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Câmara aprova posse de arma para oficiais de Justiça com apoio de governo Lula e bancada da bala

A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão esvaziada nesta quinta-feira (13), a posse de armas para oficiais de Justiça. O projeto de lei foi patrocinado pela bancada da bala e aprovado de maneira simbólica, com apoio também do governo Lula (PT). A proposta agora vai ao Senado.

O texto permite a todos os oficiais de Justiça o porte de arma de fogo para defesa pessoal. A avaliação é que esses profissionais enfrentam riscos inerentes ao exercício da profissão. A regra vale tanto para a esfera federal quanto para os estados.

"Estamos falando de um segmento que precisa ser entendido como parte do nosso sistema de Justiça e Segurança Pública. É esse segmento que vai bater na porta das pessoas, entregar um ofício não tão agradável", afirmou o deputado Airton Faleiro (PT-PA), que representou a liderança do governo.

O projeto não prevê autorização automática de posse de armas para os oficiais de Justiça. Os profissionais vão precisar cumprir os requisitos operacionais básicos do Estatuto do Desarmamento, como comprovação de aptidão psicológico, atestar capacidade técnica para o manuseio e passar por treinamento.

O deputado Coronel Meira (PL-PE), que leu o parecer favorável, afirmou que o oficial de Justiça enfrenta "risco concreto à própria vida" para efetivar ordens judiciais. O congressista afirmou que não trata-se de privilégio para a categoria, mas "segurança e reconhecimento das peculiaridades da função indispensável para a Justiça".

Integrantes da bancada da bala chegaram a apresentar emendas para ampliar o escopo do projeto, prevendo que mais categorias tenham posse e posse de arma, como auditores rurais. As emendas foram rejeitadas em cumprimento ao acordo que levou o texto a votação.

Agora, o texto precisa ser aprovado no Senado para entrar em vigor. A expectativa é que os senadores analisem o projeto na primeira semana de setembro.

Segundo parlamentares, houve acordo com o governo para que o presidente Lula não vete o projeto, se ele for de fato aprovado pelos senadores. A expectativa é que a proposta também conte com amplo apoio na Casa.

A votação do projeto na Câmara foi simbólica, em sessão semipresidencial. Nesse modelo, não é possível checar como votou cada parlamentar. O Congresso está funcionando em regime virtual e continuará com atividades reduzidas até a eleição de outubro.

Após esta semana, o Congresso só funcionará para votações na semana de 31 de agosto a 4 de setembro. Ou seja, qualquer proposta que não for aprovada até lá só poderá ser analisada a partir de novembro.
Por Augusto Tenório, Folhapress

Paulinho da Força reage a crítica de Lula e diz que ele 'está gagá'

Em convenção do PT, Lula acusou deputado federal de ter apoiado Reforma Trabalhista e enfraquecido sindicatos
O deputado federal e presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, reagiu à fala do presidente Lula (PT) que o acusou de ter apoiado a Reforma Trabalhista aprovada no governo Temer e disse à coluna que o presidente "deve estar gagá".

"Acho que ele tá ficando gagá ou, depois de velho, passou a ser mentiroso", disse o deputado.

Durante a convenção do PT, em São Paulo, Lula saiu em defesa dos direitos trabalhistas e disse que os sindicatos enfraqueceram nos últimos anos.

"O Temer teve coragem de enfraquecer ainda mais com o apoio do Paulinho, da Força Sindical, que vai pedir voto para vocês agora. Então vocês tomem cuidado", disse o presidente.

Como presidente do Solidariedade, Paulinho da Força foi procurado pelo PT para lançar candidatura própria ao governo de São Paulo e embaralhar a disputa. A avaliação é que um novo nome facilitaria a Fernando Haddad (PT) levar a disputa contra Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao 2º turno.

À coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, o deputado federal descartou a possibilidade e disse que apoiará a reeleição do governador. Questionado se sairá ao Senado, como chegou anunciar no início do ano, Paulinho da Força também disse que o martelo já foi batido.

"Não serei candidato", disse à coluna.
Por Gabriela Echenique/Folhapress

Se quiser vir Trump, que venha. Se quiser vir Milei, que venha. Não quero ajuda de fora’, diz Lula

Presidente ainda pediu investimentos em educação para ‘acabar com a arrogância’ do presidente americano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a citar o presidente americano Donald Trump e o congênere argentino Javier Milei, ao questionar uma possível interferência de governantes de outros países nas eleições brasileiras. As falas de Lula foram na convenção do PT que confirmou a candidatura à reeleição de Elmano de Freitas ao governo do Ceará.

“Enquanto eu viver, a extrema direita não voltará a governar esse país. E vou dizer mais: que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia nesse país”, disse Lula na reta final de seu discurso.

Antes, ele já havia citado Trump ao falar de investimentos em educação.

“Nós precisamos fazer mais universidades, fazer mais institutos federais. Ensinar mais matemática, mais engenharia. Não é preciso formar mais tantos advogados como formamos hoje. Nós precisamos apostar na nossa meninada, estudar engenharia, estudar inteligência artificial, estudar matemática para que a gente possa competir com a China, para que a gente possa acabar com a arrogância do Trump e dizer: ‘Nós somos o país que mais temos investimentos’. Nós poderemos passar eles. Porque o brasileiro não deve inteligência a ninguém”, disse.

Lula ainda afirmou, nesse contexto, que “ninguém fará eu baixar a cabeça para ninguém” e que “o Brasil não vai baixar a cabeça”.

Na última quarta-feira (29), Lula já havia citado Trump e Milei. Em convenção do PSB para oficializar Geraldo Alckmin como seu vice, o presidente brasileiro disse que não quer briga com Trump “nem a porrete” e que Milei fez “pataquada” no Brasil.

As falas de Lula direcionadas a Milei ocorrem após o presidente argentino participar da convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Milei chamou Lula de “presidiário” e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “careca lixo”. O Brasil chegou a convocar seu embaixador no país após as declarações.

Por Fabrícia Braga/Estadão

ACM Neto diz que Rui Costa precisa procurar terapia

Durante participação no programa "Sua Voz é Nossa Voz", no bairro do Cabula, em Salvador, na noite desta segunda-feira(27), o ex-prefeito de Salvador e candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil), rechaçou as declarações do ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a senador, Rui Costa (PT), que o chamou, juntamente com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), de "um bando de Zé Mané" ao comentar críticas da oposição a projetos como o VLT do Subúrbio, a Ponte Salvador-Itaparica e a segurança pública.

Em entrevista à imprensa, o postulante ao Palácio de Ondina disse que o petista extrapola o debate político e voltou a dizer que Rui deveria buscar ajuda profissional.

"Primeiro, já disse que o problema do ex-ministro é um problema de terapia, não é de debate político, porque ele não se cansa de me agredir, de me ofender, não guarda o respeito à convivência civilizada e democrática que faz parte de um processo eleitoral. Eu posso sugerir mais uma vez que ele procure uma terapia para se acalmar. Eu vou continuar discutindo a Bahia, trazendo ideias para o futuro da Bahia, ideias que são transformadoras", declarou.

O ex-chefe do Executivo soteropolitano ainda ressaltou que pretende conduzir a campanha priorizando o debate sobre soluções para os problemas do estado. De acordo com ele, as propostas apresentadas por sua equipe começaram a ser divulgadas após um período de discussão com especialistas e com a população.

Dentre essas propostas, Neto citou o PIX Saúde, programa anunciado recentemente por sua pré-campanha, que prevê a concessão de um benefício financeiro para que pacientes da rede pública possam realizar procedimentos na rede privada quando não houver atendimento pelo SUS dentro do prazo estabelecido.

Vale ressaltar que esta proposta do PIX Saúde já está sendo criticada pelos aliados do governador e pré-candidato a reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT). Durante o encerramento do Programa de Governo Participativo (PGP), em Santo Antônio de Jesus, no último domingo (26), o senador e pré-candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), criticou a proposta e afirmou que a medida não cria hospital.

"A gente vem pautando o debate eleitoral. Eu guardei para o momento certo a apresentação das nossas propostas. Elas estavam sendo discutidas com a população, com a nossa equipe. E agora a gente consegue pautar o debate com propostas como o PIX Saúde, propostas inovadoras que certamente vão ajudar a enfrentar os graves problemas vividos hoje pela população baiana", concluiu.

Por Reinaldo Oliveira, Política Livre

Jovem Liderança Marcel Hohlenwerger desponta como aposta para fortalecer o interior baiano

Nome promissor e pré-candidato a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores, (PT) Marcel Hohlenwerger surge como uma nova liderança política do interior da Bahia, com foco no fortalecimento dos municípios do Território do Médio Rio de Contas e Litoral Sul.

O cenário político regional começa a ganhar um novo protagonista. Natural de Ipiaú, o empresário, jornalista e publicitário Marcel Hohlenwerger foi lançado pelo Governador Jerônimo Rodrigues, como pré-candidato a deputado estadual, consolidando seu nome como uma das lideranças de expressão no sul do estado.

Filho do interior, Marcel representa uma geração que acredita no diálogo, na inovação, na construção de políticas públicas voltadas para quem vive e produz nos municípios baianos.

Marcel defende também a maior presença dos cidadãos no processo eleitoral, para estimular o voto consciente e levar o eleitor a escolher melhor seus representantes políticos. 

Sua trajetória empresarial, aliada ao trabalho desenvolvido ao longo dos anos em comunicação, desenvolvimento regional e fortalecimento de iniciativas locais, reforçam um perfil voltado para resultados e compromisso com as pessoas.

Entre as prioridades defendidas por Marcel estão o incentivo à comunicação, cultura, a preservação do meio ambiente, o fortalecimento da educação, o apoio ao esporte como ferramenta de inclusão social, o estímulo à economia criativa para que o interior saiba aproveitar bem os avanços tecnológicos e a promoção do empreendedorismo como vetor para geração de emprego e renda.

Com um discurso voltado para a valorização do interior, Marcel Hohlenwerger defende que o desenvolvimento da Bahia passe, necessariamente, pelo fortalecimento dos municípios, ouvindo as demandas da população e construindo soluções em parceria com lideranças locais, entidades e a sociedade civil.

“O diálogo sempre será  o melhor meio de transformação social. É ouvindo quem vive a realidade de cada comunidade que surgem as melhores ideias, as decisões mais justas e os caminhos capazes de construir um interior cada vez mais forte, desenvolvido e cheio de oportunidades.”

Jovem, pai de família e profundamente ligado às raízes do Médio Rio de Contas, Marcel apresenta um perfil de proximidade com a população. Sua atuação é marcada pela defesa de um mandato participativo, que tenha como principal compromisso transformar as necessidades das comunidades em políticas públicas concretas.

A chegada de um novo nome ao cenário político regional amplia a representação no debate sobre o futuro dos Territórios de Identidade e reforça a expectativa sobre as soluções de demandas dos municípios. 

Marcel Hohlenwerger inicia sua caminhada política levando consigo a identidade de quem conhece os desafios do interior e acredita no potencial transformador da região.

O lançamento de sua pré-candidatura representa o surgimento de uma nova voz com experiência, capacidade de diálogo e a disposição de contribuir para a construção de uma Bahia mais justa, desenvolvida e com mais oportunidades para todos.

Flávio Bolsonaro enfrenta perda de apoio de partidos do Centrão e adota discurso mais radical

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, enfrenta dificuldades para ampliar sua aliança política após o PP anunciar que não deverá apoiar sua candidatura nacionalmente. Como o partido integra uma federação com o União Brasil, a decisão também pode levar a legenda a adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial. O Republicanos, que poderia se tornar um novo aliado, também estaria resistente a uma aproximação no primeiro turno. A reportagem é do jornal O Globo.

Em meio às dificuldades políticas, Flávio tem reforçado um discurso mais alinhado ao do pai, Jair Bolsonaro, com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e questionamentos sobre as urnas eletrônicas. A estratégia busca consolidar o eleitorado bolsonarista, mas tem provocado críticas dentro do próprio PL e entre possíveis aliados. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou confiar no sistema eleitoral e defendeu que o debate seja concentrado em projetos para o país.

A mudança de estratégia também inclui maior presença de Jair Bolsonaro nas redes sociais do filho, transmissões ao vivo e mobilizações de apoiadores em aeroportos, reproduzindo práticas associadas às campanhas do ex-presidente. Apesar do maior engajamento entre a base, dirigentes partidários avaliam que a radicalização pode dificultar a aproximação com setores do Centrão e ampliar o isolamento político de Flávio na corrida presidencial de 2026
Por Redação


Marido de prefeita de Conquista faz vídeo com acusações contra ex-presidente da UPB

O pré-candidato a deputado estadual Wagner Alves, marido da prefeita de Vitória da Conquista, no Sudoeste, Sheila Lemos (União), divulgou um vídeo nas redes sociais com críticas ao ex-prefeito de Belo Campo, na mesma região, e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho Tigre (PSD).

As declarações, feitas nesta terça-feira (21), tencionaram o clima de disputa nos bastidores da política conquistense.

Segundo informações, o vídeo foi publicado após críticas atribuídas a Quinho em relação à gestão da prefeita Sheila Lemos.


Na gravação, Wagner Alves faz declarações direcionadas ao ex-prefeito e relembra uma operação da Polícia Federal (PF) realizada em 2014, ocasião em que Quinho foi preso e houve apreensão de veículos e computadores durante as investigações.

Quinho Tigre é marido da vereadora Leia (PSD), a segunda candidata mais votada para a Câmara Municipal de Vitória da Conquista nas eleições de 2024.

Alves disse ainda que estaria disposto a apresentar mais detalhes sobre acusações contra Quinho caso as críticas do ex-presidente da UPB continuassem. Ao final do vídeo, o marido da prefeita de Conquista citou um trecho bíblico do Evangelho de Mateus:

"Por que você vê o cisco que está no olho do seu irmão, mas não repara na trave que está no seu próprio? Ou como dirá a seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando você tem uma trave no seu? Hipócrita! Tire primeiro a trave do seu próprio olho, e então verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão," declarou.
Informações: Bahia noticias

Michelle reacende crise com Flávio por aliança com Ciro: ‘Direita do Ceará está vendida’

Negociação de aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará foi principal queixa que levou Michelle a gravar um vídeo acusando enteado de maltratá-la

Foto: Divulgação/Arqivo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar a negociação de uma aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará e mostrou que a crise com o enteado, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), não está superada. O imbróglio foi a principal queixa que levou Michelle a gravar um vídeo no mês passado acusando o enteado de maltratá-la.

“A direita do Ceará está vendida”, disse Michelle ao comentar nesse domingo, 19, uma declaração de Ciro de que votaria em Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão), ignorando Flávio.

“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, escreveu Michelle nesse domingo, 19, ao comentar uma publicação que dizia: “Ciro Gomes afirma que apoiará Caiado ou Renan Santos”.

No sábado, 18, Ciro Gomes apontou Caiado e Santos como opções de voto. O pré-candidato ao governo cearense ignorou Flávio Bolsonaro, que costura uma aliança com os tucanos no Estado governado por Elmano de Freitas (PT), que tenta a reeleição.

Ciro Gomes foge de associação com Flávio Bolsonaro, que tenta aliança

Ciro tem dito a aliados que não quer a imagem associada a Flávio Bolsonaro. Flávio participou, no último dia 10, de um evento em Fortaleza para oficializar Alcides Fernandes como pré-candidato ao Senado. Fernandes é pai do deputado André Fernandes, presidente do PL cearense e principal articulador da aliança entre PL e PSDB no Estado. Ciro Gomes estava em São Paulo e não encontrou o senador.

O entorno de Ciro alega que a associação entre o tucano e Flávio Bolsonaro é uma tentativa do PT de enfraquecer a campanha do pré-candidato ao governo do Ceará. E que o tucano não quer aparecer ao lado do senador, o que poderia “queimar o filme” do tucano, especialmente depois de vir a público a ligação de Flávio com Daniel Vorcaro.

Michelle diz que foi humilhada por Flávio Bolsonaro: ‘Uma punhalada’

No vídeo publicado no mês passado, a ex-primeira-dama reclamou da aliança do PL com o PSDB no primeiro turno e defendeu o nome da vereadora Priscila Costa (PL-CE) para o Senado, uma das escolhas pessoais de Michelle. Michelle disse ter sido “maltratada, humilhada e desrespeitada” pelo enteado.

“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou Michelle. E completou:

“Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, relatou Michelle no vídeo, falando em “uma punhalada”.

Na última semana, Flávio disse não ter mais relação com a madrasta. “Eu não tenho mais relação com ela, ainda mais agora que eu tô proibido de falar com o meu pai, eu ia lá na casa de vez em quando. Eu nunca pressionei pra entrar pra campanha ou pra não entrar, vem a hora que quer, vem se quiser também”.
Por Eduardo Barretto/Estadão

Kassab nega ao STF ter influenciado destinação de emendas parlamentares como presidente do PSD

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (17) nunca ter participado da indicação de emendas parlamentares como dirigente do partido.

A declaração se contrapõe à afirmação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de que tanto ele como outros dirigentes de siglas com representantes no Congresso Nacional interferem no envio de emendas.

"É lógico. A função do presidente é cuidar do partido", disse o dirigente do PL em entrevista à GloboNews na terça (14).

A fala de Valdemar embasou determinação do ministro do STF Flávio Dino para que os presidentes de 21 partidos explicassem se têm cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo que permita que decidam sobre o destino de emendas parlamentares de senadores e deputados.

"Valdemar Costa Neto é um político de destaque e preside um dos maiores partidos brasileiros, logo as suas afirmações públicas merecem atenção. Caso procedentes, constituem uma novidade relevante nestes autos", escreveu o magistrado, que é relator de ação no Supremo que trata desses repasses.

Ele deu dez dias úteis para a resposta. Kassab a entregou em dois.

Declarou que, "em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático – PSD houve sequer menção" à possibilidade de ele exercer influência na destinação de emendas parlamentares.

Em resposta à questão posta por Dino sobre a quem compete autorizar e deliberar o uso desses recursos, Kassab declarou que a orientação é seguir a legislação.

"No caso do Partido Social Democrático, a orientação aos respectivos líderes é pelo absoluto respeito às regras regimentais das Casas Legislativas em relação às formas legais de distribuição das emendas."

O presidente do PSD afirmou também que a gestão do partido nunca participou de debate sobre critérios para distribuição desses valores. Ainda, que a legenda segue os parâmetros legais e regimentais, conforme a deliberação do Congresso Nacional.

"A presidência do PSD jamais imiscuiu, sugestionou ou tampouco participou de qualquer deliberação acerca dos critérios que envolvem fatores relacionados à destinação de emendas parlamentares", disse.

Dino também questionou que fundamento jurídico os partidos usam. Kassab afirmou apenas que "devem ser observados os vetores constitucionais e demais dispositivos infraconstitucionais, sempre à luz dos mecanismos de controle e transparência", sem detalhar a dinâmica interna da sigla.

Em sua decisão, o ministro havia dito que não existe registro de modalidade de emendas de titularidade ou "cedidas" aos caciques partidários. Ele reforçou que cabe a quem exerce mandato propor e deliberar sobre os repasses, mas que manifestações "aparentemente contrárias a essa premissa" causam dúvidas se isso é feito.

Na última semana, ele determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto e de R$ 6,15 milhões do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG) após a Polícia Federal apontar que eles atuaram para direcionar emendas mesmo sem mandato no Congresso.

Por Ana Pompeu/Folhapress

Aliado de Jerônimo, prefeito constrange servidores por apoio eleitoral: “ou joga nesse time, ou pede pra sair”

                    O recado foi dado em um vídeo publicado em seu perfil do Instagram
Apoiador do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o prefeito de Érico Cardoso, cidade da Bacia do Paramirim chamada antigamente de Água Quente, Eraldo Félix, declarou que pretende exonerar servidores que não o acompanharem na campanha para reeleição do petista ao Governo da Bahia. O recado foi dado em um vídeo publicado em seu perfil do Instagram, onde ele aparece ao lado do vice-prefeito Deivison Mendonça, ameaçando “mandar embora” não não jogar no mesmo time.

“Não será só Eraldo e Deivison que irá às urnas, a população de Água Quente é quem vai à urna […] Para defender essa cidade aqui, as regras precisam ficar claras. Ou você joga contra o gol do adversário, ou eu não vou, não irei jamais admitir que você queira fazer gol contra”.

“Nós queremos deixar bem claro para a população de Água Quente [antigo nome de Érico Cardoso], aquele que não tiver a fim de fazer parte desse time, pede pra sair logo agora. Porque a hora é agora, para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora. Porque aqui, só tem um técnico, Eraldo e Deivison. Ou joga de acordo o time que a gente escala, ou não faz parte do time”, iniciou o gestor, emenda.

No vídeo, o prefeito faz menção à presença de políticos na Romaria e Festa de Nossa Senhora do Carmo, nesta quarta (15). “Sejam todos bem-vindos à romaria de Nossa Senhora, agora eu vou dizer, não venham para aqui fazer política mentirosa porque não vai rolar”.

Ele ainda exibe um quadro com supostas promessas de obras do governador Jerônimo para o município, como a pavimentação asfáltica entre a sede e a comunidade do Morro do Fogo. “Já estive com Jerônimo, já tratamos do assunto e, com a permissão de Deus, haverá de chegar também esse novo sonho”.

“Portanto, eu quero deixar bem claro pra população de Água Quente, ou joga nesse time, ou pede pra sair. Porque senão, eu não quero ter a tristeza de mandar embora, mas se necessário for, pode ter certeza, farei com a maior serenidade e tranquilidade possível”, reforçou o prefeito Eraldo Félix.

Veja abaixo:

Por Política Livre

Câmara declara perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt após retotalização

Mudança no cálculo dos votos ocorre após cassação de outros parlamentares

A Câmara dos Deputados declarou, nesta quinta-feira (09), a perda de mandato de Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União-CE), após retotalização dos votos em razão da cassação de outros parlamentares. A medida foi tomada após decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que rejeitaram recursos dos deputados.

Assumem as vagas Priscila Costa (PL-CE) e Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL).

No caso de Bittencourt, a alteração se deu porque ela havia sido eleita com auxílio dos votos do então deputado Heitor Freire (PL-CE), cassado por uso irregular de recursos públicos.

Em maio deste ano, o TSE manteve a cassação e anulou os votos recebidos por ele, o que, por consequência, inviabilizou a eleição da deputada.

Em nota à imprensa, a assessoria da deputada criticou a decisão. "Dayany perde o mandato em virtude de uma estranha recontagem de votos ocorrida após 3 anos e 9 meses da eleição. Dayany nunca respondeu por corrupção, desvio de recursos públicos ou qualquer crime contra a administração", afirmou.

Os advogados da deputada estão estudando apresentar ações no TSE ou no STF (Supremo Tribunal Federal).

Priscila Costa (PL-CE), que assume o cargo, ganhou destaque nacional nas últimas semanas após sua pré-candidatura pelo Senado no Ceará se tornar o estopim da crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Contatada por mensagem via Whatsapp, a deputada não respondeu.

Já Paulão (PT-AL) será substituído por Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL). O petista deixará a Câmara em razão da anulação dos votos de João Catunda (PP-AL), cassado por captação ilícita por usar recursos do Sindicato dos Servidores da Secretaria de Saúde de Maceió.

A assessoria de imprensa do PT na Câmara disse que o deputado é "vítima de decisão judicial engendrada em favor das elites políticas e econômicas de seu Estado no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas".

O partido afirmou ainda que apresentará um mandado de segurança no STF "na expectativa de que o voto favorável ao pleito de manutenção do mandato do deputado Paulão, dado pelo ministro Dias Toffoli, seja confirmado pela maioria do Colegiado na volta do recesso do Judiciário, em agosto".

"Não sou réu, o processo [correu] em sigilo de justiça, não tive ampla defesa nem o contraditório", disse o petista à imprensa. Ele afirmou ainda que acredita que o STF pode votar favorável à volta do mandato e chamou a situação de vexatória e monstruosa.

Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL) já aparece como "em exercício" no site da Câmara. A reportagem entrou em contato com o parlamentar por meio do e-mail do gabinete, mas não recebeu retorno.

Nos dois casos, os deputados que perderam o mandato foram afetados porque haviam sido eleitos com base nas sobras eleitorais de outros parlamentares.

As sobras são as vagas no Legislativo que restam após a divisão dos assentos pelo quociente eleitoral — o total da divisão dos votos válidos em um estado pelo número de vagas.

Por Laura Scofield/Folhapress

Aliadas de Michelle boicotaram evento de Flávio após omissão sobre Figueiredo

     Reunião com mulheres teve ausências de Michelle Bolsonaro, Damares Alves e Tereza Cristina
As senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS) quiseram mandar recado ao não comparecer ao evento organizado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) com mulheres.

O boicote delas foi uma resposta à fala do influenciador Paulo Figueiredo, que disse que "mulher vota muito mal". As senadoras dizem que não esperam apoio do bolsonarista que está nos Estados Unidos, mas esperavam de Flávio.

Elas afirmam, nos bastidores, que o senador deveria ao menos ter reprovado as falas de Figueiredo, aliado de Flávio, mas não o fez. Para elas, o silêncio falou muito mais alto e pôs à prova o apoio que ele diz dar às mulheres.

Elas não deixarão de apoiar a candidatura do bolsonarista à Presidência, mas quiseram deixar claro que ele precisa dar mais sinais de apoio às mulheres se quiser garantir ao menos parte dos votos do eleitorado feminino.

O senador tem enfrentado dificuldade neste segmento. Tanto é que discute escolher uma mulher para ser vice dele na chapa como forma de aceno às eleitoras. Uma das cotadas é a deputada federal Priscila Costa (PL-CE), que agora deve assumir a presidência do PL Mulher.

Flávio foi alertado ainda nesta terça-feira (30) de que, assim como Michelle Bolsonaro, as senadoras não compareceriam ao evento. Aliados fizeram chegar o motivo da ausência.

No evento desta quarta (1º), o presidenciável declarou "repudiar veementemente" a fala de Figueiredo e disse que ele não participa da campanha.

"Não concordo com o que ele falou, completamente equivocado. Ele não faz parte da nossa campanha", afirmou.
Por Gabriela Echenique, Folhapress

Lula escolhe Teresa Leitão para liderar governo no Senado após saída de Jaques Wagner

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (25) a escolha da senadora Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado. Ela substituirá o senador Jaques Wagner, que deixou o cargo após o desgaste provocado pelas investigações relacionadas ao caso Banco Master. A informação é do jornal O Globo.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que Teresa terá a missão de articular a tramitação e aprovação de projetos considerados prioritários pelo governo, entre eles o fim da escala de trabalho 6x1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A senadora pernambucana foi escolhida após uma avaliação interna do Palácio do Planalto sobre o cenário político no Senado.

De acordo com aliados do presidente, um dos fatores que pesaram na decisão foi o fato de Teresa estar no meio do mandato e não disputar eleições neste ano, o que lhe daria maior estabilidade para exercer a função. Outra alternativa considerada era o senador Otto Alencar, mas o governo avaliou que sua permanência na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado é estratégica para a articulação das pautas de interesse do Executivo.

Por Redação

Lula: 'Não me candidatei a presidente para fazer coisa para rico, rico não precisa do governo'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 23, que não se candidatou à Presidência da República para destinar iniciativas aos mais ricos. Na fala de tom eleitoral e voltada para pessoas de menor renda, o presidente afirmou que quem precisa do governo federal são os pobres e a classe média.

"Não me candidatei a presidente da República para fazer coisa para rico, o rico não precisa do governo. Quem precisa do governo são as pessoas humildes, a classe média e os trabalhadores de todas as categorias profissionais", declarou o presidente durante a inauguração de um trecho da Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro.

Como costume nas agendas pelo País, Lula disse que foram os governos petistas que forneceram mais investimentos para os Estados, neste caso, para o Rio de Janeiro. "Queria que vocês pesquisassem para saber se, na história da República, houve um presidente que colocou mais dinheiro no Rio de Janeiro do que eu e a Dilma Rousseff. (...) Eu duvido que algum governador tenha recebido de algum presidente mais ajuda do que receberam nos governos Lula e Dilma", declarou.

Lula inaugurou nesta terça, a primeira etapa das obras do trecho da Rodovia Presidente Dutra na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. Foram lançados quatro quilômetros de pista de subida. O investimento total é de R$ 1,5 bilhão.
Por Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi/Estadão Conteúdo

Deputado do PSOL pede afastamento de Wagner da liderança do governo no Senado: "Não fique esperando Lula pedir"

O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) defendeu o afastamento imediato do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado após a operação da Polícia Federal que teve o parlamentar baiano como alvo em investigação relacionada ao Banco Master.

Em manifestação pública divulgada nas redes sociais, Alencar afirmou que as acusações contra Wagner são graves e que, diante da necessidade de transparência, o líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria deixar temporariamente a função até a conclusão das apurações.

"Como membro de um partido sem qualquer rabo preso com Vorcaro/Master, e por reconhecer a gravidade das acusações, peço a você, Jaques Wagner, que se afaste já da liderança do governo no Senado, até que tudo se esclareça. Não fique esperando o presidente Lula pedir", declarou o deputado.

A Polícia Federal investiga suspeitas de que Wagner teria atuado em favor de interesses ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, em projetos de interesse da instituição financeira no Congresso Nacional. O senador nega irregularidades.

Na publicação, Chico Alencar também fez críticas ao comportamento adotado por setores da política diante de denúncias e investigações envolvendo agentes públicos.

Segundo o parlamentar, partidos e lideranças comprometidos com a ética devem adotar uma postura diferente daquela que costumam atribuir aos adversários políticos.

"Não podemos ter a mesma postura dos nossos adversários — de negação, de mentira, de fuga, de explicações que não se sustentam — frente às denúncias e investigações da Polícia Federal", afirmou.

O deputado ressaltou que o esclarecimento dos fatos é fundamental para preservar a credibilidade das instituições e da atividade política.

Além do afastamento temporário de Wagner da liderança governista, Chico Alencar manifestou apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso envolvendo o Banco Master.

"Pela apuração até as últimas consequências da fraude Master, doa a quem doer", escreveu.

O parlamentar também citou os pedidos de CPI protocolados no Congresso Nacional, incluindo uma proposta apresentada pelas parlamentares Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ), integrantes da Federação PSOL-Rede.

Por Política Livre

Primeiras-damas deixam bastidores e disputam eleições ancoradas em clãs familiares

Elas saíram dos bastidores, assumiram funções públicas nas gestões dos maridos e ganharam impulso com os holofotes das redes sociais. Agora, vão tentar transformar esse capital político em votos nas eleições de outubro.

Ao menos seis mulheres que foram primeiras-damas na Presidência, governos ou prefeituras de capitais vão tentar a sorte nas urnas, em um movimento que combina o avanço da participação feminina na política com a continuidade de projetos familiares de poder.

Três ex-primeiras-damas são pré-candidatas ao Senado e aparecem como favoritas em seus estados: Michelle Bolsonaro (PL-DF), Gracinha Caiado (União Brasil-GO) e Rayssa Furlan (Podemos-AP).

Desde que Jair Bolsonaro foi condenado e preso sob acusação de liderar uma trama golpista para permanecer no poder, Michelle tem ocupado espaços dentro do partido e travado uma queda de braço com os filhos do ex-presidente na definição de palanques estaduais.

Além da própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, ela vai atuar como uma forte cabo eleitoral, priorizando a eleição de mulheres conservadoras para o Congresso.

Em Goiás, Gracinha Caiado aparece como peça central na estratégia do grupo do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Enquanto articula sua candidatura ao Senado, ela acompanha as movimentações nacionais do marido, que se lançou candidato à Presidência.

A trajetória de Gracinha na política começou nos anos 1980, quando foi diretora da UDR (União Democrática Ruralista) na Bahia. Como primeira-dama, foi presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás, entidade que teve o orçamento turbinado com repasses estaduais nos últimos anos.

No Amapá, a médica Rayssa Furlan será candidata a senadora pela segunda vez –em 2022, ela concorreu ao cargo, mas foi derrotada por Davi Alcolumbre (União Brasil).

Ela volta ao tabuleiro eleitoral este ano, desta vez tendo o marido Antônio Furlan (PSD) como candidato a governador. Marido e mulher serão companheiros de chapa. Ainda assim, ela nega que se trate de um clã familiar na política amapaense.

"A população sabe diferenciar vínculos familiares de trajetórias pessoais. Eu e meu marido construímos nossa relação com o Amapá através do trabalho, da presença e do contato direto com as pessoas", diz Rayssa, que defende mais mulheres na disputa por cargos eletivos.

A situação é parecida em Alagoas. João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, renunciou à Prefeitura de Maceió em abril para concorrer ao governo do estado. Sua mulher, Marina Candia, filiou-se ao mesmo partido e vai concorrer a deputada federal ou ao Senado.

Entre aliados do prefeito, a avaliação é que ela reúne atributos para a disputa majoritária: tem carisma, boa imagem pública e pode representar uma renovação em uma disputa que terá adversários como Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB).

Com forte atuação nas redes sociais, onde tem cerca de 500 mil seguidores, Marina intensificou as agendas públicas e adotou o nome do marido para a eleição: agora se apresenta como Marina JHC. Sua família tem trajetória política em Mato Grosso, onde seu avô foi vice-governador.

Mato Grosso, aliás, é outro estado que terá uma ex-primeira-dama nas urnas: esposa do ex-governador Mauro Mendes, Virgínia Mendes será candidata a deputada federal em dobradinha com o marido, que concorre ao Senado. Ambos são filiados ao União Brasil.

O avanço dessas candidaturas revela uma dualidade: por um lado, ampliam a presença feminina em um ambiente historicamente dominado por homens; por outro, levantam questionamentos sobre uma renovação ancorada em laços familiares.

A historiadora Dayanny Rodrigues, doutora pela Universidade Federal de Goiás, afirma que o cenário atual de múltiplas candidaturas de esposas de políticos vinha se desenhando nos últimos anos.

Em tese apresentada em 2021, Dayanny definiu o "primeiro-damismo" como um fenômeno com práticas que podem ser estratégicas ou táticas. No primeiro caso, primeiras-damas atuam para legitimar os projetos políticos dos maridos; já na dimensão tática, elas ampliam a influência política, ocupam espaços de poder e constroem um capital político próprio.

Esse perfil de primeira-dama com mais influência tem ganhado espaço no Brasil desde os anos 1980, começando pelos municípios, onde esposas de políticos passaram a disputar eleições.

Mesmo fora da arena eleitoral, parte das primeiras-damas passou a ter protagonismo, diz a pesquisadora, que cita exemplos como Ruth Cardoso, Michelle Bolsonaro e Janja da Silva.

"O primeira-damismo mudou sua roupagem ao decorrer da República. Antes, as mulheres atuavam apenas nos bastidores. Hoje, mesmo com mais visibilidade, é uma função que abre portas, mas afunila esta porta ao cobrar determinados modos e comportamentos", avalia.

Além das candidaturas à Câmara e ao Senado, as eleições de outubro terão uma leva de primeiras-damas que vão disputar as Assembleias Legislativas, muitas delas esposas de prefeitos em exercício.
Em São Paulo, a primeira-dama da cidade Regina Nunes (MDB) será candidata a deputada estadual. A esposa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) é conhecida pela militância na causa animal e é apontada como uma das apostas do partido na eleição de outubro.

Na Bahia, as primeiras-damas de Camaçari, Itabuna, Teixeira de Freitas e Luís Eduardo Magalhães vão disputar uma cadeira na Assembleia. Em Vitória da Conquista, o movimento é contrário: o marido da prefeita Sheila Lemos estreia nas urnas como candidato a deputado estadual.

Por João Pedro Pitombo / Folhapress

Alcolumbre sinaliza que vai colocar em votação pauta-bomba de agentes de saúde na próxima semana

Governo Lula calcula que projeto que afrouxa regras de aposentadoria da categoria terá impacto anual de R$ 3 bilhões
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou nesta quarta-feira (17) que deve pautar no plenário, na próxima semana, a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que afrouxa as regras de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.

O texto é considerado uma pauta-bomba para o governo do presidente Lula (PT). O custo estimado com a medida é de R$ 3 bilhões ao ano, podendo chegar a R$ 30 bilhões em uma década.

Em um momento de relação estremecida com Lula, Alcolumbre afirmou, durante discurso no plenário, que 68 dos 81 senadores assinaram um pedido para acelerar a análise da PEC e que o presidente do Senado "não pode impedir" que a matéria tramite.

"Eu acho que não tem mais [assinaturas] porque esqueceram de levar esse documento na mão dos 12 que estão faltando. Se se levasse esse relatório na mão dos 12 que estão faltando, estava na Mesa com 80 assinaturas e, naturalmente, eu seria a 81ª para pedir a urgência da deliberação dessa matéria", disse Alcolumbre.

"Eu vou ligar de um por um e, conforme for a conversa de um por um, esta matéria estará na pauta da deliberação da próxima semana. Alguém tem que falar que isso aqui é certo. Alguém tem que falar que isso aqui é importante, e não pode uma só pessoa ficar contra o Senado todo ou o Brasil".

A PEC dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na última quarta (10) e já teve o aval da Câmara dos Deputados.

O texto concede aos profissionais da categoria o direito de, quando aposentados, ter os mesmos salários e reajustes dos funcionários da ativa, inclusive para os beneficiários do regime geral do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), algo inédito.

Durante seu discurso, Alcolumbre disse ter conhecimento das estimativas de impacto bilionário do projeto, mas pediu a "compreensão" do governo Lula ao afirmar que "é impossível um presidente do Senado Federal ser o único responsável por prejudicar a vida de 400 mil" agentes de saúde.

"Eu não percebi, no ano passado, em nenhum momento, que alguém disse que isso aqui era uma bomba fiscal muito grande no Brasil. Eu estou cansado de ser cobrado todos os dias como um homem que está desestabilizando as contas públicas brasileiras, as finanças do nosso país", disse.

Três pautas-bomba avançaram no Senado apenas um dia após ministros de Lula se reunirem com Alcolumbre para pedir que ele segurasse a votação de propostas legislativas. Ao todo, os ministérios da Fazenda e do Planejamento calculam um impacto anual de R$ 111 bilhões.

A aprovação de matérias que preocupam o Palácio do Planalto ocorre no momento em que Lula sinalizou a aliados que pretende se reunir com o presidente do Senado após meses de distanciamento. Também representa um teste na relação entre os chefes do Executivo e do Legislativo —especialmente desgastada desde a rejeição de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Ainda não há definição de quando irá ocorrer um encontro entre os dois. Lula retorna da cúpula do G7, que foi realizada na França, e deve ter agenda em Minas Gerais no fim desta semana. Além das pautas-bomba, o governo deve buscar o senador para destravar a votação da PEC do fim da escala 6x1 na Casa.

Nesta quarta, Davi Alcolumbre também afirmou que a PEC que dá autonomia financeira e administrativa ao Banco Central está madura e deve ser "o mais rápido possível" levada à votação no plenário. O texto foi aprovado pela CCJ no último dia 10, apesar da oposição de governistas.

O chefe do Senado deu a declaração depois de o relator da proposta, Vanderlan Cardoso (PSD-GO), cobrar que a proposta fosse analisada pelos demais senadores, em cumprimento a uma negociação que ele diz ter sido feita com o governo.

O acordo firmado na CCJ após o líder do governo Jaques Wagner (PT) transmitir um pedido do ministro Dario Durigan (Fazenda) para que a votação fosse adiada decidiu que o texto iria adiante na comissão, mas seria levado ao plenário apenas nesta semana.

Com isso, ficou mantida a possibilidade de conseguir modificar o texto final.

Em resposta a Vanderlan, Alcolumbre disse que não queria "atropelar" nenhum acordo político e que irá procurar saber se o decidido foi de prazo de sete ou 15 dias para a análise no plenário, em um discurso com recados à tentativa do governo Lula de atrasar a PEC da autonomia do BC.

"Eu era presidente da CCJ quando essa proposta de emenda constitucional iniciou a sua tramitação e o seu debate na CCJ. Desde essa época, ouvíamos essas ponderações das lideranças do governo, pedindo cautela, pedindo para suspender a deliberação, pedindo para tirar de pauta", disse.

"Não é possível esses sete dias ou mais 15 dias para ler o texto de uma coisa que está tramitando há três anos e toda hora alguém já falou desse texto em algum lugar".
Por Isadora Albernaz/Folhapress

Alcolumbre quer alterar PEC, e fim da escala 6x1 pode ficar para depois da eleição

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), impôs condicionantes para destravar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1: uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um acordo para escolha do relator e alterações no texto para acolher sugestões da oposição e dos empresários.

As condições foram relatadas à Folha por três aliados do senador e um empresário que participa das negociações. Procurado nesta quarta (17), ele não comentou o assunto.

Uma mudança que ele tem defendido nos bastidores é incorporar ao texto parte da PEC da oposição que permite o pagamento do trabalho por hora, com acordos individuais da empresa diretamente com o empregado. A "PEC do Trabalho Flexível" ganhou apoio dos empresários como alternativa, e Alcolumbre elogiou em encontros reservados a carta assinada por 3 mil entidades patronais a favor.

Outra alteração seria manter a escala 6x1 (de seis dias de trabalho com um de folga) para algumas atividades, como serviços. Para essa supressão ocorrer, afirmou Alcolumbre num jantar com empresários, é preciso que o setor produtivo convença a população de que a proibição da escala prejudicará a economia, com aumento dos preços, o que daria conforto para os senadores contrariarem o governo.

Se a PEC for realmente alterada pelo Senado, o texto precisará passar por uma nova rodada de votações na Câmara, cronograma que dificilmente será cumprido a tempo de que a proposta passe a valer antes da eleição de outubro –as duas folgas semanais remuneradas e a redução da jornada de trabalho de 44 para 42 horas começarão 60 dias após a promulgação, segundo versão aprovada pelos deputados.

A PEC chegou ao Senado há três semanas, em 27 de maio, após a Câmara aprová-la por larga margem, mas está travada desde então. No plenário, Alcolumbre afirmou que é preciso "debater um assunto dessa envergadura com calma, sem açodamento, sem pressa" e ainda não encaminhou o texto para discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a quem cabe emitir um parecer.

Aí ocorre outro impasse: o presidente da comissão é quem escolhe o relator, ou seja, o senador que ficará responsável por negociar as alterações no projeto e apresentar um parecer. O senador Otto Alencar (PSD-BA) quer para a função seu correligionário Omar Aziz (PSD-AM), próximo de Lula, enquanto Alcolumbre prefere um nome mais independente e sugere Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

Alcolumbre poderia anexar a PEC da oposição à do governo, mas um relator desalinhado com essa ideia pode descartar a proposta dos empresários e dar parecer favorável apenas à 6x1. Por isso, essa definição tem um peso. Otto Alencar já disse que sequer escolherá um relator para a PEC do Trabalho Flexível, como foi nomeada a proposta da oposição.

Além disso, quando a PEC chegar à CCJ, o ritmo será ditado por Otto, que promete votá-la ainda na primeira quinzena de julho. Já o presidente do Senado é contra um calendário acelerado e afirmou a dois aliados que nada será decidido até sexta (19). Indicou ainda que não deve encaminhar a PEC à CCJ na próxima semana, já que os trabalhos ficarão esvaziados no Congresso pelas festas juninas.

Esse cronograma travado faz com que governistas calculem que a proposta só começaria a tramitar em julho, sendo que o Legislativo sairá de recesso informal a partir do dia 17 de julho e deve fazer poucas sessões em agosto por conta da eleição. Como a Folha mostrou, Alcolumbre tem dito a senadores ser contra votar uma proposta com esse peso às vésperas do período eleitoral.

O principal entrave, no entanto, é que Alcolumbre aguarda uma reunião com Lula antes de encaminhar a PEC para a comissão. O petista indicou na semana passada que o receberia, mas viajou para o exterior sem encontrá-lo. Assessores procuraram o presidente do Senado para dizer que houve problemas para conciliar a agenda, mas que o encontro deve ocorrer na volta.

A relação entre os dois está estremecida desde o ano passado, após a indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal). Além disso, Alcolumbre vê o governo federal por trás da campanha de "Congresso inimigo do povo", que pressionou os parlamentares pela aprovação de pautas de interesse de Lula, e turbinou posts sobre vazamentos em relação ao Banco Master que o atingiram.

Nesta terça-feira (16), Alcolumbre fez um discurso duro no Senado e afirmou que irá responsabilizar na Justiça quem o acusou de ter recebido dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. "A quem interessa caluniar o presidente do Congresso Nacional? Quem se beneficia de tentar usar a imprensa para intimidar o chefe do Poder Legislativo? Descobriremos as respostas a todas essas perguntas", disse.

O presidente do Senado afirmou ainda que "não será chantageado" e recebeu a solidariedade de senadores diversos, inclusive dos líderes de governo Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Mais recentemente, ele se irritou com reportagens sobre Lula resistir a recebê-lo e fechar acordos com ele, sob a avaliação de que o senador não seria confiável, além das críticas por ter impulsionado a aprovação de pautas-bomba no Senado. Alcolumbre se queixa de que os integrantes da base não agiram para barrar essas matérias e, ao mesmo tempo, o governo quer que ele arque com o desgaste público sozinho.

Por Raphael Di Cunto, Carolina Linhares e Augusto Tenório/Folhapress

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