Em meio a embarque de Coronel em grupo de Neto, Marinho admite filiação de quadros ao Republicanos, mas ressalva: "quem vier entra na fila"

O deputado federal e bispo Márcio Marinho, presidente estadual do Republicanos, disse esta manhã ao Política Livre que a sigla espera ser contemplada com uma vaga na chapa encabeçada por ACM Neto (União) ao governo por "uma questão de justiça".

"Diferentemente de pessoas que chegam quando vislumbram uma possibilidade de vitória, o Republicanos vem caminhando há muito tempo com o candidato e com seu grupo político, contribuindo tanto na política quanto na gestão", declarou.

Ele admitiu que a chegada do senador Angelo Coronel (PSD) ao grupo, para possivelmente concorrer à reeleição ao Senado, é um fato importantíssimo, que leva a que se repense o jogo no campo das oposições, mas não à exclusão de parceiros como o Republicanos.

O partido, que indicou nas eleições de 2022 a empresária Ana Coelho à vice de Neto, tem hoje interesse em ocupar uma das vagas ao Senado, apresentando para a escolha dois nomes: o dele próprio e o do ex-deputado Marcelo Nilo.

"A prioridade é indicar uma das vagas ao Senado. Conversas com Neto indicaram o desejo do partido. Com a vinda de Angelo Coronel, teremos que repensar o jogo, mas o partido não vai abrir mão de participar da chapa majoritária", reforçou Marinho, admitindo a possibilidade de uma conversa para acomodar a todos.

Ele admite, inclusive, o ingresso de novos quadros no Republicanos com o objetivo de apoiar o projeto oposicionista, mas destaca que quem chegar agora não pode sentar na janela, devendo aguardar sua hora na fila.

"Um eventual novo filiado entra na fila e isso já foi tema de várias conversas no passado. Preciso primeiro entender a motivação de as pessoas de se filiarem ao partido. A executiva estadual analisa se é bom ou ruim. Mas se impuser condição, não quer construir mas usar o partido", destacou.

Ele disse que desde o rompimento de Coronel com o governo e sua aproximação com Neto ainda não conversou, no entanto, com o ex-prefeito de Salvador sobre a definição da chapa e a campanha. "Aguardo uma conversa mais objetiva com o candidato para tratar desses assuntos", disse.

Neste momento, o senador do PSD discute tanto o apoio formal ao candidato das oposições quanto o seu rumo partidário.

Por Política Livre

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