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PMBA forma 161 novos sargentos para reforçar liderança de tropa e policiamento no estado

Foto: Jeane Abreu/GOVBA
A Polícia Militar da Bahia (PMBA) realizou, na manhã desta sexta-feira (25), na Vila Policial Militar do Bonfim, em Salvador, a solenidade de conclusão do Curso de Formação de Sargentos (CFS). Ao todo, 161 policiais militares, entre 134 homens e 27 mulheres, concluíram a capacitação técnica iniciada em dezembro de 2025 e agora assumem formalmente funções de liderança de campo, gestão de efetivo e fiscalização de guarnições na capital e Região Metropolitana (RMS) e no interior do estado.
Foto: Jeane Abreu/GOVBA
Com carga horária de 630 horas-aula distribuídas em dois módulos e 29 disciplinas, o curso integrou instruções de Tiro Policial, Chefia e Liderança, Feitos Investigatórios, Preservação e Valorização da Prova, além de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) Tático e estágios práticos operacionais e administrativos.
Foto: Jeane Abreu/GOVBA
As formaturas integram as ações de valorização profissional das Forças de Segurança implementadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na Bahia. Os novos sargentos vão trabalhar na fiscalização e no serviço de ligação entre a tropa e os oficiais, melhorando a fluidez do comando operacional.

Repórter: Juana Castro/GOVBA

Grupo de Jaques Wagner na Bahia recebia R$ 3 milhões por mês, diz Vorcaro

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, afirmou que o grupo político do senador Jaques Wagner (PT) na Bahia recebia R$ 3 milhões por mês em propina. A acusação consta de uma proposta de colaboração premiada rejeitada pela PF (Polícia Federal) e pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por insuficiência de elementos de corroboração.

Vorcaro diz não ter presenciado o suposto acerto, mas tomado conhecimento por seu ex-sócio Augusto Lima, que nega a acusação.

Segundo o ex-banqueiro, havia duas modalidades de pagamento que somariam R$ 3 milhões mensais.

Cerca de R$ 2 milhões eram repassados por meio de um contrato entre o Master e a PKL One, empresa que explorava o Credcesta, cartão de crédito consignado destinado aos servidores da Bahia. O R$ 1 milhão restante era pago em espécie, ainda de acordo com a proposta de delação.

Vorcaro afirma ainda que havia outras formas de repasse, como distribuição de lucros e dividendos e contratos fictícios.

Segundo ele, Wagner teria participação oculta na operação do Credcesta por meio da PKL One.

A Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), estatal que detinha a operação do Credcesta, foi vendida em um leilão no qual a PF apura suspeitas de fraude e direcionamento à empresa de Augusto Lima. O certame ocorreu quando Wagner era secretário de governo da Bahia durante a gestão de Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil e hoje candidato a senador.

A proposta de delação obtida pelo UOL foi rejeitada. A PF deixou a negociação duas vezes e a PGR recusou o acordo por avaliar que os relatos não vinham acompanhados de elementos de corroboração suficientes.

As defesas de Jaques Wagner e de Augusto Lima refutaram as alegações e ressaltaram que a delação não apresentou provas suficientes. Já a defesa de Vorcaro disse repudiar a divulgação dos anexos e afirmou não reconhecer a autenticidade e a integridade do material.

O que disse Vorcaro

Segundo a proposta de delação, no centro da operação estava a PKL One, empresa com os direitos de exploração do Credcesta e que, de acordo com Vorcaro, era controlada por laranjas de Augusto Lima e de políticos.

Vorcaro afirma no documento que o "grupo de Jaques Wagner e Rui Costa recebia vantagens indevidas de diferentes formas:cerca de R$ 2 milhões mensais pagos pelo Banco Master à PKL ou a prestadores indicados pela empresa, valor que Vorcaro afirma ter sido destinado a contratos fictícios e pagamentos em dinheiro;
distribuição de lucros e dividendos da PKL One, na qual Vorcaro afirma que pessoas ligadas ao grupo político tinham participação oculta;
R$ 1 milhão em espécie por mês após a saída de Guilherme Sodré, descrito por Vorcaro como "operador de confiança de Jaques", do quadro de sócios indiretos da PKL;
contratos que Vorcaro afirma serem fictícios e terem sido firmados com pessoas indicadas por Wagner, incluindo um contrato entre uma filha do senador e uma empresa offshore ligada a João Carlos Falbo Mansur.

O acerto, segundo Vorcaro, teria sido feito em 2018, quando o Master comprou uma participação na empresa que geria o cartão Credcesta, produto de consignado criado no âmbito da Ebal.

"O produto tinha acesso a um percentual da renda dos servidores públicos que as demais instituições financeiras não tinham acesso, tornando-o extremamente valioso", diz trecho do documento, reproduzindo o relato de Vorcaro.

Segundo a proposta de delação, Augusto Lima "se uniu com políticos baianos para fraudar a privatização da Ebal, por meio do direcionamento do processo de leilão e do escamoteamento do produto Credcesta".

O documento aponta como operador de Wagner o empresário Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga, pai de um enteado do senador, que teria influenciado o processo de privatização.

No leilão, a NGV Empreendimentos arrematou a Ebal por R$ 15 milhões. Segundo Vorcaro, Augusto Lima era o dono de fato da empresa, que estava formalmente em nome do investidor espanhol Ignácio Morales, apontado como "interposta pessoa".

Dezesseis dias depois do leilão, dois decretos assinados pelo então governador Rui Costa ampliaram as possibilidades de exploração do Credcesta e alteraram seu enquadramento no regime de consignações. A NGV transferiu posteriormente os direitos de exploração do cartão à PKL One Participações.

A participação na PKL era estruturada por uma cadeia de fundos de investimento. Segundo a proposta de delação, os beneficiários finais incluíam Augusto Lima, Guiga —representando Jaques Wagner, na versão de Vorcaro— e representantes de outros políticos.

Documentos obtidos pela CPI do Crime Organizado sobre cotistas de fundos de investimentos mostram que Guilherme Sodré detinha 22,45% do Gardênia, fundo que tinha participação indireta na PKL One, até 31 de dezembro de 2018.

De maio de 2019 em diante, segundo os documentos e o relato de Vorcaro, a participação aparece em um fundo da Entre Investimentos, empresa de Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado nas investigações como operador financeiro de Vorcaro.

Os documentos confirmam a presença de Sodré na estrutura societária, mas não demonstram que ele tivesse essa participação em nome de Wagner.

O Master fechou a parceria com o Credcesta em 2018, segundo o documento. Pagou R$ 30 milhões pelo acordo com a PKL e combinou dividir metade dos lucros.

Foi nessa negociação, diz Vorcaro, que soube do suposto esquema.

"Augusto Lima informou ao colaborador que precisou corromper os políticos baianos para adquirir a operação do Credcesta, razão pela qual cedeu a políticos participação societária na PKL", afirma o documento.

O contrato de parceria entre a PKL e o Master previa pagamento mensal de cerca de R$ 2 milhões "em valores livres de impostos" a título de "despesas operacionais". Vorcaro afirma que esses valores eram usados para o pagamento de vantagens indevidas aos políticos.

Segundo ele, o dinheiro chegava depois aos beneficiários por contratos fictícios de consultoria firmados com "interpostas pessoas" e por empresas que forneciam recursos em espécie.

Vorcaro afirma ainda que um segundo acordo foi feito posteriormente. Com a expansão do Credcesta para outros estados, ele e Augusto Lima teriam concluído que manter Guiga na estrutura societária representava um risco.

Em seu lugar entrou a Entre Investimentos, de Antônio Carlos Freixo Júnior. Vorcaro descreve como fictício o contrato de compra dessa participação.

Nessa ocasião, segundo o ex-banqueiro, foi acertado o pagamento de R$ 1 milhão por mês em espécie a Guiga, que teria continuado até a liquidação do Banco Master.

Para conseguir dinheiro em espécie, havia, segundo Vorcaro, contratos com sobrepreço firmados com correspondentes bancários parceiros de Augusto Lima. Ele cita a empresa Blue Pay, que devolveria a diferença a pessoas ligadas ao sócio.

A empresa The Pay também vendeu notas comerciais de R$ 80 milhões a fundos da Reag, gestora ligada ao Master, e, segundo o relato de Vorcaro, parte dos recursos foi transformada em dinheiro vivo.

A entrega dos valores em espécie era feita ao motorista de Vorcaro, "que não sabia do que se tratava, mas que repassava os pacotes ao colaborador ou a Augusto Lima", diz o documento.

Além das duas parcelas mensais, a proposta de delação cita distribuição de lucros e dividendos da PKL e contratos que Vorcaro afirma terem sido usados para beneficiar pessoas indicadas por Wagner.

Entre eles estaria um contrato entre uma filha do senador e uma empresa no exterior ligada a João Carlos Falbo Mansur, dono da Reag.

O que os documentos mostram

O contrato entre a PKL One e o Master confirma a previsão de pagamentos mensais de cerca de R$ 2 milhões a título de despesas operacionais. O documento, porém, não identifica Wagner ou outro político como beneficiário nem demonstra, por si só, que o valor fosse destinado ao pagamento de propina.

Documentos sobre a estrutura de fundos da PKL confirmam que Guilherme Sodré teve participação no Gardênia, fundo que detinha participação indireta na empresa. Eles não demonstram que Sodré representasse Wagner nessa participação.

Vorcaro também apresentou documentos relativos à The Pay e à Blue Pay, empresas que, segundo seu relato, participavam de operações destinadas a produzir dinheiro em espécie. O material descrito na proposta de delação, porém, não mostra o dinheiro sendo entregue a Wagner.

Também foram apresentados trocas de mensagens sobre o Credcesta e um contrato envolvendo uma empresa offshore e uma filha de Wagner.

Reportagem do UOL já havia mostrado que na cadeia de fundos da PKL One apareciam pessoas ligadas ao senador, entre elas o advogado Ângelo Rezende e Guilherme Sodré.

A The Pay aparece em investigação do Ministério Público Federal do Distrito Federal como empresa suspeita de ter sido utilizada em desvios de recursos do Master.

Outras suspeitas investigadas pela PF

Separadamente das acusações feitas na proposta de delação, Wagner foi alvo de busca e apreensão no caso do Master em junho.

A PF investiga se o senador atuou em favor de interesses do banco e recebeu vantagens em troca, entre elas viagens em aeronaves ligadas ao Master, ingressos para shows e um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,45 milhões.

Uma empresa de sua nora também fechou contrato de R$ 12 milhões com o Master.

Essas suspeitas integram outra frente da investigação e, por si só, não comprovam os pagamentos mensais descritos por Vorcaro na proposta de delação.

O que a delação não esclarece

Vorcaro não explica a relação de Rui Costa com o suposto esquema. O capítulo atribui os pagamentos ao "grupo de Jaques Wagner e Rui Costa", mas as formas de repasse descritas apontam para pessoas supostamente ligadas a Wagner.

Costa é citado cinco vezes no capítulo: na lista de envolvidos, como o governador que assinou os decretos, em encontros sociais com Vorcaro, na expressão "grupo de Jaques Wagner e Rui Costa" e na lista final. Nenhum valor, intermediário ou contrato é atribuído diretamente a ele.

Vorcaro também diz não ter presenciado o suposto acerto político. Afirma que soube do esquema por Augusto Lima. A origem da acusação, portanto, é um relato que Vorcaro atribui ao ex-sócio, que nega tê-lo feito.

O documento não esclarece tampouco qual ato concreto Wagner teria praticado como contrapartida pelos supostos pagamentos nem como teria interferido no leilão ou nas decisões do governo estadual.

O caminho do dinheiro em espécie também não está claro. Pelo relato, o operador financeiro entregava os pacotes ao motorista, que "repassava os pacotes ao colaborador ou a Augusto Lima", mas não há descrição de como os recursos teriam chegado a Wagner ou a integrantes de seu grupo político.

Sobre a Blue Pay, o texto diz que a empresa "repassava parte dos valores pagos a maior diretamente para pessoas interpostas de Augusto Lima", sem identificar integrantes do grupo político entre os destinatários.

O contrato dos R$ 2 milhões apresentado pelo ex-banqueiro também não nomeia beneficiários políticos. A cláusula reproduzida na proposta de delação prevê pagamento "à PKL e/ou a prestadores de serviços indicados pelos atuais controladores da PKL".

Sobre a parcela de R$ 1 milhão em espécie, o capítulo diz que ela foi paga "até a liquidação do Banco Master em novembro de 2025", mas não informa quando os pagamentos começaram.

A proposta também não calcula quanto teria sido pago ao longo de todo o período nem apresenta uma relação consolidada das parcelas, datas e destinatários.

A distribuição de lucros e dividendos da PKL mencionada por Vorcaro não tem valor, data ou beneficiário individualizado no capítulo.

Por fim, sobre o contrato com a filha de Wagner, a proposta não informa no texto o nome da filha, o nome da empresa ligada a Mansur, o valor, a data, o objeto ou quais serviços teriam sido prestados. Segundo o documento, essas informações estariam em um anexo ao qual o UOL não teve acesso.

Outro lado

A defesa de Daniel Vorcaro disse que "repudia a divulgação de supostos anexos que estariam relacionados a tratativas de colaboração premiada que não foi celebrada".

"A defesa não confirma o conteúdo do material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas."

"O material preliminar da colaboração foi disponibilizado a um número restrito de autoridades que possuem dever legal de confidencialidade. A defesa reafirma que Daniel Vorcaro possui informações personalíssimas e relevantes para o caso e segue disponível para contribuir com as autoridades."

A defesa do senador Jaques Wagner afirma que "tais declarações são completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições".

"Reafirma também que ele não tem conhecimento sobre contratos fictícios da PKL One e nunca teve nenhuma relação com essa empresa."

"Além disso, a mentira vem de uma pessoa que está presa, criando factoides na tentativa de ter de volta a sua liberdade."

"Vale reforçar, ainda, que o senador nunca teve qualquer vínculo com Daniel Vorcaro, nunca atuou em favor das pautas do Banco Master no Congresso Nacional e sempre votou contra os interesses do banco."

A defesa de Augusto Lima disse que "considera as informações apresentadas um completo absurdo, mentirosas, desconexas da realidade e delirantes". Classificou o relato como "uma obra de ficção já rechaçada pelas autoridades competentes".

"A defesa desde já nega de forma veemente que tenha acontecido qualquer ato funcional praticado pelo senador Jaques Wagner e muito menos pelo ex-ministro Rui Costa em benefício de Augusto Lima ou do banco Master. Quanto ao contrato mencionado, da PKL com o Banco Master, os serviços foram efetivamente prestados, não havendo ilicitude alguma."

"Causa indignação a divulgação de trechos de uma suposta proposta de delação, que não podem sequer serem levados em consideração uma vez que já foram rejeitados."

"O vazamento de supostos trechos de uma colaboração reiteradamente recusada pelas autoridades constitui proceder criminoso, cuja conduta, pela sua gravidade, exige investigação rigorosa."

"Tais informações, que deveriam ser sigilosas, não passam de uma narrativa falsa, fictícia e unilateral, sem valor probatório, utilizada apenas para lançar suspeitas sobre terceiros."

"A defesa reafirma que não há fundamento para atribuir a Augusto Lima qualquer ato ilícito e confia que a investigação comprovará sua inocência."

Por Natália Portinari, Fabio Serapião e Cézar Feitoza/UOL


Vídeo mostra intensa troca de tiros após chegada de policiais em bairro de Salvador

Foto: Reprodução Redes Sociais
Uma intensa troca de tiros entre policiais militares e suspeitos de tráfico foi registrada na tarde desta segunda-feira (21) em Salvador. O caso ocorreu no bairro de Valéria, em uma localidade conhecida como Rua das Flores.

As imagens foram publicadas na manhã desta terça-feira (22) pelo influenciador e policial militar, Soldado Matos. No vídeo é possível ver a chegada dos policiais na localidade quando disparos são feitos no bairro. Depois disso, se inicia o tiroteio, onde os militares ficaram afastados reagindo aos tiros que foram efetuados contra eles.

Na ocasião, um policial disse que um suspeito estaria atrás de um automóvel. Em seguida ele diz que o homem teria “caído”. Segundo o Alô Juca, depois do intenso tiroteio, um suspeito de tráfico morreu no local. Ele foi identificado como Léo Zarolho.

Ainda não há informações se outras pessoas estavam envolvidos no episódio.

Jerô Leva "Time de Lula" a Camamú nesta terça feira

Foto: Divulgação

CAMAMU (BA) — O governador e candidato à reeleição, Jerô (PT), cumpre agenda de campanha nesta terça-feira (22) em Camamu, no Baixo Sul baiano. O ato principal será um comício na Praça do Fórum, no Centro da cidade, previsto para as 18h, reunindo lideranças políticas e apoiadores da região.

A mobilização faz parte do roteiro de campanhas pelo interior e integra a comitiva governista ao lado dos candidatos ao Senado, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT). Na mesma data, o grupo cumpre agenda em Ilhéus, evento que havia sido remarcado devido às chuvas na região.

Entre os apoios confirmados está o do prefeito de Ibirapitanga, Jé Assunção, reforçando a articulação do grupo com os gestores municipais do Baixo Sul.

Serviço

 Evento: Comício do Time de Lula em Camamu

 Horário: 18h

 Local: Praça do Fórum (Praça Dr. Pirajá da Silva, nº 437, Centro)

 Presenças: Jerô, Rui Costa, Jaques Wagner, Jé Assunção e prefeitos da região

Jerônimo Rodrigues usou helicóptero que foi disponibilizado por ex-sócio do Master a Wagner Por Gabriela Echenique e Fábio Zanini, Folhapress

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), usou durante um compromisso de campanha helicóptero vinculado pela Polícia Federal a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

No último dia 30 de agosto, para ir a um compromisso de campanha, Jerônimo Rodrigues embarcou na aeronave ao lado dos candidatos ao Senado na chapa, Rui Costa (PT) eJaques Wagner (PT).

Trata-se de um Bell Helicopter 206L-4, de prefixo PT-YNB, pertencente à RG8 Táxi Aéreo LTDA. Eles saíram do município de Castro Alves em direção a Itatim.

Segundo relatório da PF divulgado em junho, a mesma aeronave foi disponibilizada por Lima para que o senador Jaques Wagner (PT) e sua mulher se deslocassem à Ilha da Paixão, nos arredores de Salvador, em outubro de 2023.

Wagner nega que tenha usado o helicóptero para ir à ilha, onde Lima tem uma propriedade.

De acordo com o relatório policial, mensagens obtidas no celular do ex-sócio do Master apontam que ele e Wagner marcaram a viagem para a ilha. Lima então envia o prefixo do helicóptero para levar o senador.
Outro lado

O governo da Bahia informou que todas as aeronaves usadas pelo governador são alugadas e que as despesas foram declaradas à Justiça Eleitoral.

Na prestação de contas informada pela campanha de Rodrigues, conta pagamento de R$ 207.500 à RG8 Táxi Aéreo, em 16 de agosto.

Em nota, a defesa de Lima "repudia de forma veemente qualquer tentativa de estabelecer relação entre ele e o uso de helicóptero em campanha eleitoral".

"O prefixo mencionado em relatório da Polícia Federal refere-se a uma aeronave pertencente a uma empresa de táxi aéreo, sem qualquer vínculo com Augusto Lima. Uma mesma aeronave comercial pode ser utilizada, em momentos distintos, por diferentes clientes, o que não estabelece qualquer relação entre eles", declara.

"A reportagem tem ciência dessa circunstância e, ainda assim, insiste em criar notícia com uma vinculação inexistente, a partir de uma coincidência que não demonstra qualquer conexão entre Augusto Lima e a campanha mencionada", acrescenta.

A defesa do ex-sócio do Master diz que ainda que "se indigna com mais essa tentativa de ilação e reitera que Augusto Lima permanece à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários, confiante de que, ao final das investigações, sua inocência será plenamente comprovada".

Por Gabriela Echenique e Fábio Zanini, Folhapress

Vorcaro chamava Otto Alencar de ‘conselheiro’ e ‘comandante’, mostram mensagens analisadas pela PF

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, se referia ao senador baiano Otto Alencar (PSD) como “conselheiro” e “comandante” em mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF). As informações foram publicadas neste sábado (19) pelo jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, o advogado Ciro Soares aparece no relatório da PF como intermediário entre Vorcaro e Otto. Ele avisava ao banqueiro quando estava com o senador, enviava fotos e fazia ligações para transmitir recados atribuídos ao parlamentar.

Em uma das conversas, de maio de 2024, Soares informou que Otto queria falar com Vorcaro. Após uma tentativa de ligação, o banqueiro mandou um abraço para o senador e o chamou de “conselheiro” e “comandante nosso”.

Outras mensagens analisadas pela PF mostram novas tentativas de contato entre 2024 e 2025. Em dezembro de 2024, Soares disse que Otto havia feito “um movimento grande” em favor de Vorcaro. Em novembro do ano seguinte, o advogado afirmou estar com o senador e disse que ele perguntava pelo banqueiro.

Procurado pelo O Globo, Otto afirmou inicialmente que nunca havia conversado ou se encontrado com Vorcaro. Após a publicação da reportagem, o senador disse ter se lembrado de duas ou três conversas por telefone com o banqueiro, feitas pelo aparelho de Ciro Soares.

Segundo Otto, Vorcaro pediu apoio à chamada “emenda Master”, que pretendia aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O senador afirmou que não concordou com a proposta, que acabou não avançando no Senado.

Otto não é investigado no caso. Ciro Soares também afirmou que não organizou encontros entre o senador e Vorcaro. A defesa do banqueiro não comentou as mensagens, segundo O Globo.
Por: Politica Livre

Pesquisa mostra que 76% dos médicos de UPA e SAMU tiveram prejuízos com o fim dos plantões de 24 horas

Foto: Divulgação
Uma pesquisa realizada com médicos que trabalham em Unidades de Pronto-Socorro (UPA) e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Salvador revela que 76% dos profissionais tiveram “grande ou extremo prejuízo” com a proibição dos plantões de 24 horas.

Por decisão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), unilateral e sem consultar entes envolvidos, os médicos que tinham jornada plantões de 24 horas precisam dividir a carga horária em dias distintos, de 12 horas.

De acordo com os entrevistados, além das perdas financeiras, houve também problemas logísticos, familiares e de organização de escala com a mudança determinada pela administração municipal.

Um profissional, que se desloca na região metropolitana de Salvador, revelou o custo logístico da mudança. De acordo com ele, com o plantão de 24 horas reservava turnos para descanso e para pegar estrada. “O que eram dois plantões de 24 horas semanais, passaram a ser quatro de 12 horas, gerando mais deslocamentos, além de desgaste físico e gastos extras”.

Outro médico revelou que a mudança prejudicou a conciliação com outros locais de trabalho. “Como possuímos outros vínculos, a tentativa de conciliar com as outras atividades deixou a nossa rotina mais cansativa”, afirmou.

Apenas 14,1% dos entrevistados afirmaram que não tiveram nenhum prejuízo com a medida.

A pesquisa foi realizada pelo Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), entre os dias 8 e 13 de setembro, envolvendo 71 médicos, a maioria com vínculo PJ (Pessoa Jurídica) por contratação direta.

Informações: Politica Livre

Deputado rebate Rui Costa e relembra caso dos Respiradores: “Pegaram 100% do dinheiro do povo e não devolveram”

O deputado estadual Robinho (União Brasil) rebateu nesta quarta-feira (16) as declarações do ex-ministro Rui Costa (PT) sobre o Banco Master e afirmou que o petista tenta criar em uma cortina de fumaça para desviar a atenção das relações de integrantes do próprio grupo político com o banco.

Robinho também relembrou o escândalo dos respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia, período em que Rui presidia a entidade. Foram pagos antecipadamente R$ 48,7 milhões à empresa Hempcare pela aquisição de 300 equipamentos. Os respiradores nunca foram entregues e o dinheiro adiantado não foi restituído.

“Rui agora resolveu falar em 10%. Dez por cento de quê? De uma acusação que não virou acordo de delação, que foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Se ele gosta tanto de falar em porcentagem, deveria explicar os respiradores. Pegaram 100% do dinheiro do povo e não devolveram. Foram quase R$ 50 milhões pagos antecipadamente e nenhum respirador entregue. E até hoje os 100% seguem desaparecidos”, afirmou.

O parlamentar afirmou ainda que, enquanto Rui tenta associar adversários ao Master, há fatos documentados envolvendo decisões tomadas pelo próprio governo petista da Bahia relacionadas ao CredCesta. Em janeiro de 2022, quando Rui ainda era governador, um decreto estadual restringiu a portabilidade de operações de crédito consignado vinculadas ao programa, então operado pelo Banco Master.

“Rui deveria ter muito cuidado antes de transformar o Master em seu principal assunto de campanha. Quando se começa a puxar esse fio, ele chega ao governo dele, ao Credcesta e aos seus próprios aliados. Parece que Rui está empenhado em lembrar diariamente aos baianos de uma história que pode ser muito mais desconfortável para o PT do que para os seus adversários”, afirmou.

O deputado ainda afirmou que os verdadeiros alvos do caso Master são companheiros de Rui Costa. Ele citou o senador Jaques Wagner, que teria recebido vantagens para beneficiar o banco e já foi alvo de operação da Polícia Federal. Além disso, o atual secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, integrante da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), também foi alvo da PF na operação.

Robinho pontuou também que Rui sempre parte para o ataque toda vez que não consegue prestar contas dos seus atos nem sobre o desempenho de suas funções públicas.

“Para terminar, eu queria perguntar ao ex-ministro qual a obra estruturante durante o mandato do [Luiz] Inácio veio para a Bahia? Ele foi o chefe da Casa Civil, o ministério mais importante do Governo Federal, qual obra estruturante trouxe para a Bahia?”, questionou o parlamentar, ao citar, por exemplo, a promessa não cumprida de entregar uma nova ponte sobre o Rio Jequitinhonha.

Politica Livre

VLT inicia operação entre as Estações São Joaquim e Calçada

Novo trecho amplia ligação do Subúrbio com outras regiões de Salvador e facilita o acesso à Feira de São Joaquim

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana iniciou, nesta quarta-feira (16), a operação entre as Estações São Joaquim e Calçada. O novo trecho entrou em funcionamento após a conclusão das obras no Largo da Calçada e amplia a ligação do Subúrbio com outras regiões da cidade. Nesta etapa inicial, estão programadas três viagens pela manhã e três à tarde, com possibilidade de conexão, na Calçada, com o VLT que segue em direção à Parada Marisqueiras.
A operação começou de forma assistida e reduzida, com acompanhamento das equipes da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) para orientar os passageiros durante a adaptação ao novo modal. A chegada do VLT à Feira de São Joaquim também é acompanhada com expectativa por feirantes e comerciantes do entorno, que esperam maior movimentação e facilidade de acesso à região.

O trecho entre a Estação Calçada e a Parada Marisqueiras funciona de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 16h, e aos sábados e domingos, das 9h às 12h. Desde o início do serviço foram registradas 130 mil passagens. A primeira viagem do novo trecho também contou com a participação de estudantes convidados da Escola Técnica de São Joaquim. Com a extensão do sistema, ele passa a operar em sete quilômetros e avança para a próxima etapa de expansão, que prevê a chegada ao Comércio. Atualmente, o VLT já chega até Itacaranha.
Repórter: Tácio Santos/GOVBA

Estado da Bahia entrega revitalização do Largo da Calçada e projeta expansão do VLT até Alagoinhas

Obra requalifica entorno da Estação Calçada, beneficia comerciantes e integra projeto de mobilidade que poderá avançar para outras cidades da Bahia
O Estado da Bahia, por meio da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), entregou, nesta terça-feira (15), a revitalização do Largo da Calçada, em Salvador. A intervenção integra as obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e promoveu melhorias urbanísticas no entorno da histórica Estação Calçada, incluindo ações de drenagem para prevenção de alagamentos e novas estruturas para o comércio popular da região.
A revitalização também beneficia diretamente os feirantes, que passam a contar com estruturas mais adequadas e melhores condições para desenvolver suas atividades. A iniciativa concilia a implantação do sistema de transporte com a valorização do espaço público e a preservação da atividade comercial tradicional da Cidade Baixa.

Projeto prevê expansão do VLT na Bahia

O VLT de Salvador e da Região Metropolitana terá cerca de 40 quilômetros de trilhos até Piatã, com o embarque de passageiros para a região da Feira de São Joaquim previsto para começar nesta quarta-feira (16).

Além do traçado urbano, o sistema poderá avançar para o interior baiano como trem regional. Estudos de viabilidade técnica avaliam a extensão da linha até Alagoinhas, cidade com histórico ferroviário, passando por Camaçari, Dias d’Ávila, Mata de São João, Pojuca e Catu.

Repórter: Juana Castro/GOVBA

VÍDEO: Carreta pega fogo após explosão na Avenida Orlando Gomes, em Salvador

Uma carreta foi consumida pelas chamas na tarde desta terça-feira (15) após registrar uma explosão enquanto trafegava pela Avenida Orlando Gomes, no bairro de Piatã, em Salvador. O incidente ocorreu nas imediações do Condomínio Solaris Residências.

Imagens registradas por populares que passavam pela região mostram o veículo de carga totalmente tomado pelo fogo, gerando uma densa fumaça preta que pôde ser vista a distância. Apesar da proporção do incêndio, não há confirmação de feridos em decorrência do sinistro.

De acordo com a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), o fogo já foi debelado pelas equipes de atendimento. O veículo permanece posicionado na faixa da direita no sentido da Avenida Luís Viana Filho (Paralela), perto do Senai Cimatec.

Ainda segundo a autarquia de trânsito, a permanência da carreta na via não provoca retenções ou interrupções na fluidez do tráfego. As causas que deram origem à explosão e ao incêndio ainda não foram identificadas pelas autoridades competentes.

Por: Bahia Noticias

Confira em vídeo:

 


Contas da Bahia pioram sob Jerônimo Rodrigues (PT), mas investimentos aumentam

Foto: Joá Souza/Arquivo/GOVBA
A situação fiscal da Bahia se deteriorou na gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) em comparação com o governo do seu antecessor, o petista Rui Costa, na análise dos principais indicadores orçamentários do estado.

Jerônimo, que busca a reeleição, assumiu com superávit orçamentário acumulado de R$ 8,48 bilhões nos quatro anos da gestão Rui Costa. O quadriênio de seu governo pode acabar com déficit de R$ 7,3 bilhões, segundo números oficiais e estimativas publicadas pelo governo da Bahia. Os valores são corrigidos pela inflação.

Em 2025, as contas baianas registraram superávit orçamentário de R$ 480 milhões. Para 2026, último ano do mandato do governador, as projeções oficiais apontam para um déficit de R$ 5,72 bilhões, com base nos documentos oficiais do final do terceiro bimestre.

A Folha analisou a situação fiscal da Bahia, uma das vitrines do PT, com base nos principais indicadores de 2019 a 2026 e com o auxílio de especialistas. Apesar da piora, o estado mantém dívida controlada e nota no Tesouro que permite a tomada de empréstimos com garantia da União.

Esta é a quarta reportagem da série Estado das Contas, sobre a situação fiscal dos cinco estados mais populosos do país: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná.

A reportagem procurou, desde o dia 8, o secretário de Finanças da Bahia, Manoel Vitório, mas na sexta (11) a assessoria informou que, por questão de agenda, ele não poderia falar.

Em nota, a Secretaria de Fazenda afirmou que o endividamento é baixo, que o estado é um dos "líderes em investimento no país" com uso de recursos próprios e com capacidade de obter garantia da União em empréstimos, e defendeu que não há riscos de insolvência para as contas públicas locais.

Além da piora na situação orçamentária, o resultado primário também piorou. A gestão Rui Costa acumulou primário positivo de R$ 13,5 bilhões, e Jerônimo pode terminar o mandato com déficit primário de R$ 3,32 bilhões.

O resultado primário contabiliza as receitas menos as despesas, sem contar os custos financeiros com juros (o dinheiro que saiu ou não do caixa). Já o orçamentário calcula as receitas realizadas menos as despesas empenhadas.

No ano passado, Jerônimo elevou a meta de déficit primário de R$ 1,1 bilhão para R$ 4,2 bilhões, sob críticas do TCE-BA (Tribunal de Contas da Bahia).

"Embora a obtenção de resultado primário deficitário não caracterize, por si só, falta de responsabilidade fiscal, a alteração da meta ao final do exercício exige análise própria, pois as metas fiscais devem funcionar como instrumentos prévios de planejamento, transparência e condução da política fiscal", alertou a conselheira Carolina Matos, relatora das contas estaduais do ano passado.

Os números também se deterioraram quando o caixa do estado é analisado. A disponibilidade líquida após os restos a pagar mede a sobra de recursos depois de descontadas obrigações a serem pagas. É uma medida mais próxima da capacidade financeira imediata do estado.

O saldo de caixa livre após essas obrigações fechou 2025 em R$ 900 milhões, ante R$ 5,3 bilhões ao final de 2022.

A piora do resultados orçamentário e primário, no entanto, é acompanhada de um aumento dos investimentos. Considerando as estimativas para 2026, os investimentos no mandato atual somam R$ 29,1 bilhões, ante R$ 23,4 bilhões de Rui Costa. O pico foi em 2023, com aportes de R$ 9,2 bilhões. Para 2026, a previsão é de R$ 3,9 bilhões.

Apesar da piora orçamentária, indicadores de dívida e gastos com pessoal continuam controlados. A dívida consolidada líquida da Bahia era de 35,67% da RCL (Receita Corrente Líquida) em 2025, nível considerado confortável diante do limite de 200% estabelecido para os estados. A despesa com pessoal consumiu 40,36% da RCL, abaixo dos 46% de limite da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

A Secretaria de Fazenda afirma que a crítica do TCE quanto à mudança da meta fiscal está ligada a uma questão de formal. "Ao encaminhar à Assembleia Legislativa o pedido de autorização para realizar a mudança, o estado havia deixado de anexar ao projeto de lei um documento de justificativa técnica."

A pasta disse que "ao ampliar os investimentos na atual gestão, o governo baiano utilizou a poupança feita pelo próprio estado, na forma de superávits de exercícios anteriores, para construir infraestrutura, tanto em áreas como saúde, educação e segurança quanto em rodovias, mobilidade urbana e saneamento básico, entre outras".

A Fazenda da Bahia usou um parâmetro diferente nos cálculos dos resultados, que resultam em números melhores. Em relação ao orçamentário, a metodologia utiliza, para 2026, as despesas liquidadas até o terceiro bimestre. Já o primário utiliza apenas o realizado.

A reportagem repete o mesmo modelo utilizado para os outros estados: no resultado orçamentário, considera despesas empenhadas, enquanto para o primário utiliza a meta definida pelo estado.

A Bahia também tem ampliado os benefícios fiscais concedidos às empresas. Dados do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027 estimam uma renúncia fiscal de R$ 9 bilhões para o próximo ano, patamar que pode chegar a R$ 10 bilhões em 2029. Em 2020, o estado deixou de arrecadar R$ 3,9 bilhões com as isenções fiscais.

Para 2027, uma das maiores previsões de renúncia de receita está na isenção fiscal do ICMS ao setor automotivo, que beneficia a BYD com renúncia de R$ 1 bilhão.

O PLDO diz que foram consideradas para o cálculo as projeções de importações e produção de veículos que constam no projeto de investimento apresentado pela BYD.

Na resposta, a assessoria afirmou que o total de benefícios fiscais concedidos pelo governo baiano "é proporcionalmente muito menor do que a média dos estados". Em relação à BYD, disse que a empresa "fez jus ao mesmo pacote" e que a isenção fiscal "é proporcional ao porte" da companhia.

Na análise das contas, a conselheira Carolina Matos demonstrou preocupação quanto ao déficit da previdência da Bahia, cuja situação foi considerada crítica pelo tribunal. O resultado previdenciário saiu de um rombo de R$ 6 bilhões em 2022 para R$ 7,1 bilhões ao final de 2025.

A auditoria do tribunal considerou que houve aumento na remuneração de servidores ativos, o que impacta gastos com inativos e pensionistas.

Para Cleiton Silva de Jesus, professor titular de Economia da Universidade Estadual de Feira de Santana, o déficit tende a continuar crescendo, pressionado pelo envelhecimento do quadro de servidores.

Cleiton afirma que o quadro fiscal da Bahia ainda é confortável, a despeito de pioras em alguns indicadores, mas que é preciso preservar o espaço fiscal. "Choques conjunturais e gestão fiscal negligente podem rapidamente transformar uma situação saudável em perigosa."

Para Alexandre Manoel, sócio da Global Intelligence and Analytics, Jerônimo chega ao fim do mandato sem uma crise de endividamento, mas com uma redução muito expressiva de seus colchões fiscais.

"O crescimento dos restos a pagar torna a fotografia ainda mais preocupante. Como o resultado primário em base de caixa não incorpora as despesas empenhadas que ainda não foram pagas, parte do gasto assumido pelo governo é empurrada para os exercícios seguintes", diz.

Segundo Manoel, isso pode fazer o resultado primário parecer menos negativo do que a situação fiscal subjacente: a despesa não desapareceu, apenas foi transformada em obrigação contra o caixa futuro.

A combinação de déficit primário superior a R$ 3 bilhões com a forte expansão dos restos a pagar sugere que parte do desequilíbrio não foi corrigida, mas postergada, em sua avaliação.

"Quando o caixa livre se aproxima do esgotamento, essas obrigações tendem a reaparecer sob a forma de compressão dos investimentos, atraso de pagamentos ou maior necessidade de financiamento, podendo deteriorar a trajetória futura da dívida. A contrapartida foi a manutenção de investimentos elevados, com alta de aproximadamente 24% em relação ao governo anterior.

O diretor executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado, Marcus Pestana, avalia, que o estado tem uma dívida pequena e está com a folha de pagamento em situação confortável.

"Parece que aceleraram gasto em função do ano eleitoral, porque o resultado primário está se deteriorando. Mas é uma coisa controlada. A situação é boa, a situação não é ruim, embora indique aqui que eles deram uma acelerada.Deve ser por causa da competição eleitoral lá", diz. " É uma situação saudável, não é ruim como Rio, Minas Gerais e Rio Grande do Sul."

Por Guilherme Pimenta e Adriana Fernandes/Folhapress

Inscrições para 5,2 mil vagas em cursos técnicos do IFBA terminam na terça-feira

Foto: Divulgação / IFBA
As inscrições para 5.276 vagas em cursos técnicos gratuitos do Instituto Federal da Bahia (IFBA) terminam na próxima terça-feira (15). As oportunidades são para ingresso em 2027 e estão distribuídas por 24 cidades baianas.

Há vagas para cursos técnicos integrados ao ensino médio, destinados a quem concluiu o ensino fundamental, e para cursos subsequentes, voltados para quem já terminou o ensino médio. A taxa de inscrição é de R$ 75.

Os interessados devem fazer a inscrição pela internet até terça-feira. Para participar, é necessário ter CPF próprio, inclusive para menores de 18 anos, conta exclusiva na plataforma Gov.Br, e-mail ativo, documento oficial com foto e telefone de contato.

Quem não tem computador ou acesso à internet pode utilizar os equipamentos disponíveis nos campi do IFBA ou na Reitoria, em Salvador. É necessário verificar previamente os horários de atendimento.

Ao todo, são 3.488 vagas para cursos técnicos integrados ao ensino médio. A modalidade é voltada para estudantes que concluíram o ensino fundamental.

Nesse formato, o aluno faz o ensino médio junto com a formação profissional técnica. Os cursos têm duração de três a quatro anos.

As vagas estão distribuídas pelas seguintes cidades:
  • Barreiras
  • Brumado
  • Camaçari
  • Campo Formoso
  • Euclides da Cunha
  • Eunápolis
  • Feira de Santana
  • Ilhéus
  • Irecê
  • Jacobina
  • Jaguaquara
  • Jequié
  • Juazeiro
  • Lauro de Freitas
  • Paulo Afonso
  • Porto Seguro
  • Salvador
  • Santo Amaro
  • Santo Antônio de Jesus
  • Seabra
  • Simões Filho
  • Ubaitaba
  • Valença
  • Vitória da Conquista
A seleção será feita por meio de prova objetiva, marcada para 18 de outubro, em todas as cidades onde os cursos são oferecidos.

A avaliação terá 36 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada, nas áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática.

O resultado final da classificação está previsto para 16 de novembro. A convocação para as bancas de verificação será feita no dia seguinte. O resultado definitivo das bancas e a confirmação de matrícula estão previstos para até 8 de dezembro.

Outras 1.788 vagas são destinadas aos cursos técnicos subsequentes ao ensino médio. Podem concorrer candidatos que já concluíram o ensino médio.

A formação tem duração de um ano e meio a dois anos e é voltada para conhecimentos específicos da área profissional escolhida.

Nesta modalidade, as vagas estão distribuídas por 13 cidades baianas:
  • Barreiras
  • Brumado
  • Camaçari
  • Campo Formoso
  • Eunápolis
  • Feira de Santana
  • Jacobina
  • Jequié
  • Juazeiro
  • Salvador
  • Santo Amaro
  • Simões Filho
  • Vitória da Conquista
A seleção será feita por meio de sorteio eletrônico, marcado para 20 de outubro. O procedimento será transmitido pela TV IFBA.

O sorteio vai definir a ordem de classificação dos candidatos inscritos em cada curso e campus.

O resultado final da classificação e a convocação para as bancas de verificação estão previstos para 16 de novembro. O resultado definitivo das bancas e a confirmação de matrícula devem ser publicados até 8 de dezembro.

O IFBA oferece 26 opções de cursos técnicos nesta seleção, em diferentes áreas de formação:
  • Administração
  • Agroecologia
  • Alimentos
  • Aquicultura
  • Automação industrial
  • Biocombustíveis
  • Edificações
  • Eletromecânica
  • Eletrônica
  • Eletrotécnica
  • Enfermagem
  • Geologia
  • Guia de turismo
  • Instalação e manutenção eletrônica
  • Manutenção mecânica industrial
  • Mecânica
  • Meio ambiente
  • Metalurgia
  • Mineração
  • Petróleo e gás natural
  • Química
  • Redes de computadores
  • Refrigeração e climatização
  • Saneamento
  • Segurança do trabalho
  • Sistemas de energia renovável
Por Redação

Pavimentação qualifica acesso entre comunidades em Sobradinho e Ibicaraí

Foto: Divulgação
Diferentes trechos de acesso aos municípios de Sobradinho e Ibicaraí foram contemplados com obras de pavimentação realizadas neste sábado (12). Em Sobradinho, 26,20 quilômetros foram entregues e outros 13 quilômetros tiveram a execução autorizada. Para Ibicaraí, foi autorizada a pavimentação de 4,36 quilômetros entre a sede e o povoado de Salomea. Somadas, as intervenções chegam a 42,97 quilômetros e representam investimentos de R$ 36,7 milhões.

No Sertão do São Francisco, Sobradinho teve concluída a pavimentação dos Acessos I e II ao município; e do trecho da BA-316, entre os entroncamentos da BA-210 e da BR-235. São 26,20 quilômetros que passam a integrar a malha viária pavimentada da região.

Também foi assinada a ordem de serviço para a execução de intervenções em aproximadamente 13 quilômetros entre o entroncamento da BA-210 e os povoados de Novo São Gonçalo e Algodões Velho. O investimento previsto é de R$ 11,8 milhões.

No Litoral Sul, o município de Ibicaraí foi contemplado com a pavimentação do trecho entre a ligação da sede municipal e o povoado de Salomea. Com extensão de 4,36 quilômetros, a obra receberá investimento de R$ 6,4 milhões.

Por Redação/Politica Livre

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