Ipiaú: Homem suspeito por tráfico tomba em confronto com policias militares na Vila Esperança

A Polícia Militar da Bahia informa que, na tarde desta quarta-feira (02), uma guarnição do PETO da 55ª CIPM realizou uma intervenção policial na região do Vila Esperança/Cupim, em Ipiaú, após denúncias sobre homens armados em uma área de mata.

Durante a averiguação, houve confronto após disparos efetuados contra os policiais. Após a ação, um homem foi localizado ferido ao lado de uma arma de fogo e de uma sacola contendo drogas.

O homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Geral de Ipiaú, onde foi constatado o óbito.

Na ação, foram apreendidos um revólver calibre .38, cinco munições, além de crack, cocaína, maconha e materiais utilizados para acondicionamento de drogas. A ocorrência e todo o material apreendido foram apresentados à autoridade competente.

Ipiaú-BA, 02 de setembro de 2026.

Fonte: ASCOM/55ªCIPM. PMBA, uma Força a serviço do cidadão!

Justiça Eleitoral determina suspensão de propaganda de Rui e Wagner por irregularidade

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a suspensão imediata de uma inserção de rádio da campanha dos candidatos ao Senado Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), após identificar uso irregular da voz do presidente Lula para favorecer a dupla. A decisão liminar foi assinada nesta quarta-feira (2) pelo desembargador Mhércio Cerqueira Monteiro, relator do caso.

De acordo como a representação, apresentada pelo senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos), a peça veiculada em 30 de agosto, com duração de 30 segundos, foi ocupada predominantemente pela fala de Lula, desrespeitando a regra eleitoral. Pela legislação, a participação de apoiadores em inserções destinadas a candidatos de outra disputa majoritária não pode ultrapassar 25% do tempo.

Na análise preliminar, o magistrado apontou que toda a locução falada na propaganda é atribuída a Lula, “sem intervenção direta dos candidatos beneficiários Rui Costa e Jaques Wagner”, cuja participação se restringe ao jingle exibido ao final da peça. Pela contagem de palavras e pela cadência média da locução publicitária, a fala de Lula ocupa aproximadamente 50% dos 30 segundos, o dobro do limite legal.

O magistrado sinalizou ainda para o risco de que a repetição diária das inserções “aprofunde o desequilíbrio na disputa e cause prejuízo de difícil reparação”. Ele fixou multa de R$ 2 mil por cada veiculação após a decisão.

Dias atrás, a Justiça Eleitoral também identificou outra inserção da dupla petista em que Lula falou por cerca de 60% do tempo. Na ocasião, o relator Gustavo Teles Veras Nunes classificou a conduta como afronta ao protagonismo dos titulares do horário eleitoral.

Clique aqui e leia na íntegra a decisão judicial

Casas Bahia pede proteção contra corte de mais contratos essenciais e cita ameaça de fornecedores

Varejista diz que pedido é 'imprescindível e urgente' e pleiteia pagamento de multa em caso de coação

Foto: Divulgação

O Grupo Casas Bahia pediu na terça-feira (1º) proteção contra a suspensão de mais contratos essenciais, como energia elétrica e gás, infraestrutura e telecomunicações e assistência de saúde de colaboradores e ex-colaboradores.

Dias após a varejista pedir recuperação judicial, a Justiça de São Paulo já havia proibido a interrupção de serviços considerados essenciais à operação, como energia elétrica, água, tecnologia, segurança e aluguel de imóveis.

Agora, a varejista diz à Justiça que "passou a receber, nos últimos dias, ameaças de suspensão e interrupção do fornecimento por parte de fornecedores".

No documento, a companhia diz que as ameaças vieram de fornecedores que não foram incluídos no primeiro pedido ou foram citados, mas tiveram alguns contratos essenciais não elencados. Um dos contratos envolve o abastecimento energético de cerca de 25% do parque do grupo.

A ausência desses contratos ocorreu "por um lapso do Grupo Casas Bahia, diante da urgência na distribuição do pedido e do elevado volume de documentos envolvidos", afirma o pedido.

Fornecedores já citados que, segundo a empresa, se recusam a cumprir o comando determinado pela Justiça também estão ameaçando cortar serviços, diz o texto.

A Casas Bahia pede o pagamento de R$ 50 mil por nova ameaça de suspensão ou interrupção dos serviços e R$ 100 mil em caso de efetivo descumprimento da ordem, sem prejuízo. No pedido, o grupo afirma que a extensão da proteção aos contratos é "imprescindível e urgente".

O texto diz que não quer rediscutir a essencialidade dos serviços, "mas assegurar que a acertada proteção conferida alcance, de forma ampla, todos os contratos celebrados" com os fornecedores das áreas citadas.

A varejista pediu recuperação judicial no dia 17 de agosto, declarando dívida de R$ 17,3 bilhões. Dez empresas da holding fazem parte da ação, entre elas as marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o ecommerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira, além de subsidiárias de logística e tecnologia.

Desde então, a empresa vem tentando avançar em várias frentes para se reequilibrar. Nesta semana, a varejista comunicou a investidores que conseguiu suspender na Justiça ações judiciais e cobranças de dívidas por 180 dias.

A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira reconheceu a tese de que a corrida de credores contra o patrimônio do grupo e os bloqueios judiciais já concedidos são um risco à reestruturação da empresa a justificam a blindagem temporária.
Por Guilherme W. Almeida/Helena Schuster/Folhapress

Vorcaro diz a Mendonça que quer delatar pessoas do ‘atual governo’ e citaria relação com chefe da PF

Banqueiro pediu audiência com equipe do ministro do STF para relatar dificuldade em retomar acordo de delação

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento prestado à equipe do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que quer delatar integrantes do “atual governo” do presidente Lula e citar nessa delação a realização de viagem com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele, porém, não deu detalhes nem indicou provas dessa relação.

Procurado, o diretor da PF disse que não tinha relação com o dono do Banco Master.

O jornal O Estado de São Paulo teve acesso com exclusividade aos detalhes do depoimento do banqueiro, prestado na semana passada e mantido sob sigilo. O depoimento foi visto com desconfiança pelos investigadores, que veem na iniciativa uma ação de Vorcaro para tentar tumultuar a apuração e forçar a retomada da negociação de uma terceira delação premiada.

A defesa de Vorcaro pediu a realização desse depoimento a André Mendonça sob argumento de que ele estava sendo alvo de ameaças da PF para não fazer sua delação premiada. A PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitaram duas propostas de delação apresentadas pelo banqueiro, sob o entendimento de que ele escondeu informações e não entregou provas novas.

Agora, Vorcaro diz ao gabinete de Mendonça que sua delação não foi adiante porque os policiais federais queriam blindar Andrei Rodrigues de menções.

“Toda a minha colaboração, ela, no que tange a pessoas, são pessoas do núcleo do atual governo, que eu acabei fazendo relação para me proteger dos ataques que eu estava sofrendo. E aí, nesses momentos, teve uns casos que foram cruzadas linhas de moralidade, linhas de ilicitude, que esses eu pretendia relatar. Eu pretendia.... Na minha opinião, os fatos estão tão diferentes da realidade, doutor, que só a verdade hoje vai me libertar. Então, eu quero muito, desde... tem alguns meses que eu quero falar a verdade. Eu não sou perfeito, eu errei, eu errei mesmo, eu quero falar no que eu errei. Porque eu não era a pessoa e nem os fatos que estão sendo relatados ali. E envolve todo esse núcleo. E eu, desde o começo, sempre fui muito resistente, reticente. Fiquei, inclusive, surpreso com a própria PGR, com a atuação que foi proativa de tentar saber, entender a realidade. Mas isso não aconteceu, desde o começo, com a polícia”, afirmou Vorcaro.

Ao ser questionado sobre os fatos envolvendo o diretor-geral da PF, o banqueiro citou que Andrei “viajou para eventos comigo” e tinha uma relação com ele anterior às investigações da Operação Compliance Zero. Não apresentou provas nem deu detalhes sobre essas viagens nem citou se foram bancadas pelo Banco Master.

Vorcaro reclamou que os delegados da PF responsáveis por negociar a colaboração não demonstraram interesse na proposta. Os investigadores, porém, consideraram que as provas entregues não eram inéditas e que Vorcaro foi seletivo na proposta.

“No meu entendimento, com muita franqueza, a própria PGR, como o gabinete, como eu, nós estamos sendo levados por membros de uma Polícia Federal que está levando o caso para um lado e usando a mídia, com vazamento seletivo desde o começo, para intimidar todos”, afirmou o banqueiro.

Por Aguirre Talento/Estadão

PF vê omissão da AGU em crise com Mendonça, e orgão de Messias diz que evitou risco à investigação

Troca de acusações acirra disputa institucional entre órgãos após divulgação de conversas de Moraes
            O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da AGU, Jorge Messias
Integrantes da cúpula da Polícia Federal dizem ver omissão da AGU (Advocacia-Geral da União) na crise que culminou na ordem do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), para elaboração de um relatório que expôs trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

O órgão comandado por Jorge Messias, por sua vez, tem apontado que a PF propõe medidas que poderiam resultar na anulação de investigações sobre o Banco Master.

A troca de acusações é o último capítulo da disputa que escalou entre a AGU e a PF nos últimos meses. O embate começou quando a Polícia Federal passou a demandar que a AGU atuasse perante o Supremo para tentar reduzir o controle do ministro Dias Toffoli sobre os inquéritos do qual ele era relator.

A AGU, responsável por representar juridicamente a União, tem se manifestado de forma contrária esse tipo de demanda.

Messias já tentou articular uma solução consensual para o conflito e marcou em agosto uma reunião entre Mendonça e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não esteve no encontro.

Os atritos começaram ainda no período em que Dias Toffoli era o relator dos inquéritos do Master no STF.

Em janeiro deste ano, a Polícia Federal pediu que a AGU acionasse o Supremo para questionar a decisão de Toffoli de definir os peritos que atuariam na análise das provas do caso.

À época, a AGU argumentou que não cabia a ela tratar de assuntos de competência criminal e que o caso Master não era um tema de governo.

Em fevereiro, Toffoli deixou o caso Master após a revelação de que houve trocas de mensagens entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem o ministro entre seus sócios. O caso foi então sorteado para Mendonça.

O ministro acabou acumulando os inquéritos ao de outra importante operação, a Sem Desconto, que trata de suspeitas de desvios em benefícios do INSS. Reservadamente, passou a manifestar desconfianças sobre investigadores.

Ele restringiu o acesso da cúpula da PF a informações dos inquéritos na medida em que as investigações avançavam sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Em julho, Mendonça determinou que todos os atos da investigação sobre fraudes no INSS fossem juntados ao processo que tramita em seu gabinete.

Deste modo, essas informações não poderiam passar mais por outros departamentos da PF, como a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro.

Mendonça também determinou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigadores seja comunicado previamente a ele e que a remessa de todas as extrações de dados seja enviada a seu gabinete.

As medidas foram interpretadas na PF como uma uma intromissão do magistrado na gestão de suas equipes e uma violação às competências da corporação. A polícia pediu à AGU que encontrasse algum remédio judicial para rebater a determinação do ministro, o que não aconteceu.

Na semana passada, em mais um dos episódios decorrentes da crise entre instituições, Mendonça ordenou que a PF fizesse a análise e identificasse em 72 horas todas as pessoas mencionadas em determinadas mensagens que estavam no celular de Vorcaro.

Essas mensagens eram trocadas com Alexandre de Moraes e incluíam menções a Andrei e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A ordem do ministro foi vista com desconforto por setores da Polícia Federal, que avaliaram a decisão como uma tentativa de conduzir a investigação, que cabe à corporação.

Mas ela também acirrou os ânimos desses setores da PF em relação à AGU. A situação se agrava por Messias poder ser indicado ao Supremo novamente, com o apoio de André Mendonça.

Dentro da AGU, o entendimento é de que não houve omissão e de que o órgão não pretende abrir um flanco para que a validade desses inquéritos seja colocada em xeque por advogados dos alvos.

O entendimento é que, ao convidar Mendonça e Wellington para a reunião, Messias tentou dar uma solução política e de consenso ao caso, e que a chefia da PF também deveria ter procurado o ministro do STF.

O material elaborado pela PF sobre Alexandre de Moraes, que teve o sigilo retirado nesta terça-feira (1º), mostrou uma série de envio de mensagens de Vorcaro para Moraes, inclusive uma na qual o ex-banqueiro questiona se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso ao tentar viajar para o exterior.
Por José Marques/Folhapress

Veja como cada senador se posicionou sobre PEC do fim da 6x1, aprovada na CCJ

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1.

A votação foi simbólica, sem contagem individual dos votos. Quatro senadores, no entanto, se posicionaram contra a proposta e pediram que a manifestação fosse registrada: Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Os outros 23 senadores presentes apoiaram a aprovação do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.

Quem se posicionou contra a PEC

  • Rogério Marinho (PL-RN)
  • Jaime Bagattoli (PL-RO)
  • Tereza Cristina (PP-MS)
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

Quem se posicionou pela proposta

  • Eduardo Braga (MDB-AM)
  • Renan Calheiros (MDB-AL)
  • Jader Barbalho (MDB-PA)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  • Soraya Thronicke (PSB-MS)
  • Professora Dorinha Seabra (União-TO)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  • Jayme Campos (União-MT)
  • Jorge Seif (PL-SC)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Dr. Hiran (PP-RR)
  • Laércio Oliveira (PP-SE)
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
  • Lourdinha Pereira (PSB-MA)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Camilo Santana (PT-CE)
  • Weverton Rocha (PDT-MA)

COMO FOI A VOTAÇÃO

A aprovação ocorreu depois de mais de quatro horas e meia de debates na CCJ. A oposição havia pedido vista do relatório de Omar Aziz (PSD-AM), o que levou à suspensão da sessão.

O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), determinou um intervalo de uma hora antes da retomada da análise. A votação do texto principal só ocorreu depois das 15h.

Durante a discussão, Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou a proposta e afirmou que a redução da jornada poderia provocar aumento de custos, inflação, desemprego e informalidade. Ele também tentou retirar da pauta o relatório de Aziz para dar prioridade a uma PEC de sua autoria, que cria um regime alternativo à CLT e permite a contratação por hora.

Aziz rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto e manteve integralmente a versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio.

A PEC prevê a redução da jornada semanal de 44 para 42 horas nos primeiros 60 dias após a promulgação e, 12 meses depois, para 40 horas. A mudança não poderá resultar em redução salarial e estabelece duas folgas semanais, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.

Agora, o texto ainda precisa ser analisado pelo plenário do Senado, em dois turnos. São necessários 49 votos dos 81 senadores para a aprovação.

 Por Gabriela Cecchin e Cristiane Gercina, Folhapress

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