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Xi ofereceu auxílio para reabrir Hormuz e negou ajuda militar para o Irã, diz Trump após encontro

Falas do americano, não confirmadas por Pequim, vão além do comunicado oficial da Casa Branca sobre o encontro
                         Os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping (China)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (14) que o presidente Xi Jinping ofereceu ajuda da China para abrir o estreito de Hormuz e prometeu não enviar equipamentos militares para auxiliar o Irã em sua guerra contra os EUA e Israel.

"Ele gostaria de ver o estreito de Hormuz aberto e disse: 'Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar'", acrescentou. "Ele disse que não vai fornecer equipamentos militares... ele disse isso enfaticamente", declarou Trump ao programa "Hannity" da Fox News, após o encontro entre os dois líderes em Pequim.

As falas de Trump —não confirmadas por Pequim— vão além do comunicado oficial da Casa Branca, que afirmou que o americano e Xi concordaram que o estreito de Hormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, deve permanecer aberto e que o Irã não deve ter posse de armas nucleares.

Ainda durante o encontro desta quinta, o chinês fez questão de reiterar que a relação entre os países deve ser baseada em ganhos mútuos e que, se a questão Taiwan for lidada por Washington de forma inadequada, haverá conflitos.

Os mandatários se encontraram em Pequim para reunião bilateral e outros compromissos oficiais da visita de Estado do americano à capital chinesa.

Em seguida, visitaram o Templo do Céu, um cartão-postal da cidade, que tem simbolismo especial em visitas de Estado por ser conhecido como o local onde imperadores pediam a bênção dos deuses para boas colheitas. Os líderes também jantaram juntos em um banquete de Estado, momento em que Trump convidou Xi para visitar Washington em setembro.

O dia começou uma recepção amigável, marcada por risos e pequenos cochichos entre os líderes. Em pronunciamento na abertura da reunião bilateral, Trump afirmou que os países terão um futuro fantástico juntos.

"Nós construímos uma relação fantástica. Nós nos demos bem. Quando houve dificuldades, nós as resolvemos. Eu ligava para você, e você ligava para mim, e sempre que tínhamos um problema —as pessoas não sabem disso—, nós o resolvíamos muito rapidamente", disse o americano.

Uma das principais falas de Xi veio depois, durante a reunião de portas fechadas, que durou cerca de duas horas e 15 minutos. Segundo a imprensa estatal Xinhua, o líder teria repetido a Trump que a questão Taiwan é a mais importante nas relações entre as nações.

O chinês teria dito que "se mal administrada, os dois países entrarão em conflito, levando toda a relação China-EUA a uma situação muito perigosa". "A independência de Taiwan e a paz no estreito de Taiwan são incompatíveis. Manter a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan é o maior denominador comum entre a China e os EUA", afirmou, segundo a Xinhua.

A fórmula é a mesma que sua diplomacia usou nos dias que antecederam a visita. O chanceler chinês, Wang Yi, por exemplo, afirmou ao secretário de Estado, Marco Rubio, que o ponto é o mais sensível das trocas bilaterais.
Por Folhapress

'Armadilha de Tucídides': Xi usa alegoria de guerra para questionar Trump se EUA e China podem evitar conflito

Presidente chinês afirmou que o mundo vive uma 'nova encruzilhada' e disse que o planeta acompanha encontro desta quinta-feira (14). Xi e Trump se reuniram em Pequim

O presidente chinês, Xi Jinping, citou nesta quinta-feira (14) a chamada “armadilha de Tucídides” ao questionar se China e Estados Unidos conseguirão evitar um confronto entre grandes potências. A declaração foi feita durante encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Pequim.

Segundo Xi, o mundo inteiro acompanha a reunião entre os dois líderes em um momento de mudanças profundas no cenário internacional. Em seguida, ele fez uma série de questionamentos a Trump.

“China e Estados Unidos conseguem superar a armadilha de Tucídides e criar um novo modelo de relações entre grandes potências? Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo?”, afirmou.

“Podemos, em nome do bem-estar dos nossos dois povos e do futuro da humanidade, construir juntos um futuro mais brilhante para nossas relações bilaterais?”

A expressão “armadilha de Tucídides” é usada para descrever o risco de guerra quando uma potência emergente desafia uma potência dominante.

O conceito foi inspirado nos escritos do historiador grego Tucídides, que analisou a Guerra do Peloponeso, travada entre Atenas e Esparta no século V a.C.
Segundo essa interpretação, o crescimento do poder de Atenas gerou medo em Esparta, tornando o conflito praticamente inevitável.
O termo se popularizou com o cientista político norte-americano Graham T. Allison, ao ser aplicado à rivalidade entre Estados Unidos e China.

Trump chama Xi de amigo

Após o discurso de Xi, Trump afirmou que vê um “futuro fantástico” para a relação entre Estados Unidos e China. Ele também chamou o líder chinês de amigo.

Trump disse ter uma “relação fantástica” com Xi e afirmou que os laços entre os dois países “vão ser melhores do que nunca”.

“Vamos ter um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China e pelo trabalho que você fez”, afirmou Trump, dirigindo-se a Xi.

“Você é um grande líder. Digo isso a todo mundo. Às vezes as pessoas não gostam que eu diga isso, mas digo mesmo assim porque é verdade. Eu só digo a verdade.”

O presidente americano classificou o encontro como “uma honra como poucas” já vividas e disse acreditar em um futuro positivo para a cooperação entre as duas potências.

Trump elogiou recepção na China e afirmou ter ficado impressionado com a participação de crianças nas cerimônias oficiais. Por Redação g1

Trump publica imagem de mapa que mostra a Venezuela como o 51º estado norte-americano

                 "Publicação de Donald Trump nas redes sociais em que ameaça anexar a Venezuela"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (12) uma imagem em sua rede Truth Social mostrando a Venezuela como um estado americano, um dia após a líder interina do país sul-americano, Delcy Rodríguez, rejeitar a ideia em entrevista. A publicação foi compartilhada pelo perfil oficial da Casa Branca no X.

Na segunda-feira (11), após uma audiência na Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia, na Holanda, Delcy disse que essa possibilidade jamais seria considerada.

"Continuaremos defendendo a nossa integridade, soberania e independência. Nossa história é de homens e mulheres que deram suas vidas para nos tornar não uma colônia, mas um país livre", afirmou a venezuelana.

Trump havia ventilado essa possibilidade em março ao publicar nas redes sociais após a vitória da Venezuela na Copa do Mundo de beisebol, justamente conta a seleção dos EUA.

Delcy era vice na ditadura de Nicolás Maduro até a captura do autocrata pelo governo Trump, em janeiro deste ano. Desde então, Washington tutela o regime sobre a líder interina, que disse trabalhar em uma agenda de cooperação com o governo do republicano, após o restabelecimento das relações diplomáticas em março. Maduro havia rompido relações com os EUA em 2019.

A Venezuela não é o primeiro alvo de publicação semelhante do presidente americano, que usa as redes sociais para fazer ameaças de anexação a outros países e territórios.

Em janeiro, Trump publicou imagem em que mostrava os EUA e o Canadá como um único território, sem fronteiras, pintado com a bandeira americana.

O republicano já havia sugerido anexar o vizinho ao norte, também seu aliado na Otan, a aliança militar ocidental liderada por Washington, hoje em crise aberta ante as investidas do americano contra Ottawa e a Groenlândia, território dinamarquês também alvo de sua cobiça. Trump chegou a chamar mais de uma vez o premiê canadense, Mark Carney, de governador, como se o país fosse um estado americano.
Por Folhapress

Líder interina rejeita ideia de Trump de tornar Venezuela o 51º estado dos Estados Unidos

                         Declaração foi dada em Haia durante audiência sobre disputa de Essequibo
A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez
A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou nesta segunda-feira (11), em Haia, que Caracas nunca considerou se tornar o 51º estado dos Estados Unidos, como sugerido pelo presidente americano, Donald Trump.

Delcy assumiu o comando do regime após a captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro.

Delcy foi questionada por uma jornalista da emissora estatal venezuelana Telesur após uma audiência sobre a disputa do território de Essequibo na Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal instância jurídica da ONU. A Venezuela reivindica a região hoje controlada pela Guiana. A crise entre os países se intensificou após a descoberta de campos de petróleo em alto-mar pela americana ExxonMobil em 2015.

"Isso jamais seria considerado porque se há algo que nós, venezuelanos, temos em comum, é o amor pelo nosso processo de independência", respondeu a líder interina sobre a declaração de Trump.

"Continuaremos defendendo a nossa integridade, soberania e independência. Nossa história é de homens e mulheres que deram suas vidas para nos tornar não uma colônia, mas um país livre", afirmou.

Delcy também disse que trabalha em uma agenda de cooperação com o governo Trump, após o restabelecimento das relações diplomáticas em março. Maduro havia rompido relações com os EUA em 2019.

O presidente americano publicou uma mensagem em suas redes sociais em março sobre a possibilidade da Venezuela se tornar o 51º estado. A postagem ocorreu após a vitória da nação caribenha na Copa do Mundo de beisebol contra a seleção americana.

Nesta segunda, John Roberts, jornalista da Fox News, afirmou que Trump reiterou seus planos de anexar a Venezuela aos EUA. "Acabei de falar por telefone com Donald Trump... Ele me disse que está seriamente considerando tornar a Venezuela o 51º estado", declarou Roberts em uma rede social.
Por Folhapress

Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra, e tensão aumenta no Oriente Médio

Resposta iraniana priorizava o fim do conflito e garantias da segurança no Golfo e no estreito de Hormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste domingo (10) a resposta enviada pelo Irã à proposta americana para encerrar a guerra no Oriente Médio, o que aumenta as incertezas sobre as negociações por um acordo de paz.

"Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei —TOTALMENTE INACEITÁVEL", escreveu Trump na plataforma Truth Social, com as habituais maiúsculas, sem informar detalhes sobre o conteúdo rejeitado.

Mais cedo, a Irna, agência estatal iraniana, havia informado que Teerã enviou uma resposta aos EUA pelo Paquistão, que atua como mediador nas conversas. Segundo a imprensa local, a proposta previa o estabelecimento de uma "paz regional", com o fim imediato da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano; a suspensão do bloqueio naval imposto pelas forças americanas; garantias de que não haveria mais ataques contra o Irã; e o fim de sanções, incluindo restrições à venda de petróleo do país.

O jornal The Wall Street Journal informou, com base em autoridades não identificadas, que o Irã também teria proposto diluir parte de seu urânio altamente enriquecido e transferir o restante para um terceiro país. A proposta dos EUA, por sua vez, previa uma trégua inicial, seguida pela abertura de negociações sobre temas mais sensíveis, entre eles o fim do programa nuclear iraniano.

As negociações ocorreram num contexto de pressão sobre Donald Trump para conter a crise no Oriente Médio de sua viagem à China, prevista para esta semana. O republicano deve chegar na quinta-feira (14) ao país asiático, onde irá se reuniu com o líder Xi Jinping.

Os EUA enfrentam dificuldades para ampliar apoio externo. Países da Otan, a aliança militar ocidental, rejeitaram pedidos de Washington para enviar navios e ajudar na reabertura do estreito de Hormuz sem que haja antes um acordo de paz abrangente e uma missão internacional formalizada.

O Reino Unido informou no sábado (9) que enviará um navio de guerra ao Oriente Médio como preparação para eventual operação multinacional futura, em coordenação com a França.

Neste domingo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, advertiu que qualquer presença de navios britânicos, franceses ou de outros países na região sob o pretexto de "proteger a navegação" seria considerada uma escalada e enfrentaria resposta militar iraniana.

O conflito já provocou instabilidade nos mercados de energia e ampliou temores sobre os impactos na economia global, além de causar milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano.

Mesmo com um cessar-fogo em vigor desde abril, a região continua instável. Neste domingo, drones foram detectados sobre diferentes países do Golfo.

Os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado dois drones vindos do Irã. O Catar informou que um cargueiro vindo de Abu Dhabi foi atingido por um drone em suas águas territoriais. Já o Kuwait afirmou ter acionado suas defesas aéreas contra aeronaves não identificadas que entraram em seu espaço aéreo.

O estreito tornou-se um dos principais focos de tensão da guerra. Antes do conflito, iniciado em 28 de fevereiro, a passagem concentrava cerca de 20% do comércio global de petróleo. Desde o início dos confrontos, o Irã restringiu fortemente a circulação de embarcações estrangeiras.

Apesar disso, alguns navios voltaram a cruzar a rota. Segundo dados da consultoria Kpler, o navio Al Kharaitiyat, operado pela QatarEnergy, atravessou o estreito em segurança com destino ao porto de Qasim, no Paquistão. Foi a primeira embarcação catariana transportando gás natural liquefeito a fazer o trajeto desde o início da guerra.

Também neste domingo, a agência semioficial Tasnim informou que um navio graneleiro de bandeira panamenha, com destino ao Brasil, conseguiu passar pela via marítima após utilizar uma rota designada pelas Forças Armadas iranianas.
Por Folhapress

Filho de Trump se reunirá com financistas brasileiros durante encontro em NY

                          Painel vai discutir agenda de investimentos e inovação entre Brasil e EUA
                O empresário Donald Trump Jr., filho do presidente dos EUA, Donald Trump

O empresário Donald Trump Jr., filho do presidente dos EUA, Donald Trump, vai se reunir na segunda (11) com empresários e financistas brasileiros em Nova York.

O encontro será promovido pelo grupo Esfera Brasil, na terceira edição do Diálogos Esfera nos EUA.

Vice-presidente executivo da Trump Organization, ele participará de um painel com o banqueiro brasileiro André Esteves, do BTG Pactual, e com Marcelo Caure, da Brightstar Capital Partners.

O debate, segundo os organizadores, girará em torno da agenda comum entre Brasil e EUA para investimentos, inovação e desenvolvimento de longo prazo. A mediação será da CEO da Esfera Brasil, Camila Camargo Dantas.

O evento, realizado durante a Brazil Week, homenageará ainda os empresários José Auriemo Neto, chairman da JHSF, e Cristiano Amon, CEO da Qualcomm.

Ambos são os homenageados deste ano com o título Person of the Year pela Brazilian-American Chamber of Commerce, em cerimônia em Nova York.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Irã afirma ter enviado resposta à proposta dos EUA para encerrar conflito no Oriente Médio

 Proposta iranina, por meio do Paquistão, se concentra em pôr fim ao conflito e garantir a segurança no Golfo e em Hormuz

O Irã enviou uma resposta à proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio por meio do Paquistão, informou neste domingo (10) a agência de notícias iraniana IRNA.

"A República Islâmica do Irã enviou hoje, por meio de um mediador paquistanês, sua resposta ao último texto proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra", disse a IRNA

A agência destacou que a resposta do Irã se concentra em "pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima" no Golfo e no estreito de Hormuz, além de cessar as hostilidades na região.

Fontes de ambos os lados disseram à Reuters que os esforços de paz mais recentes visam um memorando de entendimento temporário par permitir o tráfego pelo estreito enquanto discutem um acordo mais completo, que teria de abordar disputas intratáveis, como o programa nuclear do Irã.

Esse anúncio ocorreu depois que, ao longo do dia, vários drones atingiram diferentes áreas do Golfo e um deles atingiu um cargueiro que se dirigia ao Catar. Os ataques que minam a trégua em vigor desde 8 de abril.

Além disso, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano advertiu os Estados Unidos contra qualquer ataque a embarcações nas águas do Golfo e afirmou que a moderação do Irã chegou ao fim.

"Nossa moderação terminou a partir de hoje. Qualquer ataque contra nossas embarcações desencadeará uma resposta iraniana forte e decisiva contra navios e bases americanas", escreveu Ebrahim Rezaei em uma publicação no X.
Por Folhapress

Irã diz que participará da Copa do Mundo, mas pede que países organizadores aceitem condição

Federação exige que dirigentes ligados à Guarda Revolucionária tenham entrada liberada nos Estados Unidos
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj
A FFIRI (Federação de Futebol da República Islâmica do Irã) afirmou neste sábado (9) que sua seleção participará da Copa do Mundo, mas exigiu que os países organizadores (Estados Unidos, México e Canadá) aceitem suas condições, em um contexto de guerra no Oriente Médio.

Isso ocorre depois de autoridades migratórias do Canadá terem dificultado a entrada em seu território do presidente do futebol iraniano no mês passado, antes do Congresso da Fifa (Federação Internacional de Futebol), por seus vínculos com o CGRI (Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica).

Braço ideológico das Forças Armadas iranianas, também conhecido como Guarda Revolucionária do Irã, o CRGRI foi classificado como grupo terrorista por Estados Unidos, Canadá e outros países.

A presença do Irã no torneio, que será disputado de 11 de junho a 19 de julho, esteve em dúvida desde o início da guerra no Oriente Médio em fevereiro, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel.

"Definitivamente participaremos da Copa do Mundo de 2026, mas os anfitriões devem levar em conta nossas preocupações", afirmou a federação iraniana em seu site. "Participaremos do torneio, mas sem nenhum recuo em relação às nossas crenças, cultura e convicções."

O presidente da federação, Mehdi Taj, declarou na sexta-feira (8) à televisão estatal que Teerã tem dez condições para comparecer ao torneio, buscando garantias sobre o tratamento que a delegação receberá.

As condições incluem a concessão de vistos e o respeito à equipe da seleção, à bandeira do time e ao seu hino nacional durante o torneio, além da exigência de alta segurança nos aeroportos, hotéis e rotas até os estádios.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou anteriormente que os jogadores iranianos serão bem-vindos, mas advertiu que poderia ser negada a entrada a membros da delegação iraniana com vínculos com o CGRI.

"Todos os jogadores e a comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram seu serviço militar no Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber vistos sem nenhum problema", insistiu Taj.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, vem reiterando que o Irã disputará seus jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos, conforme previsto.

O Irã, que planeja estabelecer sua base durante a Copa do Mundo em Tucson, Arizona, abrirá sua participação no Mundial contra a Nova Zelândia em Los Angeles no dia 15 de junho e depois enfrentará a Bélgica (no dia 21 de junho, também em Los Angeles) e o Egito (no dia 27 de junho, em Seattle).

"Nenhuma potência externa pode privar o Irã de sua participação em uma Copa para a qual se classificou por mérito", declarou no sábado a federação iraniana.
Por Folhapress

Irã diz que Estreito de Ormuz está liberado para navegação 'segura'

Comunicado da Guarda Revolucionária do país cita que as "ameaças do agressor" foram neutralizadas e que novos protocolos estão em vigor. Um dia antes, Trump anunciou a suspensão temporária da operação militar que o país vinha fazendo na região.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou o Estreito de Ormuz está liberado para navegação "segura" em um comunicado nesta quarta-feira (5).

Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão temporária da operação militar que o país vinha fazendo na região, Teerã se pronunciou através de uma mensagem divulgada nas redes sociais e também na mídia estatal iraniana:

"Agradecemos aos capitães e armadores do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã por cumprirem as regulamentações iranianas do Estreito de Ormuz e por contribuírem para a segurança marítima regional. Com as ameaças do agressor neutralizadas e novos protocolos em vigor, será garantida a passagem segura e estável pelo estreito".

Ao anunciar a decisão de pausar a chamada “Operação Liberdade”, Trump disse que ela foi tomada após pedidos do Paquistão, que atua como mediador, e citou um “grande progresso” nas conversas com representantes iranianos.




Acordo perto de ser fechado

Nesta quarta, uma reportagem do site americano Axios noticiou que os EUA e o Irã estão perto de finalizar um memorando de uma página para encerrar a guerra no Oriente Médio e uma fonte paquistanesa que falou de forma anônima à agência de notícias Reuters afirmou:

"Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá", disse à Reuters a fonte paquistanesa.

Segundo o Axios", os EUA esperam uma resposta do Irã nas próximas 48 horas, segundo duas autoridades norte-americanas e outras duas fontes informadas sobre o assunto ouvidas pela reportagem.

O memorando de uma página e contém, entre os termos, uma moratória sobre limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã, em troca dos EUA suspenderem sanções econômicas e liberarem bilhões em ativos iranianos congelados, segundo o "Axios".

A proposta também prevê que EUA e Irã suspenderiam seus bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz, de acordo com a reportagem. O trânsito de navios comerciais pela região é um dos pontos mais sensíveis do conflito, e a via marítima foi palco de confrontos entre os dois países nos últimos dias.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, afirmou que o país está tentando fazer com que o cessar-fogo atual entre EUA e Irã —que ficou ameaçado nesta semana com o embate em Ormuz— leve a um fim permanente da guerra.

Os EUA esperam respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas, segundo a reportagem. Nada foi acordado até o momento, porém a Casa Branca acredita que este é o momento em que os dois países estão mais próximos de um acordo desde o início da guerra.

O governo dos EUA não havia se pronunciado de forma oficial sobre esse memorando até a última atualização desta reportagem. No entanto, o presidente Donald Trump citou um "grande progresso" nas negociações com o Irã quando anunciou na terça-feira a suspensão da operação militar para auxiliar o trânsito de navios por Ormuz.

Apesar do otimismo, segundo o "Axios", muitas autoridades da Casa Branca continuam céticas sobre se um acordo preliminar poderia ser assinado por conta do caráter fragmentado da liderança do Irã, que possui muitas autoridades de alto nível, o que dificulta um consenso. Outro ponto de preocupação é que esse memorando possui brechas que poderiam levar à retomada da guerra no futuro.

Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump na quinta-feira

                    Antes, brasileiro havia falado de uma reunião em março, que não foi realizada

Os presidentes Lula e Donald Trump
A Casa Branca confirmou, nesta terça-feira (5), o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro está marcado para esta quinta-feira (7) e a expectativa, segundo aliados do petista, é que ele viaje nesta quarta e retorne na sexta.

A visita foi confirmada por meio de um funcionário da Casa Branca ao jornal Folha de São Paulo. Segundo ele, o presidente Trump vai receber Lula para "discutir assuntos econômicos e de segurança de importância compartilhada".

Lula tinha falado sobre a possibilidade do encontro no início do ano e chegou a anunciar uma visita em março, que não foi adiante. Após o início da guerra contra o Irã, diplomatas afirmam que as conversas para uma reunião entre os líderes perderam fôlego.

Apesar da confirmação da Casa Branca à imprensa, o governo brasileiro ainda aguarda a confirmação oficial da reunião. Às vésperas do encontro, integrantes do governo Lula já se encontram em Washington para preparar a visita do presidente.

Nesta terça, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo brasileiro deverá buscar um acordo de combate ao crime organizado transnacional durante o encontro.

"Em relação ao crime organizado, esse é um tema que o presidente Lula já levou ao presidente Trump, e vai levar novamente, que é um acordo para o combate a organizações criminosas transnacionais, ao crime organizado transnacional", disse Alckmin em entrevista à Globonews.

"Nós podemos fazer muita parceria nessa área, controle de fluxo financeiro, investigação. Esse é um tema extremamente relevante”.

Por Isabella Menon/Folhapress

Suspeito troca tiros com Serviço Secreto dos Estados Unidos nas proximidades da Casa Branca

Agentes teriam abordado homem que parecia carregar uma arma, fugiu ao ser confrontado e foi atingido por tiros

Casa Branca
O Serviço Secreto dos EUA disse nesta segunda-feira (4) que agentes confrontaram um "indivíduo suspeito" armado perto da Casa Branca, que posteriormente atirou contra eles antes de fugir a pé e ser baleado pelas forças de segurança. O incidente levou a um breve bloqueio na Casa Branca.

Agentes que patrulhavam o perímetro externo do complexo da sede do Executivo americano e residência do presidente Donald Trump identificaram, segundo o vice-diretor do Serviço Secreto, Matthew Quinn, um "indivíduo suspeito que aparentava estar com uma arma de fogo". O suspeito, que não foi identificado, não chegou a entrar na área da Casa Branca.

O suspeito fugiu a pé após ser abordado por agentes do Serviço Secreto e atirou na direção deles, segundo Quinn. Os agentes, então, atiraram no suspeito, que foi atingido e posteriormente hospitalizado, acrescentou o vice-diretor.

A comitiva do vice-presidente J. D. Vance passou pela área pouco antes do incidente, ainda segundo Quinn. Não havia indicação de que o suspeito pretendia se aproximar da comitiva de Vance.

Um menor de idade que estava no local foi atingido pelo suspeito, mas não sofreu ferimentos com risco de morte e estava sendo tratado em um hospital.

As forças de segurança estão em alerta nos últimos dias na capital dos EUA após uma tentativa de atentado durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no final do mês passado, pelo qual um homem foi preso. Trump e Vance, assim como outras autoridades do governo, estavam no evento.

Quinn foi questionado se o incidente desta segunda-feira estava ligado a "outras tentativas recentes" contra a vida de Trump —o presidente estava na Casa Branca quando o incidente ocorreu. "Se foi ou não direcionado ao presidente, eu não sei, mas vamos descobrir", disse Quinn.

O vice-diretor do Serviço Secreto confirmou que uma arma foi recuperada do suspeito, mas não deu mais detalhes. O Departamento de Polícia de Washington investiga o caso.

Por Folhapress

Putin alerta Trump ao telefone a respeito de 'consequências prejudiciais' de nova ação no Irã

Líderes da Rússia e dos EUA falaram por telefone nesta quarta-feira, segundo o Kremlin, após Irã buscar Moscou
Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump
Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone nesta quarta-feira (29). O líder russo apresentou ideias para resolver a disputa em torno do programa nuclear do Irã, segundo o conselheiro do Kremlin para política externa, Iuri Ushakov.

A ligação telefônica foi a primeira conversa anunciada publicamente entre os dois líderes desde 9 de março, nove dias após os EUA e Israel iniciarem a guerra atual contra o Irã, atualmente sob uma frágil trégua em meio à continuação dos bloqueios iranianos e americanos a navios no estreito de Hormuz e à dificuldade de avanços nas negociações para o fim do conflito.

Ushakov não deu detalhes sobre as propostas de Putin sobre o Irã, mas disse que qualquer retomada das hostilidades no Oriente Médio "inevitavelmente teria consequências extremamente prejudiciais" e não seria do interesse de ninguém.

"A Rússia está firmemente comprometida em fornecer total apoio aos esforços diplomáticos para buscar uma resolução pacífica da crise e ofereceu uma série de considerações destinadas a resolver as divergências sobre o programa nuclear do Irã", afirmou ele a jornalistas após a conversa entre os dois líderes.

A Rússia havia oferecido anteriormente retirar do país persa o estoque de urânio enriquecido em posse da República Islâmica.

Ushakov disse ainda que a Rússia manteria contato com o Irã, com o qual tem uma "parceria estratégica", bem como com os estados do golfo Pérsico e Israel para garantir que não haveria uma retomada das hostilidades na região.

Ele disse que a ligação telefônica durou mais de uma hora e meia e foi "conduzida de maneira amigável, franca e objetiva".

Na segunda-feira (27), o Irã indicou mudança em sua estratégia de negociação após novo fracasso de uma segunda rodada de conversas com Washington e enviou seu chanceler, Abbas Araghchi, a Moscou. Ele foi recebido por Putin, que afirmou que faria de tudo para ajudar o Oriente Médio a alcançar a paz.

Durante a conversa com Trump nesta quarta, o líder russo também propôs uma repetição do cessar-fogo temporário ocorrido na Ucrânia, no ano passado, para marcar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no próximo mês, disse Ushakov. No ano passado, Kiev não concordou com a trégua, que do lado russo durou três dias.

"Trump apoiou ativamente essa iniciativa, observando que o feriado marca nossa vitória comum sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial. Trump acredita que um acordo para pôr fim ao conflito na Ucrânia já está próximo", disse o conselheiro.
Por Folhapress

Governo Trump aprova pelotão de fuzilamento para pena de morte e a volta da injeção letal

Relatório do Departamento de Justiça expande métodos de aplicação da sentença e critica restrições da gestão Biden
O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (24) que permitirá pelotões de fuzilamento e voltará a adotar a injeção letal como parte de um esforço mais amplo para restabelecer a pena de morte nos Estados Unidos.

Em um relatório, Todd Blanche, o secretário de Justiça interino, afirmou que as decisões do ex-presidente democrata Joe Biden de recuar da pena de morte "causaram danos incalculáveis às vítimas de crimes e, em última instância, ao próprio Estado de Direito".

O Departamento de Justiça, disse ele, voltou a autorizou o uso de pentobarbital para executar presos do sistema federal e também permitirá métodos adicionais de execução, como o uso de pelotões de fuzilamento.

O relatório de 48 páginas acrescentou que o Escritório Federal de Prisões (BOP, na sigla em inglês) deveria seguir o exemplo de estados que expandiram seus protocolos de execução em meio a disputas sobre a legalidade e disponibilidade de drogas para injeção letal.

"Os métodos adicionais de execução que o BOP deveria considerar adotar incluem o pelotão de fuzilamento, a eletrocussão e o gás letal —todos considerados consistentes com a Oitava Emenda pela Suprema Corte", disse o relatório, referindo-se à parte da declaração de direitos que proíbe "punições cruéis e incomuns".

O senador democrata Dick Durbin, de Illinois, chamou as medidas de "uma mancha na história da nossa nação".

Durbin acusou o Departamento de Justiça de "voltar no tempo ao fortalecer a prática bárbara da pena de morte federal —uma forma de punição cruel, imoral e frequentemente discriminatória".

Trump havia sinalizado as medidas em seu primeiro dia no cargo, assinando um decreto para reinstituir a pena capital no sistema prisional federal. Durante o primeiro mandato de Trump, 13 pessoas foram executadas no corredor da morte nacional.

Em 2021, o então secretário de Justiça, Merrick Garland, emitiu uma moratória sobre execuções de presos federais e suspendeu o uso de um protocolo de uso de droga letal para o pentobarbital. Em seus últimos dias no cargo, Biden comutou as sentenças de morte de 37 dos 40 condenados no corredor da morte federal.

O governo Trump enfrenta um obstáculo significativo. Segundo a lei, o governo federal só pode realizar execuções em estados que permitem a pena capital e executá-las de acordo com os protocolos estaduais. Por anos, as execuções federais ocorreram em Indiana, que só permite a pena capital por injeção letal.

O Departamento de Justiça, reconhecendo essa limitação em seu relatório, recomenda que o governo federal encontre um novo local para realizar execuções, em um estado que permita outros métodos. O Mississippi, afirma o relatório, permite execuções por eletrocussão ou pelotão de fuzilamento se a injeção letal ou outros métodos não estiverem disponíveis.

O texto pediu que o Escritório de Prisões apresente um relatório "detalhando as opções para realocar ou expandir o corredor da morte federal, ou para construir uma segunda instalação de execução federal em um estado que permita métodos adicionais de execução".

O pelotão de fuzilamento raramente foi usado nos EUA, mas recentemente foi autorizado por vários estados como método alternativo caso caso as unidades federativas não consigam obter as substâncias usadas na injeção letal. Antes do ano passado, as únicas execuções por pelotão de fuzilamento no país em tempos modernos haviam sido realizadas por Utah, em 1977, 1996 e 2010, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte, um grupo de pesquisa.

Mas em 2025, a Carolina do Sul, que havia autorizado o pelotão de fuzilamento em 2021, executou três prisioneiros usando esse método.

Em seu anúncio nesta sexta-feira, o governo Trump disse que estava trabalhando em uma regulamentação destinada a reduzir o processo de apelação federal para casos de pena de morte estaduais, embora, em última instância, os tribunais tenham a palavra final.

O departamento também afirmou que planejava emitir uma regulamentação que imporia novos limites à capacidade de presos condenados à morte de buscar clemência ou indultos do governo federal.

O relatório sugeriu, ainda, expandir os tipos de crimes e os tipos de criminosos elegíveis para a pena de morte federal a fim de "corrigir lacunas e deficiências" na lei atual. O Congresso teria que aprovar qualquer mudança desse tipo com nova proposta legislativa.

Segundo o relatório, o governo federal deveria considerar propor legislação que tornaria elegíveis para a pena de morte "assassinatos de policiais; assassinatos por estrangeiros ilegalmente nos EUA; e assassinatos constituídos ou cometidos na prática de crimes de ódio, perseguição, apoio material ou violência doméstica".

Robin Maher, diretora do Centro de Informações sobre Pena de Morte, disse que o relatório parecia mais focado em queixas contra o governo Biden do que em uma análise direta do protocolo de injeção letal.

"Pareceu-me bastante desonesto no que se refere a refletir a realidade dos problemas" com o uso de pentobarbital em execuções, disse Maher.

O pentobarbital foi usado pela primeira vez em uma execução em 2010, em Oklahoma, e logo se tornou um método comum para executar prisioneiros.

Assim como outras drogas usadas em injeções letais, ela enfrentou contestações na Justiça de prisioneiros e seus advogados, que disseram que ela causava sofrimento aos prisioneiros, mas os tribunais permitiram seu uso, e vários estados a usam como método principal para execução da pena. Ainda assim, alguns estados tiveram dificuldade em obter a droga devido à pressão de grupos médicos e de defesa sobre os fabricantes de medicamentos.

Em janeiro de 2025, o Departamento de Justiça sob Garland, pouco antes de Trump assumir para seu segundo mandato, emitiu um memorando dizendo que "ainda há uma incerteza significativa sobre se o uso de pentobarbital como injeção letal causa dor e sofrimento desnecessários".
Por Folhapress

Atirador enviou mensagens à família pouco antes do ataque, dizem investigadores /Por Estadão Conteúdo

Foto: Divulgação
O homem acusado de abrir fogo no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca - já identificado por autoridades de segurança como Cole Thomas Allen - enviou mensagens para membros da família minutos antes do ataque, ocorrido Washington Hilton, na noite deste sábado.
Nelas, referiu-se a si mesmo como um "Assassino do Governo", e criticou a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com isso, autoridades locais acreditam cada vez mais na tese de que as motivações para os tiros tenham sido políticas.

As mensagens faziam referências repetidas ao republicano, sem nomeá-lo diretamente, e aludiam a queixas sobre uma série de ações de sua gestão e eventos recentes, incluindo ataques dos EUA a barcos que seriam usados no contrabando de drogas na região do Pacífico oriental, disseram fontes envolvidas nas investigações.

Além dos textos enviados aos familiares, estão sendo avaliadas postagens em redes sociais feitas antes pelo atirador, além de entrevistas com membros da família, na busca por evidências mais claras em torno das possíveis motivações do suspeito.

A irmã de Allen disse aos investigadores que seu irmão havia comprado legalmente várias armas em uma loja da Califórnia e as armazenado na casa dos pais em Torrance sem o conhecimento deles Ela o descreveu ainda como propenso a tomar atitudes radicais, disseram oficiais envolvidos no tema.

Paquistão saúda prorrogação do cessar-fogo entre EUA e Irã

Primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, havia feito o pedido a Trump para permitir que os esforços diplomáticos continuassem
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por aceitar o novo pedido do país para estender o cessar-fogo na guerra contra o Irã, permitindo que os esforços diplomáticos em curso prossigam.

"Espero sinceramente que ambos os lados continuem a observar o cessar-fogo e consigam concluir um 'Acordo de Paz' abrangente durante a segunda rodada de negociações agendada para Islamabad, visando o fim permanente do conflito", disse Sharif em uma publicação no Facebook.

Trump anunciou a extensão do cessar-fogo para dar mais tempo às negociações, até que o Irã apresente uma proposta.

Apesar da extensão do prazo, o presidente americano afirmou que ordenou as Forças Americanas a continuarem o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e que "permanecessem prontas e aptas".
Gursimran Kaur, da Reuters

Atirador mata oito crianças em ataques a casas nos EUA, diz polícia

Tiroteios ocorreram em três locais diferentes na madrugada de domingo (19). Suspeito morreu após perseguição policial; parte das vítimas era da família do atirador.
Um atirador matou oito crianças em tiroteios em diferentes casas na madrugada de domingo (19), nos Estados Unidos, informou a polícia local. O caso aconteceu no estado da Louisiana.

As vítimas tinham idades entre 1 e cerca de 14 anos, disse o porta-voz da polícia de Shreveport, Chris Bordelon. Ao todo, 10 pessoas foram baleadas.
O atirador morreu após uma perseguição com policiais, que atiraram no suspeito, disse Bordelon. O suspeito roubou um carro ao deixar o local dos tiroteios e foi seguido pela polícia. O nome dele não foi divulgado.

As autoridades disseram que ainda estavam reunindo detalhes nas cenas do crime, que se estendiam por três locais. Algumas das crianças baleadas eram parentes do suspeito, disse Bordelon.
Este foi o tiroteio em massa mais letal nos Estados Unidos desde que oito pessoas foram mortas em um subúrbio de Chicago, em janeiro de 2024, segundo um banco de dados mantido pela agência Associated Press e pelo USA Today em parceria com a Universidade Northeastern.

Em uma coletiva de imprensa em frente à casa onde ocorreu um dos tiroteios, autoridades pareciam atônitas, pedindo paciência enquanto organizavam as múltiplas cenas de crime.

“Esta é uma situação trágica — talvez a pior situação trágica que já tivemos”, disse Tom Arceneaux, prefeito da cidade no noroeste da Louisiana com cerca de 180 mil habitantes. “É uma manhã terrível.”
A Polícia Estadual da Louisiana informou que seus detetives foram solicitados pela polícia de Shreveport para investigar o caso

Sem incluir o incidente ocorrido neste fim de semana em Shreveport, o Arquivo da Violência Armada registra ao menos 119 tiroteios em massa nos Estados Unidos neste ano, que resultaram em 117 mortes, incluindo 79 crianças, e 458 feridos.

O arquivo define tiroteio em massa como um incidente em que pelo menos quatro pessoas, excluindo o atirador, são feridas ou mortas por disparos de arma de fogo. Os Estados Unidos tiveram 407 tiroteios em massa no ano passado, segundo dados do arquivo.
Por Associated Press/G1

Libaneses deslocados pela guerra voltam para casa e festejam cessar-fogo

Um dia após o anúncio de uma trégua de 10 dias, muitas famílias resolveram retornar para suas cidades no sul do país, maior alvo dos ataques israelenses contra o Hezbollah.

Famílias desabrigadas pela guerra no Líbano começaram a retornar para suas casas nesta sexta-feira (17), um dia após o anúncio de um cessar-fogo nos conflitos entre Israel e o grupo extremista Hezbollah.

Nos subúrbios ao sul da capital, Beirute, alvo de vários ataques aéreos israelenses, em meio ao entulho de vários prédios destruídos, o clima era de festa.

"Se Deus quiser, tudo terminará bem. Este cessar-fogo é uma vitória para nós. Houve resiliência por parte dos deslocados, resiliência de toda a população e apoio à resistência (Hezbollah)", afirmou um morador, Iyad Jamal Eddine, à agência de notícias Reuters.

Apesar das comemorações, muitos libaneses que saíram de casa e estão acampados pelas ruas de Beirute, no entanto, ainda estão apreensivos em voltar para suas cidades. Têm medo que a frágil trégua não seja respeitada ou prorrogada.

Sayyed Akram Atoun, da cidade de Markaba, optou por esperar antes de levar as filhas novamente para casa: "Não voltaremos até que a guerra termine e eles se retirem de todo o território libanês".
Em Sidon, uma grande cidade no litoral libanês, a rodovia que leva ao sul do país registrou um fluxo intenso de tráfego.

Em Qasmiyeh, já no sul do Líbano , uma longa fila de veículos se formou para atravessar uma passagem improvisada sobre o rio Litani, erguida às pressas após o cessar-fogo entrar em vigor, já que Israel destruiu váriass pontes durante a guerra, entre elas a da cidade.

Na cidade de Nabatieh, no sul do país, em grande parte destruída, alguns moradores que retornavam afirmavam, em tom de desafio, que ficariam. Outros diziam que não havia nada para o que voltar.

"Há destruição e é inabitável. Estamos pegando nossas coisas e indo embora novamente. Que Deus nos dê alívio e acabe com tudo isso de vez - não temporariamente - para que possamos retornar às nossas casas e terras", disse Fadel Badreddine, que estava com o filho pequeno e a esposa.
Israel vem atacando o Líbano desde março, na esteira da guerra no Oriente Médio e diz alvejar o Hezbollah, que é financiado pelo Irã e voltou a atacar o norte de Israel em retaliação. O Exército libanês não se envolveu diretamente no conflito.

Em um comunicado após o anúncio da trégua, o Hezbollah disse que qualquer cessar-fogo deve impedir a presença de soldados israelenses. Mas Netanayhu afirmou que o acordo não prevê a retirada de seus soldados, que ocupam partes do sul do Líbano atualmente, o que pode fazer a trégua ruir.

Antes, o grupo terrorista já havia dito que não cumpriria nenhum acordo entre os dois governos.

Pouco antes do anúncio de Trump, o deputado libanês Hassan Fadlallah, integrante do braço político do Hezbollah, afirmou à agência de notícias Reuters que o cumprimento do cessar-fogo por parte do grupo terrorista dependeria de Israel interromper os ataques que vem fazendo ao Líbano.

As relações entre os dois países do Oriente Médio, vizinhos, são estremecidas desde a década de 1970. Israel atacou o sul do Líbano em 1978 e novamente em 1982 para combater ofensivas constantes de milícias pró-Palestina.

Trump bloqueia estreito de Hormuz; Irã desafia a medida

Donald Trump
A confusa ordem do presidente Donald Trump para o bloqueio naval do estreito de Hormuz fez cessar o tráfego que já era mínimo na via que, antes da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, escoava 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mercado.

O bloqueio começou às 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília. Antes dele, segundo monitores de tráfego marítimo, apenas 2 navios ligados ao Irã tentaram fazer o trânsito na região, ante 4 na véspera e até 140 antes do conflito que vive um incerto cessar-fogo desde a terça passada (7).

No domingo (12), o presidente americano determinou a medida para qualquer navio que tenha pagado o pedágio imposto pelo Irã na semana passada. Em vez de reabrir a passagem como havia sido combinado na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que diz evitar minas colocadas pela teocracia e passa por suas águas territoriais.

Com isso, um petroleiro precisa pagar em criptomoedas US$ 1 por barril de óleo transportado, por exemplo. Diante do fracasso da rodada de negociações diretas entre EUA e Irã no Paquistão no fim de semana, Trump então anunciou o bloqueio.

Já quem irá executá-lo, a Marinha sob o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, disse que irá interceptar navios de quaisquer países que estejam vindo ou indo a portos iranianos, que é algo diferente de um hipotético petroleiro de bandeira panamenha com produto do Kuwait que tenha aceitado pagar a taxa do Irã.

Em uma segunda postagem sobre o tema nesta madrugada de segunda, Trump falou em bloqueio envolvendo portos iranianos. Nesta manhã, nota da Marinha a navegadores disse que "o bloqueio não vai impedir o trânsito neutro pelo estreito para ou de destinações não iranianas".

Segundo os EUA, navios neutros ora em portos iranianos poderão deixar a área "por um período limitado" sem serem importunados.

Na prática, navios de guerra dos EUA patrulham áreas de trânsito e avisam, por rádio, que estão interditadas. Se a embarcação comercial não parar ou der meia-volta, ela pode ser abordada por lanchas e helicópteros e apreendida. Em casos extremos, uso da força pode ocorrer.

Trump escreveu nesta manhã, sempre em sua rede Truth Social, que se alguma lancha de ataque iraniana que tenha sobrevivido às cinco semanas de combate tentar atacar um navio americano, será "eliminada".

Do ponto de vista legal, o bloqueio é previsto em caso de conflitos caso não puna a população civil. A questão é que os EUA estão em uma trégua com o Irã, o que torna nebulosa sua ação sob o direito internacional.

Em tempos de paz, cerca de 90% da produção de petróleo iraniana é destinada à China, que tem no país seu terceiro maior fornecedor por meio de esquemas para driblar sanções internacionais, intermediando as compras pela Malásia e outros. É incerto quanto óleo iraniano conseguiu deixar a região desde o início da guerra.

Trump disse que teria ajuda de outros países em seu bloqueio, sem os nominar. O Reino Unido e a França farão uma reunião para debater a situação, mas o premiê britânico, Keir Starmer, voltou a dizer "esta não é nossa guerra" e que não irá participar de missões ofensivas.

O republicano, que busca deixar a impopular guerra que iniciou em 28 de fevereiro, disse que o cessar-fogo está valendo, exceto que os iranianos ataquem algum navio "pacífico" ou americano. Ele disse que "não se importa" se haverá ou não novas negociações com o Irã, abrindo uma janela para deixar o conflito congelado.

Já a Marinha de Teerã disse, em comunicado, considerar o bloqueio ridículo e que manterá o esquema com sua rota ilegal com pedágio. A Força reafirmou que irá considerar qualquer movimentação militar em Hormuz uma violação do cessar-fogo.

E assim segue a disputa narrativa, com ambos os lados buscando dizer estar em vantagem. O controle de Hormuz é a principal ficha de barganha de Teerã no conflito, devido ao impacto nos preços globais de energia.

Na vizinhança imediata de Hormuz há pelo menos dois navios de guerra americanos, os destróieres USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy.

No sábado, os EUA disseram que ambos os navios navegaram por Hormuz com apoio de drones subaquáticos, visando identificar e destruir minas. O Irã não comentou a afirmação, e o fato é que não se sabe quais as atuais capacidades costeiras do país após os intensos bombardeios a que foi submetido.

Há pelo menos outros seis navios deste tipo, armados com sistemas antimísseis, na região próxima do lado "de fora" de Hormuz, o golfo de Omã, que leva ao oceano Índico. A Marinha iraniana em si parece ter sido dizimada pelos EUA, que afirmaram ter destruído cerca de 160 de suas embarcações.

Mas o perigo para navios está nas minas e no emprego de drones e mísseis pelos iranianos. Os aviões robôs podem fazer grandes danos em petroleiros e cargueiros civis, mas são os modelos de cruzeiro antinavios que preocupam os rivais: eles mal foram vistos em ação na guerra, o que faz supor que Teerã os guardou.

O alcance máximo dos modelos iranianos do tipo é 700 km, e em médio atingem alvos a 300 km. Isso levou o grupo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, operando na guerra, a se proteger mais ao sul da costa de Omã, por exemplo.

Enquanto a novela naval se desenrola, a guerra continua na frente libanesa, onde Israel não incluiu o combate ao Hezbollah no cessar-fogo. Nesta segunda, houve bombardeios que mataram ao menos nove pessoas no país vizinho, e as forças de Binyamin Netanyahu anunciaram que irão tomar controle da cidade de Bint Jbeil, perto da fronteira.

Por Igor Gielow/Folhapress

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