Mostrando postagens com marcador Eleições 2026. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições 2026. Mostrar todas as postagens

Angelo Coronel deve assumir comando do Republicanos na Bahia

O senador Angelo Coronel (PSD) mantém negociações avançadas com a direção do Republicanos para assumir a presidência da sigla na Bahia. A movimentação ocorre paralelamente às tratativas para que o parlamentar se filie ao partido e dispute a reeleição ao Senado na nova legenda.

O acordo é tratado como praticamente fechado entre aliados do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). A mudança partidária vai envolver também os herdeiros políticos do senador. O deputado federal Diego Coronel (PSD) e o deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD) pretendem acompanhar o pai e se filiar ao Republicanos.

Impacto na bancada

A eventual chegada da família Coronel pode provocar mudanças na atual composição da bancada do Republicanos na Assembleia Legislativa. Hoje, o partido conta com três deputados estaduais: Jurailton Santos, Samuel Júnior e José de Arimatéia.

Entre parlamentares da Assembleia, a avaliação é que, caso a legenda mantenha o número de três cadeiras na próxima legislatura, Coronel Filho ficaria com a vaga de Arimatéia, que teria mais dificuldade para se reeleger.

Na Câmara Federal, o Republicanos também possui três representantes baianos: Márcio Marinho, atual presidente estadual do partido, além de Alex Santana e Rogéria Santos. Nesse caso, a entrada de Diego Coronel tende a não provocar perdas internas, já que Alex Santana já anunciou que não pretende disputar a reeleição - ele vai apoiar a candidatura do pastor de Lauro de Freitas Abraão Reis, pela mesma sigla.

Além da própria família, Angelo Coronel trabalha para levar outros aliados do PSD ao Republicanos, o que pode ampliar o número de candidatos competitivos da legenda tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara Federal.

Entre os nomes citados nas articulações está o do prefeito de Conceição da Feira, João de Furão (PSD), que pretende disputar uma vaga de deputado estadual.

Antes de avançar nas negociações com o Republicanos, Angelo Coronel também chegou a dialogar com outras legendas sobre seu futuro partidário, entre elas o Podemos e o Progressistas. O nome do senador também foi citado em conversas com o União Brasil.

Por Política Livre

“Pode vir quente”: reação de ACM Neto a relatório do Coaf já seria influência de João Santana; veja

Uma publicação feita nas redes sociais do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), um dia após seu nome ser relacionado ao Banco Master, despertou atenção pelo tom e pelo timing. Em letras garrafais, o post dizia “Pode vir quente que eu estou fervendo”, acompanhado da legenda “Quando o povo quer nada segura! #MudaBahia”.

Esta semana informações obtidas a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram que uma empresa da qual Neto é sócio recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag Investimentos.

Em nota, ele afirmou que os valores são referentes a serviços de consultoria prestados quando ele não exercia mais cargo público, com contratos formais, emissão de notas fiscais e recolhimento de impostos. Disse ainda estar à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e pediu a apuração de eventuais vazamentos do relatório.

Nos bastidores, a avaliação de aliados é que a reação já teve influência do publicitário João Santana, que será o marqueteiro da sua campanha ao governo do Estado, com uma linha mais direta e de enfrentamento ao tema, sem “ficar nas cordas”, como pontuou um interlocutor.
Por Política Livre

Piora na avaliação e palanques rachados viram desafio para Lula no Nordeste

Decisivo para a vitória de Lula (PT) em 2022, o Nordeste apresenta um quadro desafiador para o presidente nesta eleição. A avaliação do governo e a rejeição do petista na região estão ligeiramente piores, cenário que se soma a rachas na base aliada em pelo menos 6 dos 9 estados.

A região foi a única no país em que o petista venceu há quatro anos, mas a diferença foi tão grande (69,3% a 30,7%, 12,5 milhões de votos a mais) que compensou a derrota no resto do Brasil e o levou ao terceiro mandato. Aliados afirmam que repetir uma vitória esmagadora no Nordeste é essencial para a reeleição.

As pesquisas mostram que Lula continua apoiado pela maioria dos eleitores do Nordeste após três anos de mandato, mas a avaliação positiva perdeu força.

Em março de 2022, 27% dos eleitores do Nordeste diziam que não votariam de jeito nenhum no petista, de acordo com o Datafolha. Na pesquisa feita pelo instituto neste mês, 33% se recusam a votar nele. O então presidente Jair Bolsonaro (PL) era rejeitado por 62% há quatro anos.

Naquela sondagem de 2022, Lula registrava apoio de 67% dos eleitores nordestinos no segundo turno contra 26% de Bolsonaro, percentual que se manteve estável até a véspera do primeiro turno. Agora, o instituto aponta o presidente com 59% a 30% contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na região.

Em ambas as pesquisas, a margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos no recorte entre os eleitores do Nordeste.

A avaliação do governo na região continua positiva, mas também piorou ao longo do atual mandato. Em setembro de 2023, 49% dos moradores acreditavam que a gestão era ótima ou boa e 21% a avaliavam como ruim ou péssima. Na pesquisa mais recente, a diferença reduziu para 41% a 29%.

Para o PT, o ponto favorável é que a rejeição a Flávio cresceu na região desde o ano passado. Em junho, 33% diziam que não votariam nele, percentual que passou a 42% no mês seguinte, após o tarifaço dos Estados Unidos, estimulado por Eduardo Bolsonaro para tentar evitar o julgamento do pai pela trama golpista. Agora são 52%.

Ainda está abaixo dos 64% que se recusavam a votar no ex-presidente às vésperas do primeiro turno da eleição de 2022.

Além da popularidade, outro desafio tem preocupado a campanha petista no Nordeste: os rachas na base aliada. Há divergências dentro do próprio PT, disputas por poder que já miram a eleição de 2030 e a cobrança por exclusividade nos palanques estaduais.

Estado em que o presidente teve sua maior votação, o Piauí é um dos palcos desses conflitos. O governador Rafael Fonteles (PT) se desentendeu com seu antecessor, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), sobre a escolha do candidato a vice-governador –e potencial sucessor em 2030.

Fonteles escolheu um aliado, Washington Bandeira, que deixou a magistratura para compor seu secretariado há três anos. Dias foi contra, e ventilou-se no PT local que ele tentava emplacar o filho na vaga, o que negou publicamente.

O impasse teria terminado na última semana, com uma reunião na casa de Fonteles após meses afastamento. Desde o início do governo, no entanto, os grupos de ambos estão em atrito pelos principais postos do Executivo, e petistas dizem que o ex-governador se recente de perda de espaço.

Além disso, PSD e MDB, que encabeçam as duas vagas ao Senado na chapa de Fonteles, romperam a aliança que existia entre eles, com desfiliações e críticas públicas. Os dois partidos são a aposta do PT para derrotar o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, que faz oposição a Lula e tentará a reeleição.

No PT da Bahia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, não se entendem há tempos. A disputa levou ao rompimento com o senador Ângelo Coronel (hoje sem partido) e pressões para que Jerônimo Rodrigues (PT) desistisse da reeleição ao governo e Costa concorresse –ideia refutada pelo grupo de Wagner, que quer um dos seus para suceder o atual governador em 2030.

No Ceará, com o governador petista Elmano de Freitas ameaçado pela candidatura de Ciro Gomes (PSDB), há ainda disputa pelo Senado. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), diverge da estratégia do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), de ampliar a coligação com oferta da vaga ao Senado. Com a intenção de ser candidato, Guimarães afirma que a eleição de senadores leais a Lula é tão importante quanto a própria reeleição. "Não tem Lula 4 sem força no Senado. Imagina se os bolsonaristas fizerem maioria", diz.

Em outros estados, o problema é pelo excesso de candidatos da base, o que pode dificultar a campanha de rua e causar desgastes durante a eleição. O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, quer Lula exclusivamente em sua campanha, enquanto a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, trocou o PSDB do PSD em busca de apoio do petista.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, lançou o sobrinho candidato e rompeu o acordo para apoiar seu vice, que é do PT. Os petistas agora se aproximam do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), até então um adversário mais ligado à direita, e trabalham com a ideia de formar um palanque duplo, mas há receio sobre o real empenho dos candidatos nesse cenário.

Na Paraíba, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) disputa Lula com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) –que ameaça ficar neutro se o PT insistir no palanque duplo. A eleição também pode causar dores de cabeça em Brasília, já que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenta convencer o petista a fazer campanha ao Senado para seu pai.

Secretário-executivo do PT, Henrique Fontana diz que a divisão da base exige "atenção e cuidado", mas refuta que seja motivo de preocupação. "É melhor enfrentar esse complexo desafio de excesso de apoios do que não ter apoio", afirma.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), enfrenta dificuldade de construir sua sucessão após romper com o vice e ficar minoritária na Assembleia Legislativa. Já em Sergipe, o governador Fábio Mitidieri (PSD) prometeu apoiar Lula mesmo com seu partido, o PSD, lançando candidato à Presidência. Em Alagoas, a candidatura lulista será encabeçada pelo ministro dos Transportes e ex-governador Renan Filho (MDB).

Por Raphael Di Cunto e Catia Seabra/Folhapress

Aliados de Lula pressionam por mudança na comunicação do governo diante do avanço de Flávio Bolsonaro

          Sidônio Palmeira
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm intensificado críticas à estratégia de comunicação do governo após pesquisas indicarem empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro em cenários eleitorais. Integrantes do PT e de partidos da base avaliam que a atual linha, conduzida pelo ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira, de priorizar apenas a divulgação de ações do governo, não tem sido suficiente para recuperar a popularidade do presidente. A reportagem é do jornal O Globo.

Parte dos governistas defende que o governo passe a adotar uma postura mais ofensiva contra o senador, explorando pontos considerados vulneráveis, como investigações envolvendo rachadinhas, negócios empresariais e a compra de uma mansão em Brasília. Segundo esse grupo, o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas exige mobilização mais intensa da militância e presença mais forte nas redes sociais e no debate público.

Outra ala do governo, porém, avalia que antecipar ataques pode ser arriscado e prefere manter o foco em agendas positivas, como programas sociais e medidas econômicas, incluindo a ampliação da isenção do Imposto de Renda. A estratégia do Planalto é ampliar a exposição pública de Luiz Inácio Lula da Silva em eventos e entregas de obras, enquanto o governo tenta equilibrar a disputa política sem ampliar a polarização antes do início oficial da campanha.
Por Redação

Aliados de ACM Neto e de Zé Cocá cravam prefeito de Jequié como candidato a vice-governador

Seja em Jequié ou em Salvador, o anúncio de que o prefeito Zé Cocá (PP) será candidato a vice-governador na chapa encabeçada por ACM Neto (União) ao comando do Executivo estadual é tratado como questão de dias e de pequenos ajustes finais.

Aliados próximos de ACM Neto já tratam a “dobradinha” como praticamente definida. “São 99,9% de chances de a chapa ser essa”, declarou nesta sexta-feira (13) ao site uma pessoa da equipe do ex-prefeito da capital. Em Jequié, pessoas próximas a Zé Cocá fazem avaliação semelhante. “Para mim as chances são de 99%”, afirmou um interlocutor do pepista.

Outro sinal de que o acordo foi fechado nos bastidores seria a mudança de postura do deputado estadual Hassan Iossef (PP), ligado a Cocá. Até recentemente, ele defendia que o prefeito apoiasse a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), do qual integrou a base até agora. Nos últimos dias, porém, o parlamentar evitou a imprensa. Ele vai seguir o líder político no apoio a ACM Neto. Como o PP integra uma federação com o União Brasil, a movimentação não exigiria mudança de partido.

Até o mês passado, Zé Cocá parecia mais próximo do governador do que da oposição. O prefeito se reuniu diversas vezes com o petista em Salvador e em Jequié, em encontros que indicavam uma possível aproximação política.

Cocá chegou inclusive a fazer críticas públicas a ACM Neto, a quem acusou de manter distância política das bases no interior. O pepista apoiou o ex-prefeito de Salvador na eleição de 2022 para o governo do estado. Ele acompanhou o partido, que rompeu com o PT após o então vice-governador João Leão, que comandava também o ninho petista e sempre foi próximo de Cocá, não conseguir assumir o mandato de chefe do Executivo tampão.

A relação de Cocá com o governo estadual voltou a esfriar após divergências em torno do projeto de construção do novo aeroporto de Jequié. O prefeito passou a reclamar da falta de avanços na obra e retomou o diálogo político com ACM Neto.

Nos bastidores, aliados avaliam que a decisão também tem relação com o cenário eleitoral. Pesquisas internas apontariam vantagem de ACM Neto na disputa pelo governo do estado. Além disso, Cocá exerce influência política sobre cerca de 20 prefeitos na região de Jequié e acompanha de perto o comportamento do eleitorado no interior, fator considerado estratégico para a composição da chapa.

Por Política Livre

Angelo Coronel diz que avalia três partidos e afirma que filhos seguirão sua decisão

O senador Angelo Coronel (PSD)
O senador Angelo Coronel (PSD) disse que a definição sobre o futuro partidário está entre três siglas: Republicanos, Podemos e PP. Em conversa com o Política Livre nesta sexta (13), ele afirmou ainda que os filhos, o deputado federal Diego Coronel (PSD) e o estadual Angelo Coronel Filho (PSD), além de outros aliados, estarão na mesma agremiação.

"Hoje tivemos uma rodada de conversas com o Republicanos. Também estamos avaliando o Podemos e o PP. O que vai pesar são as nominatas, porque nós temos o nosso grupo. Vou levar todo mundo", declarou o senador.

"Precisamos ver como estão os partidos. Qual é aquele que deixa todos numa situação mais confortável, tanto os que já estão quanto os que irão entrar", acrescentou Coronel.

Ele praticamente descartou se filiar ao União Brasil, como foi especulado na imprensa. "Essa história de chapa puro sangue já não deu certo do lado do PT. Então, não vamos para o mesmo partido do futuro governador. Mas temos conversado muito com ACM Neto (União)", ponderou.

Por Política Livre

Campanha de Flávio dá ultimato para Ratinho Jr desistir de candidatura à Presidência

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), se reuniu nesta quarta (11) com o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e ouviu apelos para que desista da candidatura presidencial e apoie o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com a possibilidade até de ser indicado para a vice. Ratinho Jr. rejeitou essa proposta.

De acordo com três pessoas que ouviram relatos do encontro, Ratinho Jr. reafirmou a Marinho que será candidato à Presidência se for escolhido pelo PSD. O partido deve definir até 30 de março quem será o indicado entre os governadores do Paraná, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Goiás, Ronaldo Caiado.

Marinho respondeu que, se isso acontecer, o PL romperá com Ratinho Jr. no Paraná e apoiará outra candidatura ao governo para que Flávio tenha um palanque no estado. Até então, havia um acordo para que a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro se aliasse ao escolhido pelo governador, em troca do deputado federal Filipe Barros (PL) concorrer ao Senado.

O líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio deu até terça-feira (17) para que Ratinho Jr. avalie a proposta, antes que o filho mais velho de Bolsonaro feche um acordo com outro candidato no Paraná. Há duas opções na mesa: o senador Sergio Moro (União Brasil), que lidera pesquisas de intenção de voto, ou o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD).

Curi trabalha para ser escolhido por Ratinho Jr. como seu sucessor, mas o governador demonstra preferência pelo secretário das Cidades, Guto Silva (PSD). O deputado estadual mantém conversas com o Republicanos para se lançar candidato, e o PL poderia indicar o vice.

A possibilidade mais forte hoje, porém, é o PL endossar a candidatura de Moro, que até então enfrentava dificuldades de encontrar um partido para concorrer.

Ainda de acordo com os relatos, Marinho ligou para os presidentes do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antônio Rueda, para dizer que o PL pretende apoiar o ex-juiz da Operação Lava Jato e indicar o vice. O PP, que lidera a federação entre as duas siglas no estado, tenta barrar a candidatura do senador.

Marinho afirmou aos dois partidos que a preferência é apoiar Moro no União Brasil, mas que, se não houver espaço, já que a prioridade é fortalecer as bancadas no Congresso, ofereceria legenda para o ex-juiz disputar pelo PL.

O partido de Flávio pretende inclusive filiar um parlamentar do PSD para ocupar essa vaga de vice, o deputado federal Reinhold Stephanes Junior.

O rompimento com o PL ameaça a sucessão de Ratinho, por fragmentar a base do governador. Aliados dele, no entanto, minimizam a divergência e dizem que ele já venceu em 2024 a eleição para a Prefeitura de Curitiba, mesmo com Bolsonaro tendo rompido o acordo no segundo turno e feito gestos de apoio à adversária Cristina Graeml.

Além disso, na conversa, Ratinho Jr. afirmou que manteria o acordo com o PL no Paraná, com Filipe Barros em uma das vagas para o Senado. O rompimento da aliança, disse, poderia ter impacto também em um eventual apoio entre ambos no segundo turno da eleição presidencial.

Aliados do governador e dos Bolsonaros ainda tentam evitar um rompimento, argumentando que a aliança contra o PT é o melhor caminho para os dois grupos.

Parte dos integrantes da campanha de Flávio vê o governador do Paraná como um dos melhores perfis de vice, por agregar o apoio de um estado importante e por ele ser o candidato do PSD que demonstra maior potencial pelas pesquisas. É um nome que também agrada aliados de Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Na conversa, Marinho ofereceu essa possibilidade para Ratinho. No entanto, neste encontro de quarta, a sugestão foi rejeitada pelo governador, que disse preferir manter o plano presidencial.

Por Raphael Di Cunto/Folhapress

Suplência de Wagner no Senado entra no radar para acomodar Geraldo Júnior, já tido como fora da vice

O vice-governador Geraldo Júnior (MDB)
Cresceu dentro do governo a tendência de que o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) deverá ser acomodado na suplência do senador Jaques Wagner (PT), considerando que já é dada como certa a sua saída da chapa de reeleição ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Em fevereiro deste ano Wagner, desautorizando o governador, chegou a anunciar que Geraldo permaneceria na vice, mas depois recuou.

O anúncio precoce, sem a presença de Jerônimo, que estava em missão internacional com Lula, abriu uma crise interna na base - que só não foi pior que o episódio em que o emedebista, já ameaçado, foi pego em flagrante tramando contra o ex-governador e ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) em um grupo de WhatsApp.

Na avaliação de aliados, diante do constrangimento criado, restaria ao próprio Wagner oferecer a solução política para amparar Geraldo e não criar mais fissuras com o MDB.

Nos bastidores, interlocutores do governo recorrem à expressão popular “quem pariu Mateus que embale” para reforçar a tese de deixar a cargo do senador a responsabilidade de encontrar um caminho para o impasse. Lembram que ele foi o fiador da chegada de Geraldo ao grupo na campanha de 2022 e depois o principal padrinho da sua fracassada candidatura à Prefeitura de Salvador em 2024.

Esta semana, o governador Jerônimo surpreendeu ao admitir que a vice poderá ficar com o PSD, que havia perdido espaço na majoritária quando o senador Angelo Coronel foi rifado e deixou o grupo para buscar a reeleição pelo grupo de ACM Neto (União Brasil). Em seguida, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, um dos nomes cotados para o posto, disse que o PSD iniciou diálogo interno sobre o tema - mas sem nenhuma deliberação até aqui.

Por Política Livre

Genial/Quaest: Avaliação negativa do governo Lula vai a 43%, contra 31% de positiva

A avaliação negativa do governo Lula (PT) chegou a 43%, enquanto a positiva oscilou para 31%, mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). Consideram a gestão regular 25%.

Em fevereiro, a classificação de ruim ou péssimo do atual governo era de 39%, ao passo que a positiva havia ficado em 33%. Outros 26% afirmavam que o trabalho do presidente estava em um nível regular.

A diferença da avaliação negativa para a positiva dobrou desde o mês passado. A margem era de 6 pontos percentuais; hoje já são 12.

A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais, de 6 a 9 de março, por meio de coleta domiciliar. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-05809/2026.

Para 47% dos entrevistados, o terceiro mandato de Lula está pior do que os dois primeiros governos do petista. Esse percentual era de 42% em fevereiro.

Já 21% afirmam que o atual governo está melhor, enquanto 19% (que esperavam que fosse bom) acham que está igual, e 10% (que esperavam uma gestão negativa) também veem como igual.

Por essa ótica, o percentual de eleitores independentes que avaliam que o atual governo está pior subiu de 43% para 51%.

No indicador de aprovação do governo, 51% dizem desaprovar a gestão Lula, enquanto 44% aprovam. A diferença passou de 4 pontos percentuais em fevereiro para 7 agora. Antes a desaprovação estava em 49%, e a aprovação, 45%.

Entre mulheres, a desaprovação chegou a 48%, com 46% de aprovação. Já entre os católicos, a desaprovação ficou em 47%, enquanto 49% aprovam o governo.

Também subiu o percentual de pessoas que dizem ter visto mais notícias negativas sobre o governo Lula. Foram 47% ante 41% em fevereiro.

Outros 24% relatam ter visto mais notícias positivas (contra 25% no mês passado), e 27% afirmam não ter visto notícias (em comparação com 25% da pesquisa anterior).
Por Arthur Guimarães de Oliveira, Folhapress

Genial/Quaest: Flávio avança entre eleitores independentes e empata com Lula no 2º turno

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) confirma a consolidação de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para a eleição presidencial deste ano. Em simulação de segundo turno, o senador aparece numericamente empatado com o presidente Lula (PT) e avança entre eleitores independentes.

O cenário testado com os dois principais pré-candidatos ao Planalto mostra tanto o petista quanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com 41% das intenções de voto. Em fevereiro, Lula tinha 43%, enquanto o congressista registrava 38%.

O levantamento foi realizado dos dias 6 a 9 de março com 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais por meio de coleta domiciliar. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-05809/2026.

Flávio registrou variação significativa entre o segmento de eleitores independentes. O senador saiu de 21% em janeiro deste ano para 26% em fevereiro e 32% em março. A margem de erro máxima para este grupo é de três pontos percentuais. De janeiro a março, Lula caiu de 37% para 27% no segmento.

Nos cenários de primeiro turno, o atual presidente lidera numericamente em todos os cenários, com Flávio logo atrás. A diferença entre eles varia de 1 a 7 pontos percentuais, com folga em relação a outros nomes.

Além de Flávio e Lula, a Quaest testou como alternativas as candidaturas de Ratinho Jr (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Renan Santos (Missão).

Nesse grupo, Ratinho aparece em dois cenários, com 7% em ambos, enquanto Zema é cotado em quatro cenários, com pontuações de 2% e 3%. Caiado figura com 4% das intenções em duas simulações. Leite é listado em dois cenários, com 3%. Renan e Aldo Rebelo marcam de 1 a 2 pontos em todos os cenários.

No segundo turno, a diferença de Lula (42%) para Ratinho (33%) é de 9 pontos. Num cenário em que o petista (44%) concorre contra Zema (34%), a vantagem é de 10 pontos. Contra Caiado (32%), são 12 pontos de diferença para Lula (44%). Eduardo Leite marca 26% ante 42% do atual presidente.

Numa simulação contra Aldo Rebelo, Lula tem 44%, e o ex-ministro, 23%. Já no caso de eventual embate com o líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, este tem 24% contra 43% do petista.

Lula e Flávio registram os maiores índices de rejeição na pesquisa. Segundo o levantamento, 55% dizem conhecer o filho do ex-presidente e afirmam que não votariam nele, mesmo percentual da sondagem anterior. O petista aparece com 56%, ante 54% de fevereiro.

Questionados sobre o que te dá mais medo hoje —mais um governo Lula ou a família Bolsonaro voltar ao poder—, 43% citam a manutenção do petista na Presidência (antes eram 41%), enquanto 42% citaram um mandato de um membro do clã do ex-presidente (44% em fevereiro).

Entre os demais, Ratinho tem rejeição de 38% (eram 40%) e Zema aparece com 33% (eram 34%). Caiado e Leite mantiveram o patamar de 35% registrados no levantamento anterior. Aldo Rebelo marca 21% (antes 26%) e Renan Santos, novamente 19%.

Por Arthur Guimarães de Oliveira, Folhapress

"Porque voltar às vezes é uma forma de renascer", diz Geddel em meio a insatisfação com o PT

Geddel Vieira Lima
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) decidiu usar mais uma vez as redes sociais para mandar um recado ao mundo político, desta vez aos próprios aliados petistas. Em meio à iminente retirada do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) da chapa à reeleição, o cacique emedebista publicou uma frase do poeta e político paraibano José Américo de Almeida que fala sobre renascimento.

"Porque voltar por vezes é uma forma de renascer", citou Geddel na conta do Instagram. O ex-ministro também usou outra frase atribuída ao poeta: "Ninguém se perde na volta".

Seguidores do emedebista comentaram a publicação. "Geddel paz e amor com ACM Neto", escreveu um. "Juntar essa dupla novamente, mais maduros. ACM e Geddel. Todos estão ansiosos para ver", emendou outro. "O caminho de casa ninguém erra. Maior verdade", complementou um terceiro.

Geddel está insatisfeito com o governo por conta da possibilidade de a vice ficar com o PSD, admitida esta semana pelo próprio governador Jerônimo Rodrigues (PT), em entrevista (clique aqui para ler). O nome da presidente da Assembleia Legislativa, Ivana Bastos, chegou a circular como uma alternativa, entre outros quadros pessedistas.

Simultaneamente, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), tem demonstrado interesse em ter o MDB de volta na oposição. Geddel tem boa relação com o gestor da capital.
Por Política Livre

Família Coronel pode desembarcar no Podemos e tirar partido da base de Jerônimo

Angelo Coronel e os filhos, Diego e Angelo Filho, e a esposa Eleusa
De saída do PSD, senador Angelo Coronel passou a considerar o Podemos como possível destino partidário para sua candidatura de reeleição, assim como dos seus dois filhos - o deputado federal Diego Coronel e o deputado estadual Angelo Coronel Filho - num movimento que tiraria a legenda da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

As conversas já teriam recebido aval da executiva nacional do Podemos e estão agora na fase de mensurar a viabilidade das nominatas para deputado estadual e federal, podendo atrair parlamentares de mandato, como o federal Léo Prates - que já tinha um acerto encaminhado para trocar o PDT pelo Republicanos.

Com as saídas do deputado federal Raimundo da Pesca (para o PSD) e do estadual Laerte do Vando (para o Avante), o Podemos ficou sem representação baiana na Câmara dos Deputados e também na Assembleia Legislativa, o que, em parte, torna a sigla ainda mais atrativa.

Por outro lado, mesmo esvaziado, há um ponto de indefinição na negociação, uma vez que o Podemos continua presidido na Bahia pelo ex-deputado Heber Santana, que mantém indicações no governo Jerônimo Rodrigues.

Por Política Livre

‘Tanto faz’ na Bahia, Júnior Marabá compartilha post de Flávio Bolsonaro com ataques a Lula

Apesar de ter descartado fazer oposição à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), está publicamente engajado na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e principal oponente do presidente Lula.

Nesta segunda-feira (9), ele compartilhou no seu perfil pessoal do Instagram o post em que Flávio faz severas críticas à postura do governo brasileiro, ao tempo que apoia a proposta dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. “Vamos libertar o Brasil do narcoterrorismo”, inicia a publicação.

Na postagem, Flávio afirma que “libertar milhões de brasileiros que vivem em áreas dominadas por narcoterroristas deveria ser prioridade do governo federal” e acusa Lula de fazer lobby para tentar impedir a classificação das facções.

“O governo dos Estados Unidos deve classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Isso permite bloquear dinheiro, perseguir financiadores e sufocar essas facções. Mas fica a pergunta: por que o governo Lula fez lobby para tentar impedir isso?”, escreveu Flávio Bolsonaro.

O senador disse ainda que o presidente evita medidas mais duras para “não desagradar aqueles que comemoram sua eleição dentro dos presídios”.

O conteúdo compartilhado por Marabá aponta para um alinhamento com o discurso da direita no debate nacional sobre segurança pública. O gesto contrasta, todavia, com a posição adotada pelo prefeito na Bahia - estado que tem o maior número facções e a maior taxa de homicídios do país.
Por Política Livre

Irmãos Vieira Lima silenciam diante de pressão para saída de Geraldo Júnior da chapa de Jerônimo

           Os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima, Jerônimo Rodrigues, Larissa Moraes e Geraldo Jr.
Os irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima, principais lideranças do MDB no Estado, silenciaram sobre o aumento da pressão para que o vice-governador Geraldo Júnior, filiado à sigla, deixe a chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições deste ano.

O silêncio ocorre em meio ao crescimento das especulações sobre mudanças na composição da chapa governista, capitaneadas sobretudo pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e pelo senador Otto Alencar (PSD). Pela manhã, durante coletiva de imprensa, Jerônimo admitiu a possibilidade de alterações para contemplar o PSD.

“Conversamos com o senador Otto Alencar, nós temos um compromisso com ele, a lealdade dele ao projeto, a responsabilidade que ele tem. Ele terá direito na majoritária. Estamos fechando esse acordo”, afirmou o governador.

As especulações ganharam força após Geraldo Júnior compartilhar, na semana passada, em um grupo de WhatsApp com lideranças políticas, uma mensagem com críticas a Rui Costa. A publicação foi apagada pouco depois, mas gerou forte repercussão nos bastidores do governo. Rui chegou a mandar uma indireta para o vice-governador.

Dentro do Palácio de Ondina, aliados avaliam que a permanência do vice-governador na chapa se tornou cada vez mais difícil diante da pressão de partidos da base aliada. No domingo (8), Rui, Otto e o senador Jaques Wagner (PT), principal responsável pelo retorno dos emedebistas à base governista, em 2022, se reuniram para discutir o futuro da chapa e alternativas para a vice do PSD, incluindo a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Ivana Bastos (PSD).

A principal incógnita agora é o futuro do MDB dentro da coalizão governista. Nos bastidores, já circulam informações de que lideranças do partido estariam dialogando com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), sobre uma possível reaproximação com o grupo oposicionista.

O cenário político se tornou ainda mais turbulento após o senador Angelo Coronel anunciar recentemente a saída do PSD e do grupo governista, após perder espaço na chapa majoritária. O parlamentar estaria negociando filiação ao Podemos, legenda que ficou sem representantes na Assembleia e na Câmara dos Deputados logo no início da janela partidária.

Por Política Livre

Carletto resiste a aceitar vice e cria embaraço para Jerônimo substituir Geraldo Jr.

Presidente do Avante preferiria ser indicado à suplência de Rui Costa ao Senado; para não perder tempo, Jerônimo abriu negociações com o PSD, onde aparecem nomes de Augusto Castro, Cláudia Oliveira e Ivana Bastos
A resistência do presidente do Avante na Bahia, o ex-deputado Ronaldo Carletto, em aceitar a vaga de vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues está se transformando na principal dificuldade da articulação política do governo para oficializar a substituição do vice-governador Geraldo Jr. (MDB).

Carletto prefere ser indicado à suplência do candidato a senador Rui Costa certo de que o presidente Lula (PT) será reeleito e chamará o baiano para permanecer na chefia de sua Casa Civil no próximo mandato, o que permitiria que ele assuma o mandato no Senado por pelo menos quatro anos.

A decisão do presidente do Avante cria, no entanto, uma dificuldade para a rearrumação da chapa de Jerônimo, espaço no qual a permanência de Geraldo foi vetada por Rui depois que o vice-governador foi pego disparando mensagem com ataques ao ministro.

Carletto seria uma opção do próprio Rui para a vaga, mas o ministro já admitiu que não acha justo impor ao amigo a decisão de concorrer à vice. Preocupado com a demora na definição, Jerônimo admitiu hoje que abriu negociações com o PSD do senador Otto Alencar para substituir Geraldo Jr.

Entre os nomes cotados para a vaga no partido estariam o do prefeito Augusto Castro, de Itabuna, e o da deputada estadual Cláudia Oliveira, da região de Eunápolis, além do da presidente da Assembleia, Ivana Bastos - os três, entretanto, também oporiam resistência a assumir a posição.

Nos bastidores, a articulação do governador vem sendo bastante criticada por partidos da base por não estar conseguindo manter quadros que atraiu para demonstrar força e prestígio em relação ao adversário ACM Neto (União), favorito à sucessão segundo as pesquisas de opinião.

Um dos exemplos mais vistosos da baixa resolutividade das negociações seria o do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PT), um nome lembrado para a vice que, no entanto, estaria na iminência de anunciar apoio ao oposicionista, que também articula para emplacá-lo na vaga em sua chapa.

Leia também:


Por Política Livre

Avante filia três deputados estaduais e amplia bancada na Assembleia

O Avante vai ampliar sua presença na Assembleia Legislativa da Bahia com a filiação simultânea de três deputados estaduais nesta segunda (09). Além do deputado Vitor Azevedo, atualmente no PL (clique aqui para ler), também ingressarão na legenda Laerte do Vando, atualmente no Podemos, e Felipe Duarte, eleito pelo PP.

Com as adesões, o partido passará a contar com quatro parlamentares estaduais, somando-se ao deputado Patrick Lopes, eleito pela própria sigla.

As filiações ocorrerão partir das 10h de hoje, na sede estadual do Avante, localizada no Edifício CAB Empresarial, no bairro de Sussuarana, na capital baiana.

A movimentação foi articulada pelo presidente da legenda na Bahia, Ronaldo Carletto, e contou com o apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), considerado um dos principais padrinhos políticos da expansão do partido em solo baiano. O cacique do Avante é apontado, inclusive, como eventual suplente do petista.

A parceria entre Ronaldo e Rui foi determinante para o crescimento recente da sigla. Até poucos anos atrás, o Avante tinha apenas um prefeito no Estado. Após as articulações conduzidas pelo grupo, a legenda saltou para 60 prefeitos nas eleições municipais de 2024, tornando-se uma das siglas que mais cresceram na Bahia. Agora, a estratégia é repetir o avanço também na Assembleia Legislativa.

Atualmente, o partido já conta com dois deputados federais: Pastor Sargento Isidório e Neto Carletto.

O crescimento da legenda chama atenção também pela sua configuração política considerada “sui generis”. Embora integre a base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT), muitos dos prefeitos eleitos pelo partido em 2024 apoiaram o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) na eleição estadual de 2022.

Mesmo com esse perfil heterogêneo, o Avante tem estabelecido como meta se consolidar entre os três maiores partidos da base governista na Bahia, dividindo protagonismo (e espaços de poder) com o PT e o PSD.
Por Política Livre

Ataques do MDB a Rui não decorrem de saída de Geraldo Jr. da chapa, mas de risco à eleição de Jayme Vieira Lima à Câmara, avalia governo

         O presidente da Cerb, Jayme Vieira Lima
A articulação política do governo estadual avalia que as críticas partidas do MDB contra Rui Costa não têm a mínima relação com o futuro do vice-governador Geraldo Jr., em relação ao qual o partido já teria lavado as mãos, especialmente depois do episódio em que ele foi pego pedindo a amigos para dispararem pela internet ataques ao ministro chefe da Casa Civil do presidente Lula.

Na verdade, embora a manutenção da vice dê ao MDB da Bahia projeção nacional, sinalizando que a legenda está sendo bem conduzida no Estado, não é a vaga o foco de interesse do comando emedebista. O descontentamento da sigla estaria relacionado aos riscos envolvendo a eleição a deputado federal do presidente da Cerb, Jayme Vieira Lima, que pode ser dificultada com o movimento deflagrado por Rui para fortalecer partidos da base como o PDT.

Ao atrair para a sigla do deputado federal Félix Mendonça Jr. quadros cujo ingresso no MDB para a disputa à Câmara dos Deputados já havia sido apalavrado, Rui estaria deixando o partido dos Vieira Lima sem lastro, o que pode dificultar a eleição do primo de Jayme, primo dos caciques da legenda Geddel e Lúcio Vieira Lima. Da maneira que está, o partido conseguiria hoje conquistar, ainda assim com relativa dificuldade, apenas uma vaga de deputado federal, reelegendo Ricardo Maia.

Por este motivo, fortalecer a nominata (lista de candidatos que impulsiona o voto de legenda para os nomes prioritários à eleição, a exemplo do de Jayme) é vista como medida fundamental para a legenda. Pelo que se comenta nos bastidores, estariam sendo negociados para ingresso no PDT por Rui três nomes. Seriam eles o do deputado federal Raimundo Costa (Podemos), o do ex-prefeito de Serrinha Adriano Lima e do suplente de senador Bebeto Galvão (PSB).

Rui tomou a iniciativa de proteger o PDT para viabilizar a reeleição do deputado federal Félix Mendonça Jr., enfraquecido com a saída do partido do deputado federal Leonardo Prates, que negocia hoje o ingresso em outra legenda para viabilizar sua reeleição. O objetivo é evitar que Félix leve o partido para o candidato a governador ACM Neto (União), fragilizando a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Na visão do governo, a falta de interesse do MDB na manutenção de Geraldo Jr. na vice só fortalece os planos de Jerônimo de substituí-lo por um nome que agregue votos e apoio à sua reeleição. A substituição já foi praticamente selada depois que Rui mandou o recado de que não aceita uma figura que age com 'falsidade' na mesma chapa que a dele, mas o novo candidato a vice ainda não foi escolhido.

Por Política Livre

Datafolha: Flávio Bolsonaro tem o dobro de Lula entre evangélicos

Se dependesse só do eleitorado evangélico, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria um cenário eleitoral para lá de favorável. No embate com o presidente Lula (PT), o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) chega a ter o dobro de intenções de voto nesse nicho cristão, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7).

Em disputas estimuladas, quando os nomes de pré-candidatos à Presidência são apresentados de antemão, Lula é o preferido de quatro em cada dez eleitores, com 45% entre católicos e no máximo 23% entre crentes. Já Flávio marca até 34% no total, mas alcança metade da parcela evangélica, enquanto tem 30% entre adeptos do catolicismo no melhor cenário possível para ele.

O instituto apresentou vários arranjos eleitorais possíveis, considerando pré-candidatos correndo por fora da polarização entre lulismo e bolsonarismo. Por exemplo, há simulações que levam em conta a presença dos governadores Eduardo Leite (PSD-RS) e Ronaldo Caiado (PSD-GO).

O Datafolha também pôs à prova um confronto sem Flávio e com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) ocupando esse lugar à direita. Tarcísio teria 21% dos votos, sendo a opção de 31% dos evangélicos e 19% dos católicos. A performance mais fraca pode ser efeito colateral da sua candidatura ser uma hipótese considerada remota, ao menos desde que o ex-presidente Bolsonaro cravou o endosso ao filho.

Nos vários cenários testados pelo Datafolha, o governador Ratinho Jr. (PSD-PR) é o terceiro nome mais bem posicionado entre os evangélicos. Vai a 13% quando Tarcísio entra no páreo, e Flávio fica de fora.

A sondagem realizada entre 3 e 5 de março, com 2.004 entrevistados e registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026, revela um clivagem religiosa acentuada entre Lula e Flávio.

Na menção espontânea de voto para presidente, quando o entrevistado responde sem ver lista de candidatos, o petista lidera na amostra universal com 25% e apresenta desempenho particularmente forte entre católicos, chegando a 30%. Entre evangélicos, porém, seu índice cai para 12%.

O senador aparece com 12% no cômputo geral, mas tem desempenho mais robusto justamente entre crentes: 18%, contra 10% entre católicos.

"Atual presidente" e "candidato do PT", bem como Jair Bolsonaro, inelegível e preso, também são citados pelos eleitores.

Católicos representam 48% das entrevistas feitas pelo instituto, e evangélicos, 28%, reflexo aproximado do recorte religioso do país detectado pelo Censo 2022. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos entre fiéis alinhados ao Vaticano, e de quatro pontos no bloco derivado do protestantismo.

O contraste ajuda a explicar a força do campo bolsonarista no eleitorado evangélico, e Flávio vem se empenhando para estreitar relações com a liderança nacional do segmento.

Ele tem realizado uma série de visitas a grupos fortes do campo: CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), Igreja Quadrangular, Universal do Reino de Deus e outras. Passou a virada do ano num megaevento gospel conduzido pelo pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha.

Deve acontecer também uma reunião com o pastor Silas Malafaia, que já criticou sua chapa por achá-lo eleitoralmente fraco. Agora que Flávio se consolidou como competitivo na disputa contra Lula, a tendência é a de essas arestas sejam aparadas. O ex-presidente da bancada evangélica Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara e aliado de Malafaia, tem acompanhado o senador na peregrinação por igrejas.

Diferentemente do pai, que se aproximou dos evangélicos sem nunca deixar de se declarar católico, Flávio foi criado sob princípios batistas —igreja que era frequentada por sua mãe, Rogéria Bolsonaro. Ele diz que sua conversão para valer, contudo, aconteceu só em 2022. Hoje é ligado à Comunidade das Nações, do bispo JB Carvalho.

Por Anna Virginia Balloussier, Folhapress

Flávio Bolsonaro registra ocorrência por ameaça após post sugerir facada

Pré-candidato à presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou um boletim de ocorrência por ameaça após um post sugerir que ele sofra uma facada, aos moldes do que ocorreu em 2018 com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O registro foi feito junto à Polícia do Senado na manhã deste sábado (7). O boletim cita que o senador "tomou conhecimento da publicação de conteúdo contendo ameaça à sua integridade". A publicação a que o parlamentar se refere foi feita na rede social X.

Um perfil responde a uma mensagem em que outro perfil questiona "quem mandou matar" o ex-presidente em 2018. "QM (sic) mandou eu não sei. Mas quem quiser me pagar pro Flávio sofrer o mesmo...", diz o post.

O boletim de ocorrência cita "conotação política" como possível motivação para a ameaça feita contra Flávio nas redes sociais. Segundo consta no registro, o autor da publicação tem 40 anos e mora em Brasília.

O Datafolha apontou neste sábado que a pré-candidatura de Flávio se consolidou no campo oposto ao do presidente Lula (PT) na disputa presidencial deste ano. O senador se aproxima do petista nas simulações de primeiro turno e empata tecnicamente nas de segundo, marcando 43% ante 46% do rival.
Por Luísa Martins, Folhapress

Datafolha: Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno

Filho de Bolsonaro marca 43%, ante 46% do presidente; ambos têm a mais alta rejeição entre os pré-candidatos
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) se consolidou no campo oposto ao do presidente Lula (PT) na disputa presidencial deste ano, aponta o Datafolha. O senador fluminense se aproxima do petista nas simulações de primeiro turno e empata tecnicamente na de segundo, marcando 43% ante 46% do rival.

Na centro-direita, o governador Ratinho Jr. (PR) é o nome mais bem colocado entre os três lançados pelo PSD de Gilberto Kassab, mas muito distante do pelotão da frente na corrida.

A nova pesquisa é a primeira feita pelo instituto desde que Flávio foi lançado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a partir da cadeia. Recebida inicialmente com ceticismo, dada a preferência do centrão pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), a pré-candidatura se firmou.

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios de terça-feira (3) a quinta-feira (5). Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

A cristalização de Flávio é visível quando o instituto pergunta a intenção de voto espontânea do eleitor, sem apresentar nomes. Ele não era citado na rodada anterior, de dezembro passado, e agora surge com 12%. Lula oscilou de 24% para 25%, e o próximo candidato citado é o inelegível Bolsonaro, com 3%.

O Datafolha testou cinco cenários para o pleito de primeiro turno e sete para o de segundo. Lula segue à frente em todos, mas sua vantagem está em queda.

Na primeira rodada, ele marca 38% ou 39% sempre —há um improvável cenário com o ministro Fernando Haddad (Fazenda) como nome do PT, marcando aí 21% ante 33% de Flávio. O senador do PL-RJ, por sua vez, flutua de 32% a 34% nos embates com Lula. Tarcísio, ainda testado, já escorrega para 21%.

No cenário hoje mais provável, Lula tem 38% ante 32% de Flávio. Ratinho Jr. vem a seguir com 7% e o governador mineiro, Romeu Zema (Novo), com 4%. Depois vêm Renan Santos (Missão, 3%) e Aldo Rebelo (DC, 2%). Rejeitam todos os candidatos 11%, e 3% dizem não saber em quem votar.

A jogada de Kassab de unir três postulantes do PSD e escolher um, por ora, não vingou para ameaçar Flávio. Ratinho Jr. vai melhor, de toda forma, que os governadores Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS).

Na disputa de segundo turno, a dianteira de Lula sobre Flávio caiu de 15 para 3 pontos desde dezembro. O empate técnico, mas com uma distância maior, ocorre quando o nome na segunda rodada é Ratinho Jr.: o presidente derrota o governador por 45% a 41%, em cenário estável.

Do ponto de vista dos líderes na disputa, o perfil do eleitorado não difere muito do que se viu na polarização acentuada do pleito de 2018 para cá.

No cenário mais provável, com Flávio e Lula, o presidente mantém uma distribuição homogênea entre os estratos socioeconômicos, repetindo os destaques usuais: nordestinos, católicos, pessoas menos instruídas e que ganham menos —neste segmento, dos que ganham até 2 salários mínimos, tem 42% (margem de erro de três pontos).

Já o filho de Bolsonaro se destaca entre evangélicos, sulistas e moradores do Norte/Centro-Oeste, redutos que foram do seu pai. Sua melhor pontuação, 48%, é entre os 28% de evangélicos da amostra, estrato com margem de erro de quatro pontos.

Reforçando a polarização há a rejeição. Acumulando quase três mandatos completos, Lula marca 46% de pessoas que dizem que nunca votariam nele. Já Flávio, neófito em disputas nacionais, chega carregando o peso do sobrenome: 45% dizem rejeitá-lo liminarmente.

Ambos também são amplamente conhecidos: só 1% nunca ouviu falar de Lula e 7%, do senador. Aqui há alguma boa notícia para Ratinho Jr., que só tem 19% de rejeição e 38% de desconhecimento.

Concorrem para o cenário turvo para o petista hoje as nuvens que congestionam o céu da política brasileira. O escândalo do Banco Master por ora tem poupado o núcleo do governo, mas a percepção de corrupção acaba colocada na conta dele.

Além disso, o foco no ministro do Supremo Alexandre de Moraes, visto como algoz do ex-presidente por seu papel na investigação e julgamento da trama golpista, favorece Flávio. Mas só até certo ponto, dado que até aqui o entorno de Bolsonaro é mais citado no caso —a começar pelo ex-chefe da Casa Civil Ciro Nogueira (PP).

Outro escândalo, o do INSS, atinge não só o governo em si, mas o presidente: seu filho Fábio Luís está cada vez mais enrolado devido à sua ligação a um personagem central do caso, e os pesquisadores do Datafolha estavam em seu último dia de coleta de dados quando emergiu a movimentação de sua conta bancária.

Há incertezas econômicas também, a que se somam as dúvidas em torno do impacto da guerra no Oriente Médio. Ainda que, como se diz proverbialmente em Brasília, "o povo não come PIB", a perda de fôlego do indicador em 2025 devido às altas taxas de juros pode aumentar o azedume com o governo, particularmente na classe média, cujo consumo das famílias tem caído.

Também contribuem fatores mais intangíveis, como a celeuma em torno da homenagem feita pela rebaixada Acadêmicos de Niterói ao presidente no Carnaval.

A gordura acumulada no segundo semestre de 2025, oriunda da bem-sucedida campanha pela soberania no embate com Donald Trump, da conquista da simpatia do americano e da prisão de Bolsonaro, secou por ora.
Por Igor Gielow, Folhapress

Destaques