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Cresce impressão de que Jerônimo não consegue coordenar a própria campanha, por Raul Monteiro*
Liberdade, de um lado, e restrição, do outro, têm marcado a montagem das duas chapas principais à sucessão estadual. Enquanto o oposicionista ACM Neto (União) usa e abusa do direito de escolher livremente seus parceiros na disputa, enfrentando apenas os constrangimentos naturais ao processo, partidários, políticos e eleitorais, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) se viu até agora imprensado entre as duas principais lideranças de seu grupo para montar a própria chapa. De sua cota, só ele mesmo, por ser candidato natural, ainda assim depois de questionamentos de seu grupo, que vexatoriamente vieram a público, quanto à sua capacidade de ganhar o pleito.
Não é um cenário fácil para Jerônimo, mas não se pode eximí-lo de culpa pelo tamanho do desafio que enfrenta agora. Ele decorre em parte da dificuldade de, nestes pouco mais de três anos em que governa, o governador introjetar o papel de mandatário que deveria ter se aparelhado para exercer plenamente o poder político e administrativo que formalmente detém, como fizeram seus antecessores. Diferentemente do adversário, que se articula com os quadros de que dispõe no mercado para tentar montar o melhor grupo para concorrer, o governador recebeu um pacote pronto de candidatos à majoritária que o mantém engessado à espera de que o melhor lhe aconteça.
O compromisso de apoio ao ministro Rui Costa (Casa Civil) ao Senado foi selado em 2022, na campanha em que Jerônimo se elegeu. O senador Jaques Wagner (PT), por sua vez, acabou repentinamente impondo ao governador seu nome à reeleição, aproveitando-se das fragilidades que identificou no colega Angelo Coronel (PSD), hoje apoiando Neto, quando poderia ter liberado a vaga para acomodar um aliado que pudesse representar, no mínimo, algum reforço direto a Jerônimo. Para sorte do grupo, tanto o ministro quanto o senador aparecem bem colocados nas pesquisas, exibindo números acima daqueles registrados para os candidatos ao Senado que marcharão ao lado de Neto.
Não é o caso, no entanto, do vice-governador Geraldo Jr. (MDB), cuja manutenção na chapa Wagner tenta empurrar goela abaixo de Jerônimo, a despeito da percepção geral de que se trata de personagem reconhecidamente imprestável do ponto de vista político e eleitoral. Norteado por uma birra que só parece crescer, o petista age assim exclusivamente para bloquear a escolha para a vaga do ex-deputado Ronaldo Carletto, presidente do Avante, por ser o preferido de Rui. Na disputa que protagonizam, os dois parecem pouco se importar com o resultado das urnas, como se certos de que a conta vai cair mesmo para Jerônimo, a quem vão responsabilizar por eventual derrota.
O problema é que entre o rochedo representado por Rui e o mar personalizado por Wagner, o governador vai passando a impressão de que assiste de forma passiva à redução das margens de manobra que deveria ser capaz de utilizar a fim de coordenar sua reeleição. Às notícias sobre o mau estado das finanças do governo, motivo de desespero de fornecedores de quase todos os setores, somam-se várias outras, entre as quais se destacam as ligadas à suspeita de que Jerônimo não vai conseguir cumprir as promessas de distribuir convênios recheados de recursos para municípios, apresentadas de forma explícita como meio para atrair o apoio de prefeitos à sua campanha.
*Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.
Por Raul Monteiro*
Após pedido de ataques feito por Geraldo Júnior, Rui Costa publica versículo sobre “falsidade” nas redes sociais
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, pré-candidato ao Senado Federal, fez uma publicação com conteúdo bíblico nas redes sociais dois dias após a repercussão de uma mensagem atribuída ao vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, na qual ele solicitava ataques contra o ministro em um grupo de WhatsApp.
A mensagem mostra o vice-governador pedindo a aliados que disseminassem críticas contra Rui Costa. Nesta manhã, Rui utilizou seu perfil na rede social X para publicar o que classificou como o “provérbio do dia”. Na postagem, o ministro escreveu: “A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói.”
A mensagem pode ser interpretada como uma possível resposta indireta ao episódio envolvendo o vice-governador. No entanto, Rui Costa não citou diretamente Geraldo Júnior na publicação.
Veja a publicação:
Por Política LivreManutenção de Geraldo Jr. na vice será desrespeito inaceitável de Jerônimo a Rui
Será um profundo desrespeito a Rui Costa manter Geraldo Jr. como candidato a vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Não há nota para o fato de o vice-governador do Estado ter sido pego num grupo de WhatsApp com quase 100 pessoas pedindo para viralizar uma mensagem torpe contra o petista.
Não há justificativa para a iniciativa, reveladora de um modus operandi que, segundo atuais e ex-assessores, o vice costuma usar contra adversários. E é exatamente dessa forma que ele está encarando o ministro - como alguém que deve ser abatido para não lhe criar obstáculos.
Por isso, não houve engano de sua parte, porque todo mundo sabe o incômodo que Rui vem lhe causando ao defender outro nome para a vaga de vice de Jerônimo. A atitude de Geraldo Jr. revela também sua completa falta de compreensão da realidade política em que se insere, para não falar de sua falta de lealdade.
Rui não é apenas o ministro da Casa Civil do governo Lula. Ele é o nome mais forte da chapa governista, cuja ausência na disputa pode comprometer seriamente a reeleição de Jerônimo e a do senador Jaques Wagner, único a ter coragem de defender até agora publicamente a manutenção de Geraldo Jr. para a vaga por mera birra com o ministro.
Buscar um nome que efetivamente agregue votos a Jerônimo é a preocupação de Rui. Trata-se de tarefa que não se pode delegar ao atual vice-governador, como bem demonstrou o desempenho sofrível na sucessão municipal de 2024 em Salvador, na qual chegou em terceiro lugar como candidato a prefeito, apesar de todo o apoio do governo.
Ao invés de tentar colocar panos quentes na atitude de seu vice, o governador deveria, em respeito a Rui, a quem deve boa parte do trabalho por sua eleição, em 2022, aproveitar o momento para apressar a troca dele, o que pode ser feito sem conflito com o MDB, abrindo-se espaço para que a sigla aponte um novo nome para a vice.
Por Política Livre
Zé Cocá deve apoiar ACM Neto ao governo, ascendendo como opção para vice
O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), deve selar apoio à candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia, encerrando semanas de especulação sobre uma possível adesão ao projeto de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Seu nome, inclusive, ascendeu na bolsa de apostas para ser o vice da chapa do grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador, que tem ainda Zé Ronaldo (União Brasil), prefeito de Feira de Santana, e de Sheila Lemos (União Brasil), de Vitória da Conquista, como opções.
Sob pretexto de manter uma relação institucional, o núcleo político do governo Jerônimo estreitou relações com Cocá a partir de obras e anúncios para a região a fim de contar com o apoio político do prefeito que arrebanha outros colegas de cidades do Vale do Jiquiriçá e do Médio Rio de Contas. Durante o Carnaval, o governador admitiu publicamente que ainda nutria expectativa em ter o apoio do prefeito da Cidade do Sol.
Em meio ao leilão que criou em torno de si, chegou-se a cogitar a filiação de Zé Cocá ao PSB, movimento que seria o passo formal para apoiar Jerônimo. O cenário, no entanto, perdeu força. Paralelamente, o PP passou a apresentá-lo oficialmente como alternativa para compor a vice na chapa de ACM Neto, numa indicação feita por Cacá Leão semanas atrás.
Nas últimas semanas, porém, o pepista deu sinais de distanciamento da base governista, quando fez duras críticas ao presidente Lula - principal cabo eleitoral do PT na Bahia -, dizendo que “já deu o seu tempo”, e depois cobrando publicamente do governo do Estado a execução de obras prometidas para Jequié e região, como o aeroporto regional, a Barragem da Pedra e o novo centro industrial, como condição sine qua non para eventual apoio.
Apesar dos acenos do Palácio de Ondina, aliados petistas passaram a admitir reservadamente a dificuldade de atrair o prefeito, que passou a ser tratado como adversário e até “traidor”, tal como fez o deputado federal Jorge Solla (PT), nesta terça-feira (3) em um grupo de WhatsApp que reúne lideranças políticas baianas.
Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos e tendo escolhido um vice-prefeito de confiança, Zé Cocá já vinha, em certa medida, pavimentando o cenário municipal para eventual salto a uma disputa majoritária.
Por Política Livre
Solla chama Zé Cocá de traidor em grupo de WhatsApp e minimiza importância do prefeito para reeleição de Jerônimo: “não precisa do apoio dele”
O deputado federal Jorge Solla (PT) se referiu ao prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP) - que tem sido cortejado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) -, como “traidor” em troca de mensagens, nesta terça-feira (3), em um grupo de WhatsApp que reúne políticos e empresários baianos.
“Não precisa do apoio dele. Rui Costa foi quem fez ele deputado estadual, prefeito de Jequié e presidente da UPB. Na primeira oportunidade traiu Rui!”, escreveu o deputado ao reagir a uma publicação que ventilava Cocá como vice na chapa de ACM Neto (União Brasil).
“Que ótimo!!!”, disse Solla sobre não ter Cocá na base. Vereador de Salvador, Cláudio Tinoco (União Brasil) respondeu com ironia ao comentário: “Fico feliz com a sua aprovação ao nome de Zé Cocá!”.
A reação do petista, porém, destoa do esforço que o governador Jerônimo e o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, têm feito para atrair Zé Cocá ao campo governista, considerando, inclusive, a possibilidade de tê-lo como vice.
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Por Política Livre
Maioria dos diretórios do MDB assina manifesto contra aliança com Lula e a favor de neutralidade
Mais da metade dos diretórios estaduais do MDB assinou manifesto a favor da neutralidade do partido nas eleições presidenciais. O documento será entregue nesta terça (3) ao presidente nacional da legenda, o deputado Baleia Rossi (SP), com a intenção de mostrar que a ala que defende que aliança com o presidente Lula (PT) é minoritária.
"Esse manifesto, com todas essas assinaturas, mostra que é absolutamente zero a chance de o MDB se coligar com o PT em nível nacional", afirma o vice-governador e presidente do MDB de Goiás, Daniel Vilela.
Os petistas têm falado abertamente em oferecer a vaga de vice-presidente ao MDB, de forma a ampliar a aliança para a reeleição e reforçar o aceno ao centro político, como ocorreu com a escolha do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (um ex-tucano hoje no PSB) para o cargo.
O manifesto contra a aliança nacional com o PT é assinado pelos presidentes da Fundação Ulysses Guimarães e dos diretórios do MDB de 16 estados, incluindo São Paulo, que é comandado por Baleia.
Outro a assinar é o presidente do diretório de Minas Gerais, o deputado federal Newton Cardoso Jr, apesar das tratativas dentro do PT para que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) se filie ao partido e concorra ao governo mineiro dando palanque a Lula no segundo maior colégio eleitoral do país.
Também endossam o texto três vice-governadores que assumirão o governo até abril e vão concorrer à reeleição: Vilela em Goiás, Gabriel Souza no Rio Grande do Sul e Ricardo Ferraço no Espírito Santo. O trio rejeita o alinhamento ao PT em seus estados. São signatários, ainda, os prefeitos de 2 das 5 capitais governadas pelo MDB: Ricardo Nunes (São Paulo) e Sebastião Melo (Porto Alegre).
O grupo do MDB contrário à coligação com o PT defende que os diretórios estaduais devem ter autonomia para escolher a melhor aliança para fortalecer o partido e, por isso, cobram que a direção nacional adote postura de independência em relação aos candidatos à Presidência.
Cada seção estadual ficaria livre para apoiar quem melhor representar os interesses locais –em geral, Lula nos estados do Nordeste e parte do Norte e candidatos de direita no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
A confecção do manifesto que reúne apoio de mais da metade dos diretórios foi liderada por Vilela, que assumirá o Governo de Goiás nos próximos dias, com a renúncia de Ronaldo Caiado (PSD) para tentar concorrer à Presidência. O emedebista disputará a reeleição e pretende manter o partido afastado do PT.
Ele entregou uma carta própria a Baleia na semana passada, com críticas ao governo Lula e o pedido para que a Executiva nacional já se posicione sobre a posição do MDB na eleição presidencial. No texto, ele defende que a maioria da sigla e dos votantes na convenção "é frontalmente contrária a uma aliança eleitoral com o PT", e que "a indefinição gera ruídos desnecessários ao nosso partido".
"Temos de ser claros quanto ao que defendemos para nosso país. Entendo que é inconcebível que um partido com a história e o tamanho do MDB seja alvo de ataques desarrazoados, taxado como golpista até em desfile de Carnaval patrocinado pelo atual governo do PT, sem manifestar sua profunda insatisfação", diz o documento do diretório goiano.
O movimento é uma reação a declaração de líderes do PT e da ala encabeçada pelos diretórios de Alagoas, do ministro Renan Filho (Transportes), e do Pará, do governador Helder Barbalho, que discutem a possibilidade de aliança nacional entre os partidos. Helder e Renan Filho são cotados para ocupar a vice, conforme o próprio ministro petista Camilo Santana (Educação) admitiu em entrevista à Folha.
Pai do ministro, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem dito que a coligação terá mais votos na convenção do partido em junho.
Essas declarações, na opinião de Vilela, atrapalham o partido. "Da parte do diretório estadual do MDB de Goiás, além de reafirmar com clareza nossa posição contrária a uma aliança com o PT, vamos iniciar um movimento de mobilização com outros estados para que o nosso partido assuma de forma clara e contundente aos brasileiros que não está e jamais estará aliado a um governo que promove o retrocesso", avisou, no documento entregue ao presidente nacional da sigla na semana passada.
De acordo com três emedebistas, a carta mais ampla, apoiada por outros 15 presidentes estaduais, é mais suave do que o documento do diretório goiano e não prega abertamente a oposição ao PT, mas também deixa claro que a maioria dos diretórios é a favor da independência, para que cada um escolha o candidato que achar mais conveniente para a estratégia regional.
Vilela, por exemplo, faz campanha por Caiado, seu aliado. Gabriel Souza defende o nome do governador Eduardo Leite, que trabalha para ser o candidato do PSD à Presidência. Outros diretórios, como o do Rio de Janeiro, vão pedir votos para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enquanto a maioria dos do Nordeste defende a reeleição de Lula.
Mais do que apontar um candidato, a carta assinada pela maioria dos presidentes estaduais busca mostrar que o grupo contrário ao PT é maior do que a ala favorável a apoiar Lula. O movimento ocorre às vésperas da abertura da janela para que deputados troquem de partido. A percepção de lideranças emedebistas é de que a possibilidade de aliança com a esquerda estaria afastando filiações.
Por Raphael Di Cunto/Folhapress
Com referência a briga entre Wagner e Rui, Geddel volta a alfinetar indiretamente ministro
"A traição é o último ato de uma criatura política que se sente superior ao seu criador". Com esta frase, que, apesar de aspeada, deve ser de sua própria autoria, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, cacique do MDB baiano, voltou a alfinetar ontem o ministro Rui Costa (Casa Civil) por meio de sua conta no Instagram.
Ele complementa o período, que simula um recorte escrito sobre papel com máquina de escrever, com um comentário em que afirma que a "Bahia está cheia de exemplos dessa máxima Antigos (sic) e atualíssimos".
Rapidamente, quadros políticos associaram o termo 'criatura' a Rui, que passou a viver às turras com o senador Jaques Wagner (PT), o 'criador', responsável por transformá-lo em seu sucessor no governo da Bahia, em 2014, e, alegadamente, também por sua indicação para o ministério do presidente Lula.
Por trás da irritação de Geddel, estariam a determinação de Rui de fazer o presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, seu amigo pessoal, candidato a vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT), e o movimento liderado pelo ministro para fortalecer o PDT.
A vice é hoje ocupada pelo MDB, com o vice-governador Geraldo Jr., cuja manutenção na vaga é defendida por Wagner, mas enfrenta a oposição de Rui e a desconfiança do governador exatamente porque é considerado um quadro fraco, sem votos, elemento fundamental à reeleição de Jerônimo.
Na semana passada, Geddel já havia utilizado também as redes sociais para dizer que torcia pela reeleição de Wagner ao Senado e elogiar o senador Angelo Coronel (PSD) sem, no entanto, fazer qualquer menção a Rui.
Praticamente expulso do grupo governista por Wagner, Coronel hoje apoia a candidatura do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) ao governo da Bahia contra Jerônimo.
"Hj comecei o dia bem, conversei com Wagner, que torço seja o Senador mais votado na próxima eleição, pelos serviços que tem prestado a Bahia, sobre a viagem a Itapetinga, e em seguida troquei algumas ideias com o Senador Coronel, que indubitavelmente tem ajudado muito os municípios baianos Encontrei Coronel animado e otimista, esse vai dá trabalho Gosto dele", disse Geddel no post.
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Notícia de contratação de João Santana anima tropa de Neto e causa apreensão no PT
Ainda não confirmada oficialmente pelos envolvidos, a notícia de que o publicitário João Santana será o marqueteiro da campanha de ACM Neto ao governo da Bahia tem tido uma forte repercussão nos bastidores, ao mesmo tempo em que aliados e opositores evitam dar impressões públicas sobre a movimentação.
Pela ala netista, o ambiente é de animação diante da avaliação predominante de que Santana agrega um ativo estratégico, que é o conhecimento profundo do modus operandi eleitoral do PT. Ele, vale lembrar, coordenou campanhas vitoriosas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Nesse sentido, interlocutores consideram que essa bagagem pode representar uma virada conceitual, especialmente na forma de se comunicar. E também ajudaria ACM Neto a explorar uma linguagem mais assertiva para dialogar com o eleitorado que, por anos, votou no PT na Bahia.
No campo petista, onde Santana sempre foi ovacionado pelas vitórias presidenciais, as reações também ficaram detidas nos bastidores, mas com relatos de apreensão - exatamente pelas mesmas razões que empolgam a oposição, o fato de ele conhecer por dentro a engrenagem eleitoral da legenda.
Há ainda uma leitura, sensorial, de que a ida de João Santana para a campanha de ACM Neto teria um certo tom de vingança, no contexto de que ele teria se sentido abandonado por caciques petistas baianos quando se viu às voltas com a operação Lava Jato, justamente sobre investigações que miraram pagamentos de campanhas eleitorais que ele comandou.
Santana voltou ao jogo presidencial em 2022, à frente da tímida campanha de terceira via de Ciro Gomes, à época pelo PDT.
Apesar de ainda não ter sido publicamente oficializado, João Santana já começou, segundo apurou o Política Livre, a tomar pé de algumas questões da pré-campanha de ACM Neto.
Por Política Livre
PT Bahia cria colegiados territoriais para organizar a campanha de Jerônimo Rodrigues no estado
A rodada de encontros se encerrou em Irecê, após percorrer todos os 27 territórios de identidade da Bahia, para organização partidária e eleitoral
O Partido dos Trabalhadores da Bahia reuniu sua militância em Irecê, no último sábado (28), para concluir a construção de colegiados territoriais nos 27 territórios de identidade do estado. Os colegiados funcionam como um fórum interno de debate para organização partidária e eleitoral e foram criados durante a rodada de Encontros Territoriais - projeto retomado logo no início da gestão do presidente Tássio Brito com a proposta de fortalecer a interiorização da legenda e a conexão com suas bases.
De caráter organizativo, o encontro, que foi um dos maiores da temporada, recebeu na Câmara de Vereadores de Irecê os deputados Robinson Almeida, Afonso Florence, Neusa Cadore, Osni Cardoso, Jacó, Ivoneide Caetano, o chefe de gabinete Lucas Reis, além de presidentes municipais e lideranças do partido. Para o presidente estadual do PT, Tássio Brito, finalizar a rodada em Irecê é significativo, pois o território reúne muita força política.
“Um dos principais projetos da atual gestão do PT Bahia é ampliar os espaços de diálogo com os municípios para organização e construção coletiva do partido, além da elaboração de projetos para o ano eleitoral. Rodar a Bahia não é só cumprir agenda, é escuta ativa, troca de experiências e fortalecimento da organização. A certeza é que encerramos essa etapa com uma militância ainda mais potente, mobilizada e preparada para os próximos desafios”, afirmou.
No encontro, as lideranças reforçaram pautas urgentes em defesa do povo, como o fim da violência contra a mulher e o fim da escala 6x1. E comemoraram conquistas do governo, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$5 mil, taxação de super ricos e grandes entregas nas áreas de saúde e educação. “Somos um partido que nasce do povo e só faz sentido caminhando com ele, construindo futuro junto”, reforçou o presidente.
Por Redação/Politica livre
Mulher interrompe discurso de Wagner, declara apoio a Neto e é retirada de evento do PT em Itapetinga
Um episódio envolvendo uma manifestação política chamou atenção em um evento promovido por lideranças do Jerônimo Rodrigues e do Jaques Wagner neste final de semana, no município de Itapetinga, interior da Bahia. Uma mulher que declarou voto no ex-prefeito de Salvador ACM Neto foi retirada à força do local após sua manifestação durante o encontro, segundo imagens que circulam nas redes sociais e registros nas redes sociais.
A mulher teria se levantado para protestar e, durante a sua manifestação, afirmou seu voto em ACM Neto, pré-candidato do União Brasil na corrida pelo governo da Bahia. Após a fala, ela foi retirada do local por seguranças.
Veja o vídeo:
Por Política Livre
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PF quer 458 agentes, sistema antidrone e R$ 200 milhões para proteger candidatos a presidente
A Polícia Federal prevê expandir as operações de segurança de candidatos a presidente em 2026 e pede um reforço de R$ 200 milhões no Orçamento para a compra de sistema antidrone e dispositivo de reconhecimento facial, além da mobilização de 458 agentes.
No plano preliminar, o órgão diz que 48 policiais vão atuar na segurança dos candidatos mais expostos, enquanto outros 24 acompanharão presidenciáveis sob menor risco. A PF ainda avalia que até dez candidatos devem exigir cobertura neste ano e pondera que o plano será redesenhado se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmar que disputará a reeleição.
A estratégia foi apresentada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ao Planalto e à equipe econômica do governo. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirma na mesma documentação que a necessidade de ampliar a segurança dos candidatos reflete o "conturbado momento pelo qual passamos".
Rodrigues diz que o cenário internacional está marcado por guerras e disputas comerciais, enquanto o Brasil atravessa período de "questionamentos sobre a legitimidade de atuação das instituições", sob ambiente político "extremamente polarizado".
"Não é processo trivial e, considerando os perigos dos ambientes interno e externo, tal processo demanda medidas de segurança cada vez mais bem preparadas e executadas, motivo pelo qual o respectivo custeio não pode ser objeto de qualquer insegurança, seja orçamentária, seja quanto à tempestividade de empenho e execução", afirmou o chefe da PF.
O plano preliminar desenhado pela PF tem 29 páginas, divididas em nove capítulos sobre temas como "planejamento logístico" e "resposta a incidentes críticos".
Entre os agentes que serão mobilizados, a previsão é de que haja 30 delegados da Polícia Federal atuando como chefes ou substitutos das equipes que vão acompanhar os candidatos. Outros 60 agentes devem participar das ações de inteligência.
Até 316 policiais serão "operadores de proteção" dos candidatos, diz ainda o plano.
Na eleição de 2022, a PF afirmou que de 300 a 400 agentes participariam das operações e que gastaria R$ 57 milhões. Questionada se o valor foi ampliado durante a campanha e quais são as diferenças sobre o plano atual, o órgão não se manifestou.
A PF também deseja estruturar ou expandir salas reservadas para autoridades em aeroportos. A corporação afirma que o aumento do valor do fundo eleitoral deve ampliar os deslocamentos das campanhas, exigindo verbas de diárias e passagens para a segurança dos candidatos.
O órgão diz que, em 2026, há uma diferença na segurança do ciclo eleitoral, pois a PF atua diretamente na proteção ao presidente da República, o que antes era feito apenas pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional). "Esses marcos institucionais exigem ajustes operacionais, pois o presidente da República pode ser candidato à reeleição, o que demanda estrutura exclusiva para proteção presidencial", afirma o plano.
O plano diz que é preciso considerar o "histórico de violência" contra candidatos à presidência, além de possíveis hostilidades e "tentativas de desmoralização planejadas" por adversários, como jogar ovos ou "balões com urina", bloqueios de carreatas, entre outras situações.
Dos cerca de R$ 200 milhões que a PF pede, mais de R$ 92 milhões seriam utilizados para a compra de 256 veículos blindados ou descaracterizados. O plano inclui R$ 39,5 milhões para a compra de equipamentos de sistema antidrone EnforceAir, que utiliza radiofrequência para localizar e controlar os aparelhos, além de bloqueadores portáteis.
O órgão ainda prevê gastar cerca de R$ 50 milhões entre diárias, passagens e suprimentos de fundos.
A PF afirma que as compras devem incluir, "no mínimo", coletes balísticos velados, binóculos com câmera, dispositivos de reconhecimento facial, entre outros dispositivos.
A estratégia da PF classifica tipos de incidentes que podem ser observados durante a campanha e aponta quais devem ser as reações dos agentes. Há desde casos de "baixo impacto", como gritos e pequenos tumultos, até ameaças de bomba, agressão ou assassinato do candidato e "colapso estrutural", casos tidos como de "alto impacto" ou fatais.
A resposta dos agentes inclui desde isolar a área e acionar equipes antibomba até atuar contra ameaças cibernéticas.
A documentação obtida pela reportagem mostra que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, repetiu o alerta da PF, além do pleito por mais verba, ao encaminhar o plano a colegas de governo. Ele afirmou que a "sensibilidade institucional e democrática" do tema exige o aporte.
Por Mateus Vargas/Folhapress
Nikolas articula bancada própria com candidaturas ao Legislativo para ampliar influência no bolsonarismo
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) tem se movimentado para montar uma rede própria de candidaturas ao Legislativo e ampliar sua influência no bolsonarismo, em meio a cobranças para se engajar na pré-candidatura presidencial do senador Flavio Bolsonaro. A estratégia passa por fortalecer aliados em Minas Gerais e em outros estados, consolidando capital político próprio sem disputar o governo mineiro. A informação é do jornal O Globo.
Em Minas, Nikolas articula o lançamento do pai, o pastor Edésio de Oliveira, ao Senado, embora o partido também avalie nomes como Domingos Savio e Carlos Viana. O deputado tem cumprido agendas ao lado do vice-governador Mateus Simoes (PSD), apoiado por ele ao Palácio Tiradentes, mesmo diante de resistências dentro do PL. Em Juiz de Fora, participou de evento com a vereadora Roberta Lopes (PL), que se apresenta como sua candidata a deputada estadual.
Fora do estado, Nikolas planeja impulsionar candidaturas à Câmara em São Paulo, Ceará e Pernambuco, além de manter aliança com a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC). A movimentação ocorre após atritos com Eduardo Bolsonaro e sinaliza a prioridade do parlamentar em buscar a reeleição para “construir base” e ampliar sua influência interna no campo bolsonarista.
Lula é desaprovado por 52% e aprovado por 45%, aponta Paraná Pesquisas
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 52% dos brasileiros, aponta levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira, 27.Segundo a pesquisa, a gestão do petista é aprovada por 45% da população, enquanto 3% dos entrevistados não souberam responder.
O Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores nas 27 unidades da federação entre os dias 22 e 25 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais e o índice de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07974/20262.
A diferença porcentual entre os que reprovam Lula e os que aprovam a gestão aumentou em relação ao levantamento passado. Na rodada anterior da pesquisa, realizada em janeiro, 50,6% reprovavam a gestão federal, e 46,4% aprovavam. Em pontos porcentuais, a diferença entre os índices foi de 4,2 pontos para 7 pontos em um mês.
O instituto também mediu a avaliação do governo Lula. Para 32,6%, a administração é ótima ou boa; 22,5% avaliam-na como regular, enquanto a maior parte, 43,5%, considera a gestão ruim ou péssima. Não soube ou não opinou 1,5%.
O Paraná Pesquisas divulgou na quinta-feira, 26, uma sondagem sobre o cenário eleitoral. Na pesquisa, Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão em empate técnico na disputa presidencial tanto no primeiro, quanto no segundo turno. No primeiro turno, o petista registrou 39,6% das intenções de voto e Flávio, 35,3%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. No segundo turno, o senador tem 44,4% e o petista, 43,8%.
Por Juliano Galisi, Estadão Conteúdo
Paraná Pesquisas aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em cenários de 1º e 2º turnos para 2026
Levantamento nacional divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (27) indica os cenários de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026, além da avaliação sobre uma possível reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes aos entrevistados, Lula aparece com 26% das intenções de voto. Em seguida estão Flávio Bolsonaro (PL), com 14,8%, e Jair Bolsonaro (PL), com 5,8%. Outros nomes citados somam percentuais inferiores, enquanto 42,6% dos entrevistados afirmaram não saber ou não opinar.
No cenário estimulado principal, em que os candidatos são apresentados aos eleitores, Lula registra 39,6% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35,3%. Ratinho Junior aparece com 7,6%, Romeu Zema com 3,8%, Renan Santos com 1,5% e Aldo Rebelo com 0,5%. Outros 6,7% declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 5% não souberam responder.
A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Em eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta 43,8% das intenções de voto para Lula e 44,4% para Flávio Bolsonaro, com 6,9% de votos brancos ou nulos e 5% de indecisos, cenário que indica empate técnico.
Quando questionados se o atual presidente merece ser reeleito, 52,2% dos entrevistados responderam que Lula não merece um novo mandato, enquanto 43,9% afirmaram que ele merece ser reeleito. Outros 3,9% disseram não saber ou preferiram não opinar.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-07974/2026. De acordo com o estudo, realizado entre os dias 22 e 25 de fevereiro de 2026, foram entrevistados 2.080 eleitores em 159 municípios distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal. O levantamento apresenta grau de confiança de 95% e margem de erro estimada de 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais.
Por: Por Redação/Bahianpticias
Jerônimo recobra controle político sobre grupo governista depois de açodamento de Wagner
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) mostrou que recobrou o controle político sobre o grupo governista ao declarar hoje com todas as letras que a chapa à sucessão estadual não está fechada e, portanto, o vice-governador Geraldo Jr. (MDB) pode não ser confirmado na vaga.
Era isso ou ficar completamente desmoralizado ante as declarações do senador Jaques Wagner (PT) que, de forma açodada e, o que é pior, na ausência do chefe do executivo estadual, anunciou na semana passada que a chapa estava montada, com a permanência do emedebista nela.
É evidente que Wagner foi, além de desrespeitoso com Jerônimo, precipitado, adotando um comportamento que não apenas surpreendeu todo o grupo governista, como, segundo informações de bastidores, teria justificadamente revoltado o próprio governador, que se encontrava na Índia viajando com o presidente Lula.
Agora, Jerônimo retoma as condições para dar continuidade às negociações que vinha empreendendo com o objetivo de fortalecer sua chapa, o que evidentemente não ocorrerá se seu vice for o escolhido de Wagner e, de acordo com fontes palacianas, o preferido da ex-primeira-dama Fátima Mendonça.
Geraldo Jr. não tem liderança sobre nada nem ninguém e só chegou à posição em que se encontra hoje por força de uma conjuntura milagrosamente única que todo mundo sabe que não se repetirá. Sua permanência na vaga, portanto, não agrega nada eleitoralmente a Jerônimo, ainda mais se confirmar-se que foi imposta por Wagner e sua mulher.
O vexame que o atual vice-governador protagonizou como candidato à Prefeitura de Salvador em 2024, onde terminou num vexatório terceiro lugar, não deveria ter sido esquecido pelo senador petista, que bancou sua candidatura em detrimento de uma do PT. A menos que ele não esteja verdadeiramente comprometido com a reeleição de Jerônimo.
Pelo visto, o governador já percebeu isso, tanto quanto o ministro Rui Costa (Casa Civil), que tenta atrair o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), para o grupo. Os dois ainda discutem a possibilidade de conquistar outros nomes para a posição de vice.
Por Política Livre
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Irritação com chapa anunciada por Wagner pode levar Jerônimo a rever nome de vice
Wagner admite que desautorizou Jerônimo ao anunciar chapa à sucessão
Ao antecipar anúncio de chapa, Wagner teria evitado que Lula avalizasse troca de Jerônimo por Rui em viagem à Índia
Wagner não faz mais questão de esconder quem manda e quem obedece no Governo da Bahia
O poder discricionário de Wagner sobre o grupo governista, por Raul Monteiro*
O fato político mais importante da Bahia logo depois do Carnaval, quando o ano de fato começa, foi o repentino anúncio da chapa governista à sucessão estadual pelo senador Jaques Wagner (PT), na ausência do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que se encontrava na Índia acompanhando o presidente Lula. De forma açodada, sem combinação prévia com o governador, repetindo um padrão que costuma utilizar quando acredita que precisa resolver algo no grupo político que dirige há quase 20 anos, o senador petista mostrou publicamente que manda em Jerônimo - não se sabe se com o consentimento dele ou não - e no ministro Rui Costa (Casa Civil).
Mas não só neles. Estão igualmente sob o seu sarrafo, caladinhos, o senador Otto Alencar (PSD), o MDB a que pertence o vice e o Avante, para ficar apenas nos partidos mais importantes da coalizão governista. Por este motivo, o governador retorna a Salvador hoje com uma tarefa política a resolver: confirmar a presença do vice-governador Geraldo Jr. (MDB) na chapa, como anunciado por Wagner, garantindo que havia combinado o que não acordou com o senador, que criou dificuldades para a divulgação desta versão ao praticamente admitir que desautorizou o governador ao chamar para si exclusivamente o anúncio da chapa, ou dar um cavalo de pau.
Neste caso, Jerônimo, utilizando-se também de uma declaração de Wagner posterior àquela que produziu a hecatombe no grupo governista, pode alegar que o senador deu apenas uma sugestão e que a vaga de vice continua em aberto para negociações com os demais partidos da base ou ainda com personagens políticos que pode atrair para o seu palanque, a exemplo do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), que, no entanto, já se sabe que prefere ficar com o aliado ACM Neto (União Brasil), ou figuras que representariam uma novidade, como o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), ou o deputado federal Neto Carletto (Avante).
Em qualquer dos cenários, o governador agiria dentro dos constrangimentos criados por Wagner para sua atuação política, tornados públicos a partir da iniciativa de anunciar uma chapa que, como suas declarações deixaram claro, ele montou sozinho, ao expulsar Ângelo Coronel (PSD) do grupo, impor a própria candidatura à reeleição ao Senado, aceitar a participação nela, também como candidato ao Senado, de Rui e, aplicando a cereja ao bolo, confirmar na vice um nome como o de Geraldo Jr., figura absolutamente inexpressiva eleitoralmente, que não agregará nada ao combate que Jerônimo terá que travar contra o candidato a governador das oposições.
Antes disso, Wagner naturalmente teve o cuidado de neutralizar e deixar sentadinho no gabinete Otto, único capaz no grupo de criar alguma resistência ao ferry-boat petista, ao garantir a nomeação de seu filho para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Wagner consegue a proeza de operar com tamanho poder discricionário sobre todos aqueles que estão no mesmo grupo porque, no começo de tudo, tomou para si o controle do PT. Pela força que imprime às suas ações e a cabeça branca que ostenta, começa a ser comparado com um personagem conhecido das antigas, desconsiderando aquele provérbio segundo o qual 'a arrogância precede a queda'.
* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na Tribuna de hoje.
Por Raul Monteiro*
Rui Costa despacha na sede do Avante e reforça controle sobre o partido na Bahia
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), despachou nesta quarta-feira (25) na sede do Avante, em Salvador
Ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pelo PT, o ex-governador Rui Costa dedicou esta última terça-feira (24) para uma série de atendimentos políticos em Salvador na sede do Avante, ao lado do presidente estadual do partido, Ronaldo Carletto.
Apesar de manter forte influência sobre a legenda desde que deixou o governo e foi alçado ao posto de principal ministro do Palácio do Planalto, Rui mantinha, até então, certa discrição com as atividades internas do partido.
Mas dessa vez, além de recepcionar prefeitos, lideranças e pré-candidatos, o ministro posou para fotos, chegando a repetir os gestos característicos que os filiados fazem, inclinando o antebraço na diagonal fazendo alusão à marca da sigla.
Quem passou por lá, a propósito, não perdeu a oportunidade de registrar os momentos ao lado do “cacique”, como o prefeito de Itapebi, Isan Botelho, a ex-prefeita de Wanderley, Fernanda Sá Teles, e a pré-candidata a deputada federal, Luiza de Deus, para citar alguns.
No mundo político, a agenda reforçou a tese de que Rui finalmente assumiu-se publicamente como o verdadeiro “dono” do partido, a ver pelo detalhe de que compartilhou a cabeceira da mesa de reunião com Carletto.
Por Política Livre
Malafaia diz que Eduardo 'calado' ajuda mais na campanha de Flávio do que 'falando asneira'
O pastor Silas Malafaia afirmou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ajudaria mais a pré-campanha presidencial do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mantendo-se "calado". Segundo Malafaia, Eduardo está "falando asneira" no embate recente nas redes sociais com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Para o pastor, as declarações de Eduardo representam um "amadorismo político sem tamanho". "Calado vai ajudar muito mais o irmão do que abrindo a boca para falar asneira. Ele calado vai ser um belíssimo cabo eleitoral para o irmão", disse Malafaia em entrevista ao Metrópoles nesta segunda-feira, 23.
O líder religioso destacou ainda que Michelle está "sofrendo" por causa da prisão do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pastor defendeu que a ex-primeira-dama merece respeito neste momento.
A controvérsia entre os bolsonaristas teve início após Eduardo Bolsonaro criticar Michelle e Nikolas. Ele afirmou que ambos estariam "jogando o mesmo jogo" e sofrendo de "amnésia".
"Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e se apoia nas redes sociais. Só estão com 'amnésia', não sei por qual motivo", disse. "Não vi nenhum post da Michelle a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas toda hora. Não sei o que está faltando. Isso é uma pergunta a ser feita para ela. Eu acho que o apoio está aquém do desejável", acrescentou.
Eduardo também declarou ter estranhado falas de Nikolas em que o deputado defende um "projeto da direita", e não um projeto específico ligado a Flávio. "Não consegui compreender", afirmou
Em resposta, Nikolas Ferreira disse que Eduardo "não está bem" e negou qualquer "amnésia" por parte dele ou de Michelle, mas reafirmou apoio a Flávio.
"Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela", afirmou. "Então, eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar."
Michelle não respondeu diretamente às declarações de Eduardo. No entanto, uma publicação feita por ela em rede social foi interpretada como indireta. A ex-primeira-dama compartilhou no Instagram a imagem de rodelas de banana, mencionando que se tratava de uma das refeições preparadas para o marido. "Ele ama banana frita", escreveu.
Eduardo, apelidado pejorativamente de "bananinha" por críticos, pareceu interpretar a postagem como provocação. Ele republicou o tuíte de um seguidor que dizia: "Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o País".
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também comentou sobre o episódio nesta segunda-feira, afirmando que não existe "racha" no partido, porque Michelle "não tem tempo de fazer nada".
"A Michelle Bolsonaro não tem tempo de fazer nada. Ela faz a comida para o Bolsonaro de manhã e vai levar na hora do almoço. Ninguém quer ver o marido nem o pai na situação que o Bolsonaro está. Esse é o grande problema", afirmou Valdemar em entrevista a jornalistas depois do evento do Grupo Esfera, em São Paulo.
Por Maria Magnabosco, Folhapress
Zé Cocá desponta como favorito a vice de ACM Neto e grupo prega cautela em indicação de Zé Ronaldo; entenda
A grande pendência na composição da chapa majoritária de oposição na Bahia, encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), ainda segue sendo a vice. Com isso, teorias, possibilidades e muitos nomes são aventados, inclusive com cenários políticos distintos. Apesar disso, dois nomes ganham força na casa de apostas, sendo eles o dos prefeitos de Feira de Santana e Jequié, José Ronaldo (União) e Zé Cocá (PP), respectivamente.
"Zé Ronaldo só não será vice se não quiser, mas a questão é outra". A avaliação feita por lideranças ligadas ao grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) sobre a indicação do atual prefeito de Feira de Santana para compor a chapa majoritária de oposição nas eleições de 2026 ainda possui outros ingredientes. A reportagem do Bahia Notícias apurou que um dos principais fatores seria a saída de Zé Ronaldo da gestão em Feira.
Uma pesquisa interna, segundo lideranças do grupo, deve ser realizada, buscando identificar o "impacto eleitoral" para ACM Neto na cidade, caso Zé deixe a gestão para concorrer. A ideia é avaliar se a saída de Zé Ronaldo para integrar a vice, na chapa majoritária, poderia repercutir na avaliação popular. Zé já deixou a gestão de Feira em outra oportunidade. Reeleito prefeito de Feira de Santana em 2016, Zé deixou a gestão em 2018 para concorrer ao governo da Bahia, fazendo o vice-prefeito Colbert Filho como prefeito da cidade.
Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (23), durante entrega vinculada ao governo do Estado, Zé Ronaldo ressaltou que "sabe o que quer", ao indicar já ter uma definição sobre seu apoio político. "Zé Ronaldo sabe o que quer. Zé Ronaldo tem personalidade e caráter suficiente para saber o que quer. Não mandei fazer nenhuma pesquisa. O povo de Feira de Santana me conhece. Há uma história longa de cinquenta e seis anos como servidor público [...] vou seguir minha história de vida. Agora, politicamente, eu falo mais na frente", indicou.
Com isso, quem desponta como principal nome para ser indicado ao posto é o prefeito de Jequié Zé Cocá (PP). O nome traria o peso de um político do interior, prefeito com alta aprovação em uma região importante do estado, além de "ter voto", fato apontado por aliados próximos ao ex-prefeito ACM Neto. Outro ponto seria o "desfalque" na oposição, já que o apoio de Cocá é dado por muitos como garantido à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.
Ambos os nomes também têm sido alvo do governo. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que tem buscado construir um diálogo institucional com prefeitos que não estiveram ao seu lado na eleição passada e ressaltou que os investimentos do Estado não estão condicionados a alinhamentos políticos. Segundo Jerônimo, tanto o prefeito de Jequié, Zé Cocá, quanto o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, não votaram nem fizeram campanha para ele na eleição passada, porém, ainda assim, os projetos apresentados pelas prefeituras interessam ao governo estadual.
NOMES CORRENDO
Recentemente, algumas correntes internas têm apontado para mais um nome. A indicação da prefeita de Vitória da Conquista passou a circular com força a partir de declarações dela sobre a possibilidade de deixar a gestão municipal para participar do pleito. Inclusive, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou, neste domingo (22), que Sheila Lemos é considerada "uma excelente opção" para ocupar a cadeira de vice na chapa de ACM Neto ao governo da Bahia em 2026.
Outros nomes também são mencionados, porém não despontam como favoritos. Entre eles, o do ex-prefeito de Belo Campo, Quinho (PSD) que também é uma possibilidade, além do ex-prefeito de Barreiras Zito (União). Além disso, um nome do Republicanos também sido colocado como possível indicado, buscando contemplar o partido nas eleições deste ano. Por Fernando Duarte / Mauricio Leiro/Bahia noticias
Briga no clã Bolsonaro dificulta acordos e plano de projetar Flávio como moderado, avalia centrão
Lideranças do centrão avaliam que as brigas públicas de lideranças do PL, principalmente envolvendo a família Bolsonaro, dificultam a costura de alianças pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e arranham a imagem de moderação que ele tenta projetar.
Nos últimos dias, Flávio viu seus irmãos atacarem publicamente figuras centrais no partido. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), enquanto o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) discutiu com o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.
Essas discussões aprofundaram um clima já difícil na sigla. Desde que foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como candidato ao Planalto, em dezembro, Flávio enfrenta um distanciamento de Michelle. A ex-primeira-dama foi mantida às escuras durante o processo de sucessão, mas tem demonstrado vontade de participar das decisões da sigla.
Segundo uma liderança do centrão, Flávio errou ao empoderar Eduardo quando o anunciou ministro de Relações Exteriores em caso de vitória. Segundo esse aliado, o senador tem se consolidado nas pesquisas justamente pela limitação desse tipo de discurso, numa tentativa de se mostrar como uma versão bolsonarista mais moderada.
Três presidentes de partidos de centro, ouvidos sob reserva pela Folha, avaliam que as brigas da família Bolsonaro atrapalham as negociações e arranham a imagem de Flávio como um nome menos radical. Um representante do centrão coloca as disputas internas como um entrave para conversas, diante da incerteza sobre qual ala do PL vencerá a queda de braço por espaços e candidaturas.
Além do mais, há uma cobrança por mais presença de Flávio nas negociações no Brasil. A avaliação é que a direita ficou solta demais enquanto o senador fazia viagens internacionais. Ele fez um tour pelo Oriente Médio e Europa e foi aos Estados Unidos.
Interlocutores do senador afirmam que ele está ciente dos problemas e retorna dos Estados Unidos nesta semana com o objetivo de organizar o partido para impor hierarquia.
Um dos seus aliados avalia que houve um atravessamento de informações, principalmente por lideranças da direita que visitaram Bolsonaro na prisão e deram declarações sobre formação de palanques. O ex-presidente está preso na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília, e recebe visitas esporádicas.
Segundo uma pessoa próxima a Flávio, o senador aproveitará os próximos dias para tentar colocar ordem no partido. A ideia é deixar claro que Bolsonaro o escolheu como novo capitão e que a direção será dada por ele. Ou seja, o senador tentará centralizar as informações e decisões.
Ao mesmo tempo, ele atua para mediar brigas internas. Conteve as farpas do irmão Eduardo contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que foi cotado para disputar o Planalto. Agora, segundo interlocutores, também atuou para dirimir a contenda do ex-deputado com Nikolas Ferreira.
Flávio e Nikolas estarão juntos na manifestação bolsonarista convocada para o próximo domingo (1º), num gesto que visa sinalizar união após Eduardo acusar o deputado de não se dedicar à pré-campanha do senador. Aliados também acreditam que uma resolução da disputa entre Carlos e Valdemar será possível em breve.
Sobre Michelle, aliados afirmam que Flávio levará a situação com mais cautela. O grupo do senador considera que a ex-primeira-dama está frustrada com o processo que definiu o filho mais velho de Bolsonaro como candidato, mas avaliam que ela embarcará na campanha no momento certo. A ordem é "dar tempo ao tempo" e evitar novas brigas com a família.
Uma liderança do PL reconhece que o bate-boca impacta negativamente a campanha, mas minimizou a situação. Para uma ala do partido, os rachas familiares são um filme antigo no clã Bolsonaro, alimentados principalmente por Eduardo, e Flávio reconhece que precisa de Michelle e Nikolas para se eleger.
AS CRÍTICAS
Em entrevista ao SBT News na sexta-feira (20), Eduardo Bolsonaro afirmou que o apoio de Michelle e Nikolas a Flávio está "aquém do desejável". Na ocasião, ele afirmou que Tarcísio, com quem fez as pazes recentemente, era exceção.
"Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e apoia o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí. Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora", disse Eduardo.
Nikolas rebateu: "Nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde, você tem as pessoas do dia 8 [de janeiro] presas e precisando ajudar a derrubar o veto à [proposta da] dosimetria, você tem o STF envolvido em diversos escândalos, você tem o Lula fazendo literalmente de tudo para poder destruir esse país e a prioridade é nos atacar. Então, isso diz muito mais sobre ele do que a mim".
Enquanto isso, Carlos e Valdemar também discutiram publicamente. O ex-vereador, que concorrerá ao Senado por Santa Catarina, afirmou que Bolsonaro estaria preparando uma lista de pré-candidatos do PL ao Senado e governos estaduais. O acordo na sigla, porém, era que o ex-presidente teria a palavra final somente sobre os candidatos a senador.
"Debatemos tudo, mas o Senado é o Bolsonaro que indica. Sempre foi. Nós indicamos os governadores. Todos nós damos palpites em tudo. É normal. Sempre ouvimos nossos parceiros", respondeu Valdemar ao Poder360.
Carlos compartilhou a declaração do presidente do PL e rebateu levantando a teoria de que o pai estaria sendo limado do processo decisório: "Me parece que as coisas estão meio desencontradas sem querer querendo! As peças todas parecem se encaixar! Deixar o preso político isolado e fazendo isso que estamos vendo e de forma acentuada está cada dia mais…. Estranho!".
Por Augusto Tenório e Carolina Linhares/Folhapress
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