Hoje a rede foi oficialmente invadida pra um motivo mais que especial: celebrar a vida de Maria das Graças!

Hoje a rede foi oficialmente invadida pra um motivo mais que especial: celebrar a vida de Maria das Graças! 

É dia de homenagear uma mulher de força, história, caráter e um coração enorme. Uma trajetória construída com trabalho, cuidado com as pessoas e um legado que atravessa gerações.

Então, bora sim! Bora celebrar, abraçar, agradecer e encher essa timeline de amor, luz e gratidão por essa vida tão importante pra todos nós. 

Feliz aniversário, Maria! A Família Ipiauense te ama! 💛🎂🎈

PRF apreende produto químico usado na preparação de drogas no RJ

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu quase 300 quilos de um produto químico usado na produção de drogas, na madrugada de sábado (31), durante fiscalização na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), no Sul Fluminense. O material teria como destino o Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. A ação faz parte da Operação Atena, que reforça o policiamento nas rodovias federais do estado.

Por volta da meia-noite, na altura de Resende, policiais rodoviários federais do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) da 7ª Delegacia (Resende) abordaram um veículo. O motorista, de 42 anos, informou para os policiais que transportava produtos químicos de São Paulo para o Rio de Janeiro, mas não soube dizer qual era o produto transportado e nem apresentou documentação. Ele contou que receberia R$ 2 mil para entregar o material no aeroporto do Galeão, mas logo em seguida confessou que não sabia exatamente onde seria a entrega e seguiria as informações do GPS.
Ao verificarem o destino do GPS, os policiais viram que era o Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. 
O condutor disse para a equipe da PRF que faria a entrega para um comparsa quando chegasse no local.

No total, havia 276 quilos de um pó branco, distribuídos em 12 sacos. Quando uma amostra do produto foi submetida ao narcoteste, deu negativo para cocaína. Devido à situação suspeita, o material foi encaminhado para a perícia técnica, onde foi constatado haver a substância lidocaína na composição do pó branco, insumo comumente utilizado por narcotraficantes para aumentar o volume das drogas, "batizando" a cocaína vendida no varejo.

A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil (89ª DP), onde o produto químico, o veículo e o celular do suspeito ficaram apreendidos.

Porta aberta pelo STF e falta de código esvaziam regras para suspeição e impedimento de ministros

O Brasil tem regras para suspeição e impedimento de ministros, mas uma delas o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou em 2023 que não valia, outras abrem margem para interpretação e, no geral, não há quem faça o controle.
Questionamentos sobre a conduta dos ministros ganharam força após decisões controversas de Dias Toffoli à frente da investigação do Banco Master e revelações de elos de ministros e familiares de magistrados com a teia da instituição financeira.

É consenso entre especialistas ouvidos pela Folha que há uma crise de credibilidade e de eficácia na aplicação das regras que tratam do assunto. Também há acordo quanto à necessidade de um código de conduta, ainda que com divergência sobre o seu alcance.

As regras de impedimento e suspeição estão previstas nos Códigos de Processo Civil e Penal e valem tanto para ministros do STF quanto magistrados em geral. São normas estabelecidas para proteger a imagem e garantir a imparcialidade do julgamento.

Em regra, um juiz se declara impedido por critérios objetivos: já ter advogado para uma das partes ou se pronunciado sobre o caso em outra instância. Quando há razões mais subjetivas, como ser inimigo capital ou amigo íntimo de um dos réus, ele se diz suspeito.

O que é ser amigo íntimo? Em 2017, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a saída de Gilmar Mendes de um caso de Jacob Barata Filho. Padrinho de casamento da filha do empresário, Gilmar se recusou. E mandou soltar Jacob Barata.

Como mostrou a Folha, mesmo sob questionamento público, historicamente a decisão de se afastar do caso é do magistrado. O Supremo só reconheceu impedimento ou suspeição de ministros por autodeclaração. Isso nunca partiu do plenário da corte.

"Esse quadro revela que o problema não é falta de normas, mas falta de compromisso institucional com padrões de conduta que preservem, de forma visível e objetiva, a imparcialidade da corte", diz Miguel Godoy, advogado e professor de direito constitucional da UnB e da UFPR.

Segundo ele, as regras existem, mas foram interpretadas de modo cada vez mais flexível. Assim, quando surgem controvérsias, a corte já não tem capital para afastar a desconfiança. "Casos como do Banco Master não criam a crise de credibilidade, apenas a expõem."

Em 2023, o Supremo julgou inconstitucional uma das regras. O texto vetava a participação de juiz no caso em que a parte fosse cliente de escritório de advocacia de cônjuge ou parente de até terceiro grau do magistrado, ainda que representada por advogado de outra banca.

Se a regra estivesse vigente, é possível que o ministro Alexandre de Moraes tivesse de se declarar impedido para julgar o caso Master. Isso porque o escritório da mulher dele foi contratado pela empresa, ainda que não fosse para atuar especificamente nesse caso.

Para Oscar Vilhena Vieira, colunista da Folha e professor da FGV Direito SP, a decisão deixa uma lacuna nas regras de impedimento. Eliminou-se um anteparo ao conflito de interesses relativo a escritórios de advocacia de parentes e ao tráfico de influência nos tribunais.

Bancas de familiares não são ilegais, afirma ele, mas a declaração de inconstitucionalidade deu um incentivo à expansão delas. "Isso facilitou que a advocacia de parentes se dê sem os devidos controles para impedir conflitos de interesse no país."

Oscar Vilhena assina um documento da Fundação FHC que sugeriu princípios para a elaboração de um código de conduta para o STF, assim como a proposta de um código feita pela OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo).

Defendido pelo presidente da corte, Edson Fachin, um código de conduta preencheria lacunas de modo a regular o comportamento dos ministros dentro e fora dos processos. "Ele vai definir se a conduta foi eticamente imprópria ou não", afirma o professor da FGV.

O professor de direito do Insper Luiz Fernando Esteves considera que a adoção de um código de conduta pelo tribunal pode especificar pontos das regras de impedimento e suspeição, bem como fornecer subsídios para o escrutínio da imprensa, da academia e da sociedade.

"O código de conduta poderia tornar mais claros os parâmetros para que se consiga identificar o que é um amigo, o que não é um amigo de um juiz, em que situação o ministro teria interesse na causa. Nesse sentido, seria bem-vindo", afirma.

O código de conduta proposto pela OAB-SP, por exemplo, retoma a proibição de participar de julgamentos de partes clientes de escritórios de parentes e estabelece diretrizes para publicidade e transparência de eventos, viagens e relacionamentos pessoais dos ministros.

As referências para a criação de um código de conduta para ministros do STF são os adotados pelas cortes constitucionais alemã e americana, que limitam a aceitação de benefícios e a participação em eventos que possam lançar dúvidas sobre a imparcialidade dos juízes.

André Rufino, professor de direito constitucional do IDP (instituição de ensino fundada pelo ministro Gilmar Mendes), afirma por outro lado que hoje o comportamento dos ministros está mais vinculado às instituições informais da corte (como interação entre eles mesmos ou relações com a imprensa) do que às regras formais fixadas em lei.

Por isso, Rufino defende mais estudos para a redação de um código de conduta específico para o STF, que leve em conta as especificidades. "A cultura institucional enraizada no STF não se transformará instantaneamente com a publicação de um código de normas formais."

De acordo com o professor, "mudanças e evoluções em práticas institucionais, desenvolvidas e cultivadas ao longo de décadas, demandam tempo e dependem, para além de normas formais, da participação e engajamento dos próprios envolvidos".

O presidente do IASP (Instituto dos Advogados de São Paulo), Diogo Melo, também tem suas ressalvas. Ele diz que um código de conduta para ministros do STF é um primeiro passo, mas não resolve todo o problema de disfuncionalidades do Supremo.

"A necessidade não é só reformar A ou B. Nós não podemos transparecer a sensação de que um código de conduta vai resolver todos os problemas", afirmou ele em entrevista à Folha na terça-feira (27). "Temos que ir além, pensar de maneira estrutural."

Por Arthue Guimarães de Oliveira / Folhapress

Após caso Master, entidades da sociedade civil sugerem regras de conduta para tribunais superiores

Mais de 50 organizações sociais, entre elas República.org, Transparência Brasil, Derrubando Muros e Movimento Orçamento Bem Gasto, endossaram uma proposta de regras para um código de conduta e ética para ministros dos tribunais superiores da Justiça, como o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) que foi elaborada pela OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil).
Segundo um documento enviado pelas entidades, a iniciativa de propor algumas normas começou a tomar forma após as revelações sobre as interações de ministros do STF com envolvidos no caso do Banco Master.

O ministro Dias Toffoli esteve em um voo particular para Lima, no Peru, junto com um dos advogados de um dos sócios do Banco Master, e a banca de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, teve um contrato com a instituição financeira.

Os organizadores, no entanto, afirmam que a iniciativa não "possui caráter personalista, acusatório ou partidário, nem se dirige contra ministros individualmente".

São sete propostas. Uma delas é que os ministros sejam obrigados a declarar antecipadamente qualquer vínculo pessoal, financeiro ou ideológico que possa comprometer sua neutralidade em um caso, podendo ser fiscalizados por um órgão ético independente.

Sugere-se que familiares próximos de ministros não podem advogar em casos que tramitam nos tribunais superiores. Também há proibição de aceitar presentes, vantagens ou participação em eventos pagos que possam influenciar decisões ou comprometer a imagem de independência do magistrado, e bens, agenda de compromissos, palestras, vínculos profissionais e convites recebidos pelos ministros devem ser divulgados publicamente de forma clara e acessível.

As entidades querem também que os ministros mantenham postura discreta e equilibrada em manifestações públicas e redes sociais, sem antecipar decisões, fazer declarações político-partidárias ou personalizar excessivamente seu papel institucional.

Sugere-se, ainda, que a participação de ministros em cursos, palestras e eventos acadêmicos remunerados deve ser regulamentada, especialmente quando patrocinados por escritórios de advocacia ou entidades com interesse em processos sob julgamento.

Por fim, as entidades dizem que é preciso criar um órgão independente para garantir que as regras estão sendo cumpridas.

Uma petição online sobre o tema já conta mais de 43 mil assinaturas.

Por Felipe Gutierrez / Folhapress

Com PSD em campo e Tarcísio fora, Republicanos flerta com Flávio sem se soltar de Lula

Com Tarcísio de Freitas fora da disputa presidencial e o PSD, de Gilberto Kassab, articulando um candidato próprio, o Republicanos entra no ano eleitoral dividido entre se alinhar à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ou preservar a relação com o governo Lula, defendida por parte da cúpula da sigla.

Essa divisão passa por fatores regionais, como as alianças construídas neste mandato entre dirigentes da sigla com bolsonaristas e petistas, e pela incerteza interna sobre a conveniência de apoiar uma candidatura do PSD no plano nacional.

Em São Paulo, o partido vive um momento de expectativa de crescimento com Tarcísio. Deputados e vereadores da legenda o avaliam como favorito à reeleição e, assim, veem como mais seguro seguir o posicionamento já externado pelo governador de apoio a Flávio.

Na semana passada, Tarcísio fez um gesto importante ao Republicanos e aos demais partidos de centro-direita, ao nomear o presidente estadual da legenda, Roberto Carneiro, como secretário da Casa Civil.

Sob reserva, uma liderança do partido no estado afirmou à Folha que a perspectiva é que Carneiro alinhe toda a centro-direita paulista em torno do governador. O caminho natural, desse modo, é que os partidos sigam os planos traçados por Tarcísio para o plano nacional, ainda na visão desse aliado.

Sob reserva, há integrantes do partido que dizem considerar o cenário em aberto. Parlamentares da sigla em São Paulo afirmam que a candidatura de Flávio ainda é vista como incerta e mantêm o desejo de ver Tarcísio na disputa presidencial.

Contudo, o cálculo da sigla passa pelas articulações feitas em outros estados que atrelam o Republicanos ao governo Lula. O exemplo mais evidente é Pernambuco.

O estado é reduto eleitoral do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que deve deixar o cargo nos próximos dias para disputar uma vaga no Senado. Lula mantém uma relação histórica com o grupo político do ministro.

"Vou trabalhar para que os partidos do centro possam ajudar no projeto de reeleição do presidente Lula", disse o ministro, no fim de dezembro, em entrevista à CNN. Na ocasião, Costa Filho afirmou que procurou dirigentes de outras legendas para articular apoios ao petista.

O PSD e o Republicanos são siglas de perfis parecidos. Representam, respectivamente, a quarta e a quinta maiores bancadas da Câmara dos Deputados, com 47 e 44 assentos. Ambos indicaram ministros para o governo Lula e, ao mesmo tempo, controlam o governo paulista (com Kassab e Tarcísio).

A legenda nasceu em 2005 como Partido Municipalista Renovador (PMR), criada por lideranças da Igreja Universal do Reino de Deus, e foi se tornando mais pragmática à medida que cresceu.

O presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, prefere evitar sinalizar para algum dos cenários antes da construção de consensos. "Nada certo ainda. Teremos que conversar com o partido e ver o sentimento da maioria", disse o deputado federal à Folha.

Pelo calendário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o registro de candidaturas ocorre até 15 de agosto, o que permite ao partido postergar decisões até a reta final da pré-campanha.

Na última quarta-feira (28), em São Paulo, durante sua primeira entrevista como membro do PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado --um dos presidenciáveis da sigla, ao lado do gaúcho Eduardo Leite e do paranaense Ratinho Jr.--, disse que buscaria o apoio do Republicanos para construir uma opção ao eleitor de centro-direita que não fosse Flávio.

Na quinta-feira (29), ao sair da visita que fez a Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, Tarcísio afirmou que o ex-presidente apoiou o movimento de Caiado e disse que todos estariam contra Lula em um eventual segundo turno.

Entretanto, entre integrantes do partido, a opção de apoiar o PSD é considerada a mais remota. Além das dúvidas quanto à possibilidade de uma candidatura da legenda chegar ao segundo turno, a relação entre Kassab e Marcos Pereira passou por atritos recentes.

Pereira esteve cotado, em 2024, para assumir a presidência da Câmara, concorrendo pela indicação do então presidente Arthur Lira (PP-AL), com apoio do presidente Lula e do PT. Kassab, por sua vez, defendia a indicação de Antonio Brito (PSD-BA) e não cedeu aos pedidos do republicano. Sem consenso, Lira terminou indicando Hugo Motta (Republicanos-PB), que venceu.

Após a derrota, Pereira deu uma entrevista à Folha culpando Kassab pelo desfecho. "Disse a ele [Kassab]: 'se você me apoiar, vou ser eternamente grato e devedor a você. Se você não me apoiar, eu também vou lembrar, todas as vezes que olhar para você, que não fui presidente da Câmara por sua causa'", afirmou.

Por Bruno Ribero / Folhapress

Do União Brasil, Sandro Régis anuncia que vai coordenar campanha de Coronel ao Senado

O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) anunciou, pelas redes sociais, que assumirá a coordenação da campanha de reeleição do senador Angelo Coronel, que anunciou neste sábado sua saída do PSD e está de malas prontas para o União Brasil.

“Coordenei a campanha da presidência da Alba e vou coordenar a campanha do Senado”, escreveu Sandro Régis no Instagram ao postar neste sábado (31) uma foto ao lado do senador e do seu filho homônimo.

A publicação relembra a campanha vitoriosa de Coronel à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, em 2017, quando o então deputado estadual foi eleito com apoio decisivo da bancada de oposição, derrotando o então presidente Marcelo Nilo que estava sentado na cadeira por dez anos seguidos.

Como mostrou o Política Livre (leia aqui), Coronel já encaminhou sua filiação ao União Brasil e faz os últimos acertos para oficializar a migração para a chapa da oposição, encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

Por Política Livre

Prefeitura de Ibirataia intensifica manutenção de estradas vicinais na zona rural

Três frentes de serviço atuam simultaneamente nas regiões do Ferrugem, Forjo e Tamandaré
A Prefeitura de Ibirataia está intensificando os trabalhos de manutenção das estradas vicinais na zona rural do município. Atualmente, três frentes de serviço atuam de forma simultânea nas regiões do Ferrugem, Forjo e Tamandaré, realizando serviços de patrolamento e encascalhamento. As ações têm como objetivo melhorar as condições de tráfego e garantir o acesso às comunidades rurais.
Os serviços foram autorizados após as fortes chuvas registradas nos últimos dias, que causaram danos significativos às vias e dificultaram o deslocamento de moradores, produtores rurais e estudantes. As equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura atuam para recuperar os trechos mais afetados, seguindo um planejamento técnico definido após avaliação das estradas.
De acordo com a Prefeitura, a recuperação das estradas vicinais é uma ação contínua e seguirá conforme o cronograma estabelecido pela Secretaria de Infraestrutura. A gestão municipal informou que novas localidades da zona rural serão atendidas nos próximos dias, visando assegurar melhores condições de mobilidade e segurança para a população do campo.

Ipiaú ganha nova rede de fortalecimento feminino com o lançamento do “Amigas de Ipiaú”

A cidade de Ipiaú viveu um momento especial de conexão e protagonismo feminino com o lançamento da comunidade Amigas de Ipiaú, iniciativa idealizada por Carolina Hohlenwerger, Ana Bispo e Nathana Cajado. Inspirado em movimentos de mulheres de bairros de Salvador, o projeto nasce com a proposta de fortalecer vínculos, gerar oportunidades e promover apoio mútuo entre mulheres da região.
O encontro de lançamento aconteceu na manhã de hoje, (31) durante um café da manhã acolhedor realizado no Sítio Palmares, residência de uma das idealizadoras. O ambiente intimista e afetuoso deu o tom da proposta do grupo, que é a proximidade, escuta e construção coletiva.

O evento reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação, refletindo a diversidade e a força feminina local. Estiveram presentes empreendedoras, advogadas, professoras, psicólogas, enfermeiras, publicitárias, atletas e profissionais de diversos outros segmentos, todas unidas pelo desejo de compartilhar experiências e construir uma rede de apoio real.

Segundo Carolina Hohlenwerger, o projeto vai além das redes sociais.

“O Amigas de Ipiaú nasce para fortalecer as mulheres da nossa região, com amizade, networking e afeto. Não é apenas um grupo de WhatsApp ou uma conta no Instagram, é um coletivo de fortalecimento feminino”, destacou.

A proposta da comunidade é promover encontros, trocas de conhecimento, divulgação de iniciativas femininas, apoio emocional e profissional, além de criar um espaço de diálogo e crescimento conjunto. A ideia é que o movimento se consolide como uma rede viva, onde cada mulher possa tanto contribuir quanto ser acolhida.

O lançamento marca o início de uma jornada que une pertencimento, sororidade e desenvolvimento, reforçando o papel das mulheres como protagonistas das transformações sociais e econômicas de Ipiaú e região.

Novo hospital consolida Gandu como polo regional de saúde no Sul da Bahia

A construção do Hospital de Gandu, autorizada nesta sexta-feira (30) pelo governador Jerônimo Rodrigues durante visita ao município, vai reforçar a rede de saúde do Sul da Bahia, com investimento superior a R$ 60 milhões. A nova unidade amplia a oferta de serviços de média e alta complexidade e consolida Gandu como referência regional em assistência hospitalar.

O hospital será construído em um terreno com mais de 30 mil metros quadrados, localizado às margens da BR-101, e contará com uma estrutura completa. A unidade terá serviços de urgência e emergência adulto, pediátrica e obstétrica, 52 leitos de internação, centro cirúrgico com três salas, centro obstétrico, ambulatório, setor de imagem, laboratório, agência transfusional, além de áreas administrativas e de apoio logístico. A estrutura fortalece a rede pública de saúde e amplia a capacidade de atendimento na região.
“Estamos ampliando o acesso à saúde e aproximando os serviços da população. Esse hospital vai mudar a realidade de Gandu e de toda a região, garantindo atendimento digno, estrutura adequada e maior resolutividade. É um investimento que fortalece o SUS, amplia o acesso aos serviços de média e alta complexidade e evita que a população precise se deslocar para outros municípios em busca de atendimento”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.

Durante a agenda no município, o governador esteve acompanhado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que destacou a importância da obra para o fortalecimento da rede regional. “A construção do Hospital de Gandu é estratégica para organizar o sistema de saúde no Sul da Bahia, ampliar a oferta de serviços especializados e reduzir a sobrecarga de unidades maiores. É um investimento que melhora o atendimento e garante mais eficiência ao SUS”, afirmou.
A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, ressaltou que o novo equipamento amplia a capacidade da rede estadual e contribui para a melhoria do fluxo de atendimentos no Sul da Bahia. “Esse hospital foi planejado para atender às necessidades da região, com serviços essenciais e uma estrutura completa. É um investimento que fortalece o SUS, desafoga outras unidades e garante mais acesso à saúde para quem mais precisa”, destacou.

Mais investimentos
Além da autorização para a construção do hospital, o governador Jerônimo Rodrigues autorizou a execução de obras de revestimento primário em cerca de 40 quilômetros da rodovia BA-250, no trecho entre Ituberá e Piraí do Norte, melhorando a mobilidade entre os municípios.

Na área da saúde, o governador também autorizou o credenciamento do Hospital João Batista de Assis para a realização de cirurgias eletivas, além dos procedimentos necessários para a transferência de recursos federais de Média e Alta Complexidade (MAC), do Fundo Estadual de Saúde da Bahia para o Fundo Municipal de Saúde de Gandu.

Repórter: Tácio Santos/GOVBA
Fotos: Amanda Ercília/GOVBA

Moradores do Subúrbio Ferroviário participam da primeira viagem-teste do VLT com a comunidade, no trecho Calçada-Lobato

“Hoje estou muito feliz porque, graças a Deus, a promessa foi cumprida através do nosso governador Jerônimo. Esse VLT já está transformando nossa comunidade”, disse a comerciante Analúcia dos Santos, moradora do bairro do Lobato durante a primeira viagem-teste do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com a participação da população, realizada neste sábado (31). O momento simbólico para o Subúrbio Ferroviário ocorreu no trecho entre a Calçada e o Lobato, em Salvador, e foi acompanhado pelo governador Jerônimo Rodrigues, autoridades, imprensa e moradores da região, que puderam vivenciar de perto o novo modal de transporte.
“Acolher a população tem um significado muito grande. Eu estou falando do pertencimento de quem mora aqui. Nessa semana a gente já se antecipou, já foi lá no segundo e terceiro trecho. Estamos olhando diariamente o que está acontecendo em todos os trechos, porque nós combinamos de entregar no começo do segundo semestre de 2026”, afirmou Jerônimo Rodrigues.
A programação teve início na Estação Calçada. Ao longo do trajeto de ida, cerca de 120 pessoas embarcaram nas cinco paradas existentes até o Lobato. O percurso de ida e volta permitiu avaliar o desempenho real do sistema em operação.

Para o presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, o teste com passageiros é um marco importante do projeto. “As obras têm avançado significativamente. As demais paradas terão os trabalhos intensificados após o Carnaval. Atendendo à solicitação do governador, estamos iniciando hoje uma nova fase de testes, permitindo que as pessoas comecem a conhecer e se habituar ao trem”, destacou.

A titular da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Jusmari Oliveira, ressaltou o impacto urbano das intervenções. “O VLT é uma realidade que transforma toda a Bahia na questão de mobilidade. Ele vai se integrar à nova rodoviária, que é outro equipamento fantástico, ao sistema metroviário, e é a marca do governo que também inova, a nível nacional, as tecnologias aplicadas aqui, a forma de construir, toda a inovação para a engenharia nacional”, afirmou.
Após os testes, o VLT realizou nova viagem para levar os moradores de volta às localidades de origem.

Projeto em andamento

Atualmente, o projeto do VLT apresenta avanços significativos. O Trecho 1 já ultrapassa 50% de execução, com mais de 21 quilômetros de via permanente implantados e 4 quilômetros energizados entre Calçada e Lobato. O Pátio de Manutenção da Calçada está em fase avançada, enquanto o Pátio de Periperi segue em obras. Também estão em andamento a reforma da Estação Calçada, a construção das paradas, a Unidade de Beneficiamento de Pescados, em São João do Cabrito, o Mercado São Brás do Subúrbio, em Plataforma, além de obras de macrodrenagem e da recuperação da Ponte de São João. No Trecho 2, seguem a duplicação da BA-528, a construção do viaduto sobre a BR-324 e a implantação da Passagem Inferior do Hospital do Subúrbio.

Repórter: Joci Santana/GOVBA

"Só falta oficializar no TRE", diz Coronel sobre saída do PSD e do grupo de Jerônimo Rodrigues

O senador Angelo Coronel (PSD) confirmou, neste sábado (31), o rompimento com o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A confirmação foi dada durante entrevista ao programa Frequência News, da rádio Boa FM 96,1, ocasião em que o parlamentar atribuiu a saída à perda de espaço na formação da chapa majoritária para as próximas eleições.

Segundo Coronel, a decisão não partiu de sua vontade, mas foi consequência direta da exclusão do seu nome da vaga que, segundo ele, teria direito dentro da aliança. O senador afirmou que foi retirado do projeto político de forma abrupta.

“Eu quero que fique bem claro isso para os baianos: eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Eu fui defenestrado e eu não tenho sangue de barata. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado?”, declarou.

Durante a entrevista, Angelo Coronel afirmou ainda que sua saída do grupo ocorreu de forma automática, diante da ausência de espaço político, restando apenas a formalização jurídica da mudança. “Se você não me quer, praticamente não é uma expulsão. Automaticamente eu já fui destituído, só faltando oficializar no Tribunal Regional Eleitoral”, completou.
Por Política Livre

TSE abre Ano Judiciário de 2026 na próxima segunda (2)

Sessão ocorrerá às 18h e terá transmissão, ao vivo, pela Rádio e TV Justiça e pelo canal do Tribunal no YouTube.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza, na próxima segunda-feira (2), a partir das 18h, a sessão extraordinária de abertura do Ano Judiciário de 2026. A convocação foi feita pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.

Na primeira sessão do ano, estão pautados nove processos para serem julgados pelos ministros, mas a pauta pode sofrer alterações até o momento da respectiva sessão. A lista está disponível para consulta pública no Portal do TSE, nas abas “Serviços judiciais”, “Sessão plenária”, “Pautas de julgamento”.

Para a cobertura jornalística, não será exigido credenciamento prévio de profissionais da imprensa.

Retomada dos prazos

Durante o recesso forense, que se estendeu de 20 de dezembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026, os prazos dos processos em tramitação no Tribunal ficaram suspensos. Assim, os prazos que começariam ou terminariam nesse período foram automaticamente prorrogados para o primeiro dia útil após o recesso, conforme estabelecido pela Portaria TSE nº 552/2025.

Sessões ordinárias

O Plenário do TSE retoma as sessões ordinárias administrativas e jurisdicionais de julgamento de processos, às terças-feiras, a partir das 19h, e às quintas-feiras, às 10h, no edifício-sede do Tribunal, em Brasília (DF).

Todas as sessões podem ser acompanhadas, ao vivo, pelo canal do TSE no YouTube e pela TV e Rádio Justiça.

MC/JP/DB

Dois adolescentes são conduzidos após apreensão de crack no bairro Aloísio Conrado

Guarnições da ROTAM, que atuam de forma integrada à Operação Vigília, apreenderam drogas e conduziram dois adolescentes suspeitos de envolvimento com o tráfico no bairro Aloísio Conrado, em Ipiaú.

De acordo com a Polícia Militar, durante patrulhamento de rotina, a equipe foi abordada por um transeunte que informou sobre a prática de tráfico de drogas em uma residência localizada na Rua Travessa I, casa nº 29. Diante da denúncia, os policiais se deslocaram imediatamente ao endereço indicado.

Ao se aproximarem do imóvel, um jovem que estava em frente à residência tentou fugir para o interior da casa carregando uma sacola preta. Durante a tentativa de fuga, ele dispensou o objeto ao perceber a presença policial. Após acompanhamento, o adolescente foi alcançado e, na sacola, os policiais encontraram porções de substância análoga ao crack, além de diversas embalagens utilizadas para o acondicionamento de entorpecentes.

No interior do imóvel, outro indivíduo, já conhecido pela prática de tráfico de drogas, foi abordado. Questionado sobre a procedência do material ilícito, ele confessou que a droga lhe pertencia. Os dois envolvidos são irmãos, ambos com 16 anos de idade. Um deles possui quatro passagens anteriores por atos infracionais, enquanto o outro já tem duas ocorrências registradas.

Todo o material apreendido (24 porções de substância análoga a crack, diversas embalagens tipo sacolé para acondicionamento de drogas) foi encaminhado para a Delegacia de Polícia de Ipiaú, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Por: Giro Ipiaú

Suspeito de ordenar homicídios em Ibirataia e mais dois comparsas são mortos durante ação policial em Alagoas

Uma operação integrada entre forças de segurança da Bahia e de Alagoas terminou com a morte de três suspeitos durante um confronto policial na zona rural do município de Flexeiras, em Alagoas, na madrugada deste sábado (31). A ação, denominada Operação Pau D’Arco, teve como principal alvo um foragido da Justiça baiana, apontado como liderança de um grupo criminoso envolvido com homicídios e tráfico de drogas.

De acordo com informações oficiais, o Comando de Missões Especiais da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) foi informado, por meio de uma ação conjunta entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) da Bahia e de Alagoas e a Diretoria de Inteligência da PMAL, de que um homem foragido da Bahia estaria escondido em Flexeiras. O suspeito foi identificado como Caíque Ramos de Souza Azoline, conhecido pelos apelidos de “Sampa” ou “Caio”, que possuía mandado de prisão em aberto por homicídio qualificado, expedido pela Vara de Jurisdição Plena de Ibirataia, em junho de 2025.

Segundo as investigações, Caíque vinha sendo monitorado há vários dias por agências de inteligência de diversas instituições, entre elas FICCO-BA, FICCO-AL, Diretoria de Inteligência da PMAL, BOPE da PMAL, CIPE Central da PMBA, 9ª Coorpin da Polícia Civil da Bahia e a DRACCO da Polícia Civil de Alagoas. As apurações indicavam que, mesmo escondido em Alagoas, ele continuava a ordenar homicídios e comandar o tráfico de drogas na Bahia. O suspeito é apontado como o principal mandante do assassinato de uma jovem de 22 anos, ocorrido em 17 de janeiro deste ano, em Ibirataia, crime que teve grande repercussão no estado.
Por volta das 5h da manhã, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da PMAL se deslocaram até o local indicado para averiguar as informações. Ao chegarem, os policiais abordaram três indivíduos que, ao perceberem a presença das equipes, efetuaram disparos de arma de fogo contra os agentes. Houve revide e, durante o confronto, os três suspeitos foram baleados.

Dois dos indivíduos foram atingidos do lado de fora de uma edificação, que estava aberta e sem portas, enquanto o terceiro foi alvejado no interior do imóvel. Todos estavam armados — dois com revólveres e um com uma espingarda. Os suspeitos chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Regional do Norte, em Porto Calvo, mas não resistiram aos ferimentos e morreram após dar entrada na unidade de saúde.

Durante a operação, foram apreendidas três armas de fogo, além de drogas e outros materiais relacionados ao tráfico de entorpecentes. Todo o material foi encaminhado para a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO) da Polícia Civil de Alagoas, onde serão adotadas as medidas legais cabíveis. A operação é considerada um duro golpe contra o crime organizado com atuação interestadual.
Por: Giro Ipiaú

Prazo para aderir ao Simples Nacional termina neste sábado

Empreendedores que desejam aderir ou regressar ao Simples Nacional têm até este sábado (31) para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar.

Regime que permite o pagamento de tributos de forma simplificada, o Simples é destinado a microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).

Para optar pelo regime, a empresa precisa ter o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual.

O pedido é feito exclusivamente pela internet, no Portal do Simples Nacional, com acesso por certificado digital ou código de acesso.

Após o pedido, o sistema faz uma verificação automática de pendências com a Receita Federal, os estados e os municípios. Se não houver irregularidades, a opção é aprovada.

Caso existam débitos ou inconsistências, o pedido fica “em análise” até a regularização. O acompanhamento pode ser feito no próprio portal. O resultado dos pedidos está previsto para ser divulgado na segunda quinzena de fevereiro.

Empresas que já estão no Simples e não foram excluídas permanecem automaticamente no regime, sem necessidade de novo pedido.

Entre os principais motivos de exclusão estão débitos tributários, excesso de faturamento, falta de documentos, parcelamentos pendentes e o exercício de atividades não permitidas.

Empresas excluídas por dívidas podem voltar ao Simples desde que regularizem todas as pendências até 31 de janeiro e façam novo pedido.

A Receita Federal permite a regularização por meio de pagamento à vista, parcelamentos ou transações. Se o pedido for aprovado, o retorno ao regime tem efeito retroativo a 1º de janeiro.

Débitos com a Receita Federal devem ser negociados pelo Portal do Simples Nacional; dívidas inscritas na Dívida Ativa da União, pelo Portal Regularize. Pendências estaduais ou municipais devem ser resolvidas diretamente com o órgão local.

Quem perder o prazo só poderá pedir nova adesão em janeiro de 2027. Nesse período, a empresa passa a outro regime de tributação, como Lucro Presumido ou Lucro Real.

Os MEI excluídos do Simples e desenquadrados do Simei também têm até 31 de janeiro para regularizar pendências e pedir o retorno. O primeiro passo é verificar a situação do CNPJ no Portal do Simples. Em seguida o microempreendedor deve quitar ou parcelar débitos no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), com acesso via Gov.br.

Após regularizar os débitos, o MEI deve pedir a opção pelo Simples Nacional e, em seguida, o reenquadramento no Simei. Os pedidos são analisados de forma sequencial, e o enquadramento como MEI depende, obrigatoriamente, da aprovação prévia no Simples Nacional.

O Ministério do Empreendedorismo recomenda o acompanhamento diário do pedido, já que eventuais pendências apontadas durante a análise precisam ser resolvidas dentro do prazo legal para garantir a volta ao regime simplificado ainda neste ano.

Por Agência Brasil

Em vez de 'reconstrução' do país, Lula deve usar discurso antissistema em 2026

Na campanha pela reeleição, o presidente Lula (PT) avalia adotar um discurso "antissistema", com alvo principalmente no mercado financeiro, para substituir a ideia de "reconstrução" —propagada desde o início de seu mandato, mas considerada eleitoralmente fraca por parte de seu entorno.
Se for colocado em prática, o plano abrirá uma disputa com o bolsonarismo sobre o que é o "sistema". A expressão costuma ser usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados para retratar de forma negativa a elite política e judiciária do país e outros setores com os quais entram em atrito.

No caso de Lula, o "sistema" estará se referindo a grandes operadores do mercado financeiro e bilionários contrários à distribuição de renda. Também a setores privilegiados da sociedade, como grupos econômicos que defendem os próprios benefícios tributários e sócios do crime organizado em esquemas de lavagem de dinheiro.

Casos como esses foram investigados em operações policiais recentes como a Carbono Oculto –em um esforço para disputar também a pauta da segurança pública, que deverá ser um dos principais temas da eleição.

Essa forma de se expressar estudada por Lula seria, ao menos em parte, uma nova maneira de propagar críticas à elite econômica presentes há décadas nas falas do presidente. Também teriam a intenção de enfraquecer as falas contra o "sistema" que seus adversários costumam proferir.

Nomes da direita costumam classificar o petista como um representante desse "sistema".

Nesta quinta (29), uma resolução da executiva nacional do PT reforçou essa tendência ao usar o caso do Banco Master para enfatizar suas críticas ao mercado financeiro, ainda que sem usar a palavra "sistema".
"Os escândalos financeiros, como o do Banco Master e outros, que expõem a corrupção e a promiscuidade entre parte do mercado e o crime organizado [...] revelam que a disputa em curso é estrutural", afirma o texto.

Em suas falas públicas, a tendência é que Lula reforce mensagens que associem o termo "sistema" aos bilionários. O discurso acompanha uma linha adotada também nas políticas do governo na área econômica ao longo do último ano.

Sobretudo em 2025, a gestão investiu em ações que buscavam apelo popular e que afetaram o que Lula costuma chamar de "andar de cima", como a taxação dos super-ricos, oficializada com a sanção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

A guinada no posicionamento é apoiada por ao menos dois ministros do Palácio do Planalto, Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) e Guilherme Boulos (Secretaria Geral).

Em artigo publicado na Folha, o chefe da comunicação de Lula já fez uso desse discurso.

"Esse projeto secular de desigualdade não se reverte facilmente. Quem dele se beneficia herdou privilégios e quer deixá-los para as próximas gerações. Ao tomar lado e peitar o sistema, o governo do Brasil se lançou ao desafio de um novo projeto de país e enfrentou adversidades", escreveu.

Segundo pessoas a par da discussão, outros dois ministros recomendam cautela na abordagem do tema, Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), ambos do PT. No caso de Gleisi, a discordância não seria com a ideia em si. Responsável pela articulação política, a ministra tenta minimizar os atritos que esse discurso pode causar com representantes do setor privado no Congresso.

Até o momento, a ideia de promover um embate contra o "sistema" é vista com mais frequência em falas e posicionamentos de integrantes da direita no país. Em 2022, por exemplo, a campanha de Bolsonaro levou ao ar um vídeo afirmando que o então presidente havia governado contra o "sistema".

"O sistema é um inimigo invisível", afirmava a peça. Em seguida, a palavra era associada à corrupção, a adversários como Lula e o ex-ministro José Dirceu, à violência urbana, aos impostos e à imprensa.
Boulos diz que o discurso antissistema da direita é uma fraude. "Vivemos num sistema capitalista. Seus representantes são os bancos, as corporações, as big techs. E a direita anda e sempre andou de mãos dadas com eles."

O ministro diz que o governo defende taxar bilionários e bancos. "Queremos o fim da escala 6x1, contra os interesses das corporações. A linha é nítida, eles estão com os bilionários, nós estamos ao lado da maioria do povo. Eles são o sistema", afirmou.

O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, diz que a ascensão de forças políticas de extrema direita fez com que as pessoas passassem a enxergar na direita a mudança no sistema político e econômico. Ele afirma que, na verdade, esses grupos políticos seriam uma reação a transformações.

"O que o PT e o presidente fazem é colocar novamente os pingos nos is. Quem defende o sistema de privilégios dos poderosos é a direita e o bolsonarismo. A esquerda e o presidente Lula querem a tarifa zero, Imposto de Renda zero e a taxação dos super-ricos", declarou.

Após passar mais da metade de seu terceiro mandato com o slogan "União e Reconstrução" a comunicação de Lula reavaliou o slogan e decidiu por alterá-lo para "Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro", em agosto passado.

A possibilidade de o presidente reforçar um tom contra privilégios está associada à tentativa de avançar, ainda no primeiro semestre de 2026, projetos com apelo popular, como o fim da escala de trabalho 6x1.
Também estariam nesse pacote outras ações do governo Lula que miraram públicos de baixa renda, como os programas Gás do Povo, Reforma Casa Brasil e as mudanças que baratearam a emissão da carteira de motorista.

Lula escalou Boulos, para rodar o país divulgando as ações da gestão e reivindicando para o executivo federal o mérito pelas medidas. Ele fará as viagens dentro do programa Governo do Brasil na Rua, que vai promover mutirões dos serviços do governo federal pelos estados.

Também devem ser exploradas no possível discurso contra o "sistema" as ações da Polícia Federal nas investigações do escândalo financeiro do caso Banco Master. O caso foi citado por Lula durante evento de posse do novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, quando o presidente deu pistas sobre o possível novo tom de seus discursos.
Por Mariana Brasil e Caio Spechoto / Folhapress

Minuta não é tentativa de golpe e eu teria feito como ministro, diz Aldo Rebelo, pré-candidato ao Planalto

Como alternativa a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o Democracia Cristã vai lançar à Presidência, neste sábado (31), o ex-ministro Aldo Rebelo, 69, cuja posição na polarização é difícil de determinar.

Militante comunista e nacionalista, ex-integrante do PC do B, ele atuou em gestões petistas e recentemente se tornou querido entre bolsonaristas. Questionado sobre apoiar a reeleição de Lula, Aldo diz "Deus me livre" —mas evita escolher desde já entre o presidente e Flávio em um segundo turno.
Aldo rechaça a ideia que tenha havido uma tentativa de golpe de Estado, pela qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre pena.

"A minuta estava baseada na Constituição. Eu era ministro da Defesa. Se a presidente Dilma [Rousseff] tivesse me pedido uma minuta daquela, eu teria feito", diz em entrevista à Folha a respeito do documento apresentado por Bolsonaro aos chefes das Forças Armadas, que previa o estado de defesa para impedir a posse de Lula.

Seu partido, o DC, não tem deputados eleitos e conta com poucos recursos. Para a vaga de vice, Aldo convidou Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro.

PRINCIPAIS PROPOSTAS

Denomino como a plataforma dos quatro Rs. O primeiro é retomada do desenvolvimento. A política econômica de Lula se reduz a aumentar despesa por causa da eleição que se aproxima e aumentar imposto para cobrir essa despesa.

O segundo é redução das desigualdades. O terceiro é revalorização da democracia. Eu me refiro à capacidade do país de debater os seus caminhos com o mínimo de respeito, de tolerância, desprovido do ódio que infelizmente marca hoje a relação política nas redes sociais.

E o quarto R é o da reconstrução de duas agendas que foram negligenciadas: segurança pública segurança nacional. O Brasil é um país que não tem Forças Armadas compatíveis com as suas necessidades.

EXPLORAÇÃO E MEIO AMBIENTE

O Brasil não é um país pobre, é um país travado. O Brasil transformou a agricultura, pecuária e a agroindústria como se fossem vilões da proteção do meio ambiente. Então, você trava a agropecuária e trava a agroindústria. O Brasil tem as maiores reservas minerais, tudo está imobilizado, porque aqui o licenciamento ambiental virou uma ideologia de veto.

AMAZÔNIA

É a área mais vulnerável do nosso país. O Brasil precisa tomar providência para garantir a ocupação demográfica e econômica com responsabilidade ambiental, respeitando as populações indígenas. Aqui não há segurança jurídica sobre uma licença ambiental. Você não sabe se ela dura 5 anos ou 50 anos. Tem que criar uma autoridade única, nacional, de licenciamento. A Amazônia precisa de infraestrutura, de rodovias, de ferrovias, de hidrovias.

APROXIMAÇÃO COM O BOLSONARISMO

Sempre fui nacionalista. Entrei no Partido Comunista por uma agenda de luta em defesa da liberdade, em defesa da democracia, contra a censura, pela anistia, pela Constituinte. Eu fui educado na ideia de amor ao Brasil, de defesa do Brasil. Eu diria que foi esse setor [bolsonarismo] que se aproximou da minha agenda.

Eu me afastei da agenda do governo, porque Lula entregou o país a esse congelamento do poder econômico. Como é que o presidente da República aceita que o chefe de uma autarquia que ele nomeia, que nem status de ministro tem, que é o presidente do Ibama, imponha um veto à exploração do petróleo na margem equatorial, num estado que tem 73% da população vivendo de transferência de renda, de Bolsa Família?

ESQUERDA IDENTITÁRIA

Eu me afastei da esquerda pela agenda também. A agenda da ideologia foi substituída pela agenda da biologia. Não importa mais a luta pelo interesse geral. Agora é a luta pelos interesses baseados em critérios biológicos, de raça, de cor da pele, de gênero.

A agenda identitária, dos costumes, do comportamento, é a agenda das grandes corporações. É a agenda imposta ao Brasil pelo sistema financeiro, por uma parte da mídia, pelo Supremo. Então é o seguinte: sejam felizes, mas não é a minha agenda.

Prisão de Bolsonaro

O ex-presidente [Fernando] Collor, que é detentor de uma saúde muito mais estável do que a de Bolsonaro, alcançou rapidamente a prisão domiciliar. Isso é uma coisa completamente absurda. Você não sabe o que é propriamente justiça e o que é vingança. O que é lamentável, porque gera ressentimentos que envenenam o ambiente social e político.

TENTATIVA DE GOLPE

Se a base for aquele documento que foi apresentado, aquilo não é tentativa de golpe. A minuta estava baseada na Constituição. Eu era ministro da Defesa. Se a presidente Dilma tivesse me pedido uma minuta daquela, eu teria feito.

Você está o quê? Condenando uma intenção? Condenando uma ideia? Porque o documento contraria completamente tudo que é um golpe, que é feito por conspiração. A presidente Dilma nunca comentou sobre isso, mas se tivesse cogitado, eu teria feito o documento pela situação que nós vivíamos, daquele movimento de impeachment. Aí eu seria golpista? Acho que não.

INVASÃO DA VENEZUELA PELOS EUA

Apoiar a invasão da Venezuela é uma atitude que demonstra a desorientação do país. A atitude dos Estados Unidos é uma afronta. E é uma afronta ao Brasil, porque é na nossa fronteira e usou o pretexto que nós precisamos estar atentos: a questão do narcotráfico. O Brasil tem que considerar que os rios da Amazônia já estão sob controle do tráfico. E como a atividade econômica foi bloqueada, o tráfico virou um meio de vida para a juventude.

RAIO-X

Aldo Rebelo, 69

Foi deputado federal de 1991 a 2015 e fez carreira no PC do B. Presidiu a Câmara dos Deputados de 2005 a 2007, foi ministro no primeiro mandato de Lula (PT) e também integrou a gestão Dilma Rousseff (PT) nas pastas de Esporte, Ciência e Defesa. Foi secretário municipal de Relações Institucionais da gestão Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo. Deixou o PC do B em 2017 e passou pelo PSB, Solidariedade, PDT e MDB, até se filiar ao DC em 2025.

Por Carolina Linhares / Folhapress

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