FICCO/SMA combate tráfico internacional de armas de fogo

Ação cumpriu ordens judiciais em Porto Alegre/RS e Florianópolis/SC; dois investigados foram presos
Porto Alegre/RS. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santa Maria/RS (FICCO/RS) deflagrou, nesta quarta-feira (7/10), a Operação Carga Letal, para desarticular esquema de tráfico internacional de armas destinado ao abastecimento de grupos criminosas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Porto Alegre/RS e em Florianópolis/SC, além de dois mandados de prisão preventiva. Um dos presos era considerado foragido da Justiça havia cerca de dez anos. Os investigados são apontados como responsáveis pelo abastecimento de armamentos para organizações criminosas.

As investigações tiveram início após a Receita Federal identificar dois fuzis ocultos em uma encomenda proveniente da Flórida/Estados Unidos, com destino a Porto Alegre/RS. Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca durante a entrega da encomenda e apreendeu materiais que contribuíram para o avanço das investigações.

As diligências continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e de interromper o fluxo de importação ilegal de armas identificado.

A FICCO/RS é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais, Polícia Civil, Brigada Militar e Polícia Penal do Rio Grande do Sul.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do Sul

Operação fecha laboratório de drogas e prende líder de Orcrim na Bahia

Batizada de “Operação Três Caras”, a ação ocorreu em Feira de Santana, onde as equipes também localizaram e desmantelaram um laboratório clandestino
Uma operação integrada dos Ministérios Públicos da Bahia (MP-BA) e de Goiás (MP-GO), com participação da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), resultou nesta quarta-feira (7) na prisão de Anderson Alves da Silva, apontado pelas investigações como liderança de uma organização criminosa voltada à produção em larga escala e ao tráfico interestadual de anfetaminas.

Batizada de “Operação Três Caras”, a ação ocorreu em Feira de Santana, onde as equipes também localizaram e desmantelaram um laboratório clandestino de fabricação de drogas instalado em uma chácara na zona rural do município.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos por integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-BA e por equipes da PM-BA. A operação também contou com apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Apreensões na Operação
Durante as diligências, foram apreendidas mil unidades de anfetamina, comercializadas no varejo por valores entre R$ 1,50 e R$ 2, além de duas armas de fogo (uma pistola calibre 9mm e uma carabina calibre .22), uma espingarda de ar comprimido, três carregadores e 130 munições dos calibres .22 e 9mm.

As equipes apreenderam ainda cinco aparelhos celulares, uma caminhonete Toyota Hilux, equipamentos e insumos utilizados em processos industriais e substâncias identificadas preliminarmente como microcelulose e êxtase.

Prisão de apontado como liderança
Anderson Alves da Silva estava foragido desde dezembro de 2024 e foi localizado durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás. Segundo as investigações, ele exercia papel de liderança em uma organização criminosa dedicada à produção e à distribuição de comprimidos conhecidos popularmente como “rebites”.

Além da prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em imóveis que, de acordo com as investigações, eram utilizados pelo investigado com o apoio de familiares e terceiros para que ele permanecesse em situação de clandestinidade.

Segundo o MP-GO, Anderson foi condenado a 18 anos, 11 meses e 21 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tráfico interestadual de drogas e posse de maquinários destinados à produção de entorpecentes.

As investigações apontam ainda que ele utilizava diferentes identidades falsas para evitar a atuação policial e é suspeito de ter articulado fraudes no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) com o objetivo de promover a baixa indevida de mandados de prisão.

Além do cumprimento da ordem judicial expedida em Goiás, Anderson Alves da Silva foi preso em flagrante em razão dos materiais ilícitos encontrados durante a operação.

Ibirataia: Prefeitura avança na construção da Escadaria das Pedreiras no bairro Robson Marques Fair

A Prefeitura de Ibirataia segue avançando com a construção da Escadaria das Pedreiras, no bairro Robson Marques Fair, uma obra que tem como objetivo melhorar a mobilidade e garantir melhores condições de acesso para os moradores da localidade. A intervenção atende a uma solicitação da comunidade apresentada pelo vereador Moacir Silva, que buscou junto ao município melhorias na infraestrutura da região. Como parte da preparação do serviço, a estrada de acesso ao local recebe ações de patrolamento para garantir melhores condições de trabalho durante a execução da obra.
Além de facilitar a circulação dos moradores, os serviços realizados no local contribuem para o deslocamento de equipes, máquinas e materiais necessários para a implantação da estrutura. A iniciativa integra o conjunto de ações de infraestrutura desenvolvidas pelo município para atender às demandas das comunidades. O prefeito Sandro Futuca acompanha o andamento da intervenção e destaca a importância de levar melhorias que proporcionem mais segurança, acessibilidade e qualidade de vida à população. “Estamos trabalhando para melhorar o acesso e atender às necessidades da comunidade, preparando o local para que o escadão possa ser construído e beneficiar os moradores da região”, afirmou o gestor. 

Zé Gomes recebe no Alerta Geral o jornalista Michel Querino para tratar sobre Comunicação

O programa Alerta Cidade, apresentado por Zé Gomes, recebeu nesta terça-feira (7) o jornalista Michel Querino para uma conversa sobre comunicação, jornalismo e as transformações provocadas pelas novas tecnologias.

Ao lado de Del Júnior, Michel comentou as notícias mais recentes e falou sobre os desafios enfrentados atualmente pelos profissionais da comunicação diante das mudanças na forma de produzir, distribuir e consumir informação.

Durante a entrevista, um dos principais assuntos foi o avanço da inteligência artificial (IA) e sua presença cada vez maior no cotidiano de jornalistas, publicitários e demais profissionais da comunicação.

Michel destacou que a inteligência artificial pode ser utilizada como uma importante ferramenta de apoio ao trabalho, mas ressaltou a necessidade de o profissional saber comandar, orientar e supervisionar aquilo que é produzido pela tecnologia.

Segundo o jornalista, o uso da IA exige não apenas conhecimento sobre as ferramentas disponíveis, mas também capacidade de análise e senso crítico para avaliar os resultados apresentados. Nesse contexto, a tecnologia pode contribuir para otimizar processos e ampliar possibilidades, sem substituir a responsabilidade de quem produz e divulga a informação.

Outro ponto destacado durante a conversa foi a ética na comunicação. Para Michel, o avanço tecnológico torna ainda mais necessário o cuidado com a apuração, a responsabilidade sobre as informações divulgadas e a utilização consciente das novas ferramentas.

A participação no Alerta Geral também proporcionou uma reflexão sobre os novos caminhos do jornalismo e da comunicação, em um cenário no qual a inteligência artificial passa a fazer parte cada vez mais da rotina profissional.

A conversa reforçou a importância de acompanhar as transformações tecnológicas sem deixar de lado princípios fundamentais da comunicação, como responsabilidade, conhecimento, ética e compromisso com a informaçã

A entrevista pode ser assistida na íntegra no canal da Ipiaú FM:  

PF faz operação para combater tráfico de armas e lavagem de dinheiro

Ação cumpre 7 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão no âmbito de investigação sobre grupo integrado por policiais e ex-policiais militares que negociavam fuzis e vazavam dados sigilosos
Rio de Janeiro/RJ. Nesta quarta-feira (7/10), a Polícia Federal deflagrou a Operação Magen, em ação conjunta com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), para desarticular um grupo criminoso atuante no comércio ilegal de armas, no vazamento de dados restritos da segurança pública, além da prática de usura e lavagem de capitais para organização criminosa, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

A ação cumpre 7 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão domiciliar em bairros da cidade do Rio de Janeiro, além dos municípios de Nova Iguaçu/RJ, Angra dos Reis/RJ, Mesquita/RJ, Nilópolis/RJ e Seropédica/RJ. Serão cumpridas, ainda, medidas cautelares diversas da prisão contra investigados vinculados à estrutura patrimonial e financeira do grupo, cumuladas com monitoramento eletrônico.
As apurações, conduzidas pela PF e pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ), identificaram que a organização criminosa mantinha uma estrutura para a obtenção, para o transporte e para a revenda clandestina de material bélico. O grupo comercializava fuzis de uso restrito, revólveres, pistolas, carregadores e munições.

As informações reveladas pela PF também apontam que o grupo recebia fuzis e equipamentos policiais como forma de comissão ou pagamento pelas transações. Foi identificada também a atuação de agentes da segurança pública, os quais utilizavam o acesso funcional a sistemas restritos.
As investigações revelaram que o esquema movimentou mais de R$ 100 milhões em um intervalo de quatro anos, entre contas pessoais e de pessoas jurídicas de fachada.

Os investigados foram denunciados pelo MPRJ e poderão responder, na medida de suas condutas, pelos crimes de organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de capitais,.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

PF reprime crimes de abuso sexual infantojuvenil no Rio de Janeiro

Ação cumpriu mandado de busca e apreensão no âmbito de apuração sobre a prática dos crimes de armazenamento, compartilhamento e comercialização de mídias contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes.
Nova Iguaçu/RJ.Nesta quarta-feira (7/10), a Polícia Federal deflagrou a Operação Guardiões IV, com o objetivo de combater os crimes de armazenamento, de compartilhamento e de comercialização de mídias contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil na internet.

A ação cumpriu um mandado de busca e apreensão em Belford Roxo, município localizado na Baixada Fluminense.

As investigações tiveram início em 2025, em Roraima, após a identificação do compartilhamento de pelo menos 107 arquivos contendo cenas de crianças e adolescentes em situação de abuso sexual. O aprofundamento das apurações permitiu identificar que a conexão utilizada para o compartilhamento estava localizada em Belford Roxo/RJ.

Durante a diligência, os policiais federais apreenderam o computador usado pelo investigado, que será submetido à perícia. 

O material poderá contribuir para o aprofundamento das investigações. O investigado poderá responder pela prática dos crimes de armazenamento, compartilhamento e comercialização de mídias contendo cenas de abuso sexual infantil.

Alerta
A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas.

O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que os jovens comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

PF investiga ligação de policiais com facção criminosa

 A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quarta-feira (7), sete mandados de prisão preventiva
A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quarta-feira (7), sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão contra um grupo acusado de ligações com facção criminosa do Rio de Janeiro. A PF investiga crimes como venda ilegal de fuzis e vazamento de informações sigilosas para a organização que atua no Complexo de Israel, na zona norte da capital fluminense, além de lavagem de dinheiro

Entre os alvos da operação Magen estão um policial civil, um policial militar e ex-policiais. A investigação, feita pelo Grupo de Investigações Sensíveis da PF (GISE) e pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio (MPRJ), identificou que a organização criminosa mantinha um núcleo estruturado para obtenção, transporte e revenda clandestina de armas.

Segundo a PF, o grupo comercializava fuzis de uso restrito, revólveres, pistolas, carregadores e munições. A investigação apontou indícios de que os alvos da operação chegaram a fornecer dez fuzis AR-15 diretamente à principal liderança criminosa do Complexo de Israel.

Os policiais e ex-policiais conseguiam acessar sistemas restritos da Administração Pública e repassavam aos líderes da facção criminosa dados sigilosos referentes a mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e alvos de ações policiais em andamento.

Com isso, conseguiram alertar os criminosos que atuam no complexo de favelas e evitar a repressão policial. As informações sigilosas também eram usadas para conduzir investigações clandestinas que tinham como objetivo extorquir criminosos.

A lavagem do dinheiro obtido com o esquema criminoso era feita por meio de sucessivas manobras de dissimulação. Mais de R$ 100 milhões foram movimentados em um intervalo de quatro anos, entre contas pessoais e de empresas de fachada.
Por Vitor Abdala/Agência Brasil

Tenente-coronel da PM é preso por ligação com milícia armada no oeste do estado

O tenente-coronel da Polícia Militar Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso preventivamente nesta quarta-feira
O tenente-coronel da Polícia Militar Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso preventivamente nesta quarta-feira, dia 7, durante a terceira fase da ‘Operação Terra Justa’, deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e 3ª Promotoria de Justiça Militar; Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Força Correicional Especial Integrada (Force), e Corregedoria da Polícia Militar.

Foram cumpridos também mandados de busca e apreensão em residências do oficial no município de Santa Maria da Vitória, no oeste baiano. A medida foi decretada ela Justiça, que recebeu denúncia criminal oferecida pelo MPBA contra o policial por crime de corrupção passiva militar.

Segundo a acusação, Normanha recebeu R$ 286 mil do sargento da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos, que foi denunciado e condenado por liderar milícia armada que, por mais de 10 anos, atuou na região de Correntina com serviços de segurança privada contratados por grileiros para ameaçar e expulsar comunidades tradicionais de suas terras. O tenente-coronel exerceu até 2023 o cargo de comandante da 30ª Companhia Independente de Polícia Militar de Santa Maria da Vitória e, atualmente, é diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa.

As investigações, realizadas pelo Gaeco em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça Militar de Salvador, identificaram depósitos frequentes, em sua maioria de R$ 15 mil por mês, além do pagamento de boletos de faculdade da filha do policial militar e de outras despesas pessoais. O MPBA aponta que os pagamentos tinham o objetivo de garantir que o oficial deixasse de cumprir seu dever funcional de combater a atuação da milícia armada.

A denúncia aponta que o oficial mantinha uma relação estável de favorecimento ao grupo criminoso. Além dos repasses financeiros, ele teria colaborado para o funcionamento da milícia, contribuindo para a definição de escalas de vigilantes armados e criando condições favoráveis para a continuidade das atividades ilegais. Também há indícios de que o tenente-coronel utilizou a influência e o prestígio do cargo para oferecer serviços irregulares de segurança armada a um fazendeiro da região após a prisão do sargento da reserva.
Por Redação/Politica Livre

'Canetada do TSE foi mortal para Lula e afetou eleições nos estados', diz marqueteiro de Douglas Ruas

O publicitário Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), afirma que a decisão da ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de alterar regras do debate da TV Globo afetou o resultados das urnas em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de seus aliados nos estados.

Ele compara o efeito da decisão judicial à cena da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) com arma em punho nas ruas de São Paulo na véspera do segundo turno da eleição presidencial de 2022.

"Acho que a canetada de agora foi a Zambelli de 2022. O [ex-presidente Jair] Bolsonaro creditou à Zambelli, naquela época, o desgaste dele. Só estou juntando as pontas, porque acredito que o cancelamento de debate mexeu num voto que estava acomodado", afirmou.

Ex-integrante da campanha de Ronaldo Caiado (PSD), ele afirma que a força das redes sociais dos candidatos é "um mito que morre nesta eleição". "O tráfego pago é o segredo das redes sociais. As redes orgânicas você fala para convertido."

O resultado no Rio de Janeiro surpreendeu?
A campanha do Rio tem uma tipicidade diferente de outras tantas. Outras figuras estiveram muito atrás e depois ganharam. Essa onda de reta final é difícil dizer de onde veio. Vejo um voto de protesto, impacto dos movimentos de reta final, ausência de debates e a censura feita no debate da Globo.

O sr. fala da disputa presidencial.
Aquilo repercutiu para tudo quanto é lado. Tem se associado ao presidente um alinhamento mais forte ao Judiciário. E à direita uma oposição mais dura ao Judiciário. Marqueteiramente, o desgaste do Judiciário é uma força da direita. A caneta da juíza dá aquele voto de censura, mudando completamente o que se via em todos os debates históricos, que é, quando o candidato falta, fica lá o púlpito. Para piorar, a Globo cancela o debate. Todo mundo ficou sabendo disso porque o debate da Globo, que não tem a audiência que já teve no passado, é muito simbólico. É como se fosse a final de campeonato. Esse fato político foi a onda.

Uma onda não só na presidencial?
Primeiro que o Flávio é do Rio. Segundo, tem um bom alinhamento com Douglas. Terceiro que ele terminaria as agendas dele no Rio de Janeiro. Então isso tudo gera a onda, esse voto inconformado de reta final.

Afetou também as disputas estaduais?
Acho que afetou a todos. O Cleitinho [governador eleito de Minas Gerais], que estava parado em 30 e poucos pontos, subiu. O Douglas ganhou 10 pontos na reta final, e assim sucessivamente. Sergio Moro no Paraná. Eu acho que a canetada de agora foi a Zambelli de 22. É um chiste. Não consigo medir a força de uma nem de outra. O Bolsonaro creditou à Zambelli o desgaste dele. Só estou juntando as pontas, porque acredito que o cancelamento do debate mexeu num voto que estava acomodado, ainda pendente de decisão. Virou um voto de protesto. A canetada da juíza foi mortal para Lula.

O cenário é reversível para o Lula?
Tudo é reversível. Primeira coisa que se tem que fazer sempre é autocrítica, mesmo quem tiver indo para o segundo turno à frente.

O sr. trabalhou com Caiado. Houve algum erro desse grupo de candidatos que se esvaziou?
Era um grupo de direita buscando espaço. Houve uma escolha [de Caiado], mesmo sabendo que o [Romeu] Zema tinha derretido por ter precipitadamente atacado Flávio, de fazer o mesmo, muito mais encantado com o barulho das redes sociais. Para você fazer partir para o ataque, tem que ter um mínimo de reconhecimento no eleitor. Senão você passa a ser visto pelo eleitor de direita, não só bolsonarista, como um inimigo da causa.

Houve a decisão estratégica de se fazer essa crítica e de atender aos anseios das redes sociais que gostam de guerra. Só que o eleitor não quer guerra, ele não quer briga. Há um cansaço em relação à briga. Isso começa um pouco antes, onde famílias levantavam da mesa porque faziam oposição uns aos outros, amigos que se separam, grupos de WhatsApp que são desligados. Todos nós sabemos o que é essa polarização radical. Isso levou a uma estafa, porque isso não botou comida no prato de ninguém.

Vivemos um período de muitas denúncias contra Flávio Bolsonaro, e o que se fala é que elas não colam nele. Seria esse cansaço?
Eu acho que o cansaço ajuda. Essa eleição tinha dois preditores, o STF e o [Daniel] Vorcaro. O assunto Vorcaro se juntou ao STF, e, potencialmente, ficou uma coisa muito maior lá. O que aconteceu debaixo disso foram questões pontuais, umas muito relevantes, outras menos.

Falo como homem de comunicação. O STF chupou esse assunto e ele ficou muito maior no STF, com muito mais visibilidade, mais repercussão na mídia do que um contato de A, um telefonema de B, um telefonema de C. O cansaço das pessoas fez com que elas meio que desprezassem esse "trash".

E uma coisa que potencializou foi uma visão de menos compreensão sobre o poder das redes sociais. Na verdade, as redes sociais afastaram a política. Especialmente em época de eleição, é mentira de um lado, mentira do outro. Elas deixaram de ser um canal de comunicação confortável, compreensível para o eleitor.

O que funcionou foi o tráfego pago. Aí sim, as redes sociais têm uma potência grande como canal de propaganda. Falar com mulheres que são mães, por exemplo, de crianças autistas. É a capacidade de chegar em públicos muito específicos que só as redes permitem.

As redes orgânicas falam para convertido. Ou você tem ele desde antes por causas, ou por fama, ou por outro motivo qualquer, ou não. É um mito que morre nessa eleição.

Por que a experiência dos governos Cláudio Castro e Wilson Witzel não colou no Douglas Ruas?
Todas as duas candidaturas se misturavam nesse jogo político. O ex-vice de Cláudio Castro, Washington Reis, agora apoiava Eduardo Paes, e a vice [Jane Reis] era irmã dele. Não existia um lado branco e um lado preto. Os dois lados traziam manchas. Deixou de ser força, porque uma coisa neutralizava a outra.

O que que foi força? A novidade. Uma campanha propositiva, por mais que isso pareça poliana. As pessoas estão cansadas de pancadaria, de ter que escolher entre o menos pior. Nossa estratégia foi apresentar uma solução nova, com um olhar mais popular, mais moderno de uma política fluminense que está acostumada com as mesmas figuras há mais de 20 anos.

Por que a indicação da família Bolsonaro ainda pesa no Rio depois desse histórico de aparentes erros?
Nós apresentamos uma novidade e ficamos batendo nessa tecla o tempo todo. A indicação, o bolsonarismo raiz, esquenta a campanha de Douglas quando já tinha 30 pontos, com uma percepção de uma renovação.

Não é que a indicação falhou ou deixou de falhar. O eleitor olhou para essa cena e falou: "Tem uma velha política, tem uma nova política, independente das relações que se estabeleceram no passado". Parece uma grande incoerência, mas não é. Como o Douglas era muito desconhecido, o eleitor não tinha essa percepção de uma aliança, de uma relação pessoal, como por exemplo tinham da relação pessoal do Paes com o Castro, por exemplo. Foi um grandíssimo exagero imaginar que o Castro fosse uma bigorna.

Por quê?
Mesmo ele passando por esse corredor polonês, ele não fez parte da eleição.
Por Italo Nogueira/Folhapress

Europeus enlouquecem com pronunciamento de Cristiano Ronaldo: 'Não é'

Nesta terça-feira (6), Cristiano Ronaldo esclareceu a sua versão sobre o atrito com Jorge Jesus ocorrido na última semana, repercutindo nas redes sociais. O atleta publicou um texto detalhado para explicar os motivos pelos quais optou por deixar a convocação de Portugal e retornar à Arábia Saudita.

No pronunciamento, o jogador pediu desculpas por não ter cumprimentado os torcedores após a partida contra a Noruega e revelou haver um acordo com Jorge Jesus que não foi cumprido pelo treinador.

Veja alguns comentários:

Tradução: Diga a Cristiano Ronaldo que NÃO é o momento dele.

Tradução: Goste você ou não, Cristiano Ronaldo é outro nível. A falta de respeito de Portugal em relação a ele, com o tempo, será melhor compreendida. Simples.

Tradução: Hoje aprendi com Cristiano Ronaldo que, se não me querem em um lugar, vou embora e ponto final.

Tradução: Maturidade, para Ronaldo, é aceitar que a idade está avançando com ele. Ele deveria aceitar e deixar o time jogar um bom futebol. Não é mais como antes.

Tradução: Ronaldo passou anos lidando com treinadores que parecem determinados a miná-lo. Ten Hag e Jorge Jesus. Clubes diferentes, mesma história. Você simplesmente não pode gerenciar Cristiano como um jogador comum. O desrespeito constante em relação ao maior de todos os tempos é absurdo.

Veja o comunicado de Cristiano Ronaldo

Tal como prometi, decidi contar, na primeira pessoa e de forma direta, as circunstâncias que envolveram o último estágio da Seleção Nacional.

Após o Mundial 2026 preparei uma carta aos portugueses, que ainda guardo, com as palavras que lhes quero dirigir quando abandonar, definitivamente, a nossa equipa.

No final da competição, logo no voo de regresso dos Estados Unidos, o Presidente da Federação pediu e insistiu que eu ponderasse a decisão de sair porque a FPF queria que eu continuasse.

Logo a seguir pediu que lhe desse a minha opinião sobre o nome do atual Selecionador e que ele estava a ponderar, a par de outros nomes que não me revelou.

Respondi ao Presidente da Federação que, em minha opinião, seria a escolha certa. Por isso, no dia em que o atual Selecionador foi apresentado fiquei genuinamente feliz pela escolha. Era a opção certa, como os resultados vão comprovando.

Poucos dias depois recebi um primeiro contacto do novo selecionador nacional a dizer que gostava de estar comigo pessoalmente. Respondi que sim e agendámos para o final das minhas férias.

Encontrámo-nos na Cidade do Futebol onde o meu clube fazia estágio de pré-temporada.

O Selecionador disse-me nesse dia que contava comigo e que a minha presença era fundamental para o seu projeto. Apresentou-me, logo ali, um plano para a minha participação. Disse-me que jogaria o primeiro jogo e o último e que por razões de gestão física iria fazer sempre três a quatro mudanças por jogo.

Nessa altura colocou-me a hipótese de eu não viajar com a Seleção para Noruega e Dinamarca. Propôs-me que fizesse o primeiro jogo e ficasse em Portugal, para depois me juntar de novo antes do jogo do Dragão.

Recusei de imediato esta proposta. Parecia-me evidente que não a poderia aceitar. Não seria por não jogar os jogos no estrangeiro que deixaria de capitanear a nossa equipa. Esse privilégio de ficar em Portugal não seria um bom exemplo.

Selecionador acabou por concordar com a minha análise.

Esta conversa foi acompanhada pelo Simão Coutinho, diretor Desportivo do Al Nassr, pessoa a quem reportava o atual selecionador durante toda a época passada e um dos responsáveis pela sua contratação pelo clube em 2025.

Na véspera do estágio começar o Selecionador deslocou-se a minha casa, em Lisboa, para ter nova conversa comigo, a seu pedido. A conversa foi tranquila e todos os princípios combinados em agosto foram mantidos. Joguei o jogo de Alvalade, e apesar de substituído, não fiz nenhum problema. Coloquei a braçadeira eu mesmo ao Bruno Fernandes, longe de imaginar que pudesse estar a dar os últimos passos, como atleta e capitão da Seleção Nacional. O importante desse dia, para mim, foi a nossa vitória. Ganhar é sempre bom, em Portugal e pelo meu País, ainda melhor.

À hora de almoço do dia do jogo na Noruega um adjunto do selecionador veio à mesa onde o grupo estava a almoçar e informou-me que o Selecionador me queria falar. Para minha absoluta surpresa, o selecionador perguntou-me se estava bem para jogar 30 minutos. Eu estava totalmente focado na minha recuperação física, integrado com os meus companheiros como sempre e a pensar que não jogaria naquele dia. Sem nenhum problema.

Este pedido era algo fora do meu plano de recuperação física e de treino – porque apenas iria jogar dia 4 no Dragão – mas obviamente disse que sim. Respondeu-me que então estivesse preparado porque jogaria 30 min.

O resto todos conhecem. Aqueci desde o intervalo, vi os minutos a passar e não fui chamado. O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra.

No fim do jogo só queria que tudo acabasse com a vitória e ficar sozinho. Não fui cumprimentar os adeptos. Uma falha que é apenas da minha responsabilidade e que não deveria ter acontecido. Peço desculpa aos portugueses que ali nos apoiaram intensamente, peço desculpa aos adeptos e peço desculpa aos que, sem serem portugueses, ali se possam ter deslocado para me ver e a quem eu possa ter desiludido.

Passado 48 horas tivemos uma conversa, eu, o Selecionador e o Simão Coutinho uma vez que tinha sido ele a acompanhar as nossas conversas de Agosto.

Foi um momento profundo, muito frontal, sem qualquer tipo de filtro.

Concordamos que só havia uma maneira de encerrar este "caso": que o Selecionador repetisse o que acabara de me dizer ali em privado, na presença do Simão Coutinho, mas na Sala de Imprensa.

O que foi combinado era simples: o Selecionador começaria a conferência de imprensa por este tema, procurando encerrar o assunto contando a verdade. Diria que nunca pedi para jogar minutos nenhuns, que foi o Selecionador e mais ninguém, quem me propôs o plano para este estágio e que foi um erro colocar-me a aquecer para não entrar e que se voltasse a acontecer não o faria.

Acabamos essa reunião com o Selecionador a pedir-me um abraço, a prometer-me que ia dizer na conferência o que acabara de me dizer a mim e que o assunto se ultrapassava. Eu não jogaria na Dinamarca e jogaria o jogo do Dragão. Tudo isto na presença do Simão Coutinho, sempre.

A pedido do selecionador, decorreu depois uma reunião entre ele mesmo, o Simão Coutinho e o Tiago Craveiro em videoconferência, em que se resumiu aquilo que falámos.

Foi produzido um pequeno documento que eu mesmo validei e que, com o meu conhecimento, foi entregue ao Selecionador, tal como ele havia solicitado.

A conferência foi o que se conhece: a postura não teve nada a ver com a nossa reunião, ouvi expressões e uma agressividade que julgo não merecer, uma atitude de quero, posso e mando que nunca me manifestou, nem de perto nem de longe, em privado, na véspera.

As notas que validei eram as seguintes:

"Acho importante, até porque é a verdade, esclarecer algumas coisas antes de falar da Dinamarca:

Propus ao Cristiano eu mesmo, sem mais ninguém, um plano para ele, esta época desportiva, na Seleção Nacional. Foi uma conversa demorada e muito boa.

Sei o quanto ele vive e ama a Seleção e o peso que tem no Mundo, mais ainda, o peso e a influência positiva que tem na Seleção há 24 anos consecutivos.

O plano que propus ao Cristiano foi aceite.

Ele nunca questionou as minhas opções. Foi exemplar, leal e profissional.

Do plano que tracei para ele não constava o jogo da Noruega. No entanto, senti que ele tinha conseguido recuperar fisicamente do primeiro jogo e avisei-o que poderia ter de o utilizar. O Cristiano concordou.

Errei ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo. Se fosse hoje não o faria.

Para encerrar o assunto: Eu quero o Cristiano na Seleção Nacional. Aliás não quero pouco, quero muito. Felizmente ele também acredita em mim. Acreditou no Al Nassr e aqui também.

Sobre não ter cumprimentado os adeptos. Já falámos sobre isso. Quem faz mais de 230 jogos pela Seleção não recebe de mim lições de Amor a Portugal. Foi um momento de frustração que não apaga coisa nenhuma. É o jogador que mais autógrafos dá, que mais selfies tira, que mais acarinha os adeptos. Não inventemos problemas onde eles não existem. Quando não estamos contentes reagimos. Foi só isso."

Nenhuma destas notas dizia, portanto, que o selecionador me pedisse sequer desculpa.

Era a segunda vez, que me estava a faltar à palavra dada.

Decidi abandonar o estágio sem esperar por mais nenhuma quebra de palavra. Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas. Por muito que doa, que me digam a verdade.

Aliás, numa conversa que mantive com o Presidente da FPF e com o Selecionador na manhã do dia dessa conferência de imprensa, podem confirmar seguramente, reafirmei que se não me quisessem ali mo dissessem. Bastava serem francos comigo. Eu aceitaria isso e prometi que prepararíamos algo bonito, como sonho que aconteça, e ninguém ficaria zangado.

Lembro-me como se fosse hoje. Responderam em uníssono que não. Que o meu lugar era na Seleção Nacional.

Nunca, em nenhum momento me intrometi em qualquer decisão técnica ou tática de qualquer treinador ou selecionador em quase 25 anos de carreira. Aceito é melhor ou pior o que me propõem fazer. Respeito a decisão e quando me faltam à palavra, sinto que o meu lugar não é ali.

Devo também um pedido de desculpas aos meus companheiros de Seleção por ter abandonado o estágio. Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do Selecionador, como poderá testemunhar quem assistiu a estas conversas, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha.

Peço desculpa aos portugueses mais uma vez, mas a quebra da palavra tem, para mim, um impacto definidor. Senti que, a partir dali, a minha permanência iria apenas prejudicar o grupo de trabalho e fiz o que sempre disse que faria se não me sentisse útil: peguei nas malas e saí.

A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela Federação Portuguesa de Futebol. Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos.
A este propósito, tenho ouvido muito falar em jogos de despedida, que tenho que ter uma despedida digna e que a Federação me quer dar essa oportunidade.

Aprendi na vida, com fome e sem nada para comer muitas vezes, que ninguém dá nada a ninguém. Posso prometer a todos os meus fãs, naturalmente e em especial a todos os portugueses, que faremos um ou mais jogos de despedida, haverá tempo para isso.

Mas quando penso na seleção o que eu penso mesmo é em competir. Foi nisso que pensei no dia em que me deram a notícia da morte do meu Pai. Estava em estágio da nossa Seleção e lá decidi ficar até terminar o jogo do dia seguinte. Fiz por isso pelo País o que jamais faria por clube algum.

Portanto se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção.

Esta é, acreditem, a mais pura das verdades.

Cristiano Ronaldo

6 de Outubro de 2026"

União-PP confirma apoio a Flávio Bolsonaro, que também contará com Podemos e negocia com Republicanos

              "Podemos de Renata Abreu prepara anúncio na esteira de outros apoios do centrão"

A federação União-PP anunciou nesta terça-feira (6) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo apurou o jornal Folha de São Paulo com a cúpula dos dois partidos, o Podemos anunciará adesão na quinta (8) e o Republicanos deverá confirmar a aliança nos próximos dias.

O acordo entre o Republicanos e Flávio foi encaminhado pelo governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ele defendeu a aliança em conversa nesta terça-feira com o presidente nacional do partido, o deputado Marcos Pereira (SP).

A federação União Progressista reuniu nesta terça a cúpula dos partidos e as bancadas eleitas, fechando questão. Isso significa que haverá punição às lideranças que desobedecerem à diretriz das legendas de apoio a Flávio.

Enquanto isso, segundo interlocutores da cúpula do Republicanos, o partido avalia como anunciar o apoio. Há possibilidade de um anúncio conjunto com outros partidos do centrão que estão aderindo a Flávio, como o próprio Podemos, além da federação União-PP.

Outra possibilidade citada nos bastidores é que o anúncio ocorra em São Paulo, com Tarcísio, ou em Minas Gerais, com o governador eleito Cleitinho Azevedo. Tarcísio é aliado de primeira hora de Flávio, enquanto Azevedo já declarou apoio ao candidato do PL no segundo turno.

A relação entre Flávio Bolsonaro e Marcos Pereira é considerada distante. Nesse sentido, a atuação de Tarcísio como mediador ajudou na aproximação. O Republicanos elegeu 41 deputados e cinco senadores, mas sua relevância no Congresso se dá pela presidência da Câmara, ocupada atualmente por Hugo Motta (PB), que tentará permanecer no cargo a partir de 2027.

Já o Podemos é considerado um dos vencedores desta eleição. O partido foi de 18 para 27 deputados eleitos, e ocupará duas cadeiras no Senado na próxima legislatura. A presidente do partido, a deputada Renata Abreu (SP), deve conversar com a bancada eleita antes de anunciar o apoio a Flávio.

Na manhã desta terça-feira, após se reunir com Tarcísio na sede da campanha, Flávio afirmou à imprensa que espera receber apoio do Republicanos e do Podemos. Segundo o candidato, ele teve "uma primeira conversa" com os presidentes dessas siglas, mas as legendas ainda precisam consultar suas bancadas para eventualmente formalizarem o embarque.

"Eles vão voltar para suas bancadas para tomarem alguma decisão em conjunto. [...] É um movimento natural, é uma identidade programática que nós conversamos. [...] Eu valorizo muito um presidente de partido que toma decisão ouvindo seus quadros. É isso que eles vão fazer, e eu aplaudo a eles. Espero que eles voltem o mais rápido possível aqui, junto com as suas bancadas completas, para poderem formalizar esse apoio", disse Flávio.

O presidenciável afirmou ainda que Tarcísio está ajudando na construção de uma unidade para o segundo turno e que fica feliz com a "convergência propositiva". "Fico satisfeito com essa possibilidade de haver cada vez mais pessoas preparadas, grandes quadros que as urnas consagraram agora no último domingo, querendo nos ajudar nessa reta final de campanha."

Antes de o acordo ser costurado, lideranças do Republicanos indicaram à Folha que a manutenção de Motta no comando da Câmara é o principal objetivo do partido em 2027, e que esse fator pesaria nas conversas com Flávio Bolsonaro. O PL tem a maior bancada, com 121 deputados eleitos, e será decisivo no equilíbrio de forças para a eleição da Mesa Diretora da Casa, em fevereiro.

Flávio Bolsonaro ainda vai receber nesta terça o apoio de Ronaldo Caiado (PSD), que foi derrotado no primeiro turno, ficando com 2,18%. O candidato do PL também já recebeu o apoio de Romeu Zema (Novo), que terminou a eleição de domingo com 0,27%.
Por Carolina Linhares/Augusto Tenório/Raphael Di Cunto/Folhapress

Caiado confirma apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno em ato com governadores reeleitos

Derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto nesta terça-feira (6), em Goiânia.

Caiado disse que o apoio é coerente com a sua trajetória, de combate ao PT. "Proporcionalmente Goiás vai dar a maior vitória a Flávio Bolsonaro. Será mobilização em tempo integral", disse Caiado, que também exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro, "meu colega na Câmara por 20 anos".

"O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros. Vou entrar de corpo inteiro, por convicção", disse Caiado.

O anúncio foi feito durante um ato com aliados e apoiadores e contou com a presença do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ambos foram reeleitos no domingo (4).

Derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto nesta terça-feira (6), em Goiânia.

Caiado disse que o apoio é coerente com a sua trajetória, de combate ao PT. "Proporcionalmente Goiás vai dar a maior vitória a Flávio Bolsonaro. Será mobilização em tempo integral", disse Caiado, que também exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro, "meu colega na Câmara por 20 anos".

"O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros. Vou entrar de corpo inteiro, por convicção", disse Caiado.

O anúncio foi feito durante um ato com aliados e apoiadores e contou com a presença do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ambos foram reeleitos no domingo (4).

Por Catarina Scortecci e Cleomar Almeida, Folhapres

PF investiga possíveis crimes eleitorais em São João das Missões/MG

Ação contou com apoio da PRE e da PM/MG para cumprimento de ordens judiciais; foram apreendidos celulares e R$ 80 mil em espécie
Foto: Divulgação/Polícia Federal,
Montes Claros/MG. A Polícia Federal, com apoio da Procuradoria Regional Eleitoral e da Polícia Militar de Minas Gerais, deflagrou, nesta terça-feira (6/10), a Operação Voto Limpo, com o objetivo de apurar possível prática de corrupção eleitoral no município mineiro de São João das Missões.

A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão, além de mandados de busca pessoal, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral/MG. As medidas foram realizadas em endereços localizados cidades mineiras de São João das Missões e Januária.

Foram apreendidos aparelhos celulares e cerca de R$ 80 mil em espécie, além de outros elementos que serão analisados no curso da investigação.

A apuração teve início a partir de informações sobre a realização de dois eventos festivos no dia 3/10, com oferta gratuita de alimentos e bebidas, que poderiam ter sido utilizados para eventual cooptação de eleitores e obtenção de votos.

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais

ACM Neto e Bruno Reis estão em Brasília para negociar apoio e ministério com Flávio Bolsonaro -Por Política Livre

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), e o antecessor, ACM Neto (União), embarcaram na noite de ontem para Brasília para negociar o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (União) à Presidência da República. O encontro deve acontecer entre o final da tarde e início de noite de hoje (09).

Antes, Flávio se reúne com outras lideranças para conversas individuais para definir cargos futuros. Com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por exemplo, cujo apoio ao bolsonarista já foi confirmado, o encontro será à 14h. Ficou definido que o ministério será o da Segurança Pública, atualmente ligado à pasta da Justiça.

Com ACM Neto e Bruno Reis, o acordo deve envolver uma pasta ligada à infraestrutura hídrica ou obras. Existe a possibilidade de o próprio ex-prefeito de Salvador, há quase oito anos fora da vida pública, assumir o ministério.

Campanha de Lula vai apostar em medo de fim de programas sociais para aumentar rejeição a Flávio

             Presidente da República foi cobrado por mais ênfase nas falas sobre segurança pública

A campanha de reeleição do presidente Lula (PT) vai investir no medo de perda de programas sociais na tentativa de reverter a liderança de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno.

Segundo relatos, o próprio presidente orientou os aliados a alertarem os beneficiários para o risco de redução desses benefícios, além da desvinculação do valor das aposentadorias dos reajustes do salário mínimo.

Lula disse, de acordo com aliados, que a população dá como garantida a manutenção desses benefícios, sem saber do risco de redução.

A partir dessa recomendação do presidente, a campanha vai realçar que há, da parte do adversário, compromissos com reformas que devem interromper ações sociais e que os adversários só conseguirão o que prometeram para o mercado se fizerem cortes em programas.

O mesmo discurso será levado aos aposentados. Eles deverão ser advertidos de que existe a possibilidade de desvinculação do valor das aposentadorias ao salário mínimo. Os trabalhadores também deverão ser lembrados que, durante o governo Bolsonaro, não houve ganho real do valor.

O raciocínio expresso à reportagem por aliados de Lula foi o de que a população dá como já incorporados os benefícios sociais criados pelas gestões petistas. Por isso, o PT já não seria recompensado eleitoralmente por essas conquistas. Nesse raciocínio, seria necessário mostrar que só o atual presidente garante a manutenção desses programas.

A ideia apareceu na segunda-feira (5), em reunião de Lula com dezenas de aliados para reorganizar a campanha após ter terminado o primeiro turno atrás de Flávio. Uma parte do encontro, com discurso de Lula, foi transmitida na internet —a ideia era que o petista fizesse uma fala rápida a tempo de seus recados serem reproduzidos nos telejornais noturnos. As falas dos aliados, bem como outras intervenções do presidente, não tiveram transmissão.

Questionados sobre essa campanha do medo, aliados do presidente argumentam que existe o risco real de perda de benefícios e que ex-governadores presentes à reunião lembraram ter havido essa redução durante a gestão de Bolsonaro.

Em um trecho de seu discurso aberto, Lula tangenciou a retórica do medo. "Nós temos que ter muito cuidado, porque toda vez, nesse país, que se fala em dureza fiscal, o que está em jogo é a política de inclusão social. Não é tirar o benefício dos ricos, é tirar o benefício dos pobres", declarou.

Na reunião, o presidente da República foi cobrado por falas mais incisivas sobre segurança pública. A ideia é mostrar que Flávio Bolsonaro promete elevar penas e reformas da legislação, mas o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não investiu nas polícias, por haver uma preferência pelas seguranças privadas e facilitação da venda de armas.

A cobrança por mais ênfase na área de segurança partiu de governadores petistas, e o presidente afirmou que compreendia a necessidade de reformular o discurso nessa área. A cobrança e a concordância do presidente foram entendidas como uma crítica indireta ao ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, principal formulador da linha de comunicação do chefe do governo.

Segundo relatos, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, falou diretamente a Sidônio sobre isso. Após reconhecer falhas na comunicação, Lula disse que não tinha assistido aos programas produzidos no primeiro turno. Mas que, daqui para frente, quer assistir às suas propagandas eleitorais e opinar sobre elas antes da exibição no horário eleitoral.

Além disso, o presidente disse que falará mais às rádios. Ao ouvir sugestões para realização de lives direcionadas ao eleitorado local, Lula disse que não deixará de ter contato com o povo nas ruas. Apesar disso, há a expectativa de que o presidente amplie sua presença em redes sociais.

Houve críticas à coordenação da campanha, sob a responsabilidade do presidente do PT, Edinho Silva. Na reunião, a ex-ministra Simone Tebet (PSB), derrotada na corrida pelo Senado em São Paulo, disse que continua à espera de orientação para a campanha no estado, hoje um dos alvos de preocupação dos petistas.

Governadores afirmaram que vão trabalhar pela ampliação dos votos de Lula em seus estados, independentemente do comando da campanha. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que não era o momento de buscar culpados, mas que era necessário afinar mais o comando da campanha junto às coordenações estaduais, por exemplo.

Aliados vinham pedindo um pulso mais firme, do presidente ou de alguém indicado por ele, para unificar os discursos de campanha. A área da comunicação ao longo do primeiro turno teve três, às vezes quatro, núcleos diferentes, cada um com seus métodos.

O chefe do governo também buscou aumentar o ânimo de seus aliados, abalado depois de a apuração do primeiro turno terminar com 47% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula.

A reunião da segunda foi importante nesse sentido porque teve a participação de lulistas que venceram suas eleições. Lula acompanhou a apuração no domingo em São Paulo, cercado principalmente de aliados paulistas que tinham acabado de ser derrotados.

Neste segundo momento da campanha, a equipe petista estabeleceu com seus aliados nos estados estratégias específicas para cada região, replicando fórmulas que consideraram bem-sucedidas em candidaturas estaduais.

Um dos principais objetivos da campanha petista é reduzir as abstenções de eleitores, principalmente as registradas na região Nordeste, reduto onde Lula teve melhor desempenho e onde aliados veem maior margem de crescimento.

Na linha de mitigar as abstenções, está o foco no público idoso, que já vinha sendo alvo da campanha. O objetivo é reforçar o estímulo para que aqueles com mais de 70 anos, que já não têm obrigatoriedade de votar, compareçam às urnas.

Durante a reunião, a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que perdeu a disputa ao Senado, levou a Lula a dificuldade que idosos tiveram ao votar no Rio de Janeiro, com mudanças em seções, por exemplo. Segundo a parlamentar, entraves como esse levaram a longas filas de espera para a população idosa e culminaram na desistência de várias pessoas.

Uma mudança que ocorrerá em relação ao primeiro momento da campanha é a intenção de Lula de, agora, comparecer a debates televisivos —aliados defendiam que ele participasse de pelo menos um no primeiro turno. Para eles, o atual momento vai exigir a disputa cara a cara contra Flávio para que o presidente consiga uma virada na eleição. Nas palavras de um aliado do petista, a eleição seria agora uma "disputa de CPFs".
Por Catia Seabra/Caio Spechoto/Mariana Brasil/Folhapress

STF avalia diálogo e investigações para conter bancada pró-impeachment

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) discutem estratégias para lidar com a eleição de senadores de direita que podem formar uma bancada favorável à abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte e à redução dos poderes do tribunal. Segundo quatro magistrados ouvidos pela coluna, uma das frentes seria ampliar o diálogo com parlamentares do PL que não integram a ala considerada mais radical. A reportagem é do jornal O Globo.

Entre os senadores eleitos apontados como possíveis interlocutores estão Reinaldo Azambuja (PL-MS) e Eduardo Gomes (PL-TO). Apesar de candidatos de direita terem adotado discursos críticos ao STF durante a campanha, ministros avaliam que parte dos novos parlamentares pode estar aberta ao diálogo e não necessariamente defender medidas de confronto direto com a Corte.

A outra frente envolve senadores eleitos que são alvo de investigações relatadas pelo próprio STF. Entre eles estão Carlos Jordy (PL-RJ), investigado por suposto desvio de cotas parlamentares, e Mauro Mendes (PL-MT), alvo de apuração sobre possíveis desvios de recursos públicos. Segundo ministros, os inquéritos podem ter novos desdobramentos antes mesmo da posse dos parlamentares, o que poderia reduzir a disposição de alguns deles para apoiar iniciativas contra integrantes do Supremo.
Por Redação/Politica Livre

Eleito aos 21 anos, Sandro Filho teve voto nos 417 municípios da Bahia

Eleito deputado federal pela Bahia aos 21 anos, Sandro Filho (PP) encerrou a eleição deste domingo (4) com uma votação espalhada por todo o estado. O novo deputado recebeu votos nos 417 municípios baianos e alcançou 167.394 votos no total, o equivalente a 2,02% dos votos válidos para o cargo. Com o resultado, terminou como o sexto candidato a deputado federal mais votado da Bahia.

Salvador concentrou a maior votação de Sandro. Na capital, foram 57.880 votos, o equivalente a 4,23% dos votos válidos para deputado federal. Sandro terminou como o terceiro candidato mais votado pelos soteropolitanos, atrás apenas de Pastor Sargento Isidório e Olivia.

O desempenho também foi expressivo em Feira de Santana, onde recebeu 9.777 votos, e em Camaçari, com 4.458. Na sequência aparecem Vitória da Conquista, com 4.152 votos, e Lauro de Freitas, onde obteve 3.953.

Quando considerado o percentual de votos em cada município, Sandro também registrou resultados acima de sua média estadual em diferentes regiões da Bahia. O melhor desempenho proporcional ocorreu em Gandu, onde conquistou 5,89% dos votos válidos para deputado federal. Em Itaparica, foram 5,48%, enquanto Ubatã registrou 5,09%.

Outros destaques proporcionais foram Ituberá, onde Sandro alcançou 4,43% dos votos, Salvador, com 4,23%, Vera Cruz, com 4,06%, e Ipiaú, onde ficou próximo dos 4%.

A eleição também colocou Sandro na história política baiana. Aos 21 anos, idade mínima exigida para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, ele se tornou o deputado federal mais jovem já eleito pela Bahia, superando Uldurico Júnior, que chegou à Câmara aos 22 anos.

A votação de Sandro em 2026 também representou um salto em relação à estreia eleitoral. Em 2024, ele havia sido eleito vereador de Salvador aos 19 anos, com 12.565 votos. Dois anos depois, multiplicou sua votação por mais de 13 vezes e passou de um mandato municipal para uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Por: Politica Livre

Regra para alíquota dos combustíveis na reforma tributária é publicada -Por Márcia Magalhães/Folhapress

O Ministério da Fazenda e o CGIBS (Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços) definiram a metodologia que será usada para calcular as alíquotas da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), a partir de 2027, e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), a partir de 2029, incidentes sobre combustíveis. A regra está em uma portaria publicada nesta segunda-feira (5).

Os combustíveis têm um regime específico na reforma tributária, em que os dois tributos são calculados sobre a quantidade comercializada.

As alíquotas serão as mesmas em todo o Brasil, mas específicas para cada tipo de combustível. Estão submetidos à metodologia gasolina, etanol anidro, óleo diesel, biodiesel, gás liquefeito de petróleo, etanol hidratado, querosene de aviação, óleo combustível, gás natural processado, biometano e GNV.

A norma não fixa quanto será cobrado de IBS e CBS por litro. Ela estabelece como será calculado o valor de referência que será utilizado para definir essas alíquotas.

Esse valor funciona como parâmetro para evitar que, na transição para o novo sistema, a tributação dos combustíveis fique acima da carga tributária que hoje incide sobre esses produtos.

Para chegar à referência, a portaria separa a carga tributária em duas partes: direta e indireta.

No caso da CBS, a carga direta corresponde ao que hoje é recolhido de PIS/Pasep, PIS/Pasep-Importação, Cofins e Cofins-Importação na produção, importação e comercialização dos combustíveis.

Já a carga indireta considera esses tributos, além do IPI e do IOF sobre seguros, quando recaem sobre insumos, serviços e bens de capital utilizados na cadeia de produção, importação e comercialização e não são recuperados como crédito.

Para o IBS, a lógica é semelhante, mas os tributos de referência são outros. A carga direta considera o ICMS. A carga indireta, por sua vez, considera ICMS e ISS incidentes sobre insumos, serviços e bens de capital utilizados na cadeia e que não tenham sido recuperados como crédito.

A portaria define a chamada "carga tributária por unidade de medida" como "o quociente entre a carga tributária, direta ou indireta, e a quantidade do combustível" no período correspondente.

Para a CBS, o período de referência é de julho de 2025 a junho de 2026, com valores corrigidos pelo IPCA até julho de 2026 e atualizado para preços de 2027 pela meta de inflação de 3%.

Há ainda uma regra específica para combustíveis que tiveram redução de alíquota entre março e junho de 2026. Nesses casos, para o cálculo da carga de referência da CBS, a portaria determina que sejam consideradas as alíquotas que estavam vigentes em fevereiro de 2026 nos meses em que ocorreu a redução.

A carga indireta da CBS seguirá outra conta. O montante apurado para 2025 será dividido pelo volume do combustível consumido no país naquele ano, para chegar a um valor por unidade de medida. Esse resultado também será corrigido pelo IPCA e atualizado para os preços de 2027.

Com essas duas parcelas será formada a carga tributária de referência.

A regra para 2027 é que a alíquota da CBS para cada combustível não ultrapasse a soma dessas duas cargas.

No caso do IBS, a transição é diferente. Para 2029, a alíquota poderá corresponder a até 10% da soma das cargas tributárias direta e indireta de referência. Em 2030, o limite sobe para 20%; em 2031, para 30%; e, em 2032, para 40%. A partir de 2033, o limite passa a ser de 100%.

Outro elemento importante da metodologia é o PMPF (Preço Médio Ponderado a Consumidor Final), apurado por estado e posteriormente consolidado em âmbito nacional.

Ele será especialmente relevante depois da entrada em vigor dos novos tributos, porque, para os anos seguintes a 2027, a CBS será reajustada de acordo com a variação do PMPF entre o período de referência e os 12 meses anteriores a julho do ano anterior àquele em que a nova alíquota será aplicada. A mesma lógica será utilizada para o IBS depois de 2029.

A portaria também trata dos biocombustíveis e do hidrogênio de baixa emissão de carbono. A regra preserva a determinação da reforma de que esses produtos tenham tributação inferior à dos combustíveis fósseis utilizados como referência. Para os biocombustíveis, a alíquota não poderá ser inferior a 40% nem superior a 90% da alíquota do combustível fóssil comparado.

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