Ibirataia: Prefeitura inicia demolição de casas na "Baiuca" após realocação de famílias para moradias populares
A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, iniciou a demolição das casas localizadas na comunidade da Baiuca, no bairro Mirassol. A medida faz parte do processo de desocupação definitiva da área após a mudança das famílias para as 61 casas populares entregues recentemente pela administração municipal. A ação busca eliminar ocupações em uma região considerada de risco.
As residências demolidas estavam situadas às margens do rio e sob a rede elétrica de alta tensão, locais que ofereciam riscos à segurança dos moradores, especialmente em períodos de fortes chuvas. Com a entrega das novas moradias, as famílias passaram a contar com infraestrutura adequada, proporcionando mais qualidade de vida, segurança e dignidade. A demolição também contribui para evitar novas ocupações irregulares na área.
O prefeito Sandro Futuca destacou que a iniciativa representa mais uma etapa de um compromisso assumido pela gestão municipal. “Nosso objetivo sempre foi garantir que essas famílias deixassem uma área de risco para viver em um lugar seguro e digno. A demolição das antigas moradias conclui esse processo de forma responsável, preservando vidas e assegurando que o espaço não volte a ser ocupado”, afirmou. A Prefeitura reforça que continuará desenvolvendo ações voltadas à habitação, infraestrutura e melhoria da qualidade de vida da população.
STF monitora atuação de André Mendonça em nova investigação contra Lulinha =Por Redação
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acompanham de perto a atuação do ministro André Mendonça na nova investigação da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso apura suspeitas de tráfico de influência, corrupção e possíveis acessos indevidos ao gabinete presidencial. A reportagem é do jornal O Globo.
A PF pediu a abertura de uma nova apuração após identificar movimentações relacionadas a Lulinha e possíveis indícios de influência irregular em decisões do governo federal. A investigação, que inicialmente estava sob relatoria de Mendonça, foi redistribuída a pedido da PF, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas acabou novamente sorteada para o mesmo ministro.
Segundo a coluna, integrantes do STF avaliam que Mendonça tem adotado uma postura prudente ao tomar decisões baseadas em solicitações da PF e da PGR. A estratégia é vista como uma forma de evitar questionamentos sobre eventual uso político da investigação em meio à proximidade das eleições de 2026. O caso é acompanhado com atenção pelo impacto que seus desdobramentos podem ter sobre o cenário político e a campanha de reeleição do presidente Lula.
TSE avalia que governo Lula errou ao barrar entrada de funcionários de Trump---Por Redação
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avaliam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) errou ao negar vistos para dois funcionários do governo dos Estados Unidos que pretendiam visitar o Brasil para tratar de liberdade de expressão e eleições. Segundo integrantes da Corte ouvidos reservadamente, a decisão teria sido diplomaticamente ruim e contribuído para aumentar as tensões entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca. A informação é do jornal O Globo.
Os funcionários Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, do Departamento de Estado americano, seriam enviados ao Brasil para discutir a integridade das urnas eletrônicas. O Itamaraty, porém, afirma que os vistos foram recusados antes de a imprensa americana divulgar a missão e sustenta que havia informações de que o objetivo seria disseminar desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro e provocar instabilidade institucional.
O episódio ocorre às vésperas das eleições de 2026 e em meio à preparação de um novo encontro do TSE com embaixadores, marcado para agosto, para explicar o funcionamento das urnas. A Corte avalia que o diálogo poderia ser uma alternativa para esclarecer eventuais dúvidas dos representantes americanos, enquanto o governo Lula defende que a decisão de barrar os funcionários foi necessária para proteger o sistema eleitoral brasileiro.
PF aponta 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio do Banco Master Por Redação 31/07/2026 às 08:35
A Polícia Federal identificou 74 ligações telefônicas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master e um dos investigados na Operação Compliance Zero. Segundo relatório que embasou a operação, os dois conversaram por cerca de cinco horas e meia entre novembro de 2023 e maio de 2025, com registros de contatos frequentes e, em alguns casos, várias chamadas no mesmo dia. A reportagem é do Estadão.
Os documentos indicam ainda que a PF passou a monitorar movimentações relacionadas ao senador após suspeitas de vazamento da operação. A investigação apura possíveis pagamentos de propina envolvendo o Banco Master e Wagner, incluindo a suposta aquisição de um apartamento de R$ 2,5 milhões por meio de um esquema que teria semelhanças com a compra de imóveis atribuída a outro investigado, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
A PF também aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro teria se encontrado com Wagner no Senado, disponibilizado um avião para o senador e mencionado, em conversa, que Wagner poderia atuar como intermediário para transmitir recados ao presidente Lula. A defesa do senador ainda não havia se manifestado sobre as novas informações. Quando a operação foi deflagrada, Wagner negou ter atuado em favor do banqueiro.
Por Redação Politica Livre 31/07/2026 às 08:35
Lula e Flávio Bolsonaro travam batalha decisiva no Sudeste, com disputas embaralhadas nos estados Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress 31/07/2026 às 06:59
Os três maiores colégios eleitorais do país —São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro— são palco de uma disputa decisiva entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aponta nova rodada de pesquisas Genial/Quaest divulgada nesta semana.
Em Minas e no Rio, o petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em cenários simulados tanto de primeiro quanto de segundo turnos, enquanto em território paulista o candidato do PL leva vantagem por margem estreita.
Nos estados, o quadro de palanques dos principais nomes para a disputa ao Planalto também está embaralhado, com situações de empate técnico e candidatos independentes despontando.
Os dados constam de nova rodada de pesquisas realizadas pela Quaest em julho sob encomenda do Banco Genial. As entrevistas abrangeram dez estados que correspondem a cerca de 75% do eleitorado do país. Foram ouvidos 11.646 eleitores de 21 a 28 de julho.
A margem de erro é de três pontos percentuais para todos os estados, com exceção de São Paulo, para o qual ela é de dois pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%.
Considerando um microcosmo eleitoral brasileiro, Minas tem Lula com 30% das intenções e Flávio 29% no primeiro turno. No segundo, o petista aparece com 38% ante 35% do adversário.
No estado, depois de meses de indefinição, o deputado federal Patrus Ananias (PT) confirmou a candidatura ao governo mineiro em chapa de apoio a Lula, mas o cenário lá ainda está totalmente em aberto.
Pela Quaest, quem lidera nas intenções de voto no estado é o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). A candidatura do parlamentar, que já sinalizou que disputaria o governo, contudo, está ameaçada: seu partido soltou uma nota na quarta (29) dizendo ele não será candidato.
Com ou sem Cleitinho, Flávio está sem palanque oficializado em Minas.
No Rio, o filho do ex-presidente está numericamente à frente, mas empata com o presidente Lula. Ele tem 32% contra 30% do petista no primeiro turno e 38% ante 35% no segundo —um empate técnico.
O estado é o único, dos dez em que a Quaest ouviu eleitores, no qual um aliado do atual presidente está à frente de maneira isolada: o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD).
O candidato de Flávio, Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), está empatado em segundo lugar com o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos).
Em São Paulo, a chance é de que a disputa estadual termine em primeiro turno, com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do ex-ministro Fernando Haddad (PT).
Entre os paulistas, 34% declaram voto no primeiro turno no senador, que apoia Tarcísio, e 30% no petista, que está do lado de Haddad. Flávio sai na frente em eventual segundo: 40% a 35%.
Como mostrou a coluna do Painel, a possibilidade uma vitória de Tarcísio ainda no primeiro turno da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes preocupa petistas. O receio é o de que o Lula fique sem um palanque no estado, o maior colégio eleitoral do país, em eventual segundo turno contra o filho 01 do ex-presidente Bolsonaro.
Para além do Sudeste, outro estado em que um nome de Flávio está na dianteira é o Paraná. Lá, o senador Sergio Moro (PL) lidera a disputa para o governo, seguido do deputado estadual Requião Filho (PDT), filho do ex-governador Roberto Requião, que tem o apoio de Lula.
Nos demais estados, nos cenários de segundo turno, há ou situações de empate técnico, como na Bahia com ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT), ou aparece na liderança um nome sem apoio claro, como no Ceará com Ciro Gomes (PSDB).
No cômputo geral dos estados com pesquisas da Quaest, o atual presidente aparece à frente em cenários estimulados de segundo turno no Norte e Nordeste (Bahia, Ceará, Pará e Pernambuco), enquanto Flávio venceria em Goiás, no Paraná e em São Paulo.
Em Minas, Rio e Rio Grande do Sul, há empate técnico.
As pesquisas estaduais citadas estão registradas na Justiça Eleitoral sob os códigos BA-02331/2026, CE-09277/2026, GO-01701/2026, MG-03490/2026, PA-04548/2026, PR-04818/2026, PE-09649/2026, RJ-02671/2026, RS-04790/2026 e SP-04846/2026.
Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress
Rotary Club de Ipiaú entrega 60 cobertores à Fundação Casa Deraldina - Lar dos Idosos
O Rotary Club de Ipiaú realizou a entrega de 60 cobertores à Fundação Casa Deraldina, reafirmando seu compromisso com a solidariedade e o cuidado com as pessoas idosas atendidas pela instituição.
A ação foi resultado da união de esforços entre parceiros da comunidade. Do total de doações, 30 cobertores foram doados pelo Grupo Galera Top, 24 pelo Rotary Club de Ipiaú e 6 pela Controller Contabilidade, totalizando 60 unidades.
Mais do que uma doação, o gesto representa acolhimento, carinho e responsabilidade social. O Rotary Club de Ipiaú agradece ao Grupo Galera Top de Ipiaú, à Controller Contabilidade e a todos os envolvidos por contribuírem para levar mais conforto e dignidade aos idosos da Fundação Casa Deraldina.
Inspirado pelo lema “Crie Impacto Duradouro”, o Rotary segue promovendo ações que fortalecem a solidariedade e fazem a diferença na vida das pessoas.
PF pede para investigar Lulinha sob suspeita de tráfico de influência e cita gabinete presidencial
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| Foto: Reprodução/Arquivo |
A Polícia Federal pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de um inquérito para investigar suspeitas envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
A solicitação feita na última sexta-feira (24) foi distribuída nesta quarta-feira (29) ao ministro André Mendonça, que vai decidir se abre o procedimento.
De acordo com informações obtidas pela Folha, os investigadores querem apurar os crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização da comercialização de cannabis medicinal, em programas ligados ao Ministério da Saúde.
Lulinha tem atuação no ramo em parceria com a empresária Roberta Luchsinger, sua amiga, e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
O pedido de abertura de inquérito também cita contatos entre os alvos e servidores, inclusive do gabinete de Lula. A suspeita é de que o tráfico de influência tenha sido exercido junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência, de acordo com informações da PF.
Segundo os investigadores, há suspeita de que Lulinha tenha atuado com Roberta no mercado de canabidiol a favor da empresa World Cannabis, ligada ao Careca do INSS.
Advogados de Lulinha, Luchsinger e Antunes foram procurados na tarde desta quinta-feira (30) para comentar o pedido da PF, mas não responderam até a publicação desta reportagem. O Palácio do Planalto também foi procurado, mas ainda não se manifestou.
Nos últimos meses, os citados vêm negando irregularidades em sua atuação no ramo da cannabis medicinal.
Os advogados de Lulinha afirmaram anteriormente que o filho do presidente não participou de negociações, não investiu trabalho ou valores "e tampouco recebeu convite para associação, participação ou compra de cotas" no projeto comercial da World Cannabis.
Em março, a defesa de Lulinha admitiu que ele teve despesas pagas pelo Careca do INSS em uma viagem para Portugal em 2024.
Roberta Luchsinger disse que prestou uma consultoria para o Careca do INSS na área de canabidiol e que apresentou o lobista a Lulinha em um "contexto social". Disse ainda que seu contrato não previa a comercialização de nenhuma substância.
O Careca do INSS está preso desde setembro de 2025. Em depoimento à CPI do INSS no ano passado, ele disse ser um empresário cuja prosperidade é "fruto de trabalho honesto e dedicado" e que não possui "patrimônio oriundo de roubo ou de qualquer prática ilícita".
O documento enviado pela PF ao Supremo afirma que teriam sido identificados pagamentos do lobista para a RL Consultoria, de Roberta Luchsinger. A investigação tentará esclarecer se houve o pagamento para agentes públicos.
Os investigadores pedem à corte a autorização do compartilhamento de provas colhidas na Operação Sem Desconto, que mira uma quadrilha responsável por desvios no INSS e que tem Careca como um dos alvos.
O pedido de investigação foi enviado ao STF na última sexta, durante o recesso do Judiciário. A PF remeteu o caso à presidência do Supremo por considerar que os fatos não são relacionados à Operação Sem Desconto, que envolve fraudes no INSS e que está sob relatoria de Mendonça.
O caso foi analisado por Alexandre de Moraes, que substituía Edson Fachin na presidência da corte em regime de plantão.
No mesmo dia, o ministro pediu um parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que afirmou que as quebras de sigilo apresentadas pelos investigadores "revelaram a prática de crime" sem relação com a Operação Sem Desconto, opinando pelo sorteio de um novo relator para o caso. O escolhido foi André Mendonça.
No fim do ano passado, Lula chegou a afirmar que o filho deveria ser investigado se houvesse envolvimento dele em irregularidades.
"Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso será investigado. Se tiver o [ministro da Fazenda Fernando] Haddad, vai ser investigado, o [ministro-chefe da Casa Civil] Rui Costa com essa seriedade, vai ser investigado", afirmou.
Por Constança Rezende, Folhapress
Governo da Bahia abre concurso da Polícia Civil com 750 vagas
O Governo da Bahia publicou, no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (30), o edital do novo concurso público da Polícia Civil da Bahia (PC-BA). Ao todo, serão ofertadas 750 vagas para os cargos de delegado, escrivão e investigador, com remunerações que podem chegar a R$ 16,4 mil.
De acordo com o Edital nº 02/2026, o concurso disponibiliza 100 vagas para delegado, 150 para escrivão e 500 para investigador. As inscrições serão realizadas exclusivamente pelo site do Instituto AOCP, organizador do certame, entre os dias 7 de agosto e 8 de setembro.
Para o cargo de delegado, a remuneração pode alcançar R$ 16,4 mil, enquanto investigadores e escrivães poderão receber até R$ 6,4 mil. Todos os cargos possuem carga horária de 40 horas semanais e exigem nível superior completo. Para delegado é necessário ser bacharel em Direito, enquanto para investigador e escrivão é aceito diploma de qualquer curso superior.
O processo seletivo será composto por três etapas: prova objetiva, prova discursiva e prova de títulos. As duas primeiras terão caráter eliminatório e classificatório, enquanto a avaliação de títulos será apenas classificatória. As provas objetiva e discursiva estão marcadas para o dia 6 de dezembro, em Salvador.
O edital também prevê a adoção de políticas de ações afirmativas. Do total de vagas, 5% serão reservadas para pessoas com deficiência e 30% para candidatos negros (pretos e pardos), conforme a legislação estadual e federal.
A taxa de inscrição será de R$ 220 para o cargo de delegado e de R$ 190 para os cargos de investigador e escrivão. O concurso terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.
Lula sanciona 'Pix Pensão Alimentícia', que permite transferência automática de valores Por Geovanna Hora, Estadão Conteúdo
Com a entrada em vigor da lei, o juiz poderá autorizar a transferência automática do valor da pensão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou na quarta-feira, 29, a lei que institui a transferência automática de pensão alimentícia, apelidada de "Pix Pensão Alimentícia". A nova regra altera o Código de Processo Civil e teve origem em um projeto de lei da deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados em setembro do ano passado e pelo plenário do Senado no início deste mês.
Antes da alteração, a pensão alimentícia era debitada automaticamente apenas do salário do pagador com vínculo formal de emprego. Com a entrada em vigor da lei, o juiz poderá autorizar a transferência automática do valor da pensão alimentícia da conta do devedor para a conta do filho ou do responsável legal, de forma semelhante a um débito automático. A medida busca reduzir atrasos e dar mais agilidade ao processo.
O magistrado deverá informar o valor a ser pago, o prazo para o pagamento, as contas de débito e crédito e os critérios de atualização dos valores. Caso não haja saldo suficiente na conta do pagador para a transferência automática, a instituição financeira deverá comunicar a situação à autoridade responsável pela supervisão do sistema financeiro nacional, que poderá determinar o bloqueio de ativos financeiros até o valor da dívida atualizada. Também poderá haver penhora de outros bens, como automóveis e imóveis, inclusive de ativos financeiros de empresário individual vinculados à atividade empresarial.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também passará a ser obrigado a produzir e divulgar estatísticas sobre ações judiciais relacionadas à pensão alimentícia, com dados como o número de processos, os valores médios das ações e o perfil dos beneficiários, sem comprometer o anonimato dos envolvidos.
Por Geovanna Hora, Estadão Conteúdo
Secretário do Ministério da Agricultura esteve em Ipiaú para anunciar instalação da Embrapa na região.
Na tarde dessa quarta-feira, 29, a prefeita Laryssa Dias recebeu a visita do secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Fábio Rodrigues que se deslocou até Ipiaú com o propósito de anunciar o início da obra de construção da unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que será implantada em Jequié e atenderá 26 municípios do sudoeste baiano.
A construção, iniciada no último dia 22, localiza-se em área pertencente à Bahia Pesca, na região da Fazenda Velha, imediações da Barragem da Pedra, absorverá um investimento estimado em R$ 18 milhões, divididos em três módulos. A primeira etapa terá aporte inicial de R$ 6 milhões. Estima-se que os serviços estejam concluídos em dezembro deste ano.
O empreendimento fortalecerá pesquisas voltadas ao semiárido, agricultura familiar, inovação tecnológica e produção rural. A unidade será a segunda da Embrapa na Bahia. Até então o estado conta apenas com uma sede da empresa, localizada no município de Cruz das Almas.
A prefeita Laryssa Dias comentou que solicitações apresentadas pelo deputado Antônio Brito junto ao Ministro da Agricultura muito contribuíram para a viabilização desse projeto que trará grandes benefícios para a agropecuária de Ipiaú. “A nova unidade da Embrapa vem fortalecer o nosso campo, nossa agricultura, enfim todas as cadeias produtivas locais”, destacou a gestora. ( José Américo Castro).
Governo do Estado homologa licitação para pavimentação da BA-549
Uma importante conquista para a mobilidade e o desenvolvimento regional foi confirmada nesta semana. O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura (SEINFRA), homologou a licitação da obra de pavimentação da BA-549, no trecho que liga a BR-330 ao distrito de Córrego de Pedras e ao município de Apuarema.
A homologação ocorre poucos dias após a prefeita de Ipiaú, Laryssa Dias, cumprir agenda institucional na SEINFRA, em Salvador, onde reforçou o pedido para que o processo fosse concluído e a obra avançasse para as próximas etapas.
A pavimentação da rodovia representa uma demanda histórica da região e beneficiará diretamente moradores, produtores rurais, estudantes e todos que utilizam a via diariamente, proporcionando mais segurança, melhores condições de tráfego e impulsionando o desenvolvimento econômico.
A prefeita Laryssa Dias destacou a importância da parceria com o Governo do Estado para a concretização de investimentos estruturantes.
“Na última semana estive na SEINFRA reforçando esse pleito e, agora, recebemos com alegria a homologação da licitação. É uma conquista importante para toda a nossa região, fruto do diálogo e do trabalho conjunto. Quero agradecer ao governador Jerônimo Rodrigues e à equipe da SEINFRA por atenderem essa demanda tão esperada pela população e toda região”, afirmou.
Com a homologação da licitação, o processo segue para as etapas administrativas seguintes, aproximando o início da execução de uma obra aguardada há muitos anos e considerada estratégica para fortalecer a integração regional e melhorar a qualidade de vida da população.
Apreensão de madeira sem droga expõe irritação da PF com a Receita Federal Por Gabriela Echenique/Folhapress
Uma apreensão de 260 toneladas de madeira pela Receita Federal, após suspeita de que esconderia uma carga de cocaína, expôs de vez a irritação da Polícia Federal com a corporação. Laudos da polícia constaram que não havia presença da droga.
A avaliação é que há uma clara violação de competências por parte da Receita, já que as investigações sobre o tráfico internacional de drogas são de competência exclusiva da PF.
O clima, que já não era bom, azedou quando a Receita Federal deflagrou a Operação Timber Shield, em junho, ao reter oito caminhões transportando centenas de toneladas de madeira sob a suspeita de ocultar droga.
A ação foi feita em cooperação com autoridades dos Estados Unidos e da Bolívia. Na época, o órgão divulgou a operação como a maior do país.
O material foi para a perícia e os laudos da PF mostraram que não havia presença de cocaína no material. Por isso, a corporação abriu um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram à retenção da carga.
Integrantes da cúpula da Polícia Federal criticam a tentativa da Receita de usurpar funções e afirmam, sob reserva, que a prática, além de ser crime, pode anular grandes operações. Além disso, lembram que muitas delas acabam atrapalhando os trabalhos da PF.
Uma parte da corporação diz que o desgaste provocado entre os órgãos é visível. A PF diz que cada um terá que responder pelos seus atos, além de prever uma indenização aos afetados.
A irritação, no entanto, não é de hoje. Em maio, a Polícia Federal abriu inquéritos para apurar a conduta de auditores da Receita Federal nas gravações de um programa sobre o trabalho feito pelo órgão nos aeroportos do país.
Policiais apontam possíveis casos de usurpação de função, abuso de autoridade e porte irregular de armas.
Por Gabriela Echenique/Folhapress
Ministros do TSE veem interferência de Moraes em cobrança sobre IA de Bolsonaro
O uso de vídeo de inteligência artificial com a imagem de Jair Bolsonaro na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência abriu uma disputa de bastidores entre integrantes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, com críticas de magistrados sobre o papel das duas cortes nas eleições deste ano.
Ministros do TSE viram a cobrança feita por Moraes nesta semana sobre esse tema como uma forma de pressão. Na avaliação de três membros do tribunal ouvidos sob reserva, o tema está na esfera da disputa de outubro e, portanto, deve ser tratado pela corte eleitoral, não pelo STF.
Moraes pediu explicações de Bolsonaro no processo que disciplina a execução da pena do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado, em que o ministro do STF impôs restrições como proibição do uso de redes sociais.
No TSE, há divergências internas sobre o tratamento a ser dado ao uso da IA pela campanha do PL, mas nenhum dos grupos pretende propor sanções graves a Flávio. Dos sete integrantes, ao menos dois ministros tendem a dar uma abordagem mais liberal e outros dois a aplicar medidas que sirvam como alerta.
Na determinação à defesa de Bolsonaro para explicar a participação do ex-presidente no episódio, Moraes sugeriu que a conduta pode acarretar tanto o retorno de Bolsonaro ao regime fechado quanto a inelegibilidade de Flávio.
O PT acionou o STF e o TSE sobre o uso da IA de Bolsonaro na convenção do PL e afirmou ser um caso semelhante (porém mais grave pela sofisticação e reincidência) ao da leitura da carta de apoio do ex-presidente a Flávio que gerou proibição de visitas do candidato ao pai.
Para integrantes do TSE, o despacho de Moraes é um sinal de tentativa de interferência nos trabalhos da corte e no processo eleitoral.
Como mostrou a Folha, um grupo de magistrados do STF vinha se preparando para atuar como uma espécie de instância revisora de decisões do TSE e fazer frente à gestão de Kassio Nunes Marques na corte.
Mesmo ministros do TSE que defendem sanções a Flávio pelo uso do avatar do pai demonstram preocupação com a medida de Moraes e com o que ela pode simbolizar na relação entre a Justiça Eleitoral e o Supremo nas eleições.
Até aqui, os conflitos surgiram diante de controvérsias estaduais, como a das eleições suplementares em Roraima ou a da definição do Executivo do Rio de Janeiro.
No caso do uso do avatar, ministros do TSE estudam caminhos diferentes do sinalizado por Moraes. De um lado, ao menos dois que recusam, de início, aplicar qualquer punição ao senador têm um entendimento de que a inteligência artificial foi usada para favorecer, e não prejudicar, um candidato. Nessa visão, o emprego da ferramenta para lesar uma campanha é que deveria ser punido.
Outra possibilidade aventada é aplicar uma multa ao PL, determinar a remoção do material das redes sociais e pontuar que a reincidência poderia ser entendida como abuso de poder. Ao menos dois ministros avaliam que Flávio usou a chamada deepfake, e uma resolução proíbe o uso dessa ferramenta para atacar o adversário ou para favorecer o candidato.
Esse conjunto de medidas funcionaria como uma advertência, para prevenir o uso sistemático de inteligência artificial e evitar que, por esse meio, Bolsonaro acabasse entrando em campanha pelo filho.
Mesmo essa visão estaria distante da levantada por Moraes de que o ato do partido mereceria algumas das condenações mais graves da legislação eleitoral. A respeito desse ponto, portanto, parte dos ministros do TSE prevê penalidade, mas não cassação ou vedação do registro de candidatura.
O abuso de poder em campanha eleitoral para esses magistrados seria aquele ato com potencial de causar danos ao equilíbrio do pleito ou à integridade do processo eleitoral. O avatar de Bolsonaro em um evento do PL, sozinho, não teria capacidade para tal.
Agora, Kassio também relata a representação apresentada ao TSE contra o uso do avatar de Bolsonaro, cabendo a ele a decisão inicial sobre a regularidade da conduta. O ministro poderá enviar a decisão ao plenário para validação, ou fazê-lo apenas se houver recurso contra a sua conclusão.
Até o momento, ele tem afirmado a interlocutores que o tema está sob análise e ainda não indicou previsão para decidir.
No Supremo, no entanto, na noite desta terça-feira (28), o relator da execução da pena por golpe de Estado agiu rápido e deu 48 horas para os advogados dele responderem se o ex-presidente tinha autorizado a apresentação do avatar no evento que definiu Flávio como o candidato do partido à Presidência.
Os advogados de Bolsonaro negaram nesta quarta (29). Na resposta, o ex-presidente, por meio de sua defesa, afirmou que nem sequer teria meios para dar tal autorização a Flávio para a exibição do vídeo, já que está proibido de receber visitas do filho.
Segundo Moraes, uma autorização para isso seria uma violação grave das restrições impostas por ele e pelo Supremo. Essa anuência poderia, inclusive, tirar o benefício da prisão domiciliar concedido a Bolsonaro.
Por outro lado, com a negativa, a responsabilização recairia sobre Flávio e o PL. O ministro do STF afirmou, no despacho, que o uso de deepfake é expressamente proibido pela legislação. Apontou ainda que, de acordo com resolução de março deste ano, o TSE aperfeiçoou o combate aos ilícitos eleitorais, em especial para o enfrentamento do uso indevido da IA, caracterizando o uso dessas ferramentas como abuso do poder político e econômico.
"A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, igualmente, é pacífica no sentido de que a utilização indevida dos meios de comunicação social, inclusive por meio das redes sociais, configura grave desrespeito à legislação eleitoral, podendo, inclusive, acarretar a inelegibilidade", diz Moraes.
No início do acirramento entre as cortes, em junho, integrantes do STF também fizeram chegar a Kassio a intenção de derrubar a decisão dele de censurar a pesquisa Atlas/Bloomberg que apontou queda de Flávio após diálogos entre o senador e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O presidente do TSE afirmou a aliados ter a possibilidade no radar e articulou um acordo interno para esmorecer a tensão. Agora, mais uma vez, a expectativa nos bastidores do TSE é que a questão eleitoral pode chegar ao Supremo e, nesse caso, a depender da relatoria definida, ser rediscutida.
Por Ana Pompeu e Laura Scofield/Folhapress
PoderData aponta empate técnico entre Lula e principais adversários em cenários de 2º turno
Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (30) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) em simulações de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. No cenário contra Flávio, Lula aparece com 46% das intenções de voto, ante 43% do senador. Contra Zema, o petista marca 44%, enquanto o governador de Minas Gerais tem 42%. Já diante de Caiado, Lula registra 44%, contra 43% do governador de Goiás. A informação é da CNN.
Em relação à rodada anterior, realizada em 15 de julho, Lula oscilou de 45% para 46% no cenário contra Flávio, enquanto o senador manteve 43%. Contra Zema, o presidente permaneceu com 44%, e o governador passou de 41% para 42%. No confronto com Caiado, os dois mantiveram os mesmos percentuais registrados anteriormente. A pesquisa também simulou uma disputa entre Lula e Renan Santos (Missão), com vantagem para o presidente, que aparece com 45%, contra 37% do adversário.
O levantamento ouviu 2.400 pessoas em 147 municípios das 27 unidades da Federação entre os dias 26 e 29 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07845/2026.
Por Redação
PF aciona governo contra medidas de Mendonça no caso INSS, que envolve Lulinha
A Polícia Federal acionou, na última semana, a AGU (Advocacia-Geral da União) contra medidas impostas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, que aumentaram o controle do caso que investiga as fraudes nos descontos no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
As investigações sobre o caso envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
O objetivo do órgão é que a AGU encontre algum remédio judicial para rebater a determinação do ministro para que todos os atos da apuração sejam imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete.
Ele também determinou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigadores seja comunicado previamente ao seu gabinete.
Nos bastidores, pessoas com acesso à cúpula da polícia classificaram as medidas como uma intromissão do magistrado na gestão de suas equipes e uma violação às competências do órgão.
A decisão de compartilhar os dados diretamente com o gabinete também foi vista como um sinal de uma possível desconfiança do ministro em relação à imparcialidade da polícia na condução do caso.
Um investigador ligado às apurações disse que, se Mendonça avalia que há perseguição ou proteção a alguém ou alguma irregularidade, ele deve formalizar isso no processo e não ir contra uma instituição por uma suspeita genérica.
A reportagem não conseguiu contato com o gabinete de Mendonça para falar do assunto e a AGU não respondeu sobre o pedido. A PF também não comentou o assunto.
As investigações do caso, no âmbito da Operação Sem Desconto, são consideradas sensíveis por envolverem Lulinha. Ele teve as suas quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático autorizadas pelo ministro em fevereiro.
Uma das linhas de investigação é que o filho do presidente seria sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como um dos operadores centrais do esquema de fraudes.
A ida da PF à AGU representa uma escalada na crise entre Mendonça e a polícia. Devido à insatisfação do relator com o que vê como lentidão das investigações sobre o caso, o ministro havia determinado anteriormente que a PF concluísse, em até 60 dias, a análise do material apreendido na operação, como celulares, HDs, e pen drives dos presos.
Em resposta, a PF informou ao ministro que precisaria de mais prazo e falou em falta de pessoal. A polícia disse que há 11 pessoas atuando na investigação, enquanto seriam necessárias mais de 40 para cumprir o prazo desejado pelo ministro. Também afirmou que a análise global do material, de cerca de 1.700 itens, encontra-se em estágio inicial e que teria finalizado cerca de 40%.
O ministro também havia pedido, em ofício enviado à corporação, que o órgão mantivesse a equipe de investigação e, em caso de alterações, que fossem apresentadas justificativas no processo.
A determinação foi feita devido a sua insatisfação com trocas na coordenação do caso feitas pela Polícia Federal. Ele avaliou que essas mudanças têm contribuído para a demora da conclusão da operação.
Também há uma percepção, entre autoridades que acompanham o caso, de que, apesar de ser mais antiga, a Sem Desconto, iniciada em 23 de abril de 2025, está mais lenta do que a operação Compliance Zero, que apura fraudes do Banco Master e teve a primeira fase deflagrada em 18 de novembro.
A PF já havia anunciado a retirada do caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e realocado a apuração para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, que investiga pessoas com foro privilegiado.
Na ocasião, o chefe da divisão antiga, o delegado Guilherme Figueiredo Silva, foi pego de surpresa com a decisão da cúpula da Polícia Federal.
A polícia argumentou que a mudança foi feita para assegurar maior eficiência às investigações porque a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores tem estrutura para a condução de operações sensíveis com tramitação no STF.
As mudanças da PF levaram a oposição a acusar a corporação de proteger o filho do presidente. O assunto também tem gerado um racha entre investigadores que trabalham no caso.
Sob reserva, parte deles diz ver a opção de avançar sobre o filho do presidente como uma mudança do rumo das apurações e afirma que, até o momento, não há provas suficientes de que ele tenha cometido irregularidades. A defesa de Lulinha sempre negou que ele tenha cometido qualquer ilegalidade.
Os investigadores também têm feito críticas internamente à condução de Mendonça, assim como no caso da Compliance Zero. Segundo eles, os pedidos para quebra de sigilo ou de bloqueio de bens feitos pela PF ao gabinete não têm a mesma velocidade em suas análises, dependendo de quem são os alvos.
Cacique do Republicanos diz que temia desistência de Cleitinho no meio da campanha
Presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira diz que uma das razões pelas quais vetou a candidatura ao governo de Minas Gerais do senador Cleitinho Azevedo é a falta de certeza de que ele se manteria na disputa até o fim.
"Eu não posso me arriscar a que lá pelo dia 15 de setembro, ele desista da candidatura", diz Pereira.
Ao longo do processo de decisão sobre a candidatura, diz Pereira, o senador mostrou comportamento instável, e sem dar resposta sobre suas intenções. Cleitinho faltou à convenção do próprio partido em Minas Gerais, no último final de semana, alegando estar de luto pela morte de um irmão.
Segundo Pereira, a situação pessoal é compreensível, mas o senador poderia ter enviado uma procuração para que sua candidatura fosse aprovada no encontro. "Ele não deu sinais de que aceitaria ser candidato".
A situação, diz o dirigente partidário, é irreversível, e a legenda vai decidir qual caminho tomar. O cenário mais provável é de apoio à candidatura ao governo de Marcelo Aro (PP).
Por Fábio Zanini/Folhapress
Presidente do partido, Marcos Pereira, não convidou candidato do PL
A presença de Flávio Bolsonaro (PL) na convenção de Tarcísio de Freitas, no próximo sábado (1º), gerou mal-estar com o Republicanos, partido do governador.
Presidente nacional da legenda, Marcos Pereira não convidou o candidato presidencial para o evento.
Aliados do dirigente dizem que o clima entre Republicanos e PL está ruim há muito tempo, por uma série de fatores. Um exemplo são as sucessivas tentativas do PL de filiar o governador nos últimos anos.
Também são lembradas as críticas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ao Republicanos, que chegou a chamá-lo de partido de esquerda.
Há contrariedade ainda com o fato de Flávio buscar uma coligação com o partido, mas tentar emplacar na vaga a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, que é recém-filiada à legenda.
Por fim, existe a avaliação de que a sucessão de crises na campanha presidencial pode respingar no governador.
Apesar da resistência do comando do Republicanos, a previsão inicial é de que Flávio esteja na convenção, por pedido do próprio Tarcísio, que publicamente vem fazendo gestos de apoio ao senador do PL.
Por Fábio Zanini/Carlos Petrocilo/Folhapress
Lula reclama de corporativismo de juízes e procuradores e prega reforma de instituições
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| Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil |
O presidente Lula (PT) criticou nesta quarta-feira (29) o corporativismo de juízes e procuradores e afirmou que é necessária uma reforma das instituições. Ele deu as declarações durante a cerimônia de sanção de projetos destinados à defesa das mulheres, em Brasília. |
Lula mencionou especificamente o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), órgãos criados em seu primeiro governo para fiscalizar o Judiciário e o Ministério Público.
"Quando nós criamos o Conselho Nacional de Justiça, eu imaginei que a gente estava fazendo uma revolução. A verdade é que a gente fez muito pouco, porque ficou uma corporação tomando conta da corporação. Quando a gente criou o Conselho Nacional do Ministério Público, também. Eu achei que a gente estava fazendo uma revolução e a gente estava criando uma coisa mais poderosa para dar mais força à corporação", declarou o petista.
Lula concorrerá à reeleição neste ano. Seu partido tem defendido uma reforma do Judiciário. As propostas têm como pano de fundo o desgaste na imagem da Justiça causado pelo caso do Banco Master.
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que estava presente na solenidade onde Lula discursou nesta quarta, foram citados, de formas diferentes no escândalo. O CNJ não tem poder sobre o STF.
Moraes foi criticado no caso Master porque sua mulher, Viviane Barci, lidera um escritório de advocacia que recebeu R$ 80 milhões do Master em dois anos; e Dias Toffoli foi sócio, por meio de uma empresa familiar, de um fundo de investimentos ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que era dono do Master.
No início do ano, quando as acusações contra Moraes e Toffoli estavam mais presentes no debate público, a cúpula do governo notou uma contaminação da própria popularidade pelo desgaste do STF. O motivo, na análise feita à época, era que a proximidade entre o petista e o Judiciário fazia com que ele também arcasse com os prejuízos de imagem.
Nesta quarta, o presidente da República defendeu uma reforma nas instituições, incluindo o próprio Poder Executivo como passível de mudanças.
"Vamos ter que fazer novas reformas em todas as instituições para que a gente possa conseguir o tipo de sociedade que nós todos queremos ter. E a gente vai ter que mudar. A gente vai ter que mudar o comportamento do Congresso Nacional, o comportamento do Poder Judiciário, o comportamento do Executivo, o comportamento da polícia", declarou o petista.
A reforma do Judiciário já foi defendida em público pelo presidente do PT, Edinho Silva. "Fulanizar é muito fácil. As pessoas são falíveis. O importante é você ter instituições fortes", disse ele em abril.
Outro líder petista que tocou no assunto neste ano foi o ex-ministro José Dirceu, um dos nomes mais influentes do partido. Ele disse, em entrevista à Folha, que o Supremo precisa de reformas porque "o rei está nu".
Lula será oficialmente escolhido pelo PT como candidato a presidente no domingo (2), em convenção que será realizada em São Paulo.
Pesquisa Datafolha divulgada na última semana mostra o petista com 48% das intenções de voto para o segundo turno, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário na eleição.
Por Caio Spechoto, Folhapress
Gravações de Uziel Bueno com Jerônimo Rodrigues podem acabar na Justiça Eleitoral
Candidato a deputado federal nas eleições deste ano, o jornalista Uziel Bueno (PSD) gravou dois vídeos nesta quarta-feira (29) com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) dentro da Band Bahia. Nas entrevistas, que podem ser questionadas legalmente, o chefe do Executivo estadual respondeu sobre a morte de Léo Lanches, fez críticas ao candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, e a ACM Neto (União), que concorre ao governo da Bahia.
Uziel deixou a Band em junho para entrar na disputa eleitoral. Entretanto, as entrevistas publicadas hoje, nas quais o comunicador segura o microfone da Band Bahia, podem abrir brechas para o entendimento de que ele segue na emissora, mesmo que informalmente. Antes de uma das falas, Jerônimo disse que iria "falar com o sistema", numa referência ao apelido do jornalista na televisão.
"Claro que cabe (uma ação). Fica evidenciado a ligação do candidato com a emissora. Vamos avaliar com calma e estudar o que poderemos fazer", declarou o advogado Ademir Ismerim, que atua na campanha de ACM Neto.
Em um dos vídeos, Uziel Bueno questionou Jerônimo sobre a declaração de Ronaldo Caiado, para quem o povo da Bahia será "alforriado" se ele for eleito presidente. "Não é a palavra, é a cabeça. Quem apoia ele aqui é ACM Neto", disse o governador.
Por Política Livre
Aiquara gastou 8,4 vezes mais no São João de 2026 do que em todo o evento de 2025 Por Política Livre
Enquanto parte da população de Aiquara ainda convive com problemas históricos de saneamento básico e abastecimento de água, a Prefeitura do município destinou R$ 1,5 milhão para a realização do São João de 2026, valor 8,4 vezes superior ao total investido no evento público na edição do ano passado, quando as despesas somaram cerca de R$ 180 mil. Os dados são resultado de levantamento feito com base em informações do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e do relatório do observatório investigativo De Olho nos Ruralistas.
A pesquisa mapeou 322 municípios baianos e identificou um aumento expressivo dos gastos em diversas cidades, entre elas a cidade de Aiquara, município do Médio Rio de Contas, onde o salto nas despesas chama a atenção, principalmente quando comparado à sua dimensão populacional e aos desafios estruturais ainda enfrentados pelos moradores.
Segundo o IBGE, Aiquara possui uma população estimada em 4.583 habitantes. Os próprios indicadores oficiais mostram que o município ainda enfrenta carências importantes na área de infraestrutura básica. Apenas 41,4% do esgoto é coletado, e 11,9% das famílias não possuem canalização de água em seus domicílios.
Diante desse cenário, o aumento expressivo dos investimentos em festas públicas reacende um debate recorrente sobre as prioridades da administração municipal e o equilíbrio entre o incentivo à cultura e a necessidade de ampliar investimentos em serviços essenciais que impactam diretamente a qualidade de vida da população.
Até o momento, a prefeita Valéria Ribeiro (PP) não se pronunciou sobre o assunto.
Por Política Livre
Diego Castro e Raíssa Soares denunciam cobrança de taxa de esgoto pela Embasa em Feira de Santana e anuncia medidas judiciais
O deputado estadual Diego Castro (PL) denunciou que a Embasa continua cobrando a taxa de esgoto de 80% nas contas de moradores de Feira de Santana, apesar de uma decisão judicial que, segundo ele, determinou a redução do percentual para 40%.
Ao lado da médica Doutora Raíssa Soares, candidata a deputada federal pelo PL, o parlamentar, que irá disputar a manutenção de seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), afirmou ter verificado contas de água referentes aos meses de maio, junho e julho nas quais a cobrança permaneceu em 80%, mesmo após o trânsito em julgado da decisão
“Todos vocês sabem que nós estamos levantando uma batalha que não é de hoje, para derrubar essa maldita taxa de esgoto que é cobrada pela Embasa na Bahia de 80%. Pasmem, a taxa por si só já é um roubo, é um absurdo. Imagine, após uma decisão judicial transitada e julgada, mesmo assim, a dona Embasa está desrespeitando a decisão e cobrando esse absurdo. É o que está acontecendo aqui em Feira. A Justiça determinou a legalidade da redução da taxa para 40%, e a Embasa continua mandando para os moradores de Feira de Santana a cobrança de 80%”, disse Diego.
Segundo Diego Castro, documentos analisados por sua equipe mostram que o percentual de 80% continuou sendo aplicado nas faturas emitidas nos últimos três meses. O deputado informou que adotará medidas para exigir o cumprimento da decisão judicial.
“Eu estou com cobranças dos últimos três meses. Vocês podem ver: 80% no mês de maio, 80% cobrado no mês de junho e, no mês de julho, 80% também. E essa decisão é do ano passado. Nós estaremos entrando com representação no Ministério Público, com ação judicial para que essa decisão seja cumprida. E que a Embasa, mesmo após uma decisão judicial, não continue roubando o bolso dos baianos, em especial aqui a população de Feira de Santana”, acrescentou Diego.
A médica Doutora Raíssa Soares reforçou o apelo para que os consumidores acompanhem as cobranças nas contas de água e fiscalizem o cumprimento da decisão judicial.
“Minha gente, você precisa olhar a sua conta. A gente normalmente nem presta atenção. Olha a sua conta, porque isso aqui é maio, é junho e é julho. E aqui está o desconto de taxa de esgoto. Eu pergunto para você: se não tem esgoto executado pelo governo, se a Embasa não tem o esgoto realizado, por que você tem que pagar a taxa de esgoto? Por isso que a Justiça determinou. Agora é cumprir”, emendou Raíssa.
“Então o deputado está fazendo o seu papel e você, como cidadão, faça o seu. Observe a sua conta e vamos juntos mudar esse cenário”, completou a candidata.
Por Redação
Tribunal multa Lula em R$ 15 mil após petista pedir votos para Marina e Tebet
O presidente Lula (PT) terá de pagar uma multa de R$ 15 mil por ter pedido votos para Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado na eleição de 2026, durante um evento em São Paulo. Ainda cabe recurso.
A decisão foi anunciada ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo após representação apresentada pelo partido Missão. No documento, a legenda apontou irregularidades em declarações feitas por Lula durante evento realizado em 19 de maio no bairro da Liberdade.
O tribunal também determinou a exclusão de um vídeo do evento no YouTube. A defesa do petista pode recorrer da decisão ao próprio TRE-SP ou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Procurada pelo UOL, ainda não comentou.
Na ocasião, o presidente afirmou que o público poderia "um dia, dar voto para as duas". No processo, a defesa de Lula argumentou que a declaração "possuía caráter meramente institucional e desprovido de conteúdo eleitoral".
"Fala examinada contém inequívoca solicitação de apoio eleitoral", disse juiz na decisão. Segundo Ronnie Herbert Barros Soares, "houve pedido explícito de voto, vedado pela legislação eleitoral". Fato de declarações terem partido de Lula na condição de presidente da República serviu de agravante no caso.
Apesar disso, o juiz entendeu que Marina e Tebet não poderiam ser responsabilizadas no episódio. Para Soares, as duas não tinham "prévio conhecimento da conduta ou participação em sua realização".
Por Saulo Pereira Guimarães, Folhapress
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