Caminhada pelas ruas centrais encerra campanha do Outubro Rosa em Ipiaú

                       A prefeita Laryssa Dias esteve presente na caminhada

Cerca de 150 pessoas participaram da caminhada de encerramento das atividades alusivas à campanha Outubro Rosa-2025- ocorrida na manhã desta quinta-feira, 30, nas ruas centrais de Ipiaú.

O evento organizado pela Prefeitura Municipal, por intermédio da Secretaria de Saúde, contou com a presença da prefeita Laryssa Dias e buscou conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
Na Praça Rui Barbosa, ponto de chegada da caminhada, ocorreram palestras com profissionais da medicina e psicologia, praticas de atividade física com o pessoal da Academia de Saúde, depoimentos de pessoas que conviveram com o câncer de mama, apresentação de um grupo da UAT (Universidade da Terceira Idade), sorteios de brindes, verificação de pressão arterial e vacinação, dentre outros procedimentos.
As ações do Outubro Rosa não se resumiram à caminhada. Durante o mês aconteceram, nas unidades de saúde da cidade, diversas outras atividades relativas à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, a exemplo de feiras de saúde, rodas de conversas com o Grupo de Oncologia, exames de ultrasonografia de mama, e palestras alusivas ao assunto.

A luta contra o câncer de mama é continua em Ipiaú. As ações preventivas prosseguem em todos os dias do ano. Concluída a campanha do Outubro Rosa, a Secretaria Municipal de Saúde agora se volta para a campanha do Novembro Azul que chama a atenção dos homens para prevenção ao câncer de próstata. (José Américo Castro -DECOM/PMI).

Itagibá celebra o Dia do Evangélico com dois dias de fé, louvor e adoração

A Prefeitura de Itagibá realiza, nos dias 31 de outubro (sexta-feira) e 1º de novembro (sábado), uma grande programação em comemoração ao Dia do Evangélico 2025. O evento promete reunir milhares de fiéis e admiradores da música gospel em uma verdadeira festa de fé, gratidão e celebração ao nome de Deus.
A abertura do evento, na sexta-feira, contará com apresentações marcadas pela emoção e pela espiritualidade. Sobem ao palco Lainá Pereira, Banda Adoração Yeshua, Marcos Alcântara, Banda Som e Adoração, Felipe Brito e Lukas Agustinho.
Será uma noite especial para preparar o coração dos participantes com canções que exaltam o amor, a esperança e a presença divina.

Com um repertório de louvor vibrante e inspirador, os artistas locais e regionais prometem momentos de intensa conexão espiritual e muita alegria para toda a comunidade.
No sábado, o evento continua com grandes nomes da música gospel baiana e nacional. O público poderá louvar junto com Maico Novaes, o grupo Vocal Selle70’s, o Ministério Pedra Viva, Léo Oliveira e Sued Silva.
Com estilos que vão do pop gospel ao louvor congregacional, o segundo dia promete encerrar a programação em um clima de gratidão e renovação da fé cristã.

O Dia do Evangélico 2025 reafirma o compromisso da Prefeitura de Itagibá em valorizar todas as manifestações religiosas e fortalecer os laços de união, respeito e amor entre as famílias itagibenses.
O evento faz parte do calendário oficial de comemorações do município e se consolida como um dos momentos mais emocionantes do ano, reunindo diferentes denominações e comunidades em um só propósito: adorar e agradecer a Deus.

Operação no Rio vazou e mortes começaram antes de incursão em favelas, mostra documento

Por volta de 1h da manhã de terça (28), cerca de 20 homens em motos entraram em confronto com policiais militares em um dos acessos dos conglomerados de favela. Dois deles morreram depois, no hospital.

As forças de segurança do Rio de Janeiro tinham conhecimento de que a operação policial de terça-feira (28) havia vazado quatro horas antes do início da incursão nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte, mostra documento a que a Folha teve acesso.Por volta de 1h da manhã de terça (28), cerca de 20 homens em motos entraram em confronto com policiais militares em um dos acessos dos conglomerados de favela. Dois deles morreram depois, no hospital.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública foi procurada, mas não respondeu até a publicação deste texto.

Ao término, dois baleados se identificaram como chefes do Comando Vermelho no Espírito Santo e afirmaram aos policiais que estavam fugindo porque sabiam da operação iminente. O vazamento foi relatado pelos agentes em um registro de ocorrência.

A operação, batizada de Contenção, mirou a facção.

No documento, os policiais militares afirmaram que realizavam patrulhamento de rotina na estrada Ademar Bibiano, em Del Castilho, quando avistaram aproximadamente 20 motocicletas saindo do Complexo do Alemão. Ao perceberem a aproximação da viatura policial, o grupo fugiu em direção à avenida Itaoca.

Nas proximidades da estação de Bonsucesso, da SuperVia, os homens efetuaram disparos contra três agentes —um subtenente e dois sargentos, que revidaram com um total de 25 disparos de fuzil, ainda segundo o documento.

"Após estabilização do terreno, os PMs fizeram um 360º e localizaram os referidos homens baleados/feridos, sendo que um portava um fuzil Taurus T4 cal 5.56 nº suprimida, c/ 1 carregador e 12 munições, enquanto o outro detinha uma pistola Glock cal 9mm c/ 1 carregador sem munições, além de 3 granadas caseiras. Os demais elementos se evadiram em direção da comunidade de Manguinhos", diz trecho do registro.

Os agentes informaram à polícia que os baleados "ainda apresentavam sinais vitais" e foram socorridos na viatura para o Hospital Salgado Filho, onde morreram. Eles ainda não foram identificados.

"Vale ressaltar que os criminosos informaram que eram oriundos do Espírito Santo, onde eram lideranças da facção Comando Vermelho daquela unidade da federação. Disseram também que estavam saindo do Cpx [complexo] do Alemão, por conta da informação vazada de que haveria operação policial nas comunidades daquele complexo", consta no registro.

Mesmo com conhecimento de que a facção já sabia da operação, cerca de 2.500 policiais fizeram a incursão às 6h. Ela resultou na ação mais letal da história do estado, com 121 mortes, de acordo com a contabilidade oficial.

Inicialmente, o governo Cláudio Castro disse que eram 64 mortos. Mas desde as primeiras hora desta quarta-feira (29), moradores do Complexos da Penha, onde ocorreu a ação, retiraram dezenas de corpos de uma área de mata, que foram se acumulando em uma praça.

No início da tarde, o governo Castro confirmou que o número era bem maior do que o anunciado inicialmente, com 119 mortos, sendo 4 policiais —a gestão afirma que todos os outros eram suspeitos de serem criminosos. Mais tarde, o número subiu para 121.
Muro do Bope

Segundo o secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, na operação desta terça-feira, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) fez uma espécie de muro: policiais caminharam até a serra da Misericórdia e cercaram os suspeitos na mata, onde havia outro grupo do Bope aguardando.

"O que a gente fez de diferente nessa operação foi a incursão de homens do Bope na área mais alta da montanha, (...) criando o que a gente chamou de muro do Bope, ou seja, policiais incursionados nessa área, fazendo com que os marginais fossem empurrados", disse.

A serra da Misericórdia tem pouco mais de 300 mil metros quadrados e reúne maciços que variam entre 100 metros e 200 metros de altitude —o Alemão fica a 167 metros de altitude, e a Penha a 111 metros.

Com vegetação de reflorestamento, a serra cobre os bairros de Tomás Coelho, Engenho da Rainha, Vicente de Carvalho —onde está o morro do Juramento —, Penha e complexo do Alemão. As duas últimas localidades formam a região onde aconteceu a operação.

A região da mata dos dois complexos é usada por traficantes do Comando Vermelho para fuga, esconderijo, e também é a região onde é realizado o chamado tribunal do tráfico, prática de assassinatos sob ordens de líderes locais.
Por Bruna Fantti, Folhapress

ACM Neto critica negacionismo de Jerônimo sobre crime organizado: “Negar a realidade é covardia”

Neto afirmou que não se deve comemorar mortes, mas destacou que o governo da Bahia não pode cruzar os braços no combate ao crime

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou nesta quinta-feira (30) a postura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) diante da escalada da violência e do avanço das facções criminosas na Bahia. Neto afirmou que o governador insiste em negar a gravidade da crise e classificou essa postura como covarde.

A crítica acontece após Jerônimo dizer que a situação da segurança pública na Bahia “está sob controle”, ao comentar a operação realizada no Rio de Janeiro que resultou na morte de 121 pessoas, entre elas quatro policiais.

Neto afirmou que não se deve comemorar mortes, mas destacou que o governo da Bahia não pode cruzar os braços no combate ao crime. Ele lembrou que a crise de segurança não está restrita às grandes cidades, atingindo também municípios menores no interior.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a Bahia é o estado mais violento do país, com mais de 6 mil assassinatos registrados em 2023, mais de 2 mil casos a mais do que o Rio de Janeiro no mesmo período.

“A Bahia sofre com a força do crime e a omissão do governo, e o que a gente vê é o governador negando o problema e não apresentando soluções”, disse Neto.
Por Redação/Politica livre

TSE marca para 4/11 julgamento que pode tornar Cláudio Castro inelegível

             Os dois são acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) marcou para a próxima terça-feira (4) o julgamento que pode levar à cassação e à inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), Rodrigo Bacellar (União Brasil).

Os dois são acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. As ações que serão analisadas pelo TSE tratam de um esquema para contratação de funcionários do Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) como cabos eleitorais.

Uma série de reportagens do UOL revelou que dezenas de milhares de pessoas foram contratadas sem transparência. Foram identificados indícios de uso político dos projetos tocados pela Fundação Ceperj e pela Uerj.

Uma investigação do Ministério Público do Rio descobriu saques de dinheiro vivo na "boca do caixa". Ao todo, R$ 248 milhões foram retirados em agências bancárias por dezenas de milhares de pessoas que integrariam o suposto esquema.

Castro e Bacellar foram absolvidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio em maio de 2024. O Ministério Público Eleitoral, no entanto, recorreu ao TSE.

O processo está sob relatoria da ministra Isabel Gallotti. Também vão participar do julgamento a presidente do TSE, Cármen Lúcia, e os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

Por UOL/Folhapress

Investigação sobre Agência Nacional de Mineração é enviada ao STF após menção a Pacheco

O envio da investigação da Polícia Federal ao Supremo não significa que o parlamentar é alvo da apuração

O caso das suspeitas de fraudes em autorizações ambientais para projetos de mineração em Minas Gerais foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) após menção ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

O caso corre sob sigilo. A decisão foi tomada pelo juiz federal Pedro Felipe de Oliveira Santos, do TRF-6 (Tribunal Regional Federal da 6ª Região).

O envio da investigação da Polícia Federal ao Supremo não significa que o parlamentar é alvo da apuração. Mas o surgimento do nome dele leva o processo à corte, já que ele tem foro por prerrogativa de função. A informação foi publicada inicialmente pelo Uol e confirmada pela Folha.

Os inquéritos da operação Rejeito, deflagrada em setembro, identificaram funcionários públicos de alto escalão suspeitos de integrarem uma organização criminosa.

Por meio de assessoria de imprensa, o senador negou qualquer irregularidade e afirmou não poder comentar o caso.

"Não posso comentar sobre um papel manuscrito de autoria incerta. O que me estranha é isso aparecer e ser vazado agora, veiculando o nome de diversas autoridades sem nenhum critério e lastro em prova. Sobre a tramitação e a razão de estar no Supremo, desconheço. Não tenho como afirmar", disse.

Entre as pessoas que foram presas pela PF estão Caio Mário Trivellato Seabra Filho, um dos diretores da ANM (Agência Nacional de Mineração), e Rodrigo Teixeira, ex-diretor da PF, ambos indicados na atual gestão do governo Lula (PT).

No Supremo, as investigações devem ficar sob a responsabilidade do ministro Dias Toffoli, que relatou processos anteriores sobre mineradoras que são alvos do inquérito.

Por José Marques e Ana Pompeu/Folhapress

Trump declara vitória contra 'farsa da mudança climática' após artigo de Bill Gates

               O bilionário investiu em empresas que trabalham com energia limpa

O presidente dos EUA, Donald Trump, se declarou vitorioso, nesta quarta-feira (29), sobre a "guerra contra a farsa da mudança climática", ao citar o fundador da Microsoft, Bill Gates, que escreveu recentemente um artigo em que faz ponderações sobre as temperaturas do planeta.

"Eu (NÓS!) acabamos de vencer a Guerra contra a Farsa da Mudança Climática. Bill Gates finalmente admitiu que estava completamente ERRADO sobre o assunto. Foi preciso coragem para fazer isso, e por isso todos nós somos gratos. MAGA!!!", publicou o presidente em sua rede Truth Social, citando o movimento "Make America Great Again" (Faça a América Grande Novamente).

No artigo intitulado "Three tough truths about climate" (Três duras verdes sobre o clima), Gates diz que as mudanças climáticas não extinguirão a humanidade, que as temperaturas do planeta não são o melhor caminho para medir o progresso em relação ao clima e, ainda, completou a tríade apontando saúde e prosperidade como as melhores armas contra essa realidade ambiental.

Ainda no texto publicado nesta terça-feira (28) e endereçado aos participantes da COP30, a conferência sobre clima da ONU (Organização das Nações Unidas), Gates buscou conter o alarmismo que, segundo ele, muitas pessoas usam para descrever os efeitos do aumento das temperaturas. Em vez disso, ele pediu o redirecionamento dos esforços para melhorar a vida nos países em desenvolvimento.

"Embora as mudanças climáticas tenham consequências graves —especialmente para as pessoas nos países mais pobres— elas não levarão à extinção da humanidade", escreveu. "As pessoas poderão viver e prosperar na maioria dos lugares da Terra no futuro próximo."

Na última década, Gates investiu grandes somas de sua fortuna pessoal promovendo políticas que reduzissem os gases de efeito estufa que estão aquecendo o planeta.

O bilionário investiu em empresas que trabalham com energia limpa e em iniciativas para ajudar comunidades pobres a se adaptarem à elevação do nível do mar, ao calor mais extremo, aos incêndios e à seca, além da intensificação de tempestades e inundações.

O memorando de Gates chega cerca de uma semana antes de líderes mundiais se reunirem em Belém, no Brasil, para a cúpula anual do clima das Nações Unidas, a COP30. Gates, que completou 70 anos recentemente e já participou do evento em anos anteriores, não comparecerá desta vez.

A COP30 acontece em Belém, de 10 a 21 de novembro, e o presidente Lula convidou, mais de uma vez, Trump para comparecer —mas até agora o republicano não deu sinais de que irá nem de que mandará representantes.

Em julho deste ano, o Departamento de Energia dos Estados Unidos divulgou um relatório no qual afirma que as projeções futuras de aquecimento global são exageradas, enquanto benefícios de níveis mais altos de dióxido de carbono, como fazendas mais produtivas, são ignorados.
Por Ítalo Leite/Folhapress

Vereador de Ubaitaba e assessor são presos em Operação contra o tráfico de drogas na região

Uma megaoperação policial deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (30) resultou na prisão do vereador George Everton Santana (PCdoB), eleito com 339 votos nas eleições de 2024, e de um assessor parlamentar, cujo nome ainda não foi divulgado.

De acordo com informações do Ubatã Notícias, os agentes apreenderam na operação diversos veículos, armas, munições e uma grande quantia em dinheiro. O material recolhido será encaminhado para perícia e fará parte das investigações. Esta é a segunda vez que um vereador de Ubaitaba é preso por envolvimento com o tráfico de drogas.

Operação Frater Dominus

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de Ubaitaba, Itabuna, Itacaré, Maraú e Itapetinga, além do município de Santa Luzia do Itanhy, em Sergipe, na manhã desta quinta-feira (30).

A SSP-BA informou ainda que um homem apontado como mandante de homicídios nas regiões de Ibirapitanga e Aurelino Leal também é alvo da ação. O nome dele não foi revelado.

Participam do cumprimento dos mandados, agentes da Secretaria da Segurança Pública, polícias Militar e Civil da Bahia, além da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Ilhéus (FICCO) e o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Sergipe).
Por: Ubatã noticias.
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Polícia deslocou confronto para área de mata e criou 'muro' durante megaoperação no Rio

Cláudio Castro (PL) afirmou que estratégia visou 'minimizar impactos' à população

Em novembro de 2010, câmeras de televisão gravaram, do alto do helicóptero, a fuga de traficantes armados com fuzis na serra da Misericórdia, região de mata da Vila Cruzeiro, uma das favelas do complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro.

A imagem rodou o mundo e se transformou em um dos retratos do projeto das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras), que despontou naquela década.

Quinze anos depois, a serra da Misericórdia é um dos locais com o maior número de corpos encontrados depois da megaoperação desta terça-feira (28), que deixou 121 mortos.

O governador Cláudio Castro afirmou que o deslocamento do confronto com traficantes para áreas de mata foi uma estratégia. "Foi pensado para que a população sentisse o mínimo possível", afirmou, em entrevista coletiva na terça.

Segundo o secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) fez uma espécie de muro: policiais caminharam até a serra da Misericórdia e cercaram os suspeitos para a mata, onde havia outro grupo do Bope aguardando.

"O que a gente fez de diferente nessa operação foi a incursão de homens do Bope na área mais alta da montanha, (...) criando o que a gente chamou de muro do Bope, ou seja, policiais incursionados nessa área, fazendo com que os marginais fossem empurrados", disse.

A serra da Misericórdia tem pouco mais de 300 mil metros quadrados e reúne maciços que variam entre 100 metros e 200 metros de altitude —o Alemão fica a 167 metros de altitude, e a Penha a 111 metros.

Com vegetação de reflorestamento, a serra cobre os bairros de Tomás Coelho, Engenho da Rainha, Vicente de Carvalho —onde está o morro do Juramento —, Penha e complexo do Alemão. As duas últimas localidades formam a região onde aconteceu a operação.

A região da mata dos dois complexos é usada por traficantes do Comando Vermelho para fuga, esconderijo, e também é a região onde é realizado o chamado tribunal do tráfico, prática de assassinatos sob ordens de líderes locais.

Moradores também usam a serra da Misericórdia. Coletivos locais atuam com agricultura orgânica na região, com hortas coletivas.

Nos últimos anos, traficantes passaram a investir no uso de roupas camufladas, como as da polícia e das Forças Armadas, para monitorar e se esconder na vegetação. Familiares ouvidos pela reportagem sob reserva afirmaram que alguns mortos usavam esses uniformes.

Por causa do combate na mata, muitos familiares que se comunicavam com os suspeitos por meio de mensagens por celular perderam o contato, já que a área não tem sinal. Outros conseguiram encontrar corpos através da localização dos aparelhos.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, disse também que havia suspeitos camuflados.

Ele disse ainda que registrou ocorrência para apurar suspeita de fraude processual, pois afirma que pessoas retiraram os uniformes dos corpos antes de enfileirá-los em uma praça da Penha.

"Eles estavam na mata, nós temos imagens deles paramentados, com roupas camufladas, com coletes balísticos, portando essas armas de guerra. Aí apareceram vários só de cueca, ou só de shorts. Temos imagens de pessoas que retiraram esses corpos da mata e colocaram em via pública tirando a roupa desses marginais", afirmou em entrevista coletiva nesta quarta-feira (29).

Ao longo da tarde e noite de terça e madrugada de quarta, moradores, com apoio de mototaxistas, foram até a mata buscar os corpos. Dezenas deles foram levados a uma praça na Penha, onde foram enfileirados.

A Polícia Civil foi procurada para comentar por que os corpos encontrados por moradores nesta quarta não foram retirados do local, mas não houve resposta.
Por Yuri Eiras/Folhapress

Alexandre de Moraes manda intimar Cláudio Castro para que governador preste informações sobre letalidade em operação

Ministro do STF pediu informações do governador do Rio sobre protocolos e diretrizes da Operação Contenção, a mais letal da história do Estado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou intimar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para prestar informações sobre a Operação Contenção, que matou pelo menos 132 pessoas e é considerada a mais letal na história do Estado.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou intimar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para prestar informações sobre a Operação Contenção, que matou pelo menos 132 pessoas e é considerada a mais letal na história do Estado.

Em sua decisão, o ministro afirma que a cobrança “encontra amparo nas determinações estruturais do acórdão do julgamento de mérito” da “ADPF das Favelas”, ação que estabeleceu parâmetros de atuação para reduzir a letalidade policial no Rio, especialmente nas comunidades, e obrigou o governo do Estado a criar um plano de recuperação territorial de áreas dominadas por facções e milícias.

O governador terá que prestar informações sobre os seguintes pontos:Relatório circunstanciado da operação;
  1. Prévia definição do grau de força adequado e justificativa formal para sua deflagração;
  2. Número de agentes envolvidos, identificação das forças atuantes e armamentos usados;
  3. Número oficial de mortos, feridos e presos;
  4. Medidas adotadas para garantir a responsabilização em caso de eventuais abusos e violações de direitos, incluindo a atuação dos órgãos periciais e o uso de câmeras corporais;
  5. Providências para assistência às vítimas e suas famílias, incluindo a presença de ambulâncias;
  6. Protocolo ou programa de medidas de não repetição;
  7. Preservação do local para perícia e conservação dos vestígios do crime;
  8. Comunicação imediata ao Ministério Público;
  9. Atuação da polícia técnico-científica realização das perícias, liberação do local e remoção de cadáveres;
  10. Acompanhamento pelas Corregedorias das Polícias Civil e Militar;
  11. Uso de câmeras corporais pelos agentes de segurança pública;
  12. Uso de câmeras nas viaturas policiais;
  13. Justificação e comprovação da prévia definição do grau de força adequado à operação;
  14. Observância das diretrizes constitucionais relativas à busca domiciliar;
  15. Presença de ambulância, com a indicação precisa do local em que o veículo permaneceu durante a operação;
  16. Observância rigorosa do princípio da proporcionalidade no uso da força, em especial nos horários de entrada e saída de escolas. Em caso negativo, informar as razões concretas que tenham tornado necessária as ações nesses períodos;
  17. Necessidade e justificativa, se houver, para uso de estabelecimentos educacionais ou de saúde como base operacional das forças policiais, bem como eventual comprovação de uso desses espaços para a prática de atividades criminosas que tenham motivado o ingresso das equipes.
Na mesma decisão, o ministro marcou audiências, na próxima segunda-feira, 3, com o governador, o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, os secretários de Polícia Civil, Felipe Curi, e de Polícia Militar, Marcelo de Menezes, a diretora da superintendência de Polícia Técnico-Científica, Andréa Menezes, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e o defensor-geral Paulo Vinícius Cozzolino. Moraes vai participar presencialmente das reuniões no Rio.

“O governador deverá apresentar as informações de maneira detalhada na audiência designada”, diz a decisão de Moraes.

Quando concluiu a votação da ADPF das Favelas, em abril, o STF deixou uma brecha para fazer novas exigências ao governo do Rio. O tribunal definiu que o cumprimento das determinações estruturantes fixadas no julgamento seria monitorado pelo Ministério Público e, por isso, não encerrou o processo.
Por Rayssa Motta/Estadão

Operação policial no Rio supera Carandiru e se torna a mais letal já registrada no Brasil

A ação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, foi a mais letal do país envolvendo policiais, segundo a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno.

Segundo a contagem oficial, foram 119 mortes, sendo 4 policiais.

Em outubro de 1992, tropas da Polícia Militar paulista mataram 111 presos na extinta Casa de Detenção, na zona norte, no que ficou conhecido como massacre do Carandiru.

"O Cláudio Castro conseguiu o que ele queria. Se queria ser lembrado como o governador da barbárie, da carnificina, conseguiu", disse Samira. A especialista acompanha casos de violência policial, como as operações Escudo e Verão, da PM paulista, em 2023 e 2024 e que deixou mais de 80 mortos na Baixada Santista.

Castro defendeu a Operação Contenção, contra o Comando Vermelho, a qual classificou como sucesso.

"Não vamos ficar chorando, ajudaram ou não ajudaram. Não dá para contar com apoio, a gente fez a nossa operação e foi um sucesso. Tirando a vida dos policiais, o resto da operação foi um sucesso."

"De vítima, ontem, lá, só tivemos os policiais", disse Castro em entrevista coletiva. Ele afirmou que a operação foi "um duro golpe" na criminalidade.

Um outro caso com centenas de mortes ocorreu em maio de 2006 em São Paulo, quando uma onda de violência tomou o estado após ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) contra forças de segurança.

Samira, no entanto, explica que, mesmo com a grande quantidade de assassinatos, não foi possível contabilizar quantas mortes foram cometidas realmente pela polícia. O contexto também aconteceu de forma diferente, uma vez que não ocorreu ao longo de um único dia ou horas, caso do Alemão, da Penha e do Carandiru.

Outra semelhança vista por Samira entre o ocorrido no Rio de Janeiro e a em São Paulo há 30 anos é de quem deve ser ouvido. Assim como os presos contaram o que viram, a versão dos moradores do Alemão e da Penha também devem ser levada em consideração.

"É uma história a ser contada pelos moradores. Não teve perícia [corpos foram levados direto para hospitais e recolhidos pelos moradores]. Os legistas vão identificar a causa do óbito e, no máximo, a trajetória do tiro. Vamos aguardar para ver se teremos imagens das câmeras corporais dos policiais. Mas veja, a perícia de corpo, que é a necroscópica, ela é insuficiente para contar essa história", acrescentou Samira.

Após megaoperação no Rio, Alcolumbre determina instalação de CPI do crime organizado

A decisão vem depois de uma operação policial no Rio de Janeiro contra a organização criminosa Comando Vermelho deixar, ao menos, 119 mortos, segundo o governo do Estado. Já segundo a Defensoria Pública, o saldo de fatalidades é de 132 pessoas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima terça-feira, 4, a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a estrutura e o funcionamento do crime organizado.

"A comissão irá apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções", diz Alcolumbre, em comunicado.

A decisão vem depois de uma operação policial no Rio de Janeiro contra a organização criminosa Comando Vermelho deixar, ao menos, 119 mortos, segundo o governo do Estado. Já segundo a Defensoria Pública, o saldo de fatalidades é de 132 pessoas. O presidente do Senado voltou a defender a união das instituições públicas contra as organizações criminosas.

"É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o País", afirmou.

A criação da CPI atende a um requerimento apresentado em fevereiro deste ano pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O documento foi lido por Alcolumbre em junho.

Vieira pretende ficar com a relatoria da CPI, apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado). A escolha, no entanto, ainda carece de acordo, uma vez que depende também de quem presidirá o grupo.

O colegiado contará com 11 integrantes titulares e 7 suplentes. O prazo de funcionamento é de 120 dias. Pelo requerimento, o limite de despesas da CPI será de R$ 30 mil.

Entre os parlamentares já indicados estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sérgio Moro (União-AP), Jaques Wagner (PT-BA) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Governadores de oposição prometem apoio a Castro após operação mais letal da história do Rio

O primeiro encontro ocorreu virtualmente na manhã desta quarta-feira (29), e eles ainda devem fazer outro, mais ampliado e presencial, às 18h desta quinta-feira (30), na capital fluminense.

Governadores de oposição ao governo federal se mobilizaram para prestar solidariedade e oferecer apoio ao governador Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. O estado teve a ação policial mais letal da história, com centenas de mortos.

O primeiro encontro ocorreu virtualmente na manhã desta quarta-feira (29), e eles ainda devem fazer outro, mais ampliado e presencial, às 18h desta quinta-feira (30), na capital fluminense.

Participaram da reunião desta manhã os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL); e do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil). A iniciativa do encontro online partiu de Zema.

Dos seis participantes, três são considerados presidenciáveis –sendo Tarcísio o único que nega essa intenção e insiste ser candidato à reeleição. Castro deverá ser candidato ao Senado pelo PL de Jair Bolsonaro no próximo ano.

O governador de São Paulo, que está em Brasília para compromissos diversos, deveria comparecer à filiação do deputado Pedro Lupion (PR) ao Republicanos nesta manhã, mas cancelou sua participação para participar da reunião online.

Lupion é presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), uma das bancadas mais influentes da Câmara.

Segundo interlocutores dos governadores, eles se reunirão com suas equipes ao longo do dia para avaliar o que é possível sugerir como ajuda a Castro. Alguns já se anteciparam. Caiado, por exemplo, colocou as tropas de Goiás à disposição.

Já Ibaneis Rocha (MDB) disse que o Distrito Federal poderia ajudar com inteligência. Ele não participou da reunião desta manhã, mas enviará a sua vice, Celina Leão (PP), para o encontro no Rio.

Já a reunião presencial é organizada por Jorginho Mello, de Santa Catarina. A lista de confirmados ainda é incerta, uma vez que muitos governadores têm outros compromissos.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou em nota que não participou do encontro online por causa de outra reunião, mas também falou com Castro por telefone para reforçar "a disposição do Rio Grande do Sul para dar todo o apoio necessário, com as nossas forças de segurança a postos".

Leite afirmou ainda que está buscando reorganizar sua agenda para participar da reunião de governadores do Sul e Sudeste no Rio.


O governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD), também não participou da videoconferência, porque tinha outra agenda, e ainda não há clareza se participará do evento na quinta. Ele telefonou para Castro e ofereceu apoio da Secretaria de Segurança.

Castro disse a jornalistas, nesta quarta, que falou com os governadores pela manhã. Ele também mencionou uma ligação de Helder Barbalho (MDB), do Pará, que é aliado do governo Lula (PT), com quem o governo do Rio tem tido uma disputa de narrativa sobre apoio da União.

O governador se queixou de não ter recebido blindados do governo federal, mas não houve pedido recente de qualquer tipo de auxílio à União. Na tarde desta quarta, ele se reunirá com integrantes da gestão Lula para tratar da crise de segurança pública.

"Foram diversos [governadores] se solidarizando, parabenizando e reconhecendo a coragem do Rio de Janeiro de dar pontapé inicial da solução desse problema no combate dessa guerra. Agradeço demais meus colegas governadores, com certeza a ajuda que propõem será bem vinda", disse.

Castro disse ainda que a ajuda sugerida pelos demais governadores será decidida de forma técnica, conforme a necessidade estabelecida pela secretaria de segurança pública do estado. "Não na vontade de encher isso aqui de polícia, definitivamente não é isso que a gente precisa", afirmou.
Por Marianna Holanda e Carolina Linhares, Estadão Conteúdo

PMBA prende homem por violência doméstica em Gongogi

Na manhã desta quarta-feira (29), por volta das 10h, a guarnição do 4° Pelotão da 55ª CIPM, sediada em Gongogi, foi acionada por uma mulher que relatou ter sido ameaçada de morte pelo ex-companheiro, que a perseguiu portando uma faca.

A vítima buscou inicialmente abrigo na Delegacia Territorial, onde foi orientada a acionar a Polícia Militar. Diante das informações, a guarnição realizou diligências e localizou o suspeito nas imediações do Mercado Municipal. Durante a abordagem, não foram encontrados objetos ilícitos nem arma branca.

O indivíduo foi conduzido à Delegacia local, onde ficou à disposição da autoridade competente para as medidas cabíveis.

PMBA, uma Força a serviço do cidadão.

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Lewandowski e Rui Costa ao RJ para reunião de emergência com governador

Ministros vão liderar comitiva do governo federal Costa e Castro conversaram por telefone

O governo federal enviará uma comitiva para o Rio de Janeiro uma reunião de emergência com o governador Cláudio Castro depois que uma operação policial deixou 64 pessoas mortas —entre elas, quatro policiais.

Os ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da Casa Civil, Rui Costa, vão liderar o grupo.

Costa já conversou com Castro por telefone e afirmou que o governo monitora a situação, e já concordou com a transferência de presos do Rio para unidades federais.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou a viagem à coluna. "Vamos ver o que é preciso para ajudar a população do Rio de Janeiro."

A operação e a resposta do Comando Vermelho —que respondeu com uso de armamento pesado e odenou o fechamento de ruas— deixou diversas regiões da segunda maior cidade do país com um cenário de guerra, com caos nas ruas, tiroteios e veículos queimados .

Em entrevistas, Castro tentou responsabilizar o governo Lula pela situação. Afirmou que o Rio está "sozinho na guerra" e que vários pedidos de envio de blindados para ajudar em operações foram negados pelo Ministério da Defesa.

O governo rebateu afirmando que, para isso, era necessário que o governador fizesse um pedido de decretação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

Lewandowski afirmou à coluna que o governador deve "assumir as suas responsabilidades", ou admitir que não tem condições de controlar a segurança do estado e pedir intervenção federal, estado de sítio ou a decretação de uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

As medidas permitiriam que o governo federal e as Forças Armadas atuassem na segurança do Estado.

"Se ele sentir que não tem condições, ele tem que jogar a toalha e pedir GLO ou intervenção federal", afirma o ministro. "Ou ele faz isso, se não conseguir enfrentar, ou vai ser engolido pelo crime."

Lewandowski afirma que esse tipo de ajuda jamais foi solicitada formalmente por Castro. E que todos os outros pedidos feitos por ele até então ao governo foram atendidos [ver nota do Ministério da Justiça abaixo].

Diz ainda que o governador não entrou em contato com o ministério antes da operação desta terça.

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sobre a megaoperação contra o Comando Vermelho
"Ele tenta jogara culpa nos outros, mas nunca fez qualquer pedido nesse sentido [de atuação das forças federais e da defesa, inclusive com blindados]. Para isso, o governo do Rio de Janeiro teria que fazer uma declaração formal de que as forças locais não têm condições de fazer face o crime", diz.

O ministro afirma que as medidas de intervenção ou GLO são "excepcionais, gravíssimas", pois "substituem a legalidade ordinária pela legalidade extraordinária", e que o ideal é que o Estado consiga controlar a crise de segurança.

Coronel defende pesquisa exclusiva com prefeitos para escolha de candidato ao Senado

A posição do parlamentar surge após o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), outro interessado na vaga,
O senador Angelo Coronel (PSD) defendeu nesta terça-feira (29), em conversa com o Política Livre, que a definição dos candidatos ao Senado na chapa encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) seja feita com base em pesquisa junto aos prefeitos da Bahia, e com a população em geral.

A posição do parlamentar surge após o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), outro interessado na vaga, sugerir, na última sexta-feira (24), em entrevista a uma rádio do interior, que a escolha dos nomes seja definida por pesquisa de opinião púvlica.

Para Coronel, o momento político exige um olhar estratégico voltado para o peso dos gestores municipais no processo eleitoral. “Sou favorável a uma pesquisa com os prefeitos da Bahia, que são os agentes responsáveis por levar o voto para a urna. Tanto é que o governo Jerônimo tem tentado trazer o máximo de prefeitos para o seu lado. Isso é uma prova de que o prefeito vai pesar na eleição do candidato”, afirmou o senador.

Para Angelo Coronel, uma pesquisa de opinião pública por amostragem daria vantagem tanto a Rui quando ao senador Jaques Wagner (PT), que pleiteia a reeleição.

"Eu não sou pop star que está sempre na mídia. E não fui governador. Não tive holofotes para toda a população por não ter sido governador, mas estou à disposição de um critério mais lógico. Que se ouça os prefeitos sobre os três nomes colocados e outros que tenham interesse em concorrer ao Senado na base do governo", pontuou.

O senador do PSD, que tem um perfil municipalista que agrada a prefeitos de todas as correntes ideológicas, frisou que não há divergência com Rui Costa nem com Jaques Wagner, mas defendeu coerência na metodologia a ser adotada. “Não tenho problema nenhum. Sendo esse o critério, é só escolher o instituto. Vamos seguir a estratégia do governo: trazer mais prefeitos, porque é o agente que leva o voto para a urna”, reforçou.

PF deflagra operação em condomínios de luxo de Salvador contra desvio de verbas da educação

As ações ocorreram em três locais: o Horto Villaggio Panamby, no Horto Florestal; a Mansão Phileto Sobrinho, no Corredor da Vitória; e o Jardim Apipema.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), uma operação em endereços de alto padrão de Salvador, tendo como alvos empresários ligados ao ramo de comercialização de livros didáticos. As ações ocorreram em três locais: o Horto Villaggio Panamby, no Horto Florestal; a Mansão Phileto Sobrinho, no Corredor da Vitória; e o Jardim Apipema.

Os alvos da PF seriam Ticiano Degasperi, Bruno Degasperi e Neto Degasperi, conhecidos no estado como os “gêmeos dos livros”, pela ampla atuação junto a prefeituras em contratos de venda de material escolar.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal em São Paulo, onde tramita o inquérito que apura supostos desvios de recursos públicos destinados à educação. O foco da investigação é a comercialização de livros didáticos em contratos com prefeituras.

O caso tem ligação com apurações anteriores envolvendo o pai dos investigados, Wilson José da Silva Filho, que em 2018 foi alvo da Operação Prato Feito, voltada a desarticular grupos suspeitos de fraudar verbas da União repassadas a municípios paulistas. Wilson é apontado como dono e sócio de diversas empresas do setor editorial, como Editora Melhoramentos Ltda., BWN Comércio de Livros e Serviços, Editora Casa de Letras e W H Comércio de Confecções.

Na ocasião, as investigações da PF indicaram a existência de um esquema que desviava verbas federais por meio de contratos irregulares firmados com empresas fornecedoras de livros e outros materiais escolares.

Aliados de Trump rejeitam Brasil como mediador de conflito na Venezuela

A proposta do Brasil foi feita pelo presidente Lula (PT) a Trump durante viagem à Malásia
Aliados do presidente Donald Trump rejeitam a ideia de ter o Brasil como mediador do conflito entre os Estados Unidos e a Venezuela. Esse grupo é formado por pessoas ligadas ao secretário de Estado, Marco Rubio, que tem defendido a abordagem belicosa em relação ao ditador Nicolás Maduro.

A proposta do Brasil foi feita pelo presidente Lula (PT) a Trump durante viagem à Malásia, no domingo (26). Dois interlocutores do Departamento de Estado disseram à Folha que a sugestão foi mal recebida porque a abordagem defendida pelos EUA agora não considera negociações diplomáticas. Pelo contrário, Washington manteve conversas com Caracas, até que, no mês passado, Trump mandou interrompê-las. Desde então, a tensão só escalou na América Latina.

Para um grupo no governo Trump, o Brasil não apenas não deve se meter em um assunto liderado pelos EUA, como também não é o interlocutor ideal com Maduro. Aliados de Rubio afirmam que o governo brasileiro tem uma abordagem mais simpática ao ditador, enquanto os EUA têm trabalhado no sentido de mudar o regime venezuelano, inclusive autorizando a CIA a realizar operações com essa finalidade.

Antes de iniciar o encontro com Lula, o americano expressou surpresa com a possibilidade de o assunto ser tratado na conversa. "Eu não acho que vamos discutir Venezuela. Eles [o Brasil] não estão envolvidos em Venezuela. Se eles quiserem, vamos discutir, mas não acho que vamos", disse Trump.

Lula, no entanto, já havia indicado ao americano que trataria do assunto. Em ligação telefônica de cerca de 30 minutos neste mês, o brasileiro mencionou o tema. Disse que defende uma saída diplomática para a questão da Venezuela e que esperava conversar mais com Trump a esse respeito, como a Folha mostrou.

Naquela ocasião, porém, Lula reconheceu que não conversa com Maduro desde a votação que deu ao ditador mais um mandato, sob amplas evidências de fraudes. O brasileiro argumentou que seu governo cobrou reiteradamente a apresentação das atas eleitorais —nunca fornecidas pelo regime.

Depois do encontro entre os líderes no domingo, o chanceler Mauro Vieira contou que Lula afirmou ao Trump que a América do Sul é uma região de paz e que o Brasil estaria disposto a atuar pra a promoção da paz e do entendimento entre as nações.

"[Lula] levantou o tema, disse que a América Latina e América do Sul, especificamente onde estamos, é uma região de paz e ele se prontificou a ser um contato, ser um interlocutor, como já foi no passado, com a Venezuela para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países", afirmou o ministro das Relações Exteriores.

Depois, o presidente confirmou ter tratado do tema. "Estou vendo que as coisas estão se agravando", disse Lula ao relatar sua conversa com Trump. "Acho possível encontrar uma solução se houver disposição de negociação, e o Brasil tem interesse que não haja guerra na América do Sul."

Nesta terça-feira (28), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que as Forças Armadas destruíram mais quatro embarcações no oceano Pacífico supostamente tripuladas por narcotraficantes. Os ataques ocorreram na segunda-feira (27) e mataram 14 pessoas, com uma sobrevivente, relatou Hegseth.

O secretário disse que os bombardeios —três, que atingiram quatro embarcações— foram realizados em águas internacionais. O anúncio da ofensiva, que teria sido a mais letal desde o início das operações, em setembro, eleva o total de ataques na região a 14, com 57 mortos.

A acusação de Trump e de seu governo é que Maduro é um líder de organização criminosa e narcoterrorista. A operação militar é forjada no argumento de impedir a entrada de drogas nos EUA.

Hegseth já comparou os supostos narcotraficantes a terroristas e disse que daria a eles tratamento parecido com o da Al Qaeda. Não há, contudo, evidências de que os alvos dos EUA são de fato ligados a traficantes, e a justificativa, frágil à luz do direito internacional, é criticada por governos da região, opositores americanos e especialistas. Por Julia Chaib/Folhapress

Segunda fase da ‘Operação Fauna Protegida’ desarticula maior rede de tráfico de aves silvestres do país

Ação conduzida pelo MPBA acontece em três estados para cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva e busca e apreensão

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) deflagrou nesta quarta-feira, dia 29, a segunda fase da ‘Operação Fauna Protegida’, para cumprimento de um total de 21 mandados de busca e apreensão e prisões preventivas na Bahia, no Rio de Janeiro e Minas Gerais, contra integrantes da maior organização criminosa de tráfico de aves silvestres do país.

A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPBA, em conjunto com as Promotorias de Justiça Regional Ambiental de Itabuna e Ilhéus, com apoio nas investigações do Ministério Público do Estado do Alagoas (MPAL), por meio do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente (Nudema), e do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MP baiano (Ceama).

Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e quatro de prisão preventiva. Na Bahia, as ações acontecem nos municípios de Monte Santo e Valente; no Rio de Janeiro, em Magé, Guapimirim, Rio das Ostras, Cabo Frio e Casimiro de Abreu; e em Minas Gerais, nas cidades Almenara e Divisópolis.

A organização criminosa é liderada por homem preso em setembro deste ano, durante a primeira fase da operação. A Orcrim é especializada na captura, transporte, receptação e comercialização ilegal de animais silvestres, principalmente aves de canto, com estrutura complexa e ramificada a partir de núcleos bem definidos de fornecedores, transportadores, financiadores e receptadores, operando em larga escala e com divisão de tarefas.

As investigações revelaram que os animais eram “encomendados” por espécie e quantidade, capturados em áreas rurais da Bahia e de Minas Gerais, mantidos em cativeiros precários e transportados para receptadores localizados principalmente no estado do Rio de Janeiro.

A operação integra os esforços nacionais de enfrentamento aos crimes contra a fauna silvestre, promovido pelo projeto Libertas, da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), que visa fortalecer a atuação dos Ministérios Públicos na repressão qualificada ao tráfico de animais e crimes correlatos.

A ação conta com apoio da Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento Especializado (CPE), da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA), além da 16º Batalhão de Polícia Militar (16º BPM), 7ª CIPM e dos Ministérios Públicos de Minas Gerais (MPMG) e do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do MPRJ.

PRF participa da Operação Ressonância, ação integrada de combate a fraudes veiculares na Bahia

A operação, deflagrada nesta terça-feira (28), reúne forças de segurança estaduais e federais no enfrentamento a roubos, furtos e adulterações de veículos
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) participa da Operação Ressonância, deflagrada nesta terça-feira (28) pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), em parceria com as Polícias Civil, Militar e Técnica, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A ação tem como foco o combate a fraudes veiculares, como roubos, furtos e adulterações, além da recuperação de veículos utilizados por organizações criminosas para a prática de diferentes crimes.

As equipes empregadas na operação realizam abordagens e averiguações com apoio de tecnologia de ponta, utilizando um scanner de diagnóstico capaz de fazer a leitura de informações dos sensores e sistemas eletrônicos dos veículos. Esses dados são cruzados com as bases de inteligência da SSP e da Senatran, permitindo detectar possíveis adulterações ou clonagens de forma rápida e precisa.
A PRF tem papel estratégico na operação, que conta com a atuação do Núcleo de Operações Especiais (NOE) na Bahia, reforçando o trabalho integrado e de alta complexidade desenvolvido pela instituição no enfrentamento ao crime.

Somente em 2025, a PRF já recuperou 476 veículos roubados ou furtados no estado, resultado do trabalho contínuo de fiscalização e investigação das equipes especializadas.

Os policiais rodoviários federais passam por capacitações constantes para aprimorar técnicas de identificação de fraudes veiculares, fortalecendo a capacidade operacional da instituição e garantindo maior eficiência na recuperação de veículos e combate às adulterações.

A Operação Ressonância representa a integração entre os órgãos de segurança estaduais e federais, unindo esforços para desarticular redes criminosas e aumentar a efetividade das ações de combate ao crime organizado na Bahia.

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