Lula resiste a seguir orientações de Sidônio e preocupa ministros

Lula resiste a seguir orientações da equipe de Sidônio Palmeira, que comanda a Secretaria de Comunicação. A atitude preocupa integrantes do governo e dirigentes do PT.

Embora prestigie o ministro, e o trate com uma deferência maior do que dedicada a outros integrantes de seu governo, o presidente mostra contrariedade com a possibilidade de ser pautado pela comunicação. De acordo com um dirigente do PT, “Lula não gosta que ninguém mande nele”, o que cria obstáculos para que siga a orientação da equipe de Sidônio e conselhos de outros ministros e amigos.

Uma pessoa que tem proximidade inclusive no plano pessoal com Lula afirma que ele “não quer virar um ‘tiktoker'”, ou seja, não quer seguir orientações para explorar ao máximo as mídias sociais com vídeos gravados por ele mesmo, por exemplo.

O presidente resistiria ao formato das redes desde quando era candidato a presidente. De acordo com um interlocutor, Lula privilegia discursos e debates minimamente profundos e mais politizados sobre os diversos temas da administração, por considerar mais condizentes com uma grande liderança política como ele.

O problema, de acordo com o mesmo interlocutor, é que as novas gerações de eleitores se acostumaram ao formato das redes, por onde recebem informações, se inteiram dos fatos e conseguem interagir.

Sem a colaboração irrestrita do presidente, mesmo propostas de reposicionamento do governo, feitas por diversos colaboradores, correriam o risco de morrer na praia.

Uma das preocupações de dirigentes do PT é com a manutenção do bom relacionamento entre Lula e Sidônio. O publicitário é considerado competente e fundamental para a campanha de 2026. Qualquer desgaste entre eles colocaria a candidatura à reeleição do presidente em risco.

Mônica Bergamo/Folhapress

Para 40% dos brasileiros, País estará pior no fim do atual governo Lula, aponta pesquisa CNT/MDA

Uma pesquisa CNT/MDA que vai ser divulgada nesta terça-feira, 17, aponta que, para 40,2% dos brasileiros, o País estará pior no fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula Silva do que estava quando o petista assumiu o Palácio do Planalto, segundo dados do levantamento, obtidos pela Coluna do Estadão.

Outros 29% consideram que a situação do País se manterá igual, enquanto 27,6% dizem que o Brasil estará melhor ao fim de 2026 do que estava no começo de 2023. Foram ouvidas 2.002 pessoas entre os dias 11 e 15 de junho, de forma presencial. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais e o índice de confiança, de 95%.

O resultado é um alerta para Lula, que tem enfrentado uma crise de popularidade e pretende se candidatar à reeleição ano que vem. Para melhorar a aprovação, o Palácio do Planalto aposta em ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e em um “pacote de bondades”, que inclui distribuição de botijões de gás e descontos e isenções na conta de luz para pessoas de baixa renda. Essas propostas dependem de aprovação do Congresso.

O governo também espera recuperação de popularidade com o ressarcimento de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – o escândalo freou uma retomada na aprovação de Lula que estava em curso.

Iander Porcella/Estadão Conteúdo

PF conclui inquérito da “Abin Paralela” e indica Bolsonaro, Ramagem e Carlos

A Polícia Federal concluiu o inquérito que investiga o uso ilegal de ferramentas de monitoramento pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e encaminhou o relatório ao Supremo Tribunal Federal. De acordo com apuração da CNN, foram indiciados o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin, e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). O caso ficou conhecido como “Abin Paralela”. A informação é da CNN.

EUA enviam outro porta-aviões, e Trump diz que todos devem sair de Teerã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma postagem de rede social nesta segunda-feira (16) que “todos devem evacuar Teerã imediatamente”. A fala ocorreu minutos após seu governo anunciar o envio de forças militares para a Oriente Médio, inclusive um novo grupo de porta-aviões.

“O IRÃ NÃO PODE TER UMA ARMA NUCLEAR. Eu disse isso várias vezes! Todos devem evacuar Teerã imediatamente”, escreveu, com as maiúsculas de praxe, na rede Truth Social.

Ele não sugeriu diretamente que os EUA entrarão na guerra entre Israel, seu aliado, e o Irã, mas a fala mais inflamada sugere que Washington resolveu entrar diretamente no jogo de pressão contra Teerã.

Nesta segunda, Tel Aviv emitiu um alerta de retirada de civis do bairro em que ficava a sede da TV estatal iraniana, acusada pelos israelenses de ser uma unidade militar disfarçada. Horas depois, o prédio foi atacado, com o telejornal ao vivo sendo interrompido.

Antes, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, havia sido mais brando, dizendo que a ordem foi dada com caráter cautelar. “Proteger as forças dos EUA é nossa prioridade, e esses movimentos visam aumentar nossa postura defensiva na região”, afirmou.

Em tempos menos agudos, Washington mantém 30 mil soldados em diversas bases no Oriente Médio. Desde a crise iniciada pelo ataque terrorista do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, o contingente foi aumentado várias vezes, flutuando agora em torno de 40 mil.

Além disso, o emprego de um novo grupo de porta-aviões, este liderado pelo USS Nimitz, repete o padrão adotado pelas Forças Armadas dos EUA durante a gestão do antecessor de Trump, Joe Biden.

O democrata enviou mais de uma vez um segundo grupo para acompanhar aquele que usualmente patrulha as turbulentas águas em torno da Península Arábica. Agora é vez de Trump mandar reforço ao trabalho da frota centrada no USS Carl Vinson.

Os porta-aviões de propulsão nuclear americanos, 11 ao todo, são peças únicas na história da projeção militar de poder. Levam quase cem aeronaves e têm, cada um, poder de fogo superior a quase todas as aeronáuticas de seus rivais no Oriente Médio.

Mesmo sem detalhar, o anúncio de Hegseth também deve incluir o deslocamento de aeronaves de reabastecimento aéreo para a Europa, para ficarem de prontidão para apoiar a eventual necessidade de entrar na briga em curso.

Ela começou há 46 anos, com a instalação da República Islâmica em Teerã, mas agudizou-se muito a partir do 7 de outubro, protagonizado por um dos prepostos regionais dos aiatolás. A fase atual começou com o ataque de Israel ao Irã na sexta-feira (13), algo que nunca havia acontecido nessa escala.

Um dos motivos para que mesmo os dois episódios de troca direta de fogo do ano passado não tenham escalado foi justamente a pressão americana. Desta vez, já sob intensa degradação de suas capacidades pelas bombas de Tel Aviv, Teerã terá de calcular bem os próximos passos.

Trump havia reaberto a negociação por um acordo que fizesse os aiatolás renunciar à bomba atômica em troca de relaxamento de sanções. Mesmo esse movimento foi acompanhado por uma ameaça, com o reforço de caças e bombardeiros na base de Diego Garcia, usada para ataques no Oriente Médio.

Após dois meses de conversas, o impasse se colocou com a recusa iraniana de acabar com seu programa nuclear pacífico, que anda lado a lado com o militar.

Isso, mais a acusação da agência da ONU do setor de que Teerã estava em violação com suas obrigações de inspeções de seu programa, selaram o ataque de Israel. Ele surpreendeu por não envolver forças dos EUA, como sempre era dado como necessário, mas o fôlego do Estado judeu é duvidoso no longo prazo.

Em seu favor, talvez o gás de Teerã acabe antes. De uma forma ou de outra, ao longo da segunda surgiram informações de que os iranianos queriam conversar, desde que Israel tope um cessar-fogo. Parece improvável tal arranjo agora, ainda mais com Trump empregando sua arma favorita, a postagem incendiária.

Igor Gielow/Folhapress

Petrobras assina contratos de R$ 4,9 bilhões para retomar obras da Refinaria Abreu e Lima

A Petrobras informou nesta segunda-feira (16) que assinou os três primeiros contratos para a conclusão das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, paralisadas após a descoberta do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

No valor de R$ 4,9 bilhões, os contratos foram vencidos pela Consag Engenharia, do grupo Andrade Gutierrez, um dos alvos da investigação sobre a formação de um cartel de empreiteiras para lotear encomendas da estatal nos primeiros governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em nota, a presidente da estatal, Magda Chambriard, disse que a refinaria “é estratégica para o Brasil” e que os contratos “revelam o compromisso da empresa com o desenvolvimento do país, representando a expansão da nossa capacidade de refino e viabilizando o aumento da produção de derivados para atender às demandas da sociedade e do mercado”.

A refinaria entrou em operação em 2014, mas apenas com metade de sua capacidade prevista inicialmente. Em 2015, após o início da Lava Jato, as obras da segunda unidade de refino foram paralisadas pela estatal.

A refinaria foi um dos pivôs da delação do ex-diretor da centrais na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que deu início às investigações.

Foi considerada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) como um exemplo de “como uma ideia virtuosa e promissora pode se transformar num malogro comercial bilionário”. A refinaria já consumiu US$ 18 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões, pela cotação atual) no projeto.

A decisão por retomar as obras foi tomada após o início do terceiro mandato do presidente Lula, que vê na Petrobras um instrumento para fomentar o desenvolvimento econômico e gerar empregos com obras. Com o projeto, a empresa pretende ampliar a capacidade de refino de 130 mil para 260 mil barris por dia.

Em janeiro, a gerente de projetos de Desenvolvimento da Produção da estatal, Mariana Cavassin, defendeu que o projeto é robusto, viável economicamente e tem retorno positivo para a estatal. Na ocasião, a empresa estimou o custo para a conclusão em R$ 6 bilhões a R$ 8 bilhões.

A empresa havia cancelado uma primeira licitação para a segunda unidade de refino por preços acima do esperado. Na segunda tentativa, abriu o orçamento de cada pacote, com o objetivo de dar a obra à empresa ou ao consórcio que apresentasse o maior desconto.

Em seu primeiro planejamento estratégico sob o novo governo Lula, a Petrobras previu US$ 17 bilhões em refino para os próximos cinco anos. Além da Abreu e Lima, a empresa pretende retomar obras no antigo Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), outro alvo da Lava Jato.

Nicola Pamplona/Folhapress

Em derrota para governo Lula, Câmara aprova urgência de projeto que derruba decreto do IOF

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência de projeto que derruba o novo decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) publicado pelo Executivo na semana passada, impondo uma derrota ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos últimos dias, ministros do Palácio do Planalto e o próprio presidente da República atuaram para evitar a derrubada do decreto. A votação nesta segunda-feira (16) teve ampla adesão dos parlamentares, inclusive de integrantes da base aliada do governo. O placar, dizem líderes dos partidos, reflete a insatisfação dos deputados com o governo federal.

Foram 346 votos favoráveis e 97 contrários ao requerimento proposto pelo líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS). Eram necessários 257 votos de 513 para aprovar a urgência.

A urgência acelera a tramitação de uma proposta na Câmara, fazendo com que ela não precise ser analisada nas comissões temáticas e siga direto para apreciação em plenário.

Agora, os deputados precisam analisar o mérito do PDL, o que só deverá ocorrer a partir do final deste mês –nesta semana e na próxima haverá um esvaziamento das atividades do Congresso, diante do feriado e das comemorações de São João.

Deputados da oposição chegaram a pedir a Hugo Motta a convocação de uma reunião do colégio de líderes na terça (17) para a votação do mérito, mas

Nas palavras de uma liderança governista, a votação desta segunda foi uma demonstração de força do centrão para o governo, além de um recado de que qualquer reforma deve ser feita pelo grupo ou enfrentará resistência.

Na tribuna, Zucco disse que o governo Lula não “corta na carne” e criticou a medida provisória (MP) enviada pelo governo para compensar a arrecadação prevista com o IOF. Também da oposição, Marcel Van Hattem (Novo-RS), defendeu que o decreto do IOF é um aumento ilegal e inconstitucional de impostos.

O PSD decidiu, por maioria, votar a favor da urgência. Segundo o líder da bancada, Antonio Brito, os estatutos do partido preveem posição contrária a qualquer aumento de impostos.

Hildo Rocha (MDB) disse, após votar contra a urgência do projeto, que partidos que estavam encaminhando voto favorável à urgência aprovaram há alguns dias a criação de cargos para a Justiça do Trabalho, sem que houvesse indicação de fonte de receita. Por isso, afirmou, votaria diferente da orientação do líder do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), que havia orientado pela aprovação da urgência.

Deputados da base discursaram contra a iniciativa da oposição e defenderam que o parlamento estava se posicionando contrário à cobrança de impostos para os mais ricos.

O governo liberou a base para votar. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), afirmou na tribuna que a oposição é demagógica e tem compromisso com o “andar de cima”. Ele cobrou dos parlamentares a rejeição de medidas de corte de despesas, como a redução do índice de reajuste do fundo que abastece o Distrito Federal.

A medida fez parte do pacote de corte de gastos do ministro Fernando Haddad, enviando no fim do ano passado ao Congresso, e foi vetada pelos parlamentares. “Podemos até fazer gastança, mas é para proteger os mais pobres”, afirmou. Guimarães defendeu que a medida provisória já prevê corte de gastos e outros pontos poderão ser negociados.

Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da federação PT-PCdoB-PV, disse ter convicção de que o mérito do projeto não será aprovado na Câmara, pois resultará em R$ 12 bilhões em despesas contingenciadas.

O tema da alta do IOF abriu novo flanco de desgaste entre Executivo e Legislativo, num momento em que o governo trabalha para aumentar a arrecadação e zerar o déficit nas contas públicas sem precisar de um corte de despesas ainda maior -em maio, já foram bloqueados R$ 30 bilhões do Orçamento deste ano.

Em 22 de maio, o governo editou um decreto que elevou o imposto de uma série de operações de câmbio e crédito de empresas. No mesmo dia, no entanto, o Executivo recuou de pontos da medida, diante de queixas do mercado. Essa proposta virou alvo de parlamentares, até mesmo de partidos da base aliada do governo, por causa dos protestos do setor produtivo sobre aumento na carga tributária.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negociou um novo decreto do IOF, com alíquotas menores do que o anterior, e uma MP com propostas para elevar a arrecadação, como fim da isenção para investimentos como LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letra de Crédito Imobiliário), aumento do imposto para bets, fintechs e JCP (Juros sobre Capital Próprio, mecanismo utilizado por grandes empresas para remunerar seus acionistas e tomar crédito mais barato).

Tanto o novo decreto do IOF como a medida provisória causaram nova reação negativa no Congresso. PP e União Brasil, com juntos têm quatro ministérios, se declararam contra iniciativas de aumento de impostos e cobraram o governo a apresentar uma agenda de corte de gastos. Partidos como Republicanos, PSD e MDB também fizeram críticas ao pacote do governo.

O governo trabalha com a expectativa de que o pagamento das emendas parlamentares ao Orçamento diminua o ânimo do Congresso em derrubar o decreto.

No caso da MP, haverá quatro meses para negociações e a esperança do Palácio do Planalto é conseguir a aprovação de pelo menos parte das medidas propostas, de modo a ajudar a fechar as contas em 2025 e 2026 —ano eleitoral.
Fernanda Brigatti/Raphael Di Cunto/Victoria Azevedo/Folhapress

Crime em Alcobaça: João Ricardo Santana é executado a tiros no Bairro Novelo

Crédito: Liberdadenews
Alcobaça: Um homem foi assassinado a tiros na noite do último domingo, 15 de junho, por volta das 20h, na Rua Antônio Mendes, Bairro Novelo, no município de Alcobaça/BA. De acordo com as informações, o atirador era uma pessoa magra, de estatura mediana e pele negra, vestindo jaqueta preta e calça jeans.

Após cometer o crime, ele fugiu do local com o apoio de um comparsa que o aguardava em uma motocicleta azul. A Polícia Militar (88ª CIPM) atendeu à ocorrência e preservou o local do crime até a chegada da Polícia Técnica (DPT) de Itamaraju.

O corpo da vítima, identificada como João Ricardo Santana Ferreira, de 30 anos, foi removido para exames de necropsia e, posteriormente, será liberado à família para sepultamento.

A motivação e a autoria do homicídio ainda são desconhecidas. A Polícia Civil segue com as diligências e investiga se a vítima tinha alguma relação com um recente homicídio e ocultação de cadáver.

Por: Lenio Cidreira/Liberdadenews

Israel bombardeia TV estatal do Irã e interrompe transmissão ao vivo

Israel bombardeou a sede da emissora estatal do Irã nesta segunda-feira (16), interrompendo uma transmissão ao vivo e deixando o prédio da TV em chamas, segundo vídeos e imagens do local.

A apresentadora que falava no momento do ataque foi identificada pela imprensa estatal iraniana como Sahar Emani. Ela criticava Tel Aviv quando foi interrompida pelo som de uma explosão que sacudiu o prédio, seguida de gritos. O estúdio se encheu de fumaça enquanto a profissional saiu às pressas.

Após o ataque, o Irã emitiu um chamado de retirada para os canais N12 e N14 de Israel. “Esta ordem é uma resposta ao ataque hostil do inimigo sionista contra o serviço de radiodifusão da República Islâmica do Irã”, afirmou a TV estatal persa.

A emissora retomou a transmissão após o ataque e mostrou o prédio em chamas sob nuvens de fumaça. Um jornalista da TV 1afirmou que quatro bombas haviam atingido a construção e que o número de mortos ainda não estava disponível.

O vice-diretor da TV, Hassan Abedini, afirmou que o ataque deixou feridos, sem especificar imediatamente um número. “O regime [Israel] desconhecia o fato de que a voz da Revolução Islâmica e do Grande Irã não seria silenciada por uma operação militar”, disse ele. Já o chefe da emissora, Peyman Jebelli, afirmou em um comunicado que a guerra não irá atrapalhar a determinação da TV de “alcançar uma vitória midiática”.

Pouco antes do ataque, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a televisão e a rádio estatais iranianas estavam “prestes a desaparecer”, e o Exército fez um alerta para esvaziar a região onde fica o estúdio, no nordeste de Teerã. “Atacaremos o ditador iraniano em todos os lugares”, disse ele, classificando o canal como fonte de “propaganda e incitação”.

“Nas próximas horas, o Exército israelense tomará medidas nesta área para atacar a infraestrutura militar do regime iraniano, assim como fez nos últimos dias em Teerã”, afirmaram as Forças Armadas de Tel Aviv na rede social X em relação ao local do ataque. “Sua presença nesta área coloca sua vida em risco.”

Com o aviso, Israel parece repetir a tática que usou ao bombardear a Faixa de Gaza ou o Líbano recentemente —dizer a civis para fugir ou lidar com um ataque, mesmo quando o alvo é contra um prédio específico. Os avisos costumam provocar pânico entre a população.

O bairro fica numa área nobre e densamente povoada da capital que abriga diversos prédios importantes, como as embaixadas de Qatar, Omã e Kuait, os escritórios da OIM (Organização Internacional para as Migrações, da ONU) e da agência de notícias AFP e vários hospitais.

Israel iniciou a guerra aérea na última sexta-feira (13) com um ataque sem precedentes contra o Irã que matou quase todo o alto escalão dos comandantes militares e seus principais cientistas nucleares. Agora, Tel Aviv diz que tem controle do espaço aéreo iraniano e pretende intensificar suas operações nos próximos dias.

Teerã diz que mais de 224 iranianos foram mortos, a maioria deles civis. A imprensa divulgou imagens de crianças, mulheres e idosos feridos em todo o país, e a TV estatal transmitiu cenas de prédios danificados, carros queimados e ruas destruídas na capital.

“Estou desesperado. Meus dois filhos estão assustados e não conseguem dormir à noite por causa do som da defesa aérea e de ataques e explosões. Mas não temos para onde ir. Nos escondemos debaixo da nossa mesa de jantar”, disse Gholamreza Mohammadi, 48, um funcionário público de Teerã, à agência de notícias Reuters.

Em Israel, 24 pessoas foram mortas até agora por ataques do Irã, todas elas civis. Imagens de televisão mostram socorristas trabalhando em ruínas de casas destruídas. “É aterrorizante porque é tão desconhecido”, disse Guydo Tetelbaum, 31, um chef em Tel Aviv que estava em seu apartamento quando os alertas chegaram na madrugada.

Folhapress

Contas da Câmara de Salvador e de outros cinco municípios são aprovadas

Na sessão desta segunda-feira (16/06), os conselheiros da 1ª Câmara de julgamento do Tribunal de Contas dos Municípios consideraram regulares – ainda que com ressalvas – as contas de 2020 da Câmara de Salvador, que teve como presidente o então vereador Geraldo Alves Ferreira Júnior. Na oportunidade, outras cinco câmaras também tiveram suas contas consideradas regulares.

Em 2020, a Câmara de Salvador recebeu recursos repassados, a título de duodécimos, no montante de R$203.624.000,00 e realizou despesas orçamentárias no importe de R$196.796.190,48, em cumprimento ao limite estabelecido no art. 29-A, da Constituição Federal.

As despesas com pessoal alcançaram o montante de R$149.814.123,04, que correspondeu ao percentual de 2,30% da receita corrente líquida de R$6.503.116.454,04 do município, não ultrapassando, consequentemente, o limite de 6% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Entre as ressalvas, o relatório técnico registrou a ocorrência de equívocos e/ou omissão na inserção dos dados declarados a título de subsídios aos vereadores; índice de transparência avaliado como moderado; não atendimento do relatório de Controle Interno aos parâmetros legais; e ausência de comprovação de pagamento de multa com vencimento durante o exercício de 2021.

Já em relação ao exercício de 2023, os conselheiros consideraram regulares – ainda que com ressalvas – as contas da casa legislativa de Guanambi, da responsabilidade de Zaqueu Rodrigues da Silva; e de Oliveira dos Brejinhos, da vereadora Daldete Costa Silva. E aprovaram na íntegra as contas das câmaras de Dias D’Ávila, de José Morais de Almeida Júnior; de Iraquara, sob gestão de Suede de Jesus Neves Filho; e de Itaguaçu da Bahia, da vereadora Ianca Adriane da Silva Miranda.

Cabe recurso da decisão.

Ação do PETO resulta em apreensão de drogas em Ipiaú

Na tarde desta segunda-feira (16), durante patrulhamento no Bairro ACM, em Ipiaú, a guarnição do PETO avistou um indivíduo em atitude suspeita, que ao perceber a presença policial, tentou fugir, adentrando uma residência e abandonando na garagem diversos pinos de substância análoga à cocaína, prontos para comercialização.

Durante as buscas, foram localizadas também porções de maconha e materiais utilizados para acondicionamento de drogas. Uma mulher de 20 anos de idade, que estava no imóvel informou ser companheira do suspeito de 23 anos de idade, e confirmou que ele realiza a prática de tráfico na localidade.

Todo o material apreendido, juntamente com a mulher, foi apresentado na delegacia de Ipiaú para adoção das medidas cabíveis.

 Material Apreendido:

  • 14 pinos de substância análoga à cocaína;
  • 3 porções de substância análoga à maconha;
  • Embalagens para acondicionamento e comércio de entorpecentes;
  • 01 smartphone Samsung A22.

Fonte: Ascom/55ª CIPM

FICCO/BA e SEAP deflagram operação visando cumprir mandados no Sistema Prisional da Bahia

A Operação Reincidência tem como objetivo cumprir mandados relacionados a crimes como tráfico de drogas, homicídios e roubos.
Salvador/BA. Nesta segunda-feira (16/6), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia - FICCO/BA e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização – SEAP deflagraram a Operação Reincidência, visando cumprir 30 mandados de prisão preventiva, na capital baiana e no interior do estado.

Do total dos 30 mandados, 28 foram cumpridos dentro de unidades prisionais e dois em bairros da capital. As ações aconteceram simultaneamente nos Conjuntos Penais das cidades de Irecê, Brumado, Jequié, Vitória da Conquista, Eunápolis, Teixeira de Freitas, Paulo Afonso, Juazeiro, Feira de Santana e Salvador.

O objetivo da operação é combater a reincidência de crimes praticados por integrantes de facções criminosas, mesmo durante o cumprimento de pena. As ordens judiciais são relacionadas a crimes como tráfico de drogas, homicídios e roubos.

A ação contou com a atuação de policiais penais e dos policiais do Grupamento Especializado em Operações Prisionais - GEOP, alinhada com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia e a FICCO/BA.

A FICCO/BA é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar da Bahia, Polícia Civil da Bahia, Polícia Penal da Bahia, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia.
Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia

Clientes da Caixa relatam que dinheiro ‘sumiu’ da conta após tentativa de Pix

Clientes da Caixa Econômica Federal relatam que valores transferidos via Pix desde a manhã de domingo (15) estão sendo debitados das contas, mas não chegam ao destinatário nem aparecem em seus extratos bancários. O problema persiste nesta segunda-feira (16), data em que são liberados os pagamentos do Bolsa Família e do abono salarial do PIS.

Segundo relatos nas redes sociais, os valores são descontados do saldo disponível, mas não há registro da operação nem comprovação de que o Pix tenha sido efetivado. Em alguns casos, o débito foi feito há mais de 24 horas, sem que o dinheiro tenha sido devolvido ou a transação concluída.

Procurada pela reportagem, a Caixa informa que, neste domingo (15), alguns aplicativos do banco tiveram instabilidade, que os serviços foram restabelecidos e estão operando normalmente. “Eventuais pendências de transações serão regularizadas”, afirma, em nota. O banco não informou quantos clientes foram afetados.

em aplicativos, registrou um pico de 648 reclamações às 12h52. Nesta segunda-feira, o número chegou a 222 queixas às 12h21.

Alguns usuários relataram que chegaram a ir até agências do banco estatal, mas foram orientados a aguardar até o fim do dia, quando a falha deveria ser normalizada.

“Fiz um Pix de R$ 1.000 ontem no Caixa Tem e o dinheiro sumiu. Não aparece nem o comprovante. Consta que saiu da conta, mas não chegou ao destinatário”, relatou um dos usuários.
Júlia Galvão, Folhapress

Aposentados já podem consultar respostas das entidades nos Correios


A partir desta segunda-feira (16), os aposentados e pensionistas que questionaram a cobrança de mensalidades associativas em seus benefícios previdenciários já podem verificar, presencialmente, nas agências dos Correios, as respostas das associações e sindicatos que receberam os valores descontados com autorização do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O atendimento presencial é uma alternativa para os beneficiários do Regime Geral da Previdência Social que já contestaram os descontos e que não conseguirem ou quiserem utilizar o aplicativo Meu INSS – no qual as respostas das entidades acusadas de promoverem descontos não autorizados começaram a ser disponibilizados no último dia 9.

Nas agências dos Correios, além acompanhar o resultado das contestações já apresentadas, é possível consultar se houve algum desconto em seus benefícios; contestar descontos não autorizados; analisar documentos enviados por associações e/ou receber protocolo de atendimento com orientações para continuar acompanhando pelo 135 ou pelo aplicativo Meu INSS.

As justificativas das associações e sindicatos estão sendo liberadas aos poucos, já que elas têm 15 dias úteis para responder a cada uma das contestações repassadas pelo INSS.

Se a entidade não entregar ao instituto documentos que comprovem que o aposentado ou pensionista se filiou e autorizou o desconto da mensalidade associativa de seu benefício previdenciário, o INSS vai iniciar um processo de cobrança para que a entidade devolva os valores descontados ilegalmente à pessoa prejudicada. Nestes casos, o reclamante não precisa fazer nada além de acompanhar o andamento de seu pedido de esclarecimento/ressarcimento pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135.

Já se a associação ou sindicato responder ao INSS dentro do prazo de 15 dias, alegando ter os documentos necessários ou ter efetuado a cobrança com base em decisão judicial, o aposentado ou pensionista interessado precisa se manifestar em, no máximo, 30 dias a partir da data de recebimento da resposta, informando ao instituto se concorda ou não com as alegações da entidade.

Neste caso, o aposentado ou pensionista pode se manifestar por meio do aplicativo Meu INSS ou pessoalmente, em uma das agências dos Correios. A lista de agências habilitadas está disponível no site dos Correios e no site do INSS. Também é possível constatar a relação pelo número 135.

Importante destacar que para conhecer o inteiro teor das respostas das entidades, o aposentado ou pensionista precisa acessar o Meu INSS ou ir pessoalmente a uma unidade habilitada dos Correios, já que, por telefone, não é possível visualizar a documentação apresentada pelas partes.



Alex Rodrigues/Agência Brasil

Hugo Motta cede a pressão de deputados e amplia conflito com governo Lula e STF após lua de mel

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), alterou o estilo “paz e amor” dos primeiros dias de mandato e deu uma guinada nos discursos e ações relativos ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao governo Lula (PT) após correr o risco de perder apoio dos colegas.

Motta fez dois gestos mais fortes para manter sua base de apoio coesa: determinou que a perda do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) pela condenação no STF será decidida pelo plenário e decidiu avançar com dois projetos de decreto legislativo para sustar normas do Poder Executivo.

O centro de todo o embate está nas emendas parlamentares ao Orçamento, mecanismo pelo qual os congressistas direcionam dinheiro para obras e custeio de serviços em suas bases eleitorais.

Além de os deputados culparem o Supremo e o governo pela dificuldade atual de execução das emendas parlamentares, Motta também não pode contar, até agora, com o principal instrumento usado por seu antecessor para construir uma base própria de apoio: a distribuição de verbas para quem lhe é fiel.

As emendas de comissão ao Orçamento estão paradas este ano. Não há, segundo líderes e presidentes de comissão, sequer definição de quanto cada partido receberá, e a expectativa é de que isso seja resolvido apenas para o segundo semestre, diante da imposição de novas regras pelo Supremo.

Sem recursos para oferecer às bancadas, fica mais difícil gerir as insatisfações internas, e o presidente da Câmara precisou adotar medidas mais concretas para debelar críticas e reafirmar as prerrogativas da Casa, segundo seus aliados.

A postura mais conciliatória no início da gestão, afirmam seus interlocutores, se deve ao próprio perfil dele e a um contraste com seu antecessor e aliado, Arthur Lira (PP-AL), que era conhecido como mais duro no trato com o governo e o STF.

Lira entrou em diversos embates com o ministro do STF Flávio Dino em torno do pagamento das emendas parlamentares.

Motta buscou uma conciliação com Dino antes mesmo de ser eleito presidente da Câmara e cedeu à principal demanda do ministro, de que as emendas de comissão tenham o nome do autor. Também evitou confrontar o Supremo sobre a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro e não pautou o tema, embora tenha declarado que considerava parte das penas exageradas.

Dino, no entanto, continua a pressionar o Congresso sobre as emendas parlamentares. O ministro deu nova decisão para questionar o direcionamento de verbas do Ministério da Saúde na terça-feira (10) e marcou para 27 de junho uma audiência pública para discutir a impositividade dessas verbas.

Os deputados também se queixam de desrespeito do STF a leis aprovadas, de bloqueio de perfis dos parlamentares nas redes sociais, da abertura de inquéritos para punir os congressistas por discursos na tribuna e de que os ministros ignoraram decisões da Câmara, como quando o plenário decidiu pela suspensão completa da ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Um dos principais gestos de Motta em reação ao STF foi pautar em plenário o requerimento do PL para sustar a ação penal contra Ramagem. Posteriormente, a Primeira Turma do Supremo rejeitou a paralisação e concordou com a suspensão de apenas dois dos cinco crimes imputados a ele pelo Ministério Público.

Agora, Motta cumpriu a ordem judicial de bloquear os pagamentos e a cota parlamentar de Zambelli, mas optou por levar ao plenário a decisão do STF de decretar a perda do mandato.

Inicialmente, ele disse que a Mesa Diretora apenas cumpriria a decisão do Supremo, mas recuou e resolveu jogar o caso para o plenário. A mudança ocorreu por entender que esse processo é inédito e que é melhor compartilhar a resolução com a maioria da Casa.

No caso do governo, Motta viajou ao lado do presidente Lula no começo de sua gestão e participou de cerimônias do Executivo. Recentemente, contudo, preferiu rejeitar o convite para uma missão oficial na China e Rússia e ir aos Estados Unidos para encontros com empresários que são críticos da agenda fiscal do PT.

O presidente da Câmara fez críticas pontuais, logo no início do seu mandato, sobre a necessidade de o governo cortar os gastos públicos. Mas as diferenças escalaram quando Lula publicou um decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e depois com a medida provisória de alta de impostos. Ambas as iniciativas foram atacadas por empresários, e Motta verbalizou essa insatisfação.

“Já comuniquei à equipe econômica que as medidas que estão preanunciadas deverão ter reação muito ruim não só dentro do Congresso, mas também no empresariado”, disse o presidente da Câmara, que afirmou ainda não “servir a projeto político” de nenhum governo.

Nesta segunda-feira (16), será votado requerimento de urgência para acelerar um projeto de decreto legislativo que suspende a eficácia do decreto do IOF, enquanto os deputados pressionam o governo a apresentar um pacote de corte de gastos estruturais como alternativa.

O presidente da Câmara fez questão de expor que a urgência entrará em pauta a pedido da maioria dos partidos e que buscou uma negociação com o governo ao dar dez dias para que medidas alternativas fossem discutidas, mas que a proposta não agradou ao Legislativo por configurar aumento de impostos.

Segundo aliados, o ponto de virada na relação foi uma entrevista de Fernando Haddad ao jornal O Globo em maio. O ministro da Fazenda afirmou que o governo estava empenhado em colocar as contas públicas em ordem, mas que isso dependia muito mais do Legislativo.

Atualmente, há um grande incômodo na Câmara com a demora no pagamento das emendas impositivas (de execução obrigatória) e de acordos do ano passado que até agora não foram cumpridos.

Até sexta-feira (13), apenas R$ 85,7 milhões dos R$ 50,4 bilhões autorizados no Orçamento de 2025 para as emendas foram empenhados (reservados no Orçamento).

Motta ainda pautou, para a próxima semana, projeto de decreto legislativo para sustar portaria do Ministério do Trabalho que obriga a realização de um acordo coletivo para que o trabalho aos domingos e feriados por funcionários do comércio ocorra sem compensação adicional. A inclusão atende a pedido do partido Novo e de setores do empresariado.

O discurso mais duro em relação aos outros Poderes foi necessário para reafirmar o papel da Câmara em algumas situações, relatou o presidente a aliados. Mas ele tem ressaltado que manterá o estilo conciliatório e a busca do diálogo para tomar as decisões, como fez ao longo dos seus mandatos.

Raphael Di Cunto e Ranier Bragon/Folhapress

Nova ferramenta do Banco Central vai seguir dinheiro roubado em golpe do Pix

Apenas 31% dos 5 milhões de pedidos de devolução de transferências fraudulentas via Pix foram aceitos e o BC (Banco Central) conseguiu devolver menos de 7% do dinheiro desviado —R$ 459 milhões de um montante de R$ 6,98 bilhões, de acordo com resposta da instituição à solicitação de acesso à informação.

O principal obstáculo do MED (Mecanismo Especial de Devolução), usado pelos brasileiros para pedir a devolução de um Pix após serem vítimas de um golpe ou de uma fraude, é que o Banco Central só rastreia a primeira conta para onde o dinheiro foi desviado.

Como as quadrilhas costumam pulverizar os valores rapidamente, por meio de transferências sequenciais em mais de uma conta de laranjas, o BC trabalha em uma ferramenta para rastrear o trajeto do dinheiro ao longo de cinco níveis de transferências. Se os criminosos dividirem o dinheiro em mais de uma conta, o BC vai analisar todas essas contas.

O lançamento do Med 2.0 está previsto para o primeiro trimestre de 2026, devido à complexidade de coordenar as mais de 800 empresas habilitadas a operar pelo Pix.

Funcionários do BC dizem que, para chegar a esse nível de rastreamento, foi considerado o comportamento dos fraudadores e os limites técnicos para tornar o serviço viável.

Em 2024, a ausência de dinheiro na conta que recebeu a transferência motivou 86% das quase 3,5 milhões de recusas do BC aos pedidos de devolução —e o estorno, quando ocorre, pode ser apenas parcial também por falta de saldo.

Antes do MED 2.0, o BC já trabalha na implementação do “autoatendimento” do MED, em que os usuários do Pix poderão enviar as contestações diretamente ao órgão regulador por meio de aplicativos dos bancos, de forma 100% digital e sem precisar interagir com o atendimento das instituições financeiras.

Na última terça-feira (10), durante evento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que o sistema vai permitir a contestação do Pix de forma simples e intuitiva, por meio do aplicativo dos bancos.

No modelo original, só a empresa participante do sistema Pix pode informar o BC da ocorrência, após averiguar se o relato da vítima apresenta indícios suficientes de crime. Esse procedimento aumenta a espera até a solicitação de estorno ser analisada, dando mais tempo para o criminoso espalhar o dinheiro.

As instituições financeiras têm até 1º de outubro para implementar o mecanismo.

O Bradesco, por exemplo, já disponibilizou a atualização para seus clientes. Para contestar a transferência, basta acessar o extrato, selecionar a transação e clicar no botão “Contestar este Pix”. O cliente então informa o motivo e escreve uma descrição do caso, avaliada para confirmar se a solicitação procede.

Segundo o diretor de produtos de pagamento do Bradesco, Marcos Cavagnoli, a ampliação do rastreio no MED também facilita a atuação dos participantes do sistema Pix contra a fraude. “Além de bloquear o pagamento, uma coisa que é extremamente importante é mapear as contas laranjas e poder atuar para eliminá-las.”

O BC permite que as instituições financeiras, além de notificar as infrações, marquem as contas envolvidas em crimes, quando há chances reais de delito, na plataforma fraud marker.

O diretor de produto da fintech Dock, Luiz Henrique Sá, avalia que o MED 2.0 pode aumentar a proporção de solicitações aceitas para até 80%, com base em estudos apresentados pelo BC durante reuniões sobre o mecanismo. Ainda assim, diz ele, parte do dinheiro fraudado será perdido mesmo após as mudanças, por causa das artimanhas dos criminosos.

“A pessoa comete o crime e usa uma conta A, mas é certeza absoluta de que aquele dinheiro não vai ficar ali nem por segundos, ainda mais com Pix”, afirmou Sá. “Vai para uma conta B, vai para uma conta C, vai virar criptomoeda”, acrescentou.

Diferentemente das contestações de compras no cartão de crédito, que incluem cancelamentos de pagamentos em compras em que houve arrependimento ou pagamento por engano, o MED só funciona em casos de crimes ou falhas técnicas da instituição financeira.

De acordo com o diretor-executivo da plataforma Acceptance Solutions da Visa, Gustavo Carvalho, o Pix caminha para ter um mecanismo de devolução cada vez mais similar às ferramentas de disputa dos cartões de crédito.

As bandeiras conseguem operar com mais hipóteses de devolução, afirmou Carvalho, devido à experiência de décadas com esse modelo. Além disso, Visa e Mastercard não trabalham com pagamentos instantâneos, o que aumenta o tempo hábil para reaver o dinheiro desviado.

As empresas do setor não divulgam qual a porcentagem dos pedidos de estorno aceitos.

COMO CONTESTAR UM PIX SE VOCÊ FOI VÍTIMA DE GOLPE
Quando o usuário contestar um Pix, os bancos devem informar (ao menos no primeiro acesso) as regras e etapas do processo, bem como o prazo máximo para solicitar a devolução dos recursos se a pessoa for vítima de golpe, fraude ou crime.

O BC estabelece que, quando o cliente acionar a função de contestação, o banco deve direcioná-lo para o extrato da conta ou do Pix para a seleção da transação objeto da contestação. Em seguida, o usuário deve ser questionado sobre qual tipo de golpe, fraude ou crime sofreu, conforme as tipificações que constam no manual operacional do sistema.

Entre as respostas possíveis que devem ser disponibilizadas ao cliente, o BC exemplifica:

Fui enganado por um golpista e realizei uma transação
Outra pessoa transferiu recursos da minha conta, sem acesso à minha senha e sem o meu conhecimento
Fui ameaçado ou tive minha liberdade restringida para ser forçado a fazer uma transação
Um fraudador usou minha senha para transferir recursos da minha conta, sem a minha autorização
Outro tipo de golpe (nesse caso, o banco também deverá colocar um campo solicitando um relato descritivo sobre o crime, com até 2.000 caracteres).
Como exemplo, o BC sugere indicar que o envio de documentação complementar auxilia na comprovação da fraude ou que, se a solicitação for considerada procedente, o usuário receberá o dinheiro de volta em um prazo de até 11 dias.

Ao registrar a demanda, a instituição financeira deverá fornecer dados como número do protocolo da solicitação de devolução, com data e horário; prazo máximo de resposta ao usuário sobre a aceitação ou recusa da contestação; existência de saldo na conta de quem recebeu a transação original para efetivação da devolução parcial ou total do valor, além da informação de que a instituição do recebedor será notificada da suspeita de fraude.

Pedro S. Teixeira/Folhapress

Homem de 47 anos é morto a tiros na Avenida Pensilvânia

                                              A vítima era conhecida como Gil Gago
Um homem de 47 anos foi morto a tiros por volta das 23h deste domingo (15), em Ipiaú. O crime foi registrado na Avenida Pensilvânia, próximo ao colégio militar, no bairro Euclides Neto. Moradores da localidade ouviram os disparos de arma de fogo e ao sair na rua encontraram o corpo de Genivaldo Pereira de Souza, apelidado de Gil Gago, ao lado de uma motocicleta.

A Polícia Militar foi acionada e isolou o local do crime até a chegada do Departamento de Polícia Técnica, que realizou a perícia no local e encaminhou o corpo para o Instituto Médico Legal em Jequié. No local, ninguém soube informar as circunstâncias do homicídio. A autoria e motivação do crime serão investigadas pela Polícia Civil. (Giro Ipiaú)

Gigantes do Pantanal: biólogo registra momento exato em que onça ataca jacaré em rio de MT; veja vídeo

Nas imagens obtidas com exclusividade pelo g1, é possível ver que o felino está em cima de uma árvore e observa pacientemente o réptil se aproximar.
O biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino registrou o momento exato em que a onça-pintada Medrosa ataca um jacaré, em meio ao Parque Estadual Encontro das Águas, entre Poconé e Barão de Melgaço, no Pantanal mato-grossense.

Nas imagens obtidas com exclusividade pelo g1, é possível ver que o felino está em cima de uma árvore e observa pacientemente o réptil se aproximar.
Logo em seguida, a onça salta em direção ao rio e mergulha para iniciar o ataque. O vídeo mostra os dois animais em uma intensa disputa dentro d’água. Apesar da investida da onça, o jacaré conseguiu escapar.

De acordo com Marcos, que trabalha com viagens ao Pantanal há mais de 11 anos, ele e outros grupos que acompanhavam a atividade avistaram Medrosa dormindo sobre uma árvore.

Após algum tempo, perceberam que um jacaré se aproximava do local, o que levantou a expectativa de que ela poderia atacar.

"Nossa, foi incrível ver essa cena, ainda mais assim tão de perto. Essa é a segunda vez que presencio algo assim. O parque encontro das águas é um verdadeiro berçário das onças", disse Marcos.
O parque

O Parque Estadual Encontro das Águas está localizado na concluência dos rios Cuiabá e Piquiri, na região de Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço, municípios a 104 e 121 km de Cuiabá. A reserva contempla o maior número de onças-pintadas, com uma extensão de 108 mil hectares.

Os turistas podem passear de barco pelo bioma ao mesmo tempo em que fazem o monitoramento das onças de forma voluntária por meio de fotos e vídeos de diferentes aparições dos felinos.

Os guias orientam que o melhor momento para se deparar com os animais é entre os meses de julho e fim de setembro, quando começa o período da seca, o que faz com que os felinos procurem água e, com isso, ficam expostos às margens dos rios, sendo possível vê-los de uma distância segura.
Por Victória Oliveira, g1 MT

Quatro pessoas morrem e seis ficam feridas após dois acidentes na Bahia; vítimas voltavam da mesma festa junina

Segundo equipes de resgate, os casos foram registrados com cinco minutos de diferença, mas em estradas distintas. Em uma das situações, um carro bateu em um caminhão.


Quatro pessoas morreram e outras seis ficaram feridas após se envolverem em dois acidentes de trânsito ocorridos na Bahia, no início da manhã deste domingo (15).Todas as vítimas voltavam da mesma festa junina, realizada na cidade de Capela do Alto Alegre. Segundo os socorristas, os casos foram registrados com cinco minutos de diferença.

O primeiro acidente aconteceu por volta das 6h15, em um trecho da BA414, na altura da cidade de Ipirá, a 95 km de Feira de Santana, segunda maior cidade do estado.

Na ocasião, Willian Santana Silva, de 33 anos, morreu e outras quatro pessoas tiveram ferimentos leves depois que o carro onde estavam capotou.

Segundo informações apuradas pela TV Subaé, afiliada da Rede Bahia na região, quando socorridas da Associação de Bombeiros Voluntários de Ipirá chegaram ao local do acidente, os sobreviventes estavam fora do veículo, à espera de socorro. Já Willian ficou preso nas ferragens.

O homem tinha feito aniversário no sábado (14) e havia escolhido a festa para comemorar. O corpo dele foi removido do local com a ajuda dos voluntários e foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) da região. Não há detalhes sobre o sepultamento.

Os sobreviventes foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ipirá. O estado de saúde deles não foi detalhado. As circunstâncias do capotamento serão apuradas
O outro acidente aconteceu por volta das 6h20, depois que um carro bateu em um caminhão, na BR-324, em um trecho da cidade de Riachão do Jacuípe, a 87 km de Feira de Santana.

Segundo informações da Brigada Anjos Jacuipenses, que atendeu a ocorrência, três pessoas morreram na hora e outras duas ficaram feridas. Conforme divulgou a Prefeitura de Riachão do Jacuípe, os mortos foram identificados como:
  • Leandro de Jesus Carneiro (empresário e estava ao volante);
  • Leide Ana Carneiro de Almeida Carvalho (professora da rede municipal de Riachão do Jacuípe);
  • Mariana Oliveira dos Santos.
Uma das pessoas que ficou ferida é uma jovem que teve um trauma cranioencefálico (TCE) e hemorragia interna. Ela está internada em estado grave no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana.

A outra sobrevivente é esposa de Leandro. Ela está em observação no Hospital de Riachão do Jacuípe, sem risco de morte.

Ainda não há informações sobre o que causou a batida. Por causa das mortes, a Prefeitura de Riachão do Jacuípe decretou luto de três dias.

A Prefeitura de Capela do Alto Alegre também emitiu nota lamentando o ocorrido e se solidarizando com os familiares das vítimas. 
Por g1 Feira de Santana e região

'Os céus iranianos são de Israel': especialista diz que Irã não tem como defender seu território da aviação israelense

Isso acontece porque, segundo o especialista, um ataque israelense, em outubro do ano passado, destruiu toda ofensiva iraniana. No máximo, o Irã fez ataques aéreos onde tem completo domínio.

O professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, afirmou à Globonews que o Irã não tem como defender seu território da aviação israelense devido a um grande ataque que aconteceu em outubro do ano passado (entenda no vídeo acima).

À época, segundo o especialista, os israelenses destruíram toda ofensiva iraniana – os quatro grupos de lançadores de mísseis de defesa. Tanto que, agora, eles não têm condição de defender o próprio território.

"Se a gente quiser fazer uma frase: hoje, os céus iranianos são de Israel", afirmou o especialista. Segundo Trevisan, não houve uma perda de avião israelense e, no máximo, o Irã fez ataques aéreos onde tem completo domínio.

Por sua vez, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram neste domingo (15) que interceptaram aproximadamente 20 veículos aéreos não tripulados lançados em direção ao território israelense (o vídeo abaixo mostra a derrubada de uma delas).

A rodada do Campeonato Master começou na sexta-feira (13.06) com um jogo e encerrou no domingo (15.06) com dois jogos.

 Elixpegador empata e assume a liderança isolada; Super Pão e Ita Telecom vencem a primeira

Na sexta-feira um jogo com muitos gols movimentou a noite de futebol no clube, a equipe Super Pão conquistou a primeira vitória e somou três pontos na tabela de classificação vencendo a equipe da W Calçados.
W Calçados 2x5 Super Pão: Super Pão venceu com (3) gols de Roberto Santana; (1) gol de Genésio, e (1) gol de Jurandi

W Calçados, DJ Kaka marcou  (2) gols

No domingo o jogo de abertura foi entre duas equipes que disputam na parte de cima da tabela, Ipiaú Cacau & Dancau e Elixpegador mostraram mais uma vez o equilíbrio do campeonato e o jogo terminou empatado.


Ipiaú Cacau & Dancau 1x1 Elixpegador

Gols: Ipiaú Cacau & Dancau: Fabuloso marcou (1) e Allan Dentista marcou (1) para o Elixpegador:

No jogo de encerramento da rodada a Ita Telecom conquistou a primeira vitória no campeonato jogando contra a equipe do Escudo.

Ita Telecom 2x1 Escudo:  

Gols:  Sandro Malvadao (1) e Burity (!) marcaram para  Ita Telecom; e Uarlei Marcou (1) para o Escudo

Próximos jogos:

04.07 - Sexta-feira 

19:15 - Ita Telecom x Ipiau Cacau & Dancau

06.07 - Domingo 

07:15 – Escudo x Oral Center

08:30 – D’el Rey Telecom x W Calçados

Fonte: Ascom/AABB

Destaques