PF apreende cerca de R$ 830 mil em espécie no Piauí

Teresina/PI. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (30/9), um homem que transportava aproximadamente R$ 830 mil em espécie, durante abordagem realizada nas proximidades de uma agência bancária, em José de Freitas/PI.

Após a diligência, o preso foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal no Piauí, em Teresina, para a adoção dos procedimentos de polícia judiciária cabíveis.

A investigação segue para esclarecer a origem e a destinação dos valores apreendidos, identificar eventuais envolvidos e apurar as circunstâncias do caso.

Comunicação Social da Polícia Federal no Piauí

Gilmar chama Kassio de 'imperador', e ministros veem risco de Dino afastar presidente do TSE de ações

Tanto ministros aliados quanto rivais de Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), veem chance de ele determinar o afastamento de Kassio Nunes Marques e André Mendonça da relatoria de ações sobre propaganda no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o que abriria um novo capítulo da divisão interna e da crise entre as cortes.

A medida teria como fundamento um suposto represamento de decisões individuais no TSE que não estariam sendo imediatamente submetidas a referendo em colegiado, além de indícios de concentração de poder excessiva no presidente e no vice-presidente da corte eleitoral.

O ministro Gilmar Mendes chegou a dizer a Kassio que o presidente do TSE estava "se investindo no papel de imperador" ao designar a si próprio e a Mendonça como juízes da propaganda, quando essa costuma ser uma atribuição de ministros substitutos do tribunal eleitoral. A fala foi narrada à Folha por pessoas presentes na sala de lanches do Supremo, onde a abordagem ocorreu há mais de uma semana.

Três ministros do tribunal e um do TSE avaliam que a decisão de Dino poderia ocorrer no âmbito do pedido feito pelo presidente do partido Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), para que Kassio e Mendonça deixem a função. A solicitação foi feita em meio à guerra de liminares sobre publicações envolvendo Nossa Senhora Aparecida.

O parlamentar afirma que o acúmulo de cargos —gestão administrativa das eleições gerais de 2026, processos ordinários tanto no TSE quanto no Supremo e fiscalização sobre propaganda eleitoral— levou a uma demora na apreciação de casos urgentes, extrapolando prazos e gerando congestionamento.

Procurado pela Folha, o TSE informou que há cem representações aguardando referendo do plenário (34 liberadas por Kassio, 19 por Mendonça e 53 pela ministra Estela Aranha) e que devem ser julgadas até as 23h59 desta sexta-feira (2).

Em nota, o tribunal disse que "não há processos sobre propaganda eleitoral de candidatos à Presidência parados" na corte, e que até o momento o plenário já analisou e referendou aproximadamente 210 representações. Na eleição de 2022, até a data do primeiro turno (2 de outubro), haviam sido julgadas 77.

O TSE também afirmou que, ao longo da semana, Kassio assinou outras 24 decisões sobre propaganda, e que todas "já estão em trâmite interno para serem pautadas" no plenário virtual. A corte nega pendências, e servidores da área técnica atribuem o acúmulo à intensificação da judicialização na reta final da eleição.

No caso da ordem de Mendonça para a remoção de notícias falsas sobre uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro (PL) de, se eleito, tirar da santa o título de padroeira, Kassio foi alertado por auxiliares sobre o potencial de o tema escalar para o STF. No entanto, ele ignorou recomendações para pautar o referendo no máximo até segunda-feira (28).

Dino derrubou a decisão de Mendonça no domingo (30), determinando a restauração das postagens sobre a padroeira nas redes sociais. Depois, o ministro Luiz Fux entrou em cena para desautorizar Dino e restabelecer a ordem inicial de Mendonça, ampliando as tensões internas.

Dois magistrados próximos de Dino avaliam que Kassio se aproveitou da decisão do ministro para insuflar no presidente do STF, Edson Fachin, a ideia de que haveria um problema de interferência na corte eleitoral, entregando-lhe até mesmo um ofício cobrando providências.

Um ministro aponta que um voto do próprio Mendonça, no STF, selou no início do ano a derrubada de uma decisão do TSE sobre eleições de Paranhos (MS), assim como o ministro Dias Toffoli anulou um acórdão eleitoral envolvendo a coligação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. Kassio, no entanto, só acionou Fachin após a decisão de Dino.

Com o pedido de Paulinho da Força pressionando Kassio e Mendonça, o presidente do TSE decidiu levar o caso Nossa Senhora Aparecida para o plenário virtual da corte eleitoral nesta quarta (30). Aconselhado a baixar a temperatura, Fachin acabou desistindo de pautar o processo no plenário do Supremo, evitando uma nova sessão-bomba.

Um ministro considerado mais moderado em meio ao ambiente de divisão também tem trabalhado para dissuadir Dino de decisões drásticas especialmente ao longo desta semana, que antecede o primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (4).

Interlocutores de Dino dizem que ele ainda está analisando o requerimento do deputado. Uma das possibilidades em aberto é o ministro requisitar ao TSE as informações oficiais sobre o número de decisões monocráticas pendentes de referendo, para cruzá-las com as alegações do parlamentar e ter uma noção geral do quadro antes de decidir.

Kassio nega a pessoas próximas que haja congestionamento ou represamento de decisões individuais no TSE. Ele afirma que esses casos sempre são submetidos ao colegiado, e que tem pautado os referendos tão logo Mendonça e Estela liberam os processos sob suas respectivas relatorias.

O ministro também disse a um integrante da sua equipe que uma eventual decisão determinando seu afastamento e de Mendonça das ações sobre propaganda eleitoral seria uma prova de que Dino é um "agente do caos", e que isso pode intensificar uma mobilização social contra o STF.

Por Luísa Martins/Folhapress

TSE decide derrubar notícias falsas sobre Nossa Senhora e Flávio Bolsonaro

                           Magistrados da corte eleitoral divergem sobre alcance da medida

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu nesta quarta-feira (30) manter a determinação do ministro André Mendonça de derrubar publicações nas redes sociais com a notícia falsa de que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) iria retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Houve divergências no julgamento quanto à amplitude da medida.

Relator do caso, o primeiro a votar foi o próprio Mendonça. O magistrado disse que as ordens de remoção de conteúdo "não constituem censura prévia", nem violação à liberdade religiosa. Também afirma que as decisões não englobam críticas e opiniões sobre questões alheias à notícia falsa.

O entendimento foi seguido pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e Dias Toffoli. Sebastião Reis Junior e Estela Aranha também acompanharam Mendonça.

Ricardo Villas Bôas Cueva abriu divergência para manter a derrubada de apenas algumas postagens, avaliação também seguida por Floriano de Azevedo Marques. Para ambos, somente aquelas publicações que atribuíam a Flávio a autoria ou o apoio ao projeto que retiraria de Nossa Senhora o título de padroeira deveria ser removido. A votação se encerra às 23h59 desta quarta.

Horas depois de apresentar o voto, Mendonça fez um ajuste no trecho que trata de publicação feita pelo humorista Antonio Tabet. O magistrado passou a propor a manutenção dessa postagem em específico, por acreditar que é a solução mais coerente com os critérios de intervenção mínima e de proteção da liberdade de expressão.

Na postagem, feita no X, Tabet afirmava, sem citar Flávio Bolsonaro, que "a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida". O humorista foi o responsável por protocolar ação no Supremo no âmbito de um processo relatado por Flávio Dino, que acabou por anular a decisão de Mendonça.

O julgamento na corte eleitoral foi pautado por Kassio na noite de terça-feira (29). Às vésperas do primeiro turno das eleições, o caso abriu uma nova disputa interna no STF (Supremo Tribunal Federal), com sobreposição de decisões de três diferentes ministros sobre o mesmo assunto.

No voto, Mendonça afirmou que são "irresponsáveis" as alegações de que a decisão proferida por ele na última sexta-feira (25) tenha implicado em violação à liberdade religiosa —argumento utilizado pelo ministro do Supremo Flávio Dino para restaurar as publicações.

"Causa especial perplexidade a insinuação de que as decisões proferidas nestes autos teriam buscado impedir fiéis católicos de manifestar apoio ou devoção a Nossa Senhora Aparecida. Nada, absolutamente nada, nas decisões autoriza semelhante conclusão", disse, salientando que não ordenou "proibições genéricas".

O magistrado reiterou que a decisão preservava o direito irrestrito de qualquer pessoa defender a manutenção do título de Nossa Senhora como padroeira, e não proibia críticas a eventual proposta para retirar o título, nem manifestações de fé ou debates que envolvam religião e política.

Segundo Mendonça, a questão nunca foi a proibição a críticas, mas, a informação falsa que atribuía a Flávio o apoio, a articulação ou o compromisso com uma iniciativa que ele não teria formulado. "Confundir uma fake news com restrição à fé representa inversão do conteúdo objetivo da decisão. A fé não estava em julgamento", destacou.

O ministro disse que não houve suspensão de perfis, contas ou canais de usuários e também negou que a determinação alcance publicações futuras, apenas as "sucessivas replicações" da notícia falsa.

Mendonça ponderou, por outro lado, que se os provedores indisponibilizarem publicações indevidamente, quem se sentir prejudicado pode acionar o relator para possível revisão. O magistrado disse que, no julgamento sobre o Marco Civil da Internet pelo STF, ele discordou em dar às plataformas um papel mais ativo na remoção de conteúdos, mas que deve reger suas decisões pela tese aprovada pela maioria.

Na sexta, o ministro disse que os posts sobre Nossa Senhora e uma suposta intenção de Flávio de tirar da santa o título de padroeira eram "notoriamente inverídicos" —por isso, determinou que as plataformas atuassem preventivamente contra a disseminação dos conteúdos, com a remoção imediata das publicações que reproduzam a notícia falsa mesmo sem uma nova ordem judicial específica.

Depois de Mendonça apresentar o voto e ser acompanhado por Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli, abriu divergência no plenário virtual o ministro Villas Boas Cuêva.

No voto, o ministro, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, fez uma análise preliminar considerando falsas as declarações sobre Flávio ter apoiado ou articulado a retirada do título de Nossa senhora, mas propôs que o alcance da decisão do relator ainda preservasse críticas, opiniões e manifestações sobre eventual atuação futura do candidato.

Na prática, o magistrado sugeriu o restabelecimento dos conteúdos removidos que se enquadrem nesses critérios, e a manutenção da derrubada dos materiais que meramente compartilhavam a desinformação sobre o senador.

Além disso, Cuêva também se posicionou contra a retirada da publicação do humorista Antonio Tabet.

No que diz respeito às plataformas, o ministro ainda defendeu que a remoção preventiva de novas publicações dependa de uma definição clara do que é considerado ilegal pela própria Justiça Eleitoral e que, em caso de dúvida, a orientação é preservar a postagem e pedir esclarecimentos ao TSE.

A notícia falsa sobre a retirada do título de padroeira do Brasil viralizou nas redes sociais na última quinta-feira (24). Dias antes, havia circulado a interpretação de que o alinhamento de bispos católicos com discursos do presidente Lula (PT) vinha de um suposto temor de que o candidato bolsonarista, se eleito, poderia retirar o título da santa.

No domingo, Dino anulou a medida do colega e liberou os posts, atendendo ao pedido de Antonio Tabet. Para o ministro, que é da ala oposta à de Mendonça, os conteúdos não apresentam "grau de certeza" de que são ilícitos ao ponto de sofrerem consequências contra a liberdade de expressão.

Já na segunda-feira (28), Luiz Fux contrariou a ordem de Dino e voltou a dar razão a Mendonça, de quem é aliado, determinando novamente a suspensão dos posts falsos sobre Nossa Senhora Aparecida. Relator da ação do Marco Civil da Internet, ele justificou a adoção da medida citando a proximidade das eleições.

Segundo apurou a reportagem, a avaliação de integrantes da corte eleitoral é a de que a escalada das tensões para uma guerra de liminares no Supremo poderia ter sido evitada caso o processo tivesse sido julgado antes pelo colegiado do TSE.
Por Anna Júlia Lopes/Isadora Albernaz/Luísa Martins/Folhapress

Lula tenta conter abstenção, e Flávio Bolsonaro foca voto útil na reta final da campanha

Na reta final para o primeiro turno das eleições, o presidente Lula (PT) quer mobilizar idosos para votar visando conter a abstenção nas urnas, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) pretende usar o debate da TV Globo desta quinta-feira (30) para atrair eleitores indecisos e de outros candidatos da direita.

Uma das preocupações da campanha do presidente é com a participação de pessoas com 70 anos ou mais, que não são mais obrigadas a votar. A equipe avalia que o grupo pode ser decisivo na disputa porque apoia Lula em maior proporção do que o público geral e tem maior índice de abstenção.

Auxiliares de Flávio afirmam que a abstenção é um risco maior para Lula por atingir idosos e pessoas de baixa renda, que geralmente têm mais dificuldades para ir aos locais de votação e são estratos em que o petista tem vantagem.

Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28) mostra que a vantagem de Lula sobre Flávio é numericamente maior entre eleitores com 60 anos ou mais. Enquanto o petista tem 40% das intenções de voto nessa faixa, Flávio tem 32%. No público geral, o percentual é de, respectivamente, 39% a 34%. A margem de erro geral é de 2 pontos, e a do recorte etário, de 5 pontos.

Dados agregados em duas pesquisas do Datafolha, realizadas em agosto e setembro, indicavam que o eleitor com mais de 70 anos tinha preferência maior por Lula.

Em 2022, 20,3% dos eleitores não compareceram às urnas. Esse percentual, porém, foi de 39% na faixa de 70 a 74 anos, e aumentou nos estratos com mais idade. Ou seja, quem tinha mais simpatizantes entre os eleitores idosos deixou de ganhar votos por causa do menor comparecimento desse público.

Lula tem dedicado parte de seus discursos públicos para motivar esse eleitorado a sair de casa no domingo (4) para votar. "Se não quer votar por você, vote pelo seu neto, vote pelos seus filhos, vote pelo Brasil", declarou em Fortaleza na terça-feira (29).

Aliados do presidente apostam que a possibilidade de usar a participação na eleição como prova de vida perante o INSS ajudará a motivar pessoas com mais de 70 anos. A votação passou a ser considerada como comprovação para o benefício a partir de uma portaria de 2022.

Coordenador do programa de governo de Lula, o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli diz que os eleitores mais idosos já viveram a experiência do governo Bolsonaro e que isso beneficiaria Lula nesse segmento. O problema é que costumam comparecer menos à votação. "Principalmente com 70 anos ou mais, [o eleitor] não tem obrigação de votar e já está meio cansado", declarou.

Ele também afirma avaliar que a eleição irá para o segundo turno —embora, segundo ele, o próprio presidente diz acreditar que pode ganhar a disputa já no domingo.

Outros integrantes da equipe afirmam que o fato de essa parcela da população ter acompanhado as sucessivas mudanças do país faz dela um eleitorado estratégico.

Dentro do Porta Vozes de Lula, rede de mobilização da campanha do petista, mais de 40 mil integrantes têm mais de 60 anos, segundo a campanha. O grupo reúne apoiadores que atuam, sobretudo, com ações em redes sociais.

Outro grupo que deve ter atenção especial da campanha de Lula na reta final é a população da periferia de grandes cidades. Devem ser organizados eventos em diversos locais até a eleição para animar esse público a ir votar. O alto comparecimento de apoiadores em atos recentes em Belém, Salvador e Recife animaram aliados do petista.

A mobilização de eleitores de regiões do interior do Brasil onde Lula é popular, como no Nordeste, deverá ficar a cargo de candidatos aos governos locais. Foram mencionados à reportagem como chave para esse esforço os candidatos a governador Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Rafael Fonteles (PT-PI) e Elmano de Freitas (PT-CE).

Além disso, integrantes da campanha petista avaliam que Flávio Bolsonaro chega à reta final em uma posição mais defensiva, por causa da notícia falsa da qual foi alvo sobre a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora de Aparecida e por reportagem que o ligou a garotas de programa e ao recebimento de um relógio Rolex.

Na opinião de bolsonaristas, o eleitorado está desmotivado em relação ao governo Lula e tende a não sair de casa para defendê-lo —ou seja, apostam em uma abstenção alta. A última pesquisa Datafolha mostra que a gestão do petista tem 40% de rejeição ante 36% de aprovação.

Por isso, o foco da campanha do PL continua no voto útil, ou seja, desviar para Flávio votos dos demais candidatos da direita sem chances de ir ao segundo turno, como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).

Flávio tem dito aos eleitores que não deixem para o segundo turno a oportunidade de votar nele para tirar Lula da Presidência. Aliados do senador admitem que a motivação maior do seu eleitorado é o antipetismo, mais do que empolgação com seu próprio candidato.

Para estrategistas da campanha, o apelo ao voto útil também serve para combater a abstenção, pois não deixa de ser um chamado às urnas para este domingo.

Outra aposta de Flávio nesta reta final é a participação no debate da TV Globo, marcado para começar a partir das 21h20 desta quinta, logo depois do Jornal Nacional. Lula não vai comparecer, o que deve tornar o bolsonarista alvo dos demais candidatos.

Ainda assim, a equipe do senador avalia que ele poderá usar a exposição do debate para desgastar o governo do PT e a própria ausência de Lula, ainda que seja atacado pelos demais.

Um integrante da campanha de Flávio diz que o debate será a última oportunidade antes do primeiro turno para que ele convença eleitores que não o rejeitam, mas declaram voto a outros candidatos (incluindo Lula) ou ainda não sabem em quem votar.

Por Caio Spechoto , Mariana Brasil , Luany Galdeano , Carolina Linhares e Thaísa Oliveira/Folhapress

Ibirataia: Prefeitura apresenta metas fiscais do 2º quadrimestre de 2026 em audiência pública

A Prefeitura de Ibirataia realizou, nesta quarta-feira (30), a Audiência Pública de Demonstração do Cumprimento das Metas Fiscais referentes ao 2º Quadrimestre de 2026. O encontro aconteceu na Câmara de Vereadores e teve como objetivo apresentar à população os resultados fiscais do município, em cumprimento às normas de transparência da administração pública.
Durante a audiência, foram apresentados os principais dados relacionados à execução orçamentária, às receitas, às despesas e ao cumprimento das metas fiscais estabelecidas para o período. A prestação de contas permitiu demonstrar a situação das finanças municipais e oferecer informações sobre a gestão dos recursos públicos.
A realização da audiência pública reforça o compromisso da Prefeitura de Ibirataia com a transparência, a responsabilidade fiscal e a participação cidadã. O evento proporcionou aos moradores a oportunidade de acompanhar de perto a administração financeira do município e conhecer os resultados alcançados pela gestão durante o segundo quadrimestre de 2026.
Fonte: Decom/PMI

Ipiaú fortalece agricultura familiar com contratos de R$ 770 mil entre CONAB e associações

Segundo contrato firmado em um ano e nove meses amplia oportunidades para agricultores familiares e beneficia famílias atendidas pelo PAA
Ipiaú viveu, nesta quarta-feira (30), mais um momento importante para o fortalecimento da agricultura familiar. Em solenidade realizada no Auditório do Complexo Esportivo e Cultural, foram celebrados, por meio da CONAB e de quatro associações de agricultores familiares do município, contratos que somam R$ 770 mil.

Foram contempladas a Associação dos Produtores Rurais do Braço Pequeno, com R$ 230 mil; a Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Fazenda do Povo, com R$ 200 mil; a Associação dos Produtores e Moradores de Córrego de Pedras, com R$ 200 mil; e a Associação dos Agricultores Familiares Volta Esperança, com R$ 140 mil.

A Prefeitura de Ipiaú participou da articulação para viabilizar a iniciativa junto ao Governo Federal, por meio da CONAB. A ação integra as iniciativas do Avança Ipiaú voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar.
Durante a solenidade, a prefeita Laryssa Dias destacou a importância da conquista para os agricultores e para as associações. “Não é um contrato de prestação de serviços. É um contrato de autonomia financeira, de oportunidade, de dignidade e de valorização de quem produz”, afirmou.

Segundo a prefeita, a conquista é resultado de uma articulação construída durante agendas em Brasília, onde o município buscou parcerias e investimentos para Ipiaú.

Este é o segundo contrato firmado em um ano e nove meses com associações de agricultores familiares de Ipiaú.
O primeiro contrato ultrapassou R$ 1 milhão e possibilitou a aquisição de produtos da agricultura familiar destinados à merenda escolar, que atualmente já estão sendo fornecidos às escolas do município.

Somados, os dois contratos representam mais de R$ 1,7 milhão em recursos destinados à aquisição da produção da agricultura familiar.

Além de fortalecer os agricultores e garantir mercado para a produção, os contratos também beneficiam famílias atendidas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que recebem alimentos produzidos pelos agricultores familiares.
A iniciativa fortalece um ciclo que conecta quem produz a quem precisa, gera renda para as famílias do campo, movimenta a economia local e amplia o acesso a alimentos de qualidade.

Para a gestão municipal, o resultado reforça o compromisso de continuar buscando novas parcerias e oportunidades para a agricultura familiar de Ipiaú.

Piloto esfaqueou comandante e tentou derrubar avião que ia a Israel, diz Netanyahu; ministros falam em ataque terrorista

Aeronave da Flydubai com destino a Tel Aviv mudou de rota e pousou na Arábia Saudita após confronto na cabine

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira (30) que um dos pilotos de um voo da Flydubai de Dubai para Tel Aviv esfaqueou o outro e tentou derrubar o avião com todos os passageiros a bordo. O episódio, tratado como um possível ataque terrorista, obrigou a aeronave a desviar para a Arábia Saudita.

A Flydubai informou que outros pilotos da companhia que estavam a bordo assumiram o controle da aeronave, desviaram a rota e realizaram o pouso em segurança no aeroporto de Tabuk. Netanyahu destacou que os viajantes foram "heróis" por ajudarem a imobilizar o copiloto. "Eles salvaram muitas vidas. Evitaram uma grande tragédia", afirmou.

De acordo com a agência Reuters, que ouviu autoridades israelenses sob condição de anonimato, o copiloto teria esfaqueado o comandante antes de a tripulação entrar na cabine de comando. Uma das autoridades identificou o suposto agressor como cidadão de Omã. Netanyahu afirmou que o homem foi preso e interrogado pelas autoridades sauditas e informou que o piloto atacado é indiano e se chama Smit Machchhar.

Mais cedo, o ministro da Segurança Nacional, o extremista Itamar Ben-Gir, havia classificado o episódio como uma tentativa de ataque terrorista. Israel Katz, à frente da pasta da Defesa, também afirmou que foi uma ação terrorista.

O premiê, contudo, não usou essas palavras em seu pronunciamento. Apesar disso, Netanyahu disse que o governo está se preparando para outras "potenciais ameaças" e ordenou às autoridades que reforcem a segurança tanto das companhias aéreas israelenses quanto das estrangeiras. Segundo o gabinete do premiê, Israel deverá reforçar as verificações de segurança dos pilotos que voam para o país.

O Ministério das Relações Exteriores israelense ainda acrescentou que o incidente foi um ataque destinado a minar as relações entre Israel e a Arábia Saudita.

O diretor-geral do órgão, Eden Bar Tal, informou a "todos os embaixadores e chefes de representação israelenses ao redor do mundo que se trata de uma tentativa de atentado terrorista contra os israelenses, os Emirados Árabes Unidos e os Acordos de Abraão", segundo um comunicado, em referência aos tratados assinados em 2020 com mediação dos Estados Unidos.

A empresa Flydubai, por sua vez, afirmou que, nesta fase inicial, as razões e motivações do incidente são desconhecidas e serão objeto de uma investigação. A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos informou que as equipes de investigação continuam trabalhando para determinar as causas e as circunstâncias do incidente.

A companhia opera diariamente voos de ida e volta entre Dubai e Tel Aviv, uma rota popular entre cidadãos israelenses. O trajeto normalmente atravessa o espaço aéreo da Arábia Saudita e da Jordânia. Dos 172 passageiros a bordo, cerca de 169 eram israelenses, disse à Reuters o embaixador Daniel Meron, da missão permanente de Israel em Genebra.

Em um vídeo gravado dentro do voo, um passageiro israelense narra que um dos pilotos ficou gravemente ferido e o outro sofreu ferimentos leves depois que um deles foi esfaqueado. As imagens mostram diversos passageiros com roupas ensanguentadas.

Yasmin Abukasis, mãe de uma das passageiras, disse que sua filha Miriam lhe contou ter ouvido gritos e visto um homem com uma faca forçar um dos pilotos contra o chão, e que havia sangue por toda parte.

O voo FZ1073, da Flydubai, partiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv e foi desviado para a Arábia Saudita enquanto sobrevoava o espaço aéreo da Jordânia. Segundo o site de monitoramento aéreo FlightRadar24, a aeronave emitiu primeiro um sinal geral de emergência e, depois, outro que indicava possível interferência ilícita.

Dados de rastreamento mostram que o Boeing 737 perdeu quase 14 mil pés (4.267 metros) de altitude em menos de 30 segundos antes do primeiro alerta. O avião voltou a emitir o sinal geral de emergência antes de pousar com segurança no aeroporto de Tabuk.

Os passageiros conseguiram pousar em Israel, em outro voo da empresa, no começo da tarde (horário de Brasília), após aguardarem por oito horas no aeroporto saudita. Netanyahu foi até o aeroporto receber o grupo e conversar com alguns dos passageiros. Familiares lotaram a área de desembarque segurando bandeiras de Israel.

A Arábia Saudita, que não mantém relações diplomáticas com Israel, rejeitou pedido de Tel Aviv para que aviões militares israelenses pudessem repatriar os passageiros, segundo duas fontes de segurança. O gabinete de imprensa da monarquia saudita não comentou o caso.

Os pilotos são submetidos a rigorosas verificações de segurança, especialmente desde os ataques de 11 de setembro em Nova York, há 25 anos, disseram especialistas à Reuters. Cada país e cada companhia aérea é responsável pela implementação dos padrões de triagem e segurança estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional, mas há flexibilidade na forma como essas normas são interpretadas.

O incidente com o avião aumenta os temores de segurança em Israel semanas antes das primeiras eleições desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, com a segurança de Israel desempenhando um papel importante na campanha.

Israel e Emirados Árabes Unidos ampliaram a cooperação nas áreas de segurança, defesa e economia desde o estabelecimento de relações diplomáticas, em 2020. No início deste ano, Israel forneceu ao país sistemas de defesa aérea Domo de Ferro e pessoal israelense para operá-los, ajudando na defesa contra ataques iranianos lançados em retaliação a ofensivas de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.
Por Folhapress

FICCO/GO, em ação conjunta, apreende 15 kg de skunk e prende dois homens

Goiânia/GO. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO) e a Polícia Militar do estado de Goiás (por meio do COD, CPC 2 e ROTAM) realizaram, na madrugada desta quarta-feira (30/09), uma ação integrada realizada na região sudoeste de Goiás, que resultou na apreensão de aproximadamente 15 kg de skunk e na prisão de dois suspeitos.

Durante a ação, foi abordado um veículo ocupado por dois homens. Após buscas, foram localizados aproximadamente 15 kg de skunk no interior do automóvel. Segundo informações, o entorpecente teria sido adquirido no Paraguai e seria transportado para o estado da Bahia.

Os dois suspeitos, o veículo e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Caçu/GO, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO) é composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), Polícia Militar do Estado de Goiás (PM/GO), Polícia Civil do Estado de Goiás (PC/GO) e Polícia Penal do Estado de Goiás (PP/GO).

Comunicação Social da Polícia Federal em Goiás

PF deflagra operação para investigar suspeita de financiamento eleitoral irregular na Paraíba

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e duas pessoas foram presas em flagrante
Patos/PB. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (30/9), a Operação Lastro, destinada a apurar possível utilização de recursos de pessoa jurídica no financiamento irregular de campanha eleitoral, inclusive despesas não declaradas, além de possíveis crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação teve a participação da Controladoria Geral da União.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Sousa/PB. Também foi determinado judicialmente o bloqueio de ativos financeiros no valor de até R$ 9 milhões.

Na terça-feira (29/9), durante diligência relacionada à investigação, foram apreendidos aproximadamente R$ 380 mil em espécie, e dois suspeitos foram presos em flagrante. O material arrecadado será analisado para esclarecer as circunstâncias das movimentações e a participação dos envolvidos.

As investigações prosseguem sob sigilo, com respeito à presunção de inocência dos investigados.

Comunicação Social da Polícia Federal na Paraíba

PF apreende R$ 200 mil e cumpre mandados em investigação de crimes eleitorais

Operação também apreendeu documentos, materiais relacionados ao pleito e cinco armas de fogo
Ribeirão Preto/SP. A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (30/9), mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Expresso, que investiga a possível prática de crimes eleitorais.

Durante as diligências, foram apreendidos documentos, anotações e outros materiais relacionados ao pleito eleitoral, que serão analisados no decorrer da investigação. Também foram apreendidas cinco armas de fogo, cuja posse e eventual relação com os fatos investigados serão apuradas.
Antes do início do cumprimento das medidas judiciais, policiais federais apreenderam aproximadamente R$ 200 mil em espécie, após investigados realizarem um saque bancário nas proximidades de uma agência.

As investigações seguem com a análise do material apreendido e dos demais elementos de prova, com o objetivo de esclarecer os fatos e identificar eventuais responsabilidades.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo

Grave: Para reajustar Bolsa Família, governo reduz recursos para aposentados

Reajuste do Bolsa Família terá impacto em outros setores públicos. Entenda
Um dos assuntos que mais vêm chamando a atenção dos brasileiros foi o anúncio do governo Lula de aumentar os valores do programa Bolsa Família. De acordo com informações que constam no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre, isso terá impacto expressivo em outros setores públicos. O reajuste será de 15%, fazendo com que o piso do benefício passe de R$ 600 para R$ 691. Já o valor médio recebido pelas famílias deverá subir de R$ 691 para R$ 777 a partir de outubro.

Segundo as estimativas apresentadas pelo governo, a medida terá um impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. Para acomodar o aumento nas despesas ainda neste ano, o governo reduziu projeções de gastos em diferentes áreas. A maior redução está relacionada aos benefícios previdenciários, com uma economia estimada em R$ 11,5 bilhões.

Também foram reduzidas as projeções para pessoal e encargos sociais, em R$ 4,1 bilhões, e para o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, em R$ 1,8 bilhão. Além disso, houve redução de R$ 1,1 bilhão na previsão de gastos com subsídios, subvenções e Proagro, enquanto outros gastos tiveram uma redução de R$ 100 milhões. O relatório aponta ainda que o congelamento de despesas para o cumprimento das regras fiscais caiu de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões em 2026.

Desse valor, R$ 2,4 bilhões correspondem a bloqueios e R$ 13,6 bilhões a contingenciamentos. Para 2027, o governo informou que deverá encaminhar mudanças no Orçamento ao Congresso Nacional para acomodar o impacto do reajuste. Assim, o aumento do Bolsa Família não envolve apenas a ampliação dos pagamentos às famílias beneficiárias, mas também ajustes nas projeções de diferentes despesas do governo federal.

Na reta final da campanha, candidato Robinho realiza ato político e reúne apoiadores em Lajedão

Lajedão, BA — Entrando na fase decisiva da campanha eleitoral de 2026, o candidato a deputado federal Robinho (União Brasil) cumpriu agenda no município de Lajedão, no Extremo Sul baiano. O ato contou com a presença de lideranças locais e militantes que acompanharam as atividades de rua.

Durante o evento, Robinho destacou o acolhimento da população local e reforçou suas propostas para o fortalecimento da região. "Nossa campanha está chegando ao final e em Lajedão foram só coisas boas. É o apoio genuíno de um povo que sabe escolher o melhor", declarou o postulante, que concorre à vaga na Câmara dos Deputados sob a legenda do União Brasil.

A passagem por Lajedão integra a maratona de compromissos da chapa no interior do estado, buscando consolidar alianças e votos na reta final do pleito eleitoral.

Marcel Hohlenwerger propõe aplicativo para aproximar população dos governos e acompanhar demandas

O candidato a deputado estadual Marcel Hohlenwerger (PT) apresentou como proposta de campanha a criação do chamado App Cidadania, ferramenta que pretende permitir ao cidadão registrar problemas e demandas diretamente pelo celular, informar seus dados de contato, indicar a localização da ocorrência e encaminhar a solicitação aos órgãos responsáveis da prefeitura ou do Governo do Estado.

De acordo com a proposta divulgada pelo candidato, o aplicativo também permitiria que o usuário recebesse confirmação de que a solicitação chegou ao órgão público e acompanhasse a resposta apresentada pela administração, criando um canal digital entre a população e os responsáveis pela execução dos serviços públicos.

Na prática, a ferramenta poderia ser utilizada para registrar demandas relacionadas a diferentes áreas da administração pública, enquanto a proposta apresentada por Marcel busca concentrar em um único ambiente digital o envio da solicitação e o acompanhamento da resposta do poder público, embora detalhes sobre desenvolvimento, custos, integração com prefeituras e órgãos estaduais ainda dependam da eventual implementação do projeto.

Marcel Hohlenwerger Matos disputa uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia pelo Partido dos Trabalhadores com o número 13073 e possui candidatura deferida pela Justiça Eleitoral, enquanto entre os canais oficiais registrados pela candidatura está o perfil do candidato no Instagram.

A proposta passa agora a integrar o conjunto de compromissos apresentados pelo candidato durante a campanha eleitoral de 2026 e poderá ser debatida pelos eleitores quanto à viabilidade, funcionamento e capacidade de integração entre municípios e Governo do Estado.

Fonte: jornalista Mateus Oliver

VÍDEO: Ministro de Israel diz que houve tentativa de ataque terrorista em voo desviado à Arábia Saudita quarta-feira, Por Redação

Autoridades israelenses afirmaram nesta quarta-feira que o incidente envolvendo o piloto e o copiloto de um voo da companhia aérea Flydubai, que fazia a rota Dubai-Tel Aviv com 150 passageiros a bordo e precisou ser desviado para a Arábia Saudita após emitir um sinal de alerta, está sendo investigado como um possível ato terrorista, após relatos de uma disputa pelo controle do avião. Caças das Forças Aéreas israelense e saudita decolaram para a região, por suspeita de que a aeronave tivesse sido sequestrada.

O caso ainda está sob investigação e os detalhes estão sendo apurados, mas relatos de passageiros que estavam no voo apontam que o copiloto teria esfaqueado o piloto e tentado assumir o controle da aeronave. Imagens gravadas no interior do voo mostram passageiros e tripulantes tentando estancar o sangramento do comandante, e um suspeito amarrado, também ferido. De acordo com autoridades sauditas no aeroporto de Tabuk, no noroeste saudita, ambos foram socorridos após o pouso.

Confira:

Rússia faz rara ameaça nuclear explícita contra a Europa quarta-feira,

A Rússia fez uma rara ameaça explícita de emprego de armas nucleares contra países europeus da aliança militar Otan, e disse nesta quarta-feira (30) que o aviso é um lembrete aos "cabeças quentes" do continente sobre sua política de defesa.

O novo capítulo da crise entre Moscou gira em torno de Kaliningrado, o estratégico exclave europeu russo entre a Polônia e a Lituânia. Território alemão até 1945, a região foi incorporada à União Soviética e ficou isolada da Rússia com a independência dos Estados Bálticos e de Belarus, em 1991.

Há duas semanas, o chanceler polonês, Radoslav Sikorski, havia sugerido que a Otan deveria fazer exercícios militares perto do território para obrigar um reforço de tropas russas por lá, desviando foco da Guerra da Ucrânia.

Na terça (29), a embaixada russa em Londres emitiu uma advertência, repetida pelas representações de Dublin e Bruxelas, usando linguagem clara de forma pouco usual.

"Aqueles que defendem planos para bloquear ou lançar ataques contra Kaliningrado não devem ter ilusões sobre as consequências. Qualquer ação militar pelo Reino Unido ou a Otan contra território russo encontrará uma resposta com todos os meios disponíveis à Rússia, incluindo armas nucleares", diz o texto.

Também na terça, a mídia lituana divulgou um documento informal enviado pela Rússia à Otan com ameaças semelhantes. "A Rússia está pronta para usar todo seu arsenal de forças e capacidades, incluindo armas nucleares, para defender seu território caso países da Otan tentem isolar Kaliningrado do resto do país", disse o texto.

O clube militar apenas confirmou ter recebido um texto, sem comentar seu conteúdo. Mas a porta-voz Allison Hart disse que "nós mandamos uma resposta, notando que a Otan é uma aliança defensiva e que nenhuma de nossas atividades ameaça qualquer parte da Rússia".

"Nós denunciamos vigorosamente a ameaça de uso da força, incluindo qualquer retórica nuclear irresponsável", completou, na prática confirmando o teor do documento.

Nesta quarta, o recado russo foi reforçado pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. "É natural que nossos diplomatas tentem lembrar os cabeças quentes da Europa acerca de nossos documentos de política sobre esse assunto", disse.

Ele se referia à doutrina revisada por Vladimir Putin em 2024, já com a Guerra da Ucrânia em curso, que ampliou os cenários em que a Rússia se reserva o direito de empregar armas atômicas. O país tem o maior arsenal nuclear do mundo, seguido de perto pelos Estados Unidos.

O texto de 2024 reafirma que mesmo um ataque convencional que seja considerado risco existencial à Rússia ou a Belarus pode ser respondido com armas nucleares.

Pela geografia, Kaliningrado é particularmente vulnerável, e já foi centro de crise em 2022, quando a Lituânia proibiu a passagem de trens russos para a região por seu território, recuando depois ameaças de Moscou.

O território faz parte do planejamento militar da Otan desde a Guerra Fria. Em agosto, a Otan havia realizado um exercício com 25 aeronaves perto do espaço aéreo de Kaliningrado, gerando irritação e surpresa em Moscou.

No ano passado, o então comandante das forças americanas na Europa, general Christopher Donahue, revelou em uma conferência na Alemanha que havia um plano pronto para tomar Kaliningrado rapidamente, "como nunca se viu".

O item Kaliningrado se soma à intensa troca de acusações entre os rivais, que se estranham de forma mais séria desde que Putin anexou a Crimeia em 2014 e invadiu o resto da Ucrânia oito anos depois. Nas últimas semanas, incidentes atribuídos a Moscou se multiplicam no continente na forma da chamada guerra híbrida.

Nessa modalidade, ataques de menor escopo são desenhados para esconder a identidade do agressor. Entre acusações formais da Otan, a Alemanha diz que os russos tentaram explodir aviões ucranianos no aeroporto de Leipzig e a Estônia viu o dedo do Kremlin no incêndio em uma fábrica de drones usados na Ucrânia.

Putin nega as alegações, que nos dois últimos anos se concentravam em avistamentos de drones por todo o continente, e diz que há russofobia nelas. Mais recentemente, contudo, seu governo escalou a retórica para um estágio de confronto.

Segundo a aliança e os governos continentais, o objetivo de Putin é semear pânico e enfraquecer o apoio da Otan ao esforço de guerra de Kiev contra a invasão russa.

A guerra em si continua em alta intensidade. Nesta madrugada de quarta, uma onda de ataques com drones e mísseis focou a infraestrutura energética de Kiev e regiões em torno da capital. Ao menos 5 pessoas morreram, e 14 ficaram feridas.

Segundo o presidente Volodimir Zelenski, as ações são um prelúdio da campanha de inverno do Hemisfério Norte, que começa no fim do ano. Como em outros anos, mas com mais impacto, os russos procuram deixar os ucranianos sem acesso a energia para se aquecer, derrubando o moral.

Os ataques deixaram Kiev coberta de fumaça nesta manhã. Uma embaixada ocidental de país não revelado foi atingida por destroços de drones. Voos no leste da Polônia foram suspensos durante os ataques, por risco de algum drone ou míssil cruzar o espaço aéreo, e um avião-robô caiu em Moldova.

Na via contrária, os ucranianos mantiveram seus ataques com drones a refinarias, atingindo uma unidade na região de Samara. Em Briansk, uma pessoa morreu.

Por Igor Gielow | Folhapress

Leandro de Jesus aciona PGE contra Lula por declaração sobre toque em mulheres

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL), candidato a deputado federal pela Bahia, apresentou uma Notícia de Fato Eleitoral à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A iniciativa questiona uma declaração feita pelo petista durante um comício realizado em Belém, no Pará, no dia 28 de setembro.

Ao falar sobre a resistência dos homens ao exame de próstata, Lula afirmou: “O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele”.

Na representação, Leandro sustenta que a afirmação sobre mulheres “desde pequenas” ultrapassou o debate sobre prevenção à saúde e pode ter assumido conteúdo depreciativo em relação à condição feminina. O documento ressalta que a fala foi proferida em um evento eleitoral, diante de eleitores e a poucos dias do primeiro turno.

O deputado pede que o Ministério Público Eleitoral apure se a declaração pode ser enquadrada como propaganda que deprecia a condição da mulher ou estimula sua discriminação. A proibição está prevista no artigo 243, inciso X, do Código Eleitoral e na Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a notícia de fato, embora a manifestação tenha ocorrido durante uma abordagem sobre exames médicos preventivos, o contexto não afastaria a necessidade de analisar a expressão utilizada pelo candidato. Para Leandro, a referência a mulheres “desde pequenas” merece atenção especial por alcançar, em seu sentido literal, meninas e adolescentes.

Além da possível irregularidade na propaganda, o parlamentar solicita a apuração de eventual injúria eleitoral. O pedido cita o artigo 326 do Código Eleitoral, que prevê detenção de até seis meses ou pagamento de multa para quem injuriar alguém durante propaganda eleitoral ou com finalidade eleitoral.

Leandro requer ainda que seja analisada a possível aplicação da causa de aumento de pena prevista no artigo 327, inciso IV. O dispositivo estabelece acréscimo de um terço até a metade quando crimes eleitorais contra a honra forem praticados com menosprezo ou discriminação à condição da mulher.

Entre as providências solicitadas estão a preservação e a análise integral do vídeo do comício, a apuração do contexto da fala e a adoção de medidas para interromper eventuais reproduções consideradas irregulares em redes sociais, canais oficiais ou materiais de campanha.

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