Deputado Robinho é recebido com carinho pela população de Ibirapuã

O deputado federal Robinho esteve em Ibirapuã e foi calorosamente recebido pela população. A visita reforçou o vínculo do parlamentar com o município, onde já possui serviços prestados e reconhecimento da comunidade.

Durante o encontro, Robinho destacou a importância desse apoio popular: “Esse carinho me fortalece muito. Não largo essa terra por nada”, afirmou.

A manifestação espontânea dos moradores evidencia a confiança no trabalho do deputado, que reafirma seu compromisso com o desenvolvimento da cidade e da região.

O deputado federal Robinho foi recebido com muito carinho pela população de Ibirapuã.
Esse apoio fortalece ainda mais seu compromisso com o município, onde já tem trabalho reconhecido.

“Não largo essa terra por nada”, afirmou Robinho.
Os ibirapuenses lembram: o número é 4444 para deputado federal!

ACM Neto aponta campanha “completamente diferente” de 2022: “Existe hoje uma manifestação espontânea das pessoas por mudança” Por Redação

                 Candidato realizou caminhada em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador
O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou, neste sábado (19), que o cenário encontrado por ele nas ruas da Bahia nesta eleição é “completamente diferente” do que viveu na campanha de 2022. A declaração foi dada durante caminhada em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, depois de o candidato participar de uma mega carreata na região de Cajazeiras, na capital baiana.

Ao comparar as duas campanhas, Neto destacou o que classificou como uma manifestação espontânea da população em favor de uma mudança no comando do Estado.

“Quando a gente está na rua, eu tenho uma memória muito viva de 2022, dos mesmos lugares que eu visitei, nas mesmas cidades em que eu fiz evento, e é completamente diferente. Existe hoje uma manifestação espontânea das pessoas, principalmente motivadas pelo desejo de mudança. Então, eu acho que esse é o ponto central que está empurrando a gente para a vitória. As pessoas quererem de fato mudar, estarem tendo a coragem de se expressar, demonstrarem isso através de palavras, gestos e manifestações pela Bahia”, afirmou.

Em Dias d’Ávila, Neto caminhou pelas ruas da cidade ao lado do prefeito Alberto Castro (PSDB), dos candidatos ao Senado João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), além de deputados, candidatos, vereadores e lideranças políticas da região.

Durante o percurso, o candidato cumprimentou moradores, tirou fotos e conversou com apoiadores. A mobilização em Dias d’Ávila deu sequência a uma série de grandes atos de rua realizados pela campanha de Neto nas últimas semanas em Salvador, na Região Metropolitana e no interior do estado.

Carreata

Antes de seguir para Dias d’Ávila, Neto participou de uma grande carreata na região de Cajazeiras, em Salvador. O ato reuniu milhares de apoiadores e contou com a presença do prefeito Bruno Reis (União Brasil), da vice-prefeita Ana Paula Matos, além de Roma, Coronel e outras lideranças.

Durante o trajeto, Neto foi recebido por moradores nas ruas, nas portas das casas e nos estabelecimentos comerciais. A passagem pela região também foi marcada por manifestações de reconhecimento às intervenções realizadas durante os oito anos em que ele comandou a Prefeitura de Salvador.

Cajazeiras e seu entorno receberam uma série de investimentos durante a gestão de Neto, com intervenções de mobilidade, construção e recuperação de escolas e unidades de saúde e novas vias. Uma das principais obras foi o Hospital Municipal de Salvador, construído em Boca da Mata, ampliando a oferta de atendimento público de saúde na capital.

Por Redação/Politica Livre

Gastos do Judiciário batem recorde e chegam a R$ 164 bilhões em 2025 Por Luany Galdeano, Folhapress

Os gastos do Poder Judiciário bateram recorde em 2025 e totalizaram R$ 164,6 bilhões, maior valor desde 2009, início da série histórica do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A cifra é puxada por uma alta nas despesas com pessoal, que teve um aumento de 9% em relação ao ano anterior.

Os dados constam no relatório Justiça em Números do CNJ e são referentes a 2025.

Os supersalários foram neste ano um dos principais fatores de desgaste do Judiciário, além do envolvimento de magistrados de cortes superiores no caso do Banco Master. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta, 38% da população diz não confiar no Poder, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta. Outros 43% declaram que confiam pouco, e 17%, muito.

Os dados de 2025 mostram que a arrecadação da Justiça naquele ano foi de R$ 68,2 bilhões —o equivalente a 41% dos gastos—, resultado que representa uma queda de 8,9% em relação ao ano anterior.

A receita diz respeito a valores angariados com processos judiciais ou extrajudiciais, emolumentos (cobrados por serviços como cartórios) e impostos de inventário (pago pela transferência de bens de um falecido para seus herdeiros).

O custo total do Judiciário representou 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto) do país no ano passado, além de 2,7% dos gastos da União, Estados, Distrito Federal e municípios.

O gasto com pessoal é o que mais pesa no orçamento do Poder e chegou a R$ 148,5 bilhões, o equivalente a 90,2% da despesa total do Judiciário no ano passado. O restante foi investido em outras áreas, como tecnologia, capaz de acelerar a tramitação de processos.

O pagamento de verbas indenizatórias, que incluem adicionais pagos a juízes capazes de ultrapassar o teto constitucional, totalizou R$ 9,8 bilhões em 2025. A cifra é quase o dobro do investimento feito pelos tribunais em tecnologia.

As verbas incluem despesas com diárias, passagens e auxílio-moradia, além de outros benefícios que inflam os contracheques dos magistrados e, em muitos casos, resultam em supersalários.

Entre essas despesas, estão ainda gastos com licença compensatória, que dá direito a um dia de folga a cada três trabalhados em atividades extraordinárias, mas que pode ser convertida em pagamento. Esse adicional foi proibido pelo STF em julgamento de março.

Em março deste ano, em meio ao julgamento da corte sobre o tema, uma comissão criada pelo presidente Edson Fachin na corte já havia identificado que o gasto total com penduricalhos acima do teto, apenas para a magistratura, estaria próximo de R$ 9,8 bilhões.

O valor é 82% do orçamento do programa Pé-de-Meia, que dá bolsas para alunos de escolas públicas de ensino médio, cujo custo foi de R$ 12 bilhões no ano passado. Também supera os investimentos em educação pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e pelo Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, de R$ 9,7 bilhões.

Em nota, o CNJ afirma que os R$ 9,8 bilhões incluem, além das indenizações, gastos indiretos com recursos humanos, como no investimento com cursos de treinamentos e capacitação, que não são pagos diretamente aos magistrados ou servidores. Segundo o conselho, programas de acesso à Justiça, como itinerâncias, também geram custos de deslocamento e, por isso, não são indenizações diretas.

"Ainda que haja investimentos em tecnologia e custos operacionais, são servidores, servidoras, magistrados e magistradas os principais responsáveis pela prestação jurisdicional, o que justifica que o montante de recursos com pessoal seja sempre maior que o das demais despesas, e sempre em obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal", diz o órgão.

O CNJ afirma ainda que a arrecadação não pode ser vista como um indicador da atuação do Poder, que não opera sob lógica arrecadatória, mas sim para exercer função de garantia de direitos.

No ano passado, o Judiciário gastou R$ 4,4 bilhões com investimentos na área de informática —o equivalente a 2,6% do total de despesas de 2025. Essa cifra é a única que foi discriminada no relatório do CNJ dentro do grupo de "outras despesas", que exclui os gastos com pessoal.

Os tribunais de Justiça têm investido em tecnologia, em recursos como novos equipamentos e sistemas de inteligência artificial, para acelerar a tramitação de processos.

Para Bruno Carazza, professor de economia da FDC (Fundação Dom Cabral) e autor do livro "País dos Privilégios", o Judiciário tem passado por transformação com digitalização de processos, que pode agilizar julgamentos. No entanto, a cifra elevada de despesas em 2025 mostra que o avanço não se tem refletido em uma redução de custos para o Poder.

"Os números não indicam que esse avanço tecnológico não tem trazido uma redução significativa nem na duração dos processos e muito menos na redução de gastos. Pelo contrário: aparentemente, o Judiciário está convertendo a economia de recursos em mais e mais benefícios para os servidores, especialmente nos supersalários dos magistrados."

Estimativas independentes já haviam apontado a ordem de grandeza dos gastos do Judiciário com verbas acima do teto. O valor de R$ 10,8 bilhões é o dado oficial do relatório do CNJ.

As despesas do Judiciário com pessoal foram alvo de discussão no STF (Supremo Tribunal Federal) em março deste ano, quando a corte decidiu limitar os penduricalhos –verbas extras que podem ultrapassar o teto constitucional– pagos a juízes e desembargadores. Esses adicionais contribuem para criar os chamados supersalários.

Em 2025, os gastos com pessoal foram equivalentes a 90,2% da despesa total do Judiciário, sendo 78% destinados ao pagamento de subsídios (os vencimentos básicos), 10,4% ao pagamento de benefícios, como auxílio-saúde, além dos 6,6% para verbas indenizatórias. Gastos com terceirizados representam 4,1%.

Já a arrecadação do Judiciário é composta por recolhimento com taxas, inventários e impostos. No Judiciário, a principal fonte de arrecadação é proveniente de custas, taxas e emolumentos, que totalizaram R$ 30 bilhões em 2025.

A atividade de execução fiscal, quando o governo entra com processo judicial para cobrar impostos e multar que não foram pagos no prazo, geraram R$ 16,2 bilhões à Justiça. Já os valores decorrentes do imposto causa mortis nos inventários, pago pela transferência de bens de um falecido para os herdeiros, renderam R$ 15 bilhões.

Por ramo de justiça, o segmento com maior proporção de recursos destinados ao pagamento de pessoal é o Trabalhista, com 95,8%, e a menor proporção está nos Tribunais Superiores, com 90%.

Como mostrou a Folha, magistrados aposentados e da ativa da Justiça do Trabalho receberam, ao longo de 2025, R$ 1 bilhão apenas em valores pagos acima do teto constitucional.
Por Luany Galdeano, Folhapress

Vorcaro chamava Otto Alencar de ‘conselheiro’ e ‘comandante’, mostram mensagens analisadas pela PF

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, se referia ao senador baiano Otto Alencar (PSD) como “conselheiro” e “comandante” em mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF). As informações foram publicadas neste sábado (19) pelo jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, o advogado Ciro Soares aparece no relatório da PF como intermediário entre Vorcaro e Otto. Ele avisava ao banqueiro quando estava com o senador, enviava fotos e fazia ligações para transmitir recados atribuídos ao parlamentar.

Em uma das conversas, de maio de 2024, Soares informou que Otto queria falar com Vorcaro. Após uma tentativa de ligação, o banqueiro mandou um abraço para o senador e o chamou de “conselheiro” e “comandante nosso”.

Outras mensagens analisadas pela PF mostram novas tentativas de contato entre 2024 e 2025. Em dezembro de 2024, Soares disse que Otto havia feito “um movimento grande” em favor de Vorcaro. Em novembro do ano seguinte, o advogado afirmou estar com o senador e disse que ele perguntava pelo banqueiro.

Procurado pelo O Globo, Otto afirmou inicialmente que nunca havia conversado ou se encontrado com Vorcaro. Após a publicação da reportagem, o senador disse ter se lembrado de duas ou três conversas por telefone com o banqueiro, feitas pelo aparelho de Ciro Soares.

Segundo Otto, Vorcaro pediu apoio à chamada “emenda Master”, que pretendia aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O senador afirmou que não concordou com a proposta, que acabou não avançando no Senado.

Otto não é investigado no caso. Ciro Soares também afirmou que não organizou encontros entre o senador e Vorcaro. A defesa do banqueiro não comentou as mensagens, segundo O Globo.
Por: Politica Livre

Governo vê dívida pública perto de 90% do PIB em 2029 e acima disso se perseguir piso da meta

                                              O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

Candidato a deputado estadual Marcel Hohlenwerger conversa com comerciantes durante caminhada em

Candidato a deputado estadual pelo PT conversa com comerciantes e moradores e apresenta proposta voltada aos pequenos negócios

O candidato a deputado estadual Marcel Hohlenwerger (PT-13073) cumpriu agenda em Ipiaú na manhã deste sábado (19), com uma caminhada pelas ruas do comércio e a inauguração de seu comitê de campanha.

Durante a mobilização, Marcel conversou com comerciantes, moradores e consumidores, ouviu demandas e discutiu propostas. Ele também posou para fotos com apoiadores que participaram da atividade.


Filho de Ipiaú, Marcel afirmou que pretende levar as demandas do município e da região para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

“Por ser filho da terra, conheço as necessidades do nosso município e da nossa região. Na Assembleia Legislativa, vou lutar pelos interesses de Ipiaú e de toda a nossa região”, afirmou o candidato.

Após a caminhada, Marcel inaugurou o comitê de campanha, instalado em frente à Praça João Carlos Hohlenwerger, conhecida como Praça Brasil e que leva o nome de seu bisavô.
Durante o ato, o candidato apresentou uma proposta voltada ao fortalecimento de pequenos empresários e comerciantes do interior.

“Uma das minhas propostas na Assembleia será defender o fortalecimento dos pequenos empresários e comerciantes do interior, com crédito acessível, juros baixos e menos impostos para quem trabalha e gera oportunidades”, declarou Marcel.

Fábio Rodella/Assessor de imprensa

DRT 5776/BA

Advogada que recebeu R$ 33 mi do Master foi tratada como 'sócia' de Gilmar em mensagem, diz jornal Por Folhapress

                           O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes

A advogada Dalide Corrêa, que recebeu R$ 33 milhões do Banco Master, foi citada em mensagem ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro como "sócia" do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, segundo o jornal O Globo. O ministro diz que a afirmação é falsa.

Ex-diretora do IDP, instituição de ensino que tem o magistrado como sócio, Dalide atuou para o Master em questões relativas ao mercado de precatórios. Gilmar afirmou à Folha que não tem relação pessoal ou profissional com ela, tratando-a apenas como ex-funcionária.

De acordo com a reportagem de O Globo, Vorcaro e o então diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, falaram sobre o pagamento em dezembro de 2024. A conversa tratava de cobranças da advogada sobre desembolsos não realizados.

"Fala amigo! Aquele pagamento é para Dalide! Aqueles precatórios! Ela é sócia do GM stf! O Leandro sócio dela é muito complicado e eles operam com o BTG. Autoriza esse", teria escrito Rennó a Vorcaro na ocasião, conforme diálogo obtido pela Polícia Federal a partir do celular de Vorcaro.

Segundo a publicação, o banqueiro e seu auxiliar discutiam um repasse de R$ 15 milhões para a advogada.

O gabinete do magistrado no STF afirmou que a afirmação atribuída a executivos do Banco Master é falsa e que o magistrado nunca teve qualquer sociedade com a advogada, nem no IDP nem em qualquer outra empresa.

Ainda de acordo com o gabinete, Dalide foi diretora-geral do IDP e deixou o instituto em novembro de 2016, e o decano do STF "não tem conhecimento de atuação da advogada em processos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro".

O posicionamento registra ainda que Dalide Corrêa nunca tratou do assunto com o magistrado e destaca os votos contrários do ministro "contra o pagamento em todos os processos do setor sucroalcooleiro que julgou, em linha com as teses defendidas pela União. (...) Em nenhum deles o voto foi favorável aos interesses do Banco Master".

A reportagem também tentou contato com Dalide Corrêa por meio do seu WhatsApp e pelo número do seu escritório de advocacia, mas não houve resposta até a conclusão deste texto.

Gilmar Mendes encontrou Vorcaro no STF, em abril de 2024, como mostrou a colunista Mônica Bergamo. Na ocasião, o banqueiro pediu que o ministro votasse a favor de uma causa bilionária envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro que o beneficiariam diretamente, mas não foi atendido.

O Master mantinha em carteira bilhões em créditos dessas empresas, em forma de precatórios que perderiam valor caso a Corte não reconhecesse a validade de ações indenizatórias movidas por elas contra a União.

Na época do encontro, Vorcaro mantinha um contrato de R$ 500 mil mensais com o empresário Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar Mendes. Feitosa foi quem aconselhou o banqueiro a tentar construir uma relação com o ministro.
Por Folhapress

Oposição cobra afastamento de Gonet após foto com Vorcaro em Londres Por O Estado de S. Paulo

Lideranças da oposição cobraram neste sábado, 19, o afastamento do cargo do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a divulgação de uma foto em que ele aparece ao lado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em uma degustação de charutos em Londres.

O registro foi enviado no dia 19 de junho de 2025. "PG mandou agora", disse o advogado Ciro Soares, que intermediava as conversas entre Gonet e o banqueiro, em mensagem logo em seguida A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão.

Ao O Globo, a assessoria de Gonet confirmou o encontro, mas lembrou que o ministro André Medonça, do Supremo Tribunal Federal, atestou durante sessão da Corte que não encontrou ilícito envolvendo o procurador-geral. Na sessão da terça-feira, 15, Mendonça fez menção a encontros sociais apenas vinculados ao nome de Gonet.

Em nota via assessoria de imprensa, o advogado Ciro Soares disse que a foto é de um evento de 2024, quando não havia nenhuma investigação sobre Vorcaro. "Não há qualquer irregularidade na foto", afirma.

Candidato do Novo ao Senado pelo Rio Grande do Sul, o deputado federal Marcel van Hattem acusa Gonet de ter mentido na sessão do Supremo Tribunal Federal realizada na última terça-feira, 15. Na ocasião, a corte analisou uma petição que trata da possibilidade de que seja aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

"(A foto) Mostra mais uma vez que eles acham que estão acima de qualquer crítica, inclusive mentindo deslavadamente na sessão do Supremo Tribunal Federal", disse Van Hattem. "Se não tinha proximidade, talvez seja só porque ele apareceu na foto do outro lado da mesa, o que obviamente é um escárnio, uma ironia. Ele precisa ser investigado também e sair da procuradoria-geral da República", afirmou.

Na sessão, Gonet afirmou que não teve proximidade com o dono do Banco Master e disse que esteve com o empresário em ocasião com outras autoridades no mês de abril de 2024.

O senador Carlos Viana (PSD-MG), candidato à reeleição, também acusou Gonet de ter mentido. "Disse que não tinha proximidade, que Vorcaro era desconhecido, que o encontro foi breve, banal, no meio de muita gente", escreveu em uma rede social. "Há 17 dias eu protocolizei no STF o pedido de afastamento de Paulo Gonet do caso Master. Ele continua no cargo e o Senado continua em silêncio", continuou.

Ex-secretário da Pesca no governo de Jair Bolsonaro (PL), o senador Jorge Seif (PL-SC) defendeu que o procurador-geral da República renuncie ao cargo. "O PGR de Lula, Gonet, também está enrolado com Master/Vorcaro. Mentiroso. Por isso na última semana protocolei o impeachment desse sujeito", disse, em postagem em uma rede social. "Não tem a menor condição de seguir à frente da PGR. Se tivesse vergonha na cara, renunciaria. Mas o que esperar dessa gente? Caras de pau", concluiu.

Para o deputado federal Zucco (PL-RS), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, a foto "reforça a percepção de que, no Brasil, dinheiro e influência abrem portas que permanecem fechadas ao cidadão comum".

"Enquanto milhões de brasileiros esperam anos por uma decisão judicial, personagens poderosos circulam com desenvoltura entre ministros, magistrados e as autoridades que deveriam fiscalizá-los", disse.

Líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ) argumentou que quem ocupa cargos públicos precisa respeitar distanciamento. "As relações são institucionais", disse. Para ele, o procurador-geral escolheu "se aproximar de investigados e dos clientes". "Como disse em sua sabatina no Senado: 'Gonet, você fracassou'", escreveu.

Por O Estado de S. Paulo

PT votou em bloco contra indicação de Moraes em 2017 e reclamou de sua atitude militante

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo
                          "A ex-senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná"

Hoje defensor do ministro Alexandre de Moraes, o PT votou em peso contra a indicação dele ao Supremo Tribunal Federal em 2017, quando a nomeação foi aprovada pelo Senado.

Líder da bancada de dez senadores petistas na ocasião, Gleisi Hoffmann (PR) disse que a legenda "lamentava muito a indicação", que foi feita pelo então presidente Michel Temer (MDB).

Entre as críticas apontadas por ela na sessão, ocorrida em 22 de fevereiro de 2017, estava o fato de que ele havia exercido cargo de confiança no governo Temer, como ministro da Justiça.

Ela também apontou "o nível partidário, político, militante do indicado, sr. Alexandre de Moraes, para o cargo do Supremo Tribunal Federal". Na época, o hoje ministro era visto como um jurista hostil à esquerda, com trajetória em governos de centro-direita.

"Também nos preocupam as manifestações do ministro em relação aos movimentos sociais, em relação às articulações e manifestações de rua e, principalmente, em relação ao Partido dos Trabalhadores e aos partidos de oposição", completou Gleisi.

Por Fábio Zanini, Folhapress

Ciclone extratropical altera o clima e coloca cinco estados em alerta; saiba onde deve chover

Um intenso ciclone extratropical, impulsionado por uma frente fria sobre o continente, deve alterar o quadro meteorológico em parte do Brasil entre sábado (19) e segunda-feira (21). O sistema tende a gerar instabilidades significativas, com episódios de chuva forte que podem vir acompanhados de raios, ventos intensos e até granizo. As áreas mais afetadas ficam na Região Sul e no eixo oeste do país, onde a atuação conjunta do ciclone e da frente fria aumenta a probabilidade de temporais.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há alerta laranja para tempestades amanhã em regiões dos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esse nível de aviso aponta risco significativo de chuva volumosa, ventania e granizo, podendo causar queda de árvores, destelhamentos e alagamentos pontuais. Moradores e motoristas devem ficar atentos a boletins oficiais e evitar áreas sujeitas a inundações e deslizamentos.

Em Santa Catarina, a Epagri/Ciram destaca que os acumulados de chuva podem variar entre 100 e 150 milímetros entre sábado e segunda-feira, acompanhados de rajadas de vento superiores a 60 km/h. A combinação desses elementos deve provocar instabilidade em boa parte do estado, com potencial para granizo em diversas cidades. Os meteorologistas recomendam que a população proteja veículos e estruturas vulneráveis, além de manter distância de árvores e pontos alagados.

A expectativa é que a chegada do ciclone extratropical, somada à frente fria, provoque transtornos como inundações de vias urbanas, pequenos deslizamentos e interrupção temporária de serviços elétricos em regiões afetadas. Órgãos de defesa civil e concessionárias de energia orientam a planejar rotas alternativas, reforçar sistemas de drenagem e verificar equipamentos de segurança antes da pior fase do temporal. Em caso de emergência, é importante acionar os números de atendimento local rapidamente.

Enquanto isso, outras áreas do território brasileiro enfrentam temperaturas elevadas. O Inmet alerta que regiões do Centro-Oeste e do Norte podem registrar máximas acima de 40°C, com sensação térmica ainda maior quando o índice de umidade relativa do ar cair abaixo de 30%. No Matopiba – conjunto formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – o clima segue quente e seco, intensificando o alerta contra queimadas e problemas respiratórios em populações vulneráveis.

De acordo com as previsões, o cenário de instabilidade deve se intensificar ao longo do fim de semana e persistir até a segunda-feira, quando o ciclone e a frente fria perdem força sobre o continente. Até lá, a sugestão é acompanhar boletins diários do Inmet, seguir as recomendações das autoridades locais e reduzir atividades ao ar livre durante os períodos de chuva mais forte. Essa combinação de fatores climáticos reforça a necessidade de prevenção sistemática.
https://www.msn.com/

Ibirataia: Sandro Futuca visita Distrito de Algodão e apresenta candidatos apoiados pelo grupo

O prefeito Sandro Futuca esteve, neste sábado, 19, no Distrito de Algodão, acompanhado de correligionários, apoiadores e lideranças políticas, em uma agenda voltada à divulgação dos candidatos apoiados pelo grupo nas próximas eleições. Durante a visita, o prefeito conversou com moradores e participou de momentos de diálogo com diferentes setores da comunidade.
No encontro, foram apresentados os candidatos Matheus Ferreira, Patrick Lopes e Eduardo Salles, que disputam vagas para deputado estadual, além de Jayminho Vieira Lima, candidato a deputado federal. A atividade contou com a presença de apoiadores e lideranças locais, que acompanharam a agenda política realizada no distrito.
A visita reforçou a articulação política do grupo e ampliou o contato com moradores do Distrito de Algodão. A movimentação também serviu para apresentar as candidaturas apoiadas pelo prefeito e fortalecer o diálogo com a comunidade durante o período eleitoral.

Guerra entre 'dinistas' no Maranhão reacende debate sobre atuação política de Dino como juiz Por Fabio Victor, Folhapress

Assessoria diz que ministro 'não trata e não responde sobre assuntos de política, da qual está afastado desde fevereiro de 2024'
Na sabatina a que se submeteu na Comissão de Constituição e Justiça do Senado como requisito para assumir a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal, em dezembro de 2023, Flávio Dino respondeu a certa altura: "Gosto muito da atividade política [...], respeito muito a política, a vivo muito intensamente há 17 anos, mas sei que, em merecendo a aprovação aqui na CCJ e no plenário, é claro que eu deixo a vida política em todas as dimensões, inclusive nas redes sociais".

Não era a primeira vez que Dino enfrentava esse questionamento, até porque a alternância entre as atividades de magistrado e a de político marca a sua trajetória. Iniciou a militância como líder estudantil, fez carreira no direito —sobretudo como juiz federal, por 12 anos—, largou a toga para disputar sua primeira eleição em 2006 (elegendo-se deputado federal pelo PC do B) e permaneceu na política por 18 anos, até ser nomeado por Lula ministro do Supremo.

A transferência do governo Lula (do qual foi ministro da Justiça) direto para a cadeira do STF instaurou uma questão inevitável: ele seria um magistrado com passado político, como prometeu na sabatina, ou um político atuando na magistratura? A dúvida ressurge em momentos agudos, como na sessão da última terça (15) para analisar se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado pela relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Enquanto analistas como Conrado Hübner Mendes criticaram a atuação de Dino por "pitadas de agressão a Fachin", "citações de algibeira" e "contradição performativa", para o bolsonarismo o papel dele como líder da ala pró-Moraes e autor do pedido de vista que suspendeu a análise o transformou em alvo, e nas hostes esquerdistas o ministro foi saudado como combativo —nas redes sociais espocaram palpites de que ele seria o candidato ideal desse campo à Presidência em 2030.

Um futuro novo retorno de Dino à política é desejado também por seus admiradores no lugar onde esse anfíbio de juiz e político foi forjado. À Folha o vice-governador Felipe Camarão (PT), pupilo de Dino e candidato ao Governo do Maranhão, disse que "o Brasil merece ter ele como presidente um dia, depois que acabar a missão dele no Supremo".

Camarão é uma aposta de Dino, que o alçou à política. O procurador federal e professor de direito virou uma espécie de curinga nos governos do hoje ministro do STF (chefiou quatro secretarias). Foi lançado informalmente candidato por Dino, que, numa aula no ano passado, brincou que Camarão formaria uma "chapa imbatível" tendo a professora Teresa Helena Barros de vice.

Hoje o grupo político outrora liderado por Dino no Maranhão —estado que ele governou por dois mandatos, de 2015 a 2022— vive uma guerra com o do governador Carlos Brandão (MDB), ex-vice de Dino e que lançou o sobrinho Orleans Brandão (MDB) para o governo.

Como a disputa tem ramificações no Judiciário, com vários processos decisivos para a política maranhense sob julgamento do próprio Dino no STF, seus adversários reclamam que ele tem usado a toga para influir nos rumos do poder no estado.

Algumas das ações relativas ao Maranhão sob a relatoria de Dino têm entre os investigados o clã Brandão e aliados do governador, como o dos desdobramentos de um assassinato à luz do dia num centro comercial numa área nobre de São Luís ou o sobre as normas para indicações ao TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Já o caso da quebra do sigilo da fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre o uso de carros oficiais pela família de Dino —o blogueiro em questão é réu num processo de 2017 acusado de integrar uma rede de extorsão a políticos e empresários do estado— está sob a relatoria de Moraes, aliado do ministro.

Decisões recentes de Dino no caso afetaram os Brandão, como o afastamento de Daniel Brandão, sobrinho do governador, da presidência do TCE e a prisão domiciliar e afastamento do cargo do secretário Raimundo Cutrim, delegado aposentado e aliado dos Brandão.

Dino afirma que não há motivos para se declarar impedido de julgar os casos. Em nota, sua assessoria afirmou que "as hipóteses legais de impedimento estão previstas no Código de Processo Penal e não se aplicam ao ministro no caso em questão".

Desde que Dino assumiu como ministro do STF, no último movimento da porta giratória entre palanques e tribunais, paira a desconfiança de que ele continuaria mantendo articulações políticas no estado.

Alguns episódios alimentam esse pé atrás. Num dos mais rumorosos, um adversário divulgou, em outubro de 2025, áudios de "dinistas" falando aparentemente em nome do ministro (um deles chega a mencionar ter conversado pessoalmente com Dino) em diálogos para negociar a pacificação com Brandão e a reunificação do grupo.

Nas conversas, os "dinistas" condicionavam a retomada das indicações para o TCE-MA (processo sob relatoria de Dino no STF) à escolha de candidatos a prefeito em alguns municípios, sobretudo Colinas, reduto dos Brandão mas também do deputado federal Márcio Jerry (PC do B-MA), um dos principais aliados de Dino em seu período na política.

Os emissários "dinistas", segundo o vazamento, seriam Jerry, o também deputado federal Rubens Junior (PT-MA), um dos vice-presidentes nacionais do PT, e Diego Galdino, ex-chefe da Casa Civil do governo Dino e à época secretário-executivo do Ministério do Esporte (foi Galdino quem teria mencionado expressamente que Dino lhe passou coordenadas para o acordo).

Quando acabou a presidência do [Nelson] Jobim [no STF; Dino foi seu juiz auxiliar], eu disse: já sei o que vem de novo, o vazio – uma certa inconformidade com a rotina inerente à função de juiz. Foi aí que tomei a decisão difícil, que levou tempos de reflexão, de deixar o Judiciário e voltar para a política partidária.
Flávio Dino

Em entrevista à revista piauí em 2023, sobre a decisão de 2006

Os "dinistas" nunca negaram ter dito o que está nos áudios. Na tribuna da Câmara, Rubens Junior se queixou de ter sido gravado ilegalmente pelo grupo de Brandão e contou que foi conversar com Dino a pedido do governador, em busca da pacificação entre os brigões.

Relatou que nessa reunião estavam Dino e o juiz federal Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), amigo do ministro desde a juventude, aos quais anunciou a missão de paz. "O ministro responde: ‘Junior, não estou mais na política. Esse assunto tem que ser resolvido por vocês. Desde que assumi esta cadeira como ministro do STF, tive que sair das conduções políticas’", descreveu o deputado.


Segundo o relato de Junior, ele ainda teria perguntado a Dino: "’Flávio, e essa questão do TCE, tem um processo judicial aqui’. A resposta dele para mim foi: Processo judicial se trata nos autos, nunca em uma mesa de discussão política".

O deputado conta que então pediu um conselho a Dino, que teria lhe dito: "Não para esse caso, mas como regra da vida, é melhor buscar a paz e a unidade do que a guerra".

O vazamento dos áudios provocou o pedido de demissão do secretário Rubens Pereira, pai de Junior, do governo e aprofundou o racha no grupo.

Em outro áudio, que não vazou à época, mas ao qual a reportagem teve acesso, uma voz parecida com a de Rubens afirma que, na negociação com os Brandão, Dino não abriria mão da indicação de Camarão como candidato ao governo, pois "hoje o Felipe é como se fosse um filho pro Flávio".

Procurado, Rubens Junior declarou: "Fiz um pronunciamento na tribuna [da Câmara] sobre o assunto e dei como encerrado. Esse é um caso que está sendo investigado pela Polícia Federal desde então". Jerry –que na época também foi à tribuna dar sua versão– reafirmou o que disse então, que "os áudios são criminosos, não são da política, são coisa de bandido".


Galdino não se manifestou nem na ocasião nem agora.

A assessoria de Dino informou que o ministro "não trata e não responde sobre assuntos de política, da qual está afastado desde fevereiro de 2024". Disse ainda que não responderia "por supostas ‘críticas políticas’, que não têm relevância para processos judiciais".

O nome de Ney Bello também apareceu nos vazamentos. Em prints de mensagens que teriam sido encaminhadas por ele a Rubens Pereira, o magistrado supostamente lista cinco atitudes a serem tomadas por Brandão sob a pena de "não chegar em abril [de 2026]" e teria dito que "há alguns inquéritos para estourar e isso vai jogar ele [Brandão] na lama".

Procurado via assessoria do TRF-1, Bello não respondeu. Na época, não negou o teor das mensagens, mas criticou que "conversas deste tipo estejam sendo citadas por terceiros, com distorções e uso político" e disse que não possuía atividade política partidária nem era relator de qualquer processo envolvendo políticos maranhenses.

Quando acabou a presidência do [Nelson] Jobim [no STF, do qual era juiz auxiliar], eu disse: já sei o que vem de novo, o vazio – uma certa inconformidade com a rotina inerente à função de juiz. Foi aí que tomei a decisão difícil, que levou tempos de reflexão, de deixar o Judiciário e voltar para a política partidária

Flávio Dino

Em entrevista à revista piauí em 2023, sobre a decisão em 2006, aos 38 anos

O trânsito de Dino entre política e direito já confundiu Lula. Numa entrevista em outubro de 2025, respondendo a uma questão sobre a briga no grupo político nas eleições de 2026, o presidente cometeu um ato falho.

"Eu tenho uma relação com o ex-governador Flávio Dino muito boa", afirmou. "Temos que fazer com que a aliança política que ganhou a última eleição se mantenha. O Brandão tem responsabilidade, o Flávio Dino tem responsabilidade, os deputados têm responsabilidade, os senadores têm responsabilidade, o vice-governador tem responsabilidade". Quando Lula disse isso, Dino já era ministro do STF havia um ano e oito meses.

Por Fabio Victor, Folhapress

Jerônimo anuncia CAPS e CER IV e amplia compromisso com a saúde de Eunápolis

O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues levou a mobilização da campanha às ruas de Eunápolis, nesta sexta-feira (18), e anunciou novos investimentos para ampliar a saúde no município. Ao lado dos candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner, Jerônimo participou de uma carreata que reuniu moradores e lideranças e apresentou a construção de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III) e de um Centro Especializado em Reabilitação (CER IV) como parte das entregas que serão realizadas para reforçar a assistência à saúde no município.

Jerônimo destacou que o anúncio representa a continuidade de uma parceria que já resultou em mais de R$ 159 milhões em investimentos do Governo do Estado. Na saúde, entre as ações realizadas estão a aquisição de equipamentos para o Hospital Regional de Eunápolis e a entrega de uma Van TFD. Para o governador, as novas propostas ampliam uma política de cuidado que já vem sendo construída no município.

“Saúde é prioridade. Equipamos o Hospital Regional, garantimos a Van TFD e agora vamos construir o CAPS AD III e o CER III em Eunápolis. Não vamos virar as costas para quem precisa. Vamos acolher, tratar e devolver dignidade para essas pessoas e suas famílias. O nosso compromisso é cuidar das pessoas em todas as fases da vida, da atenção básica à reabilitação”, afirmou Jerônimo.

O governador também apresentou propostas para aproximar ainda mais os serviços públicos da população, como o SUS na Palma das Mãos, plataforma digital integrada que pretende facilitar o acesso a informações e serviços de saúde.

“Eu sou um governador que anda a Bahia, que ouve o povo e que trabalha. Eunápolis pode contar comigo. O que nós já entregamos é só o começo. Vamos fazer ainda mais: mais saúde, mais educação, mais segurança, mais infraestrutura e mais oportunidades. É essa parceria que a gente quer continuar construindo com Eunápolis e com toda a região”, disse o governador.

Além da saúde, o Programa de Governo também prevê para Eunápolis a implantação do sistema de esgotamento sanitário, uma nova escola estadual de tempo integral na zona rural, ampliação de vagas em creches e escolas de educação infantil em tempo integral e a duplicação da BR-101 no trecho entre Eunápolis e Teixeira de Freitas, em articulação com o Governo Federal. A agenda no município encerrou a passagem de Jerônimo pelo Extremo Sul nesta sexta-feira, que também incluiu carreatas em Itamaraju e Itabela.
Por: Politica Livre

ACM Neto projeta construir estrada que liga sede ao litoral de Mata de São João, promessa não cumprida por Jerônimo

O candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou que, se eleito, vai construir e entregar a estrada que liga a sede ao litoral de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O compromisso foi firmada nesta sexta-feira (18), quando ele participou de caminhada nas ruas da cidade.

A obra foi prometida há anos pelos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa e também, mais recentemente, pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas não saiu do papel.

“Eu vou chamar o prefeito Bira, já em janeiro, eu estarei sentado com o prefeito, se Deus permitir como governador da Bahia, para apresentar a Mata de São João qual vai ser o cronograma de realização da estrada que liga a sede até o litoral, que foi prometida por eles 20 anos e até hoje não saiu do papel”, afirmou ACM Neto Neto.

Ao lado do candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), dos candidatos ao Senado João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), e do prefeito Bira da Barraca (União Brasil), anfitrião da mobilização, Neto percorreu as ruas do município cercado por uma multidão. Também participaram do ato o ex-prefeito João Gualberto, vereadores, deputados, ex-prefeitos e diversas lideranças políticas de Mata de São João e de municípios da região.

Durante o ato, ACM Neto destacou que o sentimento percebido nas ruas sugere ampliar, este ano, a votação obtida na RMS na eleição de 2022 e afirmou que os municípios da região terão papel decisivo no resultado do pleito de 4 de outubro.

“Se Deus quiser, vamos vencer as eleições na região metropolitana e até ampliar a vantagem da eleição passada. Agora, nós temos o apoio de prefeitos em cidades muito importantes da região e, mais do que isso, eu acho que existe um sentimento muito forte, que também existe no interior como um todo, que é o de mudança”, afirmou.

O candidato também associou esse comportamento do eleitorado aos problemas enfrentados pela RMS, citando especialmente segurança pública, saúde e transporte, destacando que as promessas feitas pelo governador não foram cumpridas.

“É esse desejo de mudança, é a frustração em relação às promessas que foram feitas por Jerônimo, de problemas que afetam a região metropolitana, principalmente segurança pública, saúde, a questão do transporte. Então, eu imagino e confio que a gente vai construir uma grande vitória e a região metropolitana, assim como a capital, serão decisivas para confirmar a mudança da Bahia”, declarou.

Por: Politica Livre

EUA podem impor novas sanções a pessoas e empresas no Brasil ligadas a PCC e CV

Documentos da operação da Polícia Civil e do Ministério Público que investiga ligação do PCC com o transporte público de São Paulo
Alvos no Brasil podem sofrer nas próximas semanas sanções dos Estados Unidos ligadas ao combate às facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho).

As investigações americanas para embasar a ação têm sido intensas, segundo autoridades que acompanham o tema ouvidas pela reportagem com a condição de não terem os nomes divulgados.

As sanções podem recair sobre indivíduos, empresas ou instituições, inclusive com atuação política, cujos integrantes tenham alguma conexão com as facções brasileiras.

Essa eventual rodada de sanções seria sustentada por um esforço de monitoramento que vem sendo feito há alguns meses, com suporte do departamento do Tesouro e da Justiça e do FBI (espécie de polícia federal americana).

Investigadores têm se dedicado a rastrear o caminho do dinheiro do PCC e do CV nos Estados Unidos. Depois de identificar origens e destinos nos fluxos de transações no território americano, passaram a ser feitos também cruzamentos de dados para identificar relações com residentes no Brasil e suas conexões locais.

A leitura é que já há uma sinalização dessa intenção na queixa pública feita pela gestão de Donald Trump de que o governo brasileiro "falhou em confrontar" PCC e CV.

Na terça-feira (15), a Casa Branca enviou documento ao Congresso americano onde destacou essa análise. Segundo o texto, as duas facções "transformaram o Brasil em um hub para os fluxos globais de cocaína" e representam uma ameaça crescente à paz e à segurança internacionais.

A gestão Trump afirmou ainda que o governo brasileiro precisa tomar "medidas agressivas" para combater e derrotar os grupos.

O Brasil rebateu as críticas na quarta-feira (16). Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT) afirmou que a gestão Trump ignora iniciativas brasileiras na área, além de não considerar a cooperação já existente entre os dois países.

Disse ainda que vai seguir atuando "de forma soberana e coordenada" no enfrentamento das facções, em meio à percepção nos bastidores de que a posição americana tem caráter político-eleitoral.

No primeiro semestre, os Estados Unidos enquadraram PCC e CV em duas categorias ligadas ao terrorismo —a SDGT (terrorista global especialmente designado) e FTO (organização terrorista estrangeira).

As duas medidas ampliaram os instrumentos para autoridades americanas poderem bloquear ativos e punir pessoas e empresas que mantenham determinadas relações com as facções.

A decisão veio após o então senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), agora candidato à Presidência, se encontrar com Trump e outros membros do governo americano, como Marco Rubio, do Departamento de Estado (equivalente ao Ministério de Relações Exteriores), e J. D. Vance, vice-presidente dos EUA.

A primeira ação dentro da nova abordagem ocorreu em 1º de julho. Naquele dia, o governo americano anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas em São Paulo e uma empresa portuguesa apontados pelas investigações nos EUA como integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

As medidas foram anunciadas pelo Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), órgão vinculado ao Tesouro americano.

O Brasil tem realizado operações contra as duas facções. Além do combate direto ao tráfico de drogas, há ações contra a presença dos dois grupos criminosos em setores da economia e na política.

Na quinta-feira (17), por exemplo, foi deflagrada a Operação Vectura Corrupta, ação conjunta da Polícia Civil e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo. Segundo a investigação, 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo da capital paulista seriam, em tese, controladas pelo PCC.

A Justiça autorizou 16 prisões temporárias, incluindo contra políticos. Entre os alvos estava Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, apontado na investigação como responsável pela operação de algumas das empresas que seriam controladas pelo PCC. Ele foi preso nesta sexta (18).

Depoimentos de policiais militares também o apontam como dono de fato da Transwolff, uma das empresas suspeitas de ligação com a facção. Milton negou as acusações e disse não ter ligação com o PCC.

Por Alexa Salomão, Folhapress

Postagem em destaque

Postagens mais visitadas