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Trump admite indultos preventivos a aliados e promete vetos se democratas vencerem eleição

Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 2, que poderá conceder ""indultos preventivos" a integrantes de seu governo se considerar necessário protegê-los de eventuais ações de democratas. Em entrevista ao podcast Pod Force One, ele também prometeu vetar propostas da oposição caso os republicanos percam o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato (midterms) desta terça-feira, 3.

Questionado sobre a possibilidade de perdoar antecipadamente aliados diante de ameaças de investigações, Trump citou o antecessor Joe Biden. "Foi o que Biden fez. Ele concedeu indultos a todo mundo", disse. Ao ser questionado se adotaria a mesma estratégia, respondeu: "Eu faria, se fosse necessário. Claro".

Sobre a possibilidade de estender a medida a todos que trabalharam para ele, Trump acrescentou: "Nem pensaria duas vezes. Eu faria. Fiz isso pelos envolvidos no 6 de janeiro", disse em referência à invasão do Capitólio em 2021.

Na véspera da votação que renovará a Câmara dos Representantes e parte do Senado, Trump pediu votos para preservar as maiorias republicanas. Pesquisas apontam risco de avanço democrata, sobretudo na Câmara.

Em outro momento da entrevista, o republicano afirmou que, diante de um Congresso sob comando democrata, se tornaria o "Sr. Veto". "Não vou deixar que eles governem. E, em algum momento, provavelmente faremos acordos", declarou. Na visão do presidente, uma sequência de vetos acabaria obrigando a oposição a negociar com a Casa Branca.

Ele mencionou o trilionário Elon Musk, alegando que democratas discutem prendê-lo, confiscar as suas fábricas ou nacionalizar a SpaceX. "Teremos de proteger essas pessoas", disse.

Por Pedro Lima / Estadão Conteúdo

Filha de brasileiros era copilota de avião que caiu na Flórida e deixou 9 mortos

 Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, ganhou destaque na imprensa americana em 2023, quando conquistou sua licença de piloto aos 17 anos. Jovem sonhava em trabalhar na aviação comercial.

A jovem iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, era copilota do avião particular que caiu no domingo (1º) em Palm Beach, na Flórida, nos Estados Unidos, matando as nove pessoas que estavam a bordo. A informação foi confirmada ao g1 por familiares da jovem.

A aeronave, um Learjet 60, havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. O avião caiu em uma área residencial e explodiu após atingir o solo. Todas as nove pessoas que estavam a bordo morreram, segundo o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy.

Nathalia ganhou destaque na imprensa americana em 2023, quando conquistou sua licença de piloto particular aos 17 anos, antes mesmo de obter a habilitação para dirigir.

Na época, ela cursava o último ano do ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida, e foi entrevistada pela emissora americana CBS12 News sobre sua trajetória na aviação.
Filha de brasileiros, a jovem começou a estudar aviação em 2020 e tinha o sonho de trabalhar como piloto de aviões comerciais ou jatos particulares. — Foto: Reprodução/Redes sociais
Segundo a reportagem, enquanto outros adolescentes de sua idade praticavam esportes ou aproveitavam os fins de semana com amigos, Nathalia dedicava boa parte do tempo a pilotar aviões.

“Eu até me gabo disso, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘É, mas sei pilotar’”, contou à emissora.

O interesse pela aviação começou cedo. Segundo a reportagem, Nathalia iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio.

Ela também foi influenciada pelo pai, que havia começado a pilotar por lazer em 2018 e compartilhava seus conhecimentos sobre aviação com a filha.

A formação incluiu aulas teóricas, simuladores de voo, exercícios práticos e provas de conhecimentos técnicos. Em setembro de 2023, Nathalia conquistou sua licença de piloto particular.
Nathalia Filgueiras aparece nos controles de uma aeronave durante voo, em imagem compartilhada nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Redes sociais
Na época da entrevista, já havia acumulado 88 horas de voo e podia pilotar aeronaves particulares sozinha ou transportar passageiros, desde que não recebesse pagamento pelo serviço.

A formação foi custeada pelo distrito escolar de Palm Beach County, por meio de sua academia de aviação, que oferecia aulas e treinamentos a estudantes do ensino médio.

Em entrevista à CBS12 News, Nathalia contou que gostava de fazer algo diferente dos colegas e considerava mais interessante pilotar um avião do que dirigir um carro.

“Algumas pessoas acham estranho que eu consiga pilotar aviões, mas não saiba dirigir um carro. Acho engraçado e agora quero muito tirar minha carteira de motorista”, disse.

Na ocasião, ela tinha previsão de obter a habilitação para dirigir em novembro daquele ano.
Nathalia Filgueiras aparece na cabine de um avião Learjet 60, em foto compartilhada nas redes sociais em março de 2026 — Foto: Reprodução/Threads
🔎 Nos EUA, a idade mínima para obter uma licença de piloto particular é de 17 anos, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA). Para isso, o candidato precisa cumprir os requisitos de treinamento, acumular pelo menos 40 horas de voo na modalidade regular de formação e ser aprovado em exames teóricos e práticos.

Já a licença de piloto comercial pode ser obtida a partir dos 18 anos e exige, em regra, pelo menos 250 horas de voo.

Para atuar como copilota de jatos executivos, também são necessárias habilitações e qualificações específicas, que variam conforme a aeronave e o tipo de operação.

Segundo Nathalia, seu objetivo profissional era se tornar piloto de uma companhia aérea comercial ou trabalhar na aviação executiva, pilotando jatos particulares.

Nas redes sociais, Nathalia também compartilhava momentos de sua rotina na aviação e comemorava conquistas profissionais.

Em uma publicação de março de 2026, a jovem apareceu na cabine de comando de uma aeronave, segurando um documento.


“Piloto em comando do Learjet 60! Toda a glória a Deus! Amém!”, escreveu na legenda.
Por Redação g1 — São Paulo

Flávio Bolsonaro participa de culto evangélico nos EUA em primeira aparição pública após deixar o Brasil

      O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de um culto evangélico neste domingo
Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de um culto evangélico neste domingo (1º), na Flórida, em sua primeira aparição pública desde que deixou o Brasil. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, do irmão Eduardo Bolsonaro e da cunhada, Heloísa. O parlamentar também posou ao lado dos pastores Alice Fernandes, conhecida como Mãezona, e José Maurício Fernandes, o Paizão, responsáveis pela igreja.

Durante a celebração, o pastor José Maurício fez uma referência à derrota eleitoral do senador, sem mencionar diretamente a disputa. “Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E se perder, você está ganhando”, afirmou. A igreja integra o Ministério Celeiro, fundado no Brasil pelo pastor André Fernandes, que deixou a liderança da Igreja Lagoinha Alphaville em 2025, após desentendimentos com André Valadão.

Flávio deixou o Brasil na quarta-feira (28), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes. Segundo a reportagem de O Globo, o senador passou pela Argentina e pelo Equador antes de seguir para os Estados Unidos. A viagem teria sido feita em uma aeronave fretada por Jason Miller, assessor do presidente americano Donald Trump, conforme informações publicadas pelos jornais The New York Times e The Wall Street Journal. O parlamentar é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Destino procurado por bolsonaristas, Paraguai abre mutirão de migração nesta segunda Por Folhapress

O governo do Paraguai fará, a partir da próxima segunda-feira (2), um mutirão para atender estrangeiros interessados em obter residência no país. O serviço será oferecido em Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu (PR), em um contexto de aumento da procura de brasileiros por informações sobre como se mudar para a nação vizinha após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último dia 25.

A iniciativa, chamada MigraMóvil, será realizada pela Direção Nacional de Migrações (DNM) até 6 de novembro, das 8h às 16h. A equipe receberá pedidos de residência temporária e permanente, inclusive pelo acordo do Mercosul, além de solicitações de certidões, renovações e prorrogações de documentos. É a primeira edição do mutirão após o segundo turno da eleição brasileira.

Elogiado por apoiadores do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), o Paraguai é governado desde 2023 por Santiago Peña, de direita. Mais de 263 mil brasileiros vivem em território paraguaio, o que faz do país a terceira maior comunidade brasileira no exterior, atrás apenas dos Estados Unidos e de Portugal, de acordo com o governo brasileiro.

Nas horas seguintes à vitória de Lula, as buscas por "como morar no Paraguai" cresceram 1.700%, segundo dados do Google Trends. Nas redes, influenciadores apresentam o país vizinho como alternativa para quem busca impostos menores e custo de vida mais baixo. O mutirão poderá ajudar a dimensionar se esse interesse se traduzirá em pedidos formais de residência.

Em março, uma única rodada do serviço em Ciudad del Este recebeu 1.487 pedidos de residência, a maioria de brasileiros, conforme dados do governo. Outra edição está prevista para Pedro Juan Caballero, de 16 a 20 de novembro, também na fronteira com o Brasil.

Neste ano, o país recebeu quase 50 mil pedidos de residência, um recorde, disse o diretor da DNM, Jorge Kronawetter ao jornal paraguaio ABC Color. Mais de 70% das solicitações foram feitas por brasileiros.

O diretor atribui o movimento à situação econômica do Paraguai e afirma que os interessados têm perfis variados, de empresários e empreendedores a estudantes. Kronawetter evitou relacionar a procura pela residência de seu país ao resultado das urnas e classificou como especulativas as versões que associam a migração à eleição brasileira.

A procura já vinha em alta antes da eleição. Em 2025, a DNM recebeu 47.687 solicitações, crescimento de 63% em relação ao ano anterior, e concedeu 40,6 mil autorizações, de acordo com dados do governo paraguaio. Desse total, 23.526 foram destinadas a brasileiros.

Escritórios que trabalham com cidadania e migração para outros países também registraram aumento na procura após a reeleição de Lula.

A empresa Espanha Fácil, especializada em assessoria para imigração e nacionalidade, registrou 418 contatos em 24 horas no dia seguinte à votação, uma alta de 345% ante uma média de 94 por dia no período anterior à eleição.

Segundo levantamento da própria empresa, as consultas sobre cidadania e nacionalidade foram as que mais cresceram, com avanço de 743%. Também aumentou a procura pelo visto de nômade digital, destinado a trabalhadores remotos (350%), pelo visto de trabalho (273%) e pelo de estudante (135%).

De acordo com Renata Barbalho, CEO e fundadora da Espanha Fácil, 79% dos contatos eram de pessoas que ainda não tinham procurado a empresa; os outros 21% já mantinham algum relacionamento com a assessoria. Em dois dias, 55 solicitações foram concluídas, e a empresa estima que novos negócios sejam fechados nos dias seguintes.

Nos Estados Unidos, escritórios de advocacia especializados em imigração também relataram à Folha aumento na procura de brasileiros interessados em emigrar.

A Piquet Law Firm, uma das mais conhecidas de Miami, na Flórida, recebeu 700 consultas de potenciais novos clientes ao longo da segunda-feira (26), segundo seu fundador, Alexandre Piquet. Em um mês normal, o escritório recebe de 500 a 600 consultas.

Trump diz não ter plano de encontrar Flávio Bolsonaro, mas que senador pode ficar quanto quiser nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) não ter planos de se encontrar com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas que o senador brasileiro pode permanecer no país "o tempo que quiser".

O republicano falou a jornalistas em Mar-a-Lago, sua residência em Palm Beach, na Flórida. Um repórter perguntou se ele tinha planos de se encontrar com Flávio enquanto estivesse no estado. "Sem planos de encontrar, mas acho que ele foi tratado muito mal. Muito mal. Então ele pode ficar aqui o tempo que quiser", respondeu.

Questionado em seguida se havia conversado com o senador, Trump repetiu a declaração. "Bolsonaro? Ele pode ficar aqui o tempo que quiser. Foi tratado muito mal. Na minha opinião, a eleição foi uma vergonha. Ele foi tratado muito mal, e pode ficar aqui o tempo que quiser", disse, repetindo adjetivo sobre a eleição brasileira dito por ele anteriormente.

Flávio chegou a Miami, também na Flórida, na quarta-feira (28), após descumprir decisão de entregar o passaporte no Brasil. Ele e a família receberam autorização condicional para permanecer nos EUA.

O secretário de Estado, Marco Rubio, também tratou do assunto no sábado, em entrevista coletiva em Atlanta, durante a reunião de chanceleres do G20.

"Não facilitamos nada", disse em relação a possível ajuda para a fuga do senador brasileiro. "Ele já tinha um visto anteriormente, e o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país", afirmou Rubio, acrescentando que o governo americano não esteve "diretamente envolvido" nos arranjos feitos pelo senador para deixar o Brasil.

Por Folhapress

Mauro Vieira e Marco Rubio evitam tratar de fuga de Flávio Bolsonaro em reunião pré-G20

Conversa breve entre chefes da diplomacia de Brasil e EUA ocorre em coquetel com delegações no aquário da cidade

"O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio"

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, conversaram brevemente nesta sexta-feira (30), em Atlanta, nos Estados Unidos, mas não trataram de eleições ou da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após sua derrota nas eleições presidenciais.

Os dois se encontraram durante um coquetel oferecido às delegações no aquário da cidade e combinaram uma reunião bilateral antes da cúpula do G20, prevista para meados de dezembro, na Flórida. Segundo o Itamaraty, Vieira e Rubio pretendem aproveitar o encontro para discutir a agenda bilateral entre Brasil e EUA. A data e o local da reunião ainda serão definidos.

A conversa ocorre em meio às tensões diplomáticas provocadas pelas declarações do presidente Donald Trump sobre a eleição brasileira e pela concessão de vistos a Flávio Bolsonaro e seus familiares.

Os chanceleres não abordaram questões específicas durante o breve encontro em Atlanta, de acordo com o Itamaraty. Apesar das críticas do presidente Donald Trump as eleições brasileiras, o secretário de Estado, Marco Rubio, não comentou sobre a reeleição do presidente Lula (PT).

Neste ano, Rubio já criticou o presidente brasileiro e culpou o ego do petista pelo fato de os Estados Unidos terem tarifado em 25% os produtos brasileiros no meio do ano.

Durante o evento que acontece nesta sexta e sábado (31), o ministro brasileiro recebeu cumprimentos de ao menos dez chanceleres no G20, entre eles representantes de Turquia, China, União Europeia, Alemanha, França, Canadá, México, Índia, Reino Unido e Polônia.
Por Isabella Menon/Folhapress

Itamaraty diz ter convocado diplomata após fuga de Flávio pela Argentina; Milei nega

Encarregada de negócios da nação vizinha em Brasília teria comparecido à chancelaria nesta quinta

O senador, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais do último domingo (25) e investigado por lavagem de dinheiro, fugiu para os Estados Unidos na madrugada de quarta (28), dois dias após ser notificado do cancelamento de seus passaportes pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

A convocação, revelada pelo UOL e confirmada à reportagem por um funcionário do Ministério das Relações Exteriores brasileiro, ocorreu pela participação do governo ultraliberal na fuga. Na linguagem da diplomacia, a medida é uma forma de demonstrar descontentamento com outra nação.

O chanceler argentino, Pablo Quirno, nega a convocação. "Falso. Não houve nenhum pedido de explicação", afirmou o ministro de Milei em sua conta no X ao compartilhar uma reportagem do jornal La Nacion. Em seguida, o próprio Milei compartilhou a publicação de Quirno dizendo que o jornal argentino mente.

O membro do Itamaraty com quem a reportagem falou, porém, afirma que o embaixador brasileiro João Marcelo Galvão de Queiroz recebeu a funcionária de Milei para falar sobre a passagem do senador pelo território argentino, algo que também está sendo alvo de questionamentos internos no país vizinho.

De acordo com a imprensa argentina, Santiago Caputo, estrategista político e braço direito de Milei, esteve em Puerto Iguazú para ajudar Flávio, e o transporte do senador teria sido auxiliado por uma camionete com chapa diplomática. Ao chegar aos EUA, o senador divulgou uma carta agradecendo o aliado pela "coragem, justiça e senso de legalidade".

Na quarta, quando a fuga foi confirmada, o órgão de migrações argentino afirmou que Flávio e sua família ingressaram "com documentação de viagem válida e sem qualquer impedimento legal para a entrada no país". O senador não entregou seus passaportes brasileiros à Justiça brasileira no prazo e usou seu documento italiano para entrar em Puerto Iguazú pela ponte internacional Tancredo Neves.

Questionado pela imprensa sobre o assunto nesta quinta, o chefe de gabinete de Milei, Diego Santilli, repetiu a argumentação da entidade: "Não havia impedimento da Interpol", afirmou em um evento em Rosario, em referência à Organização Internacional de Polícia Criminal.

As digitais do governo Milei na fuga, no entanto, levou deputados e senadores da oposição a apresentarem diversas iniciativas para pressionar o presidente, incluindo pedidos de esclarecimentos, convocações de ministros e até mesmo uma denúncia penal contra o ultraliberal, seu chanceler, a ministra de Segurança, Alejandra Monteoliva, e Caputo.

Uma dessas iniciativas foi de autoria de Marcela Pagano, ex-correligionária de Milei. Na quarta, a deputada apresentou uma denúncia à justiça de Puerto Iguazú pelos supostos delitos de tráfico ilegal de pessoas, abuso de autoridade e descumprimento dos deveres do funcionário público durante o ingresso de Flávio à Argentina.

O Tribunal Federal de Misiones, província onde fica Puerto Iguazu, arquivou a denúncia nesta sexta, em menos de 48 horas. O procurador federal Fabián Ramírez concluiu que não havia delito após receber relatórios da Interpol e do órgão de migrações argentino, e sua decisão foi seguida por uma colega, levando ao arquivamento definitivo da denúncia.

Uma denúncia paralela que tramita em um Tribunal Federal de Buenos Aires, porém, ainda apura se houve mobilização de recursos públicos na fuga de Flávio, incluindo possível uso de veículos do Estado para transportar o senador ou pessoas que o auxiliaram.

Independentemente do resultado das investigações, o embate entre Brasil e Argentina ganha novos contornos. A crise entre as duas nações já dura anos —desde a vitoriosa campanha à Presidência de Milei no país vizinho, em 2023—, mas chegaram ao ponto mais grave nas eleições brasileiras deste ano, quando o ultraliberal chamou Lula de ladrão e "lixo socialista" no lançamento da candidatura de Flávio, em São Paulo.

As declarações do ultraliberal, proferidas no final de julho, desembocaram semanas depois na dispensa do embaixador argentino em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, e no retorno de seu homólogo brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli. Desde então, os funcionários número dois das respectivas embaixadas assumiram a representação de cada país —no caso da Argentina, María Emilia, convocada nesta quinta.

Também há evidências de que o senador teve ajuda direta do governo Trump para entrar no país, segundo a imprensa americana. O Itamaraty, porém, até o momento decidiu não agir com relação a Washington, sob o risco de aprofundar tensões diplomáticas com a Casa Branca.
Por Daniela Arcanjo/Folhapress

Trump diz que conversará com Lula e que petista lhe pediu para não tomar lado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro. É a quinta vez que o republicano questiona a condução da eleição presidencial no país.

"Vou conversar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil", disse Trump, ao ser questionado se pretendia telefonar para Lula e parabenizá-lo pela vitória.

Perguntado sobre quem considera o legítimo vencedor da disputa presidencial brasileira, Trump evitou responder diretamente.

"Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. O atual presidente me pediu para não tomar partido, e eu não tomei. Mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, achei uma vergonha", afirmou. "Bem, o mercado respondeu a isso".

Trump fez referência à forte reação negativa do mercado financeiro brasileiro à reeleição de Lula. Na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, despencou 13,88%, na maior queda diária desde março de 2020.

O dólar disparou 8,21%, fechando a R$ 5,40, enquanto a Bolsa chegou a suspender temporariamente as negociações diante das perdas acentuadas.

A declaração ocorre em meio aos questionamentos feitos pelo presidente americano sobre o resultado das eleições brasileiras, vencidas por Lula contra Flávio Bolsonaro (PL). Esta é a quinta vez que o presidente comenta sobre o resultado do segundo turno das eleições.

Na segunda-feira (26), Trump já havia afirmado, sem apresentar provas, que a eleição brasileira parecia ter sido fraudada. Na ocasião, disse que gostava de Lula e mantinha uma boa relação com o petista, mas criticou a prorrogação do horário de votação.

Apesar das críticas, Trump não afirmou que reconhece Flávio como vencedor nem respondeu diretamente à pergunta sobre a legitimidade do resultado. Também não informou quando pretende conversar com Lula.
Por Isabella Menon | Folhapreess

Flávio Bolsonaro chega aos Estados Unidos

Senador e 3 familiares viajaram ao país em jatinho particular que saiu da Argentina e fez parada no Equador. O voo não cruzou o espaço aéreo brasileiro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa e as filhas do casal chegaram aos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28).
Em uma operação secreta, o senador, que descumpriu ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes, viajou aos EUA após entrar por terra na Argentina, embarcar em um avião particular, contornar o espaço aéreo brasileiro e fazer escala no Equador, de acordo com as fon

Segundo dados do site de monitoramento de voos Flight Aware, o avião, um jatinho particular Gulfstream G400, aterrisou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami.

Voo LV-JQW aterrissa em Miami, nos Estados Unidos, em 28 de outubro de 2026. — Foto: NBC

Flávio Bolsonaro ainda não havia se manifestado após a fuga até a última atualização desta reportagem.
Voo

O governo da Argentina confirmou que a família embarcou em um avião particular que partiu da Argentina na noite de terça-feira (27).

O comunicado do governo argentino, divulgado na madrugada desta quarta, afirmou que Flávio Bolsonaro entrou na Argentina junto da família na noite de terça — foi a primeira confirmação oficial de que o senador deixou o Brasil, após um dia de rumores.

O voo de Flávio decolou às 6h22, no horário de Brasília, e segue rumo aos EUA, onde está previsto para chegar ao aeroporto Opa-locka Executive, em Miami, por volta das 10h40, segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware.
 
A aeronave LV-JQW, um jatinho particular Gulfstream G400 que leva Flávio e três familiares, partiu de Puerto Iguazú, na Argentina, próximo à tríplice fronteira, e fez uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para os EUA.

O voo não cruzou espaço aéreo brasileiro — sobrevoou o Paraguai, Bolívia e Peru, segundo o FlightAware.

Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil à revelia de ordem do STF que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seu passaporte. O senador, derrotado nas eleições presidenciais no último domingo (25), e sua família cruzaram a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), pouco antes das 23h, segundo informou a Direção Nacional de Migrações argentina (leia mais abaixo).

Macaco entra em loja de conserto de celulares na Índia, sobe no colo do dono e dá abraço

Um macaco entrou em uma loja de conserto de celulares na Índia, subiu no colo do dono do estabelecimento e deu nele uma espécie de abraço. A cena foi registrada por uma câmera de segurança e viralizou nas redes sociais, com mais de 227 milhões de visualizações até o último sábado (25).

O caso aconteceu no estado de Odisha, no leste do país, segundo a imprensa local. As imagens mostram o comerciante sentado e concentrado no próprio celular quando o animal se aproxima, sobe em seu colo e o abraça. O homem permanece sentado durante toda a cena.

O macaco é um langur, espécie de cauda longa e rosto escuro, comum em várias regiões da Índia e acostumado a circular em áreas urbanas.

O vídeo foi publicado pelo próprio dono da loja, identificado apenas como Amir. A marca de 227 milhões de visualizações foi divulgada por um veículo local em reportagem de 25 de outubro e corresponde ao alcance registrado naquela data.

Netanyahu promete ofensiva na Cisjordânia 'como não se vê desde a Guerra dos Seis Dias'

Conflito árabe-israelense ocorreu 1967 e terminou com a ocupação israelense da Cisjordânia. Exército prepara bloqueio total enquanto militares vasculham bairros e casas de Hebron

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, prometeu nesta sexta-feira (23) uma operação militar de grande escala na Cisjordânia ocupada e a retirada de moradores de Hebron, depois que um ataque a tiros dois soldados israelenses em um posto de controle na cidade. O episódio ocorre a quatro dias das eleições legislativas de 27 de outubro, nas quais está em jogo a sobrevivência política do premiê.

Em visita a Hebron após o ataque, Netanyahu falou em uma ofensiva "como não se vê desde a Guerra dos Seis Dias", em referência ao conflito árabe-israelense de 1967, no qual Israel ocupou a Cisjordânia. "As Forças de Defesa estão prontas para executá-la, e nós definiremos o momento, mas ela está a caminho", afirmou.

O episódio ocorre a quatro dias das eleições legislativas que poderá mudar o governo do país. Netanyahu também ordenou o "fechamento imediato" de Hebron e pediu ao Exército que se prepare para impor um "fechamento total" da Cisjordânia.

Hebron é dividida em dois setores: um sob controle das autoridades palestinas e outro, onde vivem colonos israelenses, sob controle do Exército. O ataque ocorre em meio ao recrudescimento das tensões na Cisjordânia.

No início desta manhã, dois homens vestidos de preto, um armado com um fuzil e o outro com uma pistola, abriram fogo contra um grupo de militares em um cruzamento ao norte de Hebron, no sul do território, antes de serem mortos em um intenso tiroteio.

O Exército identificou os israelenses mortos como os sargentos Ron Yonatan Roytman, 23, e Yuval Shai Svilem, 20. Outros três militares ficaram levemente feridos.

"[Os militares] entrarão no bairro de onde vieram os terroristas, retirarão os moradores, vasculharão as casas uma a uma, apreenderão as armas e destruirão a infraestrutura terrorista", disse o premiê, que lidera o governo mais à direita da história de Israel, segundo seu gabinete.

O grupo terrorista Hamas, que tem base na Faixa de Gaza Gaza e realizou o ataque de 7 de outubro de 2023, celebrou o atentado e lamentou a morte dos dois agressores. O ataque foi uma "resposta natural e legítima aos crimes e ataques brutais que continuam sendo cometidos contra o nosso povo", afirmou em comunicado o Hamas, rival do Fatah, facção que governa a Autoridade Palestina.

Netanyahu afirmou que os militares aplicariam um modelo usado anteriormente em campos de refugiados no norte da Cisjordânia. Uma operação militar de grande escala batizada de "Muro de Ferro", lançada em janeiro de 2025, deslocou à força dezenas de milhares de pessoas de vários campos de refugiados, segundo a ONU.

Segundo o ministro da Defesa, Israel Katz, os moradores de todos os bairros de clãs de onde saíram os atiradores serão retirados, e a infraestrutura "terrorista" será "neutralizada e desmantelada". Os clãs, grandes famílias com forte influência, têm peso na vida política e social de Hebron.

O ministro das Finanças, o extremista Bezalel Smotrich, disse ter ordenado a demolição de edifícios próximos ao local do ataque. O ataque abalou a campanha eleitoral, e Netanyahu, que busca um novo mandato, pediu ao Likud, seu partido, que cancele todos os eventos previstos para esta sexta.

Leia Também: Moderna e Merck divulgam dados de vacina contra câncer após vazamento nas redes sociais

Senado do Peru dá a Fujimori poderes para legislar sobre crime organizado

O Senado do Peru aprovou nesta quarta-feira (11) um projeto de lei que delega mais poderes à presidente Keiko Fujimori por 90 dias, incluindo a possibilidade de legislar sobre o crime organizado sem o aval do Congresso.

A proposta, que abrange medidas de segurança cidadã e de enfrentamento ao fenômeno El Niño, já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados. No Senado, o texto recebeu novas atribuições durante a votação em plenário e foi aprovado por 35 votos a favor, 18 contra e seis abstenções.

As mudanças ampliam os instrumentos disponíveis para o governo no combate ao crime organizado, com alterações nas regras penais e penitenciárias, além da previsão de maior participação das Forças Armadas em ações de segurança.

USO DAS FORÇAS ARMADAS

Entre as propostas incluídas pelo Senado no dia da votação, está a permissão para as Forças Armadas intervirem em casos que superem a capacidade da Polícia Nacional ou "houver risco de isso ocorrer."

O projeto também permite a criação do cadastro de organizações criminosas que empreguem métodos semelhantes aos do terrorismo.

Esses grupos poderão ser alvo de técnicas especiais de investigação, medidas sobre seus bens e ativos e regras específicas de execução penal, mesmo se não forem classificados formalmente como organizações terroristas.

O texto contempla ainda mudanças nas regras de conversão de penas e de concessão de benefícios penitenciários, além de medidas para reforçar a segurança nas prisões.

Entre elas, está a possibilidade de utilizar instalações militares para abrigar determinados presos de baixa periculosidade ou crimes menores.

Também estão previstas medidas para identificar, rastrear e bloquear celulares e linhas utilizados ilegalmente.

O governo Fujimori poderá reforçar o controle migratório, incluindo procedimentos de identificação, verificação de documentos e fiscalização, segundo o texto.

Giro no Mundo: Padre morre atingido por cruz de madeira que cai durante missa transmitida ao vivo

Um padre morreu neste sábado (17) após ser atingido por uma cruz de madeira que se desprendeu da parede de uma igreja durante a celebração de uma missa, na cidade de Guayaquil, no Equador. A vítima foi identificada como Patricio Alfredo Sánchez Molinari, pároco da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e integrante da Congregação do Santíssimo Redentor.

A celebração estava sendo transmitida ao vivo pelas redes sociais do religioso. As imagens mostram o momento em que a cruz se solta da parede, atrás do altar principal, e cai sobre o padre, que conduzia a cerimônia. Logo após o acidente, pessoas que acompanhavam a missa correram para prestar socorro ao religioso. A Arquidiocese de Guayaquil confirmou a morte do sacerdote por meio de um comunicado oficial, no qual lamentou o ocorrido.

Paris registra protestos e confrontos; brasileiros relatam clima de tensão na capital francesa Por Política Livre

                          As autoridades também registraram aproximadamente 1.800 detenções.
Paris amanheceu neste domingo (18) após um sábado marcado por protestos e confrontos na França. As manifestações contra o alto custo de vida, a inflação e os cortes nos serviços públicos terminaram com registros de depredações e saques.

Brasileiros que moram na capital francesa encaminharam ao Política Livre fotos e vídeos exclusivos que mostram a situação nas ruas da cidade.

“Dia tenso hoje em Paris, muito quebra-quebra e sinal de guerra”, relatou um dos leitores ao site.

Segundo o Ministério do Interior francês, cerca de 550 mil pessoas participaram dos protestos realizados no sábado (17). Os organizadores estimaram a presença de 800 mil manifestantes. As autoridades também registraram aproximadamente 1.800 detenções.

Em Paris, houve registros de veículos incendiados, lojas saqueadas e confrontos com a polícia. O presidente Emmanuel Macron condenou os atos de violência e afirmou que os responsáveis pelas depredações serão punidos.

Veja vídeos abaixo:
Por Política Livre

Federação Portuguesa determina suspensão preventiva de Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo foi suspenso provisoriamente pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) após a abertura de um processo disciplinar para apurar fatos comunicados no dia 7 de outubro de 2026.

A decisão foi tomada pela Secção de Não-Profissionais da entidade em 9 de outubro e mantém o jogador sob suspensão preventiva enquanto aguarda o desfecho da investigação.

A medida foi oficializada pela Federação Portuguesa, que também determinou urgência na tramitação do processo. Com isso, o caso seguirá para análise disciplinar, e uma decisão definitiva ainda é aguardada.

Federação Portuguesa determina suspensão preventiva de Cristiano Ronaldo

Em comunicado oficial, a FPF informou que instaurou um processo disciplinar contra o atacante português para investigar a possível relevância disciplinar dos fatos comunicados em 7 de outubro.

A entidade também esclareceu que Cristiano Ronaldo já estava sujeito a uma suspensão preventiva automática até a instauração do procedimento. Com a abertura formal do processo, foi determinada uma nova medida, desta vez de caráter preventivo não automático.

O comunicado da Federação Portuguesa afirma:

“A instauração de processo disciplinar contra Cristiano Ronaldo, por deliberação da Secção de Não-Profissionais, de 9 de outubro de 2026, com o propósito de investigação de qualquer relevância disciplinar dos factos participados em 7 de outubro”.

Na sequência, a entidade confirmou a nova medida cautelar e a prioridade dada à investigação.

“Sem prejuízo da suspensão preventiva automática a que estava sujeito até à data de instauração, foi determinada a suspensão preventiva não automática do jogador e atribuída urgência ao processo”.

Cristiano Ronaldo havia se desculpado publicamente

A suspensão ocorre após Cristiano Ronaldo se desculpar publicamente por deixar o acampamento da seleção portuguesa. Segundo as informações divulgadas por Fabrizio Romano, o próprio jogador também havia sugerido uma punição em um comunicado público relacionado ao episódio.

A abertura do processo disciplinar permitirá à Federação Portuguesa analisar os fatos e avaliar se há fundamento para a aplicação de uma sanção definitiva. Até que o procedimento seja concluído, a situação disciplinar do atacante permanece em aberto.

Jogador aguarda decisão final sobre o caso

Com a determinação da suspensão preventiva não automática, Cristiano Ronaldo aguarda os próximos passos da investigação conduzida pela Federação Portuguesa. A decisão final dependerá da análise disciplinar dos fatos comunicados à entidade.

Até o momento, o comunicado oficial confirma a instauração do processo, a adoção da medida preventiva e a urgência na tramitação. A eventual punição definitiva, assim como seus termos, ainda depende do desfecho do caso.

O episódio coloca o atacante português no centro de um procedimento disciplinar que poderá ter novos desdobramentos nos próximos dias, conforme a Federação avance na apuração.
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Terremoto de magnitude 7,7 atinge o Panamá; países com costa no Pacífico emitem alerta de tsunami



.Foto: Reprodução/Instagram
                "Igreja de São João Batista de Penonomé, no Panamá, danificada após terremoto"
Um forte terremoto de magnitude 7,7 atingiu, nesta sexta-feira (9), uma área próxima à costa sul do Panamá, a uma profundidade de 10 km, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que revisou para baixo uma primeira estimativa de magnitude 8,0 e, depois, para cima uma de 7,6.

Não houve relatos imediatos de danos, feridos ou mortos no Panamá, enquanto imagens de televisão mostravam pessoas deixando edifícios.

Em sua conta na rede social X, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, disse ter solicitado aos órgãos especializados "relatórios sobre os efeitos" do terremoto e pediu calma. "Não se deve usar o ocorrido para gerar alarme e desordem", afirmou.

O USGS localizou o epicentro 21 km ao norte de Tonosí, na região centro-sul do país. O movimento tectônico ocorreu por volta das 12h56 (14h56 em Brasília).

O Sistema de Alerta de Tsunamis dos EUA indicou possíveis ameaças de tsunami em grande parte da costa do Pacífico da América Central, bem como na Colômbia e no Equador. O Chile também emitiu alerta de tsunami.

O tremor foi sentido na Cidade do Panamá, capital do país, e também em San José, capital da vizinha Costa Rica, segundo testemunhas ouvidas pela Reuters.

"Estamos com medo. Somos apenas nós dois, já idosos, aqui. A casa está rachada, e tememos que ela desabe sobre nós", disse Ricardo Brown, 74, por telefone à agência Reuters, da região de Las Minas, na província de Herrera, no sul do Panamá, onde, segundo ele, o terremoto danificou várias casas.

A Autoridade do Canal do Panamá, que administra a via, afirmou que não há danos registrados ao canal e que as operações continuam normalmente. A rede elétrica apresenta problemas em 6 das 10 províncias do país, segundo o operador elétrico nacional, e duas linhas de metrô da Cidade do Panamá suspenderem as operações por razões de segurança.

O Aeroporto Internacional do Panamá anunciou fechamento temporário, também como medida de segurança. Segundo relato colhido pela reportagem, passageiros foram retirados do local e levados para a pista, enquanto as lojas do aeroporto fecharam as portas.

Na Cidade do Panamá, centenas de pessoas saíram em pânico dos edifícios, segundo a AFP. Segundo o site de notícias La Estrella de Panamá, o Ministério da Educação anunciou suspensão das aulas à tarde nesta sexta em todo o país.

Terremotos na capital são incomuns e ocorrem principalmente na província de Chiriquí.

Várias réplicas significativas, incluindo uma de magnitude 6, foram registradas após o forte tremor. As autoridades avaliam os danos, sobretudo nas áreas centrais de Herrera, Azuero, Veraguas, Los Santos e outras regiões.

Segundo informações preliminares, o tremor foi sentido em todo o país. As autoridades pediram calma à população.

Europeus enlouquecem com pronunciamento de Cristiano Ronaldo: 'Não é'

Nesta terça-feira (6), Cristiano Ronaldo esclareceu a sua versão sobre o atrito com Jorge Jesus ocorrido na última semana, repercutindo nas redes sociais. O atleta publicou um texto detalhado para explicar os motivos pelos quais optou por deixar a convocação de Portugal e retornar à Arábia Saudita.

No pronunciamento, o jogador pediu desculpas por não ter cumprimentado os torcedores após a partida contra a Noruega e revelou haver um acordo com Jorge Jesus que não foi cumprido pelo treinador.

Veja alguns comentários:

Tradução: Diga a Cristiano Ronaldo que NÃO é o momento dele.

Tradução: Goste você ou não, Cristiano Ronaldo é outro nível. A falta de respeito de Portugal em relação a ele, com o tempo, será melhor compreendida. Simples.

Tradução: Hoje aprendi com Cristiano Ronaldo que, se não me querem em um lugar, vou embora e ponto final.

Tradução: Maturidade, para Ronaldo, é aceitar que a idade está avançando com ele. Ele deveria aceitar e deixar o time jogar um bom futebol. Não é mais como antes.

Tradução: Ronaldo passou anos lidando com treinadores que parecem determinados a miná-lo. Ten Hag e Jorge Jesus. Clubes diferentes, mesma história. Você simplesmente não pode gerenciar Cristiano como um jogador comum. O desrespeito constante em relação ao maior de todos os tempos é absurdo.

Veja o comunicado de Cristiano Ronaldo

Tal como prometi, decidi contar, na primeira pessoa e de forma direta, as circunstâncias que envolveram o último estágio da Seleção Nacional.

Após o Mundial 2026 preparei uma carta aos portugueses, que ainda guardo, com as palavras que lhes quero dirigir quando abandonar, definitivamente, a nossa equipa.

No final da competição, logo no voo de regresso dos Estados Unidos, o Presidente da Federação pediu e insistiu que eu ponderasse a decisão de sair porque a FPF queria que eu continuasse.

Logo a seguir pediu que lhe desse a minha opinião sobre o nome do atual Selecionador e que ele estava a ponderar, a par de outros nomes que não me revelou.

Respondi ao Presidente da Federação que, em minha opinião, seria a escolha certa. Por isso, no dia em que o atual Selecionador foi apresentado fiquei genuinamente feliz pela escolha. Era a opção certa, como os resultados vão comprovando.

Poucos dias depois recebi um primeiro contacto do novo selecionador nacional a dizer que gostava de estar comigo pessoalmente. Respondi que sim e agendámos para o final das minhas férias.

Encontrámo-nos na Cidade do Futebol onde o meu clube fazia estágio de pré-temporada.

O Selecionador disse-me nesse dia que contava comigo e que a minha presença era fundamental para o seu projeto. Apresentou-me, logo ali, um plano para a minha participação. Disse-me que jogaria o primeiro jogo e o último e que por razões de gestão física iria fazer sempre três a quatro mudanças por jogo.

Nessa altura colocou-me a hipótese de eu não viajar com a Seleção para Noruega e Dinamarca. Propôs-me que fizesse o primeiro jogo e ficasse em Portugal, para depois me juntar de novo antes do jogo do Dragão.

Recusei de imediato esta proposta. Parecia-me evidente que não a poderia aceitar. Não seria por não jogar os jogos no estrangeiro que deixaria de capitanear a nossa equipa. Esse privilégio de ficar em Portugal não seria um bom exemplo.

Selecionador acabou por concordar com a minha análise.

Esta conversa foi acompanhada pelo Simão Coutinho, diretor Desportivo do Al Nassr, pessoa a quem reportava o atual selecionador durante toda a época passada e um dos responsáveis pela sua contratação pelo clube em 2025.

Na véspera do estágio começar o Selecionador deslocou-se a minha casa, em Lisboa, para ter nova conversa comigo, a seu pedido. A conversa foi tranquila e todos os princípios combinados em agosto foram mantidos. Joguei o jogo de Alvalade, e apesar de substituído, não fiz nenhum problema. Coloquei a braçadeira eu mesmo ao Bruno Fernandes, longe de imaginar que pudesse estar a dar os últimos passos, como atleta e capitão da Seleção Nacional. O importante desse dia, para mim, foi a nossa vitória. Ganhar é sempre bom, em Portugal e pelo meu País, ainda melhor.

À hora de almoço do dia do jogo na Noruega um adjunto do selecionador veio à mesa onde o grupo estava a almoçar e informou-me que o Selecionador me queria falar. Para minha absoluta surpresa, o selecionador perguntou-me se estava bem para jogar 30 minutos. Eu estava totalmente focado na minha recuperação física, integrado com os meus companheiros como sempre e a pensar que não jogaria naquele dia. Sem nenhum problema.

Este pedido era algo fora do meu plano de recuperação física e de treino – porque apenas iria jogar dia 4 no Dragão – mas obviamente disse que sim. Respondeu-me que então estivesse preparado porque jogaria 30 min.

O resto todos conhecem. Aqueci desde o intervalo, vi os minutos a passar e não fui chamado. O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra.

No fim do jogo só queria que tudo acabasse com a vitória e ficar sozinho. Não fui cumprimentar os adeptos. Uma falha que é apenas da minha responsabilidade e que não deveria ter acontecido. Peço desculpa aos portugueses que ali nos apoiaram intensamente, peço desculpa aos adeptos e peço desculpa aos que, sem serem portugueses, ali se possam ter deslocado para me ver e a quem eu possa ter desiludido.

Passado 48 horas tivemos uma conversa, eu, o Selecionador e o Simão Coutinho uma vez que tinha sido ele a acompanhar as nossas conversas de Agosto.

Foi um momento profundo, muito frontal, sem qualquer tipo de filtro.

Concordamos que só havia uma maneira de encerrar este "caso": que o Selecionador repetisse o que acabara de me dizer ali em privado, na presença do Simão Coutinho, mas na Sala de Imprensa.

O que foi combinado era simples: o Selecionador começaria a conferência de imprensa por este tema, procurando encerrar o assunto contando a verdade. Diria que nunca pedi para jogar minutos nenhuns, que foi o Selecionador e mais ninguém, quem me propôs o plano para este estágio e que foi um erro colocar-me a aquecer para não entrar e que se voltasse a acontecer não o faria.

Acabamos essa reunião com o Selecionador a pedir-me um abraço, a prometer-me que ia dizer na conferência o que acabara de me dizer a mim e que o assunto se ultrapassava. Eu não jogaria na Dinamarca e jogaria o jogo do Dragão. Tudo isto na presença do Simão Coutinho, sempre.

A pedido do selecionador, decorreu depois uma reunião entre ele mesmo, o Simão Coutinho e o Tiago Craveiro em videoconferência, em que se resumiu aquilo que falámos.

Foi produzido um pequeno documento que eu mesmo validei e que, com o meu conhecimento, foi entregue ao Selecionador, tal como ele havia solicitado.

A conferência foi o que se conhece: a postura não teve nada a ver com a nossa reunião, ouvi expressões e uma agressividade que julgo não merecer, uma atitude de quero, posso e mando que nunca me manifestou, nem de perto nem de longe, em privado, na véspera.

As notas que validei eram as seguintes:

"Acho importante, até porque é a verdade, esclarecer algumas coisas antes de falar da Dinamarca:

Propus ao Cristiano eu mesmo, sem mais ninguém, um plano para ele, esta época desportiva, na Seleção Nacional. Foi uma conversa demorada e muito boa.

Sei o quanto ele vive e ama a Seleção e o peso que tem no Mundo, mais ainda, o peso e a influência positiva que tem na Seleção há 24 anos consecutivos.

O plano que propus ao Cristiano foi aceite.

Ele nunca questionou as minhas opções. Foi exemplar, leal e profissional.

Do plano que tracei para ele não constava o jogo da Noruega. No entanto, senti que ele tinha conseguido recuperar fisicamente do primeiro jogo e avisei-o que poderia ter de o utilizar. O Cristiano concordou.

Errei ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo. Se fosse hoje não o faria.

Para encerrar o assunto: Eu quero o Cristiano na Seleção Nacional. Aliás não quero pouco, quero muito. Felizmente ele também acredita em mim. Acreditou no Al Nassr e aqui também.

Sobre não ter cumprimentado os adeptos. Já falámos sobre isso. Quem faz mais de 230 jogos pela Seleção não recebe de mim lições de Amor a Portugal. Foi um momento de frustração que não apaga coisa nenhuma. É o jogador que mais autógrafos dá, que mais selfies tira, que mais acarinha os adeptos. Não inventemos problemas onde eles não existem. Quando não estamos contentes reagimos. Foi só isso."

Nenhuma destas notas dizia, portanto, que o selecionador me pedisse sequer desculpa.

Era a segunda vez, que me estava a faltar à palavra dada.

Decidi abandonar o estágio sem esperar por mais nenhuma quebra de palavra. Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas. Por muito que doa, que me digam a verdade.

Aliás, numa conversa que mantive com o Presidente da FPF e com o Selecionador na manhã do dia dessa conferência de imprensa, podem confirmar seguramente, reafirmei que se não me quisessem ali mo dissessem. Bastava serem francos comigo. Eu aceitaria isso e prometi que prepararíamos algo bonito, como sonho que aconteça, e ninguém ficaria zangado.

Lembro-me como se fosse hoje. Responderam em uníssono que não. Que o meu lugar era na Seleção Nacional.

Nunca, em nenhum momento me intrometi em qualquer decisão técnica ou tática de qualquer treinador ou selecionador em quase 25 anos de carreira. Aceito é melhor ou pior o que me propõem fazer. Respeito a decisão e quando me faltam à palavra, sinto que o meu lugar não é ali.

Devo também um pedido de desculpas aos meus companheiros de Seleção por ter abandonado o estágio. Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do Selecionador, como poderá testemunhar quem assistiu a estas conversas, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha.

Peço desculpa aos portugueses mais uma vez, mas a quebra da palavra tem, para mim, um impacto definidor. Senti que, a partir dali, a minha permanência iria apenas prejudicar o grupo de trabalho e fiz o que sempre disse que faria se não me sentisse útil: peguei nas malas e saí.

A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela Federação Portuguesa de Futebol. Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos.
A este propósito, tenho ouvido muito falar em jogos de despedida, que tenho que ter uma despedida digna e que a Federação me quer dar essa oportunidade.

Aprendi na vida, com fome e sem nada para comer muitas vezes, que ninguém dá nada a ninguém. Posso prometer a todos os meus fãs, naturalmente e em especial a todos os portugueses, que faremos um ou mais jogos de despedida, haverá tempo para isso.

Mas quando penso na seleção o que eu penso mesmo é em competir. Foi nisso que pensei no dia em que me deram a notícia da morte do meu Pai. Estava em estágio da nossa Seleção e lá decidi ficar até terminar o jogo do dia seguinte. Fiz por isso pelo País o que jamais faria por clube algum.

Portanto se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção.

Esta é, acreditem, a mais pura das verdades.

Cristiano Ronaldo

6 de Outubro de 2026"