Caiado confirma apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno em ato com governadores reeleitos

Derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto nesta terça-feira (6), em Goiânia.

Caiado disse que o apoio é coerente com a sua trajetória, de combate ao PT. "Proporcionalmente Goiás vai dar a maior vitória a Flávio Bolsonaro. Será mobilização em tempo integral", disse Caiado, que também exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro, "meu colega na Câmara por 20 anos".

"O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros. Vou entrar de corpo inteiro, por convicção", disse Caiado.

O anúncio foi feito durante um ato com aliados e apoiadores e contou com a presença do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ambos foram reeleitos no domingo (4).

Derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto nesta terça-feira (6), em Goiânia.

Caiado disse que o apoio é coerente com a sua trajetória, de combate ao PT. "Proporcionalmente Goiás vai dar a maior vitória a Flávio Bolsonaro. Será mobilização em tempo integral", disse Caiado, que também exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro, "meu colega na Câmara por 20 anos".

"O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros. Vou entrar de corpo inteiro, por convicção", disse Caiado.

O anúncio foi feito durante um ato com aliados e apoiadores e contou com a presença do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ambos foram reeleitos no domingo (4).

Por Catarina Scortecci e Cleomar Almeida, Folhapres

PF investiga possíveis crimes eleitorais em São João das Missões/MG

Ação contou com apoio da PRE e da PM/MG para cumprimento de ordens judiciais; foram apreendidos celulares e R$ 80 mil em espécie
Foto: Divulgação/Polícia Federal,
Montes Claros/MG. A Polícia Federal, com apoio da Procuradoria Regional Eleitoral e da Polícia Militar de Minas Gerais, deflagrou, nesta terça-feira (6/10), a Operação Voto Limpo, com o objetivo de apurar possível prática de corrupção eleitoral no município mineiro de São João das Missões.

A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão, além de mandados de busca pessoal, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral/MG. As medidas foram realizadas em endereços localizados cidades mineiras de São João das Missões e Januária.

Foram apreendidos aparelhos celulares e cerca de R$ 80 mil em espécie, além de outros elementos que serão analisados no curso da investigação.

A apuração teve início a partir de informações sobre a realização de dois eventos festivos no dia 3/10, com oferta gratuita de alimentos e bebidas, que poderiam ter sido utilizados para eventual cooptação de eleitores e obtenção de votos.

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais

ACM Neto e Bruno Reis estão em Brasília para negociar apoio e ministério com Flávio Bolsonaro -Por Política Livre

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), e o antecessor, ACM Neto (União), embarcaram na noite de ontem para Brasília para negociar o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (União) à Presidência da República. O encontro deve acontecer entre o final da tarde e início de noite de hoje (09).

Antes, Flávio se reúne com outras lideranças para conversas individuais para definir cargos futuros. Com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por exemplo, cujo apoio ao bolsonarista já foi confirmado, o encontro será à 14h. Ficou definido que o ministério será o da Segurança Pública, atualmente ligado à pasta da Justiça.

Com ACM Neto e Bruno Reis, o acordo deve envolver uma pasta ligada à infraestrutura hídrica ou obras. Existe a possibilidade de o próprio ex-prefeito de Salvador, há quase oito anos fora da vida pública, assumir o ministério.

Campanha de Lula vai apostar em medo de fim de programas sociais para aumentar rejeição a Flávio

             Presidente da República foi cobrado por mais ênfase nas falas sobre segurança pública

A campanha de reeleição do presidente Lula (PT) vai investir no medo de perda de programas sociais na tentativa de reverter a liderança de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno.

Segundo relatos, o próprio presidente orientou os aliados a alertarem os beneficiários para o risco de redução desses benefícios, além da desvinculação do valor das aposentadorias dos reajustes do salário mínimo.

Lula disse, de acordo com aliados, que a população dá como garantida a manutenção desses benefícios, sem saber do risco de redução.

A partir dessa recomendação do presidente, a campanha vai realçar que há, da parte do adversário, compromissos com reformas que devem interromper ações sociais e que os adversários só conseguirão o que prometeram para o mercado se fizerem cortes em programas.

O mesmo discurso será levado aos aposentados. Eles deverão ser advertidos de que existe a possibilidade de desvinculação do valor das aposentadorias ao salário mínimo. Os trabalhadores também deverão ser lembrados que, durante o governo Bolsonaro, não houve ganho real do valor.

O raciocínio expresso à reportagem por aliados de Lula foi o de que a população dá como já incorporados os benefícios sociais criados pelas gestões petistas. Por isso, o PT já não seria recompensado eleitoralmente por essas conquistas. Nesse raciocínio, seria necessário mostrar que só o atual presidente garante a manutenção desses programas.

A ideia apareceu na segunda-feira (5), em reunião de Lula com dezenas de aliados para reorganizar a campanha após ter terminado o primeiro turno atrás de Flávio. Uma parte do encontro, com discurso de Lula, foi transmitida na internet —a ideia era que o petista fizesse uma fala rápida a tempo de seus recados serem reproduzidos nos telejornais noturnos. As falas dos aliados, bem como outras intervenções do presidente, não tiveram transmissão.

Questionados sobre essa campanha do medo, aliados do presidente argumentam que existe o risco real de perda de benefícios e que ex-governadores presentes à reunião lembraram ter havido essa redução durante a gestão de Bolsonaro.

Em um trecho de seu discurso aberto, Lula tangenciou a retórica do medo. "Nós temos que ter muito cuidado, porque toda vez, nesse país, que se fala em dureza fiscal, o que está em jogo é a política de inclusão social. Não é tirar o benefício dos ricos, é tirar o benefício dos pobres", declarou.

Na reunião, o presidente da República foi cobrado por falas mais incisivas sobre segurança pública. A ideia é mostrar que Flávio Bolsonaro promete elevar penas e reformas da legislação, mas o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não investiu nas polícias, por haver uma preferência pelas seguranças privadas e facilitação da venda de armas.

A cobrança por mais ênfase na área de segurança partiu de governadores petistas, e o presidente afirmou que compreendia a necessidade de reformular o discurso nessa área. A cobrança e a concordância do presidente foram entendidas como uma crítica indireta ao ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, principal formulador da linha de comunicação do chefe do governo.

Segundo relatos, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, falou diretamente a Sidônio sobre isso. Após reconhecer falhas na comunicação, Lula disse que não tinha assistido aos programas produzidos no primeiro turno. Mas que, daqui para frente, quer assistir às suas propagandas eleitorais e opinar sobre elas antes da exibição no horário eleitoral.

Além disso, o presidente disse que falará mais às rádios. Ao ouvir sugestões para realização de lives direcionadas ao eleitorado local, Lula disse que não deixará de ter contato com o povo nas ruas. Apesar disso, há a expectativa de que o presidente amplie sua presença em redes sociais.

Houve críticas à coordenação da campanha, sob a responsabilidade do presidente do PT, Edinho Silva. Na reunião, a ex-ministra Simone Tebet (PSB), derrotada na corrida pelo Senado em São Paulo, disse que continua à espera de orientação para a campanha no estado, hoje um dos alvos de preocupação dos petistas.

Governadores afirmaram que vão trabalhar pela ampliação dos votos de Lula em seus estados, independentemente do comando da campanha. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que não era o momento de buscar culpados, mas que era necessário afinar mais o comando da campanha junto às coordenações estaduais, por exemplo.

Aliados vinham pedindo um pulso mais firme, do presidente ou de alguém indicado por ele, para unificar os discursos de campanha. A área da comunicação ao longo do primeiro turno teve três, às vezes quatro, núcleos diferentes, cada um com seus métodos.

O chefe do governo também buscou aumentar o ânimo de seus aliados, abalado depois de a apuração do primeiro turno terminar com 47% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula.

A reunião da segunda foi importante nesse sentido porque teve a participação de lulistas que venceram suas eleições. Lula acompanhou a apuração no domingo em São Paulo, cercado principalmente de aliados paulistas que tinham acabado de ser derrotados.

Neste segundo momento da campanha, a equipe petista estabeleceu com seus aliados nos estados estratégias específicas para cada região, replicando fórmulas que consideraram bem-sucedidas em candidaturas estaduais.

Um dos principais objetivos da campanha petista é reduzir as abstenções de eleitores, principalmente as registradas na região Nordeste, reduto onde Lula teve melhor desempenho e onde aliados veem maior margem de crescimento.

Na linha de mitigar as abstenções, está o foco no público idoso, que já vinha sendo alvo da campanha. O objetivo é reforçar o estímulo para que aqueles com mais de 70 anos, que já não têm obrigatoriedade de votar, compareçam às urnas.

Durante a reunião, a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que perdeu a disputa ao Senado, levou a Lula a dificuldade que idosos tiveram ao votar no Rio de Janeiro, com mudanças em seções, por exemplo. Segundo a parlamentar, entraves como esse levaram a longas filas de espera para a população idosa e culminaram na desistência de várias pessoas.

Uma mudança que ocorrerá em relação ao primeiro momento da campanha é a intenção de Lula de, agora, comparecer a debates televisivos —aliados defendiam que ele participasse de pelo menos um no primeiro turno. Para eles, o atual momento vai exigir a disputa cara a cara contra Flávio para que o presidente consiga uma virada na eleição. Nas palavras de um aliado do petista, a eleição seria agora uma "disputa de CPFs".
Por Catia Seabra/Caio Spechoto/Mariana Brasil/Folhapress

STF avalia diálogo e investigações para conter bancada pró-impeachment

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) discutem estratégias para lidar com a eleição de senadores de direita que podem formar uma bancada favorável à abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte e à redução dos poderes do tribunal. Segundo quatro magistrados ouvidos pela coluna, uma das frentes seria ampliar o diálogo com parlamentares do PL que não integram a ala considerada mais radical. A reportagem é do jornal O Globo.

Entre os senadores eleitos apontados como possíveis interlocutores estão Reinaldo Azambuja (PL-MS) e Eduardo Gomes (PL-TO). Apesar de candidatos de direita terem adotado discursos críticos ao STF durante a campanha, ministros avaliam que parte dos novos parlamentares pode estar aberta ao diálogo e não necessariamente defender medidas de confronto direto com a Corte.

A outra frente envolve senadores eleitos que são alvo de investigações relatadas pelo próprio STF. Entre eles estão Carlos Jordy (PL-RJ), investigado por suposto desvio de cotas parlamentares, e Mauro Mendes (PL-MT), alvo de apuração sobre possíveis desvios de recursos públicos. Segundo ministros, os inquéritos podem ter novos desdobramentos antes mesmo da posse dos parlamentares, o que poderia reduzir a disposição de alguns deles para apoiar iniciativas contra integrantes do Supremo.
Por Redação/Politica Livre

Eleito aos 21 anos, Sandro Filho teve voto nos 417 municípios da Bahia

Eleito deputado federal pela Bahia aos 21 anos, Sandro Filho (PP) encerrou a eleição deste domingo (4) com uma votação espalhada por todo o estado. O novo deputado recebeu votos nos 417 municípios baianos e alcançou 167.394 votos no total, o equivalente a 2,02% dos votos válidos para o cargo. Com o resultado, terminou como o sexto candidato a deputado federal mais votado da Bahia.

Salvador concentrou a maior votação de Sandro. Na capital, foram 57.880 votos, o equivalente a 4,23% dos votos válidos para deputado federal. Sandro terminou como o terceiro candidato mais votado pelos soteropolitanos, atrás apenas de Pastor Sargento Isidório e Olivia.

O desempenho também foi expressivo em Feira de Santana, onde recebeu 9.777 votos, e em Camaçari, com 4.458. Na sequência aparecem Vitória da Conquista, com 4.152 votos, e Lauro de Freitas, onde obteve 3.953.

Quando considerado o percentual de votos em cada município, Sandro também registrou resultados acima de sua média estadual em diferentes regiões da Bahia. O melhor desempenho proporcional ocorreu em Gandu, onde conquistou 5,89% dos votos válidos para deputado federal. Em Itaparica, foram 5,48%, enquanto Ubatã registrou 5,09%.

Outros destaques proporcionais foram Ituberá, onde Sandro alcançou 4,43% dos votos, Salvador, com 4,23%, Vera Cruz, com 4,06%, e Ipiaú, onde ficou próximo dos 4%.

A eleição também colocou Sandro na história política baiana. Aos 21 anos, idade mínima exigida para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, ele se tornou o deputado federal mais jovem já eleito pela Bahia, superando Uldurico Júnior, que chegou à Câmara aos 22 anos.

A votação de Sandro em 2026 também representou um salto em relação à estreia eleitoral. Em 2024, ele havia sido eleito vereador de Salvador aos 19 anos, com 12.565 votos. Dois anos depois, multiplicou sua votação por mais de 13 vezes e passou de um mandato municipal para uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Por: Politica Livre

Regra para alíquota dos combustíveis na reforma tributária é publicada -Por Márcia Magalhães/Folhapress

O Ministério da Fazenda e o CGIBS (Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços) definiram a metodologia que será usada para calcular as alíquotas da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), a partir de 2027, e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), a partir de 2029, incidentes sobre combustíveis. A regra está em uma portaria publicada nesta segunda-feira (5).

Os combustíveis têm um regime específico na reforma tributária, em que os dois tributos são calculados sobre a quantidade comercializada.

As alíquotas serão as mesmas em todo o Brasil, mas específicas para cada tipo de combustível. Estão submetidos à metodologia gasolina, etanol anidro, óleo diesel, biodiesel, gás liquefeito de petróleo, etanol hidratado, querosene de aviação, óleo combustível, gás natural processado, biometano e GNV.

A norma não fixa quanto será cobrado de IBS e CBS por litro. Ela estabelece como será calculado o valor de referência que será utilizado para definir essas alíquotas.

Esse valor funciona como parâmetro para evitar que, na transição para o novo sistema, a tributação dos combustíveis fique acima da carga tributária que hoje incide sobre esses produtos.

Para chegar à referência, a portaria separa a carga tributária em duas partes: direta e indireta.

No caso da CBS, a carga direta corresponde ao que hoje é recolhido de PIS/Pasep, PIS/Pasep-Importação, Cofins e Cofins-Importação na produção, importação e comercialização dos combustíveis.

Já a carga indireta considera esses tributos, além do IPI e do IOF sobre seguros, quando recaem sobre insumos, serviços e bens de capital utilizados na cadeia de produção, importação e comercialização e não são recuperados como crédito.

Para o IBS, a lógica é semelhante, mas os tributos de referência são outros. A carga direta considera o ICMS. A carga indireta, por sua vez, considera ICMS e ISS incidentes sobre insumos, serviços e bens de capital utilizados na cadeia e que não tenham sido recuperados como crédito.

A portaria define a chamada "carga tributária por unidade de medida" como "o quociente entre a carga tributária, direta ou indireta, e a quantidade do combustível" no período correspondente.

Para a CBS, o período de referência é de julho de 2025 a junho de 2026, com valores corrigidos pelo IPCA até julho de 2026 e atualizado para preços de 2027 pela meta de inflação de 3%.

Há ainda uma regra específica para combustíveis que tiveram redução de alíquota entre março e junho de 2026. Nesses casos, para o cálculo da carga de referência da CBS, a portaria determina que sejam consideradas as alíquotas que estavam vigentes em fevereiro de 2026 nos meses em que ocorreu a redução.

A carga indireta da CBS seguirá outra conta. O montante apurado para 2025 será dividido pelo volume do combustível consumido no país naquele ano, para chegar a um valor por unidade de medida. Esse resultado também será corrigido pelo IPCA e atualizado para os preços de 2027.

Com essas duas parcelas será formada a carga tributária de referência.

A regra para 2027 é que a alíquota da CBS para cada combustível não ultrapasse a soma dessas duas cargas.

No caso do IBS, a transição é diferente. Para 2029, a alíquota poderá corresponder a até 10% da soma das cargas tributárias direta e indireta de referência. Em 2030, o limite sobe para 20%; em 2031, para 30%; e, em 2032, para 40%. A partir de 2033, o limite passa a ser de 100%.

Outro elemento importante da metodologia é o PMPF (Preço Médio Ponderado a Consumidor Final), apurado por estado e posteriormente consolidado em âmbito nacional.

Ele será especialmente relevante depois da entrada em vigor dos novos tributos, porque, para os anos seguintes a 2027, a CBS será reajustada de acordo com a variação do PMPF entre o período de referência e os 12 meses anteriores a julho do ano anterior àquele em que a nova alíquota será aplicada. A mesma lógica será utilizada para o IBS depois de 2029.

A portaria também trata dos biocombustíveis e do hidrogênio de baixa emissão de carbono. A regra preserva a determinação da reforma de que esses produtos tenham tributação inferior à dos combustíveis fósseis utilizados como referência. Para os biocombustíveis, a alíquota não poderá ser inferior a 40% nem superior a 90% da alíquota do combustível fóssil comparado.

Região Sudoeste da Bahia perde representatividade política nas casas legislativas- Por Redação

A região Sudoeste da Bahia terá uma redução na sua representação política nas casas legislativas a partir da próxima legislatura. O resultado das eleições deste domingo (4) marcou a saída de nomes que tinham atuação consolidada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e na Câmara dos Deputados.

Entre os parlamentares que deixam o cenário legislativo estão Nelson Leal (PP) e Luciano Ribeiro (União Brasil), que optaram por não disputar a reeleição. Também não conseguiram renovar os mandatos Waldenor Pereira (PT), Arthur Maia (União) e Felipe Duarte.

Outro caso é o de Vitor Bonfim, que deixou a disputa pela Assembleia Legislativa para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não conseguiu se eleger. Com isso, o Sudoeste também perde uma representação que tinha atuação no Legislativo estadual.

O resultado reduz o número de parlamentares com base política e eleitoral na região, que reúne importantes municípios como Vitória da Conquista, Guanambi, Brumado, Livramento de Nossa Senhora, Caetité e outros municípios do entorno.

Direita amplia bancada no Congresso e se aproxima de maioria para aprovar mudanças na Constituição

A nova composição do Congresso Nacional ampliou o espaço da direita e fortaleceu o PL, partido de Flávio Bolsonaro. A legenda terá 121 deputados federais, contra 99 atualmente, e 28 senadores, quase o dobro das 15 cadeiras que possui hoje. O PT também cresceu na Câmara, passando de 82 para 88 deputados em sua federação com PV e PCdoB, enquanto manteve nove senadores, com possibilidade de chegar a 10 ou 11. A reportagem é do jornal O Globo.

Na Câmara, o bloco formado pelo bolsonarismo e pelo Novo soma 131 deputados. Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários 308 votos, o que exigiria o apoio de cerca de 75% das bancadas de partidos do centro e do Centrão. Entre as siglas que podem ser decisivas estão União-PP, Republicanos, PSD, MDB e Podemos, além de partidos menores como PSDB, PRD, Solidariedade e Avante.

No Senado, a nova composição também fortaleceu a oposição ao governo e a chamada “bancada do impeachment”, que, segundo o levantamento, terá 49 integrantes. O número ainda fica abaixo dos 54 votos necessários para aprovar o impeachment de um ministro do STF, conforme decisão citada na reportagem, mas amplia o espaço do grupo para pautas como mudanças na Constituição e processos contra integrantes da Corte.

VÍDEO: Monumental fica pronto para despedida de Messi pela Argentina

O Estádio Mâs Monumental, em Buenos Aires, está pronto para receber a despedida de Lionel Messi da seleção principal da Argentina. O craque fará sua última partida pela equipe nacional diante de Benin, em uma noite que promete fortes emoções no estádio do River Plate

Está tudo pronto para uma noite que promete entrar para a história do futebol argentino. O Estádio Mâs Monumental, em Buenos Aires, já recebeu os últimos preparativos para a despedida de Lionel Messi da seleção principal da Argentina.

O último jogo do craque com a camisa da seleção será disputado nesta terça-feira (6), a partir das 20h, no horário de Brasília, contra Benin.

Às vésperas do confronto, o River Plate mostrou como está o Monumental para receber Messi e a torcida argentina em uma partida que promete ser marcada por muita emoção.
O estádio será o palco dos últimos momentos do camisa 10 defendendo a seleção que levou ao título da Copa do Mundo de 2022.

Veja, no vídeo, como está o Monumental para a despedida de Lionel Messi.1k48l4ugp33ad783731

As palavras de Jesus que levaram à saída de CR7: "Não faço aqui nada"

O jornal O Jogo revelou os bastidores da saída de Cristiano Ronaldo da seleção portuguesa. O desgaste com Jorge Jesus começou após CR7 passar 37 minutos aquecendo sem entrar contra a Noruega e chegou ao limite quando o treinador confirmou Gonçalo Ramos como titular diante da Dinamarca
Mais de uma semana depois de Cristiano Ronaldo abandonar a concentração da seleção portuguesa, o jornal O Jogo revelou, nesta terça-feira (6), a sequência de acontecimentos que levou à ruptura entre o craque de 41 anos e o técnico Jorge Jesus.

O ponto decisivo aconteceu quando Cristiano ouviu o treinador confirmar publicamente que Gonçalo Ramos seria titular contra a Dinamarca. Segundo a publicação, CR7 perdeu a paciência ao saber da decisão, levantou-se e disparou: "Não faço aqui nada, vou embora".

A frase, porém, foi o desfecho de um desgaste que havia começado dias antes.

Cristiano ficou 37 minutos aquecendo e não entrou

Tudo começou em 27 de setembro, quando Jorge Jesus escolheu Gonçalo Ramos para começar como titular na vitória de Portugal por 2 a 1 sobre a Noruega, no Ullevaal Stadion. O atacante marcou um dos gols portugueses.

Cristiano Ronaldo ficou no banco de reservas, mas, segundo O Jogo, o que mais incomodou o capitão não foi simplesmente ter começado a partida entre os reservas.

O atacante foi colocado para se aquecer e permaneceu fazendo exercícios durante 37 minutos, mas acabou não entrando em campo.

Cristiano não gostou da atitude do treinador e deixou clara sua insatisfação em uma série de reuniões que também envolveram Simão Coutinho, diretor esportivo do Al Nassr.

De acordo com o jornal, Jorge Jesus admitiu que errou ao prolongar o aquecimento do jogador, mas não chegou a pedir desculpas.

Pedro Proença tentou aproximar Cristiano e Jesus

Com as notícias sobre o mal-estar entre os dois, Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), viajou para Copenhague na tentativa de mediar um novo diálogo entre Cristiano e Jorge Jesus.

Os esforços, no entanto, não foram suficientes para mudar o cenário.

Na quarta-feira seguinte, Cristiano acompanhou com atenção a entrevista coletiva de Jorge Jesus antes do confronto contra a Dinamarca, pela terceira rodada da fase de grupos da Liga das Nações.

Questionado sobre quem seria titular em Copenhague, o treinador de 72 anos respondeu:

"Hoje vou treinar. Se tudo acontecer normalmente, é o Gonçalo Ramos que vai jogar."

Segundo O Jogo, eram justamente as palavras que Cristiano não queria ouvir.

"Não faço aqui nada, vou embora"

Ao ouvir Jorge Jesus confirmar que Gonçalo Ramos continuaria como titular, Cristiano teria perdido a paciência.

O atacante se levantou e afirmou:

"Não faço aqui nada, vou embora."

E foi embora.

Poucas horas depois, o jogador revelado pelo Sporting deixou a concentração da seleção portuguesa e embarcou em seu avião particular com destino a Madri, na Espanha.

De lá, Cristiano seguiu para Riad, na Arábia Saudita. Na segunda-feira (5), o atacante já havia retomado os treinamentos no Al Nassr, sob o comando do técnico australiano Ange Postecoglou.

Jorge Jesus: "Há princípios como treinador que são inegociáveis"

Apesar da saída de Cristiano, Jorge Jesus deixou aberta a possibilidade de o atacante voltar à seleção portuguesa.

No domingo, depois da vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, no Estádio do Dragão, resultado que garantiu Portugal nas quartas de final da Liga das Nações, o treinador afirmou que não existe qualquer "caso" entre os dois.

"Há princípios como treinador que são inegociáveis, mas, como não houve nada de especial em termos do que é a minha autoridade, para mim, o Cris na próxima convocatória será, caso esteja a jogar no Al Nassr, um jogador convocável, se ele quiser regressar à seleção", afirmou Jorge Jesus.

Pedro Proença: Cristiano "fará sempre parte deste grupo"

Pedro Proença também se pronunciou sobre a situação e deixou as portas da seleção abertas para o atacante.

"Cristiano Ronaldo representa o maior símbolo de portugalidade, e temos de prestar a vénia a Cristiano Ronaldo. Ele está na seleção nacional por mérito desportivo próprio, e fará sempre parte deste grupo de trabalho, sempre que estiver tecnicamente capaz", declarou o presidente da FPF.

Apesar das manifestações públicas de Jorge Jesus e Pedro Proença, uma reconciliação não estaria sendo preparada nos bastidores.

Segundo O Jogo, não está prevista qualquer reunião entre as três partes. Cristiano teria deixado claro desde o primeiro momento que considera sua decisão irreversível.

Assim, pelo menos por enquanto, o maior artilheiro da história da seleção portuguesa mantém fechada a porta para um retorno à equipe nacional.

por Notícias ao Minuto

Eleita com quase 2 milhões, deputada diz que feminicídio 'não existe'

Eduarda Campopiano (PL), eleita deputada estadual por São Paulo com 1.956.238 votos, declara-se antifeminista e afirma que o feminicídio "não existe". Aos 23 anos, a parlamentar também se posiciona contra o aborto e a criminalização da misoginia e promete combater propostas ligadas ao feminismo na Alesp

Eleita deputada estadual com quase 2 milhões de votos, Eduarda Campopiano (PL) chegará à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) tendo como uma de suas principais bandeiras justamente o combate ao feminismo. Aos 23 anos, a parlamentar já afirmou que o feminicídio "não existe", posicionou-se contra a criminalização da misoginia e promete atuar para dificultar o acesso ao aborto.

Campopiano recebeu 1.956.238 votos nas eleições de domingo (4), tornando-se a candidata a deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026. A votação foi a segunda maior da história para uma cadeira na Alesp, atrás apenas de Janaína Paschoal, que ultrapassou os 2 milhões de votos em 2018.

A ascensão foi rápida. Em 2024, Campopiano havia sido eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, com apenas 3.583 votos. Dois anos depois, multiplicou exponencialmente seu eleitorado e conquistou uma cadeira na maior Assembleia Legislativa do país.

"Eu não acho que feminicídio seja algo que exista"

A oposição ao feminismo ocupa posição central no discurso político de Campopiano. Ela própria já se apresentou como "a maior inimiga das feministas de São Paulo".

Uma das declarações que mais provocaram repercussão ocorreu durante um debate com a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL), quando a então vereadora discutia uma proposta de criminalização da misoginia.

"Eu não acho que feminicídio seja algo que exista", afirmou Campopiano.

A parlamentar defende que crimes desse tipo possam ser tratados como crimes passionais. Ao mesmo tempo, afirma ser favorável à existência de agravantes quando um homem utiliza sua superioridade física para agredir uma mulher, mas sustenta que a regra deveria ser aplicada também a outras situações semelhantes.

O feminicídio, porém, é uma categoria prevista na legislação brasileira para homicídios de mulheres motivados por violência doméstica e familiar ou por menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

"Sou antifeminista. E não vou dar para trás"

Campopiano não trata o antifeminismo apenas como uma posição pessoal. O tema se tornou uma das principais marcas de sua atuação política e de sua presença nas redes sociais.

"Sou antifeminista. E não vou dar para trás", declarou durante um debate.

Em outra ocasião, apresentou-se de forma ainda mais explícita: "Sou do PL, sou uma mulher conservadora, antifeminista".

Depois de conquistar quase 2 milhões de votos, Campopiano afirmou à Folha de S.Paulo que pretende manter esse posicionamento durante seu mandato na Alesp.

"A guerra tá só começando", disse ao falar sobre o confronto político que pretende travar com parlamentares feministas.

A deputada eleita também rejeita a ideia de que conquistas individuais de mulheres devam ser atribuídas ao movimento feminista.

"Todo mérito que qualquer mulher conquista, as feministas tentam usurpar para elas. Eu discordo disso, eu acredito que o mérito é individual", afirmou.

Aborto também será alvo do mandato

O aborto é outra das pautas que Campopiano pretende priorizar na Assembleia Legislativa.

A deputada eleita defende a vida desde a concepção e diz que pretende atuar para que mulheres desistam de interromper uma gravidez. Também se posiciona contra propostas de parlamentares feministas que considera "absurdas".

Entre os exemplos citados por ela está a proposta de criminalização da misoginia, tema que tramita no Congresso Nacional.

Embora Campopiano vá exercer um mandato estadual, e mudanças na legislação penal sejam competência do Congresso, ela afirma que pretende usar sua atuação política para combater o feminismo e pautas relacionadas ao movimento.

Armas para mulheres

Nem todas as propostas de Campopiano relacionadas às mulheres envolvem retirar ou rejeitar políticas específicas. Na área de segurança, por exemplo, ela defende que mulheres tenham acesso ao porte de armas de fogo como instrumento de proteção.

A parlamentar argumenta que uma mulher armada teria melhores condições de se defender de situações de violência doméstica e urbana.

Campopiano também se posiciona contra o reconhecimento da prostituição como profissão e contra políticas de cotas raciais.

Declaração sobre feminicídio provoca reação

As declarações da deputada eleita sobre feminicídio ganharam nova repercussão depois das eleições.

Nesta segunda-feira (5), a jornalista Adriana Araújo, âncora do "Jornal da Band" e da BandNews FM, se emocionou ao comentar as posições da parlamentar.

A apresentadora classificou como "gravíssima" a declaração de Campopiano sobre a inexistência do feminicídio e argumentou que esse tipo de discurso ignora a realidade enfrentada por vítimas de violência contra a mulher.

"Enquanto ela repete esses bordões que viralizam nas redes sociais e nos grupos de ódio às mulheres, mulheres reais estão sentindo dor na pele", afirmou Adriana.

A jornalista também destacou que movimentos organizados por mulheres participaram historicamente da conquista de direitos políticos que hoje permitem que Campopiano ocupe um cargo eletivo.

Das redes sociais à votação histórica

Maria Eduarda Campopiano Monteiro nasceu em Campinas, em 22 de julho de 2003, e começou a produzir conteúdo político nas redes sociais aos 18 anos.

Antes de disputar eleições, participou de programas de debate e integrou equipes de comentaristas. Em 2024, concorreu pela primeira vez a um cargo público e foi eleita vereadora de Praia Grande aos 21 anos.

Sua projeção nacional foi construída principalmente nas redes sociais, com conteúdos direcionados ao público conservador e discussões sobre feminismo, aborto, gênero, segurança pública e costumes.

Dois anos depois de conquistar 3.583 votos para vereadora, Campopiano chegou a 1.956.238 votos na disputa pela Alesp. por Notícias ao Minuto

Maria das Graças voltou as Ruas e mostrou ser a principal liderança de Ipiaú

Uma liderança verdadeira é reconhecida pela história e serviço prestado a uma população e em Ipiaú, na eleição 2026, Maria das Graças mostrou que continua sendo a principal liderança local.

Ao atender o chamado do povo, do governador Jerônimo e dos senadores Wagner e Rui, em apenas 11 dias pelas ruas de Ipiaú, a mobilização de Maria das Graças contribuiu para mudar cenários e transformou desvantagens em resultados favoráveis.

Maria das Graças chegou com seu par de tênis, sem prefeitura e sem câmara de vereadores, e foi fazer a campanha como ela gosta, corpo a corpo e olho no olho. 

E ela sentiu e viu o que sempre teve: a presença, o abraço e a confiança da família ipiauense construída ao longo de mais de 20 anos.

Maria chegou chegando e fez o maior evento em favor do governador e do presidente. Não foi carreata, foi caminhada voluntária que atraiu mais de 10 mil pessoas nas ruas de Ipiaú.

As últimas pesquisas mostravam o governador Jerônimo Rodrigues atrás de ACM Neto com mais de 20%.

O deputado estadual Niltinho estava em quarto lugar e após a chegada de Maria o cenário foi revertido.

O Governador Jerônimo e os senadores Rui Costa e Jaques Vagner em um almoço ,  haviam pedido para  Maria para vir a Ipiaú para tentar reverter a situação e mesmo com o pouco tempo que lhe restava, de imediato gravaram vídeo de apoio, começou o trabalho nas mídias sociais e o corpo a corpo e deu certo.

O resultado veio nas urnas: Niltinho alcançou a maior votação para estadual em Ipiaú. O deputado federal Mário Júnior obteve a segunda maior votação no município.  e o

Governador Jerônimo Rodrigues ultrapassou o candidato ACM Neto e obteve em Ipiaú a maior votação sendo reeleito no primeiro turno.

O resultado das urnas contou uma história, e os votos expressivos recebidos pelos candidatos de Maria das Graças falam por si.

Liderança não se impõe. Uma verdadeira líder é reconhecida naturalmente pelo seu povo, E Ipiaú reconheceu. 

Maria, apenas com pequenos gestos de apoio a outros candidatos a deputados estadual, também contribuiu com votações expressivas ficando claro que ela continua no coração das famílias de Ipiaú, sendo a principal liderança do cenário político local.

Kassio quer julgar soltura de Bolsonaro após 2º turno e avalia libertar ex-presidente com liminar

Ministro disse a auxiliares ver uma série de exageros na ação da trama golpista conduzida por Moraes

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques quer julgar logo após o segundo turno da eleição a ação que pede a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), independentemente de quem for o vencedor da disputa presidencial.

O magistrado avalia libertar Bolsonaro por meio de uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é de que o caso (um pedido de revisão criminal feito pela defesa do ex-presidente) seja levado ao plenário da corte.

Kassio tem dito a auxiliares que vê uma série de "exageros" na ação da trama golpista conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Bolsonaro cumpre a sentença em regime domiciliar.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu indulto ao ex-presidente caso vença o segundo turno contra Lula (PT). Porém, como só terá essa prerrogativa depois de eventualmente empossado, ele conta com uma decisão do ministro para subir a rampa do Palácio do Planalto acompanhado do pai.

Em maio, durante um evento da pré-campanha no Paraná, Flávio disse querer "fazer justiça" com o ex-presidente. "Ele vai subir aquela rampa junto com a gente em 2027", projetou. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o mesmo durante uma live feita com o senador em setembro.

A interlocutores Kassio afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado, mas que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições —o ministro é o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Kassio afirmou a um auxiliar que já refletiu sobre sua posição e concluiu que houve excessos no julgamento de Bolsonaro —por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada.

O ministro disse a essa pessoa próxima que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma "comoção nacional", pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação a serem contestados.

A decisão pode desencadear uma nova crise interna no Supremo, que já vem dividido desde o início do ano na esteira das investigações sobre o Banco Master, com ministros se acusando mutuamente de atuação com viés político.

Embora Kassio tenda a dar razão aos advogados, há uma ala no Supremo que discorda da revisão criminal: os ministros que já votaram pela condenação: Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Eles ainda têm o apoio de Gilmar Mendes.

A avaliação é a de que esse tipo de pedido só pode ser admitido em casos excepcionais —por exemplo, quando surge um fato novo que comprove a inocência do réu ou quando há evidências de que a condenação ocorreu com base em depoimentos ou documentos falsos, o que não se aplicaria ao caso.

Já André Mendonça e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro no julgamento, devem acompanhar o relator para rever a pena do ex-presidente. A dúvida recai sobre a posição do ministro Dias Toffoli e a do presidente do STF, Edson Fachin.

Em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do pedido de revisão criminal. De acordo com o PGR, a condenação definida pela Primeira Turma do Supremo foi baseada em um "vigoroso conjunto probatório".

Gonet afirmou que o ex-presidente não teve uma postura passiva, mas se envolveu em uma articulação concreta para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe de Estado, culminando nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.

"O controle da máquina pública, a instrumentalização de recursos do Estado e a manipulação de suas funções foram usados para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática", disse o procurador-geral.

Os advogados de Bolsonaro pedem a anulação da sentença e dizem ser necessária "a reparação do erro judiciário". Eles alegam falta de individualização das condutas (identificação de quem fez o quê) e prejuízo à defesa, além de defenderem que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário, e não na turma.

Por Luísa Martins/Folhapress

'Grande vitória', diz Trump sobre Flávio Bolsonaro ter ficado à frente no 1º turno da eleição

Foto: Reprodução/Instagram
O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou nesta segunda-feira (5) o primeiro turno das eleições brasileiras. Em entrevista a jornalistas enquanto deixava a Casa Branca, o republicano foi questionado sobre o que achou do resultado do senador Flávio Bolsonaro (PL) frente ao presidente Lula (PT). Ele respondeu que "é uma grande vitória, bem apertada, mas uma grande, grande vitória". "Incrível", completou ele. O candidato bolsonarista arrematou 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula.

Antes, ele afirmou a repórter Patrícia Vasconcellos, correspondente do SBT, que prevê uma eleição muito disputada no segundo turno. "Vai ser muito acirrada. Acho que a disputa no Brasil será muito acirrada".

No domingo, horas após o resultado, Trump fez uma publicação em que trocou o Brasil pela Índia, ao elogiar a rapidez da apuração dos votos. Após a confusão, o republicano editou a postagem para citar a "eleição presidencial do Brasil".

"125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial da Índia. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, NO MESMO DIA", havia escrito Trump em sua rede Social Truth, sem mencionar nenhum candidato diretamente.

A Índia, porém, não realizou eleições no domingo. O republicano depois corrigiu a informação sem mencionar o erro.Por Isabella Menon/Folhapress

Flávio Bolsonaro irá a Goiás para anúncio de apoio de Ronaldo Caiado

Foto: Reprodução/Arquivo
Derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, Ronaldo Caiado (PSD) anunciará apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) em ato em Goiânia nesta terça (6), de acordo com aliados. O governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), que venceu no primeiro turno, também vai participar.

A Folha procurou Caiado diretamente e por meio de assessores, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

Ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara, Vitor Hugo (PL-GO), eleito deputado federal novamente, afirmou que o grupo fará um evento às 14h30 com a participação de Flávio, de Caiado, de prefeitos de Goiás e dos eleitos pelo PL.

"É importante esse apoio de um governador reeleito, que fazia campanha para outro candidato, mas agora demonstra união em torno do nosso grupo", disse.

Caiado deixou o Governo de Goiás em março para concorrer à Presidência, mas acabou com apenas 2,18% dos votos válidos no primeiro turno, em quinto lugar. Ele teve o apoio de 2,6 milhões de eleitores. O PSD, partido dele, declarou que ficará neutro no segundo turno e que cada um dos políticos do partido poderá apoiar quem quiser.

Ibirataia: Grupo de Sandro Futuca registra votação expressiva no município

O prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca, e seu grupo político demonstraram força eleitoral nas eleições de 2026, consolidando apoio a diversos candidatos no município. Para deputado federal, o grupo contribuiu com 3.065 votos (27,09%) para Jayme Vieira Lima, que foi o candidato mais votado entre os apoiados pelo grupo. Já para deputado estadual, os candidatos Eduardo Salles receberam 1.660 votos (14,84%), Matheus de Geraldinho obteve 1.632 votos (14,59%) e Patrik Lopes alcançou 746 votos (6,64%).

Além do desempenho nas disputas proporcionais, os candidatos majoritários apoiados pelo prefeito Sandro Futuca também obtiveram resultados positivos. O governador Jerônimo Rodrigues foi reeleito para mais um mandato, enquanto os senadores Rui Costa e Jaques Wagner, que também receberam o apoio do grupo político de Ibirataia, foram eleitos para representar a Bahia no Senado Federal.

No cenário nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apoiado por Sandro Futuca e seu grupo político, avançou para o segundo turno da eleição presidencial. O resultado das urnas reforça a articulação política do prefeito de Ibirataia e sua base de apoio, que ampliaram sua participação no processo eleitoral de 2026, tanto no município quanto no cenário estadual e nacional.

PM apreende motocicletas por direção perigosa e escapamentos irregulares em Ipiaú

A Polícia Militar apreendeu 14 motocicletas durante uma operação de fiscalização realizada na noite deste domingo (4). A ação ocorreu após diversas denúncia sobre motociclistas realizando manobras perigosas em vias públicas, trafegando em alta velocidade e utilizando veículos com escapamentos irregulares.

Diante das denúncias, equipes do Pelotão de Motopatrulhamento intensificaram as rondas ostensivas e abordagens a motociclistas em diferentes pontos da cidade, com o objetivo de coibir as infrações e preservar a segurança no trânsito e a ordem pública.
Durante a fiscalização, os policiais identificaram motocicletas em desacordo com as normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Conforme a PM, nos casos em que as irregularidades não puderam ser solucionadas no próprio local, os veículos foram conduzidos ao pátio do quartel para a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis.

Ao final da operação, 14 motocicletas foram apreendidas. A Polícia Militar reforça que ações de fiscalização devem continuar com o objetivo de combater práticas que coloquem em risco motociclistas, pedestres e demais usuários das vias.
Por: Giro Ipiaú

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