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Chefe do Conselho de Segurança do Irã ameaça Trump: 'Cuidado para não ser eliminado'

Ali Larijani, um dos mais altos cargos do Irã, disse não temer o que chamou de "ameaças vazias" do presidente norte-americano. No 11º dia de guerra, Washington e Teerã não dão sinais de trégua.

O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, um dos mais altos cargos do país, ameaçou nesta terça-feira (10) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Larijani disse não ter medo do que chamou de "ameaças vazias" do norte-americano e disse que Trump deve tomar cuidado "para não ser eliminado".
"O povo de Ashura (referência a muçulmanos xiitas, maioria no Irã), no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!", escreveu Larijani, que era um dos nomes considerados para suceder o aioatolá Ali Khamenei.

O recado foi uma resposta à ameaça que Trump teceu na segunda-feira de atacar o Irã com ofensiva "20 vezes mais forte" caso Teerã siga bloqueando o Estreito de Ormuz, e, com isso, criando uma crise no preço e abastecimento de petróleo no mundo.
Chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani ameaça Donald Trump em resposta na rede social X, em 10 de março de 2026. — Foto: Reprodução/ Redes sociais
A fala de Larijani abastece também as indicações do Irã de que o país está disposto a continuar o conflito com Estados Unidos e Israel, que entrou no 11º dia nesta terça. Na segunda-feira (9), apesar das ameaças, Trump disse que a guerra está "quase concluída". No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana — braço das Forças Armadas ligadas ao líder supremo — respondeu que o conflito só terminará quando o Irã determinar.

Nesta terça, o governo de Israel também se mostrou disposto a seguir no conflito. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que "ainda não terminamos" ao se referir às ofensivas no Irã.

“Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, declarou.

Trump diz que está disposto a negociar com o Irã

O presidente dos EUA afirmou à Fox News que Teerã “quer muito conversar”, mas criticou o novo líder supremo iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou à Fox News que estaria disposto a conversar com o Irã, dependendo dos termos, segundo a rede de notícias nesta terça-feira (10).

Em entrevista na noite de segunda-feira, Trump disse ter ouvido que Teerã teria grande interesse em negociar.

O republicano também reiterou sua insatisfação com o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmando: “Não acredito que ele possa viver em paz.”

Trump repetiu ainda comentários feitos em coletiva de imprensa mais cedo na segunda-feira, dizendo que os resultados da operação militar dos EUA no Irã foram “muito além do esperado”.

Ele acrescentou estar surpreso com os ataques iranianos a países do Golfo usando mísseis e drones, de acordo com a Fox News.

Susan Heavey, da Reuters

Trump diz que guerra contra o Irã acabará 'em breve', mas indica que ataques seguirão até 'vitória final'

Em discurso, presidente dos EUA disse que conflito está 'muito à frente' do prazo inicial estimado. Trump afirmou que ofensiva seguirá até a 'vitória final'.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que a guerra contra o Irã deve acabar em breve e está “praticamente concluída”. As declarações foram feitas em discurso e em entrevista por telefone à CBS News.

No início da noite, durante entrevista à imprensa, Trump voltou a afirmar que a guerra terminará “muito em breve”, mas negou que seja nesta semana. O republicano também disse que, quando o conflito terminar, o Irã não terá mais capacidade bélica para usar contra os EUA, Israel ou aliados americanos, “por muito tempo”.

O conflito no Oriente Médio entrou no 10º dia nesta segunda. Em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irã, Trump disse que a guerra poderia durar até cinco semanas.

Em um evento com integrantes do Partido Republicano na Flórida, Trump afirmou que a guerra será uma “incursão de curto prazo”. Ao mesmo tempo, declarou que a ofensiva continuará “até que o inimigo seja total e decisivamente derrotado”.

O presidente também disse que o Irã se preparava para atacar os Estados Unidos e países do Oriente Médio. Segundo ele, Teerã estava muito próximo de obter uma arma nuclear, que seria usada contra Israel em um “grande ataque”.

“Seguimos em frente mais determinados do que nunca para alcançar a vitória final que acabará de vez com esse perigo persistente”, afirmou. “Já vencemos de muitas maneiras, mas ainda não vencemos o suficiente.”

Mais cedo, em entrevista à CBS News, Trump disse que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo inicialmente estimado para o conflito.

"Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse, segundo a jornalista.

"Os mísseis estão dispersos. Os drones estão sendo destruídos por toda parte, inclusive as fábricas de drones. Se você olhar, não sobrou nada. Não restou nada do ponto de vista militar."

As declarações foram feitas em meio à pressão do mercado e à alta do preço do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou bolsas de valores ao redor do mundo.

A alta no petróleo pode impactar diretamente a economia americana e interferir no desempenho das eleições do partido do presidente nas eleições de novembro.

Além disso, a guerra no Irã dividiu a base eleitoral do Trump. Parte do movimento MAGA (sigla em inglês para 'Faça a América Grande Novamente') é contra o envolvimento dos EUA em conflitos no exterior, especialmente em guerras e intervenções militares prolongadas.

Mais cedo, Trump afirmou que tinha um plano para os preços do petróleo que "agradaria".
Depois das falas sobre o plano e o fim da guerra, o valor do petróleo começou a cair.

Ainda na entrevista à CBS News, Trump também foi questionado sobre a nomeação do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. Ele afirmou que não tinha mensagem para ele e disse ter alguém em mente para o cargo, mas não deu detalhes.

Mojtaba Khamenei é filho do aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque no primeiro dia da guerra. Mais cedo, nesta segunda-feira, Trump disse que não estava satisfeito com o sucessor iraniano.

Sem cessar-fogo

O governo do Irã descartou nesta segunda-feira a possibilidade de um cessar-fogo no conflito com Israel e Estados Unidos. Em entrevista coletiva, o porta-voz Esmail Baghaei afirmou que "não faz sentido falar de nada além de defesa e retaliação contra os inimigos".

Baghaei também acusou os EUA de estarem atrás do petróleo iraniano. Segundo ele, "não há dúvidas" de que Washington busca os recursos petrolíferos do país e tenta enfraquecê-lo e dividi-lo.

Em seguida, a imprensa estatal iraniana informou que a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária vai aumentar a intensidade e a frequência dos lançamentos de mísseis. O comandante Majid Mousavi afirmou que, a partir de agora, nenhum míssil será lançado com ogivas de menos de uma tonelada.

Novos ataques foram registrados ao longo do dia. As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que o Irã lançou mísseis contra o território israelense e orientaram a população a buscar abrigo.

Por outro lado, ainda segundo as IDF, os militares israelenses atacaram seis bases aéreas iranianas e destruíram várias aeronaves da Guarda Revolucionária.

Principal refinaria de petróleo do Bahrein é atingida por drone iraniano

               Governo relata feridos e danos na região de Sitra em decorrência a ofensiva do Ir

A refinaria de petróleo da Bapco, no Bahrein, foi atingida por um drone iraniado, nesta segunda-feira (9). Uma densa fumaça foi avistada subindo na direção da refinaria.

A fumaça envolveu o local depois que o governo informou que houve feridos e danos na cidade de Sitra, que fica a cerca de 6 quilômetro da área industrial, em decorrência de um ataque iraniano na região, acrescentou a testemunha. A Bapco é a principal refinaria de petróleo do Bahrein e uma instalação fundamental no setor energético do país.

As autoridades do Bahrein relataram anteriormente que, na ofensiva iraniana a Sitra, pelo menos 32 pessoas ficaram feridas.

A Bapco Energies declarou força maior em suas operações nesta segunda-feira, após o ataque ao seu complexo de refinarias, informou a empresa. A Bapco afirmou que todas as necessidades do mercado interno permanecem totalmente atendidas e que o fornecimento continuará sem interrupções.
O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No último domingo (1°), a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista".

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".

*Com informações da Reuters e CNN

Israel ataca depósitos de petróleo em Teerã e tensiona preço do barril

Explosões estratégicas contra refinarias e tanques de armazenamento em Teerã marcam nova fase do conflito

O conflito no Oriente Médio atingiu um ponto de inflexão neste fim de semana após as FDI (Forças de Defesa de Israel) lançarem uma ofensiva aérea direta contra o pilar da economia iraniana: a infraestrutura de energia.

O alvo principal das operações na noite de sábado (7) foi a rede de produção e armazenamento de petróleo, que provocou incêndios de grandes proporções.

Vídeo mostra chamas intensas e fumaça perto de instalação de combustível. • Reprodução: Vahid Online/X

O mesmo depósito de petróleo já havia sido atacado por Israel em junho de 2025, durante a Guerra dos Doze Dias.

Ao contrário de incursões dos últimos dias — especialmente focadas em alvos militares —, os ataques das últimas horas teriam mirado a Refinaria de Shahr-e Rey, localizada ao sul de Teerã.

Imagens observadas pela Reuters e geolocalizadas pela CNN mostram que o complexo foi envolto em chamas após as explosões que comprometeram uma das principais unidades de processamento de combustível do país.

Além da refinaria, tanques de armazenamento de petróleo bruto na capital foram atingidos.

A ação busca paralisar a capacidade de exportação e o suprimento doméstico de energia.

Antes mesmo dessa nova onda de ataques, ainda na sexta-feira (6), o preço do barril do petróleo voltou a disparar e atingiu o maior valor em quase dois anos com temores de interrupções no abastecimento em meio ao conflito no Oriente Médio.

O preço do barril de petróleo Brent saltou para além da marca dos US$ 90, com investidores temendo que a segurança das rotas marítimas no Golfo Pérsico seja o próximo alvo.

Analistas alertam que a persistência dos ataques pode levar o combustível a patamares não vistos há anos.

O impacto já é sentido pelo consumidor final ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, o preço da gasolina nas bombas registrou uma alta súbita de 14%, pressionando o governo Donald Trump a buscar medidas de contenção para evitar uma crise inflacionária ainda maior.

Na quinta-feira (5), o chefe do Estado-Maior das IDF, tenente-general Eyal Zamir, disse que Israel estava avançando para a próxima fase da operação, mas não detalhou quais seriam os próximos passos.

Em uma declaração em vídeo, Zamir disse: “Nesta fase, vamos desmantelar ainda mais o regime e suas capacidades militares. Temos outras surpresas pela frente, que não pretendo revelar”.
Irã ataca refinaria de petróleo em Israel

No sábado (7), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado a refinaria de petróleo israelense de Haifa, após Israel ter atacado a refinaria iraniana de Teerã.

Sirenes de alerta aéreo soaram mais cedo na região de Haifa, mas não houve relatos em Israel de que alguma instalação tenha sido atingida.

A equipe da CNN em Teerã ouviu novas explosões na noite de sábado, justamente quando as Forças de Defesa de Israel anunciaram uma nova "onda de ataques".

Trump anuncia coalizão com 17 países para combater cartéis no Hemisfério Ocidental

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou hoje, 7, a criação de uma coalizão com 17 países destinada a combater e destruir cartéis e organizações terroristas que atuam no Hemisfério Ocidental. A "proclamação", assinada por Trump e publicada no site da Casa Branca, diz que sua administração classificou vários cartéis e gangues transnacionais como organizações terroristas e está destinando grandes recursos para combatê-los.

Ele afirma que esses grupos controlam territórios, influenciam sistemas políticos e judiciais, possuem armas e utilizam violência e terrorismo para alcançar seus objetivos. O anúncio da coalizão acontece na esteira na esteira da Cúpula do "Escudo das Américas, realizada hoje na Florida. O evento teve a presença de presidentes e representantes de países latino-americanos como Javier Milei, da Argentina, José Antonio Kast, do Chile, e Nayib Bukele, de El Salvador, dentre outros. Autoridades do Brasil, da Colômbia e do México não participaram do evento.

Segundo Trump, cartéis e organizações criminosas estrangeiras no Hemisfério Ocidental devem ser desmantelados na maior extensão possível e que os Estados Unidos e seus aliados precisam coordenar esforços para privar essas organizações de qualquer controle territorial, além de minar seu acesso a financiamento e recursos necessários para conduzir suas campanhas de violência.

No documento, ele afirma também que os Estados Unidos treinarão e mobilizarão as forças armadas dos países parceiros para alcançar a força de combate mais eficaz necessária para desmantelar os cartéis e sua capacidade de exportar violência e exercer influência por meio de intimidação organizada.

Por Wilian Miron, Estadão Conteúdo

Irã vai cessar ataques contra países do Golfo, diz presidente

Em pronunciamento realizado na manhã deste sábado (7), Masoud Pezeshkian pediu desculpa às nações.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas às nações árabes do Golfo em um pronunciamento na manhã deste sábado (7), afirmando que Teerã cessaria ataques contra seus vizinhos, a menos que quaisquer ataques contra o Irã se originassem desses países.

“Peço desculpas pessoalmente aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã”, disse ele em um pronunciamento transmitido pela televisão estatal.

“Não temos a intenção de atacar países vizinhos. Como já disse repetidamente, eles são nossos irmãos”, acrescentou Pezeshkian.

Ele acrescentou que o conselho de liderança de três membros que governa o Irã temporariamente “informou às forças armadas que, a partir de agora, não deve haver ataques contra países vizinhos nem lançamento de mísseis, a menos que eles queiram nos atacar a partir desses países”.

“Acho que precisamos resolver isso com diplomacia, em vez de lutar e criar problemas com os países vizinhos”, afirmou.

Ele instou as nações do Golfo a não se tornarem “brinquedos nas mãos do imperialismo”, alertando-as para não atacarem o território iraniano.

Não está claro se o anúncio do presidente entra em vigor imediatamente. Após o pronunciamento, as interceptações continuaram sobre os Emirados Árabes Unidos e sirenes soaram no Bahrein.

Isso ocorre após uma semana de bombardeios quase constantes do Irã contra seus vizinhos do Golfo, fechando o espaço aéreo da região e provocando viajantes a deixar o Oriente Médio.
O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Jesse Yeung, da CNN

Israel diz que destruiu bunker militar subterrâneo de Ali Khamenei

Em comunicado, exército do país afirmou que 50 caças da Força Aérea atacaram local, que ainda é usado por autoridades iranianas de alto escalão
O Exército de Israel (IDF) afirma que destruiu um bunker militar subterrâneo em Teerã nesta sexta-feira (6). O local seria do antigo líder supremo do Irã, o aiatalá Ali Khamenei, morto após o início da guerra com o país.

O país também diz que 50 caças da Força Aérea de Israel atingiram o bunker, que ainda é usado por autoridades iranianas de alto escalão, segundo a Reuters.

O exército afirma que realizou um "longo processo de coleta de inteligência e pesquisa" para atacar o alvo.

O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Gabriela Piva, da CNN Brasil*

Proibição às atividades do Hezbollah é definitiva, diz presidente do Líbano

Joseph Aoun também afirmou que lançamento de foguetes ontem contra Israel partiu de fora da área ao sul do rio Litani, onde o Exército libanês está posicionado

Presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que decisão de proibir atividades militares do Hezbollah é soberana e definitiva.

A autoridade também afirmou que lançamento de foguetes ontem contra Israel partiu de fora da área ao sul do rio Litani, onde o Exército libanês está posicionado.

Na segunda-feira (2), o governo libanês anunciou a proibição das atividades militares e de segurança do Hezbollah, classificando-as como ilegais, e exigindo que o grupo, apoiado pelo Irã, entregue suas armas.
Entenda o caso

O anúncio, que ocorre um dia após o Hezbollah lançar um ataque contra Israel, representa uma mudança drástica na política do Estado. A presença do Hezbollah como grupo militar faz parte do cenário libanês há mais de 40 anos.

O governo também ordenou ao Exército que impedisse ataques contra Israel e iniciasse a confiscação de armas, uma medida que acarreta o risco de confronto com a milícia fortemente armada.

*Com informações da CNN Internacional

Guarda Revolucionária do Irã fecha estreito de Hormuz e ameaça incendiar navios

Área é caminho para 20% do petróleo e gás natural do mundo, o que deve provocar disparada de preços.

Porto de Bandar Abbas, principal do estreito de Hormuz, em chamas após ataque americano

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta segunda-feira (2) que fechou o estreito de Hormuz para navegação, e ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar pelo trecho que separa o país persa da península Arábica.

A decisão, se cumprida, ameaça parar de vez o fluxo de petroleiros e embarcações que transportam por lá 20% do óleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente pelo mundo. A largura do estreito é de meros 40 km em seu ponto mais apertado.

Sites de monitoramento de tráfego marítimo já mostravam uma queda acentuada no movimento, com mais de 350 navios lançando âncora de um lado ou do outro estreito. Desde os EUA e Israel atacaram Irã no sábado (28), disparando a nova guerra na região, ao menos quatro petroleiros foram atingidos por drones da teocracia.

"O estreito de Hormuz está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha incendiarão esses navios", disse Ebrahim Jabari, assessor do comandante da principal unidade militar do país —que ganhou um novo chefe após a morte de Mohamad Pakpour no ataque de sábado.

A área em si é bastante exposta. A faixa de tráfego em águas internacional por lá é de 3 km, e no ponto mais estreito apenas 33 km separam a costa do Irã da de Omã.

Contra a retórica há o fato de que as forças navais de Teerã estão sob forte ataque, principalmente de aviões americanos. Imagens de satélite mostraram o principal porto do estreito, Bandar Abbas, em chamas no sábado. É lá que fica o principal QG da Guarda.

Há pouca informação, mas militares israelenses relatam que os EUA estão bombardeando as 16 instalações conhecidas de Teerã na região, inclusive as bases de mísseis antinavio do país, que têm alcance de até 300 km, pode cobrir parte do golfo de Omã.

Lá os EUA já disseram ter afundado todos os 11 navios operados por Teerã, algo que o Irã não comenta.

Hormuz foi um dos palcos da chamada Guerra dos Petroleiros (1981-88), parte da Guerra Irã-Iraque (1980-88) em que ambos os lados atacaram navios mercantes na região. Teerã foi responsabilizada por 168 ataques, e Bagdá, por 263.

O potencial desruptivo nessas áreas é enorme, como a operação dos rebeldes houthis em apoio ao Hamas na guerra com Israel (2023-2025) mostrou. Disparando mísseis e drones contra navios mercantes e militares, o comércio no mar Vermelho foi seriamente afetado, com novas rotas obrigando o aumento do frete marítimo em até cinco vezes.

Até este momento, os houthis não participaram de forma ativa da guerra atual, embora digam estar prontos para isso. Assim como o Hamas, Hezbollah e outros, eles são apoiados pelo Irã.

Por Igor Gielow/Folhapress
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EUA x Irã: veja principais acontecimentos das últimas horas

 


Continuamos acompanhando os últimos acontecimentos no Oriente Médio após o Irã e Israel lançarem novas ondas de ataques neste domingo (1º)

O Irã prometeu vingar a morte do Líder Supremo, Ali Khamenei, que foi morto em ataques realizados pelos EUA e por Israel ontem.

Desde então, soubemos que três militares americanos foram mortos em combate e outros cinco ficaram gravemente feridos na Operação Epic Fury, segundo as Forças Armadas dos EUA. Não está claro como os soldados foram mortos, mas o Irã tem atacado bases militares americanas em toda a região.

Se você acabou de chegar, aqui estão mais algumas das últimas notícias:

  • O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um novo líder supremo poderá ser escolhido em poucos dias.
  • Um ataque com mísseis perto de Jerusalém matou nove pessoas em um abrigo antiaéreo, informou o serviço de resposta a emergências de Israel. Em outro incidente, uma pessoa morreu e 32 estrangeiros ficaram feridos em ataques iranianos contra o Kuwait , segundo o Ministério da Saúde do país.
  • O número de mortos em um ataque a uma escola feminina na cidade de Minab, no sul do Irã, subiu para mais de 150, disse um porta-voz do ministro da Educação do país, de acordo com a mídia estatal iraniana.
  • A empresa de navegação dinamarquesa Maersk anunciou a suspensão de todas as travessias de embarcações no Estreito de Ormuz até novo aviso. Araghchi afirmou que o Irã não tem intenção de fechar essa importante rota marítima no momento, nem planeja fazer "nada que possa interromper a navegação nesta fase".
  • As forças armadas dos EUA atacaram um navio da Marinha iraniana durante as primeiras horas da Operação Epic Fury, no último sábado (28), e o navio agora está "afundando no fundo do Golfo de Omã", disse o Comando Central dos EUA (CENTCOM).
O que está acontecendo?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, , prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear. (https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-confirma-ataque-ao-ira-e-diz-que-pretende-defender-o-povo-americano/)

Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Diferentemente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, estes ataques começaram à luz do dia, na madrugada deste sábado – o primeiro dia da semana no Irã – enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.

E enquanto os ataques americanos em junho terminaram em poucas horas, fontes disseram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas norte-americanas estão planejando ataques para vários dias.
A CNN Internacional havia relatado anteriormente que juntamente com outros líderes importantes. 

Fontes do regime iraniano afirmam que Khamenei está vivo, enquanto .

Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Trump fala em ataque sem precedentes caso haja retaliação do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã será atingido com “uma força nunca vista antes” caso leve adiante ameaças de novos ataques. A declaração foi publicada na rede Truth Social na madrugada deste domingo (1º), após Teerã prometer retaliar bombardeios realizados no sábado. A informação é do G1.

Segundo autoridades iranianas, a morte do líder supremo Ali Khamenei — atribuída a uma ação coordenada entre EUA e Israel — é considerada “um grande crime” que não ficará impune. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, prometeram resposta e acusaram Washington e Tel Aviv de cruzar uma “linha vermelha”.

O conflito se intensificou após o Irã lançar centenas de mísseis e drones contra tropas americanas e cidades em Israel e países árabes aliados dos EUA. A escalada eleva a tensão no Oriente Médio e amplia o risco de novos confrontos nos próximos dias.

Por Redação

Trump cruzou uma "linha vermelha muito perigosa", diz autoridade iraniana

Em entrevista exclusiva à CNN, autoridade do Irã afirmou que irão responder os ataques dos EUA-Israel
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cruzou "uma linha vermelha muito perigosa" ao matar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh, à CNN em entrevista exclusiva neste domingo (1º).

Khatibzadeh disse que muitos seguidores xiitas em todo o mundo reagirão ao assassinato de Khamenei.

“É claro que, do ponto de vista religioso, ele foi um grande líder religioso, então muitos seguidores xiitas em toda a região e no mundo vão reagir a isso, e isso é muito óbvio porque o presidente Trump ultrapassou uma linha vermelha muito perigosa”, disse Khatibzadeh.

A fonte oficial afirmou que o Irã comunicou-se com os estados árabes do Golfo para que fechassem as bases americanas que Teerã considera uma ameaça.

“Nós comunicamos a eles: ou fecham essas bases americanas que estão constantemente ameaçando o Irã e que são constantemente usadas para atacar o Irã, ou não temos outra opção a não ser reagir”, disse ele.

O Irã “não consegue alcançar território americano, então não temos outra opção a não ser atacar quaisquer bases que estejam sob jurisdição dos EUA”, acrescentou.
O que está acontecendo?

Trump anunciou no sábado que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.

Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Diferentemente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, estes ataques começaram à luz do dia, na madrugada deste sábado – o primeiro dia da semana no Irã – enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.

E enquanto os ataques americanos em junho terminaram em poucas horas, fontes disseram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas norte-americanas estão planejando ataques para vários dias.

A CNN Internacional havia relatado anteriormente que Khamenei era um dos alvos da primeira onda de ataques contra o Irã, juntamente com outros líderes importantes.

Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Mostafa Salem e Frederik Pleitgen, da CNN

Israel diz que ataque com os EUA matou Khamenei, líder supremo do Irã

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto neste sábado (28) no ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra a teocracia, cujo futuro após 47 anos está em suspenso. A informação foi passada por Tel Aviv para Washington e por autoridades israelenses a uma série de veículos de imprensa.

O Irã negou que Khamenei tivesse morrido, mas não apresentou nenhuma prova de sua sobrevivência. Mais cedo, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, havia dito publicamente que "há muitos sinais" de que o líder "não está mais entre nós".

Ele citou que o complexo em que Khamenei morava foi destruído por sua aviação em Teerã. O estrago já era verificável por meio de uma foto de satélite divulgada mais cedo pelo New York Times, mas a mídia estatal iraniana afirmava que o líder e o presidente, Masoud Pezeskhian, estavam vivos.

Já o chanceler Abbas Araghchi disse que Khamenei tinha sobrevivido "pelo que ele sabia". O porta-voz diplomático Esmaeil Baghaei, entretanto, afirmou à rede americana ABC que "não podia confirmar" a condição dos dois líderes. "O que importa é que nosso país, nossa nação, está focada em se defender", disse.

Netanyahu também afirmou que "diversos comandantes da Guarda Revolucionária e cientistas nucleares" foram alvejados na ação com 200 aviões contra 500 alvos, que levou a uma retaliação também inédita contra aliados americanos no golfo Pérsico.

Mais cedo, o Irã tinha dito que havia ocorrido algumas baixas nos quadros de liderança do país, mas nada de impacto sobre a governabilidade ou capacidade de defesa. Segundo o Crescente Vermelho, 201 pessoas foram mortas nos ataques e 747 ficaram feridas. Não houve baixas americanas, segundo o Pentágono, e ao menos um civil morreu em Abu Dhabi.

A ação militar ocorreu mesmo após o anúncio de mais uma rodada de negociações entre americanos e iranianos acerca do programa nuclear de Teerã, que o presidente Donald Trump disse querer ver desmantelado completamente.

Se confirmada, a morte de Khamenei, 86, o torna o primeiro chefe de Estado no poder assassinado em uma operação comandada por Washington na história, com o aparente agravante que talvez tenham sido aviões do arquirrival Estado judeu que lançaram as bombas.

Trump e Netanyahu pediram para o povo iraniano ir às ruas para tomar o poder. "Acabem o serviço", disse o premiê israelense.

O iraniano liderava seu país desde 1989, quando morreu o fundador da República Islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini.

Outros líderes hostis a Washington morreram após ações ocidentais na história recente, mas nunca diretamente. O ditador iraquiano Saddam Hussein, por exemplo, foi capturado por americanos em 2003, após a invasão de seu país, mas acabou enforcado após julgamento em uma corte local três anos depois.

Já o ditador líbio Muammar Gaddafi, que sobrevivera a um bombardeio americano em 1986, foi morto por rivais numa sarjeta em 2011 após ser destituído na esteira de uma ação ocidental autorizada pela ONU com participação dos EUA.

Sob Trump, se havia regra limitando ações diretas, ele a ignorou. O americano havia capturado no dia 3 de janeiro o ditador Nicolás Maduro e sua mulher num ataque à Venezuela, de resto uma aliada do Irã, da Rússia e da China.

O que acontece se Khamenei morrer é incerto e depende do escopo e da duração da operação americana, que pode visar a destruição da cadeia de comando da Guarda Revolucionária, o principal ente militar da teocracia.

Do ponto de vista sucessório, na ausência do líder é prevista a criação de uma junta formada pelo presidente do país, o chefe do Judiciário e um membro do Conselho dos Guardiões, órgão com seis clérigos e seis juristas.

O grupo governa até a reunião dos 88 membros da Assembleia de Peritos, clérigos eleitos mas que precisam do aval do Conselho, que definirá o nome do sucessor de Khamenei. Com a suspeita morte em acidente aéreo do presidente radical Ebrahim Raisi, em 2024, o favorito era um dos filhos de Khamenei, Mojtaba, 56.

Nada disso é provável com o país sob ataque. A chance de a Guarda tomar as rédeas, se sobreviver de forma organizada, não é desprezível também, tornando o autocrático Estado religioso numa ditadura militar sob linhas semelhantes.

Outra opção é uma guerra civil, dado que não está nos planos e na capacidade mobilizada de Trump a hipótese de uma ação terrestre para empoderar algum grupo no comando.

Este era um temor de ativistas, que buscaram eleger a figura do filho do xá deposto pelos aiatolás, Reza Pahlavi, como nome consensual, o que parecia ilusório dado o distanciamento do príncipe homônimo, radicado nos EUA.

Por Igor Gielow/Folhapress

Trump diz que ataque tem objetivo de defender americanos; veja íntegra de pronunciamento

Em vídeo de oito minutos publicado no sábado (1), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington havia iniciado uma campanha militar "massiva e contínua" contra o Irã para destruir suas forças armadas, eliminar seu programa nuclear e promover uma mudança de governo.

"Nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel de pessoas", disse Trump no vídeo postado na rede social Truth Social às 2h30 da manhã, horário do leste dos EUA (4h30 no Brasil). "Suas atividades ameaçadoras colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo."

No vídeo, Trump insta o povo americano a derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei.

"Por muitos anos, vocês pediram a ajuda da América, mas nunca a receberam", disse. "Nenhum presidente estava disposto a fazer o que estou disposto a fazer esta noite. Agora vocês têm um presidente que está dando o que vocês querem, então vamos ver como vocês respondem. A América está apoiando vocês com força esmagadora e poder devastador."

Trump está em Mar-a-Lago, seu clube privado e residência em Palm Beach, Flórida, neste fim de semana.

Por Folhapress

Veja fotos e vídeos dos ataques no Irã e da reação do país

Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã neste sábado (28). Em resposta, o país disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.
https://g1.globo.com/mundo/video/video-mostra-momento-em-que-missil-iraniano-atinge-base-dos-eua-no-bahrein-14388358.ghtml
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã na madrugada deste sábado (28), com explosões em Teerã e em ao menos outras quatro cidades. O Irã respondeu com mísseis contra Israel e ataques a bases americanas no Oriente Médio.

Acompanhe a cobertura do conflito AO VIVO
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Programa nuclear iraniano está no centro do confronto com os EUA; entenda
Quem é o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã alvo dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o objetivo do ataque é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças. Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação é para "eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã".

Diferentes companhias aéreas cancelaram voos para regiões do Oriente Médio após os ataques.

VEJA IMAGENS DO CONFLITO:


Pessoas observam enquanto fumaça sobe no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026. — Foto: AP
Vestígios da interceptação de um míssil de defesa aérea são vistos, à esquerda, sobre a Cidade Velha de Jerusalém, no sábado, 28 de fevereiro de 2026. — Foto: AP Photo/Mahmoud Illean

Por Redação g1

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