IDEB aponta avanços na educação de Ipiaú

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, na última  quarta-feira, 5 de agosto, os resultados do Índice  de Desenvolvimento da Educação Básica -Ideb- referentes ao ano de 2025. Os resultados apontam um significativo avanço da educação municipal de Ipiaú  anos iniciais do Ensino Fundamental cuja média evoluiu de 4,3 para 5,5. Nos anos finais o resultado também foi animador, com um salto  de 3,6 para 4, 1

O avanço se deu em todas as unidades da rede municipal e revela um melhor desempenho dos estudantes, resultante dos esforços empreendidos por professores, gestores,  e famílias, juntamente com os investimentos da Prefeitura em formação continuada, acompanhamento pedagógico, materiais didáticos e programas de recomposição das aprendizagens.

A maior nota, 6, 0 foi para a escola Edvaldo Santiago, enquanto o maior avanço foi verificado na Escola José Mendes de Andrade que passou de 2, 9 na avaliação de 2023, para 5,1 no índice de 2025. Nos anos finais os resultados apontam os seguintes percentuais de crescimento:28,6% na Escola Raulina Rodrigues; 25,9% no Colégio Celestina Bittencurt; 12, 0% no Colégio Altino Cerqueira; 8,3 % no Colégio Ângelo Jaqueira e 7, 5% na Escola José Lessa de Moraes.

A prefeita Laryssa comemorou os resultados e afirmou que esse avanço é fruto de um trabalho coletivo, construído com investimento, planejamento e dedicação de toda a comunidade escolar. “Os novos resultados do IDEB mostram que estamos no caminho certo.

“Mais do que números, eles representam crianças aprendendo mais, professores fazendo a diferença em sala de aula, famílias acreditando na educação e uma gestão comprometida com o futuro”, avaliou a gestora.

Por sua vez a secretária municipal de Educação, Luize Ferreira Dias, assegurou  que o resultado positivo do IDEB é fruto de um esforço coletivo. “Isso reflete o compromisso de uma rede dedicada  em fazer acontecer aprendizagem dos nossos estudantes. Este avanço representa o empenho  de uma gestão que continua acreditando que educação transforma vidas e é feita com muitas mãos”. ( José Américo Castro/Decom-PMI).

Tornado atinge cidade no RS, e Defesa Civil emite alerta máximo para Porto Alegre e região

Fenômeno foi confirmado em Pedro Osório após tempestade severa; é o segundo tornado registrado pela Defesa Civil gaúcha em nove dias

Tornado registrado em Matarazzo, entre o município de Pedro Osório e Arroio Grande, no Rio Grande do Sul

Um tornado atingiu o município de Pedro Osório, no sul do Rio Grande do Sul, no fim da tarde desta quinta-feira (6), durante a atuação do sistema de tempestades associado à frente fria que precede a formação de um ciclone-bomba na região Sul do país.

Segundo a Defesa Civil gaúcha, o fenômeno provocou destelhamentos na localidade de Matarazzo e não há informações sobre feridos. O tornado ocorreu por volta das 17h15, associado a uma supercélula, tempestade caracterizada pela presença de uma corrente de ar rotativa.

De acordo com o Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado, a confirmação foi feita com base em vídeos registrados por moradores. O órgão informou que havia emitido um alerta para a região às 15h50, válido até as 19h50, indicando risco elevado de tempestades com vento e granizo.

É o segundo tornado confirmado pelo órgão em pouco mais de uma semana. Em 28 de julho, a Defesa Civil confirmou a ocorrência do fenômeno em áreas dos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, no noroeste gaúcho. Assim como o episódio desta quinta, o tornado foi associado à formação de uma supercélula, tipo de tempestade capaz de provocar granizo de grande porte, rajadas intensas de vento e, em alguns casos, tornados.

Na ocasião, a Defesa Civil havia emitido um alerta laranja para a região cerca de uma hora antes da ocorrência do fenômeno. Segundo o órgão, o tornado não pôde ser identificado previamente pelos radares meteorológicos porque a tempestade estava a cerca de 200 quilômetros do equipamento mais próximo, o que impediu a detecção de rotação próxima à superfície.

Na noite desta quinta, a Defesa Civil enviou um alerta do tipo Cell Broadcast para Porto Alegre e outros 18 municípios da região metropolitana e do Vale do Sinos, advertindo para tempestades com rajadas de vento superiores a 90 km/h e risco muito alto de alagamentos e cheias em arroios e rios de pequeno porte.

O aviso orienta a população a permanecer em locais seguros durante os temporais, retirar aparelhos eletroeletrônicos da tomada e manter portas e janelas fechadas.

O alerta abrange os municípios de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Charqueadas, Eldorado do Sul, Esteio, Glorinha, Gravataí, Guaíba, Montenegro, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Taquara, Triunfo e Viamão.

Antes da confirmação do tornado, a Defesa Civil já havia registrado ocorrências relacionadas às tempestades em diferentes regiões do estado. Segundo boletim divulgado na tarde desta quinta, houve relatos de alagamentos em Caçapava do Sul e Chuí, queda de árvores em Erechim, danos provocados por granizo em cinco residências de Ibiraiaras e destelhamentos em Caseiros e Uruguaiana. Também foram registrados danos em coberturas de escolas em Tupandi.

O governo do Rio Grande do Sul mantém alerta vermelho para parte do estado devido à previsão de tempestades severas entre a tarde desta quinta e a madrugada de sexta-feira (7). Segundo a Defesa Civil, há possibilidade de rajadas de vento superiores a 100 km/h, queda de granizo de grande intensidade, chuva forte e novos tornados, principalmente na metade sul gaúcha.

O alerta vermelho abrange municípios como Uruguaiana, Alegrete, São Gabriel, Santana do Livramento, Caçapava do Sul, Bagé, Piratini, Pelotas, Jaguarão, Rio Grande e Chuí.

Já o alerta laranja inclui cidades como São Borja, Santiago, Santa Rosa, Santo Ângelo, Frederico Westphalen, Erechim, Sarandí, Cruz Alta, Santa Maria, Rio Pardo, Camaquã, Santa Cruz do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre, Caxias do Sul, Gramado, Vacaria, São José dos Ausentes, Tramandaí e Mostarda, onde as rajadas podem superar 90 km/h e também há risco de granizo.

Em Santa Catarina, a Defesa Civil informou que está prevista a formação de um ciclone-bomba entre a noite desta quinta e a sexta-feira sobre o oceano, na costa do Uruguai e do extremo sul do Rio Grande do Sul. Segundo o órgão, o centro do sistema permanecerá sobre o mar e não deverá atingir diretamente o território catarinense.

Ainda assim, a passagem da frente fria associada ao sistema deve provocar temporais no Estado, com chuva forte em curto período, descargas elétricas, queda localizada de granizo e rajadas de vento entre 70 km/h e 90 km/h, podendo superar 100 km/h em áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul.

Na sexta-feira, com a intensificação do ciclone sobre o oceano, a expectativa é de ventos fortes no litoral catarinense, com rajadas entre 50 km/h e 70 km/h e aumento da agitação marítima, o que pode trazer riscos à navegação e provocar queda de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e alagamentos pontuais.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) também emitiu alertas para a atuação do sistema. Além do aviso vermelho para tempestades em parte do Rio Grande do Sul, o órgão publicou avisos laranja e amarelo para ventos intensos em áreas de 11 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Bahia.

Por Aléxia Sousa/Folhapress

PF indicia seis em segundo inquérito sobre descontos ilegais em aposentadorias no INSS

Relatório será enviado ao STF

Ex-presidente do instituto Alessandro Stefanutto foi novamente indiciado

A Polícia Federal concluiu mais um inquérito sobre os descontos indevidos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e indiciou seis pessoas por inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa.

Entre os indiciados estão ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral da instituição Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Paulo Félix Fidelis.

Os três já haviam sido indiciados pela PF na conclusão do primeiro inquérito sobre o caso. Também foram indiciados Thaisa Daiane, Edjane Rodrigues e Aristides Veras dos Santos.

Essa etapa da investigação teve como foco a atuação da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) por supostos desvios em aposentadorias e pensões do INSS.

O relatório final da corporação foi encaminhado nesta semana ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator do caso, na última sexta-feira (10).

Em nota, a defesa de Stefanutto disse que, até o presente momento, não teve acesso aos autos do inquérito nem à íntegra da manifestação da Polícia Federal que resultou no novo indiciamento divulgado pela imprensa.

"Sem conhecimento dos fundamentos da medida, seria incompatível com o exercício responsável da defesa antecipar manifestação sobre fatos, conclusões ou elementos probatórios que ainda não foram submetidos ao contraditório", disse.

Os advogados do ex-presidente do INSS também afirmaram que Stefanutto jamais praticou qualquer ato ilícito no exercício de suas funções públicas e que mantém plena convicção de que a análise integral dos autos demonstrará a inexistência de conduta criminosa que lhe possa ser atribuída.

"É importante destacar que o indiciamento constitui ato próprio da fase investigativa e não representa condenação, tampouco afasta a garantia constitucional da presunção de inocência", diz a nota. As demais defesas ainda não responderam os pedidos feitos pela reportagem.

Das entidades investigadas, a Contag é a que mais tem descontos em benefícios do INSS, com 1,3 milhão de pessoas. Seu acordo com o INSS é o mais antigo, iniciado na década de 1990.

Um documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) recebido pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS apontou que a Contag movimentou cerca de R$ 2 bilhões entre maio de 2024 e maio de 2025, sendo R$ 1 bilhão em créditos e R$ 1 bilhão em débitos, aproximadamente.

Na ocasião, a entidade afirmou que todos os recursos movimentados teriam origem identificada e são registrados em conformidade com as obrigações legais e fiscais da entidade e que essa sistemática é transparente, contínua e devidamente registrada.

Também disse ter mais de 60 anos de existência, que representa milhões de trabalhadores e trabalhadoras rurais em todo o Brasil e que sua estrutura é nacional, com federações e sindicatos filiados em todos os estados.

Em julho, a PF concluiu o primeiro inquérito da Operação Sem Desconto com 48 indiciamentos relacionados ao caso da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).

Esta etapa da investigação se concentra apenas em descontos realizados pela Conafer e não envolve outros personagens que foram alvo da investigação, como Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger.
Por Raquel Lopes/Constança Rezende/Folhapress

Mendonça e ministro da Justiça se reúnem, e governo Lula deve evitar conflito jurídico entre PF e STF

                     O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, se encontraram nesta quinta-feira (6), em meio ao embate do magistrado com a cúpula da Polícia Federal, que é subordinada à pasta.

Na reunião, que ocorreu no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Mendonça pediu a Lima e Silva que preserve a independência da PF em suas investigações. Em resposta, o ministro da Justiça teria afirmado que isso já é garantido.

Um dos objetivos do encontro, segundo apurou o jornal Folha de São Paulo, era desarmar um potencial conflito jurídico entre Mendonça e a Polícia Federal. A conversa foi organizada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que tem um bom relacionamento com os dois. O presidente Lula (PT) teria gostado da iniciativa, segundo seus interlocutores.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não foi chamado para a reunião. Na polícia, ainda não se sabe se a conversa terá alguma consequência na prática. No órgão, há uma expectativa de mobilização em torno do pedido feito à AGU (Advocacia-Geral da União) contra medidas impostas por Mendonça que aumentaram o seu controle sobre investigações.

Integrantes do governo relataram, porém, que a reunião se encerrou com uma tendência de que a AGU não faça nada em relação a essa ação e que as divergências entre o ministro e a Polícia Federal sejam resolvidas pelo diálogo.

Segundo essa avaliação, Mendonça poderá calibrar, caso a caso, o acesso de integrantes da PF às investigações que tramitam em seu gabinete. Entre elas, estão dois inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula —sob suspeita de tráfico de influência por suposta atuação em defesa de interesses de empresas em órgãos federais, sob relatoria de Mendonça. Um terceiro inquérito está sob relatoria do ministro Flávio Dino.

Nos bastidores, há acusações mútuas de tendências políticas nas conduções das operações Sem Desconto, que investiga as fraudes nos descontos no INSS, e a Compliance Zero, que mira o Banco Master.

Nesta quinta-feira, os 27 superintendentes da Polícia Federal divulgaram uma nota pública em que dizem confiar na direção do órgão, chefiado por Andrei Rodrigues, e no seu compromisso "com a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público". Mendonça teria concordado com o teor da nota e não ter visto identificação com as suas críticas à PF.

Os superintendentes também afirmam que acreditam na preservação de uma Polícia Federal "forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional" e que a sua atividade investigativa "não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei".

"A credibilidade construída perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico", escreveram.

Os gestores das polícias nos estados também afirmam que, ao longo de seus 82 anos de história, o órgão "consolidou-se como uma instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito".

Eles acrescentaram que, para o adequado exercício de sua missão constitucional, "é indispensável a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa necessária à gestão eficiente de seus recursos e prioridades institucionais".

O desejo da PF era que a AGU encontrasse algum argumento jurídico para rebater a determinação do ministro para que todos os atos da apuração sejam imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete.

Deste modo, essas informações não poderiam passar mais por outros departamentos da PF, como a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro.

Mendonça também determinou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigadores seja comunicado previamente a ele e que a remessa de todas as extrações de dados seja enviada ao gabinete no meio das apurações, com a ferramenta de análise da PF.

Oficialmente, a AGU ainda não se pronunciou à PF se tomará alguma medida em relação ao pedido.

Por Constança Rezende/Catia Seabra/Raquel Lopes/Folhapress

Ibirataia: Secretaria de Agricultura promove dia de campo e incentiva práticas sustentáveis no Distrito de Algodão

A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, realizou um dia de campo com os alunos do curso Técnico em Meio Ambiente do Distrito de Algodão. A ação, desenvolvida em parceria com o CECA e a diretora Jeane, teve como objetivo aproximar os estudantes das práticas sustentáveis aplicadas no campo, fortalecendo a formação técnica e a consciência ambiental.
A atividade aconteceu no viveiro de hortaliças do produtor rural Enoque, onde os estudantes conheceram de perto um modelo de produção sustentável. Durante a visita, foram apresentados métodos de cultivo, manejo e conservação ambiental, destacando a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico e a preservação dos recursos naturais do município.
A secretária municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Laís Nascimento, ressaltou a importância da iniciativa. "Promover esse contato entre os estudantes e os produtores é investir na formação de profissionais mais conscientes e preparados para os desafios ambientais. Agradecemos ao senhor Enoque por abrir as portas de sua propriedade e compartilhar sua experiência, contribuindo para fortalecer a agricultura sustentável e inspirar as novas gerações."

Governo tira Marcola de conselho de empresa pública

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Reprodução/Facebook/Arquivo
O governo federal decidiu não reconduzir Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para o conselho de administração da Terracap. A estatal, que gere o patrimônio imobiliário de Brasília, pertence ao Distrito Federal, mas a União é acionista minoritária e, por isso, tem direito a indicações.

A informação foi publicada pelo SBT News e confirmada pelo Estadão.

Em nota o Palácio do Planalto, afirmou que a alteração da indicação decorre da saída de Marcola do governo.
"Os assentos de representação da União em conselhos públicos são destinados a servidores públicos formalmente nomeados, observados os requisitos legais e normativos aplicáveis. Desse modo, todas as vagas ocupadas por pessoas que deixam a administração federal são sempre substituídas", informou a Secom

Marcola exercia cargo no colegiado da empresa desde 2023. Ele entrou na mira da Polícia Federal por ter recebido R$ 249 mil da lobista Roberta Luchsinger, suspeita da prática de tráfico de influência junto com Fabio Luis da Silva, conhecido como Lulinha

A aliados, o ex-chefe de gabinete afirma que os repasses foram efetuados a título de empréstimo.

No conselho da Terracap, ele recebia R$ 12,4 mil mensais, além dos R$ 31,9 mil a que tinha direito pelo cargo na Presidência. Conforme revelou o Estadão, os cargos do governo no colegiado da empresa são usados para turbinar salários de auxiliares de ministros e do próprio presidente.

Por Gustavo Côrtes, Estadão Conteúdo

STJ decide tirar cargo de ministro Marco Buzzi por acusações de assédio sexual

                        Marco Buzzi durante o 1º Simpósio STJ Violência Doméstica e Justiça
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quinta-feira (6) punir com a perda de cargo o ministro Marco Buzzi, 68. A corte analisou processo disciplinar em que o magistrado é acusado de assédio, importunação sexual e injúria contra duas mulheres. Ele nega as alegações e deve recorrer.

A decisão pela sanção a um ministro do tribunal com a perda de cargo é inédita. A análise ocorreu em uma sessão fechada na sede da corte, em Brasília, que durou cerca de cinco horas. Os ministros foram unânimes quanto à necessidade de punição, mas houve divergência sobre a pena. A maioria seguiu o voto conjunto da comissão disciplinar apresentado pelo presidente do grupo, Luis Felipe Salomão.

Já os ministros Gurgel de Faria, João Otávio de Noronha, Moura Ribeiro e Regina Helena Costa votaram pela aposentadoria compulsória, apesar de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter derrubado essa possibilidade de sanção a magistrados que cometem infrações graves.

"Respeitamos a decisão do tribunal, embora discordemos veementemente e agora vamos avaliar à luz da nova resolução quais serão os passos e ações", afirmou após o julgamento a advogada Maria Fernanda Saad Ávila, que representa o ministro. Ele está afastado do cargo desde fevereiro.

Os advogados poderão recorrer contra a punição ao Supremo.

A punição adotada pelo STJ é a chamada penalidade de disponibilidade com proposta de perda do cargo, sanção disciplinar pela qual o magistrado é afastado, deixa de julgar processos e de exercer suas funções na corte, mas passa a receber proporcionalmente, não o subsídio integral.

Na terça (4), o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) regulamentou a decisão da Primeira Turma do STF que derrubou a aposentadoria compulsória. O órgão decidiu que magistrados que cometerem infrações graves poderão perder os cargos, mas somente após processo triplo, passando pelos tribunais locais, pelo próprio conselho e, depois, pelo próprio Supremo.

No decorrer dessas etapas, ainda são previstos a esses magistrados salários proporcionais ao tempo de serviço, mas, ao fim do processo, haverá a interrupção total desses pagamentos, com a ruptura definitiva do vínculo funcional com o Poder Judiciário.

Para o caso de Buzzi, no entanto, como ministro do STJ, o processo deve ser encaminhado diretamente à AGU (Advocacia-Geral da União) para abertura de ação no STF.

A decisão do CNJ valerá apenas para os casos novos ou em andamento, a partir do momento em que for publicada, e não atingirá aqueles já concluídos.

Buzzi foi acusado de importunação sexual e assédio por duas denunciantes. A primeira acusação foi feita em janeiro pela filha de um casal de amigos do ministro, que narrou ter sido agarrada durante um banho de mar no litoral de Santa Catarina.

Já a segunda partiu de uma funcionária terceirizada que trabalhava para o ministro. Segundo ela, os assédios teriam ocorrido em vários ambientes do gabinete (sala do magistrado, espaço de depósito, corredor e biblioteca), ao longo de três anos. A versão da denunciante teve apoio de outros funcionários do tribunal a quem ela teria dito ter sido importunada sexualmente por Buzzi.

Durante o julgamento nesta quinta, houve sustentações orais das defesas das denunciantes e de Buzzi, além da manifestação do MPF (Ministério Público Federal). O relator foi o primeiro a votar, em nome da comissão, e na sequência os demais ministros apresentaram seus votos.

A defesa de Buzzi negou as alegações ao longo de todo o processo e pediu a absolvição do ministro. Os advogados argumentam que os depoimentos das vítimas têm contradições e não foram corroborados por provas autônomas, além de usar registros de entrada no tribunal, a agenda oficial, registros de voos e mensagens de WhatsApp para rebater que os episódios ocorreram.

Também foi apresentado um relatório urológico que aponta uma disfunção erétil como um dos elementos que comprovariam a inocência do ministro.

O MPF mudou sua posição e passou a pedir a perda do cargo de Buzzi para se adequar à regulamentação feita pelo CNJ. Antes, o órgão havia pedido a aposentadoria compulsória do ministro. Em parecer apresentado em julho, afirmou que, de acordo com as provas colhidas, o magistrado feriu preceitos de integridade pessoal e profissional, além de honra e decoro.

Também rebateu teses da defesa de Buzzi, incluindo a de que condições de saúde do ministro, como mobilidade reduzida e disfunção erétil, impediriam o cometimento das condutas de que é acusado.

O STJ tem 33 vagas, e 28 ministros participaram do julgamento do PAD (processo administrativo disciplinar) de Buzzi nesta quinta. Além do próprio ministro acusado, há, por exemplo, a vacância aberta com a aposentadoria de Antonio Saldanha Palheiro. Og Fernandes está doente.

Isabel Gallotti não participou porque se declarou impedida por ter laços familiares com Buzzi. Ela é casada com o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Walton Alencar, cujo irmão tem um enteado casado com uma das filhas de Buzzi. Mauro Campbell não votou por ser corregedor-nacional de Justiça.

Como mostrou a Folha, o próximo presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, não queria levar o caso para sua gestão e, por isso, tinha a expectativa de concluir o caso até a primeira quinzena de agosto. O processo administrativo disciplinar foi aberto em 14 de abril.

Buzzi chegou a ser internado durante a apuração do caso. Antes de ser afastado pelos colegas, ele pediu para deixar suas funções no tribunal por 90 dias para tratamento psiquiátrico e ajustes de medicamento.

Nas últimas semanas, segundo apurou a Folha, os advogados percorreram os gabinetes dos ministros para entregar memoriais com os principais pontos da defesa. Eles pretendem insistir na obtenção de novas provas negadas no âmbito do PAD no caso criminal, que tramita no STF.

Na Suprema corte, o relator é Kassio Nunes Marques. O magistrado aguarda a conclusão do processo no STJ para dar seguimento ao processo que pode punir criminalmente Marco Buzzi.

Paralalemente à apuração das acusações de assédio e importunação sexual, o ministro do STF Cristiano Zanin autorizou uma investigação formal da Polícia Federal sobre Buzzi sob suspeita de vendas de decisões judiciais. O inquérito tramita sob sigilo.

Por Ana Pompeu e Isadora Albernaz, Folhapress

Jequié: Polícia Civil investiga esquema de agiotagem após dívida de R$ 6 mil ultrapassar R$ 100 mil

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Perpetuatus, no bairro Jequiezinho, em Jequié. A ação teve como alvo um homem de 51 anos e uma mulher de 48, investigados pelos crimes de extorsão e agiotagem. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

De acordo com as investigações, o caso teve início em 2008, quando a vítima, um homem de 58 anos, contraiu um empréstimo de R$ 6 mil. Mesmo após realizar pagamentos ao longo dos anos, ele teria continuado sendo alvo de cobranças por parte dos investigados.

Segundo a Polícia Civil, as cobranças teriam se tornado extorsivas e intimidatórias, com valores considerados abusivos que ultrapassaram a marca de R$ 100 mil. A vítima também teria sido submetida a graves ameaças e coação psicológica para efetuar os pagamentos.

Durante as buscas, os policiais apreenderam notas promissórias, cheques e outros documentos relacionados à investigação. O material será submetido à análise documental e a exames periciais e deverá auxiliar na continuidade das apurações.

A Operação Perpetuatus foi realizada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO/Vitória da Conquista), com apoio de unidades da Polícia Civil de Jequié e do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Central).

STJ torna desembargadora aposentada do TJ-BA, filho e advogado réus por corrupção na Faroeste

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu denúncia contra a desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, seu filho, Vasco Rusciolelli Azevedo, e o advogado e colaborador Júlio César Cavalcante Ferreira. Com a decisão, os três passam à condição de réus pelo crime de corrupção passiva majorada no âmbito da Operação Faroeste.

O colegiado acompanhou integralmente o voto do relator, ministro Benedito Gonçalves. O magistrado considerou prescrita a pretensão punitiva relacionada ao crime de violação de sigilo funcional, mas entendeu que existem elementos suficientes para o prosseguimento da acusação de corrupção passiva.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o caso envolve uma suposta negociação para obtenção de decisão judicial favorável mediante pagamento de vantagem indevida. A acusação aponta que uma advogada ligada a uma das partes teria oferecido R$ 50 mil em troca de uma decisão favorável em recurso que tramitava no TJ-BA.

Ainda conforme a denúncia, a negociação teria sido intermediada por meio do filho da então desembargadora. O MPF sustenta também que um dos denunciados teria elaborado previamente a minuta da decisão que, posteriormente, foi assinada pela magistrada.

Um dos principais elementos apresentados pela acusação é um laudo pericial sobre arquivo digital. De acordo com o MPF, a perícia identificou que a minuta da decisão havia sido produzida semanas antes de sua publicação oficial e apresentava correspondência literal com o ato posteriormente assinado.

Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que a acusação não está fundamentada exclusivamente em acordos de colaboração premiada. Foram citados ainda documentos e arquivos apreendidos durante as investigações, depoimentos de servidores do gabinete e elementos obtidos por meio de ação controlada.

Ao votar pelo recebimento da denúncia, Benedito Gonçalves considerou que a acusação descreve os fatos de maneira suficiente e apresenta justa causa para a abertura da ação penal.

A denúncia originalmente abrangia outras três pessoas, mas houve desmembramento do processo. Permaneceram na Corte Especial as acusações relacionadas ao chamado “núcleo judicial”.

Com a decisão do STJ, os inquéritos serão transformados em duas ações penais para apurar a suposta prática de corrupção passiva majorada atribuída aos três denunciados.

Por Redação/Politica Livre

Municípios baianos superam metas do Ideb e evidenciam os impactos da formação continuada

Na Chapada Diamantina, onde o ICEP nasceu, 83% dos Municípios Parceiros do ICEP no Território da Chapada Diamantina e Regiões estão acima da meta
A combinação entre planejamento pedagógico consistente, monitoramento contínuo e formação profissional das equipes de ensino voltou a mostrar resultados concretos na educação pública baiana. Entre os municípios atendidos pelo Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP), mais de 30 registraram crescimento no IDEB em relação ao ciclo anterior, aferido em 2023.

O ICEP é uma Organização da Sociedade Civil (OSC), formalizada em 2006, que atua com redes municipais de ensino, visando promover a melhoria das aprendizagens de estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Atualmente o ICEP atua em mais de 30 municípios da Bahia, com parceria técnica com as secretarias municipais de Educação e parceiros que aportam recursos na educação.

Na Chapada Diamantina, onde o ICEP nasceu, 83% dos Municípios Parceiros do ICEP no Território da Chapada Diamantina e Regiões estão acima da meta. Neste cenário, destaca-se municípios como Itaetê, Ibicoara, Lençóis e Marcionílio Souza, cujo crescimento de uma edição para outra foi superior a 1 ponto na proficiência. Seis municípios têm resultados acima da média nacional e 13 estão acima da média estadual.

Já nos anos finais 82% dos Municípios Parceiros do ICEP no Território da Chapada Diamantina e Regiões avançaram nos resultados de aprendizagem no comparativo de 2023 e 2025 nos anos finais. Dentre os 17 municípios que estão ou estiveram na parceria com o ICEP nos anos 2025 e 2026, 13 apresentaram melhores resultados de aprendizagem.

Esses dados mostram que a maioria dos municípios ampliou significativamente seus indicadores nessa etapa, historicamente mais complexa. Esses resultados reforçam a importância da continuidade das ações formativas, do acompanhamento pedagógico e da articulação entre gestão educacional e escolas para consolidar e ampliar os avanços alcançados.

No conjunto de municípios que integram o projeto Educação Continuada, promovido pela Bracell, por meio do programa Bracell Social, 10 registraram crescimento no IDEB em relação ao ciclo anterior, aferido em 2023: Alagoinhas, Aramari, Araçás, Aporá, Cardeal da Silva, Cachoeira, Conde, Entre Rios, Itanagra e Ouriçangas. Já Terra Nova e Inhambupe mantiveram os resultados alcançados na edição anterior.

O município de Aramari, por exemplo, apresentou uma das trajetórias mais consistentes do território. Evoluiu de 5,1 no IDEB de 2023 para 5,7 em 2025, superando de forma significativa a meta projetada de 4,8. Os maiores avanços absolutos foram registrados por Cardeal da Silva e Aporá. Cardeal da Silva ampliou seu IDEB em 1,5 ponto, enquanto Aporá apresentou crescimento de 1,4 ponto entre 2023 e 2025. Esses municípios, que anteriormente figuravam entre os menores índices do território, alcançaram uma evolução expressiva em apenas um ciclo avaliativo.

Outro aspecto relevante refere-se ao cumprimento das metas projetadas. Araçás, Cardeal da Silva e Ouriçangas atingiram ou superaram as metas estabelecidas para o período, demonstrando que o planejamento educacional associado ao monitoramento permanente dos indicadores pode produzir resultados concretos. Araçás alcançou IDEB de 5,4 diante da meta de 5,2; Cardeal da Silva atingiu 5,4 para uma meta de 5,1; e Ouriçangas obteve exatamente o índice previsto de 5,0.

De forma geral, a análise do IDEB 2025 evidencia um cenário bastante positivo para as redes de ensino parceiras do ICEP. O crescimento da maioria dos municípios, a ausência de regressão nos indicadores, a superação das metas projetadas por parte das redes e a ampliação do número de municípios com desempenho acima da média estadual demonstram que o investimento contínuo na formação das equipes educacionais, na gestão da aprendizagem e no uso pedagógico dos dados tem contribuído para a melhoria dos resultados educacionais, destacando a redução das desigualdades.

O que o Ideb não nos informa?

Embora o Ideb apresente uma boa visualização da progressão dos municípios em relação às metas de aprendizagem estabelecidas pelo país, os dados não podem ser lidos isoladamente para evidenciar a qualidade da educação nos municípios.

O ICEP entende que as metas são importantes para direcionar o planejamento educacional e monitorar a evolução dos índices de educação de cada município. Mas o instituto reforça que é necessário considerar outras dimensões do processo educativo. “A rede de ensino precisa fazer uma análise minuciosa dos dados que compõem o indicador, por não refletir dimensões essenciais da educação básica, como a qualidade do ensino desenvolvido em sala de aula, as condições de infraestrutura das escolas, a qualidade da formação dos profissionais, os dados de equidade e a gestão escolar”, defende a Coordenadora Pedagógica Territorial, Ana Falcão.

Um olhar para além dos números

Para entender melhor o desenvolvimento do nível educacional de cada município, é preciso olhar para além dos números. Dados sobre equidade são fundamentais nesse processo de avaliação, pois indicam as desigualdades por raça, renda, gênero, localidade ou condição de deficiência, além da infraestrutura, recursos e apoio pedagógico ofertado.

Outro ponto destacado que merece observação é a evolução individual das/os estudantes ao longo de toda a escolaridade, não focando apenas em momentos pontuais de avaliação. “Precisamos avaliar as metodologias, práticas pedagógicas, projetos curriculares e proposta educacional de cada escola/sala de aula, a qualificação dos profissionais e a progressão individual das aprendizagens de cada estudante. São esses fatores que realmente mostrarão o nível de desenvolvimento educacional”, defende Ana Falcão.

Qual o segredo da melhoria das aprendizagens?

Para garantir resultados efetivos e sustentáveis ao longo dos anos, o segredo, segundo Ana, “é articular o trabalho da gestão da sala de aula com a gestão escolar e com a gestão do sistema de ensino”. “Para isso, é fundamental o fortalecimento da política de formação continuada, para que tenhamos profissionais bem qualificados, que promovam boas situações de ensino que rompam com aplicação de atividades mecanicistas e que não contribuem para a aprendizagem dos estudantes, especialmente que desenvolvam a leitura compreensiva e crítica”, frisa.

É justamente esse trabalho que vem sendo desenvolvido no âmbito do Projeto Educação Continuada nas redes parceiras. Além da formação continuada em serviço, da mobilização social e da produção de conteúdos pedagógicos promovidos nas redes municipais de ensino, nos últimos anos os municípios vêm desenvolvendo e implementando a produção de materiais didáticos de formação, ensino e avaliação -- as Situações Didáticas Avaliativas (SDAs).

As SDAs são atividades formativas e avaliativas, desenvolvidas em sala de aula, que tem a intenção de analisar e avaliar os saberes construídos pelas/os estudantes, ao longo do ano. São realizadas duas vezes ao ano e servem, também, como instrumento formativo para o professor e para as/os estudantes.Os resultados das atividades desenvolvidas são tabulados em um sistema de dados que oferece às redes municipais informações detalhadas acerca das aprendizagens de cada estudante, escola e município, permitindo um acompanhamento personalizado e individualizado de cada estudante .

“As Situações Didáticas Avaliativas, diferentemente das avaliações externas, possibilitam avaliar as aprendizagens essenciais de oralidade, intercâmbios comunicativos entre os estudantes e produção de texto em situações sociais e significativas de uso da linguagem. Avaliam também conhecimentos matemáticos fundamentais para a prática cidadã. Essa forma de avaliar e considerar a aprendizagem dos/as estudantes, reafirma que é possível pensar uma avaliação para além de políticas que reduzem a experiência escolar a frios índices”, destaca a Diretora Pedagógica do ICEP, Elisabete Monteiro.

Progresso individual de cada estudante
Diferentemente das avaliações em larga escala, que têm como objetivo identificar o desempenho dos estudantes, as SDAs permitem que professores acompanhem o progresso individual de cada estudante em relação aos objetivos de aprendizagem estabelecidos pelo currículo. Esse acompanhamento possibilita o planejamento de intervenções pedagógicas que proporcionem avanços nas aprendizagens dos estudantes.

Por meio das SDAs é possível identificar as necessidades específicas das/os estudantes, e desse modo, proporcionar o planejamento de outras situações didáticas que ofereçam as condições necessárias para que haja a progressão das aprendizagens.

Essa proposta metodológica rompe com a dicotomia que separa a formação, ensino e avaliação e proporciona uma cultura de aprendizagem contínua que auxilia as educadoras e os educadores a repensarem e ressignificarem suas práticas profissionais a fim de atender às necessidades de aprendizagem das/os estudantes.

Caminho para a redução das desigualdades

O novo Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece a meta de 6,5 para os anos iniciais do Ensino Fundamental e de 6 a ser alcançada pelos anos finais, junto a isso garantir alfabetização plena de estudantes ao final do segundo ano e também reduzir as desigualdades.

O ICEP tem atuado junto aos municípios parceiros no apoio ao desenvolvimento das metas dos seus Planos Municipais de Educação (PME), que devem atender aos objetivos e metas do Plano Nacional, garantindo que aconteçam de forma participativa e democrática pelos representantes das redes de ensino e pela sociedade.

Sobre o Ideb

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um dos principais do país para medir a qualidade dos ensinos fundamental e médio, abrangendo as redes pública e privada. O Ideb é calculado a cada 2 anos, a partir dos dados sobre o desempenho dos estudantes em avaliações de Matemática e Português, e a taxa de aprovação escolar.

Criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC), o indicador tem entre os seus propósitos fazer um diagnóstico das redes de ensino no Brasil, servir como base para políticas públicas e traçar metas de qualidade educacional.

O resultado do Ideb é uma média da combinação de outros dois indicadores: o fluxo escolar, ou “taxa de aprovação”, e o resultado dos estudantes nas avaliações de larga escala, do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Os dados de desempenho escolar, também chamado de proficiência, são levantados a cada 2 anos, para os estudantes do 5º e do 9º ano do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio, que são avaliados pelas provas do Saeb em Leitura e Matemática. Já os dados sobre o fluxo escolar, são verificados a partir do Censo Escolar da Educação Básica, realizado anualmente.

Ou seja, desta forma, apresentam melhores resultados no Ideb os sistemas que alcançam, de forma concomitante, maiores taxas de aprovação e proficiência nas avaliações. O MEC estabeleceu metas de longo prazo para o Brasil, próximo ao desempenho médio dos países desenvolvidos.
Por Redação/Polittica Livre

Erradicação de maconha pela Polícia Civil gera prejuízo de R$ 4 milhões

Segundo as investigações, a ação representa um prejuízo estimado em R$ 4 milhões para o grupo criminoso
A Polícia Civil (PC) erradicou uma plantação com cerca de 20 mil pés de maconha no município de Mulungu do Morro, durante a Operação Erva Daninha, deflagrada na quarta-feira (5).
Segundo as investigações, a ação representa um prejuízo estimado em R$ 4 milhões para o grupo criminoso responsável pelo cultivo.

No local, foram encontrados equipamentos usados para secagem, separação e embalagem da droga, que, juntamente com todo o plantio e insumos, foram destruídos.

Um inquérito policial foi instaurado para identificar os envolvidos e apurar as circunstâncias do crime. A operação contou com equipes da 5ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Irecê) e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI Chapada).Redação

Elmar Nascimento se declara preto após ser pardo e branco nas últimas eleições

O deputado federal Elmar Nascimento (União-BA), candidato à reeleição pela Bahia, se autodeclarou preto no registro da candidatura ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A autodeclaração chama ainda mais atenção porque, em 2022, ele registrou a candidatura com a raça parda. Em 2018, também como candidato a federal, se autodeclarou branco.

Procurada pela coluna, a assessoria do parlamentar afirmou que houve um erro de digitação do jurídico da campanha, mas que já fez um pedido à Justiça Eleitoral para correção.

A mesma justificativa foi usada pela candidata a vice-governadora do Rio Grande do Norte, Larissa Rosado (PSB-RN). Como mostrou o Painel, ela se declarou parda, mas recuou após ser questionada pela coluna.

A lei eleitoral determina que 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC) e do Fundo Partidário sejam repassados a candidaturas de pessoas pretas e pardas.

Por Gabriela Echenique/Folhapress

Lula diz que buscará conversar com Trump na próxima semana em meio à tensão entre Brasil e EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a aliados que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. A declaração foi feita durante reunião com parlamentares do PSOL e da Rede, no Palácio da Alvorada, após o petista relatar que já conversou recentemente com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, sobre a guerra na Ucrânia. A reportagem é do jornal O Globo.

Segundo participantes do encontro, Lula defendeu uma atuação mais efetiva do Conselho de Segurança da ONU para buscar uma solução negociada para o conflito e disse que pretende fazer o mesmo apelo a Trump. O presidente, no entanto, não informou se aproveitará o contato para tratar das recentes tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, marcadas pela imposição de tarifas a produtos brasileiros e outras medidas adotadas pelo governo americano.

Na reunião, Lula também avaliou que a disputa eleitoral será difícil, pediu mobilização da militância e voltou a demonstrar preocupação com uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O presidente ainda defendeu mudanças na relação entre Executivo e Congresso, criticou o modelo de distribuição de emendas parlamentares e afirmou que, em um eventual novo mandato, pretende priorizar áreas como educação, ciência, tecnologia, defesa e políticas voltadas à população idosa.

Por Carolina Brígido/Estadão Conteúdo

Sem marca nem legado específico, Jerônimo enfrenta pior campanha petista, por Raul Monteiro* Por Raul Monteiro*

Se algum dia a teve, o governo perdeu a fé cega na reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Palácio de Ondina. As pesquisas realizadas até agora, mesmo acusadas pelos jogadores de terem seus vieses, conduzem à percepção de que o cenário é bastante desafiador para o incumbente, que não conseguiu construir uma marca nestes quase quatro anos de gestão à qual possa recorrer agora para tocar sua comunicação. Afinal, porque o eleitor deve votar de novo em Jerônimo, dar-lhe a oportunidade de continuar governando a Bahia? Foram perguntas que a maioria que escolheu os líderes petistas conseguiu responder com facilidade na renovação das duas primeiras gestões petistas.

Na primeira delas, o então governador Jaques Wagner buscava, com o segundo mandato, mudar o padrão político autocrático com que a Bahia fora governada por cerca de duas décadas pelo senador Antônio Carlos Magalhães. Fraco de gestão, Wagner conseguira projetar a ideia de que as dificuldades que enfrentava na administração decorriam da grande mudança de cultura que construía para a Bahia ao derrotar o carlismo, legando um patrimônio imaterial para o Estado, cansado da mão de ferro com que ACM governava e da panelinha que se formara em torno dele, como a campanha que levou o petista à primeira vitória soube muito bem explorar.

Assim, conseguiu não apenas o passe para governar nos quatro anos seguintes como a chance de fazer Rui Costa seu sucessor. Com o segundo petista que comandou o Estado o momento de renovar o mandato não foi diferente. Com a percepção clara de que Wagner representara uma ruptura com o passado político recente da Bahia, mas não conseguira moldar a imagem de gestor que um Estado grande e problemático demandava, Rui se auto-cunhou logo nos primeiros meses do governo o apelido de "Correria", transformando a preocupação com as contas públicas e com a resolutividade das decisões da administração em sua principal marca.

Também lograria se reeleger com a mão nas costas, contra um candidato escolhido pela oposição de última hora, conseguindo ainda fazer de Jerônimo, com o apoio de todo o grupo, o governador seguinte do PT. Ocorre que a taça chegou nas mãos da terceira liderança petista escolhida pelo eleitor para comandar o Estado, mas por falhas desde o princípio na comunicação, na dificuldade que tem para se concentrar no enfrentamento dos graves problemas vividos pelo Estado e na fadiga de material que um partido que está no governo há duas décadas protagoniza, Jerônimo tem hoje à sua frente infinitamente mais dificuldades do que os antecessores tiveram.

É claro que o governador ainda espera contar com a mão salvadora de Lula, em que, desde a primeira eleição de Wagner, todos os petistas se fiaram na Bahia até agora. Mas o presidente vive pela primeira vez os efeitos de um desgaste monumental que ameaçam a sua própria reeleição, precisa se concentrar na tarefa de ganhar o pleito e de aliados que, no comando de seus Estados, mais o ajudem mais do que dele dependam. Jerônimo teve quatro anos para se preparar para as dificuldades que começa a ver se avolumarem à sua frente agora e, a despeito de todos os alertas, inclusive de Rui e Wagner, as desconsiderou, transformando sua reeleição num peso.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Eleição será a primeira deste século sem mulheres em chapas presidenciais competitivas

A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século a não ter mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Desde 2002, ao menos uma mulher foi candidata a presidente ou a vice-presidente nessas chapas, segundo levantamento da Folha.

A reportagem considerou como competitivas as duplas cujo partido do candidato ao cargo de presidente tinha representante no Congresso Nacional e que conseguiram ao menos 1% dos votos no primeiro turno.

Atualmente, apenas duas mulheres compõem uma chapa presidencial com ao menos 1% de intenção de voto em pesquisas como o último Datafolha, do fim de julho: Samara Martins, candidata a presidente pela UP (Unidade Popular), e sua vice, Raquel Bricio, do mesmo partido. A UP não tem representantes na Câmara e no Senado.

Havia a expectativa de que ao menos mais uma mulher compusesse as chapas fechadas para as eleições de 2026. O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aventou mulheres de vice para diminuir a rejeição junto ao eleitorado feminino, mas definiu nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como parceiro na disputa.

A falta de mulheres com candidaturas para os cargos marca um ano eleitoral no qual a participação feminina na política foi alvo de figuras públicas de direita, como Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro que fez declarações questionando o voto feminino, na esteira de investidas contra esse direito no Brasil e nos Estados Unidos.

Nas eleições presidenciais de 2022, três mulheres estiveram em chapas competitivas. Simone Tebet foi candidata a presidente pelo MDB, mas recebeu menos de 5% dos votos no primeiro turno, que disputou ao lado da vice Mara Gabrilli, então no PSDB.

Tebet se tornou ministra do Planejamento no governo Lula (PT) e atualmente é candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB.

Também foi vice Ana Paula Matos, na chapa de Ciro Gomes, ambos pelo PDT. Eles tiveram 3% dos votos no primeiro turno.

Já 2018 foi o ano com mais vices mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Pelo PC do B, Manuela d'Ávila compôs com Fernando Haddad (PT) a chapa que chegou ao segundo turno, mas perdeu para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado na vida pública por ataques a mulheres.

Ciro Gomes disputou também naquele ano na companhia de uma mulher, dessa vez Kátia Abreu, pelo PDT. Eles ficaram em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,47% dos votos, em cenário no qual parte dos eleitores tentava uma alternativa a Bolsonaro e à candidatura petista.

Foram também candidatas a vice Ana Amélia Lemos, pelo PP, na chapa com Geraldo Alckmin, então no PSDB, e Suelene Balduino, vice de Cabo Daciolo, pelo partido Patriota.

Já Marina Silva, atualmente concorrendo ao Senado por São Paulo, tentou a presidência pela Rede, quando fez 1%.

O ano de 2014 foi marcado pelo feito singular de três mulheres na cabeça de chapas competitivas. Dilma Rousseff (PT) conseguiu a reeleição, mas sofreu impeachment menos de dois anos depois em um processo no qual ela acusou adversários de machismo.

Ela teve como concorrentes Marina Silva, que fez pelo PSB 21,32% dos votos no primeiro turno, e Luciana Genro, com menos de 2% pelo PSOL.

As duas principais concorrentes mulheres também tinham se confrontado em 2010, ano com Dilma e Marina disputando o cargo de presidente da República. A petista fez 46,91% no primeiro turno, contra 19,33% de Marina, que não foi para a segunda rodada da disputa, vencida por Dilma contra José Serra (PSDB).

Em 2006, a única mulher nas chapas competitivas foi Heloísa Helena. Ela fez, pelo PSOL, 6,85% dos votos, ficando em terceiro lugar na disputa. Por fim, 2002 teve uma candidata a vice-presidente: Rita Camata, do PMDB, foi vice de José Serra (PSDB). Eles fizeram 23,2% dos votos no primeiro turno, mas perderam para Lula e José Alencar no segundo.

Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

Ipiaú: Jovem de 20 anos é executado a tiros dentro de casa no Cantinho do Céu

O município de Ipiaú voltou a registrar um homicídio após mais de dois meses sem ocorrências de crimes violentos letais na cidade. Na madrugada desta quinta-feira (6), um jovem de 20 anos foi morto a tiros dentro de uma residência localizada na Rua São Bartolomeu, região conhecida como Cantinho do Céu, no bairro Euclides Neto.
Foto: Giro Ipiaú
A vítima foi identificada como Riquelme dos Santos Almeida. Conforme as informações apuradas, ele estava sozinho na residência de seu pai de santo quando o imóvel foi invadido e o jovem executado a tiros em um dos cômodos do imóvel. Moradores da localidade ouviram os disparos e acionaram a Polícia Militar. Uma guarnição esteve no local e isolou a área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela perícia e remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML). Até o momento, não há informações sobre a autoria nem sobre a motivação do crime. O homicídio será investigado pela Polícia Civil. *Por Giro Ipiaú
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Especial dia dos pais no Pague Levinho do Bairro ACM


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Açucar Vale Bahia Kg: RS 2,80

Biscoitto Pettyan Kg  R$ 8,49

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Coxinha da Asa Pif Paf 700 Gramas R$ 17,99

Ovos Branco tabela com 30  R$ 15,99

Filé de Peito Jaguá 1K. R$ 19,99

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ESSQUINA DO CAMINHO 10, Nº 02

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