Ipiaú: Promessa cumprida, Sonho realizado

Hoje é dia de celebrar uma conquista construída junto com a comunidade do Aloísio Conrado. O que começou como um pedido da população se transformou em uma grande obra de drenagem, contenção, pavimentação, iluminação em LED, calçadão e espaço de convivência, mais dignidade, mais segurança e mais qualidade de vida para todos.

Seguimos firmes, com responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e compromisso com cada palavra assumida. Aqui, a escuta vira ação e o trabalho acontece de verdade.

Esse é o caminho do Avança Ipiaú: transformar realidades e cuidar das pessoas.

Nosso agradecimento especial ao deputado Antônio Brito, parceiro importante para que essa conquista se tornasse possível.

Seguimos juntos, avançando cada vez mais.

Laryssa Dias/Prefeita de Ipiaú 

https://www.instagram.com/p/DXQAoNClB9X/?igsh=eXM1dWltaGxmcGF5

Polícia Civil incinera 420 kg de drogas em Itabuna

                           A ação integra a Operação Nexus, realizada em todo o território nacional.

A Polícia Civil da Bahia incinerou 420 kg de drogas, na manhã desta quinta-feira (16), no município de Itabuna. A ação integra as estratégias da Operação Nexus, realizada em todo o território nacional com o objetivo de fortalecer o combate ao tráfico de drogas.

Ao todo, foram incinerados 370 kg de maconha, 27 kg de cocaína, 19 kg de crack e 20 gramas de comprimidos de MDMA/ecstasy, substâncias apreendidas em ações policiais realizadas na região sul do estado. A incineração, executada pela equipe da 6ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (6ª DTE), ocorreu com acompanhamento de representantes do Ministério Público, da Vigilância Sanitária e do Poder Judiciário, conforme previsto na legislação vigente.

A medida ocorreu no âmbito da Operação Nacional Nexus, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), que promove a integração das forças de segurança no enfrentamento ao tráfico de drogas.

A ação está inserida no contexto das Redes Nacionais de Enfrentamento ao Narcotráfico (RENARC), de Recuperação de Ativos (RECUPERA) e de Operações Ostensivas Especializadas (RENOE), fortalecendo a atuação integrada no combate qualificado ao tráfico de entorpecentes em todo o território nacional.
Fonte: Ascom PC

Investigado por crimes sexuais contra vulneráveis é preso em Iuiú

Os crimes foram praticados em Vitória da Conquista e o investigado estava foragido há mais de um ano
Um homem de 30 anos, investigado por crimes sexuais praticados contra menores no município de Vitória da Conquista, foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (17). O investigado, que era considerado foragido há mais de um ano, foi localizado no município de Iuiú, a cerca de 370 km de Vitória da Conquista.

O cumprimento da prisão preventiva foi uma ação conjunta do Núcleo da Criança e do Adolescente (NCA), unidade vinculada à 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Vitória da Conquista), com a Delegacia Territorial de Iuiú. A prisão ocorreu após investigações realizadas pelo NCA constatarem que quatro crianças, com idades entre 7 e 10 anos, foram vítimas de condutas configuradas nos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento para fins libidinosos por meio de comunicação.

O suspeito teria se aproveitado da confiança adquirida com as crianças e familiares dentro de um espaço religioso, local frequentado por todos, para se aproximar das vítimas e praticar os atos criminosos. As declarações dos vulneráveis, colhidas em escuta protegida, bem como de seus responsáveis legais, revelaram um padrão de comportamento repetitivo por parte do investigado.

Após capturado, o suspeito foi conduzido para unidade policial, onde foram formalizados os procedimentos legais cabíveis. Agora, ele segue custodiado à disposição do Poder Judiciário.
Fonte: Thanize Borges / Ascom-PCBA

Sandro Filho denuncia ataque com fake news íntima e aponta tentativa de silenciamento político

                         Vereador prestou queixa e processou a Meta para obter dados da conta

O vereador Sandro Filho (PP)
O vereador Sandro Filho (PP) foi vítima de uma campanha de desinformação nas redes sociais, após a circulação de um vídeo falso que tenta associar sua imagem a uma situação íntima em alto mar, a bordo de uma moto aquática.

O conteúdo começou a ser disseminado por um número anônimo de WhatsApp, sem qualquer comprovação de autenticidade, e coloca em tela dividida uma notícia de um casal flagrado fazendo sexo (a notícia original é esta: https://www.tupi.fm/brasil/casal-flagrado-sexo-jet-ski-imagens-polemicas) e uma foto de Sandro e sua esposa, durante a lua de mel do dois, dois anos atrás.

Diante do caso, Sandro Filho informou que já registrou queixa formal e ingressou com medidas judiciais para identificar os responsáveis pela divulgação. Entre as ações, está um processo contra a Meta Platforms, responsável pelo WhatsApp, com o objetivo de obter os dados da conta utilizada na disseminação do material.

De acordo com o vereador, o episódio não é isolado e teria motivação política. Ele sustenta que a divulgação do conteúdo falso busca desgastar sua imagem pública e frear sua atuação política, marcada por posicionamentos críticos e fiscalização de ações do poder público.

“Não se trata apenas de um ataque pessoal, mas de uma tentativa clara de intimidar e silenciar a minha atuação. Vamos até o fim para identificar e responsabilizar quem está por trás disso”, afirmou.
Por Redação

A “guerra fria” entre Wagner e Coronel na votação que regulamentou o percentual de cacau em chocolates/Por Política Livre

Os senadores Jaques Wagner e Angelo Coronel
A aprovação do projeto que regulamentou o percentual mínimo de cacau em chocolates, na última quarta-feira (15), no Senado Federal, deixou à mostra o ambiente de “guerra fria” que se estabeleceu entre os senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos), ex-aliados políticos e adversários diretos na corrida eleitoral de reeleição este ano.

Relator da proposta (PL 1.769/2019), Coronel assumiu o protagonismo da matéria em plenário, enquanto Wagner, líder do governo, correu para marcar posição em torno da pauta, inclusive admitindo certo incômodo por não ter ficado com a relatoria.

“Senador Coronel, quero dizer que até invejo a vossa excelência, que tentei ser o relator dessa matéria quando ela voltou, mas a legitimidade de vossa excelência, que tinha sido relator quando ela saiu daqui para a Câmara, evidentemente voltou às suas mãos para que vossa excelência fizesse esse relatório”, discursou Wagner logo após a leitura do parecer.

Ao que Coronel interagiu: “Vossa excelência é coautor”.

“Pelo ciúme, confesso, eu disse, eu preciso participar desse momento e aí assinei o requerimento de urgência para que pudesse vir imediatamente para cá e vossa excelência puder fazer o relatório. Eu acho que o projeto veio em conta dos desejos dos produtores de cacau que vivem um momento de muita dificuldade pela oscilação espantosa que houve do preço”, continuou Wagner.

Nesse cenário, a pauta do cacau — estratégica para a economia baiana — acabou servindo como vitrine para uma disputa silenciosa por protagonismo político, já sob influência do ambiente pré-eleitoral.

Os dois também fizeram uma disputa velada nas redes sociais para capitalizar o saldo positivo que a matéria deixou entre os produtores. No Instagram, Coronel publicou, ao menos, três vídeos sobre o tema. Um antes, outro depois da votação e um terceiro em que aparece ao lado de João Roma (PL), seu parceiro de chapa ao Senado, que disse estar ali para parabenizar o recém-aliado. Coronel aparece ainda em um vídeo com representantes da Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC).

Na mesma rede social, Wagner, por sua vez, fez cinco posts entre cards e recortes da sessão comemorando a aprovação da nova regulamentação, destacando sua atuação como líder do governo e articulador da pauta.

A proposta aprovada pelo Senado estabelece critérios mínimos para a composição de chocolates no Brasil, com a definição de percentual de cacau nos produtos, medida defendida por produtores como forma de valorizar a cadeia produtiva e garantir maior qualidade ao consumidor. O texto também busca dar mais transparência à rotulagem e coibir a comercialização de produtos que utilizam substitutos em larga escala sem a devida identificação. O texto aguarda sanção presidencial.

PT defende regra fiscal menos restritiva e reformas no BC: Por Fábio Zanini/Folhapress

Edinho Silva
O novo programa político do PT, que deve ser aprovado no congresso que o partido promove de 23 a 26 de abril em Brasília, defende mudanças no atual regime fiscal, que é descrito como "restritivo".

Também prega uma série de mudanças no funcionamento do Banco Central e a revisão do regime de metas de inflação.

O Painel teve acesso ao documento-base de uma comissão coordenada pelo ex-ministro José Dirceu sobre a revisão do programa partidário. Ele ainda será submetido ao congresso e poderá receber emendas antes de ser aprovado, mas não estão previstas grandes alterações.

Ao defender maior capacidade de investimento da economia, para elevar a taxa de crescimento do PIB a patamares superiores a 5%, o texto diz que o objetivo "exige enfrentar os limites impostos pelo atual regime fiscal".

"As regras hoje vigentes restringem a capacidade do Estado de realizar investimentos estratégicos, subordinando o desenvolvimento a parâmetros que não consideram as necessidades estruturais do país", diz.

Embora não cite nominalmente o arcabouço fiscal, uma das principais medidas macroeconômicas da gestão Fernando Haddad na Fazenda, o documento basicamente defende sua alteração.

"Superar esse impasse requer a construção de um novo arranjo institucional e fiscal, capaz de recompor a capacidade de investimento público, garantir previsibilidade e ao mesmo tempo assegurar responsabilidade macroeconômica", afirma.

Em outro trecho, o programa diz que "a retomada das taxas mais elevadas de crescimento econômico depende do enfrentamento dos limites impostos pelo atual regime macroeconômico".

Os pontos defendidos no texto do PT não necessariamente estarão no programa de governo de Lula, que será uma síntese de diversas contribuições, inclusive de partidos aliados. Mas devem ter peso relevante em caso de um novo mandato do presidente.

As regras fiscais aprovadas por Haddad nunca caíram no gosto de uma parcela grande do partido, por serem vistas como um aceno exagerado ao mercado e limitarem o gasto público nas áreas de infraestrutura e social.

Da mesma forma, o documento petista defende mudanças profundas no BC, outra instituição que tem pouca simpatia no partido.

Uma das mais relevantes mexeria na lei que concedeu autonomia à autoridade monetária, aprovada no governo Jair Bolsonaro.

Ela não seria revogada, mas haveria harmonização do mandato dos presidentes do BC e da República, "assegurando maior coordenação entre política monetária, fiscal e de desenvolvimento". Hoje, os mandatos não são coincidentes, o que fez Lula ter de conviver durante dois anos com Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro.

O PT também prega a redefinição dos objetivos do BC, incorporando, além do controle da inflação, metas de crescimento, emprego e estabilidade financeira.

A meta de inflação atual, de 3%, seria "revisada", para que seja compatibilizada com os objetivos de crescimento econômico, geração de empregos e desenvolvimento. O partido também menciona que a taxa de juros deveria ficar abaixo de 10% —hoje é de 14,75%.

Por fim, a composição do Conselho Monetário Nacional (CMN), que define a meta de inflação, seria ampliada, para "alinhar suas decisões a um projeto de desenvolvimento nacional". Atualmente, fazem parte da instância apenas os ministros da Fazenda e do Planejamento e o presidente do BC.

"[É preciso] combinar juros estruturalmente mais baixos com um câmbio real competitivo, capaz de sustentar estratégias nacionais de investimento, recompor a infraestrutura, ampliar a absorção de tecnologia ganhar escala e adensar cadeias produtivas, elevando a competitividade industrial e a capacidade exportadora do país", resume o documento.

Distribuidoras de combustível ameaçam ir à Justiça contra exposição de lucro e podem rejeitar subvenção de R$ 4 bi

O governo decidiu fazer subvenções que chegam a R$ 1,52 por litro sobre o diesel importado
As distribuidoras de combustível se articulam para derrubar uma determinação do governo Lula (PT) que condicionou o acesso à subvenção de até R$ 4,33 bilhões para importação de diesel à divulgação das margens de lucro praticadas pelas empresas.

Elas ameaçam entrar na Justiça e até não aderir ao programa caso a previsão seja mantida, e argumentam que as informações de lucro são estratégicas e mantidas sob segredo.

O governo decidiu fazer subvenções que chegam a R$ 1,52 por litro sobre o diesel importado para reduzir os impactos da alta do petróleo por causa da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que fez a cotação do barril de petróleo superar US$ 100 e elevou o preço dos combustíveis em todo o mundo, inclusive no Brasil.

A subvenção é um repasse financeiro feito pelo governo para custear parte do preço dos combustíveis e, assim, permitir que as distribuidoras vendam um produto mais barato para os postos.

Para ter acesso ao incentivo bilionário, porém, o Executivo estipulou uma série de regras de transparência, inclusive expor publicamente o lucro das distribuidoras com a venda dos combustíveis, como forma de comprovar que o benefício foi repassado em descontos ao consumidor final.

Em resposta, essas companhias enviaram ofícios à Casa Civil, à Fazenda e ao Ministério de Minas e Energia, solicitando reuniões para procurar uma solução. Ao mesmo tempo, apresentaram um projeto de lei para sustar os pontos do decreto de regulamentação da subvenção que tratam desta obrigação.

Enquanto isso, já acionaram suas equipes jurídicas para preparar uma ação na Justiça contra a medida que será protocolada caso uma saída não seja encontrada até o próximo dia 24, quando termina o prazo estipulado pelo governo para adesão à subvenção.

As três pastas foram procuradas, pelo email oficial das respectivas assessorias de imprensa, na tarde desta sexta (17), mas não responderam até a publicação deste texto.

Sob reserva, representantes do setor ouvidos pela Folha demonstram inconformismo com a condição e admitem inclusive a possibilidade de abrir mão do benefício, para não precisar abrir ao público as informações sobre o lucro.

A medida faz parte do decreto que regulamentou o regime emergencial de abastecimento de combustíveis no país, marcado pela alta do preço do petróleo por causa da guerra no Oriente Médio.

A avaliação do governo federal é que uma alta no preço da gasolina e do diesel pode impactar negativamente a aprovação de Lula, que se vê pressionado diante do crescimento de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), concorrente ao Planalto nas eleições deste ano.

Segundo o decreto, as distribuidoras terão de informar semanalmente a sua margem bruta de lucro, discriminada por produto. Esses dados deverão ser enviados à ANP (Agência Nacional do Petróleo) e, depois, divulgados publicamente, para que o mercado e consumidores possam acompanhar a evolução dos ganhos dessas empresas, quase em tempo real.

Essa margem de lucro, segundo o decreto, será calculada pela diferença entre o preço de venda pelas distribuidoras e seu custo de aquisição, incluindo tributos.

Distribuidoras com capital negociado em Bolsa divulgam suas margens a cada trimestre —é o caso das três maiores do setor, Vibra, Ipiranga e Raízen. Mas profissionais do setor defendem que abrir os números semanalmente transfere à concorrência informações estratégicas do negócio.

Nas primeiras semanas após o início do conflito, as margens de distribuidoras e postos subiram, mas recuaram nas semanas seguintes, segundo dados do MME (Ministério de Minas e Energia).

A margem de distribuição e revenda nas vendas de diesel S-10, por exemplo, chegou a bater R$ 1,17 por litro na última semana de março, mas depois caiu para cerca de R$ 1, mesmo patamar observado na maior parte de 2025.

Não é possível afirmar que a queda é resultado da ofensiva do governo, mas o setor tem feito críticas públicas à pressão pelo controle de preços surgida após o início da guerra no Irã.

As distribuidoras já articularam a apresentação de um projeto de lei, por meio do deputado Rodrigo Valadares (PL-SE), para sustar esses pontos do decreto.

"O dispositivo incorre em grave violação ao sigilo empresarial e à lógica concorrencial. A exigência de divulgação de margens individualizadas expõe informações sensíveis relativas à estrutura de
custos, estratégias comerciais e posicionamento competitivo das empresas", diz a justificativa do projeto.

"A exigência pode vir a ser considerada como afronta aos princípios constitucionais da livre iniciativa, livre concorrência e da segurança jurídica", avalia Tiago Santana, presidente da Comissão de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da OAB/DF.

Até agora, o governo não tinha acesso sistemático ou público a essas informações e sua cadeia de distribuição. A ideia, agora, é que haja um monitoramento contínuo para verificar se os subsídios concedidos estão realmente chegando ao consumidor.

Paralelamente, ficou decidido que importadores só poderão receber o benefício se venderem combustíveis dentro de limites de preço definidos com base em parâmetros da ANP, ou seja, o pagamento não é imediato, nem automático.

A fiscalização da ANP passará a incluir acesso a dados fiscais e aduaneiros. A agência vai cruzar as informações com notas fiscais eletrônicas e verificar se as regras foram cumpridas. Após essa checagem é que o pagamento é efetuado.

O impacto fiscal estimado para o programa chega a R$ 4,33 bilhões apenas em 2026. Para o gás de cozinha, o GLP, o teto é de R$ 330 milhões, com subsídio de até R$ 850 por tonelada.

As medidas têm caráter temporário, com possibilidade de ajuste ou prorrogação se a crise internacional persistir. Embora o decreto desta semana regulamente as medidas, o subsídio em si já está em vigor desde a edição das medidas provisórias, em 7 de abril.

A Vibra, maior distribuidora de combustíveis do país, anunciou na semana passada que vai aderir ao programa de subvenção do diesel. A decisão foi anunciada dois dias depois que o governo elevou de R$ 0,32 para R$ 1,52 por litro o subsídio ao diesel importado, resolvendo um dos gargalos do programa apontados pelo setor: o valor anterior não cobria a diferença entre o preço máximo de venda do programa e a cotação internacional.

Até esta quinta-feira (16), a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) havia aprovado a adesão de 19 empresas ao programa, entre elas as duas maiores produtoras de combustíveis do país: Petrobras e Refinaria de Mataripe.

Mas seguem de fora duas das maiores distribuidoras, Raízen e Ipiranga, e importadoras privadas relevantes, como as distribuidoras Atem e Saara.

"Há uma preocupação muito grande com o risco de responsabilização de importadores pela prática de preços de seus clientes", diz o presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), Sérgio Araújo.

"A intenção é boa, de garantir que descontos sejam repassados por toda a cadeia, mas é muito difícil da gente assumir esse compromisso. Estamos pensando como fazer, mas é uma missão complicada", continua ele.

Na semana passada, a Polícia Federal realizou a segunda fase da Operação Vem Diesel, com foco na fiscalização de distribuidoras e revendedoras de gás de botijão. A operação foi feita em parceria com a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) e a ANP. Ao todo, foram realizadas ações em 24 cidades de 15 estados e no Distrito Federal, com fiscalização de 55 estabelecimentos.

A isenção de PIS/Cofins sobre o diesel produzido no Brasil ou importado, anunciada em março, pode custar outros R$ 20 bilhões se perdurar até o fim do ano. O governo sinalizou, porém, que, em decorrência do aumento dos preços de petróleo, a arrecadação com royalties e tributos sobre o faturamento maior das empresas ligadas ao setor será maior. Simulações com o petróleo Brent a US$ 90 apontam um incremento potencial de R$ 40 bilhões nas receitas da União.

Por André Borges, João Gabriel e Nicola Pamplona/Folhapress

Marinho defende projeto 6x1 do governo e diz que jornada de 36 horas semanais é irresponsável

Governo diz já ter feito sua parte e atribui ao Congresso decisão sobre tramitação entre projeto de lei e PEC
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta sexta-feira (17) o projeto de lei enviado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para acabar com a escala 6x1 e afirmou que propostas que preveem a redução imediata da jornada para 36 horas semanais são uma "irresponsabilidade". Segundo ele, a economia brasileira comporta uma redução mais gradual, para 40 horas semanais.

"Na visão do governo, seria uma irresponsabilidade falar em 36 horas semanais imediatamente para a economia. A economia, na nossa visão, na nossa análise, nas nossas pesquisas, suporta tranquilamente o impacto da redução para 40 horas semanais, sem redução de salário", afirmou.

O ministro também rebateu a leitura de que a discussão tenha motivação eleitoral. "Esse debate não tem nada a ver com o processo eleitoral. Esse debate tem a ver com a unidade do Brasil, da classe trabalhadora, das empresas", disse.

Segundo Marinho, mudanças na jornada já vêm sendo testadas por empresas, com resultados como redução de faltas e melhora na produtividade. Ele citou experiências com modelos alternativos, como o 5x2, que teriam facilitado a contratação e diminuído o absenteísmo. Na avaliação do ministro, ambientes de trabalho mais favoráveis tendem a elevar a qualidade da produção e compensar eventuais custos da mudança.

A declaração ocorre em meio a um impasse no Congresso. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende priorizar a tramitação de PECs (Propostas de Emenda à Constituição) e não deve dar andamento ao projeto de lei enviado pelo governo com urgência constitucional.

Marinho defendeu que a mudança seja conduzida por meio de projeto de lei, com implementação gradual, enquanto uma eventual alteração constitucional poderia consolidar o novo patamar no futuro. "Seria muito mais natural trabalhar a redução pelo projeto de lei e a PEC consolidar depois", afirmou. "Atropelar o rito por um capricho de ser PEC e não PL não parece plausível".

Com o projeto em andamento por meio das PECs também é necessário que elas passem pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e por uma comissão especial antes de serem votadas em plenário. Ele afirmou que o modelo permite uma discussão mais ampla e que a votação ocorrerá "sem atropelo".

A decisão contraria a estratégia do governo, que aposta no projeto de lei por ter tramitação mais rápida. Pelo regime de urgência constitucional, a proposta precisa ser analisada em até 45 dias ou passa a travar a pauta da Câmara.

Atualmente, duas PECs tratam do tema. Uma delas, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê a redução da jornada para 36 horas semanais. Outra, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), estabelece o mesmo limite, mas com implementação ao longo de dez anos.

Apesar da divergência sobre o instrumento, Marinho afirmou que não há impasse com o Legislativo e que a posição do governo já foi apresentada. Segundo ele, a tramitação agora depende exclusivamente do Congresso.

O ministro também afirmou que o presidente da Câmara tem prerrogativa para definir a pauta, mas não de forma exclusiva. "Ele é o presidente da Câmara, ele não é dono da Câmara", disse
Por Júlia Galvão/Folhapess

Ampliação do Minha Casa Minha Vida pressiona por moradia para servidor

              Programa já foi conquistado, mas entidades cobram avanço nas condições de acesso
As novas regras do Programa Minha Casa, Minha Vida passam a valer nos próximos dias com ampliação do crédito habitacional. O teto de renda sobe para até R$13 mil e o valor máximo dos imóveis chega a R$600 mil. A medida também reajusta faixas de renda e reduz juros para parte das famílias. Na Bahia, o cenário reforça o debate sobre a efetivação do Minha Casa Minha Vida Servidor, já conquistado, mas ainda com desafios para alcançar, na prática, quem precisa.

A criação do programa voltado ao funcionalismo estadual foi consolidada com a Lei nº 14.800/2024, sancionada pelo governador Jerônimo Rodrigues, que institui diretrizes para a política habitacional destinada aos servidores públicos estaduais. A medida é resultado da mobilização da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab). “A criação do programa foi uma grande conquista, fruto de muita luta coletiva e de apoios importantes, como da deputada Fabíola Mansur, do senador Otto Alencar e do ex-deputado Bebeto Galvão. Agora precisamos fazer com que ele funcione na prática e chegue ao servidor”, afirma o coordenador geral da Fetrab, Reonei Menezes.

Entre as propostas está a criação de uma margem consignável específica para financiamento habitacional. “Uma margem exclusiva pode destravar o acesso à casa própria para milhares de servidores”, reforça Reonei, que também destaca a urgência da pauta para as forças de segurança, que ainda enfrentam dificuldades para garantir moradia digna.

O presidente da Cooperativa de Habitação dos Servidores Públicos da Bahia (Coopmoradia), Claudemir Santana (Pig), defende o avanço do consignado e de outras medidas importantes. “Agora é hora de consolidar o programa com subsídios, redução de juros e facilidades que permitam ao servidor sair do aluguel”, afirma. Para as entidades, o momento é estratégico para fortalecer o programa e ampliar seu alcance. “Moradia digna é um direito. O servidor sustenta o Estado e precisa ter acesso real à casa própria”, conclui Pig.

Assessoria de Imprensa Fetrab e Coopemoradia - Carla Santana (71) 9 9926-6898

Com nova escola de tempo integral, Governo do Estado fortalece rede de ensino e infraestrutura em Jandaíra

O governador Jerônimo Rodrigues inaugurou, nesta sexta-feira (17), a nova sede do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Elisabeth Calazans Alves dos Santos, no município de Jandaíra. A unidade conta com salas amplas, laboratórios de ciências, biblioteca, refeitório, teatro e um complexo esportivo equipado com quadras poliesportivas, pista de atletismo e vestiários. O investimento supera R$ 22,6 milhões e reforça o avanço da educação pública na Bahia.
“Hoje vim entregar uma das obras que mais gosto: entregar oportunidade para a juventude. A escola ficou linda, como o povo merece. Agora, com a rede estadual estruturada, vamos avançar também na rede municipal. Quero voltar para garantir que nossas crianças tenham acesso a uma escola de qualidade. Além disso, assinamos a pavimentação, que vai beneficiar a população e impulsionar o turismo da região”, destacou o chefe do Executivo baiano.
O assessor especial da Secretaria da Educação, Manoel Calazans, ressaltou que a entrega representa um investimento direto na juventude. “É uma escola de tempo integral com todos os espaços necessários para que os estudantes permaneçam na unidade e tenham seu desenvolvimento assegurado por meio de uma educação pública, gratuita e de qualidade”, afirmou.
Para o estudante Jeremias Martins, de 16 anos, a nova estrutura contribui para a realização de seus objetivos. “Quero ser médico, e com essa estrutura somos privilegiados. Fica mais fácil estudar. A diferença em relação ao colégio anterior é enorme. Agora temos um espaço amplo e salas climatizadas”, disse o aluno do segundo ano do ensino médio.

Entre os 479 estudantes da unidade, Guilherme Soares, também de 16 anos, destacou a melhoria nas condições de ensino. “A escola é maravilhosa. Era o que sempre sonhamos: um espaço mais planejado e amplo, onde possamos estudar, ler e também nos desenvolver melhor”, afirmou.

Mais investimento
A agenda no território de identidade Litoral Norte/Agreste de Alagoinhas incluiu ainda a entrega de dois veículos — uma ambulância e outro para uso administrativo. O governador também autorizou a ampliação da Escola Municipal Edith Lessa de Souza e a construção de uma nova unidade escolar com 13 salas no povoado de Abadia.

Na área de infraestrutura, Jerônimo Rodrigues autorizou a pavimentação asfáltica da BA-782, no trecho entre o entroncamento da BA-099 (Linha Verde) e o distrito de Costa Azul, com extensão de 10,95 quilômetros. O secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes, destacou o impacto da obra. “Essa ligação entre a Linha Verde e Costa Azul vai além do escoamento da produção. Trata-se de uma intervenção estratégica que fortalece o turismo e valoriza uma das regiões mais bonitas da Bahia”, afirmou. Na ocasião, também foi autorzada a requalificação da Praça Mangue Seco.
Repórter: Dandara Amorim/GOVBA
Fotos: Amanda Ercília/GOVBA

MPBA reúne prefeitos baianos para debater políticas de segurança pública

Prefeitos que aderiram ao projeto ‘Município Seguro’ receberão selo da Instituição durante encontro.

.Foto: Divulgação/MPBA
Projeto Município Seguro do Ministério Público da Bahia

O Ministério Público do Estado da Bahia reúne, no próximo dia 28 deste mês, prefeitos de diversos municípios baianos para debater e fomentar a implementação de políticas na área de segurança pública. O primeiro ‘Encontro Estadual do Projeto Município Seguro’ acontece na sede do MPBA, no CAB, e será aberto, às 14h, pelo procurador-geral de Justiça Pedro Maia. Também estarão presentes o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner; o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, o presidente da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, e a presidente em exercício da União dos Vereadores da Bahia.

Na ocasião, o MPBA entregará o selo “Compromisso por um Município Seguro” aos gestores que já aderiram à iniciativa, reconhecendo o engajamento das administrações municipais na consolidação de políticas públicas mais eficientes. O presidente da UPB, Wilson Cardoso, destacou a importância da parceria institucional para o fortalecimento das políticas públicas nos municípios. “Quando o Ministério Público e a UPB se unem, é certeza de que o sucesso será garantido. Foi assim com a educação, quando tivemos avanços na alfabetização na idade certa, e também no enfrentamento aos altos cachês cobrados por bandas nos festejos juninos. E será assim também com o programa ‘Município Seguro’, iniciativa que já conta com a adesão de 59 municípios”, destacou.

A programação contará com a apresentação do projeto ‘Município Seguro’, que será feita pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp), promotor de Justiça Hugo Casciano de Sant’Anna, e pelo coordenador do Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (Geosp), Igor Clóvis Silva Miranda. O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, fará o lançamento da Escuta Social para elaboração do novo Plano Estratégico da Segurança Pública 2034. Já o diretor executivo do Instituto Cidade Segura, Alberto Koppittke, abordará o papel dos municípios no Sistema Único de Segurança Pública. O evento reunirá prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais, procuradores, presidentes de câmaras, vereadores e técnicos das gestões locais, além de membros e servidores do MPBA e representantes da UPB e UVB-BA.

O promotor de Justiça Hugo Casciano de Sant’Anna ressaltou que “a segurança pública deve ser compreendida para além da atuação repressiva, incorporando ações de prevenção e promoção de direitos fundamentais, como educação, convivência familiar e proteção de grupos vulneráveis, além de iniciativas voltadas ao bom uso dos espaços públicos, como melhoria da iluminação pública, da pavimentação urbana e videomonitoramento das vias. O ‘Município Seguro’ busca fomentar políticas integradas capazes de impactar diretamente na redução da violência”.

O projeto Município Seguro está em andamento em 373 municípios baianos, sendo que em 59 deles os gestores formalizaram a adesão e assumiram o compromisso de implementar os instrumentos previstos na Lei nº 13.675/2018. A iniciativa visa sensibilizar gestores e orientar a adoção de instrumentos previstos na Lei nº 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), reforçando o papel estratégico dos municípios na construção de ações integradas de prevenção e enfrentamento à violência.
Por Redação

Lula fala em regulação digital para barrar interferência externa em ano eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez em entrevista a jornalistas em Barcelona
Um dia antes de um encontro com outros mandatários progressistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou em regulação digital para barrar intromissão de outros países nas eleições do Brasil e fez uma autocrítica sobre o avanço do extremismo no mundo.

"Nós precisamos agora regular tudo que for digital, para que a gente dê soberania ao nosso país, e que não permita inclusive intromissão de fora, sobretudo num ano eleitoral", afirmou o presidente após reunião bilateral com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, em Barcelona.

"Não é possível você tratar como normal e como liberdade de expressão a indústria da mentira, da violência verbal, da desinformação, como tem acontecido no planeta", disse o petista após ser questionado sobre a intenção de países europeus de estabelecer uma idade mínima para o uso das redes sociais.

Lula afirmou que vai trabalhar muito na regulação "para evitar que as plataformas causem qualquer dano contra a democracia, a soberania e a felicidade das pessoas".

Neste sábado (17), os mandatários brasileiro e espanhol se reunirão com uma dúzia de chefes de Estado progressistas que pretendem fazer frente à onda mundial de direita. Será o quarto encontro do chamado Fórum Democracia para Sempre, criado pelos dois em 2024.

A lista de confirmados inclui os presidentes Claudia Sheinbaum (México), Gustavo Petro (Colômbia), Yamandú Orsi (Uruguai) e Cyril Ramaphosa (África do Sul). Entre os europeus, também estão o vice-chanceler da Alemanha (Lars Klingbeil) e o vice-primeiro-ministro do Reino Unido (David Lammy).

O combate à desinformação é um dos três eixos do evento, junto ao multilateralismo e às desigualdades.

Lula fez ainda um mea culpa: "⁠Eu quero saber onde nós falhamos como democratas. Onde as instituições democráticas deixaram de funcionar. […] A ONU (Organização das Nações Unidas) hoje está muito enfraquecida. As nações que criaram a ONU não respeitam a ONU".

⁠⁠"Eu tenho essa inquietude [...] Onde é que o nosso discurso está errado? Onde é que as nossas políticas públicas não estão atendendo às expectativas de uma juventude que quer um novo mundo do trabalho?", completou o presidente.

Depois da Espanha, Lula seguirá para a Alemanha, onde participará da Feira Industrial de Hannover, e Portugal, onde se encontrará com o primeiro-ministro Luís Montenegro e o novo presidente António José Seguro. Ele volta ao Brasil na próxima terça (21).

Entre os 11 ministros que integram a comitiva estão Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Durigan (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia), João Paulo Capobianco (Meio Ambiente) e Margareth Menezes (Cultura).

Estão presentes ainda o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, o diretor-geral da Polícia Federal, ⁠Andrei Rodrigues, e o presidente da Fiocruz, ⁠Mario Moreira.

Por Júlia Barbon, Folhapress

Assessor do deputado Leandro de Jesus denuncia agressão de militantes do MST

Um assessor do deputado estadual Leandro de Jesus (PL) denunciou, nesta sexta-feira (17), que foi agredido por integrantes do Movimento Sem Terra (MST), que faziam uma caminhada em direção à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Segundo o assessor do parlamentar, enquanto ele filmava a chegada do grupo na Assembleia, ele foi cercado por invasores de terra, que o agrediram pelas costas com um pedaço de madeira. Relatos da equipe do deputado também apontam que o mesmo assessor sofreu uma tentativa de roubo do seu celular, equipamento de trabalho.

“Esse movimento terrorista precisa ter um fim. É assim que eles fazem aqui e principalmente no interior. Agridem, matam, causam terror por onde passam. Tudo isso com este governo apoiando”, disse o deputado estadual.

A assessoria do deputado informou que o assessor Adenilton Novaes, de 50 anos, vai registrar Boletim de Ocorrência ainda nesta sexta.

Por Política Livre

Prefeitura de Ibirataia firma convênio para implantação de colégio cívico-militar em tempo integral

 Parceria com a Polícia Militar garante ensino integral, mais disciplina e beneficia cerca de 380 alunos
O município de Ibirataia deu um passo importante na área educacional ao oficializar a assinatura do convênio para a implantação do primeiro colégio de gestão compartilhada com a Polícia Militar da Bahia. A iniciativa marca um novo momento para a educação local, com foco no fortalecimento da disciplina, do respeito e da formação cidadã dos estudantes.

A solenidade contou com a presença do comandante-geral da corporação, Coronel Magalhães, além do prefeito Sandro Futuca, da secretária de Ação Social, Luanna Fatel, do secretário municipal de Educação, Caio Pina, e de representantes da Polícia Militar, como o major Heber e o capitão Eliel.
O projeto será implantado no Colégio José Firmino, que passará a funcionar em regime de tempo integral, atendendo aproximadamente 380 alunos. A proposta integra o modelo cívico-militar, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado, e tem como objetivo aprimorar a gestão escolar, promovendo um ambiente mais organizado e propício ao aprendizado.
De acordo com a gestão municipal, a iniciativa representa um avanço significativo na rede de ensino, ampliando oportunidades e fortalecendo o processo educacional no município. A expectativa é de que o novo modelo contribua para a melhoria dos indicadores educacionais e para a formação de jovens mais preparados para os desafios da sociedade.

A implantação do colégio cívico-militar é considerada uma das principais conquistas recentes da educação em Ibirataia, resultado da articulação entre o município e o Estado. A administração municipal destaca que seguirá investindo em ações estruturantes, com o objetivo de garantir uma educação de qualidade e transformadora para a população.
Fonte: Ascom/PMI

Preço do petróleo cai abaixo de US$ 90 e tem menor valor em um mês após Irã anunciar reabertura de Hormuz

Plataforma de Petróleo
O anúncio do Irã que irá reabrir o estreito de Hormuz levou o preço do petróleo a desabar e ficar abaixo de US$ 90 nesta sexta-feira (17) pela primeira vez em mais de um mês.

O ministério de Relações Exteriores do Irã anunciou nesta manhã (horário de Brasília) a reabertura do trânsito marítimo por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, mas limitou a condição a navios que tenham autorização iraniana, o que não é aceito pelos EUA.

Minutos depois, o preço do barril Brent, referência mundial, passou a desabar e atingiu US$ 87,80 às 10h10, uma queda de cerca de 11,66%, em seu menor valor desde 11 de março, quando foi vendido a US$ 86,24.

A queda da commodity já afeta ações de companhias petroleiras. No Brasil, os papéis preferenciais e ordinários da Petrobras estão em forte queda de mais de 5% neste pregão. Prio marca perdas de 7%; PetroRecôncavo e Brava, 3% e 4%, respectivamente.

"A passagem de todos os navios comerciais pelo estreito de Hormuz foi declarada totalmente aberta para o período restante do cessar-fogo", afirmou Abbas Araghchi, chanceler do Irã, em post na rede social X.

Porém o ministro não deixou claro se o cessar-fogo a que se referia era o acordo entre Israel e Líbano, que começou às 0h do Líbano (18h de Brasília na quinta-feira) e deve se estender até 26 de abril, ou ao pacto entre EUA e Irã, que começou em 7 de abril e acaba no dia 21 deste mês.

A decisão do Irã foi elogiada por Donald Trump. "OBRIGADO!", escreveu o presidente norte-americano em sua plataforma Truth Social.

Além do anúncio iraniano, os investidores estão otimistas com a possibilidade de novos encontros entre negociadores de EUA e Irã neste fim de semana para buscar um acordo de paz.

Trump afirmou nesta sexta-feira que confiava em um acerto entre as duas partes após Israel e Líbano anunciarem nessa quinta-feira (16) um cessar-fogo por dez dias.

Os ataques israelenses ao território libanês ameaçaram o cessar-fogo de duas semanas entre norte-americanos e iranianos anunciado em 7 de abril. Horas depois do anúncio, Israel bombardeou regiões do Líbano, o que levou o Irã a impedir o tráfego no estreito de Hormuz e revidarem os ataques.

Ainda nesta sexta, Reino Unido e França anunciaram que estavam trabalhando em um plano com outros países para viabilizar a reabertura do estreito de Hormuz.

A negociação sobre o preço do petróleo refletiu os anúncios desta sexta. Na abertura da sessão, o preço ficou em torno de US$ 98, chegando a US$ 98,96 às 4h30, mas passou a cair a partir das 6h com as novas declarações de Trump. A queda se acentuou a partir das 9h, com o anúncio iraniano sobre Hormuz.

O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, acompanhou o movimento de queda e chegou a US$ 83,03, queda de quase 12%, às 10h10.

"Uma resolução (de paz) é mais provável do que improvável nas próximas semanas, mesmo que o caminho não seja linear", escreveram analistas do Deutsche Bank.

A interrupção no fluxo do transporte de petróleo já ameaça os países da Ásia e da Europa com a redução dos estoques. Na quinta, autoridades do setor afirmaram que as nações do Sudeste Asiático teriam combustível para mais três meses, caso a paralisação continue.

"Embora as oscilações do mercado tenham se moderado recentemente e um cessar-fogo temporário entre Israel e Líbano tenha aliviado ligeiramente as tensões regionais, os riscos permanecem elevados diante da incerteza geopolítica contínua e dos sinais mistos dos formuladores de políticas", afirmou Soojin Kim, analista de pesquisa do MUFG.

Horas antes do anúncio iraniano, a empresa de dados marítimos Kpler informou que três navios-petroleiros do Irã deixaram o golfo Pérsico pelo estreito de Hormuz na última quarta-feira (15). Somadas, as três embarcações tinham cinco milhões de barris de petróleo e foram as primeiras sob sanções a atravessar o local desde que os EUA passaram a bloquear o tráfego na segunda-feira (13).

Nenhum navio-petroleiro iraniano havia saído do golfo pelo estreito de Hormuz com uma carga de petróleo desde 10 de abril, de acordo com a Kpler.

BOLSAS CAEM NA ÁSIA E SOBEM NA EUROPA

As Bolsas da Europa registram alta nesta sexta-feira, enquanto a maioria dos mercados na Ásia fechou em baixa. O índice CSI300, que reúne as principais empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,17%, e o SSEC, em Xangai, devalorizou 0,1%. As Bolsas de Tóquio (-1,75%), Hong Kong (-0,89%) e Seul (-0,55%) também sofreram perdas.

Já na Europa, o índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, disparava 1,58% às 9h50, em uma tendência que era repetida em Frankfurt (1,89%), Londres (0,42%), Paris (1,56%), Madri (1,46%) e Milão (1,62%).

Por Folhapress

Corregedoria do TJ-BA orienta magistrados a evitar despejos sem análise social em conflitos fundiários

A Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia publicou recomendação orientando magistrados a adotarem critérios mais rigorosos e humanizados na condução de processos que envolvam conflitos fundiários coletivos, tanto em áreas urbanas quanto rurais. O ato é assinado pelo corregedor-geral, desembargador Emílio Salomão Resedá.

A medida tem como base um pedido de providências apresentado por entidades da sociedade civil, movimentos sociais e grupos acadêmicos, que, ainda no contexto da pandemia da Covid-19, defenderam a suspensão de remoções forçadas de famílias em situação de vulnerabilidade e a criação de parâmetros mais uniformes para decisões judiciais nesses casos.

Diretrizes para decisões judiciais

Na recomendação, a Corregedoria destaca que os magistrados devem observar normas e orientações já estabelecidas por órgãos nacionais, como o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional de Direitos Humanos, além da legislação federal e entendimentos do Supremo Tribunal Federal, como o firmado na ADPF 828.

Entre os principais pontos, está a recomendação para que decisões de despejo, reintegração de posse ou desocupação coletiva não sejam concedidas de forma liminar sem a prévia oitiva das partes envolvidas, garantindo o contraditório e a ampla defesa.

O documento também orienta que, sempre que possível, sejam realizadas audiências de mediação antes de qualquer decisão que implique remoção de famílias. A ideia é priorizar soluções consensuais e evitar medidas abruptas, especialmente em situações que envolvam grande número de pessoas ou comunidades vulneráveis.

Outro ponto central é a necessidade de avaliação dos impactos sociais das decisões judiciais. Os magistrados devem considerar fatores como a presença de crianças, idosos e pessoas com deficiência, além do risco de agravamento da vulnerabilidade social.

A recomendação reforça ainda a importância de analisar a função social da propriedade e as condições concretas de ocupação das áreas em disputa. Entre os critérios a serem observados estão o tempo de ocupação, a existência de estruturas comunitárias e a eventual inércia do proprietário.

Também é sugerida a realização de inspeções judiciais em casos de maior complexidade, bem como a articulação com a Comissão Regional de Soluções Fundiárias e com órgãos da rede de proteção social.

A Corregedoria ressalta que a recomendação tem caráter orientador e não interfere na independência funcional dos magistrados, que continuam responsáveis por decidir cada caso com base nas provas, na legislação e nas circunstâncias específicas.

Por Política Livre

PF, PM/DF e PM/GO desarticulam laboratório de drogas no DF

Ação resultou na prisão de suspeito; foram apreendidos entorpecentes, insumos e equipamentos utilizados na produção de drogas
Brasília/DF. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar do Distrito Federal e com a Polícia Militar do Estado de Goiás, desarticulou, nessa quinta-feira (16/4), um laboratório clandestino destinado à produção de entorpecentes em região administrativa do Distrito Federal.

Durante ação, foram apreendidos entorpecentes, além de insumos e de equipamentos utilizados na produção e na preparação de drogas. Também foi identificada a fabricação de uma variante de haxixe, substância de alta concentração.

Um suspeito foi preso em flagrante no local e poderá responder pelo crime de tráfico de drogas.

Comunicação da Polícia Federal no Distrito Federal

Prisão de Uldorico implode planos do PSDB para 2026 na Bahia

Ex-deputado, apontado em investigação sobre fuga de presos, era aposta do PSDB para 2026 e agora gera forte desgaste político à sigla na Bahia

A prisão do ex-deputado federal Uldurico Junior desencadeou uma crise imediata no cenário político baiano e já impacta diretamente o planejamento do PSDB para as eleições de 2026. O caso, que envolve acusações graves, saiu rapidamente da esfera policial e passou a influenciar o tabuleiro político no estado.

Recém-filiado ao PSDB, Uldurico vinha sendo apresentado como uma das apostas da sigla para fortalecer sua presença na Bahia, com possível candidatura à Assembleia Legislativa. No entanto, a estratégia sofreu um duro golpe após sua prisão, realizada em um hotel em Praia do Forte, no município de Mata de São João, durante uma operação que investiga a atuação de uma organização criminosa.

Segundo as apurações, o ex-parlamentar é suspeito de ter negociado cerca de R$ 2 milhões para colaborar na articulação da fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, registrada em dezembro de 2024. O episódio é considerado um dos mais graves já registrados no sistema prisional da região.

Além do suposto envolvimento financeiro, também são investigadas possíveis conexões com facções criminosas, o que amplia a gravidade do caso e intensifica a repercussão negativa no meio político. A combinação de acusações coloca Uldurico no centro de uma crise que ultrapassa sua trajetória pessoal e atinge diretamente o partido ao qual se filiou recentemente.

Nos bastidores, a avaliação é de que o impacto foi imediato. Lideranças do PSDB já admitem a necessidade de rever estratégias e reorganizar o planejamento eleitoral no estado. O nome que antes era tratado como reforço político passou, em poucas horas, a representar um desgaste significativo para a imagem da legenda.

Analistas apontam que, em ano pré-eleitoral, episódios dessa natureza costumam ter efeitos ainda mais intensos, comprometendo articulações, alianças e a construção de candidaturas competitivas. A associação a investigações envolvendo crime organizado tende a gerar rejeição e dificultar a sustentação de projetos políticos.

Diante do cenário, o PSDB deve buscar alternativas para recompor sua base e minimizar os danos causados pelo episódio. Enquanto isso, o caso segue sob investigação e novos desdobramentos podem agravar ainda mais a situação, tanto no campo jurídico quanto no político.

55 carros de luxo, 120 armas, R$ 300 mil: veja o que foi apreendido pela PF em operação contra MCs e influenciadores

Balanço da Operação Narco Fluxo inclui mais de 100 itens eletrônicos, arsenal de munições e joias; apenas os veículos confiscados de funkeiros e produtores de conteúdo superam os R$ 20 milhões.

A Polícia Federal (PF) deflagrou na quarta-feira (15) a Operação Narco Fluxo para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão provenientes do crime organizado

Entre os alvos da ação, que resultou na prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além dos influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa (da página Choquei), a polícia confiscou um vasto patrimônio de luxo que servia para ocultar a origem ilícita dos recursos

A PF divulgou o balanço consolidado dos bens apreendidos:

55 carros de luxo e motocicletas (avaliados em mais de R$ 20 milhões);
120 armas e munições;
56 itens de joias e relógios (incluindo modelos da marca Rolex);
53 celulares;
56 mídias eletrônicas (computadores, tablets e notebooks);
R$ 300 mil em espécie;
US$ 7,3 mil em espécie (algo em torno de R$ 36 mil);
Documentos e registros financeiros.

Entre os itens de maior destaque estão uma Mercedes-Benz G63 rosa de R$ 2 milhões e uma réplica de um carro de Fórmula 1 da McLaren, encontradas na mansão de Chrys Dias.


Detalhes da Operação Narco Fluxo

A ofensiva foi um desdobramento das operações Narco Vela e Narco Bet, realizadas entre 2023 e 2024, que já investigavam a exportação de drogas e o uso de apostas para ocultar valores

No total, 200 policiais federais foram mobilizados para cumprir 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão.

A ação ocorreu simultaneamente em oito estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás) e no Distrito Federal.

A 5ª Vara Federal de Santos, responsável pelo caso, determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos dos investigados para evitar a dissipação do patrimônio.

O esquema de lavagem de dinheiro


O dinheiro tinha origens no tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína enviadas ao exterior, além de apostas em bets ilegais e rifas digitais clandestinas.

Para ocultar os valores, o grupo aplicava técnicas complexas:
  • Smurfing: Realização de centenas de transferências fracionadas em pequenos valores para evitar o radar do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf);
  • Empresas de fachada e laranjas: Utilização de produtoras musicais, como a Bololô Records, e estabelecimentos como o Bololô Restaurant & Bar, para misturar receitas legítimas com dinheiro do crime;
  • Criptoativos: Conversão de valores em moedas digitais para dificultar o rastreio das autoridades;
  • Influenciadores de massa: Uso de figuras públicas com milhões de seguidores para movimentar quantias sem despertar suspeitas imediatas nos sistemas de conformidade bancária.
Perfis de milhões de seguidores fora do ar


O funkeiro, apontado como o artista mais ouvido do Brasil no Spotify, reunia mais de 15 milhões de seguidores na rede social, enquanto Chrys Dias somava mais de 14 milhões.

Atualmente, usuários que tentam acessar as páginas se deparam com a mensagem de que o conteúdo não está disponível.

Questionada sobre a suspensão dos perfis, a Meta informou que não irá comentar o caso.

O que dizem as defesas

A defesa de MC Ryan SP afirma que o artista é íntegro, que todas as suas transações são lícitas e que os valores em suas contas possuem origem comprovada.

O advogado de MC Poze do Rodo informou que ainda não teve acesso aos autos, mas que se manifestará na Justiça para restabelecer a liberdade do cantor.

A defesa de Raphael Sousa sustenta que seu vínculo com os investigados é estritamente publicitário, referente à comercialização de espaço de divulgação digital.

A defesa de Chrys Dias não foi localizada até a última atualização desta reportagem.

Por Redação g1 SP — São Paulo

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