Homem é preso em flagrante por estupro de vulnerável em Mucugê

Um homem, de 38 anos, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (15), pelo crime de estupro de vulnerável, no centro de Mucugê. A vítima, uma criança de nove anos, é enteada do suspeito.

De acordo com informações da ocorrência, a prisão ocorreu após o Conselho Tutelar da cidade comparecer à delegacia para informar sobre uma denúncia de abuso sexual contra a menor. Os crimes vinham sendo praticados de forma reiterada havia pelo menos três meses.

Após a realização de diligências investigativas, incluindo escuta especializada da vítima, coleta de depoimentos de moradores e oitivas de testemunhas, as equipes policiais localizaram o suspeito e deram voz de prisão.

A ação foi realizada pela 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (13ª Coorpin/Seabra), com o apoio do 11º Batalhão da Polícia Militar. O homem foi conduzido para a Delegacia Territorial (DT/Mucugê), onde permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: Ascom PCBA

Irmã de 'Sicário' ameaça 'acabar com a família' de Vorcaro em recados a pai de ex-banqueiro

Joana Mourão diz em diálogos analisados pela PF que ela e a mãe receberam ameaças e passam por dificuldades

A irmã de Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário", ameaçou Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de "acabar com a família inteira" dele caso persistissem os problemas financeiros que atingiram ela e a mãe depois da morte do irmão na prisão.

Para Joana Mourão, pai e o filho estariam "vivendo como reis" enquanto ela e a mãe passam por dificuldades, e estaria chegando a hora de ambos "pagarem essa conta". Os diálogos foram enviados pela PF (Polícia Federal) ao STF (Supremo Tribunal Federal).

"Sicário", que integraria um grupo a serviço de Vorcaro para ameaçar e intimidar adversários do dono do Banco Master, morreu no dia 6 de março. Segundo a PF (Polícia Federal), ele se enforcou na cela.

Joana Mourão enviou os recados a Henrique Vorcaro um mês depois, por meio de Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, apontado como operador do jogo do bicho e líder de um braço armado que atuaria a serviço da família do ex-banqueiro.

"A dor e a ausência dele [Sicário] são insuportáveis. Não tem como. Estou pesando 45 kg. Não durmo", diz ela em mensagem enviada a Manolo. "HV [Henrique Vorcaro, segundo a polícia] não se manifesta com nada $ [dinheiro]. Eu estou muito perto do abismo. E se eu for, tenho como levar ele [o pai do ex-banqueiro] junto. Acabo com a delação do filho, do cunhado e ainda jogo ele atrás das grades tbm [também]" segue.

Em outra mensagem, ela afirma: "Eu tenho material para acabar com a família inteira. E já estou no meu limite".

Manoel tenta acalmá-la: "Vamos conversar pessoalmente para você não se prejudicar".

Em conversa com um primo, Keysom Silveira Moreira, a irmã de Vorcaro se queixa de que "Henrique não me responde. Em 5 dias bate R$ 40 mil de financiamento na minha conta. Em 18 dias tem a prestação da casa. Estou desesperada já."

O primo de "Sicário", Keysom Silveira Moreira, conversa com Manolo e alerta que a prima "passou a noite em claro abrindo o iCloud dele ["Sicário"] e aí viu coisa demais".

Diz ainda que a prima "é doida" e fala demais.

Manoel responde que a família de "Sicário" tinha problema "do mais alto nível" e que, para Vorcaro envolvê-la em uma delação e "destruir a menina de vez, não custa".

Dois dias depois, no entanto, ele se encontra com a família e discute soluções para os problemas econômicos.

De acordo com relatório da PF, "é possível verificar que Manoel Mendes Rodrigues, até a data da sua prisão, estava atuando, de maneira ativa, para viabilizar o repasse à família do Sicário de recursos financeiros a fim de fazer cessar a situação de dificuldade financeira em que se encontram e, consequentemente, evitar que Joana passe a colaborar com as investigações".

O empresário dá satisfações a Henrique Vorcaro sobre as conversas com a família de Sicário, afirmando que estava conversando com Joana e com a mãe dela para "passar os contratos dos ativos pertinentes ao nosso amigo, no nome dela mãe, para resolver a questão". O pai do ex-banqueiro pergunta se o diálogo com a família foi bom, e Manolo responde que sim.

Um dia depois do encontro com o representante da família de Daniel Vorcaro, a irmã de "Sicário" escreve uma mensagem a ele afirmando: "Obrigada por tudo! A vc e ao André! Que Deus abençoe e ilumine abundantemente a vida de vcs e que Ele [Deus] possa me trazer sabedoria para arrancar esse ódio do meu coração!".

Em outros diálogos de Joana com o primo e Manolo, a PF afirma que Joana revela que ela e a mãe "estariam sofrendo ameaças de serem presas, de sofrerem golpes e estariam recebendo ameaças de morte por meio de vídeos com fuzil, além de toda dificuldade financeira que estariam enfrentando".

Diz que a família Vorcaro estariam "vivendo como reis" e que, muito embora o irmão tenha sido leal a eles a vida inteira, não havia da parte de ambos nenhuma consideração

"A vida do meu irmão, eles tiraram de mim. Mas isso não vai ficar assim. Está na hora de eles começarem a pagar essa conta", diz ela Joana em outros diálogos.

"Os malditos Vorcaro, a quem ele foi leal a vida inteira, estão vivendo como reis ainda. Não se manifestaram, não tiveram a dignidade de mandar uma única msg [mensagem], uma flor que fosse no velório dele", afirma Joana a Manolo.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Brasil diverge dos documentos do G7 e vê textos moldados para não desagradar a Donald Trump

Governo Lula deve aderir a apenas três dos oito documentos negociados pela França, anfitriã da cúpula

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Brasil encerrou o primeiro dia de participação na cúpula do G7 em Évian, na França
O Brasil encerrou o primeiro dia de participação na cúpula do G7 em Évian, na França, com um saldo diplomático que evidencia distância entre Brasília e o grupo das sete principais economias do mundo. Dos oito documentos negociados pela presidência francesa, o Brasil deve aderir a apenas três —e recusou dois dos três já divulgados nesta terça-feira (16).

Na avaliação do governo brasileiro, boa parte dos textos foi deliberadamente moldada para garantir a permanência dos Estados Unidos na cúpula e evitar o veto do presidente Donald Trump. O resultado, na visão de Brasília, foi uma série de documentos que omitem temas centrais, como mudança climática, reforma das instituições multilaterais e o papel da Organização Mundial da Saúde (OMS), para não contrariar Washington.

Dos três textos divulgados nesta terça, o Brasil aderiu apenas à declaração sobre o combate ao câncer —tema que o governo Lula considera prioritário na agenda de saúde pública, com programas de ampliação do atendimento oncológico na rede pública.

A declaração sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento, que embasou a sessão da tarde em que Lula discursou, foi rejeitada pelo Brasil. O documento propõe a mobilização de capital privado e mecanismos de garantia para investidores como resposta à queda brutal na ajuda ao desenvolvimento, uma abordagem que Brasília considera insuficiente e despolitizada.

Na visão brasileira, o texto ignora as questões ambientais, de dívida externa e de combate à fome, e não menciona em nenhum momento a mudança climática —ausência que o governo brasileiro atribui diretamente à necessidade de acomodar os Estados Unidos.

A declaração sobre o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda também não recebeu o apoio brasileiro. O motivo: o texto não faz qualquer menção à OMS.

Segundo o governo brasileiro, a omissão foi deliberada para não contrariar Washington, que cortou drasticamente seu financiamento ao organismo. O Brasil optou por formalizar sua posição sobre saúde global por meio de uma carta de Lula ao secretário-geral da OMS, Tedros Adhanom, pedindo apoio de países do G20 e do G7 à agência.

Dos cinco textos restantes, que serão discutidos na quarta-feira (17), o Brasil deve aderir a mais dois: a declaração sobre proteção de crianças nas redes sociais —tema em que o Brasil tem legislação própria e experiência a compartilhar— e a declaração sobre combate ao narcotráfico, desde que o texto final se mantenha como o conhecido até agora, que aborda também lavagem de dinheiro sem enquadrar organizações criminosas como grupos terroristas.

O Brasil não deve assinar a declaração sobre desequilíbrios macroeconômicos, que na avaliação brasileira trata o problema como essencialmente ligado à China, sem mencionar os impactos do unilateralismo comercial e dos conflitos internacionais sobre as cadeias produtivas globais.

Brasília também ficará de fora da declaração sobre minerais críticos, cujo enfoque o governo brasileiro considera extrativista e geopolítico —voltado a criar uma coalizão ocidental contra a influência chinesa, sem considerar o direito dos países produtores a agregar valor às suas cadeias produtivas. A declaração sobre migração segue em avaliação de Brasília.

O debate sobre desenvolvimento

Na sessão da tarde, que reuniu os membros do G7 e os países convidados (Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia), as intervenções evidenciaram diferenças de visão sobre o tema do desenvolvimento.

O anfitrião Emmanuel Macron focou mecanismos de garantia para mobilizar capital privado. Trump defendeu as contribuições americanas à África, sem conectar sua fala ao documento que embasava o debate. Lula argumentou que o problema não é escassez de recursos, mas escolha política sobre como usá-los, posição que diverge da abordagem predominante no texto do G7.

Nenhum líder rebateu diretamente o discurso brasileiro. A intervenção que mais se aproximou da posição de Brasília, segundo relatos de quem acompanhou a sessão, foi a da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que reconheceu que os países ricos cometeram erros nas últimas décadas e contribuíram para criar dependência nos países em desenvolvimento.

Lula e Trump: questão irrelevante

Nas redes sociais e em parte da cobertura jornalística, circulou nesta terça a dúvida sobre se Lula e Trump se cumprimentaram —ou se teriam deliberadamente se evitado. Imagens dos líderes reunidos para a chamada foto de família, retrato oficial do encontro, mostram Trump passando por Lula sem saudá-lo.

A assessoria do presidente brasileiro afirma considerar a questão irrelevante. Não há confirmação de que os dois líderes tenham interagido, mas também não há nenhum elemento que indique evitamento intencional.

Os dois estarão presentes nos mesmos eventos na quarta-feira, e um cumprimento informal não está descartado. O governo brasileiro reitera que não houve pedido de reunião bilateral entre Lula e Trump —e que, por ora, não há o que negociar num encontro formal.

Agenda de quarta-feira

No último dia da cúpula, Lula participará de sessão de trabalho sobre crescimento econômico equilibrado e de almoço com representantes das principais empresas de tecnologia do mundo para debater inteligência artificial.

Está prevista ainda uma possível bilateral com o ditador do Egito, Abdel Fattah Al-Sisi.

Ao fim dos trabalhos em Évian, o presidente segue para Genebra, onde deve se reunir com Valdecy Urquiza, secretário-geral da Interpol e primeiro brasileiro a ocupar o cargo, acompanhado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues —encontro que ocorre num contexto de tensão com Washington após a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Também deve entrar na agenda da quarta-feira uma reunião com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a pedido de Kiev.

Por João Caminoto/Folhapress

Forças de segurança apreendem quase 700 quilos de maconha após perseguição na divisa de Santa Catarina com o Paraná

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma operação conjunta realizada na tarde deste domingo (14), apreendeu 684 quilos de maconha na região da divisa entre Santa Catarina e Paraná. A ação contou com a participação da Polícia Federal, Receita Federal, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e das polícias militares dos dois estados.

Os agentes tentaram abordar uma caminhonete suspeita que transitava pela BR-280. O motorista desobedeceu à ordem de parada e iniciou uma fuga em alta velocidade por vários quilômetros, realizando manobras perigosas, colocando em risco outros usuários da rodovia. O veículo foi abandonado e o condutor fugiu para uma área de mata.

Na caminhonete, os policiais encontraram centenas de tabletes de maconha distribuídos na cabine e na caçamba. A picape e os entorpecentes foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de União da Vitória (PR). O órgão estadual ficará responsável pelo inquérito e pelas investigações.
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Justiça e Segurança

Vorcaro bancou suítes em hotel de Lisboa para Hugo Motta e Ciro Nogueira, diz PF

                   O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, bancou a hospedagem do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Lisboa, no fim de junho de 2024, e pediu a um auxiliar reforço na privacidade dos hóspedes, de acordo com análise de material apreendido pela Polícia Federal.

À época, aconteceriam eventos na capital portuguesa como o Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza, por ser capitaneado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

No dia 18 de junho, Vorcaro informou a um auxiliar que precisaria de reservas em Lisboa para os dias 24 a 30, para ele próprio e também mais dois quartos para "Ciro e Hugo".

Procurados por meio da assessoria por Whatsapp às 13h30, o presidente da Câmara e o senador ainda não se manifestaram.

Foram reservadas suítes no hotel Four Seasons. Ao assistente, Vorcaro demonstrou, segundo a PF, "acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço localizado em frente ao local, a fim de impedir qualquer visualização do que ocorresse em seu interior".

"Preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro", disse Vorcaro, em áudio.

"Pode ser o papa que não pode entrar ninguém que não esteja na lista."

Em maio, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços de Ciro, que é presidente do PP, em uma fase da Operação Compliance Zero.

Entre as principais suspeitas da PF estava a de que o senador, que foi ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL), recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.

Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.

Felipe teria feito uma parceria "ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil". O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.

Felipe está preso e o STF analisa se ele deve continuar detido ou ficar livre, com medidas cautelares. À época da operação, Ciro negou ter cometido qualquer irregularidade.

Por Folhapress

Vorcaro mandou R$ 350 mil em espécie para Ciro Nogueira em avião com Beto Louco, diz PF

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mandou R$ 350 mil em espécie para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em um jato executivo que transportava o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, suspeito de manter relações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A informação consta em uma representação da Polícia Federal (PF) tornada pública nesta terça-feira (16) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master. Os investigadores creem que o malote foi transportado em um jato Gulfstream G150 de prefiro PR-SMG da Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), também na mira da Operação Carbono Oculto, que apura o esquema de fraudes no setor de combustíveis liderado por Beto Louco e Mohamad Hussein Mourad, o Primo.

Os investigadores encontraram diálogos trocados entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, tido como seu operador financeiro, cobrando o pagamento do valor ao senador e presidente nacional do PP em 6 de agosto de 2025, quando o Master ainda tentava vender parte de seus ativos para o Banco BRB.

“Resolve Ciro e galerias hoje. Manda agora lá”, escreveu o então CEO do banco.

Zettel, então, reclama que uma transferência TED não havia chegado e detalha os valores pendentes, que incluem textualmente “Nota Ciro mais impostos 2” e “Espécie Ciro 350k”.

Vorcaro, então, afirma que fará parte das transferências naquele momento e orienta que o cunhado priorize as pendências referentes ao senador e outros gastos referentes a “galerias”.

A PF cruzou a data da conversa com o relato do piloto Mauro Caputti Mattosinho, que trabalhou até setembro do ano passado na Táxi Aéreo Piracicaba, à imprensa de que teria transportado um malote – presumivelmente com dinheiro – no mesmo dia, 6 de agosto, em um voo que tinha Beto Louco entre seus passageiros e se deslocou entre São Paulo e Brasília.

Os investigadores destacam na representação que Mattosinho declarou nas entrevistas que o empresário mencionou Ciro diversas vezes durante o trajeto, perguntando, por exemplo, se “estava tudo certo com o Ciro” e se “o Ciro já estava os aguardando”.

Um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto, Beto Louco está foragido e tenta há meses negociar uma delação com a Justiça brasileira. Seu último paradeiro rastreado pela PF foi a Líbia, país no norte da África.

Ainda de acordo com a PF, outras mensagens obtidas no celular de Daniel Vorcaro demonstraram que o dono do Banco Master usou o mesmo jato Gulfstream G150 em diversas ocasiões “para viagens de seus interesses”.

Para a Polícia Federal, o cruzamento das informações “indica fortemente a prática dos crimes de corrupção passiva e ativa”.

Em entrevista aos sites Metrópoles, UOL e ICL em 2025, Mattosinho disse ter ouvido dos superiores na empresa que os aviões pertenciam na verdade a Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, partido que forma uma federação com o PP de Ciro Nogueira.

Como revelamos no blog em setembro passado, diversas agendas do dirigente do União coincidiram com trajetos de um jato Gulfstream G200, jato com autonomia para viagens intercontinentais que, segundo o piloto, teria sido incorporado à frota da TAP com dinheiro de um grupo “encabeçado por Rueda”.

Entre os compromissos mapeados pela equipe da coluna estava o aniversário de 50 anos do presidente do União na ilha de Mykonos, na Grécia, o Gilmarpalooza, o fórum jurídico organizado por Gilmar Mendes em Lisboa, e a Brazilian Week, em Nova York, todos no ano passado.

O dirigente partidário admitiu à equipe do blog na ocasião ter usado o avião em uma das viagens, mas não revelou qual, disse que viajou de carona e não quis revelar quem o convidou ou quem é o dono do jato. Rueda nega ser proprietário das aeronaves em nome da Táxi Aéreo Piracicaba.

O piloto Mauro Caputti Mattosinho também relatou aos investigadores da PF que transportou em diversas ocasiões tanto Beto Louco como Mohamad Hussein Mourad, o Primo. Ambos são apontados como líderes do esquema de fraudes no setor de combustíveis em conluio com o PCC no âmbito da Operação Carbono Oculto.

Por Johanns Eller, O Globo

CCJ da Assembleia aprova indicação de Camila Vasquez para o TCM

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, na manhã desta terça-feira (16), por unanimidade, a indicação da procuradora Camila Vasquez para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O nome da representante do Ministério Público de Contas será, agora, apreciado no plenário, na sessão desta tarde, em votação secreta.

Esposa do deputado federal Mário Negromonte Júnior (PSB), que acompanhou a sessão da CCJ, Camila foi sabatinada pelos integrantes da comissão e outros parlamentares presentes, inclusive a presidente da Assembleia, deputada Ivana Bastos (PSD).

No início, o presidente do colegiado, Robinson Almeida (PT), defendeu uma atuação mais orientadora do que punitiva da futura conselheira. O deputado Vitor Bonfim (PSD) foi na mesma linha, assim como o relator da indicação, Luciano Ribeiro (União). Os demais fizeram comentários e elogios à indicada.

Como mostrou mais cedo o Política Livre, Camila Vasquez substitui o conselheiro aposentado Mário Negromonte, que permaneceu 11 anos no cargo. Representante da família, ela deve ficar no cargo por cerca de 35 anos, já que possui apenas 40 anos (clique aqui para ler).

Por Política Livre

Família cobra cateterismo urgente após AVC em Salvador

         Com 90% de obstrução em carótida, Wilson Sampaio Santana (63) aguarda regulação nº 4826890
A família de Wilson Sampaio Santana, 63 anos, internado desde o dia 24 de maio de 2026 no Hospital Professor Eládio Lasserre, em Cajazeiras, Salvador, pede urgência na antecipação da regulação para realização de cateterismo/procedimento necessário à desobstrução das carótidas. Segundo familiares, o paciente sofreu um AVC e apresenta cerca de 90% de obstrução em uma das carótidas, quadro que exige atenção imediata e acompanhamento especializado.

Wilson está na Enfermaria 6, Ala C, Leito 29, e aguarda atendimento pela regulação nº 4826890. A principal preocupação da família é que ele receba alta antes da realização do procedimento, mesmo diante do risco apontado por familiares em razão da obstrução severa. A esposa do paciente, Kátia Santana, gravou áudio relatando a angústia da família e pedindo apoio para que o caso seja tratado com a urgência necessária.

De acordo com o relato dos familiares, a possibilidade de alta hospitalar antes do cateterismo gerou grande apreensão, já que Wilson ainda não teria passado pelo procedimento indicado para tratar a obstrução. A família teme que o retorno para casa, sem a intervenção necessária, possa representar risco de agravamento do quadro. "Nosso objetivo é chamar atenção das autoridades de saúde, da Central de Regulação e da direção da unidade hospitalar para a necessidade de avaliação imediata do caso, com prioridade para a realização do procedimento indicado", disse a esposa do paciente, Kátia Santana.

Dados do paciente

Nome: Wilson Sampaio Santana
Idade: 63 anos
Hospital: Hospital Professor Eládio Lasserre, Cajazeiras, Salvador
Localização: Enfermaria 6, Ala C, Leito 29
Data da internação: 24/05/2026
Regulação: 4826890
Quadro informado pela família: AVC e obstrução de aproximadamente 90% em carótida
Procedimento aguardado: cateterismo/procedimento para desobstrução das carótidas

Material disponível para imprensa

Áudio de Kátia Santana, esposa do paciente, relatando a situação da família e pedindo urgência na regulação.
Documento de identificação do paciente para confirmação de nome e idade.
Informações sobre internação, leito e número da regulação.

Fontes sugeridas

Kátia Santana, esposa do paciente
Familiares de Wilson Sampaio Santana
Secretaria da Saúde do Estado da Bahia / Central de Regulação
Hospital Professor Eládio Lasserre

Sugestão para rádio

Família de paciente internado no Hospital Professor Eládio Lasserre, em Cajazeiras, pede urgência na regulação para realização de cateterismo. Wilson Sampaio Santana, de 63 anos, sofreu AVC, está internado desde 24 de maio e, segundo familiares, apresenta 90% de obstrução em uma das carótidas. A família teme que ele receba alta antes do procedimento. A regulação é a de número 4826890. Áudio da esposa, Kátia Santana, está disponível para veiculação.

Sugestão para TV

A pauta tem forte apelo humano e visual, com possibilidade de gravação no entorno do Hospital Professor Eládio Lasserre, em Cajazeiras, além de entrevista com a esposa do paciente, Kátia Santana. A família pede que a regulação nº 4826890 seja antecipada para que Wilson Sampaio Santana, 63 anos, realize o procedimento necessário após sofrer AVC e apresentar obstrução grave em carótida.

Sugestão para impresso/online

A matéria pode abordar a espera por procedimentos de alta complexidade via regulação, a angústia das famílias diante de casos urgentes e a necessidade de respostas rápidas para pacientes que sofreram AVC e aguardam intervenção vascular.

Contato com jornalistas: Carla Santana (assessora de imprensa e sobrinha do paciente) - (71) 9 9926-6898

FICCO/PR apreende cerca de 700 kg de maconha

Carregamento foi localizado após perseguição e mobilização conjunta de órgãos federais e estaduais
Foz do Iguaçu/PR. Uma ação integrada da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) resultou na apreensão de, aproximadamente, 685 kg de maconha no domingo (14/6), nos municípios de Porto União e de União da Vitória.

As diligências tiveram início a partir de informações de inteligência indicando que um veículo estaria sendo utilizado para o transporte de entorpecentes na região. Ao avistarem o veículo transitando, equipes deram ordem de parada, que foi desobedecida pelo condutor. Ele não foi localizado.

Na vistoria do veículo, equipada com sistema de comunicação via satélite, os policiais encontraram tabletes de maconha. Também foram localizados um tambor contendo combustível e sete frascos de perfumes importados.

Após a pesagem oficial, a carga totalizou 684,95 kg de maconha. O veículo, a droga e os demais objetos apreendidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil em União da Vitória, para os procedimentos de polícia judiciária.

A ação contou apoio da Receita Federal, da Polícia Rodoviária Federal, das Polícias Militares do Paraná e de Santa Catarina e da Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina.

A FICCO/PR é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Militar do Paraná, pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu

PF reprime organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas

Operação Stratus cumpre 26 ordens judiciais no Oeste paulista contra grupo investigado por utilizar aeronaves e pistas clandestinas para internalizar cocaína no país
Presidente Prudente/SP. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16/6), a Operação Stratus, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
Estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens, expedidos pela 2ª Vara Federal de Presidente Prudente. As diligências ocorrem nos municípios de Presidente Prudente, Regente Feijó, Martinópolis, Álvares Machado e Mirante do Paranapanema.
As investigações, iniciadas em outubro de 2025, apontam que o grupo utilizava aeronaves e pistas de pouso clandestinas para internalizar cocaína de origem estrangeira em território nacional. Segundo os elementos apurados, a organização teria movimentado mais de 10 toneladas da droga, destinada principalmente à capital paulista, com parte distribuída na região Oeste do estado.

Ao longo da investigação, a Polícia Federal apreendeu mais de duas toneladas de cocaína. As medidas patrimoniais adotadas visam descapitalizar a organização criminosa e impedir a continuidade das atividades ilícitas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, de associação para o tráfico e de organização criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal em Presidente Prudente

Homem é preso em Feira de Santana por realizar eutanásia irregular em cães

Denúncias levaram a polícia até o local, onde foram encontrados cães em condições precárias e um animal morto
Um homem, de 51 anos, foi preso em flagrante na tarde desta segunda-feira (15), no bairro Olhos D'água, em Feira de Santana, suspeito de praticar maus-tratos contra animais. De acordo com as investigações, ele realizava eutanásia de cães sem possuir habilitação como médico-veterinário, profissional legalmente autorizado a executar esse procedimento.

As diligências tiveram início após denúncias. No local, os servidores encontraram 12 cães vivos, alguns deles presos por correntes, além de um animal morto. Foram apreendidos seringas, agulhas, medicamentos, laços de enforcamento e correntes curtas. Ainda segundo as investigações, os animais eram mantidos em espaço inadequado, com ausência de água e alimentação adequada.

A ação foi realizada pela Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia Territorial (DT/Feira de Santana), juntamente com o Departamento de Polícia Técnica. Além disso, também foram acionados o Zoonoses, a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB subseção Feira de Santana e uma médica veterinária.

O homem foi encaminhado à unidade e, posteriormente, conduzido à Central de Flagrantes (Cenflag/Feira de Santana), onde passou pelo procedimentos legais de praxe e ficará à disposição da Justiça.
Fonte
Rose Amorim - Ascom PCBA

Forbes Brasil aparece como investimento de fundo ligado ao Banco Master

Dona da marca Forbes no Brasil, a FRBS Participações S.A. aparece na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) como ativo principal de um fundo de investimento ligado a outros fundos investigados pela Polícia Federal no caso Master.

Procurada pela Folha, a companhia diz desconhecer os documentos registrados na autarquia e nega qualquer vínculo societário com Vorcaro e suas empresas. "Não temos conhecimento do porquê isso aconteceu. O que posso afirmar novamente é que isso que foi reportado está errado, pois esse fundo não é nem nunca foi acionista/sócio da FRBS/Forbes BR", afirma em nota Katarina Camarotti, diretora-executiva da Forbes e filha de Antonio Camarotti, CEO e publisher da empresa.

Em atividade há pelo menos dois anos, o Eagle Eye Investments é um dos mais de 30 fundos que compõem a carteira de investimentos do fundo Astralo 95 —centro das investigações realizadas pela Polícia Federal desde a primeira fase da operação Compliance Zero, em novembro de 2025.

Os advogados do liquidante do Banco Master identificam o Astralo 95 como parte da chamada "estrutura Frozen", um conjunto de fundos de investimento cujos veículos no topo da cadeia possuem nomes que fazem referência a personagens do desenho "Frozen", da Disney, como Olaf, Hans, Sven e Anna.

Segundo os registros da CVM, o Eagle Eye, do qual o Astralo 95 é o cotista único, detém uma participação de R$ 113,7 milhões na FRBS Participações, razão social da Forbes. Até o ano passado, o valor correspondia a mais de 90% do patrimônio líquido do fundo.

O Eagle Eye era administrado pela Reag Investimentos —investigada na operação Carbono Oculto por suspeitas de lavagem de dinheiro ao crime organizado e liquidada em janeiro deste ano pelo BC. O fundo não conta com auditoria dos balanços financeiros.

Ativa no país desde 2012, a marca licenciada da Forbes Brasil pertence ao empresário Antonio Camarotti e Katarina Camarotti. Ambos detêm, em conjunto, 100% das ações da FRBS Participações S.A., segundo documentos da Junta Comercial de São Paulo. Não há menção ao fundo nesses documentos, contradizendo os registros do fundo Eagle Eye na CVM.

No único balanço contábil do fundo protocolado na CVM, referente a novembro de 2024, o Eagle Eye declarava deter 100% das ações da FRBS —todas as 225.349 ações que compunham o capital social da empresa—, avaliadas em R$ 113,7 milhões.

O documento registra ainda um mútuo conversível de R$ 100 milhões, instrumento pelo qual o fundo emprestaria recursos à Forbes Brasil com a previsão de que a dívida fosse quitada pela emissão de novas ações da companhia.

O acordo também previa a compra direta de ações de Antonio Camarotti, mas não explica como essa transação seria possível já que o fundo mostrava que 100% das ações da FRBS estavam sob seu controle.

Por e-mail, Katarina afirmou à Folha que "nunca foi contabilizado qualquer mútuo dessa dimensão na Forbes Brasil, nem houve conversão em ações". A empresária diz desconhecer o fundo Eagle Eye e as estruturas que integram o universo de fundos do Astralo 95.

Desde 2024 a FRBS realizou três assembleias de acionistas, convocadas e assinadas por Antonio e Katarina, incluindo uma distribuição de dividendos no valor de R$ 16 milhões, aprovada no final de 2025.

"A ausência de qualquer referência em Junta Comercial, atas de assembleias etc. confirma que não há acionistas para além dos dois já citados, Antonio e Katarina Camarotti", disse a empresária.

Katarina também enfatizou que além de nem Daniel nem o Master deterem qualquer participação na FRBS, "nenhum deles tem qualquer direito de vir a deter participação na FRBS no futuro".

TROCA DE MENSAGENS

A revista Forbes é o carro-chefe da FRBS, famosa por retratar personalidades do mercado financeiro, do mundo da moda e do luxo no Brasil, além de elaborar rankings das pessoas mais ricas do país.

A companhia também promove festas de gala com empresários, artistas e influenciadores e controla uma rádio em São Paulo, inaugurada em fevereiro deste ano.

Daniel Vorcaro participou de eventos da Forbes Brasil, como uma festa de luxo em Nova York, realizada em 2022. Mensagens vazadas de conversas entre o ex-banqueiro e Martha Graeff, sua ex-noiva, indicam que Vorcaro mantinha canal direto com Antonio Camarotti.

No dia 21 de outubro de 2024, Vorcaro encaminhou a Martha uma mensagem de cumprimentos enviada ao casal —que à época brincava publicamente sobre a possibilidade de casamento— e identificou o autor da mensagem como "Camarotti Forbes".

Consultada, a defesa de Vorcaro não quis se manifestar.

O ELO COM OS FUNDOS DO MASTER

Desde que o Eagle Eye registrou na CVM ter participação na Forbes, o fundo realizou diversas operações paralelas envolvendo estruturas já apontadas nas investigações como sendo de Vorcaro, suas empresas ou familiares.

O Eagle Eye detém cotas do fundo Hans II, integrante de uma cadeia bilionária que passa pelo Jaya FIP e pelo Jade FIP —estrutura que, segundo a Polícia Federal, tem como beneficiário final a Golden Green Participações, empresa controlada por familiares de Vorcaro e investigada por fraudes no mercado de carbono.

Em outubro de 2024, o Astralo 95 comprou as cotas do Eagle Eye por R$ 123,3 milhões. Um dos fundos do ecossistema Master com maior patrimônio declarado, cerca de R$ 15 bilhões, o Astralo 95 reúne mais de 30 estruturas já conhecidas nas investigações, além de debêntures, precatórios e aplicações em empresas como a Lormont Participações, do empresário Nelson Tanure.

O patrimônio declarado do Eagle Eye apresentou oscilações ao longo de 2025: saiu de R$ 143,9 milhões no início do ano para R$ 891 milhões em março, disparou para R$ 5,5 bilhões entre setembro e novembro e recuou para R$ 892 milhões em dezembro, após a primeira prisão de Vorcaro.

O Eagle Eye registra ainda um mútuo conversível de R$ 100 milhões vinculado a um CNPJ inexistente; declarou R$ 65 milhões em obrigações pela compra de uma Sociedade de Propósito Específico sem nome ou documentação; e reportou R$ 1,43 bilhão em valores a receber —equivalente a 160% do seu próprio patrimônio— sem identificar as contrapartes das operações, mostram os documentos da CVM.

A Next Auditores consta na CVM como responsável pela auditoria do fundo, mas negou ter sido contratada para a função. "Não emitimos relatório de auditoria, revisão, asseguração ou qualquer outro documento técnico relacionado às demonstrações financeiras, ou informações prestadas pelo referido fundo", disse à Folha. Ela auditou outros fundos do caso Master.

Questionada, a CVM disse que não comentaria casos concretos e situações específicas.

Por Diego Felix/Folhapress

Ala do STF se prepara para atuar como revisora do TSE nas eleições, e Kassio tenta marcar posição

Decisões envolvendo as eleições inauguraram um novo ponto de atrito entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Um grupo de magistrados da corte se prepara para atuar como uma espécie de instância revisora de decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e fazer frente à gestão de Kassio Nunes Marques.

O embate ficou exposto nesta sexta-feira (12), quando a Primeira Turma do Supremo e o plenário do TSE começaram a julgar simultaneamente, em seus respectivos plenários virtuais, um caso envolvendo as eleições suplementares em Roraima. A discussão gira em torno do prazo para que candidatos deixem os cargos públicos para disputar o pleito, marcado para o próximo domingo (21) naquele estado.

Após uma liminar do ministro Flávio Dino, no STF, determinando que a desincompatibilização ocorresse de três a seis meses antes da eleição, e não as 24 horas previstas em resolução do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Roraima, Kassio quis marcar posição e também pautou a discussão no TSE. Os dois ministros têm posições divergentes sobre o tema.

Dino obteve maioria na turma, acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin (o colegiado tem apenas quatro integrantes, faltando a posição da ministra Cármen Lúcia). Kassio também conseguiu maioria no TSE, com os votos de Dias Toffoli, André Mendonça e Antônio Carlos Ferreira, mas houve pedido de vista da ministra Estela Aranha.

Interlocutores de Kassio afirmam que o ministro quer defender o papel da Justiça Eleitoral e a jurisprudência do próprio TSE, que aponta para a possibilidade de haver prazos mais flexíveis em eleições suplementares. Em seu voto, o presidente da corte eleitoral afirmou que a liminar de Dino cita precedentes que não se aplicam ao caso de Roraima.

Na semana passada, integrantes do STF também fizeram chegar a Kassio que a corte derrubaria sua decisão de censurar a pesquisa Atlas/Bloomberg que apontou queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após diálogos entre o senador e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O presidente do TSE afirmou a aliados que já tinha isso no radar, mas que a possibilidade de costurar um acordo pode ser salutar para que a crise não escale.

Segundo relatos feitos à Folha, Kassio tem reclamado com parlamentares sobre o receio de que uma ala do Supremo tome para si questões eleitorais na tentativa de esvaziar suas atribuições no comando do TSE. Esse grupo, por outro lado, afirma que o STF tem a prerrogativa de atuar se houver indícios de violação a alguma questão constitucional.

Um dos pontos de maior embate pode ser a remoção de conteúdo nas redes sociais durante a campanha. Ex-presidente do TSE, Moraes teve em 2022 uma atuação rígida em relação às plataformas, sob ameaça de altas multas e prazos exíguos para retirada de publicações. Já Kassio sinalizou que vai atuar de forma mais contida nessas situações.

Outro caso que ilustra o conflito entre Supremo e TSE em temas eleitorais é o do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo em março às vésperas de ser condenado à inelegibilidade por abuso de poder. Ministros do STF criticaram a incongruência entre o que foi debatido pela corte eleitoral e o acórdão (resumo) do julgamento.

O esclarecimento sobre a cassação é considerado tecnicamente crucial para que o STF decida se as novas eleições no Rio devem ser diretas, com voto popular, ou indiretas, em que a deliberação cabe à Assembleia Legislativa. O julgamento do caso, de relatoria de Zanin, está suspenso por pedido de vista de Flávio Dino.

Dois ministros da ala oposta à de Kassio no Supremo têm lembrado, em conversas reservadas, que em 2022 o próprio deu decisões monocráticas (individuais) para derrubar cassações impostas pelo TSE, caso dos então deputados Valdevan Noventa e Fernando Francischini. As liminares acabaram revertidas pela Segunda Turma.

Em geral, a postura do Supremo é de deferência às decisões do TSE envolvendo cassação de políticos, em especial as que são tomadas por unanimidade. Em 2023, por exemplo, o STF manteve a condenação do ex-deputado federal e ex-procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol.

Ações ajuizadas no Supremo contra resoluções eleitorais também não costumam prosperar. A corte validou, por exemplo, a norma da gestão de Moraes que, às vésperas do segundo turno de 2022, aumentou os poderes da corte eleitoral sobre conteúdos publicados na internet.

Uma abordagem de maior interferência, portanto, seria uma "mudança de tradição", conforme classificou um integrante da área jurídica do TSE.

Defensores da continuidade do inquérito das fake news, Moraes e o ministro Gilmar Mendes manifestaram a pessoas próximas preocupação com uma postura potencialmente menos rigorosa do TSE em relação ao combate à desinformação e sinalizaram que o Supremo poderá atuar nesse tema se alguma omissão for identificada.

Em seu discurso de posse, Kassio disse que a corte eleitoral tem o dever de combater ameaças concretas ao processo democrático, especialmente com os desafios do uso da inteligência artificial, mas alertou que o TSE não pode "incorrer em excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito".

Por Luísa Martins e Raphael Di Cunto/Folhapress

Resultado do Campeonato Super Master da AABB

 Consulcred vence duas partidas e se reabilita; Horrifruti São Luiz é líder isolado.

Na sexta-feira (12/06) a noite aconteceu o jogo entre Dancau x Consulcred, jogo que havia sido adiado no dia 24/05. Neste duelo começou a reabilitação da Consulcred que saiu vitoriosa.
  Dancau 2x4 Consulcred

Gols--Dancau: Nelson Marculino (2); Gols--Consulcred: Jurandi (2), Sidcley (01) e Solteiro(01)

No Domingo (14/06) mais dois jogos completaram o final de semana de campeonato na AABB. 

No primeiro jogo a Consulcred enfrentou a Cozinha Real e conseguiu a segunda vitória consecutiva assumindo a vice liderança do campeonato com 7 pontos.

Consulcred 4x2 Coxinha Real; Gols--Consulcred: Jurandi (3) e Guiné (01); Gols--Coxinha Real: Givaldo (2)

No segundo jogo a Hortifruti São Luiz venceu a Ita Telecom é lidera o campeonato com 12 pontos, a Ita Telecom vem na terceira colocação com 7 pontos.

Hortifruti São Luiz 1x0 Ita Telecom; Gol-Hortifruti São Luiz: Caboquinho (01)

Artilharia:

Jurandi (Consulcred): (05) Gols

Givaldo (Coxinha Real): (05) Gols

Nelson Marculino (Dancau): (03) Gols

Caboquinho (Hortifruti São Luiz): (03) Gols

Fonte: Ascom/AABB

Polícia de imigração dos Estados Unidos prende suspeito de ligação com PCC e Comando Vermelho

Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como Don, foi detido após perseguição na Carolina do Norte

Foto: Divulgação/ICE

Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla foi preso nos Estados Unidos
A polícia de imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira (15) a prisão de homem apontado como suspeito de ligação com as facções criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), após uma perseguição no estado da Carolina do Norte, no leste do país.


Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como Don, era alvo de um mandado de busca e captura internacional emitido pela Interpol a pedido do Brasil, pelos crimes de associação criminosa e extorsão, informou o órgão em comunicado.

Segundo as autoridades, o foragido tentava fugir de carro em direção ao México quando foi abordado durante uma fiscalização de trânsito na cidade de Mooresville.

De acordo com o ICE, Dell Aquilla mantinha a própria esposa em cárcere privado dentro do veículo.

Ao tentar escapar da abordagem, o ex-líder criminoso sofreu um acidente e acabou sendo preso. No carro, os agentes encontraram uma arma de fogo, dinheiro em espécie e telefones celulares.

Em 28 de maio, os Estados Unidos classificaram o PCC e o CV como organizações terroristas, apesar da oposição do governo brasileiro.

As duas facções surgiram no sistema prisional brasileiro e, ao longo dos anos, expandiram sua atuação para diversas regiões do país e também para o exterior.

Atualmente, as facções são consideradas os grupos mais poderosos do crime organizado e do narcotráfico no Brasil, exercendo influência sobre amplas áreas urbanas.
Por Folhapress

Lula abre agenda no G7 com bilateral com Macron e descarta reunião com Trump

Presidentes brasileiro e francês abordam cooperação em defesa e projeto de supercomputador estratégico para IA

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou nesta segunda-feira (15) sua agenda em Évian-les-Bains, na França, com uma reunião bilateral com o presidente anfitrião, Emmanuel Macron. Houve ainda encontros à margem da 52ª cúpula do G7 que tocaram em temas que vão da cooperação em defesa à soberania digital —enquanto a delegação brasileira monitorava com cautela o humor de Donald Trump e descartava qualquer encontro formal com o americano durante o encontro.

A agenda bilateral com Macron abordou a cooperação em defesa, a parceria Brasil-França na Unitaid —iniciativa de saúde global que completa 20 anos—, o projeto de supercomputador e a cooperação transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o Amapá.

Na pauta do supercomputador, a França se apresenta como possível fornecedora numa licitação que o Ministério da Gestão e Inovação deve abrir em breve, em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia. O tema tem dimensão estratégica: capacidade computacional é considerada pelo governo brasileiro uma peça central da soberania digital, sobretudo diante da corrida pela inteligência artificial.

O tema da carne brasileira suspensa pela União Europeia ficou de fora da conversa com Macron. Segundo fontes brasileiras, a questão é tratada diretamente com Bruxelas, não com as capitais europeias individualmente. O acordo Mercosul-UE, aprovado este ano, encerrou o ciclo de negociações país a país.

Para esta terça-feira (16), está prevista uma bilateral de Lula com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa —e a expectativa é que a carne esteja no topo da pauta. Costa, ouvido mais cedo por jornalistas, desviou da pergunta e disse que o tema "é assunto da Comissão".

Antes de chegar a Évian, Lula se reuniu em Genebra com o presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin. O encontro, solicitado pelo lado suíço, girou principalmente em torno do acordo Mercosul-EFTA —que vai a voto no Parlamento suíço na próxima quarta-feira (17).

A EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio, na sigla em inglês) reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, quatro países que não fazem parte da União Europeia.

Quanto a Trump, a delegação brasileira acompanha com cautela o comportamento do presidente americano, que chegou a Évian após um dia agitado: organizou um evento de MMA na Casa Branca no domingo, seu aniversário de 80 anos, e chegou ao resort francês depois de ameaçar tarifas sobre vinhos franceses —tensão que azedou, ao menos momentaneamente, o clima com Macron antes mesmo do jantar de abertura.

Fontes brasileiras descartam qualquer reunião bilateral com Trump durante a cúpula. Não há pedido de nenhum dos dois lados, e a avaliação do Planalto é de que não faria sentido um novo encontro apenas para reiterar posições já apresentadas. Se os dois estiverem na mesma sessão, podem se cumprimentar —mas isso, ponderou uma fonte da delegação brasileira, não seria uma reunião.
Por Folhapress

Delação de Vorcaro causa briga na defesa; investigadores dizem que não vão aceitar mentiras

 Advogado afirmou a ex-banqueiro que situação deve se agravar sem confissão completa dos crimes; ex-defensor e cliente não se manifestara

Foto: Divulgação/Polícia Federal/Arquivo

A tentativa frustrada de Daniel Vorcaro de negociar uma colaboração premiada causou problemas tanto com as autoridades quanto com a própria equipe de defesa do dono do Master. Integrantes da equipe de investigadores consideraram a proposta fraca e afirmam não aceitar mentiras por parte do investigado.

Um dos pontos de desavença foi quanto à relação de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP. Envolvidos nas negociações afirmaram, sob reserva, que o ex-banqueiro ainda não deu explicações satisfatórias sobre o tema, que já tem material colhido de forma independente.

Apesar de a investigação já ter alcançado o parlamentar, Vorcaro segue afirmando, segundo esses interlocutores, que manteve a relação financeira com Ciro apenas por amizade. O parlamentar nega qualquer ilícito. "Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade que seja, nesse caso ou em qualquer outro", disse após ser alvo de operação no mês passado.

Diante disso, duas pessoas a par da negociação afirmaram ao jornal Folha de São Paulo que a delação é uma prerrogativa de defesa mas, para funcionar, o ex-banqueiro precisa querer entregar "para valer" e não mentir.

A fragilidade dos relatos que o ex-banqueiro fez até o momento provocou também uma briga com seu advogado anterior. José Luis Oliveira Lima, o Juca, deixou o caso em 22 de maio. Ele relatou a pessoas próximas uma discussão com Vorcaro pouco antes de oficializar a saída, na qual o defensor teria dito que o ex-banqueiro não havia entendido ainda a gravidade da situação em que se encontra.

Procurado no início da manhã desta segunda-feira (15), Oliveira Lima preferiu não se manifestar. A defesa de Vorcaro ainda não se pronunciou.

Na última quinta (11), a PF comunicou ao STF (Supremo Tribunal Federal) a rejeição, pela segunda vez em menos de um mês, da proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro. A corporação avaliou que Vorcaro não apresentou novidades em relação ao que já foi descoberto nas investigações e não apontou crimes cometidos por parceiros.

Entre as principais suspeitas da PF está a de que o senador Ciro Nogueira, que foi ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL), recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel. Além disso, de acordo com as apurações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens e caronas em avião particular.

Segundo a PF, Felipe teria feito uma parceria "ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil". O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.

Para assinar um acordo de delação, um investigado precisa confessar crimes e apresentar provas do que revelar às autoridades, incluindo a indicação de outras figuras importantes envolvidas, como dirigentes e políticos, e material de corroboração, como registros de conversas e documentos.

O argumento da PF é de que ainda há extenso volume de material a ser analisado, oriundo das buscas e apreensões e de quebras de sigilo. Um dos integrantes da equipe afirmou que a operação não chegou sequer à metade.

A reportagem apurou com investigadores que Mendonça informou que deve estender o prazo das investigações até a conclusão dos trabalhos.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro passado, quando tentava embarcar para o exterior, no Aeroporto de Guarulhos. A PF desconfia que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master. Desde então, ao menos três dos advogados mais conhecidos do país saíram de sua equipe de defesa.

Na mesma conversa em que se desentendeu com Vorcaro, Juca também teria alertado o ex-banqueiro de que a situação dele poderia se agravar caso não contasse a história completa dos crimes cometidos e dos envolvidos no esquema.

O relato chegou inclusive a gabinetes do Supremo e ao próprio relator do caso na corte, ministro André Mendonça.

Oliveira Lima atuou formalmente no caso por pouco mais de dois meses —assumiu em 13 de março e foi o último advogado a deixar a representação de Vorcaro.

Além da dificuldade com o próprio cliente, Juca sofreu a contrariedade de Mendonça. O ministro deixou de conversar com o advogado depois de uma discussão pouco antes da apresentação da primeira proposta de colaboração.

Na ocasião, o relator demonstrou aborrecimento com os rumos da negociação, e o advogado respondeu que poderia recorrer à Segunda Turma da corte. O colegiado tem quatro votantes para o caso, o que poderia gerar um empate e, assim, favorecer Vorcaro. Dias Toffoli, que integra a turma, se declarou suspeito para o caso Master.

Tanto os desentendimentos com Vorcaro quanto as portas fechadas do gabinete na corte teriam tornado a permanência de Juca no caso inviável.

O advogado já conduziu delações premiadas delicadas, como a do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, no auge da Operação Lava Jato. Ele defendeu também o ex-ministro José Dirceu na época do escândalo do mensalão, em 2012, e representou o general Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro, no processo da tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Oliveira Lima advogava para o Banco Master antes da liquidação da instituição pelo Banco Central, em novembro.

Além dele, Walfrido Warde foi um dos representantes do exército de escritórios que atuou para Vorcaro desde antes da deflagração da primeira operação. Em 21 de janeiro, ele se desligou da equipe. O advogado era apontado como um dos principais articuladores de uma estratégia agressiva para tentar suspender a liquidação do banco no STF ou no TCU (Tribunal de Contas da União).

Em 13 de março, foi a vez de Pierpaolo Bottini se afastar do time, quando Vorcaro partiu para a primeira tentativa de negociação. Ele alegou motivos pessoais para a decisão. Ele já a interlocutores afirmava que não participaria de negociação para delação do ex-banqueiro. Roberto Podval também deixou de advogar para Vorcaro.

Por Ana Pompeu/Folhapress

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