Desembargador diz que 'ninguém quer mais trabalhar' ao julgar pensão a vítima de violência na Bahia

Caso foi julgado pela Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia
O desembargador José Reginaldo Costa, do Tribunal de Justiça da Bahia, afirmou em um julgamento que "ninguém que mais trabalhar" ao contestar o valor de uma pensão alimentícia transitória (temporária) para uma mulher que foi vítima de violência doméstica do ex-marido.

A declaração foi dada nesta terça-feira (24) em um debate entre magistrados na Câmara Cível do Tribunal de Justiça e ganhou repercussão nas redes sociais. Na discussão, o desembargador se disse preocupado com uma possível ociosidade da vítima por conta do valor da pensão.

"Tudo indica que ela vai se acomodar [...] Nosso país atravessa uma situação muito parecida. Com essas bolsas de tudo que tem por aí, ninguém quer mais trabalhar. No interior, se você procurar uma diarista, não encontra", argumentou.

O desembargador foi procurado nesta quinta-feira (26) por meio da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, mas não se manifestou sobre o caso.

Os magistrados analisavam o pedido de aumento para três salários mínimos do valor uma pensão alimentícia transitória para uma jovem que foi casada com um empresário da cidade de Guanambi, sudoeste do estado. Os nomes de ambos não foram revelados.

A defesa da mulher afirmou que ela morava em uma comunidade na zona rural de uma cidade vizinha quando conheceu o homem que se tornaria seu marido e que ele a levou para Guanambi sob a promessa de mantê-la financeiramente.

Os dois foram casados por seis anos, período que teria sido marcado por "robusta violência psicológica e física", segundo a defesa. A jovem teria sido obrigada pelo marido a cuidar apenas da casa e da família após o nascimento do filho.

Relator do caso, o desembargador Francisco de Oliveira Bispo decidiu negar o recurso da vítima e propôs o pagamento de um salário mínimo por 12 meses, alegando que a vítima não comprovou a impossibilidade de retorno imediato ao mercado de trabalho.

Na sequência, o desembargador José Reginaldo Costa seguiu o voto do relator e argumentou que a concessão da pensão deveria ser observada com muita "cautela e reserva" para não estimular a ociosidade.

Argumentou ainda que, com a pensão do filho e da mulher, ambos teriam uma renda mensal de cerca de R$ 9 mil. "O final de tudo, ela vai ficar com seis salários mínimos ao mês. Talvez seja o salário do prefeito de Guanambi", afirmou.

Na Bahia, o salário base de um desembargador é de R$ 41 mil. Incluindo abonos, subsídios e indenizações, o magistrado José Reginaldo teve um rendimento líquido de R$ 91,3 mil em janeiro e de R$69 mil em fevereiro deste ano.

O desembargador Almir Pereira de Jesus abriu divergência do relator, destacando o contexto e violência doméstica e dependência econômica induzida: "Para fins de alimentos, ela é considerada hipernecessitada"

Magistradas mulheres que participavam da sessão lembraram a resolução do CNJ (Conselho nacional de Justiça) que prevê que casos como aquele devem ser avaliados sob uma perspectiva de gênero.

A Corte acolheu parcialmente o recurso da defesa e estabeleceu o pagamento de três salários mínimos, o equivalente a R$ 4.863, até que vítima consiga se recolocar no mercado de trabalho.

Por João Pedro Pitombo, Folhapress

Operação conjunta combate roubo de cargas na BR-116 Sul entre Rafael Jambeiro e Itatim (BA)

Ação integrada entre PRF, Polícia Civil e SEFAZ resultou em prisão por receptação qualificada
A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em ação integrada com a Polícia Civil da Bahia e a Secretaria da Fazenda (SEFAZ), deflagrou a operação “Carga Segura”, com o objetivo de combater crimes de roubo e furto de cargas na BR-116 Sul, especialmente nas imediações dos municípios de Rafael Jambeiro e Itatim (BA). A operação também teve como foco coibir a receptação de mercadorias de origem ilícita.

A ação contou com a participação coordenada de equipes da Delegacia da PRF em Feira de Santana, Delegacia Territorial de Rafael Jambeiro, Delegacia Territorial de Itatim, 9ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Feira de Santana, além de agentes da SEFAZ. Ao todo, mais de 20 servidores atuaram de forma integrada durante as diligências.

No decorrer da operação, foram fiscalizados cinco estabelecimentos comerciais situados em áreas estratégicas. Durante as inspeções, em um dos locais, foi constatada a comercialização irregular de produtos com indícios de origem ilícita.

Após verificação, foi efetuada a prisão em flagrante de um dos proprietários pelo crime de receptação qualificada, previsto no art. 180, §1º, do Código Penal. Os produtos comercializados eram oriundos de uma carga de açúcar, alvo de roubo ocorrido há cerca de dois dias no município de Rafael Jambeiro (BA).

O conduzido foi encaminhado à autoridade policial, onde foi autuado em flagrante, com a garantia de seus direitos constitucionais, permanecendo à disposição da Justiça.

A operação integra ações contínuas de enfrentamento aos crimes patrimoniais na região, especialmente aqueles relacionados ao transporte de cargas, com impacto direto na segurança viária e na economia local.
Categoria
Justiça e Segurança

PRF prende traficante com crack, haxixe e cocaína na divisa de SP com PR

Droga seria levada para a capital paulista
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 22,5 Kg de drogas no início da tarde dessa quarta-feira (25) na cidade de Cambará, no Paraná, próximo a Ourinhos, em São Paulo. A carga estava acondicionada em tabletes escondidos nas laterais de uma caminhonete VW/Saveiro.

O Flagrante ocorreu às 12 horas, quando uma equipe da PRF deu ordem de parada ao condutor da caminhonete quando passava pelo Km 18 da BR-369, em Cambará/PR. O motorista, o qual já tinha passagem por tráfico de drogas, apresentou informações desencontradas sobre sua viagem, levantando suspeitas de uma possível reincidência. Ao fiscalizarem o veículo, os policiais encontraram sinais de manipulação recente nas laterais do carro.

Os policiais encontraram diversos tabletes escondidos, totalizando aproximadamente 6 quilos de cloridrato de cocaína, 2,5 Kg de haxixe e 14 Kg de crack. O motorista, um homem de 30 anos de idade, acabou por admitir que trouxe a droga de Iporã, cidade paranaense próxima à Salto del Guairá, no Paraguai, e que a levaria para São Paulo/SP.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado junto com os entorpecentes à delegacia da Polícia Civil em Cambará/PR, onde foi registrado o flagrante de tráfico de drogas, crime com pena prevista de até 15 anos de prisão.
Categoria
Crimes

PRF apreende mais de 160 kg de entorpecente na BR 174

Rondônia, 26 de março de 2026 - A Polícia Rodoviária Federal em Rondônia, apreendeu, na última terça-feira (24), 167,8 kg de skunk no km 47 da BR-174, em Vilhena. A abordagem ocorreu após a equipe do Grupo de Patrulhamento Tático suspeitar de um veículo de passeio que utilizava uma rota alternativa pouco comum, conhecida por desviar do Posto Policial da PRF e caracterizada por ser uma estrada de difícil tráfego durante o período de chuvas. Durante a entrevista, os ocupantes apresentaram comportamento suspeito e não souberam responder a perguntas básicas.

Ao realizarem a fiscalização detalhada, os policiais encontraram diversos tabletes da droga escondidos em malas no compartimento superior do automóvel. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão aos envolvidos, em tese, pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico. O casal, o veículo e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Vilhena para as providências legais cabíveis.
Categoria
Justiça e Segurança

AtlasIntel: 39,5% veem aliados de Lula como mais envolvidos no Master e 28,3% os de Bolsonaro

Investigações da Polícia Federal apontaram que o dono do Master, Daniel Vorcaro, mantinha relações com figuras políticas e autoridades
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 26, aponta que 39,5% dos brasileiros veem aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como mais envolvidos no esquema do Banco Master, enquanto 28,3% associam o caso mais a pessoas próximas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 12,9% ligam ao Centrão. Já 14,6% enxergam todos os grupos políticos implicados no esquema.

Entre as instituições, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) reúnem percepção de maior envolvimento no caso Master. Para 71%, o Congresso está totalmente (45%) ou muito envolvido (26%), enquanto 57% consideram a Corte totalmente (47%) ou muito envolvida (10%) no esquema. Segundo a pesquisa, as duas instituições consolidam-se como “principais alvos de atribuição de responsabilidade”.

Já o governo federal tem um índice de 43% de quem considera totalmente envolvido e 8% de muito envolvido. Já 28% dizem que o Banco Central está totalmente envolvido com o esquema e 16%, muito envolvido. Para 25%, os governos dos Estados e prefeituras estão totalmente envolvidos com o Master e 18% consideram muito envolvidos.

O levantamento entrevistou 5.028 respondentes de 18 a 23 de março. A metodologia foi recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

As investigações da Polícia Federal sobre o escândalo das fraudes financeiras do Banco Master apontaram que o dono da empresa, Daniel Vorcaro, mantinha relações com figuras políticas.

As mensagens do celular do dono do Master mostraram que Vorcaro mantinha conversas e encontros com figuras como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), além de contatos com o ex-governador João Doria e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Os ministros do STF também aparecem nas investigações. A Corte foi parar no centro do escândalo com a revelação de que a mulher do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane de Moraes, firmou contrato milionário com o banco. Também houve trocas de mensagens entre Vorcaro e Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro do ano passado.

Em outra frente, uma empresa da qual Dias Toffoli é sócio teria recebido dinheiro de um fundo ligado ao banco. A partir da revelação, Toffoli deixou a relatoria das investigações e, depois disso, se declarou suspeito para participar dos julgamentos sobre o caso.

O presidente Lula afirmou que se encontrou com Vorcaro em dezembro de 2024, numa reunião mediada pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Na ocasião, o presidente afirmou que não haveria “posição política” a favor ou contra o banco, mas sim uma “investigação técnica”.

Lula disse que o encontro ocorreu fora da agenda e que, na ocasião, chamou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, à época indicado ao cargo, e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, para acompanharem a reunião.

Por Daniel Galvão e Maria Magnabosco / Estadão

Para 47% dos brasileiros, STF está ‘totalmente envolvido’ com caso Master, mostra AtlasIntel

Sede do Supremo Tribunal Federal
Para 47% dos brasileiros, o Supremo Tribunal Federal (STF) está “totalmente envolvido” com o escândalo do Banco Master, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 26. A pesquisa também mostrou que 10% acreditam que o tribunal está “muito envolvido”; 12% veem “algo envolvido”; e 13% “pouco envolvido”. Outros 10% não veem ligação do STF com o caso Master e 8% não souberam opinar.

A pesquisa também mostrou a percepção dos brasileiros sobre o envolvimento do Congresso Nacional, governo federal, do Banco Central e dos governos estaduais e municipais com o caso Master.

Para 45%, o Congresso Nacional está “totalmente envolvido”, enquanto 26% o veem como “muito envolvido”, 15% “algo envolvido”, 3% “pouco envolvido”, 2% “nada envolvido” e 10% não souberam opinar.

Em relação ao governo Lula, 43% apontam “total envolvimento”, 8% “muito envolvido”, 6% “algo envolvido”, 8% “pouco envolvido”, 23% “nada envolvido” e 11% não souberam responder.

Já o Banco Central é visto como “totalmente envolvido” por 28%, “muito envolvido” por 16%, “algo envolvido” por 21%, “pouco envolvido” por 13%, “nada envolvido” por 13% e 10% não opinaram.

Nos governos estaduais e municipais, 25% percebem “total envolvimento”, 18% “muito envolvimento”, 25% “algum envolvimento”, 10% “pouco envolvimento”, 7% “nenhum envolvimento” e 15% não souberam responder.

Foram entrevistadas 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de um ponto porcentual, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

O STF foi parar no centro do escândalo com a revelação de que a mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, manteve um contrato milionário com o Banco Master. Também houve trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro do ano passado.

Em outra frente, uma empresa da qual Dias Toffoli é sócio teria recebido dinheiro de um fundo ligado ao banco. A partir da revelação, Toffoli deixou a relatoria das investigações e, depois disso, se declarou suspeito para participar dos julgamentos sobre o caso.

Hoje, existem 97 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo aguardando andamento no Senado. Somente neste ano, foram protocoladas 11 petições – seis contra Moraes e cinco contra Toffoli. No tribunal, ministros consideram grave a situação, mas ainda não têm um plano para debelar a crise.

Por Maria Magnabosco / Estadão

Delação de Vorcaro deve travar no valor dos bilhões que ele terá que devolver

Daniel Vorcaro
A possibilidade de Daniel Vorcaro fechar uma delação veloz com a PGR (Procuradora-Geral da República) e a PF (Polícia Federal) deve esbarrar em um componente que travou colaborações anteriores em outros escândalos: o bolso.

Para assinar o acordo, o ex-dono do Banco Master terá que desembolsar dinheiro para o pagamento de multas e a devolução de recursos desviados.

O cálculo é que a multa que ele terá que pagar, somada à devolução de recursos, ultrapassará a casa dos bilhões de reais.

Só na venda de carteiras fraudulentas ao BRB (Banco Regional de Brasília), o rombo chegaria a R$ 12,2 bilhões. Integrantes do governo chegam a falar na devolução de R$ 60 bilhões.

Delatar terceiros e se livrar de penalidades pode ser fácil e rápido, dizem advogados. Mas colocar a mão no próprio bolso e ficar praticamente sem patrimônio são "outros quinhentos", de acordo com um profissional que já participou de diversos acordos de colaboração.

Negociações de delações como as da Odebrecht, da Andrade Gutierrez e da J&F, por exemplo, empacaram na década passada justamente no momento em que se começou a discutir os valores que executivos teriam pessoalmente que desembolsar.

As divergências entre o que o Ministério Público Federal exigia em pagamento e o que eles estavam dispostos a honrar era geralmente abissal, de acordo com delatores e advogados ouvidos pela coluna.

Por isso, o momento de pagar em uma delação é sempre critico, segundo um dos defensores: o Estado quer cobrar mais e os condenados, desembolsar menos dinheiro. E muitas vezes eles não têm os recursos que policiais e procuradores acreditam que guardam em seus cofres, segue o profissional.

É quando a delação trava.

Marcelo Odebrecht, que presidiu a empreiteira fundada pela família e foi um dos principais colaboradores da Operação Lava Jato, passou por essa negociação e acabou pagando uma multa de R$ 73,3 milhões há cerca de dez anos. Além disso, a PGR acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para que ele depositasse outros R$ 65,2 milhões a título de penas por seus crimes.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista negociaram exaustivamente com o Ministério Público Federal e conseguiram que os procuradores baixassem de R$ 2 bilhões para R$ 1 bilhão o valor da multa pessoal que pagariam no acordo de delação premiada que firmaram em 2017.

As empresas que os delatores comandavam se comprometeram a honrar valores muito maiores: a Odebrecht, por exemplo, firmou pacto para pagar uma multa de R$ 8,5 bilhões. A J&F, de R$ 10,3 bilhões (elas acabaram suspensas em 2023 pelo ministro do STF Dias Toffoli).

É neste ponto que a situação piora para Vorcaro: nos dois casos citados, o principal do pagamento ficou por conta das empresas.

Os executivos não foram acusados de desviar recursos de seus próprios negócios. Os lucros considerados irregulares, portanto, estavam no caixa das companhias e elas é que foram obrigadas a firmar compromissos financeiros vultosos com a Justiça.

Já o ex-banqueiro terá possivelmente que arcar sozinho com todos os custos. Ele é acusado de desviar recursos do Master para o próprio bolso, apropriando-se dos frutos dos crimes. E terá que abrir o caixa pessoal para saldar as multas, analisam advogados e delatores.

Eles acrescentam que o Banco Master sequer existe mais, pois foi liquidado pelo Banco Central em novembro.

O impasse deve acontecer, segundo os mesmos delatores e advogados, quando MPF e PF definirem os valores que querem receber.

As instituições não podem cobrar pouco e dar a impressão de que o crime compensa, afirma um advogado. "Vorcaro não pode ficar com o fruto do crime. Terá que perder praticamente todo o patrimônio. E é aí que a coisa deve se complicar."

O ex-banqueiro, por outro lado, pode demonstrar que já gastou uma parte do dinheiro e que não consegue devolver o que possivelmente será exigido dele.

"Se as autoridades cobrarem algo que ele não pode pagar, não haverá acordo. Ele não vai assinar um compromisso que não poderá cumprir porque, se isso acontecer, perderá todos os benefícios da delação no futuro. Com o agravante de que já terá se autoincriminado", afirma um empresário que já colaborou com a Justiça. "Ele não é maluco."

O desafio de se chegar a um valor equilibrado é, portanto, gigantesco, segue o mesmo empresário.

Uma possibilidade, diz um outro experiente profissional do Direito, é que Vorcaro faça uma uma delação tão forte que, em troca, seja penalizado com menos rigor financeiramente.

"Se ele 'entrega' ministro do STF, cúpula do legislativo, ministros do governo, um preço menor pode ser aceito. As autoridades teriam como justificar o fato de deixarem um criminoso na rua ou de darem a ele o benefício de penas menores e desembolsos suaves", diz.

O ponto de dificuldade apontado por praticamente todos os advogados e empresários ouvidos pela coluna é o perfil do ministro André Mendonça.

O doutorado do magistrado na Espanha foi sobre o "sistema de princípios para a recuperação de ativos procedentes de corrupção".

Por isso, apostam, o ministro entenderia do assunto e só aceitaria uma conta alta sobre a mesa. Nas palavras de um advogado, Vorcaro terá que "chorar sangue para colocar o dinheiro para dentro" do acordo de delação.

Por Mônica Bergamo / Folha de São Paulo

Neto confirma convite a Cocá para vice: 'Reúne todas condições'

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, confirmou, em entrevista à rádio Metrópole nesta quinta-feira (26), que convidou o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para compor como candidato a vice-governador na chapa que disputará as eleições de 2026.

Segundo Neto, o convite ocorre de forma natural diante da projeção política de Cocá no interior do estado. “Não haveria ninguém mais adequado que Zé Cocá nessa posição. Ele tem uma trajetória de larga experiência na vida pública”, afirmou o ex-prefeito.

Zé Cocá já foi prefeito de Lafayete Coutinho, deputado estadual, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e é atual prefeito reeleito de Jequié, tendo alcançado mais de 90% dos votos, o maior percentual do país.

“Uma pessoa que reúne todas as melhores condições. Vive o drama e a realidade do interior”, emendou Neto.

Por Política Livre

ACM Neto projeta 'nova virada' política na Bahia em 2026

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, afirmou, nesta quinta-feira (26), em entrevista à rádio Metrópole, que vê possibilidade de uma nova mudança no cenário político do estado nas eleições de 2026.

Ele citou, para sustentar a avaliação, dois marcos que considera decisivos na política baiana: as eleições de 1986, com a vitória de Valdir Pires, e de 2006, quando Jaques Wagner foi eleito governador. Para Neto, esses momentos representam rupturas de ciclo que podem se repetir no próximo pleito.

“Foi assim em 1986, foi assim em 2006 e, se Deus quiser, vai ser assim agora, em 2026, com a nossa vitória para o governo do Estado”, afirmou.

Pouco antes, ele confirmou convite ao prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para a sua vice (leia aqui).

Operação Purificação desarticula laboratório de drogas em Feira de Santana

Aproximadamente 46 kg de cocaína e 20 kg de maconha foram apreendidos; prejuízo estimado é de R$ 4 milhões.

Um laboratório utilizado para produção e armazenamento de drogas foi desarticulado pela Polícia Civil da Bahia, nesta quarta-feira (25), no município de Feira de Santana, durante mais uma etapa da Operação Purificação. Na ação, duas mulheres foram presas em flagrante no Santo Antônio dos Prazeres. Entre os materiais apreendidos estão uma prensa, três balanças de precisão, liquidificadores, peneiras, bacias plásticas, rolos de embalagens, insumos químicos e diversos tabletes e porções de cocaína e maconha, totalizando aproximadamente 46 kg de cocaína e 20 kg de maconha.

De acordo com o delegado James Feitosa Moura Filho, titular da Delegacia Territorial de Serrinha, as investigações indicaram que o imóvel era utilizado por integrantes de um grupo criminoso para produção e distribuição de entorpecentes destinados ao abastecimento do tráfico de drogas em municípios da região, incluindo Serrinha e Barrocas. O prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 4 milhões.

Durante as diligências, as equipes identificaram movimentação atípica no imóvel investigado. Ao se aproximarem do local, os policiais perceberam um forte odor característico da produção de entorpecentes. Na incursão, foram localizadas as duas suspeitas, as drogas, insumos e equipamentos utilizados na fabricação e preparo dos entorpecentes.

A operação foi resultado de trabalho integrado e troca de informações entre as Polícias Civis da Bahia e de Sergipe. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Territorial de Serrinha, com apoio da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Leste), da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Serrinha), do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Sisal e GATTI/Sertão), da 1ª Coorpin/Feira de Santana, da Delegacia Regional de Estância (PCSE) e dos Núcleos de Inteligência da 15ª Coorpin, Dirpin/Leste e Dirpin/Norte.

As suspeitas e todo o material apreendido foram encaminhados ao Complexo Policial de Feira de Santana, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante por tráfico de drogas. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo criminoso.
Fonte
Ascom PC

Polícias Civil e Militar apreendem cinco armas de fogo com integrantes de facção em Maragogipe

Ações de inteligência levaram as equipes, na tarde desta quarta-feira (25), até o distrito de Coqueiros, onde o grupo foi localizado.

As Polícias Civil e Militar apreenderam na tarde desta quarta-feira (25), cinco armas de fogo, carregadores, munições e drogas com integrantes de uma facção. O flagrante aconteceu na cidade de Maragogipe, na região do Recôncavo Baiano.

Ações de inteligência levaram as equipes, até o distrito de Coqueiros, onde o grupo armado foi localizado.

Percebendo a chegada das viaturas da CIPE Recôncavo e da Delegacia Territorial (DT) de Maragogipe, os traficantes dispararam. Após o confronto, quatro integrantes de facção ficaram feridos e o restante do bando conseguiu fugir.

Os resistentes foram socorridos, mas não resistiram. Com eles foram apreendidos três pistolas, dois revólveres, carregadores, munições, drogas, celulares e uma quantia em dinheiro.

O quarteto integrava uma facção e era investigado por tráfico de drogas e associação criminosa. Um deles possuía mandado de prisão.

As ações de combate ao crime organizado seguem reforçadas em todo o Recôncavo Baiano. Informações sobre integrantes de facções podem ser repassadas, com total sigilo, através do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP). O anonimato é garantido por lei.
Fonte: Alberto Maraux

Três homens são presos em flagrante por roubo de cargas em Ubaitaba

     A ação policial recuperou caminhão e mercadorias avaliadas em mais de R$ 145 mil
Três homens, de 21, 23 e 32 anos, foram presos em flagrante, nesta quarta-feira (25), por roubo de cargas, no município de Ubaitaba. A ação resultou na recuperação de um caminhão e de parte das mercadorias subtraídas, avaliadas em mais de R$ 145 mil.
As diligências foram realizadas por equipes da Delegacia Territorial do município, após trabalho investigativo baseado no monitoramento de um grupo suspeito de praticar roubos de cargas na região. As investigações permitiram identificar o local utilizado para ocultação dos veículos e transbordo das mercadorias, situado em uma área rural próxima à BR-330.
No local, os policiais localizaram um caminhão que havia sido roubado horas antes. Durante a ação, os investigados foram surpreendidos no momento em que realizavam a transferência da carga para outro veículo. Foram recuperadas parte de uma carga de feijão e outra composta por utensílios domésticos e materiais plásticos.

As apurações indicam que os roubos ocorreram durante a madrugada, quando motoristas foram interceptados por homens armados e mantidos sob restrição de liberdade enquanto as cargas eram subtraídas. Os suspeitos possuem registros por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Os presos foram conduzidos à unidade policial, onde foram autuados em flagrante pelos crimes de roubo com emprego de arma de fogo e associação criminosa, permanecendo custodiados à disposição do Poder Judiciário. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e assegurar a recuperação total das mercadorias subtraídas.
Fonte: Pedro Moraes / Ascom-PCBA

Quatro motocicletas furtadas são recuperadas em Ibirapitanga

Veículos foram subtraídos no dia 23 de março
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Territorial (DT/Ibirapitanga), recuperou quatro motocicletas, nesta quarta-feira (25), na BR-101, naquele município. De acordo com a ocorrência, parte de uma carga de motocicletas foi furtada às margens da rodovia, nas proximidades do distrito de Itamarati.

Durante as diligências, a equipe localizou duas unidades escondidas em uma plantação de cacau, próximo ao local do crime.

Conforme relato, o motorista iniciou a viagem em Belém (PA), no dia 19 de fevereiro de 2026, com destino a Feira de Santana e Itabuna, onde realizaria as entregas. No trajeto, o caminhão apresentou problemas mecânicos e precisou parar no acostamento, na região de Ibirapitanga.

Ao se ausentar para buscar ajuda e retornar ao veículo, o condutor constatou o arrombamento do baú e o furto de seis motocicletas, de um total de 40 transportadas.

As diligências continuam com o objetivo de localizar o restante da carga e identificar os responsáveis pelo crime.

Fonte: Camila Souza/ Ascom-PCBA

PM apreende mais de 20 kg de drogas em Itabuna

Todo o material apreendido foi apresentado na delegacia para adoção das medidas legais cabíveis.

Na noite de terça-feira (24), militares do 15º BPM apreenderam mais de 20 kg de drogas no município de Itabuna.

As equipes realizavam patrulhamento no bairro Nova Itabuna quando receberam informações sobre um imóvel abandonado utilizado para armazenamento de entorpecentes.

Durante a diligência, foram apreendidos 18,5 kg de cocaína, 1 kg de maconha tipo gold, 1 kg de maconha prensada e 400 g de crack, além de duas balanças de precisão e um equipamento do tipo antirrespingo. Nenhum suspeito foi localizado.

Todo o material apreendido foi apresentado na delegacia para adoção das medidas legais cabíveis.
Fonte: Polícia Militar - DCS

Lulinha atuou como assessor da Fictor, alvo de operação da PF

Advogado confirma que filho do presidente conhece ex-sócio do grupo, mas nega relação de trabalho com empresa e favorecimento a empresário
Foto: Reprodução/Redes sociais
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é próximo do empresário Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio da Fictor, e atuou como consultor do grupo. Nesta quarta-feira (25), Rubini e acionistas da Fictor foram alvos de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraudes bancárias associadas ao Comando Vermelho.

A relação de Lulinha com a Fictor foi mais próxima em 2024, segundo relato de duas pessoas que trabalharam para empresas do grupo e falaram na condição de não terem o nome citado. Contam que, para não chamar a atenção, Lulinha até restringiu visitas aos escritórios. No entanto, ainda foi visto na empresa no ano passado.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Fictor afirmou que esse tema deve ser tratado com Rubini. A assessoria do executivo, por sua vez, disse que ele não vai comentar sobre esse assunto.

A reportagem também fez contato com a Presidência da República, que não respondeu até a publicação deste texto.

Segundo esses executivos, Lulinha foi contratado para fazer a aproximação da Fictor com o governo. Eles também afirmam que foi a partir desse trabalho que Rubini foi indicado para integrar o chamado Conselhão, o CDESS (Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), um órgão consultivo da presidência da República.

A relação com o filho do presidente também abriu caminho para Rubini participar do Grupo Parlamentar de Relacionamento com o Brics no Senado. Por transitar no mercado financeiro, foi visto como uma pessoa importante para contribuir com temas dessa área.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende o filho do presidente nas investigações sobre fraudes no INSS, confirmou à reportagem que Lulinha conhece Rubini, mas negou que ele tenha tido relações de trabalho com a Fictor ou intercedido para que Rubini ocupasse cargos no setor público.

"Essa é mais uma tentativa de colocar Fábio no meio de um escândalo", afirmou. Carvalho disse ainda que Lulinha vive na Espanha desde 2024.

Rubini ficou como sócio e no comando da Fictor Invest, braço de investimentos do conglomerado, até abril de 2025 e permaneceu como conselheiro até outubro.

Em novembro, a Fictor anunciou uma tentativa de compra do Banco Master, na véspera de o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ser preso pela primeira vez.

O grupo entrou em recuperação judicial no dia 2 de fevereiro deste ano, declarando dívidas acima de R$ 4,2 bilhões.Por Alexa Salomão/Folhapress

Senador do Podemos é flagrado pela polícia dirigindo carro sem placas e com giroflex em SP

Alexandre Luiz Giordano também estava com a CNH vencida e tentou fugir da abordagem, segundo a polícia
Foto: Carlos Moura/Agência Senad
O senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos-SP)
O senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos-SP) foi flagrado na manhã de segunda-feira (23) dirigindo com a CNH vencida, usando um carro sem as placas com luzes estroboscópicas, imitando o giroflex de viaturas, em Santana, na zona norte de São Paulo. Ele tentou fugir da abordagem policial, mas foi parado e autuado.

Após ser multado pelas irregularidades, o senador foi liberado. A reportagem tentou contato com o parlamentar na manhã desta quarta (25) por email e pelo perfil dele nas redes sociais, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.

Também nesta quarta, ele participou de um evento com o presidente Lula (PT) em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. O parlamentar não falou com a imprensa.

Empresário, Giordano assumiu o cargo de senador ao herdar a cadeira de Major Olímpio (do antigo PSL) que morreu por Covid em 2021.

A reportagem teve acesso ao registro da ocorrência policial, que relata que uma equipe da PM se deparou com um veículo, um Land Rover, sem as placas trafegando com luzes estroboscópicas ligadas na alameda Afonso Schimidt por volta das 8h de segunda-feira.

Os policiais então pararam o carro e pediram para que o condutor descesse do veículo. Giordano se recusou a sair e se identificou como "federal".

Depois da insistência dos policiais, Giordano acabou saindo do veículo e se identificou como "senador da República". Ao perceber que a gravação das câmeras corporais dos agentes foi iniciada, ele começou a ameaçar os PMs, de acordo com os agentes.

"Você está gravando? Então você vai ver", ameaçou o senador, segundo relato dos policiais no registro da ocorrência. Os PMs solicitaram os documentos de identidade, mas Giordano se negou a apresentá-los e voltou a ameaçar os agentes, dizendo que iria "falar com o coronel Henguel", em referência a Henguel Ricardo Pereira, secretário-executivo da pasta de Segurança Pública do estado.

A equipe então solicitou reforço. Neste momento, Giordano voltou a ameaçar os policiais, dizendo "você vai para a reciclagem, é isso que vai acontecer", segundo consta no registro da ocorrência.

Depois de várias tentativas, os policiais conseguiram abrir o porta-malas do veículo, onde identificaram as placas do automóvel.

Após os policiais localizarem as placas, Giordano entrou no carro na tentativa de fugir da abordagem. Ele subiu na calçada, de acordo com os agentes, quase atropelando um dos policiais que havia se posicionado em frente ao veículo para evitar que fosse retirado do local.

Os policiais acionaram apoio via rádio sobre o destino do veículo em fuga e conseguiram abordá-lo poucas quadras depois, no cruzamento da rua Doutor César com a avenida Braz Leme.

Com a chegada de outras equipes, o senador foi novamente abordado e, desta vez, autuado por conduzir o veículo sem emplacamento, com a CNH vencida e pela utilização indevida das luzes estroboscópicas. Em seguida, o senador e o veículo foram liberados.
Por Clayton Castelani/Isabela Palhares/Folhapress

TCU pede que Caixa retire sigilo de documento sobre eventual federalização do BRB

Banco federal disse que não tem interesse em comprar carteiras de crédito de instituição do DF, mas pediu restrição a informações
O TCU (Tribunal de Contas da União) deu prazo de cinco dias para que a Caixa Econômica Federal reavalie a classificação de sigilo sobre documentação que trata de estudos e tratativas para uma eventual federalização do BRB (Banco de Brasília). Os papéis foram entregues ao órgão de controle.

O pedido se estende ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

No despacho, o ministro relator do caso, Bruno Dantas, disse que o prazo não pode ser prorrogado e que os bancos precisam apresentar justificativa específica para a manutenção do sigilo, indicando o fundamento concreto da imposição da classificação.

Dantas afirmou que a usência de manifestação no prazo estipulado ou a manutenção de justificativas genéricas serão interpretadas como anuência das instituições à reavaliação e à eventual reclassificação da restrição de acesso às informações.

Procurada, a Caixa ainda não respondeu ao pedido de informações da Folha. O BNDES afirmou manter relação colaborativa com o TCU e disse que não realizou nenhum estudo referente à federalização do BRB.

"A política operacional do BNDES veda o apoio a investimentos e gastos de qualquer natureza a bancos, caixas econômicas e agências de fomento", disse em comunicado.

Segundo pessoas a par do tema ouvidas pela reportagem, a Caixa informou ao TCU que recebeu, no dia 28 de novembro de 2025, pedido de manifestação de interesse do BRB em realizar a venda de carteiras de crédito ao banco federal.

O pedido foi feito logo após a liquidação do Master pelo Banco Central, em 17 de novembro, e a troca de comando do BRB no rastro da operação Compliance Zero. A operação resultou na prisão, pela primeira vez, de Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

Alvo das investigações da Polícia Federal, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Cardoso foi retirado do cargo.

No seu lugar, assumiu o ex-presidente da Caixa Nelson Souza, que tenta uma saída para o banco após as perdas com a compra de carteiras fraudulentas do Master. A crise no BRB exige um novo aporte de capital do governo do Distrito Federal, que ainda não foi feito.

De acordo com informações prestadas pela Caixa ao TCU, após o início de tratativas e um processo de análise das carteiras, o banco federal respondeu que não tinha interesse em dar seguimento ao processo.

O Banco do Brasil, outra instituição procurada pelo BRB, respondeu que não tinha interesse na federalização e não pediu sigilo sobre a informação do TCU. O BNDES pediu que os dados ficassem sob reserva.

No final de fevereiro, Bruno Dantas deu prazo de 15 dias para Ministério da Fazenda, Caixa, BNDES e Banco do Brasil prestarem esclarecimentos sobre eventuais estudos, documentos e tratativas para uma federalização do BRB.

Na época, reportagem da Folha revelou que a possibilidade de federalização passou a ser considerada nas negociações após o envolvimento do banco do governo do Distrito Federal no escândalo do Master.

Além de comprar carteiras de crédito fraudadas do Master, o BRB participou de uma tentativa fracassada de aquisição do banco de Daniel Vorcaro. Agora, enfrenta dificuldades para cobrir o prejuízo gerado.

Por Adriana Fernandes, Folhapress

Seinfra esclarece que não é responsável por agenda sobre projeto da ponte Salvador–Itaparica

Após a criação da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte), os assuntos relacionados ao empreendimento passaram a ser de competência exclusiva da nova pasta. Dessa forma, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) esclareceu que não é responsável pela condução das ações relativas à construção da ponte nem pelo eventual cancelamento de agendas sobre o tema, conforme foi divulgado por este Política Livre.

Em nota conjunta com a Seinfra, a SVPonte informou que não pôde comparecer à audiência prevista na Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) em razão de compromissos institucionais previamente agendados que coincidiram com a data da reunião.

A pasta também ressaltou que, em setembro de 2025, foi realizada na sede da ALBA a apresentação do Projeto do Sistema Rodoviário Ponte Salvador–Itaparica, com a presença do secretário da SVPonte, Mateus Dias, do secretário da Casa Civil, Afonso Florence, e de representantes da concessionária responsável pela implantação e operação do empreendimento. Na ocasião, a participação foi aberta a todos os deputados e à imprensa.

Criada para centralizar a gestão do projeto, a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste – Ponte Salvador–Itaparica tem caráter temporário e deve atuar até o cumprimento de sua finalidade.
Por Política Livre

Laryssa e Orlando se manifestam após decisão que cassa mandatos e afirmam que irão recorrer

A prefeita de Ipiaú, Laryssa Andrade Santos Fernandes Dias, e o vice-prefeito Orlando dos Santos Ribeiro divulgaram uma nota oficial após a decisão da Justiça Eleitoral da 24ª Zona, que determinou a cassação dos mandatos de ambos, além da inelegibilidade por oito anos e a realização de novas eleições no município. Na manifestação, os gestores afirmam que ainda não foram formalmente intimados da decisão judicial e destacam que irão adotar as medidas legais cabíveis assim que houver a notificação oficial.

Confira a nota na íntegra

“Tomamos conhecimento, de uma possível decisão em Ação de Investigação Judicial Eleitoral. Ressaltamos que, até o presente momento, não fomos intimados. Reafirmamos nosso respeito ao Poder Judiciário, ao tempo em que informamos que, tão logo haja a devida intimação, adotaremos todas as medidas legais cabíveis, inclusive a interposição de recurso, confiantes no restabelecimento da verdade e da justiça. Esclarecemos à população que seguimos regularmente no exercício dos mandatos de prefeita e vice-prefeito de Ipiaú, trabalhando com responsabilidade, dedicação e compromisso com o nosso povo. Nossos representantes jurídicos tomarão todas as providências necessárias, certos de que não houve qualquer prática de ilícito eleitoral. Seguimos firmes no propósito de construir uma Ipiaú cada vez melhor, com seriedade, transparência e compromisso público.”

A sentença, assinada pelo juiz eleitoral Hilton de Miranda Gonçalves, reconheceu a prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social durante as eleições municipais de 2024. De acordo com a decisão, houve favorecimento à candidatura de Laryssa Dias por meio de exposição considerada privilegiada na programação de rádio, o que teria comprometido a igualdade entre os candidatos no pleito.
Por: Giro Ipiaú

Anvisa vai à China conhecer hospitais com IA e quer acelerar regulação no Brasil

Pacientes internados no hospital da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quer acelerar o regramento de hospitais inteligentes, aqueles integrados a uma rede de serviços de IA (inteligência artificial), após o governo federal negociar aporte para a construção da primeira instituição do tipo na rede pública na Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Representantes da agência e do Ministério da Saúde viajaram para cidades chinesas com o objetivo de conhecer hospitais que usam inteligência artificial e utilizá-los como referência de boas práticas.

Para a construção da instituição, o ministério negociou investimento de US$ 300 milhões (R$ 1,57 bilhão, na cotação atual) no Novo Banco de Desenvolvimento, a instituição financeira dos Brics da qual a ex-presidente Dilma Rousseff está à frente, para a criação de uma Rede Nacional de Hospitais Inteligentes.

O chefe da pasta, ministro Alexandre Padilha, estima que o hospital seja finalizado até 2029 e não vê risco de prejuízo na entrega caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não seja reeleito neste ano. Padilha afirma que o projeto já está em andamento e que compromissos que garantem a conclusão foram assinados. Além do hospital inteligente, um financiamento do governo federal prevê o funcionamento de 14 UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo).

"O nosso foco era conhecer e fazer parcerias, assinar parcerias de compromisso, troca de informações, formação de equipe, poder fazer visitas técnicas e receber visitas técnicas e parcerias com diferentes tipos de hospitais inteligentes", disse Padilha à Folha.

O regime chinês coloca em suas prioridades a integração entre serviços médicos e IA, privilegiando, assim, o desenvolvimento de instituições inteligentes. Também faz parte da política de Estado o incentivo ao uso da IA na saúde, em áreas como diagnóstico clínico, tratamentos, monitoramento, equipamentos e acesso a especialistas.

Hospitais em Shenzen, uma das cidades visitadas pela comitiva da Saúde, são pioneiros no uso de inteligência artificial para laudos de exames, por exemplo. A comissão local de saúde afirma que a tecnologia diminui o tempo de espera de resultados e aumenta a precisão dos diagnósticos.

A integração entre rede digital, inteligência artificial e serviços de saúde tem como objetivo, segundo Padilha, acelerar o diagnóstico de casos graves, reduzir o tempo de internação, facilitar o monitoramento de pacientes, permitir o intercâmbio entre profissionais de diferentes instituições e agilizar a realização de exames, entre outros.

Para acelerar a regulamentação de hospitais inteligentes, a Anvisa decidiu incluir o tema no Comitê de Inovação, que tem como objetivo aumentar a celeridade de processos regulatórios que correspondam a pré-requisitos como iniciativas brasileiras e de grande interesse público, entre outras. O comitê foi o responsável, por exemplo, pela aprovação do início da fase 1 dos estudos da polilaminina.

Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, afirma que a regulamentação servirá como base para o uso da IA em hospitais públicos e privados.

"A questão é onde temos as melhores experiências e de onde podemos trazer para o Brasil as melhores práticas para a instalação de hospitais inteligentes. Há experiências interessantes acontecendo", disse à reportagem.

O diretor afirma que a agência também pretende inserir a inteligência artificial no dia a dia dos funcionários para acelerar processos, como de avaliação e liberação de novas drogas. "Ela não substitui o técnico", diz. "Mas pode entrar em diversas etapas do nosso processo."

Hoje, o regramento para a aplicação da IA na saúde é fragmentado entre as instituições competentes, como o CFM (Conselho Federal de Medicina), o Ministério da Saúde e a Anvisa.

A visita à China faz parte de um giro feito pela agência e pelo ministério em busca de países de referência que já possuam a IA integrada a instituições de saúde. Padilha e Safatle, por exemplo, fizeram parte das viagens de Lula para a Coreia do Sul e a Índia, onde também se informaram a respeito do funcionamento de hospitais do tipo.
Por Victoria Damasceno / Folha de São Paulo

Cunhado de Vorcaro troca de advogados para tentar fazer delação premiada

Fabiano Zettel é apontado como operador financeiro de fraudes do Banco Master
Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e também preso durante investigações contra as fraudes do Banco Master, trocou sua equipe de defesa e mira conseguir fechar um acordo de delação premiada.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (25), os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção anunciaram que deixaram seus postos.

Quem assume a defesa de Zettel no Supremo Tribunal Federal (STF) é Celso Vilardi, que também é advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e já atuou em casos do Mensalão e da Lava Jato.

Recentemente, Daniel Vorcaro também começou a negociar com as autoridades um possível acordo de delação premiada.

Zettel foi pastor da Igreja Batista da Lagoinha e diretor do Banco Master. É casado com Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro.

Como mostrou a Folha, a PF (Polícia Federal) vê o cunhado de Daniel Vorcaro como uma peça-chave no esquema de fraude bilionária ao sistema financeiro.

O pastor recebeu R$ 485 milhões da Super Empreendimentos, empresa investigada pela PF sob a suspeita de servir de canal de pagamentos a uma suposta milícia privada do grupo e a agentes públicos.

Os repasses foram feitos entre julho de 2022 e janeiro deste ano. Só no ano passado, Zettel recebeu R$ 160 milhões da Super, originados de 264 transferências. Os maiores repasses foram feitos entre fevereiro e abril, de R$ 5 milhões cada.

Zettel é apontado como o principal operador financeiro do ex-banqueiro e a análise da rede financeira ligada a ele é vista por investigadores como peça central para a abertura de novos flancos nas investigações do Master.

A partir de um cruzamento entre o diálogo dele e de Vorcaro e das movimentações financeiras obtidas nas quebras de sigilo, a polícia tenta identificar se, de fato, esses pagamentos ocorreram.

Se sim, irão avaliar se eles são legítimos —e têm relação com alguma prestação de serviço— ou se há indícios de irregularidades.

Como a Folha mostrou, já há suspeitas de crimes financeiros em fundos de Zettel ligados ao resort Tayayá, do qual uma empresa da família do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sócia.

Zettel foi preso duas vezes. A primeira delas, de forma temporária, por ordem de Dias Toffoli em 14 de janeiro. A segunda, em março, já com a operação sob a supervisão de André Mendonça.

O pastor ganhou projeção no meio empresarial como fundador e CEO da Moriah Asset, gestora que se apresenta como o primeiro e maior private equity focado em bem-estar no Brasil.

Por meio da Moriah, tornou-se sócio de negócios como o Grupo Frutaria (Frutaria São Paulo, Empório Frutaria e Néctar), da rede de açaí Oakberry, da academia de luxo Les Cinq, da Desinchá e da Super Nutrition, marca de suplementos como creatina.

Em 2022, ele foi o maior doador das campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador Tarcísior de Freitas (Republicanos-SP), com cerca de R$ 5 milhões no total —R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio.
Por José Marques, Folhapress

Quatro suspeitos de integrar facção são mortos em confronto com a PM em Salvador

                                     
Bando foi interceptado pela Rondesp; armas e drogas foram apreendidas

Quatro homens morreram após entrarem em confronto com equipes da Polícia Militar na noite de terça-feira (24), no bairro de Pirajá, em Salvador, durante uma tentativa de ataque contra uma facção rival. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o grupo formava um “bonde” que foi interceptado por unidades da Rondesp Baía de Todos os Santos (BTS) na Rua Ana Ariane.

De acordo com o boletim da SSP, os criminosos

reagiram à abordagem atirando contra os policiais, o que deu início a uma intensa troca de tiros. No embate, quatro integrantes do bando foram baleados e chegaram a ser socorridos pelas equipes, mas não resistiram aos ferimentos.

Outros membros do grupo conseguiram escapar do cerco policial e fugiram pela região.

No local da ocorrência, os policiais apreenderam um arsenal composto por 1.000 porções de drogas como maconha, cocaína, crack e ecstasy; três pistolas (calibres 9mm e 380); um revólver calibre 38; carregadores e munições.

A SSP-BA reforçou que as buscas pelos foragidos continuam e solicita o apoio da população. Qualquer informação que ajude a identificar os criminosos que escaparam pode ser enviada, sob total sigilo e anonimato, por meio do Disque Denúncia (181).

Veja vídeo dos materiais apreendidos

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