Nexus/BTG aponta empate técnico entre Lula e Flávio no 2º turno

Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (28) mostra Lula (PT) com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que registra 44%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois aparecem em empate técnico. Nesse cenário, 8% votariam branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1% não soube ou não respondeu. A informação é da CNN.

Lula também aparece numericamente à frente em outros cenários de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 46%, ante 42% do ex-governador de Goiás. Diante de Augusto Cury (Avante), Lula registra 46%, contra 41%; contra Renan Santos (Missão), são 48% a 37%; e, em uma disputa com Romeu Zema (Novo), o petista aparece com 48%, ante 39%.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores por telefone entre os dias 25 e 27 de setembro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e foi contratado pelo BTG Pactual. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07557/2026.

Fonte: Politica Livre

OAB-BA exige providências imediatas da SEAP após emergência médica levar advogada custodiada ao HGE

A situação das advogadas custodiadas na Casa do Albergado e Egresso (CAE), em Salvador, voltou a provocar preocupação na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Bahia (OAB-BA). Na madrugada da última quinta-feira (24), uma das internas apresentou uma nova emergência de saúde e precisou ser internada no Hospital Geral do Estado (HGE).

A advogada já havia sofrido uma grave intercorrência médica no dia 11 de setembro. Diante do novo episódio, a OAB-BA reiterou que o Estado é responsável pela preservação da vida, da integridade física e da saúde mental das pessoas mantidas sob custódia.

A presidenta da entidade, Daniela Borges, classificou a situação como “um absurdo” e reforçou a cobrança por providências imediatas da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap).

Segundo a Ordem, representantes da Comissão de Direitos e Prerrogativas foram enviados à unidade assim que a entidade tomou conhecimento do ocorrido. A Seccional também entrou em contato com a Seap e informou que acrescentará os novos fatos aos processos judiciais em andamento, além de apresentar um novo pedido de habeas corpus.

No dia 14 de setembro, a OAB-BA encaminhou um pedido urgente de providências ao secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, José Castro. O documento teve como base um relatório de inspeção elaborado pela Comissão de Direitos e Prerrogativas, que apontou problemas relacionados à higiene, à segurança, à assistência médica e à estrutura da unidade.

Entre as medidas cobradas estão o reforço do policiamento, a criação de um plano de resposta rápida para emergências, o fim do isolamento das custodiadas, a presença permanente de policiais penais femininas durante a noite e o restabelecimento do acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

A entidade também solicitou a reorganização do protocolo de distribuição de medicamentos, com administração diária e fracionada sob supervisão de profissionais de saúde.

Na noite de 11 de setembro, duas internas sofreram uma grave intercorrência após ingerirem grande quantidade de medicamentos. De acordo com a OAB-BA, a situação teria sido facilitada pela entrega antecipada, em uma única vez, da medicação destinada a seis dias de tratamento, sem controle ou acompanhamento de uma equipe especializada.

Ainda segundo o relatório da Ordem, populares teriam ouvido os pedidos de socorro das internas e acionado o atendimento médico, que teria levado mais de 30 minutos para chegar.

A demora estaria relacionada à ausência de policiais penais femininas na unidade depois das 17h30. As chaves das celas, conforme a entidade, ficam guardadas no Conjunto Penal Feminino de Salvador, em outro endereço, tornando necessário um deslocamento externo durante emergências noturnas.

Daniela Borges também alertou para a vulnerabilidade da estrutura diante da possibilidade de invasões ou fugas.

“Se uma delas consegue arrombar uma janela e sair, fica claro que qualquer pessoa consegue entrar. Em um contexto no qual elas são acusadas de envolvimento com facções e podem, inclusive, ser alvos de ataques, isso assume contornos muito graves”, afirmou.

A fiscalização da OAB-BA constatou que as advogadas estavam trancadas em um quarto pequeno, sob a justificativa de isolamento disciplinar, sem a apresentação de laudo psiquiátrico que recomendasse a medida.

As custodiadas também relataram a suspensão do atendimento psicológico oferecido às demais internas do complexo, restrições no fornecimento de produtos de higiene, compartilhamento de um único rolo de papel higiênico por dia, descargas quebradas e necessidade de armazenar água retirada manualmente de um ponto coletivo que, segundo a denúncia, estaria contaminado por fezes de pombos.

A OAB-BA pediu esclarecimentos formais sobre a cronologia dos atendimentos realizados em 11 de setembro, os responsáveis pela entrega dos medicamentos, os fundamentos para o isolamento e as razões pelas quais os serviços psicológicos e psiquiátricos não foram disponibilizados às advogadas.

A entidade também quer informações sobre a escala de servidoras e o protocolo de guarda das chaves durante o período noturno.

Para a OAB-BA, os problemas identificados reforçam a necessidade de substituição das prisões preventivas por outras medidas cautelares, incluindo a prisão domiciliar.

A Seccional informou que já alertou a direção da unidade em diferentes oportunidades, mas avalia que as cobranças não receberam a atenção necessária. Diante das dificuldades de diálogo, a entidade vem formalizando as denúncias por meio de relatórios, requerimentos administrativos e ações judiciais.

Caso seja constatada negligência no atendimento prestado na madrugada do dia 24, a OAB-BA afirmou que registrará as falhas em relatório e cobrará a responsabilização dos responsáveis.

Desde julho, a entidade acompanha a situação dos profissionais da advocacia presos na Operação Sintonia de Gravata. A atuação inclui pedidos de acesso aos autos, acompanhamento de audiências de custódia, inspeções em unidades prisionais e habeas corpus coletivos para assegurar sala de Estado-Maior adequada ou a conversão das prisões preventivas em domiciliares.

Fonte: Politica Livre

Ibirataia: Prefeitura intensifica serviços de infraestrutura e manutenção em diversos bairros

A Prefeitura de Ibirataia iniciou a semana com uma força-tarefa para ampliar os serviços de infraestrutura e manutenção em diferentes bairros do município. As equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, em conjunto com a Secretaria de Agricultura, realizam ações de recuperação de calçamentos, manutenção da rede de esgoto, desobstrução de bocas de lobo, poda de árvores, retirada de entulhos e outros serviços voltados à melhoria dos espaços públicos e da qualidade de vida da população.

O prefeito Sandro Futuca destacou que o trabalho faz parte do compromisso da gestão com a conservação da cidade. "Nossa equipe segue nas ruas todos os dias, trabalhando para manter Ibirataia organizada e oferecendo melhores condições para a população. Cuidar da infraestrutura é investir na qualidade de vida dos nossos moradores, e esse compromisso continuará sendo prioridade da nossa gestão", afirmou.
Fonte: Decom/PMI

Entenda como fica o atendimento da Caixa após decisão do TST sobre a greve

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou que a Caixa Econômica Federal mantenha 60% dos funcionários em atividade durante a greve da categoria, iniciada em 10 de setembro. A decisão é do ministro Maurício Godinho Delgado.

Sindicatos que descumprirem a determinação estão sujeitos a multa diária de R$ 100 mil. O julgamento do dissídio coletivo que decidirá o fim da paralisação está marcado para esta terça-feira (29). As entidades que fazem parte do processo foram notificadas pela Justiça ao longo da sexta-feira (25).

A Folha visitou agências na sexta e elas seguiam em greve. As confederações afirmaram que faziam levantamento e se organização para cumprir a determinação judicial. Na prática, nesta segunda (28), as agências voltam a funcionar parcialmente.

A determinação da Justiça é para que o trabalho seja retomado de forma presencial ou em home office.

Em nota, a Caixa diz que, desde o início da negociação coletiva, "manteve diálogo permanente com os empregados e as entidades representativas, buscando construir uma solução equilibrada e sustentável para todas as partes". Orienta também os trabalhadores a pagarem contas online ou caixas eletrônicos.

Ainda na nota enviada à Folha, o banco afirma que foram realizadas inúmeras rodadas de negociação, nas quais o banco apresentou propostas distintas, incorporando avanços e acolhendo diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados. Apesar dos esforços realizados por ambas as partes, não foi possível alcançar consenso.

Na petição, a Caixa disse que a greve prejudica serviços essenciais, como pagamento de benefícios sociais, gestão do FGTS e compensação bancária.

A empresa pediu à Justiça que declarasse a greve abusiva, obrigasse o retorno de 80% dos funcionários e proibisse bloqueios e piquetes nas agências.

"A decisão liminar decorreu de um pedido da Caixa e da compreensão, pelo TST, da necessidade de manutenção de um número mínimo de empregados para o atendimento e pagamento de benefícios sociais, considerando o papel da Caixa na execução de políticas públicas e na administração do FGTS, estando presente em 98% dos municípios", diz o texto.

O relator entendeu que a atividade bancária se enquadra como serviço essencial pela Lei de Greve e citou um precedente de 2021, também da Caixa, em que o TST fixou o mesmo percentual em outra paralisação do banco.

A Corte negou o pedido da Caixa para proibir bloqueios e piquetes nas agências, por não haver indícios de excessos por parte dos grevistas. Também manteve as regras do acordo coletivo anterior até o julgamento final.

Paulo Tonon, coordenador do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região, disse que a entidade não foi notificada sobre a decisão do TST.

Segundo ele, até o momento, eles darão respaldo tanto a quem quiser retomar o trabalho quanto a quem preferir manter a paralisação.

Tonon argumenta que a liminar não obriga o retorno de todos os funcionários, mas apenas daqueles que atuam diretamente no atendimento a demandas sociais, como pagamento de benefícios. Para ele, funcionários de áreas como logística não devem voltar ao trabalho.

O coordenador afirma que a Caixa está usando a decisão para tentar normalizar toda a operação das agências, incluindo a venda de produtos. O objetivo, segundo Tonon, é esvaziar a força da greve antes do julgamento de mérito nesta terça-feira.

"Se a greve continuar forte, isso tem um impacto inclusive na decisão do TST. Quanto mais gente parada, maior a influência popular para o TST", disse.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo e Região, o maior da categoria, informou que ainda não vai se posicionar sobre a decisão do TST.

Enquanto a situação segue sem solução definitiva, clientes como o aposentado João Alvarenga, 88, não conseguem resolver problemas na Caixa.

Idoso e com dificuldade auditiva, Alvarenga conta que fez um empréstimo por um banco digital sem entender que isso envolvia a portabilidade do pagamento da sua aposentadoria. Desde então, o benefício passou a ser depositado por essa instituição, e não mais pela Caixa.

O problema, segundo ele, é que o banco digital não tem agências físicas, o que o impede de sacar o dinheiro quando está fora de casa ou viajando.

Alvarenga diz que há cerca de um mês tenta reverter a situação para voltar a receber pela Caixa, mas a greve dificultou o andamento.

Quem busca atendimento nas agências encontra portas fechadas, com cartazes feitos pelos sindicatos de servidores explicando sobre a greve e dando alternativas de atendimento. Há ainda trabalhadores terceirizados que podem orientar os clientes.

Onde pagar e conseguir atendimento:Caixas eletrônicos
  • Aplicativo da Caixa
  • Site da Caixa
  • WhatsApp Caixa, no 0800-1040104
  • Caixa Tem
  • Aplicativo Cartões Caixa
  • Aplicativo Habitação Caixa
  • Aplicativo FGTS
  • Lotéricas
  • Correspondentes Caixa Aqui
  • Aplicativo Dpvat (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre)
  • Alô Caixa, nos números 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-1040104 (demais localidades)
  • Rede Banco24Horas
Em nota, a Caixa afirma que, diante do impasse nas negociações, decidiu submeter a questão ao TST, por meio de dissídio coletivo, "buscando uma solução institucional que assegure segurança jurídica e previsibilidade para todas as partes envolvidas".

"A Caixa manterá sua postura de respeito às entidades representativas e compromisso com os empregados durante todo o processo e cumprirá integralmente as determinações que vierem a ser estabelecidas pela Justiça do Trabalho", diz o banco.

Por Cristiane Gercina, Guilherme Matos e Gabriela Cecchin/Folhapress

Governo Lula admite risco de aporte em estatal militar, e lista de empresas em dificuldade sobe a 12

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a admitir o risco de a estatal militar Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais) precisar de um aporte de recursos da União devido a dificuldades de caixa. A empresa é responsável pela construção de navios usados pela Marinha do Brasil.

O risco ainda é classificado como "remoto", ou seja, a chance de se materializar é baixa, e não há previsão de desembolso imediato de recursos pelo Tesouro Nacional. Mas a inclusão da empresa no chamado Anexo de Riscos Fiscais acende um alerta de que ela pode vir a precisar de socorro no futuro.

O documento faz um raio-x periódico dos fatores que podem impactar receitas, despesas e trajetória da dívida pública. Outras 11 companhias estatais federais já apareciam no mapa de riscos e foram mantidas nessa lista pelo governo. Agora, a lista sobe a 12 empresas em situação de dificuldade.

A lista ainda inclui Correios e ENBPar, estatal por meio da qual a União controla as usinas de Angra 1 e 2. As duas têm as maiores classificações de risco ("provável" e "possível", respectivamente) e já contam com aportes previstos na proposta de Orçamento de 2027.

Com menor risco, completam o mapa BNB (Banco do Nordeste), Casa da Moeda, Ceasaminas, as Companhias Docas do Ceará (CDC), do Pará (CDP), da Bahia (Codeba), do Rio de Janeiro (CDRJ) e do Rio Grande do Norte (Codern), e a Infraero. Para algumas dessas empresas, o risco se torna "possível" a partir de 2028, um degrau a mais na escala do Tesouro.

Alguns desses alertas não chegam a se concretizar. Mas foi também neste anexo que surgiram os primeiros indicativos da crise dos Correios, cujo colapso financeiro ficou evidente em 2025. A companhia precisou de um empréstimo de R$ 12 bilhões no ano passado, negocia um segundo no valor de R$ 7 bilhões e vai receber um aporte da União de R$ 6 bilhões em 2027.

O documento é encaminhado todos os anos ao Congresso Nacional junto com o PLDO (projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) do ano seguinte. No envio da proposta de Orçamento, nos meses de agosto, ele é atualizado.

Foi nesta revisão mais recente que o governo incluiu a Emgepron em seu mapa de riscos. Segundo o documento, a principal dificuldade da empresa é o fluxo de caixa.

O risco é haver "insuficiência de recursos para finalizar o Programa Fragatas Classe Tamandaré". O texto cita ainda "elevação nos custos" e "reajuste contratual", sem maiores detalhes, e elenca estratégias para elevar receitas como uma possível saída.

O Ministério da Gestão, responsável pela relação com as estatais, direcionou os questionamentos ao Ministério da Fazenda, a quem cabe elaborar a análise dos riscos fiscais.

Em nota, a Fazenda disse que a inclusão da Emgepron no anexo de riscos "considerou as demonstrações financeiras da companhia, informações corporativas divulgadas pela empresa e aspectos relacionados à execução de projetos estratégicos sob sua responsabilidade".

Segundo a pasta, a análise leva em consideração inclusive "efeitos do cenário macroeconômico dos últimos anos sobre projetos de longo prazo e a elevação de custos decorrente da pandemia e de choques internacionais".

"Com base nas informações disponíveis, a STN [Secretaria do Tesouro Nacional] identificou risco fiscal classificado como remoto, o que indica baixa probabilidade de materialização. O registro tem caráter exclusivamente informativo e não representa previsão de desembolso pela União", afirmou.

A Folha procurou o Ministério da Defesa, órgão ao qual a Emgepron é formalmente vinculada, na noite de segunda-feira (21), mas a pasta direcionou as perguntas para a Marinha. Procurada na manhã de terça-feira (22), a força não respondeu às perguntas e direcionou os questionamentos à própria empresa.

A assessoria de comunicação da Emgepron foi procurada desde a noite de segunda, por e-mail e por telefone, mas não houve resposta até a publicação deste texto.

No ano passado, a estatal teve um lucro líquido de R$ 319,5 milhões, mas o desempenho positivo veio integralmente das receitas financeiras, já que a companhia apresenta resultado operacional negativo. Panorama semelhante foi observado de 2022 a 2024, quando foram os rendimentos de aplicações que garantiram as contas no azul.

Uma nota técnica elaborada no fim de agosto pelo Ministério da Defesa à qual a Folha teve acesso menciona preocupações do órgão com eventual retaliação do Brasil ante o tarifaço promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros.

O emprego de instrumentos previstos na lei de reciprocidade poderia afetar os custos da estatal, já que "as fragatas classe Tamandaré, desenvolvidas pela Emgepron, contam com notável presença de peças americanas em sua construção". Esse seria um risco para o futuro, pois o Brasil ainda pretende aguardar o resultado das negociações com os EUA antes de adotar as medidas.

A Emgepron esteve no centro de uma das primeiras manobras para driblar o teto de gastos, ainda durante o governo Michel Temer (MDB). Na época, aportes de recursos em empresas estatais não dependentes do Tesouro (que não precisam de verba do Orçamento para bancar despesas operacionais, como salários) ficavam fora do limite de despesas.

No fim de 2019, essa brecha foi usada pelos militares para repassar R$ 7,6 bilhões (em valores da época) à Emgepron, que usou o dinheiro para pagar despesas relacionadas à construção das embarcações.

O TCU (Tribunal de Contas da União) criticou a manobra, que foi alvo de alerta no âmbito da análise das contas do primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro (PL). Hoje, as eventuais injeções de recursos da União em estatais ficam dentro do limite de despesas do arcabouço fiscal, disputando espaço com ações de áreas como Saúde e Educação.

Em 2023, durante a discussão da regra no Congresso, os militares entraram em campo para tentar manter uma exceção que autorizasse repasses à Emgepron fora dos limites, mas não obtiveram sucesso.
Por Idiana Tomazelli/Folhapress

Quem é Robinho? Deputado estadual da Bahia, atualmente em seu terceiro mandato consecutivo e candidato a deputado federal.

Carlos Robson Rodrigues da Silva é agropecuarista, deputado estadual da Bahia, atualmente em seu terceiro mandato consecutivo e candidato a deputado federal.

Com uma trajetória política marcada pela atuação municipalista, foi prefeito de Nova Viçosa por dois mandatos consecutivos e presidente da Associação de Prefeitos do Extremo Sul (APES). Na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), exerceu importantes funções de liderança partidária e parlamentar, incluindo a presidência da Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle.
Atualmente filiado ao União Brasil, segue exercendo seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia e disputa uma vaga na Câmara dos Deputados.

 Para deputado federal 4️⃣4️⃣4️⃣4️⃣✅

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Ipiaú para e mais de 10 mil vão às ruas pelo time de Jero e Lula

Caminhada convocada por Maria das Graças reuniu uma multidão neste domingo (27) em uma demonstração de força da base ligada ao governador Jerônimo Rodrigues e ao presidente Lula
Ipiaú viveu uma tarde de forte mobilização política neste domingo (27). Segundo a organização, mais de 10 mil pessoas tomaram as ruas do município durante a caminhada convocada pela ex-prefeita Maria das Graças em apoio ao grupo político de Jerônimo Rodrigues e Lula.
A concentração aconteceu às 16h, em frente ao Colégio Militar, antigo Colégio Maria das Graças. Lideranças políticas, apoiadores e moradores de diferentes regiões participaram do ato, que integrou a agenda de mobilização da base aliada ao governador Jerônimo Rodrigues.
“Meu coração está cheio de gratidão à família ipiauense, que atendeu ao nosso chamado e lotou as ruas para fortalecer o time de Jero, Lula, Wagner e Rui”, agradeceu Maria das Graças.

Fábio Rodella: Assessor de imprensa
DRT 5776/BA

VÍDEO: De dentro da UTI, Roberta Roma publica vídeo para tranquilizar apoiadores após cirurgia cardíaca

Internada na UTI Cardíaca do Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador, a deputada federal e candidata à reeleição Roberta Roma (PL) utilizou suas redes sociais neste domingo (27) para atualizar seu estado de saúde e tranquilizar eleitores e aliados. Em vídeo publicado em seu Instagram, a parlamentar agradeceu as orações e mensagens de apoio que vem recebendo desde que foi hospitalizada.

A gravação confirma as informações do último boletim médico de que a deputada encontra-se estável e bem-humorada. Direto do leito da Unidade de Terapia Intensiva, Roberta mostrou-se confiante na recuperação enquanto aguarda a conclusão da investigação sobre a dor torácica que a levou à internação de emergência.

A deputada passou por um cateterismo no último sábado (26), procedimento que descartou lesões importantes em suas artérias coronárias. Diante desse quadro, a equipe médica — liderada pelo clínico geral Silvestre Sobrinho e pelo cardiologista Adriano Martins, chefe da UTI — trabalha com a suspeita de que Roberta tenha sofrido a síndrome de Takotsubo, condição temporária também conhecida como "síndrome do coração partido", frequentemente desencadeada por estresse agudo.

O susto ocorreu durante uma agenda de campanha no município de Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano. Roberta sentiu fortes dores no peito que irradiavam para o braço direito e, após receber os primeiros socorros em uma unidade de saúde local, precisou ser transferida às pressas para a capital baiana, onde os exames confirmaram o infarto.

A parlamentar segue medicada, monitorizada de perto pelos médicos e passará por novos exames para fechar o diagnóstico definitivo antes de uma possível alta hospitalar. A coordenação de campanha ainda não divulgou como ficará a agenda da candidata nos próximos dias.

Confira o depoimento de Roberta Roma:
Por Bahia noticia

VÍDEO: Confusão entre apoiadores de Renan Santos e influenciador bolsonarista termina com prisão em Salvador

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Uma confusão durante um ato político do candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, terminou com a prisão de um apoiador do presidenciável neste domingo (27), em Salvador. O episódio ocorreu em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro do Canela.

Durante a manifestação, um influenciador bolsonarista foi ao local para realizar uma gravação. A situação evoluiu para um confronto físico, registrado em imagens que circulam nas redes sociais.

Segundo informações preliminares, o influenciador teria sido agredido por um apoiador de Renan Santos com socos e pontapés. O suspeito foi preso pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA).

O caso está sendo apurado, e as circunstâncias que antecederam a confusão ainda não foram esclarecidas.
Confira imagens do conflito:

Sigla da facção criminosa BDM é pichada em prédio da Justiça Federal em Salvador

Foto: Reprodução
Integrantes da facção Bonde do Maluco (BDM) picharam a sigla da organização criminosa na parede do prédio da Justiça Federal, no bairro de Sussuarana, em Salvador. As imagens que circulam na internet mostram também uma viatura da Polícia Militar em frente a guarita do prédio.

O Bahia Notícias contatou a Polícia Militar e a Polícia Civil sobre a pichação mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

Por Redação

Marcel Hohlenwerger reforça articulação do PT em Ipiaú

Encontro na BR-330 reuniu lideranças, apoiadores e representantes dos setores empresarial e cultural

O candidato a deputado estadual Marcel Hohlenwerger (PT-13073) realizou, neste sábado (26), um encontro na BR-330, em Ipiaú. A agenda reuniu lideranças políticas, apoiadores, empresários, representantes da cultura e moradores.

O encontro contou com a presença do deputado federal e candidato à reeleição Joseildo Ramos (PT), que esteve no município para dialogar com lideranças e apoiadores.

Marcel destacou a articulação do PT na região e a integração de sua candidatura ao grupo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Durante a agenda, Joseildo Ramos também recebeu do produtor cultural Tito da Cruz o Troféu Aplausos Ipiaú, em reconhecimento a ações e projetos relacionados ao município.

Fábio Rodella: Assessor de imprensa

DRT 5776/BA

Maria das Graças convoca população para caminhada do time de Jero e Lula

         Esse evento faz parte da agenda oficial de movimentação nacional à favor da reeleição de Lula

A ex-prefeita de Ipiaú, Maria das Graças, convidou a população para participar da Caminhada do Time de Jero, que acontece neste domingo (27), às 16h, em Ipiaú.

A concentração será em frente ao Colégio Militar. A atividade integra a agenda unificada do grupo político que apoia o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Família ipiauense, vista sua camisa, calce seu tênis e venha caminhar com a gente!”, convidou Maria das Graças.

Fábio Rodella: Assessor de imprensa

DRT 5776/BA

Maioria dos principais doadores da campanha de Lula tem cargo no governo

Campanha e ministérios dizem que transferências são voluntárias e que não houve instrução para doar

Dados parciais de prestação de contas mostram que a maioria das doações mais significativas feitas por pessoas físicas diretamente à campanha de reeleição do presidente Lula (PT) saiu de ocupantes de cargos no governo ou em empresas estatais.

Nas 76 pessoas que doaram ao menos R$ 2.500 diretamente —sem a intermediação de uma campanha de financiamento coletivo—, a reportagem identificou 57 que estão em cargos no governo ou em estatais. As contribuições desses doadores somam R$ 425 mil, sendo R$ 355 mil em transferências bancárias e R$ 70 mil estimados em prestação de serviços.

A quantia é pouco significativa se comparada com o total de R$ 66,9 milhões recebidos pela campanha até agora, dos quais R$ 65,2 milhões são oriundos dos fundos eleitoral e partidário e repassados pelo PT.

O valor é maior, porém, que os R$ 283 mil arrecadados por meio de financiamento coletivo. As cifras foram extraídas na quarta-feira (23) da plataforma Divulgacand, mantida pela Justiça Eleitoral. A reportagem identificou os ocupantes de cargos por meio de buscas pelo CPF no portal da Transparência e pelo nome nas páginas institucionais de empresas estatais.

Os doadores estão em diversos escalões do governo. Há ministros, secretários, diretores e assessores, além de dirigentes de empresas estatais. Desses 57, há oito que acumulam cargos em conselhos de estatais federais diversas de seus locais de trabalho de origem. Há uma remuneração extra para essa atividade, conhecida como jeton

Sob reserva, um dos integrantes do governo que doou disse ter transferido o dinheiro após saber que a campanha de Lula tinha recebido poucas doações. Também relatou que, no último dia 13 de setembro, data de mobilização dos apoiadores do petista, foi feito um esforço por integrantes da campanha para que as doações fossem intensificadas.

Além disso, semanas antes houve reuniões de mobilização e arrecadação que envolveram filiados ao PT com cargo no governo em escalões mais baixos. O relato obtido pela reportagem junto a um participante de um desses encontros é que não foi feita pressão por doações, e que as transferências realizadas nesse evento tinham valores em geral bem menores.

Petistas afirmam ter havido um aumento no engajamento com a campanha de Lula nas últimas semanas por causa do temor de derrota para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que ganhou espaço nas pesquisas. Das 386 doações individuais feitas diretamente à campanha de Lula, 314 foram computadas depois de 13 de setembro.

O grupo de doadores com cargo no governo inclui cinco ministros. Miriam Belchior, da Casa Civil, doou R$ 28 mil —ela também é integrante do Conselho de Administração de Itaipu; Luiz Marinho, do Trabalho, R$ 24 mil; José Guimarães, das Relações Institucionais, R$ 13 mil; Leonardo Barchini, da Educação, R$ 10 mil; e Márcia Lopes, das Mulheres, R$ 4 mil.

Questionado se houve alguma recomendação no governo para que ministros ou outros nomeados fizessem doações, Guimarães negou. "Não, [a doação] foi iniciativa minha".

O professor da FGV Fernando Neisser, especialista em direito eleitoral, disse que essa prática é comum e que, a princípio, não há irregularidades. Ele explica que ocupantes de altos cargos comissionados no governo costumam ser próximos do projeto político do presidente e tendem a doar mais.

"O que seria proibido seria haver coação, pressão direta, comprovada, sobre essas pessoas", declarou. De acordo com ele, as simples doações por nomeados no governo não são suficientes para levantar nenhum tipo de suspeita.

A campanha do presidente negou ter feito qualquer solicitação de recursos aos membros do governo.

"Jamais houve qualquer orientação ou pedido de doações por parte de integrantes do governo", diz nota da campanha de Lula. "As contribuições ocorrem de forma voluntária e individual, como é facultado a qualquer cidadão, dentro dos parâmetros previstos pela legislação eleitoral", declarou em nota.

A reportagem do jornal Folha de São Paulo procurou por e-mail os órgãos públicos que têm integrantes mencionados neste texto.

O Ministério da Educação, órgão em que mais doadores foram identificados, declarou que "não houve qualquer orientação, incentivo ou solicitação do órgão para a realização dessas doações". De acordo com o ministério, "trata-se de uma decisão de cunho estritamente pessoal".

"Eventuais doações são decisões individuais, realizadas em caráter privado e sob responsabilidade de cada pessoa, sem relação com a atuação institucional da pasta", disse a Casa Civil por meio de nota. O ministério é o segundo órgão com mais doadores identificados pela reportagem.

"Eventuais doações realizadas por integrantes da pasta são resultantes de decisões individuais, tomadas em caráter privado. Como se sabe, a legislação eleitoral prevê a realização de doações por pessoas físicas, desde que observados os limites cabíveis e demais requisitos legais", afirmou a pasta das Relações Institucionais.

"A legislação eleitoral autoriza doações de pessoas físicas, observados os limites e requisitos legais, mas salientamos que não houve qualquer orientação, incentivo ou solicitação do órgão para a realização de doações", afirmou em nota o Ministério do Trabalho.

"Eventuais doações realizadas por agentes públicos são decisões individuais, de caráter privado, sob responsabilidade exclusiva de cada doador, sem qualquer relação com a atuação institucional desta pasta", afirmou o Ministério das Mulheres.
Por Caio Spechoto/Mariana Brasil/Folhapress

Nunes Marques suspende propaganda de Lula que associa Flávio Bolsonaro a rachadinha e Banco Master

Ministro diz que propaganda ultrapassa limites da crítica política ao apresentar fatos de forma descontextualizada
O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada do ar, de forma provisória, de uma propaganda de rádio da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que faz uma série de associações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e episódios envolvendo suspeitas de rachadinha, depósitos em dinheiro, compra de imóveis e irregularidades do Banco Master.

A reportagem entrou em contato com a campanha de Lula para pedir um posicionamento. O texto será atualizado caso haja manifestação.

A decisão foi tomada em 22 de setembro, em ação apresentada por Flávio Bolsonaro. O jingle, intitulado Foi o Flávio Bolsonaro, teve sete transmissões entre 28 e 31 de agosto, por quatro emissoras de rádio. Nunes Marques determinou que a propaganda deixe de ser veiculada até que o TSE analise definitivamente o caso.

A Justiça Eleitoral não proíbe candidatos de fazer críticas ou de mencionar fatos negativos relacionados a adversários. A própria decisão ressalta que, durante uma eleição, a liberdade de expressão tem papel central e que críticas políticas, inclusive “ácidas ou contundentes”, fazem parte do processo eleitoral.

Porém, na avaliação preliminar do ministro, a propaganda ultrapassou os limites da crítica política permitida durante a eleição, podendo induzir o eleitor a uma interpretação equivocada sobre situações que, em alguns casos, já tiveram desdobramentos diferentes dos sugeridos pela peça.

“Tal como reconhecido por esta Corte, a potencialidade lesiva da propaganda não decorre apenas das frases isoladamente consideradas, mas da interação entre o formato empregado --de fácil memorização e ampla repetição-- e o contexto comunicacional em que se insere, elemento apto a induzir o eleitor a erro quanto à existência e ao significado dos fatos apresentados”, disse Nunes Marques.

Um dos exemplos é a chamada “rachadinha”. A música pergunta: “Quem é acusado de comandar o esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do Flávio?” e responde: “É o Queiroz, amigo do Flávio”. Para Nunes Marques, o uso do presente — “é acusado” — passa a impressão de que existe hoje uma acusação em andamento. O ministro ressalta, porém, que a denúncia relacionada ao caso foi arquivada.

Outras quatro afirmações são apresentadas em sequência: uma suposta homenagem de Flávio Bolsonaro a Adriano da Nóbrega, posteriormente apontado como integrante de uma milícia; uma suposta solicitação de R$ 61 milhões a Daniel Vorcaro para produzir um filme sobre o pai de Flávio Bolsonaro; depósitos em dinheiro vivo em uma loja de chocolates; e a compra de pelo menos 51 imóveis com pagamento em espécie. Em todos os casos, a propaganda utiliza a mesma fórmula: uma pergunta seguida da resposta “foi o Flávio Bolsonaro”.

Decisão é provisória

A suspensão determinada pelo presidente do TSE é uma decisão liminar. Isto é, uma medida tomada antes da conclusão do processo, diante da necessidade de interromper imediatamente a veiculação do conteúdo.

O ministro também considerou que havia risco de a propaganda continuar produzindo efeitos enquanto o processo não fosse julgado, já que as inserções ocorreram durante o período eleitoral e poderiam alcançar um número expressivo de eleitores.

A decisão agora será submetida ao plenário do TSE. Os integrantes da Corte ainda deverão analisar o caso de forma definitiva, após a apresentação da defesa da campanha de Lula e a manifestação do Ministério Público Eleitoral.

Por Estadão

Consultoria da Faria Lima auxiliou registro de Rockbridge, grupo conservador dos EUA, no Brasil

Criação do que seria o braço brasileiro do grupo cofundado pelo vice-presidente JD Vance tem assinatura de advogado que atua em São Paulo

Uma consultoria jurídica com escritório na avenida Brigadeiro Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, auxiliou no registro, nos Estados Unidos, do que seria o braço brasileiro do grupo conservador americano Rockbridge, alvo de representações do PT na Justiça Eleitoral por suposta intervenção a favor da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), denúncia feita também pelo partido Missão.


A Rockbridge Brazil LCC foi aberta em maio, no estado do Wyoming (EUA), sob responsabilidade de Chris Applegate, um assessor do vice-presidente JD Vance.

A Rockbridge Network é um grupo cofundado por Vance, que conta com a participação de empresários do Vale do Silício como o bilionário Peter Thiel, e que defende pautas da direita radical.

Grupo começou um processo de instalação no Brasil, interrompido por causa da eleição. Seus representantes fizeram contato com empresários e políticos brasileiros.

No órgão equivalente à junta comercial do Wyoming, uma empresa especializada em serviços de representação comercial, a Cogency Global, foi registrada como representante da Rockbridge Brazil. Applegate aparece como "organizer", figura que no Brasil poderia ser advogado, contador ou despachante. A legislação do Wyoming não exige que o dono da empresa seja identificado em seu registro.

O e-mail de contato de Applegate é do advogado Stephen Wade Angus, sócio do escritório Jones Day, que tem uma filial no quinto andar do edifício Plaza Iguatemi, na Faria Lima.

O advogado é especialista em fusões e aquisições e já trabalhou com empresas do setor agrícola, sucroenergérico, industrial e financeiro. Na junta comercial paulista, ele é listado também como diretor da Jones Day Serviços de Consultoria Ltda, empresa constituída em 2009.

Angus é membro do conselho diretor da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, segundo site da instituição.

A reportagem enviou perguntas a Angus e ao escritório paulistano do Jones Day sobre os serviços prestados à Rockbridge Brazil, mas não teve resposta.

Uma reportagem do jornal The New York Times publicada em abril descreve Chris Applegate como o assessor que supervisiona relacionamentos de Vance com doadores e assessora o Comitê Nacional Republicano, a Rockbridge e a Casa Branca.

No começo deste mês, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) publicou mensagens em sua conta na rede social X afirmando que o empresário carioca Pedro Sang seria um dos associados ao grupo e que estaria trabalhando na campanha de Flávio.

Na sabatina Folha/UOL realizada na manhã seguinte, Renan reafirmou as acusações. Ele diz que a Rockbridge atua na campanha de Flávio Bolsonaro por interesse em terras raras, e aponta Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e da G4 Educação, como elo do grupo no Brasil.

Em nota, Gomes confirmou que faz parte do Rockbridge, mas disse que não exerce funções de gestão ou representação. Disse também que não integra a campanha de Flávio Bolsonaro ou de outros candidatos, não arrecadou nem doou recursos eleitorais e que suas manifestações sobre a eleição são pessoais, sem relação com o G4.

Pedro Sang negou ter se associado à Rockbridge, embora tenha sido apresentado ao grupo em outubro do ano passado por André Marinho, seu amigo e candidato ao Governo do Rio de Janeiro pelo Novo. Ele disse que a intenção de trazer o grupo ao país está suspensa desde maio.

A campanha de Flávio negou que recursos estrangeiros tenham sido usados na sua campanha -- prática vedada pela legislação eleitoral.

Outra suspeita levantada pelo candidato do Missão foi a de que apoiadores do presidente Donald Trump estariam usando as redes sociais para propagandear a eleição de Flávio.

Uma série de influenciadores trumpistas passaram a divulgar mensagens patrocinadas no exterior com resultados de site de apostas como o Polymarket, entre outras notícias, que apontam vitória de Flávio na eleição. O Polymarket é proibido no Brasil desde abril.

A partir das reportagens, o PT ingressou com ações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a campanha de Flávio, pedindo instauração de inquérito e expedição de ofícios aos citados para esclarecimentos. Também solicitou que o Brasil busque por colaboração internacional para apurar os pagamentos das mensagens patrocinadas.

A campanha de Flávio afirma que não recebeu nenhum auxílio do exterior e que desconhece as publicações que divulgaram, de forma paga, sua disparada no site de apostas norte-americano.Por Bruno Ribeiro/Folhapress

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