Entrevista – Otto Alencar: “Coronel só não será candidato a senador se não quiser”

Presidente do PSD da Bahia, o senador Otto Alencar (PSD) afirma, nesta entrevista exclusiva ao Política Livre concedida na tarde de sexta-feira (16), por telefone, que vai garantir a legenda para que o senador Angelo Coronel dispute a renovação do mandato em 2026, mesmo que como candidato avulso. Ele reforça, ainda, o apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Na conversa com o site, Otto nega que tenha ocorrido qualquer atrito entre ele e Coronel, de quem é compadre. “É um amigo. E foi fundador do PSD. Não posso cercear o direito dele. Se ele quiser ser candidato, darei a legenda”, declara o cacique pessedista.

Otto também reafirma que nunca negociou a vice na chapa encabeçada por Jerônimo e critica a proposta feita pelo senador Jaques Wagner (PT) de ter Coronel como suplente. Ele também responsabiliza Wagner por toda a tensão gerada pelo debate antecipado sobre a composição da majoritária.

Confira abaixo a íntegra da entrevista.

A tensão aumentou nos últimos dias dentro da base do governo por conta da montagem da chapa majoritária. Tudo indica que, ao menos do lado do PT, já está decidido que os candidatos ao Senado serão mesmo o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. E o senhor tem reforçado que vai manter a aliança com este grupo. Como fica a situação do senador Angelo Coronel (PSD)?

Veja, vou deixar isso bem claro. Vamos coligar para apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), levar nosso tempo de TV para ele, nossa força política. Essa não é uma vontade só minha. Dos oito deputados estaduais que temos hoje, sete já me disseram que irão apoiar Jerônimo: Ivana Bastos, Cláudia Oliveira, Jusmari Oliveira, Adolfo Menezes, Alex da Piatã, Ricardo Rodrigues e Eduardo Alencar. Apenas Angelo Coronel Filho está aguardando a decisão do pai, o que é natural. Dos federais, já fizeram o mesmo Antonio Brito, Sérgio Brito, Charles Fernandes, Gabriel Nunes e Paulo Magalhães. Diego Coronel aguarda também o posicionamento do pai. Dos prefeitos do PSD que consultei, nenhum disse que não apoiaria a reeleição do governador, pelo contrário. Estamos numa aliança que não tinha como não apoiar Jerônimo, que tem cumprido tudo o que firmou conosco, e eu não tenho nenhuma queixa. E a lei permite que a gente possa coligar só para governador e o partido lançar candidato ao Senado. E quem me pede isso sempre é Angelo Coronel. Eu não posso, como presidente do partido na Bahia, podar o direito que ele tem de ser candidato. Então digo que Coronel só não será candidato a senador se não quiser.
“Não posso ficar num governo três anos e pouco, ocupando secretarias e outros cargos, e não apoiar o governador. Nunca vacilo nas minhas convicções.”

Então o senhor garante o partido para Coronel disputar a reeleição?

Mas é claro. Dentro da aliança sairiam três candidatos ao Senado, com o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa, pelo PT, e Coronel, pelo PSD. A democracia permite isso. E o povo é quem vai decidir. Então está nas mãos de Coronel a decisão. Se fosse eu, disputaria com qualquer um.

Na semana passada, repercutiu muito uma entrevista que o senhor deu quando afirmou que apoiará a reeleição de Jerônimo mesmo se Coronel não estiver na chapa. Muitos integrantes do PSD consideraram que ali o senhor teria baixado a guarda e cedido à tese da chapa puro-sangue do PT, abandonando Coronel...

Eu disse que o partido tem a reeleição de Coronel como prioridade. Pegaram um trecho que circulou e colocaram como se eu tivesse rompido com Coronel. E não foi nada disso. Apenas disse lá que, como vice-governador, ajudei bastante. E, com toda a intimidade que tenho com Coronel, brinquei com o fato de ele não ter o desejo de ser vice-governador. E, no meio disso, Coronel vem conversando com a oposição, deixei claro que estarei no palanque de Jerônimo. Nada pessoal contra ACM Neto, mas não posso estar em um palanque que vai ter uma conotação de defesa do bolsonarismo. Não depois da minha atuação na pandemia, combatendo os desmandos do ex-presidente. E não posso ficar num governo três anos e pouco, ocupando secretarias e outros cargos, e não apoiar o governador. Nunca vacilo nas minhas convicções. E, como presidente do partido, dei a entrevista para dizer o seguinte: cada um pode se manifestar, mas não abro mão da minha coordenação.

Ter três candidatos a senador não coloca em risco os planos do governo de emplacar as duas cadeiras ao Senado? Isso não favorece a oposição?

Não, não. Eu torço pela unidade. Para que se encontre uma saída. Porque Coronel é uma pessoa muito importante para mim do ponto de vista pessoal. É um amigo. E foi fundador do PSD. Não posso cercear o direito dele. Se ele quiser ser candidato, darei a legenda. Agora, o PSD vai estar na sucessão e na reeleição de Jerônimo.
“Não esperava que, no início de 2025, Wagner lançasse essa chapa com Rui. Isso prejudicou até o governador, essa tensão que está aí. Isso tensionou muito.”

O senhor disse que o presidente Lula (PT) atuará como mediador sobre essa questão da majoritária na Bahia. Estará com ele na semana que vem?

Como já disse antes, a nossa expectativa é que o presidente atue como mediador. Devemos nos encontrar. Rui Costa e Sidônio (Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social e marqueteiro baiano), me disseram que ele vai me chamar para me ouvir. Estou aguardando. No dia em que marcarem, estarei lá em Brasília.

Uma das propostas colocadas na mesa, por Wagner, foi a de Coronel ser suplente do próprio petista e assumir metade do mandato. Para isso, Wagner seria ministro caso o presidente Lula se reeleja. O que o senhor achou da ideia?

Wagner fez essa proposta que não existe. Todos nós temos amor próprio. Você tem, eu tenho. O cara não pode sair de uma posição de senador para ser suplente. E não existe isso de dividir o mandato. É uma coisa que não soa bem. Dividir mandato não soa bem porque o povo não quer dar um mandato para ser dividido. Isso não é herança. Eu nunca aceitaria isso, se fosse comigo.

Outra alternativa, segundo se especula, seria o PSD ficar com a vice na chapa de Jerônimo, possibilidade que atingiria o MDB. Um dos nomes colocados seria o de Diego Coronel. O senhor tratou disso?

Não tem nada nesse sentido. Se estou defendendo a reeleição de Coronel, nunca tratei disso com ninguém. E tanto Lúcio quanto Geddel (Vieira Lima), nossos aliados do MDB, sabem disso. Tenho conversado com eles e eles não estão preocupados com isso porque nunca disse que o PSD iria indicar vice. Já falei até publicamente. Se alguém conversou sobre isso foi Wagner com Diego, ou não sei quem, e eles é que vão decidir. Mas tem uma coisa: quem fala pelo PSD sou eu. Quem fala pelos outros partidos são seus presidentes. Wagner formou esse grupo e tem essa responsabilidade de coordenar, conversando com os partidos e buscando a unidade. Inclusive, ele quem me tirou do tribunal (TCM) e me trouxe de volta para a política.

Algum arrependimento desse retorno para a política, em 2010?

De vez em quando me dá um arrependimento porque estou nesse tiroteio aí. Coronel é meu compadre e amigo há muitos anos. Wagner, assim como Coronel, é praticamente um irmão. É um fogo cruzado em que eu não gostaria de estar. Sempre procurei atuar na política de forma calma, tranquila, serena. Sempre busquei a conciliação. Veja que eu poderia ser candidato a governador nas eleições de 2022, e qualquer um iria topar, com o apoio do PT, de Lula. Estava na frente na pesquisa. Mas não fui, não tive essa ambição. Na disputa para o Senado, tive mais votos do que ACM Neto e do que Jerônimo, no primeiro turno.

Ao longo de todo o ano de 2025 o senhor pregou a ponderação nas discussões sobre a formação da chapa. Esse clima de tensão também é resultado dessa antecipação do debate eleitoral?

Eu sempre disse que não estava preocupado com chapa. Não esperava que, no início de 2025, Wagner lançasse essa chapa com Rui. Passou o ano inteiro e só se discutiu isso em 2025. Isso prejudicou até o governador, essa tensão que está aí. Isso tensionou muito. Digo com toda sinceridade: nunca recebi tanta pergunta e nunca vi tanta pressa como está sendo dessa vez, nos anos de política que tenho. Tive que ter muito equilíbrio.

O senhor, inclusive, reafirmou em entrevista publicada ontem pelo O Estado de S. Paulo as críticas a uma majoritária “puro-sangue”.

Sim, mas isso eu falei pela primeira vez em maio do ano passado, numa entrevista à Band. Não é novidade. No carlismo ocorria muito isso, o que resultou na primeira vitória de Wagner para governador, em 2006. Na entrevista ao Estadão, eles até trocaram a palavra “carlista”, que eu falei, por “carniça”, gerando um mal-entendido que corrigi depois. Uma chapa só com lideranças do PT nos cargos principais pode dar discurso à oposição contra o próprio PT.

“Coronel foi eleito com o apoio do PT. Eu também fui eleito com o apoio do PT. Eles já têm crédito também na nossa conta.”

Como o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem acompanhado esse debate? Ele defende a candidatura de Coronel à reeleição?

Kassab me deu o direito de fazer como quiser. Ele já deu declaração nesse sentido. E, como já disse, vou trabalhar pela reeleição de Coronel e manter a aliança que temos na Bahia. Aqui na Bahia, Kassab vai fazer o mesmo que no Amazonas: permitir que o PSD caminhe com o PT tanto para governador quanto para presidente. Ele já disse isso. O PSD vai ter como candidato a presidente o atual governador do Paraná, Ratinho Júnior, mas, na Bahia, estaremos no palanque de Lula. Parece que em Pernambuco também será assim e em outros estados. Não podemos estar num caminho há dez anos e, de repente, mudar. Não pode mudar pelo estômago.

Isso não deveria, na opinião do senhor, sensibilizar o PT da Bahia a fazer um gesto ao PSD e preservar Coronel na chapa?

Mas isso é reconhecido, não posso deixar de dizer. Coronel foi eleito com o apoio do PT. Eu também fui eleito com o apoio do PT. Eles já têm crédito também na nossa conta. Wagner tem razão quando diz que todos os aliados do PT cresceram. O problema é que ninguém quer deixar de crescer. Coronel quer continuar crescendo.

Por Política Livre

EUA mantiveram conversas com ministro da Venezuela antes e depois de capturar Maduro

Funcionários do governo Donald Trump mantiveram conversas com o ministro do Interior linha-dura da Venezuela, Diosdado Cabello, meses antes da operação dos Estados Unidos para capturar o ditador Nicolás Maduro, segundo relatos feitos à agência Reuters.

A comunicação entre o venezuelano e membros do governo americano continua desde então.

Os funcionários advertiram Cabello, 62, contra o uso de serviços de segurança ou dos grupos paramilitares que tem sob seu comando para atacar a oposição do país, disseram quatro pessoas familiarizadas com o assunto.

Esse aparato de segurança, que inclui os serviços de inteligência, polícia e Forças Armadas, permanece amplamente intacto após a operação americana de 3 de janeiro.

Cabello é citado na mesma acusação de narcotráfico apresentada pelos EUA que o governo Trump usou como justificativa para prender Maduro, mas não foi capturado como parte da operação.

As comunicações com Cabello —que também abordaram as sanções impostas pelos EUA contra ele e a acusação que enfrenta— remontam aos primeiros dias do governo Trump e continuaram nas semanas imediatamente anteriores à destituição de Maduro pelos EUA, disseram duas pessoas familiarizadas com as discussões.

O governo também manteve contato com Cabello desde a queda de Maduro.

Essas conversas, que não haviam sido relatadas anteriormente, são fundamentais para os esforços do governo Trump de controlar a situação dentro da Venezuela. Caso Cabello decida mobilizar as forças sob seu controle, isso poderia fomentar o tipo de caos que o presidente americano quer evitar e ameaçar o controle do poder da líder interina Delcy Rodríguez.

Não está claro se as conversas do governo Trump com Cabello se estenderam a questões sobre a futura governança da Venezuela. Também não está claro se Cabello acatou os alertas dos EUA. Ele prometeu publicamente unidade com Delcy, a quem Trump tem elogiado até o momento.

Enquanto Delcy tem sido vista pelos EUA como a peça-chave da estratégia de Trump para a Venezuela no pós-Maduro, acredita-se amplamente que Cabello detém o poder de manter esses planos no rumo certo ou de sabotá-los.

O ministro venezuelano manteve contato com o governo Trump tanto diretamente quanto por meio de intermediários, disse uma pessoa familiarizada com as conversas. Todas as pessoas ouvidas pediram anonimato para falar livremente sobre comunicações governamentais internas sensíveis com Cabello.

A Casa Branca e o governo da Venezuela não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Cabello é visto há muito tempo como a segunda figura mais poderosa da Venezuela. Aliado próximo do ex-presidente Hugo Chávez, mentor de Maduro, tornou-se posteriormente um aliado de longa data de Maduro, temido como seu principal executor da repressão.

Delcy e Cabello atuaram durante anos no centro do governo, do Legislativo e do partido socialista no poder, mas nunca foram considerados aliados próximos entre si.

Ex-oficial militar, Cabello exerceu influência sobre as agências de contrainteligência militares e civis do país, que realizam ampla espionagem doméstica. Ele também esteve intimamente associado aos grupos paramlitares pró-governo, os chamados coletivos.

Cabello é um dos poucos funcionários leais de Maduro nos quais Washington tem confiado como governantes temporários para manter a estabilidade enquanto acessa as reservas de petróleo do país durante um período de transição não especificado.

Mas autoridades dos EUA estão preocupadas que Cabello, dado seu histórico de repressão e rivalidade com Delcy, possa agir como um sabotador.

Delcy vem trabalhando para consolidar seu próprio poder, instalando aliados em cargos-chave para se proteger de ameaças internas, ao mesmo tempo em que atende às exigências dos EUA para aumentar a produção de petróleo.

Elliott Abrams, que atuou como representante especial de Trump para a Venezuela em seu primeiro mandato, disse que muitos venezuelanos esperariam que Cabello fosse removido em algum momento caso uma transição democrática avance.

"Se e quando ele sair, os venezuelanos saberão que o regime realmente começou a mudar", disse Abrams, atualmente no think tank Council on Foreign Relations.

SANÇÕES E ACUSAÇÃO DOS EUA

Cabello está há muito tempo sob sanções dos EUA por suposto envolvimento com o narcotráfico.

Em 2020, os EUA ofereceram uma recompensa de US$ 10 milhões (R$ 53,7 milhões) por Cabello e o acusaram como figura-chave do "Cartel de los Soles", grupo que os EUA afirmam ser uma rede venezuelana de tráfico de drogas liderada por membros do governo do país.

Desde então, os EUA elevaram a recompensa para US$ 25 milhões (R$ 134,25 milhões). Cabello negou publicamente qualquer ligação com o tráfico de drogas.

Nas horas seguintes à destituição de Maduro, alguns analistas e políticos em Washington questionaram por que os EUA não capturaram também Cabello —listado em segundo lugar na acusação do Departamento de Justiça contra Maduro.

"Eu sei que só o Diosdado provavelmente é pior que Maduro e pior que a Delcy", disse a deputada republicana Maria Elvira Salazar em entrevista à emissora CBS, em 11 de janeiro. Nos dias seguintes, Cabello denunciou a intervenção americana no país, dizendo em um discurso que "a Venezuela não vai se render".

Mas relatos da mídia sobre moradores sendo revistados em postos de controle, às vezes por membros uniformizados das forças de segurança e às vezes por membros dos coletivos, tornaram-se menos frequentes nos últimos dias.

Tanto Trump quanto o governo venezuelano afirmaram que muitos detidos considerados pela oposição e por grupos de direitos humanos como presos políticos serão libertados.O governo afirmou que Cabello, em seu papel de ministro do Interior, está supervisionando esse esforço.

Grupos de direitos humanos dizem que as libertações avançam de forma extremamente lenta e que centenas continuam detidos injustamente.

Por Folhapress

Derrite pode ser vice de Flávio para reforçar bandeira da segurança

        Nome do ex-secretário de Segurança de SP vem sendo citado por aliados do senador.


Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a considerar o nome do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite para seu vice na chapa presidencial.

O objetivo seria reforçar a bandeira da segurança pública na campanha eleitoral. O tema é considerado o grande trunfo da oposição para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Derrite, atualmente deputado federal, é filiado ao PP e a princípio será candidato ao Senado por São Paulo, vaga para a qual desponta como um dos favoritos. A avaliação de pessoas ligadas a Flávio é que ele não negará a indicação para vice se isso for parte de uma missão maior.

Outra questão ainda a ser resolvida é o apoio formal do PP à candidatura do senador. Hoje isso é uma tendência, mas o partido espera que Flávio faça mais gestos políticos para ampliar sua candidatura, em vez de falar apenas para a bolha bolsonarista.

O PP tem também uma ala mais próxima a Lula, localizada sobretudo no Nordeste, mas ela é minoritária na legenda.
Por Fábio Zanini/Folhapress

Caso Master: Suspeito de elo com PCC representou fundo na compra de fatia de família Toffoli em resort

Silvano Gersztel, que representou fundo da Reag no negócio, é suspeito de lavar dinheiro para empresários ligados à facção.
O executivo da Reag Silvano Gersztel foi o representante de um fundo da gestora do mercado financeiro na compra de uma parcela da participação dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná. Ele é investigado por suposta lavagem de dinheiro para empresários do setor do combustível ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Procurado, Gersztel não foi localizado. A Reag, o ministro Dias Toffoli e seus irmãos, José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, não se manifestaram.

Gersztel foi sócio e executivo da Reag por nove anos. Ele renunciou aos cargos de diretor-presidente (CEO) e financeiro (CFO) de uma administradora de fundos da Reag no início de janeiro. Sua saída fez parte de uma reestruturação da empresa, que foi adquirida pela Planner.

Ele era tido como número 2 de João Carlos Mansur, fundador da Reag, quando a empresa esteve em alta e teve mais de R$ 340 bilhões sob gestão. Ambos foram alvo de investigações da Polícia Federal e deixaram a empresa em meio às apurações. Gersztel é investigado por sua atuação nos fundos para clientes enrolados e esteve envolvido na transação do resort da família do ministro.

Como revelou o jornal O Estado de São Paulo, o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é o cotista dos fundos de investimentos Leal e Arleen, administrados pela Reag. Eles foram usados para investir R$ 20 milhões no resort. O fundo Arleen também se tornou formalmente sócio das empresas de familiares do ministro que controlam o Tayayá.

Documentos da Junta Comercial do Paraná mostram que Gerztel foi o representante do fundo Arleen na sociedade com empresas dos irmãos e um primo do ministro. O fundo comprou, em setembro de 2021, metade da participação de R$ 6,6 milhões de José Eugenio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro.

O fundo e a família Toffoli foram sócios das duas empresas até 2025. Entre os meses de fevereiro e julho, os irmãos e o primo do ministro e o fundo de investimentos se retiraram da sociedade para vender suas participações nas empresas ao advogado Paulo Humberto Barbosa. Hoje, ele é o único sócio e dono do empreendimento.

A Reag, barões dos combustíveis e o PCC

Silvano Gersztel foi alvo de buscas e apreensões no âmbito da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, deflagrada em agosto de 2025, para investigar o uso de fundos da Reag Investimentos para lavagem de dinheiro dos controladores das distribuidoras de combustíveis Copape e Aster, suspeitos de ligação com o PCC. A gestora nega qualquer ligação com atividades ilícitas da facção criminosa.

Nas investigações, os donos das empresas, Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Huissein Murad, ambos foragidos da Justiça, são apontados como sonegadores bilionários. Os fundos da Reag teriam sido usados por eles para adquirir usinas e postos de gasolina, além de imóveis pessoais de valor milionário. Tudo para driblar a arrecadação de impostos pela Receita Federal e esconder quem eram os donos desses imóveis e empresas.

Os investigadores suspeitam de Gersztel porque ele foi representante desses fundos nessas transações. Uma delas diz respeito à aquisição da Usina Itajobi, produtora de etanol, em Marapoama, no interior de São Paulo. Ela foi adquirida pelo fundo Mabruk II. O Ministério Público afirma que Beto Louco e Mouhamad usavam o fundo para não aparecerem como verdadeiros donos da Usina.

Segundo o MP, a “aquisição das usinas sucroalcooleiras foi instrumentalizada com fundos de investimento” e executivos da Reag, como Gersztel, “atuam em consonância com as dinâmicas fraudulentas da organização criminosa”.

Após ser alvo da Operação Carbono Oculto, a Reag também passou a ser investigada por abrigar fundos ligados às fraudes bilionárias do banco Master. Nessas investigações, hoje sob relatoria do ministro Dias Toffoli, o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, foram presos e, depois, soltos.

Operações da PF

Embora Gersztel não seja alvo da Operação Compliance Zero, que está sob relatoria de Toffoli, ele representa mais um nome da cúpula da Reag Investimentos sob escrutínio da Polícia Federal que teve relação com o empreendimento da família do ministro.

Mesmo que o banqueiro não seja investigado, Daniel Vorcaro tem se preocupado com a Carbono Oculto. Sua defesa pediu à Justiça Estadual de São Paulo para que envie o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que fique no gabinete de Toffoli.

Como mostrou o portal UOL, foi na Operação Quasar, deflagrada em conjunto com a Carbono Oculto, para investigar os mesmos empresários, que acabaram sendo encontradas mensagens relacionadas ao Master e Vorcaro.

Suspeição de Toffoli

Toffoli tem enfrentado questionamentos em razão das revelações do Estadão sobre a relação de seus familiares com fundos da Reag e personagens do caso Master. Senadores e deputados federais afirmaram que o ministro deveria se declarar impedido ou suspeito para ser relator do inquérito.


O que diz a defesa de Vorcaro

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não tem “qualquer conhecimento a respeito dos negócios dos referidos fundos”. Diz ainda que nunca foi cotista ou “participou de sua gestão”.

A defesa afirma “não tem nem nunca teve informação ou participação em negócios relacionados ao resort ou quaisquer outros investimentos realizados por esses veículos”. “A defesa permanece colaborando com as autoridades e reitera que associações entre essas estruturas e o Sr. Vorcaro não correspondem à realidade”, diz.

Procurados, Dias Toffoli e seus irmãos, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, não se manifestaram. Silvano Gersztel não foi localizado. A Reag não se manifestou.

Por Luiz Vassallo/Aguirre Talento/Jenne Andrade/Pedro Augusto Figueiredo/Estadão

Ipiaú registra o segundo homicídio em poucas horas; homem foi morto a tiros dentro de casa

Um homem de 35 anos foi morto a tiros após ter a casa invadida por criminosos por volta das 3h30 da madrugada deste sábado (17), em Ipiaú. O crime ocorreu na Avenida João Durval Carneiro, no bairro Santana, nas proximidades da Academia dos Idosos.

Segundo relatos de moradores, foram ouvidos ao menos oito disparos de arma de fogo. A vítima, identificada como Valmir Santos da Cruz, conhecido pelo apelido de “Sapo”, foi encontrada sem vida na sala da residência, onde morava sozinho. Conforme apurado pelo GIRO, ele havia cumprido pena por tráfico de drogas e estava em liberdade há cerca de dois meses.
A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e comunicou o Departamento de Polícia Técnica (DPT), que realizou a perícia no local. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Jequié.

Este foi o segundo homicídio registrado em um intervalo de aproximadamente seis horas no município. Na noite de sexta-feira (15), um jovem de 20 anos foi assassinado a tiros na Rua Dr. Prevenildo, no bairro Euclides Neto. Ambos os casos serão investigados pela Polícia Civil, que busca identificar a autoria e a motivação dos crimes. *Por Redação / Giro Ipiaú

Mulher de 22 anos é assassinada com tiro na cabeça em praça de Ibirataia

Uma mulher identificada como Crislane Costa Santos, de 22 anos, foi assassinada na madrugada deste sábado (17), no município de Ibirataia. O crime ocorreu por volta de 1h, na Praça Basílio Miguel de Souza, onde havia pessoas reunidas em um quiosque.

De acordo com informações preliminares apuradas pelo GIRO, a vítima conversava com um homem quando foi surpreendida por um indivíduo que se aproximou por trás e efetuou um disparo. Após o ataque, o suspeito fugiu do local, tomando rumo desconhecido.

A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e preservou o local do crime até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela perícia e remoção do corpo.

A autoria e a motivação do homicídio serão apuradas pela Polícia Civil, que irá instaurar inquérito para investigar a autoria e motivação do crime. *Por Redação / Giro Ipiaú

Conselho Municipal de Cultura de Ipiaú tem novos representante

Com a presença da recém-nomeada Secretária  da Cultura, Esportes, Turismo e Eventos, Erlandia Souza, foi eleita na última quarta-feira, 15, a composição do Conselho Municipal de Politica Cultural de Ipiaú (CMPC). 

O pleito aconteceu  no auditório do  Complexo Esportivo, Educativo e Cultural Dr. Salvador da Matta, e reuniu representantes de diversos segmentos comprometidos com a cultura local.  

A composição foi mantida com  50% de representantes da sociedade civil e o mesmo percentual de representantes do  Poder Público, os quais ocuparam os cargos do colegiado por indicação. 

A disputa eleitoral se deu entre os membros da sociedade civil que elegeram os representantes de cada setor. Em seguida a assembleia   elegeu o presidente e a secretária    do órgão, sendo respectivamente  José Américo da Matta Castro e  Marcella Almeida Santos. 

A nova composição do CMPC ficou assim constituída: 

ESCRITORES- José Américo da Matta Castro(Titular) e Albione Souza (Suplente); 

ARTESANATO-  Marcella Almeida Santos (Titular) e  Neide Vieira Souza(Suplente); 

MÚSICA-  Igor Santos Pereira (Titular) e  Maxwell Cruz dos Santos (Suplente);

ARTES CÊNICAS- Carlos Henrique dos Santos(Titular) e Vilma Souza Pereira(Suplente);

PRODUTORES CULTURAIS- Márcio Barreto(Titular) e João Kleber Fernandes(Suplente).

ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS- Carine de Araújo Barbosa(Titular ) e Emidio Souza Neto(Suplente). 

Até a próxima quarta-feira, 21, serão preenchidas as vagas destinadas aos setores de Audiovisual e Matrizes Africanas/ Indígenas .

O setor governamental está formado com as seguintes representações: 

SECRETARIA DA CULTURA; Erlandia Souza(titular) e   Clara Silva Britto Gonçalves( Suplente);

DIRETORIA DE CULTURA- Sunelma Santana Calhau( Titular) e Sinara da Silva Barreto (Suplente)

DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO- Marcelo Silva(Titular) e Gabriel Salles (Suplente); 

SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO:  Gabriel Lopes Ferreira(Titular)  e  Liz Santos Silva Cruz(Suplente);

SECRETARIA DE AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE- Ananias Luiz Souza Filho (Titular) e Poliandro Silva Santos( Suplente); 

SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO  SOCIAL- Ana Paula Marinho Calheira(Titular) e Mirele Fontoura Carvalho Freire( Suplente);

PODER LEGISLATIVO-  Cláudio Manoel Costa Nascimento ( Titular) e Mônica Souza dos Santos; 

UNEB- Mateus Felix dos Santos( Titular) e Tereza Cristina Damásio Cerqueira(Suplente).

É preciso respeitar o MDB’, diz Geddel ao rebater especulações sobre vice na chapa de Jerônimo

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, principal liderança do MDB baiano, reagiu nesta terça-feira (13) às especulações sobre a formação da chapa liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026, e voltou a defender a manutenção do espaço da sigla, com o vice-governador com Geraldo Júnior.

“O senador Coronel (PSD) tem todo direito de disputar a reeleição, até dentro da tese do senador Jaques Wagner (PT) de que a reeleição é um direito. Agora, por conta disso, não se pode criar um problema para o espaço que o MDB conquistou nas urnas”, declarou Geddel.

“Corremos riscos (em 2022) ao apoiarmos uma candidatura ainda incerta (de Jerônimo), que não estava solidificada, e temos dado, desde então, inequívocas demonstrações de lealdade ao governador, tanto partidária quanto de Geraldinho”, complementou.

O ex-ministro apontou que, além da lealdade, o partido não pressiona o governo por ampliação de espaços, mas almeja ocupar novamente a vice na chapa. “Não estamos interessados em toma-lá-dá-cá. É preciso respeitar o MDB, a sua história. Vou continuar achando que é ti-ti-ti essa história de que ofereceram a vaga de vice para resolver um problema com Coronel”, disse.

Segundo ele, nem Jerônimo e nem Wagner procuraram a direção do MDB para tratar do tema. “Não fomos procurados por Wagner nem por Jerônimo, para tratar disso. Isso nos deixa numa situação desconfortável, essas especulações. Mas acredito na palavra de Coronel e do senador Otto Alencar (PSD), que sempre respeitaram o espaço do MDB na majoritária”, ponderou.

O ex-ministro também demonstrou preocupação com a possibilidade de uma chapa considerada “puro-sangue”, com Jerônimo, Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), sem Coronel. “Essa chapa do governador, ou puro-sangue, me preocupa. O ideal era que tivéssemos uma chapa o mais ampla possível, do ponto de vista político, ideológico e partidário”, avaliou.

Por Política Livre

Ex-PM, delegada Layla Lima Ayub teria se infiltrado na Polícia Civil de SP a mando do PCC

 Foto: Reprodução/Instagram
Presa nesta sexta-feira, 16, em sua casa na zona oeste de São Paulo, a delegada Layla Lima Ayub é ex-policial militar do Espírito Santo e teria se infiltrado na Polícia Civil para atender aos interesses do crime organizado. A reportagem tenta contato com a defesa da delegada. Ela foi empossada no dia 19 de dezembro, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.

“De fato, se comprovado que o PCC arregimentou a investigada para passar em um concurso público de delegada de Polícia, sobretudo no Estado mais populoso e com o maior quadro de policiais do País, pode-se afirmar, sem qualquer dúvida, que, se já não nos tornamos um narcoestado, estamos a poucos passos disso“, afirmou o juiz na decisão.

Em coletiva de imprensa após a prisão, o corregedor geral da Polícia Civil, João Batista Palma Beolchi, disse que a investigação será extensa e irá comprovar se ela de fato prestou concurso a mando do PCC.

“Realmente se trata de uma investigação. Ela que vai nos mostrar a real amplitude do nível de comprometimento dessa delegada. A investigação procede justamente para investigar essa dúvida. Mas há essa possibilidade.”

Segundo as investigações, no dia 28 de dezembro, já no cargo de delegada, ela atuou de forma irregular como advogada com o objetivo de obter a soltura de um integrante da facção na cidade de Marabá.
Foto: Reprodução/Instagram
Ela também é apontada como namorada de Jardel Neto Pereira da Cruz, o ‘Dedel’, integrante do PCC no Pará, com quem passou a residir junto na capital paulista após ser empossada delegada. Há ainda indícios de que o casal teria adquirido uma padaria na zona leste pouco depois da mudança para lavar dinheiro do crime organizado.

Conforme revelado pelo Estadão, ao menos 49 empresas de diversos ramos da economia, como padaria, lojas de carros e fintechs, estão na mira da polícia por envolvimento com o crime organizado. Elas fazem parte de uma rede de prestadoras de serviço do Primeiro Comando da Capital (PCC) e atuam lavando dinheiro da facção.

Vídeo relacionado: Delegada é presa por suposto envolvimento com PCC em SP; coletiva da SSP explica situação (Dailymotion)

INSS cobra R$ 148 milhões de bancos por gastos com empréstimos consignados

Valor é de despesas com servidores, sistemas e controle de contratos com desconto direto em benefícios

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil/Arquivo

Os bancos que operam empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) terão de pagar R$ 148,4 milhões ao instituto para ressarcir custos operacionais da oferta desse tipo de crédito, conforme anunciou o órgão nesta sexta-feira (16).

O valor decorre de um acordo firmado entre o INSS, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a ABBC (Associação Brasileira de Bancos), que retoma uma cobrança prevista em lei, mas que estava suspensa desde 2022.

A Febraban afirma que a interrupção foi necessária para revisar quais valores deveriam ser cobrados, considerando que aposentados podem procurar tanto o governo quanto as instituições financeiras para oferecer o empréstimo.

Segundo o INSS, a taxa cobre despesas do órgão com a gestão, o controle e a segurança das operações de crédito consignado, que são descontadas diretamente da folha de pagamento dos benefícios previdenciários.

"Tem servidores, sistema, ouvidoria. Até 2022 esse custo era única e exclusivamente do Tesouro. Não é justo, porque o INSS não ganha com consignado", afirmou o presidente do instituto, Gilberto Waller Jr., em entrevista à GloboNews.

A cobrança do chamado custo operacional se aplica às instituições financeiras que firmam ACTs (acordos de cooperação técnica) com o INSS para operar o consignado. De acordo com o instituto, os valores agora anunciados dizem respeito à regularização do período em que a taxa deixou de ser recolhida.

Ainda segundo Waller Jr., o cálculo do valor devido por cada banco leva em conta o custo total da operação em determinado ano e o volume de contratos firmados por cada instituição. "Verifica-se quanto foi o custo operacional daquele ano, e divide-se pelas instituições financeiras de acordo com a quantidade de empréstimos consignados que eles fazem", disse.

A ABBC diz que o pagamento de R$ 148,4 milhões é retroativo e se refere aos anos de 2022 (R$ 45,8 milhões), 2023 (R$ 46,9 milhões) e 2024 (R$ 55,7 milhões).

O INSS afirma que a retomada da cobrança não traz prejuízo aos beneficiários, já que o pagamento é feito pelas instituições financeiras. A ABBC também afirma que o custo é previsto em lei desde a criação do consignado, e que, portanto, já é considerado na precificação do produto.

"Com o novo modelo, o ressarcimento ao INSS será repassado pelas instituições financeiras ofertantes do produto diretamente e o rateio será de acordo com a participação da carteira de consignado INSS de cada instituição", diz a Febraban, em nota.

"Não havia questionamento sobre a legalidade da cobrança, mas sim em relação aos valores cobrados anteriormente, os quais foram revistos, seguindo nova metodologia", diz a ABBC.

INSS TENTA ARRECADAR R$ 14 BI EM MULTAS DE CARTÓRIOS

O órgão também anunciou nesta sexta-feira que criou uma coordenação para fiscalizar e aplicar multas administrativas a cartórios que deixam de informar registros civis com impacto direto sobre a Previdência Social, como óbitos e nascimentos.

Pela legislação, cartórios são obrigados a comunicar essas informações ao INSS dentro de prazos definidos, sob pena de multa. Nos últimos cinco anos, o instituto lavrou cerca de 4,4 milhões de autos de infração, mas as penalidades não vinham sendo efetivamente cobradas.

Com a nova estrutura, a arrecadação potencial com multas pode chegar a até R$ 14 bilhões, segundo o próprio órgão.

Por Gabriela Cecchin/Folhapress

Aposentadoria 2026: simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras

Com reajuste dos benefícios e critérios mais rígidos para aposentadoria em 2026, ferramenta do Meu INSS ajuda a calcular quanto tempo falta para se aposentar e estimar o valor do benefício.

O ano começou com mudanças importantes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tanto nos valores pagos aos beneficiários quanto nas regras para quem pretende pedir o benefício nos próximos anos.
Nesta semana, foram definidos os novos valores da Previdência. Os segurados que recebem acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90%. Com isso, o teto dos benefícios do INSS sobe de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55.

Mas as alterações não ficam restritas ao bolso. Desde a aprovação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, parte das regras de aposentadoria muda todos os anos, com critérios cada vez mais rígidos.

Diante de tantas exigências, entender quando será possível se aposentar e por qual regra virou um desafio.

➡️ Para ajudar nesse planejamento, o INSS disponibiliza um simulador de aposentadoria, acessível pelo site e pelo aplicativo Meu INSS, que permite calcular o tempo de contribuição e estimar o valor do benefício.

Esse último serviço, no entanto, apenas é feito para os segurados que estão a, no máximo, cinco anos de adquirir o direito à aposentadoria.

O simulador utiliza as suas informações que estão na base de dados do instituto. A calculadora já está adaptada com as novas regras, porém o resultado gerado vale somente para consulta e não garante direito à aposentadoria.

Se for constatado algum dado incorreto, ou se surgirem dúvidas no processo, vale procurar um advogado especializado em direito previdenciário.

A página indicará as condições de aposentadoria para cada uma das possibilidades existentes.

Quando a simulação indicar que atingiu os requisitos em alguma categoria, o segurado pode entrar com o pedido no INSS para saber se, de fato, pode receber o benefício.

Ficou mais difícil se aposentar em 2026?

➡️ A regra geral exige que mulheres se aposentem com idade mínima de 62 anos, e pelo menos 15 anos de contribuição. Para homens, são 65 anos de idade e 20 de contribuição.

Mas para aqueles que já contribuíram com o INSS antes da aprovação da reforma, em novembro de 2019, o governo criou um regime de transição que prevê alterações todos os anos, até 2031, nas regras. Veja o que muda para essas pessoas neste ano:

A idade mínima para solicitar a aposentadoria sobe seis meses em relação ao ano anterior. As mulheres precisam ter, no mínimo, 59 anos e seis meses. Para os homens, a idade mínima passa a ser de 64 anos e seis meses.

O tempo mínimo de contribuição é de 30 anos para as mulheres e de 35 para os homens.

Também há mudanças na regra dos pontos, que soma o tempo de contribuição com a idade do trabalhador. A pontuação mínima exigida será de 93 para mulheres e de 103 pontos para homens.

Idade para aposentadoria por tempo de contribuição
Idade aumenta anualmente; tempo mínimo de contribuição permanece fixo.

Ano       Homens                Mulheres 
2026 = 64 anos e meio        59 anos e meio
 
2027-   65 an                       60 anos

20280- 65 anos                   60 anos e meio

2029-  65 anos                    61 anos

2030-  65 anos                    61 anos e meio

2031- 65 anos                     62 anos

Fonte: INSS

Por idade
A regra considera a idade mínima de 65 anos para homens e de 62 para as mulheres, e um tempo de contribuição de 15 anos para ambos.

Pedágio de 50%

Direcionada para os trabalhadores que estavam prestes a se aposentar em 2019, a regra estabelece um "pedágio" equivalente a 50% do tempo de contribuição que faltava.

💬 EXEMPLO: Um trabalhador que já havia contribuído por 33 anos e que, antes da reforma da Previdência, tinha apenas mais 24 meses de contribuição pendentes, terá de trabalhar por mais 12 meses.

Nessa modalidade, a idade mínima exigida é de 57 anos para mulher e de 60 anos para o homem.

Pedágio 100%

A modalidade exige que o trabalhador cumpra integralmente o tempo de contribuição pendente para se aposentar. Neste método, a vantagem está no valor do benefício, que pode ser maior do que o pedágio de 50%.

Regra dos pontos

São os pontos obtidos a partir da soma entre idade e tempo de contribuição. Em 2025, a pontuação mínima será de 93 para mulheres e de 103 pontos para homens.

Clima azeda ainda mais após decisão de Toffoli indicando peritos sem consultar PF; decisão é incomum

Ministro atropelou rito padrão ao selecionar nomes à revelia da direção da polícia. Movimento foi lido na corporação como recado de desconfiança institucional, apesar da alta qualificação técnica dos escolhidos.


A decisão do ministro Dias Toffoli de indicar nominalmente quatro peritos da Polícia Federal para atuar no caso Banco Master azedou de vez a relação entre a corporação e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos bastidores, o movimento foi lido pela cúpula da polícia como um recado duro: "Não quero a participação institucional de vocês".

O procedimento adotado pelo ministro é considerado incomum. O rito burocrático padrão seria o STF encaminhar a demanda ao Instituto Nacional de Criminalística, que possui um corpo de mais de 200 peritos, para que a própria direção do órgão designasse os profissionais de acordo com a especialidade necessária.

Ao chegar com uma lista pronta de quatro nomes, sem consultar a direção-geral, Toffoli atropelou a autonomia administrativa da polícia, gerando forte mal-estar.

Apesar do ruído político, a apuração do blog confirma que os nomes selecionados à revelia da direção possuem a mais alta qualificação técnica para a complexidade do caso.

O destaque da lista é o atual chefe da área de perícia em informática. Ele é o criador de um sistema revolucionário chamado IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais).

O IPED é considerado o cérebro das grandes operações hoje (como a Lava Jato e os atos de 8 de janeiro). O software funciona como um agregador universal de provas: quando a polícia apreende um celular, o sistema processa todas as plataformas (WhatsApp, e-mails, galeria de fotos) e indexa o conteúdo em uma base única

Isso permite que os investigadores façam uma busca por palavras-chave em milhares de arquivos simultaneamente, cruzando dados que estariam dispersos em aplicativos diferentes.

Quem são os peritos escolhidos

A lista elaborada por Toffoli pinça quadros técnicos de alta especialização dentro da Polícia Federal:

O primeiro indicado é o chefe da área de informática da PF. Ele é uma referência no setor por ter criado o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais). Esse software é a ferramenta mais poderosa da polícia hoje: ele indexa todo o conteúdo de um celular apreendido (fotos, chats, e-mails) e permite buscas por palavras-chave, cruzando dados de forma rápida.

O segundo nome é o subchefe da mesma área de perícia em informática, que atua diretamente com o desenvolvedor do software.

O terceiro perito tem currículo voltado para a economia e mercado financeiro, indicando um foco na complexidade das transações bancárias do caso Master.
Há ainda um quarto nome na lista cuja especialização específica não ficou clara para interlocutores da área.
Por Julia Duailibi
Julia Duailibi é comentarista de política da GloboNews.

Criminoso envolvido na morte do capitão Salomão estava no presídio e foi colocado em regime aberto por decisão judicial

Indivíduo integrava uma facção envolvida com tráficos de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro, roubo e corrupção de menores.

O criminoso que morreu durante troca de tiros com o capitão Osniesio Pereira Salomão, na noite de quinta-feira (15), estava no Conjunto Penal de Lauro de Freitas e foi colocado em regime aberto após decisão judicial.

Vitor Souza da Silva integrava uma facção envolvida com tráficos de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro, roubo e corrupção de menores.

Ações de inteligência foram intensificadas para localizar outro criminoso envolvido na morte do oficial da PM. Informações sobre o comparsa de Vitor podem ser enviadas, com total sigilo, através do telefone 181 (Disque Denúncia) da SSP. O anonimato é garantido por lei.
Fonte
Alberto Maraux/SSP

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Informativo CDL-Ipiaú.

 

"Agora quero lembrar a você que ainda dá tempo de participar do Natal dos Sonhos CDL Ipiaú. Comprando hoje mesmo nas lojas participantes, você já garante seu cupom para concorrer a 4 motos zero quilômetro e 15 vale-compras.

O sorteio será amanhã, sábado, dia 17 de janeiro, às 7 da noite, no prédio da CDL, na Avenida Contorno. Participe! É simples: compre no comércio local, preencha seu cupom e torça.

Natal dos Sonhos CDL Ipiaú. Prestigie quem gera emprego, movimenta a cidade e ainda te dá a chance de ganhar grandes prêmios."

Ibirataia: Secretaria de Saúde promove reunião com equipes do PSF para fortalecer a Atenção Básica

Encontro alinhou estratégias, apresentou novo modelo de cofinanciamento e avaliou indicadores da saúde municipal.
A Secretaria Municipal de Saúde de Ibirataia realizou, no auditório do Centro de Especialidades, uma reunião institucional com os profissionais que atuam no Programa Saúde da Família (PSF). O encontro teve como finalidade alinhar estratégias de trabalho, fortalecer a gestão da Atenção Básica e ampliar o diálogo entre as equipes de saúde. A iniciativa integra as ações de planejamento e acompanhamento dos serviços ofertados no município. A reunião reforçou a importância da organização e da atuação integrada das equipes.
Durante a programação, foram apresentados o novo modelo de cofinanciamento da Atenção Básica e a avaliação parcial do 3º Quadrimestre de 2025. Os profissionais receberam orientações sobre critérios, responsabilidades e impactos na organização dos serviços, além da análise de avanços e desafios identificados no período. Também foram discutidas adequações às novas diretrizes do PSF, com foco na padronização de fluxos e no cumprimento de metas. O encontro contribuiu para o fortalecimento das ações e da gestão da saúde em Ibirataia.
Fonte: Decom/Prefeitura de Ibirataia

Ipiaú: PM prende suspeito por tráfico de Drogas no Bairro Democracia


Durante rondas ostensivas no bairro Democracia, a guarnição da ROTAM recebeu denúncia de um homem que realizava entrega de entorpecentes utilizando uma motoneta branca. No local indicado, o suspeito tentou evadir-se, sendo alcançado e abordado.

Na busca pessoal, foram encontradas porções de cocaína.  O mesmo confessou a prática do tráfico e indicou a existência de mais entorpecentes em sua residência, onde foram localizados drogas e materiais utilizados na comercialização.
O autor e todo o material apreendido foram apresentados na 9ª COORPIN, em Jequié, para adoção das medidas legais cabíveis.

MATERIAL APREENDIDO

  • 14 porções pequenas de substância análoga à cocaína;
  • 01 porção maior de substância análoga à cocaína (269g);
  • 01 porção média de substância análoga à maconha (70g);
  • 01 balança de precisão;
  • 01 tesoura;
  • 01 colher;
  • 01 aparelho celular Motorola, cor cinza.

FONTE: ASCOM / 55ªCIPM /PMBA, uma Força a serviço do cidadão! 

Putin oferece ajuda à Israel para mediar conversas com Irã

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta sexta-feira, 16, sobre a situação no Oriente Médio e no Irã, de acordo com nota divulgada pelo Kremlin. Segundo o texto, Moscou demonstrou disposição para prosseguir com esforços de mediação e promover um diálogo construtivo envolvendo todos os Estados interessados.

"Vladimir Putin delineou suas abordagens fundamentais para intensificar os esforços políticos e diplomáticos visando garantir a estabilidade e a segurança na região. Ficou acordado manter os contatos em diversos níveis", acrescenta o comunicado

Paralelamente, o diretor da agência de espionagem israelense Mossad, David Barnea, chegou aos EUA na manhã desta sexta para uma reunião em Miami com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, para conversas sobre a situação no Irã e uma possível ação militar americana em resposta à repressão do regime de Teerã, disseram pessoas familiarizadas com o assunto para a Axios.

Segundo as informações, a viagem de Barnea acontece após um telefonema na quarta-feira (14) entre o presidente americano, Donald Trump, e Netanyahu. Na ocasião, o premiê israelense pediu ao republicano que adiasse a ação militar contra o Irã para dar a Israel mais tempo para se preparar para uma possível retaliação iraniana.

Witkoff é responsável por manter contato direto com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e ainda não está claro se Barnea se encontrará com Trump em Mar-a-Lago no fim de semana.

Por Isabella Pugliese Vellani / Estadão Conteúdo

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