Acorda Brasil: Capitão Alden participa de ato em Brasília que marca encerramento da Caminhada pela Liberdade

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) participa neste domingo (25), em Brasília, do ato organizado pelo também deputado federal Nicolas Ferreira (PL-MG), que marca o encerramento da Caminhada pela Liberdade.

O parlamentar baiano se juntou ao movimento que teve início em Paracatu (MG), na última
segunda-feira (18), e terminou na capital federal. Ao todo, foram cerca de 240 quilômetros percorridos a pé em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante o ato, Alden afirmou que se uniu a aliados para repudiar, de forma simbólica, o que considera uma das maiores injustiças da política brasileira.

“Esta caminhada não foi apenas um ato simbólico. Ela mostra que estamos atentos a toda injustiça cometida contra Bolsonaro, que está preso após ser vítima de um julgamento político. Um idoso, com condições de saúde frágeis, passando por toda essa injustiça”, afirmou.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Papudinha, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado.

“É um absurdo. Querem acabar com a vida do maior líder da oposição a qualquer custo. Vamos lutar pela liberdade e pela anistia dos injustiçados”, concluiu.

O parlamentar baiano esteve caminhando ao lado dos principais nomes da Direita no Brasil: Gustavo Gayer, Sargento Fahur, Sargento Gonçalves, André Fernandes, Bia Kicis entre outros.

(Politica Livre)
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Vídeo: raio atinge praça onde acontecia ato de Nikolas Ferreira em Brasília

Incidente ocorreu na Praça do Cruzeiro durante manifestação política sob forte chuva; Corpo de Bombeiros confirmou 34 feridos 
Um raio atingiu as proximidades da Praça do Cruzeiro, em Brasília, deixando 34 pessoas feridas na tarde deste domingo (25). O incidente aconteceu durante o encerramento de um ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que mobilizou apoiadores em uma caminhada rumo à capital federal
As imagens foram cedidas pelo jornal O Povo, produzidas por João Paulo Biage e cedidas à CNN Brasil.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) já havia emitido alertas anteriores sobre riscos operacionais e de segurança viária da caminhada, uma vez que as autoridades de trânsito não teriam sido informadas oficialmente sobre o planejamento do deslocamento.

O ato, iniciado na última segunda-feira (19), reuniu parlamentares e eleitores em oposição às condenações referentes aos atos de 8 de janeiro.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas que estavam no local receberam atendimento imediato das equipes de resgate.

A descarga elétrica ocorreu em um período de fortes chuvas no Distrito Federal, fator que já havia impedido o encerramento formal da manifestação, inicialmente previsto para as 12h.
                                      
Os manifestantes percorreram cerca de 240 quilômetros desde a cidade de Paracatu (MG), em um movimento intitulado "Caminhada pela Liberdade". O objetivo do grupo é protestar contra decisões do STF e prestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os manifestantes percorreram cerca de 240 quilômetros desde a cidade de Paracatu (MG), em um movimento intitulado "Caminhada pela Liberdade". O objetivo do grupo é protestar contra decisões do STF e prestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Beto Souza, da CNN Brasil, Vitor Bonets, da CNN Brasil*, em São Paulo

Em Maracás, governador anuncia construção de novo hospital estadual para fortalecer assistência no Sul do estado

O governador Jerônimo Rodrigues autorizou neste sábado (24), no município de Maracás, a construção de mais um hospital estadual e realizou a entrega de uma ambulância, kits odontológicos e para Unidades Básicas de Saúde (UBS), para fortalecer a assistência em saúde do Sul do estado.

Com investimento estimado em R$ 50 milhões, a nova unidade hospitalar contará com 51 leitos e terá papel estratégico para a região. O hospital será estruturado para ofertar atendimento em clínica médica, cirúrgica, pediátrica e obstétrica, além de urgência e emergência 24 horas, com acolhimento e classificação de risco. A unidade terá centro cirúrgico com três salas para procedimentos de pequeno e médio porte, Centro de Parto Normal (CPN) com leitos PPP (pré-parto, parto e pós-parto), serviços de diagnóstico por imagem e apoio terapêutico, garantindo assistência resolutiva e integrada à Central Estadual de Regulação.
Durante o anúncio, o governador destacou que o novo hospital integra uma política contínua de expansão e modernização da rede estadual. “Estamos levando saúde para mais perto das pessoas, com estruturas modernas, bem equipadas e capazes de salvar vidas. Esse hospital vai fortalecer o atendimento no Sul da Bahia e reduzir deslocamentos, assegurando dignidade e cuidado à população”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

O subsecretário da Saúde, Paulo Barbosa, ressaltou que o investimento reforça a capacidade de resposta do sistema. “Trata-se de uma unidade pensada para funcionar de forma integrada à regulação estadual. Esse hospital nasce com perfil assistencial claro e capacidade instalada para resolver o que hoje pressiona a rede na região. Ao ampliarmos leitos e organizar fluxos com classificação de risco, a unidade melhora ainda mais o tempo de resposta da regulação”, pontuou.

Desde 2023, o Governo da Bahia entregou 12 novos hospitais, o que contribuiu para que, em 2025, a Central Estadual de Regulação solucionasse 329.679 casos oriundos dos 417 municípios. Desse total, 71,93% dos pacientes foram regulados em até 24 horas e 86,22% em até 72 horas, indicadores que refletem o impacto direto da ampliação da rede. Além do novo hospital anunciado, o Estado mantém obras em andamento em Serrinha, Valença, Paulo Afonso, Jacobina e Alagoinhas, bem como ampliações de estruturas estaduais em Salvador, Vitória da Conquista, Guanambi, Barreiras e Ribeira do Pombal, entre outras intervenções realizadas em parceria com os municípios. O conjunto de ações consolida uma das maiores frentes de investimento em saúde pública da história recente da Bahia, com foco na interiorização da assistência, redução de vazios assistenciais e fortalecimento do SUS.

Mais entregas e anúncios

A agenda no município incluiu ainda a inauguração do novo Terminal Rodoviário de Maracás com investimento de R$5,3 milhões, a entrega de um Complexo Esportivo na sede que foi construído com recursos da ordem de R$ 1,4 milhão, além da primeira etapa do Sistema Integrado de Abastecimento de Água do Rio Paraguaçu, que beneficia os municípios de Planaltino, Maracás, Lajedo do Tabocal, Itiruçu e Jaguaquara, um investimento de aproximadamente R$179 milhões.

Também foram realizadas ações simbólicas, como o plantio de muda do projeto Planta Bahia. Já no campo da inclusão digital, foi inaugurado o Programa Conecta Bahia nas praças da Feira Livre, Porto Alegre e Pé de Serra. Além disso, Jerônimo visitou a sede da Companhia Independente de Polícia Militar em Maracás. O governador também autorizou importantes atos, entre eles convênios para pavimentação asfáltica no entorno da Feira Livre, reforma e ampliação da Feira Livre, reforma de estufas agrícolas para beneficiamento de flores e implantação de uma unidade de beneficiamento de leite. Também foi autorizada a abertura de processo licitatório para a construção de uma área de escape na BA-026, no trecho entre Maracás e o povoado de Pé de Serra; Construção de 04 Passagens Molhadas; Cessão de mobiliários para as escolas municipais; e Construção de Unidade Básica de Saúde (UBS) no Bairro Beija Flor, na Sede.

Repórter: Joci Santana/GOVBA com informações da Ascom/Sesab

Saiba quem dos baianos chegou primeiro, por último e quem já foi embora da caminhada do Nikolas

Três parlamentares baianos que aparecem levantando a bandeira do bolsonarismo estão marcando presença na chamada “Caminhada pela Paz” que é liderada por Nikolas Ferreira (PL-MG). O ato início no município de Paracatu, em Minas, e deve chegar amanhã (25) em Brasília.

O primeiro a chegar, já no segundo dia de caminhada, foi o deputado estadual Leandro de Jesus (PL). O parlamentar, que nas redes sociais foi atualizando os seu seguidores sobre o caminho até o encontro ao deputado mineiro, já retratou que recebeu algumas ameaças nesta semana por aderir ao movimento.

“Estamos aqui pela nossa liberdade, pelo nosso futuro, pela liberdade dos preso políticos do 8 de janeiro e pelo nosso presidente Jair Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais o PT e os desmandos e escândalos do STF. É por isso que estamos aqui reunidos, é por isso que voltaremos às ruas”, disse o deputado.

Leandro também revelou que chegou a se machucar, sem gravidade, mas que estará chegando até o final do movimento, em Brasília. Ele, na Bahia, é um dos mobilizadores de atos contra o PT e o STF, e prometeu que organizará manifestações no estado muito em breve.

O segundo a registrar ida foi o ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma. No entanto, Roma só permaneceu por dois dias. Já na sexta-feira (23) foi registrado na última homenagem ao deputado estadual Alan Sanches (União), na missa de sétimo dia na Igreja da Conceição da Praia. A sua esposa, a deputada federal Roberta Roma, não participou da caminhada, nem publicou nada sobre a manifestação nas redes.

Quando já se iam mais de 150 km de caminhada, os deputados Capitão Alden (federal) e Diego Castro (estadual) registraram chegada ao ato de Nikolas apenas nesta sexta-feira (23), quatro dias após do início. Os dois viajaram juntos e estão postando sobre a manifestação praticamente em tempo real.

Além das pautas já conhecidas como a anistia ampla, geral e irrestrita, os bolsonaristas pedem maiores investigações no caso Banco Master e punição aos envolvido nas fraudes do INSS.

Até o momento as autoridades não divulgaram qualquer levantamento que mostra a participação do público. Nas redes, o próprio Nikolas tem mostrado surpresa com a chegada de centenas de pessoas ao movimento. A expectativa é de que no domingo milhares de pessoas estejam reunidas na Praça do Cruzeiro, em Brasília.

Por Política Livre

Michelle articula prisão domiciliar de Bolsonaro no STF e acirra disputa familiar por 2026

A atuação de Michelle Bolsonaro nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), em defesa da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, aprofundou o distanciamento entre ela e os filhos do ex-presidente e reacendeu a disputa interna pelo comando do bolsonarismo em 2026. Aliados interpretam o movimento como uma tentativa de reduzir o protagonismo do senador Flávio Bolsonaro e recolocar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no centro da sucessão presidencial. Michelle não comentou publicamente as articulações. A informação é do jornal O Globo.

Interlocutores relatam que a ex-primeira-dama passou a se apresentar como uma espécie de “porta-voz institucional” do bolsonarismo, buscando ampliar sua influência política ao negociar melhorias nas condições de custódia e, posteriormente, a domiciliar por razões de saúde. Dentro da família, porém, o gesto é visto como estratégico e com impacto direto no desenho eleitoral, abrindo espaço para uma reorganização da direita caso Bolsonaro volte ao convívio doméstico.

O movimento gerou reações sobretudo de Carlos Bolsonaro, que tem feito críticas veladas nas redes sociais, interpretadas como recados à madrasta. Já Flávio reforça que é o pré-candidato indicado pelo pai, citando uma carta manuscrita divulgada no fim de 2025. Apesar disso, aliados admitem que o cenário ainda pode mudar, enquanto Tarcísio tenta se manter cauteloso, reafirma a intenção de disputar a reeleição em São Paulo e evita se comprometer em meio à disputa familiar.

Direita prepara ato em Brasília sem Michelle e Flávio, mas com Malafaia

A direita organiza em Brasília, para este domingo (25), um ato de recepção à caminhada do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), e espera reunir milhares de pessoas para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) a mudar o regime de prisão fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Embora a manifestação esteja programada para ocorrer longe da Esplanada dos Ministérios, a segurança do Palácio do Planalto foi reforçada neste sábado (24). Ainda pela manhã, o local foi cercado para evitar invasões.

O ato terá a participação do pastor Silas Malafaia, mas outras figuras proeminentes devem ficar de fora. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por exemplo, não deve ir. Os organizadores planejam justificar sua ausência, argumentando que Michelle precisa focar nos cuidados diários a Bolsonaro, inclusive o preparo de refeições.

Em paralelo, aliados dizem que ela não participará para evitar desgastes com o ministro do STF Alexandre de Moraes, com quem conversou antes da transferência de Bolsonaro da sede da PF (Polícia Federal) para a Papudinha. No encontro, Michelle fez um apelo para que o ministro autorize a prisão domiciliar do ex-presidente.

Outro ponto de atenção é uma possível participação remota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, que está em Israel. Segundo aliados, ele pode falar brevemente ao telefone, a depender do desenrolar das suas agendas e do fuso horário, que é de cinco horas a mais em relação a Brasília.

Ainda não foi definido quem discursará. Além do próprio Nikolas, os organizadores apostam no pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, para tentar engordar o ato. Considerado um guru religioso do bolsonarismo, ele tem resistido à candidatura de Flávio e entende que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) tem mais condições de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Malafaia diz que Nikolas está de parabéns e "acertou", por isso faz questão de comparecer ao encerramento da caminhada. "Eu vou estar lá, claro."

Um bom líder, segundo o pastor, é como "o comandante de um navio". Na falta de Bolsonaro, "que é a maior expressão da direita na América Latina", mas está preso, Nikolas soube se posicionar, diz. "Ele tem uma capilaridade gigantesca, então ninguém melhor do que ele para este momento em que Bolsonaro está ausente", e "o povo, indignado com essa esculhambação promovida pelo governo Lula, por Dias Toffoli, por Alexandre de Moraes, Banco Master e INSS".

Malafaia diz que coordenou as manifestações para Bolsonaro a pedido do ex-presidente. Agora, é a vez de Nikolas entrar em ação. "Nada melhor do que um cara jovem, guerreiro, que não tem medo, tem uma rede social gigante."

Segundo aliados, espera-se que o pastor não aborde a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, mas pessoas próximas destacam o perfil imprevisível de Malafaia. Nesta semana, a cisão entre o grupo de Tarcísio e a família Bolsonaro chegou ao ápice com o cancelamento da visita do governador ao ex-presidente, que está preso em Brasília. O gesto foi entendido como uma recusa a aceitar Flávio como candidato definitivo.

A situação foi contornada e uma nova visita foi agendada para o dia 29 de janeiro, já autorizada pelo STF. Após o entendimento, lideranças bolsonaristas saíram em defesa de Tarcísio, afirmando que ele "tem palavra" e é confiável. O próprio governador foi às redes sociais e reconheceu a candidatura de Flávio à Presidência.

Aconselhado por aliados, Tarcísio não participará da manifestação. Interlocutores afirmam que é preciso deixar o rescaldo do recente atrito passar. Segundo pessoas próximas à organização, não foram disparados convites para pré-candidatos da direita ou caciques políticos. A ideia é deixar a adesão espontânea, com foco nos que participaram da caminhada.

A manifestação

O deputado Nikolas Ferreira, liderança digital do bolsonarismo, iniciou uma caminhada de Belo Horizonte a Brasília na última segunda-feira (19). Trata-se de uma manifestação em defesa da anistia a Bolsonaro e aos presos do 8 de Janeiro.

Pelo caminho, lideranças bolsonaristas aderiram ao movimento, como os deputados Carlos Jordy (PL-RJ), Luciano Zucco (PL-RS) e Rodrigo Valadares (União-SE), além do senador Magno Malta (PL-ES). Há relatos de exaustão entre apoiadores. O ex-vereador de São Paulo Fernando Holliday machucou o joelho.

Segundo pessoas a par da organização, o ato ocorrerá durante a tarde na Praça do Cruzeiro, região central de Brasília, e deve contar com estrutura modesta. Não há previsão de carros de som ou telão.

Espera-se que a caminhada chegue no fim da tarde pela BR-040 (Via Epia), nas imediações da antiga Rodoferroviária, seguindo pela subida ao Eixo Monumental. Os participantes serão recepcionados pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF), uma das organizadoras do evento.

Por Augusto Tenório e Anna Virginia Balloussier/Folhapress

PRF apreende cerca de 370 kg de Maconha em veículo na BR 251 em Salinas (MG)

Na manhã deste sábado (24/01), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma grande apreensão de Maconha, durante uma fiscalização, no Km 311 da BR 251, em Salinas (MG).

A apreensão ocorreu após um Kia Sportage desobedecer uma ordem de parada, no Km 314, e tentar empreender fuga pela rodovia. Diante da situação, os policiais realizaram um acompanhamento tático e conseguiram abordar veículo no Km 311.

Durante a fiscalização, ao verificarem os ítens obrigatórios do veículo, a equipe policial localizou aproximadamente 367 Kg de Maconha, acondicionado no interior do porta-malas.

O condutor (23 anos) informou que a droga foi adquirida no estado do Mato Grosso do Sul e teria como destino o município de Arapiraca (AL), onde seria comercializada.

Ocorrência, detido e a droga foram encaminhados para Depol de Salinas (MG). O veículo foi recolhido ao pátio credenciado da Polícia Judiciária.
Categoria
Justiça e Segurança

Após tentativa de fuga, PRF prende casal com drogas na região de fronteira no Paraná

         No banco traseiro estavam duas crianças sem cadeirinha e nem cinto; veículo parou após bater
Na última sexta-feira (23), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 5,8 quilos de droga e prendeu um casal após tentativa de fuga na BR-277, no município de Céu Azul (PR), na região de fronteira com Paraguai e Argentina. Um homem, de 29 anos, e uma mulher, de 36, ainda transportavam duas crianças de 3 e 4 anos, sem qualquer tipo de equipamento de segurança, como cadeirinha ou cinto.

A ocorrência teve início na rodovia, quando o motorista do carro desobedeceu à ordem de parada e fugiu em alta velocidade por uma estrada vicinal. Durante o deslocamento, o veículo realizou manobras perigosas e uma caixa com as drogas foi arremessada para fora do automóvel. Após cerca de três quilômetros de fuga, o condutor perdeu o controle da direção e colidiu contra o cercado de uma propriedade rural, sendo o carro imobilizado.

A surpresa dos policiais foi que no banco traseiro do carro estavam duas crianças, de 3 e 4 anos, que viajavam sem cadeirinha e sem cinto de segurança. O casal, além de utilizar as crianças para buscar enganar a fiscalização, ainda as colocou em risco pela fuga em alta velocidade. O acidente sofrido demonstra o potencial risco que as crianças foram submetidas. A PRF acionou ambulância para o local, para verificar eventuais lesões nos ocupantes do veículo, que não se feriram.

Após a contenção dos ocupantes, a PRF retornou ao local onde o objeto havia sido descartado e localizou a caixa, que continha 20 pacotes de maconha do tipo skunk, de valor mais alto no mercado ilegal. Após pesagem oficial, o material totalizou 5,8 quilos de droga.
Os presos, junto com a droga, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Além do crime de tráfico de droga, o casal pode responder por outros três crimes: associação para o tráfico, desobediência e perigo para a vida ou saúde de outrem, em razão da fuga em alta velocidade com as crianças. O homem ainda deve responder por crime de trânsito, por não ser habilitado.

Categoria
Justiça e Segurança

Zema alfineta segurança pública na Bahia e diz que Minas não tem “um metro quadrado controlado por facções criminosas”

Durante passagem pela Bahia neste sábado (24), o governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema (NOVO), afirmou que sente reflexos no território mineiro da violência que ocorre na Bahia, estado que tem a maior taxa de homicídios e é considerado o mais violento do Brasil.

Segundo ele, a maior tensão se dá na fronteira entre os estados, gloriando-se, em seguida, de não ter “um metro quadrado de território controlado por facções criminosas”, que são hoje o principal desafio da segurança pública em solo baiano.

“Sentimos [impacto] sim. Inclusive a nossa Polícia Militar trabalha aí com uma tensão, com um reforço dobrado na divisa com a Bahia para que esse crime que atua aqui não entre no estado de Minas. Em Minas, modéstia à parte, nós podemos falar com orgulho que hoje não existe um metro quadrado de território controlado, ocupado por facções criminosas”, disse ao *Política Livre*.

“E eu tenho dado todo o apoio às nossas forças de segurança para que elas respondam com a maior força possível quando alguém estiver desrespeitando a lei. Invasão de terra em Minas é proibido, propriedade privada é respeitada e bandido é tratado como bandido”, emendou, em outro comparativo que destoa da realidade vista na Bahia quanto aos atos praticados pelo Movimento Sem Terra (MST).

O discurso do governador mineiro acompanha uma tendência verificada na pesquisa Ipsos no início deste ano, quando 45% da população brasileira colocou “crime e violência” como sua principal preocupação.

“Enfrentamos dificuldades que o Brasil enfrenta, porque nós temos gente lá que está roubando e a Justiça manda soltar, mas tenho lutado para que isso acabe. E a resposta lá bandido já sabe, será tratado como criminoso e se der tiro na polícia vai levar um tiro de calibre maior ainda”, frisou, destacando ainda colher frutos na atração de investimentos como consequência direta da segurança.

“Então lá nós não estamos dando espaço para a bandidagem e somos hoje, com muito orgulho, um dos estados mais seguros do Brasil, que mais atrai investimentos. Lembrando que todo mundo só quer investir onde tem segurança pública”, arrematou.

Por Política Livre

Ubatã: Homem é morto e mulher baleada em atentado na Praça do Trabalhador

Um homem identificado como Tarcísio Fagner Alves dos Santos, de 36 anos, foi morto a tiros e sua companheira ficou ferida na perna na madrugada deste domingo (25), em um bar localizado na Praça do Trabalhador, em Ubatã.

Segundo relatos de testemunhas, uma festa acontecia no estabelecimento quando homens armados se aproximaram e efetuaram diversos disparos contra Tarcísio, que ainda tentou correr, mas acabou sendo atingido.

Populares prestaram socorro e levaram o casal ao Hospital César Monteiro Pirajá. No local, a equipe médica constatou o óbito de Tarcísio. A companheira dele foi atendida, está consciente e não corre risco de morte.
Guarnições da 61ª CIPM foram acionadas e realizaram rondas, mas nenhum suspeito foi preso. Tarcísio possuía passagem pela polícia por tráfico de drogas (lembrar).

É o primeiro homicídio registrado em Ubatã em 2026. O caso será investigado pela Polícia Civil. (Ubatã Notícias)

Ipiaú: Polícia Militar prende homem suspeito por "Estelionato / Organização Criminosa".

Guarnições da 55ª CIPM receberam denúncia via Central de Operações informando que uma mulher estaria pedindo socorro em área conflagrada do bairro São José Operário. 

Ao chegarem ao local, foi observado um indivíduo em atitude suspeita, que adentrou rapidamente em uma residência. 

Durante a abordagem e busca no imóvel, foram localizados diversos cartões bancários em nomes de terceiros, além de outros materiais sem comprovação de origem. 

Diante dos fatos, o indivíduo e todo o material apreendido foram conduzidos à Delegacia Territorial de Ipiaú para adoção das medidas legais cabíveis.

Material apreendido:

  • Aproximadamente 50 cartões bancários de diversas bandeiras
  • 05 notas promissórias
  • 01 aparelho celular Redmi Poco
  • 01 aparelho celular iPhone 16
  •  Diversos comprovantes de depósitos e transferências
  •  Dinheiro em espécie
  •  01 máquina de cartão
  •  01 arma branca tipo katana

envolvido:  Autor: Nacional sexo masculino, 39 anos

FONTE: ASCOM / 55ª CIPM/PMBA, uma Força a serviço do cidadão!

Lula diz estar 'indignado' com captura de Maduro pelos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou nesta sexta-feira, 23, forte insatisfação com a operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador.

"Sinceramente, eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Eu não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15 mil soldados americanos no Mar do Caribe. Ele sabia que todo dia tinha uma ameaça. Ou seja, os caras entram à noite na Venezuela, foram até um forte, que é um quartel, onde morava o Maduro, e levaram o Maduro embora", afirmou o presidente brasileiro. O evento foi transmitido ao vivo pela internet.

Lula questionou o que classificou como desrespeito à integridade territorial venezuelana e defendeu a América do Sul como região pacífica. "Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América do Sul. Aqui é um território de paz", disse o petista, acrescentando que os países latino-americanos podem não ter armas nucleares, mas possuem "caráter e dignidade" e não vão "abaixar a cabeça para ninguém".

No início do evento, militantes do MST leram carta condenando o que chamaram de "sequestro" de Maduro e sua esposa Cilia Flores, classificando a ação como "mensagem atroz para os povos de todo o mundo". O documento sugere que os interesses norte-americanos estariam voltados ao controle de recursos naturais da região, como petróleo, minérios e águas.

A captura de Maduro

Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças militares norte-americanas em 3 de janeiro, durante uma operação noturna em Caracas. O casal foi levado para Nova York, onde o líder venezuelano está preso e responde a processos na Justiça americana.

As acusações apresentadas pelas autoridades dos Estados Unidos incluem narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Inicialmente, Maduro foi acusado de liderar o chamado Cartel de los Soles, organização classificada como terrorista pelos EUA. O governo americano, contudo, recuou dessa acusação específica e passou a considerá-lo culpado de "participar, proteger e perpetuar uma cultura de corrupção de enriquecimento a partir do tráfico de drogas".

As penalidades para os crimes dos quais é acusado variam de 20 anos de prisão a prisão perpétua. Em audiência realizada em 5 de janeiro em Nova York, Maduro declarou-se inocente de todas as acusações. "Sou inocente, não sou culpado", afirmou o venezuelano, acrescentando que foi detido dentro de sua residência em Caracas e que continua sendo o presidente de seu país.

Nos dias seguintes à captura, o governo Trump passou a apoiar a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, na presidência da Venezuela.

Por Estadão Conteúdo

Celular de líder religioso investigado por violação sexual mediante fraude é apreendido em Vitória da Conquista

Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vitória da Conquista cumpriram, na manhã de sexta-feira (23), um mandado de busca e apreensão domiciliar na residência de um líder religioso investigado pelo crime de violação sexual mediante fraude, naquele município.

Conforme registro do boletim de ocorrência, o suspeito se utilizava da condição de líder religioso para cooptar mulheres frequentadoras da igreja, por intermédio das redes sociais, com a finalidade de praticar os abusos. O investigado já havia sido indiciado pela mesma prática criminosa no ano de 2023.

Durante a ação policial, o celular do suspeito foi apreendido e encaminhado para perícia. As informações extraídas do aparelho vão auxiliar no aprofundamento do caso, cuja investigação segue sendo conduzida pela Deam de Vitória da Conquista.
Fonte: Guilherme Santos/Ascom-PCBA

'Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho', diz Trump após nova morte em ação anti-imigração em Minneapolis

Presidente americano defendeu o trabalho dos agentes federais de imigração e acusou o governador e o prefeito da cidade de incitarem insurreição.

Após um homem morrer baleado numa operação contra imigrantes ilegais em Minneapolis, neste sábado (24), o presidente americano, Donald Trump, foi às redes sociais defender o trabalho dos agentes federais e acusar as autoridades locais de "incitarem insurreição".

https://g1.globo.com/globonews/jornal-globonews/video/homem-e-baleado-e-morre-durante-operacao-do-ice-em-minneapolis-14284103.ghtml
Trump fez o post na Truth Social junto com a foto de uma arma, uma pistola 9 milímetros (veja abaixo). De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, essa arma estava com o homem que se aproximou da patrulha de fronteira durante uma operação contra um imigrante ilegal. Os patrulheiros reagiram e fizeram "tiros defensivos", disse o departamento.

Num vídeo feito por testemunha e analisado pelo jornal The New York Times, o homem se aproximou da patrulha com um celular em mãos.
De acordo com a polícia de Minneapolis, o homem era cidadão americano, morador da cidade e possuía permissão para porte de arma. Segundo o governo Trump, ele portava uma pistola e dois carregadores.

Patrulheiros de fronteira tem atuado junto com agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês). No post deste sábado, Trump questionou: "Onde estava a polícia local? Por que eles não foram autorizados a proteger os oficiais do ICE? O prefeito e o governador mandaram esses policiais embora?"

"Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho! Doze mil criminosos ilegais, muitos deles violentos, foram presos e retirados de Minnesota. Se eles ainda estivessem lá, vocês veriam algo muito pior do que estão presenciando hoje", escreveu o presidente americano.

Para ele, prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador do estado, Tim Walz, "estão incitando insurreição com sua retórica pomposa, perigosa e arrogante!"
O governador de Minnesota, Tim Walz, classificou o caso como “mais um ataque a tiros atroz” por parte de agentes federais dos EUA, duas semanas depois que um policial de imigração matou a disparos uma cidadã americana em Minneapolis. "Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz por agentes federais esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante", disse Walz em uma rede social.

Em entrevista à imprensa, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, pediu que Donald Trump encerre as operações da polícia de imigração na cidade. “Presidente Trump: este é um momento que exige liderança. Coloque Minneapolis em primeiro lugar, coloque os Estados Unidos em primeiro lugar. Vamos restaurar a paz. Vamos encerrar esta operação”, declarou.

Tensão em Minnesota

Nos últimos meses, o governo Trump tem ampliado drasticamente as prisões relacionadas à imigração em todo o país, o que causou uma escalada de tensões entre os agentes do ICE e a população dos EUA.

A escalada recente se deu principalmente por conta da operação em Minneapolis, que resultou na morte de uma mulher em 7 de janeiro, confrontos entre agentes de Trump e manifestantes e denúncias de uso de crianças como "isca" para prender imigrantes.
Por: G1

GSI reinstala grades no Planalto antes de manifestação liderada por Nikolas Ferreira

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) reinstalou grades de proteção no entorno do Palácio do Planalto neste sábado como medida preventiva diante da manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O protesto, que critica a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, chega ao sexto dia e tem previsão de término em Brasília após um percurso de cerca de 240 quilômetros iniciado em Minas Gerais. A informação é do jornal O Globo.

Em nota, o GSI informou que a ação segue protocolos de segurança aplicados sempre que há possibilidade de atos próximos à sede do Executivo. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também emitiu alertas sobre riscos de aglomeração ao longo do trajeto e relatou reclamações de ferimentos entre participantes, cobrando do parlamentar medidas para mitigar problemas de segurança.

Na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a retirada de acampamentos de apoiadores de Bolsonaro nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, após pedido da PGR. A decisão ocorreu depois da instalação de barracas e faixas pedindo anistia, em meio à transferência do ex-presidente para um batalhão da PM vizinho ao complexo.

Por Redação

Ibirataia: Prefeitura recebe filtros do Sistema de Abastecimento de Água do Distrito de Algodão

Equipamentos beneficiarão cerca de 3 mil moradores e reforçam o acesso à água potável na zona rural

A Prefeitura de Ibirataia recebeu da CERB - Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia , neste sábado, dia 24, os filtros da Unidade do Sistema de Abastecimento e Distribuição de Água do Distrito de Algodão. A chegada dos equipamentos marca uma etapa decisiva para a conclusão de uma obra aguardada há anos pela comunidade local, representando um avanço significativo na ampliação do acesso à água potável no distrito.”

O sistema de água que já está na fase final para ser inaugurado, tem uma parceria com o Governo do Estado da Bahia e irá beneficiar aproximadamente 3.000 moradores, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida, da saúde pública e das condições sanitárias da população. Com a instalação dos filtros e a execução dos serviços em andamento, o projeto busca solucionar uma demanda histórica relacionada ao abastecimento regular e seguro de água.

De acordo com o prefeito Sandro Futuca, a obra reafirma o compromisso da gestão com o Distrito de Algodão“A chegada desses filtros é um passo fundamental para garantir água de qualidade e gratuita para os moradores do Distrito de Algodão. Estamos trabalhando para resolver problemas antigos e levar dignidade e desenvolvimento para todas as regiões do município”, destacou o prefeito.
Fonte: Ascom; Prefeitura de Ibirataia

Banco Master teria contratado Guido Mantega por R$ 1 milhão ao mês após articulação de Jaques Wagner

O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para atuar como assessor, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração acertada teria sido de R$ 1 milhão por mês, segundo apuração da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles.

A contratação ocorre em contraste com declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante evento em Maceió (AL), na sexta-feira (23), Lula fez duras críticas ao Master — sem citar o banco nominalmente — ao acusar o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, de promover um “golpe de mais de R$ 40 bilhões” e cobrar “falta de vergonha na cara” de quem o defende. O discurso destoou das ligações mantidas anteriormente entre integrantes do núcleo petista e o grupo financeiro.

Mantega só chegou ao Master após a intervenção direta de Jaques Wagner. Antes disso, o governo havia recuado da indicação do ex-ministro para o Conselho de Administração da Vale, após questionamentos do mercado. Apesar de privatizada, a mineradora ainda sofre influência do governo federal por meio de concessões públicas e de investimentos realizados por fundos de pensão de estatais. Interlocutores do mercado chegaram a classificar a indicação de Mantega como uma interferência indevida do presidente Lula na empresa.

No Banco Master, a principal missão de Mantega era facilitar a venda da instituição controlada por Vorcaro ao BRB. Ele prestou serviços de consultoria até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação do Master, em novembro do ano passado. Os valores pagos ao ex-ministro teriam alcançado ao menos R$ 11 milhões.

Dentro do banco, a relação política mais próxima de Jaques Wagner era com Augusto Lima, sócio de Vorcaro e ex-CEO da instituição. Lima também mantém amizade com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e esteve presente no palanque do evento em que Lula fez as críticas ao banco, reforçando os vínculos entre os envolvidos.

Em meio a essas articulações, Mantega esteve ao menos quatro vezes no Palácio do Planalto em 2024, sempre recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marcola. As visitas ocorreram nos dias 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro, no 3º andar do prédio. As agendas oficiais registraram apenas a expressão “encaminhamento de pauta”, sem detalhamento.
Credito: Bahia noticias

Eleições 2026: segurança pública vira campo de batalha entre Lula e a direita

Uma das principais preocupações dos brasileiros, a segurança pública pode dar a tônica da campanha eleitoral de 2026. Em uma eleição polarizada entre esquerda e direita, o tema pode direcionar um eleitorado decisivo.

Até o momento, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, podem se lançar ao pleito o senador Flávio Bolsonaro; e os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, do Paraná, Ratinho Junior, e o de Minas Gerais, Romeu Zema. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por enquanto se diz inclinado a tentar a reeleição no Estado.

Após mandatos de Lula e Dilma Rousseff sem grandes marcas na área, correligionários admitem que o tema é o “calo” do PT. A estratégia sobre como conduzir essas discussões na campanha ainda está sendo desenhada e deve tomar corpo somente após o congresso que será realizado pelo partido em fevereiro para lançar a candidatura de Lula. Ainda assim, interlocutores do presidente têm afirmado que ele deve explorar mais as falhas dos adversários do que exaltar possíveis feitos da gestão.

A violência era a maior preocupação de 38% da população, segundo pesquisa da Genial/Quaest divulgada em novembro, quando o tema ocupou o centro dos receios dos brasileiros, superando as preocupações com Economia (15%). Nova pesquisa divulgada em janeiro mostra que a violência continua sendo a preocupação principal, mas com um índice mais baixo: chegando a 31% da população.

Historicamente, os governos petistas não conseguiram enfrentar frontalmente o problema da segurança pública. Há uma resistência dentro do partido em abordar a questão, com o receio de que as medidas adotadas se distanciem dos ideais progressistas, com criminalização da população mais pobre.

“A grande fragilidade é que o governo não assumiu desde o começo e até hoje não assume a segurança pública como uma grande prioridade”, analisa a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz e especialista no tema, Carolina Ricardo. “A gente viu um governo que não foi capaz de se antever às crises e formular uma uma visão mais estruturada para segurança pública.”

Para ela, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ficou isolado ao longo do terceiro mandato e mesmo o presidente Lula teve dificuldade de se apropriar do tema. Nas últimas semanas, o governo voltou a debater internamente a possibilidade de criar um ministério para a área, mas a ideia não avançou.

A inércia do governo tem gerado críticas mesmo de governistas, que consideram que a gestão tem escolhido “burocratas” para tratar do tema ao invés de atacar de fato a questão. Na prática, a atuação mais marcante de um governo petista na área ocorreu na Bahia e é considerada um “desastre”. Mesmo comandado há cerca de 20 anos pelo PT, o Estado tem a Polícia Militar mais letal do Brasil.

Em termos de iniciativas lançadas, um dos elementos que podem ser explorados pelo presidente é a efetividade de operações realizadas pela Polícia Federal, como a “Carbono Oculto”, a maior da história para combater a infiltração do crime organizado na economia. A ação desmantelou um esquema de uso de postos de combustíveis pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro.

Na gestão do ministro Ricardo Lewandowski, as principais marcas na segurança foram por meio de propostas legislativas. O ministro focou na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reforçar as prerrogativas da União em atuar na segurança pública que constitucionalmente fica sob responsabilidade principal dos Estados. A PEC, no entanto, sofreu oposição de parte dos Estados e foi amplamente modificada no Congresso. Outro projeto enviado pelo Executivo, o PL Antifacção, tenta endurecer o combate a organizações criminosas sobretudo por meio do braço financeiro. O texto foi aprovado no Senado, com mudanças, e será novamente analisado pela Câmara.

A falta de capacidade de articulação no Congresso é vista como um dos principais entraves para avanços na área de segurança mesmo por membros do governo. A baixa capacidade de articulação tanto da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) quanto da Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, que tensiona o debate sobre o tema, acabaram enterrando a PEC.

“Tanto o Ministério da Justiça, quanto o próprio governo federal não têm tido força no Congresso e não conseguem articular. Então, apostar como principal estratégia, uma estratégia legislativa, não é o mais acertado. Por outro lado, quando a PEC foi foi apresentada, foi o momento em que o governo conseguiu pautar o tema, porque, em geral, esse é um tema em que o governo é pautado”, observa Carolina Ricardo.

Ela pondera, no entanto, que será difícil colher frutos dessas iniciativas. “A PEC foi completamente desfigurada. Então, o risco é que os projetos saiam muito ruins”, diz.

Outra iniciativa lançada por Lula foi o “Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas” (Enfoc), ainda durante a gestão do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em 2023. O plano inclui cinco eixos que vão desde a proteção de portos, aeroportos e fronteiras até integração de informações e aumento da eficiência dos órgãos policiais.

Próximo do fim do mandato, indicadores da política mostram que ela avançou em alguns pontos, embora tenha perdido o protagonismo com a troca de ministro na pasta. Em 2024 e 2025 foram recuperados R$ 875,9 milhões em bens e ativos do crime organizado pela PF e por Polícias Civis, relacionados ao tráfico de drogas. O governo também implementou 21 novas unidades de recuperação de ativos para fazer esse trabalho.

Entre 2024 e 2025, 15 operações e 38 apoios em operações foram realizadas no âmbito do Enfoc. A partir da política, a rede também mapeou pelo menos 45.735 vínculos entre pessoas e organizações criminosas. Desde que foi lançado, segundo o MJSP, o Enfoc produziu 5.487 documentos de inteligência, que foram repassados para um total de 27.250 agências de inteligência.

Por outro lado, havia a previsão de criação de um Centro Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, o que não aconteceu. O MJSP afirmou que estuda criar o Observatório Nacional das Orcrims, mas ainda não há data definida. O plano de defesa para ações de domínio de cidades previsto pelo programa também não foi criado. Segundo o MJSP, foi elaborado um curso sobre o tema que tem sido passado para os Estado.

Em novembro, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, publicou um documento de 60 páginas para subsidiar o debate da Segurança Pública no partido. Entre os pontos abordados estão a recriação do Ministério da Segurança Pública, criação de uma Guarda Nacional Permanente de Caráter Civil e um programa nacional de policiamento de proximidade.

Lula x Flávio Bolsonaro

A campanha de Flávio Bolsonaro se prepara para explorar “escorregões” de Lula durante discursos públicos. Uma das declarações foi dada pelo presidente durante viagem à Indonésia, quando criticou política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de combater com Forças Armadas cartéis do narcotráfico na América Latina.

Pré-candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro além de criticar a gestão petista, teria a explorar o mesmo discurso do pai. Um dos pontos amplamente citados pelo ex-presidente na área era a queda de homicídios no País durante o mandato, embora especialistas atribuam essa redução à atuação dos Estados.

Em declarações recentes, mesmo sobre temas que não são diretamente relacionados à segurança, Flávio tem utilizado o espaço para relacionar Lula à impunidade do crime organizado.

No início do mês, após o presidente vetar o PL da Dosimetria, que reduz penas para os condenados pela tentativa de golpe de Estado, o senador comentou sobre o tema e aproveitou para criticar a atuação de Lula na segurança.

“Enquanto isso, criminosos seguem roubando e matando por um celular nas ruas do Brasil”, escreveu em publicação no “X”.

Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra que em um eventual segundo turno Lula superaria todos os candidatos cotados. Contra Flávio Bolsonaro o petista tem 49,2% das intenções de voto ante 44,9% do bolsonarista.

Em entrevista ao Estadão, o ministro da Secretaria-geral da Presidência, Guilherme Boulos deixou claro que na campanha, em possíveis embates com Flávio sobre o tema da segurança, Lula abordará temas espinhosos para o bolsonarista.

“Estou doido para o Flávio Bolsonaro, se for o candidato, falar de segurança pública. Por quê? Porque a gente vai falar de milícia do Rio de Janeiro, de Rio das Pedras, de Adriano da Nóbrega, que teve o familiar assessor no gabinete dele, de escritório do crime”, disse Boulos. “Qual é a autoridade moral do Flávio Bolsonaro para falar de segurança pública? Nesse ponto, nós estamos preparados para fazer debate com qualquer um.”

Ao longo de seu mandato no Senado, Flávio presidiu em 2025 a Comissão de Segurança Pública da Casa e tem proposições relacionadas à área. Entre elas, estão propostas que derrubam decretos do atual governo para disciplinar o uso da força policial. Outro projeto de Flávio quer conceder porte de arma de fogo a advogados, para defesa pessoal.

O tema do acesso das armas é um dos principais abordados pelo senador ao longo de sua atividade parlamentar. Em julho de 2023, quando o governo Lula editou um decreto apertando o controle sobre a circulação de armas no País, Flávio afirmou que Lula “assinou sentença de morte para muitas pessoas que não vão poder se defender mais”.

Com a retomada dos trabalhos no Congresso em fevereiro há expectativa de que um projeto do senador sobre o tema seja votado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Casa. A proposta autoriza a instalação de fábricas civis de armas e munições no Brasil.

Na visão da especialista Carolina Ricardo, o discurso de Flávio caso se torne candidato deve girar principalmente em torno de visões cristalizadas da extrema direita na área:

“Ele não tem realmente um repertório de políticas de segurança pública. Ele reproduz um pouco essa lógica, que o irmão dele, o Eduardo, também faz, que é: ‘vamos armar todo mundo’. E uma defesa meio irrestrita da atividade policial”, analisa.

Nesse sentido, ela explica que apostar somente em explorar esse discurso pode facilitar a estratégia dos adversários que tentem aprofundar o debate. “Ele vai dizer: ‘Vamos acessar as armas, é um direito de defesa’. Mas como é que a gente enfrenta o tráfico de armas? Como é que a gente evita a entrada de armas legais no crime organizado?”, exemplifica.

Lula x Ronaldo Caiado

Correndo por fora nas pesquisas eleitorais, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, marcaria 39% no segundo turno, contra 49% do petista. A segurança pública é o principal eixo da gestão Caiado no Estado. Com o mote de que Goiás é “o Estado mais seguro do Brasil”, repetido em seus discursos, o governador se coloca como principal opositor das propostas do governo Lula na área, como a PEC da Segurança Pública.

No final de 2024, em uma reunião de Lula com governadores no Palácio do Planalto para debater a proposta, o presidente e o governador trocaram farpas publicamente. Na ocasião, após falas de Caiado, Lula ironizou dizendo que Goiás era o “único Estado que não tem problema de segurança”.

O discurso do governo está afiado em relação ao tema. Segundo o ministro Guilherme Boulos, Lula teve a “coragem” de chamar a responsabilidade sobre o tema ao enviar a PEC.

“Está parada lá. Os governadores de direita contra, a maior parte do Centrão contra, vamos fazer esse debate na campanha eleitoral? Por que eles são contra que o governo do Brasil assuma mais responsabilidade na segurança pública? Eles estão dando conta sozinhos? Não me parece. E acho que essa também não é a percepção da maioria do povo brasileiro”, disse.

Dados do Anuário brasileiro mostram a queda expressiva no número de homicídios dolosos em Goiás. Antes de Caiado assumir o governo, foram registrados 2025 crimes desse tipo em 2018. O último número divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, referente a 2024, mostra o registro de 960 homicídios dolosos, o que representa uma queda de 52,59%.

A letalidade policial também caiu, passando de 425 mortes em decorrência de intervenção das forças de segurança em 2018 para 372 em 2024, uma redução de 12,47%. Ainda assim, o número representa quase 40% do total de mortes violentas no Estado, um índice considerado alto por especialistas.

A pesquisadora Bartira Miranda, conselheira do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisa que ainda que o modelo adotado por Caiado venha reduzindo os índices, é preciso que haja políticas de longo prazo voltadas para uma mudança estrutural na área e não apenas reforço na repressão dos crimes. Nesse sentido, ela afirma que é preciso que haja uma integração das instituições do Estado com a União.

“É só uma política de governo, não é uma política de Estado”, comenta. “A gente precisa de uma política nacional de segurança pública e que fosse possível fazer a integração da União com os Estados, porque isso é interpretado como uma invasão de competência da União nos Estados. Mas não é invasão de competência, é uma necessidade real”, explica.

O Estadão procurou o governador, mas não obteve resposta.

Lula x Ratinho Junior

Assim como o governador de Goiás, o governador do Paraná, Ratinho Junior, também investe no bordão “Aqui, bandido muda de profissão ou vai embora”.

O governador paranaense tem explorado a segurança pública em seus discursos e reforçado comunicações sobre o tema. Em dezembro, o Ratinho lançou uma nova campanha publicitária com foco na área. “A segurança pública do Paraná está no melhor momento da sua história”, destaca o vídeo publicitário.

Considerando dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública, o Estado do Paraná registrou uma redução de cerca de 14,9% nos índices de homicídio doloso nos anos de gestão de Ratinho Junior. Em 2018, antes de Ratinho assumir o governo, o Paraná registrou 1955 homicídios dolosos. Já em 2024, foram 1663.

Em um cenário de segundo turno contra Lula, Ratinho alcançaria, segundo pesquisa mais recente, 39% do eleitorado, contra 49% para o petista.

Na última quarta-feira, Ratinho afirmou que aceitará o “desafio” de se candidatar à Presidência caso seja escolhido por seu partido, o PSD, que faz parte da base do governo Lula.

Em publicação recente, o PSD destacou os feitos do governo Ratinho na área da segurança. “A gestão do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior(PSD), tem bons resultados para mostrar na área de segurança pública”, propagandeou.

O partido citou dados sobre roubos, apontando uma queda de 16,5% nessas ocorrências entre janeiro e outubro de 2025, usando como base as informações prestadas pelos Estados ao MJSP.

Ao Estadão, o governador Ratinho Junior afirmou que “segurança pública é um tema prioritário para o Paraná”. E defendeu que "os estados precisam ter autonomia para aplicação de leis penais mais severas."

Em nota enviada à reportagem, destacou que o orçamento da área passou de R$ 2 bilhões em 2019 para R$ 8 bilhões em 2025. O governador citou investimentos em infraestrutura, como a compra de 20 helicópteros e equipamentos de visão noturna, tasers, óculos de visão noturna, entre outros. Ratinho destacou ainda o investimento nas forças de segurança, com criação da Polícia Penal no Estado e aumento do efetivo da PM (4 mil novos policiais) e da polícia civil (1,6 mil novos policiais).

“O Estado registrou redução de 29% nos homicídios dolosos entre janeiro e setembro de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. É o melhor resultado da série histórica. Furtos e roubos de veículos também estão nos menores patamares da série histórica”, afirma.

O governador destaca ainda o programa “Olho vivo”, com instalação de 26 mil câmeras para auxiliar na resolução de crimes e rastreio de foragidos. Além do programa “Fronteira segura”, com instalação de 11 bases ao longo do território.

Lula x Romeu Zema

Em Minas Gerais, o cenário para o governador Romeu Zema é adverso. O Estado foi um dos quatro no País que registrou aumento no número de homicídios dolosos de 2023 para 2024. Minas passou de 2.949 crimes desse tipo para 3.130. Considerando os dados de 2018, antes de o governador assumir o comando do Estado, também houve aumento. Naquele ano foram 3.095 homicídios dolosos.

Segundo pesquisa AtlasIntel, em disputa com Zema, Lula venceria por 49% a 39%. O governador tem endossado críticas à PEC da segurança pública e à postura do governo federal sobre na área.

Zema é um dos integrantes do chamado “Consórcio da Paz”, grupo criado por governadores de direita para que Estados se apoiem no enfrentamento ao crime organizado. O consórcio foi criado após a Operação Contenção no Rio de Janeiro, que deixou 122 pessoas mortas, sendo a mais letal da História no Estado. Na ocasião, ao criticar a postura do governo Lula em condenar o número de mortes, Zema disse que a gestão federal romantiza o problema da segurança.

Outro problema observado em Minas por pesquisadores da área é a infiltração do crime organizado no Estado nos últimos anos. De acordo com Luis Sapori, professor da PUC-MG e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“A acentuação do crime organizado em Minas é um legado do governo dele. O crime organizado está como nunca em Minas Gerais. Temos sinais visíveis da presença de facções pelas pichações em muros, pelas prisões que a polícia está fazendo e a vinculação que essas pessoas assumem com algumas facções. Nos últimos cinco anos isso se acentuou na região metropolitana”, analisa.

Nesta semana, uma disputa entre facções alterou até mesmo rotas de ônibus no bairro Barreiro, na região metropolitana de Belo Horizonte. Após confrontos com a polícia, quatro suspeitos foram presos. O governador comentou sobre o tema em suas redes sociais na terça-feira, 21. Zema classificou o problema do crime organizado como o “maior câncer do Brasil”. E elogiou a atuação da polícia mineira.

“Aqui em Minas não tem um pedaço de terra que a nossa polícia não entre. E bandido que quiser duvidar disso vai enfrentar um problemão”, disse.

O Estadão questionou o governador sobre o tema, mas não obteve resposta.

Lula x Tarcísio de Freitas

Um eventual embate entre Lula e Tarcísio nas eleições presidenciais teria um ingrediente amargo para os dois lados. A atuação dos gestores na área tem média semelhante de reprovação junto à opinião pública.

Em agosto, conforme levantamento da Quaest, 36% dos eleitores classificavam a gestão Tarcísio na segurança como negativa. Pesquisa AtlasIntel mostrou que no segundo turno, Lula superaria Tarcísio por 49,1% a 45,4%.

Durante a campanha, a artilharia de Lula pode se voltar para os casos de abuso cometidos pela polícia, que foram vistos com maus olhos pela opinião pública.

São Paulo está entre os seis Estados do País com maior letalidade policial. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, entre as mortes violentas intencionais do Estado em 2024, 21,7% foram causadas por intervenção policial. O porcentual cresceu de maneira acentuada em relação ao ano anterior, quando a taxa foi de 14,5%.

O pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da UERJ, Daniel Edler, destaca que o atual governador interrompeu uma política de controle da letalidade policial que vinha sendo implementada nas gestões anteriores, de João Doria e Rodrigo Garcia. “Certamente um candidato que venha de centro esquerda vai bater nisso”, analisa.

Joga a favor de Tarcísio a redução de índices importantes como mortes violentas intencionais, homicídios e roubos. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, São Paulo é o Estado brasileiro com menor taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, com 8,2. O índice do Brasil é de 20,8.

As mortes violentas intencionais incluem, entre outros, homicídios dolosos e latrocínios (roubo seguido de morte). Um dos pontos que tem sido explorado pelo governador é a queda de homicídios.

Em nota, o governador Tarcísio falou especificamente sobre os dois primeiros anos de sua gestão, afirmando que houve redução de 25% das mortes em decorrência de confrontos policiais em relação ao mesmo período da gestão anterior, de João Doria. Disse ainda que todas as ocorrências do tipo são “rigorosamente investigadas” e que a secretaria estadual mantém ações para reduzir a letalidade.

Ao Estadão, o governador afirmou em nota que foi feito um investimento de R$ 1,2 bilhão em infraestrutura e equipamentos na área. Além disso, afirma que houve reforço no efetivo policial e destaca o “uso da inteligência e da tecnologia é outro pilar dessa estratégia”. Um dos programas destacados é o “Muralha Paulista”, que integra sistemas para videomonitoramento.
Por Paula Ferreira/Estadão Conteúdo

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