, então é melhor que a Casa tome o protagonismo".
Senão viria um projeto de lei e a Câmara seria obrigada a discutir?
Se vier com urgência, sim. Eu acho que é o que eles fariam.
Motta comparou a PEC com a criação da CLT e com o fim da escravidão. O senhor ficou surpreso com a forma que ele abordou esse tema?
Me surpreendeu um pouco. A CLT, com todos os méritos, tem muitos problemas. É só você comparar com os países com pleno emprego e economia mais pujante.
A gente tem um abismo, e essa é uma das reclamações da indústria nacional sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia. Não dá para comparar o custo trabalhista, o custo da burocracia e tributário daqui com o de lá. Concorrência da China, então, que não tem legislação trabalhista, não tem nada...
Quando você pega os países que já implantaram, são só países de primeiro mundo, de índice de qualidade de vida e de renda per capita altíssimo. Alemanha, Finlândia, Islândia, Noruega, não dá para comparar.
Mas como o senhor vê a demanda popular de mais tempo de lazer e menos tempo de trabalho? É válida?
Eu acho que quanto mais trabalho, mais prosperidade. Claro, a pessoa tem que ter lazer, mas lazer demais também, o ócio demais faz mal. Tenho vários casos aí de pessoas que eu conheço, de famílias que eu conheço, o fulano quando parou de trabalhar, principalmente com certa idade, parou de trabalhar, morreu rápido, ficou doente. A gente precisa de atividade.
E se as pessoas fossem fazer lazer, tivessem condições de fazer lazer, ‘ok, tudo bem’. Também o lazer é importante, para o psico, para o desenvolvimento mental, para a saúde mental.
Mas a população vai fazer lazer onde? O povo não tem dinheiro, infelizmente. Vai ficar mais exposto a drogas, a jogos de azar. Pode ser o contrário. Ao invés de lazer, pode ser o mal. Qual é o lazer de um pobre numa comunidade? Ou num sertão lá do Nordeste?
Mas estar com a família é uma forma de lazer.
Será que eles ficam?
Por que não ficariam?
É problema pessoal de cada um. Eu acho que a sociedade brasileira, infelizmente, não é assim.
O caso do Banco Master é um dos maiores escândalos da República. Tem causado preocupação? Até onde vai?
Isso é um negócio que você vê como ele começa, mas não sabe como termina. Está a cargo da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário. O problema do BRB está sendo investigado, com o ministro André Mendonça de relator [no STF].
O problema da Rio Previdência está sendo investigado pelo Judiciário lá do Rio. Outros problemas de previdência estão sendo investigados nesses municípios e ou estados. É dinheiro público. Tem que ser investigado e, se comprovadas fraudes e crimes, serão penalizados, não tenho dúvidas.
Agora, o fundo garantidor de crédito é um dinheiro privado, não é um dinheiro público. Aí o próprio sistema tem que se organizar. O Banco Central, que é o regulador, e os bancos que mandam no FGC, que são os bancos que depositam o dinheiro lá, eles é que têm que se organizar. Já aconteceu com Bamerindus, Banco Nacional, Banco Santos, Cruzeiro do Sul... Aconteceu no mundo, nos Estados Unidos em 2008.
Outros presidentes de partidos divulgaram nota em defesa do ministro Dias Toffoli. O senhor também acredita em perseguição da Receita e da Polícia Federal?
Eu tenho preocupações com os vazamentos que acontecem, vazamentos seletivos, o sistema está muito parecido com o Lava Jato, tem que tomar cuidado.
A escolha de Flávio sem consultar os partidos foi um erro?
Eu não vou dizer que foi um erro, mas é o estilo deles. Foi, poderia dizer, talvez falta de habilidade. Cada um toma a decisão. Não é uma coisa que ajuda no debate, na aproximação. Ontem [terça, dia 24], por exemplo, já decidiram a chapa inteira do campo do PL no Rio de Janeiro. O Republicanos não foi nem chamado para dialogar. Isso distancia.
Eu recebi um telefonema do Flávio no dia seguinte que ele anunciou [a candidatura presidencial], convidando para um jantar com os demais presidentes. Eu não pude ir. Quando eu cheguei, eu mandei mensagem, ‘já cheguei em Brasília, estou à disposição’, até hoje não recebi resposta.
Quem tem que buscar é ele, eu não tenho dificuldade de aguardar. Quem tem tempo não tem pressa, eu tenho tempo, não sou o candidato.
Há algo que o grupo político dele poderia fazer ou ele que deveria se articular?
Talvez ele esteja pensando que vai acontecer com ele o que aconteceu com o pai, que ganhou a eleição sem partidos, mas o Brasil hoje está em um momento diferente.
As pesquisas de antes apontavam que ele era um candidato frágil. O que mudou?
Eu acho que ambas as rejeições são muito altas. Essa pesquisa talvez esteja refletindo um pouco dessa coisa do carnaval. O país ainda é um país mais conservador, um país de católicos e evangélicos, majoritariamente.
O partido vai apoiar ele, o Lula ou ficar neutro?
Não tenho como te dizer agora. Vou começar essa discussão a partir de 15 de abril, depois que terminar o prazo [da janela de troca de partidos].
Presidente, a prisão de Bolsonaro deixou um vácuo na direita?
Não tem vácuo. Acho que foi ocupado por ele [Flávio]. Se o Bolsonaro apoiar você, você já sai com 20%. E tem 15% de antipetismo, aí já vai a 35%. Ele já está no segundo turno. São os números que estão aí.
O senhor considera que o ex-presidente Bolsonaro tentou um golpe de Estado?
Eu acho que golpe de Estado você só dá se você tiver o apoio das Forças Armadas. Se tentou, não teve o apoio. Mas eu não sei. Não participei, não conheço, não me debrucei nos autos do processo que o julgou, então prefiro não dar essa opinião.
O governo adotou a estratégia de "Congresso inimigo do povo". Incomodou vocês?
A mim não incomodou nada, eu não fico vendo o que ficam comentando nas redes. Eu tenho posições convictas, sou liberal na economia, sou da opinião de que 80%, 90%, dessas empresas públicas deveriam ser privatizadas. Fui um crítico ferrenho dos Correios, deveria privatizar. O que é inegociável? Não se deve privatizar Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica e Petrobras. De resto, sou a favor.
RAIO-X | MARCOS PEREIRA, 53
Nascido em Linhares (ES), é advogado, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e presidente nacional do Republicanos. Está em seu segundo mandato de deputado federal e foi ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços no governo Temer (MDB).
Por Raphael Di Cunto e Laura Scofield/Folhapress
CPI do Crime Organizado chama ministros do STF, ex-ministros de Bolsonaro e Vorcaro; lista ainda inclui Rui Costa e João Roma
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou uma série de convites para o comparecimento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a convocação de ex-ministros do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e também Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
As informações são do Uol e g1. Conforme o regimento das CPIs, os convites e convocações são ferramentas distintas, sendo que a primeira não obriga o comparecimento e a segunda exige comparecimento obrigatório, exceto em casos de decisão judicial que a suspenda.
Além dos convites e convocações, a comissão também aprovou a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, da empresa Maridt Participações e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
O ministro Toffoli e os irmãos são sócios da empresa Maridt Participações, empresa que integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e começou a vender sua participação no empreendimento em 2021.
Os depoimentos foram solicitados com base em indícios de conexão entre os três e a Reag Trust, por meio de participações no resort em questão. Confira a lista de convites e convocações conforme informações do Uol:
CONVITES:
Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central; Rui Costa, atual ministro da Casa Civil; Guido Mantega, ex-ministro do Planejamento e Fazenda nos governos Lula e Dilma; Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros do STF; Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes; José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli
CONVOCAÇÕES
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central; Paulo Guedes, ex-ministro da Economia na gestão Bolsonaro; João Roma, ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro; Ronaldo Bento, ex-ministro da Cidadania também no governo Bolsonaro
Revista The Economist diz que STF está envolvido em 'enorme escândalo'
A revista britânica The Economist afirmou que o STF (Supremo Tribunal Federal) está envolvido em um "enorme escândalo", em texto que relata as suspeitas e questionamentos que têm se acumulado nos últimos meses envolvendo ministros da corte e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O texto diz, por exemplo, que alguns dos juízes "mais poderosos do mundo mantêm uma relação excessivamente próxima com a elite empresarial e política".
Ganham destaque na publicação os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A revista afirma, por exemplo, que investigações sobre o banqueiro levantaram dúvidas sobre a conduta de integrantes do Supremo.
O texto afirma que isso é importante porque candidatos de direita podem ampliar a presença no Senado nas próximas eleições e que parte deles tem como bandeira a abertura de processos de impeachment contra ministros da corte.
Ao falar de Dias Toffoli, que conduziu a relatoria do caso no tribunal até pouco tempo e se afastou após pressão, a revista cita, por exemplo, que Vorcaro teria investido em um resort da família do ministro, assim como as alegações feitas pela Polícia Federal em relatório entregue ao Supremo. Acrescenta que o ministro nega irregularidades.
Em relação a Moraes, a revista diz que, após surgirem informações sobre um contrato de advocacia envolvendo a esposa do magistrado e o Banco Master, ele determinou uma investigação sobre suspeita de vazamento de dados fiscais.
Como revelado no ano passado, o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, firmou um contrato com o Master, prevendo o pagamento de R$ 3,6 milhões por mês, durante três anos. Na última semana, Moraes tomou diferentes medidas relacionadas à apuração quanto ao vazamento de dados sigilosos de ministros da corte e seus familiares.
Indo além dos episódios ligados ao caso do Banco Master, a publicação afirma que a interação entre empresas e o tribunal é comum e cita o ministro Gilmar Mendes, o mais longevo do STF, acrescentando que ele organiza anualmente em Lisboa um encontro com políticos, magistrados e empresários — alguns deles com processos em andamento no tribunal.
Também chega a afirmar que o nepotismo é disseminado, citando levantamentos indicando processos em que parentes de ministros atuam como advogados nos tribunais superiores.
A revista cita ainda a iniciativa do presidente do STF, Edson Fachin, que tem defendido a criação de um código de ética para os ministros da corte, e que Toffoli e Moraes reagiram, por sua vez, afirmando que a medida seria desnecessária.
A isso, a publicação afirma que independentemente do que pensem os ministros, os inimigos deles no Congresso "estão de olho".
Por Carolina Faria/Folhapress
Prefeitura de Juiz de Fora decreta calamidade após chuvas históricas
Aulas são suspensas em todas as escolas da cidade
A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, disse, nas redes sociais, que a cidade teve 584 milímetros de chuvas acumuladas, o que faz do mês de fevereiro o mais chuvoso da história do município mineiro, com volume superior ao dobro do esperado para o mês.



A prefeitura decretou estado de calamidade pública e registrou, até o momento, 14 mortos devido aos temporais dessa segunda-feira (23). A Defesa Civil do município estima ainda que 440 pessoas estejam desabrigadas.
“Isso nos trouxe toda a sorte de transtornos, desde coisas muito graves [como] situações de soterramento. Nesse momento, temos registrado 20 soterramentos, especialmente na região sudeste", afirmou a prefeita.
"Estamos com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, com todos os nossos recursos, buscando salvar vidas. Bairros estão ilhados. O Rio Paraibuna saiu da calha, o que também é uma coisa histórica”, completou Margarida.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com o transbordamento do Rio Paraibuna, a corporação foi acionada para atender ocorrências de inundações, soterramentos e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao rio.
Em poucas horas foram mais de 40 chamadas emergenciais envolvendo vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas.
As creches e escolas municipais estão com as aulas suspensas. Os funcionários da prefeitura fazem teletrabalho. A recomendação é evitar sair de casa e fazer deslocamentos desnecessários.
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
Forte chuva causa transtornos em cidades do Rio
Rodovia foi fechada na divisa entre Belford Roxo e São João de Meriti após alagamento, mas foi liberada no fim da tarde.
A forte chuva que atingiu o estado do Rio de Janeiro na tarde desta segunda-feira (23) provocou a interdição total da Rodovia Presidente Dutra (BR-116) no sentido São Paulo, na altura do km 173, na divisa entre Belford Roxo e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A pista foi fechada por volta das 14h30 em razão de alagamento e liberada no fim da tarde, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
Houve registro de bolsões d’água no km 173 (pistas marginal e expressa), no km 171 (marginal) e no km 170 (marginal), todos no sentido Rio. Por volta das 16h30, a concessionária informou fluxo lento nos trechos afetados, mas sem interdição nesse sentido.
Em São João de Meriti, a chuva causou impactos em ao menos sete bairros. No bairro Venda Velha, localizado às margens da via expressa, foram registrados mais de 100 milímetros de chuva em menos de uma hora, segundo o Centro de Monitoramento e Operações da Defesa Civil municipal.
A prefeitura informou que o município está no Estágio 5 de Alerta Máximo, o nível mais alto em uma escala de cinco. Sirenes foram acionadas nas localidades de Venda Velha, Itacaré e Coelho da Rocha.
Na capital fluminense, o Centro de Operações da prefeitura informou às 15h30 que o município permanecia em Estágio 2, com núcleos de chuva que perderam intensidade nas zonas norte e oeste.
Ainda assim, houve registros de impactos em bairros como Costa Barros, Pavuna, Brás de Pina, Cordovil, Parada de Lucas, Vigário Geral, Jardim América, Méier, Marechal Hermes, Coelho Neto, Acari, Guadalupe, Parque Colúmbia, Realengo, Deodoro, Campo Grande, Grajaú, Engenho Novo, Del Castilho, Engenho de Dentro, Todos os Santos, Encantado, Cavalcanti, Vicente de Carvalho, Bangu, Irajá, Piedade e Tijuca.
A chuva também afetou o transporte público. Segundo a Mobi-Rio, as linhas 67 (Campo Grande x Deodoro) e 68 (Bangu x Deodoro) do BRT foram temporariamente interrompidas por volta das 14h. Às 16h30, a empresa informou que ambas haviam retomado a operação, mas com intervalos irregulares.
No sistema ferroviário, a SuperVia registrou suspensão parcial em três ramais. A extensão Paracambi do ramal Japeri foi suspensa por alagamento nas proximidades da estação Japeri. No ramal Santa Cruz, a circulação foi interrompida entre as estações Realengo e Magalhães Bastos. Já no ramal Saracuruna, os trens deixaram de circular temporariamente no trecho entre Gramacho e Saracuruna.
Equipes municipais e estaduais atuavam nos pontos afetados até o fim da tarde. A previsão é de redução dos acumulados nas próximas horas, mas há possibilidade de formação de novos núcleos de chuva ao longo do dia.
Por Folhapress
Senado dribla Alcolumbre e apura caso Master mesmo sem CPI própria
Apesar de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicar que não deve abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master, senadores têm driblado essa decisão com iniciativas próprias que miram apurar o caso em três frentes.
Daniel Vorcaro, dono do Master, seria ouvido no Senado em dias consecutivos na mesma semana, em duas comissões distintas e ainda pode ser convocado em uma terceira, como parte das investidas dos senadores na investigação de fraudes financeiras.
Os depoimentos estavam marcados para segunda-feira (23) e terça-feira (24), na CPI mista do INSS e na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). Vorcaro decidiu não comparecer à CPI após o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), não autorizar o uso de um jato particular para a ida a Brasília. Ele também não vai comparecer à CAE nesta semana.
Mendonça, relator do caso Master no STF após a saída de Dias Toffoli, também decidiu que Vorcaro não era obrigado a comparecer à CPI, que havia aprovado em dezembro um requerimento convocando o ex-banqueiro para depor como testemunha.
Além da CPI mista do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), e da CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), a CPI do Crime Organizado, comandada pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), também deve tratar do Master. O relator da CPI é o senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Mesmo com essas três iniciativas em andamento, os senadores ainda pressionam por uma CPI própria do Master, o que depende de Alcolumbre. Há dois requerimentos, um de CPI mista e um de CPI do Senado, com assinaturas suficientes para a instalação, mas a prerrogativa de dar andamento a esses pedidos é do presidente da Casa.
Como mostrou a coluna Painel, da Folha, Alcolumbre já fez chegar a seus aliados que não vai instalar uma comissão para apurar as fraudes do banco. Senadores afirmam que ele não vai mexer no vespeiro em ano eleitoral. A avaliação é que o desgaste pode se multiplicar de forma incontrolável, comprometendo diversos partidos.
Vieira, porém, diz que "uma CPI só é enterrada se não houver recurso à Justiça", como aconteceu no caso da CPI da Covid, instalada a partir de uma decisão liminar do STF.
Renan diz ter assinado o pedido de CPI do Master e defender sua instalação. Ele afirma que as iniciativas do Senado são complementares e não disputam protagonismo.
Vorcaro deveria ser ouvido na CAE e, em seguida, na CPI do INSS, mas Viana adiantou o depoimento do ex-banqueiro para "garantir prioridade absoluta" aos trabalhos da comissão, segundo ele. Do outro lado, Renan acusa o centrão de tentar esvaziar a CAE com o objetivo de não ser atingido pelas apurações.
"A CAE atua permanentemente no acompanhamento e fiscalização do Sistema Financeiro Nacional como um todo, inclusive nas suas fraturas que favorecem fraudes como a do Master. Nosso trabalho fortalece, sem nenhum conflito, qualquer CPI que queira tratar dessas fraudes, punir responsáveis e aprimorar legislação", disse Renan em nota.
Viana foi procurado, mas não respondeu à reportagem.
A CPI do Crime organizado pretende avançar em relação às ligações entre ministros do STF e investigados no Master. A Folha revelou que empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Master em fraudes. O magistrado, por sua vez, é sócio de firma que foi dona do resort Tayayá e vendeu cotas do negócio a um fundo ligado às investigações sobre Vorcaro.
Outro ministro envolvido é Alexandre de Moraes, já que o Master contratou o escritório de sua mulher, Viviane Barci, por R$ 3,6 milhões mensais, segundo o jornal O Globo.
Nesta semana, a CPI deve votar requerimentos de convocação de Vorcaro e de seu ex-sócio Augusto Lima, além de Viviane e de parentes de Toffoli.
"Isso está em total sintonia com os trabalhos da CPI, que tem como escopo o uso de bancos, escritórios e fintechs para lavar dinheiro do crime organizado. E apurar a infiltração do crime no poder público", diz Vieira.
Na opinião, essa é uma seara que não está sendo apurada em outras frentes da Casa e, por isso, há uma contribuição a ser dada.
A CPI do INSS tem objetivo mais limitado e se concentra em fraudes em descontos de empréstimos consignados. Os descontos de cerca de 250 mil contratos do Master estavam suspensos, mas uma decisão da Justiça no início deste mês determinou que os valores sejam depositados numa conta judicial.
Já na CAE, Renan criou um grupo de trabalho formado por outros sete senadores para acompanhar as investigações em andamento. O alcance, portanto, é mais amplo, já que a apuração mira fraudes no Sistema Financeiro Nacional, brechas na legislação e apadrinhamentos políticos.
Nesta semana, o grupo de trabalho deve ter uma reunião na CGU (Controladoria-Geral da União). A reunião institucional deve seguir a mesma linha de outros encontros realizados nos últimos dias.
Os senadores da CAE estiveram com o presidente do STF, Edson Fachin, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Vital do Rêgo.
A CAE também aprovou o envio de convites a Augusto Lima, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Da autoridade monetária, também serão convidados o diretor de fiscalização, Ailton de Aquino Santos, e o ex-diretor Paulo Sérgio Neves de Souza, que já ocupou a cadeira de fiscalização. O presidente interino da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Accioly, também é esperado na CAE nesta semana.
Por Carolina Linhares/Folhapress
OAB pede ao STF fim do inquérito das fake news e critica investigações de 'natureza perpétua'
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (23) o fim do inquérito das fake news e contestou a manutenção do que chamou de investigações heterodoxas de "natureza perpétua" na corte .
O posicionamento consta de manifestação encaminhada ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, e assinada pelo Conselho Federal da OAB e pelo Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais estaduais.
No ofício, a entidade expressa preocupação com a "permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781, amplamente conhecido como inquérito das fake news".
A Ordem diz reconhecer que o procedimento nasceu em contexto excepcional, inclusive do ponto de vista do processo. Foi instaurado de ofício, ou seja, sem provocação do Ministério Público, tendo sido objeto de debate e depois validado.
"[Mas] justamente por se tratar de solução institucional extraordinária, concebida para responder a circunstâncias igualmente extraordinárias, sua condução e permanência no tempo reclamam cautela ainda maior", afirma a OAB.
O inquérito das fake foi instaurado pelo então presidente da corte, Dias Toffoli, para apurar a divulgação de desinformação e investidas contra o STF e ministros do tribunal. Na ocasião, Alexandre de Moraes foi designado relator sem que houvesse sorteio.
"O Inquérito n.º 4.781, instaurado em março de 2019, aproxima-se de sete anos de tramitação, o que, por si só, recomenda exame cuidadoso sob a ótica da duração razoável dos procedimentos e da necessária delimitação de seu objeto", continua a OAB.
A entidade critica a "elasticidade excessiva" do objeto do inquérito, argumentando que a regra no Brasil é focar fatos determinados, "e não a de procedimento aberto à absorção sucessiva de condutas distintas, conforme novas conexões".
Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress
Cúpula do Congresso sinaliza votar pena menor a Bolsonaro se pressão por CPI do Master esfriar
A cúpula do Congresso Nacional sinalizou que pode marcar, no início de março, uma sessão para a análise do veto ao projeto de redução de penas aos condenados por golpismo, chamado de PL da Dosimetria, desde que não haja pressão para a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master.
A proposta pode reduzir o tempo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai passar em regime fechado de 6 a 8 anos para algo entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses, a depender da interpretação.
Para analisar os vetos presidenciais, é preciso que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), convoque uma sessão conjunta de senadores e deputados. Mas, nessas reuniões, ele precisa também ler os requerimentos para instalar as comissões parlamentares de inquérito, o que quer evitar.
Por isso, desde a abertura do ano legislativo, Alcolumbre tem buscado ganhar tempo e adiar a sessão. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também resiste a instalar CPI sobre o tema na Casa.
Como mostrou a Folha, cardeais do centrão e do Congresso atuam para blindar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, que se afastou da relatoria do processo, e criticam o que chamam de uma "Lava Jato 2" sobre o caso, com prejulgamento e "vazamento seletivo" de informações contra políticos e ministros do Supremo.
No início de fevereiro, a Polícia Federal realizou uma operação contra a Amprev (Amapá Previdência), gestora do regime próprio de previdência do estado, por investimentos feitos no Master e que devem gerar um rombo no fundo dos servidores do Amapá. Um dos alvos foi um aliado de Alcolumbre, Jocildo Silva Lemos, presidente da Amprev que foi tesoureiro de campanha do senador.
Em nota, o parlamentar disse defender que tudo seja apurado e esclarecido e que os verdadeiros culpados sejam punidos, com respeito ao devido processo legal.
Segundo apurou a reportagem, a ideia do comando da Câmara e do Senado é negociar com a oposição a realização da sessão conjunta sobre o veto ao PL da Dosimetria tendo como garantia que não haverá pressão para a leitura do requerimento da CPI mista do Master.
Caso haja um acordo nesse sentido, a previsão é de que haja uma sessão na primeira semana de março. Caso contrário, ela pode ser postergada ainda mais.
A oposição ao governo Lula (PT), especialmente os bolsonaristas, vem cobrando Alcolumbre a pautar a redução de penas, já que a expectativa é que o veto de Lula seja derrubado. Com isso, além de Bolsonaro, seriam beneficiados os demais condenados pela trama golpista e pelo 8 de Janeiro.
Para manter o veto, o PT precisaria reverter ao menos sete votos favoráveis ao PL da Dosimetria no Senado, o que petistas não consideram impossível. A derrubada do veto exige votos de 257 deputados e 41 senadores. O projeto foi aprovado na Câmara com 291 votos favoráveis e, no Senado, com 48.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), já afirmou que, caso o veto seja derrubado, há a possibilidade de recorrer ao STF, já que o Palácio do Planalto classifica a medida como inconstitucional.
Signatários do requerimento de uma CPI mista sobre o Master, encabeçado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), entendem que Alcolumbre é obrigado a ler o documento e instalar a comissão na primeira sessão do Congresso após o protocolo, feito no último dia 3. O pedido teve o apoio de 42 senadores e 238 deputados.
Também há requerimentos, separadamente, na Câmara e no Senado. O apoio à instalação de comissões parlamentares de inquérito sobre o Master cresce no Congresso, com adesão de bolsonaristas, governistas e integrantes do centrão.
Nesse contexto de interesses que envolvem tanto o veto ao PL da Dosimetria como a instalação de uma CPI do Master, Alcolumbre tem sido alvo de reclamações por parte de senadores de oposição, que veem inação e alinhamento do presidente do Senado ao governo Lula.
Além do veto ao PL da Dosimetria, há ainda outros 73 vetos presidenciais pendentes de análise, incluindo o restante dos vetos ao projeto de lei que flexibiliza as regras para o licenciamento ambiental.
O senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do bloco que reúne o PL e o Novo, diz que a estratégia do governo é esfriar a CPI e a análise dos vetos.
"O Senado transformou uma semana de Carnaval em um mês. Praticamente não houve sessões. Não está certo o Congresso e, principalmente, o Senado, ficar tanto tempo sem pauta", afirma.
Na quinta-feira (12), em uma entrevista à imprensa para defender a CPI do Master e o impeachment de Toffoli, o senador Eduardo Girão (CE), líder do Novo, também reclamou da paralisia no Senado.
"A pressão da sociedade vai ser decisiva nisso tudo, porque os acordões parecem estar se movendo, ganhando tempo. Não é à toa que a gente teve cancelamento das sessões na semana passada e nesta semana", afirmou.
Por Política Livre
Impulsionado por ação na Venezuela, Lula quer realizar operações da PF para prender brasileiros nos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende realizar operações da Polícia Federal nos Estados Unidos para combater o crime organizado mediante a autorização do governo de Donald Trump."Eu não quero recebê-los, eu quero prendê-los", disse Lula, referindo-se aos criminosos brasileiros em solo americano.
A fala ocorreu durante entrevista coletiva neste domingo (22) em Nova Déli, na Índia, onde o presidente estava para participar de uma cúpula sobre inteligência artificial e uma visita de Estado a convite do primeiro-ministro, Narendra Modi.
A decisão é impulsionada pela recente invasão dos EUA à Venezuela, que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, sob a justificativa de combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
A invasão gerou apreensão no governo brasileiro pelo temor de que novas ações americanas na Venezuela pudessem causar instabilidade na América Latina e, consequentemente, afetar o Brasil.
O petista afirma que o governo americano já recebeu nomes, fotos e documentos da Receita Federal de membros de organizações criminosas que residem nos EUA e são monitorados pelas autoridades brasileiras por suspeita de diversos crimes.
Lula não informou qual a resposta dos americanos em relação ao pedido, mas disse que o tema será um dos principais na reunião bilateral com Trump prevista para março. O presidente prevê a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, além de representantes da Receita Federal e da Polícia Federal.
"Qualquer coisa que puder colocar uns magnatas da corrupção na cadeia, nós estamos dispostos a trabalhar. E esses magnatas não moram na favela, não moram no térreo, eles moram em cobertura, moram nos bairros mais chiques do Brasil e nos bairros mais chiques dos Estados Unidos", declarou o presidente.
O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acompanhou o presidente na viagem à Índia para a abertura do cargo de adido no país, voltado ao combate ao crime organizado entre as nações, embora membros da própria corporação tenham dito à Folha que o número não é expressivo.
O presidente afirmou que o diretor passará a integrar sua comitiva nas próximas viagens para expandir a atuação da PF em outros territórios mediante a autorização dos governos locais.
"Nós precisamos colocar adidos da Polícia Federal nos países, precisamos fazer convênios para combater o crime organizado, para combater o narcotráfico", declarou.
Fernandes segue com Lula para a Coreia do Sul, onde o presidente participará de uma visita de Estado e de reuniões com o presidente Lee Jae Myung, bem como de encontros com empresários.
Por Vicotira Damasceno / Folhapress
Governo Trump mantém investigação contra Brasil e China e ameaça com novas tarifas
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que continuar investigando o Brasil e a China com base na Seção 301, ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.
Em comunicado emitido na sexta-feira, 20, após a Suprema Corte dos EUA derrubar as tarifas globais de longo alcance impostas por Trump, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) afirmou que a administração Trump vai continuar as investigações em curso com base na Seção 301, incluindo aquelas que envolvem o Brasil e a China.
"Se estas investigações concluírem que existem práticas comerciais desleais e que uma resposta ágil é justificada, tarifas são uma ferramenta que poderá ser imposta", diz o comunicado.
Foi nesse mesmo comunicado que o governo americano reforçou uma sobretaxa temporária de 10% sobre artigos importados para os Estados Unidos de todos os países, nos termos da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, após decisão contrária da Suprema Corte A tarifa foi elevada para 15% neste sábado, 21, em anúncio feito pelo presidente Trump num rede social.
O Brasil começou a ser investigado pelos americanos no ano passado, em meio ao tarifaço de Trump que atingiu as exportações brasileiras com taxas de 50%. A investigação ocorre com base na Seção 301, que faz parte da Lei de Comércio de 1974, assinada pelo então presidente Gerald Ford.
Em 2025, os Estados Unidos comunicaram que a apuração abordaria "atos, políticas e práticas do governo brasileiro relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal".
Entre as medidas que o governo americano considerou prejudiciais ao abrir o expediente, em 2025, estão a propriedade intelectual, existência de tarifas preferenciais para outros países, taxas mais altas para o etanol americano, desmatamento ilegal e até mesmo o Pix.
Neste sábado, 21, Trump disse que aumentará as tarifas globais dos Estados Unidos de 10% para 15% com efeito imediato, mesmo após o revés imposto pela Suprema Corte. O governo brasileiro ainda não se pronunciou sobre a decisão e sobre a menção da Seção 301 no comunicado.
Por Daniel Weterman / Estadão Conteúdo
Intimação de sindicalista para depor é preocupante se derivada das críticas ao STF, dizem entidades
Entidades e advogados ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmam que é preocupante, se ocorrida em razão de críticas públicas, a intimação da PF (Polícia Federal) feita a Kleber Cabral, presidente da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), para prestar depoimento. Outros motivos ainda desconhecidos, porém, poderiam justificar a medida, como o sindicalista ser testemunha ou fonte de prova relevante no inquérito em andamento.
Cabral foi intimado a prestar depoimento nesta sexta-feira (20), depois que ele passou a criticar publicamente a investigação que gerou cautelares a servidores suspeitos de vazamento envolvendo dados de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e familiares. A ordem para intimação partiu do ministro Alexandre de Moraes.
A Unafisco afirmou, após ele ser ouvido pela polícia, que Cabral falou na condição de investigado e apenas em razão das declarações concedidas à imprensa após operação contra quatro funcionários do órgão.
Na quarta-feira (18), o sindicalista disse à GloboNews que é "menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República". Também tem questionado a falta de proporcionalidade das ações.
A Unafisco representa um dos quatro servidores suspeitos de envolvimento no vazamento de dados, Ricardo Mansano de Moraes. Ele é investigado por possível elo com Ricardo Pereira Feitosa, que foi chefe da inteligência da Receita Federalno início do governo Bolsonaro. Como mostrou a Folha, a PF também apura se há ligação de Cabral com Feitosa.
Além de Ricardo Mansano, são suspeitos de vazar informações os servidores Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos.
Eles foram alvo de operação da PF na terça-feira (17) e sofreram busca e apreensão domiciliar e quebra de sigilos, além de afastamento imediato do exercício da função pública e recolhimento domiciliar em período noturno.
A operação se deu depois que Alexandre de Moraes mandou rastrear na Receita o vazamento de dados ligados a magistrados do tribunal e parentes.
Segundo especialistas ouvidos pela Folha, é preocupante o cenário da intimação, se ele estiver relacionado com as críticas públicas de Kleber Cabral. Outros motivos ainda não divulgados, porém, poderiam justificar a medida, como esclarecimento sobre eventual caso concreto em que auditores, agindo na legalidade, foram impedidos de atuar em trabalhos envolvendo altas autoridades.
Para Charlene Nagae, advogada especializada em liberdade de expressão e diretora-executiva do instituto Tornavoz, faltam informações precisas para entender o que levou à intimação do sindicalista. Feita a ressalva, ela diz que o cenário é preocupante se a intimação estiver de fato ligada às manifestações públicas de Cabral.
"Se a convocação para o depoimento tiver a ver com as críticas que foram externadas pela associação e pelo presidente, a gente vê com preocupação, porque, de fato, o direito de crítica é um importante direito constitucional, uma garantia imprescindível para a democracia."
Raquel da Cruz Lima, coordenadora de programa da Artigo 19, ONG especializada em temas ligados à liberdade de expressão, afirma que a falta de clareza sobre o motivo da intimação gera insegurança.
Ela diz que o sigilo presente no caso tem sido ferramenta recorrentemente usada pelo sistema de Justiça no Brasil, embora devesse ser excepcional e bem fundamentado. O resultado, afirma, é um cenário no qual há a "aparência de que críticas podem ser vistas de uma forma negativa e despertar algum tipo de consequência ou represália".
"Tem-se ainda muita insegurança [sobre o que motivou a intimação], mas a proximidade dos eventos [das críticas e da convocação para o depoimento], e o fato de estarmos em um contexto no qual medidas cautelares têm sido usadas com frequência em contexto de sigilo, faz com que haja muito mais desconfiança da regularidade dessas medidas."
Para a Transparência Internacional Brasil, Cabral foi alvo de "intimidação, por parte de um juiz constitucional, por defender servidores (culpados ou não) vítimas de evidente abuso de autoridade".
Segundo Guilherme France, gerente de pesquisa e advocacy da organização, a decisão pela intimação "produz efeitos que vão muito além do caso individual, já que sinaliza que qualquer crítica, mesmo aquela exercida dentro dos limites da liberdade de expressão, pode ser alvo de represálias por parte da mais alta corte do Brasil".
Ele diz que o caso vai ter o efeito de abafar o debate público em torno da atuação do Judiciário e, em última instância, enfraquecerá a democracia.
Segundo Álvaro Jorge, professor de direito da FGV Rio, a falta de transparência dificulta a análise do cenário, mas seria inadequada a intimação se derivada apenas das críticas públicas. "Ninguém deveria ser intimado no Brasil por conta de críticas."
Situação diferente, porém, seria a autoridade pública pedir esclarecimento sobre se o sindicalista tem informação a respeito de caso concreto em que auditores, trabalhando dentro da lei, foram prejudicados em razão de tratarem de temas ligados a autoridades.
Para Gustavo Badaró, professor de processo penal da USP, a intimação pelas críticas seria preocupante porque poderia configurar cenário de pressão do servidor. "Parece que é uma forma de pressão pelas críticas que ele fez na posição de líder de classe."
Badaró afirma que, até o momento, Cabral não parece ser fonte de prova dos crimes de vazamento de dados. Ao mesmo tempo, suas declarações, ainda que fortes, parecem estar dentro dos limites da liberdade de expressão, diz o advogado. "Aparentemente não há motivo para ele estar sendo intimado. Não há nada que indique que ele seja uma testemunha, uma fonte de prova relevante para o inquérito".
Por Ana Gabriela Oliveira Lima / Folhapress
Antes de assumir caso Master, André Mendonça disse não temer críticas
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou que não tem medo de críticas. A declaração foi feita no dia 8 de fevereiro, quatro dias antes de ele assumir a relatoria das investigações envolvendo o banco Master.
No mesmo dia, durante pregação na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, Mendonça também declarou que vai doar sua parte nos lucros do Instituto Itar para o dízimo e para obras sociais. A entidade foi fundada por ele e tem como slogan “Conhecimento é o caminho”, com o objetivo de promover “capacitação para transformar profissionais e a sociedade”. O ministro também é pastor da Igreja Presbiteriana.
Durante o culto, Mendonça afirmou que precisa dar “bom testemunho” por ocupar cargos de destaque.
“Meus irmãos e minhas irmãs, todos somos sujeitos a erros e a equívocos. Mas hoje eventuais tropeços do André, do ministro e do pastor, repercutem em toda a igreja. E eu preciso dar bom testemunho. Eu tenho um compromisso com Deus, meus irmãos, que se um dia for para eu dar mau testemunho, que Deus me leve antes. Mas enquanto eu tiver vida, que minha vida seja para dar bom testemunho”, declarou.
O ministro também disse que conversou com pessoas próximas antes da participação no culto e que foi alertado sobre possíveis críticas por ser figura pública.
“Eu sei, eu não estarei isento de críticas. Eu disse ao reverendo Arival Dias Casimiro, quando me convidou, que me preocupo porque, como figura pública, toda hora vai ter alguém me criticando. Eu não tenho medo das críticas”, afirmou.
Em outro trecho, Mendonça disse que não teme ocupar cargos de responsabilidade.
“Um dia me perguntaram se eu teria coragem de ir para o Supremo. Eu disse: ‘Eu não tenho medo nem da morte, quanto mais de ocupar uma posição que Deus me prepare ou venha me preparar’. O único temor que eu tenho é de não andar nos caminhos do Senhor”, completou. As informações são do Globo.
Janja expulsou filha de Lula de sala do sambódromo e vetou entrada de ministros no espaço, diz coluna
Lula e Janja entre Lurian Silva, a filha mais velha do ex-presidente, e o namorado dela, Danilo Segundo
A primeira-dama Janja da Silva expulsou Lurian da Silva, a filha mais velha de Lula, da sala reservada ao presidente no camarote da prefeitura do Rio de Janeiro no Sambódromo.
As duas se desentenderam na noite de domingo (15), quando o petista foi homenageado pela Acadêmicos de Niterói.
Autoridades do governo, amigos e familiares de Lula foram convidados para ir ao camarote para ver o desfile. O presidente, no entanto, estava em uma sala reservada e de circulação restrita. Para entrar nela era preciso a autorização do presidente e de Janja.
De acordo com relatos feitos à coluna Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, Lurian entrou no ambiente reservado para cumprimentar o pai. Ela estava com Thiago, neto do presidente —ele é filho de Marcos, o primogênito de Lula.
Ao ver que a filha pretendia ficar mais tempo no espaço, Janja falou que o momento não era para conversas mais longas, mas sim para dar um beijo e ir embora.
Lurian então reagiu, afirmando que queria conversar com o pai. Janja replicou e, segundo ainda relatos, afirmou, subindo o tom: "Aqui não é lugar para isso". E pediu que Lurian saísse da sala.
As duas então começaram a discutir, diante do presidente, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e da mulher dele, Lu Alckmin.
Lurian também subiu o tom. Em resposta, disse que Janja não sabe o que é uma estrutura familiar e não entende a relação entre pais e filhos.
Como a porta estava aberta, a discussão pôde ser ouvida por diversos assessores, da Presidência e da prefeitura.
Apesar da tentativa de manter a discrição, a história se alastrou pelo camarote.
O clima estava ruim também do lado de fora, com diversos ministros esperando para falar com Lula, sem conseguir. O ambiente, segundo um deles, estava pesado. A explicação que recebiam era a de que a primeira-dama não queria tumulto na sala em que o casal estava, que era pequena.
Eles conseguiam falar com o presidente quando ele saía do espaço reservado e circulava pela área mais ampla do camarote.
A situação mais delicada foi a da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Ela foi estimulada por outros colegas a falar com o presidente, mas sua entrada na sala, como a de quase todos os outros ministros, não foi autorizada.
O problema, no caso dela, é que o secretário-executivo da pasta, Marcio Tavares do Santos, estava na sala reservada o tempo todo. Ele é amigo pessoal de Janja. Marcio inclusive descia com Lula na avenida para que o presidente cumprimentasse integrantes das escolas de samba que desfilavam.
A assessoria da Cultura enviou uma nota à coluna afirmando: "A ministra Margareth estava de férias e o Márcio estava a trabalho. Ele foi a pessoa que conduziu o presidente para cumprimentar as quatro escolas que desfilaram nesse dia. As entradas na sala privada eram para essa função. Sobre a decisão de quem entra na sala privada do presidente, sugerimos checar com a presidência, já que não é função do Ministério da Cultura".
Procurada, Lurian afirmou à coluna: "Eu nem vi a Janja. Só vi o meu pai. Ela não estava na sala quando eu entrei".
A assessoria da primeira-dama não respondeu às mensagens enviadas pela coluna.
Por Mônica Bergamo/Folhapress
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