Candidato a deputado estadual Marcel Hohlenwerger conversa com comerciantes durante caminhada em

Candidato a deputado estadual pelo PT conversa com comerciantes e moradores e apresenta proposta voltada aos pequenos negócios

O candidato a deputado estadual Marcel Hohlenwerger (PT-13073) cumpriu agenda em Ipiaú na manhã deste sábado (19), com uma caminhada pelas ruas do comércio e a inauguração de seu comitê de campanha.

Durante a mobilização, Marcel conversou com comerciantes, moradores e consumidores, ouviu demandas e discutiu propostas. Ele também posou para fotos com apoiadores que participaram da atividade.


Filho de Ipiaú, Marcel afirmou que pretende levar as demandas do município e da região para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

“Por ser filho da terra, conheço as necessidades do nosso município e da nossa região. Na Assembleia Legislativa, vou lutar pelos interesses de Ipiaú e de toda a nossa região”, afirmou o candidato.

Após a caminhada, Marcel inaugurou o comitê de campanha, instalado em frente à Praça João Carlos Hohlenwerger, conhecida como Praça Brasil e que leva o nome de seu bisavô.
Durante o ato, o candidato apresentou uma proposta voltada ao fortalecimento de pequenos empresários e comerciantes do interior.

“Uma das minhas propostas na Assembleia será defender o fortalecimento dos pequenos empresários e comerciantes do interior, com crédito acessível, juros baixos e menos impostos para quem trabalha e gera oportunidades”, declarou Marcel.

Fábio Rodella/Assessor de imprensa

DRT 5776/BA

Advogada que recebeu R$ 33 mi do Master foi tratada como 'sócia' de Gilmar em mensagem, diz jornal Por Folhapress

                           O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes

A advogada Dalide Corrêa, que recebeu R$ 33 milhões do Banco Master, foi citada em mensagem ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro como "sócia" do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, segundo o jornal O Globo. O ministro diz que a afirmação é falsa.

Ex-diretora do IDP, instituição de ensino que tem o magistrado como sócio, Dalide atuou para o Master em questões relativas ao mercado de precatórios. Gilmar afirmou à Folha que não tem relação pessoal ou profissional com ela, tratando-a apenas como ex-funcionária.

De acordo com a reportagem de O Globo, Vorcaro e o então diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, falaram sobre o pagamento em dezembro de 2024. A conversa tratava de cobranças da advogada sobre desembolsos não realizados.

"Fala amigo! Aquele pagamento é para Dalide! Aqueles precatórios! Ela é sócia do GM stf! O Leandro sócio dela é muito complicado e eles operam com o BTG. Autoriza esse", teria escrito Rennó a Vorcaro na ocasião, conforme diálogo obtido pela Polícia Federal a partir do celular de Vorcaro.

Segundo a publicação, o banqueiro e seu auxiliar discutiam um repasse de R$ 15 milhões para a advogada.

O gabinete do magistrado no STF afirmou que a afirmação atribuída a executivos do Banco Master é falsa e que o magistrado nunca teve qualquer sociedade com a advogada, nem no IDP nem em qualquer outra empresa.

Ainda de acordo com o gabinete, Dalide foi diretora-geral do IDP e deixou o instituto em novembro de 2016, e o decano do STF "não tem conhecimento de atuação da advogada em processos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro".

O posicionamento registra ainda que Dalide Corrêa nunca tratou do assunto com o magistrado e destaca os votos contrários do ministro "contra o pagamento em todos os processos do setor sucroalcooleiro que julgou, em linha com as teses defendidas pela União. (...) Em nenhum deles o voto foi favorável aos interesses do Banco Master".

A reportagem também tentou contato com Dalide Corrêa por meio do seu WhatsApp e pelo número do seu escritório de advocacia, mas não houve resposta até a conclusão deste texto.

Gilmar Mendes encontrou Vorcaro no STF, em abril de 2024, como mostrou a colunista Mônica Bergamo. Na ocasião, o banqueiro pediu que o ministro votasse a favor de uma causa bilionária envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro que o beneficiariam diretamente, mas não foi atendido.

O Master mantinha em carteira bilhões em créditos dessas empresas, em forma de precatórios que perderiam valor caso a Corte não reconhecesse a validade de ações indenizatórias movidas por elas contra a União.

Na época do encontro, Vorcaro mantinha um contrato de R$ 500 mil mensais com o empresário Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar Mendes. Feitosa foi quem aconselhou o banqueiro a tentar construir uma relação com o ministro.
Por Folhapress

Oposição cobra afastamento de Gonet após foto com Vorcaro em Londres Por O Estado de S. Paulo

Lideranças da oposição cobraram neste sábado, 19, o afastamento do cargo do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a divulgação de uma foto em que ele aparece ao lado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em uma degustação de charutos em Londres.

O registro foi enviado no dia 19 de junho de 2025. "PG mandou agora", disse o advogado Ciro Soares, que intermediava as conversas entre Gonet e o banqueiro, em mensagem logo em seguida A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão.

Ao O Globo, a assessoria de Gonet confirmou o encontro, mas lembrou que o ministro André Medonça, do Supremo Tribunal Federal, atestou durante sessão da Corte que não encontrou ilícito envolvendo o procurador-geral. Na sessão da terça-feira, 15, Mendonça fez menção a encontros sociais apenas vinculados ao nome de Gonet.

Em nota via assessoria de imprensa, o advogado Ciro Soares disse que a foto é de um evento de 2024, quando não havia nenhuma investigação sobre Vorcaro. "Não há qualquer irregularidade na foto", afirma.

Candidato do Novo ao Senado pelo Rio Grande do Sul, o deputado federal Marcel van Hattem acusa Gonet de ter mentido na sessão do Supremo Tribunal Federal realizada na última terça-feira, 15. Na ocasião, a corte analisou uma petição que trata da possibilidade de que seja aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

"(A foto) Mostra mais uma vez que eles acham que estão acima de qualquer crítica, inclusive mentindo deslavadamente na sessão do Supremo Tribunal Federal", disse Van Hattem. "Se não tinha proximidade, talvez seja só porque ele apareceu na foto do outro lado da mesa, o que obviamente é um escárnio, uma ironia. Ele precisa ser investigado também e sair da procuradoria-geral da República", afirmou.

Na sessão, Gonet afirmou que não teve proximidade com o dono do Banco Master e disse que esteve com o empresário em ocasião com outras autoridades no mês de abril de 2024.

O senador Carlos Viana (PSD-MG), candidato à reeleição, também acusou Gonet de ter mentido. "Disse que não tinha proximidade, que Vorcaro era desconhecido, que o encontro foi breve, banal, no meio de muita gente", escreveu em uma rede social. "Há 17 dias eu protocolizei no STF o pedido de afastamento de Paulo Gonet do caso Master. Ele continua no cargo e o Senado continua em silêncio", continuou.

Ex-secretário da Pesca no governo de Jair Bolsonaro (PL), o senador Jorge Seif (PL-SC) defendeu que o procurador-geral da República renuncie ao cargo. "O PGR de Lula, Gonet, também está enrolado com Master/Vorcaro. Mentiroso. Por isso na última semana protocolei o impeachment desse sujeito", disse, em postagem em uma rede social. "Não tem a menor condição de seguir à frente da PGR. Se tivesse vergonha na cara, renunciaria. Mas o que esperar dessa gente? Caras de pau", concluiu.

Para o deputado federal Zucco (PL-RS), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, a foto "reforça a percepção de que, no Brasil, dinheiro e influência abrem portas que permanecem fechadas ao cidadão comum".

"Enquanto milhões de brasileiros esperam anos por uma decisão judicial, personagens poderosos circulam com desenvoltura entre ministros, magistrados e as autoridades que deveriam fiscalizá-los", disse.

Líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ) argumentou que quem ocupa cargos públicos precisa respeitar distanciamento. "As relações são institucionais", disse. Para ele, o procurador-geral escolheu "se aproximar de investigados e dos clientes". "Como disse em sua sabatina no Senado: 'Gonet, você fracassou'", escreveu.

Por O Estado de S. Paulo

PT votou em bloco contra indicação de Moraes em 2017 e reclamou de sua atitude militante

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo
                          "A ex-senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná"

Hoje defensor do ministro Alexandre de Moraes, o PT votou em peso contra a indicação dele ao Supremo Tribunal Federal em 2017, quando a nomeação foi aprovada pelo Senado.

Líder da bancada de dez senadores petistas na ocasião, Gleisi Hoffmann (PR) disse que a legenda "lamentava muito a indicação", que foi feita pelo então presidente Michel Temer (MDB).

Entre as críticas apontadas por ela na sessão, ocorrida em 22 de fevereiro de 2017, estava o fato de que ele havia exercido cargo de confiança no governo Temer, como ministro da Justiça.

Ela também apontou "o nível partidário, político, militante do indicado, sr. Alexandre de Moraes, para o cargo do Supremo Tribunal Federal". Na época, o hoje ministro era visto como um jurista hostil à esquerda, com trajetória em governos de centro-direita.

"Também nos preocupam as manifestações do ministro em relação aos movimentos sociais, em relação às articulações e manifestações de rua e, principalmente, em relação ao Partido dos Trabalhadores e aos partidos de oposição", completou Gleisi.

Por Fábio Zanini, Folhapress

Ciclone extratropical altera o clima e coloca cinco estados em alerta; saiba onde deve chover

Um intenso ciclone extratropical, impulsionado por uma frente fria sobre o continente, deve alterar o quadro meteorológico em parte do Brasil entre sábado (19) e segunda-feira (21). O sistema tende a gerar instabilidades significativas, com episódios de chuva forte que podem vir acompanhados de raios, ventos intensos e até granizo. As áreas mais afetadas ficam na Região Sul e no eixo oeste do país, onde a atuação conjunta do ciclone e da frente fria aumenta a probabilidade de temporais.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há alerta laranja para tempestades amanhã em regiões dos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esse nível de aviso aponta risco significativo de chuva volumosa, ventania e granizo, podendo causar queda de árvores, destelhamentos e alagamentos pontuais. Moradores e motoristas devem ficar atentos a boletins oficiais e evitar áreas sujeitas a inundações e deslizamentos.

Em Santa Catarina, a Epagri/Ciram destaca que os acumulados de chuva podem variar entre 100 e 150 milímetros entre sábado e segunda-feira, acompanhados de rajadas de vento superiores a 60 km/h. A combinação desses elementos deve provocar instabilidade em boa parte do estado, com potencial para granizo em diversas cidades. Os meteorologistas recomendam que a população proteja veículos e estruturas vulneráveis, além de manter distância de árvores e pontos alagados.

A expectativa é que a chegada do ciclone extratropical, somada à frente fria, provoque transtornos como inundações de vias urbanas, pequenos deslizamentos e interrupção temporária de serviços elétricos em regiões afetadas. Órgãos de defesa civil e concessionárias de energia orientam a planejar rotas alternativas, reforçar sistemas de drenagem e verificar equipamentos de segurança antes da pior fase do temporal. Em caso de emergência, é importante acionar os números de atendimento local rapidamente.

Enquanto isso, outras áreas do território brasileiro enfrentam temperaturas elevadas. O Inmet alerta que regiões do Centro-Oeste e do Norte podem registrar máximas acima de 40°C, com sensação térmica ainda maior quando o índice de umidade relativa do ar cair abaixo de 30%. No Matopiba – conjunto formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – o clima segue quente e seco, intensificando o alerta contra queimadas e problemas respiratórios em populações vulneráveis.

De acordo com as previsões, o cenário de instabilidade deve se intensificar ao longo do fim de semana e persistir até a segunda-feira, quando o ciclone e a frente fria perdem força sobre o continente. Até lá, a sugestão é acompanhar boletins diários do Inmet, seguir as recomendações das autoridades locais e reduzir atividades ao ar livre durante os períodos de chuva mais forte. Essa combinação de fatores climáticos reforça a necessidade de prevenção sistemática.
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Ibirataia: Sandro Futuca visita Distrito de Algodão e apresenta candidatos apoiados pelo grupo

O prefeito Sandro Futuca esteve, neste sábado, 19, no Distrito de Algodão, acompanhado de correligionários, apoiadores e lideranças políticas, em uma agenda voltada à divulgação dos candidatos apoiados pelo grupo nas próximas eleições. Durante a visita, o prefeito conversou com moradores e participou de momentos de diálogo com diferentes setores da comunidade.
No encontro, foram apresentados os candidatos Matheus Ferreira, Patrick Lopes e Eduardo Salles, que disputam vagas para deputado estadual, além de Jayminho Vieira Lima, candidato a deputado federal. A atividade contou com a presença de apoiadores e lideranças locais, que acompanharam a agenda política realizada no distrito.
A visita reforçou a articulação política do grupo e ampliou o contato com moradores do Distrito de Algodão. A movimentação também serviu para apresentar as candidaturas apoiadas pelo prefeito e fortalecer o diálogo com a comunidade durante o período eleitoral.

Guerra entre 'dinistas' no Maranhão reacende debate sobre atuação política de Dino como juiz Por Fabio Victor, Folhapress

Assessoria diz que ministro 'não trata e não responde sobre assuntos de política, da qual está afastado desde fevereiro de 2024'
Na sabatina a que se submeteu na Comissão de Constituição e Justiça do Senado como requisito para assumir a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal, em dezembro de 2023, Flávio Dino respondeu a certa altura: "Gosto muito da atividade política [...], respeito muito a política, a vivo muito intensamente há 17 anos, mas sei que, em merecendo a aprovação aqui na CCJ e no plenário, é claro que eu deixo a vida política em todas as dimensões, inclusive nas redes sociais".

Não era a primeira vez que Dino enfrentava esse questionamento, até porque a alternância entre as atividades de magistrado e a de político marca a sua trajetória. Iniciou a militância como líder estudantil, fez carreira no direito —sobretudo como juiz federal, por 12 anos—, largou a toga para disputar sua primeira eleição em 2006 (elegendo-se deputado federal pelo PC do B) e permaneceu na política por 18 anos, até ser nomeado por Lula ministro do Supremo.

A transferência do governo Lula (do qual foi ministro da Justiça) direto para a cadeira do STF instaurou uma questão inevitável: ele seria um magistrado com passado político, como prometeu na sabatina, ou um político atuando na magistratura? A dúvida ressurge em momentos agudos, como na sessão da última terça (15) para analisar se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado pela relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Enquanto analistas como Conrado Hübner Mendes criticaram a atuação de Dino por "pitadas de agressão a Fachin", "citações de algibeira" e "contradição performativa", para o bolsonarismo o papel dele como líder da ala pró-Moraes e autor do pedido de vista que suspendeu a análise o transformou em alvo, e nas hostes esquerdistas o ministro foi saudado como combativo —nas redes sociais espocaram palpites de que ele seria o candidato ideal desse campo à Presidência em 2030.

Um futuro novo retorno de Dino à política é desejado também por seus admiradores no lugar onde esse anfíbio de juiz e político foi forjado. À Folha o vice-governador Felipe Camarão (PT), pupilo de Dino e candidato ao Governo do Maranhão, disse que "o Brasil merece ter ele como presidente um dia, depois que acabar a missão dele no Supremo".

Camarão é uma aposta de Dino, que o alçou à política. O procurador federal e professor de direito virou uma espécie de curinga nos governos do hoje ministro do STF (chefiou quatro secretarias). Foi lançado informalmente candidato por Dino, que, numa aula no ano passado, brincou que Camarão formaria uma "chapa imbatível" tendo a professora Teresa Helena Barros de vice.

Hoje o grupo político outrora liderado por Dino no Maranhão —estado que ele governou por dois mandatos, de 2015 a 2022— vive uma guerra com o do governador Carlos Brandão (MDB), ex-vice de Dino e que lançou o sobrinho Orleans Brandão (MDB) para o governo.

Como a disputa tem ramificações no Judiciário, com vários processos decisivos para a política maranhense sob julgamento do próprio Dino no STF, seus adversários reclamam que ele tem usado a toga para influir nos rumos do poder no estado.

Algumas das ações relativas ao Maranhão sob a relatoria de Dino têm entre os investigados o clã Brandão e aliados do governador, como o dos desdobramentos de um assassinato à luz do dia num centro comercial numa área nobre de São Luís ou o sobre as normas para indicações ao TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Já o caso da quebra do sigilo da fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre o uso de carros oficiais pela família de Dino —o blogueiro em questão é réu num processo de 2017 acusado de integrar uma rede de extorsão a políticos e empresários do estado— está sob a relatoria de Moraes, aliado do ministro.

Decisões recentes de Dino no caso afetaram os Brandão, como o afastamento de Daniel Brandão, sobrinho do governador, da presidência do TCE e a prisão domiciliar e afastamento do cargo do secretário Raimundo Cutrim, delegado aposentado e aliado dos Brandão.

Dino afirma que não há motivos para se declarar impedido de julgar os casos. Em nota, sua assessoria afirmou que "as hipóteses legais de impedimento estão previstas no Código de Processo Penal e não se aplicam ao ministro no caso em questão".

Desde que Dino assumiu como ministro do STF, no último movimento da porta giratória entre palanques e tribunais, paira a desconfiança de que ele continuaria mantendo articulações políticas no estado.

Alguns episódios alimentam esse pé atrás. Num dos mais rumorosos, um adversário divulgou, em outubro de 2025, áudios de "dinistas" falando aparentemente em nome do ministro (um deles chega a mencionar ter conversado pessoalmente com Dino) em diálogos para negociar a pacificação com Brandão e a reunificação do grupo.

Nas conversas, os "dinistas" condicionavam a retomada das indicações para o TCE-MA (processo sob relatoria de Dino no STF) à escolha de candidatos a prefeito em alguns municípios, sobretudo Colinas, reduto dos Brandão mas também do deputado federal Márcio Jerry (PC do B-MA), um dos principais aliados de Dino em seu período na política.

Os emissários "dinistas", segundo o vazamento, seriam Jerry, o também deputado federal Rubens Junior (PT-MA), um dos vice-presidentes nacionais do PT, e Diego Galdino, ex-chefe da Casa Civil do governo Dino e à época secretário-executivo do Ministério do Esporte (foi Galdino quem teria mencionado expressamente que Dino lhe passou coordenadas para o acordo).

Quando acabou a presidência do [Nelson] Jobim [no STF; Dino foi seu juiz auxiliar], eu disse: já sei o que vem de novo, o vazio – uma certa inconformidade com a rotina inerente à função de juiz. Foi aí que tomei a decisão difícil, que levou tempos de reflexão, de deixar o Judiciário e voltar para a política partidária.
Flávio Dino

Em entrevista à revista piauí em 2023, sobre a decisão de 2006

Os "dinistas" nunca negaram ter dito o que está nos áudios. Na tribuna da Câmara, Rubens Junior se queixou de ter sido gravado ilegalmente pelo grupo de Brandão e contou que foi conversar com Dino a pedido do governador, em busca da pacificação entre os brigões.

Relatou que nessa reunião estavam Dino e o juiz federal Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), amigo do ministro desde a juventude, aos quais anunciou a missão de paz. "O ministro responde: ‘Junior, não estou mais na política. Esse assunto tem que ser resolvido por vocês. Desde que assumi esta cadeira como ministro do STF, tive que sair das conduções políticas’", descreveu o deputado.


Segundo o relato de Junior, ele ainda teria perguntado a Dino: "’Flávio, e essa questão do TCE, tem um processo judicial aqui’. A resposta dele para mim foi: Processo judicial se trata nos autos, nunca em uma mesa de discussão política".

O deputado conta que então pediu um conselho a Dino, que teria lhe dito: "Não para esse caso, mas como regra da vida, é melhor buscar a paz e a unidade do que a guerra".

O vazamento dos áudios provocou o pedido de demissão do secretário Rubens Pereira, pai de Junior, do governo e aprofundou o racha no grupo.

Em outro áudio, que não vazou à época, mas ao qual a reportagem teve acesso, uma voz parecida com a de Rubens afirma que, na negociação com os Brandão, Dino não abriria mão da indicação de Camarão como candidato ao governo, pois "hoje o Felipe é como se fosse um filho pro Flávio".

Procurado, Rubens Junior declarou: "Fiz um pronunciamento na tribuna [da Câmara] sobre o assunto e dei como encerrado. Esse é um caso que está sendo investigado pela Polícia Federal desde então". Jerry –que na época também foi à tribuna dar sua versão– reafirmou o que disse então, que "os áudios são criminosos, não são da política, são coisa de bandido".


Galdino não se manifestou nem na ocasião nem agora.

A assessoria de Dino informou que o ministro "não trata e não responde sobre assuntos de política, da qual está afastado desde fevereiro de 2024". Disse ainda que não responderia "por supostas ‘críticas políticas’, que não têm relevância para processos judiciais".

O nome de Ney Bello também apareceu nos vazamentos. Em prints de mensagens que teriam sido encaminhadas por ele a Rubens Pereira, o magistrado supostamente lista cinco atitudes a serem tomadas por Brandão sob a pena de "não chegar em abril [de 2026]" e teria dito que "há alguns inquéritos para estourar e isso vai jogar ele [Brandão] na lama".

Procurado via assessoria do TRF-1, Bello não respondeu. Na época, não negou o teor das mensagens, mas criticou que "conversas deste tipo estejam sendo citadas por terceiros, com distorções e uso político" e disse que não possuía atividade política partidária nem era relator de qualquer processo envolvendo políticos maranhenses.

Quando acabou a presidência do [Nelson] Jobim [no STF, do qual era juiz auxiliar], eu disse: já sei o que vem de novo, o vazio – uma certa inconformidade com a rotina inerente à função de juiz. Foi aí que tomei a decisão difícil, que levou tempos de reflexão, de deixar o Judiciário e voltar para a política partidária

Flávio Dino

Em entrevista à revista piauí em 2023, sobre a decisão em 2006, aos 38 anos

O trânsito de Dino entre política e direito já confundiu Lula. Numa entrevista em outubro de 2025, respondendo a uma questão sobre a briga no grupo político nas eleições de 2026, o presidente cometeu um ato falho.

"Eu tenho uma relação com o ex-governador Flávio Dino muito boa", afirmou. "Temos que fazer com que a aliança política que ganhou a última eleição se mantenha. O Brandão tem responsabilidade, o Flávio Dino tem responsabilidade, os deputados têm responsabilidade, os senadores têm responsabilidade, o vice-governador tem responsabilidade". Quando Lula disse isso, Dino já era ministro do STF havia um ano e oito meses.

Por Fabio Victor, Folhapress

Jerônimo anuncia CAPS e CER IV e amplia compromisso com a saúde de Eunápolis

O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues levou a mobilização da campanha às ruas de Eunápolis, nesta sexta-feira (18), e anunciou novos investimentos para ampliar a saúde no município. Ao lado dos candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner, Jerônimo participou de uma carreata que reuniu moradores e lideranças e apresentou a construção de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III) e de um Centro Especializado em Reabilitação (CER IV) como parte das entregas que serão realizadas para reforçar a assistência à saúde no município.

Jerônimo destacou que o anúncio representa a continuidade de uma parceria que já resultou em mais de R$ 159 milhões em investimentos do Governo do Estado. Na saúde, entre as ações realizadas estão a aquisição de equipamentos para o Hospital Regional de Eunápolis e a entrega de uma Van TFD. Para o governador, as novas propostas ampliam uma política de cuidado que já vem sendo construída no município.

“Saúde é prioridade. Equipamos o Hospital Regional, garantimos a Van TFD e agora vamos construir o CAPS AD III e o CER III em Eunápolis. Não vamos virar as costas para quem precisa. Vamos acolher, tratar e devolver dignidade para essas pessoas e suas famílias. O nosso compromisso é cuidar das pessoas em todas as fases da vida, da atenção básica à reabilitação”, afirmou Jerônimo.

O governador também apresentou propostas para aproximar ainda mais os serviços públicos da população, como o SUS na Palma das Mãos, plataforma digital integrada que pretende facilitar o acesso a informações e serviços de saúde.

“Eu sou um governador que anda a Bahia, que ouve o povo e que trabalha. Eunápolis pode contar comigo. O que nós já entregamos é só o começo. Vamos fazer ainda mais: mais saúde, mais educação, mais segurança, mais infraestrutura e mais oportunidades. É essa parceria que a gente quer continuar construindo com Eunápolis e com toda a região”, disse o governador.

Além da saúde, o Programa de Governo também prevê para Eunápolis a implantação do sistema de esgotamento sanitário, uma nova escola estadual de tempo integral na zona rural, ampliação de vagas em creches e escolas de educação infantil em tempo integral e a duplicação da BR-101 no trecho entre Eunápolis e Teixeira de Freitas, em articulação com o Governo Federal. A agenda no município encerrou a passagem de Jerônimo pelo Extremo Sul nesta sexta-feira, que também incluiu carreatas em Itamaraju e Itabela.
Por: Politica Livre

ACM Neto projeta construir estrada que liga sede ao litoral de Mata de São João, promessa não cumprida por Jerônimo

O candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou que, se eleito, vai construir e entregar a estrada que liga a sede ao litoral de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O compromisso foi firmada nesta sexta-feira (18), quando ele participou de caminhada nas ruas da cidade.

A obra foi prometida há anos pelos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa e também, mais recentemente, pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas não saiu do papel.

“Eu vou chamar o prefeito Bira, já em janeiro, eu estarei sentado com o prefeito, se Deus permitir como governador da Bahia, para apresentar a Mata de São João qual vai ser o cronograma de realização da estrada que liga a sede até o litoral, que foi prometida por eles 20 anos e até hoje não saiu do papel”, afirmou ACM Neto Neto.

Ao lado do candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), dos candidatos ao Senado João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), e do prefeito Bira da Barraca (União Brasil), anfitrião da mobilização, Neto percorreu as ruas do município cercado por uma multidão. Também participaram do ato o ex-prefeito João Gualberto, vereadores, deputados, ex-prefeitos e diversas lideranças políticas de Mata de São João e de municípios da região.

Durante o ato, ACM Neto destacou que o sentimento percebido nas ruas sugere ampliar, este ano, a votação obtida na RMS na eleição de 2022 e afirmou que os municípios da região terão papel decisivo no resultado do pleito de 4 de outubro.

“Se Deus quiser, vamos vencer as eleições na região metropolitana e até ampliar a vantagem da eleição passada. Agora, nós temos o apoio de prefeitos em cidades muito importantes da região e, mais do que isso, eu acho que existe um sentimento muito forte, que também existe no interior como um todo, que é o de mudança”, afirmou.

O candidato também associou esse comportamento do eleitorado aos problemas enfrentados pela RMS, citando especialmente segurança pública, saúde e transporte, destacando que as promessas feitas pelo governador não foram cumpridas.

“É esse desejo de mudança, é a frustração em relação às promessas que foram feitas por Jerônimo, de problemas que afetam a região metropolitana, principalmente segurança pública, saúde, a questão do transporte. Então, eu imagino e confio que a gente vai construir uma grande vitória e a região metropolitana, assim como a capital, serão decisivas para confirmar a mudança da Bahia”, declarou.

Por: Politica Livre

EUA podem impor novas sanções a pessoas e empresas no Brasil ligadas a PCC e CV

Documentos da operação da Polícia Civil e do Ministério Público que investiga ligação do PCC com o transporte público de São Paulo
Alvos no Brasil podem sofrer nas próximas semanas sanções dos Estados Unidos ligadas ao combate às facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho).

As investigações americanas para embasar a ação têm sido intensas, segundo autoridades que acompanham o tema ouvidas pela reportagem com a condição de não terem os nomes divulgados.

As sanções podem recair sobre indivíduos, empresas ou instituições, inclusive com atuação política, cujos integrantes tenham alguma conexão com as facções brasileiras.

Essa eventual rodada de sanções seria sustentada por um esforço de monitoramento que vem sendo feito há alguns meses, com suporte do departamento do Tesouro e da Justiça e do FBI (espécie de polícia federal americana).

Investigadores têm se dedicado a rastrear o caminho do dinheiro do PCC e do CV nos Estados Unidos. Depois de identificar origens e destinos nos fluxos de transações no território americano, passaram a ser feitos também cruzamentos de dados para identificar relações com residentes no Brasil e suas conexões locais.

A leitura é que já há uma sinalização dessa intenção na queixa pública feita pela gestão de Donald Trump de que o governo brasileiro "falhou em confrontar" PCC e CV.

Na terça-feira (15), a Casa Branca enviou documento ao Congresso americano onde destacou essa análise. Segundo o texto, as duas facções "transformaram o Brasil em um hub para os fluxos globais de cocaína" e representam uma ameaça crescente à paz e à segurança internacionais.

A gestão Trump afirmou ainda que o governo brasileiro precisa tomar "medidas agressivas" para combater e derrotar os grupos.

O Brasil rebateu as críticas na quarta-feira (16). Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT) afirmou que a gestão Trump ignora iniciativas brasileiras na área, além de não considerar a cooperação já existente entre os dois países.

Disse ainda que vai seguir atuando "de forma soberana e coordenada" no enfrentamento das facções, em meio à percepção nos bastidores de que a posição americana tem caráter político-eleitoral.

No primeiro semestre, os Estados Unidos enquadraram PCC e CV em duas categorias ligadas ao terrorismo —a SDGT (terrorista global especialmente designado) e FTO (organização terrorista estrangeira).

As duas medidas ampliaram os instrumentos para autoridades americanas poderem bloquear ativos e punir pessoas e empresas que mantenham determinadas relações com as facções.

A decisão veio após o então senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), agora candidato à Presidência, se encontrar com Trump e outros membros do governo americano, como Marco Rubio, do Departamento de Estado (equivalente ao Ministério de Relações Exteriores), e J. D. Vance, vice-presidente dos EUA.

A primeira ação dentro da nova abordagem ocorreu em 1º de julho. Naquele dia, o governo americano anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas em São Paulo e uma empresa portuguesa apontados pelas investigações nos EUA como integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

As medidas foram anunciadas pelo Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), órgão vinculado ao Tesouro americano.

O Brasil tem realizado operações contra as duas facções. Além do combate direto ao tráfico de drogas, há ações contra a presença dos dois grupos criminosos em setores da economia e na política.

Na quinta-feira (17), por exemplo, foi deflagrada a Operação Vectura Corrupta, ação conjunta da Polícia Civil e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo. Segundo a investigação, 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo da capital paulista seriam, em tese, controladas pelo PCC.

A Justiça autorizou 16 prisões temporárias, incluindo contra políticos. Entre os alvos estava Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, apontado na investigação como responsável pela operação de algumas das empresas que seriam controladas pelo PCC. Ele foi preso nesta sexta (18).

Depoimentos de policiais militares também o apontam como dono de fato da Transwolff, uma das empresas suspeitas de ligação com a facção. Milton negou as acusações e disse não ter ligação com o PCC.

Por Alexa Salomão, Folhapress

Prefeitura de Ipiaú apresenta edital para concessão dos espaços do Mercado da Economia Criativa


Mais uma etapa foi cumprida para colocar em pleno funcionamento o Mercado da Economia Criativa Cleraldo Andrade. Na noite desta sexta-feira (18), a Prefeitura de Ipiaú apresentou o edital de concorrência que vai definir a concessão dos espaços do novo equipamento. O evento reuniu um grande público, com a presença de representantes de diversos segmentos da comunidade. Confira reportagem no Insta do GIRO:

Suspeito de assaltos e tráfico morre durante ação da Cipe Central na zona rural de Ibirataia

 

Um adolescente de 17 anos, identificado pelo prenome Felipe, morreu durante uma ação de policiais militares da Cipe Central, no final da madrugada deste sábado (19), na região do Uruçu, zona rural de Ibirataia. Conforme informações preliminares, o adolescente era suspeito de envolvimento em assaltos registrados na região das Três Barras. Durante a ação policial, ele teria reagido à abordagem e efetuado disparos contra os policiais, que revidaram. Felipe foi atingido e chegou a ser socorrido para a Fundação Hospitalar de Ibirataia, mas não resistiu aos ferimentos.

Ainda segundo as informações iniciais, durante a ocorrência foram apreendidos um revólver calibre .38, porções de maconha e cocaína. A ocorrência deverá ser registrada na delegacia e as circunstâncias da ação serão apuradas conforme os procedimentos previstos para casos envolvendo intervenção policial.

Informações/Giro Ipiaú

MP junto ao TCU pede suspensão de reajuste do Bolsa Família

O Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) pediu a suspensão do reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nessa quinta-feira (17).

A representação, apresentada pelo subprocurador-geral do MPTCU Lucas Rocha Furtado, questiona a existência de previsão orçamentária para bancar o aumento. Ele pede a apuração de possíveis irregularidades.

No pedido, o subprocurador afirma que “o decreto não apresenta qualquer estimativa de impacto financeiro, não indica a fonte de custeio e não demonstra compatibilidade com a LOA 2026 ou com a LDO”. Para Furtado, a medida pode ter desrespeitado regras previstas na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

O documento cita artigos da lei, que tratam das condições para a criação ou ampliação de despesas públicas. Entre as exigências apontadas estão a estimativa do impacto orçamentário-financeiro e a demonstração de que o aumento é compatível com a Lei Orçamentária Anual, o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Furtado também questiona se o Executivo poderia promover a correção dos valores por decreto. Segundo ele, a medida teria extrapolado o poder regulamentar do presidente da República. “O decreto não se limita a regulamentar a Lei nº 14.601/2023 — ele inova na ordem jurídica, criando obrigações financeiras novas e ampliando despesas sem lastro legal específico”, diz a representação.

O subprocurador pede que o presidente Lula e os ministros que assinaram o decreto sejam notificados para, em até 15 dias, apresentar justificativas e demonstrar a existência de dotação orçamentária e de estimativa de impacto financeiro. 

Também solicita que a Secretaria de Orçamento Federal e a Secretaria do Tesouro Nacional informem se há recursos específicos para suportar o aumento. O pedido inclui ainda um pedido de medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos do decreto. Segundo Furtado, os pagamentos reajustados, previstos para começar em 1º de outubro, podem criar uma situação de difícil reversão.

Ele afirma que a execução das despesas pode provocar “dano ao erário de difícil ou impossível reparação”, em razão da natureza dos benefícios e da dificuldade de recuperar valores já pagos aos beneficiários.

Outro argumento apresentado é o momento da decisão. A representação afirma que a edição do decreto em setembro, às vésperas das eleições presidenciais, “suscita fundado receio de desvio de finalidade político-eleitoral”.

Furtado sustenta que o aumento de um programa de transferência de renda de amplo alcance pode ter potencial de influência eleitoral. A avaliação ainda será analisada pelo TCU.

O decreto do governo reajustou os valores do Bolsa Família com base na variação acumulada do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre março de 2023 e agosto de 2026.

O piso por família passou para R$ 691. O Benefício Primeira Infância foi elevado para R$ 173 por criança de até sete anos, enquanto o Benefício de Renda de Cidadania passou para R$ 164 por integrante. Os efeitos financeiros estão previstos para começar em 1º de outubro.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, o impacto adicional será de R$ 5,8 bilhões em 2026. O governo informou que pretende realocar recursos de despesas com previsão de sobra neste ano, principalmente da Previdência Social. Para 2027, a estimativa é de um custo adicional de cerca de R$ 22 bilhões, o que exigirá adequação da proposta orçamentária enviada ao Congresso.

A AGU (Advocacia-Geral da União) também avaliou previamente a medida e entende que não há impedimento jurídico.

O argumento do governo é de que o decreto não cria um novo benefício nem altera as regras de acesso ao programa, mas atualiza valores de uma política pública já existente, conforme autorização prevista na legislação própria do Bolsa Família. https://www.msn.com/

Datafolha: 47% dizem que crise no STF terá alguma influência no voto para presidente

Pesquisa traz pergunta sobre impacto eleitoral do conflito instalado no Supremo

Para 47%, a crise envolvendo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e o escândalo do Banco Master exercerá alguma influência na definição do seu voto para presidente. É o que mostra novo recorte de pesquisa Datafolha divulgado nesta sexta-feira (18).

Segundo o levantamento, 36% dos eleitores dizem que o conflito pelo qual passa o Supremo terá grande peso na escolha do candidato, enquanto 11% afirmam que terá importância, mas pequena. Outros 49% consideram que não terá impacto, e 4% não sabem responder.

O Datafolha ouviu 2.001 eleitores brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-04029/2026.

Contratada pela Folha e pela Globo, a pesquisa foi feita de terça (15) a quinta (17), integralmente sob o impacto da crise envolvendo a corte, que transbordou para a campanha eleitoral e passou a pautar o debate político no país.

Entre os eleitores do presidente Lula (PT), grupo para o qual a margem de erro é de 3 pontos percentuais, 26% dizem que a crise no STF terá grande influência no voto, 12% afirma que a influência será pequena e 58% negam peso no voto.

Já no segmento de quem declara voto em Flávio Bolsonaro (PL), 45% citam grande influência, e 9% pequena. Já 43% consideram que não terá impactado. A margem de erro para esse recorte é de 4 pontos.

No caso dos não alinhados nem ao petista nem ao bolsonarismo, 43% dizem que a crise terá grande influência no voto, ante 13% que afirmam pequena influência. Outros 40% falam que não terá efeito na escolha do voto para presidente. Para essa classificação, a margem é de 5 pontos.

Nas últimas semanas, os ministros se viram em uma guerra de ofícios, liminares e recados explícitos.

O estopim foi a divulgação de diálogos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, com o ministro Alexandre de Moraes.

Dois dias antes de ser preso, o empresário enviou uma mensagem questionando sobre a necessidade de sair do país: "Acha que segunda já tenho que estar fora?".

A conversa também mostrou que o magistrado editou um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

O relatório da Polícia Federal com as informações foi encaminhado por André Mendonça, relator do caso Master no STF, ao presidente da corte, Edson Fachin, para que o plenário decidisse sobre a abertura de uma investigação contra o ministro.

Moraes então pediu a abertura de um inquérito contra o colega de tribunal por abuso de autoridade.

Desde então, sobrevieram vazamentos sobre o elo de integrantes da corte com o universo de Vorcaro e acusações sobre contaminação eleitoral das investidas.

Na terça, o plenário se reuniu para analisar o relatório sobre a ligação de Moraes ao ex-banqueiro, mas a deliberação em si nem começou. Os ministros dedicaram todo o tempo à discussão de uma questão de ordem sobre o rito a ser seguido. No fim, Flávio Dino paralisou o debate com um pedido de vista (mais tempo para análise).

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Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress

Governo Lula se endivida em R$ 117 bilhões para pagar Bolsa Família antes de reajuste

O governo do presidente Lula se endividou em R$ 117 bilhões para pagar o Bolsa Família entre 2023 e 2026
 Benefício maior tende a piorar déficit nas contas públicas, segundo especialistas                  
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se endividou em R$ 117 bilhões para pagar o Bolsa Família entre 2023 e 2026 antes mesmo de reajustar o valor de benefício a duas semanas das eleições.

O valor é referente às despesas do programa financiadas diretamente por meio do endividamento público no período. Com déficit nas contas, a arrecadação do governo não é suficiente para cobrir os gastos e o Executivo se endivida para bancar a conta.

O Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou ao Estadão que apresentará na próxima semana as informações relativas ao remanejamento de despesas para bancar o reajuste.

O Bolsa Família somou R$ 649,4 bilhões em despesas no terceiro mandato de Lula. Do total, 117,1 bilhões foram financiados com endividamento público. O valor inclui o orçamento programado para o ano de 2026, que ainda está em execução (veja o gráfico abaixo).

Os gastos da Previdência Social, que já superam R$ 1 trilhão por ano, consomem o Orçamento da União e as receitas de impostos e contribuições da Seguridade Social, que deveriam ir também para o Bolsa Família. Com isso, o governo passou a recorrer ao endividamento para bancar o programa assistencial.

A maior necessidade ocorreu em 2023, após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Orçamento sem o recurso suficiente para o aumento do Bolsa Família, então chamado de Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600 e o governo Lula precisou arrumar dinheiro para pagar. Depois de 2023, o endividamento atrelado ao programa havia caído, mas voltou a crescer neste ano.

Na quinta-feira, 17, a duas semanas das eleições, o presidente Lula, candidato à reeleição, reajustou o valor do benefício em 15%. A decisão foi tomada na véspera no Palácio do Planalto, diante do avanço do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, nas pesquisas de intenção de voto, especialmente entre eleitores de baixa renda, segundo aliados do petista.

Remanejamento de recursos

O reajuste estava no radar do governo há algum tempo, mas havia sido descartado pela equipe econômica 17 dias atrás. A saída do governo para cumprir as restrições orçamentárias e a lei eleitoral foi anunciar um aumento com base na inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026 — a legislação proíbe reajustes de benefícios acima da inflação em período eleitoral.

O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. Os recursos sairão da Previdência Social, segundo a equipe econômica, pois houve uma economia de gastos com benefícios previdenciários após o governo anunciar que zerou a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo especialistas, o reajuste tende a agravar o déficit público.

Ao anunciar a medida, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que há uma sobra nos gastos com Previdência e que, portanto, é possível reajustar o Bolsa Família sem pressionar mais as contas públicas. Além disso, ele disse que houve revisão de cadastros do Bolsa Família, permitindo uma economia adicional.

“Essa recomposição será feita sem um real de aumento do limite global de despesas (do arcabouço fiscal)”, disse o ministro. “Há uma redução da projeção da despesa da Previdência que implica uma sobra de recursos e parcela dessa sobra será remanejada para garantir o reajuste do Bolsa Família”, afirmou Moretti, afirmando que haverá economia de gastos previdenciários em 2026 e 2027.

Na próxima terça-feira, 22, o governo deve publicar o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas e anunciar uma economia de gastos com a Previdência Social para bancar o aumento do Bolsa Família.

Especialistas veem medida com preocupação: ‘Um pouco mais de neve dentro da bola’

Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado os gastos da Previdência estão subestimados no Orçamento de 2027, portanto, o custeio apresentado pelo governo é questionável. O órgão calcula que o reajuste aumentará os gastos do Bolsa Família em R$ 24 bilhões no ano que vem e que o governo precisará de mais R$ 24,1 bilhões para bancar as despesas previdenciárias.

“O País precisa de um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar o crescimento da dívida e vamos completar neste ano 13 anos de déficit primário. Nossa projeção é que vamos continuar no vermelho em 2027″, diz o diretor executivo da IFI, Marcus Pestana.

O governo mandou o Orçamento de 2027 para o Congresso Nacional com um superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas. A IFI projeta um déficit de R$ 86,1 bilhões, sem contas o reajuste do Bolsa Família.

“O reajuste terá que caber nas regras fiscais vigentes e, portanto, ocupar espaço de outras despesas no já apertado Orçamento da União”, observa o consultor de orçamento do Senado Daniel Couri.

Para Couri, o reajuste praticamente inviabiliza a diminuição do teto máximo de gastos do arcabouço fiscal de 2,5% para até 1,5% ao ano, como cogitou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o uso de endividamento para bancar o benefício social mostra como o governo está com déficit.

“O governo poderia ter feito diferente e deixado claro, de partida, quais despesas abrirão espaço para o Bolsa Família. Melhor ainda se mirasse em despesas ineficientes ou regressivas, como supersalários, distorções previdenciárias e benefícios tributários. As escolhas orçamentárias precisam ser mais claras”.

O governo fará o remanejamento de despesas por ato próprio em 2026, sem precisar de aprovação do Congresso. Para 2027, o reajuste será proposto ao Legislativo, que ainda precisa votar a Lei Orçamentária Anual.

“Nós não sentiremos esse impacto em 2026, mas sim em 2027. O reajuste vai exigir alguns remanejamentos no Orçamento, que já foi enviado sem esse valor. Se não houver uma compensação, a Previdência Social vai ser bem afetada caso as despesas cresçam”, diz Gabriel Uarian, analista-chefe da Cultura Capital.

Segundo ele, se o governo tirar recursos da Previdência para bancar o reajuste do Bolsa Família e os gastos previdenciários aumentarem no ano que vem, haverá reação do mercado financeiro, com pressão nos juros, câmbio e aversão ao risco a ativos brasileiros, aumentando a pressão sobre as contas públicas. “É um pouco mais de neve dentro da bola”, afirma.

Uarian observa ainda que, independentemente de quem for eleito para presidir o País, a conta vai ficar. “Pode mudar o presidente, mas o gasto vai continuar o mesmo e até aumentar”.
Por Daniel Weterman/Estadão

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