Brasil tem 358 mil pessoas em situação de rua, aponta observatório

A população em situação de rua no Brasil era de 358.553 pessoas no mês de outubro, segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com População em Situação de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo a Agência Brasil, o levantamento indica predominância nos estados do Sudeste. No estado de São Paulo, estão 148.730 pessoas em situação de rua, das quais na capital 99.477 vivem na capital.

Os estados do Rio de Janeiro, com 33.081 pessoas, e de Minas Gerais, com 32.685, vem em segundo e terceiro lugar no levantamento. As três unidades federativas (UF) respondem por cerca de 60% da população de rua do país.

O levantamento considera dados da plataforma CadÚnico, que centraliza os registros de assistência social a partir dos municípios.

As três UFs da região Sul aparecem pouco abaixo no levantamento, embora com grande diferença em números absolutos, assim como Bahia, Ceará e Roraima:
  • Paraná: 17.091 pessoas em situação de rua;
  • Bahia: 16.603;
  • Rio Grande do Sul: 15.906;
  • Ceará: 13.625;
  • Santa Catarina: 11.805;
  • Roraima: 9.954 pessoas.
Aumento alarmante
O estado do Norte do país surpreende por ter mais pessoas em situação de rua do que o Distrito Federal, Pernambuco e Amazonas, entre outros estados com populações maiores e maior número de grandes cidades.

Para efeito de comparação, a capital de Roraima, Boa Vista, tem menos de 500 mil moradores, enquanto Brasília, Recife e Manaus têm mais de um milhão e meio de habitantes.

Essa desconexão é ainda mais importante se for comparado crescimento, já que a capital de Roraima tinha pouco mais de 1 mil pessoas em situação de rua em 2018, quase dez vezes menos que no último levantamento. Esse crescimento é bastante superior ao do país, que foi de 138 mil para 358 mil pessoas, e que o da capital paulista, de quase 39 mil para cerca de 100 mil, e chamou atenção do Observatório.

"O descumprimento da Constituição Federal de 1988 com as pessoas em situação de rua continua no Brasil, com pouquíssimos avanços na garantia de direitos dessa população, majoritariamente negra e histoticamente tão vulnerabilizada no nosso país", afirma o Observatório, em nota.

Os pesquisadores também chamaram atenção para a falta de transparência nos dados sobre a população em situação de rua, que deveriam ser públicos, abertos, transparentes e acessíveis a toda a sociedade.
Por: Bahia noticias

Ubatã: Adolescente de 16 anos é executado a tiros às margens da BR-330

Um jovem identificado como Eros Breno Paulo dos Santos, de 16 anos, foi executado a tiros por volta das 2h40 da madrugada deste domingo, 02, às margens da BR-330, no bairro Londrina, em Ubatã. Segundo apurou o Ubatã Notícias, a vítima estava a pé quando homens armados se aproximaram e efetuaram diversos disparos, matando o adolescente ainda no local.

No momento do crime, havia uma festa ocorrendo na localidade, mas, segundo testemunhas, o adolescente não tinha estava no evento. Até o momento, não há confirmação se os suspeitos estavam a pé ou utilizavam algum veículo para cometer o homicídio. A Polícia Militar foi acionada, realizou diligências, mas ninguém foi preso.
Breno, como era mais conhecido, tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi chamado para remover o corpo, e a Polícia Civil investigará o caso para identificar a motivação e os autores do crime.

É o segundo homicídio registrado em Ubatã num intervalo de pouco mais de 24h. Na madrugada de sábado, 1º, um homem identificado como Guinho Santos foi morto a tiros por uma dupla a bordo de uma motocicleta. *Com informações do Ubatã Notícias

Colisão entre carro e ônibus escolar deixa três mortos na BA-172, em Santana

Um grave acidente foi registrado na noite deste sábado (1) na BA-172, no trecho do município de Santana, no oeste da Bahia. A colisão envolveu um Fiat Palio e um micro-ônibus escolar.

De acordo com informações do Portal Velho Chico News, parceiro do Bahia Notícias,, o carro bateu de frente com o ônibus em um trecho próximo à comunidade de Ponto Certo. As autoridades confirmaram que os três ocupantes do Palio morreram no local.

Moradores relataram que as vítimas seriam do município de Canápolis, mas as identificações oficiais ainda não foram divulgadas.

O micro-ônibus escolar, supostamente vinculado ao município de Serra Dourada, integra o programa Caminho da Escola, do Ministério da Educação (MEC). Ainda não há confirmação sobre quantas pessoas estavam no veículo nem se houve feridos entre os ocupantes.

Equipes do SAMU e da Polícia Militar foram acionadas e o trânsito segue lento na rodovia. O MEC reforça que os veículos do programa são de uso exclusivo para o transporte de estudantes da rede pública.

Polícia do Rio eleva para 120 o número de armas apreendidas em megaoperação

 

Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou o balanço da megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, elevando para 120 o número de armas apreendidas — 93 delas fuzis —, além de explosivos, munições e drogas. 

O material, avaliado em R$ 12,8 milhões, inclui armamentos desviados das Forças Armadas e peças contrabandeadas ou adquiridas legalmente pela internet. As armas são provenientes de países como Venezuela, Bélgica, Rússia e Alemanha. O governador Cláudio Castro (PL) afirmou que o Estado continuará enfrentando o crime organizado “com rigor e estratégia”. A reportagem é do jornal "O Globo".

As autoridades informaram que parte do armamento traz inscrições de facções criminosas de outros estados, como a “Tropa do Lampião”, o que evidencia a expansão do Comando Vermelho para outras regiões do país. O arsenal passará por perícia e o Exército auxiliará no rastreamento das armas desviadas. Segundo o delegado Vinícius Domingos, da Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos, os dados obtidos poderão ajudar a identificar as rotas de tráfico e as conexões interestaduais da facção.

A operação, que terminou com 121 mortos — incluindo quatro policiais —, é a mais letal da história do Rio. Entre os mortos, 109 já foram identificados; 42 tinham mandados de prisão e 78 possuíam histórico criminal. Apesar da magnitude da apreensão, a ação gerou fortes críticas de entidades de direitos humanos e de partidos da base governista, que classificaram a ofensiva como um “massacre”.

Por Redação/Politica livre

Cerca de 4,9 milhões tiveram rotina afetada por operação policial no Rio, diz Datafolha

Cerca de 4,9 milhões de moradores da capital e região metropolitana do Rio de Janeiro afirmaram ter sofrido mudanças na rotina devido à operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, conjuntos de favelas na zona norte, na última terça-feira (28).

Segundo pesquisa Datafolha, 47% dos entrevistados disseram ter alterado algo no dia a dia, o que representa quase a metade do universo total do levantamento, correspondente à população de 10,49 milhões com 16 anos ou mais da cidade e seu entorno.

Mudanças nas atividades diárias foram relatadas por mais entrevistados na capital fluminense (51%) do que nas cidades do entorno (42%). As mulheres (51%) disseram ter sido mais afetadas dos que os homens (42%).

Entre as alterações no cotidiano, a mais citada foi não ter saído de casa (16%), o que corresponde a aproximadamente 1,7 milhão de pessoas, e cerca de 1,5 milhão (14%) deixou de ir trabalhar.

O confronto afetou o funcionamento do transporte público na terça e quarta-feira (29), e órgãos públicos e empresas deixaram funcionários em casa, enquanto escolas e universidades suspenderam aulas presenciais.

Parcelas menores de entrevistados relataram as seguintes mudanças no dia a dia por causa da ação policial: deixar de ir a escola, cursos e faculdade (7%), sair mais cedo do trabalho (5%), deixar de ir a bares e restaurantes (2%) e alterações de horários de forma geral (2%).

Moradores da zona norte foram os que mais relataram não ter saído de casa (23%), seguidos por habitantes da zona sul (15%), zona oeste (13%) e centro (10%).

Entre aqueles que avalariam a ação policial como mal executada, 25% disseram ter ficado em casa. O índice foi de 13% entre aqueles que aprovaram a condução da operação.

Parcela maior dos moradores da zona sul (60%) afirmaram não ter mudado em nada a rotina em comparação com quem vive na zona oeste (50%), no centro (46%) e na zona norte (43%). Quem mora fora de favelas não teve mudanças no dia a dia com mais frequência (56%) do que quem vive nessas localidades (46%).

A incursão de cerca de 2.500 policiais nos complexos dominados pela facção criminosa Comando Vermelho deixou ao menos 121 mortos, segundo levantamento oficial. A operação superou o massacre do Carandiru, quando 111 presos foram mortos, tornando-se a mais letal do país.

A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Foram realizadas 626 entrevistas por telefone nesta quinta (30) e sexta-feira na capital fluminense e em sua região metropolitana.

A maioria dos entrevistados (51%) considera que as operações policiais trazem mais benefícios do que prejuízos para a população local, contra 41% que emitiram opinião oposta.

Entre aqueles que aprovam a gestão do governador Cláudio Castro, 81% acreditam que as ações policiais trazem mais benefício do que prejuízos à população. O índice é de 76% entre aqueles que avaliam a gestão como ruim ou péssima.

No recorte territorial, os moradores da zona sul se dividem igualmente entre quem acha as operações policiais mais benéficas (49%) do que prejudiciais e quem acha o contrário (49%). Na centro, a discrepância entre as opiniões é maior: 54% acham as ações desfavoráveis e 38%, favoráveis.

Entre quem mora em favela, 47% enxergam mais o lado positivo das ações do que o negativo (46%). Entre quem não mora em favelas, há predominância de avaliações favoráveis (53%) do que desfavoráveis (49%).

Por Mariana Zylberkan/Folhapress

Lula volta para a defensiva com operação no Rio e sofre ataques

A megaoperção no Rio serviu também de oportunidade para governadores de direita, alguns deles pré-candidatos ao Planalto

A segurança pública, tema em que a esquerda costuma patinar, foi alçada à prioridade das discussões do governo Lula (PT) com a crise decorrente da megaoperação contra a facção Comando Vermelho, recolocando o petista na defensiva.


A ação de terça-feira (28) no Rio de Janeiro se tornou a mais letal da história do país, com 121 mortes, e fez Lula tomar atitudes até então inusitadas no campo da esquerda, em uma movimentação embalada pela apreensão entre aliados com os efeitos sobre a imagem de sua gestão.

Pesquisa Datafolha mostrou que a operação foi vista como um sucesso por 57% dos moradores da capital e da região metropolitana do Rio, contra 39% que pensam o contrário.

A operação patrocinada pelo governo do oposicionista Claudio Castro (PL) deixou em segundo plano, no campo político, assuntos até então na ordem do dia, como as negociações em torno do tarifaço de Donald Trump.

Mais do que isso, reunificou o discurso da direita —até então abalada pelas ações de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos e a condenação de Jair Bolsonaro (PL).

Além disso, interrompeu um ciclo de boas notícias para o Palácio do Planalto, que esperava pautar a campanha em busca de um quarto mandato de Lula com bandeiras como a defesa da soberania e da justiça tributária.


Destoando da reação histórica da esquerda a esse tipo de ação, Lula não criticou ou questionou publicamente a operação policial e evitou falar diretamente sobre o caso, o que deixou eventuais manifestações alusivas a "chacina" e "massacre" para a esquerda no Congresso, em especial o PSOL.

Havia uma expectativa de que Lula usasse evento de posse de Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência, na quarta (29), para abordar o tema —o que não ocorreu. Na ocasião, houve um minuto de silêncio pelas vítimas da operação.

O petista só quebrou o silêncio à noite, numa publicação nas redes sociais, em que falou em "trabalho coordenado" contra o tráfico de drogas que atinja a espinha dorsal do crime "sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco."

Um aliado de Lula diz que essa estratégia foi pensada justamente para evitar qualquer outro tipo de fala do presidente que pudesse ser usada por opositores para desgastá-lo.

Tão inusual quanto a ausência de questionamentos à ação policial foi o fato de o governo exaltar nas redes sociais para a sanção, por Lula, do projeto que prevê pena de prisão para quem planeja ataque ou ameaça contra autoridades que combatem o crime organizado.

Além de a esquerda quase sempre dizer que propostas de endurecimento da legislação penal não resolvem a criminalidade, o projeto em questão é de autoria do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), responsável pelas condenações e prisão de Lula quando era juiz.

"É mais um passo no combate ao crime com inteligência, integração e punição. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro, contra o crime organizado", diz a peça, sem citar o ex-juiz.

Lula já havia derrapado no tema da segurança pública ao chamar traficantes de vítimas —diante da repercussão, ele depois se retratou. A frase o levou a voltar ao foco da direita nas redes, sob o discurso de que ele e a esquerda defendem bandidos. Os ataques se intensificaram após a ação no Rio.

"Não dá mais para tratar o criminoso como vítima. O criminoso não é vítima, o criminoso faz vítima", disse o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), principal nome cotado para enfrentar Lula no ano que vem, em postagem sobre a reunião com governadores para tratar sobre o Rio, com mais de 3 milhões de visualizações até esta sexta-feira (31).

Apesar de a segurança pública ser um tema de competência dos estados, há uma avaliação entre integrantes do governo Lula de que essa crise poderá frear a maré favorável dos últimos meses ao petista.

Em meio às discussões sobre a reação mais adequada, aliados cobraram celeridade na tramitação de projetos enviados pelo Executivo que ainda não tinham sido chancelados, como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública.

A megaoperção no Rio serviu também de oportunidade para governadores de direita, alguns deles pré-candidatos ao Planalto, novamente tentarem fustigar o petista. Na quinta (30), eles se reuniram no Rio para demonstrar apoio a Castro.

Em discursos com tom de campanha eleitoral antecipada, anunciaram a criação de um grupo que chamaram de "Consórcio da Paz", que reunirá os chefes dos Executivos estaduais em torno de ações de combate ao crime organizado.

Entre aliados de Lula, a reação foi de críticas às reais motivações dessa união. Boulos e a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) disseram que o grupo atua para colocar o Brasil no radar de intervenções do governo Trump, num incentivo à ofensiva do americano contra a soberania brasileira.

Nos bastidores, um auxiliar do petista diz avaliar que a operação no Rio é uma espécie de tábua de salvação da direita, que estava acuada nos últimos meses. Ele reconhece que esse fato gerou uma oportunidade para unir os governadores numa tentativa deles se descolarem da figura de Bolsonaro.

Apesar de reconhecer possíveis efeitos negativos para o governo federal, esse aliado diz avaliar que o tema da segurança pública, por mais relevante que seja, não é, sozinho, determinante em resultados eleitorais.

Nas redes, a estratégia do governo será apostar no discurso de que está promovendo alterações no sentido de vencer o crime pela inteligência e não à bala, fazendo referências frequentes à Operação Carbono Oculto, em São Paulo, que contou com a atuação integrada da Polícia Federal, da Polícia Militar de São Paulo, do Ministério Público Federal e da Receita Federal, e identificou a infiltração do PCC no setor de combustíveis.

Um dirigente do PT diz que o partido encomendou duas pesquisas para entender o sentimento dos brasileiros em relação à megaoperação, uma presencial e outra digital. Ele afirma que o partido deverá ser objetivo no enfrentamento da narrativa da oposição, mas sem se estender na temática.
Por Ranier Bragon e Victoria Azevedo/Folhapress

Governador autoriza pacote de obras e equipamentos para impulsionar desenvolvimento em Itanagra

A população de Itanagra, município localizado na região do Litoral Norte da Bahia, viveu um sábado (1º) marcado por anúncios e entregas que vão impulsionar o desenvolvimento local em diferentes setores. Em visita à cidade, o governador Jerônimo Rodrigues apresentou um conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura urbana e rural, ao fortalecimento da educação pública e ao incentivo ao esporte e à economia. A agenda incluiu assinaturas de convênios, entrega de equipamentos e a autorização para a construção de uma nova Escola de Tempo Integral, consolidando uma série de investimentos esperados pela população.
Foram firmados convênios entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Itanagra para a revitalização da feira livre, a pavimentação na comunidade Vila Nova, a implantação de grama sintética em uma areninha na sede e a aquisição de mobiliários escolares para quatro unidades de ensino do município, além da reforma e ampliação da Escola Municipal Angelina Garcia Avena. As iniciativas buscam fortalecer o comércio local, incentivar a prática esportiva e melhorar as condições das escolas municipais, contribuindo para o crescimento da cidade.

Durante a solenidade, o governador destacou que o conjunto de ações reforça o compromisso em garantir mais qualidade de vida para a população. “Nosso trabalho é olhar para cada área que faz diferença na vida das pessoas, seja na educação, na saúde, no campo ou nas cidades. Esses investimentos ajudam a gerar renda, melhorar o atendimento público e dar dignidade ao povo baiano”, afirmou Jerônimo.

Além das autorizações, o governador participou da entrega de equipamentos e veículos que ampliam a capacidade de atendimento dos serviços públicos locais. Foram entregues 50 caixas d’água, três kits UBS, uma ambulância, dois tratores agrícolas, um kit odontológico e equipamentos hospitalares. Entre os beneficiados, o produtor rural José Raimundo destacou a importância do apoio para quem vive da agricultura. “Esse trator chega em boa hora. A gente vinha trabalhando com dificuldade, dividindo o equipamento com outras comunidades. Agora vai ser possível preparar a terra e aumentar a produção, o que ajuda não só a gente, mas todo o município.”

Educação

A programação do dia incluiu ainda a assinatura da ordem de serviço para a construção de uma nova Escola de Tempo Integral com 13 salas de aula na sede de Itanagra e de uma creche. O projeto será executado em parceria entre a Prefeitura e o Ministério da Educação, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e representa mais um passo na política estadual de ampliação do tempo integral na rede pública.

A secretária da Educação, Rowenna Brito, destacou a relevância do ensino em tempo integral: “O modelo de tempo integral é fundamental para a formação completa dos nossos jovens. Ele oferece mais tempo de aprendizagem, atividades complementares e oportunidades de desenvolvimento, garantindo uma educação de qualidade e mais chances de futuro para os estudantes de Itanagra.”

Repórter: Tácio Santos/GOVBA

Datafolha: Castro tem maior aprovação após operação mais letal da história do país

A gestão Cláudio Castro (PL) chegou ao seu maior índice de aprovação desde 2022, com 40% dos moradores do Rio de Janeiro e da região metropolitana da capital achando o trabalho ótimo ou bom, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (1º).

A proporção de quem desaprova o governo também chegou ao patamar mais alto, com 34% na soma de ruim e péssimo.

Já 23% consideraram o governo regular, índice mais baixo no período do levantamento.

A atuação da gestão Castro na segurança pública após a Contenção, operação policial mais letal da história do país, com 121 mortos, é aprovada por 37%, que a consideram ótima ou boa. O trabalho é regular para 25% e péssimo para 37%.

A pesquisa ouviu 626 pessoas com 16 anos ou mais de idade por telefone na cidade do Rio de Janeiro e na região metropolitana da capital, nos dias 30 e 31 de outubro. A margem de erro da pesquisa para o total da amostra é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Na capital, a aprovação do governador cai a 30%, considerando margem de erro de cinco pontos percentuais para mais ou para menos, e sobe a 51% entre os moradores de outras cidades da região metropolitana, com margem de erro de seis pontos percentuais. A reprovação, com ruim ou péssimo, fica em 39%, e no Grande Rio, em 28%.

A aprovação da gestão Castro é maior entre a população masculina (49%) do que a feminina (32%), considerando margem de erro de seis pontos percentuais para mais ou para menos. Entre os que votaram em Jair Bolsonaro (PL) na última eleição, a aprovação sobe para 67%, com margem de erro de seis pontos percentuais para mais ou para menos. O ex-presidente é aliado do governador.

Já entre eleitores de Lula (PT), cai para 17%, com margem de erro de sete pontos percentuais. O governo é considerado ruim ou péssimo para 61% dos eleitores do petista, e para 12% dos que votaram em Bolsonaro.

O governador tem se empenhado nos últimos dias para aproveitar o saldo político da operação. Logo após a ação, queixou-se de falta de apoio do governo federal, iniciando uma troca de acusações.

Na última quinta (30), recebeu apoio de governadores aliados, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), que elogiou a ação com mais de uma centena de mortes, e se reuniu com alguns deles no Rio, incluindo os presidenciáveis Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG). Na ocasião, foi lançado o Consórcio da Paz.

A operação foi considerada muito bem executada para 48% da população, e teve execução regular, com falhas, para 21%. A ação foi considerada mal executada para 24%. Já 57% concordam com Castro sobre a operação ter sido um sucesso, e outros 39% discordam totalmente.

Embora nenhum dos mortos segundo lista divulgada na tarde de sexta-feira (31) estivesse entre os denunciados pelo Ministério Público na operação, o governo divulgou que 78 dos 99 identificados tinham antecedentes. Para 50% da população do Rio e região metropolitana, a maioria dos mortos eram criminosos, e para 31%, todos eram. Metade também concorda com a frase "bandido bom é bandido morto".

Mas 77% acham que investigar crimes e prender criminosos é mais importante do que matar, segundo o levantamento. E 88% da população concordam que todos os policiais em serviço devem usar câmeras corporais.

Por Lucas Lacerda/Folhapress

Itagibá celebra o sucesso do primeiro dia do Dia do Evangélico 2025 com momentos de fé e adoração

A primeira noite do Dia do Evangélico 2025, realizada nesta sexta-feira (31), foi marcada por momentos intensos de fé, louvor e adoração na praça principal de Itagibá.

A programação contou com apresentações de diferentes ministérios e artistas locais, como Lainá, vencedora do Show de Calouros, a Banda Adoração Yeshua, Marcos Alcântara e o grupo Som e Adoração, que conduziram o público em verdadeiros momentos de comunhão e exaltação a Deus.

A pastora Naiana Carvalho também participou da noite de celebração, trazendo uma mensagem de fé e reflexão que tocou profundamente o coração dos presentes.

Entre os destaques, o cantor Felipe Brito, de Acaraci, emocionou o público com um repertório repleto de canções de adoração, levando a plateia a cantar e se conectar espiritualmente em um ambiente de profunda entrega.

Encerrando a noite, o cantor oficial do evento, Lukas Agostinho, apresentou um show vibrante, repleto de energia, louvor e adoração. Sua performance envolvente cativou o público do início ao fim, transformando a praça em um grande altar de adoração e celebração.
O prefeito Marquinhos destacou a importância do evento para o município e para a comunidade evangélica local.

“O Dia do Evangélico é um momento de fé e gratidão. É bonito ver a cidade reunida, louvando a Deus e compartilhando esse sentimento de esperança e união. Nosso compromisso é continuar apoiando eventos que fortalecem a fé e trazem alegria ao nosso povo”, afirmou o prefeito.

A programação continua neste sábado, 1º de novembro, com novas apresentações que prometem mais uma noite inesquecível de fé e louvor em Itagibá.

PMBA apreende armas de fogo e prende suspeitos envolvidos na morte de um adolescente na cidade de Ibirataia

Durante a Operação Sentinela do Sol neste sábado (01.11), guarnições da CIPE Central, CIPE Sudoeste e da 55ª CIPM localizaram suspeitos nos bairros José Firmino da Silva e João Paulo, em Ibirataia, que segundo Informações indicam que os suspeitos estavam envolvidos na morte de um adolescente, no dia 25 de outubro.

Durante a operação, a intervenção policial, dois indivíduos identificados pelos apelidos de “Bafo” e “Da Síria” entraram em confronto com as guarnições. Ambos foram atingidos, socorridos e encaminhados ao hospital local, mas não resistiram aos ferimentos. 

As armas, munições de calibre restrito e drogas ilícitas utilizadas pelos suspeitos foram recolhidas e apresentadas à Delegacia Territorial de Jequié

PMBA, uma Força a serviço do cidadão.

Exército dá férias a Cid para evitar volta ao quartel na próxima semana

 Tenente-coronel tem retorno ao trabalho marcado para terça (5) Mauro Cid não tira férias desde 2020 e ficará de folga por 60 dias

Brasília: O tenente-coronel Mauro Cid volta ao serviço no Exército na próxima terça-feira (5), primeiro dia após o início definitivo do cumprimento de sua pena de dois anos de reclusão por participação na trama golpista.

Para evitar constrangimentos, o Exército decidiu que Cid precisará tirar 60 dias de férias —período correspondente às folgas não tiradas durante sua atuação como ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Mauro Cid não deve voltar ao QG do Exército este ano. A expectativa na Força é que o comandante do Exército, general Tomás Paiva, conceda até o início de janeiro o direito de o tenente-coronel ir para a reserva.

O tenente-coronel não tira férias desde 2020. Ele recebeu uma autorização excepcional do Comando do Exército na época, para permanecer no serviço como chefe da Ajudância de Ordens da Presidência.

Os regimentos internos da Força estabelecem que o militar que não tirou férias, por motivos excepcionais, deve se retirar do serviço na primeira oportunidade que tiver. Para a cúpula do Exército, essa é a situação de Mauro Cid.

O assunto foi tratado com o próprio tenente-coronel nos últimos dias, segundo duas pessoas com conhecimento das tratativas. Mesmo com cinco férias a tirar, a decisão provisória é de apenas 60 dias de folga. Cid não se opôs à determinação.

A avaliação de oficiais do Exército ouvidos nos últimos meses pela Folha é que não há clima para o retorno de Cid aos trabalhos nos quartéis. Esse é um dos motivos pelos quais o pedido de aposentadoria antecipada do militar é visto com bons olhos no quartel-general de Brasília.

O Exército recebeu em agosto um pedido de Mauro Cid para ir à reserva antes de completar o tempo mínimo de serviço. A Força criou uma comissão para analisar a documentação do militar antes de tomar uma decisão —esperada para o fim de dezembro ou início de janeiro.

O pedido é conhecido como cota compulsória —mecanismo pelo qual um militar pode passar à reserva do Exército e receber como aposentadoria um valor proporcional ao tempo de serviço.

Mauro Cid tem 29 anos e 6 meses de serviços prestados pelo Exército. Ele teria o direito de deixar o serviço ativo, com todos os benefícios, somente após 31 anos de trabalho. Na prática, no entanto, uma redução salarial na reserva seria pequena.

O pedido de cota compulsória não é automático. Uma comissão do Exército vai analisar toda a documentação entregue por Cid —que inclui seu histórico militar e os motivos do pedido— e vai sugerir ao Comando do Exército uma decisão para o caso.

O Exército sugeriu a Mauro Cid que fosse para a reserva ainda em 2023, por meio da cota compulsória, segundo três generais ouvidos pela reportagem. O argumento era de que o militar pudesse focar seus esforços em sua defesa diante do avanço das investigações sobre a trama golpista.

O tenente-coronel negou a sugestão na época. Ele acreditava que era possível reverter o cenário, ainda confiante de que nem sequer seria denunciado pela tentativa de golpe de Estado. A avaliação de aliados de Cid é que a situação acabou se tornando insustentável, e o melhor caminho era deixar o Exército.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou na quinta (3) o início do cumprimento da pena de Cid pela participação na trama golpista. Ele foi condenado a dois anos de reclusão, em regime aberto.

O militar passará na segunda (3) por uma audiência no Supremo para dar início efetivo à pena. Ele ainda poderá retirar a tornozeleira eletrônica, que utiliza desde setembro de 2023.

Moraes também determinou que se prepare um atestado de pena a cumprir por Cid e que seja calculado o "período em que o réu permaneceu preso provisoriamente para fins de detração penal".

A decisão de Moraes não cita o retorno ao trabalho do tenente-coronel.

Como a Folha mostrou, Cid tem feito planos para seu futuro. Ele espera conseguir até o início de 2026 a autorização do Exército para ir à reserva remunerada, mantendo seus benefícios como militar. Ele avalia se mudar para os Estados Unidos, onde mora um de seus irmãos.

Ele também avalia se capacitar para dar aulas e prestar consultorias sobre as Forças Armadas. Segundo um de seus interlocutores, o militar diz não ter nenhuma experiência no mundo civil e segue com o futuro incerto após o fim de seu processo no Supremo.
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Argentina prende três brasileiros suspeitos de integrar o Comando Vermelho

Os agentes argentinos acreditam que os três tenham fugido do cerco ao Comando Vermelho realizado pela polícia do Rio de Janeiro nos últimos dias. O Exército argentino se prepara para militarizar a região.

Três homens do estado do Rio de Janeiro foram detidos por policiais argentinos quando atravessavam a fronteira do Brasil com a Argentina por uma passagem clandestina, segundo informações da polícia de fronteira da Argentina na madrugada deste sábado (1°). Dois deles têm antecedentes por tráfico de drogas.

Os cidadãos brasileiros foram presos na província argentina de Misiones nesta sexta-feira (31), acusados de entrar ilegalmente no país por uma passagem clandestina próxima à cidade de Alba Posse, fronteira com o município de Porto Mauá, no Rio Grande do Sul.

Segundo os agentes argentinos, os três são suspeitos de fugir do cerco ao Comando Vermelho, no Rio de Janeiro. Uma megaoperação das polícias Civil e Militar do Rio na última semana nos complexos da Penha e Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, a Operação Contenção, terminou com 121 mortos e 113 presos.

"Até que informações oficiais sejam recebidas do Brasil, os três homens permanecerão sob custódia à disposição das autoridades judiciais", afirmou, em nota, a polícia de Misiones.


Os suspeitos foram identificados como Ednei Carlos dos Santos, 25 anos, Luís Eduardo Teixeira de Souza, 23, e Jackson Santos de Jesus, 35, todos naturais de Rio das Ostras, norte do Rio de Janeiro. Segundo o boletim de ocorrência, dois deles já possuíam antecedentes criminais por tráfico de drogas, enquanto o terceiro já havia sido processado por agressões.
A operação foi realizada pela Brigada de Inteligência Criminal de Fronteira, subordinada à sede provincial. Os agentes interceptaram os três homens quando tentavam atravessar uma área de mata próxima ao rio Uruguai.

Os policiais de fronteira, que estavam à paisana, notaram a presença incomum dos três homens, já que a localidade argentina de Alba Posse tem apenas 6.800 habitantes, enquanto do lado brasileiro, Porto Mauá contabiliza 2.300 habitantes. Logo, o grupo chamou a atenção dos policiais que resolveram abordá-los do lado argentino.
Nenhum deles foi capaz de justificar a entrada no país nem explicar o motivo de estarem na Argentina. Levados à delegacia, sob forte esquema de segurança, admitiram ter entrado na Argentina de forma ilegal usando uma canoa.

Ligação com o Comando Vermelho

As autoridades locais estão em contato direto com as polícias do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Santa Catarina, para confirmar se os detidos realmente pertencem ao Comando Vermelho e se existem mandados de prisão internacionais. Foram enviadas fotografias e impressões digitais.

A principal suspeita é que os detidos sejam parte do chamado “efeito de debandada”, isto é, a fuga a outras regiões a partir da ação policial na "Operação Contenção", no Rio de Janeiro. Os investigadores trabalham com a hipótese de que os três brasileiros tenham cruzado a fronteira com a Argentina para escapar da repressão e que esperavam na localidade algum contato local para continuar viagem a outro ponto da Argentina.

Controles e Exército na fronteira

Na terça-feira (28), a ministra argentina da Segurança, Patricia Bullrich, emitiu um “alerta máximo” aos postos de fronteira para aumentarem os controles nas passagens entre a Argentina e o Brasil, dada a possibilidade de membros do Comando Vermelho tentarem entrar no país após as operações no Rio de Janeiro.

Na província de Misiones, a medida incluiu patrulhas fluviais, drones de vigilância e aumento do efetivo em áreas rurais, especialmente em Alba Posse, El Soberbio e San Javier, pontos críticos onde normalmente operam redes de contrabando e tráfico de drogas transfronteiriças. Nenhuma dessas três passagens é usada por turistas.

As passagens usadas por turistas brasileiros na província de Misiones são Foz do Iguaçu (Brasil) - Puerto Iguazú (Argentina) e Dionísio Cerqueira (Brasil) - Bernardo de Irigoyen (Argentina). Essas são as duas passagens por onde automóveis e ônibus podem atravessar.

Por outro lado, o Ministério da Defesa da Argentina anunciou que vai enviar na próxima semana o Exército à província argentina de Misiones, fronteira com os estados brasileiros Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A equipe de combate a ser enviada consiste em tropas, carros blindados, caminhões militares e helicópteros para tarefas de vigilância, apoio logístico, obtenção de informações, engenharia e construções, comunicações e ciberdefesa, além de apoio aéreo.

Dois suspeitos de homicídios morrem em ação da Polícia Militar em Ibirataia

Dois suspeitos morreram em uma ação da Polícia Militar no início da manhã deste sábado (1º), na cidade de Ibirataia. Um adolescente também foi apreendido durante a operação. Segundo apurou o GIRO, os homens são apontados por um comparsa como autores do homicídio de Kauã Santos Gurunga, de 17 anos, assassinado em frente a um colégio na manhã do último sábado (25 de outubro). A dupla também é suspeita de outro homicídios e tentativa de homicídios na cidade (veja aqui e aqui alguns dos casos ligados aos suspeitos).

De acordo com as informações preliminares, os suspeitos apelidados de “Bafo” e “Da Síria” foram localizados em ações conjuntas das guarnições da CIPE Central, CIPE Sudoeste e do 2º Pelotão da 55ª CIPM, nos bairros José Firmino da Silva e João Paulo. Durante o confronto, ambos foram baleados. Eles chegaram a ser socorridos e encaminhados ao hospital local, mas não resistiram aos ferimentos.

O adolescente apreendido foi encontrado com drogas, e as armas utilizadas pelos dois suspeitos mortos foram recolhidas e serão apresentadas à delegacia de plantão, onde o caso será formalmente registrado. A Polícia Militar deve divulgar mais detalhes da operação e a identificação dos envolvidos nas próximas horas. (Giro Ipiaú)

Sob facções e operações, população de favelas vive traumas e adoece

Uma pesquisa conduzida pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) tenta descrever esse cenário

"Uma bomba invisível". É assim que o professor José Claudio Sousa Alves, do departamento de ciências sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), descreve as consequências para a população de operações policiais como a Operação Contenção, considerada a maior e mais letal dos últimos anos no Rio de Janeiro.

A operação, realizada na última terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou ao menos 121 pessoas mortas, gerou pânico com tiroteios, fechamento de comércio, escolas e postos de saúde, com interdição das principais vias da cidade, rotas de transporte público alteradas e ônibus queimados. Corpos foram estendidos no meio da rua em meio a parentes e a toda uma comunidade horrorizada e em luto. As consequências seguirão sendo sentidas, adverte Alves.

“As pessoas ficam com diabetes, hipertensão, distúrbios emocionais, distúrbios mentais, não dormem, têm AVCs [acidente vascular cerebral], inúmeras complicações de saúde, problemas de visão, glaucoma. É uma bomba invisível”, diz o professor, que é referência em violência urbana e segurança pública.

Uma pesquisa conduzida pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) tenta descrever esse cenário. O estudo comparou a situação de saúde de moradores de favelas expostas a um número maior de tiroteios envolvendo agentes do Estado com a de pessoas que vivem em comunidades mais tranquilas, com número menor de confrontos armados.

A pesquisa mostrou, por exemplo, que o risco de moradores de favelas mais expostas a tiroteios desenvolverem depressão e ansiedade é mais que duas vezes maior que o daqueles de outras comunidades. A probabilidade também é maior de apresentar quadros de insônia (73%) e hipertensão arterial (42%). Um terço dos moradores dessas comunidades também relatou sudorese, falta de sono, tremor e falta de ar durante os tiroteios.

A dirigente sindical Raimunda de Jesus foi uma das pessoas que participou da manifestação contra a Operação Contenção, realizada no Complexo da Penha na última sexta-feira (31).

“A forma que aconteceu aqui não acontece na Zona Sul, nas áreas mais ricas, mas lá também tem bandidos. Nós, que moramos na periferia, somos discriminados. Mas o Estado não pode nos ver como inimigos. O Estado tem que tratar e cuidar do seu povo, de toda a sua população”, afirmou.

Liliane Santos Rodrigues, moradora do Complexo do Alemão, também compareceu ao ato. Ela perdeu o filho Gabriel Santos Vieira, de 17 anos, há apenas seis meses. O jovem estava na garupa de uma moto por aplicativo, a caminho do trabalho, quando foi baleado com cinco tiros durante uma perseguição policial.

“Eu estou sentindo a dor dessas mães. Foi um baque muito grande ver que um rapaz foi morto no mesmo lugar em que o meu filho morreu. Tem três dias que eu não sei o que é dormir direito".

Por Mariana Tokarnia/Agência Brasil

Lula gasta mais de R$ 300 mil em propaganda nas redes sobre combate ao crime organizado

As cifras são divulgadas pela própria Meta em uma página de transparência sobre a publicidade em suas redes
O governo Lula (PT) gastou ao menos R$ 337 mil para divulgar em redes sociais peças de propaganda sobre ações de combate ao crime organizado depois da operação no Rio que deixou 121 mortos.

O valor foi pago à Meta, dona de plataformas como Facebook e Instagram, para ampliar o alcance de publicações sobre o tema.

A campanha do governo tem duas postagens: uma delas defende a aprovação da PEC da Segurança, proposta pelo Ministério da Justiça como um dos principais planos da gestão Lula para enfrentar o crime organizado; outra afirma que só é possível agir nessa área com inteligência e faz críticas indiretas à operação do governo do Rio.

O valor de R$ 337 mil foi gasto em apenas três dias, de quarta-feira (29) até a noite de sexta (31). O pagamento aumentou a circulação das peças nas redes controladas pela Meta. As publicações foram vistas por milhões de usuários desde então.

As cifras são divulgadas pela própria Meta em uma página de transparência sobre a publicidade em suas redes. Os números são uma estimativa de despesas feitas pelos anunciantes para cada postagem.

O patrocínio de postagens em redes sociais é conhecido como impulsionamento. Usuários pagam para que determinado conteúdo chegue a mais usuários. No caso do Facebook e do Instagram, as publicações pagas aparecem na página de anúncios da Meta, dona das duas plataformas.

O governo tenta reagir à uma pressão recorrente sobre a gestão petista em torno da pauta da segurança pública. O tema deu um novo gás à direita, que voltou a se unir em apoio a Cláudio Castro (PL), governador do Rio.

O movimento tem como pano de fundo a disputa eleitoral do próximo ano e o receio do impacto do episódio à imagem do governoa gestão petista, que vinha em uma maré positiva.

O vídeo divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência e impulsionado nas redes da Meta faz queixas indiretas ao governo fluminense e defendendo a aprovação da PEC.

O vídeo diz que para atacar o crime é preciso mirar na cabeça, "mas não de pessoas", e que o crime organizado é um dos maiores problemas do Brasil e "destrói famílias, oprime moradores e espalha drogas e violências nas cidades".

A campanha também diz que matar criminosos não é a solução e defende que é preciso atacar o cérebro e o coração de grupos criminosos, citando como exemplo operação realizada em agosto pelo Ministério Público, com participação da Receita Federal, contra o PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis e do mercado financeiro.

A PEC da Segurança, enviada ao Congresso em abril deste ano, está atualmente em análise na Comissão Especial da Câmara. A avaliação é que a tramitação tem avançado em ritmo lento. A expectativa é que o texto seja levado ao plenário até o fim do ano

A ideia do governo é constitucionalizar o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), estabelecendo diretrizes mínimas a serem seguidas por órgãos de segurança de todo o país.
Por Bruno Boghossian/Folhapress

PF prende homem com cerca de 170kg de drogas na Rodovia Presidente Dutra

Rio de Janeiro/RJ. Nesta sexta-feira (31/10) a Polícia Federal prendeu em flagrante um caminhoneiro que transportava cerca de 30 kg de cocaína e 140 kg de maconha. A droga estava oculta em meio à carga do caminhão, que foi interceptado na Rodovia Presidente Dutra.

A abordagem foi realizada na altura do município de Piraí/RJ, durante uma barreira policial montada pela Delegacia de Repressão a Drogas (DRE/RJ). A ação faz parte de uma estratégia de combate permanente ao tráfico interestadual de armas e drogas com destino ao estado do Rio de Janeiro e contou com a ajuda dos cães de faro do Canil da DRE.

De acordo com as investigações, o caminhão vinha de São Paulo e a carga ilícita seria distribuída em comunidades da capital fluminense dominadas por uma das maiores facções criminosas do estado..

O motorista, o caminhão e a droga foram levados à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para a lavratura do auto de prisão em flagrante. O homem será encaminhado ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Governadores de esquerda evitam embate com direita, e Jerônimo minimiza 'consórcio da paz'

Os gestores da esquerda, todos de estados do Nordeste, não foram convidados para participar da iniciativa

Um dia após governadores da direita anunciarem a criação de um "Consórcio da Paz" para articular o combate ao crime organizado, chefes dos Executivos estaduais de partidos de esquerda evitaram embates com os colegas e defenderam uma união de forças no combate ao crime organizado.

Os gestores da esquerda, todos de estados do Nordeste, não foram convidados para participar da iniciativa, lançada nesta quinta-feira (30) no Rio de Janeiro como um ato de apoio ao governador Cláudio Castro (PL), após a operação policial mais letal da história do Brasil, que deixou 121 mortos.

Os discursos tiveram tom eleitoral, com críticas ao governo Lula e a participação de governadores que são potenciais presidenciáveis, caso de Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás.

Alvo de críticas de Caiado por sua gestão na segurança pública, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou o debate guiado por interesses político-partidários.

"O momento é de cooperação e não de divisão entre estados, ataques ou conflitos. Só unindo forças de maneira sincera e sem interesses políticos menores derrotaremos o crime", afirmou o petista, que defendeu a aprovação PEC da segurança pública pelo Congresso Nacional.

Jerônimo ainda afirmou que não entraria no mérito de utilizar um momento de consternação como elemento partidário e eleitoral e defendeu a união dos 27 governadores em torno de uma pauta única de enfrentamento do crime organizado.

"Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça. Essa é minha máxima: prender, entregar à Justiça e oferecer dentro dos presídios a capacidade de ressocialização", disse o governador da Bahia.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que tem adotado um discurso linha-dura no combate ao crime organizado, celebrou em uma rede social uma operação policial que deixou sete pessoas mortas pela polícia em Canindé, cidade do interior do estado a 115 km de Fortaleza.

"Nenhum policial morto. Nenhum inocente alvejado. A população protegida", afirmou o governador, celebrando a operação.

Castro correu às redes sociais e exaltou o petista: "Parabenizo os policiais do Ceará e o governador Elmano de Freitas pela coragem e determinação no enfrentamento ao crime organizado".

A Folha procurou os governadores Carlos Brandão (sem partido), do Maranhão, Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte, Rafael Fonteles (PT), do Piauí, e Fábio Mitidieri (PSD), de Sergipe, mas nenhum quis se pronunciar.

Em Brasília, a iniciativa foi criticada por integrantes do governo Lula (PT), que classificaram a criação do grupo dos governadores de direita como uma tentativa de dividir politicamente o país.

A ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) afirmou que os governadores que agora se unem foram contra a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança, enviada pelo Executivo ao Congresso, que prevê constitucionalizar o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), estabelecendo diretrizes mínimas a serem seguidas por órgãos de segurança de todo o país.

"Ao invés de somar forças no combate ao crime organizado, como propõe a PEC da Segurança enviada pelo presidente Lula ao Congresso, os governadores da direita, vocalizados por Ronaldo Caiado, investem na divisão política e querem colocar o Brasil no radar do intervencionismo militar de Donald Trump na América Latina", afirmou a ministra em publicação nas redes sociais.

Nos últimos meses, os Estados Unidos reforçaram a presença militar na América Latina com o envio de caças, navios de guerra e soldados sob o argumento de atuar contra o narcotráfico, principalmente na Venezuela.

A megaoperação gerou tensão entre o governo estadual do Rio e o Executivo federal numa disputa de narrativas acerca da ação e seus desdobramentos, com troca de acusações e críticas de um lado ao outro, tendo como pano de fundo a disputa eleitoral em 2026. A pauta da segurança pública deve ser um dos principais temas do pleito do próximo ano.

Também participam do "Consórcio pela Paz" os governadores Jorginho Mello (PL), Santa Catarina, Eduardo Riedel (PP), de Mato Grosso do Sul, e Celina Leão (PP), vice-governadora do Distrito Federal.

O encontro reuniu governadores se movimentam para herdar o espólio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível. Antecipando a disputa eleitoral de 2026, a pauta da segurança pública serviu para engajar os governadores num contraponto a governo Lula.

O grupo fez críticas à tentativa do Palácio do Planalto de acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso.

Jorginho Mello, governador de Santa Catarina, disse esperar que todas as 27 unidades da federação se unam ao Consórcio da Paz.

Por João Pedro Pitombo/Folhapress

Baiano é o mais cotado para assumir AGU para lugar de Jorge Messias

                            O advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva
O advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, é o nome mais cotado para assumir a Advocacia-Geral da União (AGU) caso o atual titular, Jorge Messias, seja indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Baiano, Wellington César, hoje, está em um dos cargos estratégicos mais influentes da estatal, com atuação direta em todas as decisões e discussões jurídicas da companhia.

Ex-procurador-geral de Justiça da Bahia, ele também teve uma breve passagem pelo Ministério da Justiça, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), onde permaneceu por 11 dias em março de 2016.

Por Política Livre

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