Fux fechou cerco a atos de Moraes na trama golpista após se irritar com reunião entre ministro e chefe da PF

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), fechou o cerco aos atos do ministro Alexandre de Moraes no caso da trama golpista após se irritar com uma reunião secreta realizada entre o colega o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A interlocutores Fux sinalizou que o encontro foi inadequado, já que ainda pairam no ar suspeitas sobre uma atuação enviesada por parte de Andrei na crise do Banco Master, no sentido de blindar Moraes de investigações.

Já aliados de Moraes entendem que a decisão foi um aceno a Flávio Bolsonaro (PL). Segundo reportagem do ICL Notícias, a desembargadora Marianna Fux, filha do ministro do STF, é uma das cotadas para uma vaga na corte caso o senador vença a eleição contra Lula (PT).

A assessoria de Fux negou a correlação e afirmou que se trata de intriga para minimizar a seriedade da decisão. Já Andrei afirmou que a atuação da PF tem ocorrido "em estrito cumprimento de seu dever legal e de ordens judiciais".

Nesta quinta-feira (8), Fux pediu acesso integral a processos relatados por Moraes, como os inquéritos das fake news, das milícias digitais e da tentativa de golpe de Estado, para analisar possíveis irregularidades na condução desses casos.

A ordem foi proferida mais de dois anos depois do pedido do PP, ajuizado em abril de 2024, e vem em meio à divisão interna do STF, em que Fux e Moraes estão em alas opostas. O avanço também coincide com a proximidade do julgamento da revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro, como revelou a Folha.

A reunião entre Andrei e Moraes ocorreu na terça (6) no gabinete do ministro, sem divulgação nas agendas oficiais do Supremo ou da PF. Além do diretor-geral, estavam presentes o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, e o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali.

O incômodo de Fux é com o fato de ainda estar em aberto o debate sobre a validade do relatório da PF que embasou as alegações de abuso de autoridade que Moraes fez contra o ministro André Mendonça, relator do caso Master.

Em conversas com auxiliares, Fux lembrou que foi esse relatório que levou a Segunda Turma a formar maioria para afastar o diretor-geral das funções (com votos dele, de Mendonça e de Kassio Nunes Marques).

Na ocasião, houve um pedido de vista de Gilmar Mendes. Posteriormente, veio uma decisão do ministro Flávio Dino determinando que Andrei fosse reintegrado ao cargo. Fux entende que ainda não houve uma decisão colegiada definitiva sobre o chefe da PF, e que por isso a reunião com Moraes foi indevida.

Embora tenha pedido informações para poder analisar possíveis ilegalidades de Moraes nos inquéritos, Fux tem afirmado a pessoas de sua equipe que só vai tomar decisões após o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25.

O PP, autor do pedido, é representado pelo advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno. Ele solicita a Fux que declare a nulidade de todos os atos e provas do inquérito sobre a trama golpista. De acordo com o partido, Moraes não teria agido de forma imparcial, pois em tese seria uma vítima dos fatos em apuração.

A sigla também alega que a investigação foi indevidamente derivada dos inquéritos das fake news e das milícias digitais, para que Moraes concentrasse poder. Outro questionamento é quanto à falta de investigados com foro por prerrogativa de função.

Fux afirmou que não tem elementos suficientes para analisar o pedido de liminar do PP e que não pode tomar uma decisão com base em inferências ou levando em conta apenas o que o partido argumenta. Por isso, considera fundamental o acesso integral aos autos dos processos.

Um dos pontos que o ministro vai analisar é se o processo em que foi autorizada a Operação Tempus Veritatis foi "uma investigação autônoma travestida de petição" ou se houve ampliação indevida das diligências requeridas pela PF.

Na ação penal sobre a trama golpista, Fux foi o único a votar pela absolvição de Bolsonaro, vencido pelos ministros Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia, que votaram por condenar o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão. Depois do isolamento, ele pediu transferência para a Segunda Turma.

Por Luísa Martins/Folhapress

Douglas Ruas deve ser declarado governador eleito do RJ sob investigação

O presidente da Assembleia do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), deve ser declarado governador eleito já sob investigação. A Procuradoria-Geral da Justiça instaurou em julho um procedimento para apurar os crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude licitatória e organização criminosa.

A base da investigação são as transações milionárias realizadas por ele e a empresa dele nos últimos três anos, reveladas pela Folha em abril. Também fazem parte da apuração uma auditoria realizada pelo governo estadual na Secretarias de Cidades, comandada por Ruas na gestão Cláudio Castro (PL).

Procurado, a assessoria de Ruas não comentou. Após o debate da TV Globo, na semana passada, o deputado disse que tem tranquilidade com a investigação e disse que ela será arquivada.

"O Ministério Público recebe as informações e tem que apurar para ver se há veracidade naquilo que está sendo entregue. Recentemente o Ministério Público já arquivou uma dessas acusações, porque foram inverdades. E eu nem fui chamado para prestar quaisquer esclarecimentos. Tenho certeza que essa outra será arquivada. Estou à disposição, mas como são mentiras tão grotescas, que eu acredito que vai seguir o mesmo caminho que seguiu a outra", disse ele.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu nesta quinta-feira (8) considerar definitivamente nulos os votos dados ao ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo Governo do Rio de Janeiro. A decisão abre caminho para a proclamação de sua vitória no primeiro turno, com 50,88% dos votos válidos.

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), que disputaria o segundo turno com Ruas caso os votos fossem validados, pediu recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal), negado pelo ministro Cristiano Zanin. Ele, então, reconheceu a derrota no pleito estadual.

O procedimento contra Ruas foi aberto com base numa denúncia anônima enviada ao Ministério Público e enviada ao Tribunal de Justiça, foro especial do presidente da Assembleia. A apuração está sob sigilo. Caso seja mantida até a posse de Ruas, ela deve ser enviada à Procuradoria-Geral da República.

Como a Folha mostrou, Ruas, a esposa, Mariana Barbosa, e empresas do casal realizaram uma série de aquisições imobiliárias e de precatórios nos últimos três anos. Os bens adquiridos estão avaliados, segundo escrituras, em mais de R$ 16 milhões.

As transações começaram em janeiro de 2023, quando Ruas havia sido eleito com a segunda maior votação do estado. Elas se intensificaram após setembro do mesmo ano, quando assumiu a Secretaria de Cidades.

Na ocasião, o deputado disse em nota que a empresa da qual é proprietário tem "sólida atuação no mercado de logística". Declarou que, a partir de 2023, "passou a atuar no mercado imobiliário e na aquisição de ativos financeiros, incluindo precatórios". Disse também que a mulher "atua no ramo varejista há dez anos".

O portal Metrópoles revelou, em setembro, que a firma de Ruas recebeu R$ 1,58 milhões da pedreira da família do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), um de seus padrinhos políticos, que foi subcontratada por empresa que executava obra da Secretaria de Cidades.

Ruas afirmou que não mistura suas atividades privadas com sua atuação política. Ele declarou que os serviços prestados por sua empresa não relação direta nem indireta com obras públicas.

"Sei muito bem separar a vida pública da vida privada. Com muita tranquilidade, nós esclarecemos todos os fatos e defendemos que todos os órgãos de controle que possam fiscalizar e atuar pelo zelo dos recursos públicos", disse Ruas.

Outra suspeita se deve a uma auditoria realizada pelo governo interino do desembargador Ricardo Couto nos contratos da Secretaria Estadual de Cidades, comandada por Ruas de setembro de 2023 até março deste ano.

O principal achado foi um aditivo de 45% feito a um contrato 17 dias depois do início de sua execução. Um dos fornecedores do serviço foi a mineradora da família de Altineu.

Ruas declarou, em nota, que a secretaria "não interfere na escolha dos fornecedores de insumos pelas empresas contratadas". Disse também que a nova lei de licitações não impõe o limite de 25% nos aditivos de valores, como aponta a auditoria.

Em nota, Altineu afirmou que a mineradora Santa Edwiges "é uma empresa privada que nunca participou de nenhuma licitação com o Governo do Estado e só vende para clientes privados". Afirmou ainda que a empresa pratica preços menores do que a tabela do governo.

O presidente da Assembleia do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), deve ser declarado governador eleito já sob investigação. A Procuradoria-Geral da Justiça instaurou em julho um procedimento para apurar os crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude licitatória e organização criminosa.

A base da investigação são as transações milionárias realizadas por ele e a empresa dele nos últimos três anos, reveladas pela Folha em abril. Também fazem parte da apuração uma auditoria realizada pelo governo estadual na Secretarias de Cidades, comandada por Ruas na gestão Cláudio Castro (PL).

Procurado, a assessoria de Ruas não comentou. Após o debate da TV Globo, na semana passada, o deputado disse que tem tranquilidade com a investigação e disse que ela será arquivada.

"O Ministério Público recebe as informações e tem que apurar para ver se há veracidade naquilo que está sendo entregue. Recentemente o Ministério Público já arquivou uma dessas acusações, porque foram inverdades. E eu nem fui chamado para prestar quaisquer esclarecimentos. Tenho certeza que essa outra será arquivada. Estou à disposição, mas como são mentiras tão grotescas, que eu acredito que vai seguir o mesmo caminho que seguiu a outra", disse ele.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu nesta quinta-feira (8) considerar definitivamente nulos os votos dados ao ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo Governo do Rio de Janeiro. A decisão abre caminho para a proclamação de sua vitória no primeiro turno, com 50,88% dos votos válidos.

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), que disputaria o segundo turno com Ruas caso os votos fossem validados, pediu recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal), negado pelo ministro Cristiano Zanin. Ele, então, reconheceu a derrota no pleito estadual.

O procedimento contra Ruas foi aberto com base numa denúncia anônima enviada ao Ministério Público e enviada ao Tribunal de Justiça, foro especial do presidente da Assembleia. A apuração está sob sigilo. Caso seja mantida até a posse de Ruas, ela deve ser enviada à Procuradoria-Geral da República.

Como a Folha mostrou, Ruas, a esposa, Mariana Barbosa, e empresas do casal realizaram uma série de aquisições imobiliárias e de precatórios nos últimos três anos. Os bens adquiridos estão avaliados, segundo escrituras, em mais de R$ 16 milhões.

As transações começaram em janeiro de 2023, quando Ruas havia sido eleito com a segunda maior votação do estado. Elas se intensificaram após setembro do mesmo ano, quando assumiu a Secretaria de Cidades.

Na ocasião, o deputado disse em nota que a empresa da qual é proprietário tem "sólida atuação no mercado de logística". Declarou que, a partir de 2023, "passou a atuar no mercado imobiliário e na aquisição de ativos financeiros, incluindo precatórios". Disse também que a mulher "atua no ramo varejista há dez anos".

O portal Metrópoles revelou, em setembro, que a firma de Ruas recebeu R$ 1,58 milhões da pedreira da família do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), um de seus padrinhos políticos, que foi subcontratada por empresa que executava obra da Secretaria de Cidades.

Ruas afirmou que não mistura suas atividades privadas com sua atuação política. Ele declarou que os serviços prestados por sua empresa não relação direta nem indireta com obras públicas.

"Sei muito bem separar a vida pública da vida privada. Com muita tranquilidade, nós esclarecemos todos os fatos e defendemos que todos os órgãos de controle que possam fiscalizar e atuar pelo zelo dos recursos públicos", disse Ruas.

Outra suspeita se deve a uma auditoria realizada pelo governo interino do desembargador Ricardo Couto nos contratos da Secretaria Estadual de Cidades, comandada por Ruas de setembro de 2023 até março deste ano.

O principal achado foi um aditivo de 45% feito a um contrato 17 dias depois do início de sua execução. Um dos fornecedores do serviço foi a mineradora da família de Altineu.

Ruas declarou, em nota, que a secretaria "não interfere na escolha dos fornecedores de insumos pelas empresas contratadas". Disse também que a nova lei de licitações não impõe o limite de 25% nos aditivos de valores, como aponta a auditoria.

Em nota, Altineu afirmou que a mineradora Santa Edwiges "é uma empresa privada que nunca participou de nenhuma licitação com o Governo do Estado e só vende para clientes privados". Afirmou ainda que a empresa pratica preços menores do que a tabela do governo.
Por Italo Nogueira/Folhapress

João Roma descarta negociação para filiação de Bruno Reis ao PL, mas não fecha portas para o futuro

O presidente do PL na Bahia, João Roma, descartou, neste momento, qualquer negociação para a filiação do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), à legenda. O ex-ministro, no entanto, não fechou as portas para uma eventual mudança partidária no futuro e admitiu que o cenário poderia ser diferente caso Bruno estivesse interessado em disputar o Governo da Bahia.

“Não tem conversas nesse momento sobre filiação partidária. Teria se Bruno fosse candidato a governador, por exemplo, já que ele não pode ser prefeito novamente, mas no momento não”, afirmou Roma, ao comentar as especulações de que o prefeito poderia ingressar no PL e assumir o comando estadual da sigla.

Segundo Roma, os rumores podem ter surgido após uma viagem a Brasília nesta semana, quando esteve acompanhado de Bruno Reis e do ex-prefeito ACM Neto (União) para tratar do apoio à Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. A aproximação dos três políticos teria alimentado especulações sobre uma possível reorganização partidária na Bahia.

A possibilidade de Bruno Reis assumir o PL baiano ganhou repercussão nos bastidores políticos nos últimos dias. A eventual mudança colocaria o prefeito à frente de uma das principais estruturas partidárias da direita no estado, ampliando sua influência política e provocando uma reacomodação de forças no grupo de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

João Roma também comentou as especulações sobre uma eventual candidatura à Prefeitura de Salvador nas eleições de 2028. O presidente estadual do PL confirmou que já manifestou interesse em administrar a capital baiana, mas ressaltou que não existe qualquer decisão tomada sobre a disputa.

“Manifestei desejo de ser prefeito de Salvador sim. Mas quem não quer. Sou figura pública. Mas nada concreto. Por enquanto sigo presidente do PL. Não houve convite a mim”, salientou.
Fonte: Politica Livre

João Roma acusa PT de “terrorismo eleitoral” e afirma que Flávio Bolsonaro vai ampliar investimentos na Bahia- Por Redação

Foto: Divulgação/Arquivo
O presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou o que chamou de “terrorismo eleitoral” do PT contra o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo, o ex-ministro da Cidadania rebateu uma fake news espalhada pelo grupo político sobre uma suposta interrupção de investimentos da montadora BYD na Bahia caso Flávio seja eleito e defendeu que o debate se concentre nos problemas enfrentados pela população.

“O PT, no desespero, querendo vender medo para as pessoas. O verdadeiro medo do cidadão hoje é fazer as compras no supermercado e o dinheiro não dar, é andar nas ruas e perder a vida por causa de um celular”, afirmou.

Roma citou uma nota divulgada pela BYD esclarecendo que a empresa não havia solicitado reunião com autoridades para tratar dos investimentos na Bahia.

“A gente tem que lutar para trazer mais investimentos para a Bahia, e é isso que Flávio vai fazer para a Bahia e para o Nordeste”, declarou.

Segundo Roma, o compromisso com o Estado foi reafirmado por Flávio durante uma reunião em Brasília, com a participação de ACM Neto. O dirigente do PL disse acreditar que uma eventual gestão do candidato vai ampliar investimentos, reduzir impostos e criar oportunidades para os baianos.

“Ele vai ser o melhor presidente para o Nordeste do Brasil e vai cuidar da nossa Bahia. Isso é o que ele me prometeu lá em Brasília”, disse.

Ex-ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro, Roma também comparou os ataques atuais às fake news feitas pelo PT durante a gestão anterior sobre a continuidade dos programas sociais. Roma destacou que as previsões caluniosas de encerramento dos benefícios não se confirmaram, e o valor destinado às famílias foi ampliado.

“Diziam que Bolsonaro ia acabar o Bolsa Família. Nós mais do que triplicamos o valor e ajudamos de verdade na área social, para ajudar o cidadão necessitado”, afirmou.

Roma defendeu que a proteção social seja acompanhada de medidas que permitam às famílias conquistar melhores condições de vida. “Além da estrutura de suporte social, a gente vai dar oportunidade para que as pessoas possam, sim, melhorar de vida”, concluiu.

Paulo Azi acusa PT de fazer terrorismo eleitoral na Bahia com “verdadeira fábrica de fake news”: “Desespero e irresponsabilidade”

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) acusou, nesta quinta-feira (8), lideranças do PT na Bahia de promoverem uma campanha de terrorismo eleitoral e disseminação de notícias falsas após o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) anunciar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo o parlamentar, os petistas estão tentando espalhar medo entre os eleitores com informações sem fundamento sobre o futuro de investimentos e obras no estado.

Azi citou como exemplo as declarações da deputada federal Ivoneide Caetano (PT), que afirmou que a montadora chinesa BYD estaria preocupada com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e poderia deixar Camaçari. As afirmações, no entanto, foram contestadas pela própria BYD. Em nota, a montadora negou ter solicitado qualquer encontro com autoridades para tratar das eleições e reafirmou seus planos de expansão das operações no Brasil.

“Estamos vendo uma verdadeira fábrica de fake news montada pelo PT na Bahia. É terrorismo eleitoral puro. Eles inventam histórias, espalham medo e tentam assustar a população porque estão desesperados com a possibilidade de Lula perder a eleição para Flávio Bolsonaro”, afirmou Paulo Azi.

O parlamentar ainda lembrou que o governo petista deixou a Ford sair de Camaçari, prejudicando a economia da Bahia. “Isso sim é verdade, ao contrário dessa onda de mentiras que eles estão fazendo. É uma irresponsabilidade sem tamanho”, salientou.

Paulo Azi também rebateu declarações de integrantes do PT sobre o futuro da Ponte Salvador-Itaparica, que passou a ser mencionada por lideranças governistas como um projeto supostamente ameaçado por uma eventual vitória da oposição na eleição presidencial.

“Quem está há quase duas décadas prometendo essa ponte sem conseguir tirá-la do papel? Quem fez propaganda, anunciou prazo, gastou dinheiro e até hoje não entregou a obra? Foram os próprios governos do PT. Agora querem colocar na conta de Flávio Bolsonaro uma responsabilidade que é inteiramente deles. É uma inversão absurda da realidade”, declarou.

Por Redação/Politica Livre

Flávio Bolsonaro realiza comício no Farol da Barra no dia 17 de outubro- Por Política Livre

Foto: Divulgação
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, realiza no sábado (17) um comício no Farol da Barra, em Salvador. O ato está marcado para começar às 15h22 e vai reunir lideranças da oposição na Bahia.

Entre os nomes confirmados para participar do evento estão o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), além de deputados, vereadores e outras lideranças políticas da oposição no estado.

Dallagnol grava vídeo chorando e diz que eleição para o Senado no Paraná já valeu

Foto: Bruno Spada/Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) publicou nesta quinta-feira, 8, um vídeo nas redes sociais em que aparece chorando e relembra os últimos dias de sua campanha ao Senado pelo Paraná. Na gravação, ele afirma que teve a campanha restringida na reta final, mas conseguiu vencer a disputa nas urnas, e atribui o resultado a Deus.

Dallagnol também acusou o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo que questiona sua candidatura, de ter contribuído para as restrições. “Eles me tiraram tudo, o ministro Floriano de Azevedo Marques, escolhido por Lula, amigo de Moraes, amigo de Toffoli, desde a década de 80, ele me proibiu de fazer campanha”, disse.

Dallagnol relacionou as medidas à possibilidade de a petista Gleisi Hoffmann avançar na disputa pelo Senado. “Eu fui amarrado porque assim Gleisi podia me passar, porque a Gleisi teria a chance de ser eleita, porque os aliados de Moraes poderiam ser eleitos, porque eu estava no topo de praticamente todas as pesquisas de intenção de voto”, afirmou.

O ex-procurador disse que considerava difícil vencer diante das limitações impostas à campanha, mas afirmou que o resultado contrariou suas expectativas. Segundo ele, a campanha ficou impedida de gastar recursos, distribuir materiais e utilizar espaços de rádio e televisão, além de não poder impulsionar conteúdos nas redes sociais.

“Minha campanha não podia mais gastar mais R$ 1. Eu tive que rescindir 50 contratos, fui proibido de distribuir materiais, tirado do horário de TV e de rádio, eu não podia mais impulsionar conteúdos no Instagram”, disse.

Dallagnol afirmou ainda que as restrições impostas à sua campanha o impediram de pedir votos e de divulgar seu número eleitoral. “Eles me proibiram até do direito político mais básico, pedir voto. Eu não podia estar aqui com o meu número 300 mostrando para vocês, tive que tirar tudo da minha rede social. Eu fui censurado”, declarou.

Julgamento no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento que definirá a validade da candidatura de Dallagnol ao Senado. O processo estava previsto para ser analisado nesta quinta-feira, 8, mas não foi chamado para julgamento. Ainda não há nova data definida.

Dallagnol recebeu o total de 2.904.594 votos no primeiro turno no Paraná, o equivalente a 25,14% dos votos válidos. Porém, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) já havia deferido o registro da candidatura dele. O entendimento foi de que Dallagnol não teria solicitado exoneração do cargo de procurador da República com o objetivo de evitar a aplicação de uma causa de inelegibilidade. O recurso apresentado ao TSE pede o indeferimento do registro e a nulidade dos votos atribuídos à chapa majoritária.

Na véspera do primeiro turno, Floriano de Azevedo Marques havia acolhido individualmente o pedido que contestava a candidatura e determinado que os votos recebidos por Dallagnol fossem considerados nulos. A decisão foi posteriormente suspensa pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques.

Ao suspender os efeitos da decisão, Nunes Marques considerou que não seria razoável que uma determinação individual provocasse uma alteração de grande proporção a menos de um dia da abertura das urnas. Também apontou o risco de impacto relevante sobre a ordem eleitoral.

Com a suspensão, os votos de Dallagnol voltaram a ser contabilizados. A situação permanece pendente de uma decisão definitiva do plenário do TSE.

https://www.msn.com/

https://www.msn.com/pt-br/noticias/other/deltan-dallagnol-publica-v%C3%ADdeo-chorando-antes-de-tse-analisar-sua-candidatura-censurado/vi-AA2dPOcK?ocid=socialshare

Malafaia sobrevive a avalanche eleitoral que vitimou lideranças religiosas e 'elege' 27

Foto: Marcos Correa/PR/Arquivo
                                 " Pastor soma vitórias no Senado e em casas legislativas"

O pastor Silas Malafaia, um dos maiores aliados da família Bolsonaro no meio evangélico, sobreviveu à avalanche de falta de votos que atingiu lideranças religiosas nas eleições parlamentares deste ano.

De acordo com contabilidade feita por seus aliados, ele apoiou 36 candidatos ao Senado. Destes, 20 foram eleitos. O religioso apoiou também candidatos à Câmara dos Deputados e a assembleias legislativas.

Foram reeleitos os deputados federais pastor Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Felipe Martins (PL-GO) e Fábio Souza (PL-GO).

Três deputados estaduais que triunfaram nas urnas também receberam o apoio de Malafaia: Lisboa, eleito pelo PL, Sargento Neto, que concorreu pelo mesmo partido na Paraíba, e Alexandre Isquierdo Malafaia —que não é parente do pastor, mas adotou o sobrenome dele nas urnas por razões eleitorais. Ele será o substituto de Samuel Malafaia, que cumpriu cinco mandatos e não concorreu neste ano.

As eleições de 2026 produziram resultados distintos para líderes religiosos e políticos ligados a grandes igrejas do país.

Com 31 integrantes, a Frente Parlamentar Evangélica da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, por exemplo, perdeu dez parlamentares que não conseguiram se reeleger.

Candidatos à Câmara dos Deputados também fracassaram nas urnas.

Em São Paulo, foram derrotados Gilberto Nascimento, David Soares, Daniel Soares, Edna Macedo e Cezinha de Madureira.

Como mostrou o site UOL, a derrota de candidatos da igreja reacendeu rixa entre Assembleias de Deus.

Um dia após o primeiro turno das eleições, o pastor José Wellington Júnior, líder da Assembleia de Deus Ministério do Belém, comemorou a vitória dos candidatos indicados por sua denominação e aproveitou o discurso para mandar indiretas aos adversários.

"Andaram dizendo por aí que iam ensinar o [Ministério do] Belém a fazer política, mas ainda bem que nós não aprendemos com eles, porque nós elegemos, eles não", afirmou o pastor.

A declaração teria sido direcionada para um outro ramo da Assembleia de Deus —o Ministério Madureira, que é liderado em São Paulo pelo bispo Samuel Ferreira.

Enquanto o Ministério do Belém garantiu a reeleição do deputado federal Paulo Freire (PL) e da deputada estadual Marta Costa (PSD), o grupo de Madureira não conseguiu reeleger Cezinha e Oseias, nem emplacar os estreantes Elias e Rogério (todos do PL).

As duas igrejas são as principais representantes da Assembleia de Deus, a maior denominação evangélica do país. Apesar da origem comum, os dois ministérios travam há anos uma disputa pela liderança da vertente religiosa —embate que se reflete na busca por espaço e representatividade no xadrez político.

Por Mônica Bergamo/Folhapress

Fux pede acesso a processo de Bolsonaro para analisar supostas irregularidades em atos de Moraes Por Luísa Martins, Folhapress

Ministro atua em ação ajuizada por advogado de Bolsonaro, que questiona atos do relator do inquérito

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu acesso integral aos processos que resultaram na abertura da investigação sobre a trama golpista, pela qual foram condenados o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.

Fux analisa uma ação do PP que alega irregularidades na condução do caso pelo ministro Alexandre de Moraes. O partido é representado pelo advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, e pede a nulidade de todos os atos e provas do inquérito.

Além do processo que deu origem à ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado, a área técnica do STF deverá fornecer a Fux os volumes de outros inquéritos, como o das fake news e o das milícias digitais, também relatados por Moraes.

A ordem foi proferida nesta quinta-feira (8) —mais de dois anos depois do pedido original do PP, ajuizado em abril de 2024— e vem na esteira da divisão interna do STF, em que Fux e Moraes fazem parte de alas opostas.

O andamento dado por Fux à ação do partido também coincide com o momento em que a revisão criminal do caso da trama golpista está próxima de ser julgada pelo plenário do Supremo, conforme revelou a Folha.

Por Luísa Martins, Folhapress

Moraes determina início de pena de Eduardo Bolsonaro e cancela passaportes

                             Relator declara trânsito em julgado e autoriza execução imediata da sentença
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou, nesta quarta-feira (7) o início do cumprimento da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto pela atuação nos Estados Unidos pelo crime de coação para intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da trama golpista.

O relator declarou o trânsito em julgado do processo, quando não há mais possibilidade de recursos e a partir de quando é possível executar a pena fixada.

O relator abriu o inquérito em 26 de maio a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter cometido os crimes ao atuar, nos EUA, junto a autoridades estrangeiras contra integrantes do Supremo, da PGR e da PF.

A Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, receber a denúncia contra o então parlamentar em 15 de novembro.

Em nota conjunta divulgada após a denúncia, a dupla disse que a acusação revelava a "perseguição política em curso". Eles ainda dizem que a acusação é "fajuta" e chamam a equipe de Paulo Gonet na PGR de "lacaios de Moraes".

O crime de coação consiste em "usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial".

Na denúncia, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo tentaram explorar o relacionamento que mantêm com integrantes do governo americano e assessores e conselheiros do presidente Donald Trump e que se valeram dessa rede de contatos para constranger a atuação do Supremo.

No julgamento, Moraes disse que "não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país". Ainda, que a "desinformação" levada por Eduardo e por Figueiredo ao governo de Donald Trump, que resultou na aplicação de tarifas contra produtos brasileiros, prejudicou todo o Brasil com o intuito de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas "não amedrontou essa corte".
Por Ana Pompeu e Luísa Martins, Folhapress

Suplente de Moro se filia ao PL e número de senadores pró impeachment de ministros do STF chega a 50

Flávio Bolsonaro (PL), Luis Felipe Cunha (PL), Valdemar Costa Neto (PL), Sergio Moro (PL) e Rogério Marinho (PL) mostram ficha de filiação
O primeiro suplente do senador Sergio Moro (PL-PR), Luis Felipe Cunha, se filiou ao PL, nesta quinta-feira (8), durante um evento do partido com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e com governadores eleitos, inclusive o paranaense.

Luis Felipe Cunha afirmou à Folha que tem a mesma opinião favorável da bancada do PL no Senado em relação a impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), medida que Flávio Bolsonaro tem defendido durante a campanha.

Com isso, o Senado terá, a partir de 2027, ao menos 50 congressistas que defendem o impedimento de integrantes da Suprema Corte, ainda que com ressalvas, segundo levantamento da Folha. Para aprovar o impeachment são necessários 54 votos, ou seja, dois terços das cadeiras da Casa.

"Vejo abusos cometidos pelo STF, principalmente pelo ministro Alexandre de Moraes. Há um cenário favorável ao impeachment", disse o suplente de Moro.

Com a filiação de Luis Felipe Cunha, o PL soma 29 das 81 cadeiras da próxima legislatura —é a maior bancada do Senado.

O suplente diz ainda que vai manter em seu mandato as prioridades definidas por Moro em respeito ao eleitor, como combate à corrupção e segurança pública. Não está definido se ele assume o mandato de Moro antes ou apenas quando o senador assumir o Governo do Paraná, em 5 de janeiro.

Luis Felipe Cunha foi o coordenador da campanha de Moro, eleito em primeiro turno no domingo (4). Assim como o senador, ele estava filiado ao União Brasil e foi convidado para se filiar ao PL.

Por Carolina Linhares, Folhapress

PoderData/Aya aponta Flávio Bolsonaro com 53% dos votos válidos contra 47% de Lula no 2º turno- Por Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8). A diferença é de seis pontos percentuais, acima da margem de erro de 1,8 ponto.

O levantamento ouviu 3 mil eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro, por telefone, em todo o país. A pesquisa tem intervalo de confiança de 95%. Como os números consideram apenas os votos válidos, os percentuais de brancos e nulos não entram no cálculo.

O resultado indica vantagem de Flávio na corrida pelo Palácio do Planalto, enquanto Lula busca reverter o cenário no segundo turno. A campanha petista tem intensificado a estratégia para ampliar a rejeição ao adversário e conquistar votos de eleitores que não escolheram nenhum dos dois candidatos no primeiro turno

OAB Bahia apresenta notícia-crime à Polícia Federal em razão de declarações de Rodrigo Constantino sobre baianos

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) apresentou, nesta quarta-feira (7), notícia-crime à Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia contra o economista, comentarista político e influenciador digital Rodrigo Constantino. A entidade solicita a apuração de declarações publicadas nas redes sociais contra a Bahia e os baianos, que podem configurar, em tese, o crime previsto no artigo 20, § 2º, da Lei nº 7.716/1989.

No vídeo, publicado em 4 de outubro, o influenciador afirma que “a Bahia é o câncer do Brasil” e que “Salvador é um lixo”. Em seguida, a partir de relatos pessoais, generaliza críticas sobre moradores do estado e declara que “ninguém quer trabalhar”, concluindo que os “baianos, com todas as boas exceções, em geral, são uma vergonha para o Brasil”.

A representação foi protocolada pela presidente da OAB-BA, Daniela Borges, por meio da Procuradoria Jurídica e de Prerrogativas da entidade, e dirigida ao superintendente regional da Polícia Federal na Bahia, delegado Flávio Márcio Albergaria Silva. O documento destaca que a Ordem não pretende restringir o debate político, censurar críticas a partidos, governos, candidatos ou resultados eleitorais. Para a instituição, no entanto, é necessário investigar se as declarações ultrapassaram os limites da crítica política ao atribuírem características depreciativas e ofensivas à população baiana em razão de sua origem regional.

“A liberdade de expressão é uma garantia fundamental e deve proteger a circulação de ideias, inclusive aquelas formuladas de maneira crítica ou contundente. Essa proteção, contudo, não
pode ser utilizada para legitimar manifestações que inferiorizem coletividades ou estimulem preconceito”, afirma a OAB Bahia.

A notícia-crime solicita a instauração de procedimento investigatório e a preservação imediata do vídeo original, da manifestação posterior do influenciador e dos registros relacionados às publicações.

Entre as medidas requeridas estão a coleta das URLs, datas e horários de publicação, a obtenção dos arquivos audiovisuais disponíveis, o cálculo de hash criptográfico e a documentação da cadeia de custódia da prova digital. A OAB-BA também pede que a plataforma responsável preserve os registros de acesso vinculados à conta e às publicações.

A entidade requer ainda a apuração da titularidade do perfil, do alcance do conteúdo, da natureza pública ou restrita da conta, do horário e do local de upload, além de eventuais dados técnicos que possam esclarecer se a publicação foi realizada a partir do Brasil ou do exterior.

Segundo a representação, veículos de imprensa noticiaram que o conteúdo alcançou milhões de visualizações. A OAB-BA ressalta, contudo, que esses dados devem ser formalmente confirmados no curso da investigação.

A notícia-crime aponta que o artigo 20, § 2º, da Lei nº 7.716/1989 prevê punição para quem pratica, induz ou incita discriminação ou preconceito por meio de redes sociais, comunicação social ou internet.

A entidade sustenta que o caso deve ser analisado sob a perspectiva de uma possível ofensa dirigida a uma coletividade identificada por sua procedência regional. O documento cita decisões do Superior Tribunal de Justiça relacionadas a manifestações depreciativas contra nordestinos e outras coletividades, destacando que o contexto político ou eleitoral não afasta, por si só, a necessidade de investigação.

Para a OAB Bahia, a referência a “boas exceções” não elimina o caráter geral da afirmação. Ao contrário, pode reforçar a ideia de que a suposta regra seria a inferiorização dos baianos, associados, de forma ampla, à preguiça e à aversão ao trabalho.

A OAB-BA também registra que o influenciador posteriormente teria apresentado retratação às pessoas que se sentiram ofendidas e afirmado que a expressão “câncer do Brasil” faria referência a um reduto eleitoral do Partido dos Trabalhadores. Essas manifestações deverão ser preservadas e analisadas no contexto da apuração, sem que sejam consideradas, por si só, suficientes para afastar a investigação.

A seccional baiana da OAB solicitou à Polícia Federal que requisite informações à Polícia Civil da Bahia sobre eventual procedimento instaurado para apurar os mesmos fatos. A medida busca evitar duplicidade de diligências e permitir a atuação coordenada entre as instituições competentes.

Também foi requerido o encaminhamento de cópia da notícia-crime à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão na Bahia, para avaliação independente sobre eventual repercussão coletiva das declarações e a possibilidade de adoção de medidas na esfera cível.

A entidade reforça que a apresentação da notícia-crime não representa juízo antecipado de culpa. O objetivo é assegurar a apuração técnica da autoria, da integridade e do alcance do conteúdo, do contexto das declarações, do eventual elemento discriminatório e das circunstâncias relacionadas à publicação.

“A OAB Bahia atua em defesa da Constituição, dos direitos humanos, da cidadania e da igualdade. A livre manifestação do pensamento deve ser preservada, mas não pode servir de justificativa para ataques generalizados contra uma população ou para a disseminação de preconceito”, conclui a Ordem no documento.
Por Redação/Politica Livre
Assista o video Aqui.

PF apura corrupção e lavagem de dinheiro em decisões judiciais

Rio de Janeiro/RJ. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (8/10), a Operação Em Nome do Pai, com o objetivo de apurar possível favorecimento a empresas do ramo imobiliário e de construção civil por meio de decisões judiciais.

Policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão, em endereços localizados no bairro de Icaraí, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A investigação teve início a partir de elementos encaminhados pela Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, provenientes de procedimento administrativo instaurado para apurar conduta de magistrado.
As decisões judiciais apuradas ocorriam enquanto vantagens indevidas seriam repassadas à família do magistrado por intermédio de imóveis, descontos comerciais excepcionais, pagamentos indiretos, interpostas pessoas e pessoas jurídicas ligadas aos investigados.

Os atos de corrupção investigados ocorreram quando o magistrado ainda exercia suas funções na 1ª instância, mas os atos de lavagem se prolongaram no tempo, permitindo a realização de buscas.

Os fatos em apuração podem caracterizar os crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Ibirataia: Edital de Chamamento Público nº 003/2026 tem inscrições prorrogadas

Inscrições para o ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc seguem abertas até 8 de outubro.

A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, prorrogou até esta quinta-feira, 8 de outubro, o prazo de inscrições do Edital de Chamamento Público nº 003/2026, referente ao ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).


A iniciativa integra as ações de fomento à cultura e disponibiliza aos interessados a possibilidade de participação no processo de seleção previsto no edital. As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário eletrônico divulgado pela organização, com o link também disponível na bio do Instagram da Secretaria. A medida amplia o prazo para que os interessados possam apresentar suas inscrições dentro das condições estabelecidas no chamamento público.

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ibirataia

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FICCO/BA e FICCO/Ilhéus fazem operação contra grupo criminoso na Bahia e em São Paulo

Ação integrada cumpre 73 ordens judiciais expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Ubatã/BA
Salvador/BA. Nesta quinta-feira (8/10), as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado na Bahia e em Ilhéus deflagraram a Operação Equação Final, com o objetivo de cumprir 73 ordens judiciais, sendo 35 mandados de prisão preventiva e 38 de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Ubatã/BA.

As medidas judiciais estão sendo cumpridas nos estados da Bahia e São Paulo, abrangendo os municípios baianos de Ubatã, Ipiaú, Jequié, Dário Meira, Gongogi e Itagibá, além das cidades de Guarulhos e São Paulo.

A ação visa desarticular uma organização criminosa com atuação na região, investigada pela prática dos crimes de tráfico de drogas, homicídios, extorsão e posse e porte ilegal de armas de fogo.

A operação é resultado do avanço das investigações após a prisão de uma das lideranças do grupo criminoso, realizada em maio de 2026, na cidade de São Paulo.

Participam da operação equipes da DIRPIN Sudeste da Polícia Civil da Bahia, CPR Médio Rio de Contas da Polícia Militar da Bahia, CIPE Central, CPR Sul da Polícia Militar da Bahia, DIRPIN Sul da Polícia Civil da Bahia, CIPE Cacaueira, TOR PMBA, FICCO/SP e DIVECAR/DEIC da Polícia Civil de São Paulo.

A FICCO/BA é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Polícia Militar da Bahia, pela Polícia Civil da Bahia, pela Polícia Penal da Bahia, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia

PF faz operação de combate a crime contra o Sistema Financeiro Nacional

Ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão no âmbito de investigação sobre obtenção de financiamentos de veículos mediante uso indevido de dados pessoais, fotografias e biometria facial de vítimas
Uberlândia/MG. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (8/10), a Operação Brinde Facial, com o objetivo de desarticular grupo criminoso investigado por obter financiamentos de veículos mediante uso indevido de dados pessoais, fotografias e biometria facial de vítimas. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal.

As vítimas eram abordadas por pessoas que se apresentavam como portadores de brindes ou encomendas. Durante a abordagem, eram obtidas fotografias, biometria facial e dados cadastrais, para posterior utilização, sem o consentimento dos titulares, para viabilizar financiamentos veiculares.

Até o momento, foram identificados quatro financiamentos fraudulentos. A apuração aponta ainda que, após o ingresso dos recursos, os valores eram transferidos, fracionados e pulverizados entre pessoas ligadas ao núcleo investigado.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de obtenção fraudulenta de financiamento e associação criminosa, sem prejuízo de outros delitos que eventualmente venham a ser identificados no decorrer das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais

Abstenção e voto útil explicam Flávio Bolsonaro na frente de Lula no 1º turno, dizem especialistas

A abstenção e o voto útil ajudam a explicar a dianteira de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais, segundo especialistas ouvidos pela Folha.

No último domingo (4), o senador filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos, ante 45,16% do candidato à reeleição. Os dois vão disputar o segundo turno no próximo dia 25.

Análises feitas após os resultados se dividem entre atribuir a liderança de Flávio ao não comparecimento de eleitores, que neste ano bateu recorde, e à migração de votos de candidaturas alternativas para o nome do PL.

Para traçar uma comparação com as pesquisas, o cientista político Antonio Lavareda, presidente do conselho científico do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), faz um cálculo dos votos recebidos por Flávio e Lula sobre o total do eleitorado apto.

Por esse critério, o senador obteve 35,34% (56.104.503 de votos divididos pelo universo de 158.745.502 eleitores), enquanto o petista marcou 33,94% (correspondente a 53.879.538 votos recebidos).

Segundo ele, a operação se justifica pela dificuldade dos institutos em captar a abstenção. Além disso, amostras são construídas para serem representativas do eleitorado, logo as parcelas de intenção de voto estão ligadas à proporção do total de aptos a votar.

Na pesquisa Datafolha da véspera, Lula aparecia com 42% das intenções em votos totais, ante 40% de Flávio.

Sob essa ótica, portanto, seria uma distância de 8,06 pontos percentuais em relação ao resultado da urna no caso do petista e de 4,66 pontos no do senador. "Lula perde quase o dobro, proporcionalmente, para abstenção", afirma.

E os outros? "Boa parte dos votos que a terceira via perdeu na urna não foi para Flávio. Isso é interpretação ilusória. Esses votos foram [também] para abstenção", diz Lavareda.

"Os eleitores do Lula não evaporaram. Tampouco foram para os outros, os alternativos. Para onde eles foram? Foram abduzidos? Não, eles foram para abstenção."

O número de eleitores que não compareceram às urnas neste ano atingiu 33,5 milhões, conforme os dados divulgados, o equivalente a 21,08% do eleitorado.

As razões para não ir votar podem ser as mais diversas. Uma é a multa de valor irrisório pelo não comparecimento, apesar de o voto ser obrigatório no Brasil. Mas, entre os possíveis motivos, estão desde a dificuldade em se deslocar para a seção eleitoral até não ter com quem deixar os filhos no dia.

Fato é que historicamente no país a abstenção está relacionada a níveis de escolaridade mais baixos, assim como a faixas de renda mais baixas —segmentos em que Lula aparecia em vantagem sobre Flávio nas pesquisas.

A tentativa de conter a abstenção, inclusive, foi uma das tônicas na reta final da campanha petista e voltou a ser uma das apostas do presidente para o segundo turno.

A diretora-geral do Datafolha, Luciana Chong, contesta, por outro lado, a tese de que a diferença entre pesquisas e urnas possa ser explicada principalmente pela abstenção. Ela cita, por exemplo, filtro aplicado no questionário sobre pessoas que declaravam intenção de não ir votar.

Também lembra que houve abstenção maior no Sudeste do que no Nordeste: "Não dá para dizer que prejudicou só Lula, porque esse nível de abstenção acaba se distribuindo."

Para ela, o que ajuda a explicar a vantagem de Flávio sobre Lula no primeiro turno é a migração de eleitores de candidatos alternativos. Chong afirma que as pesquisas já mostravam uma curva de crescimento do senador nas últimas rodadas, enquanto Lula aparecia estável.

A diferença da pesquisa Datafolha de sábado (3) para o percentual apurado nas urnas no domingo foi de cinco pontos no caso de Flávio. O levantamento mostrou o senador com 42% das intenções em votos válidos, calculados excluindo brancos, nulos e indecisos. O filho do ex-presidente obteve 47,03% nas urnas.

O saldo no caso de Ronaldo Caiado (PSD), por sua vez, foi de dois pontos, mas para baixo. O instituto aferiu intenção de voto no ex-governador de Goiás na véspera acima do que ele marcou nas urnas. O mesmo ocorreu com Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo): um ponto de diferença no caso de cada um. Isso poderia indicar que parte desses eleitores teria migrado para Flávio.

O economista Maurício Moura, fundador do instituto Idea, analisa o resultado das urnas sob as duas óticas. Para ele, o efeito da abstenção, concentrada em zonas eleitorais de menor renda e escolaridade, de fato, foi mais prejudicial ao PT do que à oposição. Na sua avaliação, a maior abstenção no Sudeste não teria alterado esse impacto.

Acrescente-se a isso o que Moura chama de "antipetismo de chegada", o fenômeno de escolha do candidato com maior chance de derrotar o PT. "Na reta final, a gente viu a desidratação dos outros candidatos, justamente por essa perspectiva de vitória do Flávio em relação à perspectiva que os outros ofereciam."

Para o segundo turno, o fundador do Idea não espera uma mudança abrupta na taxa de abstenção. Mesmo que ela caia ou suba um pouco, seu prognóstico é de um índice semelhante ao do primeiro turno, ainda com impacto maior sobre Lula.

Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress

Operação contra facção com atuação em Ipiaú mira tráfico, homicídios e lavagem de dinheiro

Foto: Giro Ipiaú
Uma grande operação integrada foi deflagrada na madrugada desta quinta-feira (8) contra uma organização criminosa apontada pelas investigações como responsável por atividades ligadas ao tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro em Ipiaú e região. Batizada de Operação Equação Final, a ofensiva cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Ipiaú e outros municípios da Bahia, além de cidades do estado de São Paulo.

Segundo as investigações, Ipiaú aparece como uma das principais áreas de atuação da organização criminosa, juntamente com Ubatã. O grupo teria estabelecido uma estrutura voltada principalmente para o tráfico de drogas, mantendo ainda ramificações em Dário Meira, Gongogi, Nova Ibiá, Jequié e Itacaré. No estado de São Paulo, também são cumpridas ordens judiciais na capital paulista, em Guarulhos e Santo André. Até por volta das 07h, ao menos vinte investigados já tinham sido presos.
Alvo ligado ao tráfico na região de Ipiaú é preso
Foto: Giro Ipiaú
Durante as diligências realizadas nas primeiras horas da manhã, as forças de segurança prenderam um dos alvos considerados prioritários da operação. Conforme as autoridades, o investigado seria integrante do braço armado de um grupo criminoso paulista e apontado como responsável pelo gerenciamento do tráfico de drogas na região de Ipiaú. Ele também possui histórico de ocorrências relacionadas a homicídios e armas de fogo.

Além das prisões e buscas, a operação tenta atingir a estrutura financeira da organização. A Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias, bens e valores relacionados aos investigados, que podem chegar a R$ 15 milhões. A Operação Equação Final é resultado do aprofundamento das investigações após a prisão de uma das principais lideranças do grupo, ocorrida em maio deste ano, em São Paulo.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Eduardo Badaró, titular da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) na Bahia, a análise dos elementos obtidos naquela ação permitiu identificar integrantes, áreas de atuação e a estrutura utilizada pela organização.

A operação reúne as FICCOs da Bahia e de São Paulo, as Polícias Civis dos dois estados e a Polícia Militar da Bahia.

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