Ronnie Lessa revela pela primeira vez como foi feita proposta para matar Marielle Franco: "Eu tremi"

O último episódio da terceira temporada do Doc Investigação, no ar nesta quinta-feira, 27 de agosto, traz uma entrevista exclusiva e inédita com Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Pela primeira vez, Ronnie Lessa aceita falar diante das câmeras e fica frente a frente com a apresentadora do programa, Thais Furlan, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O programa traça um perfil de Lessa e reconstrói sua trajetória em busca de respostas para uma questão central: como um policial da tropa de elite do Rio de Janeiro se tornou um matador de aluguel. “Em que momento você passa para o lado de lá? Em que momento começa a trabalhar para o crime?“, questiona a jornalista.

Com entrevistas exclusivas, análises de especialistas, o programa revisita um dos crimes políticos mais emblemáticos da história recente do país e aborda os desdobramentos mais recentes do caso, incluindo os acordos de colaboração firmados pelos condenados e as acusações envolvendo os mandantes do assassinato, apontados nas investigações da Polícia Federal.

Morte de Marielle Franco

Lessa disse à Polícia Federal que os irmãos Chiquinho Brazão – ex-deputado federal – e Domingos Brazão – conselheiro afastado do TCE do Rio de Janeiro – encomendaram a morte de Marielle por conta de um território na zona oeste da cidade, onde seria instalada uma milícia. Lessa faz revelações sobre o acordo na entrevista à Thais Furlan.

“O que o Domingos me passou foi o seguinte: ‘Ela não vai deixar a gente botar o condomínio lá. Então, ela tem que sair do caminho’. Só que agora, agora eu vou dizer: R$ 25 milhões que era a minha parte, para dividir para quatro. Eu balancei. Aí eu tremi”, diz Lessa. “Eu estava cego, estava entorpecido. Eu estava sob uma overdose de ganância, overdose de ambição. Dinheiro”, completa o matador.

A reportagem mostra como a investigação do assassinato de Marielle Franco ajudou a expor estruturas do crime organizado na zona oeste do Rio de Janeiro e suas conexões com grupos ligados ao poder. O Doc Investigação relembra detalhes do crime e mostra a trajetória de Ronnie Lessa, que passou de membro da elite da polícia a matador de aluguel.

Revelação de Ronnie Lessa

Na entrevista, Lessa também faz declarações sobre sua atuação nas forças de segurança destacando o número de mortes que causou enquanto usava farda. “É muito provável que eu tenha participado de operações em que, no final da história, se somar durante 20 anos, mil [pessoas] é pouco. Você está entendendo? Mil acaba sendo pouco”, afirma. “Então, quando surgiu essa situação de Lessa matador… Lessa matador? Tudo bem, mas matador da polícia“, declara.

História de Fernando Melo

Lula diz que acusações contra filho ainda são ilações e chama lobista amiga de Lulinha de pilantra

Presidente disse que não é juiz nem procurador e compara investigação com acusações da Lava Jato

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (27) que as acusações contra seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, são "ilações" e que ele precisa se defender.

"São ilações, ilações e ilações tirados de telefonemas", disse Lula. "Eu conheço isso muito bem porque já vivi isso", disse, em referência aos processos da Operação Lava Jato.

Ao ser questionado sobre conversas da empresária Roberta Luchsinger, o presidente disse: "Se eu pegasse o seu celular e for investigar tudo o que você falou só tem coisas certas ou coisas corretas? O que uma pilantra pode fazer num telefone ou um cara qualquer pode fazer num telefone? Estou dizendo para você que o fato de ter pego conversa num telefone não justifica absolutamente nada".

As declarações foram dadas na sabatina de presidenciáveis da TV Globo. Lula é o quarto candidato a Presidência a participar. Antes disso, o programa recebeu Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). A sabatina de Flávio Bolsonaro (PL), que deve ser o principal rival do petista nas urnas, está marcada para sexta (28).

Lula confirmou a ida à tradicional sabatina promovida pelo programa após faltar ao primeiro debate presidencial —esse realizado pela rede Bandeirantes. Sua ausência foi usada como justificativa por Flávio e Zema para também faltarem ao evento.

No momento, o presidente se vê diante de investigações que miram aliados com potencial de impacto em sua disputa pela reeleição. As revelações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e sobre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, colocaram a campanha em seu pior momento, segundo aliados.

A Polícia Federal investiga um suposto tráfico de influência por parte do filho mais velho do presidente. A PF o aponta como beneficiário indireto da lobista Roberta Luchsinger, que atuou na busca de contatos políticos para facilitar a venda de um medicamento junto ao governo federal.

As investigações contra Fábio Luis também apuram se o filho do presidente teria beneficiado Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, envolvido nos escândalos de desvio dos benefícios.

Já no caso de Marcola, hoje a investigação aponta que a lobista pagou R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito, financiamento de um veículo e outras despesas do ex-assessor.

Após a revelação do caso pelo Poder360, Marcola confirmou ter recebido pagamentos de Luchsinger. "Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função", disse em nota enviada na época.

Por ora, um dos pilares da estratégia do PT sobre o caso Lulinha é dizer que a PF tem liberdade para investigar neste atual governo. A ideia é fazer uma contraposição a gestão de Jair Bolsonaro, que acumulou denúncias de interferência para proteger seus filhos, inclusive o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também disputa a Presidência neste ano.

Lula já havia defendido o prosseguimento das investigações contra seu filho. No último domingo (23), em entrevista à Record, o presidente afirmou que "ninguém está acima da lei", ao responder sobre o caso, e que o filho precisa se defender. O presidente voltou a afirmar que a PF tem independência para investigar Lulinha.

"Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente. Se isso acontecer, eles serão perdoados", disse Lula.

Em entrevista anterior a essa, ao podcast Não Inviabilize, Lula chegou a dizer "não saber a verdade" sobre o caso que envolve seu filho.

"Só ele sabe a verdade. Só ele. Eu não sei a verdade. Ele sabe se fez ou não fez. Ele jura que não fez. Se não fez, então brigue", afirmou o petista. "Se meu filho tiver culpa, ele pagará. Agora, ele já foi acusado de muitas coisas. Toda eleição aparece o meu filho", disse. O petista também declarou ter instruído os advogados a não pedir o "fechamento" dos processos.
Por Mariana Brasil/Mateus Vargas/Folhapress

Capitão Alden recebe doação do PL; Jonga Bacelar segue sem recurso /Por Política Livre

Depois que a deputada federal Roberta Roma recebeu R$ 3,1 milhões do diretório nacional do PL de doação eleitoral, o mesmo valor foi repassado pela mesma fonte ao deputado federal Capitão Alden, do mesmo partido. O montante foi depositado hoje (27) na conta do parlamentar, de acordo com o DivulgaCand, site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Já o deputado federal Jonga Bacelar, outro baiano representante do partido na Câmara, segue sem doações partidárias ou de outra natureza. O parlamentar pode ficar sem fundo eleitoral desde que subiu no palanque do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e usou um adesivo petista no peito, no final de semana passado.


Mesmo após a nota, lideranças do PL seguiram pedindo a expulsão de Jonga, como foi o caso do deputado federal Capitão Alden e do deputado estadual Leandro de Jesus, além do vereador de Lauro de Freitas Gabriel Bandarra, mais conhecido como Tenóbio.

Depoimento de Vorcaro à PF é adiado após problema técnico

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro, em Brasília
Um depoimento do Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à Polícia Federal previsto para esta quinta-feira (27) foi adiado após problemas técnicos.

Vorcaro, que está preso na chamada Papudinha, no Distrito Federal, falaria por vidoconferência no inquérito que trata de suspeitas sobre servidores do Banco Central investigados por receber pagamentos do ex-banqueiro.

Seria o primeiro depoimento de Vorcaro após a recusa de suas duas propostas de delação premiada e com a atual equipe de advogados, liderada por Sérgio Leonardo e Daniel Bialski.

Em nota a defesa disse que aguardou "o restabelecimento do sinal estável para realização da audiência virtual, o que não foi possível. Desta forma, será designada nova data quando nosso cliente será ouvido sobre os fatos".


Uma nova tentativa de tomar o depoimento de Vorcaro deve acontecer nesta sexta-feira (28).

Na investigação, são apuradas suspeitas sobre Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, e de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização.

Os dois servidores já afirmaram, por meio de suas defesas, que não adotaram medidas de favorecimento ao ex-banqueiro.

Segundo investigações, os servidores do BC são suspeitos de terem atuado como consultores informais de Vorcaro em troca de vantagens indevidas. A evolução patrimonial dos ex-gestores foi o gatilho para a abertura de uma investigação interna no BC.

O Banco Central decretou a liquidação do Master em 18 de novembro do ano passado. Hoje, os bens estão sob controle do liquidante designado pela autoridade. Os custos da quebra do banco superam os R$ 57 bilhões até o momento.

Por José Marques, Folhapress

Nepal e Tibete estão sob risco de novas enchentes e rompimento de lago

Reservatórios podem transbordar em decorrência de colapso glacial que provocou tragédia e de chuvas previstas

Equipes reparam uma estrada danificada que leva ao porto de Gyirong, na China

Nepal e China alertaram nesta quinta-feira (27) para novos riscos de inundações no Himalaia. Dois lagos que se formaram em lados opostos da fronteira entre os dois países ameaçam romper um dia após a região ser atingida por enchentes catastróficas que mataram centenas de pessoas e deixaram um rastro de destruição.

Os lagos se formaram após detritos bloquearem o curso de um rio. O nível da água continua subindo, e há risco de transbordamento, enquanto equipes de resgate atuam nos vales e vilarejos cobertos de destroços e lama. Mais de 1.300 pessoas seguem desaparecidas.

As enchentes repentinas de quarta ocorreram após o colapso de uma geleira, que lançou rochas, gelo, lama e detritos nos sistemas fluviais das montanhas. O fenômeno, chamado de colapso glacial, causou um abalo sísmico equivalente a um tremor de magnitude 5,2. Inicialmente, por isso, as autoridades pensaram que um terremoto havia causado a tragédia.

A autoridade de gestão de desastres do Nepal emitiu um alerta nesta quinta-feira. Em um comunicado, o governo pede que moradores de áreas mais baixa e membros das equipes de resgate redobrem a cautela e permaneça em locais seguros, longe das margens dos rios e de áreas de risco.

A China alertou que 3 milhões de metros cúbicos de água — o equivalente a cerca de 1.200 piscinas olímpicas — devem chegar, nos próximos três dias, ao lago do lado chinês da fronteira, criando um alto risco de rompimento. O pico do fluxo é esperado por volta de 1º de setembro.

A previsão de chuva para a próxima semana pode agravar a situação, informou a mídia estatal chinesa, citando o Ministério dos Recursos Hídricos.

"O volume de água continua aumentando, e o risco também", disse Zhu Jinfeng, pesquisador do departamento de hidrologia do ministério, à emissora estatal CCTV.

A formação de um lago de barragem foi registrada em imagens aéreas por uma equipe chinesa de resgate nesta quinta, informou CGTN. As imagens mostravam grandes volumes de água barrenta se acumulando em uma bacia sem saída visível. A água já havia submerso arbustos e árvores e parecia pressionar uma barreira formada por destroços e pedras.

Diante do alerta, parte das equipes de resgate no Nepal começou a se deslocar para áreas mais altas nesta quinta-feira.

Pawan Koirala foi um deles. Ele e sua equipe, formada por outras 13 pessoas, deixaram o leito do rio após o aviso. "Estamos aqui para fazer o resgate e não queremos ficar perto da zona de perigo", disse.

O número de mortos chegou a 362 nesta quinta, segundo balanços ainda preliminares.

A tragédia deixou povoados inteiros devastados e submersos em lama. Do total de mortos, 359 foram registrados no Nepal, segundo as autoridades, e três no lado chinês, de acordo com informações da imprensa estatal. As informações sobre as vítimas não são centralizadas em uma única fonte e são divulgadas separadamente pelas autoridades e pela imprensa dos dois lados da fronteira.

A enxurrada de água e lama, semelhante a um tsunami, foi provocada pelo colapso de uma geleira e teve uma intensidade equivalente a um "evento sísmico" de magnitude 5,2, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Por Folhapress

Avança Ipiaú: Prefeita Laryssa recebe no município Seminário Regional de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento Agropecuário com foco no fortalecimento da agricultura e implantação do Embrapa.

Ipiaú foi palco, nesta quarta-feira (26), de um importante encontro voltado ao fortalecimento da agricultura e da agropecuária no Sudoeste Baiano. O município recebeu o Seminário Regional de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento Agropecuário, iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária na Bahia, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (SEAGRI).

Ipiaú foi escolhido como um dos cinco polos regionais da programação, que reúne municípios, produtores rurais, associações, cooperativas, sindicatos, técnicos, instituições de ensino e representantes dos órgãos públicos para ampliar o diálogo e a cooperação em torno do desenvolvimento agropecuário.

Durante o seminário, foi apresentada a Unidade Mista de Pesquisa e Inovação do Sudoeste Baiano (UMIPI), além das ações estratégicas desenvolvidas pelo MAPA. A proposta é aproximar os municípios das políticas públicas, programas e serviços do Ministério e, ao mesmo tempo, fortalecer a conexão entre pesquisa, inovação, setor produtivo e realidade dos territórios.

Pesquisa e tecnologia mais próximas de quem produz

Um dos principais objetivos da iniciativa é ampliar a rede de cooperação regional em pesquisa, inovação e transferência de tecnologia, criando um ambiente para identificar demandas e construir soluções voltadas à realidade da agropecuária do território.

A UMIPI também deverá contribuir para o levantamento dessas demandas, que poderão subsidiar a elaboração dos futuros Planos Anuais de Trabalho da unidade. A expectativa é consolidar a estrutura como referência regional em pesquisa, inovação e desenvolvimento agropecuário.
Para a gestão municipal, receber uma agenda dessa dimensão em Ipiaú representa uma oportunidade de colocar o município no centro de uma discussão estratégica para o desenvolvimento regional.

“Hoje a gente está falando de algo muito maior do que um seminário. Estamos falando de aproximar conhecimento, tecnologia e políticas públicas de quem está no campo. E Ipiaú ter sido escolhido como um dos polos regionais mostra a importância estratégica do nosso município para essa construção”, destacou a prefeita Laryssa Dias durante a abertura.

A programação regional ainda contempla encontros em Maracás, Ibicuí, Jequié e Bom Jesus da Serra, ampliando a participação de municípios do Sudoeste Baiano.
A iniciativa busca fortalecer a integração entre governo, municípios, comunidade científica e setor produtivo, criando condições para que as políticas públicas estejam cada vez mais conectadas às necessidades de quem produz.

A realização do seminário também marca mais um momento de aproximação entre Ipiaú e o Ministério da Agricultura e Pecuária. Esta é a terceira vez que o MAPA está presente no município, fortalecendo o diálogo institucional e a construção de novas oportunidades para a agricultura regional.

A presença do Ministério, da Embrapa e dos demais parceiros reforça a importância de uma atuação integrada para enfrentar desafios, identificar potencialidades e ampliar o acesso a conhecimento, inovação e políticas públicas.

“Quando aproximamos a pesquisa de quem produz, criamos condições para transformar conhecimento em oportunidade. É essa construção conjunta que pode fortalecer ainda mais a nossa agricultura, gerar renda e abrir novos caminhos para as famílias que vivem e trabalham no campo”, reforçou a prefeita.

Construção de uma agenda para o futuro
Mais do que um encontro institucional, o seminário abre espaço para escuta, articulação e construção de uma agenda regional. A proposta do MAPA é ampliar a cooperação técnica entre instituições, identificar demandas dos municípios e aproximar o setor produtivo da comunidade científica.

Ao receber o seminário, Ipiaú se coloca como parte ativa dessa construção, defendendo uma agricultura cada vez mais conectada à inovação, à tecnologia e às políticas públicas.

A expectativa é que a articulação iniciada avance para novas parcerias e ações capazes de contribuir para o desenvolvimento sustentável da agropecuária e para a geração de mais oportunidades em toda a região.

55ª CIPM é destaque em solenidade alusiva ao Dia do Soldado

Nesta quarta-feira (26), foi realizada, no 19º Batalhão de Polícia Militar, em Jequié, solenidade alusiva ao Dia do Soldado, promovida pelo Comando de Policiamento Regional Médio Rio de Contas (CPR-MRC).

O evento reuniu autoridades e policiais militares para celebrar a dedicação e o compromisso daqueles que integram a Polícia Militar da Bahia, além de homenagear profissionais que se destacaram pelos relevantes serviços prestados à Corporação e à sociedade.
Durante a solenidade, foram entregues as Medalhas Três Marias, Marechal Argolo e Valor de Tropa, esta última destinada a reconhecer policiais militares em serviço ativo pelos bons serviços prestados à sociedade.

Representando a 55ª CIPM, foram agraciados com a Medalha Valor de Tropa o Comandante da Unidade, Major PM Héber, e o Cabo PM Cristiano Andrade, em reconhecimento à trajetória profissional e aos serviços prestados à Polícia Militar da Bahia.

A 55ª CIPM parabeniza os homenageados e todos os policiais militares agraciados, reafirmando o orgulho de integrar uma Corporação comprometida com a proteção da sociedade e com a excelência no serviço policial militar.

Fonte: ASCOM/55ªCIPM/PMBA, uma Força a serviço do cidadão!


PMBA amplia presença com 8ª edição da Operação Força Total em 2026

Garantir a ordem pública em um estado com a dimensão e a diversidade da Bahia exige presença, planejamento e capacidade de atuação em diferentes cenários. Da capital ao interior, a Polícia Militar da Bahia direciona efetivo e recursos de acordo com as necessidades de cada região, fortalecendo a proteção ao cidadão em todo o território baiano.

Nesta quinta-feira (27), a PMBA realiza mais uma edição da Operação Força Total, mobilizando unidades territoriais e especializadas em todas as regiões do estado.

Iniciarei a Operação em Feira de Santana, ao lado da nossa tropa do CPR-L, reforçando a importância estratégica dos municípios baianos e o compromisso de manter uma Polícia Militar presente e preparada para atuar onde as circunstâncias exigirem.

A Força Total ocorre de maneira simultânea e complementar às demais estratégias desenvolvidas pela Corporação. Em Salvador, a Operação Dominus Areae mantém atuação territorial intensificada no Nordeste de Amaralina, Santa Cruz, Vale das Pedrinhas e Chapada do Rio Vermelho, com ampliação da presença policial, ocupação de pontos estratégicos, ações de inteligência e emprego de unidades especializadas.

São estratégias direcionadas a diferentes realidades, mas sustentadas pelo mesmo propósito de preservar a ordem pública, prevenir a criminalidade e proteger a população.

Com a Operação Força Total, a PMBA amplia a presença policial nos municípios e fortalece o policiamento cotidiano, empregando efetivo e recursos conforme as demandas de cada região.

A segurança pública precisa alcançar cada município, cada comunidade e cada cidadão. É com esse compromisso que a PMBA segue atuando em toda a Bahia, presente onde for necessário, preparada para responder e firme na missão de proteger a população.

Paraná Pesquisas: ACM Neto lidera corrida pelo governo da Bahia com 8,4 pontos de vantagem sobre Jerônimo

Pesquisa do Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, aponta ACM Neto (União) na liderança da disputa pelo governo da Bahia, com 48,5% das intenções de voto, contra 40,1% de Jerônimo Rodrigues (PT). O levantamento é o primeiro realizado pelo instituto após o início oficial da campanha eleitoral e também contempla todos os candidatos registrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA).

No cenário completo, Ariel Capistrano (DC) aparece com 0,6%, Maria Bona (PCO) tem 0,5%, Ronaldo Mansur (PSOL) soma 0,4% e Aroldo Félix (UP), 0,3%. Brancos e nulos representam 5,6%, enquanto 4% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, ACM Neto marca 34,4%, Jerônimo 26,3% e o percentual de indecisos sobe para 31,5%.

Em um eventual segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, a vantagem do ex-prefeito de Salvador permanece praticamente estável: 49,3% contra 41%, uma diferença de 8,3 pontos percentuais. O levantamento ouviu presencialmente 1.400 eleitores em 62 municípios baianos entre os dias 23 e 25 de agosto e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-07628/2026.

Por Redação/Politica Livre

Deputado Robinho visita Itapebi e participa de café da manhã com apoiadores

Na manhã desta quinta-feira, 27 de agosto, o deputado Robinho esteve em Itapebi, onde participou de um café da manhã ao lado de amigos e apoiadores. O encontro foi marcado por conversas sobre projetos em andamento e pelas principais demandas da comunidade.
Durante a visita, Robinho destacou a importância de manter o diálogo constante com os moradores e reafirmou seu compromisso em trabalhar por melhorias que tragam desenvolvimento e qualidade de vida para a região. “Estar próximo das pessoas é fundamental para compreender suas necessidades e buscar soluções efetivas”, afirmou o parlamentar.
A presença do deputado em Itapebi reforça sua atuação voltada para o fortalecimento das cidades do interior e para a valorização das iniciativas locais que contribuem para o crescimento do município.


O que pesa contra Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026- Por Folhapress

A revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro abalou a campanha do parlamentar à Presidência.

Flávio vinha tentando atribuir o escândalo do Banco Master ao PT e à esquerda, mesmo após o senador Ciro Nogueira (PP), que já foi ministro de Bolsonaro, ter sido alvo de uma operação da PF nas investigações sobre o caso.

Na campanha, além da proximidade com Vorcaro, Flávio também enfrenta dificuldades como o peso do sobrenome Bolsonaro, a falta de experiência em cargos no Executivo e um escândalo de corrupção que nunca foi inteiramente esclarecido.

Veja abaixo o que pesa contra Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026:

Contato com Daniel Vorcaro

Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. A informação foi revelada em maio pelo site The Intercept Brasil, colocando o candidato do PL na teia do maior escândalo bancário do país.

Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões pela produção de "Dark Horse", e mensagens de setembro de 2025 mostram o senador cobrando mais recursos do ex-banqueiro —cinco dias após o Banco Central barrar a compra do Master pelo BRB e meses antes de Vorcaro ser preso, em novembro.

Flávio confirmou ter pedido os recursos, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens em troca. "O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai", disse.

O senador também afirmou ter conhecido Vorcaro apenas em dezembro de 2024 —versão que contradiz o fato de seu número de telefone já constar na agenda do ex-banqueiro quando a Folha revelou o contato, dois meses antes da divulgação das mensagens. Na ocasião, Flávio havia negado qualquer contato com Vorcaro.

A revelação gerou reação até entre aliados. Romeu Zema chamou a relação de "imperdoável, um tapa na cara".

Discurso de moderado X defesa de anistia e de Bolsonaro

Flávio tem investido na imagem de político equilibrado e menos histriônico que o pai. Publicou vídeos defendendo creches, condenou ataques racistas ao jogador Vinicius Jr. e chegou a republicar uma ilustração sugerindo respeito à liberdade sexual.

O fato de ter se vacinado contra a Covid-19 é evocado por aliados como prova de distância em relação ao negacionismo paterno —ainda que Flávio tenha defendido a gestão de Jair na pandemia, chamando-o de responsável por "garantir a vacina nos braços de todos os brasileiros".

Mas o histórico do senador contradiz o discurso moderado. Em 2005, como deputado estadual no Rio de Janeiro, condecorou o ex-PM Adriano da Nóbrega —suspeito de matar um guardador de carros, preso na época da homenagem e morto anos depois numa troca de tiros com a polícia, quando era apontado como líder da maior milícia carioca.

Em 2016, o presidenciável minimizou a homenagem feita pelo pai ao coronel Brilhante Ustra, torturador da ditadura militar, durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff.

Mais recentemente, disse à Folha que o candidato da direita eleito presidente deveria se comprometer a indultar Bolsonaro e, se preciso, usar a força para deter qualquer reação do STF (Supremo Tribunal Federal). Flávio negou que a fala tivesse tom de ameaça.

Falta de experiência em gestão pública

Flávio nunca ocupou um cargo no Executivo. Em sua trajetória política, foram quatro mandatos como deputado estadual e um mandato como senador —funções legislativas que não envolvem gestão direta de orçamentos, secretarias ou serviços públicos. A lacuna é apontada por adversários e por nomes do próprio campo conservador como um ponto fraco relevante numa disputa presidencial.

Ronaldo Caiado (PSD), também candidato à Presidência, já explorou o ponto, afirmando que Flávio não tem vivência para governar.

'Rachadinha'

O escândalo das rachadinhas marcou a trajetória política de Flávio Bolsonaro antes de ele se lançar à Presidência. A prática consistia, segundo investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro, em cobrar de volta parte do salário de funcionários do gabinete do então deputado na Assembleia Legislativa. O desvio foi estimado foi estimado em R$ 6 milhões de recursos públicos. Em 2020, o presidenciável foi denunciado formalmente sob acusação de liderar uma organização criminosa com esse fim.

As investigações foram encerradas após o STF e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anularem em 2021 as provas coletadas, sem que um processo criminal chegasse a ser aberto. Flávio recentemente classificou o caso como "espuma" e negou qualquer conhecimento da prática, atribuindo a responsabilidade ao ex-assessor Fabrício Queiroz. Em 2020, porém, o próprio senador admitiu que Queiroz pagava suas contas pessoais.

O arquivamento do caso, no entanto, deixou questões em aberto. Entre elas: qual era a origem do dinheiro vivo usado para pagar parte das despesas do senador, já que ele não realizou saques em volume correspondente e, até 2014, não tinha nenhuma fonte de renda declarada fora da atividade parlamentar?

Compras com dinheiro vivo

O MP-RJ identificou ao menos R$ 977 mil em gastos de Flávio sem origem comprovada entre 2010 e 2014, período em que ele e a esposa exerciam apenas cargos públicos, sem fonte de renda em espécie declarada. O dinheiro vivo teria sido usado para pagar impostos, móveis, plano de saúde e escola das filhas do senador.

A Promotoria também apontou indícios de lavagem de dinheiro na franquia da Kopenhagen que Flávio mantinha num shopping no Rio. O volume de depósitos em dinheiro vivo na conta da loja era desproporcional em relação a negócios semelhantes. A diferença entre os créditos na conta da empresa e o faturamento auferido pelos fiscais do shopping somou R$ 1,6 milhão. Para o MP-RJ, o estabelecimento teria sido usado para "esquentar" recursos obtidos ilegalmente.

Flávio sempre negou as irregularidades. "Se eu quisesse lavar dinheiro, eu abriria uma franquia, que tem o controle externo da franqueadora, que tem auditoria?", disse na época da investigação.

A Kopenhagen, porém, afirmou que não realizava "nenhum tipo de auditoria fiscal com seus franqueados".

Apoio ao governo Trump

Flávio Bolsonaro tem se posicionado como aliado próximo do governo Donald Trump, numa estratégia que seus adversários caracterizam como ameaça à soberania nacional.

Em março, em discurso na CPAC, o maior evento conservador do mundo, realizado nos Estados Unidos, o senador defendeu que o Brasil se torne o principal parceiro estratégico dos EUA no hemisfério —inclusive na exploração de minerais críticos e terras raras, recursos hoje disputados globalmente.

O discurso ocorre após a família Bolsonaro ter defendido que a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro seria a solução para o tarifaço de 50% imposto por Trump a produtos brasileiros no ano passado —sobretaxa que o próprio ex-presidente admitiu ter "muito mais a ver com valores e liberdade do que com economia".

Para Lula, o discurso do adversário representa uma postura de "entreguismo" que a população precisa conhecer.

Rejeição

Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto —o presidente Lula registra 45%. Num cenário em que ambos os principais candidatos lideram também esse quesito, o espaço para um terceiro nome é um trunfo dos adversários do senador dentro da própria direita.

A rejeição de Flávio, no entanto, tem uma característica que seus aliados enxergam como vantagem: ao contrário da de Lula, considerada cristalizada, a do senador seria herdada do pai e, portanto, passível de redução ao longo da campanha.

Eleitorado feminino

Assim como acontecia com o pai, pesquisas mostram dificuldades de Flávio para obter votos de mulheres.

Em simulação de segundo turno contra Lula, no Datafolha, Flávio marca 43% de intenções de voto no eleitorado geral, ante 47% do adversário. Ao se levar em conta apenas o eleitorado feminino, o placar favorável ao presidente vai a 51% a 38%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-04496/2026.

Flávio ainda enfrentou desgaste nesse segmento da sociedade por causa de aliados. Em junho, o influenciador Paulo Figueiredo disse que "mulher vota estatisticamente muito mal".

Além disso, naquele mês, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro gravou vídeo afirmando que fora maltratada e humilhada pelo candidato a presidente do PL. Posteriormente, ela disse que perdoava o enteado e os dois apareceram juntos publicamente.

Indústria diz que fim da taxa das blusinhas põe em risco 109 mil empregos e pede manutenção

O fim da taxa das blusinhas pode pôr em risco 109 mil empregos, segundo nota da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quarta-feira (26). A entidade se posiciona contra o fim da alíquota por considerar que a medida tem o potencial de prejudicar setores da indústria.

Uma comissão mista para discutir a MP (medida provisória) da taxa das blusinhas deve ser instalada na próxima terça-feira (1º), após acordo do presidente Lula (PT) com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A cobrança da taxa de 20% para compras de até US$ 50 (cerca de R$ 258) está suspensa desde maio, após medida provisória publicada pelo governo. Se a MP não for votada até o dia 8 de setembro, perderá validade. Com isso, a cobrança voltará a ser feita a menos de um mês do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.

A taxação estava prevista no Programa Remessa Conforme, que estabelece regras específicas para empresas de comércio eletrônico que vendem produtos do exterior para consumidores brasileiros.

De acordo com a nota da CNI, brasileiros devem fazer mais compras de itens importados com a retirada da alíquota. Analistas da entidade avaliam que a produção doméstica perde R$ 3,11 para cada real gasto em encomendas de pequeno valor adquiridas em sites estrangeiros. Isso pode gerar a perda de R$ 21,8 bilhões para a indústria brasileira.

A estimativa foi feita com base nos dados de comércio exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), em que analistas avaliaram dois cenários. Um deles tratou de como o programa Remessa Conforme teria se comportado se o imposto tivesse continuado. O cálculo usou uma combinação de produtos importados cuja trajetória era parecida com o programa.

A partir disso, fizeram um cálculo para entender como o programa teria se comportado se a taxa das blusinhas tivesse continuado até dezembro deste ano.

No outro, projetaram a evolução do Remessa Conforme sem o imposto. A diferença entre os dois cenários indica quanto das importações adicionais pode ser associado à retirada da alíquota de 20%.

O aumento das importações é aplicado à Matriz Insumo-Produto do Brasil, queestima quanto de produção e emprego na economia brasileira deixa de ser gerado em razão do aumento das compras de importados.

Ainda de acordo com a nota técnica, o impacto atinge, principalmente, a indústria de transformação –setor econômico que converte matérias-primas em produtos novos. Dois terços do efeito total recaem sobre esse segmento, já que boa parte dos produtos comprados pelo programa, como vestuário e eletrônicos, concorre mais diretamente com itens fabricados no Brasil.

O fim da taxa das blusinhas é uma aposta de Lula para a eleição. Após reunião com o presidente, Motta entregou a presidência da comissão especial que analisará a taxa das blusinhas para o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O mineiro faz parte da ala econômica do partido, e foi um dos articuladores da reforma tributária no Congresso.

A CNI já havia protestado contra o fim da alíquota em outras ocasiões. Logo após a decisão do governo de zerar o imposto, a CNI e outras entidades da indústria e do varejo criticaram a decisão, afirmando que a medida gerava uma concorrência desleal entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras. Em maio, a entidade entrou com ação no STF contra a derrubada da taxa.

Em nota, a FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) afirma que a redução da alíquota já provocou forte crescimento das operações realizadas pelo programa Remessa Conforme em junho e julho.

A entidade diz que "qualquer alteração no modelo atual deve considerar os impactos econômicos de longo prazo e preservar a capacidade da indústria brasileira de competir, investir e gerar empregos".

Por Luany Galdeano/Folhapress

Candidatos arrecadam R$ 78 mi e recebem R$ 650 mi de partidos com 10 dias de campanha

Os candidatos das eleições gerais de 2026 arrecadaram, em dez dias de campanha, cerca de R$ 78,4 milhões por meio de doações de pessoas físicas, além de financiamento coletivo e repasses de outros candidatos.

Esse valor ainda é uma fatia minoritária dos R$ 770 milhões levantados pelas campanhas. Os partidos políticos são a principal fonte, respondendo por cerca de 85% da cifra, ou R$ 648,5 milhões.

O recurso de campanha ainda inclui R$ 42,7 milhões que os próprios candidatos desembolsaram. Os dados foram extraídos nesta quarta-feira (26) pelo sistema Divulgacand, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

As cifras ainda estão distantes do que deve ser gasto pelos candidatos.

Em 2022, as doações de pessoas físicas superaram R$ 1,1 bilhão, considerando valores atualizados pela inflação.

Além disso, os partidos repassaram até agora cerca de 12% (R$ 591 milhões) dos quase R$ 5 bilhões reservados para o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), conhecido como fundão.

O PL é o partido com direito à maior fatia do fundão, mais de R$ 880 milhões. O partido que tem Flávio Bolsonaro como candidato a presidente repassou cerca de 30% do valor.

Em seguida, o PT do presidente Lula tem cerca de R$ 615 milhões, sendo que 15% da verba foi entregue aos candidatos, segundo os dados desta quarta.

O PC do B é a legenda que distribuiu o maior percentual do fundão, cerca de metade dos R$ 60,5 milhões disponíveis, seguido pelo Novo, que entregou aos candidatos 44% dos R$ 37 milhões a que tem direito.

Os partidos ainda têm outras fontes de financiamento de campanha, mas em menor volume, como doações privadas e o fundo partidário.

O levantamento feito pela Folha não somou um repasse de R$ 1 bilhão do PL a Diogo Siqueira, candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Sul, registrado no sistema do TSE. A assessoria do candidato disse que o valor real é de R$ 1 milhão, que houve erro no registro e que o valor será corrigido.

As campanhas presidenciais de Flávio Bolsonaro e de Lula são as que mais receberam recursos até o momento, sendo R$ 42 milhões para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e R$ 35,2 milhões para a campanha do atual presidente.

Outros três candidatos a cargos majoritários do PL completam a lista das cinco campanhas que mais declararam receitas até o momento: o senador Sergio Moro (PL), candidato ao Governo do Paraná, com R$ 11 milhões, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição, com R$ 5,8 milhões, e o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), que tenta uma vaga no Senado, com R$ 5 milhões.

Esses números levam em conta todos os valores recebidos. Quando o recorte é só por doações de pessoas físicas, o primeiro lugar é do candidato do PL ao Governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe (PL). Ele declarou R$ 3,3 milhões até o momento.

Em seguida vem o candidato do PL ao Governo do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL-RS), com R$ 2,5 milhões declarados até o momento. Completando o pódio está o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE), que busca uma vaga no Senado. Ele informou já ter recebido R$ 1,6 milhão em doações.

A lista dos maiores doadores de campanha é encabeçada por Alexandre Grendene, cofundador da empresa de calçados Grendene, que destinou R$ 3 milhões. Zucco (PL) ficou com a maior parte, R$ 2,5 milhões, enquanto a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará recebeu o restante.

Pedro Grendene, irmão gêmeo de Alexandre, também aparece na lista com a terceira maior soma doada, de R$ 700 mil, sendo R$ 500 mil para Ciro Gomes e R$ 200 mil para Fabiano Feltrin (PL), candidato a deputado estadual pelo RS.

A relação de maiores doadores também conta com Fabiano Silveira, advogado e ex-ministro da Transparência no governo Michel Temer. Ele destinou R$ 2 milhões para o MDB da Paraíba, segunda maior soma enviada até agora para a eleição.

Despesas

Os dados do TSE também apontam R$ 96,5 milhões em despesas contratadas pelos candidatos e órgãos partidários até quarta.

Cerca de 20% do valor foi aplicado em "publicidade por materiais impressos", enquanto os serviços advocatícios consumiram 12,7% das despesas totais.

A campanha de Flávio lidera, com R$ 8,5 milhões, principalmente para a contratação de advogados e o serviço de táxi aéreo.

Em seguida, a campanha de Efraim Filho (PL) tem R$ 2,8 milhões em despesas registradas.

Os dados de receitas e despesas são ainda subestimados. As campanhas ainda farão prestações de contas mais detalhadas no decorrer da disputa.

A Meta é a que mais recebeu recursos das campanhas, segundo os dados disponíveis, somando cerca de R$ 5,9 milhões em serviços contratados por 525 candidatos. O dinheiro é utilizado, por exemplo, para promover publicações no Facebook e Instagram.

Em seguida, a F.A.R.O Propaganda e Publicidade recebeu R$ 4,1 milhões do PL de São Paulo. A empresa pertence ao marqueteiro Duda Lima, que atua na campanha de Flávio a presidente.

Por Mateus Vargas e Lucas Marchesini/Folhapress

Chefe de facção em Jequié é preso durante operação no Espírito Santo

Um homem de 29 anos, apontado pela Polícia Civil como líder de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas em Jequié, foi preso nesta quarta-feira (26), na cidade de Viana, no Espírito Santo. A prisão ocorreu durante desdobramentos da Operação Sais de Chumbo.

De acordo com as investigações da Polícia Civil da Bahia, mesmo estando fora do estado, o suspeito continuava comandando as ações do grupo criminoso em Jequié. Conforme a polícia, a organização atua no tráfico de drogas com emprego de armas de fogo e também é investigada por envolvimento em outros crimes no município.

O suspeito foi localizado e preso no Espírito Santo em cumprimento a uma ordem judicial. Conforme a Polícia Civil, ele deverá ser recambiado para a Bahia, onde ficará à disposição da Justiça.

A operação também resultou na prisão de um homem e uma mulher, ambos de 20 anos, nas primeiras horas de quarta-feira, em Jequié. Contra os dois havia mandados de prisão em aberto relacionados aos crimes de tráfico de drogas e corrupção de menores.

Durante a ação, o homem de 20 anos também foi autuado em flagrante após os policiais apreenderem porções de maconha, uma balança e três aparelhos celulares. O material foi encaminhado para perícia.

Os dois suspeitos presos em Jequié permanecem custodiados à disposição da Justiça. As investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes e esclarecer a atuação do grupo criminoso na região.

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