Trump diz que o Irã 'está morto' e aponta o Partido Democrata como o 'maior inimigo' dos EUA

Fala do presidente norte-americano neste domingo (22) pareceu redirecionar atenções para cenário doméstico em meio a primárias dos midterms. Eleição de meio de mandato está marcada para novembro. Conflito entre EUA, Israel e Irã continua sem perspectiva de trégua.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (22) que o "maior inimigo" do país é o Partido Democrata "agora que o Irã está morto".

“Agora, com a morte do Irã, o maior inimigo que os Estados Unidos têm é a esquerda radical, altamente incompetente, o Partido Democrata! Obrigado pela atenção a este assunto”, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.

A fala de Trump pareceu redirecionar as atenções para cenário interno dos EUA em meio ao "esquenta" para as eleições de meio de mandato, os famosos "midterms". Os partidos Republicano e Democrata já começaram a realizar primárias para escolher os candidatos que concorrerão a cargos do Executivo e do Legislativo no pleito, que está marcado para novembro.

Nos últimos dias, Trump tem começado a influenciar o pleito de forma mais intensa, declarando apoio a diversos candidatos por meio de suas redes sociais.

A afirmação de que "o Irã está morto", além de conceitualmente equivocada, não parece ter base na realidade, porque o regime em Teerã continua operante em meio à guerra que trava contra os EUA e Israel. O conflito, inclusive, que não parecer ter um fim em vista e se alastrou pelo Oriente Médio, entrou na 4ª semana no sábado.

Os midterms, que estão marcados para o dia 3 de novembro, terão eleições para governador em 36 estados e 3 territórios não incorporados dos EUA, todos os 435 assentos da Câmara dos Deputados serão renovados e também haverá votação para 35 dos 100 assentos do Senado.

PM apreende drogas em Feira de Santana

Na manhã deste sábado (21), militares do 25º BPM apreenderam drogas, no bairro de Mangabeira, em Feira de Santana.

Na manhã deste sábado (21), militares do 25º BPM apreenderam drogas, no bairro de Mangabeira, em Feira de Santana.

Durante rondas na Rua Ibicuí, as equipes visualizaram um homem saindo de uma edificação que, ao perceber a presença policial, fugiu a bordo de uma motocicleta. Em seguida, ao realizar incursão na área, os policiais encontraram um depósito de drogas que armazenavam 479 tabletes de maconha prensada, seis sacos pretos com maconha in natura, três porções de cocaína, nove lança perfumes e duas balanças de precisão.

Todo o material apreendido foi apresentado à autoridade policial para adoção das medidas legais cabíveis.
Fonte: Polícia MIlitar - DCS

Ipiaú: Homem é conduzido a Delegacia por perturbação do sossego, desobediência e resistência

A Polícia Militar da Bahia, por meio da 55ª CIPM, conduziu um indivíduo por perturbação do sossego, desobediência e resistência na manhã deste domingo (22), no bairro Constância, em Ipiaú.
Após acionamento do CICOM, a guarnição constatou som automotivo em alto volume em via pública. O responsável recusou-se a atender à ordem policial e apresentou resistência à abordagem, sendo contido e conduzido à Delegacia Territorial, juntamente com o veículo e o equipamento de som, para adoção das medidas cabíveis.

Fonte: ASCOM/55ªCIPM./PMBA, uma Força a serviço do cidadão

Michelle lança bancada de aliadas para o Senado e trabalha pelo apoio de Bolsonaro e do PL

Criticada por falta de empenho por Flávio, ex-primeira-dama já articulou em estados e obteve vitórias
Michelle Bolsonaro (ao centro) com as pré-candidatas ao Senado Priscila Costa (PL-CE) e Bia Kicis (PL-DF)
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deve emplacar uma bancada de aliadas entre os candidatos do PL para as eleições deste ano, além de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.

Presidente do PL Mulher, Michelle trabalha pelo apoio do partido a nomes próximos dela para disputar o Senado, como Caroline de Toni (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Priscila Costa (PL-CE) e Rosana Valle (PL-SP), e o governo, como Celina Leão (PP-DF) e Maria do Carmo (PL-AM). A ex-primeira-dama já obteve vitórias em embates internos na cúpula do PL.

Por outro lado, a ex-primeira-dama tem sido criticada internamente pela falta de empenho em relação à eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), como candidato à Presidência. Para atenuar a crise, o senador tem dito que Michelle vai embarcar na sua campanha no tempo certo.

Michelle reduziu suas funções partidárias desde que o ex-presidente deixou a prisão domiciliar, em novembro do ano passado, para cumprir pena por tentativa de golpe de Estado em uma unidade da Polícia Federal e, depois, na Papudinha.

Ainda assim, ela tem influenciado as escolhas do partido e assegurado apoio do PL a candidatas de sua preferência, como no caso da deputada federal Caroline de Toni, que chegou a ser preterida pelo partido na disputa do Senado, mas acabou tendo a candidatura confirmada por Bolsonaro.

Na mesma semana em que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, comunicou a De Toni que ela ficaria de fora da chapa do partido, a ex-primeira-dama publicou uma foto ao lado da deputada com uma mensagem de apoio.

Naquele momento, no início de fevereiro, o partido havia decidido que a chapa ao Senado seria composta por Carlos Bolsonaro (PL) e pelo senador Esperidião Amin (PP), e restava a De Toni deixar a legenda. Políticos que visitaram Bolsonaro na prisão, no entanto, afirmaram que ele deixou clara sua preferência pela deputada no lugar de Amin, e Valdemar cedeu.

Quando a chapa foi formalmente anunciada por Flávio no fim do mês passado, Michelle compartilhou sua primeira publicação como uma lembrança, e De Toni agradeceu. "Você foi peça fundamental para o dia de hoje. Muito obrigada pela amizade, apoio e carinho de sempre. Conta sempre comigo", escreveu a deputada.

No Distrito Federal, a chapa do PL também deve ser composta por aliadas de Michelle após o rompimento entre o partido e o governador, Ibaneis Rocha (MDB), implicado no caso Master. O PL propôs a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Legislativa do DF para investigar a fraude que envolve o BRB (Banco de Brasília).

O plano de Ibaneis era concorrer ao Senado com o apoio do PL, que agora caminha para lançar duas mulheres ao Senado, Michelle e a deputada federal Bia Kicis, além de apoiar a eleição para o governo da vice-governadora Celina Leão. Celina e Bia mantêm relação próxima com a ex-primeira-dama.

Interlocutores da ex-primeira-dama dizem que a vontade de Bolsonaro é que ela concorra ao Senado, mas sua candidatura depende da situação de saúde do marido.

Quem convive com Michelle relata que ela tem dito que seu futuro político está nas mãos de Deus. O acompanhamento da rotina de Bolsonaro na prisão e problemas de saúde fizeram a ex-primeira-dama adiar atos do PL Mulher que estavam previstos no Rio de Janeiro e no Tocantins em dezembro e fevereiro, respectivamente.

Apesar de concordarem que a prisão domiciliar é necessária diante das crises de soluço do ex-presidente, bolsonaristas também observam que tal mudança teria como efeito uma influência ainda maior da ex-primeira-dama sobre o marido no período eleitoral.

Um acordo com Valdemar estabeleceu que Bolsonaro definirá os nomes que disputarão o Senado pela sigla, mas Michelle trabalha em paralelo em prol da sua própria bancada.

No Nordeste, ela declarou apoio à vereadora Priscila Costa para concorrer a senadora pelo Ceará, onde a aliada preside o PL Mulher. O partido ainda não bateu o martelo em relação a lançar a vereadora.

No Amazonas, a professora Maria do Carmo também tem o apoio de Michelle para concorrer ao governo do estado. Em 2024, ela disputou o cargo de vice-prefeita e perdeu. Maria do Carmo aparece nas anotações de Flávio, reveladas pela Folha, como principal opção para o cargo.

Outro nome apoiado por Michelle para o Senado é o da deputada federal Rosana Valle, que por enquanto mantém a ideia de se candidatar à reeleição. A hipótese foi aventada porque ainda resta ao PL escolher um candidato a senador em São Paulo —a outra vaga na chapa será de Guilherme Derrite (PP).

Rosana preside o PL Mulher em São Paulo e é próxima de Michelle, mas também concorrem para o posto políticos ligados ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), como Mário Frias, Gil Diniz e Sonaira Fernandes, além de pessoas da confiança de Bolsonaro, como o vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo.

Michelle também filiou ao PL a deputada Carla Dickson (RN), que era do União Brasil, para concorrer à reeleição. Na Câmara, a ex-primeira-dama apoia uma série de deputadas: Coronel Fernanda (PL-MT), Soraya Santos (PL-RJ), Roberta Roma (PL), Daniela Reinehr (PL-SC), Chris Tonietto (PL-RJ), Julia Zanatta (PL-SC) e Rosângela Reis (PL-MG).
Por Carolina Linhares/Folhapress

Guerra no Irã eleva risco de inflação mais alta no mundo e dificulta vida dos BCs globais; entenda

Entre os analistas, há uma discussão sobre se o mundo já não tem uma alta de preços ‘contratada’, independentemente da duração da guerra
Refinaria Pars Sul no Irã pega fogo após ataque de Israel
Entrando na quarta semana, o conflito no Oriente Médio acendeu um sinal de alerta na economia global. Entre os analistas, há uma discussão sobre se o mundo já tem uma inflação mais alta “contratada”, independentemente da duração da guerra, o que tende a tornar a atuação dos bancos centrais mais difícil daqui em diante.

Até agora, a guerra já levou a cotação do barril de petróleo acima de US$ 100, com picos próximos aos US$ 120. Antes do início do conflito, o preço estava por volta de US$ 70.

Também destruiu uma série de instalações de petróleo e gás no Oriente Médio, que podem não ser restabelecidas rapidamente e manter os preços pressionados por algum tempo mesmo com o fim do conflito. Há ainda outro fator de preocupação: o aumento no preço dos fertilizantes, que pode se traduzir em mais inflação de alimentos, dado que o plantio das safras no hemisfério Norte ocorre nos próximos meses.

Por ora, o cenário econômico que se desenha caminha para ser diferente do que se esperava na virada do ano, quando a expectativa de queda de juros ao longo de 2026 era praticamente um consenso.

“Podemos estar falando de um choque não só de energia, mas também de alimentos, que pode impactar o mundo todo, dada a importância dos Estados Unidos como exportador agrícola”, diz Solange Srour, diretora de macroeconomia para o Brasil do UBS Global Wealth Management. “Acho que pode ser um choque bastante inflacionário e, obviamente, tudo depende da persistência do conflito, da destruição e da capacidade produtiva de energia e de fertilizantes nos próximos meses".

Ainda é difícil dimensionar qual será a duração do conflito e o impacto total da guerra para a economia global. Na última quinta-feira, 19, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que não há um “prazo definitivo” para o fim da guerra contra o Irã, mas disse que Washington está “no caminho certo”. Na semana passada, o presidente norte-americano Donald Trump disse que a guerra terminará em breve, sem estabelecer um prazo.

Desde o início do conflito, os preços de energia escalaram com o fechamento, pelo Irã, do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção global de petróleo. Pelo estreito, também são transportados ureia e materiais fosfatados, utilizados para a fabricação de fertilizantes.

“Agora, eu acho que não é só a extensão, mas as consequências desse conflito”, afirma Luis Otávio Leal, economista-chefe e sócio da G5 Partners. “Vamos discutir também se esse conflito vai provocar danos de monta suficiente para que a produção, mesmo após acabar o conflito, demore para voltar ao normal.”

Para o economista-chefe do banco C6, Felipe Salles, o impacto da guerra na inflação pode não ser temporário, como se esperaria de um choque de oferta como o que está ocorrendo agora. Isso porque, desde a pandemia, a inflação está pressionada e acima da meta em vários países, como os Estados Unidos.

“Esse ponto de partida da inflação importa. Muito possivelmente, os agentes econômicos terão na memória que, no último choque que tivemos – o da pandemia –, a inflação subiu e não cedeu depois. Tem um risco de que as expectativas sejam contaminadas e de que a inflação permaneça alta depois.”

A inflação elevada deve fazer com que bancos centrais em todo o mundo adotem posições mais conservadoras, mantendo juros altos ou diminuindo a velocidade de corte dos juros, diz Salles.

Mais dificuldade para os BCs

Na semana passada, vários bancos centrais importantes, como o da Europa, o da Inglaterra e o dos Estados Unidos, mantiveram as taxas de juros inalteradas e sinalizaram uma cautela maior na condução da política monetária daqui em diante.

Na quarta-feira, 18, o Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) manteve as taxas de juros entre 3,50% e 3,75%. Depois da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), em coletiva de imprensa, o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, chegou a colocar no radar o risco de altas das taxas de juros.

“No caso americano, a inflação estava subindo. É um cenário em que a inflação já estava pressionada e já colocava uma dor de cabeça para o banco central dos EUA, porque ele já estava parando de reduzir os juros por causa disso”, diz Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados.

Vale destaca que o preço da gasolina nos Estados Unidos já subiu 34% e o diesel, 40%. “Com um choque dessa magnitude, começa a aumentar a chance de não só ficar com os juros parados, mas pensar, talvez, em aumentar os juros”, acrescenta.

Na quinta-feira, foi a vez de o Banco da Inglaterra (BoE) deixar os juros inalterados em 3,75% ao ano, diante das incertezas provocadas pelo conflito no Irã. O BC inglês destacou que o conflito no Oriente Médio deve provocar um aumento da inflação no curto prazo. No mesmo dia, o Banco Central Europeu (BCE) seguiu pelo mesmo caminho e não alterou as principais taxas de juros.

“Quando há incerteza, a tendência é aumentar o conservadorismo”, diz Leal, da G5 Partners.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, levando a Selic para 14,75% ao ano. Foi o primeiro corte em quase dois anos. Mas, antes do início do conflito, a expectativa majoritária do mercado financeiro era de que haveria um corte de 0,50 ponto porcentual.

No último relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, os analistas consultados elevaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano de 3,91% para 4,1%. Para 2027 e 2028, as previsões foram mantidas em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

“Vai ser preciso ter muita cautela para conduzir esse processo sem deixar as expectativas se desancorarem fortemente”, afirma Solange, do UBS.

Atividade global

Embora o cenário para a inflação esteja mais complicado e os juros possam permanecer num patamar elevado, os economistas ainda não enxergam um impacto relevante para a atividade global, que tem se mostrado bastante resiliente ao longo dos últimos anos.

“O mercado, pelo menos, está precificando um impacto mais modesto na atividade. Normalmente, quando o impacto é maior, a gente vê isso já no preço das ações (que cairia de forma mais acentuada). As cotações não estão compatíveis com uma desaceleração brusca da atividade”, diz Felipe Salles, do C6. Ele alerta, no entanto, que o cenário pode mudar a qualquer momento dependendo do que acontecer na guerra.

O banco Itaú deve incorporar o impacto do conflito nas projeções de crescimento para a economia global nas próximas semanas. Mas, por ora, prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial cresça 3,6% neste ano, um pouco acima dos 3,3% observados em 2025.

“A economia mundial tem se mostrado bem resiliente nos últimos anos. Já estamos vindo de alguns anos de surpresas positivas para o crescimento global”, afirma Pedro Schneider, economista do Itaú Unibanco. “No ano passado, por exemplo, mesmo com todo o aumento das tarifas do Trump, a economia global aguentou bem".
Por Luiz Guilherme Gerbelli/Luciana Dyniewicz/Estadão

Trump agora dá ultimato para Irã reabrir o estreito de Hormuz

Americano, que havia dito que poderia desacelerar a guerra, quer via marítima liberada em 48 horas.

O presidente dos EUA, Donald Trump

Um dia após dizer que avaliava desacelerar a guerra contra o Irã por considerar seus objetivos quase alcançados, o presidente Donald Trump emitiu um ultimato para que a teocracia libere o tráfego pelo estreito de Hormuz em 48 horas, sob pena de ter sua infraestrutura energética destruída.

A nova ameaça do republicano foi publicada na noite deste sábado (21) na rede Truth Social e remete ao nó que ele não consegue resolver: retomar o tráfego de navios pelo caminho que escoa 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta.

Este é o grande ativo geopolítico de Teerã nestas três semanas de conflito iniciado pelos Estados Unidos e por Israel. Tendo militarizado grande parte do estreito, do qual controla as costas ao norte, os aiatolás determinaram seu bloqueio, na prática.

O petróleo e o gás viram seus preços dispararem, levando a um pânico generalizado nos mercados e potenciais impactos inflacionários —do diesel de caminhões ao frete de alimentos, tudo é impacto na cadeia.

Apenas alguns navios de bandeiras neutras passam, segundo relatos não confirmados pagando até US$ 2 milhões de pedágio. Trump tentou atrair europeus e asiáticos para uma força-tarefa visando escoltar petroleiros e afins, mas não teve sucesso.

Depois de se queixar de dizer que faria o serviço sozinho, na sexta-feira (20) disse que os aliados europeus eram covardes. Neste sábado, 22 países do continente, Oriente Médio, Ásia e Oceania divulgaram nota prometendo apoiar medidas na região, mas não falaram em enviar navios de guerra.

Ao longo da semana, os EUA passaram a atacar mais fortemente posições no estreito, usando armamentos de uso próximo dos alvos, como aviões de ataque A-10 e helicópteros Apache. Neste sábado, as Forças Armadas disseram ter degradado bastante as capacidades iranianas na região.

"Se o Irã não abrir completamente, sem ameaças, o estreito de Hormuz em 48 horas a partir de agora, os EUA vão atingir e obliterar várias usinas de energia, começando pela maior de todas primeiro", escreveu Trump.

O Irã, que havia acabado de fazer ondas de ataques bastante destrutivas com mísseis balísticos no sul de Israel, não piscou. Seu comando militar emitiu nota dizendo que qualquer ataque à infraestrutura militar do país será respondido com a mesma moeda contra instalações americanas no golfo Pérsico.

Com isso, é retomado o impasse da semana passada, quando Israel atacou o lado iraniano do maior campo de gás natural do mundo, só para ver o Irã destruir quase 20% da capacidade de processamento da commodity do Qatar na sequência.

Trump interveio, disse que Tel Aviv não mais atacaria campos de gás natural, mas ameaçou fazê-lo se o Irã repetisse a ação contra os qataris, que sediam a maior base americana na região, Al-Udeid. Teerã afirmou o mesmo, que atacaria se atacada, e o assunto parecia resolvido.

Na noite de sexta, o presidente dos EUA havia escrito que considerava desacelerar a guerra. Israel disse, ao longo do sábado, que os ataques conjuntos com seu aliado dobrariam de intensidade na semana. A nova ameaça de Trump parece se encaixar neste vaivém de mensagens, que até aqui não dobraram a teocracia.

Também neste sábado, o Irã atacou a base de Diego Garcia, no oceano Índico, empregando dois mísseis até aqui secretos, com um alcance desconhecido no Ocidente. Um dos projéteis foi abatido por um destróier americano na região, e o outro caiu no mar.

A ação é surpreendente e dará argumentos para quem defende a continuidade da guerra iniciada há três semanas pelos EUA e Israel contra a teocracia, que tem na ameaça do programa de mísseis balísticos iraniano um de seus "casus belli".

Segundo disse três dias antes da guerra o próprio chanceler iraniano, Abbas Araghchi, o país tinha mísseis com alcance máximo de 2.000 km. Diego Garcia fica, por mar, a 3.800 km da costa do país persa —como suas bases de lançamento são no interior, é presumível que os mísseis usados neste sábado possam voar 4.000 km ou mais.

É uma capacidade que cobre praticamente toda a Europa, continente que até aqui se recusou a apoiar o pedido de Donald Trump para enviar navios com o objetivo de garantir a reabertura do estratégico estreito de Hormuz.

É provável que os mísseis em questão sejam versões aprimoradas da família Khorramshahr, cujo modelo 4, com alcance conhecido de 2.000 km, tem sido lançado com munição de fragmentação contra alvos em Israel neste conflito.

Diego Garcia, no arquipélago de Chagos, é uma base britânica usada há décadas pelos Estados Unidos. Inicialmente, neste conflito, Londres havia vetado a presença de bombardeiros para ataque ao Irã até há duas semanas, quando permitiu o uso de suas instalações lá e em Fairford (Inglaterra) para "ações defensivas".

Desde então, ao menos 12 bombardeiros B-1B e 6 B-52 passaram a usar a unidade militar no Reino Unido. O avião furtivo ao radar B-2 voa diretamente dos EUA, em missões de quase 40 horas no ar apoiadas por aviões de reabastecimento.

Não se sabe se algum bombardeiro já foi usado em Diego Garcia, que abrigou os três modelos. Imagens de satélite feitas no começo da guerra mostravam uma presença maior de aviões-tanque KC-135 e de caças F-16 americanos

Na sexta, o governo britânico ampliou ainda mais sua autorização, afirmando que suas bases poderiam ser empregadas para ataques contra lançadores de mísseis iranianos em Hormuz.

A base no Índico era considerada altamente estratégica por estar fora do alcance presumido de mísseis do Irã, além de não ter nenhum território estrangeiro a ser sobrevoado por aviões em rota de ataque à teocracia, dispensando assim autorizações. Agora o cálculo pode mudar.

Ainda neste sábado, houve ataques em diversos pontos do Oriente Médio.

Israel bombardeou a central nuclear de Natanz, uma das principais do programa iraniano, cuja destruição é um dos objetivos declarados da guerra. Segundo a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), não houve registro de contaminação radioativa na região atingida.

Na mão contrária, o Irã atacou pelo segundo dia seguido a cidade de Dimona, onde fica o centro do programa nuclear de Israel e, segundo relatos, estão estocadas as 90 ogivas atômicas do país.

Mísseis venceram a defesa antiaérea. Não houve danos a estruturas sensíveis, disse a AIEA. O ataque também atingiu Arad, a 30 km dali, e ao todo há mais de cem feridos. Foi, segundo o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, uma "noite difícil".
Por Igor Gielow/Folhapress

Delação de Vorcaro põe classe política e STF sob pressão em ano eleitoral

Ex-dono do Master negocia com PF e PGR entregar informações contra integrantes dos 3 Poderes.
O banqueiro Daniel Vorcaro
A informação de que o banqueiro Daniel Vorcaro negocia com a Polícia Federal e a PGR (Procuradoria-Geral da República) um acordo de delação premiada aumentou o clima de tensão em Brasília com possíveis novas revelações sobre o escândalo do Banco Master.

A avaliação na classe política, jurídica e empresarial é a de que as revelações podem provocar danos em todas as vertentes. A eventual delação tem potencial de atingir integrantes do governo Lula (PT), do Congresso, da cúpula dos partidos do centrão, da oposição e do STF (Supremo Tribunal Federal), além de outras instâncias do Judiciário.

Entre os políticos, a principal preocupação é que as investigações invadam o período de campanha e que as repercussões da delação afetem o xadrez eleitoral, com denúncias e operações policiais ao longo do pleito. O ministro André Mendonça, relator do processo no STF, já afirmou a auxiliares que não pretende suspender as apurações durante a eleição.

No Congresso e no Judiciário, há críticas sobre o que veem como vazamentos seletivos de informações por parte da polícia, como forma de ganhar apoio popular para investigar autoridades. Há a percepção de que revelações sobre as festas luxuosas de Vorcaro, com gastos milionários, popularizaram e atraíram atenção para o escândalo, que, até então, era de conhecimento restrito a quem acompanha o mercado financeiro.

Congressistas ouvidos pela reportagem preveem que os presidentes dos dois maiores partidos do centrão devem ser atingidos: Antônio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do PP. Em conversas com aliados, eles confirmam as relações pessoais com Vorcaro —já explicitadas pela quebra de sigilo telefônico do banqueiro—, mas negam transações financeiras.

De acordo com relatos, Nogueira e Rueda defendem em conversas reservadas que a participação em festas não é crime e que todos os políticos desejavam se aproximar de Vorcaro na época. O ex-banqueiro participava e patrocinava eventos com autoridades.

Há um receio, no entanto, de vazamento de fotos e conversas pessoais que podem ser exploradas por adversários para constrangê-los na campanha.

Ao jornal Folha de São Paulo Rueda disse que não comenta fofocas nem supostas delações. "Nunca fiz qualquer intermediação, não recebi vantagem e não tenho relação de natureza negocial com quem quer que seja nesse caso. Qualquer tentativa de me envolver é especulativa", afirmou.

Nogueira não respondeu à reportagem.

Aliados do presidente Lula também buscam blindá-lo e investem no discurso de que foi seu governo que desbaratou esquemas herdados da gestão Jair Bolsonaro. Na quinta-feira (19), ele disse em discurso: "Esse Banco Master é obra, é o ovo da serpente, do Bolsonaro e do Roberto Campos [Neto], ex-presidente do Banco Central".

Colaboradores do presidente alimentam expectativa de uma atuação técnica do ministro André Mendonça. Na visão de aliados, ainda que haja uma tentativa de responsabilização do governo Lula, é impossível poupar a administração anterior.

Ainda segundo auxiliares, Lula afirma que, mesmo que viesse à tona a participação de algum aliado, seria uma gota em um oceano de bolsonaristas. Ministros do governo lembram que o presidente incentivou as investigações e sugeriu que os citados se explicassem.

Um deles minimiza o risco de Vorcaro proteger amigos em eventual delação e lembra que o banqueiro terá que fundamentar suas acusações. Apesar desses argumentos, uma ala do governo admite que acusações de Vorcaro podem causar danos eleitorais.

Entre políticos da direita e bolsonaristas, a negociação para a delação foi comemorada e a esperança é de que sejam atingidos nomes do centrão e da esquerda, mas principalmente ministros do STF. O discurso de membros do PL, por exemplo, é o mesmo que embasou os pedidos de CPI do Master protocolados por esse campo —de que tudo deve ser investigado.

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, escreveu: "Por favor, Vorcaro, delate todo mundo! Sejam políticos, pastores, empresários, ministros do STF etc. Em nome de Jesus".

Parte do bolsonarismo desconfia, porém, que Vorcaro pode tentar poupar as relações com ministros da Suprema Corte e entregar apenas políticos. Também há receio de que uma delação que implique o STF ou a própria PGR não seja homologada, numa tentativa de blindagem às autoridades.

Parlamentares do PL que mantêm uma briga antiga com o Supremo, especialmente com o ministro Alexandre de Moraes, veem na delação uma oportunidade de expor o que consideram corrupção na corte e, assim, fortalecer o discurso pró-impeachment de ministros.

Nomes da direita também minimizam revelações que possam surgir a respeito da Igreja Batista da Lagoinha e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que usou um avião ligado ao dono do Master em agendas no segundo turno de 2022. Em suas redes, Nikolas comemorou uma notícia da delação dizendo que Vorcaro não pouparia ninguém.
Por Raphael Di Cunto/Augusto Tenório/Catia Seabra/Carolina Linhares/Folhapress

Ipiaú: Acidente entre moto e van deixa um morto e outro gravemente ferido na BA-650

Um grave acidente na manhã deste domingo (22) envolvendo uma motocicleta e uma van resultou na morte de um homem e deixou outro gravemente ferido na BA-650, nas proximidades do antigo Cetan, na saída de Ipiaú sentido Ibirataia. Conforme informações apuradas pela reportagem do GIRO no local, as vítimas — tio e sobrinho — retornavam de uma festa na cidade de Ibirataia e seguiam em direção a Ipiaú quando a motocicleta colidiu na lateral de uma van que trafegava no sentido contrário da rodovia.
O motorista da van permaneceu no local do acidente e prestou esclarecimentos à Polícia Rodoviária Estadual que registrou a ocorrência e também acionou o Departamento de Polícia Técnica (DPT) para realização da perícia e remoção do corpo. (Redação / Giro Ipiaú)

Policiais da 55ª CIPM concluem Curso de Pilotagem Policial

A 55ª CIPM celebra a conclusão do Curso Básico de Pilotagem Policial por cinco de seus integrantes: CB PM Almeida, CB PM Paiva, SD PM Israel, SD PM Erlison e SD PM Marques.

A capacitação reforça o compromisso da Unidade com o aperfeiçoamento técnico e o preparo operacional do efetivo, refletindo diretamente na qualidade do serviço prestado à sociedade.

A iniciativa evidencia o investimento contínuo na qualificação profissional, fortalecendo a atuação policial e a segurança pública na região.

Fonte: ASCOM/55ªCIPM/PMBA, uma Força a serviço do cidadão!

                 https://www.instagram.com/p/DWIc4BzDQCn/?igsh=MWptcjJweGdqdG5pMw==

PF prende quatro pessoas em flagrante por lavagem de dinheiro em Recife

Recife/PE. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta sexta-feira (20/03), quatro indivíduos por lavagem de capitais, durante ação em agência bancária no centro da capital.

A abordagem ocorreu logo após saque em espécie de R$ 2.733.000,00.

O valor foi sacado por um dos presos e seria entregue aos outros três, que chegaram à cidade pouco tempo antes do fato em um jato particular.

Os presos foram conduzidos à Polícia Federal, onde foram autuados em flagrante. As investigações continuam para apurar a origem dos recursos e possíveis outros ilícitos.

Comunicação Social da PF em PE

Guerra no Irã: Mais de 20 países se dizem prontos para ajudar a acabar com bloqueio em Hormuz

Grupo afirma que contribuirá com esforços para garantir passagem segura pelo local
Porto de Bandar Abbas, situado no Estreito de Ormuz
Mais de 20 países denunciaram neste sábado (21) o bloqueio do estreito de Hormuz por parte do Irã e afirmaram estar prontos para contribuir para garantir uma navegação segura pelo local, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

"Estamos prontos para contribuir com os esforços adequados para garantir a passagem segura pelo estreito", afirmou o grupo de 22 países, em sua maioria de nações europeias e que inclui os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

"Condenamos com máxima veemência os recentes ataques do Irã contra navios mercantes desarmados no Golfo, os ataques contra infraestruturas civis, incluindo instalações petrolíferas e de gás, e o fechamento na prática do estreito de Hormuz", declararam no comunicado conjunto.

Em meio à disparada do preço de petróleo e com a continuidade dos ataques, a proposta feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de criar uma coalização entre países para fazer uma escolta de navios-petroleiros para cruzar o estreito de Hormuz voltou a ser discutida.

Na última quinta-feira (19), seis países (Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Holanda) divulgaram um comunicado conjunto em que declaram estarem dispostos a apoiar a iniciativa. "Nos declaramos dispostos a contribuir aos esforços necessários para garantir a segurança da passagem pelo estreito de Hormuz", afirmaram os países.

A OMI (Organização Marítima Internacional), vinculada à ONU, sugeriu da criação de um "corredor seguro" para retomar o tráfego em Hormuz. "É uma medida provisória e urgente", indicou a entidade, que disse que o corredor deve "facilitar a evacuação dos navios mercantes das áreas de alto risco e afetadas para um local seguro".

Uma reportagem do jornal Financial Times afirmou que o governo Trump estuda a possibilidade de exigir a cobrança da aquisição de um seguro para que os navios sejam escoltados por tropas dos EUA na região. A apólice seria cobrada dos proprietários das embarcações e o programa seria administrado pela DFC (Development Finance Corporation), que é um braço de investimento internacional do governo.

Segundo o jornal, o modelo discutido inclui a cobrança de seguro para casco, maquinário e carga. A publicação afirma que seguradoras comerciais estão oferecendo cobertura para o tráfego em Hormuz por cerca de 3% a 5% do valor de um navio. Isso significa que um petroleiro avaliado em US$ 100 milhões pagaria aproximadamente US$ 3 milhões a US$ 5 milhões pela cobertura. Porém a maioria dos navios se recusou a comprar o seguro.

Por Folhapress

Empresa recém-aberta de filho de Lira recebeu pagamento de R$ 250 mil da J&F

Assessoria de Lira afirmou que filho prestou serviços de publicidade e marketing à empresa e disse que ele possui ‘diversos clientes corporativos’
O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), com o filho dele, Arthur Cesar Pereira de Lira Filho
Uma empresa aberta recentemente pelo filho do deputado federal e ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), recebeu pagamento de R$ 250 mil da J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, pouco depois da constituição da empresa.

A transação foi considerada como “atípica” em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), obtido pelo Estadão. Um dos motivos do alerta do Coaf para esses pagamentos é que não envolvem fornecedores com atividade econômica compatível com a da J&F.

Procurada, a assessoria de Lira afirmou que seu filho prestou serviços de publicidade e marketing e possui “diversos clientes corporativos” (lei mais abaixo).

A J&F Participações afirmou que todos os pagamentos que faz se referem “a produtos ou serviços comprovadamente prestados, mediante emissão de nota fiscal e recolhimento de todos os tributos devidos” (leia a íntegra abaixo).

Os registros da Receita Federal apontam que a Archon S/A, pertencente a Arthur Cesar Pereira de Lira Filho, foi aberta em maio de 2025 com capital social de R$ 100 mil. O Coaf detectou que o pagamento de R$ 250 mil da J&F ocorreu entre fevereiro de 2025 e outubro de 2025, logo depois que a empresa foi aberta. O documento não cita uma data exata.

O relatório de inteligência financeira destaca que o filho do ex-presidente da Câmara possui apenas 26 anos e, segundo os dados do Coaf, tem residência registrada em Maceió. Mas a assessoria de Lira afirmou que ele já reside em Brasília há “quase dez anos”.

“Arthur Cesar Pereira de Lira Filho reside em Brasília há quase 10 anos e atua, há mais de 5 anos, no setor de publicidade e marketing, possuindo diversos clientes corporativos. Todos os pagamentos feitos a suas empresas são precedidos da emissão da respectiva nota fiscal e derivam de serviços regularmente prestados”, diz a nota.

Arthur Lira Filho tinha uma outra empresa do ramo de publicidade, que prospectou negócios em estatais durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele tinha aquela empresa em sociedade com outra pessoa e, no ano passado, abriu um novo CNPJ para ficar à frente dos negócios.

A principal atividade econômica da nova empresa dele é de “Correspondentes de instituições financeiras”, de acordo com o cadastro na Receita Federal. As atividades secundárias são amplas e vão desde consultoria em publicidade, marketing direto a representante do comércio de jornais e holding de instituições não-financeiras.

Lira tem relações antigas com integrantes do grupo empresarial J&F. Como mostrou o Estadão, ele chegou a vender gado a um executivo do grupo em leilão organizado no ano de 2022.

A J&F entrou na mira da CPI do INSS depois de ter feito pagamentos a uma empresa de consultoria que tem como sócio oculto o empresário Danilo Trento, apontado como um dos beneficiários das fraudes a aposentados.

A JBS, uma das empresas da holding dos Batistas, apareceu na CPI do Crime Organizado porque a comissão mirou movimentações do Banco Master e encontrou pagamentos de ambos a uma mesma empresa de consultoria.

Outros pagamentos da J&F listados como atípicos pelo Coaf:
  • O de R$ 25,9 milhões para a holding que comprou as cotas do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no resort que ele tinha no Paraná em sociedade com fundo ligado ao Banco Master.
  • O de R$ 11,3 milhões para uma empresa de consultoria que pagou R$ 281,6 mil ao filho do ministro Nunes Marques, do STF. O relatório também apontou que a Consult Inteligência Tributária recebeu outros R$ 6,6 milhões do Banco Master.
  • Um pagamento de R$ 25 milhões ao escritório de Ibaneis Rocha, em 2025, meses depois da celebração de uma parceria do governo do DF com o PicPay, banco digital do conglomerado.
Leia a íntegra da nota do grupo J&F:

Todo pagamento realizado pela J&F Participações se refere a produtos ou serviços comprovadamente prestados, mediante emissão de nota fiscal e recolhimento de todos os tributos devidos. Caso o relatório mencionado pela reportagem exista, configura um grave crime de quebra ilegal de sigilo bancário que as autoridades competentes têm o dever de investigar. A J&F mantém auditorias independentes que certificam e confirmam a governança e a retidão dos processos internos.
Por Aguirre Talento/Gustavo Côrtes/Vinícius Valfré/Estadão

Grupo Pão de Açúcar enfrenta dificuldades com fornecedores, e faltam produtos em mercados

GPA diz que mantém relação próxima com parceiros, não atrasa pagamento e está fazendo ajustes pontuais
O aviso "Desculpe, indisponível no momento" tem sido cada vez mais usado em unidades do GPA (Grupo Pão de Açúcar) desde que o quinto maior grupo de varejo alimentício do país entrou em recuperação extrajudicial, no último dia 11, anunciando dívidas de R$ 4,5 bilhões. Segundo verificou a reportagem, tem faltado produto em loja, o que o varejo chama de "ruptura em ponto de venda".

Desde que as dificuldades financeiras da empresa vieram à tona, mais fornecedores estão receosos em fazer negócios com o grupo. Parte deles decidiu diminuir o volume vendido à rede. Há quem reclame que o pagamento deste mês atrasou e há quem já tenha desistido de vender no Pão de Açúcar, por causa dos altos descontos exigidos na negociação.

A reportagem entrevistou dez grandes fornecedores da rede, cada um com faturamento acima de R$ 300 milhões ao ano, e que pertencem a diferentes categorias —alimentos, bebidas, higiene e limpeza. Destes, quatro enfrentam problemas com a varejista.

O resultado são lojas com abastecimento abaixo do normal e diversas prateleiras esvaziadas, que envolvem fornecedores além dos ouvidos pela reportagem. A reportagem visitou 11 lojas em São Paulo, dos formatos supermercado Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar, Mini Extra e Extra Mercado, em todas as regiões da cidade (zonas norte, leste, sul, oeste e centro).

Em seis das 11 lojas havia diversas frentes de gôndola vazias, especialmente no supermercado Pão de Açúcar, algo incomum para uma bandeira que se apresenta como voltada à classe A.

"Falta de produto em loja começa a abalar a confiança do consumidor, algo que pode se tornar crítico no mundo do varejo alimentar", diz o consultor Eugênio Foganholo, da Mixxer Desenvolvimento Empresarial. "Tem algumas coisas que o consumidor substitui, mas na maioria dos casos ele deseja uma marca específica".

Foganholo lembra que o público não costuma fazer a compra do mês no Pão de Açúcar, Minuto ou Mini Extra. "As pessoas vão com uma listinha de dez itens, talvez, para uma compra de reposição, do que está faltando em casa, uma compra de emergência. Nesses casos, o consumidor fica ainda mais sensível à ruptura no ponto de venda."

Questionado, o GPA afirmou seguir "operando normalmente e realizando avaliações contínuas de seu mix de produtos, sem qualquer alteração que comprometa o abastecimento das lojas e o atendimento aos clientes".

A empresa afirma manter "uma relação próxima e transparente com seus fornecedores, aliada a uma gestão rigorosa de pagamentos, sem registros de atrasos ou inadimplência". Segundo o GPA, este diálogo foi intensificado desde o anúncio da recuperação extrajudicial, e estão sendo feitos ajustes pontuais, sem impacto no fluxo operacional ou no abastecimento estrutural das lojas.

A reportagem apurou, no entanto, que a negociação com os fornecedores tem sido difícil. Segundo uma pessoa próxima do comando da companhia, especialmente as multinacionais têm determinado que as filiais diminuam os volumes vendidos à rede.

Isso porque uma recuperação extrajudicial —que no caso do GPA foi fechada apenas com uma parte dos credores, os bancos, e não envolve parceiros comerciais ou funcionários— é uma alternativa que no exterior acaba sendo confundida com a recuperação judicial, que gera maior temor de calote.

Mas o receio também parte de fornecedores locais, apurou a reportagem. Embora a maioria não tenha enfrentado atraso no pagamento, alguns preferem cancelar pedidos e diminuir o volume vendido para se certificar de que o Pão de Açúcar tenha capacidade de cumprir seus compromissos.

Um dos fornecedores ouvidos viu seu pagamento atrasar neste mês e, embora tenha sido pago na última quinta (19), decidiu só voltar a fornecer à empresa depois que ela fizer o próximo pagamento, no início de abril.

Algumas negociações com fornecedores de lácteos refrigerados têm sido mais duras –daí a falha no abastecimento desta categoria em várias lojas. A rede está buscando alternativas, mas não se trata de uma categoria fácil. Por ser perecível e necessitar de refrigeração constante, os próprios fornecedores levam o produto até as lojas (nos demais produtos, os fornecedores costumam entregar a carga no centro de distribuição). Com isso, se a negociação não avança, não há estoque e a loja fica desabastecida.

A necessidade de ter mais dinheiro em caixa para assumir os compromissos tem levado o GPA a abrir mão da curadoria da adega, um dos seus pontos fortes. Em vez de importar diretamente os vinhos e espumantes, a rede tem partido para fornecedores locais e distribuidores, a fim de não se comprometer com altos volumes e evitar o pagamento à vista.

Ao mesmo tempo, o grupo está reforçando a marca Qualitá, negócio no qual obtém maior margem. Com isso, os fornecedores da marca própria também são beneficiados com melhores condições: um deles terá metade do pagamento de abril adiantado, com desconto inferior a 2% do valor a receber, numa tentativa da empresa de valorizar a parceria.

"O desafio para o GPA é o quanto de pressão por descontos o grupo vai colocar na negociação. Alguns fornecedores não vão aceitar e vão sair, outros vão diminuir volumes e procurar alternativas", diz Foganholo. "Ao mesmo tempo, a empresa pode, deliberadamente, deixar alguns fornecedores e aumentar seu poder de barganha com outros, da mesma categoria."

As recentes mudanças na alta cúpula do GPA também causaram ruídos entre os fornecedores. Neste mês, o grupo destituiu a maior parte da diretoria, composta atualmente apenas pelo CEO, Alexandre Santoro, e pelo principal executivo de finanças e relações com investidores, Pedro Albuquerque.

Na reestruturação proposta por Santoro, que chegou à empresa em janeiro, foram dispensados Joaquim Souza, vice-presidente comercial, de marketing e logística, Geraldo Monteiro, diretor de operações, Erika Petri, diretora de recursos humanos e sustentabilidade, e Rodrigo Poço, chefe da área digital. O Pão de Açúcar informou que está em busca de novos quadros, mas não disse quando as vagas serão preenchidas.

Por Daniele Madureira/Folhapress

'Filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro', diz CEO de construtora para público de altíssimo padrão

Executivo enviou equipe de dez pessoas à China para buscar tecnologias que substituam trabalhadores.

Luciano Amaral, CEO da Benx Incorporadora
Luciano Amaral, CEO da Benx, ecoa uma queixa recorrente na construção civil. O setor afirma que não há mão de obra suficiente para sustentar o boom do setor imobiliário nas capitais.

O problema estaria afetando o lançamento dos prédios e o prazo das obras, segundo o executivo.

A companhia que ele comanda investe no altíssimo luxo para desviar da competição acirrada nas faixas econômicas aquecidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida e do impacto conjuntural na classe média.

Qual problema é maior para o setor? Juros ou mão de obra?

A falta de mão de obra é muito preocupante. Ainda não conseguimos desenvolver tecnologias em massa que substituam essa mão de obra. O filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro, o filho do mestre não quer mais ser mestre. Tenho feito reuniões para buscar soluções. Fizemos uma incursão recente com dez pessoas na China, visitando obras, para tentar trazer alguma tecnologia de lá em parceria com fornecedores.

A que o sr. atribui essa falta de mão de obra?

É bem claro que as pessoas não querem mais. O mundo mudou. É um trabalho muito pesado, de muito esforço físico. Hoje, em vez disso, é possível fazer um curso técnico. Podem ser Uber, há muitas opções que não existiam. Outro fator é o boom imobiliário. Não formamos profissionais e aumentamos a produção. Como é que faz? Falta mão de obra.

E o possível fim da escala 6x1? Com que olhos o sr. enxerga?

O governo não pode tomar uma medida assim, de repente. Precisa pensar e tratar as consequências. O que eu mais ouço é que o país não investe em educação e não investe em produtividade, que está caindo no Brasil. Se a produtividade está caindo e você ainda diminui o tempo de trabalho, é preciso pensar como isso influencia na vida das pessoas, nos custos, na inflação.

A Benx se afastou da classe média. O movimento é uma guinada permanente ou é um porto temporário?

Nada é permanente. O mercado imobiliário é muito cíclico. Estamos num momento de explosão imobiliária, baseada no Minha Casa, Minha Vida, mas a classe média é sempre muito forte no consumo. Uma empresa do tamanho da nossa tem que revisitar o planejamento estratégico todos os anos. Até porque o Brasil é país no qual os juros vão de 2% a 15%, de 15% a 10%, não dá para ter uma estabilidade com essas taxas.

Vocês esperam que as unidades do 280 Art, projeto no Itaim, cheguem a até R$ 180 milhões. O aumento de preços no mercado se deve a um aumento real da riqueza e da demanda ou vivemos uma bolha especulativa em regiões específicas?

Não é uma bolha. Há riqueza em São Paulo. No agro há riqueza, mas é setorizado. Se pegamos dez ou 15 indústrias brasileiras, vemos quantos executivos elas geraram. Cada prédio de altíssimo padrão tem 20, 25 apartamentos, 30 é o máximo. Não é como se fizéssemos 200 unidades. Basta olhar o mercado financeiro, que têm crescido uns 500 mil executivos ganhando dinheiro. Para dar vazão, você precisa de vários prédios.

O Parque Global demorou 21 anos para sair do papel, em grande parte devido a imbróglios judiciais. Ainda pensa em investir no modelo bairro planejado?

O Parque Global é um "case" sob todos os ângulos. A insegurança jurídica é o problema mais grave do país. Essa á uma opinião compartilhada por muita gente. O modelo de bairro, no entanto, é tão forte, que saiu vencedor depois desse problema de insegurança jurídica.

A marca Arbórea é aposta para o segmento de luxo. Há espaço para empresa nativa brasileira?

Não tenho nada contra o brand residence, acho que é mercado importante, mas depende do local e do público para funcionar. Nem todo brand residence vai atingir altíssimo padrão. Nós decidimos criar essa marca agora e temos três projetos direcionados para esse cliente.
Por Luana Franzão/Folhapress
Unlabelled

FESTIVAL DO PEIXE NO Supermercado DI MAINHA!


FESTIVAL DO PEIXE NO DI MAINHA!

Olha essas ofertas imperdíveis:

🐟 Tilápia inteira — R$ 25,99/kg

🐟 Tilápia em posta — R$ 27,50/kg

🐟 Tambaqui — R$ 25,99/kg

🐟 Tambaqui em posta — R$ 26,99/kg

🐟 Corvina inteira — R$ 17,99/kg

🐟 Corvina em posta — R$ 27,50/kg

🐟 Corvina em posta a granel — R$ 27,99/kg

🐟 Filé de polaca do Alasca — R$ 34,99/kg

🐟 Dourado em posta — R$ 32,99/kg

🐟 Bacalhau salgado — R$ 77,99/kg

🐟 Cavalinha inteira — R$ 14,99/kg

 Preço baixo pra garantir o seu peixe da semana!

 Corre pro Supermercado Di Mainha, porque essas ofertas são por tempo limitado! 🛒🔥

Rua Olavo Bilac, 71 pertinho da Praça Salvvador da Matta, Ipiaú BA  

Ibirataia: Sandro Futuca reinaugura posto de saúde e garante médico fixo para Tesourinhas

Unidade passa por ampla reestruturação e garantirá atendimento médico semanal, fortalecendo a assistência à população local.

A reinauguração do Posto de Saúde da Vila de Tesourinhas, em Ibirataia, realizada na tarde da última sexta-feira (21), marcou um momento histórico para os moradores da comunidade, simbolizando não apenas a entrega de uma unidade totalmente requalificada, mas também o avanço concreto na oferta de serviços de saúde. Durante a cerimônia, o prefeito Sandro Futuca anunciou uma importante novidade: a unidade contará, a partir de agora, com médico fixo todas as semanas.
O atendimento médico será realizado pelo jovem profissional Dr. Gabriel Leal, que estará presente na unidade às terças e quartas-feiras, garantindo assistência regular e mais acessível à população local. Gabriel carrega também uma forte ligação com a história política do município. Ele é filho dos ex-prefeitos Júlio Leal (in memoriam) e Ana Cléia, nomes que tiveram atuação marcante em Ibirataia.

Além dos investimentos na área da saúde, a Vila de Tesourinhas também vem sendo contemplada com ações na educação. Em 2025, a escola da comunidade passou por uma reforma completa, incluindo climatização das salas e reestruturação do espaço físico. As melhorias garantiram melhores condições de ensino e aprendizagem, beneficiando alunos, professores e toda a comunidade escolar.

A cerimônia de reinauguração reuniu vereadores, secretários municipais, profissionais da saúde e moradores da localidade.

Com as melhorias na unidade escolar e, agora, na área da saúde, a Vila de Tesourinhas vive um novo momento, marcado por desenvolvimento e atenção às necessidades da população.
Fonte: Decom/Prefeitura Municipal de Ibirataia.

Justiça manda derrubar perfis ligados a Jerônimo e PT por uso de deepfake e determina citação do governador

O governador Jerônimo Rodrigues (PT)
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou, em decisão liminar proferida na sexta-feira (20), a suspensão imediata dos perfis anônimos “@prefakesalvador” e “@acmmasterbahia” no Instagram. A decisão também manda que a plataforma forneça, em até cinco dias, os dados cadastrais e registros eletrônicos que permitam identificar os criadores e administradores das contas.

A ação foi ajuizada pelo diretório estadual do União Brasil contra o governador Jerônimo Rodrigues e contra os responsáveis pelos dois perfis, sob a alegação de que havia uma campanha sistemática de propaganda eleitoral antecipada negativa contra o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do Estado, ACM Neto. Segundo a representação, os conteúdos publicados buscavam atacar a honra e a imagem do adversário político e, por consequência, beneficiar Jerônimo.

Na decisão, a Justiça afirma que os elementos apresentados indicam, em análise preliminar, indícios de irregularidade eleitoral. A decisão destaca que os perfis não apresentavam identificação clara dos responsáveis e que o material divulgado extrapolava os limites da crítica política legítima, ao associar o pré-candidato a situações criminosas e ao uso de montagens ofensivas.

Um dos pontos centrais da decisão é o uso de inteligência artificial. A decisão cita que a legislação passou a vedar o emprego de conteúdo fabricado ou manipulado para difundir fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados, inclusive com uso de deepfakes para prejudicar ou favorecer candidaturas.

Ao deferir a tutela de urgência, o TRE ressaltou que, em redes sociais, a velocidade de disseminação de conteúdos polêmicos e visualmente impactantes amplia o risco de dano contínuo e de difícil reparação à imagem do pré-candidato. Por isso, determinou que o Facebook Serviços Online do Brasil, responsável pelo Instagram, retire os dois perfis do ar no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por perfil mantido ativo.

A decisão também determina a citação de Jerônimo Rodrigues para apresentação de defesa no prazo de dois dias. Após a identificação dos administradores dos perfis, os responsáveis também deverão ser citados para se manifestar. Em seguida, o processo será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral.

Clique aqui e leia na íntegra a decisão do TRE-BA

Cunhado de Vorcaro recebeu R$ 485 milhões de empresa investigada pela PF em caso Master

Super Empreendimentos teria sido utilizada para pagar suposta milícia privada do grupo e agentes públicos
Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master,
Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, recebeu R$ 485 milhões da Super Empreendimentos, empresa investigada pela PF (Polícia Federal) sob a suspeita de servir de canal de pagamentos a uma suposta milícia privada do grupo e a agentes públicos.

As informações estão no extrato de uma conta de Zettel obtido pelo jornal Folha de São Paulo. Os repasses foram feitos entre julho de 2022 e janeiro deste ano. Só no ano passado, Zettel recebeu R$ 160 milhões da Super, originados de 264 transferências. Os maiores repasses foram feitos entre fevereiro e abril, de R$ 5 milhões cada.

Procuradas, as defesas de Zettel e Vorcaro não quiseram responder aos questionamentos da reportagem. Zettel é apontado nas investigações como o responsável por intermediar e operacionalizar pagamentos relacionados às possíveis atividades ilegais do Master.

De acordo com integrantes da PF, a atuação do cunhado de Vorcaro seria central no esquema para viabilizar financeiramente as atividades ilícitas do grupo. A polícia ainda analisa mensagens trocadas entre ele e o dono do Master em que há ordens de pagamentos e citações a transações financeiras com menções a políticos.

O empresário é pastor afastado da Igreja Batista da Lagoinha e teve sua prisão preventiva decretada junto com a de Vorcaro, na terceira fase da Compliance Zero. Na ocasião, seus advogados, Maurício Campos e Juliano Brasileiro, disseram que Zettel estava à inteira disposição das autoridades.

Casado com Natalia Vorcaro, ele ganhou projeção no meio empresarial como fundador e CEO da Moriah Asset, gestora que se apresenta como o primeiro e maior private equity focado em bem-estar no Brasil.

Por meio da Moriah, tornou-se sócio de negócios como o Grupo Frutaria (Frutaria São Paulo, Empório Frutaria e Néctar), da rede de açaí Oakberry, da academia de luxo Les Cinq, da Desinchá e da Super Nutrition, marca de suplementos como creatina.

Em 2022, ele foi o maior doador das campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governado Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), com cerca de R$ 5 milhões no total —R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio.

Já a Super é citada como parte da engenharia financeira para movimentar o dinheiro que era desviado do Master. Ela teria sido utilizada para tomar empréstimos fraudulentos do banco. O Master venderia esses financiamentos para fundos de investimento, limpando o seu balanço.

O dinheiro era usado tanto para adquirir bens quanto para alimentar uma rede de fundos responsável por desviar recursos do banco e retroalimentar o próprio Master a partir da compra de CDBs (Certificados de Depósito Bancário).

De acordo com a PF, a empresa também teria sido usada para o pagamento ilícito feito por Vorcaro a dois ex-funcionários do Banco Central investigados no esquema de desvios do Master, o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe do departamento de supervisão bancária Belline Santana.

Segundo decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, ambos atuavam como consultores privados de Vorcaro para assuntos relacionados ao BC e recebiam propina por isso. Entre os pagamentos, a decisão menciona uma viagem à Disney feita por Souza, cujo guia foi pago pelo dono do Master.

Além disso, está no nome da Super a casa de R$ 36 milhões em Brasília onde o banqueiro recebeu políticos como o senador Ciro Nogueira (PP) e o deputado Hugo Motta (Republicanos). Segundo a assessoria de Vorcaro, ele é inquilino do imóvel.

Hoje, a casa está em nome da Prime Aviation, empresa de aluguel de bens de luxo que já teve Vorcaro entre seus sócios.

O ex-banqueiro também declarou à Receita Federal ter feito pagamentos de R$ 68 milhões em 2023 à empresa. Os valores quitaram dívidas de Vorcaro com a Super na compra de imóveis e outros investimentos.

Na decisão em que determinou a prisão preventiva de Vorcaro, no começo de março, Mendonça apontou que a Super foi também utilizada para os pagamentos do grupo chamado de "A Turma", encarregada de monitorar e pressionar pessoas consideradas adversárias do banqueiro ou ligadas às apurações sobre o banco. O ministro também determinou a suspensão das atividades da empresa.

Zettel deixou a diretoria da Super em julho de 2024. Empresas dele e de Vorcaro aparecem registradas no mesmo endereço comercial em Belo Horizonte, segundo dados da Receita. Sua sócia Ana Cláudia Queiroz de Paiva segue como diretora da instituição.

Em dezembro, a assessoria de imprensa de Vorcaro confirmou que o cunhado Zettel era um dos sócios da Super, mas destacou que a relação entre Vorcaro e a Super era meramente comercial.
Por Constança Rezende/Lucas Marchesini/Folhapress

Destaques