Força, liderança e representatividade: a trajetória da delegada Mariana Ouais na Polícia Civil da Bahia

Titular da 14ª Delegacia Territorial da Barra, em Salvador, a delegada destaca a presença feminina na segurança pública e inspira outras mulheres a ocuparem espaços de liderança na Polícia Civil.

À frente da 14ª Delegacia Territorial da Barra, em Salvador, a delegada Mariana Ouais construiu uma trajetória de duas décadas marcada pela dedicação ao serviço público, liderança e representatividade feminina dentro da Segurança Pública. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, ela compartilha sua experiência e reforça a importância da presença de mulheres, especialmente mulheres negras, em posições de comando.

Atualmente titular da unidade policial, Mariana é responsável pela gestão da delegacia que atende os bairros da Barra, Graça e Corredor da Vitória. Na estrutura da delegacia, ela também coordena o trabalho de outras três delegadas, formando uma equipe composta exclusivamente por mulheres no atendimento à população.

“Como titular, sou gestora da unidade policial que abraça toda essa região. Atualmente, somos quatro delegadas trabalhando juntas no atendimento ao público”, destaca.

Representatividade que inspira
Para Mariana Ouais, ocupar uma posição de liderança na segurança pública também tem um significado simbólico importante para outras mulheres.

“Quando estou na rua ou concedendo entrevistas, vejo que muitas mulheres se sentem felizes ao ver uma mulher forte nessa posição. Não apenas por ser mulher, mas por ser uma mulher preta. Essa representatividade não é um peso, é uma função que eu exerço com muito orgulho”, conclui.

Com uma trajetória consolidada na Polícia Civil da Bahia, a delegada reforça que competência, dedicação e preparo são os pilares para ampliar cada vez mais o espaço feminino nas forças de segurança.
Fonte
Ascom SSP/Luiza Watanabe

Presidente da CPI do INSS rebate Moraes e diz que comissão não vazou conversas do ministro

Presidente da CPI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) rebateu nesta sexta-feira, 6, a nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que a comissão parlamentar não divulgou material sigiloso envolvendo integrantes da Corte.

A manifestação foi publicada nas redes sociais após a nota a pedido de Moraes afirmar que conversas encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia em que foi preso foram tornadas públicas pela CPI do INSS. No comunicado, Moraes nega que prints de mensagens atribuídos ao banqueiro tenham sido enviados a ele.

Segundo Viana, a comissão atuou dentro dos limites legais e não foi responsável pelo vazamento de qualquer conteúdo sigiloso. "A CPMI sempre atuou dentro dos limites legais e regimentais", escreveu o senador. Ele acrescentou que é necessário identificar a origem das informações divulgadas antes de atribuir responsabilidade ao Parlamento.

O texto, divulgado pela Secretaria de Comunicação do STF, afirma que uma análise técnica constatou que o diálogo divulgado foi travado com outra pessoa, e que "as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes".

Na nota, o ministro não nega, porém, que tenha conversado com Vorcaro em 17 de novembro do ano passado, dia no qual o banqueiro foi preso pela primeira vez - na primeira fase da Operação Compliance Zero. Pessoas ouvidas pelo Estadão confirmam que houve troca de mensagens entre ambos neste dia.

A troca de mensagens se dava com prints no modo visualização única. Para manter o sigilo, tanto Vorcaro quanto Moraes escreviam textos em seus blocos de notas, capturavam a tela e enviavam as imagens com o recurso que só permite uma única visualização antes de apagar o arquivo.

Como mostrou o Estadão, várias dúvidas pairam no ar depois que a nota veio a público:

- Moraes afirma que não foi o destinatário das mensagens de Vorcaro vazadas, mas não nega, na nota, que tenha conversado com banqueiro no dia em que ele foi preso, em 17 de novembro do ano passado.

- Se Moraes não era o destinatário das mensagens nas quais Vorcaro pede ajuda para tentar salvar o Master, sobre qual tema ambos conversaram no dia 17 de novembro, data da prisão do banqueiro?

- Quem realizou a análise técnica dos dados telemáticos do banqueiro? A nota do STF não menciona o autor da perícia.

- Como o ministro teve acesso ao material que estava sob sigilo para proceder à análise dos dados?

- Os contatos dentro das mesmas pastas com os prints do bloco de notas de Vorcaro são dos destinatários das mensagens de Vorcaro, segundo a análise citada pelo ministro?

- Na troca de mensagens, as respostas do ministro a Vorcaro não são conhecidas por se tratarem de prints de visualização única. No entanto, em resposta à última comunicação do banqueiro registrada, às 20h48, Moraes responde com um emoji de "joinha", em suposta concordância. Sobre o que ele concordou ou deu uma resposta afirmativa?

- O ministro avalia como coincidência o fato de o horário dos prints de blocos de notas de Vorcaro ser muito próximo ou até o mesmo do registrado no envio das mensagens do banqueiro a Moraes no dia 17 de novembro, segundo registros obtidos pelo jornal O Globo?

- Se Moraes conversou com Vorcaro - o que ele não nega -, por que se comunicou com mensagem de visualização única, que some após o interlocutor abri-la?

- Por que um ministro do STF tinha contato pelo WhatsApp com um banqueiro que, publicamente, já era investigado pela PF?

Questionada sobre esses pontos pela reportagem, a Secretaria de Comunicação do STF afirmou que a manifestação se restringe à nota divulgada mais cedo a pedido de Moraes.

O conteúdo das mensagens

Segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, confirmadas pelo Estadão, Vorcaro e Moraes trocaram mensagens pelo WhatsApp durante todo o dia 17 de novembro de 2025, data em que o banqueiro foi preso pela Polícia Federal pela primeira vez.

Dados extraídos do celular do executivo indicam que ele prestava contas ao ministro sobre negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito de um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

A defesa do banqueiro apresentou ao STF um pedido para investigar o vazamento de informações do conteúdo de seu celular, incluindo "conversas íntimas" e "supostos diálogos com autoridades e até com o ministro do STF Alexandre de Moraes". O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

Nesta sexta-feira, Mendonça determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito para apurar a origem do vazamento de dados sigilosos de Vorcaro. As informações estavam sob a custódia da PF e foram compartilhadas com a CPI do INSS.

O Estadão confirmou com fontes ligadas ao caso que Vorcaro efetivamente trocou mensagens com Moraes naquele dia por meio de fotos de visualização única. Na extração de dados do celular do banqueiro, há sete imagens de rascunhos com mensagens sobre negociações do Master com o Banco Central. Em alguns desses arquivos, o horário de criação é próximo ao horário de envio das mensagens de Vorcaro ao ministro.

Nos textos, o banqueiro relata ter antecipado o negócio com o grupo Fictor para tentar salvar o banco e menciona que um possível vazamento de informações seria prejudicial, mas poderia servir de gancho para entrar no circuito do processo. Vorcaro questionou o magistrado por duas vezes se havia alguma novidade e chegou a perguntar diretamente: "Conseguiu bloquear?".

Um dos prints do bloco de anotações do celular de Vorcaro, registrado às 18h32, traz a pergunta: "Conseguiu ter notícia ou bloquear?".

A cronologia dos fatos indica que, enquanto falava com o ministro, o banqueiro monitorava o avanço das investigações. Segundo a PF, Vorcaro teria obtido informações sigilosas por meio de um acesso ilegal aos sistemas da própria corporação e tentou peticionar na 10ª Vara Federal de Brasília apenas 18 minutos após a decretação de sua prisão, em uma tentativa de barrar medidas cautelares.

Na última comunicação registrada, às 20h48, Vorcaro respondeu a uma possível dúvida sobre os negócios e afirmou que a movimentação poderia inibir algo não detalhado. Antes de encerrar, avisou que estava indo assinar com investidores estrangeiros, momento em que Moraes teria reagido apenas com um emoji de polegar levantado.

O executivo acabou preso pela PF por volta das 22h, antes de decolar rumo a Malta, de onde seguiria para Dubai.

Mendonça manda PF investigar vazamento

Carlos Viana também reagiu à decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que determinou a abertura de investigação para apurar eventual vazamento de dados relacionados à CPI.

O senador afirmou receber a medida "com serenidade e respeito institucional", mas ressaltou que o Congresso possui prerrogativas constitucionais próprias para conduzir investigações.

Por João Pedro Bitencourt, Estadão Conteúdo

Governo exonera PM que desejou vitória a ACM Neto

Gestão estadual diz que demissão não tem relação com posições políticas, mas não explica razão
O governo da Bahia exonerou um policial militar de uma função de coordenação duas semanas após ele declarar apoio ao pré-candidato de oposição ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil), durante um evento de Carnaval.

Neto deve disputar a eleição contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca novo mandato.

O apoio do tenente-coronel André Luís Teodósio Presa foi dado durante a passagem de um bloco no dia 19 de fevereiro, em Salvador. Neto estava em cima de um trio e o policial, sem farda, gritou "Pelo amor de Deus, ganha essa porra".

O vídeo foi postado nas redes do pré-candidato do União Brasil. Presa exercia a função de coordenador do Instituto de Ensino e Pesquisa da PM da Bahia.

O policial estava no cargo desde março de 2023. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do estado nesta quinta-feira (5).

Fontes ouvidas sob reserva pelo Painel dizem que o oficial ainda tentou reverter a exoneração junto ao comando-geral da PM, mas sem sucesso. Procurado pelo Painel, ele não quis se manifestar.

Em nota, o governo da Bahia negou que a exoneração tenha sido motivada pelo apoio ao adversário. " A exoneração não tem nenhuma relação com supostas manifestações políticas", informou.

A gestão estadual não explicou o motivo da exoneração, no entanto.

Por Gabriela Echenique, Folhapress

ACM Neto diz que produtor rural enfrenta preconceito do PT

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira (6) que o produtor rural enfrenta “preconceito” por parte do Partido dos Trabalhadores (PT) e defendeu mudanças na condução das políticas voltadas ao setor agrícola na Bahia. A declaração foi feita durante evento realizado em Ipiaú para discutir a crise que atinge a produção de cacau no Estado.

O encontro reuniu lideranças políticas e representantes de 40 municípios da Bahia, entre eles Itacaré, Mirante, Caetanos, Itamari, Apuarema, Jaguaquara, Itiruçu, Maracás, Jitaúna, Jequié, Ilhéus, Itabuna, Ibirataia, Gandu, Barra do Rocha, Wenceslau Guimarães, Itagibá, Dário Meira, Itagi, Aiquara, Lafaiete Coutinho, Iramaia, Itaeté, Itapetinga, Boa Nova, Itapé, Ubaitaba, Lajedo do Tabocal, Brejões, Jussari, Maraú e Buerarema.

A reunião foi marcada pela presença de produtores rurais, representantes do setor agrícola e lideranças regionais preocupadas com os impactos da crise sobre a economia da região cacaueira.

Durante seu discurso, ACM Neto afirmou que os produtores enfrentam uma série de obstáculos estruturais no Brasil e criticou as condições impostas ao setor ao longo das últimas décadas. “As razões da queda abrupta e descontrolada do preço do cacau não são recentes. Elas são estruturais, porque nessas últimas duas décadas o Brasil foi predominantemente governado pelo PT. Quando a gente compara as condições de produção no Brasil com outros lugares do mundo, a gente só pode chegar à conclusão que o produtor aqui é um herói”, disse.

Segundo ele, os agricultores convivem com custos elevados e dificuldades burocráticas que prejudicam a competitividade do setor. “O produtor enfrenta todo custo da mão de obra, enfrenta uma carga tributária que prejudica a nossa economia pelo peso dos impostos, enfrenta a insegurança jurídica de regras que mudam a cada instante, enfrenta a burocracia a nível estadual e federal. A gente sabe qual é a dificuldade para conseguir uma licença nesse estado da Bahia”, afirmou.

O ex-prefeito também disse que existe, na sua avaliação, uma visão negativa sobre o agronegócio por parte do PT. “O produtor enfrenta o preconceito de uma visão equivocada, enviesada do PT, e eu não tenho nenhum receio de apontar isso”, declarou.

Durante o evento, ACM Neto também falou sobre como pretende conduzir a política agrícola do estado caso chegue ao governo. Ele afirmou que a Secretaria da Agricultura não será utilizada como instrumento de negociação política, ao criticar a condução da pasta pelo PT.

“A Seagri não vai ser colocada numa bandeja de negociação política com nenhum partido. Nós vamos conversar, e esse é um dos compromissos que eu assumo, com os pequenos, os médios e os grandes produtores. Vamos conversar com os sindicatos e com a Federação da Agricultura para abrir as portas e ter um canal fluido e permanente”, afirmou.

O encontro em Ipiaú ocorreu em meio à preocupação crescente entre produtores da região sul da Bahia com a crise enfrentada pela cacauicultura, marcada por oscilações de preços, aumento de custos e dificuldades estruturais na produção. Lideranças presentes defenderam a construção de políticas públicas e ações emergenciais para garantir sustentabilidade econômica ao setor, que historicamente tem papel central na economia regional.

A crise tem gerado preocupação entre agricultores e cooperativas da região cacaueira, tradicionalmente uma das mais importantes do estado. Segundo relatos apresentados na reunião, muitos produtores afirmam se sentir abandonados pelo governo estadual, diante da ausência de medidas mais efetivas para enfrentar os desafios da produção.

Participaram do encontro também os prefeitos de Ilhéus, Valderico Júnior (União Brasil), e de Itaeté, Zenildo Matos, além do presidente do PL na Bahia, João Roma, os deputados estaduais Pedro Tavares, Robinho e Sandro Regis, o deputado federal Leur Lomanto Jr, além de ex-prefeitos, vereadores e representantes da sociedade.
Por Redação

PF apreende R$ 500 mil em espécie com indícios de desvio de recursos públicos e prende dois homens

Dinheiro era transportado sem justificativa e investigação aponta possível lavagem de dinheiro, duas pessoas foram presas
Aracaju, SE. A Polícia Federal realizou, na manhã desta sexta-feira (6/3), a apreensão de R$ 500 mil em espécie durante diligências na capital sergipana. Na ação, dois homens foram presos em flagrante.

A ofensiva foi desencadeada após o recebimento de informações sobre o transporte de valores que apresentariam indícios de lavagem de dinheiro. A suspeita é de que o montante seja oriundo de desvios de recursos públicos federais, e que a movimentação física do numerário visava dificultar o rastreamento do destino final da quantia.

Durante a abordagem, a equipe policial localizou o valor sob a guarda dos investigados. Ao serem questionados, os homens não apresentaram justificativa plausível para a origem ou a posse do dinheiro.

Os presos e o material apreendido foram conduzidos à Superintendência Regional da Polícia Federal em Sergipe para a formalização do flagrante e continuidade das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal em Sergipe

Operação Paz no Campo resulta em prisões e apreensão de armas em área rural de Itapebi

Mandados foram cumpridos durante a investigação do homicídio do pecuarista Iuri Vieira dos Santos.

Dois homens foram presos e cinco armas de fogo apreendidas, na quinta-feira (5), por equipes da Delegacia Territorial (DT/Itapebi), no âmbito da Operação Paz no Campo. A ação faz parte das investigações para elucidar o homicídio do pecuarista Iuri Vieira dos Santos, ocorrido em 21 de janeiro deste ano, na zona rural do distrito de Ventania.

As investigações tiveram início após identificação do crime com conflitos agropecuários na região. Durante o cumprimento das ordens judiciais em propriedades rurais, as equipes efetuaram a prisão de um dos suspeitos pelo homicídio, enquanto o segundo homem foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Além do armamento, foram apreendidos munições de diversos calibres, duas motoserras, um rádio comunicador, espoletas, pólvora e materiais utilizados para recarga artesanal de cartuchos.

Os suspeitos foram conduzidos à unidade policial e permanecem custodiados, à disposição do Poder Judiciário. O material apreendido foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passarão por exames periciais.
Fonte
Paloma Simina/ Ascom-PCBA

Operação Zona de Desova prende quatro pessoas em Porto Seguro

Mandados judiciais foram cumpridos, além de flagrante por tráfico de drogas e apreensão de materiais ligados às investigações

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Zona de Desova, que resultou na prisão de quatro pessoas durante o cumprimento de mandados judiciais e diligências investigativas no município de Porto Seguro.

A ação teve como objetivo avançar nas investigações sobre o homicídio de Elizeu Cardoso dos Santos, ocorrido em fevereiro de 2025. De acordo com as apurações, a motivação está relacionada a conflitos entre grupos criminosos rivais na região. O corpo foi localizado em uma estrada vicinal na zona rural do distrito de Vera Cruz, com sinais de agressões físicas.

Durante a operação, duas pessoas foram presas em cumprimento a mandados de prisão temporária relacionados à investigação do homicídio. Uma mulher de 45 anos foi localizada e presa no bairro Baianão. Um homem de 27 anos teve o mandado de prisão temporária cumprido no Conjunto Penal de Eunápolis, onde já se encontrava custodiado.
Outras duas pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Dois homens, ambos de 18 anos, foram localizados no bairro Baianão.

Durante as diligências, os policiais apreenderam substâncias entorpecentes, balanças utilizadas para pesagem e fracionamento de drogas, além de aparelhos celulares, computadores, notebooks, dinheiro, cartões de crédito e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações.

Os presos foram apresentados à autoridade policial e permanecem à disposição da Justiça.

Participaram da operação equipes da 1ª Delegacia Territorial de Porto Seguro, delegacias territoriais e especializadas vinculadas à 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª COORPIN/Porto Seguro), do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI) e da Polícia Militar da Bahia. Marcela Correia/Ascom PCBA 06.03.2026
Fonte
Marcela Correia/Ascom PCBA

Em Ipiaú, ACM Neto rasga elogios a Zé Cocá e diz que decisão de ser vice depende dele

Foto: Giro Ipiaú
Durante visita a Ipiaú nesta sexta-feira (06), o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, comentou a possibilidade de o prefeito de Jequié, Zé Cocá, integrar uma futura chapa majoritária como candidato a vice-governador. A declaração foi dada durante entrevista à reportagem do GIRO, após participação em um encontro com produtores rurais e lideranças políticas da região.

Ao falar sobre o assunto, ACM Neto elogiou a atuação do gestor jequieense e destacou sua experiência administrativa. “Zé Cocá hoje teria qualificação para ocupar qualquer posição de cargo em nosso estado, até de ser governador. Se avançar e evoluir a decisão dele de dar sua contribuição em uma chapa majoritária, quem ganha com isso é a Bahia, ganha Jequié e ganha toda a região”, afirmou.
Foto: Giro Ipiaú
O pré-candidato também ressaltou que o prefeito reúne condições políticas para ocupar o posto de vice-governador e que seu nome possui força dentro do grupo político. Segundo Neto, no entanto, uma eventual participação na chapa dependerá da decisão do próprio Zé Cocá. “Ele é um dos nomes que têm maior força interna dentro do nosso grupo político. Agora, essa decisão depende muito dele”, completou afirmando que a decisão sairá até o final do mês de março. *Redação / Giro Ipiaú

Mendonça diz que inquérito do Master seguirá provas, mesmo se caminho levar a integrantes do STF

Delegados da PF dizem que a condução do inquérito sofreu uma guinada após o ministro assumir a relatoria e que, agora, ‘há clima mais normal’ para o andamento das diligências
Foto: Luiz Silveira/STF/Arquivo
O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um sinal inequívoco aos seus pares na Corte: as investigações sobre o banco e suas ramificações avançarão sem restrições, independentemente de quem venha a ser atingido. Segundo fontes ligadas ao tribunal, Mendonça reiterou a pessoas próximas que o inquérito seguirá o rastro das provas, mesmo que o caminho leve a integrantes do próprio STF.

As apurações ganharam novos contornos esta semana, após o vazamento de informações do celular de Daniel Vorcaro. A troca de mensagens do banqueiro com o ministro Alexandre de Moraes revela que eles tinham relação próxima há pelo menos dois anos.

O teor levanta suspeitas graves, principalmente sabendo-se que a esposa do ministro, Viviane Barci, teve contrato de quase R$130 milhões para defender o banco de Vorcaro. O ministro Alexandre de Moraes afirmou, em nota, que não recebeu as mensagens e classificou as informações como uma ilação mentirosa destinada a atacar o STF.

O banqueiro e o ministro trocaram mensagens pelo WhatsApp durante todo o dia 17 de novembro de 2025, data em que o dono do Banco Master foi preso pela PF, segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e confirmadas pelo Estadão. As conversas mostram que, horas antes de ser preso pela primeira vez, em novembro, Vorcaro perguntou a Moraes: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

Mudança de clima na Polícia Federal

O recado de Mendonça de que avançará nas investigações, independentemente de quem apareça envolvido, vem sendo dado desde que ele assumiu a relatoria no lugar de Dias Toffoli. O primeiro relator deixou a tutela do caso no STF um dia depois de a Polícia Federal ter entregado um documento ao Supremo relatando ter encontrado menções ao nome de Toffoli nos diálogos de Vorcaro, incluindo conversas entre os dois. O texto indicava que o conteúdo dos registros poderia levar à suspeição de Toffoli.

Delegados da Polícia Federal relataram à Coluna do Estadão que a condução do inquérito do Master sofreu uma guinada após Mendonça assumir a relatoria. Segundo eles, agora “há clima mais normal” para o andamento das diligências, em contraste com o período sob a tutela de Toffoli.

Antes, Toffoli adotou medidas incomuns e gerou mal-estar na PF. Como determinar acareação antes de depoimento, indicar policiais para o caso, inibir a atuação de delegados no interrogatório. E o episódio de maior tensão ocorreu quando Toffoli mandou lacrar e impediu a própria PF de periciar materiais apreendidos nas operações.
Por Roseann Kennedy/Estadão

Dono do Master dá entrada no sistema prisional e aparece de cabelo e barba raspados

Ex-banqueiro foi transferido nesta sexta (6) para um presídio federal de segurança máxima em Brasília
Foto: Divulgação
Já circulam nas redes sociais fotos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a prisão na terceira fase da Operação Compliance Zero. Depois de ser detido na última quarta-feira (4), o ex-banqueiro ficou no CDP 2 (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos (SP) e depois em um presídio de Potim, no interior do Estado.

As imagens registradas no sistema prisional paulista mostram o empresário já na condição de detento, com os cabelos e barba cortados e de camiseta branca.

Nesta sexta-feira (6), Vorcaro está sendo transferido para uma penitenciária federal de Brasília, onde está o principal líder da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Marcos Roberto de Almeida, apontado como seu sucessor. Nicola Assisi, integrante da máfia italiana 'Ndrangheta, também está na unidade.

O dono do Banco Master foi preso na quarta-feira (4), em São Paulo. Segundo investigações, dono do Banco mantinha milícia privada com o objetivo de coagir e ameaçar seus desafetos

Na quinta (5), a Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que Vorcaro fosse transferido para uma penitenciária federal por, segundo a corporação, haver necessidade "premente de tutela da integridade física do custodiado". De acordo com a PF, as peculiaridades do caso exigem cautela redobrada.

Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel, também alvo da operação, estavam desde a manhã de quinta na Penitenciária 2 de Potim, a 195 quilômetros de São Paulo. A unidade tem capacidade para 844 pessoas, sendo 472 reeducandos
Por Rogério Pagnan/Ana Paula Branco/Folhapress

PF e GEFRON apreendem mais de 600 kg de entorpecentes em região de fronteira

              Dois indivíduos foram presos em flagrante pelo crime de tráfico de drogas
Rio Branco/AC. Nessa quinta-feira (5/3), equipes da Polícia Federal, em ação conjunta com o GEFRON, realizaram a apreensão de carga de entorpecentes na região de Plácido de Castro, área de fronteira entre o Brasil e a Bolívia.

Durante patrulhamento e fiscalização voltada ao combate de crimes transfronteiriços, os policiais interceptaram a carga composta por 634,2 kg de skunk. Na operação, também foram apreendidos dois automóveis utilizados para o transporte da droga.

Os suspeitos presos, os veículos e todo o material ilícito foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal para a formalização dos procedimentos legais cabíveis e continuidade das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal no Acre

Ibirataia: Prefeitura implanta grupo terapêutico para apoio a pacientes com ansiedade

Nova modalidade de atendimento psicológico fortalece a saúde mental e amplia o cuidado humanizado no município

A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, implantou uma nova modalidade de atendimento psicológico voltada para pacientes com sintomas de ansiedade. A iniciativa foi realizada na última quinta-feira (05) pelas psicólogas Jamille Argôlo e Handriga Lima, com apoio do prefeito Sandro Futuca e do secretário de Saúde Elmar Lopes. A ação marca a criação do Grupo Terapêutico voltado ao cuidado e acompanhamento de pessoas que enfrentam desafios emocionais relacionados à ansiedade.
O grupo terapêutico tem como objetivo oferecer acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento psicológico coletivo, permitindo que os participantes compartilhem experiências e desenvolvam estratégias para lidar com a ansiedade no dia a dia. A proposta busca fortalecer o atendimento em saúde mental no município, ampliando as possibilidades de cuidado e promovendo um ambiente de apoio entre os pacientes atendidos pela rede pública de saúde.

Para o prefeito Sandro Futuca, a iniciativa reforça o compromisso da gestão com o bem-estar da população. “Cuidar da saúde mental também é prioridade da nossa gestão. Esse grupo terapêutico representa mais um passo na construção de uma saúde pública mais humanizada, acolhedora e voltada para as necessidades do nosso povo”, destacou o gestor municipal.

Fonte: Ascom/Prefeitura de Ibirataia

Mais uma ação em prol do fortalecimento da agricultura familiar de Itagibá

Foi realizada a entrega de aves em diversas comunidades rurais do município, fortalecendo o Projeto de Avicultura Sustentável (PAS), desenvolvido pelo Instituto Socioambiental Sofrê, por meio da SETRE – Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte. A iniciativa tem como objetivo incentivar práticas produtivas sustentáveis e contribuir para a segurança alimentar das famílias do campo.

A ação conta também com uma importante parceria com o projeto de extensão “Quintais Produtivos”, idealizado pelo professor Ronaldo Vasconcelos, da UESB, que vem desempenhando um papel fundamental na promoção de práticas sustentáveis e no apoio às comunidades rurais.

A iniciativa recebe ainda o apoio da Prefeitura Municipal de Itagibá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, reforçando o compromisso conjunto com o desenvolvimento rural e a valorização da agricultura familiar.

As primeiras entregas já beneficiaram comunidades como Aldeia, Nova Alegria, Tesouras e o Assentamento Alberico Pacheco (Sem Terra), ampliando oportunidades no campo, incentivando a produção local e fortalecendo a agricultura familiar como fonte de renda, diversificação da produção e segurança alimentar para as famílias beneficiadas.

Seguimos trabalhando juntos para promover um campo mais produtivo, sustentável e com mais qualidade de vida para as comunidades rurais de Itagibá.

PF e GEFRON apreendem mais de 600 kg de entorpecentes em região de fronteira

Rio Branco/AC. Nessa quinta-feira (5/3), equipes da Polícia Federal, em ação conjunta com o GEFRON, realizaram a apreensão de uma grande carga de entorpecentes na região de Plácido de Castro, área de fronteira entre o Brasil e a Bolívia.

Durante patrulhamento e fiscalização voltada ao combate de crimes transfronteiriços, os policiais interceptaram a carga composta por 634,2 kg de skunk (variedade de maconha com alto teor de concentração). Na operação, também foram apreendidos dois automóveis utilizados para o transporte da droga.

Os suspeitos presos, os veículos e todo o material ilícito foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal para a formalização dos procedimentos legais cabíveis e continuidade das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal no Acre

Operação Rotas da Fauna: PRF resgata 245 animais silvestres na Paraíba

Além do resgate de centenas de exemplares encaminhados ao IBAMA, operação promoveu conscientização ambiental para mais de 200 estudantes na Paraíba.
Paraíba/PB, 06/03/2026 – Entre os dias 26 de fevereiro e 05 de março, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagrou a Operação Rotas da Fauna – Etapa V em solo paraibano. A iniciativa, que integra o calendário estratégico da Instituição, foca no combate ao tráfico e aos maus-tratos de animais silvestres, aliando repressão operacional à capacitação técnica do efetivo.

A fase operativa, concentrada entre 27 de fevereiro e 05 de março, abrangeu as delegacias da PRF de João Pessoa, Campina Grande e Patos. O balanço final aponta para uma atuação expressiva. Ao todo, foram registradas 73 ocorrências, com 245 animais silvestres resgatados. Todos os exemplares foram entregues ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), onde passarão por triagem e cuidados veterinários antes da eventual reintegração à natureza.
Entre as diversas espécies resgatadas, destacam-se exemplares de Arara, Papagaio-verdadeiro e Maritaca, animais que frequentemente são alvos prioritários devido ao seu alto valor comercial e beleza. Além destes, a lista de fauna recuperada inclui o Jabuti-piranga e uma rica variedade de aves nativas como Papa-capim, Sibito (ou Cambacita), Rolinha Fogo-apagou, Galo-de-campina (ou Cardeal), Tico-tico, Currupião (ou Concriz), Canário-da-terra, Pintassilgo-de-cabeça-preta, Sanhaçu-do-coqueiro, Sabiá-laranjeira e Sabiá-do-campo. Também foram identificados espécimes de Bigodinho, Coleira, Golinha, Tiziu, Azulão, Gaturamo-verdadeiro, Caboclinho, Periquito-da-caatinga, Bico-branco e Cancã, reforçando a amplitude do impacto ambiental causado pela retirada desses animais de seus habitats originais.
Os responsáveis flagrados com os animais silvestres responderão conforme o Artigo 29 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que tipifica as condutas de matar, perseguir, caçar, apanhar ou vender espécimes da fauna sem a devida permissão ou autorização da autoridade competente. No ato da autuação, os infratores assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), no qual firmaram o compromisso de comparecimento em juízo quando intimados, conforme os ritos previstos para crimes de menor potencial ofensivo.

Além das apreensões, a PRF promoveu quatro ações de educação ambiental em instituições de ensino, sensibilizando mais de 200 estudantes sobre a importância da preservação da biodiversidade. Esse trabalho educativo gera um impacto positivo a longo prazo, pois atua na raiz do problema ao desestimular a cultura da criação de animais silvestres em cativeiro. Ao transformar jovens em multiplicadores de boas práticas ambientais, a Instituição não apenas protege a fauna atual, mas fortalece a consciência ecológica das futuras gerações, criando uma rede de proteção comunitária que auxilia na redução do tráfico e na manutenção do equilíbrio dos nossos ecossistemas.

A operação gerida pelo Setor de Enfrentamento aos Crimes Ambientais - SECAM e do Grupo de Enfrentamento aos Crimes Ambientais - GECAM reafirma o compromisso da PRF com a proteção dos recursos naturais e o cumprimento do Mapa Estratégico da Instituição, combatendo ilícitos que ameaçam diretamente o equilíbrio do ecossistema brasileiro. Esta etapa da Operação Rotas da Fauna contou com o esforço conjunto de policiais das superintendências da Paraíba (SPRF-PB), Pernambuco (SPRF-PE), Rio Grande do Norte (SPRF-RN) e Alagoas (SPRF-AL).
Categoria
Justiça e Segurança

PRF apreende carga de medicamentos ilegais escondidas em caixas na BR-101

Nesta quinta-feira (5), policiais rodoviários federais prenderam um homem que transportava medicamentos de uso controlado contrabandeados na região de Laguna.

O flagrante aconteceu durante vistoria a um automóvel placas de Jaguaruna/SC. A equipe encontrou 42 unidades de anabolizantes do tipo Testosterona e Oxandrolona e quatro ampolas de medicação utilizada para emagrecimento do tipo Tirzepatida (Mounjaro).

Os produtos estavam escondidos para tentar enganar a fiscalização. A maior parte do carregamento estava inserida dentro da caixa de uma garrafa térmica, lacrada com fitas adesivas. Outras unidades foram localizadas dentro de embalagens de produtos diversos, também lacradas com fita adesiva.

Ao ser questionado pelos policiais, o condutor admitiu ter adquirido as substâncias no Paraguai e alegou serem para consumo próprio. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia em Laguna (SC).

A importação ou comercialização de medicamentos sem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é considerada crime devido aos riscos que produtos sem registro ou de procedência duvidosa trazem à saúde pública.
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Justiça e Segurança

Israel diz que destruiu bunker militar subterrâneo de Ali Khamenei

Em comunicado, exército do país afirmou que 50 caças da Força Aérea atacaram local, que ainda é usado por autoridades iranianas de alto escalão
O Exército de Israel (IDF) afirma que destruiu um bunker militar subterrâneo em Teerã nesta sexta-feira (6). O local seria do antigo líder supremo do Irã, o aiatalá Ali Khamenei, morto após o início da guerra com o país.

O país também diz que 50 caças da Força Aérea de Israel atingiram o bunker, que ainda é usado por autoridades iranianas de alto escalão, segundo a Reuters.

O exército afirma que realizou um "longo processo de coleta de inteligência e pesquisa" para atacar o alvo.

O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Gabriela Piva, da CNN Brasil*

PF e Gaeco realizam operação em combate a fraudes bancárias na Bahia

Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva nas cidades de Itabuna/BA e de Entre Rios/BA
Feira de Santana/BA. A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público da Bahia (Gaeco) deflagram, nesta sexta-feira (6/3), a Operação Amêndoa Negra, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação relativa a fraudes cometidas contra a Caixa Econômica Federal e contra outras instituições bancárias.

A investigação contou com o apoio da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção a Fraude (CEFRA) da Caixa e detectou a abertura irregular de 17 contas bancárias em agências das cidades de Conceição do Coité/BA, de Prado/BA, de Valença/BA e de São Paulo/SP, com o intuito de contratar empréstimos fraudulentos.

Na data de hoje, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, sendo nove na cidade de Itabuna/BA e um em Entre Rios/BA, além de dois mandados de prisão preventiva também em Itabuna, todos expedidos pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador/BA.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, de estelionato e de lavagem de dinheiro.
Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia

Entenda elos de Lulinha com escândalo do INSS e o que se sabe até agora

Menções a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT) nas investigações sobre o escândalo de fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) têm desgastado o governo e provocado embates com a oposição.

As investigações, conduzidas pela Polícia Federal por meio da Operação Sem Desconto, chegaram ao filho do presidente por meio de um lobista preso no âmbito do caso, o Careca do INSS, e de uma empresária próxima a Lulinha.

Embora não seja indiciado, Lulinha teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por ordem do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da própria PF. A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS, instalada no Congresso, também aprovou a quebra.

Entenda a ligação de Lulinha com o escândalo do INSS e o que se sabe sobre o caso até agora.

O que é o escândalo do INSS?

A Operação Sem Desconto, conduzida pela PF em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), apura um esquema de fraudes que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões de beneficiários do INSS entre 2019 e 2024. A fraude consistia em descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões —cobranças feitas por entidades de fachada que não prestavam os serviços prometidos, como convênios médicos ou auxílio funerário.

O modelo que permitiu a fraude está previsto em lei desde 1991, mas cresceu de forma desproporcional a partir de 2019. O cenário se agravou em 2022, quando o Congresso eliminou a exigência de revalidação periódica da autorização dos beneficiários —o que permitiu que cobranças irregulares fossem mantidas por tempo indeterminado.

O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto foi preso preventivamente em novembro. Ele é investigado por ter mantido em cargos estratégicos servidores ligados ao grupo suspeito, mesmo após denúncias internas. A prisão foi autorizada por Mendonça, relator do inquérito no STF. Stefanutto nega participação direta no esquema.

O que a PF investiga sobre Lulinha?

A PF apura citações feitas a Lulinha nas investigações da operação. Uma das linhas de investigação é a possibilidade de que ele tenha sido sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como um dos operadores centrais do esquema de fraudes.

O nome de Lulinha também apareceu na CPI do INSS após reportagem do portal Poder360 mostrar que uma testemunha contou em depoimento à PF que o filho do presidente recebia mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS.

Além disso, o empresário teria recebido, segundo essa mesma testemunha, a quantia de 25 milhões (não se sabe em qual moeda) do Careca do INSS e feito viagens com o lobista para Portugal. A testemunha é Edson Claro, ex-funcionário do Careca.

Quem é o Careca do INSS?

Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, é o lobista apontado pela PF como um dos operadores centrais do esquema de fraudes nos descontos de aposentadorias. Ele foi preso pela PF em setembro passado.

Em mensagem apreendida pela PF, Antunes pede a um operador que transfira R$ 300 mil a uma empresa em nome de Roberta Luchsinger, empresária próxima de Lulinha. Ao ser questionado sobre o destinatário do dinheiro, Antunes responde que seria "o filho do rapaz". A corporação investiga se a expressão se referia a Fábio Luís.

No total, a empresária teria recebido R$ 1,5 milhão do lobista, em parcelas. A PF aponta que a empresa que fez os repasses, a Brasília Consultoria Empresarial Ltda., é "empresa de fachada do grupo de Antônio Camilo Antunes".

A defesa de Antonio Carlos Camilo Antunes afirma que ele é inocente.

Quem é Roberta Luchsinger?

Roberta Moreira Luchsinger é empresária, sócia da RL Consultoria e Intermediações, e figura como um dos elos entre Lulinha e o Careca do INSS nas investigações. Segundo a PF, a empresária teria recebido, em parcelas, R$ 1,5 milhão do lobista. Ela foi alvo de busca e apreensão em seu endereço no bairro de Higienópolis, em São Paulo, em dezembro.

A PF descreve sua atuação como "essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos da lavagem de capitais". Em mensagens apreendidas, por exemplo, ela orienta Antunes a descartar telefones após uma busca e apreensão.

Luchsinger é herdeira de um ex-acionista do antigo banco Credit Suisse. É amiga de Lulinha. Em 2017, anunciou que faria uma doação milionária a Lula, então investigado pela Operação Lava Jato. Ela se candidatou a deputada estadual em São Paulo pelo PT em 2018, mas não se elegeu.

A defesa de Roberta afirma que as transferências recebidas não têm relação com o INSS, mas decorrem de um projeto na área de canabidiol desenvolvido com o lobista. Segundo a defesa, as tratativas foram apenas iniciais, não chegaram a prosperar e ocorreram antes das revelações sobre os desvios nas aposentadorias.

Por que o sigilo bancário de Lulinha foi quebrado?

A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, a pedido da própria PF —que enviou o requerimento cerca de um mês antes de ele se tornar público. A medida foi motivada pelas citações a Lulinha nas investigações da operação, em especial a possibilidade de sociedade oculta com o Careca do INSS.

No último dia 26, a CPI mista do INSS também aprovou a quebra de sigilos fiscal e bancário de Lulinha, em sessão contestada pelos governistas, que acusaram o presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), de ter conduzido a votação de forma irregular. A bancada governista protocolou pedido de anulação.

O ministro Flávio Dino, do STF, decidiu suspender a quebra de sigilo. As informações de movimentação financeira, porém, vazaram antes.

O que a quebra do sigilo revelou?

Segundo as informações recebidas pela CPI, que foram divulgadas pelo portal Metrópoles e confirmadas pela Folha, Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos. Ao todo, foram R$ 9,774 milhões em entradas e R$ 9,758 milhões em saídas de uma conta de Lulinha no Banco do Brasil entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro deste ano.

Entre os valores recebidos estão R$ 721 mil de seu pai, o presidente Lula. Desse total, R$ 384 mil foram pagos em 22 de julho de 2022. Outras duas transferências aconteceram em 27 de dezembro de 2023.

A maior parte do dinheiro que entrou na conta de Lulinha vem dos rendimentos de duas empresas que ele possuí, a LLF Tech Participações e G4 Entretenimento e Tecnologia. Foram R$ 2,3 milhões em movimentações com a primeira e R$ 772 mil com a segunda.

O dono do sítio em Atibaia frequentado por Lula, Jonas Suassuna Filho, recebeu R$ 704 mil em parcelas mensais de R$ 10 mil.

A defesa de Lulinha afirmou que "o vazamento [da quebra do seu sigilo] configura crime grave, que está sendo imediatamente comunicado a todas as autoridades competentes". "Não pouparemos esforços para apurar e punir os responsáveis", afirmou.

O que o STF decidiu sobre a quebra de sigilo?

O ministro Flávio Dino suspendeu, em caráter liminar (provisório), a quebra de sigilo aprovada pela CPI do INSS contra Roberta Luchsinger. A decisão se baseou no fato de a comissão ter aprovado 87 requerimentos de uma só vez, em votação "em globo", sem apresentar fundamentação individualizada para cada medida.

Para Dino, "não é cabível o afastamento de direitos constitucionais no atacado". A medida suspendeu os efeitos da decisão da CPI e impediu o compartilhamento dos dados com outros órgãos.

Horas depois da decisão, a defesa de Lulinha aproveitou o precedente e pediu a extensão do benefício ao filho do presidente, com os mesmos argumentos. Ao menos outros cinco pedidos semelhantes foram apresentados por investigados no mesmo dia.

Segundo a liminar de Dino, a CPI poderá refazer a análise dos pedidos, desde que apresente fundamentação concreta e votação individualizada para cada requerimento. A decisão foi enviada para referendo do plenário do STF.

O que Lula disse sobre o caso?

O presidente Lula adotou publicamente uma postura de não interferência. Em entrevista em dezembro, afirmou que "ninguém ficará livre" de investigação se estiver envolvido —incluindo o próprio filho. "Se tiver filho meu metido nisso será investigado. Se tiver o Haddad vai ser investigado, o Rui Costa com essa seriedade vai ser investigado", disse.

O presidente também relatou ter chamado Lulinha a Brasília para cobrar explicações pessoalmente. Segundo relatos, a conversa ocorreu em dezembro. Lulinha disse ao pai estar "100% tranquilo" e ironizou rumores sobre suposta evolução patrimonial. Lula recomendou que o filho se defendesse.

Nos bastidores, auxiliares do presidente reconhecem preocupação com o impacto político do caso na campanha à reeleição. A blindagem de familiares de Lula era considerada estratégica pelos governistas na CPI —estratégia que não se sustentou.

Por Folhapress

Prisão de Vorcaro aborrece PGR e gera descompasso entre Gonet e Mendonça

Determinada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a ordem de prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aborreceu a cúpula da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Mendonça discordou do procurador-geral, Paulo Gonet, que pediu mais tempo para analisar o pedido de prisão do ex-banqueiro, nesta quarta-feira (5).

O descompasso, que ficou público na decisão de Mendonça, pode acabar gerando ruídos ao longo da instrução do processo, segundo relatos feitos à Folha por quem acompanha a investigação.

Isso porque a PGR é o órgão que detém a atribuição exclusiva de denunciar os envolvidos nas fraudes, e, se o procurador-geral entender que há falhas ou lacunas nas apurações, esse desfecho pode ser adiado.

Interlocutores de Gonet afirmam que o prazo dado pelo relator para que a PGR se manifestasse sobre os pedidos da PF (Polícia Federal) foi exíguo diante do volume de material.

Além disso, interlocutores afirmam que, pelo que foi possível examinar, as mensagens em que Vorcaro fala em um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, eram de 2025, o que afastaria a indicação de perigo iminente.

Gonet afirmou que precisava de mais tempo para analisar os relatórios, disse que antes disso não poderia ser favorável aos pedidos cautelares da PF e pediu que Mendonça aguardasse a sua manifestação, "a ser enviada no mais breve tempo possível".

O ministro, entretanto, negou o pedido, entendeu que as medidas eram urgentes e determinou as prisões e os mandados de busca e apreensão. Disse, ainda, lamentar o posicionamento da PGR.

"Lamenta-se porque as evidências dos ilícitos e a urgência para a adoção das medidas requeridas estão fartamente reveladas na representação da PF e no curso desta decisão", disse Mendonça.

De acordo com auxiliares de Gonet, uma das três petições chegou ao gabinete do procurador-geral no sábado, com prazo de 72 horas para manifestação. As outras duas chegaram apenas na segunda-feira, cada uma com prazo de 24 horas. Cada relatório tinha mais de 700 páginas.

O PGR disse a Mendonça que os prazos eram de "impossível atendimento", mas o ministro citou "concreta possibilidade de se prevenir possíveis condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos comuns".

O relator também mencionou "indicativos de ter havido acesso indevido dos sistemas sigilosos da Polícia Federal, do próprio Ministério Público Federal e até mesmo de organismos internacionais como a Interpol".
Por Luísa Martins/Folhapress

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