Polícia Técnica da Bahia amplia atendimento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional
O DPT segue ampliando o acesso à nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Na manhã desta sexta-feira (10) foi inaugurado mais um ponto de atendimento, localizado no novo posto SAC no Shopping Busca Vida, em Abrantes. A unidade vai atender moradores de Abrantes e das localidades vizinhas, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a modernização e a descentralização dos serviços de identificação.
O Diretor-Geral do Departamento de Polícia Técnica, Osvaldo Silva, destacou a importância da ampliação dos pontos de atendimento como parte do esforço do Estado em garantir cidadania e agilidade nos serviços prestados à população.
“Cada novo posto representa um avanço na inclusão social e na modernização dos serviços públicos. A CIN é um documento mais seguro e completo, e nossa meta é garantir que todo cidadão baiano tenha acesso facilitado à sua emissão”, ressaltou.
Já o Diretor do Instituto de Identificação Pedro Mello, Bruno Froes, enfatizou o papel da Polícia Técnica na implementação do novo modelo de identidade.
“Estamos comprometidos em oferecer um atendimento de qualidade, com estrutura moderna e equipes preparadas. O novo posto em Abrantes é mais um passo para aproximar o serviço de identificação da população”, afirmou.
Até o momento, mais de um milhão e oitocentas mil novas carteiras de identidade já foram emitidas em todo o estado, demonstrando o avanço do projeto e a adesão da população ao novo documento.
Fonte: Ascom DPT
Contag tentou descontar benefícios de pelo menos 22 mortos, diz relatório da CGU
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade próxima do PT e no centro das investigações sobre fraudes previdenciárias, tentou descontar benefícios de pelo menos 22 pessoas que estavam mortas há mais de três meses.
As informações constam em relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) elaborado no âmbito dos processos administrativos que analisam as condutas das entidades sob investigação. O documento foi enviado à CPI do INSS e obtido pelo jornal O Estado de São Paulo.
A Contag tem cerca de 1,2 milhão de associados. Procurada, a entidade disse que alguns casos as autorizações foram dadas por beneficiados que depois vieram a falecer e o processamento dos pedidos foi feito com atraso (veja mais abaixo).
O levantamento da CGU foi feito cruzando informações enviadas pelas próprias associações com o “arquivo de retorno” da Dataprev. Esse arquivo se refere a uma “resposta” apresentada ao pedido de inclusão de desconto associativo feito pelas entidades.
O resultado foi 22 pedidos de inclusão de descontos para beneficiários que já estavam mortos. Os casos detectados são de 2021 (4), 2023 (7) e 2024 (11).
“Verifica-se que a Contag realizou, pelo menos, 22 tentativas de desconto em benefícios de pessoas já falecidas”, diz o documento da CGU.
O caso mais discrepante foi o da tentativa de descontar benefício em outubro de 2021 de uma pessoa falecida em maio de 2017.
A CGU usou o critério de pelo menos 90 dias de espaço entre o óbito e o pedido de desconto para eliminar a ocorrência de as inconsistências serem meros erros cadastrais. Portanto, o número poderia ser ainda maior.
Criada nos anos 1960, a Contag é a entidade que mais arrecadou com descontos associativos. Foram aproximadamente R$3,4 bilhões entre 2016 e janeiro de 2025.
Só em um ano, a entidade movimentou R$ 2 bilhões, como mostra o relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Uma parte das transações da Contag entre maio de 2024 e maio de 2025 foi classificada com “suspeitas de irregularidades podendo caracterizar desvio com fraudes”.
A Contag é um dos alvos da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, e também está na mira da CPI do INSS. Nas duas frentes, há suspeitas de que uma parte dos recursos arrecadados pela entidade tenham sido desviados por meio de serviços de bufê e agência de viagem.
A CPI também apura o porquê de o relatório do Coaf indicar repasse de R$ 1,5 milhão da Contag para uma esteticista de Santa Catarina “sem relação comercial aparente”.
A Contag é uma associação politicamente próxima do Partido dos Trabalhadores, com quadros filiados à sigla. O ex-presidente Aristides Veras, por exemplo, é irmão do deputado federal Carlos Veras (PT-PE).
Em nota a entidade, sustentou que houve atraso nos processamentos nos casos de autorizações dadas ainda em vida pelos beneficiados que vieram a falecer.
Leia a íntegra da nota da Contag:
A CONTAG informa que o desconto de mensalidades associativas segue as regras da Instrução Normativa INSS nº 110/2020, que exige autorização expressa do beneficiário e desbloqueio no aplicativo Meu INSS. Em alguns poucos casos, as autorizações, embora devidamente documentadas, foram processadas com atraso devido à implementação tardia do sistema PDMA pelo DATAPREV, finalizada apenas em setembro de 2024, e, em situações isoladas, os beneficiários vieram a falecer após conceder a autorização. A CONTAG destaca que o relatório da CGU aponta 22 situações em um universo de 1,3 milhões de autorizações do sistema CONTAG. e que todas as 22 autorizações apontadas foram assinadas de forma regular e em data anterior ao óbito.
A Confederação destaca que não teve acesso ao referido relatório da CGU citado pela CPI do INSS. Desde o início da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril pela Polícia Federal, a CONTAG tem sido alvo de auditorias inconsistentes, julgamentos precipitados e vazamentos seletivos de informações, baseados em acusações equivocadas que desconsideram a realidade institucional e jurídica da entidade.
A CONTAG segue cooperando de forma transparente com todas as investigações e reafirma seu compromisso com a legalidade, a democracia e a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. São 62 anos de história, representando a agricultura familiar em todo o país por meio de 27 federações e mais de 3.800 sindicatos.
Vinícius Valfré/Estadão
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Nobel da Paz para María Corina é melhor que para Trump, dizem líderes da esquerda
O Prêmio Nobel da Paz de 2025 para a líder da oposição na Venezuela María Corina Machado foi recebido com ressalvas por algumas lideranças na esquerda, que, no entanto, avaliaram que foi uma escolha melhor do que conceder a láurea ao presidente americano, Donald Trump.
A líder da oposição na Venezuela foi impedida de desafiar o ditador Nicolás Maduro nas eleições de 2024. Também foi detida e libertada após tentar reavivar a resistência ao venezuelano. O comitê caracterizou María Corina com uma “figura-chave e unificadora em uma oposição política que antes era profundamente dividida”.
Ex-presidente do PSB, Carlos Siqueira diz não conhecer nenhum feito da opositora pela paz em qualquer parte do planeta. “É uma liderança importantíssima da oposição venezuelana, mas é injustificável o Prêmio Nobel da Paz para uma pessoa que não tenha promovido a paz em qualquer lugar do planeta”, afirma. “Infelizmente, eu acho que não pega bem para o prêmio”.
Siqueira diz reconhecer a liderança de María Corina e de uma oposição que tem problemas com a ditadura venezuelana. “Agora, entre isso e receber o Prêmio Nobel da Paz é uma diferença brutal, porque realmente não me parece justificável essa premiação”, complementa o ex-presidente do PSB, que qualificou a decisão como “claramente política”.
Para ele, o fato de a líder da oposição venezuelana ter decidido dedicar o prêmio ao americano Donald Trump piora tudo. “O que é que Trump tem a ver com a paz? A paz que estão atribuindo a ele em Gaza não é dele. O responsável pela paz em Gaza são as Forças Armadas de Israel, que acabaram por derrotar e liquidar com o Hamas praticamente”.
Ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro também afirma que premiar María Corina é melhor do que conceder a láurea a Trump. “María Corina não tem poderes de taxação, nem quer fazê-lo”, diz. Questionado sobre como avaliava o fato de a opositora ter dedicado o prêmio ao americano, Genro respondeu: “Acho que é um ser humano melhor que ele”.
Danielle Brant/Folhapress
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Fux pede vista no processo em que Moro é acusado de calúnia contra Gilmar Mendes
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, pediu vista do processo em que o senador Sergio Moro (União-PR) é réu por calúnia contra Gilmar Mendes, também membro da Corte. A medida dá até 90 dias para que o magistrado analise o caso e decida se, em sua avaliação, o parlamentar deve ser mantido na mira da ação.
Na Primeira Turma do STF, responsável pela tramitação do processo, todos os outros ministros já se manifestaram pela manutenção de Moro, que é ex-juiz da operação Lava Jato, como réu. Um deles é Cristiano Zanin, que atuou na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra denúncias da força-tarefa.
Isso significa que, na prática, a decisão de Fux nessa etapa do processo não tem o poder de livrar o senador, mas retarda a formalização da decisão. O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia com base em um vídeo que publicado em abril de 2023 no qual Moro teria imputado crime de corrupção passiva a Gilmar Mendes.
Na ocasião ele insinuou que seria possível comprar um habeas Corpus do ministro.
A defesa do ex-juiz diz que ele não teve intenção de caluniar e que o episódio foi uma piada infeliz. Relatora do caso, ministra Carmem Lucia entendeu que não havia elementos suficientes para afastar a denúncia.
Gustavo Côrtes/Estadão
Funcionária fantasma em gabinete de Motta acumulou salário na Câmara com o de médica em prefeituras
Uma funcionária fantasma mantida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), passou a acumular outros dois empregos públicos com as funções que deveria exercer no gabinete, mesmo após a Folha revelar em julho que ela cursava faculdade em período integral e que chegou a morar em outro estado enquanto estava contratada para atuar como assessora.
Louise Figueiredo de Lacerda é médica nas prefeituras de João Pessoa e Alhandra (PB), cidade a 40 km da capital da Paraíba, e seguia registrada como secretária parlamentar do presidente da Câmara. A exoneração dela passou a constar do site da Câmara após Motta ser questionado pela Folha.
Em julho, a Folha mostrou que Motta mantinha três funcionárias fantasmas em seu gabinete. Louise, que é filha de um aliado político do presidente da Câmara, era uma delas, a única que havia sido mantida mesmo após a reportagem.
Na época, ela estudava medicina na Faculdade Nova Esperança, em João Pessoa. Desde então, Louise se formou e conseguiu dois empregos como médica, sem abrir mão do cargo no gabinete de Motta.
Ela começou no gabinete de Motta em agosto de 2018 com um salário de R$ 2.800, além de R$ 1.800 em auxílio. Ao todo, recebeu cerca de R$ 240 mil para trabalhar para o deputado desde aquele ano até este mês.
Desde agosto de 2025, Louise também é contratada pela Prefeitura de João Pessoa como médica, com salário de R$ 9.400 mensais. Ela recebeu o pagamento em agosto e setembro, enquanto manteve o cargo no gabinete de Motta.
Não há informação sobre quanto ela recebe em Alhandra, onde foi contratada em 18 de setembro deste ano, de acordo com sistema do Ministério da Saúde. A sua carga horária lá é de 20 horas semanais.
O cargo de secretária parlamentar tem jornada de 40 horas semanais e proibição de exercer outra função pública. Não há necessidade de bater o ponto com biometria na Câmara, e Louise é contratada para auxiliar o deputado no estado, na Paraíba, sem qualquer controle efetivo de jornada.
Procurado na quarta-feira (8), Motta afirmou que Louise não fazia mais parte do seu gabinete. No site da Câmara, atualizado após o contato da reportagem, consta que ela trabalhou até terça (7). O ato de demissão ainda não foi publicado nos boletins administrativos da Câmara.
Em julho, o presidente da Câmara disse, por meio de sua assessoria, que prezava pelo “cumprimento rigoroso das obrigações dos funcionários de seu gabinete, incluindo os que atuam de forma remota e são dispensados do ponto dentro das regras estabelecidas pela Câmara”.
Louise disse nesta quinta (9) à Folha que não está mais no gabinete de Motta “tem um tempinho”, mas afirmou não se lembrar o mês em que foi exonerada.
Ela negou ainda ter um vínculo com a Prefeitura de Alhandra. Questionada sobre quando saiu de lá, disse que “não vinha ao caso”. No sistema do Ministério da Saúde consta que ela ainda está ativa. Hoje, seu único vínculo é com a Prefeitura de João Pessoa, afirmou.
Em julho, ela desligou o telefone ao ser informada sobre o tema da ligação, não respondeu aos questionamentos da Folha e bloqueou o número da reportagem no WhatsApp.
A Prefeitura de João Pessoa informou que ela foi contratada em 31 de julho, “passando a atuar em uma Unidade de Saúde da Família a partir de agosto do mesmo ano, exercendo regularmente suas funções”.
“No ato da assinatura do contrato, a médica declarou não possuir outro cargo público inacumulável”, acrescentou a gestão municipal.
A Prefeitura de Alhandra não respondeu aos questionamentos da reportagem.
Louise entrou no gabinete de Motta em agosto de 2018. Na época, cursava faculdade de farmácia. No ano seguinte, foi aprovada em uma faculdade de medicina e passou seis meses em Mossoró (RN), mesmo contratada para atuar no gabinete na Paraíba.
No começo de 2020, conseguiu a transferência para uma instituição em João Pessoa, na qual se formou no início de julho. No período, ela ainda foi aprovada para ingressar num curso de extensão em outra faculdade da capital paraibana.
Louise é filha do ex-vereador Marcílio Lacerda (Republicanos-PB), do município de Conceição (PB).
Seu pai foi vereador por três mandatos em Conceição. Em 2024, ele se candidatou pelo Republicanos para a prefeitura da cidade. O tio, Nilson de Lacerda, foi prefeito de Conceição e é suplente de deputado estadual, também pelo Republicanos. O presidente da sigla no estado é Motta.
Há três semanas, Nilson postou em seu perfil no Instagram uma mensagem de parabéns a Motta pelo seu aniversário. Nela, ele diz que o presidente da Câmara é “um grande amigo que me inspira com atitudes, motiva com palavras e ensina com o exemplo”.
As outras duas funcionárias fantasmas demitidas após reportagem da Folha acumulavam trabalhos.
Gabriela Pagidis é fisioterapeuta e atendia em duas clínicas particulares em Brasília. Já Monique Magno acumulava o cargo de secretária parlamentar com o de assistente social na Prefeitura de João Pessoa.
Além desses três casos, a Folha revelou que Motta emprega em seu gabinete o caseiro de sua fazenda em Serraria (PB), cidade de 6.000 habitantes a 131 km de João Pessoa e a 225 km de Patos (PB), sua base eleitoral.
O Metrópoles revelou que a chefe de gabinete de Motta, Ivanadja Velloso, tem procurações para movimentar a conta corrente de diversos funcionários do gabinete do parlamentar. O presidente da Câmara tem se recusado a responder sobre o caso a jornalistas.
Lucas Marchesini, Folhapress
INSS proíbe Banco Master de conceder consignado a aposentados e pensionistas
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) decidiu não renovar o ACT (Acordo de Cooperação Técnica) que autorizava o Banco Master a oferecer crédito consignado a aposentados e pensionistas. Com o término da vigência no último dia 18, a instituição deixa de estar credenciada para iniciar novas operações da modalidade nos sistemas do INSS.
Segundo o instituto, a decisão, de caráter preventivo, decorre de análise técnica e jurídica e seguirá válida até a conclusão das apurações em andamento ou até que a instituição financeira comprove, de forma objetiva, o atendimento integral à legislação e aos regulamentos que regulam o crédito consignado.
O INSS diz que já solicitou para a Dataprev a retirada dos acessos do banco aos ambientes operacionais do consignado.
A reportagem procurou o Banco Master, que não respondeu até a publicação deste texto.
Segundo o INSS, entre os elementos considerados para a proibição estão o volume expressivo de reclamações em bases oficiais e públicas —com relatos de dificuldades para cancelamento, cobranças indevidas e operações não reconhecidas.
A autarquia também diz que há indícios de descompasso entre práticas adotadas e parâmetros normativos, que incluem exigências de autorização expressa, autenticação biométrica, guarda adequada de documentos e responsabilidade da instituição pela atuação de correspondentes bancários.
O credenciamento das demais instituições financeiras segue normalmente, desde que todas as regras sobre o serviço sejam respeitadas. O INSS diz que a medida não altera os canais de atendimento ao cidadão nem os procedimentos de orientação sobre crédito consignado.
“O credenciamento do Banco Master S.A. poderá ser reavaliado após a conclusão das apurações mencionadas e a apresentação de comprovação de conformidade integral às normas aplicáveis”, afirma, em nota, o INSS.
Júlia Galvão, Folhapress
Polícia realiza operação contra tráfico de drogas e homicídios em Ipiaú
Na manhã desta quinta-feira (10), a 55ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) participou de uma operação conjunta com a Polícia Civil, FICCO e CIPE Sudoeste, voltada ao cumprimento de mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em crimes violentos e tráfico de drogas em Ipiaú e região.
Durante as ações, foram apreendidos diversos materiais, incluindo celulares, câmeras de monitoramento, drogas, balanças de precisão e embalagens utilizadas para o acondicionamento de entorpecentes. Um veículo com restrição de furto e indícios de adulteração também foi recuperado.
A operação resultou na condução de suspeitos e na apresentação de todo o material apreendido à Delegacia de Polícia Civil local, reforçando o compromisso da 55ª CIPM e das instituições parceiras com a segurança pública e o combate à criminalidade.
Hospital Mater Dei Salvador abre processo seletivo para residências médicas
Programas em oncologia, ortopedia e endoscopia foram aprovados
O Hospital Mater Dei Salvador (HMDS) acaba de conquistar a aprovação de seus três primeiros programas de Residência Médica e já abriu processo seletivo unificado para 2026. Estão disponíveis 6 vagas nas especialidades de oncologia clínica (1 vaga), ortopedia e traumatologia (4 vagas) e endoscopia digestiva (1 vaga). As inscrições podem ser feitas por meio do Processo Seletivo Unificado de Residência Médica – Bahia 2026.
A autorização foi concedida pela Comissão Nacional de Residência Médica, após inspeção da Comissão Estadual, que avaliou documentos e protocolos específicos. “A Rede Mater Dei nasceu com clara vocação para o ensino e para pesquisa. Renomados médicos brasileiros se formaram em hospitais da rede ao longo de 45 anos. Agora, inauguramos uma nova fase: além da excelência assistencial, formaremos os grandes médicos do futuro”, afirmou o diretor médico do HMDS e coordenador do Comitê de Ensino e Pesquisa, Dr. Ezio Novais.
Segundo o presidente da Comissão de Residência e coordenador do Programa de Oncologia Clínica, Dr. Cleydson Santos, a conquista reforça a missão do hospital de unir assistência, pesquisa e ensino. “Uma instituição madura e bem posicionada é sustentada em três grandes pilares: assistência segura e de qualidade, ensino e pesquisa. A residência é a oportunidade de transmitir a filosofia da rede e formar profissionais compatíveis com nossa expertise e cuidado humanizado ao paciente e sua família. É um marco que reforça a importância de capacitar médicos não apenas para o presente, mas também para o futuro, inclusive para composição do corpo clínico do hospital”, disse.
A Rede Mater Dei é referência nacional em Residência Médica há mais de três décadas. Em Belo Horizonte, seus programas formaram nomes de destaque da Medicina brasileira. Em Salvador, a aprovação amplia essa tradição e oferece aos jovens médicos a chance de se qualificarem em uma instituição reconhecida pela excelência.
Assessoria de Imprensa: Cinthya Brandão (71) 99964-5552
Carla Santana (71) 99926-6899
Em sessão extraordinária, deputados decidem pela manutenção da prisão de Binho Galinha
A sessão extraordinária que decidiu pela manutenção da prisão do deputado estadual Binho Galinha (Patriota) mostrou a força da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos (PSD), que conseguiu mobilizar numa sexta-feira atípica 53 dos 63 parlamentares da base do governo e da oposição. Levando em conta a complexidade da matéria e o ineditismo do caso, a expectativa inicial era de que não houvesse sessão por falta de quórum.
Durante a sessão, que foi aberta pontualidade às 10h, os líderes das bancadas não puderam encaminhar orientação de voto, assim como os deputados não puderam fazer nenhum tipo de manifestação que denunciasse, ainda que sutilmente, o voto. A votação foi secreta em cédulas de papel que, posteriormente, serāo incineradas.
Diferentemente do que ocorre em sessões de votação de projetos, em que os deputados são comumente vistos em conversas paralelas no plenário, desta vez, os parlamentares presentes ouviram atentamente às argumentações do advogado de defesa de Binho Galinha, Gamil Föppel, sentados. O advogado teve direito de usar a tribuna por 15 minutos. Föppel argumentou que não faria a defesa de um parlamentar e, sim, do Parlamento. Ele afirmou que esta sexta-feira era um dia histórico para a Assembleia Legislativa e citou o princípio da “inviolabilidade criminal”, que impede a prisão de deputados, salvo em flagrante. O advogado também citou que os fatos elencados no inquérito não dizem respeito à atividade parlamentar e que são pretéritos ao exercício do mandato, o que não justifica, portanto, a manutenção da prisão de seu cliente.
“Eu requeiro às vossas excelências que cancelem a manutenção da prisão porque outros princípios estão sendo violados. Ele não está preso em Sala de Estado Maior, ele está numa cela comum, inclusive, as fotos foram largamente publicadas em dois sites da capital”, finalizou o advogado.
Votação
Após uma interrupção na sessão de 20 minutos para que a presidente Ivana Bastos e o primeiro e segundo secretários da Mesa Diretora, Samuel Júnior (Republicanos) e Kátia Oliveira (União Brasil), respectivamente, rubricassem as cédulas de votação, o rito que iria selar o destino de Binho Galinha foi iniciado. Os deputados com mais de 60 anos tiverem preferência para votar. Os deputados ausentes também foram chamados nominalmente.
Placar
O resultado final apontou que 34 deputados votaram pela manutenção da prisão e 18 pela revogação. Houve uma abstenção.
Os votos foram contabilizados pelo presidente do Conselho de Ética da Casa, Vitor Bonfim (PV), pela Procuradora da Mulher, Fabíola Mansur (PSB) e o Corregedor Parlamentar, Sandro Régis (União Brasil).
Carine Andrade
‘Cadê os 50 milhões de reais dos respiradores?’: ACM Neto aceita convite de Rui Costa e inicia o debate
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, respondeu ao ex-governador e ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), e disse aceitar o convite para o debate político, cobrando explicações sobre o escândalo dos respiradores que nunca chegaram à Bahia. A declaração foi feita nesta sexta-feira (10), em entrevista ao programa Levante a Voz, da rádio Andaiá FM, e ao Blog do Valente.
“Quanto ao debate com ele, eu já vou aproveitar para começar esse debate agora, não vou esperar não. Fica uma pergunta, Rui Costa, ex-governador Rui Costa, ministro da Casa Civil. Cadê os 50 milhões de reais que o governo do Estado colocou para comprar respiradores e nunca recebeu? Porque na pandemia ele colocou 50 milhões de reais que desapareceram, sumiram. Aliás, essa semana, o Superior Tribunal de Justiça encaminhou ao Ministério Público Federal o inquérito que investiga Rui Costa nesse escândalo dos respiradores em nosso Estado”, afirmou ACM Neto.
O ex-prefeito também provocou o governador Jerônimo Rodrigues, afirmando estar pronto para um debate a qualquer momento. “Jerônimo, ele outro dia foi num programa da Band e disse que queria debater comigo. Aí o jornalista Victor Pinto perguntou se podia marcar o debate e ele desconversou, saiu correndo. Eu debato com Jerônimo no dia, na hora e no local que ele quiser. Se quiser, ainda deixo ele definir os temas. Fique à vontade, Jerônimo, porque eu não tenho medo de debate”, disse.
O caso dos respiradores envolve a compra de equipamentos pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia da Covid-19, no valor de R$ 48,7 milhões, sem licitação e com pagamento antecipado. Nenhum dos respiradores foi entregue, e o processo segue sob investigação federal.
Lula e PT reacendem mote de campanha contra Congresso e ricos após derrota na Câmara
Seguindo a mesma ação adotada após a derrota de junho na tentativa de aumentar o IOF, o presidente Lula e a esquerda partiram para o ataque após a Câmara dos Deputados barrar nesta quarta-feira (8) a medida provisória de aumento de impostos.
Tendo como fio condutor o discurso de ricos contra pobres, as redes sociais governistas foram inundadas nesta quinta (9) com os motes “Congresso inimigo do povo” e “taxação BBB”, em referência a bancos, bets e bilionários, na tentativa de carimbar o centrão e a oposição como defensores de milionários e de privilégios em detrimento da população de baixa renda.
A oposição reagiu também em tom de campanha, dizendo que o Brasil não aguenta mais imposto. Segundo esse discurso, o governo fecha os olhos para corte de gastos e busca encher o cofre em ano eleitoral tirando do bolso da população.
Lula disse em suas redes sociais ainda na quarta, logo após o resultado na Câmara, que os parlamentares jogavam contra o Brasil. Na manhã desta quinta (9), em entrevista à Rádio Piatã FM, da Bahia, voltou à carga.
“Eu fico triste, muito triste, porque ontem o Congresso Nacional poderia ter aprovado para que os ricos pagassem um pouco mais de imposto”, disse o presidente.
“É engraçado porque o povo trabalhador paga 27,5% de Imposto de Renda do seu salário e os ricos não querem pagar 12%. Eles acham que ontem, ‘ah, derrotamos o governo’. Não derrotaram o governo, derrotaram o povo brasileiro, derrotaram a possibilidade de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro tirando mais dinheiro dos ricos e distribuindo para os os pobres.”
Em grupos de WhatsApp governistas e nas redes sociais, vídeos feitos com inteligência artificial voltaram a carimbar o centrão e a oposição como defensores de privilégios de bilionários
O principal alvo foi Tarcísio de Freitas (Republicanos), hoje principal nome cotado para concorrer com Lula em 2026 e apontado pelo PT e por governistas como um dos principais fiadores da derrota aplicada ao governo na Câmara. Tarcísio nega, embora o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), tenha, na tribuna, agradecido ao empenho do governador de São Paulo.
Em um dos vídeos, um homem de terno e gravata oferece um brinde em um ambiente luxuoso, dizendo que gostaria de agradecer aos bolsonaristas e ao governador de São Paulo. “Finalmente só o pobre vai pagar imposto, viva as bets, os bancos e os bilionários.”
Em outro, uma mulher criada com inteligência artificial diz: “Está ouvindo o barulho das garrafas de champagne estourando? As bets, os banqueiros e os bilionários estão fazendo a festa”. Outra completa: “Deputados bolsonaristas e o centrão acabaram de tirar R$ 35 bilhões dos cofres públicos”.
“Com essa votação não tem jeito. O Congresso abraça, definitivamente, o título de ‘Congresso inimigo do povo’,” disse o líder da bancada do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), em postagem nas suas redes sociais.
A ministra Gleisi Hoffmann, que chefia a articulação política de Lula, também foi à internet escrever: “O que Tarcísio quer esconder é que ele é o candidato dos bilionários, das bets e dos golpistas.”
Tarcísio postou vídeo nesta quinta para responder às críticas e negar participação na derrota do governo.
“A estratégia do PT sempre foi essa: vender um mundo perfeito na publicidade, gastando o seu dinheiro para isso, para espalhar fake news, o medo, o ódio, em cima de quem pensa diferente deles”, disse o governador, afirmando que estava interrompendo o trabalho em São Paulo e fazendo a declaração apenas porque “paciência tem limite”.
“Agora o PT quer me acusar de ter trabalhado para evitar que o governo cobre mais impostos da população. Estou trabalhando por São Paulo, para mudar a vida das pessoas, para fazer a diferença. […] Ficar jogando uns contra os outros de forma absurda e querer que a população apoie aumento de impostos, ninguém, nem eu nem o país, vai apoiar.”
O governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), outro dos pré-candidatos à Presidência da oposição, também criticou a MP de Lula e defendeu sua rejeição em postagem na internet. “Atenção, deputados: votar a favor da MP 1303 é votar para aumentar impostos e dar um presente de R$ 30 bilhões para o governo Lula torrar em 2026”.
Nos bastidores, parlamentares governistas dizem que o resultado desta quarta no plenário da Câmara reforçou ao governo Lula a oportunidade de ganhar a opinião pública com as campanhas.
A recente onda de maré positiva no governo Lula começou justamente após a derrubada pelo Congresso de decretos que aumentava o IOF, em junho.
O PT começou a patrocinar nas redes uma forte ofensiva com o mote ricos versus pobres, com vídeos produzidos por inteligência artificial e que tiveram como alvo o Congresso, o centrão e a oposição. A iniciativa bem-sucedida tirou o governo das cordas pela primeira vez nas redes sociais, colocando na defensiva o mote da oposição, o de que “ninguém aguenta mais imposto”.
Apesar da ofensiva desta quinta, congressistas questionam o alcance dessa propaganda e sua eficácia em furar a bolha da esquerda. Além disso, veem risco de piora na relação de Lula com o Congresso já que a campanha contra os deputados atinge também o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem demonstrado certa aproximação com o governo.
Depois do desgaste com a PEC da Blindagem e as manifestações de rua, Motta vinha num esforço, que incluiu uma série de entrevistas, de melhorar a imagem da Câmara, ressaltando a aprovação de pautas de segurança pública e a isenção do Imposto de Renda.
Parlamentares dizem ainda que foi um erro do PT retirar da MP a taxação das bets, decisão que petistas atribuem ao forte lobby do setor e à tentativa de obter um acordo. Para eles, essa alteração no texto do relator Carlos Zarattini (PT-SP) rachou a base governista e enfraqueceu o discurso de que a oposição é que age para privilegiar esse setor.
É esperado que o centrão volte a retaliar o governo em novas votações e, por isso, governistas afirmam que o Palácio do Planalto deve acionar o Congresso o mínimo possível.
Como resposta mais prática e imediata, deputados do PT defendem que o governo mapeie e exonere cargos ligados a parlamentares que têm votado contra Lula. Dizem esperar ainda que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), apresente alternativas para recuperar a arrecadação prevista com a medida.
Ranier Bragon e Carolina Linhares/Folhapress
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Polícia Civil prende dois suspeitos envolvidos no sequestro de jovens em Anguera
A Polícia Civil da Bahia prendeu dois homens suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Letícia Araújo Rodrigues, de 22 anos, Carol Ferreira Rodrigues, de 21, e Rafaela Carvalho Silva, de 15, ocorrido na última segunda-feira (6), no município de Anguera. As diligências realizadas nesta quinta-feira (9) levaram à localização de um imóvel usado pelos criminosos e na apreensão de diversos objetos relacionados ao fato.
As equipes localizaram uma residência isolada entre montanhas, na zona rural de Anguera, utilizada como ponto de apoio logístico para a prática criminosa. No entorno do imóvel, os policiais encontraram duas fogueiras recentes, uma com cinzas e brasas ainda visíveis, e outra contendo roupas parcialmente queimadas, um frasco de desodorante e um vaso de perfume.
Durante a inspeção no local, foi encontrado um aparelho celular quebrado, além de pinos utilizados para acondicionar cocaína e uma embalagem com resquícios de maconha. A análise técnica do número de IMEI confirmou que o aparelho pertence a uma das vítimas. Uma das peças de roupa apresentava manchas compatíveis com sangue.
Diante dos indícios de autoria e das provas técnicas colhidas, os ocupantes do imóvel foram autuados em flagrante por participação no crime de sequestro. Todo o material foi preservado e será submetido à perícia pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), incluindo a residência e sua área externa.
As investigações continuam com o objetivo de localizar as jovens desaparecidas e identificar outros possíveis envolvidos no crime.
Participaram da ação equipes da Delegacia Territorial (DT/Anguera), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Feira de Santana) e da 2ª Delegacia Territorial (DT/Feira de Santana), com o apoio do Núcleo de Inteligência da 1ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin/Feira de Santana).
Fonte: Marcela Correia/Ascom PCBA
Pacheco conta com torcida no STF, enquanto Messias e Dantas têm origem baiana como trunfo para suceder Barroso
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) conta com a torcida de diversos ministros do STF para ser indicado à vaga aberta com o anúncio da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, segundo apurou o Painel junto à corte.
O perfil dele agrada: discreto, com trajetória jurídica sólida e boas relações políticas nos três Poderes. Segundo um membro do tribunal, Pacheco é o líder “em termos de bem querência” entre os ministros.
Outro ponto que joga a favor dele é o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), espécie de padrinho de Pacheco na Casa.
Outros dois nomes citados como favoritos, o ministro da Advocacia Geral da União, Jorge Messias, e o ministro Bruno Dantas, do TCU (Tribunal de Contas da União), também têm experiência jurídica e boas relações políticas.
A favor deles há um quesito regional: os dois são da Bahia, estado influente no governo e no PT, mas sub-representado nas cortes superiores, com nenhum ministro no STF e apenas um, Luis Felipe Salomão, entre os 33 do Superior Tribunal de Justiça.
Fábio Zanini/Folhapress
Jovem e adolescente são sequestrados e mortos em Iguaí
Uma jovem de 19 anos e um adolescente de 16 foram sequestrados e assassinados na cidade de Iguaí, no sudoeste da Bahia. O crime ocorreu na terça-feira (7), e as ações policiais realizadas no dia seguinte resultaram na prisão de cinco suspeitos e na morte de um sexto durante confronto com a polícia.
As vítimas foram identificadas como Mirella Oliveira Moreira, de 19 anos, e Gustavo de Jesus Gonçalves, de 16. De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que o duplo homicídio está ligado à disputa por pontos de tráfico de drogas na região.
Os assassinatos aconteceram na Fazenda Boa Vista, zona rural de Iguaí. Mirella e Gustavo foram sequestrados por homens armados, que utilizaram um carro posteriormente abandonado após confronto com equipes da Polícia Militar.
Durante as diligências, outro veículo, usado para monitorar o paradeiro das vítimas, foi encontrado em Ibicuí, escondido em uma garagem alugada por um homem de 24 anos. Segundo a polícia, ele atuava a mando de outros integrantes do grupo, de 26 e 32 anos, todos presos por darem apoio logístico à organização criminosa.
Em continuidade às investigações, os agentes localizaram Marcos Rodrigo Almeida Sampaio, conhecido como “RD”, de 25 anos, em uma residência no bairro Tancredo Neves, em Ibicuí. Durante a tentativa de abordagem, ele reagiu e acabou sendo baleado. O suspeito foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Outro homem, também de 25 anos, foi preso em flagrante após ser identificado por câmeras de monitoramento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) como um dos envolvidos no sequestro e assassinato das vítimas.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros participantes do crime e esclarecer o papel de cada suspeito na execução do casal. *Com informações do g1
Ministro Luís Roberto Barroso anuncia aposentadoria do Supremo Tribunal Federal
O ministro Luís Roberto Barroso, confirmando as expectativas, anunciou nesta quinta (9) sua aposentadoria do STF (Supremo Tribunal Federal).
O anúncio foi feito no fim da sessão do STF. Aos 67 anos, Barroso poderia ficar até 2033 no cargo, quando completaria 75 anos e teria que se aposentar.
Ele foi indicado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff.
“Quero ler uma cartinha para vossa excelência: senhor presidente, queridos amigos, prezados colegas, por doze anos e pouco mais de três meses ocupei o cargo de ministro deste STF, tendo sido presidente nos últimos dois anos. Foram tempos de imensa dedicação à causa da Justiça, da Constituição e da democracia. A vida me proporcionou a bênção de poder retribuir ao país o muito que recebi”, diz em sessão.
Ele se emocionou durante o discurso. “Apesar das dificuldades que ainda não superemos, como a pobreza e desigualdades, reafirmo também minha fé no Brasil o país mais lindo do mundo. Da Amazônia ao Pampa, do Cerrado a Mata Atlântica, das praias e montanhas às quedas da água. Parodiando Pablo Neruda, mil vezes tivera que nascer e eu queria nascer aqui, mil vezes tivera que morrer e eu queria morrer aqui —mas não agora”.
A amigos, Barroso afirma não ter planos imediatos. Seguirá para o anunciado retiro num centro da Brahma Kumaris, cuja localização não divulgou.
“Sem ter qualquer interesse que não fosse fazer o que é certo, justo e legítimo, para que tenhamos um país maior e melhor”, afirma. “Ao longo desse período enfrentei e superei dificuldades e perdas pessoais, nada disso me afastou da missão que havia assumido perante o país e minha consciência de dar o melhor de mim na prestação de Justiça.”
Barroso presidiu o STF desde 2023 até semana passada, quando passou o cargo para o ministro Edson Fachin. Em entrevista recente à coluna, Barroso afirmou que “sair do Supremo era possibilidade, mas não uma certeza”.
Ele também admitiu que já tinha chegado a falar com Lula sobre sua saída. E afirmou que a hipótese de ser sancionado pela Lei Magnitsky, que visa sufocar financeiramente os atingidos e já foi imposta ao ministro Alexandre de Moraes, não entrou em seus cálculos sobre ficar ou não no tribunal.
“Sair ou não do STF, hoje, tem mais a ver com a exposição pública pessoal, sobretudo dos meus filhos e das pessoas com quem me relaciono. Minha mulher sofria imensamente”, disse.
Em novembro, Barroso deverá passar um breve período no Instituto Max Planck, na Alemanha, e será professor visitante na Sorbonne, em Paris, no mês de janeiro. O ministro é doutor em Direito Público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde, atualmente, leciona Direito Constitucional.
Mônica Bergamo/Folhapress
Israel aprova acordo com Hamas para dar fim à guerra na Faixa de Gaza
O governo de Israel aprovou nesta quinta-feira (9) o acordo assinado com o grupo terrorista Hamas para encerrar, após dois anos e dois dias, a guerra na Faixa de Gaza. Mais cedo, a facção palestina havia dito ter recebido garantias dos Estados Unidos e dos mediadores Turquia, Qatar e Egito de que o conflito oficialmente acabou.
Falando na reunião de gabinete que ratificou o acordo, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que o país está prestes a conseguir o retorno dos reféns ainda em poder do Hamas. “Lutamos por dois anos para atingir nossos objetivos de guerra”, afirmou o premiê, em inglês, ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente Donald Trump que participaram da reunião. “Um desses objetivos era a volta dos reféns, todos eles, vivos e mortos. E estamos prestes a atingir esse objetivo”.
A reunião, que contou com a presença de todos os ministros do governo Netanyahu, durou horas e se estendeu até a madrugada no horário local.
Com a aprovação do acordo, um cessar-fogo no território palestino entrou imediatamente em vigor. Nesta quinta, relatos de bombardeios israelenses contra Gaza foram registrados pelas agências de notícias e por palestinos no território.
A expectativa é de que Exército de Israel inicie sua retirada de Gaza em breve. Nas primeiras 24 horas após o anúncio, os militares devem recuar para uma primeira linha que possibilite ao grupo terrorista reunir todos os reféns.
De 48 horas a 72 horas depois do anúncio —isto é, no sábado ou no domingo— todos os sequestrados ainda vivos devem ser libertados pelo Hamas. Não há clareza se os corpos dos reféns mortos também serão recuperados no mesmo período, e Trump disse na quinta que pode haver dificuldade de devolver alguns dos cadáveres. Durante esses três dias, a facção e Tel Aviv precisam ainda negociar a lista de prisioneiros palestinos que serão libertados por Israel —o Hamas diz que todas as mulheres e crianças presas serão soltas.
O Exército israelense afirmou, em comunicado, que já iniciou “preparações operacionais” para a primeira fase do acordo. O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, instruiu as tropas a permanecerem em suas posições enquanto o pacto era discutido.
O trato não implica a retirada total das tropas de Israel de Gaza num primeiro momento. A segunda fase, ainda a ser debatida a partir das diretrizes do plano anunciado por Trump, prevê o recuo para uma segunda linha de retirada ainda dentro de Gaza apenas após o estabelecimento de uma força internacional transitória de estabilização do território palestino.
Com o acordo eventualmente concluído, Israel ainda manterá uma zona-tampão por todo o perímetro de Gaza, inclusive no chamado corredor Filadélfia, área no sul do território palestino que vai da costa até o território israelense.
Ou seja, na prática, a previsão é de que Tel Aviv mantenha o controle da fronteira de Gaza com o Egito, ainda que o plano do presidente americano proponha a entrada de ajuda humanitária no território palestino sem interferências —cerca de 150 caminhões de suprimentos já estão a caminho da fronteira sul do território, e a expectativa é que eles possam entrar assim que os soldados israelenses se retirem.
Outro ponto ainda sem resolução, e que ameaça derrubar o acordo em próximas fases, é o desarmamento do Hamas. O grupo disse que não aceitará entregar suas armas, enquanto o governo israelense definiu como objetivo de guerra a desmilitarização do território e o presidente americano promete que isso vai acontecer nas próximas etapas de negociações.
Especialistas israelenses ouvidos pela reportagem apontam que Tel Aviv pode ter que aceitar um desarmamento parcial, assim como o Hamas terá que aceitar uma retirada parcial de tropas israelenses de Gaza. Também pode ser necessário flexibilizar a exigência de que o grupo terrorista não tenha qualquer papel no governo do território quando a guerra terminar.
Ainda assim, Netanyahu sofre pressão externa e interna para concordar com os termos negociados, a começar pelo próprio presidente americano.
Trump faz campanha para receber o Prêmio Nobel da Paz, agora endossado por Netanyahu, tem proximidade com países árabes mediadores do conflito e críticos de Israel, e incluiu em seu plano para Gaza menções a um “caminho crível” para o estabelecimento de um Estado palestino. Ainda que nebulosa, a ideia é rejeitada pelo premiê israelense.
Internamente, Netanyahu tenta colher créditos pelo fim de uma guerra que ele próprio estendeu além do que a sociedade israelense parece suportar: poucos meses após o mega-ataque terrorista do Hamas, que deixou 1.200 mortos e deu início ao conflito, Netanyahu passou a ser duramente cobrado por críticos e familiares de reféns pela demora no retorno dos sequestrados —dos 251 levados pela facção palestina, 50 ainda estão em Gaza, e apenas 20 deles supostamente vivos. Em Gaza, mais de 67 mil morreram nos dois anos de guerra, segundo o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas.
Nesta quinta, Bredrosian, a porta-voz do premiê, afirmou que “todos os objetivos do primeiro-ministro foram atingidos”, referindo-se ao returno dos reféns, à derrota e ao desmantelamento do Hamas e à garantia de que Gaza não será mais uma ameaça para Israel.
Também nesta quinta-feira, a Praça dos Reféns, local em Tel Aviv que se tornou o centro das manifestações pelo fim da guerra, familiares celebraram o anúncio de Trump de que o acordo foi concluído, com faixas de agradecimento ao presidente americano. Opositores de Netanyahu, como Yair Lapid e Benny Gantz, visitaram a praça e tiraram fotos com manifestantes.
A percepção generalizada entre críticos do prolongamento do conflito é que o premiê o fez colocando interesses políticos pessoais acima da população. Antes do ataque do Hamas, Netanyahu era alvo de protestos massivos contra uma reforma judicial controversa que retirava poderes do Judiciário em meio a investigações criminais contra ele por corrupção.
Seu gabinete, o mais à direita desde a criação do Estado judeu, tem integrantes da extrema direita nacionalista que sustentam a coalizão governista e são contrários a um acordo que termine a guerra sem a destruição completa do Hamas —Bezalel Smotrich (Finanças) e Itamar Ben-Gvir (Segurança Nacional) falam ainda abertamente na anexação dos territórios e expulsão dos palestinos de lá.
Por isso, o fim do conflito em termos que não agradam a ala mais extremista do governo pode se transformar em um novo desafio para que Netanyahu, que perde com o fim da guerra o principal elemento para desviar o holofote das críticas, mantenha-se no poder. Antes da reunião, Smotrich, por exemplo, adiantou que não votaria a favor do acordo de paz, e Ben-Gvir disse que derrubaria o governo se o Hamas não for desmantelado.
Na quinta, Netanyahu voltou a defender que o presidente americano Donald Trump deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz pelo esforço para o fim do conflito. O perfil do gabinete do premiê publicou montagem em que Trump aparece com um grande colar com a medalha da láurea ao lado do primeiro-ministro.
De acordo com o gabinete, Netanyahu e Trump conversaram por telefone após o anúncio do republicano de que um acordo havia sido alcançado. “Foi uma conversa calorosa e emotiva e os dois líderes se parabenizaram por esta conquista histórica”, disse a porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian. O americano é esperado em Jerusalém no próximo domingo.
Guilherme Botacini/Victor Lacombe/Folhapress
PF, com apoio da CGU, deflagra segunda fase da Operação Expertise no Pará
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Belém/PA. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9/10), a segunda fase da Operação Expertise, destinada a aprofundar as apurações sobre fraudes em licitações, desvios de recursos públicos da saúde e da educação, corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito de órgãos estaduais e municipais do Pará, com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU).
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares deferidas pela Justiça Federal, tais como afastamentos cautelares, bloqueio/sequestro de bens e quebras de sigilo. Todo o material colhido será encaminhado para análise pericial e processual.
No curso das apurações, a Polícia Federal identificou um dos investigados entregando valores em espécie a um agente público dentro de órgão da administração, fato que reforça o esquema de corrupção já mapeado e envolve alvo alcançado na primeira fase da operação. As investigações também apontam indícios de direcionamento de licitações, adesões irregulares a atas de registro de preços e execução simulada de contratos públicos, com saques em espécie realizados logo após os repasses financeiros — inclusive em compromissos das áreas de saúde e educação.
Os valores desviados são estimados em aproximadamente R$ 200 milhões.
Comunicação Social da Polícia Federal no Pará
PF, com apoio da CGU, deflagra nova fase da Operação Sem Desconto
Brasília/DF. A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União, deflagrou, nesta quinta-feira (9/10), nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Estão sendo cumpridos 66 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e no Distrito Federal.
A ação de hoje tem o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Não haverá coletiva.
Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal
Ibirataia: Prefeito Sandro Futuca se reúne com pastores para fortalecer diálogo com lideranças evangélicas
Encontro na Câmara de Vereadores tratou de pautas como o Dia da Bíblia, Dia do Evangélico e ações em parceria com o governo municipal
Nesta quinta-feira, 09 de outubro, o prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca, participou de uma reunião com a Associação de Pastores do município, realizada na Câmara Municipal de Vereadores. Acompanhado do vice-prefeito Caio Pina, do secretário de Cultura e Turismo Silvio Brandão, que mediou o encontro, da secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania Flávia Lopes e do secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão Elmar Lopes, e o vereador Marcos de Manoel, o chefe do Executivo buscou estreitar os laços com as lideranças evangélicas da cidade.
O encontro teve como pauta principal o fortalecimento do diálogo entre o governo municipal e os pastores, ouvindo demandas e sugestões da comunidade evangélica. Também foram discutidos os preparativos para eventos religiosos tradicionais, como o Dia da Bíblia e o Dia do Evangélico, que integram o calendário cultural e religioso de Ibirataia.
Durante a reunião, o prefeito Sandro Futuca destacou a importância da parceria com o segmento religioso e reafirmou o compromisso da gestão com o respeito e a valorização da diversidade de crenças:
"Nosso governo está de portas abertas para dialogar com todos os setores da sociedade, e o segmento evangélico tem um papel fundamental na construção de uma cidade mais justa, solidária e com valores cristãos. Valorizamos essa união e queremos caminhar juntos em projetos que beneficiem toda a população", afirmou o prefeito.
A proposta é que encontros como esse se tornem frequentes, promovendo um canal permanente de diálogo com as lideranças religiosas. A iniciativa foi bem recebida pelos pastores presentes, que destacaram a importância do acolhimento do governo às demandas da comunidade evangélica.
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