Recusa de ACM Neto a pedido de Angelo Coronel reduz margem de negociação do senador e empurra conversas com o PT
O senador Angelo Coronel (PSD) vê seu espaço de negociação encolher na disputa pela chapa majoritária de 2026. Em poucos dias, acumulou dois reveses considerados decisivos: a declaração pública do também senador Otto Alencar (PSD) de que o partido permanecerá no grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo sem Coronel na chapa, e a informação de que o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, não dará respaldo a uma eventual candidatura avulsa ao Senado.
Além disso, Coronel também não obteve sinal verde do ex-prefeito ACM Neto (União) para ser candidato único ao Senado na chapa oposicionista caso rompesse com os petistas. A proposta, revelada mais cedo pela coluna Radar do Poder, previa que o pessedista mudasse de lado em troca da exclusividade na vaga, ampliando as chances de conquistar ao menos a segunda cadeira.
O principal obstáculo a essa costura é a posição de presidente do PL baiano, João Roma, virtual candidato a senador. Rifá-lo da chapa significaria perder o apoio do partido bolsonarista, considerado estratégico para ACM Neto, que seria prejudicado com uma nova candidatura de Roma ao Palácio de Ondina. Pesam ainda conversas avançadas do ex-prefeito com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, além do tempo de TV e fundo eleitoral do PL.
Diante do impasse, restou a Coronel reforçar os canais com o PT. Para isso, delegou ao filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD), a missão de atuar como interlocutor. Com bom trânsito no governo, Diego mantém boas relações com Jerônimo, com o senador Jaques Wagner (PT) e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT)
Nesta quarta-feira (14), Diego foi recebido por Jerônimo na Governadoria. O encontro foi registrado em vídeo divulgado pelo próprio governador, que classificou o deputado como “mediador” das tratativas para “distensionar” o impasse da chapa majoritária. “Pacificar para que o grupo continue unido e forte”, afirmou o chefe do Executivo estadual, admitindo o clima de tensão pública provocado pela ambição petista de uma chapa puro-sangue.
Já houve uma proposta formal apresentada por Wagner: Coronel recuaria da candidatura e aceitaria a suplência, com a divisão do mandato, cenário em que o petista deixaria o Senado para assumir um ministério em eventual reeleição do presidente Lula.
A ideia, inicialmente, desagradou ao pessedista, mas segue sobre a mesa. Outra alternativa ventilada é a possibilidade de Diego Coronel compor a chapa como vice, hipótese que ainda não foi discutida com o MDB, partido que trabalha para manter o posto com Geraldo Júnior.
A relação entre Otto Alencar e Angelo Coronel também se deteriorou nos últimos dias, como revelou o site. Na mesma entrevista da semana passada, o cacique do PSD disse, inclusive, que não disputará qualquer outra posição na chapa, mesmo que Coronel fique fora. Apesar disso, interlocutores avaliam que, no tabuleiro de 2026, nenhuma porta está totalmente fechada.
Hoje, Angelo Coronel seguiu a estratégia de receber prefeitos do interior na residência. Ele aposta nessa estratégia para se fortalecer. O senador também deve manter a agenda de viagens.
Por Política Livre
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