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PF mira advogado Nelson Wilians e PixBet em operação contra lavagem de dinheiro /Por Redação
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Arena, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal relacionado à exploração ilegal de apostas esportivas e jogos de azar. Entre os alvos está o advogado Nelson Wilians, que teve a residência, em São Paulo, alvo de buscas. Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraíba, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná, além de medidas de quebra de sigilos e bloqueio de até R$ 1,1 bilhão. A reportagem é do Estadão.
A PixBet, controlada pelo empresário Ernildo Junior, também é alvo da investigação. Segundo os investigadores, uma complexa estrutura de empresas no Brasil e no exterior teria sido utilizada para registrar operações de apostas como se fossem realizadas fora do país. A PF aponta ainda o uso de instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e empresas offshore para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.
Nelson Wilians já havia sido alvo de outras investigações, incluindo apurações relacionadas às fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS e a um suposto esquema envolvendo R$ 3,8 bilhões em créditos falsos de ICMS. A investigação atual também aponta vínculos profissionais e empresariais do advogado com pessoas ligadas à PixBet. Wilians e a empresa foram procurados pelo Estadão para apresentar suas manifestações, mas a reportagem informou que o espaço permanece aberto para as defesas.
Presidente da Conafer, investigado por desvios no INSS, se entrega à PF - Por Redação
Foragido desde novembro de 2025, o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, se entregou à Polícia Federal nesta quinta-feira (13). Ele era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações da Operação Sem Desconto, que apura desvios relacionados a descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
Segundo a Polícia Federal, Lopes foi indiciado por crimes como corrupção e organização criminosa. A investigação aponta que a Conafer teria funcionado como uma organização criminosa estruturada em diferentes núcleos e identificou planilhas com supostos pagamentos de propina a agentes públicos e políticos. Os investigadores também afirmam ter encontrado correspondência entre os valores registrados nos documentos e transferências bancárias.
Lopes havia sido procurado durante uma operação da PF em novembro do ano passado, mas não foi localizado. Segundo os investigadores, ele teria se escondido em um território indígena no sul da Bahia, dificultando o cumprimento da ordem judicial. A defesa do presidente da Conafer não havia se manifestado até a publicação da reportagem. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça e não representam, por si só, uma condenação.
Banco Master pagou R$ 19,7 milhões a empresa ligada a sócio de João Roma Por Redação
A corretora AB Serviços de Corretagem Financeira, pertencente ao empresário Alfredo Pacheco Pereira Neto, firmou contratos que somam pelo menos R$ 19,7 milhões com o Banco Master. Pacheco é sócio do ex-ministro da Cidadania e candidato ao Senado João Roma na empresa Prata da Chapada, voltada à produção agropecuária. A informação é do Metrópoles.
A sociedade entre Roma e Pacheco começou em 2021, quando Roma ainda ocupava o Ministério da Cidadania. À Justiça Eleitoral, o ex-ministro declarou possuir 50% da Prata da Chapada, avaliados em R$ 100 mil. A AB Serviços também teve como sócio o advogado Bruno Martinez Carneiro Ribeiro Neves, que confirmou ter deixado a empresa em 2023, antes de assumir cargo no Ibama.
A AB Serviços afirmou que os contratos com o grupo ligado ao Banco Master foram realizados regularmente, com comprovação técnica, pagamento de tributos e sem uso de recursos públicos. Pacheco declarou que sua sociedade com Roma se restringe à empresa agropecuária e negou qualquer relação entre o ex-ministro e os contratos da corretora com o Master. Roma também afirmou que a Prata da Chapada atua exclusivamente no setor agropecuário e que não teve participação nas negociações envolvendo a AB Serviços.
Senado aprova alívio de imposto sobre combustíveis; texto vai à sanção
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que reduz tributos federais sobre óleo diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação, foi aprovado na noite desta quarta-feira (12), por 61 votos a 2, no Senado Federal, e agora seguirá para sanção presidencial.



Horas antes, o mesmo texto já havia passado pela Câmara dos Deputados, depois que um acordo entre governo e lideranças do Congresso viabilizou o avanço da medida.
O principal objetivo do projeto é mitigar os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis decorrente da guerra dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã no Oriente Médio, que fechou a principal rota de exportação do petróleo na região, provocando fortes oscilações na cotação do barril.
Mesmo assim, o alcance da norma foi ampliado pelos parlamentares para conceder benefícios fiscais a diferentes setores, incluindo a produção de etanol, de fertilizantes agrícolas, de pesquisa de minerais críticos e terras raras, bem como a desoneração de impostos para a Fifa, organizadora da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será realizada no Brasil, em 2027.
A perda de arrecadação, de acordo com o texto, será compensada pelo aumento extraordinário de receitas da União obtidas justamente por conta do aumento no valor do petróleo, que ampliou os royalties e outras participações desde o início do ano.
Entre janeiro e março de 2026, a arrecadação federal chegou a R$ 28 bilhões, contra R$ 9 bilhões no mesmo período em 2025, um crescimento real superior a 200%.
Benefícios tributários
A inclusão do etanol e biocombustível foi um apelo do setor e busca impedir que subsídios à gasolina e ao diesel, por conta dos efeitos do preço do petróleo, eliminem a vantagem tributária dos combustíveis não fósseis.
A diferença deverá ser equivalente à praticada antes do conflito, tanto em termos percentuais quanto absolutos por unidade de medida. Se a tributação federal da gasolina cair 30% ou mais, as alíquotas do etanol serão reduzidas a zero.
O projeto de lei prevê que o governo concederá subvenção de R$ 1,2 bilhão aos produtores de etanol hidratado para garantir a diferenciação nos preços da gasolina e do etanol.
Produtores de etanol, inclusive cooperativas, também poderão compensar até R$ 750 milhões em débitos com a Receita Federal. A compensação será feita por meio de saldos credores da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. O valor será proporcional ao percentual de produção de etanol hidratado em 2025 dos contribuintes habilitados.
Entre as medidas para os produtores rurais, o texto reduz de 50% para 30% o limite da receita com exportação para que a empresa possa se enquadrar na suspensão do pagamento do IBS e da CBS.
Outro benefício tributário contido no projeto permite à União conceder até R$ 5 bilhões em créditos fiscais para a produção de fertilizantes, matérias-primas, remineralizadores e bioinsumos entre 2027 e 2031. Os créditos serão de até R$ 1 bilhão por ano. O valor corresponderá a até 20% dos gastos com produção de fertilizantes e matérias-primas em território nacional.
As mercadorias destinadas a projetos de desenvolvimento da indústria de fertilizantes e matérias-primas ficarão isentas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). A renúncia de receita deverá ser de até R$ 200 milhões por ano, de acordo com o texto.
Outros pontos do texto incluem a autorização ao governo para ampliar em até R$ 2,5 bilhões as despesas do Ministério da Defesa fora dos limites de gastos, que serão descontados de orçamentos futuros da pasta. Também passou no projeto uma autorização para antecipar até R$ 3 bilhões em despesas temporárias com saúde e educação que seriam programadas apenas para 2027.
Trava sobre despesas
O texto negociado com o governo incluiu dispositivos para atrelar o crescimento de determinadas despesas aos limites do arcabouço fiscal, em caso de previsão de déficit fiscal projetado pelo relatório bimestral de receitas e despesas do governo.
Caso se aponte déficit, recursos de fundos, como o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), só poderão ser corrigidos, no exercício seguinte, pela variação da inflação e mais um percentual máximo de até 2,5%.
Esse mesmo gatilho pode frear o crescimento dos pisos constitucionais de saúde e educação, atualmente definidos em 15% e 18%, respectivamente, da Receita Corrente Líquida (RCL) da União.
O projeto não altera a fórmula de cálculo da RCL e suas vinculações de despesas, mas impede que determinadas receitas extraordinárias, especialmente as provenientes do petróleo, sejam utilizadas para ampliar automaticamente despesas cuja evolução está vinculada à RCL. Nestes casos, se houve previsão de déficit fiscal, o crescimento dessas despesas também fica limitado à correção da inflação até o máximo de 2,5%.
Acordo com o governo
A votação deste Projeto de Lei Complementar foi viabilizada após acordo do governo com lideranças do Congresso Nacional, com participação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reuniram no Palácio da Alvorada para definir as prioridades legislativas deste período de esforço concentrado no Parlamento.
Também participaram do encontro o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).
O Congresso Nacional retomou a agenda legislativa esta semana, após o recesso parlamentar, em um esforço concentrado para votações em plenário e nas comissões.
De acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, serão duas semanas de esforço concentrado antes das eleições: entre 10 e 14 de agosto, e entre 31 de agosto e 3 de setembro.
Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
Câmara aprova cassar CNH de quem usar carro para abandonar animais na rua
Proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro para tornar a prática uma infração de trânsito gravíssima
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) um projeto de lei que determina a suspensão e a cassação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de quem usar o carro para abandonar ou ajudar a abandonar animais na rua.
A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro para tornar a prática uma infração de trânsito gravíssima e prevê a suspensão do direito de dirigir por um ano, além de multa multiplicada por dez. Caso o abandono seja de cão ou gato, a punição ainda sobe para 18 meses –ou seja, um ano e meio.
O texto ainda precisa passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente para virar lei.
Já a cassação da Carteira Nacional de Habilitação será aplicada se o motorista voltar a repetir a infração no período de até 24 meses.
A multa em todos os casos previstos pelo texto dobrará se o abandono resultar na morte, no atropelamento ou em lesão do bicho.
As punições também valem, nos mesmos termos, se o abandono for feito usando embarcações, como barco a motor, embarcação à vela ou lancha.
O projeto de lei foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG). Em seu parecer, ele afirmou que o uso de veículos para deixar animais em locais públicos potencializa o sofrimento do animal, agrava o risco de morte, atropelamento, fome, sede, doença, além de prejudicar a segurança das vias.
"A utilização de veículo para abandonar animal revela especial reprovabilidade. Em regra, a conduta envolve deslocamento deliberado do animal para local em que se pretende dificultar o retorno, o resgate ou a identificação do responsável. O meio empregado, portanto, não é neutro", disse.
"O abandono de animais domésticos ou domesticados, em qualquer circunstância, representa prática de crueldade incompatível com o dever constitucional de proteção da fauna e com a vedação às condutas que submetam animais a tratamento cruel", completou.
Por Isadora Albernaz/Folhapress
Motta cria oficialmente comissão da PEC que reduz maioridade penal
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), formalizou nesta terça-feira (11/8) a criação da comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.
A reunião de instalação do colegiado e eleição do comando foi marcada para esta quarta-feira (12/8), às 14h. A constituição da comissão consta de ato assinado por Motta nesta terça e foi publicada no Diário da Câmara.
O deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA) deve assumir a presidência do colegiado. O nome já havia sido anunciado por Motta em julho, ao lado do deputado Mendonça Filho (PL-PE), escolhido para a relatoria da proposta. A instalação havia sido prevista pelo presidente da Câmara para a segunda semana de agosto.
A comissão ficará responsável por analisar a PEC nº 32/2015, de autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota, e outras duas propostas apensadas.
O texto principal altera os artigos 14 e 228 da Constituição para estabelecer a maioridade civil e penal aos 16 anos. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a admissibilidade da proposta em junho, por 44 votos a 18
Apesar da instalação do colegiado, a expectativa entre líderes da Câmara é de que a PEC tenha dificuldades para avançar até o plenário antes das eleições de outubro.
Motta tem adotado a estratégia de permitir o avanço de pautas defendidas por diferentes bancadas nas comissões sem assumir compromisso com a votação definitiva de temas considerados sensíveis em ano eleitoral.
Mendonça Filho já afirmou que pretende promover um debate amplo antes de apresentar o parecer. Entre as possibilidades em discussão está restringir a redução da maioridade penal a adolescentes a partir dos 16 anos envolvidos em crimes hediondos, em vez de aplicar a mudança de forma geral.
A discussão sobre a maioridade penal chegou a aparecer durante a tramitação da PEC da Segurança Pública. Mendonça, que também relatou aquela proposta, chegou a prever um referendo sobre a redução da idade penal, mas o dispositivo foi retirado do texto por acordo antes da votação no plenário da Câmara.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), formalizou nesta terça-feira (11/8) a criação da comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos
A reunião de instalação do colegiado e eleição do comando foi marcada para esta quarta-feira (12/8), às 14h. A constituição da comissão consta de ato assinado por Motta nesta terça e foi publicada no Diário da Câmara.
O deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA) deve assumir a presidência do colegiado. O nome já havia sido anunciado por Motta em julho, ao lado do deputado Mendonça Filho (PL-PE), escolhido para a relatoria da proposta. A instalação havia sido prevista pelo presidente da Câmara para a segunda semana de agosto.
A comissão ficará responsável por analisar a PEC nº 32/2015, de autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota, e outras duas propostas apensadas
O texto principal altera os artigos 14 e 228 da Constituição para estabelecer a maioridade civil e penal aos 16 anos. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a admissibilidade da proposta em junho, por 44 votos a 18.
Apesar da instalação do colegiado, a expectativa entre líderes da Câmara é de que a PEC tenha dificuldades para avançar até o plenário antes das eleições de outubro.
Motta tem adotado a estratégia de permitir o avanço de pautas defendidas por diferentes bancadas nas comissões sem assumir compromisso com a votação definitiva de temas considerados sensíveis em ano eleitoral.
Mendonça Filho já afirmou que pretende promover um debate amplo antes de apresentar o parecer. Entre as possibilidades em discussão está restringir a redução da maioridade penal a adolescentes a partir dos 16 anos envolvidos em crimes hediondos, em vez de aplicar a mudança de forma geral.
A discussão sobre a maioridade penal chegou a aparecer durante a tramitação da PEC da Segurança Pública. Mendonça, que também relatou aquela proposta, chegou a prever um referendo sobre a redução da idade penal, mas o dispositivo foi retirado do texto por acordo antes da votação no plenário da Câmara.
Caso INSS: quatro delações seguem sem decisão da PF e da PGR
Quatro personagens considerados importantes nas investigações sobre as fraudes no INSS estão há meses aguardando uma definição sobre propostas de colaboração premiada. Entre os interessados estão o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Oliveira, o ex-diretor de benefícios André Fidelis, o filho dele, Eric Douglas Fidelis, e o empresário Maurício Camisotti. As negociações ainda não foram rejeitadas nem homologadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A reportagem é do jornal O Globo.
Segundo a reportagem, as propostas podem trazer informações sobre o funcionamento do esquema de descontos ilegais em aposentadorias, além de possíveis conexões com políticos e outras pessoas investigadas. Virgílio Oliveira, por exemplo, teria apresentado mais de 120 páginas de anexos e se comprometido a devolver valores desviados. Camisotti, apontado pela PF como operador financeiro do esquema, teve sua primeira proposta refeita após a ausência do Ministério Público Federal nas negociações iniciais.
A demora preocupa as defesas dos possíveis delatores, que temem que as informações fornecidas durante as negociações sejam utilizadas nas investigações antes da formalização dos acordos, reduzindo o interesse em uma colaboração. A PF afirma que as tratativas continuam e que há interesse nos depoimentos, enquanto as investigações avançam em outras frentes. Segundo a apuração citada, o esquema de descontos teria movimentado bilhões de reais entre 2019 e 2024.
Por Redação/Folha
Denunciante de suposta armação acumula mudanças de versão sobre vice de Flávio Bolsonaro
O homem apontado como estopim da acusação de estupro de vulnerável contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL), adotou versões contraditórias nos últimos cinco meses em contatos com congressistas e com a imprensa.
Luiz Antônio Lopes é apontado como a pessoa que procurou o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a CPI Mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com a versão de que Gaspar, então relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, teria estuprado e engravidado uma adolescente e dizendo ter provas e contatos da vítima.
O caso foi explorado politicamente na ocasião pelos parlamentares governistas, que também encaminharam à Polícia Federal uma notícia-crime em 27 de março.
Luiz Antônio procurou o gabinete de Gaspar e, em abril, adotou versão oposta: em depoimento à Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados, disse ter havido uma armação de Lindbergh. Uma semana depois, ele se filiou ao PL.
Em conversa com a Folha na semana passada, Luiz Antônio mudou de versão mais de uma vez, retomando a acusação feita em março contra Gaspar e prometendo provas —mas sem apresentá-las.
Procurado pela reportagem na segunda (10), ele não respondeu. Nesta terça (11), adotou relato divergente da semana anterior, dizendo que "a moça contratada fará um vídeo falando a verdade" e que houve uma armação contra Gaspar, mas negando ter mudado de versão.
O depoimento de Luiz Antônio à Polícia Legislativa foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) em maio, de acordo com a Câmara dos Deputados, sem que o caso fosse efetivamente investigado devido à citação a Lindbergh, que tem foro especial.
A PF pediu a abertura de investigação sobre o suposto crime de estupro de vulnerável ao STF em 15 de abril. O ministro relator, Gilmar Mendes, solicitou uma posição da PGR (Procuradoria-Geral da República), a quem cabe definir se chancela o requerimento da corporação.
Quando foi anunciado candidato a vice de Flávio, na semana passada, Gaspar pediu à PGR e ao STF que acelerem o exame de DNA que afastaria, segundo ele, a acusação e disse que vai até o fim no processo contra Lindbergh e Soraya sob acusação de calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.
Em nova manifestação nesta terça-feira (11), a campanha do PL reafirmou que o caso é falso e disse que a denúncia surgiu por causa da atuação de Gaspar na CPI do INSS, em que pediu o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
"O candidato à Vice-Presidência Alfredo Gaspar é um homem íntegro, com vida limpa, que passou a ser alvo dessa acusação falsa no dia em que ele pediu a prisão de Lulinha por seu envolvimento no roubo dos aposentados do INSS", disse a campanha de Flávio, em nota.
"Não iremos parar até Lulinha responder por todos os seus atos. E sobre as acusações mentirosas, como as feitas por Lindbergh do PT contra Gaspar ou as trazidas agora, lembramos: fake news é crime no Brasil e todos que colaborarem para difusão de notícias falsas serão chamados a responder criminalmente por isso", completou.
Ao ser ouvido pela Polícia Legislativa, Luiz Antônio afirmou que uma mulher foi paga para dizer a uma repórter que havia sido estuprada pelo deputado quando tinha 13 anos. Do estupro, segundo a versão dada à jornalista, teria nascido uma criança, hoje com 8 anos.
No depoimento, Luiz Antônio disse que havia empregado a mulher no quiosque que mantinha em um shopping no estado do Rio de Janeiro e acusou Lindbergh, por meio de pessoas supostamente ligadas a ele, de bancar a farsa para prejudicar Gaspar.
O homem também entrou em contato com o gabinete de Gaspar, segundo o relatório entregue ao Supremo, dando novas informações a respeito dos supostos pagamentos feitos para sustentar a história.
A Folha conversou com Luiz Antônio na semana passada, por meio de mensagens de WhatsApp, quando Gaspar foi anunciado candidato a vice de Flávio. O número por meio do qual ele falou com a reportagem é o mesmo informado por ele à Polícia Legislativa da Câmara como da suposta farsante.
Diferentemente do que disse no depoimento de abril, o homem manteve a acusação contra Gaspar, mas não apresentou provas de suposto crime e disse ter dificuldades para falar com a alegada vítima, inclusive por falta de dinheiro para ir até a casa dela, no interior do Rio.
Luiz Antônio afirmou à reportagem na ocasião que mantinha contato com a suposta vítima, hoje uma mulher de 22 anos, mas deu apenas o primeiro nome dela e da suposta criança, respectivamente Jailma e Eloá, sem qualquer indício da existência das duas.
Soraya foi procurada pela reportagem na segunda, mas não quis se manifestar. A assessoria de imprensa da senadora afirmou que o caso está em segredo de Justiça e que todos os esclarecimentos estão sendo dados às autoridades.
Na segunda, Lindbergh apresentou à reportagem vídeos antigos em que é atacado por Luiz Antônio. Em uma das gravações, o homem diz que o deputado seria um dos mandantes da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018, o que é falso.
A Câmara disse que o boletim de ocorrência foi feito a pedido de Gaspar e que, "diante da citação de titular de prerrogativa de foro no curso da apuração, encaminhou o caso ao Supremo Tribunal Federal em maio de 2026, não tendo realizado novas diligências desde então".
Por Thaísa Oliveira , Constança Rezende , Catia Seabra e José Marques/Folhapress
Câmara envia ao STF depoimento de suposta armação contra vice de Flávio
A Câmara dos Deputados encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o depoimento de um comerciante do Rio de Janeiro que alega que a acusação por crime de estupro de vulnerável contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL), seria uma suposta "armação".
O depoimento foi colhido pela Polícia Legislativa da Câmara de forma virtual em 23 de abril, após o próprio Gaspar acionar a corporação. O parlamentar relatou que o depoente teria ligado para seu gabinete funcional para denunciar a possível trama.
O material foi enviado ao STF em 5 de maio. O caso foi levado à Corte porque o comerciante mencionou que a "armação" teria sido planejada por pessoas ligadas ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que possui foro privilegiado.
Juntamente com a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), Lindbergh apresentou, em 27 de março de 2026, uma notícia de fato alegando que o atual vice de Flávio teria estuprado uma adolescente e seria pai de uma filha fruto da suposta violência sexual.
No relatório enviado ao STF, a Polícia Legislativa informa ter colhido o depoimento de um homem identificado como "Luis Antonio Lopes", de 62 anos, proprietário de um quiosque no shopping Jardim Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Durante a oitiva, Luis Antonio afirmou que a suposta "armação" envolvia o recrutamento de uma jovem chamada "Marcela Maria Mendes", que trabalhava em seu quiosque. O plano seria que Marcela desse entrevistas sob o nome de "Jailma", fingindo ser vítima do estupro de Gaspar.
Segundo o depoimento, Marcela teria sido recrutada por um homem chamado "Lucas", conhecido como "Doidinho". Luis Antonio relatou que Lucas se apresentava como "assessor legislativo" e posteriormente como "ligado ao contexto político" de Lindbergh.
Luis Antonio descreveu ainda que, em uma ocasião, Marcela se reuniu com uma mulher jornalista e com Lucas, que se apresentava como assessor do Legislativo e ligado ao contexto político de Lindbergh Farias. O plano era que Marcela se apresentasse sob identidade falsa e alegasse ter sido abusada sexualmente por um político, resultando em uma criança.
De acordo com Luis Antonio, o plano era divulgar a acusação de abuso sexual e, em seguida, fazer "Jailma" desaparecer. Para dar credibilidade à história, teria sido criada uma filha fictícia chamada "Eloá", supostamente fruto do estupro.
No depoimento, Luis Antonio também afirmou que Lindbergh teria participado de uma reunião virtual com Marcela e outras pessoas. Ele disse acreditar que Lindbergh tinha plena ciência do contexto fraudulento discutido nas reuniões.
O depoente afirmou ainda ter emprestado sua conta bancária para que Marcela recebesse pagamentos pela armação, citando três depósitos: R$ 4 mil, R$ 10 mil e R$ 2,5 mil, e forneceu comprovantes dos dois últimos depósitos à Polícia Legislativa.
Devido à citação de Lindbergh no depoimento, a Polícia Legislativa encaminhou o caso à Corregedoria da Câmara, liderada pelo deputado Diogo Coronel (Republicanos-BA). A Corregedoria acionou a Mesa Diretora, que enviou o material ao STF.
O documento foi encaminhado ao gabinete do ministro do STF Gilmar Mendes, relator do pedido de inquérito para apurar a acusação de estupro contra Alfredo Gaspar, no dia 5 de maio de 2026.
Em resposta à coluna, Lindbergh negou veementemente as alegações feitas pelo depoente à Polícia Legislativa. Atual vice-líder do governo Lula na Câmara, ele chamou o episódio de "picaretagem" e afirmou que o depoimento foi "inventado".
Fonte: Msn
Governo publica regras para o recesso de fim de ano dos servidores federais Por Folhapress
O Ministério da Gestão e da Inovação estabeleceu na sexta-feira (7) as regras do recesso de fim de ano para os servidores públicos federais. As determinações valem para empregados públicos, contratados temporários e estagiários vinculados ao Sipec (Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal).
Durante os dois períodos de recesso —21 a 25 de dezembro e 28 de dezembro a 1º de janeiro de 2027— os agentes públicos deverão se revezar para preservar os serviços essenciais. A adesão ao recesso é facultativa.
Segundo a portaria do MGI, as horas do recesso devem ser compensadas entre 1º de outubro de 2026 e 31 de maio de 2027. Servidores que exercem atividades presenciais e não participam do Programa de Gestão e Desempenho (PGD) devem antecipar ou postergar a jornada diária, respeitando o horário de funcionamento do órgão.
A compensação é limitada a duas horas diárias para servidores, empregados públicos e contratados temporários, e uma hora diária para estagiários. O não cumprimento da compensação dentro do prazo resulta em desconto proporcional na remuneração.
Para quem participa do PGD, presencial ou virtual, a compensação será pelo cumprimento das entregas pactuadas no plano de trabalho equivalentes às horas a compensar.
- Períodos de recesso: 21 a 25 de dezembro e 28 de dezembro a 1º de janeiro de 2027
- Abrangência: Servidores públicos federais, empregados públicos, contratados temporários e estagiários
- Adesão: Facultativa (opcional)
- Compensação: Período de 1º de outubro de 2026 a 31 de maio de 2027
- Limites: Máximo 2 horas/dia para servidores e 1 hora/dia para estagiários
- Modalidades: Antecipação/postergação de jornada ou cumprimento de metas do PGD
- Penalidade: Desconto na remuneração se não compensar no prazo
Argentina precisa parar as agressões contra o Brasil para normalizar as relações, diz Mauro Vieira
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou ao jornal Clarín que a Argentina precisa "parar com as agressões" contra Lula para que as relações entre os dois países se normalizem.
Em longa entrevista ao diário argentino, o chanceler brasileiro afirmou que as relações entre Brasil e Argentina foram rebaixadas "devido às agressões do presidente argentino (Javier Milei) não apenas contra pessoas, mas contra o Brasil, as instituições brasileiras, os Poderes e o ministro do Supremo que teve papel fundamental para impedir um golpe militar e punir os culpados."
Vieira ressaltou que "Milei não fez isso uma única vez, mas em várias ocasiões em menos de uma semana, a primeira delas na convenção" do PL. "As imagens daquele evento, aquela atitude do presidente argentino, com palavras graves, foram algo surpreendente para brasileiros e argentinos... Algo espantoso, que depois ele repetiu outras vezes."
Na semana passada, como revelou a Folha de S.Paulo, o Itamaraty informou ao embaixador argentino, Guillermo Daniel Raimondi, que ele poderia voltar para Buenos Aires, já que o governo passaria a fazer tratativas apenas com o encarregado de negócios argentino em Brasília. A saída de Raimondi do Brasil estava prevista para este domingo (9).
A medida de rebaixamento das relações bilaterais, que inclui também a permanência no Brasil de Julio Bitelli, embaixador brasileiro na Argentina, foi uma resposta aos ataques do presidente Javier Milei a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos dias.
O rebaixamento das relações é a mais grave crise em décadas com a Argentina, um dos principais parceiros comerciais e aliado histórico do Brasil.
O conflito com a Argentina começou no final de julho, quando o mandatário argentino Javier Milei atacou autoridades brasileiras durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), em São Paulo.
Em um discurso inflamado, o presidente argentino se referiu a Lula como ladrão e presidiário, e chamou de "lixo careca" o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que vetou uma visita do ultraliberal a Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em Brasília.
No domingo (2), Milei renovou os ataques em uma entrevista à LN+, emissora do jornal La Nación. "Falam de interferência política na região. Se há alguém que interfere politicamente na região é Lula, contaminando-a por completo com as ideias imundas do socialismo", disse.
E continuou, chamando Lula de "vigarista" e "ladrão". "É um condenado. Saiu por meio de um recurso administrativo. Eu fui ao Brasil e não ataquei os brasileiros; falei em favor dos brasileiros. Falei sobre Lula, o corrupto, o condenado, e sobre o juiz Alexandre de Moraes, que negou a visita a Bolsonaro".
Na entrevista ao Clarin, Vieira foi indagado sobre o que Buenos Aires deveria fazer para uma retomada das relações. "É preciso ser muito claro em nome dessa relação: esse tipo de agressão deve parar imediatamente, para que possamos trabalhar na relação bilateral, que é tão importante", afirmou.
"Essas ofensas foram muito graves. Portanto, é preciso preservar essa relação, suspender as agressões e retomar o caminho da normalidade na relação bilateral."
Mauro Vieira está em Cali, na Colômbia, representando o presidente Lula da Silva na posse do presidente Abelardo de la Espriella, e conversou por telefone com o Clarín.
O chanceler chamou de "mentira completa" as acusações de Milei de que o Brasil estaria financiando uma campanha internacional contra a Argentina. "Isso é totalmente falso. Não é preciso ser economista para perceber o absurdo dessa história de pagamentos de bilhões".
Vieira também se disse surpreso de Milei chamar Lula de "comunista". "Surpreende porque o Brasil tem uma economia aberta, hoje com a menor taxa de inflação de toda a sua história, desemprego mínimo e um enorme comércio exterior, além de enormes reservas internacionais. É um país que opera com um modelo capitalista."
Apesar das críticas de Milei à condução que Lula faz da economia brasileira, na comparação com o Brasil, a Argentina tem inflação e desemprego superiores, e menor volume de reservas internacionais.
Vieira também abordou a crise entre Brasil e EUA e a suspensão do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, pelo governo americano. "Isso sem dúvida faz parte da ofensiva de interferência nas eleições".
O governo Trump afirmou se tratar de um ato de reciprocidade, porque o Brasil não concedeu o agrément a Daniel Perez, requisitado por Washington em 30 de junho.
"A suspensão do visto da embaixadora do Brasil teve como objetivo pressionar pela aceitação desse candidato, mas a Convenção de Viena não estabelece prazos para a concessão do agrément. Nós sequer encaminhamos o pedido ao presidente Lula, porque ele está muito ocupado a dois meses das eleições", disse o chanceler.
Por Patrícia Campos Mello / Folhapress
Ciclone-bomba perde força no fim de semana; veja previsão no Sul e Sudeste
Inmet prevê diminuição dos efeitos do fenômeno, mas alerta para geadas no Sul e tempestades em outras regiões

Após a passagem do ciclone-bomba causar transtornos nas regiões Sul e Sudeste do país, a previsão para este sábado (8) e domingo (9) é de que os efeitos do fenômeno diminuam, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Apesar da redução dos efeitos do ciclone, a circulação associada ao sistema favorece a entrada de uma massa de ar frio no Brasil. No centro-sul do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, as condições são favoráveis à formação de geadas.
Durante o fim de semana, a previsão de tempestades permanece concentrada entre o Paraná, o centro e o norte de Santa Catarina, o sul de Mato Grosso do Sul e o centro-sul de São Paulo.Fernanda Palhares, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
Sul
A previsão do Inmet indica tempo frio na região Sul, com possibilidade de geada no Rio Grande do Sul, especialmente no sul do estado. As tempestades devem continuar no Paraná e em partes de Santa Catarina.
No sábado (8), são esperadas pancadas de chuva no centro-leste e no norte do Paraná durante a manhã. Enquanto isso, no centro-sul de Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul, o tempo ficará mais firme.
Além disso, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul.
No domingo (9), a previsão indica chuva com trovoadas isoladas no Paraná, no centro-norte e no oeste de Santa Catarina, além da divisa de Santa Catarina com o noroeste do Rio Grande do Sul.
Sudeste
Segundo o Inmet, a previsão indica instabilidade e chuva em São Paulo. No sábado (8), são esperadas nuvens e pancadas de chuva no sul do estado, além da possibilidade de chuva isolada no oeste e na região central. Também há possibilidade de chuva isolada na divisa com Minas Gerais.
Há ainda um aviso amarelo de perigo potencial para vendavais em São Paulo, no Rio de Janeiro, no litoral do Espírito Santo e no sul de Minas Gerais.
No domingo (9), a chuva isolada ficará concentrada no centro-sul e no leste de São Paulo, além do litoral sul do Rio de Janeiro.
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil
Caixa coloca apartamento de Eduardo Bolsonaro em leilão
Ex-deputado perdeu imóvel por não ter quitado parcelas do financiamento
A Caixa Econômica Federal disponibilizou para leilão um apartamento no Rio de Janeiro que era de propriedade do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu o imóvel após deixar de quitar parcelas do financiamento com o banco.
O apartamento localizado em Botafogo (zona sul) está avaliado pela Caixa em R$ 1 milhão, mas o banco disponibilizou com desconto de 36,27%, permitindo lances a partir de R$ 644 mil. O certame está aberto para lances e será encerrado no dia 20 de agosto, às 10h.
A reportagem tentou contato com o ex-deputado por mensagem enviada a dois telefones que já estiveram em seu nome, mas não obteve resposta.
O leilão do apartamento de Eduardo foi revelado pelo portal Ururau e confirmado pelo jornal Folha de São Paulo.
O ex-deputado adquiriu o imóvel em junho de 2017 por R$ 1 milhão. Ele financiou quase 79% do valor com empréstimo da Caixa.
O registro do imóvel não indica o valor do débito com o banco. Aponta apenas que o banco solicitou a intimação de Eduardo em outubro de 2025. A propriedade do apartamento foi transferida para a Caixa em fevereiro deste ano.
A matrícula também traz o bloqueio do apartamento por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em julho de 2025, no âmbito do processo sobre o 8 de Janeiro.
Eduardo está vivendo nos Estados Unidos desde o primeiro semestre de 2025.
Em junho deste ano, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto, pelo crime de coação no curso de processo.
Ele foi acusado de articular junto a autoridades e aliados do governo americano a adoção de sanções contra ministros do Supremo e medidas econômicas contra o Brasil como forma de pressionar a corte.
Por Italo Nogueira/Folhapress
USP anula concurso para professor após aprovado apresentar cartas de ministros do STF
Rafael Campos Soares da Fonseca (à dir.) em lançamento de livro no STJ; ele aparece acompanhado do pai, Reynaldo Soares da Fonseca (à esq.), e de Humberto Martins (centro), ministros da corte
A Faculdade de Direito da USP anulou nesta terça-feira (6) um concurso para professor doutor que havia sido contestado após o candidato aprovado apresentar cartas de recomendação assinadas por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), integrantes do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e outras autoridades.
A unidade deverá realizar um novo processo seletivo para preencher a vaga.
Essa decisão reverte o resultado do certame, alvo de questionamentos desde março do ano passado, quando a Folha mostrou que o candidato vencedor, Rafael Campos Soares da Fonseca, havia anexado ao memorial acadêmico cartas de recomendação de autoridades do Judiciário e do Ministério Público.
Rafael é filho do ministro do STJ Reynaldo Soares da Fonseca.
A documentação gerou recurso de uma das concorrentes, que alegou violação aos princípios da impessoalidade e da isonomia no concurso.
A reportagem procurou a faculdade nesta quinta-feira (6). A assessoria de imprensa informou que não haveria manifestação sobre o caso. O contato de Rafael Campos Soares da Fonseca não foi encontrado.
Depois de apresentada a denúncia, o caso mobilizou a direção da Faculdade de Direito, que passou a analisar a regularidade do processo. A anulação encerra essa etapa administrativa e abre caminho para a realização de um novo concurso, ainda sem data anunciada.
À época, o candidato aprovado afirmou que as cartas não tinham caráter de influência sobre a banca e que apenas atestavam sua trajetória acadêmica e profissional.
Os textos são assinados pelos ministros do STF André Mendonça, Dias Toffoli, Edson Fachin e Gilmar Mendes. Ele também apresentou cartas dos ministros Ribeiro Dantas e Gurgel de Faria, colegas de seu pai no STJ, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, entre outros.
A apresentação desse material, porém, foi contestada por integrantes da comunidade acadêmica e pela candidata que recorreu do resultado. O argumento era que a exibição de manifestações de autoridades com elevado prestígio institucional poderia comprometer a avaliação objetiva dos candidatos, ainda que o conteúdo das cartas não fosse considerado pela banca.
Em parecer produzido durante a análise do caso, o professor Elival da Silva Ramos concluiu que a apresentação das cartas afrontou os princípios da impessoalidade e do julgamento objetivo que regem os concursos públicos. O documento serviu de base para a reavaliação do certame pela Faculdade de Direito.
Por Bruno Lucca, Folhaprea
Jaques Wagner pede adiamento de depoimento à PF no caso Master/ Por Redação
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu à Polícia Federal o adiamento do depoimento que estava marcado para esta sexta-feira (7), no âmbito das investigações sobre o caso Master. Segundo o advogado Pablo Domingues, o pedido foi feito porque a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação e, por isso, solicitou a remarcação da oitiva. A informação é da CNN.
O parlamentar foi intimado pela PF em 21 de julho para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de recebimento de propina relacionada ao Banco Master. Por determinação do ministro do STF, André Mendonça, Wagner também foi alvo de mandados de busca e apreensão e de medidas cautelares, entre elas restrições a atividades econômicas.
A investigação conduzida pela Polícia Federal apura um possível vínculo entre familiares do senador, empresas ligadas ao seu entorno e pessoas relacionadas ao Banco Master, que está em processo de liquidação. Até o momento, a PF não informou se o pedido de adiamento do depoimento foi aceito.
Tornado atinge cidade no RS, e Defesa Civil emite alerta máximo para Porto Alegre e região
Fenômeno foi confirmado em Pedro Osório após tempestade severa; é o segundo tornado registrado pela Defesa Civil gaúcha em nove dias
Tornado registrado em Matarazzo, entre o município de Pedro Osório e Arroio Grande, no Rio Grande do SulUm tornado atingiu o município de Pedro Osório, no sul do Rio Grande do Sul, no fim da tarde desta quinta-feira (6), durante a atuação do sistema de tempestades associado à frente fria que precede a formação de um ciclone-bomba na região Sul do país.
Segundo a Defesa Civil gaúcha, o fenômeno provocou destelhamentos na localidade de Matarazzo e não há informações sobre feridos. O tornado ocorreu por volta das 17h15, associado a uma supercélula, tempestade caracterizada pela presença de uma corrente de ar rotativa.
De acordo com o Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado, a confirmação foi feita com base em vídeos registrados por moradores. O órgão informou que havia emitido um alerta para a região às 15h50, válido até as 19h50, indicando risco elevado de tempestades com vento e granizo.
É o segundo tornado confirmado pelo órgão em pouco mais de uma semana. Em 28 de julho, a Defesa Civil confirmou a ocorrência do fenômeno em áreas dos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, no noroeste gaúcho. Assim como o episódio desta quinta, o tornado foi associado à formação de uma supercélula, tipo de tempestade capaz de provocar granizo de grande porte, rajadas intensas de vento e, em alguns casos, tornados.
Na ocasião, a Defesa Civil havia emitido um alerta laranja para a região cerca de uma hora antes da ocorrência do fenômeno. Segundo o órgão, o tornado não pôde ser identificado previamente pelos radares meteorológicos porque a tempestade estava a cerca de 200 quilômetros do equipamento mais próximo, o que impediu a detecção de rotação próxima à superfície.
Na noite desta quinta, a Defesa Civil enviou um alerta do tipo Cell Broadcast para Porto Alegre e outros 18 municípios da região metropolitana e do Vale do Sinos, advertindo para tempestades com rajadas de vento superiores a 90 km/h e risco muito alto de alagamentos e cheias em arroios e rios de pequeno porte.
O aviso orienta a população a permanecer em locais seguros durante os temporais, retirar aparelhos eletroeletrônicos da tomada e manter portas e janelas fechadas.
O alerta abrange os municípios de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Charqueadas, Eldorado do Sul, Esteio, Glorinha, Gravataí, Guaíba, Montenegro, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Taquara, Triunfo e Viamão.
Antes da confirmação do tornado, a Defesa Civil já havia registrado ocorrências relacionadas às tempestades em diferentes regiões do estado. Segundo boletim divulgado na tarde desta quinta, houve relatos de alagamentos em Caçapava do Sul e Chuí, queda de árvores em Erechim, danos provocados por granizo em cinco residências de Ibiraiaras e destelhamentos em Caseiros e Uruguaiana. Também foram registrados danos em coberturas de escolas em Tupandi.
O governo do Rio Grande do Sul mantém alerta vermelho para parte do estado devido à previsão de tempestades severas entre a tarde desta quinta e a madrugada de sexta-feira (7). Segundo a Defesa Civil, há possibilidade de rajadas de vento superiores a 100 km/h, queda de granizo de grande intensidade, chuva forte e novos tornados, principalmente na metade sul gaúcha.
O alerta vermelho abrange municípios como Uruguaiana, Alegrete, São Gabriel, Santana do Livramento, Caçapava do Sul, Bagé, Piratini, Pelotas, Jaguarão, Rio Grande e Chuí.
Já o alerta laranja inclui cidades como São Borja, Santiago, Santa Rosa, Santo Ângelo, Frederico Westphalen, Erechim, Sarandí, Cruz Alta, Santa Maria, Rio Pardo, Camaquã, Santa Cruz do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre, Caxias do Sul, Gramado, Vacaria, São José dos Ausentes, Tramandaí e Mostarda, onde as rajadas podem superar 90 km/h e também há risco de granizo.
Em Santa Catarina, a Defesa Civil informou que está prevista a formação de um ciclone-bomba entre a noite desta quinta e a sexta-feira sobre o oceano, na costa do Uruguai e do extremo sul do Rio Grande do Sul. Segundo o órgão, o centro do sistema permanecerá sobre o mar e não deverá atingir diretamente o território catarinense.
Ainda assim, a passagem da frente fria associada ao sistema deve provocar temporais no Estado, com chuva forte em curto período, descargas elétricas, queda localizada de granizo e rajadas de vento entre 70 km/h e 90 km/h, podendo superar 100 km/h em áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul.
Na sexta-feira, com a intensificação do ciclone sobre o oceano, a expectativa é de ventos fortes no litoral catarinense, com rajadas entre 50 km/h e 70 km/h e aumento da agitação marítima, o que pode trazer riscos à navegação e provocar queda de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e alagamentos pontuais.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) também emitiu alertas para a atuação do sistema. Além do aviso vermelho para tempestades em parte do Rio Grande do Sul, o órgão publicou avisos laranja e amarelo para ventos intensos em áreas de 11 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Bahia.
Por Aléxia Sousa/Folhapress
Governo tira Marcola de conselho de empresa pública
Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
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| Foto: Reprodução/Facebook/Arquivo |
O governo federal decidiu não reconduzir Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para o conselho de administração da Terracap. A estatal, que gere o patrimônio imobiliário de Brasília, pertence ao Distrito Federal, mas a União é acionista minoritária e, por isso, tem direito a indicações.
A informação foi publicada pelo SBT News e confirmada pelo Estadão.
Em nota o Palácio do Planalto, afirmou que a alteração da indicação decorre da saída de Marcola do governo.
"Os assentos de representação da União em conselhos públicos são destinados a servidores públicos formalmente nomeados, observados os requisitos legais e normativos aplicáveis. Desse modo, todas as vagas ocupadas por pessoas que deixam a administração federal são sempre substituídas", informou a Secom
Marcola exercia cargo no colegiado da empresa desde 2023. Ele entrou na mira da Polícia Federal por ter recebido R$ 249 mil da lobista Roberta Luchsinger, suspeita da prática de tráfico de influência junto com Fabio Luis da Silva, conhecido como Lulinha
A aliados, o ex-chefe de gabinete afirma que os repasses foram efetuados a título de empréstimo.
No conselho da Terracap, ele recebia R$ 12,4 mil mensais, além dos R$ 31,9 mil a que tinha direito pelo cargo na Presidência. Conforme revelou o Estadão, os cargos do governo no colegiado da empresa são usados para turbinar salários de auxiliares de ministros e do próprio presidente.
Por Gustavo Côrtes, Estadão Conteúdo
Lula diz que buscará conversar com Trump na próxima semana em meio à tensão entre Brasil e EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a aliados que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. A declaração foi feita durante reunião com parlamentares do PSOL e da Rede, no Palácio da Alvorada, após o petista relatar que já conversou recentemente com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, sobre a guerra na Ucrânia. A reportagem é do jornal O Globo.
Segundo participantes do encontro, Lula defendeu uma atuação mais efetiva do Conselho de Segurança da ONU para buscar uma solução negociada para o conflito e disse que pretende fazer o mesmo apelo a Trump. O presidente, no entanto, não informou se aproveitará o contato para tratar das recentes tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, marcadas pela imposição de tarifas a produtos brasileiros e outras medidas adotadas pelo governo americano.
Na reunião, Lula também avaliou que a disputa eleitoral será difícil, pediu mobilização da militância e voltou a demonstrar preocupação com uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O presidente ainda defendeu mudanças na relação entre Executivo e Congresso, criticou o modelo de distribuição de emendas parlamentares e afirmou que, em um eventual novo mandato, pretende priorizar áreas como educação, ciência, tecnologia, defesa e políticas voltadas à população idosa.
Por Carolina Brígido/Estadão Conteúdo
Lula tem encontro com Alcolumbre, em gesto de aproximação três meses após rejeição de Messias
Agenda ocorreu na terça-feira, na casa do ministro do STF Alexandre de Moraes
O presidente Lula (PT) encontrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na noite desta terça-feira (3), após três meses de apelos de aliados para que eles reatassem a relação. Os chefes do Executivo e do Legislativo estavam rompidos desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal), no final de abril.
Segundo interlocutores, o encontro aconteceu na casa do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado também por Cristiano Zanin, indicado por Lula à corte. Não houve deliberação alguma sobre uma nova indicação de Messias, mas segundo pessoas a par da conversa, Lula deixou claro que qualquer movimento sobre o assunto ficará para depois das eleições de outubro.
De acordo com aliados de Lula, o encontro foi resultado de sequenciais apelos dos líderes do PT e do governo no Senado, Camilo Santana (CE) e Teresa Leitão (PE), respectivamente. Eles reforçaram um esforço do ministro de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), que vinha insistindo sem sucesso junto ao presidente da República por uma agenda com Alcolumbre. O presidente resistia, porém, por ter ficado contrariado com a rejeição de Messias, atribuída pelo petista a uma articulação do presidente do Senado.
Na segunda-feira (3), Lula avisou a interlocutores que havia aceitado se encontrar com Alcolumbre. Ainda inconformado com a derrota da indicação de Messias, o presidente indicou que não queria normalizar a rejeição do indicado, mas sim virar a página sobre o episódio e tratar de projetos do interesse do governo no Congresso.
Integrantes do Planalto tentavam convencê-lo a encontrar Alcolumbre com o argumento de que o governo tem propostas que carecem de aprovação na Casa, e que elas não poderiam ser sacrificadas porque os presidentes da República e do Senado não estão conversando.
No topo da prioridade está o fim da escala 6x1, proposta já aprovada na Câmara, mas que ficou engavetada no Senado. Lula defendeu a importância da proposta, e Alcolumbre indicou que voltaria a analisar o tema também após as eleições.
O senador, segundo aliados, segurou a proposta justamente para fazer com que Lula voltasse à mesa de negociações, após o rompimento causado pela rejeição de Messias no Senado. O tema, dessa forma, não deve ser analisado durante as duas semanas de funcionamento do Congresso durante o recesso.
Segundo interlocutores, não houve deliberação sobre votações, mas o encontro serviu para destravar o diálogo entre Planalto e Senado. As conversas dos líderes com a cúpula da Casa estavam travadas, justamente, pela indisposição de Lula para conversar com o senador.
Novas conversas da cúpula do governo com Alcolumbre devem ocorrer, mesmo durante o recesso. O tom desse diálogo ditará, justamente, como o PT vai abordar o fim da escala 6x1 e a pendência da votação durante a campanha eleitoral.
Ele nega, mas senadores apontam participação direta de Alcolumbre na derrota histórica para o governo. Eles indicam que o senador tentou fazer um gesto ao bolsonarismo num momento de baixa do petista nas pesquisas eleitorais.
O PL de Flávio Bolsonaro, porém, logo deixou claro que seus planos para a presidência do Senado não envolviam a continuidade de Alcolumbre no cargo. O grupo trabalha com a candidatura dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP-MS) para chefiar a Casa.
Nesse sentido, Alcolumbre pediu pelo menos três vezes, por meio de interlocutores, uma agenda com o presidente Lula. Ele sustenta que a rejeição de Messias foi resultado de uma insatisfação espontânea do Senado, que tinha preferência pela indicação do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG) à corte.
Por Augusto Tenório/Folhapress
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- Informativo CDL-Ipiaú.





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