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Trump diz que o Irã 'está morto' e aponta o Partido Democrata como o 'maior inimigo' dos EUA

Fala do presidente norte-americano neste domingo (22) pareceu redirecionar atenções para cenário doméstico em meio a primárias dos midterms. Eleição de meio de mandato está marcada para novembro. Conflito entre EUA, Israel e Irã continua sem perspectiva de trégua.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (22) que o "maior inimigo" do país é o Partido Democrata "agora que o Irã está morto".

“Agora, com a morte do Irã, o maior inimigo que os Estados Unidos têm é a esquerda radical, altamente incompetente, o Partido Democrata! Obrigado pela atenção a este assunto”, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.

A fala de Trump pareceu redirecionar as atenções para cenário interno dos EUA em meio ao "esquenta" para as eleições de meio de mandato, os famosos "midterms". Os partidos Republicano e Democrata já começaram a realizar primárias para escolher os candidatos que concorrerão a cargos do Executivo e do Legislativo no pleito, que está marcado para novembro.

Nos últimos dias, Trump tem começado a influenciar o pleito de forma mais intensa, declarando apoio a diversos candidatos por meio de suas redes sociais.

A afirmação de que "o Irã está morto", além de conceitualmente equivocada, não parece ter base na realidade, porque o regime em Teerã continua operante em meio à guerra que trava contra os EUA e Israel. O conflito, inclusive, que não parecer ter um fim em vista e se alastrou pelo Oriente Médio, entrou na 4ª semana no sábado.

Os midterms, que estão marcados para o dia 3 de novembro, terão eleições para governador em 36 estados e 3 territórios não incorporados dos EUA, todos os 435 assentos da Câmara dos Deputados serão renovados e também haverá votação para 35 dos 100 assentos do Senado.

Trump agora dá ultimato para Irã reabrir o estreito de Hormuz

Americano, que havia dito que poderia desacelerar a guerra, quer via marítima liberada em 48 horas.

O presidente dos EUA, Donald Trump

Um dia após dizer que avaliava desacelerar a guerra contra o Irã por considerar seus objetivos quase alcançados, o presidente Donald Trump emitiu um ultimato para que a teocracia libere o tráfego pelo estreito de Hormuz em 48 horas, sob pena de ter sua infraestrutura energética destruída.

A nova ameaça do republicano foi publicada na noite deste sábado (21) na rede Truth Social e remete ao nó que ele não consegue resolver: retomar o tráfego de navios pelo caminho que escoa 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta.

Este é o grande ativo geopolítico de Teerã nestas três semanas de conflito iniciado pelos Estados Unidos e por Israel. Tendo militarizado grande parte do estreito, do qual controla as costas ao norte, os aiatolás determinaram seu bloqueio, na prática.

O petróleo e o gás viram seus preços dispararem, levando a um pânico generalizado nos mercados e potenciais impactos inflacionários —do diesel de caminhões ao frete de alimentos, tudo é impacto na cadeia.

Apenas alguns navios de bandeiras neutras passam, segundo relatos não confirmados pagando até US$ 2 milhões de pedágio. Trump tentou atrair europeus e asiáticos para uma força-tarefa visando escoltar petroleiros e afins, mas não teve sucesso.

Depois de se queixar de dizer que faria o serviço sozinho, na sexta-feira (20) disse que os aliados europeus eram covardes. Neste sábado, 22 países do continente, Oriente Médio, Ásia e Oceania divulgaram nota prometendo apoiar medidas na região, mas não falaram em enviar navios de guerra.

Ao longo da semana, os EUA passaram a atacar mais fortemente posições no estreito, usando armamentos de uso próximo dos alvos, como aviões de ataque A-10 e helicópteros Apache. Neste sábado, as Forças Armadas disseram ter degradado bastante as capacidades iranianas na região.

"Se o Irã não abrir completamente, sem ameaças, o estreito de Hormuz em 48 horas a partir de agora, os EUA vão atingir e obliterar várias usinas de energia, começando pela maior de todas primeiro", escreveu Trump.

O Irã, que havia acabado de fazer ondas de ataques bastante destrutivas com mísseis balísticos no sul de Israel, não piscou. Seu comando militar emitiu nota dizendo que qualquer ataque à infraestrutura militar do país será respondido com a mesma moeda contra instalações americanas no golfo Pérsico.

Com isso, é retomado o impasse da semana passada, quando Israel atacou o lado iraniano do maior campo de gás natural do mundo, só para ver o Irã destruir quase 20% da capacidade de processamento da commodity do Qatar na sequência.

Trump interveio, disse que Tel Aviv não mais atacaria campos de gás natural, mas ameaçou fazê-lo se o Irã repetisse a ação contra os qataris, que sediam a maior base americana na região, Al-Udeid. Teerã afirmou o mesmo, que atacaria se atacada, e o assunto parecia resolvido.

Na noite de sexta, o presidente dos EUA havia escrito que considerava desacelerar a guerra. Israel disse, ao longo do sábado, que os ataques conjuntos com seu aliado dobrariam de intensidade na semana. A nova ameaça de Trump parece se encaixar neste vaivém de mensagens, que até aqui não dobraram a teocracia.

Também neste sábado, o Irã atacou a base de Diego Garcia, no oceano Índico, empregando dois mísseis até aqui secretos, com um alcance desconhecido no Ocidente. Um dos projéteis foi abatido por um destróier americano na região, e o outro caiu no mar.

A ação é surpreendente e dará argumentos para quem defende a continuidade da guerra iniciada há três semanas pelos EUA e Israel contra a teocracia, que tem na ameaça do programa de mísseis balísticos iraniano um de seus "casus belli".

Segundo disse três dias antes da guerra o próprio chanceler iraniano, Abbas Araghchi, o país tinha mísseis com alcance máximo de 2.000 km. Diego Garcia fica, por mar, a 3.800 km da costa do país persa —como suas bases de lançamento são no interior, é presumível que os mísseis usados neste sábado possam voar 4.000 km ou mais.

É uma capacidade que cobre praticamente toda a Europa, continente que até aqui se recusou a apoiar o pedido de Donald Trump para enviar navios com o objetivo de garantir a reabertura do estratégico estreito de Hormuz.

É provável que os mísseis em questão sejam versões aprimoradas da família Khorramshahr, cujo modelo 4, com alcance conhecido de 2.000 km, tem sido lançado com munição de fragmentação contra alvos em Israel neste conflito.

Diego Garcia, no arquipélago de Chagos, é uma base britânica usada há décadas pelos Estados Unidos. Inicialmente, neste conflito, Londres havia vetado a presença de bombardeiros para ataque ao Irã até há duas semanas, quando permitiu o uso de suas instalações lá e em Fairford (Inglaterra) para "ações defensivas".

Desde então, ao menos 12 bombardeiros B-1B e 6 B-52 passaram a usar a unidade militar no Reino Unido. O avião furtivo ao radar B-2 voa diretamente dos EUA, em missões de quase 40 horas no ar apoiadas por aviões de reabastecimento.

Não se sabe se algum bombardeiro já foi usado em Diego Garcia, que abrigou os três modelos. Imagens de satélite feitas no começo da guerra mostravam uma presença maior de aviões-tanque KC-135 e de caças F-16 americanos

Na sexta, o governo britânico ampliou ainda mais sua autorização, afirmando que suas bases poderiam ser empregadas para ataques contra lançadores de mísseis iranianos em Hormuz.

A base no Índico era considerada altamente estratégica por estar fora do alcance presumido de mísseis do Irã, além de não ter nenhum território estrangeiro a ser sobrevoado por aviões em rota de ataque à teocracia, dispensando assim autorizações. Agora o cálculo pode mudar.

Ainda neste sábado, houve ataques em diversos pontos do Oriente Médio.

Israel bombardeou a central nuclear de Natanz, uma das principais do programa iraniano, cuja destruição é um dos objetivos declarados da guerra. Segundo a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), não houve registro de contaminação radioativa na região atingida.

Na mão contrária, o Irã atacou pelo segundo dia seguido a cidade de Dimona, onde fica o centro do programa nuclear de Israel e, segundo relatos, estão estocadas as 90 ogivas atômicas do país.

Mísseis venceram a defesa antiaérea. Não houve danos a estruturas sensíveis, disse a AIEA. O ataque também atingiu Arad, a 30 km dali, e ao todo há mais de cem feridos. Foi, segundo o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, uma "noite difícil".
Por Igor Gielow/Folhapress

Guerra no Irã: Mais de 20 países se dizem prontos para ajudar a acabar com bloqueio em Hormuz

Grupo afirma que contribuirá com esforços para garantir passagem segura pelo local
Porto de Bandar Abbas, situado no Estreito de Ormuz
Mais de 20 países denunciaram neste sábado (21) o bloqueio do estreito de Hormuz por parte do Irã e afirmaram estar prontos para contribuir para garantir uma navegação segura pelo local, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

"Estamos prontos para contribuir com os esforços adequados para garantir a passagem segura pelo estreito", afirmou o grupo de 22 países, em sua maioria de nações europeias e que inclui os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

"Condenamos com máxima veemência os recentes ataques do Irã contra navios mercantes desarmados no Golfo, os ataques contra infraestruturas civis, incluindo instalações petrolíferas e de gás, e o fechamento na prática do estreito de Hormuz", declararam no comunicado conjunto.

Em meio à disparada do preço de petróleo e com a continuidade dos ataques, a proposta feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de criar uma coalização entre países para fazer uma escolta de navios-petroleiros para cruzar o estreito de Hormuz voltou a ser discutida.

Na última quinta-feira (19), seis países (Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Holanda) divulgaram um comunicado conjunto em que declaram estarem dispostos a apoiar a iniciativa. "Nos declaramos dispostos a contribuir aos esforços necessários para garantir a segurança da passagem pelo estreito de Hormuz", afirmaram os países.

A OMI (Organização Marítima Internacional), vinculada à ONU, sugeriu da criação de um "corredor seguro" para retomar o tráfego em Hormuz. "É uma medida provisória e urgente", indicou a entidade, que disse que o corredor deve "facilitar a evacuação dos navios mercantes das áreas de alto risco e afetadas para um local seguro".

Uma reportagem do jornal Financial Times afirmou que o governo Trump estuda a possibilidade de exigir a cobrança da aquisição de um seguro para que os navios sejam escoltados por tropas dos EUA na região. A apólice seria cobrada dos proprietários das embarcações e o programa seria administrado pela DFC (Development Finance Corporation), que é um braço de investimento internacional do governo.

Segundo o jornal, o modelo discutido inclui a cobrança de seguro para casco, maquinário e carga. A publicação afirma que seguradoras comerciais estão oferecendo cobertura para o tráfego em Hormuz por cerca de 3% a 5% do valor de um navio. Isso significa que um petroleiro avaliado em US$ 100 milhões pagaria aproximadamente US$ 3 milhões a US$ 5 milhões pela cobertura. Porém a maioria dos navios se recusou a comprar o seguro.

Por Folhapress

Nova cepa do vírus da Mpox recombinante preocupa OMS

Funcionário da Cruz Vermelha Congolesa recebe vacina contra a mpox em um hospital em Goma, na República Democrática do Congo
Recentemente, em fevereiro de 2026, dois achados simultâneos reposicionaram o debate sobre a mpox, doença infecciosa viral causada por um vírus da mesma família da varíola humana. A OMS (Organização Mundial da Saúde) relatou a detecção de um vírus recombinante inédito que os testes laboratoriais convencionais não conseguiram identificar corretamente. A nova cepa é formada pela fusão de elementos de duas linhagens genéticas já conhecidas do vírus (clados Ib e IIb), uma ligada ao surto global de 2022 e outra a um surto mais recente em países africanos.

No final do mês em que a nova cepa foi identificada, o resultado de um grande estudo com o medicamento tecovirimat ampliou a preocupação. Principal antiviral usado contra a varíola e outros vírus do gênero Orthopoxvirus, ao qual também pertence o vírus da mpox, o medicamento vinha sendo empregado de forma empírica no tratamento da doença, sobretudo em casos graves ou em pacientes com maior risco de complicações.

Publicado no New England Journal of Medicine, o ensaio clínico STOMP mostrou, porém, que o tecovirimat não reduziu o tempo de resolução das lesões, não aliviou a dor nem acelerou a eliminação do vírus. O resultado enfraquece uma das principais apostas terapêuticas contra a doença justamente num momento em que o cenário da mpox se torna mais incerto.

O estudo envolveu 344 adultos imunocompetentes com mpox confirmada do clado 2 —em sua maioria com doença leve a moderada— foram sorteados para receber tecovirimat oral ou placebo por 14 dias, em um estudo randomizado e duplo-cego, isto é, com distribuição aleatória entre os grupos e sem que pacientes ou pesquisadores soubessem quem estava recebendo o antiviral ou o placebo.

A comparação não mostrou evidência de benefício clínico do antiviral em relação ao placebo: a resolução clínica (com cicatrização das lesões e a melhora dos sintomas) ocorreu em 83% dos pacientes tratados, percentual praticamente idêntico ao do grupo placebo, com 84%. A diferença média na intensidade da dor foi de apenas 0,1 ponto em uma escala de 0 a 10, e a eliminação do vírus ocorreu em ritmo semelhante nos dois grupos.

O achado ganha ainda mais força quando analisado em conjunto com o estudo PALM007, realizado na República Democrática do Congo, que chegou à mesma conclusão para o clado 1. Juntos, os dois ensaios enfraquecem a justificativa para o uso rotineiro do medicamento em adultos. O ponto mais delicado é que imunocomprometidos, gestantes e crianças —grupos de maior risco— não foram adequadamente contemplados nesses estudos. A principal lacuna terapêutica, portanto, continua aberta justamente para quem mais pode precisar de tratamento.

A OMS avalia que essa cepa provavelmente está mais disseminada do que os registros atuais sugerem. Isso porque os dois casos confirmados até agora foram detectados no Reino Unido e na Índia, mas ambos envolvem histórico de viagem internacional —um a um país da Ásia-Pacífico e outro a um país da Península Arábica, não identificados publicamente. Em outras palavras, a circulação do recombinante já envolve ao menos quatro países, em três regiões da OMS, ainda que nem todos tenham sido nomeados.

A nova cepa recombinante preocupa por uma razão prática: nos dois casos, no Reino Unido e na Índia, os testes convencionais de PCR usados para diferenciação de clados não conseguiram caracterizar corretamente o novo vírus. Apenas o sequenciamento genômico completo mostrou que não se tratava de um clado (linhagem genética) já descrito, mas de um vírus recombinante, com elementos genéticos de ambos.

A distinção entre os clados (linhagens genéticas) ajuda a dimensionar por que a nova cepa da mpox merece mais atenção. O clado IIb, associado ao surto global de 2022, apresentou letalidade inferior a 0,1% em países de alta renda. O clado Ib, por sua vez, predominante na África Central, tem sido relacionado a quadros mais graves, com letalidade estimada entre 3% e 5% nos casos suspeitos e taxas que podem chegar a 11% entre crianças e pessoas imunocomprometidas. Não se trata de uma diferença marginal.

Entre janeiro de 2024 e maio de 2025, 26 países africanos notificaram mais de 139 mil casos suspeitos e cerca de 1.788 mortes. No Brasil, não houve óbitos registrados em 2024 e 2025, mas a confirmação do clado Ib em São Paulo, em março de 2025, mudou a natureza do risco: o país deixou de lidar apenas com a variante ligada ao surto anterior e passou a conviver com a possibilidade de circulação de uma forma associada a desfechos mais graves, segundo o informe semanal do Ministério da Saúde.

O que precisa acontecer agora é relativamente claro. A vigilância precisa incorporar o sequenciamento genômico de forma mais sistemática, porque o PCR convencional não identifica cepas recombinantes. Na assistência, os protocolos clínicos precisam ser revistos à luz das evidências mais recentes, já que o tecovirimat não se sustenta como uso rotineiro em pacientes imunocompetentes, ao mesmo tempo que os grupos mais vulneráveis seguem necessitando de alternativas terapêuticas e de acompanhamento mais cuidadoso. E, do ponto de vista da prevenção, a vacinação dos grupos prioritários não deveria esperar um novo surto para ganhar escala: a janela para agir é agora.

A principal forma de prevenção disponível hoje é a vacinação. No Brasil, o imunizante ofertado pelo SUS para grupos prioritários é a Jynneos (MVA-BN), imunizante de terceira geração aprovada para mpox, que mostrou eficácia estimada entre 70% e 85% na prevenção de casos sintomáticos durante o surto de 2022, com benefício adicional quando aplicada até 96 horas após uma exposição de risco. A oferta tem sido direcionada a grupos com maior vulnerabilidade ou risco de exposição, como homens que fazem sexo com homens com múltiplos parceiros, profissionais do sexo, pessoas vivendo com HIV e trabalhadores da saúde.

Outra vacina com proteção cruzada contra a mpox é a ACAM2000, derivada da imunização contra a varíola. Ela não integra a estratégia adotada no SUS e tem uso mais restrito, porque está associada a mais efeitos adversos e é contraindicada para pessoas imunocomprometidas. No horizonte, uma vacina de mRNA desenvolvida pela Moderna apresentou resultados promissores em modelos animais.

Além da vacinação, seguem valendo medidas básicas de prevenção: evitar contato direto com lesões cutâneas ou mucosas de pessoas com suspeita de mpox e buscar atendimento diante do surgimento de lesões na pele, sobretudo se vierem acompanhadas de febre e aumento dos gânglios linfáticos após uma exposição de risco. Em casos graves, com manifestações extensas ou em pacientes com imunossupressão avançada, as orientações clínicas provisórias dos CDC ajudam a balizar a condução. Estudos sobre mpox em pessoas com HIV avançado mostram também por que o grupo exige atenção especial.

Por Klinger Soares Faíco Filho / Folha de São Paulo

Israel anuncia 'operações terrestres limitadas' no Líbano contra o Hezbollah; VÍDEO

Israel e Hezbollah retomaram guerra entre eles logo nos primeiros dias de outro conflito, entre EUA, Israel e Irã. O grupo rebelde libanês é aliado do regime iraniano e financiado por Teerã.
Tanque e blindados israelenses posicionados do lado israelense da fronteira entre Israel e o Líbano em meio a escalada bélica contra o grupo rebelde Hezbollah em 10 de março de 2026

O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (16) o início de "operações terrestres limitadas" no sul do Líbano contra o grupo rebelde libanês Hezbollah. A ação, na prática, é uma invasão de território.

Em comunicado, a pasta afirmou que a operação terrestre tem como objetivo "estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada" com a destruição de infraestrutura do Hezbollah na região.

                                     
"Tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF) iniciaram operações terrestres limitadas e direcionadas contra importantes redutos do Hezbollah no sul do Líbano, com o objetivo de reforçar a área avançada de defesa. Essa atividade faz parte de esforços defensivos mais amplos para estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada, que inclui o desmantelamento de infraestrutura terrorista e a eliminação de terroristas que operam na região, a fim de criar uma camada adicional de segurança para os moradores do norte de Israel", afirmou o Exército.

Junto com o anúncio, o Exército de Israel divulgou um vídeo que mostra uma movimentação de tropas e tanques de guerra durante a madrugada, com a câmera habilitada para visão noturna. (Veja no vídeo acima)

O termo "operação limitada" também foi utilizado por Israel da última vez que tropas do país invadiram o território do Líbano, em outubro de 2024. À época, o professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin explicou ao g1 que o termo significa uma incursão pontual, que não inclui uma ocupação completa do território que está sendo invadido.

A operação ocorre dias após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ter ameaçado "tomar territórios" no Líbano caso o Hezbollah não parasse com os ataques contra Israel. Na semana passada, Katz também disse que ordenou que o Exército se preparasse para "expandir" as operações no país vizinho. O governo israelense vinha acumulando tropas ao longo da fronteira com o Líbano nas últimas semanas.

Ao mesmo tempo, Katz também disse ter ordenado que o Exército se prepare para “expandir” as operações no Líbano, onde soldados israelenses já operam ao longo da fronteira entre os dois países. Israel vem acumulando tropas e tanques de guerra no local, segundo agências de notícias, e há relatos de presença de ataques terrestres em cidades libanesas no extremo sul do país.

Israel e Hezbollah retomaram no início de março a guerra entre eles, que estava sob cessar-fogo desde novembro de 2024. A nova escalada ocorreu por conta de outro conflito, entre EUA, Israel e Irã, que eclodiu dia 28 de fevereiro. O grupo libanês é aliado do regime iraniano.

Desde então, além das investidas terrestres, Israel realiza bombardeios diários contra Líbano, principalmente na capital Beirute. O Exército israelense afirma já ter realizado ataques aéreos contra mais de 1.000 alvos do Hezbollah em território libanês. Já o grupo rebelde tem realizado bombardeios coordenados com o Irã contra o território israelense.

A guerra entre Israel e Hezbollah já deixou quase 800 mortos no Líbano, e mais de 800 mil pessoas foram deslocadas à força, segundo o governo libanês.

O anúncio desta segunda-feira ocorre após relatos de combates entre forças israelenses e do Hezbollah em cidades no extremo sul do Líbano, porém Israel ainda não havia admitido que suas tropas estavam dentro do país vizinho. Por Redação g1

Avião de reabastecimento dos EUA cai no espaço aéreo do Iraque; seis militares estavam a bordo, diz TV

Duas aeronaves estiveram envolvidas e uma pousou em segurança, segundo o Comando Central. Forças Armadas negam fogo inimigo, enquanto Irã reivindica autoria do ataque

O Comando Central dos Estados Unidos informou que a Força Aérea perdeu nesta quinta-feira (12) uma aeronave de reabastecimento KC-135 em espaço aéreo amigo, no Iraque. Seis ocupantes estavam a bordo, segundo a rede americana CBS.

Até a última atualização desta reportagem, o governo dos EUA não havia confirmado o estado de saúde da tripulação. A aeronave não permite ejeção, o que pode reduzir as chances de sobrevivência em caso de queda.

Bases americanas na região têm sido usadas nos combates contra o Irã desde o dia 28. Por isso, aeronaves dos Estados Unidos estão posicionadas na área para apoiar as operações militares.

Em comunicado, o Comando Central afirmou que o incidente ocorreu durante a Operação Fúria Épica, conduzida contra o Irã, e que operações de resgate estavam em andamento.

"Duas aeronaves estiveram envolvidas no incidente. Uma caiu no oeste do Iraque, e a segunda pousou em segurança", diz o texto.
"Isso não ocorreu devido a fogo inimigo ou fogo amigo", afirmam as Forças Armadas, sem detalhar o motivo.

Momentos depois, a agência estatal iraniana Fars apresentou uma versão diferente. Segundo a agência, o avião foi abatido por um míssil lançado por grupos de resistência no Iraque. A reportagem afirma que toda a tripulação morreu. 

O avião

O Boeing KC-135 Stratotanker é a principal aeronave militar de reabastecimento dos EUA. O modelo é um quadrimotor desenvolvido na década de 1950 e passou por sucessivas modernizações.

A estrutura tem como base o Boeing 707, avião civil. O KC-135 entrou em serviço em 1957 e teve 803 unidades fabricadas. Além da Força Aérea dos EUA, Chile, Índia e Turquia utilizam o modelo.

Os KC-135 costumam ter três tripulantes: piloto, copiloto e um operador responsável pela lança de reabastecimento, segundo a Força Aérea dos EUA.

Algumas missões exigem um navegador, e a aeronave pode transportar até 37 passageiros, segundo ficha informativa da corporação.

O site de monitoramento FlightRadar24 teria mostrado outro KC-135 declarando emergência antes de pousar em segurança no aeroporto de Tel Aviv nesta quinta, segundo a CBS. Não se sabe se os dois casos têm relação.

Fogo amigo no Kuwait

Este não é o primeiro incidente com aeronaves tripuladas americanas durante a Guerra do Irã. No último dia 2, três caças F-15 da Força Aérea dos EUA foram abatidos por engano pelas forças do Kuwait.

Os seis pilotos conseguiram se ejetar, foram resgatados e tiveram ferimentos tratados em hospitais da região.

Desde o início da guerra, sete militares americanos morreram: seis em um bombardeio iraniano no porto de Shuaiba, no Kuwait, e um na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.

O Pentágono também confirma 140 feridos em operações e a morte de um membro da Guarda Nacional por problema de saúde no Kuwait.

Irã possui até 6.000 minas navais, diz relatório do Congresso dos EUA

Estimativa foi feita após conflito de 2025; fontes afirmaram que o regime iraniano está posicionando explosivos no Estreito de Ormuz

O Irã possui um arsenal estimado entre 5.000 e 6.000 minas navais, segundo um relatório do Congresso dos Estados Unidos publicado no ano passado.

O documento foi divulgado após o conflito de 12 dias entre Irã, Israel e EUA, em junho de 2025. Ele explorou o impacto desse conflito nos mercados de petróleo e gás, considerando as interrupções no Estreito de Ormuz.

O texto afirma que, em 2019, acreditava-se que o regime iraniano possuía um arsenal de mais de 5.000 minas navais. As estimativas para 2025 apontam para um número um pouco maior, em torno de 6.000.

De acordo com o relatório americano, o Irã possui uma variedade de armas subaquáticas, incluindo:minas de fixação magnética, que podem ser acopladas ao casco de um navio
minas ancoradas, que flutuam sob a superfície da água e explodem ao entrar em contato com uma embarcação
e minas de fundo, que ficam no leito marinho e detonam ao detectar uma embarcação próxima.
Irã começa a colocar minas no Estreito de Ormuz

Duas fontes familiarizadas com informações da inteligência dos EUA disseram à CNN que o Irã começou a instalar minas no Estreito de Ormuz, um dos pontos de transporte de recursos enegéticos mais importante do mundo, responsável por cerca de um quinto de todo o petróleo bruto.

A instalação de minas ainda não é extensa, sendo que algumas dezenas de minas foram instaladas nos últimos dias, destacaram as fontes.

Ainda assim, o Irã ainda mantém entre 80% e 90% de suas pequenas embarcações e equipamentos para lançamento de minas, então suas forças poderiam, de fato, instalar centenas de explosivos na hidrovia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em uma publicação na Truth Social na terça-feira (10) que "se o Irã instalou minas no Estreito de Ormuz, e não temos relatos disso, queremos que elas sejam removidas IMEDIATAMENTE!"

*Natasha Bertrand, da CNN, contribuiu para esta reportagem

Chefe do Conselho de Segurança do Irã ameaça Trump: 'Cuidado para não ser eliminado'

Ali Larijani, um dos mais altos cargos do Irã, disse não temer o que chamou de "ameaças vazias" do presidente norte-americano. No 11º dia de guerra, Washington e Teerã não dão sinais de trégua.

O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, um dos mais altos cargos do país, ameaçou nesta terça-feira (10) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Larijani disse não ter medo do que chamou de "ameaças vazias" do norte-americano e disse que Trump deve tomar cuidado "para não ser eliminado".
"O povo de Ashura (referência a muçulmanos xiitas, maioria no Irã), no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!", escreveu Larijani, que era um dos nomes considerados para suceder o aioatolá Ali Khamenei.

O recado foi uma resposta à ameaça que Trump teceu na segunda-feira de atacar o Irã com ofensiva "20 vezes mais forte" caso Teerã siga bloqueando o Estreito de Ormuz, e, com isso, criando uma crise no preço e abastecimento de petróleo no mundo.
Chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani ameaça Donald Trump em resposta na rede social X, em 10 de março de 2026. — Foto: Reprodução/ Redes sociais
A fala de Larijani abastece também as indicações do Irã de que o país está disposto a continuar o conflito com Estados Unidos e Israel, que entrou no 11º dia nesta terça. Na segunda-feira (9), apesar das ameaças, Trump disse que a guerra está "quase concluída". No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana — braço das Forças Armadas ligadas ao líder supremo — respondeu que o conflito só terminará quando o Irã determinar.

Nesta terça, o governo de Israel também se mostrou disposto a seguir no conflito. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que "ainda não terminamos" ao se referir às ofensivas no Irã.

“Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, declarou.

Trump diz que está disposto a negociar com o Irã

O presidente dos EUA afirmou à Fox News que Teerã “quer muito conversar”, mas criticou o novo líder supremo iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou à Fox News que estaria disposto a conversar com o Irã, dependendo dos termos, segundo a rede de notícias nesta terça-feira (10).

Em entrevista na noite de segunda-feira, Trump disse ter ouvido que Teerã teria grande interesse em negociar.

O republicano também reiterou sua insatisfação com o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmando: “Não acredito que ele possa viver em paz.”

Trump repetiu ainda comentários feitos em coletiva de imprensa mais cedo na segunda-feira, dizendo que os resultados da operação militar dos EUA no Irã foram “muito além do esperado”.

Ele acrescentou estar surpreso com os ataques iranianos a países do Golfo usando mísseis e drones, de acordo com a Fox News.

Susan Heavey, da Reuters

Trump diz que guerra contra o Irã acabará 'em breve', mas indica que ataques seguirão até 'vitória final'

Em discurso, presidente dos EUA disse que conflito está 'muito à frente' do prazo inicial estimado. Trump afirmou que ofensiva seguirá até a 'vitória final'.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que a guerra contra o Irã deve acabar em breve e está “praticamente concluída”. As declarações foram feitas em discurso e em entrevista por telefone à CBS News.

No início da noite, durante entrevista à imprensa, Trump voltou a afirmar que a guerra terminará “muito em breve”, mas negou que seja nesta semana. O republicano também disse que, quando o conflito terminar, o Irã não terá mais capacidade bélica para usar contra os EUA, Israel ou aliados americanos, “por muito tempo”.

O conflito no Oriente Médio entrou no 10º dia nesta segunda. Em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irã, Trump disse que a guerra poderia durar até cinco semanas.

Em um evento com integrantes do Partido Republicano na Flórida, Trump afirmou que a guerra será uma “incursão de curto prazo”. Ao mesmo tempo, declarou que a ofensiva continuará “até que o inimigo seja total e decisivamente derrotado”.

O presidente também disse que o Irã se preparava para atacar os Estados Unidos e países do Oriente Médio. Segundo ele, Teerã estava muito próximo de obter uma arma nuclear, que seria usada contra Israel em um “grande ataque”.

“Seguimos em frente mais determinados do que nunca para alcançar a vitória final que acabará de vez com esse perigo persistente”, afirmou. “Já vencemos de muitas maneiras, mas ainda não vencemos o suficiente.”

Mais cedo, em entrevista à CBS News, Trump disse que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo inicialmente estimado para o conflito.

"Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse, segundo a jornalista.

"Os mísseis estão dispersos. Os drones estão sendo destruídos por toda parte, inclusive as fábricas de drones. Se você olhar, não sobrou nada. Não restou nada do ponto de vista militar."

As declarações foram feitas em meio à pressão do mercado e à alta do preço do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou bolsas de valores ao redor do mundo.

A alta no petróleo pode impactar diretamente a economia americana e interferir no desempenho das eleições do partido do presidente nas eleições de novembro.

Além disso, a guerra no Irã dividiu a base eleitoral do Trump. Parte do movimento MAGA (sigla em inglês para 'Faça a América Grande Novamente') é contra o envolvimento dos EUA em conflitos no exterior, especialmente em guerras e intervenções militares prolongadas.

Mais cedo, Trump afirmou que tinha um plano para os preços do petróleo que "agradaria".
Depois das falas sobre o plano e o fim da guerra, o valor do petróleo começou a cair.

Ainda na entrevista à CBS News, Trump também foi questionado sobre a nomeação do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. Ele afirmou que não tinha mensagem para ele e disse ter alguém em mente para o cargo, mas não deu detalhes.

Mojtaba Khamenei é filho do aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque no primeiro dia da guerra. Mais cedo, nesta segunda-feira, Trump disse que não estava satisfeito com o sucessor iraniano.

Sem cessar-fogo

O governo do Irã descartou nesta segunda-feira a possibilidade de um cessar-fogo no conflito com Israel e Estados Unidos. Em entrevista coletiva, o porta-voz Esmail Baghaei afirmou que "não faz sentido falar de nada além de defesa e retaliação contra os inimigos".

Baghaei também acusou os EUA de estarem atrás do petróleo iraniano. Segundo ele, "não há dúvidas" de que Washington busca os recursos petrolíferos do país e tenta enfraquecê-lo e dividi-lo.

Em seguida, a imprensa estatal iraniana informou que a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária vai aumentar a intensidade e a frequência dos lançamentos de mísseis. O comandante Majid Mousavi afirmou que, a partir de agora, nenhum míssil será lançado com ogivas de menos de uma tonelada.

Novos ataques foram registrados ao longo do dia. As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que o Irã lançou mísseis contra o território israelense e orientaram a população a buscar abrigo.

Por outro lado, ainda segundo as IDF, os militares israelenses atacaram seis bases aéreas iranianas e destruíram várias aeronaves da Guarda Revolucionária.

Principal refinaria de petróleo do Bahrein é atingida por drone iraniano

               Governo relata feridos e danos na região de Sitra em decorrência a ofensiva do Ir

A refinaria de petróleo da Bapco, no Bahrein, foi atingida por um drone iraniado, nesta segunda-feira (9). Uma densa fumaça foi avistada subindo na direção da refinaria.

A fumaça envolveu o local depois que o governo informou que houve feridos e danos na cidade de Sitra, que fica a cerca de 6 quilômetro da área industrial, em decorrência de um ataque iraniano na região, acrescentou a testemunha. A Bapco é a principal refinaria de petróleo do Bahrein e uma instalação fundamental no setor energético do país.

As autoridades do Bahrein relataram anteriormente que, na ofensiva iraniana a Sitra, pelo menos 32 pessoas ficaram feridas.

A Bapco Energies declarou força maior em suas operações nesta segunda-feira, após o ataque ao seu complexo de refinarias, informou a empresa. A Bapco afirmou que todas as necessidades do mercado interno permanecem totalmente atendidas e que o fornecimento continuará sem interrupções.
O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No último domingo (1°), a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista".

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".

*Com informações da Reuters e CNN

Israel ataca depósitos de petróleo em Teerã e tensiona preço do barril

Explosões estratégicas contra refinarias e tanques de armazenamento em Teerã marcam nova fase do conflito

O conflito no Oriente Médio atingiu um ponto de inflexão neste fim de semana após as FDI (Forças de Defesa de Israel) lançarem uma ofensiva aérea direta contra o pilar da economia iraniana: a infraestrutura de energia.

O alvo principal das operações na noite de sábado (7) foi a rede de produção e armazenamento de petróleo, que provocou incêndios de grandes proporções.

Vídeo mostra chamas intensas e fumaça perto de instalação de combustível. • Reprodução: Vahid Online/X

O mesmo depósito de petróleo já havia sido atacado por Israel em junho de 2025, durante a Guerra dos Doze Dias.

Ao contrário de incursões dos últimos dias — especialmente focadas em alvos militares —, os ataques das últimas horas teriam mirado a Refinaria de Shahr-e Rey, localizada ao sul de Teerã.

Imagens observadas pela Reuters e geolocalizadas pela CNN mostram que o complexo foi envolto em chamas após as explosões que comprometeram uma das principais unidades de processamento de combustível do país.

Além da refinaria, tanques de armazenamento de petróleo bruto na capital foram atingidos.

A ação busca paralisar a capacidade de exportação e o suprimento doméstico de energia.

Antes mesmo dessa nova onda de ataques, ainda na sexta-feira (6), o preço do barril do petróleo voltou a disparar e atingiu o maior valor em quase dois anos com temores de interrupções no abastecimento em meio ao conflito no Oriente Médio.

O preço do barril de petróleo Brent saltou para além da marca dos US$ 90, com investidores temendo que a segurança das rotas marítimas no Golfo Pérsico seja o próximo alvo.

Analistas alertam que a persistência dos ataques pode levar o combustível a patamares não vistos há anos.

O impacto já é sentido pelo consumidor final ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, o preço da gasolina nas bombas registrou uma alta súbita de 14%, pressionando o governo Donald Trump a buscar medidas de contenção para evitar uma crise inflacionária ainda maior.

Na quinta-feira (5), o chefe do Estado-Maior das IDF, tenente-general Eyal Zamir, disse que Israel estava avançando para a próxima fase da operação, mas não detalhou quais seriam os próximos passos.

Em uma declaração em vídeo, Zamir disse: “Nesta fase, vamos desmantelar ainda mais o regime e suas capacidades militares. Temos outras surpresas pela frente, que não pretendo revelar”.
Irã ataca refinaria de petróleo em Israel

No sábado (7), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado a refinaria de petróleo israelense de Haifa, após Israel ter atacado a refinaria iraniana de Teerã.

Sirenes de alerta aéreo soaram mais cedo na região de Haifa, mas não houve relatos em Israel de que alguma instalação tenha sido atingida.

A equipe da CNN em Teerã ouviu novas explosões na noite de sábado, justamente quando as Forças de Defesa de Israel anunciaram uma nova "onda de ataques".

Trump anuncia coalizão com 17 países para combater cartéis no Hemisfério Ocidental

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou hoje, 7, a criação de uma coalizão com 17 países destinada a combater e destruir cartéis e organizações terroristas que atuam no Hemisfério Ocidental. A "proclamação", assinada por Trump e publicada no site da Casa Branca, diz que sua administração classificou vários cartéis e gangues transnacionais como organizações terroristas e está destinando grandes recursos para combatê-los.

Ele afirma que esses grupos controlam territórios, influenciam sistemas políticos e judiciais, possuem armas e utilizam violência e terrorismo para alcançar seus objetivos. O anúncio da coalizão acontece na esteira na esteira da Cúpula do "Escudo das Américas, realizada hoje na Florida. O evento teve a presença de presidentes e representantes de países latino-americanos como Javier Milei, da Argentina, José Antonio Kast, do Chile, e Nayib Bukele, de El Salvador, dentre outros. Autoridades do Brasil, da Colômbia e do México não participaram do evento.

Segundo Trump, cartéis e organizações criminosas estrangeiras no Hemisfério Ocidental devem ser desmantelados na maior extensão possível e que os Estados Unidos e seus aliados precisam coordenar esforços para privar essas organizações de qualquer controle territorial, além de minar seu acesso a financiamento e recursos necessários para conduzir suas campanhas de violência.

No documento, ele afirma também que os Estados Unidos treinarão e mobilizarão as forças armadas dos países parceiros para alcançar a força de combate mais eficaz necessária para desmantelar os cartéis e sua capacidade de exportar violência e exercer influência por meio de intimidação organizada.

Por Wilian Miron, Estadão Conteúdo

Irã vai cessar ataques contra países do Golfo, diz presidente

Em pronunciamento realizado na manhã deste sábado (7), Masoud Pezeshkian pediu desculpa às nações.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas às nações árabes do Golfo em um pronunciamento na manhã deste sábado (7), afirmando que Teerã cessaria ataques contra seus vizinhos, a menos que quaisquer ataques contra o Irã se originassem desses países.

“Peço desculpas pessoalmente aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã”, disse ele em um pronunciamento transmitido pela televisão estatal.

“Não temos a intenção de atacar países vizinhos. Como já disse repetidamente, eles são nossos irmãos”, acrescentou Pezeshkian.

Ele acrescentou que o conselho de liderança de três membros que governa o Irã temporariamente “informou às forças armadas que, a partir de agora, não deve haver ataques contra países vizinhos nem lançamento de mísseis, a menos que eles queiram nos atacar a partir desses países”.

“Acho que precisamos resolver isso com diplomacia, em vez de lutar e criar problemas com os países vizinhos”, afirmou.

Ele instou as nações do Golfo a não se tornarem “brinquedos nas mãos do imperialismo”, alertando-as para não atacarem o território iraniano.

Não está claro se o anúncio do presidente entra em vigor imediatamente. Após o pronunciamento, as interceptações continuaram sobre os Emirados Árabes Unidos e sirenes soaram no Bahrein.

Isso ocorre após uma semana de bombardeios quase constantes do Irã contra seus vizinhos do Golfo, fechando o espaço aéreo da região e provocando viajantes a deixar o Oriente Médio.
O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Jesse Yeung, da CNN

Israel diz que destruiu bunker militar subterrâneo de Ali Khamenei

Em comunicado, exército do país afirmou que 50 caças da Força Aérea atacaram local, que ainda é usado por autoridades iranianas de alto escalão
O Exército de Israel (IDF) afirma que destruiu um bunker militar subterrâneo em Teerã nesta sexta-feira (6). O local seria do antigo líder supremo do Irã, o aiatalá Ali Khamenei, morto após o início da guerra com o país.

O país também diz que 50 caças da Força Aérea de Israel atingiram o bunker, que ainda é usado por autoridades iranianas de alto escalão, segundo a Reuters.

O exército afirma que realizou um "longo processo de coleta de inteligência e pesquisa" para atacar o alvo.

O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Gabriela Piva, da CNN Brasil*

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