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VÍDEO: Edson Gomes desabafa e comenta episódio com Daniela Mercury: “Meu senhor me ensina a não devolver a ofensa”

O cantor Edson Gomes desabafou sobre o ocorrido entre ele e a cantora Daniela Mercury, durante um evento do Troféu Armandinho e Irmãos Macêdo, que celebra o carnaval da Bahia, em abril deste ano. Em um vídeo publicado, nesta quarta-feira (27), pelo pianista Scooby, componente da banda Cão de Raça, que acompanha Edson, o cantor aparece conversando com o público sobre um episódio entre ele e “uma colega”.

“Todo mundo, onde eu vou cantar, espera eu falar alguma coisa em relação ao episódio que aconteceu lá em Salvador com a colega [Daniela], mas eu não vou falar nada sobre esse assunto. Nada”, afirma.

Além de não querer falar sobre o tema, o artista soteropolitano de reggae garante que o caso não terá repercussões jurídicas: “E também não vou processá-la. Não vou processá-la. O meu senhor me ensina a não devolver a ofensa. Aquilo que ele diz, quando bater de um lado para o outro é o seguinte: te ofendeu, você deixa para lá, deixa para ele resolver. Eu não quero ganhar dinheiro de ninguém”.

 

Acidente na BR-251: ônibus e carreta pegam fogo e deixam oito mortos em MG

Ônibus saiu de São Paulo com destino a Sergipe e bateu de frente com uma carreta na madrugada deste domingo (24), em Santa Cruz de Salinas. Rodovia ficou interditada após os veículos pegarem fogo e pelo menos oito mortes foram confirmadas.

Uma batida entre um ônibus e uma carreta, seguida de incêndio, deixou pelo menos oito pessoas mortas e outras nove feridas na BR-251, em Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, na manhã deste domingo (24). Segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os veículos foram tomados pelas chamas após o impacto.

O acidente foi registrado no km 234 da BR-251, em Santa Cruz de Salinas. De acordo com a PRF, a colisão frontal ocorreu por volta das 4h30 e envolveu um ônibus e um caminhão carregado com peças automotivas e sucatas.

Ainda conforme a PRF, o ônibus saiu de São Bernardo do Campo (SP) e seguia para Aracaju (SE). Já o veículo de carga fazia o trajeto entre Fortaleza (CE) e Piracicaba, no interior paulista.

Após a batida, os veículos pegaram fogo. Os corpos das vítimas ficaram carbonizados e presos às ferragens, de acordo com os bombeiros.

Vítimas

Equipes do SAMU do Norte de MG e do Vale do Jequitinhonha, com bases em Curral de Dentro, Taiobeiras e Pedra Azul, participaram do atendimento aos feridos. Quando os socorristas chegaram à rodovia, cinco pessoas já haviam sido levadas para hospitais da região.
Em atualização no início da tarde, o Corpo de Bombeiros informou que o ônibus tinha 15 passageiros e dois motoristas. A carreta era ocupada apenas pelo motorista, que foi localizado com vida pela PRF e socorrido pelo SAMU.

Segundo a corporação, oito mortes haviam sido confirmadas até aquele momento. Todas as vítimas fatais estavam no ônibus e ficaram carbonizadas após o incêndio.

Outras nove pessoas foram socorridas e encaminhadas para hospitais da região.

Entre os feridos encaminhados para hospitais da região estão:

motorista do ônibus, de 41 anos, com suspeita de fratura na perna
idoso, de 72 anos, com escoriações no rosto e dor na perna esquerda
mulher, de 61 anos, com escoriações no rosto, hematoma na região do quadril e dor na perna esquerda
dois homens levados pela ambulância de Taiobeiras, sem idades informadas
três homens, de 30, 38 e 42 anos, socorridos pela ambulância de Pedra Azul
uma pessoa de 24 anos socorrida pela ambulância de Medina

O idoso e a mulher relataram aos socorristas que precisaram pular do ônibus para fugir das chamas.
As equipes também apuram a possibilidade de outras pessoas terem sido transportadas por uma segunda ambulância de Pedra Azul. Por isso, os números ainda são considerados parciais.

Ferragens dificultam resgate

As ferragens dos veículos ficaram extremamente retorcidas, o que dificulta o trabalho dos militares no resgate e na identificação das vítimas, segundo o Corpo de Bombeiros.

No início dos trabalhos, os bombeiros haviam confirmado cinco mortes. Durante o atendimento da ocorrência, o número subiu para seis e, posteriormente, para oito vítimas fatais.

Conforme os bombeiros, cinco vítimas aparentam ser adultas e uma pode ser uma criança entre 10 e 11 anos.

Os bombeiros também apuram a possibilidade de haver um bebê no colo de uma das vítimas, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o ônibus não era de turismo e possivelmente fazia uma linha intermunicipal. A corporação também informou que ainda não foi possível confirmar quantas pessoas estavam no ônibus nem o número total de feridos, já que os trabalhos de desencarceramento dependem da liberação da perícia.

Houve suspeita de envolvimento de um terceiro veículo por causa dos destroços espalhados na pista. No entanto, segundo os bombeiros, os fragmentos eram da carga transportada pela carreta e o acidente envolveu apenas os dois veículos.

Quatro viaturas do Corpo de Bombeiros foram empenhadas para a ocorrência. A PRF também atua no controle do trânsito e na apuração das circunstâncias da batida.

Após os trabalhos periciais, os corpos começaram a ser encaminhados para a funerária local.

A orientação repassada por motoristas que passam pela região é que os condutores busquem desvio por Guanambi, na Bahia.

*Esta reportagem está em atualização.

Por Cristiane Rodrigues, g1 Grande Minas

Sustentabilidade avança e transforma setor funerário

Gavetas ecológicas, controle ambiental e novas tecnologias reduzem impactos em cemitérios urbanos

A busca por soluções sustentáveis, cada vez mais presente em diferentes setores da economia, também começa a provocar mudanças no segmento funerário brasileiro. Em cidades densamente urbanizadas, cemitérios têm adotado tecnologias e estruturas voltadas à redução de impactos ambientais, ao melhor aproveitamento dos espaços e ao controle mais rigoroso dos resíduos gerados naturalmente nos processos de sepultamento.
Em Salvador, iniciativas desse tipo já fazem parte da realidade de cemitérios tradicionais, a exemplo do Cemitério Campo Santo, localizado no bairro da Federação. O espaço conta com soluções ecológicas e sistemas de controle ambiental voltados à preservação do solo e à gestão adequada dos processos funerários.

Tecnologia e controle ambiental - Entre as alternativas que vêm ganhando espaço no setor estão as chamadas gavetas ecológicas, desenvolvidas para reduzir riscos de contaminação ambiental e otimizar áreas cemiteriais, especialmente em grandes centros urbanos. A estrutura utiliza sistemas de vedação e controle capazes de minimizar impactos ao meio ambiente durante o processo de decomposição.
Segundo Eduardo Fernandes, gestor de projetos do Campo Santo Familiar, a sustentabilidade passou a ocupar papel estratégico no planejamento funerário moderno. “Existe hoje uma preocupação crescente com práticas ambientalmente responsáveis dentro do setor. Isso envolve desde o uso mais racional dos espaços até tecnologias voltadas à proteção ambiental e ao cumprimento de normas técnicas cada vez mais rigorosas”, afirma.

Mudança de comportamento - De acordo com Fernandes, além das exigências ambientais, a mudança também acompanha um novo perfil das famílias brasileiras. “As pessoas estão mais conscientes sobre sustentabilidade em diversas áreas da vida, e isso naturalmente chega ao momento da despedida. Há uma procura maior por informações e por alternativas que conciliam acolhimento, respeito e menor impacto ambiental”, explica.

A tendência acompanha discussões internacionais sobre sustentabilidade urbana e uso inteligente do solo em cemitérios, principalmente em cidades onde áreas disponíveis se tornam cada vez mais limitadas.
Debate deixa de ser tabu - Para Samara Bastos, gerente de marketing do Campo Santo Familiar, o tema ainda é delicado para muitas famílias, mas vem deixando de ser um tabu, sobretudo entre as gerações mais jovens. “Hoje existe uma abertura maior para conversar sobre planejamento funerário, e isso inclui questões ambientais. Muitas pessoas querem compreender como funcionam os processos e quais alternativas existem para escolhas mais conscientes”, observa.

Ela destaca que a sustentabilidade no setor funerário também envolve uma mudança cultural. “O planejamento passou a ser visto de forma mais ampla, não apenas financeira ou emocionalmente, mas também sob a ótica da responsabilidade ambiental e do cuidado com as próximas gerações”, completa.

Especialistas apontam que a adoção de soluções sustentáveis deve crescer nos próximos anos, impulsionada tanto pela demanda social quanto pelo avanço das regulamentações ambientais. Em Salvador, a presença de cemitérios históricos convivendo com desafios urbanos contemporâneos reforça a necessidade de modernização gradual do setor sem abrir mão da tradição e da memória afetiva das famílias.

Assessoria de Imprensa: Carla Santana (71) 9 9926-6898

Aplicativo do Bolsa Família tem novas funcionalidades a partir de hoje

                                         Usuário terá mais informações e acessibilidade
A partir desta segunda-feira (18), o aplicativo do Bolsa Família contará com novas funcionalidades e serviços que tornarão a utilização mais intuitiva e simples. Com a atualização da ferramenta o usuário terá mais informações, acessibilidade em uma plataforma modernizada.

A versão atualizada estará disponível para download em dispositivos Android, por meio da loja Google Play para as mais de 19 milhões de famílias beneficiárias.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que desenvolveu as melhorias do aplicativo em parceria com a Caixa Econômica Federal, a reformulação foi feita com foco na experiência do usuário e na inclusão digital. A modernização promoverá mais acessibilidade, transparência e autonomia aos beneficiários.

"As novas funções do aplicativo do Bolsa Família vão na linha do que faz o governo, ao facilitar o serviço para o usuário. No dia a dia, as famílias poderão acessar informações importantes e saber, por exemplo, o motivo do bloqueio do benefício. Elas também poderão identificar medidas que precisam ser adotadas para regularizar a situação”, disse o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias.

A nova versão do aplicativo permitirá que o responsável familiar consulte informações detalhadas sobre a situação do benefício, a composição dos pagamentos e eventuais ocorrências relacionadas ao cadastro, identificando possíveis pendências que precisam ser regularizadas para garantir a continuidade do recebimento. O resultado deve ser a agilidade no atendimento nos centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em outros serviços públicos.

Entre os aprimoramentos de acessibilidade estão a compatibilidade com leitores de tela, como o TalkBack, além da otimização de funcionalidades como o extrato de pagamento, as mensagens do programa e o calendário de repasses. O cidadão também poderá conhecer outros programas do governo, com acesso direcionado às páginas de cada iniciativa.

As principais funções do aplicativo são a consulta dos tipos de benefício; verificação de situações e pendências que possam interromper o pagamento; acompanhamento das parcelas mensais do benefício; consulta de datas de pagamento; acesso às informações atualizadas do programa; conhecer outros programas do governo; navegação em interface mais simples e intuitiva; obtenção de informações sobre o programa; e um canal direto com a Caixa Econômica Federal.

A apresentação das atualizações do funcionamento das ferramentas disponíveis no aplicativo será feita no próximo dia 27, em Brasília. No mesmo dia será lançado um site exclusivo do Bolsa Família. O portal terá conteúdos como calendário de pagamentos, acesso ao benefício, regras do programa, canais de atendimento, perguntas frequentes e orientações às famílias atendidas.
Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

Ônibus da banda Mastruz com Leite sofre acidente na BR-226; vocalistas estavam no veículo

O ônibus da banda de forró Mastruz com Leite sofreu um acidente na madrugada deste sábado (9), por volta das 4h30, em um trecho da rodovia BR-226, nas proximidades do município de Imperatriz, no Maranhão.
 
O veículo seguia com destino a Brejo Grande do Araguaia, no Pará, quando saiu da pista e colidiu com uma árvore.

De acordo com as informações iniciais, divulgadas pelo site Diário do Nordeste, o acidente ocorreu após o motorista tentar desviar de um buraco na rodovia. Durante a manobra, o veículo invadiu o acostamento e acabou colidindo lateralmente com uma árvore às margens da pista.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o ônibus parado fora da rodovia enquanto os integrantes da banda e a equipe técnica realizavam a retirada de bagagens e equipamentos do interior do veículo.

Apesar da colisão e do impacto, não houve feridos. A cantora Djailma Pontes tranquilizou os fãs por meio de um vídeo publicado em seus perfis oficiais.

"Foi um susto grande, mas estamos bem. Ninguém se machucou, graças a Deus. Agora é agradecer a Deus por estarmos vivos e pedir proteção", afirmou a artista.

Djailma também agradeceu o suporte recebido e reforçou a importância das mensagens e orações dos seguidores após o ocorrido. Nas redes sociais, a banda não emitiu comunicados sobre possíveis alterações ou cancelamentos na agenda de shows do grupo em decorrência do acidente.

https://www.instagram.com/reels/DYHkaadO7GA/

Sandro Filho denuncia ataque com fake news íntima e aponta tentativa de silenciamento político

                         Vereador prestou queixa e processou a Meta para obter dados da conta

O vereador Sandro Filho (PP)
O vereador Sandro Filho (PP) foi vítima de uma campanha de desinformação nas redes sociais, após a circulação de um vídeo falso que tenta associar sua imagem a uma situação íntima em alto mar, a bordo de uma moto aquática.

O conteúdo começou a ser disseminado por um número anônimo de WhatsApp, sem qualquer comprovação de autenticidade, e coloca em tela dividida uma notícia de um casal flagrado fazendo sexo (a notícia original é esta: https://www.tupi.fm/brasil/casal-flagrado-sexo-jet-ski-imagens-polemicas) e uma foto de Sandro e sua esposa, durante a lua de mel do dois, dois anos atrás.

Diante do caso, Sandro Filho informou que já registrou queixa formal e ingressou com medidas judiciais para identificar os responsáveis pela divulgação. Entre as ações, está um processo contra a Meta Platforms, responsável pelo WhatsApp, com o objetivo de obter os dados da conta utilizada na disseminação do material.

De acordo com o vereador, o episódio não é isolado e teria motivação política. Ele sustenta que a divulgação do conteúdo falso busca desgastar sua imagem pública e frear sua atuação política, marcada por posicionamentos críticos e fiscalização de ações do poder público.

“Não se trata apenas de um ataque pessoal, mas de uma tentativa clara de intimidar e silenciar a minha atuação. Vamos até o fim para identificar e responsabilizar quem está por trás disso”, afirmou.
Por Redação

'Estou no limite da minha dignidade': brasileira com doença degenerativa vai à Suíça para suicídio assistido

Com doença incurável, Célia decidiu como queria morrer; acesso ao procedimento exige viagem e alto custo fora do Brasil.

Na quarta-feira (15), a brasileira Célia Maria Cassiano entrou em um quarto na Suíça, se deitou em uma cama e bebeu, por conta própria, uma substância amarga prescrita por um médico. Entre três e cinco minutos depois, ela adormeceu e morreu. Não houve dor.

A morte foi comunicada às autoridades locais.

Na Suíça, casos de suícidio assistido seguem um protocolo: após a morte, a polícia vai até o local para verificar a documentação, confirmar que houve consentimento livre e atestar a legalidade do procedimento. O corpo é então encaminhado para perícia e, posteriormente, cremado.

O acesso, no entanto, exige o cumprimento de uma série de critérios médicos e legais, além de um custo que gira em torno de R$ 65 mil (11 mil francos suíços).
Diagnóstico e perda de autonomia

Célia construiu a vida em torno da universidade e das artes. Mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), se formou também em Ciências Sociais e seguiu na área acadêmica, entre aulas, orientação de alunos e gestão de cursos de Comunicação.

Em 2025, aos 67 anos, recebeu o diagnóstico de uma doença neurodegenerativa que afeta o segundo neurônio motor —condição que compromete progressivamente os movimentos e a fala, mas preserva a consciência. O corpo começa a falhar enquanto a percepção do que está acontecendo permanece intacta.

“Eu não queria ficar totalmente dependente, presa numa cama, ligada a aparelhos”, disse, em vídeo gravado para as redes sociais.

Nos últimos meses, a perda de autonomia deixou de ser uma possibilidade futura e passou a organizar a rotina. “Hoje eu preciso de três pessoas para me levarem no banheiro: uma me levanta, uma tira minha roupa, outra me ajuda a sentar”, relata.

“Eu estou no limite da minha dignidade.”

A decisão de interromper a própria vida foi construída ao longo desse processo.

“Eu decidi lutar pelo meu direito de ter uma morte digna.”

Um direito que não existe

No Brasil, não há legislação que autorize qualquer forma de morte assistida. O conceito engloba tanto o suicídio assistido —quando a própria pessoa administra a substância— quanto a eutanásia, em que um profissional realiza o procedimento. Nenhuma das duas práticas é permitida.

Na avaliação da advogada e especialista em direito médico Luciana Dadalto, presidente da associação "Eu Decido", essa ausência de regulamentação impede qualquer caminho formal para quem deseja esse tipo de escolha. A entidade atua na defesa da autonomia do paciente em decisões de fim de vida.

Sem protocolos, instituições ou respaldo legal, o tema permanece no campo teórico ou, no máximo, em discussões pontuais no Judiciário, ainda sem casos consolidados no país.

Único destino possível

Diante desse cenário, quem decide seguir por esse caminho precisa sair do país —e há, na prática, um único destino possível.

A Suíça é hoje o único país que aceita estrangeiros não residentes no modelo de suicídio assistido, o que transforma uma decisão individual em um processo que envolve planejamento, deslocamento internacional e custo elevado.

No caso de Célia, isso significou meses de preparação, com a reunião de documentos, laudos médicos e traduções, além do cumprimento de exigências formais das organizações responsáveis pelo procedimento.

Em alguns momentos, segundo ela, foi necessário omitir o objetivo final da viagem para conseguir avançar nas etapas burocráticas.

O rito

O modelo suíço permite apenas a forma auto administrada do procedimento. Isso significa que é a própria pessoa quem realiza o ato, após cumprir critérios que incluem a comprovação de uma condição grave, incurável ou irreversível e a avaliação da capacidade de decisão.

O processo começa ainda no país de origem, com a definição da data. Ao chegar à Suíça, o paciente deve permanecer por um período mínimo antes do procedimento, quando passa por avaliações médicas e psiquiátricas independentes. No dia marcado, o medicamento é prescrito e retirado em farmácia, com identificação formal.

A partir daí, o tempo passa a ser determinado pela própria pessoa. É comum que familiares acompanhem e que o momento inclua escolhas individuais, como ouvir música, conversar ou permanecer em silêncio.

Quando decide, a pessoa ingere a substância diluída em água. A morte ocorre em poucos minutos.

Após a morte, o processo segue sob supervisão das autoridades. A polícia é acionada, verifica a documentação, analisa a ausência de coação e confirma que a decisão partiu da própria pessoa.

ó então o caso é considerado regular e segue para os trâmites legais, incluindo perícia e cremação.

O custo do processo — cerca de R$ 65 mil, sem incluir viagem e hospedagem — impõe barreiras significativas. O acesso ao suicídio assistido no exterior fica restrito a quem consegue arcar com todas as etapas envolvidas.

“Eu sou uma privilegiada, porque isso é muito caro”, disse Célia.

Debate em movimento

Enquanto o Brasil mantém a proibição, outros países da América Latina começam a avançar.

O Uruguai regulamentou na quinta-feira (16) a lei que permite a eutanásia para pacientes com doenças graves, incuráveis e irreversíveis, mediante critérios médicos e psicológicos e manifestação expressa do paciente. O procedimento, no entanto, é restrito a cidadãos e residentes no país.
Na região, decisões judiciais em países como Colômbia, Equador e Peru também vêm abrindo espaço para práticas relacionadas à morte assistida, ainda que em modelos distintos e sob diferentes níveis de regulamentação.

O tema segue em debate, com variações importantes entre os países.

A escolha, no fim

Nos dias que antecedem o procedimento, Célia decidiu fazer turismo. Visitou museus, caminhou pela cidade e foi a restaurantes. “Eu fiquei tranquila porque sabia que não ia ficar presa numa cama”, afirma.

A decisão, diz, foi construída ao longo do tempo, a partir da forma como entende dignidade e autonomia. “Eu quero uma morte sem dor.”

Antes de se despedir, deixou um recado que ultrapassa a própria história:

“Lutem por esse direito no Brasil. Não é uma obrigação. É uma escolha.”
Por Talyta Vespa, g1

Aparentando embriaguez, deputado interrompe show de Tayrone em São Gabriel; assista

          Segundo relatos de pessoas que estavam no local, o parlamentar aparentava estar embriagado
Um episódio constrangedor marcou a noite deste sábado durante os festejos de São Gabriel, município vizinho a cidade de Irecê. O deputado estadual Ricardo Rodrigues (PSD) protagonizou uma cena de tumulto ao subir ao palco durante a apresentação do cantor Tayrone e interromper o show diante de milhares de pessoas.

Segundo relatos de pessoas que estavam no local, o parlamentar aparentava estar embriagado. Ao tomar o microfone, passou a falar de forma desconexa, sem conseguir manter uma linha clara de raciocínio, o que levou o artista a interromper a apresentação. Parte do público reagiu com vaias e pedidos para que o show tivesse continuidade.

Testemunhas afirmam que, durante o episódio, o deputado segurava o cantor insistentemente, dificultando o andamento da apresentação. O artista tentou retomar o controle do palco e dar sequência ao show, mas a interrupção se estendeu por vários minutos, gerando desconforto entre os presentes.

Ao deixar o palco, o deputado precisou ser amparado por pessoas próximas para evitar uma queda, já que demonstrava dificuldade para se manter em pé. O momento foi registrado por diversos celulares e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, com vídeos circulando em grupos e perfis de todo o estado.

Até o momento, não houve manifestação oficial do parlamentar ou de sua assessoria sobre o ocorrido. A organização do evento também não se pronunciou publicamente.

O caso gerou forte repercussão política e social na região de Irecê, reacendendo debates sobre postura pública, responsabilidade institucional e comportamento de agentes políticos em eventos oficiais e festividades populares.
Por Política Livre

ARTIGO SOBRE PAI QUE MATOU FILHOS – Não foi amor. Foi controle.

Por Danda Coelho – bacharel em Direito.
Um homem, alegando traição, matou os dois próprios filhos e depois tirou a própria vida. Deixou uma carta. Pediu perdão. Tentou explicar. Tentou justificar o injustificável.

Eu li sobre o caso. Li trechos da carta. Li comentários que se espalharam nas redes como se fossem sentenças. E, como mulher, como mãe de dois filhos e como fundadora do Movimento Mulheres Cuidando de Mulheres, eu não consigo, e não vou, ficar em silêncio.

Não foi uma fatalidade.
Não foi uma tragédia inexplicável.
Não foi excesso de amor.

Foi um crime brutal. Foi uma decisão. Foi um ato de violência com intenção.

O que mais me atravessa, além da dor do fato em si, é o tribunal digital que se instala logo depois. Sempre há uma plateia pronta para julgar a mulher. Sempre há alguém perguntando por que ela não saiu antes. Como se a responsabilidade pela violência masculina fosse, de alguma forma, compartilhada.

Enquanto essa mãe segurava a alça de dois caixões, dois seres que ela gerou, amou profundamente e colocou no mundo, havia gente discutindo sua vida íntima. Enquanto ela enterrava os próprios filhos, havia quem tentasse encontrar nela a origem do crime.

Essa lógica é cruel.

Quando um homem não aceita o fim de um relacionamento e transforma frustração em violência, eu não vejo amor. Eu vejo necessidade de domínio. Vejo incapacidade de lidar com a autonomia feminina. Vejo a recusa em aceitar que uma mulher pode escolher ir embora.

O feminicídio não começa no último ato. Ele começa no controle. Começa quando a autonomia da mulher passa a ser vista como ameaça.

A violência contra a mulher não termina no ato físico. Ela se manifesta em manipulações emocionais, em chantagens, em tentativas de desmoralização pública e, nos cenários mais perversos, no uso dos próprios filhos como instrumento para atingir e punir.

Quando um homem utiliza uma criança como arma emocional, quando a coloca no centro de um conflito para ferir a mãe, ele ultrapassa qualquer limite moral. Crianças não são extensão do ego masculino. Não são propriedade. Não são escudo. Não são instrumento de vingança.

Neste caso, o que vemos é ainda mais brutal: diante da frustração e da perda de controle, ele utilizou aquilo que sabia ser mais valioso para ela, os filhos, como forma de punição definitiva. Não é sobre desespero. É sobre poder. É sobre causar uma dor que ele sabia que seria eterna.

Quando alguém transforma dor em violência, isso não é ausência de razão. É escolha. E quando envolve outras vidas, não é descontrole… é responsabilidade.

A carta deixada por ele não pode ser lida como um gesto romântico ou desesperado. É uma tentativa de controlar a narrativa. É uma estratégia para deslocar a culpa do próprio ato. É a tentativa de transformar sua violência em consequência da ação dela.

Mas não há explicação legítima.

E eu faço questão de afirmar, com toda a clareza que esse momento exige:

“A mãe não é causa, gatilho ou corresponsável.
Ela não provocou o crime.
Ela perdeu seus filhos. Ela é vítima.
Nomear essa crueldade é um dever ético.
Silenciá-la é conivência.
O que ocorreu foi violência extrema com finalidade punitiva, expressão de narcisismo patológico e profundo desequilíbrio emocional.
A responsabilidade é única, exclusiva e intransferível.”

Eu sou mãe de dois filhos. Dois tesouros que sustentam meu mundo. E é impossível não fazer o paralelo. É impossível não imaginar, ainda que por um segundo, o vazio absoluto que seria viver sem eles. Nenhuma mãe deveria conhecer essa dor. Nenhuma.

Essa mulher não apertou o gatilho.
Ela não escreveu a carta.
Ela não tirou a vida dos filhos.

O que ela fez foi sobreviver ao inimaginável. O que ela fez foi sepultar dois pedaços do próprio coração.

E, ainda assim, há quem aponte o dedo.

Se toda mulher traída, espancada, humilhada resolvesse matar os filhos como resposta à dor, não ia ficar quase ninguém na Terra. A dor não é privilégio masculino. O que diferencia não é intensidade de sofrimento, é escolha diante dele.

Sofrimento não é autorização para destruir.

Que a gente nunca confunda sofrimento com permissão para ferir.

Quando a sociedade minimiza sinais de controle, quando naturaliza o ciúme excessivo, quando relativiza ameaças sob o argumento de “ele ama demais”, ela participa da construção de tragédias anunciadas. Cada vez que alguém diz que a mulher deveria ter saído antes, mas não pergunta por que o agressor não respeitou limites, reforça-se o ciclo.

Nenhuma mulher deve ser punida por existir. Nenhuma mulher deve pagar com a própria vida, ou com a vida dos filhos, por exercer sua autonomia. E nenhuma criança deve ser arrastada para guerras que não são suas.

Eu termino reafirmando, porque isso precisa ficar registrado sem ambiguidade:

Usar os filhos como último ato de controle sobre uma mulher não é prova de amor, é prova de posse. E crueldade. É machismo. É a face mais brutal do feminicídio. Não culpem a mulher.
A responsabilidade é de quem escolheu ferir, dominar e destruir.
Isso não era amor. Era controle. Era violência!

A essa mãe, que agora carrega uma ausência irreparável, eu ofereço minha solidariedade mais profunda. Como ativista. Como mulher. Como mãe.

O Movimento Mulheres Cuidando de Mulheres está ao lado dela. Para que ela não carregue, além do luto, a culpa que não lhe pertence. Para que o julgamento não se some à dor.

Ela já carrega o peso mais devastador que alguém pode suportar.

Ela não precisa carregar também a crueldade da sociedade.

Sobre Danda Coelho

Danda Coelho é bacharel em Direito, professora, doutora, jornalista, palestrante, dedicada a estudar vínculos, emoções, estruturas sociais que atravessam os relacionamentos e caminhos de superação, inclusive após rupturas afetivas.
Seu projeto @mulherescuidandodemulheres surgiu da necessidade de criar um espaço seguro onde mulheres pudessem dividir suas dores sem julgamento e, a partir disso, receber orientação baseada em pesquisa, prática e empatia.

Em casos de violência, mulheres podem buscar ajuda pelo Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), pelo 190 em situações de emergência, pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e pela rede de proteção social e de saúde.

Juiz e delegado de Riacho de Santana são investigados por suposto conluio e coação de menores

A cidade de Riacho de Santana, no oeste da Bahia, vive um cenário de supostos abusos de poder, violação de direitos e conluio entre autoridades. As acusações, que envolvem o juiz de direito Paulo Rodrigo Pantusa e o delegado de polícia Sandro Marco Nunes Gomes, apontam para uma suposta estrutura de perseguição, fraude processual e até tortura psicológica, com foco em processos de crimes sexuais.

O epicentro das denúncias gira em torno do tratamento dado a uma adolescente, então com 14 anos. Em depoimentos manuscritos, a qual o Bahia Notícias teve acesso, a jovem narra uma sequência de eventos angustiantes.

Ela relata ter sido retirada da casa da avó por conselheiros tutelares e policiais, com a presença do próprio juiz Pantusa e sua assessora, Maria Ivanio Pereira Neves, para depor falsamente contra um homem mantido preso de forma ilegal pelo juiz. Segundo o testemunho, ela foi colocada na viatura policial, teve seu celular apreendido e a senha exigida pelo magistrado.

Em outro momento, afirma ter sido levada ao fórum e à delegacia, onde, acompanhada pelo juiz, pelo delegado e pela investigadora Amanda Santos Silva, teria sofrido pressão psicológica. A menina narra que o juiz Pantusa ameaçou enviá-la para Salvador [em uma casa de acolhimento] caso não colaborasse e dissesse "o que ele queria saber".

A assessora do juiz, Maria, a teria levado ao banheiro para reforçar a coação, segundo o relato. De acordo com a denúncia, durante as escutas especializadas no Creas, a assessora permaneceu na sala, o que é vedado pela Lei 13.431/2017, que busca preservar a criança de qualquer constrangimento.

A defesa dos réus nos processos que envolvem a adolescente, representada pelo advogado Aslon Victor Rodrigues Lima, alega que as provas foram colhidas por meio de "tortura psicológica" e "medidas medievais", resultando em nulidade absoluta. Ele impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pedindo a soltura dos acusados e o trancamento da ação penal. Em resposta ao habeas corpus, o juiz Paulo Rodrigo Pantusa negou veementemente as acusações.

O juiz afirmou que agiu a pedido do pai da adolescente, que, desesperado com a situação de drogadição e prostituição da filha, teria buscado ajuda do Judiciário.

Contudo, as denúncias contra o juiz vão além deste caso. Há relatos de que o magistrado teria tido problemas de renovação de contrato em comarcas como Guanambi e Caetité, devido a queixas sobre sua atuação iniciando processos (prática vedada pela jurisdição). Há ainda uma investigação em curso, supostamente envolvendo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, sobre a possível adulteração de documentos no sistema processual eletrônico (PJE).

O delegado Sandro Marco Nunes Gomes também é alvo de múltiplas acusações. Além de seu nome constar no suposto episódio de coação à adolescente, ele é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil da Bahia em um procedimento que apura crimes de fraude processual, extorsão e associação criminosa.

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Bahia (OAB-BA), interveio diretamente. Em julho de 2025, realizou um desagravo público em Riacho de Santana em defesa do advogado Aslon Lima, que relatou ter sido ofendido pelo delegado e ter tido clientes com depoimentos modificados.
A OAB encaminhou o nome do delegado ao Cadastro Nacional de Violadores de Prerrogativas do CFOAB e solicitou ao secretário de Segurança Pública do Estado atenção ao caso, inclusive sobre um pedido de transferência do policial.

As acusações contra o delegado falam ainda acerca de uma denúncia de que ele teria abusado de uma jovem mãe dentro da delegacia e tentado estuprá-la em seu carro particular, enquanto a vítima segurava seu filho autista no colo, coagindo-a a assinar documentos em branco.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) confirmou que recebeu notícias de fato relacionadas ao juiz e ao delegado e que as apurações estão em andamento, sob sigilo. A Corregedoria da Polícia Civil e o Tribunal de Justiça da Bahia, quando procurados para esta reportagem, não se manifestaram. Ambas as instituições são a forma de contato da imprensa com integrantes do quadro de servidores.Por Redação/Bahia noticias

ET de Varginha era apenas homem de cócoras, aponta inquérito militar

O caso do ET de Varginha voltou à tona 30 anos depois de sua suposta aparição; investigação foi feita pelo Superior Tribunal Militar (STM)

Neste mês de janeiro, a história do 'ET de Varginha' completa 30 anos e até hoje, muita gente acredita na aparição do suposto extraterrestre na cidade mineira. Porém, um Inquérito Policial Militar (IPM) do Superior Tribunal Militar (STM), com mais de 600 páginas, revela que tudo não passou de um engano.

O órgão disponibilizou um documento em seu site onde afirma que "o episódio não passou de uma história fictícia, surgida em um dia de forte chuva", quando três jovens relataram ter visto uma suposta criatura agachada próxima a um muro, em um bairro da cidade.

Depois do acontecimento, muitos passaram a acreditar que um suposto ET estaria circulando pela cidade. No entanto, nos autos consta a informação que era apenas um homem, que tinha transtornos mentais, conhecido por perambular pelas ruas do município, frequentemente agachado, de cócoras. Há, inclusive, fotos anexadas aos arquivos desse homem em diferentes locais.

O STM também informou que a investigação militar, instaurada em março de 1997 com o intuito de apurar boatos sobre um suposto envolvimento de militares do Exército na apreensão e no transporte da suposta criatura, também ouviu os dois ufólogos responsáveis por um livro que popularizou o caso.

O caso do ET de Varginha voltou à tona, 30 anos depois de sua suposta aparição, e também ganhou documentários e vídeos nas redes sociais com informações sobre o inquérito militar.
[Segundo o IPM, testemunhas confundiram um homem conhecido por circular pela cidade; fotos anexadas aos autos embasaram a apuração]© Arquivo STM

Show de Zezé Di Camargo no réveillon de Marabá gera críticas por suposto playback

A apresentação de réveillon do cantor Zezé Di Camargo em Marabá, no sudeste do Pará, terminou cercada por críticas do público. O show, contratado por cerca de R$ 1 milhão com recursos de um convênio com o governo federal, foi marcado por acusações de uso de playback em músicas do repertório mais antigo do artista.

Desde o início da apresentação, espectadores relataram que as canções não estariam sendo executadas ao vivo. Segundo quem acompanhava o espetáculo, a voz reproduzida durante as músicas parecia pré-gravada, sem variações compatíveis com uma performance em tempo real. Para parte do público, apenas os momentos de fala entre as músicas, além de respirações e pausas pontuais, indicavam som ao vivo.

A situação gerou reação imediata de insatisfação entre os presentes, que passaram a comentar a suposta dublagem ainda durante o show. A percepção de playback vocal do próprio cantor acabou dominando as críticas feitas ao espetáculo.

A repercussão ganhou força após a transmissão ao vivo realizada pela Prefeitura de Marabá ser interrompida antes do fim da primeira música. Uma nova live foi iniciada apenas quando o cantor já se aproximava do encerramento da apresentação. Nos comentários da transmissão retirada do ar, internautas levantaram a hipótese de que a interrupção teria ocorrido porque, no ambiente digital, a dublagem ficava ainda mais evidente.

Após a queda da live, as críticas se intensificaram nas redes sociais, ampliando a repercussão negativa do show e reforçando a avaliação de parte do público de que a apresentação não correspondeu às expectativas criadas para a virada do ano.


MGB destaca a atuação dos museólogos em 4 programas que popularizam as geociências

 Entre janeiro e novembro de 2025, o museu recebeu 35.318 visitantes mais de 200 instituições foram contempladas

Nesta quinta-feira (18) é celebrado o Dia do Museólogo. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Estado e o Museu Geológico da Bahia destacam o papel desses profissionais como verdadeiros guardiões do patrimônio material e imaterial. Graças ao empenho dessa equipe, as ações voltadas à popularização das Geociências têm alcançado resultados expressivos. Entre janeiro e novembro de 2025, os programas de Visitação Espontânea (PVE), Museu, Escola e Comunidade (PMEC), Exposição Itinerante (PEI) e Pesquisa (PESQ) atenderam 35.318 visitantes e alcançaram mais de 200 instituições da rede pública, particular e filantrópica.
A museóloga Elizandra Pinheiro, que trabalha há mais de 15 anos na área e é coordenadora técnica do MGB, ressalta a importância do profissional de museologia. “Os museólogos desenvolvem todas as atividades concernentes ao funcionamento dos museus, assim atua na pesquisa, projeto, exposição, documentação, tombamentos de patrimônio, preservação, divulgação de acervo e consultoria na área. Em cada programa do MGB é perceptível a presença desse profissional na democratização do acesso ao patrimônio cultural e natural, tornando a geociência acessível à sociedade”, declara.

O programa de Visitação Espontânea oferece uma viagem no tempo geológico por meio das 15 exposições temáticas do museu, localizado no Corredor da Vitória, onde o visitante aprende de forma prazerosa e didática. Já o Programa Museu, Escola e Comunidade consiste em realizar visitas guiadas e exibições de filmes pedagógicos, criando uma experiência educativa-cultural. Aqui o especialista é responsável por traduzir conceitos complexos de geociências para crianças, jovens e adultos, com foco em despertar o interesse dos estudantes pela área.

Nas exposições itinerantes, o museu vai o público, circulando por escolas, cidades do interior, centros culturais e outros locais que, muitas vezes, não teriam acesso. O objetivo da ação é estimular a mentalidade científica do cidadão, aproximando as pessoas das informações sobre os recursos minerais baianos. Além disso, os profissionais preparam as peças, amostras de pedras preciosas, fósseis, rochas, meteoritos e maquetes para serem transportadas com segurança, adaptam a exposição para diferentes espaços e garantem a conservação durante a montagem.

A pesquisa também é referência no museu, os projetos de cunho científico são desenvolvidos em parceria com as instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA). O museólogo ajuda na identificação, classificação e catalogação dos objetos das coleções do acervo. Disponibiliza laboratórios e materiais para profissionais da área, apoiando estudantes, pesquisadores e professores de administrações públicas ou privadas. Além de, atender ao cidadão na análise de rochas e minerais. “Assim, ao longo dos 50 anos do MGB, a atuação dos museólogos contribui para a democratização das geociências e da valorização do patrimônio geológico da Bahia, por meio de exposições, ações de pesquisa geocientíficas e atividades educativas”, finaliza Elizandra.

Ascom/SDE

Estacionar na frente da própria garagem pode gerar multa?

         

Veja o que diz o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)
O ato de estacionar em frente à própria garagem, uma prática comum em áreas residenciais do país, constitui uma infração de trânsito, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Contrariando a crença popular de que a vaga em frente ao imóvel é uma extensão da propriedade privada e, portanto, "do morador", a lei não faz distinção entre o veículo do proprietário e o de terceiros, pois a rua é considerada um bem público de uso comum.

A legislação proíbe parar ou estacionar em locais que bloqueiem o acesso de veículos a garagens ou entradas de edificações. O objetivo é garantir o fluxo, a segurança viária e a mobilidade urbana, justificando a aplicação de multa e a possível remoção do veículo pelo agente de trânsito. O fato de o proprietário se "permitir" usar aquele espaço não altera o caráter público da via. Em situações de emergência ou necessidade de manobra rápida, um carro parado diante do portão pode criar obstáculos e atrasos.

O CTB trata o espaço em frente ao portão da garagem como área de circulação, e não como área particular. A multa é aplicada quando o estacionamento gera algum prejuízo à circulação ou à segurança.

As circunstâncias mais comuns em que o condutor pode ser autuado incluem:

  • Impedimento total ou parcial da entrada e saída de veículos.
  • Redução da largura útil da via, prejudicando a circulação.
  • Presença de sinalização específica (faixa amarela, placa) que proíba estacionar naquele ponto.
  • Avanço do veículo sobre a calçada ou rampa de acesso de pedestres.
Em vias estreitas, onde o carro dificulta manobras, ultrapassagens ou a passagem de serviços de emergência.

Além disso, algumas cidades possuem normas complementares em áreas residenciais de grande fluxo, intensificando a fiscalização para evitar conflitos entre moradores, bloqueios de garagem e problemas de mobilidade urbana.

Tolerância não é autorização legal

Embora a regra geral seja restritiva, na prática pode haver maior tolerância em ruas largas, com baixo tráfego e sem sinalização expressa. Contudo, é fundamental ressaltar que essa prática não representa uma autorização formal, visto que o CTB não prevê exceção explícita para o morador naquele espaço. O agente de trânsito prioriza a autuação em casos que causem transtornos evidentes, mas a infração legal permanece.

O recurso de solicitar a pintura de faixa amarela ou a instalação de placa de proibição tem o intuito de evitar que terceiros bloqueiem a garagem. No entanto, esse recurso não transforma o local em uma vaga exclusiva, nem autoriza o próprio morador a estacionar ali, pois a área continua sendo pública e sujeita às normas gerais. A garagem termina no limite do portão, e dali em diante a responsabilidade é compartilhada entre todos os usuários da via.

Como evitar infração e multas

Para reduzir o risco de autuação por estacionamento em frente à garagem, a recomendação é priorizar o uso da área interna do imóvel. Manter o veículo totalmente dentro da garagem diminui conflitos com vizinhos e praticamente elimina a chance de bloqueio da via ou da calçada.

Os condutores devem adotar as seguintes medidas:

  • Garantir que o carro esteja completamente fora da calçada e da área de circulação.
  • Observar a sinalização de trânsito, como placas e faixas pintadas no chão, próximas ao portão.
  • Evitar deixar o veículo estacionado por longos períodos em frente ao imóvel.
  • Consultar a legislação municipal ou o órgão de trânsito local para verificar regras específicas.
  • Acompanhar mudanças nas regras de trânsito da região, como novas áreas de proibição de estacionamento ou alterações de mão de direção.
  • O direito de propriedade sobre o imóvel não se estende à via pública. A função da norma é proteger a circulação, a segurança e a acessibilidade, e não garantir vagas particulares na via.
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