Moraes, Dino, Gilmar e Zanin formam aliança contra agenda de Edson Fachin no STF

Grupo tem cobrado de presidente da corte defesa mais enfática de colegas em meio à crise do Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin
Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), formaram uma espécie de aliança para fazer frente à agenda de Edson Fachin na presidência da corte em meio às repercussões negativas da investigação sobre o Banco Master.

O quarteto tem se articulado para cobrar de Fachin uma defesa mais enfática dos colegas, para tentar emplacar pautas de grande repercussão —a exemplo das restrições aos penduricalhos— e para se contrapor às iniciativas do presidente do Supremo para lidar com a crise de imagem do tribunal, como a implementação de um código de conduta.

A união dessa ala se dá em torno da forma de agir de Fachin, embora os motivos de cada um sejam diferentes. Moraes tem reclamado de falta de apoio público, enquanto Gilmar lamenta que declarações do presidente do STF, como a de que "juízes precisam responder pelos seus erros", acabem alimentando a vulnerabilidade do tribunal.

Já Dino entende que os reais problemas éticos do Judiciário estão passando ao largo das decisões de Fachin, especialmente no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O ministro proferiu decisões que teriam forçado o presidente a enfrentar certos temas, como os limites das verbas pagas acima do teto a juízes e o fim da aposentadoria compulsória como punição para magistrados infratores.

Avesso a eventos públicos e a palestras remuneradas, Zanin avalia que as regras éticas de Fachin teriam pouco impacto no seu cotidiano. Ainda assim, está insatisfeito com a condução desse tema pelo presidente. A leitura é que a insistência no assunto está expondo a corte a críticas.

Os escândalos do Master reconfiguraram os grupos que atuam no tribunal. O quarteto de Moraes se contrapõe a outro, formado por Fachin e pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia, relatora do código de conduta. O ministro Kassio Nunes Marques atua como um pêndulo entre os dois núcleos.

O ministro Dias Toffoli não tem participado das interlocuções do grupo liderado por Moraes, embora esteja igualmente implicado nos desdobramentos do Master e também discorde da postura de Fachin à frente do STF. Hoje, Toffoli é considerado um magistrado isolado na engrenagem do tribunal.

Recai sobre Toffoli a desconfiança de que ele ou algum de seus auxiliares tenha vazado a reunião secreta de fevereiro em que ficou decidida a saída do magistrado da relatoria do caso Master e o arquivamento de uma suspeição levantada pela PF (Polícia Federal). Toffoli nega ter sido o responsável pela divulgação das conversas ocorridas naquela ocasião.

Moraes, Dino, Gilmar e Zanin entendem que Fachin, como presidente, deveria fazer uma defesa pública e irrestrita da integridade de seus ministros em meio às críticas que se acumulam na sociedade sobre negócios familiares, viagens de jatinho, contratos de parentes e menções no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

A percepção do grupo é que Fachin aparenta não acreditar na palavra dos magistrados que negam irregularidades, o que gera uma fissura interna. Também há um incômodo com o fato de o presidente do STF ter defendido o fim do inquérito das fake news justo em um ano eleitoral, em que os ataques tendem a crescer.

Um dos quatro chegou a sugerir que Fachin fizesse pronunciamento em rede nacional de rádio e TV para afastar a percepção da sociedade de que o tribunal estaria sob suspeita. O presidente do Supremo não gostou da ideia. Ele entende que não pode se precipitar, pois não sabe o teor do que está sendo investigado.

Enquanto o inquérito sigiloso avança e Vorcaro negocia um acordo de delação premiada que pode atingir magistrados da corte, Fachin tem reiterado a importância do código de conduta para ministros e feito declarações que mostram um presidente do Supremo intransigente com eventuais desvios éticos.

Fachin disse a jornalistas que "quem age em desacordo com uma regra ética precisa se sentir constrangido a repensar o seu comportamento". Afirmou em evento no STF que juízes devem atuar com "distanciamento das partes e dos interesses em jogo". Também falou em palestra que "não há legitimidade" no Judiciário sem a confiança da população.

O presidente do STF afirma a auxiliares que nunca deixou de fazer a defesa institucional do tribunal e que discordâncias fazem parte da rotina de um colegiado. Fachin também diz manter diálogo periódico com todos os membros da corte para mapear os principais desafios, elaborar a pauta do plenário de forma igualitária entre os relatores e buscar soluções conjuntas para temas espinhosos, como o dos penduricalhos.
Por Luísa Martins/Folhapress

Caminhão transportando gado tomba na BA-120, entre Ibirataia e Algodão

Uma carreta que transportava gado se envolveu em um acidente na tarde deste domingo (12), na BA-120, no trecho entre Ibirataia e o distrito de Algodão. Segundo informações iniciais, o condutor teria tentado evitar uma colisão com uma motocicleta que seguia no sentido oposto da rodovia. Durante a manobra, acabou perdendo o controle da direção, fazendo com que o veículo tombasse às margens da pista, nas proximidades de um lago, em uma área conhecida por uma fazenda pertencente ao espólio de Júlio Sandes. Com o impacto, parte dos animais foi arremessada para fora da carreta, e alguns chegaram a cair dentro da água. Pessoas que estavam nas imediações prestaram auxílio imediato e ajudaram no resgate do gado, minimizando possíveis perdas. Segundo informou o Blog Tesouras Notícias, o motorista não sofreu ferimentos graves e passa bem.

Petróleo fica sob risco com fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã

Negociações fracassam, Trump ameaça Ormuz e fluxo global de petróleo volta a preocupar

O presidente dos EUA, Donald Trump
Os mercados globais devem iniciar a semana sob renovada cautela, após a piora do quadro entre Estados Unidos e Irã, que voltou a lançar dúvidas sobre o cessar-fogo e elevou os riscos no Estreito de Ormuz, ponto sensível para o fluxo global de energia.

O fim de semana foi marcado pelo fracasso das negociações em Islamabad, encerradas sem acordo após cerca de 21 horas. Enquanto o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que Teerã foi “inflexível” sobre seu programa nuclear, autoridades iranianas disseram que Washington não conseguiu “conquistar a confiança” da delegação. Na sequência, o presidente Donald Trump anunciou que pretende bloquear o Estreito e ameaçou interceptar embarcações, ao passo que a Guarda Revolucionária (IRGC) alertou para “redemoinhos mortais” na região, caso americanos e israelenses cometam “erros” na via marítima.

Dados de rastreamento divulgados pela Bloomberg mostram que petroleiros desistiram de atravessar Ormuz após o colapso das conversas, evidenciando o risco operacional na rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. O episódio ocorre em um momento em que a via já operava de forma limitada, com relatos de minas marítimas e presença ampliada de forças navais na região, incluindo embarcações americanas e de aliados.

A retomada de tensões contrasta com o alívio observado nos ativos ao longo da semana passada. Com o anúncio da trégua e a expectativa de avanço diplomático, o petróleo acumulou queda superior a 12% – de 13,4% no WTI e 12,7% no Brent -, enquanto as bolsas em Nova York subiram, com ganhos de até 4,7%, no caso do Nasdaq, em meio também ao suporte de resultados corporativos no setor de tecnologia. Aqui no Brasil, o Ibovespa renovou recordes históricos e o dólar à vista caiu ao menor nível em dois anos, a R$ 5,01.

Parte relevante desse rali esteve ligada à percepção de que o conflito permaneceria contido. Nesse contexto, moedas de países exportadores de commodities também ganharam tração. Para Robin Brooks, do Brookings Institution, o real brasileiro pode se beneficiar desse ambiente e, apesar de estar “muito depreciado”, tem espaço para se valorizar, com o dólar podendo cair abaixo de R$ 4,50 nos próximos meses.

Ainda assim, o pano de fundo permanece instável. Analistas do ING alertam que, mesmo com eventual reabertura de Ormuz, a normalização da oferta de energia pode levar “semanas, ou mais”, diante de danos já causados à produção e ao refino, além de gargalos logísticos. O impacto já se espalha por cadeias globais, com interrupções no transporte marítimo, na energia e em insumos industriais.

No campo macroeconômico, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, afirmou, em carta a investidores, que a guerra pode reacender a inflação global e manter juros elevados por mais tempo, ao pressionar custos de energia e cadeias de suprimento. O próprio Trump reconheceu a dificuldade de leitura recente dos mercados, ao afirmar que o petróleo “não subiu tanto quanto esperava”, nem as bolsas caíram de forma mais intensa durante o conflito.
Por Pedro Lima/Estadão

Governo do Estado realiza entrega unidade de beneficiamento de frutas e autoriza pavimentação de estrada em Gongogi

Dando sequência a série de agendas no interior do estado, o governador Jerônimo Rodrigues chegou até o município de Gongogi, na manhã deste domingo (12). Na cidade, que celebrou 64 anos de emancipação, o chefe do Executivo baiano inaugurou a requalificação da unidade de beneficiamento de frutas e realizou entregas de ambulância e carro administrativo. Na ocasião, o governador ainda assinou ordem de serviço de pavimentação de um trecho da BA-120.

Durante o ato, Jerônimo destacou a importância dos investimentos para a população. “A proximidade com o povo permite que a população expresse suas necessidades e cobranças. A celebração dos 64 anos é uma oportunidade para refletir sobre essa evolução e reafirmar meu compromisso com o progresso e o bem-estar de todos”, afirmou o governador.

Um dos principais momentos da agenda foi inauguração da requalificação da unidade de beneficiamento de frutas do Assentamento Santa Irene. A iniciativa fortalece a produção local e amplia as condições de trabalho das famílias da comunidade, contribuindo para o desenvolvimento da agricultura familiar, como explica a secretária de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa. "São 32 famílias que são beneficiadas com essa unidade de beneficiamento de frutas. Hoje elas já produzem frutas e entregam principalmente para os programas PAA e PNAE. Essa ação, além de gerar renda e trabalho para essas famílias, com certeza vai também beneficiar a comunidade”, afirmou.

Na área de infraestrutura, foi assinada a ordem de serviço para pavimentação em Tratamento Superficial Duplo (TSD) na rodovia BA-120, no trecho de acesso ao assentamento. A obra deve melhorar a mobilidade dos moradores e facilitar o deslocamento na região.

O prefeito da cidade, Adriano Mendonça, destacou também a importância dessas entregas para o município na data especial. "Hoje é um dia de celebração para o nosso município, com a entrega de importantes conquistas que fortalecem o atendimento à nossa gente", explicou o gestor.

O impacto positivo sai da teoria e se torna realidade quando modifica e melhora a vida da população, como exemplificou a moradora do município, Laiz Queiroz, que costuma utilizar bastante a via que será pavimentada. "Vai ter um grande benefício porque a comunidade necessita dessas entregas. Vai melhorar a vida dos alunos, a questão da produção e também tem a questão da ambulância. É um conjunto muito importante e tudo vai melhorar”, relatou a moradora.

Mais investimentos

Além das entregas, o governador ainda assinou a autorização para a entrega de um ônibus escolar e instrumentos musicais para a fanfarra do município e a reforma e ampliação do Estádio Municipal Osmar Fernando de Oliveira, o "Osmardão".

Repórter: Leo Moreira/GOVBA


Netanyahu diz ter evitado que Israel fosse invadido ao invadir o Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, cruzou a fronteira neste domingo (12) e visitou tropas israelenses que ocupam militarmente o Líbano desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã. Tel Aviv diz ter invadido o país vizinho para combater o Hezbollah, milícia libanesa aliada de Teerã, e o premiê afirmou que essa invasão evitou uma incursão do grupo armado.

"Nós evitamos uma invasão vinda do Líbano graças a essa zona de segurança", disse Netanyahu aos soldados. "Ainda há mais a ser feito, e estamos fazendo. Estamos repelindo o perigo das munições antitanque e estamos lidando com foguetes", afirmou o primeiro-ministro, que esteve no território libanês acompanhado do ministro da Defesa, Israel Katz, e de altos comandantes militares.

Desde que o Hezbollah reagiu ao início da guerra e lançou foguetes contra Israel, bombardeios israelenses já mataram mais de 2.000 pessoas no Líbano e feriram outras 6.000, de acordo com o Ministério da Saúde. Mais de 1 milhão de libaneses precisaram deixar suas casas. O governo em Beirute busca negociações diretas com Tel Aviv para interromper os ataques e discutir a retirada de soldados do sul do país.

Netanyahu, entretanto, já disse que não conversará com o Hezbollah, jogando incerteza na eficácia de discussões paralelas com Beirute. Especialistas afirmam que a estratégia israelense parece ser pressionar o governo libanês para que este declare guerra à milícia xiita —decisão que poderia causar uma nova guerra civil.

Também neste domingo, as tropas das Nações Unidas no Líbano disseram que um tanque israelense investiu contra veículos da força de paz no país. "Em duas ocasiões, soldados das Forças de Defesa de Israel atropelaram veículos da Unifil [Força Interina das Nações Unidas no Líbano] com um tanque Merkava, causando dano significativo", disse a ONU em nota.

A Unifil afirma ainda ter sido alvo de "tiros de alerta" na região —um desses tiros teria acertado um local a um metro de distância de um membro da Força da ONU— e que as tropas israelenses atuam para "restringir a liberdade de movimento" dos capacetes azuis. Três soldados da Unifil, de cidadania indonésia, já morreram desde o início da guerra, e uma investigação aponta que eles foram mortos por tiros israelenses e bombas do Hezbollah.

O papa Leão 14 voltou a pedir um cessar-fogo na região. O pontífice, que se prepara para uma viagem à África, disse neste domingo que se sente "mais próximo do que nunca do querido povo libanês nestes dias de dor, medo e esperança invencível em Deus".

"O princípio da humanidade, incrustado na consciência de cada pessoa e reconhecido no direito internacional, levanta a obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra", afirmou o papa, sem citar Israel. "Insto as partes do conflito a cessar fogo e buscar urgentemente uma resolução pacífica". Por Folhapress

Jitaúna: Suspeito de tráfico morre após confronto com a PM e menor é apreendido

Uma ação policial registrada na madrugada deste domingo (12) terminou com um suspeito morto e um adolescente apreendido no município de Jitaúna. De acordo com informações da polícia, por volta das 4h, equipes do 19º Batalhão da Polícia Militar receberam denúncias de que indivíduos estariam circulando armados no bairro Adelino Henrique. Diante da situação, foi solicitado o apoio da RONDESP MRC.

Conforme as informações divulgadas, ao chegarem ao local indicado, os policiais teriam sido recebidos a tiros. Após o confronto, um dos suspeitos, identificado pelo apelido de Gabriel “GB”, foi encontrado ferido ao solo, portando uma pistola calibre .380. O homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Nossa Senhora de Fátima, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde. Durante a ação, um adolescente, que possuía mandado de busca e apreensão em aberto, foi detido e conduzido à 9ª COORPIN, em Jequié, onde foram adotadas as medidas cabíveis.

Com os suspeitos, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380 com cinco cartuchos intactos, além de entorpecentes e dinheiro em espécie. Entre o material estavam 83 buchas de substância análoga à maconha, 23 trouxas semelhantes à cocaína, 25 porções aparentando ser crack e R$ 272 em dinheiro. Todo o material apreendido foi apresentado na delegacia responsável pelo caso, que seguirá com as investigações.
Inf: Giro Ipiaú

Delegado revisa inquérito e conclui pela segunda vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

Reabertura do caso havia sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que agora encaminhou o processo à PGR

O ex-presidente Jair Bolsonaro
A atual gestão da Polícia Federal revisou a conclusão do inquérito que tinha apurado interferências indevidas do então presidente da República Jair Bolsonaro na corporação e concluiu, pela segunda vez, que não há provas do cometimento de crimes no caso.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia determinado a reabertura do caso, que tinha sido instaurado após o pedido de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça, quando ele disse ter sofrido pressão do presidente para trocar cargos de comando da corporação. Um dos motivos seria um receio de Bolsonaro com o avanço do inquérito das fake news contra seus aliados. A PF sob Bolsonaro concluiu que não houve interferência indevida e o então procurador-geral da República Augusto Aras havia pedido o arquivamento da investigação.

Agora, sob o governo Lula, a PF fez uma revisão das provas colhidas e reiterou a conclusão de que não há provas para justificar uma imputação penal no inquérito.

“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 –CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais", escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, vinculado à Diretoria de Inteligência Policial (DIP).

O delegado cita, por exemplo, que a PF solicitou compartilhamento de provas do inquérito das fake news com o ministro Alexandre de Moraes que indicassem a ocorrência de interferências indevidas, mas que o ministro havia respondido que não havia provas disso naquele inquérito.

A conclusão diz ainda que eventuais atos de interferência detectados nos inquéritos de relatoria do ministro Alexandre de Moraes podem ser apurados diretamente nesses procedimentos de investigação.

Após receber esse relatório complementar, Moraes enviou o processo para análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele pode indicar novas diligências a ser tomadas ou requisitar o arquivamento definitivo do caso.
Por Aguirre Talento/Estadão

Documentos da Receita Federal mostram pagamentos do Banco Master a empresa de filho de Otto Alencar

Um levantamento obtido pelo O Globo junto à Receita Federal aprofunda as conexões entre o Banco Master, instituição financeira de Daniel Vorcaro, e figuras influentes da política baiana. Entre os nomes que surgem nos registros de pagamento está o de Otto Alencar Filho, filho do senador Otto Alencar (PSD-BA), um dos principais aliados do PT no estado.

Segundo os documentos, a empresa Mollitiam Financeira, da qual Otto Filho é sócio por meio da M&A Participação, recebeu R$ 12 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025.

Ex-deputado federal e atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Otto Alencar Filho afirmou, em nota, que a M&A Participação detém ações em diversas empresas de diferentes setores e que todos os serviços foram devidamente faturados, contabilizados e tiveram os impostos pagos, respeitando a legislação e as boas práticas de mercado. Ele ressaltou ainda que sua empresa não exerce função de administradora de nenhuma das companhias nas quais possui participação acionária.

Os documentos da Receita Federal também revelam pagamentos a outros políticos e assessores ligados a diferentes espectros partidários na Bahia, evidenciando uma capilaridade do banco que atravessa governo, Centrão e oposição. Entre os beneficiários está o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), pré-candidato ao governo do estado, cuja empresa de consultoria recebeu R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025.

Em nota, ACM Neto disse não poder validar os valores por não ter tido acesso direto aos dados, mas afirmou que a relação com o Master foi firmada em momento em que nenhum dos sócios de sua empresa ocupava cargo público. Ele disse que prestava análise da agenda político-econômica nacional e se colocou à disposição do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República para esclarecimentos, ao mesmo tempo em que pediu apuração sobre o vazamento de dados fiscais sigilosos.

Outro vínculo expressivo identificado na documentação envolve a BN Financeira, empresa cuja sócia Bonnie Toaldo Bonilha é casada com um enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A empresa recebeu R$ 14 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, sendo R$ 7 milhões apenas no último ano. O contrato foi firmado em 2021.

Procurada, a BN Financeira negou qualquer ligação com o senador, afirmou que foi fundada em 2021 e que prestou serviços de prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado ao Master entre 2022 e 2025. A empresa destacou que todos os recursos foram recebidos de forma oficial, contabilizados, com emissão de notas fiscais e declaração à Receita Federal, e que não há qualquer investigação ou apuração policial sobre o tema.

Os registros incluem ainda pagamentos à Meta Consultoria, empresa do ex-ministro da Cidadania Ronaldo Bento, que atuou no governo Jair Bolsonaro como principal auxiliar do então ministro João Roma — este último pré-candidato ao Senado. Segundo os documentos, a empresa recebeu R$ 6,2 milhões do Banco Master somente em 2025. Bento chegou a ter convocação aprovada pela CPI do Crime Organizado por sua atuação como diretor no Banco Pleno, instituição ligada a Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master.

A origem da relação do Banco Master com a Bahia remonta à entrada de Augusto Ferreira Lima no quadro societário da instituição. Empresário preso durante a Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado, Lima viu seus negócios dispararem após a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), durante o governo de Rui Costa, atual ministro da Casa Civil de Lula.

Na ocasião, Lima adquiriu o Credcesta, um cartão de benefícios inicialmente voltado para servidores públicos da Bahia, cuja operação se expandiu nacionalmente em parceria com o Banco Master. Lima também circula com desenvoltura em Brasília: em janeiro do ano passado, casou-se com Flávia Peres, ex-ministra do governo Bolsonaro, ex-deputada federal e ex-esposa do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

Diante da exposição, interlocutores políticos de ambos os campos na Bahia avaliaram que explorar o caso Master na campanha eleitoral poderia render desgastes tanto a ACM Neto quanto ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), apoiado por Jaques Wagner. A avaliação levou os dois grupos adversários a costurar um acordo nos bastidores para que o assunto não seja utilizado como arma política nas eleições.

Procurado para comentar o negócio envolvendo a Ebal, o ministro Rui Costa defendeu, em fevereiro, a decisão tomada à época em que era governador, argumentando que a operação de cartão de crédito consignado foi o que viabilizou o negócio
Informações: Bahia noticias

Trabalhador poderá sacar até 20% do FGTS para pagar dívidas, afirma ministro da Fazenda

Dario Durigan diz que pacote inclui ainda linhas para caminhões, motoristas de aplicativo e taxistas.
O ministro Dario Durigan (Fazenda)
No comando do Ministério da Fazenda há menos de um mês, Dario Durigan disse em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) poderão sacar até 20% de seu saldo no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para quitar dívidas.

A medida deve liberar mais R$ 7 bilhões e será um dos elementos de um programa de renegociação que prevê também um desconto mínimo concedido pelos bancos e uma garantia do governo para refinanciar o saldo restante, com taxa de juros pactuada ou limitada.

O pacote, uma demanda do presidente Lula (PT), deve contar também com linhas para caminhoneiros, motoristas de aplicativos e taxistas, e apoio a setores como construção civil e fertilizantes. Ele nega que as medidas sejam eleitoreiras. "A gente está lidando com os problemas concretos."

Durigan afirma que o atual governo deixa uma situação equilibrada na economia e nas finanças públicas, quadro distinto do "descalabro" ocorrido em 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) tentou a reeleição. "Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada".

A pauta do governo no momento são as medidas para reduzir o endividamento. O cenário é preocupante?

Depois do primeiro Desenrola, teve o começo de corte da Selic, em agosto de 2023, e uma queda do endividamento. No fim de 2024 e durante 2025, a relação é diretamente proporcional entre o aumento da taxa de juros e o endividamento das famílias, dos informais, das pequenas empresas e das grandes.

O importante para as pessoas é que elas tomem crédito sustentável. A expectativa é que a gente dê um estímulo agora nessa virada de chave e deixe medidas estruturantes. Vai ter uma limitação na possibilidade de essa pessoa continuar jogando nas bets, uma espécie de quarentena para quem aderir.

Por quanto tempo?

O presidente vai arbitrar. A gente tem trabalhado com um prazo de seis meses.

Quais serão as ferramentas de estímulo?

Não há gasto público direto. A ideia é que as próprias instituições financeiras façam uma redução da dívida e haja um refinanciamento com uma taxa de juros menor. E aí entra o governo garantindo a inadimplência eventual nessa segunda operação.

O governo não vai pagar a dívida das pessoas, mas vai garantir [o crédito] de modo que os bancos façam uma taxa de juros menor. E a gente vai usar o FGO [Fundo de Garantia de Operações] para isso.

As pessoas também vão poder fazer um saque extraordinário no FGTS para pagar dívidas mais caras. Como vai funcionar?

Tem duas discussões. O ministro [do Trabalho, Luiz] Marinho identificou uma interpretação inconsistente da Caixa em relação à devolução que já foi feita para as pessoas demitidas e que fizeram a opção do saque-aniversário com consignado. Para corrigir essa interpretação, seria uma devolução de R$ 7 bilhões.

A segunda medida envolve um saque limitado do FGTS. O que estamos discutindo? Quanto a gente pode limitar esse saque sem comprometer a sustentabilidade do fundo.

Esse 'quanto' está em que faixa?

A gente tem trabalhado com um limite de 20% de saque da conta individual. É o número que está sendo discutido e que tem um impacto contido no fundo.

Todos os trabalhadores terão acesso?

Os trabalhadores que ganhem até cinco salários mínimos e que fizerem jus às demais regras. Quem ganha até cinco salários mínimos representa 92% dos brasileiros. Acima disso, tem muito menos gente e dívidas maiores. Não deveríamos mobilizar fundos ou opções de saque para esses casos, o que não impede as instituições de oferecerem refinanciamento.

O desconto vai ser de quanto?

Espero que de até 90%. Um exemplo: tem uma dívida de R$ 10 mil a juros de 8% ao mês. É impagável. Dá-se um desconto de 90%, fica com uma dívida de R$ 1.000. E, com a garantia da FGO, essa dívida pode ser rolada a 2% ou 2,5% ao mês. Muito menor e pagável.

Vamos ter que exigir um desconto mínimo. Estamos calibrando, mas espero que chegue a 90%.

Vai ter limite de juros?

Como vai ter garantia pública, acho importante ter um juro pactuado ou limitado.

Seriam esses 2,5%?

É um exemplo do que a gente tem perseguido, mas em diálogo com o sistema financeiro.

Quantas pessoas serão atendidas?

Temos uma expectativa de atender a mais de 30 milhões de pessoas.

Quanto vai tirar do fundo? Setores de habitação e de infraestrutura veem os saques com preocupação.

A gente não vai comprometer a sustentabilidade nem as políticas financiadas pelo fundo. Vamos fazer de maneira bem limitada e opcional.

Falam em saque entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões.

Nossa estimativa é por aí. Mais para R$ 7 [bilhões].

Após o Desenrola, houve aumento de 9 milhões de pessoas inadimplentes. O programa fracassou?

Não, ao contrário. O Desenrola cumpriu seu papel. Havia uma expectativa no começo de 2024 de que houvesse cortes na taxa de juros, a gente não viu isso. O que a gente viu foi um novo endividamento a partir de 2025.

Como de novo estamos na expectativa de um corte da taxa de juros, é preciso que as famílias também possam viver com uma taxa de juros mais razoável nas dívidas pessoais.

E para as empresas?

O programa tem três grandes frentes. Estamos falando das famílias. Os trabalhadores informais devem ter uma linha garantida também, porque tomam dívida mais cara. E as empresas vão poder tomar créditos, mas é uma coisa menor, focalizada para pequenas e MEIs [microempreendedores individuais].

Como será a linha para informais?

Vamos refinanciar dívidas dos informais, que não têm garantia de salário, muitas vezes não têm patrimônio, um faturamento sólido e recorrente. O FGO também vai entrar para diminuir a taxa de juros.

O FGI [Fundo Garantidor para Investimentos] pode ter aumento para as linhas do Peac [programa de crédito para micro, pequenas e médias empresas]?

Estamos discutindo outras medidas na economia, que não são de estímulo ao consumo. Visam a endereçar questões pontuais de alguns setores. Depende de um aporte do governo para capitalizar o FGI.

As linhas que já são previstas dentro do Fundo Clima, do Fundo Social, podem também ser mobilizadas. Pode ter uma linha de estímulo à construção civil. Podemos ter uma linha como foi a de financiamento de caminhões no fim do ano, estendida para motoristas de aplicativos e taxistas.

Qual é a bússola nessas discussões? É o temor de desaceleração da economia, ou um cenário eleitoral mais desafiador para o presidente Lula?

É uma avaliação econômica do que pode estar disfuncional no país. O endividamento das famílias é preocupante, e estamos endereçando isso. No caso dos setores específicos, existem alguns que sofrem mais com os juros ou com a questão geopolítica. O tema dos fertilizantes, por exemplo, pode ser objeto de uma dessas linhas.

Há receio no mercado de que seja o início de um saco de bondades do presidente em ano eleitoral.

Não se trata de uma questão eleitoral. A gente está lidando com problemas concretos. Não vamos deixar de atender à questão da guerra nos combustíveis e o endividamento das pessoas, questões fundamentais para a economia do país.

Nos combustíveis, preveem alguma nova medida?

Não. Vamos aguardar até o fim de maio para uma reavaliação.

O imposto de exportação foi suspenso. Era a fonte de compensação de todas as medidas. Como vão fazer?

O juiz que deferiu a liminar cita supostos dispositivos da medida provisória que não existem. É uma medida absurda. A gente recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio, que negou o efeito que a União pediu, mas sem entrar na discussão. É inadmissível.

Vão ao Supremo Tribunal Federal?

Até onde for preciso. Se isso não for corrigido, tem que buscar outras receitas.

O Congresso avançou na discussão de projetos considerados pautas-bomba. A questão dos agentes comunitários, o novo mínimo da assistência social. Vê ímpeto eleitoral?

Tenho dito a todos os líderes, ao presidente Hugo [Motta, da Câmara], ao presidente Davi [Alcolumbre, do Senado], que estamos enfrentando uma situação de guerra. Estamos fazendo um esforço fiscal para proteger o país. Esse esforço não pode ser desvirtuado ou desviado em outras questões que não nos interessam agora.

Tenho pedido a sensibilidade do Congresso. Reforço aqui o pedido para que a gente não avance nessas pautas problemáticas.

A guerra é um fator de incerteza, e o Banco Central diminuiu o ritmo de corte dos juros. Como vê a decisão?

A parte da Fazenda, a gente vem fazendo. Adotar medidas que garantam a neutralidade fiscal e que minimizem o aumento de preço no país ajuda a tomada de direção do BC.

O BC fala em cautela.

Eu falo também. Não vamos deixar pauta-bomba do Executivo para as próximas gestões, como aconteceu em 2022. Não vamos repetir esse cenário para 2027.

Não estamos empurrando para frente o tema dos precatórios, um [aumento no] Fundeb [fundo da educação básica]. Eu não estou tirando IPI ou IOF do próximo governo. Nós recompusemos a estrutura fiscal do país. Tudo isso colabora com a política monetária.

Mas como avalia a política do presidente do BC, Gabriel Galípolo?

Eu não vou comentar o papel do BC porque tem a sua competência. O que estou dizendo é, do lado da Fazenda, com todas as dificuldades políticas, são várias decisões que a gente está colocando na mesa. Reforma tributária, rever o Perse [programa de benefícios para o setor de eventos], corte linear de 10% nos benefícios tributários. Isso tudo fortalece o fiscal.

O fiscal não seria um motivo para o BC colocar o pé no freio?

O fiscal não é motivo.

Há duas indicações abertas na diretoria do BC. Já levou algum nome para o presidente?

Não tive a oportunidade de tratar com o presidente Lula sobre isso.

O governo pode fazer algum ajuste para o BRB não quebrar?

A orientação é que não deve haver ajuda federal. Os bancos federais, atuando como bancos, podem avaliar o interesse em comprar carteira, operação, imóvel. Os bancos privados estão avaliando. O que a gente não pode perder de vista é que a responsabilidade é do governo do Distrito Federal, acionista do BRB.

O governo encaminhará o PLDO [Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias] de 2027, primeiro ano do próximo presidente. Qual será a sinalização?

De estabilidade. Isso vale para além da questão orçamentária e econômica, vale para a questão política. O ano de 2022 é um exemplo negativo para o país.

Digo para quem me procura do mercado: é estranho o mercado apoiar tanto as forças políticas que estavam governando em 2022, porque foi um ano de descalabro nas contas públicas. Estou falando seja do ponto de vista econômico, seja da mensagem de falta de respeito institucional, de se namorar com o golpe de Estado.

O ano de 2026 vai ser diferente. Vamos deixar as contas públicas em ordem, para que em 2027 não haja sustos como a gente tomou em 2023.

Vai ter um escrutínio de comparação. A oposição está catalogando números, o próprio ex-ministro Paulo Guedes vai lançar um livro.

É bem-vinda a comparação. Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada dentro do governo para o próximo. Vamos respeitar as instituições. É um trabalho muito diferente. Não teve populismo em conta pública. A gente tem um limite de gasto que controlou as despesas e tivemos uma recomposição da receita.

Há ceticismo em relação ao arcabouço, e a Fazenda já reconheceu que precisará reforçá-lo.

Se o próximo governo fizer um ajuste de 2% do PIB, como a gente fez, vai chegar no fim do próximo ciclo com uma situação muito melhor.

É preciso limitar as despesas obrigatórias. Isso vai precisar avançar, sem ficar empurrando o problema para frente, com discurso que divide o país, mas trazendo todo mundo para a mesa, chegando a acordos.

É limitar o BPC [Benefício de Prestação Continuada], ou mexer nos pisos de saúde e educação?

Vários debates têm que ser enfrentados, como a gente fez no fim de 2024. As alterações feitas pelo governo Bolsonaro em 2021 [flexibilização das regras] tiraram o BPC de uma boa política eficiente. É preciso rever isso. Estamos agora discutindo o seguro-defeso [benefício para pescadores artesanais] no Congresso.

Na hipótese de reeleição do presidente Lula, há chance de discutir a unificação dos programas sociais?

Existe essa possibilidade, sim, de racionalizar, trazer eficiência, diminuir a burocracia. Quando a gente discute biometria, acompanhamento dos cadastros, mais filtros, isso só não basta. Mas isso precisa ser feito. Não dá para acontecer como no governo passado, de repente desliga a máquina pública, desliga os controles e olha só para a questão eleitoral. Isso não será feito.
Por Adriana Fernandes/Idiana Tomazelli/Folhapress

Ex-modelo brasileira ameaça expor 'sistema' de Melania e chama Trump de 'pedófilo'

Amanda Ungaro foi esposa de Paolo Zampolli, hoje enviado especial dos EUA para parcerias globais.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump
Após a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, negar qualquer relação com o abusador sexual Jeffrey Epstein na quinta-feira (9), um perfil no X atribuído à ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, 41, ameaçou "expor tudo" sobre ela e o presidente americano, Donald Trump —a quem chamou de "pedófilo", ameaçando tomar medidas legais contra o casal.

"Vou destruir seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Vou até o fim —não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei sobre quem você é e quem é o seu marido. Não tenho mais nada a perder na minha vida. [...] Tome cuidado comigo", escreveu a conta atribuída a Ungaro, da qual todos os posts foram apagados após as acusações.

Amanda Ungaro foi esposa de Paolo Zampolli, ex-agente de modelos e aliado de Trump que, segundo o jornal americano The New York Times, teria descoberto que a ex-mulher estava presa em Miami sob acusações de fraude e entrado em contato com David Venturella, alto funcionário do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), para denunciar que ela estava ilegalmente nos EUA.

Após a interferência do ex-marido italiano, que hoje é enviado especial de Trump para parcerias globais, Ungaro foi deportada em outubro de 2025. Ao New York Times, Zampolli negou ter pedido ao ICE qualquer favor relacionado a ela e disse ter conversado com Venturella para entender o caso.

O Departamento de Segurança Interna, responsável pelo ICE, emitiu nota afirmando que Ungaro foi deportada por estar com o visto vencido há muito tempo. "Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por razões políticas ou favoritismo é falsa".

"Eu te conheço há 20 anos", escreveu Ungaro nas publicações, se dirigindo a Melania. "Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida —todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive mandando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Claramente havia algo errado, mas não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou —porque eu tenho caráter", acusou o perfil no X atribuído à ex-modelo.

O presidente americano e a primeira-dama eram amigos de Zampolli e Ungaro, de acordo com o jornal americano. Em nota, um porta-voz de Melania afirmou que ela "não tem conhecimento nem envolvimento nos assuntos pessoais de Zampolli e de Ungaro" e "não teve nenhum contato ou envolvimento" com o ICE.

A ex-modelo brasileira contou em entrevista ao jornal O Globo que viajou no avião de Jeffrey Epstein em 2002, aos 17 anos, ocasião em que teria visto cerca de 30 meninas que classificou de "bonitas e bem novinhas", mas "mais parecidas com estudantes do que com modelos", com o bilionário e sua então companheira, Ghislaine Maxwell.

O relacionamento com Zampolli começou pouco tempo depois da viagem e durou quase duas décadas. Hoje, ela acusa o italiano de abuso sexual e violência doméstica, e o ex-casal disputa a guarda do filho, um adolescente de 15 anos, na Justiça americana.
Por Folhapress

Mais ruidoso gestor do país antecipou esquema do Master, afirma estar quebrado

Ex-jogador de rúgbi, Vladimir Timerman é alvo de incontáveis processos, condenado em 2 e vitorioso em 14.
O investidor Vladimir Timerman
Na noite do último dia 19, ao encerrar o expediente depois de uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o investidor Vladimir Timerman, 46 anos, tinha à sua espera, na portaria do seu escritório em São Paulo, um guarda-costa de quase dois metros.

Gestor de fundos na Esh Capital, Timerman voltou a andar com segurança particular por um pedido de amigos, que se juntaram para pagar as despesas. Se dependesse só dele, continuaria sem a proteção —em parte porque diz não ter o que temer, mas também porque alega não poder pagar.

"Estou quebrado", contou, atribuindo a situação financeira ao bloqueio judicial de fundos da Esh Capital. Na véspera, o investidor estava em Brasília, depondo, na condição de testemunha, à CPI do Crime Organizado, onde repetiu as denúncias sobre malfeitos de investidores e a incúria de órgãos de controle.

Timerman estava ali por causa do caso do Banco Master. Relatou que o verdadeiro dono da liquidada instituição não é Daniel Vorcaro, mas o empresário Nelson Tanure, um dos alvos da Operação Compliance Zero.

Tanure disse que Timerman apresentou "ilações" aos senadores da CPI e que "nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto" do Master.

Timerman e Tanure travam disputas desde 2021, em torno das ações da Alliança Saúde (então Alliar). O primeiro integrava o grupo dos minoritários, e o segundo comprou uma fatia que lhe permitiria controlar a empresa. Timerman denunciou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que Tanure praticava insider trading (uso de informação privilegiada), mas a denúncia foi arquivada.

Na Alliança, Timerman praticou o que já fizera com sucesso em empresas como Smiles/Gol, Dimed/Panvel, buscando interferir na gestão a partir de participações minoritárias, modalidade chamada no mercado de "ativismo". Nos últimos anos, o dono da Esh tornou-se o mais ruidoso gestor ativista do país.

Timerman ilustra assim sua linha de atuação: "Você pode ser passageiro e ficar à mercê de quem dirige o carro ou sentar no banco do motorista. O gestor ativista é aquele que quer participar das decisões, tomar os rumos e implementar melhorias dentro de uma empresa".

Depois da Alliança, a Esh entraria em novo embate com outra empresa controlada por Tanure, a Gafisa. Houve danos para os dois lados: numa ação da construtora —alegando greenmail, espécie de chantagem sobre os administradores—, a Justiça deferiu uma medida cautelar (preventiva e provisória, mas em vigor há dois anos) bloqueando o fundo Esh Theta, o principal da gestora de Timerman.

O valor sob gestão da Esh estava em R$ 12,5 milhões em fevereiro, segundo dados da Anbima. Reportagem de 2021 do Valor informou que, somando o fundo principal e outros exclusivos, a Esh se aproximava de R$ 1 bilhão sob gestão —apenas o Esh Theta chegou perto de R$ 200 milhões. A queda, diz Timerman, se deve à desvalorização das ações da Gafisa, ao dano reputacional que levou a resgates e perdas com outros investimentos e custos

Além disso, a medida judicial bloqueou o patrimônio dos cotistas do Esh Theta e proibiu novos aportes.

Por sua vez, o gestor voltou a denunciar Tanure por "insider trading". Em janeiro passado, após a Justiça acatar denúncia do Ministério Público Federal, Tanure virou réu por suposto uso de informação privilegiada na operação de compra da incorporadora Upcon pela Gafisa. A defesa de Tanure chamou de "açodada" a denúncia do MPF.

No meio da guerra, Tanure processou Timerman por stalking (perseguição), por mensagens publicadas no então Twitter (hoje X). Sem mencionar o nome de Tanure, Timerman usou termos como "vagabundo", "bandido" e "corno". Disse que não se referia ao desafeto.

Nessa ação, Timerman foi condenado em primeira instância, em março de 2025, a pena de um ano, 10 meses e 15 dias de prisão, substituída por prestação de serviços comunitários. O gestor está recorrendo.

"Ele [Timerman] nunca ligou pro Tanure, nunca mandou um email, nunca mandou uma DM no X. Que stalking é esse? Ficou chateado de ser xingado? Entra com uma queixa-crime por injúria", disse o advogado Davi Tangerino, que defende Timerman. Ele cobra "um marco normativo mais claro de proteção aos denunciantes minoritários nas companhias de capital aberto".

Outra medida cautelar impede o gestor de falar sobre Tanure e a Gafisa.

Durante o embate com a construtora, Timerman conectou a empresa ao Master, dizendo que parte do dinheiro da Gafisa fora desviado para o banco. Desde 2023, alertou Banco Central e Polícia Federal sobre os problemas. Por isso foi convocado a depor na CPI.

Na justificativa, o relator da comissão, o senador e ex-delegado Alessandro Vieira (MDB-SE), escreveu que o depoimento de Timerman "revela-se peça indispensável para a instrução dos trabalhos", dado o "conhecimento técnico e histórico profundo" do gestor sobre o esquema do Master.

Afirmou ainda que por anos Timerman denunciou fraudes e manipulação do banco, "quando tais alertas eram tratados como meras excentricidades". "Contudo", disse o senador, "a deflagração da Operação Compliance Zero (...) e a liquidação do Master (...) validaram o foco das denúncias de Timerman (...)".

Vieira ecoou o que poucos no mercado se arriscaram a falar. Num artigo publicado em fevereiro em sua newsletter, o analista e consultor Ricardo Schweitzer classificou o gestor como "anti-herói" e "o homem que disse isso antes de todo mundo".

"Não me peça para dizer que Timerman é um santo. Ele não é. Não me peça para dizer que seus métodos são irrepreensíveis. Não são. Não me peça para dizer que eu teria feito o que ele fez. Eu não fiz. O que eu posso dizer é que, quando o mercado inteiro preferiu o silêncio, ele preferiu o barulho. E o barulho, desta vez, ressoou", escreveu Schweitzer.

Em outras palavras, o dono da Esh já era conhecido na Faria Lima muito antes do escândalo do Master, mas, por óbvio, o caso aumentou exponencialmente sua notoriedade. Numa fase aguda do embate com Tanure/Gafisa, em 2024, Timerman afirma ter recebido ameaças anônimas de morte. Valeu-se de segurança particular pela primeira vez, também pago por um amigo, segundo conta. A proteção cessou, diz, porque o apoiador passou por dificuldades financeiras.

Dessa vez, descreve, a exposição do caso Master e da CPI ressuscitou o receio do grupo que fez a vaquinha para pagar o guarda-costas. Timerman comenta que sua família, seus amigos e seus sócios "estão apavorados". "[Falam]: ‘Vão te matar’, e eu digo, do que adianta me matar? Todas as informações que eu tenho meus advogados e meus sócios têm, não adianta me matar".

É um momento tenso, mas não tanto quanto o do final de 2024, quando, após uma denúncia anônima de que teria desviado dinheiro do seu próprio fundo e enviado a uma offshore em Malta, Timerman foi alvo de um mandado de busca e apreensão —a polícia esteve em sua casa e em seu escritório.

"Nunca tive conta offshore. Tomaram meu passaporte, foi o pior momento da minha vida. É uma violência a polícia entrar na tua casa. Minha família foi muito afetada, eu fiquei muito mal", recorda. O inquérito não encontrou indícios de crime, e o processo foi arquivado.

Timerman calcula ter respondido a "dezenas" de ações judiciais nos últimos anos, a maioria arquivadas. Além da por perseguição a Tanure, foi condenado noutra por calúnia contra o gestor Daniel Alberini, da CTM Investimentos, da qual também está recorrendo.

Segundo levantamento do UOL, ele responde a nove processos —entre civis e criminais, incluindo as duas condenações que tenta reverter em segunda instância— e soma 14 vitórias, incluindo numa queixa-crime por calúnia movida por Daniel Vorcaro. Neste processo, o banqueiro do Master foi defendido por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF —no mesmo período, Moraes negou um recurso de Timerman na corte.

Sobre tantas querelas, Timerman interpreta: "O objetivo foi me quebrar financeiramente na [pessoa] física, inviabilizar meu negócio e acabar com minha reputação". São investidas inúteis, ele afirma. "Tenho um dever com meus clientes de ir até o final, eles confiaram a mim seu dinheiro. Vou falar, ‘desculpa, bateram muito forte em mim, estou com medo’? Não sou essa pessoa, [sou] jogador de rúgbi", diz, em referência ao esporte praticado na juventude. Arremata com uma de suas muitas boutades: "O bom de já ter ido para o inferno é que você conhece o caminho de volta".

Ele conta que tirou do rúgbi lições para a carreira de gestor. "Não desistir nunca, ser duro, mas leal. E confiar nas pessoas. Mas confiança só se perde uma vez".

Mesmo com os fundos bloqueados judicialmente, afirma que montou uma consultoria de contencioso estratégico e investigação e cobrança, o que lhe teria permitido começar "a tirar a cabeça da lama nos últimos meses".

Não é só o ativismo fervoroso que diferencia Timerman de um "farialimer" convencional. Ao depôr na CPI, envergou o único terno que tem no armário —o mesmo com que se casou. Costuma vestir jeans e camisas surradas e ficar descalço no escritório. Sua barba é desgrenhada. Fuma desbragadamente.

Filho do infectologista Artur Timerman, um progressista humanista (e um dos fundadores da torcida corintiana Gaviões da Fiel), recebeu seu nome como homenagem a Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura, e foi criado sem ortodoxia —o que ajuda a entender como optou por um ofício liberal. Já se definiu como "o mais comunista entre os capitalistas".

"Tive uma educação socialista, mas aprendi a pensar com a minha cabeça. Um psicanalista amigo nosso diz que só fui para o mercado financeiro para contrariar meu pai", brinca.

Mais velho de três filhos, formado em engenharia elétrica pela USP, Vladimir é irmão da psiquiatra, psicoterapeuta e escritora Natalia Timerman, autora dos romances "Copo Vazio" e "As pequenas Chances", e da engenheira naval Gabriela Timerman. Em "As Pequenas Chances", Natalia trata da morte do pai —os dias finais, a elaboração do luto.

Vladimir diz que o romance é a versão da irmã sobre aquele momento, mas não a sua, e foi contrário à publicação. Por isso, no livro, o nome do primogênito foi trocado (ele vira Simon) —os dos outros parentes foram mantidos como na vida real.

A autora-narradora de "As Pequenas Chances" conta que, no leito de morte, o pai disse a Simon que "parasse de fumar, que se cuidasse, que ficasse tranquilo".

O primogênito atendeu aos pedidos? "Cara, eu parei um bom tempo de fumar. Voltei quando estourou esse negócio. Da parte de ser mais tranquilo... eu sou tranquilo, sou resolvido. Depois da CPI, me disseram: o teu pai deve estar orgulhoso de você. Somos humanos, demasiadamente humanos. Eu não sou perfeito".

Por Fabio Victor/Folhapress

Negociações entre EUA e Irã fracassam; futuro do cessar-fogo é incerto

Vice de Trump, J. D. Vance diz que voltará ao seu país sem acordo e tendo feito uma 'oferta final' aos iranianos.

O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance
As negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã chegaram ao fim sem um acordo, jogando na incerteza o futuro do frágil cessar-fogo entre os dois países adversários na guerra no Oriente Médio.

O vice-presidente americano, J. D. Vance, disse em entrevista coletiva neste sábado (11), já manhã de domingo (12) no Paquistão, ter feito uma oferta final ao Irã nas conversas —e afirmou que voltará ao seu país.

"Conversamos por 21 horas", disse o vice de Donald Trump em breve declaração à imprensa em um hotel de Islamabad, capital paquistanesa, país que serve de mediador no conflito. "Voltaremos aos EUA sem um acordo. Deixamos muito claro quais são nossos limites, no que poderíamos ceder e no que não poderíamos, e eles escolheram não aceitar nossos termos".

A fala contradiz declarações anteriores da delegação iraniana, que dizia esperar mais discussões no domingo. Após a entrevista de Vance, entretanto, a TV estatal do país persa confirmou o fim das negociações, colocando a culpa do fracasso em "exigências excessivas" dos EUA.

"A boa notícia é que tivemos discussões significativas com os iranianos. A má notícia é que não chegamos a um acordo, e acho que é uma notícia muito pior para o Irã do que para os EUA", disse o vice-presidente americano. Não está claro se haverá nova rodada de discussões em outro momento ou se os países retomarão os bombardeios na guerra, que já matou milhares de pessoas em toda a região.

"Precisamos ver um compromisso [do Irã] de que não buscarão uma arma nuclear e de que não buscarão ferramentas que tornem possível o desenvolvimento de uma arma nuclear", afirmou Vance —o Irã sempre negou desejar a bomba, embora tenha enriquecido urânio a níveis muito superiores do necessário para usos civis.

"Fomos muito flexíveis, mas, infelizmente, não tivemos progresso", disse o vice de Trump. "Vamos embora daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento que é a nossa melhor e última oferta. Veremos se os iranianos aceitam", concluiu Vance, que falou à imprensa ao lado do enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e do genro do presidente, Jared Kushner.

No sábado, naquele que foi o encontro de mais alto nível entre Washington e Teerã desde a Revolução Islâmica de 1979, as delegações realizaram três rodadas de conversas —a terceira só terminou na madrugada de domingo (12), noite de sábado no Brasil.

A delegação iraniana era composta por mais de 70 membros e encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Os iranianos chegaram no Paquistão ainda na sexta-feira (10) com vestes pretas em sinal de luto pela morte do aiatolá Ali Khamenei. Eles levaram sapatos e bolsas de estudantes mortas durante o bombardeio dos EUA a uma escola para meninas próxima a um complexo militar.

As conversas aconteceram no hotel cinco estrelas Serena, com jardins e arquitetura mourisca, que é um dos edifícios mais fortificados de Islamabad e tem o próprio esquema de segurança. O endereço fica nas proximidades do hotel Marriott, palco de um dos piores ataques terroristas do Paquistão, em 2008, quando um caminhão que carregava 600 kg de explosivos abriu um buraco de sete metros de profundidade e deixou, entre os mortos, o embaixador da República Tcheca.

Islamabad reforçou o esquema de segurança com milhares de agentes na cidade, incluindo tropas paramilitares e do Exército, que montaram postos de controle e bloqueios por toda a capital. Lojas e escritórios foram fechados.

Também no sábado, a emissora estatal iraniana afirmou que a delegação de Teerã apresentou demandas relacionadas ao estreito de Hormuz, à liberação de ativos iranianos bloqueados, ao pagamento de reparações para cobrir danos causados pela guerra e um cessar-fogo que alcance toda a região.

A última vez em que EUA e Irã negociaram olho no olho foi na costura do acordo nuclear de 2015, que trocou o fim de sanções à teocracia por um intrincado esquema de verificações segundo o qual seria restringida a capacidade de enriquecimento de urânio do país por 15 anos, visando coibir a busca pela bomba atômica.

Trump cancelou o acordo nuclear em 2018, durante seu primeiro mandato. Naquele ano, Khamenei proibiu novas conversas diretas entre autoridades dos EUA e do Irã.

Na sexta, o americano publicou nas redes sociais que a única razão pela qual os iranianos ainda estavam vivos era para negociar um acordo. "Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, a não ser a extorquir o mundo por meio de vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual eles ainda estão vivos hoje é para negociar!"
Por Victor Lacombe/Folhapress

Liderança de tráfico é preso em Itabuna

Equipes da Polícia Civil da Bahia prenderam nesta terça-feira (9), um homem de 30 anos investigado pelo crime de tráfico de drogas. O suspeito, que foi localizado na Rua Senhor dos Passos, bairro Corbiniano Freire, município de Itabuna, teve o mandado de prisão preventiva cumprido. Na ação dois celulares também foram apreendidos e serão periciados.

As diligências integram a continuidade da Operação Pau Caído, deflagrada em maio deste ano, que visa combater a comercialização de entorpecentes na localidade. O investigado é apontado como liderança local e responsável pela logística, armazenamento e distribuição de drogas como maconha, cocaína e crack, além da coordenação de entregas e recebimento de valores.

A operação foi realizada por equipes da 6ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/ Itabuna), com apoio da 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itabuna).
Fonte: Marcela Correia/Ascom PCBA

Destaques