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Trump reivindica "vitória total e completa" após cessar-fogo com Irã
Em entrevista à agência AFP, após anúncio do acordo, presidente dos EUA não detalhou se ameaças à infraestrutura civil iraniana serão mantidas
“Vitória total e completa. 100%. Sem dúvida”, disse ele em entrevista à agência de notícias AFP na noite de terça-feira (8).Trump não quis dizer se planeja cumprir suas ameaças anteriores de destruir a infraestrutura civil do Irã caso Teerã descumpra o acordo.
“Vocês terão que esperar para ver”, continuou ele à AFP.
O presidente também insistiu que o material nuclear iraniano estaria coberto por qualquer acordo de paz, segundo a reportagem.
"Isso será perfeitamente resolvido, ou eu não teria aceitado o acordo", afirmou ele à agência, sem dar detalhes sobre o que aconteceria com o urânio.
Trump, que tem apresentado objetivos e cronogramas variáveis para a guerra, reiterou que considerava que os objetivos de Washington foram alcançados.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também classificou o cessar-fogo de duas semanas como “uma vitória para os Estados Unidos”, ao elogiar os esforços militares americanos na guerra contra o Irã.
“Alcançamos e superamos nossos principais objetivos militares em 38 dias”, disse ela nas redes sociais. “O sucesso de nossas forças armadas criou a máxima influência, permitindo que o presidente Trump e sua equipe se envolvessem em negociações difíceis que agora abriram caminho para uma solução diplomática e uma paz duradoura. Além disso, o presidente Trump conseguiu a reabertura do Estreito de Ormuz.”
“Nunca subestime a capacidade do presidente Trump de promover com sucesso os interesses dos Estados Unidos e mediar a paz”, acrescentou Leavitt.
*Com informações da agência de notícias Reuters
Lex Harvey, da CNN
Além do estreito de Hormuz, veja outros gargalos cruciais para o transporte de petróleo
Sonda da Petrobras
Desde que a guerra no Irã começou, em 28 de fevereiro, o estreito de Hormuz virou parte central do conflito. A interrupção do tráfego de navios pelo local, por onde passa 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás, fez os preços das commodities dispararem e pressionou o abastecimento de diversas regiões.
O fechamento da passagem evidenciou que Hormuz é um dos grandes gargalos do transporte marítimo, mas ele não é o único.
Esses pontos de estrangulamento são passagens estreitas ao longo de rotas marítimas muito utilizadas, fundamentais para o comércio e a segurança energética mundial devido ao grande volume de insumos que passam por eles.
Os mercados internacionais de energia dependem de rotas confiáveis. O bloqueio do trânsito de petróleo por um grande gargalo, como Hormuz, pode causar atrasos substanciais no abastecimento e custos de frete mais elevados, elevando preços de energia no mundo todo.
A EIA (Administração de Informação de Energia dos EUA) elenca, além do estreito de Hormuz, outros gargalos cujas interrupções poderiam acrescentar milhares de quilômetros às rotas alternativas e afetar os preços do petróleo e do gás natural, pressionando a inflação no mundo todo.
Veja outros pontos de estrangulamento marítimoEstreito de Málaca
- Cabo da Boa Esperança
- Canal de Suez
- Estreitos dinamarqueses
- Estreito de Bab al-Mandeb
- Estreitos turcos
- Canal do Panamá
ESTREITO DE MÁLACA
A passagem conecta o Oceano Índico ao Oceano Pacífico, sendo a rota marítima mais curta entre os fornecedores de petróleo e gás natural do Oriente Médio e os mercados no leste e sudeste asiáticos. É o maior ponto de estrangulamento do mundo em termos de volume de trânsito de petróleo.
No primeiro semestre de 2025, foram transportados 23,2 milhões de barris por dia através do estreito —quase 60% desse volume pertencia aos principais produtores da Opep no golfo Pérsico (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque).
Como rotas alternativas, há outros dois pontos de estrangulamento menores no Oceano Pacífico: o estreito de Sunda e o estreito de Lombok.
CABO DA BOA ESPERANÇA
O Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África do Sul, não é tecnicamente considerado um ponto de estrangulamento, mas é uma rota importante para o comércio global e um ponto de trânsito significativo para petroleiros e cargas de GNL.
A EIA estima que 9,1 milhões de barris de petróleo por dia e derivados tenham passado pelo local na primeira metade de 2025. A passagem é uma rota marítima alternativa para embarcações que viajam para o oeste e desejam contornar o golfo de Áden, o estreito de Bab el-Mandeb e o Canal de Suez. No entanto, desviar embarcações pelo cabo aumenta significativamente os custos e o tempo de transporte.
CANAL DE SUEZ
O Canal de Suez é uma rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural do golfo Pérsico. A passagem fica no Egito e conecta o mar Vermelho ao mar Mediterrâneo.
Antes de 2024, grande parte das exportações de petróleo e gás natural do golfo Pérsico para a Europa passava pelo canal. No entanto, após ataques da milícia Houthi a navios comerciais que transitavam pelo mar Vermelho, em novembro de 2023, algumas embarcações começaram a fazer rotas mais longas e custosas ao redor do Cabo da Boa Esperança para evitar a passagem.
O fluxo de barris de petróleo caiu pela metade de 2023 para 2024 por causa de preocupações com a segurança no local. Desde 2023, os fluxos de GNL pelo Canal de Suez destinam-se quase inteiramente ao Egito ou à Jordânia.
ESTREITOS DINAMARQUESES
Os estreitos dinamarqueses são formados por uma série de canais que conectam o mar Báltico ao mar do Norte. Historicamente, a rota era importante para as exportações de petróleo russo para a Europa, antes do início da guerra na Ucrânia em 2022 e as subsequentes sanções da UE às exportações de petróleo da Rússia.
Na primeira metade de 2025, estima-se que 4,9 milhões de barris de petróleo por dia passaram pelos estreitos. O Canal de Kiel, no norte da Alemanha, oferece uma rota alternativa para o petróleo em relação aos estreitos dinamarqueses, mas atende apenas navios-tanque de pequeno porte.
A Rússia foi a maior exportadora de petróleo pelos estreitos em 2025, com a maior parte do volume enviado para Ásia e Turquia.
ESTREITO DE BAB AL-MANDEB
O estreito de Bab al-Mandeb liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e ao mar da Arábia, sendo um ponto estratégico para o transporte de petróleo e gás natural do golfo Pérsico.
Assim como o Canal de Suez, o Bab al-Mandeb sofreu com ataques da milícia Houthi a navios comerciais a partir de novembro de 2023. Os volumes de petróleo bruto e condensado saudita que passaram pelo local caíram mais de 50% de 2023 para 2024. Os fluxos de GNL foram próximos de zero em 2024 e na primeira metade de 2025 em função da preocupação com a segurança e com as altas taxas de seguro no local.
ESTREITOS TURCOS
Os estreitos turcos estão entre as rotas mais difíceis de navegar do mundo e incluem as vias do Bósforo e dos Dardanelos (também conhecidas como estreito de Istambul e estreito de Çanakkale, respectivamente).
O Bósforo conecta o mar Negro ao mar de Mármara. O estreito dos Dardanelos liga o mar de Mármara aos mares Egeu e Mediterrâneo. Ambas as vias estão na Turquia e abastecem a Ásia, a Europa Ocidental e a Europa Meridional com petróleo da Rússia e da região do mar Cáspio.
Mais de 45 mil embarcações transitaram pelos estreitos em 2024, tornando a passagem um dos pontos de estrangulamento marítimo mais movimentados do mundo. A estimativa da agência dos EUA é de que 3,7 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados de petróleo passaram pelo local na primeira metade de 2025.
Alternativas ao trânsito pela rota turca são o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan, do Azerbaijão no mar Cáspio até o porto de Ceyhan na Turquia, e o oleoduto Iraque-Turquia, da região do Curdistão no norte do Iraque.
CANAL DO PANAMÁ
O Canal do Panamá conecta o Oceano Pacífico ao mar do Caribe e ao Oceano Atlântico. Apenas 3% do fluxo marítimo global total de petróleo passou pelo local entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, mas a hidrovia é uma rota importante para derivados de petróleo —que, diferentemente do petróleo bruto, são transportados em embarcações menores capazes de navegar pelo canal estreito.
A seca no lago Gatún, que fornece água para operar as eclusas do canal, já interrompeu fluxos pelo local no passado. As restrições levaram a longos atrasos e taxas de frete mais altas para embarcações que transportam GLP.
As alternativas ao Canal do Panamá incluem o estreito de Magalhães, o cabo Horn e a passagem de Drake, mas essas rotas acrescentam até 12.800 quilômetros de viagem ou envolvem a travessia de hidrovias perigosas.
Outras opções incluem seguir para o leste contornando o Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, ou atravessar o Canal de Suez. O Oleoduto Trans-Panamá é outra rota alternativa para o transporte de petróleo bruto.
Por Folhapress
Uma civilização inteira vai morrer hoje, diz Trump em nova ameaça ao Irã
Donald Trump
Em uma das ameaças mais contundentes ao regime e à população do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu em uma rede social na manhã desta terça-feira (7) que uma "civilização inteira" vai morrer em ataques americanos caso as partes não cheguem a um acordo para a reabertura do estreito de Hormuz nas próximas horas.
Trump fez um ultimato a Teerã para a reabertura do estreito, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Nos últimos dias, o republicano vem reforçando o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, pelo horário de Brasília. O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, "todas as pontes e todas as usinas de energia" do Irã serão destruídas a partir de 1h de quarta (8).
"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", escreveu Trump na plataforma Truth Social.
Na mesma publicação, Trump fez referência à morte de lideranças iranianas e escreveu que pessoas "menos radicalizadas" agora estão à frente do país, o que poderia sinalizar abertura para negociações.
"Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?", acrescentou Trump. "Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo."
Apesar da morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ainda no início da guerra em curso, o regime iraniano permanece no poder. Seu filho, Mojtaba Khamenei, foi escolhido como sucessor e assumiu a liderança do país.
A mensagem de Trump sobre a administração de Teerã ainda contradiz posicionamento do republicano. Em março, ele classificou a escolha de Mojtaba como líder supremo de "grande erro", disse não estar contente e sinalizou que pretendia indicar uma pessoa para substituir o filho de Ali Khamenei.
Trump também classificou na publicação os últimos 47 anos —período que coincide com a Revolução Islâmica do Irã— como marcados por "extorsão, corrupção e morte". Ao final, encerrou a mensagem com uma bênção ao "grande povo do Irã".
Por Folhapress
Petroquímicas são atacadas antes do fim do prazo de Trump; Israel ameaça trens civis
Horas antes de o ultimato de Donald Trump para que o Irã reabra o estreito de Hormuz expirar, Israel e a teocracia islâmica de Teerã escalaram seus ataques contra a infraestrutura petroquímica no Oriente Médio, aumentando o risco de uma crise ainda maior no mercado de energia global.
O Estado judeu bombardeou nesta manhã de terça (7) a segunda petroquímica iraniana em dois dias. O alvo foi, após a ação contra uma unidade próxima do campo de gás de Pars Sul, uma usina que segundo Tel Aviv produzia insumos para explosivos em Shiraz.
O Irã retaliou contra o complexo petroquímico de Jubail, no leste da Arábia Saudita. O local foi atacado com sete mísseis e vários drones, segundo informações iniciais, mas o governo de Riad ainda não confirmou se houve danos.
Tal troca é um pesadelo econômico. Quando Israel bombardeou com força unidades de processamento de gás iraniano em Fars Sul, aparentemente sem consentimento dos parceiros americanos nesta guerra, a retaliação iraniana gerou pânico nos mercados.
Teerã alvejou o principal terminal de manejo e embarque de gás natural liquefeito do Qatar, o líder mundial desta commodity, removendo em uma só ação quase 20% da capacidade produtiva do país. Trump interveio e fez Israel prometer que não atacaria mais, contendo a disparada nos preços do petróleo e do gás.
O Estado judeu sinalizou que deve aderir a um eventual ataque dos Estados Unidos caso os esforços para algum tipo de acordo com o Irã fracassem até as 21h desta terça em Brasília, prazo dado pelo americano para tal.
Nesta manhã, a conta persa das Forças de Defesa de Israel no X publicou um aviso para que os moradores evitem o uso de trens ao longo desta terça até as 21h no Irã (14h30 em Brasília). "Sua presença em trens ou perto de linhas férreas ameaça suas vidas", diz o texto.
É uma ameaça inédita ao país, que tem cerca de 13 mil km de linhas bastante usadas entre centros urbanos como Teerã e Mashhad. Trump ameaça bombardear a infraestrutura civil do Irã, dizendo que se o estreito de Hormuz não for reaberto para os 20% do tráfego de petróleo e gás natural liquefeito que por lá passavam, atacará pontes e usinas de energia.
O temor de retaliação se espalha pela região. Os sauditas fecharam uma ponte que liga o país ao Bahrein nesta manhã, temendo que ela seja alvo caso as negociações fracassem. O Irã já disse que usinas de dessalinização, vitais para o árido Oriente Médio, serão alvos legítimos caso a situação saia de controle.
Na segunda (6), o republicano rejeitou uma contraproposta feita pelo Irã que exigia não só uma trégua de 45 dias, como os negociadores americanos pediam, mas o fim do conflito e a negociação de uma série de pontos —voltando à lógica de troca de intenções militares de seu programa nuclear pelo fim de sanções.
Esse trabalho diplomático está sendo concentrado pelo Paquistão, vizinho do Irã e aliado principal da China no Sul da Ásia. Pequim tem grande interesse no desenrolar da guerra, pois importava quase 15% do seu petróleo do Irã, mas, ao mesmo tempo busca um acordo comercial amplo com os EUA, visando restabelecer sua posição exportadora no mercado americano.
Nesta terça, a mídia estatal iraniana disse que as conversas nesta terça seguiam com algum avanço e entraram em "estágios críticos". O histórico não permite muito otimismo.
Trump, de todo modo, tem se notabilizado por voltar atrás nos ultimatos. Já mudou quatro vezes o prazo dado para a reabertura de Hormuz, tornada uma prioridade acima de seus objetivos declarados e mutáveis para ter começado a guerra ao lado de Israel, há cinco semanas.
Ao mesmo tempo, o americano tem escalado a retórica, algo usual de seu método negociador. Disse que não se importa com a acusação de crimes de guerra que irá sofrer se atacar alvos civis sem valor militar óbvio, o que de resto ocorre de lado a lado neste conflito.
A ONG iraniana no exílio americano Hrana divulgou nesta terça um balanço de mortos no país persa: 3.600, sendo 1.665 deles civis, até aqui. A guerra se espalhou pela região, e nesta terça ao menos oito pessoas morreram em um bombardeio israelense no Líbano.
Por Igor Gielow/Folhapress
Trump afirma que EUA resgataram segundo piloto desaparecido no Irã
O presidente Donald Trump afirmou neste domingo (5) que tropas americanas resgataram no Irã o segundo tripulante do caça dos Estados Unidos derrubado na sexta-feira (3) em meio à guerra entre os dois países. Segundo relatos de autoridades do governo, um dos pilotos já havia sido encontrado no dia da queda.
"Meus compatriotas americanos, nas últimas horas, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história dos EUA, para um de nossos incríveis oficiais tripulantes, que também é um coronel altamente respeitado, e que tenho a alegria de informar que agora está SÃO E SALVO!", afirmou Trump em sua rede, a Truth Social.
Mais tarde, o presidente americano disse que o coronel estava "gravemente ferido", sem dar mais detalhes. Segundo ele, não houve baixas americanas na operação de resgate, que teria envolvido centenas de soldados de forças especiais. O Irã, por sua vez, contradisse Trump, afirmando ter derrubado mais quatro aeronaves envolvidas na busca e chamando a operação americana de "um fracasso".
Trump publicou, momentos depois, uma nova ameaça ao regime iraniano, sugerindo um ataque massivo contra a infraestrutura civil e energética do país e instando a abertura do estreito de Hormuz: "Abram a porra do estreito, seus malucos do caralho, ou vão viver no inferno! Paguem pra ver! Louvado seja Alá".
Em seguida, um porta-voz da chanceleria iraniana afirmou que Teerã vai responer com reciprocidade a ataques a sua infraestrutura mirando alvos similares dos EUA ou relacionados a Washington, segundo a agência de notícias iraniana Wana.
O presidente americano disse em seguida à emissora Fox News, entretanto, que acredita que um acordo com o Irã é possível na segunda (6), dia em que terminaria seu novo ultimato para a abertura do estreito. Também afirmou ter enviado armas a manifestantes iranianos que foram às ruas no início do ano -mas que os curdos do Iraque, os supostos intermediários, ficaram com o armamento.
Horas depois, porém, Trump conversou com o Wall Street Journal e estendeu o prazo para terça-feira (7) à noite. Ele também renovou as ameaças contra o Irã. "Se eles não colaborarem, se mantiverem [o estreito] fechado, vão perder todas as usinas de energia que têm no país", afirmou o republicano. Ataques contra infraestrutura civil, como a rede de energia, geralmente são classificados de crimes de guerra.
Um porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou neste domingo que "investigações adicionais realizadas por especialistas em terra revelaram que dois aviões de transporte militar C-130 e dois helicópteros Black Hawk do Exército dos EUA foram destruídos por nossas forças".
Declarações separadas do Exército iraniano e da Guarda Revolucionária informaram que um drone israelense Hermes-900 e um drone americano MQ-9 também foram abatidos na região. As forças americanas não confirmaram nenhum dos relatos.
O Irã afirmou na sexta (3) ter atingido o caça dos EUA com dois tripulantes, e o governo americano não contestou que a causa da queda tenha sido a artilharia iraniana. O Pentágono não comentou o incidente e, em breve entrevista por telefone com a rede de televisão NBC News, Donald Trump havia afirmado que o caso não afeta negociações com Teerã.
As intensas buscas levantaram preocupações de que o segundo militar desaparecido, caso fosse capturado pela regime iraniano, pudesse ser usado como forma de pressão contra Washington. O Irã ofereceu uma recompensa para quem o encontrasse.
Em comunicado posterior, Trump detalhou que "o Exército iraniano estava empenhado em uma busca intensa, com grande efetivo, e se aproximando cada vez mais" do militar americano resgatado. Segundo ele, a operação de resgate dos EUA foi "uma demonstração INCRÍVEL de bravura e talento de todos!".
O comandante operacional do Exército iraniano, Khatam al-Anbiya, afirmou neste sábado (4) que um novo sistema de defesa aérea foi utilizado para atingir o caça americano e que o regime planeja ter controle total sobre o espaço aéreo do país.
Segundo comunicado de Trump, o modelo da aeronave abatida é o F-15E. Inicialmente, a mídia estatal do Irã anunciou ter derrubado um caça F-35, mas relatos posteriores na imprensa americana citaram o modelo F-15E, que transporta dois tripulantes.
Segundo relatos feitos à imprensa, um dos dois pilotos ejetou-se e foi resgatado pelas forças americanas.
A emissora CBS News afirmou que verificou imagens publicadas nas redes sociais que mostram um avião de reabastecimento e dois helicópteros voando baixo sobre a província de Cuzistão, no Irã, compatível com uma missão de busca e resgate.
Há ainda a possibilidade de que dois aviões tenham sido abatidos na sexta-feira. De acordo com o New York Times, um caça A-10 Warthog foi atingido perto do estreito de Hormuz, segundo fontes militares, mas o único piloto foi resgatado a salvo. O regime iraniano reivindicou o ataque.
Essa é a primeira vez desde 2003 que um avião de combate dos EUA é abatido em solo inimigo. No início da guerra do Iraque, um A-10A Thunderbolt 2 caiu após ser atingido por um míssil das forças de Saddam Hussein. Em 2020, no entanto, quando um avião americano caiu no Afeganistão, o Talibã afirmou ter derrubado a aeronave -algo rejeitado pelo governo do democrata Joe Biden à época.
O incidente ocorre após ameaças de Trump de bombardear o país, enquanto pressiona Teerã a encerrar a guerra nos termos dos EUA. O ataque às aeronaves acontece ainda depois de o presidente americano e membros do alto escalão do governo debocharem da capacidade militar iraniana.
No dia 4 de março, ainda na primeira semana da guerra, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os EUA e Israel tinham "controle total do espaço aéreo" do Irã. Por Folhapress
Crédito de video/UOL News
Trump anuncia resgate de segundo piloto abatido no Irã e chama operação de “audaciosa”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (5) o resgate do segundo piloto de um caça F-15E abatido no Irã, classificando a operação como uma das “mais audaciosas da história” do país.
Segundo o republicano, o militar estava em território iraniano após a aeronave ser derrubada no sudoeste do país. Autoridades iranianas reivindicaram o abate e teriam oferecido recompensa pela captura do piloto.
De acordo com relatos, os dois ocupantes do caça conseguiram se ejetar antes da queda. O primeiro piloto já havia sido resgatado anteriormente pelas forças americanas.
A operação para recuperar o segundo militar envolveu forças especiais e dezenas de aeronaves, em uma ação descrita como uma corrida contra o tempo em meio à presença de tropas iranianas na região. Houve troca de tiros durante a missão. Video https://twitter.com/i/status/2040040607968534915
Em publicação na rede Truth Social, Trump celebrou o resgate. “Nós o pegamos! As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais audaciosas da história do nosso país”, escreveu.
“Tenho o prazer de informar que ele está agora são e salvo”, acrescentou o presidente
Helicópteros dos EUA fazem buscas por piloto enquanto são alvos de tiros de soldados iranianos; veja vídeo
Veículos de imprensa internacional ainda não conseguiram confirmar que se tratavam dos helicópteros nas buscas de piloto. Entretanto, para a NBC News, o governo americano disse que eram justamente dois helicópteros nas buscas.
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra dois helicópteros dos Estados Unidos fazendo um voo baixo enquanto são alvos de tiros de soldados iranianos no chão. Essa altura de voo, incomum, ocorre em um momento que forças americanas buscam o segundo piloto de um avião atingido pelo Irã.
A NBC News informou que dois helicópteros Blackhawk fazem as buscas, segundo o governo americano. Isso confirmaria a informação de que eram as mesmas aeronaves atrás do piloto desaparecido, já que são esses os veículos filmados no vídeo.
Posteriormente, a Guarda Revolucionária confirmou que o vídeo são ataques a helicópteros americanos Blackhawk.
Informações da agência de notícias iraniana Isna destaca que o vídeo foi registrado na área mais central do país, justamente onde a procura do piloto é realizada.
Redes de TV internacionais, como a BBC, CBS News e Sky News confirmaram a veracidade do vídeo.
Veja:
O Irã revelou que atingiu um segundo avião dos Estados Unidos que passava pelo Estreito de Ormuz. O primeiro avião abatido na sexta-feira (3) foi o F-15E, tripulado com dois oficiais. Até o momento, apenas um dos pilotos do caça foi resgatado.
O outro piloto segue desaparecido e o Irã acredita que ele esteja escondido em algum local.
Durante as buscas, dois helicópteros Blackhawk também foram atingidos por ataques iranianos, mas conseguiram sair do espaço aéreo.
A TV estatal iraniana anunciou com um plantão na programação da emissora sobre o feito militar iraniano. A apresentadora indicou que os moradores deveriam ajudar a capturar os americanos.
A recompensa, anunciada pela TV é de US$ 60 mil para entrega dele vivo ao Exército iraniano ou para a polícia da região.
Porém, segundo a imprensa internacional, as forças americanas estão em solo pela região atrás desse outro piloto.
De acordo com o Brigadeiro-General Alireza Elhami, chefe do Comando Conjunto de Defesa Aérea do Irã, o incidente é 'resultado de táticas, do uso de equipamentos modernos e de inovações nos sistemas de defesa aérea da República Islâmica'.
Nenhum detalhe sobre as 'inovações' foi fornecido nas declarações divulgadas pela agência de notícias iraniana IRNA e republicadas pela rede americana.
O general falou em 'confusão e desorientação para o inimigo'. Segundo uma reportagem da emissora via satélite Al Jazeera, as forças armadas iranianas estão preparadas para emboscar 'jatos e drones inimigos'.
Segundo avião atingido
Essa semana, o secretário de guerra, Pete Hegseth, afirmou que a defesa aérea iraniana estava fragilizada.
Nesta sexta-feira (3), Trump divulgou uma proposta orçamentária para o próximo ano fiscal, que começa em outubro. A Casa Branca solicitou aumentar os gastos com defesa para um trilhão e meio de dólares. O maior valor da história moderna do país.
Para bancar o aumento, a medida sugere cortes em gastos não relacionados à defesa, como educação, proteção ambiental e pesquisas de cura de doenças.
Por Redação/CBNTrump dá mais '48 horas' para Irã fechar acordo ou reabrir Estreito de Ormuz e promete 'inferno'
Do outro lado, o Irã não rejeitou a mediação do Paquistão e nem de nenhum outro país para negociar o fim da guerra no Oriente Médio. No entanto, exige 'condições claras' para uma paz definitiva.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que 'o tempo está se esgotando' para o Irã fechar um acordo que acabasse com a guerra no Oriente Médio ou reabrir o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em uma publicação na rede social Truth Social.
Trump escreveu que o prazo de dez dias está acabando. Ele complementa: '48 horas antes que o inferno se abata sobre eles'.
'Se lembram de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMIZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS!
Do outro lado, o Irã não rejeitou a mediação do Paquistão e nem de nenhum outro país para negociar o fim da guerra no Oriente Médio. No entanto, exige 'condições claras' para uma paz definitiva.
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, esclareceu isso em declaração à imprensa. Segundo ele, a posição iraniana é 'deturpada pela mídia americana'.
'Somos profundamente gratos ao Paquistão por seus esforços e nunca nos recusamos a ir a Islamabad. O que nos interessa são as condições claras para um fim definitivo e duradouro à guerra ilegal que nos está sendo imposta', completou, em declaração publicada também nas redes sociais.
O Irã revelou que atingiu um segundo avião dos Estados Unidos que passava pelo Estreito de Ormuz. O primeiro avião abatido na sexta-feira (3) foi o F-15E, tripulado com dois oficiais. Até o momento, apenas um dos pilotos do caça foi resgatado.
O outro piloto segue desaparecido e o Irã acredita que ele esteja escondido em algum local.
Durante as buscas, dois helicópteros Blackhawk também foram atingidos por ataques iranianos, mas conseguiram sair do espaço aéreo.
A TV estatal iraniana anunciou com um plantão na programação da emissora sobre o feito militar iraniano. A apresentadora indicou que os moradores deveriam ajudar a capturar os americanos.
A recompensa, anunciada pela TV é de US$ 60 mil para entrega dele vivo ao Exército iraniano ou para a polícia da região.
Porém, segundo a imprensa internacional, as forças americanas estão em solo pela região atrás desse outro piloto.
De acordo com o Brigadeiro-General Alireza Elhami, chefe do Comando Conjunto de Defesa Aérea do Irã, o incidente é 'resultado de táticas, do uso de equipamentos modernos e de inovações nos sistemas de defesa aérea da República Islâmica'.
Nenhum detalhe sobre as 'inovações' foi fornecido nas declarações divulgadas pela agência de notícias iraniana IRNA e republicadas pela rede americana.
O general falou em 'confusão e desorientação para o inimigo'. Segundo uma reportagem da emissora via satélite Al Jazeera, as forças armadas iranianas estão preparadas para emboscar 'jatos e drones inimigos'.
Astronautas a caminho da Lua estão 'na metade do caminho', diz Nasa
Os astronautas a bordo da nave Orion já estão "na metade do caminho" rumo à Lua, divulgou Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) no final da noite desta sexta-feira, 3.
"No momento da publicação deste texto (às 23h da sexta, 3, em Brasília), a missão Artemis II está aproximadamente na metade do caminho até a Lua", escreveu a agência em uma publicação no X.
"Quando os astronautas chegarem, irão realizar um sobrevoo lunar e coletar observações científicas da superfície da Lua", detalhou. A previsão da agência é de que o sobrevoo aconteça na próxima segunda, 6.
O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas em missão Christina Koch e Jeremy Hansen decolaram rumo ao satélite natural da Terra na última quarta-feira, 1º. A Artemis II é a primeira missão tripulada da Nasa ao astro em mais de 50 anos.
Por Assíria Florêncio / Estadão Conteúdo
Israel ataca instalação nuclear no Irã e buscas por piloto americano continuam; entenda
A guerra no Oriente Médio continua neste sábado, 4, em meio a buscas dos Estados Unidos por um piloto desaparecido no Irã e ataques aéreos que atingiram os países do Golfo, Israel e Teerã
A Organização de Energia Atômica do Irã informou que um ataque aéreo atingiu as proximidades de sua instalação nuclear de Bushehr, matando um guarda de segurança e danificando um prédio de apoio.
Além disso, um drone iraniano danificou a sede da gigante americana de tecnologia Oracle em Dubai após avisos de Teerã de que empresas de tecnologia com sede nos países do Golfo seriam alvejadas.
Buscas por piloto americano continuam
A Casa Branca e o Pentágono não divulgaram informações públicas sobre os aviões abatidos, mas um militar foi resgatado na sexta-feira, 3, e pelo menos um está desaparecido. Foi a primeira vez que os Estados Unidos perderam uma aeronave em território iraniano durante a guerra, que já dura seis semanas, e pode marcar um novo ponto de virada na campanha.
Em um e-mail do Pentágono obtido pela Associated Press (AP), os militares disseram ter recebido notificação de "uma aeronave abatida" no Oriente Médio, sem fornecer mais detalhes.
Um tripulante americano desse avião foi resgatado. Mas o Pentágono também notificou o Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes que a situação de um segundo militar a bordo do caça era desconhecida. Uma operação de busca e resgate militar americana continuou no sábado.
Em uma breve entrevista por telefone à NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se recusou a comentar as operações de busca e resgate, mas afirmou que o ocorrido não afetaria as negociações com o Irã.
A mídia estatal iraniana também anunciou que um avião de ataque A-10 dos EUA caiu no Golfo Pérsico após ser atingido pelas forças de defesa iranianas.
Um oficial americano, que falou sob condição de anonimato para discutir uma situação militar delicada, disse que não estava claro se a aeronave caiu ou foi abatida, nem se o Irã estava envolvido. Não se sabia imediatamente o estado da tripulação nem o local exato da queda.
Um apresentador de um canal de TV afiliado à televisão estatal iraniana pediu aos moradores que entregassem qualquer "piloto inimigo" à polícia.
Sede de gigante da tecnologia é atingida em Dubai
Um aparente drone iraniano danificou a sede da gigante americana de tecnologia Oracle em Dubai, neste sábado, após a Guarda Revolucionária paramilitar do Irã ameaçar a empresa.
O ataque teve como alvo a sede, localizada na principal rodovia de Dubai, a Sheikh Zayed Road. Imagens obtidas pela Associated Press de fora dos Emirados Árabes Unidos mostraram os danos ao prédio. Um grande buraco podia ser visto no canto sudoeste do edifício, com o "e" de Oracle em um letreiro de neon danificado
O Escritório de Mídia de Dubai, porta-voz do governo, afirmou que se tratava de um "incidente menor causado por destroços de uma interceptação aérea que caíram na fachada do prédio da Oracle na Dubai Internet City", acrescentando que não houve feridos.
A Oracle, com sede em Austin, Texas, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A Guarda Revolucionária do Irã acusou algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos de envolvimento em operações de "espionagem terrorista" contra a República Islâmica e afirmou que elas eram alvos legítimos.
Ataques anteriores de drones iranianos atingiram instalações da Amazon Web Services nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein.
Por Estadão Conteúdo
Irã afirma ter abatido segundo caça F-35 dos EUA
Porta-voz do Khatam al-Anbiya, quartel-general central iraniano, diz que sobrevicência do piloto é "improvável"
Um porta-voz do quartel-general central iraniano declarou, nesta sexta-feira (3), que um segundo caça F-35 dos Estados Unidos foi abatido sobre a região central do Irã pelas defesas aéreas da Guarda Revolucionária. De acordo com o Khatam al-Anbiya, há poucas chances de sobrevivência do piloto após a queda da aeronave.
Não houve comentários imediatos dos EUA sobre o assunto.
No mês passado, as Forças Armadas dos EUA informaram em um comunicado que um caça F-35 americano realizou um pouso de emergência após uma missão de combate sobre o Irã. Segundo as Forças Armadas, o piloto estava em condição estável.
https://membrana-cdn.media/video/cnb/external-1413347-20260402-desktop.mp4?r=26692Como mostrou a CNN, o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, afirmou na ocasião que o caça de quinta geração estava “cumprindo uma missão de combate sobre o Irã” quando foi obrigado a realizar o pouso de emergência. Hawkins disse que a aeronave pousou em segurança e que o incidente está sendo investigado.
“A aeronave pousou em segurança, e o piloto está em condição estável”, acrescentou Hawkins. “O incidente está sob investigação.”
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da resistência.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia disse que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.
*Com informações da Reuters
Secretário de Defesa americano demite o chefe do Estado-Maior do Exército, sem dizer o motivo
Randy George tinha mais de um ano restante em seu mandato de quatro anos e será substituído por número dois do órgão
O chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, Randy George
O chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, Randy George, foi demitido nesta quinta-feira (2) pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo duas autoridades de defesa americanas e uma pessoa familiarizada com o assunto ouvidas pela agência Reuters.
Hegseth, ex-apresentador da Fox News, tem agido para reformular o departamento, demitindo generais e almirantes em sua busca por implementar a agenda de segurança nacional do presidente Donald Trump.
O Pentágono confirmou que George, que tinha mais de um ano restante em seu mandato, "se aposentará do cargo de 41º chefe do Estado-Maior do Exército com efeito imediato". Em um comunicado, o departamento afirmou estar grato pelas décadas de serviço de George. "Desejamos-lhe tudo de bom em sua aposentadoria", disse.
O órgão não informou o motivo da demissão, que ocorre em um momento em que as Forças Armadas dos EUA reforçam suas tropas no Oriente Médio enquanto realizam operações contra o Irã.
Os ataques na região estão sendo realizados principalmente pela Marinha e pela Força Aérea do país, embora soldados do Exército dos EUA também tenham sido enviados ao Oriente Médio para operar sistemas de defesa aérea. O Exército é o maior ramo das Forças Armadas dos EUA, com cerca de 450 mil soldados da ativa.
Milhares de soldados da elite da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA também começaram a chegar ao Oriente Médio, possivelmente para operações terrestres no Irã.
Não havia sinais públicos de atrito entre Hegseth e George, mesmo enquanto o secretário tomava medidas controversas, como demitir o principal advogado do Exército e organizar um enorme desfile militar para comemorar o 250º aniversário da corporação, que coincidiu com o aniversário de Trump.
No início desta semana, no entanto, Hegseth reverteu uma decisão do Exército de investigar pilotos que sobrevoaram a casa do cantor Kid Rock com helicópteros de ataque, em uma aparente demonstração de apoio ao declarado defensor de Trump.
A CBS News, que noticiou primeiro a demissão de George, afirmou que sua dispensa não está relacionada ao incidente com Kid Rock. Um oficial disse que o ex-assessor militar de Hegseth e vice-chefe do Estado-Maior do Exército, general Christopher LaNeve, assumirá o cargo interinamente.
George, um oficial de infantaria que serviu no Iraque e no Afeganistão, foi confirmado para o cargo máximo do Exército em 2023. Os mandatos nesse cargo geralmente têm duração de quatro anos.
Antes de ocupar o cargo máximo, George foi vice-chefe do Exército e, antes disso, conselheiro militar sênior do então secretário de Defesa Lloyd Austin.
Ele era considerado próximo do secretário do Exército, Dan Driscoll. Os dois trabalharam juntos para enfrentar grandes empresas de defesa, no esforço da corporação para acelerar o desenvolvimento de armamentos e reduzir custos.
A remoção de George se soma à recente turbulência em todos os níveis de liderança no Pentágono, incluindo a demissão, no ano passado, do então chefe do Estado-Maior Conjunto, general da Força Aérea Charles Q. Brown, assim como o chefe de operações navais e o vice-chefe do Estado-Maior da Força Aérea.
Por Folhapress
Em resposta a Trump, Irã diz que guerra continuará até 'rendição do inimigo' e promete ataques 'mais devastadores' contra EUA e Israel
Declaração das Forças Armadas iranianas ocorreu após discurso do presidente dos Estados Unidos desta quarta-feira (1). Trump afirmou que vai continuar atacando até concluir seus 'objetivos'.
O Irã prometeu nesta quinta-feira (2) que continuará a guerra contra os EUA e Israel "até a rendição e o arrependimento permanente do inimigo", e que fará "ataques devastadores" contra os dois rivais.
"Com a confiança em Deus Todo-Poderoso, esta guerra continuará até sua humilhação, desonra, arrependimento permanente e seguro, e rendição. (...) Aguardem nossos ataques mais devastadores, amplos e mais destrutivos", afirmou o porta-voz das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaqari, em comunicado divulgado pela TV estatal.
A fala de Zolfaqari foi uma resposta a ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso televisionado na noite anterior. Trump prometeu retornar o Irã "para a Idade da Pedra" com ataques mais fortes nas próximas "duas a três semanas", e ameaçou também atacar a infraestrutura energética iraniana.
No discurso, Trump voltou a ameaçar o Irã, inclusive com ataques a usinas de eletricidade caso o país não houver acordo. O porta-voz respondeu que as avaliações dos EUA e de Israel sobre as capacidades militares do Irã eram "incompletas". Também ameaçou Israel e os EUA com 'ações mais esmagadoras, amplas e destrutivas'.
Presidente do Irã manda carta para americanos
Em um carta endereçada "ao povo norte-americano" antes do pronunciamento de Trump, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não "nutre inimizade com as pessoas comuns dos Estados Unidos", disse não ser uma ameaça e acusou o governo de Donald Trump de enganar seus próprios cidadãos.
Na carta, divulgada pela imprensa estatal iraniana, Pezeshkian pede ainda que os norte-americanos questionem "se Washington está realmente colocando os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar ou se está apenas agindo como um representante de Israel" e afirma que Trump está disposto a lutar "até o último soldado americano". A carta foi a primeira comunicação direta do governo iraniano direcionada à população dos EUA desde o início do conflito no Oriente Médio.
No documento, o presidente iraniano faz uma separação entre o país Estados Unidos e o povo americano: "O povo iraniano não nutre qualquer inimizade contra outras nações, incluindo os povos da América, da Europa ou dos países vizinhos", diz a carta. "O que o Irã fez – e continua a fazer – é uma resposta ponderada, baseada na legítima defesa, e de forma alguma uma iniciação de guerra ou agressão", ela afirma.
A carta afirma que as hostilidades entre Irã e Ocidente começaram em 1953, com o golpe de Estado que depôs o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, arquitetado pela CIA e pelo MI6, o serviço secreto inglês. Pezeshkian classificou o episódio como “uma intervenção ilegal dos Estados Unidos” que “interrompeu o processo democrático do Irã, reinstaurou a ditadura e semeou profunda desconfiança entre os iranianos em relação às políticas dos EUA”.
Trump volta a ameaçar Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um pronunciamento em rede de TV nesta quarta-feira (1º) sobre a Guerra do Irã, dizendo que os objetivos militares do país estão perto de serem atingidos.
"Tenho o prazer de informar que esses objetivos estratégicos fundamentais estão quase concluídos. Nós vamos terminar o trabalho, e vamos terminar logo", ele declarou, de pé em frente a um púlpito na Casa Branca.
Veja os principais pontos do discurso de Trump:
Segundo o presidente dos EUA, os objetivos eram destruir a capacidade de Teerã realizar um ataque contra os EUA e impossibilitar que o regime exercesse seu poderio militar fora de seu território.
Ele declarou explicitamente que a troca de regime não era o objetivo da operação militar e que ele nunca disse que esse era o plano. O presidente afirmou, porém, que a troca de regime ocorreu de fato com a morte dos antigos líderes, e que a nova liderança é "menos radical e muito mais razoável".
Trump também ameaçou atacar alvos da infraestrutura de energia iraniana, caso não haja um acordo com Teerã: "Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra, de onde vieram".
Ao comentar sobre o Estreito de Ormuz, importante corredor que escoa o petróleo do Golfo Pérsico e fechado pelo Irã, Trump sugeriu que a reabertura interessa mais aos países europeus do que a Washington.
Lavou as mãos sobre Ormuz
Trump abordou o fechamento do Estreito de Ormuz durante seu discurso. Segundo ele, os EUA não dependem mais do petróleo do Oriente Médio que passa pelo canal marítimo.
O presidente norte-americano afirmou que seu país se tornou o maior produtor de petróleo e gás do mundo, especialmente com a ajuda da produção na Venezuela, e por isso "não precisa" da produção que vem do Oriente Médio.
"Os Estados Unidos praticamente não importam petróleo pelo Estreito de Ormuz, e não vamos importar nada no futuro. Não precisamos disso. Os países do mundo que recebem riqueza pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem", disse o presidente americano.
Trump também voltou a instar outros países a tomarem ações para reabrir o estreito.
"Tenho uma sugestão. Primeiro, comprem petróleo dos Estados Unidos. Nós temos bastante. Temos muito. E segundo, criem um pouco de coragem, ainda que tardia. [...] Vão até o estreito e simplesmente tomem conta dele, protejam-no e usem-no para vocês mesmos".
Contexto: Trump vem criticando os líderes europeus por se recusarem a enviar navios militares para reabrir o Estreito de Ormuz. Na avaliação dos europeus, no entanto, esse problema foi criado por EUA e Israel, e não compete a eles colocar seus soldados dentro do teatro de operações.
Guerra impopular
Trump enfrenta um eleitor norte-americano cauteloso com a guerra e índices de aprovação em queda.
Em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada de sexta-feira (27) a domingo (29), 60% dos eleitores disseram que desaprovavam a guerra, enquanto 35% a aprovavam. Cerca de 66% dos entrevistados disseram que os EUA deveriam trabalhar para encerrar rapidamente seu envolvimento na guerra, mesmo que isso signifique não atingir as metas estabelecidas pelo governo.
As pesquisas de opinião pública mostram que a guerra é amplamente impopular, principalmente entre os eleitores independentes, e aliados de Trump têm pedido que o governo apresente aos eleitores uma justificativa mais clara e consistente para o conflito.
Trump e seus assessores vêm oferecendo explicações e cronogramas variáveis para o conflito, agora em sua quinta semana.
Se ele convencer os eleitores de que a guerra tem prazo limitado e está perto do fim, isso poderá ajudar a aliviar as preocupações crescentes entre os norte-americanos, a maioria dos quais se opõe ao conflito e muitos dos quais estão frustrados com o aumento dos preços da gasolina devido a interrupções no fornecimento global de petróleo.
Criticas à OTAN
Em entrevista à Reuters mais cedo, Trump expressou seu descontentamento com a OTAN pelo que ele considera a falta de apoio da aliança aos objetivos dos EUA no Irã.
Um racha transatlântico durante o segundo mandato de Trump se aprofundou depois que os aliados europeus rejeitaram seu pedido para ajudar a manter a passagem segura do tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Ele disse que estava "absolutamente" considerando retirar os EUA da Otan, uma organização cujo tratado foi ratificado pelo Senado dos EUA em 1949.
Trump acrescentou que, embora os EUA saíssem do Irã "muito rapidamente", os militares poderiam retornar para "ataques pontuais", conforme necessário.
Nasa lança missão com astronautas à Lua, 53 anos após último voo Apollo
Artemis 2 está em órbita da Terra; partida para a Lua deve acontecer na quinta (2)O foguete SLS, com a cápsula Orion, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, EUA
Após uma longa (e suave) contagem regressiva, a Artemis 2, primeira missão tripulada destinada a viajar até a Lua no século 21, partiu com sucesso da plataforma 39B, no Centro Espacial Kennedy, no começo da janela de lançamento desta quarta-feira (1º), às 19h35 (de Brasília, uma hora antes em Cabo Canaveral, Flórida).
A cápsula Orion, batizada pela tripulação de Integrity, foi impulsionada pelo superfoguete SLS (Space Launch System), desenvolvido pela Nasa especificamente para as missões lunares, que fez seu segundo voo e, mais uma vez, teve o desempenho esperado.
Após a ejeção dos propulsores auxiliares e a queima total do primeiro estágio, com pouco mais de oito minutos de voo, o segundo estágio e a cápsula entraram na trajetória planejada.
Uma ativação do segundo estágio 49 minutos após o lançamento está programada para colocar a nave numa órbita com perigeu de 185 km e apogeu de pouco mais de 2.200 quilômetros. Uma segunda manobra uma hora depois elevará o apogeu da órbita para 70,4 mil quilômetros. Isso já representa cerca de um sexto do caminho até a Lua.
Três horas após o lançamento, a cápsula Orion deve se separar do segundo estágio do SLS, e os astronautas Reid Wiseman (comandante) e Victor Glover (piloto) controlarão a nave manualmente, aproximando-se e afastando-se do segundo estágio, como um primeiro teste para futuras manobras de encontro e acoplagem em órbita, que serão essenciais em tentativas de pouso na Lua.
Após o dia intenso, a tripulação, também composta pelos especialistas de missão Christina Koch e Jeremy Hansen, terá um período de descanso, seguido por testes extensos do sistema de suporte à vida da cápsula —é a primeira vez que ela voa com tripulação a bordo, após o voo não tripulado de 2022 na Artemis 1. Naquela ocasião, a cápsula nem tinha um sistema completo de controle ambiental. Agora, os astronautas testarão pela primeira vez no espaço essas funcionalidades. Em testes de solo, em câmaras a vácuo, tudo funcionou bem, mas é impossível realizar simulações perfeitas do ambiente espacial na Terra.
Um dos testes mais peculiares que os astronautas terão de fazer tem a ver com o dispositivo para exercícios físicos instalado a bordo. É uma cápsula pequena (o espaço interno equivale aproximadamente a uma tenda para seis pessoas) e a realização dos exercícios é essencial para a saúde dos astronautas, submetidos ao ambiente de microgravidade. Mas o quanto o uso do sistema desenvolvido para a cápsula, com todo o movimento envolvido, impactará a estabilidade do veículo? É algo que os tripulantes terão de verificar.
Com essas checagens concluídas, o início da jornada para o voo circunlunar só começa de fato na quinta-feira (2), por volta das 20h, quando será feita a manobra conhecida como injeção translunar —a ativação do motor da Orion no último empurrão para que a nave escape da gravidade terrestre e inicie a jornada ao redor da Lua.
A expectativa é que a cápsula realize seu sobrevoo lunar e os astronautas se tornem os humanos a viajarem mais longe da Terra no dia 6, quando poderão ver partes jamais vistas do hemisfério afastado lunar (exceto em fotografias colhidas por sondas automatizadas). Eles estarão a mais de 400 mil km da Terra. O recorde atual de distância foi estabelecido pela missão Apollo 13 (400.171 km).
MISSÃO HISTÓRICA
Ninguém realizava uma injeção translunar desde dezembro de 1972, quando a Apollo 17, última missão daquele programa, partiu para a Lua. Desde então, mais de 53 anos, não houve outros voos tripulados além da órbita terrestre.
A tripulação inclui o primeiro negro (Glover), a primeira mulher (Koch) e o primeiro não americano (o canadense Hansen) a fazerem essa viagem. Mas eles não devem ser os últimos. A Nasa planeja aumentar a cadência de missões de espaço profundo, fazendo ao menos um lançamento do programa Artemis por ano. O primeiro pouso tripulado americano está programado para a Artemis 4, em 2028, mas não há convicção de que o cronograma possa ser cumprido. Basta lembrar que a atual missão originalmente estava prevista para 2022, depois 2024, depois 2025, antes de finalmente acontecer.
As missões de pouso serão bem mais complexas e ainda dependem de os fornecedores dos módulos de pouso (os veículos Blue Moon e Starship, das empresas Blue Origin e SpaceX) demonstrarem capacidade de reabastecimento em órbita e de pouso suave na superfície da Lua, além de uma decolagem para a viagem de retorno.
Do outro lado do mundo, a China planeja sua primeira missão tripulada à superfície lunar para antes de 2030. A arquitetura chinesa é bem mais conservadora que a americana, basicamente uma réplica do que foi feito no programa Apollo, o que dá mais confiança de que possa ser executada no prazo determinado pelo programa chinês. Há uma corrida declarada, ao menos do lado americano, para ver quem chega primeiro à superfície da Lua com astronautas neste século.
Por Salvador Nogueira/Folhapress
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