Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens

Europeus enlouquecem com pronunciamento de Cristiano Ronaldo: 'Não é'

Nesta terça-feira (6), Cristiano Ronaldo esclareceu a sua versão sobre o atrito com Jorge Jesus ocorrido na última semana, repercutindo nas redes sociais. O atleta publicou um texto detalhado para explicar os motivos pelos quais optou por deixar a convocação de Portugal e retornar à Arábia Saudita.

No pronunciamento, o jogador pediu desculpas por não ter cumprimentado os torcedores após a partida contra a Noruega e revelou haver um acordo com Jorge Jesus que não foi cumprido pelo treinador.

Veja alguns comentários:

Tradução: Diga a Cristiano Ronaldo que NÃO é o momento dele.

Tradução: Goste você ou não, Cristiano Ronaldo é outro nível. A falta de respeito de Portugal em relação a ele, com o tempo, será melhor compreendida. Simples.

Tradução: Hoje aprendi com Cristiano Ronaldo que, se não me querem em um lugar, vou embora e ponto final.

Tradução: Maturidade, para Ronaldo, é aceitar que a idade está avançando com ele. Ele deveria aceitar e deixar o time jogar um bom futebol. Não é mais como antes.

Tradução: Ronaldo passou anos lidando com treinadores que parecem determinados a miná-lo. Ten Hag e Jorge Jesus. Clubes diferentes, mesma história. Você simplesmente não pode gerenciar Cristiano como um jogador comum. O desrespeito constante em relação ao maior de todos os tempos é absurdo.

Veja o comunicado de Cristiano Ronaldo

Tal como prometi, decidi contar, na primeira pessoa e de forma direta, as circunstâncias que envolveram o último estágio da Seleção Nacional.

Após o Mundial 2026 preparei uma carta aos portugueses, que ainda guardo, com as palavras que lhes quero dirigir quando abandonar, definitivamente, a nossa equipa.

No final da competição, logo no voo de regresso dos Estados Unidos, o Presidente da Federação pediu e insistiu que eu ponderasse a decisão de sair porque a FPF queria que eu continuasse.

Logo a seguir pediu que lhe desse a minha opinião sobre o nome do atual Selecionador e que ele estava a ponderar, a par de outros nomes que não me revelou.

Respondi ao Presidente da Federação que, em minha opinião, seria a escolha certa. Por isso, no dia em que o atual Selecionador foi apresentado fiquei genuinamente feliz pela escolha. Era a opção certa, como os resultados vão comprovando.

Poucos dias depois recebi um primeiro contacto do novo selecionador nacional a dizer que gostava de estar comigo pessoalmente. Respondi que sim e agendámos para o final das minhas férias.

Encontrámo-nos na Cidade do Futebol onde o meu clube fazia estágio de pré-temporada.

O Selecionador disse-me nesse dia que contava comigo e que a minha presença era fundamental para o seu projeto. Apresentou-me, logo ali, um plano para a minha participação. Disse-me que jogaria o primeiro jogo e o último e que por razões de gestão física iria fazer sempre três a quatro mudanças por jogo.

Nessa altura colocou-me a hipótese de eu não viajar com a Seleção para Noruega e Dinamarca. Propôs-me que fizesse o primeiro jogo e ficasse em Portugal, para depois me juntar de novo antes do jogo do Dragão.

Recusei de imediato esta proposta. Parecia-me evidente que não a poderia aceitar. Não seria por não jogar os jogos no estrangeiro que deixaria de capitanear a nossa equipa. Esse privilégio de ficar em Portugal não seria um bom exemplo.

Selecionador acabou por concordar com a minha análise.

Esta conversa foi acompanhada pelo Simão Coutinho, diretor Desportivo do Al Nassr, pessoa a quem reportava o atual selecionador durante toda a época passada e um dos responsáveis pela sua contratação pelo clube em 2025.

Na véspera do estágio começar o Selecionador deslocou-se a minha casa, em Lisboa, para ter nova conversa comigo, a seu pedido. A conversa foi tranquila e todos os princípios combinados em agosto foram mantidos. Joguei o jogo de Alvalade, e apesar de substituído, não fiz nenhum problema. Coloquei a braçadeira eu mesmo ao Bruno Fernandes, longe de imaginar que pudesse estar a dar os últimos passos, como atleta e capitão da Seleção Nacional. O importante desse dia, para mim, foi a nossa vitória. Ganhar é sempre bom, em Portugal e pelo meu País, ainda melhor.

À hora de almoço do dia do jogo na Noruega um adjunto do selecionador veio à mesa onde o grupo estava a almoçar e informou-me que o Selecionador me queria falar. Para minha absoluta surpresa, o selecionador perguntou-me se estava bem para jogar 30 minutos. Eu estava totalmente focado na minha recuperação física, integrado com os meus companheiros como sempre e a pensar que não jogaria naquele dia. Sem nenhum problema.

Este pedido era algo fora do meu plano de recuperação física e de treino – porque apenas iria jogar dia 4 no Dragão – mas obviamente disse que sim. Respondeu-me que então estivesse preparado porque jogaria 30 min.

O resto todos conhecem. Aqueci desde o intervalo, vi os minutos a passar e não fui chamado. O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra.

No fim do jogo só queria que tudo acabasse com a vitória e ficar sozinho. Não fui cumprimentar os adeptos. Uma falha que é apenas da minha responsabilidade e que não deveria ter acontecido. Peço desculpa aos portugueses que ali nos apoiaram intensamente, peço desculpa aos adeptos e peço desculpa aos que, sem serem portugueses, ali se possam ter deslocado para me ver e a quem eu possa ter desiludido.

Passado 48 horas tivemos uma conversa, eu, o Selecionador e o Simão Coutinho uma vez que tinha sido ele a acompanhar as nossas conversas de Agosto.

Foi um momento profundo, muito frontal, sem qualquer tipo de filtro.

Concordamos que só havia uma maneira de encerrar este "caso": que o Selecionador repetisse o que acabara de me dizer ali em privado, na presença do Simão Coutinho, mas na Sala de Imprensa.

O que foi combinado era simples: o Selecionador começaria a conferência de imprensa por este tema, procurando encerrar o assunto contando a verdade. Diria que nunca pedi para jogar minutos nenhuns, que foi o Selecionador e mais ninguém, quem me propôs o plano para este estágio e que foi um erro colocar-me a aquecer para não entrar e que se voltasse a acontecer não o faria.

Acabamos essa reunião com o Selecionador a pedir-me um abraço, a prometer-me que ia dizer na conferência o que acabara de me dizer a mim e que o assunto se ultrapassava. Eu não jogaria na Dinamarca e jogaria o jogo do Dragão. Tudo isto na presença do Simão Coutinho, sempre.

A pedido do selecionador, decorreu depois uma reunião entre ele mesmo, o Simão Coutinho e o Tiago Craveiro em videoconferência, em que se resumiu aquilo que falámos.

Foi produzido um pequeno documento que eu mesmo validei e que, com o meu conhecimento, foi entregue ao Selecionador, tal como ele havia solicitado.

A conferência foi o que se conhece: a postura não teve nada a ver com a nossa reunião, ouvi expressões e uma agressividade que julgo não merecer, uma atitude de quero, posso e mando que nunca me manifestou, nem de perto nem de longe, em privado, na véspera.

As notas que validei eram as seguintes:

"Acho importante, até porque é a verdade, esclarecer algumas coisas antes de falar da Dinamarca:

Propus ao Cristiano eu mesmo, sem mais ninguém, um plano para ele, esta época desportiva, na Seleção Nacional. Foi uma conversa demorada e muito boa.

Sei o quanto ele vive e ama a Seleção e o peso que tem no Mundo, mais ainda, o peso e a influência positiva que tem na Seleção há 24 anos consecutivos.

O plano que propus ao Cristiano foi aceite.

Ele nunca questionou as minhas opções. Foi exemplar, leal e profissional.

Do plano que tracei para ele não constava o jogo da Noruega. No entanto, senti que ele tinha conseguido recuperar fisicamente do primeiro jogo e avisei-o que poderia ter de o utilizar. O Cristiano concordou.

Errei ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo. Se fosse hoje não o faria.

Para encerrar o assunto: Eu quero o Cristiano na Seleção Nacional. Aliás não quero pouco, quero muito. Felizmente ele também acredita em mim. Acreditou no Al Nassr e aqui também.

Sobre não ter cumprimentado os adeptos. Já falámos sobre isso. Quem faz mais de 230 jogos pela Seleção não recebe de mim lições de Amor a Portugal. Foi um momento de frustração que não apaga coisa nenhuma. É o jogador que mais autógrafos dá, que mais selfies tira, que mais acarinha os adeptos. Não inventemos problemas onde eles não existem. Quando não estamos contentes reagimos. Foi só isso."

Nenhuma destas notas dizia, portanto, que o selecionador me pedisse sequer desculpa.

Era a segunda vez, que me estava a faltar à palavra dada.

Decidi abandonar o estágio sem esperar por mais nenhuma quebra de palavra. Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas. Por muito que doa, que me digam a verdade.

Aliás, numa conversa que mantive com o Presidente da FPF e com o Selecionador na manhã do dia dessa conferência de imprensa, podem confirmar seguramente, reafirmei que se não me quisessem ali mo dissessem. Bastava serem francos comigo. Eu aceitaria isso e prometi que prepararíamos algo bonito, como sonho que aconteça, e ninguém ficaria zangado.

Lembro-me como se fosse hoje. Responderam em uníssono que não. Que o meu lugar era na Seleção Nacional.

Nunca, em nenhum momento me intrometi em qualquer decisão técnica ou tática de qualquer treinador ou selecionador em quase 25 anos de carreira. Aceito é melhor ou pior o que me propõem fazer. Respeito a decisão e quando me faltam à palavra, sinto que o meu lugar não é ali.

Devo também um pedido de desculpas aos meus companheiros de Seleção por ter abandonado o estágio. Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do Selecionador, como poderá testemunhar quem assistiu a estas conversas, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha.

Peço desculpa aos portugueses mais uma vez, mas a quebra da palavra tem, para mim, um impacto definidor. Senti que, a partir dali, a minha permanência iria apenas prejudicar o grupo de trabalho e fiz o que sempre disse que faria se não me sentisse útil: peguei nas malas e saí.

A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela Federação Portuguesa de Futebol. Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos.
A este propósito, tenho ouvido muito falar em jogos de despedida, que tenho que ter uma despedida digna e que a Federação me quer dar essa oportunidade.

Aprendi na vida, com fome e sem nada para comer muitas vezes, que ninguém dá nada a ninguém. Posso prometer a todos os meus fãs, naturalmente e em especial a todos os portugueses, que faremos um ou mais jogos de despedida, haverá tempo para isso.

Mas quando penso na seleção o que eu penso mesmo é em competir. Foi nisso que pensei no dia em que me deram a notícia da morte do meu Pai. Estava em estágio da nossa Seleção e lá decidi ficar até terminar o jogo do dia seguinte. Fiz por isso pelo País o que jamais faria por clube algum.

Portanto se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção.

Esta é, acreditem, a mais pura das verdades.

Cristiano Ronaldo

6 de Outubro de 2026"

As palavras de Jesus que levaram à saída de CR7: "Não faço aqui nada"

O jornal O Jogo revelou os bastidores da saída de Cristiano Ronaldo da seleção portuguesa. O desgaste com Jorge Jesus começou após CR7 passar 37 minutos aquecendo sem entrar contra a Noruega e chegou ao limite quando o treinador confirmou Gonçalo Ramos como titular diante da Dinamarca
Mais de uma semana depois de Cristiano Ronaldo abandonar a concentração da seleção portuguesa, o jornal O Jogo revelou, nesta terça-feira (6), a sequência de acontecimentos que levou à ruptura entre o craque de 41 anos e o técnico Jorge Jesus.

O ponto decisivo aconteceu quando Cristiano ouviu o treinador confirmar publicamente que Gonçalo Ramos seria titular contra a Dinamarca. Segundo a publicação, CR7 perdeu a paciência ao saber da decisão, levantou-se e disparou: "Não faço aqui nada, vou embora".

A frase, porém, foi o desfecho de um desgaste que havia começado dias antes.

Cristiano ficou 37 minutos aquecendo e não entrou

Tudo começou em 27 de setembro, quando Jorge Jesus escolheu Gonçalo Ramos para começar como titular na vitória de Portugal por 2 a 1 sobre a Noruega, no Ullevaal Stadion. O atacante marcou um dos gols portugueses.

Cristiano Ronaldo ficou no banco de reservas, mas, segundo O Jogo, o que mais incomodou o capitão não foi simplesmente ter começado a partida entre os reservas.

O atacante foi colocado para se aquecer e permaneceu fazendo exercícios durante 37 minutos, mas acabou não entrando em campo.

Cristiano não gostou da atitude do treinador e deixou clara sua insatisfação em uma série de reuniões que também envolveram Simão Coutinho, diretor esportivo do Al Nassr.

De acordo com o jornal, Jorge Jesus admitiu que errou ao prolongar o aquecimento do jogador, mas não chegou a pedir desculpas.

Pedro Proença tentou aproximar Cristiano e Jesus

Com as notícias sobre o mal-estar entre os dois, Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), viajou para Copenhague na tentativa de mediar um novo diálogo entre Cristiano e Jorge Jesus.

Os esforços, no entanto, não foram suficientes para mudar o cenário.

Na quarta-feira seguinte, Cristiano acompanhou com atenção a entrevista coletiva de Jorge Jesus antes do confronto contra a Dinamarca, pela terceira rodada da fase de grupos da Liga das Nações.

Questionado sobre quem seria titular em Copenhague, o treinador de 72 anos respondeu:

"Hoje vou treinar. Se tudo acontecer normalmente, é o Gonçalo Ramos que vai jogar."

Segundo O Jogo, eram justamente as palavras que Cristiano não queria ouvir.

"Não faço aqui nada, vou embora"

Ao ouvir Jorge Jesus confirmar que Gonçalo Ramos continuaria como titular, Cristiano teria perdido a paciência.

O atacante se levantou e afirmou:

"Não faço aqui nada, vou embora."

E foi embora.

Poucas horas depois, o jogador revelado pelo Sporting deixou a concentração da seleção portuguesa e embarcou em seu avião particular com destino a Madri, na Espanha.

De lá, Cristiano seguiu para Riad, na Arábia Saudita. Na segunda-feira (5), o atacante já havia retomado os treinamentos no Al Nassr, sob o comando do técnico australiano Ange Postecoglou.

Jorge Jesus: "Há princípios como treinador que são inegociáveis"

Apesar da saída de Cristiano, Jorge Jesus deixou aberta a possibilidade de o atacante voltar à seleção portuguesa.

No domingo, depois da vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, no Estádio do Dragão, resultado que garantiu Portugal nas quartas de final da Liga das Nações, o treinador afirmou que não existe qualquer "caso" entre os dois.

"Há princípios como treinador que são inegociáveis, mas, como não houve nada de especial em termos do que é a minha autoridade, para mim, o Cris na próxima convocatória será, caso esteja a jogar no Al Nassr, um jogador convocável, se ele quiser regressar à seleção", afirmou Jorge Jesus.

Pedro Proença: Cristiano "fará sempre parte deste grupo"

Pedro Proença também se pronunciou sobre a situação e deixou as portas da seleção abertas para o atacante.

"Cristiano Ronaldo representa o maior símbolo de portugalidade, e temos de prestar a vénia a Cristiano Ronaldo. Ele está na seleção nacional por mérito desportivo próprio, e fará sempre parte deste grupo de trabalho, sempre que estiver tecnicamente capaz", declarou o presidente da FPF.

Apesar das manifestações públicas de Jorge Jesus e Pedro Proença, uma reconciliação não estaria sendo preparada nos bastidores.

Segundo O Jogo, não está prevista qualquer reunião entre as três partes. Cristiano teria deixado claro desde o primeiro momento que considera sua decisão irreversível.

Assim, pelo menos por enquanto, o maior artilheiro da história da seleção portuguesa mantém fechada a porta para um retorno à equipe nacional.

por Notícias ao Minuto

'Grande vitória', diz Trump sobre Flávio Bolsonaro ter ficado à frente no 1º turno da eleição

Foto: Reprodução/Instagram
O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou nesta segunda-feira (5) o primeiro turno das eleições brasileiras. Em entrevista a jornalistas enquanto deixava a Casa Branca, o republicano foi questionado sobre o que achou do resultado do senador Flávio Bolsonaro (PL) frente ao presidente Lula (PT). Ele respondeu que "é uma grande vitória, bem apertada, mas uma grande, grande vitória". "Incrível", completou ele. O candidato bolsonarista arrematou 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula.

Antes, ele afirmou a repórter Patrícia Vasconcellos, correspondente do SBT, que prevê uma eleição muito disputada no segundo turno. "Vai ser muito acirrada. Acho que a disputa no Brasil será muito acirrada".

No domingo, horas após o resultado, Trump fez uma publicação em que trocou o Brasil pela Índia, ao elogiar a rapidez da apuração dos votos. Após a confusão, o republicano editou a postagem para citar a "eleição presidencial do Brasil".

"125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial da Índia. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, NO MESMO DIA", havia escrito Trump em sua rede Social Truth, sem mencionar nenhum candidato diretamente.

A Índia, porém, não realizou eleições no domingo. O republicano depois corrigiu a informação sem mencionar o erro.Por Isabella Menon/Folhapress

Christa Pike sobrevive a duas doses letais em execução nos EUA

"Christa Pike continuou respirando e se movimentando após receber duas doses de pentobarbital no Tennessee. Os advogados entraram com um pedido de emergência para interromper o procedimento, que deveria torná-la a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos
© DR"

Christa Pike, única mulher condenada à morte no Tennessee, sobreviveu às duas doses de pentobarbital administradas durante sua execução, segundo jornalistas que acompanharam o procedimento nos Estados Unidos.

Os advogados de Pike apresentaram uma moção de emergência para impedir que a execução continuasse depois que as duas aplicações previstas não provocaram sua morte. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde da condenada.

Pike seria a primeira mulher executada pelo Tennessee em mais de 200 anos. O caso ganhou ainda mais repercussão devido aos relatos das testemunhas presentes, que descreveram um procedimento muito mais demorado do que o esperado.

Christa Pike continuou consciente após início da execução

Segundo jornalistas de veículos norte-americanos autorizados a testemunhar a execução, Pike permaneceu acordada depois do início da administração do pentobarbital.

Ela chegou a falar e cantar com seu conselheiro espiritual. Depois da primeira dose da substância, continuou se movimentando e respirando de maneira audível.

Catherine Sweeney, jornalista da emissora WPLN que acompanhou o procedimento, explicou que o protocolo de execução do Tennessee prevê uma primeira administração de pentobarbital e, caso seja necessário, uma segunda dose.

Condenada continuou respirando após segunda dose de pentobarbital

A segunda aplicação também foi realizada, mas Pike continuou apresentando sinais de vida, segundo as testemunhas.

Jornalistas relataram que a condenada permaneceu respirando e emitindo sons, incluindo roncos fortes. Ela também teria realizado movimentos com a cabeça e o pescoço mesmo depois da segunda dose.

A sobrevivência de Pike colocou as autoridades diante de uma situação incomum. Os advogados argumentam que o protocolo de execução do Tennessee não estabelece claramente o que deve ser feito quando uma pessoa continua viva depois das duas doses previstas.

Advogados tentaram interromper execução de Christa Pike

Diante da situação, a defesa apresentou um pedido de emergência à Justiça para impedir que o procedimento prosseguisse.

A execução havia sido retomada depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou uma suspensão determinada horas antes por um tribunal federal de apelações.

A disputa judicial continuou praticamente até o momento previsto para a aplicação da injeção letal.

Quem é Christa Pike e por que ela foi condenada à morte

Christa Pike foi condenada à morte em 1996 pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos.

O crime ocorreu em 1995, quando as duas participavam do Job Corps, programa norte-americano de educação e formação profissional, em Knoxville, no Tennessee.

Pike tinha 18 anos na época do assassinato. O caso teve grande repercussão nos Estados Unidos pela violência empregada contra a vítima.

Assassinato de Colleen Slemmer levou Pike ao corredor da morte

Colleen Slemmer foi atraída para uma área isolada e assassinada. Tadaryl Shipp, então namorado de Pike, também participou do crime.

Shipp era menor de idade na época e, por isso, não poderia ser condenado à pena de morte. Ele recebeu prisão perpétua.

Christa Pike foi enviada ao corredor da morte do Tennessee em março de 1996 e permaneceu presa durante três décadas antes da tentativa de execução.

O caso agora ganha um novo capítulo após Pike permanecer viva mesmo depois das duas aplicações de pentobarbital previstas no protocolo de execução do estado.


Condenação remonta a assassinato brutal ocorrido em 1995; Christa Pike seria a 1ª mulher com pena capital em 200 anos no estado dos EUA. Governador nega clemência apesar de relato de abusos e traumas sofridos por ela, segundo defesa
Folhapress

Piloto esfaqueou comandante e tentou derrubar avião que ia a Israel, diz Netanyahu; ministros falam em ataque terrorista

Aeronave da Flydubai com destino a Tel Aviv mudou de rota e pousou na Arábia Saudita após confronto na cabine

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira (30) que um dos pilotos de um voo da Flydubai de Dubai para Tel Aviv esfaqueou o outro e tentou derrubar o avião com todos os passageiros a bordo. O episódio, tratado como um possível ataque terrorista, obrigou a aeronave a desviar para a Arábia Saudita.

A Flydubai informou que outros pilotos da companhia que estavam a bordo assumiram o controle da aeronave, desviaram a rota e realizaram o pouso em segurança no aeroporto de Tabuk. Netanyahu destacou que os viajantes foram "heróis" por ajudarem a imobilizar o copiloto. "Eles salvaram muitas vidas. Evitaram uma grande tragédia", afirmou.

De acordo com a agência Reuters, que ouviu autoridades israelenses sob condição de anonimato, o copiloto teria esfaqueado o comandante antes de a tripulação entrar na cabine de comando. Uma das autoridades identificou o suposto agressor como cidadão de Omã. Netanyahu afirmou que o homem foi preso e interrogado pelas autoridades sauditas e informou que o piloto atacado é indiano e se chama Smit Machchhar.

Mais cedo, o ministro da Segurança Nacional, o extremista Itamar Ben-Gir, havia classificado o episódio como uma tentativa de ataque terrorista. Israel Katz, à frente da pasta da Defesa, também afirmou que foi uma ação terrorista.

O premiê, contudo, não usou essas palavras em seu pronunciamento. Apesar disso, Netanyahu disse que o governo está se preparando para outras "potenciais ameaças" e ordenou às autoridades que reforcem a segurança tanto das companhias aéreas israelenses quanto das estrangeiras. Segundo o gabinete do premiê, Israel deverá reforçar as verificações de segurança dos pilotos que voam para o país.

O Ministério das Relações Exteriores israelense ainda acrescentou que o incidente foi um ataque destinado a minar as relações entre Israel e a Arábia Saudita.

O diretor-geral do órgão, Eden Bar Tal, informou a "todos os embaixadores e chefes de representação israelenses ao redor do mundo que se trata de uma tentativa de atentado terrorista contra os israelenses, os Emirados Árabes Unidos e os Acordos de Abraão", segundo um comunicado, em referência aos tratados assinados em 2020 com mediação dos Estados Unidos.

A empresa Flydubai, por sua vez, afirmou que, nesta fase inicial, as razões e motivações do incidente são desconhecidas e serão objeto de uma investigação. A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos informou que as equipes de investigação continuam trabalhando para determinar as causas e as circunstâncias do incidente.

A companhia opera diariamente voos de ida e volta entre Dubai e Tel Aviv, uma rota popular entre cidadãos israelenses. O trajeto normalmente atravessa o espaço aéreo da Arábia Saudita e da Jordânia. Dos 172 passageiros a bordo, cerca de 169 eram israelenses, disse à Reuters o embaixador Daniel Meron, da missão permanente de Israel em Genebra.

Em um vídeo gravado dentro do voo, um passageiro israelense narra que um dos pilotos ficou gravemente ferido e o outro sofreu ferimentos leves depois que um deles foi esfaqueado. As imagens mostram diversos passageiros com roupas ensanguentadas.

Yasmin Abukasis, mãe de uma das passageiras, disse que sua filha Miriam lhe contou ter ouvido gritos e visto um homem com uma faca forçar um dos pilotos contra o chão, e que havia sangue por toda parte.

O voo FZ1073, da Flydubai, partiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv e foi desviado para a Arábia Saudita enquanto sobrevoava o espaço aéreo da Jordânia. Segundo o site de monitoramento aéreo FlightRadar24, a aeronave emitiu primeiro um sinal geral de emergência e, depois, outro que indicava possível interferência ilícita.

Dados de rastreamento mostram que o Boeing 737 perdeu quase 14 mil pés (4.267 metros) de altitude em menos de 30 segundos antes do primeiro alerta. O avião voltou a emitir o sinal geral de emergência antes de pousar com segurança no aeroporto de Tabuk.

Os passageiros conseguiram pousar em Israel, em outro voo da empresa, no começo da tarde (horário de Brasília), após aguardarem por oito horas no aeroporto saudita. Netanyahu foi até o aeroporto receber o grupo e conversar com alguns dos passageiros. Familiares lotaram a área de desembarque segurando bandeiras de Israel.

A Arábia Saudita, que não mantém relações diplomáticas com Israel, rejeitou pedido de Tel Aviv para que aviões militares israelenses pudessem repatriar os passageiros, segundo duas fontes de segurança. O gabinete de imprensa da monarquia saudita não comentou o caso.

Os pilotos são submetidos a rigorosas verificações de segurança, especialmente desde os ataques de 11 de setembro em Nova York, há 25 anos, disseram especialistas à Reuters. Cada país e cada companhia aérea é responsável pela implementação dos padrões de triagem e segurança estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional, mas há flexibilidade na forma como essas normas são interpretadas.

O incidente com o avião aumenta os temores de segurança em Israel semanas antes das primeiras eleições desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, com a segurança de Israel desempenhando um papel importante na campanha.

Israel e Emirados Árabes Unidos ampliaram a cooperação nas áreas de segurança, defesa e economia desde o estabelecimento de relações diplomáticas, em 2020. No início deste ano, Israel forneceu ao país sistemas de defesa aérea Domo de Ferro e pessoal israelense para operá-los, ajudando na defesa contra ataques iranianos lançados em retaliação a ofensivas de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.
Por Folhapress

VÍDEO: Ministro de Israel diz que houve tentativa de ataque terrorista em voo desviado à Arábia Saudita quarta-feira, Por Redação

Autoridades israelenses afirmaram nesta quarta-feira que o incidente envolvendo o piloto e o copiloto de um voo da companhia aérea Flydubai, que fazia a rota Dubai-Tel Aviv com 150 passageiros a bordo e precisou ser desviado para a Arábia Saudita após emitir um sinal de alerta, está sendo investigado como um possível ato terrorista, após relatos de uma disputa pelo controle do avião. Caças das Forças Aéreas israelense e saudita decolaram para a região, por suspeita de que a aeronave tivesse sido sequestrada.

O caso ainda está sob investigação e os detalhes estão sendo apurados, mas relatos de passageiros que estavam no voo apontam que o copiloto teria esfaqueado o piloto e tentado assumir o controle da aeronave. Imagens gravadas no interior do voo mostram passageiros e tripulantes tentando estancar o sangramento do comandante, e um suspeito amarrado, também ferido. De acordo com autoridades sauditas no aeroporto de Tabuk, no noroeste saudita, ambos foram socorridos após o pouso.

Confira:

Rússia faz rara ameaça nuclear explícita contra a Europa quarta-feira,

A Rússia fez uma rara ameaça explícita de emprego de armas nucleares contra países europeus da aliança militar Otan, e disse nesta quarta-feira (30) que o aviso é um lembrete aos "cabeças quentes" do continente sobre sua política de defesa.

O novo capítulo da crise entre Moscou gira em torno de Kaliningrado, o estratégico exclave europeu russo entre a Polônia e a Lituânia. Território alemão até 1945, a região foi incorporada à União Soviética e ficou isolada da Rússia com a independência dos Estados Bálticos e de Belarus, em 1991.

Há duas semanas, o chanceler polonês, Radoslav Sikorski, havia sugerido que a Otan deveria fazer exercícios militares perto do território para obrigar um reforço de tropas russas por lá, desviando foco da Guerra da Ucrânia.

Na terça (29), a embaixada russa em Londres emitiu uma advertência, repetida pelas representações de Dublin e Bruxelas, usando linguagem clara de forma pouco usual.

"Aqueles que defendem planos para bloquear ou lançar ataques contra Kaliningrado não devem ter ilusões sobre as consequências. Qualquer ação militar pelo Reino Unido ou a Otan contra território russo encontrará uma resposta com todos os meios disponíveis à Rússia, incluindo armas nucleares", diz o texto.

Também na terça, a mídia lituana divulgou um documento informal enviado pela Rússia à Otan com ameaças semelhantes. "A Rússia está pronta para usar todo seu arsenal de forças e capacidades, incluindo armas nucleares, para defender seu território caso países da Otan tentem isolar Kaliningrado do resto do país", disse o texto.

O clube militar apenas confirmou ter recebido um texto, sem comentar seu conteúdo. Mas a porta-voz Allison Hart disse que "nós mandamos uma resposta, notando que a Otan é uma aliança defensiva e que nenhuma de nossas atividades ameaça qualquer parte da Rússia".

"Nós denunciamos vigorosamente a ameaça de uso da força, incluindo qualquer retórica nuclear irresponsável", completou, na prática confirmando o teor do documento.

Nesta quarta, o recado russo foi reforçado pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. "É natural que nossos diplomatas tentem lembrar os cabeças quentes da Europa acerca de nossos documentos de política sobre esse assunto", disse.

Ele se referia à doutrina revisada por Vladimir Putin em 2024, já com a Guerra da Ucrânia em curso, que ampliou os cenários em que a Rússia se reserva o direito de empregar armas atômicas. O país tem o maior arsenal nuclear do mundo, seguido de perto pelos Estados Unidos.

O texto de 2024 reafirma que mesmo um ataque convencional que seja considerado risco existencial à Rússia ou a Belarus pode ser respondido com armas nucleares.

Pela geografia, Kaliningrado é particularmente vulnerável, e já foi centro de crise em 2022, quando a Lituânia proibiu a passagem de trens russos para a região por seu território, recuando depois ameaças de Moscou.

O território faz parte do planejamento militar da Otan desde a Guerra Fria. Em agosto, a Otan havia realizado um exercício com 25 aeronaves perto do espaço aéreo de Kaliningrado, gerando irritação e surpresa em Moscou.

No ano passado, o então comandante das forças americanas na Europa, general Christopher Donahue, revelou em uma conferência na Alemanha que havia um plano pronto para tomar Kaliningrado rapidamente, "como nunca se viu".

O item Kaliningrado se soma à intensa troca de acusações entre os rivais, que se estranham de forma mais séria desde que Putin anexou a Crimeia em 2014 e invadiu o resto da Ucrânia oito anos depois. Nas últimas semanas, incidentes atribuídos a Moscou se multiplicam no continente na forma da chamada guerra híbrida.

Nessa modalidade, ataques de menor escopo são desenhados para esconder a identidade do agressor. Entre acusações formais da Otan, a Alemanha diz que os russos tentaram explodir aviões ucranianos no aeroporto de Leipzig e a Estônia viu o dedo do Kremlin no incêndio em uma fábrica de drones usados na Ucrânia.

Putin nega as alegações, que nos dois últimos anos se concentravam em avistamentos de drones por todo o continente, e diz que há russofobia nelas. Mais recentemente, contudo, seu governo escalou a retórica para um estágio de confronto.

Segundo a aliança e os governos continentais, o objetivo de Putin é semear pânico e enfraquecer o apoio da Otan ao esforço de guerra de Kiev contra a invasão russa.

A guerra em si continua em alta intensidade. Nesta madrugada de quarta, uma onda de ataques com drones e mísseis focou a infraestrutura energética de Kiev e regiões em torno da capital. Ao menos 5 pessoas morreram, e 14 ficaram feridas.

Segundo o presidente Volodimir Zelenski, as ações são um prelúdio da campanha de inverno do Hemisfério Norte, que começa no fim do ano. Como em outros anos, mas com mais impacto, os russos procuram deixar os ucranianos sem acesso a energia para se aquecer, derrubando o moral.

Os ataques deixaram Kiev coberta de fumaça nesta manhã. Uma embaixada ocidental de país não revelado foi atingida por destroços de drones. Voos no leste da Polônia foram suspensos durante os ataques, por risco de algum drone ou míssil cruzar o espaço aéreo, e um avião-robô caiu em Moldova.

Na via contrária, os ucranianos mantiveram seus ataques com drones a refinarias, atingindo uma unidade na região de Samara. Em Briansk, uma pessoa morreu.

Por Igor Gielow | Folhapress

Postura de Trump após resultado da eleição no Brasil é dúvida na Casa Branca

Integrantes do governo americano evitam garantir reconhecimento do resultado e dizem que decisão caberá ao presidente dos EUA
Integrantes da Casa Branca ouvidos pela Coluna do Estadão evitaram responder se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhecerá o resultado da eleição presidencial brasileira, independentemente de quem vença. Indagadas diretamente sobre o tema nessa semana, duas fontes disseram que uma eventual manifestação caberá ao próprio Trump.

Outro integrante do governo americano disse que Trump “respeita Lula e também respeita Flávio Bolsonaro” e reiterou que qualquer posicionamento sobre o resultado será decisão do presidente dos EUA.

As fontes admitiram que Trump tem preferência por um candidato por afinidade ideológica, mas evitaram citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo um integrante do governo americano, o maior alinhamento político e ideológico seria “mais benéfico” para as relações entre Estados Unidos e Brasil. Questionado sobre quais seriam os benefícios desse alinhamento, porém, não respondeu.

A mesma fonte afirmou que Trump ainda não declarou apoio formal e disse não saber se o fará. “Mas tudo pode mudar.” Segundo essa pessoa, com a eleição ainda indefinida e diante da relação mantida por Washington com os dois principais candidatos, não seria “diplomaticamente bem visto” externalizar uma preferência neste momento. Em junho, a Broadcast já havia informado que o republicano estava indeciso sobre apoiar ou não um postulante no pleito brasileiro.

As respostas ocorrem em meio às discussões sobre uma possível interferência estrangeira na eleição brasileira e às dúvidas sobre se Trump decidirá declarar apoio a um candidato antes do pleito.

Interferência eleitoral

Os integrantes da Casa Branca também negaram que o governo americano vá interferir no processo eleitoral brasileiro. Uma das fontes foi taxativa ao ser questionada sobre a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o Brasil identificou “alguns indícios de interferência” por meio do uso de inteligência artificial (IA). “Não tem interferência”, se limitou a responder.

Lula afirmou na segunda-feira à CNN Internacional que Trump teria dito a interlocutores que não interferirá na eleição brasileira. “Trump tem dito isso. E não tem como acessar o sistema eleitoral brasileiro”, disse uma das fontes, que não quis responder ao ser perguntada sobre interferência estrangeira no pleito nacional por meio de IA, e não por via das urnas eletrônicas diretamente. Procurado, o Departamento de Estado dos EUA também se recusou a comentar.

Governo Trump confirma conversas sobre terras raras com pessoas próximas à oposição

Uma segunda pessoa relacionada à Casa Branca afirmou que representantes do governo americano discutiram terras raras e outros temas com pessoas próximas ao principal adversário de Lula, mas ressaltou à reportagem que as conversas não tiveram caráter oficial porque os interlocutores brasileiros não ocupam cargos públicos. A fonte negou que os contatos representem interferência no pleito.

Questionado, o blogueiro Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, afirmou que “não houve conversas conosco sobre isso”. Na semana passada, Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro se reuniram com integrantes do governo americano no Departamento de Estado.

Por Redação

Rockbridge, grupo conservador do vice-presidente dos EUA, iniciou instalação no Brasil

Estratégia previa atuação em três frentes: mídia, formação de jovens e atividade legislativa

"O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance"

O Brasil entrou há alguns meses no foco da Rockbridge Network, um grupo privado americano de direita —meio político, meio empresarial— fundado pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance. Seus emissários fizeram contato com empresários e políticos brasileiros para iniciar uma aproximação.

O grupo ganhou projeção no país nas últimas semanas após o presidenciável Renan Santos (Missão) sugerir que os americanos apoiam a campanha de Flávio Bolsonaro —o que os citados negam, mas a acusação levou a um pedido de investigação ao STF (Supremo Tribunal Federal).

A Rockbridge reúne grandes investidores, empresários e executivos conservadores que criam a tecnologia de ponta no mundo. Segundo o jornal Folha de São Paulo apurou, já tiveram contato com representantes do grupo o empresário Joesley Batista, da J&F, e o banqueiro André Esteves, do BTG. Procurados, ambos não comentaram. Entre os políticos, os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro e Romeu Zema também conheceram integrantes. Nenhum deles quis comentar.

Na semana do Brasil em Nova York neste ano, o outro cofundador da Rockbridge, Chris Buskirk, falou a empresários brasileiros num encontro mediado por Talles Gomes, fundador da Easy Taxi e da G4 Educação e integrante da rede nos EUA.

Fora do país de origem, a Rockbridge tem representação oficial apenas na Coreia do Sul. Quem acompanhou o processo no Brasil diz que ele foi suspenso devido ao ambiente eleitoral, considerado tumultuado.

A reportagem teve acesso ao material de apresentação do grupo e aos trâmites para a adesão no Brasil.

Documentos detalhados

Um dos documentos que circulou no Brasil explicava como se tornar membro e oferecia duas categorias: Keystone, com contribuição anual de US$ 500 mil, e Visionary, de US$ 1 milhão. Os pagamentos poderiam ser feitos em dólar, criptomoedas, ações de empresas abertas ou fechadas e por meio de estruturas corporativas e trusts. O formulário informava que os pagamentos deveriam ser feitos para a Rockbridge Brazil LLC, criada pelo grupo nos EUA.

Ambas dariam acesso a encontros fechados, dois summits anuais, videoconferências. A Visionary teria um plus: assento no conselho estratégico da Rockbridge Brasil, com participação na definição de prioridades, além de acesso a encontros descritos como "ultraexclusivos", incluindo jantares privados com grandes doadores e políticos internacionais.

Outro documento explicava que a Rockbridge Brasil atuaria aqui de um jeito parecido com o adotado nos EUA: seria um "fundo de venture capital político, dedicado à construção de uma plataforma para investir na infraestrutura política e social brasileira".

O texto dizia que o Brasil já é o maior país con servador do mundo, mas que falta um movimento para organizar essa força político-social. A Rockbridge Brasil poderia atuar como esse instrumento, financiando áreas citadas como restritas aos conservadores, porque estariam sob controle da esquerda.

A estratégia descrita previa atuação em três frentes: mídia (com apoio e organização de veículos conservadores); formação de jovens (com financiamentos a movimentos em ambientes acadêmicos); e atividade legislativa (fornecendo dados e pesquisas a parlamentares de direita). A definição do trabalho ficaria a cargo de "microconselhos temáticos", formados por cidadãos e empresas com atuação reconhecida em cada área.

Um outro documento, intitulado "Conselho de Tecnologia — O Atalho para a Prosperidade e Soberania Nacional", apresentou as vantagens num eventual alinhamento do setor empresarial brasileiro aos Estados Unidos na disputa tecnológica com a China. Era datado de abril e tinha como destinatário o então pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

O texto afirmava que o conselho tinha potencial para ser "um instrumento não governamental e não público" destinado a reunir grandes nomes da tecnologia e do capital "a serviço do Brasil", apoiando o desenvolvimento desse setor no país.

Previa que o impacto econômico poderia ser superior a US$ 100 bilhões em dez anos, entre investimentos, ganhos de produtividade e outros benefícios, como a geração de mais de 500 mil empregos e o desenvolvimento de 12 setores estratégicos ligados a tecnologia, energia e mineração.

A sugestão era que o conselho contasse com 23 integrantes —19 seriam estrangeiros, entre executivos, fundadores e investidores ligados à tecnologia. O documento afirmava que garantir a presença deles daria "credibilidade instantânea" ao organismo.

Nesse conselho haveria quatro brasileiros: Talles Gomes, da G4 Educação; Mario Araripe, fundador da Casa dos Ventos; David Peixoto, fundador da Pax AI; e Pedro Sang, apresentado no documento como CEO da Rockbridge Brasil.

Procurado pela reportagem para comentar a citação, Araripe não se manifestou.

A assessoria de imprensa da Pax afirmou que "Peixoto não recebeu convite para integrar o conselho nem jamais integrou qualquer iniciativa ligada à Rockbridge Network Brasil e nunca autorizou que seu nome fosse associado à entidade".

Sang afirmou não ter se associado ou exercido papel formal na Rockbridge, embora tenha sido apresentado ao grupo em outubro do ano passado por André Marinho, seu amigo de infância e candidato ao Governo do Rio de Janeiro pelo Novo.

"Interessei-me pela proposta de reunir investidores e empresários de tecnologia em uma rede que estimula negócios entre seus membros e, como entusiasta da inteligência artificial e da tecnologia como um todo, vi ali a oportunidade de atrair para o Brasil parte dos US$ 7 trilhões previstos em investimentos globais no setor, com potencial para gerar emprego e renda no país. A iniciativa, no entanto, está suspensa desde maio", explicou.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, Gomes reforçou que o projeto não evoluiu. "O conselho de tecnologia foi apenas uma proposta que ficou no papel: nunca foi constituído, nem se reuniu."

A assessoria de imprensa da Rockbridge nos EUA disse, em nota, que mediante interesse de brasileiros, foi criada a Rockbridge Brasil, mas o projeto foi depois rejeitado. "A Rockbridge criou a empresa [entidade jurídica] exclusivamente prevendo a possibilidade de levar adiante o negócio proposto. A iniciativa não prosseguiu, e a empresa nunca recebeu recursos, entrou em operação ou foi utilizada para qualquer atividade empresarial".

Segundo a assessoria, nunca foi cogitada a participação em política. "A proposta era a criação de um fórum empresarial, como também demonstra a apresentação elaborada por Marinho de forma independente e sem o conhecimento ou a autorização da Rockbridge".

Diz ainda que "brasileiros fizeram declarações falsas sobre sua relação com a Rockbridge e produziram documentos que apresentavam ou faziam referência à Rockbridge sem o conhecimento ou consentimento da organização".

André Marinho disse ao jornal Folha de São Paulo que o projeto de fato não evoluiu, mas nega que tenha produzido os documentos com as metas de atuação e termos de adesão.

"Reitero que este material jamais foi enviado nem apresentado por mim à campanha do Flávio Bolsonaro, a autoridades ou organizações americanas nem foi objeto de qualquer reunião ou tratativa", afirmou.

O candidato afirma que não faz parte da Rockbridge nem pretende se associar.

Polêmica eleitoral

A percepção de que pessoas ligadas à Rockbridge estariam apoiando a campanha de Flávio Bolsonaro chamou a atenção de Renan Santos. Em discurso em Fortaleza, em 5 de setembro, ele afirmou que Talles Gomes e Pedro Sang estariam interessados na exploração de terras raras brasileiras em caso de vitória de Flávio —o que ambos negam.

"A Rockbridge é uma iniciativa eleitoral norte-americana com o objetivo bem claro de eleger pessoas alinhadas ideologicamente com eles e fazer negócios. O interesse deles aqui vai passar por dinheiro e por uso de tecnologia na campanha —é o que eles fazem em todos os lugares", disse Renan à reportagem.

Talles Gomes, após embates com Renan nas redes sociais, entrou na Justiça, no dia 11, com notícia-crime contra o candidato por calúnia, difamação e injúria eleitoral. "Nunca houve, por meu intermédio ou com meu conhecimento, qualquer recurso estrangeiro destinado a campanha eleitoral no Brasil, direta ou indiretamente", afirma Gomes.

Outras reações foram parar na Justiça. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou o STF para que investigue se a campanha de Bolsonaro recebe recursos estrangeiros direta ou indiretamente. Na quarta-feira (23), a polêmica escalou. O PT protocolou no STF um pedido de abertura de inquérito policial para que se investigue se houve financiamento ilegal da campanha de Flávio.
Por Alexa Salomão/Flhapress

Noivos deixam festa de casamento de helicóptero, mas passeio termina em tragédia

               Noivos deixam festa de casamento de helicóptero, mas passeio termina em tragédia
Jesni Sam entrou com uma ação por homicídio culposo quase quatro meses após um acidente de helicóptero matar seu marido, Dave Fiji, de 25 anos, na noite do casamento dos dois, na Geórgia, nos Estados Unidos. A ação, apresentada na terça-feira (22), alega que o voo realizado em 29 de maio deveria ter sido cancelado devido às condições meteorológicas e que a noiva, gravemente ferida, permaneceu presa nos destroços por quase seis horas com o corpo do marido sobre ela.

O acidente aconteceu poucos minutos depois de Jesni e Dave deixarem a festa de casamento de helicóptero. O piloto Nikhil Nargundkar, de 28 anos, também morreu. Jesni sobreviveu com ferimentos graves.
O casal havia se casado diante de centenas de convidados no The Revere, espaço para casamentos e eventos em Dawsonville. A recepção terminou por volta das 21h30 e os recém-casados embarcaram no helicóptero com destino ao Aeroporto Peachtree-DeKalb, de onde seguiriam para passar a noite em um hotel de Atlanta.

Antes da decolagem, Dave, que era piloto da Delta, manifestou preocupação com as condições meteorológicas. “Ele disse: eu não voaria, nós não voaríamos com essa visibilidade”, contou o pai dele, George Fiji, à WSB. Segundo George, o piloto informou que pretendia voar em uma altitude maior.
Minutos depois da decolagem, o helicóptero caiu em uma área de mata. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes informou anteriormente que “os sinais iniciais de impacto mostram que o helicóptero atingiu árvores altas, seguido por um impacto com o terreno em uma área densamente arborizada”.

A investigação sobre as causas do acidente continua. Segundo o órgão, a causa provável e possíveis fatores contribuintes serão apresentados no relatório final, previsto para ser concluído entre 12 e 24 meses.

Na ação, os advogados de Jesni alegam que o passeio de helicóptero organizado pelo The Revere e operado pela Prestige Helicopters não deveria ter acontecido devido às “condições meteorológicas perigosas”. Eles também afirmam que o local não possuía padrões de segurança adequados nem um plano para cancelar a decolagem em caso de mau tempo. “Esta tragédia era totalmente evitável”, afirmaram os advogados, que atribuíram o acidente à “consequência de uma série de atos e omissões negligentes por parte dos responsáveis”.

Após a queda, Jesni ficou presa nos destroços até a chegada das equipes de resgate. “Por quase seis horas, Jesni permaneceu presa nos destroços, com o corpo sem vida do homem com quem havia se casado poucas horas antes sobre ela”, afirma a ação.

Jim George, tio de Jesni, também relatou anteriormente o que ela viveu após o impacto. “Quando ela tocou o rosto, ela… sentiu o corpo frio de Dave”, contou.

Andrew Robb, advogado que representa Jesni, afirmou que a ação busca esclarecimentos sobre o que aconteceu. “Em questão de minutos, Jesni passou de celebrar o dia mais feliz de sua vida para vivenciar algo quase impossível de compreender”, declarou.

“A ação de Jesni busca respostas e responsabilização pelo que aconteceu com ela e seu marido. E ela lutará para garantir que nenhum casal recém-casado passe por algo assim novamente”, acrescentou.

O The Revere não comentou o processo, enquanto a Prestige Helicopters não respondeu imediatamente ao pedido de manifestação.

https://www.msn.com/

Xi Jinping é recebido com tapete vermelho por Trump em 1ª visita de Estado em mais de 10 anos

WASHINGTON - O presidente da China, Xi Jinping, chegou aos Estados Unidos no início da noite desta quarta-feira, 23, e teve uma recepção incomum de Donald Trump. 
O líder americano foi ao encontro de seu homólogo ainda na pista da Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington, em vez de aguardar sua chegada à Casa Branca. A cerimônia de recepção contou com tapete vermelho e banda militar.

Trump aguardou Xi no pé da escada do avião, onde os dois líderes se cumprimentaram. A recepção demonstra o empenho do americano em homenagear o mandatário chinês, que faz uma visita de Estado aos EUA pela primeira vez em mais de uma década - a última ocorreu em 2015, durante o governo de Barack Obama.

Após as saudações iniciais, Trump e Xi caminharam pelo tapete vermelho, seguidos por suas esposas. Uma banda próxima tocava o hino nacional americano. Trump também sorriu durante a apresentação aérea. Ao final do hino, Trump sorriu e deu um tapinha no ombro de Xi.

Trump e Xi devem tratar de assuntos como inteligência artificial, comércio, terras raras, semicondutores e Taiwan. É possível que os dois também discutam as guerras no Irã e na Ucrânia.
A visita de Estado deve durar três dias. A programação oficial na Casa Branca começa na quinta-feira, 24, com uma cerimônia de recepção para o presidente chinês e sua mulher, Peng Liyuan. À noite, Trump oferecerá um jantar de Estado à delegação chinesa.

Na sexta-feira, 25, o presidente chinês e Peng devem retornar à sede do governo americano para um encontro com Trump e a primeira-dama Melania Trump. Depois, os dois casais visitarão os Arquivos Nacionais dos Estados Unidos.

A visita dee Xi ocorre em um momento turbulento para os dois líderes, mesmo que analistas de política externa prevejam poucos avanços significativos até o final da cúpula.
Xi supervisiona uma economia em sua pior situação em décadas. E a poucos meses das eleições de meio de mandato, Trump enfrenta baixos índices de aprovação, consequência da frustração dos americanos com os altos preços da energia, causados ??em parte pela guerra entre EUA e Israel no Irã.

Quando os dois se encontraram no ano passado na Coreia do Sul, saíram com uma diminuição da tensão após meses de uma guerra comercial cada vez mais acirrada. Essa trégua, no entanto, deve expirar em novembro.
Resta saber também se Trump confrontará Xi em outros pontos de tensão. No mês passado, Trump fez um pronunciamento em horário nobre acusando a China de interferir nas eleições de 2020. E a China tem desempenhado um papel ativo no apoio ao Irã, segundo diversos funcionários americanos, inclusive fornecendo a Teerã imagens de satélite e acesso a um satélite espião que as forças militares iranianas têm usado para realizar ataques na região.

Mas, recentemente, Trump parece estar mais focado em agradar o líder que ele descreveu como “um amigo” / Com AFP, AP e NYT

Postagem em destaque

Postagens mais visitadas