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Leandro de Jesus aciona PGE contra Lula por declaração sobre toque em mulheres

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL), candidato a deputado federal pela Bahia, apresentou uma Notícia de Fato Eleitoral à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A iniciativa questiona uma declaração feita pelo petista durante um comício realizado em Belém, no Pará, no dia 28 de setembro.

Ao falar sobre a resistência dos homens ao exame de próstata, Lula afirmou: “O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele”.

Na representação, Leandro sustenta que a afirmação sobre mulheres “desde pequenas” ultrapassou o debate sobre prevenção à saúde e pode ter assumido conteúdo depreciativo em relação à condição feminina. O documento ressalta que a fala foi proferida em um evento eleitoral, diante de eleitores e a poucos dias do primeiro turno.

O deputado pede que o Ministério Público Eleitoral apure se a declaração pode ser enquadrada como propaganda que deprecia a condição da mulher ou estimula sua discriminação. A proibição está prevista no artigo 243, inciso X, do Código Eleitoral e na Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a notícia de fato, embora a manifestação tenha ocorrido durante uma abordagem sobre exames médicos preventivos, o contexto não afastaria a necessidade de analisar a expressão utilizada pelo candidato. Para Leandro, a referência a mulheres “desde pequenas” merece atenção especial por alcançar, em seu sentido literal, meninas e adolescentes.

Além da possível irregularidade na propaganda, o parlamentar solicita a apuração de eventual injúria eleitoral. O pedido cita o artigo 326 do Código Eleitoral, que prevê detenção de até seis meses ou pagamento de multa para quem injuriar alguém durante propaganda eleitoral ou com finalidade eleitoral.

Leandro requer ainda que seja analisada a possível aplicação da causa de aumento de pena prevista no artigo 327, inciso IV. O dispositivo estabelece acréscimo de um terço até a metade quando crimes eleitorais contra a honra forem praticados com menosprezo ou discriminação à condição da mulher.

Entre as providências solicitadas estão a preservação e a análise integral do vídeo do comício, a apuração do contexto da fala e a adoção de medidas para interromper eventuais reproduções consideradas irregulares em redes sociais, canais oficiais ou materiais de campanha.

Homem exibe faixa de Flávio Bolsonaro durante caminhada de Lula em Salvador

             Faixa com o número de Flávio Bolsonaro é exibida em caminhada de Lula em Salvador
Um apoiador do senador e candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL) chamou a atenção durante a caminhada do presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Salvador. nesta terça-feira (29).

Contrastando com a “multidão vermelha” que se formou ao longo da Caminhada entre a Ondina e o Farol da Barra, o homem exibiu um cartaz com o número 22, do Partido Liberal (PL) na sacada de um dos prédios. A cena foi registrada em vídeo e repercutiu nas redes sociais.

A manifestação em favor do filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) chamou a atenção de quem passava por este trecho da Orla da capital baiana.
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
Assista ao vídeo abaixo:


Deputado Robinho reforça vínculos em visita a Potiraguá

O deputado Robinho esteve em Potiraguá, município com o qual afirma já possuir um vínculo consolidado e uma trajetória construída ao longo dos anos. Durante sua passagem, o parlamentar destacou a importância das parcerias locais e agradeceu aos líderes Maurício Portugal e Tina Brige pela colaboração.

“Potiraguá é uma terra à qual já tenho um vínculo estabelecido e uma história construída. Hoje quero agradecer aos amigos Maurício Portugal e Tina Brige pela honrosa parceria. Temos o propósito de mudar o município e o nosso Estado, com um grupo que possui currículo de trabalho”, declarou Robinho.

A visita reforçou o compromisso do deputado com o desenvolvimento regional e com a construção de projetos voltados ao fortalecimento político e social da cidade.

Quem é Robinho? Deputado estadual da Bahia, atualmente em seu terceiro mandato consecutivo e candidato a deputado federal.

Carlos Robson Rodrigues da Silva é agropecuarista, deputado estadual da Bahia, atualmente em seu terceiro mandato consecutivo e candidato a deputado federal.

Com uma trajetória política marcada pela atuação municipalista, foi prefeito de Nova Viçosa por dois mandatos consecutivos e presidente da Associação de Prefeitos do Extremo Sul (APES). Na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), exerceu importantes funções de liderança partidária e parlamentar, incluindo a presidência da Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle.
Atualmente filiado ao União Brasil, segue exercendo seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia e disputa uma vaga na Câmara dos Deputados.

 Para deputado federal 4️⃣4️⃣4️⃣4️⃣✅

#coragememdefesadabahia #deputadorobinho #tôcomrobinho

VÍDEO: De dentro da UTI, Roberta Roma publica vídeo para tranquilizar apoiadores após cirurgia cardíaca

Internada na UTI Cardíaca do Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador, a deputada federal e candidata à reeleição Roberta Roma (PL) utilizou suas redes sociais neste domingo (27) para atualizar seu estado de saúde e tranquilizar eleitores e aliados. Em vídeo publicado em seu Instagram, a parlamentar agradeceu as orações e mensagens de apoio que vem recebendo desde que foi hospitalizada.

A gravação confirma as informações do último boletim médico de que a deputada encontra-se estável e bem-humorada. Direto do leito da Unidade de Terapia Intensiva, Roberta mostrou-se confiante na recuperação enquanto aguarda a conclusão da investigação sobre a dor torácica que a levou à internação de emergência.

A deputada passou por um cateterismo no último sábado (26), procedimento que descartou lesões importantes em suas artérias coronárias. Diante desse quadro, a equipe médica — liderada pelo clínico geral Silvestre Sobrinho e pelo cardiologista Adriano Martins, chefe da UTI — trabalha com a suspeita de que Roberta tenha sofrido a síndrome de Takotsubo, condição temporária também conhecida como "síndrome do coração partido", frequentemente desencadeada por estresse agudo.

O susto ocorreu durante uma agenda de campanha no município de Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano. Roberta sentiu fortes dores no peito que irradiavam para o braço direito e, após receber os primeiros socorros em uma unidade de saúde local, precisou ser transferida às pressas para a capital baiana, onde os exames confirmaram o infarto.

A parlamentar segue medicada, monitorizada de perto pelos médicos e passará por novos exames para fechar o diagnóstico definitivo antes de uma possível alta hospitalar. A coordenação de campanha ainda não divulgou como ficará a agenda da candidata nos próximos dias.

Confira o depoimento de Roberta Roma:
Por Bahia noticia

VÍDEO: Confusão entre apoiadores de Renan Santos e influenciador bolsonarista termina com prisão em Salvador

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Uma confusão durante um ato político do candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, terminou com a prisão de um apoiador do presidenciável neste domingo (27), em Salvador. O episódio ocorreu em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro do Canela.

Durante a manifestação, um influenciador bolsonarista foi ao local para realizar uma gravação. A situação evoluiu para um confronto físico, registrado em imagens que circulam nas redes sociais.

Segundo informações preliminares, o influenciador teria sido agredido por um apoiador de Renan Santos com socos e pontapés. O suspeito foi preso pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA).

O caso está sendo apurado, e as circunstâncias que antecederam a confusão ainda não foram esclarecidas.
Confira imagens do conflito:

Sigla da facção criminosa BDM é pichada em prédio da Justiça Federal em Salvador

Foto: Reprodução
Integrantes da facção Bonde do Maluco (BDM) picharam a sigla da organização criminosa na parede do prédio da Justiça Federal, no bairro de Sussuarana, em Salvador. As imagens que circulam na internet mostram também uma viatura da Polícia Militar em frente a guarita do prédio.

O Bahia Notícias contatou a Polícia Militar e a Polícia Civil sobre a pichação mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

Por Redação

Acidente com ônibus deixa 7 mortos e 13 feridos na Chapada Diamantina

Foto: Redes Sociais

Ao menos sete pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas após um ônibus tombar na BR-122, nas proximidades de Iraquara, região da Chapada Diamantina. O acidente ocorreu por volta das 23h de sexta-feira (25), a aproximadamente 15 quilômetros da cidade.

As equipes de resgate prestaram os primeiros socorros aos feridos ainda no local. Doze vítimas foram encaminhadas para o Hospital Regional de Seabra e uma para o Hospital Municipal Américo Chagas, em Iraquara. Outras duas pessoas, que seriam motoristas da empresa responsável pelo ônibus, não sofreram ferimentos.

Inicialmente, três corpos foram retirados das ferragens. Após o destombamento do veículo, os socorristas localizaram outras quatro vítimas fatais: dois homens, uma mulher e uma criança. As idades e identidades da maioria das vítimas ainda não haviam sido divulgadas.

Foto: Redes Sociais

Uma das vítimas fatais foi identificada como Lucas José Jesus Santana, soldado da Polícia Militar lotado na 28ª CIPM, em Ibotirama. Conforme as informações divulgadas, ele viajava de carona e estava fardado no momento do acidente.

Segundo apuração da TV Bahia, o ônibus pertence à empresa Real Maia e havia partido de Fortaleza, no Ceará. O destino informado era Palmas, no Tocantins. Por circunstâncias ainda desconhecidas, o veículo tombou na rodovia.

Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e permaneciam trabalhando no local na manhã deste sábado (26). As causas do acidente ainda serão investigadas.

Informaões: Giro Ipiaú

VÍDEO: Bruno Reis dispara contra ausência de Jerônimo em debate: 'Foge e usa o presidente como desculpa' sexta-feira,

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), criticou a postura do governador Jerônimo Rodrigues (PT), diante da possível ausência no debate promovido pela TV Bahia, afirmando que o adversário "foge do debate e usa o presidente como desculpa". As declarações foram feitas nesta sexta-feira (25), durante a cerimônia de reinauguração do Teatro Vila Velha.

As declarações ocorrem no contexto em que o candidato que busca a reeleição pode não comparecer devido à visita do presidente Lula da Silva (PT) em Feira de Santana. De fato, o dia do debate promovido pela TV Bahia, é o mesmo da visita. Também é esperado a participação dos candidatos Ronaldo Mansur (PSOL) e Antonio Carlos Magalhães (ACM) 

Em sua fala, Bruno Reis avaliou que estratégias voltadas a criar polarizações: "O povo da Bahia vai escolher, independentemente das escolhas políticas locais. Mesma coisa, 'time de Lula', debate da mediocridade. As pessoas querem saber o que pode fazer de melhor da sua vida. Isso é querer fazer cortina de fumaça, isso é irrelevante para a decisão do eleitor. Não vai cair nesse golpe pela sétima vez consecutiva", dispara.

Segundo o aliado de ACM Neto (União), a decisão do eleitorado baiano será pautada pela avaliação de resultados e propostas concretas para o cotidiano das pessoas, em detrimento da utilização de apoios e apadrinhamentos políticos nacionais como pauta central das discussões no estado.

Confira o momento em vídeo:

Por Ana Beatriz Soares / Ronne Oliveira

Coronel chama Capitão Alden de "moleque" em Juazeiro e deputado aciona Corregedoria da PM-BA

O deputado federal Capitão Alden (PL) anunciou que vai representar na Corregedoria da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) contra o coronel Wildon Teixeira, comandante do Policiamento da Região Norte (CPR-N), após o oficial chamá-lo de "moleque" e classificar como "covardia" e "palhaçada" a atuação do parlamentar em Juazeiro, no norte do estado.

A declaração do coronel ocorreu após Alden divulgar um vídeo mostrando pichações encontradas em uma quadra pública do município. Segundo o deputado, as inscrições fazem referência a organizações criminosas, e moradores ouvidos durante a gravação confirmaram a situação encontrada no local.

Em resposta às críticas do coronel, Alden afirmou que vai cobrar providências independentemente da patente do oficial e declarou que pretende "representar à Corregedoria e cobrar providências do Governo do Estado."

Confira:

PMBA forma 161 novos sargentos para reforçar liderança de tropa e policiamento no estado

Foto: Jeane Abreu/GOVBA
A Polícia Militar da Bahia (PMBA) realizou, na manhã desta sexta-feira (25), na Vila Policial Militar do Bonfim, em Salvador, a solenidade de conclusão do Curso de Formação de Sargentos (CFS). Ao todo, 161 policiais militares, entre 134 homens e 27 mulheres, concluíram a capacitação técnica iniciada em dezembro de 2025 e agora assumem formalmente funções de liderança de campo, gestão de efetivo e fiscalização de guarnições na capital e Região Metropolitana (RMS) e no interior do estado.
Foto: Jeane Abreu/GOVBA
Com carga horária de 630 horas-aula distribuídas em dois módulos e 29 disciplinas, o curso integrou instruções de Tiro Policial, Chefia e Liderança, Feitos Investigatórios, Preservação e Valorização da Prova, além de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) Tático e estágios práticos operacionais e administrativos.
Foto: Jeane Abreu/GOVBA
As formaturas integram as ações de valorização profissional das Forças de Segurança implementadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na Bahia. Os novos sargentos vão trabalhar na fiscalização e no serviço de ligação entre a tropa e os oficiais, melhorando a fluidez do comando operacional.

Repórter: Juana Castro/GOVBA

Grupo de Jaques Wagner na Bahia recebia R$ 3 milhões por mês, diz Vorcaro

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, afirmou que o grupo político do senador Jaques Wagner (PT) na Bahia recebia R$ 3 milhões por mês em propina. A acusação consta de uma proposta de colaboração premiada rejeitada pela PF (Polícia Federal) e pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por insuficiência de elementos de corroboração.

Vorcaro diz não ter presenciado o suposto acerto, mas tomado conhecimento por seu ex-sócio Augusto Lima, que nega a acusação.

Segundo o ex-banqueiro, havia duas modalidades de pagamento que somariam R$ 3 milhões mensais.

Cerca de R$ 2 milhões eram repassados por meio de um contrato entre o Master e a PKL One, empresa que explorava o Credcesta, cartão de crédito consignado destinado aos servidores da Bahia. O R$ 1 milhão restante era pago em espécie, ainda de acordo com a proposta de delação.

Vorcaro afirma ainda que havia outras formas de repasse, como distribuição de lucros e dividendos e contratos fictícios.

Segundo ele, Wagner teria participação oculta na operação do Credcesta por meio da PKL One.

A Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), estatal que detinha a operação do Credcesta, foi vendida em um leilão no qual a PF apura suspeitas de fraude e direcionamento à empresa de Augusto Lima. O certame ocorreu quando Wagner era secretário de governo da Bahia durante a gestão de Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil e hoje candidato a senador.

A proposta de delação obtida pelo UOL foi rejeitada. A PF deixou a negociação duas vezes e a PGR recusou o acordo por avaliar que os relatos não vinham acompanhados de elementos de corroboração suficientes.

As defesas de Jaques Wagner e de Augusto Lima refutaram as alegações e ressaltaram que a delação não apresentou provas suficientes. Já a defesa de Vorcaro disse repudiar a divulgação dos anexos e afirmou não reconhecer a autenticidade e a integridade do material.

O que disse Vorcaro

Segundo a proposta de delação, no centro da operação estava a PKL One, empresa com os direitos de exploração do Credcesta e que, de acordo com Vorcaro, era controlada por laranjas de Augusto Lima e de políticos.

Vorcaro afirma no documento que o "grupo de Jaques Wagner e Rui Costa recebia vantagens indevidas de diferentes formas:cerca de R$ 2 milhões mensais pagos pelo Banco Master à PKL ou a prestadores indicados pela empresa, valor que Vorcaro afirma ter sido destinado a contratos fictícios e pagamentos em dinheiro;
distribuição de lucros e dividendos da PKL One, na qual Vorcaro afirma que pessoas ligadas ao grupo político tinham participação oculta;
R$ 1 milhão em espécie por mês após a saída de Guilherme Sodré, descrito por Vorcaro como "operador de confiança de Jaques", do quadro de sócios indiretos da PKL;
contratos que Vorcaro afirma serem fictícios e terem sido firmados com pessoas indicadas por Wagner, incluindo um contrato entre uma filha do senador e uma empresa offshore ligada a João Carlos Falbo Mansur.

O acerto, segundo Vorcaro, teria sido feito em 2018, quando o Master comprou uma participação na empresa que geria o cartão Credcesta, produto de consignado criado no âmbito da Ebal.

"O produto tinha acesso a um percentual da renda dos servidores públicos que as demais instituições financeiras não tinham acesso, tornando-o extremamente valioso", diz trecho do documento, reproduzindo o relato de Vorcaro.

Segundo a proposta de delação, Augusto Lima "se uniu com políticos baianos para fraudar a privatização da Ebal, por meio do direcionamento do processo de leilão e do escamoteamento do produto Credcesta".

O documento aponta como operador de Wagner o empresário Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga, pai de um enteado do senador, que teria influenciado o processo de privatização.

No leilão, a NGV Empreendimentos arrematou a Ebal por R$ 15 milhões. Segundo Vorcaro, Augusto Lima era o dono de fato da empresa, que estava formalmente em nome do investidor espanhol Ignácio Morales, apontado como "interposta pessoa".

Dezesseis dias depois do leilão, dois decretos assinados pelo então governador Rui Costa ampliaram as possibilidades de exploração do Credcesta e alteraram seu enquadramento no regime de consignações. A NGV transferiu posteriormente os direitos de exploração do cartão à PKL One Participações.

A participação na PKL era estruturada por uma cadeia de fundos de investimento. Segundo a proposta de delação, os beneficiários finais incluíam Augusto Lima, Guiga —representando Jaques Wagner, na versão de Vorcaro— e representantes de outros políticos.

Documentos obtidos pela CPI do Crime Organizado sobre cotistas de fundos de investimentos mostram que Guilherme Sodré detinha 22,45% do Gardênia, fundo que tinha participação indireta na PKL One, até 31 de dezembro de 2018.

De maio de 2019 em diante, segundo os documentos e o relato de Vorcaro, a participação aparece em um fundo da Entre Investimentos, empresa de Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado nas investigações como operador financeiro de Vorcaro.

Os documentos confirmam a presença de Sodré na estrutura societária, mas não demonstram que ele tivesse essa participação em nome de Wagner.

O Master fechou a parceria com o Credcesta em 2018, segundo o documento. Pagou R$ 30 milhões pelo acordo com a PKL e combinou dividir metade dos lucros.

Foi nessa negociação, diz Vorcaro, que soube do suposto esquema.

"Augusto Lima informou ao colaborador que precisou corromper os políticos baianos para adquirir a operação do Credcesta, razão pela qual cedeu a políticos participação societária na PKL", afirma o documento.

O contrato de parceria entre a PKL e o Master previa pagamento mensal de cerca de R$ 2 milhões "em valores livres de impostos" a título de "despesas operacionais". Vorcaro afirma que esses valores eram usados para o pagamento de vantagens indevidas aos políticos.

Segundo ele, o dinheiro chegava depois aos beneficiários por contratos fictícios de consultoria firmados com "interpostas pessoas" e por empresas que forneciam recursos em espécie.

Vorcaro afirma ainda que um segundo acordo foi feito posteriormente. Com a expansão do Credcesta para outros estados, ele e Augusto Lima teriam concluído que manter Guiga na estrutura societária representava um risco.

Em seu lugar entrou a Entre Investimentos, de Antônio Carlos Freixo Júnior. Vorcaro descreve como fictício o contrato de compra dessa participação.

Nessa ocasião, segundo o ex-banqueiro, foi acertado o pagamento de R$ 1 milhão por mês em espécie a Guiga, que teria continuado até a liquidação do Banco Master.

Para conseguir dinheiro em espécie, havia, segundo Vorcaro, contratos com sobrepreço firmados com correspondentes bancários parceiros de Augusto Lima. Ele cita a empresa Blue Pay, que devolveria a diferença a pessoas ligadas ao sócio.

A empresa The Pay também vendeu notas comerciais de R$ 80 milhões a fundos da Reag, gestora ligada ao Master, e, segundo o relato de Vorcaro, parte dos recursos foi transformada em dinheiro vivo.

A entrega dos valores em espécie era feita ao motorista de Vorcaro, "que não sabia do que se tratava, mas que repassava os pacotes ao colaborador ou a Augusto Lima", diz o documento.

Além das duas parcelas mensais, a proposta de delação cita distribuição de lucros e dividendos da PKL e contratos que Vorcaro afirma terem sido usados para beneficiar pessoas indicadas por Wagner.

Entre eles estaria um contrato entre uma filha do senador e uma empresa no exterior ligada a João Carlos Falbo Mansur, dono da Reag.

O que os documentos mostram

O contrato entre a PKL One e o Master confirma a previsão de pagamentos mensais de cerca de R$ 2 milhões a título de despesas operacionais. O documento, porém, não identifica Wagner ou outro político como beneficiário nem demonstra, por si só, que o valor fosse destinado ao pagamento de propina.

Documentos sobre a estrutura de fundos da PKL confirmam que Guilherme Sodré teve participação no Gardênia, fundo que detinha participação indireta na empresa. Eles não demonstram que Sodré representasse Wagner nessa participação.

Vorcaro também apresentou documentos relativos à The Pay e à Blue Pay, empresas que, segundo seu relato, participavam de operações destinadas a produzir dinheiro em espécie. O material descrito na proposta de delação, porém, não mostra o dinheiro sendo entregue a Wagner.

Também foram apresentados trocas de mensagens sobre o Credcesta e um contrato envolvendo uma empresa offshore e uma filha de Wagner.

Reportagem do UOL já havia mostrado que na cadeia de fundos da PKL One apareciam pessoas ligadas ao senador, entre elas o advogado Ângelo Rezende e Guilherme Sodré.

A The Pay aparece em investigação do Ministério Público Federal do Distrito Federal como empresa suspeita de ter sido utilizada em desvios de recursos do Master.

Outras suspeitas investigadas pela PF

Separadamente das acusações feitas na proposta de delação, Wagner foi alvo de busca e apreensão no caso do Master em junho.

A PF investiga se o senador atuou em favor de interesses do banco e recebeu vantagens em troca, entre elas viagens em aeronaves ligadas ao Master, ingressos para shows e um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,45 milhões.

Uma empresa de sua nora também fechou contrato de R$ 12 milhões com o Master.

Essas suspeitas integram outra frente da investigação e, por si só, não comprovam os pagamentos mensais descritos por Vorcaro na proposta de delação.

O que a delação não esclarece

Vorcaro não explica a relação de Rui Costa com o suposto esquema. O capítulo atribui os pagamentos ao "grupo de Jaques Wagner e Rui Costa", mas as formas de repasse descritas apontam para pessoas supostamente ligadas a Wagner.

Costa é citado cinco vezes no capítulo: na lista de envolvidos, como o governador que assinou os decretos, em encontros sociais com Vorcaro, na expressão "grupo de Jaques Wagner e Rui Costa" e na lista final. Nenhum valor, intermediário ou contrato é atribuído diretamente a ele.

Vorcaro também diz não ter presenciado o suposto acerto político. Afirma que soube do esquema por Augusto Lima. A origem da acusação, portanto, é um relato que Vorcaro atribui ao ex-sócio, que nega tê-lo feito.

O documento não esclarece tampouco qual ato concreto Wagner teria praticado como contrapartida pelos supostos pagamentos nem como teria interferido no leilão ou nas decisões do governo estadual.

O caminho do dinheiro em espécie também não está claro. Pelo relato, o operador financeiro entregava os pacotes ao motorista, que "repassava os pacotes ao colaborador ou a Augusto Lima", mas não há descrição de como os recursos teriam chegado a Wagner ou a integrantes de seu grupo político.

Sobre a Blue Pay, o texto diz que a empresa "repassava parte dos valores pagos a maior diretamente para pessoas interpostas de Augusto Lima", sem identificar integrantes do grupo político entre os destinatários.

O contrato dos R$ 2 milhões apresentado pelo ex-banqueiro também não nomeia beneficiários políticos. A cláusula reproduzida na proposta de delação prevê pagamento "à PKL e/ou a prestadores de serviços indicados pelos atuais controladores da PKL".

Sobre a parcela de R$ 1 milhão em espécie, o capítulo diz que ela foi paga "até a liquidação do Banco Master em novembro de 2025", mas não informa quando os pagamentos começaram.

A proposta também não calcula quanto teria sido pago ao longo de todo o período nem apresenta uma relação consolidada das parcelas, datas e destinatários.

A distribuição de lucros e dividendos da PKL mencionada por Vorcaro não tem valor, data ou beneficiário individualizado no capítulo.

Por fim, sobre o contrato com a filha de Wagner, a proposta não informa no texto o nome da filha, o nome da empresa ligada a Mansur, o valor, a data, o objeto ou quais serviços teriam sido prestados. Segundo o documento, essas informações estariam em um anexo ao qual o UOL não teve acesso.

Outro lado

A defesa de Daniel Vorcaro disse que "repudia a divulgação de supostos anexos que estariam relacionados a tratativas de colaboração premiada que não foi celebrada".

"A defesa não confirma o conteúdo do material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas."

"O material preliminar da colaboração foi disponibilizado a um número restrito de autoridades que possuem dever legal de confidencialidade. A defesa reafirma que Daniel Vorcaro possui informações personalíssimas e relevantes para o caso e segue disponível para contribuir com as autoridades."

A defesa do senador Jaques Wagner afirma que "tais declarações são completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições".

"Reafirma também que ele não tem conhecimento sobre contratos fictícios da PKL One e nunca teve nenhuma relação com essa empresa."

"Além disso, a mentira vem de uma pessoa que está presa, criando factoides na tentativa de ter de volta a sua liberdade."

"Vale reforçar, ainda, que o senador nunca teve qualquer vínculo com Daniel Vorcaro, nunca atuou em favor das pautas do Banco Master no Congresso Nacional e sempre votou contra os interesses do banco."

A defesa de Augusto Lima disse que "considera as informações apresentadas um completo absurdo, mentirosas, desconexas da realidade e delirantes". Classificou o relato como "uma obra de ficção já rechaçada pelas autoridades competentes".

"A defesa desde já nega de forma veemente que tenha acontecido qualquer ato funcional praticado pelo senador Jaques Wagner e muito menos pelo ex-ministro Rui Costa em benefício de Augusto Lima ou do banco Master. Quanto ao contrato mencionado, da PKL com o Banco Master, os serviços foram efetivamente prestados, não havendo ilicitude alguma."

"Causa indignação a divulgação de trechos de uma suposta proposta de delação, que não podem sequer serem levados em consideração uma vez que já foram rejeitados."

"O vazamento de supostos trechos de uma colaboração reiteradamente recusada pelas autoridades constitui proceder criminoso, cuja conduta, pela sua gravidade, exige investigação rigorosa."

"Tais informações, que deveriam ser sigilosas, não passam de uma narrativa falsa, fictícia e unilateral, sem valor probatório, utilizada apenas para lançar suspeitas sobre terceiros."

"A defesa reafirma que não há fundamento para atribuir a Augusto Lima qualquer ato ilícito e confia que a investigação comprovará sua inocência."

Por Natália Portinari, Fabio Serapião e Cézar Feitoza/UOL


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