Inflação de alimentos põe em xeque bondades eleitorais de Lula

Consultorias elevam projeções de alta para grupo alimentar em 2026
Como incumbente visando ficar no cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repete Jair Bolsonaro (PL) e Dilma Rousseff (PT) com pacotes de bondades aos eleitores. A cinco meses do primeiro turno, no entanto, o petista mantém 40% de avaliação ruim/péssimo pelo Datafolha e está empatado com Flávio Bolsonaro (PL) nas projeções de segundo turno.

Além do alto endividamento das famílias, boa parte da explicação, segundo especialistas, está nos preços dos alimentos —que ofuscam tanto a recente recuperação da renda média quanto o desemprego em níveis historicamente baixos.

"Jair Bolsonaro perdeu a eleição pelo choque de preços dos alimentos no pós-pandemia. A popularidade de Joe Biden [nos EUA] também sofreu muito com isso. Para Lula, a agenda do custo de vida será decisiva", afirma Christopher Garman, diretor-geral para as Américas do Eurasia Group.

Embora o Brasil tenha tido alguns meses de deflação nos preços de alimentos e bebidas no ano passado, eles voltaram a acelerar em 2026. "Para o brasileiro, segue a percepção de que tudo ficou mais caro e de que ele não avança na vida", diz Garman.

Segundo o Datafolha, mesmo entre os mais pobres —com renda familiar mensal até dois salários mínimos e que tendem a ser mais favoráveis a Lula— a taxa de ruim/péssimo subiu de 24%, em dezembro de 2024, para 33%, em abril deste ano. No mesmo período, o percentual avançou de 22% para 27% no Nordeste, sua fortaleza eleitoral.

Pesquisa Genial/Quaest de abril mostrou que 72% acham que os preços dos alimentos subiram, ante 58% que disseram o mesmo em março. Os que afirmaram que seu poder de compra caiu em relação ao ano passado subiram de 64% em março para 71% em abril.

Apesar de dados positivos no emprego, a renda disponível das famílias após gastos com itens essenciais, impostos e pagamento de dívidas encontra-se no nível mais baixo desde 2011, segundo a Tendências Consultoria.

Há também um movimento de precarização do mercado de trabalho, em que o dinamismo na área formal e informal esconde a primazia na criação de vagas que pagam menos que a média salarial da economia.

Em fevereiro, a massa de renda disponível das famílias após gastos essenciais era de 21%, segundo a Tendências. No início de 2024, chegava a 23,6%. É uma deterioração expressiva em pouco tempo, diz Alessandra Ribeiro, sócia e diretora de macroeconomia da consultoria.

"A inflação de alimentos no domicílio aumentou 12% desde que Lula assumiu. Não à toa isso tem relação com sua popularidade", diz Ribeiro. "A renda média subiu no período, mas alguns gastos específicos aumentaram mais."

Na consultoria MB Agro, a projeção para a inflação de alimentos para este ano dobrou, de 2,5% para 5%, sobretudo por pressões nos preços de fertilizantes e outros insumos causadas pela guerra no Oriente Médio. Há também expectativa de impacto do El Niño no campo.

Relatório do Banco Mundial de abril também projeta inflação de alimentos três pontos percentuais maior para este ano e o próximo ante estimativa feita em janeiro.

Para André Braz, coordenador dos Índices de Preços da FGV-Ibre, o cenário otimista para a inflação geral e de alimentos fica cada vez mais distante. "Com o petróleo se sustentando acima de US$ 100 o barril, as pressões vão se acumulando."

Num cenário mais pessimista, a inflação geral deste ano chegaria a 5,4% (o teto da meta é 4,5%), e a de alimentação no domicílio, 6,6%.

Braz lembra que em abril o preço médio das matérias-primas brutas no IGP-M da FGV acelerou 5,78%, ante 0,67% em março. "Isso ainda não chegou aos bens finais ou intermediários, mas chegará em caso de continuidade da guerra."

Do ponto de vista macroeconômico, Lula mantém estratégia parecida com a de Dilma para tentar segurar preços, embora tenha sido atropelado pela guerra do Irã, que encareceu a cadeia do petróleo e os fertilizantes.

Com a taxa real de juros interna elevada (9,2% acima da inflação), o Brasil tem atraído dólares de investidores de fora, o que torna as importações mais baratas e ajuda a segurar preços de commodities. Lula também está turbinando uma série de programas para aliviar o aperto orçamentário das famílias.

O presidente tomou medidas para desonerar o diesel, anunciou R$ 20 bilhões no Fundo Social para a habitação e promove um pacote visando diminuir o endividamento de famílias e empresas. Segundo levantamento da Folha, o conjunto de ações pode injetar mais de R$ 100 bilhões na economia.

"O governo quer faturar a curto prazo, custe o que custar", afirma Renato Fragelli, professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV. "Gastos e juros elevados beneficiam triplamente os pobres. Pelo bem-estar dos agraciados [por benesses eleitorais], pela valorização cambial que barateia bens e pelo fato de o baixo desemprego encarecer o preço do trabalho [porque gastos aumentam a atividade]."

Fragelli afirma que, em 2014, Dilma conquistou a reeleição com combinação semelhante de gastos e juros elevados. "A recessão que se seguiu foi a maior desde 1929, com a diferença de que a dívida bruta estava em 59% do PIB, muito abaixo dos 80% atuais", diz.

Por Fernando Canzian, Folhapress

Pastores lamentam Messias fora do STF, mas colocam rejeição na conta de Lula

O presidente Lula (PT) e o advogado-geral da União, Jorge Messias
Lideranças evangélicas lamentaram a reprovação de Jorge Messias no STF (Supremo Tribunal Federal), mas colocaram o episódio na conta do presidente Lula (PT).

O advogado-geral da União não conseguiu, na quarta-feira (29), a quantidade de votos necessária para virar ministro da corte, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), opor-se à indicação.

Lideranças evangélicas haviam declarado apoio à nomeação, apesar de o nome do AGU dividir religiosos com mandato. A divergência vinha pelo fato de ele ser próximo a Lula e ser lido pelo segmento, majoritariamente à direita, como alinhado à esquerda.

O bispo Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, afirma que Messias se saiu bem na sabatina, mas enfrentou contra si a insatisfação com o governo Lula. "Caíram no colo dele todas as insatisfações, todas as promessas não cumpridas do governo", afirma Rodovalho.

Ele diz entender que Messias "se explicou bastante durante a sabatina" sobre ações que tomou como advogado-geral. No encontro com os senadores, o indicado de Lula disse ser totalmente contra o aborto, tema levantado por conservadores em razão de um parecer da AGU contra uma norma do CFM (Conselho Federal de Medicina) que vetava um procedimento necessário para o aborto legal em gestações avançadas.

Na sabatina, Messias também justificou pedidos de prisão durante ataques golpistas do 8 de Janeiro, assunto também levantado pela oposição. "Nunca vou me alegrar em adotar medidas constritivas de liberdade de alguém, eu fiz por obrigação, por dever de ofício. [...] Não fiz com alegria, fiz com dor", afirmou.

Apesar de ter defendido a nomeação, Rodovalho diz que as lideranças evangélicas veem com tranquilidade a rejeição, pois "não obstante os méritos do Messias, ele é muito posicionado à esquerda".

"Agora surge a possibilidade de que o próximo presidente possa indicar essa vaga. E pode não ser o Lula", afirmou Rodovalho, que também é presidente do Concepab (Conselho Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil).

O apóstolo César Augusto, fundador da Igreja Fonte da Vida, diz lamentar a rejeição, por não levar a mais um evangélico ao STF, mas avalia que a derrota maior é do governo Lula.

"Acho que as pessoas não votaram contra a capacidade jurídica ou a pessoa do Messias, ainda que ele tenha posicionamentos que alguns conservadores não entendem, mas votaram contra a ação do presidente Lula."

O pastor diz que mais um evangélico no Supremo seria importante para o segmento, mas que "a vida continua".

"Não deu, não deu. Agora é tocar o barco para frente. A derrota maior é do governo Lula, com certeza."

Para o pastor Silas Malafaia, presidente da ADVEC (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), "a derrota de Messias não é propriamente dele, é a derrota acachapante de Lula", porque a indicação é um direito do presidente.

"Quem foi derrotado foi Lula, e com recado para o STF", afirmou Malafaia à Folha. O pastor disse acreditar que qualquer indicado do político seria derrotado. "Não tem nada a ver com Messias, tem tudo a ver com Lula, com esse momento político e de intromissão do Judiciário em tudo que é lugar, se tornando uma instituição terrivelmente política."

Antes da derrota, Malafaia havia criticado Messias, a quem chamou de "esquerdopata gospel", mas não se contrapôs à indicação por, segundo ele, uma questão de coerência e respeito à prerrogativa do presidente.

O pastor pentecostal William Douglas, por sua vez, que é juiz federal no TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) e professor de direito constitucional, se disse "profundamente triste" com o resultado.

Apesar do perfil conservador, ele afirma não considerar correto misturar "divergência ideológica com avaliação de capacidade".

"Na minha avaliação, o Senado errou", declarou em nota. "A Constituição confere ao presidente da República a prerrogativa de indicar ministros para o Supremo Tribunal Federal, cabendo ao Senado rejeitar apenas quando ausentes os requisitos constitucionais —e não por razões políticas, circunstanciais ou de conveniência."

William Douglas, que já foi cotado para uma vaga no Supremo na gestão de Jair Bolsonaro (PL), concorda que a rejeição não foi direcionada a Messias, mas ao contexto político envolvendo o presidente Lula.

Segundo ele, decisões como a de quarta-feira "não atingem o nome de quem foi rejeitado, mas revelam os critérios que prevaleceram na sua rejeição —e isso deixa marcas no padrão de Justiça que a República escolhe para si".

Por Ana Gabriela Oliveira Lima, Folhapress

‘Especialidade da esquerda é atacar sem prova’, diz Diego Castro sobre fala de Daniela Mercury

O deputado estadual Diego Castro (PL) e a cantora Daniela Mercury
O deputado estadual Diego Castro (PL) se manifestou sobre a polêmica envolvendo os cantores Daniela Mercury e Edson Gomes durante o Troféu Armandinho & Irmãos Macedo, realizado em Salvador, na noite desta terça-feira (28).

Durante a cerimônia, Daniela Mercury fez um discurso contra a violência de gênero e dirigiu uma fala diretamente a Edson Gomes, pedindo que o cantor fosse “carinhoso” com a esposa e afirmando que não se aceita violência contra nenhuma mulher. O comentário gerou reação imediata do artista, que subiu ao palco e cobrou explicações públicas da cantora, criando um momento de tensão ao vivo.

“É inaceitável atacar alguém sem prova. Não se pode transformar palco em tribunal e reputação em alvo de discurso. Quem acusa precisa ter responsabilidade, porque expor uma pessoa sem evidência é uma injustiça e não contribui em nada para o enfrentamento da violência”, afirmou Diego Castro.

O deputado também criticou o que considera incoerência de setores políticos ao tratar do tema. “Tem gente que se diz defensora dos direitos, mas na prática ignora princípios básicos quando convém. Vale tudo para atingir quem está do outro lado, até abrir mão de prova, de investigação e do direito de defesa. Isso não é justiça, é uso político de uma pauta séria”, acrescentou o bolsonarista.

Por Redação

Após derrota no Congresso, governo aposta em pressão dos trabalhadores para tentar derrubar escala 6x1

Ministros pedem que sociedade se mobilize para forçar Congresso a votar propostas por jornada menor

Ato do 1º de maio no Rio de Janeiro pede fim da escala 6x1
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na pressão dos trabalhadores para que o Congresso vote o fim da escala 6x1 antes das eleições. Integrantes da cúpula governista pediram, em atos em São Paulo e no Rio neste 1º de Maio, que a sociedade entre em campo para pressionar deputados e senadores em prol da redução da jornada de trabalho.

A pauta é a esperança de o governo retomar fôlego após duas derrotas legislativas: o bloqueio da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e a derrubada do veto de Lula ao PL (projeto de lei) da dosimetria, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por tentativa de golpe.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o Planalto cumpriu seu papel de provocar o debate sobre o fim da escala 6x1, enviando projeto de lei ao Congresso, mas que a responsabilidade de pressionar para a aprovação da redução da jornada de trabalho é da sociedade.

"A manifestação da sociedade é muito importante nesse processo, porque o Congresso nós conhecemos, sabemos o Congresso que é. Então, é preciso que a sociedade entre em campo, continue em campo, exigindo que essa deva ser uma conquista deste momento para a classe trabalhadora", afirmou no ato de 1º de Maio organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

Marinho disse acreditar que a escala 6x1 estará "enterrada" ainda neste ano. Segundo ele, o modelo prejudica em especial as mulheres. Para o ministro, não há conflito entre diferentes propostas em tramitação, como o projeto de lei de Lula e as duas PECs (propostas de emenda à Constituição).

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também disse acreditar que a jornada atual de trabalho, de até 44 horas semanais, estará "enterrada" até julho, já que o projeto de lei enviado por Lula tem regime de urgência e, caso não seja votado, tranca a pauta do Congresso.

"Estamos trabalhando para que este seja o último 1º de Maio com escala 6x1 no Brasil. Essa é a importância histórica dessa data", disse, lembrando que o país não reduz a jornada de trabalho há 38 anos, desde a promulgação da Constituição de 1988.

A proposta defendida pelo governo prevê jornada máxima de 40 horas semanais, sem redução salarial, além da garantia de pelo menos dois dias de descanso por semana. De acordo com o ministro, há forte articulação política e sindical para viabilizar a mudança no primeiro semestre.

Alinhado ao discurso do governo, o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sergio Nobre, também afirmou que o principal foco das mobilizações deste 1º de Maio é pressionar o Congresso pela redução da jornada, com votação pelo fim da escala 6x1 ainda neste mês. Ele considera a atual organização do trabalho no Brasil ultrapassada e incompatível com o século 21.

Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo do Estado de São Paulo, endossou a convocação da população contra a escala 6x1em seu discurso no ABC. "Revisão da jornada 6x1 já está no Congresso e se não houver mobilização da classe trabalhadora, isso vai sendo adiado", disse ao subir no palco.

A região central da capital paulista também recebeu mobilizações contra a escala 6x1 no Palácio dos Trabalhadores e na praça Roosevelt —esta última convocada pelo VAT (Vida Além do Trabalho), o grupo que iniciou as reivindicações por maior tempo de descanso.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também afirmou que a PEC contrária à escala 6x1, que ganhou atenção popular, deve ser votada no plenário neste mês. O público se aglomerou em torno da deputada, que levou cerca de 40 minutos para conseguir deixar o local.

O VAT também convocou um ato no Rio de Janeiro, base política do seu fundador, o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ). Lá, entregadores de aplicativos se juntaram a movimentos sociais no ato em Copacabana, zona sul. O grupo chegou à manifestação em uma marcha ao som de buzinas de motos e campainhas de bicicletas. Trabalhadores gritaram pedindo respeito à categoria.

Na capital paulista, o ato da Força Sindical, no Palácio dos Trabalhadores, foi puxado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, com sorteios de Pix, barris de chope e de bicicletas, além de discursos de Fernando Haddad, Simone Tebet (ex-ministra do Planejamento) e Marina Silva (ex-ministra do Meio Ambiente).

Tebet negou que a redução da jornada traria prejuízos à economia. "Garanto para vocês que o Brasil não quebra. Como não quebrou com o 13º e o salário mínimo, e não vai quebrar com o aumento da licença paternidade".

Marina Silva reforçou as demandas das trabalhadoras e disse que escala 6x1 não garante a restauração biológica do corpo e, para as mulheres, não representa nem um dia de descanso na prática. "Nós mulheres, no dia de descanso, é quando a maioria trabalha mais e volta na segunda-feira mais cansada do que na sexta".

O peso maior do trabalho sobre as mulheres, que acumulam jornadas trabalho dentro e fora de casa, foi retratado em cartazes. A vendedora Ana Carla Dias de Oliveira, 49, que compareceu ao ato da Força na capital paulista, relata que trabalha domingo sim, domingo não. "A gente que é mãe e dona de casa não tem tempo para nada".

A direita teve um ato esvaziado na avenida Paulista, na frente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Um grupo formado por bolsonaristas, religiosos e conservadores ocupou uma faixa da Paulista como forma de evitar que a via, disputado endereço de manifestações políticas de São Paulo, fosse usada por manifestantes de esquerda. O ato teve trio elétrico e carro de som de apoio, mas ambos ficaram vazios. A reportagem contou cerca de cem pessoas no local no começo da tarde, quando atingiu sua lotação máxima.

Seu organizador, o empresário Mario Malta, evitou adotar posição clara sobre a redução da escala 6x1. "Não somos nós que vamos determinar o que acontecerá", afirmou Jones. Durante o ato político, os organizadores não trataram da redução da jornada. O foco dos manifestantes de direita foi liberdade para Bolsonaro.

Conflitos pontuais entre participantes e forças de segurança aconteceram na Paulista e no ABC.

Na Paulista, uma mulher não identificada teria insultado os manifestantes de direita e foi afastada pela Polícia Militar. Ela disse à reportagem que registraria boletim de ocorrência por agressão.

Na festa do ABC, a reportagem presenciou a GCM de São Bernardo agredindo um participante dentro do carro da guarda. A Guarda informou para a reportagem, no local, que ele teria tentado entrar na área VIP, agredido um agente e tentado pegar sua arma. Procurada a assessoria da guarda não respondeu.


Por Folhapress
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Atenção Ipiaú e Região...Ele está de volta!!!

 

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Mais de 200 atletas participam da 2ª Corrida do Trabalhador em Itagibá

A manhã desta sexta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalhador, foi marcada por esporte, superação e integração em Itagibá. A 2ª Corrida do Trabalhador reuniu mais de 200 participantes, entre atletas profissionais e amadores, nas categorias masculino e feminino.
A competição contou com os corredores inscritos, além da presença do prefeito Marquinhos Barreto, secretários municipais e organizadores do evento, reforçando o incentivo da gestão ao esporte e à qualidade de vida da população.
Com largada às 7h, na região dos Costas, e chegada no campo de Japomirim, os atletas enfrentaram um percurso de 8 quilômetros, demonstrando resistência, determinação e espírito esportivo do início ao fim.
Além da valorização esportiva, a corrida também premiou os destaques da competição, com a distribuição de mais de R$ 9 mil. Do total, R$ 6.000 foram destinados à categoria profissional e R$ 3.300 aos atletas amadores, fortalecendo o incentivo à prática esportiva no município.
Mais do que uma disputa, o evento se consolidou como uma celebração do Dia do Trabalhador, reunindo comunidade, atletas e apoiadores em um momento de confraternização. A participação popular ao longo do percurso também foi um dos destaques, com moradores incentivando os corredores durante toda a prova.
A iniciativa reforça o compromisso do município em promover ações que estimulem o esporte, a saúde e o bem-estar da população, fortalecendo o vínculo entre a gestão pública e a comunidade.

Brasil define regras para cotas no acordo entre Mercosul e UE

Governo federal limita incidência de cotas limitada a cerca de 4% das exportações e 0,3% das importações

Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
O governo do Brasil definiu regras para a adoção de cotas de importação e exportação no acordo entre Mercosul e União Europeia em portarias publicadas nesta sexta-feira (1°), primeiro dia de vigência provisória do tratado de livre comércio entre os dois blocos.

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) informou em nota que a incidência de cotas é limitada a cerca de 4% das exportações e 0,3% das importações.

As cotas são limites de quantidade impostas a determinados produtos, seja para exportação ou para importação, dentro dos quais há incidência tarifária mais benéfica.

"Na prática, a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia ocorrerá com redução ou eliminação integral de tarifas, sem restrições quantitativas", destacou o MDIC.

No caso das importações, o ministério informou que produtos como veículos, lácteos, alho, preparações de tomate, chocolates e itens de confeitaria passam a seguir um modelo baseado na ordem de registro das licenças.

"Para garantir o uso da cota, o importador deverá vincular a licença à Declaração Única de Importação (Duimp) em até 60 dias, respeitados os limites por operação", disse.

No caso das exportações, as cotas abrangem produtos tratados pelo governo como estratégicos, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, além de itens como mel, ovos e bebidas como rum e cachaça. A distribuição segue o mesmo princípio de ordem de solicitação, observados os limites de cada cota.

Segundo a pasta, a divisão das cotas entre os países do Mercosul ainda está em negociação.

O governo do Brasil definiu regras para a adoção de cotas de importação e exportação no acordo entre Mercosul e União Europeia em portarias publicadas nesta sexta-feira (1°), primeiro dia de vigência provisória do tratado de livre comércio entre os dois blocos.

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) informou em nota que a incidência de cotas é limitada a cerca de 4% das exportações e 0,3% das importações.

As cotas são limites de quantidade impostas a determinados produtos, seja para exportação ou para importação, dentro dos quais há incidência tarifária mais benéfica.

"Na prática, a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia ocorrerá com redução ou eliminação integral de tarifas, sem restrições quantitativas", destacou o MDIC.

No caso das importações, o ministério informou que produtos como veículos, lácteos, alho, preparações de tomate, chocolates e itens de confeitaria passam a seguir um modelo baseado na ordem de registro das licenças.

"Para garantir o uso da cota, o importador deverá vincular a licença à Declaração Única de Importação (Duimp) em até 60 dias, respeitados os limites por operação", disse.

No caso das exportações, as cotas abrangem produtos tratados pelo governo como estratégicos, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, além de itens como mel, ovos e bebidas como rum e cachaça. A distribuição segue o mesmo princípio de ordem de solicitação, observados os limites de cada cota.

Segundo a pasta, a divisão das cotas entre os países do Mercosul ainda está em negociação.
Por Bernardo Caram/Folhapress

Governo da Bahia pagou parcelas de reajustes a 43 mil servidores nesta quinta-feira (30)

A liberação dos recursos está sendo feita de forma escalonada desde 2025, com ganhos salariais acumulados de até 22,1%

O Governo da Bahia pagou, nesta quinta-feira (30), novas parcelas de reajustes concedidos a mais de 43 mil servidores públicos, aposentados e pensionistas do Estado. Os incrementos salariais – que oscilam de 1,5% a 7,5% no mês de abril – decorrem da aprovação em setembro do ano passado de um conjunto de Projetos de Lei que beneficiou profissionais de 53 diferentes carreiras do funcionalismo público estadual, sendo 34 de nível superior e 19 de nível médio.

“A valorização do servidor público é uma premissa do nosso governo. São esses profissionais que garantem que as políticas públicas cheguem à ponta, melhorando a vida do povo baiano. Por isso, seguimos trabalhando com responsabilidade para assegurar melhores condições de trabalho ao funcionalismo estadual e reconhecimento profissional”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.

As novas legislações determinaram a aplicação de reajustes de forma escalonada, ao longo de 2025 e 2026, além da reestruturação e alteração da estrutura remuneratória das carreiras, de modo a viabilizar a concessão de promoções dos cargos. No total, as medidas viabilizaram ganhos salariais de 10,2% a 22,1% durante o período.

As carreiras que receberam reajuste neste mês de abril são as integrantes dos grupos ocupacionais Artes e Cultura (com incremento de 7,5%), Comunicação Social (5,07%), Técnico Administrativo (5,07%), Técnico Específico (5,07%), Serviços de Apoio Técnico-Administrativo da Procuradoria Geral do Estado (5,07%), Gestão Pública (1,5%) e Fiscalização e Regulação (4%).

Além disso, a medida contemplou as carreiras de Procurador do Estado (2,8%), especialista em Produção de Informações Econômica, Sociais e Geoambientais (2,51%), além dos cargos em comissão da Administração Direta, autárquica e fundacional (5%).
Fonte: Ascom/Saeb

Governo da Bahia abre 21 vagas em processo seletivo REDA para a Secretaria de Comunicação

A Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia (Secom) publicou, nesta quinta-feira (30), o Edital nº 001/2025 do Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária de profissionais em Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). Ao todo, estão sendo ofertadas 21 vagas para atuação em Salvador, nas áreas de Jornalismo, Fotografia e Cinegrafia.

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no período de 6 a 13 de maio de 2026, por meio do site www.ba.gov.br/comunicacao/editais/selecao-reda. O processo seletivo será realizado em etapa única, por meio de avaliação curricular, de caráter eliminatório e classificatório. Serão considerados critérios como experiência profissional, cursos de qualificação e formação complementar, além de conhecimentos em informática.

Do total de vagas ofertadas, 10 são para jornalistas, oito para fotógrafos e três para cinegrafistas. Para todas as funções, é exigido diploma de nível superior em Comunicação Social, Jornalismo, Publicidade ou Audiovisual, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Os contratos terão duração de até 36 meses, podendo ser prorrogados uma única vez por igual período. O processo seletivo terá validade de um ano, também prorrogável por igual período.

A remuneração total é de R$ 3.810,40 para jornada de 35 horas semanais, composta por vencimento básico e gratificação de função temporária. Os profissionais também terão direito a auxílio-refeição, auxílio-transporte e poderão aderir à assistência médica do Estado.

O edital prevê ainda a reserva de vagas conforme políticas de inclusão: 30% para candidatos negros (pretos e pardos) e 5% para pessoas com deficiência, em conformidade com a legislação vigente. Os candidatos classificados serão convocados para apresentação de documentação comprobatória, conforme cronograma a ser divulgado pela Secom.

Petrobras eleva querosene de aviação em 18% a partir desta sexta

Aumento repassado para distribuidoras corresponde a um acréscimo de R$ 1 por litro
A Petrobras elevará o preço médio de venda do QAV (querosene de aviação) a distribuidoras em 18% a partir desta sexta-feira (1º), informou a companhia citando um "contexto excepcional causado por questões geopolíticas".

O aumento da Petrobras corresponde a um acréscimo de R$ 1 por litro em relação ao preço do mês anterior.

O comunicado aponta ainda que a Petrobras seguirá disponibilizando ao mercado uma opção de parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com a primeira parcela a ser paga em julho de 2026.

"Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado", completou.

Os preços do petróleo vêm subindo desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no fim de fevereiro, o que resultou no fechamento do estreito de Hormuz e na interrupção do transporte de cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

Os ajustes do QAV da Petrobras ocorrem todo começo de mês, conforme previsto em contratos.

Por Rodrigo Viga Gaier, Folhapress

"Uma crise política", diz Gilmar sobre derrota do governo no Senado

Para o ministro, a rejeição de Messias reflete falta de articulação política do Planalto; "esse quadro leva a uma necessidade maior de intervenção do STF", disse o decano da Corte
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou nesta quinta-feira (30) que a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado reflete uma “crise política” enfrentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista ao SBT News, o decano da Corte avaliou que a derrota não está relacionada à capacidade do indicado pelo petista, mas sim a dificuldades de articulação política do Planalto. “Não se trata de uma rejeição por falta de requisitos profissionais, se trata de uma crise política”, disse.

Messias foi barrado no plenário do Senado após receber 34 votos favoráveis e 42 contrários. Para ser aprovado para uma vaga no STF, eram necessários ao menos 41 votos.

Segundo Gilmar, o cenário está ligado ao fato de o governo operar com base minoritária no Congresso. Para o ministro, esse quadro desfavorável também tem reflexos no papel do Judiciário.

“Esse quadro leva a uma necessidade maior de intervenção do STF e isso também provoca fricções na relação entre governo e Congresso”, afirmou.

Na avaliação de Gilmar, o episódio deve levar a uma revisão interna no governo Lula sobre a condução política da indicação. “É preciso que se faça uma revisão e que cada um assuma sua responsabilidade”, disse.

O ministro também rebateu versões de bastidores que apontam uma suposta atuação de integrantes do Supremo para enfraquecer o apoio a Messias. “Não faz o menor sentido. Não vejo sentido nesse tipo de teoria conspiratória”, declarou.


O alinhamento de Messias com Mendonça e sua defesa de um Código de Ética para a magistratura teriam causado resistência entre integrantes da Corte. No Planalto, também era conhecida a oposição de ministros como Alexandre de Moraes e Flávio Dino ao indicado.
Fernanda Fonseca, da CNN Brasil, Brasília

Messias sinaliza saída da AGU após derrota no STF e expõe crise no governo- Por Redação

Jorge Messias
O advogado-geral da União, Jorge Messias, informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pretende deixar o comando da AGU após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal rejeitada pelo Senado. A decisão foi comunicada poucas horas depois da votação que resultou em uma derrota histórica para o governo, com 42 votos contrários e 34 favoráveis à nomeação. A informação é do jornal O Globo.

Segundo relatos, Messias afirmou que não se sente em condições de manter interlocução com integrantes do Congresso e do STF que atuaram contra sua indicação, o que comprometeria suas funções à frente da AGU. Lula, por sua vez, pediu que o ministro reavaliasse a decisão, mas aliados indicam que ele segue decidido a deixar o cargo.

Nos bastidores, a derrota expôs tensões políticas envolvendo nomes como Davi Alcolumbre e Alexandre de Moraes, apontados como influentes no processo. O episódio amplia o desgaste do governo e evidencia conflitos institucionais e políticos em torno da composição do STF e da articulação no Congresso.

Empréstimos do Tesouro que driblam meta fiscal crescem 34,5% e chegam a R$ 307 bi

Os recursos vieram de emissões de títulos da dívida pública, muitas vezes repassados a taxas de juros reduzidas
Os empréstimos concedidos pelo Tesouro Nacional a fundos e bancos públicos para financiar políticas governamentais cresceram 34,5% em um ano, alcançando R$ 307,2 bilhões em 2025, segundo dados do Balanço Geral da União. Em valores, o aumento foi de R$ 78,7 bilhões no período, sem descontar os efeitos da inflação.

Os recursos vieram de emissões de títulos da dívida pública, muitas vezes repassados a taxas de juros reduzidas, o que impõe um custo chamado de subsídio implícito —que recebe esse nome porque não é explicitado no Orçamento Federal.

Nos três primeiros anos da atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o crescimento desses empréstimos chegou a 55,5%, ou uma variação de R$ 109,7 bilhões em valores nominais.

A expansão tem sido criticada por especialistas, que veem no expediente uma forma de driblar restrições fiscais, já que a maioria das operações ou dos custos envolvidos não é contabilizada no limite de despesas do arcabouço fiscal nem no resultado primário (diferença entre receitas e despesas, exceto o serviço da dívida pública). São as duas regras em vigor de contenção dos gastos públicos.

A ferramenta também contribui para ampliar o endividamento do país, e especialistas avaliam que os estímulos de crédito podem ainda atrapalhar a tarefa do Banco Central de controlar a inflação.

Integrantes da equipe econômica, por sua vez, defendem a expansão dos empréstimos, sob a justificativa de que as políticas públicas que recebem esses recursos contribuem para dar sustentação a setores da economia, com retorno positivo para o país.

O montante de R$ 307,2 bilhões considera duas contas de créditos a receber pela União: os chamados haveres financeiros relacionados a operações fiscais; e outros empréstimos e financiamentos concedidos.

São as duas modalidades que mais cresceram na passagem do ano e que tendem a ganhar ainda mais fôlego em 2026.

Só neste ano, o governo federal já anunciou pelo menos R$ 35 bilhões em novas operações, dos quais R$ 20 bilhões vão financiar ações de habitação no âmbito do Minha Casa, Minha Vida, e outros R$ 15 bilhões serão direcionados ao Plano Brasil Soberano, concebido para minimizar os impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre empresas brasileiras e que foi turbinado para contemplar também as afetadas pela guerra no Irã.

A conta de haveres financeiros relacionados a operações fiscais considera empréstimos a bancos públicos, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Caixa Econômica Federal, recursos do FGE (Fundo de Garantia à Exportação) direcionados ao Plano Brasil Soberano e operações de crédito rural.

Também compõem a lista o programa Renova Frota, que financia a aquisição de caminhões, e o uso do Fundo Social do pré-sal para bancar ações de combate à calamidade pública decorrente das enchentes no Rio Grande do Sul.

Antes da gestão Lula, o estoque dessa conta vinha caindo, mas a tendência se inverteu a partir de 2024, quando o valor subiu de R$ 95,1 bilhões para R$ 114,75 bilhões. Ao fim de 2025, os haveres financeiros relacionados a operações fiscais saltaram para R$ 143,15 bilhões —uma variação de 24,75% em relação a 2024.

O crescimento foi puxado pelo repasse de R$ 22,2 bilhões para empréstimos do Plano Brasil Soberano.

Houve ainda a liberação de R$ 12 bilhões para produtores rurais renegociarem dívidas com bancos, medida adotada pelo governo Lula para aliviar a pressão não só sobre agricultores mas também sobre o Banco do Brasil, grande financiador do setor. O aumento da inadimplência dessas operações pesou no balanço da instituição em 2025.

O governo também destinou R$ 6 bilhões para a aquisição de caminhões novos ou seminovos por meio do Renova Frota, já repassados ao agente financeiro, que é o BNDES.

Já os empréstimos a instituições financeiras caíram de R$ 80,6 bilhões para R$ 75,6 bilhões, uma redução de 6,2% na passagem de 2024 para 2025.

OPERAÇÕES COM FUNDOS

A segunda conta, de outros empréstimos e financiamentos concedidos, inclui principalmente operações com fundos. Estão nesta categoria políticas como o Fundo Clima, repasses do Fundo Social do pré-sal para o Minha Casa, Minha Vida e fundos de desenvolvimento regional.

Em 2025, a categoria outros empréstimos alcançou o patamar de R$ 164,1 bilhões, o que representa uma expansão de 44,3% em relação aos R$ 113,8 bilhões registrados no ano anterior, segundo o Tesouro.

O crescimento expressivo foi puxado pelo Fundo Clima, que recebeu um reforço de R$ 20 bilhões em apenas um ano. Foi uma alta nominal de 142,2% em relação a 2024. O fundo foi criado para financiar projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco em projetos de transição energética. Boa parte das linhas conta com juros subsidiados pelo governo.

Outros fundos e políticas também receberam mais recursos, como o FNDCT (voltado à ciência e tecnologia) e o Minha Casa, Minha Vida. O programa habitacional passou a contar com recursos do Fundo Social para financiar a compra da casa própria, após uma mudança legal para autorizar essa destinação.

A União ainda tem outros créditos a receber, como empréstimos a estados e municípios, FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), mas eles não foram considerados na comparação por seguirem regras próprias. Além disso, sua expansão foi bem menor, entre 3,1% e 9,6% em um ano, sem descontar o efeito da inflação.

Por Idiana Tomazelli/Folhapress

Após crise com Lula, Alcolumbre deve dar aval a apoio de União e PP a Flávio- Por Fábio Zanini/Folhapre

Davi Alcolumbre
Caciques da federação União Progressista (União Brasil/PP) não acreditam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), partirá para o confronto aberto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após derrotar o governo com a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

Eles enxergam, no entanto, um efeito colateral do afastamento de Alcolumbre do presidente. O receio de que ele trabalharia contra o apoio formal da federação à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) não existe mais. A expectativa é que ele agora não se oponha à aliança.

Oficialmente, União e PP ainda dizem estar avaliando o comportamento de Flávio para decidir se o apoiam. O discurso é que é preciso esperar para ver se ele manterá posições moderadas. Na prática, a decisão pela coligação já está praticamente tomada.

Ala do STF vê aliança Moraes-Alcolumbre para derrotar Messias, e corte passa por novo conflito

                 Leitura de que houve atuação conjunta vem até de magistrados aliados ao ministro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), formaram uma aliança para enterrar a aprovação de Jorge Messias como novo integrante da corte.A leitura de que houve uma atuação conjunta vem não só de magistrados ligados ao grupo de André Mendonça, principal cabo eleitoral de Messias no Senado, como também de ministros que até agora eram considerados aliados de Moraes no tribunal.

A derrota de Messias criou um novo conflito interno e pode modificar a correlação de forças no STF.

Segundo relatos feitos ao jornal Folha de São Paulo, Moraes não entrou em campo para pedir votos contrários a Messias, mas fez sua posição reticente ao indicado ao STF chegar aos senadores por meio de interlocutores —entre eles o próprio Alcolumbre, com quem jantou duas vezes ao longo da última semana.

Moraes esteve com Alcolumbre na quinta-feira (23), na casa do ministro Cristiano Zanin, e na terça (28), véspera da sabatina de Messias, quando convidou o presidente do Senado para um jantar em sua casa, junto a outros convidados.

Pessoas que acompanharam a campanha de Messias ao STF afirmam que Moraes estava ciente de todos os passos de Alcolumbre para derrubar o indicado pelo presidente Lula (PT). Ambos tinham, inclusive, o mesmo "mapa" de prospecção de votos após a sabatina. Ministros que trabalharam pela aprovação de Messias se sentiram traídos por Moraes.

Auxiliares de Mendonça e do ministro Kassio Nunes Marques avaliam que Moraes era contra a aprovação de Messias porque havia a possibilidade de o novo ministro aderir ao grupo do relator do caso Master, que se tornaria majoritário na corte.

Também atribuem a aliança entre Moraes e Alcolumbre a um gesto do magistrado para que o presidente do Senado não encampe pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.

Moraes e o ministro Dias Toffoli estão no centro dos desgastes que o STF tem enfrentado junto à opinião pública e ao Congresso Nacional, devido a suspeitas de relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que negocia um acordo de delação premiada.

Apesar de estar mais alinhado a Moraes na divisão interna do Supremo (grupo que inclui Flávio Dino, que não cultiva boa relação com o advogado-geral da União), Toffoli era favorável ao nome de Messias para a corte e também lamentou a reprovação.

Moraes e a secretaria de comunicação do STF foram procurados pelo jornal Folha de São Paulo às 14h04 desta quinta-feira (30), mas não retornaram as mensagens até a publicação desta reportagem. A interlocutores o ministro disse que não pediu votos contra Messias.

Ministros do STF avaliam que, para além da aliança entre Moraes e Alcolumbre, o poder de influência dos magistrados que atuaram a favor de Messias se demonstrou menor do que inicialmente previsto.

Um magistrado sinalizou a um auxiliar que é preocupante o fato de Mendonça ser relator de dois dos casos mais rumorosos para a política (o do Master e o do INSS) e ainda assim não ter conseguido virar votos entre senadores de oposição.

Também há uma leitura de que as "broncas" recentes que o ministro Gilmar Mendes deu em senadores que integram CPIs (comissões parlamentares de inquérito) azedaram o clima entre Senado e STF e diminuíram a capacidade do decano de sensibilizar os parlamentares.
Por Luísa Martins/Folhapres

STF define que Congresso deve prever impacto de benefícios e valida reoneração da folha

      A partir de 2028, empresas de 17 setores voltam a pagar contribuição de 20% sobre salários
Plenário do Supremo Tribunal Federal
O STF (Supremo Tribunal Federal) definiu nesta quinta-feira (30), no julgamento da desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia e municípios, que o Legislativo deve indicar o impacto de benefícios fiscais criados ou ampliados. Na prática, a corte também validou o acordo firmado para o regime de transição de reoneração.

Pela regra em vigor, estabelecida no acordo, a reoneração gradual da folha ocorre até 2027. A partir de 2028, as empresas de 17 setores da economia deixam de contribuir sobre o faturamento e voltam a pagar a contribuição patronal de 20% sobre a folha de salários de seus funcionários —valor já cobrado das demais companhias não beneficiadas pela desoneração.

Um dos grupos beneficiados com a desoneração é o de comunicação. Também são contemplados os segmentos de calçados, call center, confecção e vestuário, construção civil, entre outros.

A análise começou em plenário virtual, no qual os ministros registram seus votos em sistema eletrônico. Em outubro do ano passado, o placar chegou a 3 a 0 para confirmar o entendimento do relator, Cristiano Zanin, de manutenção da reoneração gradual. Alexandre de Moraes pediu vista na ocasião e suspendeu o julgamento.

Na retomada, a tese foi aprovada por unanimidade, no sentido proposto pelo relator, Cristiano Zanin. Os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques entendiam que a ação tinha sido superada pelo acordo firmado depois do ajuizamento dela, e Luiz Fux votou pela improcedência do pedido.

Na sessão desta quinta, Moraes afirmou ter suspendido a análise e a levado para debate presencial por entender que a corte deveria fixar uma regra clara sobre o tema.

"Para que, no processo legislativo que vá conceder ou ampliar benefício de ordem tributária, se diga de onde virá a receita, evitando o que se chama de pauta-bomba", disse o ministro.

"Uma coisa é criar despesa. Outra coisa é desonerar e criar despesa indireta, porque o Estado vai deixar de arrecadar. E, ao deixar de arrecadar, vai faltar recursos para uma determinada área", afirmou.

Moraes afirmou não haver inconstitucionalidade na desoneração da folha de pagamentos, em si, mas esse deve tipo de medida deve ser acompanhada da previsão do impacto que causará. De acordo com ele, há de se observar o devido processo legislativo, que exige responsabilidade fiscal.

Ao acompanhar, no mérito, Mendonça afirmou que o estudo de impacto deve ser feito, mas a avaliação não necessariamente deve ser acompanhada com medidas de compensação.

"Entendo que o art. 113 da ADCT estabelece a obrigação da apresentação da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro. Mas não necessariamente que essas estimativas sejam acompanhadas de medidas compensatórias. Na avaliação política, que é própria do Poder Legislativo, pode-se entender que outras despesas possam ser incorporadas para que políticas sejam devidamente executadas", disse.

O art. 113 da ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), sobre o qual os ministros se basearam para a análise, prevê que "a proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita deverá ser acompanhada da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro".

Em abril de 2024, Zanin suspendeu trechos da lei que prorrogou a desoneração. O principal argumento foi que a medida foi aprovada pelo Congresso "sem a adequada demonstração do impacto financeiro". O governo disse haver violação da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e da Constituição.

Zanin considerou que, sem indicação do impacto orçamentário, poderia ocorrer "um desajuste significativo nas contas públicas e um esvaziamento do regime fiscal constitucionalizado".

O relator afirmou ainda na ocasião caber ao Supremo ter "um controle ainda mais rígido para que as leis editadas respeitem o novo regime fiscal".

Em maio, no calor da divergência entre governo e Congresso sobre a manutenção da política, ele suspendeu a própria decisão por 60 dias para que os dois Poderes entrassem em consenso sobre o tema.

No julgamento, os ministros avaliaram que o acordo posterior apontou os impactos e corrigiu os problemas do texto anterior.
Por Ana Pompeu/Folhapress

Prefeita Laryssa Dias envia à Câmara projeto que regulamenta coleta de entulhos em Ipiaú

Proposta de Laryssa Dias define regras para descarte e coleta, visando mais organização e eficiência na limpeza urbana de Ipiaú

A prefeita Laryssa Dias encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei que estabelece novas regras para a coleta de entulhos em Ipiaú. A proposta tem como objetivo organizar o serviço em todo o município, definindo critérios claros para o descarte e o recolhimento de resíduos provenientes de obras e reformas.

De acordo com o texto, o novo regramento busca padronizar o fluxo da coleta, evitando acúmulo irregular de entulhos em vias públicas e contribuindo para a melhoria da limpeza urbana. A iniciativa também pretende ampliar a eficiência do serviço, garantindo maior previsibilidade e controle das ações realizadas pela administração municipal.

Outro ponto central da proposta é o fortalecimento da responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população. A ideia é que moradores e geradores de resíduos passem a seguir diretrizes específicas para o descarte correto, colaborando diretamente com a manutenção da cidade limpa e organizada.

O ordenamento dos serviços públicos requer a permanente atualização da agenda da sustentabilidade de cidades que buscam avanços significativos no seu modelo de gestão, dando prioridade central na melhoria da qualidade de vida da população.

A matéria agora será analisada pelos Vereadores, que poderão discutir, propor ajustes e deliberar sobre a implementação das novas normas. A expectativa da gestão é de que a medida represente um avanço na organização urbana e na qualidade dos serviços prestados à população.

Congresso derruba veto de Lula a projeto que reduz pena de Bolsonaro

Parlamentares de oposição comemoram a derrubada do veto do presidente Lula ao projeto de lei da dosimetria
Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo
O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (30) o veto integral do presidente Lula (PT) ao projeto de lei da dosimetria, que reduz as penas dos condenados por golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O veto de Lula foi rejeitado com os votos de 318 deputados e 49 senadores. Dessa forma, a proposta original se tornará lei. Eram necessários ao menos 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, computados separadamente.

A derrubada do veto representa um novo revés do governo Lula na relação com o Legislativo, um dia após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias como ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Foi a primeira vez que a Casa rejeitou a escolha de um presidente da República para a corte desde 1894.

Aprovado pelos parlamentares em dezembro do ano passado, o PL da Dosimetria diz que as penas pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito não devem ser aplicadas de forma cumulativa quando inseridas no mesmo contexto. Valerá a pena mais grave ou, se iguais, uma delas, aumentada de um sexto até a metade.

O texto prevê ainda redução de pena de um a dois terços para os crimes de tentativa de golpe ou abolição quando eles tiverem sido praticados em multidão, desde que o agente não tenha praticado ato de financiamento ou exercido papel de liderança.

Além disso, o projeto permite que os condenados pelo 8 de Janeiro tenham progressão de regime depois de um sexto da pena cumprida. Pelas regras anteriores, a progressão viria depois de um quarto da pena cumprida.

Entre os deputados, 318 votaram contra o veto de Lula, enquanto 144 parlamentares pediram sua manutenção. Houve 5 abstenções.

O PL da Dosimetria traz reduções tanto nas penas totais quanto no tempo mínimo em regime fechado de condenados da trama golpista e do 8/1.

No caso de Bolsonaro, a medida reduz o tempo que o ex-presidente vai passar em regime fechado do intervalo atual de 6 a 8 anos para entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses, a depender da interpretação. O ex-presidente foi condenado a 8 anos e 2 meses por golpe e 6 anos e 6 meses por abolição do Estado democrático.

O texto também especifica que o regime domiciliar não impede a remição de penas. Bolsonaro foi transferido à prisão domiciliar há pouco mais de um mês em razão de condições de saúde.

Essa medida, em específico, deve beneficiar mais de 200 mil condenados por outros crimes. Atualmente, quem está em domiciliar não pode diminuir sua pena por estudo ou trabalho, exceto em casos específicos, com autorização do juiz.

A votação aconteceu em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, presidida por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado. Só foi analisado o veto à dosimetria, apesar de haver outros 80 vetos presidencias na fila de análise pelo Congresso, dos quais 77 já deveriam ter sido analisados, de acordo com o regimento interno.

A sessão, que começou às 10h, foi marcada após resistência de Acolumbre em razão de norma que obriga a instalação da CPI do Master na primeira sessão do Congresso após a apresentação do requerimento de instalação da comissão com as assinaturas necessárias.

O presidente do Senado indicou a aliados que era contrário à CPI e postergou a sessão. A Folha revelou que Alcolumbre fez um acordo com membros da oposição para votar o veto e deve enterrar a comissão.

Os parlamentares bolsonaristas não cobraram a instalação da CPI ao longo da sessão. De acordo com Evair de Melo (PP-ES), isso aconteceu porque "a oposição veio para cá orientada para cuidar da agenda do dia". "Quem quer tratar esse assunto aqui quer tumultuar a agenda do dia", disse.

Questionado, o autor do requerimento da CPI, Carlos Jordy (PL-RJ), disse que a imposição de uma pauta única foi uma condição de Alcolumbre para votar a dosimetria. "Ele fez um requerimento para que os líderes assinassem concordando com a pauta de item único", disse à Folha.

Ele disse que se reunirá na semana que vem com o ministro do STF André Mendonça, para abordar o assunto.

A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que citou o banco Master em sua fala na tribuna, disse que a situação mostra que a oposição "falava de CPI do Master de forma demagógica e seletiva, apenas em relação ao Supremo, e não falava dos agentes políticos".

"Estão autorizando novos golpes com esse tipo de votação para poder salvar criminosos que estão dentro desse Parlamento e do sistema financeiro", afirmou Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Também estava em aberto, até o início da sessão, qual seria a solução apresentada pelo Congresso para evitar que a derrubada do veto de Lula afetasse o endurecimento de penas para outros crimes, como organização criminosa e feminicídio.

Isso aconteceria porque a dosimetria utilizou como base uma versão da Lei de Execução Penal anterior às mudanças feitas pela Lei Antifacção, que dificultou a progressão de regime para determinados crimes. Dessa forma, ao derrubar o veto de Lula, as regras anteriores poderiam voltar a valer.

Na terça-feira (28), a Câmara aprovou a tramitação em urgência de um projeto de lei para resolver a questão. Entretanto, Alcolumbre decidiu resolver a questão por meio da presidência e declarou prejudicados (ou seja, sem efeito) os artigos do projeto que conflitam com a Lei Antifacção.

De acordo com ele, essa medida se justifica pela temporalidade, pois os congressistas aprovaram o projeto antifacção depois da dosimetria, e para respeitar a finalidade dos legisladores, que era de endurecer penas de condenados por crimes de constituição de milícia privada, de feminicídio e hediondos.

A solução foi questionada por parlamentares da esquerda, como PT, PSOL e PC do B, que apresentaram questões de ordem contra a decisão ao longo da sessão. Os parlamentares também questionaram a votação do veto à dosimetria sendo que há outros, mais antigos, na fila; e o fato da sessão permitir votação remota.

O líder do PT, Pedro Uczai (PT-SC), disse à imprensa que o partido pretende judicializar a questão da prejudicialidade de determinados artigos, pois não haveria precedente sobre isso no Congresso.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a derrrubada do veto também pode ser judicializada com o argumento de que crimes contra o Estado democrático de Direito não estão sujeitos a anistia, indulto ou redução de penas.

Na tribuna, Rodrigues disse que a votação desta quinta dá "continuidade à uma triste tradição da história brasileira, a tradição de anistiar quem atenta contra a democracia".

Já o deputado Alberto Fraga (PL-SP) argumentou que a imposição de penas é "a maior injustiça" cometida pela Justiça brasileira, por meio do STF. O projeto, para ele, corrigiria esse excesso

Por Laura Scofield, Folhapress

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