Receita rastreia nomes de ministros do STF e 100 familiares para verificar se houve vazamento
Órgão diz que processo está sob sigilo de Justiça e que só STF pode autorizar divulgação
A Receita Federal faz um rastreamento nos seus sistemas para verificar se houve quebra de sigilo de dados de cerca de 100 pessoas, incluindo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e seus familiares.
A lista conta com pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez ministros da corte. O pedido de análise das informações foi feito pelo ministro Alexandre de Moraes.
Para finalizar o processo, os auditores da Receita farão cerca de 8.000 procedimentos de checagem de quebra de sigilo, o que leva tempo, segundo pessoas a par do tema ouvidas pela Folha na condição de anonimato.
Procurada, a Receita afirmou que não se manifesta sobre demandas judiciais para preservar o sigilo das informações. "Esse processo está sob sigilo de Justiça, só cabe ao STF qualquer autorização de divulgação. A Receita recebe diversas demandas judiciais de informação, não se manifestando sobre elas por conta de sigilo tributário e, muitas vezes, também judicial, como é o caso".
O gabinete de Moraes também foi procurado, por meio da assessoria do Supremo, mas não se manifestou.
O trabalho do Fisco federal envolve dados de 80 sistemas. Os relatórios que ficam prontos já estão sendo remetidos diretamente a Moraes.
O rastreamento de possíveis quebras de sigilo se encaixa no contexto da crise institucional entre os Poderes e órgãos públicos provocada pela quebra e liquidação do Banco Master.
Revelações da investigação sobre o escândalo financeiro do banco de Daniel Vorcaro geraram desconfiança e suspeitas de vazamentos de informações protegidas por sigilo bancário e fiscal.
Integrantes do Supremo suspeitam que a PF investigou ministros da corte sem amparo da lei. Por outro lado, investigadores da Polícia Federal consideram que decisões tomadas por Toffoli na relatoria do caso atrapalharam as apurações.
A Polícia Federal não participa dessa busca de possível vazamento, ao menos no momento.
A solicitação de Moraes foi feita, segundo pessoas que acompanham as investigações, há cerca de três semanas no âmbito do inquérito das Fake News, aberto em 2019, e que investigou ataques de bolsonaristas aos integrantes do Supremo.
Na solicitação, o ministro não deu nomes, mas incluiu na lista todos os magistrados do STF e as pessoas com os graus de parentesco a serem pesquisadas pela Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
Miinistros do tribunal avaliam uma investigação na corte sobre as condutas da PF e da Receita, segundo três pessoas com conhecimento das discussões.
Como a PF e a Receita estão sob o comando de nomes de confiança do governo, os magistrados estenderam a responsabilidade ao Planalto.
Moraes pediu as informações em janeiro, após a divulgação de informações mostrando ligações entre familiares dele e do colega Dias Toffoli com o Master.
O banco é suspeito de estar envolvido numa série de fraudes investigadas pela PF em Brasília, São Paulo e outros estados.
A crise aumentou, na semana passada, depois que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou um relatório de cerca de 200 páginas ao presidente do STF, Edson Fachin, com trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro, dono do Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem Toffoli entre seus sócios.
O ministro Dias Toffoli confirmou, em nota, que "faz parte do quadro societário" da empresa Maridt, que foi uma das donas do resort Tayayá, no Paraná, mas negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro.
Toffoli era o relator do processo no STF, mas se afastou na semana passada após reunião fechada com todos os membros da corte. As conversas dos ministros no encontro também estão sob suspeita de terem sido vazadas por Toffoli para o site Poder 360, agravando o alcance do escândalo.
Por Catia Seabra/Adriana Fernandes/José Marques/Folhapress
Nelson Leal lamenta fala de Jerônimo sobre regulação: “Insensibilidade e desrespeito com o sofrimento das famílias”
O deputado estadual Nelson Leal (PP) lamentou neste domingo (15) a avaliação feita pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre a situação da regulação na saúde pública da Bahia. Em coletiva de imprensa, o petista afirmou que a regulação “é boa” e que há pessoas “fazendo pirraça” com o tema. Leal classificou a fala como insensível e desrespeitosa diante da realidade enfrentada por milhares de famílias no estado.
O parlamentar lembrou que não se trata de percepção subjetiva, mas de números e relatos concretos de cidadãos que aguardam por atendimento há semanas e, em muitos casos, não conseguem sequer uma vaga hospitalar.
“É completamente lamentável que o governador minimize uma questão tão grave com palavras desdenhosas. Estamos falando de vidas que aguardam na fila da regulação por atendimento médico urgente, pacientes com indicação de cirurgia, de internação e de tratamentos que simplesmente não avançam porque não há vagas. Essa é uma realidade documentada. Reduzir essa dor a ‘pirraça’ é uma demonstração de insensibilidade inaceitável com as pessoas, principalmente aquelas mais humildes, que não têm condições de pagar por atendimento”, disse.
Dados publicados recentemente mostram que a situação da regulação na Bahia vem se deteriorando de forma preocupante. Especialidades como cirurgia geral, ortopedia, ginecologia e cardiologia estão entre as com maiores tempos de espera, e há relatos de pacientes aguardando meses por um atendimento que nunca chega.
Para Nelson Leal, o problema é factual e amplamente registrado nos dados oficiais do próprio sistema de saúde, e exige uma ação urgente do governo estadual. “Se a regulação é ‘boa’, como diz o governador, por que os números mostram filas intermináveis, pessoas aguardando por cirurgia e por vagas hospitalares por meses? Que lógica é essa em que a realidade dos indicadores contradiz a avaliação do gestor? O que está acontecendo não é pirraça, é uma crise de saúde pública”, declarou.
O deputado argumentou que a fala do governador reflete, mais uma vez, a falta de reconhecimento do problema e uma incapacidade já demonstrada ao longo dos últimos anos de gestão. “Infelizmente, o governador não reconhece o problema porque já mostrou repetidas vezes que não tem capacidade de enfrentá-lo. A crise da regulação é apenas mais um sintoma do colapso da saúde na Bahia, que tem apresentado serviços insuficientes e desorganizados, com pacientes obrigados a esperar por atendimento em condições que não respeitam a dignidade humana”, afirmou.
O deputado insistiu que não se trata de disputar narrativa, mas de reconhecer que há famílias sofrendo no dia a dia. “O que vemos na Bahia são mães desesperadas, pais sem respostas, idosos aguardando cirurgias há tempo demais, e um governo que prefere falar em ‘pirraça’ a enfrentar a realidade. Isso é desrespeito com a população, é insensibilidade com quem está esperando atendimento. A regulação é um gargalo que precisa ser enfrentado com seriedade, não tratado com superficialidade e ironia”.
Por Redação/Politica livre
PRF apreende 213 kg de skunk em caminhão frigorífico na BR-135, em Peritoró (MA)
Entorpecente estava oculto no compartimento de carga; condutor foi preso e encaminhado à Polícia Federal.
Por volta das 07h00min do dia 14 de janeiro de 2026, equipe da Polícia Rodoviária Federal, durante patrulhamento na BR-135, no km 230, no município de Peritoró (MA), avistou um caminhão trafegando com as luzes traseiras apagadas, além da ausência de faixas refletivas.
Diante da irregularidade, foi dada ordem de parada ao veículo. Durante a abordagem, o condutor deu diversas informações desencontradas, em razão disso a equipe aprofundou a abordagem e localizou no compartimento de carga do veículo 208 invólucros contendo substância com características análogas à skunk, totalizando 213 kg.
O condutor foi questionado sobre a origem e destino do entorpecente, bem como detalhes da viagem e eventual participação de terceiros, porém permaneceu em silêncio.
Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao abordado que foi encaminhado, juntamente com o entorpecente apreendido e o veículo, à Delegacia da Polícia Federal em Caxias (MA), para a adoção das medidas cabíveis.
Categoria
Justiça e Segurança
PRF e 1⁰ BIEsp apreendem cocaína durante operação em Caruaru
Um homem que transportava 590 gramas de cocaína foi detido, no sábado (14), em uma fiscalização da Operação Carnaval na BR 232, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O flagrante foi realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e 1⁰ Batalhão Integrado Especializado da Polícia Militar (BIESP-PM).
Durante a abordagem a uma caminhonete, o motorista entrou em contradição e chamou a atenção dos policiais. Ao realizar uma busca no veículo, a equipe encontrou um tablete de cocaína e equipamentos utilizados no manejo da droga.
Quando os policiais chegaram na Delegacia da Polícia Civil de Caruaru, o cão farejador da PM foi acionado e localizou mais uma porção de cocaína perto do câmbio da caminhonete. O homem já tinha passagem na polícia por tráfico de drogas e poderá responder pelo mesmo crime.
Categoria
Justiça e Segurança
Procurado por tráfico de drogas é detido pela PRF com carro roubado em Paulista
Um homem que era procurado pelo crime de tráfico de drogas foi detido, neste domingo(15), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR 101, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O carro em que ele estava havia sido roubado há um mês na capital.
Policiais realizavam uma fiscalização da Operação Carnaval, quando abordaram um carro com a película muito escura. Ao verificar o veículo, foi descoberto que as placas eram clonadas e que havia um registro de roubo do dia 14 de janeiro deste ano.
Ao consultar a identidade do homem, a equipe descobriu um mandado de prisão emitido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Camaragibe no dia 25 de maio do ano passado. Dentro do carro também foi apreendido um pássaro silvestre que era transportado sem a documentação legal.
O homem alegou que havia adquirido o carro por R$1,5 mil. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Paulista, para ser apresentado à justiça.
Categoria
Justiça e Segurança
Homem é preso em flagrante após agredir policiais civis no circuito Barra-Ondina
Um homem, de 41 anos, foi autuado em flagrante após agredir fisicamente policiais civis durante uma abordagem nas imediações do Morro do Cristo, no circuito Barra-Ondina, na madrugada deste domingo (15). Equipes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) foram desacatadas pelo suspeito, que resistiu às ordens legais emanadas pelos policiais. Durante a intervenção, ele desferiu socos contra os servidores, ocasionando lesões corporais em dois investigadores, além de proferir ofensas contra as equipes.
Após ser contido, o homem foi conduzido a um posto policial instalado no circuito, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante pelos crimes de desacato, resistência e lesão corporal dolosa contra agente de segurança pública no exercício da função. Ele segue custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
Fonte: Guilherme Santos/Ascom-PCBA
ARTIGO SOBRE PAI QUE MATOU FILHOS – Não foi amor. Foi controle.
Por Danda Coelho – bacharel em Direito.
Um homem, alegando traição, matou os dois próprios filhos e depois tirou a própria vida. Deixou uma carta. Pediu perdão. Tentou explicar. Tentou justificar o injustificável.
Eu li sobre o caso. Li trechos da carta. Li comentários que se espalharam nas redes como se fossem sentenças. E, como mulher, como mãe de dois filhos e como fundadora do Movimento Mulheres Cuidando de Mulheres, eu não consigo, e não vou, ficar em silêncio.
Não foi uma fatalidade.
Não foi uma tragédia inexplicável.
Não foi excesso de amor.
Foi um crime brutal. Foi uma decisão. Foi um ato de violência com intenção.
O que mais me atravessa, além da dor do fato em si, é o tribunal digital que se instala logo depois. Sempre há uma plateia pronta para julgar a mulher. Sempre há alguém perguntando por que ela não saiu antes. Como se a responsabilidade pela violência masculina fosse, de alguma forma, compartilhada.
Enquanto essa mãe segurava a alça de dois caixões, dois seres que ela gerou, amou profundamente e colocou no mundo, havia gente discutindo sua vida íntima. Enquanto ela enterrava os próprios filhos, havia quem tentasse encontrar nela a origem do crime.
Essa lógica é cruel.
Quando um homem não aceita o fim de um relacionamento e transforma frustração em violência, eu não vejo amor. Eu vejo necessidade de domínio. Vejo incapacidade de lidar com a autonomia feminina. Vejo a recusa em aceitar que uma mulher pode escolher ir embora.
O feminicídio não começa no último ato. Ele começa no controle. Começa quando a autonomia da mulher passa a ser vista como ameaça.
A violência contra a mulher não termina no ato físico. Ela se manifesta em manipulações emocionais, em chantagens, em tentativas de desmoralização pública e, nos cenários mais perversos, no uso dos próprios filhos como instrumento para atingir e punir.
Quando um homem utiliza uma criança como arma emocional, quando a coloca no centro de um conflito para ferir a mãe, ele ultrapassa qualquer limite moral. Crianças não são extensão do ego masculino. Não são propriedade. Não são escudo. Não são instrumento de vingança.
Neste caso, o que vemos é ainda mais brutal: diante da frustração e da perda de controle, ele utilizou aquilo que sabia ser mais valioso para ela, os filhos, como forma de punição definitiva. Não é sobre desespero. É sobre poder. É sobre causar uma dor que ele sabia que seria eterna.
Quando alguém transforma dor em violência, isso não é ausência de razão. É escolha. E quando envolve outras vidas, não é descontrole… é responsabilidade.
A carta deixada por ele não pode ser lida como um gesto romântico ou desesperado. É uma tentativa de controlar a narrativa. É uma estratégia para deslocar a culpa do próprio ato. É a tentativa de transformar sua violência em consequência da ação dela.
Mas não há explicação legítima.
E eu faço questão de afirmar, com toda a clareza que esse momento exige:
“A mãe não é causa, gatilho ou corresponsável.
Ela não provocou o crime.
Ela perdeu seus filhos. Ela é vítima.
Nomear essa crueldade é um dever ético.
Silenciá-la é conivência.
O que ocorreu foi violência extrema com finalidade punitiva, expressão de narcisismo patológico e profundo desequilíbrio emocional.
A responsabilidade é única, exclusiva e intransferível.”
Eu sou mãe de dois filhos. Dois tesouros que sustentam meu mundo. E é impossível não fazer o paralelo. É impossível não imaginar, ainda que por um segundo, o vazio absoluto que seria viver sem eles. Nenhuma mãe deveria conhecer essa dor. Nenhuma.
Essa mulher não apertou o gatilho.
Ela não escreveu a carta.
Ela não tirou a vida dos filhos.
O que ela fez foi sobreviver ao inimaginável. O que ela fez foi sepultar dois pedaços do próprio coração.
E, ainda assim, há quem aponte o dedo.
Se toda mulher traída, espancada, humilhada resolvesse matar os filhos como resposta à dor, não ia ficar quase ninguém na Terra. A dor não é privilégio masculino. O que diferencia não é intensidade de sofrimento, é escolha diante dele.
Sofrimento não é autorização para destruir.
Que a gente nunca confunda sofrimento com permissão para ferir.
Quando a sociedade minimiza sinais de controle, quando naturaliza o ciúme excessivo, quando relativiza ameaças sob o argumento de “ele ama demais”, ela participa da construção de tragédias anunciadas. Cada vez que alguém diz que a mulher deveria ter saído antes, mas não pergunta por que o agressor não respeitou limites, reforça-se o ciclo.
Nenhuma mulher deve ser punida por existir. Nenhuma mulher deve pagar com a própria vida, ou com a vida dos filhos, por exercer sua autonomia. E nenhuma criança deve ser arrastada para guerras que não são suas.
Eu termino reafirmando, porque isso precisa ficar registrado sem ambiguidade:
Usar os filhos como último ato de controle sobre uma mulher não é prova de amor, é prova de posse. E crueldade. É machismo. É a face mais brutal do feminicídio. Não culpem a mulher.
A responsabilidade é de quem escolheu ferir, dominar e destruir.
Isso não era amor. Era controle. Era violência!
A essa mãe, que agora carrega uma ausência irreparável, eu ofereço minha solidariedade mais profunda. Como ativista. Como mulher. Como mãe.
O Movimento Mulheres Cuidando de Mulheres está ao lado dela. Para que ela não carregue, além do luto, a culpa que não lhe pertence. Para que o julgamento não se some à dor.
Ela já carrega o peso mais devastador que alguém pode suportar.
Ela não precisa carregar também a crueldade da sociedade.
Sobre Danda Coelho
Danda Coelho é bacharel em Direito, professora, doutora, jornalista, palestrante, dedicada a estudar vínculos, emoções, estruturas sociais que atravessam os relacionamentos e caminhos de superação, inclusive após rupturas afetivas.
Seu projeto @mulherescuidandodemulheres surgiu da necessidade de criar um espaço seguro onde mulheres pudessem dividir suas dores sem julgamento e, a partir disso, receber orientação baseada em pesquisa, prática e empatia.
Em casos de violência, mulheres podem buscar ajuda pelo Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), pelo 190 em situações de emergência, pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e pela rede de proteção social e de saúde.
PF apreende 199 kg de cocaína e pasta base em abordagem na Região Metropolitana de Curitiba
Curitiba/PR. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar (PM), realizou a apreensão de aproximadamente 199 kg de cocaína e pasta base na tarde deste feriado de Carnaval. A droga estava oculta na estrutura de um caminhão que transportava uma carga lícita de sucata.
A abordagem ocorreu em fiscalização de rotina na Região Metropolitana de Curitiba. Durante a diligência, as equipes identificaram inconsistências entre o comportamento do ocupante do veículo e a carga declarada, o que motivou uma busca minuciosa. Com o auxílio do canil especializado da Polícia Militar, os policiais localizaram compartimentos falsos na estrutura do caminhão, onde os entorpecentes estavam armazenados.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e, dependendo do curso das investigações, por associação para o tráfico. O material apreendido e os detidos foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecem à disposição da Justiça Federal.
Comunicação Social da Polícia Federal em Curitiba/PR
Nove ministros do STF e 12 parentes próximos são sócios de ao menos 31 empresas
Total de empresas vinculadas a ministros e parentes pode ser maior, pois não contempla sócios ocultos, como Toffoli em resort
Nove ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e 12 parentes diretos são sócios de pelo menos 31 empresas. Treze são escritórios de advocacia ou institutos de direito, e seis atuam com gestão, compra, venda e aluguel de imóveis próprios.
O total de empresas pode ser maior, já que sócios ocultos podem ser omitidos de registros públicos. É o caso da participação do ministro Dias Toffoli na empresa Maridt, uma das donas do resort Tayayá, que foi vendido a fundo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O jornal Folha de São Paulo mapeou as empresas ativas em nome dos ministros e de filhos e cônjuges. A conta inclui ainda três empresas nas quais os nomes dos ministros não aparecem no quadro societário, mas em que há indícios de ligação com os magistrados.
Além desses registros, foram encontradas outras três empresas em nome de ex-cônjuges de ministros com separação recente.
A Lei Orgânica da Magistratura permite que juízes integrem o quadro societário de empresas e recebam dividendos, só proíbe que exerçam cargos de administração. Não há essa vedação legal no caso de filhos e cônjuges de ministros.
Em sessão no STF no último dia 5, Alexandre de Moraes defendeu que magistrados sejam sócios de companhias e chamou as críticas de "má-fé".
Toffoli ironizou: "Teria que doar sua herança a alguma entidade de caridade, se ele [juiz] tem um pai ou uma mãe que é acionista de uma empresa ou fazenda". "Vários magistrados são fazendeiros, são donos de empresas", completou.
A reportagem contatou os ministros por meio da assessoria do STF, mas eles não responderam. A reportagem procurou filhos e esposas de ministros por email ou telefone, mas só dois comentaram, além de uma ex-cônjuge.
A participação de ministros em empresas privadas, embora permitida, pode ensejar questionamentos sobre suspeição ou conflitos de interesses dos magistrados. A ligação de Toffoli com o resort Tayayá e o Master foi decisiva para o afastamento do ministro da relatoria do caso.
O fato de ele ter recebido dinheiro de um fundo ligado a Vorcaro levou a PF (Polícia Federal) a apontar elementos de suspeição do ministro.
Toffoli não tem empresas com registros acessíveis publicamente, mas ele admitiu na quinta-feira (12) ser sócio da Maridt, holding que tinha participação no Tayayá.
A advogada Roberta Rangel, sua ex-esposa, tem duas sociedades: a Rangel Advocacia, aberta em 2005, antes da chegada do ministro ao tribunal, e o Ibed (Instituto Brasiliense de Estudos em Direito). Juntas, as empresas somam R$ 20.000 de capital social.
O ministro com o maior número de empresas é Gilmar Mendes. Ele é sócio de seis empresas, direta ou indiretamente.
Uma delas é a Roxel Participações, que tem capital social de R$ 9,8 milhões. A Roxel é sócia de três empresas que integram o grupo do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), além da empresa agropecuária GMF, com capital social de R$ 2,2 milhões, e da Mt Crops, de venda de insumos agrícolas, com capital social de R$ 500 mil.
Seus dois filhos, Laura e Francisco Schertel, também têm empresas. Francisco é sócio do IDP e da Schertel Ferreira Mendes Advogados. Laura tem uma sociedade individual de advocacia.
Além disso, Guiomar Lima, advogada e ex-esposa do ministro, é sócia do escritório Sergio Bermudes. Ao jornal Folha de São Paulo ela disse que decidiu trabalhar no escritório após ter se aposentado com 32 anos de serviço público, quando trabalhou em vários tribunais superiores. Disse que seus três casos na corte vieram de outras instâncias.
"Nunca atuei no Supremo. Não porque eu tenha algum impedimento legal, mas por respeito à instituição", afirmou. Entretanto, ela não considera errado que parentes atuem no tribunal. "Essa regra é interna minha", justificou. Guiomar e Gilmar se separaram em dezembro.
Alexandre de Moraes não tem empresas em seu nome, mas sua esposa, Viviane Barci, é sócia de três companhias.
Aberto em 2004, o escritório Barci de Moraes tem capital social de R$ 500 mil e conta com dois filhos do casal como sócios.
Outra empresa de Viviane, o Barci e Barci Sociedade de Advogados, foi aberta no dia em que ela foi incluída nas sanções da Lei Magnitsky, 22 de setembro de 2025, e tem capital social de R$ 100 mil.
Viviane e os três filhos também são sócios do Lex - Instituto de Estudos Jurídicos, que promove cursos e tem capital social de R$ 5 milhões. Ao todo, as empresas somam capital social de R$ 5,6 milhões.
O ministro Cristiano Zanin e sua esposa são sócios de duas empresas: a Attma Participações, de gerenciamento de patrimônio, e o Instituto Lawfare, de cursos. Apesar de seguir com o registro ativo, o instituto está com o site e os perfis nas redes sociais desatualizados desde 2022. A Attma tem R$ 260 mil de capital social.
Valeska Zanin, advogada e esposa do ministro, é sócia de outras três empresas ativas, das quais duas são de incorporação imobiliária: Triza Participações e Mito Participações, que somam R$ 1,2 milhão de capital social.
Valeska também é sócia da Zanin Martins Advogados, aberta em 2022. De acordo com o site, o escritório se destaca na "defesa em crimes financeiros".
Kassio Nunes Marques é sócio de duas empresas, a Nunes & Marques Administradora de Imóveis e a Educacional e Capacitação Ltda. As duas são administradas por familiares do ministro e somam capital social de R$ 130 mil.
O filho do ministro, Kevin de Carvalho, tem um escritório de advocacia que leva seu nome, aberto em 2024; e é sócio do IPGT (Instituto de Pesquisa e Gestão Tributária). As empresas somam R$ 150 mil de capital social. Em nota, a assessoria de Kevin afirmou que "não há nenhuma relação [das empresas] com o ministro".
O ministro André Mendonça e sua esposa são sócios da Integre Cursos e Pesquisa em Estado de Direito e Governança Global. A companhia foi aberta em maio de 2022, depois de Mendonça ter assumido a cadeira no STF.
Janey Mendonça, esposa do magistrado, já foi sócia do Instituto Iter, que tem participação na Editora Iter. Apesar de o nome dela não constar entre os sócios acessíveis publicamente, o instituto segue comercializando cursos do ministro. O jornal O Estado de S. Paulo noticiou em 2025 que o instituto faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano.
O ministro Flávio Dino é sócio do Idej (Instituto de Estudos Jurídicos), que foi aberto no Maranhão em 2003, com capital social de R$ 10 mil.
Já os ministros Luiz Fux e o presidente do tribunal, Edson Fachin, não têm empresas em seus nomes, mas seus parentes são sócios ou proprietários de companhias.
Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, tem dois registros para o mesmo escritório, o Fux Advogados, que soma R$ 82 mil de capital social. A assessoria do advogado afirmou que ele é o único membro da família que atua no escritório.
Já Melina Fachin, filha do presidente da corte, Edson Fachin, é advogada e tem duas sociedades de empresas. Trata-se da Mahalta Participações, de gestão de imóveis, que tem R$ 720 mil de capital social; e o escritório Fachin Advogados Associados, que foi fundado pelo ministro. Apesar de estar com registro ativo, o site do escritório informa que os sócios "decidiram seguir caminhos próprios".
A outra filha do presidente do tribunal, a médica Camila Fachin, tem duas empresas ligadas à saúde no estado do Paraná: a Anfabi Servicos Medicos e a Empresa Paranaense de Locação de Equipamentos Médicos Para Cirurgia Fetal. As duas somam capital social de R$ 11 mil.
Empresas de ministros do STF e seus parentes
ALEXANDRE DE MORAES
- Barci de Moraes Sociedade De Advogados - Esposa e dois filhos
- Lex - Instituto de Estudos Jurídicos Ltda - Esposa e três filhos
- Barci e Barci Sociedade de Advogados - Esposa e filha
ANDRÉ MENDONÇA
Empresas ligadas ao ministro
1.Integre Cursos e Pesquisa Em Estado De Direito E Governança Global Ltda - Sócio
Empresas de parentes
1.Instituto Iter - Esposa foi sócia, e segue vendendo cursos do ministro
2.Editora Iter - Instituto Iter é sócio
CRISTIANO ZANIN
Empresas ligadas ao ministro
1.Attma Participacoes Ltda - Sócio
2. Instituto Lawfare - Sócio
Empresas de parentes
1.Triza Participacoes Ltda - Esposa
2.Zanin Martins Advogados - Esposa
3.Mito Participacoes Ltda - Esposa
DIAS TOFFOLI
Empresas ligadas ao ministro
1.Maridt Participações S.A - Sócio oculto
EDSON FACHIN
Empresas de parentes
1.Anfabi Servicos Medicos Ltda - Filha
2.Empresa Paranaense de Locação de Equipamentos Médicos Para Cirurgia Fetal Ltda - Filha
3.Mahalta Participacoes Ltda - Filha
4.Fachin Advogados Associados - Filha
FLÁVIO DINO
Empresas ligadas ao ministro
1.IDEJ (Instituto de Estudos Jurídicos) - Dinamo Educacional - Sócio
GILMAR MENDES
Empresas ligadas ao ministro
1.Roxel Participacoes Ltda - Sócio
2.M&F Armazens Ltda (Mt Crops) - Roxel é sócia
3.Gmf Agropecuária - Roxel é sócia
4.Instituto Brasileiro De Ensino, Desenvolvimento E Pesquisa Idp - Ltda - Roxel é sócia
5.Loja Idp Ltda - IDP é sócio
6.Idp Cursos E Projetos Ltda - Roxel é sócia
Empresas de parentes
1.Schertel Ferreira Mendes Advogados - Filho
2.Laura Schertel Mendes - Sociedade Individual De Advocacia - Filha
LUIZ FUX
Empresas de parentes
1.Fux Advogados - Filho
2.Rodrigo Fux Advogados Associados - Filho
NUNES MARQUES
Empresas ligadas ao ministro
1.Ifs Patrimonial Ltda (Nunes & Marques Administradora De Imóveis) - Sócio
2.Educacional e Capacitação Ltda - Sócio
Empresas de parentes
1.Kevin De Carvalho Marques Sociedade Individual De Advocacia - Filho
1.Iptg - Instituto De Pesquisa E Gestao Tributaria Ltda - Filho
Por Laura Scofield/Folhapress
Extratos comprovam repasses milionários de Daniel Vorcaro para empresa de ministro Dias Toffoli
Documentos obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo mostram que aportes em fundo que comprou fatia do Tayayá batem com mensagens de dono do Master obtidas pela PF
O fundo de investimentos usado pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para comprar parte da participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no resort Tayayá movimentou R$ 35 milhões, segundo extratos obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo.
As datas dos aportes, feitos pelo cunhado do banqueiro, o pastor Fabiano Zettel, são simultâneas à costura da sociedade entre o fundo e a empresa do ministro. Também batem com mensagens obtidas pela Polícia Federal em que Vorcaro pediu a Zettel que fizesse aplicações milionárias no empreendimento e ainda disse que estava sendo cobrado pelos repasses.
Em nota divulgada anteriormente, o ministro negou ter recebido pagamentos de Vorcaro ou ter relação de amizade com o banqueiro (leia ao final). Procurado neste sábado, 14, ele não se manifestou. A defesa de Vorcaro também não respondeu aos questionamentos. Os advogados de Fabiano Zettel disseram que não irão se manifestar. O espaço segue aberto.
O cruzamento entre as mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro e os extratos ajudam a reconstruir a linha do tempo das transações financeiras entre o fundo ligado ao banqueiro e o resort de luxo que teve o ministro como sócio.
O pastor da igreja Lagoinha Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, era o único cotista do fundo de investimentos Leal, administrado pela Reag Investimentos - também investigada pela PF no caso Master. O Leal, por sua vez, é o único cotista do fundo Arleen, usado para comprar a participação da família Toffoli no resort no Paraná.
No dia 27 de setembro de 2021, o Arleen passou a ser sócio das empresas Tayaya Administração e DGEP Empreendimentos, que são a gestora e a incorporadora dos terrenos onde foi construído o Tayayá em Ribeirão Claro, no Paraná.
Nessa data, o fundo adquiriu metade da participação de R$ 6,6 milhões em capital social da Maridt S.A. - empresa de Toffoli - nessas duas companhias, ou seja, no resort.
Porém, os R$ 3,3 milhões em capital social comprado pelo fundo não representam, nem de longe, o tamanho real do negócio com os irmãos Dias Toffoli. Esse é o dinheiro que o fundo usou para adquirir sua parte do controle da empresa junto a outros sócios. São apenas recursos que sócios colocam à disposição da empresa para eventuais necessidades e também para simbolizar o tamanho de sua fatia na companhia.
Ao comprar essa participação, o Arleen adquiriu também uma parte do empreendimento, que é avaliado em mais de R$ 200 milhões. No total, documentos mostram que o fundo investiu R$ 35 milhões no resort - no qual a Maridt, empresa de Toffoli, possuía participação societária.
Segundo os extratos obtidos pela reportagem, nos dias 28 de outubro de 2021 e 3 de novembro do mesmo ano, Fabiano Zettel fez aportes de R$ 15 milhões e de R$ 5 milhões no fundo Leal. Nas mesmas datas, o Leal aplicou R$ 14.810.038,35 e R$ 4.936.679,35 no FIP Arleen.
Em janeiro, o pastor afirmou ter deixado o fundo em 2022. Os papéis do próprio Leal e as mensagens com Vorcaro mostram que, na verdade, ele continuou como cotista e manteve aportes no Tayayá por meio do fundo.
Em maio de 2024, Vorcaro perguntou por mensagem de WhatsApp a Zettel sobre a situação dos repasses ao resort do ministro. “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, escreveu o banqueiro. O cunhado respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.
Depois disso, Zettel apresentou a lista de pagamentos para Vorcaro aprovar. Nessa lista, constava em uma das linhas: “Tayaya - 15″. Para a PF, tratava-se do repasse de R$ 15 milhões ao empreendimento. Vorcaro respondeu: “Paga tudo hoje”.
Em agosto de 2024, Vorcaro novamente relatou ao cunhado as cobranças pelos pagamentos. “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”, perguntou o banqueiro. Zettel respondeu que já tinha transferido o recurso para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa.
Por causa disso, Vorcaro se irritou. “Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?”, perguntou ao cunhado. Zettel respondeu: “No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele”.
Para prestar contas diante das cobranças, Vorcaro pediu a Zettel que levantasse todos os aportes realizados no Tayayá. “Me fala tudo que já foi feito até hoje”. Zettel, então, respondeu: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”. Nas conversas, Vorcaro não explica quem era o responsável pelas cobranças feitas a ele pelos repasses.
Os extratos obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo mostram que Zettel aportou R$ 15 milhões no dia 8 de julho de 2024 no fundo Leal. No entanto, de fato, o Arleen não recebeu o mesmo aporte do Leal na mesma época. Somente no dia 10 de fevereiro de 2025 o fundo Leal aportaria exatos R$ 14.521.851,17 no Arleen.
No dia 21 do mesmo mês, a Maridt S.A., do ministro Dias Toffoli, vendeu o restante de sua participação na incorporadora e na administradora do Tayayá à PHB Holding, empresa do advogado Paulo Humberto Barbosa, que já prestou serviços para a JBS.
Na quinta-feira, 12, um dia após vir à tona a existência de um relatório da PF com conversas e menções a Toffoli no celular de Vorcaro, o ministro deixou a relatoria do caso Master no Supremo. O inquérito foi redistribuído e agora está nas mãos do ministro André Mendonça.
Toffoli nega recebimento de Vorcaro
Em nota divulgada após a PF ter apresentado o relatório ao STF, Toffoli admitiu ter recebido dividendos da empresa Maridt, que tinha participação nos resorts, mas negou ter recebido pagamentos de Vorcaro. Leia a íntegra da manifestação:
“A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.
O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.
Leia também: Vorcaro diz que foi cobrado por aportes em resort de Toffoli: 'Me deu um puta problema'
Por Luiz Vassallo/Aguirre Talento/Pedro Augusto Figueiredo/Jenne Andrade/Estadão
Parceria entre CBMBA e Samu garante equipe médica 24h na base aérea durante o Carnaval 2026
Durante todos os dias do Carnaval 2026, uma equipe composta por médico e enfermeiro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vai estar de prontidão, 24 horas por dia, na base do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), em Simões Filho, durante à noite e, na nova base avançada do GOA, no período da folia, em Ondina.
A iniciativa tem como objetivo garantir maior celeridade nos atendimentos aeromédicos realizados durante a Folia de Momo, período em que há aumento significativo no número de ocorrências e na circulação de pessoas nos circuitos da festa.
Com a equipe médica posicionada diretamente na base aérea, o tempo-resposta das missões que demandam transporte aeromédico será reduzido, já que não vai ser necessário o deslocamento da aeronave para embarque dos profissionais de saúde em outro ponto da cidade.
“Essa iniciativa é fundamental para que consigamos atender as ocorrências que necessitem do emprego da aeronave com maior rapidez, permitindo melhores condições de sobrevida para a vítima. A aeronave não precisa se deslocar para o embarque da equipe médica do Samu, o que vai acontecer na nossa base mesmo. Todo transporte deve ter o acompanhamento da equipe médica”, explicou o major BM Murilo Rocha.
A ação reforça a integração entre o CBMBA e o Samu, fortalecendo o atendimento pré-hospitalar e ampliando a capacidade de resposta das forças de emergência durante o Carnaval. A parceria garante mais eficiência nas operações aéreas e maior segurança para foliões, trabalhadores e turistas que participam da maior festa popular do mundo.
Fonte: Ascom/CBMBA
Fotos: SD BM Lucinda Souto/CBMBA
Governo da Bahia garante segurança alimentar para trabalhadores do Carnaval
Durante o Carnaval da Bahia 2026, 42 mil kits lanche para ambulantes e cordeiros, além de 21 mil refeições destinadas a catadores de materiais recicláveis serão distribuídos pelo Governo do Estado.
A ação é realizada por meio das secretarias estaduais de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e de Políticas para as Mulheres, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e as Voluntárias Sociais da Bahia.
Segundo a nutricionista Iasmim Oliveira, da Seades, responsável pela coordenação do espaço de distribuição de alimentos em Ondina, a iniciativa busca garantir refeições equilibradas e seguras para os trabalhadores durante o período carnavalesco.
“Estamos intensificando o trabalho para oferecer alimentação saudável e adequada, assegurando qualidade tanto na preparação quanto no transporte dos alimentos destinados a catadores, ambulantes e cordeiros”, explicou.
A oferta dos alimentos atende às demandas nutricionais de trabalhadores que exercem funções essenciais para a realização da festa, contribuindo para melhores condições de trabalho e bem-estar.
Entre os beneficiados, a trabalhadora de serviços gerais Mirian Miranda destacou a importância do projeto. “Esse espaço é muito importante para nós. Aqui temos local para tomar banho, fazer as refeições e cuidar da saúde”, afirmou.
Alexsandro Souza, que atua como reciclador no Carnaval de Salvador, também ressaltou a iniciativa. “O apoio é fundamental e a alimentação oferecida tem ajudado bastante durante o trabalho”, relatou.
De acordo com a nutricionista Iasmim Oliveira, a ação reconhece o papel desses profissionais na realização da festa e contribui para a proteção social dos trabalhadores.
“O Carnaval vai além do entretenimento. Catadores, ambulantes e cordeiros desempenham funções essenciais e precisam de acolhimento e apoio, especialmente aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social”, concluiu.
Repórter: Pamela Simplício/GOVBA
Espaço de descompressão amplia cuidado e segurança para condutores de trios no Carnaval da Bahia 2026
Mais uma ação voltada ao cuidado com trabalhadores do Carnaval da Bahia 2026 está disponível em pontos estratégicos de Salvador: o Espaço de Descompressão destinado a condutores de trios elétricos e carros de apoio. Implantadas pelo Governo da Bahia, as estruturas funcionam na Barra, ao lado do Hospital 2 de Julho, e no Passeio Público, no Campo Grande. A proposta é garantir melhores condições de descanso e recuperação física, contribuindo para que os condutores retornem aos circuitos com mais atenção e capacidade de reação.
Segundo o diretor-geral do Detran-BA, Max Passos, a iniciativa foi estruturada para garantir acolhimento, suporte e mais segurança aos profissionais que enfrentam longas jornadas ao volante. “O espaço oferece ambiente confortável para descanso, estrutura para higiene pessoal e alimentação, além de orientações de saúde com conteúdos de fisioterapia e psicologia voltados ao bem-estar e à prevenção de riscos durante a condução dos veículos”, explicou.
Para quem vive a rotina intensa do período carnavalesco, a estrutura representa melhores condições de trabalho e mais dignidade. O motorista Cláudio Fontes, que conduz trio elétrico há mais de sete anos, destacou a importância da iniciativa. “Ajuda bastante. Antes desse espaço, não havia kit alimentação e, muitas vezes, precisávamos tomar banho em carros de apoio ou na parte traseira do trio”, relatou.
O espaço funciona das 10h às 22h, com tempo médio de permanência de 1h30 por condutor. A expectativa é atender 80 motoristas em cada posto, totalizando cerca de 160 profissionais por dia. A presidente da Comissão do Carnaval do Detran-BA, Benildes Melo, ressaltou que a iniciativa contribui diretamente para a segurança dos profissionais e do público. “A relevância do projeto está ligada à preparação dos condutores para jornadas prolongadas, em um contexto que exige atenção constante e boas condições físicas e emocionais para conduzir veículos em meio a grandes concentrações de pessoas”, afirmou.
Repórter: Monique Adorno/GOVBA
Fotos: Tom Rodrigues/GOVBA
Carnaval no Hospital 2 de Julho promove bem-estar e humanização do cuidado
O clima de Carnaval também tomou conta do Hospital Estadual 2 de Julho, unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) gerida pela Fabamed. Em meio à rotina assistencial, pacientes e profissionais participaram de uma oficina de zumba que transformou corredores e espaços de convivência em um ambiente de leveza e acolhimento.
Conduzida pela bailarina e instrutora Priscila Azevedo, a atividade incentivou o movimento corporal e a interação entre equipes e pacientes, reforçando a importância das práticas integrativas e do cuidado humanizado no processo terapêutico. Ao som de hits carnavalescos, os participantes compartilharam um momento de descontração que contribui para a saúde física e emocional.
A ação integra as estratégias da unidade voltadas à promoção do bem-estar durante o período festivo, reduzindo o estresse da hospitalização, fortalecendo vínculos e estimulando a autoestima dos pacientes.
Sobre a unidade
Com 258 leitos ativos, sendo 89 de UTI (60 adulto e 29 pediátrica), o 2 de Julho tem perfil voltado para clínica médica e pediatria, recebendo pacientes exclusivamente via Central Estadual de Regulação. A unidade foi estruturada para absorver um grande volume de casos que necessitam de estabilização rápida e leito intensivo.
Recentemente, o HE2J deu início a um novo capítulo na trajetória do cuidado. A unidade passou a oferecer o Serviço de Vascular, voltado ao atendimento de pacientes que necessitam de acompanhamento e tratamento especializado nessa área. Com 22 leitos dedicados à especialidade, o serviço chega para fortalecer a assistência e ampliar as possibilidades de recuperação de pacientes com doenças vasculares.
Divulgação/HE2J
FICCO/GO e PMGO capturam casal foragido investigado por gerir finanças de facção criminosa
Contra ambos havia ordens judiciais em aberto no âmbito da Operação Cifra Vermelha, que apurou a atuação do casal como liderança do núcleo financeiro da facção criminosa.
Goiânia/GO. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Goiás (FICCO/GO) e a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), por meio do COD, BOPE e CPE de Águas Lindas, Goianésia e Aparecida de Goiânia, prenderam na madrugada desta sexta‑feira (14/2), dois foragidos da Justiça, procurados por integrar e atuar na gestão financeira de uma facção criminosa.
Os investigados, um homem e uma mulher, eram alvos foragidos da Operação Cifra Vermelha, deflagrada pelo GAECO/GO, e foram interceptados enquanto trafegavam pela BR‑414, no município de Cocalzinho de Goiás/GO, em um veículo do tipo SUV locado. No momento da abordagem, tentaram se identificar mediante a apresentação de documentos de identidade falsos, motivo pelo qual receberam voz de prisão.
Contra ambos havia ordens judiciais em aberto no âmbito da Operação Cifra Vermelha, que apurou a atuação do casal como liderança do núcleo financeiro da facção criminosa. As investigações indicaram que os suspeitos utilizavam, inclusive, contas bancárias abertas em nome dos próprios filhos para movimentar e ocultar valores oriundos do tráfico de drogas, vinculados a uma facção. Com a deflagração da operação, foram sequestrados mais de R$ 28 milhões de reais, além da apreensão de diversos veículos.
Durante a ação policial, os mandados de prisão foram devidamente cumpridos e, em razão da apresentação de documentos falsos no momento da abordagem, o casal também foi autuado em flagrante pelo crime de uso de documento falso, sendo posteriormente encaminhado à unidade policial competente, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
A FICCO/GO é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado no Estado de Goiás.
Comunicação Social da Polícia Federal em Goiás
Fundador do PT, José Álvaro Moisés morre afogado em São Paulo
O professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores), José Alvaro Moisés, de 81 anos, morreu afogado na praia de Itamambuca, em Ubatuba, nesta sexta-feira (13).
Segundo o G1, identidade da vítima foi confirmada na manhã deste sábado (14) pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental. Consta no documento que uma amiga de José Álvaro relatou à Polícia Civil que estava na praia com o professor aposentado e outros amigos na tarde de sexta-feira (13).
Segundo o registro, o grupo chegou ao local por volta das 17h30. Em determinado momento, os amigos perceberam a ausência do professor. Pouco depois, foram informados de que uma pessoa havia se afogado e sido socorrida por uma unidade do Samu.
Governador vistoria acoplamento do terceiro trem do VLT de Salvador
Na manhã deste sábado (14), o governador Jerônimo Rodrigues vistoriou o acoplamento do terceiro trem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador, durante visita técnica à Estação Calçada. A atividade integra as etapas finais de preparação do novo sistema de transporte, atualmente em implantação na capital e na Região Metropolitana.
O evento aconteceu em clima de Carnaval, destacando o compromisso do Governo da Bahia com o avanço das obras de mobilidade urbana mesmo em datas festivas, reforçando a importância da entrega de um sistema moderno que beneficiará milhares de usuários no dia a dia. “A equipe aqui não para. As obras do VLT, assim como a montagem e os testes dos trens, continuam mesmo durante o carnaval”, comentou Jerônimo Rodrigues.
O presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, destacou o andamento do cronograma. “Estamos bem otimistas com o cronograma. Já temos três trens aqui e até o final do primeiro semestre teremos oito trens. Estamos cada vez mais eficazes para realizar o que a população da região deseja: um sistema de trem extremamente moderno, confortável e seguro”, ressaltou.
O engenheiro de manutenção do VLT, José Raimundo dos Santos, também destacou o avanço técnico. “O acoplamento mecânico foi concluído e o trem já foi encaminhado para a oficina. A expectativa é disponibilizar a composição para a equipe responsável pelos testes técnicos, com participação de profissionais do Brasil e da Espanha, até a segunda quinzena de março”, explicou.
O VLT de Salvador é um sistema ferroviário urbano em construção, com aproximadamente 40 quilômetros de extensão e cerca de 42 paradas distribuídas em três trechos, conectando áreas estratégicas da capital e da Região Metropolitana de Salvador (RMS).
O modal foi projetado para integrar-se ao metrô e a outros sistemas de transporte público, ampliando as alternativas de deslocamento e contribuindo para a mobilidade urbana. A previsão é que a operação assistida tenha início no segundo semestre de 2026.
Repórter: Joci Santana/GOVBA
Assinar:
Comentários (Atom)
Destaques
Anucie aqui: (73) 991241546-9-82007563
Carnaval de Oferta no Deus te AM
ALERTA do Supermercado Di Mainha
Copy Center
Ótica São Lucas
Lojão da Construção




.jpeg)




.jpg)




.jpg)
.jpg)
.jpeg)

.jpg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)