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Ex-modelo brasileira ameaça expor 'sistema' de Melania e chama Trump de 'pedófilo'

Amanda Ungaro foi esposa de Paolo Zampolli, hoje enviado especial dos EUA para parcerias globais.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump
Após a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, negar qualquer relação com o abusador sexual Jeffrey Epstein na quinta-feira (9), um perfil no X atribuído à ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, 41, ameaçou "expor tudo" sobre ela e o presidente americano, Donald Trump —a quem chamou de "pedófilo", ameaçando tomar medidas legais contra o casal.

"Vou destruir seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Vou até o fim —não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei sobre quem você é e quem é o seu marido. Não tenho mais nada a perder na minha vida. [...] Tome cuidado comigo", escreveu a conta atribuída a Ungaro, da qual todos os posts foram apagados após as acusações.

Amanda Ungaro foi esposa de Paolo Zampolli, ex-agente de modelos e aliado de Trump que, segundo o jornal americano The New York Times, teria descoberto que a ex-mulher estava presa em Miami sob acusações de fraude e entrado em contato com David Venturella, alto funcionário do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), para denunciar que ela estava ilegalmente nos EUA.

Após a interferência do ex-marido italiano, que hoje é enviado especial de Trump para parcerias globais, Ungaro foi deportada em outubro de 2025. Ao New York Times, Zampolli negou ter pedido ao ICE qualquer favor relacionado a ela e disse ter conversado com Venturella para entender o caso.

O Departamento de Segurança Interna, responsável pelo ICE, emitiu nota afirmando que Ungaro foi deportada por estar com o visto vencido há muito tempo. "Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por razões políticas ou favoritismo é falsa".

"Eu te conheço há 20 anos", escreveu Ungaro nas publicações, se dirigindo a Melania. "Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida —todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive mandando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Claramente havia algo errado, mas não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou —porque eu tenho caráter", acusou o perfil no X atribuído à ex-modelo.

O presidente americano e a primeira-dama eram amigos de Zampolli e Ungaro, de acordo com o jornal americano. Em nota, um porta-voz de Melania afirmou que ela "não tem conhecimento nem envolvimento nos assuntos pessoais de Zampolli e de Ungaro" e "não teve nenhum contato ou envolvimento" com o ICE.

A ex-modelo brasileira contou em entrevista ao jornal O Globo que viajou no avião de Jeffrey Epstein em 2002, aos 17 anos, ocasião em que teria visto cerca de 30 meninas que classificou de "bonitas e bem novinhas", mas "mais parecidas com estudantes do que com modelos", com o bilionário e sua então companheira, Ghislaine Maxwell.

O relacionamento com Zampolli começou pouco tempo depois da viagem e durou quase duas décadas. Hoje, ela acusa o italiano de abuso sexual e violência doméstica, e o ex-casal disputa a guarda do filho, um adolescente de 15 anos, na Justiça americana.
Por Folhapress

Negociações entre EUA e Irã fracassam; futuro do cessar-fogo é incerto

Vice de Trump, J. D. Vance diz que voltará ao seu país sem acordo e tendo feito uma 'oferta final' aos iranianos.

O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance
As negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã chegaram ao fim sem um acordo, jogando na incerteza o futuro do frágil cessar-fogo entre os dois países adversários na guerra no Oriente Médio.

O vice-presidente americano, J. D. Vance, disse em entrevista coletiva neste sábado (11), já manhã de domingo (12) no Paquistão, ter feito uma oferta final ao Irã nas conversas —e afirmou que voltará ao seu país.

"Conversamos por 21 horas", disse o vice de Donald Trump em breve declaração à imprensa em um hotel de Islamabad, capital paquistanesa, país que serve de mediador no conflito. "Voltaremos aos EUA sem um acordo. Deixamos muito claro quais são nossos limites, no que poderíamos ceder e no que não poderíamos, e eles escolheram não aceitar nossos termos".

A fala contradiz declarações anteriores da delegação iraniana, que dizia esperar mais discussões no domingo. Após a entrevista de Vance, entretanto, a TV estatal do país persa confirmou o fim das negociações, colocando a culpa do fracasso em "exigências excessivas" dos EUA.

"A boa notícia é que tivemos discussões significativas com os iranianos. A má notícia é que não chegamos a um acordo, e acho que é uma notícia muito pior para o Irã do que para os EUA", disse o vice-presidente americano. Não está claro se haverá nova rodada de discussões em outro momento ou se os países retomarão os bombardeios na guerra, que já matou milhares de pessoas em toda a região.

"Precisamos ver um compromisso [do Irã] de que não buscarão uma arma nuclear e de que não buscarão ferramentas que tornem possível o desenvolvimento de uma arma nuclear", afirmou Vance —o Irã sempre negou desejar a bomba, embora tenha enriquecido urânio a níveis muito superiores do necessário para usos civis.

"Fomos muito flexíveis, mas, infelizmente, não tivemos progresso", disse o vice de Trump. "Vamos embora daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento que é a nossa melhor e última oferta. Veremos se os iranianos aceitam", concluiu Vance, que falou à imprensa ao lado do enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e do genro do presidente, Jared Kushner.

No sábado, naquele que foi o encontro de mais alto nível entre Washington e Teerã desde a Revolução Islâmica de 1979, as delegações realizaram três rodadas de conversas —a terceira só terminou na madrugada de domingo (12), noite de sábado no Brasil.

A delegação iraniana era composta por mais de 70 membros e encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Os iranianos chegaram no Paquistão ainda na sexta-feira (10) com vestes pretas em sinal de luto pela morte do aiatolá Ali Khamenei. Eles levaram sapatos e bolsas de estudantes mortas durante o bombardeio dos EUA a uma escola para meninas próxima a um complexo militar.

As conversas aconteceram no hotel cinco estrelas Serena, com jardins e arquitetura mourisca, que é um dos edifícios mais fortificados de Islamabad e tem o próprio esquema de segurança. O endereço fica nas proximidades do hotel Marriott, palco de um dos piores ataques terroristas do Paquistão, em 2008, quando um caminhão que carregava 600 kg de explosivos abriu um buraco de sete metros de profundidade e deixou, entre os mortos, o embaixador da República Tcheca.

Islamabad reforçou o esquema de segurança com milhares de agentes na cidade, incluindo tropas paramilitares e do Exército, que montaram postos de controle e bloqueios por toda a capital. Lojas e escritórios foram fechados.

Também no sábado, a emissora estatal iraniana afirmou que a delegação de Teerã apresentou demandas relacionadas ao estreito de Hormuz, à liberação de ativos iranianos bloqueados, ao pagamento de reparações para cobrir danos causados pela guerra e um cessar-fogo que alcance toda a região.

A última vez em que EUA e Irã negociaram olho no olho foi na costura do acordo nuclear de 2015, que trocou o fim de sanções à teocracia por um intrincado esquema de verificações segundo o qual seria restringida a capacidade de enriquecimento de urânio do país por 15 anos, visando coibir a busca pela bomba atômica.

Trump cancelou o acordo nuclear em 2018, durante seu primeiro mandato. Naquele ano, Khamenei proibiu novas conversas diretas entre autoridades dos EUA e do Irã.

Na sexta, o americano publicou nas redes sociais que a única razão pela qual os iranianos ainda estavam vivos era para negociar um acordo. "Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, a não ser a extorquir o mundo por meio de vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual eles ainda estão vivos hoje é para negociar!"
Por Victor Lacombe/Folhapress

Navios da Marinha dos EUA começam a retirar minas do Estreito de Ormuz

Comando Central americano fala em estabelecer nova passagem para incentivar o livre comércio

O Comando Central dos EUA disse neste sábado (11) que dois navios contratorpedeiros guiados da Marinha começaram a remover minas no Estreito de Ormuz, já que alguns navios ainda não conseguem passar pela via crítica apesar do cessar-fogo.

O USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy "atravessaram o Estreito de Ormuz e operaram no golfo Pérsico como parte de uma missão mais ampla para garantir que o estreito esteja totalmente livre de minas marítimas anteriormente colocadas pelo Corpo dos Guardas Revolucionários Islâmicos do Irã", disse o CENTCOM em um post sobre X.

"Hoje, iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem e em breve compartilharemos esse caminho seguro com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio", disse o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM

Enquanto o esforço tenta resolver a ameaça das minas, o Irã ainda poderia lançar mísseis, que combinados com as minas tornaram mais difícil para os Estados Unidos ou outros defenderem navios ou protegerem o estreito militarmente.

O presidente Donald Trump disse no início deste sábado (11), em uma postagem na Truth Social, que os Estados Unidos estão "iniciando o processo de limpeza do estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo".

CNN informou que, desde que o cessar-fogo foi alcançado no início desta semana, apenas cerca de 30 navios passaram pelo estreito.

.Kaanita Iyer, da CNN

J. D. Vance chega ao Paquistão para negociações com o Irã

Conversa, se bem sucedida, pode encerrar a guerra travada entre os dois países que já tem duração de seis semanas.
O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance
Líderes dos EUA e do Irã se reúnem na capital paquistanesa, Islamabad, neste sábado (11), para negociações que podem encerrar a guerra de seis semanas travada entre os dois países.

A delegação dos EUA, que é liderada pelo vice-presidente J. D. Vance e inclui o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do mandatário americano, Jared Kushner, chegou em dois aviões da Força Aérea dos EUA a uma base aérea em Islamabad na manhã de sábado.

Ali, eles foram recebidos pelo chefe do Exército do Paquistão, marechal de campo Asim Munir, e pelo ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar.

A delegação iraniana, encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, chegou na sexta-feira (10) com vestes pretas em sinal de luto pela morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e outros iranianos. Eles carregavam sapatos e bolsas de estudantes mortas durante o bombardeio dos EUA a uma escola próxima a um complexo militar, afirmou o governo iraniano na plataforma X.

De acordo com o jornal The New York Times, as delegações americanas e iranianas se reuniram separadamente com mediadores paquistaneses, dando início a rodadas que têm o objetivo de pôr fim à guerra no Oriente Médio.

Ainda está incerto se as negociações serão conduzidas frente a frente ou mediadas por meio de paquistaneses. Nas rodadas do começo do ano, um ritual bizantino era adotado: os americanos passavam suas demandas ao chanceler omani, que as repassava aos iranianos, e vice-versa.

O encontro ocorre em um momento de um frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos, Israel e Irã, quando Teerã, havia lançado dúvidas sobre as conversas, afirmando que qualquer acordo teria de incluir ataques ao Líbano e fim de sanções.

O diálogo será o de maior escalão entre EUA e Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A última vez em que EUA e Irã negociaram olho no olho foi na costura do acordo nuclear de 2015, que trocou o fim de sanções à teocracia por um intrincado esquema de verificações segundo o qual seria restringida a capacidade de enriquecimento de urânio do país por 15 anos, visando coibir a busca pela bomba atômica.

Trump cancelou o acordo nuclear em 2018, durante seu primeiro mandato. Naquele ano, Khamenei proibiu novas conversas diretas entre autoridades dos EUA e do Irã.
Por Folhapress
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Vice-presidente dos EUA alerta Irã a ‘não brincar’ durante negociações no Paquistão

Às vésperas das negociações para encerrar a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã dizendo que eles "só estão vivos hoje para negociar" e ameaçou reagir caso as conversas fracassem, enquanto o Irã impôs condições para avançar no diálogo.

Representantes dos dois países se reúnem a partir deste sábado (11), no Paquistão, em meio a um cessar-fogo frágil — que Teerã afirma já ter sido violado por seus rivais, incluindo Israel.
Trump afirmou nesta sexta-feira (10) que o Irã não tem poder de negociação real e disse que o país só continua existindo para negociar.

"Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo ao mundo por meio do uso de vias navegáveis internacionais. A única razão de ainda estarem vivos hoje é para negociar!", afirmou na rede social Truth Social.

O presidente dos EUA também disse que o Exército do país está "carregando os navios com as melhores munições" caso as negociações de paz com o Irã fracassem. A fala aconteceu em uma entrevista ao jornal norte-americano "The New York Post".

“Vamos descobrir em breve, em cerca de 24 horas”, disse ao ser questionado pelo jornal se acreditava que as negociações seriam bem-sucedidas.

“Estamos reiniciando tudo, carregando os navios com as melhores munições, as melhores armas já feitas —ainda melhores do que as que usamos antes, e com as quais os destruímos completamente. (...) E, se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz”, afirmou.

Trump afirmou também que os iranianos "são melhores em lidar com a imprensa de fake news e com 'relações públicas' do que em lutar".

Ao "NY Post", ele disse que negociar com o regime iraniano é "lidar com pessoas sobre as quais não sabemos se dizem a verdade". Ele também acusou Teerã de contradizer alegações sobre enriquecimento de urânio e armas nucleares nos âmbitos público e privado.

Já o Irã impôs condições para negociar.

Nesta sexta (10), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse que os EUA devem cumprir os compromissos, incluir o Líbano no cessar-fogo e interromper os ataques israelenses contra o país, segundo a mídia estatal iraniana.

A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que as conversas marcadas para sábado não aconteceriam a menos que Israel interrompesse seus ataques no Líbano.

Além disso, um alto representante do Irã afirmou nesta sexta-feira (10) que as negociações com os EUA não podem começar enquanto ativos iranianos bloqueados no exterior não forem liberados.

"Duas das medidas acordadas entre as partes ainda não foram implementadas: um cessar-fogo no Líbano e a liberação dos ativos iranianos bloqueados antes do início das negociações. Essas duas questões precisam ser cumpridas antes que as negociações comecem", disse o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em uma publicação no X.

Mais cedo nesta sexta, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, que vai participar das conversas em Islamabad, no Paquistão, falou sobre o encontro em um tom um pouco mais positivo.

"Estamos ansiosos pela negociação. Acho que será positiva. Veremos, é claro, como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, e certamente estaremos dispostos a estender a mão. Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é tão receptiva", declarou Vance.

Vance disse ainda que Donald Trump passou aos negociadores "diretrizes bem claras" para as tratativas, mas não especificou quais.

Negociações
Cartaz em rua de Islamabad, no Paquistão, anuncia as conversas entre Estados Unidos e Irã, que serão sediadas na cidade, em 10 de abril de 2026.
Mesmo em meio a um cessar-fogo cambaleante, integrantes do alto escalão dos governos dos Estados Unidos e do Irã sentarão à mesa para começar a travar negociações pelo fim definitivo da guerra.

As negociações estão previstas para começar de forma oficial no sábado (11), com os integrantes das duas partes.

Do lado dos Estados Unidos, estarão:
  • O vice-presidente norte-americano, JD Vance;
  • O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff;
  • O conselheiro e genro de Trump Jared Kushne
Já do lado iraniano, participarão das tratativas:
  • O chanceler do Irã, Abbas Araghchi;
  • O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

    As conversas ocorrerão em um hotel de luxo em Islamabad, a capital do Paquistão, país que media o diálogo entre EUA e Irã. E começarão já em meio à guerra de versões sobre o cessar-fogo, o passo inicial para o sucesso das conversas.

Trump reivindica "vitória total e completa" após cessar-fogo com Irã

Em entrevista à agência AFP, após anúncio do acordo, presidente dos EUA não detalhou se ameaças à infraestrutura civil iraniana serão mantidas

“Vitória total e completa. 100%. Sem dúvida”, disse ele em entrevista à agência de notícias AFP na noite de terça-feira (8).

Trump não quis dizer se planeja cumprir suas ameaças anteriores de destruir a infraestrutura civil do Irã caso Teerã descumpra o acordo.
“Vocês terão que esperar para ver”, continuou ele à AFP.

O presidente também insistiu que o material nuclear iraniano estaria coberto por qualquer acordo de paz, segundo a reportagem.

"Isso será perfeitamente resolvido, ou eu não teria aceitado o acordo", afirmou ele à agência, sem dar detalhes sobre o que aconteceria com o urânio.

Trump, que tem apresentado objetivos e cronogramas variáveis ​​para a guerra, reiterou que considerava que os objetivos de Washington foram alcançados.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também classificou o cessar-fogo de duas semanas como “uma vitória para os Estados Unidos”, ao elogiar os esforços militares americanos na guerra contra o Irã.

“Alcançamos e superamos nossos principais objetivos militares em 38 dias”, disse ela nas redes sociais. “O sucesso de nossas forças armadas criou a máxima influência, permitindo que o presidente Trump e sua equipe se envolvessem em negociações difíceis que agora abriram caminho para uma solução diplomática e uma paz duradoura. Além disso, o presidente Trump conseguiu a reabertura do Estreito de Ormuz.”

“Nunca subestime a capacidade do presidente Trump de promover com sucesso os interesses dos Estados Unidos e mediar a paz”, acrescentou Leavitt.

*Com informações da agência de notícias Reuters
Lex Harvey, da CNN

Além do estreito de Hormuz, veja outros gargalos cruciais para o transporte de petróleo

Sonda da Petrobras
Desde que a guerra no Irã começou, em 28 de fevereiro, o estreito de Hormuz virou parte central do conflito. A interrupção do tráfego de navios pelo local, por onde passa 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás, fez os preços das commodities dispararem e pressionou o abastecimento de diversas regiões.

O fechamento da passagem evidenciou que Hormuz é um dos grandes gargalos do transporte marítimo, mas ele não é o único.

Esses pontos de estrangulamento são passagens estreitas ao longo de rotas marítimas muito utilizadas, fundamentais para o comércio e a segurança energética mundial devido ao grande volume de insumos que passam por eles.

Os mercados internacionais de energia dependem de rotas confiáveis. O bloqueio do trânsito de petróleo por um grande gargalo, como Hormuz, pode causar atrasos substanciais no abastecimento e custos de frete mais elevados, elevando preços de energia no mundo todo.

A EIA (Administração de Informação de Energia dos EUA) elenca, além do estreito de Hormuz, outros gargalos cujas interrupções poderiam acrescentar milhares de quilômetros às rotas alternativas e afetar os preços do petróleo e do gás natural, pressionando a inflação no mundo todo.

Veja outros pontos de estrangulamento marítimoEstreito de Málaca
  • Cabo da Boa Esperança
  • Canal de Suez
  • Estreitos dinamarqueses
  • Estreito de Bab al-Mandeb
  • Estreitos turcos
  • Canal do Panamá
ESTREITO DE MÁLACA

A passagem conecta o Oceano Índico ao Oceano Pacífico, sendo a rota marítima mais curta entre os fornecedores de petróleo e gás natural do Oriente Médio e os mercados no leste e sudeste asiáticos. É o maior ponto de estrangulamento do mundo em termos de volume de trânsito de petróleo.

No primeiro semestre de 2025, foram transportados 23,2 milhões de barris por dia através do estreito —quase 60% desse volume pertencia aos principais produtores da Opep no golfo Pérsico (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque).

Como rotas alternativas, há outros dois pontos de estrangulamento menores no Oceano Pacífico: o estreito de Sunda e o estreito de Lombok.

CABO DA BOA ESPERANÇA

O Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África do Sul, não é tecnicamente considerado um ponto de estrangulamento, mas é uma rota importante para o comércio global e um ponto de trânsito significativo para petroleiros e cargas de GNL.

A EIA estima que 9,1 milhões de barris de petróleo por dia e derivados tenham passado pelo local na primeira metade de 2025. A passagem é uma rota marítima alternativa para embarcações que viajam para o oeste e desejam contornar o golfo de Áden, o estreito de Bab el-Mandeb e o Canal de Suez. No entanto, desviar embarcações pelo cabo aumenta significativamente os custos e o tempo de transporte.

CANAL DE SUEZ

O Canal de Suez é uma rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural do golfo Pérsico. A passagem fica no Egito e conecta o mar Vermelho ao mar Mediterrâneo.

Antes de 2024, grande parte das exportações de petróleo e gás natural do golfo Pérsico para a Europa passava pelo canal. No entanto, após ataques da milícia Houthi a navios comerciais que transitavam pelo mar Vermelho, em novembro de 2023, algumas embarcações começaram a fazer rotas mais longas e custosas ao redor do Cabo da Boa Esperança para evitar a passagem.

O fluxo de barris de petróleo caiu pela metade de 2023 para 2024 por causa de preocupações com a segurança no local. Desde 2023, os fluxos de GNL pelo Canal de Suez destinam-se quase inteiramente ao Egito ou à Jordânia.

ESTREITOS DINAMARQUESES

Os estreitos dinamarqueses são formados por uma série de canais que conectam o mar Báltico ao mar do Norte. Historicamente, a rota era importante para as exportações de petróleo russo para a Europa, antes do início da guerra na Ucrânia em 2022 e as subsequentes sanções da UE às exportações de petróleo da Rússia.

Na primeira metade de 2025, estima-se que 4,9 milhões de barris de petróleo por dia passaram pelos estreitos. O Canal de Kiel, no norte da Alemanha, oferece uma rota alternativa para o petróleo em relação aos estreitos dinamarqueses, mas atende apenas navios-tanque de pequeno porte.

A Rússia foi a maior exportadora de petróleo pelos estreitos em 2025, com a maior parte do volume enviado para Ásia e Turquia.

ESTREITO DE BAB AL-MANDEB

O estreito de Bab al-Mandeb liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e ao mar da Arábia, sendo um ponto estratégico para o transporte de petróleo e gás natural do golfo Pérsico.

Assim como o Canal de Suez, o Bab al-Mandeb sofreu com ataques da milícia Houthi a navios comerciais a partir de novembro de 2023. Os volumes de petróleo bruto e condensado saudita que passaram pelo local caíram mais de 50% de 2023 para 2024. Os fluxos de GNL foram próximos de zero em 2024 e na primeira metade de 2025 em função da preocupação com a segurança e com as altas taxas de seguro no local.

ESTREITOS TURCOS

Os estreitos turcos estão entre as rotas mais difíceis de navegar do mundo e incluem as vias do Bósforo e dos Dardanelos (também conhecidas como estreito de Istambul e estreito de Çanakkale, respectivamente).

O Bósforo conecta o mar Negro ao mar de Mármara. O estreito dos Dardanelos liga o mar de Mármara aos mares Egeu e Mediterrâneo. Ambas as vias estão na Turquia e abastecem a Ásia, a Europa Ocidental e a Europa Meridional com petróleo da Rússia e da região do mar Cáspio.

Mais de 45 mil embarcações transitaram pelos estreitos em 2024, tornando a passagem um dos pontos de estrangulamento marítimo mais movimentados do mundo. A estimativa da agência dos EUA é de que 3,7 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados de petróleo passaram pelo local na primeira metade de 2025.

Alternativas ao trânsito pela rota turca são o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan, do Azerbaijão no mar Cáspio até o porto de Ceyhan na Turquia, e o oleoduto Iraque-Turquia, da região do Curdistão no norte do Iraque.

CANAL DO PANAMÁ

O Canal do Panamá conecta o Oceano Pacífico ao mar do Caribe e ao Oceano Atlântico. Apenas 3% do fluxo marítimo global total de petróleo passou pelo local entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, mas a hidrovia é uma rota importante para derivados de petróleo —que, diferentemente do petróleo bruto, são transportados em embarcações menores capazes de navegar pelo canal estreito.

A seca no lago Gatún, que fornece água para operar as eclusas do canal, já interrompeu fluxos pelo local no passado. As restrições levaram a longos atrasos e taxas de frete mais altas para embarcações que transportam GLP.

As alternativas ao Canal do Panamá incluem o estreito de Magalhães, o cabo Horn e a passagem de Drake, mas essas rotas acrescentam até 12.800 quilômetros de viagem ou envolvem a travessia de hidrovias perigosas.

Outras opções incluem seguir para o leste contornando o Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, ou atravessar o Canal de Suez. O Oleoduto Trans-Panamá é outra rota alternativa para o transporte de petróleo bruto.
Por Folhapress

Uma civilização inteira vai morrer hoje, diz Trump em nova ameaça ao Irã

Donald Trump
Em uma das ameaças mais contundentes ao regime e à população do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu em uma rede social na manhã desta terça-feira (7) que uma "civilização inteira" vai morrer em ataques americanos caso as partes não cheguem a um acordo para a reabertura do estreito de Hormuz nas próximas horas.

Trump fez um ultimato a Teerã para a reabertura do estreito, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Nos últimos dias, o republicano vem reforçando o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, pelo horário de Brasília. O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, "todas as pontes e todas as usinas de energia" do Irã serão destruídas a partir de 1h de quarta (8).

"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", escreveu Trump na plataforma Truth Social.

Na mesma publicação, Trump fez referência à morte de lideranças iranianas e escreveu que pessoas "menos radicalizadas" agora estão à frente do país, o que poderia sinalizar abertura para negociações.

"Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?", acrescentou Trump. "Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo."

Apesar da morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ainda no início da guerra em curso, o regime iraniano permanece no poder. Seu filho, Mojtaba Khamenei, foi escolhido como sucessor e assumiu a liderança do país.

A mensagem de Trump sobre a administração de Teerã ainda contradiz posicionamento do republicano. Em março, ele classificou a escolha de Mojtaba como líder supremo de "grande erro", disse não estar contente e sinalizou que pretendia indicar uma pessoa para substituir o filho de Ali Khamenei.

Trump também classificou na publicação os últimos 47 anos —período que coincide com a Revolução Islâmica do Irã— como marcados por "extorsão, corrupção e morte". Ao final, encerrou a mensagem com uma bênção ao "grande povo do Irã".

Por Folhapress

Petroquímicas são atacadas antes do fim do prazo de Trump; Israel ameaça trens civis

Horas antes de o ultimato de Donald Trump para que o Irã reabra o estreito de Hormuz expirar, Israel e a teocracia islâmica de Teerã escalaram seus ataques contra a infraestrutura petroquímica no Oriente Médio, aumentando o risco de uma crise ainda maior no mercado de energia global.

O Estado judeu bombardeou nesta manhã de terça (7) a segunda petroquímica iraniana em dois dias. O alvo foi, após a ação contra uma unidade próxima do campo de gás de Pars Sul, uma usina que segundo Tel Aviv produzia insumos para explosivos em Shiraz.

O Irã retaliou contra o complexo petroquímico de Jubail, no leste da Arábia Saudita. O local foi atacado com sete mísseis e vários drones, segundo informações iniciais, mas o governo de Riad ainda não confirmou se houve danos.

Tal troca é um pesadelo econômico. Quando Israel bombardeou com força unidades de processamento de gás iraniano em Fars Sul, aparentemente sem consentimento dos parceiros americanos nesta guerra, a retaliação iraniana gerou pânico nos mercados.

Teerã alvejou o principal terminal de manejo e embarque de gás natural liquefeito do Qatar, o líder mundial desta commodity, removendo em uma só ação quase 20% da capacidade produtiva do país. Trump interveio e fez Israel prometer que não atacaria mais, contendo a disparada nos preços do petróleo e do gás.

O Estado judeu sinalizou que deve aderir a um eventual ataque dos Estados Unidos caso os esforços para algum tipo de acordo com o Irã fracassem até as 21h desta terça em Brasília, prazo dado pelo americano para tal.

Nesta manhã, a conta persa das Forças de Defesa de Israel no X publicou um aviso para que os moradores evitem o uso de trens ao longo desta terça até as 21h no Irã (14h30 em Brasília). "Sua presença em trens ou perto de linhas férreas ameaça suas vidas", diz o texto.

É uma ameaça inédita ao país, que tem cerca de 13 mil km de linhas bastante usadas entre centros urbanos como Teerã e Mashhad. Trump ameaça bombardear a infraestrutura civil do Irã, dizendo que se o estreito de Hormuz não for reaberto para os 20% do tráfego de petróleo e gás natural liquefeito que por lá passavam, atacará pontes e usinas de energia.

O temor de retaliação se espalha pela região. Os sauditas fecharam uma ponte que liga o país ao Bahrein nesta manhã, temendo que ela seja alvo caso as negociações fracassem. O Irã já disse que usinas de dessalinização, vitais para o árido Oriente Médio, serão alvos legítimos caso a situação saia de controle.

Na segunda (6), o republicano rejeitou uma contraproposta feita pelo Irã que exigia não só uma trégua de 45 dias, como os negociadores americanos pediam, mas o fim do conflito e a negociação de uma série de pontos —voltando à lógica de troca de intenções militares de seu programa nuclear pelo fim de sanções.

Esse trabalho diplomático está sendo concentrado pelo Paquistão, vizinho do Irã e aliado principal da China no Sul da Ásia. Pequim tem grande interesse no desenrolar da guerra, pois importava quase 15% do seu petróleo do Irã, mas, ao mesmo tempo busca um acordo comercial amplo com os EUA, visando restabelecer sua posição exportadora no mercado americano.

Nesta terça, a mídia estatal iraniana disse que as conversas nesta terça seguiam com algum avanço e entraram em "estágios críticos". O histórico não permite muito otimismo.

Trump, de todo modo, tem se notabilizado por voltar atrás nos ultimatos. Já mudou quatro vezes o prazo dado para a reabertura de Hormuz, tornada uma prioridade acima de seus objetivos declarados e mutáveis para ter começado a guerra ao lado de Israel, há cinco semanas.

Ao mesmo tempo, o americano tem escalado a retórica, algo usual de seu método negociador. Disse que não se importa com a acusação de crimes de guerra que irá sofrer se atacar alvos civis sem valor militar óbvio, o que de resto ocorre de lado a lado neste conflito.

A ONG iraniana no exílio americano Hrana divulgou nesta terça um balanço de mortos no país persa: 3.600, sendo 1.665 deles civis, até aqui. A guerra se espalhou pela região, e nesta terça ao menos oito pessoas morreram em um bombardeio israelense no Líbano.

Por Igor Gielow/Folhapress

Trump afirma que EUA resgataram segundo piloto desaparecido no Irã

O presidente Donald Trump afirmou neste domingo (5) que tropas americanas resgataram no Irã o segundo tripulante do caça dos Estados Unidos derrubado na sexta-feira (3) em meio à guerra entre os dois países. Segundo relatos de autoridades do governo, um dos pilotos já havia sido encontrado no dia da queda.

"Meus compatriotas americanos, nas últimas horas, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história dos EUA, para um de nossos incríveis oficiais tripulantes, que também é um coronel altamente respeitado, e que tenho a alegria de informar que agora está SÃO E SALVO!", afirmou Trump em sua rede, a Truth Social.

Mais tarde, o presidente americano disse que o coronel estava "gravemente ferido", sem dar mais detalhes. Segundo ele, não houve baixas americanas na operação de resgate, que teria envolvido centenas de soldados de forças especiais. O Irã, por sua vez, contradisse Trump, afirmando ter derrubado mais quatro aeronaves envolvidas na busca e chamando a operação americana de "um fracasso".

Trump publicou, momentos depois, uma nova ameaça ao regime iraniano, sugerindo um ataque massivo contra a infraestrutura civil e energética do país e instando a abertura do estreito de Hormuz: "Abram a porra do estreito, seus malucos do caralho, ou vão viver no inferno! Paguem pra ver! Louvado seja Alá".

Em seguida, um porta-voz da chanceleria iraniana afirmou que Teerã vai responer com reciprocidade a ataques a sua infraestrutura mirando alvos similares dos EUA ou relacionados a Washington, segundo a agência de notícias iraniana Wana.

O presidente americano disse em seguida à emissora Fox News, entretanto, que acredita que um acordo com o Irã é possível na segunda (6), dia em que terminaria seu novo ultimato para a abertura do estreito. Também afirmou ter enviado armas a manifestantes iranianos que foram às ruas no início do ano -mas que os curdos do Iraque, os supostos intermediários, ficaram com o armamento.

Horas depois, porém, Trump conversou com o Wall Street Journal e estendeu o prazo para terça-feira (7) à noite. Ele também renovou as ameaças contra o Irã. "Se eles não colaborarem, se mantiverem [o estreito] fechado, vão perder todas as usinas de energia que têm no país", afirmou o republicano. Ataques contra infraestrutura civil, como a rede de energia, geralmente são classificados de crimes de guerra.

Um porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou neste domingo que "investigações adicionais realizadas por especialistas em terra revelaram que dois aviões de transporte militar C-130 e dois helicópteros Black Hawk do Exército dos EUA foram destruídos por nossas forças".

Declarações separadas do Exército iraniano e da Guarda Revolucionária informaram que um drone israelense Hermes-900 e um drone americano MQ-9 também foram abatidos na região. As forças americanas não confirmaram nenhum dos relatos.

O Irã afirmou na sexta (3) ter atingido o caça dos EUA com dois tripulantes, e o governo americano não contestou que a causa da queda tenha sido a artilharia iraniana. O Pentágono não comentou o incidente e, em breve entrevista por telefone com a rede de televisão NBC News, Donald Trump havia afirmado que o caso não afeta negociações com Teerã.

As intensas buscas levantaram preocupações de que o segundo militar desaparecido, caso fosse capturado pela regime iraniano, pudesse ser usado como forma de pressão contra Washington. O Irã ofereceu uma recompensa para quem o encontrasse.

Em comunicado posterior, Trump detalhou que "o Exército iraniano estava empenhado em uma busca intensa, com grande efetivo, e se aproximando cada vez mais" do militar americano resgatado. Segundo ele, a operação de resgate dos EUA foi "uma demonstração INCRÍVEL de bravura e talento de todos!".

O comandante operacional do Exército iraniano, Khatam al-Anbiya, afirmou neste sábado (4) que um novo sistema de defesa aérea foi utilizado para atingir o caça americano e que o regime planeja ter controle total sobre o espaço aéreo do país.

Segundo comunicado de Trump, o modelo da aeronave abatida é o F-15E. Inicialmente, a mídia estatal do Irã anunciou ter derrubado um caça F-35, mas relatos posteriores na imprensa americana citaram o modelo F-15E, que transporta dois tripulantes.

Segundo relatos feitos à imprensa, um dos dois pilotos ejetou-se e foi resgatado pelas forças americanas.
A emissora CBS News afirmou que verificou imagens publicadas nas redes sociais que mostram um avião de reabastecimento e dois helicópteros voando baixo sobre a província de Cuzistão, no Irã, compatível com uma missão de busca e resgate.

Há ainda a possibilidade de que dois aviões tenham sido abatidos na sexta-feira. De acordo com o New York Times, um caça A-10 Warthog foi atingido perto do estreito de Hormuz, segundo fontes militares, mas o único piloto foi resgatado a salvo. O regime iraniano reivindicou o ataque.

Essa é a primeira vez desde 2003 que um avião de combate dos EUA é abatido em solo inimigo. No início da guerra do Iraque, um A-10A Thunderbolt 2 caiu após ser atingido por um míssil das forças de Saddam Hussein. Em 2020, no entanto, quando um avião americano caiu no Afeganistão, o Talibã afirmou ter derrubado a aeronave -algo rejeitado pelo governo do democrata Joe Biden à época.

O incidente ocorre após ameaças de Trump de bombardear o país, enquanto pressiona Teerã a encerrar a guerra nos termos dos EUA. O ataque às aeronaves acontece ainda depois de o presidente americano e membros do alto escalão do governo debocharem da capacidade militar iraniana.

No dia 4 de março, ainda na primeira semana da guerra, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os EUA e Israel tinham "controle total do espaço aéreo" do Irã. Por Folhapress

Crédito de video/UOL News 


Trump anuncia resgate de segundo piloto abatido no Irã e chama operação de “audaciosa”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (5) o resgate do segundo piloto de um caça F-15E abatido no Irã, classificando a operação como uma das “mais audaciosas da história” do país.

Segundo o republicano, o militar estava em território iraniano após a aeronave ser derrubada no sudoeste do país. Autoridades iranianas reivindicaram o abate e teriam oferecido recompensa pela captura do piloto.

De acordo com relatos, os dois ocupantes do caça conseguiram se ejetar antes da queda. O primeiro piloto já havia sido resgatado anteriormente pelas forças americanas.

A operação para recuperar o segundo militar envolveu forças especiais e dezenas de aeronaves, em uma ação descrita como uma corrida contra o tempo em meio à presença de tropas iranianas na região. Houve troca de tiros durante a missão. Video https://twitter.com/i/status/2040040607968534915

Em publicação na rede Truth Social, Trump celebrou o resgate. “Nós o pegamos! As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais audaciosas da história do nosso país”, escreveu.

“Tenho o prazer de informar que ele está agora são e salvo”, acrescentou o presidente

Helicópteros dos EUA fazem buscas por piloto enquanto são alvos de tiros de soldados iranianos; veja vídeo

Veículos de imprensa internacional ainda não conseguiram confirmar que se tratavam dos helicópteros nas buscas de piloto. Entretanto, para a NBC News, o governo americano disse que eram justamente dois helicópteros nas buscas.
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra dois helicópteros dos Estados Unidos fazendo um voo baixo enquanto são alvos de tiros de soldados iranianos no chão. Essa altura de voo, incomum, ocorre em um momento que forças americanas buscam o segundo piloto de um avião atingido pelo Irã.

A NBC News informou que dois helicópteros Blackhawk fazem as buscas, segundo o governo americano. Isso confirmaria a informação de que eram as mesmas aeronaves atrás do piloto desaparecido, já que são esses os veículos filmados no vídeo.

Posteriormente, a Guarda Revolucionária confirmou que o vídeo são ataques a helicópteros americanos Blackhawk.

Informações da agência de notícias iraniana Isna destaca que o vídeo foi registrado na área mais central do país, justamente onde a procura do piloto é realizada.

Redes de TV internacionais, como a BBC, CBS News e Sky News confirmaram a veracidade do vídeo.

Veja:
O Irã revelou que atingiu um segundo avião dos Estados Unidos que passava pelo Estreito de Ormuz. O primeiro avião abatido na sexta-feira (3) foi o F-15E, tripulado com dois oficiais. Até o momento, apenas um dos pilotos do caça foi resgatado.

O outro piloto segue desaparecido e o Irã acredita que ele esteja escondido em algum local.

Durante as buscas, dois helicópteros Blackhawk também foram atingidos por ataques iranianos, mas conseguiram sair do espaço aéreo.

A TV estatal iraniana anunciou com um plantão na programação da emissora sobre o feito militar iraniano. A apresentadora indicou que os moradores deveriam ajudar a capturar os americanos.

A recompensa, anunciada pela TV é de US$ 60 mil para entrega dele vivo ao Exército iraniano ou para a polícia da região.

Porém, segundo a imprensa internacional, as forças americanas estão em solo pela região atrás desse outro piloto.

De acordo com o Brigadeiro-General Alireza Elhami, chefe do Comando Conjunto de Defesa Aérea do Irã, o incidente é 'resultado de táticas, do uso de equipamentos modernos e de inovações nos sistemas de defesa aérea da República Islâmica'.

Nenhum detalhe sobre as 'inovações' foi fornecido nas declarações divulgadas pela agência de notícias iraniana IRNA e republicadas pela rede americana.

O general falou em 'confusão e desorientação para o inimigo'. Segundo uma reportagem da emissora via satélite Al Jazeera, as forças armadas iranianas estão preparadas para emboscar 'jatos e drones inimigos'.

Segundo avião atingido

Essa semana, o secretário de guerra, Pete Hegseth, afirmou que a defesa aérea iraniana estava fragilizada.

Nesta sexta-feira (3), Trump divulgou uma proposta orçamentária para o próximo ano fiscal, que começa em outubro. A Casa Branca solicitou aumentar os gastos com defesa para um trilhão e meio de dólares. O maior valor da história moderna do país.

Para bancar o aumento, a medida sugere cortes em gastos não relacionados à defesa, como educação, proteção ambiental e pesquisas de cura de doenças.
Por Redação/CBN

Trump dá mais '48 horas' para Irã fechar acordo ou reabrir Estreito de Ormuz e promete 'inferno'

Do outro lado, o Irã não rejeitou a mediação do Paquistão e nem de nenhum outro país para negociar o fim da guerra no Oriente Médio. No entanto, exige 'condições claras' para uma paz definitiva.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que 'o tempo está se esgotando' para o Irã fechar um acordo que acabasse com a guerra no Oriente Médio ou reabrir o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em uma publicação na rede social Truth Social.

Trump escreveu que o prazo de dez dias está acabando. Ele complementa: '48 horas antes que o inferno se abata sobre eles'.

'Se lembram de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMIZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS!

Do outro lado, o Irã não rejeitou a mediação do Paquistão e nem de nenhum outro país para negociar o fim da guerra no Oriente Médio. No entanto, exige 'condições claras' para uma paz definitiva.

O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, esclareceu isso em declaração à imprensa. Segundo ele, a posição iraniana é 'deturpada pela mídia americana'.

'Somos profundamente gratos ao Paquistão por seus esforços e nunca nos recusamos a ir a Islamabad. O que nos interessa são as condições claras para um fim definitivo e duradouro à guerra ilegal que nos está sendo imposta', completou, em declaração publicada também nas redes sociais.
O Irã revelou que atingiu um segundo avião dos Estados Unidos que passava pelo Estreito de Ormuz. O primeiro avião abatido na sexta-feira (3) foi o F-15E, tripulado com dois oficiais. Até o momento, apenas um dos pilotos do caça foi resgatado.

O outro piloto segue desaparecido e o Irã acredita que ele esteja escondido em algum local.

Durante as buscas, dois helicópteros Blackhawk também foram atingidos por ataques iranianos, mas conseguiram sair do espaço aéreo.
A TV estatal iraniana anunciou com um plantão na programação da emissora sobre o feito militar iraniano. A apresentadora indicou que os moradores deveriam ajudar a capturar os americanos.

A recompensa, anunciada pela TV é de US$ 60 mil para entrega dele vivo ao Exército iraniano ou para a polícia da região.

Porém, segundo a imprensa internacional, as forças americanas estão em solo pela região atrás desse outro piloto.

De acordo com o Brigadeiro-General Alireza Elhami, chefe do Comando Conjunto de Defesa Aérea do Irã, o incidente é 'resultado de táticas, do uso de equipamentos modernos e de inovações nos sistemas de defesa aérea da República Islâmica'.

Nenhum detalhe sobre as 'inovações' foi fornecido nas declarações divulgadas pela agência de notícias iraniana IRNA e republicadas pela rede americana.

O general falou em 'confusão e desorientação para o inimigo'. Segundo uma reportagem da emissora via satélite Al Jazeera, as forças armadas iranianas estão preparadas para emboscar 'jatos e drones inimigos'.

Astronautas a caminho da Lua estão 'na metade do caminho', diz Nasa

Os astronautas a bordo da nave Orion já estão "na metade do caminho" rumo à Lua, divulgou Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) no final da noite desta sexta-feira, 3.

"No momento da publicação deste texto (às 23h da sexta, 3, em Brasília), a missão Artemis II está aproximadamente na metade do caminho até a Lua", escreveu a agência em uma publicação no X.

"Quando os astronautas chegarem, irão realizar um sobrevoo lunar e coletar observações científicas da superfície da Lua", detalhou. A previsão da agência é de que o sobrevoo aconteça na próxima segunda, 6.

O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas em missão Christina Koch e Jeremy Hansen decolaram rumo ao satélite natural da Terra na última quarta-feira, 1º. A Artemis II é a primeira missão tripulada da Nasa ao astro em mais de 50 anos.

Por Assíria Florêncio / Estadão Conteúdo

Israel ataca instalação nuclear no Irã e buscas por piloto americano continuam; entenda

A guerra no Oriente Médio continua neste sábado, 4, em meio a buscas dos Estados Unidos por um piloto desaparecido no Irã e ataques aéreos que atingiram os países do Golfo, Israel e Teerã
A Organização de Energia Atômica do Irã informou que um ataque aéreo atingiu as proximidades de sua instalação nuclear de Bushehr, matando um guarda de segurança e danificando um prédio de apoio.

Além disso, um drone iraniano danificou a sede da gigante americana de tecnologia Oracle em Dubai após avisos de Teerã de que empresas de tecnologia com sede nos países do Golfo seriam alvejadas.

Buscas por piloto americano continuam

A Casa Branca e o Pentágono não divulgaram informações públicas sobre os aviões abatidos, mas um militar foi resgatado na sexta-feira, 3, e pelo menos um está desaparecido. Foi a primeira vez que os Estados Unidos perderam uma aeronave em território iraniano durante a guerra, que já dura seis semanas, e pode marcar um novo ponto de virada na campanha.

Em um e-mail do Pentágono obtido pela Associated Press (AP), os militares disseram ter recebido notificação de "uma aeronave abatida" no Oriente Médio, sem fornecer mais detalhes.

Um tripulante americano desse avião foi resgatado. Mas o Pentágono também notificou o Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes que a situação de um segundo militar a bordo do caça era desconhecida. Uma operação de busca e resgate militar americana continuou no sábado.

Em uma breve entrevista por telefone à NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se recusou a comentar as operações de busca e resgate, mas afirmou que o ocorrido não afetaria as negociações com o Irã.

A mídia estatal iraniana também anunciou que um avião de ataque A-10 dos EUA caiu no Golfo Pérsico após ser atingido pelas forças de defesa iranianas.

Um oficial americano, que falou sob condição de anonimato para discutir uma situação militar delicada, disse que não estava claro se a aeronave caiu ou foi abatida, nem se o Irã estava envolvido. Não se sabia imediatamente o estado da tripulação nem o local exato da queda.

Um apresentador de um canal de TV afiliado à televisão estatal iraniana pediu aos moradores que entregassem qualquer "piloto inimigo" à polícia.

Sede de gigante da tecnologia é atingida em Dubai

Um aparente drone iraniano danificou a sede da gigante americana de tecnologia Oracle em Dubai, neste sábado, após a Guarda Revolucionária paramilitar do Irã ameaçar a empresa.

O ataque teve como alvo a sede, localizada na principal rodovia de Dubai, a Sheikh Zayed Road. Imagens obtidas pela Associated Press de fora dos Emirados Árabes Unidos mostraram os danos ao prédio. Um grande buraco podia ser visto no canto sudoeste do edifício, com o "e" de Oracle em um letreiro de neon danificado

O Escritório de Mídia de Dubai, porta-voz do governo, afirmou que se tratava de um "incidente menor causado por destroços de uma interceptação aérea que caíram na fachada do prédio da Oracle na Dubai Internet City", acrescentando que não houve feridos.

A Oracle, com sede em Austin, Texas, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A Guarda Revolucionária do Irã acusou algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos de envolvimento em operações de "espionagem terrorista" contra a República Islâmica e afirmou que elas eram alvos legítimos.

Ataques anteriores de drones iranianos atingiram instalações da Amazon Web Services nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein.

Por Estadão Conteúdo

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