Lula fala em 4º mandato, mas diz em evento do PT não querer repetir Biden: 'preciso estar 100% de saúde'
O presidente Lula (PT) afirmou neste domingo (3) que pretende ser candidato novamente à Presidência desde que não esteja nas mesmas condições de saúde do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, no último pleito que participou.
"Para ser candidato tenho que ser muito honesto comigo. Preciso estar 100% de saúde. Para eu me candidatar e acontecer o que aconteceu com Biden, jamais. Quando falo que tenho 80, energia de 30, vocês podem acreditar", disse. "Se eu for candidato, vou ser candidato para ganhar."
Biden chegou a se candidatar no último pleito contra Donald Trump, mas abandonou a chapa após demonstrar aspectos de senilidade em debates e falas públicas durante a campanha.
As declarações foram dadas durante a posse de Edinho Silva como presidente do PT, junto aos demais membros eleitos para o diretório da sigla. O evento ocorreu em Brasília, como parte das cerimônias do último dia do Encontro Nacional do PT, iniciado na sexta-feira (1º).
A ex-presidente do PT e ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, esteve presente no evento, onde foi fortemente aplaudida, com gritos de "a Gleisi foi pra gente uma excelente presidente".
Outros ministros do governo filiados à sigla também compareceram, entre eles, Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Anielle Franco (Igualdade Racial), Luiz Marinho (Trabalho) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral).
Gleisi fez falas contra a interferência dos EUA no Brasil, a qual afirmou estar sendo causada pela família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ainda em seu discurso, a chefe das Relações Institucionais discursou a favor da chamada taxação BBB (bancos, bets e bilionários), contra a guerra na Faixa de Gaza, puxou gritos contra a anistia e agradeceu nominalmente ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, pelos trabalhos no processo que mira os envolvidos no 8 de Janeiro.
"Temos uma luta maior também, ao lado de lutar contra as injustiças no Brasil, temos que lutar contra a intervenção estrangeira. Acho que ninguém nunca achou que fôssemos viver uma situação dessa no Brasil, desse tipo de interferência na nossa soberania e causada por um ex-presidente e sua família que quer anistia, que articulam contra o Brasil, que se fantasiam com a bandeira brasileira, que falam dos valores do Brasil e entregam o nosso país ao estrangeiro", declarou.
"Sem anistia para uma gente traidora, que nos vende, que tentou dar um golpe e agora dá um golpe continuado. Nós não vamos negociar nossa soberania, democracia e autonomia dos nossos Poderes. E aqui quero fazer um cumprimento especial ao ministro Alexandre de Moraes, que tem sido fundamental na condução desse processo."
Ao mesmo tempo, atos espalhados pelo país foram realizados em apoio a Bolsonaro. Em Brasília, o evento aconteceu simultaneamente ao evento do PT.
Na véspera, o partido aprovou a tese --texto que guiará os trabalhos da sigla nos próximos anos-- apresentada pela corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), corrente de Lula que ganhou a maioria dos votos na eleição. As correntes são as chapas que disputam poder dentro do partido.
A tese foi aprovada com a inclusão de uma defesa do veto ao projeto de lei que muda as regras do licenciamento ambiental. Foram rejeitadas emendas propostas por alas mais à esquerda do partido, com críticas ao novo arcabouço fiscal e à frente ampla que dá sustentação ao governo em votações no Congresso.
Com 107 itens, o documento do CNB destaca entre as metas e diretrizes do partido para o momento o repúdio ao genocídio na Palestina, a atenção ao tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil e ao mundo, o combate à extrema direita, a isenção do Imposto de Renda para quem tem renda mensal de até R $5.000 e a igualdade salarial.
Uma das principais pautas defendidas pelo PT neste ano tem sido a defesa da escala 6 por 1, que reduz a carga-horária de trabalho semanal. No entanto, o tema teve apenas uma breve menção no texto aprovado.
"Tudo indica que a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas e a criação de um imposto sobre lucros e dividendos, que já vigoram nas principais democracias do mundo, mesmo que sejam criticadas pelas minorias privilegiadas, contarão com idêntico respaldo da maioria do povo", diz.
O texto também afirma que o governo Lula tem procurado melhorar sua comunicação institucional, mas aponta que o embate pelo debate público é mais amplo. Também seria necessário convencer a população da importância das ações de Lula, não só divulgar o que foi entregue por sua gestão.
A tese da CNB cobra ainda que governo e aliados adotem uma comunicação "mais proativa e direta" com a sociedade, o que incluiria explorar "o carisma e a palavra" de Lula e suas viagens pelo país. "Supõe também aproveitar melhor o prestígio e a capacidade de interlocução social dos principais ministros e dirigentes do governo", afirma o texto.
Por Mariana Brasil | Folhapress
Caminhoneiro morre preso às ferragens após veículo tombar na BR-330, entre Jitaúna e Jequié
Um grave acidente registrado na manhã deste domingo (03), por volta das 6h30, resultou na morte do caminhoneiro Adriano Di Gregório Vieira, de 45 anos, morador de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá. O caminhão conduzido por Adriano tombou no km 810 da BR-330, trecho entre Jequié e Jitaúna, no Médio Rio de Contas.
O veículo transportava um carregamento de mangas, que teria saído de Livramento de Brumado com destino à cidade de Ibirataia. Com o impacto do tombamento, o motorista ficou preso às ferragens.
Equipes do 8º Batalhão de Bombeiros Militar foram acionadas e tentaram resgatar Adriano com vida, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), por meio da Delegacia 10/03 de Jequié, apura as causas do acidente. O corpo do caminhoneiro foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Jequié.
De acordo com o Blog Marcos Frahm, Adriano deixa três filhos e era muito conhecido entre os colegas de estrada. A notícia abalou familiares, amigos e caminhoneiros da região, que lamentaram profundamente a perda.
Nikolas Ferreira pede prisão de Moraes e diz em ato que ‘ministro sem toga não sobra nada’
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) participou do ato bolsonarista realizado neste domingo (3) na avenida Paulista, em São Paulo, e pediu a prisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, a quem chamou de “violador de direitos humanos”.
Dirigindo-se diretamente a Moraes, Nikolas disse “você sem a toga não sobra nada” e mencionou as sanções aplicadas pelo governo americano ao ministro. “Eu posso usar cartão de crédito. Posso usar as redes sociais e ainda usar pente de cabelo”, afirmou, adotando um dos discursos mais agressivos dos atos em direção ao magistrado.
O deputado disse que deseja ver Moraes preso. “E, por último, mas não menos importante: para que Alexandre de Moraes esteja atrás das grades”, declarou.
Nikolas também aproveitou para criticar a medida que impõe o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-ministro Jair Bolsonaro (PL). Segundo, o deputado, Bolsonaro foi “condenado por um golpe fictício”.
“Nós estamos lutando para que um dia corruptos de verdade usem tornozeleira eletrônica. Para que bandidos usem tornozeleira eletrônica. Para que quem rouba dinheiro do INSS use tornozeleira eletrônica. Para que o Lula use tornozeleira eletrônica”, disse.
Nikolas também usou a morte de Clériston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, para atacar o ministro, e disse que o Supremo vem “escalando” medidas contra bolsonaristas desde a prisão do ex-deputado Daniel Silveira.
Antes de discursar em São Paulo, Nikolas já havia participado pela manhã de um ato em Belo Horizonte.
Bolsonaristas voltaram a protestar em diversas cidades do país, neste domingo, com pedidos pela anistia de Bolsonaro, réu acusado de golpismo, e ataques a Moraes.
O principal ato, em São Paulo, começou nesta tarde sem a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) —que marcou um procedimento médico para a mesma data.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto e o pastor Silas Malafaia estiveram entre os destaques. Bandeiras com exaltação ao presidente dos EUA, Donald Trump, são uma das marcas da manifestação, assim como gritos de “fora, Moraes”.
Victória Cócolo e Bruno Ribeiro, FolhapressCapitão Alden participa de manifestação no Farol da Barra e reforça “Fora, Lula”
O Farol da Barra, em Salvador, voltou a ser ponto de encontro da direita baiana na manhã deste domingo (3), com a manifestação “Reaja Brasil”. Pelo terceiro domingo consecutivo, o deputado federal Capitão Alden (PL-BA) e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram em protesto contra o governo Lula (PT) e à atuação da Justiça brasileira.
No ato, Alden puxou gritos de “Fora, Lula” e acusou o governo de promover uma “perseguição política” contra Bolsonaro.
“Este é o terceiro domingo seguido que estamos aqui no Farol da Barra como forma de protesto contra o governo Lula, que persegue e censura a direita brasileira, em especial Jair Bolsonaro. Não vamos recuar”, afirmou o parlamentar.
Alden também rebateu críticas sobre a baixa adesão aos protestos.
“Diferente do que estão falando, a manifestação só cresce a cada domingo. Quem fala ao contrário certamente está mal informado. Aqui estão pessoas do bem, que não aguentam mais o rumo que o país está tomando. Precisamos fazer a diferença”, disparou.
A concentração começou por volta das 9h, com manifestantes vestidos com camisas da Seleção Brasileira, bandeiras do Brasil e cartazes com críticas ao governo federal.
Leandro de Jesus marca presença em ato no Farol da Barra e critica STF: “Chega de tiranos”
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) participa, neste domingo (3), do ato realizado no Farol da Barra, em Salvador, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Alexandre de Moraes.
Durante a manifestação, o parlamentar reforçou o tom de enfrentamento que marca os protestos em todo o país.
“Estamos na rua contra a tirania, contra aqueles que se acham donos do Brasil. Todo poder emana do povo, já diria a nossa Constituição, e ela precisa ser respeitada. Estamos aqui pelos presos políticos do 8 de janeiro, contra Alexandre de Moraes e Lula. Chega de tiranos. Em uma só voz declararemos e lutaremos pela nossa liberdade”, disse Leandro.
Por vídeo, Eduardo Bolsonaro participou do evento no Farol da Barra. O deputado Leandro de Jesus ligou para o arlamentar que está licenciado, que mandou um recado para os baianos. O filho do ex-presidente disse: “estão tendo um domingo Magnitsky aí na Bahia? Quero agradecer a todos vocês que entenderam a importância de ir para a rua. Seguiremos lutando pela nossa liberdade e contra os tiranos”, disse Eduardo.
O ato, que integra a mobilização nacional “Reaja, Brasil”, reúne apoiadores da direita e conta com faixas pedindo o impeachment de Moraes, além de críticas à atuação do STF. Os manifestantes também defendem maior liberdade de expressão e denunciam o que chamam de “censura e perseguição política”.
Política Livre
Em Caculé, governador entrega obras e reforça serviços como segurança, abastecimento e mobilidade
Caculé, no centro sul da Bahia, recebeu neste sábado (2), a visita do governador Jerônimo Rodrigues para uma série de entregas que vão impulsionar a economia, fortalecer a agricultura familiar e melhorar a vida da população. Foram inauguradas a nova delegacia e o pelotão da PM e a pavimentação do acesso à BA-617.
“Tô muito feliz em estar aqui. Uma agenda institucional com o município, fazendo a entrega de segurança pública, de pavimentação, de água. Hoje a minha vinda aqui foi para trazer a presença do Governo, para reforçar a parceria”, sintetizou o governador.
Ao lado do prefeito Pedro Dias da Silva, o governador também entregou a requalificação das praças Carlos White, da feira e do Mercado Municipal, além de equipamentos médicos. O chefe do executivo ainda conferiu a VI Feira da Agricultura Familiar da Serra Geral e o Festival da Cultura Baiana, que valorizam as manifestações culturais da região e incentivam a comercialização dos produtos locais.
Desenvolvimento Rural
Entre os destaques da programação, ocorreu a entrega de 19 títulos de terra pelo projeto Minha Terra Legal, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), órgão da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), garantindo acesso à terra e direitos no campo a agricultores da região.
Segurança Pública
Como parte da política de modernização das estruturas de Segurança Pública, foi entregue a nova Delegacia Territorial e o 2º Pelotão da Polícia Militar, ligado à 94ª Companhia Independente, com sede em Caetité, a 63ª só em 2025. O prédio conjugado está localizado no bairro Lagoa de Cima. Foram destinados R$ 3,2 milhões, para a construção, equipamentos e mobiliários. De acordo com o delegado-geral, André Viana, além do aparato tecnológico, representa a ampliação das ações de inteligência.
“Temos que elogiar o trabalho dos policiais civis, que deflagram diversas operações em todo o estado. São mais de 200 operações, mais de 5.500 pessoas presas. Nós temos mais de R$ 600 milhões apreendidos, um recurso que no futuro será utilizado no enfrentamento à criminalidade. Então é um momento de muita alegria entregar mais uma unidade”, pontuou o delegado-geral, André Viana.
Na área da saúde, a população de Caculé recebeu diversos investimentos que somam mais de R$ 900 mil. Foram entregues uma ambulância, van para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), três kits odontológicos, um aparelho de raio-x, oito kits UBS e equipamentos médicos para o Hospital Maternidade Nossa Senhora Aparecida. Com isso, os serviços de saúde do município ganham mais estrutura para atender melhor a população.
Desenvolvimento Urbano
Fruto da parceria da prefeitura com a Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), foram entregues as Praças de Eventos da Lagoa Carlos White e da Feira. Houve ainda a requalificação do Mercado Municipal, num aporte de R$ 3,8 milhões.
“Essa reforma aqui foi muito boa. Proporcionou melhor conforto em termos de qualidade. Antes, o mercado era desorganizado, era tudo junto, os bares, os restaurantes, e hoje está mais organizado em termos de higienização”, disse Marivaldo de Souza, que tem um box para venda de carne.
Mobilidade
O acesso à BA‑617, próximo ao mercado, também foi pavimentado. Os serviços integram o Programa Bahia em Movimento, executado pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Com o valor de R$ 2,3 milhões, foi possível asfaltar o trecho de três quilômetros, facilitando o escoamento da produção e a mobilidade dos moradores em direção ao distrito de Pancadão e à Brumado.
“Era uma dificuldade para veículos, como para pessoas. Mas agora, com esse asfalto melhorou bastante. Os feirantes tinham dificuldade para chegar, tinha muita lama. Agora não, com o asfalto novo não tem mais essa lama”, comemorou Salvador Azeredo, que possui, há 25 anos, uma barraca para venda de pastéis.
Lançado em 2024, o programa visa requalificar, asfaltar e executar serviços de melhoramento em acessos e travessias urbanas de municípios dos 27 territórios de identidade.
“O Bahia em Movimento atingiu quase todo o estado com mobilidade urbana, de acesso às BAs e BRs, facilitando e enriquecendo o turismo regional e a economia, com o fortalecimento do comércio local. Quando você facilita o acesso ao comércio, é importante que seja com segurança”, destacou o superintendente de Infraestrutura de Transporte, Saulo Pontes.
Reforçando a segurança hídrica e o acesso dos caculenses a água de qualidade, foram inaugurados os sistemas de abastecimento que vão atender as comunidades de Piabanha, Peixe Gordo, Lagoa da Torta, Deus me Livre, Lagoa do Barro e Periperi da Tapera. Os equipamentos foram implantados pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS).
Nos últimos dois anos, a gestão estadual já destinou R$ 63,7 milhões em ações na cidade, que envolvem construção de colégio de tempo integral, esporte, mobilidade, abastecimento, geração de emprego e renda, tecnologia, turismo, desenvolvimento Urbano, desenvolvimento rural, saúde e segurança pública.
Feaf
A VI Feira da Agricultura Familiar da Serra Geral (Feaf) e Festival da Cultura Baiana, organizados pela Cooperativa de Trabalho, Assessoria Técnico e Educacional para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Cootraf), ocorrem até 3 de agosto, no Clube de Campo e no Sítio Alegria. A iniciativa busca promover a agricultura familiar, permitindo que os produtores apresentem e comercializem seus produtos. A expectativa é que mais de 25 mil pessoas compareçam a esta edição. A entrada é gratuita e o evento faz parte do calendário oficial de feiras e exposições da Secretaria da Agricultura (Seagri).
Repórter: Anderson Oliveira/GOVBA
Datafolha: 71% veem Lula candidato à reeleição; Alckmin cresce como plano B
A candidatura de Lula à reeleição em 2026 é vista como certa por 71% dos eleitores, embora 54% deles digam que o petista faria melhor se desistisse da empreitada. Como plano B, o vice Geraldo Alckmin (PSB) avançou e ameaça o posto de preferido do ministro Fernando Haddad (PT).
Os achados da mais recente pesquisa do Datafolha ajudam a desenhar um pouco as linhas entre realidade e desejo na cabeça do eleitorado. Desde que a aprovação do governo entrou em plena vazante no começo do ano, Lula assumiu crescentemente o figurino de candidato que sempre foi.
Disse recentemente que, se tiver saúde, disputará sua oitava eleição ao Planalto. A comunicação do governo passou a ser mais popularesca e, se não houve melhorias expressivas na avaliação do trabalho do presidente, a população ficou mais certa de suas intenções.
Em abril, 62% diziam que Lula seria candidato, número que pulou para 66% no mês passado e 71%, agora. Todos os saltos são no limite ou acima da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento.
Ao mesmo tempo, aqueles que não veem Lula buscando a reeleição deslizaram no período, de 34% para 28% e, agora, 23%. Isso não significa apoio à empreitada, ao contrário: 54% acham que o presidente devia pendurar as chuteiras, ante 57% na rodada de junho, enquanto 44% apoiam a ideia, oscilando dos 41% de junho.
Lula não dá sinais de desistir, ao contrário. Se o fizesse, uma novidade surgiu em relação ao levantamento passado: o crescimento do nome de seu vice como nome apontado pelo eleitorado como aquele que deveria ser apoiado pelo petista.
Ele subiu de 18% para 26% de citações do início de junho para os dias 29 e 30 de julho, datas da atual pesquisa. Encosta assim em Haddad, titular da Fazenda, que caiu de 37% para 29%.
Alckmin teve protagonismo recente na disputa do Brasil com Donald Trump, que aplicou um tarifaço às importações brasileiras aos Estados Unidos e o associou a uma punição pelo que chama de perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu aliado ideológico.
O vice, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, já vinha negociando com os americanos desde o começo da gestão Trump. Conseguiu falar com autoridades americanas e não evitou o tarifaço, que veio desidratado para setores em que as taxas prejudicariam mais as empresas do país de Trump.
Seja como for, Alckmin teve a dita boa mídia no episódio. Como Lula não logrou melhorar sua avaliação apesar do percebido sucesso político na crise até aqui, talvez o chamado presente de Trump tenha sido aninhado na mesa do vice —seja no anexo do Planalto ou no ministério que ele frequenta.
Já Haddad lida com crises com o Congresso e com a situação fiscal complexa, e ainda teve no seu colo a crise acerca do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Mais abaixo ficam a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB, 13%), e os titulares de pastas no Planalto Rui Costa (PT, 5%) e Gleisi Hoffmann (PT, 3%).
Do outro lado da trincheira da polarização está o grupo de Bolsonaro, inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral e provavelmente futuro condenado pela trama golpista. Segundo o Datafolha, 30% dos eleitores dizem que ele deve manter a candidatura, o que pode fazer mesmo sabendo da inevitável impugnação depois dos registros formais, em agosto do ano que vem.
Já 67% afirmam que ele deveria largar o osso já e passar o trabalho para alguém de seu grupo político. Aí, os nomes mais fortes a serem apoiados citados são o da sua mulher, Michelle (PL), e o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 23% e 21%, respectivamente.
Abaixo vêm empatados os filhos Eduardo (PL-SP, 11%) e Flávio (PL-RJ, 9%), com o governador paranaense, Ratinho Jr. (PSD) entre eles com 10%. Num pelotão final estão outros dois chefes estaduais, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO, 6%) e Romeu Zema (Novo-MG, 5%).
Foram ouvidas nesse levantamento 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 130 municípios brasileiros.
Igor Gielow, Folhapress
Ao abrir semestre no TSE, ministra Cármen Lúcia destaca compromisso da Justiça Eleitoral com a democracia
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, abriu, nesta sexta-feira (1º), o segundo semestre forense reafirmando o compromisso da Justiça Eleitoral (JE) com a Constituição, a legalidade e a democracia brasileira. Com a posse dos novos ministros efetivos, Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques, nesta sexta, o Colegiado volta a contar com sua composição completa, o que permitirá a retomada dos julgamentos de todos os casos para os quais se exige quórum pleno.
“Estávamos há dois meses sem poder dar sequência às nossas funções nos termos da Constituição do Brasil. Agora, com o corpo efetivo completo, retomamos os julgamentos nos termos da legislação vigente, sem afastar um milímetro sequer das competências que nos foram atribuídas para garantir a democracia no Estado de Direito”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.
Durante seu discurso, a ministra Cármen Lúcia reforçou que a atuação do TSE segue pautada pela imparcialidade, pela ética, pela independência e pelo rigor legal. “Essa Justiça Eleitoral segue trabalhando com tranquilidade e seriedade, cumprindo o dever de observar e aplicar a Constituição do Brasil e as leis da República.”
Eleições Gerais 2026
A ministra observou ainda que os esforços do Tribunal se voltam para o futuro próximo, destacando o foco na preparação das Eleições Gerais de 2026. Segundo ela, a democracia representativa depende de processos que assegurem o pleno exercício dos direitos das cidadãs e dos cidadãos brasileiros, garantindo-lhes o direito à escolha livre e igual de seus representantes.
Em tom de reconhecimento, a magistrada prestou homenagem ao seu antecessor na Presidência do TSE, ministro Alexandre de Moraes, destacando seu papel durante as Eleições de 2022.
“Seu papel na história será sempre lembrado, especialmente pela firme atuação em um momento de extrema dificuldade. Atuou e continua atuando como ministro do Supremo Tribunal Federal, com os rigores da lei, em garantia dos direitos de todos os brasileiros. Essa Justiça continuará, portanto, a cumprir as suas funções com tranquilidade, mas com o rigor que se impõe num Estado Democrático de Direito”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.
Encerrando a sessão administrativa, a presidente Cármen Lúcia desejou um excelente semestre a todos os integrantes do sistema de Justiça Eleitoral, com agradecimentos especiais às servidoras e aos servidores do Tribunal, aos membros do Ministério Público, especialmente do Ministério Público Eleitoral, e a todas as advogadas e todos os advogados. “É pelo desempenho dessas atribuições que se garante ao povo brasileiro a efetividade de seus direitos democráticos e a tranquilidade de eleições sérias, seguras e transparentes, como temos oferecido à sociedade”, pontuou a magistrada.
Demonstrativo de julgamentos
Ao longo do primeiro semestre de 2025, o TSE julgou 1.321 processos, sendo 386 em sessões presenciais e 935 em sessões virtuais. O número representa um aumento em relação aos semestres iniciais dos anos anteriores. Em 2023, foram 978 processos julgados (308 presenciais e 670 virtuais). Já no primeiro semestre de 2024, o total foi de 1.015 processos (185 presenciais e 830 virtuais).
"O que a Presidência faz é pautar a partir do que os relatores apresentam, trabalham e, principalmente, ponderam sobre a oportunidade da inclusão em pauta", afirmou a ministra Cármen Lúcia, ao fazer o balanço de julgamentos.
"Mais uma vez, eu agradeço enormemente porque, mesmo durante o período de recesso, o número de processos tem crescido na chegada. Só tenho a agradecer a atuação tanto dos senhores advogados — sem advogado não há administração da Justiça — quanto do Ministério Público, que, com muita rapidez, tem apresentado os pareceres e as manifestações. Agradeço também aos ministros desta Casa", finalizou a magistrada.
Ministério Público Eleitoral
Ao falar em nome do Ministério Público, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, reforçou que a Procuradoria-Geral Eleitoral renova o compromisso com a integridade do processo eleitoral e com a defesa da democracia brasileira. Segundo ele, os desafios que surgirem, seguramente, serão enfrentados com a habitual seriedade, independência e rigor técnico.
“O Ministério Público Eleitoral reitera sua atribuição de garantir a lisura das eleições e o combate às irregularidades. Que o semestre que se inicia seja produtivo, com o fortalecimento da Justiça Eleitoral e de nossas instituições”, disse ele.
AN/EM/DB
Bolsonaristas tentam impulsionar atos com sanções de Trump a Moraes, mas temem esvaziamento
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) querem que a empolgação da base de apoiadores com as sanções do governo Donald Trump ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sirva para impulsionar os atos marcados para este domingo (3) por todo o país.
Sob o slogan de “Reaja, Brasil”, as manifestações devem acontecer em diferentes cidades simultaneamente, marcando uma diferença para a estratégia que vinha sendo adotada nesses protestos desde que Bolsonaro retornou ao Brasil em 2023.
A ideia é tornar mais acessíveis as manifestações e que parlamentares possam ter protagonismo em seus redutos. Reservadamente, organizadores temem que os atos sejam esvaziados. Primeiro, identificam cansaço da base, que, aos poucos, tem participado menos de mobilizações nas ruas. Segundo, não haverá o principal chamariz: a presença de Jair Bolsonaro.
Bolsonaro está de tornozeleira eletrônica, proibido de sair de casa em Brasília aos finais de semana. Esta é uma das medidas cautelares impostas por Moraes a ele, no âmbito das investigações que apuram a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. O ex-presidente tampouco poderá gravar um vídeo ou discursar.
Além disso, outros nomes de peso estarão ausentes no ato da avenida Paulista, considerado o principal: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) marcou um procedimento médico para a mesma data, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manterá agenda no Pará, segundo a coluna da Mônica Bergamo. Segundo relatos, ela comparecerá à manifestação em Belém.
Diante deste cenário, alguns parlamentares que não são de São Paulo mudaram a rota para a Paulista. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), estarão no carro de som, organizado pelo pastor Silas Malafaia.
Conhecido por forte presença nas redes sociais, Nikolas gravou um vídeo convidando as pessoas para a manifestação, direcionado a quem talvez não compareça. “Só vale quando tem multidões e multidões? Jesus apenas com 12 [apóstolos] mudou a história dele. Você só vai se simplesmente for e resolver?”, questionou.
“Se você não for, como se fosse bala de prata tudo na vida, simplesmente não vamos conseguir. Não estamos numa corrida de 100 metros, estamos numa maratona”, completou.
Bolsonaristas querem um calendário de manifestações, visto como a única reação possível de apoio ao ex-presidente, que será julgado pela trama golpista no STF provavelmente no mês que vem.
As principais demandas são “anistia ampla, geral e irrestrita”, por meio do projeto de lei que está na Câmara dos Deputados, e impeachment de Moraes, via Senado —duas pautas hoje consideradas improváveis de prosperar no Congresso.
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), devem entrar na mira dos discursos nos carros de som e na plateia.
Além disso, bolsonaristas também vão pedir “fora, Lula” nos atos, levando adiante o argumento de que é o presidente o culpado pelas tarifas do aliado Donald Trump a produtos brasileiros.
A aplicação de sanções financeiras ao ministro do STF, na chamada Lei Magnitsky, animou bolsonaristas, que vinham sofrendo desgastes pelo tarifaço do aliado Trump. Inicialmente, o governo americano afirmou que a tarifa seria de 50% em todos os produtos brasileiros, mas recuou e deixou mais de 700 produtos de fora nesta semana.
A sanção a Moraes era a maior demanda do bolsonarismo neste ano, e o principal objetivo de Eduardo Bolsonaro junto a autoridades do governo Trump. Ele disse que o sentimento era de “missão cumprida”, após o anúncio.
Eduardo se licenciou do cargo de deputado federal em março, sob o temor de apreensão do seu passaporte pelo STF, quando ainda não era investigado.
Hoje Eduardo e Bolsonaro estão proibidos de se comunicar. O parlamentar, que foi considerado um dos principais nomes para eventual sucessão do pai em 2026, diz que só voltará ao Brasil quando —e se— Moraes for afastado.
Ele tem defendido em entrevistas que apoiadores participem das manifestações no próximo dia 3, como uma forma de ampliar a pressão nacional.
Eduardo também já indicou, ao comemorar a aplicação da sanção a Moraes, que outras autoridades brasileiras podem ter o mesmo destino. Em vídeo, afirmou que tem “várias batalhas adiante” e que a vitória “não é o fim de nada”.
Marianna Holanda, Folhapress
Operação Escudo de Ferro apreende sete fuzis na zona rural da cidade de Porto Seguro
Depois das Operações Vértice Zero e Ponto Cego deflagradas no Extremo Sul da Bahia, as Forças Estudais e Federais da Segurança Pública apreenderam sete fuzis neste sábado (2), durante a ação integrada denominada ‘Escudo de Ferro’. O flagrante aconteceu na cidade de Porto Seguro.
Os armamentos foram encontrados na zona rural, após ações de inteligência contra facções envolvidas com tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro, roubo e corrupção de menores.
Os fuzis foram apresentados na Delegacia da Polícia Federal de Porto Seguro. Buscas no local da apreensão continuam sendo realizadas por equipes da Cipe Mata Atlântica, 8° BPM, RONDESP Extremo Sul, PC e PF.
“Não daremos trégua no combate às facções. O trabalho continuará norteado pela inteligência e com integração das Polícias da Bahia. Parabéns a todos os guerreiros e guerreiras que participaram deste excelente flagrante”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.
Fonte: Ascom | Alberto Maraux
Ministros tomam posse no TSE em sessão administrativa nesta sexta-feira (1º)
Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha assumem cargos de ministros efetivos no Tribunal para mandatos de dois anos
Os advogados Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha tomaram posse, nesta sexta-feira (1º), como ministros efetivos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas vagas destinadas à classe dos juristas, para mandatos de dois anos. Os ministros leram o compromisso regimental e assinaram os termos de posse, em sessão administrativa na abertura do segundo semestre forense pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia.
A sessão solene de posse dos ministros, para que recebam os cumprimentos, ocorrerá na próxima terça-feira (5), a partir das 19h. Os jornalistas que desejarem cobrir a cerimônia devem preencher o formulário de credenciamento.
Floriano de Azevedo Marques foi reconduzido para um novo mandato de dois anos como ministro titular. Já Estela Aranha passa a compor o TSE como nova integrante efetiva. Ambos foram nomeados em 10 de julho pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de listas tríplices encaminhadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A ministra Cármen Lúcia agradeceu e elogiou o trabalho desempenhado pelo ministro Ramos Tavares, cujo biênio no TSE terminou no dia 30 de maio. Ela assinalou que Ramos Tavares é um dos maiores juristas e constitucionalistas do país. “Nosso reconhecimento ao ministro pelo imenso trabalho realizado”, destacou a magistrada.
Prestigiaram a sessão administrativa de posse dos magistrados o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, o ministro do Supremo Tribunal Federal e diretor da EJE/TSE, ministro Cristiano Zanin, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Perfis
Estela Aranha é graduada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP — Largo de São Francisco). É referência nacional e internacional em direitos digitais, regulação de tecnologias emergentes e inteligência artificial.
Exerceu o cargo de secretária nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e atuou também na Presidência da República, com foco em temas relacionados à inteligência artificial e relações internacionais. No TSE, foi assessora da Presidência, contribuindo para o fortalecimento da integridade da informação no processo eleitoral.
No cenário internacional, representou o Brasil no Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU para Inteligência Artificial. Também integrou a Comissão de Juristas para Regulamentação da IA e a Comissão para Atualização do Código Civil, ambas no âmbito do Senado Federal. É ainda ex-presidente da Comissão Especial de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB e da OAB-RJ.
Natural de São Paulo (SP), Floriano de Azevedo Marques Neto tem 54 anos e uma trajetória de mais de três décadas na advocacia e na vida acadêmica. É graduado, doutor e livre-docente em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde atua como professor titular na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Também integra o corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito da Regulação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.
Na área eleitoral, destaca-se por sua atuação em temas relacionados à Lei da Ficha Limpa. No campo acadêmico, é autor de vários livros individuais e em coautoria e de mais de 200 artigos acadêmicos publicados em revistas técnicas. Foi professor visitante em instituições internacionais como a Pontifícia Universidade Católica do Peru, a Faculdade Externado de Colômbia e a Universidade Nova de Lisboa, em Portugal.
Composição do TSE
O Tribunal Superior Eleitoral é formado por, no mínimo, sete ministros. Três são originários do Supremo Tribunal Federal; dois, do Superior Tribunal de Justiça (STJ); e dois são juristas — advogados com notável saber jurídico e reputação ilibada — nomeados pelo presidente da República a partir de listas elaboradas pelo STF.
Cada ministro é eleito para um mandato de dois anos, com possibilidade de uma recondução, sendo vedada a permanência por mais de dois biênios consecutivos. Para cada ministro titular, há um substituto da mesma classe.
O TSE é sempre presidido por um ministro do STF. Atualmente, a Presidência é exercida pela ministra Cármen Lúcia, e o vice-presidente é o ministro Nunes Marques. A Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral (CGE) é ocupada por um ministro do STJ, cargo atualmente exercido pela ministra Isabel Gallotti.
AN/EM/DB
Kamala Harris diz querer se afastar da vida pública para ‘ouvir as pessoas e conversar’
A ex-vice-presidente dos Estados Unidos Kamala Harris disse nesta quinta-feira (31) que está dando uma pausa em seus cargos políticos após décadas, afirmando a Stephen Colbert, apresentador do programa televisivo “The Late Show”, que o sistema político americano está quebrado.
Kamala disse a Colbert que quer viajar pelo país para conversar com os americanos como cidadã. Foi sua primeira entrevista desde que deixou o cargo em 20 de janeiro, após perder a eleição presidencial para Donald Trump.
A entrevista ocorreu dias depois de ela anunciar que não concorreria ao governo da Califórnia no ano que vem. Kamala, que foi procuradora-geral da Califórnia e também representou o estado no Senado dos EUA, vinha cogitando concorrer ao cargo mais alto do estado após retornar para casa, em Los Angeles, em janeiro.
Ela também discutiu o que estaria em “107 Days”, seu próximo livro de memórias sobre sua experiência como candidata à Presidência no ano passado, anunciado horas antes. Ela disse que o livro fala sobre o quão intensa e curta foi a campanha depois que o então presidente Joe Biden renunciou abruptamente à indicação democrata no verão passado, deixando-a com menos de quatro meses para fazer campanha.
Colbert perguntou se o motivo de ela não se candidatar na Califórnia era porque iria concorrer a um cargo diferente. Ela disse que não. “Por enquanto, não quero voltar ao sistema”, disse ela. “Quero viajar pelo país, quero ouvir as pessoas, quero conversar com elas e não quero que seja uma transação, onde eu esteja pedindo o voto delas.”
Colbert disse que é angustiante ouvir de Kamala que o sistema americano está falido. “Bem, mas também é evidente, não é?”, perguntou. “Mas isso não significa que desistimos.”
Kamala disse que ela e o marido, Doug Emhoff, ignoraram as notícias por meses depois que ela deixou o cargo, brincando que ela “simplesmente não gostava de automutilação”. Ela disse que, em vez disso, assistia a programas de culinária.
Para as pessoas que se sentem desanimadas, ela disse que é importante que gente como ela “as lembrem de seu poder e de sua importância em fazer a diferença”. Kamala também disse que espera que seu livro, com lançamento previsto para 23 de setembro, inspire os leitores a se enxergarem no processo político e a reconhecerem seu potencial.
“Espero que, ao escrever este livro, uma das coisas que eu faça seja ajudar as pessoas a enxergarem por dentro o que é, de forma que possam enxergar algo sobre si mesmas que lhes diga: ‘Ei, eu conseguiria fazer isso’”, disse ela.
Ela também disse que o livro de memórias discute os desafios de se diferenciar de Biden, recusando-se a falar longamente sobre ele na entrevista. Ela também disse que gostaria de ter feito algumas coisas de forma diferente na campanha, sem detalhar como.
Ela mencionou algumas anedotas que estão incluídas no livro de memórias, incluindo um momento em que Emhoff “deixou a peteca cair” em seu aniversário, um mês antes da eleição. Ela também relembrou o dia em que Biden desistiu da corrida presidencial, apoiando-a.
Colbert mostrou uma fotografia dela daquele dia que não havia sido exibida publicamente antes e que está incluída no livro. A foto a mostra na sala de jantar da residência do vice-presidente, disse ela, logo após um brunch com a família que a havia visitado, incluindo os filhos da sobrinha.
“E eu recebo a ligação do Joe”, disse ela. Então, ela e sua equipe “transformaram tudo em uma sala de guerra”, fazendo mais de 100 ligações naquele dia, acrescentou.
Quando Colbert perguntou se ela gostaria de dizer aos americanos “Eu avisei” sobre o que Trump faria no cargo, ela respondeu que “Eu previ muita coisa” e acrescentou: “O que eu não previ foi a rendição”.
Antes de concluir a entrevista, Colbert perguntou a Kamala quem liderava o Partido Democrata. O partido está profundamente dividido enquanto analisa novas táticas após as derrotas em 2024. “Acho que é um erro da nossa parte, que queremos descobrir como sair dessa situação e superar isso”, disse ela, “colocar a responsabilidade nos ombros de uma única pessoa: na verdade, a responsabilidade é de todos nós”.
John Yoon, Folhapress
Datafolha: Lula não decola com Trump e mantém reprovação de 40% e aprovação de 29%
A expectativa do entorno do presidente Lula (PT) acerca de ganhos de imagem imediatos no embate com o americano Donald Trump não se concretizou. Segundo o Datafolha, o petista segue com avaliação estável, tendo seu governo reprovado por 40% e aprovado por 29%.
Os dados foram aferidos nos dias 29 e 30 de julho, em meio à escalada da agressão do republicano ao Brasil, a quem aplicou sobretaxas de importação que chegam a 50%, apesar de ter mantido exceções para proteger setores de sua economia.
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores de 130 cidades no país, num levantamento com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
É nessa banda que ficou a oscilação registrada na aprovação do governo entre o início de junho e agora. Na rodada anterior, Lula tinha 28% de ótimo e bom e os mesmos 40% de ruim e péssimo. O regular passou de 31% para 29%, e 1% não deu opinião.
Quando questionados acerca do trabalho de Lula como presidente, há estabilidade estática de números ante o resultado de junho: 50% o reprovam e 46% o aprovam.
A crise com Trump é altamente política. O americano justificou seu tarifaço principalmente pelo que chamou de caça às bruxas ao aliado ideológico Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente que está inelegível até 2030.
O republicano quis interferir no Judiciário brasileiro, sugerindo que as tarifas poderiam ser revistas se fosse cessado o julgamento de Bolsonaro sob a acusação da trama golpista para ficar no poder após perder a eleição de 2022 para Lula. Aplicou sanções ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes, responsável pelo caso.
Lula assumiu um discurso fortemente nacionalista, carimbando como traidores da pátria não só a família Bolsonaro, tentando salvar a pele de seu patriarca, mas os aliados que podem se colocar como opções da direita na disputa presidencial de 2026 —o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à frente.
Passou a usar bonés ufanistas e as redes sociais do Planalto empregaram todo um arsenal de frases feitas e memes. Quando o americano enfim anunciou as exceções do tarifaço, na quarta (30), foi impulsionada a hashtag “Trump arregou”, algo distante da realidade final da questão.
Politicamente, a tática foi elogiada, e Lula colheu aplausos até em publicações no exterior, como o jornal New York Times. Mas os números desta mesma rodada do Datafolha mostrando que 45% dos entrevistados achavam que Bolsonaro era perseguido sugeriam matizes à leitura.
Na vida real, os números do Datafolha mostram que o louro eleitoral pode até vir mais à frente, mas a avaliação do cotidiano da administração é questão diversa.
Lula conseguiu estabilizar seus índices, o que já pode ser considerado por sua equipe como boa notícia, dado que em fevereiro ele havia levado um tombo histórico no Datafolha. Caiu de 35% para 24% de ótimo/bom, atingindo o pior nível de seus três mandatos. Na inversão da curva, o ruim/péssimo foi de 34% para 41%, e nessas faixas as taxas seguem oscilando.
Antecessor e rival de Lula, Bolsonaro marcava a esta altura de seu conflituoso mandato taxas piores: sua reprovação oscilou de 51% para 53% no segundo semestre de 2021.
Uma das principais ameaças percebidas à imagem do governo, a crise dos descontos no INSS parece ter passado pelo trecho mais turbulento. A economia, apesar da manutenção dos juros a 15% e de pressões outras, não viu o deslanchar da inflação e ainda registra níveis inauditos de emprego.
A partir daí, é escolher o ângulo pelo qual se olha o copo com metade da capacidade utilizada. Governistas apontam que há caminhos para melhoria, enquanto oposicionistas dizem que as taxas de aprovação são muito ruins num cenário de controle econômico relativo.
A leniência fiscal com que Lula trata o gasto público poderá até ajudar a turbinar sua campanha à reeleição no ano que vem, mas a conta nesses casos vem depois —que o diga Dilma Rousseff (PT), a sucessora que presidiu sobre uma recessão e acabou sofrendo impeachment por falta de apoio congressual.
Para quem mapeia eleitorado, não há diferenças significativas de evolução da aprovação do governo em nenhum segmento vital. Segundo o Datafolha, destacam-se com avaliação mais positiva do que a média os menos instruídos (42% de ótimo e bom) e os nordestinos (38%).
Já a desaprovação maior é vista entre grupos mais associados ao bolsonarismo, como o caso da classe média baixa (62%), os mais ricos (57%), evangélicos (55%), sulistas (51%), mais instruídos (49%) e quem tem de 35 a 44 anos (48%).
A imutabilidade do quadro sugere que, se veio, o proverbial presente de Trump para Lula ou só vai ser aberto no ano que vem ou apenas era ilusório.
Igor Gielow
Vereador invade maternidade em Barreiras, expõe pacientes e desrespeita profissionais de saúde; veja vídeo
Na mesma semana em que o país se chocou com o vídeo de um homem agredindo sua namorada com 60 socos dentro de um elevador, o vereador João Filipe, do PCdoB de Barreiras, protagonizou um episódio considerado revoltante de violência contra mulheres. Nesta sexta-feira (1), ele invadiu o Hospital da Mulher sem autorização e sem estar devidamente paramentado, como exigem as normas do Ministério da Saúde. A ação arbitrária colocou em risco pacientes, violou sua intimidade e desrespeitou o trabalho dos profissionais de saúde que atuavam na unidade.
Acompanhado de uma equipe de gravação, o vereador entrou em áreas restritas da maternidade, inclusive no setor de curetagem, ambiente reservado a mulheres que passam por procedimentos extremamente delicados, muitas vezes em razão de perdas gestacionais. Demonstrando insensibilidade, João Filipe expôs pacientes em momento de profunda dor e vulnerabilidade e, depois, divulgou imagens em suas redes sociais, sem qualquer permissão.
O caso configura não apenas uma quebra de protocolo sanitário e institucional, mas também um abuso de poder. “Utilizar politicamente a dor e a intimidade de mulheres num momento tão sensível é mais do que irresponsável, é cruel, desumano e inaceitável”, destacou uma profissional da área jurídica ouvida pela reportagem.
Conforme as normas do Ministério da Saúde, o acesso a ambientes hospitalares exige o uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual. O descumprimento dessas regras pode configurar infração sanitária grave, por colocar em risco a saúde de pacientes e de toda a equipe profissional.
Ao tomar conhecimento da invasão, a secretária municipal de saúde, Larissa Barbosa, foi prontamente até a unidade defender a unidade e as pacientes e restabelecer a ordem. Mesmo diante da presença da gestora, o vereador manteve postura agressiva, atacando verbalmente a secretária em seu ambiente de trabalho e desrespeitando os profissionais que ali atuavam com responsabilidade.
A população reagiu com indignação. Nas redes sociais, muitos se solidarizaram com as mulheres expostas e com a secretária, condenando a postura do vereador. “Uma agressão a todas as mulheres brasileiras, que sofrem diariamente esse tipo de ataque”, escreveu uma internauta.
O caso foi parar na delegacia, onde o vereador João Filipe foi chamado para prestar esclarecimentos. Além disso, a ocorrência deverá ser encaminhada ao Ministério Público, uma vez que as imagens divulgadas sem autorização, o acesso indevido à área restrita da maternidade, o descumprimento de normas sanitárias e o ataque à dignidade das pacientes podem configurar crimes contra a mulher, infrações sanitárias e possíveis atos de improbidade administrativa.
Veja vídeo abaixo:
O que sabemos sobre submarinos enviados por Trump após ameaça russa
Escalada acontece em meio à tensão entre Washington e Moscou sobre o conflito na Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta sexta-feira (1º), o envio submarinos nucleares para "regiões apropriadas" após ameaças do ex-presidente russo Dmitry Medvedev.
"Ordenei o posicionamento de dois submarinos nucleares nas regiões apropriadas para o caso de essas declarações tolas e inflamatórias serem mais do que apenas isso", disse Trump em uma publicação na Truth Social. "Palavras são muito importantes e muitas vezes podem levar a consequências indesejadas. Espero que este não seja um desses casos", concluiu.
Questionado posteriormente por repórteres sobre o motivo de ter ordenado o movimento do submarino, Trump disse: "Uma ameaça foi feita por um ex-presidente da Rússia, e vamos proteger nosso povo".
O líder americano, no entanto, não especificou a localização dos submersíveis.
Ameaça russa: "Passo rumo à guerra"
Na última segunda-feira (28), Dmitry Medvedev, que foi presidente da Rússia entre 2008 e 2012, se pronunciou sobre a pressão dos EUA para o fim do conflito no leste europeu. Ele disse que o ultimato de Trump significava um "passo rumo à guerra" - não entre Rússia Ucrânia, mas "com o próprio país dele".
Medvedev afirmou que o líder americano estava "brincando com jogos de ultimatos com a Rússia: 50 dias ou 10". Ele acrescentou que o país não deve ser tratado como Israel ou Irã e que Moscou tinha capacidade para um ataque nuclear "em último recurso".
A reação aflorada do ex-mandatário russo aconteceu após Trump reduzir o prazo anterior de 50 dias que havia dado para que a Putin fechasse um acordo de paz com a Ucrânia. Agora, o novo prazo americano é de 10 dias.
A Marinha dos EUA e o Pentágono se recusaram a comentar as declarações de Trump ou se submarinos foram movidos.
É extremamente raro que as Forças Armadas dos EUA discutam a implantação e a localização de submarinos americanos, dada sua missão sensível.
Tensão entre Washington e Moscou
Os comentários de Trump ocorreram em um momento de crescente tensão entre Washington e Moscou, à medida que o presidente fica cada vez mais frustrado com o que ele vê como uma falha de Putin em negociar o fim de sua invasão da Ucrânia.
Além disso, Trump não especificou o que quis dizer com "submarinos nucleares". Os submarinos dos EUA são movidos a energia nuclear e podem ser armados com mísseis com ogivas nucleares, embora nem todos sejam.
Os Estados Unidos têm um total de 14 submarinos nucleares da Classe Ohio. Cada um deles é capaz de transportar até 24 mísseis balísticos Trident II D5 que podem lançar múltiplas ogivas termonucleares a até 4.600 milhas.
Entre 8 e 10 submarinos da Classe Ohio são mobilizados ao mesmo tempo, de acordo com o grupo de controle de armas da Iniciativa de Ameaça Nuclear.
O que dizem os especialistas
Segundo especialistas em segurança, conversas de um presidente dos EUA sobre potenciais capacidades militares nucleares levanta preocupações. Historicamente, os Estados Unidos se abstiveram comentar sobre ataques nucleares, dados os riscos que cercam o armamento mais devastador do mundo.
"Isso é irresponsável e desaconselhável", disse Daryl Kimball, diretor executivo do grupo de defesa da Associação de Controle de Armas. "Nenhum líder ou vice-líder deveria ameaçar uma guerra nuclear, muito menos de forma infantil nas redes sociais."
Hans Kristensen, da Federação de Cientistas Americanos, observou que os submarinos nucleares dos EUA – parte da chamada tríade nuclear com bombardeiros e mísseis terrestres – estavam sempre posicionados para lançar mísseis com armas nucleares contra alvos na Rússia.
Quem é Dmitry Medvedev
Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, emergiu como um dos líderes antiocidentais mais declarados do Kremlin desde que a Rússia enviou dezenas de milhares de tropas para a Ucrânia em 2022.
Os críticos do Kremlin o ridicularizam como um irresponsável impulsivo, embora alguns diplomatas ocidentais digam que suas declarações ilustram o pensamento nos principais círculos de formulação de políticas do Kremlin.
Anteriormente, autoridades dos EUA disseram à Reuters, antes dos últimos comentários de Trump, que os comentários de Medvedev não estavam sendo considerados uma ameaça séria, e não está claro o que motivou o último anúncio de Trump além do confronto público entre os dois nas redes sociais.
Por: CNN
Putin é osso duro de roer, diz Trump em entrevista
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar surpreso com os ataques do presidente russo, Vladimir Putin, contra a Ucrânia, mesmo depois de terem uma “ótima conversa”. Em entrevista à emissora trumpista Newsmax, o republicano reiterou que, de todo modo, Putin segue “um osso duro de roer”.
“Ele é obviamente um osso duro de roer, então não mudou nesse sentido. Mas estou surpreso. Tivemos várias conversas boas em que poderíamos ter encerrado isso e, de repente, bombas começaram a voar”, disse Trump.
A fala vem pouco depois de o republicano ordenar o envio de dois submarinos nucleares para posições próximas da Rússia, numa inesperada escalada de sua disputa verbal com o ex-mandatário russo Dmitri Medvedev.
Na entrevista ao canal americano, Trump comentou a evolução da guerra. “Bem, um ex-presidente da Rússia que agora está no comando de um dos conselhos mais importantes, Medvedev, disse algumas coisas muito ruins, falando sobre energia nuclear. E quando você menciona a palavra ‘nuclear’, sabe, meus olhos brilham e eu digo: ‘É melhor tomarmos cuidado’, porque é a ameaça máxima”, afirmou.
Folhapress
Barcos da Previdência que atendem a regiões remotas serão usados para aliviar crise de leitos na COP30
O governo vai usar dois barcos da Previdência Social para hospedar funcionários e autoridades de ministérios na COP30, em uma tentativa de aliviar a crise de leitos em Belém em meio a reclamações de países sobre o preço abusivo cobrado por hotéis.
Hoje, o país tem cinco “PREVBarcos”, nomes das unidades, responsáveis por levar serviços previdenciários para comunidades que moram em regiões onde não há agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Cada barco tem 34 lugares, sendo dez suítes individuais e um quarto com 12 beliches. O Painel apurou que ainda não há uma definição sobre quem vai ocupar as embarcações. O ministro Wolney Queiroz (Previdência Social), que teve a ideia, decidiu ficar hospedado em um deles.
O uso dos barcos da Previdência se soma a outras medidas emergenciais que o governo está adotando para tentar oferecer mais leitos. Também haverá hospedagem em escolas, unidades do Minha Casa Minha Vida e navios de cruzeiro.
A cobrança de valores altos para a hospedagem no período da reunião tem causado preocupação a outros países, que pediram que o evento não ocorresse em Belém. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, no entanto, afirmou que não há plano B para a realização do evento e disse que ele será em Belém.
Wolney também vai ao Pará na última semana de agosto num PREVBarco, para marcar o início dos atendimentos sobre ressarcimento a aposentados e pensionistas da fraude no INSS.
Danielle Brant, Folhapress
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