CPI do Crime Organizado quebra sigilo de fundo usado por Zettel para comprar resort de Dias Toffoli

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado quebrou o sigilo do fundo Arleen, usado para a compra do resort Tayayá de Dias Toffoli e de seus familiares.

Como mostrou o Estadão, o Arleen tinha como único cotista outro fundo, o Leal, que por sua vez tinha, de 2021 a 2025, como único cotista Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Documentos obtidos pela reportagem mostraram que foi com esse fundo que o pastor passou a ser sócio do resort Tayayá, por meio de aportes R$ 20 milhões no empreendimento. Até então, os familiares de Toffoli apareciam como administradores do empreendimento por meio da Maridt, da qual o próprio ministro admitiu também fazer parte como sócio.

O requerimento de quebra do sigilo fiscal e bancário do Arleen foi apresentado pelo senador Sérgio Moro.

A revelação dos negócios de Toffoli com o fundo Arleen no resort foi o que motivou a retirada do ministro da relatoria do caso Master. Após sua saída, negociada com os demais ministros da Corte, o caso foi assumido por André Mendonça, que determinou a prisão de Vorcaro e Zettel.

Por Estadão

Organização criminosa é alvo da Operação Cavalo de Troia em Feira de Santana

Ação cumpre mandados judiciais e mobiliza cerca de 120 policiais civis no município

Desarticular a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, homicídios e crimes correlatos é o objetivo da Operação Cavalo de Troia, deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (19), em Feira de Santana.
A ação é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 9ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (9ª DTE), em conjunto com equipes da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª Coorpin/Feira de Santana).

Mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário, estão sendo cumpridos e fazem parte do desdobramento de uma investigação que apura a atuação do grupo criminoso.

As investigações apontam que os integrantes da organização atuam de forma estruturada na prática de crimes violentos e no comércio ilícito de entorpecentes na região.

Para o cumprimento das medidas judiciais, cerca de 120 policiais civis participam da operação, com equipes do Denarc, da Diretoria de Polícia do Interior Leste (Dirpin/Leste), da 1ª COORPIN, do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Leste).
Fonte: Marcela Correia/Ascom-PCBA

Petrobras diz que importadores estão desviando diesel que viria ao Brasil

Magda Chambriard afirma que estatal faz 'das tripas coração' para aumentar oferta nacional

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (18) que importadores privados de combustíveis estão desviando para outros países navios contratados inicialmente para abastecer o Brasil.

A estratégia, diz ela, tem criado incertezas sobre o abastecimento nacional após o início da guerra no Irã. A estatal, afirmou Magda, tem feito "das tripas coração" para ampliar a produção do combustível em suas refinarias.

"A inteligência competitiva da Petrobras monitorou seis navios de terceiros direcionados ao Brasil. Alguns chegaram até perto de portos brasileiros e tiveram os seus destinos desviados", disse Magda em evento no Rio de Janeiro.

A presidente da Petrobras insinuou que o desvio dos navios ocorreu porque os proprietários da carga buscaram mercados com maiores preços nesse momento de escassez global do produto. Disse ainda que a petroleira tem tomado medidas para garantir o abastecimento, mas tem capacidade limitada de importação.

Na abertura do mercado desta quarta, o diesel vendido pelas refinarias da Petrobras custava R$ 2,15 por litro a menos do que a paridade de importação medida pela Abicom. Na gasolina, a diferença era de R$ 1,33 por litro.

"Nossa capacidade de importação não atende toda a demanda do Brasil. Isso é bom que se diga. Por que isso aconteceu? Porque o Estado brasileiro, num determinado momento, decidiu que a Petrobras não ficaria sozinha nesse mercado", afirmou.

Nesta quarta, entidades ligadas à distribuição e importação de combustíveis enviaram carta ao governo pedindo aumento do preço do diesel, sob a justificativa de que os preços atuais, defasados em relação ao mercado internacional, tornam as importações inviáveis economicamente.

"O caminho mais sustentável para o setor passa pelo equilíbrio de preços com o mercado internacional, pela previsibilidade regulatória, pela concorrência saudável e por políticas que assegurem o equilíbrio entre oferta e demanda", escreveram.

O texto, assinado pela Abicom, IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás) e Brasilcom (federação que representa distribuidoras de combustíveis de médio porte), diz que o reajuste anunciado pela Petrobras na semana passada "é uma resposta parcial" ao problema.

O Sindicom, que representa as grandes distribuidoras, também enviou carta ao governo cobrando a continuidade dos leilões de volumes adicionais pela Petrobras, como medida para garantir o abastecimento nacional.

As empresas dizem que vêm observando aumento da demanda, ao mesmo tempo em que a estatal corta cotas de fornecimento e nega pedidos adicionais do mercado. É grande a preocupação no mercado com o abastecimento em abril.

Na terça (17), a estatal comunicou ao mercado cancelamento de leilões de combustíveis que realizaria neste início de semana. Magda disse nesta quarta que a empresa decidiu reavaliar o cenário antes de colocar mais produtos à venda.

A estatal diz que vem entregando ao mercado volumes 15% superiores aos contratados e adiou paradas para manutenção em refinarias para garantir o abastecimento enquanto durar a guerra.
Por Nicola Pamplona/Folhapress

Vorcaro disse a interlocutores que não quer envolver ministros do STF em delação premiada

Ex-banqueiro relatou a interlocutores, antes mesmo de decidir por colaboração, que não pretende atingir magistrados

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro não pretende envolver ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em um eventual acordo de delação premiada no processo que apura a gestão fraudulenta do Banco Master.

Ele manifestou a intenção a diversas pessoas antes mesmo de decidir partir de vez para um acordo de colaboração com a Justiça.

Em primeiro lugar, Vorcaro dizia ter a consciência de que, para arrastar um magistrado da mais alta Corte do país para o centro do furacão, precisaria ter provas irrefutáveis do cometimento de crimes _sob o risco de sua delação ser sumariamente rejeitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), por setores da PF (Polícia Federal) e pelo próprio STF.

Depois de ouvir conselhos de interlocutores que conhecem os meandros do poder e do Judiciário, ele manifestava também a certeza de que envolver um magistrado na colaboração poderia despertar o espírito de corpo da maioria da Corte, dificultando a solução de seus problemas criminais.

Ele só deve falar da relação com magistrados em depoimentos, portanto, caso seja pressionado pelas autoridades a discorrer sobre essa convivência.

A interlocutores que recebia com frequência antes de ser preso pela segunda vez, no começo do mês, Vorcaro sempre manifestava apreço, por exemplo, pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Ele dizia que o magistrado era um amigo. E defendia a contratação, pelo Banco Master, do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, por R$ 129 milhões no período de três anos.

Vorcaro afirmava que ela de fato trabalhou para o banco, mobilizando dezenas de advogados para cuidar dos mais diversos temas _da elaboração de cartilhas de compliance para a instituição a processos previdenciários.

Dias Toffoli, que é sócio da Maridt, empresa que vendeu a um fundo ligado ao Master a participação que tinha em um resort no Paraná, era poucas vezes citado por Vorcaro nas conversas.

O ex-banqueiro ficou especialmente contrariado quando soube que o ministro Kassio Nunes Marques votou pela manutenção de sua prisão, na semana passada. Ele acreditava que líderes do Centrão de quem é próximo, e que têm amizade com o magistrado, pudessem convencê-lo a votar por sua liberdade.

O sentimento negativo, no entanto, não seria suficiente para que ele decidisse envolver o STF na delação.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Moro decide se filiar ao PL para concorrer ao Governo do Paraná com o apoio de Flávio Bolsonaro

Sigla já havia definido apoio a ex-juiz no estado, rompendo aliança com Ratinho Jr.

Depois de acertar o apoio do PL à sua candidatura ao Governo do Paraná, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) decidiu, nesta quarta-feira (18), deixar seu partido e se filiar à legenda de Flávio Bolsonaro para disputar a eleição. Moro tem aparecido à frente em pesquisas de intenção de voto no estado.

O senador se reuniu, durante a tarde, com a cúpula da federação União Brasil-PP para decidir por qual partido iria concorrer —o PL também havia lhe oferecido a legenda. A tendência do União Brasil era apoiar a candidatura de Moro, mas o senador enfrenta resistências no PP do Paraná.

A ideia, segundo a reportagem apurou, é de que a vaga de vice na chapa do senador seja oferecida à federação. O PL pretende também lançar o deputado Filipe Barros (PL-PR) ao Senado, e a segunda vaga de candidato a senador seria de Deltan Dallagnol (Novo-PR).

Mais cedo nesta quarta, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniu com Moro e declarou o apoio do PL à candidatura do senador, o que representou um rompimento com o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).

Como afirmou Valdemar, a preocupação do PL era a de garantir um palanque para Flávio no estado, já que Ratinho Jr. deve ser escolhido candidato do PSD à Presidência da República na próxima semana.

"Nós vamos ter que unir todo mundo lá para ele ganhar a eleição no primeiro turno. Senão nós estamos mortos por causa do Ratinho", disse Valdemar, pouco antes de Moro decidir trocar o União Brasil pelo PL.

Questionado sobre o rompimento entre o PL e Ratinho Jr, Valdemar respondeu que o governador do Paraná mora no seu coração. "Mas acontece que ele vai sair de candidato a presidente, então vamos fazer zero votos no Paraná? E Moro está lá explodindo. Talvez, com 22 [na legenda], Moro ganhe até a eleição no primeiro turno".

Na semana passada, Ratinho Jr. chegou a se reunir com o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), para tentar barrar o apoio do PL a Moro, o que atrapalharia seus planos de sucessão no Estado.

A condição colocada pelo PL, no entanto, foi de que Ratinho Jr. desistisse de concorrer ao Palácio do Planalto para apoiar Flávio —o governador é cotado inclusive como possível vice do presidenciável bolsonarista. Mas o que ocorreu foi o oposto: o PSD consolidou a decisão de lançar Ratinho nos próximos dias, o que acelerou o acordo entre o PL e Moro.

Até esta quarta, havia um acordo para que a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro se aliasse ao candidato de Ratinho no Estado, em troca de Filipe Barros concorrer ao Senado.

O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), trabalha para ser escolhido por Ratinho como seu sucessor, mas o governador demonstra preferência pelo secretário das Cidades, Guto Silva (PSD).

O acordo entre o ex-juiz da Lava Jato e o partido de Bolsonaro marca uma nova reviravolta na relação dele com o bolsonarismo. Em 2018, o hoje senador do União Brasil largou a magistratura para ser ministro da Justiça do então presidente eleito. Deixou o governo em 2020, acusando o ex-aliado de querer intervir na Polícia Federal.

Em 2022, tentou se lançar à Presidência da República, com discurso crítico ao bolsonarismo, mas não conseguiu apoio partidário no União Brasil.

"Chega de rachadinha", disse ele em pronunciamento em 2021, em uma referência a acusações contra o filho mais velho do então presidente.

Ainda em 2022, mudou de posição e fez campanha para Bolsonaro no segundo turno da eleição, tendo inclusive acompanhado o aliado em debate na TV Bandeirantes.
Por Carolina Linhares/Raphael Di Cunto/Folhapress

Gestor da Esh Capital afirma que Nelson Tanure era um dos reais donos do Master

Declarações foram dadas por Vladimir Timerman em depoimento à CPI do Senado sobre o crime organizado
Foto: Divulgação
O empresário baiano Nelson Tanure
O gestor de fundos Vladimir Timerman, da Esh Capital, disse que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro era "pau-mandado" e "um garoto de recados" dos verdadeiros donos do Banco Master e que um dos proprietários da instituição seria o empresário baiano Nelson Tanure.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (18), em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado sobre o crime organizado, na qual Timerman falou como testemunha.

"O senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, o mais alto da hierarquia. O meu sentimento é que ele [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocada para ser a cara do Master para fazer as conexões políticas", afirmou.

O gestor ainda fez críticas à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), à Polícia Federal e ao Banco Central, quando foi questionado de quem seria a culpa pela suposta demora na apuração das fraudes.

"Minhas denúncias acerca de Gafisa S.A (da qual Tanure é acionista) se iniciaram em 2019, até 2021. A Gafisa S.A. é o laboratório de tudo", afirmou.

Ele ainda disse ter sofrido ameaças de morte e recebido mais de 30 ações criminais como retaliação por suas denúncias.

Em nota, a assessoria de Tanure disse que o empresário tem décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários e "jamais havia sido acusado de qualquer prática supostamente delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista".

Ele também declarou que nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto, do Banco Master, "tendo mantido com a instituição apenas relações comerciais legítimas, como cliente e investidor, nos mesmos moldes em que opera com diversas outras instituições financeiras".

Timerman foi condenado em março do ano passado, pela Justiça de São Paulo, a pena de um ano, 10 meses e 15 dias de prisão pelo crime de perseguição contra Tanure.

A condenação está relacionada ao histórico de conflito entre os dois.

Em sua sentença, a juíza Eva Lobo Chaib Dias Jorge, da 12ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), substituiu a detenção por prestação de serviços gratuitos beneficentes durante o período da condenação, na frequência de oito horas semanais. Também foi determinado o pagamento de 36 dias-multa.

A disputa entre os dois teve início em 2021, quando Timerman acusou Tanure de cooptar acionistas minoritários para assumir o controle da Alliar, uma empresa de exames médicos, na qual o empresário tem participação e que hoje é conhecida como Alliança Saúde e Participações.

Timerman chegou a ter suas redes sociais suspensas por descumprir uma decisão judicial em que ficou proibido de postar ataques e ofensas a Tanure.

No interrogatório judicial, ele negou que tenha feito as postagens agressivas ou ameaçadoras contra Tanure. "Eu fiz postagens que eram verdadeiras", afirmou.

Para a magistrada, porém, ficou comprovado que o "acusado excedeu o direito de liberdade de expressão, causando danos na vida pessoal da vítima e também na de pessoas a ele relacionadas, bem como para a empresa, que enfrentou queda nas ações".

Por Constança Rezende/Folhapress

Operação Calamus prende profissional de saúde e mira rede de venda ilegal de medicamento em Jequié

Um enfermeiro de 40 anos foi preso em flagrante durante a Operação Calamus, deflagrada nesta terça-feira (18), pela Polícia Civil, em Jequié, no sudoeste baiano. Ele é investigado por comercializar ilegalmente a substância tirzepatida, medicamento utilizado em protocolos de emagrecimento. A prisão ocorreu na residência do investigado, no bairro Alto do Cemitério, onde foram apreendidos 29 frascos da substância.
A operação teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário, no âmbito de investigação que apura a comercialização ilegal do medicamento. Durante as diligências, foram cumpridos mandados em residências de oito investigados, distribuídos nos bairros Centro, Mandacaru, Joaquim Romão, Cidade Nova e São Judas. Entre os alvos, estão três profissionais da área de saúde e cinco pessoas apontadas como responsáveis pela divulgação e comercialização dos produtos por meio de redes sociais.
De acordo com as investigações, o grupo atuava na venda clandestina da substância, sem autorização dos órgãos competentes, utilizando plataformas digitais para anunciar e distribuir o material. Ao todo, foram apreendidos aproximadamente 60 frascos de tirzepatida e cerca de 300 seringas descartáveis, que seriam utilizadas na aplicação do medicamento. Além disse, a equipe apreendeu celulares e outras medicações, vendidas ilegalmente.

A operação, realizada pela Delegacia Territorial de Jequié, contou com o apoio de equipes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Central) e das Delegacias de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e Territorial de Ipiaú (DT/Ipiaú).

O preso, que também possui graduação em medicina em uma universidade do Paraguai, permanece à disposição do Poder Judiciário. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a rede de comercialização ilegal na região.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom-PC

Tenente-coronel é preso sob suspeita de matar esposa PM em SP

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça na sala da casa em que o casal morava no Brás, região central de São Paulo, na manhã de 18 de fevereiro. O caso foi registrado inicialmente como suicídio, mas foi reclassificado como morte suspeita e depois como homicídi

(FOLHAPRESS) - O tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, 53, foi preso na manhã desta quarta-feira (18) sob a suspeita de assassinar a soldado Gisele Alves Santana, 32, com quem era casado. A prisão se deu num apartamento na cidade de São José dos Campos, onde o tenente-coronel se encontrava.

A prisão veio na esteira de relatório da Polícia Civil que indicou haver indícios contra o oficial da Polícia Militar no episódio envolvendo a morte de sua esposa, que completou um mês nesta quarta-feira.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça na sala da casa em que o casal morava no Brás, região central de São Paulo, na manhã de 18 de fevereiro. O caso foi registrado inicialmente como suicídio, mas foi reclassificado como morte suspeita e depois como homicídio.

Na terça (17), ao ser informada sobre o pedido de prisão preventiva, a defesa do tenente-coronel afirmou que ele estava à disposição das autoridades. O advogado Eugênio Malavasi, que representa Neto, também disse que "não tem nenhum fundamento [para o pedido de prisão] à luz do artigo 312 do Código de Processo Penal [que regula a prisão preventiva]".

Em entrevista à TV Record, o tenente-coronel reafirmou que a mulher se matou e classificou como "narrativas" as alegações de que ele seria uma pessoa violenta e abusiva. Essas afirmações, segundo ele, estariam sendo feitas pela família de Gisele. "O Brasil inteiro acha que eu sou um assassino", afirmou ele.

A mudança na classificação do caso ocorreu a partir de laudos periciais da cena do crime e informações do relacionamento conturbado do casal para o pedido de prisão, segundo a polícia.

Um exame de corpo de delito pelo IML (Instituto Médico Legal) identificou lesões no pescoço e no rosto de Gisele, indício que contraria a tese de suicídio. Além disso, policiais colheram relatos de comportamentos abusivos e violentos por parte do oficial da PM.

O tenente-coronel foi quem chamou o resgate e a polícia no dia da ocorrência dizendo que a mulher havia atirado na própria cabeça. O boletim de ocorrência elaborado no 8º DP (Brás) horas depois da morte, no entanto, já apontava que havia dúvidas sobre o que havia acontecido. O documento trouxe um aviso de que havia "dúvida razoável quanto a tratar-se de suicídio".

Dois dias após a morte, a Corregedoria da PM abriu um procedimento para apurar uma denúncia de supostas ameaças feitas pelo tenente-coronel à mulher.

Entre outras divergências apontadas ao longo da investigação, outro ponto que gera dúvidas é a hora exata do tiro que matou Gisele.

Neto relatou que teria entrado no banheiro para tomar banho por volta das 7h e ouvido o barulho do disparo um minuto depois. Em seguida, disse ter ligado para o resgate e chamado a Polícia Militar apenas às 7h57. No entanto, uma vizinha afirmou em depoimento ter ouvido o estampido às 7h28.

Além disso, um dos socorristas afirmou à polícia que achou estranho a arma estar encaixada na mão de Gisele, fato incomum em casos de suicídio.

Em depoimento, o primeiro policial a entrar no apartamento afirmou que o local estava mais preservado que o de costume para um caso como esse, o que causou estranhamento. Ele disse ainda que já atendeu situações semelhantes em 12 anos de carreira. O agente negou ter visto marcas de sangue nas roupas ou no corpo do tenente-coronel.

Soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana foi encontrada baleada no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, em São Paulo. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita Notícias ao Minuto | 

Formatura de policiais penais marca novo ciclo no sistema prisional baiano

O sorriso no rosto e a sensação de dever cumprido resumem o sentimento de quem realiza um sonho. Entre os 250 novos policiais penais formados na Bahia, Ludmila Palmeira se destacou ao conquistar a maior pontuação do curso. “Esse concurso foi muito difícil, com muitas fases. Estou muito honrada, principalmente por receber o prêmio das mãos do governador Jerônimo Rodrigues. Meu sentimento é de pertencimento”, afirmou.
A cerimônia de formatura da primeira turma do Curso de Formação da Polícia Penal da Bahia, realizada na noite desta terça-feira (17), em Salvador, representa a conclusão de uma etapa essencial do processo de preparação dos novos profissionais para o exercício da função. Durante a solenidade, o governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado do vice-governador Geraldo Júnior, destacou a importância da formação. “É uma turma preparada, capacitada e animada. Desejo sucesso aos formandos e suas famílias e espero que possamos consolidar cada vez mais essa profissão na Bahia”, afirmou.
O secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado da Bahia, José Castro, ressaltou a relevância do momento para o sistema prisional baiano. “Estamos formando 250 policiais penais na Academia da Polícia Penal, inaugurada no ano passado. Isso demonstra o investimento contínuo na qualificação do sistema prisional e na valorização dos servidores”, pontuou.
Iniciado em novembro de 2025, o curso de formação incluiu conteúdos nas áreas administrativa, saúde do servidor, técnicas operacionais e alternativas penais, além de estágio supervisionado. O ingresso na formação ocorreu após um processo seletivo concorrido, com cerca de 39 mil inscritos para pouco mais de 200 vagas, envolvendo provas objetivas, testes físicos, avaliações médicas e psicológicas, além de investigação social.

A solenidade contou ainda com a presença do secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, do delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, e do comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, Antônio Carlos Silva Magalhães. A expectativa é que a atuação dos novos policiais penais contribua para o fortalecimento da segurança nas unidades prisionais e para o aprimoramento das ações de ressocialização em todo o estado.

Repórter: Dandara Amorim/GOVBA
Fotos: Dandara Amorim e Joa Souza/GOVBA

Ibirataia: Reunião entre Secretaria de Saúde e Poder Judiciário busca melhorias nos serviços especializados

A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SEMED), realizou uma reunião institucional com a juíza Dra. Viviane Delfino Menezes Ricardo , com o objetivo de discutir demandas relacionadas ao atendimento de crianças neurodivergentes no município. O encontro aconteceu em ambiente de diálogo e cooperação, visando alinhar estratégias que garantam mais qualidade e eficiência nos serviços ofertados à população.

Durante a audiência, foram debatidas questões como acesso a atendimentos especializados, acompanhamento multiprofissional e fortalecimento da rede de apoio às famílias. A iniciativa demonstra o compromisso da gestão municipal em buscar soluções conjuntas com o Poder Judiciário, promovendo políticas públicas mais inclusivas e eficazes para atender às necessidades específicas desse público.

O secretário municipal de Saúde destacou a importância da parceria institucional. “Nosso objetivo é garantir um atendimento mais humanizado e estruturado para as crianças neurodivergentes e suas famílias. Esse diálogo com o Judiciário é essencial para avançarmos em políticas públicas mais eficientes e acessíveis”, afirmou. A gestão segue empenhada em ampliar ações que promovam inclusão, cuidado e qualidade de vida.

Prefeitura e Polícia Militar alinham esquema de segurança para festa do Padroeiro em Ibirataia

Evento será realizado no dia 21, na Praça 7 de Setembro, e contará com grandes atrações musicais a partir das 20h

A Prefeitura de Ibirataia realizou uma reunião estratégica com representantes da Polícia Militar da Bahia para definir o esquema de segurança da tradicional festa do Padroeiro do município. O encontro teve como foco o planejamento das ações que serão adotadas durante o evento, visando garantir tranquilidade, organização e segurança para o público esperado.

A festa está marcada para o próximo dia 21, com início previsto para às 20h, na Praça 7 de Setembro, um dos principais pontos de encontro da cidade. A expectativa é de grande público, reunindo moradores e visitantes de toda a região, atraídos pela programação musical e pelo caráter cultural e religioso da celebração.

Durante a reunião, foram discutidos pontos fundamentais para o bom andamento do evento, como o reforço no policiamento ostensivo, organização do espaço, controle de acesso, circulação de pessoas e medidas preventivas para evitar incidentes. A atuação integrada entre as forças de segurança e a gestão municipal foi destacada como essencial para o sucesso da festa.

Representando a Polícia Militar, participaram o Capitão Lucas Albués, o Cabo Cerqueira e o soldado Patrício, que contribuíram com orientações técnicas e estratégias de segurança baseadas na experiência em eventos de grande porte. Já pela administração municipal, estiveram presentes o secretário de Administração, Heber Câncio, e o secretário de Cultura, Silvio Brandão, responsáveis pela organização e execução da festa.

A programação musical é um dos grandes atrativos da noite e contará com apresentações das bandas Asas Livres, Kevi Jonny, Guig Guetho, Ney Talles e Naldo Silva. A diversidade de estilos promete agradar diferentes públicos e movimentar a economia local, beneficiando comerciantes e prestadores de serviço.

Fonte: Ascom/PMI

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Empresa ligada à nora de Jaques Wagner recebe do Banco Master

Uma empresa ligada à nora do senador Jaques Wagner (PT) aparece na folha de pagamentos do Banco Master. As informações foram divulgadas pela colunista Milena Teixeira, do site Metrópoles.

De acordo com a publicação, Bonnie de Bonilha — estudante de psicologia, formada em direito e também florista — foi contratada para atuar na prospecção de operações de crédito consignado para a instituição financeira, que tem como proprietário o banqueiro Daniel Vorcaro.

Bonnie é casada com Eduardo Sodré, atual secretário de Meio Ambiente da Bahia do governo de Jerônimo Rodrigues (PT), e filho da ex-primeira dama do Estado, Fátima Mendonça. O vínculo com o banco foi estabelecido por meio da BK Financeira, empresa criada em 2021 e da qual ela é sócia.

Na sociedade, Bonilha atua ao lado do advogado Moisés Dantas, que confirmou à coluna tanto a parceria empresarial quanto a prestação de serviços ao banco. “Somos sócios desde 2022, e o serviço prestado não foi de consultoria, mas de prospecção e indicação, em caráter de exclusividade, de operações e convênios de crédito consignado, modalidade existente em todo o Brasil”, afirmou.

Ele contou ainda que “todos os valores recebidos foram formalizados por meio de nota fiscal, e balanços e extratos estão à disposição das autoridades”.

Procurada, Bonnie informou que não se pronunciaria diretamente, indicando que seu sócio responderia pelos esclarecimentos.

Já o senador Jaques Wagner declarou que “jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada” e ressaltou que cabe exclusivamente à empresa prestar informações sobre suas atividades e contratos.

Além da BK Financeira, Bonnie também figura como proprietária da BN Representações. Conforme dados da Receita Federal, a empresa atua no desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não customizáveis.

Registros oficiais apontam que, até 26 de janeiro deste ano, a companhia operava sob outra razão social — “Vamos Florir Comércio de Flores Ltda.” — com atuação voltada ao comércio varejista de plantas e flores naturais. Na mesma data, houve alteração no quadro societário, com a saída de Patrich Toaldo Bonilha e a consolidação de Bonnie como única administradora do negócio.

Por Política Livre

ACM Neto se reúne com Flávio Bolsonaro e tese sobre aliança “anti-PT” na Bahia ganha corpo

Foto: Reprodução/Instagram
Foto publicada pelo PL na noite desta terça-feira (17)
Pré-candidato ao Palácio de Ondina, o ex-prefeito ACM Neto (União) se reuniu ontem, terça-feira (17), em Brasília, com o senador Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, em um encontro que pode ter selado uma aliança “anti-PT” na Bahia.

Ao lado de Neto e Flávio, também estiveram o presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado, João Roma, e o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.

No Instagram, onde a foto foi publicada, o ex-prefeito de Salvador informa ter participado da filiação do ex-ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, ao Partido Liberal.

Nos bastidores, Neto tem defendido dar palanque a Flávio apenas em um provável segundo turno. A avaliação do líder da oposição na Bahia é de que, caso vença no primeiro turno a disputa local, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro poderia ter um acréscimo de votos na disputa no segundo. Em 2022, Neto negou-se a apoiar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio.
Por Política Livre

PF e RFB reprimem organização criminosa que recrutava agentes públicos

       Grupo cooptava agentes públicos, praticava contrabando e lavagem de dinheiro
Campo Grande/MS. A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram, nesta quarta-feira (18/3), a Operação Iscariotes, com o objetivo de reprimir uma organização criminosa que recrutava agentes de segurança pública para a prática de contrabando, de descaminho, de lavagem de capitais e outros crimes.

A operação decorre de investigação de longo curso, que revelou a atuação de um grupo criminoso especializado na importação fraudulenta de eletrônicos de alto valor agregado, desacompanhados de documentação fiscal e sem a devida regularização perante os órgãos de controle aduaneiro. Após o ingresso irregular no país, os produtos eram distribuídos em Campo Grande/MS e em outros estados, especialmente em Minas Gerais.

Os crimes investigados são contrabando, descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo e outros ilícitos relacionados ao sistema financeiro nacional.

A organização criminosa contava ainda com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública (aposentados e da ativa), com aparente utilização da função pública para favorecer a atuação do grupo. No curso da investigação, foram realizados diversos flagrantes.

Após representação da autoridade policial, com manifestação favorável do Ministério Público Federal, a Justiça Federal expediu as seguintes medidas cautelares:

a) 31 mandados de busca e apreensão;

b) 4 mandados de prisão preventiva;

c) 1 mandado de monitoração eletrônica;

d) 2 afastamentos de funções públicas;

e) 6 Suspensões de porte/posse de arma de fogo;

f) Indisponibilidade de bens de 12 Pessoas Físicas e Jurídicas (40 milhões de reais), incluindo:

i. Sequestro de ao menos 10 imóveis;

ii. Sequestro e apreensão de, ao menos, 12 veículos;

iii. Suspensão das atividades de 6 pessoas jurídicas.

Ao todo, foram cumpridas cerca de 90 ordens judiciais, com a mobilização de mais de 200 policiais nas cidades de Campo Grande/MS, de Dourados/MS, de Belo Horizonte/MG, de Vespasiano/MG e de Montes Claros/MG.

A operação contou, ainda, com o apoio das corregedorias da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul e do Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul.

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul

Operação Força Integrada mobiliza FICCOs em todo o país contra o crime organizado

Iniciativa reúne instituições de Segurança Pública no enfrentamento a organizações criminosas
Brasília/DF. As FICCOs deflagraram, nesta quarta-feira (18/3), em 15 estados, a Operação Força Integrada, ação coordenada que mobiliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) de Segurança Pública no combate ao tráfico de drogas e de armas, à atuação de facções criminosas, lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

Durante as ações, estão sendo cumpridos 180 mandados de busca e apreensão e 112 mandados de prisão nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Em 2025, as FICCOs realizaram 246 operações, onde foram cumpridos mais de dois mil mandados de busca e apreensão e mais de 1500 mandados de prisão.
Criadas com base no conceito de força-tarefa, as FICCOs têm como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre instituições de Segurança Pública. Participam da iniciativa polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, SENAPPEN e secretarias de segurança pública estaduais, em atuação conjunta e coordenada pela Polícia Federal, sem hierarquia entre as instituições participantes.

Amplitude – As FICCOs estão presentes em todos os estados da federação e no Distrito Federal. Atualmente, 39 unidades atuam em diferentes localidades do país.

A seguir, conheça as ações realizadas pelas FICCOs no contexto da Operação Força Integrada:

FICCO/Campinas – Campinas/SP
Operação Dry Fall. Ação contra organização criminosa com vínculos ao Comando Vermelho (CV), envolvida com tráfico de drogas e crimes violentos associados à disputa territorial no interior paulista. Estão sendo cumpridos 34 mandados de busca e apreensão e 37 mandados de prisão temporária, além do sequestro e bloqueio de mais de 100 contas bancárias, com valores que podem chegar a R$ 70 milhões.

FICCO/PE – Recife/PE
Operação Roça. Ação contra grupo envolvido com tráfico de drogas e armas, roubos de cargas e lavagem de dinheiro, com atuação no Sertão de Pernambuco. Estão sendo cumpridos 49 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão temporária, além de bloqueio de ativos financeiros de até R$ 5 milhões e restrições sobre imóveis e veículos.

FICCO/MA – São Luís/MA

Operação Ictio. Ação contra organização criminosa dedicada ao tráfico de cocaína e crack em larga escala na Grande São Luís, com lavagem de capitais por meio de empresas fantasmas e bens registrados em nome de terceiros. Estão sendo cumpridos 30 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão temporária no Maranhão, Ceará e Espírito Santo, além de bloqueio financeiro de R$ 297 milhões e sequestro de imóveis, veículos de luxo, maquinário pesado e arma de fogo.

FICCO/RS – Porto Alegre/RS

Operação Célula Oculta. Ação para desarticular grupo envolvido com tráfico de drogas na Serra Gaúcha e no Vale do Rio dos Sinos. Estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva em sete municípios do estado.

FICCO/BA – Salvador/BA

Operação Epílogo. Ação conjunta com o Comando de Policiamento da Região Leste da Polícia Militar da Bahia (CPR-L/PMBA) e a 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª COORPIN/PCBA) para combater o tráfico de drogas e organizações criminosas. Estão sendo cumpridos 8 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão.

FICCO/ES – Vitória/ES

Operação Turquia II. Ação voltada à desarticulação de grupo investigado por desvio e revenda de entorpecentes apreendidos. Estão sendo cumpridos 3 mandados de busca e apreensão, 5 mandados de prisão temporária e 1 mandado de afastamento de função pública.

FICCO/AM – Manaus/AM

Operação Rastreio. Apura grupo dedicado ao tráfico de drogas por meio do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Estão sendo cumpridos 4 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão preventiva em Manaus.

FICCO/AL – Maceió/AL

Operação Última Fatia. Combate grupo envolvido com tráfico de drogas que utilizava uma pizzaria de fachada para ocultar atividades ilícitas. Estão sendo cumpridos 5 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de quebra de sigilo de dados telemáticos. As diligências ocorrem no município de Satuba, região metropolitana de Maceió.

FICCO/GO – Goiânia/GO

Operação Corrosão II. Continuidade das ações contra grupo envolvido com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos 4 mandados de prisão preventiva nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

FICCO/PA – Belém/PA

Operações Covil II – COP (4ª fase) e Custus Legis.

A Operação Covil II cumpre 2 mandados de prisão preventiva e 2 de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho no Pará.

A Operação Custus Legis cumpre mandado de busca e apreensão e determina o uso de tornozeleira eletrônica por ex-servidora do Tribunal de Justiça do Pará investigada por colaboração com organização criminosa.


Operação Guardiões de Fogo. Voltada ao combate ao tráfico de armas de fogo e munições. Estão sendo cumpridos 2 mandados de busca e apreensão nos municípios de Aracaju e Itaporanga D’Ajuda.

FICCO/AP – Macapá/AP

Operação Invasor. Apura a subtração de equipamento de informática pertencente a assessor de senador da República pelo estado do Amapá. Está sendo cumprido 1 mandado de busca e apreensão, com recuperação do equipamento. As diligências seguem para identificação do responsável.

FICCO/PR – Foz do Iguaçu/PR

Operação Blue Sky nas cidades de Céu Azul/PR, Cascavel/PR, Vera Cruz do Oeste/PR, Matelândia/PR e Foz do Iguaçu/PR. Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão domiciliar e nove de prisão preventiva. Tem por objetivo desarticular uma organização criminosa com vínculos operacionais ao Primeiro Comando da Capital – PCC, dedicada ao tráfico de drogas e à prática de crimes violentos no contexto de disputa territorial no interior paranaense.

FICCO/MG – Belo Horizonte/MG

Operação Terminus. No primeiro dia da Operação Terminus, foi localizado e preso em Sete Lagoas/MG um indivíduo que se encontrava foragido, condenado há mais de 8 anos de reclusão em regime fechado, pelo crime de tráfico de drogas. Demais ações de captura continuarão a ser executadas ao longo de toda a semana.

FICCO/CE – Fortaleza/CE

Operação Contenção. Captura de autores de crimes violentos, cuja atuação reiterada representava risco concreto à ordem pública e à segurança coletiva. A operação cumpre 10 mandados de prisão.

Coordenação-Geral de Comunicação Social

Enquete para escolha do nome da moeda municipal de Itagibá segue aberta à população

A população de Itagibá pode participar da enquete que vai definir o nome da futura moeda municipal do município. A iniciativa faz parte do programa Acelera Itagibá, que tem como objetivo fortalecer a economia local, incentivar o comércio e estimular o desenvolvimento da cidade.

A proposta da moeda municipal busca movimentar a economia dentro do próprio município, valorizando os empreendedores locais e ampliando as oportunidades de circulação de recursos na cidade. Como parte desse processo de construção coletiva, a gestão municipal abriu uma consulta pública para que os moradores participem da escolha do nome da nova moeda.

No formulário de votação, a população pode escolher entre quatro opções: Gibá, Nica, Pedra Forte e Tampina. A ideia é que o nome escolhido represente a identidade, a história e a cultura de Itagibá, reforçando o sentimento de pertencimento da comunidade.

De acordo com a proposta do programa Acelera Itagibá, a moeda municipal será uma ferramenta para incentivar o consumo no comércio local e apoiar iniciativas de desenvolvimento econômico. Experiências semelhantes em outras cidades brasileiras têm contribuído para fortalecer pequenos negócios e ampliar a circulação de renda dentro do próprio município.

A participação popular é considerada fundamental nesse processo. Por isso, a Prefeitura reforça o convite para que os moradores contribuam com a decisão e escolham o nome que melhor representa a cidade. Para participar da enquete, basta acessar o formulário disponível e registrar o voto.

FICCO/MS apreende 745 kg de droga e prende suspeito em Mato Grosso do Sul

Ação ocorreu durante fiscalização na rodovia MS-258
Sidrolândia/MS. Uma ação conjunta da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) resultou na apreensão de 745 kg de drogas e na prisão de um suspeito na região de Sidrolândia/MS.

A ação ocorreu por volta do meio-dia, na rodovia MS-258, em que os policiais identificaram um veículo que aparentava estar com excesso de peso. Diante da suspeita, foi dada ordem de parada ao condutor, que desobedeceu e tentou fugir em direção a uma área de mata próxima à rodovia. Após acompanhamento, a equipe conseguiu alcançar e conter o suspeito.

O suspeito, juntamente com o veículo e o material apreendido, foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, onde o caso será investigado.

A FICCO/MS é uma força de atuação integrada, composta pela Polícia Federal, Polícia Militar (incluindo o Batalhão de Choque/MS), DOF – Departamento de Operações de Fronteira/MS, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Penal Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande/MS.

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul

Ministros do STF veem Fachin com dificuldade de superar desgaste interno

Magistrado quer deixar legado ético, mas ao custo de dar munição para Congresso, avaliam colegas
O presidente do STF, ministro Edson Fachin
Pelo menos metade dos ministros da atual composição do STF (Supremo Tribunal Federal) vê o presidente da corte, Edson Fachin, isolado e com dificuldades de superar a erosão interna, agravada após os desdobramentos da investigação sobre o Banco Master.

Segundo relatos feitos à reportagem por três ministros e por interlocutores próximos de outros dois, a postura e as declarações de Fachin dão munição aos opositores do Supremo, especialmente no Congresso Nacional.

A avaliação é a de que, no momento em que a corte vive a sua mais grave crise de credibilidade, Fachin tem se preocupado mais com a sua própria imagem do que com as dos seus pares, em um descompasso capaz de comprometer a união de que o tribunal precisa para enfrentar um ano eleitoral intenso.

Nesta segunda (16), durante aula magna no CEUB (Centro Universitário de Brasília), Fachin disse que o Supremo precisa buscar a autocontenção, respeitar a separação entre política e Justiça e resgatar a confiança da população.

"Não podemos jamais abrir mão de fundamentar as nossas escolhas e justificar nossas decisões de forma lúcida, sensível e racional. Sem confiança não há legitimidade. E, sem legitimidade, não há autoridade que se sustente", declarou.

Na semana passada, em evento no STF, Fachin defendeu que juízes atuem com "saudável distanciamento das partes e dos interesses em jogo" e disse que a Justiça não pode ficar "aprisionada em interesses paroquiais, conveniências econômicas ou cálculos políticos".

Recentemente, decisões dos ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Moraes sobre penduricalhos salariais foram vistas como recados a Fachin, no sentido de que esses seriam os reais problemas éticos do Judiciário, e não a realização de palestras ou viagens.

A mesma interpretação foi feita em relação à decisão de Dino sobre vetar a aposentadoria compulsória como punição a juízes que cometem infrações graves, agora sujeitos à perda do cargo, sem afastamento remunerado. A ordem judicial foi assinada nesta segunda-feira (16).

Atualmente, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão no centro dos desgastes, devido às menções localizadas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, suspeito de liderar uma organização criminosa voltada à prática de fraudes financeiras.

Fachin acompanha tudo em silêncio, o que desagrada a uma ala da corte. Um magistrado chegou a defender que ele fizesse um pronunciamento em rede nacional para afastar a percepção da população de que o tribunal estaria sob suspeita, mas a ideia não emplacou.

O presidente do STF entende que, sem conhecer integralmente o teor das mensagens (o processo está sob sigilo), qualquer manifestação seria precipitada. Entretanto, parte do tribunal avalia que, como um líder, ele deveria presumir a fé pública das palavras de Toffoli e Moraes, que negam irregularidades.

De acordo com os ministros dessa ala, o isolamento de Fachin teve início quando ele recebeu do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, um relatório que apontava para a suspeição de Toffoli, então relator do caso Master.

Na reunião secreta em que os ministros debateram o assunto, em 12 de fevereiro, Fachin queria levar o debate de suspeição à votação no plenário no dia seguinte, mas só teve o apoio da ministra Cármen Lúcia.

A maioria foi contra a medida, que deixaria o tribunal ainda mais exposto. Isso intensificou a desconfiança sobre Fachin. A corte rejeitou a suspeição de Toffoli, que optou por abandonar a relatoria. O caso foi redistribuído para o ministro André Mendonça. Toffoli acabou se declarando suspeito na semana passada, alegando razão de foro íntimo.

Em meio às repercussões do caso Master, Fachin tem insistido na necessidade de um código de conduta para tentar recompor a imagem do Supremo. O "timing" tem sido criticado internamente até por quem apoia a implementação das regras.

A ausência de outros colegas nas agendas institucionais de Fachin —como a visita do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e a reunião com os presidentes de tribunais, ambas na semana passada— também tem sido apontada como um sinal de isolamento.

A auxiliares Fachin disse que não se sente apartado dos demais e que mantém diálogos periódicos com todos os colegas para mapear os desafios da corte, inclusive em relação a casos de grande impacto, como a prisão de Vorcaro e o rumo do inquérito das fake news.

Por outro lado, magistrados relataram à reportagem que essas conversas são, em geral, genéricas e superficiais, em que o presidente reconhece haver um clima de tensão, mas sem especificar o que pretende fazer para contorná-lo.

O presidente do STF afirmou a pessoas próximas que a discrição sempre fez parte da sua carreira e da sua personalidade —e que a defesa da autoridade, da integridade moral e da imparcialidade dos ministros é uma bandeira inegociável da sua gestão.
Por Luísa Martins/Folhapress

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