Governo não paga nem 5% das emendas, e Congresso reclama de ritmo lento

O ano de 2025 se encaminha para o fim e o governo não pagou ainda nem 5% das emendas parlamentares de comissão, aquelas de livre execução e que, por isso, são usadas para angariar apoio político de deputados e senadores.
O Congresso cobra o destravamento do dinheiro sob ameaça de embarreirar votações de interesse de Lula. A demora na execução tem relação com a queda de braço entre STF e Legislativo sobre a transparência e rastreabilidade desse tipo de recurso.

Houve mudança nas regras de liberação, com exigência de atas das reuniões de comissões para a aprovação de emendas e indicação da destinação dos recursos para o Executivo.

Com isso, até agora foram empenhados (reservados no orçamento) R$ 5,59 bilhões dos R$ 11,5 bilhões da dotação atual, mas só R$ 391 milhões foram pagos (ou 3,4% do total). Segundo dados disponíveis, foram empenhados R$ 2,2 bilhões em setembro e R$ 3,386 bilhões em outubro. Dos recursos efetivamente pagos, foram destinados R$ 382,2 milhões a financiamento de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar.

A lentidão na liberação dos recursos fez com que parlamentares pressionassem o governo e dessem uma semana para que a verba fosse destravada.

As comissões têm aprovado listas com as emendas que devem ser empenhadas pelo governo, incluindo o nome do autor de cada uma. Integrantes do governo afirmam que os pagamentos estão sendo feitos à medida que estão disponíveis e destacam que as emendas só foram para os ministérios no início de setembro.

Os recursos têm as mesmas exigências de um convênio, com necessidade de plano de trabalho que deve ser aprovado individualmente por cada ministério concedente, argumentam.

Procurada, a SRI (Secretaria de Relações Institucionais) afirma que as "emendas parlamentares são empenhadas e executadas em conformidade com a lei e as decisões do STF".

Lula diz que vai negociar tarifas e sanções a autoridades brasileiras em reunião com Trump

O presidente Lula afirmou na Indonésia que sua conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo (26) terá como foco as tarifas impostas ao Brasil pelos Estados Unidos e as medidas impostas pelo governo americano contra autoridades brasileiras.

O presidente brasileiro está em visita de Estado à capital do país, Jacarta, para retribuir a viagem do líder Prabowo Subianto, que foi ao Brasil em julho. Esta é a primeira parada de duas que fará na Ásia, sendo a segunda em Kuala Lumpur, na Malásia, com as agendas mais importantes.

O petista viaja nesta quinta-feira (24) à noite, em horário local, para a capital malaia. A viagem parte de um convite para participar da cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático, em português), da qual o Brasil é parceiro. Lula será o primeiro líder brasileiro a participar da cúpula, que ocorre entre 26 e 28 de outubro.

No local, Lula e Trump terão uma reunião às margens da agenda oficial do evento, onde discutirão as tarifas que afetam as duas economias, em especial a exportação de itens como carne, café e aço para os EUA.

O presidente brasileiro afirmou que quer tratar de outros temas, que não há assunto proibido na conversa. "Podemos discutir de Gaza, à Ucrânia, à Rússia, à Venezuela, a materiais críticos, a minerais, a terras raras. Podemos discutir qualquer assunto", declarou.

É esperado que ele fale sobre a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

É possível que o presidente brasileiro também fale com o americano sobre uma possível incursão militar dos EUA na Venezuela, o que o governo afirma que pode causar desestabilização na América do Sul, além de ter efeito contrário, com fortalecimento do crime organizado.

Em conversa com jornalistas, o presidente afirmou que o Brasil sempre esteve à disposição de Trump para conversas. "Essa reunião está sendo esperada já há algum tempo. Todo mundo sabe que eu dizia que a hora que o presidente Trump quiser conversar, o Brasil está à disposição para sentar para negociar", disse.

A conversa entre os dois está sendo organizada pelos governos dos dois países desde o curto encontro que tiveram em Nova York para a participação na Assembleia Geral. "Eu acho que nós estamos caminhando para mostrar que não há divergência que não possa ser dirimida quando duas pessoas com boa vontade se sentam em torno de uma mesa", declarou.

O petista afirmou ainda que, além do interesse para discutir as tarifas, quer mostrar que houve equívoco na aplicação das tarifas contra o Brasil.

Na viagem à Indonésia, Lula salientou a importância da parceria do Brasil com os países do sudeste asiático.

Ao lado da comitiva com ministros de Estado, mais de 100 empresários participaram da viagem. Um dos objetivos do giro pela Ásia é explorar alternativas diante da guerra comercial. Em Jacarta, Lula afirmou que mais de oito acordos foram firmados em áreas como ciência, tecnologia, agricultura e promoção comercial, entre outros.
Por Victoria Damasceno/Folhapress /Politica Livre

Operação Agro II combate organização criminosa envolvida em roubo de gado na região metropolitana de Salvador

            Ação busca cumprir mandados judiciais contra suspeitos e estabelecimentos comerciais

A Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), deflagrou nesta sexta-feira (24) a Operação Agro II. A ação é fruto de uma investigação conduzida pela 37ª Delegacia Territorial (DT/São Sebastião do Passé), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na prática de furto de gado (abigeato) na região metropolitana de Salvador.

O grupo criminoso atua de forma estruturada e recorrente, invadindo propriedades rurais, subtraindo gados, abatendo os animais no próprio local dos crimes e, posteriormente, distribuindo clandestinamente a carne em açougues situados na capital baiana, sem qualquer tipo de controle sanitário. Esse tipo de ação coloca em risco a saúde pública e viola normas de segurança alimentar.

A operação busca cumprir mandados judiciais contra integrantes do grupo e em estabelecimentos comerciais. As ordens judiciais, expedidas pela 2ª Vara de Garantias de Salvador, miram alvos na capital baiana.

A Operação AGRO II representa mais uma ação da Polícia Civil da Bahia no enfrentamento às organizações criminosas e na preservação da segurança alimentar da população baiana.

A ação conta com o empenho de aproximadamente 100 policiais civis vinculados ao Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), além da participação de equipes da Vigilância Sanitária do Município de Salvador e da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), que realizam fiscalizações nos estabelecimentos suspeitos de comercialização irregular de produtos de origem animal.

Como medida complementar, foi deferido judicialmente o bloqueio de contas bancárias dos investigados, com valores limitados a até R$ 30 mil individualmente, visando a descapitalização da organização criminosa e o ressarcimento dos danos causados às vítimas e à coletividade.
Fonte
Andrei Sansil / Ascom PCBA

Trump diz que EUA vão realizar ação terrestre contra cartéis, sem citar Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país realizará "operações terrestres" contra cartéis de drogas latino-americanos "muito em breve". A declaração foi feita nesta quinta-feira (23) durante conversa com jornalistas. Sem mencionar diretamente a Venezuela, a fala do presidente americano ocorre em um momento de crescente tensão com o governo de Nicolás Maduro em Caracas.

Ataques a embarcações nas águas da América do Sul já causaram pelo menos 37 mortes. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Trump expressou que os EUA estão "muito insatisfeitos" com o regime venezuelano. Mais cedo no mesmo dia, o republicano havia desmentido relatos sobre bombardeios americanos se aproximando do espaço aéreo da Venezuela.

Importantes setores do governo americano, liderados pelo secretário de Estado Marco Rubio, defendem uma intervenção para derrubar o regime de Maduro. A CIA recebeu autorização de Trump para realizar operações secretas em solo venezuelano com esse objetivo.

O governo Trump ainda não apresentou ao Congresso americano provas de que as embarcações atacadas transportavam drogas para território dos EUA, conforme alega. Especialistas indicam que o direito internacional permite ações desse tipo, quando não há ameaça iminente, apenas em situações de guerra declarada.

Sobre a necessidade de uma declaração formal de guerra, Trump declarou: "Não precisamos fazer uma declaração de guerra. Nós simplesmente vamos matar quem tentar trazer drogas ao nosso país. Matar, assim."

Em resposta, o governo venezuelano afirmou que as agressões americanas não prosperarão.

Colisão frontal entre ônibus e carreta deixa mortos e feridos na BR-116 no nordeste do estado

Um acidente envolvendo uma colisão frontal foi registrado no final da manhã desta quinta-feira (23), no trecho da Rodovia BR-116 Norte que liga os municípios de Tucano e Euclides da Cunha, na região nordeste do estado. A ocorrência foi localizada nas imediações da localidade conhecida como Bar Coité, com pelo menos três pessoas mortas e dois feridos.

As informações preliminares indicam que o acidente resultou em fatalidades e feridos. O ônibus, que transportava passageiros da zona rural para a sede de Tucano, foi atingido em cheio por uma carreta.

O condutor do ônibus, identificado como Domingos de Pé de Serra, também proprietário do veículo, não resistiu ao impacto e morreu no local. Testemunhas relataram ao Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, que, além do motorista do ônibus, outras duas pessoas estariam mortas e pelo menos duas ficaram feridas no acidente.

Equipes de socorro e resgate foram acionadas para atender a ocorrência. Apesar de o veículo ter uma faixa lateral indicando uso escolar, ele era empregado para o transporte de passageiros em geral.

Não há informações imediatas sobre o estado de saúde ou a identidade do condutor da carreta. O veículo de carga teria saído desgovernado da pista após o impacto, parando em um terreno adjacente à rodovia.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Técnica devem ser acionadas para isolar a área, realizar a perícia e investigar as causas do grave acidente.

Ação conjunta resulta em apreensão de drogas e munições em Ibirataia

Na tarde desta quinta-feira (23/10), por volta das 12h40, uma ação conjunta entre a guarnição do 2º Pelotão da 55ª CIPM e guarnições da CIPE Sudoeste resultou na apreensão de grande quantidade de entorpecentes e munições na cidade de Ibirataia, no bairro Nova Ibirataia de Baixo.

Durante rondas ostensivas, policiais foram informados por populares sobre movimentação relacionada ao tráfico em uma residência. De posse das informações, as equipes deslocaram-se até o endereço indicado. No local, uma mulher autorizou a entrada dos policiais. Em vistoria inicial foram encontrados dois pacotes com substância análoga à cocaína. Ao prosseguir a busca nos cômodos, as equipes localizaram o restante dos entorpecentes, munições e diversos materiais associados ao tráfico.

A responsável pela residência foi conduzida à Delegacia Territorial de Ibirataia, onde toda a documentação da ocorrência e as providências legais cabíveis foram adotadas.

Materiais apreendidos:

  • 1,686 kg de cocaína
  • 148 pedras de crack
  • 140 g de crack
  • 187 g de maconha
  • 64 buchas de maconha
  • 24 buchas de haxixe
  • 08 munições calibre .38
  • R$ 235,00 em espécie
  • 01 rádio comunicador
  • 02 balanças de precisão
  • 02 relógios
  • 02 correntes e 01 crucifixo dourados
  • 01 empunhadura e 01 tripé para fuzil
  • 01 trilho de fuzil
  • 01 câmera de monitoramento
  • 02 aparelhos celulares

Diversas embalagens para acondicionamento de drogas

A ocorrência foi registrada no Plantão da Delegacia Territorial de Ibirataia. A ação contou com o apoio de guarnições da CIPE Sudoeste e viaturas das unidades envolvidas.

“PMBA, uma Força a serviço do cidadão!”

Em Jequié (BA), PRF apreende três quilos de cocaína

Material ilícito estava em uma mochila no bagageiro de um ônibus; passageira foi presa em flagrante
Na manhã da quarta-feira (22), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu aproximadamente 3 kg de cocaína durante uma fiscalização na BR-116, em Jequié (BA). A ação foi realizada pelo Grupo de Patrulhamento Tático (GPT).

A droga foi encontrada em uma mochila preta, localizada no bagageiro de um ônibus que fazia a linha São Paulo-Petrolina. Os policiais identificaram a passageira responsável pela bagagem, que confessou estar transportando o entorpecente e relatou que receberia uma quantia em dinheiro pelo serviço.

A mulher foi presa em flagrante e encaminhada, juntamente com a droga, para a Delegacia de Polícia Civil em Jequié.

Justiça e Segurança

Ex-presidente da Rússia diz que Trump comete "ato de guerra" após sanções

Estados Unidos aplicaram sanções às duas maiores empresas petrolíferas russas, apelando ao governo de Vladimir Putin para que concorde com um cessar-fogo imediato

O ex-presidente russo, Dmitry Medvedev, declarou nesta quinta-feira (23) que agora estava absolutamente claro que os Estados Unidos são adversários da Rússia e que as recentes medidas do presidente americano, Donald Trump, em relação à Ucrânia equivaliam a um ato de guerra contra os russos.

Trump afirmou durante a campanha eleitoral americana que encerraria rapidamente a guerra na Ucrânia, que seu governo classificou como uma “guerra por procuração” entre Washington e Moscou, embora tenha recentemente expressado frustração com o presidente Vladimir Putin.

O americano, que descreveu a Rússia como um “tigre de papel”, disse na quarta-feira (22) que havia cancelado uma cúpula planejada com Putin, e o Tesouro dos EUA impôs sanções a duas das maiores empresas petrolíferas da Rússia.

“Os Estados Unidos são nossos adversários, e seu 'pacificador' tagarela agora embarcou totalmente em pé de guerra com a Rússia”, escreveu Medvedev, que atua como vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, no aplicativo de mensagens Telegram, se referindo a Trump.

“As decisões tomadas são um ato de guerra contra a Rússia. E agora Trump se alinhou totalmente com a Europa maluca.”

Putin, líder supremo desde 1999, continua sendo a voz final na política russa, embora Medvedev, um falcão que tem repetidamente provocado Trump nas redes sociais, transmita uma ideia de linha dura dentro da elite.

Trump disse em agosto que havia ordenado que dois submarinos nucleares americanos se aproximassem da Rússia em resposta ao que chamou de comentários “altamente provocativos” de Medvedev sobre o risco de guerra.

Medvedev afirmou que o movimento do “pêndulo trumpiano” significava simplesmente que Moscou poderia agora atacar a Ucrânia com uma ampla variedade de armas “sem considerar negociações desnecessárias”.

Putin, que ordenou a entrada de tropas russas na Ucrânia em fevereiro de 2022, após oito anos de combates no leste do país entre separatistas apoiados pela Rússia e forças do governo ucraniano, afirmou repetidamente que está pronto para conversar sobre paz.

Líderes europeus e a Ucrânia dizem não acreditar que o líder do Kremlin queira a paz e alertaram que a Rússia poderá um dia atacar um membro da Otan, uma alegação que o governo russo tem repetidamente descartado como absurda.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que os objetivos de Moscou na Ucrânia permanecem inalterados a partir de 2022: que a Ucrânia seja neutra, não alinhada, desmilitarizada e garanta os direitos dos falantes de russo e dos fiéis ortodoxos.

“Precisamos de uma configuração de soluções negociadas que eliminem as causas profundas do conflito e garantam uma paz confiável no contexto da construção de um sistema eurasiano e global mais amplo de segurança indivisível”, declarou a porta-voz Maria Zakharova.

Ela classificou as sanções americanas como extremamente contraproducentes e alertou que, se o governo Trump seguisse o exemplo de governos americanos anteriores, fracassaria.

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Ao vivo: CPMI do INSS ouve ex-Procurador-Geral do INSS e empresária – 23...

Advogada interpela ex-ministro no TJ e diz que a Bahia não aceita mais ‘traquinagem’ em processo

A advogada Ana Patrícia Dantas Leão, ex-candidata a presidente da OAB baiana, e seu sócio, o procurador do Estado Eugênio Kruchewski, foram protagonistas de um diálogo duro na tarde da última terça-feira (21) com o colega e ex-ministro José Eduardo Cardoso, no Tribunal de Justiça da Bahia.

Segundo relatos de funcionários do Fórum, ela havia acabado de chegar ao TJ para acompanhar o andamento de uma ação milionária que uma cliente move na Vara de Família contra o ex-marido Lucas Queiroz Abud quando foi informada de que o representante do empresário se encontrava no local com outros integrantes de sua equipe.

A advogada então correu na direção dele e, ao encontrá-lo, o interpelou diretamente: – Ministro, respeite a minha história e a história de Eugênio Kruchewsky. Respeite os nossos nomes. Somos advogados sérios, não fazemos fraude em processos. É decepcionante saber que um ex-ministro de Justiça atua num processo em que há deliberado ataque à honra dos advogados que defendem a outra parte.

Em seguida, emendou elevando o tom: – A Bahia não precisa de traquino importado. Não venha fazer traquinagem na Bahia. Visivelmente assustado com a abordagem, José Eduardo tentou se defender.

– Eu fui agredido primeiro. Apenas me defendi, afirmou ele, ouvindo de volta de Ana Patrícia: – Como é, ministro? Neste momento, Kruchewski atalhou: – Está confessando, ministro? As publicações contra a gente partiram do senhor?

José Eduardo, então, buscou se explicar: – Da última vez que estive aqui na Bahia, ao chegar em SP, fui surpreendido com uma notícia em que diziam que, “curiosamente, depois do meu ingresso nos processos, sites de Brasília teriam iniciado uma série de matérias contra os advogados Ana Patrícia e Eugênio”. Eu apenas reagi, fui agredido primeiro.

A advogada contra-argumentou, assumindo que tinha atribuído a ele as denúncias apócrifas contra ela e o sócio. – Ministro, não existe anonimato comigo, eu afirmei e reafirmo que, para nossa decepção, após o seu ingresso nos processos, uma série de notícias inverídicas contra mim e Eugênio tiveram início em sites de Brasília.

Sempre segundo testemunhas, demonstrando indignação, ela ainda acrescentou que não era covarde para se esconder atrás da imprensa, que havia ficado decepcionada com o comportamento dos advogados de Lucas Abud e que não tinha motivos para alterar provas.

Para completar, acrescentou que se ele quisesse ganhar a ação contra ela e o sócio, advogasse ‘dentro dos autos’. A situação constrangeu também os funcionários que assistiram ao tenso diálogo e o relataram a este Política Livre.

Lucas Abud constituiu 36 advogados, entre os quais está José Eduardo Cardoso, para se defender da ação milionária movida pela ex-mulher. Neste período, Ana Patrícia e Kruchewski, únicos defensores dela, foram alvo de uma campanha na imprensa, principalmente de Brasília, em que foram acusados de fraudar provas, o que comprovaram ser mentira.

Política Livre

PF deflagra operação de combate a fraudes previdenciárias

Porto Alegre/RS. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23/10), a Operação Duas Caras, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso envolvendo empresa de suposta consultoria previdenciária especializada em auxílio maternidade, no município de Novo Hamburgo/RS.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na sede física da empresa e nas residências dos sócios-administradores.

O inquérito policial foi instaurado em 2023, a partir de notícia-crime envolvendo uma beneficiária de auxílio-maternidade que, ao dar entrada em seu benefício, foi informada que já existia pedido de benefício formalizado em seu nome, sem seu conhecimento.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do Sul

Lula exalta ‘sul global’ e critica protecionismo em fala na Indonésia

Em discurso feito durante sua viagem a Jacarta, na Indonésia, Lula exaltou o “sul global” e alfinetou as políticas protecionistas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às vésperas do encontro com o americano.

O presidente do Brasil está no país asiático para uma visita de Estado em retribuição àquela feita pelo líder Prabowo Subianto em julho deste ano. É a primeira parada no continente, sendo a próxima uma visita a Kuala Lumpur, na Malásia, para a cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático, em português).

Sem mencionar o líder dos EUA nominalmente, o presidente afirmou que os países do “sul global” devem buscar alianças entre eles e diminuir a dependência de outras nações.

“Nós queremos multilateralismo e não unilateralismo, nós queremos democracia comercial e não protecionismo”, disse Lula.

“O que está acontecendo nesse momento na política e na economia demonstra cada vez mais que nós precisamos discutir as similaridades que existem entre os dois países.”

O petista também destacou o papel importante da Ásia na sua agenda e disse que os países do continente estão entre as suas prioridades. Neste ano, o presidente recebeu no Brasil visita dos líderes da Indonésia e da Índia e viajou à China, ao Japão e ao Vietnã.

No final de sua fala, Lula disse ainda que irá disputar novamente a presidência em 2026. “Eu vou disputar um quarto mandato no Brasil. Então, estou lhe dizendo que ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Esse meu mandato só termina em 2026, no final do ano. Mas estou preparado para disputar outras eleições”, afirmou o presidente brasileiro ao líder Subianto.

Lula está no país para firmar parceria em áreas estratégicas para o governo. Foram assinados acordos em áreas como estatística, agricultura, energia, ciência, tecnologia e promoção comercial.

Além da visita de Estado oficial, o presidente ainda participará também de encontros com empresários locais em um intercâmbio que também terá a participação de empreendedores brasileiros.

Lula faz a viagem para a Ásia acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Um dos principais objetivos nas trocas com líderes da região é desenhar alternativas às taxas impostas por Trump ao Brasil e a diversos países do mundo, entre eles aqueles do sudeste asiático.

Na próxima parada do presidente brasileiro, na Malásia, o petista fará uma reunião bilateral com Trump no domingo (26), que será o principal compromisso de Lula em seu giro pela Ásia.

É esperado que no encontro entre os líderes brasileiro e americano sejam discutidas as tarifas impostas por Trump ao país e outras medidas relacionadas às autoridades brasileiras, como a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e a restrição de circulação imposta ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a seus familiares na visita que fariam para eventos relacionados à Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Também é esperado que temas paralelos sejam discutidos, como os recentes ataques americanos a embarcações venezuelanas e o risco de uma incursão militar dos EUA no país sul-americano, o que, na visão do governo, poderia causar instabilidade na região e, com isso, afetar o Brasil.

Victoria Damasceno/Folhapress

PF e CGU deflagram Operação Intercessor contra desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na Bahia

Vitória da Conquista/BA. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagra nesta quarta-feira, 23/10, a Operação Intercessor, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável pelo desvio e lavagem de recursos públicos federais repassados à administração municipal de Poções/BA entre os anos de 2021 e 2023.

Estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nos municípios baianos de Poções, Encruzilhada, Barreiras e Vitória da Conquista.
As investigações apontam irregularidades graves em contratos de terceirização de mão de obra financiados com recursos do FUNDEB, SUS e FNAS, incluindo ausência de estudos técnicos, pesquisa de preços inadequada, majoração indevida de valores contratuais e prestação fictícia de serviços. O prejuízo estimado ao erário ultrapassa R$ 12 milhões.

A investigação revelou a existência de uma estrutura criminosa organizada, com atuação em diversos municípios baianos, que utilizava empresas de fachada, familiares como intermediários financeiros, movimentações bancárias atípicas e ocultação patrimonial para viabilizar os desvios e a lavagem de dinheiro.

Os crimes apurados incluem organização criminosa, peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e crimes contra a legislação trabalhista.

Comunicação Social da PF na Bahia
Contato: (71) 3319-6002

Ibirataia: Homem é encontrado morto em rua com o corpo carbonizado

Um homem foi encontrado morto e carbonizado na noite desta quarta-feira (22), no distrito de Algodão, município de Ibirataia. O corpo, identificado como sendo de Manoel Lima de Santana, conhecido pelo apelido de “Ramo”, foi localizado por populares em uma rua da José Muniz Ferreira.

De acordo com informações de moradores, ninguém soube informar as circunstâncias que levaram à morte da vítima. Ainda não há detalhes sobre como o corpo foi carbonizado nem se o fogo foi causado intencionalmente.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) esteve no local e realizou a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML), onde serão realizados exames que devem indicar se havia outros ferimentos além das queimaduras.

Moradores relataram que “Ramo” era bastante conhecido na comunidade e costumava ingerir bebidas alcoólicas, mas não tinha histórico de confusões. O caso será investigado pela Polícia Civil de Ibirataia, que busca esclarecer as causas e possíveis responsáveis pela morte. *Por Giro Ipiaú

Trump afirma que tarifas de 50% sobre Brasil salvaram pecuaristas dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (22) que os pecuaristas americanos foram salvos pelas tarifas impostas a parceiros comerciais, incluindo a de 50% sobre o Brasil, maior exportador de carne bovina para o país, em meio a uma campanha para reduzir o preço do produto.

“Os pecuaristas, que eu amo, não entendem que o único motivo de estarem indo tão bem, pela primeira vez em décadas, é porque eu impus tarifas sobre o gado que entra nos Estados Unidos, incluindo uma de 50% sobre o Brasil”, escreveu.

Trump ainda acrescentou que o setor precisa reduzir os preços porque o consumidor também é um fator importante. “Além de tudo, as tarifas sobre outros países SALVARAM nossos pecuaristas!”, escreveu em outro post.

Além do pedido de Trump para redução de preços, agências do governo anunciaram um esforço conjunto para reconstruir o rebanho nacional, duramente atingido pela seca.

No início da semana, Trump disse que o governo considera importar carne da Argentina como forma de conter os preços recordes pagos pelos consumidores. A sugestão irritou os pecuaristas americanos, que já haviam perdido vendas de soja para a China para o país sul-americano.

Os preços do gado e da carne dispararam após anos de seca que devastaram as pastagens e elevaram os custos de alimentação, forçando os criadores a reduzir seus rebanhos. Pecuaristas e economistas afirmam que não há solução rápida para aumentar a oferta de gado.

Os departamentos de Agricultura, Interior, Saúde e Serviços Humanos e a Administração de Pequenas Empresas divulgaram um plano nesta quarta prevendo medidas para ampliar o rebanho americano, como explorar a expansão de áreas de pastagem em terras federais e aumentar pagamentos de programas pecuários.

O Departamento de Agricultura (USDA) também passará a fiscalizar o uso do selo “Produto dos EUA” a partir de 1º de janeiro de 2026, para garantir que produtores nacionais se beneficiem de eventuais prêmios pagos pela carne local.

Oito congressistas republicanos enviaram nesta terça-feira (21) uma carta a Trump pedindo mais transparência sobre o plano de importar carne argentina.

“Incentivamos sua administração a garantir que futuras decisões sejam tomadas com total transparência, base científica sólida e compromisso firme com a pecuária dos Estados Unidos”, diz a carta, liderada pela deputada Julie Fedorchak, da Dakota do Norte.

SEM SOLUÇÃO IMEDIATA

Economistas alertam que não há como reduzir rapidamente os preços do gado, mesmo com mais terras disponíveis, já que a produção de um animal pronto para o abate leva cerca de dois anos.

“A economia e a biologia disso são um quebra-cabeça difícil de resolver”, disse David Anderson, economista agrícola da Universidade Texas A&M.

Embora Trump cobre preços menores, valores altos são necessários para incentivar a expansão dos rebanhos, dizem os analistas.

“Ele precisa fazer um curso de oferta e demanda”, ironizou Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX. “Os preços estão altos porque a demanda é mais forte que a oferta. Se quiser aumentar a oferta de carne no longo prazo, não é baixando preços que se consegue isso”.

As tarifas impostas por Trump neste verão sobre importações do Brasil reduziram o volume de carne brasileira nos EUA, o que levou importadores a pagar mais caro a outros fornecedores.

“Isso certamente contribuiu para o aumento do custo da carne no varejo”, disse Suderman. “Mas não significa mais lucro para quem cria o gado”.

Os contratos futuros de gado nos EUA atingiram recorde histórico na semana passada. Nesta quarta-feira, após a postagem de Trump, as cotações despencaram no limite máximo diário.

Folhapress

Júlio Pinheiro destaca importância do programa Município Mais Seguro: “Temática muito cara para nós”

Foto: Divulgação
Presente no lançamento do programa Município Mais Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o secretário especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, Júlio Pinheiro, defendeu a iniciativa do governo federal como mais uma ação para garantir segurança para a população brasileira. A solenidade foi realizada nesta quarta-feira (22), em Brasília.

“Essa temática é muito cara para nós, especialmente porque o federalismo tem se mostrado uma estratégia eficaz para compartilhar responsabilidades e fortalecer a cooperação entre os entes federativos. Essa iniciativa vai ao encontro dessa lógica — de unir esforços para garantir que as políticas públicas e os serviços cheguem a todos os cantos do Brasil, levando a presença do Estado a cada cidadão”, ressaltou Júlio Pinheiro.

O programa Município Mais Seguro prevê o repasse de recursos federais para o fortalecimento das guardas municipais em todo o país. Nesta primeira fase, o investimento será de R$ 170 milhões, contemplando 215 cidades brasileiras.

Ex-prefeito de Amargosa por dois mandatos, Júlio Pinheiro avalia que os municípios brasileiros necessitam, cada vez mais, de investimentos como estes. “A marca do nosso governo é o compromisso com o Brasil e com a melhoria de vida de qualidade de cada brasileiro, seja na saúde, na educação, na geração de emprego e renda e na segurança pública, tema que tem merecido toda a atenção do nosso presidente”, concluiu.

‘Pelo Brasil eu morro, mas pelo Ceará eu mato’, diz Ciro Gomes ao se filiar ao PSDB

Ciro Gomes e Tasso Jereissati em ato de filiação do ex-ministro ao PSDB em Fortaleza
O ex-ministro Ciro Gomes assinou nesta quarta-feira (22) sua ficha de filiação ao PSDB, defendeu a união das oposições na disputa pelo governo do Ceará em 2026 e disparou críticas contra o presidente Lula (PT), o governador Elmano de Freitas (PT) e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT).

Em discurso, Ciro não confirmou se será candidato a governador, mas indicou que terá como prioridade a construção de um projeto político no Ceará. Falou das mágoas que carrega das eleições de 2022, disse ter sido traído e prometeu resgatar o seu estado.

“Pelo Brasil eu morro, mas pelo Ceará eu mato”, disse o ex-ministro no ato que reuniu militantes e líderes políticos em um hotel em Fortaleza.

Aos 67 anos, Ciro tenta retomar o protagonismo político em seu estado e caminha para ser candidato ao governo do estado pela segunda vez— ele comandou o estado de 1991 a 1994.

A tendência, apontam aliados, é que ele seja o adversário do governador Elmano de Freitas na eleição do próximo ano para tentar interromper um ciclo de governos petistas iniciado em 2015 com a eleição de Camilo Santana, hoje ministro do governo Lula.

O ministro da Educação foi um dos alvos de críticas de Ciro, que classificou o ex-governador como alguém que quer ser dono do Ceará: “Vou tirar sua máscara, Camilo Santana”. O governador Elmano de Freitas foi chamado de “pau-mandado e frouxo”.

O ato reuniu os principais líderes da oposição no Ceará, incluindo o deputado federal bolsonarista André Fernandes (PL) e o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), ambos antigos adversários políticos de Ciro no Ceará e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em discurso, Ciro chamou Fernandes de “jovem talento” e destacou o papel de Wagner ao denunciar o domínio das facções criminosas no estado. Na sequência, afirmou que, mesmo com discordâncias em relação à política nacional, estavam unidos pelo espírito público.

Antevendo possíveis críticas, lembrou as alianças de Lula com pessoas com quem tinha diferenças, caso de José de Alencar, vice-presidente do petista em seus dois primeiros mandatos, e Geraldo Alckmin (PSB), atual vice-presidente.

Em entrevista, André Fernandes destacou que as convergências com Ciro Gomes são maiores que as divergências e sinalizou apoio à unidade da oposição.

“Gostamos da coragem do Ciro, é uma aposta muito grande. No momento certo, iremos definir e apresentar uma chapa, espero eu, uma chapa única da oposição no estado do Ceará”, afirmou o bolsonarista.

Ao falar da política nacional, Ciro se disse que vai se engajar na tarefa de reconstruir o PSDB e fez uma deferência ao ex-governador Tasso Jereissati, seu padrinho político no início da carreira e fiador de seu retorno ao ninho tucano.

Também disparou críticas ao presidente Lula, falando em “roubalheira generalizada” e destacando problemas como a informalidade no mercado de trabalho. Ao falar da eleição nacional de 2026, chamou de irresponsabilidade uma possível nova candidatura de Lula aos 81 anos.

Nos últimos anos, Ciro ampliou as divergências políticas com antigos aliados como Camilo Santana e até mesmo com o próprio irmão, o senador Cid Gomes (PSB), com quem está rompido desde 2022.

Cid, que governou o Ceará entre 2007 e 2014, tem afirmado que uma possível candidatura de Ciro criará uma situação “absolutamente constrangedora”. O senador é aliado de Elmano de Freitas e deve apoiar a reeleição do governador.

Entre aliados de Ciro, uma possível candidatura ao governo é vista como um movimento capaz de mexer com o tabuleiro eleitoral do estado. Aliados do governador, por sua vez, minimizam o impacto da entrada o ex-ministro na disputa estadual.

Elmano trabalha para ampliar o seu arco de alianças e tenta trazer para o seu palanque a federação formada por PP, que já é seu aliado no estado, e União Brasil, que está dividido.

Outro partido que se reaproximou do governador é o PDT, do qual Ciro pediu desfiliação na semana passada. A legenda faz parte da base de Lula e retomou pontes com o PT no Ceará.

Além de Ciro Gomes, o ato em Fortaleza também marcou a filiação ao PSDB de José Sarto, prefeito da capital entre 2021 e 2024. Ele será candidato a deputado federal.

O ex-governador Tasso Jereissati convidou Ciro a assumir o cargo de presidente estadual do partido, com o fim do mandato de Ozires Pontes que se aproxima.

Sofia Herrero e João Pedro Pitombo, Folhapress

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