Veja o que você precisa saber para votar com tranquilidade neste domingo (4)

Confira horários, documentos, ordem de votação, regras para a cabine e outras orientações para o 1º turno
Neste domingo (4), mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores poderão ir às urnas no 1º turno das Eleições Gerais de 2026. Serão escolhidos presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

Confira as principais orientações para votar com tranquilidade.

Horário de votação

A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila até o horário de encerramento poderá votar.

Nos estados com diferença de fuso horário, a votação ocorrerá da seguinte forma nos horários locais:
  • Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima: das 7h às 16h;
  • Acre: das 6h às 15h;
  • Amazonas: das 6h às 15h em 11 municípios e das 7h às 16h em outras 51 cidades.
Documentos para votar

O eleitor deve apresentar um documento oficial com foto. São aceitos carteira de identidade, identidade social, passaporte, carteira profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O e-Título também pode ser usado como documento de identificação, desde que o aplicativo apresente a foto do eleitor, o que depende do cadastro biométrico.

Consulte o local de votação

Antes de sair de casa, confira o local e a seção eleitoral no e-Título ou nos portais do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs).

Ordem de votação

Na urna, a ordem para votar será:

1. deputado federal;
2. deputado estadual ou distrital;
3. senador – 1ª vaga;
4. senador – 2ª vaga;
5. governador;
6. presidente da República.

Para evitar erros, o eleitor pode treinar no Simulador de Votação e levar uma colinha de papel com os números das candidaturas.

Atenção ao uso de celular

Não é permitido levar celular, câmera, filmadora ou qualquer outro equipamento que possa comprometer o sigilo do voto para a cabine, mesmo que esteja desligado.

Antes de votar, o aparelho deve ser deixado em local indicado pela mesa receptora.

Quem tem preferência para votar?

Pessoas com mais de 80 anos têm prioridade absoluta. Também têm preferência candidatos, juízes e auxiliares eleitorais em serviço, servidores da Justiça Eleitoral, promotores eleitorais, policiais militares em serviço, pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, lactantes, pessoas com criança de colo, doadores de sangue e pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, obesidade, doença ou transtorno do espectro autista.

O que pode e o que não pode?

No dia da eleição, é permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência por candidato, partido ou federação, por meio de bandeiras, broches, adesivos e camisetas.

É proibido realizar manifestações coletivas ou ruidosas, aglomerações com propaganda, abordagem ou aliciamento de eleitores, distribuição de camisetas e derrame de santinhos.

Também são crimes o uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de comícios e carreatas, a propaganda de boca de urna e a divulgação de propaganda de partido ou candidato.

Na internet, não é permitido publicar novos conteúdos nem impulsionar propaganda no dia da eleição. Conteúdos publicados anteriormente podem continuar disponíveis.

Como justificar a ausência?

Quem estiver fora do domicílio eleitoral pode justificar a ausência no dia da eleição pelo e-Título ou em uma mesa receptora de votos, com o Requerimento de Justificativa Eleitoral.

Se não justificar no dia, o eleitor terá até 60 dias após cada turno para apresentar a justificativa pelo e-Título ou pelo Sistema Justifica.

Acompanhe a apuração

A apuração e a totalização dos votos começam após o encerramento da votação, a partir das 17h, pelo horário de Brasília.

Os resultados podem ser acompanhados em tempo real pelo sistema Resultados, no Portal do TSE.

Cuidado com a desinformação

Antes de compartilhar uma mensagem sobre as eleições, confirme se a informação é verdadeira.

Conteúdos suspeitos ou falsos sobre as eleições podem ser denunciados pelo Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade).

OA/JP/DB

Presidente do TSE afirma que Justiça Eleitoral está preparada para uma das eleições mais tranquilas e exitosas

Ministro Kassio Nunes Marques votou em trânsito no Colégio Perpétuo Socorro, no Lago Sul, em Brasília, e acompanhou a emissão da zerésima antes do início da votação
Após votar às 8h deste domingo (4), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral está preparada para que o país tenha uma das eleições “mais tranquilas e exitosas”.

O ministro solicitou voto em trânsito e votou no Colégio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Lago Sul, em Brasília, na 18ª Zona Eleitoral, seção 167.

Kassio Nunes Marques destacou que os incidentes registrados até a véspera da eleição foram contornados e que a Justiça Eleitoral também adotou providências para enfrentar os impactos das condições climáticas nas diferentes regiões do país.

“As questões climáticas estão administradas, tanto nos locais mais extremos, que é o Norte do Brasil, com as secas, quanto em relação às chuvas que chegaram fortemente à Região Sul”, afirmou.

Segundo o presidente do TSE, houve necessidade de deslocamento de urnas e de seções eleitorais em razão dessas situações, mas as providências foram tomadas previamente. “Amanhecemos o dia hoje com a segurança de que as eleições vão transcorrer na maior normalidade”, ressaltou.

Zerésima comprova inexistência de votos na urna
"Presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, mostra a zerésima da seção 167, no Colégio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro."
Antes de votar, Nunes Marques acompanhou a emissão da zerésima na seção eleitoral. O documento, impresso pela urna eletrônica antes do início da votação, comprovou que não havia nenhum voto registrado no equipamento. A zerésima contém a identificação da urna e a relação das candidaturas, com os respectivos registros de votação zerados, e integra os mecanismos de transparência e auditoria do processo eleitoral.

O procedimento ocorre antes do primeiro voto. Após a impressão, o documento é assinado pelos integrantes da mesa receptora e pelos fiscais presentes e permanece disponível na seção para acompanhamento e fiscalização.

Na seção 167, o presidente do TSE assinou a zerésima juntamente com a presidente da seção, Ana Cláudia Lustosa, as mesárias Ivanete Chaulet, Nina Fariese de Assis e Larissa Horrara de Almeida, e o fiscal do Partido Progressista, Joaquim Ximenes.

Médico com especialização em emagrecimento: conheça vítima que morreu próximo a motel famoso em Salvador domingo, 04/10/2026 - Redação

O médico nutrólogo, de 35 anos, identificado como Vinicius Ramon Aguilera, morreu na manhã do último sábado (3) , nas redondezas do Motel Del Rey, em Jardim Armação, na capital baiana. O paulista teria saído do motel e percorrido as ruas pedindo ajuda antes de ser contido nas proximidades de uma oficina, por volta das 10h50.

Natural da capital paulista, Vinicius tinha formação em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) e atuava na área de Nutrologia. Na área da saúde, o homem se apresentava como especialista em emagrecimento e saúde integral. Ele também era fundador do Instituto Aguilera, voltado à atuação profissional na área.

De acordo com testemunhas do local, o médico teria apresentado um comportamento alterado dentro do motel e, em seguida, saído correndo pelas dependências do estabelecimento. Duas pessoas que estavam com Vinicius foram presas no local após a polícia encontrar drogas no quarto onde o grupo estava. Não foram divulgados quais entorpecentes teriam sido apreendidos. Um terceiro homem, que também estaria envolvido na ocorrência, conseguiu fugir antes ou durante a ação policial.

Segundo informações da Polícia Civil (PC-BA) repassadas ao Aratu On, o profissional teria apresentado uma crise convulsiva em via pública. Uma enfermeira presente no local percebeu que o médico estava taquicárdico e tentou mantê-lo em segurança com o proprietário da oficina até a chegada do Samu, mas o homem não resistiu e sofreu uma parada cardiorrespiratória, morrendo ainda no local.

Lula vence em quatro países e Flávio Bolsonaro lidera nas Filipinas em primeiros resultados de votação no exterior

As primeiras votações de brasileiros no exterior nas Eleições 2026 já foram encerradas neste domingo (4). Em resultados divulgados de cinco países da Ásia e Oceania, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu mais votos em Nova Zelândia, Coreia do Sul, Malásia e Singapura. Nas Filipinas, a maior votação foi de Flávio Bolsonaro (PL).

Na Nova Zelândia, Lula recebeu 234 votos entre os 332 contabilizados, enquanto Flávio Bolsonaro teve 64. O petista alcançou 70,48% dos votos registrados, contra 19,28% do candidato do PL.

Na Coreia do Sul, Lula somou 123 votos, equivalentes a 56,94% do total contabilizado. Flávio recebeu 72 votos, ou 33,33%.

A vantagem do atual presidente também foi registrada na Malásia. Lula recebeu 44 votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 27. Em Singapura, foram 190 votos para o candidato do PT e 92 para o representante do PL.

O cenário foi diferente nas Filipinas. Flávio Bolsonaro recebeu 33 votos, correspondentes a 53,23% do total contabilizado, enquanto Lula teve 26 votos, ou 41,94%.

Os números correspondem aos resultados divulgados pelas seções eleitorais nesses países. A totalização oficial dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a ser divulgada a partir das 17h, pelo horário de Brasília.

Confira os resultados:

Nova Zelândia
  • Lula (PT): 234 votos
  • Flávio Bolsonaro (PL): 64 votos
Coreia do Sul
  • Lula (PT): 123 votos
  • Flávio Bolsonaro (PL): 72 votos
Malásia
  • Lula (PT): 44 votos
  • Flávio Bolsonaro (PL): 27 votos
Singapura
  • Lula (PT): 190 votos
  • Flávio Bolsonaro (PL): 92 votos
Filipinas
  • Flávio Bolsonaro (PL): 33 votos
  • Lula (PT): 26 votos
BRASILEIROS VOTANDO NO EXTERIOR
Nas Eleições 2026, 918.876 brasileiros estão aptos a votar fora do país. O eleitorado está distribuído por 186 cidades e, no exterior, participa exclusivamente da escolha para presidente e vice-presidente da República. Os Estados Unidos concentram o maior contingente de eleitores brasileiros fora do território nacional, seguidos por Portugal e Japão.

Até a manhã deste domingo, o TSE havia recebido cerca de 124 mil justificativas de ausência de eleitores no exterior feitas pelo aplicativo e-Título.

Entre os maiores colégios eleitorais brasileiros fora do país está Lisboa, com 78.833 pessoas aptas a votar. Também aparecem entre as cidades com maior número de eleitores Boston, Porto, Nagóia, Miami e Nova York.

Veículos de comunicação da Câmara e do Senado farão cobertura integrada das eleições Fonte: Agência Câmara de Notícias

Trabalho contará com a parceria de emissoras de rádio e televisão de assembleias legislativas e câmaras municipais – integrantes da Rede Legislativa de Rádio e TV

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Os veículos de comunicação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal vão trabalhar em conjunto na cobertura jornalística da votação e da apuração dos votos nas eleições de 4 de outubro. Acompanhe nossa programação, que terá entrevistas e informações sobre a votação nos estados, com a participação de emissoras de rádio e televisão de assembleias legislativas e câmaras municipais – integrantes da Rede Legislativa de Rádio e TV.

O foco da cobertura será a eleição dos 513 deputados federais e de 54 senadores (2/3 da composição do Senado), com análises políticas dos resultados – considerando também a eleição dos governadores e do presidente da República.

Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026

A cobertura especial começa às 8 horas do domingo pelas emissoras de TV e rádio e pelas redes sociais das duas Casas. As agências de notícias entram em campo a partir do meio-dia. O trabalho segue até a divulgação completa dos resultados.

Agências de notícias

Durante a apuração, a Agência Câmara vai publicar as bancadas estaduais eleitas assim que forem definidas, com a votação de cada eleito. No final da apuração, vai divulgar a nova composição da Câmara, comparada com a atual, os índices de renovação e reeleição, os perfis dos novos deputados e deputadas, a evolução das bancadas partidárias e temáticas, os campeões de voto em cada estado, etc. Esse conteúdo será reproduzido nas redes sociais.  O site especial sobre eleições da Agência Câmara traz as principais informações sobre as eleições, notícias, entrevistas e programas especiais da Rádio Câmara e da TV Câmara, além de postagens nas redes sociais da Casa.

A Agência Senado terá uma página especial que trará a apuração em todos os estados para senador, governador e presidente da República, em tempo real, com dados do TSE. Estão programadas matérias com os resultados e o balanço feito pelo tribunal. Durante o dia, editores da Agência farão entradas ao vivo na programação da rede, diretamente da redação. O hotsite da Agência Senado sobre as eleições já conta com mais de 70 matérias publicadas. Entre elas uma reportagem que traz o perfil de cada um dos candidatos ao Senado por estado.

Transmissão ao vivo

As emissoras de rádio e TV da Câmara e do Senado vão trabalhar em rede durante a maior parte do domingo, com transmissão ao vivo. Também haverá entradas ao vivo dos tribunais eleitorais.

Ao longo do dia, especialistas convidados e consultores da Câmara e do Senado vão explicar o processo eleitoral e analisar o cenário político.

A partir das 17 horas, com o encerramento da votação, a cobertura será focada na apuração dos votos e na análise dos resultados.

A programação também será transmitida pelos sites das duas Casas. Trechos da programação também serão divulgados nas redes sociais das duas Casas.

Sites e redes sociais

A cobertura especial de eleições também será transmitida pelos sites das duas Casas e pelos perfis oficiais das emissoras de rádio e TV da Câmara e do Senado nas redes sociais. As contas @camaradosdeputados e @senadofederal postarão destaques e resultados.

Ao longo do dia, as contas da Câmara nas diferentes plataformas publicarão lives mostrando os bastidores da cobertura eleitoral e a movimentação das redes sociais neste dia tão importante para a democracia.

Mais notícias sobre as Eleições 2026

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Eleição tem 158 milhões aptos a votar com disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a ir às urnas neste domingo (4) para escolher o presidente da República e os representantes dos 26 estados e do Distrito Federal para outros quatro cargos: governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Dos 12 candidatos à Presidência, dois lideram as pesquisas eleitorais: o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O petista soma 45% das intenções de votos válidos no levantamento Datafolha divulgado neste sábado (3), véspera do primeiro turno, contra 42% do postulante do PL —uma situação de empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

Separados por três pontos percentuais, o atual mandatário e o senador fluminense têm a menor distância registrada entre o primeiro e o segundo colocados nas últimas pesquisas antes do primeiro turno realizadas pelo Datafolha desde 1989, ano do primeiro pleito presidencial pós-redemocratização.

Em 2022, quando Lula saiu vencedor da disputa com Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio e ex-presidente condenado por tramar um golpe de Estado, a diferença entre eles no levantamento Datafolha do dia anterior ao pleito era de 14 pontos percentuais (50% a 36%) —no placar final do primeiro turno, Lula teve 48,4% dos votos válidos, contra 43,2% de Bolsonaro.

Quatro anos antes, em 2018, quando Bolsonaro (à época filiado ao PSL) ganhou de Fernando Haddad (PT), eles tinham, respectivamente, 40% e 25% no Datafolha da véspera do primeiro turno —ou seja, 15 pontos de distância. Nas urnas, Bolsonaro teve 46% dos votos válidos, ante 29% de Haddad.

A maior distância entre os líderes em uma pesquisa Datafolha no dia anterior ao primeiro turno foi registrada em 2002, quando Lula foi eleito presidente pela primeira vez —o petista (48%) estava 27 pontos à frente de José Serra (PSDB, 21%) no levantamento. Eles obtiveram nas urnas, respectivamente, 46,4% e 23,2% dos votos válidos.

A menor distância na última pesquisa de primeiro turno foi verificada em 1989 e 2006. Na primeira eleição pós-redemocratização, Fernando Collor (PRN) estava 12 pontos à frente de Lula na última pesquisa Datafolha antes do primeiro turno: 29% a 17% dos votos válidos. Nas urnas, eles obtiveram, respectivamente, 30,5% e 17,2%.

Em 2006, quando Lula disputou a reeleição, ele estava 12 pontos à frente de Geraldo Alckmin (50% a 38%) na última pesquisa Datafolha antes do primeiro turno. Obtiveram nas urnas, respectivamente, 48,6% e 41,6% dos votos válidos, e a eleição foi para o segundo turno.

A campanha de 2026 é marcada pela menor mobilização desde a volta da democracia, segundo avaliação de cientistas políticos ouvidos pela Folha. Em pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2), 47% dos entrevistados afirmam que a população está menos interessada na corrida eleitoral deste ano.

As eleições de 2026 também são as primeiras em 20 anos em que a primeira etapa termina sem um debate televisionado com os candidatos mais à frente nos levantamentos.

A última sabatina teria ocorrido na quinta-feira (1º), na TV Globo, mas foi cancelada após decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal) alterarem a lista de convidados e a dinâmica do encontro.

Em âmbito estadual, os eleitores das 27 unidades da federação escolhem entre 169 candidatos aos governos, considerando apenas postulantes com status deferido no portal do TSE.

Para o Senado, casa para a qual os eleitores devem escolher dois candidatos diferentes para representar seu estado, são 281 postulantes deferidos. Também serão escolhidos deputados federais entre 7.053 concorrentes à Câmara dos Deputados.

Há 10.439 candidatos a deputado estadual nas Assembleias Legislativas dos 26 estados. No caso do Distrito Federal, para onde são eleitos deputados distritais para a Câmara Legislativa —órgão que acumula as atribuições de uma Assembleia Legislativa e de uma Câmara Municipal, já que não há municípios no DF—, há 412 postulantes.

Os resultados do primeiro turno começam a ser divulgados ao término da votação, a partir das 17h deste domingo, e podem ser acompanhados na Folha em tempo real. A votação acontece em 5.571 municípios no Brasil e 186 cidades fora do país.

Por Marina Costa/Folhapress

Eleições 2026: confira todos os locais e seções de votação em Ipiaú

Eleitores em todo o Brasil vão às urnas no próximo domingo, 4 de outubro, para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. Em Ipiaú, 32.861 pessoas estão aptas a votar, conforme dados da Justiça Eleitoral. Para facilitar a consulta, o GIRO reuniu a relação oficial dos locais e seções de votação do município, pertencentes à 24ª Zona Eleitoral. A lista foi conferida na relação oficial publicada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para as Eleições 2026. O documento aponta 18 locais de votação em Ipiaú, sendo 16 na área urbana e dois na zona rural.

Confira os locais e as respectivas seções:

Centro de Apoio Pedagógico de Ipiaú (CAPI) – Avenida Getúlio Vargas, 303, Centro. Seção: 225.
Centro Integrado de Ensino Prof. Altino Cosme de Cerqueira (Militar) – Rua Pensilvânia, 540, Sítio do Pica-Pau Amarelo. Seções: 221, 232, 238 e 305.
Colégio Dom Bosco – Avenida Getúlio Vargas, 729, Centro. Seções: 74, 75, 76, 79, 84, 85, 86 e 87.
Colégio Estadual de Ipiaú – Avenida Getúlio Vargas, 845, Centro. Seções: 43, 44, 45, 46, 49, 61, 62, 63, 64, 80, 81, 82, 118, 124, 126, 135, 149, 150, 208 e 209.
Colégio Estadual Professora Celestina Bittencourt – Praça Alberto Pinto, s/n, Centro. Seções: 50, 51, 52, 53, 54, 55 (68), 69 (70), 83, 101 (133), 113, 117, 120, 123, 146 (147), 148 e 210 (130).
Colégio Municipal Ângelo Jaqueira – Avenida Lauro de Freitas, 1315, Centro. Seções: 203, 213 e 218.
Colégio Municipal José Mendes de Andrade – Rua Edgar Argolo, 48, bairro Democracia. Seções: 235, 241, 301 e 304.
Complexo Integrado de Educação de Ipiaú (antigo Modelo) – Rua 2 de Dezembro, s/n, bairro Santana. Seções: 56, 57, 58, 59, 60, 93, 94, 95, 108, 137, 143, 144, 200, 204, 205 e 206.
Escola Municipal Adélia da Matta – Avenida Lauro de Freitas, 732, Centro. Seções: 226, 239 e 303.
Escola Municipal Agostinho Pinheiro – Rua Pedro Souza Menezes Filho, 46, bairro Euclides Neto. Seções: 89, 90, 91, 92, 145 e 214.
Escola Municipal Doutor Salvador da Mata – Rua Manoel Mendes de Andrade, 116, Centro. Seções: 71, 72, 73, 88, 141 e 233.
Escola Municipal Edvaldo Santiago – Caminho 1, s/n, bairro ACM. Seções: 224, 237, 302 e 308.
Escola Municipal Maria José Lessa de Moraes – Rua Antônio Augusto Sá, 91, bairro Conceição. Seções: 77, 78, 128, 129, 201 e 202.
Escola Municipal Pastor Paulo José da Silva Júnior – Rua Edvaldo Santiago, 142, bairro Democracia. Seções: 47, 48, 65, 66, 67, 211, 212 e 219.
Escola Municipal Profª Alda Cássia Barboza Gonçalves (antigo Miguelão) – Avenida Pensilvânia, 351, bairro Euclides Neto. Seções: 234 e 243.
Escola Municipal Profª Leovícia Andrade (antiga Tertulina) – Avenida Nossa Senhora Aparecida, 3016, bairro Nossa Senhora Aparecida. Seções: 96, 97, 98, 139 e 236.
Escola Municipal Dr. Euclides Neto – Fazenda do Povo – Povoado Fazenda do Povo. Seções: 99 e 100.
Escola Municipal Raulina Rodrigues de Santana (antigo Médici) – Rua São Roque, s/n, distrito de Córrego de Pedras. Seções: 102 (103), 104 (105) e 121.

Na relação do TRE-BA, os números apresentados entre parênteses indicam seções agregadas a uma seção principal. É o caso, por exemplo, das seções 68, 70, 133, 147 e 130 no Celestina Bittencourt e das seções 103 e 105 em Córrego de Pedras.

O TRE-BA recomenda que cada eleitor confirme antecipadamente seu local e seção, já que podem ocorrer alterações ou transferências temporárias. A consulta atualizada pode ser feita pelo e-Título, na opção “Onde Votar”, ou pelo Autoatendimento Eleitoral.


O primeiro turno será realizado no domingo, 4 de outubro. Caso haja segundo turno para os cargos de governador ou presidente da República, a votação ocorrerá em 25 de outubro.

Diego Castro promete ‘derreter’ força do PT na Bahia durante carreata com vice de Flávio

O deputado estadual Diego Castro (PL), candidato à reeleição, afirmou neste sábado (3) que pretende “derreter” a força política do PT na Bahia. A declaração ocorreu durante uma moto-carreata realizada em Salvador no último dia permitido para atos de campanha antes do primeiro turno das eleições.

A mobilização contou com a presença de Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL), do deputado federal Capitão Alden (PL), que também disputa a reeleição, entre outras lideranças do partido.

Durante o ato, Diego defendeu o fortalecimento da direita no estado e associou sua candidatura à disputa contra o grupo petista na Bahia.

“Chegamos ao último dia de campanha com uma missão muito clara: fortalecer a direita e começar a derreter a força do PT na Bahia. Amanhã, o eleitor terá a oportunidade de mostrar nas urnas que quer uma mudança de rumo no nosso estado”, afirmou Diego.

A concentração da moto-carreata começou às 9h22, no estacionamento em frente à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). De motocicletas e veículos, os participantes seguiram em direção ao Farol da Barra.

Diego também destacou a presença de Alfredo Gaspar na mobilização e defendeu as candidaturas apoiadas pelo PL nas disputas nacional e estadual.

“Estamos juntos com Alfredo Gaspar, levando a mensagem de Flávio Bolsonaro e mostrando que existe uma direita organizada e mobilizada na Bahia. Nosso objetivo é ampliar essa representação e enfrentar um projeto político que está há anos no comando do estado”, declarou.

Durante o percurso, apoiadores acompanharam a mobilização com roupas e bandeiras nas cores verde e amarela. O ato marcou uma das últimas agendas de rua dos candidatos do PL em Salvador antes da votação deste domingo (4).

PF deflagra Operação Rastilho para apurar possíveis ilícitos eleitorais no Ceará

    Ação cumpre 19 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Coreaú, Irauçuba e Itapajé
Fortaleza/CE. A Polícia Federal deflagrou, na manhã deste sábado (3/10), a Operação Rastilho, em ação conjunta com o Ministério Público Eleitoral e a Controladoria-Geral da União (CGU), para aprofundar investigação sobre possíveis ilícitos eleitorais no Ceará.

Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Fortaleza, Coreaú, Irauçuba e Itapajé. Os mandados foram expedidos pela Justiça Eleitoral a partir de representações apresentadas no curso da investigação. Durante as buscas, foram apreendidos aproximadamente R$ 120 mil em espécie.

A operação é desdobramento da Operação Rastro, deflagrada em 31 de agosto deste ano, quando foram apreendidos R$ 334 mil em espécie, além de computadores e aparelhos celulares.

A análise desse material indicou a necessidade de aprofundar a apuração sobre a origem, a movimentação e a possível destinação de recursos que ultrapassam R$ 9,8 milhões, inclusive com o uso da estrutura de uma entidade sindical.

As investigações apuram possíveis pagamentos para obter apoio político e eleitoral em diferentes municípios do Ceará, bem como os fluxos financeiros e as pessoas envolvidas.

As diligências foram feitas antes do pleito para colher e preservar provas contemporâneas aos fatos investigados, em especial sobre a eventual circulação e destinação de recursos ligados a possíveis ilícitos eleitorais.

Além dos valores, foram apreendidos celulares, aparelhos eletrônicos e anotações relacionadas aos crimes que serão analisados e as investigações prosseguem sob a supervisão da Justiça Eleitoral.

Comunicação Social da Polícia Federal no Ceará

PF prende motorista com 390kg de drogas no Sul Fluminense

A ação contou com o apoio do cão farejador Apollo; a droga teria como destino área dominada por facção criminosa no Espírito Santo
Rio de Janeiro/RJ. Na madrugada deste sábado, 3/10, a Polícia Federal prendeu em flagrante um homem transportando cerca de 385 kg de maconha e 4 kg de cocaína em um caminhão. A ação ocorreu no município de Piraí, na região Sul Fluminense do estado do Rio de Janeiro.

Policiais federais realizavam diligências de fiscalização quando avistaram o veículo e determinaram a parada, sendo prontamente atendida pelo motorista. Os policiais, com o apoio do cão farejador localizaram a droga em diversas caixas de papelão acondicionadas na cabine.
De acordo com as apurações iniciais, a carga que saiu de São Paulo teria como destino área dominada por facção criminosa no estado do Espírito Santo. As investigações prosseguem para identificar os demais envolvidos no envio e no recebimento da carga.

O preso, o caminhão, um aparelho celular e a droga apreendida foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para lavratura do auto de prisão em flagrante e demais procedimentos de praxe. O motorista responderá pelo crime de tráfico interestadual de drogas.

A operação é mais um desdobramento da Missão Redentor II, realizada no escopo da ADPF 635, que consolida a integração das forças de segurança federais na repressão qualificada ao tráfico de drogas. O objetivo principal é a descapitalização das organizações criminosas e o bloqueio de suas rotas logísticas, impedindo que armamentos e entorpecentes cheguem às áreas urbanas conflagradas.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Na véspera das eleições, Robinho destaca carinho recebido e reafirma parceria com Dr. Marcelo Angênica em Itamaraju

Na reta final da campanha eleitoral, o candidato Robinho registrou um agradecimento especial à população de Itamaraju pelo acolhimento e apoio demonstrados ao longo de sua caminhada pelo município.
Em mensagem divulgada às vésperas da votação, Robinho enfatizou a importância da união e da recepção calorosa que recebeu dos moradores em cada agenda realizada na cidade. Ao seu lado, o candidato destacou a presença do ex-prefeito Dr. Marcelo Angênica, qualificado por ele como um dos grandes nomes da história política e administrativa de Itamaraju.

"Na véspera das eleições, registro meu agradecimento por todo o carinho que encontramos aqui durante essa caminhada. Ao meu lado, Dr. Marcelo Angênica, grande nome do município. Pra cima, Itamaraju!", declarou Robinho.

Com tom de otimismo e confiança no projeto político para o município, a liderança reforçou o compromisso com a população de Itamaraju para o dia da votação.

Laryssa Dias liderou a “ Carreata da Vitória do 13”, em Ipiaú.

Em mais uma demonstração de liderança e trabalho intenso realizado nos últimos trinta dias, a prefeita Laryssa esteve à frente da grande “Carreata da Vitória do 13, ontem (2/10), que tomou das ruas de Ipiaú e reunindo lideranças políticas, apoiadores, famílias e moradores de diferentes regiões da cidade.
Durante todo o percurso, a percepção e reação da população sobre a importância das eleições do próximo domingo é de grande participação do eleitor nas sessões eleitorais do município. Mas, uma das cenas que mais marcou foi o encontro com o povo: crianças acenando das calçadas, idosos acompanhando a passagem, famílias reunidas nas portas e janelas e moradores registrando cada momento. Uma demonstração de carinho e participação que marcou o final da tarde em Ipiaú.
A carreata saiu do Centro de Abastecimento José Motta Fernandes, passou pelo Bairro Novo, Rua da Granja e Lauro de Freitas, seguindo até a Avenida Getúlio Vargas, onde foi encerrada em frente ao Ginásio de Esportes.

Além da prefeita Laryssa, o evento contou com a presença do deputado federal Antônio Brito e a participação de integrantes de todo o grupo político.

A carreata mostrou a força política do grupo de Jerônimo Rodrigues em Ipiaú e a capacidade de mobilização da prefeita Laryssa, que percorreu as ruas ao lado de seu grupo e de uma multidão de apoiadores, encerrando a campanha com uma grande demonstração de unidade e presença política na cidade. Sem dúvida, um dos principais movimentos políticos ocorridos em Ipiaú nos últimos tempos.

Entenda em 7 pontos por que o voto para deputado estadual importa

As Assembleias Legislativas são os órgãos do Poder Legislativo nos estados. Assim como a Câmara dos Deputados e o Senado, são responsáveis por elaborar leis, fiscalizar os chefes do Poder Executivo, sabatinar e aprovar indicações a cargos, analisar contas e aprovar o orçamento.

Desde 1934, o Brasil não adota mais o modelo bicamaral, com duas casas legislativas, nos estados. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, são 94 deputados estaduais distribuídos atualmente em 15 partidos. Todas as vagas estão em disputa nas eleições gerais deste ano.

O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) afirma ter recebido 1.430 pedidos de registro de candidatura neste ano. O número corresponde a uma proporção de 15,2 candidatos por vaga.

Somadas, as Assembleias Estaduais pelo país têm 1.035 cadeiras. O número é mais que o dobro de vagas na Câmara, que conta com 513 deputados. Em 2026, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recebeu 11.090 pedidos de registro de candidatura para deputados estaduais e 7.627 para federais.

Exceção à regra, o Distrito Federal é um ente federativo de natureza híbrida e acumula funções estaduais e municipais. Lá, não há Assembleia Legislativa, mas a Câmara Legislativa do Distrito Federal, e os ocupantes são chamados de deputados distritais. Ao todo, são 24 vagas.

Diferentemente do que acontece na eleição majoritária de cargos do Executivo, na qual o candidato com maior número total de votos está eleito, a votação para o Legislativo é proporcional.

Nesse sistema, o voto no candidato também conta para o partido. O total de votos válidos é dividido pelo número de cadeiras, chegando a um quociente eleitoral. Cada vez que a soma dos votos na sigla atinge esse valor, ganha-se uma vaga, que será ocupada em ordem pelos candidatos mais votados.

Entenda em 7 pontos o que está em jogo na hora de escolher seu candidato a deputado estadual

1. Função legislativa

Os deputados estaduais criam e alteram as leis do estado e podem emendar a Constituição estadual. Atuam em áreas como segurança, educação, saúde, meio ambiente e transporte intermunicipal.

Algumas leis estaduais viraram referência no país. Em 2001, a Assembleia do Rio de Janeiro aprovou cotas na Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), a primeira universidade do Brasil a reservar vagas para estudantes negros e de escola pública.

Em 2009, a Assembleia paulista aprovou a lei antifumo, que proibiu o cigarro em ambientes fechados de uso coletivo em São Paulo. Uma lei federal de 2011 levou a mesma regra a todo o país.

2. Orçamento estadual

Assim como o Congresso Nacional faz com o orçamento da União, as Assembleias votam as leis orçamentárias dos estados, que preveem as receitas e definem quanto vai para cada área no ano seguinte.

Em 2026, São Paulo tem o segundo maior orçamento do país (R$ 382,3 bilhões), atrás apenas do orçamento federal. Minas Gerais é o 4º, com R$ 132,3 bilhões em despesas, e o Rio de Janeiro o 5º, com R$ 126,6 bilhões.

Os deputados podem remanejar verbas por meio de emendas. Assim como no plano federal, também votam a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que fixa metas fiscais, e o PPA, plano de investimentos.

3. Fiscalização e impeachment

As Assembleias podem abrir impeachment do governador por crime de responsabilidade. Se aprovarem a abertura, o julgamento cabe a um tribunal misto, com cinco deputados e cinco desembargadores.

Em 2021, o então governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, perdeu o cargo por esse rito. No mesmo ano, o então chefe do Executivo catarinense, Carlos Moisés, foi absolvido pelo tribunal misto e reassumiu o governo.

Já em crimes comuns, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu em 2017 que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) processa governadores sem aval das Assembleias. Assim foi afastado Mauro Carlesse, do Tocantins, que renunciou em 2022.

4. Comissões Parlamentares de Inquérito

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) é criada com a assinatura de um terço dos deputados para investigar fato determinado e por prazo definido. Pode convocar depoentes e quebrar sigilos, mas não pune: envia conclusões ao Ministério Público.

Assim como no Congresso, é um instrumento para investigar possíveis irregularidades. Em 2008, a CPI das Milícias da Assembleia do Rio de Janeiro pediu o indiciamento de 225 pessoas. Dez anos depois, quando houve a Operação Os Intocáveis, constatou-se que 4 dos 13 alvos já constavam do relatório da comissão.

Em Santa Catarina a CPI dos Respiradores (2020) apontou fraude na compra de 200 aparelhos, com R$ 33 milhões pagos antecipadamente, e responsabilizou 14 pessoas, entre elas o governador.

5. Fiscalização do dinheiro público

A Assembleia julga as contas do governador, com parecer do Tribunal de Contas do Estado, e precisa autorizar decisões que mexem com o patrimônio público, como a venda de estatais. Em 2023, a Assembleia de São Paulo aprovou a privatização da Sabesp.

Em 2025, a Assembleia de Minas derrubou, por meio de uma PEC estadual, a exigência de referendo popular para vender a Copasa, empresa estadual de saneamento.

No Rio Grande do Sul, a Assembleia tirou da Constituição estadual, em 2019, a exigência de plebiscito para vender estatais como CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), Sulgás e CRM (Companhia Riograndense de Mineração). A mudança foi contestada no Supremo.

6. Governabilidade

Sem maioria na Assembleia, o governador tem dificuldade para aprovar projetos, empréstimos e o orçamento.

Em 2025, a chefe do Executivo pernambucano, Raquel Lyra (PSD), era a única governadora sem maioria no Legislativo estadual. Em fevereiro, a oposição elegeu os presidentes de 15 das 17 comissões da Assembleia de Pernambuco, incluindo a de Justiça e Finanças. Um exemplo de percalço foi o empréstimo de R$ 1,5 bilhão para o Arco Metropolitano e a duplicação da BR-232, que, enviado em março de 2025, levou seis meses para ser aprovado.

7. Emendas estaduais

Como no Congresso, os deputados estaduais destinam emendas a cidades e entidades. Em 2026, os estados reservaram R$ 13,5 bilhões para isso, 13% a mais que em 2025. Minas lidera, com R$ 2,5 bilhões. Em Roraima, a média chega a R$ 35,8 milhões por deputado.

Vinte estados já adotam as "emendas Pix", repasses diretos com menos controle. Em Mato Grosso, a polícia investiga 14 deputados estaduais por suspeita de desvio de R$ 28 milhões em emendas, com sobrepreço em kits agrícolas. Eles negam as acusações.

Alguns aceleraram pagamentos no ano eleitoral: a lei do Acre manda pagar 50% das emendas no primeiro semestre; a de Alagoas, 65%.

Por João Pedro Abdo/Folhapress

AtlasIntel aponta vitória de Jerônimo no 1º turno na Bahia

A pesquisa AtlasIntel/A Tarde, divulgada neste sábado (3), aponta o governador Jerônimo Rodrigues (PT) com 51,5% dos votos válidos na disputa pelo governo da Bahia. ACM Neto (União Brasil) aparece com 47,4%, enquanto Ariel Capistrano (DC) e Ronaldo Mansur (PSOL) têm 0,4% cada, e Maria Bona (PCO), 0,3%.

Em comparação com o levantamento anterior, divulgado em 30 de setembro, Jerônimo oscilou de 50,7% para 51,5%, enquanto ACM Neto passou de 47,5% para 47,4%. No cenário de eventual segundo turno, o petista também aparece à frente, com 52,1% contra 47,9% de Neto. A pesquisa destaca ainda o crescimento de Jerônimo entre eleitores de esquerda que apoiam Lula.

O levantamento ouviu 2.199 eleitores na Bahia entre 27 de setembro e 2 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob os números BA-05671/2026 e BR-01177/2026.

ACM Neto aparece com 50,3% dos votos válidos em pesquisa Paraná

Pesquisa Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, aponta ACM Neto (União) com 50,3% dos votos válidos para o governo da Bahia, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece com 48,4%. O levantamento foi divulgado neste sábado (3), véspera da eleição, e indica possibilidade de vitória de Neto ainda no primeiro turno.

Considerando também votos brancos e nulos, ACM Neto registra 46,4%, contra 44,6% de Jerônimo. A diferença de 1,8 ponto percentual está dentro da margem de erro, de 2,7 pontos. No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Neto aparece com 38,6% e Jerônimo com 36,4%.

Em um eventual segundo turno entre os dois principais candidatos, ACM Neto soma 50,8% das intenções de voto, contra 49,2% de Jerônimo. A pesquisa ouviu 1.400 eleitores em 63 municípios baianos entre 29 de setembro e 2 de outubro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no TSE sob o número BA-03273/2026.
Fonte: Politica Livre

Ibirataia: Grande Caminhada do Time de Futuca leva multidão às ruas do município.

Uma grande caminhada promovida pelo grupo político liderado pelo prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca, movimentou as principais ruas da cidade nesta sexta-feira (2). O ato reuniu apoiadores em manifestação de apoio às candidaturas de Jayminho, para deputado federal, e de Matheus de Geraldinho, Patrick Lopes e Eduardo Salles, para deputado estadual. A mobilização também reforçou o apoio do grupo a Jerônimo Rodrigues para o Governo da Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner para o Senado, e Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência. A agenda havia sido divulgada previamente por Futuca, que convocou a população para a caminhada.
O percurso passou por diferentes ruas de Ibirataia e contou com a participação de moradores, lideranças políticas e apoiadores. Também estiveram presentes os ex-prefeitos Marcos Aurélio e Ana Cléia, que acompanharam a mobilização ao lado da comunidade e das demais lideranças. A caminhada terminou na Praça 7 de Setembro, que ficou lotada durante o encerramento do ato. No local, os representantes do grupo fizeram discursos e destacaram a importância da participação política e da continuidade do diálogo com a população.

Ao final, Sandro Futuca agradeceu a presença dos participantes e destacou a mobilização realizada pelo grupo político. “Quero agradecer a cada pessoa que esteve conosco nesta caminhada. Foi uma demonstração de participação e de união do nosso grupo. Seguimos trabalhando por Ibirataia e apresentando aos eleitores os nomes que acreditamos que podem continuar contribuindo com o município e com a Bahia”, afirmou o prefeito. 

A caminhada ocorre na reta final das eleições de 2026, período em que Futuca vem intensificando a agenda de apoio aos candidatos aliados.

Bolsa Família vira bandeira eleitoral, com promessas já existentes e obrigação de trabalhar

              Nesta eleição, Lula amplificou o debate ao anunciar um reajuste inesperado de 15%
Desde o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, o Bolsa Família é tema recorrente das eleições presidenciais em razão do número de pessoas atendidas —são cerca de 20 milhões de famílias - e pelos efeitos na renda, no trabalho e no voto das camadas mais pobres da população.

Nesta eleição, Lula amplificou o debate ao anunciar um reajuste inesperado de 15% nos benefícios no programa social a 17 dias do pleito, em um momento de fragilidade de sua campanha frente ao avanço de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), nas pesquisas. O repasse do programa mínimo subiu de R$ 600 para R$ 691 por família.

A Folha pesquisou os programas e as falas dos candidatos para saber quais são os planos para o programa. Quase nenhum dos presidenciáveis traz novas propostas que tratem dos principais desafios do Bolsa Família, como medidas para ampliar o benefício para a população em extrema pobreza ou mudanças no desenho que eliminem incentivos à informalidade.

Lula promete "manter e aperfeiçoar" a política de transferência de renda, mas não aponta os caminhos para cumprir essa meta num eventual Lula 4.

Entre os opositores, todos falam de incentivar que beneficiários deixem o Bolsa Família para ingressar no mercado de trabalho ou se tornarem empreendedores. O programa é alvo de críticas por ser associado à ideia de que gera dependência e prejudica a empregabilidade.

Diferentes estudos mostram que o Bolsa Família é eficaz em promover mobilidade social. Uma pesquisa da FGV, por exemplo, apontou que 60,68% dos beneficiários de 2014 deixaram o programa até 2025.

"O Bolsa Família ainda é um programa que gera mobilidade social porque impede um nível de pobreza extrema," afirma Daniel Duque, pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Sergio Firpo, professor do Insper, diz que o desenho tem fragilidades. Para ele, o reajuste de Lula deveria priorizar famílias com crianças, mais pobres, evitando repasses proporcionalmente maiores a adultos em famílias unipessoais.

Sem verificação rígida da renda, beneficiários evitam a formalização para não perder o auxílio. O desenho poderia ajudá-los a buscar emprego com carteira assinada.

"O Bolsa Família gera incentivo para permanecer na informalidade. A informalidade gera volatilidade, e a volatilidade te leva ao programa. Você fica nessa armadilha da informalidade", afirmou Firpo, que foi secretário de Revisão de Gastos do Ministério do Planejamento.

Candidatos adversários do presidente Lula (PT) propõem medidas que já existem para o Bolsa Família, como manuteção do auxílio por um período de transição, em caso de aumento de renda.

Flávio Bolsonaro se pronunciou a favor da manutenção do benefício, caso seja eleito, mas criticou o reajuste concedido por Lula.

"Está achando que vai comprar o voto do pobre dando mais R$ 90 por mês? Além de manter esse reajuste, vou fazer muito mais", afirmou, durante transmissão ao vivo em suas redes sociais.

No passado, Flávio Bolsonaro foi crítico da política social e chegou a chamá-la de "bolsa-farelo". Ele mudou de discurso, mas o seu plano de governo não há uma sequer citação ao nome "Bolsa Família".

O plano fala em criar trilhas de capacitação que facilitem a entrada no mercado de trabalho, além de dar prioridade aos beneficiários em programas de primeiro emprego.

Diferentes versões desse tipo de ação já foram implementadas ao longo dos anos. Hoje, existe o programa "Acredita no Primeiro Passo", que oferece oportunidades de trabalho, estudo e empreendedorismo para quem está no CadÚnico, incluindo o microcrédito.

O progama já teve 393 mil pessoas beneficiadas nas acões de empreendedrorismo, segundo dados do secretaria de Inclusão Socioeconômica. Para Daniel Duque, apesar da proposta de Flávio, é difícil aprimorar o que já está implementado.

Os planos de Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) falam em propor uma regra de transição para quem sair do programa por aumento de renda. Pela proposta dos candidatos do PSD e do Avante, o valor do auxílio seria mantido, com uma redução gradual enquanto a pessoa se estabelece no emprego.

Em 2023, uma regra foi criada para o programa e prevê que, mesmo se a renda familiar ultrapassar os R$ 218 por pessoa, ela pode continuar recebendo 50% do valor do benefício que recebia antes, por um período de até 18 meses.

O plano de governo de Caiado fala ainda em integrar dados de CadÚnico, Suas (Sistema Único de Assistência Social), saúde, educação e habitação para melhorar o diagnóstico e plano de acompanhamento das políticas públicas. Isso também ajudaria a atualizar cadastros e combater fraudes, segundo o candidato.

O CadÚnico já usa de dados do Suas, além do sistema de presença do Ministério da Educação e dados da RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde). No entanto, ainda existe uma série de informações que podem ser mais bem aproveitadas, de acordo com Firpo.

"Não é totalmente integrado. Tem várias barreiras legais que justificam isso. Mas ao mesmo tempo, pela própria LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados], você pode ter acesso aos dados, desde que seja para formulação de políticas públicas", afirma.

Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) são os presidenciáveis mais críticos ao programa. Zema disse considerar ilegal o reajuste às vésperas da eleição.

Os planos de governo de ambos os candidatos defendem que os beneficiários precisem trabalhar para manter o auxílio.

Em um evento promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), Zema afirmou que o Bolsa Família estaria criando uma "criando uma geração de imprestáveis" e que empresários estariam enfrentando dificuldade para contratar mão-de-obra devido ao programa.

O plano de governo do candidato do Novo afirma que, no caso de adultos saudáveis e aptos ao trabalho, o auxílio só será dado se estiverem trabalhando, estudando ou se qualificando. Se recusarem ofertas formais de trabalho sem justificativa, o beneficio seria suspenso.

Zema propõe ainda um prêmio de R$ 5.000 para as famílias que superarem o limite de renda e deixarem voluntariamente o programa. Carlos da Costa, assessor econômico do candidato, afirmou em entrevista ao programa C-Level da Folha, que o candidato vai unificar o Bolsa Família ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), Pé-de-Meia, Gás do Povo, abono salarial e outros programas sociais, se for eleito.

Já Renan Santos fala em substituir o Bolsa Família por frentes de trabalho. A população em idade ativa receberia remuneração em troca de atuar em projetos de trabalho voltados ao bem público. Apenas quem não conseguir trabalhar terá direito ao benefício.

Em entrevista ao C-Level, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão), representante econômico de Renan, afirmou que os CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) fariam essa peneira.

"[Falas de candidatos] revelam um pouco de ignorância sobre o que o programa faz e também um certo preconceito, como se o beneficiário do Bolsa Família fosse alguém que não está a fim de trabalhar, o que não é verdade", afirma Firpo.

O QUE CADA CANDIDATO PROPÕE PARA O BOLSA FAMÍLIA

Lula (PT):
  • Reajuste de 15% do benefício (já concedido)
  • Manter e ampliar o Bolsa Família, sem detalhar como
Flávio Bolsonaro (PL)
  • Ampliar capacitação de beneficiários e acesso ao primeiro emprego
  • Proibir uso do benefício em apostas (já existe)
Ronaldo Caiado (PSD)
  • Criar regra de transição que mantém o benefício após aumento de renda (já existe)
  • Integrar dados sociais, de saúde e educação para melhorar o acompanhamento e combater fraudes
Augusto Cury (Avante)
  • Criar regra de transição que mantém o benefício após aumento de renda (já existe)
  • Usar o programa para estimular o empreendedorismo (já existe)
Romeu Zema (Novo
  • Condicionar o benefício de adultos aptos a trabalho, estudo ou qualificação
  • Dar R$ 5.000 a famílias que deixarem voluntariamente o programa após aumento de renda
  • Unificar Bolsa Família, BPC, Pé-de-Meia, Gás do Povo e outros benefícios
Renan Santos (Missão)
  • Substituir o Bolsa Família por frentes de trabalho e manter o benefício apenas para quem não puder trabalhar
  • Usar os CRAS para avaliar a capacidade de trabalho de cada pessoa
Por Luany Galdeano/Folhapress

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