ACM Neto diz que só trata de aliança com Coronel se houver decisão formal e reafirma apoio a Caiado na Lavagem do Bonfim

Presente na Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto voltou a comentar as especulações sobre uma possível aproximação com o senador Angelo Coronel (PSD), deixou claro os limites do diálogo político e reforçou o alinhamento nacional com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, presente no evento hoje na capital.

Logo no início da conversa com a imprensa, ACM Neto afirmou tem um diálogo frequente com Coronel, mas fez questão de diferenciar amizade de articulação eleitoral. Segundo ele, não há, neste momento, qualquer negociação política em curso.

“A minha conversa com o Coronel é constante, mas não tratamos de política. Eu só posso tratar de política com ele se houver uma condição real, se ele disser que quer uma aliança conosco. Sem isso, não há conversa política”, afirmou.

O Política Livre, no entanto, já revelou que conversas políticas e sondagens são feitas entre Angelo Coronel e o grupo liderado por ACM Neto. O ex-prefeito, inclusive, já teria negado uma proposta do senador para ser candidato único ao Senado na oposição, o que sereia uma condição para mudar de lado (clique aqui para ler).

“Se o Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Mas só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade concreta”, ressaltou, deixando claro que não fará movimentos para pressionar ou antecipar decisões do pessedista.

Ao longo da conversa com a imprensa, ACM Neto endureceu o discurso contra o PT e criticou o que chamou de tentativa de imposição de uma “chapa fechada” após duas décadas no poder. Para o ex-prefeito, o grupo governista age como se fosse “dono do Estado” e não consegue mais separar o que é público do que é partidário. “Eles acham que podem impor três nomes. Eu acredito que vão perder os três de uma vez só. Essa panela vai entornar, e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, pontuou.

Na mesma entrevista, ACM Neto destacou a presença de Ronaldo Caiado na Lavagem do Bonfim como um gesto político relevante no cenário nacional. Questionado se o goiano será seu candidato à Presidência da República, o ex-prefeito foi direto: “A presença de Caiado demonstra a história que ele tem com a Bahia e comigo. A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador, em abril do ano passado, e eu estou com ele. Vamos seguir juntos”.

Apesar disso, ponderou que o cenário nacional ainda está em construção. “Até outubro, muita coisa vai acontecer. Vamos dialogar com todos os partidos que fazem oposição ao PT. Minha disposição é dialogar com a oposição”.

Sobre a definição da chapa majoritária da oposição na Bahia para 2026, ACM Neto disse não ter pressa e indicou que qualquer anúncio ficará apenas para março. “Não tem razão para ser antes disso. Vamos acompanhar os fatos, ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e com a Bahia. Na política, pressa não ajuda. Quando me lancei prefeito em 2012, só anunciei em abril. Da outra vez, quando me lancei cedo demais, não deu certo”, concluiu.

Com informações do repórter Flávio Sande.
Por Política Livre

“Não se faz política afastando”, diz João Roma sobre proposta de Coronel de ser candidato único na chapa de ACM Neto

O presidente do PL na Bahia, ex-ministro João Roma, reagiu à informação de que o senador Angelo Coronel (PSD) propôs a ACM Neto (União Brasil) ser o candidato único na chapa da oposição caso rompa com a base governista. A proposta foi revelada com exclusividade pela coluna Radar do Poder.

O movimento atingiria a pré-candidatura de Roma ao Senado, que se desenha a partir da reaproximação com Neto para unificar as forças de oposição no Estado. Na chegada à tradicional Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), Roma disse desconhecer o pedido e que o gesto depõe contra à tentativa de convergência dos grupos que se apresentam como alternativa ao PT na Bahia.

“Não fui comunicado nem soube disso. Obviamente esse não seria um pedido muito factível porque eu acho que há todo um grupamento e a a possibilidade de se buscar agregar. Não se faz política afastando, mas sim agrupando. Coronel tem a caminhada dele, tem hoje muitas relações com os prefeitos, mostra que tem, sim, densidade, é uma pessoa que avança no campo baiano, mas é fundamental que a gente enxergue como perspectiva buscar agregar forças, até porque eu não acredito em chapas fracionadas. Eu acredito, sim, num bloco que possa vencer as eleições”, disse Roma, que, inclusive, pontua melhor que Coronel nas pesquisas de intenção de votos.

“Essas pesquisas para o Senado que até me posicionam de maneira até confortável não me iludem nesse momento. Eu acho que é fundamental que a gente mostre para cada baiano a importância da gente transformar o estado da Bahia. A Bahia tem ficado para trás e esses 20 anos de PT não conseguiram melhorar a vida do nosso povo. A partir do momento disso é que é importante a gente marchar em bloco. É isso que me motiva a conversar com ACM Neto, é isso que me motiva a conversar com os outros partidos para que a gente possa formar um time que consiga traduzir para a população que nós temos um caminho muito melhor para a Bahia”, emendou.

Segundo ele, a unidade das oposições é condição fundamental para vencer a disputa eleitoral. “Eu enxergo que uma campanha para ser vencedora na Bahia tem que ser uma uma campanha que tenha um time agrupado e que possa cruzar junto essa linha da vitória”.

Com informações do repórter Flávio Sande.
Por Política Livre

Recusa de ACM Neto a pedido de Angelo Coronel reduz margem de negociação do senador e empurra conversas com o PT

O senador Angelo Coronel (PSD) vê seu espaço de negociação encolher na disputa pela chapa majoritária de 2026. Em poucos dias, acumulou dois reveses considerados decisivos: a declaração pública do também senador Otto Alencar (PSD) de que o partido permanecerá no grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo sem Coronel na chapa, e a informação de que o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, não dará respaldo a uma eventual candidatura avulsa ao Senado.

Além disso, Coronel também não obteve sinal verde do ex-prefeito ACM Neto (União) para ser candidato único ao Senado na chapa oposicionista caso rompesse com os petistas. A proposta, revelada mais cedo pela coluna Radar do Poder, previa que o pessedista mudasse de lado em troca da exclusividade na vaga, ampliando as chances de conquistar ao menos a segunda cadeira.

O principal obstáculo a essa costura é a posição de presidente do PL baiano, João Roma, virtual candidato a senador. Rifá-lo da chapa significaria perder o apoio do partido bolsonarista, considerado estratégico para ACM Neto, que seria prejudicado com uma nova candidatura de Roma ao Palácio de Ondina. Pesam ainda conversas avançadas do ex-prefeito com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, além do tempo de TV e fundo eleitoral do PL.

Diante do impasse, restou a Coronel reforçar os canais com o PT. Para isso, delegou ao filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD), a missão de atuar como interlocutor. Com bom trânsito no governo, Diego mantém boas relações com Jerônimo, com o senador Jaques Wagner (PT) e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT)

Nesta quarta-feira (14), Diego foi recebido por Jerônimo na Governadoria. O encontro foi registrado em vídeo divulgado pelo próprio governador, que classificou o deputado como “mediador” das tratativas para “distensionar” o impasse da chapa majoritária. “Pacificar para que o grupo continue unido e forte”, afirmou o chefe do Executivo estadual, admitindo o clima de tensão pública provocado pela ambição petista de uma chapa puro-sangue.


A ideia, inicialmente, desagradou ao pessedista, mas segue sobre a mesa. Outra alternativa ventilada é a possibilidade de Diego Coronel compor a chapa como vice, hipótese que ainda não foi discutida com o MDB, partido que trabalha para manter o posto com Geraldo Júnior.

A relação entre Otto Alencar e Angelo Coronel também se deteriorou nos últimos dias, como revelou o site. Na mesma entrevista da semana passada, o cacique do PSD disse, inclusive, que não disputará qualquer outra posição na chapa, mesmo que Coronel fique fora. Apesar disso, interlocutores avaliam que, no tabuleiro de 2026, nenhuma porta está totalmente fechada.

Hoje, Angelo Coronel seguiu a estratégia de receber prefeitos do interior na residência. Ele aposta nessa estratégia para se fortalecer. O senador também deve manter a agenda de viagens.
Por Política Livre

Toffoli se incomoda com PF e pressiona corporação em meio a desconfianças sobre caso Master

A nova fase da investigação sobre o Banco Master marcou uma reação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli às cobranças a respeito de sua atuação no caso.

Relator do inquérito na corte, o magistrado autorizou uma operação contra 42 alvos nesta quarta-feira (14), concentrou poder sobre as provas apreendidas e fez críticas abertas (e também nos bastidores) à Polícia Federal. Toffoli, segundo relatos, tem desconfianças quanto à atuação de autoridades do governo Lula envolvidas na apuração, principalmente a Polícia Federal.

Em conversas reservadas, o magistrado avaliou que a conduta de investigadores pode ter contribuído para desgastar sua imagem e até mesmo a de seus pares, ao passar a percepção de que haveria inércia na investigação sobre o Master no STF.

As notícias que vieram a público, como o contrato do escritório da família do ministro Alexandre de Moraes com o Master e a sociedade dos irmãos de Toffoli com um fundo ligado a Vorcaro, são usadas por autoridades não ligadas ao caso para pôr em xeque a atuação dos ministros.

Toffoli também relatou a pessoas próximas estar incomodado com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que declarou nesta semana que o caso inspira muito cuidado porque "o Brasil pode estar diante da maior fraude bancária da história".

Autoridades que acompanham as apurações avaliam que, ao autorizar a segunda fase da operação Compliance Zero, o magistrado tentou, ao menos publicamente, passar uma mensagem de que o caso não seria interrompido sob sua supervisão e que não estaria protegendo o dono do Master, Daniel Vorcaro.

O ministro permanece, no entanto, como alvo de questionamentos em relação à condução do inquérito. Toffoli manteve o processo em sigilo e tomou decisões questionadas pela opinião pública e no mercado financeiro, que se uniu em defesa do Banco Central. A leitura desses críticos é que Toffoli estaria blindando o dono do Master, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com a pressão sobre o trabalho do BC e da PF.

Toffoli ficou sob pressão desde que assumiu o controle do inquérito, em 3 de dezembro do ano passado. Houve questionamentos sobre o sigilo que ele impôs sobre a investigação e a acareação que ele determinou entre os investigados e o diretor do Banco Central responsável pela fiscalização bancária.

O caso Master foi parar no Supremo depois que advogados de Vorcaro recorreram ao STF, argumentando que a investigação deveria ficar concentrada na corte devido à citação de um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

No despacho assinado na terça-feira (13), em que determinou novas buscas contra Vorcaro e o empresário Nelson Tanure, além da prisão temporária do cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, Toffoli criticou a PF e exigiu explicações do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, pelo não cumprimento dos prazos determinados por ele na segunda fase da operação Compliance Zero.

O pedido da Procuradoria-Geral da República para a segunda fase da operação foi feito há pouco mais de uma semana, em 6 de janeiro. No dia seguinte, Toffoli autorizou a execução das medidas, mas a ação só ocorreu nesta quarta-feira (14).

De acordo com investigadores, ações dessa natureza exigem preparação, como a coleta de endereços dos alvos e outras avaliações de risco.

Toffoli faz uma primeira cobrança à PF na última segunda-feira (12) para que a operação fosse deflagrada, dando um prazo de 24 horas para o cumprimento das medidas. No dia seguinte, ele se queixou que a PF não havia cumprido o prazo estabelecido.

Um dos argumentos apresentados informalmente ao ministro é que outra operação seria deflagrada e por isso não havia tempo hábil para as providências da ação contra o Master.

A demora foi mencionada como a gota d'água, uma vez que o ministro já estava insatisfeito com as perguntas feitas pela PF na acareação e também com a ausência de interrogatório preliminar.

No dia 11, um dia antes das queixas de Toffoli à PF, reportagem da Folha mostrou a sociedade de parentes do ministro a um fundo da teia financeira que, segundo investigadores, teria favorecido o Master.

O resultado da operação desta quarta-feira (14), segundo interlocutores do ministro, é que embora ele tenha dado seguimento à investigação, Toffoli também redobrou sua autoridade sobre o caso ao determinar que as provas fiquem lacradas e sob custódia da PGR. Um integrante da PF viu nesse gesto a hipótese de que Toffoli desconfia de vazamentos por parte da corporação.

Na visão de dois investigadores, ouvidos pela Folha na condição de anonimato, Toffoli estaria tentando mostrar para Daniel Vorcaro que tem o poder de apertar mais ou menos a pressão sobre o ex-banqueiro.

Por Adriana Fernandes e Julia Chaib/Folhapress

Moraes abre inquérito sigiloso para apurar se Receita e Coaf vazaram dados de ministros

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura de um inquérito para apurar o vazamento de dados fiscais de ao menos dois ministros da corte. Pela decisão, a investigação vai apurar se houve quebra de sigilo na Receita Federal ou no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de integrantes da corte e familiares.

Aberta de ofício —ou seja, sem a provocação de órgãos investigativos—, a apuração correrá sob sigilo.

Procurados, Receita e Coaf ainda não se manifestaram formalmente. A informação foi divulgada inicialmente pelo Poder360 e confirmada pela Folha.

O Coaf é um órgão vinculado administrativamente ao Banco Central, embora disponha de autonomia técnica e operacional. Tem papel central no combate à lavagem de dinheiro, por meio da elaboração de relatórios de movimentações financeiras atípicas.

A instauração do inquérito ocorre, segundo pessoas a par do caso ouvidas pela Folha, após a divulgação de informações no âmbito do caso Master envolvendo Moraes e o colega Dias Toffoli, relator do processo sobre o banco na corte.

Reportagem do jornal O Globo mostrou em dezembro que o Banco Master contratou o escritório de familiares de Moraes por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição.

No último fim de semana, a Folha revelou que duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo banco em fraudes investigadas por autoridades, de acordo com documentos e dados oficiais.

A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que mira o Master, foi deflagrada em novembro com o objetivo de combater a criação de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. Segundo as investigações, o BRB pagou ao Master R$ 12,2 bilhões em operações dessa natureza.

Nesta quarta (14), a PF deflagrou uma nova fase da operação contra pessoas supostamente envolvidas em fraudes realizadas pelo banco por meio de fundos de investimento, incluindo empresários.

O banqueiro Daniel Vorcaro ficou 12 dias preso em novembro e hoje é monitorado com tornozeleira eletrônica. Ele também foi um dos alvos da operação deflagrada nesta quarta, que cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele, parentes e donos de empresas, além de sequestrar e bloquear bens no valor de R$ 5,7 bilhões.

Por Ana Pompeu/Folhapress

PRF apreende 912 Kg de maconha em Sidrolândia (MS)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 912 quilos de maconha, nesta quarta-feira (14), em Sidrolândia (MS).

A droga foi encontrada em um Fiat/Uno que havia sido abandonado às margens da BR-060. Os policiais encontraram o veículo durante fiscalizações de rotina.

Ninguém foi encontrado no local. O automóvel e a droga foram encaminhados à Polícia Civil em Sidrolândia (MS).
Categoria
Justiça e Segurança

Fábrica clandestina de bebidas é desarticulada em Vitória da Conquista

A Operação Potabilidade cumpriu mandado de busca e apreensão e resultou na interdição do local pelo Ministério da Agricultura

Uma fábrica clandestina de bebidas foi desarticulada em Vitória da Conquista durante a Operação Potabilidade, deflagrada na tarde desta quarta-feira (14), no bairro Boa Vista. A ação resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão em um imóvel onde funcionava, de forma irregular, a produção de refrigerantes e outras bebidas destinadas ao consumo humano. De acordo com as investigações, a fábrica operava sem qualquer autorização legal, em condições higiênico-sanitárias precárias, fabricando bebidas sem autorização e utilizando rótulos sem registro e sem validade junto aos órgãos competentes.
O imóvel já havia sido alvo de fiscalização e interdição em 2018. No momento da ação, o local estava vazio, e foram encontradas garrafas vazias de bebidas com rótulos originais retirados para reutilização irregular, além de insumos armazenados de forma inadequada. A ação contou com a presença de auditor fiscal do Ministério da Agricultura, que lavrou o Termo de Suspensão Temporária das atividades e realizou a lacração do estabelecimento. Ao todo, foram interditadas 1.632 unidades de garrafas de refrigerante de 330 ml, além de 18 mil rótulos, 10 mil tampinhas, 18 quilos de aromatizantes, três quilos de adoçantes, além de maquinário.

Também foram apreendidos documentos e objetos que irão subsidiar o aprofundamento das investigações, um veículo utilizado no transporte das bebidas, carregado com produtos prontos para distribuição, aparelho celular, talões e cadernos de movimentação financeira, contrato de locação do imóvel e documentos de transporte de carga. O responsável pelo estabelecimento responde a inquérito por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substâncias alimentícias.
A operação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista, com o apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sudoeste). Equipes do Ministério da Agricultura e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) também estiveram no local para a realização da fiscalização e perícia.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom PCBA

EUA suspendem a emissão de vistos do Brasil e mais 74 países, diz 'Fox News'

O Departamento de Estado dos Estados Unidos suspendeu o processamento de solicitação de vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A informação foi publicada pela Fox News Digital. Segundo o jornal, a suspensão terá início na próxima quarta-feira, 21, e continuará por tempo indeterminado. O objetivo é coibir solicitantes aos vistos considerados propensos a se tornarem um gasto público.

Um memorando do Departamento de Estado, ao qual a Fox News teve acesso, orienta os funcionários consulares a recusarem vistos de acordo com a legislação vigente, enquanto a pasta reavalia os procedimentos de triagem e verificação.

O jornal não divulgou todos os países afetados pela medida, mas afirmou que, além do Brasil, Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen também estão na lista

A Fox News já havia divulgado, em novembro do ano passado, que o Departamento de Estado orientou os consulados a aplicarem novas regras de triagem baseadas na disposição de "encargo público" da lei da imigração. Com isso, os funcionários foram instruídos a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos, com base em fatores variados, como saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo.

Ainda segundo o jornal, candidatos idosos ou com sobrepeso tinham chances de ter seus pedidos negados.

"O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano", disse o porta-voz da pasta, Tommy Piggott, em comunicado divulgado pela Fox News.

"A imigração desses 75 países será suspensa enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento de imigração para impedir a entrada de estrangeiros que se beneficiariam de programas de assistência social e benefícios públicos."

Por Estadão Conteúdo

Atendimento aos desabrigados pela cheia do Rio Água Branca estão sendo assistidas pela Prefeitura

As fortes chuvas verificadas na região ocasionaram uma súbita cheia no Rio Água resultando em alagamentos de diversas áreas, sobretudo na região da Horta Comunitária onde constatou-se um saldo de 24 pessoas desabrigadas até a noite de ontem, terça-feira, 13 de janeiro.

Ao tomar conhecimento da situação que se agravou rapidamente a Prefeitura de Ipiaú mobilizou a Defesa Civil e algumas das suas principais secretarias para garantir acolhimento, assistência e resposta rápida ao problema
Os desabrigados pela enchente foram encaminhadas para o Colégio Celestina, onde estão abrigados temporário. Eles estão recebendo três refeições diárias, apoio emocional e toda assistência necessária.

As autoridades locais estão trabalhando para avaliar os danos e planejar ações de recuperação, visando a reintegração das famílias à sua rotina normal, tão logo seja possível.

A prefeita Laryssa Dias não tem poupado esforços para garantir o colhimento e o bem-estar de cada pessoa atingida, enquanto a Defesa Civil Municipal tem feito avaliações técnicas e acompanhamento da situação ,estando em estado de alerta para responder a qualquer eventualidade. (Decom-José Américo Castro).

Ibirataia: Emissão e troca de carteiras de identidade atende moradores da Vila Tesourinhas

Ação contou com acompanhamento do secretário de Administração e reforça acesso a serviços essenciais
A Prefeitura de Ibirataia realizou atendimento para emissão e troca da nova carteira de identidade na Vila Tesourinhas, garantindo acesso a um serviço essencial à população local. A ação contou com o acompanhamento do secretário municipal de Administração, Heber Câncio, e possibilitou a confecção de documentos em primeira, segunda, terceira via ou posteriores.

O atendimento teve como objetivo atender à demanda da comunidade, facilitando o acesso à documentação civil básica. A iniciativa integra as ações da gestão municipal voltadas à descentralização dos serviços públicos. O serviço beneficiou moradores que antes precisavam se deslocar até a sede do município.

De acordo com Antônio C. S. Neto, chefe do Posto de Identificação de Ibirataia, o trabalho tem sido intensificado para suprir a procura crescente pelo documento. Segundo ele, centenas de carteiras de identidade vêm sendo produzidas de forma contínua para atender a população.
O secretário Heber Câncio destacou que a presença do serviço na comunidade reforça o compromisso da administração municipal com a cidadania. A iniciativa busca garantir mais agilidade e comodidade no acesso aos documentos oficiais. A Prefeitura informou que novas ações semelhantes devem ocorrer em outras localidades do município.

Polícia Federal deflagra segunda fase da Operação Compliance Zero

Mandados judiciais, expedidos pelo STF, estão sendo cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro
São Paulo/SP. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14/1), a segunda fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão (São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro), expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.
Comunicação Social da PF em São Paulo

Filho de Lula se hospeda em mansão utilizada por sócia do Careca do INSS, diz coluna

O filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, teria se hospedado numa mansão no Lago Sul alugada pela lobista Roberta Luchsinger. O endereço é considerado um dos pontos onde Lulinha se encontra todas as vezes que vem ao Brasil. O local é classificado como “QG” dele na capital federal.

Segundo a coluna Andreza Matais, do Metrópoles, o espaço também já foi utilizado pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. Anteriormente, o aluguel do espaço era de R$ 25 mil mensais. De acordo com a coluna, uma pessoa que se apresenta como “secretário” do filho do presidente, continua utilizando a residência durante a morada de Lulinha na Europa.

A responsável pelo aluguel, Luchsinger, teria, segundo a coluna, relação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Em abril do ano passado, foram encontrados uma ordem dela, para que ele jogasse fora aparelhos de celular. “Antônio, some com esses telefones. Joga fora”, diz ela ao Careca em 29 de abril passado.

De acordo com a coluna, em 5 de maio, Luchsinger menciona Lulinha em outra mensagem ao Careca. “Na época do Fábio, falaram de Friboi, de um monte de coisa, o (sic) maior… igual agora com você”, disse ela.

Luchsinger e Careca estiveram juntos no Ministério da Saúde por diferentes momentos representando uma empresa de serviços de telemedicina, a DuoSystem. Conforme a publicação, a proximidade de Luchsinger com o filho de Lula é publicada pela própria lobista nas redes sociais. Em março de 2024, ela mostrou uma tatuagem de “melhores amigas” com Renata Abreu Moreira, esposa de Lulinha.

“Minha BFF e eu eternizadas na pele e no coração!”, escreveu. Rooberta é considerada pessoa-chave e intermediadora na possível aproximação entre o filho do presidente e o “Careca”.
Por Redação

Opinião: "República do Dendê" amplia influência no Planalto, mas expõe Lula a experiências pouco frutíferas na Bahia

As razões para a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública já não são mais tão secretas. Desde a carta de demissão, surgiram os rumores não negados de que Lewandowski viveu embates com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que anseava pelo controle da segurança pública - e contava com o apoio de Sidônio Palmeira na comunicação. O problema, para Rui, não só foi resolvido, como também gerou um bônus: a chegada de Wellington Cesar Lima e Silva para a vaga.

Ex-procurador-geral do Ministério Público da Bahia, Wellington Cesar ganhou o apelido de "o Breve", após a nomeação e exoneração relâmpago após tentar acumular a função de procurador do MP e ministro. Desde então, circula como um ministeriável (perdão pelo neologismo) todas as vezes que Rui tenta influenciar a indicação de Lula. Dessa vez, junto com o líder do governo no Congresso, Jaques Wagner, a República do Dendê atingiu seu intento e colocou Wellington no cargo de uma das áreas mais sensíveis dos governos por todo o

"Oxigênio", podem argumentar. "Sintonia" vai ser outra justificativa. Em resumo, a ampliação da influência dos baianos no Palácio do Planalto fica mais que evidente - para não classificar como explícita. Mas essa pode ser realmente a solução para um governo que precisa tratar a segurança pública - uma área ainda anexa ao Ministério da Justiça - como crucial até mesmo como plataforma eleitoral? É uma perguntada arriscada de responder, especialmente no contexto da experiência das figuras envolvidas no enfrentamento à violência na Bahia.

Durante o período em que comandou o MP-BA, no segundo mandato de Jaques Wagner, Wellington Cesar participou da fundação do "Pacto Pela Vida", uma iniciativa importada de Pernambuco e formada por uma coalisão envolvendo instituições do sistema de Justiça, do Executivo e da sociedade civil. De lá pra cá, o retrato da violência não melhorou (para não ser classificados como pessimistas ao falar que piorou). A escalada dos números de homicídios e de crimes, que antes se concentravam nas grandes cidades, tornou-se tão evidente que virou plataforma de campanha da oposição. Até mesmo o freio de arrumação, tentado especialmente pelo atual titular da Secretaria de Segurança Pública, Marcelo Werner, ainda não foi perceptível para o cidadão médio. Mas, ainda assim, a República do Dendê achou de bom tom reunir forças para dar protagonismo à Bahia na área.

Longe de torcer contra. Entretanto é preciso ter cautela ao mostrar que detém influência ou que é capaz de gerar impacto dentro das esferas de poder. Por mais que Wellington Cesar tenha um currículo próximo ao petismo da Bahia - leia-se Wagner e Rui -, colocá-lo nesse posto para ampliar a ascendência dos baianos na segurança pública, que inclui a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição que "subiu no telhado" segundo líderes do governo na Câmara, é um risco exagerado mesmo para quem se comporta desinteressado nas reações da opinião pública. Pegando o exemplo do enfrentamento à violência que a Bahia tem feito nos últimos 15 anos, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva ganhou motivos para se preocupar ainda mais com a área. E, convenhamos, talvez por mero capricho de alguns aliados...
Por: Bahia noticias/Por Fernando Duarte

Lula reage ao Congresso, decide vetar R$ 400 milhões em emendas e remaneja R$ 7 bi do Orçamento

O presidente Lula (PT) decidiu vetar cerca de R$ 400 milhões carimbados pelo Congresso Nacional para inflar emendas no Orçamento de 2026 sem acordo prévio com o governo.

Além disso, pouco mais de R$ 7 bilhões em emendas serão remanejados por meio de atos do Executivo, sem necessidade de aprovação do Legislativo. Outros R$ 3 bilhões, aproximadamente, também ficarão travados à espera do envio de um projeto de lei ao Congresso para recompor as ações desidratadas. Nesse caso, será necessário negociar a mudança com os parlamentares.

O objetivo do governo Lula é repor a verba de políticas sociais que foram alvo de uma tesourada dos parlamentares, que redirecionaram os recursos para ações de seu interesse em ano eleitoral. Ao todo, o valor movimentado pelos congressistas chegou a R$ 11,5 bilhões.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o corte atingiu benefícios como Pé-de-Meia e Auxílio Gás, entre outras políticas prioritárias para o governo. Na época, a avaliação foi a de que as programações indicadas pelo Executivo foram "depenadas".

O prazo para sanção do Orçamento de 2026 se encerra nesta quarta-feira (14), daí a necessidade de decidir manter ou não os recursos carimbados.

Segundo um integrante da equipe econômica, a estratégia de recomposição dos valores foi traçada de forma a tentar evitar que um veto puro e simples seja futuramente derrubado pelos parlamentares, dificultando ou até inviabilizando a reposição das verbas.

Para colocá-la em prática, o governo vai lançar mão do dispositivo da própria LOA (Lei Orçamentária Anual) que autoriza a anulação de até 30% dos valores de despesas discricionárias para suplementar outras ações.

Durante a tramitação, o relator da proposta, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), chegou a cogitar um percentual menor, de 10%, o que limitaria a ação da equipe econômica. Mas o governo acabou assegurando a aprovação do dispositivo, o que agora lhe dá maior margem de manobra sem necessidade de aval do Legislativo.

O veto de cerca de R$ 400 milhões, por sua vez, terá como fundamento a lei complementar 210, que formalizou o acordo entre governo, Congresso e STF (Supremo Tribunal Federal) em torno da execução de emendas parlamentares, após questionamentos sobre a falta de transparência na aplicação dos recursos.

A norma disciplina um limite máximo de verbas carimbadas para os deputados e senadores. Também proíbe o cancelamento de despesas discricionárias do Executivo -usadas para financiar contratos de custeio e investimentos, chamadas de "RP2" no jargão orçamentário- para redirecionar a verba a outras ações com localização ou destinatário específico.

Pela lei, o limite em 2026 será de R$ 26,6 bilhões para emendas individuais, R$ 15,2 bilhões para as de bancada (dos quais R$ 4 bilhões foram remanejados para o fundo eleitoral) e R$ 12,1 bilhões para as emendas de comissão.

Os R$ 11,5 bilhões foram remanejados para além desses valores. Dentro desse montante, o governo identificou cerca de R$ 400 milhões inseridos com destinatário ou localização específica, infringindo a legislação. Daí a necessidade de veto.

A possibilidade de o governo vetar ou bloquear os recursos carimbados pelos parlamentares já havia sido antecipada pela Folha de S.Paulo em dezembro.

A decisão ocorre após o relator do Orçamento reduzir R$ 436 milhões do programa Pé-de-Meia, que paga bolsas de incentivo à permanência de alunos no ensino médio. A ação já havia perdido outros R$ 105,5 milhões durante a tramitação das contas de 2026 na CMO (Comissão Mista de Orçamento). Assim, os recursos reservados caíram de R$ 12 bilhões para R$ 11,46 bilhões.

Isnaldo tirou outros R$ 300,7 milhões do programa Auxílio Gás dos Brasileiros, que paga a famílias de baixa renda o valor equivalente a um botijão de gás de cozinha de 13 kg.

Essa política também já havia perdido recursos nos relatórios setoriais da CMO. No saldo final, o valor reservado caiu de R$ 5,1 bilhões para R$ 4,73 bilhões.

Também houve cortes de R$ 391,2 milhões no seguro-desemprego, R$ 262 milhões em bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), R$ 207 milhões no abono salarial e R$ 72 milhões em bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Na Previdência, o relator fez um corte de R$ 6,2 bilhões no valor destinado aos benefícios. Com a mudança, os recursos reservados caíram de R$ 1,134 trilhão para R$ 1,128 trilhão.

Segundo técnicos do governo, essa redução se deu porque o governo reviu a projeção do INPC, indicador de inflação que é referência na correção do salário mínimo. O problema é que o Executivo indicou as ações para as quais os recursos deveriam ser remanejados, o que não foi seguido pelos parlamentares.

Por Idiana Tomazelli / Folhapress

Operação conjunta apreende 200 kg de drogas em Itabuna

Ação prendeu duas pessoas em flagrante e envolveu a Rondesp Sul, a FICCO Bahia, o Comando de Policiamento da Região Sul e a CIPRv/Itabuna.

Dois suspeitos de integrarem uma facção criminosa foram presos e 200 kg de drogas entre maconha, cocaína, crack e skank apreendidos durante uma operação integrada entre a Rondesp Sul, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), o Comando de Policiamento da Região Sul (CPR-S) e a Companhia Independente de Policiamento Rodoviário (CIPRv/Itabuna), nesta segunda-feira (12), em Itabuna.

Um dos presos ainda tentou subornar os policiais com R$ 20 mil, no momento do flagrante, além de ter mandado e utilizar documentos falsos. A dupla era investigada por suspeita de integrar uma organização criminosa, acusada de praticar roubos em condomínios da cidade.

Ao todo, as equipes policiais apreenderam 194 tabletes de maconha, 103 petecas de cocaína, um tablete de crack, um de skank, duas câmeras de vídeomonitoramento, R$ 37 mil em espécie e um veículo com restrição de roubo. Todo material e os presos foram encaminhados à Delegacia Territorial do município e outras operações seguem na busca de outros integrantes do grupo criminoso.
Fonte
Ascom SSP

Irã acusa Donald Trump de incitar violência e incentivar desestabilização política

Embaixador envia carta ao Conselho de Segurança da ONU em que responsabiliza EUA e Israel por 'perda de vidas civis'

O Irã acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (13), de incentivar a desestabilização política, incitar a violência e ameaçar a soberania, a integridade territorial e a segurança nacional do país, escreveu o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, ao Conselho de Segurança da organização.

"Os Estados Unidos e o regime israelense têm responsabilidade legal direta e inegável pela consequente perda de vidas civis inocentes, particularmente entre os jovens", escreveu ele na carta, que também foi enviada ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Homem de cabelos grisalhos e óculos fala em púlpito com símbolo da ONU. Fundo azul exibe logotipos do Conselho de Segurança em inglês e francês.Homem de cabelos grisalhos e óculos fala em púlpito com símbolo da ONU. Fundo azul exibe logotipos do Conselho de Segurança em inglês e francês.
Embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, em evento na sede da organização, em Nova York - Eduardo Munoz/Reuters

Ele escreveu a carta em resposta a uma publicação de Trump nas redes sociais feita no início desta terça.

O americano afirmou que cancelou qualquer diálogo com autoridades iranianas e incentivou manifestantes iranianos a "tomarem as instituições", em mais um sinal de apoio americano aos grandes protestos que tomaram as ruas de diversas cidades do país persa e já somam 2.000 mortes, pelas contas da ONG de direitos humanos Hrana.

"Patriotas iranianos, CONTINUEM A PROTESTAR —TOMEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um grande preço. Eu cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que essa matança sem sentido de manifestantes ACABE. AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MIGA!!! [Make Iran Great Again]", escreveu Trump na rede Truth Social, com as habituais letras maiúsculas.

Em outro indicador de que os protestos são reprimidos de forma brutal, entidades afirmaram que Teerã deverá executar, nesta quarta-feira (14), um manifestante preso. Se concretizada, essa será a primeira execução desde o início dos atos.

Em entrevista à CBS News, Trump também comentou essa possibilidade e prometeu retaliação. "Se eles os enforcarem, vocês vão ver algumas coisas… Tomaremos medidas muito duras se fizerem algo assim", disse o presidente americano, sem dar mais detalhes.

A contagem de ao menos 2.000 mortos expõe um aumento significativo nos últimos dias da repressão ao movimento iniciado em 28 de dezembro, quando então era apenas uma insatisfação de comerciantes do Bazar de Teerã com a desvalorização do rial, a moeda local, e a inflação crescente. No começo do domingo (11), as estimativas ainda estavam entre 100 a 200 vítimas, subindo para 500 ao fim da noite. Agora, a cifra já é o quádruplo de dois dias atrás.

Teerã não divulga balanço oficial de mortos, sejam manifestantes ou membros das forças de segurança, mas o mesmo número de 2.000 vítimas já havia sido passado à agência Reuters por um funcionário do próprio regime, culpando o que chamou de terroristas pela escalada da violência.

Por Folhapress

Prefeito Sandro Futuca e Secretária Luanna Figueiredo se reúnem com secretária de assistência e desenvolvimento social da Bahia, Fabya Reis

O prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca, e a secretária municipal Luanna Figueiredo participaram de uma reunião com a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia, Fabya Reis, tendo como pauta o fortalecimento das políticas sociais voltadas para a população do município de Ibirataia.
O encontro teve como foco o fortalecimento da rede socioassistencial, especialmente dos programas de segurança alimentar e de inclusão produtiva, que desempenham papel fundamental no combate à fome, na geração de oportunidades e na promoção da dignidade das famílias em situação de vulnerabilidade social em Ibirataia.

Durante a reunião, foram discutidas estratégias para ampliar o alcance das ações sociais, fortalecer parcerias institucionais e garantir que os programas cheguem de forma mais efetiva às comunidades que mais necessitam. A gestão municipal reafirmou seu compromisso em atuar de forma integrada com o Governo do Estado, buscando soluções concretas para reduzir desigualdades e promover desenvolvimento social.

O prefeito Sandro Futuca destacou a importância do diálogo com o Governo da Bahia para assegurar avanços nas políticas públicas do município. Já a secretária estadual Fabya Reis reforçou o compromisso do Estado em apoiar Ibirataia na consolidação de uma rede socioassistencial cada vez mais eficiente, humanizada e inclusiva.

A Prefeitura de Ibirataia segue empenhada em fortalecer políticas públicas que promovam segurança alimentar, inclusão produtiva e melhoria da qualidade de vida da população, colocando o cuidado com as pessoas como prioridade da gestão.

Polícia Civil recupera veículo roubado em Ibirataia

Um veículo avaliado em mais de R$ 130 mil foi encontrado abandonado, escondido em uma área de mata, próximo à sede do município de Ibirapitanga, no distrito de Itamarati, na segunda-feira (12). Ao verificar o automóvel, a equipe da Delegacia Territorial constatou que o carro, ano 2022, possuía registro de roubo.

O crime ocorreu no dia 6 de janeiro, quando a vítima, um homem de 40 anos, estava nas imediações da BR-101 e, ao se aproximar do acesso ao município de Ibirataia, foi abordada por dois homens armados e encapuzados, que levaram o veículo.

O automóvel foi encaminhado para perícia e será restituído ao proprietário. A equipe da Delegacia Territorial de Ibirapitanga já possui indícios de autoria do crime, e diligências estão em andamento para localizar os autores e judicializar o caso.
Fonte
Camila Souza / Ascom PCBA

Irã marca para amanhã primeira execução de manifestante, diz ONG

Erfan Soltani, de 26 anos, foi preso na última quinta (8) em conexão com os protestos na cidade de Karaj. ONU se disse 'horrorizada' com repressão a manifestações no país do Oriente Médio que pedem o fim do regime dos aiatolás.

O manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, preso por sua conexão com protestos contra o regime dos aiatolás na cidade de Karaj, deverá ser executado na quarta (14) pelas autoridades iranianas. A informação foi divulgada pela organização humanitária curdo-iraniana Hengaw nesta terça-feira (13).

Segundo a Fox News, Erfan será enforcado - método mais comum nas execuções no Irã.

As autoridades informaram à família que a sentença de morte era definitiva, relatou a Hengaw. De acordo com a família, ele foi preso em sua casa na última quinta-feira (8).

Seus parentes afirmam também que Soltani não teve permissão para acessar um advogado, nem houve qualquer audiência em um tribunal para julgar seu caso.

"O tratamento apressado e pouco transparente deste caso aumentou as preocupações sobre o uso da pena de morte como instrumento para reprimir protestos públicos", disse a Hengaw.

O chefe do Judiciário iraniano, subordinado aos aiatolás e ao líder supremo, Ali Khamenei, já havia dito que que tribunais especializados foram designados para lidar com os protestos.

A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) diz estar "extremamente preocupada com a situação no país e alerta para "o risco de execuções em massa de manifestantes"

2.000 mortos
A repressão aos protestos que ocorrem no Irã já deixaram cerca de 2.000 pessoas mortas, afirmou nesta terça um membro do governo iraniano à agência de notícias Reuters.

A fonte ouvida pela Reuters culpou os manifestantes, que chamou de "terroristas", por mortes de cidadãos e agentes de segurança durante os protestos.

As manifestações, que começaram em dezembro, tinham como foco a má situação econômica do país, mas a repressão violenta a elas levou os manifestantes a pedir o fim do regime dos aiatolás, que goveram o Irã desde a Revolução de 1979.

Também nesta terça, o alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, se disse "horrorizado" com o que chamou de repressão das forças de segurança iranianas aos protestos pacíficos.

Oficialmente, o Irã não havia confirmado o novo balanço até a última atualização desta reportagem. Na segunda-feira (12), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que a situação o país estava "sob controle total" após o aumento da violência ligada aos protestos durante o fim de semana.

O chanceler iraniano acrescentou que a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de uma nova ofensiva contra Teerã caso a repressão violenta aos protestos continuasse, motivou "terroristas" a atacar manifestantes e forças de segurança, para justificar essa intervenção.
"Vamos atingi-los com muita força onde mais dói", disse Trump, em relação ao Irã, na semana passada.

O presidente norte-americano já havia dito que faria uma intervenção anteriormente. Em 2 de janeiro, ele declarou que os EUA estavam “prontos para agir” se pessoas que protestam de forma pacífica forem mortas.

No sábado (10), Trump renovou as ameaças ao dizer que o Irã está "buscando a liberdade" e que os norte-americanos estão "prontos para ajudar".

O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, afirmou às agências de notícias Reuters e Associated Press que o número de mortos subiu para 538, entre eles 490 manifestantes e 48 policiais. Além disso, mais de 10.670 pessoas teriam sido presas, segundo a organização neste domingo (11).

Outras ONGs de direitos humanos que monitoram a situação no Irã também têm reportado nas mortes dos protestos. O país está isolado do resto do mundo após Khamenei ter cortado a internet, então não se sabe ao certo quantas pessoas realmente morreram, porém, as organizações têm recebido relatos de que as forças de segurança iranianas dispararam contra os manifestantes.

O governo iraniano não está divulgando regularmente números oficiais da atuação policial nos protestos e acusa os EUA e Israel de se infiltrarem nos protestos e os culpam pelas mortes ocorridas nos movimentos.

O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou neste domingo que as forças de segurança "escalaram o nível de confronto contra os manifestantes". A Guarda Revolucionária do Irã, um importante ator militar no país, afirmou que proteger a segurança nacional é um ponto inegociável.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu neste domingo que a população iraniana mantenha distância do que chamou de "terroristas e badernistas" e tentou buscar uma via de diálogo com os manifestantes. Ao mesmo tempo, Pezeshkian acusou os Estados Unidos e Israel de "semear caos e desordem" no país.
Por Reuters

Damares diz que escândalo do INSS atinge igrejas e líderes religiosos e que CPMI "vai colocar muita gente na cadeia"

Em entrevista ao SBT News no último domingo (11), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) revelou que a CPMI do INSS possui documentos que envolvem “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios de dinheiro obtido por meio de descontos ilegais nos benefícios dos aposentados.

Segundo a senadora do Distrito Federal, que foi ministra no governo Jair Bolsonaro, por conta disso, a identificação da participação de líderes religiosos nos esquemas fraudulentos vem fazendo com que os trabalhos da comissão de inquérito sejam prejudicados por lobbies que não querem o avanço das investigações.

“Vou falar algo que me machuca muito. Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes”, disse Damares Alves após ser questionada se há tentativas de prejudicar os trabalhos da comissão.

A senadora, que é titular da CPMI do INSS, se referiu na entrevista à investigação que os membros da comissão estão fazendo a partir de documentos que foram enviados por órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Receita Federal. Esses documentos revelam transferências de recursos financeiros obtidos por meio dos descontos indevidos, e que abasteceram contas de igrejas, líderes religiosos e pessoas vinculadas a eles.

“Essa CPMI do INSS está chegando em lugares que a gente jamais imaginava. Grandes igrejas do Brasil estão sendo apontadas. Isso me machuca muito”, frisou Damares, que atualmente é presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado.

A CPMI do INSS é presidida pelo senador Carlos Vianna, do Podemos de Minas Gerais, e deve retomar seus trabalhos a partir do início do ano legislativo, em 2 de fevereiro. Vianna é presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Senado.

Ainda na entrevista ao SBT News, a senadora Damares Alves disse que a investigação da CPMI do INSS irá avançar também no tema do Banco Master. De acordo com a senadora do Republicanos, muitos aposentados e pensionistas, além dos descontos ilegais de entidades associativas, sofreram prejuízos com empréstimos consignados que não tinham conhecimento.

“A CPMI do INSS vai colocar muita gente na cadeia. Essa CPMI marca uma nova era das comissões parlamentares no Congresso. Vai fazer entregas. Pega de esquerda a direita, e vai pegar muitos governos. O banco Master é o maior escândalo de tráfico de influência do mundo”, afirmou Damares Alves.

Por Edu Mota, de Brasília

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