Bairro Aloísio Conrado ganha calçadão, iluminação em LED e novos investimentos


A prefeita Laryssa Dias anunciou novos investimentos para a obra de requalificação do bairro Aloísio Conrado. Trata-se de uma obra estruturante, que promove desenvolvimento urbano e mais qualidade de vida para a população.

Com investimento total de R$ 1.442.784,93, a intervenção contempla importantes melhorias em mobilidade urbana, drenagem e segurança viária, garantindo mais durabilidade às vias e melhores condições de tráfego para moradores e visitantes.

Entre os serviços executados estão a pavimentação em paralelepípedo, a implantação do sistema de drenagem e a realização de obras de contenção, assegurando infraestrutura adequada e funcional para o bairro.

As intervenções beneficiam diretamente as seguintes vias: Rua B, Rua Noel Bonfim (Trecho 02), Rua K e Rua Zezito Amaral, promovendo valorização urbana e melhor acessibilidade.

Além das ações previstas no projeto principal, a Prefeitura também executa serviços complementares, como o manilhamento do canal da Rua M, a construção de um calçadão com bancos em alvenaria e a implantação de iluminação em LED, ampliando o conforto, a segurança e os espaços de convivência para a comunidade local.

Com mais essa obra, a gestão municipal reafirma seu compromisso com o progresso da cidade, investindo em infraestrutura que transforma espaços e melhora o dia a dia da população.

Ipiaú segue avançando com trabalho e desenvolvimento.

Fonte: DECOM/PMI

Policial militar é baleado por esposa em Cajazeiras 11

Mulher foi conduzia à delegacia, juntamente com a arma utilizada no crime

Um policial militar foi baleado pela própria esposa na manhã desta quarta-feira, 11, dentro da casa em que moram, no bairro Cajazeiras 11, em Salvador.

Em nota enviada ao Portal A TARDE, a Polícia Militar confirmou o caso e relatou que uma guarnição do 22º BPM foi acionada para verificar a ocorrência.

Tudo sobre Polícia em primeira mão!

A vítima foi socorrida a uma unidade hospital e encontra-se sob cuidados médicos. Não há detalhes sobre o estado de saúde. Já a suspeita foi conduzia à delegacia, juntamente com a arma.
O que motivou o disparo?
Informações preliminares apontam que o disparo não foi acidental e teria ocorrido após uma briga do casal. No entanto, a polícia não explicou a motivação do crime.
Por: Atarde.

'Território Livre': Operação combate facção criminosa que domina serviços de internet em Dias D'Ávila

Ação integrada do MPBA e das Polícias Civil e Militar cumpre mandados de busca na RMS
O Ministério Público do Estado da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, em atuação integrada com as Polícias Civil e Militar da Bahia, a 'Operação Território Livre', para cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Dias D’Ávila, Lauro de Freitas e Camaçari. As medidas têm como objetivo aprofundar as apurações acerca de uma organização criminosa vinculada ao Comando Vermelho (CV), estruturada para exercer controle territorial e econômico sobre a prestação do serviço de internet em Dias D’Ávila.

Segundo as investigações conduzidas de forma integrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MPBA, e pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da PCBA, o grupo atuava mediante ameaças, intimidações e cobranças ilícitas impostas a provedores locais, restringindo a livre concorrência e interferindo no funcionamento regular de serviço essencial à população.

De acordo com a investigação, a organização criminosa operava com estrutura hierarquizada e divisão definida de tarefas. O núcleo de liderança, exercido por indivíduo que se encontra foragido da Justiça e possui mandados de prisão em aberto, seria responsável por determinar as diretrizes gerais da atividade ilícita, impor regras aos provedores e autorizar o uso de violência e intimidação como forma de coerção. Mesmo sem localização conhecida, o dirigente mantinha influência direta sobre a execução das ordens por intermédio de integrantes que atuavam como operadores do esquema.

Os demais níveis hierárquicos identificados desempenhavam funções operacionais e financeiras, incluindo a coordenação das cobranças ilegais, o contato com as vítimas para transmissão de ameaças, a coleta e o repasse de valores obtidos e a manutenção da engrenagem econômica necessária à continuidade das atividades ilícitas. A investigação apura ainda o envolvimento de pessoas ligadas ao setor de prestação de serviços de internet que repassariam parte dos lucros à organização criminosa, contribuindo para sua manutenção e fortalecimento.

A operação contou ainda com a participação da Polícia Militar da Bahia, por meio do Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos de Veículos/Apolo, do Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos a Coletivos/Gêmeos e do Batalhão Independente de Policiamento Tático da Região Metropolitana de Salvador (Rondesp RMS).

Por Redação/Politica Livre

Ataque a tiros em escola no Canadá deixa 10 mortos e dezenas de feridos

Dez pessoas morreram, incluindo a autora do ataque, após uma mulher abrir fogo em uma escola de ensino médio em Tumbler Ridge, no oeste do Canadá, nesta terça-feira (10). Seis corpos foram encontrados dentro da escola e outros dois em uma residência ligada ao caso. Uma vítima morreu a caminho do hospital. A suspeita foi localizada sem vida no local, com indícios de ferimento autoinfligido, e a polícia informou não haver outras ameaças à população. A informação é da Reuters.

Além das mortes, ao menos duas pessoas foram hospitalizadas em estado grave, enquanto cerca de 25 receberam atendimento por ferimentos sem risco de morte. A escola, que atende cerca de 160 alunos entre 12 e 18 anos, foi fechada pelo restante da semana, e apoio psicológico está sendo oferecido à comunidade. A polícia isolou a área e segue investigando as circunstâncias do ataque e as armas utilizadas.

Autoridades locais e nacionais manifestaram pesar pelas vítimas. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, declarou estar devastado com o ocorrido e suspendeu compromissos internacionais após o ataque. O caso reacende o debate sobre violência armada no país, lembrando outros episódios trágicos da história canadense, como o massacre da Escola Politécnica de Montreal, em 1989.

Desfile de Carnaval em homenagem a Lula gera risco de condenação eleitoral, dizem especialistas

O desfile de Carnaval em homenagem ao presidente Lula (PT), feito pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, tem potencial de gerar condenação na Justiça Eleitoral a depender do que acontecer no dia do evento, na opinião de especialistas ouvidos pela Folha.

Embora achem que o samba-enredo não tem elementos suficientes para configurar propaganda eleitoral antecipada, parte deles cita trechos da canção que ficariam no limite da legalidade e fala na possibilidade da configuração de abuso de poder —o que poderia gerar a inelegibilidade e, caso reeleito, a perda do novo mandato do presidente. Outra parte não vê qualquer ilegalidade no tema do desfile, que ocorrerá no domingo (15).

O tema é alvo da oposição, que acionou o Ministério Público Eleitoral e o procurador-geral da República alegando, entre outros pontos, propaganda antecipada e violação do princípio de igualdade de oportunidades entre os futuros candidatos à Presidência nas eleições de 2026.

Lula, que já confirmou tentar a reeleição, vai ser homenageado pela Acadêmicos de Niterói, estreante do Grupo Especial de escolas de samba do Rio de Janeiro. O enredo "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil" exalta a trajetória do mandatário e traz trechos como o grito de guerra "olê, olê, olá, Lula! Lula!", o mote "o amor venceu o medo" e referência ao número do PT nas urnas ("por ironia, 13 noites, 13 dias").

Deputados do Novo fizeram uma representação ao TCU (Tribunal de Contas da União) pedindo a devolução de dinheiro público entregue à escola ou que o desfile fosse impedido. Um técnico do tribunal recomendou a suspensão do repasse da verba, negado pelo ministro relator Aroldo Cedraz. O magistrado, entretanto, aceitou a representação, que está em andamento.

O recurso questionado vem de verba de R$ 12 milhões da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) entregues à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) para repasse de R$ 1 milhão para cada uma das escolas do Grupo Especial, dentre elas a Acadêmicos de Niterói.

Lula deve ver o evento na Sapucaí. Segundo especialistas ouvidos pela Folha, o contexto é inédito e tem brecha para contestação da oposição.

Segundo Raquel Cavalcanti Machado, professora de direito eleitoral da UFC (Universidade Federal do Ceará), são considerados propaganda eleitoral antecipada o pedido explícito de voto e o uso de "palavras mágicas", expressões semanticamente similares ao pedido expresso, como "apoie" ou "ele é o melhor para o cargo".

Para Machado, a letra do samba-enredo não resvala em nenhum dos casos, embora o trecho que faz referência ao número da sigla possa comprometê-la. Outro problema, afirma, pode vir de manifestação mais contundente no dia do desfile.

"Pode ser que frases mais apelativas terminem sendo ditas [na Sapucaí]. Isso por si só já traz um risco. As pessoas vão ter que se conter ". A multa por propaganda eleitoral antecipada é de até R$ 25 mil ou correspondente ao custo da propaganda, se mais caro.

Também poderia derivar do desfile a acusação de abuso de poder, caso o ato fosse entendido como promoção de candidato, custeada pelo poder público. A pena é de inelegibilidade e, em caso de candidato eleito, perda do mandato.

Ela acha pouco provável a classificação do evento como abuso de poder, mas diz que o argumento é "carta na mesa que pode ser usada pela oposição, diante de uma situação tão cinzenta".

Segundo Fernandes Neto, especialista em direito eleitoral e coordenador acadêmico da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político), o enredo não é propaganda antecipada porque não tem pedido explícito de voto, mas tem trecho no "limiar da legalidade" ao reproduzir o grito de guerra de Lula.

Para ele, há a possibilidade de se classificar o ato como abuso de poder, avaliação subjetiva que passaria pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e precisa considerar se o ato é "grave, com repercussão reprovável".

"Há uma destinação de valores públicos que pode ser interpretada como violando o princípio da impessoalidade e que pode gerar consequências de um abuso de poder político, econômico e de meios de comunicação, porque poderia, em tese, significar uma desigualdade no pleito", diz Fernandes Neto.

"Nesse sentido, eu considero muito preocupante para a candidatura e para o Lula, porque de fato colocaria o TSE em uma saia muito justa. Acho que nunca tivemos um problema desse em relação ao presidente da República".

Fernando Neisser, professor de direito eleitoral da FGV São Paulo, não identifica qualquer ilegalidade no samba-enredo. Ele tampouco vê problemas na verba concedida à escola, já que não há indícios de qualquer movimento por parte do presidente "para que essa homenagem acontecesse".

Vitor Rhein Schirato, professor de direito administrativo da USP, afirma que o valor idêntico entregue às escolas do Grupo Especial é compatível com o princípio da impessoalidade na administração pública. O que não pode acontecer, diz, é uma escola ser beneficiada, ou penalizada, pelo enredo que escolher. Por isso, ele não vê ilegalidade no uso do recurso público.

Secom nega ingerência na escolha de enredo

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República negou "qualquer irregularidade ou caráter eleitoral" no desfile. Por meio de nota à Folha, afirmou que a verba é a mesma do ano anterior, distribuída de maneira igualitária, e que "não houve qualquer ingerência na escolha do enredo".

"A Secom-PR respeita a autonomia artística das escolas e entende que questionar o tema de um samba-enredo carece de base legal e pode refletir preconceito contra manifestações culturais."

A Embratur reforçou a destinação igualitária do valor às escolas do Grupo Especial e disse que "não interfere na escolha de sambas-enredo, respeitando a autonomia artística e a liberdade de expressão das agremiações".

A Acadêmicos de Niterói não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre como se deu a escolha do tema e os planos para evitar a propaganda eleitoral antecipada no dia do desfile.

Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

PM prende suspeito de tráfico em Águas Claras

Policiais militares do 22º BPM prenderam um suspeito de tráfico na localidade conhecida como Condor, em Águas Claras, na noite de segunda-feira (10).

Durante reforço de patrulhamento na região, os militares receberam informações sobre indivíduos armados traficando drogas nas imediações. No decorrer das diligências, as guarnições visualizaram os suspeitos que, ao perceberem a aproximação policial, dispararam contra os agentes e fugiram.

No percurso da varredura, um dos indivíduos foi identificado, alcançado e imediatamente preso. Com ele, foram apreendidos 117 pedras de crack e 43 frascos contendo cocaína.

O detido e todo o material apreendido foram encaminhados para a Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada.

📸 Imagens: 22º BPM

Operação Martelo prende sete pessoas e bloqueia R$ 270 milhões de organização criminosa

Ação policial ocorre em municípios da Bahia e em quatro estados e resulta na apreensão de drogas, veículos, celulares, dinheiro e material ilícito

A Polícia Civil da Bahia prendeu sete pessoas durante a Operação Martelo, deflagrada de forma simultânea nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Laje, São Miguel das Matas e Feira de Santana, na Bahia, além de ações nos estados de Alagoas, Paraíba, Paraná e Sergipe.

As prisões ocorreram em cumprimento a mandados judiciais, ainda em andamento, expedidos no curso de investigação contra uma organização criminosa com atuação interestadual. Durante a ação, também foi apreendida uma maleta contendo dinheiro falso, além de celulares, porções de drogas, veículos e documentos.

Das sete prisões realizadas, quatro ocorreram em Santo Antônio de Jesus, duas no estado de Sergipe, sendo um casal, e uma em Alagoas, onde foi capturada a companheira de uma liderança criminosa atualmente custodiada em presídio de segurança máxima naquele estado.

Bloqueio de ativos financeiros

No âmbito das medidas determinadas pela Justiça, foi realizado o bloqueio de R$ 270 milhões em ativos financeiros mantidos em contas bancárias e aplicações. As apurações identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, conforme apontado em relatórios policiais além de antecedentes criminais da maioria dos envolvidos.

A atuação integrada das unidades policiais tem como objetivo a responsabilização penal dos investigados e a desestruturação econômica e operacional da organização criminosa, especialmente por meio da interrupção de fluxos financeiros ilícitos e da apreensão de bens vinculados às atividades criminosas.

Cerca de 120 policiais civis participam da operação, por meio de equipes da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus), da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Leste), do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).
Fonte
Marcela Correia-AscomPCBA

Mansão do lobby: como a Fictor tentou gerir recursos de Itaipu e fraudar depoimento na CPI do INSS

Casa de 500 metros quadrados alugada por ex-sócio da Fictor no Lago Sul, em Brasília, foi palco de encontros com ministros do governo Lula e de montagem de dossiê fraudulento contra testemunha em CPI
Foto: Reprodução/X
Investigada pela Polícia Federal e com dívidas de R$ 4 bilhões, a empresa de investimentos Fictor alugou uma mansão no Lago Sul, em Brasília, que foi usada para aproximação com o governo federal e abrigou pelo menos um evento com a presença de ministros do governo Lula. O local também foi palco de uma reunião para montar um dossiê contra uma testemunha da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e abastecer a bancada governista no colegiado.

A Fictor era uma relativamente desconhecida empresa do mercado financeiro que ganhou algum holofote por patrocinar o Palmeiras. Mas ficou famosa, mesmo, em novembro de 2025, quando anunciou um acordo para a compra do Master em consórcio com investidores dos Emirados Árabes - até hoje desconhecidos. No dia seguinte a esse anúncio, porém, o Master foi liquidado, o dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal e investigadores entraram no rastro da Fictor.

Antes disso tudo, a empresa vinha tentando se aproximar de políticos em Brasília para fazer negócios. Em um dos episódios descobertos pelo jornal O Estado de São Paulo, um consultor da Fictor, Felipe Alcântara, reuniu o deputado federal Paulo Pimenta (PT), líder da bancada do PT na CPMI, e o ex-policial civil Rogério Giglio, que havia gravado o advogado Eli Cohen e o acusou, na CPMI, de cobrar dinheiro da bancada bolsonarista para prestar um depoimento, também na comissão, contra o governo federal.

Giglio se retratou posteriormente, em cartório, do depoimento sobre Cohen. Em entrevista ao Estadão, disse ter sido pago por representantes da Fictor para mentir sobre Cohen e gravá-lo para abastecer o PT na CPMI. Pimenta disse que não sabia que a casa era da Fictor e se disse desconfiado do depoimento do policial que incriminava Cohen (leia mais abaixo).

Em outra ocasião, o mesmo consultor da Fictor tentou aproximar a empresa de Itaipu, para gerir recursos da hidrelétrica - o que acabou não acontecendo. A casa chegou a ser emprestada a petistas para a realização de um evento. O diretor-geral de Itaipu, Ênio Verri, esteve presente ao lado de próceres do partido, como a então presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, e o então ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Gleisi disse ter participado do encontro, mas negou ter recebido proposta. Padilha negou ter ido a eventos nos quais recebesse propostas da Fictor. Procurado pela reportagem, Verri não quis se pronunciar.

A mansão

A casa de 497 metros quadrados fica na quadra 22 do Lago Sul, bairro de residências de alto padrão de Brasília. Ela foi alugada pelo ex-sócio da Fictor, Luis Phillippi Rubini, até dezembro de 2025. Hoje, Rubini é credor da Fictor em R$ 35 milhões em contratos de mútuo com a própria empresa. A casa era usada pela empresa e teve seu portão pintado de verde, cor usada pela Fictor em sua identidade visual. O próprio wi-fi, para quem adentrasse e quisesse usar internet, era batizado de “Piscina Fictor”.

Além dele, quem frequentava a mansão e tentou captar investidores para a empresa foi o consultor Felipe Alcântara. Ele afirmou ao Estadão que recebia um valor simbólico da empresa, de R$ 2,5 mil mensais, com a promessa de participação porcentual em contratos fechados.

Alcântara diz ter levado clientes privados à Fictor. Também afirma ter usado a casa para aproximação com políticos. “O Rubini me falou: Pô, olha, Você conhece bastante gente, pode trazer captação e você ganha aqui, acho que é 0,20% ou 0,30% sobre rendimento, pode ser uma boa para você. Ele me colocou lá”, disse Alcântara. Por meio de nota, Rubini respondeu que deixou a Fictor em dezembro de 2024 e negou “veementemente qualquer envolvimento com os fatos mencionados”.

A testemunha da CPMI

Em um dos episódios apurados pelo Estadão, a casa foi usada para uma articulação relacionada à CPMI do INSS. O objetivo era fazer um dossiê contra o advogado Eli Cohen, que foi um dos denunciantes da atuação de associações ligadas a um mesmo empresário que foi preso pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que investiga as fraudes bilionárias no INSS.

Além de expor o caso específico do empresário preso pela PF, Cohen criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve altercações com petistas e foi tido por eles como uma testemunha alinhada a bolsonaristas na comissão. Passou, então, a ser duramente questionado por governistas, que acusaram-no de mentir à CPMI e pediram uma nova convocação ao colegiado.

A reunião com Pimenta

No dia 24 de setembro de 2025, Alcântara reuniu o deputado federal Paulo Pimenta com o ex-policial civil de São Paulo Rogério Giglio, que havia trabalhado para Eli Cohen no passado.

Àquela altura, Giglio havia gravado Eli Cohen sem sua autorização em uma conversa informal em seu escritório. Também produziu um vídeo no qual acusa o advogado de pedir R$ 5 milhões para a bancada da oposição para depor de maneira desfavorável ao governo Lula na CPMI. Hoje, Giglio afirma que suas declarações eram mentirosas, que nunca houve extorsão, e assume ter feito o material falso sob encomenda da Fictor.

No encontro, segundo Giglio e Alcântara, Paulo Pimenta afirmou que suas declarações eram fortes, mas que não tinham boa corroboração em provas. Isso não impediria, porém, que Pimenta usasse o áudio gravado por Giglio para pedir uma nova convocação de Eli Cohen no mês seguinte, em outubro de 2025. Outros petistas também torpedearam Cohen na CPMI com uso da gravação, que foi publicada em veículos de imprensa, e com o uso de um depoimento de Giglio em cartório.

Ao Estadão, Alcântara afirma que foi apresentado a Giglio por um advogado de Rubini, ex-sócio da Fictor, e que tentou usar a situação para oferecê-la aos petistas. “Cara, eu conheço todo mundo, não tenho amizade com todo mundo, mas consigo chegar. Só que tinha que realmente comprovar irregularidade. Aí eu consegui através de relação que eu tinha, marquei esse encontro lá nessa casa mesmo e aí esse policial foi lá, chegou lá, ele relatou diversas coisas”, afirma Alcântara. Ele diz que Pimenta reclamou da falta de provas que confirmassem seu depoimento - o que o próprio petista confirmou em entrevista ao Estadão.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou ter participado do encontro, mas disse não ter sido informado que o imóvel era alugado por um executivo da Fictor. Ele afirma que foi levado à casa por um advogado de sua proximidade, que prometeu apresentá-lo a uma pessoa que “tinha interesse em apressar informações” que seriam relevantes sobre o depoimento que Cohen havia prestado à CPMI. Ele afirma preferir não expor o advogado que o levou à casa.

Também afirmou que Alcântara, o consultor, não se apresentou como representante do grupo. “Em nenhum momento esse senhor Felipe (Alcântara) se apresentou como sendo da Fictor. Estou sabendo agora dessa informação”, disse.

O parlamentar teria sido levado à reunião por um amigo com o objetivo de se reunir com Giglio. Na ocasião, pediu ao policial que oficializasse seu relato em depoimento à Polícia Federal e opinou que o vídeo da conversa com Cohen não tinha valor legal.

“Esse Rogério (Giglio) apresentou para mim um vídeo. Eu disse para ele que aquilo ali, sem um depoimento formal, não tinha qualquer valor. Um vídeo gravado com falas de uma pessoa não tem nenhum valor jurídico. Para nós, só teria interesse se houvesse uma formalização através de um depoimento na Polícia Federal”, disse.

À reportagem, Rogério Giglio afirmou que, no dia 4 de setembro de 2025, três dias após o depoimento de Cohen à CPMI, foi chamado pelo advogado Renato de Matteo Reginatto, a quem conhecia havia anos, ao seu escritório, no Itaim Bibi, em São Paulo. O advogado teria lhe oferecido um emprego para fazer trabalho de inteligência para a Fictor. Parte do trabalho seria de reunir informações sobre Cohen. Giglio afirma que receberia até R$ 30 mil mensais por um período de dois anos.

Gigilio relata que foi pressionado para prestar um depoimento mentiroso. “Foi totalmente direcionado. Eu assinei um depoimento com a versão que eles queriam. Ditaram, falaram para eu dizer que o Eli pediu dinheiro. Ele nunca pediu”, disse. Ele disse ter recebido de Alcântara a passagem para se encontrar com Pimenta em Brasília.

Reginatto, o advogado citado como contratante, nega a história. Diz que é advogado de Luiz Philippe Rubini, ex-sócio da Fictor, e também do próprio Giglio. Afirmou que não pode falar sobre o caso porque envolve clientes e qualquer declaração implicaria em ferir seu sigilo profissional, mas rechaçou que tenha oferecido emprego a Giglio. Ele afirma que “não tem interesse em Eli Cohen e suas disputas com Rogério Giglio Gomes”.

Por meio de nota, o ex-sócio da Fictor Luiz Philippe Rubini afirmou nunca ter conhecido Giglio e, quanto a Reginatto, seu advogado, disse que ele “prestou apenas serviços de consultoria a uma das empresas investidas da Fictor, sem qualquer relação com agendas políticas”.

Foi o consultor da Fictor, Felipe Alcântara, quem disse ao Estadão ter falado em cifras com o ex-policial. “Eu sabia que ele não tinha provas. E aí eu blefei, falei: ‘Olha, me entrega todos os fatos realmente que o Eli é um cara que tá em conluio com a direita, falsificando informação, que eu te garanto R$ 50 mil por mês. Se você fizer isso, tá garantido’. Essa foi a minha fala, entendeu?”, relatou.

Reginatto tem uma história antiga com Cohen. Ele foi alvo da Operação Encilhamento, da Polícia Federal, que investigou desvios em fundos de pensão municipais. Cohen era denunciante. A Justiça, em 2019, chegou a expedir mandado de prisão contra Reginatto, que acabou absolvido em novembro de 2025, por falta de provas.

Evento com petistas e Itaipu

Foi Alcântara que consultou a Usina Hidrelétrica de Itaipu sobre a possibilidade de a Fictor indicar uma gestora para gerir um fundo de reserva da empresa binacional. Pessoas que conhecem a negociação afirmam ao Estadão, em condição de anonimato, que a ideia seria a Fictor gerir até R$ 1 bilhão de Itaipu e partiu de Rubini.

A empreitada não andou porque havia impedimentos legais. Itaipu alegou que somente poderia aplicar esses recursos em bancos públicos, como a Caixa e o Banco do Brasil. “Foi feito um agendamento técnico. Tem e-mail trocado sobre isso. Foi tratado com o jurídico de Itaipu”, disse Alcântara.

O ex-deputado pelo PT e hoje dirigente de Itaipu indicado pelo governo federal, Ênio Verri, esteve presente mais de uma vez na mansão. Em uma delas, foi em um evento recheado de correligionários. Entre eles, o então ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e a então deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann - hoje, sucessora de Padilha na pasta. Alcântara relatou ao Estadão que petistas ficaram desconfortáveis, depois, com o uso da casa da Fictor, e cortaram relações.

O presidente de Itaipu não quis se manifestar. Pessoas próximas afirmaram ao Estadão que ele de fato esteve na casa. A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que “se recorda de ter sido convidada para um encontro com pessoas do Fictor, juntamente com outros parlamentares, durante o qual não ouviu, não discutiu nem encaminhou qualquer proposta de interesse do grupo”.

Alexandre Padilha afirma que “nunca participou de reuniões ou encontros em que este tema foi tratado, incluindo o período em que foi ministro de Relações Institucionais”.

Eli Cohen afirmou ao Estadão que “se forem confirmadas essas narrativas, os fatos revelam um quadro de extrema gravidade institucional, envolvendo fabricação de versões e provas, indevida provocação da Polícia Federal contra um advogado no exercício regular da advocacia, coação de depoentes, obstrução da Justiça e uso de estruturas políticas e econômicas para promover o linchamento reputacional de quem teve a coragem de denunciar o esquema de fraude contra os aposentados”. “Devemos exigir a apuração rigorosa e a responsabilização de todos os envolvidos”, diz.

Por Luiz Vassallo/Gustavo Côrtes/Carlos Eduardo Valim/Estadão

FICCO/SC mira responsáveis por logística de 1,3 tonelada de cocaína

Investigação levou à prisão envolvidos no transporte de 1,3 tonelada de cocaína, previamente interceptada na BR-101
Florianópolis/SC. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santa Catarina (FICCO/SC) deflagrou, nesta terça-feira (10/2), operação com o objetivo de responsabilizar os integrantes envolvidos na logística de 1,3 tonelada de cocaína, que fora apreendida no estado.

A apreensão ocorreu em 6/11/2024, na BR-101, em Itajaí, quando policiais rodoviários federais localizaram, no baú de um caminhão, o entorpecente. Na ocasião, a droga foi apreendida, e o caminhoneiro foi preso em flagrante.

A ação policial desta manhã contou com quatro mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina e do Paraná, com foco em organizadores, em financiadores e em facilitadores logísticos do transporte da carga.

O aprofundamento da investigação, realizada pela FICCO/SC, permitiu identificar outros envolvidos ligados ao tráfico internacional de drogas, especialmente elos financeiros e logísticos supostamente conectados à remessa, cujos desdobramentos são alvo desta nova operação.

Atualmente, a FICCO/SC é composta pela Polícia Civil, pela Polícia Federal, pela Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, pela Polícia Penal do Estado de Santa Catarina e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Comunicação Social da Polícia Federal em Santa Catarina 

Em meio a embarque de Coronel em grupo de Neto, Marinho admite filiação de quadros ao Republicanos, mas ressalva: "quem vier entra na fila"

O deputado federal e bispo Márcio Marinho, presidente estadual do Republicanos, disse esta manhã ao Política Livre que a sigla espera ser contemplada com uma vaga na chapa encabeçada por ACM Neto (União) ao governo por "uma questão de justiça".

"Diferentemente de pessoas que chegam quando vislumbram uma possibilidade de vitória, o Republicanos vem caminhando há muito tempo com o candidato e com seu grupo político, contribuindo tanto na política quanto na gestão", declarou.

Ele admitiu que a chegada do senador Angelo Coronel (PSD) ao grupo, para possivelmente concorrer à reeleição ao Senado, é um fato importantíssimo, que leva a que se repense o jogo no campo das oposições, mas não à exclusão de parceiros como o Republicanos.

O partido, que indicou nas eleições de 2022 a empresária Ana Coelho à vice de Neto, tem hoje interesse em ocupar uma das vagas ao Senado, apresentando para a escolha dois nomes: o dele próprio e o do ex-deputado Marcelo Nilo.

"A prioridade é indicar uma das vagas ao Senado. Conversas com Neto indicaram o desejo do partido. Com a vinda de Angelo Coronel, teremos que repensar o jogo, mas o partido não vai abrir mão de participar da chapa majoritária", reforçou Marinho, admitindo a possibilidade de uma conversa para acomodar a todos.

Ele admite, inclusive, o ingresso de novos quadros no Republicanos com o objetivo de apoiar o projeto oposicionista, mas destaca que quem chegar agora não pode sentar na janela, devendo aguardar sua hora na fila.

"Um eventual novo filiado entra na fila e isso já foi tema de várias conversas no passado. Preciso primeiro entender a motivação de as pessoas de se filiarem ao partido. A executiva estadual analisa se é bom ou ruim. Mas se impuser condição, não quer construir mas usar o partido", destacou.

Ele disse que desde o rompimento de Coronel com o governo e sua aproximação com Neto ainda não conversou, no entanto, com o ex-prefeito de Salvador sobre a definição da chapa e a campanha. "Aguardo uma conversa mais objetiva com o candidato para tratar desses assuntos", disse.

Neste momento, o senador do PSD discute tanto o apoio formal ao candidato das oposições quanto o seu rumo partidário.

Por Política Livre

Prefeitura de Ibirataia sanciona lei que aplica o Piso Salarial Nacional do Magistério 2026

Nova legislação garante reajuste de 5,4% e assegura valorização dos profissionais da educação básica no município
A Prefeitura de Ibirataia sancionou a Lei Municipal nº 1.305/2026, que dispõe sobre a aplicação do Piso Salarial Nacional do Magistério para os professores da educação básica da rede municipal. A medida segue a Lei Federal nº 11.738/2008, a Medida Provisória nº 1.334/2026 e a Portaria MEC nº 82/2026, estabelecendo o novo piso de R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais, com reajuste de 5,4% em relação a 2025

A legislação também define o valor proporcional de R$ 2.565,31 para jornada de 20 horas semanais, garantindo que nenhum professor em efetivo exercício receba abaixo do piso nacional. Além disso, o valor da hora/aula passa a ser de R$ 128,27, assegurando critérios objetivos de remuneração e alinhamento às normas federais de valorização do magistério público

A lei entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros retroativos a 1º de janeiro de 2026, fortalecendo a política municipal de valorização da educação e dos profissionais da rede pública. As despesas decorrentes da aplicação da norma serão custeadas por dotações próprias do orçamento municipal, garantindo segurança jurídica e responsabilidade fiscal.

“Valorizar o professor é investir diretamente no futuro da nossa cidade. Essa lei representa respeito, reconhecimento e compromisso com a educação pública de qualidade para nossas crianças, jovens e toda a comunidade escolar.” - destacou o prefeito Sandro Futuca.
Fonte: Ascom/PMI

Secretaria Municipal de Educação de Itagibá deu início à Jornada Pedagógica 2026

Nesta ultima  segunda-feira, (09) foi realizada a abertura da Jornada Pedagógica 2026 do município de Itagibá , um momento de encontro, reflexão e fortalecimento da educação no novo Centro Cultural Euclides Neto com o tema “Olhares sobre o fazer pedagógico: ensinar com propósito, aprender com sentido”, a noite foi marcada por aprendizado, troca de experiências e inspiração para todos os profissionais da educação. 
A abertura contou com a presença do prefeito Marcos Barreto, de secretários municipais, vereadores e, de forma especial, de toda a equipe da Secretaria Municipal de Educação, além de gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores da rede municipal, reforçando o compromisso coletivo com uma educação pública cada vez mais forte e de qualidade. 
Esse momento acontece em um cenário de grandes conquistas: a educação de Itagibá foi reconhecida com a Medalha de Ouro no Programa Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, resultado do trabalho sério, comprometido e integrado de toda a comunidade escolar.
O encontro contou com a palestra de Wanderley Meira, com a participação de Cássio Felipe Coelho, trazendo reflexões importantes sobre o papel do educador e a força de uma prática pedagógica com propósito.

Durante a abertura, a secretária municipal de Educação, Renata Rosendo, destacou:

“Esse reconhecimento é fruto do trabalho coletivo da nossa rede. Ensinar com propósito e garantir que nossas crianças aprendam com sentido é o nosso compromisso diário.”

Seguimos avançando, com união, responsabilidade e propósito, fortalecendo o fazer pedagógico e construindo uma educação cada vez melhor para Itagibá.
Fomte: Ascom/PMI

Morre, aos 78 anos, o comunicador Augusto José Saraiva

Faleceu na madrugada desta terça-feira (10), no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus, o comunicador Augusto José Saraiva, aos 78 anos. Ele estava internado devido a problemas de saúde e teve o óbito confirmado em decorrência de insuficiência cardíaca.

O velório será realizado no salão da Loja Maçônica Rio Novense, localizado em frente à Prefeitura de Ipiaú, a partir das 15h desta terça-feira. O sepultamento está previsto para as 8h da manhã de quarta-feira (11), no Cemitério Jardim da Saudade, conhecido como cemitério velho, em Ipiaú.

Augusto Saraiva teve atuação marcante na área da comunicação no município de Ipiaú, com passagens pelas rádios Educadora AM e FM Ipiaú, onde construiu uma trajetória reconhecida por colegas e ouvintes ao longo de vários anos de trabalho. Ele deixa a esposa, Verônica Teixeira, os filhos Augusto Magno Saraiva, Simone Saraiva, Luana Saraiva, José Marcus Saraiva, João Vinícius Saraiva e Martin Saraiva, além de nove netos.

Ibirataia: Prefeitura institui Programa Aluguel Social para famílias em vulnerabilidade

Lei Municipal cria política de proteção habitacional temporária e fortalece a assistência social no município

A Prefeitura de Ibirataia sancionou a Lei Municipal nº 1.306/2026, que institui o Programa Aluguel Social (PAS) como benefício eventual da Política Municipal de Assistência Social. O programa tem como objetivo garantir proteção social temporária a indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, risco social ou sem moradia própria, assegurando condições mínimas de dignidade e segurança habitacional.

O PAS será gerido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania (SEDESC) e integra o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O benefício prevê o pagamento mensal de até R$ 400,00 para custeio de aluguel residencial, podendo ser ajustado em situações excepcionais, mediante avaliação técnica social, com prazo máximo de concessão de até 12 meses, consecutivos ou não.

A iniciativa fortalece a política pública de assistência social em Ibirataia, garantindo apoio a famílias atingidas por desastres, remoções emergenciais, vulnerabilidade habitacional e outras situações de risco social, com critérios técnicos, acompanhamento social e controle institucional, assegurando transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.

“Esse programa representa um avanço social importante para o nosso município. O Aluguel Social é uma política de cuidado, proteção e dignidade, que garante apoio às famílias que mais precisam e reafirma o compromisso da gestão com justiça social e inclusão.” - destacou a Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania de Ibirataia Luanna Figueiredo.

Operação Martelo mira organização criminosa com atuação interestadual

Cerca de 120 policiais civis cumprem, nesta terça-feira (10), mandados judiciais na região do Recôncavo Baiano e em outros quatro estados da Federação, na chamada Operação Martelo.

O objetivo, conforme informações da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), é desarticular a cadeia de comando e neutralizar a atuação de uma organização criminosa com atuação interestadual, investigada por crimes de tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro.

A ação integra um esforço coordenado voltado ao enfrentamento do grupo, que possui ramificações dentro e fora da Bahia. As investigações, desenvolvidas ao longo de aproximadamente um ano, apontam que a organização atua de forma estruturada, com divisão de funções e núcleos bem definidos. Esses núcleos estariam voltados tanto à prática de crimes violentos quanto à ocultação e movimentação de recursos ilícitos.

Ainda de acordo com a PC-BA, o trabalho investigativo envolveu diligências, levantamentos de inteligência e análises técnicas que, segundo as autoridades, permitiram a identificação das lideranças, da dinâmica de atuação e do modus operandi do grupo.

A operação conta com equipes da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus), da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Leste), do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).

Por Redação
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Flávio Bolsonaro critica Lula em TV francesa e chama Macron de incompetente

O principal canal de TV de notícias ligado à ultradireita francesa dedicou meia hora de seu horário nobre nesta segunda (9) a uma entrevista ao vivo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O pré-candidato à Presidência usou o espaço para atacar o presidente Lula (PT) e o STF (Supremo Tribunal Federal) e chamou de "incompetente" o presidente da França, Emmanuel Macron.

"É muito importante que todos os franceses tenham conhecimento de que o Brasil hoje não vive uma democracia plena. O presidente Bolsonaro foi condenado por seus próprios inimigos", afirmou, citando várias vezes o ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

O senador está na Europa para uma agenda de encontros com personalidades da ultradireita do continente. Ele postou foto com a deputada europeia Marion Maréchal, sobrinha da pré-candidata à presidência da França Marine Le Pen, do partido Reunião Nacional (RN).

Na entrevista, Flávio fez referência às suspeitas de desvios no INSS, mencionando Fábio Luís, conhecido como Lulinha, filho do presidente. "O Brasil passa hoje por graves acusações de roubo de aposentados do nosso sistema previdenciário, sendo que é acusado de desviar dinheiro o próprio filho do presidente Lula".

Investigadores apuram se havia alguma ligação de Lulinha com o lobista conhecido como Careca do INSS. Em entrevista ao UOL, na semana passada, Lula afirmou ter dito ao filho, no Palácio do Planalto, que, se tiver algum envolvimento com o escândalo de descontos indevidos de aposentados, ele deve "pagar o preço".

O CNews é atualmente o canal noticioso por assinatura de maior audiência na França, com perfil semelhante ao Fox News, dos Estados Unidos. A emissora francesa é acusada pelos críticos de não respeitar o pluralismo exigido por lei de todos os canais franceses, ao dedicar bem mais espaço a políticos e ideias de ultradireita.

A apresentadora Christine Kelly afirmou em dois momentos que Flávio é "favorito" para a eleição presidencial de outubro, embora tenha ressalvado que ele aparece em segundo lugar nas pesquisas. O senador chegou a afirmar que aparece "inclusive em algumas pesquisas à frente do atual presidente da República". Os mais recentes levantamentos têm apontado Lula como líder em todos os cenários.

Flávio disse esperar novos presidentes nos dois países no ano que vem. "O Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda. Assim como a França, acredito, não aguenta mais um mandato de um governo de extrema incompetência como o de Emmanuel Macron, que tem feito tanto mal a este país". Na verdade, Macron não pode se candidatar a um terceiro mandato na eleição presidencial francesa, marcada para 2027.

O senador acusou o presidente francês de ter ido ao Brasil "apenas para tirar fotos abraçando árvores na Amazônia". Macron esteve em Belém duas vezes, em 2024, quando foi fotografado de mãos dadas com Lula na floresta, e no ano passado, na COP30, a cúpula ambiental realizada em Belém.

Flávio chegou a afirmar que "a região amazônica foi preservada durante o governo do presidente Bolsonaro, e agora no atual governo do presidente Lula a Amazônia sofreu três anos consecutivos de recorde de queimadas". Ele não apresentou números que corroborassem a afirmação.

Os entrevistadores só pressionaram Flávio em dois momentos. No primeiro, precisaram perguntar duas vezes por que Donald Trump retirou o ministro Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky, em dezembro. "O presidente Trump sabe que o Brasil tem uma posição muito estratégica na geopolítica mundial hoje. Por isso, precisa ter boas relações com o Brasil, independente de quem seja o presidente da República", respondeu o senador.

Em seguida, os jornalistas também fizeram duas perguntas sobre o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, rejeitado quase unanimemente pelos políticos franceses. O senador do PL disse que o acordo foi "um passo adiante importante" que "não vai impactar fortemente os produtores rurais franceses".

Ao falar de política internacional, Flávio Bolsonaro cometeu um erro ao mencionar "a guerra que acontece entre China e Ucrânia, que impacta também a vida de toda a Europa". O conflito envolve a Rússia.

O senador provocou sorrisos dos entrevistadores ao citar, como prova da influência da cultura francesa no Brasil, as "avenidas largas" das grandes cidades brasileiras e palavras como "bufê, sutiã e batom".

Por André Fontenelle/Folhapress

PF cita gestão fraudulenta e diz que aliado de Davi Alcolumbre destinou dinheiro ao Master

Amapá Previdência afirma que se sente lesada; defesa de gestores não foi localizada, e senador diz defender apuração

A PF (Polícia Federal) afirma que a destinação de recursos da Amprev (Amapá Previdência) para o banco Master, em deliberações adotadas em menos de 20 dias, ignorou alertas internos, desprezou riscos relacionados ao investimento e deixou de exigir, previamente, documentação técnica complementar. Ao todo, os aportes somaram R$ 400 milhões.

O então diretor-presidente do instituto e coordenador do comitê de investimentos, Jocildo Silva Lemos, teve "papel central" na condução das reuniões, em julho de 2024, e na execução das decisões aprovadas, segundo a PF.

Jocildo já atuou como tesoureiro da campanha do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e foi indicado ao cargo na Amprev pelo senador, a quem agradeceu publicamente pela indicação. A autarquia é vinculada ao governo do Amapá e é responsável pela gestão do regime próprio de previdência do estado.

Em uma das deliberações sobre compras de letras financeiras do Master, no valor de R$ 100 milhões, a maioria do comitê de investimentos foi favorável à aplicação e a condicionou a uma posterior visita institucional ao banco, sem exigência prévia de documentação, conforme a PF. A polícia diz que isso foi feito de "forma atípica". O fundo previdenciário bancou o aporte nas letras financeiras.

Em 23 de janeiro, a PF no Amapá pediu à Justiça Federal que autorizasse buscas e apreensões nos endereços de três gestores apontados como os responsáveis pelos aportes de dinheiro da previdência no Master. A Justiça concordou com o pedido, e uma operação policial foi deflagrada na última sexta-feira (6), intitulada Zona Cinzenta.

A polícia fez buscas em endereços de Jocildo; José Milton Afonso Gonçalves, conselheiro da Amprev e integrante do comitê de investimentos; e Jackson Rubens de Oliveira, também integrante do comitê de investimentos e participante de reuniões que decidiram por aportes no Master.

Nesta segunda-feira (9), em nota publicada no site do órgão, a Amprev afirmou que "se sente lesada pelos malfeitos do banco Master e não abre mão de ser ressarcida".

Na Justiça, o instituto conseguiu o bloqueio de pagamentos ao banco, disse. Os aportes representariam 4,7% da carteira da Amprev. "A instituição espera que a Justiça seja feita e que os contraventores do banco Master sejam punidos."

A nota não menciona as suspeitas sobre a conduta adotada pelos gestores. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria da Amprev nem localizou a defesa dos três investigados.

Alcolumbre não respondeu aos questionamentos. Na sexta, em nota, ele disse defender que tudo seja apurado e esclarecido e que os verdadeiros culpados sejam punidos, com respeito ao devido processo legal.

O Banco Central decretou a liquidação do banco Master em 18 de novembro, um dia depois de o controlador da instituição financeira, Daniel Vorcaro, ser preso pela PF sob a suspeita de tentar fugir do país. O banco enfrentava dificuldades para honrar seus compromissos e há suspeita de crime na gestão de carteiras de crédito.

Segundo a PF, os gestores responsáveis pela aprovação dos aportes da Amprev no Master privilegiaram "critério exclusivamente econômico", sem aprofundar "análise reputacional" e "risco". O crime investigado, conforme a polícia, é o de gestão fraudulenta e temerária de instituição financeira.

"Durante a reunião, foram externados alertas relevantes por outros conselheiros quanto à concentração de recursos da Amprev no Banco Master, à negativa da Caixa Econômica Federal em adquirir títulos da instituição e à existência de notícias sobre procedimentos em órgãos de controle, inclusive TCU e MPF", cita relatório da PF que embasou pedido à Justiça Federal.

"Não obstante tais ponderações, a maioria do comitê deliberou favoravelmente à nova aplicação, condicionando-a, de forma atípica, à realização posterior de visita institucional ao banco Master, sem exigência prévia de documentação técnica complementar", completa o documento.

Jocildo, José Milton e Jackson tiveram participação decisiva para a aplicação dos R$ 400 milhões em letras financeiras do Master, conforme a PF, num "contexto marcado por alertas técnicos, fragilidades de governança, ausência de diligências robustas e crescente concentração de risco".

A hipótese, diz a polícia, é de que houve "violação consciente de normas de governança e de limites prudenciais".

Durante reunião para decisão sobre aporte do dinheiro da previdência estadual, segundo a investigação, Jocildo teria "relativizado" questionamentos técnicos apresentados por outros conselheiros e defendido aprovação das operações com base em fundamentos "genéricos".

"Há registros que sugerem a neutralização de alertas internos e a condução do processo decisório de forma incompatível com os padrões de governança exigidos para a gestão de recursos previdenciários", cita o relatório da PF.

José Milton, segundo a polícia, foi quem apresentou a proposta inicial de aplicação de valores elevados no Master, defendendo a operação com o argumento de maior rentabilidade. Os documentos apontam que ele manteve postura ativa na sustentação dos investimentos mesmo diante de questionamentos técnicos e alertas sobre os riscos envolvidos, diz a PF.

Jackson, por sua vez, não condicionou seu voto à apresentação de documentação complementar, parecer técnico ou aprofundamento de diligências, o que pode configurar-se gestão temerária, segundo a polícia.

Por Vinicius Sassine/Raquel Lopes/Folhapress

Presidente do PT diz a empresários que fim da escala 6x1 deve ser tratado com calma

Edinho Silva disso ainda que Alckmin poderá disputar 'o cargo que quiser' nas eleições de 2026

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (9) que o fim da escala 6x1 deve ser debatido com cautela no Congresso, ao comentar questionamento de empresários sobre o assunto, em almoço do grupo empresarial Lide.

A pauta, que é alvo de propostas de mudança no Legislativo, tem sido defendida pelo presidente Lula (PT) em discursos e deve ser uma de suas bandeiras de campanha para a disputa à reeleição.

"É um tema que deve ser tratado com calma. O Congresso Nacional é o espaço apropriado para essa discussão", afirmou Edinho, em resposta a pergunta de um empresário, em evento no hotel W. em São Paulo.

Nesta segunda-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que iniciou a tramitação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a jornada de trabalho 6x1, que prevê um dia de descanso para seis de trabalho.

Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), disse que procurará Motta para acelerar o processo, defendendo que o Legislativo discuta um PL (Projeto de Lei) em regime de urgência.

No evento do Lide, o tema foi levantado por Paulo Solmucci Júnior, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Segundo ele, uma eventual redução da jornada poderia elevar custos e levar a demissões, sobretudo em setores intensivos em mão de obra, como bares e restaurantes.

Ao responder, Edinho disse ainda que o debate ocorre em vários países do mundo e precisa considerar impactos econômicos e sociais. Defendeu ainda que a pauta esteja associada à distribuição de renda.

"A tecnologia aumentou a produtividade com menor uso de força de trabalho, mas sem criar capacidade de consumo. Em um país como o Brasil, em que 1% da população concentra 25% da renda, esse debate é central", disse.

Após o almoço, em coletiva com jornalistas, Edinho elogiou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e afirmou que ele poderá disputar "o cargo que quiser" nas eleições de 2026.

"Alckmin é uma pessoa muito querida por todos nós. Eu o admiro pelo trabalho que tem feito. Tenho dito que ele será candidato àquilo que quiser", disse.

Na semana passada, em entrevista ao portal UOL, o presidente Lula afirmou que o PT tinha condições de ganhar as eleições em São Paulo e que tanto Alckmin quanto o ministro da Fazendo, Fernando Haddad, tinham um papel a cumprir no estado. "Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo. Eles sabem", disse Lula na ocasião.

Alckmin avisou a dirigentes petistas que não pretende se candidatar a nenhum cargo caso seja retirado da chapa em que Lula tentará reeleição. Haddad também tem dito que não quer se candidatar.

Nesta segunda, Edinho negou a existência de crise entre o presidente Lula e Haddad. Segundo ele, as conversas entre os dois são frequentes e tratam do impacto político de uma eventual saída do ministro da equipe econômica. "O presidente Lula conversa com Haddad cotidianamente. Não existe crise", afirmou.

O dirigente afirmou que o PT trabalha para ampliar alianças, inclusive com partidos de centro e centro-direita. "Temos que construir uma política de alianças para eleger governadores e senadores comprometidos com a democracia e reeleger o presidente Lula. Se partidos de centro-direita quiserem apoiar um programa que deixe legado para as futuras gerações e defendam a democracia, eu não vejo contradição nenhuma", disse.

Segundo Edinho, as definições sobre candidaturas devem avançar até o fim de março, prazo legal de desincompatibilização de cargos públicos.

O dirigente do PT também citou, no evento, a polarização política como fator de desgaste da democracia representativa. "Esse sentimento de insatisfação alimenta um ambiente de polarização que dificulta o diálogo", afirmou.
Por Carolina Faria/Folhapress

Lula reforça discurso voltado a mulheres em evento na Grande São Paulo e fala sobre Tarcísio

Em um discurso repleto de quebras de protocolo, e com uso de palavrões, presidente exaltou políticas contra a violência de gênero.

Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Em um discurso repleto de quebras de protocolo, com uso de palavrões, o presidente Lula (PT) exaltou políticas contra a violência à mulher, atacou indiretamente o adversário Jair Bolsonaro (PL) e criticou homens com medo de "uma dedada", em referência ao exame de detecção de câncer de próstata.

O petista esteve em Mauá (Grande São Paulo) na tarde desta segunda-feira (9) para evento sobre investimentos em saúde e educação.

Em clima de campanha, o presidente focou em setores considerados cruciais para o resultado das eleições, como os jovens, com quem fala a partir da bandeira da educação, e as mulheres. Lula associou os dois segmentos e focou na necessidade de educação das mulheres, dizendo que " uma menina sem profissão vai se humilhar".

"A mulher não é propriedade do homem. Ela é livre", afirmou. "Uma mulher, quando tem uma profissão, ela vai morar com alguém se ela quiser, ela vai ficar com alguém se ela gostar", disse. "Uma mulher não pode ficar morando com um homem por conta de um prato de comida, por conta do pagamento do aluguel".

Ele falou em mudar o currículo escolar, da creche à universidade, para que os homens aprendam "que não são melhores do que as mulheres" e disse que é preciso intervir em casos de agressão. "Mulher não é saco de pancada de ninguém. Mulher tem que ser respeitada, ela passa o dia inteiro cuidando das crianças, lavando merda, lavando fralda, lavando cama, lavando banheiro, fazendo comida. Chega em casa, tem dois ovos para comer [...] É só ovo? É só ovo! Não comprou carne porque ela não tinha dinheiro, ela não tem culpa. 'Não estou gostando da comida', vai para a cozinha fazer", disse.

No mesmo tom, o presidente afirmou que "nós homens, quando ficamos tomando uma cachaça fora e chegamos em casa tarde, a gente quer que nossa mulher entenda. ‘Não, amor, entenda, eu estava com os meus amigos, eu estava jogando bola’. A gente quer que a mulher compreenda, mas, quando a gente chega em casa, que a mulher não está e ela demora meia hora para chegar, nós já ficamos putos da vida, ficamos nervosos e já ficamos xingando".

Lula ainda criticou homens que, por preconceito, não se submetem ao exame de toque para a detecção precoce do câncer de próstata: "Enquanto a mulher se submete a um monte de exames, o homão tem vergonha de tomar uma dedada".

Além do presidente, os ministros da Saúde, Alexandre Padilha (PT), da Educação, Camilo Santana (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) fizeram discursos —todos eles em tom eleitoral, comparando a gestão atual com a de Bolsonaro e a de Michel Temer (MDB).

Alckmin, por exemplo, criticou a educação do governo anterior. "A única discussão era homeschooling: estudar fora da escola. Estudar em casa. Proposta racista que nasceu nos EUA, quando a Suprema Corte decidiu que deviam estudar na mesma escola brancos e negros", disse. "Hoje, a prioridade é creche para a mamãe poder ter tranquilidade, escola de tempo integral, Pé-de-meia", afirmou.

Já Padilha alfinetou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao dizer que há governos, como o de Tarcísio, sinalizando que é iniciativa local o programa Agora Tem Especialistas, do governo federal.

"Tem estado que criou a tabela do estado tal. Aqui em São Paulo está acontecendo isso. Vai na TV, fala que criou uma tabela com o nome do estado de São Paulo e não mostra que 70% do recurso dessa tabela é do governo federal, é o presidente Lula que coloca, repassa os recursos para as secretarias estaduais e municipais".

"Eu só quero que se reconheça que o ex-presidente que governou esse país não deu um real para esse estado durante todo o período que governou", afirmou Padilha, em referência a Bolsonaro, padrinho político de Tarcísio.

Ao lado de prefeitos do ABC filiados ao PL, Lula também atacou o antecessor. "Se todo presidente da República e todos os governadores fizessem assim, a gente teria muito menos problemas. Vocês sabem que, no governo passado, os estados do Nordeste que não estavam do lado do presidente não receberam um centavo de ajuda para nada. E podem ter certeza de que eu estou colocando mais dinheiro no estado de São Paulo do que qualquer presidente".

Ele também acenou a prefeitos do PL, dizendo colaborar com as gestões apesar de serem parte da oposição. "Aqui tem dois prefeitos que são do PL. O PL é partido do Bolsonaro. O PL é o maior inimigo nosso da Câmara. Mesmo assim vocês estão recebendo ambulância, porque vocês foram eleitos pelo voto, e eu respeito o voto do povo da cidade de vocês", afirmou aos políticos do ABC.

Ao falar de caravanas para mutirões de exames que seu governo estava entregando, o presidente cometeu um ato falho. Disse que iria a uma caravana com "a Marisa", em referência à primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, de quem ele é viúvo desde 2017, para depois se corrigir e dizer "Janja" — Rosângela Lula da Silva, 59, com quem é casado desde 2022.

O petista, candidato à reeleição no pleito de 2026, deu a largada para a eleição com estratégia que mira valorizar programas de governo, como o Pé-de-meia, Gás do Povo e Desenrola.

Pela manhã, o presidente participou de ato no Instituto Butantan, em São Paulo, onde anunciou investimento na infraestrutura, produção de vacinas e insumos imunobiológicos. No evento, Esper Kallás, diretor do instituto, se emocionou ao falar da importância da ciência e do SUS (Sistema Único de Saúde) no país.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não compareceu ao ato. Já Lula reforçou o discurso, um dos pilares para a campanha de reeleição, de soberania nacional e cutucou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que se ele "conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião num presidente, não ficaria provocando a gente".

Por Bruno Ribeiro/Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

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