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Michelle reacende crise com Flávio por aliança com Ciro: ‘Direita do Ceará está vendida’
Negociação de aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará foi principal queixa que levou Michelle a gravar um vídeo acusando enteado de maltratá-la
Foto: Divulgação/Arqivo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar a negociação de uma aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará e mostrou que a crise com o enteado, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), não está superada. O imbróglio foi a principal queixa que levou Michelle a gravar um vídeo no mês passado acusando o enteado de maltratá-la.
“A direita do Ceará está vendida”, disse Michelle ao comentar nesse domingo, 19, uma declaração de Ciro de que votaria em Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão), ignorando Flávio.
“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, escreveu Michelle nesse domingo, 19, ao comentar uma publicação que dizia: “Ciro Gomes afirma que apoiará Caiado ou Renan Santos”.
No sábado, 18, Ciro Gomes apontou Caiado e Santos como opções de voto. O pré-candidato ao governo cearense ignorou Flávio Bolsonaro, que costura uma aliança com os tucanos no Estado governado por Elmano de Freitas (PT), que tenta a reeleição.
Ciro Gomes foge de associação com Flávio Bolsonaro, que tenta aliança
Ciro tem dito a aliados que não quer a imagem associada a Flávio Bolsonaro. Flávio participou, no último dia 10, de um evento em Fortaleza para oficializar Alcides Fernandes como pré-candidato ao Senado. Fernandes é pai do deputado André Fernandes, presidente do PL cearense e principal articulador da aliança entre PL e PSDB no Estado. Ciro Gomes estava em São Paulo e não encontrou o senador.
O entorno de Ciro alega que a associação entre o tucano e Flávio Bolsonaro é uma tentativa do PT de enfraquecer a campanha do pré-candidato ao governo do Ceará. E que o tucano não quer aparecer ao lado do senador, o que poderia “queimar o filme” do tucano, especialmente depois de vir a público a ligação de Flávio com Daniel Vorcaro.
Michelle diz que foi humilhada por Flávio Bolsonaro: ‘Uma punhalada’
No vídeo publicado no mês passado, a ex-primeira-dama reclamou da aliança do PL com o PSDB no primeiro turno e defendeu o nome da vereadora Priscila Costa (PL-CE) para o Senado, uma das escolhas pessoais de Michelle. Michelle disse ter sido “maltratada, humilhada e desrespeitada” pelo enteado.
“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou Michelle. E completou:
“Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, relatou Michelle no vídeo, falando em “uma punhalada”.
Na última semana, Flávio disse não ter mais relação com a madrasta. “Eu não tenho mais relação com ela, ainda mais agora que eu tô proibido de falar com o meu pai, eu ia lá na casa de vez em quando. Eu nunca pressionei pra entrar pra campanha ou pra não entrar, vem a hora que quer, vem se quiser também”.
Por Eduardo Barretto/Estadão
Kassab nega ao STF ter influenciado destinação de emendas parlamentares como presidente do PSD
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (17) nunca ter participado da indicação de emendas parlamentares como dirigente do partido.
A declaração se contrapõe à afirmação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de que tanto ele como outros dirigentes de siglas com representantes no Congresso Nacional interferem no envio de emendas.
"É lógico. A função do presidente é cuidar do partido", disse o dirigente do PL em entrevista à GloboNews na terça (14).
A fala de Valdemar embasou determinação do ministro do STF Flávio Dino para que os presidentes de 21 partidos explicassem se têm cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo que permita que decidam sobre o destino de emendas parlamentares de senadores e deputados.
"Valdemar Costa Neto é um político de destaque e preside um dos maiores partidos brasileiros, logo as suas afirmações públicas merecem atenção. Caso procedentes, constituem uma novidade relevante nestes autos", escreveu o magistrado, que é relator de ação no Supremo que trata desses repasses.
Ele deu dez dias úteis para a resposta. Kassab a entregou em dois.
Declarou que, "em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático – PSD houve sequer menção" à possibilidade de ele exercer influência na destinação de emendas parlamentares.
Em resposta à questão posta por Dino sobre a quem compete autorizar e deliberar o uso desses recursos, Kassab declarou que a orientação é seguir a legislação.
"No caso do Partido Social Democrático, a orientação aos respectivos líderes é pelo absoluto respeito às regras regimentais das Casas Legislativas em relação às formas legais de distribuição das emendas."
O presidente do PSD afirmou também que a gestão do partido nunca participou de debate sobre critérios para distribuição desses valores. Ainda, que a legenda segue os parâmetros legais e regimentais, conforme a deliberação do Congresso Nacional.
"A presidência do PSD jamais imiscuiu, sugestionou ou tampouco participou de qualquer deliberação acerca dos critérios que envolvem fatores relacionados à destinação de emendas parlamentares", disse.
Dino também questionou que fundamento jurídico os partidos usam. Kassab afirmou apenas que "devem ser observados os vetores constitucionais e demais dispositivos infraconstitucionais, sempre à luz dos mecanismos de controle e transparência", sem detalhar a dinâmica interna da sigla.
Em sua decisão, o ministro havia dito que não existe registro de modalidade de emendas de titularidade ou "cedidas" aos caciques partidários. Ele reforçou que cabe a quem exerce mandato propor e deliberar sobre os repasses, mas que manifestações "aparentemente contrárias a essa premissa" causam dúvidas se isso é feito.
Na última semana, ele determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto e de R$ 6,15 milhões do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG) após a Polícia Federal apontar que eles atuaram para direcionar emendas mesmo sem mandato no Congresso.
Por Ana Pompeu/Folhapress
Aliado de Jerônimo, prefeito constrange servidores por apoio eleitoral: “ou joga nesse time, ou pede pra sair”
O recado foi dado em um vídeo publicado em seu perfil do Instagram
Apoiador do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o prefeito de Érico Cardoso, cidade da Bacia do Paramirim chamada antigamente de Água Quente, Eraldo Félix, declarou que pretende exonerar servidores que não o acompanharem na campanha para reeleição do petista ao Governo da Bahia. O recado foi dado em um vídeo publicado em seu perfil do Instagram, onde ele aparece ao lado do vice-prefeito Deivison Mendonça, ameaçando “mandar embora” não não jogar no mesmo time.
“Não será só Eraldo e Deivison que irá às urnas, a população de Água Quente é quem vai à urna […] Para defender essa cidade aqui, as regras precisam ficar claras. Ou você joga contra o gol do adversário, ou eu não vou, não irei jamais admitir que você queira fazer gol contra”.
“Nós queremos deixar bem claro para a população de Água Quente [antigo nome de Érico Cardoso], aquele que não tiver a fim de fazer parte desse time, pede pra sair logo agora. Porque a hora é agora, para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora. Porque aqui, só tem um técnico, Eraldo e Deivison. Ou joga de acordo o time que a gente escala, ou não faz parte do time”, iniciou o gestor, emenda.
No vídeo, o prefeito faz menção à presença de políticos na Romaria e Festa de Nossa Senhora do Carmo, nesta quarta (15). “Sejam todos bem-vindos à romaria de Nossa Senhora, agora eu vou dizer, não venham para aqui fazer política mentirosa porque não vai rolar”.
Ele ainda exibe um quadro com supostas promessas de obras do governador Jerônimo para o município, como a pavimentação asfáltica entre a sede e a comunidade do Morro do Fogo. “Já estive com Jerônimo, já tratamos do assunto e, com a permissão de Deus, haverá de chegar também esse novo sonho”.
“Portanto, eu quero deixar bem claro pra população de Água Quente, ou joga nesse time, ou pede pra sair. Porque senão, eu não quero ter a tristeza de mandar embora, mas se necessário for, pode ter certeza, farei com a maior serenidade e tranquilidade possível”, reforçou o prefeito Eraldo Félix.
Veja abaixo:
Por Política Livre
Câmara declara perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt após retotalização
Mudança no cálculo dos votos ocorre após cassação de outros parlamentares
A Câmara dos Deputados declarou, nesta quinta-feira (09), a perda de mandato de Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União-CE), após retotalização dos votos em razão da cassação de outros parlamentares. A medida foi tomada após decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que rejeitaram recursos dos deputados.
Assumem as vagas Priscila Costa (PL-CE) e Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL).
No caso de Bittencourt, a alteração se deu porque ela havia sido eleita com auxílio dos votos do então deputado Heitor Freire (PL-CE), cassado por uso irregular de recursos públicos.
Em maio deste ano, o TSE manteve a cassação e anulou os votos recebidos por ele, o que, por consequência, inviabilizou a eleição da deputada.
Em nota à imprensa, a assessoria da deputada criticou a decisão. "Dayany perde o mandato em virtude de uma estranha recontagem de votos ocorrida após 3 anos e 9 meses da eleição. Dayany nunca respondeu por corrupção, desvio de recursos públicos ou qualquer crime contra a administração", afirmou.
Os advogados da deputada estão estudando apresentar ações no TSE ou no STF (Supremo Tribunal Federal).
Priscila Costa (PL-CE), que assume o cargo, ganhou destaque nacional nas últimas semanas após sua pré-candidatura pelo Senado no Ceará se tornar o estopim da crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Contatada por mensagem via Whatsapp, a deputada não respondeu.
Já Paulão (PT-AL) será substituído por Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL). O petista deixará a Câmara em razão da anulação dos votos de João Catunda (PP-AL), cassado por captação ilícita por usar recursos do Sindicato dos Servidores da Secretaria de Saúde de Maceió.
A assessoria de imprensa do PT na Câmara disse que o deputado é "vítima de decisão judicial engendrada em favor das elites políticas e econômicas de seu Estado no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas".
O partido afirmou ainda que apresentará um mandado de segurança no STF "na expectativa de que o voto favorável ao pleito de manutenção do mandato do deputado Paulão, dado pelo ministro Dias Toffoli, seja confirmado pela maioria do Colegiado na volta do recesso do Judiciário, em agosto".
"Não sou réu, o processo [correu] em sigilo de justiça, não tive ampla defesa nem o contraditório", disse o petista à imprensa. Ele afirmou ainda que acredita que o STF pode votar favorável à volta do mandato e chamou a situação de vexatória e monstruosa.
Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL) já aparece como "em exercício" no site da Câmara. A reportagem entrou em contato com o parlamentar por meio do e-mail do gabinete, mas não recebeu retorno.
Nos dois casos, os deputados que perderam o mandato foram afetados porque haviam sido eleitos com base nas sobras eleitorais de outros parlamentares.
As sobras são as vagas no Legislativo que restam após a divisão dos assentos pelo quociente eleitoral — o total da divisão dos votos válidos em um estado pelo número de vagas.
Por Laura Scofield/Folhapress
Aliadas de Michelle boicotaram evento de Flávio após omissão sobre Figueiredo
Reunião com mulheres teve ausências de Michelle Bolsonaro, Damares Alves e Tereza Cristina
As senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS) quiseram mandar recado ao não comparecer ao evento organizado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) com mulheres.
O boicote delas foi uma resposta à fala do influenciador Paulo Figueiredo, que disse que "mulher vota muito mal". As senadoras dizem que não esperam apoio do bolsonarista que está nos Estados Unidos, mas esperavam de Flávio.
Elas afirmam, nos bastidores, que o senador deveria ao menos ter reprovado as falas de Figueiredo, aliado de Flávio, mas não o fez. Para elas, o silêncio falou muito mais alto e pôs à prova o apoio que ele diz dar às mulheres.
Elas não deixarão de apoiar a candidatura do bolsonarista à Presidência, mas quiseram deixar claro que ele precisa dar mais sinais de apoio às mulheres se quiser garantir ao menos parte dos votos do eleitorado feminino.
O senador tem enfrentado dificuldade neste segmento. Tanto é que discute escolher uma mulher para ser vice dele na chapa como forma de aceno às eleitoras. Uma das cotadas é a deputada federal Priscila Costa (PL-CE), que agora deve assumir a presidência do PL Mulher.
Flávio foi alertado ainda nesta terça-feira (30) de que, assim como Michelle Bolsonaro, as senadoras não compareceriam ao evento. Aliados fizeram chegar o motivo da ausência.
No evento desta quarta (1º), o presidenciável declarou "repudiar veementemente" a fala de Figueiredo e disse que ele não participa da campanha.
"Não concordo com o que ele falou, completamente equivocado. Ele não faz parte da nossa campanha", afirmou.
Por Gabriela Echenique, Folhapress
Lula escolhe Teresa Leitão para liderar governo no Senado após saída de Jaques Wagner
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (25) a escolha da senadora Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado. Ela substituirá o senador Jaques Wagner, que deixou o cargo após o desgaste provocado pelas investigações relacionadas ao caso Banco Master. A informação é do jornal O Globo.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que Teresa terá a missão de articular a tramitação e aprovação de projetos considerados prioritários pelo governo, entre eles o fim da escala de trabalho 6x1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A senadora pernambucana foi escolhida após uma avaliação interna do Palácio do Planalto sobre o cenário político no Senado.
De acordo com aliados do presidente, um dos fatores que pesaram na decisão foi o fato de Teresa estar no meio do mandato e não disputar eleições neste ano, o que lhe daria maior estabilidade para exercer a função. Outra alternativa considerada era o senador Otto Alencar, mas o governo avaliou que sua permanência na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado é estratégica para a articulação das pautas de interesse do Executivo.
Por Redação
Lula: 'Não me candidatei a presidente para fazer coisa para rico, rico não precisa do governo'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 23, que não se candidatou à Presidência da República para destinar iniciativas aos mais ricos. Na fala de tom eleitoral e voltada para pessoas de menor renda, o presidente afirmou que quem precisa do governo federal são os pobres e a classe média.
"Não me candidatei a presidente da República para fazer coisa para rico, o rico não precisa do governo. Quem precisa do governo são as pessoas humildes, a classe média e os trabalhadores de todas as categorias profissionais", declarou o presidente durante a inauguração de um trecho da Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro.
Como costume nas agendas pelo País, Lula disse que foram os governos petistas que forneceram mais investimentos para os Estados, neste caso, para o Rio de Janeiro. "Queria que vocês pesquisassem para saber se, na história da República, houve um presidente que colocou mais dinheiro no Rio de Janeiro do que eu e a Dilma Rousseff. (...) Eu duvido que algum governador tenha recebido de algum presidente mais ajuda do que receberam nos governos Lula e Dilma", declarou.
Lula inaugurou nesta terça, a primeira etapa das obras do trecho da Rodovia Presidente Dutra na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. Foram lançados quatro quilômetros de pista de subida. O investimento total é de R$ 1,5 bilhão.
Por Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi/Estadão ConteúdoDeputado do PSOL pede afastamento de Wagner da liderança do governo no Senado: "Não fique esperando Lula pedir"
O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) defendeu o afastamento imediato do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado após a operação da Polícia Federal que teve o parlamentar baiano como alvo em investigação relacionada ao Banco Master.
Em manifestação pública divulgada nas redes sociais, Alencar afirmou que as acusações contra Wagner são graves e que, diante da necessidade de transparência, o líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria deixar temporariamente a função até a conclusão das apurações.
"Como membro de um partido sem qualquer rabo preso com Vorcaro/Master, e por reconhecer a gravidade das acusações, peço a você, Jaques Wagner, que se afaste já da liderança do governo no Senado, até que tudo se esclareça. Não fique esperando o presidente Lula pedir", declarou o deputado.
A Polícia Federal investiga suspeitas de que Wagner teria atuado em favor de interesses ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, em projetos de interesse da instituição financeira no Congresso Nacional. O senador nega irregularidades.
Na publicação, Chico Alencar também fez críticas ao comportamento adotado por setores da política diante de denúncias e investigações envolvendo agentes públicos.
Segundo o parlamentar, partidos e lideranças comprometidos com a ética devem adotar uma postura diferente daquela que costumam atribuir aos adversários políticos.
"Não podemos ter a mesma postura dos nossos adversários — de negação, de mentira, de fuga, de explicações que não se sustentam — frente às denúncias e investigações da Polícia Federal", afirmou.
O deputado ressaltou que o esclarecimento dos fatos é fundamental para preservar a credibilidade das instituições e da atividade política.
Além do afastamento temporário de Wagner da liderança governista, Chico Alencar manifestou apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso envolvendo o Banco Master.
"Pela apuração até as últimas consequências da fraude Master, doa a quem doer", escreveu.
O parlamentar também citou os pedidos de CPI protocolados no Congresso Nacional, incluindo uma proposta apresentada pelas parlamentares Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ), integrantes da Federação PSOL-Rede.
Por Política Livre
Primeiras-damas deixam bastidores e disputam eleições ancoradas em clãs familiares
Elas saíram dos bastidores, assumiram funções públicas nas gestões dos maridos e ganharam impulso com os holofotes das redes sociais. Agora, vão tentar transformar esse capital político em votos nas eleições de outubro.
Ao menos seis mulheres que foram primeiras-damas na Presidência, governos ou prefeituras de capitais vão tentar a sorte nas urnas, em um movimento que combina o avanço da participação feminina na política com a continuidade de projetos familiares de poder.
Três ex-primeiras-damas são pré-candidatas ao Senado e aparecem como favoritas em seus estados: Michelle Bolsonaro (PL-DF), Gracinha Caiado (União Brasil-GO) e Rayssa Furlan (Podemos-AP).
Desde que Jair Bolsonaro foi condenado e preso sob acusação de liderar uma trama golpista para permanecer no poder, Michelle tem ocupado espaços dentro do partido e travado uma queda de braço com os filhos do ex-presidente na definição de palanques estaduais.
Além da própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, ela vai atuar como uma forte cabo eleitoral, priorizando a eleição de mulheres conservadoras para o Congresso.
Em Goiás, Gracinha Caiado aparece como peça central na estratégia do grupo do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Enquanto articula sua candidatura ao Senado, ela acompanha as movimentações nacionais do marido, que se lançou candidato à Presidência.
A trajetória de Gracinha na política começou nos anos 1980, quando foi diretora da UDR (União Democrática Ruralista) na Bahia. Como primeira-dama, foi presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás, entidade que teve o orçamento turbinado com repasses estaduais nos últimos anos.
No Amapá, a médica Rayssa Furlan será candidata a senadora pela segunda vez em 2022, ela concorreu ao cargo, mas foi derrotada por Davi Alcolumbre (União Brasil).
Ela volta ao tabuleiro eleitoral este ano, desta vez tendo o marido Antônio Furlan (PSD) como candidato a governador. Marido e mulher serão companheiros de chapa. Ainda assim, ela nega que se trate de um clã familiar na política amapaense.
"A população sabe diferenciar vínculos familiares de trajetórias pessoais. Eu e meu marido construímos nossa relação com o Amapá através do trabalho, da presença e do contato direto com as pessoas", diz Rayssa, que defende mais mulheres na disputa por cargos eletivos.
A situação é parecida em Alagoas. João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, renunciou à Prefeitura de Maceió em abril para concorrer ao governo do estado. Sua mulher, Marina Candia, filiou-se ao mesmo partido e vai concorrer a deputada federal ou ao Senado.
Entre aliados do prefeito, a avaliação é que ela reúne atributos para a disputa majoritária: tem carisma, boa imagem pública e pode representar uma renovação em uma disputa que terá adversários como Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB).
Com forte atuação nas redes sociais, onde tem cerca de 500 mil seguidores, Marina intensificou as agendas públicas e adotou o nome do marido para a eleição: agora se apresenta como Marina JHC. Sua família tem trajetória política em Mato Grosso, onde seu avô foi vice-governador.
Mato Grosso, aliás, é outro estado que terá uma ex-primeira-dama nas urnas: esposa do ex-governador Mauro Mendes, Virgínia Mendes será candidata a deputada federal em dobradinha com o marido, que concorre ao Senado. Ambos são filiados ao União Brasil.
O avanço dessas candidaturas revela uma dualidade: por um lado, ampliam a presença feminina em um ambiente historicamente dominado por homens; por outro, levantam questionamentos sobre uma renovação ancorada em laços familiares.
A historiadora Dayanny Rodrigues, doutora pela Universidade Federal de Goiás, afirma que o cenário atual de múltiplas candidaturas de esposas de políticos vinha se desenhando nos últimos anos.
Em tese apresentada em 2021, Dayanny definiu o "primeiro-damismo" como um fenômeno com práticas que podem ser estratégicas ou táticas. No primeiro caso, primeiras-damas atuam para legitimar os projetos políticos dos maridos; já na dimensão tática, elas ampliam a influência política, ocupam espaços de poder e constroem um capital político próprio.
Esse perfil de primeira-dama com mais influência tem ganhado espaço no Brasil desde os anos 1980, começando pelos municípios, onde esposas de políticos passaram a disputar eleições.
Mesmo fora da arena eleitoral, parte das primeiras-damas passou a ter protagonismo, diz a pesquisadora, que cita exemplos como Ruth Cardoso, Michelle Bolsonaro e Janja da Silva.
"O primeira-damismo mudou sua roupagem ao decorrer da República. Antes, as mulheres atuavam apenas nos bastidores. Hoje, mesmo com mais visibilidade, é uma função que abre portas, mas afunila esta porta ao cobrar determinados modos e comportamentos", avalia.
Além das candidaturas à Câmara e ao Senado, as eleições de outubro terão uma leva de primeiras-damas que vão disputar as Assembleias Legislativas, muitas delas esposas de prefeitos em exercício.
Em São Paulo, a primeira-dama da cidade Regina Nunes (MDB) será candidata a deputada estadual. A esposa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) é conhecida pela militância na causa animal e é apontada como uma das apostas do partido na eleição de outubro.
Na Bahia, as primeiras-damas de Camaçari, Itabuna, Teixeira de Freitas e Luís Eduardo Magalhães vão disputar uma cadeira na Assembleia. Em Vitória da Conquista, o movimento é contrário: o marido da prefeita Sheila Lemos estreia nas urnas como candidato a deputado estadual.
Por João Pedro Pitombo / Folhapress
Alcolumbre sinaliza que vai colocar em votação pauta-bomba de agentes de saúde na próxima semana
Governo Lula calcula que projeto que afrouxa regras de aposentadoria da categoria terá impacto anual de R$ 3 bilhões
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou nesta quarta-feira (17) que deve pautar no plenário, na próxima semana, a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que afrouxa as regras de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
O texto é considerado uma pauta-bomba para o governo do presidente Lula (PT). O custo estimado com a medida é de R$ 3 bilhões ao ano, podendo chegar a R$ 30 bilhões em uma década.
Em um momento de relação estremecida com Lula, Alcolumbre afirmou, durante discurso no plenário, que 68 dos 81 senadores assinaram um pedido para acelerar a análise da PEC e que o presidente do Senado "não pode impedir" que a matéria tramite.
"Eu acho que não tem mais [assinaturas] porque esqueceram de levar esse documento na mão dos 12 que estão faltando. Se se levasse esse relatório na mão dos 12 que estão faltando, estava na Mesa com 80 assinaturas e, naturalmente, eu seria a 81ª para pedir a urgência da deliberação dessa matéria", disse Alcolumbre.
"Eu vou ligar de um por um e, conforme for a conversa de um por um, esta matéria estará na pauta da deliberação da próxima semana. Alguém tem que falar que isso aqui é certo. Alguém tem que falar que isso aqui é importante, e não pode uma só pessoa ficar contra o Senado todo ou o Brasil".
A PEC dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na última quarta (10) e já teve o aval da Câmara dos Deputados.
O texto concede aos profissionais da categoria o direito de, quando aposentados, ter os mesmos salários e reajustes dos funcionários da ativa, inclusive para os beneficiários do regime geral do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), algo inédito.
Durante seu discurso, Alcolumbre disse ter conhecimento das estimativas de impacto bilionário do projeto, mas pediu a "compreensão" do governo Lula ao afirmar que "é impossível um presidente do Senado Federal ser o único responsável por prejudicar a vida de 400 mil" agentes de saúde.
"Eu não percebi, no ano passado, em nenhum momento, que alguém disse que isso aqui era uma bomba fiscal muito grande no Brasil. Eu estou cansado de ser cobrado todos os dias como um homem que está desestabilizando as contas públicas brasileiras, as finanças do nosso país", disse.
Três pautas-bomba avançaram no Senado apenas um dia após ministros de Lula se reunirem com Alcolumbre para pedir que ele segurasse a votação de propostas legislativas. Ao todo, os ministérios da Fazenda e do Planejamento calculam um impacto anual de R$ 111 bilhões.
A aprovação de matérias que preocupam o Palácio do Planalto ocorre no momento em que Lula sinalizou a aliados que pretende se reunir com o presidente do Senado após meses de distanciamento. Também representa um teste na relação entre os chefes do Executivo e do Legislativo —especialmente desgastada desde a rejeição de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
Ainda não há definição de quando irá ocorrer um encontro entre os dois. Lula retorna da cúpula do G7, que foi realizada na França, e deve ter agenda em Minas Gerais no fim desta semana. Além das pautas-bomba, o governo deve buscar o senador para destravar a votação da PEC do fim da escala 6x1 na Casa.
Nesta quarta, Davi Alcolumbre também afirmou que a PEC que dá autonomia financeira e administrativa ao Banco Central está madura e deve ser "o mais rápido possível" levada à votação no plenário. O texto foi aprovado pela CCJ no último dia 10, apesar da oposição de governistas.
O chefe do Senado deu a declaração depois de o relator da proposta, Vanderlan Cardoso (PSD-GO), cobrar que a proposta fosse analisada pelos demais senadores, em cumprimento a uma negociação que ele diz ter sido feita com o governo.
O acordo firmado na CCJ após o líder do governo Jaques Wagner (PT) transmitir um pedido do ministro Dario Durigan (Fazenda) para que a votação fosse adiada decidiu que o texto iria adiante na comissão, mas seria levado ao plenário apenas nesta semana.
Com isso, ficou mantida a possibilidade de conseguir modificar o texto final.
Em resposta a Vanderlan, Alcolumbre disse que não queria "atropelar" nenhum acordo político e que irá procurar saber se o decidido foi de prazo de sete ou 15 dias para a análise no plenário, em um discurso com recados à tentativa do governo Lula de atrasar a PEC da autonomia do BC.
"Eu era presidente da CCJ quando essa proposta de emenda constitucional iniciou a sua tramitação e o seu debate na CCJ. Desde essa época, ouvíamos essas ponderações das lideranças do governo, pedindo cautela, pedindo para suspender a deliberação, pedindo para tirar de pauta", disse.
"Não é possível esses sete dias ou mais 15 dias para ler o texto de uma coisa que está tramitando há três anos e toda hora alguém já falou desse texto em algum lugar".
Por Isadora Albernaz/Folhapress
Alcolumbre quer alterar PEC, e fim da escala 6x1 pode ficar para depois da eleição
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), impôs condicionantes para destravar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1: uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um acordo para escolha do relator e alterações no texto para acolher sugestões da oposição e dos empresários.
As condições foram relatadas à Folha por três aliados do senador e um empresário que participa das negociações. Procurado nesta quarta (17), ele não comentou o assunto.
Uma mudança que ele tem defendido nos bastidores é incorporar ao texto parte da PEC da oposição que permite o pagamento do trabalho por hora, com acordos individuais da empresa diretamente com o empregado. A "PEC do Trabalho Flexível" ganhou apoio dos empresários como alternativa, e Alcolumbre elogiou em encontros reservados a carta assinada por 3 mil entidades patronais a favor.
Outra alteração seria manter a escala 6x1 (de seis dias de trabalho com um de folga) para algumas atividades, como serviços. Para essa supressão ocorrer, afirmou Alcolumbre num jantar com empresários, é preciso que o setor produtivo convença a população de que a proibição da escala prejudicará a economia, com aumento dos preços, o que daria conforto para os senadores contrariarem o governo.
Se a PEC for realmente alterada pelo Senado, o texto precisará passar por uma nova rodada de votações na Câmara, cronograma que dificilmente será cumprido a tempo de que a proposta passe a valer antes da eleição de outubro –as duas folgas semanais remuneradas e a redução da jornada de trabalho de 44 para 42 horas começarão 60 dias após a promulgação, segundo versão aprovada pelos deputados.
A PEC chegou ao Senado há três semanas, em 27 de maio, após a Câmara aprová-la por larga margem, mas está travada desde então. No plenário, Alcolumbre afirmou que é preciso "debater um assunto dessa envergadura com calma, sem açodamento, sem pressa" e ainda não encaminhou o texto para discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a quem cabe emitir um parecer.
Aí ocorre outro impasse: o presidente da comissão é quem escolhe o relator, ou seja, o senador que ficará responsável por negociar as alterações no projeto e apresentar um parecer. O senador Otto Alencar (PSD-BA) quer para a função seu correligionário Omar Aziz (PSD-AM), próximo de Lula, enquanto Alcolumbre prefere um nome mais independente e sugere Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Alcolumbre poderia anexar a PEC da oposição à do governo, mas um relator desalinhado com essa ideia pode descartar a proposta dos empresários e dar parecer favorável apenas à 6x1. Por isso, essa definição tem um peso. Otto Alencar já disse que sequer escolherá um relator para a PEC do Trabalho Flexível, como foi nomeada a proposta da oposição.
Além disso, quando a PEC chegar à CCJ, o ritmo será ditado por Otto, que promete votá-la ainda na primeira quinzena de julho. Já o presidente do Senado é contra um calendário acelerado e afirmou a dois aliados que nada será decidido até sexta (19). Indicou ainda que não deve encaminhar a PEC à CCJ na próxima semana, já que os trabalhos ficarão esvaziados no Congresso pelas festas juninas.
Esse cronograma travado faz com que governistas calculem que a proposta só começaria a tramitar em julho, sendo que o Legislativo sairá de recesso informal a partir do dia 17 de julho e deve fazer poucas sessões em agosto por conta da eleição. Como a Folha mostrou, Alcolumbre tem dito a senadores ser contra votar uma proposta com esse peso às vésperas do período eleitoral.
O principal entrave, no entanto, é que Alcolumbre aguarda uma reunião com Lula antes de encaminhar a PEC para a comissão. O petista indicou na semana passada que o receberia, mas viajou para o exterior sem encontrá-lo. Assessores procuraram o presidente do Senado para dizer que houve problemas para conciliar a agenda, mas que o encontro deve ocorrer na volta.
A relação entre os dois está estremecida desde o ano passado, após a indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal). Além disso, Alcolumbre vê o governo federal por trás da campanha de "Congresso inimigo do povo", que pressionou os parlamentares pela aprovação de pautas de interesse de Lula, e turbinou posts sobre vazamentos em relação ao Banco Master que o atingiram.
Nesta terça-feira (16), Alcolumbre fez um discurso duro no Senado e afirmou que irá responsabilizar na Justiça quem o acusou de ter recebido dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. "A quem interessa caluniar o presidente do Congresso Nacional? Quem se beneficia de tentar usar a imprensa para intimidar o chefe do Poder Legislativo? Descobriremos as respostas a todas essas perguntas", disse.
O presidente do Senado afirmou ainda que "não será chantageado" e recebeu a solidariedade de senadores diversos, inclusive dos líderes de governo Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Mais recentemente, ele se irritou com reportagens sobre Lula resistir a recebê-lo e fechar acordos com ele, sob a avaliação de que o senador não seria confiável, além das críticas por ter impulsionado a aprovação de pautas-bomba no Senado. Alcolumbre se queixa de que os integrantes da base não agiram para barrar essas matérias e, ao mesmo tempo, o governo quer que ele arque com o desgaste público sozinho.
Por Raphael Di Cunto, Carolina Linhares e Augusto Tenório/Folhapress
PT lança carta a evangélicos, critica 'manipulação da fé' e acena a igrejas
Militantes do PT se reuniram em Brasília nesta segunda-feira (8) no "4º Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do Partido dos Trabalhadores" e lançaram uma carta aberta. O documento é um aceno a cristãos neopentecostais e traz considerações sobre programa de governo de Lula (PT), que tenta reeleição em 2026.
A carta trata de temas variados, como a violência contra a mulher, as ações da gestão petista e a defesa da democracia. Não há, porém, menções a questões de gênero, a direitos da população LGBTQIA+ e à descriminalização do aborto, pontos que costumam gerar discodâncias entre evangélicos e a esquerda.
"Rejeitamos toda tentativa de transformar a religião em instrumento de manipulação política, e denunciamos aqueles que usam do Evangelho como negócio", diz a carta, que traz trechos dos livros bíblicos de Isaías, Tiago, Mateus, Efésios e Pedro.
A carta também cita preocupação com notícias falsas e discursos de ódio. "A religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum."
Também defende que evagélicos não formam um bloco político único, mas afirma não ter a pretensão de "falar por todas a denominações". A fé cristã também é associada a pautas progressistas, como a reforma agrária, a proteção dos vulneráveis e à justiça social.
Petistas neopentecostais afirmam que temas como esses "fazem parte da mensagem de Jesus e da melhor tradição evangélica".
O segmento evangélico tem sido um dos mais desafiadores para o PT em todas as últimas eleições presidenciais. Em pesquisas de intenção de voto, a vantagem do bolsonarismo nesse campo é constante.
O presidente do PT, Edinho Silva, discursou no evento, que levou o nome de "Mishpat: Fé, Justiça, Democracia e as Eleições 2026". A palavra Mishpat pode ser lida como justiça em hebráico.
Edinho elogiou Lula. "O presidente que mais de forma efetiva respeitou a comunidade evangélica foi o presidente Lula. Nenhum presidente fez tanto para reconhecer a comunidade evangélica quanto o presidente", disse.
No mesmo encontro, a primeira-dama Janja da Silva fez críticas ao pastor Silas Malafaia, membro da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e cabo eleitoral bolsonarista.
"Eu também não chamo ele [Malafaia] de pastor. Ele teve a cara de pau de ir em uma rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele, porque toda mulher para mim é importante", disse.
Por João Pedro Abdo/Folhapress
Em Vitória Conquista, ACM Neto recebe lideranças de municípios da região para debater futuro da Bahia
Ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto recebeu, nesta sexta-feira (22), prefeitos e lideranças políticas de municípios baianos em Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano.
No evento, Neto se reuniu com Ronaldo Soares, uma das principais lideranças de Anagé, cidade também do Sudoeste.
Ele também dialogou com Robério Nunes, vereadores e outras lideranças de Érico Cardoso, município da Bacia do Paramirim.
ACM Neto recebeu, ainda, comitiva de vereadores e lideranças de Belo Campo, liderada por Marcinho.
Agenda cheia no interior da Bahia
O pré-candidato a governador do estado vem intensificando o diálogo com prefeitos e lideranças das cidades baianas. Nesta sexta, pela manhã, ele esteve em Santa Rita de Cássia, no Oeste, onde participou dos festejos em homenagem à padroeira da cidade.
Já no sábado (23), ACM Neto participa, às 17h, da Feira Agropecuária e Agricultura Familiar de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina. O evento em Morro do Chapéu começou nesta sexta e segue até domingo (24), reunindo exposição de animais, negócios agropecuários, agricultura familiar, gastronomia e atrações musicais.
A sequência de agendas será encerrada no domingo, em Catu, onde a comitiva de ACM Neto será recepcionada pela ex-prefeita Gilcina Carvalho, pelo candidato a prefeito em 2024 Dr. André e por oito vereadores do município. A agenda, que começa às 10h, conta com um encontro com lideranças políticas do município e da região.
Por Política Livre
Regimento do Senado proíbe que indicação de Messias seja votada de novo neste ano
Um ato de 2010 veda a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pela Casa
O regimento interno do Senado Federal proíbe a apreciação da indicação de uma autoridade já rejeitada pela Casa naquele mesmo ano. A vedação pode ser um obstáculo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve reenviar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Um ato de 2010, publicado pela Secretaria de Gestão de Informação e Documentação, regulamentou a apreciação pelo plenário e a comunicação do resultado sobre a escolha de uma autoridade.
O quinto artigo diz que “É vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal”. Sessão legislativa é o período anual em que o parlamento se reúne para trabalhar.
Lula disse a aliados que vai reenviar ao Senado a indicação de Messias ao STF antes das eleições, mas o ministro ainda adota cautela sobre a possibilidade.
No dia 29 de abril, o Senado impôs uma derrota histórica ao governo, rejeitando Messias por 42 votos a 34. Com o resultado, o presidente Lula rompeu uma aliança que tinha com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontado como artífice do episódio.
Nos últimos dias, Lula disse a aliados que está disposto a mandar a indicação de Messias novamente ao Senado e fará a indicação antes das eleições de outubro.
O presidente deu a sinalização mesmo sem a certeza de como seria uma segunda votação de Messias e antes mesmo de se acertar com Alcolumbre. Aliados de Lula ponderam que o envio da indicação ainda dependeria de concretização e conversas com o Senado.
Por Estadão
Governistas comemoram áudio de Flávio Bolsonaro a Vorcaro, mas têm dúvida sobre efeito em eleitor
Aliados do presidente Lula (PT) comemoraram a divulgação de áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra o antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Reservadamente, porém, expressam dúvidas sobre a capacidade do caso de influenciar o eleitorado bolsonarista.
Pré-candidato a presidente e principal adversário de Lula na eleição deste ano, Flávio enviou um áudio pedindo a Vorcaro dinheiro para financiar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL). O senador nega qualquer irregularidade.
Vorcaro, pivô do escândalo de fraude financeira, teria pago R$ 61 milhões para financiar a produção, e o senador, filho de Jair Bolsonaro, cobrou mais repasses. O áudio foi revelado pelo site The Intercept Brasil nesta quarta-feira (13).
"Acho que foi batom na cueca para ele. Fica posando de mais honesto que todo mundo, dizendo que nasceu na Bahia [o caso Master], e acaba tomando pau", disse o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
A menção de Wagner a acusações sobre a Bahia é por conta de um antigo sócio do Master, Augusto Lima, que tinha negócios questionados no estado. O banco ainda declarou pagamentos a uma empresa financeira da nora do senador, Bonnie Bonilha –a empresa afirma que prestou serviços ao Master, sem irregularidades. A Bahia é governada pelo PT desde 2007.
"Não precisa criar adjetivo, exagerar, nada [na campanha]. Só a verdade sobre Flávio Bolsonaro. Inclusive no caso do Banco Master. A história real de Flávio é a corda que vai enforcar a candidatura dele", declarou o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares.
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno. A avaliação de governistas é que a revelação do áudio cobrando Vorcaro tem potencial para desgastar o senador, mas há dúvidas sobre qual será o tamanho desse desgaste.
Integrantes do governo e do PT ressalvaram à Folha que o eleitorado bolsonarista é fidelizado. Por isso, a ligação entre Flávio e o dono do Master poderia ter um efeito limitado em suas intenções de voto.
Por outro lado, esses aliados também dizem acreditar que os desgastes da imagem de Flávio devem falar por si e contar contra ele na disputa eleitoral. Para a campanha de Lula, a ideia é explorar o fato sem excessos, de modo que uma possível investigação contra o senador não seja vista como interferência política por parte do presidente.
Aliados avaliam ainda que a citação do pré-candidato no escândalo poderia afastar dele eleitores que não são exatamente bolsonaristas, mas que rejeitam Lula. Parte desses votos, por essa análise, teria potencial para migrar para outro candidato de direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) ou Renan Santos (Missão).
Tanto Zema quanto Renan Santos se manifestaram logo depois da divulgação do áudio. Governistas entenderam os movimentos como uma tentativa de absorver esses votos, e acreditam que Caiado poderá tomar posição semelhante.
Flávio Bolsonaro publicou uma nota após a divulgação do áudio em que confirma ter pedido dinheiro a Vorcaro para o filme, mas nega qualquer irregularidade. O texto também faz acenos à sua base política mais tradicional ao criticar, por exemplo, a Lei Rouanet. O mecanismo de financiamento de produções culturais é acusado pelo bolsonarismo de ser uma ferramenta para sustentar artistas de esquerda.
"O que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", afirmou o senador em nota.
No fim da tarde desta quarta, a liderança do PT na Câmara protocolou uma notícia de fato criminal que pede instauração de inquérito e prisão preventiva de Flávio. No documento direcionado à PGR (Procuradoria-Geral da República), os parlamentares também pedem a expedição de mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados.
A divulgação do áudio em que Flávio cobra Vorcaro entra em uma série de outras notícias favoráveis para Lula desde a semana passada.
Na última quinta-feira (7), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Os investigadores afirmam que Daniel Vorcaro pagava uma mesada de até R$ 500 mil para Ciro. O senador foi ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro.
No mesmo dia, Lula foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O americano, principal líder da direita mundial, elogiou o petista. A visita foi considerada um sucesso pelo entorno do presidente, que avalia ter conseguido isolar Flávio Bolsonaro. O bolsonarismo busca associar sua imagem à de Trump para se promover também na política interna.
Por Caio Spechoto, Mariana Brasil e Augusto Tenório/Folhapress
Operação contra Ciro Nogueira atrapalha operação de reaproximação do governo com Alcolumbre
A operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Ciro Nogueira agravou o clima político entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Nos bastidores de Brasília, aliados de Alcolumbre interpretaram a ação da PF, realizada poucos dias após a derrota do governo na indicação de Jorge Messias ao STF, como um movimento que atingiu diretamente um dos principais nomes do Centrão ligados ao senador. A reportagem é do jornal O Globo.
Antes da operação, o Palácio do Planalto tentava reconstruir a relação com Alcolumbre e havia escalado ministros para reabrir o diálogo e preparar um encontro entre Lula e o presidente do Senado. Com a deflagração da Operação Compliance Zero, porém, interlocutores afirmam que o ambiente voltou a ficar tenso e que Alcolumbre passou a manter distância do governo, evitando contatos com integrantes do Planalto.
A investigação aponta que Ciro Nogueira teria recebido vantagens financeiras ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, além de atuar em favor de interesses da instituição no Congresso. Entre os elementos investigados está uma emenda apresentada pelo senador em 2024 para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), conhecida nos bastidores como “emenda Master”. Aliados de Alcolumbre demonstram preocupação com possíveis novos desdobramentos do caso e avaliam que o presidente do Senado pode endurecer sua postura em relação ao governo nos próximos meses.
Por Redação
Janaína Paschoal pede que Tereza Cristina substitua Ciro na presidência do PP
Vereadora em SP diz que uma isenta, como a senadora, deve assumir o partidoJanaína Paschoal, vereadora pelo PP em São Paulo
Vereadora pelo PP em São Paulo, Janaína Paschoal defende que Ciro Nogueira (PI) deixe a presidência do partido após ter virado alvo de ação da Polícia Federal. Para o seu lugar, Janaína sugere que a senadora Tereza Cristina (MS) tome posse imediatamente.
"O senador [Ciro] deveria se afastar da presidência nacional, penso que uma pessoa isenta como a senadora Tereza Cristina poderia assumir. Ela já está na Executiva Nacional como uma da vice", afirmou a vereadora, que tem sido uma das poucas filiadas ao PP que saiu em defesa do afastamento de Ciro.
A própria Tereza foi cautelosa ao comentar a situação envolvendo Ciro. "Tudo precisa ser investigado. Também ter que dar o direito de ampla defesa e não julgar antes de saber o resultado das investigações", afirmou a senadora.
Até o começo da noite desta quinta-feira (7), Janaína ainda cobrava por uma nota com posicionamento do PP em São Paulo, mas não obteve êxito.
Por Carlos Petrocilo/Folhapress
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