Governo da Bahia abre concurso da Polícia Civil com 750 vagas

O Governo da Bahia publicou, no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (30), o edital do novo concurso público da Polícia Civil da Bahia (PC-BA). Ao todo, serão ofertadas 750 vagas para os cargos de delegado, escrivão e investigador, com remunerações que podem chegar a R$ 16,4 mil.

De acordo com o Edital nº 02/2026, o concurso disponibiliza 100 vagas para delegado, 150 para escrivão e 500 para investigador. As inscrições serão realizadas exclusivamente pelo site do Instituto AOCP, organizador do certame, entre os dias 7 de agosto e 8 de setembro.

Para o cargo de delegado, a remuneração pode alcançar R$ 16,4 mil, enquanto investigadores e escrivães poderão receber até R$ 6,4 mil. Todos os cargos possuem carga horária de 40 horas semanais e exigem nível superior completo. Para delegado é necessário ser bacharel em Direito, enquanto para investigador e escrivão é aceito diploma de qualquer curso superior.

O processo seletivo será composto por três etapas: prova objetiva, prova discursiva e prova de títulos. As duas primeiras terão caráter eliminatório e classificatório, enquanto a avaliação de títulos será apenas classificatória. As provas objetiva e discursiva estão marcadas para o dia 6 de dezembro, em Salvador.

O edital também prevê a adoção de políticas de ações afirmativas. Do total de vagas, 5% serão reservadas para pessoas com deficiência e 30% para candidatos negros (pretos e pardos), conforme a legislação estadual e federal.

A taxa de inscrição será de R$ 220 para o cargo de delegado e de R$ 190 para os cargos de investigador e escrivão. O concurso terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.

Lula sanciona 'Pix Pensão Alimentícia', que permite transferência automática de valores Por Geovanna Hora, Estadão Conteúdo

Com a entrada em vigor da lei, o juiz poderá autorizar a transferência automática do valor da pensão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou na quarta-feira, 29, a lei que institui a transferência automática de pensão alimentícia, apelidada de "Pix Pensão Alimentícia". A nova regra altera o Código de Processo Civil e teve origem em um projeto de lei da deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados em setembro do ano passado e pelo plenário do Senado no início deste mês.

Antes da alteração, a pensão alimentícia era debitada automaticamente apenas do salário do pagador com vínculo formal de emprego. Com a entrada em vigor da lei, o juiz poderá autorizar a transferência automática do valor da pensão alimentícia da conta do devedor para a conta do filho ou do responsável legal, de forma semelhante a um débito automático. A medida busca reduzir atrasos e dar mais agilidade ao processo.

O magistrado deverá informar o valor a ser pago, o prazo para o pagamento, as contas de débito e crédito e os critérios de atualização dos valores. Caso não haja saldo suficiente na conta do pagador para a transferência automática, a instituição financeira deverá comunicar a situação à autoridade responsável pela supervisão do sistema financeiro nacional, que poderá determinar o bloqueio de ativos financeiros até o valor da dívida atualizada. Também poderá haver penhora de outros bens, como automóveis e imóveis, inclusive de ativos financeiros de empresário individual vinculados à atividade empresarial.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também passará a ser obrigado a produzir e divulgar estatísticas sobre ações judiciais relacionadas à pensão alimentícia, com dados como o número de processos, os valores médios das ações e o perfil dos beneficiários, sem comprometer o anonimato dos envolvidos.

Por Geovanna Hora, Estadão Conteúdo

Secretário do Ministério da Agricultura esteve em Ipiaú para anunciar instalação da Embrapa na região.

Na tarde dessa quarta-feira, 29, a prefeita Laryssa Dias recebeu a visita do secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Fábio Rodrigues que se deslocou até Ipiaú com o propósito de anunciar o início da obra de construção da unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que será implantada em Jequié e atenderá 26 municípios do sudoeste baiano.
A construção, iniciada no último dia 22, localiza-se em área pertencente à Bahia Pesca, na região da Fazenda Velha, imediações da Barragem da Pedra, absorverá um investimento estimado em R$ 18 milhões, divididos em três módulos. A primeira etapa terá aporte inicial de R$ 6 milhões. Estima-se que os serviços estejam concluídos em dezembro deste ano.
O empreendimento fortalecerá pesquisas voltadas ao semiárido, agricultura familiar, inovação tecnológica e produção rural. A unidade será a segunda da Embrapa na Bahia. Até então o estado conta apenas com uma sede da empresa, localizada no município de Cruz das Almas.

A prefeita Laryssa Dias comentou que solicitações apresentadas pelo deputado Antônio Brito junto ao Ministro da Agricultura muito contribuíram para a viabilização desse projeto que trará grandes benefícios para a agropecuária de Ipiaú. “A nova unidade da Embrapa vem fortalecer o nosso campo, nossa agricultura, enfim todas as cadeias produtivas locais”, destacou a gestora. ( José Américo Castro).

Governo do Estado homologa licitação para pavimentação da BA-549

Uma importante conquista para a mobilidade e o desenvolvimento regional foi confirmada nesta semana. O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura (SEINFRA), homologou a licitação da obra de pavimentação da BA-549, no trecho que liga a BR-330 ao distrito de Córrego de Pedras e ao município de Apuarema.

A homologação ocorre poucos dias após a prefeita de Ipiaú, Laryssa Dias, cumprir agenda institucional na SEINFRA, em Salvador, onde reforçou o pedido para que o processo fosse concluído e a obra avançasse para as próximas etapas.

A pavimentação da rodovia representa uma demanda histórica da região e beneficiará diretamente moradores, produtores rurais, estudantes e todos que utilizam a via diariamente, proporcionando mais segurança, melhores condições de tráfego e impulsionando o desenvolvimento econômico.

A prefeita Laryssa Dias destacou a importância da parceria com o Governo do Estado para a concretização de investimentos estruturantes.

“Na última semana estive na SEINFRA reforçando esse pleito e, agora, recebemos com alegria a homologação da licitação. É uma conquista importante para toda a nossa região, fruto do diálogo e do trabalho conjunto. Quero agradecer ao governador Jerônimo Rodrigues e à equipe da SEINFRA por atenderem essa demanda tão esperada pela população e toda região”, afirmou.

Com a homologação da licitação, o processo segue para as etapas administrativas seguintes, aproximando o início da execução de uma obra aguardada há muitos anos e considerada estratégica para fortalecer a integração regional e melhorar a qualidade de vida da população.

Apreensão de madeira sem droga expõe irritação da PF com a Receita Federal Por Gabriela Echenique/Folhapress

Uma apreensão de 260 toneladas de madeira pela Receita Federal, após suspeita de que esconderia uma carga de cocaína, expôs de vez a irritação da Polícia Federal com a corporação. Laudos da polícia constaram que não havia presença da droga.

A avaliação é que há uma clara violação de competências por parte da Receita, já que as investigações sobre o tráfico internacional de drogas são de competência exclusiva da PF.

O clima, que já não era bom, azedou quando a Receita Federal deflagrou a Operação Timber Shield, em junho, ao reter oito caminhões transportando centenas de toneladas de madeira sob a suspeita de ocultar droga.

A ação foi feita em cooperação com autoridades dos Estados Unidos e da Bolívia. Na época, o órgão divulgou a operação como a maior do país.

O material foi para a perícia e os laudos da PF mostraram que não havia presença de cocaína no material. Por isso, a corporação abriu um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram à retenção da carga.

Integrantes da cúpula da Polícia Federal criticam a tentativa da Receita de usurpar funções e afirmam, sob reserva, que a prática, além de ser crime, pode anular grandes operações. Além disso, lembram que muitas delas acabam atrapalhando os trabalhos da PF.

Uma parte da corporação diz que o desgaste provocado entre os órgãos é visível. A PF diz que cada um terá que responder pelos seus atos, além de prever uma indenização aos afetados.

A irritação, no entanto, não é de hoje. Em maio, a Polícia Federal abriu inquéritos para apurar a conduta de auditores da Receita Federal nas gravações de um programa sobre o trabalho feito pelo órgão nos aeroportos do país.

Policiais apontam possíveis casos de usurpação de função, abuso de autoridade e porte irregular de armas.
 Por Gabriela Echenique/Folhapress

Ministros do TSE veem interferência de Moraes em cobrança sobre IA de Bolsonaro

O uso de vídeo de inteligência artificial com a imagem de Jair Bolsonaro na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência abriu uma disputa de bastidores entre integrantes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, com críticas de magistrados sobre o papel das duas cortes nas eleições deste ano.

Ministros do TSE viram a cobrança feita por Moraes nesta semana sobre esse tema como uma forma de pressão. Na avaliação de três membros do tribunal ouvidos sob reserva, o tema está na esfera da disputa de outubro e, portanto, deve ser tratado pela corte eleitoral, não pelo STF.

Moraes pediu explicações de Bolsonaro no processo que disciplina a execução da pena do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado, em que o ministro do STF impôs restrições como proibição do uso de redes sociais.

No TSE, há divergências internas sobre o tratamento a ser dado ao uso da IA pela campanha do PL, mas nenhum dos grupos pretende propor sanções graves a Flávio. Dos sete integrantes, ao menos dois ministros tendem a dar uma abordagem mais liberal e outros dois a aplicar medidas que sirvam como alerta.

Na determinação à defesa de Bolsonaro para explicar a participação do ex-presidente no episódio, Moraes sugeriu que a conduta pode acarretar tanto o retorno de Bolsonaro ao regime fechado quanto a inelegibilidade de Flávio.

O PT acionou o STF e o TSE sobre o uso da IA de Bolsonaro na convenção do PL e afirmou ser um caso semelhante (porém mais grave pela sofisticação e reincidência) ao da leitura da carta de apoio do ex-presidente a Flávio que gerou proibição de visitas do candidato ao pai.

Para integrantes do TSE, o despacho de Moraes é um sinal de tentativa de interferência nos trabalhos da corte e no processo eleitoral.

Como mostrou a Folha, um grupo de magistrados do STF vinha se preparando para atuar como uma espécie de instância revisora de decisões do TSE e fazer frente à gestão de Kassio Nunes Marques na corte.

Mesmo ministros do TSE que defendem sanções a Flávio pelo uso do avatar do pai demonstram preocupação com a medida de Moraes e com o que ela pode simbolizar na relação entre a Justiça Eleitoral e o Supremo nas eleições.

Até aqui, os conflitos surgiram diante de controvérsias estaduais, como a das eleições suplementares em Roraima ou a da definição do Executivo do Rio de Janeiro.

No caso do uso do avatar, ministros do TSE estudam caminhos diferentes do sinalizado por Moraes. De um lado, ao menos dois que recusam, de início, aplicar qualquer punição ao senador têm um entendimento de que a inteligência artificial foi usada para favorecer, e não prejudicar, um candidato. Nessa visão, o emprego da ferramenta para lesar uma campanha é que deveria ser punido.

Outra possibilidade aventada é aplicar uma multa ao PL, determinar a remoção do material das redes sociais e pontuar que a reincidência poderia ser entendida como abuso de poder. Ao menos dois ministros avaliam que Flávio usou a chamada deepfake, e uma resolução proíbe o uso dessa ferramenta para atacar o adversário ou para favorecer o candidato.

Esse conjunto de medidas funcionaria como uma advertência, para prevenir o uso sistemático de inteligência artificial e evitar que, por esse meio, Bolsonaro acabasse entrando em campanha pelo filho.

Mesmo essa visão estaria distante da levantada por Moraes de que o ato do partido mereceria algumas das condenações mais graves da legislação eleitoral. A respeito desse ponto, portanto, parte dos ministros do TSE prevê penalidade, mas não cassação ou vedação do registro de candidatura.

O abuso de poder em campanha eleitoral para esses magistrados seria aquele ato com potencial de causar danos ao equilíbrio do pleito ou à integridade do processo eleitoral. O avatar de Bolsonaro em um evento do PL, sozinho, não teria capacidade para tal.

Agora, Kassio também relata a representação apresentada ao TSE contra o uso do avatar de Bolsonaro, cabendo a ele a decisão inicial sobre a regularidade da conduta. O ministro poderá enviar a decisão ao plenário para validação, ou fazê-lo apenas se houver recurso contra a sua conclusão.

Até o momento, ele tem afirmado a interlocutores que o tema está sob análise e ainda não indicou previsão para decidir.

No Supremo, no entanto, na noite desta terça-feira (28), o relator da execução da pena por golpe de Estado agiu rápido e deu 48 horas para os advogados dele responderem se o ex-presidente tinha autorizado a apresentação do avatar no evento que definiu Flávio como o candidato do partido à Presidência.

Os advogados de Bolsonaro negaram nesta quarta (29). Na resposta, o ex-presidente, por meio de sua defesa, afirmou que nem sequer teria meios para dar tal autorização a Flávio para a exibição do vídeo, já que está proibido de receber visitas do filho.

Segundo Moraes, uma autorização para isso seria uma violação grave das restrições impostas por ele e pelo Supremo. Essa anuência poderia, inclusive, tirar o benefício da prisão domiciliar concedido a Bolsonaro.

Por outro lado, com a negativa, a responsabilização recairia sobre Flávio e o PL. O ministro do STF afirmou, no despacho, que o uso de deepfake é expressamente proibido pela legislação. Apontou ainda que, de acordo com resolução de março deste ano, o TSE aperfeiçoou o combate aos ilícitos eleitorais, em especial para o enfrentamento do uso indevido da IA, caracterizando o uso dessas ferramentas como abuso do poder político e econômico.

"A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, igualmente, é pacífica no sentido de que a utilização indevida dos meios de comunicação social, inclusive por meio das redes sociais, configura grave desrespeito à legislação eleitoral, podendo, inclusive, acarretar a inelegibilidade", diz Moraes.

No início do acirramento entre as cortes, em junho, integrantes do STF também fizeram chegar a Kassio a intenção de derrubar a decisão dele de censurar a pesquisa Atlas/Bloomberg que apontou queda de Flávio após diálogos entre o senador e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

O presidente do TSE afirmou a aliados ter a possibilidade no radar e articulou um acordo interno para esmorecer a tensão. Agora, mais uma vez, a expectativa nos bastidores do TSE é que a questão eleitoral pode chegar ao Supremo e, nesse caso, a depender da relatoria definida, ser rediscutida.

Por Ana Pompeu e Laura Scofield/Folhapress

PoderData aponta empate técnico entre Lula e principais adversários em cenários de 2º turno

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (30) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) em simulações de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. No cenário contra Flávio, Lula aparece com 46% das intenções de voto, ante 43% do senador. Contra Zema, o petista marca 44%, enquanto o governador de Minas Gerais tem 42%. Já diante de Caiado, Lula registra 44%, contra 43% do governador de Goiás. A informação é da CNN.

Em relação à rodada anterior, realizada em 15 de julho, Lula oscilou de 45% para 46% no cenário contra Flávio, enquanto o senador manteve 43%. Contra Zema, o presidente permaneceu com 44%, e o governador passou de 41% para 42%. No confronto com Caiado, os dois mantiveram os mesmos percentuais registrados anteriormente. A pesquisa também simulou uma disputa entre Lula e Renan Santos (Missão), com vantagem para o presidente, que aparece com 45%, contra 37% do adversário.

O levantamento ouviu 2.400 pessoas em 147 municípios das 27 unidades da Federação entre os dias 26 e 29 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07845/2026.

Por Redação

PF aciona governo contra medidas de Mendonça no caso INSS, que envolve Lulinha

A Polícia Federal acionou, na última semana, a AGU (Advocacia-Geral da União) contra medidas impostas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, que aumentaram o controle do caso que investiga as fraudes nos descontos no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

As investigações sobre o caso envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

O objetivo do órgão é que a AGU encontre algum remédio judicial para rebater a determinação do ministro para que todos os atos da apuração sejam imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete.

Ele também determinou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigadores seja comunicado previamente ao seu gabinete.

Nos bastidores, pessoas com acesso à cúpula da polícia classificaram as medidas como uma intromissão do magistrado na gestão de suas equipes e uma violação às competências do órgão.

A decisão de compartilhar os dados diretamente com o gabinete também foi vista como um sinal de uma possível desconfiança do ministro em relação à imparcialidade da polícia na condução do caso.

Um investigador ligado às apurações disse que, se Mendonça avalia que há perseguição ou proteção a alguém ou alguma irregularidade, ele deve formalizar isso no processo e não ir contra uma instituição por uma suspeita genérica.

A reportagem não conseguiu contato com o gabinete de Mendonça para falar do assunto e a AGU não respondeu sobre o pedido. A PF também não comentou o assunto.

As investigações do caso, no âmbito da Operação Sem Desconto, são consideradas sensíveis por envolverem Lulinha. Ele teve as suas quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático autorizadas pelo ministro em fevereiro.

Uma das linhas de investigação é que o filho do presidente seria sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como um dos operadores centrais do esquema de fraudes.

A ida da PF à AGU representa uma escalada na crise entre Mendonça e a polícia. Devido à insatisfação do relator com o que vê como lentidão das investigações sobre o caso, o ministro havia determinado anteriormente que a PF concluísse, em até 60 dias, a análise do material apreendido na operação, como celulares, HDs, e pen drives dos presos.

Em resposta, a PF informou ao ministro que precisaria de mais prazo e falou em falta de pessoal. A polícia disse que há 11 pessoas atuando na investigação, enquanto seriam necessárias mais de 40 para cumprir o prazo desejado pelo ministro. Também afirmou que a análise global do material, de cerca de 1.700 itens, encontra-se em estágio inicial e que teria finalizado cerca de 40%.

O ministro também havia pedido, em ofício enviado à corporação, que o órgão mantivesse a equipe de investigação e, em caso de alterações, que fossem apresentadas justificativas no processo.

A determinação foi feita devido a sua insatisfação com trocas na coordenação do caso feitas pela Polícia Federal. Ele avaliou que essas mudanças têm contribuído para a demora da conclusão da operação.

Também há uma percepção, entre autoridades que acompanham o caso, de que, apesar de ser mais antiga, a Sem Desconto, iniciada em 23 de abril de 2025, está mais lenta do que a operação Compliance Zero, que apura fraudes do Banco Master e teve a primeira fase deflagrada em 18 de novembro.

A PF já havia anunciado a retirada do caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e realocado a apuração para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, que investiga pessoas com foro privilegiado.

Na ocasião, o chefe da divisão antiga, o delegado Guilherme Figueiredo Silva, foi pego de surpresa com a decisão da cúpula da Polícia Federal.

A polícia argumentou que a mudança foi feita para assegurar maior eficiência às investigações porque a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores tem estrutura para a condução de operações sensíveis com tramitação no STF.

As mudanças da PF levaram a oposição a acusar a corporação de proteger o filho do presidente. O assunto também tem gerado um racha entre investigadores que trabalham no caso.

Sob reserva, parte deles diz ver a opção de avançar sobre o filho do presidente como uma mudança do rumo das apurações e afirma que, até o momento, não há provas suficientes de que ele tenha cometido irregularidades. A defesa de Lulinha sempre negou que ele tenha cometido qualquer ilegalidade.

Os investigadores também têm feito críticas internamente à condução de Mendonça, assim como no caso da Compliance Zero. Segundo eles, os pedidos para quebra de sigilo ou de bloqueio de bens feitos pela PF ao gabinete não têm a mesma velocidade em suas análises, dependendo de quem são os alvos.

Cacique do Republicanos diz que temia desistência de Cleitinho no meio da campanha

Presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira diz que uma das razões pelas quais vetou a candidatura ao governo de Minas Gerais do senador Cleitinho Azevedo é a falta de certeza de que ele se manteria na disputa até o fim.

"Eu não posso me arriscar a que lá pelo dia 15 de setembro, ele desista da candidatura", diz Pereira.

Ao longo do processo de decisão sobre a candidatura, diz Pereira, o senador mostrou comportamento instável, e sem dar resposta sobre suas intenções. Cleitinho faltou à convenção do próprio partido em Minas Gerais, no último final de semana, alegando estar de luto pela morte de um irmão.

Segundo Pereira, a situação pessoal é compreensível, mas o senador poderia ter enviado uma procuração para que sua candidatura fosse aprovada no encontro. "Ele não deu sinais de que aceitaria ser candidato".

A situação, diz o dirigente partidário, é irreversível, e a legenda vai decidir qual caminho tomar. O cenário mais provável é de apoio à candidatura ao governo de Marcelo Aro (PP).

Por Fábio Zanini/Folhapress

Presidente do partido, Marcos Pereira, não convidou candidato do PL

A presença de Flávio Bolsonaro (PL) na convenção de Tarcísio de Freitas, no próximo sábado (1º), gerou mal-estar com o Republicanos, partido do governador.

Presidente nacional da legenda, Marcos Pereira não convidou o candidato presidencial para o evento.

Aliados do dirigente dizem que o clima entre Republicanos e PL está ruim há muito tempo, por uma série de fatores. Um exemplo são as sucessivas tentativas do PL de filiar o governador nos últimos anos.

Também são lembradas as críticas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ao Republicanos, que chegou a chamá-lo de partido de esquerda.

Há contrariedade ainda com o fato de Flávio buscar uma coligação com o partido, mas tentar emplacar na vaga a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, que é recém-filiada à legenda.

Por fim, existe a avaliação de que a sucessão de crises na campanha presidencial pode respingar no governador.

Apesar da resistência do comando do Republicanos, a previsão inicial é de que Flávio esteja na convenção, por pedido do próprio Tarcísio, que publicamente vem fazendo gestos de apoio ao senador do PL.

Por Fábio Zanini/Carlos Petrocilo/Folhapress

Lula reclama de corporativismo de juízes e procuradores e prega reforma de instituições

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O presidente Lula (PT) criticou nesta quarta-feira (29) o corporativismo de juízes e procuradores e afirmou que é necessária uma reforma das instituições. Ele deu as declarações durante a cerimônia de sanção de projetos destinados à defesa das mulheres, em Brasília.

Lula mencionou especificamente o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), órgãos criados em seu primeiro governo para fiscalizar o Judiciário e o Ministério Público.

"Quando nós criamos o Conselho Nacional de Justiça, eu imaginei que a gente estava fazendo uma revolução. A verdade é que a gente fez muito pouco, porque ficou uma corporação tomando conta da corporação. Quando a gente criou o Conselho Nacional do Ministério Público, também. Eu achei que a gente estava fazendo uma revolução e a gente estava criando uma coisa mais poderosa para dar mais força à corporação", declarou o petista.

Lula concorrerá à reeleição neste ano. Seu partido tem defendido uma reforma do Judiciário. As propostas têm como pano de fundo o desgaste na imagem da Justiça causado pelo caso do Banco Master.

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que estava presente na solenidade onde Lula discursou nesta quarta, foram citados, de formas diferentes no escândalo. O CNJ não tem poder sobre o STF.

Moraes foi criticado no caso Master porque sua mulher, Viviane Barci, lidera um escritório de advocacia que recebeu R$ 80 milhões do Master em dois anos; e Dias Toffoli foi sócio, por meio de uma empresa familiar, de um fundo de investimentos ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que era dono do Master.

No início do ano, quando as acusações contra Moraes e Toffoli estavam mais presentes no debate público, a cúpula do governo notou uma contaminação da própria popularidade pelo desgaste do STF. O motivo, na análise feita à época, era que a proximidade entre o petista e o Judiciário fazia com que ele também arcasse com os prejuízos de imagem.

Nesta quarta, o presidente da República defendeu uma reforma nas instituições, incluindo o próprio Poder Executivo como passível de mudanças.

"Vamos ter que fazer novas reformas em todas as instituições para que a gente possa conseguir o tipo de sociedade que nós todos queremos ter. E a gente vai ter que mudar. A gente vai ter que mudar o comportamento do Congresso Nacional, o comportamento do Poder Judiciário, o comportamento do Executivo, o comportamento da polícia", declarou o petista.

A reforma do Judiciário já foi defendida em público pelo presidente do PT, Edinho Silva. "Fulanizar é muito fácil. As pessoas são falíveis. O importante é você ter instituições fortes", disse ele em abril.

Outro líder petista que tocou no assunto neste ano foi o ex-ministro José Dirceu, um dos nomes mais influentes do partido. Ele disse, em entrevista à Folha, que o Supremo precisa de reformas porque "o rei está nu".

Lula será oficialmente escolhido pelo PT como candidato a presidente no domingo (2), em convenção que será realizada em São Paulo.

Pesquisa Datafolha divulgada na última semana mostra o petista com 48% das intenções de voto para o segundo turno, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário na eleição.

Por Caio Spechoto, Folhapress

Gravações de Uziel Bueno com Jerônimo Rodrigues podem acabar na Justiça Eleitoral

Candidato a deputado federal nas eleições deste ano, o jornalista Uziel Bueno (PSD) gravou dois vídeos nesta quarta-feira (29) com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) dentro da Band Bahia. Nas entrevistas, que podem ser questionadas legalmente, o chefe do Executivo estadual respondeu sobre a morte de Léo Lanches, fez críticas ao candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, e a ACM Neto (União), que concorre ao governo da Bahia.

Uziel deixou a Band em junho para entrar na disputa eleitoral. Entretanto, as entrevistas publicadas hoje, nas quais o comunicador segura o microfone da Band Bahia, podem abrir brechas para o entendimento de que ele segue na emissora, mesmo que informalmente. Antes de uma das falas, Jerônimo disse que iria "falar com o sistema", numa referência ao apelido do jornalista na televisão.

"Claro que cabe (uma ação). Fica evidenciado a ligação do candidato com a emissora. Vamos avaliar com calma e estudar o que poderemos fazer", declarou o advogado Ademir Ismerim, que atua na campanha de ACM Neto.

Em um dos vídeos, Uziel Bueno questionou Jerônimo sobre a declaração de Ronaldo Caiado, para quem o povo da Bahia será "alforriado" se ele for eleito presidente. "Não é a palavra, é a cabeça. Quem apoia ele aqui é ACM Neto", disse o governador.

Por Política Livre

Aiquara gastou 8,4 vezes mais no São João de 2026 do que em todo o evento de 2025 Por Política Livre

Enquanto parte da população de Aiquara ainda convive com problemas históricos de saneamento básico e abastecimento de água, a Prefeitura do município destinou R$ 1,5 milhão para a realização do São João de 2026, valor 8,4 vezes superior ao total investido no evento público na edição do ano passado, quando as despesas somaram cerca de R$ 180 mil. Os dados são resultado de levantamento feito com base em informações do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e do relatório do observatório investigativo De Olho nos Ruralistas.

A pesquisa mapeou 322 municípios baianos e identificou um aumento expressivo dos gastos em diversas cidades, entre elas a cidade de Aiquara, município do Médio Rio de Contas, onde o salto nas despesas chama a atenção, principalmente quando comparado à sua dimensão populacional e aos desafios estruturais ainda enfrentados pelos moradores.

Segundo o IBGE, Aiquara possui uma população estimada em 4.583 habitantes. Os próprios indicadores oficiais mostram que o município ainda enfrenta carências importantes na área de infraestrutura básica. Apenas 41,4% do esgoto é coletado, e 11,9% das famílias não possuem canalização de água em seus domicílios.

Diante desse cenário, o aumento expressivo dos investimentos em festas públicas reacende um debate recorrente sobre as prioridades da administração municipal e o equilíbrio entre o incentivo à cultura e a necessidade de ampliar investimentos em serviços essenciais que impactam diretamente a qualidade de vida da população.

Até o momento, a prefeita Valéria Ribeiro (PP) não se pronunciou sobre o assunto.
Por Política Livre

Diego Castro e Raíssa Soares denunciam cobrança de taxa de esgoto pela Embasa em Feira de Santana e anuncia medidas judiciais

                     O deputado estadual Diego Castro (PL) e a médica Doutora Raíssa Soar
O deputado estadual Diego Castro (PL) denunciou que a Embasa continua cobrando a taxa de esgoto de 80% nas contas de moradores de Feira de Santana, apesar de uma decisão judicial que, segundo ele, determinou a redução do percentual para 40%.

Ao lado da médica Doutora Raíssa Soares, candidata a deputada federal pelo PL, o parlamentar, que irá disputar a manutenção de seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), afirmou ter verificado contas de água referentes aos meses de maio, junho e julho nas quais a cobrança permaneceu em 80%, mesmo após o trânsito em julgado da decisão

“Todos vocês sabem que nós estamos levantando uma batalha que não é de hoje, para derrubar essa maldita taxa de esgoto que é cobrada pela Embasa na Bahia de 80%. Pasmem, a taxa por si só já é um roubo, é um absurdo. Imagine, após uma decisão judicial transitada e julgada, mesmo assim, a dona Embasa está desrespeitando a decisão e cobrando esse absurdo. É o que está acontecendo aqui em Feira. A Justiça determinou a legalidade da redução da taxa para 40%, e a Embasa continua mandando para os moradores de Feira de Santana a cobrança de 80%”, disse Diego.

Segundo Diego Castro, documentos analisados por sua equipe mostram que o percentual de 80% continuou sendo aplicado nas faturas emitidas nos últimos três meses. O deputado informou que adotará medidas para exigir o cumprimento da decisão judicial.

“Eu estou com cobranças dos últimos três meses. Vocês podem ver: 80% no mês de maio, 80% cobrado no mês de junho e, no mês de julho, 80% também. E essa decisão é do ano passado. Nós estaremos entrando com representação no Ministério Público, com ação judicial para que essa decisão seja cumprida. E que a Embasa, mesmo após uma decisão judicial, não continue roubando o bolso dos baianos, em especial aqui a população de Feira de Santana”, acrescentou Diego.

A médica Doutora Raíssa Soares reforçou o apelo para que os consumidores acompanhem as cobranças nas contas de água e fiscalizem o cumprimento da decisão judicial.

“Minha gente, você precisa olhar a sua conta. A gente normalmente nem presta atenção. Olha a sua conta, porque isso aqui é maio, é junho e é julho. E aqui está o desconto de taxa de esgoto. Eu pergunto para você: se não tem esgoto executado pelo governo, se a Embasa não tem o esgoto realizado, por que você tem que pagar a taxa de esgoto? Por isso que a Justiça determinou. Agora é cumprir”, emendou Raíssa.

“Então o deputado está fazendo o seu papel e você, como cidadão, faça o seu. Observe a sua conta e vamos juntos mudar esse cenário”, completou a candidata.

Por Redação

Tribunal multa Lula em R$ 15 mil após petista pedir votos para Marina e Tebet

O presidente Lula (PT) terá de pagar uma multa de R$ 15 mil por ter pedido votos para Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado na eleição de 2026, durante um evento em São Paulo. Ainda cabe recurso.

A decisão foi anunciada ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo após representação apresentada pelo partido Missão. No documento, a legenda apontou irregularidades em declarações feitas por Lula durante evento realizado em 19 de maio no bairro da Liberdade.

O tribunal também determinou a exclusão de um vídeo do evento no YouTube. A defesa do petista pode recorrer da decisão ao próprio TRE-SP ou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Procurada pelo UOL, ainda não comentou.

Na ocasião, o presidente afirmou que o público poderia "um dia, dar voto para as duas". No processo, a defesa de Lula argumentou que a declaração "possuía caráter meramente institucional e desprovido de conteúdo eleitoral".

"Fala examinada contém inequívoca solicitação de apoio eleitoral", disse juiz na decisão. Segundo Ronnie Herbert Barros Soares, "houve pedido explícito de voto, vedado pela legislação eleitoral". Fato de declarações terem partido de Lula na condição de presidente da República serviu de agravante no caso.

Apesar disso, o juiz entendeu que Marina e Tebet não poderiam ser responsabilizadas no episódio. Para Soares, as duas não tinham "prévio conhecimento da conduta ou participação em sua realização".

Por Saulo Pereira Guimarães, Folhapress

Dino intima Congresso e questiona como parlamentares serão punidos por desvios nas emendas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou o governo e o Congresso a especificarem como deputados e senadores podem ser punidos em caso de irregularidades na destinação de emendas parlamentares. O despacho foi proferido nesta quarta-feira, 29, em nova ação movida pela Rede Sustentabilidade que defende o aumento da responsabilização dos parlamentares na execução dos repasses.

O prazo fixado pelo ministro é de dez dias, mas vence somente em 19 de agosto devido ao recesso do Judiciário. O Executivo, a Câmara dos Deputados e o Senado deverão apresentar qual é a atuação de cada agente em todas as etapas do ciclo da despesa, informando de que forma o parlamentar autor da emenda pode ser responsabilizado.

Na ação, a legenda sustenta que os parlamentares passaram a ter maior poder na destinação dos recursos públicos sem se submeter ao mesmo regime de controle que incide sobre os agentes públicos ordenadores de despesas.

Ou seja, segundo o partido, deputados e senadores têm o "bônus" de indicar as emendas sem o "ônus" de prestar contas. No caso de crimes de improbidade administrativa no Executivo, os ordenadores de despesas podem ser condenados à inelegibilidade e ter seus direitos políticos suspensos.

No despacho, Dino disse considerar "contraditório" que o parlamentar permaneça "imune aos mecanismos de controle quando sua própria atuação interfere diretamente na destinação e execução dessas verbas".

"Aquele que exerce poder sobre o ciclo da despesa não pode invocar independência ou prerrogativa do mandato parlamentar para se afastar dos mecanismos constitucionais e legais de controle", destacou.

O ministro ainda frisou que o Tribunal de Contas da União (TCU) é o responsável por julgar, no caso de recursos federais, as contas daqueles que geram prejuízo ao erário público. "Extrai-se de tal dispositivo que o dever de prestar contas recai sobre todos aqueles que, de algum modo, administram ou assumem responsabilidade pela gestão e aplicação de recursos públicos", acrescentou.

Rede quer equivalência entre parlamentares e ordenadores de despesas

No processo movido no Supremo, a Rede pede que a Corte reconheça que o parlamentar que indica emendas parlamentares impositivas exerce atribuição equivalente à do ordenador de despesas, submetendo-se aos mesmos deveres de transparência, motivação, declaração de inexistência de conflito de interesses e prestação de contas.

Também pede a suspensão da destinação de recursos a entidades privadas indicadas por parlamentares sem a prévia observância dos procedimentos públicos de seleção, como a licitação.

Por Lavínia Kaucz, Folhapress

Famílias iniciam mudança para as 61 Casas Populares e realizam o sonho da casa própria em Ibirataia

Com apoio da Prefeitura e da Secretaria de Desenvolvimento Social, contemplados começaram a ocupar as novas moradias nesta terça-feira (29), marcando um momento histórico para o município.

Os moradores contemplados com as 61 Casas Populares iniciaram, nesta terça-feira (29), a mudança para os novos imóveis, concretizando o sonho da casa própria e marcando um importante momento na história de Ibirataia. A ação representa mais um avanço da gestão municipal na promoção da moradia digna e da melhoria da qualidade de vida das famílias beneficiadas. Durante todo o processo, a Prefeitura tem garantido o acompanhamento necessário para oferecer segurança e acolhimento aos novos moradores.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, sob a coordenação da secretária Luanna Figueiredo, mobilizou toda a equipe para prestar suporte às famílias durante a mudança, oferecendo orientação e assistência em cada etapa. "Este é um momento de muita emoção para essas famílias. Nossa equipe está presente para garantir que essa transição aconteça com acolhimento, organização e respeito", destacou a secretária Luanna Figueiredo.
O prefeito Sandro Futuca ressaltou que a entrega das moradias representa o compromisso da gestão com a população e a construção de uma cidade mais justa. "Ver essas famílias entrando em suas novas casas é a certeza de que estamos transformando vidas por meio de políticas públicas que fazem a diferença. Esse é um dia histórico para Ibirataia", afirmou o prefeito. A iniciativa reforça o compromisso da administração municipal em promover inclusão social, dignidade e melhores condições de vida para os ibirataienses.
Com apoio da Prefeitura e da Secretaria de Desenvolvimento Social, contemplados começaram a ocupar as novas moradias nesta terça-feira (29), marcando um momento histórico para o município.

Os moradores contemplados com as 61 Casas Populares iniciaram, nesta terça-feira (29), a mudança para os novos imóveis, concretizando o sonho da casa própria e marcando um importante momento na história de Ibirataia. A ação representa mais um avanço da gestão municipal na promoção da moradia digna e da melhoria da qualidade de vida das famílias beneficiadas. Durante todo o processo, a Prefeitura tem garantido o acompanhamento necessário para oferecer segurança e acolhimento aos novos moradores.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, sob a coordenação da secretária Luanna Figueiredo, mobilizou toda a equipe para prestar suporte às famílias durante a mudança, oferecendo orientação e assistência em cada etapa. "Este é um momento de muita emoção para essas famílias. Nossa equipe está presente para garantir que essa transição aconteça com acolhimento, organização e respeito", destacou a secretária Luanna Figueiredo.
O prefeito Sandro Futuca ressaltou que a entrega das moradias representa o compromisso da gestão com a população e a construção de uma cidade mais justa. "Ver essas famílias entrando em suas novas casas é a certeza de que estamos transformando vidas por meio de políticas públicas que fazem a diferença. Esse é um dia histórico para Ibirataia", afirmou o prefeito. A iniciativa reforça o compromisso da administração municipal em promover inclusão social, dignidade e melhores condições de vida para os ibirataienses.

Dificuldade para obter dados sobre honorários da AGU gera reclamação até no governo

Integrantes do alto escalão do governo federal têm se queixado da dificuldade para ter acesso aos dados sobre os honorários de sucumbência distribuídos às carreiras jurídicas do Executivo.

Segundo um servidor graduado que acompanha a área, as informações são uma "caixa preta".

Como mostrou o Painel, a AGU (Advocacia Geral da União), responsável pelas carreiras jurídicas do Executivo, vem resistindo à tentativa de dar transparência aos dados. O órgão enviou pedido à Controladoria-Geral da União (CGU) pedindo para que seja negado acesso feito pela ONG Transparência Brasil.

Os honorários de sucumbência da AGU foram criados em 2016 e implementados em 2017 como uma espécie de bônus pago aos servidores da área jurídica do Executivo pela atuação na defesa dos interesses do governo federal. Eles beneficiam advogados da União e procuradores da PGF (Procuradoria-Geral Federal), da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e do Banco Central.

O repasse é feito pelo CCHA (Conselho Curador dos Honorários Advocatícios), entidade de natureza privada gerida por representantes das próprias carreiras beneficiadas.

De acordo com o integrante do governo, os dados são enviados à CGU e ao Ministério da Gestão sem atender a critérios adequados de transparência.

Membros da AGU receberam R$ 6,1 bilhões em honorários de sucumbência em 2025, um recorde.

Por Fábio Zanini/Folhapress

Fachin prepara norma contra conflito de interesses e avalia obrigar juízes a declarar atividades privadas

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, prepara uma proposta de resolução para prevenir conflitos de interesse na magistratura, em um novo capítulo da sua investida por medidas de transparência no Judiciário —assunto que tem provocado crises entre diferentes alas da corte.

A minuta está em elaboração no âmbito do CNJ e tem como base sugestões feitas pelo Onit (Observatório Nacional de Integridade e Transparência do Poder Judiciário), que discute o tema desde outubro. Uma nota técnica assinada em março pelo grupo sugere, por exemplo, que juízes sejam obrigados a declarar periodicamente seus bens e atividades privadas.

O documento também propõe implementar um canal de aconselhamento ético, para fornecer aos juízes suporte técnico de forma confidencial. Essa espécie de "disque-ética" é descrita pelo Observatório como uma "medida inaugural", capaz de gerar adesão espontânea e catapultar iniciativas mais estruturantes no futuro, como canais de denúncia.

O Onit defende, ainda, que cada tribunal do país tenha sua própria comissão de ética —um grupo que ficaria responsável por analisar casos concretos, mais próximos de suas respectivas realidades locais, orientando e aplicando medidas em situações de conflito de interesse.

A resolução deve ser apresentada por Fachin aos conselheiros no dia 4 de agosto, para votação na sessão do dia 18. A proposta é por um ato normativo que institua "diretrizes de prevenção e gestão de conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário" e fixe regras "para promoção da integridade, da imparcialidade, da transparência e da confiança pública".

As novas regras, se aprovadas, valerão para todos os tribunais brasileiros, incluindo os superiores, com exceção do Supremo, que não é "subordinado" ao conselho. O código de ética para o STF está sob responsabilidade da ministra Cármen Lúcia, designada por Fachin como relatora. Ela pretende entregar uma primeira versão do texto após as eleições de outubro.

Na primeira reunião do Observatório, em novembro, foi criado um subgrupo específico para estudar, diagnosticar e propor medidas sobre conflito de interesses, recebimento de presentes, convites para eventos, atuação em redes sociais e critérios de impedimento e suspeição.

A nota técnica que resultou dessa pesquisa foca a prevenção a conflito de interesses, sem entrar em detalhes sobre os demais pontos. No entanto, outras reuniões do grupo estão previstas para o segundo semestre, e novas sugestões podem surgir desses debates.

"A legitimidade da atividade jurisdicional depende de uma imagem estruturada a partir do agir ético e republicano, sendo a imparcialidade um dos alicerces sobre o qual se constrói a confiança da sociedade no Judiciário", diz o texto, que defende mecanismos para "identificar situações que possam comprometer, ou parecer comprometer, a credibilidade" da Justiça.

O Onit diagnosticou que o Brasil não cumpre as premissas da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre integridade. "Inexistem procedimentos suficientemente detalhados que indiquem quando o conflito deve ser declarado, a quem deve ser comunicado e quais medidas devem ser adotadas para mitigá-lo ou solucioná-lo."

De acordo com o Observatório, criar instrumentos preventivos —como mecanismos de aconselhamento ético e de orientações práticas aos agentes públicos do Judiciário— pode ajudar a "reduzir riscos de influência indevida, fortalecer a confiança pública e preservar a independência judicial".

O grupo também aponta que, segundo a OCDE, faltam no Brasil definições claras e uniformes sobre o que é conflito de interesse, interesse privado ou situação de conflito real, potencial ou aparente, e que essa lacuna dificulta a orientação prática de magistrados e servidores nessas ocasiões.

Em 2023, na presidência da então ministra Rosa Weber, houve uma tentativa de disciplinar o tema no CNJ, especialmente quanto à participação de juízes e ministros em eventos patrocinados por grandes corporações, mas não houve maioria para aprovação.

Como mostrou a Folha, o código de ética para ministros do STF, bandeira da gestão de Fachin, provocou uma divisão interna na corte: enquanto parte dos magistrados apoiam a iniciativa, outra ala entende que o "timing" foi equivocado, pois deixou o tribunal exposto justamente em um momento de crise.

Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estão no centro dos desgastes na imagem do Supremo, devido a menções localizadas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, suspeito de liderar uma organização criminosa voltada à prática de fraudes financeiras.

No resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), Toffoli dividiu sociedade, por meio de sua empresa familiar, com um fundo de investimentos ligado a Vorcaro. Já a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci, fechou com o Master um contrato de R$ 129 milhões em três anos, para defender os interesses da instituição financeira na Justiça. Embora esses episódios tenham suscitado um debate sobre conflito de interesse, ambos negam qualquer irregularidade.

Para o Judiciário de uma forma geral, a agenda de Fachin inclui a criação de um grupo de trabalho para discutir uma reforma do sistema de Justiça. O STF também deu decisões recentes de grande impacto para a magistratura, como restrições aos supersalários —os chamados penduricalhos— e a proibição da aposentadoria compulsória como pena máxima para juízes.
Por Luísa Martins/Folhapress

Terremoto arrasa Kumamoto: veja as imagens da destruição no Japão

Abalo atingiu a província de Kumamoto, provocou desabamentos, incêndios e interrupções no transporte. Equipes procuram pessoas presas sob os escombros, enquanto milhares de moradores enfrentam cortes de energia elétrica

Fotos:  Reuters

Subiu para 13 o número de mortos após o forte terremoto que atingiu a província de Kumamoto, no sudoeste do Japão, na terça-feira (28). As operações de busca continuavam nesta quarta-feira (29), com equipes concentradas em imóveis que desabaram e locais onde ainda havia pessoas desaparecidas.

A primeira-ministra Sanae Takaichi lamentou as mortes e afirmou que o trabalho de resgate precisa avançar com rapidez diante da possibilidade de vítimas permanecerem sob os escombros.

“Há pessoas que ainda estão esperando por ajuda. Todos os segundos contam”, declarou.

O terremoto ocorreu às 16h27 no horário local, com epicentro na região de Kumamoto e profundidade estimada em 10 quilômetros. A Agência Meteorológica do Japão registrou magnitude 7,1, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos revisou sua medição inicial para 6,8.

O tremor alcançou o nível máximo da escala japonesa de intensidade sísmica, que avalia os efeitos do abalo na superfície e seu potencial de destruição. Uma advertência de tsunami chegou a ser emitida, mas foi retirada pouco depois.

Prédios desabaram parcialmente, incêndios foram registrados e estruturas como pontes, torres de transmissão e trechos das muralhas do Castelo de Kumamoto sofreram danos. Um shopping center e uma fábrica estavam entre os pontos mais afetados, com trabalhadores e frequentadores presos nos escombros.

Na fábrica da Nippon Paper Industries, equipes de emergência procuravam funcionários desaparecidos após o colapso de parte da estrutura. Outros trabalhadores foram retirados em estado grave. As autoridades também mantinham buscas no shopping Aeon Mall, atingido por uma explosão e por desabamentos.

Dezenas de pessoas ficaram feridas e milhares precisaram deixar suas casas. Mais de 36 mil imóveis permaneciam sem eletricidade nesta quarta-feira, enquanto moradores eram encaminhados para abrigos instalados na região.

O terremoto também afetou estradas, aeroportos e linhas ferroviárias. O serviço dos trens-bala foi suspenso, voos foram cancelados ou desviados e diferentes trechos rodoviários ficaram bloqueados para inspeções e reparos.

Kumamoto já havia sido atingida por uma sequência destrutiva de terremotos em 2016. Na ocasião, dois fortes abalos, de magnitudes 6,5 e 7,3, deixaram centenas de mortos e milhares de feridos.

Veja as imagens na galeria acima.


Terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão e gera alerta de tsunami

Tremor foi registrado na província de Kumamoto, no sul do país, às 4h29 pelo horário de Brasília. Autoridades emitiram avisos para áreas costeiras de Kyushu e recomendaram que a população permaneça afastada do mar
por Notícias ao Minuto

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