PRF intercepta carga de “supermaconha” escondida em portas de carro na BR-101 em Biguaçu

Na manhã desta sexta-feira (13), policiais rodoviários federais prenderam um homem que transportava haxixe escondido na estrutura de um automóvel. A abordagem ocorreu na BR-101, em Biguaçu, durante a fiscalização de abertura da Operação Carnaval 2026.

O motorista disse que vinha do Paraná e apresentou versões contraditórias sobre o motivo da viagem, o que elevou a suspeita da equipe. Durante a inspeção detalhada no interior do carro, os policiais sentiram um odor característico vindo das portas. Ao desmontarem os acabamentos internos, encontraram 3,2 quilos da droga escondidos estrategicamente nas cavidades das portas dianteiras.

O haxixe, também conhecido como “supermaconha”, possui até dez vezes mais THC, psicoativo encontrado na planta cannabis. Segundo o homem, ele teria buscado o entorpecente em Curitiba/PR e receberia R$ um mil para realizar a entrega em São José. Pelo transporte da carga, afirmou que receberia o valor de R$ 1 mil.

O envolvido, o veículo e o entorpecente foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em São José. O homem deve responder pelo crime de tráfico de drogas, cuja pena de reclusão que pode variar de 5 a 15 anos.
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Justiça e Segurança

‘Esdrúxula’, diz Reale sobre estratégia do STF para preservar Toffoli na saída do caso Master

A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, sem que o Supremo Tribunal Federal o declarasse suspeito, provocou reação entre juristas que criticam a medida. “Esdrúxula a solução pois se afasta sem motivo da relatoria, pois não se considera nem é declarado suspeito. O faz atendendo a pedidos”, declarou o professor Miguel Reale Júnior.

Para ele, ‘a solução é excepcional e não deverá ter impacto institucional a não ser a já imprevisibilidade de decisões marcadas pela conveniência do resultado do que lastreada em regras estabelecidas’.

O ministro Celso de Mello, aposentado e ex-presidente do STF, entende que ‘em ética pública e legitimidade institucional, a mera aparência de impropriedade pode produzir dano equivalente ao da impropriedade efetiva e real’.

“Ainda que não se demonstre, em dado caso, desvio material de conduta, a formação de dúvida razoável sobre a isenção do julgador já compromete o crédito moral da instituição, enfraquece a autoridade de suas decisões e corrói a confiança cívica que sustenta o Estado de Direito.

A cientista política Maria Tereza Sadek, que dirigiu o Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ (2016-2018), diz que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, “ficou pressionado”.

“Toffolli resistiu até o final, apesar de tantos atos indefensáveis”, analisa Sadek. “As evidências se acumularam, mas mesmo assim ele se recusava a ceder. A reunião deve ter sido extremamente tensa”, anotou, em referência à reunião fechada dos dez ministros da Corte nesta quinta, 12, quando a sorte de Toffoli foi selada.

Ela supõe que “deve haver mais evidências envolvendo não apenas Toffolli, mas também políticos”.

“Caso contrário”, diz Sadek, “os pedidos de suspeição e de impeachment no Senado teriam sido acolhidos.”

Para ela, “os graus de confiança na Justiça e especialmente no Supremo estão baixos”. “A situação é preocupante.”

O desembargador José Renato Nalini, aposentado, ex-presidente do Tribunal de Justiça, disse que “o primeiro juiz da suspeição é o próprio juiz sobre o qual recai a dúvida”. “A ética irrepreensível recomenda imediato afastamento, desnecessária qualquer medida do Tribunal.”

Nalini adverte que “relacionamentos promíscuos geram dúvidas que maculam a higidez do sistema Justiça”. “Não se justificam em qualquer esfera e são inadmissíveis no órgão que é o guardião de uma norma fundante amparada pela moralidade.”

O procurador de Justiça César Dario Mariano, do Ministério Público de São Paulo, em artigo publicado no blog nesta sexta, 13, avalia que ‘algumas decisões são tomadas não com base jurídica, mas por pura política, visando, dentre outros motivos, não ferir a imagem de um tribunal e/ou para não se chegar a resultados ainda mais gravosos, mesmo que elas sejam despidas de lógica e de tecnicidade’.

Ele questiona. “Ora, se Toffoli não era impedido ou suspeito, por que então foi afastado ou se afastou do caso?”

No entendimento do procurador, ficou claro que a Corte contornou uma crise mais acentuada ainda ao não reconhecer a suspeição do ministro, apesar de evidências de crimes apontadas em relatório da Polícia Federal. Se isso tivesse ocorrido, uma ação penal por crime de responsabilidade poderia ser instaurada para investigar Toffoli, o que provocaria a abertura de um processo de impeachment no Senado.

“É muito fácil de entender. Até hoje nenhum ministro do STF foi considerado suspeito ou impedido, haja vista que a suspeição é uma das situações em que há crime de responsabilidade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal e pode ser instaurado processo de impeachment”, pontua César Mariano.

Ele considera que ‘todos os atos decisórios do processo ou procedimento investigatório seriam declarados nulos, com evidente prejuízo para o esclarecimento dos fatos’.

Para o criminalista Renato Stanziola Vieira, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, “o reconhecimento de vícios na condução” do inquérito “acarretaria a nulidade dos atos praticados pelo ministro tido por suspeito ou impedido”.

“Esses vícios são radicais ao bom funcionamento do processo, são pressupostos mesmo de validade, o exercício da jurisdição por juiz imparcial, e se a resposta da Corte reconhecesse a parcialidade de Dias Toffoli, a investigação correria altíssimo risco de ser anulada”, conclui Stanziola.

Por Fausto Macedo e Felipe de Paula/Estadão Conteúdo

Ministros do STF acreditam que foram gravados por Toffoli em sessão secreta

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) acreditam que foram gravados clandestinamente por Dias Toffoli na sessão secreta que, na quinta (12), decidiu pela saída dele da relatoria do processo do Banco Master.

Os diálogos vieram à tona em reportagem do site Poder360. O texto reproduz as palavras dos ministros de forma literal e precisa.

Magistrados já enviaram inclusive a reportagem a Toffoli mostrando que a gravação ocorreu.

O magistrado negou à coluna ter feito qualquer registro. "Não gravei e não relatei nada para ninguém", afirma ele.

Magistrados afirmaram à coluna que a situação é de perplexidade e desconforto.

A reportagem começa dizendo que a reunião "teve um forte tom político e uma busca de autopreservação por parte de todos os ministros".

Diz ainda que muitos magistrados apoiavam Toffoli.

E publica falas literais dos ministros.

Gilmar Mendes, por exemplo, disse na reunião, segundo a reportagem: "Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar".

Em seguida, coloca uma fala de Cármen Lúcia que mostraria que ela estava na reunião com a intenção de sacrificar Toffoli para recuperar a imagem do STF. A fala é a seguinte: "Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo". Disse ainda que, apesar de ter "confiança" em Toffoli, era necessário "pensar na institucionalidade".

Luiz Fux, de acordo com a reportagem, disse: "O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo".

Moraes não teve falas literais publicadas, mas aparece como um duro crítico da Polícia Federal, que entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o relatório que culminou na saída de Toffoli do cargo.

Nunes Marques aparece dizendo: "Para mim, isso é um nada jurídico". Em seguida, critica Fachin por querer votar a suspeição de Toffoli. Sua frase, publicada de forma literal, é a seguinte: "Isso é um absurdo: o juiz lá da comarca do interior passará a ser comandado pelo delegado local se aceitarmos esse tipo de situação. Acabou o Poder Judiciário do Brasil. O sr. [Fachin] não pode colocar em votação a arguição. Minha sugestão é que o ministro relator do processo faça uma proposição dizendo que não é impedido nem suspeito e coloque os argumentos dele diante do que foi apresentado e a gente vota. E pelo que vi aqui, ele vai ter maioria. O ideal seria unanimidade, presidente. Mas estou falando mais sobre encaminhamento, pois do mérito eu não tenho dúvida".

André Mendonça aparece afirmando: "Tem uma questão sobre o que é descrito como relação íntima do ministro Toffoli". Em seguida: "Isso não existe. Está aqui claro que não existe: relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa? Como disse o ministro Fux, a palavra do ministro Toffoli tem fé pública. Então, isso está descartado".

O ministro Cristiano Zanin afirma: "Sou há 1 ano e meio relator de um caso que envolve 3 ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a Polícia Federal até hoje mandou para mim muito menos informação do que essas 200 páginas, com fotos de satélite, cruzamento de celulares? Isso aqui tudo é nulo".

Flávio Dino também critica a PF: "Essas 200 páginas [de relatório da PF] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência".

Apesar de todas essas falas, os magistrados concluíram que o melhor para o STF era o afastamento de Toffoli.

A suspeita de que ele gravou os próprios colegas tem o condão de isolar o magistrado na Corte, segundo um de seus integrantes, já que houve uma quebra de confiança.

Por Mônica Bergamo/Folhapress

Líder de grupo jovem vira réu por estuprar 8 menores de igreja do DF

Gabriel de Sá Campos, 30 anos, teve a prisão convertida em preventiva. Ele responde por estupro de vulnerável e por importunação sexual
Tido como um “serial estuprador”, ele foi preso temporariamente em 19 de dezembro do ano passado pela Polícia Civil do DF (PCDF). Na última quarta-feira (11/2), o ex-líder religioso teve a prisão convertida em preventiva.

Gabriel permanecia detido no Departamento de Polícia Especializada da PCDF. A coluna Na Mira apurou que ele deve ser transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda nesta sexta-feira (13/2).

O ex-líder do ministério de adolescentes da igreja evangélica responde pelos crimes de estupro de vulnerável e de importunação sexual.

Abusos premeditados
As investigações da 4ª Delegacia de Polícia (Guará) revelaram que o homem utilizava sua posição de liderança para ter acesso privilegiado às vítimas, explorando a confiança depositada pelas famílias para cometer os abusos de forma recorrente e premeditada contra jovens do sexo masculino.

A operação identificou um padrão sistemático de crimes que se estendeu por pelo menos seis anos dentro da instituição religiosa.
"O modus operandi empregado por Gabriel demonstrou requintes de manipulação psicológica e planejamento meticuloso. Ele também se aproveitava de sua função como instrutor de um curso de “integridade sexual” oferecido pela igreja para adolescentes e obteve informações íntimas sobre as vulnerabilidades emocionais dos menores."

Um dos abusos sexuais teria acontecido nas dependências da igreja, em uma festa do pijama sob responsabilidade do suspeito.

As denúncias apontam que o então membro da congregação também chamava as vítimas para assistir a filmes na casa dele como pretexto para cometer os crimes sexuais.

De acordo com relatos, ele acariciava as partes íntimas das crianças, que se incomodavam e pediam para parar, porém ele continuava fazendo insistentemente. Para cessar as importunações, alguns rapazes se escondiam no banheiro ou pediam para os pais buscá-los.

Violência precoce

Os relatos revelam um padrão de violência precoce: abusos contra vítimas do sexo masculino, iniciados aos 10 e 12 anos em dois casos; um adolescente, alvo dos 13 aos 17 anos; e uma quarta vítima, aos 16.

As investigações ainda apontam que as vítimas não teriam sido concomitantes. O suspeito criava laços com um dos alvos até cometer os abusos. Depois que o menor se afastava, o ex-líder se aproximava de outro jovem.

Os casos denunciados que estão em investigação teriam ocorrido desde 2019. Uma das vítimas, inclusive, já atingiu a maioridade.

A Justiça do DF determinou busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático, quebra de sigilo telefônico dos últimos cinco anos e medidas protetivas, incluindo proibição de aproximação em um raio de 300 metros das vítimas e afastamento imediato de todas as funções religiosas, do acusado.

“Ato involuntário”

Quando tomou conhecimento de um dos casos, em dezembro de 2024, o pai do investigado e presidente da igreja caracterizou os fatos como “brincadeira” e “ato involuntário”, solicitando que a família mantivesse silêncio.

Em reunião de liderança realizada em novembro de 2025, um diácono caracterizou os crimes como “mal-entendidos”, solicitando um “pacto de sigilo” e afirmando que “problemas da igreja se resolvem na igreja, e não na polícia”, em clara tentativa de obstrução da Justiça.

Na mesma ocasião, teria sido lida uma carta escrita pelo suspeito dizendo que ele se afastaria do rol de membros da igreja e de suas atividades na congregação.

Todavia, Gabriel continuou frequentando normalmente os cultos e acessando, inclusive, áreas restritas aos membros da igreja.

Relatos apontam ainda para condutas intimidatórias da mãe do investigado, que confrontou menores sem a presença de responsáveis legais, acusando-os de “falso testemunho” e ameaçando processar as famílias.

PF e PM/PR apreendem mais de uma tonelada de maconha e veículos em Santa Helena/PR

Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal e a Polícia Militar do Paraná apreenderam, nessa quinta-feira (12/1), aproximadamente uma tonelada de maconha, uma caminhonete e duas embarcações na área rural de Santa Helena/PR.

Equipes policiais realizavam patrulhamento nas proximidades da margem do Lago de Itaipu quando observaram a aproximação de embarcações ao lado brasileiro, indicando possível prática de crime transfronteiriço. As equipes deslocaram-se para abordagem e verificação.

Foram encontradas dezenas de fardos contendo cerca de 1.107 kg de maconha prensada em tabletes, parte já carregada na caminhonete e outra ainda nas embarcações. A caminhonete, inclusive, estava equipada com artefatos.

O entorpecente, as duas embarcações e a caminhonete foram apreendidos e encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para os procedimentos cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR

PF destrói mais de 576 mil pés de maconha na região de Salgueiro/PE

Salgueiro/PE. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (13/2), a 11ª fase da Operação Carcará, que destruiu mais de 576 mil pés de maconha na circunscrição de Salgueiro/PE. Foram erradicados mais de 35 plantios de cultivo da droga, em uma área equivalente a mais de 62 mil m². O volume destruído chegaria a 173 toneladas de maconha, se processado.
A ação da PF contou com a colaboração da Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco (SDS/PE), por meio do Grupamento Tático Aéreo (GTA), além da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Penal e do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (CORE-PCRN) também participou da operação.

A erradicação de plantações ilícitas de drogas concentrou-se nas ilhas do rio São Francisco e em zonas rurais de municípios do sertão pernambucano, sendo encontrados cultivos nos municípios de Salgueiro/PE, de Parnamirim/RN, de Dormentes/PE, de Cabrobó/PE, de Belém do São Francisco/PE, de Orocó/PE, de Floresta/PE e de Itacuruba/PE. Foram empregadas frentes de atuação terrestre, fluvial e aérea.
Ao fim da operação, foi realizada palestra educativa na Escola Pública Paulo Fernando, em Salgueiro/PE, com o objetivo de atuar na prevenção primária ao uso de drogas e na redução de fatores de risco. A palestra integra o Projeto GPRED, iniciativa da Polícia Federal em colaboração com outras forças estaduais, com profissionais de educação e com voluntários da sociedade civil. A preleção visa fortalecer fatores de proteção e promover escolhas conscientes, especialmente entre crianças e adolescentes, atuando de forma educativa e aproximando a Instituição Policial da comunidade escolar.

Coordenação-Geral de Comunicação Social

Decreto de Rui Costa proibiu servidor de fugir dos juros altos do Master na Bahia, diz site

Um decreto do então governador Rui Costa (PT) de 13 de janeiro de 2022 — ainda em vigor — proíbe servidores da Bahia com empréstimos consignados no programa Credcesta de fazer a portabilidade do crédito para obter taxas mais baixas junto a outras instituições.

O decreto proibiu a portabilidade de crédito especificamente para os contratos do Credcesta — que consomem 30% da margem do servidor. E também os créditos concedidos por intermédio de associações e sindicatos. Os demais empréstimos consignados — crédito puro, com concorrência livre, o direito à portabilidade foi mantido.

O decreto reforçou a exclusividade do Banco Master, então operador do Credcesta, e foi publicado em um momento em que servidores superendividados começaram a questionar os contratos na Justiça. Procurado, Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil, não quis comentar.

Foi por meio de um outro decreto estadual — quando o Credicesta já havia sido privatizado — que o programa deixou de ser um benefício restrito a compras em uma rede de supermercados estatal e se transformou em um lucrativo cartão de crédito consignado. Assim, o Credcesta foi o primeiro grande negócio que alavancou o banco de Daniel Vorcaro, combinando altas taxas de juros de rotativo de cartão, em torno de 6% ao mês, risco baixo (pelo desconto na folha), e ausência de concorrentes (com exclusividade de 30% da margem por um período de 15 anos).

Em 2021, a Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (Afpeb) entrou com um mandado de segurança coletivo pedindo o fim da exclusividade para o operador do Credcesta. O pedido foi negado, com a Justiça acolhendo os argumentos do governo do Estado e do Master.

A mesma associação já havia entrado em 2020 com outra ação coletiva sob o argumento de que a exclusividade fere resolução do Banco Central e o Código de Defesa do Consumidor. "Obtivemos uma decisão favorável na 1ª instância, com suspensão de contratos, mas a decisão foi revertida na 2ª, sob argumentos que não entravam no mérito da demanda, depois de dois desembargadores se declararem suspeitos e pedidos de vista", explica o advogado Antônio Jorge Falcão Rios, autor da ação em nome da Afpeb. Teve de tudo no processo, até a tentativa de desqualificar a representatividade da Afpeb, que existe há 109 anos e foi a primeira associação de servidores do país. O governo da Bahia conseguiu transferir a ação para a Vara da Fazenda. Uma outra ação, ingressada em 2023, também foi transferida para a Vara da Fazenda e já foi arquivada.

Depois que a Polícia Federal entrou no caso e o BC decretou a liquidação do Master, a Afpeb voltou a recorrer à Justiça: entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contestando o acordo de exclusividade e a proibição da portabilidade no Credcesta no Estado da Bahia. Também entrou, separadamente, com ações contra decretos de uma dezena de municípios que replicam as regras do estado.

A única ação com decisão liminar até o momento é de Nova Soure. Em 19 de dezembro, a Justiça acatou parcialmente o pedido da Afpeb e determinou o fim da exclusividade para novos contratos no município.

Clique aqui e leia a matéria completa no site UOL.

Por Mariana Barbosa/UOL

Países ricos devem temer 'brasileirização' da economia, alerta revista The Economist

Revista britânica afirma que juros elevados e dívida pública do Brasil são alerta para outras nações
A situação da economia brasileira representa o alerta mais importante para as grandes economias do mundo, disse a revista britânica The Economist em artigo publicado nesta quinta-feira (12).

A publicação diz que a relação de juros elevados e dívida pública do Brasil oferece uma lição mais importante para o mundo do que a inflação argentina, a estagnação da Itália e os problemas comerciais do Reino Unido pós-Brexit.

A revista diz que, por um lado, o país apresenta dados aparentemente positivos, como um "crescimento econômico razoável, um banco central independente, um resultado primário quase equilibrado" e "uma dívida líquida alta para padrões de mercados emergentes mas baixa em comparação com países ricos".

O problema, diz o texto, são os juros altos necessários para financiar a dívida. O resultado da Selic —a taxa básica de juros— em 15% ao ano é que "o governo provavelmente pegará emprestado cerca de 8% do PIB por ano apenas para pagar a conta de juros".

A publicação diz que fechar o déficit com austeridade é improvável e que autoridades do Ocidente deveriam se perguntar por que os juros são tão altos no Brasil.

A revista aponta uma combinação de fatores como resposta, citando a "fragilidade das instituições financeiras", "o comportamento volátil da inflação" e a "trajetória sombria de longa data do orçamento federal"—com destaque para o gasto de 20% do PIB com aposentadorias.

A estimativa da revista The Economist é que, se não houver reformas, o governo brasileiro gastará mais com aposentadorias até 2050 do que países mais ricos e mais envelhecidos.

Para a revista, a situação fiscal brasileira serve de alerta para orçamentos do mundo rico, e que países já apresentam sintomas de uma "brasileirização" nesse sentido e devem se preocupar com isso.

Os Estados Unidos são um exemplo citado, especialmente por causa da pressão sofrida por instituições americanas, como o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) e o Departamento de Justiça.

A revista diz que a aposentadoria por lá pode não ser tão protegida quanto no Brasil, mas os gastos crescem com o envelhecimento da população, e o tema agrada eleitores mais velhos. A situação, diz a Economist, pode pressionar juros para cima e fazer os dilemas orçamentários de hoje parecerem simples.

"Pode parecer dolorosamente difícil, num mundo populista, prometer inflação baixa e ao mesmo tempo reduzir gastos com os idosos. Mas isso não é nada comparado à escolha angustiante que se desenha para o Brasil: entre uma austeridade profunda e uma aterradora espiral de dívida e juros", encerra o artigo.

Por Folhapress

Entenda os próximos passos do caso Master no STF após saída de Dias Toffoli

Forma com que o ministro deixou a relatoria permite que caso não volte à estaca zero.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, deixou a relatoria do caso do Banco Master nesta quinta-feira (12). A atuação do magistrado no caso acumulava críticas desde o ano passado, gerando uma crise que se intensificou com as investigações da Polícia Federal.

Toffoli vinha defendendo sua manutenção no comando do caso no Supremo. No entanto, o desgaste da situação culminou em sua saída da relatoria, decidida em conjunto pelos ministros do STF durante reunião de portas fechadas nesta quinta-feira (12).

O QUE ACONTECE AGORA?

A partir de agora, o ministro André Mendonça será o novo relator do caso Master na corte.

A decisão de designar um novo ministro para cuidar do caso foi definida na mesma reunião em que ficou acertada a saída de Toffoli. Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.

A forma com que se deu a saída de Toffoli do caso permite que a investigação em torno do Banco Master não volte à estaca zero. Os dez magistrados da corte concordaram em preservar todas as provas e e atos relacionadas ao processo como forma de manter a apuração e também de rechaçar a ideia de que Toffoli possa ter maculado o processo.

Depois da reunião, os magistrados assinaram uma nota conjunta em defesa de Toffoli e afirmaram "não ser caso de cabimento para arguição de suspeição".

Se ele fosse considerado suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos não teriam mais validade.

Relatório da PF entregue ao STF também aponta indícios de crimes que podem ter sido cometidos pelo ministro. O magistrado nega ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Master, e diz que nunca teve relação de amizade com ele.

A PF entregou o relatório com os achados sobre o magistrado à corte nesta semana. Para levar o caso ao Supremo, os investigadores se basearam no artigo 33 da Loman (Lei Orgânica da Magistratura) sobre a prerrogativa de juízes que prevê o envio dos autos às respectivas cortes em caso de suspeitas.

"Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação", diz o artigo.

A continuidade do processo, no entanto, não garante que Toffoli será investigado, uma vez que a polícia não pode prosseguir com uma investigação envolvendo um integrante da corte sem autorização do próprio Supremo.

A apuração da PF sobre Toffoli gerou críticas de outros ministros. Para os magistrados, o relatório entregue pela corporação a Fachin deixa evidente que os indícios apresentados pela PF contra Toffoli não foram encontrados por acaso pelos agentes.

Houve, na verdade, cruzamento de dados e pesquisas inclusive em juntas comerciais.
Por Folhapress

PF investiga fraudes bancárias contra clientes da Caixa em Macapá/AP

Esquema envolvia obtenção fraudulenta de dados e de movimentações financeiras não autorizadas em contas bancárias
Macapá/AP. Nesta sexta-feira (13/2), a Polícia Federal deflagrou a Operação Rastro Financeiro, com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão nos bairros Buritizal, Novo Horizonte e Trem, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um grupo suspeito de praticar fraudes bancárias contra clientes da Caixa Econômica Federal.

As investigações apontam que os envolvidos obtinham, de forma fraudulenta, dados bancários das vítimas e realizavam transferências, pagamentos e outras transações não autorizadas. Embora os correntistas tenham sido as vítimas diretas das ações criminosas, o prejuízo financeiro foi suportado pela Caixa, que ressarciu os valores subtraídos aos clientes.

A operação tem como objetivo coletar novas provas, identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso e promover a completa desarticulação do esquema de fraudes. Os investigados poderão responder pelo crime de fraude bancária, cuja pena pode chegar a até nove anos de reclusão, além de multa.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá

André Mendonça vira novo relator do caso Master após Toffoli se afastar de investigação

STF fez novo sorteio nesta quinta-feira após reunião com todos os ministros

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi designado o novo relator do caso Master na corte.

A decisão de designar um novo ministro para cuidar do caso foi definida em reunião com todos os magistrados nesta quinta-feira (12), em que ficou acertado que Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso.

Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.

Mendonça também é responsável por outro inquérito de grande repercussão e com impactos políticos diretos sobre o mundo político: a investigação sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.

A saída de Toffoli ocorreu após ele tomar uma série de decisões polêmicas na condução do caso, incluindo a imposição de sigilo severo sobre provas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

Empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Master em fraudes. Nesta quinta, o magistrado confirmou ser sócio de firma que foi dona de resort no Paraná e vendeu cotas do negócio a um fundo ligado às investigações sobre Vorcaro.

A saída de Toffoli do caso impede que a investigação em torno do banco volte à estaca zero. Se ele fosse considerado suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos não teriam mais validade.
Por Julia Chaib/Folhapress

Provas contra Toffoli levam disputa entre ministro e PF a clima de guerra fria institucional

Investigadores do caso argumentam nos bastidores que a atuação do ministro no caso criou prejuízos à apuração
A descoberta de transações e diálogos entre Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, ampliou um embate que vem sendo descrito por integrantes dos três Poderes como um conflito institucional entre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e a Polícia Federal nas investigações do escândalo de fraudes do Banco Master.

Investigadores do caso argumentam nos bastidores que a atuação do ministro no caso criou prejuízos à apuração.

Autoridades ouvidas pela reportagem relataram temor de ruptura institucional no STF, que estaria assistindo desde o final do ano passado, quando Toffoli puxou o caso para a corte, a uma espiral da crise sem capacidade de reação. Na noite desta quinta (12), o ministro aceitou deixar a relatoria do caso.

A percepção geral é a de que o caso Master desencadeou uma guerra fria com ataques e contra-ataques entre atores políticos e órgãos públicos, com desdobramentos que já não podem mais ser controlados em Brasília e nos estados onde há investigações.

Em nota divulgada na quinta-feira, o ministro afirmou que "jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro". Toffoli disse ainda que "jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".

Procurado para comentar por meio da assessoria do STF, ele não se manifestou.

A pressão sobre a Polícia Federal aumentou após a operação da semana passada que mirou aliados no Amapá do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Políticos e autoridades de Brasília passaram a reclamar que a PF estaria sem freios, demandando uma "contenção" no trabalho já avançado das investigações.

Um dos focos de pressão contra a PF é a apuração de vazamento de informações que estão sob sigilo dos inquéritos do Master. A própria defesa de Vorcaro pediu ao ministro do STF investigações sobre os vazamentos.

Diante da gravidade dos achados no celular de Vorcaro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou, na última segunda-feira (9), ao presidente ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório apontando mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli.

O ministro confirmou, em nota, que "faz parte do quadro societário" da empresa Maridt, que foi uma das donas do resort Tayayá, no Paraná. Ele nega, contudo, ser amigo de Vorcaro e ter recebido valores do ex-banqueiro.

Para investigadores, que falaram na condição de anonimato, os pagamentos seriam a razão da motivação da conduta de Toffoli, uma vez que podem acionar um processo de suspeição que o afaste do caso. Uma das preocupações é que isso possa invalidar provas, sob a alegação de erro processual, e provoque a nulidade de partes do processo.

O acesso às provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes relacionadas ao Banco Master, é assunto delicado nos corredores da PF. Ninguém quis se comprometer a dizer que os peritos não receberam as provas, mas também não confirmam se tiveram acesso.

Toffoli foi quem escolheu os peritos após um vaivém sobre o destino das provas da operação. O ministro primeiro determinou que todo o material fosse lacrado e guardado no STF, não na PF, como seria praxe, e depois autorizou que as provas ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República.

Em meio à escalada da crise, autoridades em Brasília alertaram para o risco de os demais ministros do STF virarem indiretamente "sócios" da crise do resort Tayayá e dar munição ao discurso de lideranças bolsonaristas contra a corte. No limite, isso poderia levar a uma espécie de ressignificação dos atos de 8 de janeiro de 2023.

Autoridades que acompanham os desdobramentos do caso avaliaram que o ministro deveria mostrar o seu sigilo bancário e telefônico e comprovar os pagamentos para a Maridt.

Em nota divulgada após a reunião que selou a saída de Toffoli do caso Master, os ministros do Supremo expressaram "apoio pessoal" ao colega e citaram "a inexistência de suspeição ou de impedimento". O texto diz que a mudança da relatoria ocorreu a pedido do magistrado, considerando "os altos interesses institucionais".
Por Adriana Fernandes/Folhapress

Homem é preso em flagrante por ameaçar ex-companheira em Luís Eduardo Magalhães

Um homem de 21 anos foi preso em flagrante na quarta-feira (11), em uma chácara na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, após ameaçar de morte a ex-companheira, de 20 anos, mesmo após ter sido intimado sobre o deferimento de medidas protetivas de urgência.

De acordo com as investigações, o suspeito entrou em contato com a mulher e enviou mensagem de áudio com ameaças contra a vida dela. Diante da situação de flagrância, equipes do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam) realizaram diligências imediatas e localizaram o investigado.

As apurações indicam que a vítima já havia registrado ocorrência anterior relatando ameaças e perseguições por parte do ex-companheiro após o término do relacionamento. Segundo o relato, o suspeito realizava rondas frequentes nas proximidades da residência e do local de trabalho da mulher.

O homem foi conduzido à Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães, onde foi autuado em flagrante pelo crime de ameaça. Ele permanece custodiado e aguarda audiência de custódia.
Fonte: Pedro Moraes / ASCOM PCBA

Relator de CPI prevê impacto do caso Toffoli em depoimento de Vorcaro sobre consignados

Relator da CPMI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) diz que o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro à comissão, previsto para o dia 26 de fevereiro, manterá o foco nos empréstimos consignados oferecidos pelo Master.

O relator afirmou, no entanto, que as revelações sobre ligações de Vorcaro com o ministro Dias Toffoli (STF) trarão "novos desdobramentos" ao depoimento.

"Vorcaro vai ser ouvido sobre os empréstimos consignados. A estratégia do depoimento não muda absolutamente nada em relação às investigações", disse Gaspar. Segundo ele, o depoimento segue mantido para a data agendada.

"Evidentemente que esses fatos [referentes a Vorcaro] colocam mais holofote ainda no momento de chegada dele à CPMI. Tem todo um desdobramento que é natural, mas sempre com um foco nos empréstimos consignados", afirmou.

Parlamentares preveem ser inevitável que, além da questão do consignado, o banqueiro também seja questionado sobre as denúncias referentes a Toffoli.

Gaspar aproveitou para pedir que o ministro deixe a relatoria do caso Master e compartilhe com a CPMI dados dos sigilos quebrados de Vorcaro que possam ajudar no trabalho da comissão.

"Espero que o ministro Toffoli se averbe suspeito ou imediatamente devolva à CPMI o pleno conhecimento do material que teve o sigilo afastado relacionado ao Vorcaro, como sigilo telemático e o sigilo telefônico", disse o relator.

Por Fábio Zanini, Folhapress

Toffoli deixa relatoria do caso Master

O ministro Dias Toffoli deixará a relatoria do processo que investiga irregularidades no Banco Master.

A decisão foi tomada por unanimidade pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) depois de tensas reuniões realizadas nesta quinta (12).

Para que se chegasse a um consenso, foi necessário um acordo em que os ministros rejeitaram a arguição de suspeição contra ele, e consideraram que todos os atos do magistrado no processo eram legítimos.

Depois disso, ele declarou que então sairá do caso, que vinha gerando um desgaste inédito contra o tribunal.

A situação do magistrado se agravou depois que a Polícia Federal (PF) entregou ao presidente da Corte um relatóro mostrando uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem o ministro entre seus sócios.

Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel chegou a ser detido pela PF. Ele funcionava como uma espécie de gerente do caixa do cunhado.

Nas mensagens, Vorcaro e Zettel citam o nome do magistrado e combinam as transferências, que seriam pagamentos pela compra de um resort que tinha a Maridt como sócia. Há menções a pagamentos recentes, feitos em 2025, ano em que o negócio foi concluído.

Toffoli declarou aos colegas que não era suspeito e que gostaria de permanecer na relatoria. Ele, no entanto, foi pressionado pelos ministros para deixar o caso.

Os magistrados assinaram uma nota conjunta em que afirmam que "os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator."

Como antecipou a coluna, depois que a PF entregou o relatório o ministro reconheceu que era acionista da Maridt, sócia do resort Tayayá.

Em nota, o ministro Dias Toffoli confirmou então que "faz parte do quadro societário" da empresa Maridt.

No texto, ele confirma ainda que a empresa "foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro" até 21 de fevereiro de 2025. E que vendeu cotas do negócio ao fundo Arleen, que faz parte da teia do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por supostas irregularidades na condução do Banco Master.

A venda da participação da Maridt foi concretizada em 27 de setembro de 2021, segundo o ministro, que recebia dividendos da empresa.

Ele afirma, no entanto, que nunca soube quem era o gestor do fundo Arleen. E acrescenta, na nota, que "jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro".

Toffoli diz também "jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".

Por Mônica Bergamo, Folhapress

Carnaval 2026: Cacá Leão diz que Zé Cocá é o nome indicado pelo PP para vice de ACM Neto

Foto: Política Livre
O secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão (PP), afirmou, nesta quinta-feira (12), que Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié, é o nome defendido pelo Progressistas para compor como vice na chapa de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Ba

“Eu disse a ele que gostaria muito de vê-lo nessa posição. Disse a ele, inclusive, que Jequié, que já fez dois governadores, pode fazer agora um vice-governador, e o futuro a Deus pertence. A minha relação com o Zé transcende a política. Zé é um irmão da vida. A gente caminha junto na política desde 2004, quando ele ainda era prefeito de Lafaiete Coutinho. De lá pra cá, a gente esteve junto na sua reeleição, depois participei efetivamente, inclusive trouxe Zé, na época, para ser votado em diversas das minhas bases como deputado estadual”, disse em conversa com este Política Livre.

Cacá afirmou que o desejo do partido é ver o prefeito de Jequié na chapa majoritária. “O desejo do Progressistas hoje é ver Zé Cocá na chapa com ACM Neto, representando o interior da Bahia, representando o Progressistas. É óbvio que essa é uma decisão que ele precisa tomar. A gente tem conversado, esse convite não está sendo feito pela imprensa. Já colocamos isso pessoalmente para ele, e no momento certo ele vai ter a oportunidade de tomar a sua decisão, fazer o que é melhor para Jequié, o que é melhor para a Bahia e o que é melhor para ele também. Como eu falei, Jequié, que já fez dois governadores, quem sabe não vai fazer agora também um vice-governador.

Nota de falecimento

 

É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento de Gilberto Silva Abreu Júnior (Júnior da caçamba), nascido em 04/05/1978, ocorrido em 12/02/2026.

Júnior será lembrado com carinho por sua presença marcante, seu coração generoso e por todos os momentos de alegria e amizade que proporcionou àqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Sua partida deixa saudades eternas e um vazio imensurável em nossos corações.

O corpo está sendo velado na Rua C, nº 63, Bairro Constância.

O sepultamento acontecerá às 9h. Na cidade de Barra do Rocha.

Que Deus o receba em sua infinita misericórdia e conceda paz à sua alma.

Com pesar,  Familiares e amigos

Secretário de Itumbiara (GO) mata os dois filhos e comete suicídio

Secretário da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, quem matou os dois filhos a tiros e tirou a própria vida
O secretário de Governo de Itumbiara (GO), Thales Machado, matou os dois filhos a tiros e cometeu suicídio em seguida na madrugada desta quinta-feira (12).

A Polícia Civil de Goiás instaurou um inquérito e acompanhou a perícia técnico-científica no local. Segundo a corporação, até o momento, não há indícios que indiquem a participação de outras pessoas na ocorrência.

Thales Machado era casado com Sarah Tinoco Araújo, filha do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo.

De acordo com a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo em Goiás e no Tocantins, o filho mais velho do casal tinha 12 anos e o caçula, 8. A criança de 12 anos foi levada ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu. O filho de 8 anos foi encaminhado ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, onde passou por cirurgia, mas também morreu. Os corpos do pai e do filho mais velho foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML).

Horas antes do crime, Thales publicou um vídeo dos filhos praticando luta em uma rede social. Segundo a TV Anhanguera, houve também uma publicação na qual ele pedia desculpas e mencionava o fim do relacionamento com a mãe das vítimas como motivação.
Ajuda

Caso você tenha pensamentos suicidas, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.

O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente.
(Jovem Pan)

Com Jerônimo na comitiva, Lula embarca para Ásia com 10 ministros e 315 empresários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na próxima segunda-feira (17) para uma viagem de oito dias à Ásia, com passagens pela Coreia do Sul e pela Índia. A comitiva contará com pelo menos 10 ministros de Estado, 315 empresários brasileiros e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, integram a delegação os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Alexandre Padilha (Saúde), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Esther Dweck (Gestão) e Frederico Siqueira (Comunicações), entre outros integrantes da Esplanada. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 24.

Além do governador baiano, Lula convidou os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente, mas ambos não devem participar da viagem.

A agenda internacional terá três eixos principais: a participação do presidente na cúpula global sobre Inteligência Artificial (IA), na Índia; a abertura de novos mercados para produtos brasileiros; e o fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais com as duas potências asiáticas.

A cúpula sobre IA será realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro, em Nova Délhi, e deve reunir cerca de 40 mil participantes de 50 países já confirmados entre os 100 convidados. Será a primeira vez que um presidente brasileiro participa de um evento global de alto nível voltado exclusivamente ao tema da inteligência artificial.

Congresso aponta artilharia pra Toffoli, pressiona por CPI e pretende pautar quebra de sigilo

Integrantes do Congresso Nacional reagem e centram artilharia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli após a Polícia Federal (PF) pedir a suspeição da suspeição dele, que é relator da investigação do caso do Banco Master. A PF encontrou conversas e menções a Toffoli no celular apreendido do banqueiro Daniel Vorcaro.

Há a possibilidade de convocação do ministro e quebra de sigilo a pedido da CPI do Crime Organizado e solicitação para que o STF determine a abertura de uma comissão para investigar o Banco Master. Parlamentares também pedem a quebra do sigilo das conversas apreendidas no celular de Vorcaro.

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi um dos primeiros a comentar as revelações sobre os contatos do ministro com Vorcaro.

"O Tofollão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema. Na semana posterior ao carnaval, a CPI do Crime Organizado votará os requerimentos de quebra de sigilo e convocações dos envolvidos. O Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei" afirmou.

Vieira já tinha apresentado à CPI dois requerimentos que pretendem convocar os irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio, a prestar depoimento.

Para fundamentar, o senador cita ainda reportagem do Estadão, que mostrou que a casa de José Eugênio Dias Toffoli aparece como sede da empresa que vendeu a fundo de cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master, parte de resort no Paraná por R$ 3 milhões. No local, a mulher do irmão do ministro afirmou que o marido nunca foi dono de resort.

O requerimento também baseia-se em "indícios que conectam transações imobiliárias e societárias a elementos sob investigação no âmbito da segurança pública e do sistema financeiro".

Toffoli é acionista da Maridt, empresa que tem como dirigentes seus irmãos José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli. A Maridt é uma sociedade anônima de "livro", cujos donos não são identificados em registros públicos. Suas identidades ficam anotadas em documentos da própria empresa. A sede da Maridt é a residência do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli.

O Estadão mostrou que Toffoli recebeu dinheiro de empresa que fez negócios com fundo de cunhado de Vorcaro.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 12, Toffoli confirmou que é sócio e recebeu dividendo dessa empresa, mas negou ter "relação de amizade" com Vorcaro e disse que "jamais recebeu qualquer valor" pago pelo banqueiro.

Na Câmara, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também articula uma outra frente para pressionar o ministro e Vorcaro. Ele pede para que o STF libere integralmente o conteúdo das conversas do banqueiro.

"É fundamental que o Supremo determina o fim do sigilo sobre essa investigação, e possa revelar todos os diálogos que tem no telefone do Vorcaro. Acho até para evitar vazamentos seletivos, abertura total. A população brasileira tem o direito de saber o que foi conversado, se houve intervenção política. É colocar luzes sobre o tema", afirmou.

O deputado foi o primeiro a protocolar pedido de instalação de CPI. O requerimento do parlamentar foi apresentado logo na retomada dos trabalhos parlamentares, no dia 2 de fevereiro.

Esse requerimento centra em apurar os R$ 12,2 bilhões pagos pelo Banco de Brasília (BRB) ao Master entre janeiro a junho de 2025, sendo R$ 6,7 bilhões pelas carteiras falsas e mais R$ 5,5 bilhões de prêmio. Rollemberg é opositor de Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal, que é controlador do BRB.

"É preciso tornar óbvio que é necessário instalar a CPI. Qualquer ação no sentido de não instalar a CPI vai trazer uma mensagem muito ruim para o conjunto da população brasileira, de que a Câmara estaria abrindo mão da responsabilidade de investigar um escândalo", disse o deputado.

Ele afirmou à reportagem que vai pedir ao STF que determine a instalação da comissão. A medida ocorreu, por exemplo, na CPI da Covid, durante a pandemia.

Esse não é o único requerimento de CPI que avança no Congresso. No dia seguinte ao protocolo de Rollemberg, a oposição apresentou pedido de instalação de CPI Mista no Congresso.

Essa tática é geralmente usada pelo grupo para driblar a fila de outras CPIs, argumento geralmente usado pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para não instalar colegiados. Motta já argumentou que a comissão sobre o Master vai "entrar na fila" de requerimentos.

Paralelamente, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), e a deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), também coletam assinaturas para protocolar seus requerimentos de criação de CPI do Master.
Por Levy Teles/Estadão Conteúdo

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