Trump afirma que EUA resgataram segundo piloto desaparecido no Irã

O presidente Donald Trump afirmou neste domingo (5) que tropas americanas resgataram no Irã o segundo tripulante do caça dos Estados Unidos derrubado na sexta-feira (3) em meio à guerra entre os dois países. Segundo relatos de autoridades do governo, um dos pilotos já havia sido encontrado no dia da queda.

"Meus compatriotas americanos, nas últimas horas, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história dos EUA, para um de nossos incríveis oficiais tripulantes, que também é um coronel altamente respeitado, e que tenho a alegria de informar que agora está SÃO E SALVO!", afirmou Trump em sua rede, a Truth Social.

Mais tarde, o presidente americano disse que o coronel estava "gravemente ferido", sem dar mais detalhes. Segundo ele, não houve baixas americanas na operação de resgate, que teria envolvido centenas de soldados de forças especiais. O Irã, por sua vez, contradisse Trump, afirmando ter derrubado mais quatro aeronaves envolvidas na busca e chamando a operação americana de "um fracasso".

Trump publicou, momentos depois, uma nova ameaça ao regime iraniano, sugerindo um ataque massivo contra a infraestrutura civil e energética do país e instando a abertura do estreito de Hormuz: "Abram a porra do estreito, seus malucos do caralho, ou vão viver no inferno! Paguem pra ver! Louvado seja Alá".

Em seguida, um porta-voz da chanceleria iraniana afirmou que Teerã vai responer com reciprocidade a ataques a sua infraestrutura mirando alvos similares dos EUA ou relacionados a Washington, segundo a agência de notícias iraniana Wana.

O presidente americano disse em seguida à emissora Fox News, entretanto, que acredita que um acordo com o Irã é possível na segunda (6), dia em que terminaria seu novo ultimato para a abertura do estreito. Também afirmou ter enviado armas a manifestantes iranianos que foram às ruas no início do ano -mas que os curdos do Iraque, os supostos intermediários, ficaram com o armamento.

Horas depois, porém, Trump conversou com o Wall Street Journal e estendeu o prazo para terça-feira (7) à noite. Ele também renovou as ameaças contra o Irã. "Se eles não colaborarem, se mantiverem [o estreito] fechado, vão perder todas as usinas de energia que têm no país", afirmou o republicano. Ataques contra infraestrutura civil, como a rede de energia, geralmente são classificados de crimes de guerra.

Um porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou neste domingo que "investigações adicionais realizadas por especialistas em terra revelaram que dois aviões de transporte militar C-130 e dois helicópteros Black Hawk do Exército dos EUA foram destruídos por nossas forças".

Declarações separadas do Exército iraniano e da Guarda Revolucionária informaram que um drone israelense Hermes-900 e um drone americano MQ-9 também foram abatidos na região. As forças americanas não confirmaram nenhum dos relatos.

O Irã afirmou na sexta (3) ter atingido o caça dos EUA com dois tripulantes, e o governo americano não contestou que a causa da queda tenha sido a artilharia iraniana. O Pentágono não comentou o incidente e, em breve entrevista por telefone com a rede de televisão NBC News, Donald Trump havia afirmado que o caso não afeta negociações com Teerã.

As intensas buscas levantaram preocupações de que o segundo militar desaparecido, caso fosse capturado pela regime iraniano, pudesse ser usado como forma de pressão contra Washington. O Irã ofereceu uma recompensa para quem o encontrasse.

Em comunicado posterior, Trump detalhou que "o Exército iraniano estava empenhado em uma busca intensa, com grande efetivo, e se aproximando cada vez mais" do militar americano resgatado. Segundo ele, a operação de resgate dos EUA foi "uma demonstração INCRÍVEL de bravura e talento de todos!".

O comandante operacional do Exército iraniano, Khatam al-Anbiya, afirmou neste sábado (4) que um novo sistema de defesa aérea foi utilizado para atingir o caça americano e que o regime planeja ter controle total sobre o espaço aéreo do país.

Segundo comunicado de Trump, o modelo da aeronave abatida é o F-15E. Inicialmente, a mídia estatal do Irã anunciou ter derrubado um caça F-35, mas relatos posteriores na imprensa americana citaram o modelo F-15E, que transporta dois tripulantes.

Segundo relatos feitos à imprensa, um dos dois pilotos ejetou-se e foi resgatado pelas forças americanas.
A emissora CBS News afirmou que verificou imagens publicadas nas redes sociais que mostram um avião de reabastecimento e dois helicópteros voando baixo sobre a província de Cuzistão, no Irã, compatível com uma missão de busca e resgate.

Há ainda a possibilidade de que dois aviões tenham sido abatidos na sexta-feira. De acordo com o New York Times, um caça A-10 Warthog foi atingido perto do estreito de Hormuz, segundo fontes militares, mas o único piloto foi resgatado a salvo. O regime iraniano reivindicou o ataque.

Essa é a primeira vez desde 2003 que um avião de combate dos EUA é abatido em solo inimigo. No início da guerra do Iraque, um A-10A Thunderbolt 2 caiu após ser atingido por um míssil das forças de Saddam Hussein. Em 2020, no entanto, quando um avião americano caiu no Afeganistão, o Talibã afirmou ter derrubado a aeronave -algo rejeitado pelo governo do democrata Joe Biden à época.

O incidente ocorre após ameaças de Trump de bombardear o país, enquanto pressiona Teerã a encerrar a guerra nos termos dos EUA. O ataque às aeronaves acontece ainda depois de o presidente americano e membros do alto escalão do governo debocharem da capacidade militar iraniana.

No dia 4 de março, ainda na primeira semana da guerra, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os EUA e Israel tinham "controle total do espaço aéreo" do Irã. Por Folhapress

Crédito de video/UOL News 


Como fica a composição na Assembleia Legislativa da Bahia após o fim da janela partidária

Quase um terço dos deputados estaduais em atividade na Bahia trocaram de legenda durante a janela partidária encerrada na última sexta-feira (3). As mudanças com fins eleitorais também impactam nos noves meses restantes de atividades na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), uma vez que redesenham o correlação de forças dos partidos na dinâmica da Casa. Dos 63 estaduais, 18 estão de casa nova [veja lista no final].

O partido com maior destaque positivo foi o Avante, que saiu de apenas 1 deputado para 5, incorporando Felipe Duarte (ex-PP), Laerte do Vando (ex-Podemos), Luciano Araújo (ex-Solidariedade) e Vitor Azevedo (ex-PL), além de Patrick Lopes, que já estava na legenda.

O PL subiu para 5 deputados com as filiações de Samuel Júnior (ex-Republicanos) e Paulo Câmara (ex-PSDB), considerando a saída de Azevedo. Já o PDT perdeu Emerson Penalva para o PP, mas ganhou Marcinho Oliveira (ex-PRD) e Pancadinha (ex-Solidariedade).

Apesar das trocas, PT, PSD e União Brasil seguem como as maiores bancadas da Casa. O PT se beneficiou da migração de última hora de Angelo Almeida, que deixou o PSB, e subiu para 10 parlamentares. O PSD perdeu Angelo Coronel Filho e Cafu Barreto, mas compensou com as chegadas de Niltinho (ex-PP) e Ludmilla Fiscina (ex-PV), mantendo um grupo de nove deputados.

O mesmo ocorreu com o União Brasil, conservou 9 deputados com a filiação de Cafu Barreto (ex-PSD) em detrimento à ida de Marcelinho Veiga para o PP. Marcinho Oliveira (ex-PRD e agora no PDT) já havia deixado o União Brasil antes da janela partidária.

O PP recuou de 6 para 4, perdendo quatro nomes para PV, Avante e PSD, e ganhando Veiga e Penalva. Ficaram apenas Nelson Leal, que não disputará a reeleição, e Hassan, aliado umbilical de Zé Cocá - vice de ACM Neto na chapa ao governo da Bahia.

O PSDB também retraiu, ficando com apenas dois representantes: Tiago Correia, líder da Oposição, e Jordávio Ramos. O Republicanos reparou a baixa de Samuel Júnior com o ingresso de Angelo Filho.

No PSB, Soane Galvão ganha a companhia de Vitor Bonfim (egresso do PV), pré-candidato a deputado federal, depois do movimento de Angelo Almeida rumo ao PT. A suplente Fabíola Mansur também deixou o grupamento socialista após 18 anos de filiação e buscará a reeleição pelo PV.

O PCdoB manteve íntegra sua composição com Bobô, Fabrício Falcão, Olívia Santana (pré-candidata a deputada federal) e Zó. E o MDB, com Matheus Ferreira e Rogério Andrade. O Solidariedade, por sua vez, deixou de ter representação na AL-BA, assim como o Podemos.
Lista completa dos estaduais que trocaram de partido na janela:

Angelo Almeida — saiu do PSB para o PT

Angelo Coronel Filho — saiu do PSD para o Republicanos
Antônio Henrique Jr. — saiu do PP para o PV
Cafu Barreto — saiu do PSD para o União Brasil
Eduardo Salles — saiu do PP para o PV
Emerson Penalva — saiu do PDT para o PP
Felipe Duarte — saiu do PP para o Avante
Laerte do Vando — saiu do Podemos para o Avante
Luciano Araújo — saiu do Solidariedade para o Avante
Ludmilla Fiscina — saiu do PV para o PSD
Marcinho Oliveira — saiu do União Brasil para o PDT
Marcelinho Veiga — saiu do União Brasil para o PP
Niltinho — saiu do PP para o PSD
Pancadinha — saiu do Solidariedade para o PDT
Paulo Câmara — saiu do PSDB para o PL
Samuel Júnior — saiu do Republicanos para o PL
Vitor Azevedo — saiu do PL para o Avante
Vitor Bonfim — saiu do PV para o PSB

*Suplente: Fabíola Mansur saiu do PSB para o PV

Por Política Livre

Veja se vale a pena parcelar o IR ou tomar empréstimo para pagar

O contribuinte que precisar pagar o Imposto de Renda nesta temporada terá de optar entre o pagamento à vista e o parcelamento em até oito vezes, com incidência de juros.

Quitar o imposto de uma vez, na chamada cota única, é a solução mais indicada por especialistas em educação financeira consultadas pela reportagem. Mas, para quem não tem o dinheiro à mão, o parcelamento pela Receita Federal -em vez da contratação de um empréstimo, por exemplo- ainda é a opção mais vantajosa para o bolso.

A cobrança de juros é de 1% na segunda parcela e, a partir da terceira, é de 1% mais a Selic proporcional acumulada a cada mês. A taxa básica está em 14,75% ao ano atualmente, o que dá em torno de 1,15% mensais.

Em uma simulação de R$ 1.000 em dívida com o fisco, as oito parcelas vêm com encargos que, somados, totalizam quase R$ 40 apenas em juros -o que dá cerca de 4% do total. O cálculo considera a Selic em 14,75% até dezembro, quando vence a última cota, e não leva em conta a perspectiva de cortes na taxa ao longo das próximas reuniões do Banco Central.

Parcela - Valor da parcela - Juros de 1% - Selic proporcional - Total da parcela
1ª parcela - R$ 125 - - R$ 125
2ª parcela - R$ 125 - R$ 1,25 - R$ 126,25
3ª parcela - R$ 125 - R$ 1,25 - R$ 1,44 - R$ 127,69
4ª parcela - R$ 125 - R$ 1,25 - R$ 2,90 - R$ 129,15
5ª parcela - R$ 125 - R$ 1,25 - R$ 4,37 - R$ 130,62
6ª parcela - R$ 125 - R$ 1,25 - R$ 5,87 - R$ 132,12
7ª parcela - R$ 125 - R$ 1,25 - R$ 7,38 - R$ 133,63
8ª parcela - R$ 125 - R$ 1,25 - R$ 8,90 - R$ 135,15
Total - R$ 1.000 - R$ 8,75 - R$ 30,86 - R$ 1.039,61

"Mesmo com a taxa Selic em 14,75%, o juro cobrado nessa operação é menor do que em qualquer outra modalidade de empréstimo, seja consignado, seja empréstimo pessoal, seja cheque especial, sejam juros de parcelamento do cartão", diz Cíntia Senna, educadora financeira da Dsop.

É possível consultar as taxas médias praticadas em cada modalidade e em diferentes instituições financeiras no site do Banco Central. No caso do empréstimo consignado privado, por exemplo, o piso, segundo a autarquia, começa em 1,63% pela securitizadora de crédito Cobuccio.

Para consignado INSS, a taxa mínima é de 1,48%, pelo Nubank. Para o consignado público, 1,48%, pelo BancoSeguro, subsidiário do PagSeguro.

O valor mínimo encontrado no site do Banco Central é de 1,24%, aqui na modalidade de crédito pessoal não consignado pela instituição DM, antiga DMCard. Para cheque especial, as taxas começam em 1,91% ao mês pelo Banco Genial; para juros de cartão de crédito, 2,56% pelo Banco BMG.

Desde janeiro de 2024, está em vigor a norma que estabelece que a dívida de quem atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito não pode superar o dobro do montante original. Isso significa que a taxa de juros é limitada a um teto de 100% do valor da dívida contraída. Esse modelo é conhecido no jargão econômico como "muro inglês".

Pegando o mesmo exemplo de R$ 1.000 parcelados em oito meses e a menor taxa do site do Banco Central, o juro de 1,24% ao mês resultaria em encargos adicionais de R$ 103,61 no fim do prazo. Ou seja, a contratação de um empréstimo faria o contribuinte pagar 10% a mais, enquanto o parcelamento pela Receita Federal ficaria em torno de 4%.

"Para contratar um empréstimo em que eu desembolse o mesmo valor da operação pela Receita, que tem correção de 1% ao mês mais a Selic, a taxa de juros desse empréstimo teria que ser igual ou inferior a 0,49% ao mês, o que corresponde a uma taxa anual de 6%. Para ser vantajoso, teria que buscar algo menor do que isso, o que infelizmente não existe no mercado", diz Senna.

Ela ressalta, ainda, que a taxa apresentada no site do Banco Central não costuma ser a única cobrança na contratação de um empréstimo. Há de levar em conta a incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) mais uma taxa adicional no momento da liberação junto à instituição financeira.

O parcelamento, ainda assim, não é a solução mais indicada para quitar a dívida com o fisco. Caso o contribuinte tenha uma reserva de emergência, usar parte desse "colchão" pode ser uma saída interessante, segundo Thaisa Durso, educadora financeira da Rico -desde que o pagamento do imposto não comprometa a segurança financeira.

"A comparação deve ser feita com base no custo de oportunidade de cada decisão. Ao quitar o IR à vista utilizando a reserva de emergência, o 'rendimento' implícito é justamente deixar de pagar a Selic acumulada mais o adicional de 1% nas parcelas, o que, em um cenário de juros elevados, representa uma economia relevante em poucos meses", afirma ela.

Caso o contribuinte queira resgatar investimentos para pagar o imposto, a decisão vai exigir um pouco mais de cautela. Durso ressalta que, para aplicações de renda fixa sujeitas à tabela regressiva do IR, o resgate antecipado pode implicar alíquotas mais altas sobre os rendimentos, de até 22,5%, o que reduz os ganhos no final do prazo. Alguns produtos ainda podem perder a rentabilidade inicialmente contratada ou sofrer uma marcação a mercado desfavorável.

"Nesses casos, pode sair mais caro comprometer a eficiência do investimento do que aceitar o custo do parcelamento com a Receita. A comparação correta deve sempre considerar o rendimento líquido do investimento, após impostos, versus o custo efetivo do parcelamento", diz a educadora da Rico.

Ela ainda destaca que o parcelamento do IR faz sentido para contribuintes que estejam evitando dívidas mais caras. "Caso tenha débitos no cartão de crédito ou no cheque especial, cujas taxas anuais podem superar 400% e 100%, respectivamente, o custo dessas dívidas é muito superior ao parcelamento do IR. Pode ser financeiramente mais inteligente parcelar o imposto e direcionar o dinheiro disponível para liquidar juros muito mais elevados, reduzindo o risco de superendividamento", afirma.

VEJA O CALENDÁRIO DAS PARCELOAS DO IR

Cota - Data de vencimento
1ª ou cota única - 29 de maio
2ª - 30 de julho
3ª - 31 de julho
4ª - 31 de agosto
5ª - 30 de setembro
6ª - 30 de outubro
7ª - 30 de novembro
8ª - 30 de dezembro

O pagamento pode ser feito por débito automático ou por meio do Darf (Documento de Arrecadação das Receitas Federais), que deve ser quitado em uma agência bancária da rede autorizada pela Receita ou no internet banking.

O Darf é emitido pelo portal e-CAC (Centro de Atendimento Virtual) da Receita Federal. Quem vai fazer o pagamento parcelado, porém, não pode imprimir todas as cotas de uma vez, já que a cada mês o valor aumenta com a inclusão de juros.

O contribuinte deve entrar no Sicalc (Sistema de Cálculo de Acréscimos Legais) todo mês, para fazer o cálculo da parcela a ser paga.

Por Tamara Nassif / Folhapress

Flávio Bolsonaro pede união da direita após nova rusga entre Eduardo e Nikolas Ferreira

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu união e pacificação de aliados em vídeo publicado na noite deste sábado (4) após novo atrito entre seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

"Estou gravando este vídeo para tentar chamar a todos para a racionalidade. É muito angustiante ver lideranças do nosso lado se digladiando enquanto a gente tem um país para resgatar e o inimigo não tá aqui, tá do lado de lá. Esse é o tipo de confusão que não tem um vencedor. Todo mundo sai perdendo", disse Flávio nas redes sociais.

O novo embate público dos aliados começou após Eduardo acusar Nikolas de compartilhar perfis de pessoas que não declaram voto direto em Flávio na disputa ao Planalto. O deputado mineiro, então, respondeu com um riso à publicação.

"Risinho de deboche para mim? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família", disse Eduardo depois.

Ele continuou: "Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente. Demorei muito para acreditar que você trabalhava o algoritmo das suas redes para dar visibilidade a quem deseja a morte de meu pai, a quem comemora a prisão dele e a todos os que odeiam a mim e a minha família".

Eduardo afirmou ainda que Nikolas coloca Flávio em uma "espiral de silêncio" ao não demonstrar apoio público efetivo ou divulgar suas ações.

Após a briga, Nikolas, que foi o deputado mais votado do país em 2022, compartilhou o vídeo apaziguador de Flávio Bolsonaro com o comentário: "Concordo, presidente. Cada um fazendo sua parte chegaremos lá".

Em fevereiro, Nikolas já havia afirmado, após visita a Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, que Eduardo "não está bem", em resposta às críticas feitas contra ele e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por, na visão de Eduardo, não terem se engajado o suficiente na campanha de Flávio.

O racha interno do PL, com cobranças públicas e trocas de farpas nas redes sociais, é mais um capítulo na disputa por influência e protagonismo na direita bolsonarista após o ex-presidente Bolsonaro ter sido preso e declarado inelegível.

Conforme mostrou a Folha de S. Paulo, integrantes do centrão avaliam que as brigas públicas, principalmente envolvendo a família Bolsonaro, dificultam a costura de alianças para Flávio Bolsonaro e arranham a imagem de moderação que ele tenta projetar.

Por Marina Pinhoni / Folhapress

Tragédia em Ibirapitanga: mulher e filho são mortos e suspeito tira a própria vida

Uma tragédia foi registrada neste domingo (05), em Ibirapitanga. Um homem identificado como Rollenberg Silva Pinto, de 22 anos, matou, no Bairro Novo, uma mulher identificada como Karielle Lima Marques Souza, de 23 anos, e seu filho, o pequeno Nicolas Souza, e, em seguida, tirou a própria vida.
Conforme apurou o Ubatã Notícias, o suspeito teria atacado as vítimas com golpes de faca. Após o crime, ele teria se enforcado numa propriedade rural. Há relatos de que o homem seria ex-companheiro da mulher e não aceitava o fim do relacionamento, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pela polícia.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia e a remoção dos corpos. O caso será investigado pela Delegacia Territorial de Ibirapitanga, que apura as circunstâncias e a motivação do crime. *Com informações do Ubatã Notícias, parceiro do GIRO

'O STF precisa de reformas, pois o rei está nu', diz José Dirceu

Aos 80 anos, e duas décadas depois de ser cassado pela Câmara dos Deputados no que ficou conhecido como escândalo do mensalão, em 2005, José Dirceu (PT) vai disputar as eleições para tentar retornar ao Legislativo.

Em entrevista à reportagem, ele se diz otimista com a possibilidade de Lula (PT) se reeleger presidente, mesmo com o opositor Flávio Bolsonaro (PL) empatando nas pesquisas.

"O PT tem o que apresentar. Deu estabilidade institucional ao país. Deu inflação baixa, crescimento, manteve o Brasil fora de conflitos internacionais, conduziu bem as relações com os EUA", diz.

Em caso de derrota, afirma que "Lula vai liderar o país" na oposição, já que Flávio, mesmo eleito, não estaria "à altura" do desafio.

Dirceu afirma ainda que a delação do banqueiro Daniel Vorcaro, se vingar, levará o país a reformas que já se mostram inadiáveis -ou, como diz, a um "freio de arrumação geral".

Ele inclui nisso a necessidade de o STF (Supremo Tribunal Federal) se autorreformar. "Quando uma pesquisa mostra que 70% das pessoas querem que o Supremo mude, a corte tem que fazer uma autorreflexão. Desconhecer a opinião pública é um erro", afirma.

"O Supremo não precisa ter medo de debater com o país", diz, afirmando que, se isso não ocorrer, uma maioria pode se formar no Parlamento para impor essas mudanças à corte.

"Vai ser pior", afirma o ex-ministro.

PERGUNTA - A desaprovação do governo aumentou e Flávio Bolsonaro encostou em Lula nas pesquisas. O PT pode perder as eleições?

JOSÉ DIRCEU - Em 2014, 2018 e 2022 também foi assim [com o vencedor começando atrás nas pesquisas].

Não há novidade. O governo vinha em ascensão. A pauta da reforma tributária e do BBB [cobrar impostos de bancos, bets e bilionários] tinha amplo respaldo da opinião pública, bem como o debate da [escala de trabalho] 6x1.

Eram pautas que estavam pegando, junto com a defesa da nossa soberania. Mas os casos do [Banco] Master e do INSS [de descontos indevidos de aposentados] e a tentativa de envolver nele o Fábio Luís [filho do presidente Lula] acabaram mudando a agenda do país.

P - Os escândalos se sobrepuseram a tudo.

JD - Sim. E nós vamos disputar essa eleição para discutir os problemas do Brasil ou, novamente, a corrupção?

O [ex-presidente] Jânio [Quadros] ia acabar com a corrupção, o [Fernando] Collor ia acabar com a corrupção, o [Jair] Bolsonaro também. A ditadura militar se dizia contra a corrupção. E deu no que deu.
Eu, de verdade, acredito que nós temos condições de retomar a pauta que interessa o país.

P - O senhor acredita mesmo que será possível mudar de assunto?

JD - Tem que mudar. O Brasil tem problemas muito mais graves para enfrentar e resolver, como a guerra, a desestruturação da Petrobras, a segurança pública, a educação, a ciência e a tecnologia.

O mundo está mudando e o país precisa correr atrás da revolução tecnológica. Ou debatemos os problemas do país, e cada candidato apresenta a sua proposta, ou vamos iludir o Brasil de que o nosso principal problema é a corrupção.

P - O presidente Lula não estimulou também essa pauta ao dizer, por exemplo, que queria chegar aos "magnatas da corrupção"?

JD - Eu não vou julgar o que o Lula falou.

Eu quero debater: quem é o candidato que nós vamos enfrentar? Vamos colocar o Brasil nas mãos do Flávio Bolsonaro, que vai entregar os nossos recursos naturais ao Trump? Que vai liberar o acesso às terras raras aos EUA? Que vai liberar as big techs?

Vamos voltar à órbita exclusiva dos EUA? O Brasil é uma potência, um dos maiores países do mundo. Flávio Bolsonaro está à altura de governar o país nessa crise mundial? O Lula já mostrou que está.
Nós temos que fazer essa agenda prevalecer, com um projeto de desenvolvimento de dez anos para o país.

P - Além do Flávio Bolsonaro, a campanha deve ter candidatos de uma possível terceira via.

JD - Falar que o [ex-governador de Goiás] Ronaldo Caiado [lançado pré-candidato pelo PSD] é terceira via...[rindo] ele está à direita do Flávio Bolsonaro.

E o Flávio agora quer se apresentar como moderado. Mas ele é filho, indicado e preposto de Jair Bolsonaro.

O mais provável é que percam, porque nós estamos no governo. Eles é que têm que ganhar de nós.

P - Bolsonaro estava no governo em 2022 e perdeu para o Lula. E Flávio está mostrando que não será um candidato fácil de ser derrotado, como dizia o PT.

JD - Não é fácil derrotar ninguém no mundo de hoje. Só o Trump está caminhando para uma derrota, que fez por merecer. Na América Latina, todas as eleições têm sido muito equilibradas.

P - Mas a direita está em vantagem. Governa a Argentina e acaba de ganhar no Chile.

JD - Mas no Chile eles não têm a Câmara e o Senado. Na Argentina, é muito difícil também fazer essa maioria.

Nós estamos vivendo um período de crescimento da extrema direita no mundo, mas ela não é invencível.
Não podemos entrar em uma perspectiva de que não somos fortes. Nós somos muito fortes. Já ganhamos cinco eleições no Brasil.

P - Há alguma possibilidade de Fernando Haddad substituir Lula como candidato?

JD - Zero. Zero. Haddad está tocando a campanha como candidato ao governo. Eu vou sair daqui para almoçar no comitê dele, inclusive.

P - Mas, se Lula perder, e Haddad também for derrotado em SP, a situação do PT não se complica? A esquerda não fica sem uma referência viável para o futuro?

JD - Não acredito nessa hipótese. Mas, se ocorrer, nós, do PT, já mostramos que somos capazes de sobreviver.

Primeiro: somos democratas, respeitamos o resultado. Segundo, fazemos oposição e reconquistamos o governo. Dilma sofreu um golpe. Lula foi preso. Fomos capazes de resistir, disputar as eleições e reeleger o presidente.

Acreditar que nós, por causa de uma derrota, não seremos capazes de dar continuidade a um projeto não corresponde aos fatos.

Lula [mesmo derrotado] vai liderar o país. Porque eu não acredito que o Flávio Bolsonaro, mesmo eleito, consiga fazer isso. O Brasil está caminhando pra uma crise institucional. Alguma reforma vai ter que ser feita.

P - O Brasil caminha para uma crise ou já está mergulhado nela, com o caso do Banco Master e de Daniel Vorcaro sendo a sua face mais evidente?

JD - Temos que ter frieza e serenidade para discutir uma reforma política e institucional no Brasil, que distribua renda, que implante a fidelidade partidária.

A opinião pública mudou. Aquela de 5 milhões de pessoas já era. Hoje, se cair o teto aqui nessa entrevista, em cinco minutos, 60 milhões, 80, 100 milhões de pessoas ficam sabendo. É com essa opinião pública que temos que dialogar.

P - O STF foi arrastado para a crise. Como o senhor vê o desgaste da corte?

JD - Temos que reafirmar o papel do STF na defesa do Estado democrático de Direito, que ficará registrado na história do Brasil.

Outra questão é a reforma que temos que fazer, frente às evidências. Quando uma pesquisa mostra que 70% das pessoas querem que o Supremo mude, a corte tem que fazer uma autorreflexão. Desconhecer a opinião pública é um erro.

O ideal é que o Supremo faça uma autorreforma, como já fez no caso dos penduricalhos [pagos a juízes]. Não vai mostrar fraqueza. Ele vai mostrar que está em sintonia com o sentimento do país.

E esse sentimento é contra a democracia, contra os poderes do Supremo? Não. É um sentimento por mudanças.

É preciso debater, por exemplo, a adoção de um código de ética. Ministro precisa ter mandato ou limite de idade para ficar no STF? Quais são as restrições para ser sócio de uma empresa?

O Supremo não precisa ter medo de debater com o país. A transparência está na Constituição.

P - Mas o STF tem que se curvar à opinião pública, sendo uma corte contramajoritária?
JD - São coisas totalmente diferentes.

O Supremo não pode se submeter, por exemplo, ao clamor pela pena de morte no Brasil. Não tem que submeter decisões e sentenças à opinião pública, como querem os bolsonaristas.

Eu, quando fui condenado por corrupção, mesmo inocente, aceitei a decisão e cumpri a minha pena. Não fugi do país. Recorri da sentença e vou, depois das eleições, como permite a lei, pedir a revisão criminal do meu caso.

Respeitei a corte. Agora, como cidadão, eu tenho o direito de cobrar transparência dos ministros. É o sentimento da sociedade.

P - Mas o STF seria mesmo, hoje, o maior problema do país, ou há exagero nas críticas?

JD - Todos os Poderes têm que passar por uma reforma.

O Legislativo vai seguir do jeito que está, com as emendas parlamentares? E acha que não vai acontecer nada? Que a casa não vai cair? Daqui a pouco 93 parlamentares vão responder a inquérito policial. Todos os dias [vão ocorrer] busca e apreensão na casa de parlamentares? As pessoas, nas cidades deles, não percebem quando há enriquecimento injustificável?

O Executivo também tem que passar pela reforma administrativa.

Nós queremos que a democracia seja desmoralizada e que se justifique um regime autoritário no Brasil? Não queremos? Então vamos preservar a democracia reformando o que for necessário.

P - Lula acerta quando faz críticas a ministros do STF, dizendo, por exemplo, que Dias Toffoli deveria sair da corte?

JD - Eu nunca ouvi isso da boca dele.

P - Muitas pessoas já ouviram.

JD - Eu não vejo que o presidente da República possa pedir ao Dias Toffoli ou ao Alexandre de Moraes para se licenciarem. Seria uma intervenção do Executivo no Judiciário.

E o problema não é individual. É do Supremo, que precisa se autorreformar.

Daqui a pouco se forma uma maioria e ele vai ser reformado pelo Parlamento. Vai ser pior.

E não é possível mais dizer: "Se criticar o Supremo, você vai enfraquecer o Supremo". O rei está nu.
Os brasileiros querem discutir se haverá ou não um código de ética e quais limitações os magistrados devem ter.

P - Ministros entendem que não é possível discutir uma reforma no momento em que o STF está sob ataque.

JD - A extrema direita vai propor ao eleitorado medidas contra o Supremo, e nós vamos defender o Supremo sem propor mudança alguma? Vamos perder. É isso o que eles querem?

A direita só está calada, hoje, porque teme o caso Daniel Vorcaro.

P - A delação dele pode atingir o governo ou o PT da Bahia?

JD - Não vejo como ela pode atingir o governo. Pode talvez trazer um desgaste na disputa política por causa [da contratação, pelo Master] do Guido Mantega, do Ricardo Lewandowski [ex-ministros de governos de Lula]. Mas isso não quer dizer que essas pessoas estão ligadas a algum crime.

Há uma tentativa de sequestrar politicamente essa agenda e jogar o escândalo nas costas do governo. Quem deu a carta-patente ao Master, que deu início a todo esse processo, foi o Banco Central no governo Bolsonaro.

P - E como o senhor vê a delação de Daniel Vorcaro e a possibilidade de ele receber benefícios da Justiça?

JD - Transformaram o Vorcaro, no noticiário, no criminoso mais abominável da história do país. Aí depois ele faz uma delação e é perdoado? A sociedade aceita isso?

O instituto da delação, como está, traz essa dúvida moral. E tem algo muito assustador no caso: Vorcaro decidiu fazer delação porque foi colocado em um presídio de segurança máxima. Isso não é tortura psicológica?

P - A delação é criticada, mas há uma expectativa de que, com ela, sejam elucidados muitos crimes.

JD - A colaboração do Vorcaro pode revelar a importância de iniciarmos um processo de reformas no Brasil.

O país está precisando de um freio de arrumação geral. Precisaríamos de um pacto entre empresariado, trabalhadores e todas as forças políticas, para decidir como conduzir o país nos próximos dez anos, frente às mudanças tecnológicas, à guerra, à tempestade que se avizinha.

Em algum momento teremos que refundar o Estado brasileiro. Mas não vejo hoje maioria no país fazermos isso.

JOSÉ DIRCEU, 80

Nascido em Passa Quatro (432 km de Belo Horizonte), é formado em direito e foi líder estudantil durante a ditadura militar. É um dos fundadores do PT e foi presidente da sigla de 1995 a 2002. Foi eleito deputado estadual e federal, e chefiou a Casa Civil de 2003 a 2005, no primeiro governo Lula. Foi cassado e condenado pelo STF por envolvimento no mensalão.
Por Mônica Bergamo / Folhapress

Foragido de Goiás, integrante de facção paulista tenta se esconder na Bahia mas é interceptado em ônibus interestadual

Um traficante de drogas foragido do estado de Goiás, integrante de uma facção paulista, foi capturado na madrugada deste domingo (5), quando tentava buscar esconderijo em território baiano.

Equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e da Polícia Militar abordaram um ônibus interestadual no terminal rodoviário da cidade baiana de Jaguaquara e efetuaram a prisão.

O criminoso, que possuía mandado de prisão, registrou um boletim de ocorrência de perda de documentos e viajava com uma carteira de identidade falsa.

No estado de Goiás, além do envolvimento com tráficos de drogas e armas, mortes violentas e lavagem de dinheiro, o foragido é investigado também por participação em uma rebelião no sistema prisional em 2022.
Fonte: Alberto Maraux

PM prende suspeitos de tráfico em Ondina

Policiais Militares do Esquadrão de Motociclistas Águia apreenderam drogas, arma e detiveram três homens suspeitos de tráfico, na noite de sábado (4), no bairro de Ondina.

A equipe realizava rondas na Rua Corte Grande, quando se depararam com três homens comercializando drogas e, ao serem abordados, com eles foram encontrados um revólver calibre 38, 27 comprimidos de êxtase, 13 porções de maconha, 248 pinos de cocaína, 71 pedras de craque, embalagens plásticas para acondicionar drogas e dois aparelhos celulares.

Todo material apreendido e os três indivíduos foram encaminhados à Central de Flagrantes para adoção das medidas cabíveis.
Fonte
DCS/ PM

PM apreende drogas e equipamentos do tráfico em Eunápolis

O suspeito e todo o material apreendido foram encaminhados à autoridade policial competente para adoção das medidas legais cabíveis.
Na manhã de sábado (4), militares do 28º BPM apreenderam drogas e materiais utilizados no tráfico, no município de Eunápolis.

A guarnição realizava patrulhamento no bairro Pequi quando avistou indivíduos em atitude suspeita que fugiram em direção a uma área de vegetação ao perceber a presença policial. Um dos suspeitos foi alcançado nas imediações.

Com ele, foram encontradas 74 porções de maconha, três rádios comunicadores, duas bases de carregamento, um monóculo e diversas sacolas utilizadas para o acondicionamento e preparo de drogas.

O suspeito e todo o material apreendido foram encaminhados à autoridade policial competente para adoção das medidas legais cabíveis.
Fonte
DCS/ PM

Universidade na Bahia abre concurso com salários de mais de R$ 14 mil

Profissionais com formação acadêmica e interesse na carreira docente têm uma nova oportunidade na Bahia. A Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) lançou um concurso público para contratação de professores do magistério superior em diferentes áreas.

As vagas abrangem campos variados, como Medicina, Engenharia, Ciências Exatas, Saúde e Comunicação, ampliando as chances para candidatos com diferentes perfis e especializações.

Os aprovados poderão atuar em jornadas de 20 a 40 horas semanais, com possibilidade de dedicação exclusiva. A remuneração varia conforme a titulação e carga horária, podendo chegar a R$ 14,4 mil.

As inscrições seguem abertas até esta segunda-feira, 6, e devem ser realizadas pela internet. O processo seletivo inclui prova escrita, aula didática e análise de currículo.
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Com validade de dois anos, o concurso também pode ser prorrogado, garantindo novas convocações ao longo do período. Todas as regras e detalhes estão disponíveis no edital publicado pela instituição.

Trump anuncia resgate de segundo piloto abatido no Irã e chama operação de “audaciosa”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (5) o resgate do segundo piloto de um caça F-15E abatido no Irã, classificando a operação como uma das “mais audaciosas da história” do país.

Segundo o republicano, o militar estava em território iraniano após a aeronave ser derrubada no sudoeste do país. Autoridades iranianas reivindicaram o abate e teriam oferecido recompensa pela captura do piloto.

De acordo com relatos, os dois ocupantes do caça conseguiram se ejetar antes da queda. O primeiro piloto já havia sido resgatado anteriormente pelas forças americanas.

A operação para recuperar o segundo militar envolveu forças especiais e dezenas de aeronaves, em uma ação descrita como uma corrida contra o tempo em meio à presença de tropas iranianas na região. Houve troca de tiros durante a missão. Video https://twitter.com/i/status/2040040607968534915

Em publicação na rede Truth Social, Trump celebrou o resgate. “Nós o pegamos! As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais audaciosas da história do nosso país”, escreveu.

“Tenho o prazer de informar que ele está agora são e salvo”, acrescentou o presidente

4 em cada 10 cidades brasileiras dependem de 90% ou mais de verba do estado ou da União

Quatro em cada dez municípios brasileiros dependem em 90% ou mais de verbas dos estados ou da União para sobreviver, mostram dados do Tesouro Nacional compilados pela reportagem.

Os números estão numa plataforma do Ministério da Fazenda que reúne as DCAs (Declarações de Contas Anuais) encaminhadas pelas prefeituras anualmente.

A reportagem analisou as informações de 2019 a 2024, último ano para o qual há um relatório completo. O prazo para a entrega do documento relacionado ao exercício do ano passado ainda não terminou.

O número de prefeituras que dependem das verbas de estados e União vem caindo. Em 2019, por exemplo, eram 2.950 municípios nessas condições. Em 2024, o total caiu para 2.190 —ou cerca de 40% das 5.569 cidades brasileiras.

Para especialistas, a queda se deve a um conjunto de fatores, que envolvem a ampliação da arrecadação do ISS (Imposto sobre Serviços), um tributo municipal, o maior planejamento tributário e a fiscalização da dívida ativa.

Segundo eles, porém, o número de cidades que dependem de fontes externas para manter a máquina pública ativa ainda é invariavelmente alto.

A quantidade é ainda maior se considerados os municípios onde a arrecadação própria corresponde a 20% ou menos da receita bruta. Em 2024, isso ocorreu para 4.156 cidades, ou 80% das cidades brasileiras.

A relação de dependência acompanha o que especialistas apontam como um fenômeno desenfreado de emancipações depois da Constituição de 1988, que conferiu aos municípios status de entes federativos e deu a elas maior autonomia administrativa, com capacidade de gerir uma ampla gama de serviços locais.

A Carta não apenas elevou a condição dos municípios no âmbito federativo como facilitou a criação deles ao delegar aos estados a competência de legislar sobre o tema —até então, a criação de uma nova cidade dependia de norma federal.

A multiplicação de prefeituras foi consequência prática.

Foram ao menos 1.400 cidades criadas desde então, algo "frequentemente motivado por interesses de natureza política ou eleitoral, sem critérios de viabilidade administrativa ou econômica", diz Carlos Figueiredo Mourão, mestre em direito constitucional pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica).

Para ele, "não deveria ser possível criar municípios que não possuam capacidade real de sustentar sua estrutura administrativa com base em arrecadação tributária própria".

O país chegou a tentar frear a proliferação de novos municípios com uma emenda constitucional aprovada em 1996 que condicionou a criação deles à edição de uma lei federal que regulamentasse o tema.

Não adiantou, e estados continuaram a criar municípios a partir de leis próprias. O caso foi parar no STF (Supremo Tribunal Federal) à luz do argumento de que as normas contrariavam a emenda de 1996.

O Congresso deu um jeito. Em 2008, aprovou nova emenda constitucional convalidando todas as leis que inauguraram novos entes federativos e que haviam sido publicadas até 2006.

A criação de novas cidades está desde então paralisada. Algumas chegaram a ser instaladas depois disso, mas envolvem municípios cujas leis emancipatórias foram aprovadas no início dos anos 2000 e cuja implementação acabou judicializada.

É o caso de Boa Esperança do Norte (MT) , município criado em 2000 a partir de uma lei contestada durante mais de 20 anos. O STF só deu aval para que ele fosse efetivamente instalado em 2023 à luz do argumento de que a lei que o emancipou atendia aos requisitos da época.

O fenômeno da multiplicação de cidades desafia a fiscalização do dinheiro público, diz a advogada Gabriele de Jesus Marques, pós-graduada em direito constitucional, porque faz com que o controle externo "passe a operar sob uma lógica de controle predominantemente formal, num cenário que compromete a qualidade do gasto público".

Há dificuldades, segundo ela, para se garantir que a destinação dos recursos seja averiguada de forma eficaz ante o próprio efetivo de órgãos de controle externo, insuficiente em razão da quantidade de prefeituras.

Isso não significa que as emancipações sejam de todo ruins, diz o economista Felipe Soares Luduvice, doutor em economia pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e atual coordenador-geral de modelos e projeções econômico-fiscais do Ministério da Fazenda.

Ele é um dos autores da pesquisa "Efeitos fiscais das subdivisões municipais no Brasil" e disse à reportagem haver estudos indicando que municípios subdivididos apresentam melhores resultados em questões como saneamento ou redução da mortalidade infantil, por exemplo, na comparação com aqueles de porte semelhante que não foram fragmentados.

O problema, diz o advogado Júlio Edstron Secundino Santos, doutor em direito constitucional pela Uniceub, é que isso não veio acompanhado de incentivos à eficiência ou à autonomia financeira porque a maior parte da arrecadação do país está concentrada na União.

O FPM (Fundo de Participação dos Municípios), principal fonte de repasses às prefeituras, provém por exemplo de uma fatia do imposto de renda e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), ambos federais.

Como os recursos são previsíveis, diz Santos, isso acaba por desestimular o esforço fiscal próprio.

No caso do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), há estados que garantem repasses a maior às cidades a partir de bons indicadores na educação —caso de São Paulo e do Ceará, entre outros.

"A 'comodidade' do FPM diminui drasticamente o incentivo político para enfrentar o ônus da modernização da administração tributária e da fiscalização efetiva de tributos locais. A receita se torna um fim em si, e não um meio à autonomia", escreveu o estudioso na pesquisa "Federalismo brasileiro atual e a miragem da autonomia", publicada no ano passado.

Some-se a isso a questão das despesas obrigatórias —ao menos 25% da receita deve ser destinada à educação e outros 15% à saúde— e da despesa com pessoal, para a qual "quase todo município gasta entre 50% e 51% da receita corrente líquida", segundo Santos.

"Isso engessa a administração e não deixa margem a investimentos em outras áreas ao mesmo tempo em que municípios muitas vezes não têm nem serviços de primeira necessidade, como esgoto", diz.

Há casos, mostrou reportagem da Folha de S.Paulo no ano passado, em que o gasto anual de prefeituras com salários de prefeito, vice e secretários chega a ultrapassar tudo aquilo que o município arrecada em receita própria ao longo do exercício.

Não por acaso, diz o advogado Omar Augusto Leite Melo, professor de direito e economia da ITE (Instituição Toledo de Ensino), repasses do tipo cumprem uma função ambígua: garantem a existência material do município ao mesmo tempo em que afetam a capacidade de planejamento no longo prazo.

"Muitas vezes", afirma, "eles não substituem políticas públicas eficientes; apenas evitam o colapso institucional de uma prefeitura"Por André Fleury Moraes | Folhapress

Janela leva pelo menos 85 deputados a trocar de partido para eleição

A janela partidária encerrada nesta sexta-feira (3) fez com que pelo menos 85 dos 513 deputados trocassem de partido. Nessa dança de 17% das cadeiras, o União Brasil é o maior perdedor. A sigla que mais atraiu parlamentares, por sua vez, foi o PL, conforme já apontada a prévia de mudanças registradas até a semana anterior.

Os números finais ainda poderão ter pequenas variações, pois parte das trocas de última hora ainda pode não ter sido informada ao sistema da Câmara.

O União Brasil, que nasceu da fusão do antigo DEM com o PSL, elegeu a terceira maior bancada da Câmara na eleição de 2022, garantindo 59 cadeiras. Agora, chega ao fim da janela partidária com 16 deputados a menos em suas fileiras.

Dois pontos explicam a debandada: a federação com o PP, que fez com que integrantes da legenda perdessem poder nos estados, e a sobrevivência eleitoral da ala mais bolsonarista da sigla. Nesse sentido, 9 deputados deixaram o União rumo ao PL, para terem o "22" em seu número de urna.


Já o PL do senador Flávio Bolsonaro (RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, foi quem mais ganhou com a janela partidária. A sigla de oposição elegeu 99 deputados em 2022, mas foi perdendo quadros aos poucos por desentendimentos dentro da própria direita ou para se aproximar do governo Lula (PT).

A sigla chegou a cair para 87 deputados. Agora, pela parcial apresentada ao fim da janela, o PL conseguiu atrair 13 parlamentares e ultrapassou seu tamanho original.

Outro partido que cresceu na Câmara foi o PSD de Gilberto Kassab. A sigla se tornou a terceira força da Casa, perdendo 7 deputados e atraindo 14 até o momento, tendo um saldo positivo de 7 cadeiras. Sua bancada, segundo os dados parciais, chega a 54 integrantes.

O PDT, por sua vez, perdeu 4 deputados e teve sua bancada encolhida para 13 membros. O Podemos atraiu 5 parlamentares, chegando a 21, acima do PSDB, que ressurgiu das cinzas e agora conta com 18 representantes na Câmara.

O caso do Podemos e do PSDB é parecido. Ambas as siglas carecem de lideranças regionais, mas possuem uma estrutura partidária consolidada. Dessa forma, são atrativas para parlamentares que desejam controlar uma legenda em seu estado sem precisar fazer uma disputa interna ou dividir poder.

Para os partidos da base do presidente Lula (PT) pouco mudou. Não houve troca informada no PT até o momento, e os demais partidos que compõem a federação com a sigla, o PV e o PC do B, informaram ter ganhado um deputado cada. Atualmente, essa aliança, que na prática faz as legendas funcionarem como uma só na eleição, conta com 87 cadeiras na Câmara.

Há um caso curioso, porém, no PSB. O partido até o momento informou ter perdido 2 deputados, mas a situação deve mudar com a consolidação dos dados por causa da filiação do senador Rodrigo Pacheco (MG), na última quarta (1). Esperava-se que deputados federais da base dele migrassem para a sigla na última hora, visando apoiá-lo no projeto de disputa pelo Governo de Minas Gerais.

A janela partidária é o período em que deputados federais e estaduais podem trocar de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade. Isso porque a Justiça eleitoral entende que o mandato deles pertence aos partidos. Já senadores podem mudar a qualquer tempo. A janela é aberta 30 dias antes da data final para a troca de partido para a próxima eleição, que será em 4 de outubro.

Ter um grande número de deputados fortalece partidos nas negociações políticas para candidaturas, além de facilitar a eleição de uma maior bancada no pleito de outubro. As mudanças também não impactam a divisão do fundo eleitoral, que em grande parte é rateado proporcionalmente aos votos para a Câmara e ao número de deputados eleitos por cada legenda.

Dessa forma, ao mesmo tempo que ter mais deputados tem um lado positivo na questão política, também apresenta um fator de desafio para distribuir o fundo eleitoral para mais pessoas. No caso de quem perdeu, a aposta é que a verba garantida na eleição anterior ajude na votação de novos parlamentares.

Antes mesmo da abertura da janela, 48 deputados federais já tinham trocado de partido, como o ex-ministro Ricardo Salles (SP), que saiu do PL e se filiou ao Novo para concorrer ao Senado, e Luciano Zucco, que trocou o Republicanos pelo PL para disputar o Governo do Rio Grande do Sul com apoio da família Bolsonaro.

Nessas trocas realizadas antes da janela partidária, foi necessário um acordo entre a legenda que perdeu o deputado e a nova sigla para evitar perda de mandato.

Por Augusto Tenório e Raphael Di Cunto / Folhapress

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