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Jaques Wagner pede adiamento de depoimento à PF no caso Master/ Por Redação
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu à Polícia Federal o adiamento do depoimento que estava marcado para esta sexta-feira (7), no âmbito das investigações sobre o caso Master. Segundo o advogado Pablo Domingues, o pedido foi feito porque a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação e, por isso, solicitou a remarcação da oitiva. A informação é da CNN.
O parlamentar foi intimado pela PF em 21 de julho para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de recebimento de propina relacionada ao Banco Master. Por determinação do ministro do STF, André Mendonça, Wagner também foi alvo de mandados de busca e apreensão e de medidas cautelares, entre elas restrições a atividades econômicas.
A investigação conduzida pela Polícia Federal apura um possível vínculo entre familiares do senador, empresas ligadas ao seu entorno e pessoas relacionadas ao Banco Master, que está em processo de liquidação. Até o momento, a PF não informou se o pedido de adiamento do depoimento foi aceito.
Tornado atinge cidade no RS, e Defesa Civil emite alerta máximo para Porto Alegre e região
Fenômeno foi confirmado em Pedro Osório após tempestade severa; é o segundo tornado registrado pela Defesa Civil gaúcha em nove dias
Tornado registrado em Matarazzo, entre o município de Pedro Osório e Arroio Grande, no Rio Grande do SulUm tornado atingiu o município de Pedro Osório, no sul do Rio Grande do Sul, no fim da tarde desta quinta-feira (6), durante a atuação do sistema de tempestades associado à frente fria que precede a formação de um ciclone-bomba na região Sul do país.
Segundo a Defesa Civil gaúcha, o fenômeno provocou destelhamentos na localidade de Matarazzo e não há informações sobre feridos. O tornado ocorreu por volta das 17h15, associado a uma supercélula, tempestade caracterizada pela presença de uma corrente de ar rotativa.
De acordo com o Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado, a confirmação foi feita com base em vídeos registrados por moradores. O órgão informou que havia emitido um alerta para a região às 15h50, válido até as 19h50, indicando risco elevado de tempestades com vento e granizo.
É o segundo tornado confirmado pelo órgão em pouco mais de uma semana. Em 28 de julho, a Defesa Civil confirmou a ocorrência do fenômeno em áreas dos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, no noroeste gaúcho. Assim como o episódio desta quinta, o tornado foi associado à formação de uma supercélula, tipo de tempestade capaz de provocar granizo de grande porte, rajadas intensas de vento e, em alguns casos, tornados.
Na ocasião, a Defesa Civil havia emitido um alerta laranja para a região cerca de uma hora antes da ocorrência do fenômeno. Segundo o órgão, o tornado não pôde ser identificado previamente pelos radares meteorológicos porque a tempestade estava a cerca de 200 quilômetros do equipamento mais próximo, o que impediu a detecção de rotação próxima à superfície.
Na noite desta quinta, a Defesa Civil enviou um alerta do tipo Cell Broadcast para Porto Alegre e outros 18 municípios da região metropolitana e do Vale do Sinos, advertindo para tempestades com rajadas de vento superiores a 90 km/h e risco muito alto de alagamentos e cheias em arroios e rios de pequeno porte.
O aviso orienta a população a permanecer em locais seguros durante os temporais, retirar aparelhos eletroeletrônicos da tomada e manter portas e janelas fechadas.
O alerta abrange os municípios de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Charqueadas, Eldorado do Sul, Esteio, Glorinha, Gravataí, Guaíba, Montenegro, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Taquara, Triunfo e Viamão.
Antes da confirmação do tornado, a Defesa Civil já havia registrado ocorrências relacionadas às tempestades em diferentes regiões do estado. Segundo boletim divulgado na tarde desta quinta, houve relatos de alagamentos em Caçapava do Sul e Chuí, queda de árvores em Erechim, danos provocados por granizo em cinco residências de Ibiraiaras e destelhamentos em Caseiros e Uruguaiana. Também foram registrados danos em coberturas de escolas em Tupandi.
O governo do Rio Grande do Sul mantém alerta vermelho para parte do estado devido à previsão de tempestades severas entre a tarde desta quinta e a madrugada de sexta-feira (7). Segundo a Defesa Civil, há possibilidade de rajadas de vento superiores a 100 km/h, queda de granizo de grande intensidade, chuva forte e novos tornados, principalmente na metade sul gaúcha.
O alerta vermelho abrange municípios como Uruguaiana, Alegrete, São Gabriel, Santana do Livramento, Caçapava do Sul, Bagé, Piratini, Pelotas, Jaguarão, Rio Grande e Chuí.
Já o alerta laranja inclui cidades como São Borja, Santiago, Santa Rosa, Santo Ângelo, Frederico Westphalen, Erechim, Sarandí, Cruz Alta, Santa Maria, Rio Pardo, Camaquã, Santa Cruz do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre, Caxias do Sul, Gramado, Vacaria, São José dos Ausentes, Tramandaí e Mostarda, onde as rajadas podem superar 90 km/h e também há risco de granizo.
Em Santa Catarina, a Defesa Civil informou que está prevista a formação de um ciclone-bomba entre a noite desta quinta e a sexta-feira sobre o oceano, na costa do Uruguai e do extremo sul do Rio Grande do Sul. Segundo o órgão, o centro do sistema permanecerá sobre o mar e não deverá atingir diretamente o território catarinense.
Ainda assim, a passagem da frente fria associada ao sistema deve provocar temporais no Estado, com chuva forte em curto período, descargas elétricas, queda localizada de granizo e rajadas de vento entre 70 km/h e 90 km/h, podendo superar 100 km/h em áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul.
Na sexta-feira, com a intensificação do ciclone sobre o oceano, a expectativa é de ventos fortes no litoral catarinense, com rajadas entre 50 km/h e 70 km/h e aumento da agitação marítima, o que pode trazer riscos à navegação e provocar queda de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e alagamentos pontuais.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) também emitiu alertas para a atuação do sistema. Além do aviso vermelho para tempestades em parte do Rio Grande do Sul, o órgão publicou avisos laranja e amarelo para ventos intensos em áreas de 11 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Bahia.
Por Aléxia Sousa/Folhapress
Governo tira Marcola de conselho de empresa pública
Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
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| Foto: Reprodução/Facebook/Arquivo |
O governo federal decidiu não reconduzir Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para o conselho de administração da Terracap. A estatal, que gere o patrimônio imobiliário de Brasília, pertence ao Distrito Federal, mas a União é acionista minoritária e, por isso, tem direito a indicações.
A informação foi publicada pelo SBT News e confirmada pelo Estadão.
Em nota o Palácio do Planalto, afirmou que a alteração da indicação decorre da saída de Marcola do governo.
"Os assentos de representação da União em conselhos públicos são destinados a servidores públicos formalmente nomeados, observados os requisitos legais e normativos aplicáveis. Desse modo, todas as vagas ocupadas por pessoas que deixam a administração federal são sempre substituídas", informou a Secom
Marcola exercia cargo no colegiado da empresa desde 2023. Ele entrou na mira da Polícia Federal por ter recebido R$ 249 mil da lobista Roberta Luchsinger, suspeita da prática de tráfico de influência junto com Fabio Luis da Silva, conhecido como Lulinha
A aliados, o ex-chefe de gabinete afirma que os repasses foram efetuados a título de empréstimo.
No conselho da Terracap, ele recebia R$ 12,4 mil mensais, além dos R$ 31,9 mil a que tinha direito pelo cargo na Presidência. Conforme revelou o Estadão, os cargos do governo no colegiado da empresa são usados para turbinar salários de auxiliares de ministros e do próprio presidente.
Por Gustavo Côrtes, Estadão Conteúdo
Lula diz que buscará conversar com Trump na próxima semana em meio à tensão entre Brasil e EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a aliados que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. A declaração foi feita durante reunião com parlamentares do PSOL e da Rede, no Palácio da Alvorada, após o petista relatar que já conversou recentemente com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, sobre a guerra na Ucrânia. A reportagem é do jornal O Globo.
Segundo participantes do encontro, Lula defendeu uma atuação mais efetiva do Conselho de Segurança da ONU para buscar uma solução negociada para o conflito e disse que pretende fazer o mesmo apelo a Trump. O presidente, no entanto, não informou se aproveitará o contato para tratar das recentes tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, marcadas pela imposição de tarifas a produtos brasileiros e outras medidas adotadas pelo governo americano.
Na reunião, Lula também avaliou que a disputa eleitoral será difícil, pediu mobilização da militância e voltou a demonstrar preocupação com uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O presidente ainda defendeu mudanças na relação entre Executivo e Congresso, criticou o modelo de distribuição de emendas parlamentares e afirmou que, em um eventual novo mandato, pretende priorizar áreas como educação, ciência, tecnologia, defesa e políticas voltadas à população idosa.
Por Carolina Brígido/Estadão Conteúdo
Lula tem encontro com Alcolumbre, em gesto de aproximação três meses após rejeição de Messias
Agenda ocorreu na terça-feira, na casa do ministro do STF Alexandre de Moraes
O presidente Lula (PT) encontrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na noite desta terça-feira (3), após três meses de apelos de aliados para que eles reatassem a relação. Os chefes do Executivo e do Legislativo estavam rompidos desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal), no final de abril.
Segundo interlocutores, o encontro aconteceu na casa do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado também por Cristiano Zanin, indicado por Lula à corte. Não houve deliberação alguma sobre uma nova indicação de Messias, mas segundo pessoas a par da conversa, Lula deixou claro que qualquer movimento sobre o assunto ficará para depois das eleições de outubro.
De acordo com aliados de Lula, o encontro foi resultado de sequenciais apelos dos líderes do PT e do governo no Senado, Camilo Santana (CE) e Teresa Leitão (PE), respectivamente. Eles reforçaram um esforço do ministro de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), que vinha insistindo sem sucesso junto ao presidente da República por uma agenda com Alcolumbre. O presidente resistia, porém, por ter ficado contrariado com a rejeição de Messias, atribuída pelo petista a uma articulação do presidente do Senado.
Na segunda-feira (3), Lula avisou a interlocutores que havia aceitado se encontrar com Alcolumbre. Ainda inconformado com a derrota da indicação de Messias, o presidente indicou que não queria normalizar a rejeição do indicado, mas sim virar a página sobre o episódio e tratar de projetos do interesse do governo no Congresso.
Integrantes do Planalto tentavam convencê-lo a encontrar Alcolumbre com o argumento de que o governo tem propostas que carecem de aprovação na Casa, e que elas não poderiam ser sacrificadas porque os presidentes da República e do Senado não estão conversando.
No topo da prioridade está o fim da escala 6x1, proposta já aprovada na Câmara, mas que ficou engavetada no Senado. Lula defendeu a importância da proposta, e Alcolumbre indicou que voltaria a analisar o tema também após as eleições.
O senador, segundo aliados, segurou a proposta justamente para fazer com que Lula voltasse à mesa de negociações, após o rompimento causado pela rejeição de Messias no Senado. O tema, dessa forma, não deve ser analisado durante as duas semanas de funcionamento do Congresso durante o recesso.
Segundo interlocutores, não houve deliberação sobre votações, mas o encontro serviu para destravar o diálogo entre Planalto e Senado. As conversas dos líderes com a cúpula da Casa estavam travadas, justamente, pela indisposição de Lula para conversar com o senador.
Novas conversas da cúpula do governo com Alcolumbre devem ocorrer, mesmo durante o recesso. O tom desse diálogo ditará, justamente, como o PT vai abordar o fim da escala 6x1 e a pendência da votação durante a campanha eleitoral.
Ele nega, mas senadores apontam participação direta de Alcolumbre na derrota histórica para o governo. Eles indicam que o senador tentou fazer um gesto ao bolsonarismo num momento de baixa do petista nas pesquisas eleitorais.
O PL de Flávio Bolsonaro, porém, logo deixou claro que seus planos para a presidência do Senado não envolviam a continuidade de Alcolumbre no cargo. O grupo trabalha com a candidatura dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP-MS) para chefiar a Casa.
Nesse sentido, Alcolumbre pediu pelo menos três vezes, por meio de interlocutores, uma agenda com o presidente Lula. Ele sustenta que a rejeição de Messias foi resultado de uma insatisfação espontânea do Senado, que tinha preferência pela indicação do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG) à corte.
Por Augusto Tenório/Folhapress
Ex-chefe de gabinete de Lula pede para deixar campanha após contas pagas por empresária alvo da PF
O ex-chefe de gabinete de Lula (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, pediu para deixar a equipe de campanha do presidente da República. Ele estava sob pressão após virem à tona informações sobre o pagamento de despesas suas pela empresária Roberta Luchsinger.
Ainda não houve um comunicado oficial do pedido de saída de Marcola. Até a noite de terça-feira (4), aliados de Lula avaliavam que ele continuaria na equipe, a não ser que pedisse para sair.
Marcola afirmou ter tomado um empréstimo de R$ 249 mil de Roberta Luchsinger. Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também alvo de apurações da PF.
Em nota divulgada à imprensa, ele afirmou que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obteve junto a ela e que esta foi uma movimentação "de natureza estritamente privada".
Ele também declarou que seus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça e que constituiu advogado e o orientou a fazer uso de todos os documentos a fim de esclarecer os fatos.
Por Caio Spechoto/Folhapress
Amiga de Lulinha visitou ministérios e Planalto 40 vezes fora da agenda oficial
Defesa de Roberta Luchsinger, investigada pela PF, diz que se manifestará nos autos em respeito à Justiça
A empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, fez ao menos 40 visitas a ministérios e à Presidência entre 2023 e 2024. Dessas, apenas uma está registrada oficialmente nas agendas públicas de autoridades, apesar da obrigação legal.
A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha de São Paulo.
Das 40 visitas, 17 foram ao Ministério do Desenvolvimento Social, enquanto 15 tiveram como destino o Ministério da Saúde. A empresária também esteve ao menos oito vezes no Palácio do Planalto. Os registros foram divulgados por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).
Em alguns casos, a empresária esteve acompanhada por outros empresários, como representantes das empresas Duosystem e Grupo Bringel.
Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal, que apura o vínculo entre o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Lulinha, filho do presidente Lula.
Questionada pela reportagem por WhatsApp, a defesa de Roberta disse que "em respeito à Justiça, a partir de agora trataremos desse assunto nos autos, com muita tranquilidade". O filho do presidente nega envolvimento em irregularidades.
No Ministério do Desenvolvimento Social, Roberta registrou o gabinete do ministro Wellington Dias como o principal destino, tendo também se encontrado com o secretário-executivo adjunto, Rannier Costa Ciríaco.
Quatro vezes ela esteve acompanhada por Efraín Saavedra, que representa a Duosystem. A empresa desenvolve tecnologias de saúde digital, como para regular o acesso a medicamentos e marcar consultas.
Em uma das visitas que fez sozinha, em março de 2023, Roberta entregou a Dias presentes avaliados pelo ministério em R$ 360 e tirou fotos com o ministro. Na ocasião, ela o presenteou com uma edição de colecionador do livro "O Alquimista", de Paulo Coelho, com dedicatória, além de uma caixa de bombons.
O ministério disse por LAI que a visita não teve pauta e durou aproximadamente cinco minutos, sendo considerada uma cortesia, em razão da posse do ministro no cargo.
Já no Ministério de Saúde, o foco foi a Secretaria Executiva, então coordenada por Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger.
Do total de 15, apenas uma reunião foi registrada em agendas públicas. Em 23 de outubro, Roberta foi ao ministério para, de acordo com os registros, apresentar um sistema de gestão da saúde e regulação da Duosystem ao lado de representantes da empresa.
Estiveram presentes o então chefe da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Nésio Fernandes, a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, e o então secretário-executivo adjunto Elton Bandeira.
No Planalto, Roberta fez oito visitas, das quais três foram acompanhadas por Sérgio Bringel, CEO do Grupo Bringel. De acordo com apuração do jornal O Estado de S. Paulo, o visitado foi o então ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Alexandre Padilha, que atualmente é ministro da Saúde.
A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) afirmou à reportagem que as audiências ocorreram com servidores e seguiram as normas da administração pública. Além disso, disse que reuniões com sociedade civil, setor produtivo e outros segmentos são parte da rotina.
"Essas agendas não produziram qualquer desdobramento administrativo, contratual ou regulatório decorrente desses encontros", completou a pasta.
O Ministério da Saúde afirmou que seus gestores "recebem, em acordo com as regras da administração pública, representantes de diversos setores da saúde para apresentação de novas tecnologias e soluções".
Sobre a Duosystem, disse que a companhia "apresentou à pasta proposta para regulação da atenção especializada, utilizada em São Paulo e em alguns outros estados". "Por falta de interesse do Ministério da Saúde, não houve qualquer andamento".
O Ministério de Desenvolvimento Social não respondeu aos contatos, feitos por email e ligação ao longo desta terça-feira (4). A reportagem ligou para os números registrados no site do Grupo Bringel, mas também não houve resposta.
Em maio deste ano, Roberta Luchsinger disse à PF que foi responsável por apresentar Lulinha para o lobista conhecido como Careca do INSS. Em dezembro, havia sido alvo de buscas em fase da Operação Sem Desconto, que investiga esquema que teria descontado mais de R$ 6 bilhões dos beneficiários do INSS de 2019 a 2024. A fraude consistia em débitos não autorizados em aposentadorias e pensões e se tornou tema de desgaste do atual governo.
A polícia apontou, em dezembro, a atuação de Roberta como "essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos da lavagem de capitais".
Nesta terça-feira (4), o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha para apurar suspeitas de tráfico de influência, após pedido da PF.
Assim como as duas primeiras, a investigação também envolve a suspeita de atuação de Roberta Luchsinger em favor de uma empresa junto a um órgão público.
Leia também: Ex-chefe de gabinete de Lula diz que pegou empréstimo de R$ 249 mil com amiga de Lulinha
Por Laura Scofield/Folhapress
Alta da dívida gera pressão de aliados para que Lula defenda ajuste fiscal na campanha
A escalada da dívida pública intensificou o apoio de petistas para que o presidente Lula (PT) assuma publicamente o compromisso de manutenção de um arcabouço fiscal em um eventual quarto mandato.
O impacto dos números divulgados na sexta-feira (31) precipitou o debate entre articuladores da pré-campanha do presidente. Ao longo de três anos e meio do governo Lula 3, o estoque da dívida bruta saltou 10,2 pontos percentuais, para 81,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em junho deste ano, alcançando R$ 10,8 trilhões.
Antes restrita a uma ala do PT, a ideia de sinalização pública de Lula em favor do ajuste vem ganhando adesões. Aliados do presidente afirmam que Lula está cada vez mais convencido da necessidade de um ajuste mais rigoroso nas contas públicas a partir do ano que vem.
Um grupo de pessoas no entorno do presidente defende que essas propostas sejam colocadas em prática já neste ano, depois da eleição, caso o chefe do governo seja reeleito.
Outra ala de aliados que não está no círculo mais próximo de Lula defende que ele tenha reuniões presenciais com representantes do mercado financeiro para acalmar os operadores.
Em reunião na manhã desta terça-feira (4), Lula aprovou as diretrizes do plano de governo. Não constará a expressão "ajuste". A ideia será falar em compromissos de controle da inflação, associado à melhoria da trajetória de resultados fiscais, "com vistas à redução da taxa de juros e consequente atração de investimentos privados".
A expectativa é que Lula reafirme a promessa de responsabilidade fiscal ao discursar no lançamento oficial de sua candidatura, no próximo dia 16 em São Paulo. Sem usar a palavra "ajuste", a ideia é que ele use termos associados à organização da casa.
A repercussão negativa no mercado financeiro nos últimos dias, além do destaque dado aos números no noticiário, deixou aliados do presidente preocupados neste início da campanha eleitoral com o risco de alimentar uma piora dos preços de ativos, como o dólar e os juros.
A trajetória de aceleração do endividamento público será um tema de pressão por candidatos de direita durante a disputa, na tentativa de colocar o carimbo do governo Lula como fiscalmente irresponsável. Investidores, economistas e gestores também têm manifestado preocupação com o futuro do endividamento do país sob a gestão do atual presidente.
Na sexta-feira, o Banco Central divulgou números ruins do resultado da dívida bruta, que saltou 0,9 ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto) num único mês —valor acima do esperado. O estoque fechou o mês de junho em 81,9% do PIB ante 81% no mês anterior.
Trata-se do maior patamar desde 2021, durante a pandemia da Covid-19, e um incremento de 10,2 pontos percentuais ao longo de três anos e meio do governo Lula 3.
Escalado para essa interlocução no mercado financeiro e com representantes do agronegócio, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, encomendou dois estudos técnicos para os secretários Rogério Ceron (Executivo) e Débora Freire (Política Econômica) sobre o cenário para apresentar a Lula.
Com o apoio do presidente do PT, Edinho Silva, Durigan foi encarregado de falar ao mercado após reação negativa a declarações à Folha do coordenador de programa de governo, José Sérgio Gabrielli, afirmando que o ajuste fiscal não é o único instrumento de contenção da inflação.
Ex-ministro da Fazenda e candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad telefonou a Gabrielli para reclamar da entrevista. Além de se queixar de não ter sido ouvido sobre as propostas do plano de governo para a economia, Haddad afirmou que Gabrielli ajudava o principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), ao afugentar parte do empresariado e de agentes do mercado com suas declarações.
Ainda segundo relatos, Haddad disse que a política econômica conduzida por ele tinha garantido crescimento com responsabilidade fiscal. As queixas de Haddad chegaram a Lula, que desautorizou Gabrielli durante reunião com a coordenação da pré-campanha.
Em junho, Lula determinou que Durigan fosse consultado sobre o plano de governo e que o programa fosse submetido a Haddad antes de sua divulgação. Ainda de acordo com quatro participantes da reunião, Lula disse que quem define a política econômica é ele próprio.
A repercussão das declarações de Gabrielli fez com que Durigan fizesse um périplo para redução de danos entre agentes do mercado. Nessas reuniões, o ministro da Fazenda defendeu uma redução do limite de correção dos gastos do arcabouço fiscal (de 2,5% para 1,5%) na largada de um Lula 4, além de gatilhos (acionamento automático de medidas) extras para conter a alta das despesas obrigatórias.
Nas últimas semanas, ele teve conversas no BTG, XP, Itaú Unibanco e Necton Investimentos. Nessas reuniões, Durigan se vê obrigado a responder se fala em nome do presidente ou se essa é uma opinião pessoal. De acordo com relatos, Durigan diz que representa Lula, mas essas dúvidas vêm reforçando o esforço para que o próprio presidente se manifeste em defesa do arcabouço.
Em conversas com empresários e políticos, Durigan também frequentemente é questionado se é filiado ao PT (ele não é). Como mostrou a Folha, uma ala do governo e do PT é crítica ao ministro acenar ao mercado com medidas específicas.
Lula, geralmente, resiste à proposta de afiançar o compromisso com ajuste, sob o argumento de que seus governos são a demonstração de responsabilidade fiscal. Mas esse está longe de ser um consenso. Por isso, colaboradores do presidente têm insistido para que ele fale nos próximos dias sobre esses compromissos.
Um desses auxiliares aponta esse gesto do presidente como um passo em busca de reeleição. Na avaliação desse interlocutor, esse aceno pacificaria setores da economia extremamente inseguros quanto a condições de Flávio Bolsonaro (PL) conduzir o país.
Principal adversário do presidente Lula na corrida presidencial, o senador tem sido aconselhado a não falar sobre medidas de ajuste fiscal. Ele chegou a contestar reportagem da Folha que, em abril, mostrou que a equipe dele considerava politicamente viável um ajuste fiscal inicial da ordem de dois pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto).
Para isso, teria como planos reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação, medidas que os analistas do mercado financeiro cobram do presidente Lula para reduzir a dívida pública.
Em entrevista à GloboNews, a coordenadora de economia da campanha do PL, Daniella Marques, acenou que faria um ajuste de até 1,5% do PIB sem detalhar as medidas, se resumindo a dizer que o primeiro passo seria a criação de um conselho superior de governança fiscal. Essa era uma proposta de Paulo Guedes, ex-ministro de Jair Bolsonaro, que não avançou.
Outro conselheiro de Lula chega a dizer, na condição de anonimato, que uma declaração do presidente nesse sentido já viria tarde e propõe que medidas de arrocho sejam implementadas já no final deste mandato, em uma tentativa de arrefecimento de juros no país.
Por Catia Seabra, Adriana Fernandes e Caio Spechoto/Folhapress
Chefe da campanha de Flávio pede ao TCU suspensão de contrato do STF sobre menções online à corte
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) acionou o TCU (Tribunal de Contas da União) e pediu a suspensão da contratação feita pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de uma empresa para monitorar menções à Corte nas redes sociais.
O senador alega afronta às garantias previstas na Constituição, como liberdade de expressão e de manifestação do pensamento.
"O STF, como órgão de cúpula do Judiciário, deve observar os mesmos parâmetros de legalidade, finalidade e controle que exige dos demais Poderes da República", afirma.
O edital é de abril deste ano e prevê acompanhamento de publicações, identificação dos autores, públicos e formadores de opinião e análise das menções, sejam positivas, negativas ou neutras.
O contrato tem valor estimado de quase R$ 250 mil, com vigência inicial de dois anos, mas podendo ser prorrogado por até dez anos.
Para Marinho, o objeto da contratação ultrapassa as atribuições constitucionais do STF e exige fiscalização do TCU.
Na representação, o senador sustenta que a produção de inteligência sobre cidadãos e influenciadores não tem relação com a atividade jurisdicional da Corte e pode configurar desvio de finalidade administrativa.
"A produção de ‘dossiê’ e utilização que visem interesse não institucional do órgão não é juridicamente admitida e caracteriza desvio de finalidade e abuso de poder", diz um trecho do documento.
Por Gabriela Echenique/Folhapress
Conversas apontam que ‘Careca do INSS’ buscou apoio de amiga de Lulinha para negócios no governo
Mensagens obtidas pela Polícia Federal e divulgadas pelo Estadão mostram que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, teria discutido com a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, estratégias para buscar acesso a órgãos do governo federal e viabilizar negócios. Os diálogos mencionam áreas como Saúde, cannabis medicinal, educação financeira, kits de dengue e a Dataprev.
Segundo a reportagem, as conversas serviram de base para investigações abertas pela PF, com autorização do Supremo Tribunal Federal, para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e aliados em negócios relacionados ao Ministério da Saúde e à Dataprev. Em uma das mensagens, Antunes teria sugerido que Roberta procurasse o ministro Alexandre Padilha e mencionado contatos com diretores da Anvisa. A PF apontou que Roberta seria responsável por “abrir portas” em órgãos públicos.
A defesa de Lulinha negou relação direta ou indireta com os negócios de Roberta e classificou as investigações como uma “pesca probatória”. A defesa do “Careca do INSS” afirmou não ter acesso aos diálogos e, por isso, não se manifestou. O Ministério da Saúde e a Anvisa também negaram irregularidades e afirmaram que não houve favorecimento indevido nos assuntos citados nas mensagens.
Por Redação
PF faz nova fase da Operação Sem Desconto e mira familiares de Weverton Rocha -Por Redação
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas às fraudes em descontos de benefícios do INSS. Entre os alvos estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A reportagem é do Metrópoles.
Segundo a PF, as investigações identificaram indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações em dinheiro em espécie para ocultar a origem e o destino dos recursos. Nesta etapa, os agentes buscam apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam esclarecer a participação dos investigados.
Em nota, o advogado Willer Tomaz afirmou que foi alvo da operação apenas por ser proprietário da aeronave utilizada pelo senador Weverton Rocha em uma viagem de caráter particular. Segundo a defesa, o empréstimo da aeronave ocorreu de forma pessoal e amistosa, sem qualquer relação com os fatos investigados, e o advogado disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Ex-chefe de gabinete de Lula diz ter feito empréstimo com Roberta, amiga de Lulinha investigada pela PF
O ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT) afirmou ter tomado um empréstimo da empresária Roberta Luchsinger, que é investigada pela Polícia Federal.
Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também alvo de apurações da PF.
Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, deixou a chefia de gabinete há duas semanas para atuar na equipe de campanha do presidente.
"Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função", afirmou Marcola, em nota divulgada na noite desta segunda (3).
O ex-chefe de gabinete se manifestou após o site Poder360 publicar reportagem afirmando que ele recebeu pagamentos de Roberta. O veículo afirma que a relação entre os dois foi tema de conversas de bastidores entre integrantes da cúpula do PT durante a convenção do partido, no fim de semana. O valor do empréstimo não é especificado.
Ao site a defesa de Roberta disse desconhecer o assunto.
Ainda na noite desta segunda, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) gravou um vídeo citando o caso para atacar Lula. "De onde veio o dinheiro? É dinheiro do aposentado?"
Roberta Luchsinger é empresária e sócia da RL Consultoria e Intermediações. Em maio, ela disse à PF que apresentou seu amigo Lulinha para o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS, antes da deflagração da Operação Sem Desconto.
A operação investiga um esquema que teria descontado mais de R$ 6 bilhões dos beneficiários do INSS de 2019 a 2024. O Careca do INSS é apontado pela PF como um dos operadores centrais do esquema de fraudes nos descontos de aposentadorias.
Em dezembro passado, Roberta foi alvo de buscas. Na apuração sobre o esquema, a PF afirmou ter encontrado pagamentos de uma empresa ligada a Careca para uma companhia de Roberta, totalizando R$ 1,5 milhão.
A polícia apontou no ano passado a atuação da empresária como "essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos da lavagem de capitais".
O filho do presidente tem negado qualquer envolvimento em irregularidades.
INQUÉRITOS
A PF já abriu dois inquéritos relacionados a Lulinha. A primeira investigação autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça diz respeito a uma suposta atuação de Lulinha junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência, na tentativa de obter aval para a comercialização de cannabis medicinal.
Já no segundo inquérito, a PF busca entender se ele agiu junto à Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência), vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação, para beneficiar um empresário e prospectar contratos.
A Polícia Federal pediu a abertura de uma terceira frente de investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência. O requerimento foi feito ao STF e, após sorteio, a relatoria ficou com o ministro Flávio Dino, indicado por Lula para a corte.
Por Folhapress
Operação investiga grupo suspeito de planejar atentados em Brasília durante as eleições
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida para cumprir medidas cautelares contra oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, suspeitos de integrar um grupo que discutia a realização de atentados em Brasília durante o período das eleições de 2026. As ações ocorrem nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A reportagem é do Metrópoles.
Segundo a PCDF, a investigação teve início após um relatório técnico do Ciberlab, ligado à Secretaria Nacional de Segurança Pública. As apurações identificaram conversas sobre possíveis invasões de prédios públicos, definição de alvos, recrutamento de participantes, além do compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas, modelos tridimensionais de edifícios da capital federal e manuais para fabricação de artefatos explosivos.
As buscas têm como objetivo apreender dispositivos eletrônicos, preservar provas digitais e identificar possíveis conexões do grupo. Até o momento, o inquérito apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime e infrações previstas na legislação antirracismo. A PCDF informou que, por enquanto, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo e que a investigação segue sob sigilo.
Por Redação
PF aponta que Wagner e mulher teriam ido à ‘Ilha da Paixão’ em avião de ex-sócio de Vorcaro
Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, enviou ao senador o prefixo e o horário do voo
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| Foto: Reprodução/Facebook |
O senador Jaques Wagner (PT) e sua mulher Fátima Mendonça teriam viajado em outubro de 2023 para a chamada Ilha da Paixão em uma aeronave de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Depois do fim de semana, Maria de Fátima enviou ao empresário mensagens de agradecimento, segundo relatório da Polícia Federal (PF). “A gente ama vcs”.
O documento integra as investigações sobre possíveis vantagens concedidas por gestores do Master ao senador e a pessoas de seu núcleo familiar. O material foi tornado público nesta quinta-feira, 30, pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão em 18 de junho, durante a nona fase da Operação Compliance Zero.
A defesa de Jaques Wagner não se manifestou. Na ocasião da operação, ele negou ter atuado em favor do banqueiro. Em entrevista à Rádio Baiana FM nesta sexta-feira, 31, o senador afirmou ter “certeza de que vai provar sua inocência”. O petista disse que está “tranquilo” e que está voltado para as eleições.
Segundo a PF, a viagem começou a ser organizada em 11 de outubro de 2023. Naquele dia, Jaques Wagner informou a Augusto Lima que ele e a mulher aceitariam o convite para o sábado seguinte. “Tudo indica que Fatinha topa ir no sábado”, disse o senador em uma mensagem de áudio.
Dois dias depois, Augusto Lima encaminhou ao senador o prefixo da aeronave e o horário previsto para o voo. A PF afirma que o deslocamento teve como destino a chamada Ilha da Paixão, conclusão baseada nas mensagens trocadas entre os dois e em fotografias compartilhadas no grupo de WhatsApp “Família Brahia”, que registram familiares e convidados reunidos no local naquele fim de semana.
Após o encontro, o contato salvo no celular de Augusto Lima como “Fatima JAQUES”, identificado pela PF como a mulher do senador, enviou mensagens de agradecimento ao empresário. “Obrigada sempre e firme sempre no que vc quer”, escreveu. Em seguida, acrescentou: “E merece tudo de melhor” e “A gente ama vcs”. Augusto respondeu: “Amamos vocês!! Bj no coração”. Na sequência, Maria de Fátima informou que o casal havia chegado, disse que estava “tudo lindo” e mandou beijos a todos.
A PF cita as mensagens como evidência da relação pessoal e familiar mantida entre Wagner e Augusto. O relatório, contudo, não esclarece a que Maria de Fátima se referia ao afirmar que estaria “firme sempre” no que o empresário quisesse, nem associa a expressão a uma iniciativa política ou financeira específica.
A ilha, localizada no litoral da Bahia, não estava formalmente registrada em nome de Augusto Lima. Os investigadores afirmam, porém, que as mensagens indicam que o empresário mantinha a posse e o controle de fato do imóvel, com poderes de uso e disposição.
O episódio faz parte de um conjunto de ao menos quatro situações nas quais Wagner teria sido transportado em aeronaves pertencentes a Augusto ou operadas por pilotos vinculados ao empresário e ao Banco Master.
Segundo a PF, não foram encontrados nos materiais analisados comprovantes de pagamento ou outra forma de contraprestação de Wagner pelos transportes. Os episódios são tratados como possíveis vantagens econômicas no contexto mais amplo da investigação, mas ainda não constituem prova definitiva de corrupção.
Por Hugo Henud/Pedro Augusto Figueiredo/Aguirre Talento/Ricardo Corrêa/Estadão
Lula diz que Palácio da Alvorada é 'desumano' para morar
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira, 30, que a estrutura ampla do Palácio da Alvorada, residência oficial dos chefes do Executivo federal, é desagradável e até "desumana".
"A cozinha fica numa ponta, o quarto fica na outra. Se você tiver que pedir café, o café chega frio. Se você pedir uma cerveja, ela chega quente", afirmou o presidente após ser questionado pelo entrevistador Rogério Vilela, no podcast Inteligência Ltda, sobre o espaço do Palácio da Alvorada
Segundo o presidente, o imóvel tem ao todo oito quartos, mas a distância entre eles atrapalha a rotina. "É muito belo para tirar fotografia. Agora, para morar, é muito desumano. Não é aconchegante", disse Lula que recebeu o entrevistador na residência oficial.
Para Lula, a arquitetura do palácio também não é adequada à realidade da maioria dos presidentes que ocuparam o imóvel. "Porque quase todos os presidentes que vêm aqui não têm uma penca de filhos. O cara vem para cá já com uma certa idade, com 50, 60 anos, já tem os filhos criados", disse.
Lula ainda citou a piscina do Alvorada. De acordo com ele, os pedidos feitos no espaço de convivência demoram a chegar por causa da distância até a cozinha. "O cara já chega cansado", afirmou.
O Palácio da Alvorada foi construída na década de 1950, a partir de projeto de Oscar Niemeyer. As obras ocorreram junto à construção de Brasília, a capital federal idealizada por Juscelino Kubitschek.
Por Guilherme Matos, Estadão Conteúdo
Relatório da PF cita Wagner, Jerônimo, Rui Costa e ACM Neto em "lista de vinhos" de empresário
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que Augusto Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, organizou no final de 2024 uma lista de presentes de luxo voltada à cúpula política da Bahia. O material faz parte do inquérito que investiga o senador Jaques Wagner (PT).
A informação foi revelada pelo jornal Metrópoles. Em diálogo com sua secretária registrado em 23 de dezembro, Lima aprova a compra de vinhos com preços variando entre R$ 2,5 mil e R$ 5,3 mil. A lista, batizada de "Lembranças de Final do Ano", reunia nomes de diferentes espectros políticos:
Governo e PT: Jerônimo Rodrigues (governador), Rui Costa (ministro da Casa Civil) e Jaques Wagner (senador);
Oposição e União Brasil: Bruno Reis (prefeito de Salvador), ACM Neto e Antonio Rueda (presidente do partido).
Para os investigadores, a dinâmica reflete uma busca por influência junto a agentes públicos. Em trecho do relatório, a PF pondera que, mesmo com valores individuais inferiores aos das fraudes apuradas na operação, o ato "pode caracterizar a concessão de vantagens em razão da função pública".
Até o momento, a perícia não confirma a entrega das garrafas à maioria dos citados. A única evidência de envio anexada ao relatório traz fotos de embalagens direcionadas a "Jaques" e a Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como "Tio Guiga", amigo do parlamentar.
Pesquisa aponta que 8 de cada 10 brasileiros têm medo de sair à noite
A grande maioria dos brasileiros têm medo de sair à noite por causa da violência, segundo uma nova pesquisa divulgada nesta sexta-feira (30). Além disso, 60% das pessoas já deixaram de frequentar lugares que gostariam e 30% já deixaram de usar transporte público pelo mesmo motivo.
O levantamento aponta também que 68% dos entrevistados deixaram de usar o celular na rua e 41% não deixam mais os filhos crianças e adolescentes saírem sozinhos.
Os dados constam de pesquisa encomendada pelo Instituto Update e pelo Instituto Fogo Cruzado. Além de apontar que o medo restringe a circulação e as oportunidades das mulheres no Brasil, o levantamento mostra que 92% da população concorda que mulheres estão mais expostas à violência.
Os entrevistados apontam que elas estão sujeitas a riscos específicos como assédio, violência doméstica e abuso físico ou psicológico.
O levantamento "Mulheres, polícia e facções - O que está no centro do debate sobre segurança pública?" é composto de uma pesquisa quantitativa conduzida pela Ideia Instituto de Pesquisa a partir de entrevistas por telefone com 2.000 pessoas realizadas em todas as regiões do país de 24 a 31 de março. A margem de erro geral da amostra é de 2,2 pontos percentuais.
O documento inclui ainda duas pesquisas qualitativas elaboradas pela Estratégia Latina. Estas apontam que as mulheres vivem em um "estado de alerta permanente" por causa do medo da violência.
"As participantes descrevem uma rotina em que é preciso estar constantemente atenta a riscos de assalto, assédio e violência sexual, mobilizando uma série de micro estratégias de proteção -como esconder o celular em compartimentos improvisados, compartilhar localização em aplicativos, vigiar prestadores de serviço dentro de casa ou organizar redes de 'vigilância' com vizinhas e amigas", diz o documento.
Segundo as entrevistadas, esse estado de alerta se estende também aos momentos de lazer e ao cuidado com os filhos, especialmente diante do medo de sequestros, citado em Manaus e Fortaleza.
Na etapa qualitativa dedicada à experiência feminina, ônibus, metrôs, trens, pontos de espera e corridas por aplicativo apareceram entre os espaços de maior insegurança. Essa percepção foi corroborada pelo levantamento quantitativo, no qual 39% das mulheres dizem se sentir inseguras no transporte público, contra 26% dos homens.
Os relatos também revelaram que a insegurança leva as mulheres a adotarem rotinas cada vez mais restritas --frequentemente concentradas entre casa, igreja, trabalho e supermercado. Elas afirmam que deixaram de realizar atividades de lazer (shows, academia, eventos), estudo (frequentar biblioteca do campus), visitas à parentes ou deslocamentos em determinados horários por medo da violência.
"Há um trabalho invisível e constante de gerenciar o próprio medo, e ele tem um custo que não entra nas estatísticas oficiais, porque violências como assédio na rua, restrição de horário para circular e violência doméstica raramente aparecem nos índices tradicionais de segurança pública", diz Carol Althaller, diretora-executiva do Instituto Update. "Isso significa que as políticas são desenhadas com base em dados que deixam de fora justamente a violência que mais limita a liberdade de metade da população."
Os candidatos presidenciais incorporaram propostas voltadas à segurança das mulheres em suas campanhas. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), promete castração química por estupro e crimes sexuais contra crianças e assistente de IA para mulheres vítimas de violência doméstica. Flávio está em desvantagem de 10 pontos porcentuais em intenções de voto entre mulheres em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a última pesquisa Datafolha.
O petista lançou um pacote de enfrentamento ao feminicídio, com a criação de um cadastro nacional de agressores e ampliação das hipóteses que justificam o afastamento imediato do agressor do lar.
"As campanhas insistem em falar de segurança pensando só em bandido e polícia, mas quando você ouve as mulheres, entende que a violência acontece dentro de casa, no ônibus, no trabalho. Segurança para a mulher é pauta concreta, é pauta diária: 28% apontam a violência doméstica como o principal motivo de insegurança no dia a dia, 27% dizem que o assédio é o que mais enfrentam, e 96% reconhecem que mulher vive um risco que homem simplesmente não vive", diz Cila Schulman, CEO do Ideia Instituto de Pesquisa. "Enquanto as campanhas não entenderem isso, vão continuar falando com mais da metade do eleitorado sobre um problema que não é bem o delas."
A pesquisa também mostra que a população apoia respostas punitivas, apesar de não confiar plenamente em seus resultados.
Penas mais duras aparecem em primeiro lugar entre as prioridades, mencionadas por 42% dos entrevistados. Ao mesmo tempo, apenas 41% dizem acreditar que a polícia de fato protege a população e 22% percebem melhora da segurança depois de operações policiais.
Indagados sobre quais as melhores medidas preventivas, os entrevistados se dividiram: 49% consideram que prender pessoas ajuda consideravelmente ou totalmente a reduzir a violência, enquanto 45% dizem o mesmo sobre educação e políticas sociais.
"A pesquisa mostra que o país está dividido, não decidido: temos um percentual similar de brasileiros defendendo penas mais duras e aqueles que defendem educação e políticas sociais. A gente compreende que a defesa dessas penas mais duras tem a ver, justamente, com a falta de imaginação sobre o tema. Quem vive o problema de perto sabe que a solução é mais complexa do que construir presídios", diz Althaller.
Por Patrícia Campos Mello | Folhapress
TSE avalia que governo Lula errou ao barrar entrada de funcionários de Trump---Por Redação
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avaliam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) errou ao negar vistos para dois funcionários do governo dos Estados Unidos que pretendiam visitar o Brasil para tratar de liberdade de expressão e eleições. Segundo integrantes da Corte ouvidos reservadamente, a decisão teria sido diplomaticamente ruim e contribuído para aumentar as tensões entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca. A informação é do jornal O Globo.
Os funcionários Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, do Departamento de Estado americano, seriam enviados ao Brasil para discutir a integridade das urnas eletrônicas. O Itamaraty, porém, afirma que os vistos foram recusados antes de a imprensa americana divulgar a missão e sustenta que havia informações de que o objetivo seria disseminar desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro e provocar instabilidade institucional.
O episódio ocorre às vésperas das eleições de 2026 e em meio à preparação de um novo encontro do TSE com embaixadores, marcado para agosto, para explicar o funcionamento das urnas. A Corte avalia que o diálogo poderia ser uma alternativa para esclarecer eventuais dúvidas dos representantes americanos, enquanto o governo Lula defende que a decisão de barrar os funcionários foi necessária para proteger o sistema eleitoral brasileiro.
PF aponta 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio do Banco Master Por Redação 31/07/2026 às 08:35
A Polícia Federal identificou 74 ligações telefônicas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master e um dos investigados na Operação Compliance Zero. Segundo relatório que embasou a operação, os dois conversaram por cerca de cinco horas e meia entre novembro de 2023 e maio de 2025, com registros de contatos frequentes e, em alguns casos, várias chamadas no mesmo dia. A reportagem é do Estadão.
Os documentos indicam ainda que a PF passou a monitorar movimentações relacionadas ao senador após suspeitas de vazamento da operação. A investigação apura possíveis pagamentos de propina envolvendo o Banco Master e Wagner, incluindo a suposta aquisição de um apartamento de R$ 2,5 milhões por meio de um esquema que teria semelhanças com a compra de imóveis atribuída a outro investigado, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
A PF também aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro teria se encontrado com Wagner no Senado, disponibilizado um avião para o senador e mencionado, em conversa, que Wagner poderia atuar como intermediário para transmitir recados ao presidente Lula. A defesa do senador ainda não havia se manifestado sobre as novas informações. Quando a operação foi deflagrada, Wagner negou ter atuado em favor do banqueiro.
Por Redação Politica Livre 31/07/2026 às 08:35
PF pede para investigar Lulinha sob suspeita de tráfico de influência e cita gabinete presidencial
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| Foto: Reprodução/Arquivo |
A Polícia Federal pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de um inquérito para investigar suspeitas envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
A solicitação feita na última sexta-feira (24) foi distribuída nesta quarta-feira (29) ao ministro André Mendonça, que vai decidir se abre o procedimento.
De acordo com informações obtidas pela Folha, os investigadores querem apurar os crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização da comercialização de cannabis medicinal, em programas ligados ao Ministério da Saúde.
Lulinha tem atuação no ramo em parceria com a empresária Roberta Luchsinger, sua amiga, e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
O pedido de abertura de inquérito também cita contatos entre os alvos e servidores, inclusive do gabinete de Lula. A suspeita é de que o tráfico de influência tenha sido exercido junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência, de acordo com informações da PF.
Segundo os investigadores, há suspeita de que Lulinha tenha atuado com Roberta no mercado de canabidiol a favor da empresa World Cannabis, ligada ao Careca do INSS.
Advogados de Lulinha, Luchsinger e Antunes foram procurados na tarde desta quinta-feira (30) para comentar o pedido da PF, mas não responderam até a publicação desta reportagem. O Palácio do Planalto também foi procurado, mas ainda não se manifestou.
Nos últimos meses, os citados vêm negando irregularidades em sua atuação no ramo da cannabis medicinal.
Os advogados de Lulinha afirmaram anteriormente que o filho do presidente não participou de negociações, não investiu trabalho ou valores "e tampouco recebeu convite para associação, participação ou compra de cotas" no projeto comercial da World Cannabis.
Em março, a defesa de Lulinha admitiu que ele teve despesas pagas pelo Careca do INSS em uma viagem para Portugal em 2024.
Roberta Luchsinger disse que prestou uma consultoria para o Careca do INSS na área de canabidiol e que apresentou o lobista a Lulinha em um "contexto social". Disse ainda que seu contrato não previa a comercialização de nenhuma substância.
O Careca do INSS está preso desde setembro de 2025. Em depoimento à CPI do INSS no ano passado, ele disse ser um empresário cuja prosperidade é "fruto de trabalho honesto e dedicado" e que não possui "patrimônio oriundo de roubo ou de qualquer prática ilícita".
O documento enviado pela PF ao Supremo afirma que teriam sido identificados pagamentos do lobista para a RL Consultoria, de Roberta Luchsinger. A investigação tentará esclarecer se houve o pagamento para agentes públicos.
Os investigadores pedem à corte a autorização do compartilhamento de provas colhidas na Operação Sem Desconto, que mira uma quadrilha responsável por desvios no INSS e que tem Careca como um dos alvos.
O pedido de investigação foi enviado ao STF na última sexta, durante o recesso do Judiciário. A PF remeteu o caso à presidência do Supremo por considerar que os fatos não são relacionados à Operação Sem Desconto, que envolve fraudes no INSS e que está sob relatoria de Mendonça.
O caso foi analisado por Alexandre de Moraes, que substituía Edson Fachin na presidência da corte em regime de plantão.
No mesmo dia, o ministro pediu um parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que afirmou que as quebras de sigilo apresentadas pelos investigadores "revelaram a prática de crime" sem relação com a Operação Sem Desconto, opinando pelo sorteio de um novo relator para o caso. O escolhido foi André Mendonça.
No fim do ano passado, Lula chegou a afirmar que o filho deveria ser investigado se houvesse envolvimento dele em irregularidades.
"Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso será investigado. Se tiver o [ministro da Fazenda Fernando] Haddad, vai ser investigado, o [ministro-chefe da Casa Civil] Rui Costa com essa seriedade, vai ser investigado", afirmou.
Por Constança Rezende, Folhapress
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