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“74% dos baianos querem mudança e esse caminho passa por ACM Neto”, diz Tiago Correia sobre pesquisa Quaest

Foto: Divulgação
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Tiago Correia, avaliou os dados da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) e destacou o sentimento de mudança apontado pelo levantamento.

De acordo com a pesquisa, 74% dos entrevistados defendem algum tipo de mudança no próximo governo. Desse total, 40% afirmam que querem mudar apenas o que não está bom, enquanto 34% defendem uma mudança total. Outros 22% disseram preferir a continuidade da atual gestão.

Para Tiago Correia, os números indicam um recado claro do eleitorado baiano.

“A pesquisa é muito clara ao mostrar que o povo da Bahia quer mudança. Quando 74% dizem que querem mudar, isso revela uma insatisfação com o atual modelo de gestão”, afirmou.

O deputado também relacionou o cenário ao nome do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil.

“Quando a população quer mudança, ela busca uma alternativa concreta, e a alternativa que temos é ACM Neto, que já mostrou capacidade de gestão e tem experiência. E esse sentimento que aparece na pesquisa dialoga diretamente com o projeto que ele representa”, disse.

O instituto ouviu 1200 entre os dias 23 e 27 de abril. O nível de confiança das estimativas é de 95% e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pelo Banco Genial. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BA-03657/2026.

Não vejo espaço nenhum para terceira via enquanto Lula e Bolsonaro forem vivos, diz Ciro Nogueira

Ciro Nogueira
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que não vê espaço para uma terceira via na disputa à Presidência enquanto Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) "forem vivos". A fala aconteceu em evento na noite de segunda-feira (27) em evento em São Paulo.

"O Brasil teve quatro grandes líderes: Getúlio, Juscelino, Lula e Bolsonaro. Pela primeira vez dois se enfrentaram. Enquanto eles tiverem nesse campo, não tem espaço para terceira via", afirmou Ciro Nogueira.

Para o parlamentar, Flávio Bolsonaro tem "todas a possibilidades" de vencer a disputa presidencial em outubro, mas pode "jogar fora se for falar apenas para a extrema direita e for ouvir aquele discurso dele dos Estados Unidos".

O senador se referia a declarações que o filho mais velho de Bolsonaro deu ao participar de um evento conservador no Texas, em março. Na ocasião, Flávio acusou o ex-presidente americano Joe Biden de interferência na eleição vencida por Lula em 2022.

Ciro Nogueira foi questionado nesta segunda sobre a possibilidade de vitória de outros nomes da direita e centro-direita na corrida eleitoral deste ano, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), e afirmou que "não existe possibilidade de acontecer".

O senador do PP foi chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro e tem sido crítico de Lula desde o início do atual mandato, apesar de já ter se aliado ao petista anos antes.

Ele também defendeu um "corte radical" e a diminuição do Estado brasileiro, afirmando que o país ostenta os Poderes "mais caros do mundo". Para Ciro, a eleição de 2026 será "contra o sistema". Segundo ele, "ninguém vai se eleger senador no país sem discutir impeachment de ministros do Supremo, infelizmente".

Amigo pessoal de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o senador é citado em conversas obtidas no celular do ex-banqueiro.

"Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro!", diz mensagem, em referência a uma PEC (proposta de emenda constitucional) apresentada pelo senador. O texto previa um aumento da cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A medida favoreceria as operações do Master.

As presidentes do PSOL, Paula Coradi, e do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), também estiveram presentes no jantar desta segunda, organizado pelo Esfera Brasil, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo.

Abreu confirmou o apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para governador de São Paulo e uma candidatura própria do Podemos ao Senado no estado. Segundo ela, há uma disputa interna no partido entre o deputado federal Delegado Palumbo e Geraldo Rufino, empresário e presidente do conselho na JR Diesel.

Tarcísio, porém, já definiu que terá como candidato ao Senado o deputado federal Guilherme Derrite (PP). A outra vaga deve ficar com o atual presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), André do Prado (PL). O ex-ministro e deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) também deve se candidatar.

Renata Abreu concordou com a fala de Ciro Nogueira sobre um possível favoritismo de Flávio e afirmou que o Podemos está, hoje, na centro-direita do espectro político.

Paula Coradi, presidente do PSOL, reafirmou o apoio do partido à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. Seu partido, que está federado nacionalmente com a Rede, defende a candidatura de Marina Silva ao Senado.

Por João Pedro Abdo/Folhapress

Prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá anuncia apoio à pré-candidatura de ACM Neto ao governo

Apoio foi confirmado nesta sexta-feira (24)
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), aderiu nesta sexta-feira (24) à pré-campanha de ACM Neto ao governo da Bahia. “Meu apoio a ACM Neto incorpora o desejo de mudança que os baianos sonham e precisam. Temos um grande dever com a Bahia e o Brasil, e ACM Neto representa essa transformação”, disse Marabá, que estava acompanhado da esposa Cinthya (PL), pré-candidata à Assembleia Legislativa.

Em gravação para as redes sociais, o ex-prefeito de Salvador agradeceu o apoio. “Hoje é um dia super importante nessa nossa caminhada. Nós todos aqui estamos movidos pelo propósito de construir um novo futuro para a Bahia e para o Brasil. E é claro que receber o apoio de Júnior, prefeito de Luís Eduardo, um dos gestores mais bem avaliados de todo o nosso estado, uma grande liderança do nosso Oeste, um cara jovem que olha para frente com ideias novas, é muito importante”, disse ACM Neto.

De acordo com Neto, o apoio de Júnior Marabá vai incentivar e estimular ainda mais a campanha oposicionista. “Nossa caminhada, se Deus permitir, vai ser vitoriosa. Eu tenho um compromisso de construir um governo transformador para a Bahia, de fazer algo que projete a Bahia para o futuro e, claro, que traga prosperidade para o nosso estado”, afirmou Neto.

Além de ACM Neto e Junior Marabá, também participaram do evento o senador Angelo Coronel (Republicanos), pré-candidato à reeleição, o ex-ministro João Roma (PL), pré-candidato ao Senado, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), e o deputado estadual Luciano Ribeiro, além do pré-candidato a deputado federal Ditinho Lemos (União Brasil) e de lideranças políticas locais e regionais.

Luís Eduardo – Importante polo agrícola do Estado, Luís Eduardo Magalhães tem 116 mil habitantes (IBGE, 2024) e o quinto maior PIB da Bahia.

Entre 2001 e março deste ano, o município apresentou um crescimento econômico muito superior ao populacional. No início dos anos 2000, a cidade tinha cerca de 18 mil habitantes e PIB de aproximadamente R$ 250 milhões. Atualmente, o Produto Interno Bruto de Luís Eduardo é de quase R$ 13 bilhões – o que significa um crescimento de pouco mais de 50 vezes no período, enquanto a população aumentou quase 6,5 vezes.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura, Luís Eduardo Magalhães tem 25 mil empresas ativas, das quais 4.700 foram abertas somente no ano passado.

Junior Marabá – A vida política do prefeito de Luís Eduardo começou aos 18 anos, quando seu pai, Ondumar Ferreira Borges, foi candidato a vereador (2006). Em 2014, uma tragédia familiar colocou de vez Junior Marabá na política – seu pai e sua mãe (Miriam Borges) morreram em um acidente automobilístico.

Em 2016, foi candidato a prefeito e obteve 48% dos votos. Quatro anos depois, venceu a corrida para a Prefeitura com 59% dos votos válidos e, em 2024, foi reeleito com votação recorde na cidade: 83,5% dos votos.
Por Redação

Minas Gerais se tornou campo minado para Flávio Bolsonaro, avaliam aliados do centrão /Por Redação

Flávio Bolsonaro
Minas Gerais se tornou uma espécie de campo minado para o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), avaliam aliados do centrão ouvidos pela Folha. Nenhum dos cenários postos para o senador é visto hoje como o ideal para garantir a vitória no estado, considerado crucial para a eleição nacional.

Atualmente, Flávio não tem um palanque garantido em Minas. Apoiar o governador Matheus Simões (PSD) é visto com receio porque o atual chefe do Executivo estadual não empolga nas pesquisas. O senador Cleitinho (Republicanos), favorito até o momento, é classificado como inconsistente por uma ala do PL, e uma candidatura própria é considerada um tiro no escuro.

Flávio tenta atrair o ex-governador Romeu Zema (Novo) para ser seu vice. Caso tenha sucesso, seria levado a apoiar o governador Matheus Simões na tentativa de reeleição.

Outro fator que gera receio sobre uma aliança com Simões é a recente filiação do senador Carlos Viana ao PSD. Dessa forma, o atual governador precisaria escolher entre o pré-candidato do PL ao Senado —o deputado Domingos Sávio— e Marcelo Aro (PP), ex-articulador político de Zema, para a segunda vaga.

A avaliação no PL é que a chegada de Viana congestiona a eleição para o Senado, visto que ele já tem uma vantagem presumida por concorrer à reeleição. Dessa forma, Simões não poderia abraçar, ao mesmo tempo, o candidato Domingos Sávio e Marcelo Aro.

A opção vista com mais viabilidade eleitoral, neste momento, seria apoiar uma candidatura do senador Cleitinho, que se coloca como opção da direita bolsonarista. Aliados de Flávio, como o deputado Nikolas Ferreira (PL), porém, desestimulam uma aliança com o congressista.

A avaliação é que Cleitinho não tem alinhamento de fato com as pautas bolsonaristas e que, uma vez eleito, poderia se tornar um concorrente na própria direita. O PL chegou a cogitar filiar o senador para lançá-lo ao governo, mas a resistência de Nikolas e outras lideranças da sigla impediu.

Interlocutores da legenda relatam receio diante do que consideram uma natureza imprevisível do senador do Republicanos, que por vezes se aproximou do bolsonarismo e, em outras ocasiões, se distanciou.

Em outubro passado, Cleitinho entrou em rota de colisão com o PL ao afirmar que sua dívida com Jair Bolsonaro já estaria "paga", apesar de respeitá-lo. O senador havia sido questionado se apoiaria um nome indicado pelo ex-presidente na corrida ao Palácio do Planalto. Após repercussão negativa, o parlamentar pediu desculpas.

"Se eu achar que não tenho os mesmos pensamentos que esse candidato que o Bolsonaro apoiar, eu não preciso apoiar, não. Tenho gratidão com o Bolsonaro. Não é com a família dele, com os apoiadores, não. É com ele. Uma gratidão que eu também já paguei e pago apoiando e votando nele em 2022", disse Cleitinho na ocasião.

Outro fator levantado no PL é que um fracasso de um eventual governo de Cleitinho em Minas Gerais dificultaria a vida do partido no estado. Uma ala da legenda entende que o estado, com dívida de R$ 187 bilhões com o governo federal, é uma bomba-relógio que pode explodir no bolsonarismo caso Flávio apoie um nome sem experiência em gestão.

A questão é que, mesmo sem o apoio de Flávio, Cleitinho é considerado competitivo. O temor no PL é que ele impeça um avanço de Simões no eleitorado da direita e que dividam votos, facilitando o crescimento do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que deve concorrer ao governo com apoio do presidente Lula (PT).

Diante desse cenário de incertezas, integrantes do PL indicam que o provável, atualmente, é lançar uma candidatura própria ao governo. O nome do partido para concorrer ao Palácio Tiradentes é o do ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) Flávio Roscoe, que se filiou em março.

A segunda vaga do PL ao Senado foi reservada para uma composição, podendo ser ocupada por um nome a ser indicado por Cleitinho ou Simões, caso Flávio decida apoiar um dos dois. Cleitinho, como mostrou a Folha, deu sinais de que concorrerá e tenta atrair Marcelo Aro para sua chapa.

Por Dentro das Eleições: Brasil utiliza sistemas eleitorais majoritário e proporcional

                 Nas Eleições 2026, serão eleitos o presidente, governadores, senadores e deputados
Os sistemas eleitorais têm como função a organização das eleições e a conversão de votos em mandatos políticos, visando proporcionar uma captação eficiente, segura e imparcial da vontade popular democraticamente manifestada, de forma que os mandatos eletivos sejam exercidos com legitimidade. Também viabilizam o estabelecimento dos meios para que os diversos grupos sociais sejam representados e para que as relações entre representantes e representados se fortaleçam.

Os sistemas eleitorais envolvem um conjunto de técnicas legais, cujo objetivo é organizar a representação popular com base nas circunscrições eleitorais (espaço geográfico onde se disputa determinada eleição). Assim, a circunscrição eleitoral no pleito para presidente e vice-presidente da República é o país. Já nas eleições para governador e vice-governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital, é o estado ou o Distrito Federal. Por sua vez, o município é a circunscrição eleitoral nos pleitos para prefeito, vice-prefeito e vereador.

O Brasil utiliza o sistema eleitoral misto: majoritário para cargos do Executivo (presidente da República, governador e prefeito) e do Senado Federal; e proporcional para vereadores e deputados federais, estaduais e distritais. No sistema majoritário, vence o candidato com mais votos, seja por maioria simples ou absoluta. No proporcional, os votos são somados entre os partidos, e as vagas são distribuídas de acordo com o total de votos da legenda ou federação, favorecendo os candidatos mais votados dentro da sigla.

Sistema majoritário

Neste sistema, vence o candidato que for mais votado, tanto para os cargos do Poder Executivo (presidente da República, governador e prefeito) quanto do Poder Legislativo (senador).

Ganha quem tiver a maioria absoluta ou simples dos votos. A primeira é atingida quando as candidaturas obtêm a metade mais um dos votos válidos (sem contar os brancos e os nulos). Já a maioria simples elege quem receber mais votos.

Nas disputas para Presidência da República, governos estaduais e do Distrito Federal e prefeituras de cidades com mais de 200 mil eleitoras e eleitores, é preciso conseguir a maioria absoluta para vencer a eleição. Quando isso não ocorre no 1º turno da eleição, é realizado um 2º turno com apenas os dois primeiros colocados na primeira etapa. Dessa forma, a maioria absoluta é inevitavelmente alcançada.

No caso das eleições para as prefeituras com menos de 200 mil eleitores e para o Senado, basta a maioria simples: quem tiver mais votos se elege.  

Sistema proporcional

O outro sistema é o proporcional, que é mais complexo. Ele é utilizado para eleger deputados federais, estaduais e distritais e vereadores. Os votos não servem apenas para eleger o candidato, mas também para fortalecer o partido ou a coligação a que ele pertence. Os votos de legenda ou nominais são somados e, a partir disso, as vagas são distribuídas proporcionalmente ao desempenho de cada partido nas urnas.

Esse modelo dá mais força à agremiação. O mandato pertence à legenda, e não ao candidato. Quanto mais votos um partido receber, mais vagas ele vai ter – por isso, o sistema é chamado de “proporcional”.

Nessas circunstâncias, o eleitorado pode escolher também votar apenas no partido – esse é o chamado voto de legenda. Na prática, basta digitar na urna eletrônica o número da agremiação que a eleitora ou o eleitor quer apoiar.

Quocientes

Além disso, ao votar em uma candidata ou um candidato, mesmo que essa pessoa não seja eleita, o voto pode ajudar a eleger outra da mesma agremiação. Quem ocupa os cargos que o partido conquistou são os mais votados pela sigla ou federação.

Por fim, para entender como o partido consegue obter essas vagas, é preciso compreender o que são os quocientes eleitoral, partidário e as sobras de vaga.

O quociente eleitoral (QE) é determinado pela divisão da quantidade de votos válidos apurados pelo número de vagas a serem preenchidas. Para o cálculo, despreza-se a fração, se igual ou inferior a 0,5, ou arredonda-se para um, se superior. 

O quociente partidário (QP) é o resultado do número de votos válidos obtidos pelo partido ou pela federação dividido pelo quociente eleitoral (desprezada a fração). O total corresponderá ao número de cadeiras a serem ocupadas pela legenda. 

As cadeiras serão distribuídas, primeiramente, entre os partidos políticos e as federações que tenham atingido 80% do QE e que tenham, em sua lista, candidata ou candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima de 20% do QE.

Empate

Na representação majoritária, em qualquer hipótese de empate, será qualificada a pessoa com maior idade.

Já no sistema proporcional, no caso de empate de médias entre dois ou mais partidos ou federações, considera-se aquele com maior votação. Ocorrendo empate na média e no número de votos dados aos partidos ou às federações, prevalecerá, para o desempate, o número de votos nominais recebidos pela candidata ou pelo candidato que disputa a vaga.
Cargos em disputa nas Eleições 2026 

Deputados: são 513 as vagas para o cargo de deputado federal. Já os eleitos para deputado estadual preencherão 1.035 cadeiras nas assembleias legislativas. São 24 as vagas para deputado distrital. Pelo sistema proporcional, as cadeiras são distribuídas entre partidos e federações, conforme a votação total, e preenchidas pelos candidatos mais votados dentro das legendas. 

Senadores: o Senado Federal terá 54 cadeiras renovadas (dois terços do total de 81). A eleição é majoritária simples: os dois candidatos com maior votação em cada estado são eleitos. O mandato dos senadores dura oito anos. Cada senador tem dois suplentes.

Governadores e vice-governadores: serão escolhidas 27 chapas (26 estados + Distrito Federal). A vitória em 1º turno exige mais de 50% dos votos válidos; caso contrário, haverá 2º turno entre os dois mais votados. Presidente e vice-presidente da República: uma chapa será escolhida para o Executivo Federal; a vitória em 1º turno exige maioria absoluta dos votos válidos.

Competências dos cargos 

Presidente da República: supervisiona o governo federal, define diretrizes de política econômica, relações exteriores, segurança, saúde e educação. 

Governadores: chefes do Poder Executivo em cada estado e no Distrito Federal, responsáveis por políticas estaduais de saúde, segurança pública e educação.
 
Senadores: representam os estados, aprovam leis de longo prazo e têm competências exclusivas, como processar e julgar o presidente da República e aprovar autoridades indicadas pelo Executivo.
 
Deputados federais: representam a população na Câmara dos Deputados, legislam em âmbito nacional, propõem e revisam leis, fiscalizam o governo federal e aprovam o orçamento. 

Deputados estaduais e distritais: atuam nas assembleias estaduais ou na Câmara Legislativa do Distrito Federal, legislando sobre matérias estaduais e fiscalizando o Executivo local.

Idade mínima por cargo

De acordo com o artigo 14 da Constituição Federal de 1988, a idade mínima para concorrer aos cargos é condição de elegibilidade. Veja:

Presidente da República, vice-presidente da República e senador:35 anos. 

Governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal: 30 anos. 

Deputado federal e deputado estadual ou distrital: 21 anos.

Série de reportagens

Desde o dia 3 de abril, o Portal do TSE publica a série de reportagens “Por Dentro das Eleições”, sobre os principais assuntos reunidos nas 14 resoluções que vão disciplinar as Eleições 2026.   

Com linguagem simples e objetiva, as matérias abordam de maneira didática as normas que deverão guiar eleitores, partidos políticos e candidatos. A série será publicada uma vez por semana, às sextas-feiras, entre abril e outubro.

MC/LC/DB

Leia mais:


PT defende aliança com direita liberal contra bolsonarismo /Por Fábio Zanini, Folhpress

"O presidente do PT, Edinho Silva, durante o 17º Encontro Nacional do partido, em agosto"
Em seu novo programa político, que deve ser aprovado em congresso partidário nesta semana, o PT defende a aliança com setores liberais comprometidos com a democracia, e diz que ela é importante para isolar a extrema direita.

"É necessário reconhecer que o avanço da extrema direita não eliminou a existência de setores liberais comprometidos, ainda que de forma limitada, com a legalidade constitucional e com a estabilidade democrática", afirma o documento, que é resultado de uma comissão coordenada pelo ex-ministro José Dirceu.

De acordo com o texto, "a distinção entre extrema direita autoritária e direita liberal é decisiva para a tática política, ainda que não elimine as divergências estruturais em torno do modelo de desenvolvimento, da distribuição de renda e do papel do Estado".

Embora não cite nominalmente, o partido se refere ao bolsonarismo ao citar a extrema direita, e a setores de centro quando fala dos liberais. O raciocínio está por trás da chamada "frente ampla", que a candidatura de Lula construiu na eleição de 2022 e quer retomar, ao menos em parte, neste ano.

"Setores da direita liberal e democrática podem, em determinados contextos, compartilhar convergências em defesa da legalidade constitucional e da soberania nacional –sem que isso implique diluição programática ou subordinação estratégica do projeto democrático-popular", segue o texto.

O documento é uma espécie de "Constituição" do partido, que o PT atualiza de tempos em tempos. O 8º congresso nacional vai ocorrer entre sexta (24) e domingo (26), em Brasília, com o mote "Soberania, Reconstrução e Futuro".

Aliados pressionam Flávio Bolsonaro por promessas não cumpridas na articulação política - Por Redação

Flávio Bolsonaro
Aliados do senador Flávio Bolsonaro têm intensificado cobranças sobre acordos firmados para a montagem de palanques estaduais, especialmente após compromissos atribuídos ao ex-presidente Jair Bolsonaro não se concretizarem. O impasse afeta principalmente disputas ao Senado, consideradas estratégicas pela oposição para ampliar influência no Congresso. A reportagem é do jornal O Globo.

Com Jair Bolsonaro em condição de saúde que limita sua atuação direta, Flávio assumiu protagonismo nas negociações, o que aumentou a pressão interna. Em estados como São Paulo, lideranças religiosas e políticas demonstram insatisfação após promessas de apoio não se confirmarem, gerando desgaste e redução no engajamento de aliados.

A situação se repete em outras regiões, com disputas internas por candidaturas e divergências entre grupos políticos, inclusive dentro da própria família Bolsonaro. Apesar das dificuldades, integrantes do partido avaliam que o cenário ainda é administrável, enquanto tentam reorganizar as articulações para as eleições.

Paraná Pesquisas: Flávio Bolsonaro tem 48,1% e Lula soma 40,3% no 2º turno em SP

Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro lidera a disputa em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os eleitores do Estado de São Paulo. Os dados são do Paraná Pesquisas, que mostra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com 48,1%, contra 40,3% do petista.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 14 de abril e apontou que 7,2% dos eleitores votariam em branco, nulo ou não declaram preferência por nenhum candidato neste cenário. Os que não sabem ou não opinaram são 4,3%.

De acordo com a pesquisa, em relação a fevereiro, os dois oscilaram apenas na margem de erro, que é de 2,5 ponto percentual para mais ou para menos. Na época, Flávio registrava 49,1%, enquanto Lula somava 38,2%.

Empate técnico no primeiro turno

O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR08453/2026, aponta um empate técnico entre os dois candidatos mais bem posicionados no primeiro turno entre os paulistas, mas com vantagem numérica para Flávio Bolsonaro, que rergistra 39,3%. Lula fica com 36%.

Na sequência, embolados na pesquisa, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%; Romeu Zema (Novo), com 2,6%; Renan Santos (Missão), que tem 2,1%; e Augusto Cury (Avante), que registra 1,8%.

Por Estadão Conteúdo:18/04/2026 às 18:15

Prisão de Uldorico implode planos do PSDB para 2026 na Bahia

Ex-deputado, apontado em investigação sobre fuga de presos, era aposta do PSDB para 2026 e agora gera forte desgaste político à sigla na Bahia

A prisão do ex-deputado federal Uldurico Junior desencadeou uma crise imediata no cenário político baiano e já impacta diretamente o planejamento do PSDB para as eleições de 2026. O caso, que envolve acusações graves, saiu rapidamente da esfera policial e passou a influenciar o tabuleiro político no estado.

Recém-filiado ao PSDB, Uldurico vinha sendo apresentado como uma das apostas da sigla para fortalecer sua presença na Bahia, com possível candidatura à Assembleia Legislativa. No entanto, a estratégia sofreu um duro golpe após sua prisão, realizada em um hotel em Praia do Forte, no município de Mata de São João, durante uma operação que investiga a atuação de uma organização criminosa.

Segundo as apurações, o ex-parlamentar é suspeito de ter negociado cerca de R$ 2 milhões para colaborar na articulação da fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, registrada em dezembro de 2024. O episódio é considerado um dos mais graves já registrados no sistema prisional da região.

Além do suposto envolvimento financeiro, também são investigadas possíveis conexões com facções criminosas, o que amplia a gravidade do caso e intensifica a repercussão negativa no meio político. A combinação de acusações coloca Uldurico no centro de uma crise que ultrapassa sua trajetória pessoal e atinge diretamente o partido ao qual se filiou recentemente.

Nos bastidores, a avaliação é de que o impacto foi imediato. Lideranças do PSDB já admitem a necessidade de rever estratégias e reorganizar o planejamento eleitoral no estado. O nome que antes era tratado como reforço político passou, em poucas horas, a representar um desgaste significativo para a imagem da legenda.

Analistas apontam que, em ano pré-eleitoral, episódios dessa natureza costumam ter efeitos ainda mais intensos, comprometendo articulações, alianças e a construção de candidaturas competitivas. A associação a investigações envolvendo crime organizado tende a gerar rejeição e dificultar a sustentação de projetos políticos.

Diante do cenário, o PSDB deve buscar alternativas para recompor sua base e minimizar os danos causados pelo episódio. Enquanto isso, o caso segue sob investigação e novos desdobramentos podem agravar ainda mais a situação, tanto no campo jurídico quanto no político.

Resistência a coordenação de Rui por grupo de Wagner é mais um desafio para Jerônimo, por Raul Monteiro*

Jerônimo Rodrigues
Com as pesquisas sobre as intenções de voto ao governo da Bahia divulgadas até agora, com raras exceções, sob a histórica suspeita de que são mais suscetíveis a ingerências e outras intromissões, portanto, inconfiáveis, resta a espera pelas sondagens nacionais a respeito do cenário local para que se possa colher as primeiras impressões mais acuradas envolvendo as preferências do eleitorado baiano. Consolidada a tradição segundo a qual o candidato presidencial puxa o estadual na Bahia, em tese, as notícias neste campo seriam melhores para o postulante das oposições, ACM Neto (União Brasil), do que para o governador Jerônimo Rodrigues (PT).

De fato, o presidente não pode dizer ainda que a sorte está sorrindo para ele como já aconteceu no passado, quando pode se eleger e reeleger, fazer o mesmo com a sucessora, de memória horripilante, e ainda voltar de forma triunfal para derrotar Jair Bolsonaro (PL), hoje em prisão domiciliar. Lula vai para as eleições de agora ameaçado por uma má avaliação do seu governo, dificuldades na economia, um processo de desgaste natural decorrente dos anos em que o PT está no comando do país e a consolidação na oposição do candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, cujas pesquisas já chegaram a colocar até à frente do presidente.

Levantamento da Genial/Quaest, um dos mais bem afamados institutos do país da atualidade, divulgado ontem, por exemplo, mostra que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. No levantamento, Flávio registra 42% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 40%, cenário considerado de empate técnico dentro da margem de erro. Nos cenários testados contra outros possíveis candidatos, Lula aparece à frente. Em uma disputa direta com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, o presidente teria 43% das intenções de voto, contra 35% do adversário.

Já em um eventual segundo turno contra Romeu Zema, Lula marca 43%, enquanto o governador mineiro soma 36%. Não são números que animem qualquer gestor, por mais que ele detenha o chamado 'poder da máquina'. Pelo contrário, indica que talvez, dessa vez, Lula tenha que inverter a ordem e contar mais com o apoio de Jerônimo do que o governador contou com o dele ao se eleger, em 2022. O problema é saber se o PT local terá condição de fornecer o gás necessário à eleição do petista, já que, em certo sentido, Jerônimo enfrenta os mesmos problemas que o presidente, dos quais o mais vistoso é a fadiga de material por 20 anos de exercício ininterrupto do poder.

São problemas agravados pela imagem de imobilismo com que a oposição tenta carimbá-lo, para o que situações como a demora inexplicável para escolher e anunciar o candidato a vice na chapa majoritária contribuem imensamente. Agora, surge a notícia de que uma disputa com o grupo do senador Jaques Wagner, dominante no governo, estaria dificultando a escolha do ex-ministro Rui Costa (PT) para a coordenação da campanha do governador. Levando-se em conta o papel desempenhado pelo ex-ministro na eleição em que Jerônimo se elegeu e a ausência de alguém que possa substituí-lo à altura no governo, o cenário para o governador não é nada positivo.

* Artigo do Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Por Raul Monteiro*

Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que entrada de Caiado na eleição leva disputa ao 2º turno

               Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara Dos Deputados/Arquivo
Aliados do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que a entrada de Ronaldo Caiado (PSD) na corrida pelo Palácio do Planalto garantirá um segundo turno na eleição. Essa perspectiva, dizem pessoas próximas do senador fluminense, é positiva para a campanha de oposição.

A avaliação do entorno de Flávio é que a chamada terceira via, uma opção entre o bolsonarismo e o petismo, está fadada à derrota num ambiente polarizado. Ao mesmo tempo, a candidatura de Caiado poderá atrair uma parcela do eleitorado que não se sente confortável em votar no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou no presidente Lula (PT).

Dessa forma, caso seja confirmado na disputa, Caiado impedirá que Flávio ou Lula ultrapassem os 50% de votos válidos na primeira etapa da disputa. Sem um nome na terceira via, os insatisfeitos poderiam votar em branco ou anular o voto, o que facilitaria uma vitória em primeiro turno.

A campanha de Flávio afirma que forçar um segundo turno é um bom cenário, pois, com mais tempo de campanha, o senador poderia atrair mais votos dos insatisfeitos com o governo.

Outro fator positivo destacado pela campanha de Flávio é que Caiado tem um perfil mais combativo que os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Eles eram vistos no PSD como opções de presidenciáveis de direita, porém mais moderados que o goiano.

Com isso, a avaliação é que Caiado pode funcionar como uma espécie de linha auxiliar do bolsonarismo. No cenário esperado por aliados do PL, o goiano faria um embate mais pesado contra Lula, inclusive nos debates, enquanto o senador tentaria passar uma imagem de mais moderado, visando a atrair eleitores de centro.

A expectativa do governo Lula é justamente a contrária. Petistas esperam que Caiado, caso deseje sair da disputa presidencial com mais capital político, parta para cima do eleitorado que hoje está consolidado em Flávio Bolsonaro. Nessa ótica, eles disputam o mesmo eleitorado e, por isso, entrarão em rota de colisão.

Ao anunciar sua pré-candidatura na última segunda-feira, o governador fez um gesto ao eleitorado bolsonarista e disse que anistiaria o ex-presidente. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após ser condenado, pelo STF (Supremo Tribunal Federal), por tentativa de golpe de Estado, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder.

"Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla, geral e irrestrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com muita maestria a todos aqueles que se rebelaram realmente em uma verdadeira tentativa de golpe pela Aeronáutica", disse.

O governador evitou atacar Flávio, mas destacou que o adversário jamais ocupou um cargo no Executivo. "Não se pode aprender na cadeira", afirmou o ex-governador de Goiás.

DATAFOLHA

Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada mostra que, no primeiro turno, Lula lidera as intenções de voto, com 39%, seguido de Flávio, com 35% —o que desenha uma tendência de empate técnico no limite da margem de erro, o que favorece estatisticamente quem está na frente.

Caiado aparece com 5%, Romeu Zema (Novo), com 4%, Renan Santos (Missão), com 2%, e Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%. Declaram votar em branco ou nulo 10%, e 4% dizem não saber quem escolher.

Dizem não votar de forma alguma no atual presidente 48%, enquanto 46% rejeitam o filho de Bolsonaro liminarmente.

Já Caiado tem rejeição de 17%. Ele ainda é desconhecido por 54% dos eleitores.

Por Carolina Linhares/Augusto Tenório/Folhapress

Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002

O presidente Lula (PT) enfrenta, neste momento, o cenário de 1º turno mais apertado de todas as eleições em que saiu vencedor. Dados de pesquisas Datafolha, feitas a cerca de seis meses do pleito, nos anos de 2002, 2006 e 2022, mostram que a diferença do petista em relação ao seu principal opositor nunca foi tão estreita.

Em 2002, primeira vez em que Lula foi eleito presidente da República, o político tinha, em 9 de abril, uma diferença de dez pontos percentuais do segundo colocado, o tucano José Serra.

No pleito seguinte, quando se reelegeu, o petista estava, segundo pesquisa de junho, 17 pontos à frente de Geraldo Alckmin, então seu principal opositor pelo PSDB.

Quando voltou para concorrer em 2022, em cenário já marcado pela polarização com o bolsonarismo, o petista tinha 48% das intenções de voto em maio daquele ano, frente a 27% de Jair Bolsonaro.

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) mostra o político com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 35%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

"Esses dados são muito simbólicos porque mostram uma redução consistente da margem de liderança em comparação com os ciclos anteriores", analisa o cientista político Elias Tavares.

Segundo ele, o cenário é reflexo de um eleitorado mais dividido e um ambiente mais competitivo para o petista, que não conseguiu emplacar grandes marcas ou programas que o reconectassem com a população, como foi o "Fome Zero", de combate à insegurança alimentar, no início dos anos 2000.

"Em 2002, Lula vinha numa onda de mudança, com discurso novo e expectativa alta. Em 2006, mesmo com o desgaste do mensalão, ainda tinha uma liderança relativamente confortável. Em 2022, apesar da polarização, conseguiu sustentar uma vantagem consistente, muito também porque havia uma rejeição elevada ao Jair Bolsonaro, e o Lula soube ocupar esse espaço como principal contraponto a um governo que enfrentava insatisfação relevante naquele momento", analisa Tavares.

Segundo o especialista, a perda de folga obriga o pré-candidato, desgastado pelos longos anos na política, a "disputar o voto o tempo inteiro, sem margem para erro".

Pesa no cálculo também o fato de a oposição começar mais consolidada do que os adversários de anos anteriores, reflexo de uma "polarização mais imediata e com menos espaço para crescimento" para Lula, avalia Tavares.

Bruno Bolognesi, cientista político e professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), também coloca na polarização parte da justificativa que gera cenário mais apertado para o petista, o que para o especialista torna o pleito imprevisível.

Nesse contexto, afirma, ganha peso a exploração do voto útil, usado no segundo turno pelo eleitor mais para evitar que o opositor vença o pleito do que para apoiar um candidato. "É uma eleição em que o voto útil deve imperar de novo, o que é comum em países polarizados como Brasil e Estados Unidos."

Lula e Flávio têm índices de rejeição similares. Segundo o último Datafolha, o petista tem 48% de rejeição, contra 46% de Flávio. Os ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, têm 17% e 16% respectivamente, mas são menos conhecidos.

Em 2022, marcado também pela polarização entre Lula e o bolsonarismo, o petista tinha rejeição menor, de 33% a 40%, frente a uma variação de 51% a 55% de Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisas Datafolha de maio a outubro daquele ano.

Para Luis Gustavo Teixeira, doutor em ciência política e professor da Unipampa (Universidade Federal do Pampa), o cenário mais apertado para Lula reflete um governo marcado pelo desgaste e desidratação, além da "dificuldade de articular com uma base social e eleitoral mais ampla, para além das fronteiras do petismo".

Ainda assim, há espaço para movimentação a seu favor ao longo da corrida eleitoral, avalia Teixeira, sobretudo pela falta de experiência de Flávio Bolsonaro em um cargo no Executivo. "Enfrentar um processo eleitoral não é fácil, basta lembrar, por exemplo, o desmaio de Flávio no debate eleitoral para a prefeitura do Rio de Janeiro", diz Teixeira, para quem pode pesar também contra o pré-candidato o escrutínio relacionado a acusações de corrupção.

Flávio desmaiou durante um debate transmitido ao vivo na TV, em 2016, quando concorreu à Prefeitura do Rio. O vídeo foi recuperado nas redes sociais desde que o político anunciou ser pré-candidato à Presidência.

Também é preciso considerar, na comparação entre os pleitos analisados, o alto número de votos em branco e de indecisos, parcela que pode ser decisiva para definir o rumo das eleições, avalia Teixeira.

Para Antonio Lavareda, cientista político e sociólogo do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), o resultado da mais recente pesquisa aponta cenário em que Lula pode ser ultrapassado "caso a economia piore e a maré de escândalos ganhe maiores proporções".

Lavareda avalia que o maior problema do petista é no segundo turno, quando empata tecnicamente com os adversários em todos os cenários testados pelo Datafolha. Ele diz que Lula precisa de "uma gordura estatística de três ou quatro pontos de margem, por conta da abstenção diferenciada no seu caso, devido à concentração de seus votos na base da pirâmide social, onde está a maioria dos ausentes das urnas".

Para Luciana Chong, diretora-geral do Datafolha, a comparação entre as pesquisas aponta um cenário em que Lula tem menor vantagem mesmo sem dividir votos com outros nomes da esquerda. Ela compara com o quadro de 2002, que tinha mais candidatos considerados à época como alinhados ao campo, exemplo de Garotinho e Ciro Gomes.

No pleito atual, a dispersão está na direita, com Flávio, Caiado, Zema e outros políticos de menor expressão. "Vamos ter que observar o comportamento dos eleitores que hoje estão votando nos pré-candidatos de direita [fora Flávio Bolsonaro], que somados têm 13% das intenções de voto", afirma.

Já a favor de Lula pesaria o fato de ele estar na Presidência, uma vez que as pesquisas mostram que o candidato à reeleição tende a melhorar sua avaliação à medida que o pleito avança, diz Chong.

O resultado de abril de 2026 vem de pesquisa Datafolha feita com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 cidades, de terça (7) a quinta (9). Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.

Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

Lula perde vantagem e empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno, aponta Datafolha

No retrato de abril, Flávio Bolsonaro tem 46% e Lula, 45%; Zema e Caiado fariam 42% contra presidente.
Os pré-candidatos Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
O presidente Lula (PT) perdeu vantagem em um segundo turno da eleição deste ano, aponta o Datafolha. Ele foi ultrapassado numericamente pela primeira vez por Flávio Bolsonaro (PL), que atingiu 46% ante 45% do petista. Quando o rival é Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), o mandatário marca 45% a 42%.

Todos os resultados configuram empates dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento, que ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades de terça (7) a quinta (9). Ele está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.

Esta é a primeira pesquisa com a depuração do quadro de pré-candidatos a partir da escolha do ex-governador de Goiás pelo PSD, na semana passada.

Entre os rivais de Lula num segundo turno, Caiado foi quem mais ganhou fôlego ante o levantamento passado, do começo de março. Ele disputa um voto na mesma raia de Flávio e Zema, à direita no espectro político, eliminando assim a ideia de terceira via centrista no pleito.

Na rodada passada, o goiano perdia de 46% a 36% para Lula, e agora a diferença caiu oito pontos. O senador fluminense Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, subiu três pontos. Já Zema foi avaliado neste cenário pela primeira vez.

A esta altura, o segundo turno é o cenário mais provável. Quando se excluem os nulos e brancos, que é a forma com que a Justiça Eleitoral contabiliza resultados de pleitos, Lula soma 45% das intenções em votos válidos. Já seus adversários somados têm 55%, considerando arredondamentos. Para vencer a disputa, é preciso ter, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos.

O dado precisa ser visto com cautela, contudo, devido à distância da eleição. O índice de votos brancos e nulos e de indecisos tende a cair perto do pleito.

Já a simulação do primeiro turno, agora reduzida a apenas uma e por isso só comparável à sua análoga na rodada anterior, repete a cristalização de uma polarização entre Lula e Flávio neste estágio inicial da corrida eleitoral.

O senador avançou quatro pontos em menções espontâneas, indo de 12% para 16%. Lula ainda lidera o quesito, quando o entrevistado não tem acesso à lista de pré-candidatos, oscilando de 25% para 26% ante a pesquisa anterior. Caiado aparece pela primeira vez, com 2% de citações.

Quando os nomes são mostrados pelo pesquisador, Lula repete os 39% da liderança, mas viu Flávio oscilar positivamente dois pontos, de 33% para 35% —o que desenha uma tendência de empate técnico no limite da margem de erro, o que favorece estatisticamente quem está na frente. Mas a curva do senador é ascendente e a do presidente, estagnada.

Já Caiado não agregou apoio significativo após sua confirmação pela sigla comandada por Gilberto Kassab, indo de 4% para 5%. O favorito do PSD para a postulação, o governador paranaense Ratinho Junior, marcava um pouco acima, mas desistiu da disputa.

Zema empata com Caiado, oscilando de 5% para 4%, se iguala na margem com o ex-governador mineiro Renan Santos (Missão), que foi de 3% para 2%, enquanto Aldo Rebelo (DC) oscilou de 2% para 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza), que não tinha sido lançado, estreia com 1%. Declaram votar em branco ou nulo 10%, e 4% dizem não saber quem escolher.

A rejeição também segue estável e os números mostram o lado reverso da polarização: os mais desejados pelo eleitor também são os mais rejeitados pela torcida do candidato adversário, restando poucos e decisivos votos no meio do caminho.

Com efeito, dizem não votar de forma alguma no atual presidente 48%, enquanto 46% rejeitam o filho de Bolsonaro liminarmente. Confirmando a firmeza dessas opiniões, 99% dizem conhecer Lula e 93%, Flávio.

Neste quesito se saem melhor Zema e Caiado. O mineiro é desconhecido para 56% dos eleitores e tem um índice de rejeição de apenas 17%. O goiano quase repete os números: 54% e 16%, respectivamente.

Em relação ao perfil do eleitorado, pouca surpresa. Lula tem intenção de voto acima de sua média entre os 28% menos instruídos (50%), os 47% mais pobres (44%) e os 26% de nordestinos (55%). São todos estratos com margens de erro próxima da geral, por serem volumosos.

O senador tem 49% entre os 2% mais ricos, mas ali a margem é de 13 pontos. Vai melhor, com 41%, no segmento de classe média mais alto, que ganha de 5 a 10 salários mínimos (9% da amostra, com 8 pontos de margem).

Mantendo um padrão que vem desde quando seu pai concorreu em 2018, Flávio vence entre os 29% de evangélicos, com 49% das intenções ante 25% das de Lula. Quando o entrevistado faz parte dos 49% de católicos, o petista marca 43% e o senador, 30%. A margem é, respectivamente, de 4 e 3 pontos.

Em relação ao pelotão seguinte de pré-candidatos, a distribuição de sua votação é no geral homogênea. Caiado se destaca em seu Norte/Centro-Oeste de origem, com 12% de intenções numa área com 16% da população do país e 6 pontos de margem. O goiano marca o mesmo no segmento de 5 a 10 mínimos.

Zema só tem um desempenho diferente, com 9% de intenções, entre os mais ricos, que ganham acima de 10 mínimos, com a alta margem já apontada.

Por Igor Gielow/Folhapres

Flávio diz que Jair Bolsonaro e demais ‘perseguidos’ vão subir rampa do Planalto se vencer eleição

Segundo o senador, anistia valeria para todos os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que, se vencer a eleição deste ano, o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai “subir a rampa” do Palácio do Planalto com “todas as pessoas perseguidas” em janeiro do ano que vem.

As declarações ocorreram neste sábado, 11, em entrevista a jornalistas em Porto Alegre (RS). “Se Deus permitir, nós vamos vencer essa eleição no 1º turno. Há projetos tramitando no Congresso Nacional, não é uma anistia, mas é zerar o jogo de verdade, para fazer justiça não só ao presidente Bolsonaro, mas à Débora do Batom”, declarou Flávio, ao mencionar a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O senador prosseguiu: “O Congresso entende isso, só que, ainda, uma parte dele tem um certo medo de votar um projeto como esse. Porque claramente não é inconstitucional. A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional”.

Na sequência, Flávio disse acreditar que, após as eleições de outubro, o Congresso vai aprovar a anistia aos condenados pelos atos golpistas. “É por isso que eu falo: não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”, afirmou.

Flávio está na capital gaúcha por ocasião do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Zucco (PL-RS) ao governo estadual. Mais cedo, ele também participou de um café da manhã com mulheres e disse que o PT vai ser “irrelevante” a partir do ano que vem.

Além de apoiar Zucco, Flávio Bolsonaro também endossa as pré-candidaturas dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Sanderson (PL-RS) para o Senado.
Por Victor Ohana/Estadão

Eleições 2026: Após janela partidária, federação União-PP e PL têm maiores bancadas na Câmara

Federação Brasil da Esperança, com PT, PCdoB e PV, é a terceira maior bancada na Casa
Plenário da Câmara dos Deputados
Com o fim da chamada janela partidária, a federação União Progressista – formada pelo União Brasil e pelo PP – e o PL têm, respectivamente, as maiores bancadas da Câmara. Em seguida, está a federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). A janela partidária foi o período entre 5 de março e 3 de abril em que, sob a permissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os parlamentares puderam mudar de partido sem perder o mandato.

O levantamento foi feito pelo jornal O Estado de São Paulo com dados repassados pelos próprios partidos. O União Brasil, informou ter 51 deputados, e o PP, 47 deputados, formando assim a maior bancada enquanto federação União Progressista, com 98 parlamentares. A federação foi formada em 26 de março deste ano e é composta por boa parte dos deputados do Centrão. O União Brasil e o PP têm ministérios no governo, mas parte de suas bancadas frequentemente diverge do Palácio do Planalto nas votações.

O PL disse que a sua bancada aumentou de 87 para 97 deputados com a janela partidária. Trata-se, portanto, do partido com mais integrantes na Câmara. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro já tinha a maior bancada, mas perdeu o posto de primeiro lugar após a formação da federação União Progressista.

Já o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou ter mantido 67 deputados na bancada e é o segundo maior partido na Câmara. O PCdoB, parceiro na federação Brasil da Esperança, disse ter saído de nove deputados para 10 com a janela partidária. O PV, também integrante da federação, informou que passou de quatro para sete deputados. As legendas somam, portanto, 84 deputados, formando a segunda maior bancada da Câmara enquanto federação.

Apesar de ter a terceira maior bancada, a federação liderada pelo PT precisa mobilizar votos de outros partidos, especialmente no Centrão, para aprovar matérias de interesse do governo na Casa.

Criadas pela reforma eleitoral em 2021, as federações atuam como um único partido e, com isso, as siglas que as integram são parte de uma mesma bancada. Também atuam como federações o PSOL com a Rede Sustentabilidade e o PSDB com o Cidadania. A federação atua por pelo menos quatro anos do mandato.

Na Câmara, cada federação tem um só parlamentar na condição de líder, para orientar as votações aos seus membros e falar no plenário pela bancada. Além disso, as federações atuam em unidade na indicação de presidências e de integrantes das comissões.

Janela movimenta partidos

O PSD, de Gilberto Kassab, disse ter passado de 47 para 49 deputados. Já o Republicanos, partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), declarou ter decrescido de 45 para 43. Por sua vez, o MDB informou ter diminuído o número de integrantes de 40 para 38.

O Podemos declarou ter ganhado 12 deputados e passado de 15 para 27 membros. Trata-se do partido que mais recebeu integrantes. O PSDB também celebrou por ter subido de 15 para 18 deputados. No entanto, o seu parceiro de federação, o Cidadania, disse ter perdido dois deputados e agora só tem outros dois.

O União Brasil, ao perder oito deputados, e o PDT, com sete a menos, são os partidos com as principais baixas. O PDT disse ter passado de 16 deputados para nove.

O partido Missão, do Movimento Brasil Livre (MBL), passou a ser representado na Câmara pelo deputado Kim Kataguiri (SP) e tem apenas um integrante.

Os números coletados pela reportagem consideram somente as informações repassadas pelos próprios partidos. Há informações divergentes, no entanto, com dados divulgados no site da Câmara dos Deputados. A Câmara informou, por exemplo, que o União Brasil tem 44 deputados, em vez de 51, e que o Podemos tem 21 deputados, e não 27.

Os partidos alegam que os deputados ainda estão fornecendo as suas documentações e sendo homologados, por isso a discrepância. Procurada, a Câmara disse que é comunicada da troca de partido pelo parlamentar e que não há prazo para que essa mudança seja informada.

A tabela abaixo contém os números fornecidos pelas bancadas, porém, a soma de todos os dados chega a 517 deputados, número superior às 513 vagas da Câmara. A margem de erro pode estar associada ao fato de as informações ainda estarem sendo atualizadas pelos partidos e a contagens que misturam deputados titulares e suplentes. Diferentemente dos titulares, que foram eleitos e têm mandatos próprios, os suplentes podem ser de um partido e ocupar um cargo pertencente a outro partido, provisoriamente.

No Senado, 11 mudam de partido; PL e PSB têm maior saldo positivo

Ao menos onze senadores trocaram de partido neste ano, a maioria de olho nas eleições de outubro. Considerando entradas e saídas, PL e PSB foram os partidos que mais ganharam nomes, com saldo positivo de dois, cada. Podemos (-3), União Brasil (-2) e MDB (-2) registraram as maiores baixas na bancada.

Pela regra eleitoral, senadores podem trocar de partido a qualquer momento, independentemente da janela partidária que se aplica aos deputados. Senadores que queiram buscar a reeleição, no entanto, precisam estar filiados ao partido pelo menos seis meses antes do pleito, o que fez com que eles intensificassem as mudanças neste começo de ano.

Eis a lista completa de trocas:Angelo Coronel (PSD para o Republicanos);
Carlos Viana (Podemos para o PSD);
Efraim Filho (União Brasil para o PL);
Eliziane Gama (PSD para o PT);
Eudócia (PL para o PSDB);
Fernando Dueire (MDB para o PSD);
Giordano (MDB para o Podemos);
Marcos do Val (Podemos para o Avante);
Rodrigo Pacheco (PSD para o PSB);
Sérgio Moro (União Brasil para o PL);
Soraya Thronicke (Podemos para o PSB).

Com exceção de Moro e Efraim Filho, todos terão seus mandatos finalizados neste ano. Da lista, seis disputarão a reeleição ao Senado (Angelo Coronel, Carlos Viana, Eliziane Gama, Fernando Dueire, Marcos do Val e Soraya Thronicke), três devem tentar governos estaduais (Efraim Filho, Rodrigo Pacheco e Sérgio Moro), uma não deve tentar a reeleição (Eudócia) e um ainda não decidiu (Giodano).

Ao todo, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa em outubro. Levantamento do Estadão/Broadcast mostrou que pelo menos 13 senadores pretendem concorrer a governos estaduais em 2026, incluindo os que permanecem em suas siglas. O Senado também terá pré-candidatos à Presidência, com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a postos na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Por Victor Ohana/Naomi Matsui/Estadão

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