Ação conjunta: PRF, PF e forças parceiras apreendem grande quantidade de munições de fuzil e skunk em Vilhena/RO

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em ação conjunta com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (PF/FICCO-RO), a Polícia Militar (PMRO) e a Secretaria de Estado de Finanças (SEFIN-RO), apreendeu 499 munições de fuzil calibre 7.62 mm — considerado de uso restrito e de emprego militar — e cerca de 104 kg de skunk no km 16 da BR-364, no município de Vilhena/RO.

A ação ocorreu na manhã desta terça-feira (06) durante abordagem a uma combinação de veículos de carga composta por um caminhão-trator e um semirreboque. Nas buscas no compartimento de carga, as equipes localizaram 104 tabletes do entorpecente e as munições de alto calibre escondidos no interior de blocos de motores que eram transportados no veículo.

O condutor, um homem de 46 anos, recebeu voz de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de munição de uso restrito. A ocorrência foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Vilhena/RO.
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PRF apreende mais de 900 quilos de drogas em Soledade e Vacaria

Em duas ações, foram apreendidos 853,69 quilos de maconha em Soledade e 62 quilos de cocaína em Vacaria. Uma pessoa foi presaOcorrência em Soledade
Em Soledade, na BR-386, a PRF abordou na tarde desta terça-feira (06) um caminhão que transportava ração para nutrição animal. Durante a fiscalização, foram encontrados diversos fardos de maconha escondidos sob a carga, que totalizaram 853,69 quilos de maconha. É uma das maiores apreensões da droga na região em 2026.

O motorista, de 30 anos, confessou que levaria a droga para a Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à polícia judiciária de Soledade, juntamente com o veículo e o entorpecente.

Em Vacaria, na noite desta terça-feira (06), a PRF apreendeu 62 quilos de cocaína. A droga estava em um veículo de passeio. O condutor, que vinha de Santa Catarina, desobedeceu à ordem de parada e fugiu em alta velocidade em direção a Caxias do Sul.

Após cerca de um quilômetro de acompanhamento, o motorista abandonou o veículo e fugiu a pé para uma área de mata. No porta-malas foram encontrados dezenas de tabletes de cocaína. O carro e a droga foram encaminhados à Polícia Civil de Vacaria.
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PRF apreende quase meia tonelada de cocaína durante abordagem na BR-222, no Maranhão

Ação conjunta entre equipes da PRF resultou na apreensão de grande quantidade de drogas escondida em compartimentos ocultos e na prisão de uma pessoa
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na noite desta quarta-feira (7), aproximadamente 450 quilos de cocaína e 60 comprimidos de anfetaminas durante uma abordagem realizada na BR-222, em Chapadinha (MA).

A abordagem ocorreu após análise de risco e contou com a atuação conjunta de equipes da PRF do Maranhão, Piauí e Goiás. Durante a fiscalização, os policiais abordaram um caminhão-trator que tracionava dois semirreboques. O condutor informou que havia transportado uma carga de arroz do Pará até Brejo (MA), onde realizou a descarga, e que seguiria para Chapadinha para carregar soja com destino a São Luís.

Durante a fiscalização, os policiais localizaram dentro de compartimentos ocultos 45 fardos contendo, ao todo, 450 tabletes de cocaína. Na cabine do veículo também foram encontrados 60 comprimidos de anfetaminas, conhecidos como “arrebites”.

Diante da constatação, em tese, do crime previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, o condutor recebeu voz de prisão e foi encaminhado, juntamente com os entorpecentes, os veículos e demais materiais apreendidos, à Delegacia de Polícia Civil de Chapadinha (MA), para os procedimentos cabíveis.
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Eleições 2026: TRE-BA inicia preparação das urnas para o 2º turno nesta quarta-feira Por Redação

Foto: Divulgação
A partir desta quarta-feira (14), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) iniciará a carga e a lacração das urnas eletrônicas que serão utilizadas no 2º turno das Eleições Gerais de 2026. Em Salvador, o procedimento terá início às 8h, no Centro de Apoio Técnico (CAT) do Tribunal, localizado no Porto Seco Pirajá e seguirá até o dia 22 de outubro (quarta-feira).

Os veículos de comunicação interessados em realizar a cobertura da cerimônia na capital devem solicitar credenciamento pelo e-mail comunicacao@tre-ba.jus.br.

A preparação das urnas eletrônicas para o 2º turno consiste na inserção de uma nova Mídia de Resultado (MR) nos equipamentos utilizados no 1º turno, preservando os sistemas e demais informações já armazenadas.

Após a inserção da mídia e a conferência dos equipamentos, todos os lacres do primeiro turno são mantidos, com exceção do lacre do compartimento da MR, que é substituído por um novo, assinado pela autoridade eleitoral, pelo Ministério Público Eleitoral e pelas entidades fiscalizadoras presentes.

Na Bahia, serão utilizadas 39.744 urnas eletrônicas no 2º turno das Eleições 2026. Desse total, 5.141 serão destinadas para as seções de Salvador.

Fiscalização e participação de entidades

A carga, a conferência por amostragem e a lacração das urnas são procedimentos públicos, que podem ser acompanhados e fiscalizados pelas entidades legitimadas pela legislação eleitoral.

Participam do procedimento representantes do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos partidos políticos, das federações de partidos e das coligações, conforme previsto nas Resoluções TSE nº 23.751/2026 e nº 23.673/2021.

Além das urnas destinadas às seções eleitorais, a preparação inclui as urnas eletrônicas de contingência e, quando necessário, as urnas de lona.

Ibirataia: Prefeitura realiza serviços de manutenção em bairros e espaços públicos

Ações incluem limpeza urbana, melhorias em calçamentos, rede de esgoto e cuidados com áreas públicas do município.

A Prefeitura de Ibirataia iniciou a semana com ações de manutenção em diversos pontos da cidade, incluindo recolhimento de entulhos e melhorias na rede de esgoto do Bairro Mirassol, além de poda e limpeza no Estádio Municipal. As equipes também realizaram manutenção de calçamento nos bairros Alto do Mirante e Nova Ibirataia de Baixo, além dos canteiros na entrada da cidade.

O prefeito Sandro Futuca destacou o compromisso da gestão com a melhoria da infraestrutura municipal. “Estamos trabalhando para manter Ibirataia organizada e oferecer serviços de qualidade para a população, atendendo as demandas dos bairros e cuidando dos espaços públicos”, afirmou.

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PF incinera mais de 10 toneladas de drogas no Paraná

Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal incinerou, nessa sexta-feira (9/10), cerca de 10,656 toneladas de drogas apreendidas na região da Tríplice Fronteira, que compreende as divisas geográficas entre Brasil, Paraguai e Argentina. A operação de destruição aconteceu em uma empresa na região Oeste do Paraná. Foram incinerados fardos de maconha, cocaína e haxixe.

O material incinerado é resultado de ações de combate ao tráfico de drogas realizadas pelas forças de segurança que atuam na região da Tríplice Fronteira.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu

Kassio volta a derrubar canal de Janones e diz que Lula pode ser responsabilizado

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, voltou a derrubar nesta terça-feira (13) o canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Em mais um capítulo da guerra de decisões em torno do tema, Kassio estabeleceu que o canal só poderá voltar a funcionar sob determinadas condições, como a comunicação de um endereço à Justiça Eleitoral.

O ministro do TSE também disse que Lula poderá ser eventualmente responsabilizado pela utilização irregular do canal.

Por Luísa Martins e Patrícia Campos Mello/Folhapress

Gigante americana fecha fábrica no Brasil e funcionários conquistam indenização de R$ 35 mil após greve

A Parker Hannifin encerrou as atividades de uma fábrica em Jacareí, no interior de São Paulo, afetando cerca de 100 trabalhadores.
A disputa começou em julho de 2026, quando a companhia anunciou que fecharia a instalação, responsável principalmente pela fabricação de válvulas e componentes industriais. Os trabalhadores tentaram negociar alternativas para preservar os empregos, incluindo a transferência para outras unidades, mas não conseguiram reverter a decisão. Em 20 de julho, os funcionários iniciaram uma greve que durou 38 dias.

Durante as negociações, a proposta inicial de indenização social era de R$ 2 mil por empregado. Depois de novas rodadas de negociação, a oferta subiu para R$ 20 mil, até que um acordo mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região estabeleceu o pagamento de R$ 35 mil por trabalhador. O pacote também prevê a manutenção do plano de saúde, do plano odontológico e do vale-alimentação durante um ano, conforme as condições acordadas.


O caso chama atenção porque o encerramento da unidade ocorreu enquanto a Parker Hannifin registrava resultados bilionários em suas operações globais. No ano fiscal encerrado em junho de 2026, a empresa teve vendas de aproximadamente US$ 21,5 bilhões e lucro líquido próximo de US$ 3,65 bilhões. Apesar do fechamento em Jacareí, a multinacional continua com outras operações no Brasil; portanto, a decisão não representa uma saída completa do mercado brasileiro.

PF efetua três prisões por importação irregular no Paraná

Ação apreendeu medicamentos para emagrecimento, anabolizantes, hormônios e cerca de R$ 21 mil em espécie no município de Paranaguá

Paranaguá/PR. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (12/10), três pessoas suspeitas de transportar medicamentos e produtos sujeitos a controle especial provenientes do exterior, sem a documentação exigida para a importação regular. Ação ocorreu em Paranaguá.

Durante a diligência, os policiais federais localizaram medicamentos para emagrecimento, anabolizantes, hormônios e outros produtos sem a documentação necessária. Também foram apreendidos cerca de R$ 21 mil em espécie, além de cigarros e mercadorias diversas.

Os suspeitos foram encaminhados para os procedimentos de polícia judiciária cabíveis e permanecerão à disposição da Justiça.

Comunicação Social da Polícia Federal em Paranaguá

Jerônimo volta a Jequié, agradece votação e comenta relação com adversários políticos

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), passou o feriado de Nossa Senhora Aparecida e do Dia das Crianças, em 12 de outubro, em Jequié, no sudoeste baiano, cidade onde residiu e estudou. Ele participou da Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira do bairro Jequiezinho, acompanhado de familiares, amigos, lideranças políticas e apoiadores.

A visita marca o primeiro retorno do governador a Jequié após as eleições de 2026, quando foi reeleito com 4.626.509 votos, o equivalente a 55,80% dos votos válidos na Bahia. No município, Jerônimo recebeu 40.664 votos, correspondentes a 45,40% da votação.

Durante a programação religiosa, o governador acompanhou a missa e a procissão ao lado das irmãs, do deputado estadual reeleito Euclides Fernandes (PT) e dos prefeitos Lucas de Laerte (MDB), de Boa Nova; Celso Coelho (Avante), de Cravolândia; Antonio Sampaio (Avante), de Irajuba; e Ricardo de Deca (PSD), de Nova Itarana.

Na ocasião, Jerônimo agradeceu o apoio recebido nas urnas e explicou que ainda não havia retornado à cidade porque, no domingo das eleições, esteve em Brasília para participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir estratégias para a reeleição do presidente.

O governador defendeu a continuidade do projeto político do PT no governo federal e afirmou que a reeleição de Lula é importante para a execução de projetos na Bahia. Também mencionou as dificuldades enfrentadas, segundo sua avaliação, pelo ex-governador Rui Costa durante o período em que esteve à frente do estado, em um cenário de oposição ao governo federal.

Jerônimo falou ainda sobre sua religiosidade e informou que pretende intensificar as articulações políticas até o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. De acordo com ele, a agenda inclui reuniões com deputados eleitos e não eleitos, além de encontros com prefeitos.

Críticas a ACM Neto e Zé Cocá

Durante a conversa com a imprensa, Jerônimo Rodrigues criticou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), derrotado na disputa pelo governo baiano, e o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), que integrou a campanha de oposição.

O governador questionou o posicionamento político de ambos durante e após a campanha eleitoral. Segundo Jerônimo, houve pedido de votos casados com Lula durante o período eleitoral, seguido de uma declaração de apoio a Flávio Bolsonaro após o resultado das urnas. Ele afirmou que os envolvidos precisam dar explicações à população baiana sobre essa mudança de posicionamento.

Relação com prefeitos de oposição

Questionado sobre como será sua relação com os prefeitos que não apoiaram sua candidatura, Jerônimo afirmou que não pretende alterar o tratamento institucional aos gestores municipais.

“Não muda nada. Aqui tem Saulo, de Itagi, a prefeita de Aiquara, Zé Ronaldo, de Feira de Santana. Sentamos e conversamos. O dinheiro do Estado não é meu”, declarou.

O governador reconheceu, porém, que pretende manter uma relação política mais próxima com os gestores que estiveram ao seu lado durante a campanha. Ele também citou os resultados obtidos em Lafaiete Coutinho e Manoel Vitorino, municípios onde, segundo afirmou, venceu mesmo sem contar inicialmente com o apoio político local esperado.

Aeroporto e rodovias na pauta

Jerônimo também mencionou obras de infraestrutura entre as prioridades para a região, com destaque para o aeroporto e as rodovias. Segundo o governador, os projetos que já estão em andamento terão continuidade e serão concluídos.

A visita a Jequié reuniu, assim, compromissos religiosos, agradecimentos eleitorais e manifestações sobre os próximos passos do governo estadual, em um momento de reorganização política após o resultado das urnas e de mobilização para o segundo turno presidencial.

 Por Marcos Cangussu

Inserção de donas de casa no mercado de trabalho aumentaria o PIB em 2,2%, mostra estudo Por Folhapress

                 Os dados mostram que, hoje, 47% das mulheres se encontram fora da força de trabalho

A inserção de 13 milhões de mulheres que hoje são donas de casa no mercado de trabalho elevaria o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2,2%, segundo estudo das pesquisadoras Isabela Duarte Kelly e Hildete Pereira de Melo, da FGV (Fundação Getulio Vargas).Os dados mostram que, hoje, 47% das mulheres se encontram fora da força de trabalho, o equivalente a 42,8 milhões. Desse total, 13 milhões não trabalham nem buscam emprego porque precisam se dedicar aos afazeres domésticos e de cuidados com filhos, casa e família. 

O estudo leva em consideração dados da PnadC (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua) de 2025 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e considera o quanto essas mulheres poderiam receber caso conseguissem uma ocupação remunerada, de acordo com a escolaridade média desse grupo.

O cálculo indica que a entrada delas no mercado acrescentaria R$ 284 bilhões à economia em 2025, já descontados os valores que deixariam de receber de benefícios como Bolsa Família, nos casos dos beneficiários do programa social, sob a hipótese de que o ingresso no emprego substituiria o benefício.

Segundo a economista Isabela Duarte Kelly, o objetivo do estudo feito por ela e pela professora Hildete é chamar a atenção para o peso do trabalho doméstico e de cuidados não remunerado na participação feminina no mercado de trabalho e para o potencial econômico que essas mulheres têm.

Para entrarem no mercado de trabalho, no entanto, é preciso políticas de infraestrutura para que os filhos tenham, no mínimo, acesso a creches e escolas de tempo integral, e no caso das que cuidam de idosos, que haja centros-dia para esse público.

De acordo com Isabela, a participação das mulheres na força de trabalho permanece praticamente estagnada há quase 15 anos. Em 2012, quando começa a série histórica analisada, o percentual era de 52%. Em 2025, chegou a 53%. Para ela, essa estabilidade reforça a necessidade de medidas que permitam às mulheres conciliar as responsabilidades familiares com uma ocupação remunerada.

O estudo aponta que a principal razão para as mulheres permanecerem fora da força de trabalho é a necessidade de cuidar da casa e da família. As 13 milhões identificadas nessa situação dedicam, em média, 32 horas semanais ao trabalho de cuidado.

Embora estejam fora do mercado, elas realizam atividades essenciais para o funcionamento das famílias, sem receber remuneração por isso.

A pesquisa mostra que inserir mulheres no mercado de trabalho não se trata apenas de uma questão de igualdade de gênero, mas o efeito principal se dá sobre a economia. Os impactos poderão ser sentidos na renda das famílias e na Previdência Social. Por isso, a pesquisadora defende que o tema seja tratado como uma pauta econômica, além de social.

"Também queremos falar que a independência da mulher está ligada ao trabalho. Nossa autonomia está ligada à autonomia financeira", diz Isabela.

"Quando a gente vê um movimento crescente, falando em voto familiar, contra o voto feminino, levando a outro lado, colocando-a como cidadão de outra categoria, a gente vê que precisa ainda mais estar no mercado de trabalho e precisa de políticas para isso, para que também as aloquem em ocupações mais produtivas", afirma.

A estimativa aponta que nem todas as 42,8 milhões de mulheres fora da força de trabalho teriam condições de ingressar no mercado, por isso, o recorte foca nas 13 milhões que apontam os afazeres domésticos e de cuidados como principal impedimento para uma ocupação.

A maioria dessas mulheres tem ensino médio completo. Para estimar a renda potencial, as pesquisadoras utilizaram os rendimentos médios de mulheres com o mesmo nível de instrução.

Em 2025, por exemplo, aquelas com ensino médio completo recebiam, em média, R$ 2.162 mensais. O estudo reconhece que a escolaridade não é o único fator que determina os salários, mas considera a simulação relevante para dimensionar a perda econômica provocada pela divisão desigual do trabalho.

Isabela afirma que políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, por exemplo, funcionam como medida paliativa necessária para mulheres que não conseguem ingressar no mercado, mas não devem ser a solução definitiva.

Para ela, o objetivo deve ser criar condições para que essas mulheres tenham acesso a empregos e possam conquistar autonomia financeira. A pesquisadora destaca que o grupo analisado não é formado por mulheres que necessariamente não querem trabalhar, mas por aquelas que apontam a falta de tempo, devido às responsabilidades domésticas e de cuidado, como obstáculo.

O levantamento também mostra que a desigualdade não atinge todas da mesma maneira. As pretas e pardas são maioria entre as 13 milhões que permanecem em casa devido aos cuidados. As diferenças regionais também são expressivas: em 2025, a participação feminina na força de trabalho era de 48% na região Norte e de 45% no Nordeste, patamares inferiores aos registrados em outras regiões.

Enquanto 53% das mulheres estavam na força de trabalho em 2025, a proporção entre os homens era de 72%. Entre eles, o cuidado doméstico aparece com muito menos frequência como motivo para não trabalhar. Ao todo, 740 mil homens apontaram os afazeres domésticos e de cuidados como principal razão para permanecer fora da força de trabalho, ante 13 milhões de mulheres.

STF e TSE entram em conflito nas eleições de 2026 após quase três décadas de sintonia- Por Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vivem um momento de tensão durante as eleições de 2026, rompendo um histórico de alinhamento entre as duas Cortes. Levantamento citado pelo Estadão aponta que, ao longo de quase três décadas, os tribunais concordaram mais vezes do que divergiram. As decisões recentes envolvendo Flávio Bolsonaro e Lula, porém, evidenciaram divergências sobre os limites de atuação do Supremo no processo eleitoral.

O embate ocorre em meio a disputas sobre decisões do TSE relacionadas às campanhas dos dois pré-candidatos e ao combate à desinformação. Os episódios ampliaram questionamentos sobre a atuação da Justiça Eleitoral e a relação institucional com o STF, que também tem ministros envolvidos em julgamentos de grande repercussão política.

A reportagem do Estadão destaca que os conflitos atuais contrastam com a trajetória histórica de cooperação entre os tribunais. O cenário eleitoral de 2026 passou a expor divergências sobre competências, decisões judiciais e os limites da interferência do Supremo em questões submetidas à Justiça Eleitoral.

Pesquisa Nexus/BTG aponta Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos no segundo turno Por Redação


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 52% das intenções de votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República, segundo pesquisa Nexus contratada pelo BTG Pactual. Apesar da vantagem numérica do senador, os dois candidatos estão em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone, entre os dias 10 e 12 de outubro, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07997/2026. Os percentuais de votos válidos desconsideram os votos brancos e nulos.

No primeiro turno, com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, o equivalente a 56,1 milhões, enquanto Lula alcançou 45,16%, com 53,8 milhões. O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Segundo a CNN Brasil, a diferença entre os dois no primeiro turno foi a menor registrada desde a redemocratização.

Fim da escala 6x1 volta ao Senado nesta terça (13), com disputa entre governo e oposição; veja o que pode mudar

O Senado Federal retoma nesta terça-feira (13) as sessões de análise da PEC (proposta de emenda à Constituição) 221, que acaba com a escala 6x1, na qual se trabalha por cinco dias com um de folga. Ao todo, são cinco sessões ordinárias antes que a proposta seja votada. Já houve três.

A votação está prevista para ocorrer em primeira sessão nesta quarta-feira (14), a partir das 14h. A oposição tenta evitar que ocorram duas votações no mesmo dia, com obstruções, seja impedindo o quórum mínimo ou apresentando emendas para tentar fazer com que o texto volte para a Câmara dos Deputados.

A PEC pelo fim da escala 6x1 reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas 14 meses após sua promulgação e publicação, e cria a escala 5x2, sem redução de salário. A proposta foi aprovada na Câmara em maio. Para passar no Senado, precisa de 49 votos dos 81 senadores em duas votações.

As sessões de discussões da PEC começaram na terça-feira (6), logo após o primeiro turno das eleições de 2026, conforme havia sido acordado entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O PL, de Flávio Bolsonaro, é o principal partido que trabalha contra a aprovação nos bastidores. O motivo é que, na avaliação da legenda, a medida daria vantagem a Lula, que saiu do primeiro turno das eleições em desvantagem, em segundo lugar.

As sessões de discussão da PEC precisavam de ao menos cinco senadores para debate, mas chegaram a ter cerca de 50. O primeiro a falar na tribuna foi o senador Paulo Paim (PT-RS), que está se aposentando do Senado, e sempre defendeu a redução da carga horária de trabalho.

Paim teve uma de suas PECs de diminuição da jornada aprovada no final de 2025, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Ele foi deputado constituinte e, ao lado do presidente Lula, conseguiu aprovar a redução da jornada de 48 horas semanais para 44 horas semanais no texto da Constituição.

PEC das horas trabalhadas

Paralela à PEC 2221, há uma proposta da oposição. É a PEC 12, do senador Rogério Marinho (PL-RN), que propõe mudar a escala para implantar o sistema de horas trabalhadas. Chamada de PEC da Liberdade por quem a defende ou de PEC da Escala 7x0 pelos seus críticos, a medida cria o regime por horas trabalhadas.

O projeto do parlamentar do PL altera parte do artigo 7º da Constituição Federal para dar ao trabalhador a possibilidade de escolher entre a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e o trabalho por hora, por meio de um regime flexível. O pagamento seria feito com base nas horas trabalhadas.

Com esse modelo, o próprio profissional poderia escolher um contrato em que folga dois dias por semana, mas não recebe pelos dias que não trabalha. A jornada por hora poderia ter contratos inclusive em que se trabalha todos os dias, respeitado o limite de horas semanais, ou com uma folga na semana.


Na PEC apoiada por Flávio Bolsonaro, salário, FGTS, férias e 13º seriam proporcionais às horas trabalhadas.

O que pode mudar com o fim da escala 6x1?

  • A jornada de trabalho hoje é limitada a oito horas por dia e 44 horas semanais, conforme prevê a Constituição
  • Pela PEC 221, a jornada será limitada a oito horas diárias e 40 horas semanais, com dois descansos semanais remunerados, sendo um deles preferencialmente aos domingos
  • No primeiro ano, o limite será de 42 horas semanais e só começará a valer 60 dias após a promulgação da medida; 12 meses depois, haveria a redução para 40 horas

Como fica o descanso semanal remunerado?

  • Hoje, há apenas um repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos
  • A PEC 221 cria a escala 5x2, com dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos
  • Mas isso não significa que todo mundo vai folgar aos sábados e domingos, pois vai depender da escala e da profissão
  • Categorias e atividades que podem atuar em domingos e feriados, conforme prevê a lei, por serem consideradas essenciais, continuam com outras escalas, mas a folga deve ser compensada

Como ficam as horas extras?

  • As horas extras continuam existindo. Hoje, o salário deve ser acrescido em 50% a cada hora a mais trabalhada no dia, com limite de duas horas extras por dia
  • Com a PEC, no período em que a jornada for de 42 horas, acordos e convenções coletivas poderão prever que a jornada diária possa ter mais de oito horas para compensar a escala 5x2, sem que essas horas sejam pagas como extra
  • Isso ocorrerá para acomodar a jornada de 42 horas dentro da escala de cinco dias

Será proibido trabalhar aos domingos?

  • O trabalho aos domingos não é proibido e é, inclusive, permitido para algumas categorias consideradas essenciais
  • Se houver trabalho nesse dia sem compensação prevista em lei, norma, convenção ou acordo coletivo, a hora de trabalho deverá ser paga em dobro
  • A PEC 221 mantém o domingo como um dia preferencial de descanso, mas não veta o trabalho neste dia, garantindo que categorias que precisem funcionar possam organizar suas escalas; vale a regra atual de compensação, que pode contar, inclusive, com banco de horas

Como fica o banco de horas?

  • Hoje, o trabalho em domingos e feriados pode ser compensado por meio de banco de horas se houver acordo ou convenção coletiva prevendo a medida
  • Não há nova regra prevista e o banco de horas poderá ser adotado conforme as negociações entre empregadores e trabalhadores

Os acordos e convenções coletivas vão mudar? Eles podem prever jornada maior?

  • A Constituição e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) garantem que acordos e convenções coletivas podem prever arranjos diferentes de leis e normas, desde que respeitem a Constituição; é o acordado sobre o legislado, reforçado na reforma trabalhista de 2017
  • A PEC 221 mantém que acordo ou convenção coletiva de trabalho pode prever compensação de horários e outros arranjos de jornada, desde que respeitados os limites reforçando o acordado sobre o legislado; não é possível, no entanto, aumentar a jornada máxima semanal nem acabar com os dois dias de descanso previstos
  • A PEC prevê ainda que cláusulas que tratem sobre a jornada antiga deixam de valer dentro de 60 dias

O que é o 'superempregado'?

  • A reforma trabalhista de 2017 criou a figura do trabalhador hipersuficiente, que é o profissional com diploma de nível superior e salário acima de dois tetos da Previdência Social; ele pode negociar diretamente com o empregador
  • A PEC 221 coloca na Constituição a figura do 'superempregado', que é o trabalhador com diploma de nível superior e com salário acima de dois tetos e meio da Previdência, o que dá R$ 21.888,88 hoje. Neste caso, o profissional não terá controle de jornada e terá direito somente aos dois descansos semanais remunerados

Por Cristiane Gercina

Homem é internado em UTI após ser brutalmente agredido em Ipiaú

Caso teria ocorrido no Centro de Abastecimento – Foto: Arquivo / Giro Ipiaú
Um homem identificado como Jackson dos Reis Cortez Júnior, de idade não informada, está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, após sofrer graves agressões na madrugada de domingo (11), em Ipiaú. A vítima teria sido atingida principalmente na cabeça.

Segundo informações apuradas pelo GIRO, o caso teria ocorrido nas imediações do Centro de Abastecimento José Motta Fernandes. Até o momento, não há informações confirmadas sobre as circunstâncias das agressões, nem sobre quem teria praticado a violência.

A família começou a procurar Jackson após receber notícias de que ele havia sido agredido. O rapaz enfrenta problemas relacionados à dependência química e, conforme familiares, já passou por internações em centros de recuperação, mas não permaneceu nos tratamentos.

Um familiar que esteve no Hospital Prado Valadares, em busca de informações sobre a vítima, relatou ao GIRO que ainda não sabe o que realmente aconteceu. “Não temos certeza de nada até o momento”, afirmou, referindo-se à dinâmica das agressões, à possível motivação e à autoria.

Ainda segundo o familiar, Jackson permanece sedado e intubado na UTI. Até esta segunda-feira (12), a família não havia recebido informações detalhadas sobre seu estado clínico. Um novo boletim médico é aguardado para terça-feira (13).

O caso deverá ser registrado pelos familiares na Delegacia Territorial de Ipiaú, para que a Polícia Civil investigue as circunstâncias das agressões e identifique os responsáveis.
Fonte: Giro Ipiaú

Mulheres conservadoras de direita reúnem 7,5 milhões de votos e apostam nas redes para ampliar sua influência política


                   Mulheres conservadoras se elegem impulsionadas pelo engajamento nas redes sociais

Com pautas conservadoras, antifeministas e redes sociais superengajadas, uma nova leva de mulheres conquistou espaço no Senado e na Câmara nas eleições de 2026. Somando mais de 7,5 milhões de votos, elas mostram como a influência digital se tornou uma das maiores forças eleitorais do Brasil.

Algumas em seu primeiro mandato, outras reeleitas, essas mulheres têm em comum uma comunicação efetiva com seus eleitores por meio das redes sociais, com linguagem própria e conteúdos que geram engajamento. O Instagram se destaca como uma das principais plataformas para essa aproximação, permitindo que elas ampliem seu alcance e fortaleçam sua presença política.

Entre os nomes que se destacam nesse campo político estão Ana Campagnolo, eleita deputada estadual por Santa Catarina com 387.523 votos, e Eduarda Campopiano, por São Paulo, com 1.956.238 votos. Na Câmara dos Deputados, Julia Zanatta recebeu 560.223 votos, e Chris Tonietto, 81.966. Já Michelle Bolsonaro somou 938.496 votos, e Bia Kicis, 886.616.

A deputada estadual Índia Armelau (PL), reeleita para seu segundo mandato com 248.504 votos, é uma das provas desse fenômeno. Ela se tornou a candidata mais votada do estado do Rio de Janeiro, além de ser a mulher mais votada da história da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Com um perfil ativo no Instagram, a deputada cresceu muito desde sua primeira eleição, em 2022, quando recebeu 57.582 votos, e atribui esse avanço expressivo à sua atuação em redes como Instagram e WhatsApp. Ela conta que, na primeira disputa, a expectativa era de cerca de 20 mil votos. Já na segunda, mesmo após quatro anos de mandato, a maior aposta entre seus apoiadores era de 114 mil. O resultado ultrapassou os 248 mil votos.

"Isso mostra que até hoje estamos tentando compreender a dimensão do alcance das redes sociais, principalmente quando existe alguém que se posiciona com firmeza e apresenta trabalho", afirma.

Amanda Brandão Armelau, seu nome de registro, nasceu em Manaus, no Amazonas, e é ex-nadadora profissional. Tem como principais bandeiras a defesa da família e dos direitos das pessoas com deficiência, além do fomento ao esporte e da melhoria da segurança pública. Embora crítica ao feminismo, a deputada afirma defender os direitos das mulheres.

Entre suas pautas, destacou-se a apresentação de um projeto polêmico que previa a regulamentação do uso de banheiros e vestiários neutros em ambientes públicos e privados de uso coletivo, destinados a pessoas trans ou não binárias. Também é de sua autoria a Lei nº 10.260/2023, que instituiu um programa estadual de defesa pessoal para mulheres vítimas ou ameaçadas de violência doméstica.

Índia Armelau começou sua atuação nas redes sociais durante o governo de Jair Bolsonaro. Ela relata que passou a acompanhar mais de perto os acontecimentos políticos durante as gestões de Bolsonaro e Wilson Witzel e, a partir disso, começou a se posicionar publicamente. O incentivo de pessoas que acompanhavam seu conteúdo nas redes, assim como o apoio de outros parlamentares, também contribuiu para que decidisse se candidatar.

"Naquele período, comecei a utilizar as redes sociais para defender o presidente Jair Bolsonaro, combater notícias falsas e questionar as ações do governo Witzel, principalmente em relação às denúncias de desvios de recursos públicos e às irregularidades na construção dos hospitais", relata. Foi assim que ganhou projeção, apresentando seus posicionamentos e alcançando pessoas que se identificavam com aquilo que defendia.

Hoje, com 947 mil seguidores e quase 4 mil publicações no Instagram, a deputada se mantém ativa nas redes sociais. Ela compartilha sua rotina política nos stories e publica vídeos ao lado de aliados, com críticas à oposição e reações a notícias relacionadas à esquerda. Alguns de seus vídeos ultrapassam 2 milhões de visualizações. Em suas publicações, aparece fazendo reacts e comentando temas políticos atuais.

"Acredito que a minha forma de me comunicar, a proximidade com os seguidores e o compartilhamento do meu dia a dia fizeram muita diferença. Sempre procurei utilizar as redes sociais para mostrar quem eu sou, aquilo em que acredito e, principalmente, divulgar o trabalho que realizo na Assembleia Legislativa", afirma.

A antropóloga Letícia Cesarino, autora de O Mundo do Avesso: Verdade e Política na Era Digital, explica que o discurso antifeminista se tornou uma estratégia de engajamento político dentro da economia da atenção. A combinação de entretenimento, polêmica e mobilização pelo medo ajuda a conquistar visibilidade e votos. Nesse contexto, pautas relacionadas a gênero são apresentadas como ameaças à família e às crianças, criando um cenário de pânico moral que desperta indignação, mobiliza seguidores e amplia o alcance desses conteúdos nas redes sociais.

"É pela atenção que o ecossistema transforma o engajamento e a raiva em uma engrenagem que financia e viabiliza campanhas políticas. Essas pessoas ficam na cabeça das pessoas. É uma instrumentalização de uma infraestrutura que já existe, a da influência, só que você a canaliza para fins políticos. E isso tem dado muito certo desde 2018", afirma Cesarino.

Para a reeleita Chris Tonietto, o sucesso nas redes sociais está relacionado à autenticidade de sua comunicação. "Do jeito que falo é porque é assim que eu vivo, é assim que eu penso, é assim que eu sempre fui", afirma. Para a deputada federal, as pessoas estão cansadas de máscaras e discursos superficiais e vazios, e estão aprendendo a reconhecer quem é quem.

"Estão se conectando com quem sente a mesma dor, a mesma indignação e a mesma fé que elas. Isso é apenas o reflexo de milhões de brasileiros que finalmente se sentem representados por alguém que fala a língua deles de maneira autêntica, sem filtro, sem medo e sem ideologia", completa.
Por Isabella Candido/Folhapress

Militar próximo à campanha de Flávio, Pazuello defende anistia a presos do golpe e a 'quem prendeu'

Ideia de um perdão amplo é comparada com lei na ditadura militar; 'anistia tem de ser para todos os lados', diz ex-minist
Militares que gravitavam em torno de Jair Bolsonaro (PL) e que não foram condenados por tentativa de golpe de Estado se ressentem do alijamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Eles apontam que apenas dois generais da reserva integram a campanha e o entorno do presidenciável: Eduardo Pazuello (PL-RJ), ministro da Saúde demitido do governo Bolsonaro no auge da pandemia e reeleito deputado federal, e Eliéser Girão (PL), reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte.

Pazuello passou a ser citado como cotado a integrante de um eventual governo Flávio caso ele seja eleito para a Presidência.

"O setor [de petróleo] tem jogado isso", disse à Folha o ex-ministro da Saúde, sobre cogitação de que chefiaria a Petrobras nesse caso. "Como presidente da frente parlamentar em apoio ao petróleo, tenho ido a todos os eventos do setor nos últimos quatro anos."

Em outra seara, Pazuello propõe uma anistia ampla, de lado a lado, no caso da tentativa de golpe de Estado que levou à prisão Bolsonaro, quatro generais de quatro estrelas de Exército e Marinha, outros oficiais militares, civis que integravam o governo e grupos de pessoas que depredaram o STF (Supremo Tribunal Federal), o Congresso e o Palácio do Planalto.

Segundo Pazuello, devem ser anistiados os golpistas e "quem prendeu" os golpistas, numa referência ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo.

"O Congresso vai votar a anistia a todos os presos políticos. E a anistia tem de ser para todos os lados, inclusive para quem prendeu", afirmou o general. "Foi assim que resolvemos lá atrás."

O deputado se refere à Lei de Anistia de 1979, sancionada pelo presidente João Baptista Figueiredo, o último general a comandar o país na ditadura militar de 1964 a 1985. A lei incluiu perdão a militares que operaram a repressão e permitiu, por outro lado, o retorno ao Brasil de 5.000 exilados políticos, opositores da ditadura.

"Não podemos continuar na porra desse pingue-pongue, senão não arrumamos o país", disse Pazuello. "E não existe isso de general defender só um lado. Nós somos irmãos, não somos inimigos."

O deputado não detalha o que seria uma anistia ao "outro lado" e evita nomes. Segundo ele, isso não se aplicaria a um impeachment de ministro do STF —Moraes, por ter sido quem prendeu Bolsonaro, é tratado na bancada do PL no Senado, ainda mais anabolizada com o resultado das urnas no domingo, como o primeiro da fila.

"O lado que prendeu cometeu atrocidades", disse Pazuello. "É preciso que se passe a régua em tudo isso." Segundo o general, foram anistiados "todos os comunistas que mataram, e os que torturaram", numa fala em referência ao processo de anistia na ditadura.

O deputado citou também a Venezuela. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comandou a captura do ditador do país, Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, e passou a influenciar o governo da atual líder, Delcy Rodríguez, especialmente no setor de petróleo e até mesmo na definição de uma possível data para eleição presidencial.

"Olhe para a Delcy, na Venezuela. Ela está pacificando o país", disse Pazuello. "Ela soltou todos os presos políticos e está arrumando o país."

Ideia similar já foi defendida por Flávio, antes de ele ser anunciado candidato, em entrevista à Folha em 2025. "Para mim, a anistia é a saída honrosa para todo mundo. Para o Supremo, para o Alexandre de Moraes e para o Congresso", declarou.

Tudo que tenha um fundo político deve levar à anistia, segundo ele. O impeachment de um ministro do STF não entraria numa esfera criminal e, por isso, não faria parte dessa equação.

"A eleição de senadores no domingo pode já significar uma pacificação", disse Pazuello. O PL elegeu 19 senadores e se tornou a maior bancada da Casa, com 28 parlamentares.

A partir de 2027, o Senado terá ao menos 50 congressistas que defendem o impeachment de um ministro do STF. Um afastamento do tipo, que seria inédito, depende de 54 votos.

Pazuello visitou na prisão o general Braga Netto, na 1ª Divisão do Exército, no Rio. Condenado por tentativa de golpe de Estado, Braga Netto foi ministro da Casa Civil, ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro. Os outros generais de quatro estrelas que continuam presos são um ex-ministro da Defesa de Bolsonaro, Paulo Sérgio de Oliveira, e o ex-comandante da Marinha no mesmo governo, Almir Garnier.

Se houver anistia e eles forem soltos, esses generais vão "recuperar o tempo perdido e o convívio com as famílias", segundo Pazuello. "Eles não devem pensar em compor um governo", disse.

A defesa de uma anistia ampla, que envolva todos os lados, é uma ideia que ainda não foi compartilhada com o presidenciável, segundo o general. "Nós já tivemos inúmeras anistias que mantiveram a integração do nosso território."

Pazuello disse que Flávio, se eleito, vai agir para anistiar o pai, e que Jair subiria a rampa do Planalto para passar a faixa ao filho.

O processo da prisão é fruto de uma investigação da PF (Polícia Federal), de uma denúncia formulada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e de uma condenação colegiada do STF, com amplo acesso a direito de defesa por parte dos acusados.

"É o que a população quer. O povo brasileiro já se posicionou", afirmou. Há um ano, pesquisa do Datafolha mostrou que 54% dos brasileiros rejeitavam a ideia de o Congresso anistiar Bolsonaro. Defensores da ideia eram 39% dos entrevistados.

No governo Bolsonaro, Pazuello foi ministro interino da Saúde, no auge da pandemia, até ser efetivado no cargo. Ficou menos de um ano e acabou demitido num momento de recordes de mortes pela Covid, com mais de 2.000 por dia. O Brasil tinha o segundo maior número absoluto de óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos.

No momento da demissão, a pandemia havia provocado 300 mil mortes no país. Pazuello apostou em medicamentos sem a comprovação científica de eficácia. O Brasil demorou a vacinar, e isso se refletiu nos números de óbitos.

Após a demissão, Pazuello participou de um ato político de Bolsonaro no Rio. Ele ainda era general da ativa, a quem é vedado se manifestar politicamente. O comandante do Exército na ocasião, Paulo Sérgio de Oliveira, que hoje está preso por tentativa de golpe, livrou o general de punição no processo interno aberto na Força.

Na atual disputa presidencial, o general disse que não colabora em assuntos de saúde na campanha de Flávio.

Por Vinicius Sassine, Folhapress

Homem é preso por furto de carga de cimento em Simões Filho

Investigado utilizou fardamento corporativo e induziu a portaria de um centro logístico a erro para subtrair os itens

Um homem de 42 anos, investigado pelo crime de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, foi preso na sexta-feira (9), no bairro Ponto Parada, em Simões Filho. O suspeito é apontado como responsável pelo furto de uma carga avaliada em R$ 15 mil, retirada de uma empresa onde havia trabalhado anteriormente.

O crime ocorreu em 29 de agosto deste ano, em um centro logístico situado nas imediações da BR-324. Segundo as investigações, o suspeito conhecia detalhadamente a rotina operacional da empresa e entrou clandestinamente no local, utilizando fardamento corporativo. Em seguida, contratou um caminhoneiro autônomo e induziu a equipe da portaria a erro para permitir o acesso do veículo de carga.
Já no pátio, ele operou uma empilhadeira para retirar 280 sacos de cimento, posteriormente transportados e descarregados em Salvador. A dinâmica do crime e a autoria foram esclarecidas pela 22ª Delegacia Territorial (DT/Simões Filho), por meio da análise de imagens de videomonitoramento, relatórios de inteligência e depoimentos de testemunhas.

Após a captura, o homem foi encaminhado à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde foi cumprido um mandado de prisão preventiva. Ele permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
Fonte: Guilherme Santos/Ascom-PCBA

Dois homens são presos em flagrante por homicídio em Vitória da Conquista

                             Vítima foi agredida após desentendimento envolvendo o furto de um celular
Dois homens, de 21 e 26 anos, foram presos em flagrante por homicídio no domingo (11), no bairro Ibirapuera, em Vitória da Conquista. Eles são investigados pela morte de Gilmar Oliveira Santos Filho, de 25 anos, cujo corpo foi localizado nas proximidades do bairro Bruno Bacelar.

Segundo as investigações, a vítima subtraiu o celular de um dos suspeitos em um estabelecimento comercial no Ibirapuera. Horas depois, os homens encontraram a vítima e a agrediram. Em seguida, ela foi transportada no porta-malas de um veículo pertencente a um dos investigados até um local ermo, nas proximidades do bairro Bruno Bacelar, onde o corpo foi deixado.

Após diligências, policiais civis da Delegacia de Homicídios de Vitória da Conquista identificaram e localizaram os suspeitos. O veículo utilizado no crime e uma enxada foram apreendidos.

Os investigados foram conduzidos à unidade policial e permanecem custodiados à disposição da Justiça.

As investigações prosseguem para localizar outros possíveis envolvidos e esclarecer a dinâmica do crime.
Fonte: Guilherme Santos / Ascom-PCBA

PF prende mulher com 33,9 kg de skunk em aeroporto de Recife/PE

Recife/PE. A Polícia Federal prendeu em flagrante, na manhã de 8/10, uma mulher, natural de Manaus/AM, suspeita de tráfico de drogas. A prisão ocorreu durante fiscalização no Aeroporto Internacional dos Guararapes/PE, em que foi encontrada a droga, identificada por meio de exame pericial como skunk, com peso bruto de 33,9 kg.

A passageira embarcou em Manaus/AM, com escala em Recife/PE e destino em Fortaleza/CE.

Após os procedimentos de polícia judiciária, a mulher foi encaminhada à audiência de custódia e ficou à disposição da Justiça Estadual.

Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco

PF e SENAD/PY iniciam operação de combate ao cultivo ilegal de cannabis no Paraguai

58ª fase da Operação Nova Aliança prevê ações aéreas e terrestres para erradicar plantações ilegais e desarticular estruturas do narcotráfico na região de fronteira
Brasília/DF. A Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY) iniciaram, nesta segunda-feira (12/10), a 58ª fase da Operação Nova Aliança, que seguirá até o dia 23 de outubro, com apoio da Força-Tarefa Conjunta e do Ministério Público do Paraguai.

As ações estão concentradas em regiões de fronteira com ocorrência de cultivos ilícitos de cannabis e atuação de organizações criminosas transnacionais. As equipes realizam operações aéreas e terrestres para localizar, erradicar e destruir plantações ilegais, além de desarticular estruturas utilizadas para a produção e o armazenamento de drogas.

Realizada desde 2012, a Operação Nova Aliança fortalece a cooperação entre Brasil e Paraguai no enfrentamento ao narcotráfico na região de fronteira.

A operação também prevê a recuperação de áreas degradadas pelo cultivo ilegal, sob responsabilidade dos órgãos paraguaios competentes.

Coordenação-Geral de Comunicação Social

"Toma de ruf ruf ruf": Baiana e torcedora do Bahia, Alice Pereira celebra triunfo e bônus do UFC Vegas 122 segunda-feira, Por Redação

A baiana Alice Pereira foi premiada com US$ 100 mil (cerca de R$ 540 mil) pela atuação no UFC Vegas 122, realizado no último sábado (10), em Las Vegas, nos Estados Unidos. A lutadora derrotou a russa Daria Zhelezniakova por nocaute técnico no primeiro round e recebeu um dos quatro bônus de Performance da Noite do evento.

Após o triunfo, Alice também chamou a atenção fora do octógono. Em um vídeo que circula nas redes sociais, a atleta aparece comemorando em um aeroporto, dançando ao som da música "toma de ruf ruf ruf" e exibindo uma bandeira do Bahia.

Durante o combate, a brasileira impôs pressão na trocação, levou a adversária ao chão e manteve o controle da luta. Nos instantes finais do primeiro assalto, intensificou os golpes no solo e provocou um corte na cabeça da russa. Zhelezniakova não retornou para a segunda parcial, e o árbitro registrou o resultado como nocaute técnico por desistência, aos 5 minutos.

Este foi o segundo bônus conquistado pela brasileira em 2026. Em abril, ela havia sido premiada após nocautear Hailey Cowan com uma joelhada no UFC Vegas 115.

Natural de Feira de Santana, Alice tem 20 anos e conquistou a segunda vitória consecutiva no UFC. Com o resultado, seu cartel profissional passou a contabilizar oito triunfos e uma derrota. A atleta ocupa a 15ª posição no ranking do peso-galo feminino e é a mais jovem mulher do elenco atual da organização.

Antes de chegar ao UFC, a baiana conquistou o cinturão do Cage Masters, no circuito regional. Entre suas principais características estão o poder de nocaute e a capacidade de encerrar combates ainda no primeiro round.

Recorde de governadores eleitos no 1º turno amplia desafio de Lula e Flávio contra abstenção

O número recorde de 21 governadores eleitos no primeiro turno das eleições de 2026 aumenta o desafio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para mobilizar eleitores na disputa presidencial. Levantamento do Estadão com eleições desde 2002 aponta que a abstenção nos estados onde a disputa pelo governo terminou na primeira rodada subiu, em média, de 19,1% para 22,4% no segundo turno. No primeiro turno deste ano, mais de 33 milhões de brasileiros não compareceram às urnas, enquanto a diferença entre os presidenciáveis foi de 1,87 ponto percentual. A reportagem é do Estadão.

Lula aposta na atuação de governadores aliados, especialmente no Nordeste, para ampliar sua votação e atrair eleitores ausentes. O presidente se reuniu com Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí), reeleitos no primeiro turno, para discutir estratégias de mobilização. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal, a ausência pode afetar proporcionalmente mais o eleitorado de menor renda, segmento em que o petista tem maior desempenho. Aliados do presidente também defendem reforçar a comparação entre os dois candidatos para estimular a participação.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, pretende utilizar a estrutura política de governadores e lideranças que já conquistaram seus mandatos para manter a campanha ativa. Em São Paulo, a expectativa é contar com o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos); em Minas Gerais, a articulação envolve o governador eleito Cleitinho (Republicanos) e o deputado Nikolas Ferreira (PL). Especialistas ressaltam, porém, que o fim das disputas estaduais pode tanto reduzir a mobilização política quanto liberar lideranças para atuar na corrida presidencial. O resultado dependerá também de fatores como o envolvimento dos eleitores, o desgaste com a política e o cansaço após campanhas polarizadas.

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