Polícia Federal estaria montando articulação para “dar troco” em André Mendonça

Uma ala da Polícia Federal estaria se articulando para “dar troco” no ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, do colunista Lauro Jardim no O Globo, aponta que, na PF, cresceu o sentimento de vingança por uma suposta tentativa de desmoralizar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Segundo um grupo interno, o ministro estaria em uma “cruzada” contra o gestor da corporação. À coluna de Jardim, um delegado da PF teria dito que “o troco não vai tardar”.

Esses "trocos" estariam relacionados ao que uma ala da PF costuma repetir sobre uma suposta blindagem que Mendonça teria feito ao longo do último ano em investigados próximos ao bolsonarismo, como o ex-governador Cláudio Castro

Por Redação/Bahia noticias

Planeta vai exceder limite de 1,5°C e tarefa agora será voltar a ele, diz ONU

Em relatório publicado nesta quarta-feira (2), o Pnuma, o programa das Nações Unidas para o meio ambiente, faz um amplo relato sobre as implicações de um planeta acima do 1,5°C de aquecimento e as escolhas que restam para trazer a temperatura global de volta a níveis suportáveis. Lista também o estrago que o processo deixará pelo caminho.

Há opções, não muitas, e elas são urgentes, segundo a publicação "Limiting overshoot", que traz no título o termo científico usado para descrever uma trajetória de aquecimento acima do preconizado pelo Acordo de Paris. "Precisamos nos empenhar para manter o pico do aquecimento o mais baixo possível e esse próprio pico o mais curto possível para derrubar as temperaturas", afirma Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma.

Assinado em 2015, o acordo definiu que as nações signatárias têm o compromisso de conter o aumento da temperatura do planeta bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, com o esforço de não superar 1,5°C. Pelo cenário atual de emissões, provocado sobretudo pela queima de petróleo, carvão e gás natural, esse limite será superado antes do fim da década; 2,8°C são projetados para o fim do século.

A estratégia descrita por Andersen se chama "trajetória de pico e declínio do 'overshoot'". Pelo plano, o planeta realizaria reduções rápidas e profundas nas emissões de CO?, metano e outros gases de efeito estufa em busca de emissões líquidas zeradas. Na sequência, buscaria ir além desse marco, trabalhando com emissões líquidas negativas.

Tudo isso significa retirar dióxido de carbono do ar, com os métodos naturais conhecidos, como reflorestamento, e também por meio de tecnologias ainda em desenvolvimento. "Como complemento da redução das emissões, não como seu substituto", alerta a diretora.

Para cada 0,1°C de aumento nos termômetros, o IPCC, painel intergovernamental sobre mudanças climáticas, calcula que seriam necessárias emissões negativas de 220 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, algo como quatro vezes o que é lançado anualmente na atmosfera.

"Para ter sucesso, portanto, precisamos de uma vontade política mais firme e de multilateralismo, além de uma governança mais ágil e inclusiva", diz Andersen, lembrando que preceitos como igualdade e Justiça precisam balizar as ações. "Países com maior responsabilidade histórica pela mudança climática têm que fazer a maior parte do trabalho".

Em termos gerais, o estudo do Pnuma lista três fases ou desafios para enfrentar o "overshoot":

Respostas já. É preciso políticas imediatas para cortar as emissões de carbono e também de gases de vida mais curta, como o metano; medidas urgentes de adaptação devem ser tomadas para proteger populações e ecossistemas, já submetidos a inúmeros efeitos deletérios da mudança climática.

Limitar o aquecimento e gerenciar riscos. Investir em uma descarbonização profunda rumo às emissões líquidas zero; ao mesmo tempo, aprimorar estratégias de adaptação, prevendo uma gama mais ampla de riscos e impactos, pois, ainda que os termômetros sejam contidos, os estragos de um planeta aquecido estarão em curso.

Sustentar a redução das emissões e ampliar a adaptação. Depois de zerar as emissões líquidas, será preciso torná-las negativas para retirar CO? da atmosfera e baixar os termômetros; buscar sustentabilidade para gerenciar riscos climáticos persistentes.

"Já estamos vendo esses riscos crescendo em frequência, intensidade e duração, com implicações para os sistemas naturais que nos sustentam", diz Debra Roberts, uma das autoras do relatório, em referência à ocorrência cada vez maior de eventos extremos no planeta, como ondas de calor, secas, enchentes e elevação do nível do mar.

Boa parte desses fenômenos, mostram estudos de atribuição, vem sendo intensificada ou mesmo provocada pela mudança climática. Um exemplo eloquente, ainda em análise, é o recente deslizamento de terra entre o Nepal e a China, com milhares de vítimas. Um novo normal para o planeta e sem volta, na maioria dos casos.

O estudo reconhece que fazer o mundo retornar a uma determinada temperatura não vai reverter as perdas acumuladas durante o período de "overshoot". "É o caso dos ecossistemas em risco: corais, zonas úmidas costeiras, florestas tropicais, montanhas polares e outros sistemas naturais vulneráveis que vão ultrapassar limites críticos durante essa trajetória. Todos seremos impactados."

Questionada qual era a diferença de mudar de verbo em relação ao limite de 1,5°C, de evitar ultrapassá-lo para agora, admitido o fracasso coletivo, trabalhar para voltar a ele, Andersen declarou que era uma forma de reconhecer o momento em que o planeta se encontra.

"Mas é também afirmar que 1,5°C é o que aceitamos globalmente nos âmbitos científico e político, que é nesse limite que precisamos estar", afirma a diretora do Pnuma.

"Qualquer coisa acima disso, no longo prazo, projeta um futuro insustentável para muitos, muitos mesmo, especialmente os mais pobres e vulneráveis."

"Embora o Pnuma tenha feito um bom trabalho ao descrever o buraco em que nos colocamos, ele falha em nos mostrar que há uma saída", critica Bill Hare, diretor da Climate Analytics e ex-integrante do IPCC.

"A omissão de algumas análises de mitigação de importância fundamental pode transformá-lo em um apelo à apatia, em vez de um chamado à ação."

Segundo a ONG, o relatório dedica pouco espaço à necessidade de eliminar os combustíveis fósseis e não faz nenhuma menção ao processo iniciado por mais de 50 países na COP30, em Belém, no ano passado, em busca de uma transição energética programada.

Aponta também que vários setores da economia já têm como zerar suas emissões líquidas até 2050 e que, se os governos forem suficientemente ambiciosos, seria possível derrubar o aquecimento para menos do que 1,5°C até o fim do século.

Nota, por último, que o documento do Pnuma se absteve de lembrar os governos dos compromissos assumidos em diversos fóruns internacionais, inclusive no Acordo de Paris.
Por José Henrique Mariante | Folhapress

Impactos de fim da escala 6x1 dividem empresários, sindicatos e economistas

Enquanto avança em Brasília, o debate sobre os impactos do fim da escala 6x1 ainda divide economistas e empresários.
A PEC (proposta de emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e adiciona um dia de descanso semanal, sem redução no salário, ainda precisa ser votada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o que está previsto para ocorrer nesta quarta-feira (2).

A discussão ganhou um novo fôlego pouco mais de um mês antes das eleições, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro. A medida é uma das bandeiras encampadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em busca da reeleição.

O petista tem associado o fim da escala 6x1 a mais disponibilidade de tempo para os trabalhadores ficarem com suas famílias, em um movimento para aumentar a pressão pela aprovação do projeto.

"Tem gente que joga contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, mas o nosso governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6x1, sem redução do salário", declarou o presidente em seu perfil no X (ex-Twitter).

Os articuladores políticos do governo, no entanto, já traçam um novo cenário para votação do projeto caso não seja possível resolver o assunto no Senado ainda nesta semana.

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, por sua vez, interrompeu as agendas de campanha e permaneceu em Brasília nesta terça-feira (1º), de onde acompanhou as articulações no Congresso em torno da proposta.

O senador fluminense evitou dizer como deve votar em relação ao fim da escala 6x1, mas reforçou que defende proposta alternativa à apoiada pelo governo Lula (PT). Segundo ele, o trabalhador deve ter liberdade para escolher a própria jornada.

O QUE DIZEM OS EMPRESÁRIOS?

Um posicionamento semelhante ao do senador do PL foi defendido pelo empresário Luciano Hang, das Lojas Havan, em um evento de inauguração em Caldas Novas (GO).

"Quer trabalhar oito horas sábado, domingo, feriado. Tem a folga, que vocês têm de ter. Vai da pessoa. A liberdade do trabalho é de vocês, não do Congresso Nacional", disse a funcionários.

Em suas redes sociais, Hang se defendeu de críticas e disse que o recorte em que aparece falando com os trabalhadores foi distorcido e tirado de contexto.

"Apenas dei minha opinião sobre uma pauta que está no Congresso e que impacta trabalhadores e, principalmente, pequenos empreendedores. Quem quiser trabalhar mais e ganhar mais, que possa. Quem quiser trabalhar menos e descansar mais, também."

A visão de Hang contrasta com outra fala, que também ganhou repercussão nas redes nos últimos meses, em uma reunião sindical realizada em São Paulo.

A empresária do setor de alimentos e bebidas Isabela Raposeiras defendeu a mudança da jornada de trabalho e destacou os benefícios da transição da tradicional escala 6x1 para o modelo 4x3 (de quatro dias de trabalho e três de descanso, como era defendido anteriormente na proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

"A priori eu sou a força contrária, dizem. Sou uma empresária do setor de alimentos e bebidas, do varejo de alimentos e bebidas, que é um dos mais complexos, é um dos que mais emprega na escala 6x1, funciona todos os dias, jamais fui 6x1, e agora sou 4x3. Produtividade é uma coisa, capacidade de produção é outra", disse a responsável pelo Coffee Lab, de São Paulo, afirmando que seu faturamento cresceu 35% com a escala menor.

"E a produtividade aumenta imensamente quando as pessoas são vistas, ouvidas, descansadas e bem tratadas. Porque o nosso principal ativo numa empresa é o nosso recurso humano. E o empresário que não entendeu isso ainda, não deveria ser empresário. Porque aqui eu represento mais de 10 mil empresários que estão a favor e já estão em outras escalas."

O texto aprovado na Câmara dos Deputados prevê que o direito a um dia mais de descanso passe a valer 60 dias depois da promulgação da emenda.

Primeiro, a redução da jornada semanal será de 44 horas, como é hoje, para 42 horas. Uma segunda e última fase define a redução para 40 horas e será aplicada 12 meses depois.

A oposição protocolou 14 emendas para alterar a PEC aprovada pela Câmara, a maioria delas visando aumentar o período de transição ou garantir que o efeito da proposta não atinja quem trabalha na escala 12x36.

Representando os setores de comércio de bens, serviços e turismo, a CNC lançou uma campanha contra a votação e possível extinção da escala de trabalho. A entidade destaca a proximidade das eleições como fator de alarme para os associados e pede que a proposta não seja votada antes do pleito.

"A conta já está alta demais" é a temática principal da campanha. Nas peças de divulgação, também aparece o lema: "Mudança das regras do trabalho às vésperas das eleições? Agora não."

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, afirma que a discussão exige uma análise setor a setor. Ele diz que a redução de jornada feita no Chile em 2024 implicou aumento de informalidade, desemprego e inflação, além de queda de 1% a 3% no PIB (Produto Interno Bruto).

O presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores ) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, rebate o argumento dos sindicatos patronais, de que a discussão deveria aguardar o término do processo eleitoral.

"Essa questão não caiu do céu. A redução para 40 horas está dada no Brasil desde 1917, na primeira greve que ocorreu aqui, não é por causa das eleições. A escala 6x1, sim, é mais recente, mas mesmo assim já tem mais de três anos de discussão", diz.

"Desde a Lei Áurea, os empresários sempre reclamaram de qualquer mudança, até no fim da escravidão. Essa questão colocada pela área empresarial é mais para marcar a posição deles, não representa o que pensa a sociedade", complementa.

Uma pesquisa Datafolha apontou que o apoio ao fim da escala 6x1 atingia 71% dos brasileiros, enquanto 27% acreditavam que não deveria; 3% não opinaram. As entrevistas foram feitas de 3 a 5 de março.

O QUE DIZEM OS ECONOMISTAS?

Há diversos argumentos pelo fim da escala 6x1, que vão de melhora na saúde mental e física dos trabalhadores a efeitos econômicos devido ao maior tempo de lazer.

Os principais argumentos contrários são econômicos e estão ligados aos impactos da redução da jornada no custo do trabalho para as empresas.

Alguns estudos apontam elevação de custos, eliminação de vagas formais e redução do PIB (Produto Interno Bruto).

Outras análises mostram que não haverá desemprego significativo e que a elevação das despesas poderá ser absorvida pelas empresas.

Um cálculo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por outro lado, mostrou que a medida elevaria o custo da mão de obra em 7,84%. Esse percentual poderia ser absorvido pela economia sem impacto relevante no PIB, por se assemelhar ao custo da política de valorização do salário mínimo.

Outro estudo, do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), aponta que não é possível afirmar que a redução da jornada levaria necessariamente a perdas econômicas, porque parte da mudança pode ser compensada por aumento de produtividade, por exemplo.

O risco inflacionário é outro ponto de divergência. Para alguns economistas, a redução da oferta de horas trabalhadas, em um mercado com desemprego historicamente baixo, agravaria o desequilíbrio entre demanda e oferta, pressionando salários e preços.

Um cálculo da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) aponta que, com o fim da escala 6x1, os custos com mão de obra vão subir até 15%. A entidade estima uma queda de quase 600 mil horas de trabalho no ano e que, para isso, seria necessário contratar cerca de 288 mil novos trabalhadores como compensação.

Já o Dieese calcula que uma redução de 9,09% na jornada de trabalho (de 44 para 40 horas semanais) representaria um aumento da participação dos salários no custo das indústrias de transformação de 22% para 24%, variação sem impacto relevante sobre indicadores macroeconômicos.

Além disso, outro argumento é que haverá redução nos custos das empresas com vale-transporte, com vale-refeição e com afastamento de trabalhadores por motivo de saúde.

Uma série de reportagens da Folha mostra a experiência de algumas empresas que adotaram voluntariamente a escala 5x2. Na maioria dos casos, houve redução na rotatividade e aumento na procura por vagas de trabalho.

Um argumento a favor da mudança na jornada é que trabalhadores mais descansados produzem mais e melhor, além de terem mais tempo para estudar e se capacitar.

Nos últimos 30 anos, no entanto, a produtividade por trabalhador no Brasil ficou travada, o que leva entidades empresariais a questionar a viabilidade de a medida ser compensada por ganhos de eficiência.

Um estudo conduzido pelos pesquisadores Fernando de Holanda Barbosa e Paulo Peruchetti, do FGV/Ibre, aponta que menos horas de trabalho implicam, no curto prazo, menor produção por trabalhador e, portanto, perda de produtividade.

Em 2024 ela era equivalente a menos de um quarto, em termos de riqueza, do que é produzido por um par norte-americano, de acordo com dados do Conference Board.

O professor Naercio Menezes Filho, do Insper e da FEA-USP (Faculdade de Economia Aplicada da Universidade de São Paulo), com coautores, investigou os efeitos nas décadas de 1980 e 1990, quando a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 44 horas semanais.

Eles concluíram que não houve aumento de desemprego e que a probabilidade de saída do trabalho até diminuiu. A renda cresceu, e o bem-estar foi comprovado. "Não precisa ser economista para saber que uma pessoa que fica fora de casa por 10, 12 horas por dia, não tem tempo para a família", disse à Folha.

Já segundo cálculo do economista Daniel Duque, divulgado pelo CLP (Centro de Liderança Pública), diminuir a jornada sem cortar salário elevaria o custo do trabalho por hora, pressionando empresas a ajustar preços e trazendo desemprego.

Haveria redução de cerca de 638,7 mil postos formais, com impactos maiores em setores como construção, comércio e indústria de transformação, apontam os cálculos, feitos a partir de um estudo sobre o mercado de trabalho português.

"Em um país com produtividade mais baixa, uma redução de jornada pode até ser desejável do ponto de vista de bem-estar, mas o custo de transição tende a ser mais sensível se nada mais mudar", diz.

Por Douglas Gavras/Folhapress

Laryssa Dias recebe coordenador-geral da campanha de Jerônimo e Lula na Bahia para agenda estratégica no Médio Rio de Contas

A prefeita de Ipiaú, Laryssa Dias, participou, ao lado do Consórcio Intermunicipal do Médio Rio de Contas (CIMURC), de uma agenda com Adolfo Loyola, coordenador-geral da campanha do governador Jerônimo Rodrigues e do time do presidente Lula na Bahia. O encontro reuniu prefeitos, vereadores e representantes políticos de municípios da região para discutir estratégias e os próximos passos da caminhada.

Realizado em Ipiaú, o encontro foi marcado pela troca de experiências, escuta e alinhamento de ações. A iniciativa buscou aproximar diferentes forças políticas em torno de um projeto comum para a Bahia, considerando as particularidades, desafios e potencialidades de cada município.

Durante a agenda, Adolfo Loyola destacou a importância de reunir a experiência de quem conhece de perto a realidade dos municípios baianos e transformar essa força em uma campanha organizada e presente nos 417 municípios.

“Cada liderança tem uma história, conhece sua cidade e sabe onde estão os desafios e as oportunidades. Nosso papel é juntar essa experiência, fortalecer nossas alianças e transformar essa força em uma campanha cada vez mais presente e organizada em toda a Bahia”, destacou Adolfo.

Para a prefeita Laryssa Dias, a construção desse trabalho passa também pelos resultados concretos da parceria com o Governo do Estado. Ela ressaltou que vem realizando visitas e reuniões com representantes municipais para fortalecer a presença do governador Jerônimo Rodrigues na região e apresentar as ações que estão transformando a realidade de Ipiaú.

Entre os investimentos recentes, Laryssa destacou o início, nesta semana, das obras de pavimentação asfáltica de 14 ruas, além da pavimentação da rodovia entre Taibó e Apuarema, com início previsto para breve. Também foram citadas a construção do novo CAPS, investimentos habitacionais e outras obras e ações em parceria com o Governo do Estado.

“Em Ipiaú, temos obras importantes acontecendo e outras como a Macrodrenagem que esta em processo de licitação. São investimentos que melhoram a vida das pessoas e mostram a força de uma parceria construída com diálogo e trabalho”, afirmou Laryssa.

Mensagens em poder da PF expõem elos e indicam atuação de Moraes a favor de Vorcaro

Mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, indicaram a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a favor do ex-banqueiro e colocaram os órgãos da cúpula do Judiciário em uma crise inédita.

A retirada de sigilo da investigação nesta terça-feira (1º) , por decisão do ministro André Mendonça, aponta que, dias antes de ser preso pela PF, Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o país. O conteúdo revela ainda que o dono do Master, atualmente preso, pediu encontros com o magistrado para tratar dos negócios que o tornaram alvo de investigação por fraude bancária bilionária —e que eles se encontraram pelo menos seis vezes.

As informações em poder da PF mostram também que Moraes fez edições no contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Master, antes de o documento ser assinado. Procurado pela reportagem, o ministro não se manifestou.

Além de acirrar uma guerra interna dentro do STF e de mobilizar a oposição pelo impeachment de Moraes, as revelações geraram reação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, também citado nas conversas. Ele pediu a anulação do relatório da PF e disse que Mendonça "se valeu da polícia" para "impor a investigação" de Moraes, exercendo "atividades que não lhe foram assinaladas".

Mendonça solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, para que seja marcada sessão presencial do plenário do STF para debater as mensagens. Ele havia pedido que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestasse sobre o caso, no qual aparecem também mensagens em que Vorcaro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor —as referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Paulo Gonet.

Vorcaro foi preso pela PF no dia 17 de novembro de 2025, quando se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Malta. Documentos mostram que no dia 14 ele pergunta a Moraes se está "marcado amanhã lá em casa" ou se "prefere deixar para semana que vem". Minutos depois, confirma: "Vou chegar 14:30 ok! La em casa marcado".

Na noite do dia 15 de novembro, dois dias antes de ser preso, o ex-banqueiro pede um encontro com Moraes que "pode ser bem rápido". "As 14 então. Passo na sua casa ou na minha?", completa.

Na ocasião, um sábado, Vorcaro envia a Moraes a mensagem: "Acha que segunda já tenho que estar fora?", questionando sobre a necessidade de sair do país. No dia seguinte, 16, um domingo, avisa: "Já estou em voo, vou pousar 14:20 e irei direto praí, tudo bem?"

As trocas de mensagem sobre os encontros aconteceram simultaneamente a outras mensagens, nas quais Vorcaro questionava Moraes sobre o andamento do processo contra ele e o Master.

Durante as trocas, o dono do Master pergunta diversas vezes sobre as apurações contra ele, se mostra indignado e diz que está tentando resolver todas as pendências para evitar problemas.

As conversas entre Vorcaro e Moraes constam de material apreendido no celular do ex-banqueiro. Vorcaro costumava mandar mensagens em visualização única, que somem logo após serem lidas, e fazia isso enviando prints de textos anotados no bloco de notas do celular. A PF foi capaz de recuperar o conteúdo.

O relatório produzido mostra ainda que Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro (PL), intermediou o contato entre Vorcaro e Moraes. De acordo com o material, Faria repassou os números de telefone de Moraes a Vorcaro, no final de 2023, por meio do aplicativo WhatsApp, que foi salvo logo em seguida em sua agenda.

Logo em seguida, Faria encaminhou mensagem ao dono do Master mencionando "Alex" e "almoço no dia 30". A PF registrou também que, no mês seguinte, o ex-ministro de Bolsonaro perguntou a Vorcaro se ele poderia falar, pois iria conversar com interlocutor não nominado no diálogo, ao qual se refere por meio do emoji de "homem careca".

No mesmo dia, ele perguntou se Vorcaro "respondeu a Vivi". Dois dias depois, em 17 de janeiro de 2024, o contato "Vivi Moraes" retornou com a versão final do contrato firmado entre o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com o dono do Master.

O acordo teve a sua última modificação feita pelo usuário "Ministro Alexandre de Moraes", em 15 de janeiro de 2024, conforme metadados do documento.

Em outra mensagem, Faria enviou mensagem a Vorcaro informando que havia confirmado jantar com "o Careca" para o início de fevereiro. Já em março de 2024, foi pedido um outro encontro por ele a Moraes, que respondeu que não conseguia jantar, mas teria tempo "de tomar um whisky".

Em nota, Faria disse que sugeriu o escritório Barci de Moraes para atuação em um caso na Justiça de São Paulo, que não se reuniu em nenhum momento com a banca e "sequer tomou conhecimento dos valores contratados entre as partes".

Entenda a relação Moraes-Vorcaro, segundo a PF
  • Prisão
Vorcaro perguntou a Moraes, duas vezes, se tinha chance de ser preso. Dois dias antes da prisão, que aconteceu em 17 de novembro de 2025, ele pergunta: "Acha que segunda já tenho que estar fora?" No dia anterior, já tinha perguntado: "Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?"
  • Contrato
Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões de Vorcaro com o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes
  • Avião
Vorcaro negociou a transferência de cotas de um jatinho e de um helicóptero como pagamento por um segundo contrato, no valor de R$ 50 milhões, com o escritório de Viviane Barci de Moraes
  • Encontros
Moraes e Vorcaro teriam se encontrado pelo menos seis vezes
  • Pressão
Vorcaro afirmou ao ex-diretor de Fiscalização do BC Paulo Sérgio Neves de Souza que o ministro Moraes "vai chamar o Paulo para dar um aperto". Em outros diálogos, o banqueiro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor. As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República
  • Eventos
Moraes deu palpites e vetou convidados de duas edições de um Fórum Jurídico em Londres que tiveram entre os organizadores o ex-banqueiro

A investigação da PF mostra que a transferência de cotas de um jatinho e de um helicóptero como pagamento por um segundo contrato com o escritório de Viviane Barci de Moraes.

O contrato de R$ 50 milhões previa quitar R$ 40 milhões com a transferência de cotas das duas aeronaves. Outros R$ 10 milhões seriam acertados como reembolso das despesas envolvidas nos voos, segundo uma minuta de contrato.

Em nota, o escritório de Viviane Barci de Moraes disse que assinou apenas um primeiro contrato, de cerca de R$ 130 milhões, com o Master e nega "transferência ou substituição do contrato". Diz ainda que a proposta de Vorcaro não foi aceita e que "nada foi assinado e o contrato original foi extinto com a liquidação do banco, o que encerrou qualquer vínculo com a instituição".

Senado e campanha eleitoral

No Senado, responsável por sabatinar e votar a indicação de nomes ao Supremo, a oposição subiu o tom nas cobranças pelo impeachment de Moraes, embora admita poucos efeitos práticos, diante da falta de votos e de apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Reservadamente, dois aliados de Alcolumbre dizem não ver qualquer mudança de postura por parte dele, a partir das novas informações sobre a relação entre o ministro e o ex-banqueiro.

O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu que o ministro renuncie ao cargo e cobrou explicações —apesar de, ele próprio, evitar responder sobre sua relação com Vorcaro. O ex-banqueiro financiou o filme "Dark Horse", que contará a história de seu pai.

Aliados de Lula (PT), por sua vez, minimizaram o risco de abalos à candidatura à reeleição do petista, afirmando que Flávio, seu principal oponente, é quem será afetado pelos avanços das investigações do caso Master, especialmente em decorrência do escândalo "Dark Horse".

Por José Marques , Luísa Martins , João Gabriel , Raquel Lopes , Constança Rezende , Ana Pompeu e Mateus Vargas/Folhapress

Adolescentes são apreendidos suspeitos de usar comprovante falso de Pix em supermercado de Jequié

Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram apreendidos pela Polícia Civil na segunda-feira (31), suspeitos de utilizar um comprovante falso de Pix para realizar compras em um supermercado localizado no Centro de Jequié.

Segundo informações da polícia, a dupla realizou compras que totalizaram R$ 1.903,01 e apresentou no caixa um comprovante de transferência bancária como forma de pagamento. No entanto, funcionários do estabelecimento verificaram que o valor não havia sido efetivamente creditado na conta do supermercado.

Diante da suspeita de fraude, a equipe do estabelecimento acionou a polícia. Os dois adolescentes foram localizados ainda no supermercado e encaminhados para apresentação à autoridade competente, que adotou as medidas cabíveis.

Durante a apuração do caso, surgiram indícios de que a mesma estratégia teria sido utilizada anteriormente pelos adolescentes. Conforme informações repassadas pelo supermercado, pelo menos seis ocorrências semelhantes teriam sido identificadas envolvendo a dupla.

Somadas, as compras realizadas mediante os supostos comprovantes falsos teriam provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 6.713 ao estabelecimento. O caso será apurado pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias das ocorrências e a eventual participação dos adolescentes nos episódios anteriores. *Com informações do Blog Jequié e Região/Souza Andrade.

Alcolumbre diz que quantidade de pedidos de impeachment do STF não é normal e não responde sobre Moraes

       Presidente do Senado afirma que há 109 pedidos de afastamento de ministros da Corte

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, nesta terça-feira (1º), que não é normal haver 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em resposta às novas mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, do banco Master.

A oposição bolsonarista do Congresso e o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, voltaram a pressionar pelo impeachment de Moraes. Mas aliados de Alcolumbre consideram que a chance de um processo como esse avançar é zero —até porque o presidente do Senado tem uma relação próxima com o ministro.

Ao deixar o Senado, Alcolumbre afirmou a jornalistas que vem sendo pressionado com pedidos de impeachment há muito tempo.

"A minha percepção é que tem 109 pedidos, isso não é normal. [São] 109 solicitações no Congresso, [a respeito] dos 10 ministros, de pedido de impeachment de ministros do Supremo", disse.

Questionado a respeito da relação entre Moraes e Vorcaro revelada pelas mensagens, Alcolumbre respondeu: "Eu não achei nada, eu não devo achar nada".

Alcolumbre, Moraes e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) jantam juntos frequentemente e têm uma relação de bastante proximidade. Na presidência, os dois senadores sempre se colocaram como anteparo do afastamento de Moraes.

Investigação da Polícia Federal tornada pública nesta terça indica que Vorcaro perguntou a Moraes se deveria fugir do país, dois dias antes da operação em que acabou preso, em novembro do ano passado.

Moraes também editou o contrato de R$ 131 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório da mulher dele, Viviane Barci de Moraes.

Além do pedido de impeachment de Moraes, a oposição apresentou uma queixa-crime contra ele na PGR (Procuradoria-Geral da República) e um ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, em que pede a abertura de uma investigação.

A oposição afirmou que também vai enviar um ofício ao presidente Lula (PT) pedindo o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e acionar a PGR contra ele —mas não por meio do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que acusam de estar contaminado.

Em mensagens enviadas a Moraes, Vorcaro pergunta se o ministro poderia intervir a favor dele junto a Andrei ou a Gonet. Relatório da PF aponta que um filho de Gonet pediu a Vorcaro para ir a um evento custeado pelo então banqueiro em Londres, com despesas pagas.

Congressistas afirmam que as revelações sobre Moraes e Vorcaro devem incendiar ainda mais as eleições, tanto a de presidente da República como a de senadores. O caso também estará no centro da manifestação bolsonarista marcada para o feriado de 7 de Setembro, em São Paulo.
Por Carolina Linhares/Folhapress


Aliados de Moraes reclamam de Mendonça ter divulgado relatório da PF contra colega; veja bastidor

BRASÍLIA – Aliados de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) se incomodaram mais com a divulgação do relatório da Polícia Federal por André Mendonça do que com o conteúdo das investigações. Para essa ala da Corte, Mendonça poderia ter segurado o que chamaram de “indícios” contra o colega e apresentado ao presidente, Edson Fachin, para debater a providência cabível de forma privada.

Integrantes do tribunal compararam o caso atual com o relatório da PF que encontrou relações do ministro Dias Toffoli com Daniel Vorcaro. Na época, Toffoli era relator das investigações. Fachin convocou os ministros para discutir o assunto na presidência. Ao fim, o relatório foi arquivado sem divulgação e Toffoli deixou a relatoria do processo.

Além de ter retirado o sigilo do relatório, Mendonça indicou que o caso deveria ser julgado em plenário, em sessão presencial e pública. A decisão se isso vai ou não acontecer caberá a Fachin. Segundo uma fonte do STF, a forma como Mendonça conduziu o caso indicaria que ele tem interesse em “atacar” Moraes.

Mesmo com críticas à postura de Mendonça, há entre aliados de Moraes quem considere os “indícios” graves e passíveis de apuração. No entanto, a atitude de relator pode colaborar para que ele tenha menos votos em um possível julgamento do caso em plenário.

Hoje, o único voto garantido para Mendonça é o de Luiz Fux. Moraes conta com o apoio de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Outros ministros do STF vão precisar ponderar entre a importância de se investigar desvios de um dos membros e a vulnerabilidade que isso traz para o tribunal.

Em caráter reservado, um ministro afirmou que não há como prever um placar hoje. Mas, na avaliação dele, uma coisa é certa: o tribunal sai derrotado com a exposição do caso.

Fonte: Estadão

Gonet pede anulação de relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro

Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (1º) a anulação do relatório da Polícia Federal que traz conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um interlocutor apontado como sendo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.Gonet, que também é citado no relatório, diz que o ministro André Mendonça, relator do caso na corte, "impôs a investigação" do colega.

"Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais", disse. Segundo ele, o relator "se valeu da polícia" para exercer "atividades que não lhe foram assinaladas".

"A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual", afirma.

Uma série de mensagens, minutas de contratos e metadados obtidos pela PF no celular de Vorcaro ampliou as informações conhecidas sobre a relação do ex-dono do Master com autoridades.

Vorcaro procurou Moraes enquanto tentava salvar o banco e acompanhar as investigações que levariam à prisão do ex-banqueiro. O material também registra pedidos para que fossem acionados o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e Gonet.

Outros documentos tratam de um contrato de cerca de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e de uma segunda proposta, de R$ 50 milhões, que previa o pagamento com cotas de um jatinho e de um helicóptero.
Por Luísa Martins/Folhapres

Prefeita Laryssa anuncia mais de R$ 6 milhões para pavimentação asfáltica de 14 ruas em Ipiaú

A prefeita Laryssa Dias anunciou um novo investimento de mais de R$ 6 milhões em pavimentação asfáltica, fruto da parceria entre a Prefeitura de Ipiaú e o Governo do Estado da Bahia. Ao todo, 14 ruas de diferentes bairros do município serão contempladas.
As obras já foram iniciadas e vão beneficiar vias localizadas nos bairros Santa Rita, ACM, Democracia, Euclides Neto, Constança e Santana, ampliando a infraestrutura e melhorando as condições de mobilidade urbana.

Confira as ruas contempladas:

* Rua Ceará (Trecho 1) – Santa Rita;

* Rua Gilberto Lefundes – Santa Rita;

* Rua Hermínia Barreto (Trecho 1) – Santa Rita;

* Rua Valdomiro Barreto – Santa Rita;

* Rua João Pereira – ACM;

* Rua A – ACM;

* Rua Iraque – ACM;

* Rua Prof. Vanda Santiago – Democracia;

* Rua Belarmino – Democracia;

* Rua Adenor Soares – Euclides Neto;

* Rua Rochael Medrado – Euclides Neto;

* Rua Benedito Lessa – ACM;

* Rua Cruzeiro (Trecho 1) – Constança;

* Rua Waldir Pires – Santana.

Com a pavimentação, os moradores passarão a contar com melhores condições de tráfego e acesso, além de mais segurança e conforto nos deslocamentos diários. A previsão é que, nos próximos dias, os serviços avancem para a aplicação do revestimento asfáltico nas vias contempladas.

“É mais um investimento importante que chega a diferentes bairros e transforma diretamente a realidade de quem vive nessas localidades. Seguimos trabalhando e fortalecendo nossa parceria com o Governo do Estado para levar infraestrutura e qualidade de vida para cada vez mais regiões de Ipiaú”, destacou a prefeita Laryssa Dias.

Vorcaro autorizou cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para filhos de Moraes, aponta mensagem

Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro do STF e advogados do escritório que firmou contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, tiveram cartões autorizados pelo próprio banqueiro, indicam diálogos de seu WhatsApp

O Banco Master emitiu, em outubro de 2025, cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A emissão dos cartões foi solicitada pelo escritório Barci de Moraes, comandado pela mulher do ministro, Viviane Barci, que firmou um contrato de R$ 131 milhões com o banco de Daniel Vorcaro.

Ao jornal O Estado de São Paulo, o escritório Barci de Moraes confirmou que os cartões de crédito foram oferecidos pelo Master, mas “jamais usados por qualquer advogado ou pessoa do escritório”.

As mensagens do celular do banqueiro indicam que, em 2 de outubro de 2025 – 15 dias antes de sua prisão no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos –, o administrador do escritório Barci de Moraes, Guilherme de Toledo Benazzi, entrou em contato com Vorcaro para tratar da emissão dos cartões.

‘Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Vamos ter problemas’, reclamou Vorcaro de parcelas atrasadas

‘Acha que 2ª tenho que estar fora?’, pergunta Vorcaro a Moraes sobre sair do País a 2 dias de prisão

Moraes editou contrato de R$ 131 milhões de Viviane Moraes com Vorcaro, indicam registros

“Bom dia Daniel, é o Guilherme, que trabalha com a Viviane, tudo bom? Quer me passar algum contato para falar a respeito do cartão de crédito da Giuliana e Alexandre?”.

O próprio Vorcaro respondeu ao administrador do Barci de Moraes enviando o contato de Adriana Solano, superintendente executiva comercial do Master.

No mesmo dia, às 14h05, Adriana Solano enviou mensagem a Vorcaro questionando se poderia seguir com a emissão dos cartões de crédito para os filhos do ministro.

“O Guilherme que trabalha com a dra Viviane (Moraes) me ligou para emitir cartão para os filhos dela.... limite de 300 pra cada... posso seguir?”, perguntou a executiva do Master. “Ok”, consentiu Vorcaro.
Por Fausto Macedo/Felipe de Paula/Aguirre Talento/Estadão

‘Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Vamos ter problemas’, reclamou Vorcaro de parcelas atrasadas

Diálogos inéditos mostram que banqueiro demonstrou preocupação com atraso em pagamento para mulher de ministro Alexandre de Moraes
Mensagens extraídas do telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que ele demonstrou preocupação e reclamou com executivos do Banco Master sobre atrasos nos pagamentos ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Nas conversas, ele afirmou que se tratava do “contrato mais importante que temos” e pediu para não haver atrasos. “Esse Barci de Moraes por favor não deixe atrasar um dia, coloca no seu controle. É o pgto mais importante que temos”, orientou o banqueiro.

Procurados, o ministro e a defesa de Vorcaro não se manifestaram.

Firmado em janeiro de 2024, o contrato de R$ 131 milhões que previa a atuação do escritório comandado por Viviane junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso, em defesa dos interesses do Banco Master, teve o pagamento atrasado pela equipe do banqueiro já no primeiro mês de vigência. De acordo com a 11.ª cláusula do contrato, os R$ 3 milhões líquidos deveriam ser quitados até o quinto dia útil de cada mês, o que não ocorreu em fevereiro.

Nas conversas do seu celular, Vorcaro disparou cobranças para vários interlocutores e funcionários sobre os pagamentos.

A primeira cobrança foi dirigida a Fabiano Zettel, alvo da Operação Compliance Zero e homem de confiança do ex-controlador do Master. Casado com Natalia Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel está preso desde março. Ele nega envolvimento nas fraudes.

Em 8 de fevereiro de 2024, Vorcaro escolheu Zettel para a primeira cobrança sobre o atraso: “Me manda Barci de Moraes assinado? Quando era o primeiro pagamento?”

Zettel encaminhou um arquivo com o contrato assinado. “Até o 5 dia útil”, respondeu.

“Então já passou. Não foi feito?”, questionou Vorcaro. “Confirma com Ângelo se não foi pago”, seguiu o banqueiro, em referência a Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, que era tesoureiro do Master e também é investigado pela Polícia Federal.

No mesmo dia, Vorcaro perguntou a Ângelo. “Pagou aquele contrato 3mm?”

“Este que o Fabiano me passou mais cedo... sim...”, respondeu o tesoureiro, enviando o comprovante de pagamento ao escritório Barci de Moraes no valor de R$ 3.422.268,14.

Pouco mais de um mês depois, em 15 de março de 2024, às 15h07, o ex-ministro das Comunicações do governo Bolsonaro Fábio Faria – apontado como responsável pela aproximação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro – procurou o banqueiro do Master para tratar dos pagamentos atrasados.

Na sequência, Faria pediu a Vorcaro o contato do funcionário do Banco Master responsável por efetuar os repasses relativos ao contrato com o escritório Barci de Moraes. O banqueiro então enviou o contato de Ângelo.

Faria respondeu: “Passei pra ele”. De acordo com investigadores, o número de Ângelo da Silva teria sido repassado por Faria ao próprio ministro.

‘Vamos ter problemas’

Imediatamente após a cobrança de Fábio Faria, Vorcaro cobrou Ângelo com oito mensagens seguidas ressaltando que o contrato com o Barci de Moraes é o “mais importante que temos”.

“Angelo. Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Não to entendendo isso. Contrato mais importante que temos te pedi pra não falhar. Surreal. Vamos ter problemas”, advertiu o banqueiro.

“Pagamento. ADV? Vou checar”, respondeu Ângelo. “Manda pagar agora”, ordenou Vorcaro ao tesoureiro do Master.

‘Pode pagar sempre, sem nota’

Minutos depois da cobrança de Vorcaro em conversa com Ângelo, o banqueiro diz a uma funcionária do Master, Romy Goerck Gentina Klenquen, superintendente de Back Office de Tesouraria, que o pagamento mensal de R$ 3 milhões para o Barci de Moraes não pode “atrasar um dia”.

“Romy esse Barci de Moraes por favor não deixe atrasar um dia, coloca no seu controle. É o pgto mais importante que temos”, escreveu Vorcaro.

“Pode deixar, estou fazendo direto por aqui. Neste instante”, respondeu Romy Goerck. “Mas todo mês acompanha isso pra mim. Pode pagar sempre, sem nota. Do jeito que for”, orientou o banqueiro.

‘Ninguém ter acesso’

Em abril de 2025, Vorcaro questionou o tesoureiro Ângelo Silva sobre onde estaria o contrato físico do escritório Barci de Moraes firmado com o Banco Master e deu ordens para que o documento não fosse compartilhado com ninguém.

“Oi. Contrato Barci de Moraes. Ta onde? É algo que pessoal tem acesso”, questionou o banqueiro.

“Tenho q ver... O q precisa”, retornou Ângelo.

“Ninguém ter acesso. Vc pegar e não deixar ninguém ter acesso a isso!”, orientou Vorcaro. “Ok. Vou localizar amanhã”, escreveu o tesoureiro.

‘Não faz barci pix né’

Em outubro de 2025, um mês antes de ser preso pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro recomendou em diálogos com o superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, que os pagamentos ao escritório Barci de Moraes não deveriam ser feitos via Pix. A conversa não explica o motivo dessa cautela.

“Mas não faz barci pix ne? Fez?”, questionou Vorcaro.

“Fez, não pode? Foi pix para os mesmos dados da ted”, explicou Alberto Felix. “Não é bom”, conclui Vorcaro.

Até outubro de 2025, o escritório de Viviane recebeu do Banco Master R$ 80.223.653,84. O valor consta na declaração de Imposto de Renda da instituição financeira, enviada em abril à CPI do Crime Organizado, do Senado.
Por Fausto Macedo/Felipe de Paula/Aguirre Talento/Estadão

Vorcaro autorizou cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para filhos de Moraes, aponta mensagem

Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro do STF e advogados do escritório que firmou contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, tiveram cartões autorizados pelo próprio banqueiro, indicam diálogos de seu WhatsApp

O Banco Master emitiu, em outubro de 2025, cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A emissão dos cartões foi solicitada pelo escritório Barci de Moraes, comandado pela mulher do ministro, Viviane Barci, que firmou um contrato de R$ 131 milhões com o banco de Daniel Vorcaro.

Ao jornal O Estado de São Paulo, o escritório Barci de Moraes confirmou que os cartões de crédito foram oferecidos pelo Master, mas “jamais usados por qualquer advogado ou pessoa do escritório”.

As mensagens do celular do banqueiro indicam que, em 2 de outubro de 2025 – 15 dias antes de sua prisão no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos –, o administrador do escritório Barci de Moraes, Guilherme de Toledo Benazzi, entrou em contato com Vorcaro para tratar da emissão dos cartões.

‘Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Vamos ter problemas’, reclamou Vorcaro de parcelas atrasadas

‘Acha que 2ª tenho que estar fora?’, pergunta Vorcaro a Moraes sobre sair do País a 2 dias de prisão

Moraes editou contrato de R$ 131 milhões de Viviane Moraes com Vorcaro, indicam registros

“Bom dia Daniel, é o Guilherme, que trabalha com a Viviane, tudo bom? Quer me passar algum contato para falar a respeito do cartão de crédito da Giuliana e Alexandre?”.

O próprio Vorcaro respondeu ao administrador do Barci de Moraes enviando o contato de Adriana Solano, superintendente executiva comercial do Master.

No mesmo dia, às 14h05, Adriana Solano enviou mensagem a Vorcaro questionando se poderia seguir com a emissão dos cartões de crédito para os filhos do ministro.

“O Guilherme que trabalha com a dra Viviane (Moraes) me ligou para emitir cartão para os filhos dela.... limite de 300 pra cada... posso seguir?”, perguntou a executiva do Master. “Ok”, consentiu Vorcaro.
Por Fausto Macedo/Felipe de Paula/Aguirre Talento/Estadão

Vorcaro pediu intervenção na PF para adiar operação e evitar falência do Banco Master, aponta perícia

 

A Polícia Federal (PF) identificou, em relatório pericial, uma mensagem enviada pelo empresário Daniel Vorcaro ao contato cadastrado em seu celular como "Alexandre de Moraes BRASILIA", na qual o controlador do Banco Master pede que seja feita uma interlocução junto à direção da própria PF para adiar uma medida policial que, segundo ele, poderia levar a instituição à quebra.

O documento que estava em sigilo de justiça, obtido pelo Bahia Notícias (BN), registra a recuperação de uma imagem enviada por meio do recurso de visualização única do WhatsApp.

Na captura de tela, extraída pela perícia do aparelho de Vorcaro, aparece um texto redigido pelo empresário em seu bloco de notas em 16 de novembro de 2025: "Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco nao quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possivel" [a grafia original foi apresentada integralmente].

De acordo com o relatório da PF, a referência a "Andrei" diz respeito a Andrei Passos, diretor-geral da Polícia Federal. Na avaliação dos investigadores, a mensagem demonstra um pedido para que o destinatário tentasse sensibilizar a chefia da corporação a adiar o cumprimento de uma medida policial iminente contra o banco.

No próprio texto, Vorcaro afirma que o adiamento, somado ao feriado subsequente, no dia 20 de novembro, evitaria a quebra da instituição financeira.

ENTRE 25 SEGUNDOS
Para comprovar a autenticidade e a autoria da mensagem, os peritos cruzaram registros do sistema operacional do aparelho com vestígios deixados pelos aplicativos utilizados pelo empresário. Segundo o relatório, o intervalo entre a criação do conteúdo e o envio da imagem foi de apenas 25 segundos.

A cronologia reconstruída no texto pela perícia aponta:
  • 16h56min40s (19h56min40s UTC): Daniel Vorcaro abre o aplicativo Bloco de Notas do iPhone e digita a mensagem.
  • 16h57min22s (19h57min22s UTC): o empresário realiza uma captura de tela do conteúdo. O sistema iOS registra automaticamente o horário da ação.
  • 16h57min26s (19h57min26s UTC): Vorcaro encerra o Bloco de Notas e abre o WhatsApp.
  • 16h57min47s (19h57min47s UTC): a imagem é enviada, por meio do WhatsApp, ao contato identificado como "Alexandre de Moraes BRASILIA."
  • 16h57min50s (19h57min50s UTC): o aplicativo é fechado no dispositivo.
Segundo os investigadores, o uso de uma captura de tela enviada por visualização única dificultava a preservação do conteúdo no histórico convencional das conversas. Embora o recurso apague a imagem do dispositivo do destinatário após a abertura, os peritos afirmam ter comprovado a transmissão por meio de duas frentes técnicas:
  1. Registros de conectividade (logs): o software de perícia forense IPED identificou o envio de dados pelo WhatsApp ao destinatário no exato momento registrado na cronologia do aparelho.
  2. Recuperação de arquivos temporários: a captura de tela gerou vestígios em áreas temporárias do sistema iOS. A equipe técnica conseguiu extrair a imagem original e seus metadados diretamente da memória do telefone de Vorcaro.
Por Fernando Duarte / Ronne Oliveir

Mendonça envia à PGR mensagem em que Vorcaro pediria proteção de Gonet e de chefe da PF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre um documento da Polícia Federal no qual há mensagens em que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pede a um interlocutor a proteção de "Andrei e Paulo".

As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, o procurador-geral da República.

A pessoa para quem tinha sido enviada essa mensagem não havia sido identificada inicialmente, mas a PF aponta suspeita de que o interlocutor seja o ministro Alexandre de Moraes. A informação foi divulgada inicialmente pelo site Metrópoles e confirmada pela reportagem.

A reportagem procurou, por mensagem às assessorias às 9h40 desta terça-feira (1º), Andrei, Gonet e Moraes, mas eles ainda não se manifestaram.

Mendonça deu um prazo de cinco dias para que a PGR se manifeste a respeito do documento da PF.

Por José Marques | Folhapress

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