Faltam 11 dias: biometria é obrigatória para votar?

Com leitores biométricos em todas as seções eleitorais do país, urnas contam com procedimentos alternativos de identificação para garantir o exercício do voto por eleitoras e eleitores regulares

Ter a biometria cadastrada facilita a identificação do eleitor na hora da votação, mas a ausência desse dado no cadastro eleitoral não impede, por si só, o exercício do voto. Atualmente, cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui biometria cadastrada por diferentes razões. Em todos os casos, o mais importante é estar com a situação eleitoral regular para poder votar no 1º e 2º turno das Eleições 2026, que ocorrem dias 4 e 25 de outubro.

A biometria é obrigatória para o alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, com exceção das eleitoras e dos eleitores que se cadastram no exterior. No entanto, essa exigência se aplica à etapa de inscrição eleitoral. Para votar, o requisito é estar regularmente inscrito no Cadastro Eleitoral.

Segundo a assessora-chefe de Gestão Eleitoral (AGEL) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sandra Damiani, a regularidade da inscrição é o que garante o direito ao voto.

“Para se alistar, é obrigatória a coleta biométrica, com exceção da pessoa que se alistar no exterior, mas essa fase já se encerrou. Para votar, tem que estar regular no cadastro eleitoral, independentemente de o eleitor ter ou não biometria ou ser eleitor no Brasil ou no exterior”, explica.

Como funciona a identificação na urna?

Todas as seções eleitorais do país contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas. Para os eleitores que possuem biometria cadastrada, a identificação ocorre antes da liberação do voto por meio da conferência da impressão digital.

A utilização da biometria adiciona uma camada extra de segurança ao processo eleitoral, reduzindo riscos de fraudes e fortalecendo a identificação da pessoa habilitada a votar.

Mas o que acontece se a digital não for reconhecida?

Nesse caso, a urna realiza até quatro tentativas de validação biométrica. Se a identificação não for confirmada, o sistema adota outro procedimento para garantir o exercício do voto.

“Se a pessoa tiver digital coletada mas a urna não reconhecer, ela vai tentar quatro vezes e, depois disso, perguntará qual o ano de nascimento do eleitor”, detalha Sandra Damiani.

Já para os eleitores que não possuem biometria cadastrada, a urna também utiliza uma forma alternativa de identificação.

“Se a pessoa não tiver digital cadastrada, mas estiver regular na urna, a urna vai pedir que o eleitor informe o ano de nascimento”, acrescenta a assessora.

E no exterior?

Nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil, a identificação biométrica não é utilizada durante a votação.

De acordo com a AGEL, a urna utilizada no exterior não solicita a impressão digital do eleitor. Ainda assim, para votar, a pessoa deve estar regularmente inscrita e apta no Cadastro Eleitoral.

O que é a biometria eleitoral?

A biometria é o conjunto de dados físicos utilizados para identificar cada eleitora e eleitor de forma única. Na Justiça Eleitoral, o procedimento inclui a coleta das impressões digitais, da fotografia e da assinatura.

Essas informações são armazenadas no Cadastro Eleitoral e podem ser utilizadas para a identificação da pessoa tanto no atendimento eleitoral quanto no momento da votação.

Além de conferir mais segurança ao processo eleitoral, a biometria contribui para a detecção de possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento prestado aos eleitores e torna diversos procedimentos mais ágeis e eficientes.

Os dados biométricos coletados pela Justiça Eleitoral também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos em suas relações com o Estado.
do.
AN/GO/MM

Ação "Violência Política TEM Gênero" fortalece rede de proteção às mulheres

Protocolo firmado entre TSE e Procuradoria-Geral Eleitoral amplia prevenção, denúncia e acolhimento de casos
A assinatura de um protocolo entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), o reconhecimento da Ouvidoria do Tribunal como canal especializado de atendimento e o lançamento de uma campanha de conscientização estão entre as medidas apresentadas, nesta terça-feira (22), durante a ação “Violência Política TEM Gênero”, realizada na sede do TSE, em Brasília. As iniciativas buscam fortalecer a prevenção, o enfrentamento e o monitoramento de casos de violência política contra as mulheres.

Promovida pela Comissão TSE Mulheres, em parceria com a Ouvidoria do TSE e a PGE, a ação também marcou o lançamento da campanha “Política é Substantivo Feminino”, do Ministério Público Federal (MPF) e da Justiça Eleitoral, além da apresentação de um painel de dados e de uma capacitação destinada a integrantes da Justiça Eleitoral.

Ao assinar o acordo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que o compromisso é um marco para a Corte. O ministro reconheceu que, embora tudo esteja sendo preparado para receber quase 160 milhões de pessoas para as eleições, é preciso reconhecer que há trabalho a ser feito quando o assunto é violência política contra a mulher. "A violência política de gênero não é apenas uma agressão contra uma mulher. É uma agressão contra a própria democracia”, disse o ministro.


Na ocasião, a coordenadora institucional do TSE Mulheres, Renata Gil, afirmou que a violência não pode ser encarada como parte do jogo político. “Com esse movimento, assumimos a responsabilidade de combater essa violência, que tem gênero e desestimula a participação de mais mulheres na política”, ressaltou a juíza.

Protocolo fortalece atuação conjunta

O Protocolo de Ação Conjunta firmado entre o TSE e a PGE estabelece medidas para ampliar a informação sobre os direitos políticos das mulheres, orientar sobre a identificação de situações de violência e fortalecer os mecanismos de prevenção e denúncia. Entre as estratégias, os órgãos manterão um intercâmbio seguro de dados sobre casos de violência política de gênero.

Essas informações alimentam um painel de monitoramento da violência política contra as mulheres, sob coordenação institucional da Comissão TSE Mulheres e com apoio das unidades técnicas competentes.

O protocolo também reconhece a Ouvidoria do TSE como canal especializado de escuta, acolhimento, orientação, registro, triagem administrativa, encaminhamento e acompanhamento de manifestações relacionadas à violência política contra as mulheres.

O documento prevê o redirecionamento de manifestações entre ouvidorias sem a necessidade de novo registro ou da repetição integral do relato. Também estabelece como princípios do atendimento a escuta qualificada, a não revitimização, a confidencialidade e a informação clara sobre as providências adotadas. A manifestação anônima também poderá ser recebida e registrada. Caso contenha elementos mínimos, será encaminhada à instituição competente. Na ausência de informações suficientes, poderá ser considerada para fins de monitoramento.

Além do presidente do TSE e da coordenadora institucional do TSE Mulheres, assinaram o protocolo o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, o corregedor-geral eleitoral em exercício, Ricardo Villas Bôas Cueva, a procuradora regional da República e coordenadora do Grupo de Trabalho de Prevenção e Combate à Violência Política de Gênero do Ministério Público Eleitoral, Raquel Branquinho, e a juíza auxiliar da Presidência do TSE e ouvidora do Tribunal, Lucyana Said.

Campanha orienta sobre identificação e denúncia

O evento marcou ainda o lançamento da campanha “Política é Substantivo Feminino”, iniciativa do Ministério Público Federal e da Justiça Eleitoral voltada à conscientização sobre as diferentes formas pelas quais a violência política contra mulheres pode se manifestar.

Como parte do acordo entre TSE e MPF, foi lançada uma cartilha que apresenta dados e informações gerais sobre o tema, bem como elucida situações como agressões físicas e psicológicas, ameaças, constrangimentos, assédio, ataques virtuais, desqualificação e práticas destinadas a impedir, dificultar ou restringir a participação das mulheres na vida política.

Capacitação

Na ocasião, também foi apresentado um treinamento desenvolvido pela Comissão TSE Mulheres em parceria com a Escola Judiciária Eleitoral (EJE). A capacitação é destinada a magistradas, magistrados, servidoras, servidores e demais colaboradoras e colaboradores da Justiça Eleitoral e abordará a identificação, a prevenção e o enfrentamento dessas situações.

Rede de proteção

Para a ouvidora do TSE, Lucyana Said, a mulher que procura a Ouvidoria espera uma resposta do Estado. Por isso, segundo ela, embora as competências de cada instituição devam ser preservadas, os caminhos entre os órgãos precisam estar conectados.

“Cada fluxo construído evita que uma mulher tenha que começar tudo de novo, que caminhe sozinha tentando descobrir qual porta deve procurar", afirmou.


EC/JV/DB

Fux manda Alcolumbre se manifestar sobre idas de esposa de Moraes, Vorcaro e Lulinha ao Senado

Foto: Antonio Augusto/STF
                            "Presidente do Senado tem dez dias para responder ao ministro do STF"
O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), se manifestar sobre os registros de entrada e saída do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, nas dependências da Casa.

A decisão desta quarta-feira (23) também determina que Alcolumbre se manifeste sobre os acessos de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT); Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS"; e o sindicalista Frei Chico, irmão de Lula, ao Senado. Os três tiveram os nomes citados nas investigações envolvendo o esquema de fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Fux é o relator de ação apresentada pelo vereador de Curitiba e candidato a deputado federal Guilherme Kilter (Novo-PR), que tem o objetivo de saber se houve visitas de Viviane e Vorcaro a senadores entre 2019 e 2026.

Originalmente, Moraes havia sido sorteado para relatar o processo, mas se declarou impedido por se tratar de sua esposa.

O escritório de Viviane Barci de Moraes firmou um contrato de R$ 131 milhões com o Master e, segundo relatório da PF (Polícia Federal), o documento teria sido editado pelo próprio Moraes.

Embora Moraes tenha possíveis ligações com Vorcaro, revelações sobre Fux que vieram a público nas últimas semanas indicam que o relator também teria.

Mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro mostram diálogos com o filho do ministro, o advogado Rodrigo Fux, em que ele chama Vorcaro de "irmão". Somado a isso, os diálogos obtidos também indicam que o dono do Master usou empresas para custear uma viagem do ministro a Nova York e um almoço em sua homenagem.

Por Anna Júlia Lopes/Luísa Martins/Folhapress

Grande Caminhada com o Time de Jerônimo e Maria das Graças acontece neste domingo em Ipiaú

A movimentação política em Ipiaú ganha um novo e importante capítulo neste domingo (27). A partir das 16h, militantes, apoiadores e lideranças locais se reúnem para a grande Caminhada do Time de Jerônimo, evento que contará com a presença marcante da ex-prefeita Maria das Graças e do candidato a deputado estadual Marcel (13073).

A mobilização promete movimentar as ruas da cidade em um ato de fortalecimento das candidaturas da base governista na região. A expectativa dos organizadores é de uma grande festa popular, reunindo moradores e simpatizantes para demonstrar o apoio à reeleição do time e aos projetos de desenvolvimento para o município.

A movimentação política em Ipiaú promete mobilizar a cidade neste domingo, 27 de setembro. A partir das 16h, militantes, lideranças e apoiadores se reunirão no Colégio Militar para dar início à Caminhada do Time de Jerônimo, ato que busca fortalecer as candidaturas e projetos da base governista na região.

O evento convoca as famílias ipiauenses a irem às ruas em apoio ao grupo político, destacando o compromisso com as ações de desenvolvimento local e regional. A expectativa dos organizadores é de um encontro expressivo e com forte engajamento popular.

Asssunto:

  • Evento: Caminhada do Time de Jerônimo em Ipiaú

  • Data: Domingo, 27 de setembro

  • Horário: 16h

  • Local de Concentração: Colégio Militar

  • Onde: Ipiaú - BA

  • Por: Radialista Zegomes: RP-0008135/BA

Apoio popular marca grande evento da campanha de Robinho e ACM Neto em Teixeira de Freitas

A mobilização política na Bahia ganhou forte impulso nesta quarta-feira (23) com a realização de um grande ato em Teixeira de Freitas. O evento reuniu uma expressiva multidão de apoiadores, consolidando o empenho local em torno da candidatura do deputado federal Robinho (4444) e da caminhada do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (44) ao Governo do Estado.
O encontro demonstrou expressivo engajamento da população do Extremo Sul baiano, reunindo lideranças regionais, militantes e moradores que saíram às ruas para manifestar apoio ao grupo político.
Segundo os organizadores da campanha, a grande presença de público reforça o alinhamento da região com a candidatura de Robinho à reeleição na Câmara dos Deputados e com o projeto governamental liderado por ACM Neto para a Bahia.
Radialista Zegomes/RPBA-0008135

Ibirataia: SEMUS realiza palestra e reforça prevenção às ISTs, HIV, sífilis e hepatites virais

Ação promovida pela Secretaria Municipal de Saúde reuniu profissionais e comunidade para ampliar a informação e incentivar a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis.

A Secretaria Municipal de Saúde de Ibirataia realizou, na Câmara de Vereadores, uma palestra sobre prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), HIV, sífilis e hepatites virais. A atividade foi conduzida pelo infectologista e clínico médico Dr. Ícaro César e teve como objetivo ampliar o acesso à informação e fortalecer a conscientização da população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado com a saúde. A iniciativa está alinhada às estratégias de prevenção e educação em saúde defendidas pelo Ministério da Saúde.
Durante a palestra, foram apresentados conteúdos voltados às formas de prevenção, à importância da testagem e à busca por atendimento nos serviços de saúde. O encontro também abriu espaço para esclarecimento de dúvidas dos participantes, reforçando que a informação é uma ferramenta essencial para reduzir a transmissão das ISTs e promover hábitos de cuidado e responsabilidade com a saúde individual e coletiva.
O secretário municipal de Saúde, Elmar Lopes, destacou que investir em ações educativas é fundamental para fortalecer a prevenção no município. "Nosso compromisso é levar informação de qualidade à população e ampliar o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao cuidado. Iniciativas como esta aproximam os serviços de saúde da comunidade e contribuem para uma população mais consciente e protegida", afirmou.
Fonte: Decom/PMI

Jutahy Magalhães projeta vitória de ACM Neto e vantagem superior a 500 mil votos em Salvador

Foto: Divulgação
O ex-deputado federal Jutahy Magalhães Júnior demonstrou confiança na vitória de ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo governo da Bahia. O ex-parlamentar afirmou que os sinais do cenário eleitoral apontam para um resultado favorável ao candidato da oposição.

Na avaliação de Jutahy, Salvador deverá novamente desempenhar papel decisivo na votação de ACM Neto. Ele projeta que o candidato poderá ampliar a vantagem registrada na capital baiana durante o segundo turno das eleições de 2022.

“Em Salvador, acredito que Neto terá uma vantagem ainda maior do que em 2022, quando já obteve uma consagração, com 455.676 votos de frente no segundo turno. Nesta eleição, essa diferença ultrapassará os 500 mil votos”, declarou.

O ex-deputado também destacou uma perspectiva favorável nas dez maiores cidades do interior. Entre os municípios mencionados está Jequié, onde ACM Neto foi derrotado em 2022, mas agora conta com o apoio do ex-prefeito Zé Cocá, candidato a vice-governador na chapa oposicionista.

Segundo Jutahy, a presença de Zé Cocá poderá modificar a correlação de forças no município e fortalecer a candidatura de Neto em toda a região.

Para o ex-parlamentar, entretanto, a principal mudança em relação à eleição anterior está no desempenho esperado nas cidades pequenas e médias. Em 2022, ACM Neto acumulou derrotas expressivas em diversos municípios do interior, cenário que Jutahy acredita que não deverá se repetir.

Ele citou como exemplo Casa Nova, onde Neto terminou a disputa passada com uma desvantagem de 18.536 votos. Na avaliação de Jutahy, a diferença deverá ser eliminada ou significativamente reduzida neste ano.

“Agora, o cenário é diferente, e essa diferença vai desaparecer”, projetou.

Jutahy atribuiu a expectativa de crescimento à expansão da articulação política de ACM Neto pelo estado. Segundo ele, o candidato possui atualmente presença política nos 417 municípios baianos, condição que poderá diminuir as desvantagens até mesmo nas cidades onde a oposição não conseguir alcançar a maioria dos votos.

“Mesmo nas cidades em que não vencer, a expectativa é de que as diferenças sejam muito menores do que na eleição passada”, afirmou.

O ex-deputado também avaliou que a campanha tem conseguido levar suas propostas a diferentes regiões da Bahia e ampliar o diálogo com o eleitorado do interior.

“Esse avanço é resultado de uma campanha que tem conseguido levar sua mensagem qualificada a todas as regiões do estado e apresentar suas propostas para a Bahia”, disse.

Ao concluir a declaração, Jutahy afirmou perceber um sentimento de mudança entre os baianos e reforçou sua confiança no candidato da oposição.

“O que nos une é a certeza de que ACM Neto fará um governo muito melhor do que o que temos com Jerônimo Rodrigues. A Bahia precisa avançar e merece um futuro melhor”, declarou.

Por Política Livre

Nunes Marques manda Lula retirar do ar vídeo sobre Banco Master gravado no Alvorada

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou, em decisão publicada na terça-feira, 22, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) remova de suas redes sociais, em até 24 horas, um vídeo gravado no Palácio da Alvorada em que o petista fala sobre o escândalo do Banco Master.

A decisão atende a um pedido do candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro. Ele argumentou que a publicação tem natureza mista ao "combinar manifestação institucional sobre fato de repercussão nacional com conteúdo de promoção pessoal da candidatura à reeleição". O presidenciável sustentou ainda que o material foi "produzido em ambiente identificado com o exercício da Presidência da República", o que é proibido pela legislação eleitoral.

Em seu despacho, Nunes Marques afirmou que a manifestação de conteúdo eleitoral na residência oficial não é, por si só, proibida. Entretanto, isso deve ser feito em ambiente neutro, em que não haja elementos associados ao poder público ou cargo ocupado pelo candidato, o que, para o ministro, não teria ocorrido no vídeo gravado por Lula.

"As imagens juntadas aos autos mostram o primeiro representado (Lula) com a bandeira nacional ao fundo, estandarte de caráter institucional, além de outros elementos visuais associados ao exercício do cargo", descreve.

Diante disso, Nunes Marques deu 24 horas para que o petista remova a peça de suas redes sociais e o proibiu de utilizar o material, integral ou parcialmente, inclusive na propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Além disso, o presidente do TSE também determinou que, em até cinco dias, a Presidência da República, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) apresentem:

- cópia dos registros de acesso, autorização de entrada e identificação funcional e civil da equipe técnica que participou da gravação no Palácio da Alvorada;

- identificação dos servidores, equipamentos e serviços eventualmente empregados na produção, edição e legendagem do material;

- comprovação documental do pagamento e da origem do custeio das despesas de produção, edição, gravação e difusão do material, informando se foram pagas pelo comitê de campanha ou pelo governo federal.
Por Gabriel Máximo/Estadão Conteúdo

Novo governo terá desafio de recuperar planejamento do setor de energia e deter escalada de preços

O próximo presidente vai precisar resolver um paradoxo no setor de energia. O Brasil avança na transição e ampliou fortemente a oferta de renováveis, que têm custos cada vez mais baixos. No entanto, convive com cortes de produção de eletricidade e aumentos na conta de luz.

Também não tem infraestrutura para usar gás natural no lugar de fontes mais poluentes, muito menos escalar o consumo de biocombustíveis.

Especialistas dizem que a situação é crítica em alguns segmentos, e a raiz dessa distorção está na perda da capacidade de planejamento nessa área tão estratégica para o desenvolvimento econômico.

Há um consenso entre os técnicos de que as decisões na área de energia como um todo —que reúne eletricidade, óleo e gás, biocombustíveis— passaram a ser tomadas de forma fragmentada, fonte a fonte, setor a setor.

Também atendem muito mais a lobbies pontuais, sem considerar o efeito sobre o custo para o consumidor, o impacto para o desenvolvimento econômico interno ou a competitividade do Brasil no cenário internacional.

O desarranjo é generalizado, afirma a diretora-executiva do Instituto E+ Transição Energética, Rosana Santos. Mas, segundo ela, o segmento que mais sofre é o setor elétrico.

O país convive diariamente com o curtailment —cortes compulsórios na geração, principalmente de fontes renováveis, quando a produção supera a capacidade de consumo ou de escoamento do sistema. O problema se agravou com a rápida expansão da geração solar distribuída, instalada em telhados e fazendas solares.

Durante o dia, a oferta solar dá um salto, mas cai rapidamente ao pôr do sol, obrigando o sistema a recorrer a outras fontes para equilibrar oferta e demanda.

O excesso de geração pode levar a apagões e vem desafiando a gestão do ONS (Operador Nacional do Sistema). O sobe e desce na oferta também faz o preço ter forte oscilação no mercado livre, ambiente onde empresas compram e vendem sem depender da distribuidora local.

Os cortes, por sua vez, afetam o caixa de hidrelétricas, usinas eólicas e solares, que não são pagas quando não produzem. Os prejuízos já levaram a recuperações judiciais e paralisaram investimentos em energia limpa, isso num momento em que o mundo demanda mais dessas fontes.

Rosana lembra que, para dar segurança ao sistema diante do desequilíbrio entre oferta e demanda, o governo federal fez o Leilão de Reserva de Capacidade, que alimentou muita divergência.

Térmicas foram contratadas para garantir potência nos momentos de maior necessidade. Mas não houve a devida atenção aos preços, transferindo custos para os consumidores. Segundo ela, estimativas apontam um impacto de US$ 5 a US$ 10 por MWh (megawatt-hora) sobre o setor produtivo, o que ela classifica como gigante.

"Quando se faz um leilão desse jeito, sem se preocupar com o impacto sobre a economia, com certeza você está fugindo do planejamento e atuando mais setorialmente do que qualquer outra coisa."

Rosana diz que encarecer a energia é um contrassenso no momento em que o Brasil tenta usar suas renováveis como vantagem industrial —beneficiar minerais estratégicos, produzir fertilizantes, ganhar mercado com combustíveis de baixo carbono e receber grandes data centers.

Para a especialista, planejar o setor significa ir além de decidir a construção de usinas e linhas de transmissão. Representa estabelecer uma conexão entre o avanço dessa infraestrutura e as atividades que o Brasil quer priorizar para crescer e gerar empregos nas próximas décadas.

Ela cita como exemplo a exploração de novas reservas de petróleo. Os programas de governo dos candidatos que lideram em intenção de votos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), por exemplo, defendem ampliar a exploração de petróleo e gás. Nenhum, porém, detalha como a renda gerada pelas novas reservas será usada para preparar a economia para um futuro menos dependente dos combustíveis fósseis.

A indústria é o setor que há mais tempo alerta para o descontrole nos preços da energia. Grandes consumidores de setores como cimento, alumínio, químicos, vidro e cerâmica sofrem com aumentos acima da inflação, explica o executivo Lucien Belmonte, presidente da Abvidro (Associação Brasileira das Indústrias de Vidro).

A energia é um insumo relevante mesmo em produtos nos quais esse custo não é evidente. Representa 29,8% do preço final do pão francês e 18,7% do preço do café moído. Em produtos mais intensivos em energia, o peso chega a 43,9% —caso dos revestimentos de pisos e paredes— e 31,6%, no cimento.

"Inúmeras cadeias estão se tornando inviáveis no Brasil por causa do custo da energia", afirma Belmonte, que também atua como porta-voz da União Pela Energia e coordenador do Fórum do Gás.

Belmonte aponta a evolução dos preços da energia no Brasil em relação a outros mercados como um sinal da perda de competitividade do país. De 2000 a junho de 2026, considerando valores em dólar, o preço da energia elétrica para o setor produtivo brasileiro acumulou alta de 327,7%. O valor é quase o dobro dos 145,3% de alta registrada nos Estados Unidos e um salto se comparado ao aumento de apenas 12,5% na União Europeia.

O gás natural ficou 154,5% mais caro no Brasil, enquanto houve queda de 64% no mercado americano. No caso do óleo diesel, o avanço foi de 266,2% no Brasil, frente aos 222,1% dos EUA e os 198,1% da UE. Os comparativos foram feitos pela Ex Ante Consultoria Econômica para a Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres).

Na avaliação de Belmonte, a redução do preço da energia deveria estar incluída dentro da política econômica do Estado, dado o peso que tem sobre a inflação. Um ponto de partida seria rever subsídios, que já passaram de R$ 50 bilhões ao ano. "Subsídio não é um direito eterno e irrevogável", afirma.

O presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, Luiz Eduardo Barata, defende ir além. Segundo ele, medidas pontuais já não bastam, e é necessária uma grande reforma do setor elétrico, que reveja toda a sistemática de expansão do sistema e sua governança.

"A expansão se faz hoje por caneta, movimentos políticos, movimentos de pressão, não por instrumentos técnicos e econômicos", afirma Barata.

A mudança deveria começar pelo próprio critério usado para definir a política energética. "O foco da reforma tem que ser o consumidor, que paga a conta, não o interesse particular das empresas de cada setor, como tem sido feito", diz o especialista.

A reforma também terá de preparar o sistema para as mudanças climáticas, afirma Barata. Eventos extremos já afetam reservatórios, rios, linhas de transmissão e redes de distribuição, exigindo que o planejamento incorpore riscos que antes não estavam presentes.

Barata não prevê uma crise de abastecimento semelhante à de 2001. O país conta hoje com abundância de geração renovável e capacidade térmica. O risco, afirma, é outro: uma crise de sustentabilidade do setor, com empresas em dificuldades financeiras e uma operação cada vez mais delicada e complexa.

Mesmo com sobra de energia, diz, podem ocorrer apagões pontuais por dificuldades na gestão do sistema.

Em suas propostas para esse setor considerado estratégico, Lula e Flávio Bolsonaro prometem energia mais barata, expansão da transmissão, armazenamento e uso da matriz renovável para atrair investimentos.

As estratégias, porém, divergem em pontos importantes: Lula vincula a transição energética à política industrial e atribui papel relevante à Petrobras, enquanto Flávio propõe reduzir gradualmente a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) e os incentivos às fontes de energia, além de enfatizar investimento privado e segurança regulatória.

VEJA AS PROPOSTAS DOS DOIS PRINCIPAIS CANDIDATOS

Lula
  • O programa propõe ampliar o uso de energia renovável e biocombustíveis, desenvolver hidrogênio de baixa emissão e substituir progressivamente os combustíveis fósseis. A transição energética aparece ligada à transformação ecológica e à nova política industrial
  • Ainda assim, o programa prevê ampliação da exploração de óleo e gás em terra e no mar e a revitalização de campos maduros, com exigências socioambientais maiores
  • Petrobras é apontada como instrumento para estimular refino, petroquímica, gás, fertilizantes e indústria naval, além de investir em atividades de baixo carbono
  • O programa ainda prevê ampliar capacidade de refino e logística e fortalecer a cadeia nacional de petróleo e gás, reduzindo a dependência externa de derivados
  • Renováveis, biocombustíveis e outras tecnologias de baixo carbono são tratadas não apenas como questão ambiental, mas como cadeias nas quais o Brasil pode produzir tecnologia, industrializar e atrair investimentos
Flávio Bolsonaro
  • O programa aposta em solar, eólica, biocombustíveis e hidrogênio verde, relacionando a disponibilidade de energia limpa à atração de indústrias e novos investimentos
  • Em vez de apresentar sua substituição progressiva de energia fóssil, o programa propõe aproveitar mais as reservas brasileiras e ampliar a produção
  • Uma das propostas mais concretas e diferenciadas é permitir a exploração de gás não convencional por fraturamento hidráulico, submetida a regras ambientais
  • Prevê investimentos para modernizar refinarias e aumentar a capacidade de escoamento e transporte do gás natural, buscando ampliar sua oferta
  • O programa associa a expansão do setor energético a investimento privado, segurança jurídica e previsibilidade regulatória
  • A proposta ainda faz uma conexão explícita entre a energia renovável e a atração de atividades como implantação de data centers, exploração de minerais críticos e industrialização
Por Alexa Salomão/Folhapress

Grupo suspeito de planejar ataques em Ipiaú é detido com arma e drogas pela PM

Quatro pessoas, entre elas dois adolescentes, foram detidas durante uma ação de guarnições do PETO e da ROTAM na Rua do Curral, bairro Lauro de Freitas, em Ipiaú. A ocorrência foi registrada por volta das 23h30.

Segundo informações policiais, as equipes receberam denúncias sobre a chegada de homens desconhecidos à localidade em um veículo. Durante a averiguação, os policiais localizaram um homem próximo ao endereço indicado. Na abordagem, conforme o registro da ocorrência, foi encontrado um revólver calibre .32 na cintura do suspeito.

Ainda de acordo com a polícia, outros três indivíduos foram vistos entrando em uma residência. As guarnições realizaram o acompanhamento e, durante a ação, encontraram substâncias semelhantes a crack, maconha e cocaína, além de materiais que seriam utilizados para acondicionamento e comercialização de entorpecentes.

A PM informou que os envolvidos, dois homens de 27 e 20 anos e dois adolescentes de 15 e 16 anos, disseram ser de Apuarema. Conforme o relato policial, eles teriam vindo a Ipiaú com a intenção de realizar ataques contra integrantes de um grupo criminoso rival.

Entre os materiais apreendidos estão um revólver calibre .32, quatro munições intactas e dois cartuchos deflagrados, além de 75 pedras de substância semelhante a crack, outra porção de aproximadamente 30 gramas da mesma substância, cerca de 413 gramas de material semelhante a maconha, cinco porções da mesma droga e aproximadamente 90 gramas de substância semelhante a cocaína.

Também foram apreendidos dois celulares, uma balança de precisão e embalagens utilizadas, segundo a polícia, para o acondicionamento de drogas.

Os quatro envolvidos e todo o material apreendido foram encaminhados ao Plantão Central da Polícia Civil, em Jequié, onde a ocorrência foi apresentada para adoção das medidas cabíveis.
Informaões: Giro Ipiaú

Campeã mundial Martinha Ferreira expõe a luta e a importância do apoio no esporte paralímpico

O peso do apoio: Atleta paraolímpica de canoagem Martinha Ferreira destaca a importância do apoio do amigo e empresário ipiauense Marcel Hohlenwerger para alcançar o topo do mundo
A campeã mundial de paracanoagem Martinha Ferreira relata que depender exclusivamente de recursos governamentais, como o Bolsa Atleta, é insuficiente para cobrir as despesas de uma carreira internacional. 

Com valores que variam de R$ 1.025,00 para atletas nacionais (até a terceira posição) a R$ 2.051,00 para o nível internacional, a atleta aponta que os custos de viagens, alimentação e preparação exigem uma rede de apoio sólida.

"Para você até viajar aqui no Brasil é complicadíssimo depender apenas do Bolsa Atleta, porque na verdade é só um apoio. É um combo para que o atleta chegue ao topo: tranquilidade nos treinos, alimentação e equipe multidisciplinar", ressalta Martinha.

Parceria que faz história
Após conquistar o título sul-americano na Argentina, Martinha foi convocada para o Mundial na Polônia. Como a paracanoagem ainda não era oficializada como modalidade olímpica, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) ainda não oferecia suporte, tornando a viagem financeiramente inviável.

A virada de chave aconteceu graças ao empresário e amigo pessoal Marcel Hohlenwerger.

"Ele colocou no jornal Informe na época e através dele tudo aconteceu. Fui pra Polônia e voltei como campeã mundial, a melhor do mundo. Desde então, ele sempre me apoiou em diversas competições", relembra a atleta.

Transformando vidas e fortalecendo Ipiaú
Para Marcel Hohlenwerger, o investimento no esporte vai muito além do recurso financeiro: representa incentivo, reconhecimento e impacto social. O empresário reforça que talentos locais precisam ser abraçados pela comunidade e pelas empresas para que não precisem abandonar suas carreiras.

"Martinha é um exemplo de garra e determinação, uma atleta paralímpica que venceu todas as barreiras. Ela precisa que as pessoas entendam que ela é uma representante de Ipiaú", afirma.

Hohlenwerger também destaca o potencial de expandir a modalidade para o município, aproveitando os recursos naturais da região:

"Podemos trazer a canoagem para o nosso município através do Rio de Contas, fortalecendo Ipiaú assim como já acontece em Itacaré. Essa é uma das nossas missões: o esporte é transformador", conclui.

Fábio Rodella: Assessor de imprensa
DRT 5776/BA

Prefeitura de Ipiaú publica edital para concessão de espaços no Mercado da Economia Criativa

Equipamento fica na praça Salvador da Matta

A Prefeitura de Ipiaú publicou o edital que vai definir os empreendedores responsáveis pela ocupação dos espaços comerciais do Mercado da Economia Criativa Cleraldo Andrade. A Concorrência Eletrônica nº 004/2026 foi publicada no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (22) e contempla a concessão onerosa de 15 lojas públicas do novo equipamento.

De acordo com o edital, os espaços serão destinados à exploração de atividades comerciais previamente definidas, com o objetivo de fomentar a gastronomia, a cultura, o empreendedorismo e a geração de renda no município. O documento estabelece diferentes segmentos para as lojas, incluindo gastronomia, cafeteria, artesanato regional, produtos derivados do cacau, moda e acessórios, economia criativa, livraria, beleza e bem-estar, empório e culinária baiana.

Entre os espaços de maior porte estão uma área destinada à gastronomia no estilo “happy hour”, com valor mínimo de referência de R$ 23.655,84 para os 24 meses, e um restaurante voltado principalmente à gastronomia baiana e regional, com referência de R$ 29.126,16 para o mesmo período. Há ainda uma cafeteria integrada a espaço de literatura e coworking, além de lojas menores destinadas a diferentes atividades.

A concorrência será realizada pelo critério de maior oferta, e o valor mínimo global de referência das 15 concessões é de R$ 164.017,92. Os contratos terão vigência inicial de 24 meses, podendo ser prorrogados conforme a legislação.

Outro ponto previsto no edital é que a participação no processo será exclusiva para Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs) que atendam às condições estabelecidas. Os interessados precisam estar previamente credenciados no SICAF e no sistema de Compras do Governo Federal.

Embora seja possível apresentar propostas para mais de um espaço, o edital estabelece que cada licitante poderá receber a concessão de apenas uma loja, medida adotada para ampliar a distribuição das oportunidades entre os participantes.

Sessão será realizada em outubro

A sessão pública da concorrência está marcada para o dia 20 de outubro, às 9h, de forma eletrônica pelo Compras.gov. No sistema federal, o procedimento está identificado como Edital nº 12/2026, UASG 983579.

O edital completo também está disponível no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), no Diário Oficial e no Portal da Transparência do Município.

A publicação do documento representa uma nova etapa para colocar em funcionamento o Mercado da Economia Criativa Cleraldo Andrade. O equipamento foi concebido pela administração municipal como um espaço voltado à gastronomia, cultura e geração de renda, com atividades distribuídas por diferentes segmentos comerciais.

Chuvas deixam quatro mortos e mais de 3.000 pessoas fora de casa no RS

Rua de Caxias do Sul, na serra gaúcha, alagada após chuvas de 160 mm na segunda-feira (21)
Foto: Divulgação/Prefeitura de Caxias do Sul
As chuvas e alagamentos que atingem o Rio Grande do Sul desde sexta-feira (18) deixaram ao menos quatro mortos, uma pessoa desaparecida e ao menos 3.145 pessoas fora de casa, segundo a Defesa Civil estadual.

Na manhã desta terça-feira (22), o Corpo de Bombeiros de Caxias do Sul confirmou que localizou, em uma área de vegetação ribeirinha, o corpo de um menino de 4 anos que estava em um carro arrastado pela correnteza do rio São Marcos entre Caxias do Sul e Flores da Cunha. O corpo da irmã dele, uma adolescente de 13 anos, foi localizado na noite de segunda (21).

Os bombeiros ainda procuram a mãe deles, uma mulher de 43 anos, que também estava no veículo. Os três estavam com o marido da mulher, que conseguiu escapar pela janela.

Também foi encontrado nesta terça-feira o corpo de Édson Luís da Silva, 46, que caiu em uma galeria pluvial enquanto realizava a limpeza da estrutura em Caxias do Sul.

Na segunda-feira, Jerson Dias Pereira, 70, morreu em um acidente de motocicleta após ter contato com fios elétricos caídos em Pelotas (RS).

Segundo a Defesa Civil estadual, 527 mil pessoas foram afetadas pelos vendavais registrados na madrugada de segunda-feira (21) e pelas chuvas e alagamentos ao longo do dia.

Até o momento, 2.732 pessoas estão desalojadas e 413 estão desabrigadas. Ao todo, 137 municípios registraram algum tipo de dano material ou humano. Há registros de 1.978 casas destelhadas, 389 com danos não especificados e 21 destruídas. Ao menos 38 escolas e 17 unidades de saúde foram danificadas devido às chuvas.

Em São Sebastião do Caí, a elevação do rio Caí em quase 5 metros provocou o transbordamento e fez o nível chegar a 14,16 metros, quase 4 metros acima da cota de inundação. Nas últimas 24 horas, a cheia já tirou mais de 200 pessoas de casa. O rio subiu rapidamente após 160 mm de chuva, total próximo da média de 180 mm para todo o mês, cair em menos de um dia em Caxias do Sul, próximo à nascente.

Em Lajeado, o rio Taquari ultrapassou a cota de inundação e seguia subindo, com previsão de elevação até o meio-dia. Ao menos 246 pessoas ficaram desabrigadas.

Por Carlos Villela/Folhapress

Com enxaqueca, Michelle Bolsonaro é internada em Brasília sem previsão de alta

Hospital informa que quadro da ex-primeira-dama resiste ao tratamento iniciado há dois meses

Foto: Beto Barata/PL/Divulgação/Arquivo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi internada nesta terça-feira (22) no Hospital DF Star, em Brasília, com um quadro de enxaqueca.

O hospital informou que Michelle deu entrada na unidade com um quadro de enxaqueca refratária ao tratamento clínico iniciado há dois meses. Não há previsão de alta da ex-primeira-dama. O documento é assinado pelo cardiologista Brasil Caiado, chefe da equipe médica, João Francisco Volpe Júnior, anestesiologista, e Allisson Barcelos Borges, diretor-geral.

Em 1º de agosto, Michelle deu entrada no hospital com cefaleia refratária a medicamentos orais. A unidade informou que fez exames para investigação e um procedimento de bloqueio anestésico de nervos cranianos, com "resposta satisfatória". A ex-primeira-dama recebeu alta no final da tarde do dia seguinte.

Uma internação anterior fez Michelle perder a convenção do PL que a oficializou candidata ao Senado. Na ocasião, a ex-primeira-dama afirmou que vinha de dez dias de "enxaqueca incessante e aguda".

"Não consegui mais suportar e fui para o hospital, onde fiquei internada. Meu corpo precisou parar", escreveu em texto lido pelo irmão e candidato a primeiro suplente, Diego Torres.
Por Folhapress/UOL

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