“É impossível achar isso normal. Já deu!”, diz ACM Neto após mortes e feridos na Lavagem do Bonfim

O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, usou as redes sociais nesta quinta-feira (15) para lamentar episódios de violência registrados no dia da Lavagem do Bonfim, em Salvador. Em uma postagem, Neto classificou o cenário como “de partir o coração” e destacou que a data deveria ser marcada por pedidos de paz, proteção e esperança.

“Terminar um dia como o de hoje dessa forma é de partir o coração. Lavagem do Bonfim, gente. Dia de pedir paz, proteção, saúde, esperança. Dia de renovar a fé em dias melhores. E a gente termina o dia sabendo que um policial, o Capitão Salomão, foi morto em uma tentativa de assalto e que sete pessoas foram baleadas durante a festa. É impossível não sentir revolta. É impossível não sentir tristeza. É impossível achar isso normal. Já deu”, escreveu.

A manifestação ocorre após a morte do capitão Salomão, da 18ª Companhia Independente de Polícia Militar, baleado durante um confronto com um assaltante na Avenida Contorno, em frente ao Bahia Marina. O policial chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito, identificado como Vitor Souza da Silva, conhecido como Índio, também foi morto na troca de tiros.

Durante a Lavagem do Bonfim, um homem foi morto e outras sete pessoas ficaram feridas na Avenida Jiquitaia, após uma discussão.

Em nota, a Polícia Civil informou que a vítima foi identificada como Joilson Santana de Souza, de 30 anos. As demais vítimas, cujas identidades não foram divulgadas, são quatro homens e três mulheres. Todos foram encaminhados para unidades hospitalares, onde recebem atendimento médico.

Por Redação

João Roma lamenta morte de capitão da PM e diz que violência na Bahia é legado dos governos do PT

O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, lamentou nesta sexta-feira (16) a morte do capitão da Polícia Militar Osniésio Pereira Salomão, assassinado em uma tentativa de assalto na noite desta quinta-feira (15), na Avenida Contorno, em Salvador. Roma classificou a morte do oficial como uma tragédia que abalou não apenas a corporação e a família do policial, mas toda a sociedade.

“Expressamos nosso mais profundo lamento pela morte do capitão PM Salomão, mais uma vítima da violência que hoje assola a Bahia. A cena, que foi filmada por uma pessoa que passava no local, é inacreditável e expõe o cenário de violência endêmica que enfrentamos hoje. O fato de esse crime ter ocorrido na noite da Lavagem do Bonfim, um dia de fé, esperança e renovação espiritual, torna tudo ainda mais doloroso e surreal”, disse.

O dirigente do PL na Bahia também criticou o que considera um legado de insegurança deixado pelos 20 anos de governos do PT no estado. Para Roma, a violência que atinge a população e os próprios agentes de segurança é produto de políticas públicas fracassadas.

“A morte de mais um policial, neste dia tão emblemático, é mais uma prova de que a Bahia chegou a esse patamar de violência por causa da ausência de políticas de segurança públicas eficazes. Por mais de duas décadas, governos petistas no estado insistiram em medidas insuficientes, retóricas vazias e respostas improvisadas, deixando nossa população e nossos agentes de segurança vulneráveis ao crime”, afirmou.

João Roma destacou que episódios como o assassinato do capitão refletem uma situação preocupante em que a criminalidade transita com impunidade, e facções impondo medo em bairros e estradas, com a cobrança de “pedágios” e ataques que já vitimaram trabalhadores, comerciantes e agora agentes públicos.

“Quando o cidadão de bem e, especialmente, um policial, responsável por defender a comunidade, é morto dessa forma, estamos diante de um quadro que extrapola a violência comum: é mais um sinal de que o governo perdeu o controle. Infelizmente, a Bahia tornou-se um estado onde o crime impõe terror, domina territórios e desafia a autoridade do Estado”, salientou.

O ex-ministro reforçou que não se pode normalizar casos como esse, embora, segundo ele, os governos do PT insistam em minimizar a violência na Bahia. “A Bahia não pode seguir nesse caminho de medo e insegurança. A população merece viver em segurança, e nossos policiais merecem ser protegidos e respeitados”, frisou.

Lula quer usar aproximação com Motta para impulsionar escala 6x1 como bandeira eleitoral

O governo Lula (PT) tenta aproveitar a reaproximação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para convencê-lo a impulsionar projeto de lei que acaba com a escala de trabalho 6x1. O Planalto acredita que a proposta tem forte apelo popular e pode fortalecer a campanha de reeleição do petista em outubro.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, Motta se aproximará cada vez mais de Lula em 2026 para garantir sua sobrevivência na presidência da Câmara e expandir sua influência eleitoral na Paraíba. Nesse sentido, ele retomou o diálogo com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), com quem havia rompido relações no ápice da crise da Casa com o governo, no fim de 2025.

É Lindbergh que tem capitaneado as conversas com Motta sobre o fim da escala 6x1, segundo pessoas a par das movimentações. O líder do PT tem argumentado que a pauta tem apoio popular e que o presidente da Câmara, se pautar e ajudar o governo a aprová-la, sairá como protagonista. Ainda no fim do ano passado, o parlamentar sinalizou disponibilidade para discutir o tema, mas sem garantias.

Integrantes do núcleo do governo não têm certeza se o presidente da Câmara está disposto a enfrentar a pressão que empresários do setor de serviços, principalmente, farão contra a aprovação da proposta.
Também avaliam que mesmo se Motta aderir à pauta não há garantia de que ela será aprovada. O atual presidente da Câmara tem menos controle do plenário da Casa do que seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), por exemplo.

Para setores do governo, pautar a proposta já é uma vitória. Esses grupos consideram que é uma pauta natural para a esquerda, com capacidade de emparedar a direita e o próprio centrão perante a opinião pública. Seria uma chance o PT divulgar nas redes os nomes e fotos dos parlamentares que votaram contra ou não apoiaram a votação do fim desse regime de trabalho.

Para diminuir a resistência de parlamentares e do empresariado à proposta, o governo Lula quer discutir um período de transição até a escala 6x1 ser, de fato, proibida. O Planalto sente um clima favorável perante a opinião pública neste momento e teme perder o timing caso deixe a discussão para 2027, mesmo num cenário de eventual reeleição de Lula.

A discussão sobre a redução da escala de trabalho começou com uma PEC (proposta de emenda à Constituição) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), mas o Planalto decidiu apoiar a proposição que tivesse maior possibilidade de um andamento rápido no Congresso –neste caso, um projeto de lei. PECs precisam de dois terços dos votos na Câmara e no Senado, enquanto projetos de lei só necessitam da maioria dos votantes de cada Casa.

A proposta abraçada pelo governo é capitaneada pelo deputado Léo Prates (PDT-BA), que assumiu a relatoria do projeto. O texto elaborado por Prates determina que a jornada de trabalho semanal seja reduzida de até 44 horas para até 40 horas, com dois dias consecutivos de descanso remunerado.

O projeto veda redução de salários associada à diminuição da jornada. Além disso, estipula uma transição de dois anos para a redução de jornada. Se o texto fosse aprovado hoje, em 2027 seriam 42 horas semanais de trabalho, e 40 horas a partir de 2028.

O projeto do fim da escala 6x1 faz parte do pacote de prioridades do governo Lula no Congresso. Integram essa cesta de propostas a MP (Medida Provisória) do Programa Gás do Povo e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. O Planalto tem até meados de junho para tentar aprovar seus temas de interesse por causa das eleições de outubro.

Por Augusto Tenório, Caio Spechoto e Mariana Brasil / Folhapress

PRF apreende Pasta Base de Cocaína e Maconha em carga de sucata na BR 040 em Juiz de Fora (MG)

Na manhã de quinta-feira (15/01), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma grande apreensão de Pasta Base de Cocaína e de Maconha, durante uma ação de combate ao crime, no Km 766 da BR 040, em Juiz de Fora (MG).

As apreensões da PRF ocorreram durante a fiscalização de uma carreta que transportava sucata metálica, o que dificultou a visualização e a localização das drogas.

Com o auxílio de cães farejadores da ROCCA da 4ªCIAPM INDPE da PMMG, os policiais conseguiram localizar as drogas em sacos escondidos sob a carga de sucata.

Com o apoio de guindastes, para retirar toda a sucata, foi possível acessar o carregamento de aproximadamente 71 Kg de Pasta Base de Cocaína e 104 kg de Maconha.

O caminhoneiro (58 anos), que é natural do estado de Mato Grosso, após apresentar declarações desencontradas sobre a viagem, optou por permanecer em silêncio, após a localização das drogas.

A carga que possivelmente saiu de Cuiabá (MT), tinha como destino a cidade de Resende (RJ).

A ocorrência, a droga e caminhoneiro, que foi preso em flagrante, serão encaminhados à Depol de Juiz de Fora (MG).
Categoria
Justiça e Segurança

Dino proíbe emendas para ONGs comandadas por parentes de parlamentares

Ministro mandou órgãos federais elaborarem nota sobre execução de recursos

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, proibiu que deputados e senadores destinem emendas parlamentares para ONGs (organizações não governamentais) que possuem parentes em seu quadro administrativo. A proibição de "nepotismo" na escolha do envio de verbas do Congresso consta em decisão expedida nesta quinta-feira (15).

De acordo com a decisão, fica proibida a "destinação e execução de recursos oriundos de emendas parlamentares em favor de entidades do terceiro setor" que "tenham, em seus quadros diretivos e administrativos, cônjuge, companheiro ou parente, em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, de parlamentar responsável pela indicação da emenda".

A regra também vale para parentes de assessores vinculados ao congressista autor da indicação. Não fica claro, porém, como fica a situação das emendas de comissão ou de bancadas estaduais, que são assinadas coletivamente por parlamentares.

O ministro menciona uma reportagem do jornal O Globo que mostra um crescimento de dez vezes nos repasses de emendas parlamentares a ONGs desde 2019, atingindo o recorde de R$ 1,7 bilhão em 2025. O jornal aponta também que uma entidade usou a verba para pagar o aluguel de um imóvel de um parente da ex-deputada Tereza Nelma (PSD-AL).

Na medida, Dino também barra o envio de emendas a entidades que "realizem contratação, subcontratação ou intermediação de pessoas físicas ou jurídicas" que tenham participação ou ligação contratual com parentes ou empresas de familiares dos parlamentares ou assessores. O ministro quer impedir subcontratações para driblar a decisão.

Além de fazer uma ofensiva contra possíveis casos de nepotismo e improbidade administrativa, Dino determinou no mesmo documento que os ministérios do Desenvolvimento Regional e da Gestão e da Inovação, além da Controladoria-Geral da União, elaborem uma nota técnica sobre execução de emendas pelo Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) e pela estatal Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

Os dois órgãos públicos costumam ser visados pelos parlamentares pela sua capilaridade em bases eleitorais.

Dino determina que o documento seja feito em até 60 dias. O ministro aponta "problemas crônicos de execução evidenciados por sucessivas operações policiais, em desproporção verificada em relação a outras áreas do Governo".

Ofensiva sobre emendas

Dino é relator de uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) que questiona a falta de transparência na indicação e execução das emendas parlamentares. Trata-se de uma verba que deputados e senadores enviam às suas bases eleitorais, cujo valor cresceu diante de uma hipertrofia do Congresso.

Em 2026, o valor previsto para emendas com pagamento obrigatório pelo governo chegou a R$ 37,8 bilhões. Desde 2024, Dino tem dado decisões que contrariam o Congresso, exigindo mais transparência e metodologia para indicação desses valores, principalmente das rubricas de comissões temáticas e bancadas estaduais, que são assinadas coletivamente.

Dino chegou a suspender o pagamento de emendas Pix, que caem direto no caixa das prefeituras, e bloqueou a liberação de rubricas de comissões temáticas. Tais atitudes levaram a um clima de disputa entre o STF e o Congresso.

Por Augusto Tenório/Folhapress

Após vídeo de Malafaia, Damares divulga lista de igrejas e pastores citados na CPI do INSS

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou, nesta quarta-feira (14), uma lista de igrejas e líderes evangélicos que tiveram pedidos de convocação, convite ou transferência de sigilo apresentados na Comissão Parlamentar Mista Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em entrevista ao SBT News no último domingo (11), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) revelou que os documentos obtidos na comissão expõem a participação de “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios de dinheiro obtido por meio de descontos ilegais nos benefícios dos aposentados.

A senadora divulgou a lista logo após a declaração do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, nesta quarta-feira (14). Na ocasião, o líder religioso cobrou, por meio de um vídeo nas redes sociais, a apresentação de provas e nomes que comprovasse a denúncia que ele chamou de “afronta”.

Segundo a senadora, todos os requerimentos foram apresentados com base em indícios identificados em documentos oficiais, especialmente Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e informações da Receita Federal. Segundo informações divulgadas pelo g1, entre os pastores que possuem requerimento para comparecer à CPMI está Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Na publicação, Damares afirmou ainda que a eventual participação de igrejas ou líderes religiosos em esquemas de fraude no INSS lhe causa "profundo desconforto e tristeza", mas que, ainda assim, a CPMI tem o dever constitucional de apurar os fatos com responsabilidade, imparcialidade e base documental. Nos pedidos solicitados, alguns já foram aprovados e outros ainda precisam passar pela análise dos membros da comissão.

Confira a lista completa:

IGREJAS
Transferência de sigilo da Adoração Church;
Transferência de sigilo da Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo;
Transferência de sigilo do Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch);
Transferência de sigilo da Igreja Evangélica Campo de Anatote.

PASTORES
Convite a Fabiano Campos Zettel, empresário e líder religioso, para comparecer à CPMI;
Convite a Cesar Belucci do Nascimento, líder religioso;
Convocação de André Machado Valadão, líder religioso, para prestar depoimento;
Transferência de sigilo de André Machado Valadão;
Convite a Péricles Albino Gonçalves, líder religioso;
Convite a André Fernandes, líder religioso.
Por Redação

Lula é o único chefe de governo do Mercosul que não participará da assinatura do acordo com UE

Brasil será representado por Mauro Vieira, segundo Itamaraty; Crítico do bloco, Javier Milei confirma presen

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo
O presidente Lula (PT) será o único chefe de governo dos países membros do Mercosul que não participará da cerimônia de assinatura do acordo de livre comércio do bloco com a União Europeia, no próximo sábado (17), no Paraguai. O Itamaraty afirmou à reportagem que o Brasil será representado pelo chefe da pasta, o chanceler Mauro Vieira.

A assinatura ocorrerá a nível ministerial. Entretanto, o presidente paraguaio, Santiago Peña, convidou seus homólogos para participarem do evento, dada a importância do acordo, que vinha sendo negociado há mais de 25 anos.

O argentino Javier Milei, que sempre foi crítico do Mercosul, já tendo comparado o bloco a uma "cortina de ferro", confirmou presença. Depois que o tratado recebeu luz verde dos países europeus, o ultraliberal celebrou o avanço como uma vitória pessoal.

Lula, por sua vez, deverá reunir-se na sexta, véspera do evento, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, no Rio de Janeiro. Os dois europeus depois seguirão viagem ao Paraguai, e o petista ficará de fora.

A relação de líderes confirmados foi enviada à reportagem pelo governo paraguaio. Completam a lista Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia) e José Raúl Mulino (Panamá).

A ausência de Lula, que sempre defendeu fortalecimento do Mercosul, e a presença de Milei refletem o distanciamento cada vez maior dos dois líderes. Na semana passada, por exemplo, o governo do petista decidiu devolver à Argentina a responsabilidade pela representação diplomática do país na Venezuela.

A custódia da embaixada em Caracas estava sob os cuidados do Itamaraty desde agosto de 2024, em meio a uma crise entre Caracas e Buenos Aires. Houve ainda divergências entre Lula e Milei em relação à operação americana que tirou o ditador Nicolás Maduro do poder.

Ao mesmo tempo, Milei e Peña têm afinidades no campo ideológico. Os dois têm se posicionado de maneira mais firme em oposição a governos de esquerda e aprofundado seus laços com os Estados Unidos de Donald Trump.

No caso do argentino, as rusgas com o presidente brasileiro existem desde antes da chegada de Milei à Presidência. Em entrevista recente, o ultraliberal disse preferir a eleição de um integrante da família Bolsonaro no Brasil a "uma solução com o socialismo do século 21", em referência a Lula.

Milei vem fortalecendo sua aliança com o clã do ex-presidente e a oposição ao petista conforme as eleições no Brasil se aproximam e pleitos recentes, na Bolívia e no Chile, marcaram a derrota de governos de esquerda.

O presidente brasileiro buscou a assinatura final do pacto ainda em 2025, durante a presidência rotativa do Brasil no Mercosul. Em meio a disputas dentro do bloco sul-americano, o Planalto chegou a mudar o local do encontro do bloco do Rio de Janeiro para Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira com Argentina e Paraguai, para evitar seu esvaziamento.

Já as resistências dentro do bloco europeu acabaram por postergar a assinatura do acordo para este ano, já sob a presidência do Paraguai, frustrando os planos do governo Lula.

Na ocasião, a poucos dias da cúpula, ocorrida no dia 20 de dezembro, o presidente brasileiro chegou a dizer que, se o pacto não fosse assinado naquele momento, não seria mais.

"Eu agora estou sabendo que eles não vão conseguir aprovar [no Conselho Europeu]. Está difícil, porque a Itália e a França não querem fazer por problemas políticos internos", disse Lula. "E eu já avisei para eles, se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente. É bom saber. Faz 26 anos que a gente espera esse acordo. 26 anos."

O trato, que começou a ser negociado em 1999, mas permaneceu engavetado por longos períodos, ganhou tração no fim de 2024, com especial empenho do governo Lula e de países europeus com pauta exportadora, como Alemanha e Espanha.

Países da União Europeia aprovaram no último dia 9, no Conselho da UE, o pacto com o Mercosul. "Em um cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo, o acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico", escreveu Lula nas redes sociais.

Segundo relatos colhidos pela imprensa europeia com diplomatas, França, Polônia, Hungria, Irlanda e Áustria votaram contra. A Bélgica se absteve. A Itália se uniu à maioria favorável ao pacto.

Enquanto os embaixadores europeus davam o aval ao pacto em Bruxelas, agricultores franceses repetiam a invasão de tratores em Paris, aumentando a crise política enfrentada pelo primeiro-ministro do país, Sébastian Lecornu.

Segundo o acordo, tarifas de importação sobre 91% das mercadorias comercializadas entre os dois blocos serão eliminadas. Estimativas europeias mostram que as exportações para o Mercosul poderão aumentar até 39% e garantir 440 mil postos de trabalho no continente.
Por Manoella Smith/Guilherme Botacini/Folhapress

Prefeito Sandro Futuca e governador Jerônimo participam da Lavagem do Bonfim em Salvador

Caravana de Ibirataia esteve presente no tradicional festejo, que reuniu autoridades estaduais, municipais e representantes políticos

O prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca, participou da tradicional Lavagem do Bonfim, em Salvador, ao lado do governador da Bahia, Jerônimo, e do vice-governador Geraldinho. A agenda contou ainda com representantes do MDB, secretários municipais, integrantes do governo local e uma caravana do município. 
A participação ocorreu dentro da programação oficial do evento, considerado um dos maiores festejos culturais e religiosos da Bahia. A Lavagem do Bonfim reúne anualmente milhares de pessoas. O cortejo percorre as ruas da capital até a Colina Sagrada. A presença de autoridades faz parte da tradição da celebração.

A caravana de Ibirataia integrou as atividades culturais e religiosas realizadas durante a festa, que reúne representantes de diversos municípios, lideranças políticas e manifestações populares. O evento é reconhecido como patrimônio cultural da Bahia e atrai turistas de diferentes regiões do Brasil e do exterior. 

A participação conjunta do prefeito Sandro Futuca e do governador Jerônimo marcou a presença institucional no festejo. A programação incluiu o cortejo tradicional e atos simbólicos. A presença de gestores municipais reforça a integração entre os municípios baianos. A Lavagem do Bonfim segue como um dos principais eventos do calendário cultural do estado.

Fonte e Fotos: Decom/Prefeitura Municipal de Ibirataia

Lula tem reunião com Moraes, Receita e PF após Supremo abrir inquérito que apura vazamento

                                       Oficialmente, encontro tratou do combate ao crime organizado

O presidente Lula (PT) teve uma reunião nesta quinta-feira (15) com autoridades ligadas ao caso Master e o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, com a justificativa de conversar sobre o combate ao crime organizado.

O encontro colocou na mesma sala o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, e o diretor da Receita, Robinson Barreirinhas, dias após o magistrado abrir uma investigação para apurar eventuais vazamentos no Fisco de informações sobre sua família relacionadas ao banco Master.

De acordo com Wellington, foi firmado um compromisso de ação conjunta entre as instituições de combate ao crime organizado, e que as investigações em torno do Banco Master não foram o principal assunto da conversa.

"O tema foi tratado como eixo. É uma diretriz de órgãos de Estado que não se preocupa com nenhuma particularidade específica. Por outro lado, não vai deixar de atuar contra todos aqueles que se ajustem a esse perfil", declarou.

Também participaram o ministro Fernando Haddad (Fazenda), do diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

A centralização das diretrizes de segurança e gerência sobre forças policiais do país por parte do governo federal já foi alvo de discussão e atrito entre o governo Lula e governadores, durante as discussões sobre a PEC da Segurança, proposta do então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Segundo o novo chefe da pasta, o compromisso irá respeitar as autonomias de cada instituição. Wellington negou, ainda, que o presidente Lula tenha convocado a reunião por entender que havia "ruído" nas atuações de combate ao crime,

"Eu acho que há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala", disse ele.

O compromisso não estava detalhado na agenda oficial do presidente Lula, e foi atualizado após o final da reunião.

Oficialmente, o encontro tratou do combate ao crime organizado. Embora o Master não tenha sido o tema central, a reunião colocou no mesmo ambiente autoridades do Supremo, do governo e da Polícia Federal em meio a desconfianças mútuas entre integrantes da mais alta corte e de órgãos federais e de investigação.

Sem especificar novas ações que serão tomadas, o ministro disse que o compromisso firmado entre os órgãos tem o objetivo de aumentar a efetividade das medidas aplicadas contra o crime organizado e garantir que a população seja preservada.

"Na prática significa dizer que a Receita Federal e a Polícia Federal atuam num primeiro momento na persecução, no combate contra esses crimes, mas num determinado instante, o Ministério Público precisa entrar, o Judiciário precisa se pronunciar e ajustar essa sintonia de como isso acontecer, como uniformizamos procedimentos, respeitadas as garantias e respeitada a autonomia de cada um desses órgão", afirmou.

O novo ministro irá se reunir na parte da tarde com secretários especiais para tratar da atividade conjunta entre os Poderes e demais instituições.

"Nós não podemos falar de racionalidade, de articulação, de integração, se estabelecemos um teto baixo para essas iniciativas. A única forma de viabilizar que essa racionalização, essa integração, essa articulação tenha um longo alcance é envolvendo esses parceiros, parceiros de estados que são fundamentalmente comprometidos com esse propósito", disse ainda.

Por Mariana Brasil/Folhapress

Janeiro Branco: Prefeitura de Ipiaú realiza atividades em favor da saúde mental

No decorrer deste mês a Prefeitura de Ipiaú, através da Secretaria Municipal de Saúde , realiza uma extensa programação alusiva ao Janeiro Branco que se caracteriza por uma série de ações voltadas à conscientização, ao acolhimento e ao fortalecimento do cuidado em saúde mental.

No Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), serão realizadas atividades terapêuticas que fortalecem a importância da atividade física como aliada da saúde mental, além de expressões artísticas, a  exemplo de pintura de murais, pelos participantes das oficinas terapêuticas.

A coordenadora do CAPS,  psicologa Jéssica Bacelar, explica que  a arte e a pintura desempenham um papel significativo no cuidado emocional, atuando como ferramentas poderosas para expressão, processamento e alívio de emoções,  na expressão de sentimentos e no fortalecimento da autoestima. 

Também serão promovidos grupos terapêuticos com a temática do Janeiro Branco, estimulando o diálogo, a escuta e o cuidado coletivo. 

Rodas de conversa e grupos temáticos também fazem parte das ações do mês, abordando questões como emoções, afeto, respeito, autocuidado e valorização da vida, envolvendo usuários e familiares em espaços de diálogo e troca de experiências.

Entre as ações externas, será realizada uma Feira de Saúde na região do Tingui, zona rural, ampliando o acesso às orientações em saúde mental e aos cuidados integrais. 

Ao longo do mês, serão desenvolvidas salas de espera nas unidades e serviços de saúde, reforçando a importância da campanha e incentivando a população a cuidar da saúde emocional. 

As atividades do Janeiro Branco em Ipiaú serão finalizadas com uma Feira de Saúde na Praça Rui Barbosa, aberta à comunidade em geral, reafirmando o compromisso do município com a promoção da saúde mental, o cuidado humanizado e a construção de uma sociedade mais acolhedora e consciente. (José Américo Castro-Decom-PMI).

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Caravana de Ibirataia participa da tradicional Lavagem do Bonfim, em Salvador

Prefeito, secretários municipais e integrantes do governo marcaram presença em um dos maiores eventos culturais da Bahia

Uma caravana representando o município de Ibirataia participou da tradicional festa da Lavagem do Bonfim, realizada em Salvador, um dos mais conhecidos festejos culturais e religiosos da Bahia. O grupo contou com a presença do prefeito Santo Futuca, do secretário de Saúde, Elmar Lopes, da secretária de Desenvolvimento Social, Luanna Figueiredo, além de equipes do governo municipal e convidados. 

A participação ocorreu dentro da programação oficial do evento, que reúne milhares de pessoas todos os anos. A Lavagem do Bonfim é reconhecida por sua importância histórica, cultural e religiosa. O cortejo percorre as ruas da capital baiana até a Colina Sagrada. A presença de caravanas do interior é uma prática tradicional no evento.

De acordo com a organização, a participação da caravana de Ibirataia integrou as atividades culturais realizadas durante a festa. O evento reúne autoridades, representantes de diferentes municípios, grupos religiosos e manifestações populares. A Lavagem do Bonfim é considerada um patrimônio cultural da Bahia e atrai turistas de diversas regiões do Brasil e do exterior. A programação inclui o cortejo, atos simbólicos e celebrações religiosas. A presença de representantes municipais reforça a integração entre os municípios baianos. O festejo segue como um dos principais eventos do calendário cultural do estado.

ACM Neto diz que só trata de aliança com Coronel se houver decisão formal e reafirma apoio a Caiado na Lavagem do Bonfim

Presente na Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto voltou a comentar as especulações sobre uma possível aproximação com o senador Angelo Coronel (PSD), deixou claro os limites do diálogo político e reforçou o alinhamento nacional com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, presente no evento hoje na capital.

Logo no início da conversa com a imprensa, ACM Neto afirmou tem um diálogo frequente com Coronel, mas fez questão de diferenciar amizade de articulação eleitoral. Segundo ele, não há, neste momento, qualquer negociação política em curso.

“A minha conversa com o Coronel é constante, mas não tratamos de política. Eu só posso tratar de política com ele se houver uma condição real, se ele disser que quer uma aliança conosco. Sem isso, não há conversa política”, afirmou.

O Política Livre, no entanto, já revelou que conversas políticas e sondagens são feitas entre Angelo Coronel e o grupo liderado por ACM Neto. O ex-prefeito, inclusive, já teria negado uma proposta do senador para ser candidato único ao Senado na oposição, o que sereia uma condição para mudar de lado (clique aqui para ler).

“Se o Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Mas só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade concreta”, ressaltou, deixando claro que não fará movimentos para pressionar ou antecipar decisões do pessedista.

Ao longo da conversa com a imprensa, ACM Neto endureceu o discurso contra o PT e criticou o que chamou de tentativa de imposição de uma “chapa fechada” após duas décadas no poder. Para o ex-prefeito, o grupo governista age como se fosse “dono do Estado” e não consegue mais separar o que é público do que é partidário. “Eles acham que podem impor três nomes. Eu acredito que vão perder os três de uma vez só. Essa panela vai entornar, e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, pontuou.

Na mesma entrevista, ACM Neto destacou a presença de Ronaldo Caiado na Lavagem do Bonfim como um gesto político relevante no cenário nacional. Questionado se o goiano será seu candidato à Presidência da República, o ex-prefeito foi direto: “A presença de Caiado demonstra a história que ele tem com a Bahia e comigo. A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador, em abril do ano passado, e eu estou com ele. Vamos seguir juntos”.

Apesar disso, ponderou que o cenário nacional ainda está em construção. “Até outubro, muita coisa vai acontecer. Vamos dialogar com todos os partidos que fazem oposição ao PT. Minha disposição é dialogar com a oposição”.

Sobre a definição da chapa majoritária da oposição na Bahia para 2026, ACM Neto disse não ter pressa e indicou que qualquer anúncio ficará apenas para março. “Não tem razão para ser antes disso. Vamos acompanhar os fatos, ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e com a Bahia. Na política, pressa não ajuda. Quando me lancei prefeito em 2012, só anunciei em abril. Da outra vez, quando me lancei cedo demais, não deu certo”, concluiu.

Com informações do repórter Flávio Sande.
Por Política Livre

“Não se faz política afastando”, diz João Roma sobre proposta de Coronel de ser candidato único na chapa de ACM Neto

O presidente do PL na Bahia, ex-ministro João Roma, reagiu à informação de que o senador Angelo Coronel (PSD) propôs a ACM Neto (União Brasil) ser o candidato único na chapa da oposição caso rompa com a base governista. A proposta foi revelada com exclusividade pela coluna Radar do Poder.

O movimento atingiria a pré-candidatura de Roma ao Senado, que se desenha a partir da reaproximação com Neto para unificar as forças de oposição no Estado. Na chegada à tradicional Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), Roma disse desconhecer o pedido e que o gesto depõe contra à tentativa de convergência dos grupos que se apresentam como alternativa ao PT na Bahia.

“Não fui comunicado nem soube disso. Obviamente esse não seria um pedido muito factível porque eu acho que há todo um grupamento e a a possibilidade de se buscar agregar. Não se faz política afastando, mas sim agrupando. Coronel tem a caminhada dele, tem hoje muitas relações com os prefeitos, mostra que tem, sim, densidade, é uma pessoa que avança no campo baiano, mas é fundamental que a gente enxergue como perspectiva buscar agregar forças, até porque eu não acredito em chapas fracionadas. Eu acredito, sim, num bloco que possa vencer as eleições”, disse Roma, que, inclusive, pontua melhor que Coronel nas pesquisas de intenção de votos.

“Essas pesquisas para o Senado que até me posicionam de maneira até confortável não me iludem nesse momento. Eu acho que é fundamental que a gente mostre para cada baiano a importância da gente transformar o estado da Bahia. A Bahia tem ficado para trás e esses 20 anos de PT não conseguiram melhorar a vida do nosso povo. A partir do momento disso é que é importante a gente marchar em bloco. É isso que me motiva a conversar com ACM Neto, é isso que me motiva a conversar com os outros partidos para que a gente possa formar um time que consiga traduzir para a população que nós temos um caminho muito melhor para a Bahia”, emendou.

Segundo ele, a unidade das oposições é condição fundamental para vencer a disputa eleitoral. “Eu enxergo que uma campanha para ser vencedora na Bahia tem que ser uma uma campanha que tenha um time agrupado e que possa cruzar junto essa linha da vitória”.

Com informações do repórter Flávio Sande.
Por Política Livre

Recusa de ACM Neto a pedido de Angelo Coronel reduz margem de negociação do senador e empurra conversas com o PT

O senador Angelo Coronel (PSD) vê seu espaço de negociação encolher na disputa pela chapa majoritária de 2026. Em poucos dias, acumulou dois reveses considerados decisivos: a declaração pública do também senador Otto Alencar (PSD) de que o partido permanecerá no grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo sem Coronel na chapa, e a informação de que o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, não dará respaldo a uma eventual candidatura avulsa ao Senado.

Além disso, Coronel também não obteve sinal verde do ex-prefeito ACM Neto (União) para ser candidato único ao Senado na chapa oposicionista caso rompesse com os petistas. A proposta, revelada mais cedo pela coluna Radar do Poder, previa que o pessedista mudasse de lado em troca da exclusividade na vaga, ampliando as chances de conquistar ao menos a segunda cadeira.

O principal obstáculo a essa costura é a posição de presidente do PL baiano, João Roma, virtual candidato a senador. Rifá-lo da chapa significaria perder o apoio do partido bolsonarista, considerado estratégico para ACM Neto, que seria prejudicado com uma nova candidatura de Roma ao Palácio de Ondina. Pesam ainda conversas avançadas do ex-prefeito com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, além do tempo de TV e fundo eleitoral do PL.

Diante do impasse, restou a Coronel reforçar os canais com o PT. Para isso, delegou ao filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD), a missão de atuar como interlocutor. Com bom trânsito no governo, Diego mantém boas relações com Jerônimo, com o senador Jaques Wagner (PT) e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT)

Nesta quarta-feira (14), Diego foi recebido por Jerônimo na Governadoria. O encontro foi registrado em vídeo divulgado pelo próprio governador, que classificou o deputado como “mediador” das tratativas para “distensionar” o impasse da chapa majoritária. “Pacificar para que o grupo continue unido e forte”, afirmou o chefe do Executivo estadual, admitindo o clima de tensão pública provocado pela ambição petista de uma chapa puro-sangue.


A ideia, inicialmente, desagradou ao pessedista, mas segue sobre a mesa. Outra alternativa ventilada é a possibilidade de Diego Coronel compor a chapa como vice, hipótese que ainda não foi discutida com o MDB, partido que trabalha para manter o posto com Geraldo Júnior.

A relação entre Otto Alencar e Angelo Coronel também se deteriorou nos últimos dias, como revelou o site. Na mesma entrevista da semana passada, o cacique do PSD disse, inclusive, que não disputará qualquer outra posição na chapa, mesmo que Coronel fique fora. Apesar disso, interlocutores avaliam que, no tabuleiro de 2026, nenhuma porta está totalmente fechada.

Hoje, Angelo Coronel seguiu a estratégia de receber prefeitos do interior na residência. Ele aposta nessa estratégia para se fortalecer. O senador também deve manter a agenda de viagens.
Por Política Livre

Toffoli se incomoda com PF e pressiona corporação em meio a desconfianças sobre caso Master

A nova fase da investigação sobre o Banco Master marcou uma reação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli às cobranças a respeito de sua atuação no caso.

Relator do inquérito na corte, o magistrado autorizou uma operação contra 42 alvos nesta quarta-feira (14), concentrou poder sobre as provas apreendidas e fez críticas abertas (e também nos bastidores) à Polícia Federal. Toffoli, segundo relatos, tem desconfianças quanto à atuação de autoridades do governo Lula envolvidas na apuração, principalmente a Polícia Federal.

Em conversas reservadas, o magistrado avaliou que a conduta de investigadores pode ter contribuído para desgastar sua imagem e até mesmo a de seus pares, ao passar a percepção de que haveria inércia na investigação sobre o Master no STF.

As notícias que vieram a público, como o contrato do escritório da família do ministro Alexandre de Moraes com o Master e a sociedade dos irmãos de Toffoli com um fundo ligado a Vorcaro, são usadas por autoridades não ligadas ao caso para pôr em xeque a atuação dos ministros.

Toffoli também relatou a pessoas próximas estar incomodado com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que declarou nesta semana que o caso inspira muito cuidado porque "o Brasil pode estar diante da maior fraude bancária da história".

Autoridades que acompanham as apurações avaliam que, ao autorizar a segunda fase da operação Compliance Zero, o magistrado tentou, ao menos publicamente, passar uma mensagem de que o caso não seria interrompido sob sua supervisão e que não estaria protegendo o dono do Master, Daniel Vorcaro.

O ministro permanece, no entanto, como alvo de questionamentos em relação à condução do inquérito. Toffoli manteve o processo em sigilo e tomou decisões questionadas pela opinião pública e no mercado financeiro, que se uniu em defesa do Banco Central. A leitura desses críticos é que Toffoli estaria blindando o dono do Master, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com a pressão sobre o trabalho do BC e da PF.

Toffoli ficou sob pressão desde que assumiu o controle do inquérito, em 3 de dezembro do ano passado. Houve questionamentos sobre o sigilo que ele impôs sobre a investigação e a acareação que ele determinou entre os investigados e o diretor do Banco Central responsável pela fiscalização bancária.

O caso Master foi parar no Supremo depois que advogados de Vorcaro recorreram ao STF, argumentando que a investigação deveria ficar concentrada na corte devido à citação de um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

No despacho assinado na terça-feira (13), em que determinou novas buscas contra Vorcaro e o empresário Nelson Tanure, além da prisão temporária do cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, Toffoli criticou a PF e exigiu explicações do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, pelo não cumprimento dos prazos determinados por ele na segunda fase da operação Compliance Zero.

O pedido da Procuradoria-Geral da República para a segunda fase da operação foi feito há pouco mais de uma semana, em 6 de janeiro. No dia seguinte, Toffoli autorizou a execução das medidas, mas a ação só ocorreu nesta quarta-feira (14).

De acordo com investigadores, ações dessa natureza exigem preparação, como a coleta de endereços dos alvos e outras avaliações de risco.

Toffoli faz uma primeira cobrança à PF na última segunda-feira (12) para que a operação fosse deflagrada, dando um prazo de 24 horas para o cumprimento das medidas. No dia seguinte, ele se queixou que a PF não havia cumprido o prazo estabelecido.

Um dos argumentos apresentados informalmente ao ministro é que outra operação seria deflagrada e por isso não havia tempo hábil para as providências da ação contra o Master.

A demora foi mencionada como a gota d'água, uma vez que o ministro já estava insatisfeito com as perguntas feitas pela PF na acareação e também com a ausência de interrogatório preliminar.

No dia 11, um dia antes das queixas de Toffoli à PF, reportagem da Folha mostrou a sociedade de parentes do ministro a um fundo da teia financeira que, segundo investigadores, teria favorecido o Master.

O resultado da operação desta quarta-feira (14), segundo interlocutores do ministro, é que embora ele tenha dado seguimento à investigação, Toffoli também redobrou sua autoridade sobre o caso ao determinar que as provas fiquem lacradas e sob custódia da PGR. Um integrante da PF viu nesse gesto a hipótese de que Toffoli desconfia de vazamentos por parte da corporação.

Na visão de dois investigadores, ouvidos pela Folha na condição de anonimato, Toffoli estaria tentando mostrar para Daniel Vorcaro que tem o poder de apertar mais ou menos a pressão sobre o ex-banqueiro.

Por Adriana Fernandes e Julia Chaib/Folhapress

Moraes abre inquérito sigiloso para apurar se Receita e Coaf vazaram dados de ministros

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura de um inquérito para apurar o vazamento de dados fiscais de ao menos dois ministros da corte. Pela decisão, a investigação vai apurar se houve quebra de sigilo na Receita Federal ou no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de integrantes da corte e familiares.

Aberta de ofício —ou seja, sem a provocação de órgãos investigativos—, a apuração correrá sob sigilo.

Procurados, Receita e Coaf ainda não se manifestaram formalmente. A informação foi divulgada inicialmente pelo Poder360 e confirmada pela Folha.

O Coaf é um órgão vinculado administrativamente ao Banco Central, embora disponha de autonomia técnica e operacional. Tem papel central no combate à lavagem de dinheiro, por meio da elaboração de relatórios de movimentações financeiras atípicas.

A instauração do inquérito ocorre, segundo pessoas a par do caso ouvidas pela Folha, após a divulgação de informações no âmbito do caso Master envolvendo Moraes e o colega Dias Toffoli, relator do processo sobre o banco na corte.

Reportagem do jornal O Globo mostrou em dezembro que o Banco Master contratou o escritório de familiares de Moraes por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição.

No último fim de semana, a Folha revelou que duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo banco em fraudes investigadas por autoridades, de acordo com documentos e dados oficiais.

A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que mira o Master, foi deflagrada em novembro com o objetivo de combater a criação de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. Segundo as investigações, o BRB pagou ao Master R$ 12,2 bilhões em operações dessa natureza.

Nesta quarta (14), a PF deflagrou uma nova fase da operação contra pessoas supostamente envolvidas em fraudes realizadas pelo banco por meio de fundos de investimento, incluindo empresários.

O banqueiro Daniel Vorcaro ficou 12 dias preso em novembro e hoje é monitorado com tornozeleira eletrônica. Ele também foi um dos alvos da operação deflagrada nesta quarta, que cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele, parentes e donos de empresas, além de sequestrar e bloquear bens no valor de R$ 5,7 bilhões.

Por Ana Pompeu/Folhapress

PRF apreende 912 Kg de maconha em Sidrolândia (MS)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 912 quilos de maconha, nesta quarta-feira (14), em Sidrolândia (MS).

A droga foi encontrada em um Fiat/Uno que havia sido abandonado às margens da BR-060. Os policiais encontraram o veículo durante fiscalizações de rotina.

Ninguém foi encontrado no local. O automóvel e a droga foram encaminhados à Polícia Civil em Sidrolândia (MS).
Categoria
Justiça e Segurança

Fábrica clandestina de bebidas é desarticulada em Vitória da Conquista

A Operação Potabilidade cumpriu mandado de busca e apreensão e resultou na interdição do local pelo Ministério da Agricultura

Uma fábrica clandestina de bebidas foi desarticulada em Vitória da Conquista durante a Operação Potabilidade, deflagrada na tarde desta quarta-feira (14), no bairro Boa Vista. A ação resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão em um imóvel onde funcionava, de forma irregular, a produção de refrigerantes e outras bebidas destinadas ao consumo humano. De acordo com as investigações, a fábrica operava sem qualquer autorização legal, em condições higiênico-sanitárias precárias, fabricando bebidas sem autorização e utilizando rótulos sem registro e sem validade junto aos órgãos competentes.
O imóvel já havia sido alvo de fiscalização e interdição em 2018. No momento da ação, o local estava vazio, e foram encontradas garrafas vazias de bebidas com rótulos originais retirados para reutilização irregular, além de insumos armazenados de forma inadequada. A ação contou com a presença de auditor fiscal do Ministério da Agricultura, que lavrou o Termo de Suspensão Temporária das atividades e realizou a lacração do estabelecimento. Ao todo, foram interditadas 1.632 unidades de garrafas de refrigerante de 330 ml, além de 18 mil rótulos, 10 mil tampinhas, 18 quilos de aromatizantes, três quilos de adoçantes, além de maquinário.

Também foram apreendidos documentos e objetos que irão subsidiar o aprofundamento das investigações, um veículo utilizado no transporte das bebidas, carregado com produtos prontos para distribuição, aparelho celular, talões e cadernos de movimentação financeira, contrato de locação do imóvel e documentos de transporte de carga. O responsável pelo estabelecimento responde a inquérito por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substâncias alimentícias.
A operação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista, com o apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sudoeste). Equipes do Ministério da Agricultura e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) também estiveram no local para a realização da fiscalização e perícia.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom PCBA

EUA suspendem a emissão de vistos do Brasil e mais 74 países, diz 'Fox News'

O Departamento de Estado dos Estados Unidos suspendeu o processamento de solicitação de vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A informação foi publicada pela Fox News Digital. Segundo o jornal, a suspensão terá início na próxima quarta-feira, 21, e continuará por tempo indeterminado. O objetivo é coibir solicitantes aos vistos considerados propensos a se tornarem um gasto público.

Um memorando do Departamento de Estado, ao qual a Fox News teve acesso, orienta os funcionários consulares a recusarem vistos de acordo com a legislação vigente, enquanto a pasta reavalia os procedimentos de triagem e verificação.

O jornal não divulgou todos os países afetados pela medida, mas afirmou que, além do Brasil, Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen também estão na lista

A Fox News já havia divulgado, em novembro do ano passado, que o Departamento de Estado orientou os consulados a aplicarem novas regras de triagem baseadas na disposição de "encargo público" da lei da imigração. Com isso, os funcionários foram instruídos a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos, com base em fatores variados, como saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo.

Ainda segundo o jornal, candidatos idosos ou com sobrepeso tinham chances de ter seus pedidos negados.

"O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano", disse o porta-voz da pasta, Tommy Piggott, em comunicado divulgado pela Fox News.

"A imigração desses 75 países será suspensa enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento de imigração para impedir a entrada de estrangeiros que se beneficiariam de programas de assistência social e benefícios públicos."

Por Estadão Conteúdo

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