FICCO/MG combate o tráfico de drogas no Triângulo Mineiro
Uberlândia/MG – Na noite da última quinta-feira (11/6), e no âmbito da Operação Cerco Fechado, a FICCO/MG e o GISE/PF, em ação conjunta com a Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais, apreendeu quase duas toneladas de maconha no bairro Santa Mônica em Uberlândia, além de prender um homem de 34 anos.
Uma denúncia anônima revelou que havia uma movimentação estranha de um veículo na MGC-497. Após trabalhos de inteligência, ocorreu a apreensão da droga dentro de um carro estacionado na garagem de uma casa na região citada. Além da droga, o veículo que estava com a carga também foi apreendido.
A FICCO/MG é coordenada pela Polícia Federal (PF) e composta pelas Polícias Civil (PC/MG), Militar (PM/MG), Penal (DEPEN/MG) e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPEN/MJ), atuando de forma descentralizada em todo o estado de Minas Gerais no enfrentamento ao crime organizado.
Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais
Suspeito de homicídio é preso no bairro da Boa Vista de São Caetano
Um homem, de 57 anos, investigado por homicídio, foi preso durante uma ação policial realizada no bairro de Boa Vista de São Caetano, em Salvador, na quinta-feira (11). Ele é apontado como autor da morte de Fábio Cavalcante Silva, de 42 anos, vítima de espancamento com um pedaço de madeira no bairro de São Caetano, no dia 6 de junho deste ano.
Segundo as investigações da 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS), unidade vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime teria sido motivado por um desentendimento relacionado à fumaça produzida por uma fogueira utilizada pela vítima para preparar alimentos em via pública.
Durante as apurações, foram realizadas diligências e análises de imagens de videomonitoramento, que permitiram esclarecer a dinâmica do crime e identificar o autor. O pedaço de madeira utilizado na agressão também foi localizado no decorrer das investigações. Com base no conjunto probatório reunido, a autoridade policial representou pela prisão temporária do investigado, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário.
A prisão foi realizada por policiais civis da 3ª DH, com o apoio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI) do DHPP, no bairro onde o suspeito foi localizado e está no âmbito da Operação Malhas da Lei. Ele foi conduzido à sede do departamento, onde teve o mandado de prisão temporária cumprido. O homem permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
Fonte: Ascom PC
MP denuncia 13 políticos por uso eleitoral de feira agropecuária bancada pelo Estado de Rondônia
Governo bancou estrutura para feira que virou palco de suposta pré-campanha; estado diz não ter sido notificado sobre ação do MP
A Rondônia Rural Show foi usada por pré-candidatos como palco para suposta campanha política antecipada
O Ministério Público Eleitoral (MPE) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra 13 agentes públicos — incluindo senadores, deputados e vereadores — por propaganda eleitoral antecipada em evento de agropecuária no estado.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra 13 agentes públicos — incluindo senadores, deputados e vereadores — por propaganda eleitoral antecipada em evento de agropecuária no estado.
A Rondônia Rural Show 2026 foi bancada pelo governo estadual e, somente em diárias de servidores de uma secretaria, custou R$ 115 mil aos cofres públicos.
Em nota, a Secretaria do Estado de Agricultura (Seagri) afirmou não ter sido notificada sobre a representação do MPE e disse não ter tomado conhecimento oficial do processo por nenhum meio formal até o momento. A secretaria declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos aos órgãos de controle e reiterou que todos os gastos públicos relacionados ao evento seguiram os trâmites legais e normativos aplicáveis.
Na representação, o MPE sustenta que a feira realizada em Ji-Paraná entre os dias 25 e 30 de maio, foi utilizada como espaço para promoção pessoal e pré-campanha eleitoral antes do período permitido pela legislação. Entre as condutas apontadas estão a instalação de outdoors, a distribuição de brindes personalizados e a veiculação de mensagens consideradas de apelo eleitoral.
Os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Jaime Bagattoli (PL-RO) foram denunciados. Segundo o MPE, outdoors exibidos durante o evento associavam a atuação de Bagattoli à destinação de recursos e investimentos públicos.
Já Marcos Rogério responde pela utilização de outdoor com a mensagem “A mudança que Rondônia quer”, interpretada como conteúdo eleitoral. Ele disputa o governo estadual em campo oposto ao do atual governador Marcos Rocha (União Brasil), cujo partido apoia a candidatura do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil).
Também figuram na ação os deputados federais Silvia Cristina Amancio Chagas (PP-RO), e Lúcio Mosquini (PL-RO), e os deputados estaduais Alex Redano (Republicanos) Cássio Gois (PSD), Cirone Deiró (União Brasil), Laerte Gomes (PSD), Nim Barroso (PL) e Cláudia de Jesus (PT).
A deputada federal Silvia Cristina é acusada de distribuir bonés, camisetas e ventarolas com seu nome, fotografia e identificação parlamentar durante a feira. Completam a lista o presidente da Câmara Municipal de Ji-Paraná, Marcelo José de Lemos (Republicanos), o vereador Márcio Freitas (PL) e a assessora técnica da Assembleia Legislativa de Rondônia Dalita da Silva Rover.
Os representados terão oportunidade de apresentar defesa antes do julgamento pelo TRE-RO. Em nota, o MP informou que pediu a condenação dos agentes públicos, mas não especificou quais punições foram pedidas.
A organização da Rondônia Rural Show 2026 mobilizou ao menos quatro servidores da Seagri por períodos que chegaram a 43 dias consecutivos. Dados do Portal da Transparência do Estado mostram que Érica Aparecida de Almeida Basques Ferrão recebeu R$ 34.888,00 em diárias, o maior valor individual entre os servidores. Scheyla Pessoa de Freitas recebeu R$ 32.930,00, Alex Fernandes Rosário, R$ 23.496,00, e Rafaela Alves da Silva Barreto, R$ 22.962,00. Juntos, os quatro acumularam R$ 115.276,00 em diárias pagas por uma das secretarias envolvidas na realização do evento.
Segundo nota assinada pelo secretário de Agricultura, Luiz Paulo da Silva Batista, para a edição de 2026 o governo estadual investiu em infraestrutura, logística e serviços para a implantação de uma estrutura física de grande complexidade.
A nota afirma ainda que a organização do evento exige “presença física contínua no local”. A secretaria afirmou que todos os gastos foram realizados “em estrita observância aos trâmites legais, normativos e de controle interno aplicáveis”.
Por Guilherme Matos/Estadão
Ex-presidente do BRB espera há quatro semanas por autorização para propor delação
Preso desde 16 de abril, o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa aguarda há quatro semanas uma resposta da PF (Polícia Federal) e da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre a assinatura de um documento que formaliza o início das negociações para um acordo de delação premiada.
Internamente, os órgãos ainda avaliam se a proposta de Paulo Henrique é necessária para o avanço da investigação sobre o Banco Master ou se o material obtido a partir de buscas, apreensões e quebras de sigilo já é suficiente para a apresentação de ações sobre o caso.
Além disso, a PGR ainda não descartou a possibilidade de assinar um acordo de delação com o principal investigado no esquema, o dono do Master, Daniel Vorcaro. A avaliação de pessoas que acompanham as investigações é a de que, caso Vorcaro decida verdadeiramente dizer o que sabe, as informações de Paulo Henrique podem ser inócuas.
A alternativa, porém, pode ganhar força em um cenário em que Vorcaro não consiga avançar numa delação. Nesta quinta-feira (11), a PF rejeitou a segunda oferta de delação do ex-banqueiro. A PGR ainda não se manifestou.
Desde que o ex-presidente do BRB indicou ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça a intenção de delatar, no fim de abril, não houve quase nenhum avanço. Nem mesmo o termo de confidencialidade foi assinado.
O documento é considerado o primeiro passo para que haja o compartilhamento de informações, e as autoridades decidam se têm ou não interesse no acordo. No caso de Vorcaro, o termo de confidencialidade foi firmado em março. A PF recusou oficialmente a primeira proposta em maio.
O advogado de Paulo Henrique, Davi Tangerino, fez uma apresentação verbal à PF e à PGR sobre as linhas gerais do que pode ser entregue por ele, segundo pessoas a par das tratativas. Nem a PF nem a PGR responderam se há ou não há interesse.
Paulo Henrique deixou o Complexo Penitenciário da Papuda e está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, desde 8 de maio. Para conseguir a transferência, a defesa argumentou ao ministro do Supremo, entre outros pontos, que não seria possível discutir os detalhes da delação na Papuda.
O ex-presidente do BRB está sozinho no mesmo espaço onde ficou preso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje em prisão domiciliar. Segundo relatos, Paulo Henrique tem escrito informações que podem ser usadas em um eventual acordo de colaboração premiada.
O ex-executivo teve diferentes advogados e estratégias de defesa desde que passou a ser investigado. Inicialmente, ele era representado pelo advogado Cleber Lopes, próximo do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). À época, dizia que não havia cometido irregularidades.
Com o aprofundamento das investigações e a análise dos celulares apreendidos, em que aparecem trocas de mensagens dele com Vorcaro tratando do recebimento de imóveis pelo ex-executivo, ele decidiu mostrar disposição em colaborar com as autoridades e assumir a autoria de crimes.
Paulo Henrique contratou Davi Tangerino, professor de direito penal da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), e Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça e subprocurador-geral da República aposentado.
Aragão, porém, saiu da defesa após a prisão, em 19 de maio, alegando insatisfação sobre o rumo que a proposta estava tomando.
Pessoas que acompanharam as discussões da defesa à época afirmam que havia a impressão de que Paulo Henrique não havia informado tudo o que sabia sobre outros potenciais investigados. Além disso, tinha dificuldades de apontar provas que pudessem corroborar alguns de seus relatos.
Paulo Henrique é alvo de investigações sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB desde a primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado. À época, a Justiça determinou o afastamento dele da presidência do banco e Ibaneis decidiu demiti-lo.
Em abril, ele foi preso sob o fundamento de que tinha ocultado seis imóveis recebidos como propina do Master —quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos.
A PF reuniu mensagens trocadas pelo ex-executivo com Vorcaro que demonstravam, segundo investigadores, a proximidade entre os dois.
Sob a gestão de Paulo Henrique Costa, o BRB comprou cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas do Master e, em seguida, tentou comprar o banco de Vorcaro, o que foi vetado pelo Banco Central.
Por Thaísa Oliveira e José Marques/Folhapress
Extradição negada de Carla Zambelli impõe novo revés a Moraes e alimenta críticas
A decisão da Justiça italiana de negar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli impõe um novo revés ao ministro Alexandre de Moraes e amplia o repertório de críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) em um momento de desgaste da imagem da corte.
Juízes de última instância do país europeu consideraram um problema o papel do ministro no caso da invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em que Zambelli foi condenada. Documento obtido pela Folha cita "múltiplos elementos que levam a duvidar da imparcialidade, sob o aspecto objetivo, do tribunal".
Especialistas consultados pela Folha consideram que a medida reflete a própria estrutura do Judiciário brasileiro e dizem que ela pode servir de argumento para os críticos e opositores do tribunal.
Na decisão, os italianos citam uma dupla função assumida por Moraes, um dos membros da Primeira Turma, colegiado que julgou a ex-deputada, e vítima do crime atribuído a ela. Zambelli foi condenada por agir para emitir um mandado de prisão falso com o ministro.
A cientista política Marjorie Marona, da Unirio, situa a negativa italiana no contexto das pressões que Moraes tem sofrido nos últimos anos, com vindos ataques do bolsonarismo, pedidos de impeachment sendo protocolados no Senado e sanções impostas pelos Estados Unidos.
A diferença é que, agora, "quem levanta dúvida sobre a imparcialidade do ministro ou da corte não é um ator político diretamente interessado. É uma corte de cassação de uma democracia consolidada", diz. "Isso muda o repertório disponível para os críticos do Supremo."
Mesmo crítica da decisão estrangeira, a cientista política afirma que o entendimento da corte italiana revela como o custo do desenho institucional brasileiro está sendo cobrado fora do país.
No ano passado, a Justiça da Espanha também negou um pedido de extradição feito pelo Brasil, no caso do blogueiro Oswaldo Eustáquio Filho. Em 2024, o governo dos Estados Unidos disse que não extraditaria o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. E, neste ano, autoridades da Argentina concederam refúgio a foragido da Justiça por envolvimento no 8 de Janeiro.
Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (12), o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que o processo contra Zambelli e todos os seus atos "transcorreram em estrita observância à Constituição, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro".
Para Antônio José Teixeira Martins, professor de direito penal da UFRJ e da Uerj, parte do problema é fruto do próprio arranjo institucional brasileiro. O Supremo acumula competências criminais, por isso acaba tendo de julgar ataques dirigidos aos próprios ministros. Segundo ele, esse desenho torna "inevitável" certo grau de sobreposição.
"O Supremo Tribunal Federal tem uma competência criminal ampla", diz ele. "Ele tem funções de tribunal constitucional, mas também é um tribunal destinado a julgar determinadas pessoas que ocupam ou ocuparam determinados cargos. Como é a última instância, ele acumula, portanto, essas funções. Não há uma instância revisora."
Soma-se a isso o fato de que o contexto político levou o STF assumir um protagonismo muito grande, o que o tornou, ao mesmo tempo, alvo de ataques e o responsável por julgá-los.
O caso de Zambelli é ainda mais gritante, porque Moraes estava diretamente envolvido como pessoa afetada.
Mas o professor defende que é preciso faz distinções. Uma coisa é discutir, com base no desenho institucional brasileiro, se haveria espaço, por exemplo, para uma redistribuição do caso; outra, bem diferente, é pensar na corte italiana julgando um pedido de extradição. "A Corte de Cassação italiana não é, nem pode se arvorar a ser uma instância revisora dos processos do Brasil."
A professora Ana Laura Barbosa, da ESPM, avalia, por outro lado, que o caso de Zambelli atingiu o Judiciário como instituição, mais especificamente o CNJ, e não a figura do ministro. "Consequentemente nenhum juiz deste país poderia julgá-la", afirma ela, extrapolando a tese italiana.
Barbosa também considera que a decisão se baseia em premissas equivocadas. Segundo a professora, a questão de não haver um duplo grau de jurisdição para pessoas com foro é um debate legítimo, mas não é uma particularidade do caso de Zambelli.
"As principais justificativas que estão nessa negativa da extradição me parecem ter mais relação com uma aversão ao sistema brasileiro do que propriamente a forma como o processo foi conduzido", afirma.
Apesar de entender como infundada a crítica, ela acredita que o desfecho pode reforçar ataques dirigidos ao Supremo por setores da extrema direita.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi um dos que criticaram o STF após o anúncio das autoridades italianas. "Moraes foi vítima e julgador ao mesmo tempo. Quem poderia imaginar, que um Estado democrático de Direito poderia dizer algo assim, não é mesmo? (ironia) Os abusos de Moraes sô valem no Brasil", escreveu ele em rede social.
A corte italiana ainda vai apreciar um segundo pedido de extradição de Zambelli, relacionado à condenação por sacar um arma de fogo e apontar para um homem na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress
Isenção para igrejas pode ter impacto de até R$ 50 bi e vai onerar até fiéis
A proposta que amplia a imunidade tributária para igrejas e organizações assistenciais e beneficentes vinculadas pode abrir um buraco de até R$ 50 bilhões na arrecadação de União, estados e municípios.
Especialistas na área tributária avaliam que a mudança deve ser alvo de questionamento no STF (Supremo Tribunal Federal) caso seja constatado que a medida representa um favorecimento do Estado que vai além da proteção ao funcionamento dessas entidades prevista na Constituição.
Outro problema levantado é o impacto sobre o restante da sociedade. A desoneração envolve os impostos e as contribuições sobre o consumo, que começam a mudar em 2027 devido à reforma tributária.
Pela regra do novo sistema, qualquer benefício fiscal precisa ser compensado pelos demais contribuintes. Na prática, é possível dizer que a igreja vai pagar menos tributos, mas seus fiéis estão entre aqueles que terão de bancar a diferença.
Nesta quinta-feira (11), os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento afirmaram que a ampliação da imunidade tributária de templos religiosos tem custo mínimo estimado em R$ 10 bilhões por ano somente na arrecadação federal.
Em entrevista ao UOL nesta semana, o ministro Dario Durigan (Fazenda) afirmou também que a medida poderia elevar em um ponto percentual a alíquota dos tributos criados pela reforma. Nesse caso, a conta inclui também o impacto sobre estados e municípios.
O ministro não apresentou detalhes do cálculo, mas cada ponto percentual equivale, no caso dos novos tributos, a uma arrecadação próxima de R$ 50 bilhões divididos entre todas as esferas do governo —mais da metade desse valor é destinado ao caixa dos governadores.
A Câmara dos Deputados aprovou no final de maio a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 5/2023, que amplia a imunidade tributária para entidades religiosas. O projeto, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), ainda precisa ser analisado pelo Senado, antes de ser enviado para sanção ou veto da Presidência da República.
O texto estende a imunidade, hoje aplicada basicamente à renda e ao patrimônio, às aquisições de bens e serviços realizadas por essas instituições. Com isso, elas deixariam de pagar tributos sobre seu consumo.
Durante a votação na Câmara, o relator do projeto deu como exemplo as aquisições de um microfone, de um avião ou de um helicóptero para uma igreja, que passariam a ser desoneradas.
Os deputados aprovaram uma versão do texto que estende esse benefício para uma série de outras atividades, de forma genérica, incluindo creches, comunidades terapêuticas, seminários, conventos, monastérios, serviços de acolhimento institucional, atividades assistenciais e demais atividades sem fins lucrativos.
Durante a votação, parlamentares alertaram para o risco de fraudes ou abusos, dada a facilidade em se abrir uma igreja.
O Comsefaz, comitê que reúne os secretários estaduais de Fazenda, diz que a ampliação da imunidade pode gerar efeitos permanentes sobre o equilíbrio federativo e aumentar a complexidade operacional da administração tributária, especialmente diante da necessidade de regulamentação, habilitação das entidades beneficiadas e eventual criação de mecanismos de devolução ou desoneração tributária.
O advogado Daniel Biagini Brazão afirma que a perda de receita não torna a PEC inconstitucional por si só, mas que existem fundamentos para questionar a constitucionalidade da proposta.
"O ponto central é saber se essa nova desoneração é necessária e proporcional à proteção da liberdade religiosa ou se ultrapassa esse limite e passa a representar um favorecimento econômico excessivamente amplo", afirma. "O Estado não pode dificultar o funcionamento das igrejas, mas também não pode subvencioná-las."
Natasha Giffoni Ferreira, sócia do escritório Volk & Giffoni Ferreira Advogados, afirma que a proposta envolve a ampliação de uma imunidade já prevista na Constituição, "o que em tese deveria afastar discussões", mas diz que o texto aprovado na Câmara "traz elementos subjetivos que certamente terão que ser resolvidos no Judiciário".
Gustavo de Toledo Degelo, sócio do Briganti Advogados, diz que a proposta pode gerar debates relacionados à responsabilidade fiscal, à necessidade de estimativa de renúncia de receita e aos reflexos sobre o financiamento das atividades do Estado. "É importante observar que a concessão de benefícios em tributos sobre o consumo tende a impactar a alíquota padrão aplicável aos demais contribuintes."
Carlos Eduardo Navarro, professor da Escola de Direito de São Paulo da FGV, afirma não ver inconstitucionalidade, mas diz que a proposta pode ser criticada por questões fiscais e impactos sobre demais contribuintes. "Se essas entidades pararem de contribuir quando adquirirem bens e serviços, isso vai gerar um aumento de tributação para o restante da sociedade."
Entre os tributos que deixarão de ser pagos estão as contribuições federais PIS/Cofins, que serão substituídas a partir de 2027 pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), com uma alíquota estimada em cerca de 9%.
A ampliação também afeta a arrecadação do ICMS estadual e do ISS dos municípios. Os dois tributos começam a ser extintos em 2029 e darão origem ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) até 2033, com alíquota a ser calculada durante essa transição.
Principais benefícios tributários das entidades religiosas
Atuais:
- imunidade de impostos sobre patrimônio, renda e serviços relacionados a finalidades essenciais
- imunidade de IPTU sobre imóveis destinados às atividades religiosas;
- imunidade de IPVA sobre veículos vinculados às finalidades essenciais;
- imunidade de ITBI e ITCMD na transmissão de bens em determinadas hipóteses;
- proteção sobre receitas e rendimentos destinados a atividades essenciais;
- benefícios a entidades beneficentes e assistenciais vinculadas
Proposta:
- imunidade sobre todas as aquisições de bens e serviços
- também seriam beneficiadas organizações assistenciais e beneficentes vinculadas
Fonte: Gustavo de Toledo Degelo/Briganti Advogados
Por Eduardo Cucolo/Folhapress
Polícia Civil apreende armas de fogo e munições em Feira de Santana
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta sexta-feira (12), um mandado de busca e apreensão domiciliar no bairro Feira X, em Feira de Santana, no âmbito da Operação Mulher Segura. Durante a ação, foram apreendidas armas de fogo, carregadores e munições.
A ordem judicial foi solicitada no curso das investigações que apuram ameaças feitas pelo suspeito contra a ex-companheira, mediante uso de arma de fogo. Ele também responde a outras ocorrências relacionadas à violência doméstica.
Na residência do acusado, foram encontradas e apreendidas duas armas de fogo, além de três carregadores e munições. Os objetos foram encaminhados à unidade policial, onde foram adotadas todas as medidas cabíveis, ficando à disposição da Justiça.
A ação foi realizada por meio da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM/Feira de Santana), juntamente com o Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sertão) e com o acompanhamento da Polícia Militar.
Fonte
Rose Amorim - Ascom-PCBA
Fachin reage a Justiça italiana e diz que STF referendou decisões de Moraes sobre Zambelli
País europeu negou extradição de ex-deputada e questionou imparcialidade do tribunal
| Foto: Gustavo Moreno/STF |
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, reagiu nesta sexta-feira (12) à manifestação da Justiça italiana no processo que negou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli e (PL-SP) defendeu a atuação do ministro Alexandre de Moraes no caso.
Em sentença comunicada na quinta (11), a última instância da Justiça do país europeu afirmou ver como problemático o que chamou de duplo papel de Moraes no processo em que Zambelli acabou condenada a dez anos de prisão pela invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e pela emissão de um mandado falso de prisão contra o próprio Moraes.
Em nota divulgada nesta sexta, Fachin disse que a ação contra a ex-deputada transcorreu "em estrita observância à Constituição da República, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro".
Também disse acompanhar com preocupação a recente decisão do tribunal italiano.
"No caso em questão, foi oferecida denúncia pela Procuradoria-Geral da República pela prática de crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. A denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma, que referendou as decisões monocráticas do eminente relator, ministro Alexandre de Moraes, e entendeu presentes os requisitos para o exercício da ação penal", disse Fachin.
"Após instrução, sempre plenamente observado o devido processo legal, a ação penal foi julgada integralmente procedente pela turma, novamente por unanimidade, inclusive afastando por decisão colegiada a suspeição suscitada".
No documento, ao qual o jornal Folha de São Paulo teve acesso, os juízes italianos escrevem que, ao analisar o recurso da defesa e o conteúdo dos atos apresentados pelo Brasil, "surgiram múltiplos elementos que levam a duvidar da imparcialidade, sob o aspecto objetivo, do tribunal que proferiu a condenação da recorrente [Zambelli]".
"Isso em razão da dupla função assumida pelo ministro Alexandre de Moraes, como componente do colégio julgador e como pessoa lesada por um dos crimes atribuídos à recorrente, além do acúmulo de funções judiciais exercidas pelo mesmo no processo penal brasileiro", diz a corte.
Os juízes descrevem que Moraes foi designado relator do caso no STF e participou de decisões, incluindo as que levaram à condenação e à determinação da perda do mandato parlamentar de Zambelli.
Por Ana Pompeu/Luísa Martins/Folhapress
FICCO/RR apreende 20 kg de drogas na BR-174
Boa Vista/RR. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Roraima (FICCO/RR) apreendeu, nesta quinta-feira (11/6), aproximadamente 20 kg de entorpecentes durante ação realizada na BR-174.
A droga, oriunda do estado do Amazonas, foi interceptada no âmbito da Força-Tarefa de Combate ao Tráfico Interestadual de Drogas, iniciativa voltada ao enfrentamento das rotas utilizadas por organizações criminosas para abastecer o mercado ilícito de entorpecentes em Roraima.
As investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis pelo transporte e pela destinação da droga apreendida.
A FICCO/RR é composta pelas Polícias Federal, Civil, Militar e Penal, além das Secretarias de Segurança Pública e da Justiça e da Cidadania.
Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima
PF prende homem com 70 kg de cocaína no Aeroporto de Guarulhos/SP
Guarulhos/SP. A Polícia Federal realizou, entre 10 e 11/6, ações no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP que resultaram na apreensão de 70 kg de cocaína, na prisão em flagrante de um funcionário do aeroporto por tráfico internacional de drogas, em duas prisões e na apreensão de um passaporte por determinação judicial.
Em ação, policiais federais prenderam em flagrante um funcionário que atuava no embarque de bagagens. Ele tentava despachar, em voo internacional, uma mala com o entorpecente.
No mesmo período, durante fiscalização migratória, um brasileiro foi impedido de embarcar para o exterior, em cumprimento a decisão da Justiça de Contagem/MG que determinava a retenção de seu passaporte e o impedimento de deixar o país.
Ação também prendeu um homem investigado por crime contra as relações de consumo, bem como uma mulher por inadimplemento de pensão alimentícia, no momento em que pretendia viajar para o exterior.
Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo
PF e PM/PR apreendem 15 armas de fogo e prendem 2 suspeitas
Durante fiscalização, as equipes identificaram duas passageiras transportando o armamento oculto junto ao corpo.
Cascavel/PR. Nessa quinta-feira (11/06), em ação conjunta, a Polícia Federal e a Polícia Militar do Paraná realizaram a apreensão de 15 armas de fogo transportadas ilegalmente em um ônibus com origem em Foz do Iguaçu/PR e destino a Curitiba/PR.
Durante fiscalização, as equipes identificaram duas passageiras transportando as armas ocultas junto ao corpo. O armamento tinha como destino a cidade de Belo Horizonte/MG.
As duas suspeitas foram presas em flagrante e encaminhadas, juntamente com as armas apreendidas, para a Delegacia da Polícia Federal em Cascavel, onde foram realizados os procedimentos de polícia judiciária.
Comunicação Social da Polícia Federal em Cascavel
Nova escola amplia oferta de ensino em tempo integral para estudantes de Itatim
Governador Jerônimo Rodrigues também inaugurou Unidade Integrada da Delegacia Territorial e do Pelotão da Polícia MilitarItatim, no Recôncavo da Bahia, recebeu nesta sexta-feira (12), uma série de entregas em áreas estratégicas, como educação, segurança pública, saúde, desenvolvimento rural e infraestrutura. Durante agenda no município, o governador Jerônimo Rodrigues inaugurou a nova sede do Colégio Estadual de Tempo Integral Geovânia Nogueira Nunes e a Unidade Integrada da Delegacia Territorial e do Pelotão da Polícia Militar, que, somadas, ultrapassam o valor de R$ 35 milhões em investimentos.
A nova estrutura do Colégio Estadual de Tempo Integral Geovânia Nogueira Nunes chega para ampliar a oferta de ensino e reforçar os investimentos do Governo do Estado na educação em tempo integral, modelo que vem se tornando referência. “A Bahia tem sido uma grande referência em todo o país nos investimentos em educação integral, e essa escola é prova desse esforço para investir cada vez mais em oportunidades para a juventude. Essa entrega também celebra a relação de colaboração com o município”, afirmou o secretário da Educação em exercício, Marcius Gomes.
Além da unidade de ensino, na ocasião, também foi entregue um ônibus escolar rural. “Cuidar de gente é isso: dar as coisas boas que o povo merece. É garantir uma escola de qualidade, um hospital estruturado, segurança e oportunidades para quem mais precisa”, destacou o governador.
Já a Unidade Integrada da Delegacia Territorial e do Pelotão da Polícia Militar de Itatim reúne, em um mesmo espaço, as estruturas das polícias Civil e Militar, fortalecendo a atuação conjunta das corporações e ampliando a capacidade de atendimento à população. “Com a unidade integrada, damos melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública e, consequentemente, ampliamos a prestação de serviços à população. Nesse modelo, Polícia Civil e Polícia Militar atuam de forma conjunta, unindo as ações ostensivas e investigativas para melhor servir à sociedade”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.
Saúde e Agricultura familiar A agenda incluiu ainda a entrega do novo Hospital Municipal de Itatim, com cerca de R$ 2,3 milhões em equipamentos fornecidos pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), além de uma ambulância e um micro-ônibus, reforçando os serviços de saúde e transporte no município. O chefe do Executivo ainda assinou convênios para construção de base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e de um CAPS Tipo I.
Para fortalecer a produção no campo, foram entregues dois tratores agrícolas com implementos, duas máquinas forrageiras, 100 caixas d'água de 500 litros e 20 barracas de feira livre, equipamentos que contribuem para o desenvolvimento das atividades rurais na região. “É um sonho que virou realidade para os moradores de Itatim e para toda a população da zona rural e das cidades vizinhas”, afirmou a agricultora Marisete Cunha, referindo-se às entregas.
Mais ações
Também foram entregues as obras de pavimentação asfáltica na sede do município e o Sistema de Abastecimento de Água do povoado de Felipe Velho. Outra ação realizada foi a implantação da sinalização vertical de trânsito, ampliando a segurança e a mobilidade urbana em Itatim.
Durante a agenda em Itatim, o governador também assinou uma série de autorizações para novos investimentos no município. Por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), foi autorizada a entrega de 100 caixas d'água para a Associação de Lagoa de Tanquinho. Na área da educação, a Secretaria da Educação (SEC) firmou convênio para a construção de uma areninha society na Escola Municipal Ana Maria Jorge Nogueira de Andrade, na comunidade de Cabaceiras.
Na infraestrutura, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), foi autorizado convênio para a pavimentação de ruas da sede do município, do loteamento Tanquinho e do conjunto habitacional Minha Casa Minha Vida.
Repórter: Leo Moreira/GOVBA
Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia
Ibirataia: PM Conduz suspeito por tráfico de drogas
Ação conjunta do 3º Pelotão e do PETO da 55ª CIPM resultou na condução de um homem por tráfico de drogas durante rondas ostensivas realizadas no centro de Ibirataia.
Na ocorrência, foram apreendidas porções de substância análoga à maconha, uma balança de precisão e um aparelho celular.
O conduzido e todo o material apreendido foram apresentados na Delegacia Territorial de Jequié para adoção das medidas cabíveis.
Fonte: ASCOM/55ªCIPM. PMBA, uma Força a serviço do cidadão!
Governo tenta acordo com Alcolumbre para evitar desgaste na segurança e entre evangélicos-- Por Augusto Tenório/Folhapress
O governo Lula (PT) tenta construir um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para impedir a votação de propostas que podem ser fonte de desgaste eleitoral do petista na área da segurança pública e entre evangélicos.
O Palácio do Planalto está preocupado com potenciais prejuízos à imagem de Lula caso o Senado vote PECs (Propostas de Emenda à Constituição) sobre a redução da maioridade penal e sobre a concessão de benefícios a templos.
No caso da chamada PEC das Igrejas, o texto amplia a imunidade tributária para entidades religiosas. Na prática, a proposta impede a tributação sobre bens, serviços e consumo relacionados a templos, o que abarca da compra de helicópteros e veículos a alimentos e serviços de limpeza.
O PT e a maioria dos partidos de esquerda foram contrários, mas o governo foi obrigado a liberar a base na votação da Câmara, no final de maio. O Planalto reconhece o apelo do projeto entre evangélicos e teme que uma posição contrária seja utilizada pelos adversários para colar em Lula a pecha de candidato contrário a atividades religiosas.
O presidente tem tentado melhorar a relação com os evangélicos, grupo que representa quase 27% da população brasileira, segundo o Censo de 2022, e que esteve mais afinado nos últimos anos com o clã Bolsonaro.
Na última semana, o PT divulgou uma carta a esse segmento, destacando medidas em defesa da liberdade de crença. Outro ponto é a insistência na indicação de Jorge Messias, evangélico, ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Já sobre a redução da maioridade penal, há pelo menos duas PECs em discussão. Uma foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, e os governistas acreditam que, diante do apelo eleitoral, os deputados podem acelerar sua tramitação. Outra está pronta para ser pautada no Senado.
Aliados de Lula trabalham para que nenhuma das duas seja votada até a eleição.
O governo Lula é contra a redução da maioridade e defende outras formas de combate à criminalidade entre jovens. Ao mesmo tempo, há o reconhecimento entre petistas do amplo apelo popular que a medida carrega.
O Planalto admite que a segurança pública é uma das áreas em que o PT enfrenta uma dificuldade histórica. Recentemente, o principal adversário de Lula na corrida pela Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL), conseguiu uma vitória no tema com a classificação, pelos Estados Unidos, do PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
Dessa forma, o governo teme ser emparedado caso o Senado dê celeridade à proposta da Câmara ou, no pior cenário, resgate uma das propostas paradas na Casa para pautar essa discussão. O assunto é considerado um campo minado que Lula não quer atravessar num momento em que vem recuperando vantagem sobre Flávio nas pesquisas.
O governo teme que a discussão sobre maioridade se sobressaia a iniciativas do governo, que tem uma PEC da Segurança parada no Senado. Além disso, Lula afirmou recentemente que lançará um novo programa para combater o roubo de celulares.
A ideia da base governista é convencer Alcolumbre a não votar nenhuma dessas pautas até a eleição. O grupo se diz confiante após o presidente do Senado sinalizar que não pretende colocar em votação nenhuma proposta de elevação de piso salarial ou aposentadorias especiais neste ano, conhecidas como "pautas-bomba".
Em paralelo, há expectativa de um encontro entre Lula e Alcolumbre que ajude o governo a votar três propostas que aguardam análise no Senado: a PEC do fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e o marco legal para exploração de minerais críticos e terras raras.
ACORDO PARA PAUTAS-BOMBA
A confiança do governo em Alcolumbre foi restabelecida após conversas sobre as propostas com alto impacto fiscal. O presidente do Senado recebeu nesta semana os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Dario Durigan (Fazenda), que fizeram apelos contra as pautas-bomba.
De acordo com pessoas a par das discussões, Alcolumbre demonstrou boa vontade e indicou que não tem interesse em pautar em plenário reajustes de pisos salariais que comprometam o Orçamento federal. Ficou de fora desse entendimento, porém, o projeto de renegociação de dívidas rurais, pois há compromisso anterior de votação com os senadores.
Segundo interlocutores, Alcolumbre pediu a lideranças do Senado que cessem as cobranças em plenário sobre propostas de reajuste de piso salarial.
Apesar disso, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi ao plenário e cobrou a votação do piso dos garis e margaridas. Tal postura colocou o governo e Alcolumbre em uma situação complicada, dizem duas lideranças petistas ouvidas pela Folha.
"Num ano de eleição, isso é muito complexo. Todo mundo vai votar sim por causa da eleição, mas teremos que arrumar dez Brasis para pagar. (...) Ou eu vou botar todos os pisos e PECs na pauta ou não vou colocar nenhum", reclamou Alcolumbre em plenário. A posição foi endossada pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), segundo aliados.
Para pessoas próximas a Lula, esse foi o gesto que faltava para pavimentar um encontro do petista com Alcolumbre. Eles estão rompidos desde a rejeição de Messias ao STF.
O presidente do Senado reforçou a petistas seu desejo de retomar a relação e chegou a brincar que faria campanha para Lula. Um encontro é esperado para os próximos dias.
O Senado acabou dando sequência a três pautas-bomba na quarta-feira (10), mas nenhuma significou descumprimento de acordo por parte de Alcolumbre, segundo governistas. A renegociação das dívidas rurais é de caráter autorizativo e ainda vai passar pela Câmara.
O reajuste do piso dos médicos e cirurgiões-dentistas passou pela Comissão de Assuntos Sociais com consentimento do governo. A avaliação do Planalto é que o Senado precisava dar uma resposta à pressão dos reajustes e que será possível segurar ou alterar essa proposta na Câmara.
Já o projeto que efetiva vínculos temporários e afrouxa as regras de aposentadoria para agentes comunitários de saúde ainda precisa do aval do plenário do Senado.
Aliados de Vorcaro dizem que PF nunca teve interesse em fechar delação premiada
Interlocutores do banqueiro Daniel Vorcaro afirmaram à CNN que a Polícia Federal nunca demonstrou interesse efetivo em firmar um acordo de delação premiada com o empresário. Segundo essa avaliação, tanto a primeira quanto a segunda tentativa de negociação teriam sido conduzidas apenas de forma protocolar, sem avanços concretos para a celebração do acordo.
Os aliados de Vorcaro também contestam a avaliação de integrantes da PF de que a nova proposta apresentada seria frágil e sem substância. De acordo com eles, o documento contém autoincriminações, confissões e relatos que apontariam possíveis irregularidades envolvendo autoridades, além de trazer informações inéditas que ainda não seriam de conhecimento dos investigadores.
A nova versão da proposta de delação, segundo a CNN, alcançaria autoridades dos Três Poderes e integrantes da oposição. A Polícia Federal rejeitou o novo texto apresentado pela defesa do banqueiro. Procurada pela emissora, a corporação ainda não havia se manifestado oficialmente sobre as declarações dos interlocutores de Vorcaro
Por Redação
Ubatã: Suspeito de homicídios, tráfico e assaltos morre após confronto com a PM
Um homem suspeito de envolvimento em homicídios, tráfico de drogas e assaltos morreu nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 12, em Ubatã, após confronto com policiais militares da 61ª CIPM. A ocorrência foi registrada na Rua H. De acordo com informações da Polícia Militar, guarnições realizavam rondas na localidade quando dois homens armados, ao perceberem a aproximação da viatura, teriam efetuado disparos contra os policiais. Houve revide, e um dos suspeitos acabou sendo atingido. O outro conseguiu fugir.
Ainda segundo a PM, o homem ferido foi socorrido para o Hospital César Monteiro Pirajá, em Ubatã, mas não resistiu aos ferimentos. A identidade dele não foi divulgada. Conforme apurado, o suspeito morto era natural de Itagi. Um revólver calibre 38 foi apreendido. A Polícia Militar informou ainda que a dupla estaria se organizando para praticar um assalto no município. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil. *Com informações do Ubatã Notícias
INSS promove servidora que autorizou acordos para descontos ilegais de aposentados
Lula e a nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira
Em uma das primeiras ações como nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira promoveu uma servidora que, na gestão de Jair Bolsonaro (PL), deu aval para que o órgão assinasse acordos com entidades que descontaram ilegalmente benefícios de aposentados e pensionistas.
Michelli Manieri coordenou o Grupo de Trabalho para execução de fiscalização dos acordos para desconto de mensalidades associativas.
Após o escândalo do INSS vir à tona, em 2023, ela perdeu o cargo de confiança que tinha. Agora, na nova gestão, foi alçada a um cargo ainda maior, o de coordenadora-geral de atendimento do INSS.
Agora, ela é responsável pelo funcionamento das agências do país, realização de mutirões, distribuição de recursos e pelo orçamento operacional do atendimento em todo o Brasil.
Foi Manieri que, como coordenadora do Grupo de Trabalho, opinou favoravelmente pela assinatura de acordos com a Ambec (Associação de Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos) e a AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil).
Nas duas situações, o aval foi dado por Manieri e pelo então servidor Geovani Batista Spiecker, apontado pela Polícia Federal como o funcionário que atuou para viabilizar uma solução para a retomada dos descontos ilegais.
Michelli Manieri foi citada no relatório paralelo da CPMI do INSS como a responsável por assinar estudos e notas que concluíram pela "viabilidade técnica" dessas entidades, mesmo diante de fragilidades apontadas nas auditorias.
"O estudo concluiu que a Ambec possuía capacidade técnica e condições de operacionalizar o ACT [acordo]. Para tanto, citou-se a declaração da própria entidade, a qual afirmava que ela possuía capacidade técnica operacional para cumprir o objeto do acordo", diz o relatório de governistas.
Segundo relatórios da CGU (Controladoria-Geral da União) e da PF, a entidade chegou a registrar uma média de 846 novas filiações de beneficiários por hora.
Já a AAPB apresentou mais de 46 mil supostos associados sem termos de adesão assinados, mas o acordo recebeu manifestação favorável de técnicos do INSS, entre eles, Michelle Manieri.
Outro lado
O INSS afirmou em nota que os servidores de carreira nomeados passaram por verificações do órgão, da CGU e do governo federal sem registros de penalidades vigentes ou de procedimentos acusatórios em andamento. "Não há, portanto, qualquer impedimento ou irregularidade para a nomeação", diz.
Por Gabriela Echenique/Folhapress
Ibirataia: Prefeitura antecipa pagamento do 13º salário e impulsiona economia antes do São João
Medida beneficia servidores municipais e fortalece o comércio local às vésperas dos festejos juninos
A Prefeitura de Ibirataia antecipou o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais, injetando recursos na economia local antes das comemorações de São João. A medida deve fortalecer o comércio, os serviços e a geração de renda no município, além de proporcionar maior tranquilidade financeira aos trabalhadores neste período de intensa movimentação econômica. A antecipação reforça o compromisso da gestão municipal com a valorização do funcionalismo público e o desenvolvimento da cidade.
"Valorizar o servidor é também movimentar a economia da nossa cidade. Com planejamento e responsabilidade, conseguimos antecipar o 13º salário e garantir mais tranquilidade para as famílias neste período junino", afirmou o prefeito Sandro Futuca.
PT da Bahia e Alcolumbre aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro, diz revista- Por Redação
Os investigadores da Polícia Federal decidiram rejeitar formalmente a delação de Daniel Vorcaro. A opção por não aceitar a segunda proposta apresentada pelo dono do Banco Master já foi comunicada aos defensores do banqueiro.
Vorcaro segue ainda na mesa de negociações com a PGR, que avalia os novos dados trazidos por ele para reforçar o valor de sua potencial colaboração com as investigações.
Um desses casos, relatados aos investigadores pelos defensores do banqueiro, foi revelado pela revista Veja, há pouco, na capa da edição que chega aos assinantes nesta sexta-feira (12).
De acordo com a publicação, o dono do Master se ofereceu para relatar os detalhes de uma operação no exterior que resultou num repasse de 30 milhões de dólares ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, cerca de 155 milhões de reais. De acordo com proposta de confissão, o valor foi depositado em uma conta secreta no exterior e repassado ao parlamentar pelo apoio dado a uma demanda de interesse do Banco Master, em transação operada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
Ainda segundo a revista, o ex-banqueiro se dispôs também a falar sobre seus negócios nebulosos com o PT da Bahia, citando especialmente o ex-governador Rui Costa, chefe da Casa Civil de Lula até recentemente, que se mostraram fundamentais para a ascensão meteórica do Master.
Segundo ele, a história começou em 2007, durante o governo Jaques Wagner, com o nome de CredCesta. A iniciativa foi criada para permitir que servidores públicos estaduais realizassem compras em supermercados públicos com desconto direto na folha de pagamento. Com a entrada de Vorcaro na operação, o CredCesta virou uma das principais operações de crédito consignado na Bahia, especialmente na modalidade de Reserva de Cartão Consignado.
Em 2022, já na gestão de Rui Costa, sucessor de Wagner, um decreto estadual restringiu a portabilidade dessas dívidas para outros bancos, medida que ampliou a presença da instituição financeira no setor. Ou seja, na prática, o governo do PT baiano realizou uma manobra para se tornar um dos principais parceiros de Vorcaro. O ex-banqueiro ainda não detalhou a que custo se deu essa relação.
PF faz operação contra esquema internacional de tráfico de drogas por rotas marítimas
Investigação teve origem na apreensão de 2,7 toneladas de cocaína em veleiro interceptado próximo à costa africana
Salvador/BA. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (11/6), a Operação Balcãs, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional investigada por tráfico internacional de drogas e por lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo/SP, Santos/SP e Guarujá/SP, expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia. A Justiça Federal também determinou bloqueio de contas bancárias, de aplicações financeiras, bem como sequestro de veículos, imóveis e demais ativos patrimoniais dos investigados, até o limite de R$ 20 milhões.
A investigação teve início após a apreensão de, aproximadamente, 2,7 toneladas de cocaína encontradas a bordo de um veleiro, interceptado em águas internacionais nas proximidades de Cabo Verde, na costa africana.
Ao longo de quase três anos de investigação, a Polícia Federal identificou estrutura criminosa voltada ao envio de cocaína da América do Sul para a Europa mediante rotas marítimas transatlânticas.
Além do tráfico internacional de drogas, as investigações miram a movimentação financeira dos envolvidos. Relatórios de inteligência identificaram movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada de parte dos investigados, indicando a possível utilização de empresas e de estruturas patrimoniais para ocultação e para dissimulação de recursos provenientes das atividades criminosas.
Todo o material apreendido durante o cumprimento dos mandados será submetido à perícia e analisado no contexto das investigações, com o objetivo de aprofundar a identificação dos envolvidos, de esclarecer a dinâmica dos fatos apurados e de subsidiar a continuidade da persecução criminal.
Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
Eduardo Bolsonaro defende Júlia Zanatta para vice em chapa de Flávio
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC)
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu a viabilidade do nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) como possível vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições deste ano. Em publicação no X nesta quarta-feira, 10, ele afirmou que a parlamentar catarinense reúne atributos para a posição.
"Se os maus reclamam, este é o caminho. Certamente a deputada Júlia Zanatta está à altura do cargo, basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda", escreveu Eduardo. Em resposta, Zanatta comentou que "o negócio tá tomando corpo" e republicou a postagem em seu perfil.
O nome da deputada foi sugerido por apoiadores bolsonaristas depois que Flávio declarou na segunda-feira, 8, em evento voltado ao público feminino em São Paulo, que sua vice será, preferencialmente, uma mulher.
A ideia de uma mulher para compor a chapa já foi mencionada pelo pré-candidato à Presidência algumas vezes. Como mostrou a Coluna do Estadão, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) era considerada o nome mais forte para a posição. Ela se disse honrada em ser considerada, mas afirmou que a empreitada "não cabe em seus projetos".
Depois, foi aventado o nome da deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), que está em seu primeiro mandato e disse ser "grande defensora" do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio chegou a se reunir com a deputada Simone Marchetto (PP-SP), ligada ao Frei Gilson e tida como uma das principais representantes da Igreja Católica no Congresso.
Outra alternativa cogitada é a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL-CE), apontada como um possível elo entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, 10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem sobre Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno da eleição presidencial.
O levantamento aponta que o petista oscilou dois pontos porcentuais para cima desde a rodada passada, divulgada em maio, indo de 42% para 44%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 41% para 38%.
Antes, o presidente e o senador estavam em empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais. Agora, Lula lidera por seis pontos porcentuais de vantagem.
Ainda segundo o levantamento, seis em cada dez brasileiros ouvidos acham que o senador sabia que Daniel Vorcaro estava envolvido em corrupção, errou em pedir dinheiro a ele e pode estar escondendo também um "envolvimento ilegal" no Caso Master. O escândalo financeiro é apontado como um dos principais fatores para a queda de Flávio nas pesquisas
Por Raisa Toledo, Estadão Conteúdo
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