TCU propõe ao Congresso elevar penduricalhos em até 40% após liberar supersalários fora do teto

No mesmo dia em que liberou remunerações acima do teto constitucional a servidores da Câmara, do Senado e do próprio tribunal que ocupam cargos de chefia e direção, o TCU (Tribunal de Contas da União) encaminhou ao Congresso um projeto de lei para aumentar em cerca de 35% a 40% o valor dos penduricalhos pagos a esses postos na corte.

A proposta prevê impacto anual de R$ 27,7 milhões a partir de 2027 e a maior gratificação chega a R$ 12,13 mil. Penduricalho é uma designação popular para as verbas extras, como gratificações, auxílios e indenizações adicionados ao salário-base, que ficam excluídas do cálculo do teto salarial constitucional do funcionalismo público.

O envio do projeto, cujo texto foi obtido pela Folha, amplia um movimento da corte para elevar a remuneração de seus servidores que exercem funções de confiança. Também na quarta-feira (15), os ministros decidiram que a parcela recebida pelo exercício de cargos de chefia e direção deve ser submetida ao teto separadamente do salário do cargo efetivo.

Na prática, a mudança permite que a remuneração final ultrapasse o limite constitucional em situações nas quais hoje a gratificação é absorvida pelo chamado abate-teto.

A decisão contrariou parecer da área técnica do próprio tribunal e atendeu a uma reivindicação defendida por lideranças do Congresso, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que pressionaram ministros do TCU por essa decisão, como revelou a Folha na semana passada. Para um integrante da corte de contas, que falou na condição de anonimato, a decisão abriu caminho para um novo superpenduricalho.

Pelo projeto, que é assinado pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo, a gratificação mais alta (FC-8) subiria de R$ 8.987 para R$ 12.133, enquanto a menor (FC-1) passaria de R$ 1.554 para R$ 2.176. O reajuste alcança as 913 funções de confiança existentes na estrutura do tribunal e produziria efeitos financeiros a partir de janeiro de 2027. O nível com maior quantidade de verba extra é o FC-3 com 313 gratificações. O valor para esse grupo subirá de R$ 3.930,84 para R$ 5.503,18, caso o projeto seja aprovado.

Na exposição de motivos, o tribunal afirma que os valores pagos atualmente estão defasados em comparação com Câmara, Senado e Executivo. A corte sustenta que a atualização é necessária para tornar os cargos de chefia mais atrativos, reter servidores qualificados e adequar a remuneração ao aumento da complexidade das atividades desempenhadas pelo órgão, como fiscalizações de grandes contratos, governança, transformação digital e segurança da informação. Procurada pela Folha, a assessoria do TCU não fez comentários adicionais.

O TCU também argumenta que a proposta não cria novas funções nem amplia a estrutura do tribunal, limitando-se à recomposição dos valores atualmente previstos em lei, e afirma que a despesa é compatível com sua capacidade orçamentária e financeira.

A decisão do TCU desta semana já começou a produzir efeitos imediatamente. Também na quarta-feira (15), a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, determinou o cumprimento do acórdão a partir da folha de julho, com pagamento em folha suplementar. O despacho, obtido pela Folha, determina que a Secretaria de Gestão de Pessoas calcule o impacto financeiro da medida e encaminhe os valores para análise da disponibilidade orçamentária antes da liberação dos recursos.

Na última quarta-feira (18), o ministro-relator, Walton Alencar Rodrigues, votou para não levar a representação do sindicato dos servidores do Congresso e do TCU adiante. Decano do TCU, ele afirmou que entidades sindicais "não são legitimadas para representar ao tribunal, conforme no rol taxativo previsto no regimento interno do TCU". No entanto, foi derrotado pelos demais oito ministros que participaram do julgamento.

O julgamento ocorreu meses depois de uma decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que reorganizou o tratamento das verbas pagas à magistratura e ao Ministério Público. Ministros do Supremo viram a decisão do TCU como um retrocesso no debate.

Nos bastidores, a decisão do TCU foi vista como uma resposta do tribunal ao veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que visava elevar os salários dos servidores da corte.

Na exposição de motivos da lei encaminhada ao Congresso esta semana, Vital do Rêgo disse que a "disparidade" entre os salários dos técnicos da corte e do Congresso "foi agravada pelo veto parcial ao projeto, especificamente nos dispositivos onde se previa a correção sucessiva das funções de confiança do tribunal, o qual impediu a implementação da política de atualização escalonada das funções de confiança então proposta".

"Os ocupantes dessas funções assumem responsabilidades que transcendem as atribuições inerentes aos cargos efetivos, respondendo pela condução de equipes altamente especializadas, pela gestão de riscos institucionais relevantes e pela entrega de resultados que impactam diretamente a qualidade do controle exercido pelo Tribunal", escreveu o presidente do TCU na exposição de motivos.

O TCU tem a permissão para enviar projetos de lei sobre sua própria organização, funcionamento, criação de cargos e remuneração de seus servidores diretamente ao Congresso Nacional.

VEJA OS NOVOS VALORES

Nivel da função

FC-1 - passa de R$ 1.554,42 para R$ 2.176,19

FC-2 - passa de R$ 2.072,56 para R$ 2.901,58

FC-3 - passa de R$ 3.930,84 para R$ 5.503,18

FC-4 - passa de R$ 5.286,31 para R$ 7.400,83

FC-5 - passa de R$ 6.241,95 para R$ 8.738,73

FC-6 - passa de R$ 6.928,31 para R$ 9.699,63

FC-7 - passa de R$ 7.614,67 para R$ 10.660,54

FC-8 - passa de R$ 8.987,39 para R$ 12.132,98

Por Guilherme Pimenta e Adriana Fernandes/Folhapress

Exportações do Brasil para UE crescem US$ 2 bi após acordo com Mercosul entrar em vigor

Foto: Arquivo Agência Brasil
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em maio e junho, os dois primeiros meses do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu que entrou em vigor de forma provisória, segundo levantamento da ApexBrasil antecipado à Folha. A alta foi 26% em relação ao mesmo período de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, as vendas do Brasil à UE somaram US$ 26,9 bilhões (R$ 137 bilhões), alta de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), ou 12,8%, em relação ao mesmo período de 2025.

O presidente da agência, Laudemir André Müller, evita atribuir esse avanço exclusivamente ao acordo UE-Mercosul, mas afirma que há "muitos indícios" de que a redução tarifária já começou a influenciar o fluxo comercial entre o Brasil e os países europeus.

Para ele, seria "muita coincidência" que US$ 2 bilhões dos US$ 3 bilhões de crescimento registrados no semestre tenham ocorrido justamente nos meses de maio e junho.

O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.

A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.

O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.

Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.

De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.

Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.

Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.

Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).

Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela Folha, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.

A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.

O levantamento também mostra que São Paulo reúne a maior base de empresas já inseridas no mercado europeu, com cerca de 4.000 exportadoras. Além disso, a maior parte das oportunidades identificadas para o estado está na indústria de transformação: 96 são para produtos industriais e 31 para o agronegócio.

Segundo a ApexBrasil, o resultado reflete tanto o perfil da economia paulista quanto o desenho do acordo, que prevê uma abertura tarifária mais rápida para bens industriais do que para produtos agropecuários.

Para que um produto fosse incluído no levantamento, o estado precisava exportá-lo para algum mercado, ainda que não para a UE. Segundo a agência, a metodologia foi conservadora para evitar sugerir oportunidades em setores que ainda não possuem capacidade produtiva ou exportadora consolidada.

A partir desses critérios, os maiores potenciais de expansão de vendas para UE estão concentrados no Sul do país. Atrás de Santa Catarina, aparecem Paraná (76) e Rio Grande do Sul (74). Os três estados também figuram entre aqueles com maior número de empresas que já exportam para o bloco europeu, indicando uma base produtiva mais preparada para aproveitar imediatamente a redução das tarifas.

No Nordeste, o cenário é mais heterogêneo. Bahia, com 67 oportunidades, Ceará (69) e Pernambuco (53) aparecem com potencial relevante, impulsionados por setores industriais e agroindustriais específicos. Já Maranhão (13), Piauí (7) e Alagoas (13) registram um número significativamente menor de oportunidades, refletindo uma pauta exportadora menos diversificada.

Por Guilherme Pimenta e Nathalia Garcia/Folhapress

Entre avanço da esquerda e desgaste de Trump, democratas buscam caminho em eleições nos EUA


As primeiras eleições primárias para as disputas legislativas nos Estados Unidos começam a delinear o cenário das midterms, mas ainda oferecem sinais mistos sobre a capacidade dos partidos de converter esse desempenho em vitórias em novembro, avaliam cientistas políticos ouvidos pela Folha.

Se, por um lado, candidatos mais progressistas têm obtido vitórias importantes em parte das disputas democratas, por outro, especialistas afirmam que o principal fator que hoje favorece o partido é o desgaste do governo Donald Trump —e não necessariamente uma agenda unificada da oposição.

As eleições ocorrem em um momento em que o presidente voltou a questionar, sem apresentar provas, a confiabilidade do sistema eleitoral americano. Ele pressiona o Congresso a aprovar o Save America Act, projeto que exige documento com foto e comprovante de cidadania para registro eleitoral, além de ampliar o compartilhamento de dados entre os estados e o governo federal.

Críticos afirmam que a fraude eleitoral é extremamente rara e que a proposta poderá restringir votos legítimos.

Historicamente, as eleições de meio de mandato costumam favorecer o partido de oposição ao presidente. Segundo reportagem do New York Times, os democratas aparecem como favoritos para retomar o controle da Câmara dos Representantes. Já o Senado segue em aberto, já que o partido precisaria vencer ao menos dois estados conquistados por Trump por ampla margem.

O avanço da ala mais à esquerda nas primárias também passou a ocupar o centro da estratégia eleitoral de Trump. Levantamento da Reuters mostra que o presidente intensificou nas últimas semanas o uso de discursos que associam adversários ao comunismo após vitórias de candidatos progressistas, especialmente em Nova York.

Segundo a agência, integrantes da equipe republicana avaliam que a retórica mobiliza fortemente a base de Trump e pode aumentar a participação de eleitores republicanos menos frequentes nas urnas, embora tenha desempenho mais limitado entre independentes e jovens.

A estratégia também busca deslocar o foco do debate sobre inflação e custo de vida para retratar os democratas como um partido dominado pela esquerda mais radical.

Os independentes devem ter peso ainda maior neste ciclo. Pesquisa da CNN mostra que 47% dos americanos não se identificam com nenhum dos dois principais partidos, o maior percentual em mais de uma década.

Para Jonathan Hanson, professor de ciência política da Universidade de Michigan, as primárias mostram que o Partido Republicano segue amplamente alinhado ao presidente. "Na maior parte, os candidatos apoiados por Trump estão vencendo ou, no mínimo, fazem campanha defendendo sua agenda. Ninguém está realmente concorrendo contra a ala trumpista do partido neste momento", afirma.

Entre os democratas, Hanson vê uma disputa entre moderados e progressistas. "Estamos vendo candidatos progressistas derrotarem nomes mais moderados ou ligados ao establishment. Em alguns casos, até parlamentares que já ocupavam o cargo estão perdendo."

Robert Shapiro, professor da Universidade Columbia, pondera que ainda é cedo para interpretar esses resultados como uma tendência nacional. Para ele, o comparecimento nas primárias ainda não permite concluir que exista um entusiasmo generalizado do eleitorado democrata.

Ele cita o Colorado como exemplo. Na avaliação do professor, o avanço da esquerda no estado pode ser mais relevante do que o observado em Nova York —onde nomes apoiados pelo prefeito Zohran Mamdani tiveram bom desempenho— justamente por refletir menos as características específicas da política nova-iorquina.

Ao mesmo tempo, Shapiro afirma que esse avanço fortalece um dos principais argumentos republicanos para novembro. "Isso aumenta a percepção de que o Partido Democrata está muito à esquerda e desconectado dos eleitores comuns. É exatamente isso que os republicanos tentarão enfatizar."

Apesar das disputas internas entre moderados e progressistas, os dois especialistas concordam que o principal fator para a oposição continua sendo a avaliação do governo Trump.

Hanson diz estar "razoavelmente otimista" quanto às chances democratas, mas ressalta que isso decorre principalmente da baixa popularidade do presidente devido a inflação, custo de vida, mercado de trabalho e a guerra contra o Irã. "Os números de aprovação de Trump estão muito ruins."

Shapiro faz avaliação semelhante e afirma que o conflito com o Irã pode produzir efeito parecido ao da Guerra do Iraque em 2006, quando os republicanos sofreram forte derrota nas midterms.

Mesmo assim, Hanson afirma que os democratas ainda têm dificuldade para apresentar uma agenda clara ao eleitor. "Uma coisa é dizer: 'Nós somos a oposição, votem em nós porque vocês não gostam de quem está governando'. Outra é dizer: 'Votem em nós e é isso que vamos fazer'. Os democratas ainda não fizeram um bom trabalho ao definir claramente essa agenda."

No Maine, a desistência do candidato democrata ao senado Graham Platner após acusações de agressão sexual embaralhou uma das disputas consideradas mais promissoras para o partido. Hanson avalia que a republicana Susan Collins continua vulnerável, mas resta saber, diz, se os democratas conseguirão lançar outro nome competitivo a tempo.

Shapiro vê o episódio com mais cautela. Para ele, embora a desistência de Platner represente um desafio, também pode abrir espaço para um candidato considerado mais moderado e em melhores condições de derrotar Collins.

Para o professor de Columbia, o Senado continuará sendo o principal desafio democrata, enquanto a Câmara apresenta um cenário mais favorável porque o partido precisa conquistar poucas cadeiras para retomar a maioria.

"O mau desempenho percebido da administração Trump deve levar os democratas a conquistar cadeiras suficientes para assumir o controle da Câmara. Não espero uma maioria muito grande, mas provavelmente será suficiente para fazer diferença."

Por Isabella Menon/Folhapress

Ataque a tiros em confraternização termina com dois homens baleados em Ubatã; entre as vítimas está um ex-candidato a vereador

Dois homens foram baleados no final da tarde deste domingo (19), durante uma confraternização realizada no bairro 31 de Março, em Ubatã. Entre os feridos está um ex-candidato a vereador no município. Segundo apurou o Ubatã Notícias, até o momento não há confirmação de que as vítimas fossem os alvos dos criminosos.

Mais de 30 pessoas participavam da confraternização quando dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos em direção ao grupo. O ex-candidato a vereador foi atingido nas duas coxas, enquanto o outro sofreu um ferimento no pé.

Após o ataque, os suspeitos fugiram e ainda não foram localizados. Os dois homens foram socorridos por familiares e encaminhados ao Hospital César Monteiro Pirajá, em Ubatã, onde receberam atendimento médico. As vítimas estão conscientes e aparentemente fora de perigo.

A Polícia Militar realizou diligências na tentativa de localizar os autores, mas ninguém havia sido preso até o fechamento desta matéria. A motivação do crime é desconhecida e será investigada pela Polícia Civil, que também deverá apurar se os dois feridos eram os verdadeiros alvos da ação criminosa ou se outras pessoas presentes na confraternização eram o objetivo dos atiradores. *Com informações do Ubatã Notícias

Tinoco critica novo leilão e diz que ruínas do Centro de Convenções simbolizam 20 anos de abandono- Por Redação

O vereador Claudio Tinoco (União Brasil) voltou a criticar a condução do Governo da Bahia em relação ao antigo Centro de Convenções da Bahia e afirmou que as ruínas do equipamento representam “o retrato da incompetência, do descaso e do abandono” dos governos do PT ao longo dos últimos 20 anos. A declaração foi feita às vésperas do segundo leilão da área, marcado para esta segunda-feira (20), quando o Estado tentará alienar o imóvel após anos de deterioração.

Tinoco destacou que o governo estadual permitiu que um dos principais equipamentos públicos voltados ao turismo e aos grandes eventos fosse completamente degradado pela falta de manutenção e pelo abandono.

“Eles deixaram o Centro de Convenções desabar e, durante mais de uma década, entregaram esse patrimônio aos vândalos. Hoje, o que resta é um trambolho que não dialoga mais com a cidade e que simboliza a falta de compromisso com o patrimônio público dos baianos”, afirmou.

O vereador criticou ainda as condições do novo edital de venda. De acordo com ele, a área está avaliada em R$ 138 milhões, sendo que 35% do valor arrecadado será destinado ao Município de Salvador, proprietário de parte do terreno, sem autorização do poder legislativo municipal.

Além disso, o futuro comprador deverá investir pelo menos R$ 57 milhões na demolição das estruturas remanescentes e na limpeza da área, em um prazo de oito a 16 meses.

Ciro Gomes cita Caiado e Renan Santos como possibilidades de voto e ignora Flávio Bolsonaro= Por Folhapress

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao Governo do Ceará, afirmou neste sábado (18) que o PSDB ainda não defin iu quem deve apoiar para a Presidência da República, mas antecipou que enxergava os nomes de Ronaldo Caiado (PSD) e de Renan Santos (Missão) como possibilidades de voto.

Embora os tucanos estejam articulando uma aliança com o PL, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato da sigla ao Planalto, não foi mencionado.

A declaração de Ciro foi dada em entrevista ao Portal News Cariri.

"O Aécio Neves [deputado federal pelo PSDB] resolveu que não era mais candidato [ao Planalto], mas ainda não abriu a conversa com o presidente do partido do que vai ser o rumo do PSDB. Nós, eu e o Tasso Jereissati, estamos trocando ideias. Eu, por exemplo, me dou muito com o Ronaldo Caiado e votaria nele sem nenhuma dificuldade", disse Ciro.

"[Também] estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos. Me parece uma pessoa que, a despeito de jovem e tal, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenham exageros. Enfim, é uma possibilidade, mas nós vamos ter que fazer isso juntos. E, em qualquer circunstância, a eleição do Ceará é ao redor do assunto Ceará, saúde do Ceará, segurança do Ceará", continuou ele.

Ciro também disse que há posições diferentes dentro do seu grupo político, mas que as divergências não seriam um problema.

"Por exemplo, hoje o nosso senador [pré-candidato a senador e deputado estadual do PL] Alcides [Fernandes] vota no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro. Mauro Benevides [deputado federal pelo União Brasil], que coordena o meu programa de governo, é vice-líder do Lula, vota no Lula. E está tudo certo, não tem problema nenhum", afirmou o ex-ministro.

No Ceará, a possibilidade de apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes ao governo estadual acabou sendo o pivô de um atrito entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.

No vídeo no qual disse ter sido matratada pelo enteado, Michelle rejeita a aliança e lembra dos ataques feitos a Bolsonaro por Ciro Gomes em eleições anteriores. O ex-senador disputou as duas últimas eleições presidenciais –2018 e 2022– filiado ao PDT e já foi ministro de Lula entre 2003 e 2006, embora tenha rompido com o PT nos últimos anos.

Novo PAC do Alemão anunciado por Lula chega com obras do 'velho PAC' abandonadas


Assinadas em junho pelo presidente Lula (PT), as obras que envolvem o novo PAC para o complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, devem passar por lugares por onde o velho PAC já fizera intervenções, deixando projetos abandonados, ou sem o resultado esperado.

Lançado em 2008, segundo mandato do petista, o PAC destinou R$ 493 milhões ao Alemão à época, maior investimento entre as comunidades cariocas contempladas —Rocinha e Manguinhos também receberam.

As obras, executadas pelo consórcio formado por Delta, OAS e a antiga Odebrecht (atual Novonor), foram posteriormente associadas a denúncias de corrupção envolvendo governo e empreiteiras.

O teleférico, símbolo maior daquele PAC, está sem funcionar há dez anos. O projeto de recuperação do transporte, assinado na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL) em 2024, está atrasado.

O novo PAC prevê R$ 210 milhões em investimentos para obras saneamento, iluminação, abastecimento de água e regularização fundiária no Alemão. Do montante, R$ 200 milhões serão em repasse federal, e R$ 10 milhões da prefeitura como contrapartida.

Do velho PAC, creche, centro comercial e unidades de saúde inauguradas à época estão em funcionamento. Um cinema e um espaço de cursos para crianças e adolescentes também estão ativos.

Mas a rede de saneamento e a pavimentação de ruas ficaram incompletas. Parte dos espaços de lazer, como praças, não teve manutenção e acabou abandonada pela população. Outros equipamentos, como quadras de futebol, foram reformados por moradores.

A avenida Central do complexo do Alemão, ladeira sinuosa de 700 metros que liga o bairro de Ramos ao topo do morro, tem marcas da incompletude do antigo programa.

Casas foram derrubadas para que equipamentos pesados pudessem subir até o cume do morro, onde foi construída uma das seis estações do teleférico. O local dos imóveis virou terreno concretado, sem nada no lugar. O Instituto Raízes em Movimento sugeriu ao novo PAC que o espaço vire um pomar com a plantação de frutas habituais no morro até a década de 1980. O desejo é que a via seja um corredor verde.

"Conseguimos nos últimos dois anos 2.800 novas unidades no entorno do Alemão. Porque o antigo PAC removeu muitas famílias para a construção do teleférico e ainda tem família no aluguel social. Esse é um dos problemas graves causados pelo PAC anterior", afirma Alan Brum, coordenador do Raízes.

O instituto criou um caderno de soluções de planejamento urbano. O projeto, feito com arquitetos e urbanistas locais e estudantes da Faculdade de Arquitetura da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), foi entregue ao governo federal.

Foi em cerimônia do início das obras no Alemão, em 2008, que a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi apresentada ao público como "mãe do PAC" pela primeira vez por Lula. Dilma seria eleita presidente dois anos depois.

Dilma, à época, afirmou que o teleférico faria do Alemão um ponto turístico, discurso também incorporado ao plano de ocupação policial nas favelas, as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), durante mandato do ex-governador Sérgio Cabral.

Cabral foi condenado em 2018 por formação de cartel em obras em favelas e na reforma do Maracanã. Indícios de cartel nas obras do PAC foram revelados em 2010 pela Folha. Nas delações, empresários afirmaram que houve entendimento prévio entre as empresas participantes, o que incluía pagamentos ao então governador.

Acusado de cobrar 5% de propina em grandes obras, Cabral voltou a negar a acusação após sair da prisão em 2023. O ex-governador dera versões diferentes em depoimentos entre 2017 e 2019.

Lojas e agências bancárias instaladas dentro das estações do teleférico estão fechadas. A gestão do governador interino Ricardo Couto, em nota da secretaria de Infraestrutura e Obras, disse que a licitação para decidir qual empresa vai operar o sistema está em tratativas. A pasta não deu prazo para o retorno do funcionamento.

O governo do estado afirmou ainda que faz a instalação de elevadores e escadas rolantes nas seis estações e substitui peças do sistema de transporte.

Uma das empresas contratadas para recuperar o teleférico solicitou em junho a prorrogação de prazo, sob o argumento de ausência de pagamento. "Caso as medições tivessem sido regularmente liquidadas nos prazos contratuais", diz a carta a que a reportagem teve acesso, a empresa "manteria as condições originalmente previstas de mobilização de equipes, aquisição de materiais, contratação de fornecedores".

No velho PAC, a Caixa chamou o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) para criar uma metodologia de avaliação do bem-estar da população local. O traçado do teleférico, que construiu estações no alto das comunidades, foi feito a contragosto dos moradores, lembra Cleandro Krause, técnico do órgão.

"Havia o estranhamento de que o teleférico forçava a subir quando o morador queria, na verdade, descer. Ele levava para um lugar que não é exatamente para onde ele gostaria."

"Nosso trabalho era, a partir do Alemão, pensando que esse era o projeto mais completo, construir uma matriz de avaliação que depois pudesse orientar a avaliação de intervenções em outras favelas", lembra Renato Balbim, então coordenador do trabalho do Ipea.

Alan Brum afirma que um dos principais problemas do velho PAC foi a falta de escuta, o que define como "duplo monólogo" —poder público e moradores com discursos paralelos.

"A relação com o poder neste novo PAC é outra, mas não porque o poder público era vilão e agora é bonzinho. Mas porque estamos construindo protagonismo na política pública de urbanização. É a população quem sugere o planejamento", afirma.

As ações prometidas pelo atual mandato do presidente Lula estão sob o escopo do PAC Periferia Viva, com execução da prefeitura. Segundo a gestão do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), "as intervenções são definidas em plano de ação elaborado em diálogo com moradores, lideranças e instituições locais".

Além do Alemão, Jardim Maravilha, Rocinha e Maré terão obras financiadas pelo novo PAC.

No programa de 2008, o Alemão teve o contrato com o maior aporte (R$ 493 milhões), seguido por Manguinhos (R$ 232 milhões) e Rocinha (R$ 175 milhões).

Painel do TCU (Tribunal de Contas da União), atualizado em abril de 2025, indica que, de um total de 196 obras do PAC, 138 estavam paralisadas àquela altura. Os números são compostos por dados de órgãos do governo. O Ministério das Cidades selecionou 66 territórios em 21 estados para urbanização em favelas no escopo do Programa Periferia Viva, disse a pasta em nota.

Por Yuri Eiras/Estadão Conteúdo

Tempestades causam danos em 21 cidades do RS; previsão indica vento de até 100km/h


Instituto Nacional de Meteorologia prevê risco de corte de energia, queda de árvores e estragos em plantações. De acordo com a Defesa Civil, sistema perdeu força na Argentina. Na quarta-feira, o tempo volta a ficar estável em todo o estado.

Os temporais que atingem o Rio Grande do Sul já deixam 22 mil unidades sem energia elétrica e causam estragos em 21 cidades, de acordo com o boletim da Defesa Civil na manhã deste domingo (19). Há registros de danos pontuais causados por vendaval, como quedas de vegetação e de postes, mas nenhum município decretou situação de emergência até o momento.

A Defesa Civil mantém três equipes preparadas para atuar em qualquer região do estado. O órgão informou que o sistema de tempestades perdeu força ao passar pela Argentina, mas ressalta que ainda há possibilidade de chuvas fortes nas próximas horas.


Em Quaraí, na Fronteira Oeste, o acumulado de chuva em somente seis horas chegou a 60,8 mm e em Santa Maria, na Região Central, o vento chegou aos 90 km/h. O Corpo de Bombeiros Militar registrou 41 ocorrências em virtude das chuvas, 25 delas por queda de árvores.

De acordo com a Climatempo, neste domingo, as condições mais críticas ocorrem na Fronteira Oeste, Missões, Campanha e Região Central. Municípios como Uruguaiana, Alegrete, Santana do Livramento, Bagé, São Borja, São Luiz Gonzaga, Santiago e Santa Maria têm maior potencial para a ocorrência de fenômenos severos.

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Previsão do tempo

Para a semana, o avanço dessa frente fria, combinado ao transporte de calor e umidade, provoca chuva forte, queda de granizo e ventos que podem chegar a 100 km/h em diversas regiões do estado.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um aviso de perigo para tempestades, válido até as 23h59 de segunda-feira. A previsão indica acumulados de chuva de até 100 milímetros por dia, além de risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos. Os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 milímetros entre o Oeste e a Região Central. Na Região dos Vales, os volumes podem superar 50 milímetros.

https://g1.globo.com/globonews/jornal-globonews/video/rio-grande-do-sul-segue-em-alerta-para-chuva-mas-temporal-perde-forca-14792129.ghtml

As rajadas de vento variam entre 70 km/h e 90 km/h na metade sul, Região Central, Vales e Região Metropolitana. Na Campanha, no Centro-Sul e no entorno da capital, os ventos podem superar 90 km/h. No Norte e Nordeste, as rajadas ficam entre 50 km/h e 70 km/h.

Na segunda-feira (20), a instabilidade continua em grande parte do estado. A chuva ocorre com maior intensidade na Região Central, Missões, Vales, Região Metropolitana e Serra, mantendo o risco de transtornos. Na Campanha e no Oeste, a chuva perde força gradualmente ao longo do dia, mas ainda ocorrem pancadas com trovoadas.

A tendência para terça-feira (21) é que a frente fria avance para a metade norte. Regiões como Noroeste, Norte, Planalto e Serra podem registrar até 100 milímetros de chuva, especialmente perto da fronteira com a Argentina e em Erechim. Na Campanha e na Zona Sul, o tempo apresenta melhora.

Na quarta-feira (22), a frente fria se desloca para Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. O tempo volta a ficar estável em todo o Rio Grande do Sul, com predomínio de sol entre nuvens, ventos mais fracos e sem previsão de tempestades.

Por Duda Romagna, Eduardo Paganella, g1 RS e RBS TV

Morre aos 62 anos o radialista e blogueiro Paulo Leonardo, referência da comunicação em Itabuna

Foto: Reprodução
O radialista Paulo Leonardo morreu na madrugada deste domingo (19), aos 62 anos, em Itabuna, no sul da Bahia. Segundo informações divulgadas por familiares e pessoas próximas, ele foi vítima de um infarto.

Reconhecido como um dos principais nomes da comunicação regional, Paulo Leonardo teve uma longa trajetória no rádio itabunense. Durante muitos anos, comandou o programa O Crime Não Compensa, da Rádio Difusora de Itabuna, um dos líderes de audiência no segmento policial. Também esteve à frente do site Vermelhinho, voltado à cobertura de notícias da área policial e de acontecimentos da região.

Além da atuação na imprensa, Paulo Leonardo era servidor público municipal e participou como apresentador de programas eleitorais em campanhas ligadas ao grupo político do ex-prefeito Fernando Gomes. Ao longo da carreira, consolidou-se como uma das vozes mais conhecidas do rádio no sul da Bahia.

O velório será realizado no SAF Itabuna, localizado na Rua Juca Leão, no Centro Comercial, em frente ao Grapiúna Tênis Clube, com início previsto para as 9h deste domingo. O sepultamento está marcado para as 16h30, no Cemitério Campo Santo, no bairro Pontalzinho, em Itabuna. *Com informações do Blog do Pimenta

Carros chineses impulsionam queda de preços e acirram disputa no mercado automotivo brasileiro =Por Redação

A importação de veículos chineses praticamente dobrou no Brasil no primeiro semestre de 2026, alcançando 140,8 mil emplacamentos, contra 71 mil no mesmo período do ano anterior, segundo a Anfavea. O avanço das marcas chinesas, especialmente nos segmentos de carros elétricos e híbridos, levou montadoras tradicionais a reduzir preços, ampliar descontos e oferecer bônus na troca de veículos usados para manter a competitividade. A reportagem é do jornal O Globo.

O movimento provocou um efeito em cadeia no mercado de seminovos e usados. Com os preços dos carros novos em queda, revendedoras passaram a vender veículos abaixo da Tabela Fipe para reduzir estoques, enquanto consumidores encontram melhores oportunidades de compra. Por outro lado, lojistas relatam redução nas vendas, margens de lucro menores e dificuldades provocadas pelos juros elevados, que limitam o acesso ao crédito.

O crescimento das fabricantes chinesas, como BYD e GWM, também intensificou a disputa entre montadoras e o governo. Enquanto a Anfavea defende maior proteção à indústria nacional, empresas chinesas ampliam investimentos no Brasil e conquistam incentivos para importação e produção de veículos eletrificados. Apesar da pressão competitiva, a entidade projeta que o mercado brasileiro ultrapasse a marca de 3 milhões de veículos vendidos em 2026, o melhor desempenho desde 2014.

Michelle descarta ser vice de Zema e reafirma compromisso com candidatura do PL- Por Redação

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) negou qualquer possibilidade de ser candidata a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo). A declaração foi feita após o ex-governador afirmar que o nome dela era uma das opções para compor a candidatura ao Palácio do Planalto. A reportagem é do jornal O Globo.

Em publicação nas redes sociais, Michelle destacou que é filiada ao PL, partido que já tem o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência, e afirmou que uma mesma legenda não pode integrar duas chapas distintas para cargos majoritários. Ela acrescentou que sua prioridade, neste momento, é acompanhar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Michelle também afirmou que ainda não definiu oficialmente sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, embora seja apontada como principal nome do PL para a disputa. Enquanto isso, o Novo mantém negociações com outros partidos para definir o vice de Zema, decisão que deve ficar para o fim do período das convenções partidárias.

PF prevê gastar R$ 95 milhões com segurança de candidatos à Presidência em 2026 /Por Redação

A Polícia Federal estima investir cerca de R$ 95 milhões na segurança dos candidatos à Presidência da República
A Polícia Federal estima investir cerca de R$ 95 milhões na segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições de 2026. A estrutura começará a funcionar a partir de 20 de julho, após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação dos próprios postulantes ao Palácio do Planalto. A reportagem é da CNN.

Os recursos serão destinados à mobilização de agentes especializados, aquisição de veículos blindados, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrones e kits antibombas. Segundo a PF, cada candidatura contará com um plano de proteção individualizado, elaborado com base no histórico de ameaças e nas características de cada região, embora os critérios técnicos aplicados sejam os mesmos para todos os candidatos.

Mais de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na operação, sendo que até 458 servidores poderão ser mobilizados. As equipes serão coordenadas pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, com monitoramento em tempo real e integração com forças de segurança estaduais e municipais. No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a segurança será compartilhada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Já a equipe de Flávio Bolsonaro informou que o senador optou por manter a proteção realizada pela Polícia do Senado e não utilizará a estrutura oferecida pela PF.

Ação no STF amplia desgaste e coloca aliança entre Arthur Lira e JHC em risco

A aliança entre o ex-presidente da Câmara e pré-candidato ao Senado por Alagoas, Arthur Lira (PP), e o ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), está cada vez mais ameaçada.

O distanciamento entre padrinho e afilhado político se aprofundou nas últimas semanas por pelo menos dois episódios.

Em primeiro lugar, uma ação ajuizada pelo DC (Democracia Cristã) no STF (Supremo Tribunal Federal) pode inviabilizar a candidatura do filho de Lira, Alvinho Lira, à Câmara — o DC é presidido pelo pai de JHC, João Caldas.

Em segundo lugar, aliados de Lira veem como ameaça velada o fato de JHC ter seu nome incluído em uma pesquisa para o Senado, divulgada pelo portal alagoano CadaMinuto.

De acordo com a pesquisa, JHC desponta como favorito ao Senado, à frente de Renan Calheiros (MDB), Alfredo Gaspar (PL) e do próprio Lira.

Antes de renunciar à prefeitura, JHC desejava concorrer ao Senado, mas foi convencido por Lira a focar na eleição para o Governo de Alagoas. Assim, JHC abre caminho para Lira tentar o Senado.

Já a corrida pelo governo está mais apertada, com a pré-candidatura de Renan Filho (MDB) obtendo vantagens nas pesquisas.

JHC nega envolvimento tanto na pesquisa quanto na ação ajuizada pelo DC. Porém, o entorno de Lira diz que houve, no mínimo, conveniência da parte do seu apadrinhado.

No STF, o DC questiona a mudança de regra feita pelo Congresso em 2025 que possibilita que a idade mínima de 21 anos seja verificada na data da posse presumida —90 dias após a eleição da Mesa Diretora. Alvinho completará 21 anos em março de 2027.
Por Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique/Folhapress

À frente do TSE, Nunes Marques tenta equilibrar pressões do STF, do governo Lula e do bolsonarismo

O ministro Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em meio à expectativa de diferentes grupos políticos sobre sua atuação nas eleições de 2026. Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro, o magistrado tem buscado manter diálogo tanto com integrantes do governo Lula quanto com colegas da Corte, ao mesmo tempo em que enfrenta desconfianças de diferentes lados do cenário político. A informação é do jornal O Globo.

Nos bastidores, interlocutores apontam que Nunes Marques construiu uma relação mais próxima com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a transição de governo, sem romper os laços com o grupo político ligado ao ex-presidente Bolsonaro. Decisões recentes, como a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral, despertaram preocupação no Planalto, enquanto integrantes do STF acompanham de perto suas decisões sobre propaganda eleitoral, desinformação e pesquisas, cobrando maior alinhamento em casos considerados sensíveis.

Segundo pessoas próximas ao presidente do TSE, a intenção é conduzir a eleição com uma postura menos intervencionista do que a adotada em 2022. A concentração das relatorias de ações sobre propaganda eleitoral nas mãos de Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha também passou a ser observada com atenção por atores políticos e ministros do Supremo, devido ao impacto dessas decisões na condução da disputa eleitoral.

Fragmentação de candidaturas da direita ameaça estratégia do bolsonarismo para o Senado

A multiplicação de candidaturas ao Senado no campo da direita preocupa o PL às vésperas das convenções partidárias. Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Roraima, a manutenção de vários pré-candidatos pode pulverizar os votos conservadores e dificultar o plano do bolsonarismo de conquistar maioria na Casa para impulsionar pautas de interesse do grupo. A esquerda também enfrenta dificuldades para fechar palanques em alguns estados, especialmente em Minas Gerais e Goiás. A reportagem é do jornal O Globo.

Entre os principais focos de impasse estão São Paulo, onde Ricardo Salles disputa o mesmo eleitorado dos candidatos do PL; o Rio de Janeiro, afetado por investigações envolvendo nomes cotados para a chapa; e Santa Catarina, Paraná e Roraima, onde pré-candidaturas concorrentes dificultam a formação de alianças. No Distrito Federal, a indefinição sobre uma eventual candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado também influencia a composição do palanque do PL.

Especialistas avaliam que a fragmentação reflete a dificuldade do bolsonarismo em consolidar alianças estaduais, cenário agravado pelas recentes crises envolvendo a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, a expectativa é de que a disputa pelo controle do Senado permaneça central na eleição de 2026, tanto para a direita quanto para a esquerda, que veem a composição da Casa como estratégica para a governabilidade e para o avanço de suas agendas.

Por Redação/Folhapress

Sensibilidade no Luto | relato de menina de oito anos sobre saudades da mãe viraliza no Brasil

Uma criança de 8 anos emocionou o público e viralizou nas redes sociais após relatar a perda recente de sua genitora, ocorrida em maio deste ano. A pequena Antonela compartilhou sua história durante uma entrevista ao vivo concedida à repórter Bianka Carvalho, da TV Globo, enquanto acompanhava a cobertura da festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Recife, na edição do telejornal NE1 de quinta-feira (16). A abordagem aconteceu na Basílica do Carmo, localizada no bairro de Santo Antônio, no Centro da capital pernambucana. A maturidade e a sensibilidade demonstradas pela garota ao descrever o luto e ao valorizar a rede de apoio familiar chamaram a atenção de quem acompanhava a transmissão. Durante o diálogo, Antonela expressou o sentimento de ausência no seu cotidiano e detalhou como enxerga essa transição e o suporte que recebe em seu lar:
“Fiz 8 anos e não vi minha mãezinha porque minha mãezinha está no céu. A minha família me apoia, mas ainda sinto saudades da minha mãe. Eu quero muito ter uma mamãe, não pode substituir, mas a irmã da minha mãe, ela é minha mãe. Eu tenho duas mães que me protegem”. 

A menina também contou que conversa com a mãe por meio das orações e afirmou acreditar que ela continua olhando por ela em todos os momentos: “A minha mãe está me vendo em todos os lugares. Na escola, minha mãe está me vendo aqui. Mesmo eu não vendo ela, ela me vê. Eu sinto a saudade dela porque ela é a minha mãe. Eu queria dar um abraço nela, eu queria falar com ela, mas eu não consigo. Eu consigo orar, eu consigo falar com ela orando”. Diante do depoimento comovente, a jornalista Bianka Carvalho abraçou a entrevistada em um gesto de carinho coletivo, elogiando sua força, coragem e amor. A garota revelou ainda que já sofreu bullying por causa do falecimento da mãe, ocasião em que outra criança usou o sofrimento para ofendê-la. Diante disso, a repórter a aconselhou a não revidar e sugeriu que ela respondesse apenas que ambas têm mãe, mas que a dela está no céu, zelando por sua vida.

Ponte Salvador-Itaparica: ato com Lula e Jerônimo para início das obras ocorreu sem aval da SPU, diz oposição

O deputado estadual Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), afirmou que o governo baiano precisa dar explicações sobre o ato em que o presidente Lula e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) deram autorização para o início das obras da ponte Salvador-Itaparica no último dia 1º, quando ainda não havia aval oficial da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) para utilização de área federal. A portaria que permite o início da obra só foi publicada nesta sexta-feira (17), no Diário Oficial da União.

"Lula veio à Bahia anunciar o início de uma obra que nem o próprio governo dele havia autorizado oficialmente. Fizeram um ato às pressas claramente por interesse eleitoral sem sequer atentar para as questões técnicas que a legislação exige”.

Para ele, o caso dá mais uma demonstração de como o projeto da ponte não é tratado com responsabilidade pelos governos do PT. “Isso significa que o presidente veio aqui, gastou recursos públicos para realizar uma agenda institucional que não teve nenhum efeito do ponto de vista legal e mais uma vez enganou a população baiana”, critica Correia.

Quem visitou o local nos últimos dias, ouviu de trabalhadores que o canteiro para as obras, com uma estrutura metálica provisória, foi montado apenas para a cerimônia política com o presidente Lula.

“A população esperava o avanço concreto de uma obra aguardada há décadas. O que não pode acontecer é o marketing sair na frente da execução real”, concluiu o líder da oposição.

Por Redação/Politita Livre

Kassab nega ao STF ter influenciado destinação de emendas parlamentares como presidente do PSD

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (17) nunca ter participado da indicação de emendas parlamentares como dirigente do partido.

A declaração se contrapõe à afirmação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de que tanto ele como outros dirigentes de siglas com representantes no Congresso Nacional interferem no envio de emendas.

"É lógico. A função do presidente é cuidar do partido", disse o dirigente do PL em entrevista à GloboNews na terça (14).

A fala de Valdemar embasou determinação do ministro do STF Flávio Dino para que os presidentes de 21 partidos explicassem se têm cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo que permita que decidam sobre o destino de emendas parlamentares de senadores e deputados.

"Valdemar Costa Neto é um político de destaque e preside um dos maiores partidos brasileiros, logo as suas afirmações públicas merecem atenção. Caso procedentes, constituem uma novidade relevante nestes autos", escreveu o magistrado, que é relator de ação no Supremo que trata desses repasses.

Ele deu dez dias úteis para a resposta. Kassab a entregou em dois.

Declarou que, "em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático – PSD houve sequer menção" à possibilidade de ele exercer influência na destinação de emendas parlamentares.

Em resposta à questão posta por Dino sobre a quem compete autorizar e deliberar o uso desses recursos, Kassab declarou que a orientação é seguir a legislação.

"No caso do Partido Social Democrático, a orientação aos respectivos líderes é pelo absoluto respeito às regras regimentais das Casas Legislativas em relação às formas legais de distribuição das emendas."

O presidente do PSD afirmou também que a gestão do partido nunca participou de debate sobre critérios para distribuição desses valores. Ainda, que a legenda segue os parâmetros legais e regimentais, conforme a deliberação do Congresso Nacional.

"A presidência do PSD jamais imiscuiu, sugestionou ou tampouco participou de qualquer deliberação acerca dos critérios que envolvem fatores relacionados à destinação de emendas parlamentares", disse.

Dino também questionou que fundamento jurídico os partidos usam. Kassab afirmou apenas que "devem ser observados os vetores constitucionais e demais dispositivos infraconstitucionais, sempre à luz dos mecanismos de controle e transparência", sem detalhar a dinâmica interna da sigla.

Em sua decisão, o ministro havia dito que não existe registro de modalidade de emendas de titularidade ou "cedidas" aos caciques partidários. Ele reforçou que cabe a quem exerce mandato propor e deliberar sobre os repasses, mas que manifestações "aparentemente contrárias a essa premissa" causam dúvidas se isso é feito.

Na última semana, ele determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto e de R$ 6,15 milhões do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG) após a Polícia Federal apontar que eles atuaram para direcionar emendas mesmo sem mandato no Congresso.

Por Ana Pompeu/Folhapress

Moraes nega visita de Milei a Jair Bolsonaro na prisão domiciliar

Pedido de autorização para visita do presidente argentino foi apresentado pela defesa de Bolsonaro. Moraes citou decisão desta sexta que ampliou restrições de visitas ao ex-presidente e considerou solicitação dos advogados 'prejudicada'.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (18) um pedido da defesa de Jair Bolsonaro de autorização para uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente brasileiro na prisão domiciliar.

O encontro pretendido por Bolsonaro aconteceria no próximo dia 25 de julho, data em que está prevista uma viagem do presidente argentino ao Brasil. Na semana passada, Milei mencionou a ida ao Brasil para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência pelo PL e encontrar Jair.

Na decisão deste sábado, o ministro do STF enfatizou que o ex-presidente cumpre medidas cautelares restritivas. Ao justificar a negativa, Moraes fez menção à decisão desta sexta-feira (17) que proibiu visitas de caráter "político-eleitoral".

Nesta sexta, Alexandre de Moraes proibiu o ex-presidente de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de 2026 e vetou a divulgação de manifestos políticos, inclusive por meio de terceiros.

Moraes também determinou a suspensão do direito de visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias — abrindo exceção apenas para advogados, médicos e profissionais de fisioterapia.

O ex-presidente cumpre, em regime domiciliar, pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Na casa em que está preso em Brasília, Bolsonaro convive com a esposa Michelle, uma filha e uma enteada, além de funcionários e seguranças.

A nova determinação judicial foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares anteriores. No último dia 11 de julho, o senador Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para divulgar uma "Carta aos Brasileiros", escrita e assinada de próprio punho por Jair Bolsonaro.

No texto, o ex-presidente declarava apoio explícito à pré-candidatura do filho ao Planalto e pedia que seus apoiadores se empenhassem na campanha.


Na decisão desta sexta, o ministro apontou que houve "flagrante descumprimento" e "participação ativa" do ex-presidente na formulação de "material pré-fabricado" para burla das restrições de comunicação externa e uso de redes sociais vigentes na prisão domiciliar humanitária.

A defesa de Bolsonaro alegou ao STF que ele "jamais soube que a carta seria publicizada", mas a justificativa foi rebatida por Moraes e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que destacaram o teor público do documento direcionado "aos brasileiros".

Jair Bolsonaro cumpre pena privativa de liberdade desde 25 de novembro de 2025. Ele foi transferido para o regime de prisão domiciliar humanitária em 24 de março, logo após receber alta hospitalar depois de uma broncopneumonia.

Na decisão desta sexta, Moraes rechaçou o argumento de que as novas sanções isolariam completamente o ex-presidente, classificando a alegação como "patética".

O ministro listou que, desde o início do regime domiciliar, Bolsonaro convive diariamente com a esposa, a filha e a enteada, além de funcionários, e já recebeu um total de 185 visitas, incluindo 64 de advogados, 31 de seus filhos (antes das suspensões) e 70 atendimentos médicos.

O magistrado alertou ainda que novos descumprimentos das ordens judiciais poderão provocar a revogação do benefício humanitário e o retorno do ex-presidente ao sistema prisional em regime fechado. 
Por g1 — Brasília

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