PF prende motorista com 1,6 tonelada de drogas em carreta de cimento no Paraná

Ação integrada resultou na apreensão de mais de 1,6 tonelada de entorpecentes ocultos em veículo de carga

Cascavel/PR. A Polícia Federal prendeu, na manhã deste domingo (21/6), um homem que transportava 1.632 kg de maconha e 2 kg de haxixe ocultos em uma carreta utilizada para o transporte de cimento, na BR-277, em Cascavel/PR.

A ação contou com a participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR), do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON) e do Pelotão de Operações com Cães (POP) do 14º Batalhão da Polícia Militar de Foz do Iguaçu.

A apreensão ocorreu no âmbito da Operação Redentor, a partir de investigação conduzida pela Polícia Federal no Rio de Janeiro e de atuação integrada das forças de segurança.

Durante a abordagem, o motorista apresentou comportamento suspeito, o que motivou uma fiscalização mais detalhada do veículo. Na vistoria, os policiais localizaram grande quantidade de entorpecentes escondida no compartimento de carga.

A ação está alinhada às diretrizes estabelecidas no âmbito da ADPF 635 (STF), com foco na desarticulação logística e financeira de organizações criminosas. As operações priorizam o bloqueio de rotas estratégicas utilizadas para o tráfico de drogas e armas, inclusive quando destinadas ao abastecimento de áreas sob influência criminosa.

O preso, o veículo e a droga apreendida foram encaminhados à Polícia Federal para os procedimentos de polícia judiciária. O motorista foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e permanece à disposição da Justiça.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Venda da Ebal, Credcesta e relação com o Banco Master colocam Jaques Wagner e empresário baiano no centro de investigações


A relação entre o empresário baiano Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga, e lideranças políticas da Bahia voltou ao centro das atenções após o avanço das investigações da Polícia Federal sobre operações envolvendo o Banco Master e o mercado de crédito consignado.

Segundo informações apuradas pelas autoridades, a origem da ascensão empresarial de Guga remonta à aquisição da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), em 2018, durante o governo do PT na Bahia. À época, o atual senador Jaques Wagner exercia o cargo de secretário estadual de Desenvolvimento Econômico.

Criada na década de 1970 para garantir acesso da população de baixa renda a produtos essenciais, a Ebal acumulava prejuízos milionários e foi colocada à venda pelo governo estadual. Após dois leilões sem interessados, a empresa acabou sendo adquirida por Augusto Lima por R$ 15 milhões, valor significativamente inferior à oferta inicial, que era de R$ 81 milhões em 2016.

Além da redução do preço, a operação permitiu que o empresário assumisse ativos considerados estratégicos, entre eles a rede de supermercados Cesta do Povo e o Credcesta, cartão de crédito consignado voltado para servidores públicos estaduais. O passivo da estatal permaneceu sob responsabilidade do governo.

Pouco tempo após a aquisição, um decreto estadual ampliou a utilização do Credcesta, que deixou de ser restrito às compras realizadas nas lojas da antiga rede estatal e passou a funcionar em qualquer estabelecimento comercial na modalidade crédito. Também foi ampliado o percentual da renda dos servidores que poderia ser comprometido com operações consignadas.

Com exclusividade na operação do sistema por 15 anos, Augusto Lima consolidou sua atuação no setor financeiro e transformou o Credcesta em uma das bases para sua expansão nacional.

Em busca de ampliar os negócios, Guga iniciou, em 2019, uma parceria com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A sociedade durou até 2024 e contribuiu para a expansão da instituição financeira no mercado de crédito consignado.

Durante o período, Augusto Lima também assumiu funções executivas dentro do banco, liderando estratégias voltadas ao varejo e à ampliação da presença da instituição em governos estaduais.

As investigações da Polícia Federal apontam que a influência política teria sido utilizada para beneficiar interesses relacionados ao banco e ao mercado de crédito consignado. Na semana passada, a nona fase da Operação Compliance Zero teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner.

Enquanto as investigações avançam em Brasília, o Credcesta também enfrenta questionamentos judiciais na Bahia. Mais de 10 mil processos tramitam no Tribunal de Justiça do Estado envolvendo o cartão consignado.

Entre as reclamações estão denúncias de descontos considerados indevidos em contracheques de servidores públicos. Em uma decisão recente, a Justiça reconheceu irregularidades apontadas por uma servidora estadual que contestou cobranças realizadas por meio do sistema.

Ao longo dos últimos anos, Augusto Lima acumulou prestígio em diferentes grupos políticos baianos. Em eventos promovidos pelo empresário, estiveram presentes tanto integrantes do governo estadual quanto lideranças da oposição.

Em dezembro de 2024, ele recebeu a Comenda Dois de Julho, principal honraria concedida pela Assembleia Legislativa da Bahia, por iniciativa do deputado estadual Vitor Azevedo.

A proximidade com Jaques Wagner também é mencionada nos relatórios da Polícia Federal. Em uma das mensagens citadas pelos investigadores, Augusto Lima afirma ao senador: "Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso".

Após a deflagração da operação, Jaques Wagner negou ter recebido vantagens indevidas ou atuado em favor do Banco Master no Congresso Nacional. O senador também contestou as suspeitas envolvendo um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões citado pela investigação.

Já a defesa de Augusto Lima afirmou que o empresário sempre atuou dentro da legalidade e negou a prática de irregularidades.

As investigações seguem sob supervisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e apuram possíveis favorecimentos políticos, operações financeiras e negócios relacionados ao Banco Master e ao mercado de crédito consignado.
Por Política Livre

Aliados de Wagner argumentam que senador fragilizado prejudica palanque de Lula na Bahia

Um dia após ser alvo de operação da Polícia Federal, Jaques Wagner (PT-BA) disse a aliados que não pretende renunciar à liderança do governo no Senado, a não ser que seja a pedido do presidente Lula (PT). Os dois são amigos.

Contrariado com o que chama de fogo amigo, Wagner tem expectativa de se reunir com o presidente na semana que vem para discutirem a liderança do governo.

Integrantes do grupo político do senador contam que Wagner tem ouvido opiniões favoráveis e contrárias ao seu afastamento da função.

Ainda segundo esses aliados, Wagner tem reiterado não ter apego à função, mas manifestado irritação com articulações feitas às suas costas.

Nas conversas recentes, tem prevalecido o argumento de que a fragilização política de Wagner abala o palanque de Lula na Bahia, estado fundamental para a vitória do presidente em 2022. Essa é uma das teses levadas ao Palácio do Planalto em prol da permanência de Wagner na liderança.

Uma ala governista teme, no entanto, que os estilhaços do caso Master afetem a imagem do presidente, mesmo que o escândalo só tenha sido desmantelado no governo dele. Ministro das Relações Institucionais, José Guimarães é um dos defendem essa blindagem a Lula, por considerar injusto que seja abalado pelo esquema que ele combateu.

"Tem que deixar claro que o governo não tem nada com isso. Não podemos misturar as estações", disse o ministro.

Sob reserva, outros ministros manifestaram incômodo com o fato de Wagner ter afirmado que conta com o apoio do presidente para permanecer na liderança.

Com aval do presidente Lula, ministros e aliados se lançaram ainda na quinta-feira (18) em uma operação para que o senador entregue o cargo. Lula avaliava como insustentável a permanência dele na liderança do governo, mas, em vez de destituí-lo, espera que ele peça para sair.

Na sexta-feira (19), durante agenda oficial em Minas, Lula retribuiu com um joinha ao ser questionado por jornalistas sobre a permanência de Wagner na liderança.

Na quinta-feira (18), depois de a Polícia Federal deflagrar a operação na Bahia relacionada ao Banco Master, Lula telefonou duas vezes para Wagner. Segundo aliados do presidente, nas duas conversas, não puderam discutir uma sucessão na liderança do governo devido ao abalo emocional do senador.

Ministros afirmam que esse gesto de solidariedade do presidente não deve ser entendido como garantia de manutenção no cargo de líder, mas um aceno para que Wagner assuma a saída como uma iniciativa pessoal, sob o argumento de que precisa se dedicar à sua defesa.

Ainda segundo esses aliados, foi Lula quem sugeriu que concedesse uma entrevista para dar explicações. Mas, dentro do governo, a avaliação é de que elas foram insuficientes, o que exigirá desdobramentos.

Na entrevista à Band News TV, o líder do governo no Senado citou o telefonema do presidente. "Ele fez questão de me ligar, se solidarizar comigo", afirmou.

O senador disse continuar na liderança do governo no Senado até segunda ordem. "A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje, e eu acho muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim."

Aliados do presidente classificaram a entrevista como acima do tom.

Ibirataia: Concurso de Quadrilhas Juninas encanta público e marca abertura do São João Raiz 2026

O clima junino tomou conta de Ibirataia na noite deste último sábado (20), durante a realização do 2º Concurso de Quadrilhas Juninas das escolas da rede municipal de ensino. O evento, promovido pela Prefeitura Municipal de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, marcou oficialmente a abertura do São João Raiz 2026.

A Praça 7 de Setembro reuniu centenas de pessoas que acompanharam as 12 apresentações realizadas por alunos das escolas do campo, da educação infantil e dos colégios municipais. Com coreografias bem elaboradas, figurinos coloridos e muita animação, os estudantes levaram ao público um verdadeiro espetáculo de valorização da cultura nordestina.

O evento contou com a presença do prefeito Sandro Futuca, da primeira-dama Luanna Figueiredo, do secretário municipal de Educação e também Vice-prefeito, Caio Pina, do secretário municipal de Cultura e Turismo, Silvio Brandão e da Secretária de Agricultura Laís Nascimento. Também participou da programação Rita Rodrigues, coordenadora do CODETER (Colegiado Territorial de Identidade Médio Rio das Contas) e irmã do governador Jerônimo Rodrigues.

O concurso destacou a criatividade, o talento e o envolvimento das unidades escolares na preservação das tradições juninas. As escolas campeãs de cada categoria receberam troféus e uma premiação de R$ 20 mil em materiais escolares.

Resultado – Primeiro Grupo

Classificação Escola Pontuação

1º Lugar Escola Marlene do Rosário 245,5

2º Lugar Escola Israel Almeida Mendonça 226,8

3º Lugar Escolas do Campo 225,1

4º Lugar Creche Augusta Rocha 209,8

5º Lugar Escola Antônio Pedro 193,5

Resultado – Segundo Grupo

Classificação Escola Pontuação

1º Lugar Escola Eraldo Tinôco 239,20

2º Lugar Escola Mariana Andrade Meira 214,90

3º Lugar Escola Castro Alves 194,20

4º Lugar Escola Manoel de Souza Massaranduba 168,70

Resultado – Terceiro Grupo

Classificação Escola Pontuação

1º Lugar Colégio Municipal Mauro Barreira 249,0

2º Lugar Colégio Municipal Paulo Souto 248,5

3º Lugar Colégio Municipal José Firmino da Silva 198,0

Cultura, tradição e integração

O concurso de quadrilhas juninas reafirmou o compromisso da gestão municipal com a valorização da cultura popular e da educação. A programação reuniu famílias, estudantes, professores e comunidade em uma noite de celebração das tradições nordestinas, fortalecendo o espírito de integração e o sentimento de pertencimento cultural.

Com o sucesso da abertura, a expectativa agora se volta para a sequência da programação do São João Raiz 2026, que promete movimentar a cidade com muita música, cultura e entretenimento nos próximos dias.

“É uma alegria muito grande ver nossas escolas participando de um evento tão bonito e significativo para a nossa cultura. O Concurso de Quadrilhas Juninas valoriza nossas tradições, fortalece a educação e promove a integração entre alunos, professores e famílias. Parabenizo todas as escolas participantes pelo empenho, criatividade e dedicação. O São João Raiz é um patrimônio do nosso povo e continuaremos investindo para manter viva essa tradição”, destacou o prefeito Sandro Futuca.

Prefeitura de Salvador define valores de referência para mototáxi

portaria da semob estabelece tarifa base por quilômetro rodado e valores orientativos conforme a distância

A Prefeitura de Salvador regulamentou uma nova tabela de referência para o serviço de mototáxi na capital baiana. A medida foi definida pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e estabelece valores de acordo com a distância percorrida pelos passageiros.

A norma foi publicada na Portaria nº 190/2026 no Diário Oficial do Município e passou a valer após a divulgação. O cálculo considerou custos operacionais do serviço, incluindo despesas fixas e variáveis dos condutores.

O valor de referência definido é de R$ 1,9969 por quilômetro rodado. Com arredondamentos, uma corrida de até 1 km fica estimada em R$ 2. Já trajetos de 5 km e 10 km passam a ter valores de referência de R$ 10 e R$ 20, respectivamente. Em percursos mais longos, de até 80 km, o valor pode chegar a R$ 160.

Segundo a Semob, a tabela tem caráter orientativo e busca dar mais transparência para passageiros e trabalhadores do setor. A cobrança poderá ser feita por aplicativos, plataformas digitais ou outros meios autorizados, e os valores poderão ser revisados futuramente conforme mudanças nos custos da atividade.
Redação/Bahia.ba

Pé de servidor que amputou o próprio membro para tentar fraude milionária foi achado em mochila

Acessório estava escondido a cerca de 350 metros do ponto onde o homem foi inicialmente socorrido

O pé do servidor público que amputou o próprio membro em uma tentativa de fraudar seguradoras para receber uma indenização de R$ 1,5 milhão foi localizado por investigadores dentro de sua própria mochila.

O acessório estava escondido a cerca de 350 metros do ponto onde o homem foi inicialmente socorrido, em uma área da zona rural do município de São Gonçalo dos Campos, no Centro-Norte baiano.

O caso tomou um rumo inesperado quando a polícia constatou que a bolsa continha não apenas o membro cortado, mas também todos os pertences de valor que o servidor alegava terem sido levados pelos criminosos.

Inicialmente, ele havia prestado depoimento afirmando que tinha sido vítima de um assalto seguido de sequestro, no qual os assaltantes teriam roubado seu aparelho celular, relógio e demais bens, além de terem decepado seu pé.

A versão apresentada entrou em contradição imediata com as evidências materiais colhidas no local. A descoberta da mochila revelou que a narrativa do crime violento foi forjada pelo próprio homem com o objetivo único de simular um sinistro e obter o pagamento milionário das apólices de seguro contratadas.

O funcionário público, identificado como Vanderley dos Santos Gomes, exercia suas funções na cidade vizinha de Amélia Rodrigues, localizada na região do Recôncavo baiano.

FotDiante da comprovação da tentativa de estelionato e da falsa comunicação de crime, ele foi condenado pelo Poder Judiciário ao cumprimento de 720 horas de prestação de serviços à comunidade, além do pagamento de uma prestação pecuniária fixada no valor de R$ 7.590.
Redação

Nova sede de colégio estadual amplia estrutura do ensino integral em Irajuba

             Áreas de segurança e infraestrutura também receberam investimentos do Estado

Com investimento de R$ 23,5 milhões, a nova sede do Colégio Estadual de Tempo Integral Professor Isaías Aleixo foi inaugurada neste sábado (20), em Irajuba, pelo governador Jerônimo Rodrigues. A unidade conta com 11 salas de aula e uma estrutura voltada ao ensino integral, com quadra poliesportiva, campo society e laboratórios, ampliando a capacidade de atendimento da rede estadual e fortalecendo a oferta educacional no município.
“Educação é um dos investimentos mais transformadores que podemos fazer. Essa nova estrutura oferece mais condições para o aprendizado, amplia oportunidades para os estudantes e fortalece o futuro de Irajuba. Estamos entregando uma unidade preparada para atender as necessidades da comunidade escolar e contribuir para o desenvolvimento do município”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.

O secretário da Educação, Marcius Gomes, destacou que a nova unidade representa um avanço para a rede estadual na região. “O ensino integral vai além da ampliação da jornada escolar. É uma proposta que amplia as possibilidades de formação dos estudantes e fortalece o vínculo deles com a escola. Essa estrutura foi pensada para oferecer um ambiente moderno e adequado às diversas atividades desenvolvidas ao longo do dia”, disse.

Segurança
A agenda também marcou a inauguração da Unidade Integrada da Delegacia Territorial e Pelotão da Polícia Militar, reforçando a estrutura de segurança pública disponível para a população. O novo equipamento reúne as forças de segurança em um mesmo espaço e busca ampliar as condições de atendimento e atuação das equipes no município.

Outros investimentos

Na área de infraestrutura, foram inauguradas as obras de pavimentação das travessias urbanas na sede e nos povoados Km 70 e Km 75, com extensão de 3 quilômetros e investimento de R$ 1,27 milhão, dentro do Programa Bahia em Movimento. A programação incluiu ainda a entrega de pavimentações em paralelepípedo em diversas ruas do município, além da reforma e ampliação do Estádio Municipal Ângelo Gavião.
O governador ainda entregou ao município um ônibus escolar, uma ambulância e uma van para Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Também foi autorizada a licitação para a pavimentação do acesso ao Colégio Estadual de Tempo Integral Professor Isaias Aleixo e à Unidade Integrada da Delegacia e Pelotão, com investimento estimado em R$ 2,5 milhões.
Repórter: Tácio Santos/GOVBA


Polícia Civil deflagra operação contra o tráfico de drogas e apreende armas em Castro Alves e Santa Terezinha

Ação integrada com a Polícia Militar resultou em prisões, apreensão de drogas, armas de fogo, uma faca, munições, celulares e mais de R$ 7 mil em espécie

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial (DT/Castro Alves), deflagrou, nesta sexta-feira (20), uma operação integrada para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão nos municípios de Castro Alves e Santa Terezinha. A ação faz parte das estratégias de enfrentamento ao tráfico de drogas e à circulação ilegal de armas durante o período dos festejos juninos.
Em Castro Alves, os policiais cumpriram mandado de prisão por tráfico de drogas contra um homem de 24 anos. Com ele foram apreendidos R$ 7.485 mil em espécie, 75 pinos de cocaína e 30 porções de maconha prontas para comercialização.

Ainda no município, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, outro suspeito, de 30 anos, foi flagrado com porções de cocaína, uma balança e um cigarro de maconha.
Já em Santa Terezinha, as equipes localizaram, na residência de um adolescente de 17 anos, uma pistola calibre 9 mm, carregador, 15 munições intactas, porções de cocaína embaladas para venda e uma balança. Em outro endereço, pertencente a um homem de 40 anos, foram apreendidos uma espingarda, pólvora, espoletas e 16 cartuchos.

Participaram da operação equipes das Delegacias Territoriais de Castro Alves, Santa Terezinha e Cruz das Almas, do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigações (GATTI) da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus), do Pelotão da Polícia Militar de Castro Alves, do PETO da 27ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Cruz das Almas) e da RONDESP Recôncavo.

As investigações seguem para identificar possíveis conexões dos envolvidos com grupos criminosos e aprofundar a apuração dos fatos.

Fonte: Priscila Carvalho - Ascom/PCBA

Itagibá: Secretaria de Educação e Cultura abre Vila Cultural em celebração às tradições juninas

Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Itagibá deu início à programação da Vila Cultural com uma noite marcada por emoção, tradição e valorização da cultura nordestina. O evento reuniu estudantes, educadores, familiares e a comunidade em geral para celebrar uma das manifestações culturais mais importantes do município: os festejos juninos.

Foto: Divulgação

A abertura foi marcada pelo Concurso de Quadrilhas Colegiais, que levou para a arena cultural apresentações repletas de criatividade, alegria e respeito às tradições do Nordeste. Com figurinos coloridos, coreografias bem elaboradas e muita animação, os estudantes demonstraram talento e dedicação, encantando o público presente.

Foto: Divulgação

A programação contou ainda com a participação especial da quadrilha Paixão Junina, que abrilhantou a noite com uma apresentação vibrante, levando ainda mais energia, beleza e emoção ao evento. Ao final da disputa, a quadrilha do Colégio Municipal 14 de Agosto conquistou o primeiro lugar, destacando-se pela criatividade, sincronismo e pela forma emocionante com que apresentou o tema escolhido.

Foto: Divulgação

Mais do que um espaço de apresentações artísticas, a Vila Cultural reafirma o compromisso da gestão municipal com a valorização da cultura, da educação e do protagonismo estudantil. O evento proporciona momentos de integração, aprendizado e fortalecimento da identidade cultural, preservando tradições que atravessam gerações e fazem parte da história do povo itagibaense. A programação da Vila Cultural segue nos próximos dias com diversas atrações culturais, apresentações artísticas e atividades que prometem manter viva a essência das festas juninas e celebrar a riqueza da cultura popular de Itagibá.

Trump sugere que EUA podem cobrar pedágio no estreito de Hormuz- Por Redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu neste sábado (20) que o governo americano pode cobrar um pedágio de passagem no estreito de Hormuz se não houver acordo com o Irã nas negociações de paz em curso.
Em publicação nas redes sociais, o republicano disse que a rota permanecerá livre de cobranças -a menos que os EUA decidam impor uma taxa caso o acordo não seja concluído, "como forma de reembolso de custos passados, presentes e futuros".

"Não haverá cobrança de pedágio no estreito de Hormuz durante os 60 dias de cessar-fogo. E também não haverá cobrança após esse período, a menos que sejam impostas pelos Estados Unidos da América como forma de reembolso de custos passados, presentes e futuros, caso o acordo não seja concluído", escreveu na rede Truth Social.

A publicação ocorreu horas depois de a Guarda Revolucionária do Irã e o comando militar iraniano anunciarem um novo fechamento do estreito de Hormuz ao tráfego de embarcações. Segundo Teerã, a medida foi adotada em resposta a violações do acordo de cessar-fogo firmado nesta semana entre Irã, Estados Unidos e seus aliados.

Em comunicado, as autoridades iranianas orientaram embarcações a evitarem a passagem, alegando riscos à segurança. O governo iraniano atribuiu a decisão aos recentes ataques israelenses no sul do Líbano, que deixaram dezenas de mortos e aprofundaram a instabilidade regional.

Apesar do anúncio iraniano, autoridades americanas contestaram a versão. O Exército dos EUA informou que o tráfego marítimo permaneceu ativo ao longo do sábado. Segundo Washington, 55 embarcações atravessaram o estreito transportando cerca de 17 milhões de barris de petróleo.

O vice-presidente americano, J. D. Vance, declarou à emissora Fox News que não havia evidências de interrupção efetiva da navegação.

O estreito de Hormuz é considerado uma das passagens marítimas mais importantes do mundo. Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o corredor é responsável pelo escoamento de uma parcela significativa do petróleo exportado por países produtores da região.

Desde o início da atual escalada militar, a possibilidade de interrupções no tráfego marítimo tem sido acompanhada com atenção por governos e mercados financeiros devido ao potencial impacto sobre os preços da energia.

Irã anuncia fechamento do Estreito de Hormuz após ataques de Israel ao Líbano -

O Irã anunciou neste sábado (20) o fechamento do Estreito de Ormuz, segundo agências de notícias do país. A decisão ocorreu após ataques de Israel ao Líbano, um dos pontos do acordo entre EUA e Teerã.
Irã citou violação do compromisso firmado entre os dois países para justificar a decisão. "Diante da clara violação dos compromissos dos Estados Unidos em relação ao primeiro artigo do memorando de entendimento sobre o fim da guerra, e em resposta às contínuas e implacáveis violações do cessar-fogo pelo regime sionista no sul do Líbano, as quais resultaram no assassinato brutal e no deslocamento de centenas de milhares de pessoas inocentes naquele território, bem como considerando a falha das forças de ocupação sionistas em se retirarem do sul do Líbano, anuncia-se que o Estreito de Ormuz será fechado ao tráfego de embarcações", declarou o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã.

Primeiro artigo do documento prevê a interrupção imediata e permanente das operações militares entre o Irã, os EUA e aliados em todas as frentes, incluindo o Líbano, disse a agência iraniana. Acordo prevê que as partes se abstenham de futuras ações militares ou ameaças de uso da força. "O memorando também destaca o respeito à integridade territorial e à soberania do Líbano, enquanto as negociações para um acordo final estão programadas para serem concluídas em um prazo máximo de 60 dias", mencionou o comunicado oficial do Comando militar iraniano.

Comando militar do Irã afirmou que "este é o primeiro passo de resposta à quebra de confiança do inimigo". O comunicado informou ainda que, "caso a agressão continue, novas medidas serão planejadas e adotadas para forçar o inimigo a cumprir seus compromissos".

A passagem marítima entre o Irã e Omã, por onde passava cerca de 20% do abastecimento global de petróleo, estava em processo de reabertura. Com a assinatura do protocolo do acordo para pôr fim à guerra entre Estados Unidos e Irã, o estreito seria reaberto "instantaneamente" e o bloqueio americano dos portos iranianos seria suspenso, segundo afirmou o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, país que media as conversas.

Anúncio sobre a reabertura chegou a ser divulgada pelo primeiro-ministro paquistanês nas redes sociais. O protocolo "entrará em vigor com efeito imediato e, como primeiro passo, a República Islâmica do Irã reabrirá o Estreito de Ormuz sem demora e os Estados Unidos suspenderão imediatamente o bloqueio naval", escreveu Sharif no X.

Com o anúncio da abertura na quinta-feira, Irã chegou a impor novas regras para os navios. A autoridade marítima iraniana responsável pelo estreito exigiu hoje que todos os navios que desejem atravessá-lo apresentassem um pedido de trânsito com 48 horas de antecedência, apesar da reabertura até aquele momento.

Ataques ao Líbano matam 10

Horas antes do anúncio do fechamento, aviões de guerra e drones israelenses atingiram locais no sul do Líbano, informou a agência de notícias do país. Entre as vítimas, há mulheres e crianças.

Segundo a agência Reuters, um oficial militar israelense disse que os ataques foram uma resposta aos mais de 50 projéteis que teriam sido disparados pelo grupo Hezbollah contra alvos das forças israelenses. O grupo extremista, porém, não assumiu a autoria dos ataques até o momento.

Um dos ataques israelenses atingiu um prédio residencial de três andares na cidade de Barish, no sul, no distrito de Tiro. Ainda segundo a Reuters, o exército libanês informou que um ataque israelense matou um soldado na estrada Kfarrumman-Nabatieh e acusou Israel de minar os esforços para restaurar a estabilidade.

Ministério da saúde do Líbano afirma que 3.912 pessoas foram mortas, incluindo mulheres e crianças, desde o início do conflito. As autoridades israelenses dizem que pelo menos 32 soldados e quatro civis foram mortos nos últimos ataques.
Por Folhapress

Ciro Nogueira vendeu fazenda para offshore em paraíso fiscal representada por seu advogado

Uma empresa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) vendeu uma fazenda de R$ 18,7 milhões no município de Pedro 2º (PI) para uma offshore sediada nos Emirados Árabes Unidos administrada por um advogado que trabalha para o parlamentar. A propriedade foi comprada pela Arraf International em março de 2025. Quem assina os papéis em nome da offshore é Gustavo Frazão, que advoga em mais de 20 processos para outra empresa de Ciro Nogueira. Não é possível saber quem é o dono da Arraf.

A offshore foi criada dois meses antes da operação de compra e venda da fazenda. Seu endereço é uma caixa postal na zona franca do aeroporto de Sharjah, cidade próxima a Dubai conhecida como um paraíso fiscal.

Os Emirados Árabes são uma federação, e a transparência de informações de empresas varia de local para local. A zona franca de Sharjah é a mais opaca do país, sem registro público de sócios das empresas. Pelo tipo da companhia, é possível saber apenas que a Arraf International tem um dono único.

Além disso, as leis locais permitem que companhias pertençam integralmente a estrangeiros, sem a exigência de um sócio local.

Na escritura que detalha a operação entre a offshore e a Fazendas Reunidas Nogueira Lima, datada de 27 de março de 2025, a Arraf é representada por Frazão. Além de advogar para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, que pertence ao senador, ele também é funcionário comissionado da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas da Prefeitura de Teresina, comandada pela mãe do parlamentar, Eliane Nogueira Lima.

A transação imobiliária ocorreu no mesmo período no qual Ciro Nogueira teria recebido dinheiro e outras vantagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, de acordo com a Polícia Federal. Em 2024 e 2025, Vorcaro transferiu ao menos R$ 6 milhões ao senador por meio de empresas ligadas a ele, segundo as investigações.

Procurado, o senador disse por meio de sua assessoria que "nem ele nem ninguém da família dele é proprietário de nenhuma empresa fora do Brasil".

Segundo Nogueira, sua mãe, para quem Gustavo Frazão trabalha como funcionário comissionado, é dona da Fazendas Reunidas. Mas dados da Polícia Federal que constam das investigações contra o senador mostram que ele detém 99% do capital da empresa. Quem representa a empresa na escritura é Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador.

Raimundo também é investigado pela Polícia Federal. Ele administra a empresa de Ciro Nogueira que recebeu o dinheiro do Banco Master, a CNLF, atuando como uma espécie de laranja do senador.
A Folha não conseguiu contato com Frazão. Ele foi procurado no dia 2 de junho e no dia 19 de junho no telefone celular registrado em seu escritório de advocacia e por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura de Teresina.

De acordo com a escritura, a fazenda tem 2.410 hectares, o que a coloca como uma propriedade de médio porte no Piauí.

Empresas que pertencem ao senador costumam fazer operações entre elas, de acordo com documentos levantados pela Folha. A Fazendas Reunidas Nogueira Lima comprou um apartamento de 134 m² no Itaim Bibi por R$ 1,4 milhão em 9 de outubro de 2025 da CNLF.

A CNLF havia adquirido o apartamento cerca de um ano antes, em 12 de agosto de 2024, por menos da metade do preço: R$ 650 mil. A mudança nos valores se deve a uma reforma, justificou Nogueira. Segundo ele, o imóvel é utilizado por sua mãe e sua irmã.

A venda da fazenda para a offshore não é a única venda de Nogueira para uma empresa sediada no exterior. A CNLF vendeu um apartamento no Jardim Paulista, em São Paulo, por R$ 6,5 milhões em abril de 2025 para a Aliqum Participações, que pertence a uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, outro paraíso fiscal.

A offshore se chama Tedax Partners e não é possível saber seu beneficiário final. O representante legal da Aliqum é o empresário Carlos Santana, amigo do senador.

O senador foi alvo de operação da Polícia Federal realizada em 7 de maio, um desdobramento da apuração sobre as fraudes cometidas por Daniel Vorcaro. Os documentos da operação descrevem uma relação entre Nogueira e Vorcaro marcada por "elevado grau de intimidade, confiança e proximidade", com registros que vão desde a hospedagem em hotéis de luxo na Europa até repasses milionários.

Entre as principais suspeitas da PF estão a de que o senador, que foi ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL), recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.
Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.

Felipe teria feito uma parceria "ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil". O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.

Em contrapartida, suspeita a PF, Ciro teria defendido os interesses de Vorcaro no Congresso, como a apresentação de uma emenda que ampliaria a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.

Essa proposta foi apelidada no mercado, à época, de "emenda Master". A intenção era dar uma saída ao dono do banco, que àquela altura já não conseguia sustentar a arquitetura financeira montada, apontada pelos investigadores como fraudulenta.

No período em que Ciro teria atuado a favor do Master, a empresa CNLF comprou duas mansões e dois apartamentos de luxo em São Paulo. Era através dessa empresa que o senador teria, segundo a PF, recebido os pagamentos do Master.

Desde que os detalhes das investigações da PF vieram à tona, na última terça-feira (16), Nogueira não se manifestou. Quando o assunto veio à tona, em maio, quando o senador foi alvo da PF, ele disse que era mentira que ele havia reproduzido na íntegra a emenda Master, a pedido de Vorcaro e negou ter recebido dinheiro ilícito.

Por Lucas Marchesini / Folhapress

Primeiras-damas deixam bastidores e disputam eleições ancoradas em clãs familiares

Elas saíram dos bastidores, assumiram funções públicas nas gestões dos maridos e ganharam impulso com os holofotes das redes sociais. Agora, vão tentar transformar esse capital político em votos nas eleições de outubro.

Ao menos seis mulheres que foram primeiras-damas na Presidência, governos ou prefeituras de capitais vão tentar a sorte nas urnas, em um movimento que combina o avanço da participação feminina na política com a continuidade de projetos familiares de poder.

Três ex-primeiras-damas são pré-candidatas ao Senado e aparecem como favoritas em seus estados: Michelle Bolsonaro (PL-DF), Gracinha Caiado (União Brasil-GO) e Rayssa Furlan (Podemos-AP).

Desde que Jair Bolsonaro foi condenado e preso sob acusação de liderar uma trama golpista para permanecer no poder, Michelle tem ocupado espaços dentro do partido e travado uma queda de braço com os filhos do ex-presidente na definição de palanques estaduais.

Além da própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, ela vai atuar como uma forte cabo eleitoral, priorizando a eleição de mulheres conservadoras para o Congresso.

Em Goiás, Gracinha Caiado aparece como peça central na estratégia do grupo do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Enquanto articula sua candidatura ao Senado, ela acompanha as movimentações nacionais do marido, que se lançou candidato à Presidência.

A trajetória de Gracinha na política começou nos anos 1980, quando foi diretora da UDR (União Democrática Ruralista) na Bahia. Como primeira-dama, foi presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás, entidade que teve o orçamento turbinado com repasses estaduais nos últimos anos.

No Amapá, a médica Rayssa Furlan será candidata a senadora pela segunda vez –em 2022, ela concorreu ao cargo, mas foi derrotada por Davi Alcolumbre (União Brasil).

Ela volta ao tabuleiro eleitoral este ano, desta vez tendo o marido Antônio Furlan (PSD) como candidato a governador. Marido e mulher serão companheiros de chapa. Ainda assim, ela nega que se trate de um clã familiar na política amapaense.

"A população sabe diferenciar vínculos familiares de trajetórias pessoais. Eu e meu marido construímos nossa relação com o Amapá através do trabalho, da presença e do contato direto com as pessoas", diz Rayssa, que defende mais mulheres na disputa por cargos eletivos.

A situação é parecida em Alagoas. João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, renunciou à Prefeitura de Maceió em abril para concorrer ao governo do estado. Sua mulher, Marina Candia, filiou-se ao mesmo partido e vai concorrer a deputada federal ou ao Senado.

Entre aliados do prefeito, a avaliação é que ela reúne atributos para a disputa majoritária: tem carisma, boa imagem pública e pode representar uma renovação em uma disputa que terá adversários como Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB).

Com forte atuação nas redes sociais, onde tem cerca de 500 mil seguidores, Marina intensificou as agendas públicas e adotou o nome do marido para a eleição: agora se apresenta como Marina JHC. Sua família tem trajetória política em Mato Grosso, onde seu avô foi vice-governador.

Mato Grosso, aliás, é outro estado que terá uma ex-primeira-dama nas urnas: esposa do ex-governador Mauro Mendes, Virgínia Mendes será candidata a deputada federal em dobradinha com o marido, que concorre ao Senado. Ambos são filiados ao União Brasil.

O avanço dessas candidaturas revela uma dualidade: por um lado, ampliam a presença feminina em um ambiente historicamente dominado por homens; por outro, levantam questionamentos sobre uma renovação ancorada em laços familiares.

A historiadora Dayanny Rodrigues, doutora pela Universidade Federal de Goiás, afirma que o cenário atual de múltiplas candidaturas de esposas de políticos vinha se desenhando nos últimos anos.

Em tese apresentada em 2021, Dayanny definiu o "primeiro-damismo" como um fenômeno com práticas que podem ser estratégicas ou táticas. No primeiro caso, primeiras-damas atuam para legitimar os projetos políticos dos maridos; já na dimensão tática, elas ampliam a influência política, ocupam espaços de poder e constroem um capital político próprio.

Esse perfil de primeira-dama com mais influência tem ganhado espaço no Brasil desde os anos 1980, começando pelos municípios, onde esposas de políticos passaram a disputar eleições.

Mesmo fora da arena eleitoral, parte das primeiras-damas passou a ter protagonismo, diz a pesquisadora, que cita exemplos como Ruth Cardoso, Michelle Bolsonaro e Janja da Silva.

"O primeira-damismo mudou sua roupagem ao decorrer da República. Antes, as mulheres atuavam apenas nos bastidores. Hoje, mesmo com mais visibilidade, é uma função que abre portas, mas afunila esta porta ao cobrar determinados modos e comportamentos", avalia.

Além das candidaturas à Câmara e ao Senado, as eleições de outubro terão uma leva de primeiras-damas que vão disputar as Assembleias Legislativas, muitas delas esposas de prefeitos em exercício.
Em São Paulo, a primeira-dama da cidade Regina Nunes (MDB) será candidata a deputada estadual. A esposa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) é conhecida pela militância na causa animal e é apontada como uma das apostas do partido na eleição de outubro.

Na Bahia, as primeiras-damas de Camaçari, Itabuna, Teixeira de Freitas e Luís Eduardo Magalhães vão disputar uma cadeira na Assembleia. Em Vitória da Conquista, o movimento é contrário: o marido da prefeita Sheila Lemos estreia nas urnas como candidato a deputado estadual.

Por João Pedro Pitombo / Folhapress

Falso alerta da Defesa Civil atingiu cerca de 30 milhões em 8 estados

Usuários de telefonia móvel de ao menos sete estados, mais o Distrito Federal, receberam as falsas mensagens disparadas após a invasão do sistema nacional de notificações de desastres da Defesa Civil, entre a noite desta sexta-feira (19) e madrugada deste sábado (20). De acordo com o ministério, os disparos foram feitos entre 23h41 e 1h23.

Conforme a Agência Brasil apurou, uma análise preliminar aponta que os diferentes alertas chegaram a moradores deBelo Horizonte (MG),
  1. Brasília (DF),
  2. Campo Grande (MS),
  3. Curitiba (PR),
  4. Rio Branco (AC),
  5. Rio de Janeiro (RJ),
  6. Salvador (BA) e
  7. São Paulo (SP).
Somadas, essas cidades reúnem cerca de 30 milhões de pessoas. Além das capitais, também foram enviados alertas para outros municípios menores nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Em entrevista coletiva na manhã deste sábado, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, esclareceu que, durante a invasão ao sistema Defesa Civil Alerta, foram emitidas dez diferentes notificações.

“Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast [sistema implantado em 2025] e uma pelo sistema SMS [sistema utilizado desde 2014 e substituído no ano passado]”, afirmou Wolff.

O Cell Broadcast é a tecnologia que o sistema Defesa Civil Alerta utiliza para enviar mensagens de texto sobre desastres naturais e eventos climáticos extremos diretamente para os celulares da população em áreas de risco. A tecnologia permite que os alertas cheguem de forma rápida e eficiente, sem a necessidade de um aplicativo ou registro prévio.

De acordo com o secretário nacional, o primeiro alerta foi disparado para Curitiba. Pouco depois, usuários de telefonia móvel de outras localidades começaram a receber as mensagens. Além do alerta sonoro, as mensagens continham texto que mencionavam termos como “misantropia” e “invasão alienígena”, entre outras.

De acordo com o secretário, o trabalho de investigação que está sendo realizado pela Polícia Federal junto à equipe técnica da Defesa Civil vai determinar se as mensagens foram enviadas por uma pessoa ou um grupo articulado. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também está apurando o caso.

A suspeita é que a invasão tenha ocorrido na plataforma da própria Defesa Civil nacional, responsável por emitir os alertas.

Em nota, a Anatel informou que, ao que se sabe até o momento, “os alertas em questão não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica do sistema, operada pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações)”.
Por Agência Brasil
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Prefeito de Senhor do Bonfim exalta ACM Neto e reafirma apoio: “Eu tenho lado, eu tenho governador, é ACM Neto”

O prefeito de Senhor do Bonfim, Laércio Júnior (União Brasil), reforçou neste sábado (20), seu apoio ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), que foi ao município para participar dos festejos de São João. Em discurso, o gestor municipal destacou a relação de amizade com Neto, relembrou o apoio recebido durante sua trajetória política e reafirmou seu alinhamento ao líder da oposição na Bahia.

Laércio Júnior ressaltou que mantém diálogo institucional com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) em defesa dos interesses de Senhor do Bonfim, mas afirmou que acredita que o município poderia ter conquistado ainda mais avanços com ACM Neto.

“Se eu tivesse um governador que chamo de amigo, um governador que realmente pudesse dizer ‘estamos juntos’, que esteve ao nosso lado quando me lancei candidato a prefeito, eu não tenho dúvida nenhuma de que teria conseguido muito mais para Senhor do Bonfim”, declarou.

Laércio reforçou que mantém lado político definido e demonstrou confiança em uma futura parceria administrativa com ACM Neto. Segundo ele, os dois últimos anos de seu mandato poderão ser marcados por ainda mais investimentos e realizações para a cidade.

“Deus vai me permitir ter o governador ao meu lado, ter Neto ao meu lado. Vou recepcionar (o governador Jerônimo) como prefeito desta cidade, porque política se faz com respeito. Agora eu posso dizer a vocês: eu tenho linha, eu tenho lado, eu tenho governador, é ACM Neto”, afirmou.
Por Redação

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