Governador anuncia concurso público para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros com mais de 3300 vagas

Reforço ainda terá convocação de 72 reservistas da PM e seleção de 124 profissionais para o DPT
O governador Jerônimo Rodrigues anunciou, na manhã desta sexta-feira (19), a realização de novos concursos públicos e convocações para reforçar as forças de segurança da Bahia. Os editais serão publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (20). O anúncio foi feito durante a cerimônia de formatura dos 1.441 novos policiais militares, realizada na Vila Militar do Bonfim, em Salvador.
Ao todo, serão abertas 2.500 vagas para soldados da Polícia Militar e 200 para oficiais da corporação. Para o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, serão ofertadas 600 vagas para soldados e 60 para oficiais. O governador também anunciou a contratação de 124 profissionais para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (REDA).

Além disso, serão convocados mais 72 policiais militares da reserva remunerada para atuação no Serviço de Telecomunicações (Stelecom), reforçando o grupo de 400 reservistas já convocados pelo Governo do Estado.
“Estamos anunciando a abertura de concurso para a seleção de 2.500 policiais militares, 200 vagas para oficiais da PM e concurso para 600 soldados do Corpo de Bombeiros, além do quadro de oficiais da corporação, com 60 vagas. Todos serão publicados no Diário Oficial de amanhã", anunciou o governador Jerônimo Rodrigues.

Repórter: Leo Moreira/GOVBA







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Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia

PF apreende 26 kg de haxixe e prende duas pessoas no Aeroporto de Guarulhos/SP

Guarulhos/SP. A Polícia Federal realizou, no dia 18/6, ações de fiscalização que resultaram na prisão de duas pessoas, na apreensão de 26 kg de haxixe e na retenção de um passaporte no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

No desembarque de passageiros, policiais federais prenderam em flagrante uma mulher de nacionalidade malaia que utilizou a rota Bangkok (Tailândia) – Zurique (Suíça) – Brasil para trazer entorpecentes para o país. Com ela, foram apreendidos 26 kg de haxixe.

No mesmo dia, a Polícia Federal deu cumprimento a duas decisões judiciais. Em atendimento à determinação da Justiça de Ribeirão Preto/SP, em processo de execução por dívida, foi apreendido o passaporte de uma brasileira que tentava embarcar para a França. Em outra ação, por ordem da Justiça de Paraty/RJ, um brasileiro foi preso preventivamente, ao tentar embarcar para Maceió/AL, por suposto envolvimento no crime de associação para o tráfico de drogas.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo

PF apreende 550 quilos de maconha na fronteira com a Argentina

Dionísio Cerqueira/SC. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (18/6), um homem por conduzir um veículo carregado com droga e material contrabandeado, na cidade de Santo Antônio do Sudoeste/PR, região de fronteira com a Argentina. Ação contou com apoio de cães farejadores e de policiais do BPFron/PR.

A partir de informações de inteligência, a Polícia Federal antecipou-se à entrada e à circulação da droga em território nacional. Na carroceria do veículo, os policiais encontraram uma carga contrabandeada de cerca de 9 toneladas de sucata de plásticos, que ocultava o carregamento de mais 550 quilos de maconha.

O investigado ainda estava em posse de 10 cigarros eletrônicos que continham THC (princípio ativo da maconha). Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Federal em Dionísio Cerqueira/SC, para lavratura do auto de prisão em flagrante, juntamente com o veículo e a droga.

Comunicação Social da Polícia Federal em Santa Catarina

Suspeito morto em confronto com a PM em Ipiaú é identificado; homem respondia por homicídio em Minas Gerais

Foi identificado como Cleison de Jesus Santos, natural de Wenceslau Guimarães, no Baixo Sul da Bahia, o homem que morreu durante um confronto com a Polícia Militar na manhã desta sexta-feira (19), na localidade conhecida como Horta Comunitária, no bairro Santa Rita, em Ipiaú.

De acordo com informações apuradas pelo GIRO, Cleison possuía antecedentes criminais e respondia por um homicídio ocorrido no estado de Minas Gerais. Conforme relatos obtidos pela reportagem, ele era apontado como autor da decapitação de uma mulher naquele estado. As circunstâncias do caso ainda não foram detalhadas pelas autoridades mineiras.

Durante a ação policial, os militares apreenderam com o suspeito um revólver e roupas camufladas, vestimentas frequentemente associadas a integrantes de facções criminosas. Todo o material foi apresentado na Delegacia Territorial de Ipiaú para adoção das medidas cabíveis.

O confronto
Segundo informações da Polícia Militar, equipes do PETO da 55ª CIPM realizavam rondas por volta das 7h na região da Horta Comunitária quando avistaram um grupo formado por cerca de oito homens armados. Ainda conforme a corporação, os suspeitos teriam atirado contra as guarnições, dando início a uma intensa troca de tiros.

No confronto, Cleison foi atingido e socorrido pelos próprios policiais ao Hospital Geral de Ipiaú (HGI), mas não resistiu aos ferimentos. Os demais integrantes do grupo conseguiram fugir por uma área de vegetação e seguem sendo procurados. A ocorrência também deixou um policial militar ferido. Ele foi baleado em um dos pés durante o tiroteio. O PM recebeu atendimento médico no Hospital Geral de Ipiaú e foi liberado.

A presença de suspeitos oriundos de Wenceslau Guimarães em ocorrências policiais na região tem chamado a atenção das forças de segurança. Nas últimas semanas, um veículo ocupado por seis homens capotou em uma rodovia da região e, entre os ocupantes feridos, dois eram naturais daquele município. As circunstâncias dos casos são investigadas pelas autoridades policiais. Fonte: Giro Ipiaú

Formatura de 1.441 novos policiais militares fortalece segurança pública na Bahia

Durante a cerimônia foram entregues três aeronaves e diversos equipamentos que ampliam a capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros em 14 municípios
A segurança pública da Bahia ganhou um importante reforço no combate à criminalidade e nas operações de resgate e emergências no estado com a formatura de 1.441 novos policiais militares e a entrega de equipamentos para a Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, realizadas pelo governador Jerônimo Rodrigues. Os atos aconteceram, na manhã desta sexta-feira (19), durante cerimônia realizada na Vila Militar do Bonfim, em Salvador.
‘Estamos formando 1.441 profissionais que depositam na ação da segurança pública uma inteligência capaz de encontrar saídas para resolver problemas”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues durante seu discurso na cerimônia de formatura.

Na solenidade, foram entregues três aeronaves multimissão para as forças policiais estaduais, sendo uma para Polícia Civil, uma para Polícia Militar e uma para o Corpo de Bombeiros Militar, em um investimento superior a R$ 101,5 milhões. Equipados para operações diurnas e noturnas, os helicópteros vão ampliar a cobertura aérea e permitir respostas mais rápidas a emergências em diferentes regiões da Bahia.

“As entregas de aeronaves e equipamentos reforçam ainda mais a capacidade de atuação das forças de segurança em todo o estado. Teremos três aeronaves que irão auxiliarão o policiamento no interior do estado, o pronto socorrismo e as ações de salvamento", destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.
O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia também ganhou reforço com a entrega de cinco viaturas Auto Bomba Tanque e Salvamento (ABTS), 14 motoaquáticas, seis botes salva vidas, além de kits para salvamento aquático, em investimentos de R$ 12,7 milhões. Os equipamentos vão acelerar o tempo de resposta da corporação em ações de busca, resgate e salvamento, beneficiando 14 municípios do estado.
“São equipamentos que melhoram a nossa resposta operacional e garantem mais segurança e melhores condições de trabalho para os bombeiros. É uma aquisição importante, que qualifica ainda mais o nosso parque de viaturas e equipamentos”, destacou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, coronel Aloísio Mascarenhas.

Curso de formação
O Curso de Formação de Soldados teve início em julho de 2025 e foi concluído em junho deste ano. Do total de formados, 1.246 são homens e 195 mulheres. “Os novos soldados ingressam, a partir de agora, no efetivo operacional da Polícia Militar e serão empregados diretamente no campo, reforçando as diversas unidades da corporação. É um efetivo bem formado e capacitado para servir cada vez melhor à sociedade.", afirmou o comandante-geral da PMBA, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães.

Realização de um sonho

Entre a emoção da formatura e a expectativa de iniciar uma nova etapa na carreira, os novos soldados celebraram a realização de um sonho construído com dedicação e muito esforço. Para a soldado Gisele Santos, a conquista representa a recompensa por cada renúncia e pelo compromisso assumido ao longo do curso. “Hoje é ver que todos os tijolinhos que construí dia após dia durante o curso valeram a pena, não só para mim, mas para todos os formandos”, comemorou.

Repórter: Leo Moreira/GOVBA

Ibirataia: Prefeito Sandro Futuca destaca avanços da gestão e fala sobre programação do São João 2026 durante entrevista na FM de Ipiaú

Gestor apresentou ações nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, assistência social e convidou população para os festejos juninos de Ibirataia

O prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca, participou nesta sexta-feira (19) do programa Amarelinho Notícias, apresentado pelo radialista Amarelinho na Ipiaú FM 91,1. Durante a entrevista, o gestor fez um balanço dos primeiros 18 meses de governo e apresentou as principais ações desenvolvidas pela administração municipal, além de divulgar a programação oficial do São João Raiz 2026.

Sandro Futuca afirmou que mantém uma gestão municipalista, voltada para o desenvolvimento de Ibirataia e da região. Entre as realizações destacadas, citou a implantação da iluminação pública 100% em LED, os serviços de limpeza urbana, a construção do Complexo Poliesportivo, a entrega de 61 unidades habitacionais em parceria com o Governo do Estado e a construção de dois galpões na feira livre.

O prefeito também ressaltou a antecipação do pagamento da primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais antes do São João, medida que, segundo ele, contribui para aquecer a economia local e fortalecer o comércio durante o período festivo.

Na área rural, informou que as máquinas da prefeitura seguem trabalhando na recuperação e manutenção das estradas vicinais. Já na saúde, destacou a ampliação das especialidades médicas, o transporte de pacientes para outros municípios e o abastecimento constante da Farmácia Central.

Na educação, Sandro Futuca destacou a reforma de todas as escolas da rede municipal, a implantação do Colégio Cívico-Militar e a ampliação do transporte universitário para Jequié com a disponibilização de mais um ônibus. “É através da educação que a sociedade melhora, e vamos continuar investindo para avançar ainda mais”, afirmou.

O gestor também ressaltou os avanços da Secretaria Municipal de Assistência Social e a oferta de serviços públicos concentrados no prédio da Prefeitura, como emissão da Carteira de Identidade e do Título de Eleitor. Na segurança pública, anunciou que o novo Complexo Policial está em fase final de construção e prometeu novidades para fortalecer ainda mais o setor.

Durante a entrevista, o deputado estadual Patrick Lopes participou do programa e elogiou a administração municipal. Segundo ele, Ibirataia vive um momento de organização administrativa, com serviços públicos funcionando, pagamentos em dia e investimentos em diversas áreas.

Sandro Futuca agradeceu o apoio do parlamentar e destacou a atuação de Patrick Lopes em defesa da região. O prefeito também declarou apoio aos pré-candidatos a deputado Jayme Vieira e Mateus, ressaltando a importância da representatividade política para garantir novos investimentos para o município.

Outro tema abordado foi a implantação do sistema de abastecimento de água para o Distrito de Algodão e a construção de uma nova escola na localidade, obras realizadas com apoio dos governos estadual e federal. O prefeito enfatizou a importância da parceria entre os entes públicos para a realização de investimentos estruturantes.

Ao final da entrevista, Sandro Futuca divulgou a programação oficial do São João Raiz 2026 e convidou moradores e visitantes para participarem dos festejos juninos.

Programação Oficial do São João Raiz 2026

21 de junho (domingo)

Carina Tapajós – 17h

Unha Pintada – 18h30

Meus Canários – 20h30

Erika Trindade – 22h

Mão de Pilão – 00h

Jeito de Amar – 1h30

Kamila Luz – 3h

22 de junho (segunda-feira)

Jhonatan Mota – 20h

Naldo Silva – 21h

Edgar Mão Branca – 22h

Frank Aguiar – 00h

Batista Lima – 2h

Forrozão Fernandes – 4h

23 de junho (terça-feira)

Leon Silva – 21h

Eric Land – 22h

Cia do Caprixxo – 00h

Nadson Ferinha – 2h

Vanoli – 4h

24 de junho (quarta-feira)

Kal Love Hits – 16h

Netto Brito – 17h30

Trio da Huanna – 21h30

Ynho San – 23h

O prefeito ainda revelou que uma atração surpresa será anunciada durante os festejos juninos e reforçou o convite para que toda a população de Ibirataia e da região participe da festa.

Ação da PF contra Jaques Wagner gera temor no governo e afeta discurso de Lula para campanha

O presidente Lula
A operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), provocou temor no entorno do presidente Lula (PT) pela avaliação de que trouxe a crise do Banco Master para o Planalto e de que pode amortecer o discurso da campanha petista contra Flávio Bolsonaro (PL).

Além de líder do governo no Senado, Jaques Wagner é uma figura influente no PT e tem relação pessoal com Lula, que por vezes o chama de "meu galego". Ele foi fundador do partido, governou a Bahia e também foi ministro da Defesa e da Casa Civil durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

Lula e Jaques Wagner conversaram após a operação, segundo o senador. "Ele fez questão de me ligar, se solidarizar comigo", narrou o parlamentar, que negou ter recebido repasses do Master, em entrevista à Band.

Mas, segundo aliados, Lula avalia como insustentável a permanência de Wagner na liderança do governo. O presidente não deverá destituí-lo, mas espera que essa iniciativa parta do próprio senador.

Com aval de Lula, ministros e integrantes do Governo da Bahia se lançaram em uma operação de convencimento de Wagner para que ele entregue o cargo e esperam a decisão, no máximo, até segunda-feira (22).

Após a operação da PF, Lula telefonou duas vezes para Wagner. Segundo aliados do presidente, nas duas conversas, não puderam discutir uma sucessão na liderança do governo devido ao abalo emocional do senador.

De acordo com eles, foi Lula quem sugeriu que Wagner concedesse uma entrevista para dar explicações. Mas, dentro do governo, a avaliação é de que elas foram insuficientes.

Interlocutores do presidente narram incômodo pela exposição do chefe do Executivo e avaliam que o parlamentar exagerou ao narrar o contato. Na mesma entrevista, Wagner disse que permaneceria no cargo, a menos que Lula decidisse o contrário.

Um grupo dentro do governo considera que Wagner falhou nos últimos meses em algumas articulações, como na derrota da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), e ficou inviabilizado no cargo após o rompimento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Mas avalia, porém, que Lula pode ter perdido o timing para a troca.

O presidente já havia questionado Wagner, em reuniões privadas, sobre notícias acerca de sua relação com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Segundo relatos, nessas ocasiões o senador tranquilizou Lula, afirmando não haver envolvimento com o caso.

Um dos argumentos foi o de que as relações comerciais sob suspeita ocorreram durante a gestão Jair Bolsonaro (PL). Dessa forma, ministros de Lula disseram estar surpresos com a revelação de vínculos entre o núcleo familiar de Wagner e Augusto Lima.

Após a operação, Wagner fez um desabafo. Em conversas, citou nomes de políticos investigados por cifras milionárias no caso e que não foram alvo de mandados de busca e apreensão. Numa menção à Lava Jato, disse que já passou por isso e vai superar novamente.

Mas há preocupação no PT com o impacto eleitoral dessa operação. Lula recuperou pontos de intenção de voto em pesquisas após a revelação de que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Master, para financiar o filme "Dark Horse", sobre a vida de seu pai.

No primeiro Datafolha divulgado após a revelação dos áudios de Flávio e Vorcaro, o pré-candidato do PL caiu seis pontos no primeiro turno. No segundo turno, o filho de Bolsonaro passou de 45% para 43%, enquanto Lula saiu de 45% para 47%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Outras pesquisas mostraram a recuperação do petista não somente em intenção de voto. O temor do PT é, justamente, que o escândalo interrompa essa espiral positiva e municie Flávio, que falou em "alento" nesta quinta e associou a origem do caso Master ao PT da Bahia.

Apesar de reconhecerem o impacto, esses aliados de Lula afirmam que os casos não podem ser equiparados. Dizem que Flávio é candidato à Presidência e mentiu sobre sua relação com Vorcaro.

Petistas afirmam ainda que vão continuar usando o escândalo contra o pré-candidato do PL. Lula, por sua vez, deverá insistir na linha de que "cada um que se explique", adotada em relação ao próprio filho nas investigações sobre o escândalo do INSS.

Publicamente, o discurso é de defesa de Wagner. O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo recebeu com "absoluta tranquilidade" a operação e disse que a ação mostrou que a PF tem independência para investigar.

"O caso Master é do governo anterior. Queremos que as investigações aconteçam com todo o rigor, no nosso governo a PF tem autonomia para apurar tudo", afirmou. "Jaques Wagner é uma liderança importante, que terá todo o direito e nossa proteção para se explicar. Vamos buscar a transparência total, não vamos colocar nada para debaixo do tapete", completou o articulador político do governo Lula.

O presidente do PT, Edinho Silva, defendeu Wagner e disse ter confiança de que o senador comprovará sua inocência. O dirigente disse que o parlamentar "é depositário de toda a nossa confiança".

"Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade, os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis, penalizados. Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança de que Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência", completou Edinho em nota.

Secretário de comunicação do PT e integrante da coordenação da campanha, Éden Valadares se antecipou às investidas bolsonaristas, publicando nas redes texto em apoio ao aliado.

"Quem autorizou o Banco Master foi o governo Bolsonaro. Quem é íntimo de Daniel Vorcaro, visitou mesmo após a prisão e tem ele como um 'irmão', é Flávio Bolsonaro. Quem recebeu milhões de reais deste esquema foi a família Bolsonaro. A tentativa de equiparar essas relações e falsamente criar a ideia de que o escândalo BolsoMaster atinge igualmente todos os campos políticos brasileiros é inócua e revela o grau de desespero de Flávio", afirmou.
Por Augusto Tenório, Catia Seabra e Caio Spechoto/Folhapress

Lula espera renúncia de Jaques Wagner da liderança do governo, dizem aliados

Com aval do presidente Lula (PT), ministros e aliados se lançaram nesta quinta-feira (18) em uma operação de convencimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para que ele entregue o cargo.

Segundo aliados, Lula avalia como insustentável a permanência dele na liderança do governo, mas, apesar dessa avaliação, não deverá destituí-lo. Espera que essa iniciativa parta do próprio Wagner.

Procurados por emissários do governo, aliados do senador, incluindo ministros e integrantes do Governo da Bahia, desencadearam essa articulação. Eles mesmos estariam convencidos da delicadeza da situação de Wagner.

A expectativa desses aliados de Lula é que Wagner renuncie nesta sexta-feira (19) ou no máximo na segunda-feira (22).

Nesta quinta, após a Polícia Federal deflagrar operação na Bahia relacionada ao Banco Master, Lula telefonou duas vezes para Wagner. Segundo aliados do presidente, nas duas conversas, não puderam discutir uma sucessão na liderança do governo devido ao abalo emocional do senador.

Ministros afirmam que esse gesto de solidariedade do presidente não deve ser entendido como uma garantia de manutenção no cargo de líder. Mas um aceno para que Wagner assuma a saída como uma iniciativa pessoal, sob o argumento de que precisa se dedicar à sua defesa.

Ainda segundo esses aliados, foi Lula quem sugeriu que concedesse uma entrevista para dar explicações. Mas, dentro do governo, a avaliação é de que elas foram insuficientes, o que exigirá desdobramentos.

Aliados do presidente avaliam que a operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado pode fornecer o discurso de defesa de Flávio Bolsonaro (PL), que foi flagrado em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para obtenção de recursos para o filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em meio a suspeitas de que Wagner tenha recebido valores ligados ao banco Master, de Vorcaro, Wagner chegou a ressaltar, em entrevista à Band News TV, a confiança de Lula em sua integridade. Após relatar um dos telefonemas do presidente, recebido pouco antes do meio-dia, Wagner disse apostar em sua permanência na função.

"Ele fez questão de me ligar, se solidarizar comigo", afirmou.

O senador disse continuar na liderança do governo no Senado até segunda ordem. "A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje, e eu acho muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim."

Aliados do presidente classificaram a entrevista como acima do tom, acrescentando não haver qualquer definição por sua permanência.

A PF cumpriu nesta quinta 18 mandados de busca e apreensão em nova fase da operação Compliance Zero. Os mandados foram expedidos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

Foram feitas buscas em endereços ligados a Wagner e Lima em Salvador e em um hotel em Brasília onde o senador mora.

Policiais federais também estiveram em endereço em Salvador de Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner, e da esposa dele, Bonnie Bonilha.
Por Catia Seabra/Folhapress

Entenda em 5 pontos operação da PF contra Jaques Wagner no caso Master

A Polícia Federal iniciou nesta quinta-feira (18) nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao seu ex-dono, Daniel Vorcaro. O alvo principal foi Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado.

A PF encontrou US$ 55 mil e 33 mil euros (cerca de R$ 471 mil, em valores atuais) em endereços ligados ao senador. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, autorizados pelo ministro do STF (Superior Tribunal Federal) André Mendonça.

Em nota o senador disse que não é réu, não foi denunciado e nem acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria alega que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais.

A investigação apura suspeitas de que Wagner recebeu benefícios do grupo ligado ao Master por meio de seu empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

1. QUEM É AUGUSTO LIMA E COMO ELE CONECTA WAGNER AO MASTER

Augusto Lima é o elo central entre Jaques Wagner e o Banco Master. Empresário baiano, Lima teve ascensão no setor financeiro quando criou o Credcesta, cartão consignado com benefícios a servidores públicos, lançado em 2018.

O produto nasceu da privatização da Ebal, rede de supermercados estatal conhecida como Cesta do Povo, processo conduzido pelo próprio Wagner quando era secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia. Em maio de 2020, Lima se tornou sócio do Banco Master de Daniel Vorcaro, saindo da sociedade em maio de 2024.

Com o tempo, Wagner e Lima estreitaram os laços. O próprio senador admitiu à Folha, em entrevista em janeiro, que os dois se tornaram amigos ao longo dos anos, a PF descreve a relação entre os dois como de "elevado grau de proximidade e confiança".

É a primeira vez que a Operação Compliance Zero envolve pessoas próximas a Lula. Em fases anteriores, o principal alvo político havia sido o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL), suspeito de receber mesadas de Vorcaro.

Em reportagem da Folha, a defesa de Augusto Lima afirmou que as ações da PF nesta quinta eram desnecessárias, e que o empresário está há seis meses á disposição das autoridades.

2. O APARTAMENTO DE R$ 2,5 MILHÕES E OS REPASSES À FAMÍLIA DO SENADOR

A PF apura duas frentes principais de benefícios recebidos por Wagner. A primeira envolve um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões no Horto Florestal, bairro nobre de Salvador.

Em novembro de 2024, Wagner encaminhou a Lima o contato do gerente de uma construtora e o número da unidade, com o preço de R$ 2,45 milhões. Seis meses depois, enviou ao empresário uma mensagem de um filho pedindo dados do proprietário do imóvel para um projeto de reforma.

O senador admitiu à Band News TV ter pedido a Lima que comprasse o apartamento, com a condição de recomprá-lo depois. "Como Guga é um investidor, eu disse a ele: 'você pode comprar? Depois eu vou recomprar'", afirmou.

A segunda frente envolve um repasse de R$ 3,5 milhões de uma empresa ligada a Lima ao núcleo familiar do senador. A transferência, realizada em outubro de 2025, partiu da PKL One Participações —empresa da prima de Lima— para a BN Financeira, vinculada a Bonnie Bonilha, esposa do enteado de Wagner, Eduardo Sodré.

3. AS VIAGENS DE JATINHO E OS INGRESSOS DE R$ 63 MIL PARA SHOW

Segundo a coluna Mônica Bergamo, a PF cita em relatório ao STF uma série de vantagens econômicas recebidas por Wagner para reforçar a proximidade entre o senador e Augusto Lima. Entre elas estão o uso gratuito de aeronaves vinculadas ao empresário e o recebimento de ingressos para shows no exterior de elevado valor.

Conforme a coluna, em outubro de 2023, Lima colocou um jatinho particular à disposição de Wagner e de familiares para uma viagem de Salvador até a Ilha da Paixão, propriedade do próprio empresário na Bahia, onde os dois se encontraram. Em abril de 2024, Wagner pediu ajuda a Lima para se deslocar ao Rio de Janeiro, e o empresário enviou ao senador o contato de um copiloto.

De acordo com a PF, em junho de 2023, Lima orientou sua secretária a adquirir ingressos para familiares de Wagner para shows da cantora Taylor Swift. Os bilhetes, no valor total de R$ 63,3 mil, foram pagos pela Reag — empresa que, segundo as investigações, tinha papel central na arquitetura financeira fraudulenta do Master e é suspeita de envolvimento com o crime organizado.

A relação com os shows não parou por aí. Em novembro do mesmo ano, Wagner perguntou a Lima sobre os "ingressos de sábado" —dia 25 de novembro, data em que Taylor se apresentou no Allianz Parque, em São Paulo. Após receber três arquivos de ingressos do banqueiro, o senador pediu mais duas entradas, concedidas pelo empresário.

4. A SUSPEITA DE ATUAÇÃO PARLAMENTAR EM FAVOR DO MASTER

Além dos benefícios pessoais, a PF vê indícios de que Wagner atuou no Congresso Nacional em favor dos interesses do grupo de Vorcaro e Lima. Uma das pautas mencionadas é uma emenda em medida provisória de 2022 sobre ampliação de crédito consignado, cuja tramitação ocorreu em data próxima a relações contratuais entre o Master e a empresa da esposa do enteado do senador.

A investigação também aponta envolvimento de Wagner na chamada "emenda Master", proposta apresentada por Ciro Nogueira (PP-PI) para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

A PF destaca ainda uma mensagem de Lima ao senador, em março de 2025, sobre a venda do Master ao BRB: "Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!" Para a investigação, a frase indica que Wagner "não seria mero destinatário passivo de informações, mas interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo econômico investigado".

5. O DINHEIRO ENCONTRADO PELA PF NOS ENDEREÇOS DE WAGNER

Durante as buscas desta quinta-feira, a PF encontrou US$ 49 mil em dinheiro vivo no quarto de hotel em Brasília onde Wagner mora, além de 33,5 mil euros e US$ 6.175 em endereços ligados ao parlamentar na Bahia — totalizando cerca de R$ 471 mil em moeda estrangeira.

Os valores foram apreendidos no âmbito dos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF, cumpridos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
Por Christian Policeno/Folhapress

Negócios a partir da Bahia podem ampliar investigação sobre Master em outros estados

As buscas e apreensões autorizadas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça na 9ª fase da Operação Compliance Zero têm potencial para ampliar as investigações sobre conexões políticas do Banco Master para além da Bahia, o principal foco nesta quinta-feira (18).

As equipes da Polícia Federal puderam recolher documentos na Terra Firme da Bahia Ltda e na PKL One Participações. Ambas fazem parte dos empreendimentos ligados ao empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master.

PKL é a empresa dona do Credcesta, produto que oferece um pacote de benefícios para servidores públicos, inclusive serviços financeiros como crédito com desconto em folha de pagamento. Pelo último balanço do Master, referente ao ano de 2024, o Credcesta chegou a entrar em 24 estados e 176 municípios.

Apesar de, até agora, as investigações terem sido concentradas na atuação de Vorcaro, executivos do mercado financeiro que acompanhavam o Master contaram à Folha, sob a condição de anonimato, que o grupo Terra Firme de Lima também era atuante em estabelecer pontes entre público e privado.

No Master, Lima controlava o Credcesta pessoalmente, acompanhando de perto a expansão do cartão e os contatos com governos de estados e prefeituras.

O ministro Mendonça permitiu a coleta de documentos na Terra Firme tomando como base que uma secretária dessa empresa enviou fotografias de presentes de elevado valor que eram destinados a Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

Para a busca e apreensão na PKL, por outro lado, o magistrado considerou que de lá saiu a transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira, empresa criada em 2021 e que tem entre os sócios Bonnie Toaldo Bonilha, esposa do enteado de Wagner.

Informações sobre Terra Firme e PKL têm pipocado ao longo das apurações do caso Master.

No início das investigações, a PF chegou a Augusto Lima por causa da Terra Firme. Os investigadores apuraram que as associações de servidores da Bahia, que teriam dado origem às carteiras falsas de crédito consignado repassadas pelo Master ao BRB (Banco de Brasília), haviam informado à Receita Federal o telefone dessa empresa e o e-mail "contabilidade@grupoterrafirme.com.br".

Recentemente, ranking laborado pela Folha mostrou que a Terra Firme da Bahia Ltda foi a segunda empresa que mais recebeu dinheiro do Master em transações classificadas pelo banco como serviços prestados entre 2022 e 2025. Foram R$ 186 milhões.

O décimo lugar nesse mesmo ranking foi ocupado por entidade da mesma organização de Lima, a ONG Terra Firme, com repasse de quase R$ 74 milhões. Essa ONG é presidida pela atual esposa do banqueiro, Flávia Lima, mais conhecida como Flávia Arruda, que foi deputada federal e ministra do governo de Jair Bolsonaro (PL).

Também foi alvo da operação uma pessoa que faz o elo entre essas duas empresas, a executiva Andréa Lima Novaes, prima de Augusto Lima. A Folha mostrou que ela atua na PKL como representante formal do Credcesta desde a criação do negócio, em 2018, e também tem destaque como representante da Terra Firme.

Em nota, os advogados de Augusto Lima, Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello, afirmaram que o empresário está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração e que as diligências realizadas pela PF nesta quinta foram "desnecessárias".

"As medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos", diz o texto. "Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública."

Por Alexa Salomão/Folhapress

Caso Master: Planalto desaprova estratégia usada por Wagner de tentar usar Lula como escudo na crise

Auxiliares do presidente dizem que permanência do senador na liderança do governo pode ficar insustentável
O senador Jaques Wagner (PT)
O Palácio do Planalto desaprovou a estratégia usada pelo senador Jaques Wagner (PT) de usar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como escudo para se defender das acusações que pesam contra ele. Ao dizer em entrevista à BandNews que Lula não vai tirá-lo da liderança do governo no Senado, nesta quinta-feira, 28, Wagner procurou demonstrar a total confiança do amigo-presidente.

Auxiliares diretos de Lula afirmaram, porém, que a situação de Wagner caminha para ficar insustentável. O argumento é que não dá para o presidente colar no senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal rival, a pecha de “Bolsomaster”, por causa das ligações dele com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e, ao mesmo tempo, manter o líder do governo no Senado depois de tudo o que a Polícia Federal descobriu.

Interlocutores do presidente no Planalto demostraram irritação com o fato de Wagner ter afirmado, na entrevista, que Lula lhe disse: “Fique firme; essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com minha confiança”.

O governo fará o que for necessário para não permitir que o escândalo do Master atinja Lula às vésperas das eleições. Diante desse cenário, se Wagner precisar ser rifado, será, mesmo a contragosto do presidente, seu amigo há quatro décadas.

Lula telefonou para o senador nesta quinta-feira para lhe prestar solidariedade, mas pediu que ele se defendesse em público e esclarecesse as acusações o mais rápido possível.

Wagner foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga a suspeita de que ele tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões, em Salvador, do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Além disso, a Polícia Federal apura pagamentos que teriam sido feitos a ele como propina por meio de uma empresa ligada à sua nora.

Na entrevista, Wagner negou todas essas acusações. Disse nunca ter recebido dinheiro do Master, mas admitiu que pediu para Augusto Lima comprar um apartamento, sob a condição de que ele o recompraria mais tarde.

“Eu tinha interesse de dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desses”, afirmou o senador, que demonstrou intimidade com Augusto Lima ao chamá-lo pelo apelido. “Como Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar’. Porque o apartamento está em construção e eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar o apartamento ou ela financiar”.

A explicação não foi considerada convincente por três auxiliares de Lula ouvidos pelo jornal O Estado de São Paulo. O senador também disse que os US$ 55 mil e 33 mil euros encontrados pela Polícia Federal em endereços ligados a ele eram fruto de diárias pagas pelo Senado, declaradas e não utilizadas em missões internacionais.

Lula acompanhou a entrevista de Wagner à tarde, no Palácio da Alvorada, ao lado do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. O presidente chegou a Brasília na madrugada desta quinta-feira, vindo de uma viagem a Évian-les-Bains, na França, após participar do G-7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo.

Como informou o Estadão, o discurso de Lula sobre a nova crise será o de que, sob seu comando, a Polícia Federal tem autonomia para investigar quem quer que seja, doa a quem doer. Ao afirmar que o presidente disse a ele que as acusações foram feitas apenas para tentar desestabilizá-lo, Wagner assumiu um tom que não interessa ao governo.

Por Vera Rosa/Estadão

Depois do Irã, a terceira guerra mundial vem aí, mas não envolve quem você pensa

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Governo americano proibiu o acesso ao modelo de IA da Anthropic Fable Foto: Marissa Leshnov/The New York Times
O governo Trump passou a última semana tentando pôr fim a uma guerra enquanto se envolvia cada vez mais em outra. A primeira guerra, a guerra contra o Irã, parece o epílogo de uma era; parece improvável que os Estados Unidos empreendam outra guerra para promover uma mudança de regime no Oriente Médio em um futuro próximo. Já a segunda guerra, a batalha em torno dos modelos de inteligência artificial de ponta da Anthropic, é o início de um novo tipo de conflito, com potências privadas e governos nacionais lutando para determinar quem realmente governa um mundo dominado pela IA.

A natureza do conflito envolvendo a Anthropic pode ser rapidamente resumida, mesmo que os detalhes estejam em disputa. Há dois meses, a empresa se recusou a divulgar publicamente seu modelo mais recente, o Mythos, alegando várias preocupações com a segurança (e exaltando o poder revolucionário do modelo). Após apresentar uma prévia do Mythos ao governo dos EUA e a certas empresas, a Anthropic lançou então o Fable, uma versão do modelo com várias barreiras de segurança. A Amazon, investidora e cliente da Anthropic, descobriu uma maneira de contornar algumas dessas proteções. Isso foi relatado à Casa Branca; a resposta da Anthropic foi considerada insatisfatória, e o governo utilizou seu poder de controle de exportações para proibir o uso do Fable por qualquer cidadão estrangeiro dentro dos Estados Unidos e por qualquer pessoa fora do país — uma regra que a Anthropic interpretou como uma exigência para desativar o novo modelo de IA.

É nesse ponto que nos encontramos agora, com a empresa e o governo negociando sobre como trazer o Fable de volta, enquanto vazamentos contínuos para a imprensa retratam um ou outro lado como irracional, imprudente ou ideológico e sem noção sobre tecnologia.

É um conflito repleto de ironias. Uma Casa Branca que se considera defensora de uma abordagem de livre mercado em relação à IA já utilizou, por duas vezes, medidas regulatórias severas contra a principal empresa de IA dos Estados Unidos. (No primeiro caso, no início deste ano, o Pentágono basicamente tentou excluir a Anthropic de todas as cadeias de suprimentos do governo devido a disputas sobre o uso de seus modelos em tempo de guerra.) Enquanto isso, a Anthropic se considera a empresa de IA mais atenta às questões de segurança e ávida por supervisão democrática, mas cada medida do governo Trump levou a empresa a gritar: “Não, não é assim!”

É claro que é assim que as guerras costumam se apresentar, com várias hipocrisias, choques culturais e mal-entendidos alimentando o conflito tanto quanto avaliações razoáveis do que está em jogo. Mas, além dos detalhes específicos sobre por que, digamos, os profissionais de tecnologia libertários do governo Trump desconfiam dos profissionais de tecnologia altruístas eficazes que dirigem a Anthropic, o tipo de conflito que estamos vendo aqui é determinado em grande parte pela trajetória dos modelos de IA: há poder potencial demais aqui para que não haja lutas contínuas e crescentes sobre quem realmente vai mandar.

A disputa em torno do Fable antecipa as duas formas gerais que esse conflito assumirá. Primeiro, há uma luta entre os setores público e privado, na qual os governos buscam um equilíbrio regulatório que lhes permita manter um veto significativo sobre os gigantes da IA sem aniquilar seu poder de inovação, enquanto as empresas de IA tentam manter o controle sobre seus próprios modelos e influência sobre como os governos utilizam suas inovações.

Há aqui um caminho que leva à nacionalização em tudo, menos no nome, e um caminho que leva a uma espécie de tomada de controle corporativa de fato do governo, ou pelo menos a uma simbiose do tipo “grande demais para falir”. E, ao longo desse caminho, pode haver não apenas conflitos entre presidentes e executivos de IA, mas também ações cada vez mais implacáveis entre empresas, por medo de que o cenário da IA se torne um “o vencedor leva tudo” em uma escala que nunca vimos antes no capitalismo. (Não estou dizendo que seja por isso que a Amazon trairia seu querido parceiro de negócios na Anthropic; estou apenas dizendo que existem trajetórias potenciais para as empresas de IA que poderiam ameaçar seus parceiros atuais com servidão ou irrelevância.)

Então, paralelamente à luta para controlar o poder da IA dentro das fronteiras americanas, há a luta geopolítica para maximizar o poder global (onde os únicos atores reais provavelmente são os Estados Unidos e a China) e manter a soberania (onde todos os demais provavelmente estarão se esforçando para manter alguma independência). O uso de controles de exportação para desativar o Fable provavelmente refletiu os temores dos EUA de que a China tivesse acesso a uma versão desbloqueada do modelo, mas também foi um aviso a todos os outros países do mundo: se acabarmos tendo modelos de IA que permeiam a economia, criados e regulamentados nos Estados Unidos, o governo americano controlará o botão de ligar e desligar.

Uma possibilidade do que isso significa é explorada em “Europa 2031”, um cenário futurista escrito por pesquisadores e investidores europeus em IA, no qual a União Europeia acaba optando pela vassalagem política e econômica aos Estados Unidos ou à China, por não dispor de modelos de IA suficientemente poderosos que estejam sob seu próprio controle.

Isso pode ser um exagero: as regras normais do comércio e da vantagem comparativa podem continuar a se aplicar; a Europa poderia manter sua influência geopolítica por meio de outras formas de conhecimento tecnológico; os modelos de código aberto podem permanecer competitivos (em vez de serem deixados para trás por IAs de ponta proprietárias que criam outras IAs de ponta em um ciclo acelerado).

Mas, no mínimo, o domínio americano e chinês em IA criará novos problemas para a soberania, novas formas de dependência e coerção, que pesarão fortemente sobre as potências médias à medida que suas economias se tornarem cada vez mais dependentes de modelos específicos e do acesso ao poder de computação.

Por fim, devo observar que, do ponto de vista de muitos analistas de IA, esse esboço de conflito futuro representa o cenário otimista, pois pressupõe que os atores humanos e as instituições humanas — Estados-nação, impérios, executivos, presidentes — ainda são os que lutam pelo controle. Essas guerras humanas serão travadas à sombra de um cenário mais sombrio — em que a guerra que realmente importa é contra nossa própria criação, e o que está em jogo não é se a Anthropic, o Pentágono ou Pequim detêm mais poder, mas se os seres humanos têm alguma influência alguma.
Fonte: Estadão

Israel desafia acordo de paz dos EUA com Irã e posta mapa com território ocupado no Líbano

             Ataque atribuído a Tel Aviv mata três pessoas, segundo agência estatal libanesa
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu
Israel publicou nesta quinta-feira (18) um mapa mostrando uma zona ampliada de controle militar no sul do Líbano e afirmou que não descarta realizar ataques além dessa área, desafiando os termos de um pacto entre os Estados Unidos e o Irã que prevê o respeito à soberania libanesa.

A chamada "zona de segurança" quase 10 km dentro do território libanês. O Exército de Israel informou que suas tropas permanecerão na região "para eliminar ameaças do grupo Hezbollah, aliado de Teerã.

Um alto israelense de alto escalão disse à agência Reuters que Israel está conduzindo "negociações difíceis" com o governo do presidente Donald Trump para manter a área ocupada.

O novo mapa mostra uma expansão significativa da área sob controle israelense. Em abril, as Forças Armadas haviam divulgado uma versão anterior delimitando a chamada zona de segurança no sul do Líbano. Agora, a atualização indica que as tropas operam vários quilômetros mais ao norte, incluindo áreas próximas a Nabatieh, um dos principais redutos do Hezbollah, localizado ao norte do rio Litani.

Embora militares israelenses já atuassem em parte dessas regiões há várias semanas, esta é a primeira vez que o Exército reconhece publicamente a ampliação da zona de controle, destacada em vermelho escuro no mapa divulgado nesta quinta-feira.

Em discurso televisionado na quarta-feira, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou a ideia de zonas de segurança israelenses em território libanês. "Não há zonas amarelas, vermelhas ou verdes. Israel deve sair, e sairá", afirmou.

Um acordo provisório assinado na quarta-feira para encerrar a guerra no Oriente Médio prevê o fim dos combates em todas as frentes, incluindo no Líbano, e exige que as partes garantam "a integridade territorial e a soberania" do país.

Israel vem rejeitando os apelos para retirar suas tropas do território do país vizinho. A invasão israelense causou a deslocamento de mais de um milhão de pessoas na região, segundo as autoridades, e ao menos 1.530 mortos.

Desde o anúncio do acordo entre Teerã e Washington, a intensidade da violência no sul libanês caiu, mas não cessou. Segundo a agência libanesa NNA, três pessoas morreram nesta quinta em várias ofensivas atribuídas a Tel Aviv. Um dos episódios envolveu um ataque de drone contra um carro na região de KfarTebnit.

O Hezbollah também mirou tropas israelenses no sul do país nesta semana, inclusive com drones explosivos que mataram e feriram soldados.

O grupo extremista arrastou o Líbano ao atacar Israel em solidariedade ao Irã. Israel respondeu com bombardeios e uma invasão terrestre no sul.

Aliados, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e Trump entraram em choque repetidas vezes nas últimas semanas devido à questão do Líbano. Dentro do Estado judeu,membros do governo e da oposição criticaram o acordo costurado pelos EUA, alegando que ele não atende suficientemente às preocupações de Israel.

Trump não esconde sua frustração com Netanyahu e criticou as ações militares israelenses no Líbano, dizendo que não era necessário bombardear prédios inteiros para perseguir membros do Hezbollah. No entanto, não há sinais de que essas críticas se traduzirão em medidas concretas que possam forçar Israel a rever suas táticas militares.

Israel descreve os territórios que ocupou no Líbano, em Gaza e na Síria como "zonas de amortecimento" entre o país e seus inimigos, um elemento central de sua política de segurança recente.

A divulgação do mapa ocorre antes de uma nova rodada de negociações entre Israel e Líbano mediadas pelos EUA, marcada para a próxima semana em Washington.

Autoridades israelenses, falando sob anonimato, afirmam que Israel deixou aberta a possibilidade de se retirar do sul do Líbano caso as negociações avancem. Tel Aviv busca o desarmamento do Hezbollah como resultado dessas conversas, enquanto o Líbano exige a retirada das tropas israelenses.
Por Folhapress

Apreensão de dinheiro em endereços de Jaques Wagner supera em mais de R$ 130 mil diárias recebidas

             Senador diz que parte do valor encontrado foi adquirido por ele próprio para fazer viagens

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT)
O dinheiro em espécie encontrado pela PF (Polícia Federal) em endereços ligados ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), supera em R$ 134 mil os valores das diárias pagas pelo Senado por viagens feitas pelo parlamentar no atual mandato.


Segundo dados do site do Senado Federal, de 2019 para cá, o senador gastou quase R$ 337 mil com diárias. O valor foi reembolsado pela Casa.

Mas nesta quinta (18), em endereços ligados ao senador, a PF encontrou ainda mais dinheiro: US$ 55 mil e 33,5 mil euros, o que totaliza pouco mais de R$ 471 mil.

Na entrevista, o senador afirmou que recebeu parte do Senado e comprou outra parte para realizar as viagens.

"Eu recebi de diárias aproximadamente US$ 70 mil e, outras vezes que fui viajar eu comprei, via Banco do Brasil, onde tenho conta, dólares ou euros para fazer as viagens. Então não tenho nenhuma coisa a esconder", afirmou.

A assessoria do senador confirmou que a diferença dos valores encontrados em endereços de Wagner se deve do fato de ele ter comprado parte disso por conta própria.

A Polícia Federal apura suspeitas de que o senador baiano tenha recebido pagamentos ligados ao banco Master por meio da empresa da mulher do enteado dele, além de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões.
Por Gabriela Echenique/Folhapress

Arrastado para o caso Master, Wagner resiste deixar liderança do governo: “Continuo até que o presidente peça para eu me retirar”

Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo
O senador Jaques Wagner (PT)
Abatido em cheio pela mais recente operação da Polícia Federal sobre o Banco Master, o senador Jaques Wagner (PT) diz que não aventa a possibilidade de deixar, por livre e espontânea vontade, a liderança do governo Lula no Senado. Endereços do petista foram alvos de busca e apreensão nesta quinta-feira (18).

“Eu continuo na liderança até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer é um direito dele, o cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema. Então, na minha opinião, ele vai manter”, afirmou, em entrevista à TV Band News.

“Até porque isso por enquanto é uma mera investigação como foi a investigação de 2018 sobre a Fonte Nova, até agora eu não sou réu, não sou culpado, não sou nada. É uma investigação em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou no celular ou em alguma delação de alguém que eu desconheço quem foi e vieram conferir comigo. Eu estou absolutamente tranquilo em relação a tudo que eu tenho a dizer”, argumentou.

Durante a entrevista, a primeira desde que foi visitado no início da manhã por agentes da PF, Wagner deu detalhes da conversa por telefone com o presidente Lula.

“O presidente Lula ligou para se solidarizar comigo, dizer que mantém absoluta confiança nele e a gente se conhece há 48 anos e, portanto, ele sabe qual é o meu jeito de agir. Aliás, a Bahia sabe, porque a Bahia é terra de muro baixo. Se eu tivesse qualquer tipo de esquema fora do permitido, seguramente todo mundo saberia. Vou repetir, eu não tenho CNPJ, eu só tenho meu CPF”.

“Então, ele só ligou para dizer ‘fique firme, essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com a minha confiança’. Então, do meu ponto de vista, até agora o que eu tenho do presidente Lula é a solidariedade ao ocorrido”, completou.

birataia: Prefeitura recebe Certificado de Transparência nos Festejos Juninos 2026

Reconhecimento concedido pelo MP-BA e TCM-BA destaca compromisso da gestão municipal com a transparência na aplicação dos recursos públicos

Foto: Divulgação/Ascom-PMI

A Prefeitura de Ibirataia foi reconhecida, nesta terça-feira (16), com o Certificado de Transparência nos Festejos Juninos 2026, concedido pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). A certificação destaca os municípios que colaboram voluntariamente com a divulgação de informações relacionadas aos gastos públicos dos festejos juninos. O reconhecimento reforça o compromisso da administração municipal com a responsabilidade fiscal e a gestão transparente dos recursos públicos.

A conquista evidencia o empenho da gestão em garantir o acesso da população às informações sobre investimentos realizados na promoção das festividades juninas. A iniciativa fortalece a confiança da sociedade nas ações do poder público e demonstra o compromisso com os princípios da legalidade, eficiência e transparência. Além disso, a certificação valoriza as boas práticas administrativas adotadas pelo município na execução de eventos culturais de grande relevância para a comunidade.

Para o prefeito Sandro Futuca, o reconhecimento representa o resultado de uma gestão comprometida com a ética e a transparência. “Receber este certificado é motivo de orgulho para nossa administração e para toda a população de Ibirataia. Trabalhamos com responsabilidade, garantindo que cada investimento seja realizado de forma transparente e em benefício da nossa comunidade”, destacou. A Festa Junina de Ibirataia acontecerá entre os dias 21 e 24 de junho e promete movimentar a cidade com grandes atrações, valorização da cultura nordestina e fortalecimento da economia local.

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