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Acorda Brasil: Capitão Alden participa de ato em Brasília que marca encerramento da Caminhada pela Liberdade
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) participa neste domingo (25), em Brasília, do ato organizado pelo também deputado federal Nicolas Ferreira (PL-MG), que marca o encerramento da Caminhada pela Liberdade.
O parlamentar baiano se juntou ao movimento que teve início em Paracatu (MG), na última
segunda-feira (18), e terminou na capital federal. Ao todo, foram cerca de 240 quilômetros percorridos a pé em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante o ato, Alden afirmou que se uniu a aliados para repudiar, de forma simbólica, o que considera uma das maiores injustiças da política brasileira.
“Esta caminhada não foi apenas um ato simbólico. Ela mostra que estamos atentos a toda injustiça cometida contra Bolsonaro, que está preso após ser vítima de um julgamento político. Um idoso, com condições de saúde frágeis, passando por toda essa injustiça”, afirmou.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Papudinha, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado.
“É um absurdo. Querem acabar com a vida do maior líder da oposição a qualquer custo. Vamos lutar pela liberdade e pela anistia dos injustiçados”, concluiu.
O parlamentar baiano esteve caminhando ao lado dos principais nomes da Direita no Brasil: Gustavo Gayer, Sargento Fahur, Sargento Gonçalves, André Fernandes, Bia Kicis entre outros.
(Politica Livre)
Vídeo: raio atinge praça onde acontecia ato de Nikolas Ferreira em Brasília
Incidente ocorreu na Praça do Cruzeiro durante manifestação política sob forte chuva; Corpo de Bombeiros confirmou 34 feridos Um raio atingiu as proximidades da Praça do Cruzeiro, em Brasília, deixando 34 pessoas feridas na tarde deste domingo (25). O incidente aconteceu durante o encerramento de um ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que mobilizou apoiadores em uma caminhada rumo à capital federal
As imagens foram cedidas pelo jornal O Povo, produzidas por João Paulo Biage e cedidas à CNN Brasil.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) já havia emitido alertas anteriores sobre riscos operacionais e de segurança viária da caminhada, uma vez que as autoridades de trânsito não teriam sido informadas oficialmente sobre o planejamento do deslocamento.
O ato, iniciado na última segunda-feira (19), reuniu parlamentares e eleitores em oposição às condenações referentes aos atos de 8 de janeiro.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas que estavam no local receberam atendimento imediato das equipes de resgate.
A descarga elétrica ocorreu em um período de fortes chuvas no Distrito Federal, fator que já havia impedido o encerramento formal da manifestação, inicialmente previsto para as 12h.
Os manifestantes percorreram cerca de 240 quilômetros desde a cidade de Paracatu (MG), em um movimento intitulado "Caminhada pela Liberdade". O objetivo do grupo é protestar contra decisões do STF e prestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os manifestantes percorreram cerca de 240 quilômetros desde a cidade de Paracatu (MG), em um movimento intitulado "Caminhada pela Liberdade". O objetivo do grupo é protestar contra decisões do STF e prestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Saiba quem dos baianos chegou primeiro, por último e quem já foi embora da caminhada do Nikolas
Três parlamentares baianos que aparecem levantando a bandeira do bolsonarismo estão marcando presença na chamada “Caminhada pela Paz” que é liderada por Nikolas Ferreira (PL-MG). O ato início no município de Paracatu, em Minas, e deve chegar amanhã (25) em Brasília.
O primeiro a chegar, já no segundo dia de caminhada, foi o deputado estadual Leandro de Jesus (PL). O parlamentar, que nas redes sociais foi atualizando os seu seguidores sobre o caminho até o encontro ao deputado mineiro, já retratou que recebeu algumas ameaças nesta semana por aderir ao movimento.
“Estamos aqui pela nossa liberdade, pelo nosso futuro, pela liberdade dos preso políticos do 8 de janeiro e pelo nosso presidente Jair Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais o PT e os desmandos e escândalos do STF. É por isso que estamos aqui reunidos, é por isso que voltaremos às ruas”, disse o deputado.
Leandro também revelou que chegou a se machucar, sem gravidade, mas que estará chegando até o final do movimento, em Brasília. Ele, na Bahia, é um dos mobilizadores de atos contra o PT e o STF, e prometeu que organizará manifestações no estado muito em breve.
O segundo a registrar ida foi o ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma. No entanto, Roma só permaneceu por dois dias. Já na sexta-feira (23) foi registrado na última homenagem ao deputado estadual Alan Sanches (União), na missa de sétimo dia na Igreja da Conceição da Praia. A sua esposa, a deputada federal Roberta Roma, não participou da caminhada, nem publicou nada sobre a manifestação nas redes.
Quando já se iam mais de 150 km de caminhada, os deputados Capitão Alden (federal) e Diego Castro (estadual) registraram chegada ao ato de Nikolas apenas nesta sexta-feira (23), quatro dias após do início. Os dois viajaram juntos e estão postando sobre a manifestação praticamente em tempo real.
Além das pautas já conhecidas como a anistia ampla, geral e irrestrita, os bolsonaristas pedem maiores investigações no caso Banco Master e punição aos envolvido nas fraudes do INSS.
Até o momento as autoridades não divulgaram qualquer levantamento que mostra a participação do público. Nas redes, o próprio Nikolas tem mostrado surpresa com a chegada de centenas de pessoas ao movimento. A expectativa é de que no domingo milhares de pessoas estejam reunidas na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
Por Política Livre
Michelle articula prisão domiciliar de Bolsonaro no STF e acirra disputa familiar por 2026
A atuação de Michelle Bolsonaro nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), em defesa da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, aprofundou o distanciamento entre ela e os filhos do ex-presidente e reacendeu a disputa interna pelo comando do bolsonarismo em 2026. Aliados interpretam o movimento como uma tentativa de reduzir o protagonismo do senador Flávio Bolsonaro e recolocar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no centro da sucessão presidencial. Michelle não comentou publicamente as articulações. A informação é do jornal O Globo.
Interlocutores relatam que a ex-primeira-dama passou a se apresentar como uma espécie de “porta-voz institucional” do bolsonarismo, buscando ampliar sua influência política ao negociar melhorias nas condições de custódia e, posteriormente, a domiciliar por razões de saúde. Dentro da família, porém, o gesto é visto como estratégico e com impacto direto no desenho eleitoral, abrindo espaço para uma reorganização da direita caso Bolsonaro volte ao convívio doméstico.
O movimento gerou reações sobretudo de Carlos Bolsonaro, que tem feito críticas veladas nas redes sociais, interpretadas como recados à madrasta. Já Flávio reforça que é o pré-candidato indicado pelo pai, citando uma carta manuscrita divulgada no fim de 2025. Apesar disso, aliados admitem que o cenário ainda pode mudar, enquanto Tarcísio tenta se manter cauteloso, reafirma a intenção de disputar a reeleição em São Paulo e evita se comprometer em meio à disputa familiar.
Direita prepara ato em Brasília sem Michelle e Flávio, mas com Malafaia
A direita organiza em Brasília, para este domingo (25), um ato de recepção à caminhada do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), e espera reunir milhares de pessoas para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) a mudar o regime de prisão fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Embora a manifestação esteja programada para ocorrer longe da Esplanada dos Ministérios, a segurança do Palácio do Planalto foi reforçada neste sábado (24). Ainda pela manhã, o local foi cercado para evitar invasões.
O ato terá a participação do pastor Silas Malafaia, mas outras figuras proeminentes devem ficar de fora. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por exemplo, não deve ir. Os organizadores planejam justificar sua ausência, argumentando que Michelle precisa focar nos cuidados diários a Bolsonaro, inclusive o preparo de refeições.
Em paralelo, aliados dizem que ela não participará para evitar desgastes com o ministro do STF Alexandre de Moraes, com quem conversou antes da transferência de Bolsonaro da sede da PF (Polícia Federal) para a Papudinha. No encontro, Michelle fez um apelo para que o ministro autorize a prisão domiciliar do ex-presidente.
Outro ponto de atenção é uma possível participação remota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, que está em Israel. Segundo aliados, ele pode falar brevemente ao telefone, a depender do desenrolar das suas agendas e do fuso horário, que é de cinco horas a mais em relação a Brasília.
Ainda não foi definido quem discursará. Além do próprio Nikolas, os organizadores apostam no pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, para tentar engordar o ato. Considerado um guru religioso do bolsonarismo, ele tem resistido à candidatura de Flávio e entende que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) tem mais condições de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Malafaia diz que Nikolas está de parabéns e "acertou", por isso faz questão de comparecer ao encerramento da caminhada. "Eu vou estar lá, claro."
Um bom líder, segundo o pastor, é como "o comandante de um navio". Na falta de Bolsonaro, "que é a maior expressão da direita na América Latina", mas está preso, Nikolas soube se posicionar, diz. "Ele tem uma capilaridade gigantesca, então ninguém melhor do que ele para este momento em que Bolsonaro está ausente", e "o povo, indignado com essa esculhambação promovida pelo governo Lula, por Dias Toffoli, por Alexandre de Moraes, Banco Master e INSS".
Malafaia diz que coordenou as manifestações para Bolsonaro a pedido do ex-presidente. Agora, é a vez de Nikolas entrar em ação. "Nada melhor do que um cara jovem, guerreiro, que não tem medo, tem uma rede social gigante."
Segundo aliados, espera-se que o pastor não aborde a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, mas pessoas próximas destacam o perfil imprevisível de Malafaia. Nesta semana, a cisão entre o grupo de Tarcísio e a família Bolsonaro chegou ao ápice com o cancelamento da visita do governador ao ex-presidente, que está preso em Brasília. O gesto foi entendido como uma recusa a aceitar Flávio como candidato definitivo.
A situação foi contornada e uma nova visita foi agendada para o dia 29 de janeiro, já autorizada pelo STF. Após o entendimento, lideranças bolsonaristas saíram em defesa de Tarcísio, afirmando que ele "tem palavra" e é confiável. O próprio governador foi às redes sociais e reconheceu a candidatura de Flávio à Presidência.
Aconselhado por aliados, Tarcísio não participará da manifestação. Interlocutores afirmam que é preciso deixar o rescaldo do recente atrito passar. Segundo pessoas próximas à organização, não foram disparados convites para pré-candidatos da direita ou caciques políticos. A ideia é deixar a adesão espontânea, com foco nos que participaram da caminhada.
A manifestação
O deputado Nikolas Ferreira, liderança digital do bolsonarismo, iniciou uma caminhada de Belo Horizonte a Brasília na última segunda-feira (19). Trata-se de uma manifestação em defesa da anistia a Bolsonaro e aos presos do 8 de Janeiro.
Pelo caminho, lideranças bolsonaristas aderiram ao movimento, como os deputados Carlos Jordy (PL-RJ), Luciano Zucco (PL-RS) e Rodrigo Valadares (União-SE), além do senador Magno Malta (PL-ES). Há relatos de exaustão entre apoiadores. O ex-vereador de São Paulo Fernando Holliday machucou o joelho.
Segundo pessoas a par da organização, o ato ocorrerá durante a tarde na Praça do Cruzeiro, região central de Brasília, e deve contar com estrutura modesta. Não há previsão de carros de som ou telão.
Espera-se que a caminhada chegue no fim da tarde pela BR-040 (Via Epia), nas imediações da antiga Rodoferroviária, seguindo pela subida ao Eixo Monumental. Os participantes serão recepcionados pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF), uma das organizadoras do evento.
Por Augusto Tenório e Anna Virginia Balloussier/Folhapress
GSI reinstala grades no Planalto antes de manifestação liderada por Nikolas Ferreira
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) reinstalou grades de proteção no entorno do Palácio do Planalto neste sábado como medida preventiva diante da manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O protesto, que critica a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, chega ao sexto dia e tem previsão de término em Brasília após um percurso de cerca de 240 quilômetros iniciado em Minas Gerais. A informação é do jornal O Globo.
Em nota, o GSI informou que a ação segue protocolos de segurança aplicados sempre que há possibilidade de atos próximos à sede do Executivo. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também emitiu alertas sobre riscos de aglomeração ao longo do trajeto e relatou reclamações de ferimentos entre participantes, cobrando do parlamentar medidas para mitigar problemas de segurança.
Na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a retirada de acampamentos de apoiadores de Bolsonaro nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, após pedido da PGR. A decisão ocorreu depois da instalação de barracas e faixas pedindo anistia, em meio à transferência do ex-presidente para um batalhão da PM vizinho ao complexo.
Por Redação
Banco Master teria contratado Guido Mantega por R$ 1 milhão ao mês após articulação de Jaques Wagner
O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para atuar como assessor, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração acertada teria sido de R$ 1 milhão por mês, segundo apuração da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles.
A contratação ocorre em contraste com declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante evento em Maceió (AL), na sexta-feira (23), Lula fez duras críticas ao Master — sem citar o banco nominalmente — ao acusar o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, de promover um “golpe de mais de R$ 40 bilhões” e cobrar “falta de vergonha na cara” de quem o defende. O discurso destoou das ligações mantidas anteriormente entre integrantes do núcleo petista e o grupo financeiro.
Mantega só chegou ao Master após a intervenção direta de Jaques Wagner. Antes disso, o governo havia recuado da indicação do ex-ministro para o Conselho de Administração da Vale, após questionamentos do mercado. Apesar de privatizada, a mineradora ainda sofre influência do governo federal por meio de concessões públicas e de investimentos realizados por fundos de pensão de estatais. Interlocutores do mercado chegaram a classificar a indicação de Mantega como uma interferência indevida do presidente Lula na empresa.
No Banco Master, a principal missão de Mantega era facilitar a venda da instituição controlada por Vorcaro ao BRB. Ele prestou serviços de consultoria até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação do Master, em novembro do ano passado. Os valores pagos ao ex-ministro teriam alcançado ao menos R$ 11 milhões.
Dentro do banco, a relação política mais próxima de Jaques Wagner era com Augusto Lima, sócio de Vorcaro e ex-CEO da instituição. Lima também mantém amizade com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e esteve presente no palanque do evento em que Lula fez as críticas ao banco, reforçando os vínculos entre os envolvidos.
Em meio a essas articulações, Mantega esteve ao menos quatro vezes no Palácio do Planalto em 2024, sempre recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marcola. As visitas ocorreram nos dias 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro, no 3º andar do prédio. As agendas oficiais registraram apenas a expressão “encaminhamento de pauta”, sem detalhamento.
Credito: Bahia noticias
Lula diz que "falta vergonha na cara" a quem defende dono do Master
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| Foto: Ricardo Stuckert/PR |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (23) que muita gente por “falta de vergonha na cara” defende o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A declaração foi durante cerimônia em Maceió, Alagoas, para a entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida no município e para celebrar a marca de 2 milhões de contratações do programa desde 2023, meta estabelecida pelo governo para este terceiro mandato de Lula.
Sem citar o nome do banqueiro Daniel Vorcaro, foi a primeira vez que Lula se pronunciou sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.
"Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país", afirmou o presidente se referindo aos recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que serão usados para pagar os credores.
"Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara neste país", completou.
Durante a cerimônia, o presidente citou resultados do seu terceiro governo, como a queda na inflação, que em outubro do ano passado atingiu o menor patamar em 27 anos, e o aumento no número de empregos, com 5 milhões com carteira assinada no acumulado desde 2023.
Lula disse que 2026 será o ano da comparação e que vai comparar as realizações de seus três anos de governo, com as dos governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro.
“Tivemos dois anos de reconstrução, porque encontramos esse país desmantelado”, disse, acrescentando que “esse ano vamos fazer o ano da comparação”.
“Vamos comparar cada coisa que fizemos nesses três anos com o governo Temer e o Bolsonaro que, juntos, são quase oito anos de governo. Vamos comparar quem mais cuidou das estradas, quem fez mais estradas, quem mais cuidou da saúde, quem fez mais universidades, mais institutos federais, quem colocou mais estudantes nas universidades”, discursou.
Lula alertou que as pessoas devem tomar cuidado com as fake news espalhadas, principalmente nas redes sociais.
“A gente sabe que a mentira voa e a verdade anda. Não podemos permitir que a mentira volte a governar”, afirmou. “Não passem mentira para frente, aprendam a distinguir o que é verdade e o que é mentira. Esse país precisa acabar com o ódio e a gente precisa voltar a ter mais fraternidade, amor, a ser mais amigo dos nossos amigos”, concluiu.
O presidente fez um apelo para que os homens se envolvam no combate da violência contra as mulheres. Lula lembrou que o número de casos de feminicídio no país é alto e que é preciso enfrentar o problema.
“Eu quero dizer para os homens, somos nós homens que temos que ter coragem e dignidade de assumir a defesa da luta contra a violência voltada para as mulheres. Porque quem é violento somos nós. Você não tem histórico de mulher batendo no marido, mas todo dia aparece homem querendo matar a mulher, a namorada” disse.
Por Agência Brasil
Pressionado, Ibaneis estuda aporte ou empréstimo do FGC com garantia do DF ao BRB e convoca reunião
Governador chamou a base aliada para encontro na próxima quinta-feira, 29, para tentar dirimir a crise e já negociar a solução para o banco estatal
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| Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo |
O governo do Distrito Federal avalia fazer um aporte no Banco de Brasília (BRB) ou oferecer garantias para que a instituição busque um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e cubra possíveis prejuízos com o Banco Master.
O valor do aporte ou do empréstimo ainda não está definido. O Banco Central enviou um ofício ao BRB determinando provisão de R$ 2,6 bilhões para reequilibrar o balanço após a compra de carteiras de crédito falsas do Master.
Procurados, o governo do DF, o BRB e o FGC não se manifestaram.
A pressão sobre o governador Ibaneis Rocha (MDB) aumentou após o Estadão revelar que o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que conversou “algumas vezes” com o governador do DF sobre a venda do Banco Master ao BRB, incluindo em sua casa. O governador confirmou que se reuniu com o banqueiro, mas negou ter tratado sobre a negociação.
A oposição preparou um pedido de impeachment contra o governador por conta do depoimento de Vorcaro. Ibaneis chamou uma reunião com a base aliada para a próxima quinta-feira, 29, para tentar dirimir a crise e já negociar a solução para o BRB, que, a depender da proposta, terá que passar pela Câmara Legislativa do DF.
A estratégia do BRB é recompor capital. Os investigadores suspeitam de fraude na venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas do Master adquiridas pelo Banco de Brasília durante as negociações.
As alternativas na mesa
Segundo apurou a reportagem, os recursos para o BRB poderão vir do governo do Distrito Federal ou de outras negociações, como a venda de uma carteira de empréstimos com garantias da União negociada com os bancos Itaú e Bradesco, como o Estadão revelou.
O aporte governamental já estava na mesa, mas uma nova opção começou a ser discutida e considerada mais benéfica por auxiliares do governador Ibaneis Rocha (MDB): o BRB buscaria um empréstimo por meio de uma uma linha de liquidez do FGC oferecendo ativos do governo do DF como garantia.
O FGC possui um Fundo de Resolução para oferecer assistência e suporte financeiro aos bancos associados, como é o caso do BRB. Nesse caso, o fundo concederia um empréstimo para o Banco de Brasília, que por sua vez ofereceria as garantias para assegurar o pagamento da dívida. Os deputados distritais precisariam aprovar a concessão desse aval.
O governo Ibaneis estuda oferecer como garantia imóveis e ações da Companhia Energética de Brasília (CEB). Interlocutores do governador dizem que o empréstimo representaria um risco menor para o FGC do que o acionamento das garantias para investidores em uma situação extrema como liquidação ou federalização. A proposta final, porém, não está fechada.
Nos últimos dias, Ibaneis tem dito que o governo do Distrito Federal possui R$ 200 bilhões em imóveis que poderiam ser vendidos para bancar o aporte no BRB. Agora, esses imóveis também são avaliados como garantias para um empréstimo.
Por Daniel Weterman/EstadãoBolsonarismo muda estratégia e aposta na segurança pública para pressionar governo Lula
O bolsonarismo promoveu uma mudança estratégica de discurso de olho no cenário eleitoral e passou a reduzir a ênfase na pauta de costumes no Congresso, priorizando o tema da segurança pública. A avaliação entre parlamentares da oposição é que a área representa um ponto sensível do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pode gerar maior desgaste junto ao eleitorado. A nova orientação deve ganhar força com a retomada dos trabalhos legislativos, em fevereiro. A informação é do jornal O Globo.
Levantamento mostra queda significativa no número de propostas ligadas a temas conservadores, como aborto, linguagem neutra e ideologia de gênero, enquanto a oposição concentrou esforços em embates legislativos ligados à segurança. Entre eles estão mudanças no projeto de lei Antifacção e a discussão da PEC da Segurança Pública, idealizada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Projetos simbólicos da pauta de costumes que avançaram em 2024 acabaram paralisados ou perderam espaço em 2025.
Parlamentares e analistas avaliam que a perda de fôlego da agenda conservadora se deve tanto à fragmentação da direita quanto à priorização da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, tema que dominou a articulação do PL. Especialistas apontam ainda que há limites de aceitação social para pautas mais radicais e que esses temas tendem a reaparecer mais fortemente no discurso eleitoral de 2026, especialmente entre parlamentares evangélicos, ainda que com menor protagonismo legislativo.
Ministros do STF defendem envio do caso Master à 1ª instância como 'saída honrosa' para Toffoli
Para contornar a crise de imagem enfrentada atualmente pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em razão dos desdobramentos do caso Master, integrantes da corte passaram a defender o envio da investigação à primeira instância como uma "saída honrosa" para o ministro Dias Toffoli. Ele, no entanto, resiste a deixar a condução das apurações.
Toffoli está sob pressão interna devido à sua postura na supervisão do inquérito. As críticas começaram com o severo regime de sigilo imposto ao caso, seguido pela viagem de jatinho com um dos advogados da causa e por negócios que associam seus familiares a um fundo de investimentos ligado ao Master, como revelou a Folha.
A operação Compliance Zero —cujo principal alvo é o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro — começou na Justiça Federal em Brasília, mas subiu para o Supremo depois que a PF apreendeu um documento que cita o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA), detentor de foro privilegiado.
Outra investigação, que se iniciou no âmbito da Justiça Federal em São Paulo, também foi enviada ao STF e fundamentou a segunda fase da operação, deflagrada no último dia 14, e que apura suspeitas de fraudes realizadas no Master por meio de fundos de investimento, incluindo empresários.
Contudo, até agora, não há qualquer linha de apuração que aponte para o envolvimento do parlamentar nas fraudes bancárias, segundo investigadores a par do caso. Bacelar afirma que participou de um fundo para a construção de um condomínio na Bahia e que Vorcaro havia demonstrado interesse em adquirir parte do projeto, mas a transação não foi adiante.
Uma ala da corte afirma que Toffoli poderia aproveitar a falta de evidências contra Bacelar para devolver os autos ao primeiro grau —seria uma maneira de tirar o STF do foco da crise, afastar as alegações de suspeição e manter válidos todos os atos assinados pelo ministro até aqui.
Nessa hipótese, os termos dos depoimentos dos investigados, a ata da acareação entre banqueiros e os resultados dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF (Polícia Federal) na semana passada seriam compartilhados com a Justiça Federal e a investigação não precisaria voltar à estaca zero.
O envio do processo à primeira instância também é defendido por integrantes do MPF (Ministério Público Federal), por pessoas próximas a Toffoli e por advogados que acompanham o caso, embora tenha sido a defesa de Vorcaro a autora do requerimento para que a investigação fosse supervisionada pelo STF.
Apesar desses apelos, Toffoli descarta abandonar a relatoria das investigações, como mostrou a Folha. A interlocutores, o ministro afirmou que não existe razão para abdicar do processo, pois não se enquadra nas hipóteses objetivas de impedimento previstas em lei, nem tem qualquer motivo de foro íntimo para se declarar suspeito.
O Código de Processo Penal prevê que o juiz está impedido de atuar nas ações em que seu cônjuge ou parente tenha participado; em que ele próprio tenha atuado no passado (como advogado ou juiz de instância inferior); ou em que ele ou seus familiares forem "diretamente interessados".
Já a suspeição tem caráter subjetivo e diz respeito a situações, por exemplo, em que o ministro é amigo íntimo das partes ou dos advogados, recebe presentes de pessoas interessadas na causa ou aconselha as partes. Se houver motivo de foro íntimo, ele não é obrigado a detalhá-lo.
Toffoli sinalizou que essas variáveis não estão em jogo e argumentou que a sua imparcialidade não está comprometida. O ministro também tem afirmado que, na primeira instância, as informações estariam mais sujeitas a vazamentos, o que deve ser evitado a todo custo em uma investigação dessa natureza.
Ao mesmo tempo, Toffoli indica a auxiliares que só com novos avanços das apurações será possível definir com clareza se o caso fica no Supremo, se volta à primeira instância ou se o caminho é um meio-termo —um desmembramento da investigação, em que o ministro fica responsável por autoridades com foro e a Justiça Federal, pelos demais investigados.
Desde o início, o ministro tem tentado acelerar procedimentos da investigação, enquanto mantém controle completo sobre os seus rumos, o que já causou atritos com a PF. A acareação que ocorreu em 30 de dezembro entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, por exemplo, foi marcada antes de serem tomados os depoimentos dos investigados.
Toffoli acabou definindo que os dois fossem ouvidos pela delegada do caso nas horas que antecederam a acareação. Ele também determinou que ela fizesse aos banqueiros mais de 80 perguntas elaboradas pelo seu próprio gabinete.
Na última semana, Toffoli também decidiu que a PF, que pretendia tomar outros depoimentos do inquérito nas semanas entre o final de janeiro e o início de fevereiro, resumisse esse procedimento a dois dias. O cronograma ficou definido para os próximos dias 26 e 27.
Além disso, o ministro definiu, por conta própria, os peritos que vão analisar as provas obtidas na última fase da Compliance Zero, o que fez a própria PF pedir ajuda ao governo para questionar a decisão. A associação de delegados da corporação disse que as decisões do ministro são uma "afronta às prerrogativas" da categoria.
Por Luísa Martins, José Marques e Adriana Fernandes/Folhapress
Leandro de Jesus recebe ameaças nas redes sociais após se juntar a Nikolas em caminhada
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) denunciou que recebeu diversas ameaças de morte após anunciar e se juntar ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), representando a Bahia, na caminhada pela liberdade que tem previsão de chegar em Brasília no domingo (25).
"Tenho recebido muita mensagem de apoio, mas também existem aqueles que querem e desejam o nosso mal. Todas essas pessoas já foram identificadas e responderão na justiça. Nossa equipe já está tomando todas as providências", disse Leandro.
O parlamentar divulgou em suas redes algumas das ameaças: "Alguém já avisou ao primo de Adélio Bispo sobre essa oportunidade?", disse um homem em publicação onde Leandro anuncia que estaria acompanhando Nikolas na caminhada. Outro disse: "Cuidado que tem pista sem acostamento, se é que você me entende". Já um terceiro pediu a localização do grupo.
"Esse é o grupo que falou lá atrás que era movido ao amor. É essa a democracia que eles defendem. Não suportam saber que existem patriotas se levantando pela justiça. Mas o que eles vão ganhar não será um desejo realizado, mas sim um bom de um processo nas costas", completou.
Leandro de Jesus é o único parlamentar baiano até então na caminhada anunciada por Nikolas Ferreira. a previsão é de que o grupo chegue em Brasília no domingo (25), onde ocorrerá um grande ato.
Caminhada de Nikolas rende engajamento, mas menos que outros episódios bolsonaristas
Deputado do PL percorre 240 km em protesto contra 'perseguição política' e processos do 8 de janeiro Por Diego Alejandro/Folhapress
| Foto: Reprodução/X |
Se o objetivo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao caminhar do interior de Minas Gerais até Brasília era mobilizar aliados e gerar engajamento nas redes sociais, a estratégia funcionou. Ainda assim, o alcance da iniciativa ficou abaixo de outros episódios recentes ligados ao bolsonarismo, segundo levantamento da agência de dados Nexus.
O ato, iniciado na segunda-feira (19), prevê um trajeto de cerca de 240 quilômetros e, de acordo com o parlamentar, busca simbolizar um protesto contra o que ele chama de "prisões injustas", "perseguição política" e "ativismo judicial", em referência aos desdobramentos do 8 de janeiro e aos processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro. A caminhada recebeu apoio público de nomes da direita como Gustavo Gayer, André Fernandes, Fernando Holiday e Lucas Pavanato.
No X (ex-Twitter), uma amostra de aproximadamente 220 mil publicações feitas por 34 mil usuários únicos entre os dias 19 e 20 soma cerca de 15 milhões de impressões. O pico de conversas ocorreu por volta das 22h da segunda-feira. O volume, no entanto, equivale a cerca da metade do alcance registrado quando Bolsonaro caiu da cama e o episódio viralizou na plataforma, chegando a 30,8 milhões de impressões no mesmo intervalo de coleta.
Ainda segundo a Nexus, a expressão "Acorda Brasil", impulsionada por apoiadores da caminhada e do ex-presidente, alcançou a sétima posição entre os Trending Topics Brasil, atrás apenas de termos relacionados ao BBB26. Entre as palavras mais recorrentes aparecem "caminhada até Brasília", "caminhada pela liberdade e justiça" e "vamos".
Nikolas figura entre os perfis mais compartilhados sobre o tema, ao lado do deputado André Fernandes (PL-CE) e do perfil Space Liberdade. A Folha e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também estão entre os emissores mais seguidos que abordaram a mobilização.
No Instagram e no Facebook, o debate teve menor volume —cerca de 1,4 mil menções no período analisado—, patamar considerado baixo para temas de alta repercussão nessas plataformas, onde a coleta costuma ultrapassar 10 mil registros. Ainda assim, surgiram com frequência termos como "BR-040" e "atos de 8 de janeiro". As reações se dividiram entre elogios de apoiadores, que exaltam o gesto como um ato de coragem, e críticas de opositores, que classificam a iniciativa como um espetáculo político.
Nikolas divulgou ainda uma carta aberta em que reforça o caráter pacífico da caminhada e prevê a chegada a Brasília no próximo domingo (25).
Fundos de investimento, que Haddad quer passar para fiscalização do BC, saltam 125% em 10 anos
A indústria de fundos de investimentos deu um salto na última década sem que a fiscalização e a regulação acompanhassem esse crescimento, na avaliação de participantes do mercado. Nesta segunda-feira (19), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que há uma discussão no governo sobre delegar ao BC (Banco Central) a fiscalização do setor, função hoje é da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
"O Banco Central precisa passar a fiscalizar os fundos", disse o ministro em entrevista ao UOL News.
Na última década, o mercado sob supervisão da CVM teve um salto. O número de fundos no país saiu de 14.799 em 2015 para 33.163 em 2025, um aumento de 125%. O destaque fica para os Fidcs (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), que foram de 553 para 3.802 no mesmo intervalo, um salto de 587%.
Já o patrimônio líquido total dos fundos saiu de R$ 3,5 trilhões em dezembro de 2015 para R$ 10,7 trilhões em dezembro de 2025, aumento de 207%. Em Fidcs, o montante foi de R$ 87,1 bilhões para R$ 733 bilhões, crescimento de 742%.
Apesar do aumento no volume de fundos, agentes do mercado apontam que a CVM está enfraquecida, com falta de servidores e infraestrutura. As restrições do órgão seriam uma das explicações por trás do escândalo envolvendo o Banco Master, que, segundo as investigações, teria usado aplicações em diversos fundos para inflar carteiras.
Como mostrou a Folha, auditorias emitiram diversos pareceres desde 2019 que apontavam problemas nos documentos do grupo financeiro. Além disso, em 2020, a Anbima também já apontava irregularidades na Reag, administradora de fundos que tinha negócios com o banco de Daniel Vorcaro.
Segundo Haddad, que ressaltou que não fala em nome do governo ao apresentar a ideia, órgãos do Executivo estão discutindo aumentar o perímetro regulatório do Banco Central para incluir os fundos em seu escopo.
A ideia —inspirada no modelo "twin peaks", que surgiu na Austrália, foi copiado pela Inglaterra e se espalhou por diversos países— consiste em regular o sistema financeiro por função e não por produto (seguro, depósito bancário, empréstimo, títulos, previdência), como é hoje no Brasil.
Em nota, a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) afirmou que "está aberta a discutir com os órgãos competentes sobre este assunto, bem como sobre avanços regulatórios necessários ao mercado, sempre priorizando a otimização dos processos, a redução de custos operacionais e, sobretudo, o fortalecimento da proteção ao investidor".
"Reconhecemos que o contexto atual é atípico, tendo em vista as restrições orçamentárias da CVM e o processo de renovação de seu colegiado. Mas não podemos nos furtar de reconhecer o que a autarquia já fez pelo desenvolvimento do mercado de capitais. Por isso reiteramos que qualquer mudança deve ser conduzida de forma cuidadosa, transparente e tecnicamente aprofundada", diz a associação.
Hudson Bessa, especialista em fundos de investimento e sócio da HB Escola de Negócios, lembra que no início do ano passado já circulavam informações de que o Banco Central teria interesse em retomar a supervisão dos fundos.
"Se o BC já vinha demonstrando preocupação e interesse em assumir a regulação e fiscalização de fundos, imagina agora, ao ver o tamanho do escândalo da Reag, que virou uma usina de fraudes", diz Bessa, que é um dos responsáveis pelo atual modelo de classificação de fundos da Anbima.
Até a instrução CVM 409, de 2004, o BC regulava os fundos de renda fixa e a CVM renda variável. A partir dessa instrução, a CVM passou a abarcar todos os fundos.
Para o especialista, há bons argumentos tanto entre os que defendem a retomada da fiscalização dos fundos pelo BC como os defensores da manutenção pela CVM.
Do lado do Banco Central, afirma, fica a pergunta sobre como as fraudes tomaram tamanha proporção sem serem impedidas pela CVM.
"Estamos falando de uma empresa que saltou centenas de bilhões de reais em poucos anos, em um mercado que não tem dinheiro sobrando. Pelo contrário, vemos muitas gestoras fechando, se fundindo. Ninguém olhou?", questiona.
Ele aponta que, por outro lado, a CVM, vinculada ao Ministério da Fazenda, sofre com escassez de recursos. "É fácil ser engenheiro de obra pronta. Agora, o mais importante é pensar como será a fiscalização. Não é uma discussão fácil."
Segundo Guilherme Bruschini, sócio-fundador do MBC Advogados, a avaliação da mudança na fiscalização surge como reação direta aos recentes episódios de fraudes financeiras, que vieram à tona com as operações Carbono Oculto e Compliance Zero.
"O uso de estruturas de fundos para ocultação de patrimônio, manipulação de ativos e infiltração do crime organizado revela, sem dúvida, a necessidade de aprimorar os mecanismos de controle. No entanto, a resposta a esses escândalos não pode se limitar a um rearranjo institucional", diz Bruschini.
O advogado diz que mais importante do que "quem fiscaliza" é o "como se fiscaliza", dado o avanço tecnológico do mercado financeiro, sendo necessário o aprimoramento da governança, da coordenação entre órgãos, da transparência e da responsabilidade dos reguladores.
"A criação de novas atribuições ou a transferência de competências entre autarquias pode gerar sobreposição regulatória, conflitos de interpretação e aumento da burocracia, sem garantir resultados concretos", afirma Bruschini.
Para Roberto Panucci, sócio do Panucci, Severo e Nebias Advogados, a regulação de fundos exige dois vetores regulatórios distintos, dada sua natureza.
"O primeiro é prudencial e macroprudencial: risco de liquidez, alavancagem, interconexões com o sistema bancário e potenciais efeitos de contágio. O segundo é de conduta e integridade de mercado: deveres fiduciários, conflitos de interesse, governança do administrador e do gestor, transparência, suitability e proteção do investidor", diz o advogado especialista em direito bancário.
Isso acontece no modelo Twin Peaks, em que há a supervisão prudencial e regulação de conduta.
"Se o diagnóstico é que estruturas de fundos foram usadas para arbitragem regulatória ou para mascarar riscos bancários, a resposta técnica não é trocar o órgão fiscalizador, mas fechar os canais de arbitragem: supervisão consolidada, axame efetivo de exposições, compartilhamento obrigatório de dados, fiscalização coordenada e instrumentos macroprudenciais específicos. Mudar a placa da porta não resolve o problema de fundo", diz Panucci.
Para Adilson Bolico, sócio do Mortari Bolico Advogados, uma fiscalização do BC poderia dar maior agilidade de resposta em momento de crise.
"O BC em tese possui ferramentas de monitoramento e investigação mais sofisticados que a CVM e, falando em fundos dos casos Master e Reag, ele supostamente teria tido mais capacidade de enxergar dúvidas e gerar alertas", diz Bolico.
Arthur Longo Ferreira, sócio do Henneberg, Ferreira e Linard Advogados, por sua vez, diz que apenas a transferência de competência da CVM para o Banco Central não seria, por si só, uma solução.
"A CVM possui expertise histórica na regulação de fundos sob a ótica da governança, da transparência e da proteção do investidor. Já o Banco Central atua com foco na estabilidade sistêmica e no risco prudencial. O caminho mais eficiente talvez não seja a substituição de um regulador por outro, mas o redesenho de um modelo de fiscalização integrada, com competências bem delimitadas e cooperação institucional reforçada", diz Ferreira.
Procurada, a CVM não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
Por Maeli Prado, Tamara Nassif e Júlia Moura/Folhapress
Presidenciável, Ratinho Jr. cria Polícia de Fronteira e reforça discurso da segurança pública
Pré-candidato a presidente, o governador do Paraná, Ratinho Jr, (PSD), reforçou o discurso da segurança pública e anunciou a criação de uma Polícia de Fronteira, com o objetivo de impedir a entrada de criminosos, drogas e contrabando de outros países ou estados.
A primeira base operacional desta nova estrutura deve ser inaugurada nesta semana na cidade de Ribeirão Claro, divisa com São Paulo.
O projeto é ter 11 bases reunindo efetivos da Polícia Militar, da Polícia Civil e de guardas municipais. A promessa é aparelhar os locais com novas viaturas e fuzis.
O discurso de combate à insegurança tem sido adotado por políticos que almejam disputar a Presidência em outubro. Ratinho tem defendido até a mudança no arcabouço jurídico, dando aos estados a possibilidade de endurecerem penas por conta própria, o que exigiria uma mudança constitucional.
Segundo a gestão paranaense, as bases da Polícia de Fronteira funcionarão como pontos estratégicos, com estruturas terrestres, náuticas e de policiamento aéreo para dar apoio a ações de combate ao crime.
Também deve haver compartilhamento de informações entre sistemas e bancos de dados, incluindo as câmeras do programa Olho Vivo, do governo estadual.
Um dos argumentos apresentados pelo governo é a necessidade de reforçar o controle sobre a circulação de drogas no estado. Em 2025, as forças do Paraná lideraram a apreensão de maconha no Brasil, fruto da proximidade com o Paraguai.
Por Folhapress
Lula tem calendário apertado no Congresso para aprovar bandeiras eleitorais
O governo Lula (PT) enfrentará um calendário acidentado no Congresso neste ano para aprovar o pacote de projetos que considera prioritário. Articuladores políticos do petista apostam que essas propostas têm potencial para melhorar a popularidade do presidente, que disputará a reeleição em outubro.
A lista é composta pela PEC (proposta de emenda à Constituição) que aumenta as atribuições da União na área da segurança pública, o projeto de lei com medidas para o combate ao crime organizado, a redução da jornada semanal de trabalho (fim da escala 6x1) e a MP (medida provisória) que oferece gás de cozinha a famílias de baixa renda.
Em anos eleitorais, porém, o Legislativo costuma funcionar plenamente só no primeiro semestre. Depois do recesso do meio de ano, que começa na metade de julho e termina em agosto, deputados e senadores ficam focados nas próprias campanhas e em seus grupos políticos nos estados, dificultando a mobilização de congressistas para votar projetos em Brasília.
O primeiro semestre terá feriados em dias que o Legislativo costuma se reunir, e até mesmo a Copa do Mundo deverá alterar a dinâmica do Congresso. Deputados e senadores estão atualmente em recesso, e só voltam ao trabalho na primeira semana de fevereiro.
O Carnaval (16, 17 e 18 de fevereiro) e o dia de Tiradentes (21 de abril) consumirão terças e quartas. Congressistas afirmam que a produtividade do Legislativo também deve ser baixa na Semana Santa (primeira semana de abril).
Em 11 de junho começa a Copa do Mundo de futebol. Um dos jogos da seleção brasileira na primeira fase será em uma quarta-feira, às 19h, horário em que o plenário da Câmara costuma realizar votações. A partida é contra a Escócia, no dia 24 de junho.
A proposta considerada mais bem encaminhada pelo governo é a MP do programa Gás do Povo, que possibilita que famílias de baixa renda recebam botijões de gás gratuitamente. O custo anual do programa em 2026 deverá ficar na casa dos R$ 5,1 bilhões, de acordo com a exposição de motivos anexada ao texto.
A proposta foi aprovada no início de dezembro por uma comissão de deputados e senadores. Agora, precisa do aval da Câmara e do Senado até 11 de fevereiro, quando seu prazo expira —medidas provisórias têm força de lei a partir de sua publicação por até 120 dias, tendo que ser validadas pelo Congresso.
A proposta de combate ao crime organizado, que ficou conhecida como PL (projeto de lei) antifacção, já foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, mas precisa de uma nova deliberação pelos deputados.
Neste caso há uma disputa a ser feita. A proposta inicial do governo foi alterada pelo relator na Câmara, o bolsonarista Guilherme Derrite (PP-SP). O Senado fez novas mudanças e deixou o projeto mais próximo do idealizado pelo Executivo, mas essas alterações podem ser descartadas na nova deliberação pelos deputados.
A PEC da Segurança Pública, que aumenta as atribuições da União na área, ainda está em seus estágios iniciais de tramitação na Câmara. O relator, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), disse à Folha ser possível votar o projeto até março.
Ele afirma que a maior parte do texto está pacificada com os deputados. "Tem um ponto aqui e acolá com uma oposição ideológica do PT, como contra o referendo sobre a maioridade penal em 2028", declarou.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse em redes sociais que o Executivo ainda quer fazer alterações no projeto. "A PEC da Segurança continua sendo uma das prioridades do nosso governo para 2026."
Lula e seus aliados avaliam que a segurança pública tende a ser um dos principais temas da eleição. Como mostrou Datafolha, o assunto ganhou espaço entre as preocupações dos brasileiros.
O presidente da República precisa ter um discurso estruturado sobre a área para disputar o eleitorado. Políticos de direita que pregam linha-dura na segurança pública costumam ter visibilidade. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), provável adversário de Lula na eleição deste ano, faz parte desse grupo.
A proposta apontada por governistas como mais poderosa em termos de capacidade de atrair votos é a redução da jornada de trabalho semanal, com o fim da escala 6x1. Há duas PECs sobre o tema no Congresso, mas o Executivo decidiu apoiar um projeto de lei sobre o assunto, por ser mais fácil de aprovar.
A proposta abraçada pelo governo é capitaneada pelo deputado Léo Prates (PDT-BA), que assumiu a relatoria. O texto elaborado por Prates determina que a jornada de trabalho semanal seja reduzida de até 44 horas para até 40 horas, com dois dias consecutivos de descanso remunerado.
O projeto veda redução de salários associada à diminuição da jornada. Além disso, estipula uma transição de dois anos para a redução das horas trabalhadas. Se o texto entrasse em vigor hoje, seriam 42 horas semanais de trabalho em 2027 e 40 horas a partir de 2028.
Aliados de Lula comparam a popularidade dessa proposta à do aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, que passou a valer no início deste ano. Tentam convencer o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a impulsionar o projeto sob o argumento de que seria uma boa marca também para a gestão dele.
Por Caio Spechoto, Folhapress
Governo Lula adota cautela com Venezuela e vê acordo Trump-Delcy afastando dano político
Após uma primeira reação enérgica, o presidente Lula (PT) baixou o tom e tem evitado falar publicamente sobre a atuação dos Estados Unidos na Venezuela. Ainda assim, o governo avalia que a aproximação dos presidentes dos dois países, Donald Trump e Delcy Rodríguez, esvazia a exploração política da aliança histórica do PT com o chavismo.
Auxiliares de Lula preveem uma influência reduzida de temas internacionais na campanha presidencial deste ano, não só em relação à Venezuela. Entre as razões, está o entendimento de que temas internacionais muitas vezes são ignorados pela opinião pública porque não afetam o cotidiano do brasileiro.
A aposta do PT hoje é que os protestos e a repressão no Irã e as sucessivas crises causadas por Trump, por exemplo, tenham baixa ressonância junto ao eleitorado em outubro.
A proximidade do governo e do partido com a Venezuela sempre foi um flanco que a oposição explorou em ataques a Lula. Um dos motes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, era afirmar que o Brasil seguiria o colapso social e econômico do país vizinho em caso de vitória do petista nas eleições.
Aliados de Lula, porém, dizem que ele iniciou um movimento de afastamento de Nicolás Maduro ainda em 2024, quando não reconheceu abertamente a vitória do ditador na última eleição na Venezuela. O pleito foi recheado de denúncias de fraude.
Apesar de o Itamaraty classificar a captura de Maduro o ato como um "sequestro", houve cuidado para não passar uma mensagem que pudesse ser lida como endosso ao regime do venezuelano.
Nos bastidores, aliados de Lula entendem que a saída de cena do ditador, retirado da Venezuela por militares norte-americanos e levado para julgamento nos EUA, deixa o petista numa situação politicamente mais confortável, uma vez que esvazia tentativas de associação entre os dois líderes.
O fato de Trump reconhecer Delcy —que era vice-presidente do país— como a principal interlocutora de Washington na Venezuela e ter escanteado a opositora María Corina Machado também diminui a pressão sobre Lula, ainda segundo auxiliares.
Para o PT, a oposição tentará levantar a relação de Lula com o chavismo na Venezuela para anular ganhos eleitorais em áreas que o partido considera pontos fortes do governo. Os petistas querem destacar medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.
Outra aposta está em propostas que mexem com o trabalho dos brasileiros, como o fim da escala 6x1 e a tarifa zero para transporte público.
O plano de petistas é que a relação bilateral entre Brasil e EUA entre na campanha a partir da reação de Lula ao tarifaço imposto pelo republicano em 2025. A ideia é mostrar que o presidente conseguiu reverter a situação sem abrir mão da soberania nacional.
Interferência na eleição
O principal temor em relação ao cenário internacional para a eleição continua sendo uma possível interferência dos Estados Unidos —não apenas do governo, mas das plataformas digitais.
A expectativa é que a relação positiva que se instalou entre Lula e Trump desde o primeiro encontro entre os dois na Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em setembro passado, reduza a probabilidade de uma ingerência direta de Washington. A imprevisibilidade do americano e a volatilidade do cenário internacional, no entanto, deixam aliados apreensivos.
O Brasil conta com a possibilidade de Trump usar no Brasil a mesma estratégia adotada nas eleições da Argentina e de Honduras neste ano. Na eleição legislativa argentina, Trump condicionou a concessão de um pacote de ajuda financeira ao país de US$ 20 bilhões a um bom desempenho do partido de Milei no pleito.
Na eleição presidencial hondurenha, Trump apoiou abertamente o candidato da ultradireita, Nasry "Tito" Asfura.
Clima azeda ainda mais após decisão de Toffoli indicando peritos sem consultar PF; decisão é incomum
Ministro atropelou rito padrão ao selecionar nomes à revelia da direção da polícia. Movimento foi lido na corporação como recado de desconfiança institucional, apesar da alta qualificação técnica dos escolhidos.
A decisão do ministro Dias Toffoli de indicar nominalmente quatro peritos da Polícia Federal para atuar no caso Banco Master azedou de vez a relação entre a corporação e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos bastidores, o movimento foi lido pela cúpula da polícia como um recado duro: "Não quero a participação institucional de vocês".
O procedimento adotado pelo ministro é considerado incomum. O rito burocrático padrão seria o STF encaminhar a demanda ao Instituto Nacional de Criminalística, que possui um corpo de mais de 200 peritos, para que a própria direção do órgão designasse os profissionais de acordo com a especialidade necessária.
Ao chegar com uma lista pronta de quatro nomes, sem consultar a direção-geral, Toffoli atropelou a autonomia administrativa da polícia, gerando forte mal-estar.
Apesar do ruído político, a apuração do blog confirma que os nomes selecionados à revelia da direção possuem a mais alta qualificação técnica para a complexidade do caso.
O destaque da lista é o atual chefe da área de perícia em informática. Ele é o criador de um sistema revolucionário chamado IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais).
O IPED é considerado o cérebro das grandes operações hoje (como a Lava Jato e os atos de 8 de janeiro). O software funciona como um agregador universal de provas: quando a polícia apreende um celular, o sistema processa todas as plataformas (WhatsApp, e-mails, galeria de fotos) e indexa o conteúdo em uma base única
Isso permite que os investigadores façam uma busca por palavras-chave em milhares de arquivos simultaneamente, cruzando dados que estariam dispersos em aplicativos diferentes.
Quem são os peritos escolhidos
A lista elaborada por Toffoli pinça quadros técnicos de alta especialização dentro da Polícia Federal:
O primeiro indicado é o chefe da área de informática da PF. Ele é uma referência no setor por ter criado o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais). Esse software é a ferramenta mais poderosa da polícia hoje: ele indexa todo o conteúdo de um celular apreendido (fotos, chats, e-mails) e permite buscas por palavras-chave, cruzando dados de forma rápida.
O segundo nome é o subchefe da mesma área de perícia em informática, que atua diretamente com o desenvolvedor do software.
O terceiro perito tem currículo voltado para a economia e mercado financeiro, indicando um foco na complexidade das transações bancárias do caso Master.
Há ainda um quarto nome na lista cuja especialização específica não ficou clara para interlocutores da área.
Por Julia DuailibiJulia Duailibi é comentarista de política da GloboNews.
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