Operação policial no Rio supera Carandiru e se torna a mais letal já registrada no Brasil
A ação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, foi a mais letal do país envolvendo policiais, segundo a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno.
Segundo a contagem oficial, foram 119 mortes, sendo 4 policiais.
Em outubro de 1992, tropas da Polícia Militar paulista mataram 111 presos na extinta Casa de Detenção, na zona norte, no que ficou conhecido como massacre do Carandiru.
"O Cláudio Castro conseguiu o que ele queria. Se queria ser lembrado como o governador da barbárie, da carnificina, conseguiu", disse Samira. A especialista acompanha casos de violência policial, como as operações Escudo e Verão, da PM paulista, em 2023 e 2024 e que deixou mais de 80 mortos na Baixada Santista.
Castro defendeu a Operação Contenção, contra o Comando Vermelho, a qual classificou como sucesso.
"Não vamos ficar chorando, ajudaram ou não ajudaram. Não dá para contar com apoio, a gente fez a nossa operação e foi um sucesso. Tirando a vida dos policiais, o resto da operação foi um sucesso."
"De vítima, ontem, lá, só tivemos os policiais", disse Castro em entrevista coletiva. Ele afirmou que a operação foi "um duro golpe" na criminalidade.
Um outro caso com centenas de mortes ocorreu em maio de 2006 em São Paulo, quando uma onda de violência tomou o estado após ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) contra forças de segurança.
Samira, no entanto, explica que, mesmo com a grande quantidade de assassinatos, não foi possível contabilizar quantas mortes foram cometidas realmente pela polícia. O contexto também aconteceu de forma diferente, uma vez que não ocorreu ao longo de um único dia ou horas, caso do Alemão, da Penha e do Carandiru.
Outra semelhança vista por Samira entre o ocorrido no Rio de Janeiro e a em São Paulo há 30 anos é de quem deve ser ouvido. Assim como os presos contaram o que viram, a versão dos moradores do Alemão e da Penha também devem ser levada em consideração.
"É uma história a ser contada pelos moradores. Não teve perícia [corpos foram levados direto para hospitais e recolhidos pelos moradores]. Os legistas vão identificar a causa do óbito e, no máximo, a trajetória do tiro. Vamos aguardar para ver se teremos imagens das câmeras corporais dos policiais. Mas veja, a perícia de corpo, que é a necroscópica, ela é insuficiente para contar essa história", acrescentou Samira.
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