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Eleito com apoio petista para comandar a comissão, senador Ângelo Coronel virou incógnita e recebe críticas

A bancada bolsonarista na CPI das Fake News quer botar a mídia na berlinda. No interrogatório de um jornalista tido por membros da comissão como miliciano digital do presidente, em 5 de novembro, o deputado Filipe Barros (PSL-PR) disse que Jair Bolsonaro foi vítima de mentiras do Jornal Nacional. “Vamos convocar o William Bonner e a família Marinho também para explicar a relação da Rede Globo com fake news”, afirmou.

O motivo da bronca é a reportagem do telejornal a revelar o depoimento de um porteiro que citou o presidente na investigação do assassinato de Marielle Franco. José Medeiros (Podemos-MT), outro deputado bolsonarista, apresentou à CPI a proposta de convocar quatro globais. Roberto Irineu Marinho, um dos donos, Carlos Henrique Schoeder, diretor-geral, Ali Kamel, diretor de jornalismo, e Bonner, apresentador.

Será que a bancada oposicionista na CPI, PT à frente, apoiará a convocação? Lula acusa a Globo de mentir sobre seus processos judiciais e bateu no canal logo em seu primeiro discurso após a soltura. “Quero lutar pra provar que se existe uma quadrilha e um bando de mafioso nesse País, é essa maracutaia que eles fizeram para tentar, liderados pela Rede Globo de Televisão, criar a imagem de que o PT precisava ser criminalizado e de que o Lula era bandido.”

E o chamado “centrão”, símbolo da velha política combatida pela Lava Jato, peça-chave em votações na CPI, como se comportará?

Dúvidas à parte, petistas da CPI esperam que os próximos depoimentos sejam de melhor serventia do que o de Allan dos Santos. O interrogatório do ex-seminarista e teólogo, do site Terça Livre, referência para o conservador bolsonarista, chamou a atenção em dois momentos de silêncio. Ele recusou-se a definir o tipo de relação mantida com um trio de assessores de Bolsonaro descrito à CPI pelo deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) como um núcleo de produção de mentiras. E fez o mesmo quando perguntado sobre se era “militante” do presidente.

A oposição espera mais emoção quando a CPI receber a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), em 20 de novembro. Após o racha no PSL entre o clã Bolsonaro e o restante do partido, Joice foi demitida pelo presidente do cargo de líder do governo no Congresso. E acabou vítima de milícias digitais nas redes sociais, por elas comparada a Peppa Pig, personagem de um desenho infantil.

Para Joice, o responsável pela campanha difamatória é Eduardo Bolsonaro, filho do presidente que assumiu a liderança do PSL na Câmara em meio à briga. Ela disse da tribuna, aos prantos, ter juntado mais de 700 páginas de provas contra a “quadrilha virtual” que a atacou. E que pediria ao Conselho de Ética a cassação de Eduardo.
O SENADOR ÂNGELO CORONEL (PSD-BA) E A DEPUTADA FEDERAL LÍDICE DA MATA (PSB-BA). (FOTO: GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO)

Meio desanimada com a CPI após dois meses do início dos trabalhos, a oposição pretende fazer uma espécie de força-tarefa para organizar-se melhor daqui em diante, com reuniões nas tardes de segunda-feira – a comissão tem se reunido formalmente às terças e quartas. Enquanto isso, sopra desconfianças em relação ao presidente da CPI.

Eleito senador pela Bahia graças ao petista Jaques Wagner, ex-governador do estado, eleito para o comando da comissão graças ao PT, Ângelo Coronel tem causado estranheza.

Ele e a relatora da CPI, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA), de quem “roubou” a vaga de senador na Bahia, quase não se falam. A comissão aprovou em 18 de setembro um pedido para o Supremo Tribunal Federal compartilhar um inquérito existente por lá sobre fake news, mas até agora Coronel não providenciou o material. Quer falar pessoalmente com o presidente do STF, Dias Toffoli.

A comissão também aprovou, em 10 de setembro, a requisição à Polícia Federal de um delegado e um agente que auxiliem as investigações. A PF não mandou ninguém ainda, e Coronel deixou por isso mesmo. Nem se empenha para materializar o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de compartilhamento das ações de cassação de Jair Bolsonaro por fake news na campanha.

Há quem veja uma mudança na atitude de Coronel desde que o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), membro da CPI, tornou-se líder do governo no Congresso no lugar de Joice. Gomes achava que o governo deveria enquadrar Coronel através da direção do partido dele, o PSD. CartaCapital testemunhou-o a dizer isso a deputados bolsonaristas numa sessão de setembro da comissão.

No mesmo dia em que Gomes assumiu a liderança de Bolsonaro, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, tomou café da manhã com o ex-capitão no Palácio da Alvorada.

Senai Cimatec Park é um salto rumo ao desenvolvimento, afirma Rui

Fotos: Manu Dias/GOVBA
O governador Rui Costa participou da inauguração do Senai Cimatec Park, na tarde desta segunda-feira (11), no Polo Industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O complexo de inovação tecnológica e industrial está instalado em uma área de 4 milhões de metros quadrados. A inauguração faz parte da primeira etapa do complexo, que inclui 10 galpões industriais e um prédio administrativo.
Fotos: Manu Dias/GOVBA
Para o governador, o Senai Cimatec Park representa "a entrada da Bahia e do Brasil na disputa do novo emprego no mundo. Hoje a diferença se dá entre quem investe em pesquisa e tecnologia e quem não investe. Essa inauguração significa um passo adiante para que juntos possamos trabalhar para o desenvolvimento do conhecimento e para a criação de novas empresas a partir da tecnologia, gerando empregos, renda e crescimento econômico. É esse salto que o Brasil precisa dar, e hoje a Bahia deu um passo importante rumo ao desenvolvimento". 

O Senai Cimatec Park é um empreendimento da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) e tem investimento de R$ 80 milhões, oriundos de recursos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

O presidente da Fieb, Ricardo Alban, destacou a importância do Senai Cimatec Park para a formação de novos profissionais. “Nós precisamos capacitar nossos profissionais e essa é a grande expertise do Senai Cimatec: treinar a profissão do futuro. O diferencial que teremos é criar um ambiente que permita reter na Bahia a nossa inteligência e desenvolver talentos”, disse. 

Já o diretor de tecnologia e inovação do Senai Cimatec, Leone Andrade, ressaltou que o novo empreendimento tem potencial para atração de empresas. “Iremos atrair centros de pesquisas de empresas brasileiras e internacionais para que se instalem em nossa estrutura. Todo esse ecossistema foi pensado para desenvolvimento do setor industrial. Também iremos criar um ambiente de negócios para termos nessa área empresas de engenharia e serviços, dinamizando nosso complexo".

Expansão

O complexo faz parte do projeto de expansão do Cimatec, conhecido por ser um dos principais institutos de ciência e tecnologia do país. No local está instalada uma estrutura preparada para responder às demandas da indústria brasileira. Serão atendidas necessidades nas áreas de automação, conformação e união de materiais, além de química, mineração, fármacos, biotecnologia e construção civil. 

O presidente da CNI, Robson Andrade, acrescentou que "esse é maior parque de inovação da América Latina. A primeira fase dele está sendo inaugurada e, certamente, vai ajudar muitas empresas a transformar seus produtos e a melhorar a competitividade. Um parque desse favorece muito a atração de empresas que estão em busca de inteligência e de centros de pesquisa". 

Fotos: Manu Dias/GOVBA


Secom  - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia
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OEA pede urgência ao Congresso boliviano na realização de eleições

Reuters/Ueslei Marcelino//Direitos Reservados
Em um comunicado divulgado hoje (11), a Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu urgência aos legisladores da Bolívia para que nomeiem novas autoridades para renovar o Tribunal Supremo Eleitoral e garantir novas eleições.

Com a renúncia de Evo Morales, que ainda precisa ser acatada pelo Congresso para que seja validada, e a saída de Álvaro García Linera, vice-presidente do país, de Víctor Borda, presidente da Câmara dos Deputados, e de Adriana Salvatierra, presidente do Senado, a Bolívia está sem um governante.

Preocupada com a crise política e institucional e com a gravidade e a violência das manifestações no país, a OEA emitiu documento em que afirma rejeitar qualquer saída inconstitucional à situação.

"A Secretaria-Geral solicita que a Assembleia Legislativa Plurinacional da Bolívia se reúna com urgência para garantir o funcionamento institucional e designar novas autoridades eleitorais que garantam um novo processo eleitoral. Da mesma forma, é importante que a Justiça continue investigando as responsabilidades existentes em relação à prática de crimes relacionados ao processo eleitoral realizado em 20 de outubro, até as últimas consequências", afirmou, em nota, a OEA.

Por Marieta Cazarré - Repórter da Agência Brasil Montevidéu

Programa Verde Amarelo incentiva geração de emprego e renda


O governo federal lança hoje (11) um programa para incentivar a qualificação profissional e a geração de emprego e renda. A expectativa do governo é que a iniciativa, batizada de Programa Verde e Amarelo, consiga gerar ao longo de três anos, cerca de 4,5 milhões de empregos.

O público-alvo da iniciativa são jovens que buscam a inserção no mercado de trabalho ou o primeiro emprego, trabalhadores desempregados que estejam cadastrados no banco de dados do Sistema Nacional de Emprego e pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

O programa também será voltado para os trabalhadores que estão empregados em ocupações que sofrem com a diminuição das vagas de trabalho devido a modernização tecnológica e outras formas de reestruturação produtiva. Para esse público devem ser oferecidos mecanismos para a requalificação ou a recolocação no mercado de trabalho.

Uma das metas do programa é que, dos cerca de 4,5 milhões de empregos que o governo espera gerar, 50% desses trabalhadores ingressem no mercado de trabalho até um ano após a realização dos cursos.

A qualificação desses profissionais se dará por meio de um sistema de vouchers para a participação em processos de formação. "Os vouchers são vagas de qualificação oferecidas sem custo para os trabalhadores e que serão utilizadas para que as empresas treinem seus empregados e novos contratados em áreas e competências que realmente são necessárias para as companhias.

De acordo com o Planalto, as entidades encarregadas dos processos de formação serão pagas por performance. Pela proposta, só receberão recursos públicos os parceiros privados que comprovarem a empregabilidade dos ex-alunos.

Para auxiliar na tarefa de descobrir as demandas por emprego, o governo também vai incentivar, com o auxílio da rede pública de educação profissional, o mapeamento da real demanda do setor produtivo por qualificação profissional.

Segundo o Planalto, o decreto que institui a Estratégia Nacional de Qualificação para a Produtividade e o Emprego do governo federal tem por objetivo "promover, em larga escala, com a ajuda de parceiros públicos e privados, uma qualificação profissional alinhada com as demandas reais dos setores produtivos e com o futuro para elevar a empregabilidade e a produtividade além de difundir conhecimento e tecnologia".

Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil Brasília

Assinatura da Carta de Natal encerra Encontro do Colégio de Presidentes dos TREs


A assinatura da Carta de Natal encerrou o 77º Encontro do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), realizado nesta quinta (7) e sexta (8), na capital do Rio Grande do Norte.

No documento, presidentes dos 27 TREs incentivam a regulamentação, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do uso de aplicativos de mensagem instantânea para comunicar atos processuais, tanto em anos eleitorais quanto em não eleitorais.

Os Regionais também demonstraram preocupação com relação às propostas parlamentares que visam à redução ou exclusão, do texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, da verba destinada ao TSE para a aquisição de urnas eletrônicas.

Outro ponto discutido pelos representantes dos TREs foi a possibilidade de o Tribunal Superior Eleitoral reavaliar a necessidade de impressão do caderno de votação. De acordo com os presidentes, a medida tem como objetivo a redução de custos e a minimização do impacto ambiental.


No texto assinado pelos Regionais, também foi sugerida a otimização do Sistema Elo – sistema on-line que opera o Cadastro Eleitoral – para que seja permitido o atendimento do eleitor em qualquer zona eleitoral do estado ao qual ele pertence.

Por fim, os presidentes dos TREs ressaltaram a importância da participação feminina na política brasileira, com a institucionalização da Comissão Permanente de Estudo e Promoção da Igualdade de Gênero no âmbito de cada região do país.

O próximo encontro do Coptrel está previsto para acontecer em abril de 2020, na cidade de São Luís (MA).


Coptrel

O Coptrel é uma sociedade civil sem fins lucrativos, integrada pelos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais. Em suas reuniões, os presidentes dos Regionais têm a oportunidade de discutir questões que afetam a todos, com o objetivo de aperfeiçoar a prestação do serviço e desenvolver ferramentas que auxiliem no processo eleitoral.

Assessores de Comunicação da Justiça Eleitoral sugerem ações estratégicas durante Coptrel


As conclusões das reuniões dos assessores de Comunicação dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizadas nesta quinta-feira (7), em Natal (RN), durante a 77ª reunião do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), foram apresentadas nesta sexta-feira (8), aos ministros, presidentes dos TREs, diretores-gerais da Justiça Eleitoral e demais autoridades presentes ao evento.

A assessora-chefe de Comunicação do TSE, Ana Cristina Rosa, expôs, em nome do grupo, uma série de sugestões definidas pelos assessores. Entre elas, foram destacadas a ação integrada e educativa de todos os órgãos da Justiça Eleitoral no combate à desinformação e o impulsionamento nas redes sociais das campanhas referentes às Eleições Municipais de 2020. Nesse ponto, foi sugerida a realização de uma capacitação sobre relacionamento com a imprensa para todos os TREs.


Ana Cristina Rosa também apresentou ações realizadas pela Comunicação do TSE que afetam toda a Justiça Eleitoral. A nova logomarca para as Eleições Municipais de 2020 e as campanhas “Semana do Jovem Eleitor”, “Mulheres na Política”, “Minuto da Checagem”, “Trilhas da Democracia” e “Democracia Todo Dia”, entre outras iniciativas, foram algumas das ações elencadas.

“Uma das deliberações mais relevantes foi a decisão de intensificar a divulgação das ações referentes ao enfrentamento à desinformação, ampliando e potencializando o alcance. E isso começa já com o Minuto da Checagem, série de vídeos que se encaixa num dos eixos do Programa de Enfrentamento à Desinformação lançado pelo TSE”, explicou a assessora-chefe.

A jornalista também ressaltou que as decisões tomadas em reuniões como a do Coptrel estão sendo colocadas em prática. Ana Cristina citou como exemplos o drive para compartilhamento de arquivos entre os assessores de Comunicação – sugerido durante o 76º Coptrel, em São Paulo (SP) – e a pesquisa de opinião sobre a percepção do cidadão em relação à Justiça Eleitoral, cuja realização foi definida durante o Encontro Nacional de Comunicação da Justiça Eleitoral, em outubro deste ano.

“A Comunicação é uma área estratégica em todas as instituições, e na Justiça Eleitoral não é diferente. Tenho certeza de que os Senhores também têm esse entendimento. A participação dos assessores de Comunicação no Coptrel é uma prova disso. Agradeço o espaço e a oportunidade de estar aqui, representando os assessores de Comunicação da Justiça Eleitoral, e compartilhando nossas ações em curso e em planejamento”, concluiu Ana Cristina Rosa.


Coptrel
O Coptrel foi criado em 16 de setembro de 1995, em Florianópolis (SC). É uma sociedade civil sem fins lucrativos, de âmbito nacional, integrada pelos desembargadores que estiverem na Presidência dos TREs. O Colégio tem como presidente de honra o presidente do TSE, atualmente, a ministra Rosa Weber.

Nas reuniões do Coptrel, os presidentes dos TREs têm a oportunidade de discutir questões que afetam a todos os Regionais. O objetivo é aperfeiçoar a prestação do serviço e desenvolver ferramentas que auxiliem no processo eleitoral. Ao final, são divulgadas a ata do encontro e uma carta na qual são elaboradas proposições para incrementar a atuação dos tribunais.
Fonte: TSE
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Polícia localiza com rapidez assaltantes de farmácia

                                                                          Foto: Divulgação SSP
A dupla é investigada por praticar outros assaltos a farmácias em Salvador, além de envolvimento com roubo de veículos.
Daniel Bispo dos Santos Júnior, 23 anos, e Ryan das Neves dos Santos, 18, que usa tornozeleira eletrônica por responder em liberdade por prática de roubo, foram presos na manhã desta segunda-feira (11), por policiais da 23ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Tancredo Neves), após roubarem uma farmácia na Estrada das Barreiras. Segundo funcionários do estabelecimento comercial, a dupla já havia roubado o local na última terça-feira (5).

Com eles foram encontrados R$ 2.682,20, duas armas, quatro aparelhos celulares e diversos pertences das vítimas. “A guarnição estava em rondas rotineiras quando foi abordada pelo supervisor da loja que informou o roubo, que havia acabado de acontecer. Montamos um cerco e conseguimos encontrar a dupla, que se preparava para entrar em um EcoSport branco. Os comparsas que estavam no carro fugiram, deixando os dois para trás”, contou o comandante em exercício da 23ª CIPM, capitão Thiago Fontana Cruz.

Segundo a diretora do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) da Polícia Civil, delegada Maria Selma Pereira Lima, eles já eram investigados pela unidade. “Suspeitamos que são autores de roubos em outras farmácias na capital baiana, além de praticarem também roubos a veículos”, informou.

Fonte: Ascom/Natália Verena

Após renúncia de Evo, Bolívia tem noite de saques e incêndios

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Lojas foram saqueadas e casas incendiadas na noite do domingo (10) e madrugada desta segunda-feira (11) nas cidades bolivianas de La Paz e Santa Cruz, após a renúncia de Evo Morales à presidência.

Depois dos episódios violentos, o comandante geral da polícia, Vladimir Yuri Calderón, também renunciou ao cargo, de acordo com o jornal El Deber.

Oposicionistas e o acadêmico Waldo Albarracin publicaram em redes sociais que suas residências foram incendiadas por apoiadores de Evo.

Também foi queimada a casa de uma jornalista Televisão Universitária. Houve ainda ataques a pátios de ônibus – em uma das centrais, 33 veículos foram danificados.

Bolsonaro entrega 4,1 mil moradias populares na Paraíba

Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro entregou hoje (11), em Campina Grande, na Paraíba, 4,1 mil moradias populares a famílias de baixa renda. O presidente fez agradecimentos às autoridades que colaboraram para a conclusão do novo conjunto habitacional, e disse que, na política, “ninguém faz nada sozinho”.

“Para administrar esse país, temos que ter bons políticos ao nosso lado e, graças a Deus, o quadro de políticos no Brasil melhorou, e bastante. Temos aprovado muita coisa na Câmara e no Senado, com convencimento, com entendimento. Isso realmente faz uma boa política para o nosso Brasil”, disse ao lado do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, autoridades locais e parlamentares.

O Conjunto Habitacional Aluízio Campos tem 3.012 casas e 1.088 apartamentos de até 48 metros quadrados, avaliados em R$ 61 mil cada, que beneficiarão 16 mil pessoas. Os contemplados com as novas moradias têm renda familiar de até R$ 1,8 mil mensais e, para o sorteio, foram reservadas cotas para famílias com idosos, pessoas com deficiência e crianças com microcefalia.

O empreendimento contou com aporte de R$ 262,5 milhões da União e tem infraestrutura completa, dois ginásios cobertos, três creches, duas escolas, duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e dez praças com academias de saúde.

Por Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil Bras
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Ipiaú: Prefeita Maria se reúne com lojistas para discutir programação natalina


Na manhã dessa quinta-feira (7), a Prefeita Maria das Graças Mendonça, juntamente com os Secretários da Infraestrutura, Henrique Romano e da Indústria, Comércio e Turismo, Helvécio Cardoso, se reuniu com representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), para tratar de assuntos referentes às festividades de final de ano. 

Uma parceria entre as duas instituições deverá ser estabelecida para que o período aconteça com o brilhantismo que merece, atendendo as perspectivas da população e contribuindo com o aquecimento do comercio local. 

No decorrer do encontro que também contou com a participação do Vereador Claudio Nascimento, Maria disse que manterá a tradição da ornamentação da Praça Rui Barbosa, com a montagem do presépio, árvores de natal e a figura do Papai Noel, além de outras peças decorativas e uma programação cultural que envolverá apresentações do Coral Municipal.

A prefeitura disponibilizará seu espaço publicitário nas emissoras de rádio e demais meios de comunicação, para que a CDL divulgue a campanha e também contribuirá com uma melhor iluminação no centro comercial, sobretudo nas Ruas Dois de Julho e Castro Alves.

CAMPANHA

O Presidente da CDL, Esaú Santos Neto e o diretor da entidade, Odeilton Borges, detalharam a campanha que visa o aquecimento das vendas no período natalino, ocasião que gera mais empregos e renda para município. Um dos atrativos será o concurso que vai eleger a mais bonita vitrine de loja com tema natalino.

Além de objetivar atrair mais clientes e fomentar as vendas, o concurso também visa estimular a criatividade, a inovação e a valorização da cultura e do artista especializado no assunto. Os dirigentes lojistas informaram que no período natalino, o comercio terá um horário especial, podendo funcionar até mais tarde que o habitual e nas tardes de sábado e manhãs de domingo. (José Américo Castro/Dircom Prefeitura)

Gabriel iguala marca de Zico e bate recorde de Hernane no Flamengo

© Alexandre Vidal / Flamengo
Grande protagonista da partida deste domingo no Maracanã, onde contribuiu com duas assistências e o gol que fechou o placar na vitória por 3 a 1 sobre o Bahia, o atacante Gabriel Barbosa fez história com dois feitos expressivos ao balançar as redes pelo Flamengo neste confronto válido pela 32ª rodada do Brasileirão.

O jogador passou a contabilizar 21 gols no torneio e igualou a marca do ídolo Zico, que com este mesmo número de bolas na rede era, sozinho, o jogador flamenguista que mais vezes marcou em uma edição do Campeonato Brasileiro. O ex-camisa 10 conseguiu este feito na campanha do título nacional rubro-negro em 1980.

Para completar, Gabriel se isolou neste domingo como o maior artilheiro da história do Flamengo em uma única temporada neste século, com 37 gols. Ele quebrou o recorde de Hernane, que balançou as redes por 36 vezes em 2013 com a camisa rubro-negra. O recordista de gols pelo clube em uma única temporada é justamente Zico, que marcou incríveis 81 gols em 1979.

Ao comentar as duas marcas atingidas neste domingo, Gabriel reconheceu que o seu feito foi gigante. "Igualei o Zico", afirmou. "Realmente é algo que não tenho palavras pra expressar. Um ídolo da nação, não tenho nem palavras pra descrever. Tenho 23 anos, e bater um recorde desse tamanho", completou o atacante, para depois lembrar: "Passei o Hernane também, tenho que agradecer à torcida".

E o jogador comentou a sinergia entre os torcedores e o elenco rubro-negro mais uma vez no Maracanã. "Estou muito feliz. É uma vitória muito importante. Obviamente, foi uma grande vitória da equipe. Muito feliz pelo carinho da torcida, espero que seja sempre assim comigo e com a equipe", disse.

GRITOS DE 'É CAMPEÃO' - Já nos últimos minutos da partida disputada neste domingo no Maracanã, a torcida do Flamengo soltou o grito de "É campeão", mas os jogadores evitaram falar em título brasileiro, mesmo com dez pontos de diferença sobre o Palmeiras restando apenas seis rodadas. "Independente das marcas, a gente pensa jogo a jogo. Queremos ser campeões, é isso que queremos para fazer história", disse o meia Everton Ribeiro.

O volante Willian Arão, por outro lado, foi do céu ao inferno em 90 minutos. No primeiro tempo, foi tentar afastar uma bola e acabou jogando contra, abrindo o placar para os visitantes. Ele se recuperou e ficou perto de fechar o marcador.

Acertou o travessão em bela cobrança de falta. No rebote, Gabriel Barbosa concluiu para o fundo do barbante. "Sem dúvida nenhuma, procuro evoluir em todo treinamento. Comecei a treinar. Sabia que teria a oportunidade. Importante é que sobrou para o Gabriel, que conseguiu fazer o gol", completou.

"A gente sabe que o Brasileirão é muito difícil. Estamos com a cabeça no lugar. Aqui no Maracanã, temos mostrado nossa força. Agora, vamos trabalhar, trabalhar e trabalhar para depois pensar no título e na decisão da Libertadores contra o River Plate, que é um sonho para todos nós", disse o lateral-direito Rodinei.
Por: Estadão

Sobrinho de Senna pilotará McLaren do tricampeão antes do GP do Brasil

© Patrick Gosling / Divulgação
A Fórmula 1 desembarca no Brasil nesta semana com homenagens a Ayrton Senna, morto há 25 anos, em 1994. Entre os eventos que lembrarão o tricampeão mundial, no domingo, dia do GP do Brasil, Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, vai pilotar em Interlagos o icônico modelo MP4/4 usado pela McLaren na temporada de 1988.


O carro é considerado por muitos especialistas como o melhor de todos os tempos. Com o McLaren MP4/4, Senna conquistou o seu primeiro título mundial. Naquele ano, a McLaren obteve 15 vitórias nos 16 GPs disputados (oito com Senna e sete com o francês Alain Prost). A escuderia também teve 15 pole positions e ganhou 199 pontos dos 240 em disputa.

Senna e Prost ocuparam juntos a primeira fila do grid de largada em 12 das 16 provas. O ótimo desempenho do carro garantiu à McLaren o título do Mundial de Construtores e as duas primeiras posições no Mundial de Pilotos daquele ano de 1988.

Os fãs que chegarem mais cedo a Interlagos poderão ver Bruno Senna correr com o McLaren MP4/4 às 12h05, duas horas antes da largada do GP do Brasil de Fórmula 1.

Durante todo o fim de semana, o carro ficará exposto no Setor H do autódromo. O espaço terá exposição com capacete, macacões, troféus e outros itens do acervo do Instituto Ayrton Senna, além de réplica do kart usado pelo piloto em seu começo de carreira.

No último sábado, outros carros que marcaram a história de Senna foram apresentados ao público na região do Obelisco do Ibirapuera: a Toleman modelo TG184, utilizada na estreia do piloto na F-1, em 1984; e a Lotus modelo 97T, da primeira vitória do ídolo na categoria, no GP de Portugal, em 1985.

INGRESSOS - Apesar de os títulos de Construtores e Pilotos da temporada já estarem definidos, a expectativa é de bom público em Interlagos. Seis setores do autódromo estão com os ingressos esgotados: as arquibancadas A, R, M e B e duas áreas vip.

Ainda há entradas disponíveis para os setores Q e G. A venda ocorre no site www.gpbrasil.com.br, no Shopping Market Place e na bilheteria de Interlagos. Na sexta-feira serão realizados os treinos livres. No sábado ocorre a sessão de classificação para o grid. A corrida, domingo, começa às 14h10.

Por: Estadão

‘Novo’ general Heleno surpreende ala militar BRASIL

Foto: André Dusek/Estadão
O general reformado do Exército Augusto Heleno Ribeiro, de 72 anos, deixou de vez no cabide a farda de militar de bastidor. Na semana passada, seu estilo político agressivo ficou mais em evidência e Heleno virou figura em ascensão do bolsonarismo nas redes sociais. A nova postura do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) surpreendeu antigos companheiros de quartel, que sempre o consideraram um nome da estratégia, do consenso e da moderação.

Ao aparecer ao lado do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, em 2018, Heleno ajudou a vencer a resistência ao nome do ex-capitão nas Forças Armadas. Os oficiais refratários a Bolsonaro avaliaram que o general poderia segurar possíveis rompantes do presidente.

Nos últimos dias, porém, Heleno passou a ocupar a linha de frente da guerra contra a imprensa e a esquerda, alimentada pelo bolsonarismo. O último embate o deixou exposto a críticas, inclusive da caserna. No último dia 31, em entrevista ao Estado, o general comentou a defesa feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, de um “novo AI-5” para conter eventuais distúrbios de rua. As declarações levaram Heleno a ter que se explicar na Câmara.

Decretado em 13 de dezembro de 1968, o Ato Inconstitucional n.º 5 foi a mais dura medida da ditadura militar (1964-1985). Autorizava o chefe do Executivo, sem apreciação judicial, a fechar o Congresso, intervir nos Estados e municípios, cassar mandatos de parlamentares, retirar direitos políticos de qualquer cidadão e suspender a garantia de direitos como o habeas corpus.

Heleno teve de se explicar. Na Câmara, disse que jamais pensou em resgatar o AI-5, mas adotou um tom agressivo com deputados da oposição em audiência na Comissão de Integração Nacional e partiu para ataques nas mídias sociais. Criticado pela atitude radical, Heleno não recebeu apoio público de nenhum nome de destaque das Forças Armadas, nem do presidente.

No Planalto há quem diga que sua postura está relacionada à sobrevivência política em um governo com alto grau de belicosidade. Foi isso que levou o ministro do GSI a se reinventar, mais uma vez.

Oficiais-generais da ativa e da reserva receberam com preocupação o comportamento do companheiro, que é querido e respeitado na área. Consideram que Heleno “exagerou” e “perdeu o tom” ao partir para o enfrentamento político, ao estilo dos filhos do presidente. A avaliação é a de que o ministro foi “engolido” pela guerra palaciana ao se associar à militância, e dá sinais de esgotamento na missão de seguir cada passo de Bolsonaro. A sugestão é que ele deveria se preservar em nome da biografia.

Na redemocratização, Heleno construiu um perfil de general de boa relação com a imprensa. Ao comandar o Centro de Comunicação do Exército, foi reconhecido pela melhoria da imagem do Exército, afetada pelo período militar. O general soube usar a mídia a favor da Força Terrestre, abrindo os quartéis e mostrando o trabalho para o público externo, aproximando-a da sociedade. Repetiu o gesto quando foi comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) e chefiou o Comando Militar da Amazônia. Foi na Amazônia que Heleno entrou em confronto com a esquerda. Ele classificou a política indigenista do governo de Luiz Inácio Lula da Silva como “lamentável, para não dizer caótica”.

Estadão

Em discurso, Lula transforma cela especial da PF em solitária e omite patrimônio acumulado

Superintendência da PF em Curitiba-Foto: JF Diorio/Estadão
Ao discursar em São Bernardo do Campo, no ABC, na manhã deste sábado, 9, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou como “solitária” a cela especial em que ficou detido por 580 dias, afirmou não ter acumulado patrimônio ao atacar o presidente Jair Bolsonaro e se vangloriou de ter sido diretor de escola e imputou crime a procuradores da Lava Jato. O Estado checou as afirmações de Lula e encontrou imprecisões no discurso.

“Fiquei em uma solitária e durante 580 dias eu me preparei espiritualmente. Eu me preparei para não ter ódio, eu me preparei para não ter sede de vingança, eu me preparei para não odiar os meus algozes”, afirmou Lula, que discursou no mesmo local onde fez o discurso final antes da prisão, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

Preso em 7 de abril de 2018, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, Lula ficou em uma cela especial, status de sala de Estado-Maior, na sede da Polícia Federal em Curitiba. O local era um antigo dormitório de policiais, sem grades, com banheiro próprio e armário, isolado da carceragem e com direito a TV, tablet, esteira para exercícios e visitas especiais durante toda semana.

No discuso, o ex-presidente também afirmou que como deputado e presidente não acumulou recursos, ao atacar o presidente Jair Bolsonaro. “Ele (presidente) tem que explicar aonde ele construiu um patrimônio de 17 casas. Eu fui deputado, eu fui presidente e se me virarem com a bunda para baixo não vai cair uma moeda do meu bolso. Eu quero saber como esses caras juntam dinheiro.”

Nas investigações da Lava Jato, no entanto, foram apreendidos valores em conta, bens e investimentos. Em 2018, quando tentou disputar a eleição como presidente, o petista declarou à Justiça Eleitoral R$ 8 milhões de patrimônio, a maior parte em um fundo previdenciário. O patrimônio está congelado por ordem judicial para futura reparação dos danos ao Erário, caso as sentenças contra ele sejam mantidas até última instância. Lula é condenado em dois processos em Curitiba, o do triplex do Guarujá e o do sítio de Atibaia (SP) e é ainda acusado em outros.

Lula afirmou que não tinha ódio nem vontade de vingança, mas atacou delegados da Lava Jato, procuradores da força-tarefa, em especial o coordenador do grupo, Deltan Dallagnol, o ex-juiz Sérgio Moro e o presidente Bolsonaro. Ao atacar a Lava Jato e seu coordenador, Lula afirmou que “Dallagnol não representa o Ministério Público” e que ele “montou uma quadrilha com a força-tarefa da Lava Jato. “Inclusive para roubar dinheiro da Petrobrás e das empreiteiras.”

Não há acusações ou investigações contra Dallagnol ou membros da força-tarefa sobre crimes. O coordenador é alvo de procedimentos disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), sobre comentários feitos por ele contra políticos e que são da esfera administrativa.

Ao lembrar sua história política e sindical, Lula repetiu afirmação feita em 2018 antes de ser preso, em discurso na sede do sindicato dos metalúrgicos, de que já havia sido diretor de escola. “Aqui nesse prédio para quem não sabe eu fui diretor de uma escola de Madureza que tinha 1.900 alunos. Você pensa que eu sou analfabeto? Eu fui diretor da escola desse sindicato aqui.” Os cursos de madureza eram similares ao curso supletivo. Na época, Lula era diretor do sindicato, que oferecia o curso.

Com a palavra, o ex-presidente Lula
Por meio de sua assessoria de imprensa, Lula afirmou que foi sim diretor do curso de madureza do sindicato. Negou que tivesse tablet na cela, que, pelo isolamento, era uma solitária. “O que define uma solitária é o isolamento do convívio com outras pessoas.”

Afirmou ainda que o patrimônio de Lula não foi acumulado durante sua carreira política, mas depois, fazendo palestras. É que o ex-presidente se referiu ao acordo para uma criação de fundação pela Lava Jato com dinheiro tirado da Petrobras, acordo que foi declarado ilegal pelo Supremo.

Estadão

Discurso de inocência de Lula é como o criado por Goebbels, diz Delcídio do Amaral

Foto: André Dusek/Estadão
Derrubado pela Lava Jato, o ex-senador Delcídio do Amaral, 64, diz que a operação deixa um legado positivo, sobre a necessidade de boas práticas em estatais e no setor privado, mas falhou ao sufocar financeiramente as empresas investigadas.

“A gente não pode dizer que a Lava Jato foi comandada por heróis, por deuses. O Brasil não precisa de heróis, e Deus só tem um”, afirmou à Folha

Outrora um dos principais líderes do PT, ele criticou o partido e o ex-presidente Lula, solto na sexta-feira (8) depois da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que barrou a permanência na prisão de condenados em segunda instância.

Delcídio comparou o discurso de inocência de Lula à tática atribuída a Joseph Goebbels, que foi ministro da propaganda de Adolf Hitler. “Ele montou esse discurso. É a história do Goebbels na Alemanha nazista, de contar uma mentira várias vezes e ela acabar virando verdade.”

Senador por Mato Grosso do Sul de 2003 a 2016, Delcídio parou atrás das grades em 2015 (foi o primeiro senador a ser preso no exercício do mandato) sob a acusação de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato.

Acabou absolvido pela Justiça Federal em Brasília no ano passado e agora, filiado ao PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), é cotado para disputar a Prefeitura de Campo Grande em 2020 —plano sobre o qual ele desconversa.

Ele dependeria de aval judicial para concorrer, já que teve os direitos políticos cassados quando perdeu o mandato, em maio de 2016. O fato é explorado por adversários locais, mas Delcídio diz que reúne todas as condições para se candidatar, porque foi absolvido.

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, quer que o sr. dispute a Prefeitura de Campo Grande em 2020. É seu plano? Evidente que ser candidato a prefeito é uma honra. Mas o momento agora é de organização do partido, de agir na base do low profile, fazer a coisa com tranquilidade.

O sr. cogita voltar à política justamente num momento em que o eleitor, de forma geral, rechaça políticos tradicionais e apresenta um forte sentimento anticorrupção. Esses fatores seriam impeditivos? Nunca fui da velha política. Sempre fui um político diferente. Não tenho família de políticos, trabalhei na iniciativa privada, nunca estive envolvido com corrupção, com desvio de dinheiro, com nada. O meu processo [na Lava Jato] foi por obstrução de Justiça. Fui inocentado e as provas, anuladas.

Mas os eleitores têm essa percepção? É comum que a acusação tenha para a opinião pública o peso de condenação. Muitas pessoas não sabem. Eu sou diferente de várias pessoas que se envolveram nesses crimes que a Operação Lava Jato desvendou.

Adversários colocam em dúvida sua candidatura, por impedimentos jurídicos, e desde já buscam descredenciá-lo. Como o sr. lida com isso? Quando começam esses ataques, é sinal de que eu estou dando trabalho mesmo sem falar nada que sou candidato. No estado, as pessoas já entendem o que aconteceu comigo, que eu fui injustiçado, fui vítima.

O sr. se considera injustiçado por que ou por quem? Por um processo no qual eu fui preso por supostamente obstruir a Justiça, com base em uma gravação ilegal, em um flagrante forjado. Nem tive chance de me defender, de me explicar. Foi um atropelo, uma execução sumária, um fuzilamento.

Como o sr. conecta o seu caso a este momento em que a Lava Jato é amplamente questionada, com acusações de abusos e excessos? Meu processo foi basicamente conduzido pela Procuradoria-Geral da República, e o mentor intelectual do meu caso se chama Marcello Miller, [ex-procurador] que era braço direito do então procurador-geral Rodrigo Janot. O flagrante forjado foi ele que estruturou.

Como o meu caso foi “exitoso”, entre aspas, eles repetiram isso. E aí o grand finale foi a gravação do ex-presidente Michel Temer. A condução adotada pela então PGR estava eivada de vícios.

Numa operação desse tamanho, há problemas. Ninguém tira o mérito da Lava Jato, mas, que foram cometidos equívocos, foram. As mensagens [obtidas pelo The Intercept Brasil] demonstram isso.

E qual é o mérito, o legado da Lava Jato? Ela introduziu premissas para nomear gestores públicos nas estatais e evidenciou a necessidade de compliance nas empresas. Uma diferença, por exemplo, é que na CPI dos Correios, que eu presidi, tínhamos a preocupação de não prejudicar o andamento da economia. Tanto é que havia uma crise política, mas não econômica. A Lava Jato trouxe as duas crises. É gravíssimo. Tem que preservar as empresas e os empregos.

O então procurador-geral da República Rodrigo Janot se referiu ao sr. nos autos como “agente criminoso”. Como o sr. responde à afirmação? Quem respondeu foi a própria Justiça, de forma isenta, rigorosa, incontestável. O Janot… Você viu o que ele fez recentemente, né?

A revelação de que ele planejou matar o ministro Gilmar Mendes e entrou no STF armado. Essa atitude demonstra uma vulnerabilidade preocupante de quem comandou a PGR, de alguém que tinha uma responsabilidade tão grande.

Na CPI dos Correios o sr. investigou Roberto Jefferson, que hoje é seu aliado político, presidente do seu partido. Isso cria algum constrangimento? Indica alguma contradição no seu modo de agir? Olha, eu acho que o Roberto Jefferson prestou um serviço extraordinário para o país, ao assumir o que ele assumiu, ao relatar os acordos, a composição montada no governo Lula. Temos uma relação respeitosa.

Folha de S.Paulo

STF enfrentará ação sobre Flávio Bolsonaro depois de decisão que soltou Lula

Foto: Dida Sampaio/Arquivo/Estadão
Passado o julgamento mais esperado do ano, que derrubou a possibilidade de prender condenados em segunda instância e resultou na soltura do ex-presidente Lula (PT) na sexta-feira (8), o Supremo Tribunal Federal se prepara para debater uma nova polêmica com ampla repercussão política.

A corte se debruçará sobre a decisão de seu presidente, Dias Toffoli, que paralisou todas as investigações do país que usaram dados de órgão de controle, como o antigo Coaf, sem prévia autorização judicial.

O processo sobre o tema está previsto para ser julgado no plenário do Supremo no próximo dia 21. Toffoli é o relator. Há a possibilidade de que ele resolva antecipar a análise do tema para o dia 20.

No caso da prisão em segunda instância, o julgamento do STF interessava a Lula, que acabou solto depois de passar 580 dias preso em Curitiba.

No caso do Coaf, o resultado interessa ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. O senador é o autor do pedido que motivou a decisão de Toffoli de suspender as apurações criminais pelo país.

Até agora, Bolsonaro não se manifestou sobre a decisão do STF que mudou a jurisprudência e barrou a prisão de condenados em segundo grau. Neste sábado, em rede social, chamou Lula de ‘canalha’.
Em caráter reservado, o presidente tem dito a auxiliares e aliados que a decisão do Supremo deve ser respeitada.

Sobre o Coaf, desde a decisão de Toffoli, dada em julho em caráter liminar (provisório), uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre Flávio está paralisada.

O senador é suspeito de ter se apropriado de parte dos salários de servidores de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa fluminense, prática conhecida como “rachadinha”.

As suspeitas tiveram origem em uma movimentação de R$ 1,2 milhão nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia.

A movimentação foi considerada atípica pelo antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), renomeado como UIF (Unidade de Inteligência Financeira) no governo Bolsonaro.

Ao pedir para o STF suspender a investigação que corria contra Flávio no Rio, sua defesa pegou carona em um recurso extraordinário que já tramitava no tribunal e que discutia o compartilhamento de dados da Receita Federal —não do Coaf— com o Ministério Público, para fins penais, sem autorização judicial prévia.

A defesa de Flávio argumentou que os promotores fluminenses haviam realizado uma verdadeira quebra do sigilo do senador sem ter passado por controle judicial.

Ao atender o pedido do filho do presidente, Toffoli estendeu a discussão sobre compartilhamento de dados a todos os órgãos de controle (Receita, Coaf e Banco Central) e ampliou o alcance de sua decisão a todas as investigações do país que tivessem características semelhantes.

“Só não quer o controle do Judiciário quem quer Estado fascista e policialesco, que escolhe suas vítimas. Ao invés de Justiça, querem vingança”, disse Toffoli à Folha na época, justificando a medida.

Em seguida, o ministro da Justiça, Sergio Moro, chegou a ir ao Supremo para relatar ao presidente da corte sua insatisfação com a determinação, dizendo que ela poderia colocar em risco o combate à lavagem de dinheiro no país.

Até o fim de outubro, como informou reportagem da Folha, ao menos 700 investigações haviam sido travadas pela decisão de Toffoli, conforme um levantamento da Procuradoria-Geral da República.
A maioria era sobre crimes contra a ordem tributária (307), como sonegação, e lavagem de dinheiro (151), inclusive envolvendo esquemas de corrupção.

A visita de Moro a Toffoli irritou o presidente Bolsonaro e ampliou a desconfiança do Palácio do Planalto em relação ao ministro da Justiça —na ocasião já desgastado pelas mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil e por outros órgãos de imprensa, como a Folha. Em meio à polêmica, a UIF foi transferida do Ministério da Economia para o Banco Central.

Toffoli tem dito que busca construir uma solução com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, para estabelecer um procedimento de repasse de dados sigilosos compatível com a Constituição.

A ideia é evitar abusos e, ao mesmo tempo, fazer um aceno aos técnicos dos órgãos de controle que teriam ficado melindrados com a decisão de julho. Com esse movimento, o ministro espera construir um ambiente favorável a seu entendimento no STF.

O recurso extraordinário já esteve na pauta do plenário em março, mas o julgamento foi adiado. Naquele momento, havia acabado de vir a público que a Receita realizara uma apuração interna sobre o ministro Gilmar Mendes e sua mulher, Guiomar.

Foi aberta uma investigação para apurar quem vazou informações sobre o ministro, que, segundo o documento divulgado, tinha o objetivo de identificar supostos “focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência”.

A Receita informou oficialmente que Gilmar foi alvo de apuração preliminar, mas que não havia procedimento formal de fiscalização sobre o magistrado e que não compactuava com “ilações de práticas de crimes”, que extrapolam a função legal do órgão.

O julgamento do caso Flávio será em um momento em que a sombra de Queiroz volta a incomodar o clã Bolsonaro.

No mês passado, vieram à tona áudios do policial militar aposentado. Em um deles, Queiroz demonstra preocupação com a apuração do Ministério Público do Rio e a compara a um problema “do tamanho de um cometa”.

“É o que eu falo, o cara lá está hiperprotegido. Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí. Ver e tal… É só porrada. O MP [Ministério Público] tá com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente. Não vi ninguém agir”, disse o PM, numa gravação de julho.

Folha de S.Paulo
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Governos petistas manipularam análises de risco e garantias a empréstimos do BNDES a países amigos

Foto: Fábio Motta/Estadão
Uma série de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) em empréstimos do BNDES, à época dos governos petistas, para obras de infraestrutura no exterior, mostram que as gestões petistas manipularam os padrões de análise de risco e garantia, para conseguir liberar dezenas de bilhões a países amigos que não teriam condições de obter tais financiamentos em qualquer outro lugar no planeta. A informação é do site O Antagonista.

Ainda segundo a publicação, o governo do PT reduziu, por conta própria, a classe de risco dos países amigos, como os integrantes da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi).
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Polícia Civil recebe 200 novos fuzis e espingardas

Solenidade de entrega aconteceu na Coordenação de Operações Especiais (COE), localizada no Aeroporto Internacional de SSA.
Duzentos novos fuzis e espingardas foram entregues, na manhã desta sexta-feira (8), para a Polícia Civil da Bahia. A solenidade aconteceu na Coordenação de Operações Especiais (COE), localizada no Aeroporto Internacional de SSA. Os armamentos serão distribuídos para unidades de Salvador, da Região Metropolitana e do interior do estado.

Os equipamentos, que representam um investimento de R$ 1,2 milhão, chegarão nas mãos dos efetivos após capacitações específicas. "O fuzil calibre 5,56, fabricado no Brasil, e a espingarda italiana, calibre 12, reforçarão as ações contra quadrilhas envolvidas em roubos a banco, tráfico de drogas e homicídios", destacou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa. Lembrou ainda que os armamentos são modernos e mais leves, garantindo ao policial, caso haja necessidade, o uso com mais eficiência.

O delegado-geral, Bernardino Brito Filho, por sua vez, ressaltou o investimento que vem sendo realizado na compra de equipamentos de proteção individual. "Além dos fuzis e espingardas, 3.768 pistolas modelo g22, geração 5, calibre 40, da marca Glock, compradas pelo Governo do Estado, chegarão até o final do ano, às mãos dos nossos delegados, escrivães e investigadores", completou. 

Após a solenidade, o secretário Maurício Barbosa, executou alguns testes com os equipamentos. " De fato é um material diferenciado, mais leve e fácil de ser conduzido" avaliou.

Fonte: Ascom | Alberto Maraux
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Vice-Prefeita Margareth e o Presidente da Câmara Vereador Sam recepcionam o Presidente da ALBA e o deputado federal Antônio Brito no Aeroporto de Ipiaú


O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Nélson Leal, e o deputado federal Antônio Brito acabam de chegar a Ipiaú e seguirão direto para Jequié, onde ocorrerão as comemorações do aniversario de 30 anos da 93 FM. Os parlamentares foram recepcionados pela vice-prefeita de Ipiaú, Margarete Chaves, o presidente da Câmara Municipal, Alessandro Moreira, vereadores e lideranças políticas. Ambos participaram em Salvador do encontro nacional do partido Avante, que tem como presidente na Bahia o deputado federal Sargento Isidório.
(Colaborou com a matéria Nena Passos)

INSS conclui leilão de 26 lotes da folha com ágio de 612%

@DR
O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, anunciou nesta manhã que o INSS concluiu na última quinta-feira, 07, o leilão de 26 lotes da folha de pagamento, com ágio médio de 612%.


"O resultado foi extraordinário e vai gerar arrecadação estimada de R$ 24 bilhões em cinco anos", escreveu Marinho em sua página no Twitter.

De acordo com o instituto, 23 instituições bancárias participaram do certame, em que concorreram pelo direito ao pagamento de novos benefícios que serão concedidos entre 2020 e 2024.

No primeiro ano, serão arrecadados R$ 1,3 bilhão, o que superou as expectativas iniciais, que eram de R$ 266 milhões.

"Resultado do aumento da concorrência de bancos e de melhores regras no edital. Garantia de maior eficiência, sem nenhum custo para os segurados", comentou Marinho.

O banco Crefisa foi o que mais arrematou lotes, dez no total. O banco Mercantil do Brasil (BMB) arrematou 8 lotes. Os bancos Agibank e Santander ficaram com três lotes cada e o bancos Itaú Unibanco e BMG ficaram com um cada.

De acordo com o INSS, o êxito do pregão pode ser atribuído à ampla competitividade decorrente do aperfeiçoamento das regras do edital que permitiram que bancos médios e de pequeno porte também pudessem concorrer. O instituto ressaltou que, além do aumento dos lances, o maior número de bancos permite uma ampliação da cobertura bancária para atender aos segurados.

Bolsonaro chama Lula de canalha, e Moro lamenta revés no Supremo

@DR
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao se manifestar neste sábado (9) pela primeira vez sobre a soltura do ex-presidente Lula, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pediu aos seus seguidores que não deem "munição ao canalha", em uma referência ao líder petista.

Sem citar o nome do ex-presidente, Bolsonaro postou um vídeo em homenagem ao ministro da Justiça, Sergio Moro. Hoje membro do governo, o ex-juiz foi responsável pela condenação de Lula na primeira instância no caso do triplex.

"Iniciamos a (sic) poucos meses a nova fase de recuperação do Brasil e não é um processo rápido, mas avançamos com fatos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa", escreveu o presidente em redes sociais.

No vídeo que acompanha a publicação, Bolsonaro recupera um discurso em que afirma que pessoas de bem são maioria no Brasil e atribui a Moro parte da responsabilidade por sua chegada à Presidência da República. Condenado e preso em 2018, Lula foi impedido de disputar as eleições. "Em parte, o que acontece na política no Brasil, devemos a Sergio Moro", disse.

"Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa", escreveu em seguida, em novo post.

Minutos depois, também em uma rede social, Moro escreveu: "Lutar pela Justiça e pela segurança pública não é tarefa fácil. Previsíveis vitórias e revezes (sic). Preferimos a primeira e lamentamos a segunda, mas nunca desistiremos. A decisão do STF deve ser respeitada, mas pode ser alterada, como o próprio Min. Toffoli, reconheceu, pelo Congresso".

Na sexta-feira, a saída da prisão do ex-presidente Lula dividiu opiniões no Palácio do Planalto e foi recebida com silêncio pelo presidente Bolsonaro, que considera o petista seu principal adversário político.

Em Goiânia, onde participava da entrega de ônibus escolares, o presidente não comentou o assunto, se ausentou de entrevista programada e evitou os veículos de imprensa após a expedição da ordem de soltura.

Em caráter reservado, no entanto, disse a um grupo de auxiliares e aliados que a decisão do STF, que barrou a prisão após segunda instância e permitiu a soltura do petista, deve ser respeitada.

Durante a cerimônia na capital goiana, minutos depois da decisão do juiz federal Danilo Pereira Junior, um assessor do Palácio do Planalto se dirigiu à tribuna de honra e mostrou ao chefe a tela de seu celular.Bolsonaro ouviu em silêncio e, menos de um minuto depois, cochichou ao ouvido do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que estava sentado ao seu lado. Após a conversa, olhou para a frente e baixou a cabeça.

Próximo a discursar, o presidente falou sobre diversos assuntos, como a necessidade de não ter o que chamou de "ideologia política ou de gênero" no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mas não abordou a soltura de Lula.

Na sequência, deixou o local sem comparecer a entrevista programada. A saída do presidente surpreendeu até mesmo a sua equipe de comunicação. Minutos antes de Bolsonaro entrar no carro, dois assessores palacianos já tinham organizado o espaço e anunciado que os jornalistas teriam direito a três perguntas.

Ao serem informados de que Bolsonaro havia desistido, os repórteres saíram às pressas do local, pegando mochilas e equipamentos. Um deles chegou a pular um balcão para alcançar a comitiva presidencial.

A soltura do ex-presidente ocorreu um dia após o Supremo Tribunal Federal ter decidido, por 6 votos a 5, que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos). Isso alterou a jurisprudência que, desde 2016, tem permitido a prisão logo após a condenação em segunda instância.A decisão do Supremo, uma das mais esperadas dos últimos anos, tem potencial de beneficiar cerca de 5.000 presos, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O Brasil tem, no total, aproximadamente 800 mil presos.

A soltura de Lula foi determinada pelo juiz federal Danilo Pereira Junior. A decisão foi publicada às 16h15, e o petista deixou a sede da PF às 17h40.

Lula passou 580 dias presos devido à condenação sob a acusação de aceitar a propriedade de um tríplex, em Guarujá, como propina paga pela OAS em troca de três contratos com a Petrobras, o que ele sempre negou. Essa condenação foi confirmada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), com pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias, e a defesa do ex-presidente apresentou recursos à corte.

O petista também foi condenado, até aqui apenas em primeira instância, no caso do sítio de Atibaia. Segundo a decisão judicial, ele recebeu vantagens indevidas das empreiteiras Odebrecht e OAS em troca de favorecimento às empresas em contratos da Petrobras.

As reformas e benfeitorias realizadas pelas construtoras no sítio frequentado por Lula configuraram prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Pelas regras atuais, Lula é considerado ficha-suja, devido a ao menos uma condenação em segunda instância -regra de corte da Lei da Ficha Limpa.
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Comando da 55ªCIPM realiza instrução de tiro policial para tropa


Nessa quinta-feira, 07 de Novembro de 2019, Policiais Militares da 55ª CIPM/IPIAÚ participaram da 1ª FASE DO CICLO DE INSTRUÇÕES POLICIAIS MILITARES, atendendo diretrizes do Comando da Unidade e visam aperfeiçoar e capacitar os policiais militares.

As instruções foram ministradas conforme os seguintes parâmetros curriculares:

- INSTRUÇÃO TÉCNICA INDIVIDUAL;

- EMBOSCADA E CONTRAEMBOSCADA;

- COBERTA, ABRIGO, COBERTURA DE FOGO E AVANÇO;

- MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA DAS ARMAS UTILIZADAS NA PMBA;

- TIRO PRÁTICO APLICADO À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR. 

Esta primeira fase de instrução foi direcionada ao efetivo dos Pelotões destacados e Destacamentos PM, reafirmando a política de valorização e aperfeiçoamento técnico e tático do efetivo da UOp, fomentado pelo Comando da Unidade. 
Nas próximas fases, as instruções serão aplicadas com o objetivo de alcançar todo o efetivo, além da inclusão de novos componentes curriculares.

55ª CIPM, braço forte da lei e da ordem no Médio Rio das Contas

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