Navios da Marinha dos EUA começam a retirar minas do Estreito de Ormuz

Comando Central americano fala em estabelecer nova passagem para incentivar o livre comércio

O Comando Central dos EUA disse neste sábado (11) que dois navios contratorpedeiros guiados da Marinha começaram a remover minas no Estreito de Ormuz, já que alguns navios ainda não conseguem passar pela via crítica apesar do cessar-fogo.

O USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy "atravessaram o Estreito de Ormuz e operaram no golfo Pérsico como parte de uma missão mais ampla para garantir que o estreito esteja totalmente livre de minas marítimas anteriormente colocadas pelo Corpo dos Guardas Revolucionários Islâmicos do Irã", disse o CENTCOM em um post sobre X.

"Hoje, iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem e em breve compartilharemos esse caminho seguro com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio", disse o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM

Enquanto o esforço tenta resolver a ameaça das minas, o Irã ainda poderia lançar mísseis, que combinados com as minas tornaram mais difícil para os Estados Unidos ou outros defenderem navios ou protegerem o estreito militarmente.

O presidente Donald Trump disse no início deste sábado (11), em uma postagem na Truth Social, que os Estados Unidos estão "iniciando o processo de limpeza do estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo".

CNN informou que, desde que o cessar-fogo foi alcançado no início desta semana, apenas cerca de 30 navios passaram pelo estreito.

.Kaanita Iyer, da CNN

Flávio diz que Jair Bolsonaro e demais ‘perseguidos’ vão subir rampa do Planalto se vencer eleição

Segundo o senador, anistia valeria para todos os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que, se vencer a eleição deste ano, o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai “subir a rampa” do Palácio do Planalto com “todas as pessoas perseguidas” em janeiro do ano que vem.

As declarações ocorreram neste sábado, 11, em entrevista a jornalistas em Porto Alegre (RS). “Se Deus permitir, nós vamos vencer essa eleição no 1º turno. Há projetos tramitando no Congresso Nacional, não é uma anistia, mas é zerar o jogo de verdade, para fazer justiça não só ao presidente Bolsonaro, mas à Débora do Batom”, declarou Flávio, ao mencionar a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O senador prosseguiu: “O Congresso entende isso, só que, ainda, uma parte dele tem um certo medo de votar um projeto como esse. Porque claramente não é inconstitucional. A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional”.

Na sequência, Flávio disse acreditar que, após as eleições de outubro, o Congresso vai aprovar a anistia aos condenados pelos atos golpistas. “É por isso que eu falo: não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”, afirmou.

Flávio está na capital gaúcha por ocasião do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Zucco (PL-RS) ao governo estadual. Mais cedo, ele também participou de um café da manhã com mulheres e disse que o PT vai ser “irrelevante” a partir do ano que vem.

Além de apoiar Zucco, Flávio Bolsonaro também endossa as pré-candidaturas dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Sanderson (PL-RS) para o Senado.
Por Victor Ohana/Estadão

Prefeitura de Ipiaú promoverá audiência pública da LDO 2027

Na manhã da próxima segunda-feira, 13 de abril, às 10 horas, a Prefeitura de Ipiaú, realizará no Salão do Plenário da Câmara Municipal, uma Audiência Pública para a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) referente ao exercício administrativo de 2027.

O evento objetiva promover a participação da sociedade na definição das prioridades e metas da Administração Municipal, bem como coletar sugestões para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) que define o orçamento público municipal, estimando as receitas e fixando as despesas para o próximo ano.

As manifestações da população subsidiarão a definição das prioridades e metas da administração pública municipal e contribuirão para a transparência dos atos de gestão fiscal no âmbito Municipal. Poderão participar da audiência as entidades da sociedade civil, conselhos municipais, associações comunitárias, representantes do setor produtivo , instituições acadêmicas e demais interessados.

As sugestões provenientes desses setores da comunidade poderão ser apresentadas verbalmente, no decorrer da audiência, por meio de formulário físico distribuído no local ou por formulário eletrônico no portal oficial do município através do link https://forms.gle/5veFz5StsGVGaVYaA

Além de está aberta à participação presencial dos interessados, a Audiencia Pública da LDO será transmitida simultaneamente na Internet através dos canais de divulgação da Prefeitura Municipal de Ipiaú.

Vale ressaltar que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), serve como orientação para a elaboração do orçamento público do ano seguinte. Embora não defina as despesas que serão executadas, a LDO define metas e prioridades para o próximo orçamento, inclusive de controle da dívida pública. Assim, a LDO serve como um “roteiro” da lei do orçamento anual. (José Américo Castro/Decom-PMI).

Oito times disputam a Copa Mané Grande a partir deste sábado

Em mais uma realização da Prefeitura  de Ipiaú no sentido de promover o avanço e desenvolvimento dos esportes neste município, tem início neste sábado, 11, a Copa Mané Grande de futebol sub 20.

A disputa na Arena Mané Grande envolverá oito equipes com rodadas duplas sempre nas tardes de sábado. A competição  e prolonga-se até o dia 3 de maio quando acontece a decisão do título pelos times finalistas.

O primeiro jogo será entre os times do Sitio e do Internacional, com início previsto para as 15 horas. Em seguida  estarão se confrontando as   equipes do D. Craque e Arte D.

Os demais times envolvidos na competição são: Renascer, Jitaúna, Guerreiros e Os Trogo. Confira a tabela da copa e compareça à Arena Mané Grande para prestigiar o futebol de base que visa a revelação de grandes atletas. (José Américo Castro/Decom-PMI).

J. D. Vance chega ao Paquistão para negociações com o Irã

Conversa, se bem sucedida, pode encerrar a guerra travada entre os dois países que já tem duração de seis semanas.
O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance
Líderes dos EUA e do Irã se reúnem na capital paquistanesa, Islamabad, neste sábado (11), para negociações que podem encerrar a guerra de seis semanas travada entre os dois países.

A delegação dos EUA, que é liderada pelo vice-presidente J. D. Vance e inclui o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do mandatário americano, Jared Kushner, chegou em dois aviões da Força Aérea dos EUA a uma base aérea em Islamabad na manhã de sábado.

Ali, eles foram recebidos pelo chefe do Exército do Paquistão, marechal de campo Asim Munir, e pelo ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar.

A delegação iraniana, encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, chegou na sexta-feira (10) com vestes pretas em sinal de luto pela morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e outros iranianos. Eles carregavam sapatos e bolsas de estudantes mortas durante o bombardeio dos EUA a uma escola próxima a um complexo militar, afirmou o governo iraniano na plataforma X.

De acordo com o jornal The New York Times, as delegações americanas e iranianas se reuniram separadamente com mediadores paquistaneses, dando início a rodadas que têm o objetivo de pôr fim à guerra no Oriente Médio.

Ainda está incerto se as negociações serão conduzidas frente a frente ou mediadas por meio de paquistaneses. Nas rodadas do começo do ano, um ritual bizantino era adotado: os americanos passavam suas demandas ao chanceler omani, que as repassava aos iranianos, e vice-versa.

O encontro ocorre em um momento de um frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos, Israel e Irã, quando Teerã, havia lançado dúvidas sobre as conversas, afirmando que qualquer acordo teria de incluir ataques ao Líbano e fim de sanções.

O diálogo será o de maior escalão entre EUA e Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A última vez em que EUA e Irã negociaram olho no olho foi na costura do acordo nuclear de 2015, que trocou o fim de sanções à teocracia por um intrincado esquema de verificações segundo o qual seria restringida a capacidade de enriquecimento de urânio do país por 15 anos, visando coibir a busca pela bomba atômica.

Trump cancelou o acordo nuclear em 2018, durante seu primeiro mandato. Naquele ano, Khamenei proibiu novas conversas diretas entre autoridades dos EUA e do Irã.
Por Folhapress
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Petistas criticam STF por menos desgaste com caso Master

Lula defendeu mais critérios na Constituição para escolha de ministros da corte e falou em estabelecer mandatos.

Plenário do Supremo Tribunal Federal
As críticas do presidente Lula (PT) e de alguns de seus aliados ao STF (Supremo Tribunal Federal) nos últimos dias foram uma forma do grupo político tentar conter o desgaste político causado pelo escândalo do Banco Master.O caso, que abalou a imagem da corte junto ao eleitorado, tem sido explorado por setores de direita que já atacavam o tribunal. Lula e seus aliados buscam uma forma de não deixar seus adversários transformarem o escândalo em uma vantagem para as eleições deste ano.

Nesta semana, o petista sugeriu que a Constituição fosse alterada para detalhar melhor os parâmetros para indicação de ministros e mencionou a possibilidade de ser estabelecido um mandato para integrantes da corte.

Senadores aliados de Lula, capitaneados por Renan Calheiros (MDB-AL), articulam uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para disciplinar o que ministros do Supremo podem e não podem fazer.

O petista, porém, receia que um projeto do tipo seja sequestrado pela oposição bolsonarista. Nesse cenário, uma PEC poderia dar carona para facilitar, por exemplo, impeachment de integrantes do STF –recentemente, o governo propôs uma PEC sobre segurança pública que teve o conteúdo desfigurado ao longo da tramitação.

Apesar de hesitar sobre uma proposta nessa seara, reservadamente Lula demonstra interesse no tema.

Um auxiliar conta que, em suas conversas, Lula manifesta curiosidade sobre como se dá em outros países o controle das condutas dos juízes das cortes constitucionais, como o dispositivo recém-criado nos EUA. Também pede informações sobre projetos como o apresentado pela OAB.

As críticas de aliados do presidente ao STF estariam reproduzindo o conteúdo dessas conversas. Colaboradores dizem que as falas convergentes de petistas sobre o Supremo não foram orquestradas., mas reproduzem o conteúdo dessas conversas.

Eles afirmam que Lula faz críticas severas a atitudes que vieram à tona no escândalo do Master. Por meses o petista evitou manifestar essas opiniões publicamente para evitar desgastes institucionais e para não alimentar a contestação da legitimidade do tribunal por condenar Jair Bolsonaro (PL) no processo da trama golpista.

Prevaleceu, porém, o argumento de que ele não poderia virar as costas para uma crise que já está em debate na sociedade. A necessidade de controle do Judiciário foi pautada pela população, na avaliação de um aliado do presidente.

O chefe do governo pretende se apresentar na campanha eleitoral como um político que se contrapõe à elite econômica. Para isso, é importante se afastar do desgaste de uma fraude financeira.

Segundo resume outro auxiliar de Lula, o governo não pode ser visto como parte do problema criado por ministros do STF.

Ainda de acordo com esse aliado, o presidente não pretende enviar projetos nesse sentido ao Congresso, nem mesmo apoiar iniciativas internas de outro poder. A intenção foi se posicionar.

Lula julga que seu governo não tem relação com o escândalo, apesar de gestões petistas na Bahia serem citadas no caso. Mesmo achando que não está envolvido, o presidente e seus aliados consideram que o caso tem desgastado sua gestão porque a população teria a tendência de associar a corrupção ao Executivo.

"Tem que ter na própria Constituição uma definição melhor de quais as exigências que você faz para alguém ser ministro da Suprema Corte", disse Lula na quarta-feira (8) em entrevista ao ICL Notícias.

"Precisamos pensar como a gente regula isso na Constituição. Vai ter mandato? De quanto tempo será o mandato?", disse o presidente da República.

Na quinta (9), foi a vez do presidente do PT, Edinho Silva, falar sobre o tema. "Deveríamos estar debatendo reforma do Poder Judiciário para que as falhas deixem de acontecer", declarou.

Antes, o líder histórico do PT José Dirceu afirmou, em entrevista à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, que "o rei está nu". Segundo ele, o tribunal precisa se auto reformar. "Daqui a pouco se forma uma maioria e ele vai ser reformado pelo Parlamento. Vai ser pior", afirmou Dirceu.

"O STF não é intocável, mas também não pode ser alvo de ataques desonestos", disse o coordenador do grupo de advogado Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, um dos principais interlocutores do PT com o mundo jurídico.

"Existe uma demanda legítima por mais clareza, transparência e responsabilidade institucional", disse.
Por Catia Seabra/Caio Spechoto/Folhapress

Itagibá: Polícia cumpre mandados de busca e apreensão contra investigados por tráfico de drogas

Na manhã deste sábado (11), uma operação policial foi deflagrada no município de Itagibá com o objetivo de combater crimes relacionados ao tráfico de drogas. Ao todo, foram cumpridos dez mandados judiciais contra investigados envolvidos com a atividade criminosa na cidade.

De acordo com as informações preliminares divulgadas pela Polícia Civil, os mandados foram solicitados pelo delegado Dr. Jefferson Almeida Ribeiro, e expedidos pela Justiça por meio da Comarca de Itagibá. A operação foi coordenada pelo próprio delegado e contou com o apoio de guarnições da CIPE/Central, da RONDESP e da 55ª CIPM.

As equipes atuaram de forma integrada, realizando diligências em diferentes pontos do município com o objetivo de localizar suspeitos, apreender entorpecentes e reunir provas que possam fortalecer as investigações em andamento. Até o momento, a polícia não divulgou detalhes da ação policial. Novas informações devem ser repassadas à imprensa após a conclusão dos trabalhos.
Informações: Giro Ipiaú

PRF apreende 60 Kg de skunk em Miranda (MS)

Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 60 quilos de skunk, nesta sexta-feira (10), em Miranda (MS).

Durante fiscalizações na BR-262, os policiais deram ordem de parada a um Chevrolet/Prisma, porém o condutor não parou e iniciou fuga. Foi realizado o acompanhamento tático, até que o condutor desistiu e foi detido. Ele confessou que transportava drogas.

No veículo foram encontrados 59,9 quilos de skunk. Segundo o condutor, ele deveria levar a droga até Campo Grande.

A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil em Miranda (MS).

Justiça e Segurança

Em ação conjunta, PRF e PMAC descobrem cultivo de cannabis em Cruzeiro do Sul

Cruzeiro do Sul/AC - Na última quarta-feira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC) localizaram um cultivo de plantas análogas à Cannabis sativa (maconha) em uma propriedade rural às margens da BR-364, no município de Cruzeiro do Sul. A ação foi resultado de uma denúncia anônima e reforça a integração entre as instituições no combate ao tráfico de drogas na região do Juruá.

A Ocorrência
A equipe da PRF realizava um comando de fiscalização no km 752 da rodovia, quando foi acionada por uma guarnição da Polícia Militar para prestar apoio em uma averiguação de denúncia. Segundo as informações recebidas, um terreno nas proximidades do km 751 estaria sendo utilizado para o cultivo ilícito de entorpecentes.

Localização e Prisão
Ao chegarem ao local indicado, os policiais foram recebidos pelo proprietário da residência. Durante as buscas no entorno do imóvel, as equipes localizaram quatro mudas de plantas com características idênticas à Cannabis sativa.

Diante do flagrante, o homem recebeu voz de prisão. Ele foi conduzido, juntamente com as mudas apreendidas, à Delegacia de Polícia Civil em Cruzeiro do Sul para a formalização dos procedimentos cabíveis. O suspeito responderá, em tese, pelo crime de tráfico de drogas, conforme previsto na Lei 11.343/2006.

Integração Operacional
A PRF destaca que o apoio mútuo entre as forças de segurança é fundamental para a eficácia do policiamento em áreas de difícil acesso e para o pronto atendimento a denúncias da população. A presença constante nas rodovias federais visa não apenas a segurança viária, mas também o enfrentamento firme aos crimes contra a saúde pública.
Categoria
Crimes

Nelson Leal ironiza anúncio de duas mil entregas e diz que Jerônimo se apropria de obras “desde a chegada de Dom João VI”

O deputado estadual Nelson Leal (PP), coordenador da pré-campanha de ACM Neto ao Governo da Bahia
O deputado estadual Nelson Leal (PP), coordenador da pré-campanha de ACM Neto ao Governo da Bahia, ironizou a declaração recente do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de que existem duas mil obras prontas a serem entregues por sua gestão.

“O que nós percebemos é que desde a chegada de Dom João VI [rei português ao Brasil, em 1808], todas as obras realizadas de lá pra cá Jerônimo está dizendo que é dele. Então, é em função desse espaço de tempo tão gigantesco que essas obras estão sendo apropriadas como da administração”, disse em entrevista a este Política Livre nesta sexta-feira (10)

“O governador escolheu o dia errado, deveria ter anunciado isso no 1° de abril, porque isso na realidade é uma grande piada”, emendou.

Segundo ele, o anúncio feito pelo governador não encontra amparo na realidade vista pelos baianos em diferentes regiões do Estado.

“Eu queria ver dos baianos que moram nos quatro recantos desse Estado para saber deles se lá estão chegando alguma obra do governo ou só promessas. A realidade é que ele se apropria de obras realizadas por administrações anteriores, obras que já estavam quase concluídas quando iniciou o seu mandato e obras que sem sombra de dúvida não sairão do papel porque hoje nós temos o governo da promessa, da enganação”.

Leal se referiu ainda a um levantamento que ele diz ter sido elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) apontando “927 obras paralisadas aqui na Bahia”.

Por Política Livre

Governo gasta R$ 2 milhões com cachês para influenciadores

Dira Paes (R$ 470 mil) e Milton Cunha (R$ 310 mil) lideram; influenciadores ganham de R$ 1.000 a R$ 125 mil.
O presidente Lula
O governo Lula (PT) pagou cerca de R$ 2 milhões para influenciadores digitais e artistas participarem de campanhas publicitárias desde 2025, quando Sidônio Palmeira assumiu o comando da Secom (Secretaria de Comunicação Social).

Os maiores cachês foram desembolsados para a atriz Dira Paes, que recebeu R$ 470 mil por ação de publicidade do programa Celular Seguro, e para o carnavalesco Milton Cunha, contratado por R$ 310 mil para divulgar o Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde.

O governo ainda pagou de R$ 1.000 a R$ 124,9 mil em cachês para ao menos 55 influenciadores digitais divulgarem vídeos sobre bandeiras e ações do governo ou para protagonizarem propagandas produzidas pelas agências de comunicação que têm contratos com a Secom.

Outros 12 nomes participaram das ações sem receber pagamentos federais ou por meio de parceria com big techs contratadas pela Secom, lista que inclui o apresentador João Kleber. Ele protagonizou propaganda do governo sobre "Teste de Fidelidade ao Brasil".

A participação de João Kleber foi oferecida pelo Kwai, empresa que recebeu ao menos R$ 19,5 milhões em anúncios da Secom e ministérios no último ano.

A Secom afirma que a contratação dos influenciadores reflete os novos hábitos de consumo de mídia dos brasileiros na hora de buscar informações, "com aumento significativo do tempo dedicado à navegação nas redes sociais e do engajamento da audiência nas publicações desse perfil".

A pasta diz ainda que eles são remunerados com a verba de produção das campanhas e por meio das agências que foram licitadas pelo governo.

O governo Jair Bolsonaro (PL) também contratou influenciadores de 2019 a 2021, pagando ao menos R$ 670 mil, considerando valores corrigidos pela inflação. A gestão passada interrompeu a prática após ser questionada, entre outros pontos, pela produção de conteúdo defendendo o "cuidado precoce" sobre a Covid-19, ou seja, um discurso que integrava a abordagem negacionista e antivacina de Bolsonaro sobre a pandemia.

Outra forma de explorar nomes com projeção da mídia que é adotada por diferentes governos se dá por merchandising em programas de TV e rádio. A gestão passada adotou esse formato para pagar o apresentador bolsonarista Sikêra Jr., por exemplo, enquanto a Secom de Lula contratou Ratinho para defender bandeiras do governo petista.

A aposta nos influenciadores contrasta com a do antecessor de Sidônio, Paulo Pimenta (PT), que chegou a afirmar em reunião na Câmara dos Deputados de 2023 que o governo não trabalhava com "influenciadores pagos".

Sob Sidônio, a Secom também passou a direcionar mais de 30% da verba publicitária para sites e plataformas digitais, contra cerca de 20% na gestão anterior. Com a mudança, os canais digitais receberam ao menos R$ 234,8 milhões dos cerca de R$ 681 milhões distribuídos em anúncios pela secretaria e ministérios no último ano.

Os cachês foram apresentados à reportagem por meio de pedido baseado na Lei de Acesso à Informação. Nas primeiras etapas do processo a Secom mostrou apenas nomes dos influenciadores. Após ordem da CGU (Controladoria-Geral da União), dada em recurso de terceira instância, a secretaria divulgou os pagamentos.

A atriz Dira Paes protagonizou, no ano passado, a campanha sobre o aplicativo Celular Seguro, que permite o bloqueio dos aparelhos de vítimas de furto ou extravio. Atriz da TV Globo, ela integra o CDESS (Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável) do governo Lula, conhecido como "Conselhão". Também atuou como a mãe do presidente da República, dona Lindu, no desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval 2026.

Em nota, a assessoria da atriz confirmou o valor e disse que a campanha teve veiculação nacional durante um ano na TV, rádio e na internet.

Já Milton Cunha gravou dois vídeos voltadas ao público do Rio de Janeiro e exaltando o aumento de cirurgias no SUS. A Globo retirou o carnavalesco da apresentação do quadro Enredo e Samba, exibido no RJ1, telejornal local da emissora na capital fluminense, depois da gravação. A assessoria de Cunha foi procurada, mas não se manifestou.

A Secom também permitiu, em 2025, que produtores de conteúdo em plataformas digitais se cadastrem no Midiacad, que é um sistema da pasta que centraliza veículos de comunicação que podem receber publicidade federal.

Para entrar no sistema, os influenciadores devem apresentar dados sobre volume de seguidores e acessos das suas redes, além de um relatório de entregas de mídia. A Secom orienta que o produtor, "ao retratar uma experiência pessoal, seja genuíno e contenha apresentação verdadeira do produto ou serviço anunciado".

Segundo os valores divulgados pela Secom, o professor de história e comediante Matheus Buente recebeu a maior soma em pagamentos (R$ 124,9 mil) entre os influenciadores. Ele foi o protagonista de vídeos sobre a saída do Brasil do Mapa da Fome e sobre o Pix.

O governo também pagou para os influenciadores Morgana Camila (R$ 119,25 mil), Vitor DiCastro (R$ 90 mil), Anaterra Oliveira (R$ 50 mil) e Rodrigo Góes (R$ 50 mil) atuarem em campanhas publicitárias. Gabriela Ferreira, Giovana Fagundes e Matheus Sodré receberam R$ 40 mil cada, segundo a Secom.

Matheus Buente disse que o valor foi pago para a produção e divulgação de dois vídeos e que os conteúdos tiveram como objetivo "explicar, de forma acessível" as políticas públicas. Ele disse que recebeu "total liberdade criativa" na elaboração do material.

O influenciador Rodrigo Góes afirmou que participou de campanhas do Ministério da Saúde sobre vacinação e doação de sangue, sendo que a última foi feita sem remuneração. Disse que o pagamento está alinhado com as práticas do mercado e que a campanha foi construída com base na linguagem que ele utiliza nas redes, sem perder o caráter informativo.

A atriz e comediante Giovana Fagundes afirmou que segue as boas práticas do mercado e identifica conteúdos patrocinados. Também disse que seleciona trabalhos alinhados com seus princípios e com instituições e marcas que conhece e acredita.

A Secom afirma que a influenciadora Laura Sabino recebeu R$ 40 mil para produção de quatro vídeos. Procurada, ela disse que o valor está incorreto, mas não informou quanto recebeu. Laura disse que os trabalhos realizados não tinham o objetivo de promover o presidente Lula ou defender o governo, mas de orientar e contribuir para que os direitos cheguem a quem precisa.

Os demais influenciadores mencionados foram procurados, mas não se manifestaram.

Influenciadores e atores com maiores cachês desde 2025

Valores divulgados pela Secom por meio da Lei de Acesso à Informação

Dira Paes: R$ 470 mil

Milton Cunha: R$ 310 mil

Matheus Buente: R$ 124,98 mil

Morgana Camila: R$ 119,25 mil

Vitor diCastro: R$ 90 mil

Anaterra Oliveira: R$ 50 mil

Rodrigo Góes: R$ 50 mil

Gabriela de Oliveira Ferreira: R$ 40 mil

Giovana Fagundes: R$ 40 mil

Matheus Sodré: R$ 40 mil

*Secom informa que a influenciadora Laura Sabino recebeu R$ 40 mil por 4 vídeos. Ela disse que o valor está incorreto, mas não confirmou quanto recebeu. Outros 46 influenciadores receberam de R$ 1.000 a R$ 35 mil.
Por Mateus Vargas/Folhapress

Eleições 2026: Após janela partidária, federação União-PP e PL têm maiores bancadas na Câmara

Federação Brasil da Esperança, com PT, PCdoB e PV, é a terceira maior bancada na Casa
Plenário da Câmara dos Deputados
Com o fim da chamada janela partidária, a federação União Progressista – formada pelo União Brasil e pelo PP – e o PL têm, respectivamente, as maiores bancadas da Câmara. Em seguida, está a federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). A janela partidária foi o período entre 5 de março e 3 de abril em que, sob a permissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os parlamentares puderam mudar de partido sem perder o mandato.

O levantamento foi feito pelo jornal O Estado de São Paulo com dados repassados pelos próprios partidos. O União Brasil, informou ter 51 deputados, e o PP, 47 deputados, formando assim a maior bancada enquanto federação União Progressista, com 98 parlamentares. A federação foi formada em 26 de março deste ano e é composta por boa parte dos deputados do Centrão. O União Brasil e o PP têm ministérios no governo, mas parte de suas bancadas frequentemente diverge do Palácio do Planalto nas votações.

O PL disse que a sua bancada aumentou de 87 para 97 deputados com a janela partidária. Trata-se, portanto, do partido com mais integrantes na Câmara. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro já tinha a maior bancada, mas perdeu o posto de primeiro lugar após a formação da federação União Progressista.

Já o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou ter mantido 67 deputados na bancada e é o segundo maior partido na Câmara. O PCdoB, parceiro na federação Brasil da Esperança, disse ter saído de nove deputados para 10 com a janela partidária. O PV, também integrante da federação, informou que passou de quatro para sete deputados. As legendas somam, portanto, 84 deputados, formando a segunda maior bancada da Câmara enquanto federação.

Apesar de ter a terceira maior bancada, a federação liderada pelo PT precisa mobilizar votos de outros partidos, especialmente no Centrão, para aprovar matérias de interesse do governo na Casa.

Criadas pela reforma eleitoral em 2021, as federações atuam como um único partido e, com isso, as siglas que as integram são parte de uma mesma bancada. Também atuam como federações o PSOL com a Rede Sustentabilidade e o PSDB com o Cidadania. A federação atua por pelo menos quatro anos do mandato.

Na Câmara, cada federação tem um só parlamentar na condição de líder, para orientar as votações aos seus membros e falar no plenário pela bancada. Além disso, as federações atuam em unidade na indicação de presidências e de integrantes das comissões.

Janela movimenta partidos

O PSD, de Gilberto Kassab, disse ter passado de 47 para 49 deputados. Já o Republicanos, partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), declarou ter decrescido de 45 para 43. Por sua vez, o MDB informou ter diminuído o número de integrantes de 40 para 38.

O Podemos declarou ter ganhado 12 deputados e passado de 15 para 27 membros. Trata-se do partido que mais recebeu integrantes. O PSDB também celebrou por ter subido de 15 para 18 deputados. No entanto, o seu parceiro de federação, o Cidadania, disse ter perdido dois deputados e agora só tem outros dois.

O União Brasil, ao perder oito deputados, e o PDT, com sete a menos, são os partidos com as principais baixas. O PDT disse ter passado de 16 deputados para nove.

O partido Missão, do Movimento Brasil Livre (MBL), passou a ser representado na Câmara pelo deputado Kim Kataguiri (SP) e tem apenas um integrante.

Os números coletados pela reportagem consideram somente as informações repassadas pelos próprios partidos. Há informações divergentes, no entanto, com dados divulgados no site da Câmara dos Deputados. A Câmara informou, por exemplo, que o União Brasil tem 44 deputados, em vez de 51, e que o Podemos tem 21 deputados, e não 27.

Os partidos alegam que os deputados ainda estão fornecendo as suas documentações e sendo homologados, por isso a discrepância. Procurada, a Câmara disse que é comunicada da troca de partido pelo parlamentar e que não há prazo para que essa mudança seja informada.

A tabela abaixo contém os números fornecidos pelas bancadas, porém, a soma de todos os dados chega a 517 deputados, número superior às 513 vagas da Câmara. A margem de erro pode estar associada ao fato de as informações ainda estarem sendo atualizadas pelos partidos e a contagens que misturam deputados titulares e suplentes. Diferentemente dos titulares, que foram eleitos e têm mandatos próprios, os suplentes podem ser de um partido e ocupar um cargo pertencente a outro partido, provisoriamente.

No Senado, 11 mudam de partido; PL e PSB têm maior saldo positivo

Ao menos onze senadores trocaram de partido neste ano, a maioria de olho nas eleições de outubro. Considerando entradas e saídas, PL e PSB foram os partidos que mais ganharam nomes, com saldo positivo de dois, cada. Podemos (-3), União Brasil (-2) e MDB (-2) registraram as maiores baixas na bancada.

Pela regra eleitoral, senadores podem trocar de partido a qualquer momento, independentemente da janela partidária que se aplica aos deputados. Senadores que queiram buscar a reeleição, no entanto, precisam estar filiados ao partido pelo menos seis meses antes do pleito, o que fez com que eles intensificassem as mudanças neste começo de ano.

Eis a lista completa de trocas:Angelo Coronel (PSD para o Republicanos);
Carlos Viana (Podemos para o PSD);
Efraim Filho (União Brasil para o PL);
Eliziane Gama (PSD para o PT);
Eudócia (PL para o PSDB);
Fernando Dueire (MDB para o PSD);
Giordano (MDB para o Podemos);
Marcos do Val (Podemos para o Avante);
Rodrigo Pacheco (PSD para o PSB);
Sérgio Moro (União Brasil para o PL);
Soraya Thronicke (Podemos para o PSB).

Com exceção de Moro e Efraim Filho, todos terão seus mandatos finalizados neste ano. Da lista, seis disputarão a reeleição ao Senado (Angelo Coronel, Carlos Viana, Eliziane Gama, Fernando Dueire, Marcos do Val e Soraya Thronicke), três devem tentar governos estaduais (Efraim Filho, Rodrigo Pacheco e Sérgio Moro), uma não deve tentar a reeleição (Eudócia) e um ainda não decidiu (Giodano).

Ao todo, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa em outubro. Levantamento do Estadão/Broadcast mostrou que pelo menos 13 senadores pretendem concorrer a governos estaduais em 2026, incluindo os que permanecem em suas siglas. O Senado também terá pré-candidatos à Presidência, com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a postos na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Por Victor Ohana/Naomi Matsui/Estadão

Lula afirma que Trump não ameaçaria o Brasil se soubesse 'o que é nordestino nervoso'

Presidente afirma que o americano ameaça o mundo e que brasileiro quer paz

O presidente Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (10) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ameaçando o mundo e que, se ele conhecesse "um nordestino nervoso", não o faria com o Brasil.
A declaração foi feita em discurso em Sorocaba, no interior de São Paulo, onde Lula inaugurou um campus do IFSP (Instituto Federal de São Paulo).

"Trump não sabe o que é pernambucano, senão ele não fazia ameaça nunca aqui. Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso, ele não brincaria com o Brasil. Se ele quiser guerra, que vá para outro lado do planeta, porque aqui nós queremos paz", disse Lula ao final do discurso.

A fala ocorre em um momento em que o governo brasileiro acompanha com atenção movimentos recentes de Donald Trump no cenário internacional. Nesta sexta, o americano afirmou que pode usar o poder econômico dos Estados Unidos para apoiar o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que disputa uma eleição considerada acirrada neste fim de semana.

A atuação de Trump em favor de Orbán é vista por integrantes do governo Lula como um teste de interferência externa em processos eleitorais, com potencial impacto sobre estratégias brasileiras para as eleições de 2026. A gestão petista também observa eleições em outros países da América Latina sob essa perspectiva.

A declaração também ocorre em meio à escalada de tensões globais, com conflitos envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel no Oriente Médio, além da guerra entre Rússia e Ucrânia. O avanço dos confrontos preocupa o governo brasileiro, inclusive pelo impacto econômico — como a alta no preço do petróleo e seus efeitos sobre inflação e combustíveis.

O cenário internacional também tem afetado a relação bilateral. Um encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, discutido desde o início do ano, ainda não tem data definida e pode não ocorrer em 2026 caso não seja viabilizado até o meio do ano, diante do calendário eleitoral brasileiro.

Interlocutores do Planalto apontam que o agravamento da guerra no Oriente Médio dificultou o avanço da agenda entre os dois países. Lula, por sua vez, tem adotado posição crítica à atuação americana no conflito e defendido soluções negociadas.

Apesar do tom desafiador ao mencionar Trump, o presidente voltou a defender no discurso em Sorocaba uma agenda de paz e cooperação internacional. "Nós não queremos guerra, nós queremos paz", afirmou, ao dizer que o Brasil busca desenvolvimento, acesso à educação e bem-estar.
Por Aléxia Sousa/Nicole Bonentti/Folhapress

Vice-presidente dos EUA alerta Irã a ‘não brincar’ durante negociações no Paquistão

Às vésperas das negociações para encerrar a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã dizendo que eles "só estão vivos hoje para negociar" e ameaçou reagir caso as conversas fracassem, enquanto o Irã impôs condições para avançar no diálogo.

Representantes dos dois países se reúnem a partir deste sábado (11), no Paquistão, em meio a um cessar-fogo frágil — que Teerã afirma já ter sido violado por seus rivais, incluindo Israel.
Trump afirmou nesta sexta-feira (10) que o Irã não tem poder de negociação real e disse que o país só continua existindo para negociar.

"Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo ao mundo por meio do uso de vias navegáveis internacionais. A única razão de ainda estarem vivos hoje é para negociar!", afirmou na rede social Truth Social.

O presidente dos EUA também disse que o Exército do país está "carregando os navios com as melhores munições" caso as negociações de paz com o Irã fracassem. A fala aconteceu em uma entrevista ao jornal norte-americano "The New York Post".

“Vamos descobrir em breve, em cerca de 24 horas”, disse ao ser questionado pelo jornal se acreditava que as negociações seriam bem-sucedidas.

“Estamos reiniciando tudo, carregando os navios com as melhores munições, as melhores armas já feitas —ainda melhores do que as que usamos antes, e com as quais os destruímos completamente. (...) E, se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz”, afirmou.

Trump afirmou também que os iranianos "são melhores em lidar com a imprensa de fake news e com 'relações públicas' do que em lutar".

Ao "NY Post", ele disse que negociar com o regime iraniano é "lidar com pessoas sobre as quais não sabemos se dizem a verdade". Ele também acusou Teerã de contradizer alegações sobre enriquecimento de urânio e armas nucleares nos âmbitos público e privado.

Já o Irã impôs condições para negociar.

Nesta sexta (10), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse que os EUA devem cumprir os compromissos, incluir o Líbano no cessar-fogo e interromper os ataques israelenses contra o país, segundo a mídia estatal iraniana.

A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que as conversas marcadas para sábado não aconteceriam a menos que Israel interrompesse seus ataques no Líbano.

Além disso, um alto representante do Irã afirmou nesta sexta-feira (10) que as negociações com os EUA não podem começar enquanto ativos iranianos bloqueados no exterior não forem liberados.

"Duas das medidas acordadas entre as partes ainda não foram implementadas: um cessar-fogo no Líbano e a liberação dos ativos iranianos bloqueados antes do início das negociações. Essas duas questões precisam ser cumpridas antes que as negociações comecem", disse o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em uma publicação no X.

Mais cedo nesta sexta, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, que vai participar das conversas em Islamabad, no Paquistão, falou sobre o encontro em um tom um pouco mais positivo.

"Estamos ansiosos pela negociação. Acho que será positiva. Veremos, é claro, como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, e certamente estaremos dispostos a estender a mão. Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é tão receptiva", declarou Vance.

Vance disse ainda que Donald Trump passou aos negociadores "diretrizes bem claras" para as tratativas, mas não especificou quais.

Negociações
Cartaz em rua de Islamabad, no Paquistão, anuncia as conversas entre Estados Unidos e Irã, que serão sediadas na cidade, em 10 de abril de 2026.
Mesmo em meio a um cessar-fogo cambaleante, integrantes do alto escalão dos governos dos Estados Unidos e do Irã sentarão à mesa para começar a travar negociações pelo fim definitivo da guerra.

As negociações estão previstas para começar de forma oficial no sábado (11), com os integrantes das duas partes.

Do lado dos Estados Unidos, estarão:
  • O vice-presidente norte-americano, JD Vance;
  • O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff;
  • O conselheiro e genro de Trump Jared Kushne
Já do lado iraniano, participarão das tratativas:
  • O chanceler do Irã, Abbas Araghchi;
  • O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

    As conversas ocorrerão em um hotel de luxo em Islamabad, a capital do Paquistão, país que media o diálogo entre EUA e Irã. E começarão já em meio à guerra de versões sobre o cessar-fogo, o passo inicial para o sucesso das conversas.

Exército prende militares condenados por trama golpista após ordem de Moraes

Alexandre de Moraes
O Exército cumpre nesta sexta-feira (10) quatro mandados de prisão contra membros da corporação condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) pela trama golpista.

As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Já foram presos Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Giancarlo Rodrigues, subtenente da ativa; e Guilherme Almeida, tenente-coronel da ativa.

O primeiro foi preso em Vila Velha, no Espírito Santo, e os dois últimos foram presos em Brasília, no Distrito Federal.

Além disso, estão foragidos Reginaldo Abreu, coronel da reseva do Exército, e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

O STF oficializou em novembro do ano passado o fim do processo e o início do cumprimento da pena dos condenados da trama golpista.

Os presos dessa operação foram condenados por participar do núcleo da desinformação da trama golpista.

O grupo foi acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de difundir informações falsas sobre as urnas eletrônicas e promover ataques contra os chefes das Forças Armadas contrários ao golpe de Estado.

Além dos cinco com mandados de prisão, fazem parte do núcleo Ailton Barros (major expulso do Exército), e Marcelo Bormevet (policial federal).

O núcleo é formado por ex-integrantes do governo Bolsonaro de escalões inferiores, militares do Exército e acusados de disseminar desinformação sobre as eleições.

Segundo a denúncia, os ex-integrantes da Abin Giancarlo Rodrigues e Marcelo Bormevet participaram de uma estrutura paralela da agência para a produção e disseminação de notícias falsas e ataques contra opositores políticos de Bolsonaro.

Gonet diz que o major e ex-assessor do Ministério da Saúde Ângelo Denicoli atuou com o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem nos "ataques sistemáticos de Jair Bolsonaro ao processo eleitoral".

Já o tenente-coronel Guilherme Almeida é acusado de difundir o material falso sobre fraude nas eleições presidenciais, e o coronel Reginaldo Vieira de Abreu teria tentado interferir no relatório das Forças Armadas sobre o sistema eletrônico de votação.

Carlos Cesar Rocha teria sido o responsável por produzir um "relatório técnico maliciosamente manipulado" pelo Instituto Voto Legal para o Partido Liberal.

Segundo Moraes, Rocha fraudou o documento técnico para viabilizar uma representação eleitoral do PL para pedir a anulação de votos e declarar a vitória de Bolsonaro na disputa eleitoral de 2022.

Na ocasião, Moraes disse que a acusação demonstrou a participação de Rocha nos ataques à Justiça Eleitoral, configurando os crimes de abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. O ministro, porém, votou pela absolvição do réu pelos crimes de golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

O major da reserva Ailton Barros, por fim, é acusado de promover ataques virtuais contra os chefes das Forças Armadas que foram contrários à tentativa de golpe. Os alvos teriam sido determinados pelo ex-ministro Braga Netto, como mostram mensagens obtidas pela investigação.

Veja as penas estipuladas para o núcleo:

Ângelo Denicoli (major da reserva do Exército): 17 anos de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército): 15 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Marcelo Bormevet (policial federal): 14 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Giancarlo Gomes Rodrigues (sargento do Exército): 14 anos de prisão em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Ailton Barros (major expulso do Exército): 13 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército): 13 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Carlos Cesar Rocha (presidente do Instituto Voto Legal): 7 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de 40 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Por Folhapress

PRF apreende mais de 350kg de cocaína e comprimidos de anfetamina na BR060

Carga saiu de Cuiabá (MT) e teria como destino Rio Verde (GO), segundo o motorista
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã desta quinta-feira (9), cerca de 352 kg de cocaína e comprimidos de anfetamina durante fiscalização no km 467 da BR-060, em Jataí (GO).

A ação ocorreu por volta das 5h30, quando uma equipe da PRF recebeu informações oriundas de análise de risco, indicando um conjunto veicular sob suspeita de transporte de ilícitos.

Durante a abordagem, os policiais localizaram um caminhão-trator, de cor preta, acoplado a três semirreboques.
O motorista, de 33 anos, apresentou sinais de nervosismo e informações contraditórias. Questionado, ele afirmou que havia algo de ilícito no veículo, mas que não sabia exatamente o que era. Também confessou portar comprimidos de anfetamina, conhecidos como “rebite”.

Diante dos indícios e das informações previamente levantadas, os policiais realizaram buscas na cabine do veículo e encontraram 32 fardos de substância com características de cloridrato de cocaína, cada um com cerca de 11 kg, totalizando aproximadamente 352 kg. Além disso, foram apreendidas quatro cartelas contendo 60 comprimidos de anfetamina.

O condutor informou que recebeu a carga em Cuiabá (MT) e tinha como destino o município de Rio Verde (GO).

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil em Jataí, ele responderá pelos crimes de tráfico de drogas e porte de droga para consumo pessoal. O veículo e o materiais apreendidos também foram encaminhados à Polícia Civil.
Categoria
Crimes

Subiu a cabeça: Vereador perde a linha e espalha fake news sobre transporte universitário em Ibirataia

A polêmica do transporte universitário em Ibirataia ganhou um novo capítulo e com tom ainda mais grave. O vereador Lucas Grandão parece ter perdido a linha ao espalhar fake news e disseminar informações FALSAS sobre a lei que trata do serviço no município.

Mesmo sendo autor do projeto, o parlamentar ignora o que está no próprio texto da legislação: não existe obrigação para a Prefeitura oferecer o transporte, apenas a possibilidade, condicionada à realidade financeira da gestão. Ainda assim, o vereador insiste em propagar uma narrativa que não condiz com os fatos.

A tentativa de confundir a população fica ainda mais evidente diante de um ponto simples: o transporte universitário já era ofertado antes mesmo da aprovação da lei. Ou seja, não foi uma criação do vereador, apesar das insinuações.

Outro dado desmonta o discurso: todas as vagas foram devidamente preenchidas. Assentos vazios registrados em alguns dias ocorreram por ausência de estudantes, e não por falta de oferta por parte do município.

O episódio escancara um cenário preocupante, onde a desinformação é usada como ferramenta política. A pergunta que fica é: faltou responsabilidade ou subiu à cabeça? Enquanto isso, quem mais perde é a população, especialmente os estudantes que dependem do serviço.

Fonte: Ascom/PMI

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