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Paraná Pesquisas: Lula lidera o 1º turno, mas empata tecnicamente com Flávio e Tarcísio no 2º

Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta quinta-feira, 29, indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera os cenários testados de primeiro turno para a Presidência da República, mas empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em eventuais disputas de segundo turno. Já o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), seria derrotado pelo petista em confronto direto.

O levantamento ouviu 2.080 eleitores em 160 municípios dos 26 Estados e do Distrito Federal. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos porcentuais. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08254/2026.

No primeiro cenário estimulado de primeiro turno, com Flávio como candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula aparece com 39,8% das intenções de voto, ante 33,1% do senador. Na sequência, surgem Ratinho Jr., com 6,5%; o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,7%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 2,8%; o presidente do Missão, Renan Santos, com 1,5%; e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 1,1%. Não souberam ou não responderam somam 4,7%, enquanto brancos e nulos chegam a 6,8%.

Em outro cenário, com Tarcísio como candidato do bolsonarismo, Lula registra 40,7%, contra 27,5% do chefe do Executivo paulista Caiado marca 6,6%, Zema tem 4,4%, Renan aparece com 2% e Aldo, com 1,4%. Os indecisos somam 6,6%, e brancos e nulos, 10,8%.

Na pesquisa espontânea, o atual presidente lidera com 25,5% das menções. Flávio aparece com 12,1%, seguido pelo ex-presidente Bolsonaro, com 6,3%, apesar de estar preso no Complexo da Papuda e inelegível. Tarcísio tem 1,7%. Não souberam responder totalizam 44,2%, enquanto brancos e nulos representam 6,8%.

Segundo turno

Nos cenários de segundo turno, Lula mantém vantagem numérica, mas sem se descolar da margem de erro. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente tem 44,8% das intenções de voto, ante 42,2% do filho "zero um" do ex-presidente. Brancos e nulos somam 8,3%, e 4,7% não souberam responder.

Em eventual disputa com Tarcísio de Freitas, Lula registra 43,9%, contra 42,5% do governador de São Paulo. Brancos e nulos chegam a 9,1%, e os indecisos, a 4,6%.

Ratinho Jr. é o único adversário testado que aparece atrás de Lula além da margem de erro. O governador do Paraná tem 38,9%, enquanto o petista alcança 44,7%. Brancos e nulos somam 11,4%, e 5% não souberam responder.

A pesquisa também mostra que 51% dos entrevistados avaliam que Lula não deveria disputar a reeleição, enquanto 45,3% defendem um quarto mandato do petista. Outros 3,8% n
Por Geovani Bucci, Estadão Conteúdo

Centrão se divide, vira página sobre Tarcísio e testa candidatura alternativa na direita

Antes entusiastas de uma candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência, partidos do centrão passaram pela fase do luto e hoje estão conformados com a permanência do governador em São Paulo para tentar a reeleição.

Dirigentes de siglas como PSD, União Brasil, PP e Republicanos, ouvidos pela Folha, trabalham atualmente com um cenário eleitoral que considera irreversível a presença de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto.

A admissão do cenário em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será candidato, porém, não significou até agora uma adesão formal dessas legendas à candidatura de Flávio. Pelo contrário, há uma resistência que impulsionou os partidos a articular um nome alternativo na direita.

O PSD, um dos primeiros a entender que não poderia contar com uma candidatura de Tarcísio à Presidência, deu seu principal sinal de resignação ao anunciar a filiação do governador Ronaldo Caiado (GO) na terça-feira (27). O goiano tem dito que não abre mão de concorrer à Presidência e chega como uma garantia de que a sigla terá um candidato próprio.

Os outros dois pré-candidatos à Presidência da sigla, os governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR), não oferecem certezas de que manterão o projeto nacional. O primeiro não entusiasma colegas fora da região Sul, por não ter adesão de lulistas ou bolsonaristas, enquanto o segundo enfrenta problemas no Paraná.

A decisão do PSD de lançar um presidenciável parte da premissa de que Tarcísio não será candidato à Presidência. Caso contrário, o partido estaria na coligação do governador, conforme afirmou o presidente da legenda, Gilberto Kassab, à Folha.

Dirigentes do PSD dizem que o objetivo é tentar desidratar a candidatura de Flávio e chegar ao segundo turno. Caso isso não ocorra, não há decisão a respeito de apoio ao presidente Lula (PT) ou ao filho de Bolsonaro. A tendência, afirmam integrantes da sigla, é a neutralidade, como ocorreu na última eleição.

Para o governo Lula, o melhor seria ter uma pulverização maior de candidaturas de direita. Mas, por ora, aliados do presidente ainda não calcularam qual será o impacto real desse movimento de Kassab.

Entre dirigentes do centrão, apenas o presidente do PP, Ciro Nogueira, deu sinalizações públicas de eventual apoio a Flávio, mas a federação União Progressista, formada com o União Brasil, não bateu o martelo. Nos bastidores, Ciro passou a pregar cautela e defende aguardar para decidir se embarca na campanha do senador.

Ao mesmo tempo, essas siglas tampouco demonstram interesse em apoiar Lula no primeiro turno, apesar de contarem com ministérios e cargos no atual governo. O Planalto, por ora, se satisfaz com a tendência de independência de parte dessas siglas, sem adesão total a Flávio.

Inicialmente, líderes do centrão tentaram manter Tarcísio no páreo para disputar a Presidência, mesmo após Bolsonaro escolher o filho. O entendimento atual do grupo, principalmente após o recente atrito com a família do ex-presidente, é que o governador não confrontaria o ex-chefe para disputar o Planalto.

Parte dos dirigentes faz a ressalva, contudo, de que ainda pode haver mudanças e que a política é dinâmica.

A candidatura do PSD deu aos partidos de oposição a Lula uma terceira alternativa, além da neutralidade ou do apoio a Flávio. Nesta quarta-feira (28), durante evento em São Paulo, Caiado afirmou que o PSD vai buscar o apoio de todos os partidos da centro-direita, mencionando MDB, Republicanos, PP e União Brasil.

A federação União Progressista já não considera Tarcísio na sua equação nacional. Essa aliança do centrão tem resistido às ofensivas de Flávio por um apoio já no primeiro turno. A ordem é concentrar esforços na montagem de chapas nos estados e só decidir um posicionamento nacional em abril.

A tendência da federação, dizem líderes, é a neutralidade ou o apoio a Flávio. A segunda opção é vista como a mais remota, pois implicaria em dificultar a eleição de deputados e senadores em estados com tendência de voto lulista, principalmente no Nordeste.

O Republicanos, apesar de abrigar Tarcísio, tende à neutralidade, segundo integrantes da cúpula do partido. O comando da sigla já defendia há meses a permanência do governador em São Paulo, sob argumento de que não valeria a pena trocar uma reeleição vista como certa para se arriscar num projeto nacional.

Recentemente, Tarcísio estreitou os laços com seu partido ao convidar o presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro, para assumir a secretaria da Casa Civil. Carneiro é considerado um braço direito e conselheiro de Marcos Pereira.

Embora o governador já tenha declarado seu apoio a Flávio, seu partido ainda mantém sua decisão a respeito da eleição nacional em aberto. Um acordo é cobiçado tanto pelo senador como pelo trio de presidenciáveis do PSD.

Segundo lideranças do Republicanos, há chances de negociação com o PSD em busca de fortalecer uma espécie de terceira via que não comprometa a eleição nos estados.

No MDB, a avaliação também é a de que Tarcísio deve concorrer à reeleição, embora mudanças não sejam descartadas. O partido mantém proximidade com Lula através de três ministérios, mas estuda manter a neutralidade —já um apoio a Flávio é tido como improvável.

O Solidariedade, que fechou uma federação com o PRD, também não conta mais com a hipótese de Tarcísio concorrer. A tendência é liberar os filiados para apoiar quem quiserem na eleição presidencial.

Por Augusto Tenório, Carolina Linhares e Catia Seabra/Folhapress

Com Ratinho e Eduardo Leite, Caiado diz que PSD quer alianças e que Kassab soltará 'fumacinha branca'

Governadores afirmam que buscarão apoio de MDB, Republicanos e PP para disputa eleitoral
O PSD buscará alianças com outros partidos de centro-direita para derrotar Lula (PT) nas eleições de 2026 e deixará a cargo do presidente da sigla, Gilberto Kassab, a escolha do nome que liderará a chapa. A informação foi passada nesta quarta-feira (28) pelos três presidenciáveis do partido, os governadores Ratinho Jr. (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás).

Os três participaram de um evento do banco de investimentos UBS em um hotel da zona sul de São Paulo. Caiado havia anunciado sua saída do União Brasil e filiação ao PSD na noite anterior e se dirigiu pela primeira vez à Faria Lima como integrante da sigla comandada por Kassab.

"Eu sou aqui o calouro dessa filiação, desse partido, e esse assunto, sem dúvida nenhuma, será colocado. Buscaremos, dentro do momento em que tivermos aquele indicado para ser o candidato do PSD, essa aliança. E temos o prazo até julho de 2026 e um espaço até iniciarem as convenções partidárias", disse Caiado.

"Mas tem toda razão, vamos buscar todos os partidos. O MDB, o Republicanos. Eu tenho tentado também ver se eu consigo sensibilizar o pessoal do PP. Mas, no União Brasil, você vê que foi uma saída em que todos entenderam e até disseram que eu tenho toda a prerrogativa de procurar uma alternativa", complementou.

O trio estava acompanhado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Tarcísio de Freitas (Republicanos), cuja candidatura presidencial perdeu força após Jair Bolsonaro (PL) indicar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato, não esteve presente.

Caiado já teve divergências com Kassab e, em 2015, durante articulações que envolviam a recriação do PL, o governador goiano —que na época era senador— chamou o presidente do PSD de "cafetão do Planalto". Questionado sobre o tema, ele preferiu fazer ataques a Lula.

"Nós estamos dentro de um partido que tem uma preocupação muito grande, que é de poder mostrar que não tem nenhuma candidatura individual", disse o governador. "Quem for indicado terá o apoio dos demais. Agora, nós estamos discutindo um problema muito sério, a eleição de 2026. Não é só ganhar a eleição, é saber como governar o país diante desse colapso instalado de governabilidade pelo Lula", complementou.

"Será possível que, até hoje, ele [Lula] fala que vai combater a fome e não consegue? Há 40 anos que ele fala isso e não consegue até hoje? Qualquer um de nós resolve isso aí em dois anos de mandato", afirmou Caiado. "O que nós temos que esperar agora é o Kassab, está certo? É ele soltar a fumacinha branca [referência à fumaça após consenso em conclave para definição do papa] pra saber quem é que vai ser aqui o ungido para poder ser o candidato a presidente pelo PSD".

Caiado disse ainda que chegou a conversar com Flávio Bolsonaro na casa do senador. "Nós detalhamos esse assunto [lançar candidaturas separadas], mostrando que um número maior [de candidatos] no primeiro turno dá condição de viabilizar o segundo turno. Uma candidatura única no primeiro turno é o que o Lula quer", afirmou. "Não tem nenhum desentendimento em relação a essa postura da centro-direita."

As críticas ao governo Lula foram os pontos que mais atraíram aplausos durante a palestra dos quatro pré-candidatos. Zema reforçou as críticas ao falar aos jornalistas.

"Já manifestei publicamente que estarei apoiando qualquer um deles [do PSD] e também o Flávio no segundo turno contra o PT. Nós temos de lembrar que as propostas nossas com relação às da esquerda são as propostas que vão levar o Brasil para o futuro. Os programas sociais são importantíssimos, mas precisamos ter porta de saída. Não dá para conviver com essa gastança que faz com que o investimento no Brasil seja proibido", disse o mineiro.

Secretário do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, o presidente do PSD já afirmou que a legenda deve ter candidatura própria, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) mantenha seu nome até o final na corrida eleitoral.

Por Bruno Ribeiro/Folhapress

‘Em 2018, Lídice foi correta, não saiu do grupo’, afirma Otto, ao comparar postura de Coronel

O senador Otto Alencar (PSD) fez menção à retirada de Lídice da Mata (PSB) da chapa majoritária de 2018 como forma de sensibilizar o correligionário Angelo Coronel (PSD) a não romper com o governo do Estado caso fique fora da composição este ano.

“Eu digo a você que cada um tem um jeito de pensar. Em 2018, a senadora Lídice da Mata, brilhante, de grupo, correta, ela não saiu do grupo, ela saiu para deputada federal. Ela entendeu que o grupo era maior, que o projeto era maior, que a causa de Lula e a nossa causa aqui era maior e não rompeu com o governo, foi ser candidata a deputada federal”, disse o senador pessedista em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, na TV Band, nesta quarta-feira (28).

“Cada um tem uma maneira de ser, estou citando o caso da Lídice, mas o Coronel pensa diferente e ele tem o direito de pensar diferente”, contornou.

Em 2018 Lídice foi rifada da chapa na sua tentativa de reeleição para dar lugar a Angelo Coronel, então presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A articulação, a propósito, passou pelas mãos do próprio Otto, alegando a força do PSD de mais de uma centena de prefeitos.
Por Política Livre

Ademir Ismerim explica regras da fidelidade e da janela partidária para as eleições de 2026

O advogado eleitoral Ademir Ismerim detalhou os principais aspectos legais que envolvem a fidelidade partidária e a janela partidária, temas que ganham relevância com a proximidade das eleições de 2026. Segundo ele, a legislação brasileira é clara ao definir os limites para a troca de legenda, especialmente nos cargos eleitos pelo sistema proporcional.

“A fidelidade partidária determina que o mandato nas eleições proporcionais pertence ao partido, e não ao candidato eleito”, explicou Ismerim. De acordo com o advogado, essa regra está prevista na Resolução do TSE nº 22.610/2007 e tem como base o artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos, que prevê a perda do mandato em caso de desfiliação sem justa causa.

Ismerim ressaltou que a própria legislação criou mecanismos para flexibilizar essa regra. “A Reforma Eleitoral de 2015 e a emenda constitucional aprovada em 2016 consolidaram a janela partidária como uma alternativa legal para a troca de legenda, garantindo segurança jurídica aos parlamentares”, afirmou.

Segundo o especialista, a janela partidária tem prazo definido e regras específicas. “O período é de 30 dias e só é aberto em anos eleitorais. Além disso, a justa causa por janela partidária se aplica exclusivamente aos parlamentares que estão no fim do mandato vigente”, destacou.

Para as eleições de 2026, Ismerim explicou que a janela beneficiará apenas deputados federais, estaduais e distritais. “Os vereadores eleitos em 2024 não estão no término do mandato e, por isso, não podem se beneficiar da janela partidária em 2026”, alertou.

Ao tratar dos cargos majoritários, o advogado esclareceu que a regra da fidelidade partidária não se aplica. “A jurisprudência do STF e do TSE é pacífica ao afirmar que senadores, governadores e prefeitos podem mudar de partido a qualquer momento, sem perder o mandato”, disse. Ele ponderou, no entanto, que esses agentes políticos devem observar o prazo mínimo de seis meses de filiação antes da eleição para disputar um novo cargo.

Ismerim também chamou atenção para as hipóteses de justa causa fora do período da janela. “Mesmo após o encerramento da janela partidária, é possível mudar de partido, desde que haja justa causa devidamente comprovada”, explicou. Entre as situações previstas em lei, ele citou a mudança substancial do programa partidário e a grave discriminação política pessoal.

“A comprovação da justa causa é fundamental. É preciso reunir provas e documentos que demonstrem claramente a situação que levou à desfiliação, para evitar questionamentos e o risco de perda do mandato”, completou.

Por fim, o advogado destacou a importância da carta de anuência do partido de origem. “A Emenda Constitucional nº 111/2021 passou a reconhecer a anuência do partido como uma justa causa autônoma para a desfiliação, o que ampliou significativamente as possibilidades legais de mudança de legenda”, concluiu.
Por Política Livre

Reviravolta na Bahia: Ida de Caiado para PSD transforma Coronel em cisne, enfraquece Otto, fortalece Neto e coloca PT na defensiva

Virada
A entrada de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, no PSD, onde deve ganhar a disputa com Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr. (PR) para concorrer à presidência da República, promoverá provavelmente uma grande reviravolta política na Bahia, onde o senador Angelo Coronel (PSD) pode deixar a condição de patinho feio excluído pelo PT da chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para dar as cartas na sucessão estadual.

Concessão

Com Caiado como candidato a presidente, o PSD pode até fazer uma concessão, permitindo que o senador Otto Alencar vote em Lula na Bahia, mas certamente não negará a Coronel o direito de concorrer à reeleição. Pelo contrário, deve estimular a candidatura do senador numa coligação com o candidato das oposições ao governo, ACM Neto, que já assumira o compromisso de apoiar Caiado à Presidência quando ele ainda estava no União Brasil.

Poder

Para aliados próximos, Neto também pode condicionar apoio ao nome de Caiado ou eventualmente ao de outro candidato do PSD a uma coligação com o partido de Kassab na Bahia que inclua a candidatura à reeleição de Coronel em sua chapa. "Neto pode muito bem dizer que vota no candidato do PSD a presidente desde que Coronel seja candidato a senador em sua chapa numa coligação com o PSD na Bahia com ele", diz importante apoiador do ex-prefeito de Salvador.

Três no páreo

A Operação Caiado-PSD aponta, a priori, para a consolidação de três candidaturas no campo da oposição ao presidente Lula em outubro - a do PSD, que pode ser encabeçada por ele, por Ratinho ou Leite, a do Novo, a ser liderada por Romeu Zema, governador de Minas Gerais, e a do PL, com Flávio Bolsonaro - com igual impacto na Bahia e repercussão favorável à candidatura de Neto ao governo.

Sem força

Pelos cálculos dos netistas, com Zema apoiado pelo candidato a governador José Carlos Aleluia, o nome do PSD respaldado por Neto e Flávio concorrendo em articulação com João Roma, um dos candidatos ao Senado na chapa do ex-prefeito, dificilmente Lula terá forças para catapultar a candidatura de Jerônimo à reeleição, como fez na sucessão de 2022. Naquela eleição, Neto, inclusive, teve 20% dos votos lulistas no Estado.
Risco sim

Sob o impacto da filiação de Caiado, Otto tem buscado dizer a correligionários e aos petistas, que não corre o risco de perder o comando do PSD no Estado, mas não consegue negar que o movimento fortaleceu a posição de Coronel em detrimento da dele, restando-lhe apenas, até agora, o direito de apoiar Lula e Jerônimo. Para reforçar que sua posição não é mais a de senhor da legenda na Bahia, está o histórico de cinco intervenções feitas por Kassab em estados nos últimos meses.

Saída desenhada

Antes do movimento de Caiado, aliados de Coronel traçavam cenário em que ele poderia deixar o PSD até março e migrar para a oposição. Se o movimento se confirmasse, o destino estaria praticamente definido: o União Brasil. A discussão acontecera com Neto, diante da avaliação dos riscos de concorrer em um partido que caminhava para seguir aliado ao PT. Uma vez na oposição, seria eleitoralmente mais interessante para Coronel vestir a camisa do 44. Mas veio o destino e...

Banco de reserva

Quem acompanha com apreensão as discussões sobre a montagem da chapa de Neto é o Republicanos, que pode novamente ficar de fora. Em 2022, a vice da chapa do ex-prefeito ao Palácio de Ondina foi ocupada pela empresária Ana Coelho, filiada ao partido, sem relação orgânica com a legenda, numa estratégia conhecida como “barriga de aluguel”. Agora, os bispos do partido esperavam espaço para o deputado federal Márcio Marinho ou ao menos para o ex-deputado Marcelo Nilo, mas...
Racha bolsonarista

O rompimento do presidente do PL de Ilhéus, Thiago Martins, com o prefeito Valderico Júnior (União) seria mais um sinal do mal-estar do bolsonarismo raiz com Neto. Thiago, que preside a Fundação Maramata, órgão municipal, é ligado ao deputado federal Capitão Alden (PL), que tem apontado o descumprimento de acordos firmados em 2024 por prefeitos do União. A insatisfação se repete em cidades como Feira de Santana, com José Ronaldo de Carvalho, e até Salvador, sob a gestão de Bruno Reis.

Conta alta

Nos bastidores, o estopim do rompimento em Ilhéus foi a falta de espaço político do PL na gestão municipal. Segundo aliados, compromissos envolvendo cargos e um alegado 'conteúdo programático' não foram cumpridos lá e nas outras cidades, o que levou Capitão Alden a colocar em xeque o apoio dos bolsonaristas à candidatura de Neto ao governo, independentemente da vontade de João Roma.

Pitacos

* Auxiliares de Jerônimo analisam pesquisas internas que medem o impacto da saída de Angelo Coronel da base. Bem situado no centro e até na direita, Coronel também tira votos do senador Jaques Wagner (PT) e do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT).

* Em cenários com João Roma candidato pela oposição, cresce o risco de Jaques Wagner não se reeleger. Rui segue bem posicionado na briga pela primeira vaga.

*Tem muita gente no PT aguardando o impacto de eventuais futuras revelações envolvendo Roma e o banqueiro baiano Guga Lima.

* Alden também está em choque com Roma. Esta semana, em entrevista à CBN, Alden disse que não tirava o “chapéu” para Roma como dirigente partidário, apenas como pessoa.

Roma, no mesmo veículo, rebateu: “Eu fico até agradecido que ele tira o chapéu para mim como pessoa, que eu acho que é o que importa. Cada um pode ter a sua discordância”, disse Roma.
* O vereador Sandro Filho (PP) ainda estuda se lançar a deputado federal, mesmo com todo desgaste que teve nos últimos meses com a sua expulsão do MBL. O edil entende que conseguiu manter a sua base eleitoral mesmo fora do grupo.

* O site Política Livre noticiou que Sandro estaria “paquerando” o Bolsonarismo, mas, ao que tudo indica, uma possível aproximação com a extrema direita vai ficar para depois.

* Um deputado estadual do PP que pode estar desembarcando no PSB confessou a este Política Livre estar preocupado com as eleições 2026. Para ele, “nunca foi tão caro fazer campanha na Bahia”.

* Segundo o parlamentar, apesar de haver uma tendência para sua ida para o PSB, o martelo não está totalmente batido devido a “contas que precisam ser feitas para garantir a reeleição”.

* Um político aliado do PT confidenciou a este Política Livre que não gostou do filme "O Agente Secreto", que já rendeu vários prêmios e indicação ao Oscar ao baiano Wagner Moura. Segundo ele, o filme não condiz com o título, é muito demorado e tem história fraca.

Por Política Livre

Caiado se filia ao PSD e passa a disputar candidatura presidencial com Ratinho Jr. e Leite

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou, nesta terça-feira (27), que deixou o União Brasil e se filiou ao PSD, sigla presidida por Gilberto Kassab. Caiado quer ser candidato à Presidência da República em 2026.

Sem espaço no União Brasil para lançar sua candidatura, ele vinha negociando se filiar ao Podemos ou ao Solidariedade, mas acabou optando pelo PSD.

Kassab, por sua vez, já tem dois governadores como opções para lançar ao Palácio do Planalto —Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Ao se filiar, Caiado falou em "total desprendimento" e disse que qualquer um dos três poderá ser o presidenciável do partido. A declaração foi dada em um vídeo gravado ao lado dos outros dois governadores na casa de Kassab.

"Ao lado desses dois colegas, governadores muito bem avaliados, nós iremos disputar essa eleição em 2026. O que sair daqui candidato terá o apoio dos demais", disse.

"Busco neste momento uma oportunidade para poder também contribuir com a discussão nacional de uma eleição em 2026. [...] Para que nós possamos mostrar ao Brasil que este é um gesto de total desprendimento. Aqui não tem o interesse pessoal de cada um. Aquele que for escolhido, levará essa bandeira de um projeto de esperança", afirmou ainda.

Leite e Ratinho deram declarações de boas vindas ao colega. "Antes da nossa aspiração individual como agentes políticos vem a nossa aspiração como brasileiros. O Brasil precisa encontrar um rumo que devolva esperança para as pessoas", disse o governador gaúcho.

O presidente do PSD chegou a declarar que apoiaria uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência, mas o cenário mudou quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indicou seu filho Flávio Bolsonaro (PL), e não seu ex-ministro, para a eleição.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada em dezembro passado, Caiado varia entre 6% e 7% em intenção de votos no primeiro turno a depender de quem sejam os concorrentes. Já Ratinho marca entre 10% e 12%.

Caiado também publicou uma carta ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, em que se despede do partido, mas pede apoio dos membros da legenda em sua "caminhada para endireitar nosso país".

"Tenho grande estima pelo nosso partido, mas minha determinação de devolver o Brasil aos brasileiros fala mais alto", escreveu.

Em resposta, Rueda divulgou nota em que diz respeitar a decisão de Caiado e lhe deseja sucesso. "A política é feita de ciclos, escolhas e convergências. Desejamos do governador sucesso nessa nova etapa, com votos de boa sorte nos desafios que se apresentam", declarou.

Como mostrou a Folha, Caiado avisou a aliados nesta terça que deixaria o União Brasil devido à resistência do PP, com quem a legenda está federada, à sua pré-candidatura.

Caiado tem dito a aliados que não abrirá mão da sua pré-candidatura. Correligionários dizem que ele vai para o "tudo ou nada" na corrida pelo Planalto visando encerrar sua carreira política numa disputa nacional.

O governador de Goiás é originário do antigo DEM, partido que se fundiu com o PSL para formar o União Brasil em 2022. Essas alas constantemente disputam poder na legenda, que adicionou elementos de cisão ao anunciar no ano passado uma federação com o PP, comandado por Ciro Nogueira.

Como mostrou a Folha, uma ala da cúpula do União chegou a defender a manutenção da pré-candidatura, mas menos por expectativa de vitória e mais porque isso desobrigaria a sigla a apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro contra o presidente Lula (PT).

Outra ala da sigla, porém, defende que não há necessidade de investir tempo e dinheiro numa candidatura presidencial. Esse grupo entende que o partido poderia liberar filiados para apoiarem Lula ou Flávio, "facilitando" a vida de quem disputa cargos em estados que possuem tendência clara lulista ou bolsonarista.

Na cúpula do União, predominou a máxima de "não escolher hoje o que se pode decidir amanhã", o que irritou Caiado. Apesar de dividida, a cúpula do partido entende ser necessário aguardar mais um pouco para cravar uma posição sobre a disputa nacional.

Por Folhapress

Rui Costa crava chapa governista para 2026 e deixa Angelo Coronel fora

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), cravou publicamente a composição da chapa governista para disputar as eleições de 2026 na Bahia e deixou fora do arranjo o senador Angelo Coronel (PSD). A declaração foi feita durante visita ao município de Maracás, no Vale do Jiquiriçá, no sábado (24), ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do senador Jaques Wagner (PT).

Em entrevista à TV Pirôpo (veja vídeo), Rui foi direto ao tratar do cenário eleitoral. “Eu saio do ministério no final de março e serei candidato a senador da República, e, portanto, junto com Jerônimo governador e Wagner também senador”, afirmou. O ministro também voltou a afastou qualquer possibilidade de disputar o governo do Estado.

A agenda em Maracás incluiu a inauguração de uma nova escola em tempo integral e simbolizou a unidade do trio petista. Coronel e o senador Otto Alencar (PSD) não estiveram presentes.

As declarações de Rui contrastam com o tom adotado até aqui por Jerônimo Rodrigues. O governador tem evitado tratar a composição da chapa como definida, afirmando que as conversas seguem em curso e sem descartar de público Coronel. Jaques Wagner, por sua vez, tem sinalizado preferência por uma majoritária “puro-sangue” do PT, embora também ressalte que o processo de negociação ainda não foi encerrado. O presidente Lula (PT), inclusive, deve participar das articulações.

Do lado do PSD, Angelo Coronel mantém o discurso de que será candidato à reeleição. Otto Alencar já assegurou que o senador terá legenda para concorrer, mesmo que de forma avulsa, caso fique fora da chapa governista.
Por Política Livre

Zema alfineta segurança pública na Bahia e diz que Minas não tem “um metro quadrado controlado por facções criminosas”

Durante passagem pela Bahia neste sábado (24), o governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema (NOVO), afirmou que sente reflexos no território mineiro da violência que ocorre na Bahia, estado que tem a maior taxa de homicídios e é considerado o mais violento do Brasil.

Segundo ele, a maior tensão se dá na fronteira entre os estados, gloriando-se, em seguida, de não ter “um metro quadrado de território controlado por facções criminosas”, que são hoje o principal desafio da segurança pública em solo baiano.

“Sentimos [impacto] sim. Inclusive a nossa Polícia Militar trabalha aí com uma tensão, com um reforço dobrado na divisa com a Bahia para que esse crime que atua aqui não entre no estado de Minas. Em Minas, modéstia à parte, nós podemos falar com orgulho que hoje não existe um metro quadrado de território controlado, ocupado por facções criminosas”, disse ao *Política Livre*.

“E eu tenho dado todo o apoio às nossas forças de segurança para que elas respondam com a maior força possível quando alguém estiver desrespeitando a lei. Invasão de terra em Minas é proibido, propriedade privada é respeitada e bandido é tratado como bandido”, emendou, em outro comparativo que destoa da realidade vista na Bahia quanto aos atos praticados pelo Movimento Sem Terra (MST).

O discurso do governador mineiro acompanha uma tendência verificada na pesquisa Ipsos no início deste ano, quando 45% da população brasileira colocou “crime e violência” como sua principal preocupação.

“Enfrentamos dificuldades que o Brasil enfrenta, porque nós temos gente lá que está roubando e a Justiça manda soltar, mas tenho lutado para que isso acabe. E a resposta lá bandido já sabe, será tratado como criminoso e se der tiro na polícia vai levar um tiro de calibre maior ainda”, frisou, destacando ainda colher frutos na atração de investimentos como consequência direta da segurança.

“Então lá nós não estamos dando espaço para a bandidagem e somos hoje, com muito orgulho, um dos estados mais seguros do Brasil, que mais atrai investimentos. Lembrando que todo mundo só quer investir onde tem segurança pública”, arrematou.

Por Política Livre

Eleições 2026: segurança pública vira campo de batalha entre Lula e a direita

Uma das principais preocupações dos brasileiros, a segurança pública pode dar a tônica da campanha eleitoral de 2026. Em uma eleição polarizada entre esquerda e direita, o tema pode direcionar um eleitorado decisivo.

Até o momento, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, podem se lançar ao pleito o senador Flávio Bolsonaro; e os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, do Paraná, Ratinho Junior, e o de Minas Gerais, Romeu Zema. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por enquanto se diz inclinado a tentar a reeleição no Estado.

Após mandatos de Lula e Dilma Rousseff sem grandes marcas na área, correligionários admitem que o tema é o “calo” do PT. A estratégia sobre como conduzir essas discussões na campanha ainda está sendo desenhada e deve tomar corpo somente após o congresso que será realizado pelo partido em fevereiro para lançar a candidatura de Lula. Ainda assim, interlocutores do presidente têm afirmado que ele deve explorar mais as falhas dos adversários do que exaltar possíveis feitos da gestão.

A violência era a maior preocupação de 38% da população, segundo pesquisa da Genial/Quaest divulgada em novembro, quando o tema ocupou o centro dos receios dos brasileiros, superando as preocupações com Economia (15%). Nova pesquisa divulgada em janeiro mostra que a violência continua sendo a preocupação principal, mas com um índice mais baixo: chegando a 31% da população.

Historicamente, os governos petistas não conseguiram enfrentar frontalmente o problema da segurança pública. Há uma resistência dentro do partido em abordar a questão, com o receio de que as medidas adotadas se distanciem dos ideais progressistas, com criminalização da população mais pobre.

“A grande fragilidade é que o governo não assumiu desde o começo e até hoje não assume a segurança pública como uma grande prioridade”, analisa a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz e especialista no tema, Carolina Ricardo. “A gente viu um governo que não foi capaz de se antever às crises e formular uma uma visão mais estruturada para segurança pública.”

Para ela, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ficou isolado ao longo do terceiro mandato e mesmo o presidente Lula teve dificuldade de se apropriar do tema. Nas últimas semanas, o governo voltou a debater internamente a possibilidade de criar um ministério para a área, mas a ideia não avançou.

A inércia do governo tem gerado críticas mesmo de governistas, que consideram que a gestão tem escolhido “burocratas” para tratar do tema ao invés de atacar de fato a questão. Na prática, a atuação mais marcante de um governo petista na área ocorreu na Bahia e é considerada um “desastre”. Mesmo comandado há cerca de 20 anos pelo PT, o Estado tem a Polícia Militar mais letal do Brasil.

Em termos de iniciativas lançadas, um dos elementos que podem ser explorados pelo presidente é a efetividade de operações realizadas pela Polícia Federal, como a “Carbono Oculto”, a maior da história para combater a infiltração do crime organizado na economia. A ação desmantelou um esquema de uso de postos de combustíveis pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro.

Na gestão do ministro Ricardo Lewandowski, as principais marcas na segurança foram por meio de propostas legislativas. O ministro focou na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reforçar as prerrogativas da União em atuar na segurança pública que constitucionalmente fica sob responsabilidade principal dos Estados. A PEC, no entanto, sofreu oposição de parte dos Estados e foi amplamente modificada no Congresso. Outro projeto enviado pelo Executivo, o PL Antifacção, tenta endurecer o combate a organizações criminosas sobretudo por meio do braço financeiro. O texto foi aprovado no Senado, com mudanças, e será novamente analisado pela Câmara.

A falta de capacidade de articulação no Congresso é vista como um dos principais entraves para avanços na área de segurança mesmo por membros do governo. A baixa capacidade de articulação tanto da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) quanto da Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, que tensiona o debate sobre o tema, acabaram enterrando a PEC.

“Tanto o Ministério da Justiça, quanto o próprio governo federal não têm tido força no Congresso e não conseguem articular. Então, apostar como principal estratégia, uma estratégia legislativa, não é o mais acertado. Por outro lado, quando a PEC foi foi apresentada, foi o momento em que o governo conseguiu pautar o tema, porque, em geral, esse é um tema em que o governo é pautado”, observa Carolina Ricardo.

Ela pondera, no entanto, que será difícil colher frutos dessas iniciativas. “A PEC foi completamente desfigurada. Então, o risco é que os projetos saiam muito ruins”, diz.

Outra iniciativa lançada por Lula foi o “Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas” (Enfoc), ainda durante a gestão do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em 2023. O plano inclui cinco eixos que vão desde a proteção de portos, aeroportos e fronteiras até integração de informações e aumento da eficiência dos órgãos policiais.

Próximo do fim do mandato, indicadores da política mostram que ela avançou em alguns pontos, embora tenha perdido o protagonismo com a troca de ministro na pasta. Em 2024 e 2025 foram recuperados R$ 875,9 milhões em bens e ativos do crime organizado pela PF e por Polícias Civis, relacionados ao tráfico de drogas. O governo também implementou 21 novas unidades de recuperação de ativos para fazer esse trabalho.

Entre 2024 e 2025, 15 operações e 38 apoios em operações foram realizadas no âmbito do Enfoc. A partir da política, a rede também mapeou pelo menos 45.735 vínculos entre pessoas e organizações criminosas. Desde que foi lançado, segundo o MJSP, o Enfoc produziu 5.487 documentos de inteligência, que foram repassados para um total de 27.250 agências de inteligência.

Por outro lado, havia a previsão de criação de um Centro Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, o que não aconteceu. O MJSP afirmou que estuda criar o Observatório Nacional das Orcrims, mas ainda não há data definida. O plano de defesa para ações de domínio de cidades previsto pelo programa também não foi criado. Segundo o MJSP, foi elaborado um curso sobre o tema que tem sido passado para os Estado.

Em novembro, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, publicou um documento de 60 páginas para subsidiar o debate da Segurança Pública no partido. Entre os pontos abordados estão a recriação do Ministério da Segurança Pública, criação de uma Guarda Nacional Permanente de Caráter Civil e um programa nacional de policiamento de proximidade.

Lula x Flávio Bolsonaro

A campanha de Flávio Bolsonaro se prepara para explorar “escorregões” de Lula durante discursos públicos. Uma das declarações foi dada pelo presidente durante viagem à Indonésia, quando criticou política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de combater com Forças Armadas cartéis do narcotráfico na América Latina.

Pré-candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro além de criticar a gestão petista, teria a explorar o mesmo discurso do pai. Um dos pontos amplamente citados pelo ex-presidente na área era a queda de homicídios no País durante o mandato, embora especialistas atribuam essa redução à atuação dos Estados.

Em declarações recentes, mesmo sobre temas que não são diretamente relacionados à segurança, Flávio tem utilizado o espaço para relacionar Lula à impunidade do crime organizado.

No início do mês, após o presidente vetar o PL da Dosimetria, que reduz penas para os condenados pela tentativa de golpe de Estado, o senador comentou sobre o tema e aproveitou para criticar a atuação de Lula na segurança.

“Enquanto isso, criminosos seguem roubando e matando por um celular nas ruas do Brasil”, escreveu em publicação no “X”.

Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra que em um eventual segundo turno Lula superaria todos os candidatos cotados. Contra Flávio Bolsonaro o petista tem 49,2% das intenções de voto ante 44,9% do bolsonarista.

Em entrevista ao Estadão, o ministro da Secretaria-geral da Presidência, Guilherme Boulos deixou claro que na campanha, em possíveis embates com Flávio sobre o tema da segurança, Lula abordará temas espinhosos para o bolsonarista.

“Estou doido para o Flávio Bolsonaro, se for o candidato, falar de segurança pública. Por quê? Porque a gente vai falar de milícia do Rio de Janeiro, de Rio das Pedras, de Adriano da Nóbrega, que teve o familiar assessor no gabinete dele, de escritório do crime”, disse Boulos. “Qual é a autoridade moral do Flávio Bolsonaro para falar de segurança pública? Nesse ponto, nós estamos preparados para fazer debate com qualquer um.”

Ao longo de seu mandato no Senado, Flávio presidiu em 2025 a Comissão de Segurança Pública da Casa e tem proposições relacionadas à área. Entre elas, estão propostas que derrubam decretos do atual governo para disciplinar o uso da força policial. Outro projeto de Flávio quer conceder porte de arma de fogo a advogados, para defesa pessoal.

O tema do acesso das armas é um dos principais abordados pelo senador ao longo de sua atividade parlamentar. Em julho de 2023, quando o governo Lula editou um decreto apertando o controle sobre a circulação de armas no País, Flávio afirmou que Lula “assinou sentença de morte para muitas pessoas que não vão poder se defender mais”.

Com a retomada dos trabalhos no Congresso em fevereiro há expectativa de que um projeto do senador sobre o tema seja votado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Casa. A proposta autoriza a instalação de fábricas civis de armas e munições no Brasil.

Na visão da especialista Carolina Ricardo, o discurso de Flávio caso se torne candidato deve girar principalmente em torno de visões cristalizadas da extrema direita na área:

“Ele não tem realmente um repertório de políticas de segurança pública. Ele reproduz um pouco essa lógica, que o irmão dele, o Eduardo, também faz, que é: ‘vamos armar todo mundo’. E uma defesa meio irrestrita da atividade policial”, analisa.

Nesse sentido, ela explica que apostar somente em explorar esse discurso pode facilitar a estratégia dos adversários que tentem aprofundar o debate. “Ele vai dizer: ‘Vamos acessar as armas, é um direito de defesa’. Mas como é que a gente enfrenta o tráfico de armas? Como é que a gente evita a entrada de armas legais no crime organizado?”, exemplifica.

Lula x Ronaldo Caiado

Correndo por fora nas pesquisas eleitorais, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, marcaria 39% no segundo turno, contra 49% do petista. A segurança pública é o principal eixo da gestão Caiado no Estado. Com o mote de que Goiás é “o Estado mais seguro do Brasil”, repetido em seus discursos, o governador se coloca como principal opositor das propostas do governo Lula na área, como a PEC da Segurança Pública.

No final de 2024, em uma reunião de Lula com governadores no Palácio do Planalto para debater a proposta, o presidente e o governador trocaram farpas publicamente. Na ocasião, após falas de Caiado, Lula ironizou dizendo que Goiás era o “único Estado que não tem problema de segurança”.

O discurso do governo está afiado em relação ao tema. Segundo o ministro Guilherme Boulos, Lula teve a “coragem” de chamar a responsabilidade sobre o tema ao enviar a PEC.

“Está parada lá. Os governadores de direita contra, a maior parte do Centrão contra, vamos fazer esse debate na campanha eleitoral? Por que eles são contra que o governo do Brasil assuma mais responsabilidade na segurança pública? Eles estão dando conta sozinhos? Não me parece. E acho que essa também não é a percepção da maioria do povo brasileiro”, disse.

Dados do Anuário brasileiro mostram a queda expressiva no número de homicídios dolosos em Goiás. Antes de Caiado assumir o governo, foram registrados 2025 crimes desse tipo em 2018. O último número divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, referente a 2024, mostra o registro de 960 homicídios dolosos, o que representa uma queda de 52,59%.

A letalidade policial também caiu, passando de 425 mortes em decorrência de intervenção das forças de segurança em 2018 para 372 em 2024, uma redução de 12,47%. Ainda assim, o número representa quase 40% do total de mortes violentas no Estado, um índice considerado alto por especialistas.

A pesquisadora Bartira Miranda, conselheira do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisa que ainda que o modelo adotado por Caiado venha reduzindo os índices, é preciso que haja políticas de longo prazo voltadas para uma mudança estrutural na área e não apenas reforço na repressão dos crimes. Nesse sentido, ela afirma que é preciso que haja uma integração das instituições do Estado com a União.

“É só uma política de governo, não é uma política de Estado”, comenta. “A gente precisa de uma política nacional de segurança pública e que fosse possível fazer a integração da União com os Estados, porque isso é interpretado como uma invasão de competência da União nos Estados. Mas não é invasão de competência, é uma necessidade real”, explica.

O Estadão procurou o governador, mas não obteve resposta.

Lula x Ratinho Junior

Assim como o governador de Goiás, o governador do Paraná, Ratinho Junior, também investe no bordão “Aqui, bandido muda de profissão ou vai embora”.

O governador paranaense tem explorado a segurança pública em seus discursos e reforçado comunicações sobre o tema. Em dezembro, o Ratinho lançou uma nova campanha publicitária com foco na área. “A segurança pública do Paraná está no melhor momento da sua história”, destaca o vídeo publicitário.

Considerando dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública, o Estado do Paraná registrou uma redução de cerca de 14,9% nos índices de homicídio doloso nos anos de gestão de Ratinho Junior. Em 2018, antes de Ratinho assumir o governo, o Paraná registrou 1955 homicídios dolosos. Já em 2024, foram 1663.

Em um cenário de segundo turno contra Lula, Ratinho alcançaria, segundo pesquisa mais recente, 39% do eleitorado, contra 49% para o petista.

Na última quarta-feira, Ratinho afirmou que aceitará o “desafio” de se candidatar à Presidência caso seja escolhido por seu partido, o PSD, que faz parte da base do governo Lula.

Em publicação recente, o PSD destacou os feitos do governo Ratinho na área da segurança. “A gestão do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior(PSD), tem bons resultados para mostrar na área de segurança pública”, propagandeou.

O partido citou dados sobre roubos, apontando uma queda de 16,5% nessas ocorrências entre janeiro e outubro de 2025, usando como base as informações prestadas pelos Estados ao MJSP.

Ao Estadão, o governador Ratinho Junior afirmou que “segurança pública é um tema prioritário para o Paraná”. E defendeu que "os estados precisam ter autonomia para aplicação de leis penais mais severas."

Em nota enviada à reportagem, destacou que o orçamento da área passou de R$ 2 bilhões em 2019 para R$ 8 bilhões em 2025. O governador citou investimentos em infraestrutura, como a compra de 20 helicópteros e equipamentos de visão noturna, tasers, óculos de visão noturna, entre outros. Ratinho destacou ainda o investimento nas forças de segurança, com criação da Polícia Penal no Estado e aumento do efetivo da PM (4 mil novos policiais) e da polícia civil (1,6 mil novos policiais).

“O Estado registrou redução de 29% nos homicídios dolosos entre janeiro e setembro de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. É o melhor resultado da série histórica. Furtos e roubos de veículos também estão nos menores patamares da série histórica”, afirma.

O governador destaca ainda o programa “Olho vivo”, com instalação de 26 mil câmeras para auxiliar na resolução de crimes e rastreio de foragidos. Além do programa “Fronteira segura”, com instalação de 11 bases ao longo do território.

Lula x Romeu Zema

Em Minas Gerais, o cenário para o governador Romeu Zema é adverso. O Estado foi um dos quatro no País que registrou aumento no número de homicídios dolosos de 2023 para 2024. Minas passou de 2.949 crimes desse tipo para 3.130. Considerando os dados de 2018, antes de o governador assumir o comando do Estado, também houve aumento. Naquele ano foram 3.095 homicídios dolosos.

Segundo pesquisa AtlasIntel, em disputa com Zema, Lula venceria por 49% a 39%. O governador tem endossado críticas à PEC da segurança pública e à postura do governo federal sobre na área.

Zema é um dos integrantes do chamado “Consórcio da Paz”, grupo criado por governadores de direita para que Estados se apoiem no enfrentamento ao crime organizado. O consórcio foi criado após a Operação Contenção no Rio de Janeiro, que deixou 122 pessoas mortas, sendo a mais letal da História no Estado. Na ocasião, ao criticar a postura do governo Lula em condenar o número de mortes, Zema disse que a gestão federal romantiza o problema da segurança.

Outro problema observado em Minas por pesquisadores da área é a infiltração do crime organizado no Estado nos últimos anos. De acordo com Luis Sapori, professor da PUC-MG e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“A acentuação do crime organizado em Minas é um legado do governo dele. O crime organizado está como nunca em Minas Gerais. Temos sinais visíveis da presença de facções pelas pichações em muros, pelas prisões que a polícia está fazendo e a vinculação que essas pessoas assumem com algumas facções. Nos últimos cinco anos isso se acentuou na região metropolitana”, analisa.

Nesta semana, uma disputa entre facções alterou até mesmo rotas de ônibus no bairro Barreiro, na região metropolitana de Belo Horizonte. Após confrontos com a polícia, quatro suspeitos foram presos. O governador comentou sobre o tema em suas redes sociais na terça-feira, 21. Zema classificou o problema do crime organizado como o “maior câncer do Brasil”. E elogiou a atuação da polícia mineira.

“Aqui em Minas não tem um pedaço de terra que a nossa polícia não entre. E bandido que quiser duvidar disso vai enfrentar um problemão”, disse.

O Estadão questionou o governador sobre o tema, mas não obteve resposta.

Lula x Tarcísio de Freitas

Um eventual embate entre Lula e Tarcísio nas eleições presidenciais teria um ingrediente amargo para os dois lados. A atuação dos gestores na área tem média semelhante de reprovação junto à opinião pública.

Em agosto, conforme levantamento da Quaest, 36% dos eleitores classificavam a gestão Tarcísio na segurança como negativa. Pesquisa AtlasIntel mostrou que no segundo turno, Lula superaria Tarcísio por 49,1% a 45,4%.

Durante a campanha, a artilharia de Lula pode se voltar para os casos de abuso cometidos pela polícia, que foram vistos com maus olhos pela opinião pública.

São Paulo está entre os seis Estados do País com maior letalidade policial. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, entre as mortes violentas intencionais do Estado em 2024, 21,7% foram causadas por intervenção policial. O porcentual cresceu de maneira acentuada em relação ao ano anterior, quando a taxa foi de 14,5%.

O pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da UERJ, Daniel Edler, destaca que o atual governador interrompeu uma política de controle da letalidade policial que vinha sendo implementada nas gestões anteriores, de João Doria e Rodrigo Garcia. “Certamente um candidato que venha de centro esquerda vai bater nisso”, analisa.

Joga a favor de Tarcísio a redução de índices importantes como mortes violentas intencionais, homicídios e roubos. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, São Paulo é o Estado brasileiro com menor taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, com 8,2. O índice do Brasil é de 20,8.

As mortes violentas intencionais incluem, entre outros, homicídios dolosos e latrocínios (roubo seguido de morte). Um dos pontos que tem sido explorado pelo governador é a queda de homicídios.

Em nota, o governador Tarcísio falou especificamente sobre os dois primeiros anos de sua gestão, afirmando que houve redução de 25% das mortes em decorrência de confrontos policiais em relação ao mesmo período da gestão anterior, de João Doria. Disse ainda que todas as ocorrências do tipo são “rigorosamente investigadas” e que a secretaria estadual mantém ações para reduzir a letalidade.

Ao Estadão, o governador afirmou em nota que foi feito um investimento de R$ 1,2 bilhão em infraestrutura e equipamentos na área. Além disso, afirma que houve reforço no efetivo policial e destaca o “uso da inteligência e da tecnologia é outro pilar dessa estratégia”. Um dos programas destacados é o “Muralha Paulista”, que integra sistemas para videomonitoramento.
Por Paula Ferreira/Estadão Conteúdo

Quem acredita que Jerônimo será substituído por Rui?, por Raul Monteiro*

Enquanto setores da oposição ainda continuam acreditando em histórias da carochinha, como a de que o ex-governador Rui Costa (PT) pode substituir Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa estadual, alimentando a ilusória expectativa sobre a eclosão de uma crise no ambiente governista provocada pela troca das peças do tabuleiro sucessório, o governador, o ministro da Casa Civil e Jaques Wagner avançam na organização das tarefas políticas que cada um deles assumirá para assegurar a reeleição do chefe do Executivo estadual e do senador petista, além da vitória do hoje principal auxiliar do presidente Lula em sua corrida ao Senado.

Indiferentes às pesquisas que continuam apontando o favoritismo de ACM Neto (União Brasil) ao Palácio de Ondina, à dificuldade do governador, reconhecida pelos próprios parceiros, de se concentrar mais na gestão do que nas atividades políticas, assim como à alegada fadiga de material decorrente do extenso tempo de duas décadas que o grupo comanda o Estado, as três lideranças petistas já traçaram o plano no qual devem se basear para percorrer o Estado, levando a mensagem de que o PT, e em especial Jerônimo, merecem a oportunidade de continuarem guiando os destinos da Bahia e dos baianos.

Pelas informações a que este colunista teve acesso, enquanto Jerônimo e Wagner se dedicarão à campanha no interior, dando particular atenção aos municípios menores, nos quais a última campanha mostrou que reside a força petista estadual e nacional, Rui vai investir pesado em Salvador, berço político de Neto e reduto eleitoral de seu grupo, onde o prefeito Bruno Reis (União Brasil) permanece dando as cartas depois de uma reeleição que o consagrou como segunda liderança do netismo no Estado. As escolhas obedecem ao princípio de que é preciso potencializar o envolvimento de cada um nas áreas onde são considerados melhores.

Com histórico de atenção especial à capital baiana, a qual muitos diziam, durante o período em que comandou a Bahia, que tinha interesse em governar, Rui pretende resgatar seu passado de investimentos na cidade, sobretudo nas áreas periféricas, valendo-se, ainda, dos novos empreendimentos como o VLT do Subúrbio e de muitos outros capitaneados pela Conder, onde alocou o competente ex-vereador José Trindade, para reforçar a narrativa de que Jerônimo precisa permanecer na cadeira de governador para dar continuidade às ações que visam atender as populações historicamente marginalizadas da cidade.

A contrapartida ao trabalho na capital será liderada por Jerônimo e Wagner no interior, mobilizando os prefeitos alinhados há mais tempo e os que foram incorporados mais recentemente, depois das eleições municipais, no que, na visão dos três, pode pôr fim às especulações de que, além da polêmica envolvendo a exclusão do senador Angelo Coronel em favor de uma chapa exageradamente petista, haveria uma desconfiança forte no grupo quanto à capacidade de Jerônimo conseguir se reeleger no mês de outubro próximo, cuja origem está, na verdade, na insatisfação de grande parte do PT quanto à predominância do grupo de Wagner no governo estadual.

*Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Por Raul Monteiro*

ACM Neto confirma João Roma como pré-candidato ao Senado e marca data para anúncio de chapa completa

Em entrevista à rádio Metrópole, na manhã desta quinta-feira (22), o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), confirmou que o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL) será o pré-candidato ao Senado em sua chapa. A declaração consolida a retomada da aliança política entre os dois, que haviam passado alguns anos afastados.

“Tenho me dedicado muito às conversas políticas. Elas estão se intensificando com vários apoios, alguns dos quais você inclusive citou agora há pouco, o caso, por exemplo, de João Roma. Nós estamos falando de um pré-candidato ao Senado conosco, uma aliança desse campo de oposição ao PT”, afirmou.

Ainda durante a entrevista, ACM Neto sinalizou que a definição completa da chapa majoritária deve ocorrer em breve. Segundo ele, a expectativa é que, no mês de março, sejam apresentados oficialmente os nomes que disputarão o governo do estado e as duas vagas ao Senado pela aliança de oposição. “A minha ideia é no mês de março apresentar a chapa que vai disputar a eleição com os dois candidatos ao Senado”, concluiu.

Por Política Livre

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