Irã possui até 6.000 minas navais, diz relatório do Congresso dos EUA

Estimativa foi feita após conflito de 2025; fontes afirmaram que o regime iraniano está posicionando explosivos no Estreito de Ormuz

O Irã possui um arsenal estimado entre 5.000 e 6.000 minas navais, segundo um relatório do Congresso dos Estados Unidos publicado no ano passado.

O documento foi divulgado após o conflito de 12 dias entre Irã, Israel e EUA, em junho de 2025. Ele explorou o impacto desse conflito nos mercados de petróleo e gás, considerando as interrupções no Estreito de Ormuz.

O texto afirma que, em 2019, acreditava-se que o regime iraniano possuía um arsenal de mais de 5.000 minas navais. As estimativas para 2025 apontam para um número um pouco maior, em torno de 6.000.

De acordo com o relatório americano, o Irã possui uma variedade de armas subaquáticas, incluindo:minas de fixação magnética, que podem ser acopladas ao casco de um navio
minas ancoradas, que flutuam sob a superfície da água e explodem ao entrar em contato com uma embarcação
e minas de fundo, que ficam no leito marinho e detonam ao detectar uma embarcação próxima.
Irã começa a colocar minas no Estreito de Ormuz

Duas fontes familiarizadas com informações da inteligência dos EUA disseram à CNN que o Irã começou a instalar minas no Estreito de Ormuz, um dos pontos de transporte de recursos enegéticos mais importante do mundo, responsável por cerca de um quinto de todo o petróleo bruto.

A instalação de minas ainda não é extensa, sendo que algumas dezenas de minas foram instaladas nos últimos dias, destacaram as fontes.

Ainda assim, o Irã ainda mantém entre 80% e 90% de suas pequenas embarcações e equipamentos para lançamento de minas, então suas forças poderiam, de fato, instalar centenas de explosivos na hidrovia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em uma publicação na Truth Social na terça-feira (10) que "se o Irã instalou minas no Estreito de Ormuz, e não temos relatos disso, queremos que elas sejam removidas IMEDIATAMENTE!"

*Natasha Bertrand, da CNN, contribuiu para esta reportagem

Procurador junto ao TCU pede afastamento de Marcio Pochmann, presidente do IBGE

Marcio Pochmann
O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), pediu o afastamento do presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Marcio Pochmann.

O documento cita supostas irregularidades na gestão de Pochmann, incluindo sucessivas exonerações de servidores de carreira, tentativa de criação da Fundação IBGE+ sem lei específica autorizadora e manutenção de ambiente de conflito com o corpo técnico responsável por áreas sensíveis.

O IBGE foi procurado por email na noite desta segunda-feira (10), fora do horário comercial, e ainda não respondeu à reportagem. Também não houve manifestação pública da instituição sobre a situação.

O procurador argumenta que práticas da atual gestão do IBGE prejudicaram a credibilidade dos dados produzidos pela instituição e tiveram "potencial de causar dano ao Erário". O documento afirma que a confiança de agentes econômicos é fundamental para o funcionamento de mercados e contas públicas e que "a credibilidade dos indicadores oficiais está associada a juros mais baixos e estabilidade fiscal".

"Embora seja muito difícil, ou mesmo inviável mensurar prejuízos ao Tesouro Nacional ocasionados pela crise de credibilidade no IBGE, a teoria econômica e o histórico de crises de confiança indicam uma relação causal evidente", diz o texto. O procurador afirma que quando instituições responsáveis por dados oficiais perdem credibilidade, isso pode elevar o custo de financiamento da dívida pública.

"A perda de confiança nos dados oficiais compromete diretamente a arrecadação projetada, a formulação de políticas públicas e a estabilidade macroeconômica, configurando ameaça concreta ao patrimônio público", afirma Oliveira.

Pochmann, economista que também já presidiu o Ipea, assumiu o comando do IBGE em agosto de 2023. A crise, por sua vez, se arrasta desde o ano seguinte, e voltou a chamar a atenção em janeiro deste ano, quando a direção confirmou a exoneração de duas servidoras, incluindo Rebeca Palis, coordenadora de contas nacionais, setor responsável pelo cálculo do PIB (Produto Interno Bruto). A decisão pegou técnicos de surpresa às vésperas da divulgação do indicador, que aconteceu no dia 3 de março.

A criação do IBGE+, que o procurador também cita entre os problemas da gestão, é considerada um ponto central do início da crise na entidade. À época, servidores relataram que o quadro técnico não foi ouvido para a elaboração da proposta da fundação, que seria pública de direito privado e era chamada por alguns de "IBGE paralelo". A proposta foi suspensa pelo governo em janeiro de 2025.

Por Helena Schuster/Folhapress

Prefeitura de Itagibá intensifica apreensão de animais soltos nas vias públicas

A Prefeitura de Itagibá tem intensificado as ações de apreensão de animais soltos nas vias públicas do município, reforçando uma operação conjunta entre os órgãos municipais responsáveis pela fiscalização e manutenção da cidade.

A medida tem como objetivo garantir mais segurança para a população, reduzir riscos de acidentes no trânsito e preservar a organização dos espaços urbanos. Animais de grande porte soltos em ruas e estradas representam perigo tanto para motoristas quanto para pedestres, além de comprometerem a limpeza e a conservação das vias públicas.

De acordo com a gestão municipal, foram apreendidos quatro animais durante essa semana pelas equipes de fiscalização da Guarda Municipal, conjuntamente com a Secretaria de Administração estão atuando de forma mais rigorosa no recolhimento desses animais, como parte de uma estratégia de fortalecimento das ações de ordem pública e cuidado com a cidade.

A Prefeitura também reforça o apelo à população, especialmente aos proprietários de animais, para que mantenham seus animais em locais adequados e sob responsabilidade dos donos, evitando que circulem livremente pelas ruas.

“Essa é uma ação que envolve segurança, responsabilidade e cuidado com o município. Contamos com a colaboração da população para mantermos Itagibá organizada e segura para todos”, destacou a gestão municipal.

Os animais apreendidos serão encaminhados para os procedimentos previstos pela legislação, cabendo aos proprietários a responsabilidade de regularizar a situação conforme as normas estabelecidas.

A Prefeitura de Itagibá reforça que a colaboração da comunidade é fundamental para manter a cidade segura, organizada e com melhores condições de mobilidade e convivência urbana.

Nova liderança Marcel Hohlenwerger se reúne com secretário do Governo da Bahia e Deputado Federal para discutir desenvolvimento regional

Durante agenda institucional em Salvador, Marcel Hohlenwerger se reuniu com o secretário de Relações Institucionais do Governo da Bahia, Adolfo Loyola, em agenda com o Deputado Federal, Joseildo Ramos, para discutir pautas voltadas ao desenvolvimento do território Médio Rio das Contas.

Apontado pelo próprio secretário e o deputado em suas redes sociais como uma nova liderança da região, Marcel tem atuado em diálogo com o Governo do Estado e com representantes no Congresso Nacional, buscando viabilizar investimentos e projetos para o território.

Essa movimentação aponta a presença do ipiauense nas discussões estratégicas das políticas públicas e amplia o diálogo institucional com fortes lideranças políticas baianas, abrindo perspectivas para novos projetos e investimentos voltados ao desenvolvimento territorial.

PM desmonta laboratório de drogas em Lauro de Freitas

Na manhã de terça-feira (10), militares da 81ªCIPM desarticularam um laboratório de drogas sintéticas no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas.

Os militares realizavam patrulhamento quando foram informados acerca de indivíduos praticando tráfico de drogas na Rua Orlando Moscoso, no Jardim Tarumã. Diante das informações, uma guarnição se deslocou ao local indicado.

Durante a averiguação, os policiais localizaram uma estrutura utilizada para produção e preparação de drogas sintéticas, além de comprimidos já prontos para consumo. Também foram encontrados pedaços de tabletes de maconha prensada e fôrmas utilizadas para moldagem do entorpecente.

No local, a guarnição apreendeu ainda diversos materiais comumente utilizados no tráfico de drogas, como um moedor, uma balança de precisão, vários tipos de embalagens plásticas e um rádio comunicador.

Também foram recolhidos dois carregadores, ampolas anestésicas, um notebook e um caderno contendo anotações relacionadas ao controle da atividade criminosa.

Todo o material apreendido, juntamente com o suspeito, foi encaminhado à delegacia para adoção das medidas legais cabíveis.

Fonte
PMBA – DCS

Operação Peptídeos prende 12 pessoas na Bahia

Ação da Polícia Civil cumpriu nove mandados de prisão e três flagrantes em Salvador e Região Metropolitana.

A Polícia Civil prendeu 12 pessoas em oito bairros de Salvador, além de Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana (RMS), e Feira de Santana, no interior da Bahia, na manhã desta quarta-feira (11), durante a Operação Peptídeos, coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (DECON).

As equipes realizaram três prisões em flagrante e mais nove por força de mandado judicial nos bairros de Valéria, Cajazeiras, Canabrava, Ondina, Barra, Pituba, Caminho das Árvores e Costa Azul, na capital, além da RMS e do interior do estado. Também foram cumpridos mais 57 mandados de busca e apreensão nessas regiões e na capital de São Paulo.

Foram apreendidos medicamentos, entre estes, uma substância proibida no Brasil, utilizada para diabetes tipo 2 e obesidade, de nome “Retatrutide”. Entre os alvos das medidas judiciais estão dois hospitais, sete clínicas de estética, uma loja de cosméticos, uma farmácia e diversos imóveis residenciais, ligados a profissionais de saúde e estética, que foram alvos das buscas e prisões.

As investigações apontam que os envolvidos integrariam uma rede estruturada voltada à comercialização clandestina de substâncias utilizadas no tratamento de diabetes tipo 2, mas que vinham sendo amplamente divulgadas e vendidas para fins estéticos e de emagrecimento, muitas vezes sem prescrição médica e fora dos padrões sanitários exigidos.

Mais de 200 policiais civis participam da operação, por meio de equipes dos Departamentos Especializados de Investigações Criminais (DEIC); de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC); de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO); de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); de Inteligência Policial (DIP); de Polícia Metropolitana (DEPOM); e de Polícia do Interior (DEPIN), das Coordenações de Polícia Interestadual (POLINTER), de Operações de Polícia Judiciária (COPJ) e de Operações e Recursos Especiais (CORE).

A ação conta ainda com o apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), de equipes da Diretoria de Vigilância Sanitária Municipal de Salvador (DVIS) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA).
Fonte
Ascom PC

Esquema de comercialização irregular de canetas emagrecedoras é alvo de megaoperação

Ação cumpre mandados em seis cidades e investiga rede clandestina de venda de substâncias utilizadas para emagrecimento sem controle sanitário

Desarticular um esquema criminoso voltado à comercialização irregular de substâncias divulgadas como canetas emagrecedoras é o objetivo da Operação Peptídeos, deflagrada nesta quarta-feira (11) por equipes da Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).

Durante a operação, são cumpridos mandados judiciais nas cidades de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho e Feira de Santana, na Bahia, além da cidade de São Paulo, capital.

A investigação apura a atuação de uma rede estruturada voltada à comercialização clandestina de substâncias utilizadas no tratamento de pacientes com diabetes tipo 2, mas que vinham sendo amplamente divulgadas e vendidas para fins estéticos e de emagrecimento, muitas vezes sem prescrição médica e fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação.

As apurações indicam que os produtos eram comercializados principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. Também foram identificados indícios de transporte e armazenamento sem controle sanitário adequado, bem como comercialização sem comunicação aos órgãos de vigilância sanitária.
Mais de 200 policiais civis participam da operação, por meio de equipes dos Departamentos Especializados de Investigações Criminais (Deic); de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc); de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco); de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); de Inteligência Policial (DIP); de Polícia Metropolitana (Depom); e de Polícia do Interior (Depin). A ação conta ainda com o apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), de equipes da Vigilância Sanitária Municipal de Salvador (DVIS), das Coordenações de Polícia Interestadual (Polinter) e de Operações de Polícia Judiciária (COPJ), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA).
Fonte
Marcela Correia/Ascom-PCBA

Moraes autoriza conselheiro de Trump a visitar Bolsonaro na Papudinha

         Ministro do STF liberou ainda a ida de um intérprete para o encontro
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou nesta terça-feira (10) a visita do conselheiro para relações com o Brasil nos Estados Unidos, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, em Brasília.

O ministro liberou ainda a ida de um intérprete para o encontro.

O pedido foi feito pela defesa de Bolsonaro na terça. No documento, o advogado Paulo da Cunha Bueno solicitou que o encontro com o ex-presidente pudesse ser realizado na próxima semana, em dias excepcionais, devido "ao curto período" de Beattie na capital federal.

Pelas regras de visitação na Papudinha, batalhão da Polícia Militar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, Bolsonaro só pode receber visitas às quartas-feiras e aos sábados. A defesa do ex-presidente, no entanto, solicitou o encontro na segunda ou na terça-feira.

"Diante dessa limitação objetiva de agenda —comum em compromissos de natureza diplomática—, requer-se autorização excepcional para que a visita possa ocorrer no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde, observadas todas as demais regras de segurança e controle do estabelecimento custodiante", diz o requerimento.

Darren Beattie é crítico do governo Lula e de Alexandre de Moraes. Ele já chamou o ministro de "principal arquiteto do complexo de censura e perseguição" contra Bolsonaro, além de ser próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que o agradeceu após a imposição de sanções da Lei Magnitsky sobre Moraes.

O conselheiro de Trump estará em São Paulo e em Brasília para entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, segundo apurou a reportagem, e deve se encontrar com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Beattie também vai tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre "fake news" e milícias digitais conduzidos pelo Supremo.

Ele ainda deve ter uma ampla agenda com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que a partir de junho será comandado por indicados de Bolsonaro, com o ministro Kássio Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.
Por Luísa Martins/Isadora Albernaz/Folhapress

"Porque voltar às vezes é uma forma de renascer", diz Geddel em meio a insatisfação com o PT

Geddel Vieira Lima
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) decidiu usar mais uma vez as redes sociais para mandar um recado ao mundo político, desta vez aos próprios aliados petistas. Em meio à iminente retirada do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) da chapa à reeleição, o cacique emedebista publicou uma frase do poeta e político paraibano José Américo de Almeida que fala sobre renascimento.

"Porque voltar por vezes é uma forma de renascer", citou Geddel na conta do Instagram. O ex-ministro também usou outra frase atribuída ao poeta: "Ninguém se perde na volta".

Seguidores do emedebista comentaram a publicação. "Geddel paz e amor com ACM Neto", escreveu um. "Juntar essa dupla novamente, mais maduros. ACM e Geddel. Todos estão ansiosos para ver", emendou outro. "O caminho de casa ninguém erra. Maior verdade", complementou um terceiro.

Geddel está insatisfeito com o governo por conta da possibilidade de a vice ficar com o PSD, admitida esta semana pelo próprio governador Jerônimo Rodrigues (PT), em entrevista (clique aqui para ler). O nome da presidente da Assembleia Legislativa, Ivana Bastos, chegou a circular como uma alternativa, entre outros quadros pessedistas.

Simultaneamente, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), tem demonstrado interesse em ter o MDB de volta na oposição. Geddel tem boa relação com o gestor da capital.
Por Política Livre

Barroso diz que 'nunca tinha ouvido falar' de Vorcaro e que STF vive 'momento difícil'

O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso disse terça (11) que a corte vive um "momento difícil" em meio à crise do Banco Master. Ele afirmou que "nunca tinha ouvido falar" de Daniel Vorcaro, dono do banco liquidado, e que pretende esperar o andamento das investigações sobre o tema antes de emitir juízo a respeito.

O ministro deu uma entrevista ao canal GloboNews.

O escândalo financeiro atinge dois de seus ex-colegas, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Na semana passada, vieram à tona mensagens trocadas por Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Master, no dia em que este foi preso pela primeira vez. O ministro nega ter recebido as mensagens.

Toffoli deixou a relatoria do caso após revelar que é sócio de uma empresa que vendeu participação no resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados a Vorcaro.

"Há uma percepção crítica real. Eu leio jornal, eu vou à farmácia, eu tenho amigos. Portanto, é um momento difícil. Mas, como eu disse, acho que a gente não deve fazer juízos precipitados."

O ministro aposentado também elogiou a postura do presidente da corte, Edson Fachin, e do relator do caso Master, André Mendonça, e afirmou que pode ter havido algo "criticável", mas que não fará pré-julgamentos.

O entrevistador, Roberto D'Ávila, perguntou posteriormente em tom de brincadeira se o ministro aposentado apagava mensagens, e Barroso disse que não, emendando: "Não percebi a maldade da sua pergunta".

Na entrevista, o ex-presidente do STF também disse ver com simpatia a criação de código de ética na corte, como defende Fachin, mas que o "timing" talvez não tenha sido "feliz".

Ele afirmou que chegou a cogitar a articulação de um código do tipo durante seu período na presidência do tribunal, mas que não levou adiante porque entendeu que a ideia "era muito divisiva" dentro da corte. Porém afirma que hoje se trata de "uma demanda da sociedade".

"Não vejo problema em sistematizar isso em um código."

Ele disse que votou de maneira contrária à atuação de ministros em processos que envolvam clientes defendidos por parentes. Mas afirmou que não condena quem tem posicionamento diferente.

Barroso também falou sobre a polêmica dos penduricalhos pagos no Judiciário, atualmente na mira de ministros como Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Disse que "há coisas erradas" que é preciso enfrentar, mas afirmou que há pagamentos acima do teto constitucional "que são legítimos". "Uma das coisas que erradas que havia era o reconhecimento administrativo de atrasados."

O ex-presidente do STF deixou a corte em outubro, após 12 anos no cargo. A vaga dele está em aberto desde então. O presidente Lula indicou para o posto o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) Jorge Messias, que até hoje ainda não passou por sabatina no Senado.

Barroso disse que Messias tem "as qualidades necessárias" e que espera que ele seja aprovado.

O ministro também disse que um dos motivos para deixar o cargo na corte foi que "a exposição pública vai se tornando insuportável". Defendeu mandatos fixos na corte, como acontece em outros países.

Ele também falou a respeito da retaliação do governo Donald Trump à corte —o americano cassou vistos dos magistrados do STF. Barroso disse que "é uma chateação" ter o visto suspenso, pois o documento faz falta, e que lamenta a medida. "Espero que resolva."

Por Folhapress

Deputados discutem reverter mudanças do governo na CNH e reduzir idade legal para dirigir

Governo Lula reduziu número de horas-aula de 20 para 2 e permitiu ensino fora das autoescolas
Comissão da Câmara é instalada para discutir mudanças na CNH implementadas pelo governo
A Câmara dos Deputados instalou uma comissão para reverter parte das mudanças adotadas pelo governo Lula (PT) para diminuir os custos de obtenção da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), com a redução da quantidade de aulas e criação da profissão de instrutor autônomo credenciado, desvinculado das autoescolas.

O movimento é liderado pelas autoescolas, que perderam receita com as mudanças, e conta com apoio da CNC (Confederação Nacional do Comércio e Serviços) e de parlamentares. Eles argumentam que estão em risco mais de 15 mil empresas do setor, com 300 mil empregos vinculados, e que o trânsito ficará mais inseguro com a redução de aulas para os novos condutores.

O relator da comissão, deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), afirmou à reportagem que parte das alterações feitas pelo governo é meritória, para diminuir a burocracia e os custos para os brasileiros, e que o debate será técnico. "Foi uma medida boa. Mas precisa dar segurança para quem vai estar nas ruas. Vamos debater muito para chegar num ponto de equilíbrio, garantir um exame rigoroso", disse.

Um dos pontos que ele questiona é o fim do exame de baliza e de rampa durante as provas. O relator antecipou que também pretende colocar em discussão uma proposta para reduzir a idade mínima para dirigir, de 18 anos para 16 anos. "Se pode votar com 16 anos, por que não pode dirigir?", questiona. Segundo ele, serão debatidas regras para isso, como estar acompanhado de um adulto.

Um dos possíveis entraves a essa alteração é que a Constituição estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, ou seja, não responderiam criminalmente por atos como dirigir após ingerir bebida alcoólica ou se atropelarem alguém.

O plano de trabalho será apresentado nesta quarta (11) à comissão, com previsão de divulgar o parecer em 45 dias, antes da eleição. O colegiado foi criado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após pedidos de deputados próximos de proprietários de autoescolas.

A intenção, de acordo com deputados governistas, é buscar alternativas para a manutenção dos empregos e empresas do setor. Ainda não existiria uma fórmula definida para isso.

Uma das alternativas, proposta pelo deputado Zé Neto (PT-BA), é que as autoescolas recebam parte da arrecadação do governo com multas, para oferta de CNHs para pessoas de baixa renda, inscritas no CadÚnico da União –o cadastro usado para os programas sociais. Uma medida com este objetivo já foi aprovada pelo Congresso ano passado, da CNH Social.

Diretora de Relações Institucionais da CNC, Nara de Deus Vieira foi convidada a falar já na abertura da comissão. "A gente não sabe ainda precisar, em cada estado, quantas demissões ocorreram. Temos que entender que a segurança das empresas, dos empregos, é fundamental para o país. Através da aprovação deste projeto também a gente vai ter esta resposta", disse.

Na reunião de instalação, o tom foi de críticas ao governo. Representantes de autoescolas foram convidados a discursar. "Essa Casa não vai se abaixar para o os desmandes de um ministro que quer resolver tudo numa canetada", afirmou Iomara Pinheiro, apresentada como representante de autoescolas de Santa Catarina.

O deputado Fausto Pinato (PP-SP) foi na mesma linha e criticou que o Congresso ficou alijado das discussões sobre a mudança na formação dos condutores. "A cada dia vamos perdendo poder neste país. Temos 513 deputados, 81 senadores, e pasmem, quem legisla sobre trânsito é o Contran, que nem sei quem que é e que muda de dois em dois anos a sua composição", afirmou.

O presidente da comissão, deputado coronel Meira (PL-PE), orientou os representantes das autoescolas a lotarem os plenários durante as audiências públicas, para pressionar os parlamentares. "O nosso inimigo é exatamente o ministro Renan [Filho, dos Transportes]", disse. Ele sugeriu uma legislação sobre educação no trânsito e criticou os desempregos no setor causados pelas mudanças.

Apesar de fazer parte da base do governo, o deputado Leônidas Cristino (PDT-CE) disse que o governo errou e que é preciso garantir mais segurança no trânsito, com maior qualificação dos condutores. "Como é que você vai melhorar a educação fechando a escola?", questionou o pedetista.

"Nós temos que baratear a carteira. A carteira é cara, não dá para aceitar esse preço. Mas nós não podemos é desqualificar o condutor, entregar o carro nas mãos de um condutor desinformado, desqualificado ou que não tem a formação, a qualificação fundamental e necessária", disse o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que também faz parte da base do governo.

De acordo com integrantes da comissão, um dos debates nos bastidores é impor restrições aos instrutores autônomos, que vão disputar mercado com as autoescolas. Uma das emendas apresentadas quer exigir o vínculo a uma autoescola, e a liberação desta atividade apenas nas cidades onde não existir uma autoescola credenciada pelo departamento de trânsito estadual.

Veja o que mudou
  • Curso teórico gratuito e 100% digital, flexibilização de aulas práticas e abertura para instrutores credenciados pelos Detrans
  • Renovação automática e gratuita para quem não teve infrações no ano anterior
  • Aulas práticas com carga horária mínima de 2 horas. A exigência de 20 horas-aula será eliminada.
  • Candidato poderá escolher entre autoescolas tradicionais, instrutores autônomos credenciados pelos Detrans ou se preparar de forma personalizada, conforme necessidades pessoais.
  • Presença passa a ser essencial somente nas etapas obrigatórias, como coleta biométrica e exame médico. O restante poderá ser feito digitalmente
Por Raphael Di Cunto/Folhapress

Homem é preso em flagrante por descumprimento de medida protetiva e agressão em Jequié

O suspeito foi localizado no bairro Joaquim Romão após diligências realizadas por equipes da Polícia Civil
Um homem de 26 anos foi preso em flagrante, na terça-feira (10), no bairro Joaquim Romão, em Jequié, pelos crimes de descumprimento de medida protetiva de urgência e lesão corporal no contexto de violência doméstica contra uma mulher de 43 anos. A prisão ocorreu após o registro da ocorrência, uma vez que, mesmo após a concessão da medida protetiva, o investigado continuou frequentando a residência da vítima e passou a ameaçá-la com frequência.

De acordo com a ocorrência registrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam/Jequié), o homem aguardou a vítima na porta da residência e voltou a ameaçá-la de morte caso não fosse autorizado a retornar para a casa. Em seguida, desferiu chutes contra a mulher, que conseguiu se refugiar no imóvel e acionar a polícia.

Após o crime, equipes da Deam iniciaram diligências para localizar o suspeito. O homem foi encontrado no local de trabalho e se apresentou à equipe policial, sendo conduzido à unidade especializada para a adoção das medidas legais.

Após a formalização do procedimento, o investigado foi encaminhado à carceragem da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié), onde permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom-PCBA

Homem é preso por estupro de vulnerável contra cinco vítimas em Luís Eduardo Magalhães

                    Abusos ocorreram por mais de uma década dentro do ambiente familiar

Um mandado de prisão preventiva contra um homem de 39 anos foi cumprido, na segunda-feira (9), no município de Luís Eduardo Magalhães. Ele é investigado pela prática reiterada do crime de estupro de vulnerável contra, pelo menos, cinco vítimas. As investigações apontam que os abusos ocorreram ao longo de aproximadamente dez anos, tendo como principais vítimas crianças e adolescentes que conviviam no mesmo ambiente familiar que o investigado.

O inquérito foi iniciado em julho de 2025, após duas jovens, atualmente com 18 e 20 anos, relatarem os abusos sofridos na infância. Segundo os depoimentos, os crimes começaram quando elas tinham entre 8 e 9 anos, logo após a mãe das vítimas iniciar um relacionamento com o suspeito.

No decorrer das diligências, outras três mulheres foram identificadas como vítimas do mesmo homem. Uma delas relatou ter sido abusada aos 15 anos pelo padrasto de suas amigas, chegando a ter o quarto invadido durante a madrugada. Outras duas familiares das vítimas iniciais também narraram episódios de assédio e investidas sexuais forçadas ocorridos quando ainda eram adolescentes.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Luara Gabriela, o investigado utilizava-se da posição de confiança depositada pela família para cometer os crimes. Para garantir o silêncio, ele utilizava ameaças de morte contra as vítimas e seus parentes próximos.

A ação foi realizada pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher de Luis Eduardo Magalhães com apoio da 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Barreiras) e da Delegacia Territorial do município.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom PCBA

Secretária Luanna Figueiredo coordena ação social que leva serviços da assistência à Vila de Tesourinhas

Atendimentos do CadÚnico, Bolsa Família, emissão de documentos e atividades culturais marcaram a iniciativa realizada na tarde desta terça-feira

Foto: Divulgação/Ascom-PMI

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Ibirataia promoveu, na tarde desta terça-feira (10), uma ação social na Vila de Tesourinhas com o objetivo de levar serviços essenciais da assistência social diretamente à comunidade. A iniciativa reuniu diversos atendimentos voltados à garantia de direitos e ao fortalecimento das políticas públicas destinadas às famílias em situação de vulnerabilidade social.
Foto: Divulgação/Ascom-PMI
A atividade marcou a retomada das ações itinerantes da assistência social na localidade e teve como foco aproximar os serviços da população, facilitando o acesso dos moradores a programas e benefícios oferecidos pelo município. Durante a ação, a equipe da secretaria realizou atendimentos, orientações e encaminhamentos, além de promover atividades voltadas ao bem-estar e à integração da comunidade.
Foto: Divulgação/Ascom-PMI

Entre os serviços disponibilizados estiveram atendimentos relacionados ao Cadastro Único (CadÚnico) e ao programa Bolsa Família, além da emissão da Carteira do Idoso, ID Jovem, Passe Livre Intermunicipal e Interestadual e da Carteira da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Também foram oferecidos atendimentos sociais voltados para orientação às famílias e atualização cadastral de beneficiários de programas sociais.

Foto: Divulgação/Ascom-PMI

A programação contou ainda com momentos de interação e atividades culturais, incluindo uma roda de capoeira, que reuniu moradores e participantes da ação, proporcionando um momento de integração e valorização da cultura. Durante a iniciativa, também foram realizadas entregas de cestas básicas para famílias da comunidade, reforçando o caráter solidário da ação e contribuindo para o apoio às famílias em situação de maior vulnerabilidade.
Foto: Divulgação/Ascom-PMI
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social, a proposta da iniciativa é ampliar o alcance dos serviços públicos e garantir que os benefícios da assistência social cheguem de forma mais direta às comunidades, especialmente às localidades mais afastadas da sede do município.

A secretária municipal de Desenvolvimento Social e primeira-dama do município, Luanna Figueiredo, destacou que a ação integra um conjunto de atividades voltadas à descentralização dos atendimentos e ao fortalecimento da rede de proteção social em Ibirataia.

Segundo ela, o trabalho já vem sendo desenvolvido em outras localidades e tem como objetivo facilitar o acesso da população aos serviços oferecidos pela assistência social.

“Esse é um trabalho que já acontece no distrito de Algodão e que agora também chega à Vila de Tesourinhas. Nosso objetivo é garantir que as famílias tenham acesso aos serviços da assistência social de forma mais próxima, com acolhimento e orientação”, afirmou a secretária.

Luanna também ressaltou que iniciativas desse tipo contribuem para fortalecer o vínculo entre a gestão pública e a comunidade, além de ampliar o alcance das políticas sociais no município.

A ação faz parte das iniciativas da administração do prefeito Sandro Futuca, que tem buscado fortalecer as políticas públicas e ampliar o acesso da população aos serviços da assistência social por meio da descentralização dos atendimentos, garantindo que as ações cheguem às diferentes localidades do município.

Governo Lula teme impacto eleitoral e age para evitar que EUA designem CV e PCC como terroristas

O presidente Lula (PT)
O presidente Lula (PT) manifestou a aliados preocupação com os efeitos políticos e econômicos que uma possível designação do CV (Comando Vermelho) e do PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas pelos Estados Unidos pode causar. O Planalto age para ao menos postergar essa decisão pelos americanos.

Desde segunda-feira (9), o presidente se dedica a reuniões em busca de uma alternativa à proposta americana, que permitiria intervenções em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política dos bolsonaristas e tenta traçar uma estratégia de comunicação para explicar por que resiste à ideia.

Colaboradores do presidente atribuem à controvérsia o cancelamento da viagem de Lula ao Chile. Apesar do incômodo com o convite ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), potencial adversário de Lula nas próximas eleições, o argumento desses auxiliares foi o de que a negociação com os EUA é emergencial.

Pessoas que acompanham o tema falam em diversos riscos na mudança de classificação, entre eles o potencial de afetar a economia e a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Uma das preocupações está no interesse do presidente dos EUA nas transações financeiras feitas por Pix. Há quem tema uma tentativa americana de controle dessas operações, sob o argumento de que são usadas pelo crime organizado.

Na noite de segunda-feira, o presidente do PT, Edinho Silva, divulgou um vídeo em que alertou para os perigos dessa proposta. Nele, Edinho disse que o Brasil não é um puxadinho de Trump. Afirmou ainda que o governo americano poderia invadir o país e aplicar sanções econômicas ao Brasil. Segundo ele, seria uma agressão à soberania brasileira.

A discussão nos EUA sobre designar as duas organizações como terroristas ocorre desde o ano passado. Uma ala no Departamento de Estado, órgão análogo ao Ministério das Relações Exteriores, defende dar essa classificação às facções nos moldes do que fizeram com outras quadrilhas da América Latina, como o Cartel de Jalisco, no México.

Esse debate foi impulsionado nos EUA com a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) em 2025 e desde então o governo Lula atua para brecar essa iniciativa. Na última semana, porém, como revelou o UOL no domingo (8), o governo americano bateu o martelo e preparou toda a documentação para encaminhar ao Congresso e designar as facções como organizações terroristas.

O governo Lula agiu de imediato. Ainda na noite de domingo, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) telefonou ao seu homólogo, Marco Rubio. Segundo relatos obtidos pela Folha, um dos argumentos usados por Vieira foi o de que os americanos deveriam aguardar o encontro presencial entre Lula e Donald Trump para tomar a decisão.

Outros ministros também entraram em campo para tentar contornar a situação. O governo brasileiro acreditava que essa designação ocorreria ainda nesta segunda e, por isso, montou uma força-tarefa para debelar a movimentação. Auxiliares do presidente, porém, avaliam que o fato de ainda não ter havido anúncio significa apenas que o Brasil conseguiu ganhar tempo, e será necessário manter as negociações.

Entre as opções oferecidas pelo Brasil está a criação de uma cooperação na área do crime organizado. Integrantes do governo Trump, porém, avaliam que isso não é suficiente e que Lula atua para proteger as facções, segundo um conselheiro do presidente americano disse à Folha.

Como a Folha mostrou em uma série de reportagens, o CV e o PCC já estão presentes em todos os estados brasileiros e exercem hegemonia em ao menos 13 deles. As facções também expandiram sua atuação para além das fronteiras: o CV mantém negócios com ao menos oito países da América Latina, enquanto o PCC tem presença em ao menos 16 países de todo o mu ndo.

Por Catia Seabra, Raquel Lopes e Idiana Tomazelli, Folhapress

CPI do INSS recorre contra decisões de Dino que barraram quebras de sigilo como a de Lulinha

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana
A CPI do INSS decidiu recorrer da decisão do ministro do STF Flávio Dino que suspendeu, no último dia 5, quebras de sigilos bancário e fiscal aprovados pelo grupo, como o de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Em ofício elaborado pela advocacia do Senado, nesta segunda-feira (9), a comissão alega que, ao contrário do que disse o ministro, as quebras foram regularmente motivadas e estão no escopo das investigações da CPI.

Assim, o grupo pede que Dino reconsidere a sua liminar e, caso o pedido seja negado, que seja enviado com prioridade para julgamento do colegiado do Supremo, já que os trabalhos da comissão estão próximos do fim.

A medida de Dino foi uma extensão de sua decisão, também favorável, à empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Lulinha e que seria ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, segundo a CPI.

Na semana passada, Viana também apresentou um pedido de comparecimento de Dino para falar sobre as justificativas que embasaram as suas decisões na comissão.

O requerimento, que precisa ser aprovado pela CPI, será apresentado na forma de convite, quando a pessoa endereçada não tem a obrigação de ir.

A decisão de Dino ocorreu no momento em que já circulavam publicamente dados bancários de Lulinha.

Embora não seja indiciado, ele teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por ordem do ministro André Mendonça, a pedido da Polícia Federal. A CPI também havia aprovado a quebra.

De acordo com os dados bancários enviados à CPMI, Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles e confirmadas pela Folha.

A defesa do filho do presidente alegou que o vazamento configura crime grave e que comunicaria o fato a todas as autoridades competentes.

A PF apura citações feitas a Lulinha nas investigações da operação. Uma das linhas é a possibilidade de que ele tenha sido sócio oculto do Careca do INSS, apontado como um dos operadores centrais do esquema de fraudes nas aposentadorias.

O nome de Lulinha também apareceu na CPI do INSS após reportagem do portal Poder360 mostrar que uma testemunha contou em depoimento à PF que o filho do presidente recebia mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS.

Além disso, o empresário teria recebido, segundo essa mesma testemunha, a quantia de 25 milhões (não se sabe em qual moeda) do Careca do INSS e feito viagens com o lobista para Portugal. A testemunha é Edson Claro, ex-funcionário do Careca.

Por Constança Rezende, Folhapress

Chefe do Conselho de Segurança do Irã ameaça Trump: 'Cuidado para não ser eliminado'

Ali Larijani, um dos mais altos cargos do Irã, disse não temer o que chamou de "ameaças vazias" do presidente norte-americano. No 11º dia de guerra, Washington e Teerã não dão sinais de trégua.

O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, um dos mais altos cargos do país, ameaçou nesta terça-feira (10) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Larijani disse não ter medo do que chamou de "ameaças vazias" do norte-americano e disse que Trump deve tomar cuidado "para não ser eliminado".
"O povo de Ashura (referência a muçulmanos xiitas, maioria no Irã), no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!", escreveu Larijani, que era um dos nomes considerados para suceder o aioatolá Ali Khamenei.

O recado foi uma resposta à ameaça que Trump teceu na segunda-feira de atacar o Irã com ofensiva "20 vezes mais forte" caso Teerã siga bloqueando o Estreito de Ormuz, e, com isso, criando uma crise no preço e abastecimento de petróleo no mundo.
Chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani ameaça Donald Trump em resposta na rede social X, em 10 de março de 2026. — Foto: Reprodução/ Redes sociais
A fala de Larijani abastece também as indicações do Irã de que o país está disposto a continuar o conflito com Estados Unidos e Israel, que entrou no 11º dia nesta terça. Na segunda-feira (9), apesar das ameaças, Trump disse que a guerra está "quase concluída". No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana — braço das Forças Armadas ligadas ao líder supremo — respondeu que o conflito só terminará quando o Irã determinar.

Nesta terça, o governo de Israel também se mostrou disposto a seguir no conflito. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que "ainda não terminamos" ao se referir às ofensivas no Irã.

“Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, declarou.

Trump diz que está disposto a negociar com o Irã

O presidente dos EUA afirmou à Fox News que Teerã “quer muito conversar”, mas criticou o novo líder supremo iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou à Fox News que estaria disposto a conversar com o Irã, dependendo dos termos, segundo a rede de notícias nesta terça-feira (10).

Em entrevista na noite de segunda-feira, Trump disse ter ouvido que Teerã teria grande interesse em negociar.

O republicano também reiterou sua insatisfação com o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmando: “Não acredito que ele possa viver em paz.”

Trump repetiu ainda comentários feitos em coletiva de imprensa mais cedo na segunda-feira, dizendo que os resultados da operação militar dos EUA no Irã foram “muito além do esperado”.

Ele acrescentou estar surpreso com os ataques iranianos a países do Golfo usando mísseis e drones, de acordo com a Fox News.

Susan Heavey, da Reuters

Vorcaro deixou pistas ao capturar imagem do bloco de notas, dizem funcionários de WhatsApp e Signal

O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF
Os prints do bloco de notas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, permitiram que as autoridades periciassem as mensagens de visualização única enviadas ao telefone do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, segundo funcionários de WhatsApp e Signal (um concorrente que fornece tecnologia ao WhatsApp) ouvidos pela Folha sob condição de anonimato.

A captura de tela deixa vestígios no aparelho em várias etapas: quando é tirado, quando é copiado e quando é colado em uma conversa. Caso Vorcaro tivesse tirado uma foto de uma anotação ou gravado um áudio usando as ferramentas do próprio app, o conteúdo não ficaria salvo no aparelho e teria sido criptografado de ponta à ponta —isto é, dependeria de uma chave para ser visualizado.

Procurado desde segunda-feira (9), o WhatsApp não se pronunciou sobre o relatório da Polícia Federal que liga as imagens do bloco de notas de Vorcaro às mensagens de visualização única enviadas a Moraes. O app promete que as mensagens de visualização única "desapareceriam da conversa" depois de ser aberta.

Esses profissionais de WhatsApp e Signal dizem que, embora seja improvável recuperar no aplicativo a imagem enviada no modo de visualização única, as autoridades podem ter evidências o suficiente para ter uma conclusão pericial precisa.

Nas perícias de smartphones, a PF usa um software israelense chamado Cellebrite, que dá acesso a dados ocultos de iPhones e smartphones Android. A ferramenta, de uso restrito às forças policiais quando há decisão judicial, garante acesso privilegiado aos cartões de armazenamento do dispositivo.

Desta forma, as autoridades conseguem recuperar a base de mensagens, a chave de criptografia para revelá-las, além de interlocutores do investigado e a hora das mensagens. Mesmo arquivos apagados podem ser recuperados.

Esse acesso só é possível se as autoridades obtiverem o aparelho —por isso, não se sabe o conteúdo das mensagens que Moraes teria enviado, por exemplo, já que o telefone dele não foi apreendido.

Isso, contudo, é entregue em uma grande lista de dados. A PF, então, usa um software próprio, chamado Iped, que organiza todos os arquivos usando as informações dos aplicativos como referência para gerar relatórios. Assim, as autoridades conseguem inferir quais foram as mensagens enviadas no modo de visualização única.

Com as duas ferramentas, a Polícia Federal consegue juntar as informações sobre a mensagem no WhatsApp —tipo (texto ou mídia), o número do contato que recebeu, o status e o horário de envio— e os arquivos que estão na galeria de Vorcaro. O próprio bloco de notas tem marcações temporais. A ferramenta de copiar também indica o que foi copiado e a hora da cópia.

Nos sistemas operacionais dos aparelhos mais recentes, é quase impossível apagar um arquivo completamente. O sistema, na verdade, exclui o caminho para aquele arquivo, mas preserva o arquivo em si. "Se o smartphone precisar gravar algo, pode usar aquele espaço como se nada houvesse ali", explica Marco Simplicio, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e especialista em criptografia.

Diferentemente do sistema operacional, que recorre à tabela de caminhos para os arquivos, a ferramenta forense faz uma varredura em tudo o que está gravado no disco rígido ou no cartão de memória. É a mesma técnica usada para recuperar fotos ou vídeos apagados de um HD corrompido.

Os policiais federais conseguem acessar os chamados metadados dos aplicativos —as informações de como o usuário estava usando o aparelho. Isso só é possível com acesso privilegiado, que consegue chegar à parte posterior da interface do sistema operacional.

De acordo com o perito judicial Rodrigo Passerini, as técnicas de perícia digital atuais protegem a cadeia de custódia, garantem reprodutibilidade da investigação e entregam evidências confiáveis e auditáveis. Cadeia de custódia é organização cronológica das evidências encontradas na investigação.

O diretor-executivo do ITS-Rio (Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro), Fabro Steibel, afirma que o envio de uma mensagem única torna bastante difícil, senão impossível, apontar qual foi a mensagem já visualizada de maneira categórica —o que serviria de prova material.

"Se, para além do WhatsApp, o usuário usou outros programas, é possível encontrar evidências circunstanciais", diz Steibel.

Além de dar acesso aos dados de comunicação, a PF também sabe se a mensagem foi visualizada ou não, além de dados como a rede wifi de acesso e a localização. Cada informação pode ser útil no reforço da tese das autoridades.

Por Pedro S. Teixeira, Folhapress

Vorcaro pagou degustação de whisky em Londres com Moraes, Gonet, Toffoli e diretor-geral da PF

O empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, pagou uma degustação de whisky em Londres, para autoridades de Brasília quando ele financiou um fórum jurídico na capital britânica, em abril de 2024.

Entre os participantes do convescote, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A informação foi publicada pelo site Poder360, que cruzou duas informações. A dos dados do celular de Daniel Vorcaro recuperados pela PF e enviados à CPI do INSS e dos registros obtidos na sessão secreta realizada pelo STF em 12 de fevereiro para tratar do afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master.

Segundo o Poder360, estiveram na degustação de Whisky:

No conjunto de dados do celular de Vorcaro há emails com relatórios de custos do I Fórum Jurídico Brasil de Ideias, evento organizado pelo Grupo Voto, entre 23 e 27 de abril de 2024, com o financiamento do Banco Master

A anotação aponta a contratação de um “serviço de degustação Macallan no George Club”. Trata-se de um prestigiado whisky escocês que na internet aparece vendido com preços que variam entre R$ 800 e R$ 5 mil, a depender da versão da bebida.

O custo da degustação está registrado por US$ 640.831,88. Convertendo com base no valor do dólar da época, o montante equivale a R$ 3,3 milhões.

Os emails não fazem referência aos participantes da degustação. O site Poder360 afirmou que o próprio ministro Alexandre de Moraes fez uma citação ao evento durante a sessão secreta do STF.

“Nesse encontro [em Londres], vários estávamos lá. Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub, tomamos Macallan [o whisky escocês]”, disse.

O site já havia publicado transcrições literais das afirmações feitas por ministros durante a reunião do dia 12 de fevereiro que resultou no afastamento de Toffoli do caso.

O fórum jurídico teve uma série de empresários e autoridades na lista de palestrantes e na plateia.

Entre os debatedores, o ex-presidente Michel Temer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) como Luis Felipe Salomão e Antonio Saldanha Palheiro.

Moraes, Toffoli e Andrei Rodrigues também participaram como debatedores, além do ministro Gilmar Mendes, do STF.

O evento contou ainda com o então presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Ao definir a lista de convidados para a plateia do fórum, Daniel Vorcaro consultou Alexandre de Moraes. O magistrado determinou que o empresário Joesley Batista, da J&F, fosse “bloqueado” do evento, e Vorcaro levou a determinação à organização do fórum.

O veto aparece em uma das trocas de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Em conversa com o jornalista Márcio Chaer, diretor do portal de notícias jurídicas (ConJur), o banqueiro recebe uma lista de possíveis convidados e responde, em uma sequência de três mensagens:

“Boa. Só Joesley foi bloqueado. Não comentou os demais. Entendo que aprovou. Ainda assim, reperguntei. Possível que ele não queira explicitar a concordância. Mas concordo ao afastar um só nome”, disse Vorcaro ao jornalista, que mediou as mesas de debates.

Por Estadão Conteúdo

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