Operação do MPBA e PF desarticula organização criminosa que dominava região de Porto Seguro -Por Redação

As investigações apontaram que o grupo criminoso exercia domínio sobre comunidades da região de Porto Seguro
Uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro de tráfico de drogas, com atuação há pelo menos 10 anos no sul do estado, foi alvo de operação conjunta deflagrada nesta quarta-feira, dia 17, pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) e pela Polícia Federal (PF). A ação, chamada de ‘Conexão Perigosa’, resultou no cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão no distrito turístico de Arraial D'Ajuda, além de bloqueio judicial de R$ 97,79 milhões em bens dos investigados. O dinheiro seria proveniente do tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

As investigações apontaram que o grupo criminoso exercia domínio sobre comunidades da região de Porto Seguro, com uso de violência, grave ameaça e coação para intimidar a população e autoridades. E revelaram que o líder da organização mantinha contatos regulares com pelo menos três agentes políticos de Porto Seguro, também alvos dos mandados.

A ação integra mobilização do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Gncoc), do Ministério Público brasileiro, que tem como finalidade combater facções em todo o país. Os mandados foram cumpridos por agentes da unidade sul do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público da Bahia (Gaeco Sul) do MPBA e da Polícia Federal. Foram apreendidos aparelhos celulares.

Esquema de ”laranjas”

Conforme as apurações, o esquema criminoso operava em três frentes da lavagem de capitais: colocação, mediante depósitos fracionados em espécie para introduzir recursos no sistema financeiro sem acionar alertas automáticos; ocultação, com triangulação financeira entre contas de interpostas pessoas (“laranjas”) para apagar o rastro dos valores; e integração, com a reinserção dos recursos em empresas de fachada, conferindo aparência de licitude ao patrimônio de origem ilícita.

As investigações prosseguirão para apurar o eventual envolvimento de outras pessoas. Caso condenados pelos crimes imputados, os investigados poderão ser submetidos a penas que, somadas, ultrapassam 50 anos de reclusão.

FICCO/Ilhéus e Delegacia Territorial de Gandu deflagram operação contra organização criminosa no Baixo Sul da Bahia

Operação cumpre 24 mandados judiciais e bloqueio de mais de R$ 16 milhões em bens e valores.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Ilhéus (FICCO/Ilhéus) e a Delegacia Territorial de Gandu - 5ª COORPIN/Valença e Núcleo de Estágio, deflagraram, na manhã desta quartafeira (17/6), a Operação Tentaculum, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com atuação estruturada na região do Baixo Sul da Bahia.

A investigação, desenvolvida ao longo de aproximadamente dois anos, identificou uma complexa estrutura criminosa voltada à prática dos crimes de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, organização criminosa e lavagem de capitais.
Ao todo, estão sendo cumpridos 24 mandados judiciais, sendo 11 mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Gandu/BA. As medidas estão sendo executadas nos municípios de Gandu, Itabuna, Vera Cruz e Jequié.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados até o montante de R$ 16,5 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa e interromper o fluxo f inanceiro das atividades ilícitas.


A operação conta com a participação de equipes da Polícia Civil da Bahia, por meio da DIRPIN Sul e da 5ª COORPIN/Valença, além de unidades da Polícia Militar da Bahia, incluindo o CPR Recôncavo, a 60ª CIPM/Gandu, a CIPE Recôncavo, a CIPT-R, o 23º BPM/Vera Cruz, o 14º BPM/Santo Antônio de Jesus, o 31º BPM/Valença e o 15º BPM/Itabuna.

A ação integrada reforça o compromisso das forças de segurança pública no enfrentamento às organizações criminosas que atuam na Bahia, especialmente aquelas envolvidas com o tráfico de drogas, violência armada e lavagem de dinheiro.

A FICCO/Ilhéus é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal da Bahia e Secretaria da Segurança Pública da Bahia, atuando de forma integrada no combate ao crime organizado.
Fonte: FICCO/Ilhéus

PRF apreende 1,5 tonelada de maconha em Caarapó (MS)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1.540 quilos de maconha, nesta terça-feira (16), em Caarapó (MS).

Durante fiscalizações na BR-163, os policiais deram ordem de parada a uma MMC/L200, porém o motorista não parou e iniciou fuga. Foi realizado o acompanhamento tático até que o motorista invadiu uma plantação de milho, abandonou a caminhonete e empreendeu fuga a pé, não sendo localizado.

No veículo foi encontrada grande quantidade de maconha, além das placas originais da caminhonete.

A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil em Caarapó (MS).

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Justiça e Segurança

PF aponta suposto caixa paralelo de Daniel Vorcaro com movimentação milionária

Relatórios da Polícia Federal indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro mantinha um suposto caixa paralelo utilizado para custear despesas com aeronaves, imóveis de luxo, obras de arte e outros gastos que, em alguns períodos de 2025, teriam alcançado R$ 114,6 milhões. As informações constam em planilhas de controle financeiro enviadas ao empresário por pessoas apontadas pelos investigadores como operadores de confiança do grupo. A reportagem é do jornal O Globo.

Segundo a PF, os documentos registram pagamentos milionários a galerias de arte, despesas com jatinhos particulares e repasses periódicos a Luiz Phillipi Machado de Morão, conhecido pelo apelido de “Sicário”. As investigações apontam que ele integrava um grupo responsável por monitorar e intimidar desafetos do banqueiro. Os investigadores também apuram se obras de arte e viagens aéreas teriam sido utilizadas para ocultar recursos ou viabilizar favorecimentos indevidos.

A apuração identifica ainda a empresa Super Empreendimentos como uma das estruturas usadas para movimentar recursos e realizar investimentos em imóveis de alto padrão, incluindo uma mansão em Brasília. Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel e outros investigados são alvo de medidas judiciais no âmbito da Operação Compliance Zero. As acusações seguem sob investigação e as defesas dos citados não haviam se manifestado até a publicação da reportagem. Por Redação

São João de Ibirataia 2026 tem programação oficial divulgada e confirma grandes atrações

Festa junina acontecerá de 21 a 24 de junho e promete movimentar a cidade com shows, tradição cultural e grande público

A Prefeitura de Ibirataia através da Secretaria de Cultura e Turismo anunciou oficialmente a programação do São João 2026, que acontecerá entre os dias 21 e 24 de junho, na Praça Sete de Setembro. Reconhecido como um dos eventos juninos mais tradicionais da região do Médio Rio de Contas, o festejo deverá atrair milhares de moradores e visitantes para quatro dias de celebração, reunindo música, cultura nordestina e entretenimento.

Com a programação definida, o São João de Ibirataia contará com artistas de destaque nacional, regional e local. Entre as atrações confirmadas estão Unha Pintada, Nadson Ferinha, Eric Land, Netto Brito, Batista Lima, Trio da Huanna, Kal Love Hits, Edgar Mão Branca, Naldo Silva, Cia do Caprixxo, Vanoli, Jhonatan Mota, além de diversos outros nomes que prometem animar o público durante os festejos.

Confira a Programação Oficial
21 de junho (domingo)

Carina Tapajós – 17h

Unha Pintada – 18h30

Meus Canários – 20h30

Erika Trindade – 22h

Mão de Pilão – 00h

Jeito de Amar – 1h30

Kamila Luz – 3h


22 de junho (segunda-feira)

Jhonatan Mota – 20h

Naldo Silva – 21h

Edgar Mão Branca – 22h

Frank Aguiar – 00h

Batista Lima – 2h

Forrozão Fernandes – 4h

23 de junho (terça-feira)

Leon Silva – 21h

Eric Land – 22h

Cia do Caprixxo – 00h

Nadson Ferinha – 2h

Vanoli – 4h

24 de junho (quarta-feira)

Kal Love Hits – 16h

Netto Brito – 17h30

Trio da Huanna – 21h30

Ynho San – 23h

Entenda a relação entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro em 6 pontos

Documentos da Polícia Federal revelaram novos vínculos entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As informações fazem parte da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude financeira, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o conglomerado bancário.

Os documentos descrevem uma relação marcada por "elevado grau de intimidade, confiança e proximidade", com registros que vão de hospedagens em hotéis de luxo na Europa a repasses milionários.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também aparece nos documentos como beneficiário de hospedagens custeadas por Vorcaro. Ciro Nogueira não se manifestou sobre nenhuma das acusações até a publicação desta matéria.

1. AS HOSPEDAGENS PAGAS POR VORCARO EM LISBOA

Em junho de 2024, Vorcaro bancou as hospedagens de Ciro Nogueira e de Hugo Motta no hotel Four Seasons Ritz Lisboa. Em mensagem enviada no dia 18 de junho a um auxiliar, o ex-banqueiro informou que precisaria de reservas em Lisboa entre os dias 24 e 30, para ele próprio e "mais dois quartos para Ciro e Hugo". Foram cinco diárias em suítes júnior para cada um dos parlamentares, com custo total de aproximadamente R$ 91,3 mil por hóspede —cerca de R$ 18 mil por noite.

Questionado sobre o episódio nesta terça-feira (16), Hugo Motta disse não ver problema na hospedagem custeada pelo ex-banqueiro. "É um evento corporativo, um encontro jurídico que inclusive participei neste ano como presidente da Câmara, então não vejo problema algum", afirmou. O deputado acrescentou ter tranquilidade sobre suas relações e defendeu que as investigações possam seguir seu curso.

Ciro Nogueira, por sua vez, não se manifestou. A hospedagem em Lisboa, no entanto, não foi um episódio isolado para o senador. Ela se insere em um padrão de benefícios identificado pela PF ao longo de toda a investigação, no qual Vorcaro custeava despesas pessoais do parlamentar de forma sistemática, mantendo o nome de Ciro fora das faturas diretas.

2. O PAGAMENTO DE R$ 350 MIL EM DINHEIRO VIVO

Para além das hospedagens, a PF encontrou mensagens que indicam pagamentos em espécie ao senador. Em agosto de 2025, Vorcaro ordenou ao seu cunhado, Fabiano Zettel —operador do esquema e ex-pastor da Igreja Lagoinha —que resolvesse uma lista de pendências financeiras. Entre os itens constava o registro "Espécie Ciro 350k", identificado pelos investigadores como referência a um pagamento em dinheiro vivo.

A PF inicialmente tentou correlacionar esse pagamento a um voo de aeronave que, segundo reportagem do portal ICL, teria como destinatário Ciro Nogueira. O piloto relatou que um dos passageiros mencionou diversas vezes o nome do senador e, após o desembarque, quis saber se ele aguardava a chegada da aeronave. Posteriormente, porém, a investigação afastou a correlação temporal direta, já que o voo ocorreu em 2024, um ano antes da troca de mensagens.

Ainda assim, a PF reafirma o teor das conversas e mantém o registro como parte do conjunto de indícios que apontam para repasses irregulares ao parlamentar. A polícia diz, contudo, que não há comprovação de que o valor tenha sido efetivamente entregue a Ciro.

3. AS VIAGENS DE LUXO POR PARIS E OS ALPES FRANCESES

Os documentos apreendidos pela PF registram uma sequência de viagens internacionais custeadas por Vorcaro em benefício do senador. Em abril de 2024, de acordo com os documentos, Ciro jantou no restaurante italiano Gigi, em Paris, com conta de US$ 1.981. Mensagens mostram que Vorcaro orientou expressamente seu auxiliar para que o senador não arcasse com a despesa: "Não vai deixar eles pagarem, ok?". No mês seguinte, o senador participou do Lide Brazil Investment Forum, em Nova York, hospedado por seis noites no Park Hyatt em suíte royal, com custo total de US$ 47,7 mil.

Hugo Motta também esteve em Lisboa no mesmo período em que Vorcaro organizava as movimentações internacionais com o grupo. Embora os documentos da PF não detalhem outras viagens do presidente da Câmara custeadas pelo ex-banqueiro além da hospedagem portuguesa, sua presença no mesmo hotel e no mesmo evento reforça, segundo os investigadores, o alcance da rede de relacionamentos mantida por Vorcaro com parlamentares.

Em janeiro de 2025, os gastos chegaram aos Alpes franceses. A PF identificou despesas em Courchevel na França, estação de esqui de luxo, com R$ 63,6 mil em um restaurante e R$ 58,5 mil em outro. Registros de cartões de Vorcaro na região somam R$ 1,85 milhão, incluindo compras na grife italiana Loro Piana. No total, apenas os benefícios diretos em viagens internacionais atribuídos a Ciro somam R$ 468,7 mil, sem contar os deslocamentos em jatos particulares.

4. O EVENTO SECRETO EM LISBOA COM POLÍTICOS

O mesmo período das hospedagens em Lisboa foi marcado por um evento organizado por Vorcaro com acesso estritamente controlado. Em mensagem de áudio a um auxiliar, o ex-banqueiro foi explícito: "Pode ser o papa que não pode entrar ninguém que não esteja na lista." Ele pediu ainda que o espaço em frente ao restaurante fosse privatizado para impedir qualquer visualização externa. O encontro coincidiu com o Fórum Jurídico de Lisboa, o chamado Gilmarpalooza, capitaneado pelo ministro do STF Gilmar Mendes.

A lista de convidados confirmados por Vorcaro ao auxiliar incluía Ciro Nogueira, Hugo Motta, o ex-ministro Fábio Faria e o líder do PP na Câmara, Dr. Luizinho (RJ). O ex-banqueiro indicou que os demais convidados seriam informados posteriormente. Fábio Faria afirmou não ter viajado a Lisboa em 2024. Ciro, Motta e Luizinho não se manifestaram quando procurados.

5. A "EMENDA MASTER" E O PAPEL DE CIRO NO SENADO

A relação entre Ciro e Vorcaro não se limitou a benefícios pessoais. Em 2024, o senador apresentou no Congresso uma proposta para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura de investimentos garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Segundo a PF, o texto da proposta reproduzia na íntegra um documento produzido pelo próprio Banco Master — instituição que se beneficiaria diretamente da medida, pois vendia CDBs de alta remuneração usando a cobertura do FGC como atrativo para captar recursos.

Mensagens apreendidas mostram que Vorcaro acompanhava a tramitação com expectativa. Um ex-diretor jurídico do banco chegou a dizer: "Você sextuplica seu negócio. Bora." Um ex-diretor do Banco Central também disse a Vorcaro, em mensagem, que o mercado financeiro associava a emenda ao nome do ex-banqueiro e ao então presidente do BC, Roberto Campos Neto.

A proposta foi rejeitada. A assessoria de Campos Neto afirmou que ele atuou institucionalmente contra a medida desde que tomou conhecimento de sua existência, tendo determinado uma força-tarefa interna para fundamentar uma manifestação técnica contrária —na mesma linha da Febraban e do próprio FGC.

6. AS MESADAS MENSAIS E OS INDÍCIOS DE LAVAGEM DE DINHEIRO

O conjunto de benefícios identificado pela PF chega ao que os investigadores descrevem como o núcleo central da relação entre Ciro e Vorcaro: repasses milionários. Entre 2024 e 2025, o ex-banqueiro transferiu ao menos R$ 6 milhões ao senador por meio de empresas ligadas às duas famílias. Os valores começaram em R$ 300 mil mensais e chegaram a R$ 500 mil. Em troca de mensagens, o primo de Vorcaro questiona se deve "continuar os 500k ou pode ser os 300k?", sugerindo aumento nos repasses.

Os investigadores identificaram indícios de lavagem de dinheiro nessas operações. Empresas da família do senador, como a CN Motos e a CNLF Empreendimentos Imobiliários, teriam sido usadas para ocultar os recursos, com depósitos fracionados em espécie —padrão associado pela PF a tentativas de burlar mecanismos de controle financeiro.

A PF aponta indícios dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O caso segue sob relatoria do ministro André Mendonça no STF, onde nesta terça-feira (16) a Segunda Turma manteve, por maioria, as prisões do pai e do primo de Vorcaro. O ministro Gilmar Mendes foi o único a votar pela soltura dos dois, ficando vencido.

Por Christian Policeno/Folhapress

Ciro Nogueira usou família, servidores e dinheiro vivo para ocultar mesada de Vorcaro, diz PF

Uma rede de empresas ligadas ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) utilizou familiares, servidores públicos, beneficiários de programas sociais e dinheiro vivo para esconder recursos ilícitos, parte dos quais a Polícia Federal (PF) acredita que tenha origem no ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e na mesada paga por ele ao parlamentar.

A teia é descrita por investigadores em uma análise de Relatórios de Inteligência Financeira (RFIs) do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre a movimentação do grupo ligado ao clã do senador e que atua no Piauí e no Maranhão.

A PF aponta a existência de um "circuito integrado" de movimentação financeira entre empresas das famílias Nogueira e Vorcaro, em especial a CNLF, do senador, e a BRGD, controlada por Vorcaro e seus parentes.

Foi por meio deste fluxo que o ex-banqueiro pagou uma mesada ao senador que soma ao menos R$ 6 milhões entre 2024 e 2025, período que coincide com o agravamento dos problemas do Master e as tentativas de salvar o negócio de Vorcaro.

A PF aponta então para uma estratégia de lavagem de dinheiro por meio de "estruturas recorrentes e interligadas, utilizadas, em tese, para a ocultação, dissimulação e reinserção de recursos de origem incompatível com a capacidade econômico-financeira formal dos envolvidos, tendo como possível beneficiário final o senador Ciro Nogueira".

"Tais estruturas não se apresentam de forma isolada, mas operam de modo articulado, por meio de empresas do núcleo familiar, circulação intragrupo, uso intensivo de numerário [dinheiro] em espécie e interposição de terceiros, inclusive agentes públicos", conclui a investigação.

A Folha procurou Ciro Nogueira, por meio de sua assessoria de imprensa, no final da tarde desta terça-feira (16), mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Também tentou contato com a defesa de Vorcaro, por email e WhatsApp, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

As investigações já identificaram diversos indícios da relação próxima entre Ciro e Vorcaro. Por exemplo, o pagamento de diárias em hotéis de luxo em Nova York e na Europa, viagens juntos e repasses feitos em dinheiro vivo. Além disso, o banqueiro se referia ao parlamentar como "grande amigo de vida".

Segundo a PF, a estrutura funcionaria da seguinte forma: os recursos eram repassados ao clã Nogueira por meio da BRGD, administrada por Felipe Vorcaro (primo de Daniel), por meio de uma fintech chamada PJBank.

Os investigadores apontam que, no período analisado, entre 2020 e 2025, a fintech enviou R$ 3 milhões ao grupo do senador, mesmo sem ter autorização do Banco Central para esse tipo de transação.

A Folha enviou um email para a assessoria de imprensa da instituição financeira, na noite desta terça-feira (16), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

A partir daí, entravam em ação duas empresas da família Nogueira, a CNLF e a CN Motos, que atua na venda de motocicletas.

A primeira companhia tem como sócios o senador e mais quatro familiares, enquanto a segunda, ele e mais dois.

As duas serviriam para receber os montantes ilícitos, segundo a PF, então misturá-los aos recursos legítimos das companhias e depois redistribuí-los dentro do clã do senador e sua rede de empresas.

Neste fluxo, a PF destaca uma série de relatórios do Coaf que citam especificamente o senador e que, segundo a reportagem contabilizou, somam mais de R$ 13 milhões em movimentações financeiras suspeitas, envolvendo a teia investigada.

"Em síntese", conclui a PF, os dados do Coaf mostram um "circuito integrado" entre o aporte de recursos pela BRGD (que pagava a mesada), PJBank e dinheiro em espécie, que depois passam pelas companhias do clã do senador.

As duas companhias ligadas ao parlamentar mesclam os recursos com o dinheiro lícito e fazem a "redistribuição de valores dentro do grupo familiar/econômico, tendo Ciro Nogueira como possível beneficiário final".

No caso da CN Motos, por exemplo, a polícia chama atenção para o fato de que um dos funcionários da empresa, chamado Bernardo, realizou R$ 3,5 milhões em depósitos em espécie para a empresa, "em períodos coincidentes com transferências subsequentes da empresa à pessoa física do senador".

Segundo os registros do Coaf, a empresa de venda de motocicletas recebeu ao menos R$ 1,2 milhão vindo de servidores públicos que atuam no Piauí, no Maranhão e em estruturas da União.

"Esse padrão indica possível utilização de terceiros como instrumento de ocultação do real beneficiário das despesas e dos fluxos financeiros, reduzindo a exposição direta do agente político principal", dizem os investigadores.

A PF aponta para o fato de que alguns desses integrantes teriam salário baixo e inclusive teriam sido beneficiários de programas sociais do governo federal, o que motiva a suspeita de que poderiam ter sido usados como laranjas.

Um deles, por exemplo, recebia um pagamento de R$ 2.000 mensais, mas transferiu R$ 90 mil para a CN Motos em um ano.

Outro, que recebeu auxílio emergencial durante a pandemia da Covid-19, pagou R$ 143 mil para a empresa no mesmo período de tempo.

No fluxo contrário, a CN Motos repassou R$ 412 mil a uma pequena empresa em Teresina, capital do Piauí, que tem capital social de apenas R$ 20 mil e como única sócia uma funcionária da assembleia legislativa do estado cujo salário atualmente gira em torno dos R$ 4.000.

Também houve transações entre parlamentares, como o deputado federal Jadyel Alencar (Republicanos-PI), que pagou R$ 357 mil à empresa.

Procurado, ele afirmou que o montante se refere a parte da compra de um avião.

Por João Gabriel , José Marques , Luísa Martins , Nathalia Garcia , Mateus Vargas , Constança Rezende e Raphael Di Cunto/Folhapress

Após mobilização da OAB, TJ-BA abre vagas para juízes titulares em três unidades judiciais de Ipiaú

A Comarca de Ipiaú recebeu uma importante notícia para o fortalecimento da prestação jurisdicional. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) publicou os editais para preenchimento das vagas de Juiz Titular da Vara Cível, Vara Criminal e Juizado Especial, conforme consta no Diário da Justiça Eletrônico. A publicação representa um passo significativo para a recomposição da estrutura do Judiciário local, que há anos enfrenta os desafios decorrentes da vacância de magistrados em unidades essenciais para o atendimento da população e da advocacia regional.

A conquista é resultado de uma mobilização institucional conduzida pela OAB Subseção Ipiaú, com o apoio da OAB Bahia, que vem atuando de forma permanente junto ao Tribunal de Justiça da Bahia e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em defesa da melhoria dos serviços judiciais na comarca. Ao longo dos últimos anos, diversas reuniões institucionais, solicitações formais e cobranças foram realizadas com o objetivo de sensibilizar os órgãos competentes acerca da necessidade de provimento das unidades judiciais.

Para a advocacia, a presença de juízes titulares é fundamental para garantir maior estabilidade administrativa, celeridade processual e eficiência na condução dos trabalhos judiciais. A medida também beneficia diretamente os cidadãos que dependem do Poder Judiciário para a solução de conflitos e a efetivação de direitos. A expectativa é que, após a conclusão dos trâmites previstos nos editais, os cargos sejam efetivamente preenchidos, proporcionando mais agilidade ao andamento dos processos e contribuindo para a redução do acervo processual.

A OAB Subseção Ipiaú destacou que continuará acompanhando atentamente todas as etapas do procedimento até a efetiva nomeação dos magistrados, reafirmando seu compromisso institucional com a valorização da advocacia e com a defesa de uma Justiça mais acessível, eficiente e próxima da população.
Informações: Giro Ipiaú

Ubatã: Dois suspeitos de tráfico e homicídios morrem em confronto com a PM

 

Dois homens morreram em confronto com a Polícia Militar nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 17, em Ubatã. Eles foram identificados como Rodrigo, conhecido pelo vulgo “Babedi”, e Tiago. Segundo informações da PM, guarnições da 61ª CIPM, do PETO, do 4º Pelotão de Ubatã e da Rondesp participavam da operação quando os suspeitos, ao avistarem as viaturas, teriam efetuado disparos contra os policiais. Houve revide, e os dois acabaram sendo atingidos.
Rodrigo e Tiago foram socorridos imediatamente para o Hospital César Monteiro Pirajá, em Ubatã, mas não resistiram aos ferimentos. Com a dupla, foram apreendidos uma pistola calibre .380 e um revólver calibre .38. Ainda conforme a Polícia Militar, ambos eram suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e homicídios. Nas redes sociais, Rodrigo se apresentava como integrante e com papel de liderança na facção criminosa PCC. *Com informações do Ubatã Notícias

Homem é preso em flagrante por estupro de vulnerável em Mucugê

Um homem, de 38 anos, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (15), pelo crime de estupro de vulnerável, no centro de Mucugê. A vítima, uma criança de nove anos, é enteada do suspeito.

De acordo com informações da ocorrência, a prisão ocorreu após o Conselho Tutelar da cidade comparecer à delegacia para informar sobre uma denúncia de abuso sexual contra a menor. Os crimes vinham sendo praticados de forma reiterada havia pelo menos três meses.

Após a realização de diligências investigativas, incluindo escuta especializada da vítima, coleta de depoimentos de moradores e oitivas de testemunhas, as equipes policiais localizaram o suspeito e deram voz de prisão.

A ação foi realizada pela 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (13ª Coorpin/Seabra), com o apoio do 11º Batalhão da Polícia Militar. O homem foi conduzido para a Delegacia Territorial (DT/Mucugê), onde permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: Ascom PCBA

Irmã de 'Sicário' ameaça 'acabar com a família' de Vorcaro em recados a pai de ex-banqueiro

Joana Mourão diz em diálogos analisados pela PF que ela e a mãe receberam ameaças e passam por dificuldades

A irmã de Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário", ameaçou Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de "acabar com a família inteira" dele caso persistissem os problemas financeiros que atingiram ela e a mãe depois da morte do irmão na prisão.

Para Joana Mourão, pai e o filho estariam "vivendo como reis" enquanto ela e a mãe passam por dificuldades, e estaria chegando a hora de ambos "pagarem essa conta". Os diálogos foram enviados pela PF (Polícia Federal) ao STF (Supremo Tribunal Federal).

"Sicário", que integraria um grupo a serviço de Vorcaro para ameaçar e intimidar adversários do dono do Banco Master, morreu no dia 6 de março. Segundo a PF (Polícia Federal), ele se enforcou na cela.

Joana Mourão enviou os recados a Henrique Vorcaro um mês depois, por meio de Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, apontado como operador do jogo do bicho e líder de um braço armado que atuaria a serviço da família do ex-banqueiro.

"A dor e a ausência dele [Sicário] são insuportáveis. Não tem como. Estou pesando 45 kg. Não durmo", diz ela em mensagem enviada a Manolo. "HV [Henrique Vorcaro, segundo a polícia] não se manifesta com nada $ [dinheiro]. Eu estou muito perto do abismo. E se eu for, tenho como levar ele [o pai do ex-banqueiro] junto. Acabo com a delação do filho, do cunhado e ainda jogo ele atrás das grades tbm [também]" segue.

Em outra mensagem, ela afirma: "Eu tenho material para acabar com a família inteira. E já estou no meu limite".

Manoel tenta acalmá-la: "Vamos conversar pessoalmente para você não se prejudicar".

Em conversa com um primo, Keysom Silveira Moreira, a irmã de Vorcaro se queixa de que "Henrique não me responde. Em 5 dias bate R$ 40 mil de financiamento na minha conta. Em 18 dias tem a prestação da casa. Estou desesperada já."

O primo de "Sicário", Keysom Silveira Moreira, conversa com Manolo e alerta que a prima "passou a noite em claro abrindo o iCloud dele ["Sicário"] e aí viu coisa demais".

Diz ainda que a prima "é doida" e fala demais.

Manoel responde que a família de "Sicário" tinha problema "do mais alto nível" e que, para Vorcaro envolvê-la em uma delação e "destruir a menina de vez, não custa".

Dois dias depois, no entanto, ele se encontra com a família e discute soluções para os problemas econômicos.

De acordo com relatório da PF, "é possível verificar que Manoel Mendes Rodrigues, até a data da sua prisão, estava atuando, de maneira ativa, para viabilizar o repasse à família do Sicário de recursos financeiros a fim de fazer cessar a situação de dificuldade financeira em que se encontram e, consequentemente, evitar que Joana passe a colaborar com as investigações".

O empresário dá satisfações a Henrique Vorcaro sobre as conversas com a família de Sicário, afirmando que estava conversando com Joana e com a mãe dela para "passar os contratos dos ativos pertinentes ao nosso amigo, no nome dela mãe, para resolver a questão". O pai do ex-banqueiro pergunta se o diálogo com a família foi bom, e Manolo responde que sim.

Um dia depois do encontro com o representante da família de Daniel Vorcaro, a irmã de "Sicário" escreve uma mensagem a ele afirmando: "Obrigada por tudo! A vc e ao André! Que Deus abençoe e ilumine abundantemente a vida de vcs e que Ele [Deus] possa me trazer sabedoria para arrancar esse ódio do meu coração!".

Em outros diálogos de Joana com o primo e Manolo, a PF afirma que Joana revela que ela e a mãe "estariam sofrendo ameaças de serem presas, de sofrerem golpes e estariam recebendo ameaças de morte por meio de vídeos com fuzil, além de toda dificuldade financeira que estariam enfrentando".

Diz que a família Vorcaro estariam "vivendo como reis" e que, muito embora o irmão tenha sido leal a eles a vida inteira, não havia da parte de ambos nenhuma consideração

"A vida do meu irmão, eles tiraram de mim. Mas isso não vai ficar assim. Está na hora de eles começarem a pagar essa conta", diz ela Joana em outros diálogos.

"Os malditos Vorcaro, a quem ele foi leal a vida inteira, estão vivendo como reis ainda. Não se manifestaram, não tiveram a dignidade de mandar uma única msg [mensagem], uma flor que fosse no velório dele", afirma Joana a Manolo.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Brasil diverge dos documentos do G7 e vê textos moldados para não desagradar a Donald Trump

Governo Lula deve aderir a apenas três dos oito documentos negociados pela França, anfitriã da cúpula

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Brasil encerrou o primeiro dia de participação na cúpula do G7 em Évian, na França
O Brasil encerrou o primeiro dia de participação na cúpula do G7 em Évian, na França, com um saldo diplomático que evidencia distância entre Brasília e o grupo das sete principais economias do mundo. Dos oito documentos negociados pela presidência francesa, o Brasil deve aderir a apenas três —e recusou dois dos três já divulgados nesta terça-feira (16).

Na avaliação do governo brasileiro, boa parte dos textos foi deliberadamente moldada para garantir a permanência dos Estados Unidos na cúpula e evitar o veto do presidente Donald Trump. O resultado, na visão de Brasília, foi uma série de documentos que omitem temas centrais, como mudança climática, reforma das instituições multilaterais e o papel da Organização Mundial da Saúde (OMS), para não contrariar Washington.

Dos três textos divulgados nesta terça, o Brasil aderiu apenas à declaração sobre o combate ao câncer —tema que o governo Lula considera prioritário na agenda de saúde pública, com programas de ampliação do atendimento oncológico na rede pública.

A declaração sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento, que embasou a sessão da tarde em que Lula discursou, foi rejeitada pelo Brasil. O documento propõe a mobilização de capital privado e mecanismos de garantia para investidores como resposta à queda brutal na ajuda ao desenvolvimento, uma abordagem que Brasília considera insuficiente e despolitizada.

Na visão brasileira, o texto ignora as questões ambientais, de dívida externa e de combate à fome, e não menciona em nenhum momento a mudança climática —ausência que o governo brasileiro atribui diretamente à necessidade de acomodar os Estados Unidos.

A declaração sobre o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda também não recebeu o apoio brasileiro. O motivo: o texto não faz qualquer menção à OMS.

Segundo o governo brasileiro, a omissão foi deliberada para não contrariar Washington, que cortou drasticamente seu financiamento ao organismo. O Brasil optou por formalizar sua posição sobre saúde global por meio de uma carta de Lula ao secretário-geral da OMS, Tedros Adhanom, pedindo apoio de países do G20 e do G7 à agência.

Dos cinco textos restantes, que serão discutidos na quarta-feira (17), o Brasil deve aderir a mais dois: a declaração sobre proteção de crianças nas redes sociais —tema em que o Brasil tem legislação própria e experiência a compartilhar— e a declaração sobre combate ao narcotráfico, desde que o texto final se mantenha como o conhecido até agora, que aborda também lavagem de dinheiro sem enquadrar organizações criminosas como grupos terroristas.

O Brasil não deve assinar a declaração sobre desequilíbrios macroeconômicos, que na avaliação brasileira trata o problema como essencialmente ligado à China, sem mencionar os impactos do unilateralismo comercial e dos conflitos internacionais sobre as cadeias produtivas globais.

Brasília também ficará de fora da declaração sobre minerais críticos, cujo enfoque o governo brasileiro considera extrativista e geopolítico —voltado a criar uma coalizão ocidental contra a influência chinesa, sem considerar o direito dos países produtores a agregar valor às suas cadeias produtivas. A declaração sobre migração segue em avaliação de Brasília.

O debate sobre desenvolvimento

Na sessão da tarde, que reuniu os membros do G7 e os países convidados (Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia), as intervenções evidenciaram diferenças de visão sobre o tema do desenvolvimento.

O anfitrião Emmanuel Macron focou mecanismos de garantia para mobilizar capital privado. Trump defendeu as contribuições americanas à África, sem conectar sua fala ao documento que embasava o debate. Lula argumentou que o problema não é escassez de recursos, mas escolha política sobre como usá-los, posição que diverge da abordagem predominante no texto do G7.

Nenhum líder rebateu diretamente o discurso brasileiro. A intervenção que mais se aproximou da posição de Brasília, segundo relatos de quem acompanhou a sessão, foi a da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que reconheceu que os países ricos cometeram erros nas últimas décadas e contribuíram para criar dependência nos países em desenvolvimento.

Lula e Trump: questão irrelevante

Nas redes sociais e em parte da cobertura jornalística, circulou nesta terça a dúvida sobre se Lula e Trump se cumprimentaram —ou se teriam deliberadamente se evitado. Imagens dos líderes reunidos para a chamada foto de família, retrato oficial do encontro, mostram Trump passando por Lula sem saudá-lo.

A assessoria do presidente brasileiro afirma considerar a questão irrelevante. Não há confirmação de que os dois líderes tenham interagido, mas também não há nenhum elemento que indique evitamento intencional.

Os dois estarão presentes nos mesmos eventos na quarta-feira, e um cumprimento informal não está descartado. O governo brasileiro reitera que não houve pedido de reunião bilateral entre Lula e Trump —e que, por ora, não há o que negociar num encontro formal.

Agenda de quarta-feira

No último dia da cúpula, Lula participará de sessão de trabalho sobre crescimento econômico equilibrado e de almoço com representantes das principais empresas de tecnologia do mundo para debater inteligência artificial.

Está prevista ainda uma possível bilateral com o ditador do Egito, Abdel Fattah Al-Sisi.

Ao fim dos trabalhos em Évian, o presidente segue para Genebra, onde deve se reunir com Valdecy Urquiza, secretário-geral da Interpol e primeiro brasileiro a ocupar o cargo, acompanhado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues —encontro que ocorre num contexto de tensão com Washington após a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Também deve entrar na agenda da quarta-feira uma reunião com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a pedido de Kiev.

Por João Caminoto/Folhapress

Forças de segurança apreendem quase 700 quilos de maconha após perseguição na divisa de Santa Catarina com o Paraná

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma operação conjunta realizada na tarde deste domingo (14), apreendeu 684 quilos de maconha na região da divisa entre Santa Catarina e Paraná. A ação contou com a participação da Polícia Federal, Receita Federal, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e das polícias militares dos dois estados.

Os agentes tentaram abordar uma caminhonete suspeita que transitava pela BR-280. O motorista desobedeceu à ordem de parada e iniciou uma fuga em alta velocidade por vários quilômetros, realizando manobras perigosas, colocando em risco outros usuários da rodovia. O veículo foi abandonado e o condutor fugiu para uma área de mata.

Na caminhonete, os policiais encontraram centenas de tabletes de maconha distribuídos na cabine e na caçamba. A picape e os entorpecentes foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de União da Vitória (PR). O órgão estadual ficará responsável pelo inquérito e pelas investigações.
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Justiça e Segurança

Vorcaro bancou suítes em hotel de Lisboa para Hugo Motta e Ciro Nogueira, diz PF

                   O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, bancou a hospedagem do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Lisboa, no fim de junho de 2024, e pediu a um auxiliar reforço na privacidade dos hóspedes, de acordo com análise de material apreendido pela Polícia Federal.

À época, aconteceriam eventos na capital portuguesa como o Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza, por ser capitaneado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

No dia 18 de junho, Vorcaro informou a um auxiliar que precisaria de reservas em Lisboa para os dias 24 a 30, para ele próprio e também mais dois quartos para "Ciro e Hugo".

Procurados por meio da assessoria por Whatsapp às 13h30, o presidente da Câmara e o senador ainda não se manifestaram.

Foram reservadas suítes no hotel Four Seasons. Ao assistente, Vorcaro demonstrou, segundo a PF, "acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço localizado em frente ao local, a fim de impedir qualquer visualização do que ocorresse em seu interior".

"Preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro", disse Vorcaro, em áudio.

"Pode ser o papa que não pode entrar ninguém que não esteja na lista."

Em maio, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços de Ciro, que é presidente do PP, em uma fase da Operação Compliance Zero.

Entre as principais suspeitas da PF estava a de que o senador, que foi ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL), recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.

Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.

Felipe teria feito uma parceria "ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil". O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.

Felipe está preso e o STF analisa se ele deve continuar detido ou ficar livre, com medidas cautelares. À época da operação, Ciro negou ter cometido qualquer irregularidade.

Por Folhapress

Vorcaro mandou R$ 350 mil em espécie para Ciro Nogueira em avião com Beto Louco, diz PF

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mandou R$ 350 mil em espécie para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em um jato executivo que transportava o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, suspeito de manter relações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A informação consta em uma representação da Polícia Federal (PF) tornada pública nesta terça-feira (16) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master. Os investigadores creem que o malote foi transportado em um jato Gulfstream G150 de prefiro PR-SMG da Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), também na mira da Operação Carbono Oculto, que apura o esquema de fraudes no setor de combustíveis liderado por Beto Louco e Mohamad Hussein Mourad, o Primo.

Os investigadores encontraram diálogos trocados entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, tido como seu operador financeiro, cobrando o pagamento do valor ao senador e presidente nacional do PP em 6 de agosto de 2025, quando o Master ainda tentava vender parte de seus ativos para o Banco BRB.

“Resolve Ciro e galerias hoje. Manda agora lá”, escreveu o então CEO do banco.

Zettel, então, reclama que uma transferência TED não havia chegado e detalha os valores pendentes, que incluem textualmente “Nota Ciro mais impostos 2” e “Espécie Ciro 350k”.

Vorcaro, então, afirma que fará parte das transferências naquele momento e orienta que o cunhado priorize as pendências referentes ao senador e outros gastos referentes a “galerias”.

A PF cruzou a data da conversa com o relato do piloto Mauro Caputti Mattosinho, que trabalhou até setembro do ano passado na Táxi Aéreo Piracicaba, à imprensa de que teria transportado um malote – presumivelmente com dinheiro – no mesmo dia, 6 de agosto, em um voo que tinha Beto Louco entre seus passageiros e se deslocou entre São Paulo e Brasília.

Os investigadores destacam na representação que Mattosinho declarou nas entrevistas que o empresário mencionou Ciro diversas vezes durante o trajeto, perguntando, por exemplo, se “estava tudo certo com o Ciro” e se “o Ciro já estava os aguardando”.

Um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto, Beto Louco está foragido e tenta há meses negociar uma delação com a Justiça brasileira. Seu último paradeiro rastreado pela PF foi a Líbia, país no norte da África.

Ainda de acordo com a PF, outras mensagens obtidas no celular de Daniel Vorcaro demonstraram que o dono do Banco Master usou o mesmo jato Gulfstream G150 em diversas ocasiões “para viagens de seus interesses”.

Para a Polícia Federal, o cruzamento das informações “indica fortemente a prática dos crimes de corrupção passiva e ativa”.

Em entrevista aos sites Metrópoles, UOL e ICL em 2025, Mattosinho disse ter ouvido dos superiores na empresa que os aviões pertenciam na verdade a Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, partido que forma uma federação com o PP de Ciro Nogueira.

Como revelamos no blog em setembro passado, diversas agendas do dirigente do União coincidiram com trajetos de um jato Gulfstream G200, jato com autonomia para viagens intercontinentais que, segundo o piloto, teria sido incorporado à frota da TAP com dinheiro de um grupo “encabeçado por Rueda”.

Entre os compromissos mapeados pela equipe da coluna estava o aniversário de 50 anos do presidente do União na ilha de Mykonos, na Grécia, o Gilmarpalooza, o fórum jurídico organizado por Gilmar Mendes em Lisboa, e a Brazilian Week, em Nova York, todos no ano passado.

O dirigente partidário admitiu à equipe do blog na ocasião ter usado o avião em uma das viagens, mas não revelou qual, disse que viajou de carona e não quis revelar quem o convidou ou quem é o dono do jato. Rueda nega ser proprietário das aeronaves em nome da Táxi Aéreo Piracicaba.

O piloto Mauro Caputti Mattosinho também relatou aos investigadores da PF que transportou em diversas ocasiões tanto Beto Louco como Mohamad Hussein Mourad, o Primo. Ambos são apontados como líderes do esquema de fraudes no setor de combustíveis em conluio com o PCC no âmbito da Operação Carbono Oculto.

Por Johanns Eller, O Globo

CCJ da Assembleia aprova indicação de Camila Vasquez para o TCM

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, na manhã desta terça-feira (16), por unanimidade, a indicação da procuradora Camila Vasquez para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O nome da representante do Ministério Público de Contas será, agora, apreciado no plenário, na sessão desta tarde, em votação secreta.

Esposa do deputado federal Mário Negromonte Júnior (PSB), que acompanhou a sessão da CCJ, Camila foi sabatinada pelos integrantes da comissão e outros parlamentares presentes, inclusive a presidente da Assembleia, deputada Ivana Bastos (PSD).

No início, o presidente do colegiado, Robinson Almeida (PT), defendeu uma atuação mais orientadora do que punitiva da futura conselheira. O deputado Vitor Bonfim (PSD) foi na mesma linha, assim como o relator da indicação, Luciano Ribeiro (União). Os demais fizeram comentários e elogios à indicada.

Como mostrou mais cedo o Política Livre, Camila Vasquez substitui o conselheiro aposentado Mário Negromonte, que permaneceu 11 anos no cargo. Representante da família, ela deve ficar no cargo por cerca de 35 anos, já que possui apenas 40 anos (clique aqui para ler).

Por Política Livre

Família cobra cateterismo urgente após AVC em Salvador

         Com 90% de obstrução em carótida, Wilson Sampaio Santana (63) aguarda regulação nº 4826890
A família de Wilson Sampaio Santana, 63 anos, internado desde o dia 24 de maio de 2026 no Hospital Professor Eládio Lasserre, em Cajazeiras, Salvador, pede urgência na antecipação da regulação para realização de cateterismo/procedimento necessário à desobstrução das carótidas. Segundo familiares, o paciente sofreu um AVC e apresenta cerca de 90% de obstrução em uma das carótidas, quadro que exige atenção imediata e acompanhamento especializado.

Wilson está na Enfermaria 6, Ala C, Leito 29, e aguarda atendimento pela regulação nº 4826890. A principal preocupação da família é que ele receba alta antes da realização do procedimento, mesmo diante do risco apontado por familiares em razão da obstrução severa. A esposa do paciente, Kátia Santana, gravou áudio relatando a angústia da família e pedindo apoio para que o caso seja tratado com a urgência necessária.

De acordo com o relato dos familiares, a possibilidade de alta hospitalar antes do cateterismo gerou grande apreensão, já que Wilson ainda não teria passado pelo procedimento indicado para tratar a obstrução. A família teme que o retorno para casa, sem a intervenção necessária, possa representar risco de agravamento do quadro. "Nosso objetivo é chamar atenção das autoridades de saúde, da Central de Regulação e da direção da unidade hospitalar para a necessidade de avaliação imediata do caso, com prioridade para a realização do procedimento indicado", disse a esposa do paciente, Kátia Santana.

Dados do paciente

Nome: Wilson Sampaio Santana
Idade: 63 anos
Hospital: Hospital Professor Eládio Lasserre, Cajazeiras, Salvador
Localização: Enfermaria 6, Ala C, Leito 29
Data da internação: 24/05/2026
Regulação: 4826890
Quadro informado pela família: AVC e obstrução de aproximadamente 90% em carótida
Procedimento aguardado: cateterismo/procedimento para desobstrução das carótidas

Material disponível para imprensa

Áudio de Kátia Santana, esposa do paciente, relatando a situação da família e pedindo urgência na regulação.
Documento de identificação do paciente para confirmação de nome e idade.
Informações sobre internação, leito e número da regulação.

Fontes sugeridas

Kátia Santana, esposa do paciente
Familiares de Wilson Sampaio Santana
Secretaria da Saúde do Estado da Bahia / Central de Regulação
Hospital Professor Eládio Lasserre

Sugestão para rádio

Família de paciente internado no Hospital Professor Eládio Lasserre, em Cajazeiras, pede urgência na regulação para realização de cateterismo. Wilson Sampaio Santana, de 63 anos, sofreu AVC, está internado desde 24 de maio e, segundo familiares, apresenta 90% de obstrução em uma das carótidas. A família teme que ele receba alta antes do procedimento. A regulação é a de número 4826890. Áudio da esposa, Kátia Santana, está disponível para veiculação.

Sugestão para TV

A pauta tem forte apelo humano e visual, com possibilidade de gravação no entorno do Hospital Professor Eládio Lasserre, em Cajazeiras, além de entrevista com a esposa do paciente, Kátia Santana. A família pede que a regulação nº 4826890 seja antecipada para que Wilson Sampaio Santana, 63 anos, realize o procedimento necessário após sofrer AVC e apresentar obstrução grave em carótida.

Sugestão para impresso/online

A matéria pode abordar a espera por procedimentos de alta complexidade via regulação, a angústia das famílias diante de casos urgentes e a necessidade de respostas rápidas para pacientes que sofreram AVC e aguardam intervenção vascular.

Contato com jornalistas: Carla Santana (assessora de imprensa e sobrinha do paciente) - (71) 9 9926-6898

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