Governadores de direita criam 'Consórcio da Paz' e atacam Lula após operação letal no RJ

Participando por videoconferência, Tarcísio elogia ação policial que deixou 121 mortos e diz que governo do RJ 'agiu muito bem'

Presidenciáveis, Zema e Caiado criticam esquerda e PT sobre atuação na segurança
Rio de Janeiro

Governadores de direita se reuniram no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30) para demonstrar apoio ao governador Cláudio Castro (PL), após a operação policial mais letal da história do Brasil, que deixou 121 mortos até o momento. Eles anunciaram a criação de um grupo que chamaram de "Consórcio da Paz" e vai reunir os chefes dos Executivos estaduais para articular ações de combate ao crime organizado.

O governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou da reunião por meio de videoconferência e disse que o Rio de Janeiro "deu uma grande demonstração". "O estado do Rio de Janeiro agiu muito bem, fez a diferença", afirmou.

Em tom de campanha eleitoral antecipada, os governadores fizeram ataques ao governo Lula (PT). Além de Tarcísio e do governador fluminense, participaram nomes cotados como presidenciáveis como Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás.

"Nós estamos aqui com uma resposta clara no âmbito dos estados, que será, segundo [batizou] o nosso marqueteiro Jorginho o 'Consórcio da Paz'. Vai ser no modelos de consórcios que já existem para que possamos dividir experiências e ações de combate ao crime e conseguir a libertação do nosso povo", anunciou Castro, em entrevista coletiva conjunta no Palácio Guanabara que durou cerca de uma hora.

Zema elogiou a operação policial que, em sua visão, foi "extremamente bem-sucedida" e enfatizou que ela foi feita sem o apoio do governo federal.

"Temos um presidente que vai lá fora organizar a paz na Ucrânia, mas deixa o povo morrendo aqui", afirmou o governador mineiro.

Na mesma linha, Caiado destacou que a Bahia, estado governado há anos pelo PT, é atualmente o campeão de índices de violência policial. Ele associou governos de esquerda a posturas lenientes com o crime organizado.

"O divisor é moral. Quem quer, seriedade, cumprimento da lei e ordem está aqui, fique conosco. Se quer Lula, Maduro, fique com eles".

Também participaram Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina; Eduardo Riedel (PP), governador de Mato Grosso do Sul, e Celina Leão (PP), vice-governadora de Brasília.

O grupo fez críticas à tentativa do Palácio do Planalto de acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso. Caiado classificou a pauta como um assunto "fake".

"Tudo aquilo que está na PEC já está em lei ordinária. O único objetivo do governo federal era tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública, que é uma determinação da Constituição de 1988", declarou.

Castro voltou a defender a operação policial e afirmou esperar que o Rio seja um laboratório para a retomada de territórios ocupados pelo crime e para o controle da proliferação de armas de guerra.

"Sobretudo no combate dessas armas que não pode proliferar em nenhuma cidade do país. Eu desafio qualquer um a portar um fuzil numa cidade com Paris, Londres, Barcelona ou Frankfurt, e que fique com vida por mais de 20, 30 segundos", disse o governador fluminense.

Articulador do encontro, Jorginho Mello fez elogios a Castro e classificou a operação policial como "histórica". Segundo o governador de Santa Catarina, ela deve servir de modelo para outras no Brasil. Mello afirmou que espera que todas as 27 unidades da federação se unam ao Consórcio da Paz.

"Vamos trocar material humano, comprar equipamento de forma consorciada para jogar o preço para baixo, trocar informação e inteligência policial".

O encontro reuniu governadores que vem se movimentando para herdar o espolio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível. Antecipando a disputa eleitoral de 2026, a pauta da segurança pública serviu para engajar os governadores num contraponto a governo Lula.

A reunião ocorre após Castro travar uma queda de braço com Lula visando capitalizar as repercussões políticas do planejamento e execução da operação. Após troca de farpas com o governo federal, na quarta-feira Castro selou um acordo com o ministro Ricardo Lewandowski para criação de um escritório emergencial contra o crime.

Na reunião, Castro foi aplaudido ao dizer que não vai retroceder. Disse que as operações não vão parar. "Onde houver barricada, haverá operação." Pediu aos governadores ajuda com agentes e equipamentos.

De uma sala com um grande monitor no Palácio dos Bandeirantes, o governador lamentou as mortes de quatro policiais na operação. "Meus sentimentos aos policiais perdidos, às polícias Civil e Militar pelas perdas na operação. Toda morte acaba sendo uma derrota para nós, mas não agir, seria covardia, rendição. E o estado do Rio de Janeiro agiu muito bem, fez a diferença", declarou.

Em um vídeo editado de pouco mais de três minutos, publicado em suas redes sociais, Tarcísio citou ações de seu governo, como "enfrentamento da cracolândia e contra o crime organizado". Disse ainda que mudanças na legislação, como a que vai classificar facções como terroristas, são fundamentais para edurecer penas e aumentar o custo do crime.

Colaboraram Fábio Pescarini e Marianna Holanda, de São Paulo

Irmã de Japinha do CV, morta com tiro no rosto, faz apelo: "Foto sorrindo"

Jovem, que usava roupa camuflada no momento da operação, foi morta com um tiro no rosto
A irmã de Penélope, conhecida como “Japinha do CV”, pediu nas redes sociais que imagens do corpo dela não sejam mais compartilhadas após a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.

Ela afirmou que o perfil será usado para homenagens, com fotos da jovem “feliz e sorrindo”.

Penélope era apontada pela polícia como “linha de frente” do Comando Vermelho e considerada uma combatente de confiança da facção. Segundo relatos, ela teria resistido à abordagem policial e atirado contra agentes durante a ação.

A jovem, que usava roupa camuflada no momento da operação, foi morta com um tiro no rosto. Imagens e vídeos do corpo de Penélope circularam nas redes sociais após a ação, o que motivou o pedido da família.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou para 121 o número total de mortos na megaoperação. A informação foi atualizada na manhã desta quinta-feira (30), após os registros da chegada de corpos no IML (Instituto Médico Legal) Afrânio Peixoto, na região central do Rio.


Batizada de Operação Contenção, a ação envolveu cerca de 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar, com o objetivo de frear o avanço territorial do CV (Comando Vermelho) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão nos complexos do Alemão e da Penha. Entre os alvos, 30 eram de outros estados, incluindo membros da facção vindos do Pará.

Segundo o balanço do governo carioca, a operação resultou em 121 mortos: 54 corpos de civis foram encontrados no dia da ação e outros 63 foram achados por moradores em uma região de mata do Complexo da Penha na quarta-feira (29). Quatro policiais também morreram na ação — dois policiais militares e dois policiais civis.

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo

Relatório do TCE revela baixa governança na Seap: ausência de plano estratégico e falhas estruturais afetam sistema prisional baiano

Segundo a auditoria, o órgão alcançou 42,45% de maturidade em governança e gestão, índice classificado como baixo

Um relatório do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) de agosto deste ano revelou um cenário preocupante na Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP). Segundo a auditoria, o órgão alcançou 42,45% de maturidade em governança e gestão, índice classificado como baixo e que expõe deficiências estruturais e procedimentais graves na condução das políticas penais do estado.

A análise, baseada na metodologia do Tribunal de Contas da União (TCU), avaliou cinco macrodimensões: liderança, estratégia, sistema prisional, alternativas penais e atenção ao egresso. O estudo concluiu que a SEAP apresenta baixa aderência às boas práticas de governança pública, o que compromete a efetividade e a sustentabilidade das ações na área.

Na dimensão Liderança, o índice foi de 50,28%, refletindo uma estrutura administrativa fragilizada. O relatório destaca a ausência de um código de ética e conduta, a falta de avaliação de desempenho dos gestores e a inexistência de critérios claros de mérito. Também não há transparência sobre os currículos da alta administração, nem comprovação de capacitação técnica em planejamento ou gestão pública.

Para o TCE, a falta de mecanismos de integridade e profissionalização cria um ambiente vulnerável e pouco comprometido com a accountability — isto é, com a responsabilidade e a prestação de contas na gestão pública.

O pior desempenho foi registrado na dimensão Estratégia, com apenas 11% de maturidade. A auditoria constatou que a SEAP não possui um plano estratégico formalizado e implantado, atuando de maneira reativa e sem visão de longo prazo. As políticas não estão alinhadas a indicadores de desempenho nem a metas institucionais claras.

Segundo o relatório, essa carência de planejamento é o principal fator que compromete todo o sistema de governança da pasta.

O sistema prisional teve índice de 54%, impulsionado pelo uso do SIAPEN/BA, ferramenta eletrônica de gestão de dados que alcançou 93,25% de aderência. Apesar do avanço tecnológico, a auditoria encontrou falhas graves nas condições materiais e operacionais das unidades.

A assistência material aos detentos teve apenas 22,22% de aderência, com falta de normas sobre o fornecimento e a reposição de itens básicos. A classificação dos presos (68,33%) também não é devidamente regulamentada, e não há programas individualizados de cumprimento de pena.

Na área de alternativas penais, o índice foi de 55%. O relatório reconhece a existência de programas de monitoramento eletrônico, mas aponta ausência de dados sobre o impacto e a economia gerada, além da falta de integração com o Judiciário e de procedimentos padronizados para lidar com violações.

Já a dimensão Atenção ao Egresso teve desempenho um pouco melhor (57,07%), embora as políticas sejam consideradas parcialmente estruturadas e sem articulação efetiva em rede.

O TCE conclui que a SEAP enfrenta um quadro de gestão fragmentada, operacional e pouco estratégica, com baixa capacidade de liderança e governança. A ausência de planejamento institucional e de instrumentos de integridade é vista como uma ameaça à continuidade e à eficiência das políticas de segurança e ressocialização.

Entre as medidas prioritárias recomendadas pelo TCE estão: Elaboração e implantação de um Plano Estratégico Institucional, com metas, indicadores e monitoramento; Criação de um Código de Ética e Conduta, aliado a uma política de integridade e compliance; Capacitação contínua da alta administração em governança pública e gestão estratégica.

Este Política Livre entrou em contato com a assessoria da Seap, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço continua aberto para manifestação.
Por Política Livre

Megaoperação impulsiona governadores da direita contra Lula

 Tema da segurança pública ganha força e se torna eixo de reorganização da direita
A megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), realizada nesta terça-feira, 28, no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre segurança pública no País. Após o desgaste provocado pela PEC da Blindagem e pelo projeto de anistia a condenados pelos atos de 8 de Janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o campo da direita tenta se reorganizar em torno de uma pauta concreta e de apelo popular.

Especialistas ouvidos pelo Estadão avaliam que, apesar do recorde de 121 mortos, a ação policial nos complexos do Alemão e da Penha fortaleceu politicamente não só o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), como também outros governadores alinhados à direita. Ao mesmo tempo, a operação obrigou o governo Lula a enfrentar um tema que historicamente representa um ponto de fragilidade para a esquerda.

Entre as principais lideranças da direita, os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Ronaldo Caiado (União), de Goiás, são apontados como possíveis candidatos ao Palácio do Planalto no ano que vem. Tarcísio é visto como o nome mais forte do grupo, embora afirme publicamente que disputará a reeleição em São Paulo.

Para o estrategista de marketing político Alberto Lage, o debate sobre segurança pública dá maior autonomia aos governadores, que podem abordar um tema de forte apelo popular sem depender da chancela de Bolsonaro, em prisão domiciliar desde agosto. Nos últimos dois meses, as articulações da direita têm girado em torno de uma possível anistia ao ex-presidente, já que a expectativa é de que ele defina o candidato do campo ao Planalto em 2026.

“Do ponto de vista organizacional, a direita conseguiu trazer a discussão para um terreno em que se sente confortável para debater”, afirma Lage. Segundo ele, o tema da segurança pública é especialmente favorável aos governadores, que controlam as polícias nos Estados e podem tratar do assunto de forma direta – ao contrário do debate sobre o tarifaço dos Estados Unidos, no qual tinham pouca margem de atuação.

Dois dias após a megaoperação, governadores de direita se reuniram no Rio para anunciar a criação de um consórcio de segurança pública, com o objetivo de promover cooperação entre os Estados no combate ao crime organizado. O anúncio foi feito pelo governador Cláudio Castro. Tarcísio participou de forma remota, enquanto Zema, Caiado, Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, Eduardo Riedel (PP), governador do Mato Grosso do Sul, e Celina Leão (PP), vice-governadora do Distrito Federal, estiveram presencialmente no evento para demonstrar apoio a Castro após a operação policial.

Para Lage, a manutenção do tema da segurança pública no centro do debate pode abrir “uma espécie de primária da direita”, em que cada governador buscará se destacar ao apresentar os resultados de sua própria polícia.

“Imagino que os governadores vão querer mostrar serviço, tentando apresentar resultados na área da segurança pública. Há diferentes formas de fazer isso: tanto pelo caminho da violência policial quanto por meio da propaganda e dos índices estatísticos. Isso vai depender da estratégia de cada um deles”, afirma Lage.

Direita se reorganiza em torno do debate sobre segurança pública

O cientista político e sócio da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, avalia que a megaoperação no Rio provocou um choque no sistema político. De um lado, fez com que a direita deixasse de focar em temas como anistia e PEC da Blindagem para discutir uma pauta de forte apelo popular; de outro, obrigou o governo Lula a enfrentar um debate difícil para a esquerda.

“Anistia e PEC da Blindagem não geravam impacto para além do grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro. De alguma forma, a segurança pública abre uma nova oportunidade para a direita se reorganizar em torno de um tema que mobiliza fortemente seu eleitorado e que pode, inclusive, pressionar as preferências do governo de esquerda”, analisa Cortez.

Assim como Alberto Lage, o sócio da Tendências destaca que o tema envolve diretamente os governadores, tanto por sua estrutura federativa quanto pela movimentação política deles com vistas a 2026, inclusive com a possibilidade de uma chapa presidencial composta por dois governadores.

Cortez observa ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará definir como se posicionar diante de um tema sensível, especialmente com a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, prevista para a próxima terça-feira, 4.

Cláudio Castro sai politicamente fortalecido

Professora de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mayra Goulart avalia que a megaoperação no Rio marcou uma virada decisiva na pauta política do País, reforçando a polarização entre esquerda e direita.

“A magnitude da operação e sua repercussão nacional criaram condições para que Cláudio Castro voltasse a ocupar o centro da cena política, ainda que por vias controversas. Como a eleição de 2026 terá duas vagas em disputa para o Senado, o episódio pode ser suficiente para recolocá-lo na corrida”, afirma.

A análise da especialista é sustentada pelo aumento expressivo do engajamento de Castro nas redes sociais. Desde o fim da operação, o governador do Rio ganhou mais de 500 mil seguidores no Instagram. Seu perfil oficial saltou de 462 mil para mais de 1 milhão até a noite desta quinta-feira, 30.

Mayra observa ainda que a operação e seus desdobramentos aceleraram o processo de reacomodação entre o governo estadual, o PL e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). Segundo ela, a recente fala de Paes dirigida ao PL, acompanhada de gestos de moderação e de um discurso mais duro em relação à criminalidade, foi interpretada como um aceno à direita, numa tentativa de reduzir resistências entre o eleitorado conservador e abrir pontes com lideranças bolsonaristas.

A professora destaca também que a dificuldade da esquerda em lidar com o tema da segurança pública decorre de sua incapacidade de oferecer respostas com o mesmo grau de concretude e imediatismo do discurso da força. “As soluções progressistas – baseadas em prevenção, tecnologia, integração institucional e políticas sociais – não produzem efeitos perceptíveis de forma imediata, sobretudo entre aqueles que vivem sob medo e violência cotidiana”.

“A atual disputa opõe campos que já não se reconhecem mutuamente: um acusa o outro de ser “assassino”, enquanto o outro o chama de “cúmplice do crime”. Essa lógica impede o diálogo e bloqueia a formulação de políticas consistentes de segurança pública, mantendo o debate preso à retórica da vingança ou da omissão", afirma Mayra.

Por Zeca Ferreira/Estadão Conteúdo

FICCO/Ilhéus prende 20 pessoas em operação contra organização criminosa

lhéus/BA. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Ilhéus (FICCO/Ilhéus), em conjunto com a Polícia Civil da Bahia, a Polícia Militar da Bahia e a CORE/SE (Sergipe), deflagrou, nesta quinta-feira (30/10), a Operação Frater Dominus, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida nos crimes de tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídio e lavagem de dinheiro, com atuação na Bahia e em Sergipe.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão, expedidos pela Justiça Estadual da Comarca de Ubaitaba/BA, nos municípios de Ubaitaba/BA, Maraú/BA, Itacaré/BA, Salvador/BA, Itapetinga/BA, Itabuna/BA e Santa Luzia do Itanhy/SE.

Entre os alvos prioritários estão funcionários públicos, políticos e lideranças criminosas apontadas como mandantes dos crimes investigados. Durante a investigação, foi identificado que a organização criminosa movimentou mais de R$ 20 milhões, por meio de transações financeiras incompatíveis com as rendas declaradas dos envolvidos.

Diante desses indícios, foi determinada a medida cautelar de sequestro de bens oriundos da atividade criminosa, com o objetivo de descapitalizar o grupo e garantir a efetividade da persecução penal.

A operação mobilizou mais de 150 policiais das forças que integram a FICCO/Ilhéus. Participaram da ação, pela Polícia Civil da Bahia, equipes da DRACO, DENARC, DEPIN (DIRPIN Sul, 6ª e 7ª COORPINs). Em Sergipe, as medidas foram cumpridas pela Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/SE). Os policiais militares que participaram da operação pertencem às seguintes unidades especializadas: CIPE Cacaueira, RONDESP Sul, TOR, CPR Sul e CPR Recôncavo.

A FICCO/Ilhéus é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado no sul da Bahia.

Comunicação Social da PF na Bahia

Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Overclean

Em ação conjunta com a CGU e a Receita Federal, PF cumpre mandados em Brasília, São Paulo e no Tocantins
Salvador/BA. A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou, nesta sexta-feira (31/10), a oitava fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 5 mandados de busca e apreensão e o sequestro de valores obtidos de forma ilícita, em Brasília (DF), São Paulo (SP), Palmas (TO) e Gurupi (TO). As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Comunicação Social da PF na Bahia

PF coordena a Operação Acero II em combate ao crime organizado nas fronteiras

Brasília/DF. Entre os meses de julho e setembro de 2025, a Polícia Federal coordenou o desenvolvimento das atividades no Brasil da Operação Acero II da Ameripol, com o objetivo de intensificar o enfrentamento ao crime organizado transnacional nas regiões de fronteira, especialmente no que diz respeito ao furto, ao roubo e à receptação de veículos.
A operação, que contou com duas bases operacionais implementadas pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul e pela Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR, envolveu mais de 15 órgãos brasileiros, incluindo a Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Guardas Municipais, Polícias Civis e Militares do Paraná e do Mato Grosso do Sul, além de forças de segurança da Bolívia e do Paraguai.
Dentre os resultados obtidos pelo Brasil na ação estão a realização de mais de 160 prisões em flagrante, a captura de seis fugitivos internacionais, incluindo dois com Difusão Vermelha da Interpol, a localização de 80 veículos roubados e a apreensão de mais de 42 toneladas de entorpecentes.
A Comunidade de Polícias das Américas (Ameripol) é uma organização internacional que promove a cooperação policial entre os países da América Latina e do Caribe, funcionando como plataforma de integração e troca de informações entre as forças de segurança dos Estados membros, com o objetivo de fortalecer o combate ao crime organizado transnacional no continente americano.

Coordenação-Geral de Comunicação Social

FICCO/BA apreende fuzil durante travessia entre Salvador e Ilha de Itaparica

Ação integrada contou com a troca de informações e o suporte de inteligência da FICCO/BA, que auxiliou na identificação prévia do suspeito

Salvador/BA. Uma ação conjunta entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA), a Polícia Militar da Bahia (PMBA), por meio do 23º Batalhão/Vera Cruz, e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil da Bahia, resultou na prisão em flagrante de um indivíduo armado com um fuzil a bordo de um barco com destino à Ilha de Itaparica. A rápida atuação das equipes impediu que o armamento fosse transportado para o interior da ilha, evitando possível utilização em crimes violentos na região.

A ação contou com a troca de informações e o suporte de inteligência da FICCO/BA, que auxiliou na identificação prévia do suspeito. O trabalho conjunto demonstra a eficiência da cooperação entre as forças de segurança estaduais e federais, reforçando o compromisso com o combate à atuação de facções criminosas no estado. A apreensão representa um importante resultado para a segurança pública, reduzindo o potencial de circulação de armamento de alto poder de fogo na Bahia.

A FICCO/BA é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar da Bahia, Polícia Civil da Bahia, Polícia Penal da Bahia, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia

Ipiaú: Prefeitura organiza cemitérios para receber visitantes no Dia de Finados

Com a proximidade do Dia de Finados a Prefeitura de Ipiaú, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Serviços Públicos (SMDUSP), intensificou os serviços de limpeza, pintura de meio-fio, coleta de entulhos, roçagem e podas de arvores nos dois cemitérios da cidade.
A expectativa é de que nessa data, domingo, 2 de novembro, milhares de pessoas visitem os locais onde estão sepultados os restos mortais de entes queridos, prestando homenagens póstumas, preservando a memória e mantendo uma antiga tradição. A visitação será no período das 7 à 17 horas.
Os dois cemitérios, Jardim da Saudade I(Cemitério Velho) e Jardim da Saudade II (Cemitério Novo) tem recebido serviços rotineiros de manutenção e limpeza, ao longo do ano, entretanto nos períodos que antecedem o Dia de Finados, essas ações são intensificadas.

O Dia de Finados é uma das datas de maior circulação de pessoas nos cemitérios de Ipiaú. Tendo em vista essa afluência a administração cuida de melhor organizar os espaços no sentido de oferecer mais segurança, conforto e respeito aos visitantes que homenageiam familiares e amigos falecidos. ( José Américo Castro/DECOM-PMI).

Prefeitura de Itagibá realiza apreensão de animais soltos em vias públicas

A Prefeitura de Itagibá, em parceria com a Polícia Militar e a Guarda Municipal, realizou uma ação de apreensão de animais de grande porte como cavalos que estavam soltos em vias e áreas públicas, tanto na sede do município quanto no distrito de Japomirim.

O objetivo da operação é garantir mais segurança para pedestres, ciclistas e motoristas, além de proteger os próprios animais, já que o abandono em vias públicas é uma infração passível de multa e considerado crime ambiental. Livres, esses animais também podem causar prejuízos ao comércio e às residências.

O secretário de Administração, Linsmar Magalhães, destacou a importância da ação:

“Nosso compromisso é zelar pela segurança da população e pelo bem-estar dos animais. Essas apreensões são necessárias para evitar acidentes e conscientizar os proprietários sobre suas responsabilidades.”

PMBA intensifica ações de combate ao tráfico de drogas em Ipiaú

Na tarde de quinta-feira (30/10), guarnições da ROTAM e do PETO, da 55ª CIPM, intensificaram as rondas no bairro Euclides Neto, em Ipiaú, com foco na repressão ao tráfico de drogas e na prevenção de crimes violentos.

Durante as ações de patrulhamento na Rua 19 de Abril, os policiais avistaram um homem em atitude suspeita, portando uma sacola preta. Ao perceber a presença das viaturas, o suspeito tentou fugir, sendo alcançado logo em seguida.

Na busca perimetral realizada, foi localizada a sacola contendo expressiva quantidade de substâncias análogas a entorpecentes, já fracionadas e embaladas para comercialização. O material apreendido foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Ipiaú, onde a ocorrência foi formalizada.

Entre os itens apreendidos estavam porções de cocaína, maconha e crack, além de uma quantia em dinheiro e um aparelho celular.

A 55ª CIPM segue intensificando o policiamento em áreas consideradas sensíveis, reafirmando o compromisso da Polícia Militar da Bahia com a segurança e o bem-estar da população de Ipiaú e região.

PMBA, uma Força a serviço do cidadão.

Caminhada pelas ruas centrais encerra campanha do Outubro Rosa em Ipiaú

                       A prefeita Laryssa Dias esteve presente na caminhada

Cerca de 150 pessoas participaram da caminhada de encerramento das atividades alusivas à campanha Outubro Rosa-2025- ocorrida na manhã desta quinta-feira, 30, nas ruas centrais de Ipiaú.

O evento organizado pela Prefeitura Municipal, por intermédio da Secretaria de Saúde, contou com a presença da prefeita Laryssa Dias e buscou conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
Na Praça Rui Barbosa, ponto de chegada da caminhada, ocorreram palestras com profissionais da medicina e psicologia, praticas de atividade física com o pessoal da Academia de Saúde, depoimentos de pessoas que conviveram com o câncer de mama, apresentação de um grupo da UAT (Universidade da Terceira Idade), sorteios de brindes, verificação de pressão arterial e vacinação, dentre outros procedimentos.
As ações do Outubro Rosa não se resumiram à caminhada. Durante o mês aconteceram, nas unidades de saúde da cidade, diversas outras atividades relativas à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, a exemplo de feiras de saúde, rodas de conversas com o Grupo de Oncologia, exames de ultrasonografia de mama, e palestras alusivas ao assunto.

A luta contra o câncer de mama é continua em Ipiaú. As ações preventivas prosseguem em todos os dias do ano. Concluída a campanha do Outubro Rosa, a Secretaria Municipal de Saúde agora se volta para a campanha do Novembro Azul que chama a atenção dos homens para prevenção ao câncer de próstata. (José Américo Castro -DECOM/PMI).

Itagibá celebra o Dia do Evangélico com dois dias de fé, louvor e adoração

A Prefeitura de Itagibá realiza, nos dias 31 de outubro (sexta-feira) e 1º de novembro (sábado), uma grande programação em comemoração ao Dia do Evangélico 2025. O evento promete reunir milhares de fiéis e admiradores da música gospel em uma verdadeira festa de fé, gratidão e celebração ao nome de Deus.
A abertura do evento, na sexta-feira, contará com apresentações marcadas pela emoção e pela espiritualidade. Sobem ao palco Lainá Pereira, Banda Adoração Yeshua, Marcos Alcântara, Banda Som e Adoração, Felipe Brito e Lukas Agustinho.
Será uma noite especial para preparar o coração dos participantes com canções que exaltam o amor, a esperança e a presença divina.

Com um repertório de louvor vibrante e inspirador, os artistas locais e regionais prometem momentos de intensa conexão espiritual e muita alegria para toda a comunidade.
No sábado, o evento continua com grandes nomes da música gospel baiana e nacional. O público poderá louvar junto com Maico Novaes, o grupo Vocal Selle70’s, o Ministério Pedra Viva, Léo Oliveira e Sued Silva.
Com estilos que vão do pop gospel ao louvor congregacional, o segundo dia promete encerrar a programação em um clima de gratidão e renovação da fé cristã.

O Dia do Evangélico 2025 reafirma o compromisso da Prefeitura de Itagibá em valorizar todas as manifestações religiosas e fortalecer os laços de união, respeito e amor entre as famílias itagibenses.
O evento faz parte do calendário oficial de comemorações do município e se consolida como um dos momentos mais emocionantes do ano, reunindo diferentes denominações e comunidades em um só propósito: adorar e agradecer a Deus.

Operação no Rio vazou e mortes começaram antes de incursão em favelas, mostra documento

Por volta de 1h da manhã de terça (28), cerca de 20 homens em motos entraram em confronto com policiais militares em um dos acessos dos conglomerados de favela. Dois deles morreram depois, no hospital.

As forças de segurança do Rio de Janeiro tinham conhecimento de que a operação policial de terça-feira (28) havia vazado quatro horas antes do início da incursão nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte, mostra documento a que a Folha teve acesso.Por volta de 1h da manhã de terça (28), cerca de 20 homens em motos entraram em confronto com policiais militares em um dos acessos dos conglomerados de favela. Dois deles morreram depois, no hospital.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública foi procurada, mas não respondeu até a publicação deste texto.

Ao término, dois baleados se identificaram como chefes do Comando Vermelho no Espírito Santo e afirmaram aos policiais que estavam fugindo porque sabiam da operação iminente. O vazamento foi relatado pelos agentes em um registro de ocorrência.

A operação, batizada de Contenção, mirou a facção.

No documento, os policiais militares afirmaram que realizavam patrulhamento de rotina na estrada Ademar Bibiano, em Del Castilho, quando avistaram aproximadamente 20 motocicletas saindo do Complexo do Alemão. Ao perceberem a aproximação da viatura policial, o grupo fugiu em direção à avenida Itaoca.

Nas proximidades da estação de Bonsucesso, da SuperVia, os homens efetuaram disparos contra três agentes —um subtenente e dois sargentos, que revidaram com um total de 25 disparos de fuzil, ainda segundo o documento.

"Após estabilização do terreno, os PMs fizeram um 360º e localizaram os referidos homens baleados/feridos, sendo que um portava um fuzil Taurus T4 cal 5.56 nº suprimida, c/ 1 carregador e 12 munições, enquanto o outro detinha uma pistola Glock cal 9mm c/ 1 carregador sem munições, além de 3 granadas caseiras. Os demais elementos se evadiram em direção da comunidade de Manguinhos", diz trecho do registro.

Os agentes informaram à polícia que os baleados "ainda apresentavam sinais vitais" e foram socorridos na viatura para o Hospital Salgado Filho, onde morreram. Eles ainda não foram identificados.

"Vale ressaltar que os criminosos informaram que eram oriundos do Espírito Santo, onde eram lideranças da facção Comando Vermelho daquela unidade da federação. Disseram também que estavam saindo do Cpx [complexo] do Alemão, por conta da informação vazada de que haveria operação policial nas comunidades daquele complexo", consta no registro.

Mesmo com conhecimento de que a facção já sabia da operação, cerca de 2.500 policiais fizeram a incursão às 6h. Ela resultou na ação mais letal da história do estado, com 121 mortes, de acordo com a contabilidade oficial.

Inicialmente, o governo Cláudio Castro disse que eram 64 mortos. Mas desde as primeiras hora desta quarta-feira (29), moradores do Complexos da Penha, onde ocorreu a ação, retiraram dezenas de corpos de uma área de mata, que foram se acumulando em uma praça.

No início da tarde, o governo Castro confirmou que o número era bem maior do que o anunciado inicialmente, com 119 mortos, sendo 4 policiais —a gestão afirma que todos os outros eram suspeitos de serem criminosos. Mais tarde, o número subiu para 121.
Muro do Bope

Segundo o secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, na operação desta terça-feira, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) fez uma espécie de muro: policiais caminharam até a serra da Misericórdia e cercaram os suspeitos na mata, onde havia outro grupo do Bope aguardando.

"O que a gente fez de diferente nessa operação foi a incursão de homens do Bope na área mais alta da montanha, (...) criando o que a gente chamou de muro do Bope, ou seja, policiais incursionados nessa área, fazendo com que os marginais fossem empurrados", disse.

A serra da Misericórdia tem pouco mais de 300 mil metros quadrados e reúne maciços que variam entre 100 metros e 200 metros de altitude —o Alemão fica a 167 metros de altitude, e a Penha a 111 metros.

Com vegetação de reflorestamento, a serra cobre os bairros de Tomás Coelho, Engenho da Rainha, Vicente de Carvalho —onde está o morro do Juramento —, Penha e complexo do Alemão. As duas últimas localidades formam a região onde aconteceu a operação.

A região da mata dos dois complexos é usada por traficantes do Comando Vermelho para fuga, esconderijo, e também é a região onde é realizado o chamado tribunal do tráfico, prática de assassinatos sob ordens de líderes locais.
Por Bruna Fantti, Folhapress

ACM Neto critica negacionismo de Jerônimo sobre crime organizado: “Negar a realidade é covardia”

Neto afirmou que não se deve comemorar mortes, mas destacou que o governo da Bahia não pode cruzar os braços no combate ao crime

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou nesta quinta-feira (30) a postura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) diante da escalada da violência e do avanço das facções criminosas na Bahia. Neto afirmou que o governador insiste em negar a gravidade da crise e classificou essa postura como covarde.

A crítica acontece após Jerônimo dizer que a situação da segurança pública na Bahia “está sob controle”, ao comentar a operação realizada no Rio de Janeiro que resultou na morte de 121 pessoas, entre elas quatro policiais.

Neto afirmou que não se deve comemorar mortes, mas destacou que o governo da Bahia não pode cruzar os braços no combate ao crime. Ele lembrou que a crise de segurança não está restrita às grandes cidades, atingindo também municípios menores no interior.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a Bahia é o estado mais violento do país, com mais de 6 mil assassinatos registrados em 2023, mais de 2 mil casos a mais do que o Rio de Janeiro no mesmo período.

“A Bahia sofre com a força do crime e a omissão do governo, e o que a gente vê é o governador negando o problema e não apresentando soluções”, disse Neto.
Por Redação/Politica livre

TSE marca para 4/11 julgamento que pode tornar Cláudio Castro inelegível

             Os dois são acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) marcou para a próxima terça-feira (4) o julgamento que pode levar à cassação e à inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), Rodrigo Bacellar (União Brasil).

Os dois são acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. As ações que serão analisadas pelo TSE tratam de um esquema para contratação de funcionários do Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) como cabos eleitorais.

Uma série de reportagens do UOL revelou que dezenas de milhares de pessoas foram contratadas sem transparência. Foram identificados indícios de uso político dos projetos tocados pela Fundação Ceperj e pela Uerj.

Uma investigação do Ministério Público do Rio descobriu saques de dinheiro vivo na "boca do caixa". Ao todo, R$ 248 milhões foram retirados em agências bancárias por dezenas de milhares de pessoas que integrariam o suposto esquema.

Castro e Bacellar foram absolvidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio em maio de 2024. O Ministério Público Eleitoral, no entanto, recorreu ao TSE.

O processo está sob relatoria da ministra Isabel Gallotti. Também vão participar do julgamento a presidente do TSE, Cármen Lúcia, e os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

Por UOL/Folhapress

Investigação sobre Agência Nacional de Mineração é enviada ao STF após menção a Pacheco

O envio da investigação da Polícia Federal ao Supremo não significa que o parlamentar é alvo da apuração

O caso das suspeitas de fraudes em autorizações ambientais para projetos de mineração em Minas Gerais foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) após menção ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

O caso corre sob sigilo. A decisão foi tomada pelo juiz federal Pedro Felipe de Oliveira Santos, do TRF-6 (Tribunal Regional Federal da 6ª Região).

O envio da investigação da Polícia Federal ao Supremo não significa que o parlamentar é alvo da apuração. Mas o surgimento do nome dele leva o processo à corte, já que ele tem foro por prerrogativa de função. A informação foi publicada inicialmente pelo Uol e confirmada pela Folha.

Os inquéritos da operação Rejeito, deflagrada em setembro, identificaram funcionários públicos de alto escalão suspeitos de integrarem uma organização criminosa.

Por meio de assessoria de imprensa, o senador negou qualquer irregularidade e afirmou não poder comentar o caso.

"Não posso comentar sobre um papel manuscrito de autoria incerta. O que me estranha é isso aparecer e ser vazado agora, veiculando o nome de diversas autoridades sem nenhum critério e lastro em prova. Sobre a tramitação e a razão de estar no Supremo, desconheço. Não tenho como afirmar", disse.

Entre as pessoas que foram presas pela PF estão Caio Mário Trivellato Seabra Filho, um dos diretores da ANM (Agência Nacional de Mineração), e Rodrigo Teixeira, ex-diretor da PF, ambos indicados na atual gestão do governo Lula (PT).

No Supremo, as investigações devem ficar sob a responsabilidade do ministro Dias Toffoli, que relatou processos anteriores sobre mineradoras que são alvos do inquérito.

Por José Marques e Ana Pompeu/Folhapress

Trump declara vitória contra 'farsa da mudança climática' após artigo de Bill Gates

               O bilionário investiu em empresas que trabalham com energia limpa

O presidente dos EUA, Donald Trump, se declarou vitorioso, nesta quarta-feira (29), sobre a "guerra contra a farsa da mudança climática", ao citar o fundador da Microsoft, Bill Gates, que escreveu recentemente um artigo em que faz ponderações sobre as temperaturas do planeta.

"Eu (NÓS!) acabamos de vencer a Guerra contra a Farsa da Mudança Climática. Bill Gates finalmente admitiu que estava completamente ERRADO sobre o assunto. Foi preciso coragem para fazer isso, e por isso todos nós somos gratos. MAGA!!!", publicou o presidente em sua rede Truth Social, citando o movimento "Make America Great Again" (Faça a América Grande Novamente).

No artigo intitulado "Three tough truths about climate" (Três duras verdes sobre o clima), Gates diz que as mudanças climáticas não extinguirão a humanidade, que as temperaturas do planeta não são o melhor caminho para medir o progresso em relação ao clima e, ainda, completou a tríade apontando saúde e prosperidade como as melhores armas contra essa realidade ambiental.

Ainda no texto publicado nesta terça-feira (28) e endereçado aos participantes da COP30, a conferência sobre clima da ONU (Organização das Nações Unidas), Gates buscou conter o alarmismo que, segundo ele, muitas pessoas usam para descrever os efeitos do aumento das temperaturas. Em vez disso, ele pediu o redirecionamento dos esforços para melhorar a vida nos países em desenvolvimento.

"Embora as mudanças climáticas tenham consequências graves —especialmente para as pessoas nos países mais pobres— elas não levarão à extinção da humanidade", escreveu. "As pessoas poderão viver e prosperar na maioria dos lugares da Terra no futuro próximo."

Na última década, Gates investiu grandes somas de sua fortuna pessoal promovendo políticas que reduzissem os gases de efeito estufa que estão aquecendo o planeta.

O bilionário investiu em empresas que trabalham com energia limpa e em iniciativas para ajudar comunidades pobres a se adaptarem à elevação do nível do mar, ao calor mais extremo, aos incêndios e à seca, além da intensificação de tempestades e inundações.

O memorando de Gates chega cerca de uma semana antes de líderes mundiais se reunirem em Belém, no Brasil, para a cúpula anual do clima das Nações Unidas, a COP30. Gates, que completou 70 anos recentemente e já participou do evento em anos anteriores, não comparecerá desta vez.

A COP30 acontece em Belém, de 10 a 21 de novembro, e o presidente Lula convidou, mais de uma vez, Trump para comparecer —mas até agora o republicano não deu sinais de que irá nem de que mandará representantes.

Em julho deste ano, o Departamento de Energia dos Estados Unidos divulgou um relatório no qual afirma que as projeções futuras de aquecimento global são exageradas, enquanto benefícios de níveis mais altos de dióxido de carbono, como fazendas mais produtivas, são ignorados.
Por Ítalo Leite/Folhapress

Vereador de Ubaitaba e assessor são presos em Operação contra o tráfico de drogas na região

Uma megaoperação policial deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (30) resultou na prisão do vereador George Everton Santana (PCdoB), eleito com 339 votos nas eleições de 2024, e de um assessor parlamentar, cujo nome ainda não foi divulgado.

De acordo com informações do Ubatã Notícias, os agentes apreenderam na operação diversos veículos, armas, munições e uma grande quantia em dinheiro. O material recolhido será encaminhado para perícia e fará parte das investigações. Esta é a segunda vez que um vereador de Ubaitaba é preso por envolvimento com o tráfico de drogas.

Operação Frater Dominus

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de Ubaitaba, Itabuna, Itacaré, Maraú e Itapetinga, além do município de Santa Luzia do Itanhy, em Sergipe, na manhã desta quinta-feira (30).

A SSP-BA informou ainda que um homem apontado como mandante de homicídios nas regiões de Ibirapitanga e Aurelino Leal também é alvo da ação. O nome dele não foi revelado.

Participam do cumprimento dos mandados, agentes da Secretaria da Segurança Pública, polícias Militar e Civil da Bahia, além da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Ilhéus (FICCO) e o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Sergipe).
Por: Ubatã noticias.
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Polícia deslocou confronto para área de mata e criou 'muro' durante megaoperação no Rio

Cláudio Castro (PL) afirmou que estratégia visou 'minimizar impactos' à população

Em novembro de 2010, câmeras de televisão gravaram, do alto do helicóptero, a fuga de traficantes armados com fuzis na serra da Misericórdia, região de mata da Vila Cruzeiro, uma das favelas do complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro.

A imagem rodou o mundo e se transformou em um dos retratos do projeto das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras), que despontou naquela década.

Quinze anos depois, a serra da Misericórdia é um dos locais com o maior número de corpos encontrados depois da megaoperação desta terça-feira (28), que deixou 121 mortos.

O governador Cláudio Castro afirmou que o deslocamento do confronto com traficantes para áreas de mata foi uma estratégia. "Foi pensado para que a população sentisse o mínimo possível", afirmou, em entrevista coletiva na terça.

Segundo o secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) fez uma espécie de muro: policiais caminharam até a serra da Misericórdia e cercaram os suspeitos para a mata, onde havia outro grupo do Bope aguardando.

"O que a gente fez de diferente nessa operação foi a incursão de homens do Bope na área mais alta da montanha, (...) criando o que a gente chamou de muro do Bope, ou seja, policiais incursionados nessa área, fazendo com que os marginais fossem empurrados", disse.

A serra da Misericórdia tem pouco mais de 300 mil metros quadrados e reúne maciços que variam entre 100 metros e 200 metros de altitude —o Alemão fica a 167 metros de altitude, e a Penha a 111 metros.

Com vegetação de reflorestamento, a serra cobre os bairros de Tomás Coelho, Engenho da Rainha, Vicente de Carvalho —onde está o morro do Juramento —, Penha e complexo do Alemão. As duas últimas localidades formam a região onde aconteceu a operação.

A região da mata dos dois complexos é usada por traficantes do Comando Vermelho para fuga, esconderijo, e também é a região onde é realizado o chamado tribunal do tráfico, prática de assassinatos sob ordens de líderes locais.

Moradores também usam a serra da Misericórdia. Coletivos locais atuam com agricultura orgânica na região, com hortas coletivas.

Nos últimos anos, traficantes passaram a investir no uso de roupas camufladas, como as da polícia e das Forças Armadas, para monitorar e se esconder na vegetação. Familiares ouvidos pela reportagem sob reserva afirmaram que alguns mortos usavam esses uniformes.

Por causa do combate na mata, muitos familiares que se comunicavam com os suspeitos por meio de mensagens por celular perderam o contato, já que a área não tem sinal. Outros conseguiram encontrar corpos através da localização dos aparelhos.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, disse também que havia suspeitos camuflados.

Ele disse ainda que registrou ocorrência para apurar suspeita de fraude processual, pois afirma que pessoas retiraram os uniformes dos corpos antes de enfileirá-los em uma praça da Penha.

"Eles estavam na mata, nós temos imagens deles paramentados, com roupas camufladas, com coletes balísticos, portando essas armas de guerra. Aí apareceram vários só de cueca, ou só de shorts. Temos imagens de pessoas que retiraram esses corpos da mata e colocaram em via pública tirando a roupa desses marginais", afirmou em entrevista coletiva nesta quarta-feira (29).

Ao longo da tarde e noite de terça e madrugada de quarta, moradores, com apoio de mototaxistas, foram até a mata buscar os corpos. Dezenas deles foram levados a uma praça na Penha, onde foram enfileirados.

A Polícia Civil foi procurada para comentar por que os corpos encontrados por moradores nesta quarta não foram retirados do local, mas não houve resposta.
Por Yuri Eiras/Folhapress

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