Mendonça envia ofício a Fachin pedindo decisão sobre destino dos casos Master e INSS
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça enviou ofício ao presidente a Corte pedindo que ele decida se vai devolver os processos do Banco Master e do INSS a seu gabinete ou se vai manter os casos na Presidência, passando a decidir sobre eles.
Em 12 de setembro, quando a crise no STF atingia o seu auge, Fachin avocou para seu gabinete as investigações da Operação Sem Desconto, relativas a fraudes no INSS, e da Operação Compliance Zero, sobre a instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro, determinando que fossem paralisadas.
Desde então, criou-se um impasse. Os pedidos de advogados para a libertação de réus, para o desbloqueio de bens ou para coisas mais simples como a autorização de exames médicos para os presos empacaram já que nem Mendonça, que é o relator dos casos, nem Fachin decidem sobre eles.
No ofício, Mendonça diz que desde a determinação de Fachin, "todos os autos relacionados" às operações "encontram-se formalmente acautelados na Presidência desta Suprema Corte".
O descolamento dos autos à Presidência, segue ele, "inviabiliza a prolação de quaisquer decisões em seu âmbito por parte deste relator".
O magistrado relata que advogados seguem apresentando petições a seu gabinete, orientados pela própria Presidência do STF.
No ofício, ele afirma querer "dar conhecimento da referida situação" a Fachin para que ele decida sobre o destino dos processos. Ou seja, se eles permanecerão na Presidência ou se serão novamente deslocados para o gabinete de Mendonça.
Nesta semana, a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou contra o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que seja aberta uma investigação contra Mendonça por "direcionar as investigações" do INSS e do Master.
Segundo a manifestação do órgão, não houve indicação de crime ou de improbidade administrativa pelo relator das investigações.
Por Mônica Bergamo, Folhapress
PGR envia ao STF parecer contra pedido de Moraes para investigar Mendonça por abuso de autoridade
Fachin se reúne com diretor da PF para tratar de citações a ministros do STF no caso Master
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| Foto: Alejandro Zambrana/STF/Arquivo |
STF e TSE entram em conflito nas eleições de 2026 após quase três décadas de sintonia- Por Redação
O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vivem um momento de tensão durante as eleições de 2026, rompendo um histórico de alinhamento entre as duas Cortes. Levantamento citado pelo Estadão aponta que, ao longo de quase três décadas, os tribunais concordaram mais vezes do que divergiram. As decisões recentes envolvendo Flávio Bolsonaro e Lula, porém, evidenciaram divergências sobre os limites de atuação do Supremo no processo eleitoral.
O embate ocorre em meio a disputas sobre decisões do TSE relacionadas às campanhas dos dois pré-candidatos e ao combate à desinformação. Os episódios ampliaram questionamentos sobre a atuação da Justiça Eleitoral e a relação institucional com o STF, que também tem ministros envolvidos em julgamentos de grande repercussão política.
A reportagem do Estadão destaca que os conflitos atuais contrastam com a trajetória histórica de cooperação entre os tribunais. O cenário eleitoral de 2026 passou a expor divergências sobre competências, decisões judiciais e os limites da interferência do Supremo em questões submetidas à Justiça Eleitoral.
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