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Anvisa vai à China conhecer hospitais com IA e quer acelerar regulação no Brasil
Pacientes internados no hospital da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quer acelerar o regramento de hospitais inteligentes, aqueles integrados a uma rede de serviços de IA (inteligência artificial), após o governo federal negociar aporte para a construção da primeira instituição do tipo na rede pública na Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).
Representantes da agência e do Ministério da Saúde viajaram para cidades chinesas com o objetivo de conhecer hospitais que usam inteligência artificial e utilizá-los como referência de boas práticas.
Para a construção da instituição, o ministério negociou investimento de US$ 300 milhões (R$ 1,57 bilhão, na cotação atual) no Novo Banco de Desenvolvimento, a instituição financeira dos Brics da qual a ex-presidente Dilma Rousseff está à frente, para a criação de uma Rede Nacional de Hospitais Inteligentes.
O chefe da pasta, ministro Alexandre Padilha, estima que o hospital seja finalizado até 2029 e não vê risco de prejuízo na entrega caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não seja reeleito neste ano. Padilha afirma que o projeto já está em andamento e que compromissos que garantem a conclusão foram assinados. Além do hospital inteligente, um financiamento do governo federal prevê o funcionamento de 14 UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo).
"O nosso foco era conhecer e fazer parcerias, assinar parcerias de compromisso, troca de informações, formação de equipe, poder fazer visitas técnicas e receber visitas técnicas e parcerias com diferentes tipos de hospitais inteligentes", disse Padilha à Folha.
O regime chinês coloca em suas prioridades a integração entre serviços médicos e IA, privilegiando, assim, o desenvolvimento de instituições inteligentes. Também faz parte da política de Estado o incentivo ao uso da IA na saúde, em áreas como diagnóstico clínico, tratamentos, monitoramento, equipamentos e acesso a especialistas.
Hospitais em Shenzen, uma das cidades visitadas pela comitiva da Saúde, são pioneiros no uso de inteligência artificial para laudos de exames, por exemplo. A comissão local de saúde afirma que a tecnologia diminui o tempo de espera de resultados e aumenta a precisão dos diagnósticos.
A integração entre rede digital, inteligência artificial e serviços de saúde tem como objetivo, segundo Padilha, acelerar o diagnóstico de casos graves, reduzir o tempo de internação, facilitar o monitoramento de pacientes, permitir o intercâmbio entre profissionais de diferentes instituições e agilizar a realização de exames, entre outros.
Para acelerar a regulamentação de hospitais inteligentes, a Anvisa decidiu incluir o tema no Comitê de Inovação, que tem como objetivo aumentar a celeridade de processos regulatórios que correspondam a pré-requisitos como iniciativas brasileiras e de grande interesse público, entre outras. O comitê foi o responsável, por exemplo, pela aprovação do início da fase 1 dos estudos da polilaminina.
Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, afirma que a regulamentação servirá como base para o uso da IA em hospitais públicos e privados.
"A questão é onde temos as melhores experiências e de onde podemos trazer para o Brasil as melhores práticas para a instalação de hospitais inteligentes. Há experiências interessantes acontecendo", disse à reportagem.
O diretor afirma que a agência também pretende inserir a inteligência artificial no dia a dia dos funcionários para acelerar processos, como de avaliação e liberação de novas drogas. "Ela não substitui o técnico", diz. "Mas pode entrar em diversas etapas do nosso processo."
Hoje, o regramento para a aplicação da IA na saúde é fragmentado entre as instituições competentes, como o CFM (Conselho Federal de Medicina), o Ministério da Saúde e a Anvisa.
A visita à China faz parte de um giro feito pela agência e pelo ministério em busca de países de referência que já possuam a IA integrada a instituições de saúde. Padilha e Safatle, por exemplo, fizeram parte das viagens de Lula para a Coreia do Sul e a Índia, onde também se informaram a respeito do funcionamento de hospitais do tipo.
Por Victoria Damasceno / Folha de São Paulo
Perda muscular avança após os 50 e exige reação
Proteína, treino de força e sono ajudam a preservar autonomia
A partir dos 50 anos, o corpo inicia um processo natural de perda progressiva de massa e força muscular, conhecido como sarcopenia, condição que pode comprometer a autonomia, aumentar o risco de quedas e impactar diretamente a qualidade de vida. A boa notícia é que há formas de reação. Maior ingestão de proteínas ao longo do dia, prática regular de treino de força e sono reparador são hoje apontados como os principais pilares para frear esse declínio e preservar a funcionalidade no envelhecimento.
Sem intervenção, a perda pode chegar a 1% a 2% de massa muscular por ano, enquanto a força diminui até 3% ao ano. “Preservar massa muscular é essencial para manter independência e qualidade de vida. E isso é possível com medidas relativamente simples, quando bem orientadas”, afirma a geriatra do Hospital Mater Dei Emec (HMDE), Lívia Cedraz.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 30% das pessoas acima de 60 anos apresentam algum grau de sarcopenia, percentual que pode ultrapassar 50% após os 80, tornando o tema uma prioridade crescente em saúde pública.
Declínio - Biologicamente, a sarcopenia resulta de uma combinação de fatores. Há redução da síntese proteica muscular, alterações hormonais — como queda de testosterona e hormônio do crescimento — e um estado de inflamação crônica de baixo grau associado ao envelhecimento.
Esse conjunto leva à chamada resistência anabólica, quando o organismo passa a responder menos aos estímulos de construção muscular. “O corpo envelhece, mas não perde a capacidade de resposta. Ele apenas precisa de estímulos mais adequados e consistentes”, explica Lívia Cedraz.
Impacto - A perda de massa muscular vai além da força física. Está associada à perda de autonomia, maior dependência de cuidadores, piora metabólica e aumento do risco de doenças como diabetes tipo 2.
Também compromete a recuperação após cirurgias e infecções. “O músculo é um órgão metabólico importante. Quando ele diminui, o corpo inteiro perde capacidade de reagir a agressões”, afirma a geriatra do Mater Dei Emec.
Proteína - Diante da resistência anabólica, a ingestão de proteína torna-se estratégica. Evidências atuais sugerem entre 25 g e 40 g por refeição para estimular a síntese muscular em pessoas acima dos 50 anos.
Mais do que a quantidade total diária, a distribuição ao longo do dia é determinante. “Não adianta concentrar toda a proteína em uma única refeição. O estímulo precisa ser constante”, orienta Cedraz.
Treino - A musculação é considerada o estímulo mais potente para preservar e aumentar massa muscular no envelhecimento. Além do ganho de força, promove melhora do equilíbrio, redução de quedas, aumento da densidade óssea e benefícios metabólicos e cognitivos.
“O músculo continua altamente adaptável, mesmo em idades avançadas. Já vemos pacientes com mais de 80 anos evoluindo com treino adequado”, destaca a especialista. Para iniciantes, a recomendação é avaliação médica, supervisão profissional e progressão gradual, com frequência de duas a três vezes por semana.
Suplementos - Whey protein e creatina podem ser aliados, mas não são obrigatórios. O whey pode ajudar quando há dificuldade de atingir a ingestão proteica pela alimentação.
Já a creatina tem evidências consistentes de benefício em força e funcionalidade. “Mas o uso deve ser individualizado, principalmente em pessoas com doença renal ou múltiplas medicações”, alerta Cedraz.
Hábitos - O sono e o controle do estresse também desempenham papel fundamental. Durante o sono profundo ocorre liberação de hormônios importantes para recuperação muscular.
Já o estresse crônico eleva o cortisol, favorecendo a perda de massa magra. “Sem sono adequado e controle do estresse, o corpo não consegue responder bem aos estímulos”, resume a médica.
Mitos - No consultório, ainda persistem equívocos comuns: a ideia de que idosos não podem fazer musculação, de que caminhar é suficiente para manter músculos ou de que proteína prejudica os rins em pessoas saudáveis.
“Na prática, o que vemos é o oposto. O treino de força é essencial, e a ingestão adequada de proteína é segura quando bem indicada”, afirma Cedraz. “A sarcopenia pode avançar com o tempo, mas a velocidade e o impacto desse processo dependem, cada vez mais, das escolhas feitas ao longo do envelhecimento”, conclui a geriatra.
Assessoria de Imprensa: Cinthya Brandão – (71) 99964-5552
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Hemodinâmica amplia cuidado com o coração idoso
Procedimentos seguros ajudam a preservar autonomia e qualidade de vida
O envelhecimento traz mudanças naturais ao coração, como o endurecimento das artérias, maior risco de obstruções coronarianas e alterações no funcionamento das válvulas cardíacas. Com o avanço da idade média da população brasileira, essas condições se tornaram cada vez mais frequentes, mantendo as doenças cardiovasculares como a principal causa de morte entre idosos. Nesse contexto, a hemodinâmica tem assumido papel central no cuidado com o coração na terceira idade, oferecendo diagnóstico preciso e tratamentos menos invasivos, mais seguros e com impacto direto na qualidade de vida.
Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 70% das mortes por doenças cardiovasculares no Brasil ocorrem em pessoas com 60 anos ou mais, reflexo direto do envelhecimento populacional. A boa notícia é que os avanços tecnológicos permitiram que procedimentos antes considerados de alto risco em pacientes idosos hoje sejam realizados com segurança crescente, muitas vezes sem necessidade de cirurgia aberta.
Mais segurança - A hemodinâmica reúne exames e procedimentos minimamente invasivos, realizados por meio de cateteres introduzidos pelas artérias, que permitem diagnosticar e tratar obstruções coronarianas, doenças valvares e alterações vasculares. Para o cardiologista intervencionista Sérgio Câmara, a idade cronológica deixou de ser um fator limitante isolado. “Hoje, avaliamos muito mais a condição clínica do paciente do que apenas a idade. Com planejamento adequado e tecnologia, é possível tratar idosos com alto grau de segurança”, afirma.
Segundo o especialista, técnicas modernas reduziram significativamente complicações e tempo de recuperação. “São procedimentos menos agressivos, o que diminui o risco de infecções, sangramentos e longas internações — fatores especialmente relevantes para pacientes mais velhos”, explica.
Diagnóstico preciso - Além do tratamento, a hemodinâmica se destaca pela capacidade de oferecer diagnósticos detalhados. Exames como o cateterismo permitem identificar com precisão o grau de obstrução das artérias e orientar a melhor estratégia terapêutica. “Um diagnóstico bem feito evita intervenções desnecessárias e direciona o tratamento que realmente trará benefício ao paciente”, destaca Sérgio Câmara.
Em muitos casos, a colocação de stents ou procedimentos valvares por cateter substituem cirurgias de grande porte. “Conseguimos aliviar sintomas como dor no peito, falta de ar e cansaço intenso, que limitam o cotidiano do idoso, com recuperação mais rápida e confortável”, pontua.
Mais qualidade de vida - Os benefícios vão além da sobrevida. Os procedimentos hemodinâmicos têm impacto direto na funcionalidade e na autonomia do paciente idoso. “O nosso foco é devolver qualidade de vida. Permitir que o paciente volte a caminhar, viajar, conviver com a família e manter sua independência”, ressalta o cardiologista.
Estudos internacionais mostram que idosos submetidos a intervenções minimamente invasivas apresentam melhora significativa dos sintomas e redução de internações por eventos cardiovasculares. Para Sérgio Câmara, o principal desafio ainda é vencer o medo. “Muitos pacientes convivem com limitações por receio do tratamento. Informação e avaliação adequada ajudam a mudar essa realidade”, afirma.
Cuidar é envelhecer melhor - Com a expectativa de vida do brasileiro ultrapassando os 75 anos, especialistas defendem um cuidado cardiovascular contínuo e individualizado. A hemodinâmica surge como aliada nesse processo. “Envelhecer não significa aceitar limitações impostas pelo coração. Hoje, temos recursos para tratar com segurança e proporcionar mais qualidade de vida mesmo em idades avançadas”, conclui Sérgio Câmara.
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Carnaval eleva risco de intoxicação alimentar
Comida mal armazenada pode acabar com a folia
O Carnaval movimenta multidões, longas horas de festa e altas temperaturas, combinação que acende um alerta importante para a saúde: o aumento dos casos de intoxicação alimentar. Em meio à maratona de blocos, trios elétricos e festas de rua, muitos foliões recorrem a refeições improvisadas, alimentos de procedência duvidosa e bebidas mal armazenadas, o que pode transformar a alegria da folia em mal-estar e atendimento de emergência.
Em eventos de grande porte, como o Carnaval de Salvador, que em 2025 registrou mais de 11 milhões de acessos aos circuitos, a atenção com a alimentação torna-se ainda mais necessária. O calor intenso favorece a proliferação de bactérias, vírus e toxinas, especialmente quando os alimentos ficam expostos por longos períodos sem refrigeração adequada.
Segundo o gastroenterologista Luiz Almeida, coordenador do serviço de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva do Hospital Mater Dei Emec (HMDE), as altas temperaturas são um dos principais fatores de risco para a contaminação alimentar. “O calor facilita a multiplicação de microrganismos quando os alimentos não são armazenados corretamente ou permanecem muito tempo fora da refrigeração. Isso é comum em festas de rua, onde o controle sanitário é mais difícil”, explica.
Carnes mal cozidas, maioneses caseiras, frutos do mar, laticínios, gelo contaminado e água de procedência duvidosa estão entre as causas mais frequentes de intoxicação alimentar. De acordo com o especialista, muitas ocorrências não estão relacionadas ao alimento em si, mas à forma como ele é manipulado, conservado ou reaproveitado ao longo do dia.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
Os sintomas costumam surgir poucas horas após a ingestão do alimento contaminado e incluem náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, febre e mal-estar geral. Em quadros mais graves, o paciente pode apresentar sinais de desidratação, tontura e queda da pressão arterial. “Quando os sintomas persistem por mais de 24 horas, há febre alta, sangue nas fezes ou sinais claros de desidratação, é fundamental procurar atendimento médico”, orienta Luiz Almeida. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas formam o grupo mais vulnerável às complicações.
O diagnóstico da intoxicação alimentar é essencialmente clínico, baseado na avaliação dos sintomas e no histórico recente de alimentação. Em situações específicas, exames laboratoriais podem ser solicitados para identificar o agente causador.
O tratamento, na maioria dos casos, consiste em hidratação adequada, repouso e dieta leve, com acompanhamento médico quando necessário. O gastroenterologista alerta que a automedicação pode agravar o quadro, especialmente com o uso inadequado de antibióticos ou antidiarreicos.
A prevenção, segundo os especialistas, continua sendo a melhor forma de evitar problemas durante a folia. Priorizar alimentos preparados na hora e bem cozidos, evitar comidas expostas ao sol ou sem refrigeração, observar a higiene do local e dos manipuladores, consumir apenas água mineral lacrada ou filtrada e manter as mãos limpas são medidas simples que reduzem significativamente o risco de intoxicação alimentar.
“Na dúvida, é melhor não consumir. Uma escolha errada pode interromper a festa e gerar complicações que duram dias”, reforça o gastro Luiz Almeida. Ele lembra que os mesmos cuidados devem ser adotados em outros grandes eventos populares ao longo do ano, como micaretas e festas de rua. “Comer com atenção é uma forma de garantir que a festa termine bem”, conclui o especialista do Hospital Mater Dei Emec.
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Senador Otto Alencar passa por cirurgia para implantação de marca-passo em Salvador
O senador baiano Otto Alencar (PSD) encontra-se internado no Hospital Aliança, em Salvador, após ser submetido a uma cirurgia cardíaca para a implantação de um marca-passo. De acordo com um boletim médico oficial divulgado por sua assessoria, o procedimento foi realizado de forma preventiva e transcorreu com sucesso. O parlamentar está clinicamente estável, mas permanece em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardíaca da instituição de saúde.
As informações detalhadas no comunicado à imprensa revelam que o problema de saúde teve início após o retorno do senador de uma agenda política no município de Lapão, no interior da Bahia. Ao se sentir mal, ele procurou atendimento médico. Os exames realizados diagnosticaram um quadro de bradicardia, condição caracterizada pela baixa frequência dos batimentos cardíacos, o que pode comprometer o bombeamento de sangue e oxigênio para o corpo.
Diante do diagnóstico, a equipe médica indicou a intervenção para a colocação do dispositivo. A assessoria do senador enfatizou que a medida foi preventiva, visando a correção do ritmo cardíaco e a garantia de sua estabilidade fisiológica. O texto afirma que todos os protocolos médicos recomendados estão sendo seguidos rigorosamente durante a fase de recuperação.
Veja nota na íntegra:
A assessoria de comunicação e imprensa do senador Otto Alencar (PSD/BA) informa que, após se sentir mal no retorno de uma agenda política realizada no município de Lapão, o senador foi submetido a exames médicos que diagnosticaram um quadro de bradicardia.
Diante do diagnóstico, foi indicado e realizado um procedimento cardíaco para implantação de um marca-passo, de forma preventiva, no Hospital Aliança, em Salvador (BA).
O procedimento transcorreu com sucesso. O senador encontra-se bem, clinicamente estável, em observação na UTI Cardíaca, seguindo todos os protocolos médicos recomendados.
Hemoba reforça serviços de doação de sangue durante o Carnaval
Durante o período do Carnaval, entre os dias 12 e 18 de fevereiro, a Fundação Hemoba manterá o atendimento na capital e no interior do estado com o objetivo de garantir a manutenção dos estoques de sangue e salvar vidas. Tradicionalmente, o período carnavalesco é marcado por uma queda no número de doações de sangue, em decorrência das férias, viagens e festas.
Ao mesmo tempo, a demanda por hemocomponentes nas unidades de saúde permanece elevada, especialmente nos serviços de urgência e emergência. Como parte das ações que antecedem o Carnaval, no dia 10 de fevereiro (terça-feira), a sede da Hemoba receberá, às 9h, o Rei Momo eleito em 2025, o influenciador digital Hudson Marcello, além da banda Paroano Sai Milhó, que há 58 anos reúne amigos para cantar músicas clássicas e atuais do carnaval de rua.
Horário de funcionamento - Em Salvador, no dia 12 de fevereiro (quinta-feira), todas as unidades da Hemoba funcionarão em horário normal. Já na sexta-feira, 13 de fevereiro, o atendimento ocorrerá no Hemocentro Coordenador, das 7h30 às 18h, no posto temporário do Shopping Bela Vista, das 9h às 18h, e na unidade móvel de coleta (hemóvel), no Salvador Shopping, das 8h às 17h, enquanto as demais unidades da capital permanecerão fechadas. No sábado, 14 de fevereiro, o Hemocentro Coordenador seguirá aberto das 7h30 às 16h30, o posto do Shopping Bela Vista manterá atendimento das 9h às 18h, e o hemóvel no Salvador Shopping funcionará das 8h às 17h, permanecendo fechadas as demais unidades da capital. No domingo de Carnaval, dia 15, todas as unidades da Hemoba em Salvador estarão fechadas.
Na segunda-feira, 16 de fevereiro, o Hemocentro Coordenador retoma o atendimento das 7h30 às 18h e o posto do Shopping Bela Vista funciona das 9h às 18h, enquanto as demais unidades seguem fechadas. Na terça-feira, 17 de fevereiro, o Hemocentro Coordenador atende das 7h30 às 16h30, com suspensão das atividades nas demais unidades. Na Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, as unidades retomam o atendimento a partir das 12h, com exceção daquelas localizadas no Hospital Ana Nery e no Hospital Irmã Dulce (OSID), que não funcionarão nesse dia. O Centro de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim terá suas atividades suspensas entre os dias 12 e 17 de fevereiro, com retorno no dia 18, a partir das 13h.
No interior do estado, as unidades da Hemoba funcionarão em horário normal nos dias 12 e 13 de fevereiro. No sábado (14/02), abrirão apenas as unidades que tradicionalmente operam nesse dia, localizadas em Vitória da Conquista, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. As unidades permanecerão fechadas nos dias 15 e 17 de fevereiro. Na segunda-feira (16/02), não haverá funcionamento das unidades de Alagoinhas, Ribeira do Pombal, Itapetinga e Seabra, enquanto as demais operarão normalmente. No dia 18 de fevereiro, o atendimento no interior será retomado a partir das 14h.
Critérios para doação – Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar acima de 50 kg e ter idade entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsável legal, e pessoas acima de 60 anos só podem doar se já tiverem doado anteriormente. No dia da doação, o voluntário não deve estar em jejum, nem ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores, além de não fumar por pelo menos duas horas antes do procedimento. É necessário ter dormido, no mínimo, seis horas na noite anterior e evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação. Também é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, válido em todo o território nacional.
| Assessoria de comunicação - Saude <jornalismo@saude.ba.gov.br> |
Carnaval expõe riscos da mistura de álcool e energético
Combinação comum nas festas do verão baiano pode causar arritmias, desidratação e colapsos cardíacos
No calor intenso do verão soteropolitano, com festas de largo, ensaios e o Carnaval tomando conta das ruas, uma mistura aparentemente inofensiva coloca muitos foliões em risco: bebida alcoólica com energético. Popular entre jovens e adultos que querem “virar a noite”, a combinação pode mascarar os efeitos do álcool e provocar desde mal-estar súbito até complicações cardíacas graves, interrompendo a festa bem antes da última música.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o consumo abusivo de álcool está associado a mais de três milhões de mortes por ano no mundo, muitas delas relacionadas a eventos cardiovasculares. Estudos internacionais apontam que a associação com energéticos aumenta de forma significativa o risco de taquicardia, arritmias e picos de pressão arterial, sobretudo em ambientes de calor intenso e esforço físico prolongado, como ocorre durante o Carnaval.
Segundo a cardiologista Marianna Andrade, coordenadora do serviço de Cardiologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), o maior perigo da mistura está no efeito mascarador do energético. “A cafeína e outros estimulantes fazem a pessoa se sentir mais desperta, reduzindo a percepção da embriaguez. Isso leva ao consumo excessivo de álcool sem que o organismo consiga sinalizar seus limites”, explica.
A médica alerta que o impacto sobre o coração pode ser imediato. “Essa combinação aumenta a frequência cardíaca, eleva a pressão arterial e favorece arritmias, inclusive em pessoas jovens e sem diagnóstico prévio de doença cardíaca”, afirma.
Calor e multidão aumentam o perigo
Durante o Carnaval, os riscos se intensificam. Longas horas em pé, desidratação, pouco descanso e exposição ao calor elevam o estresse cardiovascular. “O álcool já desidrata. Associado ao energético, o efeito é potencializado, comprometendo a circulação e sobrecarregando o coração”, destaca Marianna Andrade.
Casos de desmaios, palpitações, dor no peito, falta de ar e crises de ansiedade são comuns nos serviços de emergência nesse período. “É frequente atender pacientes que passaram mal durante a festa sem imaginar que a mistura foi o principal gatilho”, relata.
Como curtir a folia com mais segurança
Para aproveitar o Carnaval sem comprometer a saúde, a recomendação é clara: “além de evitar a mistura, é importante intercalar o consumo de bebida alcoólica com água, alimentar-se bem, respeitar seus limites e descansar bem. Afinal, a festa passa, mas as consequências podem ficar”, alerta a cardiologista Marianna Andrade. “A folia deve terminar em boas lembranças, não em atendimento de emergência. Cuidar do coração também faz parte do Carnaval”, conclui a médica.
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Cirurgia robótica e acesso à tecnologia pautam fórum nacional de inovação em saúde
Especialistas discutem formação profissional e expansão da técnica durante o Health Innovation Forum 2026
A democratização da cirurgia robótica e os desafios para ampliar o acesso à tecnologia cirúrgica estiveram no centro dos debates do Health Innovation Forum 2026 (HIF 2026), realizado nos dias 28 e 29 de janeiro, em Goiânia (GO). O evento reuniu lideranças da saúde, inovação, tecnologia e gestão hospitalar para discutir caminhos para o futuro da medicina no país. Entre os especialistas convidados, destacou-se o urologista baiano Nilo Jorge Leão Barretto, coordenador geral do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), que atuou como palestrante de uma mesa do fórum sobre a expansão da cirurgia robótica no Brasil, em um momento em que a técnica deixa de ser restrita a grandes centros e passa a integrar, de forma crescente, tanto a saúde suplementar quanto o sistema público.
A mesa abordou três eixos considerados estratégicos para a ampliação da cirurgia robótica: tecnologia, treinamento e acesso. A proposta buscou analisar como esses pilares podem contribuir para tornar a técnica mais segura, eficiente e disponível em diferentes realidades hospitalares. Segundo Nilo Jorge Leão, “a consolidação da cirurgia robótica exige mais do que a incorporação de equipamentos, demandando políticas estruturadas de capacitação profissional e organização dos serviços de saúde, com impacto direto na segurança assistencial e nos desfechos clínicos”.
A participação baiana no fórum incluiu, ainda, o urologista do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS) e diretor de ensino e pesquisa do IBCR, Felipe Pinho. Os dois foram os únicos médicos do estado convidados a palestrar no HIF 2026, inserindo a Bahia no debate nacional sobre cirurgia minimamente invasiva e robótica. Segundo Felipe Pinho, “a presença de especialistas de diferentes regiões reflete um movimento de descentralização do conhecimento e da tecnologia cirúrgica no país”.
Formação e segurança do paciente
Durante o evento, também foi apresentado o Instituto de Anatomia, Robótica e Treinamento (IART), iniciativa voltada à formação avançada em cirurgia robótica. O centro se destaca por adotar treinamento em cadáveres frescos, “modelo que busca aproximar a simulação da prática cirúrgica real e contribuir para a redução da curva de aprendizado, a padronização técnica e o fortalecimento da segurança do paciente, temas recorrentes nas discussões sobre inovação e qualidade assistencial”, resumiu o diretor médico do IART, Nilo Jorge Leão.
Ao comentar o papel da capacitação na expansão da técnica, Nilo Jorge Leão, que atua na formação de cirurgiões e no desenvolvimento de programas de cirurgia robótica no país, afirmou que “o grande gargalo da democratização da cirurgia robótica não é apenas o robô, mas a formação. O IART nasceu para resolver exatamente isso: treinar com realismo, rigor técnico e responsabilidade”, completou. Os debates do Health Innovation Forum reforçaram a cirurgia robótica como parte de uma transformação estrutural da assistência em saúde, com reflexos na gestão hospitalar, nos custos operacionais e na eficiência dos sistemas de saúde.
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Fevereiro Roxo expõe desafios de doenças sem cura
Campanha chama atenção para Alzheimer, lúpus e fibromialgia
Fevereiro ganha a cor roxa para lançar luz sobre três doenças crônicas, progressivas e sem cura — Alzheimer, lúpus e fibromialgia — que afetam milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com Alzheimer em todo o planeta, enquanto a fibromialgia atinge entre 2% e 4% da população mundial. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que cerca de 1,2 milhão de brasileiros convivam com Alzheimer, e estudos nacionais apontam que o lúpus acomete aproximadamente 65 mil pessoas, principalmente mulheres em idade reprodutiva.
Na Bahia, o avanço do envelhecimento populacional e o maior reconhecimento clínico dessas doenças têm ampliado a demanda por atendimentos neurológicos e reumatológicos nas redes pública e privada de saúde, especialmente em Salvador e na Região Metropolitana, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).
Principal causa de demência no mundo, o Alzheimer se caracteriza pela perda progressiva da memória, alterações de comportamento e comprometimento da autonomia. Para o neurologista Ricardo Alvim, coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), os avanços científicos dos últimos anos têm mudado o olhar sobre a doença. “Hoje, conseguimos identificar o Alzheimer em fases mais iniciais, o que permite planejar melhor o tratamento e retardar a progressão dos sintomas. O diagnóstico precoce é decisivo para preservar funções cognitivas e qualidade de vida”, afirma.
O neurologista Jamary Oliveira Filho, coordenador da UTI Neurológica do HMDS, reforça que o cuidado deve ser contínuo e multidisciplinar. “O tratamento vai além da medicação. Envolve estimulação cognitiva, controle de fatores de risco, suporte familiar e acompanhamento especializado. A medicina avançou muito no entendimento dos mecanismos da doença”, explica.
Fibromialgia causa dor crônica e impacto invisível
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor musculoesquelética difusa e persistente, associada a fadiga intensa, distúrbios do sono, alterações de memória, ansiedade e depressão. Apesar de não provocar inflamações visíveis ou alterações em exames laboratoriais, a doença causa grande impacto funcional e emocional.
Segundo a reumatologista Kércia Carneiro, do Hospital Mater Dei Emec (HMDE), o diagnóstico é essencialmente clínico. “A fibromialgia não aparece em exames de imagem ou laboratoriais. O diagnóstico é feito a partir da história do paciente e da exclusão de outras doenças. Reconhecer a síndrome evita sofrimento prolongado e tratamentos inadequados”, explica.
O tratamento inclui abordagem multidisciplinar, com atividade física regular, fisioterapia, medicamentos para controle da dor e do sono, além de acompanhamento psicológico. “Não existe cura, mas é possível controlar os sintomas e devolver qualidade de vida ao paciente”, destaca a especialista.
Lúpus exige acompanhamento contínuo
Diferentemente da fibromialgia, o lúpus é uma doença autoimune sistêmica, na qual o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do próprio corpo. Pode comprometer a pele, articulações, rins, pulmões, coração e sistema nervoso central, apresentando períodos de crise e remissão.
De acordo com Kércia Carneiro, os sintomas mais comuns incluem fadiga intensa, dores articulares, manchas na pele, sensibilidade ao sol e alterações renais. “O lúpus exige acompanhamento médico contínuo. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado reduzem o risco de complicações graves e melhoram o prognóstico”, afirma.
O tratamento envolve o uso de imunossupressores, corticosteroides e medicamentos específicos para controlar a atividade da doença, além de mudanças no estilo de vida, como proteção solar rigorosa e monitoramento regular da função renal.
Tratamento foca controle e qualidade de vida
Embora Alzheimer, fibromialgia e lúpus não tenham cura, os avanços terapêuticos permitem controle dos sintomas, redução de complicações e melhora significativa da qualidade de vida. “O cuidado personalizado, aliado ao acompanhamento contínuo, é o principal caminho para lidar com essas doenças de forma mais humana e eficaz”, resume Kércia Carneiro.
Com o lema “Se não há cura, que haja conforto”, o Fevereiro Roxo reforça a importância da informação, da empatia e do acesso ao cuidado especializado. Para médicos e pacientes, ampliar o debate sobre essas doenças é fundamental para reduzir estigmas, incentivar o diagnóstico precoce e fortalecer redes de apoio a quem convive diariamente com condições crônicas e muitas vezes invisíveis.
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HGCA alerta para impacto da violência no trânsito, com internações que podem custar até R$ 5 mil por dia
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| Fotos: Ascom / HGCA e Edimário Duplat / Saúde GovBA |
Além das perdas humanas, o crescimento da violência no trânsito tem gerado impactos significativos para a saúde pública, especialmente pelo alto custo do atendimento a vítimas de acidentes graves, que pode chegar a até R$ 5 mil por dia. Internações prolongadas, uso intensivo de tecnologia e equipes especializadas pressionam o orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e comprometem a capacidade assistencial das unidades hospitalares. Esse cenário foi debatido, nesta semana, durante uma coletiva de imprensa realizada no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, com a presença de jornalistas, autoridades da saúde, do trânsito e representantes da sociedade civil.
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| Fotos: Ascom / HGCA e Edimário Duplat / Saúde GovBA |
Referência no atendimento a vítimas de traumas em toda a região Centro-Leste da Bahia, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) sediou, nesta semana, uma coletiva de imprensa com o tema violência no trânsito, reunindo autoridades da saúde, trânsito e representantes da sociedade civil. Durante o encontro, foram apresentados dados que reforçam a gravidade do cenário: 3.339 atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito em 2025, o que representa um aumento de quase 7% em relação ao ano anterior.
De acordo com a diretora-geral do HGCA, Cristiana França, os acidentes de trânsito seguem como a principal causa de entrada de pacientes politraumatizados na unidade. “Hoje, cerca de 80% dos pacientes politraumatizados atendidos no Clériston Andrade são vítimas de acidentes de trânsito, com predominância absoluta dos acidentes envolvendo motocicletas. É uma demanda que cresce a cada ano e que impacta diretamente a capacidade assistencial do hospital”, afirmou.
Segundo a diretora, em média 80% dos atendimentos por acidentes de trânsito estão relacionados a motociclistas, sendo a maioria homens, com idade entre 16 e 35 anos, faixa etária considerada economicamente ativa. “Quando esses jovens não vão a óbito, muitos ficam com sequelas graves e permanentes, como perda de mobilidade. Isso gera um impacto profundo não apenas para a família, mas para toda a sociedade”, destacou Cristiana França.
Outro dado que chama atenção é o perfil das vítimas oriundas de municípios vizinhos e distritos rurais. “Observamos que muitos pacientes que chegam de outras cidades apresentam traumas cranianos graves, em grande parte pela não utilização do capacete. Esse é um ponto que precisa ser amplamente debatido, porque o uso do equipamento de proteção individual salva vidas”, reforçou.
Além do impacto humano, a gestora ressaltou os custos elevados para o Sistema Único de Saúde. “Um paciente politraumatizado internado na UTI custa, em média, quase R$ 5 mil por dia. Nas enfermarias, um paciente ortopédico custa cerca de R$ 1 mil por dia, enquanto na neurocirurgia esse valor pode chegar a R$ 2 mil diários, devido à complexidade e à tecnologia envolvida. Recursos que poderiam estar sendo direcionados para outras melhorias na assistência à população”, explicou.
Para Cristiana França, o hospital representa a última ponta de um problema que começa no trânsito. “O Clériston é a última porta dessa cadeia. Por mais que o Estado invista em tecnologia, equipamentos e estrutura hospitalar, não queremos corredores cheios. Queremos menos acidentes, menos vítimas e mais qualidade de vida. Isso só será possível com educação e fiscalização efetiva no trânsito”, pontuou.
O superintendente municipal de Trânsito de Feira de Santana, Ricardo Cunha, destacou a importância do envolvimento da imprensa no enfrentamento à violência viária. “A imprensa é uma aliada fundamental nas ações de fiscalização e educação no trânsito. Informar, conscientizar e dar visibilidade a esses dados ajuda a sensibilizar a população e fortalece o trabalho dos órgãos de fiscalização”, afirmou.
Durante a coletiva, Ricardo Cunha também anunciou a realização de um Congresso de Trânsito em Feira de Santana, que dará início a uma discussão ampliada sobre mobilidade e segurança viária no Nordeste. “Feira de Santana será o ponto de partida desse debate regional, reunindo especialistas e autoridades para pensar soluções integradas”, disse.
Representando o setor produtivo, a coordenadora da Câmara de Mulheres Empreendedoras de Feira de Santana, Leidiane Queiroz, reforçou o compromisso dos empresários com a redução dos acidentes. “O empresariado da cidade está empenhado em colaborar com as autoridades e apoiar ações que visem diminuir os acidentes de trânsito. Segurança viária também é desenvolvimento, porque impacta diretamente a economia e a vida das pessoas”, afirmou.
O debate realizado no HGCA contou ainda com a participação de forças de segurança e órgãos de emergência, como a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Secretaria Municipal de Trânsito, reforçando a necessidade de ações integradas, contínuas e preventivas para enfrentar a violência no trânsito em Feira de Santana e região.
Fotos: Ascom / HGCA e Edimário Duplat / Saúde GovBA
Anvisa identifica risco e retira de circulação molho de tomate com pedaços de vidro
Ação fiscal inclui recolhimento de alimento importado e apreensão de suplementos com irregularidades.
Uma ação de fiscalização, publicada nesta quarta-feira (7), levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a determinar o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, após a identificação de pedaços de vidro no produto.
A decisão faz parte de uma resolução que reúne diferentes medidas sanitárias e suspende a comercialização, a distribuição, a importação, a divulgação e o consumo do lote.
Segundo a agência, o recolhimento foi motivado por um alerta emitido pelo sistema europeu RASFF (Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações), que identificou risco grave à segurança alimentar no lote do produto importado para o Brasil. A Anvisa reforça que apenas o lote LM283 foi atingido
A mesma resolução publicada pela Anvisa também determinou o recolhimento de cinco lotes do suplemento alimentar Neovite Visão, voltado à saúde ocular. A medida atinge os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072, que tiveram fabricação, comercialização, importação, divulgação e consumo proibidos.
De acordo com a agência, os produtos foram fabricados com Capsicum annuum L. (fruto da páprica), ingrediente não autorizado como fonte de zeaxantina em suplementos alimentares, além de apresentarem quantidade de Caramelo IV acima do limite permitido.
A própria empresa comunicou o recolhimento voluntário dos lotes.
Ainda segundo a resolução, a agência determinou a apreensão de dois suplementos da empresa Ervas Brasil Indústria: Vitamina C Sucupira com Unha de Gato e Suplemento Alimentar Colesterol.
Segundo a Anvisa, a empresa não possui Licença Sanitária nem Alvará de Funcionamento, utilizou ingredientes não autorizados e fez divulgação irregular, com alegações terapêuticas sem comprovação científica, o que é proibido pela legislação sanitária.
Orientação ao consumidor
A Anvisa orienta que consumidores confiram os lotes nos rótulos e não consumam os produtos atingidos pelas medidas. Quem tiver algum dos itens deve procurar o serviço de atendimento ao consumidor das empresas responsáveis ou o local da compra para orientações sobre devolução ou descarte adequado.
Por Redação g1
Comerciante de Ubatã aguarda há mais de 50 dias por cirurgia cardíaca no Hospital Prado Valadares
O comerciante ubatense Osvaldo Souza Cachoeira, de 62 anos, conhecido popularmente como Val, enfrenta uma longa espera por uma cirurgia cardíaca considerada essencial para sua sobrevivência. Internado há mais de 50 dias no Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, ele necessita implantar uma ponte de safena devido a um grave problema no coração.
Inicialmente, o procedimento cirúrgico estava agendado para meados de dezembro no Hospital Calixto Midjet Filho, em Itabuna. No entanto, segundo familiares, a cirurgia foi cancelada por falta de material hospitalar. Posteriormente, o procedimento foi remarcado para esta terça-feira, 06 de janeiro, mas acabou sendo novamente suspenso. Desta vez, conforme informado à família pelo setor de cirurgia do Prado Valadares, o motivo seria a falta de sangue no banco do hospital.
Os familiares contestam essa justificativa e afirmam que, desde dezembro, houve uma mobilização solidária que resultou na doação de sangue por mais de 20 pessoas, justamente para garantir a realização da cirurgia.
Além da preocupação com o estado de saúde de Val, a família relata desgaste emocional e financeiro. Os custos aumentaram devido à necessidade de presença constante no hospital e à contratação de um cuidador. Ainda segundo os familiares, o comerciante está emocionalmente abalado, chorando com frequência em razão da demora para a realização do procedimento.
O caso tem gerado apreensão entre amigos e familiares e levanta questionamentos sobre a demora no atendimento e as condições para a realização de cirurgias de alta complexidade na rede pública de saúde da Bahia. “A fila de regulação da Bahia é a fila da morte”, protestou um familiar. *Com informações do Ubatã Notícias
Refrigerantes zero oferecem risco maior ao fígado que os tradicionais, aponta estudo
Pesquisa acompanhou mais de 120 mil pessoas por dez anos e indica que até uma lata por dia de refrigerante diet pode elevar risco de MASLD. Água foi a única substituição que reduziu o perigo.
Tanto as bebidas adoçadas com açúcar quanto as versões com baixo teor de açúcar ou sem açúcar — como refrigerantes diet e zero — estão associadas a um risco significativamente maior de desenvolver a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), de acordo com um novo estudo apresentado nesta terça-feira (9) na Semana Europeia de Gastroenterologia, em Berlim.
A pesquisa acompanhou 123.788 participantes do UK Biobank que não tinham doença hepática no início do estudo. O consumo de bebidas foi medido por meio de questionários alimentares de 24 horas repetidos ao longo do tempo. Os pesquisadores analisaram a relação entre a ingestão desses produtos e o desenvolvimento de doença hepática alcoólica, acúmulo de gordura no fígado e mortalidade relacionada ao órgão.
Risco até 60% maior
Os resultados mostram que consumir mais de 250 g por dia de bebidas com baixo teor de açúcar ou sem açúcar (LNSSB) aumentou em 60% o risco de desenvolver MASLD. Já as bebidas açucaradas tradicionais (SSB) elevaram esse risco em 50%.
Durante um acompanhamento médio de 10,3 anos, 1.178 participantes desenvolveram MASLD e 108 morreram por causas relacionadas ao fígado.
Embora não tenham sido encontradas associações significativas entre bebidas adoçadas com açúcar e mortalidade, o consumo de bebidas diet, zero ou versões light também foi ligado a maior risco de morte relacionada ao fígado. Ambos os tipos de bebida foram associados a níveis mais altos de gordura hepática.
A MASLD — antes conhecida como doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) — é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado, que pode evoluir para inflamação, dor, fadiga e perda de apetite. A condição é hoje a doença hepática crônica mais comum no mundo e afeta mais de 30% da população global.
Até uma lata por dia eleva risco, dizem autores
Segundo a autora principal, Lihe Liu, as alternativas diet “são frequentemente vistas como mais saudáveis”, mas os dados desafiam essa percepção.
“As bebidas açucaradas com baixo teor de açúcar foram associadas a um risco maior de MASLD, mesmo em níveis moderados, como uma única lata por dia. Essas descobertas destacam a necessidade de reconsiderar o papel dessas bebidas na dieta e na saúde do fígado”, afirmou.
Liu explicou possíveis mecanismos que podem justificar os resultados. No caso das bebidas açucaradas, o açúcar pode provocar picos rápidos de glicose e insulina, favorecer o ganho de peso e aumentar o ácido úrico — fatores ligados ao acúmulo de gordura no fígado. Já as bebidas diet poderiam interferir na microbiota intestinal, alterar a saciedade e até estimular secreção de insulina, contribuindo para o problema.
Água reduz risco; trocar diet por normal não ajudou
Os autores reforçam que limitar bebidas açucaradas ou versões com pouco ou nenhum açúcar deve fazer parte de estratégias de prevenção não apenas de doenças hepáticas, mas também de condições cardiometabólicas.
Substituir qualquer uma das bebidas por água reduziu significativamente o risco de doença hepática alcoólica:
- 12,8% quando a troca foi feita no lugar das bebidas açucaradas;
- 15,2% quando substituiu as bebidas de baixo teor de açúcar.
- Já substituir bebidas diet por versões açucaradas — ou o contrário — não trouxe nenhuma redução de risco.
“A água continua sendo a melhor opção, pois alivia a sobrecarga metabólica e previne o acúmulo de gordura no fígado”, disse Liu.
Os pesquisadores agora pretendem investigar mais profundamente os mecanismos causais por meio de ensaios randomizados e estudos genéticos de longo prazo, especialmente focados na interação entre açúcar, adoçantes, microbiota intestinal e saúde hepática.
Por Redação g1
Cirurgiões ampliam fronteiras da medicina no Meeting The Experts 2 Caixa de entrada
Salvador recebe maior encontro de cirurgia urológica robótica do país com especialistas do Brasil, EUA e Europa
O Hospital Mater Dei Salvador será palco, nos dias 5 e 6 de dezembro, de um dos encontros mais relevantes da urologia brasileira: o Meeting The Experts 2, considerado um dos maiores eventos de cirurgia urológica robótica da América Latina. Serão dois dias de programação intensa no Auditório do Centro Médico, onde ocorrerão seis cirurgias ao vivo com experts do Brasil, Estados Unidos, Alemanha e França, além de discussões técnicas de ponta e análises dos desafios que moldam o futuro da especialidade. O encontro ganha relevância adicional neste ano porque recentemente a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) passou a incorporar como obrigatória a oferta de prostatectomia robótica para pacientes do SUS — um marco histórico que acelera a demanda por treinamento, qualificação profissional e expansão da tecnologia no país.
A cirurgia robótica, já presente em mais de 90 países, cresce rapidamente no Brasil e ultrapassa 30 mil procedimentos anuais, segundo dados da Intuitive Surgical, líder do segmento de cirurgia robótica no mundo. A técnica é hoje a principal via para cirurgias urológicas complexas por oferecer maior precisão, menor sangramento e recuperação acelerada, vantagens que atraem novos centros e ampliam a demanda por formação qualificada. Esse movimento de expansão deve ganhar força com a chegada de novos players, incluindo a plataforma chinesa Toumai, representada no Brasil pela HOSPcOm, que estará presente no encontro, reforçando o processo de democratização tecnológica e ampliação do acesso a diferentes sistemas robóticos no país.
Programação – No dia 5, o evento abre com um Workshop Multiprofissional voltado a equipes de enfermagem e instrumentação, discutindo os bastidores do centro cirúrgico robótico, uma engrenagem essencial para a segurança do paciente. No dia seguinte, o congresso principal reúne nomes de referência mundial. Entre eles, o alemão Alexander Haese, símbolo de excelência em prostatectomia radical; e o francês Richard Gaston, um dos maiores pioneiros da cirurgia robótica moderna, reconhecido globalmente pela difusão de técnicas avançadas, sobretudo em cirurgias de resgate após radioterapia. A edição deste ano destaca ainda o protagonismo baiano, com a participação de um cirurgião da Bahia, Nilo Jorge Leão, entre os nomes de maior expertise da América Latina, dividindo a arena com referências internacionais e fortalecendo o papel do estado no cenário global da urologia robótica.
A programação inclui seis cirurgias robóticas transmitidas ao vivo, entre elas prostatectomia radical em próstata volumosa, prostatectomia de resgate e nefrectomia parcial para lesão totalmente endofítica. Participam ainda experts brasileiros como Rafael Coelho, Sandro Faria, Marco Tobias, Felipe Figueiredo, Leonardo Welter e o anfitrião Nilo Jorge Leão, coordenador do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR). Todas as cirurgias programadas são de altíssima complexidade, realizadas por especialistas de renome internacional. A presença de especialistas internacionais, como o urologista norte-americano Rene Sotello, reforça o intercâmbio científico e amplia a discussão sobre complicações, tomada de decisão em cenários desafiadores e inovação tecnológica.
Além das cirurgias, o encontro traz debates simultâneos e análises de casos complexos apresentados em arenas de vídeos clínicos, que aprofundam temas como variações técnicas de prostatectomia, reconstruções urológicas, nefrectomias complexas e estratégias contemporâneas para preservar feixes vásculo-nervosos, incluindo a técnica NeuroSAFE, que promete reduzir o risco de sequelas sem comprometer o controle oncológico.
Formação de cirurgiões – Para Nilo Jorge Leão, o encontro representa uma oportunidade ímpar para a formação de cirurgiões brasileiros. “Reunir especialistas que transformaram a cirurgia urológica no mundo é oferecer ao país a chance de aprender diretamente com quem definiu padrões. São dois dias que expandem visão, refinam técnica e impactam diretamente o cuidado ao paciente”, afirma. Ele destaca que a tecnologia sozinha não garante bons desfechos. “Cirurgia robótica é decisão, preparo de equipe e análise criteriosa de cada etapa. Ambientes como este elevam a qualidade assistencial e fortalecem a segurança de todo o processo.”
O Meeting The Experts 2 inclui ainda simpósios satélites sobre câncer metastático, terapia adjuvante no câncer renal, genética aplicada ao câncer de próstata e função sexual no tratamento oncológico — temas que dialogam com a prática clínica e mostram como a atuação do urologista tem se ampliado para além do centro cirúrgico.
Com cirurgias ao vivo, debates aprofundados, interação direta com experts internacionais e análise de técnicas que nem sempre estão descritas nos livros, o evento se consolida como um espaço de atualização indispensável para quem busca acompanhar a evolução da urologia robótica no país, agora em um contexto de expansão acelerada, democratização tecnológica e novas exigências de formação impostas pelo avanço regulatório no SUS. Mais informações e inscrições: www.meetingtheexperts2.ibcr.com.br.
Assessoria de Imprensa Cinthya Brandão
(71) 99964-5552
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