Pacheco é descartado por Lula para o STF e pode ir para o TCU
Ele pode entrar na vaga de Bruno Dantas que estuda ir para a iniciativa privadaO senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) foi definitivamente descartado por Lula para ocupar a vaga ainda aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) depois que a indicação de Jorge Messias foi rejeitada, na semana passada.
O nome dele chegou a ser mencionado como uma forma de o presidente recompor relações com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que impôs uma derrota fragorosa ao governo ao comandar a rejeição de Messias para a Corte por 42 voto contrários e 34 a favor.
O fato de Pacheco ser apoiado tanto por Alcolumbre como pelo ministro do STF Alexandre de Moraes pesa contra a escolha, já que Lula credita a derrota a ambos.
A possibilidade maior, agora, é a de que ele seja indicado para o TCU (Tribunal de Contas da União) pelo próprio Alcolumbre.
Pacheco ocuparia a vaga de Bruno Dantas caso ele deixe o tribunal. A indicação, neste caso, caberia ao Senado.
Desde que terminou seu mandato como presidente do TCU, Dantas cogita ir para a iniciativa privada.
A decisão, no entanto, ainda não foi tomada.
Caso o ministro permaneça no cargo, Pacheco pode ir para a iniciativa privada.
Até agora, o senador estava se posicionando como pré-candidato ao governo de Minas Gerais com o apoio de Lula.
A derrota de Messias para o STF, no entanto, foi creditada também a ele, que teria até pousado para fotos com o advogado-gera da União, mas se alinhado, nos bastidores, com Alcolumbre para rechaçá-lo.
A hipótese de Pacheco manter a pré-candidatura ao governo mineiro dependeria de o mal-estar entre ele e Lula ser superado.
Por Mônica Bergamo/Folhapress
Circuito das Artes movimenta cenário cultural de Ipiaú nesta semana
Começa nesta terça-feira, 5 de maio, e prossegue até a ´próxima sexta-feira, 8, a primeira edição do Circuito das Artes, um evento multicultural promovido pela Prefeitura de Ipiaú, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, que envolverá diversas expressões artísticas e ocorrerá em diferentes espaços da cidade.
A abertura do evento será marcada por um cortejo cultural com início às 8 horas na Praça Rui Barbosa de onde seguirá até o Complexo Poliesportivo Cultural Dr. Salvador da Matta, local onde ocorrerá a maior parte das realizações.
Na culminância do circuito, na noite de sexta-feira, no Complexo Poliesportivo Cultural, a prefeita Laryssa Dias, anunciará as atrações artísticas da Festa de São Pedro que este ano promete superar
expectativas e reafirmar Ipiaú como um dos principais destinos do turismo cultural da Bahia.
Da programação do primeiro dia do Circuito das Artes constam oficinas de Dramaturgia, Iniciação Teatral, Dança Afro, Dança Contemporânea, Modern Jazz e Produção Audiovisual Via Celular, além de Dança e Teatro para pessoas maiores de 50 anos.
Às 17 horas do mesmo dia 5 acontecerá na Praça do Cinquentenário uma Performance Afro com Dudé Conceição, da Fundação Cultural da Bahia.
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| Dudé Conceição apresentará uma Performance Afro na Praça do Cinquentenário |
Bailarino, professor, coreógrafo e ator, Dudé Conceição participou de diversos espetáculos em renomadas companhias de dança, como Balé Folclórico da Bahia, Balé do Teatro Castro Alves, Cia de Dança da Bahia, Orquestra Afro Baiana e outras companhias de de dança com destaque no cenário nacional.
Em seguida, às 20 horas, no Complexo Poliesportivo Cultural será a vez do espetáculo de dança Dá-o-Passo.
Na quarta-feira, 6, das 14 às 16 horas, prosseguem no Complexo Poliesportivo Cultural as Oficinas Para a Comunidade, acrescidas dos Jogos e Brincadeiras Populares, com Yuri Souza. Às 17 horas, no Bairro ACM, acontece o Projeto Andanças: Cidade em Movimento com a intervenção artística Claro, com os atores Joalisson e Yuri.
A intervenção artística AFÉFÉ está programada para às 19 horas, enquanto o espetáculo teatral infantil OS SALTIBANCOS, ocorrerá às 20 horas.
Na manhã da quinta-feira, dia 7, das 8 às 11, os estudantes da Rede Municipal de Ensino (fundamental I e II) recebem as oficinas de dança, artesanato e teatro. No período da tarde prosseguem no Complexo Cultural as oficinas para a comunidade. Às 19 horas acontecem Mostras artísticas com a participação da comunidade, enquanto às 20 horas o espetáculo de teatro e dança “Eu- Em Cena, Em Mim”.
Na manhã da sexta-feira, 8, no quadro Oficina para a Comunidade, acontece a oficina de Dança Contemporânea com Dennys Silva, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).
Concluindo, em alto estilo a programação do Circuito das Artes, às 18 horas, no Complexo Poliesportivo Cultural Dr. Salvador da Matta, a prefeita Laryssa Dias anunciará quais são as atrações artísticas da edição 2026 da tradicional Festa de São Pedro de Ipiaú. Esse momento vem sendo aguardo com muita expectativa pela população desta cidade e região.
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| O espetáculo infantil Os Saltimbancos consta da programação |
Mais do que um evento, o Circuito é uma ação estratégica de política pública cultural. Seu impacto vai além da programação artística: ele fortalece a identidade local, valoriza artistas e saberes da comunidade, amplia o acesso à cultura e estimula a participação social. Ao ocupar os territórios da cidade, o projeto promove inclusão, formação de público e protagonismo juvenil.
Além disso, o Circuito das Artes movimenta a economia criativa, gerando oportunidades para artistas, artesãos e produtores culturais, e contribuindo para o desenvolvimento cultural e econômico do município.
O Diretor de Cultura do Municipio, Léo Felix, argumenta que o Circuito das Artes tem potencial para posicionar Ipiaú como referência regional em cultura, criando um legado contínuo de valorização, pertencimento e transformação social.
Léo Felix acrescenta que “consolidando-se como um programa cultural contínuo, o Circuito estará promovendo a circulação permanente da arte, fortalecendo a identidade cultural do município e ampliando o acesso da população às diversas linguagens artísticas ao longo de todo o ano”.
( José Américo Castro/Decom-PMI).
Avião cai, bate em prédio e deixa dois mortos em Belo Horizonte; Globocop captou momento do acidente
Um avião monomotor, de pequeno porte, caiu e bateu em prédio residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha, também na capital mineira, às 12h16.
Informações do Corpo de Bombeiros dizem que cinco ocupantes estavam na aeronave no momento do acidente, sendo que o piloto e um passageiro morreram; outras três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao Hospital João XXIII.
Avião que caiu e bateu em prédio de BH é de 1979 e tem capacidade para 5 passageiros
Veja como ficou o prédio atingido por avião em BH; FOTO
"Ela [aeronave] bateu entre o terceiro e o quarto andar, na caixa de escada. Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido alguma residência, esses apartamentos estavam ocupados, segundo informações. O que visualizamos foi a estrutura dessa aeronave projetada dentro da caixa da escada, sem atingir outros apartamentos", disse o tenente Raul, do Corpo de Bombeiros.
O acidente aconteceu em uma rua paralela à Avenida Cristiano Machado, uma das principais vias da capital mineira.
Três viaturas da corporação foram empenhadas e chegaram ao local por volta de 12h25. Ambulâncias do Samu e a Defesa Civil da capital mineira também estão no local.
A aeronave
A aeronave caiu no estacionamento do prédio. O piloto reportou à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que estava com dificuldades na decolagem.
De acordo com o registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979.
O proprietário é identificado como Flavio Loureiro Salgueiro. A aeronave tem capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e tem peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.
A aeronave não tinha operação autorizada para táxi aéreo, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Ou seja, não pode ser usada para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento, como fazem empresas de táxi aéreo. Modelo é conhecido como "sertanejo".
Investigação da Fab e da Polícia Civil
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para apurar as causas do acidente
Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) estão no local para coletar dados, preservar elementos e levantar informações que possam ajudar na investigação.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também investiga as circunstâncias da queda do avião, registrada na tarde desta segunda-feira (4).
Segundo informações preliminares, cinco pessoas estavam a bordo do monomotor no momento do acidente. A perícia e o rabecão foram acionados, e os corpos do piloto e do outro passageiro que morreu serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette para exames.
'Acabou o mundo', diz moradora de prédio
Avani Soares, moradora do prédio atingido pela aeronave, disse que pensou que "acabou o mundo".
"Escurece tudo, cai um monte de estilhaço e eu penso 'acabou o mundo'. No outro andar tinha gente gritando socorro. Eu não sabia o que fazer", relatou.
De acordo com a TV Globo, três pessoas idosas seguem dentro do prédio.
"Aí eu corro para a janela, diminui a escuridão, porque tinha escurecido tudo. Aí eu vi e falei: 'Não é possível, um avião'. Tinha uma catinga de combustível. Só peguei o celular e os óculos, e desci, não peguei mais nada", continuou a moradora, narrando o que viu depois do choque da aeronave com o prédio
Por g1 Minas, TV Globo — Belo HorizonteParceria entre Sandro Futuca e Jayme leva obras e investimentos para Ibirataia
Com apoio do governador Jerônimo Rodrigues, parceria leva obras, investimentos e melhora na qualidade de vida da população
A articulação política entre o prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca (MDB), o Governo da Bahia, liderado por Jerônimo Rodrigues, e o pré-candidato a deputado federal Jayme Vieira Lima tem resultado em uma série de investimentos e obras estruturantes que começam a transformar a realidade do município, especialmente nas áreas mais sensíveis da administração pública.
Nos últimos meses, a parceria institucional tem garantido a chegada de importantes benfeitorias para Ibirataia, com destaque para o novo sistema de abastecimento de água na região de Algodão, uma demanda histórica da população local. A obra representa não apenas mais dignidade para os moradores, mas também um avanço significativo na qualidade de vida, ao assegurar o acesso regular a um recurso essencial.
Outro ponto de destaque é o investimento em moradia popular. A gestão municipal, em alinhamento com o Governo do Estado, tem buscado reduzir o déficit habitacional por meio de projetos que visam garantir moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade. Essas iniciativas reforçam o compromisso social da administração e ampliam o alcance das políticas públicas no município.
Além disso, obras de contenção de encostas estão sendo executadas em áreas consideradas de risco, prevenindo deslizamentos e protegendo vidas. Esse tipo de intervenção é fundamental em regiões que historicamente sofrem com os efeitos das chuvas, demonstrando uma atuação preventiva e estratégica por parte do poder público.
A infraestrutura urbana também está sendo fortalecida. Novas etapas de pavimentação já estão sendo planejadas e executadas, melhorando a mobilidade urbana e facilitando o acesso a diferentes localidades. Paralelamente, investimentos na área da saúde vêm sendo ampliados, com melhorias na estrutura de atendimento e na oferta de serviços à população.
Grande parte dessas ações conta com o suporte da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), que atua como braço executor de diversas obras estruturantes no estado. A presença da Conder em Ibirataia reforça o compromisso do governo estadual com o desenvolvimento dos municípios do interior.
O papel de articulação política desempenhado por Jayme Vieira Lima tem sido apontado como um dos fatores que contribuem para a viabilização dessas conquistas. Ao estabelecer pontes entre o município e o governo estadual, o pré-candidato fortalece o diálogo institucional e amplia as possibilidades de captação de recursos e investimentos.
Biotecnologias reprodutivas impulsionam nova cadeia produtiva com jumentos no Brasil
O uso de biotecnologias reprodutivas tem colocado os jumentos no centro de uma nova fronteira de inovação no campo
O uso de biotecnologias reprodutivas tem colocado os jumentos no centro de uma nova fronteira de inovação no campo. Técnicas como inseminação artificial, transferência de embriões e a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) vêm sendo aplicadas para aumentar a eficiência reprodutiva e impulsionar o melhoramento genético da espécie. “Estamos avançando na utilização dessas tecnologias para garantir maior controle produtivo, ampliar o rebanho e qualificar geneticamente os animais”, afirma o professor e pesquisador Gustavo Ferrer Carneiro, da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Os avanços já apresentam resultados concretos, especialmente com o uso de sêmen refrigerado, que permite o transporte de material genético a longas distâncias e tem alcançado taxas de prenhez superiores a 50% em alguns casos. A estratégia amplia o acesso de criadores às tecnologias reprodutivas e contribui para a estruturação de uma produção mais organizada e eficiente.
Segundo o pesquisador, o desenvolvimento dessas técnicas é peça-chave para viabilizar uma nova cadeia produtiva baseada em jumentos no Brasil. Historicamente subvalorizados, esses animais possuem características estratégicas, como alta adaptabilidade ao semiárido, baixo custo de manutenção e versatilidade produtiva.
“Estamos falando de uma espécie com grande potencial econômico, que pode ser inserida em diferentes mercados, desde a produção de carne e couro até segmentos mais sofisticados, como cosméticos e biofármacos”, destaca.
Entre os produtos com maior potencial está o leite asinino, considerado um item premium no mercado internacional. Com propriedades nutricionais diferenciadas e aplicações nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética, o produto vem despertando interesse crescente. “Existe uma demanda global por alimentos de alto valor agregado, e o leite de jumenta se insere nesse contexto como uma alternativa promissora”, explica.
Além da diversificação produtiva, a proposta também responde a um desafio histórico: o crescimento desordenado da população de jumentos após a mecanização da agricultura. Sem função definida no sistema produtivo, muitos animais passaram a circular livremente, gerando impactos sociais e riscos, como acidentes em rodovias.
“Ao estruturar uma cadeia produtiva, conseguimos dar uma nova função a esses animais, aliando conservação, geração de renda e desenvolvimento regional”, afirma o pesquisador.
O modelo em desenvolvimento prevê a integração entre criadores e centros especializados. As jumentas permanecem nas propriedades, com alimentação baseada em recursos locais, enquanto os reprodutores são mantidos em centros de reprodução, permitindo a distribuição de material genético e o acesso às tecnologias.
Para o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, o impacto pode ser significativo, especialmente em regiões com baixos índices de desenvolvimento. “Essa é uma alternativa concreta de inclusão produtiva, com potencial de gerar renda e fortalecer economias locais, especialmente no semiárido”, conclui.
A iniciativa também dialoga com desafios globais relacionados à produção de alimentos e à sustentabilidade, posicionando os jumentos como uma alternativa viável em sistemas produtivos resilientes, adaptados a condições ambientais adversas.
Por: Politica Livre
STF avança sobre casos com impacto eleitoral e pode esvaziar atuação do TSE em 2026
Os últimos movimentos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam uma tendência de atuação em casos com impacto eleitoral, o que, na prática, pode esvaziar o papel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026. Esse movimento já aparece em episódios envolvendo o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o senador Flávio Bolsonaro (PL), e o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ambos pré-candidatos e alvos de medidas no Supremo.
A atuação de ministros do STF ocorre justamente em meio às críticas sobre interferências indevidas da corte seja em assuntos do Congresso, seja em relação a políticos que criticam publicamente os magistrados, como ocorreu com Zema e Alessandro Vieira.
O Supremo já virou tema de candidatos à eleição indicando que o tribunal está na pauta da campanha. O ex-governador de Minas Gerais tem reiterado críticas a ministros do STF por conta do envolvimento no caso Master. Em pesquisas recentes, a imagem da corte aparece desgastada por conta do episódio. Segundo levantamento Atlas/Estadão publicada em fevereiro, a desconfiança com a Corte alcança 60% da população.
Após publicar um vídeo com críticas, em tom de sátira, à atuação do ministro Gilmar Mendes, o ex-governador de Minas Gerais foi alvo de notícia-crime enviada pelo magistrado, com pedido de inclusão do nome de Zema no inquérito das fake news, sob relatoria de Alexandre de Moraes. Mendes também acionou a Procuradoria-Geral da República contra o senador Alessandro Vieira, antigo relator da CPI do Crime Organizado, por suposto abuso de autoridade.
Para especialistas ouvidos pelo Estadão, episódios como esses indicam uma tendência a ser replicada durante as eleições de 2026, com ministros acionando diretamente o STF ao se sentirem alvo de candidatos, o que pode, na prática, “driblar” a Justiça Eleitoral.
Os especialistas também apontam que os casos de Zema e Vieira são juridicamente inadequados: o ex-governador de Minas Gerais não possui foro na Corte e, portanto, a eventual investigação deveria tramitar na Justiça comum; já Vieira está protegido pela imunidade parlamentar, o que afastaria a configuração de crime.
Políticos avaliam que esses movimentos funcionam como forma de intimidação e desestímulo a críticas à atuação dos magistrados durante a campanha.
Procurados, o STF e o gabinete do ministro Gilmar Mendes não se manifestaram.
Pelas regras, cabe à Justiça Eleitoral, formada pelo TSE e pelos Tribunais Regionais Eleitorais, organizar o processo eleitoral e julgar disputas envolvendo candidatos, desde propaganda irregular até a disseminação de desinformação. No caso das eleições presidenciais e dos recursos oriundos dos Estados, a competência é do TSE, enquanto disputas envolvendo outros cargos são julgadas inicialmente pelos tribunais regionais dos respectivos Estados. Ao STF cabe julgar recursos contra decisões do TSE.
Deslocamento de casos
O professor Luiz Fernando Esteves, do Insper, critica a atuação do ministro Gilmar Mendes e avalia que, se medidas como essa se repetirem durante as eleições, podem levar ao deslocamento de casos com impacto eleitoral para o STF. Nesse cenário, diz ele, a iniciativa poderia ser interpretada como um “drible” ao TSE.
“Sobre Zema, esse caso sequer deveria ser discutido no STF. Não se trata de uma pessoa que tem foro por prerrogativa de função no tribunal. O ato do ministro de remeter a notícia crime contra o Zema para o inquérito das fake news pode ser considerado um drible no TSE”, diz.
A definição da competência, na prática, depende do uso político do conteúdo, argumenta o professor e pesquisador da PUC-SP Erick Beyruth. Se um candidato, durante as eleições, publica um vídeo com críticas a um ministro e passa a utilizá-lo como peça de campanha, com pedido explícito ou implícito de votos, cabe à Justiça Eleitoral avaliar se a informação é falsa e se houve impacto no equilíbrio da disputa.
Beyruth também explica que, caso um ministro se sinta ofendido por conteúdo publicado por um candidato, pode recorrer à Justiça comum por crimes como calúnia, injúria ou difamação, que não geram inelegibilidade - e não diretamente ao STF.
“Além de candidatos não terem foro, é lógico que o juiz que se sente ofendido não pode julgar o próprio processo”, diz, destacando que as condutas recentes dos ministros levam o tema do STF para a plataforma das eleições.
Os dados reforçam essa percepção. Levantamento da Quaest, de março, mostra que 66% dos brasileiros consideram importante votar em candidatos ao Senado que defendem o impeachment de ministros do Supremo. Já pesquisa AtlasIntel/Estadão indica que a Corte registra 35% de confiança entre os brasileiros, figurando entre as instituições com piores avaliações.
Nesse cenário, a depender de como o TSE decidir esses casos, ministros do STF podem levar diretamente à última instância da Justiça episódios em que se considerem alvo, o que pode reforçar o deslocamento dessas disputas para o tribunal.
Como mostrou o Estadão, o novo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, pretende despolarizar a atuação da Justiça Eleitoral e adotar um estilo diferente do de Alexandre de Moraes, que comandou as eleições de 2022 e foi alvo de críticas por decisões mais duras no combate contra candidatos.
Para especialistas, outro efeito colateral dessas medidas é a autocensura de candidatos, por receio de investigações e eventuais processos, com impacto nas campanhas. A leitura é compartilhada pelo senador Alessandro Vieira, que vê nas medidas um efeito de intimidação.
“Não só para candidatos, mas para qualquer cidadão que se sente inibido em manifestar sua opinião diante de reações agressivas e ameaçadoras”, afirma.
O senador avalia que esse ambiente acaba constrangendo o debate público. Vieira também critica declarações de ministros como Gilmar Mendes e Dias Toffoli, classificando-as como “uma reação descontrolada de quem não quer ser investigado”. Toffoli afirmou que a atuação do senador na CPI pode configurar abuso de poder com repercussões na esfera eleitoral, incluindo eventual inelegibilidade.
Liberdade de expressão
Na avaliação do advogado eleitoral Alberto Rollo, no entanto, críticas a ministros não são, por si só, irregulares. Para o especialista, não há problema na veiculação de conteúdos com questionamentos à atuação de ministros do STF por parte de candidatos, e discussões sobre os limites da atuação da Corte podem integrar o debate eleitoral.
“É preciso ter atenção à liberdade de expressão e diferenciá-la do que é efetivamente crime contra a honra. Altas autoridades devem suportar um nível maior de críticas do que cidadãos comuns”, diz.
Um dos casos citados pelo jurista como exemplo desse limite envolve a abertura de investigação por Moraes contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em publicação na rede X, em janeiro deste ano, o senador atribuiu a Lula crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, além de associar imagens do presidente ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. A decisão de Moraes atendeu a pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
O efeito do inquérito das fake news
Os especialistas são unânimes em criticar juridicamente o pedido do ministro Gilmar Mendes para incluir Zema no inquérito das fake news e apontam que esse tipo de medida pode se repetir durante o pleito, reforçando o papel da investigação no cenário eleitoral. Em entrevista, o magistrado defendeu o prolongamento do inquérito pelo menos até as eleições, em meio ao que classificou como ataques à Corte.
“Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário. E ele vai acabar quando terminar, é preciso que isso seja dito em alto e bom som”, disse Gilmar Mendes, completando: “Eu acho que foi um momento importante do Supremo ter aberto o inquérito e de mantê-lo pelo menos até as eleições”.
O inquérito das fake news foi aberto de ofício pelo ministro Dias Toffoli em 2019 para investigar ameaças a ministros e entregue à relatoria de Alexandre de Moraes. Ao longo de 7 anos, teve escopo ampliado, se tornando uma espécie de “escudo” da Corte em meio a críticas cada vez mais recorrentes, em razão das relações dos dois ministros - atuantes na ampliação do papel da Corte no âmbito eleitoral - com figuras do caso Master.
A expansão das frentes de investigação também acabou ampliando o poder de Alexandre de Moraes, que assumiu, utilizando-se o princípio da prevenção, ou seja, sem sorteio, a relatoria diversas apurações decorrentes do inquérito.
Foi neste âmbito que surgiram, por exemplo, a própria investigação que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dezenas de aliados por golpe de Estado, uma investigação sigilosa para apurar o vazamento de dados fiscais de magistrados da Corte por servidores da Receita, do Coaf e do Serpro, a busca determinada contra o blogueiro Luís Pablo Conceição de Almeida, que publicou sobre o carro funcional do Tribunal de Justiça do Maranhão usado por Flávio Dino ou o caso de mais recente, do pedido de investigação das críticas de Romeu Zema a Gilmar Mendes.
“Há a possibilidade de o Supremo passar por cima do TSE. Já vimos decisões determinando a retirada de conteúdos no âmbito do inquérito das fake news. Críticas a ministros durante a campanha podem acabar sendo canalizadas para o Supremo por esse caminho”, completa Beyruth.
Por Hugo Henud/Estadão Conteúdo
Zema: Auxílios do governo estão criando uma geração de imprestáveis- Por João Caires, Estadão Conteúdo
O pré-candidato a presidente da República, Romeu Zema (Novo-MG)
O pré-candidato a presidente da República, Romeu Zema (Novo-MG), afirmou que pretende endurecer as regras de programas de transferência de renda e condicionar a manutenção de benefícios sociais à aceitação de empregos formais pelos beneficiários.
Zema disse que não pretende extinguir programas sociais, mas criticou o que classificou como crescimento da dependência de auxílios governamentais.
"Programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Mas sabemos que tem muita fraude que eu vou combater e também não vou pagar auxílio do governo para os marmanjões. Estamos criando no Brasil uma geração de imprestáveis. Eu vou em cidades do interior do Brasil inteiro e vejo a mesma coisa: vagas com carteira assinada e marmanjão em casa, na internet, nas redes sociais, no Netflix, que prefere receber o auxílio governamental", afirmou em entrevista ao programa Canal Livre.
Segundo o pré-candidato, há casos de pessoas que recusam empregos formais para evitar a perda de benefícios sociais. Zema defendeu o uso do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das secretarias municipais de assistência social para monitorar ofertas de trabalho destinadas a beneficiários de programas sociais. Pela proposta apresentada, quem recusasse uma vaga formal sem justificativa poderia perder o benefício.
Questionado sobre modelos adotados em países europeus, o pré-candidato admitiu a possibilidade de permitir a recusa da primeira proposta de emprego, mas defendeu que a aceitação passasse a ser obrigatória a partir de uma segunda oferta.
"O objetivo é garantir que o recurso público chegue a quem realmente precisa e não sirva como desestímulo ao mercado de trabalho formal", afirmou.
Campanhas ampliam ataques e alimentam guerra judicial após IA inundar redes
Dos conteúdos monitorados, apenas 27% sinalizaram o uso da tecnologia de IA com o uso de marcas d’água, legendas ou textos na imagem,
Os conteúdos se sucedem na rolagem infinita das redes. Em um vídeo, um avatar de uma idosa critica o presidente Lula (PT) com um discurso indignado e recheado de palavrões. Uma foto simula o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro e do Careca do INSS.
O presidenciável Romeu Zema (Novo) fustiga o STF (Supremo Tribunal Federal) com personagens criados de forma sintética representando os ministros. Augusto Cury (Avante), também pré-candidato ao Planalto, apresenta simulacros de homens raivosos vestidos de amarelo e vermelho, em uma crítica à polarização.
A cinco meses das eleições, os conteúdos produzidos com inteligência artificial generativa inundam as redes sociais e se consolidam como trincheira da disputa política dentro e fora do aparato oficial das pré-campanhas.
Levantamento do Observatório IA nas Eleições, projeto criado pelo Aláfia Lab e pela Data Privacy Brasil, mapeou 137 conteúdos que tratam de assuntos políticos com uso de IA nas redes entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.
Dos conteúdos monitorados, apenas 27% sinalizaram o uso da tecnologia de IA com o uso de marcas d’água, legendas ou textos na imagem. Os demais conteúdos foram publicados sem qualquer aviso, incluindo postagens feitas por políticos. A maioria dos conteúdos circulou pelo Instagram, TikTok e X.
"A gente identificou um aumento do volume de conteúdos sintéticos e um uso generalizado pelos políticos e partidos. Além disso, os conteúdos estão muito mais realistas e esteticamente verossímeis", avalia Matheus Soares, coordenador de conteúdos do Aláfia Lab.
Em março, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) definiu novas regras para o uso de IA nas campanhas. Entre as medidas adotadas está a proibição de conteúdos eleitorais produzidos por IA 72 horas antes e 24 horas depois de cada turno da votação.
A corte também manteve a determinação de que as propagandas devem indicar a existência de conteúdo sintético e informar qual tecnologia foi usada. Outra regra prevê o banimento de perfis falsos, apócrifos ou automatizados sempre que houver práticas que possam comprometer o processo.
Apesar disso, a Justiça Eleitoral enfrenta cenário complexo para analisar conteúdos na fronteira entre a sátira, o meme e a desinformação.
Nos primeiros meses de 2026, publicações desencadearam disputas judiciais, com denúncias de desinformação ou deepfake (que simula a voz e imagem de pessoas e cria uma realidade falsa em fotos e vídeos).
O PT entrou com duas ações no TSE em fevereiro questionando vídeos sintéticos postados pelo PL e parlamentares do partido, incluindo Flávio Bolsonaro, que retratavam Lula como um demônio, mostravam o presidente com uniforme de presidiário e o associaram à corrupção no INSS.
O partido voltou à Justiça depois pedindo a suspensão do perfil denominado "Dona Maria", que publica vídeos de uma senhora idosa criada por inteligência artificial que faz críticas ao governo Lula. Os advogados sustentam que a página propaga desinformação.
Os vídeos de "Dona Maria" ganharam engajamento das redes, alguns deles com milhões de visualizações. Reportagem da BBC Brasil revelou que a página foi criada pelo motorista de aplicativo Daniel Cristiano, morador de Magé (RJ). Ele afirma não ter ligação com partidos políticos.
Também ganhou tração uma série de vídeos criados com IA publicados pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. A série, chamada "Os Intocáveis", apresenta avatares de ministros do STF como Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Gilmar reagiu e enviou a Moraes uma notícia-crime contra Zema e pediu que ele seja investigado no inquérito das fake news. O procedimento é sigiloso.
Os vídeos do pré-candidato inspiraram conteúdos com estética semelhante nos estados. Em Pernambuco, o vereador Thiago Medina (PL) publicou um que satiriza o ex-prefeito João Campos (PSB), chamado de "o herdeiro" em uma animação de IA. O mesmo aconteceu em Mato Grosso do Sul, em postagens do deputado João Henrique Catan (Novo) contra o governador Eduardo Riedel (PP).
Na Bahia, onde a disputa eleitoral está polarizada entre Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil), ecossistemas midiáticos orbitam em torno das duas candidaturas nas redes, sem relação com perfis oficiais dos pré-candidatos e com uso farto de inteligência artificial.
Nos últimos meses, houve decisões favoráveis aos dois lados da disputa na Justiça Eleitoral. Magistrados determinaram a remoção de conteúdos feitos com IA com potencial ofensivo, decidiram pela suspensão de páginas e adotaram medidas para identificar administradores de perfis anônimos.
Em março, a Justiça Eleitoral acatou representação do PT e mandou derrubar o perfil @jerolandiabahia no Instagram, que tinha tom crítico ao governador.
Na mesma semana, o Tribunal Regional Eleitoral do estado acatou ação de União Brasil e mandou suspender os perfis anônimos @prefakesalvador e @acmmasterbahia no Instagram. Ao menos um dos vídeos utilizava deepfakes produzidos com IA com conteúdos críticos ao ex-prefeito de Salvador.
Nos dois casos, os magistrados apontaram leis que vedam o anonimato na propaganda eleitoral veiculada pela internet e também a resolução que proíbe o uso de conteúdo fabricado ou manipulado para difundir fatos inverídicos ou descontextualizados.
Em Alagoas, o TRE determinou a suspensão de perfil de apoio à candidatura do senador Renan Filho (MDB) após identificar indícios de propaganda irregular com uso de deepfake para atacar JHC (PSDB). O vídeo simula declarações falsas atribuídas ao ex-prefeito de Maceió.
Coordenadora de plataformas e mercados digitais da Data Privacy Brasil, Carla Rodrigues avalia que a intensidade da produção de conteúdos sintéticos nas redes deve crescer até as eleições. E destaca que um dos principais desafios será a responsabilização pelos conteúdos potencialmente ofensivos.
"O grande desafio é entender esse compasso entre a velocidade de produção e disseminação de conteúdo sintético. E também verificar se as decisões liminares serão mais rápidas, principalmente quando há dano informacional em um período curto de dois meses, que é o período eleitoral", afirma.
Por João Pedro Pitombo/Folhapress
Elmar Nascimento denuncia prática de "caixa dois" em campanhas municipais- Por Política Livre
O deputado federal Elmar Nascimento (União)
O deputado federal Elmar Nascimento (União) denunciou neste sábado (02) a prática de caixa dois nas eleições municipais. O parlamentar afirmou, em entrevista concedida à Rádio 98 FM, em Campo Formoso, que se o Ministério Público e os Tribunais de Contas apertarem a fiscalização, irão notar que a disputa não corresponde à verdade.
“É uma farsa por que? Vai lá e olha a prestação de contas de vereador da Bahia inteira. O que está prestado contas e olha se corresponde à verdade. Conhece aqui Campo Formoso. Vai lá e olha a prestação e contas. É uma farsa”, declarou Elmar.
“Bota um teto de R$10 mil, de R$5 mil, de R$1 mil para três meses. Então, vai ficar vivendo esse ambiente de mentira. Leva para um caixa dois”, acrescentou o deputado federal.
PF apreende mais de 1 tonelada de maconha na região de São José do Rio Preto/SP
São José do Rio Preto. A Polícia Federal apreendeu, neste domingo (3/5), aproximadamente 1.098 kg de maconha na Rodovia Feliciano Sales Cunha (SP-310), no município de Monte Aprazível/SP.
A ação foi desencadeada após levantamentos indicarem que um caminhão transportaria grande quantidade de entorpecente com destino à região de São José do Rio Preto. Diante das informações, equipes de policiais federais realizaram diligências e conseguiram localizar e interceptar o veículo.
Durante a abordagem, foi constatado que a droga, oriunda do estado de Mato Grosso do Sul, estava oculta junto a uma carga de fécula de mandioca, na carroceria do caminhão.
O motorista foi preso em flagrante e conduzido à unidade da Polícia Federal, onde a prisão foi ratificada pela autoridade policial. O investigado permanecerá à disposição da Justiça Estadual.
A Polícia Federal reforça seu compromisso no combate ao tráfico de drogas, atuando de forma estratégica para retirar entorpecentes de circulação e desarticular organizações criminosas.
Comunicação Social da Delegacia de Polícia Federal em São José do Rio Preto
PRF flagra jovem transportando cerca de 100 quilos de maconha no RJ
Tentou fugir da abordagem
APolícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 100 quilos de maconha, no sábado (2), após um acompanhamento tático na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), no Sul Fluminense. A droga seria entregue na capital fluminense.
Por volta das 9h, policiais rodoviários federais da 7ª Delegacia (Resende) faziam patrulhamento, na altura de Resende, quando desconfiaram de um carro após visualizarem diversos volumes dentro do veículo. O motorista desobedeceu a ordem de parada e iniciou uma fuga em alta velocidade.
Foi iniciado um cerco na região e, na Unidade Operacional (UOP) de Floriano, o fugitivo acabou sendo abordado. Ao ser questionado, o condutor, de 22 anos, confessou que transportava maconha. Ele contou que receberia uma quantia em dinheiro para levar a droga de Guarujá (SP) até o Rio de Janeiro (RJ). No total, havia aproximadamente 100 quilos do entorpecente.
A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil (89ª DP).
Caminhonete tomba e deixa feridos na BA-650, entre Ipiaú e Ibirataia
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| Foto: Giro Ipiaú |
Uma caminhonete tombou no início da tarde deste domingo (03) em um trecho da BA-650, entre os municípios de Ipiaú e Ibirataia. De acordo com informações apuradas pelo GIRO no local, o veículo havia saído de Ipiaú com destino a Ibirataia quando, durante o trajeto, o condutor percebeu uma falha no sistema de freios.
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| Foto: Giro Ipiaú |
Para evitar que a caminhonete descesse uma ribanceira, o motorista, identificado pelo prenome de Adílio, direcionou o veículo para o lado oposto da pista, onde há um barranco. Com a manobra, a caminhonete acabou colidindo e tombando às margens da rodovia. Quatro ocupantes sofreram escoriações leves e foram socorridos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhados ao Hospital Geral de Ipiaú. Um guincho foi acionado para remover o veículo das margens da rodovia. *Por Giro Ipiaú
Imprensa nacional volta os olhos para a ponte Salvador-Itaparica após envio de peças da China
Os veículos ressaltam o porte do empreendimento
O embarque de equipamentos da China com destino à Bahia recolocou a ponte Salvador-Itaparica no centro da agenda da imprensa nacional. Publicações como Valor Econômico, Folha de S.Paulo e O Globo passaram a destacar o movimento como um marco concreto para o início das obras.
As reportagens enfatizam que a chegada das estruturas representa “um avanço efetivo” do projeto e sinaliza uma nova fase. Os veículos ressaltam o porte do empreendimento, descrito como um dos maiores projetos de infraestrutura em execução no país, com potencial de alterar a dinâmica logística da Bahia.
A cobertura também tem reforçado o impacto regional da obra. Segundo analistas consultados, a ponte é vista como um vetor de desenvolvimento capaz de “integrar economicamente diferentes regiões” e impulsionar setores como turismo, comércio e indústria.
Esse enquadramento tem ampliado o interesse nacional sobre o projeto, que passa a ser acompanhado não apenas como uma obra estadual, mas como peça relevante para o crescimento do Nordeste.
O governador Jerônimo Rodrigues afirmou ao Valor Econômico que a ponte “marca um novo ciclo de desenvolvimento para a Bahia”, destacando sua capacidade de gerar empregos e atrair investimentos. Ele também tem ressaltado que o projeto é estratégico para melhorar a mobilidade e fortalecer a integração regional.
Do lado do concessionário, o Consórcio Ponte Salvador-Itaparica informou, em comunicados repercutidos por veículos como CNN Brasil e G1, que o envio dos equipamentos representa “o início efetivo das atividades” e permitirá maior previsibilidade ao cronograma da obra.
Com cerca de 12 quilômetros de extensão, a ponte Salvador-Itaparica passa a ocupar espaço crescente no noticiário nacional. Ao ganhar visibilidade em diferentes veículos, o projeto se consolida como um dos principais símbolos da retomada de grandes investimentos em infraestrutura no Brasil, com impactos que tendem a se espalhar por toda a região Nordeste.
Por Redação/Politica Livre
Governador decreta estado de calamidade pública na Paraíba
Defesa Civil atua na reconstrução das áreas atingidas a partir de hoje
As fortes chuvas que atingem a Paraíba desde a sexta-feira (1º) levaram o governador do estado, Lucas Ribeiro, a decretar estado de calamidade pública no estado. Técnicos da Defesa Civil Nacional passam a atuar no auxílio à reconstrução das áreas atingidas a partir de hoje (3). Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a Paraíba tem mais de 16 mil afetados pelas chuvas. Duas pessoas morreram.



Dos afetados, 624 pessoas estão desalojadas e cerca de 703 pessoas estão desabrigadas. Uma força-tarefa foi mobilizada pelo governo do estado para auxiliar na resposta emergencial.
Na Paraíba, os maiores impactos concentram-se nos municípios de Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo.
No final da tarde de ontem (2), o governo do estado informou que trabalha para retomar o abastecimento de água, com operações emergenciais em curso na Grande João Pessoa.
A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (CAGEPA), informou que os sistemas Marés e Translitorânea permanecem funcionando, garantindo cerca de 50% do fornecimento para a Grande João Pessoa.
A previsão é que a operação da unidade afetada seja retomada até o fim deste domingo (3), com normalização gradual durante a segunda-feira (4).
"Enquanto isso, bairros da Capital estão sendo atendidos por meio de rodízio, entre eles Valentina, Manaíra, Jardim Oceania, Aeroclube e Bessa. Já no município de Conde, o abastecimento começou a ser restabelecido hoje, no início da noite", disse o governo.
O Corpo de Bombeiros informou que já fez 390 atendimentos, com 171 ocorrências e 219 ações assistenciais.
Também foram resgatadas 306 pessoas. No total, foram mobilizados 746 militares, além de viaturas, embarcações e aeronaves em diversas cidades paraibanas.
"O monitoramento sanitário também foi intensificado para prevenir doenças comuns após enchentes, como leptospirose e doenças diarreicas."
Pernambuco e Paraíba sofrem com as fortes chuvas nos últimos dias. Em Pernambuco já foram registrados seis óbitos. A Defesa Civil Nacional emitiu um alerta laranja para o litoral dos dois estados, com alto risco de alagamentos e deslizamentos.
"São 45 alertas ativos e a atenção precisa ser redobrada, principalmente nas áreas de risco", informou a Defesa Civil.
Os avisos abrangem a Região Metropolitana do Recife, o Agreste e a Zona da Mata pernambucana, além das regiões da Mata Paraibana, Agreste e Borborema, na Paraíba.
Por Defesa Civil atua na reconstrução das áreas atingidas a partir de hoje
Chuvas em Pernambuco causam deslocamento de 9,4 mil pessoas
Tempestades provocaram danos em 27 municípios pernambucanos
O número de pessoas deslocadas pelas fortes chuvas que caíram em Pernambuco desde a última quinta-feira (30) chegou a 9,4 mil, sendo 7,7 mil desalojados e 1,6 mil desabrigados. As chuvas no estado também resultaram em seis óbitos e 27 municípios afetados. 



Os dados foram atualizados neste domingo (3) pela defesa civil do estado. Os municípios de Pombos, Timbaúba, Itambé, Goiana, Moreno, Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes estão entre os com os maiores números de pessoas deslocadas.
Segundo o Corpo de Bombeiros de Pernambuco, de foram registrados seis óbitos porslizamento de terras na Região Metropolitana de Recife. Entre as vítimas, estão um bebê de seis meses, um de um ano e uma criança de 7 anos. Houve ainda uma morte por arrastamento em enxurrada no município de São Lorenço da Mata.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, decretou no sábado (2) situação de emergência nos municípios afetados para agilizar o acesso a recursos públicos.
O governo estadual informou que a defesa civil e o corpo de bombeiros do estado realizaram mais de 800 ações de resgate no estado. Ao todo, 29 abrigos foram ativados para acolhimento da população atingida.
A Defesa Civil nacional enviou equipes para a região para auxiliar nos resgates. O ministro do desenvolvimento regional, Waldez Góes, afirmou que o governo vai “garantir o socorro e assistência” nessa situação de emergência.
Paraíba
As fortes chuvas também atingiram o estado da Paraíba. De acordo com informações preliminares da Defesa Civil estadual, há registro de 1,5 mil famílias desalojadas, 300 pessoas desabrigadas, cerca de 9 mil afetados e dois óbitos.
Por Agência Brasil
Inteligência artificial provoca terremoto em campanhas eleitorais de 2026
Proibidos por resolução de TSE desde 2024, deepfakes são criticados, e dúvidas sobre regras ainda persistem
O uso de inteligência artificial já provoca um terremoto nas campanhas eleitorais deste ano.
Com ferramentas de IA, equipes mandam mensagens cada vez mais segmentadas, marqueteiros substituem pesquisas qualitativas por "eleitores sintéticos" para testar a eficácia, vídeos e publicações na internet que levavam um dia e meio para ficarem prontos são finalizados em poucas horas.
Ao mesmo tempo, as campanhas pisam em ovos por causa da resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que restringe a utilização de IA. Está claro para elas que deepfakes eleitorais (vídeos e áudios não autorizados que emulam candidatos ou outras figuras públicas) estão proibidos. Mas existem dúvidas sobre a legalidade de certos recursos.
A Folha conversou com integrantes das equipes de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidatos à Presidência, de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), pré-candidatos ao Governo de São Paulo, e de deputados federais e estaduais. Alguns pediram para não se identificar, afirmando serem informações estratégicas.
dedicadas a fazer impulsionamento com nanosegmentação. A campanha consegue customizar uma mensagem do candidato para, por exemplo, atingir mulheres da zona oeste de São Paulo sem plano de saúde e que têm probabilidade de passar a apoiar o político.
Softwares que usam IA monitoram a chamada "sentimentalização" —como as contas de redes sociais reagem a cada conteúdo. Milhões de perfis de redes sociais são "tagueados" para que sejam mapeados os temas que mais reverberam e como ressoam conteúdos do candidato e dos concorrentes.
Todas as campanhas ressaltam, porém, que é importante ter humanos no relacionamento direto com eleitores, porque as pessoas não gostam de interagir com robôs.
Uma campanha quis avaliar qual foi a repercussão do embate entre Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência, com o STF (Supremo Tribunal Federal). Em cinco segundos, conseguiu mapear nas redes sociais potenciais detratores e apoiadores, as teses-chave e ter sugestões de resposta.
Todas as principais pré-candidaturas têm IAs treinadas com discursos, reportagens, entrevistas e materiais do candidato e rivais.
"A IA vai ‘aprendendo’ o tom do discurso do candidato, suas expressões, como ele se posiciona em relação a temas", diz Nara Alves, sócia-diretora da Ela Marketing Político, que trabalha para candidatos de vários partidos.
Isso é usado para os briefings (a descrição do que se espera de cada peça de propaganda política) e para os roteiros, determinando o que seria adequado para falar em determinada cidade. Eles também conseguem ter versões do candidato mais irônico, sério ou agressivo –e depois testam o que funciona melhor usando software de "social listening", que mede reações nas redes sociais.
"A IA vem revolucionando cada processo das campanhas, da criação de conteúdo à segmentação de mensagens e mobilização de apoiadores", diz Bruno Bernardes, sócio da PLTK, agência do marqueteiro Pablo Nobel, responsável pela campanha de Tarcísio.
Os deepfakes, que estão proibidos por resolução de TSE desde 2024, são criticados por todos os marqueteiros.
Segundo Bernardes, a última eleição presidencial argentina mostrou o perigo. Vídeos falsos usando deepfake com a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher contestando Javier Milei e com o candidato peronista Sergio Massa cheirando cocaína viralizaram a duas semanas do segundo turno em 2023.
As contas produzindo e disseminando esses conteúdos não são diretamente ligadas aos candidatos.
Para o advogado eleitoral Hélio Silveira, esse deve ser um dos principais problemas da eleição.
Silveira, que trabalhou na campanha da deputada Tabata Amaral (PSB) à Prefeitura de São Paulo em 2024 e na de Fernando Haddad (PT) ao governo em 2022, espera um uso massivo de contas falsas para distribuir mensagens atacando candidatos, muitas delas com IA.
Apesar de os deepfakes serem a faceta mais visível do uso eleitoral de IA, é nos bastidores que a tecnologia vem fazendo transformações radicais. Para além da segmentação, a criação do conteúdo ganhou muita agilidade.
Um vídeo de Ronaldo Caiado abre com uma imagem de IA de uma bandeira do Brasil tomando tiros e começa a sangrar como se fosse carne humana.
"O Brasil assiste indignado, assustado e impotente à morte de milhares de filhos seus, vítimas da criminalidade", diz o pré-candidato no vídeo.
Segundo o marqueteiro de Caiado, Paulo Vasconcelos, sem IA, levaria quatro dias para fazer a peça. Com IA, demorou algumas horas.
Os locutores dos vídeos foram 100% substituídos por IA, assim como a geração de imagens de apoio.
Conteúdo manipulado
Durante a campanha, segundo a resolução do TSE, será preciso informar que o conteúdo foi manipulado. Além disso, no período entre as 72 horas que antecedem e as 24 horas que sucedem o término do pleito serão proibidos conteúdos alterados por IA que usem imagem ou voz de candidato ou pessoa pública, mesmo que rotulados.
Algumas campanhas estão recorrendo a chatbots para poupar gastos com pesquisas qualitativas, em que grupos de leitores opinam de forma mais aprofundada sobre temas.
O "eleitor sintético" da SVA Solutions–Galaxies cria, usando dados de grupos reais de eleitores, perfis que reúnem características de determinados segmentos. Por exemplo, "viúvas do PSDB", pessoas de centro-direita que costumavam votar nos tucanos e rejeitam Bolsonaro ou esquerdistas frustrados com o PT.
Esses perfis servem para testar mensagens ou mesmo gerenciar crises. "Quando temos pouca verba para fazer uma pesquisa ampla e entender como lidar com determinada questão do candidato, é uma opção", diz Andrés Benedykt, marqueteiro do candidato a deputado federal José Dirceu (PT).
Uma pesquisa qualitativa bem feita com mil entrevistados pode sair R$ 150 mil. O eleitor sintético custa R$ 65 mil por mês e pode ser acionado a qualquer momento.
Algumas ferramentas ainda suscitam dúvida nos departamentos jurídicos. A customização de mensagens usando IA, com a adaptação de vídeo ou áudio de candidatos para chamar eleitores pelo nome ou mencionar suas cidades de origem, ainda é zona cinzenta.
Alguns advogados acreditam que, desde que haja aviso de uso de IA, seja autorizado pelo candidato e não se trate de propaganda negativa, não há problema.
Outros acham que se trata de deepfake. Só seria possível usar IA para melhorar qualidade do áudio e vídeo. A resolução do TSE veda o uso "para prejudicar ou para favorecer candidatura" de conteúdo sintético em formato de áudio ou vídeo para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de uma pessoa.
De qualquer maneira, muitos marqueteiros advertem que certos usos de IA podem sair pela culatra. "Acho arriscado fazer customização com áudio, qualquer estranhamento pode acabar gerando rejeição no eleitor", diz o marqueteiro Felipe Pimentel.
Por Patrícia Campos Mello, Folhapress
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