Kassio volta a derrubar canal de Janones e diz que Lula pode ser responsabilizado

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, voltou a derrubar nesta terça-feira (13) o canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Em mais um capítulo da guerra de decisões em torno do tema, Kassio estabeleceu que o canal só poderá voltar a funcionar sob determinadas condições, como a comunicação de um endereço à Justiça Eleitoral.

O ministro do TSE também disse que Lula poderá ser eventualmente responsabilizado pela utilização irregular do canal.

Por Luísa Martins e Patrícia Campos Mello/Folhapress

Gigante americana fecha fábrica no Brasil e funcionários conquistam indenização de R$ 35 mil após greve

A Parker Hannifin encerrou as atividades de uma fábrica em Jacareí, no interior de São Paulo, afetando cerca de 100 trabalhadores.
A disputa começou em julho de 2026, quando a companhia anunciou que fecharia a instalação, responsável principalmente pela fabricação de válvulas e componentes industriais. Os trabalhadores tentaram negociar alternativas para preservar os empregos, incluindo a transferência para outras unidades, mas não conseguiram reverter a decisão. Em 20 de julho, os funcionários iniciaram uma greve que durou 38 dias.

Durante as negociações, a proposta inicial de indenização social era de R$ 2 mil por empregado. Depois de novas rodadas de negociação, a oferta subiu para R$ 20 mil, até que um acordo mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região estabeleceu o pagamento de R$ 35 mil por trabalhador. O pacote também prevê a manutenção do plano de saúde, do plano odontológico e do vale-alimentação durante um ano, conforme as condições acordadas.


O caso chama atenção porque o encerramento da unidade ocorreu enquanto a Parker Hannifin registrava resultados bilionários em suas operações globais. No ano fiscal encerrado em junho de 2026, a empresa teve vendas de aproximadamente US$ 21,5 bilhões e lucro líquido próximo de US$ 3,65 bilhões. Apesar do fechamento em Jacareí, a multinacional continua com outras operações no Brasil; portanto, a decisão não representa uma saída completa do mercado brasileiro.

PF efetua três prisões por importação irregular no Paraná

Ação apreendeu medicamentos para emagrecimento, anabolizantes, hormônios e cerca de R$ 21 mil em espécie no município de Paranaguá

Paranaguá/PR. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (12/10), três pessoas suspeitas de transportar medicamentos e produtos sujeitos a controle especial provenientes do exterior, sem a documentação exigida para a importação regular. Ação ocorreu em Paranaguá.

Durante a diligência, os policiais federais localizaram medicamentos para emagrecimento, anabolizantes, hormônios e outros produtos sem a documentação necessária. Também foram apreendidos cerca de R$ 21 mil em espécie, além de cigarros e mercadorias diversas.

Os suspeitos foram encaminhados para os procedimentos de polícia judiciária cabíveis e permanecerão à disposição da Justiça.

Comunicação Social da Polícia Federal em Paranaguá

Jerônimo volta a Jequié, agradece votação e comenta relação com adversários políticos

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), passou o feriado de Nossa Senhora Aparecida e do Dia das Crianças, em 12 de outubro, em Jequié, no sudoeste baiano, cidade onde residiu e estudou. Ele participou da Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira do bairro Jequiezinho, acompanhado de familiares, amigos, lideranças políticas e apoiadores.

A visita marca o primeiro retorno do governador a Jequié após as eleições de 2026, quando foi reeleito com 4.626.509 votos, o equivalente a 55,80% dos votos válidos na Bahia. No município, Jerônimo recebeu 40.664 votos, correspondentes a 45,40% da votação.

Durante a programação religiosa, o governador acompanhou a missa e a procissão ao lado das irmãs, do deputado estadual reeleito Euclides Fernandes (PT) e dos prefeitos Lucas de Laerte (MDB), de Boa Nova; Celso Coelho (Avante), de Cravolândia; Antonio Sampaio (Avante), de Irajuba; e Ricardo de Deca (PSD), de Nova Itarana.

Na ocasião, Jerônimo agradeceu o apoio recebido nas urnas e explicou que ainda não havia retornado à cidade porque, no domingo das eleições, esteve em Brasília para participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir estratégias para a reeleição do presidente.

O governador defendeu a continuidade do projeto político do PT no governo federal e afirmou que a reeleição de Lula é importante para a execução de projetos na Bahia. Também mencionou as dificuldades enfrentadas, segundo sua avaliação, pelo ex-governador Rui Costa durante o período em que esteve à frente do estado, em um cenário de oposição ao governo federal.

Jerônimo falou ainda sobre sua religiosidade e informou que pretende intensificar as articulações políticas até o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. De acordo com ele, a agenda inclui reuniões com deputados eleitos e não eleitos, além de encontros com prefeitos.

Críticas a ACM Neto e Zé Cocá

Durante a conversa com a imprensa, Jerônimo Rodrigues criticou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), derrotado na disputa pelo governo baiano, e o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), que integrou a campanha de oposição.

O governador questionou o posicionamento político de ambos durante e após a campanha eleitoral. Segundo Jerônimo, houve pedido de votos casados com Lula durante o período eleitoral, seguido de uma declaração de apoio a Flávio Bolsonaro após o resultado das urnas. Ele afirmou que os envolvidos precisam dar explicações à população baiana sobre essa mudança de posicionamento.

Relação com prefeitos de oposição

Questionado sobre como será sua relação com os prefeitos que não apoiaram sua candidatura, Jerônimo afirmou que não pretende alterar o tratamento institucional aos gestores municipais.

“Não muda nada. Aqui tem Saulo, de Itagi, a prefeita de Aiquara, Zé Ronaldo, de Feira de Santana. Sentamos e conversamos. O dinheiro do Estado não é meu”, declarou.

O governador reconheceu, porém, que pretende manter uma relação política mais próxima com os gestores que estiveram ao seu lado durante a campanha. Ele também citou os resultados obtidos em Lafaiete Coutinho e Manoel Vitorino, municípios onde, segundo afirmou, venceu mesmo sem contar inicialmente com o apoio político local esperado.

Aeroporto e rodovias na pauta

Jerônimo também mencionou obras de infraestrutura entre as prioridades para a região, com destaque para o aeroporto e as rodovias. Segundo o governador, os projetos que já estão em andamento terão continuidade e serão concluídos.

A visita a Jequié reuniu, assim, compromissos religiosos, agradecimentos eleitorais e manifestações sobre os próximos passos do governo estadual, em um momento de reorganização política após o resultado das urnas e de mobilização para o segundo turno presidencial.

 Por Marcos Cangussu

Inserção de donas de casa no mercado de trabalho aumentaria o PIB em 2,2%, mostra estudo Por Folhapress

                 Os dados mostram que, hoje, 47% das mulheres se encontram fora da força de trabalho

A inserção de 13 milhões de mulheres que hoje são donas de casa no mercado de trabalho elevaria o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2,2%, segundo estudo das pesquisadoras Isabela Duarte Kelly e Hildete Pereira de Melo, da FGV (Fundação Getulio Vargas).Os dados mostram que, hoje, 47% das mulheres se encontram fora da força de trabalho, o equivalente a 42,8 milhões. Desse total, 13 milhões não trabalham nem buscam emprego porque precisam se dedicar aos afazeres domésticos e de cuidados com filhos, casa e família. 

O estudo leva em consideração dados da PnadC (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua) de 2025 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e considera o quanto essas mulheres poderiam receber caso conseguissem uma ocupação remunerada, de acordo com a escolaridade média desse grupo.

O cálculo indica que a entrada delas no mercado acrescentaria R$ 284 bilhões à economia em 2025, já descontados os valores que deixariam de receber de benefícios como Bolsa Família, nos casos dos beneficiários do programa social, sob a hipótese de que o ingresso no emprego substituiria o benefício.

Segundo a economista Isabela Duarte Kelly, o objetivo do estudo feito por ela e pela professora Hildete é chamar a atenção para o peso do trabalho doméstico e de cuidados não remunerado na participação feminina no mercado de trabalho e para o potencial econômico que essas mulheres têm.

Para entrarem no mercado de trabalho, no entanto, é preciso políticas de infraestrutura para que os filhos tenham, no mínimo, acesso a creches e escolas de tempo integral, e no caso das que cuidam de idosos, que haja centros-dia para esse público.

De acordo com Isabela, a participação das mulheres na força de trabalho permanece praticamente estagnada há quase 15 anos. Em 2012, quando começa a série histórica analisada, o percentual era de 52%. Em 2025, chegou a 53%. Para ela, essa estabilidade reforça a necessidade de medidas que permitam às mulheres conciliar as responsabilidades familiares com uma ocupação remunerada.

O estudo aponta que a principal razão para as mulheres permanecerem fora da força de trabalho é a necessidade de cuidar da casa e da família. As 13 milhões identificadas nessa situação dedicam, em média, 32 horas semanais ao trabalho de cuidado.

Embora estejam fora do mercado, elas realizam atividades essenciais para o funcionamento das famílias, sem receber remuneração por isso.

A pesquisa mostra que inserir mulheres no mercado de trabalho não se trata apenas de uma questão de igualdade de gênero, mas o efeito principal se dá sobre a economia. Os impactos poderão ser sentidos na renda das famílias e na Previdência Social. Por isso, a pesquisadora defende que o tema seja tratado como uma pauta econômica, além de social.

"Também queremos falar que a independência da mulher está ligada ao trabalho. Nossa autonomia está ligada à autonomia financeira", diz Isabela.

"Quando a gente vê um movimento crescente, falando em voto familiar, contra o voto feminino, levando a outro lado, colocando-a como cidadão de outra categoria, a gente vê que precisa ainda mais estar no mercado de trabalho e precisa de políticas para isso, para que também as aloquem em ocupações mais produtivas", afirma.

A estimativa aponta que nem todas as 42,8 milhões de mulheres fora da força de trabalho teriam condições de ingressar no mercado, por isso, o recorte foca nas 13 milhões que apontam os afazeres domésticos e de cuidados como principal impedimento para uma ocupação.

A maioria dessas mulheres tem ensino médio completo. Para estimar a renda potencial, as pesquisadoras utilizaram os rendimentos médios de mulheres com o mesmo nível de instrução.

Em 2025, por exemplo, aquelas com ensino médio completo recebiam, em média, R$ 2.162 mensais. O estudo reconhece que a escolaridade não é o único fator que determina os salários, mas considera a simulação relevante para dimensionar a perda econômica provocada pela divisão desigual do trabalho.

Isabela afirma que políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, por exemplo, funcionam como medida paliativa necessária para mulheres que não conseguem ingressar no mercado, mas não devem ser a solução definitiva.

Para ela, o objetivo deve ser criar condições para que essas mulheres tenham acesso a empregos e possam conquistar autonomia financeira. A pesquisadora destaca que o grupo analisado não é formado por mulheres que necessariamente não querem trabalhar, mas por aquelas que apontam a falta de tempo, devido às responsabilidades domésticas e de cuidado, como obstáculo.

O levantamento também mostra que a desigualdade não atinge todas da mesma maneira. As pretas e pardas são maioria entre as 13 milhões que permanecem em casa devido aos cuidados. As diferenças regionais também são expressivas: em 2025, a participação feminina na força de trabalho era de 48% na região Norte e de 45% no Nordeste, patamares inferiores aos registrados em outras regiões.

Enquanto 53% das mulheres estavam na força de trabalho em 2025, a proporção entre os homens era de 72%. Entre eles, o cuidado doméstico aparece com muito menos frequência como motivo para não trabalhar. Ao todo, 740 mil homens apontaram os afazeres domésticos e de cuidados como principal razão para permanecer fora da força de trabalho, ante 13 milhões de mulheres.

STF e TSE entram em conflito nas eleições de 2026 após quase três décadas de sintonia- Por Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vivem um momento de tensão durante as eleições de 2026, rompendo um histórico de alinhamento entre as duas Cortes. Levantamento citado pelo Estadão aponta que, ao longo de quase três décadas, os tribunais concordaram mais vezes do que divergiram. As decisões recentes envolvendo Flávio Bolsonaro e Lula, porém, evidenciaram divergências sobre os limites de atuação do Supremo no processo eleitoral.

O embate ocorre em meio a disputas sobre decisões do TSE relacionadas às campanhas dos dois pré-candidatos e ao combate à desinformação. Os episódios ampliaram questionamentos sobre a atuação da Justiça Eleitoral e a relação institucional com o STF, que também tem ministros envolvidos em julgamentos de grande repercussão política.

A reportagem do Estadão destaca que os conflitos atuais contrastam com a trajetória histórica de cooperação entre os tribunais. O cenário eleitoral de 2026 passou a expor divergências sobre competências, decisões judiciais e os limites da interferência do Supremo em questões submetidas à Justiça Eleitoral.

Pesquisa Nexus/BTG aponta Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos no segundo turno Por Redação


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 52% das intenções de votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República, segundo pesquisa Nexus contratada pelo BTG Pactual. Apesar da vantagem numérica do senador, os dois candidatos estão em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone, entre os dias 10 e 12 de outubro, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07997/2026. Os percentuais de votos válidos desconsideram os votos brancos e nulos.

No primeiro turno, com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, o equivalente a 56,1 milhões, enquanto Lula alcançou 45,16%, com 53,8 milhões. O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Segundo a CNN Brasil, a diferença entre os dois no primeiro turno foi a menor registrada desde a redemocratização.

Fim da escala 6x1 volta ao Senado nesta terça (13), com disputa entre governo e oposição; veja o que pode mudar

O Senado Federal retoma nesta terça-feira (13) as sessões de análise da PEC (proposta de emenda à Constituição) 221, que acaba com a escala 6x1, na qual se trabalha por cinco dias com um de folga. Ao todo, são cinco sessões ordinárias antes que a proposta seja votada. Já houve três.

A votação está prevista para ocorrer em primeira sessão nesta quarta-feira (14), a partir das 14h. A oposição tenta evitar que ocorram duas votações no mesmo dia, com obstruções, seja impedindo o quórum mínimo ou apresentando emendas para tentar fazer com que o texto volte para a Câmara dos Deputados.

A PEC pelo fim da escala 6x1 reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas 14 meses após sua promulgação e publicação, e cria a escala 5x2, sem redução de salário. A proposta foi aprovada na Câmara em maio. Para passar no Senado, precisa de 49 votos dos 81 senadores em duas votações.

As sessões de discussões da PEC começaram na terça-feira (6), logo após o primeiro turno das eleições de 2026, conforme havia sido acordado entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O PL, de Flávio Bolsonaro, é o principal partido que trabalha contra a aprovação nos bastidores. O motivo é que, na avaliação da legenda, a medida daria vantagem a Lula, que saiu do primeiro turno das eleições em desvantagem, em segundo lugar.

As sessões de discussão da PEC precisavam de ao menos cinco senadores para debate, mas chegaram a ter cerca de 50. O primeiro a falar na tribuna foi o senador Paulo Paim (PT-RS), que está se aposentando do Senado, e sempre defendeu a redução da carga horária de trabalho.

Paim teve uma de suas PECs de diminuição da jornada aprovada no final de 2025, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Ele foi deputado constituinte e, ao lado do presidente Lula, conseguiu aprovar a redução da jornada de 48 horas semanais para 44 horas semanais no texto da Constituição.

PEC das horas trabalhadas

Paralela à PEC 2221, há uma proposta da oposição. É a PEC 12, do senador Rogério Marinho (PL-RN), que propõe mudar a escala para implantar o sistema de horas trabalhadas. Chamada de PEC da Liberdade por quem a defende ou de PEC da Escala 7x0 pelos seus críticos, a medida cria o regime por horas trabalhadas.

O projeto do parlamentar do PL altera parte do artigo 7º da Constituição Federal para dar ao trabalhador a possibilidade de escolher entre a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e o trabalho por hora, por meio de um regime flexível. O pagamento seria feito com base nas horas trabalhadas.

Com esse modelo, o próprio profissional poderia escolher um contrato em que folga dois dias por semana, mas não recebe pelos dias que não trabalha. A jornada por hora poderia ter contratos inclusive em que se trabalha todos os dias, respeitado o limite de horas semanais, ou com uma folga na semana.


Na PEC apoiada por Flávio Bolsonaro, salário, FGTS, férias e 13º seriam proporcionais às horas trabalhadas.

O que pode mudar com o fim da escala 6x1?

  • A jornada de trabalho hoje é limitada a oito horas por dia e 44 horas semanais, conforme prevê a Constituição
  • Pela PEC 221, a jornada será limitada a oito horas diárias e 40 horas semanais, com dois descansos semanais remunerados, sendo um deles preferencialmente aos domingos
  • No primeiro ano, o limite será de 42 horas semanais e só começará a valer 60 dias após a promulgação da medida; 12 meses depois, haveria a redução para 40 horas

Como fica o descanso semanal remunerado?

  • Hoje, há apenas um repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos
  • A PEC 221 cria a escala 5x2, com dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos
  • Mas isso não significa que todo mundo vai folgar aos sábados e domingos, pois vai depender da escala e da profissão
  • Categorias e atividades que podem atuar em domingos e feriados, conforme prevê a lei, por serem consideradas essenciais, continuam com outras escalas, mas a folga deve ser compensada

Como ficam as horas extras?

  • As horas extras continuam existindo. Hoje, o salário deve ser acrescido em 50% a cada hora a mais trabalhada no dia, com limite de duas horas extras por dia
  • Com a PEC, no período em que a jornada for de 42 horas, acordos e convenções coletivas poderão prever que a jornada diária possa ter mais de oito horas para compensar a escala 5x2, sem que essas horas sejam pagas como extra
  • Isso ocorrerá para acomodar a jornada de 42 horas dentro da escala de cinco dias

Será proibido trabalhar aos domingos?

  • O trabalho aos domingos não é proibido e é, inclusive, permitido para algumas categorias consideradas essenciais
  • Se houver trabalho nesse dia sem compensação prevista em lei, norma, convenção ou acordo coletivo, a hora de trabalho deverá ser paga em dobro
  • A PEC 221 mantém o domingo como um dia preferencial de descanso, mas não veta o trabalho neste dia, garantindo que categorias que precisem funcionar possam organizar suas escalas; vale a regra atual de compensação, que pode contar, inclusive, com banco de horas

Como fica o banco de horas?

  • Hoje, o trabalho em domingos e feriados pode ser compensado por meio de banco de horas se houver acordo ou convenção coletiva prevendo a medida
  • Não há nova regra prevista e o banco de horas poderá ser adotado conforme as negociações entre empregadores e trabalhadores

Os acordos e convenções coletivas vão mudar? Eles podem prever jornada maior?

  • A Constituição e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) garantem que acordos e convenções coletivas podem prever arranjos diferentes de leis e normas, desde que respeitem a Constituição; é o acordado sobre o legislado, reforçado na reforma trabalhista de 2017
  • A PEC 221 mantém que acordo ou convenção coletiva de trabalho pode prever compensação de horários e outros arranjos de jornada, desde que respeitados os limites reforçando o acordado sobre o legislado; não é possível, no entanto, aumentar a jornada máxima semanal nem acabar com os dois dias de descanso previstos
  • A PEC prevê ainda que cláusulas que tratem sobre a jornada antiga deixam de valer dentro de 60 dias

O que é o 'superempregado'?

  • A reforma trabalhista de 2017 criou a figura do trabalhador hipersuficiente, que é o profissional com diploma de nível superior e salário acima de dois tetos da Previdência Social; ele pode negociar diretamente com o empregador
  • A PEC 221 coloca na Constituição a figura do 'superempregado', que é o trabalhador com diploma de nível superior e com salário acima de dois tetos e meio da Previdência, o que dá R$ 21.888,88 hoje. Neste caso, o profissional não terá controle de jornada e terá direito somente aos dois descansos semanais remunerados

Por Cristiane Gercina

Homem é internado em UTI após ser brutalmente agredido em Ipiaú

Caso teria ocorrido no Centro de Abastecimento – Foto: Arquivo / Giro Ipiaú
Um homem identificado como Jackson dos Reis Cortez Júnior, de idade não informada, está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, após sofrer graves agressões na madrugada de domingo (11), em Ipiaú. A vítima teria sido atingida principalmente na cabeça.

Segundo informações apuradas pelo GIRO, o caso teria ocorrido nas imediações do Centro de Abastecimento José Motta Fernandes. Até o momento, não há informações confirmadas sobre as circunstâncias das agressões, nem sobre quem teria praticado a violência.

A família começou a procurar Jackson após receber notícias de que ele havia sido agredido. O rapaz enfrenta problemas relacionados à dependência química e, conforme familiares, já passou por internações em centros de recuperação, mas não permaneceu nos tratamentos.

Um familiar que esteve no Hospital Prado Valadares, em busca de informações sobre a vítima, relatou ao GIRO que ainda não sabe o que realmente aconteceu. “Não temos certeza de nada até o momento”, afirmou, referindo-se à dinâmica das agressões, à possível motivação e à autoria.

Ainda segundo o familiar, Jackson permanece sedado e intubado na UTI. Até esta segunda-feira (12), a família não havia recebido informações detalhadas sobre seu estado clínico. Um novo boletim médico é aguardado para terça-feira (13).

O caso deverá ser registrado pelos familiares na Delegacia Territorial de Ipiaú, para que a Polícia Civil investigue as circunstâncias das agressões e identifique os responsáveis.
Fonte: Giro Ipiaú

Mulheres conservadoras de direita reúnem 7,5 milhões de votos e apostam nas redes para ampliar sua influência política


                   Mulheres conservadoras se elegem impulsionadas pelo engajamento nas redes sociais

Com pautas conservadoras, antifeministas e redes sociais superengajadas, uma nova leva de mulheres conquistou espaço no Senado e na Câmara nas eleições de 2026. Somando mais de 7,5 milhões de votos, elas mostram como a influência digital se tornou uma das maiores forças eleitorais do Brasil.

Algumas em seu primeiro mandato, outras reeleitas, essas mulheres têm em comum uma comunicação efetiva com seus eleitores por meio das redes sociais, com linguagem própria e conteúdos que geram engajamento. O Instagram se destaca como uma das principais plataformas para essa aproximação, permitindo que elas ampliem seu alcance e fortaleçam sua presença política.

Entre os nomes que se destacam nesse campo político estão Ana Campagnolo, eleita deputada estadual por Santa Catarina com 387.523 votos, e Eduarda Campopiano, por São Paulo, com 1.956.238 votos. Na Câmara dos Deputados, Julia Zanatta recebeu 560.223 votos, e Chris Tonietto, 81.966. Já Michelle Bolsonaro somou 938.496 votos, e Bia Kicis, 886.616.

A deputada estadual Índia Armelau (PL), reeleita para seu segundo mandato com 248.504 votos, é uma das provas desse fenômeno. Ela se tornou a candidata mais votada do estado do Rio de Janeiro, além de ser a mulher mais votada da história da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Com um perfil ativo no Instagram, a deputada cresceu muito desde sua primeira eleição, em 2022, quando recebeu 57.582 votos, e atribui esse avanço expressivo à sua atuação em redes como Instagram e WhatsApp. Ela conta que, na primeira disputa, a expectativa era de cerca de 20 mil votos. Já na segunda, mesmo após quatro anos de mandato, a maior aposta entre seus apoiadores era de 114 mil. O resultado ultrapassou os 248 mil votos.

"Isso mostra que até hoje estamos tentando compreender a dimensão do alcance das redes sociais, principalmente quando existe alguém que se posiciona com firmeza e apresenta trabalho", afirma.

Amanda Brandão Armelau, seu nome de registro, nasceu em Manaus, no Amazonas, e é ex-nadadora profissional. Tem como principais bandeiras a defesa da família e dos direitos das pessoas com deficiência, além do fomento ao esporte e da melhoria da segurança pública. Embora crítica ao feminismo, a deputada afirma defender os direitos das mulheres.

Entre suas pautas, destacou-se a apresentação de um projeto polêmico que previa a regulamentação do uso de banheiros e vestiários neutros em ambientes públicos e privados de uso coletivo, destinados a pessoas trans ou não binárias. Também é de sua autoria a Lei nº 10.260/2023, que instituiu um programa estadual de defesa pessoal para mulheres vítimas ou ameaçadas de violência doméstica.

Índia Armelau começou sua atuação nas redes sociais durante o governo de Jair Bolsonaro. Ela relata que passou a acompanhar mais de perto os acontecimentos políticos durante as gestões de Bolsonaro e Wilson Witzel e, a partir disso, começou a se posicionar publicamente. O incentivo de pessoas que acompanhavam seu conteúdo nas redes, assim como o apoio de outros parlamentares, também contribuiu para que decidisse se candidatar.

"Naquele período, comecei a utilizar as redes sociais para defender o presidente Jair Bolsonaro, combater notícias falsas e questionar as ações do governo Witzel, principalmente em relação às denúncias de desvios de recursos públicos e às irregularidades na construção dos hospitais", relata. Foi assim que ganhou projeção, apresentando seus posicionamentos e alcançando pessoas que se identificavam com aquilo que defendia.

Hoje, com 947 mil seguidores e quase 4 mil publicações no Instagram, a deputada se mantém ativa nas redes sociais. Ela compartilha sua rotina política nos stories e publica vídeos ao lado de aliados, com críticas à oposição e reações a notícias relacionadas à esquerda. Alguns de seus vídeos ultrapassam 2 milhões de visualizações. Em suas publicações, aparece fazendo reacts e comentando temas políticos atuais.

"Acredito que a minha forma de me comunicar, a proximidade com os seguidores e o compartilhamento do meu dia a dia fizeram muita diferença. Sempre procurei utilizar as redes sociais para mostrar quem eu sou, aquilo em que acredito e, principalmente, divulgar o trabalho que realizo na Assembleia Legislativa", afirma.

A antropóloga Letícia Cesarino, autora de O Mundo do Avesso: Verdade e Política na Era Digital, explica que o discurso antifeminista se tornou uma estratégia de engajamento político dentro da economia da atenção. A combinação de entretenimento, polêmica e mobilização pelo medo ajuda a conquistar visibilidade e votos. Nesse contexto, pautas relacionadas a gênero são apresentadas como ameaças à família e às crianças, criando um cenário de pânico moral que desperta indignação, mobiliza seguidores e amplia o alcance desses conteúdos nas redes sociais.

"É pela atenção que o ecossistema transforma o engajamento e a raiva em uma engrenagem que financia e viabiliza campanhas políticas. Essas pessoas ficam na cabeça das pessoas. É uma instrumentalização de uma infraestrutura que já existe, a da influência, só que você a canaliza para fins políticos. E isso tem dado muito certo desde 2018", afirma Cesarino.

Para a reeleita Chris Tonietto, o sucesso nas redes sociais está relacionado à autenticidade de sua comunicação. "Do jeito que falo é porque é assim que eu vivo, é assim que eu penso, é assim que eu sempre fui", afirma. Para a deputada federal, as pessoas estão cansadas de máscaras e discursos superficiais e vazios, e estão aprendendo a reconhecer quem é quem.

"Estão se conectando com quem sente a mesma dor, a mesma indignação e a mesma fé que elas. Isso é apenas o reflexo de milhões de brasileiros que finalmente se sentem representados por alguém que fala a língua deles de maneira autêntica, sem filtro, sem medo e sem ideologia", completa.
Por Isabella Candido/Folhapress

Militar próximo à campanha de Flávio, Pazuello defende anistia a presos do golpe e a 'quem prendeu'

Ideia de um perdão amplo é comparada com lei na ditadura militar; 'anistia tem de ser para todos os lados', diz ex-minist
Militares que gravitavam em torno de Jair Bolsonaro (PL) e que não foram condenados por tentativa de golpe de Estado se ressentem do alijamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Eles apontam que apenas dois generais da reserva integram a campanha e o entorno do presidenciável: Eduardo Pazuello (PL-RJ), ministro da Saúde demitido do governo Bolsonaro no auge da pandemia e reeleito deputado federal, e Eliéser Girão (PL), reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte.

Pazuello passou a ser citado como cotado a integrante de um eventual governo Flávio caso ele seja eleito para a Presidência.

"O setor [de petróleo] tem jogado isso", disse à Folha o ex-ministro da Saúde, sobre cogitação de que chefiaria a Petrobras nesse caso. "Como presidente da frente parlamentar em apoio ao petróleo, tenho ido a todos os eventos do setor nos últimos quatro anos."

Em outra seara, Pazuello propõe uma anistia ampla, de lado a lado, no caso da tentativa de golpe de Estado que levou à prisão Bolsonaro, quatro generais de quatro estrelas de Exército e Marinha, outros oficiais militares, civis que integravam o governo e grupos de pessoas que depredaram o STF (Supremo Tribunal Federal), o Congresso e o Palácio do Planalto.

Segundo Pazuello, devem ser anistiados os golpistas e "quem prendeu" os golpistas, numa referência ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo.

"O Congresso vai votar a anistia a todos os presos políticos. E a anistia tem de ser para todos os lados, inclusive para quem prendeu", afirmou o general. "Foi assim que resolvemos lá atrás."

O deputado se refere à Lei de Anistia de 1979, sancionada pelo presidente João Baptista Figueiredo, o último general a comandar o país na ditadura militar de 1964 a 1985. A lei incluiu perdão a militares que operaram a repressão e permitiu, por outro lado, o retorno ao Brasil de 5.000 exilados políticos, opositores da ditadura.

"Não podemos continuar na porra desse pingue-pongue, senão não arrumamos o país", disse Pazuello. "E não existe isso de general defender só um lado. Nós somos irmãos, não somos inimigos."

O deputado não detalha o que seria uma anistia ao "outro lado" e evita nomes. Segundo ele, isso não se aplicaria a um impeachment de ministro do STF —Moraes, por ter sido quem prendeu Bolsonaro, é tratado na bancada do PL no Senado, ainda mais anabolizada com o resultado das urnas no domingo, como o primeiro da fila.

"O lado que prendeu cometeu atrocidades", disse Pazuello. "É preciso que se passe a régua em tudo isso." Segundo o general, foram anistiados "todos os comunistas que mataram, e os que torturaram", numa fala em referência ao processo de anistia na ditadura.

O deputado citou também a Venezuela. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comandou a captura do ditador do país, Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, e passou a influenciar o governo da atual líder, Delcy Rodríguez, especialmente no setor de petróleo e até mesmo na definição de uma possível data para eleição presidencial.

"Olhe para a Delcy, na Venezuela. Ela está pacificando o país", disse Pazuello. "Ela soltou todos os presos políticos e está arrumando o país."

Ideia similar já foi defendida por Flávio, antes de ele ser anunciado candidato, em entrevista à Folha em 2025. "Para mim, a anistia é a saída honrosa para todo mundo. Para o Supremo, para o Alexandre de Moraes e para o Congresso", declarou.

Tudo que tenha um fundo político deve levar à anistia, segundo ele. O impeachment de um ministro do STF não entraria numa esfera criminal e, por isso, não faria parte dessa equação.

"A eleição de senadores no domingo pode já significar uma pacificação", disse Pazuello. O PL elegeu 19 senadores e se tornou a maior bancada da Casa, com 28 parlamentares.

A partir de 2027, o Senado terá ao menos 50 congressistas que defendem o impeachment de um ministro do STF. Um afastamento do tipo, que seria inédito, depende de 54 votos.

Pazuello visitou na prisão o general Braga Netto, na 1ª Divisão do Exército, no Rio. Condenado por tentativa de golpe de Estado, Braga Netto foi ministro da Casa Civil, ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro. Os outros generais de quatro estrelas que continuam presos são um ex-ministro da Defesa de Bolsonaro, Paulo Sérgio de Oliveira, e o ex-comandante da Marinha no mesmo governo, Almir Garnier.

Se houver anistia e eles forem soltos, esses generais vão "recuperar o tempo perdido e o convívio com as famílias", segundo Pazuello. "Eles não devem pensar em compor um governo", disse.

A defesa de uma anistia ampla, que envolva todos os lados, é uma ideia que ainda não foi compartilhada com o presidenciável, segundo o general. "Nós já tivemos inúmeras anistias que mantiveram a integração do nosso território."

Pazuello disse que Flávio, se eleito, vai agir para anistiar o pai, e que Jair subiria a rampa do Planalto para passar a faixa ao filho.

O processo da prisão é fruto de uma investigação da PF (Polícia Federal), de uma denúncia formulada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e de uma condenação colegiada do STF, com amplo acesso a direito de defesa por parte dos acusados.

"É o que a população quer. O povo brasileiro já se posicionou", afirmou. Há um ano, pesquisa do Datafolha mostrou que 54% dos brasileiros rejeitavam a ideia de o Congresso anistiar Bolsonaro. Defensores da ideia eram 39% dos entrevistados.

No governo Bolsonaro, Pazuello foi ministro interino da Saúde, no auge da pandemia, até ser efetivado no cargo. Ficou menos de um ano e acabou demitido num momento de recordes de mortes pela Covid, com mais de 2.000 por dia. O Brasil tinha o segundo maior número absoluto de óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos.

No momento da demissão, a pandemia havia provocado 300 mil mortes no país. Pazuello apostou em medicamentos sem a comprovação científica de eficácia. O Brasil demorou a vacinar, e isso se refletiu nos números de óbitos.

Após a demissão, Pazuello participou de um ato político de Bolsonaro no Rio. Ele ainda era general da ativa, a quem é vedado se manifestar politicamente. O comandante do Exército na ocasião, Paulo Sérgio de Oliveira, que hoje está preso por tentativa de golpe, livrou o general de punição no processo interno aberto na Força.

Na atual disputa presidencial, o general disse que não colabora em assuntos de saúde na campanha de Flávio.

Por Vinicius Sassine, Folhapress

Homem é preso por furto de carga de cimento em Simões Filho

Investigado utilizou fardamento corporativo e induziu a portaria de um centro logístico a erro para subtrair os itens

Um homem de 42 anos, investigado pelo crime de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, foi preso na sexta-feira (9), no bairro Ponto Parada, em Simões Filho. O suspeito é apontado como responsável pelo furto de uma carga avaliada em R$ 15 mil, retirada de uma empresa onde havia trabalhado anteriormente.

O crime ocorreu em 29 de agosto deste ano, em um centro logístico situado nas imediações da BR-324. Segundo as investigações, o suspeito conhecia detalhadamente a rotina operacional da empresa e entrou clandestinamente no local, utilizando fardamento corporativo. Em seguida, contratou um caminhoneiro autônomo e induziu a equipe da portaria a erro para permitir o acesso do veículo de carga.
Já no pátio, ele operou uma empilhadeira para retirar 280 sacos de cimento, posteriormente transportados e descarregados em Salvador. A dinâmica do crime e a autoria foram esclarecidas pela 22ª Delegacia Territorial (DT/Simões Filho), por meio da análise de imagens de videomonitoramento, relatórios de inteligência e depoimentos de testemunhas.

Após a captura, o homem foi encaminhado à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde foi cumprido um mandado de prisão preventiva. Ele permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
Fonte: Guilherme Santos/Ascom-PCBA

Dois homens são presos em flagrante por homicídio em Vitória da Conquista

                             Vítima foi agredida após desentendimento envolvendo o furto de um celular
Dois homens, de 21 e 26 anos, foram presos em flagrante por homicídio no domingo (11), no bairro Ibirapuera, em Vitória da Conquista. Eles são investigados pela morte de Gilmar Oliveira Santos Filho, de 25 anos, cujo corpo foi localizado nas proximidades do bairro Bruno Bacelar.

Segundo as investigações, a vítima subtraiu o celular de um dos suspeitos em um estabelecimento comercial no Ibirapuera. Horas depois, os homens encontraram a vítima e a agrediram. Em seguida, ela foi transportada no porta-malas de um veículo pertencente a um dos investigados até um local ermo, nas proximidades do bairro Bruno Bacelar, onde o corpo foi deixado.

Após diligências, policiais civis da Delegacia de Homicídios de Vitória da Conquista identificaram e localizaram os suspeitos. O veículo utilizado no crime e uma enxada foram apreendidos.

Os investigados foram conduzidos à unidade policial e permanecem custodiados à disposição da Justiça.

As investigações prosseguem para localizar outros possíveis envolvidos e esclarecer a dinâmica do crime.
Fonte: Guilherme Santos / Ascom-PCBA

PF prende mulher com 33,9 kg de skunk em aeroporto de Recife/PE

Recife/PE. A Polícia Federal prendeu em flagrante, na manhã de 8/10, uma mulher, natural de Manaus/AM, suspeita de tráfico de drogas. A prisão ocorreu durante fiscalização no Aeroporto Internacional dos Guararapes/PE, em que foi encontrada a droga, identificada por meio de exame pericial como skunk, com peso bruto de 33,9 kg.

A passageira embarcou em Manaus/AM, com escala em Recife/PE e destino em Fortaleza/CE.

Após os procedimentos de polícia judiciária, a mulher foi encaminhada à audiência de custódia e ficou à disposição da Justiça Estadual.

Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco

PF e SENAD/PY iniciam operação de combate ao cultivo ilegal de cannabis no Paraguai

58ª fase da Operação Nova Aliança prevê ações aéreas e terrestres para erradicar plantações ilegais e desarticular estruturas do narcotráfico na região de fronteira
Brasília/DF. A Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY) iniciaram, nesta segunda-feira (12/10), a 58ª fase da Operação Nova Aliança, que seguirá até o dia 23 de outubro, com apoio da Força-Tarefa Conjunta e do Ministério Público do Paraguai.

As ações estão concentradas em regiões de fronteira com ocorrência de cultivos ilícitos de cannabis e atuação de organizações criminosas transnacionais. As equipes realizam operações aéreas e terrestres para localizar, erradicar e destruir plantações ilegais, além de desarticular estruturas utilizadas para a produção e o armazenamento de drogas.

Realizada desde 2012, a Operação Nova Aliança fortalece a cooperação entre Brasil e Paraguai no enfrentamento ao narcotráfico na região de fronteira.

A operação também prevê a recuperação de áreas degradadas pelo cultivo ilegal, sob responsabilidade dos órgãos paraguaios competentes.

Coordenação-Geral de Comunicação Social

"Toma de ruf ruf ruf": Baiana e torcedora do Bahia, Alice Pereira celebra triunfo e bônus do UFC Vegas 122 segunda-feira, Por Redação

A baiana Alice Pereira foi premiada com US$ 100 mil (cerca de R$ 540 mil) pela atuação no UFC Vegas 122, realizado no último sábado (10), em Las Vegas, nos Estados Unidos. A lutadora derrotou a russa Daria Zhelezniakova por nocaute técnico no primeiro round e recebeu um dos quatro bônus de Performance da Noite do evento.

Após o triunfo, Alice também chamou a atenção fora do octógono. Em um vídeo que circula nas redes sociais, a atleta aparece comemorando em um aeroporto, dançando ao som da música "toma de ruf ruf ruf" e exibindo uma bandeira do Bahia.

Durante o combate, a brasileira impôs pressão na trocação, levou a adversária ao chão e manteve o controle da luta. Nos instantes finais do primeiro assalto, intensificou os golpes no solo e provocou um corte na cabeça da russa. Zhelezniakova não retornou para a segunda parcial, e o árbitro registrou o resultado como nocaute técnico por desistência, aos 5 minutos.

Este foi o segundo bônus conquistado pela brasileira em 2026. Em abril, ela havia sido premiada após nocautear Hailey Cowan com uma joelhada no UFC Vegas 115.

Natural de Feira de Santana, Alice tem 20 anos e conquistou a segunda vitória consecutiva no UFC. Com o resultado, seu cartel profissional passou a contabilizar oito triunfos e uma derrota. A atleta ocupa a 15ª posição no ranking do peso-galo feminino e é a mais jovem mulher do elenco atual da organização.

Antes de chegar ao UFC, a baiana conquistou o cinturão do Cage Masters, no circuito regional. Entre suas principais características estão o poder de nocaute e a capacidade de encerrar combates ainda no primeiro round.

Recorde de governadores eleitos no 1º turno amplia desafio de Lula e Flávio contra abstenção

O número recorde de 21 governadores eleitos no primeiro turno das eleições de 2026 aumenta o desafio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para mobilizar eleitores na disputa presidencial. Levantamento do Estadão com eleições desde 2002 aponta que a abstenção nos estados onde a disputa pelo governo terminou na primeira rodada subiu, em média, de 19,1% para 22,4% no segundo turno. No primeiro turno deste ano, mais de 33 milhões de brasileiros não compareceram às urnas, enquanto a diferença entre os presidenciáveis foi de 1,87 ponto percentual. A reportagem é do Estadão.

Lula aposta na atuação de governadores aliados, especialmente no Nordeste, para ampliar sua votação e atrair eleitores ausentes. O presidente se reuniu com Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí), reeleitos no primeiro turno, para discutir estratégias de mobilização. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal, a ausência pode afetar proporcionalmente mais o eleitorado de menor renda, segmento em que o petista tem maior desempenho. Aliados do presidente também defendem reforçar a comparação entre os dois candidatos para estimular a participação.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, pretende utilizar a estrutura política de governadores e lideranças que já conquistaram seus mandatos para manter a campanha ativa. Em São Paulo, a expectativa é contar com o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos); em Minas Gerais, a articulação envolve o governador eleito Cleitinho (Republicanos) e o deputado Nikolas Ferreira (PL). Especialistas ressaltam, porém, que o fim das disputas estaduais pode tanto reduzir a mobilização política quanto liberar lideranças para atuar na corrida presidencial. O resultado dependerá também de fatores como o envolvimento dos eleitores, o desgaste com a política e o cansaço após campanhas polarizadas.

VÍDEO: Renato Gaúcho declara apoio a Flávio Bolsonaro e sai aplaudido de coletiva após Gre-Nal

O técnico Renato Portaluppi, do Grêmio, declarou apoio a Flávio Bolsonaro após o empate por 1 a 1 com o Internacional, neste domingo (11), na Arena do Grêmio, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. A manifestação ocorreu durante a entrevista coletiva, quando o treinador criticou a cobertura da imprensa sobre a detenção de seu auxiliar, Alexandre Mendes.

Mendes foi detido na quinta-feira (8), sob acusação de descumprir uma medida protetiva solicitada pela ex-mulher, e deixou a prisão na sexta-feira (9). No sábado (10), voltou a trabalhar normalmente e acompanhou Renato no clássico Gre-Nal.

Ao comentar o caso, o comandante gremista defendeu o auxiliar e criticou os jornalistas que noticiaram o episódio. Renato também afirmou que o Ministério Público inocentou Mendes, sem apresentar detalhes que sustentassem a declaração durante a resposta.

“Sou a favor da prisão do cara que bate na mulher. O dia que ele fizer isso ele não vai mais trabalhar comigo”, disse o treinador.
Na sequência, Renato relacionou suas críticas à imprensa ao posicionamento político. “Eu não deveria falar isso, mas é por isso que sou Bolsonaro”, afirmou, sendo aplaudido após a decla

A fala foi interpretada como uma manifestação pública de apoio a Flávio Bolsonaro, que disputará o segundo turno das eleições presidenciais contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação está prevista para 25 de outubro.
Por Ba

Vídeos: incêndio destrói igreja após missa em Santa Catarina

Um incêndio de grandes proporções atingiu a Igreja Matriz de Treze de Maio, no sul de Santa Catarina, na manhã deste domingo (11). O fogo começou pouco depois do término de uma missa, quando o templo já estava fechado, e foi detectado por uma pessoa que notou fumaça saindo da sacristia.

Equipes de bombeiros de várias cidades foram acionadas e controlaram as chamas perto do meio-dia, enquanto moradores correram para resgatar imagens sacras e outros objetos antes que o fogo se espalhasse por completo.

O alarme foi dado quando uma pessoa percebeu fumaça saindo dos fundos do templo e acionou as equipes de emergência. Os primeiros chamados chegaram ao Corpo de Bombeiros por volta das 10h22. A missa havia terminado pouco antes, e o templo já estava fechado no momento em que as chamas começaram a se alastrar.

Vídeos registrados por moradores e divulgados pelos próprios bombeiros mostram o fogo tomando conta do interior da igreja e uma densa coluna de fumaça saindo do prédio.

O resultado foi devastador: toda a estrutura da igreja foi danificada, com o teto consumido pelas chamas e desmoronado. Apesar da extensão dos danos materiais, ninguém ficou ferido. As causas do incêndio ainda serão apuradas por perícia, e não há confirmação sobre o que provocou o início das chamas.



Mobilização e resgate de objetos sacros

O combate ao incêndio exigiu uma mobilização de grande porte. Atuaram na ocorrência equipes dos Bombeiros Voluntários de Jaguaruna, Sangão e Treze de Maio, com uma ambulância e dois caminhões de combate a incêndio, além do Corpo de Bombeiros Militar, que contribuiu com três caminhões, incluindo uma viatura equipada com autoescada de Criciúma.

Guarnições de Tubarão e de Morro da Fumaça também participaram da operação. O apoio logístico veio de dois caminhões-pipa, um da prefeitura e outro da Cerâmica Guarezi.

Antes que o fogo se propagasse completamente, moradores da região agiram por conta própria e conseguiram retirar do interior da igreja algumas imagens sacras, bancos e outros objetos, preservando parte do patrimônio do templo.

Paróquia lamenta e destaca importância do templo

Após o incêndio, a Paróquia de Treze de Maio publicou uma nota nas redes sociais lamentando a destruição e ressaltando o valor histórico e religioso do templo para a comunidade.

No comunicado, a paróquia afirmou que a Igreja Matriz “guarda a história de uma comunidade inteira, marcada pela fé, pela união e pela presença de Deus”, e que o espaço foi palco de celebrações, sacramentos, orações e encontros de famílias ao longo dos anos.

“O incêndio deixou marcas em nossa igreja, mas não pode apagar tudo o que ela representa para nós. A fé que nos reuniu tantas vezes continua viva em nossos corações, assim como a esperança que nos sustenta neste momento tão difícil”.

A nota encerrou reafirmando a continuidade da comunidade para além da estrutura física: “Nossa história permanece. Nossa fé permanece. E Deus continua conosco”. As causas do incêndio seguem sem confirmação e serão objeto de perícia técnica, cujo relatório final ainda será elaborado pelo chefe de socorro responsável pela ocorrência.

Ambulâncias incendiadas

Um incêndio atingiu, no sábado (10), uma área onde estavam estacionadas várias ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Salvador, na Bahia. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Há indícios de que o fogo tenha sido provocado de forma intencional, o que levanta a suspeita de uma ação criminosa. Não há registro de feridos. Conforme informou a Polícia Civil (PC), 23 ambulâncias foram atingidas.

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Jovens despontam entre mais votados, mas metade da Câmara tem 49 anos ou mais

Os campeões de votos para a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano são candidatos jovens, que construíram parte de sua projeção política a partir das redes sociais e representam os polos que protagonizam a disputa presidencial entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Levantamento da Folha aponta que dos 10 deputados federais mais votados em números absolutos do país, 9 têm menos de 40 anos. Dentre eles estão nomes como Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL-SP), André Fernandes (PL-CE), Erika Hilton (PSOL-SP) e Ana Elisa (PT-MG).

A exceção entre os dez mais votados é a deputada federal Júlia Zanatta (PL), 41, reeleita para mais um mandato por Santa Catarina.

A despeito da presença de jovens entre os candidatos mais votados, a idade mediana dos eleitos para a Câmara dos Deputados permaneceu em 49 anos, o mesmo patamar registrado em 2022. Desta forma, metade dos deputados eleitos para a próximas Legislatura terão 49 ou mais.

Nas Assembleias Legislativas estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, a mediana também ficou estável, em 47 anos. Já no Senado, caiu de 58 anos, em 2022, para 56 anos, em 2026.

A comparação considera a idade dos candidatos eleitos no dia da votação do primeiro turno e utiliza dados abertos do TSE. No caso do Senado, houve uma renovação de dois terços das cadeiras neste ano, ante um terço em 2022.

Dentre os dez deputados mais votados estão alguns nomes que se tornaram símbolos da nova direita. É o caso de Nikolas Ferreira, 30, que dobrou a sua votação de 2022, atingindo a marca de 3 milhões de votos.

Em São Paulo, Lucas Pavanato, 28, alcançou um feito semelhante, sendo eleito para o primeiro mandato como deputado federal. Ele é vereador em São Paulo desde 2025, seu primeiro cargo eletivo.

Também em São Paulo, a deputada Erika Hilton, 33, teve cerca de 1,6 milhão de votos e se tornou a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados. Sâmia Bonfim, 37, foi outra candidata do PSOL paulista que ficou entre as mais votadas, com cerca de 583 mil votos.

A principal novidade da esquerda veio de Minas Gerais. Ana Elisa, 21, foi eleita deputada federal pelo PT com mais de 524 mil de votos em uma campanha ancorada pelas redes sociais.

Dentre os 10 mais votados, 6 são de partidos de direita e 4 de legendas de esquerda. Apenas uma tem um perfil mais centrista: a deputada federal Tabata Amaral (PSB), reeleita em São Paulo.

O perfil é distinto dos deputados federais mais votados há quatro anos. Em 2022, 5 dentre os 10 campeões de voto tinham menos de 40 anos. Nikolas Ferreira, Tabata Amaral e Kim Kataguiri (Missão) repetiram o feito e ficaram, mais uma vez, entre os dez mais votados.

Com condenações no STF (Supremo Tribunal Federal), Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, do PL em São Paulo, não disputaram a reeleição. Guilherme Boulos (PSOL) não concorreu para permanecer ministro do governo Lula e ajudou a eleger a esposa para a Câmara.

Apesar da prevalência de nomes jovens entre os mais votados, apenas 23 dos 513 deputados federais eleitos têm menos de 30 anos, o equivalente a 4,5% da Câmara. Desse grupo, 6 são de esquerda e 17, de direita.

O deputado federal mais jovem eleito é Alvinho Lira (PP-AL), 20, filho do ex-presidente da Câmara Arthur Lira. Ele ainda não completou 21 anos, idade mínima constitucional para o cargo, mas uma mudança legal aprovada em 2025 permitiu que candidatos completem a idade exigida em até 90 dias após a posse da Mesa Diretora da Casa.

Na outra ponta, quatro deputados federais com 77 anos serão os mais velhos eleitos para a próxima Legislatura: Magda Mofatto (PL-GO), Busato (União Brasil-RS), Edinho Araújo (PRD-SP) e Sergio Zambiasi (Podemos-RS). Ao todo, 30 deputados federais eleitos têm mais de 70 anos.

No Senado, os mais jovens eleitos em 2026 foram o deputado federal Filipe Barros (PL-PR), e Marina JHC (PSDB-AL), ex-primeira-dama de Maceió, ambos com 35 anos.

O senador eleito mais velho é Júlio César (PSD), de 78 anos, que estava no sétimo mandato como deputado federal no Piauí. Ele derrotou o senador Ciro Nogueira (PP).

Nas Assembleias Legislativas, os mais jovens incluem nomes impulsionados pelas redes sociais e filhos de políticos tradicionais.

Os deputados estaduais mais jovens foram eleitos no Maranhão. Aos 21 anos, Natália do Júnior Garimpeiro (União Brasil) foi eleita com o apoio do pai, prefeito da cidade de Centro Novo (MA). Túlio Rezende (MDB), 22, é filho da deputada estadual Andrea Rezende e do ex-deputado Stenio Rezende.

Também com 22 anos, Samuel Caires (PL) foi eleito em Minas Gerais com o apoio de Nikolas Ferreira. Eduarda Campopiano (PL), 23, foi a mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Com 1,9 milhão de votos, ela foi eleita ancorada em um discurso conservador e antifeminista.

A deputada estadual eleita mais velha do país é a ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSOL-SP), com 91 anos e única nonagenária entre os eleitos para as Assembleias. Na sequência estão Zé Teixeira (PL-MS), com 86 anos, e Eduardo Suplicy (PT-SP), com 85.

Por João Pedro Pitombo e Marina Pinhoni/Folhapress

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