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Declaração de Jaques Wagner reforça articulação para chapa majoritária de 2026 sem Coronel

O senador Jaques Wagner (PT) sinalizou nas redes sociais a formação do que pode ser a base da chapa majoritária governista para as eleições de 2026. Ao exaltar a parceria histórica com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com o governador Jerônimo Rodrigues, Wagner reforçou a continuidade de um grupo político que, segundo ele, conduz há quase duas décadas um ciclo de realizações na Bahia.

A fala do senador petista, ao destacar “esse time” composto por ele, Rui e Jerônimo, pode ser interpretada como mais uma indicação de que Rui Costa deve ocupar posição de candidato ao Senado. Ao mesmo tempo, a ausência de qualquer menção ao senador Angelo Coronel (PSD) reforça especulações de que ele pode ficar fora da composição majoritária no próximo pleito.

“Considero que esse é um grupo, um time do bem, um time de fazer bem. Porque nesses dezenove anos que vamos completar agora no final de ano, são dezenove anos de realizações. Esse time, eu, Rui, e agora Jerônimo, e mais todos os nossos aliados, evidentemente que eu tenho muito orgulho”, afirmou Wagner. Para o senador, o conjunto de entregas justifica o reconhecimento popular: “São 19 anos de muitos trabalhos, de muita modernização da Bahia.”

Wagner citou conquistas recentes, como o anúncio de que a Bahia liderou nacionalmente a atração de investimentos entre os 26 estados e o Distrito Federal. O senador ressaltou ainda a chegada da fábrica chinesa BYD em Camaçari, a implantação do metrô na capital e o avanço do projeto do VLT, que passa por nova etapa..

Em clima de pré-campanha, Angelo Coronel percorre interior no feriado e recebe afago de José Ronaldo

No feriado desta segunda-feira (8), o senador Angelo Coronel (PSD) intensificou sua estratégia de circulação pelo interior da Bahia, numa agenda que deixa claro o objetivo de consolidar apoios para a disputa pela reeleição ao Senado em 2026, tanto na base do governo quanto na oposição.

O senador, que tenta assegurar um espaço na chapa encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2026, foi agraciado com homenagens em Anguera e Feira de Santana, onde foi recebido por prefeitos, vereadores e lideranças regionais, e ainda ganhou declarações públicas de apoio e afago.

Em Anguera, Coronel recebeu o título de Cidadão Anguerense. O prefeito Mauro Vieira (PSD) destacou o papel do senador no fortalecimento da autonomia municipal. Em Feira, onde ganhou a Comenda Maria Quitéria na Câmara de Vereadores, o senador recebeu o apoio dos prefeitos de Santo Estêvão, Tiago da Central (União), de Santanópolis, Vitor do Povo (MDB), de Conceição da Feira, João de Furão (PSD), e de Ipicaetá, Júnior Piaggio (PSD).

“Quem sabe onde a goteira cai somos nós que moramos. Angelo Coronel entendeu isso. Prefeitos precisam de políticos sensíveis, que coloquem recursos nas mãos de quem está na ponta. É por isso que o senhor conta com mais de 400 prefeitos da Bahia que irão lhe reconduzir, independente do lado que o senhor esteja. O senhor não é governista nem oposição. O senhor é pelos municípios", discursou João de Furão.

O gesto mais simbólico do dia veio de José Ronaldo, maior líder da oposição no interior e nome forte na política feirense. “Hoje ele está com essa história de ser reeleito. É inegável, ninguém pode esconder o óbvio. O mandato de Coronel, sem dúvida, foi amigo e companheiro dos prefeitos da Bahia. Não reconhecer isso é querer tapar o sol com a peneira", pontuou o aliado de ACM Neto (União).

Nas duas agendas pelo interior, o senador esteve acompanhado dos herdeiros: o deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD) e o deputado federal Diego Coronel (PSD).

Por Política Livre

Presidente do PP sugere que candidatura de Flávio não é viável e defende Tarcísio e Ratinho Jr.

Foto: Divulgação/arquivo

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou nesta segunda-feira (8) em Curitiba que segue defendendo apenas os nomes dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Junior (PSD-PR) para a disputa ao Planalto em 2026. Segundo ele, apenas os dois são capazes de unificar o campo da centro-direita e direita para as eleições.

A declaração dada à imprensa ocorre após anúncio do senador Flávio Bolsonaro (PL) de que teria sido escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, para concorrer à Presidência.

"O senador Flávio é um dos melhores amigos que tenho na minha vida pública. Se eu tivesse que escolher pessoalmente um candidato para suceder Bolsonaro, não tenho a menor dúvida de que seria Flávio, pela minha relação com ele. Mas política não se faz só com amizades. Se faz com pesquisas, com viabilidade, ouvindo os partidos aliados. Isso não pode ser só uma decisão do PL", afirmou Ciro.

"É importante unificarmos todo o campo político de centro e da direita, porque, caso contrário, não vamos ganhar a eleição", disse ele.

Ciro informou que vai se encontrar na noite desta segunda com Flávio Bolsonaro, junto com outras lideranças.

"Vou ouvi-lo, vamos dialogar para entender [o motivo de ter se lançado candidato]. País tomou conhecimento desta decisão semana passada. Vamos dialogar com toda transparência possível e tomar uma decisão", afirmou Ciro.

"Não sou senhor da razão. Posso ser convencido, mas com argumentos e critérios para que a gente possa fazer uma escolha. Porque o Brasil não pode perder a próxima eleição. Temos que virar a página da nossa história", continuou ele.

Nova pesquisa Datafolha aponta o presidente Lula (PT) 15 pontos à frente de Flávio em um eventual segundo turno das eleições presidenciais do ano que vem.

Tarcísio e Ratinho teriam, por outro lado, desvantagem de 5 e 6 pontos, respectivamente, em relação ao petista.

O presidente nacional do PP esteve em Curitiba para participar de uma reunião do diretório estadual do partido, controlado no Paraná pelo deputado federal Ricardo Barros.

Na reunião, ficou decidido que o PP local não apoiará a candidatura do senador Sergio Moro (União Brasil) ao governo do Paraná.

Flávio anunciou que seria o candidato de Bolsonaro na sexta-feira (5). No domingo, disse que poderia desistir da corrida eleitoral, mas que haveria um "preço".

Ele afirmou ainda que iria se reunir nesta segunda com lideranças políticas como os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, do Republicanos, Marcos Pereira, e do União Brasil, Antonio Rueda, com quem pretende debater a anistia.

Depois, em entrevista à Record, Flávio condicionou eventual desistência a Bolsonaro "livre, nas urnas".

Por Catarina Scortecci, Folhapress

Centrão mantém preferência por Tarcísio, e ala vê possibilidade de Flávio não manter candidatura

Para eles, o governador de São Paulo teria mais chance de ganhar a corrida ao Palácio do Planalto.


Dirigentes e líderes de partidos do centrão mantêm a preferência por Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato à Presidência mesmo após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter anunciado, nesta sexta-feira (5), que o pai o escolheu como sucessor para 2026.

Para eles, o governador de São Paulo teria mais chance de ganhar a corrida ao Palácio do Planalto.
A avaliação de políticos consultados pela reportagem é a de que eventual candidatura de Tarcísio poderia unir PL, PP, Republicanos, União Brasil e PSD na disputa contra a reeleição de Lula (PT), enquanto Flávio não deve conseguir costura semelhante.

Caso o filho mais velho de Bolsonaro concorra ao Palácio do Planalto, o cenário desenhado pelo centrão é de pulverização de candidatos na direita -hoje são mencionados como pré-candidatos os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Júnior (PSD-PR).

De forma reservada, um dirigente do grupo afirma que dificilmente Flávio vai conseguir o apoio de todos os partidos. Ele acrescenta que as pesquisas indicam que Tarcísio teria maior vantagem eleitoral do que um dos membros da família Bolsonaro, que carregam maior rejeição.

Aliados do governador dizem que ele resiste a concorrer ao Planalto num cenário de competitividade de Lula e de brigas no campo bolsonarista, principalmente no clã do ex-presidente. Ele só toparia a disputa, dizem, se houvesse uma unidade.

Parte dos políticos reagiu com ceticismo à escolha do senador, classificando o anúncio como estratégia para manter a relevância política e a militância coesa agora que Bolsonaro cumpre pena em regime fechado por tentativa de golpe de Estado, além de estar inelegível desde 2023.

Segundo essa leitura, Flávio não manteria sua candidatura até o fim. O mandato do senador acaba em 2026.

Além disso, a escolha a mais de seis meses do período de registro dos candidatos em 2026 poderia contribuir para a exposição do senador, suscetível a ataques dos adversários.

Em 2021, o STF (Supremo Tribunal Federal) anulou as provas do caso da rachadinha, que implicou Flávio e Fabrício Queiroz, acusado de ser o operador do esquema no gabinete do então deputado estadual.

Como mostrou a Folha, congressistas de direita e aliados de Flávio afirmam que a prisão de Bolsonaro fez com que o filho entrasse na mira do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A vigília convocada pelo "filho 01" foi mencionada pelo ministro da corte na ordem de prisão ao ex-presidente.

Sem citar Flávio ou Tarcísio, Antônio Rueda, presidente da federação que reúne as duas principais siglas do centrão, União Brasil e PP, criticou a polarização, indicando que a escolha de alguém da família Bolsonaro poderia acirrar o confronto e prejudicar a tentativa de unificação.

"Os últimos acontecimentos apenas reforçam o que sempre defendemos: em 2026, não será a polarização que construirá o futuro, mas a capacidade de unir forças em torno de um projeto sério, responsável e voltado para os reais interesses do povo brasileiro", disse.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, declarou que respeita a decisão de Bolsonaro, mas reafirmou que sua pré-candidatura à Presidência está mantida.

"Ele tem o direito de buscar viabilizar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Da minha parte, sigo pré-candidato a presidente e estou convicto de que no próximo ano vamos tirar o PT do poder e devolver o Brasil aos brasileiros", afirmou.

A comemoração em torno da candidatura de Flávio ficou restrita aos aliados mais próximos do bolsonarismo, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), amiga do ex-presidente e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

"Eu seguirei a decisão tomada pelo presidente Bolsonaro, seja ela qual for. Eu, em especial, gosto muito do Flávio. É meu amigo querido", afirmou à reportagem a ex-ministra.

Na mesma linha, o secretário-geral do PL, senador Rogério Marinho (RN), disse que a candidatura de Flávio foi "orientada" por Bolsonaro.

"Estaremos juntos na construção de um projeto que represente os valores do povo brasileiro que ama nossa bandeira, sintetizados no respeito à família, na liberdade religiosa, no livre mercado e na liberdade de expressão. Flávio, conte comigo", afirmou, em nota.
Por Carolina Linhares, Thaísa Oliveira e Catia Seabra / Folhapress

Caiado diz que mantém pré-candidatura à Presidência mesmo com anúncio de Flávio na disputa

Foto: Max Haack/Divulgação/Arquivo
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), disse nesta sexta-feira, 5, que mantém a pré-candidatura a presidente em 2026. A manifestação do goiano ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciar que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), o escolheu para representar o bolsonarismo na eleição presidencial do ano que vem.

"É uma decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, juntamente com sua família, e cabe a todos nós respeitá-la. Ele tem o direito de buscar viabilizar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro", disse Caiado, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa.

"Da minha parte, sigo pré-candidato a presidente e estou convicto de que no próximo ano vamos tirar o PT do poder e devolver o Brasil aos brasileiros", completou o governador.

Flávio anunciou publicamente que será candidato após avisar o PL e aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A notícia foi publicada inicialmente pelo Metrópoles e confirmada pelo Estadão.

"É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação", escreveu Flávio em uma publicação no X.

Na publicação nas redes sociais, o filho "01" do ex-presidente disse que o País vive dias difíceis e que não pode se conformar em vê-lo caminhar para tempos de instabilidade, insegurança e desânimo.

O anúncio foi recebido com desconfiança por dirigentes partidários do Centrão e aliados de Tarcísio. Três pessoas próximas ao governador avaliam que se trata de um "blefe" ou "balão de ensaio" para pressioná-lo a aceitar condições defendidas pela família, como um vice com sobrenome Bolsonaro ou a filiação ao PL.

Outros dois aliados próximos de Tarcísio, um do PSD e outro do PL, avaliam que o movimento de Bolsonaro é, na verdade, um teste; como se o ex-presidente quisesse medir até onde a candidatura de Flávio pode ir antes de bater o martelo e mandar Tarcísio para o "sacrifício".
Por Pedro Augusto Figueiredo, Estadão Conteúdo

Após Otto admitir candidatura ao governo, Jerônimo faz afagos e diz que senador “é uma pilastra para o grupo estar em pé”


“Eu não tinha lido essa matéria. Alguém disse que Otto… eu rebati agora. Eu confio no Otto. O senador, na eleição minha [em 2022], foi convidado para ser o nosso candidato e naquele momento ele disse que o movimento não é esse. Então [agora], eu desconfiei no primeiro momento que alguém que pudesse anunciar isso. É um fake news. O senador não disse isso”, iniciou o governador.

Em seguida, Jerônimo ponderou sobre a autonomia do ainda aliado para decidir se de fato entrará estrategicamente na corrida governamental.

“Isso não quer dizer que Otto não pode ser candidato, de forma nenhuma. Mas nós construímos um ambiente de relacionamento de confiança. O PSD é um partido aliado do presidente Lula nas devidas proporções e aqui na Bahia é um aliado de primeira ordem nossa. Então rebati sem ter visto as matérias”, insistiu o governador.

Em tom de afago político, Jerônimo classificou Otto como uma “pilastra” da base aliada, ressaltando a importância do PSD como principal força de sustentação do governo no arranjo estadual.

“Eu continuo reconhecendo a parceria, o papel senador Otto Alencar como um partido e um líder, que é uma pilastra para o nosso grupo estar em pé. Então, vamos tocar a vida, vamos trabalhar”, contornou.

Apesar do discurso conciliador de Jerônimo, o movimento de Otto Alencar ocorre em um momento em que outros nomes do PSD já iniciaram conversas com o grupo liderado por ACM Neto (União Brasil), principal postulante da oposição ao Palácio de Ondina, como o ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre, e o ex-prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, que revelou ter tido uma “recepção positiva” por parte do ex-prefeito de Salvador.

Somado a isso, tem a migração já efetivada do deputado estadual Cafu Barreto (PSD) para o grupo de oposição.

Otto admite pela primeira vez concorrer ao governo caso PT exclua Coronel de chapa

Em reunião ontem com a bancada baiana do PSD na Câmara dos Deputados, o senador Otto Alencar admitiu pela primeira vez sair candidato ao governo da Bahia se o PT impedir seu colega de Senado e amigo pessoal Ângelo Coronel de disputar a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2026.

Otto se referiu à possibilidade de concorrer à sucessão estadual ao declarar que Coronel é candidato à reeleição e que não pode ser excluído da chapa pelo capricho do PT de indicar dois candidatos ao Senado. Ele disse que não acompanharia Coronel caso o senador decida aderir a ACM Neto (UB) para se transformar em seu candidato a senador.

Observou, entretanto, que bancaria o nome de Coronel junto ao PT se ele decidir permanecer no grupo, da mesma forma que poderia assumir uma candidatura ao governo tendo Coronel como candidato a senador se for o desejo da bancada federal. O PT busca reservar as duas vagas em disputa ao Senado na chapa governista para o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa (Casa Civil).

Recentemente, Wagner teria dito a aliados que o PT não abre mão de indicar as duas posições, cabendo a Otto decidir o que fazer com Coronel. ‘Estou pronto para concorrer se este for o desejo de vocês, para assegurar um palanque para Coronel’, teria dito o senador, antes de ser aplaudido no encontro.

Por Política Livre

“A candidatura à reeleição de Jerônimo Rodrigues está, neste momento, na fila de regulação”, diz Kiki

O líder da bancada do prefeito Bruno Reis (União Brasil) na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Kiki Bispo (União Brasil), comentou a pesquisa do Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (26). No levantamento, o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) registra 44% das intenções de voto. Em segundo lugar está o atual governador e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), com 35%.

Em entrevista exclusiva ao Política Livre, o edil declarou que a pesquisa demonstra o desejo de mudança da população.

“É claro que a pesquisa é um retrato de momento, mas ela deixa alguns dados que, incontestavelmente, nos animam muito. Dentre eles, além de Neto estar à frente de Jerônimo, é a primeira vez, na reeleição, que um candidato, um governador que está na cadeira buscando a reeleição, começa abaixo do segundo. Não foi assim com Wagner, não foi assim com Rui, não foi assim com Paulo Souto, que começaram muito bem, todos eles começaram muito bem, até porque era um governo de continuidade, e quando o governo é bem avaliado você tem, naturalmente, essa dianteira — como também o inverso é verdadeiro”, declarou.

Kiki aproveitou a ocasião para fazer novas críticas à gestão do chefe do Executivo baiano e reiterou que a rejeição ao governador também está favorecendo o grupo político liderado por ACM Neto.

“O governo não está bem, e aí vai o segundo dado, que é o da rejeição. O governo está muito mal avaliado, e isso é um sinal importante para o ano que vem. E, além de tudo, me parece que as pesquisas estão totalmente em conformidade com aquilo que nós estamos ouvindo nas ruas, tanto na capital quanto, sobretudo, no interior: as pessoas estão clamando, estão pedindo mudança. O governo está fadigado, sobretudo o governo Jerônimo Rodrigues, que não disse até hoje para que veio. Já estamos aí findando o terceiro ano de nenhuma ou pouquíssimas realizações do governo dele e, com certeza, isso é reflexo da pesquisa. É inegavelmente reflexo da pesquisa. Eu diria que a reeleição, a candidatura à reeleição de Jerônimo Rodrigues, está, neste momento, na fila de regulação”, concluiu.

“Clima é de união e vamos virar a página dos 20 anos de PT na Bahia”, diz ACM Neto após reunião com bancada federal

O ex-prefeito e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, reuniu, nesta quarta-feira (26), em Brasília, parlamentares federais e lideranças políticas da base de oposição ao governo da Bahia para discutir o cenário de 2026 e alinhar estratégias do grupo.

A reunião ocorreu dois dias após um encontro com deputados estaduais e, segundo Neto, teve como foco fortalecer a articulação política e reforçar o discurso de mudança no estado.

“Na segunda, foram os deputados estaduais. Hoje, em Brasília, foi a vez dos parlamentares federais de nossa bancada participarem de mais uma importante reunião. O clima é de união, confiança e muita vontade de fazer diferente em 2026. Seguimos juntos para virar a página desses 20 anos de PT na Bahia, que tem como marcas a pior educação, a pior segurança pública, o desemprego e a fila da regulação que mais mata no Brasil”, afirmou.

Participaram do encontro os coordenadores políticos Luciano Ribeiro, ex-prefeito de Caculé, Marcelo Pedreira, ex-prefeito de Governador Mangabeira, Reinaldo Braga Filho, ex-prefeito de Xique-Xique, e o deputado estadual Nelson Leal.

Entre os deputados federais estiveram Rogéria Santos, Zé Rocha, Capitão Alden, Leur Lomanto Júnior, Alex Santana, Paulo Azi, Elmar Nascimento, Adolfo Viana, Arthur Maia, Roberta Roma, João Leão, Leo Prates e Márcio Marinho.

Também marcaram presença o prefeito de Salvador, Bruno Reis, o ex-ministro João Roma e o secretário de Governo da Prefeitura de Salvador, Cacá Leão.

PP coloca apelidos em ata, cartório rejeita e atrasa federação com União Brasil

Com a oficialização atrasada em relação aos prazos anunciados por seus líderes, a União Progressista, federação de União Brasil e PP, teve que superar um obstáculo inusitado na última semana.

O cartório de Brasília em que foi registrada a ata da reunião que aprovou a aliança recusou o documento enviado pelo PP, por listar os seus membros pelos apelidos de urna, e não os nomes de registro.

Dois exemplos foram André Fufuca (MA), ministro dos Esportes, e o deputado federal Dudu da Fonte (PE). Devido ao erro, a documentação teve que ser totalmente refeita, incluindo a coleta de assinaturas de todos os envolvidos.

O secretário-geral do partido, Aldo Rosa, estava em Santa Catarina, para onde teve que ser despachada a documentação antes de retornar à Brasília.

A ata corrigida foi entregue na quarta-feira (19) no cartório em Brasília, que tem 15 dias úteis para analisar a documentação. Caso o cartório não acelere o serviço, o processo só deve ser concluído na segunda semana de dezembro.

Depois disso será possível oficializar a federação no Tribunal Superior Eleitoral. Há atritos, no entanto, que já criam tensão na federação que oficialmente ainda não nasceu.

Depois que Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, disse que as únicas candidaturas presidenciais viáveis para a oposição seriam Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Junior (PSD-PR), o governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), que pretende disputar a Presidência, disse que o senador tem "interesses pessoais" —referindo-se à intenção de Ciro de ser vice do governador de São Paulo.

Além disso, a federação tem divergências a respeito das eleições de 2026 em diferentes estados.
A União Progressista, caso se concretize, terá 109 deputados e 15 senadores e será a maior força política do Congresso.

Procurado para tratar do problema com a documentação, Ciro Nogueira não se manifestou.
Por Fábio Zanini e Guilherme Seto/Folhapress

Flávio está mais fraco e Tarcísio sobe em apostas para 2026 com prisão de Bolsonaro

O protagonismo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em episódios que justificaram a prisão do pai, Jair Bolsonaro, enfraquece a pretensão dele de ser candidato a Presidente da República e fortalece, portanto, o nome de Tarcísio de Freitas na corrida para ser ungido o candidato da direita em 2026.

A conclusão é de bolsonaristas alinhados com o ex-presidente. Para eles, o enfraquecimento da família Bolsonaro automaticamente fortalece as pretensões do governador de São Paulo, que passa a ser novamente visto pelos alinhados mais à direita como opção mais viável para derrotar Lula no próximo ano.

De acordo com essa análise, Flávio estava ladeira acima nas negociações e conversas que poderiam habilitá-lo ao pleito, e agora está posicionado ladeira abaixo por erros que teriam exposto inabilidade e até mesmo ingenuidade de sua parte no episódio da prisão do ex-presidente.

O primeiro deles: chamar apoiadores de Bolsonaro para uma vigília perto da casa do pai dias antes da prisão que já se avizinhava —o STF (Supremo Tribunal Federal) termina nesta semana o julgamento de embargos de réus da trama golpista, e as sentenças passarão a ser executadas. Ou seja, os condenados serão presos.

O tom do chamamento foi entendido como afronta ao Judiciário pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. E Flávio teria entrado definitivamente na mira do magistrado.

Na decisão pela prisão de Bolsonaro, no sábado (22), Moraes chamou as atitudes de Flávio e de "patéticas", e disse que ele, com a vigília, pretenderia "reeditar acampamentos golpistas e causar caos social no Brasil", "insultando a Justiça de seu pais" e ignorando suas responsabilidades como senador.

Um outro erro que teve grande repercussão: na vigília, Flávio permitiu que um religioso de esquerda discursasse, afirmando na cara dele, e diante do público que lá estava, que orava para que "os que abrem covas caiam nelas", para serem julgados, "como o seu pai, que abriu 700 mil covas na pandemia".

As demonstrações de inabilidade complicam a situação do filho do presidente, que é o nome mais forte da família para ser candidato a Presidente ou, no mínimo, a vice.

Os filhos de Bolsonaro não abriram até agora mão de ter o sobrenome deles na cédula, garantindo influência sobre o numeroso eleitorado fiel ao pai.

Líderes do Centrão tentam afastá-los sob o argumento de que o sobrenome espanta eleitores moderados —Bolsonaro tem 60% de rejeição, de acordo com pesquisas divulgadas recentemente.

Por Mônica Bergamo/Folhapress

ACM Neto deve ter redução estratégica de partidos para 2026 e anima aliados sobre montagem de chapa proporcional; veja cenário

Entre as correções de rumo de 2022 para o novo ciclo eleitoral que se avizinha em 2026, o grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), considera estratégico rever a quantidade de partidos que se aglutinam em torno da chapa majoritária, especialmente para facilitar a montagem das nominatas - chapas proporcionais de deputados estaduais e federais.

Do arco de 13 legendas de 2022, a oposição marcha agora com apenas cinco (União Brasil, PP, Republicanos, PSDB e PL), podendo chegar a oito, conforme estimam.

“Na minha opinião e na maioria da nossa bancada, não foi muito positivo. A gente perdeu até um pouco da energia para concentrar na majoritária e dispensou energia para organizar 13 legendas. Isso não se repetirá”, afirmou o deputado Luciano Simões Filho (União Brasil), um dos quadros que tradicionalmente articula a nominata do grupo.

Ele participou na última terça-feira (18) da coletiva de imprensa na sala da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), onde o deputado Cafu Barreto (PSD) falou pela primeira vez depois de ter deixado a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para se juntar a ACM Neto.

“Quando a gente diminui o número de partidos, a atenção também se focaliza melhor na composição das chapas, tanto para estadual como para federal. Existem partidos em que é mais fácil a gente mexer para deputado federal do que para deputado estadual. Então, a gente vai fazer uma composição em que a gente abre o máximo de número de cadeiras possíveis com o menor número de votos para o desempenho das vagas”, analisou Simões Filho.

Segundo ele, a tendência deve valer também para o campo governista, onde hoje as dificuldades para acomodação de pré-candidatos é mais complexa. “A gente deve ir no palanque de ACM Neto com no mínimo cinco a seis legendas, mas eu acho que não chegará nem a oito legendas. Nem a gente nem o governador de plantão”.

Isso dá ao grupo oposicionista, nas palavras dele, “pujança” para brigar por cerca de metade das cadeiras na AL-BA.

“A gente vai ter uma pujança de candidaturas entre 25 a 30 vagas aqui na Assembleia Legislativa, onde a gente vai concentrar em cinco a oito legendas somente, no máximo oito legendas, então vai dar para equilibrar bem, botando os deputados teoricamente mais votados, os médios e os mais fracos, a gente distribui isso nos partidos para dar um equilíbrio na disputa. Então, volto a dizer, a gente não repetirá aquela estratégia de 22 com 13 legendas, a gente vai concentrar o que vai facilitar a montagem da chapa proporcional”, projetou.

Tudo isso, conforme enxerga Simões Filho, terá a convergência de uma candidatura presidencial de direita com palanque na Bahia, de modo a ampliar as condições de disputa de ACM Neto.

“O cenário de 26 é um cenário diferente, a gente vai ter uma eleição muito disputada, mas a eleição nacional exercerá uma influência muito grande na disputa estadual, como sempre. E temos grandes novidades, Lula não é mais o mesmo, não tem as mesmas entregas e a centro-direita do país, a oposição ao governo Lula, vai se unir em uma única candidatura, com certeza absoluta. E isso vai se desenhar mais depois do carnaval do ano que vem”.

Tarcísio lá e Neto cá, a opção mais provável da oposição em 2026, por Raul Monteiro*

Nome preferido do Centrão e da Faria Lima, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já avisou aos mais próximos que está disposto a aceitar o desafio de sair candidato à Presidência da República em 2026. Só depende, no entanto, de um acerto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo qual obtenha a certeza de que nenhum de seus filhos ou mesmo sua mulher estejam dispostos a entrar na disputa. Tarcísio sabe que assumirá uma batalha perigosíssima e não quer correr o risco de ser abatido dentro do mesmo campo ideológico depois de se afastar de um governo para o qual sua reeleição é considerada garantida.

Se Bolsonaro conseguirá segurar o ímpeto de sua família intempestiva são outros quinhentos. Mas deve estar bastante apreensivo com a iminência de ser mandado para a Papuda e não poder contar com um presidente que lhe conceda a salvação de um indulto, hipótese na qual definitivamente não poderá apostar caso Lula (PT) se reeleja ao comando do país. A mensagem de que Tarcísio tenciona sair candidato à Presidência chegou a um endereço na Bahia: o do ex-prefeito ACM Neto, do União Brasil, principal liderança das oposições ao PT baiano, que vem se manifestando disposto a concorrer pela segunda vez ao governo do Estado.

Com efeito, Neto tem admitido aos aliados que é candidato a governador, desde que tenha um presidenciável para chamar de seu, time integrado, além de Tarcísio, pelos governadores Ronaldo Caiado (UB), de Goiás, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná. É o governador de São Paulo, no entanto, aquele que mais o encanta por ser exatamente a figura capaz de unificar todas as demais forças oposicionistas em torno de si contra o projeto de reeleição de Lula. Tarcísio governa o Estado economicamente mais poderoso da Federação e conseguiu construir a imagem de quadro mais forte entre os nomes que se apresentam para a tarefa.

Depende, entretanto, de um empurrão do bolsonarismo se quiser se viabilizar eleitoralmente, do que seu entendimento com Bolsonaro - passando pelo controle que o ex-presidente possa exercer sobre a própria família - é simplesmente fundamental. Ao buscar associar seu nome ao de um candidato à Presidência Neto tenta escapar de uma quase maldição política muito conhecida na Bahia: aquela pela qual um candidato ao governo só se viabiliza no Estado se conseguir obter um apoio de peso para alavancá-lo, condição com a qual os petista contam desde que o hoje senador Jaques Wagner se elegeu governador tendo Lula como candidato à reeleição.

A ausência do link com a sucessão nacional foi talvez o principal empecilho enfrentado pelo ex-prefeito de Salvador na sucessão de 2022. Sem admiração pela figura bizarra de Bolsonaro e tido como opção de voto de muitos petistas na Bahia, Neto negou-se a atrelar-se a ele, contrariando sua própria base, para a qual a associação entre os dois seria a única forma de vencer o governador Jerônimo Rodrigues, candidato de Lula no Estado. O tempo passou e o país tem inúmeros candidatos hoje com perfil qualitativo muito superior ao do ex-presidente com os quais Neto pode interagir para mudar o resultado eleitoral na Bahia no ano que vem.

*Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.
Por Raul Monteiro*

Opinião: Falta de proatividade de Jerônimo gera ruídos e governo se torna meramente reativo

O governo Jerônimo Rodrigues (PT) tem se mostrado reativo às reações da base aliada, o que coloca o governador em condição de fragilidade, ainda que tenha a máquina pública da Bahia inteiramente disponível. É um cálculo eterno de como mitigar danos provocados por uma figura afável, mas que parece desconhecer parte das nuances da política, gerando ruídos excessivos. É um governo sem ação, somente com reação.

Ao longo das últimas semanas, ficou explícito o esforço do entorno de Jerônimo para evitar grandes ruídos. O primeiro veio de uma publicação de Geddel Vieira Lima (MDB), nas redes sociais, em que o ex-ministro citou uma preocupação com a perspectiva que ACM Neto (União) era visto no interior da Bahia. Cacique de longa trajetória, Geddel fez uma leitura e tratou do tema publicamente, algo incomum nos orbes da base aliada de Jerônimo. Dias depois, o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, publicou um encontro com o próprio Geddel, acompanhado por Lúcio e Jayme Vieira Lima, o núcleo “duro” do MDB da Bahia.

O secretário apareceu então como bombeiro em outra frente. Após o deputado estadual Nelson Leal anunciar que não seria candidato à reeleição e assumiria um posto na coordenação de campanha de ACM Neto em 2026, foi a vez a bancada do PP na Assembleia Legislativa participar de uma reunião com Loyola, agora também com a presença de Jerônimo. Se não for por excesso de coincidências, é preciso ser cego para não enxergar a correlação entre os episódios – e olha que o líder dos insurgentes do Progressistas, Niltinho, já debate a filiação ao PSB há bastante tempo.

Outro episódio que carece atenção é a saída de Sérgio Brito (PSD) da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O deputado federal licenciado voltou à Câmara sem agradecimento público ou manifestação formal do governo. Como no passado parlamentares licenciados faziam movimentos assim para liberação de emendas e similares, pareceu que Brito voltaria à Sedur. No entanto, o deputado teria ido embora para não mais retornar, ainda que estivesse no posto desde o início do governo. Nos bastidores, o comentário é que Brito cansou de tentar trabalhar com Jerônimo e preferiu focar na reeleição.

Enquanto isso, os investimentos em viagens, tendo como destinos municípios administrados por adversários, têm gerado murmúrios quase silenciosos de que é melhor ter estado do lado oposto no passado e flertar com o governo para 2026 do que ser aliado de primeira hora. O governador “pé no barro” tem conquistado fama que viaja demais e gere de menos a Bahia – e tais viagens incluem bater ponto a qualquer aceno de uma nova foto com Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Após quase três anos no Palácio de Ondina, o período de deslumbramento com o cargo deveria ter passado. A vida política é muito menos palatável do que parece e Jerônimo parece não ter se dado conta inteiramente. E, ao invés de ser proativo, segue sendo meramente reativo. Os adversários agradecem.

‘Pelo Brasil eu morro, mas pelo Ceará eu mato’, diz Ciro Gomes ao se filiar ao PSDB

Ciro Gomes e Tasso Jereissati em ato de filiação do ex-ministro ao PSDB em Fortaleza
O ex-ministro Ciro Gomes assinou nesta quarta-feira (22) sua ficha de filiação ao PSDB, defendeu a união das oposições na disputa pelo governo do Ceará em 2026 e disparou críticas contra o presidente Lula (PT), o governador Elmano de Freitas (PT) e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT).

Em discurso, Ciro não confirmou se será candidato a governador, mas indicou que terá como prioridade a construção de um projeto político no Ceará. Falou das mágoas que carrega das eleições de 2022, disse ter sido traído e prometeu resgatar o seu estado.

“Pelo Brasil eu morro, mas pelo Ceará eu mato”, disse o ex-ministro no ato que reuniu militantes e líderes políticos em um hotel em Fortaleza.

Aos 67 anos, Ciro tenta retomar o protagonismo político em seu estado e caminha para ser candidato ao governo do estado pela segunda vez— ele comandou o estado de 1991 a 1994.

A tendência, apontam aliados, é que ele seja o adversário do governador Elmano de Freitas na eleição do próximo ano para tentar interromper um ciclo de governos petistas iniciado em 2015 com a eleição de Camilo Santana, hoje ministro do governo Lula.

O ministro da Educação foi um dos alvos de críticas de Ciro, que classificou o ex-governador como alguém que quer ser dono do Ceará: “Vou tirar sua máscara, Camilo Santana”. O governador Elmano de Freitas foi chamado de “pau-mandado e frouxo”.

O ato reuniu os principais líderes da oposição no Ceará, incluindo o deputado federal bolsonarista André Fernandes (PL) e o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), ambos antigos adversários políticos de Ciro no Ceará e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em discurso, Ciro chamou Fernandes de “jovem talento” e destacou o papel de Wagner ao denunciar o domínio das facções criminosas no estado. Na sequência, afirmou que, mesmo com discordâncias em relação à política nacional, estavam unidos pelo espírito público.

Antevendo possíveis críticas, lembrou as alianças de Lula com pessoas com quem tinha diferenças, caso de José de Alencar, vice-presidente do petista em seus dois primeiros mandatos, e Geraldo Alckmin (PSB), atual vice-presidente.

Em entrevista, André Fernandes destacou que as convergências com Ciro Gomes são maiores que as divergências e sinalizou apoio à unidade da oposição.

“Gostamos da coragem do Ciro, é uma aposta muito grande. No momento certo, iremos definir e apresentar uma chapa, espero eu, uma chapa única da oposição no estado do Ceará”, afirmou o bolsonarista.

Ao falar da política nacional, Ciro se disse que vai se engajar na tarefa de reconstruir o PSDB e fez uma deferência ao ex-governador Tasso Jereissati, seu padrinho político no início da carreira e fiador de seu retorno ao ninho tucano.

Também disparou críticas ao presidente Lula, falando em “roubalheira generalizada” e destacando problemas como a informalidade no mercado de trabalho. Ao falar da eleição nacional de 2026, chamou de irresponsabilidade uma possível nova candidatura de Lula aos 81 anos.

Nos últimos anos, Ciro ampliou as divergências políticas com antigos aliados como Camilo Santana e até mesmo com o próprio irmão, o senador Cid Gomes (PSB), com quem está rompido desde 2022.

Cid, que governou o Ceará entre 2007 e 2014, tem afirmado que uma possível candidatura de Ciro criará uma situação “absolutamente constrangedora”. O senador é aliado de Elmano de Freitas e deve apoiar a reeleição do governador.

Entre aliados de Ciro, uma possível candidatura ao governo é vista como um movimento capaz de mexer com o tabuleiro eleitoral do estado. Aliados do governador, por sua vez, minimizam o impacto da entrada o ex-ministro na disputa estadual.

Elmano trabalha para ampliar o seu arco de alianças e tenta trazer para o seu palanque a federação formada por PP, que já é seu aliado no estado, e União Brasil, que está dividido.

Outro partido que se reaproximou do governador é o PDT, do qual Ciro pediu desfiliação na semana passada. A legenda faz parte da base de Lula e retomou pontes com o PT no Ceará.

Além de Ciro Gomes, o ato em Fortaleza também marcou a filiação ao PSDB de José Sarto, prefeito da capital entre 2021 e 2024. Ele será candidato a deputado federal.

O ex-governador Tasso Jereissati convidou Ciro a assumir o cargo de presidente estadual do partido, com o fim do mandato de Ozires Pontes que se aproxima.

Sofia Herrero e João Pedro Pitombo, Folhapress

Ciro Gomes retorna ao PSDB, desafia PT e chacoalha xadrez eleitoral do Ceará

Ciro Gomes tinha 32 anos quando disputou pela última vez um cargo majoritário no Ceará, estado onde tem suas raízes políticas. Elegeu-se governador em 1990 pelo PSDB, cargo que depois o catapultaria para sua primeira vitrine nacional: o Ministério da Fazenda do então presidente Itamar Franco.

Agora, aos 67, Ciro volta a assinar a ficha do PSDB, tenta retomar o protagonismo político em seu estado e chacoalha o xadrez eleitoral do Ceará. O retorno ao ninho tucano será oficializado nesta quarta-feira (22) em um ato político em Fortaleza.

Separam estes dois Ciros um intervalo de 35 anos. Neste período, ele passou por quatro partidos –PPS, PSB, Pros e PDT– e disputou quatro eleições presidenciais, sendo derrotado em 1998, 2002, 2018 e 2022. Mesmo sem sucesso nas urnas, se consolidou com um líder político com presença nacional.

Após ser derrotado em 2022, quando teve seu pior desempenho nas quatro eleições presidenciais e saiu das urnas com 3% dos votos, Ciro anunciou que não disputaria mais eleições. Mas tudo caminha para que ele não cumpra a promessa que fez a si e aos eleitores.

A tendência, apontam aliados, é que ele seja o adversário do governador Elmano de Freitas (PT) na eleição do próximo ano para tentar interromper um ciclo de governos petistas iniciado em 2015 com a eleição de Camilo Santana, hoje ministro da Educação do governo Lula (PT).

Desta forma, faz um movimento buscando reconstruir o seu capital político a partir da sua base eleitoral. Para se reposicionar no jogo político, tenta amarrar uma unidade entre os partidos da oposição, incluindo até mesmo o PL de Jair Bolsonaro.

O movimento vinha sendo maturado desde o ano passado, quando seus principais aliados apoiaram o deputado federal bolsonarista André Fernandes (PL) no segundo turno em Fortaleza. A aproximação foi intensificada em maio deste ano, com o ex-ministro se reunindo com deputados de oposição ao governador.

Na ocasião, Ciro sinalizou pela primeira vez que toparia uma possível candidatura ao governo e declarou apoio a uma provável candidatura ao Senado do deputado estadual e pastor Alcides Fernandes (PL), pai de André Fernandes.

“Existe um sentimento majoritário na oposição de que é preciso unir forças, apresentando um palanque único e forte contra o governador”, afirma o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, aliado próximo a Ciro que vai se filiar ao União Brasil.

Ao mesmo tempo em que passou a confraternizar com adversários do passado, Ciro ampliou as divergências políticas com antigos aliados como Camilo Santana e até mesmo com o próprio irmão, o senador Cid Gomes (PSB), com quem está rompido desde 2022.

Cid, que governou o Ceará entre 2007 e 2014, tem afirmado que uma possível candidatura de Ciro criará uma situação “absolutamente constrangedora”. O senador é aliado de Elmano de Freitas e deve apoiar a reeleição do governador.

Questionado sobre a filiação de Ciro ao PSDB, Cid afirmou em entrevista à imprensa que cada qual segue o caminho que quer: “Ninguém deve comentar a vida dos outros. A gente deve se esforçar para fazer o melhor pelo povo. Você nunca vai me ver falando mal de adversário, muito menos de meu irmão”.

Entre aliados de Ciro, uma possível candidatura ao governo é vista como um movimento capaz de mexer com o tabuleiro eleitoral do estado.

Nomes como o ex-deputado Capitão Wagner (União Brasil) e o deputado André Fernandes (PL) sinalizaram que não se opõem a uma aliança. O principal ponto de resistência é o senador Eduardo Girão (Novo), que se lançou pré-candidato a governador e lembra que Ciro não possui uma trajetória na direita.

Aliados do governador minimizam o impacto da entrada o ex-ministro na disputa estadual: “Gostaria muito de ver Ciro Gomes candidato da oposição no Ceará, com toda sua arrogância e incoerência”, afirmou Chagas Vieira, chefe da Casa Civil do governo, ao jornal O Povo.

Elmano trabalha para ampliar o seu arco de alianças e tenta trazer para o seu palanque a federação formada por PP, que já é seu aliado no estado, e União Brasil, que está dividido.

Outro partido que se reaproximou do governador é o PDT, do qual Ciro pediu desfiliação na semana passada. A legenda faz parte da base de Lula e retomou pontes com o PT no Ceará.

No PSDB, a filiação de Ciro Gomes é encarada como um movimento de caráter local, com foco na disputa do governo do Ceará. Há uma preocupação de evitar especulações de que Ciro pode ser candidato a presidente pela quinta vez.

A articulação para a volta de Ciro ao partido foi conduzida pelo ex-governador Tasso Jereissati, que foi seu padrinho político no início de carreira.

João Pedro Pitombo/Folhapress

Geddel diz que MDB “vai reivindicar” posto de vice na chapa de Jerônimo Rodrigues em 2026

Foto: Política Livre/Ex-ministro Geddel Vieira Lima

Diante das especulações de que o MDB pode ficar de fora da chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o ex-ministro Geddel Vieira Lima, ex-presidente do MDB baiano, em entrevista à rádio Piatã FM, afirmou que o se partido irá reivindicar o espaço que hoje abraça a sigla e é do vice-governador Geraldo Júnior.

Geddel salientou que o MDB tem sido “extremamente leal” ao governo. “O MDB tem sido extremamente leal, não tem nenhuma razão para mudar. O MDB vai reivindicar e vai lutar para isso. Fora a especulação de imprensa, nas conversas que tive com Jerônimo, Wagner, com o PT, ninguém sinalizou nesta direção e nem acho que sinalize. Nós tivemos um papel fundamental na eleição de Jerônimo. O MDB reivindica, quer, deseja, vai trabalhar por isso e vai se motivar muito mais na campanha”, apontou.

Sobre os desejos e cobranças de partidos como o PSD e do Avante, o ex-ministro também minimizou. “É natural da política. Mas nós já estamos na cadeira. Geraldo Júnior tem um papel importante na eleição futura, o MDB tem papel importante na eleição futura. Não vejo nenhuma razão para isso. Time que está ganhando, seja no futebol ou na vida, não deve ser alterado”, ponderou.

Política Livre

‘Cadê os 50 milhões de reais dos respiradores?’: ACM Neto aceita convite de Rui Costa e inicia o debate

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, respondeu ao ex-governador e ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), e disse aceitar o convite para o debate político, cobrando explicações sobre o escândalo dos respiradores que nunca chegaram à Bahia. A declaração foi feita nesta sexta-feira (10), em entrevista ao programa Levante a Voz, da rádio Andaiá FM, e ao Blog do Valente.

“Quanto ao debate com ele, eu já vou aproveitar para começar esse debate agora, não vou esperar não. Fica uma pergunta, Rui Costa, ex-governador Rui Costa, ministro da Casa Civil. Cadê os 50 milhões de reais que o governo do Estado colocou para comprar respiradores e nunca recebeu? Porque na pandemia ele colocou 50 milhões de reais que desapareceram, sumiram. Aliás, essa semana, o Superior Tribunal de Justiça encaminhou ao Ministério Público Federal o inquérito que investiga Rui Costa nesse escândalo dos respiradores em nosso Estado”, afirmou ACM Neto.

O ex-prefeito também provocou o governador Jerônimo Rodrigues, afirmando estar pronto para um debate a qualquer momento. “Jerônimo, ele outro dia foi num programa da Band e disse que queria debater comigo. Aí o jornalista Victor Pinto perguntou se podia marcar o debate e ele desconversou, saiu correndo. Eu debato com Jerônimo no dia, na hora e no local que ele quiser. Se quiser, ainda deixo ele definir os temas. Fique à vontade, Jerônimo, porque eu não tenho medo de debate”, disse.

O caso dos respiradores envolve a compra de equipamentos pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia da Covid-19, no valor de R$ 48,7 milhões, sem licitação e com pagamento antecipado. Nenhum dos respiradores foi entregue, e o processo segue sob investigação federal.

Na Bahia, Lula deve fazer convite para Rui "comandar" governo em 2026 e manter Coronel em chapa, dizem aliados

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará na Bahia, nesta quinta-feira (9). Com agenda em Camaçari, para a inauguração da fábrica da montadora chinesa BYD, e em Maragogipe, para anúncio de investimentos da Petrobras e do Ministério de Portos e Aeroportos, Lula pode trazer na bagagem outra oferta, porém, para o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Aliados do presidente Lula tem indicado ao Bahia Notícias que o presidente irá formalizar um “convite” ao ministro, para que ele seja o responsável pela gestão federal - uma espécie de primeiro-ministro, durante o período de campanha, em 2026. O “apelo” para Rui “comandar” o governo e centralizar as demandas durante a atuação política de Lula a partir do próximo ano, além de demonstrar prestígio, desataria o impasse da chapa majoritária na Bahia.

Os recentes movimentos de Rui, de reafirmar a própria candidatura ao Senado, podem ter como resposta do presidente Lula o convite ao ministro. O ato seria o “primeiro passo” de uma articulação mais ampla, garantindo a possibilidade reeleição de Angelo Coronel, com a presença do senador Jaques Wagner (PT) na chapa e conservando a parceria do PT com o PSD no âmbito estadual. Ao ex-governador Rui Costa seria prometida a vaga para disputar o Senado, em 2030, quando o finaliza o mandato do senador Otto Alencar — que se aposentaria da política.

Para além do protagonismo nacional, a atuação de Lula também iniciaria o processo de pacificação nacional com o PSD, conforme indicaram os mesmos aliados do presidente. A relação ainda teria arestas por aparar, principalmente com relação ao nome que o partido apoiaria para a presidência da República, onde também possui um pré-candidato, o governador do Paraná, Ratinho Jr., Além disso, a relação do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria outro ponto a ser “contornado” mediante a ação nacional de pacificação.

BIRRA PASSADA?
A escolha do senador Angelo Coronel para a chapa majoritária nesta eleição carrega também a escolha feita em 2018. Anteriormente, ao BN, interlocutores do PT na Bahia indicaram que Lula possuiria uma certa “birra” com Coronel, não somente por conta da atuação do senador após ser eleito. Aliados ao governo baiano também confidenciaram que, já em 2018, durante o processo de escolha de Coronel para integrar a chapa majoritária, em uma troca com a então senadora eleita pelo grupo, a atual deputada federal Lídice da Mata (PSB), Lula já teria sinalizado resistência na escolha.

Inclusive, um caso específico, durante um evento pré-eleitoral, na residência do deputado federal Valmir Assunção (PT) traduziria a birra. Lula teria sido direto sobre o desejo de não trocar Lídice por Coronel. “Mas precisa mesmo trocar? Acho melhor não”, revelou a fonte ao Bahia Notícias.

FUTURO

Como não há um sucessor definido para Lula, Rui Costa também deve ficar de olho nessa possibilidade. Caso assuma o “comando” do governo em 2026, durante a campanha eleitoral, o ministro da Casa Civil permaneceria fortalecido em um virtual segundo mandato, mantendo-o como uma opção para herdar o legado político do presidente.

O interesse de Rui em ser candidato à presidência da República não é novo e esbarra em outros nomes, considerados mais próximos de Lula e do PT de São Paulo, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Candidato substituto de Lula em 2018, o futuro do ex-prefeito de São Paulo também é incerto em 2026, quando pode ser lançado no pleito ao Senado ou ao governo paulista — para enfrentar um franco-favorito Tarcísio de Freitas (Republicanos), cuja própria candidatura não é confirmada.
Fonte: Bahia nofficias

Eleições 2026: TRE-BA alerta cidadãos para regularização da situação eleitoral a um ano do pleito

As Eleições Gerais estão marcadas para o dia 04 de outubro de 2026. Faltando exatamente um ano para o pleito, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) garante a segurança das urnas eletrônicas e reforça a importância das pessoas estarem com a documentação eleitoral regularizada.

De acordo com o Portal de Estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualmente, a Bahia possui 11.071.202 (onze milhões, setenta e um mil, duzentos e dois) eleitoras e eleitores aptos a exercerem o voto. Desse total, 53% são mulheres e 47% são homens. Ainda de acordo com o levantamento feito pelo TSE em junho deste ano, 254.831 títulos estão cancelados no estado.

Ainda que o prazo para regularizar a situação eleitoral termine apenas em 2026, com o fechamento do cadastro, é preciso ficar atento às possíveis consequências da perda do prazo. Quem estiver com o título eleitoral cancelado não poderá votar nas eleições do ano que vem, fica impedido de emitir passaporte e carteira de identidade, é proibido de fazer inscrição em concurso público, entre outras restrições.

Os cidadãos e as cidadãs têm até 6 de maio do próximo ano para solicitarem emissão da primeira via, transferência, revisão de dados e atualização da biometria.

Os serviços on-line podem ser acessados por meio do Autoatendimento Eleitoral, disponível no Portal do TRE-BA. A plataforma permite consultas eleitorais de forma remota, sem sair de casa. Outra opção é comparecer presencialmente a uma das unidades da Justiça Eleitoral (JE) em Salvador ou no interior do Estado. Confira aqui as unidades da JE.

Em 2026, as eleitoras e os eleitores votarão para os cargos de Presidente(a) da República, Governador(a), Senador(a), Deputado(a) Estadual e Deputado(a) Federal.

Documentos para votar

No dia das eleições, para votar, é necessário estar portando um dos seguintes documentos: e-Título, disponível gratuitamente para Android e iOS; carteira de identidade; passaporte; carteira profissional emitida por entidade de classe reconhecida por lei; certificado de reservista; carteira de trabalho (somente a versão física); ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Não é necessário levar o título de eleitor para votar. Para conferir a seção e/ou a zona eleitoral, os eleitores e as eleitoras podem consultar o Portal do TRE-BA, o aplicativo e-Título ou o próprio documento físico.

Confiabilidade das urnas

O Tribunal assegura também a lisura do processo eleitoral, por isso, em junho deste ano, realizou o primeiro Simulado Nacional de Hardware. O procedimento consiste em uma votação simulada em urnas eletrônicas com a finalidade de avaliar o desempenho, a estabilidade e a conformidade técnica dos equipamentos. Se detectadas eventuais inconsistências operacionais, serão adotadas soluções antes do pleito oficial, garantindo assim a transparência e a segurança das eleições.

O segundo teste segue em andamento. Começou no dia 30 de setembro e vai até 08 de outubro.

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