Jovem de 23 anos é morto a tiros e esposa baleada após casa ser invadida por criminosos em Ubatã

Um jovem identificado como Gustavo Henrique de Oliveira, de 23 anos, foi morto a tiros após ter a residência invadida por cerca de cinco homens na madrugada desta segunda-feira (31). Durante a ação criminosa, a esposa da vítima também foi baleada no braço. De acordo com informações da Polícia Militar, havia sete pessoas no imóvel no momento do ataque, entre elas uma criança de apenas um ano. Os suspeitos teriam chegado a pé, arrombado um cadeado e invadido a residência.

Em seguida, os criminosos efetuaram diversos disparos contra Gustavo e fugiram também a pé. A esposa dele acabou atingida em um dos braços. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e prestou socorro, encaminhando a vítima baleada para o Hospital César Monteiro Pirajá. Gustavo não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

A Polícia Militar realizou diligências na tentativa de localizar os envolvidos, mas, até o momento, ninguém havia sido preso. Não há informações confirmadas sobre eventual passagem de Gustavo pela polícia. O jovem estava residindo em Ubatã há pouco tempo. A autoria e a motivação do crime deverão ser investigadas pela Polícia Civil. (Ubatã Notícias)

Confronto com a PM termina com dois suspeitos mortos em Ipiaú

Uma ação da Polícia Militar terminou com dois suspeitos mortos após confronto no final da madrugada desta segunda-feira (31), no bairro Irmã Dulce, em Ipiaú. Os homens, que estariam usando roupas camufladas, foram localizados escondidos em uma área de matagal.

Conforme informações preliminares apuradas pelo GIRO junto a uma fonte policial, durante o cerco os suspeitos teriam efetuado disparos contra guarnição do PETO na tentativa de escapar. Os policiais revidaram e os dois homens foram atingidos.

Os baleados foram identificados como Breno Laurentino Santiago, de 19 anos, e Maicon Roberto de Oliveira. Ambos foram socorridos pelos próprios policiais e encaminhados ao Hospital Geral de Ipiaú (HGI), mas não resistiram aos ferimentos. Outros dois criminosos conseguiram fugir pelo matagal. Conforme a PM, a suspeita é que eles estivessem planejando um novo ataque.

Ainda segundo a fonte ouvida pelo GIRO, a dupla era apontada como suspeita de envolvimento em uma tentativa de homicídio registrada em Ipiaú na noite do último sábado (29). Armas de fogo foram apreendidas durante a ocorrência.

A 55ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) deverá divulgar nas próximas horas mais informações sobre a ação, incluindo detalhes das armas apreendidas e das circunstâncias do confronto. O GIRO acompanha o caso e atualizará a matéria assim que novas informações forem divulgadas. *Giro Ipiaú

Suspeito morre após confronto com a Polícia Militar em Ibirataia

Um homem identificado como Sérgio Oliveira de Santana Neto morreu após um confronto com policiais militares na noite de sábado (29), em Ibirataia. A ocorrência foi registrada por volta das 19h28, em uma área de mata nas proximidades do Ponto Chique 2.

De acordo com informações divulgadas pela 55ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), uma guarnição do 2º Pelotão realizava rondas e incursões na região, com apoio de equipes da Operação Vigília, quando se aproximou de um grupo de pessoas. Conforme o relato policial, os militares foram recebidos a tiros e revidaram aos disparos.

Ainda segundo a PM, os suspeitos se dispersaram em direção ao matagal. Um deles fugiu no sentido da Rua Lourival José de Souza e, após ter sido atingido durante o confronto, caiu ao solo. Próximo ao homem, os policiais encontraram um revólver calibre .38, da marca Rossi, com numeração suprimida, além de quatro munições deflagradas.

Sérgio foi socorrido pela própria guarnição e levado para a Fundação Hospitalar de Ibirataia, mas não resistiu aos ferimentos. O óbito foi constatado pelo médico plantonista. Posteriormente, os policiais seguiram para a Delegacia de Polícia de Jequié, onde apresentaram o material apreendido e registraram a ocorrência para adoção das medidas legais.

Comércio, serviços e turismo lançam campanha contra votação da escala 6x1 antes das eleições

PEC que reduz a carga horária do trabalhador nacionalmente deve ser votada na CCJ na quarta-feira (2)
A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) lança neste domingo (30) campanha contra a votação e possível extinção da escala de trabalho 6x1. A entidade que representa os setores destaca a proximidade das eleições como fator de alarme para os associados e pede que a proposta não seja votada antes do pleito.

"A conta já está alta demais" é a temática principal da campanha. Nas peças de divulgação, também aparece o lema: "Mudança das regras do trabalho às vésperas das eleições? Agora não".

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e adiciona um dia de descanso semanal sem redução no salário avança no Senado e pode ser votada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nesta quarta-feira (2).

O governo Lula corre para que a aprovação aconteça antes da eleição, visando explorar a pauta durante a campanha.

Em comunicado, a confederação afirma que "a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos" e evoca a possível extinção da taxa das nlusinhas, também em discussão, como "agravante na concorrência desleal para o varejo nacional" e "parte do pacote de aprovações em um período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas".

A CNC ainda estima que 90% da mão de obra nos setores que representa atue no regime 6x1. A confederação afirma que poderá ser necessário repassar o peso financeiro da mudança para o consumidor final.

Ela ainda "apela aos senadores por sensatez e serenidade" e afirma que "não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador".

O senador Omar Aziz (PSD-AM) divulgou na quinta-feira (27) o relatório da PEC que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1. O congressista atendeu ao governo Lula e manteve o texto aprovado pela Câmara em maio.

Se aprovada pela CCJ, a PEC ainda precisará ser levada ao plenário do Senado, onde terá de receber o apoio de pelo menos três quintos (49 votos) dos senadores em dois turnos de votação antes de ser promulgada.

O texto aprovado na Câmara dos Deputados prevê que o direito a um dia mais de descanso passe a valer 60 dias depois da promulgação da emenda, quando também terá início a primeira de duas etapas na redução da jornada semanal, de 44 horas, como é hoje, para 42 horas.

A segunda e última fase, a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois.

A oposição protocolou 14 emendas para alterar a PEC aprovada pela Câmara. A maioria delas visava aumentar o período de transição ou garantir que o efeito da proposta não atinja quem trabalha na escala 12 por 36.

Apesar de as emendas terem sido rejeitadas pelo relator, a oposição ainda deve tentar alterar a proposta do governo. Além disso, senadores avaliam pedir vista, para atrasar a discussão do projeto na CCJ.

O avanço da pauta foi selado após reunião do presidente com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na última semana.

Há diversos argumentos pelo fim da escala 6x1, que vão de melhora na saúde mental e física dos trabalhadores a efeitos econômicos devido ao maior tempo de lazer. Os principais argumentos contrários são econômicos e estão ligados aos impactos da redução da jornada no custo do trabalho para as empresas.
Por Folhapress

Após um mês, EUA lançam novos ataques contra o Irã; Guarda Revolucionária promete ‘represálias’

País asiático fala em mortos e feridos após Estados Unidos avançarem sobre dois lançadores iranianos em Larak, no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram neste domingo, 30, ataques na ilha iraniana de Larak, localizada no estratégico estreito de Ormuz, informou o Comando Central americano (Centcom), nos primeiros ataques contra o Irã desde o fim de julho.

“Mais cedo, as forças americanas atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak”, onde “foi observado que membros da Guarda Revolucionária Islâmica se preparavam para lançar foguetes com minas navais”, disse Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, em um comunicado enviado à AFP.

Já o governo do Irã, por meio da Guarda Revolucionária, afirma que há mortos e feridos no país por conta do ataque dos EUA e adverte sobre “represálias”.
Por Estadão

Deputado Robinho, candidato a Federal “4444” prestigia cavalgada em Ibirapuã

O município de Ibirapuã recebeu neste fim de semana a tradicional Cavalgada Top, realizada na sede da cidade. O evento reuniu cavaleiros, amazonas e moradores da região em um momento de celebração da cultura sertaneja e das tradições locais.

Entre os participantes esteve o Deputado Federal Robinho (4444), que marcou presença e acompanhou de perto a cavalgada. Sua participação foi destacada pelos organizadores como um gesto de valorização das manifestações culturais e de apoio às iniciativas que fortalecem a identidade do interior baiano.
A cavalgada contou com grande público, música, confraternização e o desfile dos grupos montados pelas ruas da cidade, reforçando o espírito de união e alegria da comunidade.
Gente da região toda participando desse tradicional evento ibirapuense

Oportunidade de me reunir com o ex-prefeito anfitrião Rildo Andrade vereadora Thielly Cavalcante Vereadora de Nova Viçosa, Vinícius, Xarinha e tantas pessoas queridas que fizeram o meu dia ainda mais feliz.
"Ibirapuã tem o meu carinho e tem deputado federal 4️⃣4️⃣4️⃣4️⃣ Completou Robinho."

Interior ganha impulso com agro, e produtividade do Brasil muda de endereço

Piauí, Maranhão, Tocantins e Mato Grosso registram saltos acima da média nacional     

A produtividade brasileira mudou de endereço. O motor do ganho de eficiência do país não roda mais nos tradicionais polos industriais, mas no interior do Brasil —empurrado pela força do agronegócio no Centro-Oeste e pelo avanço sobre novas fronteiras agrícolas, onde a desigualdade social também diminui.

Essa engrenagem vai muito além do campo. O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica: irriga o transporte, o comércio, a construção civil, a tecnologia, o crédito e o setor de serviços —responsável por cerca de 70% da economia nacional—, além de alimentar diretamente as cadeias industriais.

Quase 70% da produção agrícola nacional abastece a indústria de alimentos, que se tornou uma espécie de "supermercado" global, entre as maiores do mundo. O agro brasileiro é líder em produtividade.

No primeiro semestre, as exportações da indústria de alimentos somaram US$ 33 bilhões (R$ 170 bilhões), alta de 8,5% em receita e de 6,3% em volume em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representou 18% das vendas externas no período, segundo a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos).

O dinamismo contrasta com a perda de força da indústria tradicional, concentrada sobretudo no Sudeste. A participação da indústria de transformação no PIB caiu de 15,7% para 9,8% desde 1995, redução de 38%. Análise da consultoria MB Associados atribui a queda à perda estrutural de competitividade.

No agro, porém, estudo sobre a produtividade do trabalho nos mais de 5.500 municípios ajuda a dimensionar a mudança. Entre 2002 e 2019, a produtividade do país cresceu 18,7%. Na agropecuária, o avanço chegou a 80,1%; nos serviços, a 10,3%; e, na indústria, a apenas 5,4%. Alguns estados "decolaram".

O Piauí liderou o crescimento da produtividade, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86%, e o Tocantins, 69,7%. Em São Paulo, o aumento foi de apenas 1,2%; no Rio, de 4%.

Com isso, estados antes periféricos passaram a concentrar alguns dos maiores ganhos de eficiência. Mato Grosso é um dos símbolos dessa transformação, com crescimento nove vezes acima da média nacional nos últimos anos.

Levantamento da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária) mostra que 94,8% dos produtores relatam dificuldade para contratar mão de obra, mesmo com os salários no agro tendo avançado 35,2% entre 2022 e 2025 —acima dos 24,8% da média de todos os setores.

Uma das razões é a migração de trabalhadores agrícolas para o setor de serviços.

"A produtividade do agro cresce agora além das fronteiras tradicionais. Hoje, o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional", afirma Alan Bueno, professor de economia na Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo que estima a produtividade do trabalho nos municípios brasileiros.

O levantamento de Bueno, em parceria com Diogo Ferraz, incorpora a informalidade, além do emprego formal, para estimar a produtividade e evitar distorções em regiões com grande número de trabalhadores sem carteira. Os dados vêm sobretudo da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que capta o mercado formal, e da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Segundo dados do IMDS (Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social), a probabilidade média de as crianças brasileiras, quando adultas, estarem entre os 10% mais ricos é de 1,8%. No Centro-Oeste, ela chega a 2,86%. Em municípios como Sapezal (MT), visitado pela Folha há alguns anos, ela salta a 3,9%.

"Em muitas dessas cidades, a receita das prefeituras é alta e há um efetivo aproveitamento disso pelo setor público, com bons serviços em educação e saúde, o que favorece a mobilidade", diz Fernando Veloso, diretor de Pesquisas do IMDS.

O ex-ministro da Agricultura e professor emérito da FGV Roberto Rodrigues descreve o desenvolvimento dessas áreas assim: "Quem investe no agro acaba aplicando seu dinheiro na região em que está. Em vez de comprar um imóvel no Rio ou em São Paulo, constrói localmente. Os filhos dessas pessoas abrem escritórios de advocacia ou consultórios, e assim por diante. Há uma multiplicação de oportunidades", afirma.

Décadas de investimento em pesquisa e tecnologia adaptada às condições tropicais, lideradas pela Embrapa, ajudaram a construir uma agricultura competitiva no Brasil. O Valor Bruto da Produção Agropecuária foi estimado pelo Ministério da Agricultura em R$ 1,39 trilhão em julho.

Esse volume se espalha por uma extensa cadeia. Uma safra maior exige máquinas, fertilizantes, sementes, crédito e tecnologia. Depois da colheita, mobiliza transportadoras, armazéns, silos, ferrovias, portos e comércio. Também alimenta a indústria: soja vira óleo e ração; milho, alimentos e etanol; leite, derivados.

"A indústria de alimentos opera com escala e eficiência produtiva, investindo cada vez mais em tecnologia, logística e sustentabilidade", diz Cleber Sabonaro, gerente de Economia e Inteligência Competitiva da Abia.

"O grande desafio é transformar essa força em mais valor agregado, ampliar a presença nos mercados globais e reforçar a contribuição do Brasil na segurança alimentar mundial."

Para Rodrigues, no entanto, o Brasil falha ao deixar de abrir novos mercados, sobretudo para produtos alimentícios mais sofisticados —quando deveria fazer da questão uma "agenda de Estado".
Por Fernando Canzian/Folhapress

Mortes no Nepal e na China chegam a quase 800, e autoridades fazem alertas sobre mudanças climáticas domingo, Por Folhapress

O número de mortos no deslizamento de terra na fronteira entre o Nepal e a China chegou a 797 neste domingo (30), segundo autoridades locais

Mais de 3.000 pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de emergência trabalham para encontrar vítimas quatro dias após a tragédia, apesar das interrupções nas buscas provocadas pelo mau tempo.

Foram recuperados 781 corpos no Nepal, onde ao menos 2.502 pessoas estão desaparecidas. Outros 16 corpos foram encontrados no Tibete, e 546 continuam desaparecidos.

As vítimas foram encontradas sob uma espessa camada de lama e entre os escombros de edifícios, estradas, pontes e instalações arrasadas pelas enchentes do último dia 26.

As operações de resgate foram suspensas várias vezes desde sexta-feira (28) por causa do mau tempo e do receio de que um lago formado pelo desastre pudesse provocar novas inundações, depois de começar a transbordar para os rios Lhende Khola e Trishuli, no Nepal.

A polícia local no Nepal disse à Reuters que moradores e equipes de resgate haviam se deslocado para áreas mais elevadas após a subida do nível do rio Trishuli entre sábado (29) e domingo.

Embora a causa exata do colapso ainda não esteja clara, o ministro das Relações Exteriores do Nepal alertou no sábado para a ameaça crescente representada pelas mudanças climáticas no Himalaia.

"O Nepal emite menos de 0,01% dos gases de efeito estufa, mas o povo nepalês está entre as principais vítimas das mudanças climáticas", lamentou o chanceler Shisir Khanal.

Cientistas alertaram que não se deve descrever a mudança climática como a única causa imediata do colapso da geleira, mas disseram que o aumento das temperaturas e o derretimento do gelo provavelmente contribuíram para o desastre.

"As mudanças climáticas estão criando condições capazes de desestabilizar rochas e gelo em regiões de alta montanha", disse Simon Cox, cientista-chefe do programa Mountains to Sea, do Earth Sciences New Zealand.

O aquecimento pode reduzir a sustentação fornecida pelo gelo, aumentar a quantidade de água de degelo e alterar os padrões de congelamento, descongelamento e chuva, tornando grandes desabamentos mais prováveis em alguns locais, afirmou Cox.

"O súbito colapso glacial e a enxurrada são um lembrete devastador de como esses ambientes montanhosos podem ser frágeis", afirmou em comunicado o chefe da ONU para o clima, Simon Stiell. "O aquecimento global provocado pela queima em massa de carvão, petróleo e gás torna tragédias como esta, e tantas outras em todo o mundo, muito mais prováveis, frequentes e graves."

De acordo com a mídia estatal chinesa, a enchente foi "causada pela instabilidade das geleiras sob os efeitos de longo prazo do aquecimento global", acrescentando que se tratava de uma "nova e relevante característica dos desastres da criosfera" no planalto tibetano.

Segundo a CCTV, cientistas chineses constataram que o deslizamento de lama vindo do lado nepalês levou de seis a sete minutos para chegar ao posto de fronteira de Gyirong.

Inicialmente, chegou-se a cogitar que o fenômeno tivesse sido provocado por um terremoto de magnitude 4,4. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, porém, o tremor foi resultado da energia sísmica gerada pelo desmoronamento.

Além da dimensão da tragédia, equipes de resgate enfrentam riscos devido a estradas intransitáveis, comunicações interrompidas e à ameaça de novos desastres naturais. As autoridades nepalesas voltaram a pedir neste domingo que os socorristas atuem com "prudência", diante do aumento do nível do rio Bhotekoshi, no distrito de Rasuwa.

Utilizando equipamentos de perfuração, os socorristas conseguiram avançar no domingo até a entrada de um túnel das obras da usina hidrelétrica de Trishuli-3, onde as autoridades acreditam que cerca de cem trabalhadores estejam presos desde a catástrofe.

As autoridades nepalesas também começaram a enterrar alguns das centenas de corpos recuperados após a catástrofe. "Ficamos sem outra opção e tivemos que tomar essa medida. Nossa preocupação era o risco à saúde pública causado pela rápida decomposição dos corpos", disse Ganesh Arya, chefe da administração distrital de Bharatpur, em Chitwan.

Ao menos 96 corpos não identificados foram enterrados na floresta de Devghat, em Chitwan, no sábado (29) e planejavam sepultar mais de 100 neste domingo. Antes do sepultamento, equipes médicas coletaram amostras de DNA de cada corpo e registraram sua localização para que as famílias possam identificá-los e exumá-los posteriormente para realizar os ritos funerários tradicionais

Em conversa com senador aliado, Lula disse que "iria fazer o diabo" para vencer eleição no primeiro turno; entenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia declarado a um senador, reservadamente, que pretende ganhar as eleições presidenciais de 2026 já no primeiro turno.

Segundo informações de Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, o petista havia dito que "iria fazer o diabo" para que isso acontecesse.

"Vamos fazer o diabo para ganhar no primeiro turno. Nossas análises indicam que um segundo turno seria muito complicado", teria dito Lula durante as gravações que fez com aliados para o horário eleitoral gratuito.

Por: Bahia notícias

Grupo criminoso arromba lojas de celulares em Ipiaú e Gandu durante a madrugada de domingo

Um grupo criminoso arrombou duas lojas de aparelhos celulares no centro de Ipiaú durante a madrugada deste domingo (30). Os alvos foram a SmartShop, localizada na Rua Moisés Santos, e a Gorilla Celular, na Rua Dois de Julho. Smartphones e acessórios foram levados dos estabelecimentos.
Os crimes ocorreram por volta das 2h. Conforme informações apuradas pelo GIRO, os suspeitos estavam em um carro branco e agiam com os rostos cobertos. Há ainda relatos de que o grupo teria tentado arrombar outros estabelecimentos comerciais no centro da cidade.
Câmeras de segurança também registraram indivíduos com características semelhantes arrombando uma loja de celulares na cidade de Gandu. Há suspeita de que o mesmo grupo tenha praticado outros arrombamentos, ainda durante a madrugada, em municípios da região.

As imagens dos sistemas de videomonitoramento deverão auxiliar no trabalho de identificação dos envolvidos. A polícia apura os casos e busca informações que possam levar à localização dos suspeitos e à recuperação dos produtos furtados.

Ibirapitanga: Jovens de 18 e 16 anos morrem em colisão entre moto e ônibus na BA-652

— Crédito: Ubatã Notícias

Dois jovens, de 18 e 16 anos, morreram após uma colisão frontal envolvendo uma motocicleta e um ônibus oficial da Prefeitura de Ibirapitanga, na noite deste sábado (29), na BA-652. O acidente ocorreu por volta das 22h30, no km 47, nas proximidades do campo do Cras, no trecho entre Ibirapitanga e a BR-330.

Segundo informações da Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv/Itabuna), as vítimas foram identificadas como Ariel Pereira da Silva, de 18 anos, e Cristiano Vinicius Gonçalves Silva, de 16. Eles estavam em uma motocicleta Honda CG 160 Start.

— Crédito: Reprodução/Ubatã Notícias

O outro veículo envolvido foi um ônibus VW/Neobus pertencente à Prefeitura de Ibirapitanga. Conforme o relato do motorista à Polícia Rodoviária, ele seguia pela BA-652 em direção a Ibirapitanga quando percebeu a motocicleta trafegando no sentido contrário em zigue-zague. Ainda segundo o condutor, ele freou, mas não conseguiu evitar a colisão após a moto invadir a contramão. Essa versão deverá ser apurada pelas autoridades responsáveis.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e constatou as mortes dos dois ocupantes da motocicleta. Nenhum dos ocupantes do ônibus ficou ferido.

— Crédito: Ubatã Notícias

Guarnições da 61ª CIPM e da CIPRv/Itabuna atenderam a ocorrência. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia e a remoção dos corpos.

Após os procedimentos no local, a ocorrência foi registrada no plantão da Polícia Civil, em Ilhéus. As circunstâncias do acidente serão investigadas. (Ubatã Notícias)

Do PSD, ex-candidato a prefeito de Jussiape declara apoio a ACM Neto -Por Redação

ACM Neto recebe apoio do ex-candidato a prefeito de Jussiape Robertão e de lideranças da região
O candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) recebeu, no sábado (29), o apoio do ex-candidato a prefeito de Jussiape Robertão, filiado ao PSD, partido que integra a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O anúncio ocorreu durante agenda de campanha de Neto em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.

Robertão é uma das principais lideranças políticas de Jussiape e disputou a Prefeitura do município nas eleições de 2024. Na ocasião, protagonizou uma eleição bastante apertada e ficou a menos de 100 votos de conquistar o comando do Executivo municipal.

De acordo com a campanha do ex-prefeito de Salvador, a adesão reforça o movimento de lideranças do interior em direção à candidatura de ACM Neto, inclusive de nomes ligados a partidos que integram a base governista estadual. Nas últimas semanas, prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos e outras lideranças de diferentes regiões da Bahia anunciaram apoio ao candidato da coligação Unidos Para Mudar a Bahia.

Em Vitória da Conquista, Neto participou de uma caminhada pelas ruas da cidade ao lado do candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), dos candidatos ao Senado Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), além de postulantes a deputado estadual e federal e lideranças.

Mensagens, viagens e proximidade com lobistas são principais elementos em inquéritos contra Lulinha

Defesa de filho do presidente tem questionado higidez das provas e afirmado que PF faz 'quebra-cabeça de ilações'

            "Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Lula"

Trocas de mensagens e viagens pagas, associadas a movimentações financeiras da lobista Roberta Luchsinger, foram os principais elementos usados pela Polícia Federal para pedir a abertura de inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT).

Três inquéritos, que estão sob responsabilidade dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça e Flávio Dino, foram abertos a partir de elementos encontrados nas buscas e quebras de sigilo da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões do INSS.

São apurados supostos crimes de tráfico de influência e corrupção. Roberta é amiga de Lulinha e atuava em prol de interesses do também lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Os inquéritos cujas informações já foram divulgadas até o momento mostram apenas tentativas de contratações que não foram fechadas pelo governo federal. A defesa de Lulinha não nega a amizade com Roberta, afirma que não houve ilegalidades e tem questionado a higidez das mensagens obtidas pela PF.

Procuradas ao longo da última semana, as defesas de Roberta e de Antônio Camilo não têm se manifestado.

Ao justificar os pedidos de abertura dos inquéritos de forma separada ao caso da Sem Desconto, a PF argumentou ao STF que, na análise, "foram obtidos elementos informativos que revelaram, por serendipidade, indícios da prática de outros crimes sem relação direta com as fraudes perpetradas em desfavor do INSS ou com o objeto originário da Operação Sem Desconto".

Os dois inquéritos relatados por Mendonça tratam, respectivamente, da tentativa do grupo investigado de fechar negócio com o Ministério da Saúde e a estatal Dataprev. Ainda não há informações sobre a investigação supervisionada por Dino.

A PF suspeita que a lobista atuava em parceria com dois sócios ocultos: Lulinha e Fernando Bittar —empresário que era um dos donos do sítio de Atibaia (SP) investigado na Operação Lava Jato.

Em mensagens trocadas por Roberta, ela fala que "Fefe, fabio e eu somos uma coisa só. Se um fala vai, tds vão" e que o dinheiro oriundo de um possível contrato com o governo será dividido entre "eu e meus dois gordinhos minha empresa". A PF interpreta que ela se refere, nas mensagens, a Bittar e Lulinha.

Roberta diz: "Eu aviso tudo. Toco o que a gente combina". O filho do presidente responde: "Sim. Falei dele".

A PF interpreta essa conversa como um desabafo de Lulinha que revela "o modo de operar da sociedade".

"'Falei dele' se refere a Fernando [Bittar], visto ser ele, entre os três sócios, o interlocutor ausente na conversa", diz a PF em documento que pede a abertura de investigação.

"O conteúdo obtido na nuvem de Roberta permite inferir que a atividade da supramencionada sociedade consistia, em essência, na realização de interlocuções junto a agentes e órgãos governamentais com o objetivo de defender interesses privados."

Desde que as mensagens foram divulgadas, a defesa de Lulinha tem afirmado não ter garantia da veracidade do material colhido pela PF e aponta suspeita de interesse político na instauração do inquérito.

"Deu para perceber que nessas investigações não tem autoridade com foro, não tem desvio de dinheiro público, não tem ato de ofício, não tem relação direta ou indireta com o INSS. Se o Fábio não fosse filho do presidente, esses inquéritos já estariam arquivados", disse o advogado Marco Aurélio de Carvalho.

A defesa de Fernando Bittar não foi localizada pela reportagem.

Além das conversas de Roberta com terceiros, há mensagens trocadas com o próprio Lulinha. Em março de 2024, o filho do presidente diz à lobista: "Estamos deixando de tomar decisões colegiadas e tá cada um por si".

Há outras mensagens de Lulinha que tratam de negócios dos três. Numa delas, eles falam sobre almoços com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger do Nascimento Barbosa, o Berger, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Tanto Marcola como Berger foram pressionados a fechar contratos de interesse de Roberta com o governo. Ela chegou a pagar mais de R$ 200 mil em despesas pessoais do ex-chefe de gabinete em 2024.

A defesa de Marcola tem dito que ele "jamais intermediou negociações ou encaminhou qualquer documento referente a compras ou licitações no âmbito do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de qualquer outro órgão do governo federal". Também diz que os valores são oriundos de um empréstimo pessoal e foram devolvidos. Swedenberger não tem se manifestado.

Há ainda uma mensagem de 2023, divulgada pelo site Metrópoles e confirmada pelo jornal Folha de São Paulo em que o filho do presidente orienta Roberta a emitir uma nota fiscal para um empresário que eles representam após um encontro com políticos.

As viagens de Lulinha também entraram na mira das investigações. Ele viajou em 2024 para a Europa bancado pelo Careca do INSS, que tinha uma empresa de Cannabis medicinal e tinha interesse em fechar contratos com o Ministério da Saúde. O filho de Lula também fez outras viagens pagas por Roberta.

A Polícia Federal também investiga um pagamento de R$ 300 mil feito por ordem do Careca do INSS a Roberta.

Em uma mensagem apreendida pela PF em uma das fases da Operação Sem Desconto, ele pede a um auxiliar que faça o pagamento de uma parcela de R$ 300 mil.

O auxiliar pergunta quem seria o destinatário do dinheiro. Antunes responde que seria "o filho do rapaz" e, em seguida, recebe o comprovante do pagamento para uma empresa da lobista. A PF suspeita que "o filho do rapaz" seja uma referência a Lulinha.

A defesa de Lulinha tem dito que a expressão "filho do rapaz" não é uma referência a Fábio Luís. Também diz que as conclusões da PF nos inquéritos são "quebra-cabeça de ilações, com inferências não conclusivas". Questiona ainda a chamada cadeia de custódia das provas. Ou seja, argumenta que não é possível demonstrar, de maneira confiável, como e em que condições uma prova foi coletada e apresentada à Justiça.

Por José Marques/Folhapress

Como Janja e Fernanda Bolsonaro têm marcado presença na campanha eleitoral dos maridos?

Mulheres de Lula e Flávio Bolsonaro viraram ativo eleitoral para dialogar diretamente com público feminino, cada vez mais disputado por candidatos

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois principais candidatos à Presidência da República, contam com suas mulheres – Rosângela da Silva, a Janja, e Fernanda Bolsonaro, respectivamente – como ativos em suas campanhas para conquistar o apoio do eleitorado feminino.

De um lado, Janja conta com mais liberdade, participa ativamente dos comícios e opina nas estratégias de Lula. Já Fernanda adota tom discreto, mas também já se pronunciou em eventos de Flávio e tem nova agenda com o marido na próxima semana.

Até o momento, Janja discursou em três dos cinco primeiros comícios de Lula desde o início da campanha. Ela costuma se pronunciar imediatamente antes do presidente, com discurso todo voltado ao público feminino. Somados os tempos dos três pronunciamentos, ela falou por cerca de 42 minutos (13 minutos em São Bernardo, 19 minutos em Belo Horizonte e 10 minutos no Rio). Só não participou dos comícios em Natal e Salvador.

Duas semanas antes do começo da campanha, na Convenção Nacional do PT, Lula abriu o discurso com uma autocrítica. Nenhuma mulher estava prevista para falar — Lula pediu, então, que Janja se pronunciasse no evento. Ela gesticulou negativamente três vezes.

“Quero fazer uma crítica a mim. Não é possível que a gente tenha esquecido do principal evento da nossa campanha e não tenha colocado uma mulher para falar”, disse. Após a insistência do presidente, Janja assumiu o microfone. “É difícil porque a gente precisa estar todo dia se reafirmando, né, mulherada”, afirmou.

Em todos os pronunciamentos durante a campanha, Janja disse que as mulheres são as “guardiãs da democracia” e que foram o público decisivo para eleger Lula em 2022.

Ela costuma conclamar as mulheres a conversar com outras mulheres sobre Lula. “Vamos juntas, vamos conversar com nossas amigas, mães, filhas, irmãs, vizinhas, vamos discutir sobre as políticas públicas do presidente Lula e sobre quanto elas já transformaram e irão transformar ainda mais nossa vida e as vidas das nossas famílias”, afirmou.

Para promover o presidente, ela trata de iniciativas do governo federal com o recorte de como essas iniciativas afetam a vida das mulheres. Ela mencionou em todos os comícios, por exemplo, as escolas em tempo integral.

Em discurso no Rio, no último sábado, 22, ela falou da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, principal iniciativa do governo Lula sobre o tema. “Ele (Lula) sabe da aflição de mães, pais e avós que saem para trabalhar angustiadas sem a certeza de encontrarem seus filhos vivos quando voltam para casa. Queremos nossos meninos e meninas na escola, praticando esporte, fazendo cultura, aprendendo uma profissão, sonhando com um futuro digno, e não sendo atraídos pelo crime”, disse.

Para além dos discursos, Janja surpreendeu Lula em São Bernardo do Campo ao exibir um videoclipe que gravou ao lado do cantor evangélico Kléber Lucas, cantando um dos jingles da campanha. Ela foi ao palco e cantou em playback ao lado de Lucas — algo que fez novamente durante o comício no Rio.

Integrantes da campanha dizem que Janja tem liberdade para atuar na campanha. Ela costuma participar das reuniões, opina e conversa com membros. Até o momento, ela não tem um cargo oficial na campanha.

Esses integrantes destacam o pronunciamento dela em São Bernardo, quando homenageou Marisa Letícia, mulher do petista desde os tempos das greves dos metalúrgicos no final da década de 1970. Dona Marisa, como era conhecida, morreu em 2017.

“A estrela da nossa bandeira, do nosso partido, traz à nossa memória o cuidado e carinho de Dona Marisa. Foi ela quem bordou a primeira bandeira do PT. E é a ela que eu dedico toda a minha admiração”, disse.

Mulher de Flávio Bolsonaro é menos conhecido do público

Fernanda, por sua vez, discursou por quase quatro minutos em dois comícios: 3 minutos e 21 segundos na convenção nacional que lançou a candidatura de Flávio a presidente, em São Paulo, e 30 segundos no ato inaugural de campanha em Copacabana, no Rio.

Mais desconhecida do público (ela tem 459 mil seguidores no Instagram, diante de 2,9 milhões de pessoas que seguem Janja), Fernanda usou parte do tempo no primeiro comício para se apresentar, pediu desculpa por usar uma “colinha” por não estar acostumada com discursos e manifestou apoio ao marido em nome dela e das filhas. Assim como Janja, o discurso foi voltado para as mulheres.

“Eu não quero assistir mais essas notícias de mulheres sendo violentadas, sendo assassinadas todos os dias no nosso País. Isso precisa acabar, ninguém aguenta mais. Ninguém aguenta mais quatro anos de PT”, declarou Fernanda no auditório do estádio do Pacaembu.

No segundo ato, numa manifestação-relâmpago, voltou ao tema: “Boa tarde, Copacabana, boa tarde, mulheres do meu Brasil. Com Flávio Bolsonaro, as mulheres vão ter mais oportunidades, mais segurança. E quando as mulheres vencem, a família inteira vence. E o Brasil inteiro vai vencer com Flávio Bolsonaro 22”.

Fernanda é cirurgiã dentista e faz atendimentos em sua clínica em Brasília durante a semana, o que a impede de viajar com Flávio. Na semana que vem, no entanto, ela estará presente numa agenda em Porto Alegre com o marido e o candidato do PL ao governo, Luciano Zucco.

Quem tem cuidado das redes sociais de Fernanda é a mesma equipe que administra os perfis de Flávio. Ela começou a fazer publicações em dezembro de 2025, dias após o marido se lançar pré-candidato a presidente, mas a frequência de posts disparou após a confirmação da candidatura, em 25 de julho. Antes do evento, foram 16 vezes; desde então, são 33.

Na internet, Fernanda tem compartilhado imagens ao lado do marido em atos políticos, além de versículos bíblicos, conteúdo sobre saúde bucal (sua especialidade profissional) e fotos com a economista Daniella Marques, coordenadora econômica do programa de governo de Flávio e uma das pessoas da campanha mais próximas a ela.
Por Guilherme Caetano/Levy Teles/Estadão

Crítico do PT, candidato do PCB defende estatizar sistema financeiro e extinguir Senado

               Economista Edmilson Costa foi preso pela ditadura e hoje critica governo

Com um programa que propõe extinguir o Senado, revogar o que chama de reformas neoliberais e combater as "investidas imperialistas da Otan, OEA e Cúpula das Américas", o economista e poeta Edmilson Silva Costa (PCB), 76, concorre à Presidência pela primeira vez.

Nascido em Pedreiras (MA), começou na militância aos 17 anos, foi preso pela ditadura militar em 1974, e se mudou para São Paulo, onde atuou como jornalista. Foi candidato a prefeito de São Paulo em 2008 e a vice-presidente em 2010, na chapa de Ivan Pinheiro, sem sucesso nas duas ocasiões.

O fato de que, em 2022, a chapa do partido teve 0,04% dos votos válidos não é um problema para o candidato, que tem como vice a professora aposentada da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Cleusa Santos. Considera que a eleição é também um instrumento de disputa política.

"É importante que as pessoas saibam que existe uma candidatura diferente das tradicionais", diz. "É muito difícil fazer uma disputa onde você não tem o rádio, não tem a televisão, não tem o poder econômico, mas, se você ficar de braços cruzados, dificilmente tem a possibilidade de mudanças. Nossa candidatura tem esse papel de colocar na disputa política um conjunto de temas, independentemente do resultado".

É também essa a razão de o PCB recusar, pela sexta eleição seguida, aliança com o PT no primeiro turno. Para Edmilson, o PT promove "políticas de compensação social" —Bolsa Família, Fies, ProUni—, sem alterar a economia do país. O PCB defende estatizar o sistema financeiro, retomar ao patrimônio público empresas privatizadas e suspender o pagamento da dívida pública.

Aponta como principal erro do governo Lula o não cumprimento de promessas de campanha, como a revisão das reformas trabalhista e previdenciária, e a manutenção do arcabouço fiscal. Como acerto, cita a postura do governo diante de pressões do governo americano de Donald Trump.

"A extrema direita e o bolsonarismo no Brasil são uma espécie de quinta coluna do sistema imperial liderado pelo Trump", afirma.

O programa do partido defende solidariedade a Cuba, Venezuela e Irã. O candidato nega que Cuba tenha problemas de direitos civis apontados por críticos, atribuindo-os ao embargo americano à ilha. Sobre a Venezuela, reconhece que o país "não fez as reformas profundas que Cuba fez", mas defende solidariedade contra o que chama de tentativa americana de tomar os recursos naturais venezuelanos.

O programa propõe ainda extinguir o Senado, substituí-lo por Parlamento unicameral e instituir mandatos revogáveis por referendo popular. Questionado sobre como viabilizar isso sem maioria no Congresso, aposta na mobilização popular como contrapeso, citando os "caras-pintadas" no impeachment de Fernando Collor, em 1992.

"Mesmo no caso em que tenha minoria, tem que contrabalançar isso com a mobilização popular. O Collor tinha todo o Parlamento à sua disposição, mas com as manifestações dos cara-pintadas nas ruas, aos milhões, eles fizeram o Congresso votar o impeachment", argumenta.

Secretário-geral do PCB, Edmilson é doutor em economia, área em que lecionou por cerca de 25 anos, e dirige hoje a área de pesquisa do Instituto Caio Prado Júnior, ligado ao PCB.

Vive com uma companheira, tem dois filhos e três netos. À Justiça Eleitoral declarou um patrimônio de R$ 454.485,68, do qual a maior parte, R$ 350 mil, é metade de um apartamento.

No tempo livre, escreve poesia: soma cinco livros publicados e um sexto pronto, represado até depois da eleição. Também compõe música, com cerca de 60 canções em parceria com outros músicos, afirma. Aos 76 anos, diz caminhar 8 km todos os dias e fazer pilates duas vezes por semana. "Para aguentar essa pauleira”.
Por Luana Lisboa/Folhapress

Consulcred e Hortifruti São Luiz disputam final do Campeonato Super Master AABB 2026

O Campeonato Super Master AABB 2026 chega ao momento mais aguardado da competição. Consulcred e Hortifruti São Luiz são os finalistas e entram em campo para decidir o título do torneio, que ao longo da temporada reuniu atletas e amantes do futebol em Ipiaú.

As duas equipes garantiram presença na decisão após suas campanhas durante a competição e agora se enfrentam em busca do troféu de campeão. A expectativa é de uma partida bastante disputada, reunindo jogadores, familiares, torcedores e associados da AABB.

O Campeonato Super Master já faz parte do calendário esportivo da AABB de Ipiaú e se destaca por promover a prática esportiva, a integração e a confraternização entre os participantes.

Presos, generais do golpe resenham livros, fazem fisioterapia e estudam à distância

Exército diz que condições de custódia são definidas e fiscalizadas conforme orientação do STF

Numa última investida para manterem a patente, os generais de quatro estrelas condenados por tentativa de golpe de Estado mostraram como veem a si próprios nas defesas apresentadas ao STM (Superior Tribunal Militar), que julgará ações de expulsão definitiva da vida militar. É um passo seguinte à condenação no STF (Supremo Tribunal Federal).


Walter Braga Netto, que chefiou o Estado-Maior do Exército, o Comando Militar do Leste e o Ministério da Defesa, é descrito pelos advogados como alguém que tem a admiração dos colegas e "enorme respeito" na Força. Paulo Sérgio de Oliveira, ex-comandante do Exército e ex-titular da Defesa, teria um histórico "impecável e distinto" como militar.

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, ingressou na Força ainda criança, aos 10 anos, como aluno de uma escola industrial, e sempre se destacou, segundo seus advogados.

Os três militares da reserva, da mais alta patente, cumprem pena em regime fechado após terem sido condenados por crimes de tentativa de golpe de Estado, de abolição violenta do Estado democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

As penas definidas pelo STF variam de 19 a 26 anos de prisão –inferior apenas à do militar apontado como chefe do esquema, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e três meses de prisão. A condenação completa um ano no dia 11 de setembro. Os generais estão em celas improvisadas em unidades militares, desde o fim de novembro.

É a primeira vez que a democracia brasileira pune e encarcera militares que alcançaram as quatro estrelas por tentativa de golpe. Entre os condenados está o general Augusto Heleno, 78, que cumpre a pena em casa por sofrer da doença de Alzheimer.

Braga Netto foi condenado por coordenar um "gabinete" golpista após a derrota na eleição e por ter apoiado um plano que incluía o assassinato do presidente Lula (PT) e do vice, Geraldo Alckmin (PSB). A condenação de Garnier foi por ter colocado tropas da Marinha à disposição de um golpe. Paulo Sérgio teria pressionado comandantes a aderirem ao impedimento da posse de eleitos. Heleno foi condenado por chefiar um "gabinete de crise" e orientado discurso contra as urnas.

Os quatro militares encaram as penas com irresignação, segundo o ex-vice de Bolsonaro e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Ele visitou Braga Netto e Paulo Sérgio. "Eles manifestam um sentimento de revolta", diz Mourão, que também é general de Exército.

A cela improvisada de Paulo Sérgio, 68, tem quarto, sala e banheiro privativo, segundo quem o visita, e está anexa a gabinetes de generais do Comando Militar do Planalto, em Brasília.

A rotina do general é extensa: ele cadastrou 35 visitantes, todos autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, responsável pelos processos de execução penal e por definir as condições das prisões. Em pelo menos três dias da semana, o militar recebe visitas da mulher, dos filhos oficiais do Exército, de noras, netos ou de amigos de farda.

Para presos comuns no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, são permitidos 11 cadastros de visitantes. As visitas regulares devem ocorrer às quartas e quintas-feiras.

Nos banhos de sol, Paulo Sérgio, 68, faz fisioterapia e atividades físicas. Uma vez por semana, recebe atendimento psicológico.

Um plano de trabalho foi desenvolvido pelo comando para o general, de forma a garantir a remição da pena. Ele revisa, cataloga e faz análise de obras da biblioteca do Exército.

À distância, com acesso a computador, Paulo Sérgio cursa administração hospitalar. Moraes atendeu a um pedido do general e permitiu ainda que ele faça o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Garnier, 65, que cumpre pena nas dependências do gabinete do comandante de Operações Navais, na Estação Rádio da Marinha em Brasília, recebe visitas semanais de dois médicos da Força, faz exames e recebe atendimento odontológico no Hospital Naval.

A Garnier foi permitido ler os livros que já existiam na biblioteca da unidade militar. Ele prefere livros religiosos: resenhou "O agir invisível de Deus" e "Como Deus transforma tristeza em alegria". Os capitães que avaliaram suas resenhas descontaram poucos décimos das resenhas do almirante que já comandou a Marinha, por erros de ortografia.

O comando do lugar queria que um soldado fosse autorizado a cortar o cabelo do general, mas Moraes negou. A Força também quis emplacar uma atividade nobre para o almirante, com análises sobre a capacidade defensiva do país diante do "mutante cenário geopolítico". O ministro negou esse tipo de trabalho. Garnier passou, então, a fazer revisão gramatical e tradução.

Já com a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência em curso, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, pediu autorização para visitar o almirante. Esses pedidos se deram em julho e agosto. Marinho não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre o teor das visitas.

Na 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar, no Rio, Braga Netto – ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro e ex-candidato a vice na chapa derrotada em 2022– também recebeu visitas de bolsonaristas, ex-colegas de Esplanada. Foram autorizados os ex-ministros da Saúde Marcelo Queiroga e Eduardo Pazuello (general da reserva e deputado federal) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Braga Netto, 70, passou praticamente o primeiro semestre inteiro sem trabalhar, sem ler e sem estudar. Fez pouca atividade física, recebeu alguma assistência religiosa e não teve atendimento psicológico.

Em nota, o Exército disse que as condições de custódia são definidas e fiscalizadas conforme orientação do STF, em respeito a "parâmetros de segurança, salubridade e dignidade da pessoa humana".

"Eventuais visitas e atendimentos de saúde, ressalvados os casos emergenciais, dependem de prévia autorização judicial", disse a Força. "A assistência religiosa, o acesso à leitura, as atividades laborais e as demais medidas observam estritamente a legislação e as decisões do juízo da execução penal, sendo aplicadas a todos sob custódia."

A Marinha e as defesas dos quatro militares não responderam aos questionamentos. A reportagem pediu às defesas para entrevistar os quatro generais. O advogado de Garnier disse que não há interesse. O de Heleno afirmou que o general não está disponível para entrevistas. Os demais não responderam.

"Em termos de localização, Braga Netto é o que está em pior condição. É longe e o deslocamento da esposa, que vive em Copacabana, e da família, em Niterói, é inseguro", diz o senador Mourão. O general afirma, no entanto, que as instalações oferecidas aos dois generais de Exército são boas, com quarto e sala e direito a horário de sol.

"Em algum momento, esse processo vai ser anulado, com ou sem anistia", diz o ex-vice-presidente. "Isso vai se dar por revisão no STF ou lei de anistia no Congresso. E diante de um Congresso mais à direita, o próprio presidente da República não vai bloquear isso."

Sem anistia, generais terão direito ao regime semiaberto a partir de 2031 ou 2032.
Por Vinicius Sassine/Folhapress

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