Rogério Marinho vai defender que direita divulgue voto em estratégia para derrotar Alcolumbre
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| Foto: Andressa Anholete / Agência Senado |
Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que defenderá que os senadores de direita divulguem seus votos publicamente na eleição para a presidência da Casa em 1º de fevereiro de 2027, numa estratégia para evitar que integrantes do grupo votem secretamente pela reeleição do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
"Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?", disse à reportagem.
A intenção de Marinho é garantir que os votos dos senadores eleitos pela direita sejam de fato direcionados para a candidatura de oposição. Além dele, Tereza Cristina, do PP, quer concorrer. O voto é secreto e Alcolumbre aposta neste sigilo para obter o apoio de parte da direita.
Os senadores do PL vão se reunir na quarta-feira (4) para definir a estratégia contra Alcolumbre e devem lançar a candidatura de Marinho à Presidência.
Parte da sigla argumenta que é melhor abrir negociações com o atual presidente após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para evitar que a legenda fique sem espaços no Senado. Outro grupo prefere desafiá-lo, com a tese de que há votos suficientes para vencer.
A direita cresceu no Senado e será maioria na Casa. A oposição somará 29 senadores do PL e mais três do partido Novo. Além disso, Republicanos, PP, Podemos e PSDB terão mais 15 parlamentares, a maioria eleita com apoio do bolsonarismo. Para eleger o presidente do Senado, é preciso o voto de 41 dos 81 senadores.
Alcolumbre e Marinho dizem ter 48 votos cada, o que significa que as duas contagens incluem alguns dos mesmos senadores. O presidente do Senado tem uma extensa lista de favores e relação de amizade com os atuais parlamentares, e aposta nisso para obter o apoio de parte da direita.
O voto aberto, na visão de bolsonaristas, pode ajudar a evitar traições e garantir a vitória. Os eleitos pela direita disputaram a eleição com discurso baseado em críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal), e Alcolumbre é contrário ao impeachment de ministros, o que o tornou alvo de ataques.
O próprio presidente do Senado apostou nessa estratégia do voto aberto quando foi eleito pela primeira vez, em 2019, com apoio do então presidente Jair Bolsonaro (PL). À época, ele tentava se aproveitar do desgaste de Renan Calheiros (MDB-AL) e da chegada de novos senadores eleitos na onda contrária à política tradicional.
A manobra de Alcolumbre para que o voto fosse aberto daquela vez foi derrubada pelo STF, numa liminar do ministro Dias Toffoli proferida no meio da madrugada, mas senadores declararam seus votos de forma voluntária e mostraram a cédula de votação antes de levá-la à urna.
Parte dos aliados de Alcolumbre nos partidos de direita deve enfrentar agora o mesmo problema que outros políticos sofreram naquela ocasião. Esses parlamentares admitem que, publicamente, é difícil declarar voto no atual presidente do Senado devido à pressão dos eleitores.
Na última terça-feira (27), a federação formada por União Brasil -partido de Alcolumbre- e PP lançou sua candidatura à reeleição, mas a maioria dos senadores ou senadores eleitos desses partidos não se manifestou. Alguns, como Tereza e Guilherme Derrite (PP-SP), criticaram o anúncio nas redes sociais.
Em 2023, Marinho foi candidato e acabou derrotado pelo então presidente Rodrigo Pacheco (PSB-MG). O vencedor obteve 49 votos contra 32 do candidato de oposição. Com isso, o PL ficou sem a presidência de comissões relevantes e sem cargos na mesa diretora por dois anos. Em 2025, a sigla decidiu apoiar Alcolumbre em troca de postos mais relevantes, como a vice-presidência do Senado.
No entanto, os bolsonaristas afirmam que Alcolumbre atendeu mais ao governo Lula (PT) do que à oposição em sua gestão. Eles o criticam especialmente por atenuar as articulações por uma anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023, trocando-a por uma redução de penas que até hoje não se efetivou.
Outro motivo de críticas da direita ao presidente do Senado é por travar a abertura de impeachment de ministros do Supremo, o que se transformou numa das principais bandeiras do grupo na eleição.
Durante a campanha, Alcolumbre ainda ajudou Lula ao colocar em votação a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acabou com a jornada de seis dias de trabalho para um de folga, a jornada 6x1. A pauta foi uma das principais bandeiras do petista e deu fôlego a ele no segundo turno.
Por Raphael Di Cunto / Folhapress
Flávio Bolsonaro participa de culto evangélico nos EUA em primeira aparição pública após deixar o Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de um culto evangélico neste domingo
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| Foto: Reprodução |
O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de um culto evangélico neste domingo (1º), na Flórida, em sua primeira aparição pública desde que deixou o Brasil. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, do irmão Eduardo Bolsonaro e da cunhada, Heloísa. O parlamentar também posou ao lado dos pastores Alice Fernandes, conhecida como Mãezona, e José Maurício Fernandes, o Paizão, responsáveis pela igreja.
Durante a celebração, o pastor José Maurício fez uma referência à derrota eleitoral do senador, sem mencionar diretamente a disputa. “Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E se perder, você está ganhando”, afirmou. A igreja integra o Ministério Celeiro, fundado no Brasil pelo pastor André Fernandes, que deixou a liderança da Igreja Lagoinha Alphaville em 2025, após desentendimentos com André Valadão.
Flávio deixou o Brasil na quarta-feira (28), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes. Segundo a reportagem de O Globo, o senador passou pela Argentina e pelo Equador antes de seguir para os Estados Unidos. A viagem teria sido feita em uma aeronave fretada por Jason Miller, assessor do presidente americano Donald Trump, conforme informações publicadas pelos jornais The New York Times e The Wall Street Journal. O parlamentar é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Inadimplência bate recorde e atinge 84,2 milhões de pessoas, mostra Serasa
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| Foto: Joédson Alves/Agência Brasil |
O número de inadimplentes no Brasil atingiu a marca histórica de 84,2 milhões de pessoas no mês de setembro. Os dados integram o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado nesta segunda-feira (2). O contingente de negativados registrou alta em relação a agosto, quando a Serasa contabilizou 83,9 milhões de pessoas nessa situação.
Segundo informações do Mapa da Inadimplência divulgadas pela Serasa, o volume total de débitos acumulados no sistema financeiro nacional alcançou R$ 597,4 bilhões, o que representa uma elevação de 0,90% em comparação com o mês anterior. O valor médio da dívida por inadimplente é de R$ 7.093,83.
Pela primeira vez no levantamento, as financeiras assumiram a segunda posição no ranking dos principais credores, somando 20,66% dos débitos e ultrapassando as contas básicas de água, luz e gás (20,32%). Os bancos e cartões de crédito lideram a lista, concentrando 27,16% das pendências.
Em termos demográficos, as mulheres representam 50,5% do total de endividados, enquanto os homens equivalem a 49,5%. A faixa etária entre 41 e 60 anos concentra a maior fatia dos inadimplentes (35,7%), seguida por pessoas de 26 a 40 anos (33,2%), idosos acima de 60 anos (20,1%) e jovens de 18 a 25 anos (11%).
Para conter o avanço do endividamento, a Serasa inicia nesta terça-feira (3) a edição do Feirão Limpa Nome, reunindo mais de 3,3 mil empresas parceiras com ofertas de negociação e descontos que podem chegar a 99%.
Por: Bahia noticias
Deputado federal Neto Carletto se casa com filha do senador Otto Alencar em cerimônia intimista no sul da Bahia
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| Foto: Reprodução / Redes Sociais |
O deputado federal Neto Carletto (Avante) e a empresária Isadora Alencar oficializaram a união neste domingo (1º), em uma cerimônia intimista realizada em Arraial d’Ajuda, no sul da Bahia. A celebração foi conduzida por Edgar Abbehussen e reuniu familiares e convidados próximos, sem grande alarde.
Isadora é filha mais nova do senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, que celebrou o casamento nas redes sociais. “A felicidade invadiu o meu coração”, escreveu o parlamentar na legenda de uma fotografia publicada no Instagram.
O casal estava noivo desde abril deste ano, quando realizou uma celebração no Horto Florestal, em Salvador.
Neto Carletto é sobrinho de Ronaldo Carletto, presidente estadual do Avante e suplente do senador Rui Costa (PT). O deputado integra uma família com tradição na política baiana, especialmente no interior do estado.
Foto: Reprodução / Redes Sociais |
Nas eleições de 2026, Neto Carletto foi reeleito para a Câmara dos Deputados pela Bahia, com 197.240 votos, o equivalente a 2,38% dos votos válidos no estado.
Por Redação/Bahia noticias
Destino procurado por bolsonaristas, Paraguai abre mutirão de migração nesta segunda Por Folhapress
O governo do Paraguai fará, a partir da próxima segunda-feira (2), um mutirão para atender estrangeiros interessados em obter residência no país. O serviço será oferecido em Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu (PR), em um contexto de aumento da procura de brasileiros por informações sobre como se mudar para a nação vizinha após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último dia 25.
A iniciativa, chamada MigraMóvil, será realizada pela Direção Nacional de Migrações (DNM) até 6 de novembro, das 8h às 16h. A equipe receberá pedidos de residência temporária e permanente, inclusive pelo acordo do Mercosul, além de solicitações de certidões, renovações e prorrogações de documentos. É a primeira edição do mutirão após o segundo turno da eleição brasileira.
Elogiado por apoiadores do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), o Paraguai é governado desde 2023 por Santiago Peña, de direita. Mais de 263 mil brasileiros vivem em território paraguaio, o que faz do país a terceira maior comunidade brasileira no exterior, atrás apenas dos Estados Unidos e de Portugal, de acordo com o governo brasileiro.
Nas horas seguintes à vitória de Lula, as buscas por "como morar no Paraguai" cresceram 1.700%, segundo dados do Google Trends. Nas redes, influenciadores apresentam o país vizinho como alternativa para quem busca impostos menores e custo de vida mais baixo. O mutirão poderá ajudar a dimensionar se esse interesse se traduzirá em pedidos formais de residência.
Em março, uma única rodada do serviço em Ciudad del Este recebeu 1.487 pedidos de residência, a maioria de brasileiros, conforme dados do governo. Outra edição está prevista para Pedro Juan Caballero, de 16 a 20 de novembro, também na fronteira com o Brasil.
Neste ano, o país recebeu quase 50 mil pedidos de residência, um recorde, disse o diretor da DNM, Jorge Kronawetter ao jornal paraguaio ABC Color. Mais de 70% das solicitações foram feitas por brasileiros.
O diretor atribui o movimento à situação econômica do Paraguai e afirma que os interessados têm perfis variados, de empresários e empreendedores a estudantes. Kronawetter evitou relacionar a procura pela residência de seu país ao resultado das urnas e classificou como especulativas as versões que associam a migração à eleição brasileira.
A procura já vinha em alta antes da eleição. Em 2025, a DNM recebeu 47.687 solicitações, crescimento de 63% em relação ao ano anterior, e concedeu 40,6 mil autorizações, de acordo com dados do governo paraguaio. Desse total, 23.526 foram destinadas a brasileiros.
Escritórios que trabalham com cidadania e migração para outros países também registraram aumento na procura após a reeleição de Lula.
A empresa Espanha Fácil, especializada em assessoria para imigração e nacionalidade, registrou 418 contatos em 24 horas no dia seguinte à votação, uma alta de 345% ante uma média de 94 por dia no período anterior à eleição.
Segundo levantamento da própria empresa, as consultas sobre cidadania e nacionalidade foram as que mais cresceram, com avanço de 743%. Também aumentou a procura pelo visto de nômade digital, destinado a trabalhadores remotos (350%), pelo visto de trabalho (273%) e pelo de estudante (135%).
De acordo com Renata Barbalho, CEO e fundadora da Espanha Fácil, 79% dos contatos eram de pessoas que ainda não tinham procurado a empresa; os outros 21% já mantinham algum relacionamento com a assessoria. Em dois dias, 55 solicitações foram concluídas, e a empresa estima que novos negócios sejam fechados nos dias seguintes.
Nos Estados Unidos, escritórios de advocacia especializados em imigração também relataram à Folha aumento na procura de brasileiros interessados em emigrar.
A Piquet Law Firm, uma das mais conhecidas de Miami, na Flórida, recebeu 700 consultas de potenciais novos clientes ao longo da segunda-feira (26), segundo seu fundador, Alexandre Piquet. Em um mês normal, o escritório recebe de 500 a 600 consultas.
Modelo da reforma eleitoral divide Câmara e ameaça implodir acordo para frear PL
O modelo da reforma eleitoral em discussão na Câmara para frear um possível crescimento do PL nas próximas eleições divide os deputados federais e ameaça implodir o acordo costurado pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) com o centrão para implantar o voto distrital misto a partir de 2034.
A proposta prevê que metade das vagas da Casa seja direcionada a regiões previamente delimitadas. O eleitor vota no candidato do seu distrito, e esse voto conta também para os partidos preencherem a outra metade das cadeiras de acordo com uma lista preestabelecida.
O apoio formal de presidentes e líderes do grupo a esse desenho não significa adesão dos deputados dessas legendas. Parlamentares já se movimentam para aprovar, no lugar, o "distritão", em que os mais votados serão eleitos para a Câmara, não importa os votos da legenda.
Outros grupos de partidos do centrão, como Podemos e Solidariedade, participaram do anúncio a favor do distrital misto, mas prefere outro modelo, o "distritão misto". A essas divisões soma-se ainda o voto contrário da oposição, que disse que seus 103 deputados votarão contra alterações no sistema eleitoral.
O modelo atual para eleger deputados e vereadores é o voto proporcional de lista aberta, que faz com que candidatos muito bem votados puxem outros. O número de votos de todos os candidatos de cada partido ou federação é somado para definir quantas cadeiras cada sigla terá no Legislativo. A partir daí, as vagas são ocupadas pelos mais votados, desde que tenham no mínimo 10% do quociente eleitoral do estado.
O quociente eleitoral é o resultado da divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas para aquele cargo em cada estado.
Esse modelo fez com que o PL ganhasse espaço na Câmara em cima de candidatos do centrão. Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) foram eleitos com mais de 3 milhões de votos cada. O mineiro garantiu, sozinho, mais 13 deputados, e o vereador paulista levou mais sete colegas. Outros deputados do PL tiveram papel semelhante nos demais estados.
Para frear isso, o centrão fechou um acordo para aprovar o sistema distrital misto, que aumenta o poder das cúpulas partidárias sobre quem será eleito.
A intenção é aprovar a mudança até dezembro, antes da posse dos novos deputados e senadores, quando o PL estará maior no Congresso. O líder da oposição na Câmara, deputado cabo Gilberto (PL-PB), declarou que os deputados do PL e Novo se reuniram e decidiram votar contra a alteração. Atualmente, eles são 103 na Câmara, número que saltará para 131 a partir de fevereiro.
Mas até uma ala do próprio centrão resiste ao distrital misto. Esse grupo, majoritariamente formado por integrantes do baixo clero ou de partidos menores, teme perder espaço para lideranças locais, como prefeitos populares ou pessoas próximas a eles. A tese é que esses políticos terão um contato direto com os eleitores. Outro receio é que governadores dizimem a oposição ao controlar os votos nos distritos.
O deputado Igor Timo (Podemos-MG) tem rodado as bancadas atrás de apoio para aprovar o distritão, em que os candidatos a deputado que receberem mais votos no estado serão eleitos, sem precisar depender dos votos do resto do partido para atingir o quociente eleitoral. "É o sistema mais representativo. Um parlamentar com votação expressiva eleger outros com votação ínfima é incompatível com a democracia."
Esse modelo, no entanto, costuma enfrentar resistência dos senadores e dos dirigentes partidários, por enfraquecer a coesão partidária. Cientistas políticos também costumam criticá-lo, por entender que torna o mandato mais individual e dificulta a formação de coalizões e a identidade partidária.
Igor Timo rebate dizendo que as cúpulas dos partidos continuarão com força, ao definir quem vai receber dinheiro do fundo eleitoral, aparecer na propaganda eleitoral na TV e rádio e, no limite, até quem poderá sair candidato.
Outro grupo que se julga sob ameaça com o voto distrital misto são os parlamentares representantes de classe. Com a divisão do estado em distritos, dificilmente um representante dos professores, por exemplo, conseguiria angariar uma base concentrada numa parcela específica do território para garantir sua eleição. Outro temor é o dos candidatos com perfil mais ideológico ou ligados a um tema específico.
Com 80 deputados, a federação de PT e PCdoB ainda não debateu formalmente as mudanças. Parte dos petistas afirma que é possível debater um sistema misto, enquanto outros rejeitam completamente sob o argumento de que o voto distrital pode fazer com que o partido perca grande parte de seus deputados.
"E essa eleição por distritos, territorializada, é um problema com o aumento da participação de facções criminosas e milícias na política", diz um dos vice-líderes do PT, o deputado Lindbergh Farias (RJ).
A estratégia de Motta para aprovar o distrital misto é jogar a implantação para frente, a partir de 2034, de modo a diluir o receio dos parlamentares sobre seus próprios mandatos. Para evitar uma reversão, ele combinou que a mudança ocorrerá por PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o que exige o voto favorável de 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores –e torna mais difícil alguma alteração depois.
Um modelo de transição deve ser adotado na eleição de 2030, mas também não houve consenso sobre o formato. O Republicanos sugeriu, por exemplo, impedir a existência de puxadores de votos no atual sistema, estabelecendo que candidatos que superarem o quociente eleitoral elejam apenas a si próprios.
Já o Podemos quer aprovar para 2030 o "distritão misto", em que metade das cadeiras vai para os mais votados em todo o estado, e a outra metade é preenchida por uma lista indicada pelos partidos com o maior número de votos. Seria como o distrital misto, mas com a divisão territorial por estado.
"Os partidos foram de acordo em aprovar o distrital misto para 2034, o que não tem acordo é o modelo de transição", diz o deputado Domingos Neto (PSD-CE), relator do projeto e que conduzirá as negociações da PEC. "Esse é o modelo que mais aproxima o eleitor do deputado e permite uma maior cobrança", afirma.
A reforma política em discussão na Câmara pretende alterar apenas o formato de eleição dos deputados, sem mexer na disputa pelo Senado, prefeituras, governos ou Presidência.
Por Raphael Di Cunto e Augusto Tenório/Folhapress
Câmara discute reforma eleitoral para frear puxadores de voto como Nikolas; veja modelos e debates Por Folhapress
A reforma eleitoral em discussão na Câmara dos Deputados divide partidos e parlamentares sobre qual modelo deve ser adotado. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), costurou um acordo com dirigentes do centrão para adotar o voto distrital misto a partir de 2034.
Como mostrou a Folha, a proposta enfrenta resistências dentro das próprias legendas que participaram das negociações, e ainda não há consenso sobre o modelo a ser seguido.
A mudança tem como pano de fundo o avanço do PL na Câmara. No sistema atual, candidatos com votação expressiva ajudam a eleger outros integrantes da mesma legenda, mesmo que tenham recebido menos votos. Foi o caso de Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), que ultrapassaram 3 milhões de votos cada um e contribuíram para a eleição de outros parlamentares do partido.
A estratégia de Motta para aprovar o distrital misto é jogar a implantação para frente, a partir de 2034, de modo a diluir o receio dos parlamentares sobre seus próprios mandatos. Um modelo de transição deve ser adotado na eleição de 2030, mas também não houve consenso sobre o formato.
Entenda os modelos e debates sobre reforma eleitoral na Câmara.
Sistemas eleitorais
Proporcional de lista aberta
Proporcional de lista fechada
Distrital
Distrital misto
Distritão
Distritão misto
Proporcional de lista aberta
Como é:
Modelo atual, no qual candidatos muito bem votados puxam outros. O número de votos de todos os candidatos de cada partido ou federação é somado para definir quantas cadeiras cada sigla terá no Legislativo. A partir daí, as vagas são ocupadas pelos mais votados, desde que tenham no mínimo 10% do quociente eleitoral do estado.
O quociente eleitoral é o resultado da divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas para aquele cargo em cada estado.
Interesses envolvidos:
Partidos do centrão são contra o modelo porque atribuem a ele o crescimento de candidatos bem posicionados nas redes sociais e que puxam muitos votos para legendas como o PL. O grupo argumenta que a eleição de deputados com votação muito alta acaba levando ao Congresso outros nomes com desempenho eleitoral bastante inferior.
Proporcional de lista fechada
Como é:
O eleitor vota apenas no partido, e não em um candidato específico. As vagas são proporcionais à quantidade de votos de cada sigla e preenchidas seguindo a ordem escolhida pela direção da legenda.
Interesses envolvidos:
Defensores do fortalecimento dos partidos e da organização coletiva das candidaturas são favoráveis ao modelo. Já parlamentares que defendem a escolha direta dos representantes pelo eleitor criticam a concentração de poder nas direções partidárias.
Distrital
Como é:
Eleitor escolhe um candidato para representar sua região, em votação majoritária.
Interesses envolvidos:
Dizem preferir o modelo aqueles que defendem uma conexão da disputa eleitoral com questões locais. Para eles, o desenho poderia facilitar a cobrança sobre os representantes. Já candidatos com atuação em temas específicos, representantes de categorias profissionais e de grupos ideológicos, ou com eleitorado espalhado pelo estado, podem ter mais dificuldade para conquistar uma cadeira.
Distrital misto
Como é:
Metade das cadeiras vai para os mais votados num determinado território; a outra metade é distribuída entre os partidos mais votados e preenchida de acordo com uma lista escolhida pela sigla.
Interesses envolvidos:
Hugo Motta e dirigentes do centrão tentam aprovar este modelo, que conteria os puxadores de votos. O líder da oposição na Câmara, deputado cabo Gilberto (PL-PB), declarou que os deputados do PL e Novo se reuniram e decidiram votar contra a alteração. Até uma ala do próprio centrão resiste ao distrital misto. Esse grupo, majoritariamente formado por integrantes do baixo clero ou de partidos menores, teme perder espaço para lideranças locais, como prefeitos populares.
Parte dos integrantes do PT afirma que é possível debater um sistema misto, enquanto outros rejeitam completamente sob o argumento de que o voto distrital pode fazer com que o partido perca grande parte de seus deputados. O domínio de facçõess sobre parte dos territórios também é citado como argumento contra esse desenho.
Distritão
Como é:
Candidatos a deputado que receberem mais votos no estado serão eleitos, sem precisar depender dos votos do resto do partido para atingir o quociente eleitoral.
Interesses envolvidos:
É criticado por enfraquecer os partidos, estimular campanhas personalistas e impedir a renovação do Parlamento. Uma consequência também pode ser criar campanhas milionárias, em detrimento da diversidade da representação política.
Distritão misto
Como é:
Metade das cadeiras é definida pelos mais votados do estado; a outra metade é distribuída entre os partidos mais votados e preenchida com base em uma lista escolhida pela direção da sigla.
Interesses envolvidos:
Partidos como Podemos e Solidariedade, que participaram das articulações em torno da reforma, se dizem favoráveis ao modelo.
CPAC pode marcar largada dos irmãos Bolsonaro na oposição a Lula no exterior
Eduardo está confirmado no encontro em Mar-a-Lago; expectativa é de que Flávio o acompanhe na aproximação com lideranças conservadoras
Os irmãos Bolsonaro poderão ter em Mar-a-Lago o palco para iniciar uma atuação conjunta de oposição ao governo Lula no exterior. Eduardo Bolsonaro está confirmado no encontro do CPAC de 5 de novembro, em Palm Beach, na Flórida. A expectativa é de que esteja acompanhado de Flávio Bolsonaro, embora o nome do senador ainda não apareça na programação oficial.
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Se confirmada, a participação de Flávio dará ao encontro uma dimensão brasileira: a possibilidade de os dois irmãos se apresentarem juntos a um público de políticos, apoiadores e representantes do conservadorismo internacional. O evento poderá funcionar como o pontapé dessa articulação, mas ainda não há anúncio de uma agenda conjunta dos dois.
Entre os palestrantes divulgados estão os senadores republicanos Rick Scott e Mike Lee, a deputada americana Kat Cammack e a ex-primeira-ministra britânica Liz Truss. A relação também inclui Matt Schlapp, Mercedes Schlapp e o ator Jim Caviezel. São nomes anunciados para a programação completa, sem indicação de que todos participarão da mesma atividade.
O CPAC, sigla em inglês para Conferência de Ação Política Conservadora, nasceu nos Estados Unidos e se apresenta como um fórum global de intercâmbio de ideias. Reúne autoridades, parlamentares, jornalistas, intelectuais e ativistas em torno de pautas como liberdade, soberania nacional, responsabilidade individual e tradição. Ao longo de mais de meio século, tornou-se um espaço de encontro e projeção de lideranças conservadoras.
A trajetória de Donald Trump também passa por esse palco. Segundo o histórico publicado pelo CPAC Action PAC, ele estreou na conferência em 2011 e escolheu o evento para seu primeiro discurso público depois de deixar a Casa Branca, em 2021. Essa relação ajuda a explicar a associação política entre Trump e o movimento, mas sua participação no encontro de novembro não está confirmada.
Em Mar-a-Lago, as atividades vão de 4 a 7 de novembro. No dia 5, a reunião anual do CPAC Circle será restrita a convidados, seguida de um jantar de gala. A programação prevê debates sobre o cenário americano após as eleições de meio de mandato, a disputa de 2028, combate ao comunismo e o que os organizadores descrevem como uso político de processos judiciais.
É nesse ambiente que uma aparição conjunta dos irmãos poderá ganhar peso. A aproximação com participantes do encontro poderá abrir espaço para apresentar suas posições sobre o Brasil e buscar interlocutores para uma agenda de oposição no exterior. Por enquanto, o compromisso oficialmente confirmado é o de Eduardo; mas a presença de Flávio e os desdobramentos políticos dessa participação permanecem como grande expectativa.
Advogado Afonso Mendes classifica como “aberração jurídica” pedido de liminar para suspender eleição da Câmara de Ipiaú
A decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) que derrubou, na manhã do último sábado (31), a liminar que havia suspendido a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Ipiaú repercutiu nos meios políticos e jurídicos da cidade. A eleição foi realizada após uma intensa atuação da equipe jurídica do Legislativo, que conseguiu reverter a decisão de primeira instância.
Para compreender os fundamentos da controvérsia, a reportagem do GIRO em Ipiaú procurou o advogado Afonso Mendes, doutorando em Direito, com forte atuação em Direito Público e experiência em Direito Constitucional, Direito Tributário e Processo Legislativo. O profissional integrou a equipe responsável pela virada judicial, juntamente com o assessor jurídico da Câmara, Dr. Sandro Macedo, e o advogado e consultor Dr. Thiago Fontoura.
Ao comentar a liminar concedida pela magistrada plantonista, Afonso não poupou críticas à fundamentação adotada. “Foi uma das maiores aberrações jurídicas que já presenciei. A magistrada chegou ao ponto de entender que não existia motivação suficiente para a convocação de uma sessão extraordinária, adentrando em uma competência que pertence à Presidência da Câmara Municipal. O Judiciário não pode substituir o juízo de conveniência institucional de outro Poder, sobretudo quando estamos diante de atos amparados pela legislação e pelo Regimento Interno”, afirmou.
Segundo o advogado, a decisão contrariava a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.120 da repercussão geral, segundo a qual, na ausência de violação constitucional, não cabe ao Poder Judiciário substituir as Casas Legislativas na interpretação e aplicação de suas normas meramente regimentais.
“A Constituição estabelece a independência e a harmonia entre os Poderes. O Supremo Tribunal Federal já delimitou expressamente os limites da intervenção judicial nas questões internas dos parlamentos. Em nossa avaliação, a decisão de primeira instância ultrapassou esses limites, chegando a questionar a própria motivação da convocação extraordinária, matéria que deve ser examinada à luz das competências institucionais da Presidência da Câmara”, explicou.
Afonso Mendes também chamou atenção para outro aspecto que considera especialmente grave: a interferência judicial preventiva em procedimentos regimentais que poderiam ser discutidos e resolvidos pelos próprios vereadores durante a sessão.
“O Regimento Interno estabelece os instrumentos adequados para questionar procedimentos legislativos. Os vereadores podem apresentar requerimentos e suscitar questões de ordem, que são apreciados pela Presidência e podem, conforme as disposições regimentais, ser submetidos à deliberação soberana do Plenário. Não é juridicamente razoável impedir previamente a realização de uma eleição para discutir questões procedimentais que sequer haviam sido submetidas aos mecanismos internos de controle da própria Câmara”, destacou.
O advogado ressaltou que a defesa apresentou documentos, atas de eleições anteriores, registros de publicidade e comprovantes de convocação dos parlamentares, demonstrando que o procedimento adotado seguia as práticas institucionais da Casa.
Equipe jurídica atuou em múltiplas frentes
Afonso revelou ainda que a estratégia jurídica não se limitou à apresentação do agravo de instrumento que resultou na reversão da liminar pelo TJBA. “Diante da gravidade da situação e da proximidade do horário da eleição, nossa equipe adotou uma estratégia de atuação simultânea em diversas frentes judiciais. Além do agravo de instrumento, protocolamos outras medidas processuais, inclusive perante o Supremo Tribunal Federal, buscando assegurar a autonomia do Poder Legislativo e evitar que uma decisão que considerávamos manifestamente equivocada comprometesse o funcionamento institucional da Câmara”, relatou.
Segundo ele, o trabalho exigiu atuação intensa durante a madrugada, com a elaboração de peças processuais, organização de documentos e fundamentação baseada em precedentes dos tribunais superiores. “Foi um trabalho jurídico muito intenso, desenvolvido em conjunto, com responsabilidade e profundo estudo das questões constitucionais e regimentais envolvidas. Atuamos em múltiplas frentes porque tínhamos convicção da consistência dos nossos fundamentos. Graças a Deus, tivemos êxito e conseguimos assegurar a realização da eleição”, afirmou.
Apesar das críticas contundentes à decisão inicial, Afonso destacou que a divergência jurídica não representa desrespeito ao Poder Judiciário. “O respeito à magistratura é indispensável ao Estado Democrático de Direito. Entretanto, decisões judiciais estão sujeitas ao controle pelas instâncias superiores, especialmente quando envolvem competências constitucionais de outro Poder. Foi exatamente isso que buscamos demonstrar, utilizando os instrumentos processuais previstos em nosso ordenamento jurídico”, ponderou.
Eleição ocorreu com todos os vereadores presentes
Após a decisão favorável do TJBA, a eleição foi realizada no sábado (31), às 11h, com a presença dos 13 vereadores de Ipiaú. Duas chapas tiveram seus registros deferidos e participaram da disputa.
A chapa liderada pelo vereador Lucas de Vavá venceu por oito votos a cinco, elegendo Lucas para a presidência da Câmara no biênio 2027–2028, Edson Marques para a vice-presidência e Robson Moreira para a primeira-secretaria.
A sessão foi transmitida pelo canal oficial da Câmara Municipal no YouTube. Segundo os registros legislativos, a eleição transcorreu sem apresentação de questões de ordem ou recursos regimentais contra os procedimentos adotados.
Para Afonso Mendes, o desfecho reforça a importância da preservação das competências institucionais do Legislativo. “O resultado mais importante, sob o ponto de vista jurídico, foi assegurar que a Câmara Municipal pudesse exercer suas competências constitucionais, sem interferências indevidas em suas questões internas. A eleição foi realizada, todos os vereadores participaram e a vontade da maioria foi expressa dentro do procedimento legislativo. É isso que deve prevalecer em um Estado Democrático de Direito”, concluiu.
Por: Giro Ipiaú
FICCO/PR apreende 32 kg de maconha e um adolescente em Ponta Grossa
Foz do Iguaçu/PR. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) realizou, neste sábado (31/10), uma ação que resultou na apreensão de 32 kg de maconha e de um adolescente de 17 anos, no Terminal Rodoviário de Ponta Grossa/PR.
Após informações repassadas pela FICCO/PR, as equipes da Polícia Federal e Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio de equipes do CHOQUE, abordaram um ônibus interestadual que fazia a linha Porto Velho/RO a Criciúma/SC. Durante as diligências, foram localizadas duas malas contendo entorpecentes embalados a vácuo.
O adolescente relatou que havia embarcado em Cuiabá/MT e receberia dinheiro para transportar a droga até Curitiba/PR.
O adolescente e os materiais apreendidos foram encaminhados à Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) é composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu
Operação da PRF reforça policiamento preventivo e combate condutas perigosas nas rodovias de Vitória da Conquista
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| Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Federal (PRF) |
Nos primeiros 9 meses de 2026, a PRF na Bahia registrou mais de 300 acidentes nas rodovias federais que cortam Vitória da Conquista. Nessas ocorrências 373 pessoas ficaram feridas e 41 perderam a vida.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia iniciou na última quinta-feira (28/10), em Vitória da Conquista (BA), uma grande operação de segurança viária com foco no policiamento preventivo e a intensificação da fiscalização com o objetivo de garantir a fluidez no trânsito, prevenir acidentes e coibir condutas perigosas ao volante.
Durante as atividades que segue até o dia 11 de novembro, o esforço operacional vai se concentrar nas situações que mais impactam na segurança viária envolvendo veículos de passeio, caminhões, ônibus, vans, transporte de escolares e motocicletas, além de coibir ocorrências criminais e o cometimento de infrações relacionadas a esses veículos.
A operação contará com policiais rodoviários federais da Bahia, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins e Sergipe A presença das equipes se dará em trechos estratégicos, nos considerados pontos críticos, onde observa-se maior incidência de acidentes, criminalidade e infrações.
Nas abordagens, os policiais intensificarão a fiscalização sobre as infrações mais registradas entre elas está a falta do uso do cinto de segurança e demais dispositivos de retenção obrigatórios, excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas em trechos de pista simples, à embriaguez e ao uso do celular ao volante. Serão realizados ainda comandos com foco na travessia segura de pedestres, no pedal legal para os ciclistas, segurança no transporte de cargas e passageiros.
A PRF irá realizar também o trabalho de prevenção em ações de educação para o trânsito. Durante as abordagens serão trabalhadas a educação e conscientização dos usuários das rodovias de forma transversal em todas as ações, com o objetivo de mobilizar a sociedade para adotar comportamentos que promovam um trânsito mais pacífico, consciente e seguro.
Estatística de acidentes (trechos de Vitória da Conquista)
A PRF na Bahia registrou, de janeiro a setembro deste ano, 307 acidentes de trânsito nas rodovias que cortam o município de Vitória da Conquista. Nessas ocorrências 373 pessoas ficaram feridas e 41 mortas. Quando comparado ao mesmo período de 2025, verifica-se que o número total de acidentes teve uma redução de 5,83% ao contabilizado no mesmo período de 2025, quando foram atendidos 326 sinistros que tiveram 91 feridos (aumento de 5,07%) e 35 perderam a vida como consequência (aumento de 17,14%). Chama a atenção para o aumento considerável de sinistros graves (27,47%), saindo de 91 registros em 2025 para 116 ocorrências em 2026.
As estatísticas apontam que as motocicletas foram o tipo de veículo que mais se envolveram em acidentes no período, com 156 registros no período, confirmando a vulnerabilidade de quem utiliza duas rodas. A combinação de alta exposição do condutor e práticas de risco, como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, uso do celular, transitar pelo corredor entre veículos e falta de equipamentos de proteção, contribuem para a gravidade das lesões e aumentam os índices de letalidade nesse tipo de ocorrência. Por isso, a programação da operação prioriza os motociclistas e a PRF buscará reforçar a importância do uso correto de equipamentos de segurança, do respeito aos limites de velocidade e da direção defensiva.
Acessar a via sem observar a presença de outros veículos, Reação tardia ou ineficiente do condutor; ausência de reação do condutor ocupam o topo do ranking das causas de sinistros na Bahia, seguidas de deixar de manter distância de segurança entre os veículos e demais falhas mecânicas ou elétricas.
Esses números indicam que, embora o desafio de reduzir os acidentes ainda seja grande, as ações de fiscalização, aliadas às campanhas educativas e ao engajamento da sociedade, têm contribuído diretamente para salvar vidas.
Estatística de Infrações (trechos de Vitória da Conquista)
Apesar de todo o esforço da PRF nas ações estratégicas de fiscalização e conscientização, flagramos ainda muitos condutores e passageiros contrariando as leis de trânsito e consequentemente algumas dessas infrações estão entre as que mais provocam acidentes e ceifam vidas nas nossas estradas.
Fiscalizada e combatida permanentemente, a imprudência do motorista ainda é a grande vilã e responsável pelas irregularidades de trânsito registradas nas rodovias. Vale ressaltar que existem infrações que podem causar até mesmo a suspensão do direito de dirigir.
Entre janeiro e setembro de 2026 a PRF BA emitiu 30.645 autuações em trechos das rodovias federais baianas que cortam o município de Vitória da Conquista.
Os controladores de velocidade (radares) flagraram 6.873 veículos em velocidades até 20% superiores ao limite máximo. Outros 2.145 trafegavam de 20% a 50% acima do limite.
No mesmo período, as equipes da PRF em Vitória da Conquista flagraram 3.075 condutores realizando ultrapassagens proibidas. A infração de ultrapassar em faixa amarela contínua é infração gravíssima, com multa de R$ 1.467,35 e rende 7 pontos na carteira. Em caso de reincidência em 12 meses, a multa é dobrada.
2.079 notificações foram emitidas por conduzir o veículo com equipamento do sistema de iluminação e de sinalização alterados.
Desobedecer às ordens emanadas da autoridade competente de trânsito ou de seus agentes somaram 1.295 autuações. Os flagrantes de veículos flagrados com licenciamento atrasado somaram 1.111 autuações.
Em 920 abordagens, o condutor não era habilitado para dirigir o veículo.
Vale ressaltar, quem for flagrado dirigindo sem ter CNH estará cometendo uma infração de natureza gravíssima, segundo o Artigo 162 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro). A penalidade é multa multiplicada três vezes, chegando ao valor de R$ 880,41. Além disso, há a medida administrativa de retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado. E dirigir com a CNH suspensa pode causar a cassação do documento.
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Justiça e Segurança > Policiamento
Rui Costa prefere ministério ao Senado e pode assumir pasta de entregas no novo governo Lula -Por Política Livre
Eleito senador pela Bahia no último dia 4 de outubro, o ex-governador Rui Costa (PT) pode abrir mão de exercer o mandato no Congresso Nacional para assumir um ministério no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de janeiro de 2027. Segundo informações publicadas pela coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, aliados próximos avaliam que o petista tem mais perfil para ocupar cargos no Executivo do que para atuar no Legislativo.
Rui, que comandou a Casa Civil até abril deste ano, estaria cotado para assumir um ministério com forte capacidade de execução de obras, investimentos e entrega de resultados à população. A ideia seria aproveitar sua experiência administrativa, adquirida durante os oito anos em que governou a Bahia e na passagem pelo Palácio do Planalto.
Apesar das especulações, Lula ainda não teria conversado com Rui Costa sobre a possibilidade de seu retorno à Esplanada dos Ministérios. O assunto também não teria sido tratado pelo presidente com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), principal aliado político do senador eleito na Bahia.
De acordo com a publicação de O Globo, pessoas próximas ao ex-governador afirmam que ele preferiria comandar praticamente qualquer ministério a assumir uma cadeira no Senado, sobretudo diante da perspectiva de uma composição mais conservadora da Casa na próxima legislatura.
Na avaliação de um aliado ouvido pelo jornal, Rui é mais talhado para o Executivo do que para o Legislativo, uma questão de perfil político e administrativo. O ex-governador construiu sua trajetória como gestor e tem preferência por funções que lhe permitam executar projetos e apresentar resultados concretos.
O retorno à Casa Civil, entretanto, é considerado pouco provável. Embora Rui continue contando com a confiança de Lula, sua atuação como principal articulador e defensor do presidente no governo anterior teria provocado desgastes e acumulado resistências entre integrantes da própria administração federal.
Por isso, uma eventual volta à Esplanada poderia ocorrer em uma pasta com perfil mais executivo, voltada à realização de obras e à implementação de políticas públicas, em vez de um ministério responsável pela articulação política e pela coordenação dos demais órgãos do governo.
Caso Rui Costa seja nomeado ministro, a cadeira conquistada por ele no Senado deverá ser ocupada por seu primeiro suplente, Ronaldo Carletto, presidente do Avante na Bahia. A possibilidade interessa diretamente ao partido, que ampliaria sua presença no Congresso Nacional e ganharia maior protagonismo nas negociações com o governo federal.
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Esquerda quer regulação das redes e mobilização digital permanente após eleição de Lula
O engajamento digital da esquerda veio para ficar. Ao menos é o que garantem lideranças, influenciadores e o próprio presidente Lula (PT) diante da mobilização nas redes sociais na campanha de segundo turno das eleições.
O deputado federal André Janones (Rede-MG), com comandos de "urgente" e "explode", reuniu mais de 10 milhões de pessoas no "Exército do Lula", no WhatsApp, e liderou a tropa digital que foi apontada por Lula como corresponsável pela virada sobre Flávio Bolsonaro (PL).
O petista derrotou o adversário por 51,8% dos votos, ante 48,2%, sendo o primeiro presidente do país a vencer uma eleição após ter terminado em segundo lugar no primeiro turno —ele havia ficado atrás do bolsonarista na primeira etapa, com 45,2% dos votos ante 47% do rival..
A atuação digital virou modelo de sucesso mundo afora, rendendo a Janones convites para auxiliar em campanhas de esquerda em outros países, como na tentativa de reeleição do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. O deputado disse à Folha que o "Exército" será mantido para servir como ferramenta de pressão popular a favor de Lula no próximo mandato.
"O grande objetivo desse ‘Exército’, pós-eleição, é compensar a minoria que o presidente Lula vai ter na Câmara e no Senado, porque a extrema direita está com uma maioria esmagadora", disse ele. "O ‘Exército do Lula’ tem como missão, a partir de agora, dar governabilidade ao presidente", acrescentou.
No discurso de vitória, no domingo, o presidente agradeceu a Janones. Destacou a atuação do parlamentar na mobilização digital da campanha, chamou-o de general e disse que "teve um papel exponencial nessa campanha para levantar diariamente, de manhã, de tarde e de noite, a moral da nossa tropa".
Por insistência de Janones e de outros aliados, Lula aderiu ao uso do smartphone na reta final da campanha, após anos de resistência à tecnologia, e prometeu estabelecer um canal direto de diálogo com a população, sem depender de intermediários.
"Já estou aprendendo a conversar com o meu general e podem ficar certos que, daqui para frente, vou conversar muito com o povo brasileiro, muitas vezes por dia, diretamente. Não vou ficar permitindo ser interpretado por jornalistas com má-fé. Não vou. Eu vou dizer o que eu penso, o que eu faço", disse em seu discurso da vitória no domingo.
Assim como Janones, outros políticos com alto engajamento nas redes sociais ganharam destaque na campanha durante o segundo turno, como os deputados federais eleitos Ana Elisa (PT-MG), Jones Manoel (PSOL-PE) e Guilherme Cortez (PSOL-SP).
Cortez, com mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, defendeu que a esquerda precisa manter a estrutura de mobilização digital ativa. Segundo ele, o campo progressista demorou a compreender a importância das redes sociais para a disputa política, mas recuperou terreno nesse segundo turno.
"A direita chegou antes, se desenvolveu nesse terreno, beneficiada por uma série de coisas, inclusive pelo algoritmo das redes sociais", disse o deputado eleito. "Para ganhar eleição foi preciso que a gente tomasse ofensiva nesse terreno, e conseguimos, mesmo com todas as comprovadas tentativas de boicotar nossa campanha pelos aplicativos."
A campanha deste ano foi marcada por acusações de interferência de plataformas digitais na eleição. Como mostrou a Folha, em mensagens internas da Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp), funcionários reconheceram prejuízo a contas de Lula e benefício às de Flávio. A empresa negou ingerência.
Teste feito pelo jornal também identificou diferenças de tratamento nas respostas da ferramenta de inteligência artificial da big tech a pedidos de criação de imagens de campanha dos dois candidatos. No primeiro turno, a reportagem mostrou que modelos de IA burlavam a Lei Eleitoral ao promoverem rankings entre os presidenciáveis.
Como mostrou a Folha, integrantes do governo e parlamentares pretendem correr para votar até dezembro o projeto de lei da regulamentação concorrencial das big techs. A percepção é a de que há uma janela favorável para aprovação agora, que ficará mais estreita no próximo ano, quando o novo Congresso Nacional tomará posse.
Cortez defende a manutenção da mobilização digital acompanhada da regulamentação das plataformas, sem que uma exclua a outra. Ele afirmou que o modelo de regulação ainda deve ser discutido com outros atores, mas levantou a possibilidade de um que ofereça a opção de "desligar" o algoritmo.
A ideia seria oferecer a possibilidade de feeds de rede social sem recomendação algorítmica. Nesse molde, o que apareceria no feed seria o conteúdo de conhecidos ou perfis seguidos, e não mais o que a plataforma entende que vai prender a atenção do usuário.
Lula, também no discurso da vitória deste domingo, sinalizou que a regulação das redes estará entre as suas prioridades. O presidente disse que precisou "vencer a intromissão vinda de fora", em referência também ao tratamento desigual da do pela Meta na campanha.
"Essa eleição foi uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência de que um crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime na vida real", afirmou o petista.
O presidente acrescentou que não é possível que empresas bilionárias não paguem impostos enquanto tentam "direcionar o resultado eleitoral" do Brasil.
Na campanha de 2022, Lula já havia sinalizado interesse em regulamentar as redes sociais. O governo chegou a trabalhar em propostas para enquadrar as plataformas, mas não conseguiu avançar com o tema durante o mandato.
Por Arthur Guimarães de Oliveira e Juliana Arreguy/Folhapress
Quando o décimo terceiro vai cair na conta? Veja data da 1ª e 2ª parcela
A primeira parcela corresponde, normalmente, a 50% do valor total do 13º salário. Nessa etapa, não são aplicados descontos de INSS ou Imposto de Renda. O cálculo do adiantamento considera a remuneração utilizada como referência pelo empregador
Os trabalhadores brasileiros já podem se organizar para receber o 13º salário de 2026. Neste ano, a segunda parcela será antecipada para 18 de dezembro, uma sexta-feira, porque o prazo legal de 20 de dezembro cai em um domingo. A primeira parte do benefício deverá ser depositada até 30 de novembro, segunda-feira.
A antecipação não representa uma alteração na legislação trabalhista. A data foi ajustada em razão do calendário, respeitando a exigência de que o pagamento seja realizado dentro do prazo previsto para a gratificação natalina.
Como funciona o pagamento das parcelas?
A primeira parcela corresponde, normalmente, a 50% do valor total do 13º salário. Nessa etapa, não são aplicados descontos de INSS ou Imposto de Renda. O cálculo do adiantamento considera a remuneração utilizada como referência pelo empregador.
Já na segunda parte, a empresa desconta o valor antecipado e aplica os encargos legais, incluindo a contribuição previdenciária e o Imposto de Renda, quando cabíveis. Por esse motivo, o trabalhador pode receber um segundo depósito menor que o primeiro.
Quem tem direito ao 13º salário?
O benefício é destinado aos trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e rurais, além de aposentados e pensionistas da Previdência Social, conforme as regras de cada categoria.
No caso dos empregados, cada mês trabalhado conta para o cálculo quando há pelo menos 15 dias de atividade no período. Quem não trabalhou durante os 12 meses do ano recebe o valor proporcional.
Pessoas afastadas por licença-maternidade ou por doença e acidente também podem ter direito à gratificação, de acordo com as regras aplicáveis. Na demissão sem justa causa, o 13º proporcional deve integrar as verbas rescisórias. Na dispensa por justa causa, esse pagamento proporcional pode não ser devido.
Como calcular o valor do benefício?
Quem trabalhou o ano inteiro e recebe salário fixo geralmente tem direito a um 13º bruto equivalente à remuneração mensal de referência. Para calcular o valor proporcional, divide-se o salário por 12 e multiplica-se o resultado pela quantidade de meses contabilizados.
Por exemplo, quem recebe R$ 2.400 mensais e tem direito aos 12 meses receberá R$ 2.400 brutos. A primeira parcela será, em regra, de R$ 1.200, enquanto a segunda corresponderá ao saldo, descontados os encargos aplicáveis.
VÍDEO: Casa comprada há um mês é destruída por incêndio em Livramento de Nossa Senhora
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| Foto: Reprodução / WhatsApp / Achei Sudoeste |
Um incêndio destruiu praticamente toda a estrutura de uma casa neste sábado (31), na 7ª Travessa da Estocada, em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia. O imóvel havia sido comprado pela proprietária há pouco mais de um mês.
Segundo o site Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias (BN), as chamas se espalharam rapidamente pelos cômodos e consumiram móveis, eletrodomésticos e pertences pessoais. Vizinhos se mobilizaram para conter o fogo, e um caminhão-pipa foi enviado ao local para auxiliar no combate.
A Secretaria Municipal de Assistência Social foi acionada para prestar acolhimento e oferecer auxílio emergencial à moradora, que ficou desabrigada.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas e não houve registro de feridos.
VÍDEO: Casa comprada há um mês é destruída por incêndio em Livramento de Nossa Senhora - Bahia Notícias https://t.co/ZorbsakgGW
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) November 1, 2026
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