PF investiga fraudes bancárias contra clientes da Caixa em Macapá/AP

Esquema envolvia obtenção fraudulenta de dados e de movimentações financeiras não autorizadas em contas bancárias
Macapá/AP. Nesta sexta-feira (13/2), a Polícia Federal deflagrou a Operação Rastro Financeiro, com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão nos bairros Buritizal, Novo Horizonte e Trem, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um grupo suspeito de praticar fraudes bancárias contra clientes da Caixa Econômica Federal.

As investigações apontam que os envolvidos obtinham, de forma fraudulenta, dados bancários das vítimas e realizavam transferências, pagamentos e outras transações não autorizadas. Embora os correntistas tenham sido as vítimas diretas das ações criminosas, o prejuízo financeiro foi suportado pela Caixa, que ressarciu os valores subtraídos aos clientes.

A operação tem como objetivo coletar novas provas, identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso e promover a completa desarticulação do esquema de fraudes. Os investigados poderão responder pelo crime de fraude bancária, cuja pena pode chegar a até nove anos de reclusão, além de multa.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá

André Mendonça vira novo relator do caso Master após Toffoli se afastar de investigação

STF fez novo sorteio nesta quinta-feira após reunião com todos os ministros

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi designado o novo relator do caso Master na corte.

A decisão de designar um novo ministro para cuidar do caso foi definida em reunião com todos os magistrados nesta quinta-feira (12), em que ficou acertado que Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso.

Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.

Mendonça também é responsável por outro inquérito de grande repercussão e com impactos políticos diretos sobre o mundo político: a investigação sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.

A saída de Toffoli ocorreu após ele tomar uma série de decisões polêmicas na condução do caso, incluindo a imposição de sigilo severo sobre provas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

Empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Master em fraudes. Nesta quinta, o magistrado confirmou ser sócio de firma que foi dona de resort no Paraná e vendeu cotas do negócio a um fundo ligado às investigações sobre Vorcaro.

A saída de Toffoli do caso impede que a investigação em torno do banco volte à estaca zero. Se ele fosse considerado suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos não teriam mais validade.
Por Julia Chaib/Folhapress

Provas contra Toffoli levam disputa entre ministro e PF a clima de guerra fria institucional

Investigadores do caso argumentam nos bastidores que a atuação do ministro no caso criou prejuízos à apuração
A descoberta de transações e diálogos entre Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, ampliou um embate que vem sendo descrito por integrantes dos três Poderes como um conflito institucional entre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e a Polícia Federal nas investigações do escândalo de fraudes do Banco Master.

Investigadores do caso argumentam nos bastidores que a atuação do ministro no caso criou prejuízos à apuração.

Autoridades ouvidas pela reportagem relataram temor de ruptura institucional no STF, que estaria assistindo desde o final do ano passado, quando Toffoli puxou o caso para a corte, a uma espiral da crise sem capacidade de reação. Na noite desta quinta (12), o ministro aceitou deixar a relatoria do caso.

A percepção geral é a de que o caso Master desencadeou uma guerra fria com ataques e contra-ataques entre atores políticos e órgãos públicos, com desdobramentos que já não podem mais ser controlados em Brasília e nos estados onde há investigações.

Em nota divulgada na quinta-feira, o ministro afirmou que "jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro". Toffoli disse ainda que "jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".

Procurado para comentar por meio da assessoria do STF, ele não se manifestou.

A pressão sobre a Polícia Federal aumentou após a operação da semana passada que mirou aliados no Amapá do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Políticos e autoridades de Brasília passaram a reclamar que a PF estaria sem freios, demandando uma "contenção" no trabalho já avançado das investigações.

Um dos focos de pressão contra a PF é a apuração de vazamento de informações que estão sob sigilo dos inquéritos do Master. A própria defesa de Vorcaro pediu ao ministro do STF investigações sobre os vazamentos.

Diante da gravidade dos achados no celular de Vorcaro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou, na última segunda-feira (9), ao presidente ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório apontando mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli.

O ministro confirmou, em nota, que "faz parte do quadro societário" da empresa Maridt, que foi uma das donas do resort Tayayá, no Paraná. Ele nega, contudo, ser amigo de Vorcaro e ter recebido valores do ex-banqueiro.

Para investigadores, que falaram na condição de anonimato, os pagamentos seriam a razão da motivação da conduta de Toffoli, uma vez que podem acionar um processo de suspeição que o afaste do caso. Uma das preocupações é que isso possa invalidar provas, sob a alegação de erro processual, e provoque a nulidade de partes do processo.

O acesso às provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes relacionadas ao Banco Master, é assunto delicado nos corredores da PF. Ninguém quis se comprometer a dizer que os peritos não receberam as provas, mas também não confirmam se tiveram acesso.

Toffoli foi quem escolheu os peritos após um vaivém sobre o destino das provas da operação. O ministro primeiro determinou que todo o material fosse lacrado e guardado no STF, não na PF, como seria praxe, e depois autorizou que as provas ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República.

Em meio à escalada da crise, autoridades em Brasília alertaram para o risco de os demais ministros do STF virarem indiretamente "sócios" da crise do resort Tayayá e dar munição ao discurso de lideranças bolsonaristas contra a corte. No limite, isso poderia levar a uma espécie de ressignificação dos atos de 8 de janeiro de 2023.

Autoridades que acompanham os desdobramentos do caso avaliaram que o ministro deveria mostrar o seu sigilo bancário e telefônico e comprovar os pagamentos para a Maridt.

Em nota divulgada após a reunião que selou a saída de Toffoli do caso Master, os ministros do Supremo expressaram "apoio pessoal" ao colega e citaram "a inexistência de suspeição ou de impedimento". O texto diz que a mudança da relatoria ocorreu a pedido do magistrado, considerando "os altos interesses institucionais".
Por Adriana Fernandes/Folhapress

Homem é preso em flagrante por ameaçar ex-companheira em Luís Eduardo Magalhães

Um homem de 21 anos foi preso em flagrante na quarta-feira (11), em uma chácara na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, após ameaçar de morte a ex-companheira, de 20 anos, mesmo após ter sido intimado sobre o deferimento de medidas protetivas de urgência.

De acordo com as investigações, o suspeito entrou em contato com a mulher e enviou mensagem de áudio com ameaças contra a vida dela. Diante da situação de flagrância, equipes do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam) realizaram diligências imediatas e localizaram o investigado.

As apurações indicam que a vítima já havia registrado ocorrência anterior relatando ameaças e perseguições por parte do ex-companheiro após o término do relacionamento. Segundo o relato, o suspeito realizava rondas frequentes nas proximidades da residência e do local de trabalho da mulher.

O homem foi conduzido à Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães, onde foi autuado em flagrante pelo crime de ameaça. Ele permanece custodiado e aguarda audiência de custódia.
Fonte: Pedro Moraes / ASCOM PCBA

Relator de CPI prevê impacto do caso Toffoli em depoimento de Vorcaro sobre consignados

Relator da CPMI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) diz que o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro à comissão, previsto para o dia 26 de fevereiro, manterá o foco nos empréstimos consignados oferecidos pelo Master.

O relator afirmou, no entanto, que as revelações sobre ligações de Vorcaro com o ministro Dias Toffoli (STF) trarão "novos desdobramentos" ao depoimento.

"Vorcaro vai ser ouvido sobre os empréstimos consignados. A estratégia do depoimento não muda absolutamente nada em relação às investigações", disse Gaspar. Segundo ele, o depoimento segue mantido para a data agendada.

"Evidentemente que esses fatos [referentes a Vorcaro] colocam mais holofote ainda no momento de chegada dele à CPMI. Tem todo um desdobramento que é natural, mas sempre com um foco nos empréstimos consignados", afirmou.

Parlamentares preveem ser inevitável que, além da questão do consignado, o banqueiro também seja questionado sobre as denúncias referentes a Toffoli.

Gaspar aproveitou para pedir que o ministro deixe a relatoria do caso Master e compartilhe com a CPMI dados dos sigilos quebrados de Vorcaro que possam ajudar no trabalho da comissão.

"Espero que o ministro Toffoli se averbe suspeito ou imediatamente devolva à CPMI o pleno conhecimento do material que teve o sigilo afastado relacionado ao Vorcaro, como sigilo telemático e o sigilo telefônico", disse o relator.

Por Fábio Zanini, Folhapress

Toffoli deixa relatoria do caso Master

O ministro Dias Toffoli deixará a relatoria do processo que investiga irregularidades no Banco Master.

A decisão foi tomada por unanimidade pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) depois de tensas reuniões realizadas nesta quinta (12).

Para que se chegasse a um consenso, foi necessário um acordo em que os ministros rejeitaram a arguição de suspeição contra ele, e consideraram que todos os atos do magistrado no processo eram legítimos.

Depois disso, ele declarou que então sairá do caso, que vinha gerando um desgaste inédito contra o tribunal.

A situação do magistrado se agravou depois que a Polícia Federal (PF) entregou ao presidente da Corte um relatóro mostrando uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem o ministro entre seus sócios.

Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel chegou a ser detido pela PF. Ele funcionava como uma espécie de gerente do caixa do cunhado.

Nas mensagens, Vorcaro e Zettel citam o nome do magistrado e combinam as transferências, que seriam pagamentos pela compra de um resort que tinha a Maridt como sócia. Há menções a pagamentos recentes, feitos em 2025, ano em que o negócio foi concluído.

Toffoli declarou aos colegas que não era suspeito e que gostaria de permanecer na relatoria. Ele, no entanto, foi pressionado pelos ministros para deixar o caso.

Os magistrados assinaram uma nota conjunta em que afirmam que "os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator."

Como antecipou a coluna, depois que a PF entregou o relatório o ministro reconheceu que era acionista da Maridt, sócia do resort Tayayá.

Em nota, o ministro Dias Toffoli confirmou então que "faz parte do quadro societário" da empresa Maridt.

No texto, ele confirma ainda que a empresa "foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro" até 21 de fevereiro de 2025. E que vendeu cotas do negócio ao fundo Arleen, que faz parte da teia do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por supostas irregularidades na condução do Banco Master.

A venda da participação da Maridt foi concretizada em 27 de setembro de 2021, segundo o ministro, que recebia dividendos da empresa.

Ele afirma, no entanto, que nunca soube quem era o gestor do fundo Arleen. E acrescenta, na nota, que "jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro".

Toffoli diz também "jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".

Por Mônica Bergamo, Folhapress

Carnaval 2026: Cacá Leão diz que Zé Cocá é o nome indicado pelo PP para vice de ACM Neto

Foto: Política Livre
O secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão (PP), afirmou, nesta quinta-feira (12), que Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié, é o nome defendido pelo Progressistas para compor como vice na chapa de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Ba

“Eu disse a ele que gostaria muito de vê-lo nessa posição. Disse a ele, inclusive, que Jequié, que já fez dois governadores, pode fazer agora um vice-governador, e o futuro a Deus pertence. A minha relação com o Zé transcende a política. Zé é um irmão da vida. A gente caminha junto na política desde 2004, quando ele ainda era prefeito de Lafaiete Coutinho. De lá pra cá, a gente esteve junto na sua reeleição, depois participei efetivamente, inclusive trouxe Zé, na época, para ser votado em diversas das minhas bases como deputado estadual”, disse em conversa com este Política Livre.

Cacá afirmou que o desejo do partido é ver o prefeito de Jequié na chapa majoritária. “O desejo do Progressistas hoje é ver Zé Cocá na chapa com ACM Neto, representando o interior da Bahia, representando o Progressistas. É óbvio que essa é uma decisão que ele precisa tomar. A gente tem conversado, esse convite não está sendo feito pela imprensa. Já colocamos isso pessoalmente para ele, e no momento certo ele vai ter a oportunidade de tomar a sua decisão, fazer o que é melhor para Jequié, o que é melhor para a Bahia e o que é melhor para ele também. Como eu falei, Jequié, que já fez dois governadores, quem sabe não vai fazer agora também um vice-governador.

Nota de falecimento

 

É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento de Gilberto Silva Abreu Júnior (Júnior da caçamba), nascido em 04/05/1978, ocorrido em 12/02/2026.

Júnior será lembrado com carinho por sua presença marcante, seu coração generoso e por todos os momentos de alegria e amizade que proporcionou àqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Sua partida deixa saudades eternas e um vazio imensurável em nossos corações.

O corpo está sendo velado na Rua C, nº 63, Bairro Constância.

O sepultamento acontecerá às 9h. Na cidade de Barra do Rocha.

Que Deus o receba em sua infinita misericórdia e conceda paz à sua alma.

Com pesar,  Familiares e amigos

Secretário de Itumbiara (GO) mata os dois filhos e comete suicídio

Secretário da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, quem matou os dois filhos a tiros e tirou a própria vida
O secretário de Governo de Itumbiara (GO), Thales Machado, matou os dois filhos a tiros e cometeu suicídio em seguida na madrugada desta quinta-feira (12).

A Polícia Civil de Goiás instaurou um inquérito e acompanhou a perícia técnico-científica no local. Segundo a corporação, até o momento, não há indícios que indiquem a participação de outras pessoas na ocorrência.

Thales Machado era casado com Sarah Tinoco Araújo, filha do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo.

De acordo com a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo em Goiás e no Tocantins, o filho mais velho do casal tinha 12 anos e o caçula, 8. A criança de 12 anos foi levada ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu. O filho de 8 anos foi encaminhado ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, onde passou por cirurgia, mas também morreu. Os corpos do pai e do filho mais velho foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML).

Horas antes do crime, Thales publicou um vídeo dos filhos praticando luta em uma rede social. Segundo a TV Anhanguera, houve também uma publicação na qual ele pedia desculpas e mencionava o fim do relacionamento com a mãe das vítimas como motivação.
Ajuda

Caso você tenha pensamentos suicidas, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.

O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente.
(Jovem Pan)

Com Jerônimo na comitiva, Lula embarca para Ásia com 10 ministros e 315 empresários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na próxima segunda-feira (17) para uma viagem de oito dias à Ásia, com passagens pela Coreia do Sul e pela Índia. A comitiva contará com pelo menos 10 ministros de Estado, 315 empresários brasileiros e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, integram a delegação os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Alexandre Padilha (Saúde), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Esther Dweck (Gestão) e Frederico Siqueira (Comunicações), entre outros integrantes da Esplanada. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 24.

Além do governador baiano, Lula convidou os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente, mas ambos não devem participar da viagem.

A agenda internacional terá três eixos principais: a participação do presidente na cúpula global sobre Inteligência Artificial (IA), na Índia; a abertura de novos mercados para produtos brasileiros; e o fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais com as duas potências asiáticas.

A cúpula sobre IA será realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro, em Nova Délhi, e deve reunir cerca de 40 mil participantes de 50 países já confirmados entre os 100 convidados. Será a primeira vez que um presidente brasileiro participa de um evento global de alto nível voltado exclusivamente ao tema da inteligência artificial.

Congresso aponta artilharia pra Toffoli, pressiona por CPI e pretende pautar quebra de sigilo

Integrantes do Congresso Nacional reagem e centram artilharia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli após a Polícia Federal (PF) pedir a suspeição da suspeição dele, que é relator da investigação do caso do Banco Master. A PF encontrou conversas e menções a Toffoli no celular apreendido do banqueiro Daniel Vorcaro.

Há a possibilidade de convocação do ministro e quebra de sigilo a pedido da CPI do Crime Organizado e solicitação para que o STF determine a abertura de uma comissão para investigar o Banco Master. Parlamentares também pedem a quebra do sigilo das conversas apreendidas no celular de Vorcaro.

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi um dos primeiros a comentar as revelações sobre os contatos do ministro com Vorcaro.

"O Tofollão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema. Na semana posterior ao carnaval, a CPI do Crime Organizado votará os requerimentos de quebra de sigilo e convocações dos envolvidos. O Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei" afirmou.

Vieira já tinha apresentado à CPI dois requerimentos que pretendem convocar os irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio, a prestar depoimento.

Para fundamentar, o senador cita ainda reportagem do Estadão, que mostrou que a casa de José Eugênio Dias Toffoli aparece como sede da empresa que vendeu a fundo de cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master, parte de resort no Paraná por R$ 3 milhões. No local, a mulher do irmão do ministro afirmou que o marido nunca foi dono de resort.

O requerimento também baseia-se em "indícios que conectam transações imobiliárias e societárias a elementos sob investigação no âmbito da segurança pública e do sistema financeiro".

Toffoli é acionista da Maridt, empresa que tem como dirigentes seus irmãos José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli. A Maridt é uma sociedade anônima de "livro", cujos donos não são identificados em registros públicos. Suas identidades ficam anotadas em documentos da própria empresa. A sede da Maridt é a residência do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli.

O Estadão mostrou que Toffoli recebeu dinheiro de empresa que fez negócios com fundo de cunhado de Vorcaro.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 12, Toffoli confirmou que é sócio e recebeu dividendo dessa empresa, mas negou ter "relação de amizade" com Vorcaro e disse que "jamais recebeu qualquer valor" pago pelo banqueiro.

Na Câmara, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também articula uma outra frente para pressionar o ministro e Vorcaro. Ele pede para que o STF libere integralmente o conteúdo das conversas do banqueiro.

"É fundamental que o Supremo determina o fim do sigilo sobre essa investigação, e possa revelar todos os diálogos que tem no telefone do Vorcaro. Acho até para evitar vazamentos seletivos, abertura total. A população brasileira tem o direito de saber o que foi conversado, se houve intervenção política. É colocar luzes sobre o tema", afirmou.

O deputado foi o primeiro a protocolar pedido de instalação de CPI. O requerimento do parlamentar foi apresentado logo na retomada dos trabalhos parlamentares, no dia 2 de fevereiro.

Esse requerimento centra em apurar os R$ 12,2 bilhões pagos pelo Banco de Brasília (BRB) ao Master entre janeiro a junho de 2025, sendo R$ 6,7 bilhões pelas carteiras falsas e mais R$ 5,5 bilhões de prêmio. Rollemberg é opositor de Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal, que é controlador do BRB.

"É preciso tornar óbvio que é necessário instalar a CPI. Qualquer ação no sentido de não instalar a CPI vai trazer uma mensagem muito ruim para o conjunto da população brasileira, de que a Câmara estaria abrindo mão da responsabilidade de investigar um escândalo", disse o deputado.

Ele afirmou à reportagem que vai pedir ao STF que determine a instalação da comissão. A medida ocorreu, por exemplo, na CPI da Covid, durante a pandemia.

Esse não é o único requerimento de CPI que avança no Congresso. No dia seguinte ao protocolo de Rollemberg, a oposição apresentou pedido de instalação de CPI Mista no Congresso.

Essa tática é geralmente usada pelo grupo para driblar a fila de outras CPIs, argumento geralmente usado pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para não instalar colegiados. Motta já argumentou que a comissão sobre o Master vai "entrar na fila" de requerimentos.

Paralelamente, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), e a deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), também coletam assinaturas para protocolar seus requerimentos de criação de CPI do Master.
Por Levy Teles/Estadão Conteúdo

Vetado por Republicanos e PSDB, Coronel deve ingressar no União para concorrer ao Senado ao lado de Neto

Acertado com ACM Neto (União) para apoiar sua candidatura ao governo da Bahia, o senador Angelo Coronel (PSD) ainda precisa definir o partido pelo qual concorrerá à reeleição na chapa do ex-prefeito de Salvador.

O mais provável é que se filie também ao mesmo partido de Neto, uma vez que tanto o Republicanos quanto o PSDB, os outros mais importantes partidos que dão sustentação ao grupo do ex-prefeito, já opuseram veto ao seu ingresso.

No PSDB, há temor de que a filiação do deputado federal Diogo Coronel (PSD), filho do senador, crie dificuldades para a reeleição do deputado federal Adolfo Viana e a eleição do filho do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz, à Câmara dos Deputados.

No Republicanos, a resistência decorre do interesse do partido de emplacar o presidente Márcio Marinho ou o ex-deputado Marcelo Nilo na chapa do candidato ao governo, projeto que seus líderes acreditam que pode ser enfraquecido caso o partido filie o senador.

Além disso, como presidente da legenda, o deputado federal Marinho tem reforçado o discurso de que não aceitará que funcione como 'barriga de aluguel', o que os republicanos acreditam que pode ser o plano da família, que não tem relação com a Igreja Universal.

A ideia de o partido se fechar para o ingresso de novos quadros neste momento em que negocia sua participação na chapa de Neto teria sido alvo de uma discussão acalorada esta semana na executiva da legenda.

Quando falavam sobre a dificuldade de aceitar Coronel e os filhos (Diogo e Angelo Filho, que é deputado estadual), um dos membros do colegiado se referiu, inexplicavelmente, também ao prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), que Neto planeja emplacar como vice.

Neste momento, o prefeito teria sido alvo de várias críticas na reunião sob a alegação de que não cumpriu nenhum dos compromissos que assumiu com o Republicanos na campanha em que foi eleito em Feira.

Por Política Livre

Relatório da PF sobre Toffoli tem Vorcaro combinando pagamentos para empresa do ministro

O relatório entregue pela PF (Polícia Federal) ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin tem mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli.

Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel chegou a ser detido pela PF. Ele funcionava como uma espécie de gerente do caixa do cunhado.

Nas mensagens, Vorcaro e Zettel citam o nome do magistrado e combinam as transferências, que seriam pagamentos pela compra de um resort que tinha a Maridt como sócia. Há menções a pagamentos recentes, feitos em 2025, ano em que o negócio foi concluído.

Há também mensagens entre Toffoli e Vorcaro. Os dois, segundo uma pessoa que teve acesso ao relatório, não tratam de negócios nem de recursos. Apenas combinam de se encontrar.

Há ainda referências a festas e confraternizações para as quais outras autoridades, que não são do STF, são convidadas.

O conteúdo foi compartilhado por Fachin com outros ministros.

A PF sustenta que Toffoli é suspeito para seguir na relatoria do processo contra o banco. Fachin já notificou o ministro para que ele dê explicações sobre os fatos apontados no documento.

Como revelou a coluna, o próprio ministro admitiu que recebeu recursos da Maridt quando ela vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 para um fundo da teia do banqueiro Daniel Vorcaro.

Ele disse que isso ocorreu, naquela época, por ser sócio da empresa junto a outros familiares.

A explicação foi dada por ele a interlocutores do STF depois que a Polícia Federal informou à Corte que passou a apurar a transferência de recursos para o magistrado.

Foi a primeira vez que o magistrado detalha seu envolvimento com o resort e a companhia dos irmãos.

De acordo com a explicação dada por Toffoli, ele é sócio há vários anos da Maridt, que seria uma típica empresa familiar.

Seu nome não aparece nos documentos públicos da empresa, no entanto, porque ela é uma Sociedade Anônima de livro —em que o nome dos acionistas não é acessível a terceiros, como nas companhias abertas.

Por isso apenas o nome de dois de seus irmãos são públicos, por serem eles os administradores da empresa.

De acordo ainda com Toffoli, todas as transferências de recursos, feitas ao longo de diversos anos, foram lícitas e declaradas à Receita Federal. Têm origem e destino rastreáveis.

A Maridt era dona de 33% do resort Tayayá, que foi vendido em 2021 para o fundo Arleen, parte de uma teia controlada pelo banco Master.

O ministro afirmou a interlocutores também que o próprio fundo já vendeu as ações para terceiros, e com lucro.

O negócio, portanto, teria sido lícito. Na época, Vorcaro não frequentava as páginas policiais e era considerado um banqueiro em ascensão.

O ministro apontou também nos diálogos que todos os pedidos feitos pela Polícia Federal contra Vorcaro foram deferidos por ele —entre outros, novas buscas e apreensões nas investigações que apuram irregularidades na condução do Master.

Por Mônica Bergamo/Folhapress
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Prefeita Laryssa Dias discute obras estruturantes para Ipiaú em reunião na SEINFRA

Encontro com superintendente Rafael Bastos e deputado Niltinho tratou da conclusão da estrada Ipiaú–Fazenda do Povo, pavimentação da BA-549 e ampliação da ponte do bairro Conceição.

A prefeita de Ipiaú, Laryssa Dias, participou de uma importante reunião institucional na sede da Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (SEINFRA), onde se reuniu com o superintendente Rafael Bastos e com o deputado estadual Niltinho para tratar de obras estratégicas voltadas à mobilidade urbana e ao desenvolvimento do município. O encontro que aconteceu na tarde desta quarta-feira (11), reforça o compromisso da gestão municipal em manter diálogo permanente com o Governo do Estado e com a bancada parlamentar, buscando soluções concretas para demandas históricas da população ipiauense.

Durante a reunião, três pautas prioritárias estiveram no centro das discussões. A primeira delas foi sobre a conclusão da obra da estrada que liga Ipiaú à região da Fazenda do Povo. A via é considerada fundamental para a mobilidade de moradores da zona rural, além de ter papel estratégico no escoamento da produção agrícola e no fortalecimento da economia local. Segundo a prefeita, a finalização da obra representa mais segurança no tráfego e melhores condições de acesso para quem depende diariamente da estrada.
Outro ponto debatido foi o início da pavimentação asfáltica da BA-549, rodovia que beneficia diretamente os moradores da região de Córrego de Pedras e localidades adjacentes. A pavimentação é aguardada há anos pela população e deve impactar positivamente a trafegabilidade, especialmente em períodos chuvosos, quando o acesso se torna mais difícil. A melhoria da rodovia também contribuirá para a integração regional, facilitando o deslocamento de pessoas, o transporte de mercadorias e o acesso a serviços essenciais.

Sobre a ampliação da ponte do bairro Conceição também integrou a pauta da reunião. A obra é considerada necessária para melhorar o fluxo de veículos e pedestres, garantindo mais segurança e reduzindo gargalos no trânsito da região. Com o crescimento urbano do município, a estrutura atual já não atende plenamente à demanda, tornando a ampliação uma intervenção prioritária para a infraestrutura urbana de Ipiaú.

Ao final do encontro, a prefeita Laryssa Dias destacou a importância do diálogo institucional como ferramenta para viabilizar investimentos e acelerar projetos que impactam diretamente a vida da população. Segundo ela, a gestão municipal segue empenhada em buscar parcerias e apoio junto ao Governo do Estado e aos representantes políticos, sempre com foco no desenvolvimento sustentável do município.

“Seguimos firmes, ampliando a parceria com governo do Estado, dialogando e buscando soluções para garantir mais mobilidade, segurança e desenvolvimento para Ipiaú”, afirmou a prefeita. A expectativa é de que, a partir das tratativas realizadas, os projetos avancem nas próximas etapas técnicas e administrativas, aproximando o município da concretização de obras que representam melhorias significativas na infraestrutura e na qualidade de vida da população.

A reunião na SEINFRA reafirma o alinhamento entre o município e o Estado, sinalizando avanços importantes para o futuro de Ipiaú e reforçando o compromisso da atual gestão com o progresso e o bem-estar coletivo.

(Fonte: Decom/Prefeitura Municipal de Ipiaú)

Empresário alvo da Overclean diz ter “comprado” mais de 50 prefeitos, diz site

Mensagens obtidas pelo site Metrópoles e atribuídas ao empresário Evandro Baldino do Nascimento, investigado em múltiplas fases da Operação Overclean, mostram afirmações de que ele teria comprado apoio de prefeitos na Bahia e que já teria “fechado” acordos com dezenas de prefeituras por meio de repasses em dinheiro.

Nas conversas, Baldino afirma a um interlocutor que “já fez 38 municípios” e que estaria avançando para outros 60, em referência a negociações com gestores municipais.

Os pagamentos eram feitos por meio de depósitos em dinheiro, de forma fracionada, em contas indicadas pelos próprios prefeitos.

Em uma das trocas de mensagens, Baldino conversa diretamente com João Vitor, prefeito de Riacho de Santana (BA), investigado na Operação Overclean e que chegou a ser afastado do cargo por decisão judicial.

Baldino pede orientações sobre “como mandar a encomenda” e, em seguida, encaminha imagens de comprovantes bancários. Leia mais no Metrópoles
Por Com informações do site Metrópoles

Toffoli diz que recebeu dinheiro por ser sócio da empresa que vendeu resort a fundo de Vorcaro

Nome de ministro não aparece na companhia porque ela é uma Sociedade Anônima.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, recebeu dinheiro da Maridt, que vendeu sua participação no resort Tayayá para um fundo da teia do banqueiro Daniel Vorcaro.

Ele disse que isso ocorreu por ser sócio da empresa junto a outros familiares.

A explicação foi dada por ele a interlocutores depois que a Polícia Federal passou a apurar a transferência de recursos para o magistrado.

É a primeira vez que o magistrado detalha seu envolvimento com o resort e a companhia dos irmãos.

De acordo com a explicação dada por Toffoli, ele é sócio há vários anos da Maridt.
Seu nome não aparece nos documentos públicos da empresa, no entanto, porque ela é uma Sociedade Anônima de livro _em que o nome dos acionistas não é acessível a terceiros, como nas companhias abertas.

Por isso apenas o nome de dois de seus irmãos são públicos, por serem eles os administradores da empresa.

De acordo ainda com Toffoli, todas as transferências de recursos, feitas ao longo de diversos anos, foram lícitas e declaradas à Receita Federal. Têm origem e destino rastreáveis.

A Maridt era dona de 33% do resort Tayayá, que foi vendido em 2021 para o fundo Arleen, parte de uma teia controlada pelo banco Master.

O ministro afirmou a interlocutores também que o próprio fundo já vendeu as ações para terceiros, e com lucro. O negócio, portanto, teria sido lícito.

Na época, Vorcaro não frequentava as páginas policiais e era considerado um banqueiro em ascensão.

O ministro apontou também nos diálogos que todos os pedidos feitos pela Polícia Federal contra Vorcaro foram deferidos por ele —entre outros, novas buscas e apreensões nas investigações que apuram irregularidades na condução do Master.

Operação Contenção intensifica combate ao tráfico de drogas em período pré-carnavalesco

A ação do Denarc apreende armas, entorpecentes e mercadorias ilícitas em operação realizada ao longo de janeiro

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, em janeiro de 2026, a Operação Contenção, com o objetivo de intensificar o enfrentamento ao tráfico de drogas e interceptar a entrada de entorpecentes no território baiano. A ação integra um conjunto de medidas estratégicas voltadas ao combate ao narcotráfico em períodos de grande circulação de pessoas, especialmente no pré-Carnaval.

Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e realizada a prisão em flagrante de uma mulher apontada como liderança do tráfico no bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. As equipes também realizaram abordagens em pontos estratégicos da capital e fiscalizações de mercadorias no Centro de Operações dos Correios, em Simões Filho, no Aeroporto Internacional de Salvador e no Terminal Marítimo de São Joaquim.

Ao longo das diligências, foram apreendidos 2,840 kg de maconha, 1,366 kg de ecstasy (MDMA), 12 frascos de lança-perfume, além de porções de cocaína e drogas sintéticas. Também foram recolhidas 31 caixas contendo 61 itens entre anabolizantes, peptídeos e hormônio do crescimento (GH), duas carabinas, um revólver, um simulacro de arma de fogo, dois veículos, balança de precisão e materiais utilizados para embalagem e comercialização de entorpecentes. As armas e mercadorias ilícitas apreendidas estão avaliadas em cerca de R$ 350 mil.

No município de Lauro de Freitas, ainda no contexto da operação, foram apreendidos mais de mil comprimidos de ecstasy e 35 frascos de lança-perfume, além de porções de maconha, cocaína, MDMA e ecstasy, acondicionadas em embalagens fracionadas.

Cerca de 100 policiais civis participaram das diligências, com atuação integrada de equipes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core). De acordo com o diretor do Denarc, delegado Ernandes Júnior, as apreensões representam impacto direto nas finanças do tráfico. “Essas ações reafirmam o compromisso da Polícia Civil da Bahia com o enfrentamento qualificado ao narcotráfico e ao crime organizado, por meio de investigações estratégicas, inteligência policial e atuação integrada, impedindo a circulação de entorpecentes e enfraquecendo a estrutura financeira das organizações criminosas”, afirmou.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom PCBA

Renan Calheiros diz que Jhonatan de Jesus, do TCU, foi pressionado pelo centrão a 'desliquidar' Master

Senador e colegas se reuniram nesta quarta (11) com o presidente do STF para discutir o caso
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse nesta quarta-feira (11) que o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU (Tribunal de Contas da União), foi pressionado pelo centrão para que revertesse a liquidação do Banco Master. O procedimento determinado pelo Banco Central em novembro de 2025 é alvo de inspeção na corte de contas a pedido do ministro Jhonatan.

Renan e outros senadores da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado se reuniram com o ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), para falar da criação de um grupo de trabalho parlamentar para acompanhar as investigações do caso Master.

"Contei para o ministro Fachin o clima de constrangimento no Tribunal de Contas da União", disse Renan. "O centrão chantageou o ministro do Tribunal de Contas para que ele acabasse com a liquidação do Banco Central. Ele hoje decretou sigilo das informações para o Banco Central e para os próprios ministros do Tribunal de Contas da União", afirmou o senador.


O movimento foi recebido com preocupação por membros da autoridade monetária, que temem que a falta de transparência abra espaço para manobras do relator em seu voto. A tendência, segundo pessoas a par da investigação, é de que o ministro dê parecer favorável à conduta do Banco Central.

Em nota, Jhonatan de Jesus disse que o processo teve a classificação de confidencialidade alterada de "sigiloso" para "sigiloso com exigência de autorização específica de leitura" com o objetivo de evitar vazamentos, inclusive de informações classificadas como sigilosas pelo próprio BC.

"Tal procedimento não é inédito, pois já foi aplicado em outros processos no TCU. A solicitação [feita pela Secretaria-Geral de Controle Externo] foi deferida pelo relator do processo e contou com a ciência do Banco Central. O TCU esclarece que o Banco Central terá acesso a todas as peças processuais sempre que necessário, não havendo qualquer prejuízo ao órgão jurisdicionado", disse.

Renan Calheiros preside a CAE e montou, dentro da comissão, esse grupo de trabalho para acompanhar as investigações. O senador tem dito que apoia as propostas de instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), mas que o trabalho da comissão é permanente.

No início da semana, o grupo aprovou 19 requerimentos de informações e de comparecimento. Receberão convites o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e seu ex-sócio, Augusto Lima. O presidente da comissão diz que gostaria de começar as oitivas por eles. Como o GT não tem prerrogativas de CPI, nenhum dos convidados é obrigado a comparecer.

No STF, os senadores teriam ouvidos do ministro Fachin a concordância com críticas ao sigilo do inquérito do Master. "O presidente [do STF] não apenas concordou,como exaltou essa diretriz", disse Renan.

Além do presidente da CAE, estiveram com Fachin os senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Leila Barros (PDT-DF), Esperidião Amim (PP-SC), Izalci Lucas (PL-DF) e Fernando Farias (MDB-AL).

Antes, eles estiveram com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a quem também entregaram um convite para falar no grupo de trabalho. O mesmo convite deverá ser levado ao procurador-geral da República Paulo Gonet, que está viajando.

Segundo Renan Calheiros, a conversa com Rodrigues também serviu para demonstrar apoio ao trabalho da PF, que estaria sujeita à pressões. "Não é fácil, essa gente tinha ramificações em todos os poderes da República e isso precisa ser investigado."

O grupo de trabalho pediu à PF acesso às operações ligadas ao caso, como a Compliance, mas também à Carbono Oculto, que investiga laços do crime organizado com fundos de investimentos, e a apurações em estados.

O presidente da Comissão de Assunto Econômicos quer, ao fim dos trabalhos do grupo, propor mudanças na legislação. "Ao fim e ao cabo, nosso papel é fazer o aprimoramento da regulação, da fiscalização, compreender o papel da CVM [Comissão de Valores Mobiliários], o que a CVM significou nesse processo como um todo."

Renan já disse que um desses aprimoramentos poderá ser a expansão do perímetro de fiscalização que cabe ao BC, que poderia passar a ser responsável também por fundos. Esse trabalho cabe hoje à CVM.

Por Fernanda Brigatti/Folhapress

PF pede suspeição de Toffoli no caso Master após encontrar menções a ministro em celular de Vorcaro

Toffoli diz a pessoas próximas estar tranquilo e que diálogo não teria sido entre ele e o investigado
A Polícia Federal pediu ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator das investigações sobre o Banco Master. Fachin já intimou Toffoli a se manifestar sobre o requerimento.

A solicitação da PF tem como base conversas apreendidas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, que mencionam Toffoli. A informação sobre os achados da polícia foram reveladas pelo portal UOL.

A auxiliares, o ministro segue afirmando não ver razão para se afastar do caso.

Um pedido semelhante já havia sido feito pela PF à PGR (Procuradoria-Geral da República), mas o procurador-geral, Paulo Gonet, não deu andamento porque já havia negado o afestamento de Toffoli em requerimento semelhante feito por parlamentares de oposição.

Gonet afirmou na ocasião que o caso da instituição financeira "já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República". Sendo assim, prossegue ele, "não há qualquer providência a ser adotada no momento".

No Supremo, ministros avaliam que a arguição de suspeição é uma prerrogativa exclusiva da PGR —sendo assim, a PF não teria legitimidade para entrar com esse tipo de processo. Ainda assim, Fachin cumpriu o rito de notificar Toffoli a responder.

Na ocasião da negativa da PGR, o ministro Gilmar Mendes classificou como madura a decisão de Gonet e prestou solidariedade a Toffoli.

"A rigor, ele atendeu a todas as considerações da PF e da Procuradoria-Geral [da República]. Não há razão para qualquer questionamento sobre sua conduta", disse Gilmar ao jornal Folha de São Paulo.

Em uma rede social, o decano do STF afirmou que "em um Estado de Direito, a preservação do devido processo legal e a observância das garantias institucionais constituem condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas instituições".

Toffoli está sob pressão interna devido à sua postura na supervisão do inquérito do Master. As críticas começaram com o severo regime de sigilo imposto ao caso, seguido pela viagem de jatinho com um dos advogados da causa e por negócios como o do resort Tayayá, que associam seus familiares a um fundo de investimentos ligado ao Master.

Além disso, a conduta do ministro à frente do caso tem sido questionada publicamente pela PF e interpretada como incomum por integrantes do BC (Banco Central), da PGR (Procuradoria-Geral da República) e do próprio Supremo, que já admite internamente viver uma crise de imagem.

Para contornar a situação, integrantes da corte passaram a defender o envio da investigação à primeira instância como uma "saída honrosa" para Toffoli. Ele, no entanto, resiste a deixar a condução das apurações.

Toffoli sinalizou que essas variáveis não estão em jogo e argumentou que a sua imparcialidade não está comprometida. O ministro também tem afirmado que, na primeira instância, as informações estariam mais sujeitas a vazamentos, o que deve ser evitado a todo custo em uma investigação dessa natureza.

Ao mesmo tempo, Toffoli indica a auxiliares que só com novos avanços das apurações será possível definir com clareza se o caso fica no Supremo, se volta à primeira instância ou se o caminho é um meio-termo —um desmembramento da investigação, em que o ministro fica responsável por autoridades com foro e a Justiça Federal, pelos demais investigados.

O Código de Processo Penal prevê que um juiz está impedido de atuar nas ações em que seu cônjuge ou parente tenha participado; em que ele próprio tenha atuado no passado (como advogado ou juiz de instância inferior); ou em que ele ou seus familiares forem "diretamente interessados".

Já a suspeição tem caráter subjetivo e diz respeito a situações, por exemplo, em que o ministro é amigo íntimo das partes ou dos advogados, recebe presentes de pessoas interessadas na causa ou aconselha as partes. Se houver motivo de foro íntimo, ele não é obrigado a detalhá-lo.

Se Toffoli se declarasse suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas, e a investigação voltaria à estaca zero. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos na semana passada não teriam mais validade.

Por Luísa Martins/Folhapress

Governo Trump acusa cartéis de drogas de invadir espaço aéreo e fecha aeroporto no Texas temporariamente

Aviso de bloqueio por dez dias do tráfego de aeronaves em El Paso foi retirado poucas horas depois

Foto: Reprodução/Instagram

Autoridades do governo de Donald Trump afirmam que o fechamento nesta quarta-feira (11) do aeroporto de El Paso, na fronteira dos Estados Unidos com o México, foi provocado pela incursão de drones pertencentes a cartéis.

"A FAA [agência federal de aviação] e o DOW [Departamento de Defesa] agiram rapidamente para lidar com uma incursão de drones de cartéis. A ameaça foi neutralizada, e não há perigo para a aviação comercial na região. As restrições foram retiradas e voos estão sendo normalizados", publicou o secretário de Transporte, Sean Duffy, no X.

Autoridades locais, congressistas e pessoas informadas sobre a realização de um teste de uma nova tecnologia antidrones rejeitam, no entanto, a versão do secretário.

Segundo a agência Associated Press, que falou com três pessoas com conhecimento do assunto, sob anonimato, o fechamento do espaço aéreo se deveu ao teste de um laser para derrubar drones utilizados por cartéis mexicanos.

O Pentágono teria pressionado para avançar com os testes a despeito de ressalvas da FAA de que queria assegurar segurança aérea durante os testes, o que resultou no fechamento. Não está claro se o teste foi de fato realizado, segundo a AP.

A deputada democrata Veronica Escobar, que representa o distrito eleitoral onde fica El Paso, também contestou a explicação dada por autoridades do governo Trump, afirmando em uma entrevista coletiva que a suposta incursão de drones "não é a informação que nós recebemos no Congresso".

"Não havia uma ameaça, e é por isso que a FAA suspendeu essa restrição tão rapidamente. As informações vindas do governo não fazem sentido", disse ela.

Renard Johnson, prefeito de El Paso, disse que muitas autoridades locais ainda não entendiam por que a agência tomou uma medida tão drástica e a retirou tão rapidamente. Para ele, a "falha na comunicação é inaceitável".

Johnson afirmou ainda que o incidente resultou em uma série de eventos caóticos em El Paso, incluindo voos de evacuação médica forçados a desviar para Las Cruces, no estado de Novo México, uma cidade a cerca de 72 quilômetros.

"Essa decisão desnecessária provocou caos e confusão na comunidade de El Paso", disse Johnson. "Quero deixar muito, muito claro que isso nunca deveria ter acontecido. Não se pode restringir o espaço aéreo em uma grande cidade sem coordenar com a prefeitura, o aeroporto, os hospitais e as lideranças comunitárias", afirmou.

As companhias aéreas que operam em El Paso foram pegas de surpresa pelo anúncio de fechamento do espaço aéreo local, feito na madrugada desta quarta, que também suspendeu voos de helicópteros médicos. A Southwest Airlines afirmou que os impactos devem ser mínimos para suas 23 partidas diárias programadas.

"A FAA não demonstrou exatamente credibilidade, objetividade ou profissionalismo", disse Bob Mann, consultor do setor aéreo. "A pergunta que deveria ser feita é: vamos receber uma explicação?"

Trump ameaçou repetidamente usar forças militares dos EUA contra cartéis de drogas mexicanos, que têm utilizado drones para realizar vigilância e ataques contra infraestruturas civis e governamentais, segundo fontes de segurança americanas e mexicanas.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse em sua entrevista coletiva diária que seu governo tentaria descobrir o que exatamente aconteceu, mas não tinha informações sobre tráfego de drones pela fronteira.

As tensões entre os EUA e líderes regionais aumentaram desde que o governo Trump realizou sua grande mobilização militar no sul do Caribe, atacou a Venezuela e capturou Nicolás Maduro. A FAA restringiu voos em todo o Caribe após o ataque, forçando o cancelamento de centenas de voos.
Por Folhapress

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