Terceira via tem impulso com Flávio e chance de outsider, mas esbarra em Bolsonaro

Ao tomar para si o posto de herdeiro legítimo do bolsonarismo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) indicou, tratando a sua candidatura como irreversível, que a próxima corrida eleitoral pode reeditar o antagonismo de sua família com o presidente Lula (PT). O filho Zero Um de Jair Bolsonaro acabou por reavivar, assim, um antigo desejo de alguns segmentos da população: a terceira via.

O desejo, antes inconfessável, torna-se realidade por meio de uma série de iniciativas. De início, há o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) o, preferido do centrão. Em paralelo, o deputado federal Aécio Neves, recém-empossado presidente do PSDB, afirma que organizará um movimento por um nome de centro-direita. Há também o partido do MBL, o Missão, além da possibilidade de surgir um outsider. Cientistas políticos dizem, no entanto, ser improvável que a terceira via vingue, seja com um nome da política institucional ou com alguém de fora dela.

"Não podemos deixar que o Brasil fique refém do bolsonarismo e do lulismo. Esse é o momento de fazermos um chamamento de partidos que não se conformam com escolhas tão rasas", diz Aécio, rejeitando ser ele próprio candidato à presidência novamente, depois de 2014. "O PSDB é hoje uma ilha programática num oceano de partidos pragmáticos. O Congresso está ficando um espaço insalubre." sa

Ocorre que, nos últimos anos, o partido se tornou irrelevante, com baixa representação e sem identidade. Aécio minimiza a derrocada da sigla e a malfadada fusão com o Podemos, paralisada devido a desacordos sobre quem a presidiria. "Passamos por uma lipoaspiração e estamos voltando mais esbeltos", diz ele, em referência à diminuição do tamanho do partido.

Em 2022, o PSDB elegeu somente 13 deputados, três senadores, três governadores e 270 prefeitos. O movimento liderado por Aécio se soma a outras iniciativas, a principal delas formada por governadores de direita, tentando se desvencilhar do bolsonarismo.

Tarcísio é visto como o favorito do grupo —ele próprio admitiu a hipótese de haver mais de um candidato de direita. Ao mesmo tempo, o líder do PP na Câmara, deputado doutor Luizinho (RJ) afirmou, em entrevista à Folha, que seu partido agora se sente livre para construir uma candidatura não bolsonarista. O cenário torna-se ainda mais complexo diante do lançamento do Missão, o partido do MBL, que fará uma oposição de direita ao bolsonarismo em 2026.

Fundador do MBL, Renan Santos afirmou que o Missão terá candidaturas ao Planalto, ao Congresso, e em ao menos seis estados. Existe ainda a possibilidade do surgimento de um outsider, ou seja, uma figura supostamente sem ligação com a política institucional.

No mês passado, uma pesquisa realizada pela Quaest indicou que 24% do eleitorado prefere votar em um candidato sem relação com Lula ou Bolsonaro. A hipótese de um outsider assusta quem está dentro dos partidos. "Eu acho perigoso. Concordo que temos de renovar os quadros, mas não negar a política", afirma Aécio.

A visão sobre o tema não é tão diferente assim na esquerda. "Acho que, desde 2018, vivemos em uma conjuntura com esse fenômeno recorrente. Com a direita dividida, acho que pode surgir então um outsider, a possibilidade não está descartada", conta Paula Coradi, presidente do PSOL.

O influenciador Pablo Marçal chegou a defender que um outsider —assim como ele foi, no ano passado, durante as eleições para a prefeitura de São Paulo— surja para disputar o Planalto. Quem estuda ciência política diz, no entanto, que, apesar das pesquisas mostrarem demanda, as chances de uma terceira via são reduzidas, tanto para os partidos tradicionais quanto para um outsider.

Professor de ciência política da UFFRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), Leonardo Belinelli afirma que o momento positivo de Lula e a influência de Bolsonaro, mesmo preso, impedem o fortalecimento da terceira via. Segundo ele, a direita ainda precisará incorporar o ideário bolsonarista para ter viabilidade eleitoral. Belinelli também explica que o outsider emerge quando os atores do poder se fragilizam. Em 2018, o então presidente Michel Temer era notadamente impopular —e Lula, líder da esquerda, estava preso na sede da Policia Federal, em Curitiba.

Tal contexto ajudou que Bolsonaro se apresentasse como um candidato antissistema, mesmo com uma longa carreira política. "Ser outsider é mais uma estratégia retórica do que um fenômeno orgânico", diz Belinelli, lembrando que essa figura se fortaleceu nas Jornadas de Junho de 2013.

Desde então, apareceram vários tipos de outsiders, desde a renovação via MBL até os candidatos que se dizem técnicos, caso do ex-governador de São Paulo João Doria. Também professor de ciência política, Pedro Lima, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), afirma que a fragmentação da direita é um risco de impulsionar a reeleição de Lula em 2026.

No que se refere ao outsider, ele diz que essa figura reflete o sentimento antipolítica, porque contraria os representantes tradicionais, embora uma vez no poder, todos tenham de buscar alianças. Por fim, o pesquisador observa um padrão seguido por todos que, em anos recentes, se apresentaram como outsider: nenhum deles era de esquerda. "O PT tem o controle institucional do campo progressista", afirma. "É preciso lembrar que Bolsonaro sempre repetia a frase ‘meu partido é o Brasil.’"

Por Gustavo Zeitel/Folhapress

Líderes de esquerda se dividem sobre embate com Congresso e ofensas a Motta na Paulista

Líderes de esquerda presentes ao ato na avenida Paulista se dividiram sobre a estratégia de embate frontal com o Congresso e os presidentes das duas Casas, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Para a maior parte dos deputados e ministros, generalizar com o slogan "Congresso inimigo do povo" é um tiro no pé, por jogar o centrão nas mãos da oposição a Lula e estimular Motta a se distanciar mais ainda no Planalto. As críticas mais pesadas, assim, ficaram a cargo de ativistas e pessoas sem cargos públicos.

O casal Boulos simbolizou essa divisão. Enquanto o ministro da Secretaria Geral economizou nas ofensas a Motta e ao Congresso, sua mulher, Natalia Szermeta, ligada ao MTST e candidata a deputada federal no ano que vem, puxou vaia ao presidente da Câmara.

Por Fábio Zanini/Folhapress

Kast vence Presidência do Chile, e país volta à direita em uma versão trumpista

As urnas confirmaram o que as pesquisas eleitorais já apontavam e o ex-deputado de ultradireita José Antonio Kast foi eleito neste domingo (14), derrotando a governista Jeannette Jara, e irá governar o Chile a partir do ano que vem.

Com 83% dos votos apurados, o candidato do Partido Republicano recebeu 58,6% dos votos válidos, enquanto a candidata do Partido Comunista recebeu 41,48%, de acordo com dados preliminares do Serviço Eleitoral do Chile.

Presidente mais à direita no Chile desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), Kast, de 59 anos, tentava, pela terceira vez, ser presidente.

A ordem pública e o controle da imigração irregular foram temas decisivos para a vitória de Kast neste domingo, em eleições presidenciais que também marcaram a volta do voto obrigatório.

Embora o Chile tenha uma baixa taxa de homicídio em comparação a vizinhos, é um dos países que mais se preocupa com a questão da criminalidade.

Ambos os candidatos prometiam proteger a fronteira norte, controlar a entrada de imigrantes, sobretudo da Venezuela, e combater o crime organizado, mas Kast propôs ações mais severas. Ele chegou a prometer expulsões em massa de imigrantes, depois recuando para corte de acesso a serviços básicos a estrangeiros vivendo irregularmente no país, e prisões isoladas para líderes do tráfico.

Ainda assim, em comparação com suas tentativas anteriores, desta vez ele moderou seu discurso. O advogado evitou entrar em questões de direitos humanos, casamento igualitário ou a ditadura de Pinochet. Ele prometeu buscar aliados para criar um "governo de emergência" e combater a criminalidade.

A eleição de Kast também representa o fim de um ciclo histórico para o país, iniciado após os protestos massivos de rua de 2019, que culminaram na vitória do esquerdista Gabriel Boric há quatro anos, e as tentativas de redigir uma nova Constituição.

Kast, que é advogado ultracatólico e ex-congressista, pode se tornar o primeiro presidente a apoiar publicamente o ex-ditador Augusto Pinochet. No entanto, sua estratégia nesta eleição é não falar de suas convicções ultraconservadoras e enfatizar que o Chile enfrenta uma grande crise de segurança, atribuindo isso à administração de Gabriel Boric, da qual Jara fez parte, apesar de as taxas de homicídio serem baixas na região.

Ele recebeu uma ligação de Jara e do presidente Gabriel Boric, para quem havia perdido as eleições em 2021. Também recebeu o apoio de dois ex-concorrentes à direita no primeiro turno, Evelyn Matthei e Johannes Kaiser.

"A democracia falou alto e claro. Acabei de falar com o presidente eleito, José Antonio Kast, para desejar-lhe sucesso para o bem do Chile", escreveu Jara, em sua conta no X. "Àqueles que nos apoiaram e foram chamados por nossa candidatura, saibam que continuaremos trabalhando para construir uma vida melhor em nosso país. Juntos e firmes, como sempre."

Ao contrário do primeiro turno, o dia foi frio e com uma leve chuva em diferentes regiões do país. Mas a votação ocorreu sem grandes incidentes.

Ao longo da campanha, Kast fez acenos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora tenha dito em um debate que não pretende replicar a política anti-imigração nos moldes do aliado, com perseguição aos estrangeiros em situação ilegal.

Também fez acenos ao presidente da Argentina, Javier Milei, dizendo que recebeu uma ligação dele no primeiro turno e que pretende manter uma boa relação com os argentinos e outros vizinhos, como Bolívia e Peru.

Kast votou por volta das 10h em Paine. "O Chile tem uma tradição e quem ganhar será o presidente de todos os chilenos. Os temas que nos preocupam não têm cor política, podemos ter diferenças, mas isso não deve afetar a população", afirmou ao responder sobre como será a transição de governo com Gabriel Boric.

Jara votou no início da tarde em Conchalí (norte de Santiago), foi caminhando até o colégio Poeta Federico García Lorca, onde ela estudou na juventude. No percurso, acompanhada de sua família e de políticos aliados, parou para tirar fotos com apoiadores. "Foi um caminho longo, após um ano que começou com vitória para o Chile, com a aprovação da reforma da Previdência para incluir mais beneficiados, o que muito me orgulha", disse.

O presidente Gabriel Boric, que em novembro votou com Violeta, sua filha de cinco meses nos braços, neste domingo caminhou até uma escola de Punta Arenas (sul do país). Ao responder se a avaliação que os chilenos fazem de seu governo poderia afetar os resultados, o líder minimizou essa possibilidade. "Não acho que seja um plebiscito sobre o meu governo, o Chile está decidindo o seu futuro."

De acordo com o Servel (Serviço Eleitoral do Chile), quase 15 milhões de cidadãos estavam aptos para votar no Chile e no exterior. As multas para os eleitores ausentes e que não cumpriram com algum dos motivos aceitos para não votar (como doença, estar fora do país ou a pelo menos 200 quilômetros do local de votação) vão de 30 mil a 130 mil pesos chilenos (de R$ 108 a R$ 611).

O próximo presidente dos chilenos terá que lidar, a partir de 11 de março, com um Legislativo sem forças majoritárias, ainda que em vantagem para a direita, que terá mais facilidade para compor maiorias pontuais.

O bloco de direita e ultradireita ficou a duas cadeiras de atingir a maioria na Câmara (76 de 155) e ficou empatado com a centro-esquerda e a esquerda no Senado.

Por Douglas Gavras, Folhapress

Em busca do Bi: Saiba quanto o Flamengo já acumulou em premiações no Intercontinental

O Clube de Regatas do Flamengo garantiu sua vaga na final da Copa Intercontinental (Mundial de Clubes), após vencer o Pyramids, do Egito, por 2 a 0, em partida realizada no último sábado (13). Os gols da vitória Rubro-Negra foram marcados por Léo Pereira e Danilo.

Com o triunfo sobre a equipe africana, o Flamengo assegurou um avanço significativo em sua premiação, garantindo no mínimo o valor destinado ao vice-campeão, além dos bônus já acumulados.

O Flamengo já havia embolsado US$ 2 milhões (R$ 10,9 milhões) pela vitória sobre o Cruz Azul (México) nas quartas de final. A vitória sobre o Pyramids na semifinal rendeu mais US$ 2 milhões (R$ 10,9 milhões).

Ao avançar para a final contra o Paris Saint-Germain (PSG), atual campeão da Champions League, o Flamengo garante, no mínimo, a premiação total de US$ 4 milhões (R$ 21,8 milhões) pelo vice-campeonato.

Se o Rubro-Negro vencer o PSG e conquistar o bicampeonato mundial, o valor da premiação sobe para US$ 5 milhões (R$ 27,2 milhões).

Confira a tabela de premiação da Copa Intercontinental (apenas a premiação final, fora os bônus de fase):
  • Posição Premiação (Dólares) Premiação (Reais - cotação aproximada)Campeão US$ 5 milhões R$ 27.282.000,00
  • Vice-campeão US$ 4 milhões R$ 21.825.600,00
  • Eliminado na Challenger Cup US$ 2 milhões R$ 10.912.800,00
  • Eliminado no Derby das Américas US$ 1 milhão R$ 5.456.400,00

Filho de empresário de garimpo é preso por suspeita de envolvimento em fuga de Ramagem

A Polícia Federal (PF) cumpriu, neste sábado (13), um mandado de prisão em Manaus (AM) contra Celso Rodrigo de Mello, filho do empresário do setor de garimpo Rodrigo Martins Mello, conhecido como "Rodrigo Cataratas". A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma investigação que apura o suposto envolvimento de Celso na fuga do deputado federal Alexandre Ramagem.

Em nota de esclarecimento, a assessoria de Rodrigo Cataratas confirmou a prisão, destacando que o caso tramita em sigilo. A defesa de Celso Rodrigo de Mello informou que ele é inocente e que a decisão de prisão está sendo recorrida, ressaltando a importância do respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.

A prisão de Celso ocorre após o empresário Rodrigo Martins Mello (que atua com garimpo em Roraima e na Guiana) ter sido publicamente associado à suposta ajuda na saída do país do deputado Alexandre Ramagem.

Na semana passada, Mello publicou um vídeo em suas redes sociais defendendo-se das acusações. Ele alegou estar sofrendo perseguição política devido às suas posições ideológicas:

“(Ramagem) tem vários amigos em Roraima, e eu também sou amigo dele, certo? Ele é deputado federal, pessoal. Quando ele esteve em Roraima pela última vez não existia nenhuma condenação contra ele. Então, essa narrativa de fuga, isso é uma narrativa falaciosa, justamente para manter uma perseguição. Todos aqui somos de direita e somos perseguidos.”

O empresário, que já havia sido alvo de matérias na imprensa de Roraima sobre o tema no final de novembro, reforça que a prisão do filho é uma medida preliminar e que a defesa trabalha para reverter a decisão.

"Bolsonaro pode morrer de um dia para o outro", diz Mourão

Ao defender prisão domiciliar para o general Augusto Heleno e o ex-presidente Jair Bolsonaro, o também general Hamilton Mourão, senador pelo Republicanos-RS e ex-vice presidente, afirmou que a situação de saúde do seu companheiro de chapa em 2018 é grave a ponto de justificar a concessão pelo Supremo Tribunal Federal.

"O general Heleno apresenta problemas de saúde há algum tempo, como qualquer pessoa que chegou aos 78 anos submetida às tensões normais da vida militar e depois às enfrentadas em outros momentos. Óbvio que isso causa sequelas, e foi mostrado ao Alexandre de Moraes que seria necessária a prisão domiciliar dele, assim como a do Bolsonaro. É outro que, qualquer coisa… O Bolsonaro é aquele cara que anda no fio da navalha, pode morrer de um dia pro outro", disse Mourão ao Painel.

A fragilidade da saúde de Bolsonaro é mencionada por seus aliados há tempos, e mais recentemente foi usada por sua defesa num pedido de autorização para que ele passe por cirurgia e para reiterar o pleito por concessão de prisão domiciliar.

Mourão integra o mesmo campo político de Bolsonaro, mas há tempos se afastou do capitão, por quem foi escanteado durante a gestão. Antes mesmo da metade do mandato, o presidente deixou clara a insatisfação com seu vice. Numa entrevista em 2021, explicitou a ruptura. "O Mourão faz o seu trabalho, tem uma independência muito grande. Por vezes atrapalha um pouco a gente, mas o vice é igual cunhado, né. Você casa e tem que aturar o cunhado do teu lado, não pode mandar o cunhado embora."

Mourão admitiu que travou durante o mandato uma guerra fria com Bolsonaro e se queixou, em 2022, de nunca ter sido procurado para lavar a roupa suja. "É óbvio que eu teria tido uma conversa com ele mais detalhada a respeito do meu papel, para evitar os choques que ocorreram e que não precisavam ter ocorrido."

Numa entrevista à Folha em julho passado, Mourão disse que, caso não tivesse sido preterido por Walter Braga Netto na chapa governista na eleição de 2022, Bolsonaro teria sido reeleito.
Por Fabio Victor, Folhapress

Carla Zambelli renuncia a cargo de deputada, e Motta vai dar posse a suplente

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) comunicou à Câmara a decisão de renunciar ao cargo neste domingo (14). O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que dará posse ao suplente da parlamentar, Adilson Barroso (PL-SP).

A decisão foi parte de uma saída negociada com a cúpula da Câmara, depois que o plenário rejeitou a cassação da parlamentar, condenada à prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Na última sexta-feira (12), a corte ordenou que Motta tirasse o mandato de Zambelli.

Na madrugada dessa quinta-feira (11), o plenário da Câmara dos Deputados desafiou o STF e salvou o mandato de Zambelli.
A decisão foi vista como uma derrota de Motta e contrariou a votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), que obteve maioria pela perda do mandato com a ajuda de deputados do centrão.

O plenário da Câmara deliberou a respeito seguindo o entendimento do presidente da Câmara de que, segundo a Constituição, cabe ao Congresso a palavra final em caso de parlamentar condenado criminalmente.

Motta havia dito inicialmente que a Mesa da Câmara homologaria a ordem do STF imediatamente, mas recuou após pressão do PLe mandou o caso para a CCJ em junho.

O STF, porém, decidiu que a Câmara era obrigada a homologar a perda do mandato por Zambelli, o que deixou Motta em uma sinuca de bico: ou irá cumprir a ordem judicial e desagradar a oposição ou deixará de cumpri-la e se desgastará com governistas e com o STF.

Além disso, a ordem foi direcionada diretamente ao presidente da Câmara e haveria risco de ser penalizado por descumpri-la

A decisão do STF foi tomada primeira em forma de liminar do ministro Alexandre de Moraes. "Trata-se de ato nulo, por evidente inconstitucionalidade, presentes tanto o desrespeito aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade, quanto flagrante desvio de finalidade", disse Moraes sobre a votação que preservou o mandato de Zambelli.

A decisão de Moraes foi dada de ofício, nos autos da execução penal de Zambelli. Ou seja, sem relação com eventual pedido incluído no processo para que Moraes se manifestasse a respeito.

Nessa sexta (12), o plenário virtual da primeira turma ratificou o posicionamento. Além de Moraes, votaram os demais integrantes do colegiado, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

"A melhor solução para casos como o que ora se analisa é entender que a perda do mandato constitui decorrência automática da condenação, de forma que a decisão da Mesa da Câmara dos Deputados deve ter a natureza tão apenas declaratória", disse Zanin em seu voto.

No mesmo dia em que salvou Zambelli, o plenário da Câmara dos Deputados também preservou o mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), optando por afastá-lo por seis meses, o que desagradou o padrinho político de Motta, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL).

Restam para Motta os casos dos deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ), que fugiu para os Estados Unidos após ser condenado pelo STF, e do deputado Eduardo Bolsonaro, que abandonou o cargo para buscar apoio do governo de Donald Trump na tentativa de salvar o pai, Jair Bolsonaro, de uma condenação pela suprema corte.

Zambelli foi condenada, em maio, à perda de mandato e a dez anos de prisão por invadir o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) com ajuda do hacker Walter Delgatti Neto, também condenado.

A deputada está presa na Itália, para onde fugiu após ter sido condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Por Lucas Marchesini, Folhapress

Ipiaú: Policiais da 55ª CIPM intensificam ações "Operações Vigília e Paredão" Ipiaú e Aiquara e apreende veiculo por perturbação do sossego.

Na noite do dia 13 para 14 de dezembro de 2025, a 55ª Companhia Independente de Polícia Militar, com apoio de guarnições da RONDESP-MRC, Operação Vigília e Pelotões da área, intensificou as ações da Operação Paredão nos municípios de Ipiaú e Aiquara, com foco no combate à perturbação do sossego, uso irregular de equipamentos de som automotivo e demais infrações administrativas.

Durante as ações, duas ocorrências distintas foram registradas:

 Região dos Bois – Zona Rural de Ipiaú (22h00):

Após denúncia via SICOM sobre festa com paredões de som, as guarnições localizaram um veículo com reboque equipado com som automotivo. Na fiscalização, foi constatado que o reboque estava sem placa e sem iluminação obrigatória, resultando na apreensão do veículo e lavratura das infrações administrativas cabíveis.

BR-330 – Ipiaú (00h30):

Em continuidade à operação, uma guarnição identificou um veículo com som automotivo em alto volume instalado na caçamba, caracterizando perturbação do sossego. A irregularidade foi confirmada no local, sendo o veículo recolhido ao pátio da unidade e adotadas as medidas administrativas.

A Operação Paredão segue sendo executada de forma contínua, reafirmando o compromisso da Polícia Militar da Bahia, por meio da 55ª CIPM, com a manutenção da ordem pública, o bem-estar da população e o cumprimento da legislação, especialmente no que se refere ao sossego e à convivência social.

Fonte: ASCOM / 55ª CIPM/PMBA, uma Força a serviço do cidadão.

Protestos contra Enel se espalham em SP; 350 mil imóveis seguem sem luz

Problema com fornecimento de energia afeta a população há quatro dias na Grande São Paulo após ventania recorde; falta de eletricidade afetou abastecimento de água

Moradores de diversas regiões da Grande São Paulo realizam protestos contra a Enel, concessionária de energia elétrica, entre a última sexta-feira (12) e sábado (13).

Imagens mostram cidadãos do Bixiga, na região central da capital paulista, em passeata pelo bairro. No vídeo o grupo anda pelas ruas da região, que está tomada pela falta de energia.

Até a publicação desta reportagem, mais de 350 mil imóveis seguem sem energia.

Veja:
A CNN Brasil conversou com Jonathan Souza Biano dos Santos, de 28 anos, morador do bairro, que diz estar sem luz desde a última terça-feira (9).

Ele relata que tentou contato com a Enel desde o primeiro instante e que todos os dias a empresa passava sempre novos prazos para solução, mas que até a noite de hoje ainda estava sem energia elétrica.

O morador lamenta ter perdido tudo da geladeira: "eu já havia feito as compras de Natal e fim de ano, perdi pelo menos 900 reais".

Jonathan conta, ainda, que as ruas estão estão completamente apagadas e que já há relatos de roubos e furtos pelo bairro, por conta da falta de enrgia elétrica.


Além disso, ele relata que também está sem abastecimento de água. Por morar em apartamento, é necessário que a bomba distribua água para os andares, o que não é possível sem eletricidade. Ele diz estar comprando galões de água para suprir suas necessidades.


Outro ponto de protestos foi registrado em Mauá, no ABC Paulista. Nas imagens é possível observa uma fila de penus e de madeiras incendiados por munícipes sem energia. O morador diz estar há quatro dias sem luz. Acompanhe:
                                       
Na tarde de ontem, a Avenida Dona Belmira Marin, no Grajaú, zona sul de São Paulo, também foi alvo das manifestações. Fortes nuvens de fumaça preta e chamas na via foram registradas por motoristas que passavam pela avenida.
Na rua Professor José Lourenço, na Vila Zatt, zona norte da cidade, moradores protestram por estarem há cerca de quatro dias sem energia elétrica. Mesmo após realizarem solicitações, o problema não havia sido resolvido até a tarde de sexta.

De acordo com a última atualização divulgada pela Enel, às 18h36, mais de 331 mil pessoas ainda estão sem fornecimento de enrgia. Apenas na cidade de São Paulo são 235 mil.

A CNN Brasil solicitou nova nota à companhia a respeito do prazo de restabelecimento total da luz na Grande SP e aguarda retorno.
Khauan Wood, da CNN Brasil*, Thomaz Coelho e Thiago Félix, da CNN Brasil, em São Paulo

PF apreende 182 kg de drogas e armas ocultas em freezers

A droga e o armamento estavam dissimulados nas paredes de freezers, um homem foi preso em flagrante
Manaus/AM. Na tarde da última sexta-feira (12/12), a Polícia Federal ,após informações de inteligência, interceptou um caminhão de frete que transportava mercadorias dissimuladas juntamente com entorpecentes.
Com o apoio de cão farejador da Polícia Federal, foram localizados tabletes de drogas ocultos nas paredes de freezers acondicionados no baú do caminhão. Durante a ação, foram apreendidos 182 kg de maconha, além de duas pistolas calibre 9 mm com numeração raspada, carregadores e munições calibre 9 mm.

Em razão dos fatos, foi lavrada a prisão em flagrante de um homem, apontado como responsável pelo transporte da droga e do armamento. As investigações indicam que a carga ilícita teria como destino o Rio de Janeiro/RJ.

O preso poderá responder pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, tendo a prisão em flagrante sido convertida em prisão preventiva pela Justiça, após os trâmites legais.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amazonas

Operações da PF incomodam Congresso e ampliam atrito com governo e STF

A deflagração de operações da Polícia Federal sobre desvio de recursos públicos tem azedado ainda mais a já conturbada relação entre Congresso, governo e STF (Supremo Tribunal Federal). Expoentes do centrão responsabilizam o governo Lula, por exemplo, pelo avanço de investigações sobre o direcionamento das emendas parlamentares e ameaçam revidar nas votações de fim de ano.

Nesta sexta-feira (12), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão tendo como alvo assessora ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL). A operação, chamada de Transparência, foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, que tem vivido embates com deputados e senadores em torno da transparência e execução das emendas parlamentares ao Orçamento.

As queixas não se restringem às investigações diretamente ligadas à execução orçamentária. Incluem ainda as apurações sobre o Banco Master e o Grupo Fit (antiga Refit), cujos donos mantêm relações com dirigentes do centrão e que se tornaram alvos de algumas das principais operações da PF recentemente.

As acusações sobre direcionamento das investigações e uso político delas em campanhas nas redes sociais levaram PP e União Brasil a anteciparem a decisão de deixar o governo.

Em setembro, os dois partidos determinaram que filiados com mandato entregassem os cargos, após o presidente do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, responsabilizar, em conversas reservadas, auxiliares de Lula pela disseminação de suspeitas de que empresários envolvidos com o PCC (Primeiro Comando da Capital) teriam pagado propina a ele.

Nogueira negou e acusou o "gabinete do ódio de Lula" de estar por trás das informações.

Apontando participação do governo nessas ações, parlamentares fizeram chegar ao Palácio do Planalto suas suspeitas e reclamações sobre suposto direcionamento político nas investigações. Afirmam que Lula teria sido alvo do mesmo procedimento nos tempos da operação Lava Jato, quando Ministério Público e o então juiz Sergio Moro foram acusados de direcionar apurações contra o governo e combinar entre eles a linha de atuação –o que levou o STF a anular as condenações.

Em resposta, colaboradores do presidente alegam não ter ascendência sobre o curso das operações a cargo da PF. Esses aliados também costumam argumentar que o governo não exerce qualquer influência sobre Dino ou qualquer outro ministro do STF, e lembram que Moraes sequer foi indicado pelo presidente Lula –a escolha foi do ex-presidente Michel Temer (MDB), com aval do PSDB.

Um dos que tornaram pública a crítica ao vazamento de informações sobre operações recentemente foi o líder do PP na Câmara, deputado dr Luizinho Teixeira (RJ). Em entrevista à Folha nesta semana, ele afirmou que há ações para minar a imagem dos parlamentares e desgastá-los eleitoralmente. "As pessoas aprenderam a usar o Judiciário para intimidar o Parlamento. A gente está sendo intimidado diariamente", disse.

Relator da indicação de Jorge Messias para ministro do STF, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) também afirmou que um dos motivos das resistências ao ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) para a vaga é a preocupação com investigações que têm atingido políticos.

"Há um clima mais quente na classe política por conta de reclamações sobre excessos em investigações. Estamos às vésperas de uma eleição que, infelizmente, será de novo polarizada. E todos usam os instrumentos que podem para esticar a corda", disse o pedetista, em entrevista ao jornal O Globo.

Já o vice-líder do governo no Senado, Otto Alencar (PSD-BA), defende a investigação sobre desvios com as emendas parlamentares e refuta a acusação de que o governo esteja criminalizando as emendas. Para ele, a generalização prejudica a imagem do Legislativo. "Quem errou, usou recursos públicos em benefício próprio, tem que ser punido. Zero queixa", diz.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, de declarar inconstitucional a sessão da Câmara que manteve o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) e determinar que ela seja cassada pela condenação no tribunal, foi outro fato que elevou a tensão entre os Poderes.

No entendimento de deputados, isso fragiliza os mandatos e abre caminho para que, nos próximos processos, o procedimento também seja a perda automática do cargo. A Primeira Turma do STF deve julgar, em março, o suposto desvio de recursos de emendas parlamentares por deputados do PL do Maranhão, no primeiro julgamento de grande repercussão desde que as emendas entraram no centro do debate da política.

Além disso, Dino disse na semana passada que concluiu a tramitação das ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) que questionam a existência das emendas parlamentares impositivas e que pedirá que o presidente da Corte, Edson Fachin, abra espaço na pauta para julgamento pelo plenário. Esse dispositivo obriga o governo a pagar os recursos direcionados pelos congressistas.

Foi nesse ambiente que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), levou a voto projeto de redução de pena dos condenados por atos contra a democracia, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Coordenador do grupo Prerrogativas e amigo do presidente, o advogado Marco Aurélio Carvalho diz que Lula deve vetar integralmente a proposta –o que pode causar novos conflitos com o Congresso. "É um projeto meramente casuístico. Foi feito sob encomenda, com o único e exclusivo interesse de beneficiar aqueles que agiram para comprometer o nosso sistema eleitoral vigente, para comprometer a democracia e a rigidez das nossas instituições para beneficiar golpistas", disse.

Por Catia Seabra e Raphael Di Cunto, Folhapress
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Vem aí, Seresta da Boêmia dia 20/12/2025 na AABB de Ipiaú,

Vem aí, dia 20 de Dezembro, a partir das 22:00 hs, na AABB de Ipiaú, a maior festa romântica do ano, vc não pode ficar de fora dessa.

BANDA BOÊMIA, NA SUA TURNÊ DE 35 ANOS.

PRÓXIMO DIA 20 NA AABB DE IPIAU.

MESAS NA SECRETÁRIA DO CLUBE

CONTATO:

73-9.8125-1113  (Junior AABB)

SECRETÁRIA DO CLUBE:

73-3531-4092



 

A música e a cultura ganham um novo lar em Itagibá

A Prefeitura de Itagibá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o Colégio Estadual Dulce Almeida, celebra um grande marco para a cultura e a educação do município: a inauguração da Casa da Música, um espaço que não será destinado apenas à fanfarra, mas também ao fortalecimento da cultura de Itagibá, aberto a diversas expressões artísticas e culturais.

Com um investimento de R$ 250 mil em instrumentos musicais, a fanfarra do Colégio Estadual Dulce Almeida ganha ainda mais estrutura e força. Em regime de colaboração, o projeto abre oportunidades para a participação do Município, envolvendo escolas e alunos da rede municipal, ampliando o acesso à música, à formação cultural e à inclusão social.

Essa união entre gestão municipal e educação estadual reforça o compromisso com a juventude, a cultura e o desenvolvimento social, transformando a música em uma poderosa ferramenta de aprendizado, cidadania e pertencimento.

Ipiaú: Durante a Operação Vigília veículos são apreendido por perturbação do sossego alheio

Durante a Operação Vigília, com foco na intensificação de rondas e abordagens em áreas com maior incidência de ocorrências, guarnições da 55ª CIPM realizaram duas apreensões de veículos por irregularidades administrativas relacionadas ao uso de som automotivo e situação documental.

Na primeira ocorrência, após acionamento via CICOM para averiguação de perturbação do sossego, foi localizado um veículo com equipamento de som em alto volume, além de pendências administrativas, sendo adotadas as medidas cabíveis.

Na segunda ação, durante rondas na região central da cidade, outro veículo foi abordado e constatado estar equipado com som automotivo em desacordo com a legislação vigente, motivo pelo qual também foi removido.

Ambos os veículos foram recolhidos ao pátio da 55ª CIPM, com lavratura das respectivas autuações, reforçando o compromisso da Unidade com a manutenção da ordem pública, do sossego e do cumprimento das normas de trânsito.

Fonte: ASCOM/55ªCIPM /PMBA, uma Força a serviço do cidadão.

Polícia Militar apreende drogas e conduz suspeitos por corrupção de menores em Ipiaú após denuncia anônima.

Após denúncia via Central de Operações, informando que dois adolescentes estariam em posse de drogas no bairro Irmã Dulce, a guarnição realizou diligências e localizou os suspeitos com uma bolsa contendo pedras de substância análoga ao crack.

Durante a abordagem, os adolescentes relataram que a droga seria entregue a um indivíduo no bairro Santa Rita, onde também estariam mulheres adultas, havendo consumo de drogas e prática de atos libidinosos com menores.

Em continuidade às rondas, a guarnição localizou os demais envolvidos, sendo encontrada também substância análoga à maconha com uma das suspeitas.

Diante dos fatos, todos os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia, juntamente com o material apreendido, para adoção das medidas legais cabíveis.

MATERIAL APREENDIDO:

  • Pedras de substância análoga ao crack;
  • Porções de substâncias análogas à cocaína e maconha;
  • Bolsa, dinheiro em espécie e material para preparo de cigarro.
Fonte: ASCOM/55ªCIPM /PMBA, uma Força a serviço do cidadão.

Datafolha: Atrás de saúde, segurança supera economia e vira principal problema do país para 16% da população

O percentual de brasileiros que veem na segurança pública o principal problema do país chegou a 16%, mostra o mais recente levantamento do instituto Datafolha.

O setor está atrás de saúde, área reconhecida como o maior gargalo nacional para 20% da população, mas à frente da economia –o principal problema para 11% dos entrevistados.

É um cenário que se inverteu na comparação com o último Datafolha, de abril deste ano, quando economia era o principal problema para 22% dos brasileiros e a violência, para 11%. O nível de confiança é de 95%.

Mas não é um patamar inédito: a segurança também era o maior problema do país para a população em setembro de 2023, quando o Datafolha apontou que o setor empatava com saúde, ambos em 17%.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 2 e 4 de dezembro de forma presencial em 113 municípios. A margem de erro da amostragem principal é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A violência é mais citada entre os homens —18% deles enxergam-na como o maior problema do país— e a saúde lidera entre as mulheres, com 26%. As respostas são espontâneas e cada pessoa só podia escolher uma opção.

A mudança na percepção, dizem especialistas, acompanha a avaliação de que o Brasil vem se tornando um país mais violento. Segundo eles, relatos de alguém que tenha sido vítima de algum delito são cada vez mais frequentes em círculos de amizade ou ambientes de trabalho.

Mas isso se deve também ao maior debate sobre o tema capitaneado por grandes operações recentes que mostraram o poderio tanto bélico quanto econômico de organizações criminosas.

A começar pela Carbono Oculto, ação deflagrada em agosto em São Paulo que mirou a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em postos de gasolina e fintechs. O esquema movimentou R$ 52 bilhões de 2020 a 2024, segundo a investigação.

Dela surgiram outros desdobramentos, a exemplo da Operação Spare, no final de setembro, que mirou 267 postos de combustível e revelou a atuação do PCC também no setor de motéis.

Mais tarde, em 28 de outubro, uma megaoperação contra o Comando Vermelho em favelas do Rio de Janeiro reforçou que a organização criminosa possui fuzis, granadas e usam mesmo drones bomba para conter o avanço policial. A operação terminou com 122 mortes, a mais letal da história do país.

São ocorrências que mostraram "uma coisa que não vinha sendo dita: a irradiação do crime organizado pelo país", afirma o coronel reformado da PM de São Paulo e ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva Filho, membro do Instituto Brasileiro de Segurança Pública.

"Estava debaixo do tapete. De repente, você puxa o tapete e fala 'caramba, tem o Comando Vermelho, o PCC, eles estão dominando o crime no país'. Isso acabou assustando", afirma Vicente.

Essa percepção gerou reações. No âmbito do Congresso, por exemplo, a Câmara aprovou o projeto de lei Antifacção a partir de relatório que fala numa "sociedade refém do medo, em que o cidadão comum vive encurralado entre o domínio de grupos infratores e a limitação operacional do Estado".

O texto institui o chamado Marco Legal no Combate ao Crime Organizado e cria novos tipos penais com penas que ultrapassam 40 anos. O texto foi aprovado com mudanças pelo Senado e agora retorna à Câmara.

Outras iniciativas fazem frente ao problema da violência no âmbito federal, a exemplo da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, cuja última versão prevê um referendo sobre a redução da maioridade penal.

Mas investidas ocorrem também em níveis locais, com a criação e fortalecimento de guardas municipais e, no caso de São Paulo, com o sistema Smart Sampa —bandeira do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que cruza o rosto de pessoas filmadas em locais públicos com banco de dados do Poder Judiciário para identificar foragidos.

Segundo o Anuário Brasileiro do setor, o número de mortes violentas chegou à mínima histórica no Brasil em 2024. Ao mesmo tempo, os registros de feminicídios cresceram 0,7% e tentativas de feminicídio, 19%. O ano passado registrou também o maior número de estupros e estupros de vulnerável da história, com 87.545 vítimas no total.

"Temos queda nos índices de homicídios, por exemplo, mas não nos crimes como violências contra a mulher, sexual ou contra crianças e adolescentes, que vêm aumentando", diz Renato Sérgio de Lima, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (que organiza o Anuário).

Há também a explosão de golpes digitais, que inundaram o país nos últimos anos. Levantamento do Datafolha publicado em agosto em parceria com o Fórum mostra que um em cada três brasileiros sofreu algum tipo de golpe financeiro digital nos últimos 12 meses.

Em números, isso representa 56 milhões de pessoas atingidas e um prejuízo de R$ 111,9 bilhões.

Em 2024 o país teve 2.166.552 casos de estelionato. Isso indica um aumento de 407% na comparação com 2018, quando foram 426.799.

A região em que a violência é mais citada como o principal problema do país é a Sudeste, onde 19% dos moradores têm essa avaliação. A menor está no Sul, com 10%. A região Nordeste, que concentra os estados mais violentos do Brasil, empata com Centro-Oeste/Norte, com 14%.

A segurança está numericamente à frente como o principal problema do país também entre aqueles com mais de 60 anos (21%).

O tema tem menor importância aos mais jovens, de 16 a 24 anos, para os quais saúde (16%) e economia (14%) são os principais problemas do Brasil —para esses, a violência fica em 5%. No recorte por idade, a margem é de seis pontos para público de 16 a 24 anos e de cinco pontos para as outras faixas

O setor também é o maior problema do Brasil entre aqueles que se consideram bolsonaristas (18%), superando a saúde (17%). Entre os declaradamente petistas a situação se inverte: 24% deles veem na saúde o maior gargalo e 17%, na segurança.
Desempenho

Se a economia é o terceiro maior problema do país para os brasileiros, segundo pesquisa Datafolha, o setor é a área de pior desempenho do governo Lula 3 segundo a maior parte dos entrevistados: 14% pensam dessa forma. Segurança e saúde aparecem empatados, com 12%, seguidos por educação (7%) e corrupção (3%).

São pontos ainda sensíveis ao governo federal —especialmente no caso da segurança, tema historicamente visto como um calcanhar de aquiles de governos de esquerda no Brasil. "Estão completamente perdidos", diz Vicente.

Some-se a isso declarações do presidente e de seus aliados que reverberaram mal. O ministro Ricardo Lewandowski já disse, por exemplo, que "a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar" —ele alega que a frase foi retirada de contexto.

Lula, enquanto isso, se retratou após afirmar que traficantes são vítimas de usuários.

A avaliação de que a economia é a pior área do governo é maior entre jovens e adultos até 44 anos, faixa etária a partir da qual os percentuais caem a números abaixo de 10%.

Com a segurança é o contrário: aumenta de 7% da primeira faixa etária para 14% na última —num empate dentro da margem de erro para 16 anos, de seis pontos percentuais para mais ou para menos.

Neste caso, eleitores declarados de Lula e de Bolsonaro em 2022 empatam tecnicamente quando dizem que a segurança é a pior área da gestão petista: são 14% e 12%, considerando uma margem de erro de três pontos entre quem votou em Lula e de quatro entre quem votou em Bolsonaro.

A educação é avaliada como a área de melhor desempenho, vista assim por 10% dos brasileiros. Em seguida vem o combate à desigualdade social (8%), saúde (6%) e economia (5%). Além disso, 28% consideram que o governo não vai bem em nenhuma área, e 2% dizem que ele vai bem em todas.
Por André Fleury Moraes, Folhapress

Exército israelense diz ter alvejado comandante do Hamas em ataque a Gaza

O Exército israelense atacou neste sábado (13) um carro na Cidade de Gaza que transportava Raed Saed, um alto comandante do Hamas e um dos arquitetos dos ataques de 7 de Outubro de 2023 contra Israel, segundo um oficial da defesa de Tel Aviv.

O ataque matou quatro pessoas, de acordo com as autoridades de saúde de Gaza. Não houve confirmação imediata do grupo terrorista Hamas ou dos médicos sobre se Saed estava entre os mortos. O Exército israelense afirmou ter alvejado um alto comandante do grupo na cidade, sem divulgar o nome ou outros detalhes.

Se Saed foi morto, este seria o assassinato de uma figura importante do Hamas de maior repercussão desde a entrada em vigor do acordo de cessar-fogo em outubro deste ano.

O oficial da defesa israelense descreveu Saed como chefe da força de fabricação de armas do Hamas. Pessoas do grupo também o descreveram como o segundo em comando do braço armado do grupo, depois de Izz eldeen Al-Hadad. Saed costumava comandar o batalhão do Hamas na Cidade de Gaza, um dos maiores e mais bem equipados do grupo, disseram essas pessoas.

A guerra em Gaza começou depois que militantes liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas, a maioria civis, e fizeram 251 reféns em um ataque ao sul de Israel em 7 de Outubro de 2023. A ofensiva retaliatória de Israel matou mais de 70.700 palestinos, a maioria civis, segundo autoridades de saúde locais.

O cessar-fogo de 10 de outubro permitiu que centenas de milhares de palestinos retornassem às ruínas da Cidade de Gaza. Israel retirou tropas de posições na cidade e o fluxo de ajuda humanitária aumentou.

Mas a violência não cessou completamente. Autoridades de saúde palestinas afirmam que as forças israelenses mataram pelo menos 386 pessoas em ataques em Gaza desde o cessar-fogo. Israel afirma que três de seus soldados foram mortos desde o início da trégua e que atacou dezenas de combatentes.
Por Folhapress

Com a presença da prefeita Câmara aprova orçamento do município para o exercício financeiro de 2026

Pela unanimidade dos vereadores a Câmara Municipal de Ipiaú aprovou, na manhã dessa sexta-feira, 12, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que estima a receita e fixa a despesa do município para o próximo exercício financeiro.

O orçamento aprovado tem o montante de R$220.040.530,00 (Duzentos e Vinte Milhões e Quarenta Mil e Quinhentos e Trinta Reais). A despesa foi fixada em igual valor. Ao aprovar a matéria originaria do Poder Executivo, a Câmara cumpriu seu papel institucional, garantindo a votação do orçamento e assegurando as condições legais para o funcionamento do município em 2026.
A prefeita Laryssa Dias esteve no Salão do Plenário da Câmara Municipal acompanhando de perto a votação. Caberá à gestora sancionar o Projeto que assim passará à condição de Lei Municipal. Concluída a votação da LOA e consequentemente da última sessão ordinária do ano de 2025, aconteceu a Sessão Solene de encerramento de mais um período de atividades legislativas.
Na oportunidade a prefeita Laryssa Dias fez a prestação de contas do primeiro ano da nossa gestão e ressaltou seu compromisso com a democracia, com o diálogo institucional e, acima de tudo, com o povo de Ipiaú, que lhe confiou a missão de governar com responsabilidade, verdade e coragem.

A prefeita reconheceu o papel fundamental da Câmara de Vereadores e salientou: “ A boa política só floresce quando Executivo e Legislativo compreendem que servem ao mesmo propósito: melhorar a vida das pessoas. E é assim, somando esforços, que temos avançado.

No pronunciamento, Laryssa recapitulou as ações realizadas neste primeiro ano da sua gestão e anunciou que os investimentos que ocorrerão no ano vindouro. ( José Américo Castro/DECOM-PMI).

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