Níquel produzido em Itagibá é exportado para três continentes no primeiro semestre de 2025

O níquel extraído no subsolo de Itagibá segue ganhando espaço nos principais mercados do mundo. No primeiro semestre de 2025, cinco embarques de concentrado de níquel sulfetado saíram da Mina Santa Rita, totalizando 51.256 toneladas secas exportadas para a Finlândia, China e Canadá. Países que hoje lideram o desenvolvimento de tecnologias voltadas à energia limpa.

Com operação estável e planejada, a Atlantic Nickel manteve a regularidade dos embarques ao longo do semestre, com duas remessas destinadas à Finlândia, duas à China e uma ao Canadá. A continuidade das exportações demonstra o papel estratégico da produção local no fornecimento global de metais essenciais para a indústria moderna. Novas cargas já estão previstas para o segundo semestre.

O níquel sulfetado produzido na região tem um papel importante no cenário global, sendo matéria-prima essencial para indústrias que lideram a transição energética. Ele é utilizado, por exemplo, na fabricação de baterias para veículos elétricos — um mercado que cresce rapidamente com a busca por fontes de energia mais limpas e eficientes em todo o mundo.

“Manter o ritmo das exportações reforça o papel da operação de Itagibá no cenário internacional e também na economia regional. Cada embarque envolve dezenas de profissionais e movimenta uma cadeia de valor efetiva, que inclui transportadoras, prestadores de serviço e comércio local”, afirma Renata Lamas, gerente comercial e de logística outbound da Atlantic Nickel.

Além do impacto econômico, a atividade mineradora tem reflexo direto na vida da comunidade. Cerca de 70% da força de trabalho da Mina Santa Rita é formada por moradores da região, reforçando o compromisso com o desenvolvimento local. A empresa também mantém iniciativas voltadas para a sociedade, como o Edital Social e programas que apoiam projetos nas áreas de educação, cultura, esporte e geração de renda nas comunidades anfitriãs.

Sobre a Appian Capital Brazil

A Appian Capital Brazil, fundo de investimentos privados especializado em mineração e metalurgia, é a representante no país do grupo Appian Capital Advisory. Fundada em 2011 em Londres com investimentos em diversos países, a empresa é referência no setor, com seu modelo diferenciado de mineração inteligente, respeitando o meio ambiente, trabalhando de forma integrada com as comunidades onde atua e apoiando o desenvolvimento destas regiões. Com seis anos de atuação no mercado brasileiro e presente em dois estados (Minas Gerais e Bahia), o fundo se estabeleceu no país em 2018. Atualmente, o grupo possui três ativos no país: Atlantic Nickel, Graphcoa e a subsidiária Omnigen Energy.

Com sólido compromisso e missão de transformar recursos naturais em prosperidade e desenvolvimento sustentável, o grupo trabalha alinhada às melhores práticas ESG. Transformando regiões onde atua, aliado à Integração Social, o grupo Appian tem como prioridade o profundo respeito com as pessoas e com a segurança nas operações.

Datafolha: Prisão de Bolsonaro divide brasileiros, e 51% duvidam que ela vá ocorrer

Nova pesquisa do Datafolha mostra que 48% dos brasileiros querem ver Jair Bolsonaro (PL) preso no julgamento da trama golpista de 2022, empatados com os 46% que o desejam livre. Mas 51% acreditam que o ex-presidente vai escapar da cadeia.

O levantamento foi feito à luz da crise entre Estados Unidos e Brasil, com Donald Trump tendo encampado a tese de que Bolsonaro é vítima de perseguição e usado isso como justificativa para impor tarifas de importação mais altas a produtos brasileiros.

A movimentação do presidente americano é apoiada e municiada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Bolsonaro que se mudou para os EUA para tocar a campanha em favor da anistia do pai.

Dos 2.044 ouvidos na terça (29) e na quarta-feira (30), 6% disseram não saber opinar sobre a prisão do ex-mandatário. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Em comparação com um levantamento de abril em que as mesmas perguntas foram feitas, houve uma oscilação no limite dessa margem, indicando uma inversão ao menos momentânea de ânimos.

Na rodada anterior, 52% achavam que o ex-presidente merecia ir à prisão, ante 42% que diziam o contrário. Já a avaliação do que deve ocorrer no julgamento previsto para setembro no Supremo Tribunal Federal segue estável: 52% achavam que ele ia escapar, ante 41% que previam o contrário —são 40% agora.

Nos recortes setoriais, nenhuma surpresa. Aderem mais à tese de que Bolsonaro não é culpado eleitores de classe média mais baixa, evangélicos, sulistas, bolsonaristas. Na via inversa, os que mais querem vê-lo preso são aqueles que ganham até 2 salários mínimos, nordestinos e petistas.

Bolsonaro será julgado sob a acusação de ter fomentado um movimento para se manter no poder após a derrota para Lula (PT) no segundo turno de 2022. A trama envolvendo políticos e militares não funcionou, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, e desandou nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O ex-presidente rechaça todas as acusações, que podem dar a ele uma pena de 12 a 43 anos de prisão. O condutor do processo, ministro Alexandre de Moraes, virou alvo de Trump devido à sua atuação.

Perdeu o visto americano após determinar medidas restritivas a Bolsonaro, aliado ideológico do republicano, e agora foi submetido a uma lei que congela nos EUA bens de estrangeiros acusados de violar direitos humanos. A apontada ilegalidade do emprego da medida, desenhada para ditadores e criminosos, deve servir de base a contestação judicial da sanção.

Igor Gielow, Folhapress

PF e PM/PA apreendem cerca de uma tonelada de drogas

Santarém/PA. A Polícia Federal e a Polícia Militar do Pará (PM/PA), na madrugada desta sexta-feira (1/8), na zona rural do município de Rurópolis/PA, realizaram mais uma ação conjunta de enfrentamento ao tráfico de drogas. O trabalho resultou na prisão de dois homens, um deles venezuelano, e apreensão de 936 kg de “skunk”, uma aeronave e três armas de fogo.
A operação foi fruto do compartilhamento de informações entre as forças de segurança envolvidas. Os presos foram encaminhados à delegacia da Polícia Federal em Santarém, onde foram autuados em flagrante por tráfico internacional de drogas.

Comunicação Social da Polícia Federal no Pará

PF apreende mais de 2,7 toneladas de maconha em Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu/PR. Em uma ação realizada na manhã de quarta-feira, 30/8, a Polícia Federal apreendeu uma carga de 2.774 kg de maconha escondida em meio a uma carga de arroz em um caminhão, durante fiscalização realizada em um posto de combustíveis da cidade.

Segundo informações repassadas pela equipe, a carga ilícita teria sido carregada possivelmente durante a noite, quando o veículo se encontrava em um estacionamento de veículos de carga na região do bairro Três Lagoas em Foz do Iguaçu/PR.

O veículo encontrava-se sem o condutor no momento da fiscalização, razão pela qual a Polícia Federal o encaminhou juntamente com a carga de entorpecentes até a Delegacia de Foz, onde as investigações para apurar os responsáveis pela carga ilícita serão iniciadas.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu

Após sinal de Trump, Lula fala em abertura ao diálogo, mas diz trabalhar em resposta a tarifas dos EUA

O presidente Lula (PT) escreveu nas redes sociais nesta sexta-feira (1º) que o Brasil sempre esteve aberto ao diálogo com os Estados Unidos, horas após o presidente americano, Donald Trump, ter afirmado que o petista poderia falar “a qualquer hora” com ele, após um período de portas fechadas à conversa.

“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”.

Um contato entre os dois líderes era esperado desde que Trump anunciara tarifas ao Brasil.

Na Casa Branca, o americano afirmou que Lula poderia falar com ele “quando quiser”, ao ser questionado sobre a possibilidade de negociar sobretaxas. As declarações foram dadas dois dias após o decreto que impôs tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e no dia seguinte ao tarifaço global que voltou a impor taxas mais altas sobre dezenas de países.

O presidente americano também disse que ama o povo brasileiro e que “as pessoas que lideram o Brasil fizeram coisa errada”, em provável referência ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, alvo de sanções do governo americano.

Desde o anúncio da sobretaxa, tanto o presidente quanto a equipe do governo têm reagido de forma contrária à medida, tentando contato com os EUA na esfera institucional. Ao mesmo tempo, Lula manifestou em falas e posicionamentos oficiais de governo a intenção de tratar do tema diretamente com seu homólogo americano, que não havia demonstrado disponibilidade até o momento.

Com os anúncios de Trump, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, tem sido o representante do Brasil na negociação com o país por meio de autoridades, citando especificamente o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnik, como o principal contato.

Por também estar à frente do Mdic, Alckmin está se reunindo com empresários e representantes de setores da indústria, do agronegócio, da tecnologia e outros segmentos para tratar dos impactos da medida americana na economia brasileira.

A retaliação de Trump ao Brasil foi anunciada por meio de carta em uma rede social, na qual o americano também criticou a justiça brasileira pelo tratamento dado a Jair Bolsonaro (PL), acusando o judiciário brasileiro de perseguir o ex-presidente.


Mariana Brasil/Folhapress

Guarnição da ROTAM realiza apreensão de drogas em Ipiaú

Na tarde desta sexta-feira (01/08), por volta das 16h20, policiais militares da 55ª CIPM intensificavam rondas e abordagens no Bairro Santa Rita, em Ipiaú, quando avistaram um indivíduo em atitude suspeita na Rua da Banca, área conhecida por ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas.

Durante a abordagem, os policiais encontraram em posse do suspeito uma quantia significativa de dinheiro em notas miúdas e um cigarro de maconha, e em diligência continuada foi encontrado 114 pedras de crack, uma balança de precisão e R$ 1.335,00 em espécie.

O material apreendido e o suspeito foram apresentados na Delegacia de Polícia de Ipiaú para as medidas cabíveis.
Fonte: Ascom/55ª CIPM

Trump diz que Lula pode ligar para ele quando quiser

Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (1º) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode falar com ele quando quiser para discutir tarifas e outras questões envolvendo os dois países.

“Ele pode falar comigo quando ele quiser”, afirmou Trump a jornalistas no gramado da Casa Branca. As declarações ocorrem dois dias após o decreto que impôs tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e no dia seguinte ao tarifaço global que voltou a impor taxas mais altas sobre dezenas de países.

O presidente americano também disse que ama o povo brasileiro e que “as pessoas que lideram o Brasil fizeram coisa errada”, em provável referência ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, alvo de sanções do governo americano.

Os dois líderes ainda não discutiram diretamente as tarifas nem se encontraram desde que Trump assumiu o novo mandato, em janeiro.

Nas últimas semanas, depois que o americano ameaçou o país com as taxas maiores, Lula disse que seu homólogo não pode ser um “imperador do mundo”, que vai dobrar a aposta e que ele mente ao justificar as medidas econômicas.

Nesta sexta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad afirmou que o objetivo do Brasil continua sendo mais parcerias com os Estados Unidos. Em entrevista a jornalistas em Brasília, Haddad afirmou que há opção no mercado interno para parte dos produtos que eram enviados aos EUA, e que é possível estreitar os laços entre os dois países “desde que seja bom para os dois lados”.

O ministro ressaltou que, apesar do atual comando nos EUA, o Brasil continuará buscando uma relação construtiva, guiada pelo interesse nacional e por vínculos de longo prazo.

Na quarta-feira (30) Trump assinou medida que implementa uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos brasileiros, elevando o valor total da sobretaxa para 50%, a maior do mundo. Apesar da taxa, o país se beneficiou de uma isenção para cerca de 700 produtos exportados aos EUA.

O dólar caiu 0,98% nesta sexta e encerrou a semana cotado a R$ 5,545, tendo como pano de fundo dados de emprego dos Estados Unidos bem mais fracos do que o esperado. O tarifaço do presidente Donald Trump também foi pauta nas mesas de operação. Na Bolsa, a combinação de fatores —mais uma série de balanços corporativos do 2º trimestre— se traduziu em queda de 0,47%, a 132.437 pontos.

Na primeira manifestação pública após as punições anunciadas pela Casa Branca, o ministro Alexandre de Moraes classificou como “covardes e traiçoeiras” as ações que levaram à aplicação de sanções pelo governo dos EUA a ele.

Moraes falou haver “traição à pátria” e direcionou sua reação principalmente ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que articulou com integrantes do governo americano o enquadramento do ministro na Lei Magnitsky, que prevê bloqueios financeiros. O magistrado não citou o parlamentar nominalmente.

“Encontram-se foragidos e escondidos fora do território nacional. Não tiveram coragem de continuar no território nacional”, afirmou Moraes na abertura do semestre do Judiciário, nesta sexta-feira (1º).

Folhapress


Hoje defensor da anistia, Caiado pediu pena de 15 anos para envolvidos em ataques

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados/Arquivo
 Pré-candidato à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), mudou o seu posicionamento e, em sabatina do jornal O Globo nesta sexta-feira (1º), defendeu a “anistia geral e irrestrita” para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. 

O atual discurso é diferente do posicionamento de Caiado, que no dia seguinte à depredação em Brasília chegou a defender a prisão de 15 anos para os envolvidos.

Em 9 de janeiro de 2023, o governador goiano classificou os atos como antidemocráticos e prometeu enquadrar os responsáveis como terroristas, inclusive aqueles que financiaram os ataques.

“Estes atos antidemocráticos, enquadrados como terroristas, são capazes de levar os culpados à prisão por 15 anos. Então, acredito que as pessoas que estão financiando e orientando esses processos sofrerão consequências graves nos julgamentos que ocorrerão nos próximos meses”, afirmou Caiado, na ocasião.

O governador também afirmou que as forças de segurança de Goiás estavam em alerta. “Não vamos aceitar qualquer ato de vandalismo ou de criminalidade que venha a colocar em risco nosso sistema democrático”, disse o governador.

Fábio Zanini, Folhapress

Datafolha: Revogação de visto de Moraes por Trump é apoiada por 47% e reprovada por 42%


A revogação do visto americano de Alexandre de Moraes, familiares e de outros ministros do Supremo Tribunal Federal pelo governo Donald Trump é aprovada por 47% dos brasileiros. Outros 42% condenam a iniciativa.

O resultado aferido por pesquisa Datafolha surpreende quando colocado ao lado da motivação da punição imposta por Trump: a determinação de Moraes para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse submetido a medidas cautelares visando evitar que deixe o país antes de ser julgado pela trama golpista de 2022.

Na mesma pesquisa do Datafolha, 55% disseram aprovar as restrições, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, obrigação de ficar em casa à noite e aos fins de semana e outros itens. Outros 41% desaprovaram a decisão de Moraes.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou menos, é possível dizer que a sanção ao ministro do Supremo divide mais a sociedade. Mas fica o fato de que o maior contingente entre os ouvidos apoia tanto punir Bolsonaro quanto Moraes, na prática.

Trump tomou sua decisão no dia 18 de julho, logo após a operação da Polícia Federal que levou Bolsonaro a colocar o dispositivo eletrônico no tornozelo e apreendeu dólares em sua casa.

Como o americano vinha usando o que chama de caça às bruxas contra o ex-presidente pelo Judiciário como justificativa para o tarifaço, elevando as taxas de importação de produtos brasileiros para 50%, e o filho de Bolsonaro Eduardo está nos EUA tratando de promover a causa do pai, Moraes identificou risco de ele sair do Brasil.

O julgamento da trama golpista está previsto para ocorrer em setembro e, se condenado às penas máximas nos crimes dos quais é acusado, Bolsonaro pode pegar até 43 anos de prisão.

O Datafolha foi a campo ouvir 2.004 pessoas em 130 cidades nos dias 29 e 30 de julho. Assim, quando seu formulário de questões foi elaborado, não estava estabelecida a próxima etapa da campanha de Trump contra Moraes, a inclusão do ministro nas sanções previstas pela Lei Magnitsky.

Isso foi decidido só no dia 30. A lei determina o congelamento de bens nos EUA de estrangeiros acusados de violações dos direitos humanos, terrorismo e corrupção, o que pode levar a um questionamento judicial do uso do diploma legal por Trump contra Moraes.

A escalada adicionou ainda mais tempero institucional no embate entre Trump e o governo Lula (PT), visto pelo presidente americano e por Bolsonaro como um aliado de Moraes.

As consequências da refrega são imprevisíveis na política, ainda que no campo econômico a lista de exceções a setores da economia americana que seriam mais atingidos com o aumento das alíquotas de importação do Brasil tenha sugerido uma abertura de negociação.

O apoio à sanção a Moraes na questão do visto é maior entre os mais ricos (50%, ante 40% no grupo daqueles mais pobres), na classe média mais baixa (58%) e, claro, entre insatisfeitos com o desempenho do Supremo (68%) e eleitores declaradamente bolsonaristas (66%) —apenas 32% dos petistas aprovam a revogação.

Igor Gielow, Folhapress

Trump posiciona submarinos nucleares após ameaça da Rússia; conheça frota de ataque dos EUA


Marinha dos EUA opera 71 submarinos com propulsão nuclear, incluindo 14 equipados com mísseis balísticos nucleares, além de outros de ataque e lançadores de mísseis convencionais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que mobilizou dois submarinos nucleares nesta sexta-feira (1º), após as ameaças feitas pelo ex-presidente da Rússia Dmitry Medvedev. Ele não detalhou quais são os submarinos e onde eles foram posicionados.

O termo "submarinos nucleares" não é preciso, pois todos os submarinos dos EUA têm propulsão nuclear. No entanto, é provável que Trump se refira aos chamados submarinos balísticos, que transportam ogivas nucleares capazes de atingir qualquer parte do mundo.

A Marinha dos EUA opera atualmente 71 submarinos com propulsão nuclear, incluindo 14 equipados com mísseis balísticos nucleares, além de outros de ataque e lançadores de mísseis convencionais.

Conheça a frota dos EUA:

 O coração da dissuasão nuclear dos EUA: os submarinos balísticos

Os Estados Unidos operam atualmente 14 submarinos balísticos com ogivas nucleares, todos da chamada classe Ohio. Eles são considerados parte crucial da chamada "tríade nuclear" americana — composta por mísseis terrestres, bombardeiros e submarinos — por serem quase impossíveis de detectar e oferecerem a garantia de retaliação mesmo após um ataque-surpresa.

Cada um desses submarinos carrega até 20 mísseis balísticos Trident II D5, com alcance superior a 11 mil quilômetros. Cada míssil pode conter várias ogivas nucleares independentes, capazes de atingir múltiplos alvos simultaneamente.

Isso significa que um único submarino pode, sozinho, devastar dezenas de cidades inimigas. Essas embarcações podem ficar submersas por até 90 dias, operando em silêncio absoluto, sem revelar sua posição. Seus tripulantes vivem sob sigilo extremo e em regime de rotação constante, garantindo que parte da frota esteja sempre pronta para agir.

Os submarinos balísticos são o elemento mais confiável da dissuasão estratégica americana porque permanecem escondidos nos oceanos, mesmo em tempos de paz, com capacidade de responder a qualquer ataque nuclear contra os Estados Unidos. O princípio é simples: ninguém ataca quem sabe que pode revidar com força total, mesmo após ser atingido — isso é o que os militares chamam de “capacidade de segundo ataque”.

É rara a aparição deste tipo de submarino. Em 2022, imagens do submarino USS Nevada na ilha de Guam, no Pacífico, foram interpretadas como um aviso dos EUA aos chineses, em meio a crescentes tensões no Mar da China Meridional.

Outras categorias: mísseis convencionais e ataque tático

Além dos 14 submarinos balísticos, a Marinha americana opera 4 submarinos da mesma classe Ohio que foram modificados para missões convencionais. Em vez de mísseis nucleares, eles carregam até 154 mísseis de cruzeiro Tomahawk, capazes de atingir alvos com precisão a mais de 1.600 km de distância.

Esses submarinos são usados para bombardear alvos estratégicos no início de conflitos — como bases aéreas, radares ou sistemas de defesa antiaérea inimigos.

A frota é completada por 53 submarinos de ataque, divididos entre as classes Los Angeles, Virginia e Seawolf. Esses submarinos são usados para espionagem, guerra contra outros submarinos, apoio a forças especiais e escolta de porta-aviões.

Todos são movidos a energia nuclear, o que permite longas missões sem necessidade de reabastecimento. Eles são armados com mísseis Tomahawk, torpedos pesados e sistemas de vigilância de alta tecnologia.

Tensão com a Rússia

Nesta quinta-feira (31), Dmitry Medvedev, que é aliado de Vladimir Putin e membro do governo, disse que o norte-americano deveria lembrar que Moscou ainda possui o sistema soviético de retaliação nuclear, conhecido como "Mão Morta", com alto poder de destruição.

Em post na rede Truth Social, Trump mostrou que não gostou de ser ameaçado e informou sobre o movimento militar nas "regiões apropriadas", sem especificar, no entanto, quais são elas.

"Com base nas declarações altamente provocativas do ex-presidente russo, Dmitry Medvedev, agora vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação Russa, ordenei o posicionamento de dois submarinos nucleares nas regiões apropriadas, para o caso de essas declarações tolas e inflamatórias serem mais do que apenas isso. Palavras são muito importantes e muitas vezes podem levar a consequências indesejadas. Espero que este não seja um desses casos", afirmou.
Rússia faz exercícios com submarinos nucleares em 2024

O "Mão Morta" é um sistema automático de disparo de mísseis nucleares desenvolvido na era soviética. Ele foi projetado para reagir caso a liderança russa seja eliminada em um ataque. O próprio governo russo já se referiu à ferramenta como uma “arma apocalíptica”.
Por Redação g1

Trump diz que posicionou submarinos nucleares 'em regiões apropriadas' após ameaças de aliado de Putin

Pronunciamento do presidente dos EUA ocorre um dia após o ex-presidente da Rússia Dmitry Medvedev mencionar o 'Mão Morta', sistema automático de disparo de mísseis nucleares desenvolvido na era soviética. https://g1.globo.com/globonews/jornal-globonews/video/analise-a-reacao-do-brasil-as-sancoes-contra-moraes-13806175.ghtml

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que mobilizou dois submarinos nucleares nesta sexta-feira (1º), após as ameaças feitas pelo ex-presidente da Rússia Dmitry Medvedev.

Na quinta-feira (31), o russo, que é aliado de Vladimir Putin e membro do governo, disse que o norte-americano deveria lembrar que Moscou ainda possui o sistema soviético de retaliação nuclear, conhecido como "Mão Morta", com alto poder de destruição.

Em post na rede Truth Social, Trump mostrou que não gostou de ser ameaçado e informou sobre o movimento militar nas "regiões apropriadas", sem especificar, no entanto, quais são elas.
"Com base nas declarações altamente provocativas do ex-presidente russo Dmitry Medvedev, agora vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação Russa, ordenei o posicionamento de dois submarinos nucleares nas regiões apropriadas, para o caso de essas declarações tolas e inflamatórias serem mais do que apenas isso. Palavras são muito importantes e muitas vezes podem levar a consequências indesejadas. Espero que este não seja um desses casos", afirmou.

O "Mão Morta" é um sistema automático de disparo de mísseis nucleares desenvolvido na era soviética. Ele foi projetado para reagir caso a liderança russa seja eliminada em um ataque. O próprio governo russo já se referiu à ferramenta como uma “arma apocalíptica”.

Pouco antes de falar sobre os submarinos, Trump também lamentou as mortes de soldados na guerra entre a Rússia e a Ucrânia e voltou a pedir que os dois países cheguem a um acordo de cessar-fogo.


"Acabei de ser informado de que quase 20 mil soldados russos morreram este mês na ridícula guerra com a Ucrânia. A Rússia perdeu 112.500 soldados desde o início do ano. São muitas mortes desnecessárias! A Ucrânia, no entanto, também sofreu muito. Perdeu aproximadamente 8 mil soldados desde 1º de janeiro de 2025, e esse número não inclui os desaparecidos [...] Esta é uma guerra que nunca deveria ter acontecido — esta é a guerra de Biden, não de Trump. Estou aqui apenas para ver se consigo impedi-la!", escreveu.

Troca de farpas começou por tarifas
A declaração de Medvedev sobre uma possível retaliação nuclear russa foi uma reação a outra mensagem publicada por Trump nas redes. Nela, o presidente dos Estados Unidos o criticava por ter dito que a proposta de tarifas contra compradores de petróleo russo era "um jogo de ultimatos" que aproximava os dois países de uma guerra.

"Digam a Medvedev, o ex-presidente fracassado da Rússia que acha que ainda é presidente, para tomar cuidado com suas palavras. Ele está entrando em um território muito perigoso!", escreveu Trum

Medvedev respondeu horas depois, em seu canal no Telegram. Ele disse que Trump demonstrou estar nervoso e que isso é sinal de que a Rússia está "no caminho certo".

Desde o início da guerra na Ucrânia, Medvedev tem sido uma das vozes mais agressivas do Kremlin contra o Ocidente. Críticos o consideram irresponsável. Mas diplomatas dizem que seus discursos refletem parte do pensamento estratégico de Moscou.

Em relação ao presidente russo, Vladimir Putin, Trump tem se dito "decepcionado". Após defendê-lo no começo de seu mandato, desde que não conseguiu chegar ao prometido acordo de paz que desejava, o presidente dos EUA mudou o tom e, há três semanas, chegou a chamá-lo de "inútil".

Moraes diz que ‘organização miliciana’ age de forma ‘covarde e traiçoeira’ sob crivo dos EUA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes chamou de “covarde e traiçoeira” a “organização miliciana” que tem atuado para impor sanções dos Estados Unidos ao País e a autoridades brasileiras com o objetivo de frear o julgamento da ação penal do golpe, que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a até 43 anos de prisão.

“Estamos vendo diversas condutas dolosas e recorrentes de uma verdadeira organização criminosa que nunca vista antes na história do País age de maneira covarde e traiçoeira para submeter este Supremo Tribunal Federal ao crivo de uma Estado estrangeiro”, afirmou, sem mencionar nomes como o do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do comunicador Paulo Figueiredo, que têm ostentado nas redes o lobby por sanções ao Brasil.

O ministro, que relata a ação penal do golpe, afirmou nesta sexta-feira, 1º, que estes agentes atuam por meio “coação contra o STF com a finalidade de obter um súbito, inexiste e inconstitucional arquivamento de ações penais propostas pela procurador-geral da República”.

Esses objetivos têm sido vocalizados por Eduardo e Paulo Figueiredo e foi expressamente manifestado na carta enviada pelo presidentes do Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no momento do anúncio das tarifas de 50% aos produtos brasileiros. Trump colocou como condição para o fim das sanções o arquivamento do processo em curso contra Bolsonaro.

Segundo Moraes, o arquivamento das ações penais seria um ato “tirânico” em benefício de pessoas que se acham acima da Constituição. Na avaliação do ministro, essas condutas configuram expressos atos de “traição do Brasil” e confissão de atos criminosos, como obstrução de Justiça, coação no curso do processo e, principalmente, atentado à soberania nacional.

“Não estão só ameaçando, coagindo, autoridades públicas, ministros do Supremo Tribunal Federal e fazem isso diariamente nas redes sociais ameaçando as famílias dos ministros e do procurador-geral da República. Uma atitude costumeiramente afeita a milicianos do submundo do crime”, disse Moraes.

O magistrado garantiu que esses agentes serão responsabilizados. “Acham que estão lidando com gente da lei deles, que estão lidando com milicianos, mas estão lidando com ministros da Suprema Corte”.

“Enganam-se essa organização miliciana e aqueles brasileiros escondidos e foragidos fora do território nacional em esperar fraqueza institucional ou debilidade democrática”, afirmou.

Weslley Galzo e Nino Guimarães/Estadão Conteúdo

PF, em ação conjunta com Receita Federal e Polícia Militar, apreende veículo carregado de maconha

Londrina/PR. Na manhã desta sexta-feira (1/8), uma ação integrada entre a Polícia Federal, a Receita Federal do Brasil e a Polícia Militar do Paraná, por meio do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), da Companhia do Choque e a 11ª CIPM de Cambé/PR, resultou na apreensão de um veículo carregado com maconha e na prisão de um homem.

Durante a operação de repressão a crimes transfronteiriços, um veículo suspeito foi identificado pelas equipes na PR 445, próximo à alça de acesso ao distrito de Irerê. Com o apoio aéreo do helicóptero do BPMOA, foi possível orientar as equipes em solo que realizaram o cerco e efetuaram a prisão.

No interior do veículo, foi encontrada a droga, acondicionada em diversos fardos, a qual pesou 330 kg. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Federal em Londrina, onde o preso, um jovem de 18 anos, o entorpecente e o veículo foram apresentados para os procedimentos legais cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal em Londrina

Hugo Motta declara a perda de mandato de sete deputados depois de retotalização de votos

A Mesa da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou a perda de mandato de sete deputados federais com base em uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que alterou a distribuição de cadeiras entre os partidos na eleição de 2022.

A decisão publicada na quarta-feira (30) atinge os deputados Sílvia Waiãpi (PL-AP), Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Augusto Puppio (MDB-AP), Lebrão (União Brasil-RO), Lázaro Botelho (PP-TO), Professora Goreth (PDT-AP) e Sonize Barbosa (PL-AP).

Em ações movidas pelos partidos Podemos, PSB e Rede, o STF entendeu que mesmo as legendas que não tivessem atingido a cláusula de barreira poderiam participar da distribuição das vagas remanescentes, as chamadas sobras, na distribuição de cadeiras da Câmara.

Do mesmo partido que Motta, Gilvan Máximo afirma que “o Parlamento se apequenou e o presidente se acovardou”. “Um dia triste no Brasil, não porque estão tomando o mandato que eu conquistei nas urnas, mas porque, agindo assim, a Justiça está dizendo que pode mudar as regras do jogo no meio do segundo tempo”, publicou em suas redes.

Com isso, foram chamados a tomar posse na Câmara o ex-governador do DF Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), além de André Abdon (PP-AP), Paulo Lemos (PSOL-AP), Rafael Bento Pereira (Podemos-RO), Tiago Dimas (Podemos-TO), Aline Gurgel (Republicanos-AP) e Professora Marcivania (PC do B-AP).

Carolina Linhares/Folhapress

Representantes de 25 países pressionam governo Lula para tirar COP30 de Belém

Um grupo de 25 negociadores da COP30, a conferência sobre clima da ONU (Organização das Nações Unidas), assinou um documento no qual sugerem que, se os preços de hospedagem exorbitantes no Pará não forem resolvidos, o evento deveria, ao menos em parte, acontecer em outro local.

A Folha teve acesso ao documento e conversou com representantes de parte desses países. No texto, os signatários —inclusive de nações ricas— pedem que condições mínimas de acomodação e custo sejam atendidas, “seja em Belém ou em outro lugar”.

Segundo pessoas a par das discussões disseram à reportagem sob anonimato, a insatisfação dos países é principalmente com as opções de hotéis, mas também com a logística em geral, segurança e transporte.

O documento reconhece o trabalho do governo Lula (PT) e da organização para viabilizar o evento e celebra a escolha de Belém como sede —uma cidade que vive as realidades das mudanças climáticas—, mas deixa explícita tais preocupações.

“[Ter condições de participar] significa ser possível viajar para Belém, ficar em acomodações adequadas e acessíveis, e ir ao pavilhão e voltar de forma segura e eficiente em termos de tempo, inclusive tarde da noite”, diz a carta.

“Se a COP inteira for mesmo acontecer em Belém”, os países pedem que essas condições sejam garantidas —mas reiteram que a situação é preocupante, a cem dias do início do evento.

O documento é endereçado tanto para a organização do evento quanto para a UNFCCC (o braço sobre clima da ONU).

Procurada pela Folha, a secretaria-extraordinária da COP30 confirmou o recebimento da carta, mas disse que não tratou do tema com outros países.

“Não há a possibilidade da COP30 ou parte da Conferência acontecer fora de Belém”, disse o órgão. A UNFCCC não respondeu.

Além de coletivos como o Grupo de Negociadores Africanos e o Países Menos Desenvolvidos (LDC, em inglês), dentre os 25 signatários do texto há nações desenvolvidas como Áustria, Bélgica, Canadá, República Checa, Finlândia, Holanda, Noruega, Suécia e Suíça.

A reclamação recai em especial sobre a cúpula de chefes de Estado —que reúne o mais alto nível dos representantes dos países. Segundo um influente diplomata das negociações climáticas da ONU disse à Folha sob anonimato, há uma grande pressão para que ao menos este segmento, que acontece antes da COP em si, seja transferido.

Como revelou a agência Reuters, uma reunião de emergência da UNFCCC foi realizada na última terça-feira (29) para tratar exatamente dos problemas logísticos. O Brasil tem até o próximo dia 11 para responder os receios levantados no encontro.

“O Brasil tem muitas opções para termos uma COP melhor, uma boa COP. Por isso estamos pressionando para que o Brasil forneça respostas melhores, em vez de nos dizer para limitar nossa delegação”, disse à agência Reuters Richard Muyungi, presidente do Grupo de Negociadores Africanos.

A reunião do dia 11 já estava agendada e ocorreu para “dar continuidade ao diálogo sobre o conjunto de ações para realização da COP30”, acrescentou a secretaria da conferência.

Nesta quinta (31), o presidente da COP, André Corrêa do Lago, confirmou que alguns países pediram para que a conferência não seja realizada na capital paraense.

“Acredito que talvez os hotéis não estejam se dando conta da crise que eles estão provocando”, disse.

Desde que a COP foi anunciada na capital paraense, o preço dos hotéis explodiu e a organização busca alternativas para dar conta tanto do preço da hospedagem, quanto do déficit de leitos para acomodar todas as cerca de 50 mil pessoas que devem comparecer.

Dentro dessa estratégia estão apurações internas no governo sobre práticas abusivas do setor hoteleiro e a mobilização de Airbnb, escolas, habitações do Minha Casa, Minha Vida e até navios cruzeiros para tentar resolver o problema.

A carta, segundo negociadores, vem sendo elaborada há semanas, mas eles preferiram esperar que a plataforma de hospedagem do governo ficasse pronta para, só então, finalizá-la.

Com atraso, a organização da COP lançou a plataforma, inicialmente restrita aos países participantes da conferência, primeiro focado em oferecer quartos por até US$ 220, ou R$ 1.225, para nações em desenvolvimento ou insulares.

À Folha, A secretaria da conferência acrescentou que cada delegação dos países menos desenvolvidos e insulares terá direito a 15 quartos por até US$ 200 e as outras, 10, por até US$ 600 —o total é de 2.500.

A reportagem procurou o setor, por meio Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, mas não houve retorno.

Na carta, os países pedem que este grupo tenha condições de se acomodar por diárias de até US$ 164 (R$ 918) e perto das intermediações do pavilhão onde acontecem as negociações, que ficará no Parque da Cidade.

Os representantes dizem que, neste momento, acomodar todos os participantes é a preocupação principal do grupo, e que a falta de clareza sobre como este problema será resolvido é preocupante. Eles afirmam que nunca antes tantas delegações estavam sem saber como iriam participar do evento, 100 dias antes dele acontecer.

Os países alegam também estarem se esforçando para reduzir suas delegações —como foi pedido pelo Brasil— para se adequar à realidade de Belém, mas que há um limite nisso, uma vez que muitos temas são negociados simultaneamente na COP.

O documento também critica a possibilidade de que pessoas tenham que dividir quartos para conseguir economizar custos, dizem que também a sociedade civil precisa ter sua participação garantida e pedem apoio da UNFCCC.

“Se essas condições não forem atendidas para todos que precisam estar em nossas negociações multilaterais, não teremos chance de chegar a um resultado de sucesso”, diz a carta

João Gabriel e Ricardo Della Coletta/Folhapress

União Brasil banca ida de políticos a Europa com fundo público em semana de festa de Rueda na Grécia

Estocolmo, na Suécia, e a ilha de Mykonos, na Grécia, vão sediar a partir desta sexta-feira (1°) uma semana de eventos com a presença de políticos brasileiros do União Brasil, terceira legenda com maior fatia dos recursos públicos que financiam os partidos.

O primeiro, de caráter particular, é patrocinado pelo presidente do partido, Antonio Rueda, que chamou políticos e familiares para comemorar seus 50 anos de idade em uma festa de quatro dias na badalada ilha grega —mesmo local que no ano passado abrigou a festa de aniversário do cantor sertanejo Gusttavo Lima, também prestigiada por autoridades brasileiras.

Os convidados da festa de Rueda receberam convite com roteiro que inclui “drinks ao pôr do sol”, jantares, cafés e eventos destinados “a brindar e viver Mykonos intensamente”, como antecipou o jornal O Globo.

O convite informa que a festa de 50 anos do dirigente terminará no dia 4, segunda-feira.

Do dia seguinte, 5, até a sexta-feira, 8, tem lugar a conferência ambiental TheAmazon.life, bancada ao menos em parte pelo partido na capital sueca e que anuncia a presença, basicamente, só de políticos e dirigentes do União Brasil, entre eles dois irmãos do presidente, Maria Emília “Mila” de Rueda e Fábio Rueda.

O partido custeará as passagens de ida e volta e a hospedagem dos políticos na Suécia, a três horas de voo da festa de aniversário do presidente da legenda. A legenda bancará passagens e hospedagem de 9 dos 13 integrantes da missão e não informou o custo e os nomes dos participantes.

O União Brasil diz que o evento é necessário para discutir o futuro do ambiente.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, um dos três integrantes da cota do União Brasil na Esplanada dos Ministérios, também estava confirmado tanto no evento como no aniversário de Rueda. Um dia após o ministério ser procurado pela Folha, no entanto, a assessoria da pasta informou que ele cancelou a ida.

Os motivos seriam uma possível convocação de Lula para reuniões, após o presidente chamar os três ministros do partido para cobrar explicações sobre críticas de Rueda contra ele. Sabino tinha informado que tiraria uma licença não remunerada para a viagem, já que se tratava de um evento partidário.

Figuravam como presenças confirmadas no evento na Suécia também os governadores do partido Wilson Lima (Amazonas) e Marcos Rocha (Rondônia). O Governo de Rondônia disse que os questionamentos deveriam ser destinados ao partido. A Folha não obteve resposta da assessoria de Lima.

O único nome de fora do União Brasil que estava com presença “a confirmar” na propaganda da conferência era o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (AL), que é do PP. A legenda está montando uma federação com o União Brasil. Ele disse à reportagem que nem sequer sabia do evento e não participará.

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), confirmou ida à festa em Mykonos. Outros políticos convidados, como o deputado federal Elmar Nascimento (União-BA) e ACM Neto (União-BA), presidente da fundação do partido, a Índigo, disseram a aliados que não poderão comparecer.

Na programação da conferência são citadas visitas a órgãos públicos e privados na Suécia e uma conferência no dia 6 no Grand Hôtel Stockholm Sweden, que tem diárias anunciadas a mais de R$ 4.000.

Nesse dia, há quatro debates previstos, entre eles “o potencial da conexão entre Suécia e o Brasil para o desenvolvimento sustentável da região amazônica” e “soluções para conectar políticos, pesquisadores e empresários em um movimento contínuo de resultados práticos”.

A Vinnova, a agência de inovação da Suécia, uma das paradas da programação anunciada, disse à Folha que aceitou pedido de uma delegação do Brasil para visita, já que faz parte das atribuições da agência “disseminar conhecimento sobre as oportunidades de inovação na Suécia”, mas que não tem nenhuma participação financeira ou de logística no evento.

O site da conferência informa que há ingressos e pacotes de ingressos e hospedagem à venda, que vão de 497 a 1.000 euros (R$ 3.166 a R$ 6.370), mas nenhuma das formas de pagamento oferecidas (Pix, boleto bancário ou cartão de crédito) estava funcionando quando a reportagem tentou adquiri-las na terça (29).

O União Brasil recebeu só no primeiro semestre deste ano R$ 58 milhões do Fundo Partidário, ficando atrás apenas de PL e PT. Rueda tem protagonizado nos últimos tempos ações e declarações de teor oposicionista, apesar de o partido ter três ministérios no governo Lula.

Em entrevista coletiva para anunciar em junho oposição ao pacote de aumento de impostos do governo, Rueda defendeu urgência em propostas de cortes de desperdícios públicos.

“Contas públicas não é só criar impostos, é cortar desperdícios urgentemente. (…) Os presidentes do União Progressista [o nome da federação União-PP] e os seus líderes anunciam que irão reunir as bancadas do Senado e da Câmara para decidir fechar questão contra qualquer proposta de aumento de impostos que não venha acompanhada de uma rigorosa e crível lista de cortes de desperdícios”, disse na ocasião.

Em nota nesta quarta-feira (30) a respeito dos atritos com o governo petista, ele afirmou que o partido “tem identidade própria e não abre mão da sua autonomia política”.

Em nota, o União Brasil afirmou que a presença na conferência TheAmazon.life “é consequência das ações e participações do partido, ao longo dos anos, em eventos internacionais que tratam sobre o futuro do meio ambiente, sustentabilidade e turismo”.

O partido diz que na COP28, em 2023, lançou em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o projeto “Brasil 2044”, que “cria, aprimora e implementa políticas públicas vislumbrando como serão as cidades no ano de 2044”. Diz ainda ter sido a primeira legenda brasileira a participar de uma COP.

Em acréscimo à nota, Rueda negou ainda qualquer relação entre o evento de Estocolmo e a sua festa de aniversário em Mykonos.

O partido relata ainda que a sua fundação, a Índigo, arcará com a curadoria do painel sobre o Coração da Amazônia, no próximo dia 6.

O União Brasil diz que Rueda não participará da conferência e que a data do evento foi definida pela instituição do terceiro setor responsável pelo TheAmazon.life.

A reportagem fez perguntas à pessoa de posse do número de telefone celular constante no site TheAmazon.life, com prefixo 61, de Brasília, mas ela não respondeu aos questionamentos específicos sobre o evento ou a instituição.

Também não houve manifestação sobre por que as formas de pagamento para os ingressos e pacotes não estavam funcionando e quantos ingressos teriam sido vendidos.

Raphael Di Cunto, Ranier Bragon e Guilherme Seto/Folhapress

Decisão judicial confirma ilegalidade de movimento do Sindimed-BA

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa que as unidades da rede estadual seguem em funcionamento regular, com assistência à população.

A tentativa do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA) de criar um falso cenário de colapso por meio de uma retórica alarmista e estratégias de desinformação foi devidamente rebatida com fatos, responsabilidade institucional e, agora, com respaldo judicial.

O Tribunal de Justiça da Bahia concedeu liminar ao Governo do Estado, declarando a ilegalidade e abusividade do movimento disfarçado de “restrição de atendimentos” deflagrado pelo sindicato. A decisão determina que o Sindimed-BA suspenda imediatamente a paralisação, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

A medida reforça o entendimento de que a interrupção de serviços essenciais comprometeria a vida e a saúde da população, especialmente de pacientes internados e gestantes de alto risco. A liminar confirma que o movimento configura risco inaceitável à saúde pública.

A Sesab lamenta que, mesmo diante da clareza dos fatos e do diálogo institucional promovido na reunião do último dia 24 de julho com o Ministério Público do Trabalho e a Procuradoria Geral do Estado, o Sindimed tenha optado por disseminar a insegurança e a desinformação.

A secretaria reafirma seu compromisso com a valorização dos trabalhadores da saúde, com o fortalecimento do SUS e, sobretudo, com o direito de cada baiana e cada baiano de receber atendimento digno, seguro e contínuo.
SECRETARIA DA SAÚDE DO ESTADO DA BAHIA
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
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Sinais de que a Relação Está em Risco

Toda relação amorosa, por mais forte que seja, enfrenta desafios e momentos de tensão. Porém, quando esses desafios começam a se repetir e a relação perde a harmonia, é importante ficar atento aos sinais que indicam que o relacionamento pode estar em risco. Reconhecer esses sinais precocemente é essencial para tomar decisões conscientes, buscar ajuda ou refletir sobre o futuro a dois.

Um dos primeiros sinais de alerta é a falta de comunicação saudável. Quando o diálogo deixa de existir ou se transforma em discussões frequentes e sem resolução, o casal começa a se distanciar emocionalmente. O silêncio prolongado, a indiferença ou o uso de palavras agressivas são indícios de que algo não vai bem.

Outro ponto crucial é a perda da confiança. A confiança é o alicerce do amor, e sua ausência pode surgir por mentiras, traições, promessas quebradas ou falta de transparência. Sem confiança, cresce a insegurança, o ciúmes excessivo e o medo de se abrir para o outro, criando um ciclo negativo difícil de romper.

A falta de intimidade emocional e física também merece atenção. Quando o casal para de compartilhar sentimentos, sonhos e desejos, e a relação sexual perde importância, isso pode indicar que a conexão está se enfraquecendo. O afastamento afetivo pode ser tão prejudicial quanto o afastamento físico.

Além disso, a crítica constante e a desvalorização do parceiro minam a autoestima e o afeto. Brincadeiras que ferem, reclamações exageradas e a falta de reconhecimento pelas qualidades do outro criam um ambiente hostil, onde o amor tem dificuldade de florescer.

Outro sinal importante é o desinteresse pelas necessidades e limites do outro. Relacionamentos saudáveis dependem de respeito mútuo, e ignorar os sentimentos ou desejos do parceiro demonstra falta de empatia e cuidado. Quando um dos lados age sempre para si mesmo, a relação fica desequilibrada e insatisfatória.

Os comportamentos de controle e ciúmes excessivos são indicativos de problemas sérios. Monitorar o parceiro, impor regras, restringir amizades ou fiscalizar cada passo são atitudes que corroem a liberdade e a confiança, e podem evoluir para abusos emocionais.

Outro ponto que sinaliza risco é a falta de projetos em comum. Quando o casal não consegue mais sonhar junto, planejar o futuro ou encontrar motivos para continuar investindo na relação, o afastamento é uma consequência natural.

Por fim, o desgaste emocional constante — sensação de cansaço, tristeza ou frustração ao pensar no relacionamento — indica que algo precisa ser enfrentado urgentemente. Ignorar esses sentimentos pode levar a crises maiores, rompimentos dolorosos e até impactos na saúde mental.

Diante desses sinais, é fundamental agir com honestidade e coragem. O diálogo aberto sobre o que está acontecendo, a busca por aconselhamento profissional e o empenho em resgatar a conexão são caminhos para reverter o quadro. Em alguns casos, é necessário aceitar que o fim pode ser a melhor decisão para ambos, respeitando os processos e aprendizados vividos. garota com local

Reconhecer que a relação está em risco não é fracasso, mas sim um convite para reflexão e transformação. Cuidar do amor exige atenção constante, dedicação e vontade de crescer juntos. O que está em perigo pode ser salvo, desde que haja consciência e compromisso de ambos os lados.

Porque todo amor merece a chance de ser preservado — mas também merece a verdade, o respeito e a liberdade para seguir o melhor caminho, seja ele qual for. Fonte: Izabelly Mendes.

Escuta Pública Reafirmou democracia cultural em Ipiaú

A Prefeitura de Ipiaú, por meio da Secretária de Cultura em parceria com o Conselho Municipal de Cultura, promoveu na noite da última quarta-feira, 30 de julho, a segunda Escuta Publica da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

Os participantes do encontro, na Casa da Cultura, apresentaram suas demandas, opinaram e sugeriram para a elaboração do Plano Anual de Aplicação dos Recursos (PAAR) da PNAB no município.

Desse modo o evento manteve o propósito de um dialogo franco entre poder público e sociedade civil, reafirmando a democracia participativa na área da cultura em Ipiaú e o aprimoramento das políticas culturais do município.

O secretário da Cultura, Caio Braga, destacou que escuta publica é fundamental para garantir que os recursos da PNAB sejam aplicados de forma participativa, transparente e de acordo com as demandas culturais do município.
Dentre outros agentes culturais presentes na escuta publica, estavam representantes músicos, artistas plásticos, artesãos, escritores, produtores, representantes de coletivos culturais, audiovisual, pontos de cultura, espaços culturais, comunidades tradicionais e religiosas de matriz africana, MST e Território de identidade do Médio Rio das Contas. (José Américo Castro/Decom –PMI).

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