PF coordena apreensão de 350 kg de droga em São Paulo
Rio de Janeiro/RJ. A Polícia Federal, no âmbito da Missão Redentor, coordenou uma ação que resultou na prisão de um homem e na apreensão de aproximadamente 350 kg de cocaína, na tarde desta quinta-feira (18/12). A abordagem ocorreu no município de Santópolis do Aguapeí/SP e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/SP) e da Polícia Militar de São Paulo.
Após levantamento de dados de monitoramento, policiais federais identificaram a movimentação de uma carga suspeita vinda do estado do Paraná e notificaram a FICCO/SP.
As informações foram repassadas às equipes da Polícia Militar de São Paulo, que interceptaram o veículo. Durante a vistoria, a droga foi encontrada oculta em meio a roupas de cama e toalhas.
O motorista e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Araçatuba/SP. O preso poderá responder pelo crime de tráfico interestadual de drogas.
Esta ação integra a Missão Redentor, um esforço estratégico e permanente da Polícia Federal no Rio de Janeiro para desarticular facções criminosas e interromper o fluxo de armas e drogas, em conformidade com as diretrizes do Supremo Tribunal Federal (ADPF 635 - “ADPF das Favelas”).
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
Operação mira servidores do SAC por venda de agendamento para emissão de RG
A Polícia Civil da Bahia investiga a venda ilegal de agendamentos para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), o “novo RG”, em unidades do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). A apuração ocorre no âmbito da Operação Vaga Vip, deflagrada nesta sexta-feira (19), após denúncia da Coordenação da Rede SAC, que também colaborou com o fornecimento de dados e apoio técnico.
Por decisão judicial, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e aplicadas 11 medidas cautelares, incluindo o afastamento de nove servidores públicos. As ações ocorreram em Salvador, Candeias, Camaçari, Feira de Santana e Remanso. As investigações indicam que vagas gratuitas do sistema oficial de agendamento do governo estadual estariam sendo comercializadas de forma irregular.
Segundo a polícia, o esquema envolveria servidores públicos e intermediários externos, sem vínculo com a Rede SAC. Em alguns casos, atendimentos teriam sido facilitados mediante pagamento indevido; em outros, terceiros capturavam previamente as vagas no sistema para revendê-las. A operação é conduzida pelo Draco, por meio da Delegacia dos Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública, e as investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e apurar eventuais prejuízos ao serviço público e à população.
Por Redação
Empresário que vendeu banco a Vorcaro faz acordo para não responder por gestão fraudulenta
O dono do antigo Banco Máxima, que foi vendido a Daniel Vorcaro e em 2021 passou a se chamar Banco Master, firmou um acordo com o Ministério Público para não responder por crime de gestão fraudulenta ao qual foi condenado no início de 2025.
O trato ainda depende de validade da Justiça Federal, que marcou audiência sobre o tema para o dia 5 de fevereiro.
Saul Dutra Sabbá firmou um ANPP (acordo de não persecução penal) com o Ministério Público Federal para reconhecer que cometeu ilegalidades, se livrar da acusação e substituir a condenação pelo pagamento de um valor financeiro.
Os termos estão sob sigilo, mas pessoas que tiveram acesso a eles apontam que o ex-banqueiro se comprometeu a pagar o valor de 70 salários mínimos (pouco mais de R$ 100 mil).
No decorrer do processo, o Ministério Público sempre se manifestou contra um acordo com Sabbá, por considerar que os crimes imputados são graves e impediriam esse tipo de negociação.
No entanto, o órgão teve que ceder após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) arquivar uma parte das acusações contra a cúpula do Máxima.
Por causa dessa decisão do STJ, um dos órgãos da cúpula do Ministério Público Federal, a 2ª CCR (Câmara de Coordenação e Revisão), determinou que os procuradores fechassem o trato.
Procurada, a defesa de Saul Sabbá não se manifestou.
Em 2021, ele vendeu o banco. O processo de aquisição do Máxima por Vorcaro, segundo reportagem do site UOL baseada em documentos do Banco Central, teve indícios de fraude e superfaturamento.
Em abril deste ano, Sabbá foi condenado pela Justiça Federal de São Paulo a três anos de reclusão, em regime inicial aberto, por gestão fraudulenta.
A decisão foi tomada pelo juiz Nilson Martins Lopes Júnior, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal em São Paulo em 2021 com base em informações do Banco Central e investigações da Polícia Federal. Sabbá e outros ex-dirigentes do Máxima foram acusados de gerar ganhos fictícios entre os anos de 2014 e 2016.
A acusação da Procuradoria da República em São Paulo afirmava que ex-diretores simularam a valorização de investimentos do banco para reduzirem seus prejuízos em demonstrativo financeiro e adotaram manobras contábeis fraudulentas para dissimularem insuficiência de capital.
Na decisão que condenou Sabbá, o magistrado entendeu que houve irregularidade na concessão de empréstimos a uma empresa de negócios imobiliários que "teve por fim a redução do prejuízo semestral do Banco Máxima S/A, verificado no último dia do ano de 2014".
Os valores desse empréstimo acabaram sendo usados por terceiros para adquirirem cotas de um fundo do qual o banco era o único cotista.
Isso gerou "um ganho fictício em seus registros contábeis", segundo a Polícia Federal, que apontou "uma valorização relâmpago e artificial de 126%, patrocinada com recursos do próprio Banco Máxima".
Ainda assim, mesmo com a manobra, o prejuízo registrado pelo banco no segundo semestre daquele ano foi de mais de R$ 5 milhões.
A Justiça Federal absolveu outros ex-dirigentes que eram acusados na ação proposta pelo Ministério Público Federal, entre eles o ex-diretor jurídico e contábil do banco.
O Banco Máxima ficou conhecido por atuar no mercado de crédito para empresas construírem prédios. A denúncia de 2021 acusava a antiga cúpula da prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, por meio de simulações e fraudes.
No ano passado, a partir de um pedido dos réus, o STJ arquivou parcialmente a ação, e manteve apenas a acusação de gestão fraudulenta.
O ANPP normalmente é oferecido antes de uma denúncia ser apresentada ou de um processo começar. Mas, como se trata de uma figura nova no direito brasileiro, o Supremo decidiu que ele pode ser feito em casos iniciados antes da vigência da lei anticrime.
Para que o acordo seja firmado, há requisitos como pena mínima inferior a quatro anos, que o crime seja sem violência ou grave ameaça e que o acordo seja suficiente para prevenção da irregularidade.
Atualmente, as investigações sobre o Master e Daniel Vorcaro tramitam no STF, sob responsabilidade de Dias Toffoli. No último dia 3, o inquérito que corria na Justiça Federal do DF foi enviado para o gabinete do ministro, que decretou sigilo elevado no processo.
Por José Marques/Folhapress
Aliados do governo criticam Jaques Wagner por articulação da votação do PL da Dosimetria: "Farsa"
A articulação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para viabilizar a votação do chamado Projeto de Lei da Dosimetria gerou forte reação dentro da própria base governista, sobretudo entre parlamentares do PT e aliados históricos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio evidenciou divergências internas sobre a condução política no Congresso e expôs desconforto no Palácio do Planalto.
O projeto, aprovado pelo Plenário do Senado por ampla maioria, altera critérios para a fixação de penas e inclui dispositivos que podem beneficiar condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A controvérsia teve início após Wagner admitir que articulou um acordo para permitir a votação do projeto, em meio à negociação para destravar pautas de interesse do governo federal. A estratégia foi interpretada por integrantes da base como uma concessão indevida à oposição.
Diante das críticas, o senador Jaques Wagner reagiu publicamente. “Lamentável é nos rendermos ao debate raso e superficial. É despachar divergências de governo por rede social”, afirmou, ao rebater manifestações de aliados que questionaram sua condução no Senado.
Um dos mais duros críticos foi o senador Renan Calheiros (MDB-AL), aliado do governo, que se recusou a participar da votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Renan afirmou que houve uma tentativa de troca política envolvendo o avanço do PL da Dosimetria e projetos econômicos de interesse do Executivo.
“Eu não vou participar aqui de farsa nenhuma para possibilitar a votação desta matéria para que o governo aprecie outra matéria logo mais à tarde”, disse. Segundo ele, o líder do governo teria argumentado que concordaria com a votação do PL para viabilizar, em seguida, a análise de propostas que aumentam alíquotas de apostas eletrônicas e fintechs. “Isso é uma farsa e eu não concordo com isso”, reforçou.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também criticou duramente a condução do tema. Para ela, a forma como o projeto avançou no Senado contrariou a orientação oficial do governo, que sempre se posicionou contra a proposta.
“A redução das penas dos golpistas é um desrespeito à decisão do STF e um grave retrocesso na legislação que protege a democracia”, escreveu a ministra. Em seguida, completou: “A condução desse tema pela liderança do governo no Senado foi um erro lamentável”.
Gleisi ainda adiantou que o presidente Lula vetará o projeto, reafirmando que o Planalto não compactua com qualquer iniciativa que relativize punições a crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Hoje (18), o próprio presidente Lula se manifestou dizendo que não passou por ele qualquer articulação para colocar em pauta o projeto. O chefe do poder executivo antecipou que irá vetar a proposta "assim que chegar em sua mesa".
Por Política Livre
Governo da Bahia assina acordo relativo ao piso do magistério
O Governo do Estado assinou, na manhã desta quinta-feira (18), o acordo que define as regras para o pagamento do piso salarial para aposentados, pensionistas, e ativos da Rede Estadual da Educação, licenciados e não licenciados, que não recebem o vencimento ou subsídio equivalente ao Piso Nacional do Magistério. A Ação é fruto de mediação, após decisão judicial, com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), com o apoio da Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Cerca de 22 mil aposentados e pensionistas e outros mil ativos da Rede Estadual poderão aderir ao acordo, que vai destinar, a partir de maio de 2026, R$ 75 milhões por ano para rateio ao salário destes servidores. O montante será distribuído, por ano, aos aderentes, até o atingimento do piso salarial nacional vigente.
“A partir de maio de 2026 começamos o pagamento, e a correção referente a 2025 será aplicada já na folha de maio. Estamos falando de milhares de servidores que serão contemplados, e esse acordo representa um passo importante para valorizar quem constrói a educação todos os dias”, afirmou o governador.
Professores e coordenadores pedagógicos da educação básica da Rede estadual de ensino, integrantes da carreira do magistério, que desempenham atividades de suporte pedagógico, tais como direção, coordenação, supervisão, orientação e inspeção, aposentados e pensionistas do magistério que detenham direito à paridade e à integralidade estão aptos a aderir ao acordo, desde que recebam vencimento básico ou subsídio inferior ao valor do Piso Nacional do Magistério.
Para a secretária da Educação Rowenna Brito, o pagamento do piso não é apenas uma obrigação legal, é um compromisso com a valorização dos profissionais. “Este acordo assegura estabilidade e previsibilidade para a categoria, reconhece o esforço de professores, coordenadores e aposentados, e reafirma a prioridade do Estado em fortalecer a rede estadual de ensino com justiça, responsabilidade e respeito aos trabalhadores.”
Prazo de adesão
O período de adesão será de 20 de janeiro a 31 de março de 2026, com pagamentos previstos a partir da folha de maio de 2026. Nos exercícios subsequentes, a adesão deverá ocorrer até o último dia útil do mês de outubro, para que os efeitos financeiros sejam implementados a partir de janeiro do ano seguinte.
A adesão será individual, mediante requerimento formal, e poderá ser realizada nos SAC Educação e Núcleos Territoriais de Educação (NTEs), para servidores ativos da rede; no SAC/CEPREV, para aposentados e pensionistas. Também será possível realizar a adesão através da PGE, por meio do email funcional cda@pge.ba.gov.br – Assunto: Acordo Piso Magistério. O requerimento poderá ser apresentado diretamente pelo interessado ou por advogado com poderes específicos. Entidades sindicais e escritórios de advocacia poderão protocolar listas de adesão, desde que acompanhadas das autorizações individuais dos interessados.
De acordo com o coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira, a assinatura do acordo representa um marco importante para a categoria e para o reconhecimento profissional na rede estadual. “A APLB tem uma trajetória histórica de luta em defesa da educação. Não só pelo piso dos aposentados, como também na questão da alfabetização, participamos, inclusive, parabenizando o governo, da formatura que teve da Educação de Jovens e Adultos, um resgate histórico, pois essa modalidade estava na invisibilidade, e conseguimos dar visibilidade. Quero parabenizar o Governo do Estado, à Assembleia Legislativa, e também ao Poder Judiciário que contribuiu muito para este momento de hoje”.
Fonte: Ascom/SEC com informações de Tácio Santos/GOVBA
Brasil está pronto para fim da escala 6x1, diz Lula no Planalto
Presidente afirma que ainda quer ouvir proposta de autoria dos sindicatos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (18) que o Brasil já está pronto para reduzir a jornada 6x1 —seis dias de tabalho e somente um de descanso. Hoje, o tema tramita em mais de uma proposta no Congresso, com o apoio do governo.
Apesar disso, Lula disse esperar que os sindicatos também mandem uma proposta sobre a redução, para que a partir daí ele envie ao Congresso um projeto de autoria desses grupos.
"Eu não quero tomar iniciativa do Poder Executivo e mandar projeto de lei do governo. Eu preciso ser provocado. Então já pedi para os dirigentes sindicais: 'Vão para porta da fábrica, façam proposta, vá no Conselhão, organizado pela Gleisi Hoffmann [ministra das Relações Institucionais]. Quando eu tiver, eu mandarei para o Congresso Nacional", declarou em entrevista a jornalistas.
Segundo Lula, a indústria e o comércio estão preparados para a mudança e os avanços tecnológicos permitem a redução da jornada de trabalho. "O país está pronto e a economia está pronta para fim da escala 6x1. Não existe um único argumento que possa dizer que sociedade brasileira não está pronta", disse.
A proposta se tornou parte do discurso dos partidos de esquerda e é uma das vitrines que a gestão petista pretende apresentar na eleição de 2026. Hoje, a discussão é encabeçada principalmente pelos ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).
Boulos chegou a ir à Câmara para defender a pauta, marcando uma entrada oficial do Palácio do Planalto na discussão com o Congresso.
Uma das propostas é a PEC (proposta de emenda à Constituição) aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na quarta-feira (10). O autor, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que o fim da escala 6x1 requer muito diálogo para que a medida seja validada no Congresso em 2026 e passe a vigorar a partir de 2027.
Por Mariana Brasil/Catia Seabra/Lucas Marchesini/Isadora Albernaz/Raquel Lopes/Folhapress
Prefeitura de Ipiaú intensifica revitalização das praças centrais da cidade
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| Foto: DECOM/PMI |
A Prefeitura de Ipiaú, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEINFRA) e Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR) está realizando um amplo trabalho de manutenção e revitalização em 19 praças do município. A iniciativa tem como objetivo proporcionar espaços públicos mais agradáveis, seguros e bem cuidados, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população.
Os serviços executados incluem pintura geral, poda de árvores, recuperação e embelezamento dos canteiros, pintura dos postes de iluminação, conservação das lixeiras e outros ajustes que valorizam a identidade e a funcionalidade de cada praça.
Estão sendo contempladas com os serviços de revitalização e pintura as seguintes praças: Praça Ruy Barbosa, Praça da Ciência, Praça do Ciclista, Praça do Cinquentenário, Praça Silva Jardim, Praça Emídio Barreto, Praça Jorge Brasil Montanha, Praça do Honório, Praça Nossa Senhora Aparecida, Praça Cabana do Zorro, Praça Carlito Matias (ACM), Praça Rotary, Praça João Carlos Holhenwerger, Praça Egídio Barberino, Praça da Bíblia, Praça Cleriston Andrade, Praça São José Operário, Praça Amâncio Félix e Praça de Eventos Álvaro Jardim.
Com essa ação, a gestão municipal reafirma seu compromisso com o bem-estar da população, promovendo a preservação dos espaços públicos e incentivando a convivência social, o lazer e a integração comunitária.
Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Ramagem
Filho do ex-presidente perderá cargo por causa de faltas, enquanto Ramagem foi condenado pelo STF
| Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo |
A maioria dos membros da Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu declarar, nesta quinta-feira (18), a cassação dos mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).
A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa. O prazo de defesa dado aos dois deputados se encerrou na quarta-feira (17). Motta havia dito na semana passada que gostaria de resolver os dois casos até o recesso, que começa nesta sexta-feira (19).
Eduardo, que está nos EUA desde março, estava ameaçado de cassação por excesso de faltas às sessões da Câmara neste ano. Já Ramagem fugiu para os Estados Unidos durante o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que o condenou à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participar de tentativa de golpe de Estado.
A Mesa é composta por Motta e mais seis membros titulares, além de quatro suplentes.
Entre os titulares, assinaram a favor da cassação, além de Motta, os deputados Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Carlos Veras (PT-PE). Dos suplentes, Paulo Folletto (PSB-ES), Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) e Dr. Victor Linhalis (PODE-ES) também endossaram as perdas de mandato.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse lamentar a decisão, que chamou de grave. Ele afirmou ainda que os dois deputados estão exilados devido ao que considera perseguição política do Judiciário.
"É uma decisão política que retira do plenário o direito de deliberar e transforma a Mesa em instrumento de validação automática de pressões externas. Quando mandatos são cassados sem o voto dos deputados, o Parlamento deixa de ser Poder e passa a ser tutelado. Milhões de brasileiros que confiaram seus votos a Eduardo Bolsonaro e ao Delegado Ramagem ficam, hoje, sem representação", escreveu nas redes.
Na semana passada, Motta notificou Eduardo a apresentar sua defesa em até cinco sessões e anunciou que, passado esse prazo, iria determinar a cassação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Eduardo Bolsonaro já tem um número de faltas que são suficientes para a cassação do seu mandato. O deputado, como todos sabem, está no exterior por decisão dele. É impossível o exercício do mandato parlamentar fora do território nacional", disse o presidente da Câmara no último dia 9.
"[Há] o prazo para que ele possa, em cinco sessões, apresentar sua defesa, e a Mesa deverá apresentar o resultado pela cassação do seu mandato", concluiu.
A Constituição estabelece em seu artigo 55 que perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial. Segundo o presidente da Câmara, Eduardo já ultrapassou essa marca.
O deputado viajou para os EUA em março, de onde comandou uma campanha para que o presidente americano, Donald Trump, determinasse punições a autoridades brasileiras, além de ter articulado o tarifaço contra produtos brasileiros, com o objetivo de livrar o pai da prisão. Ele diz que viajou ao exterior por sofrer perseguição no Brasil.
Apesar da atuação de Eduardo no exterior, Bolsonaro foi condenado pelo Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista e está preso na sede da PF em Brasília. Na semana passada, os EUA retiraram as sanções da Lei Magnitsky aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes, o que também enfraqueceu a posição política do deputado.
Já Ramagem teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.
Por Raphael Di Cunto/Carolina Linhares/Folhapress
Maior ação de segurança viária da PRF, Operação Rodovida reforça segurança nas rodovias federais até o Carnaval
Mais uma vez o foco da PRF é a segurança de motociclistas; em 2025, o número de condutores de motocicletas mortos é 38% maior que os óbitos de motoristas de automóveis.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou, na terça-feira (16), mais uma edição do Programa Rodovida, voltado para a fiscalização e conscientização das pessoas sobre a importância do respeito às normas de trânsito em vias urbanas e rurais de todo o país. Neste período, a PRF intensifica a prevenção de sinistros de trânsito e a fiscalização nas rodovias federais, com destaque para as férias escolares, o Natal, o Ano Novo e o Carnaval.
No lançamento desta edição da Operação Rodovida, a PRF alerta os motociclistas para uma estatística relacionada às mortes provocadas em sinistros de trânsito envolvendo esse tipo de veículo. Em 2025, o número de condutores de motocicletas mortos em rodovias federais supera em 38% os óbitos de motoristas de automóveis.
2023
2024
2025 (janeiro a novembro)
Mortes de motociclistas
1560
1754
1594
Mortes de condutores de automóveis
1319
1333
1151
De janeiro a novembro de 2025, a PRF registrou 29.317 sinistros de trânsito envolvendo motocicletas. No mesmo período do ano passado, foram 28.894 registros nas rodovias federais. A principal causa dos sinistros de trânsito envolvendo motocicletas de janeiro a novembro de 2025 foi a ausência de reação do condutor, seguida pela reação tardia ou ineficiente do condutor e por acessar a via sem observar a presença de outros veículos. Todas as causas diretamente associadas ao comportamento dos condutores.
Causas sinistros de trânsito - motocicletas
(Janeiro a novembro de 2025)
Quantidade de sinistros de trânsito
Ausência de reação do condutor
4538
Reação tardia ou ineficiente do condutor
4098
Acessar a via sem observar a presença dos outros veículo
3860
No mesmo período, mais de 32,5 milhões de pessoas eram proprietárias de motocicletas, mas 17,2 milhões não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A, obrigatória para a condução desse tipo de veículo.
Outros fatores também ajudam a explicar a alta de sinistros de trânsito, um deles é o crescimento exponencial da frota nacional. Estatísticas da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), indicam que, em outubro de 2024, o Brasil tinha 34,2 milhões de motocicletas em circulação. Esse índice corresponde a 28% do total de veículos no Brasil.
Rodovida 2025/2026
A Operação Rodovida foi criada pela PRF em 2011 e, em 2021, foi transformada em programa de governo pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e é a maior operação de Segurança Viária do Brasil. No período da operação, instituições responsáveis pela fiscalização em vias urbanas e rurais se unem para reduzir a letalidade e o índice no trânsito.
As metas estão previstas no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que segue o índice previsto pela Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é reduzir em pelo menos metade, até 2030, o número de mortes no trânsito brasileiro.
A prevenção e a fiscalização desses veículos são formas de evitar sinistros de trânsito, mortes e feridos nas rodovias federais. Apesar desse trabalho, o coordenador-geral de Segurança Viária da PRF, Jeferson Almeida, explica que a conduta dos motociclistas é fundamental para mudar a situação: “É indispensável que os motociclistas estejam sempre atentos aos veículos e pessoas ao seu redor, e que sempre respeitem as normas de trânsito, como os limites de velocidade e as ultrapassagens em local permitido. Essas atitudes são importantes para reduzir a letalidade dos sinistros de trânsito envolvendo motociclistas no país”.
Categoria
Justiça e Segurança
‘Se tiver filho meu metido nisso, será investigado’, diz Lula sobre esquema de fraude no INSS
Operação da PF apontou a existência de pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, para uma amiga de Fábio Luís da Silva, filho do presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 18, em café da manhã com jornalistas que ninguém será poupado nas investigações do esquema de fraude no INSS. “Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, afirmou o presidente.
A operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira para apurar novas suspeitas de desvios de aposentadorias do INSS apontou a existência de pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, para uma amiga de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula. Trata-se de Roberta Luchsinger, herdeira de um banqueiro e próxima do PT.
Em mensagens apreendidas pela investigação, o Careca do INSS pediu a um funcionário para pagar R$ 300 mil à empresa dela e citou que o destinatário dos valores seria “o filho do rapaz”. O relatório não identifica quem é “filho do rapaz”.
“É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas envolvidas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado. Se tiver meu pai, que já morreu, não. Se tiver o Haddad (Fernando, ministro da Fazenda), será investigado. O Rui Costa (ministro da Casa Civil), com essa seriedade, vai ser investigado. Não é possível você admitir num país em que milhões de aposentados que ganham um salário mínimo ter alguém querendo se apropriar, expropriar, o dinheiro do aposentado com promessas falsas”, disse Lula.
No início do mês, a CPI do INSS rejeitou o requerimento que pedia a convocação de Fábio Luís, por 19 votos a 12. O requerimento, de autoria do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), se baseava no registro de que João Muniz Leite, ex-contador da família, teria recebido R$ 120 mil de Ricardo Bimbo, dirigente do PT. Bimbo foi beneficiado por repasses de empresa suspeita de integrar esquema de descontos ilegais a aposentados.
“A coincidência temporal entre os repasses da ADS, os pagamentos realizados por Bimbo e o vínculo direto desse contador com Lulinha é grave e exige esclarecimento imediato”, diz o texto.
O requerimento cita ainda que Leite é investigado pelo Ministério Público de São Paulo por suspeita de lavar dinheiro para o PCC. Atualmente, Lulinha vive na Espanha, onde tem atuado na área de tecnologia.
Leia também: Careca do INSS pediu pagamento de R$ 300 mil para amiga de filho de Lula, revela Polícia Federal
Por Estadão
Ministro se diz surpreso com envolvimento de número 2 em escândalo do INSS e confirma demissão
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), afirmou nesta quinta-feira (18) que foi surpreendido com a prisão do seu então número dois, Adroaldo Portal, na operação que investiga os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Em uma rápida declaração à imprensa, o ministro disse que mandou demitir Adroaldo assim que soube do pedido de prisão preventiva e que não há qualquer envolvimento do ministério na operação desta quinta.
A pedido da Polícia Federal, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, já havia determinado que Adroaldo fosse afastado das funções. Por ordem do ministro, Adroaldo também está impedido de entrar no Ministério da Previdência e de manter contato com os funcionários, sejam servidores, comissionados ou terceirizados.
Wolney disse ter sido avisado da prisão preventiva de seu então número dois por volta das 7h pelo ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinicius de Carvalho.
"Nós não tínhamos qualquer informação real do envolvimento do Adroaldo com nenhum tipo de ato suspeito ilícito. Adroaldo chegou antes de mim no ministério, cumpria as funções como técnico aplicado, competente", afirmou. "Não tínhamos qualquer informação real, nós nem ninguém."
"[Recebi] sim, [com] surpresa, claro. Voltei imediatamente ao ministério, tomei a providência de pedir a exoneração dele e já encaminhei o substituto", completou o ministro.
O procurador federal Felipe Cavalcante e Silva, que ocupava anteriormente a consultoria jurídica do ministério, será o novo secretário-executivo.
"Este governo não protege ninguém e a prova disso é que há ampla liberdade aos órgãos de controle, CGU e PF, para investigar todas as esferas de governo para que a gente possa encontrar quem foram os responsáveis pela fraude, punir e trazer de volta cada centavo", disse o ministro.
Por Thaísa Oliveira/Folhapress
Confraternização no CAPS Ipiaú promove acolhimento, integração e gratidão entre usuários e equipe
Na tarde desta quarta-feira, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ipiaú realizou sua confraternização natalina, proporcionando um momento marcado por alegria, acolhimento e fortalecimento de vínculos entre usuários, familiares e profissionais da unidade
A programação contou com atividades recreativas, bingo e distribuição de diversos prêmios, garantindo diversão e interação em um ambiente preparado com carinho, especialmente pensado para valorizar os pacientes e seus familiares. Mais do que um momento festivo, a confraternização reforçou a importância do cuidado humanizado e da convivência como parte essencial do processo terapêutico.
Durante o encontro, os usuários expressaram gratidão pelo atendimento, atenção e dedicação da equipe multiprofissional do CAPS, reconhecendo o trabalho desenvolvido ao longo do ano em prol da saúde mental no município.
A coordenadora do CAPS Ipiaú, Jéssica Bacelar, agradeceu a todos que contribuíram para a realização do evento e destacou a importância da parceria construída ao longo do ano. “Foi um momento especial de celebração, mas também de reconhecimento por mais um ano de cuidado, avanços e compromisso com a saúde mental dos nossos usuários”, ressaltou.
A Prefeitura de Ipiaú, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, segue fortalecendo as políticas públicas de saúde mental, reafirmando o compromisso com o bem-estar, a inclusão e a qualidade de vida da população.
Calendário de pagamentos do INSS de 2026 está disponível
Versão em PDF pode ser consultada pelo site ou aplicativo Meu INSS
Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já podem verificar as datas de pagamento para o ano de 2026.
Veja a tabela com as datas de pagamento para 2026:
Tabela pagamento de benefícios 2026.
Para os segurados que recebem até um salário mínimo, os pagamentos referentes a janeiro começarão no dia 26 de janeiro e seguirão até 6 de fevereiro.
Já para os beneficiários com renda mensal acima do piso nacional, os pagamentos de janeiro serão feitos entre 2 e 6 de fevereiro.
Como identificar a data de pagamento
Para saber a data correta, o segurado deve observar o número final do cartão de benefício. Considere o último algarismo antes do traço, sem contar o dígito verificador que aparece após o hífen. Por exemplo, se o número do benefício for 0104-7, o dígito final a ser considerado é o 4.
Você pode consultar o número do seu cartão de benefício no site ou aplicativo Meu INSS. Basta clicar no serviço “extrato de pagamento”. A informação também pode ser obtida pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Para quem recebe até o salário mínimo, o calendário de janeiro começa com os benefícios de final 1, no dia 26 de janeiro. Para quem recebe acima desse valor, o cronograma inicia com os benefícios de finais 1 e 6, com pagamento em 2 de fevereiro.
Texto: Ascom
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Categoria
Previdência
Número 2 da Previdência de Lula é preso em operação contra fraudes no INSS
Adroaldo Portal é secretário executivo do Ministério da Previdência. Alvo da PF, ele foi afastado do cargo e deve cumprir prisão domiciliar
O secretário executivo da Previdência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Adroaldo Portal, foi preso nesta quinta-feira (18), alvo da nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela PF (Polícia Federal), e que apura irregularidades no pagamento de descontos associativos a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Adroaldo Portal foi afastado do cargo e também teve decretada a prisão domiciliar.
A CNN entrou em contato com Portal e com o Ministério da Previdência. O espaço está aberto.
Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
As ações ocorrem nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.
A operação desta quinta tem como objetivo "esclarecer a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial".
Relembre a operação Sem Desconto
A primeira fase da operação Sem Desconto foi deflagrada pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 23 de abril deste ano. A ação revelou um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Na época, os investigadores estimavam que as fraudes podiam chegar a cerca de R$ 6 bilhões. De lá para cá, ao menos 18 pessoas foram presas, entre políticos e empresários.
Com a ação de hoje, já são nove fases da operação realizadas pela Polícia Federal.
Elijonas Maia, da CNN Brasil
Padre Júlio Lancellotti proibido de fazer lives: quando e como a Igreja censura seus religiosos
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| Lancelotti foi proibido pela Arquidiciocese de São Paulo de transmitir missas pela internet |
Milenar e solidamente erguida sobre pilares de rígida hierarquia, a Igreja Católica tem instrumentos para controlar sacerdotes que estejam causando incômodos. O silêncio imposto pela Arquidiocese de São Paulo ao padre Júlio Lancellotti, famoso pelo seu envolvimento em causas sociais, tem fundamento no Código de Direito Canônico da instituição.
Lancellotti anunciou no último domingo que suas missas, celebradas semanalmente na capela da Universidade São Judas, na Mooca, zona leste de São Paulo, não serão mais transmitidas ao vivo pela internet como costumava acontecer. E que ele não deve seguir atualizando suas redes sociais. A capela faz parte da Paróquia São Miguel Arcanjo, da qual Lancellotti é o padre responsável.
Com mais de 2,3 milhões de seguidores no Instagram, ele é um dos maiores influenciadores do catolicismo brasileiro. Seus posicionamentos a favor da inclusão de minorias, de dependentes químicos a transexuais, e seu trabalho de ajuda a moradores de rua de São Paulo costuma despertar críticas intensas, sobretudo de internautas alinhados à extrema-direita.
"Mesmo que a gente fique sem ar, vai aparecer um tubo de oxigênio", afirmou o padre, na missa do último dia 14. Ele não disse o motivo da suspensão da presença nas redes, mas segundo pessoas próximas a ele a imposição teria sido da arquidiocese de São Paulo, comandada pelo cardeal arcebispo dom Odilo Scherer. A entidade, superiora direta da paróquia de Lancellotti, não se manifestou publicamente a respeito, ressaltando que tais tratativas são do "âmbito interno" e devem ser conduzidas entre os envolvidos.
Nota assinada por Lancellotti e divulgada pela paróquia na terça (16) confirma que as transmissões online das celebrações "estão temporariamente suspensas" — embora elas continuem sendo realizadas normalmente no endereço físico. O texto também ressalta que "as redes sociais não estão sendo movimentadas por um período de recolhimento temporário".
Em resposta a uma informação que circulava desde domingo em diversos grupos de WhatsApp de católicos paulistanos, a nota também afirma que "não procede a informação sobre a transferência" de Lancellotti de sua função à frente da paróquia da Mooca. Mas ele escreve que reafirma sua "pertença e obediência à Arquidiocese de São Paulo".
A reportagem procurou diretamente o padre, por meio de seu WhatsApp pessoal. Até o momento, contudo, não houve resposta do religioso sobre um pedido de entrevista.
Obediência e silêncio
Nascido em 1948 na capital paulista, Julio Lancellotti é sacerdote ordenado há 40 anos. Como padre diocesano, ou seja, ligado diretamente à diocese e não a uma ordem religiosa, ele deve obediência direta ao bispo — padres fazem uma promessa solene de viver em simplicidade, exercer o celibato e obedecer ao superior hierárquico.
Edison Veiga
Role,De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
PF mira senador Weverton Rocha e prende número 2 de ministério em operação contra fraudes no INSS
A Polícia Federal faz buscas contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA) nesta quinta-feira (18) em uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos sobre aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A ação também prendeu o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha Portal, que já foi assessor de Weverton. Ele ficará preso preventivamente em regime domiciliar. Foi preso ainda Romeu Carvalho Antunes, filho do empresário conhecido como Careca do INSS.
Os investigadores cumprem 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão. A ação foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A casa de Weverton é um dos endereços de busca e apreensão. Não houve ações no gabinete do parlamentar no Senado.
Weverton é o líder do PDT no Senado. Ele entrou na mira de integrantes da CPI do INSS depois que assessores e outras pessoas ligadas a ele apareceram nas investigações sobre o esquema de fraudes, conduzidas pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União).
As investigações apontaram que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, já esteve com Weverton Rocha.
Na CPI, Antunes, acusado de ser um dos operadores do esquema, declarou que foi a um churrasco de costela na casa do senador, quando teria falado com ele sobre a regulação da venda de derivados de cannabis –ou seja, uma atividade de representação empresarial sem ligação com descontos em aposentadorias.
O Careca do INSS também disse que esteve no gabinete do senador em outras ocasiões, mas que não conversou com o político. O interlocutor teria sido Adroaldo da Cunha Portal, hoje secretário-executivo do Ministério da Previdência, mas que, na época, trabalhava no gabinete de Weverton. A visita também teria sido para tratar sobre o mercado de cannabis.
Um ex-assessor de Weverton também apareceu nas apurações. Gustavo Gaspar teria assinado uma procuração de movimentação de contas bancárias e entregado para Rubens Oliveira, apontado como um operador dos descontos irregulares.
O gabinete de Weverton Rocha ainda não se manifestou sobre a operação e as suspeitas levantadas durante as investigações.
A ação da PF nesta quinta-feira ocorre em Brasília, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão. Segundo a PF, o objetivo é aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, estelionato previdenciário, organização criminosa e ocultação de patrimônio.Por Thaísa Oliveira/Folhapress
TCU coloca sigilo em processo que analisa ação do BC no caso Master
O TCU (Tribunal de Contas da União) colocou em sigilo, nesta segunda-feira (15), o processo que analisa uma possível omissão do Banco Central em operações do Banco Master. O procedimento também avalia como se deu o processo de sua compra pelo BRB (Banco de Brasília), que acabou não sendo concretizada.
Com a mudança, as peças não aparecem mais para o público, incluindo os acórdãos anteriores, que antes eram disponibilizados. As demais peças também eram possíveis de acessar por pessoas de fora do tribunal. Agora, só são mostradas as movimentações do processo.
À Folha a assessoria do TCU afirmou que o caso foi classificado como reservado, categoria em que apenas as pessoas expressamente autorizadas pelo titular da área técnica, com anuência do relator, o ministro Jonathan de Jesus, podem ter acesso.
O órgão afirmou que a medida foi tomada por decisão da área técnica e do relator, devido ao processo conter dados bancários protegidos por sigilo.
"Processos que tratam de informações sensíveis são classificados como sigilosos porque as análises, diligências, documentos juntados e despachos vão mencionar tais informações", disse, acrescentado que pode ser tentado um pedido via Lei de Acesso à Informação para o tribunal verificar se disponibilizará o processo ou não.
O caso trata de um pedido do Ministério Público junto ao TCU para analisar supostas falhas do BC em não acompanhar o que chamou de "operações temerárias" do banco comandado por Daniel Vorcaro, e por não divulgar os seus riscos para proteger eventuais investidores. O Ministério Público não detalhou o período a ser acompanhado.
Os ministros do tribunal, no entanto, se recusaram a analisar o pedido em junho, alegando que ele não estava acompanhado de indícios suficientes para caracterizar as irregularidades apontadas e o consideraram improcedente.
Em setembro, o TCU decidiu reabrir o caso, depois de o governo do Distrito Federal, controlador do BRB, entrar com um recurso questionando a negativa do Banco Central na compra do Banco Master.
O governo do DF chegou a entrar com um pedido de liminar para que o TCU suspendesse "de forma imediata e integral os efeitos de quaisquer autorizações, deliberações ou decisões" do caso enquanto não ocorresse a "análise derradeira" da denúncia contra o BC.
A argumentação apresentada era de que a medida era necessária para evitar repercussões negativas no mercado financeiro e possíveis riscos sistêmicos que poderiam afetar diretamente o BRB.
O ministro do TCU Jorge Oliveira reconheceu que os novos elementos trazidos pelo veto demandavam análise pelo relator original do caso, o ministro Jonathan de Jesus. Este, por sua vez, determinou em 9 de setembro que a unidade técnica se manifestasse com urgência sobre a questão.
A unidade entregou seu exame três dias depois, recomendando que o tribunal autorize uma inspeção no Banco Central para verificar se os procedimentos internos foram adequadamente seguidos. No entanto, sugeriu que o pedido de medida cautelar para suspender a decisão fosse negado, argumentando que o Distrito Federal não apresentou justificativas sólidas.
Todas essas recomendações foram enviadas ao gabinete do relator em 12 de setembro para serem avaliadas e aguardavam a sua análise, quando o processo ainda era público.
O sigilo do caso Master no TCU amplia a blindagem de acesso a informações sobre o banco e o dono dele, Daniel Vorcaro.
No último dia 2 de dezembro, o ministro do STF Dias Toffoli impôs sigilo elevado às investigações contra o banqueiro e o Master. No dia seguinte, Toffoli decretou que o STF assumisse o caso, retirando as apurações que corriam na Justiça Federal do DF.
No dia 12, Toffoli mandou retirar da CPMI do INSS dados do telefone celular de Vorcaro, cujo sigilo havia sido quebrado.
Em 17 de novembro, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal, em São Paulo, no âmbito da Operação Compliance Zero, que teve como objetivo combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
Onze dias depois, a juíza Solange Salgado da Silva, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), determinou a soltura do dono do Master, mas com o uso de tornozeleira eletrônica.
As investigações da PF sobre o Master começaram em 2024, após uma requisição do Ministério Público Federal sobre uma possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira.
Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada, segundo a polícia. São investigados crimes como gestão fraudulenta, temerária e organização criminosa.
Na ocasião, o BRB afirmou que sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência e a defesa de Vorcaro negou qualquer fraude cometida pelo Master.
Já o Banco Central decretou no mês passado a liquidação do Banco Master, medida tomada quando a autarquia avalia que a situação da instituição financeira é irrecuperável. Nesse caso, o funcionamento da instituição é interrompido e ela é retirada do sistema financeiro nacional.
Por Constança Rezende/Folhapress
PF e CGU deflagram nova fase da Operação Sem Desconto
Ação visa cumprir mandados de busca e apreensão, mandados de prisão e outras medidas cautelares judiciais em seis estados e no DF
Brasília/DF – A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (18/11), nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.
As ações desta data visam aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto e esclarecer a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Coordenação-Geral de Comunicação Social
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