PF erradica 612 mil pés de maconha no sertão pernambucano

Salgueiro/PE. A Polícia Federal deflagrou, entre 21 e 30/9, a Operação Carcará Fase XIX, com o objetivo de identificar e de erradicar plantios de maconha no sertão pernambucano

Nas ações, foram destruídos cerca de 612 mil pés de maconha, 8 mil mudas que estavam em 48 plantios, além da apreensão de 128 kg de maconha pronta para o consumo.
Os plantios foram localizados mediante levantamentos feitos pela Polícia Federal em algumas ilhas dos Rio São Francisco, na Região de Orocó/PE, Salgueiro/PE, Cabrobó/PE, Belém do São Francisco/PE, Betânia/PE, Floresta/PE, e Santa Maria/PE.
A ação contou com a participação das Polícias Civil e Penal de Pernambuco e de Alagoas, de militares dos Corpo de Bombeiros e do BEPI-Batalhão Especializado de Policiamento do Interior.

Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco

PF apreende mais de 5,5 kg de maconha em encomenda postal

Ação contou com a participação de cães farejadores para localização da droga em Rio Branco/AC
Rio Branco/AC. Nesta sexta-feira (9/10), a Polícia Federal apreendeu 5,546 kg de substância esverdeada com características análogas à maconha durante ação de fiscalização de rotina em uma unidade dos Correios, em Rio Branco.
A localização do entorpecente ocorreu com o apoio dos cães de detecção de drogas, que indicaram suspeita em uma encomenda. Durante a inspeção, os policiais encontraram a substância escondida no interior de uma embalagem.

O material apreendido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal para os procedimentos de polícia judiciária, com o objetivo de identificar os responsáveis pelo envio e recebimento da encomenda.

Comunicação Social da Polícia Federal no Acre

FICCO/BA, BOPE, PRF e NCI/PF localizam e prendem foragido internacional russo em Salvador

Salvador/BA. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA), em ação integrada com o Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar da Bahia (BOPE/PMBA) e o Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal na Bahia (NCI/PFBA), realizou a prisão de um foragido internacional de nacionalidade russa, na cidade de Salvador/BA.

O preso possuía contra si mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de condenações pelos crimes de tráfico de drogas e falsificação de documentos. Ex-militar das Forças Armadas da Rússia, o indivíduo encontrava-se foragido da Justiça brasileira.

As diligências tiveram início após acionamento da INTERPOL junto à FICCO/BA, que passou a desenvolver atividades de inteligência, pesquisas e levantamentos para identificação de seu paradeiro. Durante os trabalhos, foi constatado que o foragido encontrava-se oculto em uma área de forte influência de facção criminosa, situada entre os bairros de Cajazeiras e Águas Claras, em Salvador.

A prisão integra as ações da Operação Artemis, iniciativa permanente voltada à localização e captura de criminosos foragidos da Justiça, especialmente autores de crimes violentos e lideranças de organizações criminosas.

Após a prisão, o foragido foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia, onde foram adotadas as medidas de polícia judiciária e os procedimentos necessários ao cumprimento da decisão judicial.

A FICCO/BA é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Polícia Militar da Bahia, pela Polícia Civil da Bahia, pela Polícia Penal da Bahia, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia.

Comunicação Social da PF na Bahia

Crescimento Expressivo: INSS nega mais de 4,3 milhões de benefícios no primeiro semestre de 2026

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma alta expressiva no volume de negativas em todo o país. Nos primeiros seis meses de 2026, o órgão acumulou 4.319.336 pedidos indeferidos, um cenário que reflete um aumento de quase 70% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O salto acentuado nas recusas acende um sinal de alerta entre especialistas e trabalhadores. O volume expressivo de negativas impacta diretamente a seguridade social, evidenciando gargalos operacionais, endurecimento nos critérios de concessão e barreiras enfrentadas pelos segurados na comprovação de requisitos legais.

Dados do Primeiro Semestre de 2026:

  • Total de pedidos negados: 4.319.336

  • Crescimento: Quase 70% de aumento em relação a 2025

  • Impacto: Sobrecarga nas vias recursais e maior demanda por orientação jurídica previdenciária

Para os cidadãos, o cenário reforça a importância de uma preparação rigorosa da documentação e, quando necessário, o acompanhamento especializado para reverter decisões administrativas indevidas.

Globo muda horário de entrevistas com candidatos após situação

A Globo remarcou as entrevistas do segundo turno com Lula e Flávio Bolsonaro para os dias 15 e 16 de outubro, alegando razões de programação e igualdade de exposição dos candidatos.

A Platinada adiou as entrevistas em horário nobre com o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que estavam previstas para os dias 8 e 9 de outubro.

As entrevistas foram remarcadas para os dias 15 e 16 de outubro, na semana seguinte. A jornalista Renata Lo Prete, apresentadora do Jornal da Globo, será a responsável por conduzir as entrevistas.

Segundo a emissora, a mudança ocorreu para evitar uma diferença de 1 hora e 25 minutos nos horários de exibição das entrevistas. A Globo afirma que as campanhas dos candidatos não influenciaram a decisão.

Os horários originais seriam afetados por eventos da programação, como a transmissão de uma partida do Campeonato Brasileiro e a propaganda eleitoral obrigatória.

No primeiro turno, as entrevistas foram realizadas por César Tralli e Renata Vasconcellos, do Jornal Nacional. Outras emissoras ajustaram suas agendas: a Record marcou um debate entre Lula e Flávio Bolsonaro para o dia 11. A Band adiou seu debate para o dia 18.

Contudo, a entrevista de Lula foi marcada para o mesmo dia do Debate Presidencial organizado pelo SBT e um grupo de veículos de comunicação, previsto para 15 de outubro.

Até o momento o SBT e os demais participantes do pool de veículos não haviam se manifestado sobre uma possível alteração da data do debate.

Além disso, a Globo também marcou o último debate entre os candidatos para 23 de outubro, com mediação de César Tralli, transmissão pela TV Globo e GloboNews. Os candidatos foram convidados, mas ainda não haviam confirmado presença.
César Tralli é criticado na Globo por excesso de alegria com vitória de Flávio

O jornalista César Tralli voltou a receber críticas internas na Globo após comandar a cobertura da apuração do primeiro turno das eleições… Leia mais!

Confira os diferentes cenários de votação para o 2º turno das Eleições 2026

Eleitor poderá votar para até três cargos ou participar de plebiscito, dependendo do local ond e vota
No dia 25 de outubro, data do 2º turno das Eleições 2026, a urna terá menos opções de voto que no 1º turno. A combinação de cargos e consultas varia conforme o estado ou município.

A depender do local onde a eleitora ou o eleitor vota, há cinco cenários de votação possíveis. Confira o que aparecerá na urna em cada um deles.

Apenas presidente

Nos locais sem 2º turno para governador, eleição suplementar para prefeito ou plebiscito, o eleitorado votará apenas para presidente da República (dois dígitos).

Governador e presidente

Haverá também votação para escolha de governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins e Rio de Janeiro. Nesses estados, a urna exibirá primeiro o voto para governador e depois para presidente. Para cada cargo, a pessoa digitará dois números.

Prefeito e presidente

Haverá votação para prefeito e presidente nos seguintes municípios com eleição suplementar:
  • Arroio do Sal (RS);
  • Santana do Itararé (PR);
  • Porto da Folha (SE);
  • Macedônia (SP);
  • Martinópolis (SP);
  • Narandiba (SP).
Em cada cargo, o eleitor digitará dois números.

Prefeito, governador e presidente

Em Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO), onde também terá eleição suplementar, o eleitor votará para três cargos, nesta ordem: prefeito, governador e presidente, todos com dois dígitos.

Presidente e plebiscito

Em algumas cidades, além do voto para presidente, os eleitores terão que responder à pergunta de um plebiscito. Veja quais:
  • Chopinzinho e São João (PR): sobre a redefinição dos limites entre os dois municípios;
  • Poxoréu e Primavera do Leste (MT): sobre o desmembramento do Distrito de Nova Poxoréu, atualmente em Poxoréu, para incorporá-lo a Primavera do Leste;
  • Colniza e Cotriguaçu (MT): sobre o desmembramento das áreas conhecidas como Ilhas de Ocupação, no Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, de Colniza para incorporação a Cotriguaçu.
Nesses locais, a pessoa votará primeiro para presidente, digitando dois números, e depois responderá à pergunta exibida na urna.

Horário de votação

A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, inclusive nas cidades com fuso horário diferente.

Quem esteve apto para votar no 1º turno e não compareceu poderá votar normalmente no 2º turno. A Justiça Eleitoral considera cada etapa uma eleição independente. A ausência anterior continua sujeita à justificativa ou ao pagamento de multa.

Colinha eleitoral

Apesar do número mais reduzido de escolhas, a Justiça Eleitoral continua recomendando que a eleitora e o eleitor levem a colinha eleitoral com os números das candidaturas escolhidas. O uso da anotação em papel ajuda a lembrar a sequência e facilita a votação na urna eletrônica.

JC/JP/DB

TRE-BA realiza geração de mídias das urnas eletrônicas para o 2º turno das Eleições 2026

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realizará, na próxima terça-feira (13), a geração de mídias das urnas eletrônicas que serão utilizadas no 2º turno das Eleições Gerais 2026. Em Salvador, o procedimento ocorrerá a partir das 9h, nos cartórios da 1ª à 19ª Zonas Eleitorais, localizados na sede do Tribunal, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O TRE-BA receberá a imprensa na 18ª zona eleitoral para evidenciar o procedimento. Os meios de comunicação interessados em acompanhar o ato devem solicitar credenciamento pelo e-mail comunicacao@tre-ba.jus.br.

A atividade será aberta ao acompanhamento e à auditoria por representantes do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos partidos políticos, das federações partidárias e demais interessados, conforme previsto no Edital TRE-BA nº 101/2026, e no artigo 95 da Resolução TSE nº 23.751/2026.

Sobre a atividade

A geração de mídias é uma das etapas de preparação das urnas eletrônicas para a votação. Nessa fase, são preparadas as mídias que armazenam os sistemas e os dados necessários ao funcionamento dos equipamentos, incluindo as informações referentes às candidaturas que disputarão o segundo turno.

Após esse procedimento, as urnas passam por outras etapas de preparação, entre elas a migração para o 2º turno, o auto teste e a lacração.

Por: Politica Livre

Segundo turno tem guerra judicial com ordens de ministros contra Lula e ação do PT contra Flávio

O encerramento da primeira semana da corrida até o segundo turno pela Presidência se dá em meio à disputa jurídica de alta temperatura no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entre as duas campanhas rivais.

De um lado os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, respectivamente vice-presidente e presidente do TSE, deram ordens mandando remover posts recentes do presidente Lula (PT) e de alguns de seus aliados, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Em um dos vídeos, Lula afirma, por exemplo, que seu rival, se eleito, vai cortar uma série de gastos com programas sociais.

De outro, a campanha do petista ingressou com ação de investigação judicial eleitoral (Aije) no TSE pedindo a cassação da chapa de Flávio, sob alegação de uso irregular dos perfis em redes sociais de Pablo Marçal para disseminação de propaganda eleitoral e informações falsas. A ação pede a suspensão liminar do perfil de Marçal no Instagram, que tem 14,1 milhões de seguidores.

Procurada, a campanha do bolsonarista afirmou que Marçal "não integra a estrutura da campanha de Flávio Bolsonaro" e que ele "é um apoiador político publicamente declarado".

A campanha petista pede ainda ao TSE o bloqueio do site B22token, que dá criptomoedas para usuários que compartilharem a mensagem B22 e conteúdos como vídeos que incentivam o voto em Flávio -revelação feita pela Folha de S. Paulo-, afirmando que constitui abuso do poder econômico.

Quanto a este ponto, a campanha de Flávio já tinha negado ter ligação com o esquema e disse que entraria com ação judicial para derrubar a página.

Na noite desta sexta (9), a ministra do TSE Estela Aranha mandou derrubar o site de venda de criptomoedas que hospeda o esquema que distribui tokens. Em sua decisão, ela afirmou que o site "extrapola a mera manifestação política de apoiadores" e pode se configurar como um mecanismo estruturado de concessão de vantagem econômica vinculada à divulgação de conteúdo de natureza político-eleitoral -o que pode infringir as regras da Justiça Eleitoral.

Os vídeos de Lula no Instagram derrubados por ordem de Mendonça alcançavam, no fim da manhã desta sexta, respectivamente, 20 milhões e 15 milhões de visualizações.

Um desses vídeos era em formato de selfie, adotado pela campanha de Lula nesta semana, em meio a uma mudança de tom da campanha do petista, terminada em desvantagem no primeiro turno. Nele, Lula diz que, se eleito, Flávio vai "cortar no Pé-de-Meia, no Farmácia Popular, no Minha Casa, Minha Vida, na merenda escolar, no Gás do Povo". Afirma ainda que seu rival não dará "aumento do salário mínimo para os trabalhadores acima da inflação" e "aumento do salário mínimo para os aposentados".

Em outra peça, uma narração diz que "se Flávio vence, você perde o remédio gratuito, a aposentadoria, o salário mínimo, o fim da escala 6x1, o sonho da casa própria".

Mendonça afirmou, em sua decisão, que "o direito de formular críticas e prognósticos políticos não se confunde com a possibilidade de apresentar como certas, sem sustentação fática mínima, consequências concretas de especial gravidade para a vida dos eleitores". Ele acrescenta que o cenário apresentado estaria "em aparente contradição com compromissos expressos no plano de governo registrado" por Flávio junto ao TSE.

O ministro também derrubou posts dos deputados André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) contra Flávio.

Já Kassio determinou a remoção de uma postagem da primeira-dama Janja Lula da Silva, em que ela afirma que Flávio "quer que você trabalhe sete dias por semana" e que vai acabar com o programa Farmácia Popular. Diz ainda que com Flávio na Presidência o crime organizado "vai dominar o Brasil" e que, se houver uma nova pandemia, teremos novamente "covas abertas".

Para o ministro, o post atribui diferentes pontos a Flávio como sendo certos e sem lastro mínimo, o que "transborda da crítica política para divulgar fatos sabidamente inverídicos e gravemente descontextualizados".

As ordens são de caráter liminar (urgente) e ainda serão analisadas pelo plenário do TSE.
Mendonça e Kassio integram a corte eleitoral nas vagas reservadas a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) --eles foram indicados ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

À época em que assumiu a corte, Kassio afirmava querer imprimir um estilo diferente do que Moraes adotou em 2022. O ministro chegou a dizer querer priorizar o direito de resposta sobre medidas de remoção de conteúdo.

André Boselli, coordenador de ecossistemas de informação da ONG Artigo 19, avalia que, de modo geral, o TSE precisa adotar parâmetros mais claros para que se entenda por que uma postagem é derrubada e outra não.

Sobre as decisões recentes de Kassio e Mendonça, ele avalia que elas carecem de argumentação jurídica consistente, algo que vê como recorrente nos tribunais superiores em casos de liberdade de expressão. Para ele, elas se detêm em minúcias do que foi dito, mas não explicam suficientemente por que o conteúdo deve ser removido do ponto de vista jurídico.

Boselli diz que as postagens tratam de previsões sobre o que pode acontecer caso um candidato seja eleito, o que torna difícil estabelecer o que é verdadeiro ou falso. Ele vê as afirmações como categóricas, mas acredita que elas fazem parte da retórica política. "Figuras de linguagem são usuais na nossa comunicação não política e política também."

Já para Diogo Rais, professor de direito eleitoral e digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a decisão de derrubar os posts segue a lógica mais intervencionista que o TSE vem adotando ao longo das últimas eleições.

Ele diz que as postagens se inserem na lógica do marketing do medo, em que possíveis desdobramentos são apresentados em formato de afirmação, quando na verdade, seriam suposições. Só haveria uma irregularidade nesse tipo de decisão, avalia, caso o tratamento dispensado às duas campanhas não seja o mesmo para o mesmo tipo de conteúdo.

Rais faz paralelo com a campanha de Dilma Rousseff (PT) contra Marina Silva (Rede) em 2014, em que a propaganda petista afirmava que as políticas da rival tirariam a comida da mesa do brasileiro, para apontar que, naquela época, o TSE negou os pleitos, adotando postura de menor intervenção no debate.

Ivar Hartmann, professor associado do Insper, avalia que decisões sobre casos semelhantes restringem de forma desproporcional a liberdade de manifestação política, e acredita que seria o caso de não passarem por revisão judicial, uma vez que o candidato atingido poderia responder publicamente. Para ele, o termo censura é muitas vezes utilizado de forma arbitrária, a depender da opinião de quem o usa.

Por LUANA LISBOA, PATRÍCIA CAMPOS MELLO E RENATA GALF / FOLHAPRESS

Kassio baixa regra para acelerar análise de ações de propaganda no TSE após críticas

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, baixou uma série de regras para acelerar o julgamento de ações sobre propaganda eleitoral e direito de resposta nas semanas que antecedem o segundo turno da eleição, que ocorre dia 25.

As medidas vêm após questionamentos sobre um possível represamento de decisões individuais que não estariam sendo imediatamente submetidas a referendo em plenário, além de críticas a respeito de uma suposta concentração de poder no presidente e no vice-presidente do TSE, André Mendonça.

Em memorando circular enviado aos ministros do TSE nesta sexta-feira (9), ao qual a reportagem teve acesso, o ministro estabeleceu que o julgamento do mérito de ações sobre direito de resposta deve ser iniciado, no máximo, um dia depois da conclusão dos autos ao gabinete do relator.

Kassio disse que pode convocar sessões extraordinárias para dar conta do volume de processos. Também destacou que os relatores podem levar seus casos "em mesa" para julgamento em plenário, ou seja, sem necessidade de que o presidente do TSE marque a data previamente.

Nos ofícios encaminhados aos ministros, ele também reforça que "todas as decisões (concessivas ou não) relativas a pedidos de liminar em matéria de propaganda eleitoral e direito de resposta devem ser submetidas imediatamente ao plenário, inclusive por sessão virtual".

O presidente da corte eleitoral decidiu, ainda, nomear mais um magistrado para integrar o fluxo de distribuição das ações sobre propaganda eleitoral. O ministro substituto do TSE Marco Bellizze atuará junto com Kassio, Mendonça e a ministra Estela Aranha nesses processos.

De acordo com Kassio, as normas traduzem "um conjunto de medidas integradas com o propósito de assegurar a razoável duração do processo, a eficiência administrativa e a prioridade absoluta na prestação jurisdicional para o segundo turno das eleições 2026".

Como mostrou a Folha de S. Paulo, integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE viam chances de que Flávio Dino pudesse determinar o afastamento de Kassio e Mendonça da relatoria dessas ações, devido a esse suposto congestionamento.

O ministro Gilmar Mendes chegou a dizer a Kassio que o presidente do TSE estava "se investindo no papel de imperador" ao designar a si próprio e a Mendonça como juízes da propaganda, quando essa costuma ser uma atribuição de ministros substitutos do tribunal eleitoral.

A decisão de Dino poderia ocorrer no âmbito do pedido feito pelo presidente do partido Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), para que Kassio e Mendonça deixem a função. O parlamentar afirma que o acúmulo de cargos levou a uma demora na apreciação de casos urgentes, extrapolando prazos.

Em um pronunciamento durante sessão do TSE do dia 1º de outubro, Kassio rebateu as alegações e disse que a corte eleitoral vinha agindo de forma célere para dar respostas colegiadas a representações sobre propaganda eleitoral e direito de resposta.

Kassio afirmou que o TSE tem "enfrentado um volume muito expressivo de demandas", mas que os ministros têm se empenhado para agilizar os trabalhos, "dar respostas rápidas a questões urgentes e, ao mesmo tempo, assegurar a apreciação colegiada desta corte".

Minutos depois do discurso, Dino divulgou uma decisão afirmando que a corte eleitoral "possuía, até a sessão virtual hoje realizada, mais de uma centena de decisões monocráticas não apreciadas em julgamento colegiado, situação que -felizmente- parece estar sendo superada".

Por LUÍSA MARTINS / FOLHAPRESS

Mobilização online pró-Lula liga alerta na campanha de Flávio Bolsonaro, que contra-ataca

A mobilização na internet pela reeleição do presidente Lula (PT) ligou o alerta na campanha do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e levou aliados a lançarem contraofensivas no WhatsApp.
Uma das principais preocupações no entorno de Flávio é com um possível efeito silencioso na distribuição de conteúdos pelo mensageiro. Desde o resultado do primeiro turno, em que Flávio saiu na dianteira, eleitores de Lula reforçam a estratégia digital para expor o rival, incentivar as pessoas a votarem no segundo turno e convencer o eleitorado que está indeciso ou votou nos candidatos derrotados.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) criou, por exemplo, um canal no aplicativo de mensagens chamado "Exército do Lula" para mobilizar a militância e distribuir conteúdos a favor do petista. O canal saltou de 50 mil seguidores para 3 milhões desde o primeiro turno.

Dois integrantes da campanha de Flávio admitem sob reserva que a preocupação com o WhatsApp é maior do que com outras redes sociais porque é mais difícil descobrir o que e em que volume conteúdos são veiculados.

Enquanto no Instagram e no X (ex-Twitter) é possível identificar e rebater praticamente em tempo real as narrativas (sejam falsas ou verdadeiras), o ambiente no WhatsApp é quase incontrolável.

Segundo um deles, o canal de Janones é só a "ponta do iceberg". O espalhamento de conteúdos por mensagens também faz parte da estratégia da direita.

Flávio passou boa parte da transmissão ao vivo pelas redes sociais desta quinta-feira (8) dizendo estar sendo vítima de montagens e informações falsas. O candidato também convocou a militância a entrar no grupo dele de WhatsApp, o "Tropa do Flávio".

Na quinta, o deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO), um dos nomes mais estridentes da direita, chamou a iniciativa de Janones de "milícia digital", acusou o PT de propagar fake news e cobrou uma reação do bolsonarismo.

A mudança no tom do lado petista foi um dos principais assuntos no encontro organizado pelo PL na quarta-feira (7) com governadores e parlamentares eleitos. Tanto o marqueteiro, Duda Lima, como o coordenador político da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), afirmaram haver uma "fábrica de fake news".

"Vocês sabem por que eles estão fazendo isso, gente? É uma estratégia que se usa para implementar medo. 'Ah, mas se o Flávio for eleito vai tirar o Bolsa Família.' Que bobagem, é lógico que não vai tirar", disse Duda.

Como a Folha de S. Paulo mostrou, a equipe responsável pelo programa econômico de Flávio estuda um pacote de medidas fiscais para um corte de 2% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 250 bilhões.

A campanha do PL também decidiu colocar no ar um site com propostas de Flávio sobre alguns dos principais temas que circulam na Internet, como o fim dos programas Farmácia Popular, Pé-de-Meia e do próprio Bolsa Família.

Em outra frente, a equipe jurídica do candidato acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dizendo que o senador é vítima de 16 grupos organizados "para espalhar conteúdo falso e descontextualizado". Os advogados afirmam haver um "desespero pós-primeiro turno", "derrame de desinformação nas redes" e "necessidade de punição exemplar e de contenção da máquina de ódio".

Ainda nesta quinta, o ministro André Mendonça determinou a remoção de postagens de Janones e do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) em que diziam que Flávio prepara três bombas: aumentar a idade mínima para aposentadoria, aumentar a jornada de trabalho e implementar a escala "7x0".

Mendonça e o ministro Kassio Nunes Marques também ordenaram a remoção de publicações do próprio Lula e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, em uma série de decisões.

Parte da mobilização em defesa de Lula se dá em torno de planos do adversário que ainda não foram explicados. Ao mesmo tempo em que promete um "tesouraço" de até R$ 250 bilhões, Flávio diz que não fará "economia em cima dos mais pobres e dos aposentados".

Integrantes do governo e da campanha de Lula, como mostrou a Folha, tentam fazer um enfrentamento mais duro nas redes sociais para expor o que consideram inconsistências nas sinalizações de Flávio sobre a questão fiscal.

"Anunciar o tamanho da tesoura é fácil. O que precisa ser explicado é onde a tesoura vai passar e o que vai mudar na vida das brasileiras e dos brasileiros, na vida de quem depende de serviços públicos. Cadê a lista da tesoura?", disse a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck.

A campanha petista também denuncia ser vítima dos bolsonaristas nas redes. A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) publicou um vídeo em que diz que vai acionar a Justiça contra o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PT-MG) por espalhar uma fake news contra ela sobre o fechamento de igrejas.

"E o garotão de Brasília já começou a se incomodar com o fato do crescimento da campanha do presidente Lula. Já pensou se nós não estivéssemos trabalhando?", afirmou Ana Elisa.

Por THAÍSA OLIVEIRA / FOLHAPRESS

AGU cria força-tarefa para dar suporte jurídico à UFPE após incêndio de R$ 100 mi sexta-feira,

Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Redes Sociais
A Advocacia-Geral da União (AGU) criou uma força-tarefa para prestar apoio jurídico à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) após um incêndio de grandes proporções atingir um prédio de laboratórios no campus do Recife, na quarta-feira (7). O grupo também acompanhará as investigações criminais

O incêndio foi o terceiro registrado na universidade em um intervalo de oito dias. As causas ainda são desconhecidas, mas há suspeitas sobre a origem das chamas e relatos de ameaças feitas por estudantes, segundo a AGU.

A medida foi publicada nesta sexta-feira (9) no Diário Oficial da União.

O fogo atingiu um prédio que abrigava laboratórios das áreas de fármacos, informática e genética. Os prejuízos com equipamentos, insumos e materiais de pesquisa são estimados em R$ 100 milhões. Mais de 80 estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado perderam trabalhos desenvolvidos ao longo de anos.

A força-tarefa terá como atribuições prestar consultoria jurídica à universidade, auxiliar na adoção de medidas para reduzir os danos e dar suporte à recuperação da infraestrutura de pesquisa e à continuidade das atividades científicas.

A Polícia Federal (PF) vai instaurar inquérito para investigar a causa do incêndio. A corporação ainda não informa se o incêndio foi acidental ou criminoso. "Todos os fatos que forem trazidos oficialmente para dentro das investigações serão alvos de análise", afirma a corporação.

Na esfera criminal, o grupo poderá requerer diligências durante as investigações e atuar como assistente da acusação caso seja apresentada uma ação penal.

A equipe também ficará responsável por reunir a documentação dos prejuízos causados ao patrimônio público, com o objetivo de subsidiar eventuais ações judiciais para ressarcimento dos danos.

Coordenada pelo gabinete da Procuradoria-Geral Federal, a força-tarefa reunirá representantes de diferentes setores da AGU, incluindo a Procuradoria Federal junto à UFPE e áreas responsáveis por consultoria jurídica, contencioso e recuperação de créditos.

O grupo terá prazo inicial de atuação de 60 dias, que poderá ser prorrogado por mais 60 mediante justificativa.

Por Raquel Lopes | Folhapress

Flávio propõe superministério social com Bolsa Família e 'nova mentalidade'

Ministério da Prosperidade concentraria programas sociais, como Bolsa Família, além de áreas como microcrédito
Anunciado por Flávio Bolsonaro (PL) na reestreia de seu programa de TV, nesta sexta-feira (9), o Ministério da Prosperidade deverá ser uma "superpasta" da área social.

O objetivo é reunir os principais programas sociais do governo, incluindo Bolsa Família e BPC, além de iniciativas que hoje estão espalhadas por outras pastas, em áreas como qualificação profissional e microcrédito.

O formato final ainda está sendo desenhado e deve ser entregue a Flávio na semana que vem.

A ideia inicial é que ele substitua o Ministério do Desenvolvimento Social e possivelmente agregue outras pastas da área social. Flávio tem prometido cortar o número de ministérios em seu eventual governo.

A estrutura está sendo definida por Filipe Sabará, que atuou no governo Tarcísio de Freitas, Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha, e o influenciador Pablo Marçal –que costuma adotar a defesa da "prosperidade" como um mantra.

A Caixa Econômica Federal, que foi presidida por Marques no governo de Jair Bolsonaro (PL), deve ter papel central no financiamento dos programas sob o guarda-chuva da nova estrutura.

Flávio vem amadurecendo essa ideia desde dezembro do ano passado, quando participou de um evento na casa de Marçal, na Grande São Paulo, levado por Sabará.

O novo ministério, segundo fontes da campanha, atende ao discurso do candidato de que é preciso mudar a mentalidade do atual governo com relação aos programas sociais.

Assim, o Bolsa Família, que Flávio promete manter, seria um passo inicial para que as pessoas prosperem economicamente, e não um fim em si mesmo.

A nova pasta agregaria ainda iniciativas nas áreas de educação financeira e saúde emocional –esta, uma área de atuação diretamente ligada a Marçal.
Por Fábio Zanini/Folhapress

FICCO/ES e FICCO/RO apreendem 41,5 kg de cocaína

Foto: Divulgação/PF
Vila Velha/ES. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (FICCO/ES) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) prenderam, nesta sexta-feira (9/10), em flagrante dois homens por tráfico interestadual de drogas. A ação contou com apoio do Grupo de Operações com Cães da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE/ES)

Durante diligências, as equipes identificaram os suspeitos em posse de 41,5 kg de cocaína ocultados no interior de um motor de caminhão. No local, também foram apreendidos três aparelhos celulares.

A FICCO/ES é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Militar, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pelas Guardas Municipais de Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana.

Comunicação Social da Polícia Federal no Espírito Santo

Terremoto de magnitude 7,7 atinge o Panamá; países com costa no Pacífico emitem alerta de tsunami



.Foto: Reprodução/Instagram
                "Igreja de São João Batista de Penonomé, no Panamá, danificada após terremoto"
Um forte terremoto de magnitude 7,7 atingiu, nesta sexta-feira (9), uma área próxima à costa sul do Panamá, a uma profundidade de 10 km, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que revisou para baixo uma primeira estimativa de magnitude 8,0 e, depois, para cima uma de 7,6.

Não houve relatos imediatos de danos, feridos ou mortos no Panamá, enquanto imagens de televisão mostravam pessoas deixando edifícios.

Em sua conta na rede social X, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, disse ter solicitado aos órgãos especializados "relatórios sobre os efeitos" do terremoto e pediu calma. "Não se deve usar o ocorrido para gerar alarme e desordem", afirmou.

O USGS localizou o epicentro 21 km ao norte de Tonosí, na região centro-sul do país. O movimento tectônico ocorreu por volta das 12h56 (14h56 em Brasília).

O Sistema de Alerta de Tsunamis dos EUA indicou possíveis ameaças de tsunami em grande parte da costa do Pacífico da América Central, bem como na Colômbia e no Equador. O Chile também emitiu alerta de tsunami.

O tremor foi sentido na Cidade do Panamá, capital do país, e também em San José, capital da vizinha Costa Rica, segundo testemunhas ouvidas pela Reuters.

"Estamos com medo. Somos apenas nós dois, já idosos, aqui. A casa está rachada, e tememos que ela desabe sobre nós", disse Ricardo Brown, 74, por telefone à agência Reuters, da região de Las Minas, na província de Herrera, no sul do Panamá, onde, segundo ele, o terremoto danificou várias casas.

A Autoridade do Canal do Panamá, que administra a via, afirmou que não há danos registrados ao canal e que as operações continuam normalmente. A rede elétrica apresenta problemas em 6 das 10 províncias do país, segundo o operador elétrico nacional, e duas linhas de metrô da Cidade do Panamá suspenderem as operações por razões de segurança.

O Aeroporto Internacional do Panamá anunciou fechamento temporário, também como medida de segurança. Segundo relato colhido pela reportagem, passageiros foram retirados do local e levados para a pista, enquanto as lojas do aeroporto fecharam as portas.

Na Cidade do Panamá, centenas de pessoas saíram em pânico dos edifícios, segundo a AFP. Segundo o site de notícias La Estrella de Panamá, o Ministério da Educação anunciou suspensão das aulas à tarde nesta sexta em todo o país.

Terremotos na capital são incomuns e ocorrem principalmente na província de Chiriquí.

Várias réplicas significativas, incluindo uma de magnitude 6, foram registradas após o forte tremor. As autoridades avaliam os danos, sobretudo nas áreas centrais de Herrera, Azuero, Veraguas, Los Santos e outras regiões.

Segundo informações preliminares, o tremor foi sentido em todo o país. As autoridades pediram calma à população.

Concurso da Polícia Militar e Bombeiros é suspenso após pedido do MPBA -Por Política Livre

A pedido do Ministério Público do Estado da Bahia, a Justiça determinou a suspensão do concurso destinado ao preenchimento de vagas para o quadro de oficiais de saúde da Polícia Militar da Bahia (PMBA) e do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA). A decisão atende a uma ação civil pública ajuizada pela promotora de Justiça Andrea Borges, que questionou a vedação da reserva de vagas destinadas às pessoas com deficiência prevista no edital. O MPBA também apontou a ausência de previsão de avaliação biopsicossocial, adaptações razoáveis e tecnologias assistivas, que promovem a inclusão social de pessoas com deficiência, nas etapas do concurso.


A decisão liminar da 6ª Vara da Fazenda Pública determina que o edital deve ser retificado para reservar 5% das vagas às pessoas com deficiência, incluir a avaliação biopsicossocial e garantir adaptações e tecnologias assistivas em todas as fases do certame. Também deverão ser reabertos os prazos de inscrição e de solicitação de isenção da taxa, pelo mesmo período originalmente previsto. Antes do ajuizamento da ação, o MPBA havia expedido recomendação aos órgãos responsáveis para adequação do edital, que não foi acatada pelos órgãos. 


De acordo com a promotora de Justiça, a vedação à reserva de vagas e a não previsão de avaliação biopsicossocial e uso de adaptações razoáveis e tecnologias assistivas pelo edital do concurso contraria normas constitucionais, federais e estaduais que asseguram a inclusão e a igualdade de oportunidades para pessoas com deficiência no acesso ao serviço público. "A reserva de vagas é uma política pública voltada à promoção da igualdade material e da inclusão social”, ressaltou Andrea Borges.

TSE: ministros ordenam que Lula e Janja removam vídeos contra Flávio

Os ministros Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente presidente e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (STF), determinaram a remoção de vídeos na internet que alertam para um possível corte radical em programas sociais caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a eleição presidencial.

Nunes Marques ordenou a remoção, em até 24 horas, de um vídeo publicado em perfis das redes sociais da primeira-dama Janja Lula da Silva, segundo o qual Flávio teria a intenção de impor jornada de trabalho de sete dias por semana e acabar com programas assistenciais como o Farmácia Popular.

Já Mendonça deu três horas para a remoção de um vídeo publicado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, que alerta para um possível corte radical em programas sociais caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição. “Se o Flávio vence, você perde”, diz o mote da propaganda.

O vídeo, publicado nos perfis de Lula nas redes sociais, destaca os cortes de R$ 200 bilhões que Flávio já declarou que pretende fazer no orçamento, e diz que isso resultará na redução de recursos “no Pé-de-Meia, no Farmácia Popular, no Minha Casa, Minha Vida, na merenda escolar, no gás do povo”.

“Não vão dar aumento do salário mínimo para os trabalhadores acima da inflação e não vão dar aumento do salário mínimo para os aposentados”, diz o vídeo em outro trecho.

Liberdade de expressão
Ambos os ministros do TSE reconheceram que parte dos vídeos está protegida pela liberdade de expressão e de crítica política, mas que afirmações sobre cortes em programas específicos não encontram “lastro mínimo” na realidade, seja no programa de Flávio Bolsonaro ou em declarações do candidato.

Para Mendonça, a intervenção da Justiça Eleitoral se justifica pelo fato de a propaganda “atribuir ao adversário propostas específicas que não encontram respaldo nos elementos objetivos disponíveis”.

O ministro destacou que o programa de governo de Flávio menciona especificamente a manutenção de programas sociais.

As decisões monocráticas (individuais) de remoção de conteúdo ainda devem ser submetidas a julgamento pelo plenário do TSE.

Faltam 16 dias: horário eleitoral gratuito recomeça nesta sexta-feira (9)

Propaganda será exibida até o dia 23 de outubro, no rádio e na TV, para as disputas à Presidência da República e aos governos estaduais, onde houver
A propaganda eleitoral do 2º turno das Eleições 2026 começa nesta sexta-feira (9), nas emissoras de rádio e de televisão. A veiculação ocorre em blocos de horário fixo e em inserções distribuídas ao longo da programação, até 23 de outubro, antevéspera da votação. Em todo o Brasil, mais de 158,7 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar retornam às urnas no dia 25 de outubro.

A propaganda será transmitida de segunda-feira a sábado, em blocos de dez minutos. No rádio, os programas irão ao ar às 7h e às 12h. Na televisão, a exibição ocorre às 13h e às 20h30. O tempo é dividido igualmente entre os dois candidatos.

Além dos programas em rede, cada candidatura também terá direito a 25 inserções de 30 segundos, nos intervalos da programação, totalizando 12 minutos e 30 segundos.

Divisão igualitária do tempo
De acordo com a legislação eleitoral, a exibição se dará de maneira alternada, começando pelo candidato que obteve a maior votação no 1º turno. Na disputa pela Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) obteve 56,1 milhões de votos e Lula da Silva (PT) 53,8 milhões.

A divisão do tempo ficou assim:

Propaganda em rede

Partido Liberal (PL): cinco minutos 
Coligação Brasil Pronto Pra Mais, formada por PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança – FE Brasil (PT, PCdoB e PV) e Federação PSOL Rede: cinco minutos

Propaganda por inserções  

Partido Liberal (PL): 12 minutos e 30 segundos

Coligação Brasil Pronto Pra Mais: 12 minutos e 30 segundos  

Propaganda para governador
No Distrito Federal e nos estados onde também haverá 2º turno para o cargo de governador, a propaganda eleitoral será exibida logo após a exibição da propaganda presidencial.

Grupo de emissoras
O pool de emissoras instalado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continua responsável por receber e transmitir a propaganda dos candidatos à Presidência da República. 

A resolução do plano de mídia foi aprovada pelo Plenário do TSE em sessão realizada na última terça-feira (6) e está disponível na página do Pool de Mídia das Eleições 2026.

Quem deve transmitir
A legislação eleitoral determina que as emissoras de rádio e televisão transmitam a propaganda eleitoral em rede nos horários e nas condições estabelecidos.

No rádio, a transmissão inclui as emissoras comunitárias e, na televisão, os canais que operam em VHF e UHF, inclusive canais por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das assembleias legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e das câmaras municipais.
DV/JP/DB

TSE manda retirar do ar vídeos com uso de IA publicados por Flávio Bolsonaro

Conteúdos foram questionados como suposta propaganda eleitoral antecipada negativa contra Lula
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por unanimidade, a remoção de três publicações feitas por Flávio Nantes Bolsonaro na rede social X. A decisão foi tomada no julgamento de representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que apontou suposta prática de propaganda eleitoral antecipada negativa contra Luiz Inácio Lula da Silva.

As publicações foram feitas nos dias 30 e 31 de maio de 2026. Uma delas utilizou inteligência artificial (IA) para simular a imagem de Lula em uma situação inexistente. As outras duas, segundo a representação, associaram o então pré-candidato a organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Uso de inteligência artificial

Relator do processo, o ministro André Mendonça reconsiderou decisão anterior que havia negado o pedido de tutela de urgência. Para o ministro, embora a primeira publicação apresentasse aparência caricatural e fantasiosa, o conteúdo não estava identificado como produzido com inteligência artificial.

Segundo o relator, a ausência da identificação exigida pelo artigo 9º-B da Resolução-TSE nº 23.610/2019 configura descumprimento do dever de transparência e autoriza a remoção da publicação. A norma determina que conteúdos políticos ou eleitorais fabricados ou manipulados com uso de inteligência artificial sejam identificados de forma expressa, destacada e acessível.

Associação com organizações criminosas

Em relação às outras duas publicações, o ministro considerou a jurisprudência mais recente do Tribunal sobre propaganda eleitoral antecipada negativa. Conforme o entendimento aplicado ao caso, a associação de candidato a organização criminosa, quando não há substrato fático mínimo, ultrapassa os limites da crítica política e pode caracterizar grave descontextualização.

Com a decisão, as três publicações deverão ser removidas no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária. Flávio Bolsonaro também deverá se abster de republicar ou difundir as mídias analisadas ou conteúdos substancialmente idênticos. O provedor responsável pela plataforma X deverá ser comunicado para cumprir a determinação.

SM/GO/DB
Processo relacionado: Rp nº 0600955-65.2026.6.00.0000

Vorcaro acusa ter pago R$ 30 milhões por fora para financiar documentário sobre Lula

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou em áudio e documentos obtidos pela revista Veja ter destinado cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula para custear despesas de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o relato, os pagamentos teriam sido negociados com o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto e realizados fora dos canais oficiais. Vorcaro também mencionou valores adicionais repassados diretamente ao instituto, sem especificar a quantia. A reportagem é da Veja.

De acordo com o banqueiro, a articulação teria envolvido seu então sócio e ex-CEO do Master, Augusto Lima, e o senador Jaques Wagner (PT-BA), apontado como intermediário no primeiro encontro com Vaccari. Em contrapartida, os recursos teriam sido vinculados à tentativa de obter credenciamento junto a fundos de pensão de servidores federais ligados ao Banco do Brasil, à Caixa Asset e à Previ. O documentário citado é Lula, dirigido por Oliver Stone, que reúne depoimentos de amigos e aliados do presidente.

Vorcaro afirmou ter reunido as informações em um anexo encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) em junho, mas o caso não avançou. Segundo a reportagem, a Procuradoria justificou a decisão pela falta de provas dos pagamentos, que teriam sido feitos em espécie. A defesa do banqueiro argumentou que existiriam mensagens, registros de saques e informações sobre as rotas utilizadas nas entregas. As acusações relatadas pela revista não constituem, por si só, comprovação de irregularidades por parte dos citados.

Por Redação/Politica Livre/A reportagem é da Veja.

TCE/BA encaminhou para cobrança extrajudicial R$ 32,6 milhões de débitos imputados a gestores Por Redação

Em cumprimento ao papel constitucional de zelar pelo bom uso dos recursos públicos e garantir o ressarcimento ao erário estadual dos valores de débitos imputados aos gestores, o Tribunal de Contas do Estado da Bahia emitiu, no último trimestre de julho a setembro), mais de 80 certidões e títulos de débito, que totalizaram R$ 32.691.555,57 (trinta e dois milhões, seiscentos e noventa e um mil, quinhentos e cinquenta e cinco reais e cinquenta e sete centavos). As dívidas foram remetidas à central de protestos para cobrança extrajudicial dos títulos, e os cidadãos com títulos protestados deverão se dirigir ao tabelionato competente, indicado na intimação, para realizar o pagamento do débito e regularizar a sua situação retirando as restrições ao seu nome.

Disciplinada pela Resolução Normativa 125/2018, a cobrança extrajudicial dos títulos executivos decorrentes de decisões condenatórias atua como uma ferramenta ágil e eficiente de cobrança das dívidas, além de aumentar o índice de recuperação dos valores e reduzir a necessidade de litígios judiciais, que são, em geral, mais demorados e caros. Desde que foi implementada a cobrança extrajudicial, em 2018, tem aumentado, de forma substancial, o volume da recuperação dos recursos devidos ao erário estadual.

Decorrido o prazo de 90 dias contados a partir da formalização do protesto sem que tenha havido o pagamento integral do débito ou o seu parcelamento, o TCE/BA envia a Certidão de Débito para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), via cadastro no Sigant (Sistema Integrado de Gerenciamento do Crédito Não Tributário). A Procuradoria, então, se encarrega de promover a respectiva ação judicial de execução do título, o que pode acarretar outras sanções previstas em lei, como a penhora de bens e o bloqueio de contas.

Os débitos e multas são imputados aos gestores considerados responsáveis por falhas ou irregularidades graves nas prestações de contas dos órgãos ou na execução de convênios, contratos e outros ajustes financiados pelas unidades da administração estadual. A fiscalização do uso dos recursos públicos é uma das ações principais do TCE, ao lado das atividades orientadoras e educacionais, que se destinam justamente a evitar que os gestores cometam ou reincidam falhas na execução dos objetos conveniados.

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