Nome do deputado Dal Barreto aparece em janela da Refit, e PF apura o motivo

Suspeita da PF é que Dal Barreto, dono de posto, fosse visto como concorrente por Ricardo Magro, dono da Refit

Uma imagem apreendida pela Polícia Federal (PF) na Operação Poço de Lobato e obtida pelo site G1 mostra o nome do deputado federal Dal Barreto (União) escrito em uma das janelas do escritório da Refit, no Rio de Janeiro.

A Refit, antiga Manguinhos, é uma das maiores devedoras de tributos da União e dos estados, e, segundo a Receita Federal, movimentou mais de R$ 70 bilhões em um ano por meio de estruturas empresariais próprias e offshores.

Ainda segundo o G1, a PF ainda não sabe por que o nome do parlamentar aparece na anotação.

A suspeita, por ora, é de que ele possa ter sido listado como possível concorrente comercial da empresa, e não como participante de qualquer atividade da refinaria.

Dal é dono de posto de combustível no Nordeste, mercado em que Ricardo Magro, dono da Refit, tentava entrar.

O material inclui listas de pessoas, empresas, operações e referências como “mapeamento do Judiciário”, “mapeamento das Procuradorias estaduais”, “mapeamento do ministério” e “mapeamento dos portos” — parte de um levantamento interno feito pela Refit, segundo investigadores.

Ao site G1, Dal Barreto diz não ter envolvimento com a Refit. “Eu não conheço ninguém que eu saiba que tem algum envolvimento com Refit. Nunca fiz nenhum negócio com essa empresa, até porque eles falaram em refinaria. Eu tenho um posto revendedor. Eu entendo que eles só podem vender para a distribuidora, para a distribuidora vender para a gente. Então, eu só compro combustível nas distribuidoras, quase sempre na Shell, porque tenho um contrato com a Shell. Não sei por que meu nome estava lá”.

“Não sei se eles pretenderam, em algum momento, entrar em contato comigo, se alguém entendeu o meu nome, para que eles pudessem fazer algum tipo de negociação. Mas eu, pessoalmente, nunca tive nenhum contato com ninguém dessa empresa”, acrescenta o deputado.

Por Site G1

Polícia Civil prende em Salvador acusado de tortura e ameaça contra ex-companheira

A vítima, de 32 anos, mudou-se para Juazeiro para fugir das agressões, mas continuou recebendo mensagens intimidatórias por aplicativo, nas quais o autor afirmava saber sua localização

Um novo desdobramento da Operação Escudo das Marias realizado nesta sexta-feira (28) cumpriu mandado de prisão contra um homem de 47 anos suspeito dos crimes de ameaça e descumprimento de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. A detenção do alvo foi determinada pelo poder judiciário e cumprida por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da Casa da Mulher Brasileira (Deam/CMB), na capital baiana.

A vítima, de 32 anos, chegou a mudar-se para Juazeiro para fugir das agressões, mas continuou recebendo mensagens intimidatórias por aplicativo, nas quais o autor afirmava saber seu novo endereço. O histórico do investigado inclui relatos de tortura com equipamento de choque elétrico, arremesso de móveis que causaram lesões físicas e destruição de instrumentos de trabalho da mulher.

Para localizar o foragido, os policiais civis realizaram um trabalho de inteligência e monitoramento, uma vez que o indivíduo utilizava redes sociais para despistar as autoridades sobre seu paradeiro real. As apurações indicaram que ele transitava entre os bairros de Nova Brasília e Novo Marotinho, em Salvador, onde foi montado o cerco.

Durante a abordagem no imóvel, o homem tentou empreender fuga mas, ao perceber que estava cercado e sem rota de escape, se rendeu. Ele foi conduzido à unidade policial, teve o mandado formalizado e permanece à disposição da Justiça.
Fonte
Andrei Sansil / Ascom PCBA

Articulador de roubos a farmácias é preso dentro de motel no Costa Azul

Com dois mandados de prisão e diversas passagens pela polícia, o criminoso ordenava e planejava os roubos das canetas emagrecedoras nos estabelecimentos

Um dos principais responsáveis por ataques a farmácias de Salvador e roubos de canetas emagrecedoras foi preso pela Polícia Civil, na madrugada deste sábado (29).

A ação foi realizada por equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Coordenação de Operações, Agência de Inteligência e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).

Atividades investigativas dos policiais do Deic levaram a prisão do acusado, que se escondia em um motel localizado no bairro do Costa Azul. O homem teve dois mandados de prisão cumpridos, ambos por crimes contra o patrimônio. Ele era responsável por ordenar e planejar os roubos, desde a saída de criminosos em motocicletas, tipos de alvos e das medicações.

O acusado também tem passagens por práticas criminosas de estelionato, porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e roubo. O Deic mantém ações de inteligência e operações de campo, voltadas à identificação e prisão de todos os demais envolvidos com os furtos e roubos a estabelecimentos farmacêuticos.
Fonte
Priscila Costa/Divulgação ASCOM-PCBA

Homem é morto a tiros dentro de casa no bairro ACM

O município de Ipiaú voltou a registrar um homicídio após 13 dias sem crimes violentos. Na madrugada deste sábado (29), por volta das 3h, três homens armados invadiram uma residência no Caminho 10, no bairro ACM, e executaram a tiros Laerte Oliveira dos Santos, de 36 anos.

No momento do ataque, a casa estava ocupada pela mãe da vítima e outros familiares, incluindo crianças. Segundo informações preliminares apuradas no local pela reportagem do GIRO, os suspeitos chegaram ao local em um carro não identificado e fugiram logo após a ação.
A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela perícia. O óbito foi confirmado por uma equipe do SAMU.

A autoria e a motivação do crime serão investigadas pela Polícia Civil. Laerte possuía passagens pela polícia. A principal suspeita é de que o homicídio tenha relação com o tráfico de drogas. *Por Redação / Giro Ipiaú

https://www.instagram.com/giroipiau/?utm_source=ig_embed&ig_rid=10c86a17-d001-46b2-83a6-af8be1f9fc70

Duas mulheres são mortas a tiros dentro de centro federal de ensino do Maracanã, no Rio

Duas mulheres foram mortas a tiros na tarde desta sexta-feira, 28, dentro da unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro. O atirador teria tirado a própria vida em seguida. Os três eram funcionários do centro de ensino.

Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro chegaram a ser levadas para o hospital, mas não resistiram aos ferimentos.

O Hospital Municipal Souza Aguiar confirmou que as duas vítimas foram encaminhadas para lá, mas afirmou que uma delas já chegou morta. A outra, com quadro gravíssimo, não resistiu, "apesar de todos os esforços da equipe de saúde".

A Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes. "Diligências estão em andamento para apurar os fatos", afirmou.

O ministro da Educação, Camilo Santana, lamentou a tragédia e se solidarizou com as vítimas em publicação nas redes sociais. "Minha solidariedade a toda a comunidade do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), do Rio de Janeiro, cenário da tragédia que culminou na morte de três servidores da instituição na tarde de hoje", escreveu.

"Nós estamos em contato com a direção do Cefet-RJ e as estruturas do MEC já estão mobilizadas para prestar todo o apoio necessário nesse momento de perplexidade e dor. Aos familiares e amigos das vítimas, meus profundos sentimentos", disse o ministro.

A deputada estadual Elika Takimoto (PT-RJ), que também é professora no Cefet, afirmou em publicação nas redes sociais que conhecia as duas vítimas e classificou o episódio como "devastador". "Minha solidariedade às famílias e a todo CEFET. Que recebam o conforto que precisam. Estamos em choque e em luto", escreveu.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, também falou sobre o ataque a tiros em seu perfil nas redes sociais. "Profunda solidariedade às vítimas e às suas famílias pelo ataque no CEFET do Maracanã. É inaceitável que espaços de estudo se tornem alvo de violência. Defender direitos humanos é também construir uma cultura de paz e garantir segurança real em todas as instituições de ensino", afirmou.
Por O Estado de S. Paulo
Publicidade:

TRF-1 manda soltar Daniel Vorcaro, dono do Master, e outros quatro diretores; eles terão que usar tornozeleira eletrônica

A desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1a Região, concedeu liminar em habeas corpus determinando a soltura do banqueiro Daniel Vorcaro e de todos os outros investigados na Operação deflagrada na semana passada pela Polícia Federal (PF).

Dono do banco Master, Vorcaro é investigado por fraude nas operações com o Banco Regional de Brasília.

Os advogados Pierpaolo Bottini, Roberto Podval, Walfrido Wardt e Sergio Leonardo comemoraram a decisão.

"A Justiça reconheceu a ilegalidade de uma prisão que não se sustentava sob qualquer aspecto jurídico", diz Bottini.

Em sua decisão, a magistrada relata os fatos pelos quais ele é investigado, e que envolvem operações de R$ 12,2 bilhões.

Ela afirma, no entanto, que Vorcaro e os outros investigados não representam grave ameaça à pessoa.

"Não obstante a presença inicial dos elementos justificadores do decreto prisional, cumpre destacar que os delitos atribuídos ao paciente não envolvem violência ou grave ameaça à pessoa", afirma ela.

"Ademais, não há demonstração de periculosidade acentuada ou de risco atual à ordem pública que, de forma excepcional, justifique a manutenção da medida extrema da prisão preventiva", segue juíza.

"Ressalte-se que, embora se tenha apontado risco à aplicação da lei penal, o mesmo pode atualmente ser mitigado com a adoção de medidas cautelares diversas da prisão, tais como a retenção de passaporte e a monitoração eletrônica, suficientes para conter o periculum libertatis e atender aos fins cautelares, em consonância com o caráter subsidiário e excepcional da segregação antecipada", diz ela.

Em sua decisão, a magistrada escreveu ainda que "reanalisando o caso à luz dos fatos novos e da documentação superveniente apresentada nos pedidos de reconsideração, verifico que não mais subsistem os requisitos para a manutenção da medida cautelar pessoal extrema, sendo atualmente cabível a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas".

O dono do Banco Master foi detido pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos na noite do dia 17, quando tentava embarcar em seu jato particular rumo a Dubai.

Naquele dia, o Master anunciou a proposta de venda da operação a um conjunto de investidores formado pelo grupo Fictor e empresários dos Emirados Árabes que não tiveram sua identidade revelada.

Na terça-feira (26), foi apresentado à Justiça um documento indicando que a viagem de Vorcaro foi anunciada ao Banco Central no dia 17, o que afastaria, segundo os advogados, a tese de que ele tentava fugir do Brasil.

Segundo os investigadores, no entanto, o anúncio feito pelo Master era um simulacro para facilitar a fuga de Vorcaro do país.

As investigações do Banco Central, Ministério Público Federal e da Polícia Federal apontam que o Master teria vendido ao BRB carteiras de consignado forjadas no valor de R$ 12,2 bilhões, valor equivalente a mais de 20% das operações de crédito do banco de Brasília.

Os advogados afirmam, no entanto, que, ao identificar que a documentação das operações adquiridas de terceiros estava fora do padrão, o próprio banco teria iniciado a substituição dos ativos, evitando o prejuízo ao BRB.

Por Mônica Bergamo, Folhapress

PM encerra Operação Força Total com reforço da presença policial em todo o estado

A Polícia Militar da Bahia (PMBA) concluiu, na noite desta quinta-feira (27), a 11ª edição anual da Operação Força Total, intensificando o policiamento, ampliando abordagens e fortalecendo a ocupação estratégica de áreas urbanas e rurais em todas as regiões do estado.

Ao longo do dia, a mobilização reforçou a presença policial em locais de grande circulação, áreas consideradas sensíveis e pontos de interesse operacional, direcionando equipes conforme análises de inteligência e demandas reais de cada território.

Ocorrências de destaque

Em Santo Antônio de Jesus, equipes do 14º BPM apreenderam mais de 11kg de drogas e conduziram três envolvidos à delegacia local. Em Feira de Santana, militares do 25º BPM localizaram armas e diferentes tipos de entorpecentes durante diligências no Solar da Princesa. Já em Salvador, policiais da 49ª CIPM apreenderam uma granada, um colete balístico e drogas na localidade de Vila Verde.

Resultados consolidados

A 11ª edição da Força Total registrou:
- 19 armas de fogo apreendidas
- 8 veículos recuperados
- 16 mandados de prisão cumpridos
- 47 prisões em flagrante
- 27 ocorrências com apreensão de drogas

Com o encerramento desta etapa, as onze edições já realizadas em 2025 demonstram a consolidação de uma estratégia que privilegia presença qualificada, resposta rápida e atuação planejada. A continuidade das mobilizações fortalece a capacidade da PMBA de proteger a sociedade com eficiência e agilidade.
Fonte
DCS/PMBA

Aliança União Brasil-PP vive divisão interna, saídas e apreensão com Master e Refit

Sete meses após anunciada, a federação entre União Brasil e PP passou a enfrentar cada vez mais divergências nos estados, agora somadas à apreensão pela proximidade de seus principais líderes com o banqueiro Daniel Vorcaro e com o empresário Ricardo Magro, ambos alvos de investigações recentes.

Para políticos desses partidos e de outras legendas, as relações entre os presidentes do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antonio Rueda, com o dono do Banco Master serão exploradas ao longo dos próximos meses, com desgaste para candidatos da federação e para a direita como um todo.

Rueda é o presidente da federação e Ciro Nogueira, o vice-presidente. Vorcaro foi preso no dia 17, em São Paulo, acusado de emissão de títulos de crédito falsos, que levaram à liquidação do seu banco no dia seguinte.

Nesta quinta (27), a Receita Federal realizou operação junto com polícias estaduais contra o Grupo Fit (a antiga Refit, dona da refinaria de Manguinhos) e seu controlador, Ricardo Magro, sob suspeita da prática de crimes como sonegação, fraude e ocultação de patrimônio.

Segundo os investigadores, o esquema teria causado prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federal. A assessoria do empresário não respondeu. Em entrevista à Folha em setembro, Ricardo Magro afirmou que suas empresas não sonegam. Ciro Nogueira atuou no Congresso em projetos de interesse do grupo, como a proposta para ampliar a atuação do poder público contra o devedor contumaz.

Até o momento, não houve operação contra políticos, e os casos ocorreram na primeira instância do Judiciário por não envolverem pessoas com foro especial.

Congressistas de siglas do centrão afirmam que Rueda e Ciro Nogueira concentram grande poder no comando de seus partidos e que esses episódios podem afetar as candidaturas da federação como um todo.

Já integrantes do PP e do União Brasil minimizam esse receio. Afirmam que Vorcaro, por exemplo, mantinha relação com diversas autoridades em Brasília e políticos de outros partidos, assim como seu ex-sócio no Master, Augusto Lima, era próximo de integrantes do PT na Bahia. Lima também foi preso pela Polícia Federal. Seria o mesmo caso de Magro, que mantém contato com outros políticos.

Ciro Nogueira e Rueda foram procurados, mas não responderam.

Os episódios do Banco Master e do Grupo Fit se somam às divergências sobre quem comandará os diretórios da federação em cada estado –e, consequentemente, terá mais força nas alianças com governadores e prefeitos e para emplacar as próprias candidaturas.

A federação obrigará União Brasil e PP a montarem chapas juntos por duas eleições. Por outro lado, somará o tempo de propaganda na TV, fundo eleitoral e votos para deputado.

A aliança foi lançada em abril mirando papel de destaque na eleição presidencial, além de facilitar o processo de formação de chapas para deputados e senadores. De lá para cá, no entanto, lideranças do grupo reconhecem que o objetivo principal deixou de ser a eleição à Presidência e que o foco é eleger o maior número de deputados e senadores para se consolidar como a principal força do Congresso.

Uma das consequências das operações, segundo integrantes do PP, é a mudança no discurso de Ciro Nogueira, que trabalhava para ser vice na chapa adversária de Lula em 2026. Em falas públicas recentes, ele passou a dizer que estará focado na eleição para o Senado no Piauí e desistiu do plano nacional.

Na semana passada, no dia seguinte à prisão de Vorcaro, o senador afirmou que, "diante da falta de bom senso e de estratégia no centro e na direita", vai defender que o foco da federação seja "as eleições estaduais e as nossas bancadas".

Políticos afirmam, no entanto, que ainda há muitas arestas a serem contornadas. Mesmo após sete meses do anúncio, um terço dos estados (Distrito Federal, em Minas Gerais, no Maranhão, na Paraíba, no Paraná, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Sergipe e no Tocantins) permanece com o comando indefinido. Os outros 18 serão divididos igualmente entre PP e União Brasil.

Nos casos em que há divergência, caberá a Ciro Nogueira e Rueda deliberar. "Ciro e Rueda vão decidir de forma consensual quem comandará esses nove estados. Essa definição deve ocorrer nos próximos meses", diz o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), que vai integrar a executiva nacional da federação.

Apesar de o estatuto da federação garantir que as decisões deverão ser tomadas em conjunto pelos dois políticos, integrantes falam em receio de quais serão os critérios adotados e admitem a saída de quem se sentir preterido. Um primeiro desentendimento já ocorreu entre Rueda e o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que tinha a promessa de presidir a federação no início, mas acabou alijado.

Outro conflito é com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que apoiou a federação após a promessa de que teria espaço para concorrer à Presidência se alcançasse mais de 10% nas pesquisas, mas entrou em conflito com Ciro Nogueira e hoje defende o rompimento da aliança.

As disputas estaduais também já levaram às primeiras desfiliações. O senador Alan Rick deixou o União Brasil há duas semanas para concorrer ao Governo do Acre pelo Republicanos. No estado, a federação será comandada pelo governador Gladson Camelli (PP).

Na Paraíba, o desentendimento é triplo por causa da disputa ao governo estadual. O prefeito da capital, Cícero Lucena, já deixou o PP para concorrer ao cargo. O senador Efraim Filho (União Brasil), também candidato, se aliou à direita, enquanto o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), disputará com apoio de Lula.

No Paraná, o conflito entre os grupos do deputado federal Ricardo Barros (PP) e do senador Sergio Moro (União Brasil) já causou a saída do deputado Pedro Lupion (para o Republicanos). O deputado Felipe Francischini (União Brasil) deve disputar a reeleição pelo Podemos.

Em outros estados, principalmente do Nordeste, deputados têm criticado o tom oposicionista adotado pela cúpula da federação contra Lula, já que, em muitos casos, estarão aliados a governadores do PT.

Apesar das dificuldades, as cúpulas das duas siglas dizem que a federação é irreversível e garantem que ela sairá do papel para a eleição de 2026. Eles atribuem a demora de sete meses para entrar com o pedido no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) à burocracia desse tipo de processo e a um erro nas atas do diretório nacional do PP, que já estaria corrigido.
Por Raphael Di Cunto e Victoria Azevedo, Folhapress

O alerta máximo na base petista, o desejo de mudança na Bahia e a nova pérola de Jerônimo

Os principais cardeais da base petista elevaram o sinal de alerta ao nível máximo nesta semana quando avaliaram o resultado de uma pesquisa interna sobre o cenário político da Bahia para o próximo ano. O levantamento mostrou que, na intenção de votos, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) seria derrotado de goleada caso a eleição fosse hoje. O cenário ficou ainda pior com a elevada desaprovação do governo e o desejo de mudança no estado, cujo percentual ultrapassou a marca de 55%, conforme informações de pessoas que tiveram acesso à pesquisa. A avaliação de caciques da base petista é que esse sentimento atinge Jerônimo e pode, por consequência, afetar também o desempenho do presidente Lula (PT). Internamente, os cardeais não pouparam críticas ao governador pelo desempenho, que, inclusive, vem piorando.

Um dos que não poupam críticas a Jerônimo é o ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), de acordo com fontes com trânsito no Palácio de Ondina. Tanto é que aliados muito próximos de Rui já andam especulando a possibilidade de o ministro ser candidato a governador nas eleições do próximo ano no lugar de Jerônimo. O problema é que não combinaram com os russos. Jerônimo já percebeu os movimentos de “plantação de notícias” e anda chateado com a articulação, assim como o senador Jaques Wagner (PT). Inclusive, quadros petistas atribuem a Rui a encomenda de pesquisas para apontar o mau desempenho de Jerônimo e sugerir que ele, o próprio ministro, seria um candidato mais competitivo. Aliados de Jerônimo, por outro lado, utilizam pesquisas que mostram um resultado muito melhor do atual governador do que o ex no cenário espontâneo. O fato é que, internamente no ninho petistas, esse imbróglio tem causado um enorme mal estar.

Mais uma pérola

A fábrica de pérolas do governador Jerônimo Rodrigues produziu mais um meme nesta semana. Ao falar sobre o seu 22º pedido de empréstimo, agora no valor de R$ 650 milhões, o petista disse que o objetivo era para "aliviar a dívida", citando que "os juros sobre juros" criam um débito prejudicial. "Então, a gente renegocia. É o caso desse último empréstimo", disse ele. A fala, claro, rendeu memes e piadas. "O governador criou uma nova dívida para aliviar a dívida", disse um deputado, aos risos.

Fragilidade social

Uma auditoria do Tribunal de Contas da Bahia (TCE-BA) nas contas de 2024 da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) trouxe um retrato incômodo ao governo do Estado. Os auditores apontaram, entre outras coisas, ausência do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, além de fragilidades na execução de medidas previstas no desenho orçamentário e falhas no planejamento das políticas ligadas à justiça social. O problema ganha outro peso porque a Seades é justamente a pasta que abriga o Bahia Sem Fome, vitrine do governo no combate à insegurança alimentar, enquanto o IBGE revelou recentemente que 4 em cada 10 lares baianos ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar. (Leia nota do TCE abaixo)

Camisa 10

A base do governo ainda tenta entender o que aconteceu na sessão da última quarta-feira na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Um dos quadros mais experientes da oposição, o deputado Sandro Régis (União Brasil) pediu verificação de quórum e derrubou a votação em que o governo pretendia aprovar o empréstimo de R$ 2 bilhões enviado pelo governador Jerônimo Rodrigues. Nos bastidores, a comparação foi que Sandro agiu como Everton Ribeiro, o camisa 10 do Esporte Clube Bahia, que aparece na hora certa, no lugar certo e finaliza com precisão sem muita correria.

Bola nas costas

Em parte, a derrota caiu no colo da presidente da Assembleia, Ivana Bastos (PSD). Foi ela que insistiu em convocar a votação para quarta, dia atípico de plenário, quando a maioria dos deputados já não costuma dar as caras. E para piorar, Ivana não estava na cadeira da presidência no momento decisivo em que Sandro Régis pediu a verificação de quórum. Nem mesmo o líder do governo Rosemberg Pinto (PT), que não conseguiu mobilizar sua tropa, saiu tão arranhado do plenário.

Muita propaganda e pouca ação

Prefeitos e lideranças políticas dos municípios que mais sofreram impactos com as fortes chuvas que atingiram o Estado nos últimos dias reclamaram da falta de ações mais efetivas do governo Jerônimo. Entre as queixas foi que, além de demorar a resolver problemas como o bloqueio de rodovias, o governo não dispõe de estrutura para socorrer as cidades, que sofreram com problemas de infraestrutura. Reclamam, ainda, da falta de apoio do governo em medidas preventivas, mesmo com muitos alertas já feitos. E alguns ainda relembram que os municípios que sofreram com as enchentes de 2021 foram abandonados à própria sorte pelo governo.

Lupa

A ofensiva da oposição contra o endividamento recorde da Bahia já chegou formalmente aos órgãos de controle. O líder da oposição, Tiago Correia (PSDB), acionou o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público (MP-BA) pedindo uma auditoria específica sobre todas as operações de crédito feitas por Jerônimo, a fim de verificar a real capacidade de pagamento do Estado e dos impactos futuros das dívidas acumuladas, além da apuração de possível desvio de finalidade e uso eleitoral da máquina pública. A representação solicita ainda a análise das irregularidades em contratos e obras paralisadas. Nos bastidores, o comentário é um só: chegou a hora de descobrir para onde foi tanto dinheiro.

Ruído institucional

Chamou atenção no TCE o veto parcial do governador Jerônimo Rodrigues a um projeto de lei de iniciativa do próprio Tribunal de Contas do Estado, aprovado com folga pela Assembleia. O trecho barrado trata justamente da reestruturação de cargos internos, tema sensível e, segundo analistas, que poderia ter sido previamente alinhado entre Executivo e a Corte de Contas para evitar o constrangimento público. O gesto soou como deselegância institucional, criando um ruído desnecessário entre as partes. Agora, os olhos se voltam para a Assembleia: os deputados vão manter o veto ou enfrentar o governador para prestigiar o TCE? A próxima votação dirá quem tem mais força nesse tabuleiro.

Leia nota na íntegra do TCE

TCE esclarece

Em relação à nota “Ruído Institucional”, publicada neste prestigioso jornal, na coluna Pombo Correio, edição desta sexta-feira (28.11), o Tribunal de Contas do Estado da Bahia esclarece que o veto referente ao Art. 5º da Lei nº 15.029, de 26 de novembro de 2025, promovido pelo Governador do Estado, acolheu a sugestão do próprio TCE/BA ao identificar que as tabelas referidas no citado artigo encontravam-se desatualizadas em relação à legislação vigente.

Hugo Motta escolhe Otto Alencar Filho para relatar projeto relacionado ao combate às fraudes no setor de combustíveis

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Depois de uma reunião com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu acelerar a tramitação de projetos que fazem parte de um pacote anti-fraude no setor de combustíveis. A ministra disse a Motta que estes projetos, como o do devedor contumaz, são prioridade para o governo Lula neste final de ano.

Além de dar celeridade ao projeto que aumenta punições ao devedor contumaz, que estava parado há mais de um mês, Hugo Motta também tirou da gaveta o PLP 109/25, que garante acesso da Agência Nacional de Petróleo (ANP) às notas fiscais na cadeia de combustíveis. Para relatar esse projeto no plenário, Motta escolheu o deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA).

O PLP 109/25 é de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros quatro parlamentares. A proposta teve regime de urgência aprovado no dia 30 de outubro, e com isso passou a tramitar de forma mais acelerada, seguindo direto para o plenário, sem passar por comissões.

O projeto já havia sido aprovado antes das comissões de Minas e Energia e de Finanças e Tributação. A matéria seria apreciada na Comissão de Constituição e Justiça, mas depois do pedido de urgência, seguiu direto ao plenário.

O deputado Otto Alencar Filho apresentará nos próximos dias o seu parecer ao projeto que propõe autorizar a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis a acessar informações em documentos fiscais eletrônicos dos agentes regulados. O texto da proposta afirma que isso ocorreria nas etapas de produção, comercialização, movimentação, estocagem e precificação dos derivados de petróleo e gás natural, combustíveis fósseis, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.

Na justificativa da apresentação da proposição, o autor defende que o projeto pretende promover ambiente regulatório mais eficiente e transparente, com redução de custos de conformidade para os agentes que atuam regularmente.

“Além disso, objetiva a diminuição da concorrência desleal praticada por agentes que atuam irregularmente. Ademais, pretende gerar maior efetividade na fiscalização realizada pela ANP, assim como maior segurança e qualidade dos combustíveis oferecidos aos consumidores. Por fim, informa a intenção de incrementar a arrecadação tributária decorrente da redução da sonegação fiscal”, afirma o projeto que está nas mãos do deputado Otto Alencar Filho, e que deve ser votado na próxima semana no plenário da Câmara.

FICCO/RO deflagra Operação Territorium contra facção criminosa em conjunto habitacional de Porto Velho/RO

Ação integrada mira grupo responsável pela expulsão de moradores e imposição de domínio territorial em condomínio na zona leste da capital
Porto Velho/RO. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou, nesta sexta-feira (28/11), a Operação Territorium, visando desarticular uma organização criminosa que exerce domínio territorial e expulsa moradores legítimos mediante violência e grave ameaça no Condomínio Porto Madero IV, zona leste da capital.

A investigação teve início em setembro de 2024, a partir de denúncias anônimas encaminhadas pelo Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRO). Apurou-se que o grupo criminoso passou a impor controle armado sobre o conjunto habitacional, invadindo apartamentos e restringindo o acesso a serviços essenciais, inclusive por meio de intimidação de profissionais de saúde e de servidores da Caixa Econômica Federal.

Após a expulsão violenta dos proprietários, o grupo invadia e se apossava dos imóveis (esbulho possessório), tendo sido identificado que uma das moradias se encontrava totalmente inabitada e era utilizada para o consumo de drogas e a realização de “Tribunais do Crime”.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra alvos estratégicos atualmente residentes no local, expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho/RO, com o apoio e participação da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado da SESDEC (FTICCO), reforçando a atuação conjunta e coordenada dos órgãos de segurança pública do Estado de Rondônia.

Estão sendo investigados possíveis crimes de organização criminosa armada, esbulho possessório, extorsão e constrangimento ilegal.

A FICCO/RO é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Militar e Secretaria Nacional de Políticas Penais, atuando de forma integrada no combate ao crime organizado em Rondônia.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia

Governadores cotados ao Planalto prometem anistia a Bolsonaro de olho em transferência de votos

Quatro governadores de direita cotados à Presidência da República nas eleições de 2026 já se manifestaram contrários à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sinalizaram que concederiam anistia a ele por tentar aplicar um golpe de Estado caso fossem eleitos.

Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) são os principais nomes admitidos por líderes e parlamentares da direita e do centrão como possibilidades para a corrida presidencial do próximo ano.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes oficializou, nesta terça-feira (25), a condenação definitiva de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista. O ex-presidente cumprirá a pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso preventivamente desde sábado (22), após ter violado a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

Em junho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, disse à Folha que o pai só apoiaria um candidato que concedesse um indulto a ele e que também brigasse no STF por isso, se necessário.

Até sábado, Flávio era tratado como possível herdeiro do pai na eleição presidencial em 2026. Mas o nome do senador perdeu força após ele ser implicado em situações que justificaram a prisão de Bolsonaro, como a convocação de uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.

Políticos do centrão enxergaram na situação a oportunidade de pressionar por uma chapa presidencial apoiada por Bolsonaro, mas sem o nome de nenhum dos integrantes do clã. O favorito é Tarcísio, que foi ministro da Infraestrutura de Bolsonaro.

O governador nega publicamente a pretensão de se lançar à Presidência, mas já declarou que concederia anistia ao ex-presidente no primeiro dia de governo, caso fosse eleito.

"Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado", disse Tarcísio ao Diário do Grande ABC em agosto.

Caiado fez promessa semelhante: "No primeiro dia, vou assinar anistia ampla, geral e irrestrita para todos [os condenados] do 8 de Janeiro, incluindo o Jair Bolsonaro", disse o governador goiano em setembro.

"Eu sei dos compromissos que faço e da responsabilidade que tenho. Eu não uso demagogia, eu falo na anistia para pacificar o Brasil", acrescentou ele.

Zema, em entrevista à Folha no mês de junho, também declarou que concederia anistia a Bolsonaro.

"Não foram concedidos indultos a assassinos e sequestradores aqui, durante o que eles chamam de ditadura? Agora você não vai conceder?", questionou ele, tratando como questão de interpretação a repressão da ditadura militar (1964-1985), que perseguiu, torturou e matou opositores políticos.

Entre os governadores citados, apenas Ratinho Jr. não defendeu abertamente a anistia a Bolsonaro.

O governador paranaense classificou a prisão como uma insensibilidade do STF e pregou a pacificação do país, mas sem dizer como –o termo "pacificação" tem sido utilizado pelos bolsonaristas para tentar avançar com o projeto da anistia no Congresso Nacional.

"A população não está feliz com a perseguição a um ex-presidente. O Brasil precisa virar a página do ódio, do atraso, da briga e escrever um novo tempo", disse Ratinho em setembro, logo após Bolsonaro ser condenado pelo STF.

Após visitar o pai nesta terça, Flávio disse que o próprio Bolsonaro pediu que ele insistisse com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que pautem o projeto da anistia.

O PL, em reunião na segunda (24), definiu que fará uma nova ofensiva no Congresso para destravar a tramitação da anistia.
Por Juliana Arreguy/Folhapress

PT lança oficialmente congresso interno, em meio a pressão por adiamento

O PT fará na próxima quinta-feira (4) o lançamento oficial de seu congresso interno, que está marcado para abril do ano que vem.

Apesar disso, diversas lideranças partidárias defendem o adiamento do encontro para depois das eleições.

Uma alternativa seria dividir o evento, com a discussão diretamente ligada ao pleito sendo mantida na data planejada e temas mais estruturais, como reforma do estatuto e atualização do programa político para as próximas décadas, ocorrendo em 2027.

Um dos que se colocam abertamente contra fazer o congresso em 2026 é o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, que considera um desperdício de tempo e energia entrar em discussões internas em meio à pré-campanha eleitoral. Ele defende a realização em 2027.

Reservadamente, dirigentes e filiados têm a mesma opinião. O presidente da legenda, Edinho Silva, quer manter a data, no entanto, argumentando que isso ajudaria na mobilização para a eleição.

Por Fábio Zanini/Folhapress

Alcolumbre conta votos contra Messias e ameaça sessão relâmpago para derrotar indicado de Lula

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou a aliados ter 60 votos para rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) no plenário. Mesmo que o governo obtenha os apoios necessários, ele teria sinalizado que encurtaria o tempo de votação para evitar que haja o mínimo necessário para Messias assumir o cargo.

A pressão representa um passo a mais na movimentação do presidente do Senado contra o indicado por Lula. Alcolumbre fez campanha aberta pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.

Senadores ouvidos pela reportagem dizem acreditar que os 60 votos mencionados pelo senador do Amapá são um exagero —e que ele pode estar querendo vender caro o seu apoio—, mas reconhecem haver maioria contra Messias.

A dois aliados, Alcolumbre afirmou que o governo terá que "apostar uma corrida" para ver quem serão os primeiros 41 senadores a registrarem o voto no plenário porque encerrará a votação pouco depois do quórum ser atingido. A postura seria diferente da verificada na aprovação de autoridades na semana passada, quando ele esperou que mais de 70 senadores votassem antes de proclamar o resultado.

O indicado pelo presidente da República para o cargo de ministro do STF precisa do voto favorável de 41 dos 81 senadores para ser aprovado, a maioria absoluta do plenário. Qualquer placar abaixo disso levará à rejeição do nome, algo que não ocorre desde o fim do século 19, quando cinco escolhidos pelo ex-presidente Floriano Peixoto foram derrotados.

No caso do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, que também precisava do apoio de 41 senadores, a aprovação durou 16 minutos, com 45 votos a favor e 26 contra. O placar apertado, de apenas quatro votos a mais do que o necessário, foi visto como um recado sobre a indicação para o STF. O Palácio do Planalto preferiu apontar a ausência de quatro governistas para sustentar que a margem poderia ser maior.

Na mesma sessão foram aprovadas ainda a indicação de outras autoridades, e Alcolumbre pediu diversas vezes para que os senadores se mantivessem no plenário e votassem. A preocupação era com a possibilidade de alguma rejeição por falta de votos. "Tem que todo mundo ficar. Se alguém quiser viajar, mude para amanhã", disse Alcolumbre na ocasião.

Já no caso do STF, Alcolumbre tem se recusado a encontrar com Messias e marcou a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para 10 de dezembro, com a votação no mesmo dia, prazo considerado curto pelos governistas por causa da resistência dos senadores —que, assim como Alcolumbre, preferiam a indicação de Pacheco.

O presidente do Senado tem procurado os colegas para defender que, embora o presidente Lula (PT) tenha a prerrogativa de indicar o ministro, cabe aos senadores concordar ou não com a escolha, e que seria a chance de o Legislativo reafirmar essa prerrogativa.

Procurado nesta quinta (27), o presidente do Senado não comentou

Aliados do governo dizem que Lula deve procurar Alcolumbre e que há espaços abertos para negociação com o Senado, como a presidência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) —que está ocupada de forma interina desde julho— e a presidência da ANA (Agência Nacional de Águas), com mandato vencendo em 15 de janeiro.

Na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), além da vaga de presidente, há uma diretoria desocupada desde dezembro e outra que será liberada no fim deste ano. O Ministério da Fazenda, no entanto, tenta evitar que esses postos entrem na negociação política e busca preenchê-los com nomes técnicos, assim como duas diretorias do Banco Central.

A vaga de ministro do STF, no entanto, seria inegociável, porque abrir mão desta escolha seria o presidente da República abrir mão de suas próprias prerrogativas —um caminho sem volta, na avaliação de governistas.

Messias tem procurado senadores por telefone e pessoalmente para tentar vencer resistências e buscar apoio a sua indicação. Na maioria das conversas, ouve que sua situação é delicada por causa dos desentendimentos entre o governo e Alcolumbre.

Lula teve o Senado como sua principal fonte de governabilidade ao longo do atual mandato. A indicação de Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF, porém, estremeceu a relação.

O indicado de Lula tem dito em reuniões que não deve ser penalizado por uma crise entre Alcolumbre e o governo federal. Também afirma, nos bastidores, que costumava ter boa relação com o presidente do Senado quando foi assessor da Casa —ele atuou no gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo e com quem Alcolumbre rompeu.

Messias faz movimentos para tentar se reaproximar do presidente do Senado. Na segunda-feira (24), divulgou uma nota pública com elogios a Alcolumbre. A repercussão no Senado foi ruim. Alcolumbre respondeu o texto com uma nota fria, na qual sequer cita o indicado de Lula pelo nome.

Governistas falam nos bastidores em recorrer a uma formalidade regimental para tentar adiar a data e contam com o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para ganhar mais tempo.

Por Raphael Di Cunto e Caio Spechoto, Folhpress

Após Otto admitir candidatura ao governo, Jerônimo faz afagos e diz que senador “é uma pilastra para o grupo estar em pé”


“Eu não tinha lido essa matéria. Alguém disse que Otto… eu rebati agora. Eu confio no Otto. O senador, na eleição minha [em 2022], foi convidado para ser o nosso candidato e naquele momento ele disse que o movimento não é esse. Então [agora], eu desconfiei no primeiro momento que alguém que pudesse anunciar isso. É um fake news. O senador não disse isso”, iniciou o governador.

Em seguida, Jerônimo ponderou sobre a autonomia do ainda aliado para decidir se de fato entrará estrategicamente na corrida governamental.

“Isso não quer dizer que Otto não pode ser candidato, de forma nenhuma. Mas nós construímos um ambiente de relacionamento de confiança. O PSD é um partido aliado do presidente Lula nas devidas proporções e aqui na Bahia é um aliado de primeira ordem nossa. Então rebati sem ter visto as matérias”, insistiu o governador.

Em tom de afago político, Jerônimo classificou Otto como uma “pilastra” da base aliada, ressaltando a importância do PSD como principal força de sustentação do governo no arranjo estadual.

“Eu continuo reconhecendo a parceria, o papel senador Otto Alencar como um partido e um líder, que é uma pilastra para o nosso grupo estar em pé. Então, vamos tocar a vida, vamos trabalhar”, contornou.

Apesar do discurso conciliador de Jerônimo, o movimento de Otto Alencar ocorre em um momento em que outros nomes do PSD já iniciaram conversas com o grupo liderado por ACM Neto (União Brasil), principal postulante da oposição ao Palácio de Ondina, como o ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre, e o ex-prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, que revelou ter tido uma “recepção positiva” por parte do ex-prefeito de Salvador.

Somado a isso, tem a migração já efetivada do deputado estadual Cafu Barreto (PSD) para o grupo de oposição.

Congresso libera R$ 42 bi para governo pagar benefícios sociais sem restrição da regra de ouro

O Congresso Nacional autorizou nesta quinta-feira (27) o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a fazer operações de crédito para destinar mais R$ 42 bilhões a benefícios sociais. A medida permite ao governo contornar a regra de ouro, que veda a contração de dívida para pagar despesas correntes.

O projeto teve 343 votos a favor e 67 contra entre deputados e 59 votos a favor entre senadores, a unanimidade. Serão R$ 22 bilhões destinados benefícios previdenciários e R$ 20 bilhões ao Bolsa Família.

A aprovação é um alívio para o governo, que está em um momento de atrito com o Congresso. Mais cedo, deputados e senadores rejeitaram vetos sensíveis para o governo federal.

Integrantes da oposição protestaram contra a proposta que liberou os recursos. "Veja a ousadia deste governo, que tem gastado sem limites e tem acreditado no mantra de que o gasto público, por si só, gera crescimento econômico e desenvolvimento. Esta é uma falácia", disse o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

"É uma gestão ineficiente do governo Lula e vamos aqui abrir uma janela de oportunidade para o PT fazer propaganda política", declarou o deputado Luiz Lima (Novo-RJ).

Os congressistas também aprovaram um projeto que possibilita a criação de 8.600 novos cargos efetivos no Ministério da Educação. Será necessário um novo projeto de lei para efetivar a expansão nos postos.

Neste segundo projeto, a votação foi simbólica —apenas o partido Novo registrou voto contrário.

Antes, também nesta quinta, o Congresso derrubou ao menos parcialmente dois vetos de Lula a projetos de lei aprovados pelo Legislativo.

Menos de uma semana depois do fim da COP30, deputados e senadores decidiram impor uma derrota a Lula e derrubar diversos vetos impostos pelo presidente da República ao afrouxamento das regras de licenciamento ambiental.

O presidente da República tem o direito de vetar total ou parcialmente projetos aprovados pelo Legislativo. O Congresso, porém, pode rejeitar os vetos e fazer os projetos vigorarem da forma como foram aprovados. Para isso, é necessário que a maioria dos deputados e senadores votem pela rejeição do veto.

O texto original da lei de licenciamento ambiental flexibiliza etapas e amplia autorizações automáticas para obras e empreendimentos no país. O texto cria instrumentos como a Licença Ambiental Especial (a chamada LAE), que permite ao governo classificar projetos considerados estratégicos para uma análise simplificada, mesmo com potencial alto de impacto.

Cria ainda a LAC (Licença por Adesão e Compromisso), que dispensa avaliação individualizada para atividades de pequeno e médio porte. A proposta também isentaria setores inteiros do licenciamento, como áreas do agronegócio e saneamento, reduziria a participação de comunidades afetadas e limitaria a proteção de territórios indígenas e quilombolas apenas aos já homologados ou titulados.

Além disso, o Congresso derrubou, em acordo com o governo federal, vetos ao programa de socorro a estados endividados. A medida tende a facilitar a adesão de estados ao programa e ampliar o alívio nas dívidas desses entes com a União.

Vetos presidenciais e projetos relacionados ao Orçamento são votadas em sessões do Congresso Nacional –ou seja, em análise simultânea de deputados e senadores. Outros tipos de projeto são analisados por Câmara e Senado separadamente, em uma das Casas por vez.
Por Caio Spechoto e Carolina Linhares, Folhapress

Presença ostensiva e ações integradas marcam a 11ª edição deste ano da Operação Força Total

A Polícia Militar da Bahia realiza, nesta quinta-feira, mais uma edição da Operação Força Total, iniciativa que amplia a presença policial em pontos estratégicos e fortalece as ações de prevenção em todo o estado. A mobilização ocorre um dia após o Governo da Bahia lançar oficialmente a Operação Verão 2025/2026, que reúne um conjunto de medidas para garantir um período de alta estação com mais segurança para moradores e visitantes.

A Força Total contará com a participação de policiais de todas as unidades da Corporação — convencionais, especializadas e administrativas —, permitindo um reforço expressivo no policiamento ostensivo. As equipes atuarão com rondas ampliadas, abordagens qualificadas e monitoramento de áreas de grande circulação, polos turísticos e regiões que exigem atenção contínua.

A operação integra o planejamento estratégico da PMBA para ampliar a capacidade de resposta, fortalecer a prevenção e elevar a percepção de segurança, especialmente diante do aumento do fluxo de pessoas durante a temporada de verão.

Com a união de efetivo, tecnologia e coordenação entre comandos, a PMBA reafirma seu compromisso com um serviço presente, dinâmico e próximo da população.
Fonte
PMBA - DCS

Operação Rainha do Sul desmantela núcleo do narcotráfico e cumpre 15 mandados de prisão

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), a Operação Rainha do Sul, com o objetivo de desarticular um núcleo estratégico do narcotráfico envolvido em tráfico de drogas, extorsão e lavagem de dinheiro. A ação, coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), resultou em 15 prisões e no cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão em cinco estados.

A ofensiva apreendeu joias de ouro avaliadas em aproximadamente R$ 1 milhão, além de celulares, dinheiro em espécie, drogas e documentos que serão analisados na continuidade das investigações. Entre os materiais recolhidos também foram encontrados um revólver calibre .357, aparelhos eletrônicos, um notebook, 520 porções de maconha, porções de cocaína, uma balança de precisão, cartões de crédito e uma placa veicular.ofensiva inclui ainda o bloqueio de bens, veículos, imóveis e contas bancárias vinculadas aos investigados.
Até o momento, foram bloqueados sete veículos automotores, um jetski, um haras com cavalos de raça avaliado em três milhões e uma usina de energia solar avaliada em cerca de R$ 1 milhão. Há bloqueios de contas e investimentos ligados a 26 CPFs e CNPJs, podendo ultrapassar R$ 100 milhões.

A operação mobilizou 220 policiais civis de unidades especializadas, setores de inteligência e equipes territoriais, garantindo o cumprimento simultâneo dos mandados e o avanço das apurações sobre a atuação interestadual do grupo criminoso.
As ações ocorreram na Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo. No total, foram 11 prisões na Bahia, duas em Caruaru (PE), uma no Rio de Janeiro, de um suspeito que já integrou o Baralho do Crime, e uma no Paraná. Todos os presos estão relacionados ao braço operacional e financeiro da organização criminosa.

A Operação Rainha do Sul contou com a participação de equipes dos Departamentos de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Inteligência Policial (DIP), Especializado de Investigações Criminais (DEIC), de Polícia Metropolitana (DEPOM) e de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), além das Coordenações de Polícia Interestadual (Polinter), de Operações e Recursos Especiais (CORE) e de Operações de Polícia Judiciária (COPJ).

Também participaram equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT), do Serviço de Investigação da Secretaria da Segurança Pública (SI/SSP), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) e das Polícias Civis de Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo.

Fonte: Marcela Correia / Ascom-PCBA

Otto admite pela primeira vez concorrer ao governo caso PT exclua Coronel de chapa

Em reunião ontem com a bancada baiana do PSD na Câmara dos Deputados, o senador Otto Alencar admitiu pela primeira vez sair candidato ao governo da Bahia se o PT impedir seu colega de Senado e amigo pessoal Ângelo Coronel de disputar a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2026.

Otto se referiu à possibilidade de concorrer à sucessão estadual ao declarar que Coronel é candidato à reeleição e que não pode ser excluído da chapa pelo capricho do PT de indicar dois candidatos ao Senado. Ele disse que não acompanharia Coronel caso o senador decida aderir a ACM Neto (UB) para se transformar em seu candidato a senador.

Observou, entretanto, que bancaria o nome de Coronel junto ao PT se ele decidir permanecer no grupo, da mesma forma que poderia assumir uma candidatura ao governo tendo Coronel como candidato a senador se for o desejo da bancada federal. O PT busca reservar as duas vagas em disputa ao Senado na chapa governista para o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa (Casa Civil).

Recentemente, Wagner teria dito a aliados que o PT não abre mão de indicar as duas posições, cabendo a Otto decidir o que fazer com Coronel. ‘Estou pronto para concorrer se este for o desejo de vocês, para assegurar um palanque para Coronel’, teria dito o senador, antes de ser aplaudido no encontro.

Por Política Livre

Destaques