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Lula e Flávio seguem alvos de 22 ações no TSE após eleição, com risco de multas e cassação

A disputa entre o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve continuar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mesmo após o fim das eleições. Segundo levantamento da CNN Brasil, os dois são investigados em pelo menos 22 Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes), que apuram suspeitas de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Do total, Flávio aparece como investigado em ao menos sete processos, enquanto Lula é alvo de 15.

Entre as ações contra Flávio estão questionamentos sobre o filme Dark Horse, que retrata a trajetória da família Bolsonaro, o canal de WhatsApp “Tropa do Flávio” e um suposto apoio de grupos dos Estados Unidos à candidatura. Já os processos contra Lula incluem investigações sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente, o canal digital “Exército do Lula”, ligado ao deputado André Janones (Avante-MG), e o possível uso de canais do governo federal para divulgar mensagens relacionadas a programas sociais durante a campanha.

De acordo com o advogado eleitoral Jonatas Moreth, os processos seguem em tramitação mesmo após a votação e podem levar tempo até o julgamento, devido à necessidade de produção de provas, perícias e depoimentos. Em caso de condenação, Flávio pode sofrer multa e ficar inelegível por oito anos. Lula também está sujeito a essas sanções e pode ter o diploma cassado ou, caso já tenha tomado posse, o mandato. Segundo o advogado, a Justiça Eleitoral não precisa comprovar que a irregularidade alterou o resultado da eleição, mas que houve gravidade suficiente na conduta investigada.

Redação/Politica Livre

PL reconhece derrota para Lula, e Flávio Bolsonaro diz que vai liderar oposição

Senador afirmou que pretende transformar Congresso, onde direita conseguiu maioria, em 'fortaleza' contra governo

O PL de Flávio Bolsonaro reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória de Lula (PT), um dia após seu candidato dizer que era "impossível aceitar o resultado" e que havia ocorrido "sacanagem".

Flávio também divulgou um vídeo nas redes sociais modulando seu discurso e dizendo agora que vai organizar a oposição para "resistir ao caos" e transformar o Congresso Nacional em uma "fortaleza".

Em nota divulgada na noite desta segunda, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, foi categórico em dizer que "reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral". "Mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático", afirmou.

No domingo (25), Flávio disse que a eleição "não foi normal" por causa da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin que prorrogou o horário de votação, apesar de a campanha do PL também ter feito esse mesmo pedido para alguns lugares. "Nós vamos usar o nosso jurídico, vou pedir anulação dessas eleições", declarou naquela noite.

Nesta segunda, ele anunciou que a campanha pedirá apenas a cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico, como antecipou a coluna Painel.

"Eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo. A competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou", afirmou, no vídeo.

Apesar de não admitir a derrota de forma explícita no vídeo, Flávio afirmou que pretende transformar o Congresso, onde a direita conseguiu obter maioria, em uma "fortaleza" contra o governo Lula.

"Para resistir ao caos, eu vou organizar a oposição. A gente fez a maioria no Senado e na Câmara. Foi uma vitória que vocês deram para o Brasil. Eu vou reunir os deputados e senadores eleitos para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza contra a barbárie que já está desenhada para acontecer com mais quatro anos de Lula", disse.

"Não vamos permitir que isso aconteça. Não vão me calar, não vão me intimar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil aconteça o que acontecer. Não vamos desistir do nosso Brasil", completou.

Flávio agradeceu por ter recebido o voto de confiança de quase 60 milhões de brasileiros —um grupo que, segundo ele, queria mudança. Lula teve 64 milhões de votos no segundo turno; Flávio, 59 milhões, o que levou ao placar de 51% a 48%.

Interlocutores do senador afirmam que ele ouviu pessoas da cúpula da campanha que o aconselharam a mudar de postura. A avaliação foi a de que a fala dele na noite anterior, bem como a de aliados da ala radical que sugeriram fraude nas urnas, foi feita com o fígado.

Entre as pessoas ouvidas estavam o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da campanha, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os advogados liderados pela ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri.

A direção do PL também defendeu não endossar a tese de fraude ou questionar o resultado. Nos bastidores, os relatos são de que o partido preferiu agir no mundo real, ou seja questionar apenas o que veem como abuso de poder.

Aliados de Flávio afirmam não saber o teor de sua conversa com Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta segunda, mas dizem acreditar que o senador não reconheceria a derrota se não tivesse o aval do pai para isso.

A tese de fraude ou de prejuízo por causa da prorrogação da eleição acabou isolada, até porque os partidos do centrão também reconheceram a vitória de Lula.

A ideia do vídeo desta segunda foi, de acordo com auxiliares de Flávio, dizer que ele reconhece ter tido menos votos que o rival, mas acha que não houve paridade de armas na campanha.

Segundo um integrante da equipe de Flávio, a ação eleitoral vai tratar do pacote de bondades de Lula, como o aumento do Bolsa Família, da mensagem de quitação de dívidas do MEI disparadas na sexta (23), do aviso do INSS de que o voto serviria como prova de vida, e do que veem como uma máquina de fake news operada por André Janones (Rede-MG) no "Exército do Lula".

Não será incluída contestação a urnas ou ao resultado. Também não será explorada a prorrogação da votação por ordem de Zanin. A linha vai ser a de mirar apenas a atuação da campanha adversária e não a atuação do TSE.

Antes mesmo de Flávio divulgar o vídeo, aliados como o ex-ministro Adolfo Sachsida e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) se posicionaram de forma democrática.

"Vocês venceram ao escolher a maioria dos governadores de direita e também uma forte bancada de direita na Câmara e no Senado. Nós estaremos lá para fiscalizar esse governo e lutar pelo país que queremos, com prosperidade e segurança", disse a senadora e ex-ministra.

O médico Cláudio Lottenberg, que foi indicado por Flávio para ser ministro da Saúde, em caso de vitória, disse à reportagem neste domingo que as urnas refletem o desejo da sociedade e que cabia a eles respeitar.

"Eu entendo que a resposta das urnas é a resposta do que é o desejo da sociedade. Especulações podem existir porque evidentemente o candidato Flávio estava com uma performance positiva à frente do candidato Lula […], portanto eu acho que [foi] inesperado. Mas, enfim, cabe a nós respeitar. E que seja pelo bem do Brasil", disse.
Por Carolina Linhares/Thaísa Oliveira/Folhapress

Aliados de Flávio dizem ter avisado governo Trump que senador contestaria resultado da eleição

Após a vitória do presidente Lula (PT) nas eleições brasileiras, integrantes do governo Donald Trump procuraram aliados de Flávio Bolsonaro (PL) para saber se o senador reconheceria o resultado das urnas.

Como mostrou a Folha, o governo americano decidiu adiar o reconhecimento da vitória do petista.

Segundo aliados de Flávio ouvidos pela reportagem, integrantes da administração Trump optaram por aguardar uma definição sobre a postura do candidato derrotado antes de decidir como se manifestar sobre o resultado das eleições brasileiras.

O governo Trump, até o início da tarde desta segunda-feira (26), não havia se pronunciado sobre o resultado da eleição. O silêncio ocorre às vésperas de uma nova rodada de contatos diplomáticos entre os dois países.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viajará aos Estados Unidos nesta semana para participar da reunião de chanceleres do G20, marcada para sexta-feira (30) e sábado (31), em Atlanta, na Geórgia. Durante a viagem, o chanceler brasileiro deve se encontrar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em meio às incertezas sobre a postura da Casa Branca diante da reeleição de Lula.

No domingo (25), antes da conclusão da apuração, um assessor de Trump afirmou à Folha que o presidente americano estava inclinado a reconhecer o resultado das eleições ainda naquela noite, se Flávio ganhasse.

Questionado se essa posição seria mantida em caso de vitória de Lula, o mesmo assessor disse que o cenário não havia sido discutido com o republicano.

Agora, aliados de Flávio afirmam que a possibilidade de questionamento do resultado eleitoral ainda está em discussão.

Figuras próximas a Trump também passaram a questionar o processo eleitoral brasileiro. O filho do presidente americano, Donald Trump Jr., criticou a imprensa dos Estados Unidos por não se manifestar sobre a ampliação do horário de votação no Brasil. O advogado de Trump Martin De Luca passou boa parte do domingo publicando críticas ao processo eleitoral brasileiro nas redes sociais.

Já Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, defendeu na manhã desta segunda-feira que Trump e Rubio se pronunciassem sobre a eleição e rompessem relações diplomáticas com o Brasil.

Apesar de não ter declarado apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro, Trump elogiou o desempenho do senador no primeiro turno, quando ele terminou à frente de Lula, classificando o resultado como uma "grande vitória" e algo "impressionante".

Na ocasião, o republicano também publicou uma mensagem nas redes sociais elogiando a rapidez da apuração dos votos no Brasil, que usou para criticar o sistema eleitoral americano.

Já no domingo, dia do segundo turno, evitou comentar sua preferência entre os candidatos. Questionado por jornalistas, limitou-se a dizer que acompanhava a disputa. "Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando", afirmou.

Por Isabella Menon, Folhapress

‘O líder político mais influente da América Latina freia avanço da direita’: imprensa mundial repercute reeleição de Lula

Presidente Lula (PT) derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e se tornou o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.

A imprensa mundial deu amplo destaque à reeleição do presidente Lula (PT) nesta segunda-feira (26), no dia seguinte ao pleito. Os jornais destacaram o aspecto surpreendente da virada inédita e projetam o panorama para seu novo governo.

Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na votação no domingo, o que marcou a primeira vez na história em que um candidato é eleito após ter ficado em 2º lugar no primeiro turno. O presidente obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio ficou com 48,21%.

O New York Times, dos Estados Unidos, destacou o poder de Lula para a virada: "O líder político mais influente da América Latina freia avanço da direita";
O Le Monde, da França, afirmou que o resultado foi uma "surpresa para todos";
O La Nación, da Argentina, falou em "reviravolta no Brasil" e "virada inédita";
A BBC, do Reino Unido, também destacou a "vitória surpreendente" de Lula;
A CNN Internacional, dos Estados Unidos, afirmou que "o Brasil se mantém à esquerda enquanto a América Latina vira à direita";
O The Telegraph, do Reino Unido, afirmou que a "guerra no Brasil continua", em referência à polarização que permanece no país e o Congresso brasileiro avesso ao petista.

The New York Times, Estados Unidos

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial do jornal The New York Times, dos Estados Unidos, em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/The New York Times

O jornal norte-americano "The New York Times" destacou no topo de sua página inicial a reeleição de Lula e o panorama do resultado da eleição brasileira.

Em reportagem, o jornal deu evidência ao poder de Lula para a virada: "O líder político mais influente da América Latina freou o avanço da direita".

O jornal afirmou que Lula alcançou uma "recuperação memorável e espetacular", além de destacar o tamanho da vitória do presidente brasileiro frente à pressão exercida pelo governo Trump.

"A improvável vitória de Lula no Brasil representou uma impressionante rejeição ao avanço da direita, dando novo fôlego a um movimento de esquerda que parecia à beira da extinção na América Latina. (...) Lula ofereceu um exemplo raro de resistência à estratégia de Washington de projetar seu poderio militar e econômico na região, enfrentando Trump enquanto o presidente americano tentava pressionar o Brasil com tarifas e sanções", escreveu.

Le Monde, França

Reportagem do jornal Le Monde, da França, sobre a reeleição de Lula em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/Le Monde

O francês "Le Monde" afirmou que a reeleição de Lula ocorreu "para surpresa de todos", porque as pesquisas eleitorais indicavam Flávio Bolsonaro à frente apesar de projetarem cenários de empate técnico.

"O presidente brasileiro de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, foi reeleito neste domingo, conquistando, contra todas as expectativas, um quarto mandato inédito, mas seu rival conservador, Flávio Bolsonaro, anunciou a intenção de pedir a anulação do pleito", afirmou a reportagem.

Em artigo de opinião, o "Le Monde" também afirmou que "a extrema direita foi derrotada no Brasil", em referência ao bolsonarismo, e destacou que Lula terá uma tarefa difícil para reduzir a desigualdade e defender as instituições brasileiras" diante de um Congresso dominado pela extrema direita".

La Nación, Argentina

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial do jornal La Nación, da Argentina, em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/La Nación

O jornal argentino "La Nación" também destacou a reeleição de Lula no topo de sua página inicial e falou que o pleito representou uma "reviravolta no Brasil". Também destacou que Lula obteve uma "virada inédita".

O veículo também mencionou a polêmica com denúncias de ambos os partidos e com a extensão de votação e destacou que Flávio Bolsonaro vai pedir a anulação dos resultados.

BBC, Reino Unido

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial da rede britânica BBC em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/BBC

A rede britânica BBC também destacou no topo de sua página inicial a reeleição de Lula e falou em "vitória surpreendente" do petista.

"A eleição foi marcada por uma disputa acirrada e contraria uma tendência regional mais ampla de ascensão de líderes de direita, escreve nosso editor para a América Latina", escreveu.

O veículo também afirmou que Lula enfrentará um Congresso "hostil" e um país dividido.

CNN Internacional, Estados Unidos

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial da TV CNN Internacional, dos Estados Unidos, em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/CNN Internacional

A TV CNN Internacional afirmou que "o Brasil se mantém à esquerda enquanto a América Latina vira à direita".

The Telegraph, Reino Unido

Reportagem do tablóide The Telegraph, do Reino Unido, sobre a reeleição de Lula em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/The Telegraph

O tablóide britânico "The Telegraph" afirmou que "Lula ganhou, mas a guerra continua para o Brasil", em referência à polarização que permanece no país e o Congresso brasileiro avesso ao petista.
Por Redação g1

Kassio diz que decisão de Zanin de prorrogar votação não provocou 'nenhuma alteração' na eleição

Presidente do TSE fez pronunciamento após proclamar resultado do segundo turno neste domingo

Foto: Leobark Rodrigues/TSE
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25), após a confirmação da vitória do presidente Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL), que a prorrogação do prazo de fechamento das urnas não causou problemas na totalização dos votos.

"Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial", disse.

Mais cedo, em uma decisão inédita, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques determinaram que a votação fosse estendida até as 19h (em Brasília) em seções em que a votação ainda não havia sido concluída e em que as urnas permanecem abertas.

Segundo o magistrado, a decisão liminar proferida após o horário de encerramento da votação gerou dificuldades no processo eleitoral. Kassio disse ter recebido o pedido por volta das 15h30, quando buscou informações técnicas com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, as prefeituras e as equipes do próprio TSE, por não haver normativo que autorizasse qualquer prorrogação.

"Nunca na história do TSE houve qualquer prorrogação. Não seria possível, em poucas horas, construir um juízo de certeza de que nenhum efeito colateral, especialmente no aspecto tecnológico, advino de uma decisão judicial, viesse a impactar significativamente a apuração. Registo que essas palavras não se interessam a absolutamente nenhuma crítica a uma decisão judicial, mas as indagações que circulam na rede social do porquê que eu teria demorado para proferir uma decisão", disse.

O ministro voltou a dizer não se tratar de uma decisão convencional. O TSE ainda não divulgou formalmente quantas seções eleitorais foram fechadas às 17h e quantas seguiram abertas recebendo eleitores.

"Não é uma decisão que apenas se abre o contraditório. Prorrogar uma eleição é possível, mas ela tem que ser pensada, calculada e estruturada. Hoje, estamos felizes e orgulhosos da nossa equipe técnica que evitou eventuais problemas. Tivemos que fazer um bloqueio para não receber boletins de urna para que nenhum servidor da Justiça Eleitoral, nenhum membro desse tribunal tivesse acesso a nenhum conteúdo de boletim", disse.

Dentre as dificuldades, o ministro citou a incerteza sobre a capacidade de armazenamento de todos os dados. Milhares de urnas no Brasil já estavam encerradas, o que impede a reabertura, mas os boletins de urnas tiveram de ser bloqueados até o novo horário final.

O presidente do TSE também relatou ter telefonado aos dois candidatos à Presidência da República para confirmar o resultado definitivo. No pronunciamento, também direcionou uma palavra a ambos.

"Ao candidato Flávio Bolsonaro, que pela primeira vez disputou a eleição presidencial e conquistou votação expressiva, parabenizo pela campanha", disse.

"Ao Presidente Lula, registro o reconhecimento da Justiça Eleitoral por sua participação em mais este processo democrático e pela vitória nas urnas. Sua trajetória política atravessa diferentes períodos da história democrática brasileira. Participou como candidato de 8 eleições, tendo vencido 4 delas", afirmou.

Kassio também ressaltou a queda na abstenção de presenças nas urnas. De acordo com ele, os mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar neste segundo turno, com 99,9% das urnas apuradas, compareceram mais de 128 milhões. "O percentual de abstenção foi de 19,21%, menor do que no primeiro turno, que registrou cerca de 21,08% de abstenção".

Por Isadora Albernaz/Ana Pompeu/Luísa Martins/Folhapress

Eleições 2026: Lula vence em 64 países e Flávio Bolsonaro lidera em 37 nas parciais

Os quase 1 milhão de brasileiros aptos a votar no exterior votam neste domingo. Pelo mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 64 países, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), em 37. No primeiro turno das eleições, Flávio saiu à frente na disputa, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Cerca de 918.876 brasileiros que residem no exterior estão aptos para votar no segundo turno das eleições de 2026. O número corresponde a pouco mais de 0,5% do eleitorado do país, estimado em aproximadamente 158,7 milhões de pessoas. A Nova Zelândia foi o prmeiro país a encerrar o pleito. Lá, as urnas ficaram abertas das 8h às 17h (das 16h de sábado a 1h de domingo).

O resultado integral da votação deverá ser divulgado após a conclusão da apuração, marcada para ocorrer às 17:00 e interrompida seis minutos depois após a decisão do TSE de prorrogar o pleito em todo o país por mais duas horas.

Confira os resultados parciais levantados pelo Poder360::

OCEANIA: AUSTRÁLIA Lula (PT) – 6.017 votos (63,46%);
Flávio (PL) – 3.465 (36,54%).
No 1º turno, Lula teve 4.562 votos e Flávio, 2.579.

NOVA ZELÂNDIA Lula (PT) – 418 votos (80,54%);
Flávio (PL) – 101 votos (19,46%).
No 1º turno, Lula teve 234 votos e Flávio, 64.

COREIA DO SUL
Lula (PT) – 148 votos válidos (64,35%);
Flávio (PL) – 82 votos (35,65%).
No 1º turno, Lula teve 123 votos e Flávio, 72.

CHINA
Lula (PT) – 375 votos (73,67%);
Flávio (PL) – 134 votos (26,33%).
No 1º turno, Lula teve 367 votos e Flávio, 203.

TAIWAN
Lula (PT) – 94 votos (41,96%)0;
Flávio (PL) – 130 votos (58,04%).
No 1º turno, Flávio teve 107 votos e Lula, 77.

FILIPINAS
Flávio (PL) – 39 votos (59,09%);
Lula (PT) – 27 votos (40,91%).
No 1º turno, Flávio teve 33 votos e Lula, 26....

FILIPINAS
Flávio (PL) – 39 votos (59,09%);
Lula (PT) – 27 votos (40,91%).
No 1º turno, Flávio teve 33 votos e Lula, 26.

JAPÃO
Flávio (PL) – 28.538 votos (80,08%);
Lula (PT) – 7.098 votos (19,92%).
No 1º turno, Flávio teve 24.601 votos e Lula, 5.234.

MALÁSIA
Flávio (PL) – 44 votos (51,76%);
Lula (PT) – 41 votos (48,24%)
. No 1º turno, Lula teve 44 votos e Flávio, 27.

SINGAPURA
Lula (PT) – 213 votos válidos (63,77%);
Flávio (PL) – 121 votos (36,23%).
No 1º turno, Lula teve 190 votos e Flávio, 92.

INDONÉSIA
Lula (PT) – 15 votos válidos (39,47%);
Flávio (PL) – 23 votos válidos (60,53%).
No 1º turno, Lula teve 8 votos e Flávio, 19.

TAILÂNDIA
Lula (PT) – 56 votos válidos (48,28%);
Flávio (PL) – 60 votos válidos (51,72%)
. No 1º turno, Lula teve 40 votos e Flávio, 51.

EMIRADOS ÁRABES
Flávio (PL) – 772 votos (54,56%);
Lula (PT) – 643 votos (45,44%).
No 1º turno, Lula teve 512 votos e Flávio, 659.

ARÁBIA SAUDITA
Lula (PT) – 49 votos (61,25%);
Flávio (PL) – 31 votos (38,75%). No 1º turno,
Lula teve 52 votos e Flávio, 22.

KUWAIT
Lula (PT) – 62 votos (78,48%);
Flávio (PL) – 17 votos (21,52%).
No 1º turno, Lula teve 54 votos e Flávio, 12.

JORDÂNIA
Lula (PT) – 725 votos (90,51%);
Flávio (PL) – 76 votos (9,49%).
No 1º turno, Lula teve 675 votos e Flávio, 59.

QATAR
Flávio (PL) – 195 votos (55,08%);
Lula (PT) – 159 votos (44,92%).
No 1º turno, Lula teve 147 votos e Flávio, 185.

SÍRIA
Lula (PT) – 106 votos (90,60%);
Flávio (PL) – 11 votos (9,40%).
No 1º turno, Lula teve 97 votos e Flávio, 7.

LÍBANO
Lula (PT) – 2.736 votos (68,20%);
Flávio (PL) – 1.276 votos (31,80%).
No 1º turno, Lula teve 2.538 votos e Flávio, 1.138.

PALESTINA
Lula (PT) – 1.000 votos (95,60%);
Flávio (PL) – 46 votos (4,40%).
No 1º turno, Lula teve 1.078 votos e Flávio, 46.

ISRAEL
Flávio (PL) – 699 votos (80,81%);
Lula (PT) – 166 votos (19,19%).
No 1º turno, Lula teve 92 votos e Flávio, 523.

TURQUIA Lula (PT) – 98 votos (77,17%);
Flávio (PL) – 29 votos (22,83%).
No 1º turno, Lula teve 114 votos e Flávio, 37.

QUÊNIA
Lula (PT) – 29 votos (64,44%);
Flávio (PL) – 16 votos (35,56%).
No 1º turno, Lula teve 26 votos e Flávio, 17.

MOÇAMBIQUE
Flávio (PL) – 117 votos (52,00%);
Lula (PT) – 108 votos (48,00%).
No 1º turno, Lula teve 89 votos e Flávio, 113.

ÁFRICA DO SUL
Flávio (PL) – 256 votos (57,92%);
Lula (PT) – 186 votos (42,08%)
. No 1º turno, Lula teve 152 votos e Flávio, 230.

MARROCOS
Lula (PT) – 31 votos
(83,78%); Flávio (PL) – 6 votos (16,22%).
No 1º turno, Lula teve 30 votos e Flávio, 6.

CHIPRE
Lula (PT) – 29 votos (53,70%);

Flávio (PL) – 25 votos (46,30%).
No 1º turno, Lula teve 24 votos e Flávio, 20.

GRÉCIA
Flávio (PL) – 311 votos (54,95%);
Lula (PT) – 255 votos (45,05%).
No 1º turno, Lula teve 196 votos e Flávio, 230.

FINLÂNDIA
Lula (PT) – 550 votos (74,83%);
Flávio (PL) – 185 votos (25,17%).
No 1º turno, Lula teve 475 votos e Flávio, 155.

ESTÔNIA
Lula (PT) – 160 votos (82,90%);
Flávio (PL) – 33 votos (17,10%).
No 1º turno, Lula teve 142 votos e Flávio, 19.

CROÁCIA
Lula (PT) – 31 votos (54,39%);
Flávio (PL) – 26 votos (45,61%).
No 1º turno, Lula teve 29 votos e Flávio, 17.

ESLOVÊNIA
Lula (PT) – 67 votos (70,53%);
Flávio (PL) – 28 votos (29,47%).
No 1º turno, Lula teve 61 votos e Flávio, 25.

REPÚBLICA TCHECA
Lula (PT) – 304 votos (77,95%);
Flávio (PL) – 86 votos (22,05%).
No 1º turno, Lula teve 279 votos e Flávio, 70.

POLÔNIA
Lula (PT) – 268 votos (75,07%);
Flávio (PL) – 89 votos (24,93%).
No 1º turno, Lula teve 183 votos e Flávio, 65.

SÉRVIA
Lula (PT) – 35 votos (72,92%);
Flávio (PL) – 13 votos (27,08%).
No 1º turno, Lula teve 30 votos e Flávio, 13.

ESLOVÁQUIA
Lula (PT) – 47 votos (77,05%);
Flávio (PL) – 14 votos (22,95%).
No 1º turno, Lula teve 35 votos e Flávio, 13.

BÉLGICA
Lula (PT) – 3.064 votos (58,72%);
Flávio (PL) – 2.154 votos (41,28%).
No 1º turno, Lula teve 2.516 votos e Flávio, 1.959.

HUNGRIA
Lula (PT) – 355 votos (75,21%);
Flávio (PL) – 117 votos (24,79%).
No 1º turno, Lula teve 331 votos e Flávio, 93.

DINAMARCA
Lula (PT) – 1.383 votos (85,06%);
Flávio (PL) – 243 votos (14,94%).
No 1º turno, Lula teve 1.166 votos e Flávio, 195.

SUÉCIA
Lula (PT) – 2.127 votos (78,26%);
Flávio (PL) – 591 votos (21,74%).
No 1º turno, Lula teve 1.770 votos e Flávio, 505.

NORUEGA
Lula (PT) – 820 votos (76,78%);
Flávio (PL) – 248 votos (23,22%).
No 1º turno, Lula teve 592 votos e Flávio, 198.

ÁUSTRIA
Lula (PT) – 1.178 votos (74,98%);
Flávio (PL) – 393 votos (25,02%).
No 1º turno, Lula teve 979 votos e Flávio, 311.

ALEMANHA
Lula (PT) – 16.549 votos (79,09%);
Flávio (PL) – 4.374 votos (20,91%).
No 1º turno, Lula teve 13.525 votos e Flávio, 3.532.

PAÍSES BAIXOS
Lula (PT) – 5.578 votos (80,13%);
Flávio (PL) – 1.383 votos (19,87%).
No 1º turno, Lula teve 4.387 votos e Flávio, 983.

REINO UNIDO
Lula (PT) – 10.968 votos (63,34%);
Flávio (PL) – 6.349 votos (36,66%).
No 1º turno, Lula teve 8.640 votos e Flávio, 5.366.

IRLANDA
Lula (PT) – 7.194 votos (80,20%);
Flávio (PL) – 1.776 votos (19,80%).
No 1º turno, Lula teve 6.025 votos e Flávio, 1.559.

FRANÇA
Lula (PT) – 10.676 votos (83,96%);
Flávio (PL) – 2.039 votos (16,04%).
No 1º turno, Lula teve 9.253 votos e Flávio, 2.276.

ESPANHA
Lula (PT) – 9.293 votos (68,42%);
Flávio (PL) – 4.289 votos (31,58%).
No 1º turno, Lula teve 7.263 votos e Flávio, 3.338.

PORTUGAL
Lula (PT) – 34.319 votos (59,42%);
Flávio (PL) – 23.433 votos (40,58%).
No 1º turno, Lula teve 20.844 votos e Flávio, 13.818.

ITÁLIA
Lula (PT) – 7.921 votos (59,99%);
Flávio (PL) – 5.283 votos (40,01%).
No 1º turno, Lula teve 6.148 votos e Flávio, 4.386.

SUÍÇA
Lula (PT) – 7.089 votos (56,68%);
Flávio (PL) – 5.419 votos (43,32%).
No 1º turno, Lula teve 5.194 votos e Flávio, 4.525.

Tarcísio diz que Lula faz acusação sem prova sobre transporte e busca subterfúgio para justificar derrota

     Governador de SP afirma que sistema está normalizado no estado e atende à demanda

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz acusações sem provas sobre problemas no transporte público do estado e que tenta criar um "subterfúgio" para justificar a derrota eleitoral que terá neste domingo (25).

"Estou vendo as declarações do Lula. Quando um político faz acusações sem provas, a imprensa sempre pergunta onde estão as provas. Quero ver se vão fazer isso com o Lula também. Ele está fazendo acusações sem provas", disse Tarcísio ao Painel.

Segundo o governador, o sistema de transporte público no estado está normalizado, atendendo à demanda por passageiro.

"Tudo está sendo monitorado pelo Smart Sampa, pela central de monitoramento do transporte. Você vê os ônibus funcionando, os trens, o metrô. Não há terminal lotado, fila de espera, aglomeração, a oferta está dando conta da demanda", afirmou. "Aqui só tem gente séria", acrescentou.

Como exemplo do comprometimento do estado com o transporte público, ele citou o acidente deste sábado (24) com a linha 15 do metrô, em que um trem se chocou com um guindaste. "A gente trabalhou a noite toda para restabelecer a linha e o funcionamento. Isso mostra nossa atitude".

Ele também rebateu as acusações de que há ônibus parados em garagens, dizendo que isso é normal.

"Não tem cabimento num domingo à tarde colocar toda a frota nas ruas, ela tem de ser adequada à demanda. E isso está ocorrendo. Sempre haverá ônibus na garagem, até por uma questão de reserva técnica", afirmou.

Tarcísio também se disse contrário à extensão da votação, afirmando que apenas uma questão climática séria justificaria essa medida.

"Tem uma variável, como chuva e alagamento, que poderia justificar. Isso aconteceu em alguns estados do Sul. Mas considerando o sistema de transporte, é um pretexto falacioso, um argumento que não existe. Ele [Lula] faz acusação sem prova, jogando palavras ao vento", disse.

"Ele acha que se der mais duas horas de votação, vai ter uma virada. Mas não vai ter virada".

Para o governador, Lula está buscando justificar a derrota. "Ele está mal orientado, assim como sua campanha foi uma zorra. Passou quatro anos desorientado. Tudo que ele fala é falso, é só narrativa, é tentar criar subterfúgio", declarou.
Por Fábio Zanini/Folhapress

Bruno Reis explica atraso nos ônibus, aponta propaganda eleitoral irregular e afirma que frota foi ampliada em Salvador neste domingo (25)

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), concedeu uma entrevista coletiva neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais, para esclarecer os problemas registrados na operação do transporte público da capital baiana nas primeiras horas da manhã. O gestor atribuiu os atrasos à necessidade de retirada de propagandas eleitorais irregulares colocadas em ônibus, afirmou que a frota foi normalizada até as 10h30 e garantiu que a quantidade de veículos em circulação foi ampliada, superando a oferta registrada em eleições anteriores.

Durante a entrevista, Bruno também criticou a tentativa de politização do episódio, defendeu o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, alvo de uma determinação de prisão pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), e assegurou que a Prefeitura adotou todas as providências necessárias para garantir o deslocamento dos eleitores.

O prefeito ressaltou que Salvador já oferecia transporte gratuito nos dias de votação antes mesmo de a medida se tornar uma obrigação estabelecida pela Justiça Eleitoral. Segundo ele, o serviço foi disponibilizado em todas as eleições realizadas durante sua gestão e também em pleitos anteriores, sem que houvesse problemas semelhantes.

“Nós nunca tivemos qualquer problema. Em nenhuma outra operação do serviço público houve qualquer problema. O que está ocorrendo hoje, por quê?”, questionou.

Propaganda irregular – De acordo com Bruno Reis, o problema teve início durante a madrugada, quando uma grande quantidade de ônibus apareceu nas garagens das empresas concessionárias com adesivos de propaganda de um dos candidatos à Presidência da República.

O prefeito explicou que a resolução da Justiça Eleitoral que determina a gratuidade do transporte público também estabelece, no artigo 88, parágrafo 3º, que o serviço deve ser oferecido sem distinção entre eleitores e sem veiculação de propaganda partidária ou eleitoral.

“Hoje, na hora da saída dos ônibus da garagem, a grande maioria estava com adesivo de um determinado candidato. E, para cumprir a resolução, os empresários, os donos das empresas, determinaram a retirada dos adesivos. A retirada desses adesivos levou ao atraso da operação”, explicou.

Segundo o gestor, assim que a administração municipal percebeu que a retirada do material comprometeria a saída dos veículos, determinou que os ônibus fossem colocados em circulação imediatamente, mesmo com a propaganda eleitoral, para evitar maiores prejuízos à população.

Bruno associou a adesivagem à atuação de integrantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários, embora tenha ponderado que ainda não é possível identificar individualmente os responsáveis. Ele lembrou a ligação política histórica da entidade com o PT e afirmou que a colocação dos adesivos precisa ser investigada.

“Se tiver câmeras nas garagens, algumas têm, tem como identificar. Isso ocorreu durante a madrugada. Eu não posso afirmar quem foram os responsáveis. O sindicato, como vocês sabem, tem vinculação política com o PT, sempre teve. E o que os empresários alegam é que houve propaganda irregular no dia da eleição”, declarou.

Frota normalizada e ampliada – O prefeito assegurou que os problemas foram solucionados ainda durante a manhã e que, diante das dificuldades registradas inicialmente, determinou inclusive a ampliação da frota para atender à demanda dos eleitores. Segundo ele, a operação estava normalizada por volta das 10h, com todos os veículos necessários em circulação até as 10h30.

“A frota, até as 10 horas da manhã, foi normalizada. E, diante da pressão que está existindo, da tentativa de levar isso para o campo da política, nós determinamos, inclusive, que a frota fosse ampliada. A frota está rodando hoje, no segundo turno, inclusive maior do que nas outras eleições em que nós não tivemos problema”, afirmou.

O prefeito também explicou que a presença de veículos nas garagens não significa necessariamente que houve descumprimento da determinação, uma vez que as empresas precisam manter uma frota reserva para atender a eventuais necessidades operacionais. “Não adianta ir agora para a garagem filmar um ou outro ônibus, porque tem ônibus que estão lá e fazem parte da frota reserva. As empresas são obrigadas a ter pelo menos 10% de frota reserva”, explicou.

Ele lembrou ainda que Salvador recebeu mais de 330 ônibus novos recentemente, o que também resulta na presença de veículos antigos retirados de circulação nas garagens das concessionárias. “O decreto determina que os ônibus devem circular atendendo à demanda. Se houve descumprimento, foi por parte das empresas. A gente não pode afirmar que houve”, acrescentou.

Gratuidade – Durante a coletiva, Bruno Reis apresentou os decretos publicados pela Prefeitura para assegurar a gratuidade do transporte público nos dois turnos das eleições de 2026. Segundo ele, a administração municipal cumpriu integralmente as exigências estabelecidas pela Justiça Eleitoral, garantindo o benefício aos usuários dos diferentes sistemas municipais de transporte.

A gratuidade contempla os ônibus convencionais, o BRT, os micro-ônibus do Subsistema de Transporte Especial Complementar (STEC), o transporte hidroviário municipal e os ascensores públicos, incluindo o Elevador Lacerda.

Decisão judicial - Bruno Reis também saiu em defesa do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após a determinação de prisão expedida pela Justiça Eleitoral neste domingo. O prefeito classificou a situação como desproporcional, especialmente porque, segundo ele, o problema operacional já havia sido solucionado e a Prefeitura havia adotado todas as providências para garantir o transporte dos eleitores.

Bruno destacou que Pablo é um profissional de perfil técnico, sem filiação partidária, e com experiência na organização de operações de transporte em grandes eventos internacionais.

“O secretário de Mobilidade, Pablo, é um quadro técnico, sem qualquer vinculação político-partidária, sem estar filiado a qualquer partido. Já trabalhou para a FIFA, já trabalhou para a Conmebol, já esteve coordenando operações de transporte público durante a Copa do Mundo e a Copa América”, afirmou.

O prefeito ressaltou que não houve qualquer orientação da administração municipal para reduzir ou impedir a circulação dos ônibus. “Não houve, por parte da Prefeitura, qualquer orientação para que a frota não fosse oferecida. E aí, de forma injustificada, tendo em vista que a operação já foi corrigida, começa a se explorar isso politicamente”, criticou.

O prefeito também esclareceu que Pablo Souza está na França, onde participa de uma agenda institucional relacionada ao transporte público e às tratativas para a aquisição de ônibus elétricos para Salvador. Segundo Bruno, a viagem ocorreu a partir de um convite oficial e envolveu encontros com autoridades francesas do setor de mobilidade.

Bruno afirmou que Pablo deixou todas as determinações administrativas necessárias para a operação do transporte no segundo turno antes de viajar. O decreto que garantiu a gratuidade, por exemplo, foi publicado no dia 21, antes do início da agenda internacional.

Polarização política - Bruno Reis criticou o que considera uma tentativa de transformar um problema operacional pontual em uma disputa político-partidária. O prefeito afirmou que sua gestão sempre respeitou os resultados eleitorais e que sua prioridade é garantir o funcionamento dos serviços públicos, independentemente das preferências políticas da população.

“Vocês sempre me viram distante de qualquer polêmica, de qualquer disputa que esteja estimulando esse radicalismo e essa polarização. Eu sempre fiz gestão e entreguei o melhor para o cidadão. E vou respeitar, seja qual for a decisão do eleitor da cidade de Salvador, da Bahia e do Brasil esta noite, sem questionamento”, declarou.

Bruno lembrou que a gratuidade do transporte já foi garantida em eleições anteriores, inclusive em disputas municipais acirradas, sem registros de problemas semelhantes. “Tenho a consciência tranquila de que oferecemos o transporte público, que, mesmo antes de ser uma obrigação, a Prefeitura já fazia isso. Nós nunca tivemos problemas. Quem trouxe problemas hoje? Essa é a pergunta a ser respondida”, disse.

O prefeito também sugeriu que a Justiça Eleitoral verificasse a situação efetiva dos locais de votação, especialmente a existência de filas ou de eleitores que eventualmente não conseguiram chegar às seções eleitorais. Segundo ele, reportagens publicadas ainda no início da tarde já mostravam a circulação de ônibus e o funcionamento do transporte em estações como a da Lapa.
Por: Politica Livre

Amiga de Lulinha, lobista diz que votou em Flávio Bolsonaro no segundo turno

A lobista Roberta Luchsinger declarou que votou no senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições neste domingo (25).
"No primeiro turno, votei nulo. Neste segundo turno, decidi votar em Flávio, 22, com a esperança de que o Brasil possa iniciar um novo ciclo", afirmou Roberta em post do seu perfil no Instagram. "O Brasil precisa olhar para a frente. Chega dessa insistência em alimentar conflitos entre classes sociais, dividir a população e transformar divergências em confrontos permanentes", comentou.

Roberta é investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio Bolsonaro no segundo turno, em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência.

"Na minha avaliação, Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país diante dos desafios que temos pela frente. É hora de renovação, de novas ideias e de uma política que olhe para o futuro, em vez de permanecer presa às disputas do passado. Meu voto foi consciente", encerrou a lobista.

Roberta é investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio Bolsonaro no segundo turno, em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência.

"Na minha avaliação, Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país diante dos desafios que temos pela frente. É hora de renovação, de novas ideias e de uma política que olhe para o futuro, em vez de permanecer presa às disputas do passado. Meu voto foi consciente", encerrou a lobista.

Por Folhapress

Rui Costa diz que PT pedirá prisão de Bruno Reis por falta de ônibus nas ruas na eleição

Bruno Reis diz que senador petista é 'vagabundo' e que saída de veículos da garagem atrasou por culpa de sindicalistas

O senador eleito Rui Costa (PT), que coordena a campanha de Lula a presidente, afirmou à coluna Mônica Begamo, do jornal Folha de São Paulo, que o PT pedirá a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) por, segundo ele, retirar ônibus de circulação em Salvador, impedindo que eleitores cheguem aos locais de votação.

O TRE-BA (Tribunal Regional da Bahia) atendeu a um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e determinou o restabelecimento imediato da frota integral de ônibus em Salvador, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.

A pena para a desobediência será de R$ 1 milhão

A federação pediu ainda que o tribunal atenda a um pedido de prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador Pablo Souza.

"Ele está cometendo um crime eleitoral, dificultando que o eleitor exerça sua vontade soberana", diz Rui Costa. "Precisa ser preso", segue ele.

O prefeito Bruno Reis afirmou à coluna em resposta que "esse Rui Costa é um vagabundo" e está mentindo.

"A gente sempre colocou transporte gratuito aqui, independente de lei. Agora foi que virou lei, recomendação e decisão do STF. Objetivamente nunca tivemos problemas e Lula sempre venceu as eleições em Salvador", afirma ele.

O prefeito admite, no entanto, que 75 ônibus ficaram retidos na garagem de uma empresa pela manhã. E culpa "sindicalistas do PT", pelo atraso.
"Foram para a porta da empresa de ônibus e colocaram adesivos do PT nas janelas. É uma concessionária de transporte público que não pode cometer esse crime eleitoral de propaganda. Por isso os ônibus foram retidos até a retirada dos adesivos. Mas já estão circulando nas ruas", afirma.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Expectativa é de paz e tranquilidade, diz Kassio Nunes ao votar

Foto: Antonio Augusto/TSE
              "Ministro ignorou pergunta sobre transporte de indígenas no segundo turno"

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, votou na manhã deste domingo (25), em Brasília.

"A expectativa é de que tudo transcorra em paz e na normalidade", disse Kassio a jornalistas ao sair da cabine eleitoral.

O ministro votou no Colégio Perpétuo Socorro, no Lago Sul, bairro nobre da capital federal, às 8h, quando foi iniciada a votação em todo o país.

Ele chegou ao local às 7h35, para acompanhar a emissão da zerésima, documento que comprova que a urna eletrônica ainda não recebeu nenhum voto.

Kassio é natural de Teresina, capital do Piauí. Nas eleições deste ano, ele solicitou voto em trânsito. Dessa forma, ele não votou na disputa pelo governo do Distrito Federal, que será decidida no segundo turno entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT).

Ao sair do local, o magistrado foi questionado pela imprensa sobre determinação dele que exige autorização prévia para que órgãos públicos de todo o país façam o transporte de indígenas para o segundo turno das eleições.

A decisão foi contestada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) no STF (Supremo Tribunal Federal). Kassio não falou sobre o tema.

Na noite de sábado (24), o presidente da corte eleitoral fez um pronunciamento em rede nacional sobre o segundo turno. O ministro alertou os eleitores para que checassem os locais de votação, já que alguns tiveram alterações ao longo da semana.

Além disso, o magistrado também pediu para que o eleitorado se mantivesse atento a mensagens com "caráter sensacionalista e acusatório" contra quaisquer candidatos ou contra a própria Justiça Eleitoral.

Kassio tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral sob a promessa de "autocontenção", defendendo que a corte interferisse o mínimo possível nas disputas políticas.

Contudo, na reta final da campanha, Kassio abandonou a ideia, e, na avaliação de outros integrantes do tribunal, ele tem mostrado engajamento explícito na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Presidência.

Ao longo da campanha, o ministro deu mais de uma decisão controversa, como a suspensão da divulgação da pesquisa Atlas/Bloomberg que mostrou queda nas intenções de voto de Flávio e a censura ao canal "Exército do Lula" no WhatsApp.
Por Anna Júlia Lopes/Folhapress

Eleição mais acirrada desde a redemocratização opõe Flávio Bolsonaro a Lula com 158 milhões aptos a votar

Diferença entre senador e presidente em pesquisa Datafolha da véspera do 2º turno é a menor da série histórica
Foto: Vittor Sales e Ricardo Stuckert/Divulgação
Cerca de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a voltar às urnas neste domingo (25) para decidir quem será o presidente da República pelos próximos quatro anos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) concorrem em uma das eleições mais acirradas em quase quatro décadas.

O filho de Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente condenado e preso por tentar um golpe de Estado, terminou o primeiro turno à frente, com 47,03%, enquanto o atual mandatário teve 45,16% dos votos —a diferença de 1,87 ponto percentual é a menor registrada em um primeiro turno das eleições presidenciais desde a redemocratização.

Agora, Flávio soma 51% dos votos válidos (ou seja, sem contar brancos, nulos e indecisos) na pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24), enquanto Lula tem 49% —situação considerada de empate técnico. O petista e o postulante do PL apareceram numericamente empatados com 50% dos votos válidos cada no levantamento publicado pelo instituto na última quinta-feira (22).

A distância entre os candidatos no levantamento deste sábado, de 2 pontos percentuais, é a menor registrada em pesquisas de véspera do segundo turno realizadas pelo Datafolha desde 1989, ano do primeiro pleito presidencial depois da redemocratização.

Em 2022, quando o atual presidente derrotou Bolsonaro, a diferença entre eles no levantamento Datafolha do dia anterior à votação era de 4 pontos percentuais (52% a 48%, respectivamente) —Lula foi eleito com 50,9%, contra 49,1% do adversário, com a menor distância registrada nas urnas na Nova República (1,8 ponto percentual).

Quatro anos antes, em 2018, quando Bolsonaro (à época filiado ao PSL) ganhou de Fernando Haddad (PT), eles tinham, respectivamente, 55% e 45% no Datafolha da véspera do segundo turno —ou seja, dez pontos de distância. Nas urnas, Bolsonaro teve 55,13% dos votos válidos, ante 44,87% de Haddad.

A maior distância entre presidenciáveis em uma pesquisa Datafolha no dia anterior ao segundo turno foi registrada em 2002, quando Lula foi eleito presidente pela primeira vez —o petista (64%) estava 28 pontos à frente de José Serra (PSDB, 36%) no levantamento. Eles obtiveram nas urnas, respectivamente, 61,27% e 38,73% dos votos válidos.

A menor diferença até então havia sido verificada em 1989, quando Fernando Collor (PRN) estava 3 pontos à frente de Lula tanto na véspera do segundo turno (47% a 44% em 16 de dezembro de 1989, em um levantamento que considerava apenas os votos totais) quanto na pesquisa boca de urna feita na data da votação (51,5% a 48,5% dos votos válidos). Nas urnas, eles obtiveram, respectivamente, 53,03% e 46,97%.

O segundo resultado mais apertado nas urnas desde 1989 foi registrado em 2014, quando Dilma Rousseff (PT) foi eleita com 51,64% dos votos válidos, 3,28 pontos percentuais à frente de Aécio Neves (PSDB, 48,36%). No Datafolha da véspera, a distância entre eles era de 4 pontos (52% a 48%).

Além dos votos de quem optou por outros candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro buscam convencer os 33,46 milhões de ausentes a ir às urnas neste domingo. A abstenção neste ano, de 21,08%, foi a maior desde 1998, quando 21,5% dos eleitores deixaram de votar.

A reta final das eleições foi marcada pela mobilização das campanhas nas redes sociais e em atos de rua. Neste sábado (24), Lula esteve em Copacabana, no Rio de Janeiro, e na avenida Paulista, em São Paulo, enquanto Flávio participou de motociata e comício em Belo Horizonte e também no Rio de Janeiro.

Houve também relatos de diferenças no tratamento dado aos candidatos pela Meta, empresa de tecnologia americana dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. A suspeita é de que o senador foi privilegiado e o presidente, preterido —em um dos casos, a ferramenta de inteligência artificial Meta AI se recusava a produzir imagens com Lula, mas produzia materiais de campanha para Flávio.

Reportagem do jornal Folha de São Paulo revelou no último dia 16 que funcionários da Meta admitiram, em mensagens internas da empresa, restrições que prejudicaram as contas de Lula no Instagram. Em um dos diálogos, um funcionário afirma que a conta do presidente estava "limitada" em comparação à de Flávio e que isso seria negativo pela "alta chance" de haver ação jurídica.

Na última semana da campanha, destacou-se também a discussão sobre a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico proposta por Lula a Flávio Bolsonaro no domingo (18), durante o debate da Band. Os presidenciáveis assinaram na quinta um acordo pela quebra mútua de suas informações e de seus familiares, mas o ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), considerou que não é atribuição da Justiça Eleitoral tratar do assunto.

O último confronto entre os candidatos aconteceu nesta sexta-feira (23), na TV Globo. Um dos principais momentos de embate ocorreu quando Flávio chamou Lula de "nove dedos", ao que o presidente respondeu afirmando que perdeu o mindinho da mão esquerda ainda durante a adolescência, em um acidente de trabalho quando era torneiro mecânico, e chamando o oponente de grã-fino e miliciano.

O petista levou ao debate o caso de Ana Clara, menina de 5 anos morta por um tiro de fuzil em 2021, cuja mãe, Cristiane Gomes da Silva, estava no estúdio. Flávio integrou a defesa do policial militar acusado do crime. Ao responder, o senador chamou a mãe pelo nome da filha. Cristiane reagiu ao momento gritando: "Ela morreu".

Haverá segundo turno para governador no Distrito Federal, onde Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputam o cargo, e em cinco estados do país.

Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) concorrem no Acre; Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL) no Amazonas; Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) no Espírito Santo; Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) no Rio Grande do Norte; e Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) no Tocantins.

A votação acontece neste domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília. Os resultados começam a ser divulgados a partir das 17h.
Por Marina Costa/Folhapress