Postura de Trump após resultado da eleição no Brasil é dúvida na Casa Branca

Integrantes do governo americano evitam garantir reconhecimento do resultado e dizem que decisão caberá ao presidente dos EUA
Integrantes da Casa Branca ouvidos pela Coluna do Estadão evitaram responder se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhecerá o resultado da eleição presidencial brasileira, independentemente de quem vença. Indagadas diretamente sobre o tema nessa semana, duas fontes disseram que uma eventual manifestação caberá ao próprio Trump.

Outro integrante do governo americano disse que Trump “respeita Lula e também respeita Flávio Bolsonaro” e reiterou que qualquer posicionamento sobre o resultado será decisão do presidente dos EUA.

As fontes admitiram que Trump tem preferência por um candidato por afinidade ideológica, mas evitaram citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo um integrante do governo americano, o maior alinhamento político e ideológico seria “mais benéfico” para as relações entre Estados Unidos e Brasil. Questionado sobre quais seriam os benefícios desse alinhamento, porém, não respondeu.

A mesma fonte afirmou que Trump ainda não declarou apoio formal e disse não saber se o fará. “Mas tudo pode mudar.” Segundo essa pessoa, com a eleição ainda indefinida e diante da relação mantida por Washington com os dois principais candidatos, não seria “diplomaticamente bem visto” externalizar uma preferência neste momento. Em junho, a Broadcast já havia informado que o republicano estava indeciso sobre apoiar ou não um postulante no pleito brasileiro.

As respostas ocorrem em meio às discussões sobre uma possível interferência estrangeira na eleição brasileira e às dúvidas sobre se Trump decidirá declarar apoio a um candidato antes do pleito.

Interferência eleitoral

Os integrantes da Casa Branca também negaram que o governo americano vá interferir no processo eleitoral brasileiro. Uma das fontes foi taxativa ao ser questionada sobre a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o Brasil identificou “alguns indícios de interferência” por meio do uso de inteligência artificial (IA). “Não tem interferência”, se limitou a responder.

Lula afirmou na segunda-feira à CNN Internacional que Trump teria dito a interlocutores que não interferirá na eleição brasileira. “Trump tem dito isso. E não tem como acessar o sistema eleitoral brasileiro”, disse uma das fontes, que não quis responder ao ser perguntada sobre interferência estrangeira no pleito nacional por meio de IA, e não por via das urnas eletrônicas diretamente. Procurado, o Departamento de Estado dos EUA também se recusou a comentar.

Governo Trump confirma conversas sobre terras raras com pessoas próximas à oposição

Uma segunda pessoa relacionada à Casa Branca afirmou que representantes do governo americano discutiram terras raras e outros temas com pessoas próximas ao principal adversário de Lula, mas ressaltou à reportagem que as conversas não tiveram caráter oficial porque os interlocutores brasileiros não ocupam cargos públicos. A fonte negou que os contatos representem interferência no pleito.

Questionado, o blogueiro Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, afirmou que “não houve conversas conosco sobre isso”. Na semana passada, Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro se reuniram com integrantes do governo americano no Departamento de Estado.

Por Redação

Cinema absoluto! Policial apaga ex-presidiário em segundos e impressiona em estreia no UFC Vegas 121

Luis Hernandez fez e aconteceu em sua estreia no UFC. 11 dias depois de ser contratado pela organização via Contender Series, o policial aceitou substituir Mickey Gall em cima da hora e não tomou conhecimento de Sedriques Dumas neste sábado (26). No card principal do UFC Vegas 121, o atleta apagou o adversário, que já foi preso 14 vezes, em 57 segundos, via guilhotina em pé.

Vale destacar que Hernandez atuou no Contender pelo peso médio (até 83,9 kg), nos meio-pesados (até 93 kg) no UFC e, agora, visa competir nos meio-médios (até 77,1 kg). Com o show dado no evento, o norte-americano ampliou sua invencibilidade no MMA, para nove vitórias, sendo todas pela via rápida (seis por finalização e três por nocaute).

Já Dumas, dono de uma das fichas criminais mais extensas da história do UFC, está próximo de ser cortado pela segunda vez. Essa foi a terceira derrota seguida do bad boy. Em seu 'currículo', o norte-americano possui acusações de crimes como roubo, invasão de domicílio, agressão física e posse de arma e substâncias e resistência à prisão.

Dominância rápida

Como de costume, o agressivo Hernandez iniciou a luta tomando a iniciativa e acertando Dumas com chutes e socos. Percebendo que Dumas ficou atordoado ao receber o ataque, Hernandez o quedou e o finalizou facilmente via guilhotina.

Veja a finalização de Hernandez no UFC Vegas 121

Nossa Senhora Aparecida, o massacre de Maria Cristina e o silêncio cúmplice da imprensa e entidades de jornalistas

Nossa Senhora Aparecida, o massacre de Maria Cristina e o silêncio cúmplice da Imprensa e entidades de jornalistas
A @mcfernandes é uma das melhores jornalistas da mídia tradicional. Faz um trabalho absolutamente sério e não inventou uma fake news. Fez uma consideração perspicaz, aliás, e muito provavelmente baseada em apuração com gente de dentro da Igreja Católica. Antes dela eu já havia falado na TV Fórum que estava estranhando o movimento de bispos e padres nas redes defendendo a democracia e a soberania e que deixavam claro em postagens nas redes que parte da Igreja estava se posicionando contra a candidatura de Flávio Bolsonaro. Um vídeo de bispos da região amazônica foi o que me chamou a atenção para isso. Mas depois dele surgiram vários outros.

O Pastor Zé Barbosa explicou esse movimento. Havia uma reação a declaração de Flávio de que seu primeiro ato seria entregar o país ao senhor Jesus. Lideranças da Igreja entenderam aquela declaração como anti-católica por conta da valorização que a Igreja dá a Maria e a Nossa Senhora Aparecida, nesse último caso, especialmente no Brasil.

O fato de a Igreja Católica ter santos é algo tradicionalmente combatido pela ampla maioria das denominações evangélicas e a Maria Cristina não inventou o projeto de um ex-deputado bolsonarista que está disputando as eleições. Ele existe. Está arquivado e pode ser desarquivado a qualquer momento. Fontes da Igreja podem tê-la alertado para isso.

O que me espanta nisso tudo é que apesar do massacre que a colega de profissão está submetida tenham sido poucos os jornalistas que saíram em sua defesa. Ou preferiram o silêncio ou estão dizendo que ela produziu uma fake news. Em casos muito menos graves de ataques muitos deles e delas foram pras redes e usaram seus espaços para defender a liberdade de imprensa e de expressão. Agora se juntam à turba que provavelmente vai lhes cercear a voz se o seu candidato for eleito.

O mesmo silêncio se dá com as entidades profissionais de jornalistas. Estão quietas.

É absolutamente repugnante o que estão fazendo com uma excelente profissional.

Nada mais covarde e vergonhoso.

Como também se calaram diante da decisão do ministro terrivelmente evangélico de censurar as redes de centenas de pessoas. Numa decisão que ele demorou 40 minutos para tomar.

Espero que esse silêncio e esse massacre a Maria Cristina não custe a democracia no Brasil. Porque se isso acontecer esses colegas jornalistas terão sido cúmplices junto com as suas entidades.
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Marcel Hohlenwerger e Mário Negromonte Júnior caminham juntos com Maria das Graças em Ipiaú

Agenda integrou a iniciativa “Maria Visita” e passou pela Avenida São Salvador e pela Vila Esperança

O candidato a deputado estadual Marcel Hohlenwerger (PT-13073) e o candidato a deputado federal Mário Negromonte Júnior (PSB-4011) acompanharam a ex-prefeita Maria das Graças em uma caminhada por bairros de Ipiaú, na tarde da última sexta-feira (25).

A atividade reuniu moradores, apoiadores e lideranças locais. Durante o percurso, os políticos conversaram com moradores e comerciantes e receberam manifestações de apoio.

A agenda integrou a iniciativa “Maria Visita” e teve atividades na Avenida São Salvador e na Vila Esperança, com momentos de diálogo com a população e lideranças das duas localidades.

Fábio Rodella: Assessor de imprensa

DRT 5776/BA

FICCO/ES prende homem e apreende armas e munições em Vila Velha

Ação localizou 316 munições e 2 artefatos explosivos, que foram detonados de forma controlada
Vila Velha/ES. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (FICCO/ES), em conjunto com a Companhia Independente de Operações Especiais de Combate ao Crime Organizado (CIOE) da Polícia Militar do Espírito Santo, prendeu em flagrante, nesta sexta-feira (25/9), um homem por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Durante a ação, foram apreendidas três armas de fogo, dois carregadores e 316 munições de diferentes calibres, incluindo munições de fuzil.

Também foram encontrados dois artefatos explosivos. Uma equipe especializada da Polícia Militar foi acionada e realizou a detonação controlada dos materiais no próprio local.

Durante as diligências, foram localizadas ainda três camisas da Polícia Civil, embora o suspeito não tenha pertencido à instituição.

A FICCO/ES é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Militar do Espírito Santo, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pelas Guardas Municipais de Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana.

Comunicação Social da Polícia Federal no Espírito Santo

PF e IBAMA deflagram operação Fornalha contra garimpo ilegal nas Terra Indígenas Sete de Setembro, Zoró e Roosevelt

Ação resultou na inutilização de maquinário usado na extração ilegal de minério, com prejuízo estimado em mais de R$ 2 milhões aos infratores
Ji-Paraná/RO. A Polícia Federal, em ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou nos dias 24 e 25 de setembro de 2026 a Operação Fornalha, voltada ao combate ao garimpo ilegal em terras indígenas na divisa entre Rondônia e Mato Grosso.

As equipes fiscalizaram áreas de garimpo em três terras indígenas: a Sete de Setembro, que abrange os municípios de Cacoal/RO e Rondolândia/MT; a Zoró, localizada em Rondolândia/MT; e a Roosevelt, no trecho situado em Rondolândia/MT.
Durante a operação, foram localizados e inutilizados duas escavadeiras hidráulicas, quatro dragas, cinco motores e dois acampamentos utilizados na extração ilegal de minério. O prejuízo estimado aos responsáveis pela atividade criminosa supera R$ 2 milhões. Também foram apreendidos um frasco contendo mercúrio, uma espingarda e aparelhos celulares.

A ação contou com o apoio da Coordenação de Aviação Operacional (CAOP) da Polícia Federal.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia

FICCO/PR apreende mais de 1,5 tonelada de maconha em São Miguel do Iguaçu/PR

                 Motorista foi preso em flagrante após a localização de fardos da droga
Foz do Iguaçu/PR. Policiais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) apreenderam, na madrugada desta sexta-feira (25/09), 1.517 quilos de maconha e prenderam um homem durante uma fiscalização realizada na rodovia BR277, no município de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Durante uma fiscalização na rodovia BR277, policiais federais e policiais militares do POP, CPU e RPA de São Miguel do Iguaçu, do 14º Batalhão da Polícia Militar do Paraná (14º BPM/PMPR), e do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), abordaram um caminhão. Durante a entrevista preliminar com o condutor, o mesmo apresentou diversas contradições, levando a equipe policial a realizar uma vistoria veicular e da carga.

Ao acessar a carga transportada, retirando a lona que cobria a carreta, foi percebido forte odor característico de maconha. Durante a vistoria, foi localizado diversos fardos de maconha ocultos em meio à carga lícita transportada.

Ao todo, foram retirados de circulação mais de 1.517 quilos de entorpecente. Também foram apreendidos o caminhão utilizado no transporte e um aparelho celular.

O condutor foi preso em flagrante e encaminhado, juntamente com o veículo, a droga e os demais materiais apreendidos, à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR, onde foram adotados os procedimentos de polícia judiciária cabíveis.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) é composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu

Tragédia interrompe agenda de Caiado neste sábado

O candidato ao planalto Ronaldo Caiado (Reprodução: TV Globo)
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) cancelou os compromissos de campanha previstos para este sábado (26/09). Isso porque o deputado estadual Amilton Filho (MDB), de 41 anos, faleceu em um acidente de trânsito. O parlamentar morreu durante a madrugada em na BR-050, próximo a Cristalina (GO).

Caiado cancela agendas de campanha após morte

Dessa forma, a agenda de Caiado previa uma carreata em Cristalina, além de atos em Luziânia, Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás. A suspensão foi comunicada pela assessoria de imprensa do candidato.

Deputado ficou preso entre as ferragens

Em suma, Amilton voltava de uma agenda eleitoral quando o carro em que estava bateu contra uma carreta estacionada, por volta de 1h30. Segundo o Corpo de Bombeiros, o político ficou preso às ferragens. Além dele, outras pessoas estavam no veículo, e as equipes de resgate as socorreram. As autoridades vão investigar as circunstâncias da colisão.

O deputado estava no segundo mandato na Assembleia Legislativa de Goiás e disputava a reeleição. Inclusive, ele também presidia a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa. O parlamentar deixa esposa e dois filhos.

Por fim, o velório deve ocorrer em Anápolis, cidade natal do político. A Assembleia Legislativa de Goiás decretou luto oficial de cinco dias.

Senador chama Carlos de “estrupício” e cobra presença em debate

O senador Esperidião Amin (PP-SC), candidato à reeleição, partiu pra cima de Carlos Bolsonaro (PL). Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele não poupou críticas ao ex-vereador do Rio de Janeiro. “Carlos, sempre ouvi falar da tua fama de estrupício. Mas…“.

Ibirataia: Caminhada do Time de Futuca reúne multidão e fortalece grupo político na reta final das eleições

A caminhada promovida pelo Time de Futuca reuniu centenas de apoiadores na manhã deste sábado (26), em Ibirataia, reforçando a mobilização do grupo político liderado pelo prefeito Sandro Futuca. A concentração aconteceu na Praça Basílio Miguel de Souza, de onde os participantes seguiram em caminhada até a Feira Livre e encerraram na práça 7 de setembro. O evento contou com a presença de lideranças municipais, apoiadores e candidatos que recebem o apoio do grupo para as eleições, em um ato marcado pela participação popular e demonstração de união política.
Durante o percurso, participaram da mobilização os candidatos Patrick Lopes (70123), Jayminho (1518) e Matheus de Geraldinho (15777). O prefeito Sandro Futuca destacou a importância da caminhada para fortalecer o diálogo com a população. "Foi uma grande demonstração de união e confiança. Nosso grupo segue caminhando ao lado do povo, apresentando propostas e reafirmando o compromisso de continuar trabalhando pelo desenvolvimento de Ibirataia e da Bahia", afirmou.

Deputada aciona PF e STF sobre sumiço de esposa de 'Sicário', 'testemunha-chave' do caso Master

Deputada aciona PF e STF sobre sumiço de esposa de ‘Sicário’, ‘testemunha-chave’ do caso Master 
A deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) protocolou, nesta terça-feira (22/09), pedidos de esclarecimentos à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal sobre o paradeiro de Nathana Lopes Figueiredo, esposa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário do Vorcaro’, que estava com ele durante sua prisão no âmbito da Operação Compliance Zero.

Considerada pela própria Polícia Federal uma “testemunha-chave” das circunstâncias relacionadas a Sicário, Nathana recebeu autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, para deixar o Brasil e viajar para Dubai. Nathana havia se comprometido a prestar depoimento por videoconferência após a viagem. A deputada quer saber, portanto, se o depoimento efetivamente ocorreu, quais informações foram fornecidas e onde Nathana se encontra atualmente.

Documentos públicos citado na petição mostram que não há informações se Nathana efetivamente embarcou, onde está atualmente ou se prestou o depoimento prometido. A defesa dela afirma que Nathana não participou dos crimes investigados, não foi indiciada e não está submetida a medidas cautelares.

“O que estamos cobrando é transparência. Existem perguntas objetivas que precisam ser respondidas pelas autoridades responsáveis pela investigação: onde está uma testemunha considerada chave pela própria Polícia Federal? Ela prestou o depoimento que havia prometido? As provas apreendidas foram periciadas? E quais informações foram obtidas antes e depois da morte de Sicário? A sociedade precisa ter acesso às respostas, respeitando, evidentemente, os sigilos que ainda forem necessários à investigação”, afirma Bella Gonçalves.
PF tentou impedir que Nathana deixasse o país

Na petição encaminhada ao ministro André Mendonça, Bella Gonçalves questiona quais foram os fundamentos para a autorização da viagem e quais medidas foram adotadas para garantir que a saída do país não prejudicasse a produção de provas. A parlamentar solicita ainda que o STF informe quais dessas medidas já foram cumpridas, quais permanecem pendentes e quais foram as conclusões obtidas a partir das diligências relacionadas a Nathana.

Segundo a documentação apresentada pela deputada, a PF havia solicitado que Nathana fosse impedida de deixar o país justamente porque considerava que a viagem poderia comprometer a apuração. O pedido de retenção do passaporte, entretanto, foi negado por Mendonça, sob o argumento de que ela havia demonstrado disposição para colaborar com as investigações.
O que aconteceu no apartamento onde Sicário foi preso?

Bella também cobra informações sobre as diligências realizadas no apartamento de alto padrão em Belo Horizonte onde Sicário foi preso. De acordo com a petição, os documentos apontam que não havia roupas em quantidade que demonstrasse que o imóvel era utilizado como residência fixa do investigado.

A deputada quer saber se a propriedade do imóvel foi identificada e se as imagens das câmeras de segurança do condomínio foram analisadas. Durante a operação, a PF apreendeu o equipamento que armazenava as imagens e havia uma câmera no hall do apartamento.

Outro ponto levantado por Bella é a perícia dos três aparelhos celulares apreendidos com Sicário e Nathana. A deputada pede que a PF informe se os telefones foram periciados e quais provas ou informações foram obtidas a partir deles.
Informações sobre a morte de Sicário

Além das questões envolvendo Nathana, a petição enviada à Polícia Federal pede esclarecimentos sobre a morte de Sicário, que ocorreu dois dias depois de sua prisão, quando ele estava sob custódia da PF em Minas Gerais.

A deputada quer saber se o inquérito que apurou as circunstâncias da morte foi formalmente arquivado, em que data, por qual autoridade e com quais fundamentos. A deputada também solicita informações sobre eventuais procedimentos ainda em andamento relacionados às atividades atribuídas a Sicário no caso Banco Master e pergunta se ele prestou depoimento antes de morrer e quais informações teriam sido colhidas.

Sicário aparece nas investigações como integrante de uma estrutura denominada “A Turma”, apontada pela PF como responsável por atividades de vigilância, obtenção de informações e monitoramento de pessoas. A decisão judicial que descreve as investigações também aponta uma relação de prestação de serviços entre Mourão e Daniel Vorcaro.
Transparência sobre o caso Master

Nos dois documentos protocolados, Bella Gonçalves sustenta que os esclarecimentos são necessários para garantir transparência sobre elementos da Operação Compliance Zero e pede acesso aos documentos pertinentes, preservando eventuais informações que permaneçam sob sigilo legal.

Entre os pontos encaminhados pela deputada estão:
  • A condição de Nathana no processo, como testemunha ou investigada;
  • Se ela prestou depoimento após a prisão de Sicário ou por videoconferência em Dubai;
  • Seu atual paradeiro e eventual contribuição para as investigações;
  • Se a saída do país comprometeu a apuração;
  • A análise das câmeras de segurança do imóvel;
  • A perícia dos celulares apreendidos;
  • O fundamento da autorização para a viagem internacional;
  • As medidas cautelares determinadas e seu cumprimento;
  • A situação do inquérito sobre a morte de Sicário;
  • E as diligências ainda pendentes relacionadas ao caso.
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Fogos atingem residência durante evento político no bairro ACM, danifica telhado e assusta moradora

Nota de Esclarecimento

A coordenação da campanha vem a público esclarecer o ocorrido na noite de sexta-feira, durante evento realizado no espaço ACM, em Ipiaú, quando fogos de artifício atingiram o telhado de uma residência vizinha, causando danos à estrutura.

Imediatamente após tomar conhecimento do fato, a equipe se mobilizou para prestar o devido apoio. A mão de obra especializada em serviços, foi custeada pela coordenação da campanha, garantindo o reparo dos danos ocasionados.

Reforçamos nosso compromisso com o respeito à comunidade e com a realização de eventos de forma responsável e segura. Lamentamos o transtorno causado e reiteramos que todas as providências necessárias foram tomadas para reparar os prejuízos.


China e EUA concordam com redução tarifária de US$ 30 bi e diálogo sobre IA, diz Pequim

      Conselho comercial amplia tratativas iniciadas antes do encontro em Washingto                   

A China afirmou neste sábado (26) que chegou a um acordo com os Estados Unidos sobre um mecanismo recíproco de redução tarifária no valor de US$ 30 bilhões e sobre o início de um diálogo a respeito de inteligência artificial, como parte de um consenso de oito pontos alcançado durante a visita do presidente Xi Jinping a Washington, nos EUA.

Os dois lados também concordaram em criar um conselho comercial e ampliar os resultados das negociações anteriores em Kuala Lumpur, informou o Ministério das Relações Exteriores da China.

O acordo ocorre após uma medida anterior das duas maiores economias do mundo para prorrogar por dois meses uma trégua comercial que expiraria em 10 de novembro, dando mais tempo para trabalhar em um possível acordo comercial mais amplo, disse na última quarta-feira (23) o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

A cúpula de três dias entre Xi e o presidente Donald Trump, encerrada na sexta-feira (25), destacou a diplomacia pessoal, em vez de grandes avanços anunciados publicamente. Xi já desembarcou em Pequim, informou neste sábado a agência estatal chinesa de notícias Xinhua.

"Esta visita histórica fortaleceu a relação construtiva e estável entre China e Estados Unidos, preservou a estabilidade geral dos laços bilaterais, abriu um novo capítulo nas relações sino-americanas e terá um impacto de longo alcance sobre a paz e o desenvolvimento mundiais", afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em comunicado.

DIÁLOGO SOBRE IA

Sobre inteligência artificial, os dois lados concordaram em manter um diálogo a respeito dos riscos e benefícios da tecnologia, com a próxima rodada de discussões prevista para novembro, e em criar um canal de comunicação para incidentes relacionados à IA, informou o Ministério das Relações Exteriores da China.

Em outro comunicado, o ministério também afirmou que Pequim valorizava o uso, por Washington, do termo "superinteligência" em vez de "inteligência artificial". À medida que a tecnologia de IA continua avançando, os dois lados devem intensificar as trocas e trabalhar para chegar a um consenso em sintonia com os novos desenvolvimentos, acrescentou.

Os dois lados também concordaram em apoiar um ao outro na realização da reunião de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico e da cúpula do G20, e ambos os líderes planejam comparecer aos encontros organizados pelo outro país.

Em relação à política externa, os líderes concordaram que o Irã deve cumprir seu compromisso de não desenvolver armas nucleares e que nenhum país ou entidade deve impor tarifas de trânsito em vias navegáveis internacionais, informou o ministério.

A Embaixada dos Estados Unidos em Pequim não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters.
Por Folhapress

'Nova direita nasceu porque ninguém mais aguentava Caetano Veloso', diz cineasta Josias Teófilo

Em entrevista ao podcast A Máquina, diretor de documentário sobre Olavo de Carvalho afirma que comunicação da direita está muito agressiva e isso é perigoso

"A nova direita nasceu porque ninguém mais aguentava o Caetano Veloso." É assim que o cineasta conservador Josias Teófilo resume a reação da direita contra uma suposta hegemonia da esquerda na cultura. Teófilo dirigiu documentários sobre Olavo de Carvalho, "Jardim das Aflições", e sobre a ascensão do bolsonarismo, "Nem tudo se desfaz".

Em entrevista ao podcast A Máquina, ele diz que a internet permitiu romper a hegemonia da esquerda, mas que a comunicação digital da direita está ficando muito agressiva e isso é perigoso. E ele critica "Dark Horse", o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Achei péssimo (trailer). O projeto do filme é uma desculpa para arrecadar dinheiro para um grupo político".

No seu último filme, "Nem Tudo se Desfaz", o senhor discute o papel dos memes e das redes sociais na ascensão da nova direita. Qual foi a importância deles?

O bolsonarismo é um fenômeno de internet, seria impensável antes da internet. E aí temos uma interseção entre o olavismo e o bolsonarismo. No começo dos anos 2000, a imprensa foi se fechando em variações da esquerda. Então Olavo [de Carvalho] perdeu as colunas que ele tinha e não tinha matéria nenhuma sobre ele. Isso se manteve até quando eu fiz o filme [documentário 'Jardim das Aflições', de 2017]. Olavo precisava pagar as contas nos Estados Unidos, então criou um curso online pioneiro, em 2008. Para divulgar, ele criou o True Outspeak, que é a ideia genial de juntar Aristóteles com Alborghetti [jornalista policial e ex-deputado estadual paranaense].

Parece piada, mas era essa a ideia mesmo: aquele jeito de falar do Alborghetti e temas aristotélicos. Ele falava muito palavrão, ofendia, coisas que não se falavam em canais. Esse é um elemento fundamental da nova direita, a ideia da polêmica como iniciação. Chamar a atenção através da polêmica virou um modelo de negócios. O True Outspeak trazia muita gente para dentro do curso online de Filosofia, que chegou a ter cinco mil alunos. E formou várias pessoas que viriam a participar do governo Bolsonaro.

Um grupo específico tem grande relevância. Aqueles meninos da periferia de Fortaleza [José Mateus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz] eram alunos do Olavo, viam o programa True Outspeak, e colocaram essas ideias em prática para criar uma página de memes pro Bolsonaro, o Bolsonaro Zoeiro.

Eles depois foram trabalhar na Presidência de Bolsonaro, naquele que ficou conhecido como o "gabinete do ódio"...

Eu não concordo com o nome. Não duvido que exista uma rede de difamação aí, existe até hoje. Mas não acho que seja desses rapazes. Eles estavam ali para fazer memes mesmo e moldaram a imagem do bolsonarismo. Carlos Bolsonaro chamou essas pessoas. Não à toa Carlos foi colocado no Rolls-Royce presidencial junto com o Bolsonaro e a Michelle [Bolsonaro]. Ele é importantíssimo, criou a imagem e a comunicação do bolsonarismo.

O que mudou na comunicação da nova direita desde Olavo de Carvalho?

Alguns elementos permanecem, como o uso massivo de memes e a comunicação bastante agressiva. Acho que a mudança principal é de IA, que me desagrada um pouco, porque é muito artificial, mas eles estão usando bastante.

A principal característica é usar todas as modas da internet. Apareceu o TikTok, vamos usar o TikTok. Apareceu IA, vamos usar. A esquerda é muito mais conservadora na comunicação. Aliás, é uma característica: a esquerda no Brasil é reacionária e a direita é revolucionária. A esquerda tem as instituições, o establishment, e a direita tem o uso da internet.

Agora, estou notando um aumento da agressividade. Tem muito candidato usando os embates diretos, vai para a Avenida Paulista, a gente não sabe onde é que vai parar. Acho perigoso, mas tem a ver com as coisas que o Olavo começou. Na verdade, tem a ver com o Bruno Tolentino (poeta e escritor de direita, tema de filme de Teófilo), que estabeleceu um novo grau de hostilidade. Tem o livro "Sapos de Ontem", em que ele critica os irmãos [Augusto e Haroldo de] Campos.

Quais os erros de comunicação da esquerda?

A esquerda não sabe fazer meme. Ela quer explicar demais. A linguagem tem que ser visual, não pode ser baseada no texto. Mas ela não sabe porque não precisa fazer. Ela tem os movimentos sociais, toda essa capilaridade social que a direita não tem, então não precisa.

O senhor assistiu ao trailer do filme "Dark Horse" sobre Jair Bolsonaro. O que achou?

Achei péssimo. É um filme que está errado desde o começo, filmado em inglês, diz que é "produção hollywoodiana", não tem nada de hollywoodiana. O projeto do filme é uma desculpa para arrecadar dinheiro para um grupo político. Custou caríssimo e a gente não vê esse valor de produção no filme. Realmente, é de se pensar onde foi parar esse dinheiro.

O senhor faria um filme sobre o Bolsonaro?

Esse filme aí não, jamais. Se você faz um filme para louvar um personagem assim, tem grandes chances de dar errado. Eu tive grande cuidado no "Nem Tudo se Desfaz" para que não se tornasse uma coisa, não digo nem partidária, mas retórica.

No final do seu filme, há uma fala do pesquisador João Cezar de Castro Rocha dizendo que Lula foi o bode expiatório das massas digitais após ter sido o presidente mais popular da história, e que as massas digitais precisam de sangue e elegerão um novo bode expiatório. Depois que seu filme saiu, em 2021, Bolsonaro foi julgado e preso. Quem será o próximo bode expiatório?

A gente precisaria é de um Napoleão, alguém que pegue esse processo revolucionário e dê uma forma estável. Os ganhos da revolução têm que ficar estabelecidos, a gente precisa parar com isso, e Flávio Bolsonaro não está com cara de ser essa figura. Acho que continua o processo revolucionário de busca por um bode expiatório. E aí ficam os dois lados tentando que o outro vire o bode expiatório indefinidamente.

O lado da esquerda não é nem Lula, eu acho que é o STF, porque o presidente muda de quatro em quatro anos, mas o ministro do STF fica. O problema é o seguinte: quando vai parar? É preciso ter uma estabilidade institucional e periga parar só com o fim da Nova República. A Nova República se estabeleceu muito formatada pela esquerda, com a Constituição Cidadã e no âmbito da cultura. Bruno Tolentino (poeta e escritor de direita, tema do próximo filme de Teófilo) veio para o Brasil em 1992 e quando chegou aqui ficou chocado com a hegemonia da esquerda.

A nova direita tem vários mitos fundadores. Um deles foi a entrevista que Tolentino deu à Veja, em que disse "Quero o país de volta". Ele criticou o establishment cultural da esquerda, a academia, a USP, a Folha. Tudo isso viria a ser o caldo da nova direita. E principalmente Caetano Veloso. A nova direita nasceu porque ninguém aguentava mais o Caetano Veloso. A nova direita tem militar, republicano, tem bolsonarista e antibolsonarista, como o MBL, tem todo tipo de gente, mas o que tem em comum é odiar o establishment cultural da esquerda. Caetano Veloso, Gilberto Gil, toda aquela cultura que foi elevada à cultura brasileira para exportação no governo Lula.

Outro mito fundador da nova direita foi o [filme] Tropa de Elite, que existe no nosso imaginário até hoje. O [diretor José] Padilha sabia que ele ia atingir um público de direita, conservador. Wagner Moura tá tentando fugir desse fantasma até hoje, mas não consegue. Então os mitos fundadores são: a entrevista de Bruno Tolentino, Tropa de Elite e a obra de Olavo. Tudo isso não chegou a ser expresso no Ministério da Cultura (secretaria) do governo Bolsonaro. Nem chegaram a saber quem é Bruno Tolentino, a colocar em prática as ideias de Olavo. Olavo morreu muito desgostoso com o governo Bolsonaro.

A cultura no governo Bolsonaro foi uma decepção?

Foi uma decepção profunda. Bolsonaro colaborou muito com a hegemonia da esquerda na cultura. Regina Duarte me falou uma vez que ele tinha um trauma na cultura por causa da facada, porque muita gente da cultura comemorou. Não todo mundo, evidentemente. Tem gente de direita, de esquerda, de centro, liberal, conservador, inclusive no cinema produzindo. Só que existe uma sub-representação do pessoal da direita, porque para não haver confusão, as pessoas acabam não falando de política. Muita gente não se expõe. Até eu, durante muito tempo, não me expus.

O senhor criou a associação Artistas Livres para lutar contra o que vê como viés de esquerda na cultura.

Criei junto com o (cineasta) Newton Cannito, que foi secretário do audiovisual do governo Lula, para lutar pela liberdade na arte, porque existe a censura oficial, gente de direita que não consegue aprovar um projeto no edital, porque há uma hegemonia da esquerda dentro das comissões, mas existe uma coisa velada também.

A gente está participando das conversas sobre os programas de cultura de vários candidatos. Temos diálogo com o governo do Estado e com a prefeitura de São Paulo. Existe muito espaço aí para pensar o que pode ser uma gestão que abra espaço para os cristãos, para os católicos, para os evangélicos.

A ideia é tirar um suposto viés woke da cultura ou das licitações?

Principalmente as cotas. Quem é homem, branco e heterossexual tem grande dificuldade de aprovar projeto, porque tem cotas. Já conversei com [Ronaldo] Caiado, com [Romeu] Zema, e tenho conversado também com a equipe do Flávio, mas estou um pouco desgostoso porque já vi que o caminho do Mário Frias está sendo seguido. Não acho que o Mário Frias volta, acho que ele volta é para a cadeia, não para secretaria nenhuma. Mas ainda acho que podem repetir todos os erros. Não atuar na cultura é não deixar um legado.

Numa gestão cultural anti-woke, quais seriam os temas privilegiados?

O principal é resgatar personagens da nossa história que foram negligenciados, como Gilberto Freyre e José Geraldo Vieira. Não tem um filme sobre Dom Pedro 2°, não tem um filme relevante sobre José Bonifácio.

Quem pode ocupar o espaço de Olavo de Carvalho como pensador da nova direita?

Tem o [escritor e acadêmico] Ronald Robson, um excelente pensador, que está continuando o trabalho do Olavo. Tem o Juliano Cazarré, tem o [diretor] Breno Moreira. Mas o pessoal confunde cultura na direita com marketing digital. E marketing digital é uma coisa efêmera, você vende o produto e isso não repercute.

Por Patrícia Campos Mello/Folhapress

Associação de bets reage à proibição e diz que vai levar caso à Justiça

ANJL afirma que medida desmonta regras criadas em 2024 e que Lula busca ganho eleitoral com veto

Entidades que representam as bets reguladas no Brasil reagiram à proibição das apostas, anunciada pelo governo Lula nesta sexta-feira (25), com críticas à medida e ameaça de ir à Justiça.

A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) classificou a proibição das apostas online como a aniquilação da livre iniciativa e o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) calcula que só as outorgas pagas representam um risco jurídico de R$ 2,55 bilhões para a União.

Segundo a ANJL, mais de 30 milhões de apostadores serão jogados nas mãos de milhares de sites ilegais. O entendimento da associação é de que o governo Lula adotou "um movimento jamais visto internacionalmente pela indústria" de apostas visando obter um "suposto ganho eleitoral na corrida à Presidência da República".

A proibição das bets consta de uma MP (medida provisória) anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que proíbe o depósito de recursos nas plataformas de apostas imediatamente após a publicação do texto. Os sites ficam no ar até as 23h59 de 5 de outubro somente para que os apostadores resgatem seus depósitos.

A ANJL fala em insegurança jurídica com a medida. Quando as regras de apostas foram estruturadas pelo governo, em 2024, cada empresa interessada em operar no setor foi obrigada a pagar uma outorga de R$ 30 milhões com permissão para explorar a atividade por cinco anos.

A associação afirma que já está adotando providências para reverter a MP e vai levar o caso à Justiça.

Presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge diz que a outorga é uma contrapartida paga pelas empresas para a exploração e que o eventual pedido de ressarcimento que será debatido no Judiciário deve abranger não apenas os R$ 30 milhões, mas também indenizações por danos materiais, em função de todos os investimentos feitos pelo setor no país, e danos morais.

"O país transmite o recado de total desrespeito a uma série de investimentos realizados e ao cumprimento, pelas bets, de todas as contrapartidas fixadas pela legislação, entre elas o pagamento de outorgas que previam o direito à exploração dos serviços de apostas pelo período de cinco anos", afirma a ANJL.

Em coletiva após a cerimônia de anúncio da MP, o ministro Durigan disse que o governo não vai devolver os valores pagos pelas bets com as outorgas.

"Como o presidente [Lula] disse, a arrecadação nunca foi um tema central. Sempre foi exigido que qualquer atividade contribua com arrecadação. Só resolvemos a questão da imunidade durante o governo Bolsonaro", disse o ministro em entrevista a jornalistas após o anúncio da medida.

Na declaração, a associação afirma que a instalação das companhias demandou a contratação de milhares de profissionais, instalação de escritórios e a promoção de inúmeros eventos que beneficiaram uma extensa cadeia de trabalhadores.

Fora o gasto direto das empresas, a ANJL também afirma que só com arrecadação tributária no primeiro semestre deste ano foram pagos quase R$ 10 bilhões pela indústria regulada. Para a associação, são recursos que deixarão de ir para setores como a saúde, previdência social, esporte e segurança pública.

INSTITUTO DEFENDE REGULAÇÃO

O IBJR, outra entidade que reúne operadoras de apostas, afirmou em comunicado que a proibição total das apostas de quota fixa representa uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado.

"Encerrar esse mercado pouco tempo depois de sua implementação produzirá impactos econômicos e jurídicos significativos e comprometerá os avanços obtidos na formalização e no controle de uma atividade que já existia no país", diz o IBJR em nota.

A entidade defende ampliar a discussão sobre a regulamentação e ampliar medidas de fiscalização, adotando uma política mais responsável contra o vício.

"Para o IBJR e seus associados, o caminho para enfrentar os problemas associados às apostas é fortalecer a regulamentação, a fiscalização e as políticas de Jogo Responsável, além de intensificar o combate ao mercado clandestino. A preservação de um ambiente regulado permite que o Estado fiscalize a atividade, imponha obrigações aos operadores e mantenha instrumentos de proteção aos consumidores".

Considerando apenas as outorgas já pagas, o risco jurídico para o governo federal parte de R$ 2,55 bilhões, sem incluir investimentos e contratos firmados pelas empresas. O cálculo é feito com base em levantamento da LCA Consultores.

Segundo o instituto, a proibição não elimina uma demanda existente e vai empurrar os apostadores para o mercado ilegal. Hoje, estima-se que de 38% a 44% das apostas online ainda ocorram em plataformas clandestinas. Em 2025, quando as casas começaram a operar legalmente, esse índice variava entre 41% e 51%.

"A medida também elimina, para os consumidores que migrarem para a ilegalidade, o acesso a mecanismos de proteção previstos no ambiente regulado, como identificação, reconhecimento facial, limites, monitoramento de transações, autoexclusão e ferramentas de Jogo Responsável", diz o instituto.

"Ao retirar a atividade do ambiente regulamentado, o Estado também perde instrumentos de fiscalização e rastreamento das operações financeiras."

A LCA projeta ainda que a proibição pode colocar em risco de R$ 58 bilhões a R$ 73 bilhões em arrecadação entre 2027 e 2030, em cenários nos quais 80% a 100% da demanda atendida pelo mercado regulado migre para a ilegalidade.

IMPACTO NO ESPORTE

Responsável pela Betnacional e a Betfair no país, a Flutter Brazil diz que reconhece os desafios associados às apostas, mas que recebeu a proibição com surpresa e preocupação contra o que representará o desmonte de uma atividade autorizada e regulamentada.

A Flutter avalia que o impacto alcançará o esporte. Em 2025, 18 dos 20 clubes da Série A do campeonato brasileiro tinham bets como patrocinadoras máster, com mais de R$ 1,1 bilhão por temporada nesses contratos. Além disso, R$ 1,6 bilhão em recursos das apostas de quota fixa foi destinado ao esporte brasileiro, incluindo o esporte olímpico e paralímpico.

"Diante desse cenário, a Flutter Brazil defende a manutenção do mercado regulado e acredita que proteger a sociedade passa por fortalecer a fiscalização, o jogo responsável e o combate à ilegalidade."

A companhia endossou o coro das associações do setor sobre a MP do governo deslocar a demanda dos jogadores para o mercado clandestino ao invés de resolver a aposta compulsiva.

"A experiência internacional da Flutter em mercados regulados reforça que manter essa demanda no ambiente autorizado é uma das formas mais eficazes de combater a ilegalidade e proteger o consumidor", diz a companhia em nota.
Por Diego Felix/Folhapress

Acidente com ônibus deixa 7 mortos e 13 feridos na Chapada Diamantina

Foto: Redes Sociais

Ao menos sete pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas após um ônibus tombar na BR-122, nas proximidades de Iraquara, região da Chapada Diamantina. O acidente ocorreu por volta das 23h de sexta-feira (25), a aproximadamente 15 quilômetros da cidade.

As equipes de resgate prestaram os primeiros socorros aos feridos ainda no local. Doze vítimas foram encaminhadas para o Hospital Regional de Seabra e uma para o Hospital Municipal Américo Chagas, em Iraquara. Outras duas pessoas, que seriam motoristas da empresa responsável pelo ônibus, não sofreram ferimentos.

Inicialmente, três corpos foram retirados das ferragens. Após o destombamento do veículo, os socorristas localizaram outras quatro vítimas fatais: dois homens, uma mulher e uma criança. As idades e identidades da maioria das vítimas ainda não haviam sido divulgadas.

Foto: Redes Sociais

Uma das vítimas fatais foi identificada como Lucas José Jesus Santana, soldado da Polícia Militar lotado na 28ª CIPM, em Ibotirama. Conforme as informações divulgadas, ele viajava de carona e estava fardado no momento do acidente.

Segundo apuração da TV Bahia, o ônibus pertence à empresa Real Maia e havia partido de Fortaleza, no Ceará. O destino informado era Palmas, no Tocantins. Por circunstâncias ainda desconhecidas, o veículo tombou na rodovia.

Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e permaneciam trabalhando no local na manhã deste sábado (26). As causas do acidente ainda serão investigadas.

Informaões: Giro Ipiaú

Rockbridge, grupo conservador do vice-presidente dos EUA, iniciou instalação no Brasil

Estratégia previa atuação em três frentes: mídia, formação de jovens e atividade legislativa

"O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance"

O Brasil entrou há alguns meses no foco da Rockbridge Network, um grupo privado americano de direita —meio político, meio empresarial— fundado pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance. Seus emissários fizeram contato com empresários e políticos brasileiros para iniciar uma aproximação.

O grupo ganhou projeção no país nas últimas semanas após o presidenciável Renan Santos (Missão) sugerir que os americanos apoiam a campanha de Flávio Bolsonaro —o que os citados negam, mas a acusação levou a um pedido de investigação ao STF (Supremo Tribunal Federal).

A Rockbridge reúne grandes investidores, empresários e executivos conservadores que criam a tecnologia de ponta no mundo. Segundo o jornal Folha de São Paulo apurou, já tiveram contato com representantes do grupo o empresário Joesley Batista, da J&F, e o banqueiro André Esteves, do BTG. Procurados, ambos não comentaram. Entre os políticos, os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro e Romeu Zema também conheceram integrantes. Nenhum deles quis comentar.

Na semana do Brasil em Nova York neste ano, o outro cofundador da Rockbridge, Chris Buskirk, falou a empresários brasileiros num encontro mediado por Talles Gomes, fundador da Easy Taxi e da G4 Educação e integrante da rede nos EUA.

Fora do país de origem, a Rockbridge tem representação oficial apenas na Coreia do Sul. Quem acompanhou o processo no Brasil diz que ele foi suspenso devido ao ambiente eleitoral, considerado tumultuado.

A reportagem teve acesso ao material de apresentação do grupo e aos trâmites para a adesão no Brasil.

Documentos detalhados

Um dos documentos que circulou no Brasil explicava como se tornar membro e oferecia duas categorias: Keystone, com contribuição anual de US$ 500 mil, e Visionary, de US$ 1 milhão. Os pagamentos poderiam ser feitos em dólar, criptomoedas, ações de empresas abertas ou fechadas e por meio de estruturas corporativas e trusts. O formulário informava que os pagamentos deveriam ser feitos para a Rockbridge Brazil LLC, criada pelo grupo nos EUA.

Ambas dariam acesso a encontros fechados, dois summits anuais, videoconferências. A Visionary teria um plus: assento no conselho estratégico da Rockbridge Brasil, com participação na definição de prioridades, além de acesso a encontros descritos como "ultraexclusivos", incluindo jantares privados com grandes doadores e políticos internacionais.

Outro documento explicava que a Rockbridge Brasil atuaria aqui de um jeito parecido com o adotado nos EUA: seria um "fundo de venture capital político, dedicado à construção de uma plataforma para investir na infraestrutura política e social brasileira".

O texto dizia que o Brasil já é o maior país con servador do mundo, mas que falta um movimento para organizar essa força político-social. A Rockbridge Brasil poderia atuar como esse instrumento, financiando áreas citadas como restritas aos conservadores, porque estariam sob controle da esquerda.

A estratégia descrita previa atuação em três frentes: mídia (com apoio e organização de veículos conservadores); formação de jovens (com financiamentos a movimentos em ambientes acadêmicos); e atividade legislativa (fornecendo dados e pesquisas a parlamentares de direita). A definição do trabalho ficaria a cargo de "microconselhos temáticos", formados por cidadãos e empresas com atuação reconhecida em cada área.

Um outro documento, intitulado "Conselho de Tecnologia — O Atalho para a Prosperidade e Soberania Nacional", apresentou as vantagens num eventual alinhamento do setor empresarial brasileiro aos Estados Unidos na disputa tecnológica com a China. Era datado de abril e tinha como destinatário o então pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

O texto afirmava que o conselho tinha potencial para ser "um instrumento não governamental e não público" destinado a reunir grandes nomes da tecnologia e do capital "a serviço do Brasil", apoiando o desenvolvimento desse setor no país.

Previa que o impacto econômico poderia ser superior a US$ 100 bilhões em dez anos, entre investimentos, ganhos de produtividade e outros benefícios, como a geração de mais de 500 mil empregos e o desenvolvimento de 12 setores estratégicos ligados a tecnologia, energia e mineração.

A sugestão era que o conselho contasse com 23 integrantes —19 seriam estrangeiros, entre executivos, fundadores e investidores ligados à tecnologia. O documento afirmava que garantir a presença deles daria "credibilidade instantânea" ao organismo.

Nesse conselho haveria quatro brasileiros: Talles Gomes, da G4 Educação; Mario Araripe, fundador da Casa dos Ventos; David Peixoto, fundador da Pax AI; e Pedro Sang, apresentado no documento como CEO da Rockbridge Brasil.

Procurado pela reportagem para comentar a citação, Araripe não se manifestou.

A assessoria de imprensa da Pax afirmou que "Peixoto não recebeu convite para integrar o conselho nem jamais integrou qualquer iniciativa ligada à Rockbridge Network Brasil e nunca autorizou que seu nome fosse associado à entidade".

Sang afirmou não ter se associado ou exercido papel formal na Rockbridge, embora tenha sido apresentado ao grupo em outubro do ano passado por André Marinho, seu amigo de infância e candidato ao Governo do Rio de Janeiro pelo Novo.

"Interessei-me pela proposta de reunir investidores e empresários de tecnologia em uma rede que estimula negócios entre seus membros e, como entusiasta da inteligência artificial e da tecnologia como um todo, vi ali a oportunidade de atrair para o Brasil parte dos US$ 7 trilhões previstos em investimentos globais no setor, com potencial para gerar emprego e renda no país. A iniciativa, no entanto, está suspensa desde maio", explicou.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, Gomes reforçou que o projeto não evoluiu. "O conselho de tecnologia foi apenas uma proposta que ficou no papel: nunca foi constituído, nem se reuniu."

A assessoria de imprensa da Rockbridge nos EUA disse, em nota, que mediante interesse de brasileiros, foi criada a Rockbridge Brasil, mas o projeto foi depois rejeitado. "A Rockbridge criou a empresa [entidade jurídica] exclusivamente prevendo a possibilidade de levar adiante o negócio proposto. A iniciativa não prosseguiu, e a empresa nunca recebeu recursos, entrou em operação ou foi utilizada para qualquer atividade empresarial".

Segundo a assessoria, nunca foi cogitada a participação em política. "A proposta era a criação de um fórum empresarial, como também demonstra a apresentação elaborada por Marinho de forma independente e sem o conhecimento ou a autorização da Rockbridge".

Diz ainda que "brasileiros fizeram declarações falsas sobre sua relação com a Rockbridge e produziram documentos que apresentavam ou faziam referência à Rockbridge sem o conhecimento ou consentimento da organização".

André Marinho disse ao jornal Folha de São Paulo que o projeto de fato não evoluiu, mas nega que tenha produzido os documentos com as metas de atuação e termos de adesão.

"Reitero que este material jamais foi enviado nem apresentado por mim à campanha do Flávio Bolsonaro, a autoridades ou organizações americanas nem foi objeto de qualquer reunião ou tratativa", afirmou.

O candidato afirma que não faz parte da Rockbridge nem pretende se associar.

Polêmica eleitoral

A percepção de que pessoas ligadas à Rockbridge estariam apoiando a campanha de Flávio Bolsonaro chamou a atenção de Renan Santos. Em discurso em Fortaleza, em 5 de setembro, ele afirmou que Talles Gomes e Pedro Sang estariam interessados na exploração de terras raras brasileiras em caso de vitória de Flávio —o que ambos negam.

"A Rockbridge é uma iniciativa eleitoral norte-americana com o objetivo bem claro de eleger pessoas alinhadas ideologicamente com eles e fazer negócios. O interesse deles aqui vai passar por dinheiro e por uso de tecnologia na campanha —é o que eles fazem em todos os lugares", disse Renan à reportagem.

Talles Gomes, após embates com Renan nas redes sociais, entrou na Justiça, no dia 11, com notícia-crime contra o candidato por calúnia, difamação e injúria eleitoral. "Nunca houve, por meu intermédio ou com meu conhecimento, qualquer recurso estrangeiro destinado a campanha eleitoral no Brasil, direta ou indiretamente", afirma Gomes.

Outras reações foram parar na Justiça. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou o STF para que investigue se a campanha de Bolsonaro recebe recursos estrangeiros direta ou indiretamente. Na quarta-feira (23), a polêmica escalou. O PT protocolou no STF um pedido de abertura de inquérito policial para que se investigue se houve financiamento ilegal da campanha de Flávio.
Por Alexa Salomão/Flhapress

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