EUA decidem não enviar representantes para a COP30, diz Casa Branca

Os Estados Unidos não enviarão nenhuma autoridade de alto nível para a COP30, cúpula climática da ONU no Brasil, disse uma autoridade da Casa Branca à Reuters. O anúncio alivia a preocupação entre líderes mundiais de que Washington pudesse enviar uma equipe para atrapalhar as negociações.

O Brasil vai sediar uma cúpula de líderes de alto nível na próxima semana, antes do início das negociações climáticas da ONU com duração de duas semanas na cidade de Belém.

No início deste mês, os EUA ameaçaram usar restrições de vistos e sanções para retaliar as nações que votassem a favor de um plano apresentado pela agência de navegação das Nações Unidas, a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), para reduzir as emissões de gases de efeito estufa provenientes da navegação oceânica.

Essas táticas levaram a maioria dos países da IMO a votar pelo adiamento, por um ano, da decisão sobre a implementação de um preço global de carbono para o transporte marítimo internacional.

Segundo a autoridade da Casa Branca, o presidente Donald Trump já deixou claro o ponto de vista de seu governo em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas no mês passado, quando ele chamou a mudança climática de "o maior golpe do mundo" e repreendeu as nações por estabelecerem políticas climáticas que, segundo ele, "custaram fortunas a seus países".

"O presidente está se envolvendo diretamente com líderes de todo o mundo em questões energéticas, o que pode ser visto nos históricos acordos comerciais e acordos de paz que têm um foco significativo em parcerias energéticas", disse a autoridade da Casa Branca à Reuters em um email.

O governo Trump tem buscado acordos bilaterais de energia em suas negociações comerciais para impulsionar as exportações de gás natural liquefeito (GNL) dos EUA com países como a Coreia do Sul e a União Europeia.

Nesta sexta-feira (31), o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse que há "espaço para um grande comércio de energia entre a China e os Estados Unidos", dada a necessidade de gás natural por parte dos chineses, enquanto os dois gigantes econômicos negociam sobre tarifas.

Trump anunciou em seu primeiro dia no cargo que os EUA iriam sair do Acordo de Paris, que já dura dez anos. A retirada entrará em vigor em janeiro de 2026, por isso o país ainda poderia participar da COP30. O Departamento de Estado tem analisado o envolvimento dos EUA em acordos ambientais multilaterais.

No início deste ano, os EUA também pressionaram os países que negociam um tratado global para reduzir a poluição plástica a não apoiar um acordo que estabeleceria limites para a produção de plástico.

A autoridade da Casa Branca disse à Reuters que "a maré está mudando" na priorização da mudança climática, apontando para um memorando nesta semana do bilionário e filantropo e investidor de longa data Bill Gates, para quem é hora de deixar de se concentrar no cumprimento das metas de temperatura global e que a mudança climática "não levará à extinção da humanidade".

Delegado baleado em operação no Rio tem a perna amputada

Tiro atingiu veia femoral de Bernardo Leal Annes Dias

O delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Bernardo Leal Annes Dias teve uma das pernas amputadas após ser baleado na Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão na terça-feira (28).

Quatro policiais morreram na ação, dois PMs e dois civis. Outros 13 ficaram feridos.

O tiro atingiu a veia femoral de uma das pernas de Dias, que foi levado ao hospital estadual Getúlio Vargas e depois transferido para uma unidade de saúde particular.

Nas redes sociais, colegas de Dias têm publicado pedidos de oração e de doações de sangue no Hemorio. A Polícia Civil divulgou os nomes completos dos quatro policiais civis baleados, com pedidos de doação de sangue.

Entre os policiais civis, ficaram feridos e seguem internados Leandro Oliveira dos Santos, Rodrigo Vasconcelos Nascimento e Rodrigo da Silva Ferreira Soares, além de Dias.

O policial civil Rodrigo Velloso Cabral, 34, foi morto na terça. Ele tinha sido nomeado para o cargo de inspetor havia apenas 63 dias. Outro policial civil morto foi Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51, conhecido como Maskara. Ele havia sido promovido a chefe de investigação de uma delegacia na Baixada Fluminense na véspera da operação.

Outros cinco policiais militares seguem internados no hospital central da Polícia Militar, no Estácio, no centro. Ao todo nove PMs ficaram feridos, e cinco foram liberados.

Dois policiais militares foram mortos, ambos do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Cleiton Serafim Gonçalves, 42, tinha 16 anos de corporação, e Heber Carvalho da Fonseca, 39, estava na PM havia 14 anos. Ambos eram terceiro-sargento.

Por Folhapress

Ibirataia: PMBA prende homem por porte ilegal de arma de fogo

Na tarde desta sexta-feira (31), por volta das 14h45, uma guarnição da 55ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), pertencente ao 2º Pelotão de Ibirataia, foi acionada após receber informação de que um homem teria ameaçado funcionários em uma propriedade rural localizada na região da Fazenda Lagoa do Lagedo, fugindo logo em seguida.

De acordo com o relato, o suspeito foi posteriormente visto em um estabelecimento comercial na Avenida Lourival Dias Lima, onde estaria portando uma arma de fogo. A guarnição se deslocou até o local indicado e, após abordagem, encontrou dentro de uma mochila uma arma artesanal do tipo garrucha.

O indivíduo foi conduzido à Delegacia de Polícia de Ibirataia para a adoção das medidas legais cabíveis.

PMBA, uma Força a serviço do cidadão.

Governo Lula envia ao Congresso PL Antifacção, três dias após operação no Rio

           Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta sexta-feira (31) o PL Antifacção para a Câmara dos Deputados como uma resposta ao crime organizado no país. A apresentação da proposta foi acelerada após a megaoperação do Governo do Rio de Janeiro contra a facção Comando Vermelho, que matou 121 pessoas.

A crise mobilizou integrantes do Palácio do Planalto e o próprio presidente a agilizar a análise na Casa Civil. O movimento tem como pano de fundo a disputa eleitoral do próximo ano, tendo em vista que essa crise poderá afetar a imagem da gestão petista.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou no dia 22 deste mês ao Palácio do Planalto o projeto de lei. Ele institui o tipo penal de "organização criminosa qualificada", com pena que pode chegar a 30 anos de prisão.

O anúncio do envio ocorreu após reunião entre o presidente e os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça), José Múcio (Defesa) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União). A agenda entre eles só foi divulgada no início da tarde, pouco antes da reunião.

O texto, inicialmente chamado de Lei Antimáfia, também endurece a punição para líderes dessas organizações e institui o Banco Nacional de Organizações Criminosas, destinado a reunir informações estratégicas para facilitar a investigação e o rastreamento das facções.

Apesar de o projeto antifacção ser aposta do governo Lula para ajudar no combate ao crime organizado, alguns pontos já sofrem resistência dentro do Congresso. O senador Sergio Moro (União-PR) disse nas redes sociais que dois pontos vão na direção contrária do bom combate ao crime.

Além disso, o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Paulo Bilynskyj (PL-SP), afirma que o texto ignora pontos centrais que dificultam a prisão efetiva dos criminosos.

Na ocasião, ele cita a audiência de custódia e a progressão de pena, além da necessidade de tipificar e punir com mais rigor novas modalidades de crime, como o roubo de celulares em escala industrial.

Há ainda deputados que defendem outros projetos, como o deputado Cabo Gilberto (PL-PB) que quer tratar organizações criminosas como terroristas. A proposta ganhou força em meio à crise no Rio de Janeiro, equiparando facções criminosas a grupos terroristas.

Especialistas afirmam que projeto é um avanço no combate ao crime organizado, mas não será uma "bala de prata".

Outra aposta do governo federal é a PEC da Segurança, que tramita em uma comissão especial na Câmara. A expectativa é que o texto seja levado ao plenário até o fim do ano.

A ideia do Executivo é constitucionalizar o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), estabelecendo diretrizes mínimas a serem seguidas por órgãos de segurança de todo o país.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já mencionou a PEC como um dos textos que terão atenção especial nessa legislatura.

Ele indicou que pretende investir na aprovação de projetos sobre segurança pública e que quer tornar o tema um dos legados de sua gestão. A ideia dele é pautar projetos sobre o assunto toda semana.
Por Raquel Lopes, Mariana Brasil e Victoria Azevedo, Folhapress

INSS fecha acordo com Banco BMG para devolver R$ 7 mi a aposentados

Medida faz parte da fiscalização do INSS sobre instituições financeiras que oferecem crédito consignado

Foto: Divulgação/INSS

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o Banco BMG firmaram um termo de compromisso nas operações de empréstimo consignado para aposentados e pensionistas. O banco irá devolver mais de R$ 7 milhões cobrados de forma indevida a 100 mil beneficiários da Previdência Social.

O valor será restituído por meio de desconto direto nas faturas dos clientes. Segundo o INSS, os beneficiários poderão identificar os valores na próxima fatura do cartão.

O banco, no entanto, ainda não foi liberado para voltar a fazer novas operações de crédito consignado. Isso só ocorrerá após a assinatura do ACT (Acordo de Cooperação Técnica), prevista para os próximos dias.

O instituto afirma que a medida reforça o compromisso da autarquia com a defesa dos direitos dos segurados e com o estrito cumprimento da legislação que rege o crédito consignado.

Em nota, o Banco BMG confirmou a assinatura do termo de compromisso e disse que reforça o compromisso com transparência, governança e aprimoramento contínuo da

experiência do cliente. A instituição destacou a ampliação do uso de videochamadas.

Além do ressarcimento financeiro, o Banco BMG assumiu uma série de obrigações para adequar suas práticas e prevenir novos abusos.

Veja as obrigações assumidas:

Videochamada obrigatória: Todas as contratações presenciais de empréstimos e cartões consignados, seja em agências próprias ou correspondentes, deverão ser formalizadas por videochamada. O prazo para implementação dessa medida é de 90 dias. O objetivo é registrar o consentimento explícito do beneficiário e garantir que todas as condições do contrato tenham sido esclarecidas.

Fim da venda casada de seguros:
 O banco foi obrigado a suspender a comercialização de seguros prestamistas ou qualquer outro produto securitário vinculado ao empréstimo consignado para clientes do INSS.

Limite de crédito: O BMG comprometeu-se a respeitar o limite máximo de endividamento de 1,60 vezes o valor da renda mensal do benefício, conforme determina a legislação. A instituição tem 90 dias para adequar seus sistemas, devendo realizar o controle manualmente até então.

Proteção de dados: O banco se comprometeu a não compartilhar, ceder ou transferir dados pessoais dos clientes a terceiros ou correspondentes, exceto quando houver autorização expressa do titular ou previsão legal.

O termo também estabelece que o BMG deve adotar mecanismos para reduzir o número de reclamações registradas em todos os canais de atendimento, incluindo SAC, Ouvidoria, Banco Central e plataformas como Consumidor.gov e Reclame Aqui. A meta é melhorar os índices de resolução de problemas e a satisfação geral dos clientes.

O descumprimento de qualquer uma das cláusulas do acordo poderá acarretar a aplicação de sanções ao banco.

O acordo com o BMG ocorre em um momento de intensificação da fiscalização do INSS sobre as instituições financeiras. Recentemente, a autarquia suspendeu a possibilidade de novas operações de consignado de outras quatro instituições –Banco Inter, Paraná Banco, Facta Financeira e Cobuccio Sociedade de Crédito Direto– após denúncias de irregularidades e em decorrência de investigações da CGU (Controladoria-Geral da União).

Essas ações, consideradas "preventivas e necessárias" pelo INSS, visam cessar irregularidades e proteger o interesse público até a conclusão das apurações. No início de agosto, o instituto também havia cancelado a autorização de oito financeiras que não implementaram o sistema "Não Perturbe", criado para coibir o assédio telefônico a aposentados.

Por Alessandro da Conceição/Folhapress

Motta defende voto distrital misto em 2030 para evitar parlamentares financiados por facções

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que vai impulsionar a mudança do sistema eleitoral para o voto distrital misto nas eleições de 2030 como forma de evitar a eleição de deputados financiados pelo crime organizado.

"Vamos enfrentar a discussão sobre a mudança de sistema eleitoral do nosso país, principalmente para as eleições proporcionais. Essa será uma pauta que eu irei colocar na ordem do dia a partir de agora. [...] Penso que é plenamente possível, para as eleições de 2030, nós pensarmos a mudança do sistema eleitoral", disse Motta, nesta sexta-feira (31), em entrevista à GloboNews.

"Se não nós vamos ter parlamentares sendo eleitos financiados pelo crime organizado, que é quem tem acesso a dinheiro vivo, que é quem tem dominado muitos territórios nas comunidades mais populosas do país, interferindo diretamente nas eleições", completou ele.

Com o voto distrital misto, ele argumenta, a política seria "preservada desse financiamento proveniente de atividades ilícitas". "O crime organizado se infiltrou em várias camadas da sociedade brasileira, é natural que na política essas organizações tentem camuflar seus interesses."

"Se isso não for feito, vamos ter amanhã, quem sabe, o presidente da Câmara e do Senado tendo sido financiados pelo crime organizado e matérias sendo relatadas com esse interesse. Nós vamos estar perdendo o país para essas facções", afirmou Motta.

Ele disse ainda que esperou passar a data de um ano antes das eleições de 2026 para começar a tratar desse assunto no intuito de deixar claro que a mudança não seria para o próximo pleito. A legislação determina que mudanças nas regras eleitorais devem ser aprovadas até um ano antes da data da votação para valerem já naquela próxima eleição.

"Nós já vimos que isso não dá certo no Parlamento. Nenhum parlamentar gosta de mudar o sistema eleitoral no qual ele se elegeu", disse.

Motta citou como alternativas o voto distrital misto e o voto em lista, modelos que, segundo ele, poderiam "preservar a política do financiamento criminoso."

Segundo o presidente da Câmara, o modelo que tem mais apoio entre os parlamentares e os principais partidos, além da sociedade civil, é o voto distrital misto.

O sistema distrital misto divide os estados em distritos geográficos e reserva metade das cadeiras para os mais votados em cada distrito. A outra metade das cadeiras é preenchida com o sistema proporcional, que é o que vigora hoje nas eleições de deputados e vereadores —o eleitor escolhe entre uma lista fechada de candidatos elaborada pelos partidos.

Na entrevista, Motta ainda defendeu medidas para combater o crime organizado e destacou projetos aprovados na Câmara na área da segurança pública.
Por Carolina Linhares/Folhapress

Só 70% dos municípios atingidos por chuvas no RS executaram plano de contingência em 2024, diz IBGE

Uma parcela de 84,5% dos municípios gaúchos atingidos pelo desastre das chuvas de 2024 informou ter Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil, mas só 70,4% o executaram durante o evento climático de proporções históricas.

É o que aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a partir de uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (31), a Munic (Pesquisa de Informações Básicas Municipais).

O levantamento considera questionários respondidos pelas próprias prefeituras sobre diferentes temas da administração.

Em 2024, o instituto incluiu um bloco específico sobre a tragédia do Rio Grande do Sul, que deixou pelo menos 184 mortos e 25 desaparecidos na virada de abril para maio, segundo a contagem do governo estadual.

Dos 497 municípios gaúchos, 459 (92,4%) informaram ter sido atingidos pelo evento climático, conforme o IBGE. Dessas 459 cidades, 388 (84,5%) declararam existir plano de contingência, mas somente 323 (70,4%) o executaram durante a crise, diz o instituto.

De acordo com a Munic, diferentes motivos impediram que o documento fosse colocado em prática.

Nos 65 locais com plano não executado, as razões apontadas foram as seguintes: dificuldades em recursos materiais, como equipamentos e viaturas (11), treinamento do setor responsável pela implementação (10), recursos humanos (9), recursos financeiros (8), sistema de alerta (7) e mapeamento de área de risco (6).

Outros motivos foram indicados por 51 desses municípios. Três não souberam informar.

A soma das respostas supera 65 porque o quesito permitia que mais de um item fosse assinalado. Ou seja, o plano pode não ter sido executado por mais de uma razão em cada local.

"O plano de contingência é um documento em que o município descreve o que deve ser feito numa situação de desastre e tenta planejar atividades, funções e meios para minimizar os efeitos desse evento", afirmou Vânia Pacheco, pesquisadora do IBGE.

Na Munic, o instituto diz que ações do tipo são fundamentadas na análise de vulnerabilidades, no mapeamento de riscos e na identificação de recursos disponíveis para resposta e recuperação.

O levantamento lembra que o Rio Grande do Sul enfrenta desafios recorrentes como enchentes e secas.

Em 2024, o instituto incluiu um bloco específico sobre a tragédia do Rio Grande do Sul, que deixou pelo menos 184 mortos e 25 desaparecidos na virada de abril para maio, segundo a contagem do governo estadual.

Dos 497 municípios gaúchos, 459 (92,4%) informaram ter sido atingidos pelo evento climático, conforme o IBGE. Dessas 459 cidades, 388 (84,5%) declararam existir plano de contingência, mas somente 323 (70,4%) o executaram durante a crise, diz o instituto.

De acordo com a Munic, diferentes motivos impediram que o documento fosse colocado em prática.

Nos 65 locais com plano não executado, as razões apontadas foram as seguintes: dificuldades em recursos materiais, como equipamentos e viaturas (11), treinamento do setor responsável pela implementação (10), recursos humanos (9), recursos financeiros (8), sistema de alerta (7) e mapeamento de área de risco (6).

Outros motivos foram indicados por 51 desses municípios. Três não souberam informar.

A soma das respostas supera 65 porque o quesito permitia que mais de um item fosse assinalado. Ou seja, o plano pode não ter sido executado por mais de uma razão em cada local.

"O plano de contingência é um documento em que o município descreve o que deve ser feito numa situação de desastre e tenta planejar atividades, funções e meios para minimizar os efeitos desse evento", afirmou Vânia Pacheco, pesquisadora do IBGE.

Na Munic, o instituto diz que ações do tipo são fundamentadas na análise de vulnerabilidades, no mapeamento de riscos e na identificação de recursos disponíveis para resposta e recuperação.

O levantamento lembra que o Rio Grande do Sul enfrenta desafios recorrentes como enchentes e secas.

A pesquisa de 2024 indica quais foram os eventos climáticos registrados nos municípios gaúchos.

Enchentes e enxurradas atingiram 406 cidades, seguidas por alagamentos (336), inundações (316) e erosões (296). Outras ocorrências completam a lista.

De acordo com o IBGE, apenas 1 dos 497 municípios gaúchos não respondeu à pesquisa até a data de encerramento da coleta das informações. Trata-se de Bagé, que fica próxima ao Uruguai e a cerca de 380 km de Porto Alegre.

Em entrevista à Folha em abril de 2025, um ano após as enchentes, o governador Eduardo Leite (PSD) afirmou que o Rio Grande do Sul vinha implementando ações para mitigar os possíveis impactos de novas cheias, mas disse que a formação de sistemas de proteção "robustos" demandaria mais tempo.

Segundo ele, os gaúchos ainda levariam alguns anos para fortalecer a estrutura contra desastres, assim como em outros locais que viveram situações semelhantes.

"Não significa que nada se faça neste período. Pelo contrário, é a etapa de preparação para termos os projetos, os estudos ambientais e a execução de obras bilionárias", afirmou Leite na ocasião.

Por Leonardo Vieceli/Folhapress

Governadores de direita criam 'Consórcio da Paz' e atacam Lula após operação letal no RJ

Participando por videoconferência, Tarcísio elogia ação policial que deixou 121 mortos e diz que governo do RJ 'agiu muito bem'

Presidenciáveis, Zema e Caiado criticam esquerda e PT sobre atuação na segurança
Rio de Janeiro

Governadores de direita se reuniram no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30) para demonstrar apoio ao governador Cláudio Castro (PL), após a operação policial mais letal da história do Brasil, que deixou 121 mortos até o momento. Eles anunciaram a criação de um grupo que chamaram de "Consórcio da Paz" e vai reunir os chefes dos Executivos estaduais para articular ações de combate ao crime organizado.

O governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou da reunião por meio de videoconferência e disse que o Rio de Janeiro "deu uma grande demonstração". "O estado do Rio de Janeiro agiu muito bem, fez a diferença", afirmou.

Em tom de campanha eleitoral antecipada, os governadores fizeram ataques ao governo Lula (PT). Além de Tarcísio e do governador fluminense, participaram nomes cotados como presidenciáveis como Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás.

"Nós estamos aqui com uma resposta clara no âmbito dos estados, que será, segundo [batizou] o nosso marqueteiro Jorginho o 'Consórcio da Paz'. Vai ser no modelos de consórcios que já existem para que possamos dividir experiências e ações de combate ao crime e conseguir a libertação do nosso povo", anunciou Castro, em entrevista coletiva conjunta no Palácio Guanabara que durou cerca de uma hora.

Zema elogiou a operação policial que, em sua visão, foi "extremamente bem-sucedida" e enfatizou que ela foi feita sem o apoio do governo federal.

"Temos um presidente que vai lá fora organizar a paz na Ucrânia, mas deixa o povo morrendo aqui", afirmou o governador mineiro.

Na mesma linha, Caiado destacou que a Bahia, estado governado há anos pelo PT, é atualmente o campeão de índices de violência policial. Ele associou governos de esquerda a posturas lenientes com o crime organizado.

"O divisor é moral. Quem quer, seriedade, cumprimento da lei e ordem está aqui, fique conosco. Se quer Lula, Maduro, fique com eles".

Também participaram Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina; Eduardo Riedel (PP), governador de Mato Grosso do Sul, e Celina Leão (PP), vice-governadora de Brasília.

O grupo fez críticas à tentativa do Palácio do Planalto de acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso. Caiado classificou a pauta como um assunto "fake".

"Tudo aquilo que está na PEC já está em lei ordinária. O único objetivo do governo federal era tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública, que é uma determinação da Constituição de 1988", declarou.

Castro voltou a defender a operação policial e afirmou esperar que o Rio seja um laboratório para a retomada de territórios ocupados pelo crime e para o controle da proliferação de armas de guerra.

"Sobretudo no combate dessas armas que não pode proliferar em nenhuma cidade do país. Eu desafio qualquer um a portar um fuzil numa cidade com Paris, Londres, Barcelona ou Frankfurt, e que fique com vida por mais de 20, 30 segundos", disse o governador fluminense.

Articulador do encontro, Jorginho Mello fez elogios a Castro e classificou a operação policial como "histórica". Segundo o governador de Santa Catarina, ela deve servir de modelo para outras no Brasil. Mello afirmou que espera que todas as 27 unidades da federação se unam ao Consórcio da Paz.

"Vamos trocar material humano, comprar equipamento de forma consorciada para jogar o preço para baixo, trocar informação e inteligência policial".

O encontro reuniu governadores que vem se movimentando para herdar o espolio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível. Antecipando a disputa eleitoral de 2026, a pauta da segurança pública serviu para engajar os governadores num contraponto a governo Lula.

A reunião ocorre após Castro travar uma queda de braço com Lula visando capitalizar as repercussões políticas do planejamento e execução da operação. Após troca de farpas com o governo federal, na quarta-feira Castro selou um acordo com o ministro Ricardo Lewandowski para criação de um escritório emergencial contra o crime.

Na reunião, Castro foi aplaudido ao dizer que não vai retroceder. Disse que as operações não vão parar. "Onde houver barricada, haverá operação." Pediu aos governadores ajuda com agentes e equipamentos.

De uma sala com um grande monitor no Palácio dos Bandeirantes, o governador lamentou as mortes de quatro policiais na operação. "Meus sentimentos aos policiais perdidos, às polícias Civil e Militar pelas perdas na operação. Toda morte acaba sendo uma derrota para nós, mas não agir, seria covardia, rendição. E o estado do Rio de Janeiro agiu muito bem, fez a diferença", declarou.

Em um vídeo editado de pouco mais de três minutos, publicado em suas redes sociais, Tarcísio citou ações de seu governo, como "enfrentamento da cracolândia e contra o crime organizado". Disse ainda que mudanças na legislação, como a que vai classificar facções como terroristas, são fundamentais para edurecer penas e aumentar o custo do crime.

Colaboraram Fábio Pescarini e Marianna Holanda, de São Paulo

Irmã de Japinha do CV, morta com tiro no rosto, faz apelo: "Foto sorrindo"

Jovem, que usava roupa camuflada no momento da operação, foi morta com um tiro no rosto
A irmã de Penélope, conhecida como “Japinha do CV”, pediu nas redes sociais que imagens do corpo dela não sejam mais compartilhadas após a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.

Ela afirmou que o perfil será usado para homenagens, com fotos da jovem “feliz e sorrindo”.

Penélope era apontada pela polícia como “linha de frente” do Comando Vermelho e considerada uma combatente de confiança da facção. Segundo relatos, ela teria resistido à abordagem policial e atirado contra agentes durante a ação.

A jovem, que usava roupa camuflada no momento da operação, foi morta com um tiro no rosto. Imagens e vídeos do corpo de Penélope circularam nas redes sociais após a ação, o que motivou o pedido da família.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou para 121 o número total de mortos na megaoperação. A informação foi atualizada na manhã desta quinta-feira (30), após os registros da chegada de corpos no IML (Instituto Médico Legal) Afrânio Peixoto, na região central do Rio.


Batizada de Operação Contenção, a ação envolveu cerca de 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar, com o objetivo de frear o avanço territorial do CV (Comando Vermelho) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão nos complexos do Alemão e da Penha. Entre os alvos, 30 eram de outros estados, incluindo membros da facção vindos do Pará.

Segundo o balanço do governo carioca, a operação resultou em 121 mortos: 54 corpos de civis foram encontrados no dia da ação e outros 63 foram achados por moradores em uma região de mata do Complexo da Penha na quarta-feira (29). Quatro policiais também morreram na ação — dois policiais militares e dois policiais civis.

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo

Relatório do TCE revela baixa governança na Seap: ausência de plano estratégico e falhas estruturais afetam sistema prisional baiano

Segundo a auditoria, o órgão alcançou 42,45% de maturidade em governança e gestão, índice classificado como baixo

Um relatório do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) de agosto deste ano revelou um cenário preocupante na Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP). Segundo a auditoria, o órgão alcançou 42,45% de maturidade em governança e gestão, índice classificado como baixo e que expõe deficiências estruturais e procedimentais graves na condução das políticas penais do estado.

A análise, baseada na metodologia do Tribunal de Contas da União (TCU), avaliou cinco macrodimensões: liderança, estratégia, sistema prisional, alternativas penais e atenção ao egresso. O estudo concluiu que a SEAP apresenta baixa aderência às boas práticas de governança pública, o que compromete a efetividade e a sustentabilidade das ações na área.

Na dimensão Liderança, o índice foi de 50,28%, refletindo uma estrutura administrativa fragilizada. O relatório destaca a ausência de um código de ética e conduta, a falta de avaliação de desempenho dos gestores e a inexistência de critérios claros de mérito. Também não há transparência sobre os currículos da alta administração, nem comprovação de capacitação técnica em planejamento ou gestão pública.

Para o TCE, a falta de mecanismos de integridade e profissionalização cria um ambiente vulnerável e pouco comprometido com a accountability — isto é, com a responsabilidade e a prestação de contas na gestão pública.

O pior desempenho foi registrado na dimensão Estratégia, com apenas 11% de maturidade. A auditoria constatou que a SEAP não possui um plano estratégico formalizado e implantado, atuando de maneira reativa e sem visão de longo prazo. As políticas não estão alinhadas a indicadores de desempenho nem a metas institucionais claras.

Segundo o relatório, essa carência de planejamento é o principal fator que compromete todo o sistema de governança da pasta.

O sistema prisional teve índice de 54%, impulsionado pelo uso do SIAPEN/BA, ferramenta eletrônica de gestão de dados que alcançou 93,25% de aderência. Apesar do avanço tecnológico, a auditoria encontrou falhas graves nas condições materiais e operacionais das unidades.

A assistência material aos detentos teve apenas 22,22% de aderência, com falta de normas sobre o fornecimento e a reposição de itens básicos. A classificação dos presos (68,33%) também não é devidamente regulamentada, e não há programas individualizados de cumprimento de pena.

Na área de alternativas penais, o índice foi de 55%. O relatório reconhece a existência de programas de monitoramento eletrônico, mas aponta ausência de dados sobre o impacto e a economia gerada, além da falta de integração com o Judiciário e de procedimentos padronizados para lidar com violações.

Já a dimensão Atenção ao Egresso teve desempenho um pouco melhor (57,07%), embora as políticas sejam consideradas parcialmente estruturadas e sem articulação efetiva em rede.

O TCE conclui que a SEAP enfrenta um quadro de gestão fragmentada, operacional e pouco estratégica, com baixa capacidade de liderança e governança. A ausência de planejamento institucional e de instrumentos de integridade é vista como uma ameaça à continuidade e à eficiência das políticas de segurança e ressocialização.

Entre as medidas prioritárias recomendadas pelo TCE estão: Elaboração e implantação de um Plano Estratégico Institucional, com metas, indicadores e monitoramento; Criação de um Código de Ética e Conduta, aliado a uma política de integridade e compliance; Capacitação contínua da alta administração em governança pública e gestão estratégica.

Este Política Livre entrou em contato com a assessoria da Seap, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço continua aberto para manifestação.
Por Política Livre

Megaoperação impulsiona governadores da direita contra Lula

 Tema da segurança pública ganha força e se torna eixo de reorganização da direita
A megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), realizada nesta terça-feira, 28, no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre segurança pública no País. Após o desgaste provocado pela PEC da Blindagem e pelo projeto de anistia a condenados pelos atos de 8 de Janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o campo da direita tenta se reorganizar em torno de uma pauta concreta e de apelo popular.

Especialistas ouvidos pelo Estadão avaliam que, apesar do recorde de 121 mortos, a ação policial nos complexos do Alemão e da Penha fortaleceu politicamente não só o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), como também outros governadores alinhados à direita. Ao mesmo tempo, a operação obrigou o governo Lula a enfrentar um tema que historicamente representa um ponto de fragilidade para a esquerda.

Entre as principais lideranças da direita, os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Ronaldo Caiado (União), de Goiás, são apontados como possíveis candidatos ao Palácio do Planalto no ano que vem. Tarcísio é visto como o nome mais forte do grupo, embora afirme publicamente que disputará a reeleição em São Paulo.

Para o estrategista de marketing político Alberto Lage, o debate sobre segurança pública dá maior autonomia aos governadores, que podem abordar um tema de forte apelo popular sem depender da chancela de Bolsonaro, em prisão domiciliar desde agosto. Nos últimos dois meses, as articulações da direita têm girado em torno de uma possível anistia ao ex-presidente, já que a expectativa é de que ele defina o candidato do campo ao Planalto em 2026.

“Do ponto de vista organizacional, a direita conseguiu trazer a discussão para um terreno em que se sente confortável para debater”, afirma Lage. Segundo ele, o tema da segurança pública é especialmente favorável aos governadores, que controlam as polícias nos Estados e podem tratar do assunto de forma direta – ao contrário do debate sobre o tarifaço dos Estados Unidos, no qual tinham pouca margem de atuação.

Dois dias após a megaoperação, governadores de direita se reuniram no Rio para anunciar a criação de um consórcio de segurança pública, com o objetivo de promover cooperação entre os Estados no combate ao crime organizado. O anúncio foi feito pelo governador Cláudio Castro. Tarcísio participou de forma remota, enquanto Zema, Caiado, Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, Eduardo Riedel (PP), governador do Mato Grosso do Sul, e Celina Leão (PP), vice-governadora do Distrito Federal, estiveram presencialmente no evento para demonstrar apoio a Castro após a operação policial.

Para Lage, a manutenção do tema da segurança pública no centro do debate pode abrir “uma espécie de primária da direita”, em que cada governador buscará se destacar ao apresentar os resultados de sua própria polícia.

“Imagino que os governadores vão querer mostrar serviço, tentando apresentar resultados na área da segurança pública. Há diferentes formas de fazer isso: tanto pelo caminho da violência policial quanto por meio da propaganda e dos índices estatísticos. Isso vai depender da estratégia de cada um deles”, afirma Lage.

Direita se reorganiza em torno do debate sobre segurança pública

O cientista político e sócio da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, avalia que a megaoperação no Rio provocou um choque no sistema político. De um lado, fez com que a direita deixasse de focar em temas como anistia e PEC da Blindagem para discutir uma pauta de forte apelo popular; de outro, obrigou o governo Lula a enfrentar um debate difícil para a esquerda.

“Anistia e PEC da Blindagem não geravam impacto para além do grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro. De alguma forma, a segurança pública abre uma nova oportunidade para a direita se reorganizar em torno de um tema que mobiliza fortemente seu eleitorado e que pode, inclusive, pressionar as preferências do governo de esquerda”, analisa Cortez.

Assim como Alberto Lage, o sócio da Tendências destaca que o tema envolve diretamente os governadores, tanto por sua estrutura federativa quanto pela movimentação política deles com vistas a 2026, inclusive com a possibilidade de uma chapa presidencial composta por dois governadores.

Cortez observa ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará definir como se posicionar diante de um tema sensível, especialmente com a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, prevista para a próxima terça-feira, 4.

Cláudio Castro sai politicamente fortalecido

Professora de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mayra Goulart avalia que a megaoperação no Rio marcou uma virada decisiva na pauta política do País, reforçando a polarização entre esquerda e direita.

“A magnitude da operação e sua repercussão nacional criaram condições para que Cláudio Castro voltasse a ocupar o centro da cena política, ainda que por vias controversas. Como a eleição de 2026 terá duas vagas em disputa para o Senado, o episódio pode ser suficiente para recolocá-lo na corrida”, afirma.

A análise da especialista é sustentada pelo aumento expressivo do engajamento de Castro nas redes sociais. Desde o fim da operação, o governador do Rio ganhou mais de 500 mil seguidores no Instagram. Seu perfil oficial saltou de 462 mil para mais de 1 milhão até a noite desta quinta-feira, 30.

Mayra observa ainda que a operação e seus desdobramentos aceleraram o processo de reacomodação entre o governo estadual, o PL e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). Segundo ela, a recente fala de Paes dirigida ao PL, acompanhada de gestos de moderação e de um discurso mais duro em relação à criminalidade, foi interpretada como um aceno à direita, numa tentativa de reduzir resistências entre o eleitorado conservador e abrir pontes com lideranças bolsonaristas.

A professora destaca também que a dificuldade da esquerda em lidar com o tema da segurança pública decorre de sua incapacidade de oferecer respostas com o mesmo grau de concretude e imediatismo do discurso da força. “As soluções progressistas – baseadas em prevenção, tecnologia, integração institucional e políticas sociais – não produzem efeitos perceptíveis de forma imediata, sobretudo entre aqueles que vivem sob medo e violência cotidiana”.

“A atual disputa opõe campos que já não se reconhecem mutuamente: um acusa o outro de ser “assassino”, enquanto o outro o chama de “cúmplice do crime”. Essa lógica impede o diálogo e bloqueia a formulação de políticas consistentes de segurança pública, mantendo o debate preso à retórica da vingança ou da omissão", afirma Mayra.

Por Zeca Ferreira/Estadão Conteúdo

FICCO/Ilhéus prende 20 pessoas em operação contra organização criminosa

lhéus/BA. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Ilhéus (FICCO/Ilhéus), em conjunto com a Polícia Civil da Bahia, a Polícia Militar da Bahia e a CORE/SE (Sergipe), deflagrou, nesta quinta-feira (30/10), a Operação Frater Dominus, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida nos crimes de tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídio e lavagem de dinheiro, com atuação na Bahia e em Sergipe.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão, expedidos pela Justiça Estadual da Comarca de Ubaitaba/BA, nos municípios de Ubaitaba/BA, Maraú/BA, Itacaré/BA, Salvador/BA, Itapetinga/BA, Itabuna/BA e Santa Luzia do Itanhy/SE.

Entre os alvos prioritários estão funcionários públicos, políticos e lideranças criminosas apontadas como mandantes dos crimes investigados. Durante a investigação, foi identificado que a organização criminosa movimentou mais de R$ 20 milhões, por meio de transações financeiras incompatíveis com as rendas declaradas dos envolvidos.

Diante desses indícios, foi determinada a medida cautelar de sequestro de bens oriundos da atividade criminosa, com o objetivo de descapitalizar o grupo e garantir a efetividade da persecução penal.

A operação mobilizou mais de 150 policiais das forças que integram a FICCO/Ilhéus. Participaram da ação, pela Polícia Civil da Bahia, equipes da DRACO, DENARC, DEPIN (DIRPIN Sul, 6ª e 7ª COORPINs). Em Sergipe, as medidas foram cumpridas pela Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/SE). Os policiais militares que participaram da operação pertencem às seguintes unidades especializadas: CIPE Cacaueira, RONDESP Sul, TOR, CPR Sul e CPR Recôncavo.

A FICCO/Ilhéus é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado no sul da Bahia.

Comunicação Social da PF na Bahia

Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Overclean

Em ação conjunta com a CGU e a Receita Federal, PF cumpre mandados em Brasília, São Paulo e no Tocantins
Salvador/BA. A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou, nesta sexta-feira (31/10), a oitava fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 5 mandados de busca e apreensão e o sequestro de valores obtidos de forma ilícita, em Brasília (DF), São Paulo (SP), Palmas (TO) e Gurupi (TO). As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Comunicação Social da PF na Bahia

PF coordena a Operação Acero II em combate ao crime organizado nas fronteiras

Brasília/DF. Entre os meses de julho e setembro de 2025, a Polícia Federal coordenou o desenvolvimento das atividades no Brasil da Operação Acero II da Ameripol, com o objetivo de intensificar o enfrentamento ao crime organizado transnacional nas regiões de fronteira, especialmente no que diz respeito ao furto, ao roubo e à receptação de veículos.
A operação, que contou com duas bases operacionais implementadas pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul e pela Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR, envolveu mais de 15 órgãos brasileiros, incluindo a Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Guardas Municipais, Polícias Civis e Militares do Paraná e do Mato Grosso do Sul, além de forças de segurança da Bolívia e do Paraguai.
Dentre os resultados obtidos pelo Brasil na ação estão a realização de mais de 160 prisões em flagrante, a captura de seis fugitivos internacionais, incluindo dois com Difusão Vermelha da Interpol, a localização de 80 veículos roubados e a apreensão de mais de 42 toneladas de entorpecentes.
A Comunidade de Polícias das Américas (Ameripol) é uma organização internacional que promove a cooperação policial entre os países da América Latina e do Caribe, funcionando como plataforma de integração e troca de informações entre as forças de segurança dos Estados membros, com o objetivo de fortalecer o combate ao crime organizado transnacional no continente americano.

Coordenação-Geral de Comunicação Social

FICCO/BA apreende fuzil durante travessia entre Salvador e Ilha de Itaparica

Ação integrada contou com a troca de informações e o suporte de inteligência da FICCO/BA, que auxiliou na identificação prévia do suspeito

Salvador/BA. Uma ação conjunta entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA), a Polícia Militar da Bahia (PMBA), por meio do 23º Batalhão/Vera Cruz, e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil da Bahia, resultou na prisão em flagrante de um indivíduo armado com um fuzil a bordo de um barco com destino à Ilha de Itaparica. A rápida atuação das equipes impediu que o armamento fosse transportado para o interior da ilha, evitando possível utilização em crimes violentos na região.

A ação contou com a troca de informações e o suporte de inteligência da FICCO/BA, que auxiliou na identificação prévia do suspeito. O trabalho conjunto demonstra a eficiência da cooperação entre as forças de segurança estaduais e federais, reforçando o compromisso com o combate à atuação de facções criminosas no estado. A apreensão representa um importante resultado para a segurança pública, reduzindo o potencial de circulação de armamento de alto poder de fogo na Bahia.

A FICCO/BA é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar da Bahia, Polícia Civil da Bahia, Polícia Penal da Bahia, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia

Ipiaú: Prefeitura organiza cemitérios para receber visitantes no Dia de Finados

Com a proximidade do Dia de Finados a Prefeitura de Ipiaú, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Serviços Públicos (SMDUSP), intensificou os serviços de limpeza, pintura de meio-fio, coleta de entulhos, roçagem e podas de arvores nos dois cemitérios da cidade.
A expectativa é de que nessa data, domingo, 2 de novembro, milhares de pessoas visitem os locais onde estão sepultados os restos mortais de entes queridos, prestando homenagens póstumas, preservando a memória e mantendo uma antiga tradição. A visitação será no período das 7 à 17 horas.
Os dois cemitérios, Jardim da Saudade I(Cemitério Velho) e Jardim da Saudade II (Cemitério Novo) tem recebido serviços rotineiros de manutenção e limpeza, ao longo do ano, entretanto nos períodos que antecedem o Dia de Finados, essas ações são intensificadas.

O Dia de Finados é uma das datas de maior circulação de pessoas nos cemitérios de Ipiaú. Tendo em vista essa afluência a administração cuida de melhor organizar os espaços no sentido de oferecer mais segurança, conforto e respeito aos visitantes que homenageiam familiares e amigos falecidos. ( José Américo Castro/DECOM-PMI).

Prefeitura de Itagibá realiza apreensão de animais soltos em vias públicas

A Prefeitura de Itagibá, em parceria com a Polícia Militar e a Guarda Municipal, realizou uma ação de apreensão de animais de grande porte como cavalos que estavam soltos em vias e áreas públicas, tanto na sede do município quanto no distrito de Japomirim.

O objetivo da operação é garantir mais segurança para pedestres, ciclistas e motoristas, além de proteger os próprios animais, já que o abandono em vias públicas é uma infração passível de multa e considerado crime ambiental. Livres, esses animais também podem causar prejuízos ao comércio e às residências.

O secretário de Administração, Linsmar Magalhães, destacou a importância da ação:

“Nosso compromisso é zelar pela segurança da população e pelo bem-estar dos animais. Essas apreensões são necessárias para evitar acidentes e conscientizar os proprietários sobre suas responsabilidades.”

PMBA intensifica ações de combate ao tráfico de drogas em Ipiaú

Na tarde de quinta-feira (30/10), guarnições da ROTAM e do PETO, da 55ª CIPM, intensificaram as rondas no bairro Euclides Neto, em Ipiaú, com foco na repressão ao tráfico de drogas e na prevenção de crimes violentos.

Durante as ações de patrulhamento na Rua 19 de Abril, os policiais avistaram um homem em atitude suspeita, portando uma sacola preta. Ao perceber a presença das viaturas, o suspeito tentou fugir, sendo alcançado logo em seguida.

Na busca perimetral realizada, foi localizada a sacola contendo expressiva quantidade de substâncias análogas a entorpecentes, já fracionadas e embaladas para comercialização. O material apreendido foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Ipiaú, onde a ocorrência foi formalizada.

Entre os itens apreendidos estavam porções de cocaína, maconha e crack, além de uma quantia em dinheiro e um aparelho celular.

A 55ª CIPM segue intensificando o policiamento em áreas consideradas sensíveis, reafirmando o compromisso da Polícia Militar da Bahia com a segurança e o bem-estar da população de Ipiaú e região.

PMBA, uma Força a serviço do cidadão.

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