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Carnaval eleva risco de intoxicação alimentar
Comida mal armazenada pode acabar com a folia
O Carnaval movimenta multidões, longas horas de festa e altas temperaturas, combinação que acende um alerta importante para a saúde: o aumento dos casos de intoxicação alimentar. Em meio à maratona de blocos, trios elétricos e festas de rua, muitos foliões recorrem a refeições improvisadas, alimentos de procedência duvidosa e bebidas mal armazenadas, o que pode transformar a alegria da folia em mal-estar e atendimento de emergência.
Em eventos de grande porte, como o Carnaval de Salvador, que em 2025 registrou mais de 11 milhões de acessos aos circuitos, a atenção com a alimentação torna-se ainda mais necessária. O calor intenso favorece a proliferação de bactérias, vírus e toxinas, especialmente quando os alimentos ficam expostos por longos períodos sem refrigeração adequada.
Segundo o gastroenterologista Luiz Almeida, coordenador do serviço de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva do Hospital Mater Dei Emec (HMDE), as altas temperaturas são um dos principais fatores de risco para a contaminação alimentar. “O calor facilita a multiplicação de microrganismos quando os alimentos não são armazenados corretamente ou permanecem muito tempo fora da refrigeração. Isso é comum em festas de rua, onde o controle sanitário é mais difícil”, explica.
Carnes mal cozidas, maioneses caseiras, frutos do mar, laticínios, gelo contaminado e água de procedência duvidosa estão entre as causas mais frequentes de intoxicação alimentar. De acordo com o especialista, muitas ocorrências não estão relacionadas ao alimento em si, mas à forma como ele é manipulado, conservado ou reaproveitado ao longo do dia.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
Os sintomas costumam surgir poucas horas após a ingestão do alimento contaminado e incluem náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, febre e mal-estar geral. Em quadros mais graves, o paciente pode apresentar sinais de desidratação, tontura e queda da pressão arterial. “Quando os sintomas persistem por mais de 24 horas, há febre alta, sangue nas fezes ou sinais claros de desidratação, é fundamental procurar atendimento médico”, orienta Luiz Almeida. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas formam o grupo mais vulnerável às complicações.
O diagnóstico da intoxicação alimentar é essencialmente clínico, baseado na avaliação dos sintomas e no histórico recente de alimentação. Em situações específicas, exames laboratoriais podem ser solicitados para identificar o agente causador.
O tratamento, na maioria dos casos, consiste em hidratação adequada, repouso e dieta leve, com acompanhamento médico quando necessário. O gastroenterologista alerta que a automedicação pode agravar o quadro, especialmente com o uso inadequado de antibióticos ou antidiarreicos.
A prevenção, segundo os especialistas, continua sendo a melhor forma de evitar problemas durante a folia. Priorizar alimentos preparados na hora e bem cozidos, evitar comidas expostas ao sol ou sem refrigeração, observar a higiene do local e dos manipuladores, consumir apenas água mineral lacrada ou filtrada e manter as mãos limpas são medidas simples que reduzem significativamente o risco de intoxicação alimentar.
“Na dúvida, é melhor não consumir. Uma escolha errada pode interromper a festa e gerar complicações que duram dias”, reforça o gastro Luiz Almeida. Ele lembra que os mesmos cuidados devem ser adotados em outros grandes eventos populares ao longo do ano, como micaretas e festas de rua. “Comer com atenção é uma forma de garantir que a festa termine bem”, conclui o especialista do Hospital Mater Dei Emec.
Assessoria de Imprensa: Cinthya Brandão – (71) 99964-5552
Carla Santana – (71) 99926-6898
Senador Otto Alencar passa por cirurgia para implantação de marca-passo em Salvador
O senador baiano Otto Alencar (PSD) encontra-se internado no Hospital Aliança, em Salvador, após ser submetido a uma cirurgia cardíaca para a implantação de um marca-passo. De acordo com um boletim médico oficial divulgado por sua assessoria, o procedimento foi realizado de forma preventiva e transcorreu com sucesso. O parlamentar está clinicamente estável, mas permanece em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardíaca da instituição de saúde.
As informações detalhadas no comunicado à imprensa revelam que o problema de saúde teve início após o retorno do senador de uma agenda política no município de Lapão, no interior da Bahia. Ao se sentir mal, ele procurou atendimento médico. Os exames realizados diagnosticaram um quadro de bradicardia, condição caracterizada pela baixa frequência dos batimentos cardíacos, o que pode comprometer o bombeamento de sangue e oxigênio para o corpo.
Diante do diagnóstico, a equipe médica indicou a intervenção para a colocação do dispositivo. A assessoria do senador enfatizou que a medida foi preventiva, visando a correção do ritmo cardíaco e a garantia de sua estabilidade fisiológica. O texto afirma que todos os protocolos médicos recomendados estão sendo seguidos rigorosamente durante a fase de recuperação.
Veja nota na íntegra:
A assessoria de comunicação e imprensa do senador Otto Alencar (PSD/BA) informa que, após se sentir mal no retorno de uma agenda política realizada no município de Lapão, o senador foi submetido a exames médicos que diagnosticaram um quadro de bradicardia.
Diante do diagnóstico, foi indicado e realizado um procedimento cardíaco para implantação de um marca-passo, de forma preventiva, no Hospital Aliança, em Salvador (BA).
O procedimento transcorreu com sucesso. O senador encontra-se bem, clinicamente estável, em observação na UTI Cardíaca, seguindo todos os protocolos médicos recomendados.
Hemoba reforça serviços de doação de sangue durante o Carnaval
Durante o período do Carnaval, entre os dias 12 e 18 de fevereiro, a Fundação Hemoba manterá o atendimento na capital e no interior do estado com o objetivo de garantir a manutenção dos estoques de sangue e salvar vidas. Tradicionalmente, o período carnavalesco é marcado por uma queda no número de doações de sangue, em decorrência das férias, viagens e festas.
Ao mesmo tempo, a demanda por hemocomponentes nas unidades de saúde permanece elevada, especialmente nos serviços de urgência e emergência. Como parte das ações que antecedem o Carnaval, no dia 10 de fevereiro (terça-feira), a sede da Hemoba receberá, às 9h, o Rei Momo eleito em 2025, o influenciador digital Hudson Marcello, além da banda Paroano Sai Milhó, que há 58 anos reúne amigos para cantar músicas clássicas e atuais do carnaval de rua.
Horário de funcionamento - Em Salvador, no dia 12 de fevereiro (quinta-feira), todas as unidades da Hemoba funcionarão em horário normal. Já na sexta-feira, 13 de fevereiro, o atendimento ocorrerá no Hemocentro Coordenador, das 7h30 às 18h, no posto temporário do Shopping Bela Vista, das 9h às 18h, e na unidade móvel de coleta (hemóvel), no Salvador Shopping, das 8h às 17h, enquanto as demais unidades da capital permanecerão fechadas. No sábado, 14 de fevereiro, o Hemocentro Coordenador seguirá aberto das 7h30 às 16h30, o posto do Shopping Bela Vista manterá atendimento das 9h às 18h, e o hemóvel no Salvador Shopping funcionará das 8h às 17h, permanecendo fechadas as demais unidades da capital. No domingo de Carnaval, dia 15, todas as unidades da Hemoba em Salvador estarão fechadas.
Na segunda-feira, 16 de fevereiro, o Hemocentro Coordenador retoma o atendimento das 7h30 às 18h e o posto do Shopping Bela Vista funciona das 9h às 18h, enquanto as demais unidades seguem fechadas. Na terça-feira, 17 de fevereiro, o Hemocentro Coordenador atende das 7h30 às 16h30, com suspensão das atividades nas demais unidades. Na Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, as unidades retomam o atendimento a partir das 12h, com exceção daquelas localizadas no Hospital Ana Nery e no Hospital Irmã Dulce (OSID), que não funcionarão nesse dia. O Centro de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim terá suas atividades suspensas entre os dias 12 e 17 de fevereiro, com retorno no dia 18, a partir das 13h.
No interior do estado, as unidades da Hemoba funcionarão em horário normal nos dias 12 e 13 de fevereiro. No sábado (14/02), abrirão apenas as unidades que tradicionalmente operam nesse dia, localizadas em Vitória da Conquista, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. As unidades permanecerão fechadas nos dias 15 e 17 de fevereiro. Na segunda-feira (16/02), não haverá funcionamento das unidades de Alagoinhas, Ribeira do Pombal, Itapetinga e Seabra, enquanto as demais operarão normalmente. No dia 18 de fevereiro, o atendimento no interior será retomado a partir das 14h.
Critérios para doação – Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar acima de 50 kg e ter idade entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsável legal, e pessoas acima de 60 anos só podem doar se já tiverem doado anteriormente. No dia da doação, o voluntário não deve estar em jejum, nem ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores, além de não fumar por pelo menos duas horas antes do procedimento. É necessário ter dormido, no mínimo, seis horas na noite anterior e evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação. Também é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, válido em todo o território nacional.
| Assessoria de comunicação - Saude <jornalismo@saude.ba.gov.br> |
Carnaval expõe riscos da mistura de álcool e energético
Combinação comum nas festas do verão baiano pode causar arritmias, desidratação e colapsos cardíacos
No calor intenso do verão soteropolitano, com festas de largo, ensaios e o Carnaval tomando conta das ruas, uma mistura aparentemente inofensiva coloca muitos foliões em risco: bebida alcoólica com energético. Popular entre jovens e adultos que querem “virar a noite”, a combinação pode mascarar os efeitos do álcool e provocar desde mal-estar súbito até complicações cardíacas graves, interrompendo a festa bem antes da última música.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o consumo abusivo de álcool está associado a mais de três milhões de mortes por ano no mundo, muitas delas relacionadas a eventos cardiovasculares. Estudos internacionais apontam que a associação com energéticos aumenta de forma significativa o risco de taquicardia, arritmias e picos de pressão arterial, sobretudo em ambientes de calor intenso e esforço físico prolongado, como ocorre durante o Carnaval.
Segundo a cardiologista Marianna Andrade, coordenadora do serviço de Cardiologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), o maior perigo da mistura está no efeito mascarador do energético. “A cafeína e outros estimulantes fazem a pessoa se sentir mais desperta, reduzindo a percepção da embriaguez. Isso leva ao consumo excessivo de álcool sem que o organismo consiga sinalizar seus limites”, explica.
A médica alerta que o impacto sobre o coração pode ser imediato. “Essa combinação aumenta a frequência cardíaca, eleva a pressão arterial e favorece arritmias, inclusive em pessoas jovens e sem diagnóstico prévio de doença cardíaca”, afirma.
Calor e multidão aumentam o perigo
Durante o Carnaval, os riscos se intensificam. Longas horas em pé, desidratação, pouco descanso e exposição ao calor elevam o estresse cardiovascular. “O álcool já desidrata. Associado ao energético, o efeito é potencializado, comprometendo a circulação e sobrecarregando o coração”, destaca Marianna Andrade.
Casos de desmaios, palpitações, dor no peito, falta de ar e crises de ansiedade são comuns nos serviços de emergência nesse período. “É frequente atender pacientes que passaram mal durante a festa sem imaginar que a mistura foi o principal gatilho”, relata.
Como curtir a folia com mais segurança
Para aproveitar o Carnaval sem comprometer a saúde, a recomendação é clara: “além de evitar a mistura, é importante intercalar o consumo de bebida alcoólica com água, alimentar-se bem, respeitar seus limites e descansar bem. Afinal, a festa passa, mas as consequências podem ficar”, alerta a cardiologista Marianna Andrade. “A folia deve terminar em boas lembranças, não em atendimento de emergência. Cuidar do coração também faz parte do Carnaval”, conclui a médica.
Assessoria de Imprensa: Cinthya Brandão – (71) 99964-5552
Carla Santana – (71) 99926-6898
Cirurgia robótica e acesso à tecnologia pautam fórum nacional de inovação em saúde
Especialistas discutem formação profissional e expansão da técnica durante o Health Innovation Forum 2026
A democratização da cirurgia robótica e os desafios para ampliar o acesso à tecnologia cirúrgica estiveram no centro dos debates do Health Innovation Forum 2026 (HIF 2026), realizado nos dias 28 e 29 de janeiro, em Goiânia (GO). O evento reuniu lideranças da saúde, inovação, tecnologia e gestão hospitalar para discutir caminhos para o futuro da medicina no país. Entre os especialistas convidados, destacou-se o urologista baiano Nilo Jorge Leão Barretto, coordenador geral do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), que atuou como palestrante de uma mesa do fórum sobre a expansão da cirurgia robótica no Brasil, em um momento em que a técnica deixa de ser restrita a grandes centros e passa a integrar, de forma crescente, tanto a saúde suplementar quanto o sistema público.
A mesa abordou três eixos considerados estratégicos para a ampliação da cirurgia robótica: tecnologia, treinamento e acesso. A proposta buscou analisar como esses pilares podem contribuir para tornar a técnica mais segura, eficiente e disponível em diferentes realidades hospitalares. Segundo Nilo Jorge Leão, “a consolidação da cirurgia robótica exige mais do que a incorporação de equipamentos, demandando políticas estruturadas de capacitação profissional e organização dos serviços de saúde, com impacto direto na segurança assistencial e nos desfechos clínicos”.
A participação baiana no fórum incluiu, ainda, o urologista do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS) e diretor de ensino e pesquisa do IBCR, Felipe Pinho. Os dois foram os únicos médicos do estado convidados a palestrar no HIF 2026, inserindo a Bahia no debate nacional sobre cirurgia minimamente invasiva e robótica. Segundo Felipe Pinho, “a presença de especialistas de diferentes regiões reflete um movimento de descentralização do conhecimento e da tecnologia cirúrgica no país”.
Formação e segurança do paciente
Durante o evento, também foi apresentado o Instituto de Anatomia, Robótica e Treinamento (IART), iniciativa voltada à formação avançada em cirurgia robótica. O centro se destaca por adotar treinamento em cadáveres frescos, “modelo que busca aproximar a simulação da prática cirúrgica real e contribuir para a redução da curva de aprendizado, a padronização técnica e o fortalecimento da segurança do paciente, temas recorrentes nas discussões sobre inovação e qualidade assistencial”, resumiu o diretor médico do IART, Nilo Jorge Leão.
Ao comentar o papel da capacitação na expansão da técnica, Nilo Jorge Leão, que atua na formação de cirurgiões e no desenvolvimento de programas de cirurgia robótica no país, afirmou que “o grande gargalo da democratização da cirurgia robótica não é apenas o robô, mas a formação. O IART nasceu para resolver exatamente isso: treinar com realismo, rigor técnico e responsabilidade”, completou. Os debates do Health Innovation Forum reforçaram a cirurgia robótica como parte de uma transformação estrutural da assistência em saúde, com reflexos na gestão hospitalar, nos custos operacionais e na eficiência dos sistemas de saúde.
Assessoria de Imprensa
Cinthya Brandão
(71) 99964-5552
Fevereiro Roxo expõe desafios de doenças sem cura
Campanha chama atenção para Alzheimer, lúpus e fibromialgia
Fevereiro ganha a cor roxa para lançar luz sobre três doenças crônicas, progressivas e sem cura — Alzheimer, lúpus e fibromialgia — que afetam milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com Alzheimer em todo o planeta, enquanto a fibromialgia atinge entre 2% e 4% da população mundial. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que cerca de 1,2 milhão de brasileiros convivam com Alzheimer, e estudos nacionais apontam que o lúpus acomete aproximadamente 65 mil pessoas, principalmente mulheres em idade reprodutiva.
Na Bahia, o avanço do envelhecimento populacional e o maior reconhecimento clínico dessas doenças têm ampliado a demanda por atendimentos neurológicos e reumatológicos nas redes pública e privada de saúde, especialmente em Salvador e na Região Metropolitana, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).
Principal causa de demência no mundo, o Alzheimer se caracteriza pela perda progressiva da memória, alterações de comportamento e comprometimento da autonomia. Para o neurologista Ricardo Alvim, coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), os avanços científicos dos últimos anos têm mudado o olhar sobre a doença. “Hoje, conseguimos identificar o Alzheimer em fases mais iniciais, o que permite planejar melhor o tratamento e retardar a progressão dos sintomas. O diagnóstico precoce é decisivo para preservar funções cognitivas e qualidade de vida”, afirma.
O neurologista Jamary Oliveira Filho, coordenador da UTI Neurológica do HMDS, reforça que o cuidado deve ser contínuo e multidisciplinar. “O tratamento vai além da medicação. Envolve estimulação cognitiva, controle de fatores de risco, suporte familiar e acompanhamento especializado. A medicina avançou muito no entendimento dos mecanismos da doença”, explica.
Fibromialgia causa dor crônica e impacto invisível
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor musculoesquelética difusa e persistente, associada a fadiga intensa, distúrbios do sono, alterações de memória, ansiedade e depressão. Apesar de não provocar inflamações visíveis ou alterações em exames laboratoriais, a doença causa grande impacto funcional e emocional.
Segundo a reumatologista Kércia Carneiro, do Hospital Mater Dei Emec (HMDE), o diagnóstico é essencialmente clínico. “A fibromialgia não aparece em exames de imagem ou laboratoriais. O diagnóstico é feito a partir da história do paciente e da exclusão de outras doenças. Reconhecer a síndrome evita sofrimento prolongado e tratamentos inadequados”, explica.
O tratamento inclui abordagem multidisciplinar, com atividade física regular, fisioterapia, medicamentos para controle da dor e do sono, além de acompanhamento psicológico. “Não existe cura, mas é possível controlar os sintomas e devolver qualidade de vida ao paciente”, destaca a especialista.
Lúpus exige acompanhamento contínuo
Diferentemente da fibromialgia, o lúpus é uma doença autoimune sistêmica, na qual o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do próprio corpo. Pode comprometer a pele, articulações, rins, pulmões, coração e sistema nervoso central, apresentando períodos de crise e remissão.
De acordo com Kércia Carneiro, os sintomas mais comuns incluem fadiga intensa, dores articulares, manchas na pele, sensibilidade ao sol e alterações renais. “O lúpus exige acompanhamento médico contínuo. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado reduzem o risco de complicações graves e melhoram o prognóstico”, afirma.
O tratamento envolve o uso de imunossupressores, corticosteroides e medicamentos específicos para controlar a atividade da doença, além de mudanças no estilo de vida, como proteção solar rigorosa e monitoramento regular da função renal.
Tratamento foca controle e qualidade de vida
Embora Alzheimer, fibromialgia e lúpus não tenham cura, os avanços terapêuticos permitem controle dos sintomas, redução de complicações e melhora significativa da qualidade de vida. “O cuidado personalizado, aliado ao acompanhamento contínuo, é o principal caminho para lidar com essas doenças de forma mais humana e eficaz”, resume Kércia Carneiro.
Com o lema “Se não há cura, que haja conforto”, o Fevereiro Roxo reforça a importância da informação, da empatia e do acesso ao cuidado especializado. Para médicos e pacientes, ampliar o debate sobre essas doenças é fundamental para reduzir estigmas, incentivar o diagnóstico precoce e fortalecer redes de apoio a quem convive diariamente com condições crônicas e muitas vezes invisíveis.
Assessoria de Imprensa:
Cinthya Brandão – (71) 99964-5552
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HGCA alerta para impacto da violência no trânsito, com internações que podem custar até R$ 5 mil por dia
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| Fotos: Ascom / HGCA e Edimário Duplat / Saúde GovBA |
Além das perdas humanas, o crescimento da violência no trânsito tem gerado impactos significativos para a saúde pública, especialmente pelo alto custo do atendimento a vítimas de acidentes graves, que pode chegar a até R$ 5 mil por dia. Internações prolongadas, uso intensivo de tecnologia e equipes especializadas pressionam o orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e comprometem a capacidade assistencial das unidades hospitalares. Esse cenário foi debatido, nesta semana, durante uma coletiva de imprensa realizada no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, com a presença de jornalistas, autoridades da saúde, do trânsito e representantes da sociedade civil.
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| Fotos: Ascom / HGCA e Edimário Duplat / Saúde GovBA |
Referência no atendimento a vítimas de traumas em toda a região Centro-Leste da Bahia, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) sediou, nesta semana, uma coletiva de imprensa com o tema violência no trânsito, reunindo autoridades da saúde, trânsito e representantes da sociedade civil. Durante o encontro, foram apresentados dados que reforçam a gravidade do cenário: 3.339 atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito em 2025, o que representa um aumento de quase 7% em relação ao ano anterior.
De acordo com a diretora-geral do HGCA, Cristiana França, os acidentes de trânsito seguem como a principal causa de entrada de pacientes politraumatizados na unidade. “Hoje, cerca de 80% dos pacientes politraumatizados atendidos no Clériston Andrade são vítimas de acidentes de trânsito, com predominância absoluta dos acidentes envolvendo motocicletas. É uma demanda que cresce a cada ano e que impacta diretamente a capacidade assistencial do hospital”, afirmou.
Segundo a diretora, em média 80% dos atendimentos por acidentes de trânsito estão relacionados a motociclistas, sendo a maioria homens, com idade entre 16 e 35 anos, faixa etária considerada economicamente ativa. “Quando esses jovens não vão a óbito, muitos ficam com sequelas graves e permanentes, como perda de mobilidade. Isso gera um impacto profundo não apenas para a família, mas para toda a sociedade”, destacou Cristiana França.
Outro dado que chama atenção é o perfil das vítimas oriundas de municípios vizinhos e distritos rurais. “Observamos que muitos pacientes que chegam de outras cidades apresentam traumas cranianos graves, em grande parte pela não utilização do capacete. Esse é um ponto que precisa ser amplamente debatido, porque o uso do equipamento de proteção individual salva vidas”, reforçou.
Além do impacto humano, a gestora ressaltou os custos elevados para o Sistema Único de Saúde. “Um paciente politraumatizado internado na UTI custa, em média, quase R$ 5 mil por dia. Nas enfermarias, um paciente ortopédico custa cerca de R$ 1 mil por dia, enquanto na neurocirurgia esse valor pode chegar a R$ 2 mil diários, devido à complexidade e à tecnologia envolvida. Recursos que poderiam estar sendo direcionados para outras melhorias na assistência à população”, explicou.
Para Cristiana França, o hospital representa a última ponta de um problema que começa no trânsito. “O Clériston é a última porta dessa cadeia. Por mais que o Estado invista em tecnologia, equipamentos e estrutura hospitalar, não queremos corredores cheios. Queremos menos acidentes, menos vítimas e mais qualidade de vida. Isso só será possível com educação e fiscalização efetiva no trânsito”, pontuou.
O superintendente municipal de Trânsito de Feira de Santana, Ricardo Cunha, destacou a importância do envolvimento da imprensa no enfrentamento à violência viária. “A imprensa é uma aliada fundamental nas ações de fiscalização e educação no trânsito. Informar, conscientizar e dar visibilidade a esses dados ajuda a sensibilizar a população e fortalece o trabalho dos órgãos de fiscalização”, afirmou.
Durante a coletiva, Ricardo Cunha também anunciou a realização de um Congresso de Trânsito em Feira de Santana, que dará início a uma discussão ampliada sobre mobilidade e segurança viária no Nordeste. “Feira de Santana será o ponto de partida desse debate regional, reunindo especialistas e autoridades para pensar soluções integradas”, disse.
Representando o setor produtivo, a coordenadora da Câmara de Mulheres Empreendedoras de Feira de Santana, Leidiane Queiroz, reforçou o compromisso dos empresários com a redução dos acidentes. “O empresariado da cidade está empenhado em colaborar com as autoridades e apoiar ações que visem diminuir os acidentes de trânsito. Segurança viária também é desenvolvimento, porque impacta diretamente a economia e a vida das pessoas”, afirmou.
O debate realizado no HGCA contou ainda com a participação de forças de segurança e órgãos de emergência, como a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Secretaria Municipal de Trânsito, reforçando a necessidade de ações integradas, contínuas e preventivas para enfrentar a violência no trânsito em Feira de Santana e região.
Fotos: Ascom / HGCA e Edimário Duplat / Saúde GovBA
Anvisa identifica risco e retira de circulação molho de tomate com pedaços de vidro
Ação fiscal inclui recolhimento de alimento importado e apreensão de suplementos com irregularidades.
Uma ação de fiscalização, publicada nesta quarta-feira (7), levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a determinar o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, após a identificação de pedaços de vidro no produto.
A decisão faz parte de uma resolução que reúne diferentes medidas sanitárias e suspende a comercialização, a distribuição, a importação, a divulgação e o consumo do lote.
Segundo a agência, o recolhimento foi motivado por um alerta emitido pelo sistema europeu RASFF (Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações), que identificou risco grave à segurança alimentar no lote do produto importado para o Brasil. A Anvisa reforça que apenas o lote LM283 foi atingido
A mesma resolução publicada pela Anvisa também determinou o recolhimento de cinco lotes do suplemento alimentar Neovite Visão, voltado à saúde ocular. A medida atinge os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072, que tiveram fabricação, comercialização, importação, divulgação e consumo proibidos.
De acordo com a agência, os produtos foram fabricados com Capsicum annuum L. (fruto da páprica), ingrediente não autorizado como fonte de zeaxantina em suplementos alimentares, além de apresentarem quantidade de Caramelo IV acima do limite permitido.
A própria empresa comunicou o recolhimento voluntário dos lotes.
Ainda segundo a resolução, a agência determinou a apreensão de dois suplementos da empresa Ervas Brasil Indústria: Vitamina C Sucupira com Unha de Gato e Suplemento Alimentar Colesterol.
Segundo a Anvisa, a empresa não possui Licença Sanitária nem Alvará de Funcionamento, utilizou ingredientes não autorizados e fez divulgação irregular, com alegações terapêuticas sem comprovação científica, o que é proibido pela legislação sanitária.
Orientação ao consumidor
A Anvisa orienta que consumidores confiram os lotes nos rótulos e não consumam os produtos atingidos pelas medidas. Quem tiver algum dos itens deve procurar o serviço de atendimento ao consumidor das empresas responsáveis ou o local da compra para orientações sobre devolução ou descarte adequado.
Por Redação g1
Comerciante de Ubatã aguarda há mais de 50 dias por cirurgia cardíaca no Hospital Prado Valadares
O comerciante ubatense Osvaldo Souza Cachoeira, de 62 anos, conhecido popularmente como Val, enfrenta uma longa espera por uma cirurgia cardíaca considerada essencial para sua sobrevivência. Internado há mais de 50 dias no Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, ele necessita implantar uma ponte de safena devido a um grave problema no coração.
Inicialmente, o procedimento cirúrgico estava agendado para meados de dezembro no Hospital Calixto Midjet Filho, em Itabuna. No entanto, segundo familiares, a cirurgia foi cancelada por falta de material hospitalar. Posteriormente, o procedimento foi remarcado para esta terça-feira, 06 de janeiro, mas acabou sendo novamente suspenso. Desta vez, conforme informado à família pelo setor de cirurgia do Prado Valadares, o motivo seria a falta de sangue no banco do hospital.
Os familiares contestam essa justificativa e afirmam que, desde dezembro, houve uma mobilização solidária que resultou na doação de sangue por mais de 20 pessoas, justamente para garantir a realização da cirurgia.
Além da preocupação com o estado de saúde de Val, a família relata desgaste emocional e financeiro. Os custos aumentaram devido à necessidade de presença constante no hospital e à contratação de um cuidador. Ainda segundo os familiares, o comerciante está emocionalmente abalado, chorando com frequência em razão da demora para a realização do procedimento.
O caso tem gerado apreensão entre amigos e familiares e levanta questionamentos sobre a demora no atendimento e as condições para a realização de cirurgias de alta complexidade na rede pública de saúde da Bahia. “A fila de regulação da Bahia é a fila da morte”, protestou um familiar. *Com informações do Ubatã Notícias
Refrigerantes zero oferecem risco maior ao fígado que os tradicionais, aponta estudo
Pesquisa acompanhou mais de 120 mil pessoas por dez anos e indica que até uma lata por dia de refrigerante diet pode elevar risco de MASLD. Água foi a única substituição que reduziu o perigo.
Tanto as bebidas adoçadas com açúcar quanto as versões com baixo teor de açúcar ou sem açúcar — como refrigerantes diet e zero — estão associadas a um risco significativamente maior de desenvolver a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), de acordo com um novo estudo apresentado nesta terça-feira (9) na Semana Europeia de Gastroenterologia, em Berlim.
A pesquisa acompanhou 123.788 participantes do UK Biobank que não tinham doença hepática no início do estudo. O consumo de bebidas foi medido por meio de questionários alimentares de 24 horas repetidos ao longo do tempo. Os pesquisadores analisaram a relação entre a ingestão desses produtos e o desenvolvimento de doença hepática alcoólica, acúmulo de gordura no fígado e mortalidade relacionada ao órgão.
Risco até 60% maior
Os resultados mostram que consumir mais de 250 g por dia de bebidas com baixo teor de açúcar ou sem açúcar (LNSSB) aumentou em 60% o risco de desenvolver MASLD. Já as bebidas açucaradas tradicionais (SSB) elevaram esse risco em 50%.
Durante um acompanhamento médio de 10,3 anos, 1.178 participantes desenvolveram MASLD e 108 morreram por causas relacionadas ao fígado.
Embora não tenham sido encontradas associações significativas entre bebidas adoçadas com açúcar e mortalidade, o consumo de bebidas diet, zero ou versões light também foi ligado a maior risco de morte relacionada ao fígado. Ambos os tipos de bebida foram associados a níveis mais altos de gordura hepática.
A MASLD — antes conhecida como doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) — é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado, que pode evoluir para inflamação, dor, fadiga e perda de apetite. A condição é hoje a doença hepática crônica mais comum no mundo e afeta mais de 30% da população global.
Até uma lata por dia eleva risco, dizem autores
Segundo a autora principal, Lihe Liu, as alternativas diet “são frequentemente vistas como mais saudáveis”, mas os dados desafiam essa percepção.
“As bebidas açucaradas com baixo teor de açúcar foram associadas a um risco maior de MASLD, mesmo em níveis moderados, como uma única lata por dia. Essas descobertas destacam a necessidade de reconsiderar o papel dessas bebidas na dieta e na saúde do fígado”, afirmou.
Liu explicou possíveis mecanismos que podem justificar os resultados. No caso das bebidas açucaradas, o açúcar pode provocar picos rápidos de glicose e insulina, favorecer o ganho de peso e aumentar o ácido úrico — fatores ligados ao acúmulo de gordura no fígado. Já as bebidas diet poderiam interferir na microbiota intestinal, alterar a saciedade e até estimular secreção de insulina, contribuindo para o problema.
Água reduz risco; trocar diet por normal não ajudou
Os autores reforçam que limitar bebidas açucaradas ou versões com pouco ou nenhum açúcar deve fazer parte de estratégias de prevenção não apenas de doenças hepáticas, mas também de condições cardiometabólicas.
Substituir qualquer uma das bebidas por água reduziu significativamente o risco de doença hepática alcoólica:
- 12,8% quando a troca foi feita no lugar das bebidas açucaradas;
- 15,2% quando substituiu as bebidas de baixo teor de açúcar.
- Já substituir bebidas diet por versões açucaradas — ou o contrário — não trouxe nenhuma redução de risco.
“A água continua sendo a melhor opção, pois alivia a sobrecarga metabólica e previne o acúmulo de gordura no fígado”, disse Liu.
Os pesquisadores agora pretendem investigar mais profundamente os mecanismos causais por meio de ensaios randomizados e estudos genéticos de longo prazo, especialmente focados na interação entre açúcar, adoçantes, microbiota intestinal e saúde hepática.
Por Redação g1
Cirurgiões ampliam fronteiras da medicina no Meeting The Experts 2 Caixa de entrada
Salvador recebe maior encontro de cirurgia urológica robótica do país com especialistas do Brasil, EUA e Europa
O Hospital Mater Dei Salvador será palco, nos dias 5 e 6 de dezembro, de um dos encontros mais relevantes da urologia brasileira: o Meeting The Experts 2, considerado um dos maiores eventos de cirurgia urológica robótica da América Latina. Serão dois dias de programação intensa no Auditório do Centro Médico, onde ocorrerão seis cirurgias ao vivo com experts do Brasil, Estados Unidos, Alemanha e França, além de discussões técnicas de ponta e análises dos desafios que moldam o futuro da especialidade. O encontro ganha relevância adicional neste ano porque recentemente a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) passou a incorporar como obrigatória a oferta de prostatectomia robótica para pacientes do SUS — um marco histórico que acelera a demanda por treinamento, qualificação profissional e expansão da tecnologia no país.
A cirurgia robótica, já presente em mais de 90 países, cresce rapidamente no Brasil e ultrapassa 30 mil procedimentos anuais, segundo dados da Intuitive Surgical, líder do segmento de cirurgia robótica no mundo. A técnica é hoje a principal via para cirurgias urológicas complexas por oferecer maior precisão, menor sangramento e recuperação acelerada, vantagens que atraem novos centros e ampliam a demanda por formação qualificada. Esse movimento de expansão deve ganhar força com a chegada de novos players, incluindo a plataforma chinesa Toumai, representada no Brasil pela HOSPcOm, que estará presente no encontro, reforçando o processo de democratização tecnológica e ampliação do acesso a diferentes sistemas robóticos no país.
Programação – No dia 5, o evento abre com um Workshop Multiprofissional voltado a equipes de enfermagem e instrumentação, discutindo os bastidores do centro cirúrgico robótico, uma engrenagem essencial para a segurança do paciente. No dia seguinte, o congresso principal reúne nomes de referência mundial. Entre eles, o alemão Alexander Haese, símbolo de excelência em prostatectomia radical; e o francês Richard Gaston, um dos maiores pioneiros da cirurgia robótica moderna, reconhecido globalmente pela difusão de técnicas avançadas, sobretudo em cirurgias de resgate após radioterapia. A edição deste ano destaca ainda o protagonismo baiano, com a participação de um cirurgião da Bahia, Nilo Jorge Leão, entre os nomes de maior expertise da América Latina, dividindo a arena com referências internacionais e fortalecendo o papel do estado no cenário global da urologia robótica.
A programação inclui seis cirurgias robóticas transmitidas ao vivo, entre elas prostatectomia radical em próstata volumosa, prostatectomia de resgate e nefrectomia parcial para lesão totalmente endofítica. Participam ainda experts brasileiros como Rafael Coelho, Sandro Faria, Marco Tobias, Felipe Figueiredo, Leonardo Welter e o anfitrião Nilo Jorge Leão, coordenador do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR). Todas as cirurgias programadas são de altíssima complexidade, realizadas por especialistas de renome internacional. A presença de especialistas internacionais, como o urologista norte-americano Rene Sotello, reforça o intercâmbio científico e amplia a discussão sobre complicações, tomada de decisão em cenários desafiadores e inovação tecnológica.
Além das cirurgias, o encontro traz debates simultâneos e análises de casos complexos apresentados em arenas de vídeos clínicos, que aprofundam temas como variações técnicas de prostatectomia, reconstruções urológicas, nefrectomias complexas e estratégias contemporâneas para preservar feixes vásculo-nervosos, incluindo a técnica NeuroSAFE, que promete reduzir o risco de sequelas sem comprometer o controle oncológico.
Formação de cirurgiões – Para Nilo Jorge Leão, o encontro representa uma oportunidade ímpar para a formação de cirurgiões brasileiros. “Reunir especialistas que transformaram a cirurgia urológica no mundo é oferecer ao país a chance de aprender diretamente com quem definiu padrões. São dois dias que expandem visão, refinam técnica e impactam diretamente o cuidado ao paciente”, afirma. Ele destaca que a tecnologia sozinha não garante bons desfechos. “Cirurgia robótica é decisão, preparo de equipe e análise criteriosa de cada etapa. Ambientes como este elevam a qualidade assistencial e fortalecem a segurança de todo o processo.”
O Meeting The Experts 2 inclui ainda simpósios satélites sobre câncer metastático, terapia adjuvante no câncer renal, genética aplicada ao câncer de próstata e função sexual no tratamento oncológico — temas que dialogam com a prática clínica e mostram como a atuação do urologista tem se ampliado para além do centro cirúrgico.
Com cirurgias ao vivo, debates aprofundados, interação direta com experts internacionais e análise de técnicas que nem sempre estão descritas nos livros, o evento se consolida como um espaço de atualização indispensável para quem busca acompanhar a evolução da urologia robótica no país, agora em um contexto de expansão acelerada, democratização tecnológica e novas exigências de formação impostas pelo avanço regulatório no SUS. Mais informações e inscrições: www.meetingtheexperts2.ibcr.com.br.
Assessoria de Imprensa Cinthya Brandão
(71) 99964-5552
Hospital das Clínicas da USP será sede do primeiro hospital inteligente do SUS com apoio do Ministério da Saúde
O Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC USP) será o local de implantação do primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS), uma iniciativa do Ministério da Saúde que promete transformar o atendimento de urgência e emergência no país. O projeto, que inclui também a criação de uma rede nacional de serviços de saúde de alta precisão, foi oficializado por meio de um acordo de cooperação assinado nesta sexta-feira (14) entre o Ministério da Saúde, a USP e o estado de São Paulo.
O hospital inteligente será parte de um novo Instituto Tecnológico de Emergência, que terá um impacto significativo na medicina de precisão no SUS. Além da instalação do hospital em São Paulo, a rede de serviços de alta precisão prevê a construção de 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nas cinco regiões do país, além da modernização de unidades de referência no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. O Ministério da Saúde está finalizando as etapas para viabilizar o investimento do Banco do BRICS, que irá apoiar o projeto com um financiamento de R$ 1,7 bilhão.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o hospital inteligente é um marco para o SUS e para o Brasil no cenário internacional, destacando a integração de tecnologia, inteligência artificial e inovações no cuidado com os pacientes. "O Brasil entra com força nesse novo ambiente global de reorganização da saúde, onde tecnologia da informação, inteligência artificial e práticas inovadoras estão redesenhando a forma de cuidar das pessoas. Esse projeto é um marco para o SUS, para a inovação tecnológica e para o papel do país no cenário internacional", afirmou Padilha.
A idealizadora do projeto, a Professora Ludhmila Hajjar, Titular de Emergências da Faculdade de Medicina da USP, enfatizou a importância de hospitais inteligentes para o atendimento de pacientes graves e em situações de emergência. "O paciente grave, de emergência, é o que mais se beneficia dessas tecnologias redutoras de tempo, que vão instituir terapias personalizadas. Esse hospital dá um salto para a medicina de precisão, centrada no paciente. É um SUS que vai cuidar de maneira eficiente e segura do paciente de alta complexidade", destacou a professora.
A criação dessa rede nacional de serviços de saúde de alta precisão está inserida no Programa Agora Tem Especialistas, uma iniciativa do Ministério da Saúde voltada para a expansão da atenção especializada no SUS. O projeto foi apresentado ao Banco do BRICS pelo ministro Padilha em março deste ano, e, em julho, a proposta foi anunciada pela ex-presidente Dilma Rousseff, durante reunião do bloco no Rio de Janeiro. Em outubro, Padilha formalizou acordos de cooperação tecnológica com instituições chinesas para fortalecer o apoio ao projeto.
A missão técnica do Banco do BRICS já visitou o local onde será construído o novo Instituto do HC-USP. A assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) pelo Ministério da Saúde, governo do Estado de São Paulo, Faculdade de Medicina da USP e Hospital das Clínicas é o último passo para a avaliação final e o início das obras.
Uso prolongado de melatonina pode aumentar risco de insuficiência cardíaca, diz estudo
O uso prolongado de melatonina foi associado a um risco maior de insuficiência cardíaca, hospitalização e morte em pessoas com insônia crônica, de acordo com um estudo preliminar apresentado nesta segunda-feira (3) no congresso anual da American Heart Association.
A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pela glândula pineal que sinaliza ao corpo o período escuro do dia, iniciando o processo que promove o sono. Suplementos (versões sintéticas quimicamente idênticas do hormônio) são frequentemente usados para tratar insônia, que é a dificuldade de adormecer ou permanecer dormindo.
Suplementos de melatonina podem ser comprados sem receita médica em muitos países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos. Agora, os resultados apresentados nesta segunda levantam preocupações em relação à segurança, para o coração, do uso prolongado da substância.
"Os suplementos de melatonina podem não ser tão inofensivos como comumente se presume. Se nosso estudo for confirmado, isso poderá afetar como os médicos aconselham os pacientes sobre indutores do sono", afirma Ekenedilichukwu Nnadi, autor principal do estudo.
Os pesquisadores usaram um banco de dados internacional (TriNetX) com informações de 130.828 adultos com insônia crônica. Eles foram divididos em dois grupos de controle e analisados em pares.
Pessoas que haviam usado melatonina no longo prazo (durante um ano ou mais) fizeram parte do "grupo melatonina". Aqueles que nunca tiveram melatonina registrada em seus registros médicos foram classificados como o "grupo não melatonina".
Pessoas que tivessem sido previamente diagnosticadas com insuficiência cardíaca ou recebido prescrição de outros medicamentos para dormir foram excluídas da análise.
O estudo mostrou que, entre adultos com insônia, aqueles que tiveram uso prolongado de melatonina tiveram uma chance 90% maior de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo de cinco anos (4,6% de chance), em comparação com não usuários (2,7% de chance).
Em países onde é necessário prescrição médica, como Reino Unido, pessoas que tiveram ao menos duas prescrições de melatonina com pelo menos 90 dias de intervalo tiveram chance de insuficiência cardíaca 82% maior do que aquelas que não receberam receita.
Os participantes que tomavam melatonina tiveram uma probabilidade três vezes maior de serem hospitalizados por insuficiência cardíaca, quando comparados àqueles que não tomavam o suplemento (19% e 6,6%, respectivamente).
Ainda segundo o estudo, participantes do grupo melatonina tiveram quase duas vezes mais chances de morrer por qualquer causa do que aqueles no grupo sem melatonina (7,8% e 4,3%, respectivamente) durante o período de cinco anos.
Embora tenha encontrado uma associação, o estudo não conseguiu estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre o uso prolongado da melatonina e os riscos cardiovasculares. "Isso significa que são necessárias mais pesquisas que testem a segurança da melatonina para o coração", diz Nnadi.
Além disso, a pesquisa tem várias limitações. O banco de dados inclui países que exigem receita médica para melatonina e países que não exigem. Como o uso de melatonina no estudo foi baseado em registros de medicação no prontuário eletrônico, todos que a tomavam como suplemento sem receita teriam sido incluídos no grupo sem melatonina; portanto, as análises podem não refletir isso com precisão.
Para Nhadi, a conclusão não é que a melatonina seja ruim e que todos devam parar de tomá-la, mas sim de que "não devemos presumir que algo não oferece riscos apenas porque é natural ou vendido sem receita médica".
É SEGURO TOMAR MELATONINA?
Lucio Huebra, neurologista membro da Academia Brasileira do Sono, diz que a melatonina normalmente é bem tolerada, com estudos mostrando baixa toxicidade, sem evidências de dependência, tolerância ou abstinência.
Segundo o médico, os efeitos adversos mais comuns são:
- Sonolência matinal
- Tontura
- Cefaleia
- Náusea
- Interferência no ritmo circadiano, especialmente se tomada em horários indevidos
O uso da melatonina e de outros indutores do sono, contudo, não é indicado para qualquer indivíduo, pois a grande maioria da população tem sua produção saudável.
Casos para os quais a melatonina é indicada:
- Indivíduos com diagnóstico de distúrbios do ritmo circadiano, como atraso de fase do sono
- Tratamento do jet lag
- Tratamento de irregularidade do ritmo circadiano em cegos
- Controle dos sintomas de algumas parassonias, como o transtorno comportamental do sono REM
Ainda assim, a melatonina não é o tratamento inicial indicado para transtorno de insônia crônica no Brasil.
A Academia Brasileira do Sono, como outras sociedades internacionais, indica medidas comportamentais, como higiene do sono e terapias psicológicas. Para casos em que o tratamento não funciona é indicado o uso de indutores do sono por períodos curtos, na menor dose possível, segundo Huebra.
Por Luísa Monte | Folhapress
‘Empresa que não cuidar da saúde mental de funcionários será penalizada’, alertam especialistas
Governo vai fiscalizar e multar a partir de 2026; Evento na Bahia vai orientar segmento
A partir do ano que vem, ansiedade, estresse, burnout e outros riscos à saúde mental causados no ambiente de trabalho podem render penalização. A Nova Norma Regulamentadora 1 (NR-1), atualizada pelo Ministério do Trabalho e que entra em vigor em maio de 2026, obriga empresas de todo o país a identificar e gerenciar riscos psicossociais dos funcionários. Nesta terça-feira (14), especialistas baianos alertaram sobre as implicações da NR-1 e deram dicas de como se adequar e promover um ambiente psicologicamente saudável.
“Com a inclusão do mapeamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho, por meio da NR-1, as empresas têm a obrigação de identificar e gerenciar, através de programas, os riscos que afetam a saúde mental dos trabalhadores. Questões como estresse ocupacional, assédio moral, ansiedade e esgotamento mental passam agora a integrar as políticas de saúde e segurança do trabalho”, explicou o psiquiatra Rogério Jesus, presidente da Associação Baiana de Psiquiatria e diretor da Clínica Vale Viver.
O especialista sinalizou também que a norma traz um foco importante na capacitação e treinamento. “Empresas que priorizam a saúde mental dos seus colaboradores não apenas previnem multas e possíveis ações trabalhistas, mas adquirem uma vantagem competitiva sustentável”, reforçou.
“O crescente número de afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, que figuram entre as principais causas de concessão de benefícios previdenciários, atesta a urgência de uma abordagem mais abrangente, que considere os aspectos biopsicossociais. Ou seja, a saúde mental deixou de ser uma pauta secundária para se tornar um vetor estratégico no ambiente de trabalho”, reforçou a psicóloga Aline Gonzaga, coordenadora Clínica Vale Viver.
Fórum na Bahia
Para orientar o setor produtivo sobre as novas exigências e apresentar soluções práticas de adaptação, a Clínica Vale Viver, instituição especializada há mais de 15 anos em saúde mental e dependência química, vai promover o 1º Fórum Vale Viver de Saúde Mental e Ocupacional - O Impacto da NR-1 e Riscos Psicossociais nas Empresas, no dia 31 de outubro, a partir das 8h, em Lauro de Freitas.
O evento reunirá especialistas da área de saúde ocupacional, empresários e gestores de RH para discutir os desafios e as oportunidades trazidas pela nova regulamentação. No fórum, também será lançado oficialmente o novo produto corporativo da clínica, voltado à elaboração de planos de trabalho para a NR-1 e ao desenvolvimento de programas internos de apoio psicológico e promoção de ambientes saudáveis.
“Cuidar da saúde mental dos trabalhadores transcende o mero cumprimento regulatório, é a forma mais inteligente de otimizar o capital humano, assegurando um ambiente de trabalho seguro, um bom clima organizacional, além de um ambiente mais seguro e produtivo”, afirmou Dra Aline.
Mais informações:
Dois Assessoria de Imprensa: Cadu Freitas - 71 98853-5602
Fabiane Pita - 71 99983-2725.
Notificações por intoxicação com metanol sobem para 43
Após determinação de notificação imediata pelo Ministério da Saúde, o número de suspeitas de intoxicação por metanol chagou a 43 no país. Desse total, foram registradas no Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) 39 casos em São Paulo, sendo dez confirmados e 29 em investigação, além de quatro casos em investigação em Pernambuco.



Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.
“Estamos diante de uma situação anormal e diferente de tudo o que consta na nossa série histórica em relação à intoxicação por metanol no país”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
De acordo com o órgão do governo federal, os números atuais extrapolam a média anual de 20 casos de intoxicação por metanol no Brasil. A Polícia Federal conduz a investigação por suspeita de envolvimento de organização criminosa, por meio da adulteração de bebida alcoólica.
Sala de Situação
Para monitorar os casos de intoxicação, o Ministério da Saúde instalou, nessa quinta-feira (1º), em caráter extraordinário, uma Sala de Situação que reúne equipes técnicas dos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública, Agricultura e Pecuária; dos conselhos Nacional de Saúde (CNS), Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e das secretarias de Saúde de São Paulo e Pernambuco.
Os profissionais atuarão na análise sistemática dos casos suspeitos, além do planejamento, da organização, coordenação e do controle das medidas a serem adotadas enquanto persistirem o risco sanitário e a necessidade de resposta nacional à intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica.
Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil
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