Nova emergência em Porto Seguro amplia capacidade de atendimento e reduz tempo de resposta no Carnaval
A partir desta sexta-feira (13), baianos e turistas terão um atendimento ainda melhor caso precisem dos serviços de saúde em Porto Seguro. Entra em funcionamento a segunda etapa da reforma e ampliação da Emergência do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, principal referência estadual da região. Com investimento do Governo do Estado superior a R$ 2,27 milhões, entre obras, equipamentos e mobiliário, a nova estrutura foi entregue pela secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.
O ganho para a população aparece onde mais importa: no tempo e na qualidade do cuidado. Com recepção reorganizada e classificação de risco, o paciente passa a ser direcionado com mais rapidez, priorizando quem está em situação mais grave. A ampliação da sala vermelha com nove leitos de estabilização eleva a capacidade de resposta imediata em casos críticos, como acidentes automobilísticos e traumas. Já as áreas de observação masculina e feminina, com seis leitos cada, contribuem para um atendimento mais confortável e organizado.
A requalificação da emergência repercute em todo o hospital, que concentra 87% das internações em Porto Seguro e dispõe de 152 leitos, incluindo 30 de UTI adulto. Foram mais de 8.500 internações nos últimos 12 meses.
Quando a emergência ganha mais resolutividade, o paciente chega ao exame, ao leito e à UTI no tempo certo, e o hospital consegue responder melhor ao aumento de demanda, sempre que necessário.
A entrega desta sexta-feira dá continuidade a uma sequência de investimentos que vêm fortalecendo a unidade. Em setembro de 2025, foi inaugurada a nova emergência obstétrica e a ampliação do centro obstétrico, com investimento de R$ 6,86 milhões. Em 2023, foram entregues a ampliação da Unacon e da UTI adulta, além de melhorias em áreas neonatais, somando R$ 18,3 milhões.
“Esse é um compromisso do nosso governador Jerônimo Rodrigues com toda a região de Porto Seguro e cidades vizinhas. Estamos revitalizando um hospital de importância para a população, e esta é a segunda etapa de uma reforma que já se iniciou no ano passado, com a emergência obstétrica. Agora, seguimos atuando na melhoria do equipamento e continuamos levando o HRDLEM ao patamar de excelência que é o nosso compromisso com o povo baiano”, afirmou a secretária da saúde do Estado, Roberta Santana.
Prevenção de ISTs
Com a chegada do Carnaval, a preparação da rede vai além da estrutura física do hospital. A unidade opera com reforço nos plantões e estoques elevados de insumos e medicamentos, garantindo retaguarda assistencial durante os dias de festa.
No circuito, um posto de testagem de ISTs foi instalado pela Sesab na Passarela do Descobrimento e funcionará de 13 a 17 de fevereiro. No local, serão oferecidas orientações e testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, além de tratamento para sífilis, PrEP, PEP e distribuição de preservativos e gel lubrificante. A expectativa é realizar até 1.000 testes por dia, ampliando acesso ao diagnóstico precoce e tratamento.
Governador visita central e reforça apoio a catadores e outras categorias que trabalham no Carnaval da Bahia
O Carnaval de Salvador já começou em clima de festa, mas também com cuidado com quem trabalha duro nos bastidores. Nesta sexta-feira (13), o governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado pela primeira-dama e presidente das Voluntárias Sociais, Tatiana Velloso, visitou a Central de Apoio aos Catadores instalada em Ondina e acompanhou de perto as ações montadas para garantir mais dignidade, renda e segurança para esses trabalhadores durante a folia. Durante a visita, Jerônimo reforçou a importância da ação.
“Vim ver de perto, porque acredito na causa e também para apoiar esses profissionais que antes não tinham visibilidade. Eles realizam o trabalho com dedicação, garantem sua renda e prestam um serviço ambiental essencial, mostrando a importância desse grupo”, destacou Jerônimo.
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas do Governo do Estado para tornar o Carnaval mais sustentável e socialmente responsável. O trabalho é coordenado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em parceria com as Voluntárias Sociais, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), oferecendo estrutura e acolhimento para quem vive da coleta de recicláveis nos circuitos.
O titular da Setre, Augusto Vasconcelos, destacou que o objetivo é fortalecer as cooperativas de catadores de materiais recicláveis e ação dos trabalhadores que estão nas ruas. “Estamos entregando equipamentos de proteção individual em todas as unidades e fazendo o pagamento na hora, diretamente ao trabalhador para garantir visibilidade e valorização”.
Em 2025, foram coletadas 175 toneladas de materiais recicláveis. A expectativa é que nestes sete dias esse número seja superado. Com investimento de quase R$ 5,7 milhões, 12 centrais foram montadas em pontos estratégicos da cidade, como Ondina, Barra, Campo Grande, Cajazeiras e Amaralina. Os espaços funcionam como ecopontos, onde os catadores vendem latinhas por preços justos e contam com fardamento, equipamentos de proteção individual (EPIs), alimentação, água, além de locais para higiene e descanso. As mulheres ainda contam com massagem e salão de beleza, entre outras iniciativas.
A meta é atender cerca de 4 mil trabalhadores, fortalecendo a reciclagem e garantindo renda durante a festa. Para a catadora Josenilda Cruz, da CataPet, suporte que faz diferença. “É muito bom ter conforto, estrutura e espaço para trabalhar, especialmente no Carnaval de Salvador. Essas condições garantem mais dignidade e o reconhecimento de um trabalho feito com qualidade”, disse.
Outras categorias também têm sido acolhidas, como cordeiros, ambulantes, mototaxistas, motoristas de trios elétricos, operadores de som, rhodes e músicos, para que possamos assegurar trabalho decente para quem constrói esse mega evento.
A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) vai distribuir 21 mil refeições neste período de festa aos catadores, reforçando o programa de segurança alimentar, e ampliando as ações de acolhimento a estes trabalhadores.
Repórter: Anderson Oliveira/GOVBA
Janja é 1ª primeira-dama a desfilar em escola de samba do Rio de Janeiro
Nunca antes nesse país uma primeira-dama desfilou na Sapucaí. Rosângela Lula da Silva, a Janja, será a primeira anfitriã do Palácio da Alvorada a desfilar por uma escola de samba do Rio de Janeiro. Janja estará em um carro alegórico da Acadêmicos de Niterói no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro, no enredo que homenageará o presidente Lula (PT). O petista estará no camarote da prefeitura para assistir ao desfile.
"Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil" é o enredo da agremiação de Niterói, que retrata a trajetória do presidente desde sua infância até a chegada à Presidência da República .
Além da atual primeira-dama, a agremiação também presta tributo à ex-primeira-dama Marisa Letícia (1950-2017), que será representada pela atriz Juliana Baroni. Em 2012, Marisa desfilou em São Paulo pela Gaviões da Fiel, que apresentou o enredo "Verás que Um Filho Teu Não Foge à Luta – Lula, o Retrato de uma Nação", mas ela não era mais primeira-dama. O presidente havia concluído seu segundo mandato no ano anterior.
Outros presidentes, como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, já foram homenageados em sambas-enredo, em 1956 e 1981, respectivamente. Ambos os desfiles foram comandados pela Estação Primeira de Mangueira e se deram na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro, e na própria rua Marquês de Sapucaí, antes da construção do Sambódromo, inaugurado em 1984.
Além disso, outros mandatários foram representados como sátiras nos enredos da Sapucaí. A Acadêmicos de Niterói escalou o humorista Marcelo Adnet para interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a apresentação de 2026, segundo o portal Metrópoles.
Em 2020, a Acadêmicos do Vigário Geral desfilou na série Ouro, a segunda divisão do carnaval carioca, com um carro alegórico que fazia alusão a Bolsonaro, pintado como palhaço. Já em 2018, foi a vez de Michel Temer, que foi satirizado pela Paraíso do Tuiuti num desfile do grupo Especial, a primeira divisão, em que aparecia como vampiro.
A primeira-dama Scylla Médici (1907-2003), esposa do general Emílio Garrastazu Médici, foi representada por um motivo inusitado pela União de Maricá em 2025, na série Ouro. O enredo "O Cavalo de Santíssimo e a Coroa do Seu 7", assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira, fazia homenagem à figura de Seu 7 da Lira, um Exu da umbanda carioca. A aparição do casal no desfile fez referência à crença popular de que a ex-primeira-dama teria incorporado a entidade na década de 1970.
Em 1996, a então primeira-dama Ruth Cardoso (1930-2008), esposa de Fernando Henrique Cardoso, foi homenageada pelo bloco Segura a Coisa, integrado por defensores da liberação da maconha, em Olinda (PE). Semanas antes, a então primeira-dama havia se manifestado a favor da descriminalização da maconha no Programa Livre, comandado por Serginho Groisman no SBT.
TSE
Nesta quinta-feira (12), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu rejeitar as representações contra o desfile em homenagem a Lula por propaganda eleitoral antecipada, mas alertou sobre possíveis ilegalidades no evento.
A presidente da corte, Cármen Lúcia afirmou que o do Carnaval não pode ser "fresta" para crimes eleitorais e que há um "risco muito concreto, plausível, de que venha acontecer algum ilícito" no caso, o que seria analisado pela Justiça Eleitoral.
"Esse não parece ser um cenário de areias claras de uma praia, parece mais ser o cenário de areia movediça. Quem entra entra sabendo que pode afundar", disse a presidente do TSE.
Por Jullia Gouveia/Folhapress
PF e PMPR interceptam encomenda com dois fuzis e munições em Cascavel/PR
Cascavel/PR. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar do Paraná, interceptou nessa quinta-feira (12/02), em Cascavel/PR, uma encomenda contendo armamento e munições enviadas de forma clandestina.
A ação ocorreu em uma transportadora da cidade, após troca de informações entre as forças de segurança. A encomenda tinha como destino o estado do Rio Grande do Norte e estava declarada como contendo “piscinas”. Durante a fiscalização, foram localizados no interior do volume: dois fuzis calibre 5.56, 400 munições calibre 5.56 e 97 munições calibre .30-06 (variação do calibre 7.62)
O material estava despachado de forma velada, com declaração falsa de conteúdo.
Todo o armamento e as munições foram apreendidos e PF continuará as investigações, no intuito de identificar os responsáveis pelo envio e o destinatário do material ilícito.
Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná
PRF intercepta carga de “supermaconha” escondida em portas de carro na BR-101 em Biguaçu
Na manhã desta sexta-feira (13), policiais rodoviários federais prenderam um homem que transportava haxixe escondido na estrutura de um automóvel. A abordagem ocorreu na BR-101, em Biguaçu, durante a fiscalização de abertura da Operação Carnaval 2026.
O motorista disse que vinha do Paraná e apresentou versões contraditórias sobre o motivo da viagem, o que elevou a suspeita da equipe. Durante a inspeção detalhada no interior do carro, os policiais sentiram um odor característico vindo das portas. Ao desmontarem os acabamentos internos, encontraram 3,2 quilos da droga escondidos estrategicamente nas cavidades das portas dianteiras.
O haxixe, também conhecido como “supermaconha”, possui até dez vezes mais THC, psicoativo encontrado na planta cannabis. Segundo o homem, ele teria buscado o entorpecente em Curitiba/PR e receberia R$ um mil para realizar a entrega em São José. Pelo transporte da carga, afirmou que receberia o valor de R$ 1 mil.
O envolvido, o veículo e o entorpecente foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em São José. O homem deve responder pelo crime de tráfico de drogas, cuja pena de reclusão que pode variar de 5 a 15 anos.
Categoria
Justiça e Segurança
‘Esdrúxula’, diz Reale sobre estratégia do STF para preservar Toffoli na saída do caso Master
A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, sem que o Supremo Tribunal Federal o declarasse suspeito, provocou reação entre juristas que criticam a medida. “Esdrúxula a solução pois se afasta sem motivo da relatoria, pois não se considera nem é declarado suspeito. O faz atendendo a pedidos”, declarou o professor Miguel Reale Júnior.
Para ele, ‘a solução é excepcional e não deverá ter impacto institucional a não ser a já imprevisibilidade de decisões marcadas pela conveniência do resultado do que lastreada em regras estabelecidas’.
O ministro Celso de Mello, aposentado e ex-presidente do STF, entende que ‘em ética pública e legitimidade institucional, a mera aparência de impropriedade pode produzir dano equivalente ao da impropriedade efetiva e real’.
“Ainda que não se demonstre, em dado caso, desvio material de conduta, a formação de dúvida razoável sobre a isenção do julgador já compromete o crédito moral da instituição, enfraquece a autoridade de suas decisões e corrói a confiança cívica que sustenta o Estado de Direito.
A cientista política Maria Tereza Sadek, que dirigiu o Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ (2016-2018), diz que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, “ficou pressionado”.
“Toffolli resistiu até o final, apesar de tantos atos indefensáveis”, analisa Sadek. “As evidências se acumularam, mas mesmo assim ele se recusava a ceder. A reunião deve ter sido extremamente tensa”, anotou, em referência à reunião fechada dos dez ministros da Corte nesta quinta, 12, quando a sorte de Toffoli foi selada.
Ela supõe que “deve haver mais evidências envolvendo não apenas Toffolli, mas também políticos”.
“Caso contrário”, diz Sadek, “os pedidos de suspeição e de impeachment no Senado teriam sido acolhidos.”
Para ela, “os graus de confiança na Justiça e especialmente no Supremo estão baixos”. “A situação é preocupante.”
O desembargador José Renato Nalini, aposentado, ex-presidente do Tribunal de Justiça, disse que “o primeiro juiz da suspeição é o próprio juiz sobre o qual recai a dúvida”. “A ética irrepreensível recomenda imediato afastamento, desnecessária qualquer medida do Tribunal.”
Nalini adverte que “relacionamentos promíscuos geram dúvidas que maculam a higidez do sistema Justiça”. “Não se justificam em qualquer esfera e são inadmissíveis no órgão que é o guardião de uma norma fundante amparada pela moralidade.”
O procurador de Justiça César Dario Mariano, do Ministério Público de São Paulo, em artigo publicado no blog nesta sexta, 13, avalia que ‘algumas decisões são tomadas não com base jurídica, mas por pura política, visando, dentre outros motivos, não ferir a imagem de um tribunal e/ou para não se chegar a resultados ainda mais gravosos, mesmo que elas sejam despidas de lógica e de tecnicidade’.
Ele questiona. “Ora, se Toffoli não era impedido ou suspeito, por que então foi afastado ou se afastou do caso?”
No entendimento do procurador, ficou claro que a Corte contornou uma crise mais acentuada ainda ao não reconhecer a suspeição do ministro, apesar de evidências de crimes apontadas em relatório da Polícia Federal. Se isso tivesse ocorrido, uma ação penal por crime de responsabilidade poderia ser instaurada para investigar Toffoli, o que provocaria a abertura de um processo de impeachment no Senado.
“É muito fácil de entender. Até hoje nenhum ministro do STF foi considerado suspeito ou impedido, haja vista que a suspeição é uma das situações em que há crime de responsabilidade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal e pode ser instaurado processo de impeachment”, pontua César Mariano.
Ele considera que ‘todos os atos decisórios do processo ou procedimento investigatório seriam declarados nulos, com evidente prejuízo para o esclarecimento dos fatos’.
Para o criminalista Renato Stanziola Vieira, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, “o reconhecimento de vícios na condução” do inquérito “acarretaria a nulidade dos atos praticados pelo ministro tido por suspeito ou impedido”.
“Esses vícios são radicais ao bom funcionamento do processo, são pressupostos mesmo de validade, o exercício da jurisdição por juiz imparcial, e se a resposta da Corte reconhecesse a parcialidade de Dias Toffoli, a investigação correria altíssimo risco de ser anulada”, conclui Stanziola.
Por Fausto Macedo e Felipe de Paula/Estadão Conteúdo
Ministros do STF acreditam que foram gravados por Toffoli em sessão secreta
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) acreditam que foram gravados clandestinamente por Dias Toffoli na sessão secreta que, na quinta (12), decidiu pela saída dele da relatoria do processo do Banco Master.
Os diálogos vieram à tona em reportagem do site Poder360. O texto reproduz as palavras dos ministros de forma literal e precisa.
Magistrados já enviaram inclusive a reportagem a Toffoli mostrando que a gravação ocorreu.
O magistrado negou à coluna ter feito qualquer registro. "Não gravei e não relatei nada para ninguém", afirma ele.
Magistrados afirmaram à coluna que a situação é de perplexidade e desconforto.
A reportagem começa dizendo que a reunião "teve um forte tom político e uma busca de autopreservação por parte de todos os ministros".
Diz ainda que muitos magistrados apoiavam Toffoli.
E publica falas literais dos ministros.
Gilmar Mendes, por exemplo, disse na reunião, segundo a reportagem: "Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar".
Em seguida, coloca uma fala de Cármen Lúcia que mostraria que ela estava na reunião com a intenção de sacrificar Toffoli para recuperar a imagem do STF. A fala é a seguinte: "Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo". Disse ainda que, apesar de ter "confiança" em Toffoli, era necessário "pensar na institucionalidade".
Luiz Fux, de acordo com a reportagem, disse: "O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo".
Moraes não teve falas literais publicadas, mas aparece como um duro crítico da Polícia Federal, que entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o relatório que culminou na saída de Toffoli do cargo.
Nunes Marques aparece dizendo: "Para mim, isso é um nada jurídico". Em seguida, critica Fachin por querer votar a suspeição de Toffoli. Sua frase, publicada de forma literal, é a seguinte: "Isso é um absurdo: o juiz lá da comarca do interior passará a ser comandado pelo delegado local se aceitarmos esse tipo de situação. Acabou o Poder Judiciário do Brasil. O sr. [Fachin] não pode colocar em votação a arguição. Minha sugestão é que o ministro relator do processo faça uma proposição dizendo que não é impedido nem suspeito e coloque os argumentos dele diante do que foi apresentado e a gente vota. E pelo que vi aqui, ele vai ter maioria. O ideal seria unanimidade, presidente. Mas estou falando mais sobre encaminhamento, pois do mérito eu não tenho dúvida".
André Mendonça aparece afirmando: "Tem uma questão sobre o que é descrito como relação íntima do ministro Toffoli". Em seguida: "Isso não existe. Está aqui claro que não existe: relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa? Como disse o ministro Fux, a palavra do ministro Toffoli tem fé pública. Então, isso está descartado".
O ministro Cristiano Zanin afirma: "Sou há 1 ano e meio relator de um caso que envolve 3 ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a Polícia Federal até hoje mandou para mim muito menos informação do que essas 200 páginas, com fotos de satélite, cruzamento de celulares? Isso aqui tudo é nulo".
Flávio Dino também critica a PF: "Essas 200 páginas [de relatório da PF] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência".
Apesar de todas essas falas, os magistrados concluíram que o melhor para o STF era o afastamento de Toffoli.
A suspeita de que ele gravou os próprios colegas tem o condão de isolar o magistrado na Corte, segundo um de seus integrantes, já que houve uma quebra de confiança.
Por Mônica Bergamo/Folhapress
Líder de grupo jovem vira réu por estuprar 8 menores de igreja do DF
Gabriel de Sá Campos, 30 anos, teve a prisão convertida em preventiva. Ele responde por estupro de vulnerável e por importunação sexual
Tido como um “serial estuprador”, ele foi preso temporariamente em 19 de dezembro do ano passado pela Polícia Civil do DF (PCDF). Na última quarta-feira (11/2), o ex-líder religioso teve a prisão convertida em preventiva.
Gabriel permanecia detido no Departamento de Polícia Especializada da PCDF. A coluna Na Mira apurou que ele deve ser transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda nesta sexta-feira (13/2).
O ex-líder do ministério de adolescentes da igreja evangélica responde pelos crimes de estupro de vulnerável e de importunação sexual.
As investigações da 4ª Delegacia de Polícia (Guará) revelaram que o homem utilizava sua posição de liderança para ter acesso privilegiado às vítimas, explorando a confiança depositada pelas famílias para cometer os abusos de forma recorrente e premeditada contra jovens do sexo masculino.
A operação identificou um padrão sistemático de crimes que se estendeu por pelo menos seis anos dentro da instituição religiosa.
"O modus operandi empregado por Gabriel demonstrou requintes de manipulação psicológica e planejamento meticuloso. Ele também se aproveitava de sua função como instrutor de um curso de “integridade sexual” oferecido pela igreja para adolescentes e obteve informações íntimas sobre as vulnerabilidades emocionais dos menores."
Um dos abusos sexuais teria acontecido nas dependências da igreja, em uma festa do pijama sob responsabilidade do suspeito.
As denúncias apontam que o então membro da congregação também chamava as vítimas para assistir a filmes na casa dele como pretexto para cometer os crimes sexuais.
De acordo com relatos, ele acariciava as partes íntimas das crianças, que se incomodavam e pediam para parar, porém ele continuava fazendo insistentemente. Para cessar as importunações, alguns rapazes se escondiam no banheiro ou pediam para os pais buscá-los.
Violência precoce
Os relatos revelam um padrão de violência precoce: abusos contra vítimas do sexo masculino, iniciados aos 10 e 12 anos em dois casos; um adolescente, alvo dos 13 aos 17 anos; e uma quarta vítima, aos 16.
As investigações ainda apontam que as vítimas não teriam sido concomitantes. O suspeito criava laços com um dos alvos até cometer os abusos. Depois que o menor se afastava, o ex-líder se aproximava de outro jovem.
Os casos denunciados que estão em investigação teriam ocorrido desde 2019. Uma das vítimas, inclusive, já atingiu a maioridade.
A Justiça do DF determinou busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático, quebra de sigilo telefônico dos últimos cinco anos e medidas protetivas, incluindo proibição de aproximação em um raio de 300 metros das vítimas e afastamento imediato de todas as funções religiosas, do acusado.
“Ato involuntário”
Quando tomou conhecimento de um dos casos, em dezembro de 2024, o pai do investigado e presidente da igreja caracterizou os fatos como “brincadeira” e “ato involuntário”, solicitando que a família mantivesse silêncio.
Em reunião de liderança realizada em novembro de 2025, um diácono caracterizou os crimes como “mal-entendidos”, solicitando um “pacto de sigilo” e afirmando que “problemas da igreja se resolvem na igreja, e não na polícia”, em clara tentativa de obstrução da Justiça.
Na mesma ocasião, teria sido lida uma carta escrita pelo suspeito dizendo que ele se afastaria do rol de membros da igreja e de suas atividades na congregação.
Todavia, Gabriel continuou frequentando normalmente os cultos e acessando, inclusive, áreas restritas aos membros da igreja.
Relatos apontam ainda para condutas intimidatórias da mãe do investigado, que confrontou menores sem a presença de responsáveis legais, acusando-os de “falso testemunho” e ameaçando processar as famílias.
PF e PM/PR apreendem mais de uma tonelada de maconha e veículos em Santa Helena/PR
Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal e a Polícia Militar do Paraná apreenderam, nessa quinta-feira (12/1), aproximadamente uma tonelada de maconha, uma caminhonete e duas embarcações na área rural de Santa Helena/PR.
Equipes policiais realizavam patrulhamento nas proximidades da margem do Lago de Itaipu quando observaram a aproximação de embarcações ao lado brasileiro, indicando possível prática de crime transfronteiriço. As equipes deslocaram-se para abordagem e verificação.
Foram encontradas dezenas de fardos contendo cerca de 1.107 kg de maconha prensada em tabletes, parte já carregada na caminhonete e outra ainda nas embarcações. A caminhonete, inclusive, estava equipada com artefatos.
O entorpecente, as duas embarcações e a caminhonete foram apreendidos e encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para os procedimentos cabíveis.
Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR
PF destrói mais de 576 mil pés de maconha na região de Salgueiro/PE
Salgueiro/PE. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (13/2), a 11ª fase da Operação Carcará, que destruiu mais de 576 mil pés de maconha na circunscrição de Salgueiro/PE. Foram erradicados mais de 35 plantios de cultivo da droga, em uma área equivalente a mais de 62 mil m². O volume destruído chegaria a 173 toneladas de maconha, se processado.
A ação da PF contou com a colaboração da Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco (SDS/PE), por meio do Grupamento Tático Aéreo (GTA), além da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Penal e do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (CORE-PCRN) também participou da operação.
A erradicação de plantações ilícitas de drogas concentrou-se nas ilhas do rio São Francisco e em zonas rurais de municípios do sertão pernambucano, sendo encontrados cultivos nos municípios de Salgueiro/PE, de Parnamirim/RN, de Dormentes/PE, de Cabrobó/PE, de Belém do São Francisco/PE, de Orocó/PE, de Floresta/PE e de Itacuruba/PE. Foram empregadas frentes de atuação terrestre, fluvial e aérea.
Ao fim da operação, foi realizada palestra educativa na Escola Pública Paulo Fernando, em Salgueiro/PE, com o objetivo de atuar na prevenção primária ao uso de drogas e na redução de fatores de risco. A palestra integra o Projeto GPRED, iniciativa da Polícia Federal em colaboração com outras forças estaduais, com profissionais de educação e com voluntários da sociedade civil. A preleção visa fortalecer fatores de proteção e promover escolhas conscientes, especialmente entre crianças e adolescentes, atuando de forma educativa e aproximando a Instituição Policial da comunidade escolar.
Coordenação-Geral de Comunicação Social
Decreto de Rui Costa proibiu servidor de fugir dos juros altos do Master na Bahia, diz site
Um decreto do então governador Rui Costa (PT) de 13 de janeiro de 2022 — ainda em vigor — proíbe servidores da Bahia com empréstimos consignados no programa Credcesta de fazer a portabilidade do crédito para obter taxas mais baixas junto a outras instituições.
O decreto proibiu a portabilidade de crédito especificamente para os contratos do Credcesta — que consomem 30% da margem do servidor. E também os créditos concedidos por intermédio de associações e sindicatos. Os demais empréstimos consignados — crédito puro, com concorrência livre, o direito à portabilidade foi mantido.
O decreto reforçou a exclusividade do Banco Master, então operador do Credcesta, e foi publicado em um momento em que servidores superendividados começaram a questionar os contratos na Justiça. Procurado, Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil, não quis comentar.
Foi por meio de um outro decreto estadual — quando o Credicesta já havia sido privatizado — que o programa deixou de ser um benefício restrito a compras em uma rede de supermercados estatal e se transformou em um lucrativo cartão de crédito consignado. Assim, o Credcesta foi o primeiro grande negócio que alavancou o banco de Daniel Vorcaro, combinando altas taxas de juros de rotativo de cartão, em torno de 6% ao mês, risco baixo (pelo desconto na folha), e ausência de concorrentes (com exclusividade de 30% da margem por um período de 15 anos).
Em 2021, a Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (Afpeb) entrou com um mandado de segurança coletivo pedindo o fim da exclusividade para o operador do Credcesta. O pedido foi negado, com a Justiça acolhendo os argumentos do governo do Estado e do Master.
A mesma associação já havia entrado em 2020 com outra ação coletiva sob o argumento de que a exclusividade fere resolução do Banco Central e o Código de Defesa do Consumidor. "Obtivemos uma decisão favorável na 1ª instância, com suspensão de contratos, mas a decisão foi revertida na 2ª, sob argumentos que não entravam no mérito da demanda, depois de dois desembargadores se declararem suspeitos e pedidos de vista", explica o advogado Antônio Jorge Falcão Rios, autor da ação em nome da Afpeb. Teve de tudo no processo, até a tentativa de desqualificar a representatividade da Afpeb, que existe há 109 anos e foi a primeira associação de servidores do país. O governo da Bahia conseguiu transferir a ação para a Vara da Fazenda. Uma outra ação, ingressada em 2023, também foi transferida para a Vara da Fazenda e já foi arquivada.
Depois que a Polícia Federal entrou no caso e o BC decretou a liquidação do Master, a Afpeb voltou a recorrer à Justiça: entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contestando o acordo de exclusividade e a proibição da portabilidade no Credcesta no Estado da Bahia. Também entrou, separadamente, com ações contra decretos de uma dezena de municípios que replicam as regras do estado.
A única ação com decisão liminar até o momento é de Nova Soure. Em 19 de dezembro, a Justiça acatou parcialmente o pedido da Afpeb e determinou o fim da exclusividade para novos contratos no município.
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Por Mariana Barbosa/UOL
Países ricos devem temer 'brasileirização' da economia, alerta revista The Economist
Revista britânica afirma que juros elevados e dívida pública do Brasil são alerta para outras nações
A situação da economia brasileira representa o alerta mais importante para as grandes economias do mundo, disse a revista britânica The Economist em artigo publicado nesta quinta-feira (12).
A publicação diz que a relação de juros elevados e dívida pública do Brasil oferece uma lição mais importante para o mundo do que a inflação argentina, a estagnação da Itália e os problemas comerciais do Reino Unido pós-Brexit.
A revista diz que, por um lado, o país apresenta dados aparentemente positivos, como um "crescimento econômico razoável, um banco central independente, um resultado primário quase equilibrado" e "uma dívida líquida alta para padrões de mercados emergentes mas baixa em comparação com países ricos".
O problema, diz o texto, são os juros altos necessários para financiar a dívida. O resultado da Selic —a taxa básica de juros— em 15% ao ano é que "o governo provavelmente pegará emprestado cerca de 8% do PIB por ano apenas para pagar a conta de juros".
A publicação diz que fechar o déficit com austeridade é improvável e que autoridades do Ocidente deveriam se perguntar por que os juros são tão altos no Brasil.
A revista aponta uma combinação de fatores como resposta, citando a "fragilidade das instituições financeiras", "o comportamento volátil da inflação" e a "trajetória sombria de longa data do orçamento federal"—com destaque para o gasto de 20% do PIB com aposentadorias.
A estimativa da revista The Economist é que, se não houver reformas, o governo brasileiro gastará mais com aposentadorias até 2050 do que países mais ricos e mais envelhecidos.
Para a revista, a situação fiscal brasileira serve de alerta para orçamentos do mundo rico, e que países já apresentam sintomas de uma "brasileirização" nesse sentido e devem se preocupar com isso.
Os Estados Unidos são um exemplo citado, especialmente por causa da pressão sofrida por instituições americanas, como o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) e o Departamento de Justiça.
A revista diz que a aposentadoria por lá pode não ser tão protegida quanto no Brasil, mas os gastos crescem com o envelhecimento da população, e o tema agrada eleitores mais velhos. A situação, diz a Economist, pode pressionar juros para cima e fazer os dilemas orçamentários de hoje parecerem simples.
"Pode parecer dolorosamente difícil, num mundo populista, prometer inflação baixa e ao mesmo tempo reduzir gastos com os idosos. Mas isso não é nada comparado à escolha angustiante que se desenha para o Brasil: entre uma austeridade profunda e uma aterradora espiral de dívida e juros", encerra o artigo.
Por Folhapress
Entenda os próximos passos do caso Master no STF após saída de Dias Toffoli
Forma com que o ministro deixou a relatoria permite que caso não volte à estaca zero.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, deixou a relatoria do caso do Banco Master nesta quinta-feira (12). A atuação do magistrado no caso acumulava críticas desde o ano passado, gerando uma crise que se intensificou com as investigações da Polícia Federal.
Toffoli vinha defendendo sua manutenção no comando do caso no Supremo. No entanto, o desgaste da situação culminou em sua saída da relatoria, decidida em conjunto pelos ministros do STF durante reunião de portas fechadas nesta quinta-feira (12).
O QUE ACONTECE AGORA?
A partir de agora, o ministro André Mendonça será o novo relator do caso Master na corte.
A decisão de designar um novo ministro para cuidar do caso foi definida na mesma reunião em que ficou acertada a saída de Toffoli. Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.
A forma com que se deu a saída de Toffoli do caso permite que a investigação em torno do Banco Master não volte à estaca zero. Os dez magistrados da corte concordaram em preservar todas as provas e e atos relacionadas ao processo como forma de manter a apuração e também de rechaçar a ideia de que Toffoli possa ter maculado o processo.
Depois da reunião, os magistrados assinaram uma nota conjunta em defesa de Toffoli e afirmaram "não ser caso de cabimento para arguição de suspeição".
Se ele fosse considerado suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos não teriam mais validade.
Relatório da PF entregue ao STF também aponta indícios de crimes que podem ter sido cometidos pelo ministro. O magistrado nega ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Master, e diz que nunca teve relação de amizade com ele.
A PF entregou o relatório com os achados sobre o magistrado à corte nesta semana. Para levar o caso ao Supremo, os investigadores se basearam no artigo 33 da Loman (Lei Orgânica da Magistratura) sobre a prerrogativa de juízes que prevê o envio dos autos às respectivas cortes em caso de suspeitas.
"Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação", diz o artigo.
A continuidade do processo, no entanto, não garante que Toffoli será investigado, uma vez que a polícia não pode prosseguir com uma investigação envolvendo um integrante da corte sem autorização do próprio Supremo.
A apuração da PF sobre Toffoli gerou críticas de outros ministros. Para os magistrados, o relatório entregue pela corporação a Fachin deixa evidente que os indícios apresentados pela PF contra Toffoli não foram encontrados por acaso pelos agentes.
Houve, na verdade, cruzamento de dados e pesquisas inclusive em juntas comerciais.
Por Folhapress
PF investiga fraudes bancárias contra clientes da Caixa em Macapá/AP
Esquema envolvia obtenção fraudulenta de dados e de movimentações financeiras não autorizadas em contas bancárias
Macapá/AP. Nesta sexta-feira (13/2), a Polícia Federal deflagrou a Operação Rastro Financeiro, com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão nos bairros Buritizal, Novo Horizonte e Trem, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um grupo suspeito de praticar fraudes bancárias contra clientes da Caixa Econômica Federal.
As investigações apontam que os envolvidos obtinham, de forma fraudulenta, dados bancários das vítimas e realizavam transferências, pagamentos e outras transações não autorizadas. Embora os correntistas tenham sido as vítimas diretas das ações criminosas, o prejuízo financeiro foi suportado pela Caixa, que ressarciu os valores subtraídos aos clientes.
A operação tem como objetivo coletar novas provas, identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso e promover a completa desarticulação do esquema de fraudes. Os investigados poderão responder pelo crime de fraude bancária, cuja pena pode chegar a até nove anos de reclusão, além de multa.
Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá
André Mendonça vira novo relator do caso Master após Toffoli se afastar de investigação
STF fez novo sorteio nesta quinta-feira após reunião com todos os ministros
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi designado o novo relator do caso Master na corte.
A decisão de designar um novo ministro para cuidar do caso foi definida em reunião com todos os magistrados nesta quinta-feira (12), em que ficou acertado que Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso.
Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.
Mendonça também é responsável por outro inquérito de grande repercussão e com impactos políticos diretos sobre o mundo político: a investigação sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.
A saída de Toffoli ocorreu após ele tomar uma série de decisões polêmicas na condução do caso, incluindo a imposição de sigilo severo sobre provas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Master em fraudes. Nesta quinta, o magistrado confirmou ser sócio de firma que foi dona de resort no Paraná e vendeu cotas do negócio a um fundo ligado às investigações sobre Vorcaro.
A saída de Toffoli do caso impede que a investigação em torno do banco volte à estaca zero. Se ele fosse considerado suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos não teriam mais validade.
Por Julia Chaib/Folhapress
Provas contra Toffoli levam disputa entre ministro e PF a clima de guerra fria institucional
Investigadores do caso argumentam nos bastidores que a atuação do ministro no caso criou prejuízos à apuração
A descoberta de transações e diálogos entre Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, ampliou um embate que vem sendo descrito por integrantes dos três Poderes como um conflito institucional entre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e a Polícia Federal nas investigações do escândalo de fraudes do Banco Master.
Investigadores do caso argumentam nos bastidores que a atuação do ministro no caso criou prejuízos à apuração.
Autoridades ouvidas pela reportagem relataram temor de ruptura institucional no STF, que estaria assistindo desde o final do ano passado, quando Toffoli puxou o caso para a corte, a uma espiral da crise sem capacidade de reação. Na noite desta quinta (12), o ministro aceitou deixar a relatoria do caso.
A percepção geral é a de que o caso Master desencadeou uma guerra fria com ataques e contra-ataques entre atores políticos e órgãos públicos, com desdobramentos que já não podem mais ser controlados em Brasília e nos estados onde há investigações.
Em nota divulgada na quinta-feira, o ministro afirmou que "jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro". Toffoli disse ainda que "jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".
Procurado para comentar por meio da assessoria do STF, ele não se manifestou.
A pressão sobre a Polícia Federal aumentou após a operação da semana passada que mirou aliados no Amapá do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Políticos e autoridades de Brasília passaram a reclamar que a PF estaria sem freios, demandando uma "contenção" no trabalho já avançado das investigações.
Um dos focos de pressão contra a PF é a apuração de vazamento de informações que estão sob sigilo dos inquéritos do Master. A própria defesa de Vorcaro pediu ao ministro do STF investigações sobre os vazamentos.
Diante da gravidade dos achados no celular de Vorcaro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou, na última segunda-feira (9), ao presidente ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório apontando mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli.
O ministro confirmou, em nota, que "faz parte do quadro societário" da empresa Maridt, que foi uma das donas do resort Tayayá, no Paraná. Ele nega, contudo, ser amigo de Vorcaro e ter recebido valores do ex-banqueiro.
Para investigadores, que falaram na condição de anonimato, os pagamentos seriam a razão da motivação da conduta de Toffoli, uma vez que podem acionar um processo de suspeição que o afaste do caso. Uma das preocupações é que isso possa invalidar provas, sob a alegação de erro processual, e provoque a nulidade de partes do processo.
O acesso às provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes relacionadas ao Banco Master, é assunto delicado nos corredores da PF. Ninguém quis se comprometer a dizer que os peritos não receberam as provas, mas também não confirmam se tiveram acesso.
Toffoli foi quem escolheu os peritos após um vaivém sobre o destino das provas da operação. O ministro primeiro determinou que todo o material fosse lacrado e guardado no STF, não na PF, como seria praxe, e depois autorizou que as provas ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República.
Em meio à escalada da crise, autoridades em Brasília alertaram para o risco de os demais ministros do STF virarem indiretamente "sócios" da crise do resort Tayayá e dar munição ao discurso de lideranças bolsonaristas contra a corte. No limite, isso poderia levar a uma espécie de ressignificação dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Autoridades que acompanham os desdobramentos do caso avaliaram que o ministro deveria mostrar o seu sigilo bancário e telefônico e comprovar os pagamentos para a Maridt.
Em nota divulgada após a reunião que selou a saída de Toffoli do caso Master, os ministros do Supremo expressaram "apoio pessoal" ao colega e citaram "a inexistência de suspeição ou de impedimento". O texto diz que a mudança da relatoria ocorreu a pedido do magistrado, considerando "os altos interesses institucionais".
Por Adriana Fernandes/Folhapress
Homem é preso em flagrante por ameaçar ex-companheira em Luís Eduardo Magalhães
Um homem de 21 anos foi preso em flagrante na quarta-feira (11), em uma chácara na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, após ameaçar de morte a ex-companheira, de 20 anos, mesmo após ter sido intimado sobre o deferimento de medidas protetivas de urgência.
De acordo com as investigações, o suspeito entrou em contato com a mulher e enviou mensagem de áudio com ameaças contra a vida dela. Diante da situação de flagrância, equipes do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam) realizaram diligências imediatas e localizaram o investigado.
As apurações indicam que a vítima já havia registrado ocorrência anterior relatando ameaças e perseguições por parte do ex-companheiro após o término do relacionamento. Segundo o relato, o suspeito realizava rondas frequentes nas proximidades da residência e do local de trabalho da mulher.
O homem foi conduzido à Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães, onde foi autuado em flagrante pelo crime de ameaça. Ele permanece custodiado e aguarda audiência de custódia.
Fonte: Pedro Moraes / ASCOM PCBA
Relator de CPI prevê impacto do caso Toffoli em depoimento de Vorcaro sobre consignados
Relator da CPMI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) diz que o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro à comissão, previsto para o dia 26 de fevereiro, manterá o foco nos empréstimos consignados oferecidos pelo Master.
O relator afirmou, no entanto, que as revelações sobre ligações de Vorcaro com o ministro Dias Toffoli (STF) trarão "novos desdobramentos" ao depoimento.
"Vorcaro vai ser ouvido sobre os empréstimos consignados. A estratégia do depoimento não muda absolutamente nada em relação às investigações", disse Gaspar. Segundo ele, o depoimento segue mantido para a data agendada.
"Evidentemente que esses fatos [referentes a Vorcaro] colocam mais holofote ainda no momento de chegada dele à CPMI. Tem todo um desdobramento que é natural, mas sempre com um foco nos empréstimos consignados", afirmou.
Parlamentares preveem ser inevitável que, além da questão do consignado, o banqueiro também seja questionado sobre as denúncias referentes a Toffoli.
Gaspar aproveitou para pedir que o ministro deixe a relatoria do caso Master e compartilhe com a CPMI dados dos sigilos quebrados de Vorcaro que possam ajudar no trabalho da comissão.
"Espero que o ministro Toffoli se averbe suspeito ou imediatamente devolva à CPMI o pleno conhecimento do material que teve o sigilo afastado relacionado ao Vorcaro, como sigilo telemático e o sigilo telefônico", disse o relator.
Por Fábio Zanini, Folhapress
Toffoli deixa relatoria do caso Master
O ministro Dias Toffoli deixará a relatoria do processo que investiga irregularidades no Banco Master.
A decisão foi tomada por unanimidade pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) depois de tensas reuniões realizadas nesta quinta (12).
Para que se chegasse a um consenso, foi necessário um acordo em que os ministros rejeitaram a arguição de suspeição contra ele, e consideraram que todos os atos do magistrado no processo eram legítimos.
Depois disso, ele declarou que então sairá do caso, que vinha gerando um desgaste inédito contra o tribunal.
A situação do magistrado se agravou depois que a Polícia Federal (PF) entregou ao presidente da Corte um relatóro mostrando uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem o ministro entre seus sócios.
Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel chegou a ser detido pela PF. Ele funcionava como uma espécie de gerente do caixa do cunhado.
Nas mensagens, Vorcaro e Zettel citam o nome do magistrado e combinam as transferências, que seriam pagamentos pela compra de um resort que tinha a Maridt como sócia. Há menções a pagamentos recentes, feitos em 2025, ano em que o negócio foi concluído.
Toffoli declarou aos colegas que não era suspeito e que gostaria de permanecer na relatoria. Ele, no entanto, foi pressionado pelos ministros para deixar o caso.
Os magistrados assinaram uma nota conjunta em que afirmam que "os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.
Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.
A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator."
Como antecipou a coluna, depois que a PF entregou o relatório o ministro reconheceu que era acionista da Maridt, sócia do resort Tayayá.
Em nota, o ministro Dias Toffoli confirmou então que "faz parte do quadro societário" da empresa Maridt.
No texto, ele confirma ainda que a empresa "foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro" até 21 de fevereiro de 2025. E que vendeu cotas do negócio ao fundo Arleen, que faz parte da teia do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por supostas irregularidades na condução do Banco Master.
A venda da participação da Maridt foi concretizada em 27 de setembro de 2021, segundo o ministro, que recebia dividendos da empresa.
Ele afirma, no entanto, que nunca soube quem era o gestor do fundo Arleen. E acrescenta, na nota, que "jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro".
Toffoli diz também "jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".
Por Mônica Bergamo, Folhapress
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