FICCOs apreendem mais de 4,2 toneladas de drogas e efetuam prisões pelo país

Balanço reúne ações realizadas em diferentes estados, com prisões, com apreensões de drogas e com cumprimento de mandados
Brasília/DF. Entre 18 e 24/5, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), compostas pela Polícia Federal e por forças de segurança estaduais, realizaram diversas ações de enfrentamento ao crime organizado em diferentes regiões do país.

Confira o resumo das principais ações no período.

Territórios indígenas
A PF assinou o instrumento de financiamento da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) destinado ao fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em territórios indígenas. A assinatura ocorreu em Manaus/AM, durante o lançamento do programa “Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira”, realizado no evento Brasil contra o Crime Organizado: Amazônia.

Combate ao tráfico de drogas
A FICCO/SP apreendeu 1,7 tonelada de maconha em Penápolis. Ao cumprir diligências da Operação Impacto/Divisa, foi identificado um veículo com suspeita de transporte de ilícitos. Na fiscalização, os policiais localizaram a droga.

No Amazonas, a FICCO/AM apreendeu 2,5 toneladas de entorpecentes, armamento e munições durante operação integrada. A ação teve apoio da Polícia Militar do Amazonas (PM/AM), por meio da Companhia de Operações Especiais (COE); da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do Amazonas (Core/PC-AM), da Diretoria Antidrogas da Polícia Nacional do Peru (Dirandro/PNP) e do Grupo Especial de Fronteira do Mato Grosso (Gefron/MT).

Foi realizada também pela FICCO/AM, em parceria com a FICCO/Tabatinga, ação integrada que culminou na apreensão de mais de 2,5 kg de entorpecentes, três fuzis calibre 5.56, cerca de 1,4 mil munições de vários calibres e uma embarcação utilizada pelo narcotráfico na região do município amazonense de Coari.

Já a FICCO/Ilhéus deflagrou a segunda fase da Operação Midas, com o objetivo de dar cumprimento a um mandado de prisão contra investigado foragido vinculado à organização criminosa alvo da primeira fase da operação. Foram apreendidas porções de haxixe e de drogas sintéticas, bem como aparelhos celulares, arma e um veículo utilizado pelos investigados.

A FICCO/CE deflagrou operação para reprimir a introdução de objetos ilícitos em unidades prisionais do Ceará - como aparelhos celulares, smartwatches, carregadores, armas e substâncias entorpecentes -, mediante emprego de aeronaves remotamente pilotadas.

Em Goiás, a FICCO/GO participou de ação integrada que apreendeu cerca de 290 kg de maconha durante patrulhamento realizado no município sul-mato-grossense de Nova Andradina. A droga estava em um veículo atolado às margens de uma rodovia.

Prisões e cumprimento de mandados
A FICCO/Ilhéus capturou um foragido da Operação Salitre, na cidade baiana de Canavieiras. Foram apreendidos um revólver .38, cinco cartuchos .38, duas balanças de precisão, 14 papelotes de cocaína, uma pedra de crack com 137 g e um vaso com 27 g crack. A força da cidade baiana também cumpriu, na cidade de Camacan, um mandado de prisão preventiva contra um suspeito do crime de homicídio.

Em outra prisão, a FICCO/GO capturou uma mulher suspeita de tráfico de drogas no município de Chapadão do Céu, região sudoeste do estado. Durante a operação, foram apreendidas 19 peças de skunk e uma porção de haxixe.

A FICCO/SE, por sua vez, prendeu, no município de Ribeirópolis, um foragido da Justiça sergipana que fora condenado a 14 anos e 3 meses de reclusão pelo crime de homicídio qualificado, cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime ocorreu em 2014, no município sergipano de Nossa Senhora das Dores.

Em Porto Velho, a FICCO/RO prendeu em flagrante quatro suspeitos e apreendeu mais de 22 kg de entorpecentes - entre maconha, cocaína e crack. A ação foi realizada em decorrência de desdobramentos da Operação Alquimia.

A FICCO/DF prendeu um homem apontado como liderança regional de organização criminosa com atuação interestadual, no município goiano de Luziânia. Segundo investigações, o suspeito exerceria função de coordenação logística do tráfico de drogas entre o Distrito Federal e o estado da Bahia, além de possuir ligação com crimes violentos na região.

No Rio, a FICCO/RJ deflagrou a Operação Fortuito 4 para combater uma organização criminosa voltada para a prática de crimes financeiros e de lavagem de dinheiro. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares diversas da prisão impostas aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro, de Macaé, no estado do Rio de Janeiro; na capital paulista e em São José dos Campos/SP.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal

Prefeitura de Ibirataia implanta emissão online da 2ª via do IPTU e amplia modernização dos serviços públicos

A Prefeitura Municipal de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Finanças e do Departamento de Arrecadação Tributária, implantou mais um importante serviço digital para facilitar a vida do cidadão: a emissão online da 2ª via do IPTU através do portal e aplicativo ba.gov.br, do Governo do Estado da Bahia.

Com a nova ferramenta, o contribuinte poderá acessar o serviço de forma rápida, segura e prática, sem precisar se deslocar até o setor de tributos da Prefeitura. O atendimento está disponível 24 horas por dia, oferecendo mais comodidade, agilidade e economia de tempo.

O serviço foi desenvolvido em parceria com a plataforma ba.gov.br e permite ao cidadão:

✅ Emitir a 2ª via do IPTU em poucos minutos;

✅ Receber o documento diretamente pelo WhatsApp;

✅ Consultar débitos do imóvel de maneira simples;

✅ Acessar o serviço de qualquer lugar, utilizando celular, tablet ou computador.

Além de proporcionar mais conforto ao contribuinte, a iniciativa fortalece a modernização da gestão pública municipal, reduz o uso de papel, contribui para a sustentabilidade ambiental e amplia a segurança no acesso às informações tributárias.

COMO ACESSAR:

1️ Entre no portal ou aplicativo ba.gov.br;

2️ Faça login com CPF e senha ou utilizando a conta Gov.br;

3️ Pesquise pelo serviço:

“SOLICITAR EMISSÃO DE 2ª VIA DE IPTU – PREFEITURA DE IBIRATAIA”;

4️ Clique em “INICIAR”;

5️ Selecione a inscrição do imóvel;

6️ Escolha o exercício desejado;

7️ Emita a guia ou solicite o envio via WhatsApp.

A Prefeitura de Ibirataia segue investindo em inovação, tecnologia e modernização dos serviços públicos, aproximando cada vez mais a administração municipal da população.

Prefeitura Municipal de Ibirataia

No caminho do Progresso.

Fachin e Alcolumbre se reúnem para tratar de anteprojeto sobre supersalários

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniram nesta segunda-feira (25) para tratar do anteprojeto de lei que barrar os supersalários. O texto, que ainda vai ser construído, deve estender a limitação dos penduricalhos a todo o serviço público, para além de magistrados e membros do Ministério Público.

"O debate foi ampliado para a necessidade de aperfeiçoamento do sistema remuneratório no serviço público, diante da multiplicação de vantagens pecuniárias acessórias que tensionam a observância do teto constitucional", afirma nota enviada à imprensa.

"Reconheceu-se que se trata de questão estrutural, a demandar solução legislativa de caráter geral que preserve a valorização das carreiras públicas."

Em março, o STF autorizou o pagamento de valores acima do teto constitucional até que o Congresso Nacional aprove uma legislação sobre o tema, mas estabelece um limite que até então não existia. O teto constitucional segue como R$ 46.366, mas os adicionais podem superar esse valor, a depender do caso.

A tese do Supremo estabeleceu que as verbas indenizatórias no Judiciário e no Ministério Público deverão ser submetidas a um limite de 70% do salário dos servidores. Entre os valores que podem ultrapassar o teto estão as diárias, dadas para ressarcir funcionários em caso de viagens, e os adicionais por atuar em comarcas de difícil provimento.

Em abril, uma resolução conjunta do CNJ com o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) visava regulamentar os penduricalhos conforme a decisão do Supremo, mas, na prática, abriu brecha para também criar outros tipos de benefícios.

Entre eles está a gratificação de proteção à primeira infância e à maternidade (destinada a membros com filhos de até 6 anos de idade) e o auxílio-moradia.

Além do Judiciário, há membros do Executivo que já receberam remunerações acima do teto constitucional. Como mostrou a Folha, membros da AGU (Advocacia-Geral da União) receberam R$ 6,1 bilhões em honorários de sucumbência em 2025.

Via de regra, os honorários ficam sujeitos ao teto do funcionalismo, graças a entendimento adotado pelo STF em julgamento concluído em 2020. Mas auxílios criados a partir de 2024 e pagamentos retroativos acabam furando esse limite.

A nota do STF sobre o encontro entre Fachin e Alcolumbre diz ainda que haverá debate sobre o tema com o Executivo, para construir propostas e ceber sugestões sobre o tema. O governo federal também está discutindo uma proposta legislativa para limitar os penduricalhos.
Por Luany Galdeano/Folhapress

Mulheres negras baianas despontam para o STF após recomendação de entidades

Com duas baianas entre os nomes mais comentados nos bastidores de Brasília, a discussão sobre a próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal voltou a ganhar força após o Senado rejeitar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF.

Entre os nomes defendidos por movimentos sociais e entidades da sociedade civil estão duas juristas baianas: Vera Lúcia Araújo e Lívia Sant'Anna e Vaz. Ambas aparecem como possibilidades para uma indicação histórica de uma mulher negra à Suprema Corte brasileira.

A rejeição de Jorge Messias abriu um novo capítulo na disputa pela vaga. Enquanto aliados do governo avaliam um possível reenvio do nome do AGU, setores da oposição defendem que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não coloque uma nova indicação em votação neste momento, deixando a escolha para o vencedor das eleições presidenciais de 2026.

O debate também reacendeu a pressão por maior representatividade no STF. Caso uma mulher negra seja escolhida, será a primeira vez na história da corte que esse perfil ocupará uma cadeira no Supremo.

Uma das principais cotadas é Vera Lúcia Araújo, baiana que atuou como ministra do Tribunal Superior Eleitoral até fevereiro de 2026. Advogada, ela foi escolhida por Lula para integrar o TSE a partir de lista tríplice enviada pelo STF. Vera Lúcia também exerceu a função de vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral e integrou a Comissão de Anistia Política e o Conselhão, além de participar da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e da Comissão Brasileira de Justiça e Paz.

Natural da Bahia, Vera Lúcia chegou a Brasília em 1978, onde cursou direito no Centro Universitário de Brasília. Durante a graduação, teve atuação no movimento estudantil e participou do diretório acadêmico da instituição.

Outro nome que ganhou força é o da promotora baiana Lívia Sant’Anna e Vaz. Integrante do Ministério Público da Bahia desde 2004, ela coordena o Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação do MP-BA. Doutora em direito pela Universidade de Lisboa, Lívia ganhou projeção nacional e internacional por sua atuação em defesa da igualdade racial e dos direitos humanos.

Em 2020, foi reconhecida pela organização internacional Mipad como uma das 100 pessoas de ascendência africana mais influentes do mundo nas áreas de direito e justiça. Também recebeu da Câmara Municipal de Salvador a Comenda Maria Quitéria, em 2017. Lívia é autora do livro “Cotas Raciais”, integrante da coleção “Feminismos Plurais”, organizada pela filósofa Djamila Ribeiro.

A discussão sobre representatividade ganhou ainda mais repercussão após pesquisa Datafolha divulgada nesta semana apontar que 51% dos brasileiros consideram muito importante a escolha de uma mulher para o STF. Já a indicação de uma pessoa negra é vista como muito importante por 46% dos entrevistados.

Por Política Livre

Ibirataia: Secretario de Esporte Bomfim Froes busca investimentos na Sudesb para fortalecer infraestrutura esportiva do município

Audiência tratou de requalificação de espaços esportivos, construção de arena e ampliação de ações para o segundo semestre

A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Ibirataia esteve presente, nos dias 20 e 21 de maio, em audiência na Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), em Salvador, para discutir importantes investimentos voltados ao fortalecimento do esporte no município. Durante o encontro, foram apresentadas demandas estratégicas para ampliação e modernização da infraestrutura esportiva local.

Entre as solicitações encaminhadas pelo secretário de Esporte e Lazer, Carlos Bomfim Frois, estão a requalificação do Estádio O Tesourão, das quadras Mamed Abdon Fair, Aquiles Noga e da quadra esportiva do distrito de Algodão, além da solicitação para construção de uma nova Arena Esportiva. Também foi solicitado o envio de materiais esportivos para implantação das ações planejadas para o segundo semestre deste ano.

Segundo o secretário Carlos Bomfim Frois, a agenda foi produtiva e representa um importante avanço para o esporte municipal. “Estamos trabalhando para garantir melhores condições para nossos atletas e ampliar as oportunidades esportivas em Ibirataia. Ficou acordado que a equipe técnica da Sudesb visitará o município para realizar o levantamento das demandas e dar andamento às ações”, destacou. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento esportivo e a valorização da juventude ibirataense.

Fonte: Ascom/Prefeitura de Ibirataia 

Trabalhadores com ensino superior dobram em 13 anos e renda segue abaixo do recorde

Joice Freitas Oliveira, 24, conseguiu um emprego com exigência de ensino superior após concluir a graduação em relações internacionais em 2024. Atua como correspondente bancária e diz aproveitar parte do aprendizado da faculdade.

Segundo a moradora do Grajaú, zona sul de São Paulo, o cargo gerou ganho de qualidade de vida e aumento salarial em relação ao trabalho anterior, que exigia somente ensino médio. Ela agora espera adquirir experiência para seguir crescendo profissionalmente.

"Moro em uma região mais periférica e, quando transito aqui, percebo que dei um passo à frente de basicamente todo mundo ao redor", afirma a jovem, que estudou com bolsa em universidade privada.

"Ao mesmo tempo, quando a gente conversa com pessoas que têm um pouco mais de condições, parece que ainda está bem longe."

Trabalhadores graduados, caso de Joice, vêm em trajetória de crescimento no Brasil. De 2012 para 2025, um intervalo de 13 anos, o grupo mais que dobrou, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As informações mostram que os profissionais com ensino superior completo ainda se destacam por ter uma renda média maior que a mão de obra com menos estudo.

O rendimento médio dos graduados, contudo, segue abaixo do recorde da série histórica, registrado em 2014.

As conclusões são de um módulo da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgado pelo IBGE em 8 de maio. O levantamento traz resultados desde 2012.

A população ocupada com renda do trabalho e com ensino superior cresceu 103,3% ao longo da série. O grupo saltou de 12,6 milhões em 2012 para 25,5 milhões em 2025, novo recorde da pesquisa.

Em termos absolutos, o aumento em 13 anos foi de quase 13 milhões. É mais que a população inteira da cidade de São Paulo (11,9 milhões).

Proporcionalmente, o crescimento dos trabalhadores com ensino superior ficou bem acima do registrado pelo total de ocupados. O total de profissionais subiu 17,8% no intervalo de 2012 a 2025, ao sair de 86,3 milhões para 101,6 milhões.

Já a renda média habitualmente recebida pelos ocupados com ensino superior em todos os trabalhos foi de R$ 6.947 por mês em 2025. O indicador ficou 13,4% abaixo do recorde de 2014 (R$ 8.023), embora tenha avançado 3,9% ante 2024 (R$ 6.688).

Trata-se de uma situação diferente da registrada pela população ocupada em termos gerais. No ano passado, o rendimento médio do total de trabalhadores renovou o recorde da série, ao chegar a R$ 3.560 por mês.

A Pnad não detalha por que a renda média dos graduados segue abaixo da máxima, mas, segundo economistas, uma das possíveis razões é justamente a ampliação da oferta de mão de obra qualificada.

Por essa lógica, mais profissionais com ensino superior podem ter entrado no mercado com salários iniciais, puxando a média para um patamar inferior ao da década passada.

"Houve expansão do número de pessoas com esse tipo de qualificação. Isso faz com que a oferta aumente e traz um impacto de redução do que a gente chama de prêmio salarial do trabalho qualificado", diz o economista Daniel Duque, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Em 2025, a renda média dos profissionais com ensino superior completo (R$ 6.947) foi 163,1% maior que a do grupo com nível médio completo (R$ 2.640).

Onze anos antes, em 2014, a diferença era ainda mais intensa, de 189,8%. Os valores estavam em R$ 8.023 para os graduados e em R$ 2.768 para os trabalhadores com ensino médio.

Na avaliação de Duque, é possível que as crises ocorridas na economia brasileira a partir de 2014 também tenham impactado a renda do grupo com mais estudo. O país amargou uma recessão aprofundada em 2015 e 2016 e a pandemia iniciada em 2020.

Segundo analistas, o crescimento do número de graduados reflete políticas de expansão do acesso a escolas e universidades, além do crescimento nos últimos anos da modalidade EAD (educação a distância).

Em 2025, o grupo com ensino superior completo representou 25,1% do total de trabalhadores ocupados. É o maior percentual da série iniciada em 2012, quando a proporção estava em 14,6%.

"Há uma diminuição do que a gente chama de prêmio educacional. Ou seja, o fato de a pessoa ter graduação acaba sendo menos valorizado do que era um tempo atrás", diz o economista Ely José de Mattos, pesquisador do centro de estudos PUCRS Data Social.

"Mas esse prêmio continua sendo muito alto no Brasil, porque o volume de graduados ainda é relativamente pequeno se comparado a países mais desenvolvidos", pondera.

Conforme Ely, também é possível que a renda média do grupo siga abaixo do recorde devido ao avanço de cursos que costumam render salários mais baixos do que outros de nível superior.

O pesquisador ainda afirma que a recuperação do mercado de trabalho nos últimos anos esteve bastante associada a profissionais da "base". "Estou falando de trabalhadores de qualificação um pouco mais baixa."

Três grupos tiveram recorde na renda média nos últimos dois anos, considerando os sete níveis de escolaridade investigados na Pnad.

Foram os casos dos ocupados sem instrução, em 2024, e daqueles com ensino fundamental incompleto e com médio incompleto, em 2025.

A série histórica leva em conta valores em termos reais –ajustados pela inflação. A população ocupada com trabalho abrange pessoas de 14 anos ou mais.

Em nota, o analista do IBGE Gustavo Geaquinto disse que diversos elementos podem ter contribuído para a renda média dos profissionais graduados seguir abaixo do recorde.

Ele citou, por exemplo, possíveis variações de oferta e demanda por trabalho qualificado decorrentes de mudanças tecnológicas e de participação dos setores na economia.

Também afirmou que o grupo dos ocupadas com superior completo não é homogêneo, uma vez que possui formação em diferentes áreas do conhecimento.

Outra versão da Pnad, com dados trimestrais, mostra um cenário semelhante. No primeiro trimestre de 2026, a renda média habitualmente recebida em todos os trabalhos foi de R$ 7.236 para os ocupados com ensino superior, segundo o levantamento.

O valor está 11% abaixo do recorde, encontrado no terceiro trimestre de 2014 (R$ 8.128). Essa versão da Pnad foi publicada pelo IBGE no dia 14 de maio.

Por Leonardo Vieceli/Folhapress

Instituto lança ferramenta para monitorar irregularidades na área da saúde

Agentes da PF e GCU
O IES (Instituto Ética Saúde), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, lançou uma plataforma para divulgar casos de corrupção e irregularidades na área da saúde. Até o momento, foram rastreados apenas casos de repercussão nacional divulgados na mídia.

Foram identificados 38 casos de corrupção na saúde em investigação entre 2025 e 2026, sendo 27 no ano passado e 11 até março deste ano. Como as apurações ainda não foram concluídas, os casos podem ou não resultar na confirmação de irregularidades. Os dados estão disponíveis no Radar Ética Saúde, na plataforma Ites (Inteligência e Transparência da Ética na Saúde).

Filipe Venturini, diretor-executivo do Instituto Ética Saúde, afirma que não havia no país um levantamento amplo voltado exclusivamente para irregularidades na área da saúde e avalia que o total de 37 casos identificados em menos de dois anos é expressivo.

Para dimensionar o volume do levantamento, Venturini compara os dados da plataforma com os da CGU (Controladoria-Geral da União), que realizou 76 operações de combate à corrupção no país em 2025, considerando diferentes áreas da administração pública.

"Dá para mensurar que é um número considerável, porque a CGU contabilizou casos de diferentes áreas, e nós rastreamos 27 apenas na saúde", diz.

O IES, que atua na promoção de práticas éticas e transparentes na saúde brasileira, afirmou ter identificado e encaminhado 63 casos suspeitos de corrupção desde 2015, dos quais apenas três foram concluídos — não foram especificados quais foram esses casos.

O número de casos registrados desde 2015 ainda é considerado preliminar pelo instituto, que afirma estar refinando o levantamento das investigações mais antigas.

Segundo Venturini, um dos objetivos da plataforma é permitir que a população acompanhe o andamento das investigações e os desfechos dos casos, incluindo condenações e absolvições.

"Investigações criminais, principalmente as que envolvem corrupção, podem acabar com a imagem de uma pessoa que depois pode ser considerada inocente. É importante mostrar os casos e também seus desfechos, apontando quem foi condenado e quem foi inocentado", afirma.

Em 2025, as más práticas mais recorrentes identificadas pelo levantamento do Instituto Ética Saúde envolveram irregularidades em OSS (Organizações Sociais de Saúde), como desvio de recursos, nepotismo, fraudes e superfaturamento; corrupção e desvios de recursos públicos na saúde; contratação de empresas sem capacidade técnica; uso de documentos falsos para reembolsos; e fraudes em licitações e contratos públicos.

Também apareceram casos de contratação sem licitação, simulação de competitividade em licitações, desvio de finalidade na aplicação de recursos, direcionamento de editais, violação ética contra pacientes, uso de "laranjas" em contratações públicas e vazamento de dados de médicos.

Já em 2026, os principais casos envolveram direcionamento de editais, irregularidades em OSS e vazamento ou uso indevido de dados de médicos. O levantamento também identificou coerção de pacientes e familiares, contratação de empresas sem capacidade técnica, desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos, oferecimento de brindes em troca de indicação e uso ou importação de produtos sem registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Em São Paulo, algumas das ações deste ano incluem a Operação Bula Fria, que investiga um esquema de comercialização ilegal de medicamentos oncológicos sem registro sanitário no país, e a Operação Glycon, que apura o acesso e a comercialização indevida de dados sensíveis de pacientes do SUS por meio de uma ferramenta baseada em inteligência artificial usada por profissionais de saúde.

O IES afirma que a plataforma ainda será aprimorada, com previsão de conclusão no primeiro trimestre do próximo ano, para ampliar o rastreamento de casos dos últimos dez anos e incluir a situação atualizada de cada investigação ou operação monitorada, indicando, por exemplo, se houve condenação, absolvição ou arquivamento.

Queixas contra planos de saúde

A plataforma do IES também reúne dados sobre reclamações de usuários contra planos de saúde. Nos últimos dois anos, o Brasil teve 622 mil registros de NIP (Notificação de Intermediação Preliminar) à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), média de 864 por dia.

As NIPs funcionam como um canal de mediação de conflitos entre consumidores e planos de saúde. O levantamento considera as dez maiores operadoras do país, que concentravam cerca de 42 milhões dos 53 milhões de beneficiários da saúde suplementar entre janeiro de 2024 e março deste ano.

As principais queixas envolvem negativas de cobertura, demora na autorização de procedimentos, restrições de acesso e reajustes considerados abusivos.

A Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, que reúne as cooperativas Unimed, lidera o ranking de notificações, com 239.165 registros (37,6% do total). Na sequência aparecem Hapvida NotreDame, com 131.963 queixas (20,8%), e Bradesco Saúde, com 85 mil notificações (13,4%).

A Unimed afirma que o indicador mais adequado para comparação é o IGR (Índice Geral de Reclamações) da ANS, que pondera as notificações pelo número de beneficiários. Segundo a entidade, o IGR consolidado do sistema foi de 33,12 entre janeiro e março de 2026, abaixo da média do mercado, de 51,79.

"O IGR é importante para comparar operadoras de tamanhos diferentes, mas não elimina a relevância das NIPs absolutas, que mostram o volume real de reclamações", afirma Sérgio Rocha, presidente do Instituto Ética Saúde.

A Hapvida NotreDame também defende a análise proporcional das reclamações. "No período analisado, a companhia apresentou redução de aproximadamente 11% no IGR da base Hapvida e 25% na base NotreDame, indicando melhora no volume proporcional de demandas, mesmo diante de uma operação com quase 16 milhões de beneficiários."

Já o Bradesco Saúde afirmou que seguirá o posicionamento da Federação Nacional de Saúde Suplementar, que afirma que o volume de NIPs deve ser analisado em relação ao total de atendimentos realizados pelo setor, que soma cerca de 5,3 milhões de procedimentos por dia. A entidade também afirma que cerca de 80% das notificações são resolvidas em até cinco dias.

As NIPs são notificações abertas pela ANS a partir de demandas de consumidores e não equivalem necessariamente a infrações confirmadas. Ainda assim, o presidente do IES afirma que o indicador é relevante por mostrar o volume de conflitos que levam beneficiários a acionar a agência reguladora.

"O simples fato de o consumidor precisar recorrer à ANS já indica algum nível de conflito, dificuldade de acesso ou falha na relação com a operadora", afirma.

Por Laiz Menezes/Folhapress

Oito anos depois da onda antipolítica, senadores eleitos em 2018 enfrentam dificuldades para se reeleger

Quando as urnas foram abertas em outubro de 2018, uma sucessão de surpresas nos estados fez com que 46 das 54 vagas em disputa fossem conquistadas por novatos, sendo 10 deles nomes sem uma trajetória anterior em cargos eletivos.

Oito anos após a onda antipolítica que ascendeu com a Operação Lava Jato e com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência, os senadores eleitos naquele pleito chegam ao fim do mandato em cenário desafiador.

Levantamento da Folha aponta que 18 dos 54 senadores cujo mandato se encerra em 2027 anunciaram que não vão concorrer à reeleição. Outros 3 seguem com a situação indefinida e 33 vão tentar renovar o mandato, parte deles enfrentando dificuldades em seus estados.

O Senado será renovado em dois terços, com a eleição de dois senadores em cada unidade da federação. Neste ano, a disputa terá peso estratégico em meio a um cenário de tensões entre o Executivo, Congresso e Judiciário.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) atua para ampliar a bancada conservadora mirando o enfrentamento ao STF (Supremo Tribunal Federal), enquanto o presidente Lula (PT) tenta conter o avanço da ala mais radical do bolsonarismo com candidaturas próprias e alianças nos estados.

Além de ser uma prioridade dos dois principais candidatos ao Planalto, a eleição para o Senado mobiliza as máquinas partidárias, que chegam fortalecidas em comparação a 2018.

O avanço das emendas parlamentares e o protagonismo do Senado, que rejeitou uma indicação a ministro do STF pela primeira vez em 132 anos, são fatores que alimentam a disputa.

"O movimento de opinião que marcou 2018 foi forte e impulsionou candidatos sem carreira política consolidada. Agora, estrutura partidária, financiamento e alinhamento com candidaturas fortes voltam a ser decisivos", avalia o cientista político Vitor Sandes, professor da UFPI (Universidade Federal do Piauí).

Ele afirma que o perfil institucional do Senado dificulta a permanência de parlamentares sem base política sólida. Assim, candidatos com redes regionais e experiência administrativa tendem a ser favorecidos.

As pesquisas de intenção de voto apontam nesta direção, com favoritismo de ex-governadores, ex-senadores que tentam voltar à Casa legislativa e políticos associados a Lula e Bolsonaro.

Nomes eleitos pela primeira vez em 2018 enfrentam dificuldades para compor alianças para a reeleição. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, chegou a ser anunciado na chapa do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), mas foi preterido para dar lugar ao senador petista Rogério Carvalho.

Surpresas no Espírito Santo em 2018, Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Avante) terão como desafio bater de frente com nomes experientes como os ex-governadores Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PSD).

Soraya Thronicke (PSB), que ganhou projeção nacional na eleição presidencial de 2022, perdeu espaço político em Mato Grosso do Sul após romper com Bolsonaro e tenta se reerguer como aliada de Lula em um estado majoritariamente bolsonarista.

Ela afirma que, a despeito do ambiente político polarizado, o eleitor passou a exigir maior capacidade de diálogo e equilíbrio: "É com esse trabalho, com essa experiência construída ao longo do mandato e com a disposição de continuar apresentando resultados que pretendo buscar a reeleição".

Senadores como Jorge Kajuru (PSB-GO), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) e Mara Gabrilli (PSD-SP), todos eleitos para o cargo pela primeira vez há oito anos, não vão concorrer à reeleição.

Ao anunciar seu afastamento da disputa por mandatos eletivos, Kajuru reclamou da "falta de reconhecimento" do eleitorado goiano. Mara Gabrilli disse que deixaria Brasília para ser candidata a deputada estadual.

Por outro lado, parte dos senadores em fim de mandato tentam voos mais altos, caso de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Outros quatro disputam governos estaduais, mas apenas Marcos Rogério (PL), que concorre em Rondônia, entra na campanha na condição de favorito.

Izalci (PL) e Jayme Campos (União Brasil) enfrentam disputas internas nos partidos para concorrer, respectivamente, aos governos do Distrito Federal e Mato Grosso. Já o senador Eduardo Girão enfrenta isolamento após parte da direita apoiar Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.

Mesmo políticos experientes enfrentam indefinições. Presidente do Senado entre 2021 e 2025, Rodrigo Pacheco (PSB-MG) sinaliza deixar a política, embora siga pressionado pelo Palácio do Planalto a disputar o governo de Minas Gerais.

No Ceará, o senador Cid Gomes (PSB) indicou o deputado federal Júnior Mano (PSB) para concorrer ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas (PT), mas aliados ainda tentam convencê-lo a buscar a reeleição.

Decanos como Paulo Paim (PT-RS) e Jader Barbalho (MDB-PA) anunciaram aposentadoria das urnas. Paim abre espaço para candidatura do deputado federal Paulo Pimenta (PT). No caso de Jader, a desistência beneficia o filho, o ex-governador Helder Barbalho (MDB).

A fragmentação partidária no Senado, que chegou ao seu ápice em 2018, reduziu ao longo do mandato e deve manter a mesma tendência na eleição. Ao todo, 20 partidos elegeram representantes em 2018, número que caiu para 13 entre os senadores que chegam ao fim do mandato.

Por João Pedro Pitombo/Folhapress

Apostas do Rio e de Fortaleza levam prêmio da Mega 30 anos

Ganhadores do Rio de Janeiro e de Fortaleza vão dividir os R$ 336,3 milhões do sorteio especial de 30 anos da Mega-Sena. Cada um dos bilhetes que acertaram os números 03 - 30 - 33 - 35 - 45 - 47 terá o prêmio de R$ 168.170.026,83.

A Caixa Econômica Federal detalha que a aposta ganhadora da capital do Ceará é um bolão com 100 cotas, registrado na Loteria Aldeota, no bairro de mesmo nome. A aposta em 20 números custou R$ 232 mil aos participantes.

No Rio de Janeiro, a aposta simples (com apenas seis números), no valor de R$ 6, foi feita na Patricius Loteria, no centro da capital fluminense

Para cada um dos 590 jogos que acertaram a quina (cinco números), a segunda faixa de premiação, a quantia em dinheiro é de R$ 13.890,02.

A quadra ou terceira faixa, que premia quem acerta quatro números, vai pagar R$ 311,65 para cada um dos 37.565 ganhadores.

O pagamento de prêmio das loterias federais já pode ser iniciado a partir desta segunda-feira (26), primeiro dia útil após a realização do sorteio.

Os prêmios com valores brutos de até R$ 2.428,80 (equivalente ao valor líquido de até R$ 1.700,16) podem ser sacados diretamente em qualquer unidade lotérica credenciada ou por meio de transferência em contas de bancos digitais integrados ao sistema de Loterias Caixa.

Os ganhadores devem regatar seus prêmios com valores superiores a R$ 2.428,80 exclusivamente em qualquer agência bancária da Caixa Econômica Federal, mediante apresentação do comprovante de identidade original com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o bilhete impresso original da aposta.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo em dois úteis, a partir de sua apresentação em uma agência do banco.

Assim como nas demais loterias da Caixa, todos os prêmios prescrevem em 90 dias a partir da data do sorteio. Todos os recursos são integralmente repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), conforme a Lei 13.756/2018.

Depois da edição especial Mega-Sena 30 anos, o próximo concurso desta modalidade está programado para as 21 horas de terça-feira (26).

As apostas podem ser feitas em qualquer lotérica do país e on-line até uma hora antes pelo aplicativo Loterias Caixa ou pelo portal Loterias Caixa.

Por Agência Brasil

PC, FICCO Bahia e DPT capturam em Conceição do Jacuípe suspeito de estupro de vulnerável

O indivíduo, que possuía mandado de prisão, foi alcançado na manhã deste domingo (24)
Equipes das Polícias Civil e Técnica, além da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia capturaram na manhã deste domingo (24), um foragido da Justiça, suspeito de estupro de vulnerável.

Após compartilhamento das Agências de Inteligência, os policiais se deslocaram até a Rua Parque Ouro Verde, na cidade de Conceição do Jacuípe e cumpriram o mandado de prisão.

A ordem foi expedida pela 1ª Vara dos Feitos Relativos aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente de Salvador.
Fonte
Divulgação: Ascom-SPP

Reforma tributária enfrenta pressão de 50 projetos no Congresso em ano eleitoral -Por Redação

O Congresso Nacional tem hoje 50 projetos de lei que buscam mudar a reforma tributária em ano eleitoral. A maioria deles (70%) altera o Imposto Seletivo, e o restante trata de alterações para garantir novas exceções na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) --os dois tributos criados pela reforma constitucional para simplificar a cobrança sobre bens e serviços.
Nas últimas semanas, a declaração do pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em favor da suspensão da reforma tem embalado a pressão pelo adiamento por um ano da entrada em vigor da reforma da CBS e do Imposto Seletivo a partir de 1º de janeiro do próximo ano.

A posição de Flávio Bolsonaro, principal adversário do presidente Lula (PT), de usar a reforma como arma nas eleições animou os setores econômicos que ficaram insatisfeitos com a reforma e buscam aprovar esses projetos.

No governo Lula, a preocupação é que o cenário eleitoral acabe fazendo com que deputados e senadores cedam e aprovem uma nova onda de exceções em meio ao vale-tudo eleitoral instalado no Congresso.

Novas flexibilizações nos textos necessariamente elevariam a alíquota padrão da CBS e do Imposto Seletivo, o que contribuiria para reforçar o discurso de campanha de Bolsonaro sobre a alta da carga tributária.

Para complicar o cenário, o governo ainda não enviou ao Congresso o projeto com as alíquotas do Imposto Seletivo por temor da ala política com a divulgação da taxa sobre itens como cerveja e automóveis, já que o tema de alta de tributos é sensível nas redes sociais. Em resposta a isso, o governo já fez um primeiro movimento revogando as taxas das blusinhas.

A preocupação central é evitar o aumento expressivo dos preços de produtos e serviços para a população, além de proteger pequenos empreendedores, o setor produtivo e os empregos", afirmou Flávio Bolsonaro, em nota enviada à reportagem pela sua assessoria de campanha.

Ao reforçar a necessidade de uma mudança ampla da reforma, ele cita que a lei complementar 214, que foi modificada 513 vezes pela lei complementar 227 deste ano, tem vigência em apenas um ano.

"Isso gera uma tremenda insegurança jurídica. Sob o argumento de simplificar tributos e tornar o sistema mais eficiente, acabou produzindo um modelo que pode impor ao Brasil o maior IVA [Imposto sobre Valor Agregado] do mundo, na casa dos 30%", diz Bolsonaro.

Segundo ele, o impacto disso recai sobre a população, especialmente sobre o setor de serviços, pequenos empreendedores e quem produz e gera empregos.

Ex-secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, vê com preocupação as propostas de adiamento ou mesmo de revogação da reforma tributária do consumo que surgiram na campanha eleitoral.

"Tais posicionamentos são preocupantes, pois desconsideram o impacto muito positivo que a reforma tem sobre a produtividade e o potencial de crescimento do Brasil. Voltar atrás seria um grande erro, até porque o setor público e as empresas já estão investindo para se adequar ao novo sistema tributário", afirma o economista.

Segundo ele, os argumentos utilizados para justificar o adiamento, como a previsão de uma alíquota padrão alta e a necessidade de reduzir a alíquota para o setor de serviços são inconsistentes.
"A redução da alíquota de serviços resultaria numa alíquota ainda mais elevada para os demais setores da economia. Se se pretende reduzir a alíquota dos novos tributos, é preciso indicar que outros tributos serão elevados ou que despesas serão cortadas, para não gerar desequilíbrios nas contas públicas", afirma.

A equipe econômica do governo diz que a reforma tributária deverá produzir ganhos de eficiência. "A implementação da reforma tributária permite um ganho de eficiência, transparência e produtividade que deve levar a um incremento de 8% a 15% no PIB em quinze anos", avalia o Ministério da Fazenda. "A reforma simplifica a tributação atual, consolidando regras hoje esparsas de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em uma única legislação no IVA-Dual", afirmou em nota.

O diretor de economia da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Mario Sergio Telles, diz que do total de 50 projetos que alteram a reforma, 41 estão na Câmara e nove no Senado.

Entre as proposições, ele cita o Projeto de Lei Complementar 16, do deputado Gilson Marques (Novo-SC), que exclui ICMS, ISS e IPI da base de cálculo dos impostos tradicionais sobre o consumo na transição da reforma para o IBS e a CBS.

Outra proposição é a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 34, que estabelece alíquota zero da CBS e IBS. Um dos projetos prevê alíquota zero de IBS e CBS incidentes sobre a aquisição de motocicletas por mototaxistas cadastrados em plataformas de transporte.

Para o diretor da CNI, o risco de mudanças está controlado. Telles diz que a CNI vai passar aos candidatos presidenciais, em encontro agendado para o dia 22 de junho, a mensagem sobre a importância da reforma para a economia.

O relator do projeto de lei que regulamentou a reforma, Reginaldo Lopes (PT-MG), criticou a opinião de Flávio Bolsonaro sobre adiar a reforma. "[É] Total desconhecimento de como é que se cobra imposto no país. Quem tá defendendo isso não conhece nada sobre o sistema tributário", disse.

Ele lembra que para revogar ou adiar a reforma teria que ser aprovada uma PEC. "Quem meter digital no sistema tributário será denunciado e não aguenta dois dias de [críticas em] redes sociais", acrescentou o petista.

O tributarista Luiz Bichara vê com preocupação um potencial atraso na implementação da reforma. Para ele, é grave o atraso que houve no regulamento, que saiu apenas no final de abril, quando já havia ultrapassado um terço do ano teste. Bichara alerta também para o silêncio completo das agências reguladoras sobre a revisão de preços e contratos preexistentes de concessões. "A Aneel já montou grupo de trabalho, mas pouco se ouve das outras", ressaltou.

O diretor institucional do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda Estaduais), André Horta, diz acreditar que a proposta de Flávio Bolsonaro não vai prosperar. "Esse negócio do Flávio não tem viabilidade. O mercado já investiu, já gastou dinheiro para poder adaptar sistemas, e poder fazer a cobrança" avalia.

A Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo) é uma das entidades preocupadas com a incidência do Imposto Seletivo sobre os cigarros. Ela diz que o governo precisa calibrar as alíquotas de forma adequada, inclusive indicando a necessidade de políticas complementares, medidas mitigadoras ou alíquotas diferenciadas, à luz dos impactos econômicos, sociais e regulatórios envolvidos.

"Sem esse cuidado, há o risco de o Imposto Seletivo ser fixado em patamares excessivos, elevando preços de maneira abrupta e, com isso, reduzindo a eficácia do instrumento regulatório. Em determinados mercados sensíveis a preço, como o de cigarros, esse cenário pode estimular o deslocamento do consumo para o mercado ilegal, que não recolhe tributos e opera à margem da regulação", afirma a entidade.

Alerj rebate fala de Lula sobre 'indicação de miliciano' e cobra respeito Por Folha de S. Paulo

A Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) reagiu neste sábado (23) às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o Parlamento fluminense durante evento da Fiocruz, no Rio.
A manifestação ocorreu após Lula afirmar, durante discurso, que tinha receio de que a escolha do governador do estado passasse pela Assembleia Legislativa.

"Quando começou esse processo, eu falei: 'Se a Assembleia indicar, vai vir o mesmo'. Se a Assembleia tivesse que indicar, viria um miliciano".

A Alerj é presidida pelo deputado Douglas Ruas (PL), aliado político da família Bolsonaro. O PL tem a maior bancada da Casa, com 23 deputados estaduais -- o PT ocupa cinco cadeiras.

Em nota, a Casa afirmou que "respeita as instituições e espera o mesmo respeito por parte de todas as autoridades do país, inclusive do Presidente da República".

A Assembleia também declarou ser "inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro".

"A Alerj é uma instituição democrática, legítima e merece respeito", complementou.

Neste domingo (24), Ruas publicou vídeo nas redes sociais para rebater Lula e afirmou que o presidente "desrespeitou o povo" do Rio de Janeiro.

"Lula veio ao Rio e mais uma vez desrespeitou o nosso povo, fazendo ataques generalizados. Lula e o seu amigo Eduardo Paes não têm moral para dar lição sobre o combate ao crime organizado", disse o deputado.

Lula também cobrou do governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto, uma atuação contra milícias e o crime organizado no estado.

"Sabe o que essas pessoas esperam de você nesses meses? Trabalho para prender todos os ladrões que governaram esse estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada", disse.

A declaração ocorreu durante cerimônia de inauguração das novas instalações do CDTS (Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde), da Fiocruz.

O governador interino assumiu o comando do estado após a renúncia de Cláudio Castro (PL), que deixou o cargo para disputar o Senado.

A atuação da gestão Couto tem mirado atos da administração Cláudio Castro (PL), que passou a reagir publicamente às informações sobre as auditorias. O ex-governador também foi alvo de operação da Polícia Federal para apurar o uso da máquina pública estadual para facilitar crimes da Refit.

Presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Couto chegou ao Palácio Guanabara no dia 24 de março. Ele se mantém no cargo por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que ainda não determinou como será escolhido o novo governador-tampão, para concluir o mandato até o fim deste ano.

A determinação alterou a previsão da Constituição estadual, já que em 14 de abril a Alerj elegeu o deputado Douglas Ruas como presidente do Legislativo, cargo que está à frente do presidente do Tribunal de Justiça na linha sucessória. Integrantes do PL afirmam que o cenário se assemelha a uma intervenção judicial na gestão fluminense.

Na nota divulgada após a fala de Lula, a Alerj afirmou ainda que o Rio enfrenta "desafios históricos na segurança pública", relacionados "à ausência de políticas nacionais eficazes de combate ao tráfico de armas, às fronteiras abertas ao crime organizado e à expansão das facções criminosas em todo o país".

Segundo a Assembleia, "o momento exige união institucional, equilíbrio e responsabilidade -- e não declarações que estimulem divisão política ou prejulguem instituições".

A Casa concluiu dizendo que seguirá trabalhando "pelo fortalecimento da democracia, da segurança pública e da defesa da população do Estado do Rio de Janeiro".

Representante de Ubatã vence concurso Garota Chocolate 2026

O município de Ubatã brilhou na noite deste sábado, 23, durante o tradicional concurso Garota Chocolate do Médio Rio de Contas 2026, realizado em Ipiaú dentro da programação do Festival Nacional AgroChocolate. Representando a beleza, a cultura e a força da mulher ubatense, a jovem Agatha Ribeiro, de 18 anos, conquistou o primeiro lugar da competição regional.

Estudante do ensino médio e atriz, Agatha já havia vencido a seletiva municipal realizada no último dia 20, em Ubatã, quando encantou o corpo de jurados com sua desenvoltura, simpatia e presença marcante. Sonhando em cursar faculdade de Artes Cênicas, a jovem vem se destacando pelo talento e determinação.
Na grande final regional, Agatha Ribeiro da Silva alcançou 482 pontos e garantiu o título de Garota Chocolate 2026, representando o município de Ubatã. O segundo lugar ficou com Catiane Pereira de Jesus, de Ibirapitanga, com 478 pontos. Já a terceira colocação foi conquistada por Geovana Jesus Souza, de Ipiaú, com 447,5 pontos. Também participaram da disputa representantes dos municípios de Barra do Rocha, Itagibá, Jitaúna e Itamari, fortalecendo a valorização da cultura regional e da beleza da mulher da região cacaueira.

Antes da etapa regional, Agatha já havia mostrado seu potencial no concurso municipal em Ubatã, onde conquistou 767 pontos e ficou em primeiro lugar. Lembrando que Ubatã já participou de outras edições do concurso e já trouxe o título pra casa mais de uma vez. O concurso escolheu a candidata que melhor representa as características da mulher baiana, reunindo elegância, feminilidade e conexão cultural com o território do cacau.

A participação de Ubatã contou com total apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, sob coordenação da diretora de Cultura, Analu Tavares, que acompanhou toda a preparação da representante ubatense. A Prefeitura também disponibilizou transporte gratuito para que a torcida pudesse acompanhar e incentivar Agatha durante o desfile em Ipiaú. *Ascom PMU

Em Jequié, novo ambulatório e Centro de Ensino do Prado Valadares Hospital Geral Prado fortalecem estrutura de saúde

O fortalecimento da saúde pública regional marcou a agenda do governador Jerônimo Rodrigues em Jequié, neste sábado (23), com a inauguração do novo ambulatório e do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV). A programação também contou com a entrega de ambulâncias, veículos administrativos e equipamentos destinados ao atendimento de municípios do sudoeste baiano.

As novas estruturas ampliam a capacidade de atendimento especializado do hospital e reforçam a formação de profissionais da saúde na região. O Centro de Ensino e Pesquisa foi implantado para apoiar atividades acadêmicas, produção científica e qualificação técnica, integrando ensino e assistência dentro da unidade hospitalar.

“Estamos ampliando a estrutura do Prado Valadares e criando condições para melhorar ainda mais o atendimento prestado à população. O Centro de Ensino e Pesquisa fortalece a formação dos profissionais e contribui diretamente para a qualidade do serviço oferecido aqui na região”, afirmou Jerônimo.

A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, destacou que as entregas ampliam a capacidade operacional da rede estadual no sudoeste baiano. “Além dos novos espaços inaugurados, estamos entregando ambulâncias, veículos e equipamentos que contribuem para fortalecer o atendimento especializado e a assistência nos municípios”, explicou.

Entre as entregas realizadas pela Sesab estão uma ambulância e um veículo administrativo para o Hospital Geral Prado Valadares, um veículo para a APAE de Jequié, além de quatro ambulâncias destinadas aos municípios de Irajuba, Jitaúna, Itagi e Nova Canaã. Também foram entregues veículos administrativos para Dário Meira e Ibirataia.

Ainda durante a agenda, o governador Jerônimo Rodrigues participou, ao lado dos ministros da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo Cruz, e da Agricultura e Pecuária, André Carlos Alves de Paula Filho, do lançamento da pedra fundamental da estação da Embrapa do Sudoeste Baiano, na estação de piscicultura de Jequié. A iniciativa busca fortalecer pesquisas voltadas ao desenvolvimento da agricultura e da produção rural na região e marcou a implantação da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Embrapa no território.

Por Redação

Acidente na BR-251: ônibus e carreta pegam fogo e deixam oito mortos em MG

Ônibus saiu de São Paulo com destino a Sergipe e bateu de frente com uma carreta na madrugada deste domingo (24), em Santa Cruz de Salinas. Rodovia ficou interditada após os veículos pegarem fogo e pelo menos oito mortes foram confirmadas.

Uma batida entre um ônibus e uma carreta, seguida de incêndio, deixou pelo menos oito pessoas mortas e outras nove feridas na BR-251, em Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, na manhã deste domingo (24). Segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os veículos foram tomados pelas chamas após o impacto.

O acidente foi registrado no km 234 da BR-251, em Santa Cruz de Salinas. De acordo com a PRF, a colisão frontal ocorreu por volta das 4h30 e envolveu um ônibus e um caminhão carregado com peças automotivas e sucatas.

Ainda conforme a PRF, o ônibus saiu de São Bernardo do Campo (SP) e seguia para Aracaju (SE). Já o veículo de carga fazia o trajeto entre Fortaleza (CE) e Piracicaba, no interior paulista.

Após a batida, os veículos pegaram fogo. Os corpos das vítimas ficaram carbonizados e presos às ferragens, de acordo com os bombeiros.

Vítimas

Equipes do SAMU do Norte de MG e do Vale do Jequitinhonha, com bases em Curral de Dentro, Taiobeiras e Pedra Azul, participaram do atendimento aos feridos. Quando os socorristas chegaram à rodovia, cinco pessoas já haviam sido levadas para hospitais da região.
Em atualização no início da tarde, o Corpo de Bombeiros informou que o ônibus tinha 15 passageiros e dois motoristas. A carreta era ocupada apenas pelo motorista, que foi localizado com vida pela PRF e socorrido pelo SAMU.

Segundo a corporação, oito mortes haviam sido confirmadas até aquele momento. Todas as vítimas fatais estavam no ônibus e ficaram carbonizadas após o incêndio.

Outras nove pessoas foram socorridas e encaminhadas para hospitais da região.

Entre os feridos encaminhados para hospitais da região estão:

motorista do ônibus, de 41 anos, com suspeita de fratura na perna
idoso, de 72 anos, com escoriações no rosto e dor na perna esquerda
mulher, de 61 anos, com escoriações no rosto, hematoma na região do quadril e dor na perna esquerda
dois homens levados pela ambulância de Taiobeiras, sem idades informadas
três homens, de 30, 38 e 42 anos, socorridos pela ambulância de Pedra Azul
uma pessoa de 24 anos socorrida pela ambulância de Medina

O idoso e a mulher relataram aos socorristas que precisaram pular do ônibus para fugir das chamas.
As equipes também apuram a possibilidade de outras pessoas terem sido transportadas por uma segunda ambulância de Pedra Azul. Por isso, os números ainda são considerados parciais.

Ferragens dificultam resgate

As ferragens dos veículos ficaram extremamente retorcidas, o que dificulta o trabalho dos militares no resgate e na identificação das vítimas, segundo o Corpo de Bombeiros.

No início dos trabalhos, os bombeiros haviam confirmado cinco mortes. Durante o atendimento da ocorrência, o número subiu para seis e, posteriormente, para oito vítimas fatais.

Conforme os bombeiros, cinco vítimas aparentam ser adultas e uma pode ser uma criança entre 10 e 11 anos.

Os bombeiros também apuram a possibilidade de haver um bebê no colo de uma das vítimas, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o ônibus não era de turismo e possivelmente fazia uma linha intermunicipal. A corporação também informou que ainda não foi possível confirmar quantas pessoas estavam no ônibus nem o número total de feridos, já que os trabalhos de desencarceramento dependem da liberação da perícia.

Houve suspeita de envolvimento de um terceiro veículo por causa dos destroços espalhados na pista. No entanto, segundo os bombeiros, os fragmentos eram da carga transportada pela carreta e o acidente envolveu apenas os dois veículos.

Quatro viaturas do Corpo de Bombeiros foram empenhadas para a ocorrência. A PRF também atua no controle do trânsito e na apuração das circunstâncias da batida.

Após os trabalhos periciais, os corpos começaram a ser encaminhados para a funerária local.

A orientação repassada por motoristas que passam pela região é que os condutores busquem desvio por Guanambi, na Bahia.

*Esta reportagem está em atualização.

Por Cristiane Rodrigues, g1 Grande Minas

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