Presidente e relator resistem a compensação por fim da 6x1 e querem votação até 28 de maio

Foto: Kayo Magalhães/Arquivo/Câmara dos Deputados
Leo Prates
O presidente da comissão especial que analisará a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1, Alencar Santana (PT-SP), e o relator, Leo Prates (Republicanos-BA), resistem a uma compensação financeira ou tributária para empresas impactadas pela mudança. Em entrevista à Folha, eles afirmaram que pretendem aprovar o texto na Câmara dos Deputados até 28 de maio.

"Não posso entrar nessa discussão [de compensação] porque isso depende até mais do governo do que de mim", disse Prates. "Espero fazer um arranjo que possa principalmente agradar os trabalhadores, mas também que mitigue e minore eventuais perdas do setor produtivo."

O relator não quis detalhar que tipo de compensação está analisando, mas afirmou que estuda um arranjo que "possibilite ao empregador ter mais maleabilidade sem tirar esse avanço que nós queremos da qualidade de vida do trabalho".

Prates afirma que esse deve ser o ponto de maior entrave. "A princípio, eu e o presidente Hugo [Motta, presidente da Câmara dos Deputados] não entraremos nessa questão, a não ser que haja algum envio do governo para cá", afirmou.

O presidente da comissão, Alencar Santana, disse ser contra uma compensação financeira ou tributária para empresas impactadas pela mudança, mas afirmou que será dada atenção especial aos pequenos empreendimentos.

O deputado do PT descarta que o governo negocie algum tipo de desoneração. No entanto, vê necessidade de definir "alguma solução" para negócios de menor porte.

"Quando foi feita a reforma trabalhista, o trabalhador não foi compensado. Quando foi feita a previdenciária, idem. Lógico que nós temos responsabilidade com setores econômicos. Vamos ter que olhar com muita atenção, muito carinho e muito cuidado justamente os menores. Não temos intenção de quebrar a padaria ou o mercado de alguém", afirmou o petista.

Ambos concordaram, porém, que a tramitação da PEC terá de ser célere e será encerrada até 28 de maio.

Para ele, a comissão especial terá condições de votar a PEC na última semana do mês que vem. Em seguida, o texto iria ao plenário.

O governo Lula tem pressa, e por isso enviou um projeto de lei com urgência constitucional para acabar com a escala 6x1. Motta decidiu que o tema seria discutido por meio da PEC, mas o Planalto não deu sinais de que retiraria a urgência da sua proposta.

Como um projeto com urgência constitucional tem 45 dias para ser analisado, a partir do dia 30 de maio ele trava a pauta do plenário. Alencar defende que o governo mantenha o regime de urgência e que o projeto seja votado logo após a aprovação da PEC.

"A ideia é votar a PEC, [depois] votar o projeto", disse Alencar Santana. "O projeto de lei, em algum momento, tem que ser aprovado." Segundo o petista, a proposta do governo precisa ser analisada em seguida por tratar de temas específicos que não podem ser abordados na Proposta de Emenda à Constituição.

Alencar destaca que o projeto de lei enviado pelo Planalto apresenta um detalhamento maior para carreiras com necessidades especiais, como regime de horas diferenciado. O texto altera a CLT (Consolidação de Leis do Trabalho) e a legislação de carreiras como comerciários e aeronautas, que possuem cargas horárias próprias.

"Do ponto de vista jurídico é possível [retirar a urgência]. Do ponto de vista político, por ora, não tem sentido. A urgência continua. A ideia é votar a PEC e votar o projeto. Do ponto de vista político é porque o projeto amarra a pauta futura. Portanto, você ganha a PEC e a necessidade de aprová-la nesse tempo", afirmou Alencar Santana.

Prates não descartou essa possibilidade, mas destacou também que poderá incorporar parte da proposta do governo. "Nós podemos fazer da forma que Alencar está falando, mas eu entendo também que, com boa vontade, a gente pode pegar o que for bom do texto do governo e colocar na PEC, não há impedimento nenhum de tratar isso na PEC. Tem que ver o que é mais cômodo para o presidente Hugo", comentou o relator.

O parlamentar também disse que não descarta a PEC defendida pela oposição, que prevê um novo regime de contratação, com pagamento por hora trabalhada. "Esse é um ponto de divergência. Há um grande debate sobre essa questão do horista. Pelo peso que tem [o líder] Sóstenes Cavalcante [PL-RJ], pela bancada que tem o PL, logicamente será ouvido, mas não sei se será possível", afirmou.

Além do deputado do PL, quem também defendeu o regime de hora trabalhada ao relator da PEC 6x1 foi o líder da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), a famosa "bancada do boi", Pedro Lupion (Republicanos-PR). "Eu não 'carto nem descarto' [apensar as PECs]. Tomarei as decisões junto com o presidente Hugo e o presidente Alencar Santana".

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a legenda tentará emplacar a criação de um novo regime de trabalho com jornada flexível e remuneração proporcional. Tal possibilidade é rejeitada pela base do governo Lula.
Por Augusto Tenório e Fernanda Brigatti/Folhapress

PF discute o combate à manipulação de resultados esportivos em evento no Ministério do Esporte

Evento evidencia entregas da Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos
Foto: Divulgação/Polícia Federal,
Brasília/DF - O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou, na manhã desta terça-feira (28/4), da solenidade de abertura do II Encontro Técnico Nacional sobre Combate à Manipulação de Resultados Esportivos. O evento é uma realização do Ministério do Esporte e prossegue até 30/4.

Em sua fala, o diretor-geral destacou que a manipulação de resultados esportivos, muitas vezes vinculada a organizações criminosas, exige uma resposta qualificada do Estado. “Com a integração entre inteligência, regulação e investigação, o Brasil passa a ter condições mais efetivas de enfrentar esse tipo de prática de forma contínua”, asseverou Rodrigues.

Andrei apontou, ainda, que os resultados apresentados pelo grupo de trabalho interministerial dedicado ao tema mostram o compromisso público dos atores envolvidos. “O Brasil avança para um novo patamar na proteção da integridade esportiva, com capacidade estruturada para prevenir, detectar e enfrentar a manipulação de forma contínua, coordenada e eficiente. A PF seguirá contribuindo com firmeza e responsabilidade para que essa política pública se consolide como um instrumento efetivo de proteção ao esporte”, completou.
Polícia Federal,
O secretário nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte, Giovanni Rocco, destacou que o crime organizado por trás da manipulação de apostas precisa entender que o Estado está devidamente preparado para repreendê-lo. “A gente reduziu drasticamente a incidência de eventos fraudulentos. Construímos um fluxo integrado que evita a sobreposição de competências e desenvolvemos um trabalho com as categorias de base, os jovens, para poder educar no lugar de punir”, observou.

Homenagem e presenças
Polícia Federal,
Durante a solenidade, o diretor-geral da PF foi um dos agraciados pelo Ministério do Esporte com uma placa de menção honrosa em reconhecimento à contribuição para a estruturação da Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos. A placa foi entregue pelo secretário Giovanni Rocco.

Também participaram da abertura do encontro técnico a secretária de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Daniele Correa Cardoso; a diretora do UNODC no Brasil, Elena Abbati; o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública, José Anchieta Nery; e o diretor do Departamento de Recuperação de Ativos da Secretaria Nacional de Justiça, Marcelo Stopanovski.

O evento

O II Encontro Técnico Nacional sobre Combate à Manipulação de Resultados Esportivos evidencia as entregas alcançadas pelo Grupo de Trabalho interministerial, instituído pela Portaria Interministerial MESP/MF/MJSP Nº 1/2025. O principal marco dessa agenda é a instituição da Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos, formalizada pela Portaria Interministerial MESP/MF/MJSP nº 1/2026. A Política estrutura a atuação do Estado brasileiro a partir de quatro frentes complementares: regulamentação, prevenção, monitoramento e fiscalização, e repressão.

O primeiro painel do evento - Ecossistema Nacional de Integridade em Apostas Esportivas - teve a participação do delegado da PF Felipe Leal. O conceito que deu nome ao painel é baseado na atuação coordenada entre instituições públicas e atores estratégicos. O ecossistema opera em rede, integrando capacidades de inteligência, regulação e investigação com compartilhamento de informações e atuação complementar.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal

PF, Gaeco/MPF e RFB deflagram operação contra corrupção no Porto do Rio

Operação Mare Liberum apura envolvimento de importadores, de despachantes e de servidores públicos que atuavam na facilitação de contrabando e de descaminho
Foto: Divulgação/Polícia Federal no Rio de Janeiro
Rio de Janeiro/RJ. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (28/4), a operação Mare Liberum, com apoio do Gaeco/MPF e da Corregedoria da Receita Federal, para reprimir esquema de facilitação de contrabando e de descaminho no Porto do Rio de Janeiro.

Estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão no RJ e no ES, bem como afastamento dos cargos de 17 auditores fiscais e de 8 analistas tributários, medidas de bloqueio de bens e de restrições a atividades profissionais de 9 despachantes.
Foto: Divulgação/Polícia Federal no Rio de Janeiro
As investigações apontam atuação de grupo estruturado na liberação irregular de mercadorias, com divergências entre produtos importados e declarados, e possível supressão de tributos.
Foto: Divulgação/Polícia Federal no Rio de Janeiro
Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Vazamento de encontro com Messias irrita Alcolumbre às vésperas de sabatina /Por Gabriela Echenique, Folhapress

Foto: Jefferson Rudy Agência Senado/Arquivo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbr
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem deixado claro a aliados que não houve qualquer aproximação com Jorge Messias no encontro que tiveram na casa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Cristiano Zanin.

Ele fez questão de reclamar do vazamento do encontro às vésperas da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. A informação foi publicada pela colunista Mônica Bergamo.

Para Alcolumbre, o vazamento é uma clara tentativa de constrangê-lo diante da negativa dele de receber o indicado pelo presidente Lula (PT).

Aliados do presidente do Senado dizem que tornar o encontro público "não caiu bem" e que não há qualquer chance de apoio de Alcolumbre a Messias nas últimas horas antes da sabatina.

O encontro entre os dois não tinha sido marcado. Zanin, do STF, chamou Alcolumbre para um encontro entre amigos e familiares. Quando já estavam lá, chegou Messias.

Foi o indicado de Lula que entrou no assunto da sabatina e pediu apoio ao presidente do Senado. Mas Alcolumbre apenas o cumprimentou e ignorou o pedido. Segundo interlocutores do senador, o encontro acabou sendo um balde de água fria na tentativa de aproximação de Messias.

Alcolumbre apenas garantiu que vai conduzir o processo com tranquilidade e cumprir o rito constitucional. Depois do climão entre os dois, Alcolumbre foi embora do local.

Apesar da reação do presidente do Senado, governistas estão otimistas com a votação marcada para esta quarta-feira (29). Senadores acreditam que Jorge Messias tem, ao menos, 44 votos. São necessários 41.

Família de Moraes processa senador Vieira por declarações sobre Banco Master e PCC /Por Diego Alejandro, Folhapress

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Arquivo
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE)
A família do ministro Alexandre de Moraes ingressou na Justiça de São Paulo com uma ação de indenização por danos morais contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A petição foi apresentada por sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e seus filhos Giuliana e Alexandre, que acusam o parlamentar de fazer declarações "injuriosas e difamatórias" ao supostamente associá-los a uma facção criminosa.

Segundo a ação, Vieira afirmou em entrevista ao SBT News que havia indícios de irregularidades envolvendo o Banco Master. "É muito evidente que você tem ali uma aparente lavanderia, com o uso de vários fundos em cadeia para lavagem de dinheiro de diversas origens", disse.

Na mesma fala, o senador mencionou "chegada de recursos do PCC" e afirmou haver "indicativos de pagamento a autoridades de diversos poderes, servidores públicos e pessoas ligadas ao Judiciário", no contexto das apurações sobre o banco.


Ainda segundo a petição, Vieira declarou que há "circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes", ao comentar contratos do Master com escritórios de advocacia. Ele também questionou a contratação do escritório da família de Moraes: "Quando o Master contrata o escritório da família do ministro, ele está contratando um serviço jurídico? Até o momento, o indicativo é que não", disse.

A empresa de Daniel Vorcaro declarou ter pago R$ 80,2 milhões em dois anos ao escritório de Viviane, segundo documentos da Receita Federal.

Eles pedem a condenação do senador ao pagamento de indenização com "com valor mínimo, mas não fixo", alegando que as declarações causaram danos à honra, à imagem e à reputação da família, com ampla repercussão pública.

A ação afirma que Vieira extrapolou os limites da imunidade parlamentar ao fazer as declarações fora do Congresso e sem relação direta com o exercício do mandato. O texto cita precedentes do Supremo para sustentar que, em casos de abuso, a responsabilização pode recair pessoalmente sobre o parlamentar.

Em publicação no X, Vieira afirmou ter recebido intimação, negou ter mencionado o PCC e disse que suas falas se referiam a um "grupo criminoso" ligado ao caso investigado, o Banco Master. Também classificou a ação como tentativa de intimidação e disse que seguirá atuando "com tranquilidade e firmeza".

O episódio ocorre no contexto da atuação do senador como relator da CPI do Crime Organizado, que passou a investigar a atuação do Master. Em seu relatório, Vieira sustenta que a instituição teria operado um esquema financeiro baseado em captação agressiva de recursos e na circulação de valores por meio de fundos, com indícios de conexão com estruturas usadas para lavagem de dinheiro.

O parlamentar também aponta que o banco manteve contratos com o escritório de advocacia ligado à família de Moraes, o que, segundo ele, levantaria questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. Moraes nega irregularidades.


Com base nessas conclusões, Vieira propôs o indiciamento do ministro e dos colegas Dias Toffoli e Gilmar Mendes por supostos crimes de responsabilidade, o que elevou a tensão entre o senador e integrantes do Supremo.

Educação se constrói com decisão, prioridade e investimento.

São mais de R$ 5 milhões investidos para fortalecer a nossa educação, garantindo estrutura, qualidade e oportunidades para os nossos estudantes.

Todos os dias, mais de 450 alunos são atendidos pela Rota Universitária, um apoio concreto a quem sonha em ir mais longe e transformar sua própria história.

Também implantamos um novo sistema de ensino, com quase R$ 4 milhões em investimento, levando material estruturado, mais qualidade no aprendizado e valorização de alunos e professores.

Porque educação é isso: compromisso com o presente e responsabilidade com o futuro.

Seguimos trabalhando, com seriedade e planejamento, para construir uma cidade onde as oportunidades começam na sala de aula.

Laryssa Dias: Prefeita de Ipiaú 

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Ibirataia participa da 139ª Assembleia Geral do COSEMS e reforça compromisso com a saúde pública

Município esteve representado em encontro estratégico que debate investimentos e políticas de saúde na Bahia 

Nesta terça-feira, 28, o município de Ibirataia marcou presença na 139ª Reunião da Assembleia Geral Ordinária do COSEMS (Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia), fortalecendo sua atuação nas discussões voltadas à melhoria da saúde pública. O encontro reuniu gestores de diversos municípios para tratar de pautas essenciais ao desenvolvimento do setor.
Entre os principais temas debatidos estiveram as demandas prioritárias dos municípios baianos, a destinação de investimentos e a aplicação eficiente de recursos públicos na área da saúde. A participação ativa de Ibirataia reforça o compromisso da gestão municipal com o aprimoramento dos serviços oferecidos à população, buscando alinhamento com políticas estaduais e federais.
O município foi representado pelo secretário de Saúde, Elmar Lopes, que destacou a importância do encontro: “Esse espaço é fundamental para discutir as reais necessidades dos municípios e garantir que os recursos sejam aplicados de forma estratégica. Ibirataia segue comprometida em buscar melhorias contínuas para a saúde da nossa população”, afirmou o gestor.

Messias busca votos no centro para garantir vaga no STF em cenário indefinido/Por Redação

Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil
Jorge Messias
A dois dias da sabatina no Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda não tem os votos necessários para ser aprovado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo levantamento, ele conta com 25 votos favoráveis e 22 contrários, enquanto 34 senadores permanecem indecisos ou sem posição pública. Para atingir os 41 votos exigidos, precisará conquistar cerca de metade desse grupo, concentrando esforços principalmente em partidos de centro como MDB e PSD. A reportagem é do jornal O Globo.

A indefinição é influenciada por fatores políticos internos do Senado, incluindo a ausência de um posicionamento claro do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, cuja sinalização poderia orientar parte dos indecisos. Apesar disso, aliados do governo avaliam que há tendência de apoio nos bastidores, embora muitos parlamentares evitem se expor publicamente antes da votação. A oposição, por outro lado, já apresenta resistência mais consolidada, especialmente dentro do PL.

Na reta final, Messias intensificou articulações diretas com senadores, ajustando seu discurso para reduzir resistências e adotar um tom mais conciliador. Ele tem defendido respeito entre os Poderes e posições moderadas em temas sensíveis, buscando ampliar sua aceitação. A expectativa de aliados é que o voto secreto no plenário favoreça a adesão de indecisos, embora o cenário ainda seja considerado apertado.

Dia Mundial da Saúde no Trabalho: Especialista alerta que mente saudável é direito garantido pela Constituição

Foto: Divulgação/Arquivo
Silva Neto
Neste Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, a atenção se volta para uma ferida muitas vezes invisível: o adoecimento psíquico no ambiente laboral. O Dr. Manoel Jorge e Silva Neto, Subprocurador Geral do Trabalho e professor de Direito Constitucional, adverte que o cuidado com a mente do trabalhador não é uma escolha das empresas, mas uma obrigação ditada pela Constituição Federal. Segundo ele, o princípio da dignidade da pessoa humana é a bússola que deve guiar qualquer relação de emprego.

O escudo da Constituição e a dignidade humana

Para o jurista, a proteção começa na base da nossa lei maior, que exige a redução dos riscos no trabalho. “A Constituição promove essa proteção, seja no valor fonte de todo o sistema normativo brasileiro, que é a dignidade da pessoa humana, seja de modo específico para determinar a redução dos riscos”, explica. Dr. Manoel Jorge e Silva Neto ressalta também que falar em saúde mental não é novo: “Não se pode cogitar de pessoa humana sem proteção à sua saúde mental. O reconhecimento da saúde mental como um dado inseparável da pessoa é o que se destaca na atualidade”.

O papel do Estado

Essa rede de proteção envolve até o sistema público de saúde, pois vigiar o ambiente de trabalho é dever do Estado. “Até mesmo o SUS tem a atribuição de proteger o meio ambiente, nele compreendido o do trabalho”, afirma o Subprocurador.

Leis atuais e riscos invisíveis

Sobre os desafios modernos, como o burnout, o Brasil já possui as ferramentas necessárias, como a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). “Considero que a legislação nacional é suficiente para a proteção da saúde mental no trabalho, especificamente agora com a norma que trata dos riscos psicossociais”, defende o jurista. O grande desafio atual, portanto, é tirar essas regras do papel e garantir que sejam aplicadas de forma prática e eficaz no dia a dia das empresas.

Quando o trabalho adoece o empregado

Um dos pontos mais sensíveis é a responsabilização quando o trabalhador entra em colapso. Dr. Manoel Jorge e Silva Neto é enfático: provada a ligação entre o serviço e o problema de saúde, a responsabilidade é do patrão. “O empregador pode e deve ser responsabilizado por adoecimento psicológico, desde que haja prova de que tal adoecimento decorreu da prestação de trabalho na empresa. Sempre que houver nexo entre a doença e a atividade realizada, haverá sim a responsabilização”.

Como identificar o problema?

Para facilitar esse reconhecimento, existem mecanismos técnicos como o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP). “Há na atualidade a existência do nexo técnico epidemiológico previdenciário, onde há a evidência por parte do órgão previdenciário oficial a respeito dessa doença ocupacional”, explica o Subprocurador. Isso ajuda a identificar quando um ambiente se tornou nocivo e ultrapassou os limites do aceitável para a saúde do empregado.

Um compromisso com a vida

Um ambiente saudável é um direito fundamental. Garantir que o trabalhador preserve sua sanidade é o mínimo esperado de uma sociedade que respeita a vida humana. “Garantir a saúde mental no trabalho é garantir a própria eficácia do sistema de proteção social brasileiro”, conclui o Subprocurador, reforçando que o progresso econômico não pode ignorar a dignidade de quem produz.

Por Redação

Alcolumbre e Messias têm encontro secreto e quebram gelo na indicação para o STF/Por Redação

Davi Alcolumbre
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniu na semana passada com o advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi indicado por Lula em novembro para o STF (Supremo Tribunal Federal).

O encontro, secreto, foi mediado por amigos comuns e ocorreu em Brasília. Além dos dois, estavam presentes um grupo restrito de senadores e magistrados.

A reunião é um marco na tentativa de Messias de ser aprovado pelo Senado para o cargo. Até então, Alcolumbre vinha se recusando inclusive a recebê-lo para conversar.

O presidente do Senado resistiu à indicação de Lula porque ficou contrariado com a forma como o presidente conduziu o assunto.

Alcolumbre tinha um candidato, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para o cargo. O nome contava com o endosso também de outros senadores e de ministros do STF.

Lula chegou a conversar com o presidente do Senado e com magistrados sobre a possibilidade de indicar Pacheco —mas acabou escolhendo Messias. E tornou o fato público sem qualquer aviso a Alcolumbre, que se sentiu atropelado.

Na conversa com Messias, o presidente do Senado não se comprometeu a fazer campanha para ele nem a liberar os votos de parlamentares aliados a seu favor.

Disse, no entanto, que garantiria ao advogado-geral da União um ambiente tranquilo para a sabatina, marcada para a quarta (29), e a posterior votação de seu nome pelo plenário do Senado.

Messias, por sua vez, definiu a situação com Alcolumbre como "desencontros", e sinalizou entender as razões do descontentamento do senador.

Como mostrou a coluna, o presidente do Senado manteve até agora a queda de braço com Lula e não liberou seu grupo mais próximo de parlamentares a declararem voto em Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal).

Não vejo espaço nenhum para terceira via enquanto Lula e Bolsonaro forem vivos, diz Ciro Nogueira

Ciro Nogueira
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que não vê espaço para uma terceira via na disputa à Presidência enquanto Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) "forem vivos". A fala aconteceu em evento na noite de segunda-feira (27) em evento em São Paulo.

"O Brasil teve quatro grandes líderes: Getúlio, Juscelino, Lula e Bolsonaro. Pela primeira vez dois se enfrentaram. Enquanto eles tiverem nesse campo, não tem espaço para terceira via", afirmou Ciro Nogueira.

Para o parlamentar, Flávio Bolsonaro tem "todas a possibilidades" de vencer a disputa presidencial em outubro, mas pode "jogar fora se for falar apenas para a extrema direita e for ouvir aquele discurso dele dos Estados Unidos".

O senador se referia a declarações que o filho mais velho de Bolsonaro deu ao participar de um evento conservador no Texas, em março. Na ocasião, Flávio acusou o ex-presidente americano Joe Biden de interferência na eleição vencida por Lula em 2022.

Ciro Nogueira foi questionado nesta segunda sobre a possibilidade de vitória de outros nomes da direita e centro-direita na corrida eleitoral deste ano, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), e afirmou que "não existe possibilidade de acontecer".

O senador do PP foi chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro e tem sido crítico de Lula desde o início do atual mandato, apesar de já ter se aliado ao petista anos antes.

Ele também defendeu um "corte radical" e a diminuição do Estado brasileiro, afirmando que o país ostenta os Poderes "mais caros do mundo". Para Ciro, a eleição de 2026 será "contra o sistema". Segundo ele, "ninguém vai se eleger senador no país sem discutir impeachment de ministros do Supremo, infelizmente".

Amigo pessoal de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o senador é citado em conversas obtidas no celular do ex-banqueiro.

"Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro!", diz mensagem, em referência a uma PEC (proposta de emenda constitucional) apresentada pelo senador. O texto previa um aumento da cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A medida favoreceria as operações do Master.

As presidentes do PSOL, Paula Coradi, e do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), também estiveram presentes no jantar desta segunda, organizado pelo Esfera Brasil, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo.

Abreu confirmou o apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para governador de São Paulo e uma candidatura própria do Podemos ao Senado no estado. Segundo ela, há uma disputa interna no partido entre o deputado federal Delegado Palumbo e Geraldo Rufino, empresário e presidente do conselho na JR Diesel.

Tarcísio, porém, já definiu que terá como candidato ao Senado o deputado federal Guilherme Derrite (PP). A outra vaga deve ficar com o atual presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), André do Prado (PL). O ex-ministro e deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) também deve se candidatar.

Renata Abreu concordou com a fala de Ciro Nogueira sobre um possível favoritismo de Flávio e afirmou que o Podemos está, hoje, na centro-direita do espectro político.

Paula Coradi, presidente do PSOL, reafirmou o apoio do partido à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. Seu partido, que está federado nacionalmente com a Rede, defende a candidatura de Marina Silva ao Senado.

Por João Pedro Abdo/Folhapress

Ipiaú: Apreensão de arma de fogo, munições e entorpecentes após confronto

A Polícia Militar da Bahia informa que, na tarde desta segunda-feira (27), guarnição do PETO da 55ª CIPM, durante diligências na zona rural de Ipiaú, localizou um veículo com ocupantes suspeitos de portar armas de fogo.

Ao ser dada voz de abordagem, os ocupantes desembarcaram e efetuaram disparos contra a guarnição, que reagiu à injusta agressão. Após o confronto, um homem foi localizado ferido, sendo imediatamente socorrido ao Hospital Geral de Ipiaú, onde teve o óbito constatado.

Na ação, foram apreendidos arma de fogo, munições, substâncias análogas a entorpecentes, balanças de precisão e um veículo utilizado pelos envolvidos.

Ipiaú/BA

Fonte: ASCOM/55ªCIPM./PMBA, uma Força a serviço do cidadão!

Ataque em cartório eleitoral de Camaçari termina com morte de agressor e deixa vigilante ferido /Por Política Livre

Uma situação de violência dentro de uma unidade da Justiça Eleitoral mobilizou forças de segurança e autoridades nesta segunda-feira (27), no município de Camaçari. O caso ocorreu nas dependências do Fórum Eleitoral que abriga os cartórios das 170ª e 171ª Zonas Eleitorais e terminou com a morte de um homem após confronto com um agente de segurança.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, o episódio teve início após um cidadão realizar atendimento no local. Em seguida, ele teria atacado um vigilante com uma arma branca. Diante do risco iminente à própria vida e à segurança de servidores e eleitores presentes, o agente reagiu efetuando disparos de arma de fogo, atingindo o agressor, que morreu ainda no local.

O vigilante ferido foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e, segundo o tribunal, não corre risco de morte. A ocorrência também mobilizou a Polícia Militar da Bahia, responsável pelo isolamento da área e pelos primeiros procedimentos.

Como o fato ocorreu dentro de uma unidade da Justiça Eleitoral, a Polícia Federal do Brasil foi acionada e ficará responsável pela perícia e pela condução das investigações.

Em nota, o TRE-BA lamentou o ocorrido e informou que está prestando assistência ao agente de segurança, além de acompanhar o caso junto às autoridades competentes. O órgão também reforçou o compromisso com a integridade de servidores e da população que utiliza os serviços eleitorais.

Diante do episódio, o tribunal anunciou que irá intensificar as medidas de segurança nos cartórios eleitorais e centrais de atendimento em todo o estado. Apesar da ocorrência, o atendimento no cartório de Camaçari foi mantido até as 14h desta segunda-feira.

Por fim, o TRE-BA orientou que eleitores priorizem o atendimento remoto por meio do site oficial da Justiça Eleitoral, especialmente neste período de grande demanda devido ao fechamento do cadastro eleitoral.

Governo estuda usar o dinheiro esquecido em contas bancárias para pagar o Desenrola 2.0

                             Ministério da Fazenda levou proposta ao Palácio do Planalto
Programa ajudará brasileiros endividados
O governo estuda usar o dinheiro esquecido pelas pessoas em contas bancárias para capitalizar o FGO (Fundo de Garantia de Operações), que vai garantir a renegociação dos débitos inadimplentes no âmbito do programa Desenrola 2.0.

A ideia do programa, elaborado para ajudar brasileiros endividados, é que os bancos deem um desconto de até 80% nas dívidas. Se a pessoa não honrar o acordo, o governo paga no lugar dela, com recursos do FGO.

A meta é engordar o fundo com cerca de R$ 10 bilhões para fazer frente aos compromissos.

O uso, pelo governo, de dinheiro esquecido e não reclamado pelos correntistas já havia sido previsto na lei 14.973, aprovada em setembro de 2024.

Ela dava 30 dias para que as pessoas consultassem seus cadastros, verificassem a existência do depósito em nome delas e pedissem a liberação dos recursos.

Caso ninguém aparecesse para reclamar, os saldos remanescentes junto às instituições bancárias passariam ao domínio da União e seriam apropriados pelo Tesouro Nacional.

Essa receita serviria para compor o superávit primário do governo.

Os recursos acabaram não sendo utilizados, já que o BC (Banco Central) foi contra a proposta de computá-lo no resultado primário das contas do governo.

De acordo com regras internacionais, apenas o valor obtido com esforço fiscal do Estado poderia ser computado nas contas.

Como o FGO que será usado nas garantias do Desenrola 2.0 é um fundo privado, o governo pensa em lançar um novo edital para que os correntistas tenham, novamente, a chance de consultar se têm ou não dinheiro esquecido em contas bancárias.

A ideia, que nasceu no Ministério da Fazenda, foi debatida por todo o fim de semana no Palácio do Planalto. Assessores de Lula manifestaram o temor de que a medida possa ser judicializada ou mal compreendida por setores da opinião pública.

Lula deve bater o martelo sobre o Decola 2.0 ainda nesta semana, pois pretende lançar o programa antes do feriado de 1º de Maio, quando se comemora o Dia do Trabalhador.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Ipiaú: A praça Rui Barbosa voltará a ser palco do festival

                                Ipiaú será a capital do chocolate no próximo mês de maio
A cidade de Ipiaú, no Médio Rio das Contas, será palco de um dos maiores eventos do segmento cacaueiro e do chocolate de origem do Brasil: o 8º Festival Nacional do Agrochocolate do Médio Rio das Contas, que acontecerá de 21 a 24 de maio de 2026, na Praça Ruy Barbosa.

Na ocasião esta cidade ganhará a condição de capital do chocolate neste território de identidade da Bahia.

O Festival se consolida como um importante espaço de valorização da cadeia produtiva do cacau e chocolate, reunindo produtores, empreendedores, investidores, chefs, especialistas e o público em geral em uma programação diversificada que inclui exposições, degustações, rodadas de negócios, oficinas, palestras, atrações culturais e experiências gastronômicas.

A iniciativa é da APROC – Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate de Origem do Médio Rio das Contas, em parceria com a Prefeitura Municipal de Ipiaú e o CODETER – Território de Identidade Médio Rio das Contas, com produção-executiva da Horizon Consultoria e Participações.

O evento conta com o apoio do SEBRAE e patrocínio do Governo do Estado da Bahia, por meio da CAR – Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, da SDR – Secretaria de Desenvolvimento Rural e da SETUR – Secretaria de Turismo da Bahia.

Mais do que um festival, o 8º Agrochocolate se posiciona como uma vitrine nacional para o chocolate de origem da Bahia, destacando qualidade, sustentabilidade, inovação e o potencial econômico da região.

Além de fomentar o turismo e aquecer a economia local, o evento foirtalece a identidade cultural e produtiva do território do Médio Rio das Contas, consolidando Ipiaú como referência nacional no setor.

PROGRAMAÇÃO

Da programação do evento constam:  Exposição e comercialização de chocolates finos de origem e derivados do cacau; Seminário com palestras técnicas e painéis temáticos; Feira da agricultura familiar, economia criativa e cooperativismo; Arena gastronômica regional; Cozinha oficina de chocolate para crianças ( APROC CHOCOLATE KIDS); Aula show com Chefs de cozinha; Consultoria e rodadas de negócios empresarial; Shows Musicais; Atividades Culturais, sociais e esportivas;• Dia de Campo.

A expectativa é de um público expressivo ao longo dos quatro dias, com a presença de visitantes de diversas regiões da Bahia e de outros estados, gerando impacto positivo direto na economia local, especialmente nos setores de comércio, hotelaria, alimentação e serviços.

OBJETIVO

O festival objetiva incentivar a produção e comercialização do chocolate de origem; Estimular o empreendedorismo rural e urbano; Promover a agricultura familiar e os pequenos produtores; Atrair investidores e fomentar parcerias comerciais; Valorizar a cultura regional e artistas locais; Impulsionar o turismo e o comércio municipal e consolidar Ipiaú como referência nacional no segmento do agrochocolate.

Ibirataia: Prefeitura atualiza pontos de Wi-Fi gratuito e amplia acesso à internet na cidade

Atualização traz nova identidade, senha unificada e mais praticidade para a população

A Prefeitura de Ibirataia iniciou a atualização dos pontos de Wi-Fi gratuito em alguns locais do município, promovendo melhorias na conectividade e na experiência dos usuários. A ação inclui a renovação visual dos pontos e a padronização do acesso, facilitando a identificação e o uso do serviço pela população. A iniciativa reforça o compromisso da gestão com a inclusão digital e o acesso à informação.
Com a mudança, os cidadãos já podem se conectar utilizando a nova senha unificada: NoCaminhoDoProgresso. A medida garante mais praticidade no acesso à internet em espaços públicos, beneficiando estudantes, trabalhadores e visitantes. Além disso, a Prefeitura informou que outros pontos espalhados pela cidade também passarão pelo processo de atualização nos próximos dias, ampliando a cobertura do serviço.

Ipiaú: Casal fica ferido após colisão de moto com cavalo na BR-330

Foto: Giro Ipiaú
Um casal que estava em uma motocicleta ficou ferido após colidir com um cavalo na tarde deste domingo (26), em um trecho da BR-330, nas proximidades da entrada do Hotel Fazenda, na saída de Ipiaú em direção a Barra do Rocha. As vítimas foram identificadas como Carioca e Célia, moradores do bairro ACM. De acordo com informações, o acidente ocorreu por volta das 17h.
Foto: Giro Ipiaú
A mulher apresentava suspeita de fratura na perna esquerda, enquanto o condutor da motocicleta sofreu escoriações e um corte em um dos pés. Ambos foram socorridos por uma equipe do Samu e encaminhados ao Hospital Geral de Ipiaú. O cavalo envolvido no acidente também ficou ferido, apresentando lesão em uma das patas dianteiras. Moradores e condutores que trafegam pela rodovia alertam que a presença de animais soltos nesse trecho é recorrente há anos, aumentando o risco de acidentes e colocando em perigo a vida de motoristas e passageiros.
Por: Giro Ipiaú

Governo Trump aprova pelotão de fuzilamento para pena de morte e a volta da injeção letal

Relatório do Departamento de Justiça expande métodos de aplicação da sentença e critica restrições da gestão Biden
O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (24) que permitirá pelotões de fuzilamento e voltará a adotar a injeção letal como parte de um esforço mais amplo para restabelecer a pena de morte nos Estados Unidos.

Em um relatório, Todd Blanche, o secretário de Justiça interino, afirmou que as decisões do ex-presidente democrata Joe Biden de recuar da pena de morte "causaram danos incalculáveis às vítimas de crimes e, em última instância, ao próprio Estado de Direito".

O Departamento de Justiça, disse ele, voltou a autorizou o uso de pentobarbital para executar presos do sistema federal e também permitirá métodos adicionais de execução, como o uso de pelotões de fuzilamento.

O relatório de 48 páginas acrescentou que o Escritório Federal de Prisões (BOP, na sigla em inglês) deveria seguir o exemplo de estados que expandiram seus protocolos de execução em meio a disputas sobre a legalidade e disponibilidade de drogas para injeção letal.

"Os métodos adicionais de execução que o BOP deveria considerar adotar incluem o pelotão de fuzilamento, a eletrocussão e o gás letal —todos considerados consistentes com a Oitava Emenda pela Suprema Corte", disse o relatório, referindo-se à parte da declaração de direitos que proíbe "punições cruéis e incomuns".

O senador democrata Dick Durbin, de Illinois, chamou as medidas de "uma mancha na história da nossa nação".

Durbin acusou o Departamento de Justiça de "voltar no tempo ao fortalecer a prática bárbara da pena de morte federal —uma forma de punição cruel, imoral e frequentemente discriminatória".

Trump havia sinalizado as medidas em seu primeiro dia no cargo, assinando um decreto para reinstituir a pena capital no sistema prisional federal. Durante o primeiro mandato de Trump, 13 pessoas foram executadas no corredor da morte nacional.

Em 2021, o então secretário de Justiça, Merrick Garland, emitiu uma moratória sobre execuções de presos federais e suspendeu o uso de um protocolo de uso de droga letal para o pentobarbital. Em seus últimos dias no cargo, Biden comutou as sentenças de morte de 37 dos 40 condenados no corredor da morte federal.

O governo Trump enfrenta um obstáculo significativo. Segundo a lei, o governo federal só pode realizar execuções em estados que permitem a pena capital e executá-las de acordo com os protocolos estaduais. Por anos, as execuções federais ocorreram em Indiana, que só permite a pena capital por injeção letal.

O Departamento de Justiça, reconhecendo essa limitação em seu relatório, recomenda que o governo federal encontre um novo local para realizar execuções, em um estado que permita outros métodos. O Mississippi, afirma o relatório, permite execuções por eletrocussão ou pelotão de fuzilamento se a injeção letal ou outros métodos não estiverem disponíveis.

O texto pediu que o Escritório de Prisões apresente um relatório "detalhando as opções para realocar ou expandir o corredor da morte federal, ou para construir uma segunda instalação de execução federal em um estado que permita métodos adicionais de execução".

O pelotão de fuzilamento raramente foi usado nos EUA, mas recentemente foi autorizado por vários estados como método alternativo caso caso as unidades federativas não consigam obter as substâncias usadas na injeção letal. Antes do ano passado, as únicas execuções por pelotão de fuzilamento no país em tempos modernos haviam sido realizadas por Utah, em 1977, 1996 e 2010, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte, um grupo de pesquisa.

Mas em 2025, a Carolina do Sul, que havia autorizado o pelotão de fuzilamento em 2021, executou três prisioneiros usando esse método.

Em seu anúncio nesta sexta-feira, o governo Trump disse que estava trabalhando em uma regulamentação destinada a reduzir o processo de apelação federal para casos de pena de morte estaduais, embora, em última instância, os tribunais tenham a palavra final.

O departamento também afirmou que planejava emitir uma regulamentação que imporia novos limites à capacidade de presos condenados à morte de buscar clemência ou indultos do governo federal.

O relatório sugeriu, ainda, expandir os tipos de crimes e os tipos de criminosos elegíveis para a pena de morte federal a fim de "corrigir lacunas e deficiências" na lei atual. O Congresso teria que aprovar qualquer mudança desse tipo com nova proposta legislativa.

Segundo o relatório, o governo federal deveria considerar propor legislação que tornaria elegíveis para a pena de morte "assassinatos de policiais; assassinatos por estrangeiros ilegalmente nos EUA; e assassinatos constituídos ou cometidos na prática de crimes de ódio, perseguição, apoio material ou violência doméstica".

Robin Maher, diretora do Centro de Informações sobre Pena de Morte, disse que o relatório parecia mais focado em queixas contra o governo Biden do que em uma análise direta do protocolo de injeção letal.

"Pareceu-me bastante desonesto no que se refere a refletir a realidade dos problemas" com o uso de pentobarbital em execuções, disse Maher.

O pentobarbital foi usado pela primeira vez em uma execução em 2010, em Oklahoma, e logo se tornou um método comum para executar prisioneiros.

Assim como outras drogas usadas em injeções letais, ela enfrentou contestações na Justiça de prisioneiros e seus advogados, que disseram que ela causava sofrimento aos prisioneiros, mas os tribunais permitiram seu uso, e vários estados a usam como método principal para execução da pena. Ainda assim, alguns estados tiveram dificuldade em obter a droga devido à pressão de grupos médicos e de defesa sobre os fabricantes de medicamentos.

Em janeiro de 2025, o Departamento de Justiça sob Garland, pouco antes de Trump assumir para seu segundo mandato, emitiu um memorando dizendo que "ainda há uma incerteza significativa sobre se o uso de pentobarbital como injeção letal causa dor e sofrimento desnecessários".
Por Folhapress

Atirador enviou mensagens à família pouco antes do ataque, dizem investigadores /Por Estadão Conteúdo

Foto: Divulgação
O homem acusado de abrir fogo no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca - já identificado por autoridades de segurança como Cole Thomas Allen - enviou mensagens para membros da família minutos antes do ataque, ocorrido Washington Hilton, na noite deste sábado.
Nelas, referiu-se a si mesmo como um "Assassino do Governo", e criticou a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com isso, autoridades locais acreditam cada vez mais na tese de que as motivações para os tiros tenham sido políticas.

As mensagens faziam referências repetidas ao republicano, sem nomeá-lo diretamente, e aludiam a queixas sobre uma série de ações de sua gestão e eventos recentes, incluindo ataques dos EUA a barcos que seriam usados no contrabando de drogas na região do Pacífico oriental, disseram fontes envolvidas nas investigações.

Além dos textos enviados aos familiares, estão sendo avaliadas postagens em redes sociais feitas antes pelo atirador, além de entrevistas com membros da família, na busca por evidências mais claras em torno das possíveis motivações do suspeito.

A irmã de Allen disse aos investigadores que seu irmão havia comprado legalmente várias armas em uma loja da Califórnia e as armazenado na casa dos pais em Torrance sem o conhecimento deles Ela o descreveu ainda como propenso a tomar atitudes radicais, disseram oficiais envolvidos no tema.

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