CDL de Ipiaú realiza sorteio do “Natal dos Sonhos” e premia consumidores neste sábado (17)

A CDL de Ipiaú realizou neste sábado, 17 de janeiro, o aguardado sorteio da campanha Natal dos Sonhos, que movimentou o comércio local e premiou consumidores que prestigiaram as lojas participantes.
Ao todo, 19 ganhadores foram contemplados. Quatro consumidores levaram para casa uma moto 0km, enquanto outros 15 foram premiados com vale-compras no valor de R$ 300, cada um, para utilizar no comércio da cidade.
O sorteio foi realizado ao vivo pelo Instagram, com a presença de lojistas e de interessados que acompanharam a ação, reforçando a transparência e a credibilidade do processo, marcas da atuação da CDL junto à comunidade e ao setor comercial de Ipiaú.

O presidente da CDL, Odeilton Bastos, parabenizou os ganhadores e destacou a importância da campanha.

“Parabenizamos todos os vencedores e também cada pessoa que participou da campanha. Nosso agradecimento especial aos lojistas, que confiaram mais uma vez na CDL e acreditaram nessa iniciativa. Torcemos para que o próximo sorteio tenha o mesmo sucesso, fortalecendo ainda mais o comércio de Ipiaú”, afirmou.

A campanha Natal dos Sonhos teve como objetivo incentivar as compras no comércio local durante o período natalino, promovendo benefícios tanto para consumidores quanto para os empresários da cidade.

Confira a lista dos vencedores no Instagram oficial da CDL de Ipiaú.

https://www.instagram.com/reel/DToa49CjDlk/?igsh=Z3Nhcm5hM2VkbHI5

Ascom: CDL Ipiaú

Alfabetização e tempo integral perdem dinheiro enquanto gestão Lula prioriza Pé-de-Meia

Houve queda de 42% nos gastos em alfabetização em 2025 e fomento do MEC à educação de tempo foi esvaziado.
A aposta no programa Pé-de-Meia, vitrine do governo Lula (PT), resultou em queda de investimentos do MEC (Ministério da Educação) em outras políticas alçadas como prioridade, como alfabetização e educação de tempo integral. Uma realidade vista em 2025, que pode se intensificar neste ano.

Os dados da execução orçamentária de 2025 mostram queda de 42% nos gastos em alfabetização com relação a 2024, passando de R$ 791 milhões, em valores atualizados pela inflação, para R$ 459 milhões.

O fomento ao tempo integral (ao menos sete horas na escola) tem situação mais intensa. Os recursos diretos do MEC foram praticamente esvaziados em 2025 após o governo aprovar, no fim de 2024, emenda constitucional que engessou para essa política parte do Fundeb (principal mecanismo de financiamento da educação básica).

Os gastos do MEC para ajudar redes de ensino a ampliar o tempo integral foram, em valores atualizados pela inflação, de R$ 2,1 bilhão em 2023, passaram a R$ 2,5 bilhões em 2024 e, no passado, caíram para R$ 75,8 milhões.

Na prática, o MEC deixou de investir diretamente na política e obrigou as redes a aplicarem em educação integral valores que a legislação já lhes conferia. Segundo especialistas, isso desvirtua o princípio redistributivo do Fundeb para as redes que mais precisam.

Foram separados R$ 3 bilhões do Fundeb para o tempo integral no ano passado, equivalente a 5% da complementação que a União faz ao fundo. Já foram pagos R$ 2,5 bilhões e o restante sai neste mês.

O MEC diz, em nota, que "permanece alinhado ao compromisso do governo federal de ampliar investimentos e fortalecer a qualidade da educação brasileira, da educação básica ao ensino superior".

Para Andressa Pellanda, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, há distorção de prioridades, com "estrangulamento de programas estruturantes", como alfabetização, EJA (Educação de Jovens e Adultos), universidades e livro didático, e alocação de "vultosos recursos em iniciativas de caráter assistencialista, como o Pé-de-Meia". Para ela, "não adianta tentar manter um estudante em uma proposta educacional que não seja transformadora".

No orçamento de 2026 aprovado pelo Congresso, há reduções significativas em ações como o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) —que já teve queda de 12% entre 2024 e 2025—, alfabetização e nos recursos das universidades federais, por exemplo.

Lula, ao sancionar o orçamento, vetou trechos que inflavam emendas para tentar repor verbas de políticas sociais, alvo de tesourada dos parlamentares.

Segundo o MEC, os sistemas de gestão orçamentária ainda não foram atualizados com os valores detalhados por ministério e o valor final para o MEC não está consolidado.

"O governo federal já indicou que trabalhará para recompor os valores suprimidos durante a tramitação no Congresso", diz a pasta, "de modo a assegurar que a Educação mantenha os recursos necessários".

O Pé-de-Meia prevê bolsas e poupança para alunos para combater o abandono no ensino médio, além de valor extra para quem faz o Enem. O governo iniciou a política em 2024 para alunos da etapa regular, de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família, depois ampliou para o EJA e para todo o CadÚnico (cadastro geral para acesso a programas sociais).

O programa passou a ter um custo anual de R$ 12 bilhões. Os valores estavam fora do orçamento, e seriam operados por um fundo, mas o Tribunal de Contas da União obrigou sua inclusão nas rubricas da pasta –o que cria pressão fiscal para a gestão.

A gestão do ministro Camilo Santana conseguiu ampliar o orçamento do MEC, reverteu o enxugamento promovido pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e alcançou em 2024, por exemplo, o maior patamar da série histórica desde 2015.

A principal medida para aumentar o orçamento veio após emenda à Constituição, durante a transição de governos, que garantiu gastos fora do teto. No MEC, o incremento em 2023representatividade  foi de R$ 16 bilhões —comparado aos R$ 12 bilhões do Pé-de-Meia, têm se um termômetro da dessa ação no quadro geral.

Especialistas veem no Pé-de-Meia uma política com potencial, mas o tamanho dele e suas limitações inspiram ressalvas.

Até mesmo no combate à evasão, a aposta massiva em bolsas desconsidera outras motivações do problema, como o acúmulo de deficiências ainda no ensino fundamental —cerca de 80% dos que abandonam a escola estão ao menos dois anos defasados, como reforça estudo liderado pelo professor de educação da Universidade de Stanford (EUA) Guilherme Lichand, que revisou iniciativas nacionais e internacionais sobre o tema.

"Se o financiamento do programa compromete cerca de dois terços dos recursos livres do Ministério da Educação, fragiliza a capacidade de endereçar as outras causas centrais da evasão", cita o estudo, também assinado pelos pesquisadores Giácomo Ramos, Yuta Meguro e Adrianna Zhang.

Ivan Gontijo, gerente de Políticas Públicas do movimento Todos pela Educação, pondera que o MEC conseguiu recomposição relevante no orçamento, mas diz ser preocupante a expansão do Pé-de-Meia e o plano de universalizá-lo.

"É uma política que tem evidências, mas, quando olhamos o tamanho do seu impacto, nos parece ter um valor excessivo", diz. "Preocupa bastante sobretudo porque estamos sentindo impactos em políticas estruturantes, como a política de recomposição de aprendizagens do MEC, de educação infantil, que contam com bom desenho mas não têm recursos".

Gontijo diz ter ressalvas sobre a decisão de fomentar o tempo integral com o Fundeb por "desvirtuar o caráter de equidade" do fundo.

O novo Fundeb, de 2020, ampliou a complementação da União. O principal objetivo foi atacar o subfinanciamento de municípios pobres –33% das redes de ensino tinham em 2020 gasto por aluno de R$ 8.000 por ano, situação que caiu para 0,2% em 2024, segundo o Anuário Estatístico da Educação Básica.

O gasto médio por aluno no Brasil é um terço da realidade média de países ricos.

Andressa Pellanda diz que a alteração no Fundeb é um grave precedente de desvio de recursos. "Sem garantir contrapartidas de qualidade, formação e quantidade de docentes ou infraestrutura adequada, cria-se uma camisa de força financeira que ignora as urgências das redes".

Por Paulo Saldaña/Folhapress

Governo Lula adota cautela com Venezuela e vê acordo Trump-Delcy afastando dano político

Após uma primeira reação enérgica, o presidente Lula (PT) baixou o tom e tem evitado falar publicamente sobre a atuação dos Estados Unidos na Venezuela. Ainda assim, o governo avalia que a aproximação dos presidentes dos dois países, Donald Trump e Delcy Rodríguez, esvazia a exploração política da aliança histórica do PT com o chavismo.

Auxiliares de Lula preveem uma influência reduzida de temas internacionais na campanha presidencial deste ano, não só em relação à Venezuela. Entre as razões, está o entendimento de que temas internacionais muitas vezes são ignorados pela opinião pública porque não afetam o cotidiano do brasileiro.

A aposta do PT hoje é que os protestos e a repressão no Irã e as sucessivas crises causadas por Trump, por exemplo, tenham baixa ressonância junto ao eleitorado em outubro.

A proximidade do governo e do partido com a Venezuela sempre foi um flanco que a oposição explorou em ataques a Lula. Um dos motes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, era afirmar que o Brasil seguiria o colapso social e econômico do país vizinho em caso de vitória do petista nas eleições.

Aliados de Lula, porém, dizem que ele iniciou um movimento de afastamento de Nicolás Maduro ainda em 2024, quando não reconheceu abertamente a vitória do ditador na última eleição na Venezuela. O pleito foi recheado de denúncias de fraude.

Apesar de o Itamaraty classificar a captura de Maduro o ato como um "sequestro", houve cuidado para não passar uma mensagem que pudesse ser lida como endosso ao regime do venezuelano.

Nos bastidores, aliados de Lula entendem que a saída de cena do ditador, retirado da Venezuela por militares norte-americanos e levado para julgamento nos EUA, deixa o petista numa situação politicamente mais confortável, uma vez que esvazia tentativas de associação entre os dois líderes.

O fato de Trump reconhecer Delcy —que era vice-presidente do país— como a principal interlocutora de Washington na Venezuela e ter escanteado a opositora María Corina Machado também diminui a pressão sobre Lula, ainda segundo auxiliares.

Para o PT, a oposição tentará levantar a relação de Lula com o chavismo na Venezuela para anular ganhos eleitorais em áreas que o partido considera pontos fortes do governo. Os petistas querem destacar medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

Outra aposta está em propostas que mexem com o trabalho dos brasileiros, como o fim da escala 6x1 e a tarifa zero para transporte público.

O plano de petistas é que a relação bilateral entre Brasil e EUA entre na campanha a partir da reação de Lula ao tarifaço imposto pelo republicano em 2025. A ideia é mostrar que o presidente conseguiu reverter a situação sem abrir mão da soberania nacional.

Interferência na eleição

O principal temor em relação ao cenário internacional para a eleição continua sendo uma possível interferência dos Estados Unidos —não apenas do governo, mas das plataformas digitais.

A expectativa é que a relação positiva que se instalou entre Lula e Trump desde o primeiro encontro entre os dois na Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em setembro passado, reduza a probabilidade de uma ingerência direta de Washington. A imprevisibilidade do americano e a volatilidade do cenário internacional, no entanto, deixam aliados apreensivos.

O Brasil conta com a possibilidade de Trump usar no Brasil a mesma estratégia adotada nas eleições da Argentina e de Honduras neste ano. Na eleição legislativa argentina, Trump condicionou a concessão de um pacote de ajuda financeira ao país de US$ 20 bilhões a um bom desempenho do partido de Milei no pleito.

Na eleição presidencial hondurenha, Trump apoiou abertamente o candidato da ultradireita, Nasry "Tito" Asfura.

Jovem é morto na praça de eventos de Ipiaú; é o quinto homicídio em menos de 48 horas

O município de Ipiaú vive um fim de semana atípico, marcado pela violência. Subiu para cinco o número de homicídios registrados entre a noite da última sexta-feira (16) e a madrugada deste domingo (18).
O caso mais recente ocorreu por volta das 4h15 da madrugada deste domingo, na Praça de Eventos Álvaro Jardim. Um jovem identificado como Iago Lima dos Santos, de 20 anos, morador do distrito do Japomirim, foi morto a tiros enquanto estava nas proximidades de um bar. Pessoas que se encontravam no local relataram ter ouvido os disparos e, em seguida, visto a vítima caída na pista de cooper. O autor do crime teria fugido em direção a um matagal. A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada do DPT.
A equipe do Departamento de Polícia Técnica já estava na cidade por conta de outra ocorrência registrada horas antes. Por volta das 2h30 da madrugada, o jovem Vinícius Costa da Silva, de 26 anos, foi assassinado dentro da própria residência, na Rua Joana Henrique, no bairro Euclides Neto (ver matéria). Ainda na noite de sábado (17), por volta das 23h40, um homem de 36 anos, identificado como Gentil Fróis de Oliveira, foi morto dentro de um barraco onde morava, na Segunda Travessa dos Cometas, no centro de Ipiaú (ver matéria).

Somados aos outros dois homicídios ocorridos entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, o município já contabiliza cinco assassinatos em um intervalo inferior a 48 horas. Os crimes estão sendo investigados pela Polícia Civil, que busca identificar autoria e motivação. A sequência de ocorrências acende um alerta para a escalada da violência na cidade. *Redação / Giro Ipiaú

Ipiaú: PM Prende 3 suspeitos por Porte de arma de fogo / Homicídio Rua Aurora, Pau D’Arco

                     Operação da PMBA resulta em prisões por homicídio em Ipiaú

Durante diligências para identificar envolvidos nos homicídios recentes em Ipiaú, a guarnição do PETO com apoio da SOINT, localizou três homens suspeitos de homicídio escondidos em uma residência no bairro Pau D’Arco.

Ao serem avistados, tentaram fugir, mas foram alcançados. Durante a abordagem, indicaram o local onde haviam enterrado as armas usadas nos crimes. 

Um dos suspeitos assumiu ser proprietário do material e autor dos homicídios.

Todos os flagranteados e o material apreendido foram apresentados na 9ª COORPIN, Jequié.

ENVOLVIDOS

 M.V.A.S. – 19 anos

 C.H.O.T. – 31 anos

 C.S.M. – 20 anos

MATERIAL APREENDIDO

  • 01 Revólver Taurus Cal. 38, n° 434164
  • 05 munições intactas Cal. 38 CBC
  • 01 Revólver Taurus Cal. 32, n° 155390
  • 06 munições Cal. 32 CBC
  • 06 Smartphones (Redmi, Samsung e Motorola)

Fonte: ASCOM/55ªCIPM /PMBA, uma Força a serviço do cidadão! 

Ibirataia: PM prende suspeito tráfico de drogas na Rua São José, Rômulo Calheira (Ibirataia de Baixo)

Durante diligências relacionadas à apuração de homicídio ocorrido recentemente em Ibirataia, a guarnição do PETO, com apoio da guarnição local e da SOINT, recebeu informações sobre um indivíduo suspeito de tráfico de drogas.

No local indicado, foi realizada a abordagem, sendo encontradas porções de substância análoga a entorpecente. Após indicação do suspeito, foi localizada maior quantidade do material ilícito em área próxima.

O indivíduo foi preso em flagrante e apresentado, juntamente com o material apreendido, na Delegacia Territorial de Ibirataia, ficando à disposição da autoridade policial, inclusive para subsidiar as investigações do homicídio.

MATERIAL APREENDIDO

  •  02 porções grandes de substância análoga à cocaína;
  • 10 trouxinhas de substância análoga à cocaína;
  •  R$ 185,00 em espécie;
  •  01 smartphone Galaxy A13, cor azul.

O Suspeito e todo material apreendido foram apresentados na Delegacia Territorial de Ibirataia.

FONTE: ASCOM / 55ª CIPM/PMBA, uma Força a serviço do cidadão! 

PRF apreende R$ 400 mil sem comprovação de origem na BR-020

Condutor, com antecedentes por estelionato, não soube informar a procedência do dinheiro transportado em caminhonete
Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde desta sexta-feira (16), a quantia de R$ 400 mil em espécie durante uma fiscalização de combate ao crime na BR-020. O dinheiro era transportado em uma caminhonete Ford Ranger conduzida por um homem de 38 anos, que foi detido e encaminhado à Polícia Civil.

A apreensão ocorreu após os policiais observarem o nervosismo excessivo do condutor durante a abordagem. Diante da atitude suspeita, a equipe realizou uma vistoria minuciosa no veículo e localizou pacotes contendo cédulas de R$ 100. Questionado, o motorista não soube informar a origem lícita nem o destino do valor.

Consultas aos sistemas indicaram que o homem possui antecedentes por estelionato e associação criminosa no Distrito Federal. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que ficará responsável pela apuração da procedência do dinheiro e demais providências legais.
Categoria
Justiça e Segurança

PRF e BM prendem traficante com caminhonete carregada de maconha em Passo Fundo

Na madrugada deste sábado (17), a Polícia Rodoviária Federal prendeu um traficante transportando 630 quilos de maconha. A ação contou com o apoio das equipes do 3° BPCHOQUE e da Força Tática do 3° RPMon da Brigada Militar. A abordagem ocorreu na BR-285, em Passo Fundo.

Em operação contra crimes transfronteiriços, os policiais abordaram o motorista de uma Toro, com placas de Florianópolis. Durante a fiscalização, os agentes localizaram no interior do veículo diversos tabletes de maconha. No total, foram apreendidos 630 quilos.

O homem, de 25 anos, natural de Sertão/RS, não possuía antecedentes criminais. Ele foi preso em flagrante e encaminhado com o veículo e a droga para a polícia judiciária em Passo Fundo. O criminoso responderá por tráfico de entorpecentes.
Categoria
Crimes

Casal é preso por tráfico de drogas em Bom Jesus da Lapa

Um casal foi preso por tráfico de drogas durante ação da Polícia Militar na sexta-feira (16) em Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia. A ocorrência aconteceu na localidade da Vila do Projeto Formoso, durante patrulhamento realizado pelo 5º Pelotão da Rocam da 38ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).

Segundo a PM ao Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Noticiais, a prisão ocorreu após denúncia anônima informando que os suspeitos estariam vendendo drogas na região e utilizando uma motocicleta para fazer entregas. Com base nas informações, a guarnição intensificou o patrulhamento e localizou o casal.

Durante a abordagem, os policiais encontraram em uma mochila grande quantidade de drogas e materiais relacionados ao tráfico. Foram apreendidos:
  • 260 porções de substância semelhante à cocaína, totalizando cerca de 338 gramas;
  • Uma porção de maconha, pesando aproximadamente 14 gramas;
  • Duas munições calibre .38;
  • Uma balança de precisão;
  • R$ 5.873 em dinheiro;
  • Cinco celulares;
  • Duas correntes de ouro;
  • Uma motocicleta usada para as entregas.
O casal e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia Territorial de Bom Jesus da Lapa, onde permanecem à disposição da Justiça para a adoção das medidas legais cabíveis.

Após 26 anos, Mercosul e União Europeia assinam acordo de livre comércio

Depois de intensa negociação e falta de consenso europeu, texto foi assinado neste sábado (17) no Paraguai


Cercado por jardins de Roberto Burle Marx e parte de um conjunto de edifícios com influência da arquitetura brasileira e argentina, um dos principais teatros de Assunção foi palco na tarde deste sábado (17) de uma cena aguardada há 26 anos.

A cerimônia de assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia começou por volta das 12h, na capital do Paraguai, e é o resultado de negociações que começaram em 1999.

Aprovada pela Comissão da UE no início deste mês, a assinatura é considerada uma forma de a União Europeia e Mercosul buscarem autonomia em um mundo cada vez mais dominado por China e Estados Unidos.

Os países do cone sul almejam obter um acesso privilegiado ao mercado europeu, enquanto a UE quer ganhar espaço em setores em que a Europa é competitiva, como tecnologia, indústria e farmacêutico.

Além do anfitrião, o paraguaio Santiago Peña, o evento contou com a presença do uruguaio Yamandú Orsi e o argentino Javier Milei. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve um importante papel nas negociações, não compareceu.

"É pela força simbólica do destino que esse acordo se celebra no Paraguai. Voltamos a ser o centro da América, depois da assinatura do Tratado de Assunção, em 1991, criando o Mercosul, tendo como exemplo a Comunidade Europeia", disse o presidente paraguaio. "Estamos presenciando um dia histórico".

A magnitude desse entendimento é evidente, esse acordo é o maior compromisso comercial negociado pelo Mercosul. Em um cenário marcado por tensões, esse acordo envia um sinal para o comércio internacional", seguiu Peña. O presidente paraguaio, então, agradeceu ao presidente Lula, "que nos acompanha pela televisão", por seu esforço pela assinatura do tratado. Milei foi o único da mesa a não aplaudir o líder brasileiro.

Lula foi um dos principais entusiastas do acordo, mas não conseguiu que o texto fosse assinado na Cúpula do Mercosul em dezembro, em Foz do Iguaçu, como estava inicialmente previsto.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que se sentia honrada por estar em uma cidade onde, anos atrás, a América do Sul escolheu a integração. "Minha mensagem é simples: obrigada por nos unirem. Este momento diz respeito a conectar continentes e cada um dos países do Mercosul trabalhou muito por isso".

"Estamos criando a maior área de livre comércio do mundo, um mercado de 700 milhões de pessoas e um PIB de quase 20% do mundo. Isso reflete que nós escolhemos o comércio justo em vez de ameaças e queremos benefícios reais para os nossos povos e nossos negócios".

Na sexta-feira (16), Lula se encontrou no Rio de Janeiro com von der Leyen, e ambos celebraram o acordo comercial como uma vitória do multilateralismo.

"Esta é uma parceria baseada no multilateralismo", disse o presidente da República. "Reafirmamos nosso pleno respeito a todos os pactos internacionais que assumimos nas Nações Unidas e na Organização Mundial do Comércio".

O Brasil foi representado pelo chanceler Mauro Vieira. Também participaram o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, o presidente do Panamá, Raúl Mulino, o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

"O acordo que assinamos hoje estabelece, de fato, uma parceria. Estamos lançando as bases de uma relação duradoura orientada para o desenvolvimento sustentável e bem-estar", disse Vieira na cerimônia. Ele mencionou que o acordo vai propiciar crescimento com inclusão social e dará segurança econômica às duas regiões.

"Em um cenário internacional marcado por incertezas e tensões, esse acordo envia uma mensagem clara e positiva para o mundo. O comércio é uma das dimensões, democracia, estado de direito e proteção do meio ambiente também estão contidos no que assinamos hoje." Vieira também disse que ainda é preciso zelar para a implementação do que foi pactuado pelos países.

O presidente Javier Milei afirmou que a data era um dia de grande transcendência política e econômica.

"A Argentina impulsionou isso durante sua presidência temporária no ano passado, com valores de liberdade de comércio expressados neste acordo", disse Milei. O presidente argentino mencionou que é fundamental que na etapa de implementação se mantenha o que foi negociado e que mecanismos como a inclusão de quotas ou alguma isenção podem fazer com o que o acordo perca o seu objetivo.

"Como profetas de um futuro distópico, a Argentina entende os efeitos do protecionismo. Por esse motivo, convidamos os sócios do bloco a irmos além desse acordo. A Argentina vai continuar impulsionando iniciativas com os sócios que compartilhem a visão de economia e liberdade", afirmou Milei, que mencionou diferentes propostas de integração, envolvendo dos Estados Unidos ao Japão.

Já Orsi, do Uruguai, afirmou que o acordo fortalece o diálogo baseado na democracia e nos direitos humanos. "O Uruguai acredita nos acordos, nas regras, no conceito de consenso como um método e que as democracias são o verdadeiro caminho para melhorar a vida das pessoas", disse.

Paz, recém-empossado na Bolívia, criticou o isolamento do governo anterior, de Luis Arce. Ele também mencionou que pretende avançar em uma nova regulação para a exploração de gás, que pode facilitar investimentos e ajudar na integração da região. "Como senador, fui um dos que votaram para que a Bolívia fosse parte do Mercosul e agora, como presidente, farei o necessário para que estejamos plenamente no bloco".

De acordo com especialistas em comércio exterior, o acordo pode trazer benefícios ao Mercosul, que enfrenta uma crise de identidade e desacordo entre seus membros.

Enquanto Argentina e Uruguai brigam por mais independência, inclusive com o fechamento de tratados fora do bloco, Brasil e Paraguai defendem um fortalecimento das negociações conjuntas.

A assinatura pode ser um passo importante para recuperar a coesão política do grupo de países sul-americanos.

O ato ganhou peso maior, após as tarifas impostas por Donald Trump a diferentes países, em um recuo nas relações de comércio exterior.

O acordo reduzirá tarifas em mais de 90% do comércio bilateral, promovendo as exportações europeias de automóveis, máquinas e bebidas, enquanto facilitará a entrada de produtos sul-americanos como carne e soja na Europa.

No entanto, há uma forte pressão de agricultores europeus com a possibilidade de a concorrência de produtos importados, que eles alegam que poderiam desestabilizar o mercado da UE.

Para mitigar a insatisfação dos agricultores, a Comissão Europeia criou cláusulas de proteção, incluindo garantias para alguns setores como carne e arroz.

Após a assinatura, o acordo precisará ser aprovado por cada Estado sócio do Mercosul e pelo Parlamento Europeu, onde a aprovação ainda não está garantida e a resistência é liderada pela França.

Por Douglas Gavras/Folhapress

A Bahia está de luto pelo falecimento do deputado Alan Sanches, diz Ivana Bastos

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, com o deputado estadual Alan Sanches
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos, lamentou o falecimento do deputado estadual Alan Sanches, do União Brasil, aos 58 anos, neste sábado, em Salvador. “A Bahia está de luto. É uma grande perda para a política baiana e brasileira, já que ele se preparava para disputar uma cadeira na Câmara Federal", disse Ivana, que declarou luto oficial de três dias.

"Hoje meu coração está em silêncio e em dor. Alan sempre foi um companheiro de longas datas, parte da minha caminhada e da minha história. Chegamos juntos ao PSD, dividimos o dia a dia no parlamento sempre com muito carinho, respeito, diálogo e consideração mútua”, lembrou a chefe do Legislativo baiano.

Ivana Bastos falou também da personalidade de Alan Sanches: “Ele tinha um jeito único de estar presente: com alegria e humanidade. Amigo generoso, pai amoroso e deputado dedicado. Alan cumpriu sua missão com dignidade, coragem e amor ao próximo, deixando um legado que ultrapassa mandatos e cargos: o legado da amizade, da lealdade e do compromisso com as pessoas”.

Dirigindo-se aos familiares e amigos, Ivana declarou: “Peço a Deus que conforte o coração de seus familiares, amigos e de todos que hoje sentem essa dor tão profunda. Que Alan seja recebido com luz e paz, e que sua memória siga viva entre nós, como exemplo de humanidade e respeito”.

Trajetória política

Alan Eduardo Sanches dos Santos, nasceu em Salvador, no dia 13 de janeiro de 1968. Formado em Medicina pela Escola Baiana, especializou-se em Ortopedia. Iniciou a trajetória política em 2005, como vereador em Salvador. Em 2011 foi eleito deputado estadual e estava no terceiro mandato. Na Assembleia foi vice-líder partidário e líder da oposição, secretário da Mesa Diretora e titular das Comissões de Saúde, de Constituição e Justiça, de Finanças e de Meio Ambiente, dentre outras.

Sua atuação política foi reconhecida pelos jornalistas que cobrem os trabalhos da ALBA, ao lhe concederem o troféu Destaque Parlamentar 2012, 2014, 2019, 2021 e 2024 e o Prêmio Rui Barbosa, em 2022.
Por Redação

Morre o deputado estadual Alan Sanches aos 58 anos

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) morreu na madrugada deste sábado (17), vítima de um infarto. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao parlamentar e causou forte comoção no meio político baiano. Até o momento, não há detalhes oficiais sobre velório e sepultamento.

Médico de formação, Alan Sanches construiu trajetória marcante na vida pública. Iniciou a carreira política como vereador de Salvador, cargo que ocupou por diversos mandatos, chegando a presidir a Câmara Municipal da capital baiana. Reconhecido pelo perfil articulador, consolidou-se como uma das principais lideranças do Legislativo municipal antes de seguir para a Assembleia Legislativa da Bahia.

Na AL-BA, exercia atualmente o mandato de deputado estadual e ocupava a função de líder da oposição ao governo. Colegas destacam sua atuação firme nos debates parlamentares e a defesa de pautas voltadas à saúde pública, área na qual possuía longa experiência profissional.

Nos bastidores, Alan Sanches se movimentava para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições, projeto que vinha sendo construído junto ao seu grupo político.
Por Política Livre

Entrevista – Otto Alencar: “Coronel só não será candidato a senador se não quiser”

Presidente do PSD da Bahia, o senador Otto Alencar (PSD) afirma, nesta entrevista exclusiva ao Política Livre concedida na tarde de sexta-feira (16), por telefone, que vai garantir a legenda para que o senador Angelo Coronel dispute a renovação do mandato em 2026, mesmo que como candidato avulso. Ele reforça, ainda, o apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Na conversa com o site, Otto nega que tenha ocorrido qualquer atrito entre ele e Coronel, de quem é compadre. “É um amigo. E foi fundador do PSD. Não posso cercear o direito dele. Se ele quiser ser candidato, darei a legenda”, declara o cacique pessedista.

Otto também reafirma que nunca negociou a vice na chapa encabeçada por Jerônimo e critica a proposta feita pelo senador Jaques Wagner (PT) de ter Coronel como suplente. Ele também responsabiliza Wagner por toda a tensão gerada pelo debate antecipado sobre a composição da majoritária.

Confira abaixo a íntegra da entrevista.

A tensão aumentou nos últimos dias dentro da base do governo por conta da montagem da chapa majoritária. Tudo indica que, ao menos do lado do PT, já está decidido que os candidatos ao Senado serão mesmo o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. E o senhor tem reforçado que vai manter a aliança com este grupo. Como fica a situação do senador Angelo Coronel (PSD)?

Veja, vou deixar isso bem claro. Vamos coligar para apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), levar nosso tempo de TV para ele, nossa força política. Essa não é uma vontade só minha. Dos oito deputados estaduais que temos hoje, sete já me disseram que irão apoiar Jerônimo: Ivana Bastos, Cláudia Oliveira, Jusmari Oliveira, Adolfo Menezes, Alex da Piatã, Ricardo Rodrigues e Eduardo Alencar. Apenas Angelo Coronel Filho está aguardando a decisão do pai, o que é natural. Dos federais, já fizeram o mesmo Antonio Brito, Sérgio Brito, Charles Fernandes, Gabriel Nunes e Paulo Magalhães. Diego Coronel aguarda também o posicionamento do pai. Dos prefeitos do PSD que consultei, nenhum disse que não apoiaria a reeleição do governador, pelo contrário. Estamos numa aliança que não tinha como não apoiar Jerônimo, que tem cumprido tudo o que firmou conosco, e eu não tenho nenhuma queixa. E a lei permite que a gente possa coligar só para governador e o partido lançar candidato ao Senado. E quem me pede isso sempre é Angelo Coronel. Eu não posso, como presidente do partido na Bahia, podar o direito que ele tem de ser candidato. Então digo que Coronel só não será candidato a senador se não quiser.
“Não posso ficar num governo três anos e pouco, ocupando secretarias e outros cargos, e não apoiar o governador. Nunca vacilo nas minhas convicções.”

Então o senhor garante o partido para Coronel disputar a reeleição?

Mas é claro. Dentro da aliança sairiam três candidatos ao Senado, com o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa, pelo PT, e Coronel, pelo PSD. A democracia permite isso. E o povo é quem vai decidir. Então está nas mãos de Coronel a decisão. Se fosse eu, disputaria com qualquer um.

Na semana passada, repercutiu muito uma entrevista que o senhor deu quando afirmou que apoiará a reeleição de Jerônimo mesmo se Coronel não estiver na chapa. Muitos integrantes do PSD consideraram que ali o senhor teria baixado a guarda e cedido à tese da chapa puro-sangue do PT, abandonando Coronel...

Eu disse que o partido tem a reeleição de Coronel como prioridade. Pegaram um trecho que circulou e colocaram como se eu tivesse rompido com Coronel. E não foi nada disso. Apenas disse lá que, como vice-governador, ajudei bastante. E, com toda a intimidade que tenho com Coronel, brinquei com o fato de ele não ter o desejo de ser vice-governador. E, no meio disso, Coronel vem conversando com a oposição, deixei claro que estarei no palanque de Jerônimo. Nada pessoal contra ACM Neto, mas não posso estar em um palanque que vai ter uma conotação de defesa do bolsonarismo. Não depois da minha atuação na pandemia, combatendo os desmandos do ex-presidente. E não posso ficar num governo três anos e pouco, ocupando secretarias e outros cargos, e não apoiar o governador. Nunca vacilo nas minhas convicções. E, como presidente do partido, dei a entrevista para dizer o seguinte: cada um pode se manifestar, mas não abro mão da minha coordenação.

Ter três candidatos a senador não coloca em risco os planos do governo de emplacar as duas cadeiras ao Senado? Isso não favorece a oposição?

Não, não. Eu torço pela unidade. Para que se encontre uma saída. Porque Coronel é uma pessoa muito importante para mim do ponto de vista pessoal. É um amigo. E foi fundador do PSD. Não posso cercear o direito dele. Se ele quiser ser candidato, darei a legenda. Agora, o PSD vai estar na sucessão e na reeleição de Jerônimo.
“Não esperava que, no início de 2025, Wagner lançasse essa chapa com Rui. Isso prejudicou até o governador, essa tensão que está aí. Isso tensionou muito.”

O senhor disse que o presidente Lula (PT) atuará como mediador sobre essa questão da majoritária na Bahia. Estará com ele na semana que vem?

Como já disse antes, a nossa expectativa é que o presidente atue como mediador. Devemos nos encontrar. Rui Costa e Sidônio (Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social e marqueteiro baiano), me disseram que ele vai me chamar para me ouvir. Estou aguardando. No dia em que marcarem, estarei lá em Brasília.

Uma das propostas colocadas na mesa, por Wagner, foi a de Coronel ser suplente do próprio petista e assumir metade do mandato. Para isso, Wagner seria ministro caso o presidente Lula se reeleja. O que o senhor achou da ideia?

Wagner fez essa proposta que não existe. Todos nós temos amor próprio. Você tem, eu tenho. O cara não pode sair de uma posição de senador para ser suplente. E não existe isso de dividir o mandato. É uma coisa que não soa bem. Dividir mandato não soa bem porque o povo não quer dar um mandato para ser dividido. Isso não é herança. Eu nunca aceitaria isso, se fosse comigo.

Outra alternativa, segundo se especula, seria o PSD ficar com a vice na chapa de Jerônimo, possibilidade que atingiria o MDB. Um dos nomes colocados seria o de Diego Coronel. O senhor tratou disso?

Não tem nada nesse sentido. Se estou defendendo a reeleição de Coronel, nunca tratei disso com ninguém. E tanto Lúcio quanto Geddel (Vieira Lima), nossos aliados do MDB, sabem disso. Tenho conversado com eles e eles não estão preocupados com isso porque nunca disse que o PSD iria indicar vice. Já falei até publicamente. Se alguém conversou sobre isso foi Wagner com Diego, ou não sei quem, e eles é que vão decidir. Mas tem uma coisa: quem fala pelo PSD sou eu. Quem fala pelos outros partidos são seus presidentes. Wagner formou esse grupo e tem essa responsabilidade de coordenar, conversando com os partidos e buscando a unidade. Inclusive, ele quem me tirou do tribunal (TCM) e me trouxe de volta para a política.

Algum arrependimento desse retorno para a política, em 2010?

De vez em quando me dá um arrependimento porque estou nesse tiroteio aí. Coronel é meu compadre e amigo há muitos anos. Wagner, assim como Coronel, é praticamente um irmão. É um fogo cruzado em que eu não gostaria de estar. Sempre procurei atuar na política de forma calma, tranquila, serena. Sempre busquei a conciliação. Veja que eu poderia ser candidato a governador nas eleições de 2022, e qualquer um iria topar, com o apoio do PT, de Lula. Estava na frente na pesquisa. Mas não fui, não tive essa ambição. Na disputa para o Senado, tive mais votos do que ACM Neto e do que Jerônimo, no primeiro turno.

Ao longo de todo o ano de 2025 o senhor pregou a ponderação nas discussões sobre a formação da chapa. Esse clima de tensão também é resultado dessa antecipação do debate eleitoral?

Eu sempre disse que não estava preocupado com chapa. Não esperava que, no início de 2025, Wagner lançasse essa chapa com Rui. Passou o ano inteiro e só se discutiu isso em 2025. Isso prejudicou até o governador, essa tensão que está aí. Isso tensionou muito. Digo com toda sinceridade: nunca recebi tanta pergunta e nunca vi tanta pressa como está sendo dessa vez, nos anos de política que tenho. Tive que ter muito equilíbrio.

O senhor, inclusive, reafirmou em entrevista publicada ontem pelo O Estado de S. Paulo as críticas a uma majoritária “puro-sangue”.

Sim, mas isso eu falei pela primeira vez em maio do ano passado, numa entrevista à Band. Não é novidade. No carlismo ocorria muito isso, o que resultou na primeira vitória de Wagner para governador, em 2006. Na entrevista ao Estadão, eles até trocaram a palavra “carlista”, que eu falei, por “carniça”, gerando um mal-entendido que corrigi depois. Uma chapa só com lideranças do PT nos cargos principais pode dar discurso à oposição contra o próprio PT.

“Coronel foi eleito com o apoio do PT. Eu também fui eleito com o apoio do PT. Eles já têm crédito também na nossa conta.”

Como o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem acompanhado esse debate? Ele defende a candidatura de Coronel à reeleição?

Kassab me deu o direito de fazer como quiser. Ele já deu declaração nesse sentido. E, como já disse, vou trabalhar pela reeleição de Coronel e manter a aliança que temos na Bahia. Aqui na Bahia, Kassab vai fazer o mesmo que no Amazonas: permitir que o PSD caminhe com o PT tanto para governador quanto para presidente. Ele já disse isso. O PSD vai ter como candidato a presidente o atual governador do Paraná, Ratinho Júnior, mas, na Bahia, estaremos no palanque de Lula. Parece que em Pernambuco também será assim e em outros estados. Não podemos estar num caminho há dez anos e, de repente, mudar. Não pode mudar pelo estômago.

Isso não deveria, na opinião do senhor, sensibilizar o PT da Bahia a fazer um gesto ao PSD e preservar Coronel na chapa?

Mas isso é reconhecido, não posso deixar de dizer. Coronel foi eleito com o apoio do PT. Eu também fui eleito com o apoio do PT. Eles já têm crédito também na nossa conta. Wagner tem razão quando diz que todos os aliados do PT cresceram. O problema é que ninguém quer deixar de crescer. Coronel quer continuar crescendo.

Por Política Livre

EUA mantiveram conversas com ministro da Venezuela antes e depois de capturar Maduro

Funcionários do governo Donald Trump mantiveram conversas com o ministro do Interior linha-dura da Venezuela, Diosdado Cabello, meses antes da operação dos Estados Unidos para capturar o ditador Nicolás Maduro, segundo relatos feitos à agência Reuters.

A comunicação entre o venezuelano e membros do governo americano continua desde então.

Os funcionários advertiram Cabello, 62, contra o uso de serviços de segurança ou dos grupos paramilitares que tem sob seu comando para atacar a oposição do país, disseram quatro pessoas familiarizadas com o assunto.

Esse aparato de segurança, que inclui os serviços de inteligência, polícia e Forças Armadas, permanece amplamente intacto após a operação americana de 3 de janeiro.

Cabello é citado na mesma acusação de narcotráfico apresentada pelos EUA que o governo Trump usou como justificativa para prender Maduro, mas não foi capturado como parte da operação.

As comunicações com Cabello —que também abordaram as sanções impostas pelos EUA contra ele e a acusação que enfrenta— remontam aos primeiros dias do governo Trump e continuaram nas semanas imediatamente anteriores à destituição de Maduro pelos EUA, disseram duas pessoas familiarizadas com as discussões.

O governo também manteve contato com Cabello desde a queda de Maduro.

Essas conversas, que não haviam sido relatadas anteriormente, são fundamentais para os esforços do governo Trump de controlar a situação dentro da Venezuela. Caso Cabello decida mobilizar as forças sob seu controle, isso poderia fomentar o tipo de caos que o presidente americano quer evitar e ameaçar o controle do poder da líder interina Delcy Rodríguez.

Não está claro se as conversas do governo Trump com Cabello se estenderam a questões sobre a futura governança da Venezuela. Também não está claro se Cabello acatou os alertas dos EUA. Ele prometeu publicamente unidade com Delcy, a quem Trump tem elogiado até o momento.

Enquanto Delcy tem sido vista pelos EUA como a peça-chave da estratégia de Trump para a Venezuela no pós-Maduro, acredita-se amplamente que Cabello detém o poder de manter esses planos no rumo certo ou de sabotá-los.

O ministro venezuelano manteve contato com o governo Trump tanto diretamente quanto por meio de intermediários, disse uma pessoa familiarizada com as conversas. Todas as pessoas ouvidas pediram anonimato para falar livremente sobre comunicações governamentais internas sensíveis com Cabello.

A Casa Branca e o governo da Venezuela não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Cabello é visto há muito tempo como a segunda figura mais poderosa da Venezuela. Aliado próximo do ex-presidente Hugo Chávez, mentor de Maduro, tornou-se posteriormente um aliado de longa data de Maduro, temido como seu principal executor da repressão.

Delcy e Cabello atuaram durante anos no centro do governo, do Legislativo e do partido socialista no poder, mas nunca foram considerados aliados próximos entre si.

Ex-oficial militar, Cabello exerceu influência sobre as agências de contrainteligência militares e civis do país, que realizam ampla espionagem doméstica. Ele também esteve intimamente associado aos grupos paramlitares pró-governo, os chamados coletivos.

Cabello é um dos poucos funcionários leais de Maduro nos quais Washington tem confiado como governantes temporários para manter a estabilidade enquanto acessa as reservas de petróleo do país durante um período de transição não especificado.

Mas autoridades dos EUA estão preocupadas que Cabello, dado seu histórico de repressão e rivalidade com Delcy, possa agir como um sabotador.

Delcy vem trabalhando para consolidar seu próprio poder, instalando aliados em cargos-chave para se proteger de ameaças internas, ao mesmo tempo em que atende às exigências dos EUA para aumentar a produção de petróleo.

Elliott Abrams, que atuou como representante especial de Trump para a Venezuela em seu primeiro mandato, disse que muitos venezuelanos esperariam que Cabello fosse removido em algum momento caso uma transição democrática avance.

"Se e quando ele sair, os venezuelanos saberão que o regime realmente começou a mudar", disse Abrams, atualmente no think tank Council on Foreign Relations.

SANÇÕES E ACUSAÇÃO DOS EUA

Cabello está há muito tempo sob sanções dos EUA por suposto envolvimento com o narcotráfico.

Em 2020, os EUA ofereceram uma recompensa de US$ 10 milhões (R$ 53,7 milhões) por Cabello e o acusaram como figura-chave do "Cartel de los Soles", grupo que os EUA afirmam ser uma rede venezuelana de tráfico de drogas liderada por membros do governo do país.

Desde então, os EUA elevaram a recompensa para US$ 25 milhões (R$ 134,25 milhões). Cabello negou publicamente qualquer ligação com o tráfico de drogas.

Nas horas seguintes à destituição de Maduro, alguns analistas e políticos em Washington questionaram por que os EUA não capturaram também Cabello —listado em segundo lugar na acusação do Departamento de Justiça contra Maduro.

"Eu sei que só o Diosdado provavelmente é pior que Maduro e pior que a Delcy", disse a deputada republicana Maria Elvira Salazar em entrevista à emissora CBS, em 11 de janeiro. Nos dias seguintes, Cabello denunciou a intervenção americana no país, dizendo em um discurso que "a Venezuela não vai se render".

Mas relatos da mídia sobre moradores sendo revistados em postos de controle, às vezes por membros uniformizados das forças de segurança e às vezes por membros dos coletivos, tornaram-se menos frequentes nos últimos dias.

Tanto Trump quanto o governo venezuelano afirmaram que muitos detidos considerados pela oposição e por grupos de direitos humanos como presos políticos serão libertados.O governo afirmou que Cabello, em seu papel de ministro do Interior, está supervisionando esse esforço.

Grupos de direitos humanos dizem que as libertações avançam de forma extremamente lenta e que centenas continuam detidos injustamente.

Por Folhapress

Derrite pode ser vice de Flávio para reforçar bandeira da segurança

        Nome do ex-secretário de Segurança de SP vem sendo citado por aliados do senador.


Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a considerar o nome do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite para seu vice na chapa presidencial.

O objetivo seria reforçar a bandeira da segurança pública na campanha eleitoral. O tema é considerado o grande trunfo da oposição para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Derrite, atualmente deputado federal, é filiado ao PP e a princípio será candidato ao Senado por São Paulo, vaga para a qual desponta como um dos favoritos. A avaliação de pessoas ligadas a Flávio é que ele não negará a indicação para vice se isso for parte de uma missão maior.

Outra questão ainda a ser resolvida é o apoio formal do PP à candidatura do senador. Hoje isso é uma tendência, mas o partido espera que Flávio faça mais gestos políticos para ampliar sua candidatura, em vez de falar apenas para a bolha bolsonarista.

O PP tem também uma ala mais próxima a Lula, localizada sobretudo no Nordeste, mas ela é minoritária na legenda.
Por Fábio Zanini/Folhapress

Caso Master: Suspeito de elo com PCC representou fundo na compra de fatia de família Toffoli em resort

Silvano Gersztel, que representou fundo da Reag no negócio, é suspeito de lavar dinheiro para empresários ligados à facção.
O executivo da Reag Silvano Gersztel foi o representante de um fundo da gestora do mercado financeiro na compra de uma parcela da participação dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná. Ele é investigado por suposta lavagem de dinheiro para empresários do setor do combustível ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Procurado, Gersztel não foi localizado. A Reag, o ministro Dias Toffoli e seus irmãos, José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, não se manifestaram.

Gersztel foi sócio e executivo da Reag por nove anos. Ele renunciou aos cargos de diretor-presidente (CEO) e financeiro (CFO) de uma administradora de fundos da Reag no início de janeiro. Sua saída fez parte de uma reestruturação da empresa, que foi adquirida pela Planner.

Ele era tido como número 2 de João Carlos Mansur, fundador da Reag, quando a empresa esteve em alta e teve mais de R$ 340 bilhões sob gestão. Ambos foram alvo de investigações da Polícia Federal e deixaram a empresa em meio às apurações. Gersztel é investigado por sua atuação nos fundos para clientes enrolados e esteve envolvido na transação do resort da família do ministro.

Como revelou o jornal O Estado de São Paulo, o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é o cotista dos fundos de investimentos Leal e Arleen, administrados pela Reag. Eles foram usados para investir R$ 20 milhões no resort. O fundo Arleen também se tornou formalmente sócio das empresas de familiares do ministro que controlam o Tayayá.

Documentos da Junta Comercial do Paraná mostram que Gerztel foi o representante do fundo Arleen na sociedade com empresas dos irmãos e um primo do ministro. O fundo comprou, em setembro de 2021, metade da participação de R$ 6,6 milhões de José Eugenio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro.

O fundo e a família Toffoli foram sócios das duas empresas até 2025. Entre os meses de fevereiro e julho, os irmãos e o primo do ministro e o fundo de investimentos se retiraram da sociedade para vender suas participações nas empresas ao advogado Paulo Humberto Barbosa. Hoje, ele é o único sócio e dono do empreendimento.

A Reag, barões dos combustíveis e o PCC

Silvano Gersztel foi alvo de buscas e apreensões no âmbito da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, deflagrada em agosto de 2025, para investigar o uso de fundos da Reag Investimentos para lavagem de dinheiro dos controladores das distribuidoras de combustíveis Copape e Aster, suspeitos de ligação com o PCC. A gestora nega qualquer ligação com atividades ilícitas da facção criminosa.

Nas investigações, os donos das empresas, Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Huissein Murad, ambos foragidos da Justiça, são apontados como sonegadores bilionários. Os fundos da Reag teriam sido usados por eles para adquirir usinas e postos de gasolina, além de imóveis pessoais de valor milionário. Tudo para driblar a arrecadação de impostos pela Receita Federal e esconder quem eram os donos desses imóveis e empresas.

Os investigadores suspeitam de Gersztel porque ele foi representante desses fundos nessas transações. Uma delas diz respeito à aquisição da Usina Itajobi, produtora de etanol, em Marapoama, no interior de São Paulo. Ela foi adquirida pelo fundo Mabruk II. O Ministério Público afirma que Beto Louco e Mouhamad usavam o fundo para não aparecerem como verdadeiros donos da Usina.

Segundo o MP, a “aquisição das usinas sucroalcooleiras foi instrumentalizada com fundos de investimento” e executivos da Reag, como Gersztel, “atuam em consonância com as dinâmicas fraudulentas da organização criminosa”.

Após ser alvo da Operação Carbono Oculto, a Reag também passou a ser investigada por abrigar fundos ligados às fraudes bilionárias do banco Master. Nessas investigações, hoje sob relatoria do ministro Dias Toffoli, o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, foram presos e, depois, soltos.

Operações da PF

Embora Gersztel não seja alvo da Operação Compliance Zero, que está sob relatoria de Toffoli, ele representa mais um nome da cúpula da Reag Investimentos sob escrutínio da Polícia Federal que teve relação com o empreendimento da família do ministro.

Mesmo que o banqueiro não seja investigado, Daniel Vorcaro tem se preocupado com a Carbono Oculto. Sua defesa pediu à Justiça Estadual de São Paulo para que envie o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que fique no gabinete de Toffoli.

Como mostrou o portal UOL, foi na Operação Quasar, deflagrada em conjunto com a Carbono Oculto, para investigar os mesmos empresários, que acabaram sendo encontradas mensagens relacionadas ao Master e Vorcaro.

Suspeição de Toffoli

Toffoli tem enfrentado questionamentos em razão das revelações do Estadão sobre a relação de seus familiares com fundos da Reag e personagens do caso Master. Senadores e deputados federais afirmaram que o ministro deveria se declarar impedido ou suspeito para ser relator do inquérito.


O que diz a defesa de Vorcaro

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não tem “qualquer conhecimento a respeito dos negócios dos referidos fundos”. Diz ainda que nunca foi cotista ou “participou de sua gestão”.

A defesa afirma “não tem nem nunca teve informação ou participação em negócios relacionados ao resort ou quaisquer outros investimentos realizados por esses veículos”. “A defesa permanece colaborando com as autoridades e reitera que associações entre essas estruturas e o Sr. Vorcaro não correspondem à realidade”, diz.

Procurados, Dias Toffoli e seus irmãos, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, não se manifestaram. Silvano Gersztel não foi localizado. A Reag não se manifestou.

Por Luiz Vassallo/Aguirre Talento/Jenne Andrade/Pedro Augusto Figueiredo/Estadão

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