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Gravações de Uziel Bueno com Jerônimo Rodrigues podem acabar na Justiça Eleitoral

Candidato a deputado federal nas eleições deste ano, o jornalista Uziel Bueno (PSD) gravou dois vídeos nesta quarta-feira (29) com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) dentro da Band Bahia. Nas entrevistas, que podem ser questionadas legalmente, o chefe do Executivo estadual respondeu sobre a morte de Léo Lanches, fez críticas ao candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, e a ACM Neto (União), que concorre ao governo da Bahia.

Uziel deixou a Band em junho para entrar na disputa eleitoral. Entretanto, as entrevistas publicadas hoje, nas quais o comunicador segura o microfone da Band Bahia, podem abrir brechas para o entendimento de que ele segue na emissora, mesmo que informalmente. Antes de uma das falas, Jerônimo disse que iria "falar com o sistema", numa referência ao apelido do jornalista na televisão.

"Claro que cabe (uma ação). Fica evidenciado a ligação do candidato com a emissora. Vamos avaliar com calma e estudar o que poderemos fazer", declarou o advogado Ademir Ismerim, que atua na campanha de ACM Neto.

Em um dos vídeos, Uziel Bueno questionou Jerônimo sobre a declaração de Ronaldo Caiado, para quem o povo da Bahia será "alforriado" se ele for eleito presidente. "Não é a palavra, é a cabeça. Quem apoia ele aqui é ACM Neto", disse o governador.

Por Política Livre

Tribunal multa Lula em R$ 15 mil após petista pedir votos para Marina e Tebet

O presidente Lula (PT) terá de pagar uma multa de R$ 15 mil por ter pedido votos para Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado na eleição de 2026, durante um evento em São Paulo. Ainda cabe recurso.

A decisão foi anunciada ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo após representação apresentada pelo partido Missão. No documento, a legenda apontou irregularidades em declarações feitas por Lula durante evento realizado em 19 de maio no bairro da Liberdade.

O tribunal também determinou a exclusão de um vídeo do evento no YouTube. A defesa do petista pode recorrer da decisão ao próprio TRE-SP ou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Procurada pelo UOL, ainda não comentou.

Na ocasião, o presidente afirmou que o público poderia "um dia, dar voto para as duas". No processo, a defesa de Lula argumentou que a declaração "possuía caráter meramente institucional e desprovido de conteúdo eleitoral".

"Fala examinada contém inequívoca solicitação de apoio eleitoral", disse juiz na decisão. Segundo Ronnie Herbert Barros Soares, "houve pedido explícito de voto, vedado pela legislação eleitoral". Fato de declarações terem partido de Lula na condição de presidente da República serviu de agravante no caso.

Apesar disso, o juiz entendeu que Marina e Tebet não poderiam ser responsabilizadas no episódio. Para Soares, as duas não tinham "prévio conhecimento da conduta ou participação em sua realização".

Por Saulo Pereira Guimarães, Folhapress

Senador Cleitinho diz ao PL e a irmão que será candidato ao Governo de Minas Gerais

Senador lidera pesquisa Quaest no Estado com 35% das intenções de voto no primeiro turno

                         O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG)

O senador Cleitinho Azevedo avisou a aliados que será candidato ao Governo de Minas Gerais pelo Republicanos. Ele falou a respeito da decisão na noite desta segunda-feira (27) com uma liderança do PL e com seu irmão, o deputado estadual Eduardo Azevedo.

Segundo essa liderança do PL, ouvida sob reserva pela Folha, o apoio da sigla a Cleitinho será discutido novamente em reunião prevista para esta terça-feira (28). O encontro reunirá as executivas nacional e mineira do PL, em Brasília, com possibilidade de participação da cúpula do Republicanos.

Eduardo Azevedo, também do PL, afirmou que conversou com Cleitinho na segunda-feira. "Estamos aguardando ele se prontificar. Conversei com ele por telefone ontem à noite, ele garantiu que será candidato. Estamos vivendo um momento delicado, estamos tentando se recompor", disse o deputado estadual à Folha.

Ele se refere à morte do irmão Matheus Augusto Azevedo, vítima de complicações por uma leucemia no último dia 18. Segundo pessoas próximas, um dos motivos para a indecisão de Cleitinho sobre sua candidatura era justamente o estado de saúde do familiar.

O senador não foi à convenção estadual do Republicanos no último sábado (25), mas o partido tem até o dia 5 de agosto para confirmar na Justiça Eleitoral a sua candidatura. Segundo aliados, ele quer divulgar sua decisão de concorrer até o sábado (1º). A confirmação da candidatura, antes, precisa ser aprovada pela executiva estadual da sigla.

Mesmo sem ter confirmado sua candidatura, Cleitinho lidera as pesquisas em Minas Gerais. Segundo levantamento Quaest publicado nesta terça, ele tem 35% de intenção de votos no primeiro turno, 23 pontos à frente do segundo colocado, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que tem 12%.

O senador também vence em todas as simulações de segundo turno, com vantagens de até 31 pontos percentuais, a depender do adversário. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais.

Tal vantagem faz Cleitinho ser cortejado pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, que precisa de um palanque forte em Minas Gerais. O estado é considerado crucial para o sucesso de uma candidatura presidencial, pois nenhum presidente foi eleito sem vencer também a maioria dos votos dos mineiros nas últimas décadas.

Se confirmado o apoio a Cleitinho, o PL deve indicar o vice na chapa do governo, com o ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) Flávio Roscoe, e o deputado federal Domingos Sávio para uma das vagas ao Senado. O ex-deputado Marcelo Aro (PP) concorreria à segunda vaga de senador.

A demora de Cleitinho em anunciar se seria ou não candidato irritou até mesmo aliados. O PL chegou a cogitar lançar Marcelo Aro ao governo como uma espécie de plano B, numa tentativa de amarrar o apoio do PP a Flávio. Outra opção seria lançar Roscoe na cabeça de chapa.

A situação é delicada para o PL porque haverá concorrência no campo da direita. O governador Matheus Simões (PSD) concorrerá à reeleição com apoio do ex-governador Romeu Zema (Novo), que deixou a gestão estadual em março para concorrer à Presidência.

Já o presidente Lula decidiu lançar o deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo mineiro. O petista terá a ex-prefeita de Contagem Marília Campos concorrendo ao Senado.

Segundo a Quaest, Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados no primeiro turno, com 30% das intenções de voto no estado, contra 29%, respectivamente. Zema aparece em terceiro lugar, com 12%.
Por Augusto Tenório/Folhapress

Produtores rurais defendem candidatura presidencial de Tereza Cristina em grupos de WhatsApp

       Tema foi discutido em grupos da Fiesp e de ruralistas de Mato Grosso nesta terça (28)

Empresários ligados ao setor do agronegócio defenderam nesta terça-feira (28), em um grupo de WhatsApp ligado à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS) à Presidência da República.

O grupo, com 105 membros, tem o nome Amigos do Cosag, sigla que designa o Conselho do Agronegócio da Fiesp, presidido pela própria Tereza.

O tema foi introduzido no começo da tarde por Jacyr Costa, diretor-financeiro da Fiesp e antecessor da senadora na presidência do Cosag, que funciona como um órgão consultivo da federação para o setor.

"Tereza Cristina aceita ser candidata a presidente se tiver o aval do Progressistas. Avante, senadora", escreveu Costa.

Seguiram-se curtidas na mensagem e manifestações favoráveis de outros membros do grupo. A própria senadora está no grupo, mas não se manifestou.

À coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, o diretor disse que fez uma brincadeira em um grupo de amigos. "Ela [Tereza] é muito querida e admirada pelo trabalho que faz pelo Mato Grosso do Sul e Brasil", afirmou.

Mais cedo, em outro grupo de WhatsApp, de ruralistas de Mato Grosso, também houve apelo para que ela se candidate, como antecipou o jornal Zero Hora.

"Ministra, vamos para presidente", escreveu um empresário. "Estou pronta", respondeu a senadora. Em seguida, no entanto, ela disse que a decisão é do partido "Mas não depende só de mim. Meu partido precisa me dar legenda".

O PP, no entanto, tende a ficar neutro na eleição presidencial. Procurado pelo Painel, o presidente do partido, Ciro Nogueira, não respondeu sobre as manifestações.

Tereza, ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, chegou a ser cotada para ser vice de Flávio Bolsonaro (PL).

No início do mês um grupo de produtores rurais e empresários encomendou uma pesquisa qualitativa para testar o nome dela como candidata à Presidência.
Por Fábio Zanini/Folhapress

VÍDEO: Avante oficializa candidatura de Binho Galinha à reeleição; parlamentar preso é representado pela irmã em convenção

O partido Avante oficializou, nesta segunda-feira (27), a candidatura do deputado estadual Binho Galinha à reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Preso preventivamente desde a condenação proferida pela Vara Criminal de Feira de Santana no dia 9 de julho, o parlamentar não pôde comparecer à convenção e foi representado por sua irmã, Kelly Cristina Escolano.
Confira em vídeo:

A informação foi divulgada pelo Portal O Protagonista. Binho Galinha, cujo nome completo é Kléber Cristian Escolano de Almeida, foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão no âmbito da Operação El Patrón, que investiga crimes relacionados ao Estatuto do Desarmamento. A sentença determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado e decretou a prisão preventiva do deputado, vedando o recurso em liberdade.

RELEMBRE O CASO
Pela condenação, 26 anos e 3 meses referem-se à reclusão por crimes de posse e porte de armas de uso restrito e adulteradas. Os outros 10 anos e 6 meses são de detenção por posse de armas de uso permitido. A Vara Criminal de Feira de Santana fixou ainda 210 dias-multa e afastou a substituição das penas por medidas restritivas de direitos, em razão da gravidade das condutas reconhecidas pela Justiça. Binho aguarda também o desfecho de um segundo processo vinculado à mesma operação.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou o caso na manhã de sexta-feira (10) em entrevista à rádio Band FM Conquista, durante visita institucional a Vitória da Conquista. Ao responder à pergunta do jornalista Victor Pinto, Jerônimo enfatizou a necessidade de separar a aliança política firmada nas eleições de 2022 do andamento do processo judicial, destacando que cada indivíduo deve responder por seus atos perante a lei.

Na convenção do Avante, Kelly Cristina Escolano esteve acompanhada pelo ex-deputado estadual e atual secretário estadual do partido, Humberto Cedraz. A presença da irmã do parlamentar gerou especulações nos bastidores políticos sobre uma eventual candidatura alternativa dela, caso Binho Galinha seja impedido pela Justiça Eleitoral de disputar o pleito. Até o momento, porém, nenhuma manifestação oficial do partido, da família ou da defesa do deputado indica que essa possibilidade esteja em discussão.

A participação de Kelly Cristina foi registrada no perfil oficial de Binho Galinha nas redes sociais. A publicação abriu com o trecho bíblico de Provérbios 21:31; "Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, mas o Senhor é que dá a vitória".

Na mesma postagem, a equipe do parlamentar afirmou que ele fez questão de se fazer representar para honrar o compromisso com seus apoiadores. "Nosso projeto foi representado por Kelly Cristina Escolano, irmã do deputado Binho, na Convenção Partidária do Avante, momento em que foi oficializada a candidatura de Binho Galinha a deputado estadual pela Bahia", diz a nota.

A publicação classificou o evento como "mais um passo nessa caminhada" e reforçou a intenção de seguir na disputa eleitoral "com fé, gratidão e a certeza de que cada etapa tem o seu tempo".
Fonte: Bahia noticias

Genial/Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em Minas Gerais /Por Redação

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28) mostra empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República em Minas Gerais. No primeiro turno, Lula aparece com 30% das intenções de voto, contra 29% de Flávio, enquanto o ex-governador Romeu Zema (Novo) registra 12%. A margem de erro é de três pontos percentuais. Em um eventual segundo turno, Lula marca 38%, ante 35% de Flávio, enquanto Zema supera o petista por 39% a 37%. A reportagem é do jornal O Globo.

Na disputa pelo Governo de Minas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera os cenários testados pela pesquisa. No cenário mais amplo de primeiro turno, ele tem 35%, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 12%, e pelo deputado federal Patrus Ananias (PT), com 10%. Caso Cleitinho não participe da eleição, Kalil aparece com 15% e Patrus com 13%, configurando empate técnico. Em simulações de segundo turno, Cleitinho também lidera, com percentuais entre 44% e 46%.

O levantamento também aponta indefinições no campo político mineiro. Cleitinho ainda não confirmou se será candidato ao governo, enquanto interlocutores do Republicanos avaliam a possibilidade de apoio a Marcelo Aro (PP). Para o Senado, Marília Campos (PT) lidera com 18% das intenções de voto, seguida por Aécio Neves (PSDB), com 16%. A pesquisa ouviu 1.482 eleitores entre os dias 22 e 26 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Governo Lula teme interferência externa nas redes após ofensiva de Trump e Milei a favor de Flávio

Integrantes do governo e da coordenação da pré-campanha do presidente Lula (PT) interpretaram a recente ofensiva dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) como tentativas de interferência estrangeira na eleição brasileira e temem que as investidas se tornem mais intensas às vésperas da votação.

A preocupação é principalmente com os três ou quatro dias anteriores à eleição, marcada para 4 de outubro, e com as redes sociais, devido à pressão de Trump sobre grandes empresas de tecnologia —o X (ex-Twitter) de Elon Musk e a plataforma Rumble já tiveram atuação questionada nos últimos anos.

Aliados de Lula dizem apostar em uma iniciativa preventiva do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para coibir ferramentas de inteligência artificial na campanha, mas a avaliação desse grupo político é de que não haveria como evitar uma ação articulada.

Em conversas reservadas com aliados nas últimas semanas, Lula relatou avaliar o atual contexto eleitoral como diferente de outros que já enfrentou por causa das possibilidades de intervenção estrangeira.

Os embates foram acirrados desde a atuação do argentino na convenção do PL no último sábado (25) que escolheu Flávio como candidato à Presidência.

Nesta segunda (27), questionado por jornalistas, Lula evitou embate direto, mas ironizou Milei. "Quem é esse cara?", respondeu. O presidente da Argentina, por sua vez, compartilhou uma série de posts nas redes sociais com críticas ao petista.

Ainda nesta segunda, o governo chinês afirmou que apoia os esforços do Brasil para preservar soberania e independência e se opor a "interferência externa". A manifestação veio depois de um telefonema entre Lula e o presidente chinês, Xi Jinping.

No sábado, Milei manifestou apoio a Flávio, que, segundo ele, pode "parar Lula". Em seu discurso, também chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de "lixo careca". O magistrado não permitiu que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar cumprindo pena por tentativa de golpe.

As falas de Milei geraram uma crise entre os países. Em uma frente, Lula chamou de volta o embaixador brasileiro na Argentina, uma atitude considerada radical na diplomacia. Em outra, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) reuniu-se com o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, e expressou "repulsa" ao que classificou de "impropérios" de Milei.

Também na convenção, o PL exibiu um vídeo feito por ferramentas de inteligência artificial de Jair Bolsonaro. Na peça, o ex-presidente em formato de IA disse que Flávio é seu sucessor.

A exibição do material foi vista por aliados de Lula como um sinal de que a campanha bolsonarista testa os limites das regras eleitorais, uma vez que Jair Bolsonaro não pode aparecer em redes sociais por decisão judicial.

No dia anterior, sexta-feira (24), o jornal americano The Washington Post revelou que Donald Trump planejava enviar auxiliares ao Brasil para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral do país. O Itamaraty negou vistos aos dois funcionários do governo Trump.

O governo petista monitora a proximidade de integrantes da família Bolsonaro com o governo Trump. O presidente dos Estados Unidos recebeu Flávio Bolsonaro para uma reunião na Casa Branca. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro defende os interesses de seu grupo político principalmente junto ao Departamento de Estado americano.

No início de junho, o governo Trump classificou as facções criminosas brasileiras CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como terroristas, em uma ideia que mobiliza a base política bolsonarista.

Na época, o Planalto ainda minimizava possibilidades de intervenção de Donald Trump nas eleições brasileiras. Apesar disso, as autoridades não descartavam a chance de que isso ocorresse devido à imprevisibilidade do governo americano e à sequência de ataques num período de um ano.

Além disso, no ano passado, o governo americano citou o julgamento que condenaria Jair Bolsonaro por tentativa de golpe como um dos motivos para a aplicação de sanções econômicas ao Brasil, o primeiro tarifaço. A medida animou forças políticas de direita na época, mas depois passou a causar desgaste ao grupo político de Bolsonaro.
Por Caio Spechoto, Catia Seabra e Mariana Brasil/Folhapress

Binho Galinha envia representante para convenção do Avante e será candidato

Preso acusado de integrar um grupo miliciano acusado de lavagem de dinheiro obtido no jogo do bicho, agiotagem, extorsão e recepção qualificada, o deputado estadual Binho Galinha enviou representante na convenção do Avante, realizada nesta segunda-feira (27), no bairro da Sussuarana.

Chefe de gabinete do parlamentar, Humberto Cedraz participou e circulou no evento. Ele afirmou que nada impede a candidatura de Binho e que os supostos crimes cometidos pelo hoje parlamentar teriam sido praticados antes que ele tomasse posse na Assembleia Legislativa. Por isso, na avaliação do assessor, o deputado não pode ser julgado pelo conselho de ética.

Quem também comentou a situação de Binho Galinha foi o presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto. "Vou garantir a minha palavra e manter a candidatura dele. Falei com ele. Essa questão não é do Avante, é da Justiça, do Ministério Público Eleitoral", declarou o dirigente.

Por Política Livre

BTG/Nexus aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43%. A diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos, configurando empate técnico entre os dois candidatos.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho e ouviu 2.004 eleitores em todo o país. A pesquisa tem intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01489/2026. O resultado mostra um cenário de equilíbrio na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, com os dois candidatos tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Por Redação

Caiado diz que, se eleito, vai dar indulto a Bolsonaro: 'Quero pacificar o País'

Ronaldo Caiado, oficializado como candidato à Presidência pelo Partido Social Democrático (PSD) neste domingo, 26, reafirmou que pretende dar um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro caso seja eleito. "Quando disse aquilo (promessa de anistia para Bolsonaro), disse e sustento. Vou sim tomar essa iniciativa no meu primeiro dia de governo, porque quero pacificar o País", disse em entrevista à CNN.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão acusado de liderar uma organização criminosa voltada à tentativa de golpe de Estado e à subversão da ordem democrática.

O ex-governador de Goiás considera que o debate polarizado entre o governo atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o bolsonarismo não traz benefícios concretos à população. Caiado reiterou críticas que fez a Flávio Bolsonaro (PL) na oficialização da sua candidatura. Ele afirmou à CNN que a queda do adversário nas pesquisas é consequência de recentes denúncias. "Ele não tem dado respostas convincentes."

Tentando colocar-se como alternativa, Caiado disse aos correligionários esta manhã que o Brasil "não pode optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional".

Candidato à Presidência pela segunda vez

Caiado trocou o União Brasil pelo PSD no início do ano para ser candidato. Na nova sigla, enfrentou a concorrência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era o favorito, mas acabou desistindo da candidatura, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Deputado federal por cinco mandatos, senador e duas vezes governador de Goiás, Ronaldo Caiado volta a disputar a presidência da República. Na primeira tentativa, em 1989, teve menos de 1% dos votos.

Por Aramis Merki II e Gabriel Hirabahasi, Estadão Conteúdo

Unidade Popular oficializa Samara Martins para a Presidência em chapa 100% feminina

O partido Unidade Popular (UP) oficializou, neste domingo (26), a candidatura da dentista do SUS Samara Martins à Presidência da República.

O anúncio ocorreu durante a convenção nacional da sigla, realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, e reuniu filiados e 13 candidatos da legenda a governos estaduais, dos quais 11 são mulheres.

Para a disputa eleitoral, a UP apresentou uma chapa presidencial 100% feminina, confirmando a guarda-portuária paraense Raquel Brício como vice na composição. Samara, que disputou as eleições de 2022 como vice de Léo Péricles, assume agora a cabeça da chapa do partido.

Durante o discurso de lançamento, Samara Martins defendeu diretrizes focadas na revisão do Orçamento da União e no fortalecimento do setor público. Entre as pautas estavam:
  • Defesa da reestatização de empresas privatizadas e o controle estatal sobre recursos e setores estratégicos do país.
  • Suspensão temporária do pagamento da dívida para redirecionar recursos diretamente a investimentos sociais e serviços públicos.
  • Ampliação do quadro de servidores públicos por meio de concursos diretos, reduzindo terceirizações.
A candidata defendeu propostas como a criminalização da misoginia, a obrigatoriedade da educação de gênero nas escolas e a regulamentação das redes sociais contra discursos de ódio. Ela também defendeu mudanças legislativas que forcem a paridade de gênero e raça nos espaços de poder, inclusive no Congresso Nacional.

PDT se diz humilhado após ser preterido em suplências ao Senado de SP e ameaça lançar candidatos

A formação da chapa ao Senado na coligação de Fernando Haddad (PT) gerou uma crise com o PDT, que se diz "humilhado" pelos aliados de esquerda.

O partido ameaça romper o apoio a Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e lançar nomes próprios ao Senado. O apoio a Haddad, candidato ao governo paulista, não está em risco.

O estopim do imbróglio foi a decisão do PSOL de indicar o vereador de São Carlos Djalma Nery como primeiro suplente de Marina. O fato, revelado pelo Painel na manhã deste domingo (26), pegou o presidente do PDT, Carlos Lupi, de surpresa, que não demorou a protestar.

Segundo ele, havia um acordo com os demais partidos da aliança de que o PDT indicaria os primeiros suplentes de Marina e Tebet, como compensação pelo fato de não estar representado na chapa, que tem ainda Márcio França (PSB) como vice de Haddad.

"Logo que saiu a chapa, eu fui a todos os candidatos e direções partidárias reivindicar ao PDT as suplências. Falei com Haddad, Marina e Simone", afirma Lupi.

Segundo ele, o PSOL já está representado pela candidatura de Marina, uma vez que a legenda forma uma federação com Rede.

"Quando você tem uma federação, funciona como um partido. A federação Rede e PSOL já tem candidato a senador, quer ter o suplente também? E o PT já tem o candidato ao governador, querem também o suplente?", pergunta Lupi, em referência ao fato de Laio Morais (PT) ser o suplente de Tebet. "Pelo visto, não querem o PDT na aliança", afirma o dirigente.

Ele afirma que o partido fará uma análise jurídica sobre a possibilidade de o PDT lançar candidatos ao Senado, mesmo coligado a Haddad.

Lupi diz que, desde que ficou sabendo da notícia, buscou informações e registrou seu protesto junto aos demais partidos.

"Falei com cardeal, papa, arcebispo. Disse a todos que estão abrindo mão do PDT, um partido que tem 46 anos e é maior nacionalmente que Rede, PSOL e PSB. E por qual motivo? Aí começa a ser humilhação demais", afirma.

Por Fábio Zanini, Folhapress

Deputada do PT aciona PGR por vídeo de Bolsonaro feito com IA em evento de Flávio /Por Redação

             Vídeo de ex-presidente foi feito de forma sintética e exibido em convenção
A deputada federal Dandara (PT-MG) solicitou à Procuradoria Geral da República investigação sobre a exibição de um vídeo feito por inteligência artificial em que o ex-presidente Jair Bolsonaro "declara" seu apoio ao filho, Flávio Bolsonaro (PL), na convenção que oficializou a candidatura presidencial do senador.

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar e não pode dar declarações políticas. "Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial. Como todos aqui sabem, estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz", diz o vídeo.

O ofício da deputada aponta propaganda eleitoral irregular e crime eleitoral. Ela argumenta que o uso da técnica "deep fake", que cria ou altera vídeos, fotos e áudios para simular rostos e vozes, é proibido por resolução do TSE.

Além disso, acrescenta a parlamentar, o ex-presidente encontra-se com os direitos políticos suspensos.

"A campanha de Flávio Bolsonaro cometeu um crime e precisa responder por isso. Bolsonaro está cumprindo prisão domiciliar por condenação após tentativa de golpe de Estado. Quem está com direitos políticos suspensos não pode, ainda mais através de vídeo simulado por IA, participar de convenção eleitoral", afirma a parlamentar na ação à PGR.

“Muita gente que votou em Jerônimo há 4 anos vê que chegou a hora de a gente mudar a Bahia”, diz ACM Neto em Jaguaquara

Neto voltou a afirmar que, uma vez eleito, o interior terá atenção especial e protagonismo no novo ciclo de desenvolvimento para o futuro do Estado
O ex-prefeito de Salvador e candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) agradeceu neste sábado (25), em Jaguaquara, o apoio que tem recebido de diversas lideranças políticas e da população do Vale do Jiquiriçá, inclusive de eleitores que votaram no governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2022 ou que declaram nunca terem votado em um candidato que não fosse do PT nas últimas eleições.

“Várias lideranças, ex-prefeitos, prefeitos, pessoas que não estavam comigo há quatro anos atrás, é importante destacar isso, muita gente que há quatro anos atrás votou em Jerônimo Rodrigues, muita gente que nunca deu um voto fora do 13 e que agora se conscientizou que chegou a hora da gente mudar a Bahia. A oportunidade que a gente tem daqui a 70 e poucos dias vem sendo esperada há muito tempo”, declarou, ao lado do candidato a vice-governador Zé Cocá, em entrevista à imprensa na chegada à cidade para o programa de escuta popular ‘Sua Voz É Nossa Voz’.

Neto voltou a afirmar que, uma vez eleito, o interior terá atenção especial e protagonismo no novo ciclo de desenvolvimento para o futuro do Estado.

“É preciso ter essa visão para o interior para explorar as vocações, o potencial do interior da Bahia, fazer com que o interior cresça e levar o emprego para o interior e levar a oportunidade para o povo do interior. Só assim a gente vai ter uma Bahia para o futuro. É isso que a gente pretende fazer, trazer uma nova mentalidade, uma nova forma de governar, novas ideias, novas pessoas para contribuir e iniciar um novo ciclo, até permitindo oxigenar a política”, disse.

Problemas e promessas

Ele garantiu ainda preservar todas as agendas sociais que eventualmente estiverem em bom funcionamento, mas apontou que os governos petistas já não conseguem mais apresentar soluções às principais questões da vida dos baianos.

“Eu não sou daqueles que vão chegar para jogar a pedra e dizer que em 20 anos nada prestou. Só que a verdade é que eles tiveram muito tempo, as pessoas tiveram muita paciência e os dois se esgotaram. E principalmente quando a gente olha Jerônimo, com as promessas que ele fez e não cumpriu, não há uma marca no governo dele. Ou então quando a gente vê a situação das principais questões da vida dos baianos, na segurança pública, na saúde, na educação, na questão do emprego, nas oportunidades perdidas pelos nossos jovens, na baixa qualidade da formação da nossa mão de obra, na dificuldade do jovem conseguir o primeiro emprego e ainda num crescimento retraído do interior da Bahia”, frisou.

Para ACM Neto, uma das prioridades da sua gestão será garantir uma transição sem retrocessos, mas sobretudo ampliar as políticas para retirar as pessoas da condição de extrema pobreza.

“Eles tiveram, repito, muito tempo. Eu acho que chegou num momento que se esgotou o modelo de governo deles e a gente, inclusive do nosso slogan, fala de mudança com segurança, é também no sentido de trazer uma palavra de conforto aos baianos, que as coisas que eventualmente, mesmo não sendo tantas, mas as coisas que estão dando certo, nós vamos manter, vamos preservar. Vamos ter programas sociais que olhem as pessoas mais pobres em todos os sentidos. Então, tirar as pessoas da situação de extrema pobreza, da miséria, é uma das prioridades da nossa gestão, que a gente chega com toda essa vontade, com entusiasmo, com energia para mudar a Bahia”, salientou.

Por Redação

Datafolha revela que eleitores de centro seguem sem candidato definido

A nova pesquisa Datafolha mostra que o eleitorado de centro ainda tem dificuldade de encontrar seu candidato preferido. Os nomes que buscam fugir à polarização e poderiam ser uma alternativa têm baixa pontuação neste segmento.

Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 7%, empatados tecnicamente com Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), ambos com 5%. Lula (PT) lidera com 31%, e Flávio Bolsonaro (PL) marca 17% no segmento de centro.

Os eleitores que se declaram com esta posição política perfazem 17% do total e são considerados cruciais na eleição.

Em um segundo turno entre Lula e Flávio, o centro fica ainda mais órfão. Enquanto no eleitorado total, o patamar dos que votam nulo/branco e indecisos é de 10%, no segmento dos eleitores de centro, são 22%.

Por Fábio Zanini, Folhapress

Convenção da federação PRD/Solidariedade confirma candidato ao Senado e apoio a ACM Neto

Foto: Divulgação
A federação formada pelo PRD/Solidariedade realizou, nesta sexta-feira (24), a sua convenção estadual e confirmou o nome do vereador de Tancredo Neves Josemar Andrade, filiado ao segundo partido, como candidato ao Senado. O segundo postulante a senador ficou a critério de cada um dos filiados, mas foi aprovada a indicação de apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) para o governo.

De acordo com o presidente estadual da federação, Jean Sacramento, que comanda a Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador (Arsal) e é ligado ao prefeito Bruno Reis (União), foram aprovadas as candidaturas de 36 deputados federais. Outros quatro nomes estão no aguardo do envio da documentação necessária para registro.

"Podemos chegar aos 40 candidatos a federal, que é o teto. Estamos apenas aguardando o envio da documentação. Não teremos candidato a deputado estadual. Outro ponto importante é que daremos a ACM Neto o mesmo tempo de TV do PSDB", declarou Jean, que era tucano até meados deste ano.

Havia a expectativa da derrubada da candidatura do senador, o que acabou não se concretizando, gerando insatisfações pontuais na base de ACM Neto. Jean disse que Josemar Andrade assumiu o compromisso de votar no ex-prefeito da capital. O mesmo vale para a maioria do partido.

"A gente conseguiu convencer de 25 a 30 candidatos a votarem na oposição, em Neto. Precisamos lembrar que esses nomes estavam na base do governador quando pegamos o partido há pouco tempo", argumentou o presidente.

Jean agradeceu ao apoio de Bruno Reis na montagem do partido e das lideranças que estiveram na convenção, a exemplo do deputado federal Leo Prates (Republicano). A convenção aconteceu no Edifício Thomé de Souza, localizado na Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM).
Por Política Livre

Durante evento em Camaçari, ACM Neto diz que mais prefeitos vão deixar base de Jerônimo e anunciar apoio à sua candidatura

         Chapa de oposição ao governo do Estado realiza evento “Sua Voz é Nossa Voz” em Camaçari
O ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), realizou nesta quinta-feira (23), em Camaçari, mais uma edição do projeto “Sua Voz é Nossa Voz”, iniciativa que percorre diferentes regiões do Estado para ouvir a população e reunir contribuições para a elaboração do plano de governo que será apresentado durante a campanha eleitoral.

Ao comentar o cenário político para a disputa de 2026 durante entrevista à imprensa, o candidato sinalizou que sua base será ampliada nos próximos dias. Segundo ele, prefeitos atualmente filiados a partidos que integram a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) deverão endossar apoio ao seu projeto. “Hoje eu conversei com dois prefeitos de partidos da base do governo que nos próximos dias vão anunciar apoio”, declarou.

Neto destacou a relação construída com a cidade ao longo de quase três décadas de atuação política e afirmou que mantém uma ligação de proximidade com a população local.

“Nós estamos hoje em Camaçari, um lugar que eu sempre tive uma força pessoal e política que é resultado de uma relação muito especial que eu construí com a cidade e com o povo daqui. Se tem um lugar que sempre me acolheu como minha casa foi Camaçari. Se tem um lugar que eu construí uma história foi aqui. Eu estive presente aqui todas as eleições desde antes de ser deputado”, disse.

Participam do ato político em Camaçari o senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos), o candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), o candidato ao Senado João Roma (PL), o deputado federal Paulo Azi, o deputado estadual e candidato a deputado federal Manuel Rocha e o ex-prefeito e candidato a deputado estadual Elinaldo Araújo, dentre outras lideranças.

Além deles, também participaram os prefeitos de Lauro de Freitas, Débora Regis; de Simões Filho, Del Soares; de Santo Estêvão, Tiago Dias; de Santo Amaro, Flaviano Bomfim; de Riachão do Jacuípe, Carlos Matos; de Dias D'Ávila, Alberto Castro; de Pé de Serra, Zeide da Farmácia; e de Sítio do Mato, Alfredinho Magalhães.

“Ganhamos aqui para governador há quatro anos, e tenho certeza que vamos vencer de novo. Temos aqui candidatos muito fortes e aí me permitam fazer um destaque especial ao candidato a deputado estadual Elinaldo, e ao candidato a deputado federal Flávio Matos, da própria cidade. Temos também professora Angélica, temos candidaturas que chegam para somar”, acrescentou.

Durante a agenda, ACM Neto também afirmou que, mesmo sem o apoio da administração municipal, conta com respaldo de lideranças políticas e da maioria dos vereadores da cidade para fortalecer sua caminhada. “Apesar de não ter aqui o apoio da prefeitura, temos o apoio do povo e das lideranças políticas mais fortes e representativas. Temos o suporte dos nossos vereadores, maioria na Câmara. Temos tudo para repetir ou até melhorar o resultado que alcançamos quatro anos atrás”, avaliou.

Por Redação

Pré-candidato já é candidato? Entenda o que muda após as convenções

Com o início da temporada de convenções partidárias na segunda-feira (20), passou a ser comum ouvir que determinado político "virou candidato". A transição parece imediata, mas, do ponto de vista jurídico, o processo envolve mais etapas.

Conforme o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a convenção partidária é o ato formal em que partidos e federações se reúnem para escolher os candidatos que disputarão os cargos em jogo.

Além de definir os nomes, os dirigentes e delegados do partido decidem na convenção se a legenda disputará a eleição de forma isolada ou se formará uma coligação com outros partidos. Essa aliança determina o apoio conjunto nas disputas para cargos majoritários, como presidente, governador e senador.

O que muda depois da convenção

Após a escolha, é necessário apresentar o pedido de registro à Justiça Eleitoral. Segundo o TSE, é nessa etapa que são analisados os documentos e requisitos, como idade mínima para o cargo, filiação ao partido dentro do prazo, domicílio eleitoral no local da disputa e situação regular perante a Justiça Eleitoral.

A Justiça também verifica se há situações que impedem a candidatura, entre elas as previstas na Lei da Ficha Limpa. O processo exige ainda a entrega dos documentos previstos em lei, incluindo certidões criminais, declaração de bens e propostas de governo para os cargos do Executivo.

Gabriela Rollemberg, advogada e cientista política, usa uma comparação para explicar a passagem de pré-candidato a candidato. "É como o ingresso em uma universidade: a convenção corresponde à aprovação no vestibular, em que o partido escolhe quem será seu representante. O registro é a matrícula perante a Justiça Eleitoral", diz.

O que é um pré-candidato

O termo pré-candidato é usado para se referir a quem manifesta a intenção de concorrer antes da escolha oficial do partido.

Para Pedro Gallotti, especialista em direito eleitoral, o conceito surgiu para criar regras para a atuação de pessoas que pretendem concorrer, mas ainda não foram escolhidas em convenção.

Enquanto juízes e tribunais analisam os documentos, o pedido de registro pode passar por diferentes fases. Segundo o advogado, o registro é classificado como pendente enquanto aguarda julgamento; torna-se deferido quando a Justiça o aprova; ou é indeferido quando a decisão é desfavorável.

Se o registro for negado, mas o candidato recorrer, a candidatura passa à condição de indeferida com recurso, também chamada de sub judice, expressão usada quando o caso continua em análise pela Justiça.

Resolução do TSE permite que o candidato faça campanha enquanto o recurso contra a negativa do registro não tiver sido julgado. Se o período oficial de propaganda já tiver começado, ele pode participar de caminhadas e comícios, aparecer no horário eleitoral gratuito e, nos casos previstos em lei, manter o nome e a foto na urna.

"A lógica é preservar a igualdade de oportunidades enquanto ainda existe uma discussão judicial em andamento", diz Gabriela Rollemberg. "Se a decisão for revertida posteriormente, o candidato não terá sido privado de participar da disputa em condições de igualdade."

A candidatura também pode ser substituída depois da convenção. Isso pode ocorrer em casos como renúncia, morte, negativa ou cancelamento do registro. A direção nacional do partido também pode anular decisões de uma convenção local que tenham desrespeitado as regras da legenda.

Ainda de acordo com Rollemberg, se o candidato disputar a eleição enquanto o registro estiver sendo discutido e a Justiça Eleitoral confirmar posteriormente a decisão que negou o pedido, os votos recebidos poderão ser anulados.

Nas eleições para presidente, governador, senador e prefeito, a decisão pode levar à realização de um novo pleito, dependendo das circunstâncias do caso.

Prazos para convenções e registros

O calendário eleitoral de 2026, estabelecido pelo TSE, fixa o período de 20 de julho a 5 de agosto para a realização das convenções partidárias. O prazo para apresentar os pedidos de registro termina às 19h de 15 de agosto.

Segundo o Manual CANDex do TSE, as legendas devem enviar a ata da convenção até o dia seguinte ao encontro. Partidos, federações e coligações usam o sistema para preparar e transmitir os dados e documentos das candidaturas.

Por Mariana Grasso/Folhapress

Jean Wyllys e Suplicy priorizam regulamentação da maconha em campanha eleitoral

Pré-candidatos do PT em São Paulo se reuniram na terça-feira (21) para definir estratégias de uma frente de trabalho conjunta

De volta à disputa eleitoral neste ano, Jean Wyllys (PT-SP), que é pré-candidato a deputado federal, se reuniu na terça (21) com Eduardo Suplicy, pré-candidato a deputado estadual pelo partido, para debaterem uma frente de trabalho conjunta no pleito de outubro.

Eles definiram a regulamentação do uso da Cannabis sativa como tema primordial das campanhas.

Suplicy revelou em setembro de 2023 que tinha recebido o diagnóstico da doença de Parkinson e estava se tratando com a Cannabis medicinal. Ele defende que a substância seja disponibilizada para todos os brasileiros pelo SUS para o tratamento de alguns tipos de doenças.

Já Jean promete, se eleito, retomar o projeto de lei formulado no seu primeiro mandato de descriminalização e regulamentação da cadeia produtiva e de consumo da maconha não só para fins medicinais, mas também recreativos e econômicos.

Outro tema que ambos concordaram em unir esforços para defender é a implantação do plano de Renda Básica da Cidadania, luta histórica de Suplicy.

As equipes dos petistas vão trabalhar juntas para combater preconceitos e desinformação sobre os dois temas. Além disso, eles avaliam um evento conjunto das candidaturas para que os assuntos sejam abordados com a sociedade.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Lula amplia núcleo de campanha após atritos entre equipe

O presidente Lula (PT) decidiu ampliar o núcleo de sua campanha à reeleição, remanejando integrantes da chamada cozinha do Palácio do Planalto para a equipe coordenada pelo presidente do PT, Edinho Silva.

Entre os reforços escalados para a coordenação da campanha, estão o chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e o secretário-executvo da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Tiago Cesar dos Santos.

A exemplo do que aconteceu em 2022, Marcola será responsável pela agenda do candidato, em parceria com Gilberto Carvalho. Tiago Cesar engrossará a equipe de comunicação da campanha de Lula, atuando na área de logística. A saída de ambos deve ser publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22).

O atual diretor de gestão interna da Presidência, Paulo Cangussu André, também reforçará a área de logística da campanha do presidente.

Ainda segundo aliados do presidente, a coordenação da campanha de Lula contará com a participação do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT). Embora não ocupe função formal, Guimarães atuará na articulação política.

De acordo com colaboradores do presidente, Lula chegou a sugerir que ex-presidentes do PT, como Gleisi Hoffmann, e Rui Falcão, sejam ouvidos sobre a linha política na campanha.

Além disso, a assessoria jurídica da campanha deverá ser expandida. A equipe responsável pelo jurídico do PSB deverá ser integrada à coordenação. O presidente também deverá convidar uma jurista para sustentações orais no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Um nome cotado é o de Edilene Lôbo. Ela foi ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral de 2023 a 2025, tendo sido a primeira mulher negra a ser nomeada para o cargo. Há também possibilidade de contratação de criminalistas para a equipe.

Essa expansão acontece em um momento de disputas por espaço no comando da campanha de Lula, da comunicação à elaboração do programa de governo, passando pela área jurídica.

Convencido da necessidade de uma atuação aguerrida e de teor mais político nos tribunais, há dois meses, Lula informou Edinho da decisão de escalar Marco Aurélio Carvalho para a coordenação jurídica da campanha. O presidente tem cobrado uma estrutura que faça frente à disseminação de fake news e ao uso de IA nas eleições.

Pesou para a escolha a veemência com que Marco Aurélio defende Lula publicamente. O advogado chegou a apresentar a Edinho uma proposta de trabalho sob seu comando.

Duas semanas depois, o presidente do PT avisou-lhe que não existiria a figura de um coordenador jurídico. Disse ainda que já vinha montando um time para a batalha nos tribunais.

Edinho defende a manutenção de parte da mesma equipe de 2022, à época liderada pelo atual ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin.

À Folha o PT afirmou que "não há nenhuma disputa no jurídico da campanha".

Hoje, quem conduz as principais ações do PT na Justiça Eleitoral é o escritório Ferraro, Rocha e Novaes. Uma das apostas do partido é a preparação de uma estratégia de combate à desinformação baseada na análise das redes sociais.

Por Catia Seabra e Caio Spechoto/Folhapress

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