STJ decide tirar cargo de ministro Marco Buzzi por acusações de assédio sexual

                        Marco Buzzi durante o 1º Simpósio STJ Violência Doméstica e Justiça
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quinta-feira (6) punir com a perda de cargo o ministro Marco Buzzi, 68. A corte analisou processo disciplinar em que o magistrado é acusado de assédio, importunação sexual e injúria contra duas mulheres. Ele nega as alegações e deve recorrer.

A decisão pela sanção a um ministro do tribunal com a perda de cargo é inédita. A análise ocorreu em uma sessão fechada na sede da corte, em Brasília, que durou cerca de cinco horas. Os ministros foram unânimes quanto à necessidade de punição, mas houve divergência sobre a pena. A maioria seguiu o voto conjunto da comissão disciplinar apresentado pelo presidente do grupo, Luis Felipe Salomão.

Já os ministros Gurgel de Faria, João Otávio de Noronha, Moura Ribeiro e Regina Helena Costa votaram pela aposentadoria compulsória, apesar de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter derrubado essa possibilidade de sanção a magistrados que cometem infrações graves.

"Respeitamos a decisão do tribunal, embora discordemos veementemente e agora vamos avaliar à luz da nova resolução quais serão os passos e ações", afirmou após o julgamento a advogada Maria Fernanda Saad Ávila, que representa o ministro. Ele está afastado do cargo desde fevereiro.

Os advogados poderão recorrer contra a punição ao Supremo.

A punição adotada pelo STJ é a chamada penalidade de disponibilidade com proposta de perda do cargo, sanção disciplinar pela qual o magistrado é afastado, deixa de julgar processos e de exercer suas funções na corte, mas passa a receber proporcionalmente, não o subsídio integral.

Na terça (4), o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) regulamentou a decisão da Primeira Turma do STF que derrubou a aposentadoria compulsória. O órgão decidiu que magistrados que cometerem infrações graves poderão perder os cargos, mas somente após processo triplo, passando pelos tribunais locais, pelo próprio conselho e, depois, pelo próprio Supremo.

No decorrer dessas etapas, ainda são previstos a esses magistrados salários proporcionais ao tempo de serviço, mas, ao fim do processo, haverá a interrupção total desses pagamentos, com a ruptura definitiva do vínculo funcional com o Poder Judiciário.

Para o caso de Buzzi, no entanto, como ministro do STJ, o processo deve ser encaminhado diretamente à AGU (Advocacia-Geral da União) para abertura de ação no STF.

A decisão do CNJ valerá apenas para os casos novos ou em andamento, a partir do momento em que for publicada, e não atingirá aqueles já concluídos.

Buzzi foi acusado de importunação sexual e assédio por duas denunciantes. A primeira acusação foi feita em janeiro pela filha de um casal de amigos do ministro, que narrou ter sido agarrada durante um banho de mar no litoral de Santa Catarina.

Já a segunda partiu de uma funcionária terceirizada que trabalhava para o ministro. Segundo ela, os assédios teriam ocorrido em vários ambientes do gabinete (sala do magistrado, espaço de depósito, corredor e biblioteca), ao longo de três anos. A versão da denunciante teve apoio de outros funcionários do tribunal a quem ela teria dito ter sido importunada sexualmente por Buzzi.

Durante o julgamento nesta quinta, houve sustentações orais das defesas das denunciantes e de Buzzi, além da manifestação do MPF (Ministério Público Federal). O relator foi o primeiro a votar, em nome da comissão, e na sequência os demais ministros apresentaram seus votos.

A defesa de Buzzi negou as alegações ao longo de todo o processo e pediu a absolvição do ministro. Os advogados argumentam que os depoimentos das vítimas têm contradições e não foram corroborados por provas autônomas, além de usar registros de entrada no tribunal, a agenda oficial, registros de voos e mensagens de WhatsApp para rebater que os episódios ocorreram.

Também foi apresentado um relatório urológico que aponta uma disfunção erétil como um dos elementos que comprovariam a inocência do ministro.

O MPF mudou sua posição e passou a pedir a perda do cargo de Buzzi para se adequar à regulamentação feita pelo CNJ. Antes, o órgão havia pedido a aposentadoria compulsória do ministro. Em parecer apresentado em julho, afirmou que, de acordo com as provas colhidas, o magistrado feriu preceitos de integridade pessoal e profissional, além de honra e decoro.

Também rebateu teses da defesa de Buzzi, incluindo a de que condições de saúde do ministro, como mobilidade reduzida e disfunção erétil, impediriam o cometimento das condutas de que é acusado.

O STJ tem 33 vagas, e 28 ministros participaram do julgamento do PAD (processo administrativo disciplinar) de Buzzi nesta quinta. Além do próprio ministro acusado, há, por exemplo, a vacância aberta com a aposentadoria de Antonio Saldanha Palheiro. Og Fernandes está doente.

Isabel Gallotti não participou porque se declarou impedida por ter laços familiares com Buzzi. Ela é casada com o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Walton Alencar, cujo irmão tem um enteado casado com uma das filhas de Buzzi. Mauro Campbell não votou por ser corregedor-nacional de Justiça.

Como mostrou a Folha, o próximo presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, não queria levar o caso para sua gestão e, por isso, tinha a expectativa de concluir o caso até a primeira quinzena de agosto. O processo administrativo disciplinar foi aberto em 14 de abril.

Buzzi chegou a ser internado durante a apuração do caso. Antes de ser afastado pelos colegas, ele pediu para deixar suas funções no tribunal por 90 dias para tratamento psiquiátrico e ajustes de medicamento.

Nas últimas semanas, segundo apurou a Folha, os advogados percorreram os gabinetes dos ministros para entregar memoriais com os principais pontos da defesa. Eles pretendem insistir na obtenção de novas provas negadas no âmbito do PAD no caso criminal, que tramita no STF.

Na Suprema corte, o relator é Kassio Nunes Marques. O magistrado aguarda a conclusão do processo no STJ para dar seguimento ao processo que pode punir criminalmente Marco Buzzi.

Paralalemente à apuração das acusações de assédio e importunação sexual, o ministro do STF Cristiano Zanin autorizou uma investigação formal da Polícia Federal sobre Buzzi sob suspeita de vendas de decisões judiciais. O inquérito tramita sob sigilo.

Por Ana Pompeu e Isadora Albernaz, Folhapress

Jequié: Polícia Civil investiga esquema de agiotagem após dívida de R$ 6 mil ultrapassar R$ 100 mil

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Perpetuatus, no bairro Jequiezinho, em Jequié. A ação teve como alvo um homem de 51 anos e uma mulher de 48, investigados pelos crimes de extorsão e agiotagem. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

De acordo com as investigações, o caso teve início em 2008, quando a vítima, um homem de 58 anos, contraiu um empréstimo de R$ 6 mil. Mesmo após realizar pagamentos ao longo dos anos, ele teria continuado sendo alvo de cobranças por parte dos investigados.

Segundo a Polícia Civil, as cobranças teriam se tornado extorsivas e intimidatórias, com valores considerados abusivos que ultrapassaram a marca de R$ 100 mil. A vítima também teria sido submetida a graves ameaças e coação psicológica para efetuar os pagamentos.

Durante as buscas, os policiais apreenderam notas promissórias, cheques e outros documentos relacionados à investigação. O material será submetido à análise documental e a exames periciais e deverá auxiliar na continuidade das apurações.

A Operação Perpetuatus foi realizada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO/Vitória da Conquista), com apoio de unidades da Polícia Civil de Jequié e do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Central).

STJ torna desembargadora aposentada do TJ-BA, filho e advogado réus por corrupção na Faroeste

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu denúncia contra a desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, seu filho, Vasco Rusciolelli Azevedo, e o advogado e colaborador Júlio César Cavalcante Ferreira. Com a decisão, os três passam à condição de réus pelo crime de corrupção passiva majorada no âmbito da Operação Faroeste.

O colegiado acompanhou integralmente o voto do relator, ministro Benedito Gonçalves. O magistrado considerou prescrita a pretensão punitiva relacionada ao crime de violação de sigilo funcional, mas entendeu que existem elementos suficientes para o prosseguimento da acusação de corrupção passiva.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o caso envolve uma suposta negociação para obtenção de decisão judicial favorável mediante pagamento de vantagem indevida. A acusação aponta que uma advogada ligada a uma das partes teria oferecido R$ 50 mil em troca de uma decisão favorável em recurso que tramitava no TJ-BA.

Ainda conforme a denúncia, a negociação teria sido intermediada por meio do filho da então desembargadora. O MPF sustenta também que um dos denunciados teria elaborado previamente a minuta da decisão que, posteriormente, foi assinada pela magistrada.

Um dos principais elementos apresentados pela acusação é um laudo pericial sobre arquivo digital. De acordo com o MPF, a perícia identificou que a minuta da decisão havia sido produzida semanas antes de sua publicação oficial e apresentava correspondência literal com o ato posteriormente assinado.

Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que a acusação não está fundamentada exclusivamente em acordos de colaboração premiada. Foram citados ainda documentos e arquivos apreendidos durante as investigações, depoimentos de servidores do gabinete e elementos obtidos por meio de ação controlada.

Ao votar pelo recebimento da denúncia, Benedito Gonçalves considerou que a acusação descreve os fatos de maneira suficiente e apresenta justa causa para a abertura da ação penal.

A denúncia originalmente abrangia outras três pessoas, mas houve desmembramento do processo. Permaneceram na Corte Especial as acusações relacionadas ao chamado “núcleo judicial”.

Com a decisão do STJ, os inquéritos serão transformados em duas ações penais para apurar a suposta prática de corrupção passiva majorada atribuída aos três denunciados.

Por Redação/Politica Livre

Municípios baianos superam metas do Ideb e evidenciam os impactos da formação continuada

Na Chapada Diamantina, onde o ICEP nasceu, 83% dos Municípios Parceiros do ICEP no Território da Chapada Diamantina e Regiões estão acima da meta
A combinação entre planejamento pedagógico consistente, monitoramento contínuo e formação profissional das equipes de ensino voltou a mostrar resultados concretos na educação pública baiana. Entre os municípios atendidos pelo Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP), mais de 30 registraram crescimento no IDEB em relação ao ciclo anterior, aferido em 2023.

O ICEP é uma Organização da Sociedade Civil (OSC), formalizada em 2006, que atua com redes municipais de ensino, visando promover a melhoria das aprendizagens de estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Atualmente o ICEP atua em mais de 30 municípios da Bahia, com parceria técnica com as secretarias municipais de Educação e parceiros que aportam recursos na educação.

Na Chapada Diamantina, onde o ICEP nasceu, 83% dos Municípios Parceiros do ICEP no Território da Chapada Diamantina e Regiões estão acima da meta. Neste cenário, destaca-se municípios como Itaetê, Ibicoara, Lençóis e Marcionílio Souza, cujo crescimento de uma edição para outra foi superior a 1 ponto na proficiência. Seis municípios têm resultados acima da média nacional e 13 estão acima da média estadual.

Já nos anos finais 82% dos Municípios Parceiros do ICEP no Território da Chapada Diamantina e Regiões avançaram nos resultados de aprendizagem no comparativo de 2023 e 2025 nos anos finais. Dentre os 17 municípios que estão ou estiveram na parceria com o ICEP nos anos 2025 e 2026, 13 apresentaram melhores resultados de aprendizagem.

Esses dados mostram que a maioria dos municípios ampliou significativamente seus indicadores nessa etapa, historicamente mais complexa. Esses resultados reforçam a importância da continuidade das ações formativas, do acompanhamento pedagógico e da articulação entre gestão educacional e escolas para consolidar e ampliar os avanços alcançados.

No conjunto de municípios que integram o projeto Educação Continuada, promovido pela Bracell, por meio do programa Bracell Social, 10 registraram crescimento no IDEB em relação ao ciclo anterior, aferido em 2023: Alagoinhas, Aramari, Araçás, Aporá, Cardeal da Silva, Cachoeira, Conde, Entre Rios, Itanagra e Ouriçangas. Já Terra Nova e Inhambupe mantiveram os resultados alcançados na edição anterior.

O município de Aramari, por exemplo, apresentou uma das trajetórias mais consistentes do território. Evoluiu de 5,1 no IDEB de 2023 para 5,7 em 2025, superando de forma significativa a meta projetada de 4,8. Os maiores avanços absolutos foram registrados por Cardeal da Silva e Aporá. Cardeal da Silva ampliou seu IDEB em 1,5 ponto, enquanto Aporá apresentou crescimento de 1,4 ponto entre 2023 e 2025. Esses municípios, que anteriormente figuravam entre os menores índices do território, alcançaram uma evolução expressiva em apenas um ciclo avaliativo.

Outro aspecto relevante refere-se ao cumprimento das metas projetadas. Araçás, Cardeal da Silva e Ouriçangas atingiram ou superaram as metas estabelecidas para o período, demonstrando que o planejamento educacional associado ao monitoramento permanente dos indicadores pode produzir resultados concretos. Araçás alcançou IDEB de 5,4 diante da meta de 5,2; Cardeal da Silva atingiu 5,4 para uma meta de 5,1; e Ouriçangas obteve exatamente o índice previsto de 5,0.

De forma geral, a análise do IDEB 2025 evidencia um cenário bastante positivo para as redes de ensino parceiras do ICEP. O crescimento da maioria dos municípios, a ausência de regressão nos indicadores, a superação das metas projetadas por parte das redes e a ampliação do número de municípios com desempenho acima da média estadual demonstram que o investimento contínuo na formação das equipes educacionais, na gestão da aprendizagem e no uso pedagógico dos dados tem contribuído para a melhoria dos resultados educacionais, destacando a redução das desigualdades.

O que o Ideb não nos informa?

Embora o Ideb apresente uma boa visualização da progressão dos municípios em relação às metas de aprendizagem estabelecidas pelo país, os dados não podem ser lidos isoladamente para evidenciar a qualidade da educação nos municípios.

O ICEP entende que as metas são importantes para direcionar o planejamento educacional e monitorar a evolução dos índices de educação de cada município. Mas o instituto reforça que é necessário considerar outras dimensões do processo educativo. “A rede de ensino precisa fazer uma análise minuciosa dos dados que compõem o indicador, por não refletir dimensões essenciais da educação básica, como a qualidade do ensino desenvolvido em sala de aula, as condições de infraestrutura das escolas, a qualidade da formação dos profissionais, os dados de equidade e a gestão escolar”, defende a Coordenadora Pedagógica Territorial, Ana Falcão.

Um olhar para além dos números

Para entender melhor o desenvolvimento do nível educacional de cada município, é preciso olhar para além dos números. Dados sobre equidade são fundamentais nesse processo de avaliação, pois indicam as desigualdades por raça, renda, gênero, localidade ou condição de deficiência, além da infraestrutura, recursos e apoio pedagógico ofertado.

Outro ponto destacado que merece observação é a evolução individual das/os estudantes ao longo de toda a escolaridade, não focando apenas em momentos pontuais de avaliação. “Precisamos avaliar as metodologias, práticas pedagógicas, projetos curriculares e proposta educacional de cada escola/sala de aula, a qualificação dos profissionais e a progressão individual das aprendizagens de cada estudante. São esses fatores que realmente mostrarão o nível de desenvolvimento educacional”, defende Ana Falcão.

Qual o segredo da melhoria das aprendizagens?

Para garantir resultados efetivos e sustentáveis ao longo dos anos, o segredo, segundo Ana, “é articular o trabalho da gestão da sala de aula com a gestão escolar e com a gestão do sistema de ensino”. “Para isso, é fundamental o fortalecimento da política de formação continuada, para que tenhamos profissionais bem qualificados, que promovam boas situações de ensino que rompam com aplicação de atividades mecanicistas e que não contribuem para a aprendizagem dos estudantes, especialmente que desenvolvam a leitura compreensiva e crítica”, frisa.

É justamente esse trabalho que vem sendo desenvolvido no âmbito do Projeto Educação Continuada nas redes parceiras. Além da formação continuada em serviço, da mobilização social e da produção de conteúdos pedagógicos promovidos nas redes municipais de ensino, nos últimos anos os municípios vêm desenvolvendo e implementando a produção de materiais didáticos de formação, ensino e avaliação -- as Situações Didáticas Avaliativas (SDAs).

As SDAs são atividades formativas e avaliativas, desenvolvidas em sala de aula, que tem a intenção de analisar e avaliar os saberes construídos pelas/os estudantes, ao longo do ano. São realizadas duas vezes ao ano e servem, também, como instrumento formativo para o professor e para as/os estudantes.Os resultados das atividades desenvolvidas são tabulados em um sistema de dados que oferece às redes municipais informações detalhadas acerca das aprendizagens de cada estudante, escola e município, permitindo um acompanhamento personalizado e individualizado de cada estudante .

“As Situações Didáticas Avaliativas, diferentemente das avaliações externas, possibilitam avaliar as aprendizagens essenciais de oralidade, intercâmbios comunicativos entre os estudantes e produção de texto em situações sociais e significativas de uso da linguagem. Avaliam também conhecimentos matemáticos fundamentais para a prática cidadã. Essa forma de avaliar e considerar a aprendizagem dos/as estudantes, reafirma que é possível pensar uma avaliação para além de políticas que reduzem a experiência escolar a frios índices”, destaca a Diretora Pedagógica do ICEP, Elisabete Monteiro.

Progresso individual de cada estudante
Diferentemente das avaliações em larga escala, que têm como objetivo identificar o desempenho dos estudantes, as SDAs permitem que professores acompanhem o progresso individual de cada estudante em relação aos objetivos de aprendizagem estabelecidos pelo currículo. Esse acompanhamento possibilita o planejamento de intervenções pedagógicas que proporcionem avanços nas aprendizagens dos estudantes.

Por meio das SDAs é possível identificar as necessidades específicas das/os estudantes, e desse modo, proporcionar o planejamento de outras situações didáticas que ofereçam as condições necessárias para que haja a progressão das aprendizagens.

Essa proposta metodológica rompe com a dicotomia que separa a formação, ensino e avaliação e proporciona uma cultura de aprendizagem contínua que auxilia as educadoras e os educadores a repensarem e ressignificarem suas práticas profissionais a fim de atender às necessidades de aprendizagem das/os estudantes.

Caminho para a redução das desigualdades

O novo Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece a meta de 6,5 para os anos iniciais do Ensino Fundamental e de 6 a ser alcançada pelos anos finais, junto a isso garantir alfabetização plena de estudantes ao final do segundo ano e também reduzir as desigualdades.

O ICEP tem atuado junto aos municípios parceiros no apoio ao desenvolvimento das metas dos seus Planos Municipais de Educação (PME), que devem atender aos objetivos e metas do Plano Nacional, garantindo que aconteçam de forma participativa e democrática pelos representantes das redes de ensino e pela sociedade.

Sobre o Ideb

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um dos principais do país para medir a qualidade dos ensinos fundamental e médio, abrangendo as redes pública e privada. O Ideb é calculado a cada 2 anos, a partir dos dados sobre o desempenho dos estudantes em avaliações de Matemática e Português, e a taxa de aprovação escolar.

Criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC), o indicador tem entre os seus propósitos fazer um diagnóstico das redes de ensino no Brasil, servir como base para políticas públicas e traçar metas de qualidade educacional.

O resultado do Ideb é uma média da combinação de outros dois indicadores: o fluxo escolar, ou “taxa de aprovação”, e o resultado dos estudantes nas avaliações de larga escala, do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Os dados de desempenho escolar, também chamado de proficiência, são levantados a cada 2 anos, para os estudantes do 5º e do 9º ano do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio, que são avaliados pelas provas do Saeb em Leitura e Matemática. Já os dados sobre o fluxo escolar, são verificados a partir do Censo Escolar da Educação Básica, realizado anualmente.

Ou seja, desta forma, apresentam melhores resultados no Ideb os sistemas que alcançam, de forma concomitante, maiores taxas de aprovação e proficiência nas avaliações. O MEC estabeleceu metas de longo prazo para o Brasil, próximo ao desempenho médio dos países desenvolvidos.
Por Redação/Polittica Livre

Erradicação de maconha pela Polícia Civil gera prejuízo de R$ 4 milhões

Segundo as investigações, a ação representa um prejuízo estimado em R$ 4 milhões para o grupo criminoso
A Polícia Civil (PC) erradicou uma plantação com cerca de 20 mil pés de maconha no município de Mulungu do Morro, durante a Operação Erva Daninha, deflagrada na quarta-feira (5).
Segundo as investigações, a ação representa um prejuízo estimado em R$ 4 milhões para o grupo criminoso responsável pelo cultivo.

No local, foram encontrados equipamentos usados para secagem, separação e embalagem da droga, que, juntamente com todo o plantio e insumos, foram destruídos.

Um inquérito policial foi instaurado para identificar os envolvidos e apurar as circunstâncias do crime. A operação contou com equipes da 5ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Irecê) e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI Chapada).Redação

Elmar Nascimento se declara preto após ser pardo e branco nas últimas eleições

O deputado federal Elmar Nascimento (União-BA), candidato à reeleição pela Bahia, se autodeclarou preto no registro da candidatura ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A autodeclaração chama ainda mais atenção porque, em 2022, ele registrou a candidatura com a raça parda. Em 2018, também como candidato a federal, se autodeclarou branco.

Procurada pela coluna, a assessoria do parlamentar afirmou que houve um erro de digitação do jurídico da campanha, mas que já fez um pedido à Justiça Eleitoral para correção.

A mesma justificativa foi usada pela candidata a vice-governadora do Rio Grande do Norte, Larissa Rosado (PSB-RN). Como mostrou o Painel, ela se declarou parda, mas recuou após ser questionada pela coluna.

A lei eleitoral determina que 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC) e do Fundo Partidário sejam repassados a candidaturas de pessoas pretas e pardas.

Por Gabriela Echenique/Folhapress

Lula diz que buscará conversar com Trump na próxima semana em meio à tensão entre Brasil e EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a aliados que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. A declaração foi feita durante reunião com parlamentares do PSOL e da Rede, no Palácio da Alvorada, após o petista relatar que já conversou recentemente com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, sobre a guerra na Ucrânia. A reportagem é do jornal O Globo.

Segundo participantes do encontro, Lula defendeu uma atuação mais efetiva do Conselho de Segurança da ONU para buscar uma solução negociada para o conflito e disse que pretende fazer o mesmo apelo a Trump. O presidente, no entanto, não informou se aproveitará o contato para tratar das recentes tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, marcadas pela imposição de tarifas a produtos brasileiros e outras medidas adotadas pelo governo americano.

Na reunião, Lula também avaliou que a disputa eleitoral será difícil, pediu mobilização da militância e voltou a demonstrar preocupação com uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O presidente ainda defendeu mudanças na relação entre Executivo e Congresso, criticou o modelo de distribuição de emendas parlamentares e afirmou que, em um eventual novo mandato, pretende priorizar áreas como educação, ciência, tecnologia, defesa e políticas voltadas à população idosa.

Por Carolina Brígido/Estadão Conteúdo

Sem marca nem legado específico, Jerônimo enfrenta pior campanha petista, por Raul Monteiro* Por Raul Monteiro*

Se algum dia a teve, o governo perdeu a fé cega na reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Palácio de Ondina. As pesquisas realizadas até agora, mesmo acusadas pelos jogadores de terem seus vieses, conduzem à percepção de que o cenário é bastante desafiador para o incumbente, que não conseguiu construir uma marca nestes quase quatro anos de gestão à qual possa recorrer agora para tocar sua comunicação. Afinal, porque o eleitor deve votar de novo em Jerônimo, dar-lhe a oportunidade de continuar governando a Bahia? Foram perguntas que a maioria que escolheu os líderes petistas conseguiu responder com facilidade na renovação das duas primeiras gestões petistas.

Na primeira delas, o então governador Jaques Wagner buscava, com o segundo mandato, mudar o padrão político autocrático com que a Bahia fora governada por cerca de duas décadas pelo senador Antônio Carlos Magalhães. Fraco de gestão, Wagner conseguira projetar a ideia de que as dificuldades que enfrentava na administração decorriam da grande mudança de cultura que construía para a Bahia ao derrotar o carlismo, legando um patrimônio imaterial para o Estado, cansado da mão de ferro com que ACM governava e da panelinha que se formara em torno dele, como a campanha que levou o petista à primeira vitória soube muito bem explorar.

Assim, conseguiu não apenas o passe para governar nos quatro anos seguintes como a chance de fazer Rui Costa seu sucessor. Com o segundo petista que comandou o Estado o momento de renovar o mandato não foi diferente. Com a percepção clara de que Wagner representara uma ruptura com o passado político recente da Bahia, mas não conseguira moldar a imagem de gestor que um Estado grande e problemático demandava, Rui se auto-cunhou logo nos primeiros meses do governo o apelido de "Correria", transformando a preocupação com as contas públicas e com a resolutividade das decisões da administração em sua principal marca.

Também lograria se reeleger com a mão nas costas, contra um candidato escolhido pela oposição de última hora, conseguindo ainda fazer de Jerônimo, com o apoio de todo o grupo, o governador seguinte do PT. Ocorre que a taça chegou nas mãos da terceira liderança petista escolhida pelo eleitor para comandar o Estado, mas por falhas desde o princípio na comunicação, na dificuldade que tem para se concentrar no enfrentamento dos graves problemas vividos pelo Estado e na fadiga de material que um partido que está no governo há duas décadas protagoniza, Jerônimo tem hoje à sua frente infinitamente mais dificuldades do que os antecessores tiveram.

É claro que o governador ainda espera contar com a mão salvadora de Lula, em que, desde a primeira eleição de Wagner, todos os petistas se fiaram na Bahia até agora. Mas o presidente vive pela primeira vez os efeitos de um desgaste monumental que ameaçam a sua própria reeleição, precisa se concentrar na tarefa de ganhar o pleito e de aliados que, no comando de seus Estados, mais o ajudem mais do que dele dependam. Jerônimo teve quatro anos para se preparar para as dificuldades que começa a ver se avolumarem à sua frente agora e, a despeito de todos os alertas, inclusive de Rui e Wagner, as desconsiderou, transformando sua reeleição num peso.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Eleição será a primeira deste século sem mulheres em chapas presidenciais competitivas

A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século a não ter mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Desde 2002, ao menos uma mulher foi candidata a presidente ou a vice-presidente nessas chapas, segundo levantamento da Folha.

A reportagem considerou como competitivas as duplas cujo partido do candidato ao cargo de presidente tinha representante no Congresso Nacional e que conseguiram ao menos 1% dos votos no primeiro turno.

Atualmente, apenas duas mulheres compõem uma chapa presidencial com ao menos 1% de intenção de voto em pesquisas como o último Datafolha, do fim de julho: Samara Martins, candidata a presidente pela UP (Unidade Popular), e sua vice, Raquel Bricio, do mesmo partido. A UP não tem representantes na Câmara e no Senado.

Havia a expectativa de que ao menos mais uma mulher compusesse as chapas fechadas para as eleições de 2026. O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aventou mulheres de vice para diminuir a rejeição junto ao eleitorado feminino, mas definiu nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como parceiro na disputa.

A falta de mulheres com candidaturas para os cargos marca um ano eleitoral no qual a participação feminina na política foi alvo de figuras públicas de direita, como Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro que fez declarações questionando o voto feminino, na esteira de investidas contra esse direito no Brasil e nos Estados Unidos.

Nas eleições presidenciais de 2022, três mulheres estiveram em chapas competitivas. Simone Tebet foi candidata a presidente pelo MDB, mas recebeu menos de 5% dos votos no primeiro turno, que disputou ao lado da vice Mara Gabrilli, então no PSDB.

Tebet se tornou ministra do Planejamento no governo Lula (PT) e atualmente é candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB.

Também foi vice Ana Paula Matos, na chapa de Ciro Gomes, ambos pelo PDT. Eles tiveram 3% dos votos no primeiro turno.

Já 2018 foi o ano com mais vices mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Pelo PC do B, Manuela d'Ávila compôs com Fernando Haddad (PT) a chapa que chegou ao segundo turno, mas perdeu para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado na vida pública por ataques a mulheres.

Ciro Gomes disputou também naquele ano na companhia de uma mulher, dessa vez Kátia Abreu, pelo PDT. Eles ficaram em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,47% dos votos, em cenário no qual parte dos eleitores tentava uma alternativa a Bolsonaro e à candidatura petista.

Foram também candidatas a vice Ana Amélia Lemos, pelo PP, na chapa com Geraldo Alckmin, então no PSDB, e Suelene Balduino, vice de Cabo Daciolo, pelo partido Patriota.

Já Marina Silva, atualmente concorrendo ao Senado por São Paulo, tentou a presidência pela Rede, quando fez 1%.

O ano de 2014 foi marcado pelo feito singular de três mulheres na cabeça de chapas competitivas. Dilma Rousseff (PT) conseguiu a reeleição, mas sofreu impeachment menos de dois anos depois em um processo no qual ela acusou adversários de machismo.

Ela teve como concorrentes Marina Silva, que fez pelo PSB 21,32% dos votos no primeiro turno, e Luciana Genro, com menos de 2% pelo PSOL.

As duas principais concorrentes mulheres também tinham se confrontado em 2010, ano com Dilma e Marina disputando o cargo de presidente da República. A petista fez 46,91% no primeiro turno, contra 19,33% de Marina, que não foi para a segunda rodada da disputa, vencida por Dilma contra José Serra (PSDB).

Em 2006, a única mulher nas chapas competitivas foi Heloísa Helena. Ela fez, pelo PSOL, 6,85% dos votos, ficando em terceiro lugar na disputa. Por fim, 2002 teve uma candidata a vice-presidente: Rita Camata, do PMDB, foi vice de José Serra (PSDB). Eles fizeram 23,2% dos votos no primeiro turno, mas perderam para Lula e José Alencar no segundo.

Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

Ipiaú: Jovem de 20 anos é executado a tiros dentro de casa no Cantinho do Céu

O município de Ipiaú voltou a registrar um homicídio após mais de dois meses sem ocorrências de crimes violentos letais na cidade. Na madrugada desta quinta-feira (6), um jovem de 20 anos foi morto a tiros dentro de uma residência localizada na Rua São Bartolomeu, região conhecida como Cantinho do Céu, no bairro Euclides Neto.
Foto: Giro Ipiaú
A vítima foi identificada como Riquelme dos Santos Almeida. Conforme as informações apuradas, ele estava sozinho na residência de seu pai de santo quando o imóvel foi invadido e o jovem executado a tiros em um dos cômodos do imóvel. Moradores da localidade ouviram os disparos e acionaram a Polícia Militar. Uma guarnição esteve no local e isolou a área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela perícia e remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML). Até o momento, não há informações sobre a autoria nem sobre a motivação do crime. O homicídio será investigado pela Polícia Civil. *Por Giro Ipiaú
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Especial dia dos pais no Pague Levinho do Bairro ACM


Arroz Safra K R$ 3,89

Açucar Vale Bahia Kg: RS 2,80

Biscoitto Pettyan Kg  R$ 8,49

Farinha de Trigo Fina 1 Kg R$ 4,89

Margarina Deline 250 Gramas R$ 2,99

Macarrão Gameleira 400 Gramas R$ 11,99

Charque Vitrine 1 Kilo  R$ 37,00

Coxinha da Asa Pif Paf 700 Gramas R$ 17,99

Ovos Branco tabela com 30  R$ 15,99

Filé de Peito Jaguá 1K. R$ 19,99

Linguiça Defumada Sadia KG   R$ 21,99

Linguiça de frango Aurora KG R$ 18,99

Frago congelado Kl  R$ 8,99

OFERTAS VALIDAS DE 06 A 08 DE AGOSTO NO DINHEIRO OU PIX--- PAGUE LEVINHO DO BAIRRO ACM,

ESSQUINA DO CAMINHO 10, Nº 02

Lula tem encontro com Alcolumbre, em gesto de aproximação três meses após rejeição de Messias

                  Agenda ocorreu na terça-feira, na casa do ministro do STF Alexandre de Moraes

O presidente Lula (PT) encontrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na noite desta terça-feira (3), após três meses de apelos de aliados para que eles reatassem a relação. Os chefes do Executivo e do Legislativo estavam rompidos desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal), no final de abril.

Segundo interlocutores, o encontro aconteceu na casa do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado também por Cristiano Zanin, indicado por Lula à corte. Não houve deliberação alguma sobre uma nova indicação de Messias, mas segundo pessoas a par da conversa, Lula deixou claro que qualquer movimento sobre o assunto ficará para depois das eleições de outubro.

De acordo com aliados de Lula, o encontro foi resultado de sequenciais apelos dos líderes do PT e do governo no Senado, Camilo Santana (CE) e Teresa Leitão (PE), respectivamente. Eles reforçaram um esforço do ministro de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), que vinha insistindo sem sucesso junto ao presidente da República por uma agenda com Alcolumbre. O presidente resistia, porém, por ter ficado contrariado com a rejeição de Messias, atribuída pelo petista a uma articulação do presidente do Senado.

Na segunda-feira (3), Lula avisou a interlocutores que havia aceitado se encontrar com Alcolumbre. Ainda inconformado com a derrota da indicação de Messias, o presidente indicou que não queria normalizar a rejeição do indicado, mas sim virar a página sobre o episódio e tratar de projetos do interesse do governo no Congresso.

Integrantes do Planalto tentavam convencê-lo a encontrar Alcolumbre com o argumento de que o governo tem propostas que carecem de aprovação na Casa, e que elas não poderiam ser sacrificadas porque os presidentes da República e do Senado não estão conversando.

No topo da prioridade está o fim da escala 6x1, proposta já aprovada na Câmara, mas que ficou engavetada no Senado. Lula defendeu a importância da proposta, e Alcolumbre indicou que voltaria a analisar o tema também após as eleições.

O senador, segundo aliados, segurou a proposta justamente para fazer com que Lula voltasse à mesa de negociações, após o rompimento causado pela rejeição de Messias no Senado. O tema, dessa forma, não deve ser analisado durante as duas semanas de funcionamento do Congresso durante o recesso.

Segundo interlocutores, não houve deliberação sobre votações, mas o encontro serviu para destravar o diálogo entre Planalto e Senado. As conversas dos líderes com a cúpula da Casa estavam travadas, justamente, pela indisposição de Lula para conversar com o senador.

Novas conversas da cúpula do governo com Alcolumbre devem ocorrer, mesmo durante o recesso. O tom desse diálogo ditará, justamente, como o PT vai abordar o fim da escala 6x1 e a pendência da votação durante a campanha eleitoral.

Ele nega, mas senadores apontam participação direta de Alcolumbre na derrota histórica para o governo. Eles indicam que o senador tentou fazer um gesto ao bolsonarismo num momento de baixa do petista nas pesquisas eleitorais.

O PL de Flávio Bolsonaro, porém, logo deixou claro que seus planos para a presidência do Senado não envolviam a continuidade de Alcolumbre no cargo. O grupo trabalha com a candidatura dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP-MS) para chefiar a Casa.

Nesse sentido, Alcolumbre pediu pelo menos três vezes, por meio de interlocutores, uma agenda com o presidente Lula. Ele sustenta que a rejeição de Messias foi resultado de uma insatisfação espontânea do Senado, que tinha preferência pela indicação do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG) à corte.
Por Augusto Tenório/Folhapress

CNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Foto: Gustavo Moreno / CNJ.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou novas regras disciplinares que substituem a aposentadoria compulsória como pena máxima administrativa para juízes. Agora, em casos graves, será aplicada a disponibilidade com proposta de perda do cargo, abrindo caminho para o demissão definitiva por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a mudança, o magistrado punido é afastado imediatamente e passa a receber salário proporcional ao tempo de contribuição enquanto aguarda o desfecho processual.

O novo rito para infrações gravíssimas seguirá quatro etapas:
  1. Processo Administrativo (PAD): Julgado pelo tribunal de origem;
  2. Reexame Obrigatório: Análise e confirmação pelo plenário do CNJ;
  3. Ação Judicial: Envio dos autos à AGU para propor ação de perda do cargo no STF;
  4. Decisão Final: Julgamento definitivo pelo STF.
A sanção se aplica a casos de negligência grave, recebimento de vantagens indevidas, conduta incompatível com a função e atuação político-partidária. Sempre que aplicada, cópias do processo serão enviadas ao Ministério Público para apuração de eventuais crimes.

A norma não é retroativa, aplica-se a processos novos ou em andamento e entra em vigor na data de sua publicação

Seis suspeitos morrem após confronto com policiais em Una; armas e drogas são apreendidas

Seis homens apontados como integrantes de uma organização criminosa morreram após um confronto com equipes das polícias Militar e Civil, na terça-feira (4), no bairro da Sucupira, no município de Una, no sul da Bahia. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), entre os suspeitos estava um homem identificado como líder do tráfico de drogas na localidade.

A corporação informou que o grupo foi localizado durante um patrulhamento ostensivo realizado por equipes da 71ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin).

De acordo com a polícia, os suspeitos teriam atirado contra as guarnições ao perceberem a aproximação dos agentes, dando início ao confronto. Após a troca de tiros, os seis homens foram encontrados feridos, socorridos para uma unidade de saúde da região, mas não resistiram aos ferimentos.

Durante a ação, os policiais apreenderam cinco revólveres, uma submetralhadora, uma arma de fabricação artesanal, além de porções de maconha, cocaína, crack e frascos de lança-perfume.

As armas e os entorpecentes foram apresentados à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pelos procedimentos relacionados à ocorrência.

Ex-chefe de gabinete de Lula pede para deixar campanha após contas pagas por empresária alvo da PF

O ex-chefe de gabinete de Lula (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, pediu para deixar a equipe de campanha do presidente da República. Ele estava sob pressão após virem à tona informações sobre o pagamento de despesas suas pela empresária Roberta Luchsinger.

Ainda não houve um comunicado oficial do pedido de saída de Marcola. Até a noite de terça-feira (4), aliados de Lula avaliavam que ele continuaria na equipe, a não ser que pedisse para sair.

Marcola afirmou ter tomado um empréstimo de R$ 249 mil de Roberta Luchsinger. Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também alvo de apurações da PF.

Em nota divulgada à imprensa, ele afirmou que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obteve junto a ela e que esta foi uma movimentação "de natureza estritamente privada".

Ele também declarou que seus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça e que constituiu advogado e o orientou a fazer uso de todos os documentos a fim de esclarecer os fatos.

Por Caio Spechoto/Folhapress

Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar é anunciado como vice de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acaba de anunciar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa na disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições deste ano.

A escolha encerra uma sequência de articulações e especulações dentro do PL sobre quem ocuparia a vaga. Nas últimas horas, o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou a ser cogitado com força nos bastidores, enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN) também figurava entre as alternativas consideradas.

Gaspar chega à chapa após ter sido lançado, até então, como candidato ao Senado por Alagoas. Nesta terça-feira (4), veículos alagoanos chegaram a noticiar a oficialização de sua candidatura ao Senado, evidenciando a mudança de rota provocada pela escolha para a disputa nacional.

O parlamentar se filiou ao PL em março deste ano, após deixar o União Brasil, e assumiu o comando estadual da legenda em Alagoas a convite de Flávio. Procurador de Justiça de carreira, Alfredo Gaspar também já comandou a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas e ganhou projeção nacional no Congresso com sua atuação como relator da CPMI do INSS.

Por Política Livre

Prefeita Laryssa atualiza prioridades da Gestão em reunião com a comunidade da Fazenda do Povo

A prefeita Laryssa Dias esteve reunida, na tarde desta terça-feira (4), com moradores da comunidade da Fazenda do Povo para apresentar o andamento das ações da gestão municipal, ouvir novas demandas e alinhar as próximas prioridades para a região. O encontro contou com a participação de secretários municipais, assessores e representantes da comunidade.

Durante a reunião, foram apresentadas as ações já realizadas e os investimentos previstos nas áreas de Saúde, Assistência Social, Educação, Agricultura e Infraestrutura.

A Fazenda do Povo já colhe os resultados de importantes investimentos, como o asfaltamento da principal via de acesso à comunidade, a disponibilização de internet gratuita na praça e a futura implantação da Fábrica de Chocolate Artesanal, iniciativa que irá fortalecer a agricultura familiar, gerar emprego, renda e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Na área da Educação, a prefeita junto com a Secretaria anunciou a implantação de Salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) para atender os estudantes das escolas da Fazenda do Povo e comunidades vizinhas, ampliando a inclusão e garantindo mais suporte aos alunos que necessitam desse acompanhamento. Outro destaque foi o reconhecimento da comunidade ao novo Sistema Municipal de Ensino, que vem proporcionando melhorias no aprendizado, na organização pedagógica e na qualidade da educação ofertada aos estudantes da rede municipal.

Para a prefeita Laryssa, manter esse diálogo permanente com a população é uma das principais marcas da gestão.

“A responsabilidade de uma gestão passa pela atualização constante das demandas e por uma escuta qualificada da população. Estamos aqui para ouvir quem vive o dia a dia da comunidade, entender suas necessidades e construir soluções junto com as pessoas. É assim, com diálogo, participação e trabalho, que seguimos construindo a Ipiaú que queremos para hoje e para o futuro.”

Ao final do encontro, a prefeita também anunciou que a Fazenda do Povo receberá, no mês de setembro, uma edição especial do Programa Avança Ipiaú, reunindo as principais secretarias operacionais do município para intensificar serviços, executar melhorias e acelerar novas ações na comunidade.

Advogado ligado a Jaques Wagner é apontado como sócio indireto de empresa ligada ao consignado do Banco Master

Uma reportagem do UOL afirma que o advogado Ângelo Rezende, que atua para o senador Jaques Wagner, possui participação indireta na PKL One, empresa que detém os direitos de exploração do cartão consignado Credcesta, programa operado pelo Banco Master e alvo de investigações sobre suspeitas de fraudes envolvendo aposentados do INSS e servidores públicos. Segundo a publicação, a participação ocorre por meio de uma cadeia de fundos de investimento.

Ainda de acordo com a reportagem, a estrutura societária da PKL One reúne pessoas próximas a Wagner, entre elas o empresário Augusto Lima, apontado como responsável pela empresa e citado em investigações da Polícia Federal por sua relação com o senador. O UOL informa que procurou Jaques Wagner, Ângelo Rezende, Augusto Lima e outros citados, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

A reportagem também destaca que a PKL One obteve, em 2018, um contrato de exclusividade de 15 anos com o governo da Bahia para administrar o Credcesta, período em que Wagner era secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. O contrato foi posteriormente transferido ao Banco Master e integra o contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre supostas irregularidades envolvendo o banco e pessoas ligadas ao senador. Até o momento, não há decisão judicial atribuindo responsabilidade criminal aos citados em relação aos fatos narrados na reportagem.
Por Redação

Referência constante: saiba quem o senador Jaques Wagner costuma citar sempre/ Por Política Livre

Na mira da imprensa desde que suas relações e de seu enteado com o Banco Master vieram à tona, o senador Jaques Wagner (PT) acaba de revelar, de público, uma de suas mais constantes referências: o filme "O Poderoso Chefão" (Godfather), do diretor norte-americano Francis Ford Coppola.

A declaração foi dada em entrevista à rádio Baiana FM, quando Wagner comentava o episódio em que o governo, do qual era então líder no Senado, viu cair a indicação de Jorge Messias, Advogado-Geral da União, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), numa de suas maiores derrotas políticas.

"Ganhou, ganhou, perdeu, perdeu. Porque eu cito sempre o filme O Poderoso Chefão, que é um filme clássico. E o Poderoso Chefão, que era o Marlon Brando, eu esqueço o nome do filho dele. O nome dele era Dom Corleone. É que era o Marlon Brando. Ele está numa estrada e é metralhado o carro dele. Ele vai para o hospital. Aí o filho, que depois ele vai e ele diz, no meu enterro, o primeiro que vier lhe dar as condolências é esse aí o culpado", contou Wagner.

Considerado um dos mais bem realizados da história, o filme aborda a vida da poderosa família mafiosa Corleone, que domina parte do crime organizado em Nova York no período seguinte à Segunda Guerra Mundial.

Don Corleone, o patriarca, é respeitado por sua inteligência, diplomacia e a forma como exerce o poder. Ao se negar a entrar no negócio lucrativo das drogas, desencadeia uma guerra entre as famílias mafiosas.

Wagner deixou a liderança do governo Lula no final de junho pressionado pelo forte noticiário a respeito de seu envolvimento com o ex-banqueiro baiano Guga Lima, sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master.

Alvo da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a instituição financeira, Wagner foi apontado pela Polícia Federal como "suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais".
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Amiga de Lulinha visitou ministérios e Planalto 40 vezes fora da agenda oficial

Defesa de Roberta Luchsinger, investigada pela PF, diz que se manifestará nos autos em respeito à Justiça

A empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, fez ao menos 40 visitas a ministérios e à Presidência entre 2023 e 2024. Dessas, apenas uma está registrada oficialmente nas agendas públicas de autoridades, apesar da obrigação legal.

A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha de São Paulo.

Das 40 visitas, 17 foram ao Ministério do Desenvolvimento Social, enquanto 15 tiveram como destino o Ministério da Saúde. A empresária também esteve ao menos oito vezes no Palácio do Planalto. Os registros foram divulgados por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).

Em alguns casos, a empresária esteve acompanhada por outros empresários, como representantes das empresas Duosystem e Grupo Bringel.

Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal, que apura o vínculo entre o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Lulinha, filho do presidente Lula.

Questionada pela reportagem por WhatsApp, a defesa de Roberta disse que "em respeito à Justiça, a partir de agora trataremos desse assunto nos autos, com muita tranquilidade". O filho do presidente nega envolvimento em irregularidades.

No Ministério do Desenvolvimento Social, Roberta registrou o gabinete do ministro Wellington Dias como o principal destino, tendo também se encontrado com o secretário-executivo adjunto, Rannier Costa Ciríaco.

Quatro vezes ela esteve acompanhada por Efraín Saavedra, que representa a Duosystem. A empresa desenvolve tecnologias de saúde digital, como para regular o acesso a medicamentos e marcar consultas.

Em uma das visitas que fez sozinha, em março de 2023, Roberta entregou a Dias presentes avaliados pelo ministério em R$ 360 e tirou fotos com o ministro. Na ocasião, ela o presenteou com uma edição de colecionador do livro "O Alquimista", de Paulo Coelho, com dedicatória, além de uma caixa de bombons.

O ministério disse por LAI que a visita não teve pauta e durou aproximadamente cinco minutos, sendo considerada uma cortesia, em razão da posse do ministro no cargo.

Já no Ministério de Saúde, o foco foi a Secretaria Executiva, então coordenada por Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger.

Do total de 15, apenas uma reunião foi registrada em agendas públicas. Em 23 de outubro, Roberta foi ao ministério para, de acordo com os registros, apresentar um sistema de gestão da saúde e regulação da Duosystem ao lado de representantes da empresa.

Estiveram presentes o então chefe da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Nésio Fernandes, a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, e o então secretário-executivo adjunto Elton Bandeira.

No Planalto, Roberta fez oito visitas, das quais três foram acompanhadas por Sérgio Bringel, CEO do Grupo Bringel. De acordo com apuração do jornal O Estado de S. Paulo, o visitado foi o então ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Alexandre Padilha, que atualmente é ministro da Saúde.

A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) afirmou à reportagem que as audiências ocorreram com servidores e seguiram as normas da administração pública. Além disso, disse que reuniões com sociedade civil, setor produtivo e outros segmentos são parte da rotina.

"Essas agendas não produziram qualquer desdobramento administrativo, contratual ou regulatório decorrente desses encontros", completou a pasta.

O Ministério da Saúde afirmou que seus gestores "recebem, em acordo com as regras da administração pública, representantes de diversos setores da saúde para apresentação de novas tecnologias e soluções".

Sobre a Duosystem, disse que a companhia "apresentou à pasta proposta para regulação da atenção especializada, utilizada em São Paulo e em alguns outros estados". "Por falta de interesse do Ministério da Saúde, não houve qualquer andamento".

O Ministério de Desenvolvimento Social não respondeu aos contatos, feitos por email e ligação ao longo desta terça-feira (4). A reportagem ligou para os números registrados no site do Grupo Bringel, mas também não houve resposta.

Em maio deste ano, Roberta Luchsinger disse à PF que foi responsável por apresentar Lulinha para o lobista conhecido como Careca do INSS. Em dezembro, havia sido alvo de buscas em fase da Operação Sem Desconto, que investiga esquema que teria descontado mais de R$ 6 bilhões dos beneficiários do INSS de 2019 a 2024. A fraude consistia em débitos não autorizados em aposentadorias e pensões e se tornou tema de desgaste do atual governo.

A polícia apontou, em dezembro, a atuação de Roberta como "essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos da lavagem de capitais".

Nesta terça-feira (4), o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha para apurar suspeitas de tráfico de influência, após pedido da PF.

Assim como as duas primeiras, a investigação também envolve a suspeita de atuação de Roberta Luchsinger em favor de uma empresa junto a um órgão público.

Por Laura Scofield/Folhapress

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