Zema reforça aceno a eleitorado bolsonarista a partir de operação da PF contra Ciro Nogueira

Auxiliares de Flávio ponderam sobre ter mineiro na vice a partir de espaço na direita e posições radicais
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do partido Novo à Presidência

Em busca de espaço para se cacifar na direita, Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do partido Novo à Presidência, aproveitou a operação da Polícia Federal a respeito do Banco Master que mirou o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), para reforçar seu discurso antissistema e conquistar eleitores mais radicais.

A estratégia, que inclui chamar políticos de Brasília e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de intocáveis, busca tanto ampliar o espaço no eleitorado bolsonarista como viabilizá-lo como vice de Flávio Bolsonaro (PL), embora aliados do senador tenham dúvidas sobre a aliança.

Ao protagonizar embates com o STF e dar declarações polêmicas, como a favorável ao trabalho infantil, Zema tem se diferenciado de Flávio, que busca um discurso de moderação para evitar a rejeição ligada ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Eu tenho sido o pré-candidato que mais tem colocado a boca no trombone, eu não tenho rabo preso", disse Zema na quinta-feira (7), após a operação.

O alvo da crítica do ex-governador é o presidente Lula (PT), a quem chama de omisso na crise do Master, mas a fala acaba atingindo também os adversários do mesmo campo da direita.

Entre as principais suspeitas da PF estão a de que Ciro Nogueira, que foi ministro da Casa Civil na gestão Bolsonaro, recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Master. Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.

Em vídeos divulgados em suas redes após a operação, Zema reforçou a pauta anticorrupção e diz que o tema vai influenciar as eleições de outubro. Ele não menciona o nome de Ciro Nogueira, mas exibe uma foto dele e de Vorcaro enquanto fala de "políticos vendidos", "raposas velhas que só querem te roubar" e "safados" que acobertam as fraudes do Master.

Aliados de Flávio se dividem em relação a ter Zema como vice na chapa —o mineiro diz que manterá sua candidatura até o fim, mas a chapa com o PL é defendida por parte dos aliados de ambos os lados. O outro nome cogitado para a vice, o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), sofreu um abalo por causa da operação contra o presidente do PP, mas não está descartado.

A crítica a Ciro nas redes também serviu para contrapor Zema à possível aliança de Flávio com o PP. O principal articulador político do ex-governador em Minas Gerais, no entanto, é integrante do PP, o ex-deputado e pré-candidato ao Senado Marcelo Aro.

Auxiliares de Flávio afirmam que ter Zema na vaga de vice seria importante para conquistar votos em Minas Gerais, estado considerado decisivo em eleições presidenciais. Por outro lado, há dúvidas sobre a capacidade do ex-governador de transferir votos a aliados.

Pesquisa Genial/Quaest sobre o Governo de Minas Gerais divulgada na semana passada mostra o candidato de Zema, o atual governador Mateus Simões (PSD), que foi seu vice, com 4%, atrás de Cleitinho (Republicanos, 30%), Alexandre Kalil (PDT, 14%) e Rodrigo Pacheco (PSB, 8%).

Além disso, a chapa com Zema poderia atrapalhar o palanque de Flávio em Minas, ainda segundo parte dos seus aliados. Enquanto o senador ainda busca um candidato que o represente no Estado, Zema está comprometido com Simões, que por sua vez é do partido do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), o que levaria Flávio a ter um palanque dividido.

Outro ponto negativo levantado por integrantes da equipe de Flávio é o fato de Zema se engajar em embates com o STF, o que iria contra o esforço do filho de Bolsonaro de amenizar sua imagem.

Esse ponto também é dúbio no entorno do senador. Com 75% dos brasileiros considerando que os ministros do STF têm poder demais, segundo o Datafolha, o fato de Zema ter protagonizado o confronto com a corte é visto por uma ala como uma qualidade que o credencia para a vice.

Um cacique da federação União Progressista (União Brasil-PP) afirma que Zema puxou para si a pauta do enfrentamento à corte, que será um dos temas mais importantes da eleição. Ele prevê que a imagem do tribunal tende a piorar nos próximos meses e que o ex-governador de Minas Gerais conseguiu capitalizar o tema junto à opinião pública.

Pressionado pelos adversários da direita e pelo PT, cuja tática é ligar o Master ao bolsonarismo, Flávio se reposicionou em relação à operação que atingiu Ciro Nogueira. Sua primeira manifestação pública buscava distanciamento —não mencionava o presidente do PP e apenas defendia as investigações.

Já em vídeos publicados mais tarde em suas redes, o senador cobrou a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master e voltou suas críticas ao PT.

No último dia 22, durante uma entrevista à imprensa na Câmara dos Deputados em que afirmou que o STF é incendiário, Zema foi tratado, de forma amistosa, como candidato a vice por parlamentares do PL. Na ocasião, o ex-governador afirmou que se manterá na disputa e que os candidatos da direita estarão juntos no segundo turno.

"O próprio Bolsonaro disse que quanto mais candidatos a direita tiver, melhor. [...] Até hoje não teve pedido formal de ninguém pra ninguém, de ser vice, mas eu tenho certeza de que a direita tem bons candidatos e nós estaremos todos juntos no segundo turno", disse.

Por Carolina Linhares/Folhapress

Comando do STF, já comparado a 'garçom', acumulou poder político, mostra estudo

Cargo passou de função organizacional para posição de maior influência política


Presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal) acumularam poder político ao longo dos últimos 20 anos, tornando-se atores centrais, com papéis estratégicos na governabilidade e na mediação entre os Poderes. A constatação é de um estudo recém-publicado por pesquisadores da UFMG, da FGV, da PUC-Minas e do Ibmec.

O grupo investigou como a função passou de algo predominantemente cerimonial para uma posição de maior protagonismo, se consolidando como um cargo de influência política e institucional.

"O artigo funciona como uma espécie de mapa histórico que nos permite ler o presente com mais clareza", diz a professora Marjorie Marona, da Universidade Federal de Minas Gerais, uma das pesquisadoras.

O estudo cita Luiz Gallotti, presidente do STF de 1966 a 1968, que demonstrou insatisfação com a função, e Aliomar Baleeiro, à frente da corte de 1971 a 1973, que comparou a posição à de um "garçom".

Basta comparar as figuras deles com a de Edson Fachin, atual ocupante do cargo, que quer criar um código de ética para a corte, a despeito de resistência interna.

"Quando hoje vemos o presidente do STF abrir o ano judiciário com um discurso que é tratado como evento político de primeira ordem, ou quando vemos um ministro suspender uma decisão de outro durante o recesso, ou quando acompanhamos o presidente da corte presidindo simultaneamente o CNJ e influenciando a pauta de todo o Judiciário brasileiro, estamos vendo o produto final de décadas de transformação institucional", afirma Marona.

Historicamente, o papel do presidente era limitado. Não existiam poderes extraordinários em situações de urgência nem era comum votarem em julgamentos no plenário.

Hoje, o presidente decide questões urgentes no recesso, gere o orçamento do tribunal, participa de todas as apreciações, representa a corte institucionalmente, estabelece a pauta, distribui processos, bem como preside o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Essa não foi uma virada de repente. A pesquisa mostra que a evolução se deve a uma sucessão de mudanças nas regras de organização e na prática do dia a dia. Houve um processo paulatino que ganhou tração a partir da Constituição de 1988.

O jornalista Felipe Recondo, autor de livros sobre a história do STF que também assina o estudo, afirma que cada gestão responde a circunstâncias específicas, como a pandemia, o governo Jair Bolsonaro ou o 8 de Janeiro, mas também reflete estilos pessoais.

Sob uma liderança forte, a presidência do Supremo é capaz de imprimir velocidade a casos críticos, costurar maiorias coesas e projetar sua posição em questões de alta pressão política e social.

Presidente do Supremo de 2018 a 2020, Dias Toffoli chegou a derrubar uma decisão de Marco Aurélio que mandava soltar presos antes de esgotados todos os recursos —algo que poderia ter beneficiado o então ex-presidente Lula (PT), alvo da Operação Lava Jato.

A gestão Toffoli, por outro lado, ficou marcada pela articulação com outros Poderes na busca pela estabilidade política em meio a um período de tensão, com o governo do ex-presidente Bolsonaro.

Além de ter enfrentado a reconstrução do tribunal após o 8 de Janeiro, a presidência de Rosa Weber, de 2022 a 2023, se destacou com pautas relacionadas a direitos humanos e temas de gênero. Nos últimos dias de sua gestão, a ministra votou pela descriminalização do aborto nas 12 primeiras semanas de gestação.

Há, no entanto, uma ressalva. Duas mudanças consumiram parte dos poderes dos presidentes: a criação do plenário virtual, que permite liberar um processo para julgamento sem necessidade de definição de data pela presidência, e a prática de ministros de proferirem decisões individuais em seus processos mesmo durante o recesso.

Segundo Marona, "se essa tendência se aprofundar, o cargo pode perder musculatura decisória interna mesmo sem nenhuma reforma formal".

Para ela, o que vai definir o peso real do cargo nos próximos anos não serão apenas as regras, mas o perfil de quem ocupa presidência e a habilidade de navegar em ambiente um ambiente de pressão crescente e com margens de manobra cada vez mais disputadas.

A partir do estudo, os pesquisadores cunharam uma nova tipologia de análise das presidências, com base nas variações de estilo e nas diferentes estratégias. São quatro categorias: presidência cerimonial, presidência negociadora, presidência independente e presidência protagonista.

Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress

Defesa de Bolsonaro solicita ao presidente do Supremo que caso da trama golpista seja anulado

Advogados alegam erro judiciário e pedem revisão com relator fora da turma de Moraes
O ex-presidente Jair Bolsonaro

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu a anulação do processo que resultou na condenação dele por tentativa de golpe de Estado ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin.

Com isso, os advogados do ex-presidente dão início a um novo processo na corte, chamado revisão criminal, que ganhará outro número —e não tramitará na ação penal 2668, a ação do núcleo central da trama golpista de 2022 e que transitou em julgado.

Eles pedem, ainda, que o relator seja sorteado apenas entre os integrantes da Segunda Turma da corte, para assegurar que o comando da ação não caia para o mesmo ministro que conduziu a condenação, Alexandre de Moraes.

"O fundamento dessa ação é a reparação do erro judiciário, para que a jurisdição penal volte a atuar segundo os postulados da justiça", dizem os advogados. A peça é assinada por Marcelo Bessa e Thiago Lôbo Fleury.

A Segunda Turma é composta por André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, presidente. Fux participava na Primeira Turma, votou pela absolvição de Bolsonaro e depois pediu para mudar de colegiado.

No pedido, de 90 páginas, a defesa do ex-presidente pede também a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e, assim, a nulidade de todas as provas decorrentes da colaboração do tenente-coronel.

O relator original do processo oficializou em 25 de novembro passado a condenação definitiva de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, 656 dias após o início das investigações.

O trânsito em julgado é o encerramento do processo e a partir de quando a pena começa a ser efetivamente cumprida. Até aqui, Bolsonaro cumpria medidas cautelares e, desde o fim da semana passada, prisão preventiva sob justificativa de risco de fuga.

As defesas dos condenados, entre elas a de Bolsonaro, se disseram indignadas com a condenação definitiva, apontaram cerceamento de direito defesa e prometeram novos recursos mesmo com a conclusão da ação.

O advogado Celso Vilardi, que representou Bolsonaro no processo da trama golpista, afirmou que o processo ainda não havia terminado, uma vez que o prazo para que a defesa apresentasse embargos infringentes ainda não havia se esgotado.

A defesa apresentou esse recurso, que foi negado por Moraes em 19 de dezembro. Em 12 de janeiro, os advogados entregaram à corte novo recurso, um agravo regimental, considerado prejudicado no dia seguinte.

"É nesse contexto processual absolutamente singular que se propõe a presente revisão criminal. O que se submente a essa Suprema Corte, com a devida vênia, é a existência de vícios objetivos, relevantes e autônomos do próprio título condenatório", diz o pedido desta sexta.

A pendência de revisão criminal não impede a execução da sentença penal condenatória, de acordo com entendimento do próprio Supremo.

O STF tem rejeitado, em decisões monocráticas e no plenário virtual, pedidos desse tipo apresentados por condenados dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 por ausência de fatos novos ou provas inéditas.
Por Ana Pompeu/Folhapress

Prefeitura de Ipiaú anuncia as atrações do São Pedro 2026

A prefeita de Laryssa Dias anunciou na noite desta sexta-feira (08) a grade oficial de atrações do São Pedro 2026 de Ipiaú. O anúncio aconteceu no auditório do Complexo Poliesportivo Cultural e reuniu autoridades, artistas locais e moradores do município.

A tradicional festa junina será realizada entre os dias 27, 28 e 29 de junho, na Praça de Eventos Álvaro Jardim. Neste ano, os homenageados serão João Araújo (in memoriam), considerado um ícone da cultura ipiauense, e o desportista Joaozinho Barbosa.

A programação contará com apresentações de artistas locais como Juninho Show, Carol Souza e Adriano Rios, Banda Carretel, Laryssa Souza, Andinho Brito, Dudu Ferreira, Netinho Cabral, Cupim de Ferro, Devisson Machado e Kal Firmino.

Na sequência, a prefeita revelou as atrações de destaque estadual e nacional que irão animar o São Pedro de Ipiaú 2026: Banda Cacau Com Leite, Neto Brito, Mestrinho, Heitor Costa, Dorgival Dantas, Rafinha – A Voz da Seresta, Magníficos, Tarcísio do Acordeon, Theuzinho, João Gomes, Toque Dez, Léo Foguete e Pablo.

Durante o anúncio, a prefeita destacou que a programação foi elaborada ouvindo a população e mantendo a tradição cultural do município. “Foi planejado de maneira muito carinhosa e de maneira especial. Uma grade construída ouvindo o povo, pensada com carinho e com responsabilidade, respeitando a tradição e toda a população”, afirmou Laryssa Dias.

Além da programação principal, a gestão municipal confirmou a realização do São João dos Bairros durante o período junino, com eventos também na Fazenda do Povo e no distrito de Córrego de Pedras. Já no domingo (29), acontecerá o São Pedrinho, voltado para o público infantil, na Praça de Eventos Álvaro Jardim. O São Pedro 2026 é promovido pela Prefeitura de Ipiaú, com recursos próprios e apoio da Sufotur.
Informações: Giro Ipiau.
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Com investimento de R$ 10 milhões, Governo do Estado inaugura em Feira de Santana primeira Vila Policial Militar fora de Salvador

Complexo Policial foi entregue na manhã desta sexta-feira (8), pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo subsecretário da SSP, Marcel de Oliveira.

Com investimento de R$ 10 milhões, o Governo do Estado inaugurou nesta sexta-feira (8), em Feira de Santana, a primeira Vila Policial Militar fora de Salvador. Cinco unidades modernas foram entregues pelo governador Jerônimo Rodrigues, pelo subsecretário da Segurança Pública, Marcel de Oliveira, e pelo comandante-geral da PM, coronel Antônio Magalhães.

As estruturas estão localizadas na Avenida Frei Félix de Pacauba e abrigam as novas sedes do Comando de Policiamento Regional (CPR) Leste, dos Batalhões RONDESP LESTE e de Policiamento Rodoviário (BPRv), além das Rondas Maria da Penha e Escolar.
Os espaços, entregues como parte do Programa de Modernização das Estruturas da Segurança Pública do Governo do Estado, vão reforçar o policiamento ostensivo na cidade e em toda região.

As unidades são equipadas com salas de comando, operacional, de inteligência e de instrução, além de vestiários.

“Estamos falando de mais de R$ 10 milhões aplicados em estruturas modernas, que vão ampliar a capacidade operacional da PM, garantir melhores condições de trabalho para os policiais e oferecer um atendimento mais eficiente para os cerca de 1 milhão de moradores do município”, destacou o subsecretário Marcel.
O investimento em estruturas também integra ações do Bahia Pela Paz, programa estratégico do Governo do Estado para prevenção e redução da violência letal, voltado a crianças, adolescentes e jovens, em situação de alta vulnerabilidade social, e suas famílias. O Programa é proposto a partir de uma perspectiva ampliada de Segurança Pública, que integra ações sociais, de cidadania, garantia de direitos e atuação qualificada das Forças.

Trinta unidades foram entregues para as Forças da Segurança em 2026. Somente neste ano, novos espaços foram inaugurados nas cidades de Biritinga, Barreiras, Serra do Ramalho, Sebastião Laranjeiras, Jequié, Itarantim, Correntina, Almadina, Capela do Alto Alegre, Amélia Rodrigues, Mirangaba, Salvador, Pindaí, Tapiramutá e Remanso.
Fonte
Ascom SSP/Rafael Rodrigues
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Mulher investigada por tentativa de homicídio é presa em Nova Viçosa

Uma ação conjunta entre as Polícias Civil e Militar, prendeu, na quinta-feira (7), uma mulher de 20 anos investigada por tentativa de homicídio. O crime ocorreu no dia 23 de agosto de 2025, na Avenida Oceânica, no Centro de Nova Viçosa, tendo como vítima uma mulher de 22 anos.

Segundo as investigações efetuadas pela Delegacia Territorial de Nova Viçosa (DT/Nova Viçosa), a vítima foi agredida após discussão com a investigada, que utilizou um pedaço de garrafa de vidro para atingi-la, causando perfuração na região do abdômen e ferimento na boca. As apurações apontaram ainda que as envolvidas já possuíam histórico de desentendimentos anteriores. O inquérito policial foi concluído com o indiciamento da investigada.

Equipes da DT do município e da 89ª Companhia Independente da Polícia Militar (89ª CIPM) efetuaram a captura da suspeita, que foi apresentada na unidade policial, onde um mandado de prisão foi cumprido e segue custodiada, à disposição da Justiça.
Fonte
Kaliane Almeida / Ascom-PCBA

Operação Occidens prende oito suspeitos de participação no tráfico de drogas em Vitória da Conquista

 As diligências transcorreram durante o dia, em diferentes bairros localizados na área oeste da cidade, cumprindo mandados de prisão, busca e apreensão e formalizando autos de prisão em flagrante

A Operação Occidens, deflagrada na manhã desta sexta-feira (8), pela Polícia Civil da Bahia, em Vitória da Conquista, teve como objetivo principal desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e pela prática de crimes violentos na cidade e região. Entre os principais alvos estavam lideranças da organização criminosa, além de pessoas responsáveis pela distribuição e comercialização das drogas e investigados por posse ilegal de armas de fogo.

As diligências transcorreram durante o dia, em diferentes bairros localizados na região oeste da cidade e cumpriu onze mandados de busca e apreensão em imóveis e quatro mandados de prisão temporária expedidos pelo Poder Judiciário. Além disso, houve a formalização de cinco autos de prisão em flagrante, com um total de oito suspeitos presos. Também foram apreendidas quantidades de maconha, cocaína e crack, celulares, balanças de precisão e outros elementos que corroboram a prática de atividade ilícia.

A operação foi resultado de um trabalho investigativo de cerca de seis meses conduzido pela 8ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Vitória da Conquista), e mobilizou mais de 40 policiais civis, que trabalharam de forma planejada para dar cumprimento às ordens judiciais.

Os oito presos foram conduzidos ao Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP/Vitória da Conquista), onde foram tomadas as providências legais cabíveis, e seguem custodiados à disposição da Justiça. As investigações continuam até localizar e responsabilizar outros envolvidos na cadeia criminosa.
Fonte: Thanize Borges / Ascom PCBA

Endometriose silenciosa pode comprometer fertilidade

         Especialistas alertam para diagnóstico tardio e defendem atenção aos sinais da doença
Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa:
Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Luta contra a Endometriose (7 de maio), especialistas fazem um alerta: a doença continua sendo silenciosa em milhares de mulheres e, muitas vezes, só é descoberta após anos de tentativas frustradas de engravidar ou durante investigação de infertilidade. Considerada uma condição crônica e inflamatória, a endometriose afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Embora os sintomas clássicos incluam cólicas intensas, dor pélvica, dor durante as relações sexuais e alterações intestinais, especialistas alertam que nem todas as pacientes apresentam sinais evidentes da doença. Em alguns casos, a endometriose evolui de forma silenciosa.

Foi o que aconteceu com a professora Denise Gonçalves Dias. Ela descobriu a doença aos 35 anos, durante o processo de investigação para engravidar. “O diagnóstico para mim foi uma surpresa. Até então eu desconhecia. Não sentia sintomas fortes e descobri pelo fato de querer engravidar”, relata.
Investigação tardia- A paciente afirma que decidiu mudar completamente os hábitos de vida após a confirmação do diagnóstico. “Fiz tratamento natural com suplementos e uma mudança radical de estilo de vida. Optei pela cirurgia robótica por ser uma técnica nova e avançada, com resultados satisfatórios principalmente ao que eu desejava. A cirurgia foi tranquila”, conta.

De acordo com o cirurgião Marcos Travessa, coordenador do Núcleo de Ginecologia do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), um dos principais desafios ainda é o atraso no diagnóstico. “Muitas mulheres passam anos convivendo com dores incapacitantes acreditando que isso é normal. Em outros casos, a doença praticamente não apresenta sintomas e só é descoberta na investigação da infertilidade. Isso reforça a importância do acompanhamento ginecológico regular e da escuta atenta às queixas femininas”, afirma.

Segundo o especialista, a endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio — camada que reveste o útero — cresce fora da cavidade uterina, podendo atingir ovários, trompas, intestino, bexiga e outros órgãos da pelve.
“Trata-se de uma doença inflamatória que pode comprometer qualidade de vida, fertilidade, saúde emocional e relações sociais. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de controle adequado e preservação da fertilidade”, acrescenta Travessa.

Cirurgia robótica - A médica ginecologista Gabrielli Tigre, também do IBCR, destaca que a cirurgia robótica tem ampliado as possibilidades de tratamento em casos mais complexos da doença. “A cirurgia robótica permite movimentos mais precisos, visão ampliada e maior delicadeza na retirada dos focos de endometriose, especialmente em regiões profundas e de difícil acesso. Isso contribui para recuperação mais rápida, menos dor pós-operatória e melhores resultados funcionais”, explica.

Ela ressalta que a escolha do tratamento depende do estágio da doença, dos sintomas e dos objetivos da paciente. “Cada mulher deve ser avaliada de forma individualizada. Nem toda endometriose exige cirurgia, mas os casos avançados frequentemente precisam de abordagem especializada”, pontua.
Especialistas reforçam que sintomas menstruais incapacitantes não devem ser normalizados. Dor intensa, dificuldade para engravidar, desconforto nas relações sexuais e alterações intestinais cíclicas estão entre os principais sinais de alerta. “A mulher não precisa aceitar a dor como algo natural. Sofrimento intenso durante o período menstrual merece investigação”, conclui Marcos Travessa.

Assessoria de Imprensa:
Cinthya Brandão – (71) 99964-5552
Carla Santana – (71) 99926-6899

Ministros do STF veem 'drible' a decisão sobre penduricalhos e ordenam contracheque único

Moraes, Zanin, Dino e Gilmar fizeram novo alerta conjunto sobre burla à ordem da corte
Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), fizeram um novo alerta conjunto sobre o que consideram como "drible" à decisão da corte que limitou os penduricalhos salariais. Entre as burlas está a reclassificação de comarcas como "de difícil acesso", que costumam gerar uma indenização.

Os quatro despachos publicados nesta sexta-feira (8), idênticos, também proíbem o recebimento de valores em mais de um contracheque. De acordo com interlocutores dos ministros Gilmar e Dino, um holerite para o salário e outro para as gratificações é uma prática considerada comum nas carreiras jurídicas, o que dificulta a devida transparência.

"Ficam vedados pagamentos registrados em mais de um contracheque, e este único contracheque deve ser transparente e fiel ao efetivamente depositado nas contas bancárias dos integrantes do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Advocacia Pública, da Defensoria Pública e dos Tribunais de Contas", dizem as novas decisões.

Ficam proibidas também "as revisões, reclassificações ou reestruturações de comarcas, ofícios, unidades funcionais, cargos e funções", o que inclui "benefícios assistenciais e de saúde". Eles relembram que, no julgamento, ficou estabelecido que "as verbas indenizatórias submetem-se ao princípio da legalidade".


Os ministros dizem que, desde o julgamento do tema pelo plenário da corte, em 25 de março, "não produzem efeitos nova classificação de comarcas como 'de difícil provimento', desdobramentos de ofícios, novas normas sobre plantões funcionais, gratificações de acúmulo, entre outros caminhos de drible ao cumprimento legal e respeitoso da decisão do STF".

Segundo os magistrados, ficou definido que a atribuição para regulamentar as verbas indenizatórias é compartilhada apenas entre o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), não sendo viável a delegação dessa prerrogativa a quaisquer outros órgãos, inclusive tribunais superiores.

"O modelo definido pelo Supremo busca impedir a reprodução de práticas fundadas em comparações remuneratórias entre órgãos distintos, com sucessivas pretensões de equiparação, incompatíveis com a responsabilidade fiscal e com o cumprimento uniforme das decisões desta corte", dizem os ministros.

Eles afirmam que, quando estiverem concluídas todas as adaptações e revisões determinadas pelo STF, "haverá nova deliberação sobre reestruturações, reclassificações e similares". O recado final é de que "tudo deve ser adequadamente publicado nos Portais de Transparência, sob pena de responsabilidade".

Um alerta já havia sido feito na quarta (6), quando Moraes, Zanin, Dino e Gilmar declararam que estão "absolutamente vedados" a criação e o pagamento de penduricalhos que não estejam autorizados pela tese da corte sobre supersalários.

Por Luísa Martins/Folhapress

Gigante das criptomoedas cobra R$ 1,6 bilhão do Master em ação judicial e pede penhora de bens

Em agosto, banco deixou de pagar parcelas da dívida firmada via empresa em paraíso fiscal
Maior empresa de criptomoedas no mundo, a Tether cobra o Banco Master na Justiça paulista o pagamento de um empréstimo de US$ 300 milhões que fez a uma holding ligada à instituição financeira em março do ano passado.

A multinacional, conhecida por criar uma das versões do dólar digital, o USDT, cobra do Master R$ 1,64 bilhão (US$ 327,4 milhões), considerando os juros anuais e moratórios que somam 13,87%. O caso foi revelado pelo jornal o Estado de S.Paulo e confirmado pela Folha de São Paulo.

A dívida venceria em março deste ano, mas teve seu prazo de pagamento antecipado por cláusulas contratuais acionadas quando o banco de Daniel Vorcaro teve sua nota de crédito rebaixada no ano passado. A Tether pede a penhora de uma conta que era destino do pagamento de empréstimos consignados para servidores públicos, usada como garantia do negócio, e a localização de demais bens do Master para liquidação do débito.

Procurada, a defesa de Daniel Vorcaro, presidente e controlador do Master na época do negócio, disse que não irá comentar o caso. A Tether afirma que o calote desde setembro não afeta a liquidez de suas criptomoedas, que são lastreadas em ativos reais como o dólar, o euro e ouro.

Documentos anexados aos autos mostram que o Master reconheceu a dívida em uma corte de arbitragem de Londres. A Tether alega ainda que não sabia das operações policiais que estavam em curso contra o banco, que foram anunciadas apenas em novembro.

Com o pedido, a Tether também tenta furar a fila de credores do Master, estabelecida desde a liquidação, que prioriza créditos trabalhistas e tributários. Uma estimativa recente do Fundo Garantidor de Créditos aponta que o Master consumiu cerca de R$ 50 bilhões.

O gigante das criptomoedas, sediado em El Salvador, alega que seu contrato de empréstimo foi firmado com uma empresa de fora do conglomerado bancário do Master, a Titan Holding, uma companhia que Vorcaro abriu nas Ilhas Cayman e depois repassou para outros diretores do Master. O trato envolveu ativos no Brasil como garantia, e a Tether pede que a Justiça desconsidere esses ativos como patrimônio do Master no cumprimento de dívidas com outras instituições.

O Master garantiu o empréstimo com a multinacional com cédulas de créditos bancários decorrentes de empréstimos consignados de servidores públicos da linha Credcesta, então operadas pelo próprio banco. Os valores caem mensalmente em uma conta no Master, segundo o contrato firmado com a Tether.

A Titan recebeu o empréstimo em duas parcelas: US$ 100 milhões em 28 de março de 2025 e US$ 200 milhões em 1º de abril do mesmo ano. Em agosto, suas empresas deixaram de pagar a rolagem mensal da dívida —o valor principal tampouco foi quitado.

O empréstimo deveria ser pago, com valor acrescido de juros anuais de 11,78%, no prazo de um ano, que se esgotaria em março. A multinacional argumenta, no entanto, que uma cláusula de vencimento antecipado foi acionada quando a agência de avaliação de risco Fitch rebaixou a nota do Master devido ao veto a compra do banco de Vorcaro pelo BRB (Banco de Brasília).

O contrato ainda determinava o vencimento antecipado da dívida em outras situações, como o não pagamento de qualquer valor no vencimento e eventos relacionados à situação do Banco Master, entre eles a suspensão de suas atividades, a perda da autorização do Banco Central para operar como instituição financeira, o descumprimento de requisitos regulatórios de capital ou sua liquidação extrajudicial. Todos os eventos aconteceram desde que a Polícia Federal anunciou investigações contra o Master em novembro.

O Master mantinha negócios com empresas de criptomoedas desde que Vorcaro assumiu o controle da instituição, ainda chamada de Banco Máxima, em 2019. A chegada do ex-banqueiro mineiro à instituição alavancou as operações de câmbio da instituição financeira, que, em geral, eram voltadas a operações com criptoativos.

A operação Colossus, da Polícia Federal, mostrou que o então Banco Máxima fez remessas de US$ 531 milhões, entre dezembro de 2018 e abril de 2021, para uma empresa investigada sob a suspeita de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC e o grupo terrorista Hezbollah.
Por Pedro S. Teixeira/Folhapress

Grupo de oito entidades publica manifesto contra novos penduricalhos

Tribunais de Justiça e Ministérios Públicos de oito estados tentam burlar a proibição a novas verbas indenizatórias
Uma coalizão de oito entidades da sociedade civil, como República.org e Movimento Pessoas à Frente, divulgou um documento nesta sexta-feira (8) em que condena o aumento de novos mecanismos que ampliam pagamentos acima do teto constitucional no serviço público.

O grupo afirma que as manobras são uma violação da tese fixada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sobre penduricalhos em março. Na ocasião, a corte proibiu a criação e pagamento de verbas indenizatórias, excluindo aquelas que foram consideradas exceções pelos próprios ministros, ao tomarem a decisão sobre supersalários.

Depois disso, tribunais de Justiça e Ministérios Públicos em oito estados criaram ou tentaram criar penduricalhos. Ao todo, são 14 iniciativas espalhadas por Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Segundo a nota, desde a decisão do STF, há um novo impulso para criar verbas indenizatórias, que ficam fora do alcance do teto.

Entre os adicionais criados após a decisão do STF, estão gratificações de incentivo para vagas de difícil preenchimento, retroativos por tempo de serviço e benefícios à primeira infância.

A nota cita como exemplo a possibilidade de reembolsar despesas com academia, práticas esportivas e fertilização in vitro de membros da AGU (Advocacia-Geral da União), que foi suspensa um dia antes de entrar em vigor.

O grupo nota que a AGU deu como justificativa para a criação desse pagamento uma espécie de aproximação dos valores pagos pelo Judiciário. Trata-se, segundo a coalizão, de um efeito cascata entre carreiras.

O texto afirma que há apoio ao combate aos supersalários: uma pesquisa da AtlasIntel, em parceria com a República.org, divulgada em 2025, mostrou que 90,5% dos brasileiros apoiam, total ou parcialmente, medidas para restringir pagamentos acima do teto.

Uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Movimento Pessoas à Frente mostra que 83% da população defende revisão de benefícios e auxílios.

As entidades também criticam a lentidão na tramitação de propostas legislativas que reforçariam a observação do teto. O Executivo, afirma-se, está ausente desse debate.

A situação é descrita como "uma desordem administrativa e legal que enfraquece a legitimidade das instituições e aprofunda a desigualdade estrutural no serviço público".

Assinam a nota República.org, Movimento Pessoas à Frente, Transparência Internacional - Brasil, Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, Fiquem Sabendo, Transparência Brasil, CLP - Centro de Liderança Pública e Livres.

Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin publicaram despachos na quarta-feira (6) para reforçar que a criação desses pagamentos é proibida.

Por Felipe Gutierrez/Folhapress

FICCO/SP apreende mais de 300 kg de maconha e recupera veículo roubado

Ação em Pacaembu/SP resultou na apreensão de 308,4 kg de maconha e na prisão de um homem
São Paulo/SP. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO/SP), em ação conjunta com equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), apreendeu, no dia 7/5, aproximadamente 308,4 kg de maconha durante diligências realizadas no âmbito da Operação Impacto, em Pacaembu/SP.

Na vistoria veicular, os policiais localizaram documentos pessoais do suspeito e, no porta-malas, 12 fardos contendo 358 tijolos de maconha, que totalizaram 308,480 kg da droga.

Em diligências pela região, o suspeito foi localizado e preso em flagrante. Também foi constatado que o automóvel utilizava placas falsas e apresentava sinais identificadores adulterados. Após consultas, verificou-se tratar de veículo roubado.

A ocorrência foi apresentada na Delegacia da Polícia Civil, onde o flagrante foi ratificado, permanecendo o preso à disposição da Justiça.

FICCO/SP
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo é composta pela Polícia Federal (PF), pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), pela Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP/SP) e pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP/SP).

Comunicação Social
Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo

FICCO/SP apreende mais de 260 kg de drogas e prende suspeito em flagrante

Ação resultou na apreensão de maconha e de skunk em Pirapozinho
Presidente Prudente/SP. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO/SP) apreendeu, nesta sexta-feira (8/5), aproximadamente, 262,9 kg de drogas durante diligências realizadas no âmbito da operação Impacto, em Pirapozinho/SP.

Durante ação, foi abordado um veículo com suspeita de transporte de ilícitos. Na fiscalização, os policiais localizaram diversos fardos de maconha e pacotes de skunk ocultos no interior do veículo.

O suspeito foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Presidente Prudente, onde permaneceu à disposição da Justiça Federal.

A FICCO/SP é composta pela Polícia Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, pela Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo e pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo

Operação contra Ciro Nogueira atrapalha operação de reaproximação do governo com Alcolumbre

A operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Ciro Nogueira agravou o clima político entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Nos bastidores de Brasília, aliados de Alcolumbre interpretaram a ação da PF, realizada poucos dias após a derrota do governo na indicação de Jorge Messias ao STF, como um movimento que atingiu diretamente um dos principais nomes do Centrão ligados ao senador. A reportagem é do jornal O Globo.

Antes da operação, o Palácio do Planalto tentava reconstruir a relação com Alcolumbre e havia escalado ministros para reabrir o diálogo e preparar um encontro entre Lula e o presidente do Senado. Com a deflagração da Operação Compliance Zero, porém, interlocutores afirmam que o ambiente voltou a ficar tenso e que Alcolumbre passou a manter distância do governo, evitando contatos com integrantes do Planalto.

A investigação aponta que Ciro Nogueira teria recebido vantagens financeiras ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, além de atuar em favor de interesses da instituição no Congresso. Entre os elementos investigados está uma emenda apresentada pelo senador em 2024 para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), conhecida nos bastidores como “emenda Master”. Aliados de Alcolumbre demonstram preocupação com possíveis novos desdobramentos do caso e avaliam que o presidente do Senado pode endurecer sua postura em relação ao governo nos próximos meses.

Por Redação

Ibirataia: USF Zélio Costa Machado realiza homenagem especial pelo Dia das Mães com ação educativa em saúde

Evento promoveu café da manhã, palestra sobre alimentação saudável e fortalecimento dos vínculos com a comunidade.

A Unidade de Saúde da Família Zélio Costa Machado promoveu, na manhã desta quinta-feira (07), uma programação especial em homenagem ao Dia das Mães. A ação reuniu usuárias da unidade em um momento de acolhimento com café da manhã e sala de espera educativa, reforçando a importância do cuidado integral com a saúde e o bem-estar das famílias atendidas.
Durante a atividade, a Agente Comunitária de Saúde e nutricionista Liamara Fontes conduziu uma palestra sobre alimentação saudável, destacando hábitos que contribuem para a prevenção de doenças e para a melhoria da qualidade de vida. A iniciativa também buscou incentivar práticas saudáveis no cotidiano das participantes.
A enfermeira Camilla Massaranduba destacou a relevância da ação para a comunidade. “Momentos como esse fortalecem os vínculos entre a comunidade e a equipe de saúde, promovendo acolhimento, informação e valorização das mães atendidas pela unidade”, afirmou. A atividade integra as ações de humanização e promoção da saúde desenvolvidas pela equipe da unidade.
Fonte: Ascom/Prefeitura Municipal de Ibirataia

Convite: 

Ibirataia: Profissionais de saúde participam de capacitação sobre hanseníase e vigilância epidemiológica

Curso reforçou conhecimentos sobre diagnóstico precoce, prevenção de sequelas e atuação da fisioterapia no tratamento da doença

Os profissionais de Ibirataia Severino Wagner da Silva e Kananda Silva participaram, nesta quinta-feira, de um curso de capacitação voltado para hanseníase, vigilância epidemiológica e avaliação do grau de incapacidade física. A formação teve como foco o fortalecimento das ações de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento adequado dos pacientes no município.
Durante a capacitação, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre identificação dos sinais e sintomas da hanseníase, avaliação clínica e estratégias multiprofissionais de assistência à saúde. A atuação da fisioterapia também foi destacada como essencial no processo de reabilitação, prevenção de sequelas físicas e melhoria da qualidade de vida dos pacientes atendidos pela rede pública de saúde.
Segundo Severino Wagner da Silva, a participação em cursos de qualificação fortalece o compromisso da equipe com a saúde pública e o cuidado humanizado. “A capacitação contínua permite ampliar o conhecimento técnico dos profissionais e garantir um atendimento cada vez mais eficiente e seguro para a população”, destacou.
Fonte: Ascom/Prefeitura Municipal de Ibirataia

Varejistas testam escala 5x2 e veem vantagens, mas custo e organização são desafios

Entre as dificuldades relatadas estão a gestão das folgas, os riscos de aumento de custos e, em alguns casos, a redução das gorjetas devido à ampliação das equipes

Grandes e médios varejistas do país vêm testando a escala 5x2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso) e constatam algumas vantagens do modelo, como maior atração de candidatos e redução da rotatividade. Desafios operacionais, no entanto, existem.

Executivos de redes como Supermercados Pague Menos, RD Saúde (Droga Raia e Drogasil) e Savegnago, ouvidos pela Folha, também apontam gastos menores com benefícios como vale-transporte e alimentação, além da diminuição das faltas e dos acidentes de trajeto.

Entre as dificuldades relatadas estão a gestão das folgas, os riscos de aumento de custos e, em alguns casos, a redução das gorjetas devido à ampliação das equipes.

As experiências dessas empresas, que acontecem em meio à discussão no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso) e a redução da jornada de trabalho, serão detalhadas em uma série de reportagens publicadas entre esta sexta-feira (8) e domingo (10).

"O déficit de mão de obra é um grande problema no varejo e as experiências que temos visto estão despertando o interesse dos candidatos, atraídos pela possibilidade de uma jornada mais flexível", afirma Maurício Bendixen, superintendente da Apras (Associação Paranaense de Supermercados).

Para ele, um ponto crucial a favor da escala 5x2 é a maior flexibilidade, algo que passou a ser mais valorizado após a pandemia de Covid-19.

"Nos dias de folga, algumas pessoas preferem fazer bicos como horista, outras priorizam o lazer, o descanso ou os estudos. A valorização do tempo e da qualidade de vida ficou muito evidente a partir de 2020 e no pós-pandemia. As novas gerações não se importam tanto com cargos de liderança. Dão mais valor à vida privada e querem trabalhar por menos tempo", disse.

Estudo da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) divulgado em fevereiro aponta que uma redução na jornada de trabalho semanal para 40 horas afetaria mais de 90% da força de trabalho hoje empregada no setor de comércio e serviços, e exigiria a abertura de 980 mil postos de trabalho para compensar a redução.

A entidade do setor afirma que haverá um impacto em R$ 122,4 bilhões para o comércio e R$ 235 bilhões para o setor de serviços, que soma R$ 357,5 bilhões.

Em alguns casos, o modelo 5x2 pode impactar a folha de pagamentos. "Se o negócio é pequeno, há menos gente para fazer os escalonamentos e rodízios e às vezes é necessário contratar horistas, tanto que algumas empresas estão se especializando na oferta dessa mão de obra", afirma Bendixen.

A jornada diária do comércio, em torno de 7 horas e 20 minutos, passa a ser maior no modelo 5x2 — chegando a 8 horas e 48 minutos com os dois dias de folga, normalmente durante a semana. O escalonamento não compromete as 44 horas semanais, teto previsto pela Constituição Federal.

As propostas em discussão no Congresso Nacional, no entanto, querem reduzir esse total.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou no dia 22 de abril o relatório favorável à tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da jornada 6x1, o primeiro passo para o avanço da proposta. O texto agora seguirá para uma comissão para a discussão de mérito.

São duas PECs tramitando juntas, dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), que propõem a redução da jornada semanal das atuais 44 horas para 36 horas. A proposta de Hilton também altera a escala, fixando-a em quatro dias de trabalho por três de folga.

Esse desenho de jornada é considerado superado pelo governo, que vem defendendo a adoção de um limite de 40 horas semanais, sem a fixação de um regime de escala, que deve ficar para as negociações entre categorias e empresariado.

O fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras eleitorais do governo Lula para as eleições deste ano. Segundo o Datafolha, 71% dos brasileiros aprovam o fim desse regime de trabalho.

O presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), João Galassi, disse à Folha que a implementação da nova escala pode quebrar os supermercados menores. Ele defende, como alternativa ao 5x2, a PEC 40/2025, do deputado Mauricio Marcon (Podemos-RS), que implanta um regime flexível, por horas trabalhadas.

"Nós queremos uma segunda opção além da que temos hoje. Além do modelo mensalista, queremos o horista", afirma o dirigente, que também é crítico à redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

Para o presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), Erlon Ortega, o formato 5x2 contempla tanto o jovem que quer maior flexibilidade quanto pessoas com mais de 50 anos de idade, que querem uma jornada mais compacta.

Segundo Ortega, algumas redes paulistas já estão praticando a escala 5x2 e mantendo as 44 horas semanais, com bons resultados, conseguindo que os colaboradores tenham dois dias de folga na semana sem que o custo operacional sofra aumento.

Glauco Humai, presidente da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), afirma que a nova escala poderá prejudicar a operação de pequenos lojistas, que são a maioria dos estabelecimentos.

"Quase 60% dos lojistas de shoppings são pequenos, com três a cinco funcionários. Para mudar a escala, terão de contratar um ou dois funcionários a mais. Com o encargo trabalhista que a gente tem hoje, isso vai impactar o resultado em 30% a 40%. Ou seja, vai inviabilizar praticamente o negócio", afirma Humai.

Por Felipe Mendes e Sylvia Miguel/Folhapress

STF retoma julgamento decisivo sobre revisão da vida toda do INSS

Agência do INSS
O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta sexta-feira (8) o julgamento da revisão da vida toda do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A análise é considerada decisiva e pode definir os rumos finais do tema, aguardado por aposentados que buscam uma solução definitiva para o caso.

O plenário virtual volta a discutir um recurso no tema 1.102, que tenta esclarecer os efeitos da decisão responsável por derrubar a tese em 2024. A análise está prevista para terminar na sexta-feira (15).

O pedido das advogadas é para que o Supremo reconsidere a decisão de dar andamento às ações que estavam paradas na Justiça, com ordem para que os juízes passem a negar a correção.

A solicitação ganhou mais força nesta semana, após o ministro Dias Toffoli dar voto favorável aos segurados em outra ação, a 2.111, que derrubou a revisão da vida toda em 2024. Antes, a tese havia sido aprovada pelo STF em 2022, e a corte suprema voltou atrás.

Toffoli votou para garantir a revisão a aposentados que tenham direito a ela e entraram com ação na Justiça entre 16 de dezembro de 2019 e 5 de abril de 2024. As datas correspondem ao período em que a tese foi aprovada no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e, depois, derrubada no Supremo.

Ele divergiu dos colegas e apresentou entendimento diferente ao que já tinha demonstrado em 2024, quando foi contra a revisão. Para Toffoli, no entanto, é preciso garantir o direito àqueles que buscaram a Justiça após decisão positiva das cortes superiores.

Em seu voto, o ministro argumenta que houve uma "quebra de confiança", com o chamado overruling, já decisões anteriores tanto do STJ quanto do próprio STF —que aprovou a revisão da vida toda em 2022— criaram uma expectativa legítima entre os aposentados.

O ministro relator da ação 2.111, Kassio Nunes Marques, que tem votado contrário à revisão da vida toda desde o início, manteve sua rejeição ao recurso que estava sendo analisado.

Ele havia sido acompanhado por Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, mas Moraes pediu vista e interrompeu a análise do caso.

Na noite desta quinta, porém, Moraes voltou a votar e se manteve contrário. Ele é o relator do tema 1.102 no STF e deve apresentar seu voto nesta ação assim que o sistema online for aberto, logo pela manhã.

A advogada Adriane Bramante afirma que o caso se tornou um dos mais imprevisíveis da história recente do direito previdenciário. Segundo ela, mudanças sucessivas de entendimento e a retomada de discussões sobre ações antigas fazem com que qualquer desfecho ainda seja possível no Supremo.

O julgamento desta sexta é visto por especialistas como um momento decisivo para definir se o STF encerrará definitivamente a tese ou se abrirá espaço para preservar ações ajuizadas durante o período em que a revisão da vida toda era reconhecida pelas cortes superiores.
O que é a revisão da vida toda do INSS?

A revisão da vida toda é uma ação judicial na qual os aposentados do INSS pedem para serem incluídas na conta da aposentadoria contribuições feitas em outras moedas, antes do Plano Real. Em novembro de 2025, por 8 votos a 3 em uma ação de embargos de declaração, o Supremo derrubou a correção, mesmo após ter aprovado a correção em 2022. Essa negação da tese já havia ocorrido ao se julgar duas ADIs (Ações Direta de Inconstitucionalidade), em março de 2024, que eram de 1999 e tratavam do fator previdenciário.
Quem conseguiu a revisão da vida toda precisa devolver os valores recebidos?

Não. Os ministros decidiram aplicar uma modulação de efeitos, garantindo que quem entrou na Justiça e conseguiu a revisão não precisa devolver os valores já pagos. A regra vale para ações até 5 de abril de 2024, quando foi publicado acórdão a respeito das ADIs que derrubaram a correção. Além disso, os segurados que tinham ações em andamento até essa data não precisam pagar custas, honorários de sucumbência ou despesas com perícias.
Qual foi o fundamento da decisão do STF contra a revisão da vida toda?

Os ministros decidiram que a regra de transição criada pela reforma de 1999 é constitucional e cogente, ou seja, obrigatória, e deve ser aplicada a todos os segurados que se enquadram nela. Essa regra determina que o cálculo do benefício considere apenas as contribuições feitas a partir de julho de 1994, depois do Plano Real. O Supremo concluiu que não existe direito de escolha entre regras de cálculo, o que inviabiliza esse tipo de recálculo.

Por Cristiane Gercina/Folhapress

Lula propõe grupo de trabalho com EUA para resolver impasse sobre tarifas

                        Proposta prevê que equipes dos dois países apresentem solução em 30 dias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra o presidente dos EUA, Donald Trump

Após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7) que sugeriu a criação de um grupo entre os dois países para resolver questões ligadas às tarifas e à investigação comercial aberta pelos americanos em 2025.

Lula afirmou que a proposta entre Brasil e Estados Unidos deve servir para que os países atuem conjuntamente e cheguem a um entendimento sobre a política tarifária.

Apesar do tom positivo e, em alguns momentos, descontraído da reunião, houve episódios de tensão. Lula afirmou que ficaram evidentes as divergências entre os dois governos.

"Tem uma divergência entre eles e nós que ficou explicitada na reunião. O ministro dele falou uma coisa, os nossos ministros falaram outra", disse.

Segundo interlocutores do governo brasileiro, Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, foi o integrante da comitiva americana que demonstrou maior resistência em temas relacionados ao Brasil.

Ele é o responsável pela abertura da investigação sob a Seção 301 no ano passado que inclui o Pix, o comércio da rua 25 de Março, em São Paulo, e o etanol.

Vinculado a uma legislação americana de 1974, o regulamento autoriza o governo dos EUA a retaliar, com medidas tarifárias e não tarifárias, qualquer nação estrangeira que tome práticas vistas como injustificadas e que penalizam o comércio americano. China e União Europeia já foram alvo.

Entre os principais pontos de discordância estão os impostos cobrados pelo Brasil sobre produtos americanos. Lula chamou atenção para o desequilíbrio na balança comercial entre os dois países, ressaltando que o Brasil importa mais dos Estados Unidos do que exporta para o mercado americano.

"Ele sempre acha que nós cobramos muito imposto. A média do imposto que nós cobramos é 2,7%", afirmou Lula, ao rebater críticas de Donald Trump sobre as tarifas brasileiras e contestar o argumento de que haveria um desequilíbrio favorável ao Brasil na relação comercial.

Segundo o presidente, os americanos insistiram que alguns produtos brasileiros são taxados em até 12%. Diante do impasse, Lula propôs a criação do grupo de trabalho.

"Eu falei assim: vamos fazer o seguinte, vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço da Indústria e Comércio do Brasil, junto com o teu moço do Comércio, em 30 dias, apresente para nós uma proposta para a gente poder bater o martelo", relatou.

"Quem tiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder. Se vocês tiverem que ceder, vocês vão ter que ceder", completou.

Neste ano, o Brasil passou a integrar uma nova investigação que busca analisar o suposto uso de trabalho forçado em 60 países.

A investigação que foi iniciada recentemente acontece após a Suprema Corte ter impedido Trump de fazer uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional) para impor tarifas, e tem sido vista por analistas como uma possível brecha que o governo americano encontrou para conseguir manter as cobranças.

No ano passado, as tarifas dos EUA contra o Brasil chegaram a ser de 50% sobre produtos brasileiros. Parte delas foram removidas após o primeiro encontro de Lula e Trump, que se abraçaram durante a Assembleia Geral da ONU.
Por Isabella Menon/Folhapress

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