Kassio volta a derrubar canal de Janones e diz que Lula pode ser responsabilizado
Gigante americana fecha fábrica no Brasil e funcionários conquistam indenização de R$ 35 mil após greve
PF efetua três prisões por importação irregular no Paraná
Ação apreendeu medicamentos para emagrecimento, anabolizantes, hormônios e cerca de R$ 21 mil em espécie no município de Paranaguá
Paranaguá/PR. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (12/10), três pessoas suspeitas de transportar medicamentos e produtos sujeitos a controle especial provenientes do exterior, sem a documentação exigida para a importação regular. Ação ocorreu em Paranaguá.Durante a diligência, os policiais federais localizaram medicamentos para emagrecimento, anabolizantes, hormônios e outros produtos sem a documentação necessária. Também foram apreendidos cerca de R$ 21 mil em espécie, além de cigarros e mercadorias diversas.
Os suspeitos foram encaminhados para os procedimentos de polícia judiciária cabíveis e permanecerão à disposição da Justiça.
Comunicação Social da Polícia Federal em Paranaguá
Jerônimo volta a Jequié, agradece votação e comenta relação com adversários políticos
A visita marca o primeiro retorno do governador a Jequié após as eleições de 2026, quando foi reeleito com 4.626.509 votos, o equivalente a 55,80% dos votos válidos na Bahia. No município, Jerônimo recebeu 40.664 votos, correspondentes a 45,40% da votação.
Durante a programação religiosa, o governador acompanhou a missa e a procissão ao lado das irmãs, do deputado estadual reeleito Euclides Fernandes (PT) e dos prefeitos Lucas de Laerte (MDB), de Boa Nova; Celso Coelho (Avante), de Cravolândia; Antonio Sampaio (Avante), de Irajuba; e Ricardo de Deca (PSD), de Nova Itarana.
Na ocasião, Jerônimo agradeceu o apoio recebido nas urnas e explicou que ainda não havia retornado à cidade porque, no domingo das eleições, esteve em Brasília para participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir estratégias para a reeleição do presidente.
Jerônimo falou ainda sobre sua religiosidade e informou que pretende intensificar as articulações políticas até o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. De acordo com ele, a agenda inclui reuniões com deputados eleitos e não eleitos, além de encontros com prefeitos.
Críticas a ACM Neto e Zé Cocá
Durante a conversa com a imprensa, Jerônimo Rodrigues criticou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), derrotado na disputa pelo governo baiano, e o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), que integrou a campanha de oposição.
O governador questionou o posicionamento político de ambos durante e após a campanha eleitoral. Segundo Jerônimo, houve pedido de votos casados com Lula durante o período eleitoral, seguido de uma declaração de apoio a Flávio Bolsonaro após o resultado das urnas. Ele afirmou que os envolvidos precisam dar explicações à população baiana sobre essa mudança de posicionamento.
Relação com prefeitos de oposição
Questionado sobre como será sua relação com os prefeitos que não apoiaram sua candidatura, Jerônimo afirmou que não pretende alterar o tratamento institucional aos gestores municipais.
“Não muda nada. Aqui tem Saulo, de Itagi, a prefeita de Aiquara, Zé Ronaldo, de Feira de Santana. Sentamos e conversamos. O dinheiro do Estado não é meu”, declarou.
O governador reconheceu, porém, que pretende manter uma relação política mais próxima com os gestores que estiveram ao seu lado durante a campanha. Ele também citou os resultados obtidos em Lafaiete Coutinho e Manoel Vitorino, municípios onde, segundo afirmou, venceu mesmo sem contar inicialmente com o apoio político local esperado.
Aeroporto e rodovias na pauta
Jerônimo também mencionou obras de infraestrutura entre as prioridades para a região, com destaque para o aeroporto e as rodovias. Segundo o governador, os projetos que já estão em andamento terão continuidade e serão concluídos.
A visita a Jequié reuniu, assim, compromissos religiosos, agradecimentos eleitorais e manifestações sobre os próximos passos do governo estadual, em um momento de reorganização política após o resultado das urnas e de mobilização para o segundo turno presidencial.
Por Marcos Cangussu
Inserção de donas de casa no mercado de trabalho aumentaria o PIB em 2,2%, mostra estudo Por Folhapress
Os dados mostram que, hoje, 47% das mulheres se encontram fora da força de trabalho
Segundo a economista Isabela Duarte Kelly, o objetivo do estudo feito por ela e pela professora Hildete é chamar a atenção para o peso do trabalho doméstico e de cuidados não remunerado na participação feminina no mercado de trabalho e para o potencial econômico que essas mulheres têm.
Para entrarem no mercado de trabalho, no entanto, é preciso políticas de infraestrutura para que os filhos tenham, no mínimo, acesso a creches e escolas de tempo integral, e no caso das que cuidam de idosos, que haja centros-dia para esse público.
De acordo com Isabela, a participação das mulheres na força de trabalho permanece praticamente estagnada há quase 15 anos. Em 2012, quando começa a série histórica analisada, o percentual era de 52%. Em 2025, chegou a 53%. Para ela, essa estabilidade reforça a necessidade de medidas que permitam às mulheres conciliar as responsabilidades familiares com uma ocupação remunerada.
O estudo aponta que a principal razão para as mulheres permanecerem fora da força de trabalho é a necessidade de cuidar da casa e da família. As 13 milhões identificadas nessa situação dedicam, em média, 32 horas semanais ao trabalho de cuidado.
Embora estejam fora do mercado, elas realizam atividades essenciais para o funcionamento das famílias, sem receber remuneração por isso.
A pesquisa mostra que inserir mulheres no mercado de trabalho não se trata apenas de uma questão de igualdade de gênero, mas o efeito principal se dá sobre a economia. Os impactos poderão ser sentidos na renda das famílias e na Previdência Social. Por isso, a pesquisadora defende que o tema seja tratado como uma pauta econômica, além de social.
"Também queremos falar que a independência da mulher está ligada ao trabalho. Nossa autonomia está ligada à autonomia financeira", diz Isabela.
"Quando a gente vê um movimento crescente, falando em voto familiar, contra o voto feminino, levando a outro lado, colocando-a como cidadão de outra categoria, a gente vê que precisa ainda mais estar no mercado de trabalho e precisa de políticas para isso, para que também as aloquem em ocupações mais produtivas", afirma.
A estimativa aponta que nem todas as 42,8 milhões de mulheres fora da força de trabalho teriam condições de ingressar no mercado, por isso, o recorte foca nas 13 milhões que apontam os afazeres domésticos e de cuidados como principal impedimento para uma ocupação.
A maioria dessas mulheres tem ensino médio completo. Para estimar a renda potencial, as pesquisadoras utilizaram os rendimentos médios de mulheres com o mesmo nível de instrução.
Em 2025, por exemplo, aquelas com ensino médio completo recebiam, em média, R$ 2.162 mensais. O estudo reconhece que a escolaridade não é o único fator que determina os salários, mas considera a simulação relevante para dimensionar a perda econômica provocada pela divisão desigual do trabalho.
Isabela afirma que políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, por exemplo, funcionam como medida paliativa necessária para mulheres que não conseguem ingressar no mercado, mas não devem ser a solução definitiva.
Para ela, o objetivo deve ser criar condições para que essas mulheres tenham acesso a empregos e possam conquistar autonomia financeira. A pesquisadora destaca que o grupo analisado não é formado por mulheres que necessariamente não querem trabalhar, mas por aquelas que apontam a falta de tempo, devido às responsabilidades domésticas e de cuidado, como obstáculo.
O levantamento também mostra que a desigualdade não atinge todas da mesma maneira. As pretas e pardas são maioria entre as 13 milhões que permanecem em casa devido aos cuidados. As diferenças regionais também são expressivas: em 2025, a participação feminina na força de trabalho era de 48% na região Norte e de 45% no Nordeste, patamares inferiores aos registrados em outras regiões.
Enquanto 53% das mulheres estavam na força de trabalho em 2025, a proporção entre os homens era de 72%. Entre eles, o cuidado doméstico aparece com muito menos frequência como motivo para não trabalhar. Ao todo, 740 mil homens apontaram os afazeres domésticos e de cuidados como principal razão para permanecer fora da força de trabalho, ante 13 milhões de mulheres.
STF e TSE entram em conflito nas eleições de 2026 após quase três décadas de sintonia- Por Redação
O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vivem um momento de tensão durante as eleições de 2026, rompendo um histórico de alinhamento entre as duas Cortes. Levantamento citado pelo Estadão aponta que, ao longo de quase três décadas, os tribunais concordaram mais vezes do que divergiram. As decisões recentes envolvendo Flávio Bolsonaro e Lula, porém, evidenciaram divergências sobre os limites de atuação do Supremo no processo eleitoral.
O embate ocorre em meio a disputas sobre decisões do TSE relacionadas às campanhas dos dois pré-candidatos e ao combate à desinformação. Os episódios ampliaram questionamentos sobre a atuação da Justiça Eleitoral e a relação institucional com o STF, que também tem ministros envolvidos em julgamentos de grande repercussão política.
A reportagem do Estadão destaca que os conflitos atuais contrastam com a trajetória histórica de cooperação entre os tribunais. O cenário eleitoral de 2026 passou a expor divergências sobre competências, decisões judiciais e os limites da interferência do Supremo em questões submetidas à Justiça Eleitoral.
Pesquisa Nexus/BTG aponta Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos no segundo turno Por Redação
Fim da escala 6x1 volta ao Senado nesta terça (13), com disputa entre governo e oposição; veja o que pode mudar
A votação está prevista para ocorrer em primeira sessão nesta quarta-feira (14), a partir das 14h. A oposição tenta evitar que ocorram duas votações no mesmo dia, com obstruções, seja impedindo o quórum mínimo ou apresentando emendas para tentar fazer com que o texto volte para a Câmara dos Deputados.
A PEC pelo fim da escala 6x1 reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas 14 meses após sua promulgação e publicação, e cria a escala 5x2, sem redução de salário. A proposta foi aprovada na Câmara em maio. Para passar no Senado, precisa de 49 votos dos 81 senadores em duas votações.
As sessões de discussões da PEC começaram na terça-feira (6), logo após o primeiro turno das eleições de 2026, conforme havia sido acordado entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O PL, de Flávio Bolsonaro, é o principal partido que trabalha contra a aprovação nos bastidores. O motivo é que, na avaliação da legenda, a medida daria vantagem a Lula, que saiu do primeiro turno das eleições em desvantagem, em segundo lugar.
As sessões de discussão da PEC precisavam de ao menos cinco senadores para debate, mas chegaram a ter cerca de 50. O primeiro a falar na tribuna foi o senador Paulo Paim (PT-RS), que está se aposentando do Senado, e sempre defendeu a redução da carga horária de trabalho.
Paim teve uma de suas PECs de diminuição da jornada aprovada no final de 2025, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Ele foi deputado constituinte e, ao lado do presidente Lula, conseguiu aprovar a redução da jornada de 48 horas semanais para 44 horas semanais no texto da Constituição.
PEC das horas trabalhadas
Paralela à PEC 2221, há uma proposta da oposição. É a PEC 12, do senador Rogério Marinho (PL-RN), que propõe mudar a escala para implantar o sistema de horas trabalhadas. Chamada de PEC da Liberdade por quem a defende ou de PEC da Escala 7x0 pelos seus críticos, a medida cria o regime por horas trabalhadas.
O projeto do parlamentar do PL altera parte do artigo 7º da Constituição Federal para dar ao trabalhador a possibilidade de escolher entre a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e o trabalho por hora, por meio de um regime flexível. O pagamento seria feito com base nas horas trabalhadas.
Com esse modelo, o próprio profissional poderia escolher um contrato em que folga dois dias por semana, mas não recebe pelos dias que não trabalha. A jornada por hora poderia ter contratos inclusive em que se trabalha todos os dias, respeitado o limite de horas semanais, ou com uma folga na semana.
Na PEC apoiada por Flávio Bolsonaro, salário, FGTS, férias e 13º seriam proporcionais às horas trabalhadas.
O que pode mudar com o fim da escala 6x1?
- A jornada de trabalho hoje é limitada a oito horas por dia e 44 horas semanais, conforme prevê a Constituição
- Pela PEC 221, a jornada será limitada a oito horas diárias e 40 horas semanais, com dois descansos semanais remunerados, sendo um deles preferencialmente aos domingos
- No primeiro ano, o limite será de 42 horas semanais e só começará a valer 60 dias após a promulgação da medida; 12 meses depois, haveria a redução para 40 horas
Como fica o descanso semanal remunerado?
- Hoje, há apenas um repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos
- A PEC 221 cria a escala 5x2, com dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos
- Mas isso não significa que todo mundo vai folgar aos sábados e domingos, pois vai depender da escala e da profissão
- Categorias e atividades que podem atuar em domingos e feriados, conforme prevê a lei, por serem consideradas essenciais, continuam com outras escalas, mas a folga deve ser compensada
Como ficam as horas extras?
- As horas extras continuam existindo. Hoje, o salário deve ser acrescido em 50% a cada hora a mais trabalhada no dia, com limite de duas horas extras por dia
- Com a PEC, no período em que a jornada for de 42 horas, acordos e convenções coletivas poderão prever que a jornada diária possa ter mais de oito horas para compensar a escala 5x2, sem que essas horas sejam pagas como extra
- Isso ocorrerá para acomodar a jornada de 42 horas dentro da escala de cinco dias
Será proibido trabalhar aos domingos?
- O trabalho aos domingos não é proibido e é, inclusive, permitido para algumas categorias consideradas essenciais
- Se houver trabalho nesse dia sem compensação prevista em lei, norma, convenção ou acordo coletivo, a hora de trabalho deverá ser paga em dobro
- A PEC 221 mantém o domingo como um dia preferencial de descanso, mas não veta o trabalho neste dia, garantindo que categorias que precisem funcionar possam organizar suas escalas; vale a regra atual de compensação, que pode contar, inclusive, com banco de horas
Como fica o banco de horas?
- Hoje, o trabalho em domingos e feriados pode ser compensado por meio de banco de horas se houver acordo ou convenção coletiva prevendo a medida
- Não há nova regra prevista e o banco de horas poderá ser adotado conforme as negociações entre empregadores e trabalhadores
Os acordos e convenções coletivas vão mudar? Eles podem prever jornada maior?
- A Constituição e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) garantem que acordos e convenções coletivas podem prever arranjos diferentes de leis e normas, desde que respeitem a Constituição; é o acordado sobre o legislado, reforçado na reforma trabalhista de 2017
- A PEC 221 mantém que acordo ou convenção coletiva de trabalho pode prever compensação de horários e outros arranjos de jornada, desde que respeitados os limites reforçando o acordado sobre o legislado; não é possível, no entanto, aumentar a jornada máxima semanal nem acabar com os dois dias de descanso previstos
- A PEC prevê ainda que cláusulas que tratem sobre a jornada antiga deixam de valer dentro de 60 dias
O que é o 'superempregado'?
- A reforma trabalhista de 2017 criou a figura do trabalhador hipersuficiente, que é o profissional com diploma de nível superior e salário acima de dois tetos da Previdência Social; ele pode negociar diretamente com o empregador
- A PEC 221 coloca na Constituição a figura do 'superempregado', que é o trabalhador com diploma de nível superior e com salário acima de dois tetos e meio da Previdência, o que dá R$ 21.888,88 hoje. Neste caso, o profissional não terá controle de jornada e terá direito somente aos dois descansos semanais remunerados
Por Cristiane Gercina
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VÍDEO: Renato Gaúcho declara apoio a Flávio Bolsonaro e sai aplaudido de coletiva após Gre-Nal
Ao comentar o caso, o comandante gremista defendeu o auxiliar e criticou os jornalistas que noticiaram o episódio. Renato também afirmou que o Ministério Público inocentou Mendes, sem apresentar detalhes que sustentassem a declaração durante a resposta.
Na sequência, Renato relacionou suas críticas à imprensa ao posicionamento político. “Eu não deveria falar isso, mas é por isso que sou Bolsonaro”, afirmou, sendo aplaudido após a decla
Renato Gaúcho foi perguntado sobre o Alexandre Mendes, que foi detido por descumprimento de medida protetiva (depois o auxiliar do Renato foi solto e os advogados soltaram uma nota dizendo que a acusação de violação é falsa. Ao final, ele declarou apoio ao Bolsonaro e recebeu aplausos na coletiva.
— DataFut (@DataFutebol) October 12, 2026
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