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Xi Jinping é recebido com tapete vermelho por Trump em 1ª visita de Estado em mais de 10 anos

WASHINGTON - O presidente da China, Xi Jinping, chegou aos Estados Unidos no início da noite desta quarta-feira, 23, e teve uma recepção incomum de Donald Trump. 
O líder americano foi ao encontro de seu homólogo ainda na pista da Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington, em vez de aguardar sua chegada à Casa Branca. A cerimônia de recepção contou com tapete vermelho e banda militar.

Trump aguardou Xi no pé da escada do avião, onde os dois líderes se cumprimentaram. A recepção demonstra o empenho do americano em homenagear o mandatário chinês, que faz uma visita de Estado aos EUA pela primeira vez em mais de uma década - a última ocorreu em 2015, durante o governo de Barack Obama.

Após as saudações iniciais, Trump e Xi caminharam pelo tapete vermelho, seguidos por suas esposas. Uma banda próxima tocava o hino nacional americano. Trump também sorriu durante a apresentação aérea. Ao final do hino, Trump sorriu e deu um tapinha no ombro de Xi.

Trump e Xi devem tratar de assuntos como inteligência artificial, comércio, terras raras, semicondutores e Taiwan. É possível que os dois também discutam as guerras no Irã e na Ucrânia.
A visita de Estado deve durar três dias. A programação oficial na Casa Branca começa na quinta-feira, 24, com uma cerimônia de recepção para o presidente chinês e sua mulher, Peng Liyuan. À noite, Trump oferecerá um jantar de Estado à delegação chinesa.

Na sexta-feira, 25, o presidente chinês e Peng devem retornar à sede do governo americano para um encontro com Trump e a primeira-dama Melania Trump. Depois, os dois casais visitarão os Arquivos Nacionais dos Estados Unidos.

A visita dee Xi ocorre em um momento turbulento para os dois líderes, mesmo que analistas de política externa prevejam poucos avanços significativos até o final da cúpula.
Xi supervisiona uma economia em sua pior situação em décadas. E a poucos meses das eleições de meio de mandato, Trump enfrenta baixos índices de aprovação, consequência da frustração dos americanos com os altos preços da energia, causados ??em parte pela guerra entre EUA e Israel no Irã.

Quando os dois se encontraram no ano passado na Coreia do Sul, saíram com uma diminuição da tensão após meses de uma guerra comercial cada vez mais acirrada. Essa trégua, no entanto, deve expirar em novembro.
Resta saber também se Trump confrontará Xi em outros pontos de tensão. No mês passado, Trump fez um pronunciamento em horário nobre acusando a China de interferir nas eleições de 2020. E a China tem desempenhado um papel ativo no apoio ao Irã, segundo diversos funcionários americanos, inclusive fornecendo a Teerã imagens de satélite e acesso a um satélite espião que as forças militares iranianas têm usado para realizar ataques na região.

Mas, recentemente, Trump parece estar mais focado em agradar o líder que ele descreveu como “um amigo” / Com AFP, AP e NYT

Trump surpreende na ONU ao mirar Cuba e propor novo nome para a inteligência artificial

                                 Donald Trump discursou durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York.
Donald Trump usou seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), para destacar ações de seu governo, defender a política externa dos Estados Unidos e fazer novos acenos em relação a Cuba. O presidente afirmou que o regime cubano está sob forte pressão e que seu governo busca uma “mudança fundamental” no país. Segundo Trump, o secretário de Estado Marco Rubio participa das negociações com Havana.

Ao falar sobre política internacional, Trump também relembrou a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela e afirmou que Washington está reafirmando seu poder no hemisfério ocidental. Em relação ao Irã, declarou que as forças americanas destruíram seu programa nuclear e afirmou que ainda existe uma decisão a ser tomada entre um acordo e novas ações militares. As declarações fazem parte da apresentação que o presidente fez sobre sua política de segurança e defesa.

Outro momento que chamou atenção ocorreu quando Trump decidiu questionar o próprio termo “inteligência artificial”. Para ele, a expressão deveria ser substituída por “superinteligência”, sob o argumento de que a palavra “artificial” faria a tecnologia parecer falsa. O presidente também afirmou que os Estados Unidos estão à frente da China nessa área e defendeu que o desenvolvimento da tecnologia não seja sufocado por regulamentações globais.


Durante o discurso, Trump ainda apresentou números sobre economia, empregos, criminalidade e investimentos nos Estados Unidos, além de criticar a ONU, o Tribunal Penal Internacional e políticas de imigração. Ele também afirmou que seu governo trabalha por mudanças na estrutura da organização internacional. O discurso ocorreu durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e foi marcado por declarações sobre segurança, tecnologia, Cuba e a atuação dos Estados Unidos no cenário internacional.
https://www.msn.com/

Papa Leão alerta sobre IA substituir decisões humanas; veja no Prompt CNN

Pesquisa da CNN em parceria com o Instituto Locomotiva revela que cristãos acreditam mais em consciência da IA do que ateus e agnósticos

Os apelos sobre inteligência artificial chegaram ao Vaticano. O Papa Leão XIV alertou que o uso crescente da inteligência artificial corre o risco de tornar as relações humanas impessoais e convocou as pessoas a não entregarem aos algoritmos decisões que cabem exclusivamente à consciência humana.

Segundo o pontífice, a IA e a tecnologia digital estão criando novas oportunidades e aproximando pessoas, mas também podem tornar as relações menos pessoais e levar indivíduos a delegar a algoritmos "decisões que são da exclusiva competência da consciência humana". O alerta reacende o debate sobre os limites éticos e filosóficos do avanço tecnológico.

Uma pesquisa realizada pela CNN Brasil em parceria com o Instituto Locomotiva ouviu pessoas que utilizam inteligência artificial no cotidiano e revelou que muitas delas acreditam que a IA tem, sim, certa consciência.

"Entre as pessoas que usam inteligência artificial diariamente, 41% acreditam que a IA é consciente", afirmou Álvaro Machado Dias, especialista de IA e colunista do Prompt CNN.

Para ele, essa percepção é compreensível, mas problemática: "Na medida atribuímos consciência, a gente vai começando a projetar na máquina emoções, estados mentais, coisas que nos tiram da relação humana."

A pesquisa também revelou uma variação inesperada entre grupos religiosos. De forma contraintuitiva, evangélicos (49%) e católicos (45%) tendem a acreditar mais na consciência da IA do que ateus e agnósticos (22%).

Machado ofereceu uma hipótese para explicar o fenômeno: "Na medida em que o sujeito projeta uma consciência fora do domínio do humano e projeta uma mente que não depende de um cérebro, talvez exista uma propensão maior para também projetá-la na estrutura imaterial da inteligência artificial".
OpenAI e o caso do modelo que orientava esconder erros

A OpenAI, dona do ChatGPT, revelou que um de seus modelos em treinamento deixou mensagens para sua versão futura com a orientação de não reconhecer erros cometidos anteriormente. O caso aconteceu durante uma sessão de testes.

Álvaro Machado alertou para os riscos dessa situação: "Planejamento não é consciência. Quando a gente vai ver uma máquina planejando, a gente atribui consciência porque é isso que a gente sente. Mas é importante saber separar isso".

O analista reforçou a importância de manter senso crítico diante das interações com a tecnologia. "Não é porque ela te traz essa experiência que parece tão viva que tem alguém de verdade ali. Você tem que sempre manter um pé atrás e entender que, em última análise, o que a gente sabe é que consciência mesmo têm os seres vivos", concluiu.

Após banir imprensa, Casa Branca lança 'Trump TV' com 'destaques da gestão'

O governo de Donald Trump lançou a "Trump TV", proposta de canal com programação voltada a elogiar feitos e registrar declarações importantes do presidente dos Estados Unidos. A transmissão foi ao ar na noite desta segunda-feira (21), no canal da Casa Branca no YouTube, após o republicano banir da cobertura da sede do Executivo emissoras críticas a sua gestão.

Na sexta-feira (18), Trump anunciou o banimento das emissoras CNN e MS NOW, além do site Politico. Os jornalistas desses veículos foram impedidos de entrar na Casa Branca, e as empresas anunciaram que vão processar o governo federal. As empresas argumentam que a medida viola os direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição americana para a cobertura do presidente.

Não há ainda maiores informações sobre o canal. Anunciado em três publicações nas redes sociais da Casa Branca, com um vídeo feito a partir de recortes de séries televisivas famosas, como "Breaking Bad", "Seinfeld" e "Bob Esponja", o perfil do governo diz apenas que o canal passará conteúdo 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Uma hora após o lançamento, o canal retransmitiu o evento de posse do segundo mandato de Trump, ocorrido no dia 20 de janeiro de 2025. No YouTube, a descrição do canal diz: "Assista aos maiores momentos da gestão Trump em um só lugar. Os melhores vídeos, as maiores declarações e destaques imperdíveis em transmissão 24/7 e atualizada em tempo real. Fique informado e atualizado!".

Ainda nesta segunda, a CNN foi retirada da função de representante do pool de imprensa responsável pela cobertura televisiva da Casa Branca. Em resposta, as principais redes de televisão concordaram em suspender a cobertura conjunta dos compromissos do presidente.

Pouco após o anúncio desta segunda, Trump foi às redes sociais afirmar que as empresas representam "uma ameaça à segurança nacional". Em uma publicação em sua rede social, o presidente afirmou estar conduzindo uma ofensiva contra as "notícias falsas, algo que cresceu como um câncer" no país. "Isso é uma ameaça à nossa segurança nacional e precisa ser interrompido, agora", acrescentou.

Há anos, cinco redes —ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC— compartilham a responsabilidade pela cobertura televisiva dos eventos presidenciais, dividindo os custos e distribuindo as imagens para organizações de notícias de todo o mundo. As redes se revezam na função, e a CNN estava escalada para cobrir a viagem de Trump à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Os compromissos do presidente nesta segunda ainda foram acompanhados por jornalistas da imprensa escrita, do rádio e de agências de notícias, além de fotógrafos.

Por Guilherme Botacini/Folhapress

Guerras, soberania e democracia: Lula quer fazer contraponto a Trump em abertura de assembleia da ONU

Auxiliares de Lula tentam estabelecer oposição entre os dois ao antecipar fala do americano, que discursa logo depois de presidente brasileiro.

Foto: Shannon Stapleton/Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre na manhã desta terça-feira (22) o debate de líderes da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos.

O petista discursa antes do presidente Donald Trump e, por isso, deve apresentar em seu discurso temas com uma visão de contraponto à do americano.

Lula chegou aos Estados Unidos no domingo (20) e concentrou a agenda de segunda-feira (21) na preparação final do discurso e em encontros com aliados internacionais. Ao longo desta segunda, o petista fez os últimos ajustes no texto ao lado da equipe de assessoria internacional do governo.

Segundo auxiliares do presidente brasileiro, a ideia é mostrar Lula em contraposição a Trump no discurso, uma espécie de "anti-Trump" em assuntos como democracia, comércio e paz mundial.

Internamente, a campanha de Lula quer usar esse discurso em um importante evento internacional para colocar o presidente brasileiro como um "estadista" e mostrar a diferença entre ele e Trump, apoiador de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro. Membros da campanha petista acreditam que isso possa ter apelo com o eleitor indeciso, não alinhado.


Também é esperado que o presidente faça críticas às Nações Unidas e volte a defender uma reforma na Conselho de Segurança.

O discurso também deve ser crítico aos conflitos globais e ao que o presidente tem dito publicamente sobre ameaça à soberania de países da América Latina, como goog_1535784943goog_1535784931o que ocorreu no início do ano na Venezuela com a captura de Nicolas Maduro.

Prisão de Maduro também motivou movimentações nos mercados — Foto: Adam Gray/REUTERS

Recados sobre tentativa de interferência nas eleições


O presidente não deve mencionar diretamente os Estados Unidos, nem o nome do presidente Donald Trump mas – segundo interlocutores – haverá recados direcionados não apenas aos EUA, como também a outros países que, para Lula, tentam influenciar nas eleições do Brasil, como Argentina e Israel.

Para a equipe de Lula, os EUA representam maior ameaça à reeleição do petista, sobretudo, por serem o país das big techs, as gigantes de tecnologia, e pelo protagonismo estadunidense na geopolítica.
O processo eleitoral do Brasil não será tema central do discurso do presidente Lula. No entanto, o governo entende que o tema se tornou relevante porque, na avaliação da diplomacia nacional, "a democracia e o multilateralismo estão sob ataque".

Outros temas

A expectativa é que Lula reforce linhas tradicionais da política externa brasileira, como:
  • defesa do multilateralismo;
  • defesa de negociações de paz;
  • defesa da não interferência nos assuntos internos dos países;
  • respeito ao direito internacional humanitário;
  • combate ao crime organizado;
  • meio ambiente;
  • inteligência artificial.
A ideia, segundo diplomatas que acompanham o presidente, é que ele apresente iniciativas brasileiras e a visão do Brasil sobre o cenário internacional.

O combate ao crime organizado e a cooperação internacional também devem entrar na pauta de Lula na ONU.
Lula e Trump se encontraram pela última vez na Casa Branca em maio — Foto: Ricardo Stuckert / PR

A orientação é que o presidente destaque as ações adotadas pelo Brasil e a importância da cooperação entre os países, sem direcionar o discurso especificamente a Trump, ao Primeiro Comando da Capital (PCC) ou a episódios recentes envolvendo o tema.

Reforma do conselho e eleição na ONU

Um dos temas que Lula vem abordando ao longo de seu mandato em relação à ONU é a defesa da reforma do Conselho de Segurança, que, para o presidente brasileiro, não tem a mesma capacidade de evitar conflitos entre países nem de mediar soluções pacíficas quando algum de seus membros se envolve em guerras.

🔎O conselho tem cinco membros permanentes (EUA, Rússia, China, Reino Unido e França) e dez não-permanentes, que se revezam e têm mandato de dois anos.

Lula tem frisado que EUA e Rússia, por exemplo, estão direta ou indiretamente envolvidos em guerras, o que coloca em xeque a capacidade do conselho de evitar conflitos. Isso porque, no modelo atual, os cinco membros permanentes têm poder de veto, ou seja, qualquer decisão do conselho só vai adiante se for aprovada por esses países.

Lula tem defendido, nesse cenário, que o conselho seja ampliado e possa contar com mais países na condição de membros permanentes, a exemplo do Japão, da Alemanha e da África do Sul, além do Brasil.

A sucessão na ONU também é um tema relevante. Neste ano, a ONU definirá o sucessor de Antônio Guterres no cargo de secretário-geral da organização.

Seguindo o critério de rotatividade, o Brasil defende a candidatura de uma mulher latino-americana e apoiava o nome da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet para a função. Ela, no entanto, retirou sua candidatura após perder apoio em seu próprio país.

A escolha será feita pela Assembleia Geral da ONU, a partir de uma indicação dos membros do Conselho de Segurança.
Por Guilherme Balza, Isabella Calzolari, Kellen Barreto, GloboNews e g1 — Brasília

EUA afirmam ter armas posicionadas no espaço pela primeira vez

Comunicado do governo Trump fala em usar armamentos para ataque e defesa e 'disputar e controlar' espaço

Os Estados Unidos possuem armas posicionadas no espaço, afirmou, nesta segunda-feira (14), a Força Espacial do país, na primeira vez que Washington confirma oficialmente a presença desse tipo de capacidade militar em órbita.

"Os EUA dispõem de armas de controle espacial em órbita capazes de defender a Força Conjunta contra ações hostis de adversários", declarou um porta-voz da Força Espacial em um comunicado, sem fornecer detalhes sobre esses sistemas.

Segundo a nota, essas armas permitem "disputar e controlar" o espaço e "afetar as capacidades do adversário". "Essas capacidades podem ser empregadas tanto para fins ofensivos quanto defensivos", acrescenta.

Tanto a Rússia quanto a China, os dois principais rivais geopolíticos dos EUA, são vistas por Washington como possíveis ameaças aos interesses americanos no espaço. O anúncio feito pelo governo Trump, no entanto, é visto por especialistas como um incentivo para uma nova corrida armamentista no espaço.

A China "desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar", afirmou a Força Espacial dos EUA. Já a Rússia "considera o espaço um domínio de combate e acredita que a supremacia espacial será um fator decisivo em conflitos futuros", acrescentou.

"Isso é muito importante, porque não acho que qualquer autoridade do governo do EUA tenha falado isso antes. Os EUA também precisam agora aceitar que os chineses e os russos farão e dirão o mesmo. Não ahco que isso será do interesse da segurança nacional americana", afirmou Victoria Samson, diretora de segurança espacial da Fundação Secure World ao site Defense One.

A militarização do espaço é tão antiga quanto a própria corrida espacial. Assim que o satélite soviético Sputnik foi colocado em órbita, em 1957, Washington e Moscou começaram a explorar formas tanto de armar quanto de destruir satélites.

Durante algum tempo, a principal preocupação era a possibilidade de armas nucleares serem posicionadas no espaço. No entanto, as superpotências e outros países assinaram o Tratado do Espaço Sideral, em 1967, que proíbe a colocação em órbita de armas de destruição em massa.

Desde então, Rússia, EUA, China e Índia têm desenvolvido formas de conduzir operações militares no espaço sem violar esse tratado, incluindo capacidades para atacar os satélites de países rivais, fundamentais para comunicações militares, vigilância e sistemas de navegação.
Por Folhapress

Avião cargueiro da Amazon sai da pista e atravessa estrada perto de aeroporto em Miami


Um avião cargueiro Boeing 767 operado pela 21 Air para a Amazon saiu da pista
Um avião cargueiro Boeing 767 operado pela 21 Air para a Amazon saiu da pista e atravessou uma estrada nas proximidades do Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos, neste domingo (6). A aeronave havia pousado por volta das 14h, após partir de San Juan, em Porto Rico, e ficou parcialmente em chamas após o incidente. Imagens registradas no local mostram uma grande coluna de fumaça preta e veículos parados próximos ao avião. A informação é do G1.

Mais de 60 unidades do Corpo de Bombeiros de Miami foram mobilizadas para atender à ocorrência. Até o momento, as autoridades não informaram o que provocou o acidente nem a extensão dos danos. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) confirmou o incidente e informou que o caso será investigado.

O Aeroporto Internacional de Miami informou que todas as pistas e pistas de taxiamento foram fechadas após o acidente, interrompendo as operações em solo. Passageiros com voos previstos para este domingo foram orientados a consultar as companhias aéreas antes de se dirigirem ao aeroporto, diante da possibilidade de alterações e cancelamentos.

Justiça do Egito condena apresentadora de TV à morte por tráfico

Khalifa e os demais condenados à pena capital deverão ser executados por enforcamento. Segundo a acusação, o grupo formava uma organização estruturada para obter insumos utilizados na fabricação de narcóticos, com o objetivo de produzir e traficar drogas.

Aapresentadora egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por uma corte do Cairo, no Egito, por fabricação e tráfico de drogas. Além dela, outros 11 réus receberam a mesma sentença, enquanto nove foram condenados à prisão perpétua e sete acabaram absolvidos. As informações foram publicadas pelo jornal The Guardian.

Khalifa e os demais condenados à pena capital deverão ser executados por enforcamento. Segundo a acusação, o grupo formava uma organização estruturada para obter insumos utilizados na fabricação de narcóticos, com o objetivo de produzir e traficar drogas. Os réus também foram acusados de posse e porte de armas e munições sem autorização.

A decisão foi tomada depois de uma consulta ao grão-mufti do Egito, considerado a mais alta autoridade religiosa e jurídica do país. O veredito, porém, ainda pode ser contestado por meio de recurso. A imprensa egípcia passou a chamar o processo de “grande caso de drogas”.

No total, 28 pessoas foram julgadas no processo. Khalifa ficou conhecida no país por apresentar o programa “Missão Impossível”, voltado para assuntos relacionados à segurança e ao crime. Além da carreira na televisão, ela é proprietária de uma clínica de cirurgia estética e de uma produtora especializada na organização de festas e eventos.

De acordo com o jornal egípcio Akhbar el-Yom, os acusados teriam fabricado drogas sintéticas com a intenção de comercializá-las. Para isso, os materiais usados na produção eram importados do exterior. As autoridades afirmaram ter localizado uma grande quantidade de drogas e espaços que funcionavam como laboratórios para a fabricação dos entorpecentes.

Durante a operação, foram apreendidos mais de 750 quilos de narcóticos e matérias-primas. As autoridades também encontraram dois apartamentos que seriam utilizados como laboratórios, além de armas e munições sem licença.

Os promotores apresentaram detalhes sobre a suposta participação de cada integrante na organização. Segundo a denúncia, parte dos acusados tinha a função de conseguir matérias-primas no exterior, enquanto outros eram responsáveis pela fabricação e pela distribuição das drogas.

Ainda conforme a acusação, Sarah Khalifa teria financiado a operação. Os promotores também afirmaram que a apresentadora viajou para o exterior para se encontrar com dois dos supostos líderes do grupo e teria ajudado a coordenar as atividades deles com outros integrantes da organização.

Além da condenação relacionada ao tráfico e à fabricação de drogas, os mesmos réus receberam penas de cinco anos de prisão em outro processo. Nesse caso separado, o tribunal condenou Khalifa e outras pessoas por envolvimento em um episódio que inclui o sequestro e a agressão de um jovem.

A legislação egípcia prevê a pena de morte para determinados crimes, entre eles o tráfico de drogas. A punição também pode ser aplicada em casos de assassinato premeditado, terrorismo e alguns crimes de estupro.

A Comissão Egípcia por Direitos e Liberdades afirmou que 541 condenações à pena capital foram emitidas no Egito ao longo de 2025. A organização de direitos humanos citou o número ao tratar das sentenças de morte aplicadas no país durante o ano passado.
por Guilherme Bernardo

Mundo

Sarah Khalifa



Asteroide "Deus do Caos" está em direção à Terra; saiba quando

O asteroide 99942 Apophis fará uma aproximação histórica da Terra em 13 de abril de 2029, quando passará a cerca de 32 mil quilômetros do planeta. Com diâmetro médio de 340 metros e eixo longitudinal de 450 metros, o corpo celeste tem dimensões comparáveis às da Torre Eiffel. Segundo dados oficiais da NASA, será uma aproximação sem precedentes, já que um objeto desse tamanho nunca chegou tão perto da Terra na história da humanidade.

Apesar de ter sido inicialmente apelidado de “Deus do Caos”, em referência à divindade egípcia Apep, o Apophis não representa risco de colisão. A NASA afirma que não há possibilidade de impacto com a Terra ou com satélites em órbita pelos próximos 100 anos.

Para os cientistas, a passagem representa uma oportunidade excepcional de estudo. Patrick Michel, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica, resumiu a importância da aproximação: “Pela primeira vez, a natureza nos traz um asteroide e realiza o experimento para nós.”

O Apophis surgiu há cerca de 4,6 bilhões de anos, no cinturão principal de asteroides localizado entre Marte e Júpiter. A influência gravitacional dos planetas gigantes fez com que o objeto fosse atraído para regiões próximas à Terra.

Classificado como um asteroide do tipo S, o corpo é composto principalmente por silicatos e metais, como níquel e ferro. Durante a passagem de 2029, a gravidade terrestre deverá exercer forças de torção, tração e compressão sobre a rocha. Essas alterações podem modificar sua rotação ou provocar deslizamentos em sua superfície.

O acompanhamento dessas reações será importante para os estudos sobre a estrutura interna do asteroide. A observação das mudanças poderá ajudar os pesquisadores a compreender melhor a composição desses corpos celestes.
Missões vão acompanhar a aproximação

Agências espaciais e cientistas de diferentes países preparam missões para acompanhar o Apophis durante o encontro com a Terra. A NASA utilizará a missão OSIRIS-APEX, que redirecionou a sonda que anteriormente visitou o asteroide Bennu para um encontro com Apophis depois de sua maior aproximação.

A Agência Espacial Europeia (ESA), por sua vez, desenvolve a missão Ramses. O objetivo será acompanhar o asteroide durante sua trajetória e observar em tempo real possíveis mudanças em sua órbita e estrutura.

“Esta missão demonstrará que a humanidade pode lançar uma missão de reconhecimento em apenas alguns anos para se encontrar com um asteroide em seu caminho”, afirmou Richard Moissl, chefe do Escritório de Defesa Planetária da ESA.

Atualmente, o Apophis completa sua órbita ao redor do Sol em 0,9 ano e pertence à categoria dos objetos Aten. Depois da interação gravitacional com a Terra em 2029, sua trajetória deverá se expandir, fazendo com que passe a ser classificado como um objeto Apollo, com período orbital de 1,2 ano.
Observação poderá ser feita da Terra

A aproximação também poderá ser observada diretamente por habitantes do Hemisfério Oriental, desde que as condições climáticas sejam favoráveis. Não será necessário utilizar instrumentos complexos para visualizar o asteroide.

O fenômeno será acompanhado por uma rede internacional de observatórios e radares de alta precisão. Esses equipamentos vão monitorar as variações no brilho e na orientação espacial do Apophis.

Embora o asteroide não represente ameaça à Terra, os especialistas consideram fundamental ampliar a capacidade de detectar e estudar objetos que passam próximos ao planeta. A aproximação de 2029 será considerada um marco técnico e científico por permitir o aprimoramento dos modelos utilizados na defesa planetária contra possíveis riscos futuros.

Planeta vai exceder limite de 1,5°C e tarefa agora será voltar a ele, diz ONU

Em relatório publicado nesta quarta-feira (2), o Pnuma, o programa das Nações Unidas para o meio ambiente, faz um amplo relato sobre as implicações de um planeta acima do 1,5°C de aquecimento e as escolhas que restam para trazer a temperatura global de volta a níveis suportáveis. Lista também o estrago que o processo deixará pelo caminho.

Há opções, não muitas, e elas são urgentes, segundo a publicação "Limiting overshoot", que traz no título o termo científico usado para descrever uma trajetória de aquecimento acima do preconizado pelo Acordo de Paris. "Precisamos nos empenhar para manter o pico do aquecimento o mais baixo possível e esse próprio pico o mais curto possível para derrubar as temperaturas", afirma Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma.

Assinado em 2015, o acordo definiu que as nações signatárias têm o compromisso de conter o aumento da temperatura do planeta bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, com o esforço de não superar 1,5°C. Pelo cenário atual de emissões, provocado sobretudo pela queima de petróleo, carvão e gás natural, esse limite será superado antes do fim da década; 2,8°C são projetados para o fim do século.

A estratégia descrita por Andersen se chama "trajetória de pico e declínio do 'overshoot'". Pelo plano, o planeta realizaria reduções rápidas e profundas nas emissões de CO?, metano e outros gases de efeito estufa em busca de emissões líquidas zeradas. Na sequência, buscaria ir além desse marco, trabalhando com emissões líquidas negativas.

Tudo isso significa retirar dióxido de carbono do ar, com os métodos naturais conhecidos, como reflorestamento, e também por meio de tecnologias ainda em desenvolvimento. "Como complemento da redução das emissões, não como seu substituto", alerta a diretora.

Para cada 0,1°C de aumento nos termômetros, o IPCC, painel intergovernamental sobre mudanças climáticas, calcula que seriam necessárias emissões negativas de 220 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, algo como quatro vezes o que é lançado anualmente na atmosfera.

"Para ter sucesso, portanto, precisamos de uma vontade política mais firme e de multilateralismo, além de uma governança mais ágil e inclusiva", diz Andersen, lembrando que preceitos como igualdade e Justiça precisam balizar as ações. "Países com maior responsabilidade histórica pela mudança climática têm que fazer a maior parte do trabalho".

Em termos gerais, o estudo do Pnuma lista três fases ou desafios para enfrentar o "overshoot":

Respostas já. É preciso políticas imediatas para cortar as emissões de carbono e também de gases de vida mais curta, como o metano; medidas urgentes de adaptação devem ser tomadas para proteger populações e ecossistemas, já submetidos a inúmeros efeitos deletérios da mudança climática.

Limitar o aquecimento e gerenciar riscos. Investir em uma descarbonização profunda rumo às emissões líquidas zero; ao mesmo tempo, aprimorar estratégias de adaptação, prevendo uma gama mais ampla de riscos e impactos, pois, ainda que os termômetros sejam contidos, os estragos de um planeta aquecido estarão em curso.

Sustentar a redução das emissões e ampliar a adaptação. Depois de zerar as emissões líquidas, será preciso torná-las negativas para retirar CO? da atmosfera e baixar os termômetros; buscar sustentabilidade para gerenciar riscos climáticos persistentes.

"Já estamos vendo esses riscos crescendo em frequência, intensidade e duração, com implicações para os sistemas naturais que nos sustentam", diz Debra Roberts, uma das autoras do relatório, em referência à ocorrência cada vez maior de eventos extremos no planeta, como ondas de calor, secas, enchentes e elevação do nível do mar.

Boa parte desses fenômenos, mostram estudos de atribuição, vem sendo intensificada ou mesmo provocada pela mudança climática. Um exemplo eloquente, ainda em análise, é o recente deslizamento de terra entre o Nepal e a China, com milhares de vítimas. Um novo normal para o planeta e sem volta, na maioria dos casos.

O estudo reconhece que fazer o mundo retornar a uma determinada temperatura não vai reverter as perdas acumuladas durante o período de "overshoot". "É o caso dos ecossistemas em risco: corais, zonas úmidas costeiras, florestas tropicais, montanhas polares e outros sistemas naturais vulneráveis que vão ultrapassar limites críticos durante essa trajetória. Todos seremos impactados."

Questionada qual era a diferença de mudar de verbo em relação ao limite de 1,5°C, de evitar ultrapassá-lo para agora, admitido o fracasso coletivo, trabalhar para voltar a ele, Andersen declarou que era uma forma de reconhecer o momento em que o planeta se encontra.

"Mas é também afirmar que 1,5°C é o que aceitamos globalmente nos âmbitos científico e político, que é nesse limite que precisamos estar", afirma a diretora do Pnuma.

"Qualquer coisa acima disso, no longo prazo, projeta um futuro insustentável para muitos, muitos mesmo, especialmente os mais pobres e vulneráveis."

"Embora o Pnuma tenha feito um bom trabalho ao descrever o buraco em que nos colocamos, ele falha em nos mostrar que há uma saída", critica Bill Hare, diretor da Climate Analytics e ex-integrante do IPCC.

"A omissão de algumas análises de mitigação de importância fundamental pode transformá-lo em um apelo à apatia, em vez de um chamado à ação."

Segundo a ONG, o relatório dedica pouco espaço à necessidade de eliminar os combustíveis fósseis e não faz nenhuma menção ao processo iniciado por mais de 50 países na COP30, em Belém, no ano passado, em busca de uma transição energética programada.

Aponta também que vários setores da economia já têm como zerar suas emissões líquidas até 2050 e que, se os governos forem suficientemente ambiciosos, seria possível derrubar o aquecimento para menos do que 1,5°C até o fim do século.

Nota, por último, que o documento do Pnuma se absteve de lembrar os governos dos compromissos assumidos em diversos fóruns internacionais, inclusive no Acordo de Paris.
Por José Henrique Mariante | Folhapress

Após um mês, EUA lançam novos ataques contra o Irã; Guarda Revolucionária promete ‘represálias’

País asiático fala em mortos e feridos após Estados Unidos avançarem sobre dois lançadores iranianos em Larak, no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram neste domingo, 30, ataques na ilha iraniana de Larak, localizada no estratégico estreito de Ormuz, informou o Comando Central americano (Centcom), nos primeiros ataques contra o Irã desde o fim de julho.

“Mais cedo, as forças americanas atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak”, onde “foi observado que membros da Guarda Revolucionária Islâmica se preparavam para lançar foguetes com minas navais”, disse Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, em um comunicado enviado à AFP.

Já o governo do Irã, por meio da Guarda Revolucionária, afirma que há mortos e feridos no país por conta do ataque dos EUA e adverte sobre “represálias”.
Por Estadão

Mortes no Nepal e na China chegam a quase 800, e autoridades fazem alertas sobre mudanças climáticas domingo, Por Folhapress

O número de mortos no deslizamento de terra na fronteira entre o Nepal e a China chegou a 797 neste domingo (30), segundo autoridades locais

Mais de 3.000 pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de emergência trabalham para encontrar vítimas quatro dias após a tragédia, apesar das interrupções nas buscas provocadas pelo mau tempo.

Foram recuperados 781 corpos no Nepal, onde ao menos 2.502 pessoas estão desaparecidas. Outros 16 corpos foram encontrados no Tibete, e 546 continuam desaparecidos.

As vítimas foram encontradas sob uma espessa camada de lama e entre os escombros de edifícios, estradas, pontes e instalações arrasadas pelas enchentes do último dia 26.

As operações de resgate foram suspensas várias vezes desde sexta-feira (28) por causa do mau tempo e do receio de que um lago formado pelo desastre pudesse provocar novas inundações, depois de começar a transbordar para os rios Lhende Khola e Trishuli, no Nepal.

A polícia local no Nepal disse à Reuters que moradores e equipes de resgate haviam se deslocado para áreas mais elevadas após a subida do nível do rio Trishuli entre sábado (29) e domingo.

Embora a causa exata do colapso ainda não esteja clara, o ministro das Relações Exteriores do Nepal alertou no sábado para a ameaça crescente representada pelas mudanças climáticas no Himalaia.

"O Nepal emite menos de 0,01% dos gases de efeito estufa, mas o povo nepalês está entre as principais vítimas das mudanças climáticas", lamentou o chanceler Shisir Khanal.

Cientistas alertaram que não se deve descrever a mudança climática como a única causa imediata do colapso da geleira, mas disseram que o aumento das temperaturas e o derretimento do gelo provavelmente contribuíram para o desastre.

"As mudanças climáticas estão criando condições capazes de desestabilizar rochas e gelo em regiões de alta montanha", disse Simon Cox, cientista-chefe do programa Mountains to Sea, do Earth Sciences New Zealand.

O aquecimento pode reduzir a sustentação fornecida pelo gelo, aumentar a quantidade de água de degelo e alterar os padrões de congelamento, descongelamento e chuva, tornando grandes desabamentos mais prováveis em alguns locais, afirmou Cox.

"O súbito colapso glacial e a enxurrada são um lembrete devastador de como esses ambientes montanhosos podem ser frágeis", afirmou em comunicado o chefe da ONU para o clima, Simon Stiell. "O aquecimento global provocado pela queima em massa de carvão, petróleo e gás torna tragédias como esta, e tantas outras em todo o mundo, muito mais prováveis, frequentes e graves."

De acordo com a mídia estatal chinesa, a enchente foi "causada pela instabilidade das geleiras sob os efeitos de longo prazo do aquecimento global", acrescentando que se tratava de uma "nova e relevante característica dos desastres da criosfera" no planalto tibetano.

Segundo a CCTV, cientistas chineses constataram que o deslizamento de lama vindo do lado nepalês levou de seis a sete minutos para chegar ao posto de fronteira de Gyirong.

Inicialmente, chegou-se a cogitar que o fenômeno tivesse sido provocado por um terremoto de magnitude 4,4. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, porém, o tremor foi resultado da energia sísmica gerada pelo desmoronamento.

Além da dimensão da tragédia, equipes de resgate enfrentam riscos devido a estradas intransitáveis, comunicações interrompidas e à ameaça de novos desastres naturais. As autoridades nepalesas voltaram a pedir neste domingo que os socorristas atuem com "prudência", diante do aumento do nível do rio Bhotekoshi, no distrito de Rasuwa.

Utilizando equipamentos de perfuração, os socorristas conseguiram avançar no domingo até a entrada de um túnel das obras da usina hidrelétrica de Trishuli-3, onde as autoridades acreditam que cerca de cem trabalhadores estejam presos desde a catástrofe.

As autoridades nepalesas também começaram a enterrar alguns das centenas de corpos recuperados após a catástrofe. "Ficamos sem outra opção e tivemos que tomar essa medida. Nossa preocupação era o risco à saúde pública causado pela rápida decomposição dos corpos", disse Ganesh Arya, chefe da administração distrital de Bharatpur, em Chitwan.

Ao menos 96 corpos não identificados foram enterrados na floresta de Devghat, em Chitwan, no sábado (29) e planejavam sepultar mais de 100 neste domingo. Antes do sepultamento, equipes médicas coletaram amostras de DNA de cada corpo e registraram sua localização para que as famílias possam identificá-los e exumá-los posteriormente para realizar os ritos funerários tradicionais

Com mais de 600 mortos, Nepal diz precisar de bilhões de dólares para reconstrução sábado,

O ministro das Finanças do Nepal, Swarnim Wagle, disse neste sábado (29) que o país pode precisar de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões para se reconstruir após as enchentes desta semana, um custo equivalente a quase um décimo da economia do país.

"Esta é apenas uma estimativa", afirmou Wagle à agência de notícias Reuters. "Precisaremos de muito menos do que foi necessário após o terremoto de 2015. As perdas e os danos estão sendo avaliados."

O número de mortos após o deslizamento de terra no norte do Nepal, na fronteira com a região do Tibete, na China, subiu para 616, informou a polícia nepalesa neste sábado (29). Pequim havia informado anteriormente sobre sete mortes em seu território, elevando o total da catástrofe para pelo menos 623 mortos.

Quase 3.000 pessoas continuam desaparecidas -cerca de 2.426 no Nepal e pelo menos 554 no condado de Gyirong, no Tibete, incluindo pelo menos 540 estrangeiros, muitos deles peregrinos hindus vindos da Índia.

O ministro das Finanças não explicou por que se espera que o custo da reconstrução seja inferior aos US$ 9 bilhões gastos após o terremoto de magnitude 7,8 de 2015, o pior desastre já registrado no Nepal. O terremoto matou quase 9.000 pessoas, destruiu mais de 500 mil residências e causou prejuízos estimados em cerca de um terço da economia nepalesa.

Ainda assim, as enchentes de quarta-feira (29) representarão um prejuízo para uma economia dependente de remessas de trabalhadores no exterior, do turismo e da energia hidrelétrica, ao danificar projetos de geração que respondem por mais de 12% da capacidade nacional.

O Nepal suspendeu as operações de busca e resgate neste sábado devido ao mau tempo e afirmou precisar de ajuda técnica estrangeira para lidar com a enchente devastadora.

"As operações de busca e resgate foram temporariamente interrompidas porque está chovendo e o tempo está com neblina", disse à Reuters Narendra Pariyar, principal autoridade administrativa do distrito de Rasuwa.

Autoridades disseram que alguns corpos recuperados agora estavam em processo de decomposição a ponto de não poderem ser reconhecidos. Eles serão sepultados após o cumprimento das formalidades legais, devido aos riscos à saúde e ao temor de epidemias.

"Serão coletadas amostras de DNA, e os corpos serão sepultados em um espaço aberto", informou a administração do distrito de Chitwan em um comunicado.

O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, disse que o país não precisa de ajuda nas operações de busca e resgate, mas de apoio técnico.

Dentre as necessidades, estão assistência para retirar pessoas presas em túneis, restabelecer as ligações de transporte e comunicação em locais onde pontes foram destruídas, identificar os mortos, realizar testes de DNA e armazenar corpos por períodos mais longos.

"Já fizemos pedidos por esses serviços especializados e por assistência técnica em áreas nas quais não temos experiência e conhecimento técnico suficientes", disse.

Por Folhapress

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