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‘Jerônimo, até quando o senhor vai fechar os olhos?’, questiona ACM Neto após a Bahia aparecer no topo da violência em pesquisa

O vice-presidente do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, questionou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre sua postura em relação à liderança nacional do Estado em violência. A declaração ocorreu após a divulgação do Mapa da Violência de 2024 pelo Atlas, que revelou que sete das dez cidades mais violentas do Brasil estão localizadas na Bahia.

“Tem uma pergunta que eu acho que no fundo está na cabeça de todas as pessoas e que eu queria fazer aqui nesse momento. O que é que nós esperamos dos nossos governantes? Governador Jerônimo, até quando o senhor vai fechar os olhos para a realidade? O que é que nós baianos podemos esperar de um governador que outro dia estava comparando a situação da segurança pública na Bahia com a situação da segurança pública na Europa. Governador Jerônimo Rodrigues, não dá mais para virar as costas, não dá mais para se omitir, nós já temos um ano e meio do seu governo, 18 anos de governos do PT”, ponderou ACM Neto.

O ex-prefeito de Salvador destacou a necessidade urgente de medidas efetivas para combater a criminalidade no Estado: “Está na hora de começar a trabalhar, de começar a enfrentar as organizações criminosas, porque os homicídios na Bahia explodiram, porque o nosso Estado se tornou território ocupado pelas facções criminosas, pelo crime organizado, pelo tráfico de drogas. Muitas vezes os criminosos e bandidos estão mais bem equipados e têm melhores condições de trabalho do que a própria polícia”.

ACM Neto ainda comparou a situação da Bahia com o estado de Goiás, governado por Ronaldo Caiado, também do União Brasil. “Eu estive outro dia no estado de Goiás, governado por seu colega, Ronaldo Caiado, do União Brasil. Nós mostramos que Goiás vem reduzindo todos os índices de violência. Se é possível em Goiás, por que não é na Bahia? O que é que está faltando governador?”, questionou.

Neto enfatizou a urgência de ações concretas e a necessidade de liderança por parte de Jerônimo Rodrigues: “Está faltando o governador começar a governar, está faltando o governador exercer a sua liderança, está faltando o governador reconhecer o problema, ter que reagir, reagir investindo em segurança pública, reagir equipando a polícia, reagir trabalhando com tecnologia, reagir mudando a realidade dos nossos presídios, reagir enfrentando com firmeza os chefes das organizações criminosas, trancando ali aquela torneira por onde passa o dinheiro, é isso que está faltando, governador Jerônimo Rodrigues. A gente está cansado do discurso, a gente está cansado dessa postura de omissão”, enfatizou.

MP-BA, Receita Federal e Seap implementam projeto de ressocialização em unidades prisionais baianas

Um projeto inovador para a ressocialização de detentos na Bahia está em curso a partir uma parceria entre o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), a Receita Federal do Brasil (SRRF05) e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap/BA). A iniciativa visa estabelecer Núcleos de Descaracterização em quatro unidades prisionais estratégicas: Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, Conjunto Penal de Itabuna, Conjunto Penal de Eunápolis e Conjunto Penal de Vitória da Conquista.

Nesses núcleos, os detentos são qualificados para o exercício das atividades laborais voltadas à descaracterização de produtos, pelas quais são favorecidos com a remição da pena, explica o coordenador da Unidade de Monitoramento de Execução da Pena e Medidas de Segurança (Umep/MPBA), promotor de Justiça Edmundo Reis, pontuando que, conforme dispõe a legislação, abate-se um dia de pena a cada três dias de trabalho.

O promotor de Justiça registra que a ressocialização ocorre por meio do oferecimento da condição laboral ao preso, que trabalha descaracterizando bens que passam a servir ao próprio sistema e a outras entidades e instituições que atendem pessoas vulneráveis. Nesse cenário, os detentos acabam prestando um serviço de relevância para pessoas que também estão em condição de vulnerabilidade, o que fomenta um processo de identificação social do meio fechado para o meio aberto. Esse processo favorece a reinserção social, conclui Edmundo Reis.

O objetivo principal dos núcleos é transformar mercadorias apreendidas em recursos úteis para a sociedade, promovendo sustentabilidade ambiental e reintegração social. O programa ‘Receita Cidadã’, da Receita Federal, será essencial para o sucesso do projeto, permitindo que produtos apreendidos, inicialmente destinados à destruição, sejam processados nas unidades prisionais. Esses itens serão transformados em novos produtos de valor, beneficiando diretamente a comunidade baiana e reduzindo o impacto ambiental. “A parceria não apenas promove a responsabilidade social e ambiental, mas também oferece uma oportunidade significativa de reabilitação aos internos, preparando-os para uma reintegração produtiva após o cumprimento da pena”, destaca ainda Edmundo Reis.

A colaboração da Umep foi fundamental para viabilizar essa iniciativa pioneira. Ela coordena o recebimento das mercadorias apreendidas, seu processo de descaracterização pelos detentos e a distribuição dos produtos transformados para instituições públicas e privadas sem fins lucrativos. Isso assegura que os benefícios alcançados sejam distribuídos de forma justa e ampla pela sociedade.

Para Valdir Lemos Couto, chefe da Divisão de Programação e Logística (DIPOL) da SRRF05, “esta parceria representa um avanço significativo na cooperação entre órgãos públicos, demonstrando o compromisso da Receita Federal em contribuir positivamente para a comunidade e o meio ambiente”. Sandra Magnavita, auditora fiscal da Receita Federal e Delegada da Alfândega de Salvador, também ressalta que “a iniciativa não só fortalece a função social da Receita Federal, mas também abre portas para uma colaboração contínua com instituições comprometidas com a reinserção social e a sustentabilidade.”. Bacildes Terceiro, superintendente de Ressocialização da Seap, enfatizou a importância da iniciativa para a reforma do sistema penal na Bahia, destacando que “este projeto não apenas oferece oportunidades de capacitação e reintegração, mas também promove uma abordagem humanizada e eficaz para a ressocialização dos internos”.

Deputados trocam empurrões e sessão é suspensa na Assembleia Legislativa da Bahia após debate sobre PL do Aborto; assista exclusivas

Deputados estaduais trocaram insultos e empurrões em meio ao debate sobre o PL do Aborto no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta terça-feira (18).

A sessão foi suspensa por 15 minutos para colocar fim ao embate.

A confusão começou ao final de um pronunciamento forte da deputada Olívia Santana (PCdoB) ao citar a posição favorável de bolsonaristas à matéria que está em pauta no Congresso Nacional.

Diego Castro (PL) reagiu ao discurso, trocou farpas com Olívia e com os demais petistas. A temperatura subiu, atraiu outros parlamentares e o plenário da Casa virou um ringue.

Foi preciso os seguranças da Assembleia intervirem para apartar os brigões.

Veja os vídeo:


 

Das dez cidades mais violentas do Brasil, sete estão na Bahia, diz Atlas da Violência

De acordo com o Atlas da Violência 2024 divulgado nesta terça-feira (18), a Bahia tem sete das dez cidades mais violentas no país. As cinco primeiras, inclusive, estão no território baiano e são: Santo Antônio de Jesus, Jequié, Simões Filho, Camaçari e Juazeiro. Em 9º lugar está Salvador, que é seguida por Feira de Santana, em 10º.

Os dados são referentes a 2022 e foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo o levantamento, em 2022, a Bahia teve a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes (45,1) do país, seguida de Amazonas (42,5) e Amapá (40,5). As três menores taxas em 2022 vieram de São Paulo (6,8), Santa Catarina (9,1) e Distrito Federal (40,5).

Política Livre

Greve dos Defensores Públicos da Bahia chega a 30 dias

Passados 30 dias desde que as Defensoras e os Defensores Públicos do Estado da Bahia paralisaram suas atividades, a classe resolveu endurecer o movimento e suspender alguns atendimentos que antes vinham sendo mantidos. Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada, na sexta-feira (14), ficou decidida a suspensão por quatro dias da realização das audiências de custódia e das audiências de apresentação de adolescentes em conflito com a lei, entre segunda-feira (17) e quinta-feira (20). Agora apenas os atendimentos relacionados à saúde em caráter de urgência estão mantidos.

A categoria está em greve, como forma de buscar dos poderes Executivo e Legislativo a consciência da responsabilidade pelo cumprimento da Constituição Federal, pela aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 154/2023, que busca a reestruturação da carreira e, inclusive, assegurar simetria constitucional com as carreiras do sistema de justiça.
A Defensoria Pública da Bahia está na lanterna regional, pois os defensores baianos são os únicos do Nordeste sem respeitar a simetria as carreiras do sistema de Justiça, como prevê a Emenda Constitucional 80/2014. Este fato vem levando vários defensores nomeados a pedir exoneração.

Para Tereza Almeida, presidente da Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Estado da Bahia (ADEP), outro agravante é que há mais de 10 (dez) a classe busca o cumprimento da Constituição com a reestruturação da carreira com o subsídio com o subteto. “A estimativa de prejuízo da remuneratória nesse período é de quase 50% do valor do seu subsídio, em virtude dos índices anuais de inflação, sendo hoje, dentre as Defensorias Estaduais, a da Bahia onde as carreiras é uma das mais desvalorizadas do país,” destaca.

Atualmente, 418 defensoras e defensores públicos estão em atuação no estado e em protesto 70% da classe está paralisada, em cumprimento ao que preconiza à legislação.

PLC 154/23- O Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 154/2023, da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), é um projeto que visa dar cumprimento ao que está posto no art. 37 inciso XI da Constituição. Em dezembro de 2023, o PLC entrou na pauta da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), mas não foi votado sendo o único projeto retirado de pauta. O projeto tramita na Casa estando na CCJ. O PLC visa nivelar a carreira de defensor público com outras carreiras do sistema de Justiça.

“Estamos falando de uma instituição que atende vulneráveis, pessoas em situação de rua, violência doméstica, sem condições de pagar advogado e o acesso à Justiça que é um direito sagrado, um direito fundamental. O Estado Defensor está enfraquecido e sem condições de atuar com a dignidade que o cidadão merece,” conclui.

Com aumento de população idosa, Bahia avança em ações para envelhecimento saudável

O Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, celebrado neste sábado (15), chama a atenção para um aumento preocupante nos casos de agressões contra idosos no Brasil. Dados divulgados pelo “Disque 100”, responsável por receber denúncias de agressão contra idosos, evidenciam a necessidade urgente de medidas eficazes para combater este tipo de crime. No primeiro semestre de 2024, mais de 74 mil queixas chegaram ao Ministério dos Direitos Humanos, aumento de 14% em relação ao primeiro semestre de 2023.

Em um país onde a população idosa cresce a cada ano, para além da violência contra esse grupo vulnerável, buscar estratégias para um envelhecimento mais saudável é um desafio. Na Bahia, a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, recentemente, viajou, a convite da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), a Paris, onde pode conhecer experiências internacionais sobre o envelhecimento da população.

“A nossa população idosa dobrou nos últimos 12 anos e fomos até a França para conhecer os programas franceses. São iniciativas interessantes e importantes para a gente, já que a França tem uma percentagem de idosos em sua população bem semelhante a nossa, atualmente. Com essas informações e experiência, vamos planejar ações para atender os nossos idosos ainda melhor”, explica Roberta.

A viagem à França faz parte de um esforço mais amplo da Sesab para promover o envelhecimento saudável. Em Salvador, o Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi) tem sido um pilar fundamental nesse processo, oferecendo apoio especializado e desenvolvendo programas voltados para a saúde e bem-estar dos idosos.
O Creasi realiza um trabalho abrangente que inclui atendimento ambulatorial especializado, apoio a cuidadores, e distribuição de medicamentos para doenças crônicas, como Alzheimer e Parkinson. Além disso, a instituição oferece exames de eletrocardiograma e densitometria óssea, essenciais para o acompanhamento da saúde dos idosos. Em 2023, foram realizados mais de 106 mil procedimentos, demonstrando o impacto significativo deste centro na vida dos idosos baianos. Foram 6.409 consultas de geriatria, 527 consultas de cardiologia, 208 consultas de neurologia, 971 consultas de psiquiatria e 397 consultas de reumatologia.

“Há 25 anos, o Creasi assumiu esse papel de cuidar dos nossos idosos na rede pública. Sabemos da nossa importância e estamos sempre em busca de melhorias e de ampliar o nosso atendimento à população baiana. A velhice, além da questão da saúde, evidencia um problema social, infelizmente, por conta dos abandonos constantes que os idosos sofrem. Isso dá uma dimensão da nossa responsabilidade enquanto instituição pública”, afirma Helena Pataro Noaves, diretora do Creasi.

A Secretaria da Saúde do Estado também coordena ações intersetoriais para monitorar e apoiar as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) em toda a Bahia, contribuindo para menores taxas de mortalidade por COVID-19 entre os residentes dessas instituições em comparação com outros estados brasileiros. Esse trabalho inclui desde o cadastramento de ILPIs até o treinamento das equipes e a elaboração de protocolos de cuidado.

Essas iniciativas são passos importantes, mas o caminho ainda é longo. A violência contra idosos é um problema complexo que exige a mobilização de toda a sociedade. Governos, organizações não-governamentais, e a população em geral devem unir esforços para garantir que os direitos dos idosos sejam respeitados e protegidos.

Neste Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, a reflexão e a ação são essenciais. Precisamos transformar a maneira como pensamos, sentimos e agimos em relação a velhice, promovendo uma cultura de respeito e dignidade para todos os idosos.

Números

Na Bahia, a população idosa corresponde a 13,26% dos mais de 14 milhões de habitantes, ou seja, quase 2 milhões de pessoas e 99% dos municípios considerados envelhecidos. De acordo com o Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa do estado aumentou 50% em relação ao estudo anterior, de 2010. A Bahia também é a unidade da federação com maior número de centenários.

O Índice de Envelhecimento, que corresponde ao número de pessoas com 65 anos ou mais para cada 100 pessoas até 14 anos, da população baiana triplicou nos últimos 30 anos. O município baiano com maior percentagem de idosos é Jussiape, na Chapada Diamantina, com quase 27% da população acima dos 65 anos.

As doenças do aparelho circulatório configuram-se como as principais causas de morbidade e mortalidade em idosos, com destaque para as doenças vasculares cerebrais.

Ao todo, 137 municípios baianos possuem Conselhos Municipais de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, 32 municípios contam com Fundo Municipal da Pessoa Idosa e 85 municípios possuem ILPIs. ...

Victor e Leo ganham R$ 750 mil por show e causam protestos em cidade da Bahia

De volta aos palcos em uma turnê após seis anos separados, a dupla Victor e Léo voltou a gerar polêmica. Moradores da cidade baiana de Candeias, que fica a 46 quilômetros da capital Salvador, reclamaram da escalação da dupla por causa do histórico de violência doméstica de Victor.

Segundo dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos nos Municípios do Estado da Bahia, desenvolvido pelo MP-BA (Ministério Público da Bahia), a dupla vai receber R$ 750 mil por uma apresentação na cidade no próximo dia 23. Trata-se do terceiro maior cachê de show no período das festas em todo o estado.

Victor e Leo ficam atrás apenas de Wesley Safadão, que receberá R$ 900 mil por cada um dos sete shows que fará em junho na Bahia, e do sertanejo Gusttavo Lima, que ganhará R$ 1,1 milhão por uma apresentação na cidade de Luís Eduardo Magalhães.

Nas páginas oficiais da prefeitura, no entanto, o convite à Victor e Leo tem sido contestado. Há diversas reclamações fazendo referência ao caso de violência doméstica que envolve Victor Chaves. O cantor responde a processo na Justiça por uma suposta agressão a sua então mulher, Poliana Bagatini. Na época, ela estava grávida do segundo filho do casal.

Poliana afirmou que foi chutada, jogada ao chão e agredida psicologicamente por Victor. Em 2020, o cantor foi condenado em primeira instância a cumprir 18 dias de prisão em regime aberto e a pagar uma indenização de R$ 20 mil por danos morais. Ele recorreu da decisão, mas o recurso ainda não foi julgado.

À Folha, em 2020, o cantor negou as acusações e disse que, na verdade, tentou conter a ex-mulher, que estaria descontrolada emocionalmente após uma discussão com a mãe e a irmã dele. Ainda segundo ele, imagens de um vídeo de segurança que comprovariam as agressões foram tiradas de contexto. “Utilizaram os fatos com leituras sensacionalistas”, afirmou na ocasião.

Quando o caso veio à tona, em 2017, Victor foi afastado do reality show musical The Voice Kids pela Globo antes do final da temporada. Nos anos seguintes, nem ele nem o irmão voltaram ao programa. Logo depois, os dois anunciaram que seguiriam caminhos separados. O anúncio do retorno aconteceu no ano passado.

No fim de maio, a prefeitura de Fortaleza, após protestos de parte do público, cancelou uma apresentação que a dupla faria na capital cearense. O governo da Bahia chegou a anunciar Victor e Leo como uma das atrações de seu São João, mas horas depois disse que se tratou de um erro de comunicação.

Gabriel Vaquer/Folhapress

Entrevista – Angelo Coronel: “Rui será candidato a presidente e eu ao Senado ao lado de Wagner”

O senador Ângelo Coronel (PSD) movimentou o cenário político baiano na semana passada ao formar o próprio bloco de dez parlamentares na Assembleia Legislativa. Ele garante que foi procurado para ser o porta-voz do grupo formado pelo filho homônimo e pelos deputados Hassan (PP), Antonio Henrique Júnior (PP), Felipe Duarte (PP), Nelson Leal (PP), Niltinho (PP), Raimundinho da JR (PL), Vitor Azevedo (PL), Luciano Araújo (PL) e Laerte do Vando (Podemos).

Embora tenha mudado o discurso e garanta agora que o PSD não vai encorpar o G10, apesar da presença de Ângelo Coronel Filho, filiado à sigla, o senador não descarta, nesta entrevista exclusiva ao Política Livre, o crescimento do grupo. Ele admite ainda que o governo Jerônimo Rodrigues (PT) enfrenta problemas no relacionamento com a base na Assembleia e promete intervir como governista.

Na entrevista, Coronel garante ainda que será candidato à reeleição em 2026, mesmo que em um cenário com mais de dois postulantes da base governista. Para tirar o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), da disputa por uma cadeira ao Senado, o parlamentar defende, em alguns momentos de forma irônica, que o petista concorra à Presidência da República.

Ângelo Coronel também lança o senador Otto Alencar (PSD) como postulante ao comando do Senado e diz que pretende priorizar os municípios como relator do orçamento de 2025 da União. Confira a íntegra!

O Senado acabou aprovando, na semana passada, o projeto que incluía a taxação dos produtos importados de até US$50, batizado de “taxa das blusinhas”. Foi uma medida justa?

A minha posição é de que seja tributado porque a isenção tem prejudicado o parque fabril brasileiro, principalmente nas áreas têxtil, de calçados e de pequenos eletroeletrônicos. As empresas brasileiras que pagam impostos estão sendo rapinadas por essas empresas chinesas que vendem no Brasil, mesmo a um valor pequeno. É uma venda sem imposto e que vem prejudicando as indústrias e o comércio brasileiro.

Outra batalha na qual o senhor tem se empenhado é em defesa das causas municipalistas, a exemplo da desoneração da folha do INSS das prefeituras, que agora o governo quer compensar com uma medida polêmica que deve aumentar o preço dos combustíveis. O governo tem sido insensível com os municípios?

Olha, foi uma emenda de minha autoria essa desoneração da folha. Nós conseguimos emplacar já para 2024 e já não tem nenhuma tributação a mais do que 8% – antigamente, era 20%. Os prefeitos fingiam que pagavam, o governo fingia que recebia, e ficava nessa. Ficamos satisfeitos com a aprovação da emenda, num trabalho que fizemos juntos com a UPB (União dos Municípios da Bahia). O governo foi contra, mas conseguimos um acordo. Mas precisamos chegar a um acordo com o governo sobre 2025. Esperamos que o governo traga sugestões e que não venha contra a vontade dos prefeitos. As prefeituras precisam se viabilizar para cumprir com suas obrigações. Muitas vezes o prefeito deixa de investir, deixa de pagar em dia, porque é obrigado a manter o déficit dos programas federais que já estão aí há mais de 20 anos sem reajuste. Os prefeitos poderiam usar melhor suas receitas para pagar melhor funcionário, investir mais em saúde, educação, estradas vicinais. Então, a nossa luta é, além da desoneração da folha, fazer um encontro de contas entre as prefeituras e a União para ver quem está devendo a quem e, a partir daí, fazer um parcelamento indexado à receita corrente líquida dos municípios. Isso vai fortalecer o pacto federativo. Hoje, esse pacto está desequilibrado. Então, nós temos que agora correr atrás para equilibrar e deixar os municípios viáveis, porque tudo acontece nos municípios.

Uma das lutas do senhor no Senado é pela regularização dos jogos de azar no Brasil. Está avançando como acha que deveria?

Eu fui o relator do projeto da legalização das Bets, que invadiram os corações do povo brasileiro. Os estádios todos hoje têm propaganda de Bets, assim como os maiores clubes do Brasil. É um segmento responsável por gerar empregos, renda e mídia. São grandes patrocinadores. O que defendemos é que isso continue com regulamentação, com cobrança de impostos. Então, nós conseguimos emplacar o nosso relatório, que já foi aprovado. Eu estou achando, inclusive, que há uma morosidade muito grande por parte do governo. Eu não sei o que está havendo dentro da equipe econômica. Porque tem velocidade para umas coisas e parece uma carruagem antiga para outras. Isso representa R$5 bilhões de cara nos cofres da União.

O senhor foi escolhido como relator do orçamento da União de 2025, um cargo muito cobiçado e de muito poder e prestígio no Congresso Nacional. O que pretende fazer de diferente na peça orçamentária do ano que vem?

Olha bem: fui indicado para a relatoria praticamente por unanimidade entre todos os partidos, tanto na Câmara quanto no Senado. Nós vamos esperar primeiro a peça orçamentária chegar do governo federal para se debruçar e estudar ao máximo. Evidentemente, todo o Brasil sabe que eu sou um senador municipalista. Defendo os municípios e espero que, nesse orçamento, a gente possa realmente deixar as prefeituras com mais prestígio do que anteriormente. Como eu digo, se uma pessoa toma uma queda de um cavalo, cai de uma moto, se a mulher vai parir, ninguém procura o presidente, ninguém procura o ministro, ninguém procura o senador e nem governador: procura o prefeito, o vereador, que estão lá na base. Procura a liderança política. Então, nós temos que fortalecer as lideranças municipais, que são os principais tocadores do nosso Brasil. Precisamos adotar, no orçamento também, medidas com as quais a gente possa realmente, de fato, deixar os municípios brasileiros com uma satisfação que até então não tem havido, não como deveria.

“Eu estou trabalhando o nome de Otto para ser o próximo presidente do Senado para disputar a eleição com Davi Alcolumbre”

Em 2025 teremos eleição para a presidência do Senado. O que se diz é que o senador David Alcolumbre (União-AP) é o favorito para substituir Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Como o senhor analisa o cenário atual?

Tenho conversado muito com os colegas e temos a alternativa, a opção, do senador Otto Alencar (PSD). É uma pessoa que tem experiência aqui no Senado. Tem bom trânsito entre os colegas. Então, eu estou trabalhando o nome de Otto para ser o próximo presidente do Senado, para disputar a eleição com Davi Alcolumbre.

O senador Otto Alencar aceitou já essa missão? E esse movimento não poderia atrapalhar os planos do deputado federal Antonio Brito, líder do seu partido na Câmara, de disputar a sucessão naquela Casa?

Otto está inclinado a aceitar. Ele aceitando, vamos entrar em campo com vários colegas para uma atuação nos bastidores. Na Câmara, é uma outra Casa. Não atrapalharia porque já tivemos o caso do União Brasil, que comandou recentemente a Câmara e o Senado. Aliás, eles estão tentando de novo, com o próprio Alcolumbre e com o líder deles na Câmara, o deputado Elmar Nascimento. Alcolumbre, do União Brasil, já foi presidente do Senado enquanto o (ex-deputado) Rodrigo Maia comandava a Câmara. Por que não pode acontecer com o PSD?

Elmar é favorito na Câmara?

É uma Casa diferente, não sei. O que ouço falar é que ele é o preferido do atual presidente, o deputado Arthur Lira (PP-AL). Mas não tenho informações reais. Sei que vai ser muito disputado. Elmar e Antonio Brito são dois baianos e amigos que eu tenho na vida pública. Então, que ganhe o melhor.

O presidente Lula (PT) tem emitido sinais de que pode tentar a reeleição em 2026. O senhor considera isso positivo?

É uma pergunta difícil para responder: qual seria o candidato ideal em 2026? Eu acho que tem que ser um nordestino. Se for baiano, não tenho dúvidas de que eu escolheria o nome do ministro Rui Costa (Casa Civil, do PT). Lula é de Pernambuco, mas militou muito tempo em São Paulo. E o Rui foi um governador que foi muito bem avaliado. Foi um tocador de obras. Apesar do seu estilo durão, isso não quer dizer nada. O importante é que seja alguém também que mantenha uma boa relação com o Congresso. O governo Lula ainda não encontrou o caminho da pacificação do Congresso.

Mas Rui Costa costuma ser criticado por alguns congressistas justamente porque não teria uma boa relação com os parlamentares…

Olha, a gente ouve essas críticas por parte dos deputados federais em relação a Rui Costa. Mas quem conhece ele sabe que aquele é o estilo dele e termina até gostando dele. Eu torço que ele venha a ser, seja viabilizado, para ser o próximo presidente do Brasil.

Na semana passada, o senhor assumiu a liderança de um novo bloco informal na Assembleia Legislativa, formado por dez deputados, incluindo seu filho, Ângelo Coronel Filho (PSD), e batizado de G10. É um movimento para pressionar o governo e também para fortalecer o seu nome para a reeleição em 2026?

Esse grupo tentou se reunir comigo umas duas vezes antes. O desejo deles é que eu assuma a liderança do grupo, que foi apelidado de G10. Só que o G10 pode ganhar em breve mais cinco deputados que estão querendo vir. Ou seja, pode ficar G15. Mas eu disse que cada um fique onde está porque não gosto de nada inchado. Eu gosto de estar com as pessoas realmente. Mas, veja, não é um bloco de oposição ao governo do Estado. É um bloco que tem realmente a sua independência, mas são deputados que, até então, reclamavam que não tinham o tratamento que mereciam por parte do governo. Espero que o governo atenda os pleitos deles. Aliás, não só deles, mas de todos os deputados da base na Assembleia. O governo Jerônimo (Rodrigues) tem que realmente abrir mais para atender porque são os deputados que estão no dia a dia na base, que sabem quais são as lutas dos municípios. Então, eu estou para tentar orientá-los. Esse grupo já vem votando com o governo e merece ter um tratamento melhor. Sobre 2026, pretendo ser candidato à reeleição e quanto mais apoios eu tiver, melhor, não é?

Vamos falar de 2026 mais adiante. O senhor acha que o governo Jerônimo tem pecado nessa questão do atendimento e do relacionamento com os deputados estaduais?

Sim. Não há uma frequência no atendimento. Muitas vezes os deputados querem levar os seus prefeitos, que clamam por uma audiência com o governador, até pra tirar uma foto. Muitas vezes o cara não vai nem pedir nada, quer só fazer uma selfie com Jerônimo. Então, a gente ouve que tem essa insatisfação. Aí surgiu o interesse desse grupo de deputados de que eu fosse o porta-voz deles junto ao governo. Mas esse grupo está para somar, é da base. Agora somar também é com contrapartida. Tem que ser um tratamento de mão dupla. Não pode ser mão única, tem que ter a ida e a volta.

“Espero ser porta-voz para que esses deputados cheguem a ele com satisfação e que ele também os atenda com satisfação, carinho e amor”

O grupo pode de fato crescer para 20, com a entrada de parlamentares do seu partido, o PSD?

Não esperamos isso. Esse movimento não tem nada a ver com o PSD. Tanto que tem deputados do PSD que queriam até vir fazer parte, mas está muito claro que o PSD fica lá separado e não faz parte do G10. Gosto muito de Jerônimo, é uma pessoa com quem tenho amizade antes mesmo de ele ser governador. Espero ser porta-voz para que esses deputados cheguem a ele com satisfação e que ele também os atenda com satisfação, carinho e amor.

Em 2022, o senhor foi criticado por alguns aliados por ficar ausente da campanha vitoriosa de Jerônimo. Isso afetou de alguma forma sua relação com ele?

Não sou de ficar em palanque batendo palma. Eu tenho um estilo diferente de fazer política. Eu não sou de ficar toda hora correndo atrás e olhando para a cara do governador. Temos uma relação boa, mas não fico puxando saco, tomando tempo. Quando eu quero alguma coisa, quando tenho alguma demanda, pego o telefone e ligo. Não fico nesse negócio de marcar audiência, jogando conversa fora. Tenho outras atividades fora da política que ocupam tempo também. Eu posso não ter participado efetivamente (da campanha de 2022), como realmente não participei do dia a dia, mas tive dois filhos que se elegeram muito bem votados que participaram da campanha (de Jerônimo) praticamente todos os dias, em todos os momentos. Então, a família Coronel tem isso, quando um não vai, tem um representante lá. Quando eu não posso, o (deputado estadual) Ângelo Coronel Filho vai, ou o (deputado federal) Diego Coronel vai. Graças a Deus somos três para isso.

E nas eleições deste ano na capital e no interior, o senhor vai adotar o mesmo comportamento?

Estamos com o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) em Salvador. Mas não sou de ficar no dia a dia, nem inaugurando obras. Tenho conversado diariamente com amigos, prefeitos, com lideranças, com amigos, mas não sou de viajar para ficar em festa. Meu estilo de trabalho é totalmente diferente. Talvez até por isso que eu conquistei sete mandatos de deputado (estadual), fui presidente da Assembleia e agora senador. Se meu estilo fosse ruim, eu não chegaria onde estou, não tinha ampliado o meu leque na política. Não gosto de ficar em comício, em festa, em inauguração. Eu prefiro ajudar os prefeitos de maneira diferente, da maneira que os prefeitos gostam de serem ajudados: com trabalho e não tapinha nas costas e sorriso só. Sou do estilo mais efetivo, garantindo recursos, articulando para que os municípios possam crescer.

Em 2026 teremos eleições estaduais e gerais, com duas vagas para o Senado em jogo. O senador Jaques Wagner (PT) se antecipou e já disse que uma é dele. Afirmou, ainda, que a candidatura à reeleição de Jerônimo está assegurada. Como o senhor pretende assegurar a outra vaga para a Casa Alta do Congresso, sobretudo se o ministro Rui Costa, que o senhor quer ver presidente, decidir concorrer?

Eu já disse que também pretendo disputar o Senado pelo PSD. No partido, junto ao senador Otto Alencar, presidente do PSD (na Bahia), é praticamente unanimidade a manutenção do nosso nome. Para mim, inclusive, será um prazer disputar novamente o Senado ao lado de Wagner, por ser uma pessoa muito carismática, que me ajudou na campanha (de 2018). Preciso de alguém com mais experiência para me ajudar. Quanto à candidatura de Rui, já disse que defendo que ele seja candidato a presidente (risos). Rui será candidato à Presidência e eu ao Senado ao lado de Wagner. Porque o ex-governador é um bom tocador de obras, é um gestor.

O senhor cogita mudar de partido para concorrer ao Senado em 2026, se isso facilitar o caminho?

Não, eu sou fundador do PSD e pretendo continuar no PSD enquanto eu estiver na vida pública. Não há projeto de mudança em hipótese alguma, apesar de ter recebido convites, de ter amizades com vários presidentes de partido.

“Agora eu sou defensor daquela tese: por mim, poderia cada partido lançar o seu candidato a senador. Não teve nenhum problema nisso. Já tivemos eleições com três, quatro candidatos da base”

O senhor também descarta fazer um movimento semelhante ao do hoje deputado federal João Leão (PP), que mudou de lado em 2022 para concorrer ao Senado, embora tenha desistido antes do início oficial da campanha?

Não existe. Agora, eu sou defensor daquela tese: por mim, poderia cada partido lançar o seu candidato a senador. Não tem nenhum problema nisso. Já tivemos eleições com três, quatro candidatos da base. Qual o problema? Não tem a obrigação de decidir quem será candidato quem está no comando. Eu tenho direito à reeleição, direito institucional, como Wagner tem. Mas se os outros partidos da base quiserem lançar seus candidatos, eu não sou contra. Se Rui quiser ser candidato, não sou contra nada disso.

Política Livre

Vidas transformadas: metrô de Salvador completa dez anos e se consolida como a maior obra de mobilidade da capital

Uma obra de mobilidade que tem transformado a vida de milhares de soteropolitanos, o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas completa 10 anos de operação neste mês. E para celebrar esta data especial, passageiros que utilizam diariamente o modal, contaram as suas experiências diárias. 
 
Desde o início da operação, em 11 de junho de 2014, foram investidos mais de R$ 6,7 bilhões na operação do modal, que já atendeu cerca de 620 milhões de pessoas, em 34 milhões de quilômetros rodados. O metrô é um sistema de transporte urbano que se consolidou na capital por oferecer eficiência, comodidade e segurança. 
A estagiária do setor ambiental, Larissa Nascimento, 23 anos, moradora da cidade de Dias D'ávila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), precisava acordar bem cedo para chegar ao estágio no Caminho das Árvores. O trajeto era realizado todo de ônibus, e durava mais de 2h. Com o modal, esse tempo foi reduzido em 30 minutos. "Chegava sempre atrasada no trabalho por causa do trânsito intenso e agora diminuiu bastante. Após o trabalho sigo para a faculdade, em Ondina. A volta pra casa tem sido mais rápida e mais confortável também", contou.
A autônoma Maria Lúcia Santos vivia uma situação semelhante: levava uma manhã inteira para chegar à capital baiana de ônibus. "A gente saía da Ceasa, em Simões Filho, pegava essa BR toda, para chegar na Estação Pirajá, e outro ônibus. Era uma viagem. Agora, não, o metrô facilita", pontuou.
 
São 38 quilômetros de extensão e 22 estações, que compõem a Linha 1 (Estação Lapa, Estação Campo da Pólvora, Brotas, Bonocô, Retiro, Bom Juá, Pirajá, Campinas e Águas Claras) e a Linha 2 (Acesso Norte, Detran, Rodoviária, Pernambués, Imbuí, CAB, Pituaçu, Flamboyant, Tamburugy, Bairro da Paz, Mussurunga, Aeroporto). O metrô faz ainda integração com dez terminais de ônibus e tem mais de 2 mil câmeras de monitoramento.
 
"São dez anos de uma história de desafios e 400 mil pessoas transportadas por dia. Sentimos de perto o resultado na vida das pessoas, que se traduz em mais qualidade de vida quando elas conseguem chegar mais cedo ao trabalho, em casa, quando tem segurança e pontualidade. Com o metrô, é possível programar os deslocamentos", comentou a presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Ana Claudia Nascimento. 
Entregue há menos de um ano, o Tramo 3, que liga Pirajá ao bairro de Águas Claras tem contemplado áreas populosas. A advogada Márcia Guedes mora na região e vai trabalhar todos os dias de metrô, no Centro da cidade. Mesmo sendo proprietária de um veículo, prefere fazer o percurso no modal. “Economizo tempo, em torno de duas horas. Levantava 5h30, 6h, para eu sair; agora, às 7h. Dá tempo de fazer tudo e eu consigo sair por volta de 8h30, 9h", explicou. 
 
Para o estudante de administração Marcos Nunes, 22, a experiência tem sido bastante positiva e se configura como uma mudança ímpar em sua vida. "Pego o metrô em Pirajá e desço em Brotas para assistir às aulas. Para chegar ao trabalho, após o curso, uso as linhas 1 e 2. Faço todo o trajeto de metrô. Antes era bastante demorado, agora consigo realizar todo esse percurso em pouco tempo. Tem melhorado muito a minha vida". 
 
Ampliação do modal
O Governo da Bahia segue trabalhando para a ampliação da Linha 1. Serão criadas duas novas estações: no Campo Grande e na Barra. "Em dezembro inauguramos cinco quilômetros do Tramo 3. O anteprojeto já está pronto e inscrito no PAC Seleções para adotarmos as providências necessárias. Dez mil passageiros deverão ser atendidos por dia. A obra ainda vai promover uma maior valorização da área, onde está localizado o Teatro Castro Alves", reiterou a presidente da CTB, que prevê para este ano ainda o início dos trabalhos ampliar o metrô até essa região.
 
Mobilidade sustentável
Outro ponto positivo do sistema metroviário diz respeito à sustentabilidade ambiental. Por serem movidos à energia elétrica, evitou-se a emissão de mais de 45 mil toneladas de CO2 (gás carbônico) em sete anos. A CCR Metrô Bahia, empresa que opera os trens, também investiu em outras inovações que racionalizam os recursos energéticos naturais. Como exemplo, a telemetria nos hidrômetros que evita desperdício com vazamentos, o reaproveitamento de água na lavagem de trens e a presença de sensores nas escadas rolantes para reduzir a velocidade na ausência de clientes.
 
De acordo com Júlio Freitas, diretor da Unidade de Negócios da CCR, essa redução de emissão de poluentes é bastante significativa. "Retiramos o equivalente a 22 mil veículos todos os anos das ruas. Isso impacta diretamente na vida das pessoas. Temos um compromisso com a sustentabilidade e a mobilidade. Enquanto reduzimos drasticamente o tempo de viagem, utilizamos uma energia limpa”. 
 
Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), os sistemas de transporte ferroviário de massa seriam os principais protagonistas da descarbonização do transporte urbano. No Brasil, o setor de transporte, em 2021, foi responsável por 8,39% das emissões, sendo que as emissões do transporte rodoviário, em específico, corresponderam a 7,79%.
 
Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA

Defensores públicos em greve realizaram manifestação na Governadoria

Nesta segunda-feira (10), as defensoras e defensores públicos baianos realizaram, uma manifestação em frente à Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O ato, promovido pela Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Estado da Bahia (ADEP), reuniu cerca de 100 profissionais em uma semana importante para a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 154/2023.

Com o objetivo de chamar a atenção sobre a pauta e em busca de respostas sobre o andamento das discussões a respeito do projeto de lei, que visa reestruturar a carreira, bem como cumprir a Constituição Federal, no que diz respeito ao atendimento do artigo 38 inciso 11, a classe passou o dia mobilizada para reafirmar a importância do diálogo com o Governo do Estado e com parlamentares, durante as negociações referentes ao PLC.

Tereza Almeida, presidente da ADEP, considera este um momento decisivo para as discussões sobre o PLC 154/23. “Estamos finalizando o semestre, temos esta semana, que é muito crucial, para estabelecer termos a definição sobre o andamento da aprovação do PLC. É um direito da classe”, afirma. De acordo com a dirigente da Associação, a classe precisa ter acesso às atualizações do texto que vai para discussão e aprovação.

“A gente precisa de uma definição. Se o projeto não é mais aquele que sugerimos, enquanto classe, precisamos saber qual PLC está sendo discutido? Qual a proposta concreta do governo? Além disso, a gente precisa saber quando ele vai ser aprovado. É direito nosso contribuir no diálogo”, continua.

Desde o último dia 15 de maio, as Defensoras e Defensores Públicos do Estado da Bahia paralisaram suas atividades em busca da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 154/2023, proposta legislativa que visa a equiparação da carreira dos defensores públicos com outras carreiras do sistema de Justiça.

Em dezembro de 2023, o PLC 154 entrou na pauta da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), mas não foi votado. O projeto tramita na Casa há mais de cinco anos.

Rui Costa destaca instalação de novo campus universitário na cidade de Jequié

 O ato reuniu os reitores das universidades e ministros do governo no Palácio do Planalto, em Brasília

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou a instalação de um campus de universidade federal na cidade de Jequié (BA), durante a cerimônia de anúncio do presidente Lula para investimentos na educação superior federal. O ato reuniu os reitores das universidades e ministros do governo no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira (10).

“Na Bahia, temos a novidade excepcional que é o novo campus federal que irá atender não só Jequié, mas todo o Sudoeste, o Vale do Jiquiriçá, a região de Ipiaú. Toda a região será atendida por esse novo campus instalado em Jequié. Além disso, é importante destacar o aumento do custeio das universidades em 41% do total do orçamento, elevação prevista até 2026. É um aumento muito expressivo porque sai de R$ 73 bilhões, em 2022, para R$ 103 bilhões em 2026. Isso mostra o compromisso do presidente Lula com a educação superior e ensino técnico no Brasil”, afirmou o ministro.

Desde janeiro de 2023, o Governo Federal retomou os investimentos na educação pública em todo o Brasil. Na gestão anterior, foram três anos consecutivos (2020, 2021 e 2022) com recursos mais baixos desde os anos 2000 para a educação e a ciência. Para expandir a reconstrução e o fortalecimento do ensino superior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a inclusão de mais de R$ 3,77 bilhões em investimentos para as universidades federais, dentro do Novo PAC, com implantação de 10 novos campi nas cinco regiões do país. O valor se soma ao investimento de R$ 1,75 bilhão destinado aos hospitais universitários e totalizam R$ 5,5 bilhões para todas as instituições públicas federais de ensino superior.

‘Tem vereador sendo obrigado a pagar até R$ 500 a traficante para entrar numa comunidade’, diz Kátia Alves

 Pré-candidata a vereadora em Salvador, a ex-secretária estadual de Segurança Pública Kátia Alves (União)

Pré-candidata a vereadora em Salvador, a ex-secretária estadual de Segurança Pública Kátia Alves (União) fez uma denúncia grave que revela a situação de insegurança nos bairros da capital. Ela afirmou que há lideranças políticas, inclusive com mandato, que precisam pagar pedágio para o tráfico para entrar em algumas comunidades. O valor cobrado é de até R$ 500.

“Estamos vivendo um momento extremamente difícil na segurança pública em Salvador. Tivemos 22 escolas fechadas por conta da violência. Famílias, crianças, professores e trabalhadores da área de ensino, que vão ao ambiente escolar para aprender ou educar, têm medo agora de tomar tiro. As facções estão mudando os hábitos não só nas periferias, mas na cidade de uma forma geral. Não tem mais hora para tiroteio e os bandidos estão cobrando pedágio até de político”, ressaltou.

“Tem vereador sendo obrigado a pagar até R$ 500 para entrar numa comunidade e levar algum serviço. Se não pagar, não entra ou é até ameaçado. Vivemos numa cidade em que a disputa das facções por território é intensa e o governo do Estado não encara o problema com prioridade”, acrescentou.

Ela disse ainda que tem acompanhando, nas agendas do prefeito Bruno Reis (União) nos bairros, relatos de famílias que pedem auxílio aluguel ao Executivo municipal para mudar de endereço. “São país e mães que relatam ter os filhos, ainda crianças, ameaçados pelo crime, em tentativas até de cooptação”.

Kátia, que foi a primeira mulher secretária de Segurança Pública do Brasil e também já exerceu o mandato de vereadora, além de presidente da Limpurb na gestão de ACM Neto (União), vai auxiliar o campanha à reeleição do prefeito Bruno Reis (União) na elaboração de propostas no combate à violência.

“Claro que a atribuição maior é do Estado, que comanda as polícias, mas a Câmara Municipal e a Prefeitura podem e têm feito a sua parte, aprovando leis, melhorando a iluminação de Salvador, implantando a educação em tempo integral nas escolas, atuando com a Guarda Municipal. Dentro do que conhecemos da cidade, e ouvindo a população, vamos dar a nossa contribuição”, concluiu.

Política Livre

Jerônimo sanciona lei que institui o programa Bahia Pela Paz

Foto: Feijão Almeida/GOVBA
A lei que institui o programa Bahia Pela Paz, já aprovada pelo legislativo estadual, foi sancionada pelo governador Jerônimo Rodrigues nesta terça-feira (4). O chefe do executivo baiano reuniu o comitê de governança do programa, que, além do Governo do Estado, é composto pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA), Ministério Público e Defensoria Pública do Estado da Bahia, e realizou o ato de sanção da lei que será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).

Jerônimo destacou a importância do ato formal e explicou os próximos passos a serem seguidos em conjunto com as demais instituições. “Celebramos hoje mais uma vitória, mais uma etapa do ‘Bahia Pela Paz’. Temos a alegria de celebrar com essas instituições a criação definitiva dessa política, porque hoje a lei regulamentada passa a vigorar. Apresentaremos à sociedade baiana um plano de ação, que também envolve a estruturação do estado para poder absorver as demandas prioritárias e realizar as ações e promover oportunidades para a juventude”, disse o governador, que estava acompanhado do vice-Governador Geraldo Júnior; do presidente da Assembleia Legislativa, Adolfo Menezes; do desembargador do TJ-BA Geder Luiz Rocha Gomes; do procurador-geral de Justiça, Pedro Maia; e da defensora pública-geral, Firmiane Venâncio.

Com a regulamentação, as instituições que integram o ‘Bahia Pela Paz’ passam a constituir as câmaras de trabalho que vão lançar os editais e os processos de seleção para o início das atividades. Durante os meses de junho e julho, serão anunciadas as medidas estruturantes, com ações que devem ter reflexo direto nas políticas sociais que o programa executará nas localidades selecionadas.

O plano de ação apresentado durante a reunião prevê, também, a implantação das câmaras temáticas intersetoriais, que acompanharão as ações do ‘Bahia Pela Paz’. A primeira a ser criada será a de Prevenção Social da Violência.

Em julho, será iniciado o processo de escutas comunitárias, quando agentes do programa estarão nas comunidades selecionadas para discutir, junto à população e lideranças locais, as principais demandas e como as ações previstas podem ser executadas, atendendo as especificidades de cada contexto social. Seis comunidades de Salvador e de Feira de Santana serão atendidas pelo programa neste ano.

“O ‘Bahia pela Paz’ tem como centro a concepção de que é preciso gerar mais oportunidades para a juventude. Então, com foco nas comunidades que, hoje, são violentadas pelos altos índices de estatísticas criminais, por práticas do crime organizado, nós queremos oferecer para a juventude desses lugares novas perspectivas de trabalho, emprego, renda, cultura, esporte e educação, com políticas de educação forte e, também, com ação muito direcionada de busca ativa”, frisou o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas.

Ainda de acordo com o gestor da SJDH, os coletivos, que serão bases físicas de funcionamento do programa, irão contar com profissionais capacitados para fazer chegar até os jovens de cada comunidade a oportunidade de participação nas ações ofertadas pelo ‘Bahia Pela Paz’. “No nosso programa, a ideia é o encontro dessa juventude, trazê-la para dentro da nossa estratégia de política de prevenção, e oferecer para elas e, para suas famílias, oportunidades de inclusão e de cidadania”, completou Felipe.

Além do titular da SJDH, participaram da agenda os secretários estaduais da Segurança Pública (SSP-BA), Marcelo Werner; de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Ângela Guimarães; e da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Fabya Reis.

Terminal Turístico e Rodoviário da Chapada Diamantina vai conectar a região ao país

O equipamento será erguido no distrito de Coronel Octaviano Alves, mais conhecido como Tanquinho, em Lençóis

Para interligar os municípios e facilitar o fluxo de visitantes na região, o Governo do Estado vai construir o Terminal Turístico e Rodoviário da Chapada Diamantina. A licitação para a realização da obra, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA), já foi autorizada. 

O equipamento será erguido no distrito de Coronel Octaviano Alves, mais conhecido como Tanquinho, em Lençóis, próximo ao aeroporto da cidade, e representa um investimento de R$ 13,8 milhões. Os recursos são do Orçamento da União, indicados em emenda parlamentar do senador Otto Alencar, para intervenções turísticas prioritárias do governo baiano, com a contrapartida do Estado.

Os atrativos da Chapada, destino entre os mais procurados por viajantes brasileiros e estrangeiros que buscam interação com a natureza, ficarão mais acessíveis quando o novo equipamento entrar em operação. Ele terá a função de hub rodoviário (distribuição de rotas), permitindo conexões regionais e nacionais. A partir do terminal, os turistas também terão ligação direta com todos os municípios da região.

“A obra será um marco no turismo baiano, com o Brasil conectado à Chapada por rodovias. Teremos ainda espaço para acolhimento aos visitantes, que irá oferecer informações seguras sobre os destinos e serviços. O terminal vai qualificar ainda mais a zona turística, que acumula prêmios por atrativos naturais, hotelaria e produção de café e vinho”, explica o titular da Setur-BA, Maurício Bacelar.

Integra Chapadas – A partir desta quarta-feira (5), Lençóis sedia o Integra Chapadas, encontro de representantes dessas regiões do Brasil, para quatro dias de debates sobre desenvolvimento territorial sustentável, com impacto nas atividades turísticas. O evento é promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com a participação da Setur-BA. Neste ano, a secretaria já realizou, na Chapada Diamantina, ações do projeto “Avança Turismo Bahia”, visando incentivar o planejamento estrutural dos destinos, e capacitação voltada para o avistamento de aves, que resultou na criação do roteiro integrado do segmento, iniciativa pioneira no país.

Parques alagáveis são aposta para mitigar enchentes na Grande Salvador

 Governo da Bahia construiu seis reservatórios para reter águas das chuvas do rio Ipitanga, cinco deles com áreas de lazer

Com uma bola de futebol nas mãos, o comerciário Edson Leal Guimarães, 51, caminha ao longo das trilhas do Parque Rosa dos Ventos no Jardim das Margaridas, bairro que fica no limite entre as cidades de Salvador e Lauro de Freitas.

Ao mesmo tempo em que pratica exercícios, confere as condições do campo de futebol depois das chuvas. O terreno está quase seco e o “baba dos cinquentões”, que reúne amigos da mesma faixa etária para um futebol nos fins de semana, deve acontecer sem sobressaltos.

O campo fica em uma área de baixada em 1 dos 5 parques alagáveis construídos pelo Governo da Bahia entre 2020 e 2022 e que funcionam como zona de amortecimento para as cheias do rio Ipitanga, um dos principais da Grande Salvador.

O projeto está alinhado ao conceito das cidades-esponja, apontado como uma das alternativas para mitigar os efeitos de enchentes como as que devastaram cidades do Rio Grande do Sul e devem ser mais recorrentes em decorrência dos efeitos das mudanças climáticas.

O sistema de parques alagáveis já é uma realidade em cidades da China, Estados Unidos, Dinamarca, Países Baixos e Canadá. No Brasil, uma iniciativa em menor escala foi desenvolvida em Jaraguá do Sul (SC).

Ao contrário das soluções tradicionais baseadas em barragens e piscinões de concreto, os parques alagáveis aliam espaços de lazer para a comunidade com áreas verdes, que atuam para reter as águas das chuvas.

Ao todo, foram implantados seis reservatórios na bacia do rio Ipitanga que possuem capacidade para armazenar 1,2 bilhão de litros de água, cuja vazão pode ser controlada antes de seguir seu fluxo natural pelo rio. Apenas um deles, que fica dentro de uma área militar, não possui áreas de lazer.

As zonas de amortecimento das águas são interligadas pelo rio e seus afluentes. Uma vez inundadas, a água é liberada de forma lenta e gradual, normalizando a vazão do rio nos trechos que ficam adiante.

“O reservatório segura a primeira onda de chuva, impedindo que a água vá para comunidades na beira do rio. Na medida que a chuva aumenta, acionamos o reservatório seguinte. É uma sequência de amortecimento e retenção”, explica o engenheiro Jorge Lima, um dos responsáveis pelo projeto.

O sistema foi implantado pela Conder, estatal do governo do estado responsável por obras de infraestrutura. Foram investidos R$ 211 milhões em recursos federais e estaduais.

A área alagável tem até três níveis. As cotas mais altas abrigam estruturas de lazer como ciclovias, parques infantis e campos de futebol, utilizados pela população nos períodos de seca e que podem ser alagados em casos de cheias excepcionais.

As enchentes do rio Ipitanga são um problema histórico para comunidades de Salvador e Lauro de Freitas, que enfrentam alagamentos e inundações no período de chuvas, que na região se estende entre abril e agosto.

A ocupação irregular do solo agrava o problema. As construções nas margens do rio ou até mesmo em cima dos canais dificultam o trabalho de drenagem, fazendo com que os alagamentos se tornem uma constante.

A solução passa pela remoção e indenização das famílias que construíram suas casas nas margens dos rios. O processo de implantação dos parques é acompanhado pelo Ministério Público do Estado da Bahia por meio da Promotoria de Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo da capital.

A promotora Hortênsia Pinho classifica como positiva a iniciativa de criação dos parques alagáveis, mas alerta para a necessidade de obras complementares para garantir a vazão do rio nos períodos de cheia.

“É claro que o ideal seria pensar em uma cidade-esponja, embora a gente saiba que esta não é uma solução fácil porque existe um custo alto de manutenção. Mas foi uma solução interessante”, avalia a promotora.

Um desafio adicional é a barragem Ipitanga, que fica cerca de um quilômetro acima do primeiro reservatório e é responsável por cerca de 5% do abastecimento de água de Salvador. Em períodos de chuvas fortes, as comportas são abertas, aumentando o volume de água nas áreas que ficam à jusante.

Em abril deste ano, as fortes chuvas associadas ao maior volume de água que veio da barragem resultaram em inundações nos bairros de Cassange e São Cristóvão, ambos em Salvador, deixando os moradores ilhados.

Líderes comunitários afirmam que, a despeito da construção dos reservatórios, os alagamentos perduram em Salvador pela falta de dragagem e aumento da calha no rio, que foi feito apenas no trecho em Lauro de Freitas.

Na cidade vizinha, a calha do rio foi ampliada de 8 para 22 metros, medida que associada aos parques alagáveis fez reduzir alagamentos que costumavam atingir áreas centrais e bairros da periferia.

“Em Salvador, fizeram os reservatórios, mas não fizeram a dragagem. É uma questão lógica: se você não abre o caminho para a água escoar, ela vai atingir as comunidades ribeirinhas”, afirma Edvado de Souza, do conselho de moradores do bairro de São Cristóvão.

A situação foi semelhante no bairro do Cassange, onde foi implantado um dos parques alagáveis. Vice-presidente da Associação de Moradores do Cassange, Islan Brito afirma que o rio Ipitanga está bastante assoreado naquele trecho e cobra investimentos na drenagem dos canais.

O engenheiro Jorge Lima, da Conder, reconhece a necessidade de alargar e desassorear os trechos do rio em Salvador, incluindo obras de microdrenagem para desobstruir as redes pluviais.

“Tivemos já várias reuniões com as comunidades. Eles estão ainda insatisfeitos, acham que a obra tinha que resolver tudo. Mas não é assim, uma obra dessa tem uma complexidade grande”, afirma.

Outra queixa dos moradores é a falta de manutenção dos parques alagáveis. Mesmo inaugurados há poucos meses, alguns já têm equipamentos quebrados, falta de iluminação pública e vegetação sem poda, o que deixa os locais ermos no período da noite.

“O parque foi bom para a comunidade, mas precisa ser cuidado”, afirma o baiano de acarajé Gregório Bastos, 63, que mora em um bairro próximo ao parque Rosa dos Ventos, no Jardim das Margaridas, e costuma fazer caminhadas no local.

Os parques em Salvador seguem sob responsabilidade do governo do estado e não foram repassados para a prefeitura. Em Lauro de Freitas, o município assumiu a manutenção das áreas.

PARQUES ALAGÁVEIS NA GRANDE SALVADOR

Parque Sítio das Palmeiras
Cassange, em Salvador
Capacidade: 315,8 mil metros cúbicos

Parque Rosa dos Ventos
Entre o Jardim das Margaridas, em Salvador, e Itinga, em Lauro de Freitas
Capacidade: 206,7 mil metros cúbicos

Parque Alameda dos Ingazeiros
Centro de Lauro de Freitas
Capacidade: 641,7 mil metros cúbicos em conjunto com o reservatório 4A, que fica em um terreno da base aérea de Salvador

Parque da Mata
Itinga, em Lauro de Freitas
Capacidade: 125,6 mil metros cúbicos

Parque das Águas
Entre a Cidade Nova e Jardim Castelão, em Lauro de Freitas
Capacidade: 120,6 mil metros cúbicos

João Pedro Pitombo, Folhapress

Pré-candidato a vereador é morto a tiros dentro de carro na Bahia

Um pré-candidato a vereador de Umburanas, cidade localizada no norte da Bahia, foi morto a tiros dentro de um carro, na tarde de sexta-feira (31), no município. A vítima foi identificada como Valmir Justino dos Santos, de 42 anos.

Segundo informações preliminares passadas pela Polícia Civil da cidade, a vítima estava dentro de um carro, quando foi abordada por dois homens armados, que chegaram em uma motocicleta.

De acordo com a polícia, o pré-candidato chegou a descer do carro e pedir socorro a um motorista de um outro veículo, que estava próximo. No entanto, ao entrar no carro, a vítima foi alcançada pela dupla.

Os suspeitos pediram para o motorista descer do veículo e dispararam diversas vezes contra Valmir Justino, que estava no banco de carona.

O caso é investigado pela delegacia de Umburanas. Ainda não há informações sobre a autoria e motivação do crime. O corpo de Valmir Justino foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Jacobina.

G1 BA e TV São Francisco

Mais de 300 municípios baianos receberão reforço na segurança durante festejos juninos

Governo do Estado também garante cooperação técnica e financeira para as prefeituras através de Seleção Pública, com inscrição aberta até o dia 3/6
Os municípios baianos receberão, mais uma vez, o apoio do Governo do Estado para realizar os festejos de Santo Antônio, São João e São Pedro com mais segurança, serviços e programação cultural democrática. O anúncio foi feito nesta sexta (31) pelo governador Jerônimo Rodrigues, em evento festivo na cidade de Tanquinho, localizada na Região Metropolitana de Feira de Santana.
O governador celebrou o início dos festejos juninos no interior do estado. "Segurança pública, o São João anunciado aqui na área de saúde, de estrada, de turismo. Esperamos receber quase 2 milhões de pessoas no interior do Estado. Estamos felizes, está aberto o São João do interior da Bahia em Tanquinho", pontuou o chefe do executivo baiano.
O cantor Ademário Coelho, natural do município de Tanquinho, realizou uma apresentação no evento e comemorou a escolha da cidade para abertura das festividades. " Fiquei feliz em ter o governador do nosso estado vindo aqui a Tanquinho declarar a abertura do São João da Bahia. Isso é muito bacana. Poderia ser uma cidade com 200, 300, 400, 500 mil habitantes. Então, parabéns ao governador, parabéns a todos que vibraram aqui", celebrou o artista.

Mais segurança

Para garantir mais segurança para baianos e turistas durante os festejos juninos, o Governo reforça o efetivo em todo o estado, com ações de policiamento preventivo e ostensivo, atendimentos e investigações especializados, e Centro Integrado de Comando e Controle com 16 órgãos em plantão.

São mais de 20 mil policiais e bombeiros na operação de segurança em 325 municípios. Serão empregadas 7 mil viaturas, 454 câmeras de videomonitoramento e de reconhecimento facial, além de reforço nos portais de abordagem nos acessos aos festejos.

A Seap atuará no interior, nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Jequié, Irecê e Senhor do Bonfim, em apoio às ações da SSP, para escolta, custódia e conduções dos detidos para Central de Flagrantes da Polícia Civil e Unidades Prisionais.
O Corpo de Bombeiros também fará ações preventivas e emergenciais nas localidades dos eventos, prestando serviços de atendimento pré-hospitalar, busca e salvamento, além de prevenção e combate a incêndio.

Editais democratizam as atrações culturais

Para garantir e democratizar as atrações musicais nos municípios, o Governo do Estado está realizando, até o dia 3 de junho, a inscrição para Seleção Pública que celebra convênios de cooperação técnica e financeira com as prefeituras baianas. Os investimentos são realizados por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Sufotur) e contaram também com editais para a seleção e contratação de grupos de samba junino, trios/quartetos nordestinos e quadrilhas juninas.

Durante o evento, o secretário da Cultura, Bruno Monteiro, ressaltou a importância do apoio do Governo do Estado nos festejos juninos. "O Governo do Estado trabalha cada vez mais para democratizar essa festa, que já é uma festa popular, uma festa do povo, das famílias da Bahia como todo, e que recebe um incentivo cada vez maior para que o São João de fato se espalhe pela Bahia". O gestor ainda destacou a importância das celebrações para a economia do interior. " Além do que o São João é uma festa, é a nossa tradição, é a tradição do povo baiano nordestino, mas é também geração de emprego, economia sendo aquecida, é a renda sendo gerada e essa renda fica nos municípios", acrescentou Monteiro.

Valorizando as tradições juninas, os festejos terão como tema “A maior saudade do mundo é nossa” em homenagem ao cantor Kocó, Clóvis de Figueiredo, líder da banda Lordão por mais de 50 anos.

Programação em espaços culturais

Além de movimentar praças públicas, a programação junina chega às bibliotecas públicas e espaços culturais do interior com arraiá literário, sarau, contação de histórias, oficinas de artes e enfeites juninos, aulas de forró e apresentações musicais, realizadas pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-BA).

Emergências, postos de testáveis e atendimento a queimados

Por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), o governo também vai disponibilizar estandes de testagem rápidas para diagnósticos de HIV, sífilis e hepatites virais B e C em Santo Antônio de Jesus, Irecê, Ibicuí, Amargosa, Cachoeira e Senhor do Bonfim. Reforço também nos plantões médicos e de enfermagem, e no Centro de Atendimento à Múltiplas Vítimas em Feira de Santana, no Hospital Geral Clériston Andrade.

Muita atenção também para os atendimentos relacionados a queimaduras com reforço nas unidades especializadas. No Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, no Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho, em Irecê, e no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, além das demais unidades estaduais com plantões 24 horas para quaisquer ocorrências.

Campanha “São João Não Combina com Racismo”

Por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) a campanha “São João Não Combina com Racismo” vai distribuir material educativo em ação do Centro de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (CRNM). Equipes vão atuar em 12 municípios: Santo Antônio de Jesus, Amargosa, São Francisco do Conde, Irecê, Senhor do Bonfim, São Sebastião do Passé, Conceição do Almeida, Castro Alves, Cachoeira, Cruz das Almas, Conceição do Coité e Seabra.

Direitos Humanos e Assistência Social

O Governo do Estado também realiza o Plantão Integrado dos Direitos Humanos através da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos (SJDH). A ação busca reduzir violações de direitos humanos, por meio de abordagens preventivas e protetivas. A atuação está prevista para os dias 23 e 24 de junho em Cruz das Almas e Amargosa; e nos dias 23, 24 e 25 de junho em Cachoeira.

Além disso, a Superintendência de Políticas sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis, ligada à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), realiza ação durante o Arraiá da Conquista 2024, no Centro Cultural Glauber Rocha e entorno. O objetivo é promover a cidadania e garantia de direitos de pessoas que fazem uso/abuso de drogas em contextos de vulnerabilidade. Também serão realizadas capacitações em direitos humanos voltada aos agentes de Segurança Pública em todo o estado.

Elas à Frente

Durante os festejos juninos a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) realiza o “Elas à Frente nas Feiras", com feiras de exposição de produtos de mulheres empreendedoras nos municípios de Senhor do Bonfim, durante a festa de São João, e Juazeiro durante os festejos de São Pedro. A campanha “Oxe Me Respeite" será reforçada com ações de sensibilização sobre prevenção à violência contra a mulher nas cidades de Irecê, Amargosa, Cruz das Almas, Jequié, Lauro de Freitas, Ibicuí, Santo Antônio de Jesus, Andaraí, Juazeiro, Itabuna, Senhor do Bonfim, Glória, Mucugê, Monte Santo, Lamarão, Mutuípe, Governador Mangabeira, Iramaia, Valente, Cachoeira, Muritiba e Conceição do Coité.

São João Solidário

Outro importante projeto voltado para cooperativas será realizado pela Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema). O “São João Solidário” fará coleta seletiva e solidária voltada para catadores de materiais recicláveis em Itabuna.

Turismo vai movimentar municípios

A expectativa é que a Bahia supere o número de turistas do ano passado, que foi de 1,5 milhão de pessoas para aproveitar os festejos juninos. Grande parte deste contingente deverá buscar as festas do interior do estado, além dos baianos que também deixam a capital em busca da programação em cidades do interior do estado. Este ano, mais uma vez, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria Estadual de Turismo (Setur-BA), realizou evento em São Paulo para apresentar o São João da Bahia ao trade turístico e agentes de viagens. A Setur também realizará pesquisas de Demanda Turística do São João da Bahia nos municípios de Ibicuí, Amargosa, Senhor do Bonfim e Lençois.

o secretário do Turismo, Maurício Bacellar , falou sobre a oportunidade que os turistas terão de mergulhar na cultura baiana. "Para os que vêm de fora, eles vão ter uma experiência única da vida. Conhecer a nossa culinária baseada no milho, no amendoim. Na laranja, os nossos licores das mais diversas frutas. Ter uma experiência que viver com o povo baiano nos 417 municípios", disse.

Aumento de passageiros e fiscalização

Para este período junino, a estimativa é que mais de 153 mil passageiros deverão passar pelo Terminal Rodoviário de Salvador, entre embarques, desembarques e circulantes o movimento deve superar os 340 mil usuários. A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) também reforçou serviços nos trechos com aumento no fluxo de visitantes em decorrência das festividades. Mais de 2 mil quilômetros passarão por serviços de roçagem, reforço de sinalização e conservação.
O Detran estará com equipes distribuídas nos principais pólos dos festejos juninos realizando ações educativas e de fiscalização entre os dias 13 e 15 de junho. E entre os dias 21 e 24 de junho as ações ocorrem na Região Metropolitana, Estrada do Coco, Linha Verde e interior do estado, com seis operações diárias.

Transmissão dos festejos juninos

Mais uma vez, a TVE e a Rádio Educadora FM realizam a maior transmissão da história das Festas Juninas com shows ao vivo do São João da Bahia. Serão 14 dias de cobertura em mais de 100 shows em Salvador e Amargosa, entre os dias 13 de junho a 2 de julho. Também está prevista transmissão nacional pela TV Brasil e emissoras parceiras, além de poder ser acompanhada pelo canal no Youtube da TVE (youtube.com/tvebahia).

Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia 


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