Moraes retoma julgamentos do 8/1 e mantém embates com Fux sobre ataque
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), voltou a pautar julgamentos de acusados de participar dos ataques do 8 de Janeiro após a saída de Luiz Fux da Primeira Turma da corte.
O embate entre eles em torno do tema, no entanto, prossegue, com Fux pedindo vista, desde o fim de outubro, em todos os julgamentos no plenário do tribunal dos quais tem participado sobre a tentativa de golpe de Estado. Pedir vista significa ter mais tempo para estudar o caso.
As estratégias dos dois ministros mostram que, mesmo após a reconfiguração das turmas do Supremo, com uma nova correlação de forças na corte, os casos ligados à invasão das sedes dos Poderes seguem sendo ponto de controvérsia.
Moraes não pautava nenhum julgamento de processo ligado ao 8 de Janeiro desde o início do segundo semestre deste ano. Ele interrompeu o envio dos casos para análise dos demais ministros após Fux mudar de posição sobre a tentativa de golpe de Estado.
Durante mais de um ano, Fux votou em mais de uma centena de casos pela condenação daqueles que invadiram os Poderes ou que foram presos em flagrante acampados em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília.
Em março, o ministro pediu vista e interrompeu o julgamento da cabeleireira Débora Rodrigues, que pichou "perdeu, mané" na estátua "A Justiça" durante os ataques golpistas.
Fux anunciou que revisaria sua posição sobre os casos do 8 de Janeiro. Um mês depois, votou pela condenação de Débora a apenas 1 ano e 6 meses de prisão, em regime aberto, pelo crime de deterioração do patrimônio tombado.
Desde então, o ministro se tornou um contraponto a Moraes na Primeira Turma. Ele passou a pedir vistas de julgamentos em maio e interrompeu a análise de casos relacionados à trama golpista.
Com a reviravolta de Fux, Moraes parou de enviar os casos do 8 de Janeiro para julgamento.
Em sentido oposto ao que vinha adotando, ele retirou processos que já estavam na pauta do Supremo e os deixou na gaveta enquanto avançava com a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os demais condenados pela liderança da trama golpista.
Fux deixou a Primeira Turma do Supremo no dia 22 de outubro e, exatas duas semanas depois, Moraes anunciou a retomada da análise das ações contra os executores da tentativa de golpe de Estado.
O ministro pautou 45 julgamentos ligados ao 8 de Janeiro para o plenário virtual aberto no último dia 14, entre processos analisados pelo plenário e pela Primeira Turma. Ele votou pela condenação de todos os réus.
Antes disso, Moraes havia liberado para julgamento os recursos de 21 condenados pelos ataques golpistas nos plenários virtuais abertos em 24 e 31 de outubro. Luiz Fux pediu vistas e interrompeu o andamento de todos.
Um ministro ouvido pela Folha, sob reserva, diz que o pedido de vista de Fux no julgamento da segunda leva desses processos foi mal visto por uma ala do tribunal.
Isso porque ele decidiu interromper o andamento no último dia de julgamento, depois das 20h de segunda (10), com o resultado parcial das 11 ações já fixado em 9 a 0.
Fux vem afirmando a pessoas próximas que seus pedidos de vista e a retomada dos julgamentos sobre o 8 de Janeiro são medidas normais no Supremo. Ele destaca que tem dedicado mais tempo na análise dos casos para julgar com zelo.
Procurados, os dois ministros não se manifestaram.
A saída de Fux da Primeira Turma do Supremo ocorreu após ele ficar isolado nos julgamentos sobre a trama golpista e se envolver em discussão com o ministro Gilmar Mendes sobre o voto pela absolvição de Bolsonaro.
Ele chegou a comunicar aos colegas que gostaria de manter sua participação nos julgamentos da tentativa de golpe de Estado.
O ministro, porém, não formalizou o pedido para seguir com direito de voto na trama golpista e já assumiu a cadeira na Segunda Turma.
Com a mudança, a Primeira Turma ficou com um ministro a menos. Integram o colegiado os ministros Flávio Dino (presidente), Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. A vaga pode ser ocupada pelo próximo indicado do presidente Lula (PT), o chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, que ainda depende de aprovação no Senado.
Por Cézar Feitoza/Folhapress
Trio é flagrado com armas de diversos calibres em Cansanção
Ao todo, cinco armas de fogo e 342 munições foram apreendidas pela Rondesp Nordeste
Policiais militares da CIPT/Rondesp Nordeste prenderam três indivíduos flagrados com cinco armas de fogo, carregadores e munições de diversos calibres, na manhã de sábado (29), no município de Cansanção.
Os agentes desenvolviam ações de patrulhamento na região, quando abordaram uma caminhonete, encontrando armas e munições intactas e deflagradas no interior do veículo. O condutor do automóvel foi preso e, na sequência, os outros dois homens também foram flagrados com armas e munições, dentre outros materiais.
Na ação, foram apreendidos dois revólveres calibre 38 com 97 munições, duas pistolas, uma 9mm com 116 munições e uma .40 com 93 munições, uma espingarda semiautomática calibre 12 (com funcionamento semelhante a rifle) com 36 munições, três coldres para armas de fogo, oito carregadores para pistolas, uma case para a espingarda e uma bandoleira, utensílio que serve para o porte de armas longas, deixando as mãos do atirador livres e facilitando o transporte do armamento.
Todo material apreendido e os três suspeitos foram encaminhados ao plantão policial de Senhor do Bonfim para a adoção das demais medidas pertinentes.
Fonte: CIPT-NE
Indicação de Messias desafia Fachin em plano por autocontenção e distância da política
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal) pode representar um desafio ao plano de autocontenção e afastamento de embates políticos encampado pelo presidente da corte, Edson Fachin.
A escolha do AGU contrariou os anseios do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de uma ala do tribunal, que preferiam o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Desde que o petista tomou a decisão, a politização em torno do tema só escalou.
O Senado aprovou, na sequência, um projeto de custo bilionário que regulamenta a aposentadoria especial de agentes comunitários de saúde, e Alcolumbre marcou a sabatina do candidato para 10 de dezembro, com prazo curto para Messias reduzir resistências.
Especialistas ponderam que parte do tensionamento político se deve mais ao equilíbrio de forças entre os Poderes do que às nomeações para o tribunal e que a escolha de Messias não é, necessariamente, incompatível com a diminuição da temperatura política.
Por outro lado, dizem que Messias pode seguir na direção contrária caso aprovado, com histórico que sinaliza disposição em participar da política de forma mais proeminente e um conforto com a atuação do Judiciário em políticas públicas.
Quando assumiu a presidência do Supremo, em setembro, Fachin apresentou um discurso favorável à busca por limites, racionalidade e foco nas atribuições próprias do Judiciário. "Ao direito o que é do direito. À política o que é da política", afirmou o ministro.
"Nossa credibilidade é diretamente proporcional à capacidade de, por meio do processo e da atuação proba e imparcial, dar respostas jurídicas, técnicas e adequadas à realidade", disse. "A prestação jurisdicional não é espetáculo. Exige contenção."
Para Luiz Fernando Esteves, professor de direito constitucional do Insper, há indícios de que a relação com a política pode ser mais tensionada com Messias no STF. O maior exemplo pode ser a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia.
Trata-se de um órgão da AGU criado em 2023 para atuar em demandas de resposta e enfrentamento à desinformação sobre políticas públicas. A oposição disse ver nele uma tentativa de censura e o apelidou de Ministério da Verdade, em referência ao livro "1984", obra de George Orwell.
"A criação dessa procuradoria foi uma sinalização de que a AGU queria participar de forma mais proeminente da política. Podemos esperar comportamentos parecidos de Messias quando este estiver no cargo de ministro, se for confirmado", diz Esteves.
A confirmação depende de aprovação no Senado. O candidato passa por uma sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que vota um parecer. Com o aval no colegiado, o nome é votado no plenário, onde deve ser aprovado por ao menos 41 dos 81 senadores.
Messias fez carreira em Brasília. Em 2016, quando era subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, ficou conhecido como "Bessias" após o então juiz e hoje senador Sergio Moro (União Brasil-PR) divulgar uma conversa entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
O diálogo, episódio de uma escuta telefônica da Operação Lava Jato, foi entendido à época pelo ministro do STF Gilmar Mendes como indício de que a nomeação tinha como objetivo principal obstruir as investigações e evitar uma possível prisão de Lula.
No áudio, a fala de Dilma dá a entender que ela o chama de "Bessias".
Thiago Filippo, pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Direito e Ciências Sociais da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), afirma que a politização do Supremo está mais vinculada à dinâmica entre os Poderes que à indicação de ministros.
Além disso, diz que a hipótese de identificação de ministro com a figura que o indicou foi "completamente destruída" pela literatura. "Quem está esperando uma lealdade absoluta de Jorge Messias às pautas do PT e do Lula está com uma expectativa muito ingênua."
"A entrada de mais um ministro que vem com bastante carga de proximidade com a política evidentemente é desafiadora para esse plano [de Fachin de reduzir a temperatura política], mas ela não é incompatível", diz Álvaro Palma Jorge, professor da FGV Direito Rio.
Para ele, não há necessariamente uma relação entre o fato de o ministro ter sido indicado pelo presidente após ocupar cargo no Executivo federal e a propensão de ser mais ou menos contido em suas manifestações, nos embates com outros Poderes.
Palma Jorge pondera, em referência ao trabalho na AGU: "É difícil tirar conclusões inabaláveis a partir desse conjunto, porque um advogado age como advogado. Advogado representa uma parte, um argumento. É natural defender determinados interesses".
O professor afirma, porém, que a produção acadêmica do advogado-geral da União pode dar algumas pistas. Messias é autor de tese de doutorado intitulada "O Centro de Governo e a AGU: Estratégias de Desenvolvimento do Brasil na Sociedade de Risco Global".
Nela, defende o papel do Judiciário para a implementação da agenda de governo. "Gostando-se ou não da judicialização e do ativismo judicial, sabemos que são parte da institucionalidade brasileira pós-1988", escreveu o chefe da AGU no trabalho.
De acordo com Palma Jorge, ele demonstra conforto com a participação da Justiça na instituição de políticas públicas, tema que costuma gerar atritos, em especial com o Legislativo, e algo já criticado por ministros do Supremo.
Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress
Sd PM Alex, 55ª CIPM, conquistou o 3° lugar na faixa etária 30 a 39 anos, percurso de 5 km, na 2ª Corrida RONDESP Sudoeste – Serra do Marçal 2025,
Na manhã deste domingo, 30/11, o Sd PM Alex, lotado na 55ª CIPM, conquistou o 3° lugar na faixa etária 30 a 39 anos, percurso de 5 km, na 2ª Corrida RONDESP Sudoeste – Serra do Marçal 2025, Categoria Militar, realizada em Vitória da Conquista. O evento reuniu policiais militares de diversas unidades e corredores de várias idades e categorias, em uma grande demonstração de integração, espírito esportivo e confraternização
A corrida contou com dois percursos — 5 km e 10 km — desafiando os atletas com o tradicional trajeto da Serra do Marçal.
A 55ª CIPM esteve representada também pelo seu comandante, o Maj PM Dalmo, que participou da prova e fez questão de prestigiar o Sd Alex.
"É uma alegria ver nossos policiais se destacando não apenas no serviço operacional, mas também em atividades esportivas que exigem disciplina, dedicação e superação. O Sd Alex honra a 55ª CIPM e demonstra o quanto nosso efetivo é comprometido com a excelência." disse o Maj PM Dalmo.
"Foi uma experiência marcante. Fico muito feliz pelo resultado e por representar a 55ª CIPM ao lado do nosso comandante e de tantos colegas. Correr na Serra do Marçal é desafiador, mas também muito motivador." vibra o Sd PM Alex.
A 55ª CIPM parabeniza o Sd PM Alex pelo excelente desempenho e reforça o compromisso da unidade em apoiar e incentivar práticas que promovem saúde, bem-estar e integração entre os militares.
Fonte: ASCOM/55ª CIPM
PMBA, uma Força a serviço do cidadão!
Venezuela pede ajuda à Opep para deter 'agressão' dos EUA no Caribe
Carta enviada à organização afirma que ação militar ameaça estabilidade do mercado internacional de petróleo
A Venezuela pediu ajuda à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para deter o que chamou de agressão dos Estados Unidos, que mantêm desde agosto uma operação antidrogas no Caribe, segundo uma carta do ditador Nicolás Maduro divulgada neste domingo (30).
A mobilização americana inclui navios, caças, milhares de militares e o maior porta-aviões do mundo. Caracas afirma que as manobras não têm como objetivo combater o narcotráfico, mas sim derrubar o regime.
"Espero contar com os seus melhores esforços para contribuir para deter esta agressão que acontece com cada vez mais força e ameaça seriamente os equilíbrios do mercado energético internacional", afirma a carta de Maduro lida pela vice-presidente Delcy Rodríguez durante um comitê ministerial virtual da Opep.
O ditador venezuelano afirma que Washington pretende tirá-lo do poder e assumir o controle das reservas de petróleo do país.
Ele destaca que uma ação militar "coloca em grave perigo a estabilidade da produção de petróleo venezuelana e o mercado mundial".
No sábado, o presidente Donald Trump advertiu que o espaço aéreo da Venezuela deveria ser considerado "fechado em sua totalidade".
Na semana passada, Washington emitiu um alerta aéreo devido à crescente atividade militar na zona, que foi acatado por seis companhias aéreas que suspenderam os voos para e a partir da Venezuela.
Neste domingo, a agência de viagens russa 'Pegas Touristik', que organizava viagens com frequência para a ilha de Nueva Esparta (norte), também acatou o alerta americano e suspendeu seus voos.
Desde 2021, Venezuela e Rússia assinaram vários convênios turísticos, e Nueva Esparta recebeu milhares de turistas russos, que contribuem para a economia da ilha.
A Venezuela mantém no momento suas duas rotas de voo para a Rússia, aliada do chavismo, com a companhia aérea estatal Conviasa.
O Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (Inac) da Venezuela revogou as licenças de operação no país de seis companhias: a espanhola Iberia, a portuguesa TAP, a colombiana Avianca, a filial colombiana da chileno-brasileira Latam, a brasileira GOL e a turca Turkish Airlines.
O regime de Maduro acusa as companhias aéreas de aderirem "às ações de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos Estados Unidos".
Trump disse na quinta-feira que os esforços para deter os narcotraficantes venezuelanos "por terra" começarão "muito em breve", mas acrescentou que conversará com Maduro "em algum momento".
Por Folhapress
Alcolumbre está indignado com acusação de trocar cargos por aprovação de Messias, dizem aliados
Presidente do Senado também vê como afronta do governo Lula a demora no envio oficial da indicação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), está indignado e se sentiu ofendido com a acusação de que teria pedido cargos ao governo Lula (PT) em troca da aprovação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal), segundo pessoas próximas.
Essa é uma das explicações dadas por aliados do senador para a nota dura divulgada por ele neste domingo (30) contra "setores do Executivo". Quem conversou com Alcolumbre diz que o destinatário da nota (quase uma carta aberta) tem endereço certo: o Palácio do Planalto.
O senador está pessoalmente incomodado com notícias sobre uma suposta contrapartida pedida por ele para aprovar Messias: a presidência do Banco do Brasil, da Caixa, da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da ANA (Agência Nacional de Águas).
Alcolumbre disse a aliados que inclusive considera parte dos cargos de segundo escalão e que jamais tratou dessas indicações como uma espécie de compensação pelo fato de Lula ter escolhido Messias em vez do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu amigo-irmão.
A nota deste domingo também foi motivada por outro mal-estar com o governo. Alcolumbre não foi avisado antes da escolha de Messias, mas a situação ficou ainda pior pelo fato de o Palácio do Planalto não ter enviado oficialmente ao Senado a indicação.
O amapaense vê a demora como uma afronta ao Senado, segundo um interlocutor, uma vez que o governo teve tempo de anunciar a escolha, postar uma foto de Messias com Lula nas redes sociais do presidente e fazer a publicação no DOU (Diário Oficial da União).
Na nota, Alcolumbre disse que "causa perplexidade ao Senado que a mensagem escrita ainda não tenha sido enviada, o que parece buscar interferir indevidamente no cronograma estabelecido pela Casa, prerrogativa exclusiva do Senado Federal".
Uma pessoa próxima ao senador diz que ela já deixou claro que, com ou sem mensagem, Messias será sabatinado e terá o nome dele colocado em votação em 10 de dezembro.
Como mostrou a coluna Mônica Bergamo, Alcolumbre chegou a dizer que, caso o governo não despache logo os documentos, vai imprimir a página do DOU com a indicação de Messias e enviar para os senadores da Comissão de Constituição e Justiça, onde ocorre a sabatina.
Pessoas próximas ao senador afirmam que a relação institucional entre Senado e Palácio do Planalto implodiu.
Um interlocutor de Alcolumbre diz que o presidente não tem problemas nem com Lula nem com o líder do Senado, Jaques Wagner (PT), por exemplo, mas acha que a situação exige uma mudança drástica de rota.
Leia também: Alcolumbre indica interferência do governo Lula e defende prazo acelerado para avaliar Messias
Por Thaísa Oliveira/Folhapress
PT defende fim das operações de GLO em programa de segurança
Cartilha da Fundação Perseu Abramo propõe criação de guarda nacional civil permanente
A cartilha de segurança pública que pode servir de base para o PT nas eleições do ano que vem propõe a criação de uma guarda nacional civil permanente capaz de substituir as operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) com o emprego das Forças Armadas.
O documento "Brasil Seguro, Família Protegida" foi formulado pela Fundação Perseu Abramo para ajudar o PT a se posicionar no debate sobre segurança pública —hoje dominado pela direita e pela extrema-direita. As propostas serão debatidas a partir desta segunda (1º) em um seminário no Rio de Janeiro exclusivo para filiados.
Uma das ideias estruturais apresentadas é a criação de uma "Guarda Nacional" ou "Força Nacional de Caráter Civil" por meio de concurso público para atuar em todo o território no lugar da Força Nacional.
"Até hoje a Força Nacional é um programa, não tem estrutura hierárquica adequada, código de conduta, órgão corregedor e é formada por policiais dos estados e do DF", diz a proposta.
"Com a Guarda Nacional Permanente de Caráter Civil, gradativamente não será mais necessário o emprego das Forças Armadas por meio das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO)."
O documento destaca que a criação da Força Nacional Civil por meio de uma emenda à Constituição daria à União uma nova instituição policial capaz de atuar em todo o país —em especial nas fronteiras e na Amazônia Legal.
As operações de GLO concedem poder de polícia provisório aos militares. A possibilidade motivou um embate entre o governo federal e o governo do Rio de Janeiro após a operação policial mais letal da história, no mês passado.
O governador Cláudio Castro (PL) tentou responsabilizar o governo Lula (PT) pela situação afirmando que o Rio está "sozinho na guerra" e que vários pedidos de envio de blindados foram negados pelo Ministério da Defesa.
O governo Lula rebateu afirmando que, para isso, o governador deveria ter feito um pedido de decretação de GLO —o que nunca ocorreu.
Na cartilha de 60 páginas, a Fundação Perseu Abramo diz que a busca por políticas públicas que contribuam para "a redução da violência, o combate ao crime organizado e às facções, e a eliminação de assaltos e furtos que tiram a paz do povo brasileiro" sempre foi prioridade para o PT.
O documento também sugere a recriação do Ministério da Segurança Pública, extinto e incorporado ao Ministério da Justiça a partir do governo Jair Bolsonaro (PL), e a duplicação das penitenciárias federais de segurança máxima de cinco para dez.
Por Fábio Zanini/Folhapress
Governo Lula reduz para R$ 1.627 previsão de salário mínimo de 2026 após inflação menor
Se confirmado, novo valor representará um aumento de 7,18% em relação ao piso atual (R$ 1.518)
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu a previsão para o salário mínimo de 2026, de R$ 1.631 para R$ 1.627. A redução de R$ 4 do piso salarial foi puxada pela expectativa de que a inflação deste ano seja menor do que projetada inicialmente.
Se confirmado, o novo valor estimado pelo governo representará um aumento de 7,18% em relação ao piso atual, que é R$ 1.518. O cálculo segue a fórmula de correção da política de valorização do salário mínimo, com reajustes acima da inflação.
O valor definitivo será conhecido no dia 10 de dezembro, com a divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de novembro, que serve de base para a correção do piso salarial.
A revisão dos parâmetros que subsidiam o PLOA (projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026 foi informada pela ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) ao presidente da CMO (Comissão Mista de Orçamento), senador Efraim Filho (União-PB).
Nas projeções atualizadas para os anos seguintes, o governo prevê um salário mínimo de R$ 1.721 em 2027 (ante R$ 1.725), R$ 1.819 em 2028 (contra R$ 1.823) e R$ 1.903 em 2029 (abaixo dos R$ 1.908 previstos inicialmente no PLOA).
O salário mínimo é baliza para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo, como aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Sua correção interfere diretamente em algumas despesas mais relevantes do Orçamento.
A política de valorização do salário mínimo leva em conta reajuste pela inflação do INPC de 12 meses até novembro do ano anterior mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes (2024, neste caso).
No ano passado, a economia cresceu 3,4%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas o ganho real a ser incorporado será de até 2,5%. Isso porque, pelas regras atuais, ele está limitado ao mesmo ritmo de expansão do arcabouço fiscal, que fica entre 0,6% e 2,5% acima da inflação ao ano.
A limitação do ganho real foi adotada para tentar evitar que o crescimento acelerado de gastos como aposentadorias e pensões do INSS, por exemplo, pudesse gerar pressão sobre ações discricionárias (como custeio e investimentos), colocando em risco a sustentabilidade da regra fiscal do país.
Por Nathalia Garcia/Folhapress
VÍDEO: Ladrões invadem bar em transmissão de jogo de sinuca ao vivo
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| Foto: Divulgação |
O momento em que um grupo de assaltantes invade um bar na zona sul de São Paulo durante uma competição de sinuca foi transmitido ao vivo.
Assalto aconteceu no Parque Cocaia, na região do Grajaú, durante um jogo que valia R$ 4.000. O crime aconteceu no dia 21, mais de duas horas após o início da transmissão da partida de sinuca entre os jogadores Negão N1 e Raniel do Cantinho do Céu.
Nas imagens, é possível ver quatro homens anunciando o assalto e perguntando onde está o dinheiro. Um deles está armado e ordena que as pessoas deitem no chão.
Um dos assaltantes vai diretamente no celular que fazia a transmissão e abaixa a câmera, sem levar o aparelho. Apesar de parar de mostrar imagens, ainda é possível ouvir o que os assaltantes dizem durante a transmissão, ameaçando matar as pessoas que estavam no bar.
Após pouco mais de dois minutos, o grupo vai embora. Ao UOL, Wellington Roberto, dono do canal que transmitia a competição, contou que os homens levaram cerca de R$ 5.000 das pessoas. "Ninguém ficou ferido, mas o dono do bar tomou um chute ao pedir que deixassem seus documentos", afirmou.
Ninguém foi preso até o momento e o dono do bar não fez boletim de ocorrência. Ao UOL, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que uma pessoa que estava na frente do bar no momento do assalto registrou uma ocorrência. A vítima disse que teve carteira, cartões bancários e R$ 400 levados na ocasião.Fonte: Bahia noticias
Associações que teriam gerado consignados usavam e-mail de empresa de ex-sócio do Master
As associações de servidores da Bahia que teriam dado origem às carteiras falsas de crédito consignado repassadas pelo Banco Master ao BRB (Banco de Brasília) informaram à Receita Federal o telefone e o e-mail do grupo empresarial de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
O e-mail "contabilidade@grupoterrafirme.com.br" foi um dos elementos usados pela Polícia Federal para reforçar que Lima estava por trás das duas associações responsáveis pelas carteiras forjadas de crédito consignado de R$ 12,2 bilhões.
"As associações Asteba e Asseba informaram à Receita Federal, como e-mail de contato, o endereço eletrônico 'contabilidade@grupoterrafirme.com.br', que é o mesmo endereço de correio eletrônico da empresa Terra Firme da Bahia Ltda [...], de propriedade exclusiva de Augusto Lima. A Asseba e a Terra Firme ainda compartilham o mesmo telefone de contato, perante a Receita Federal", diz a representação da PF.
A empresa Terra Firme, de Lima, também dá nome ao Instituto Terra Firme, presidido pela esposa dele, a ex-deputada federal e ex-ministra de Jair Bolsonaro (PL) Flávia Peres. A ONG diz que, apesar do nome, "o objeto social e as ações do grupo e do instituto são totalmente diferentes".
O advogado Pedro Ivo Velloso afirma que "a apuração demonstrará a absoluta inexistência de vínculo entre Augusto Lima e as operações objeto da investigação". A defesa acrescenta que o empresário já havia se desligado do Master, possui histórico ilibado e sempre agiu com legalidade, transparência e responsabilidade.
A Asteba (Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia) e a Asseba (Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia) também foram alvo de busca e apreensão durante a Operação Complience Zero, que prendeu Lima e Vorcaro no dia 18.
O Ministério Público Federal identificou que os descontos realizados nos contracheques do estado são referentes a mensalidades e serviços associativos de baixo valor e jamais poderiam ter gerado R$ 6,7 bilhões em carteiras de empréstimos consignados (além de R$ 5,5 bilhões em prêmios, o valor que supostamente a carteira valeria, mais um bônus). Por Ana Pompeu/Thaísa Oliveira/Folhapress
Crise entre Planalto, Congresso e STF enfraquece alianças e cria clima de cada um por si
Indicação de Messias para o Supremo estressou relação entre Executivo e Legislativo
O acúmulo de atritos entre governo, Congresso e STF (Supremo Tribunal Federal) enfraqueceu alianças tácitas dos últimos anos e instalou um clima de "cada um por si" na reta final dos trabalhos do Legislativo em 2025 e às vésperas do ano eleitoral.
Um dos principais fatores de desestabilização foi a escolha de Lula (PT) pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF.
A indicação contrariou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e alguns dos ministros mais influentes do Supremo, que queriam que Lula tivesse optado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Desde que voltou a ser presidente, em 2023, o petista contou com respaldo da corte e teve no Senado seu principal ponto de apoio no Legislativo.
A relação entre governo e Câmara, que já era atribulada, também se deteriorou com as votações da proposta que dificultava investigações contra congressistas, conhecida como PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem, e do projeto de lei antifacção.
No segundo episódio, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), colocou na relatoria do projeto o deputado e secretário da Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP), um dos opositores mais vocais do governo. A escolha irritou Lula e seu entorno.
Em meio à turbulência com outros Poderes, a Câmara passa por um rearranjo interno. Motta rompeu com os líderes do PT, Lindgerbh Farias (RJ), e do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ). Depois, isolou os dois partidos e criou um bloco com 275 deputados em torno de si.
Na quarta-feira (26), o estremecimento das relações entre Poderes ficou claro com a ausência de Motta e Alcolumbre na cerimônia de sanção da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000.
A medida foi promessa de campanha de Lula e tem potencial de aumentar sua popularidade.
Parlamentares ouvidos pela reportagem afirmam que choques são naturais, mas atribuem a escalada das crises à falta de diálogo e liderança dos chefes de cada Poder, que deveriam tentar restabelecer o equilíbrio e os limites de sua atuação.
Outro sinal de deterioração do clima político foi dado na última quinta-feira (27), quando o Congresso derrubou vetos de Lula às novas regras de licenciamento ambiental. Na mesma semana, o Senado aprovou, contra a vontade do Executivo, projeto que regulamenta aposentadoria especial para agentes de saúde e expande gastos previdenciários.
Tanto a apreciação dos vetos quanto a aprovação da aposentadoria especial ocorreram em meio à tensão após a indicação de Messias.
Alcolumbre disse que não tomou nenhuma atitude por retaliação ao governo. Apesar disso, afirmou nos bastidores que contou 60 votos contra o advogado-geral e que pode promover uma votação relâmpago com o objetivo de derrotar a indicação de Lula.
Segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), os vetos na área do licenciamento ambiental foram pautados por "imposição da maioria dos líderes congressuais, da oposição e do centro". Ele afirmou que não era interesse do governo votar a matéria, especialmente após a COP30.
O alinhamento entre a ala de Alexandre de Moraes no STF e o Palácio do Planalto, construído em larga medida graças à atuação do ministro nos processos que miraram Jair Bolsonaro (PL) e a trama golpista, também enfraqueceu diante da escolha de Messias.
Moraes, que era entusiasta de Pacheco, vinha dando apoio a Alcolumbre na articulação para que o Senado rejeitasse o indicado. Na semana passada, Messias e o ministro conversaram por telefone na tentativa de aparar as arestas.
O também integrante da corte Flávio Dino é outro que manteria preferência por Pacheco. Outros ministros, mesmo os que também tinham simpatia pelo senador, indicaram apoio ao advogado-geral publicamente ou nos bastidores depois da indicação.
A relação entre o Supremo e o Congresso, por sua vez, tem sido desgastada principalmente por causa de ações de Dino que miram irregularidades em emendas parlamentares. A ação tem dificultado o envio de recursos federais às bases eleitorais e enfurecido deputados e senadores.
Mesmo a relação entre Câmara e Senado teve ao menos um abalo ao longo dos últimos meses.
Os presidentes das duas Casas chegaram aos postos que ocupam atualmente em fevereiro. Eles tinham um histórico de proximidade, em contraste com o que acontecia no Congresso em anos anteriores —os agora ex-presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Pacheco, tinham uma relação distante.
A aliança entre Motta e Alcolumbre, porém, esgarçou no fim de setembro, quando o Senado enterrou a PEC da Blindagem.
A proposta era impopular e, ao votarem contra, os senadores fizeram a Câmara arcar sozinha com o desgaste de imagem decorrente. O dano atingiu especialmente Motta, que representa o conjunto dos deputados junto à opinião pública e que foi o responsável por colocar a matéria em pauta.
A rejeição do projeto pelo Senado também deixou a Câmara sozinha no enfrentamento ao STF, principal alvo da PEC. São comuns, tanto de deputados quanto de senadores, críticas ao que setores políticos julgam ser um poder excessivo da corte.
Motta e Alcolumbre, porém, têm se reaproximado. Aliados relatam que os dois foram à COP30 em clima amistoso.
A cientista política Argelina Cheibub Figueiredo afirma que há "um caldeirão de fatores misturados" e que, nesse momento, a relação entre Executivo e Legislativo é a mais problemática.
Segundo a professora da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), a crise não é necessariamente institucional, mas sim política, dado que há uma diferença ideológica grande entre a maioria do Congresso e o governo Lula. "O centrão hoje está indo para o lado da extrema direita, e isso por razões de eleição presidencial", diz.
"É resultado de uma luta política. Com a maioria do Congresso com as posições políticas que eles têm, não espanta que estejam querendo contrariar o Executivo. Cada Poder está usando o poder político que tem. O governo está disposto a negociar, mas não a ser barrado ou impedido em alguma coisa por um desses dois presidentes [Motta e Alcolumbre]", afirma.
Figueiredo diz ainda que o embate tem relação com a eleição porque os candidatos estão sendo definidos e a direita está desnorteada e dividida. "[A direita] está tentando acertar isso, tentando ver se eles se tornam mais coesos contra o governo".
PF prende homem por tráfico interestadual de drogas em Porto Velho
Porto Velho/RO. Neste sábado (29/11), a Polícia Federal prendeu um homem que transportava 110 kg de drogas, entre cloridrato de cocaína e skunk, na BR-364. A ação ocorreu após denúncia anônima, que alertou sobre o possível transporte de entorpecentes na região. Conforme apurado, a droga tinha como destino a cidade de Porto Velho.
Durante a fiscalização, os policiais localizaram os entorpecentes ocultos em um compartimento secreto, instalado em meio a pneus usados que estavam sendo transportados no caminhão, evidenciando a tentativa de ocultação da carga ilícita.
O condutor, o veículo e a carga foram encaminhados à unidade da Polícia Federal em Rondônia, onde foi lavrado auto de prisão em flagrante pelo crime de tráfico interestadual de drogas.
Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia
PF apreende mais de R$ 160 mil em espécie, durante pagamento para policial
Três Lagoas/MS. A Polícia Federal apreendeu, nesta sexta-feira, 28/11, cerca de R$ 160 mil no momento em que um ex-policial, envolvido em crimes de contrabando, efetuava pagamento para um policial da ativa.
A diligência se iniciou com o recebimento de denuncia anônima de que uma mulher sacaria uma grande quantia para pagar proprina a um policial, em decorrência do envolvido no crime de contrabando e possível favorecimento.
A Polícia Federal realizou pesquisas e diligências para verificar a veracidade da informação, constatou a existência de vários registros criminais por contrabando e descaminho em desfavor da pessoa indicada pelo noticiante. Identificou-se, também, que seu marido era ex policial, além de que também contava com registros criminais pela prática do delito de contrabando e de descaminho.
Diante disso, a PF acompanhou a possível situação e verificou que, de fato, o saque em espécie ocorreu e, no momento da entrega do dinheiro ao policial, abordou os envolvidos.
Os indivíduos presos poderão responder pelos crimes de corrupção passivas, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul
Flamengo bate o Palmeiras e é campeão da Copa Libertadores 2025
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| Foto: Gilvan de Souza / Flamengo |
O Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro tetracampeão da Copa Libertadores neste sábado (29). O Rubro-Negro carioca bateu o Palmeiras pelo placar de 1 a 0, em Lima, no Peru, e conquistou a quarta taça da competição.
Com gol de Danilo já no segundo tempo, o jogo se manteve duro, mas o Mengão garantiu o resultado positivo e levou o troféu da américa para casa.
As outras três vezes em que o Flamengo foi o dono da "Glória Eterna" forma em 2019, contra o River Plate, em 2022, sobre o Athletico-PR e em 1981também contra o clube argentino.
Deputado do PT diz ser maconheiro e defende plantio da erva por ex-presos
'Não sou canabizeiro, sou maconheiro', afirma Renato Freitas à revista online Breeza e ao podcast Saindo da Estufa
O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) diz ser maconheiro, em entrevista para a revista online Breeza e o podcast e videocast Saindo da Estufa, dedicados a temas relacionados à cannabis.
Ele diz que cultiva a erva em casa e tem planos de abrir uma associação de plantio para pacientes de cannabis com trabalho de egressos do sistema carcerário.
"Eu não fumo cannabis, eu fumo maconha. Não sou canabizeiro, sou maconheiro. A planta é maravilhosa e a criminalização na história de nosso país se demonstrou de caráter absolutamente racista", diz na entrevista.
Freitas recentemente foi alvo de críticas após ter sido filmado trocando socos com um homem no meio da rua em Curitiba. Ele diz ter revidado após ter sido alvo de agressões.
A entrevista foi concedida durante o evento ExpoCannabis 2025, em novembro. Na conversa, ele critica políticos que têm receio de tratar do tema da maconha.
"Tem de parar com essa mania de ‘traguei, mas não fumei, fumei, mas não traguei, traguei, mas não chapei’. Qual é o problema? Está jogando pra torcida?", declara.
Por Fábio Zanini/Folhapress
Moradores relatam vigilância e prisões em estado remoto da Venezuela após ataques dos EUA no Caribe
Sucre, a apenas 11 km de Trinidad e Tobago, era lar de algumas das mais de 80 pessoas mortas por Washington
Bombardeios dos Estados Unidos contra supostos barcos de narcotráfico levaram a uma intensificação da vigilância por parte das autoridades no remoto estado de Sucre, no nordeste da Venezuela. O aumento das patrulhas de agências de segurança e apoiadores do partido governista alimenta o medo entre os moradores, segundo quatro residentes e um visitante recente.
Sucre, que chega a fica a apenas 11 km de Trinidad e Tobago, era o lar de algumas das mais de 80 pessoas mortas até agora na campanha de ataques de Washington no Caribe e no oceano Pacífico. O estado é o segundo mais pobre da Venezuela, e cerca de 60% de sua população trabalha para o regime.
Na semana passada, a agência de notícias Reuters revelou que os EUA estão prestes a lançar uma nova fase de operações relacionadas ao país sul-americano.
O governo Trump afirma que os ataques prejudicaram as operações dos cartéis de drogas, incluindo grupos que ele acusa de serem liderados pelo ditador vezuelano, Nicolás Maduro. O regime sempre negou qualquer envolvimento com o crime e acusa Washington, por sua vez, de tentar controlar os recursos naturais da Venezuela, especialmente suas vastas reservas de petróleo.
O aumento da vigilância pode indicar o desejo da ditadura de controlar de forma mais rígida uma região há muito dominada por atividades criminosas, incluindo o tráfico de drogas.
Dois familiares de pessoas de Sucre que foram mortas em ataques a barcos disseram ter recebido a visita de policiais e agentes do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional) logo após os ataques. Por medo de represálias, eles pediram para permanecer em anonimato.
As autoridades revistaram suas casas e os advertiram para não publicarem nada sobre a morte de seus entes queridos nas redes sociais. Os parentes disseram não ter recebido nenhuma informação oficial e desconhecem qualquer investigação sobre as mortes de seus familiares.
Washington não tornou públicos detalhes sobre os venezuelanos mortos nos ataques, e Caracas não divulgou os nomes. Como os corpos não foram encontrados, as famílias não puderam realizar os funerais.
Quatro moradores de Guiria —cidade litorânea no estado de Sucre cuja economia depende principalmente do contrabando marítimo de produtos ilícitos, incluindo drogas, e que sofreu com os ataques— disseram à Reuters que observaram um aumento no número de agentes de segurança de diversas agências desde meados de setembro, com as patrulhas se intensificando ainda mais nas últimas duas semanas.
O Ministério das Comunicações da Venezuela, responsável por responder a todas as solicitações da imprensa em nome do regime, não se manifestou sobre o aumento da atividade de segurança em Sucre. A ditadura afirma que o país é uma democracia e que as forças de segurança atuam em conformidade com a lei.
A agência de notícias não conseguiu apurar o motivo do envio de mais agentes do regime venezuelano para Sucre, mas a contraespionagem e a vigilância de tropas e cidadãos —especialmente pela Direção-Geral de Contraespionagem Militar (DGCIM) e pelo Sebin— são pilares centrais do regime de Maduro, segundo observadores internacionais, grupos de direitos humanos, ex-soldados e parlamentares da oposição.
A DGCIM, sancionada pelos EUA e sob investigação do TPI (Tribunal Penal Internacional), foi acusada de abusos sistemáticos, incluindo tortura e execuções extrajudiciais. A vigilância do Sebin tem como alvo figuras da oposição, jornalistas e outros.
Os agentes que patrulham Sucre às vezes estão à paisana e usam sedãs e SUVs, disseram as testemunhas, que afirmaram reconhecê-los por não serem da cidade. Em outros casos, testemunhas viram agentes uniformizados do serviço, das forças armadas, da DGCIM e da polícia nacional realizando patrulhas, especialmente à noite.
"Eles passam pelas mesmas áreas várias vezes, a qualquer hora. Antes, não eram tão persistentes, agora estão em todos os lugares o tempo todo", disse um líder comunitário, que pediu anonimato por motivos de segurança.
Um comerciante, também falando sob condição de anonimato, disse que a maioria das patrulhas é realizada em motocicletas e viaturas policiais. As patrulhas incluem membros civis de grupos de motociclistas aliados ao partido governista, conhecidos como coletivos. "Tudo é organizado pelo governo –civis e policiais patrulham as ruas juntos", disse ele. "Tudo parece calmo, exceto pelo aumento da vigilância na cidade."
As patrulhas, que, segundo moradores, aumentaram após o anúncio de exercícios militares conjuntos entre os EUA e Trinidad e Tobago no final de outubro, resultaram em prisões, disseram dois residentes. Os moradores também relataram a presença de postos de controle em algumas áreas e disseram que muitas vezes não fica claro quem os controla.
A economia local de Guiria, que além do tráfico de drogas também é parcialmente sustentada pelo comércio informal de alimentos e outros produtos com Trinidad e Tobago, mostra sinais de estagnação. "Só houve movimento nas lojas recentemente por causa dos bônus pagos pelo governo; fora isso, não há dinheiro circulando", disse uma balconista de uma mercearia.
"Nenhum barco de qualquer tipo está saindo para Trinidad e Tobago —nem migrantes, nem pessoas comprando mercadorias lá para vender aqui, e certamente não aqueles que levam produtos venezuelanos para vender lá, que era outra forma de ganhar dinheiro. Tudo está praticamente morto", concluiu ela.
Um ex-morador de Carupano que visitou recentemente a cidade, na costa norte de Sucre, disse que a DGCIM instalou um centro de comando em um hotel estatal e que a atividade em espaços públicos diminuiu devido ao aumento da presença das forças de segurança.
"As pessoas da cidade sabem que existem indivíduos que não fazem parte da comunidade, não são de lá. Pessoas andando por aí como civis, mas que pertencem à inteligência do governo", disse o ex-morador. "Há muito segredo —ninguém fala sobre isso porque não sabem se alguém está ouvindo".
Por Folhapress
Mais de 200 mil pés de maconha são erradicados pela PM em Barro Alto
A ação contou com levantamento de informações, realizado pela seção de inteligência da unidade e o uso de drone para mapeamento da plantação.
Na manhã, deste sábado (29), equipes da Cipe Semiárido localizaram uma roça de plantação de maconha, com mais de 200 mil pés da erva, na área rural do município de Barro Alto.
A ação contou com levantamento de informações, realizado pela seção de inteligência da unidade e o uso de drone para mapeamento da plantação, auxiliando na erradicação e na identificação dos responsáveis pelo cultivo.
A operação reforça a atuação da Polícia Militar da Bahia no combate ao tráfico e à produção de drogas, demonstrando disciplina, treinamento e compromisso com a segurança da população.
FonteDCS PM Bahia
Lula terá de pedir votos pessoalmente se quiser aprovar Messias ao STF, avisam líderes
Lideranças de partidos aliados a Lula disseram que não vão ‘mover uma palha’ para ajudar o advogado-geral da União
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), ficará isolado em uma “tarefa hercúlea”: conseguir virar votos para aprovar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é de lideranças de partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que disseram à Coluna do Estadão, sob reserva, que não vão “mover uma palha” para ajudar o advogado-geral da União.
Diante do impasse, esses mesmos aliados avisam que o próprio presidente Lula precisará entrar nas negociações se quiser aprovar seu indicado ao Supremo. A relação de Lula com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), está estremecida. Messias enfrenta resistências após Lula ter preterido o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga na Corte.
Para ganhar tempo de articulação, o governo Lula ainda não enviou ao Senado mensagem presidencial que oficializa a indicação do advogado-geral da União à vaga na Corte. No entanto, segundo apurou a Coluna, o entorno de Alcolumbre avalia que a publicação da nomeação no Diário Oficial da União (DOU), que ocorreu no último dia 20, já é suficiente para o início da contagem dos prazos para a sabatina e a votação.
O presidente do Senado, inconformado com o fato de Lula não ter indicado Pacheco ao STF, marcou para 10 de dezembro a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O tempo é considerado curto pelo governo dadas as resistências ao AGU. A avaliação é de que o presidente da Casa, ao determinar um rito célere, trabalha pela rejeição do nome de Messias.
Como mostrou o Estadão, Alcolumbre disse a interlocutores que, a partir de agora, será um “novo Davi” para o Planalto. Mais do que contrariedade, o senador manifestou revolta com a decisão de Lula de indicar Messias para o STF. “Vou mostrar ao governo o que é não ter o presidente do Senado como aliado”, afirmou a portas fechadas.
Nesta quarta-feira, 26, Alcolumbre boicotou a cerimônia no Planalto de sanção da lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o que escancarou o mal-estar. A medida é uma das principais apostas do governo Lula para as eleições de 2026. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também faltou ao evento, após romper relações com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ).
Por Iander Porcella/Estadão
Gilmar Mendes e Guiomar anunciam separação e dizem que amizade segue intacta
Casal emblemático de Brasília, eles se conheceram em 1978 quando estudaram direito na mesma turma na UnB
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e a advogada Guiomar Feitosa estão se separando.
Casal emblemático de Brasília, com centenas de amigos das mais diversas áreas, os dois encerram uma relação de 18 anos —o que, dizem, não vai alterar uma amizade inabalável, de quase cinco décadas.
"Cansamos de ser casados, mas não cansamos, e jamais cansaremos, de ser amigos", diz Guiomar. "Nada muda em uma relação de muita amizade e respeito", diz o ministro.
Mesmo depois de separados, ambos viajaram juntos a Lisboa e a Roma nesta semana, onde o magistrado participou de eventos jurídicos.
Os dois se conheceram em 1978, quando estudaram direito na mesma turma na Universidade de Brasília (UnB). Tinham as maiores médias gerais acumuladas e chegaram a trabalhar juntos em um projeto no CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Guiomar, que se casara aos 18 anos, já era mãe de três de seus cinco filhos. Gilmar era solteiro. Ele passou em um concurso de procurador da República e viajou para a Alemanha, onde fez mestrado, doutorado e formou uma família com um casal de filhos.
Sempre mantiveram a amizade, que acabou virando namoro e casamento em 2007, quando já estavam separados de seus parceiros anteriores.
Formaram o que Guiomar chama de "familião" —integrada pelos cinco filhos e quatro netos dela, e pelos dois filhos e quatro netos dele.
Os netos de Gilmar, por sinal, só a chamam de "vovó Guio", e tanto o ministro como Guiomar afirmam que a convivência familiar deve seguir intacta.
As carreiras profissionais de ambos correram paralelas.
Guiomar fez carreira primeiro no Ministério da Justiça, e depois em tribunais superiores.
Trabalhou com os ministros da Justiça Petrônio Portella e Ibrahim Abi-Ackel. No STF, foi assessora e braço-direito do então ministro Marco Aurélio Mello e, em sua presidência, ocupou o cargo de secretária-geral do Tribunal. Era amiga de praticamente todos os ministros da Corte.
Tinha amplo trânsito também no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Gilmar defendeu mestrado e doutorado da Universidade de Munique, foi consultor jurídico do governo, assessor técnico do Ministério da Justiça e assumiu a advocacia-geral da União no governo de Fernando Henrique Cardoso, que o indicou para o STF.
Foi neste período FHC que Gilmar e Guiomar voltaram a se ver com mais frequência, e começaram a namorar.
Com uma facilidade ímpar de se fazer amizades que leva por toda a vida, Guiomar ficou amiga da primeira-dama Marisa Letícia no primeiro mandato de Lula. As duas iam a apresentações de choro e saíam para jantar independentemente das condições políticas que podiam aproximar ou afastar Lula de ministros do STF.
Divertida, considerada extremamente leal pelos amigos e agregadora, Guiomar celebrou seus 73 anos com uma festa em Brasília cuja fila de cumprimentos dava a volta no quarteirão.
Por Mônica Bergamo/Folhapress
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