Países se dividem e plano de US$ 1,3 tri para clima sofre resistência na COP30
O relatório formulado pelas presidências da COP29 e da COP30 que busca trazer um conjunto de sugestões para o mundo levantar US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático causou divisão entre os países. Diferentes delegações expressaram apoio em uma reunião voltada especialmente ao tema, mas outros também desmontaram ceticismo e houve quem até se recusou a apoiar.
O posicionamento mais firme veio da delegação do Japão, que afirmou não ter como respaldar um documento que não faz parte da negociação mandatada da COP —isto é, o item não teve acordo entre os países em encontros anteriores para ser discutido na agenda oficial.
A China parabenizou os autores pelo estudo, mas também ressaltou que ele não faz parte da negociação da conferência.
Outras delegações também expressaram ceticismo, como o Quênia. Para o ministro que representou o país na sessão, há dúvidas sobre como ele vai ser implementado e como garantir que o financiamento chegará de fato aos países mais pobres.
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou à Folha que as resistências não se deram em razão do conteúdo do documento, mas sim pela legitimidade da discussão durante a conferência.
Ele disse que o documento aborda áreas tratadas por outros setores de governo –como os ministérios da economia, o que gera necessidade de mais consultas, inclusive porque há temas que podem afetar instituições multilaterais.
"Fiquei muito feliz que houve pouca resistência técnica. Não houve um questionamento das conclusões. Houve um questionamento da legitimidade de nós misturarmos os temas, porque a negociação é muito restritiva e a COP não pode mandatar nada para o FMI [Fundo Monetário Internacional] ou o Banco Mundial".
Lago disse estar satisfeito com a mobilização em torno do tema e avaliou que o mapa do caminho faz parte de um processo que continuará durante a presidência brasileira da COP (que não se encerra com o evento). Ele afirmou que seguirá trabalhando para aproximar da realidade a meta de levantar até US$ 1,3 trilhão anuais da maneira que for necessária.
Apesar das resistências de outros países, delegações de Noruega, Reino Unido e União Europeia demonstraram apoio ao documento. A representante britânica fez sugestões para que a iniciativa inclua maneiras de verificar o avanço da implementação do roteiro ao longo do tempo.
O secretário-executivo da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), Simon Stiell, afirmou que o roadmap reúne pela primeira vez conhecimento acumulado de governos, bancos, empresas, universidades e outros atores para tentar mobilizar recursos em grande escala.
"Trabalhar em conjunto pode permitir alcançar o montante anual previsto, proteger empregos e comunidades e acelerar a descarbonização", disse. Stiell disse que muitos governos enfrentam escolhas difíceis, mas destacou que há razão para otimismo citando exemplos como o custo da energia caindo e setores avançando mais rápido do que o previsto na descarbonização.
O roteiro ou mapa do caminho ("roadmap") do US$ 1,3 trilhão nasceu como uma iniciativa das presidências da COP29 (Azerbaijão) e da COP30 (Brasil). A edição anterior da conferência, em 2024, tinha como principal objetivo destravar o debate sobre o financiamento climático, mas o único acordo foi o de chegar a US$ 300 bilhões por ano —valor considerado muito menor que o necessário para o combate aos efeitos do aquecimento global.
Por isso, o Brasil herdou, em conjunto com o Azerbaijão, a missão de elaborar o que chamou de mapa do caminho para se chegar ao US$ 1,3 trilhão. O processo de elaboração recebeu 227 contribuições —de países, organizações não governamentais, pesquisadores, bancos e outras empresas.
O documento propõe a revisão de regras financeiras e a taxação de fortunas, jatinhos e bens específicos –como artigos militares ou de luxo– como caminhos para se chegar à meta.
De forma geral, a principal sugestão dos autores para alcançar a meta é facilitar o acesso de países em desenvolvimento ao financiamento privado, especialmente de nações ricas. De acordo com o documento, essa frente pode render US$ 650 bilhões, metade do total visto como necessário.
Para alcançar esse número, uma das sugestões de Brasil e Azerbaijão são ajustes nas regras de Basileia 3 –acordo implementado após a crise financeira de 2008 para prevenir turbulências. Para os autores, as normas levaram a uma rigidez que dificulta o financiamento em particular para ativos de infraestrutura verdes, como parques eólicos e solares.
Além disso, os autores propõem a elevação do financiamento proveniente de bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais para o clima, que poderiam contribuir com US$ 300 bilhões da conta.
Novas fontes de financiamento de baixo custo podem gerar outros US$ 230 bilhões. Entram nessa fatia o crescimento do mercado de carbono e outros instrumentos sugeridos, como aumento de trocas de dívida de países por investimento climático e filantropia privada. Esse trecho também inclui o uso flexibilizado de Direitos Especiais de Saque, um ativo criado originalmente pelo FMI para fornecer liquidez e que poderia ser direcionado também para a área verde.
O financiamento por parte de países desenvolvidos pode render mais US$ 80 bilhões, enquanto a cooperação entre nações em desenvolvimento pode gerar outros US$ 40 bilhões.
Por Fábio Pupo, Folhapress
Brasil perde US$ 700 mi de agosto a outubro com exportações de carne, mas vendas gerais sobem
Apesar das tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, as exportações totais de carne bovina em outubro obtiveram uma receita de US$ 1,897 bilhão, alta de 37,4% em relação ao mesmo período de 2024. Foram movimentadas 360,28 mil toneladas, 12,8% a mais do que um ano atrás. A queda nas exportações para os EUA, com perda estimada US$ 700 milhões de agosto a outubro, foi compensada pelo aumento de vendas para outros países.
As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), incluindo na informação carnes in natura e industrializada, miudezas comestíveis e sebo bovino, entre outros subprodutos da cadeia de produção da carne bovina.
Segundo a Abrafrigo, no acumulado dos primeiros dez meses do ano as exportações totais já proporcionaram uma receita recorde de US$ 14,655 bilhões, com alta de 36% sobre o mesmo período de 2024. A movimentação, também recorde, foi de 3.148 mil toneladas, um aumento de 18% na mesma base de comparação.
Para os Estados Unidos, segundo maior cliente do segmento no Brasil, as vendas de carne bovina vêm caindo. As exportações de carne bovina in natura para o país americano recuaram 54% no mês de outubro, em relação a outubro do ano anterior, para US$ 58 milhões, mostrando ainda certa resiliência apesar das tarifas, na visão da Abrafrigo. No caso da carne bovina industrializada, o recuo no mesmo período foi de 20,3%, para US$ 24,9 milhões, enquanto sebo e outras gorduras bovinas recuaram 70,4%, para US$ 5,7 milhões.
Considerando o período de janeiro a outubro de 2025, as exportações totais de carnes e outros derivados bovinos para os Estados Unidos cresceram 40,4% sobre o mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 1,796 bilhão, resultado que reflete o forte ritmo das exportações anterior ao tarifaço.
Considerando os meses de agosto a outubro de 2025, período de vigência das tarifas adicionais, as vendas totais de carne e subprodutos bovinos para os Estados Unidos recuaram 36,4%, resultando em perdas estimadas em aproximadamente US$ 700 milhões.
"Embora essas perdas tenham sido compensadas com folga pelo aumento das vendas para outros mercados, o fato é que as exportações de carne bovina do Brasil poderiam ser ainda maiores caso as tarifas punitivas do governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros não tivessem sido aplicadas", afirma a associação.
As exportações para a China, no acumulado do ano de 2025 até outubro, somaram US$ 7,060 bilhões de receita e 1.323 mil toneladas exportadas, com altas de 45,8% e 21,4%, respectivamente.
A União Europeia, considerando como um mercado único, foi o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne bovina no mês de outubro de 2025, crescendo 112% em relação ao mesmo mês do ano anterior, para US$ 140 milhões. De janeiro a outubro, as vendas para o bloco europeu cresceram 70,2% sobre o mesmo período do ano anterior, somando US$ 815,9 milhões, com preços médios que alcançaram US$ 8.362 por tonelada de carne bovina in natura.
Por Talita Nascimento, Estadão Conteúdo
Exportadores de café dizem que situação ficou até pior para o Brasil com redução de tarifa global
A decisão do governo dos Estados Unidos de manter tarifas de 40% sobre produtos como o café causou frustração e preocupação entre produtores brasileiros. Eles pedem a manutenção das negociações com os americanos.
Decreto assinado pelo presidente Donald Trump eliminou tarifas de 10% sobre uma série de produtos, principalmente agrícolas, de todo o mundo. Ficou mantida, no entanto, a sobretaxa imposta a itens vendidos pelo Brasil.
"Nossa competitividade segue afetada, se não, até pior, porque nossos concorrentes estão isentos, e o Brasil segue com a tarifa de 40%", afirma Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
O temor é que países como Colômbia, Costa Rica, Etiópia, Vietnã e Indonésia ocupem o espaço nos blends (mistura de grãos) vendidos aos americanos, e que o consumidor do país se acostume aos novos sabores. "Cada dia que passa é um prejuízo enorme, cada dia que passa fica mais difícil ou irreversível ocupar novamente os espaços nesses blends", afirma Matos.
Segundo dados da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), entre agosto e outubro deste ano as exportações de cafés especiais do Brasil para os EUA caíram 55% em relação ao mesmo período de 2024, de 412 mil para 190 mil sacas de 60 kg.
A BSCA defende que o governo brasileiro acelere as negociações com Washington para tentar remover por completo as barreiras para que o fluxo comercial seja normalizado o mais rápido possível.
Análise preliminar feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) indicou que 80 produtos agrícolas exportados pelo Brasil aos Estados Unidos serão beneficiados pela remoção da tarifa global. Eles representaram, em 2024, US$ 4,6 bilhões em vendas aos americanos (11% do total).
De acordo com o levantamento, quatro produtos ( castanha-do-pará e três tipos de suco de laranja) ficarão isentos de taxas, em razão de já estarem na primeira lista de cerca de 700 exceções abertas pelo governo americano, em julho.
"Outros 76, que incluem carne bovina e café não torrado, setores em que o Brasil se destacava como fornecedor, tiveram a taxação total reduzida, mas ainda enfrentarão 40% de tarifa para entrar no mercado americano", diz a entidade.
As tarifas adicionais aplicadas pelos EUA em agosto provocaram prejuízos estimados em US$ 700 milhões ao setor de carne bovina, segundo estudo da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos). As vendas totais de carne e subprodutos para o mercado americano recuaram 36,4% no trimestre de vigência das medidas.
Em outubro, a retração foi ainda mais forte. O levantamento mostra que as vendas de carne bovina in natura para os EUA caíram 54% em relação ao mesmo mês de 2024. O embarque de carne industrializada recuou 20,3%, e o de sebo e outras gorduras bovinas, 70,4%.
Apesar da queda recente, o ritmo forte das exportações no início do ano fez a receita acumulada de janeiro a outubro com os EUA crescer 40,4%, para US$ 1,79 bilhão (cerca de R$ 9,5 bilhões). Segundo a Abrafrigo, os resultados seriam mais altos caso as tarifas não tivessem sido aplicadas.
O crescimento do mercado de carne foi sustentado pela demanda chinesa e pela União Europeia.
A China segue como principal destino da carne bovina brasileira. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, as exportações totais de carne e derivados somaram US$ 14,65 bilhões (R$ 77,60 bilhões), alta de 36% na comparação anual e recorde histórico, de acordo com a entidade.
Roberto Perosa, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), do ponto de vista da concorrência com outros exportadores, a redução anunciada não traz prejuízo ao Brasil.
"Mesmo com tarifas muito altas, o Brasil manteve embarques para os EUA, porque hoje há uma forte demanda americana por matéria-prima para a indústria, e poucos países conseguem suprir esse volume com regularidade", afirma Perosa.
O executivo diz ainda que a redução não nos coloca em desvantagem porque o produto brasileiro não compete diretamente com Austrália, Canadá ou México no varejo americano. "Esses países vendem majoritariamente carne premium, e o Brasil fornece sobretudo cortes do dianteiro para processamento [em especial para a produção de hambúrgueres], um nicho em que a disponibilidade global é limitada", afirma.
O Brasil, segundo Perosa, já operava num ambiente muito mais desfavorável em relação aos demais exportadores, e qualquer alívio tarifário tende a reduzir essa assimetria, não ampliá-la.
Em contraste com o cenário de perdas na carne bovina e no café, o setor de suco de laranja teve um alívio, embora parcial.
O governo americano incluiu todos os códigos tarifários do suco brasileiro —tanto o concentrado quanto o não concentrado— no anexo de produtos isentos da sobretaxa recíproca de 10%.
A medida reduz a pressão competitiva sobre o produto nacional em um momento de preços internacionais mais baixos, segundo a CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos).
A isenção, porém, não elimina o custo total: permanece vigente a tarifa tradicional de US$ 415 por tonelada de suco concentrado, aplicada há décadas, e subprodutos como óleos essenciais e farelo de laranja continuam sujeitos às tarifas adicionais.
A entidade espera que as negociações avancem para remover todas as barreiras impostas à cadeia cítrica.
Por Ana Paula Branco, Folhpress
Colisão frontal entre caminhão e caminhonete deixa um morto e um ferido grave na Bahia
Uma colisão frontal entre um caminhão e uma caminhonete deixou um homem morto e outro gravemente ferido na manhã deste sábado (15), na BR-101, em Alagoinhas, a 78 km de Feira de Santana. O acidente aconteceu por volta das 5h40.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima que morreu no local era o carona da caminhonete. O corpo dele ficou preso às ferragens e precisou ser retirado com apoio do Corpo de Bombeiros. O homem foi identificado pela Polícia Civil (PC) como Antonio Caetano Santos da Silva, de 51 anos.
Já o condutor da caminhonete, de 22 anos, ficou gravemente ferido. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital Dantas Bião, em Alagoinhas. O motorista do caminhão, de 37 anos, não teve ferimentos.
Após o acidente, a via ficou parcialmente interditada, causando lentidão no trânsito. Um caminhão carregado de madeira tombou na manhã deste sábado (15), na BR-324, nas proximidades do município de Amélia Rodrigues, a cerca de 30 km de Feira de Santana.
Segundo a PRF, o acidente aconteceu por volta das 6h e não deixou vítimas, mas provocou a interdição parcial da pista, formando um engarrafamento de aproximadamente 6 km. O motorista do caminhão não precisou de atendimento médico.
As causas do tombamento ainda serão investigadas. No momento, equipes da PRF trabalham na retirada da madeira para realizar o destombamento do veículo. *Com informações do g1
Caminhão roubado em 2021 é recuperado pela PRF na BR-381 em Sabará (MG)
Na tarde de sexta-feira (14/11), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou um caminhão VW/24.280, com registro de roubo, durante uma ação de combate ao crime, no km 442 da BR-381, no município de Sabará (MG).
A recuperação ocorreu no decorrer de uma fiscalização, após os policiais veririfcarem algumas adulterações em ítens de identificação veicular. Em uma pesquisa mais detalhada, foi constatada a existência de um registro de roubo, registrado em 26/02/2021, na cidade de Cachoeira de Pajeu (MG).
O condutor alegou que trabalha como motorista na empresa, que se dizia proprietária do caminhão. Também alegou desconhecer a situação irregular do veículo.
A ocorrência foi encaminhada para Depol de Sabará (MG).
“Eu meio que me decidi sobre a Venezuela”, diz Trump em meio a tensões
Presidente não deu detalhes sobre qual medida será tomada após ameaças ao regime de Maduro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu na sexta-feira (14) que uma decisão poderia vir em breve sobre se deve ou não tomar medidas militares contra a Venezuela, que ele acusou de laços estreitos com o comércio ilegal de drogas.
"Eu não posso dizer o que seria, mas eu meio que me decidi" sobre a Venezuela, disse Trump aos repórteres a bordo do Air Force One.
Altos funcionários da administração de Trump realizaram três reuniões na Casa Branca nesta semana para discutir opções para possíveis operações militares na Venezuela, disseram autoridades na sexta-feira (14), em meio a uma crescente presença militar dos EUA no Caribe.
Trump enviou aviões F-35, navios de guerra e um submarino nuclear para a região como parte de uma construção militar após dois meses de ataques mortais contra barcos na costa da Venezuela.
No início desta semana, o grupo de ataque dos porta-aviões Gerald Ford entrou na região da América Latina - trazendo com ele mais de 75 aeronaves militares e mais de 5.000 soldados.
O ditador venezuelano Nicolás Maduro, que ocupa o cargo desde 2013, disse que Trump está tentando expulsá-lo do poder.
Trump disse repetidamente que não está buscando uma mudança de regime na Venezuela.
As tensões entre os Estados Unidos e o vizinho da Venezuela, a Colômbia, também aumentaram nas últimas semanas, com Trump e o presidente colombiano Gustavo Petro negociando barbas.
Trump chamou Petro de "líder das drogas ilegais" e impôs sanções a ele.
O presidente colombiano de esquerda acusou os EUA de cometer assassinato com seus ataques.
https://www.cnnbrasil.com.br/
Suspeitos de tráfico de drogas são presos em nova fase da Operação Dominus em João Dourado
As Polícias Civil e Militar prenderam três suspeitos de tráfico de drogas durante mais uma fase da Operação Dominus, deflagrada nesta sexta-feira (14) na cidade de João Dourado, no Centro-Norte do estado.
A ação foi deflagrada após trabalho investigativo realizado pelo Setor de Investigações da Delegacia Territorial de João Dourado, que identificou a existência de um esquema de tráfico de drogas atuando no município.
Durante o cumprimento dos mandados, três armas de fogo, 1.100 kg de cocaína, porções de maconha, uma motocicleta e R$ 1.323,00 em espécie, além de materiais utilizados para comércio e armazenamento de entorpecentes, foram apreendidos.
A nova fase da Operação Dominus contou com policiais da 14ª COORPIN/Irecê, 13ª COORPIN/Itaberaba, Rondesp, CIPE Semiárido e Gatti Piemonte.
Fonte
Leo Prado / Ascom SSP
Colômbia vira 1º país a deixar de explorar combustíveis fósseis na amazônia
A Colômbia declarou nesta quinta-feira (13) ser o primeiro país a deixar de explorar combustíveis fósseis ou mineração em larga escala na floresta amazônica.
O anúncio aconteceu durante a reunião de ministros do Meio Ambiente da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), realizada na COP30, a conferência das Nações Unidas sobre mudança climática, em Belém.
Na ocasião, os colombianos convidaram os outros países que abrigam o bioma amazônico a fazer o mesmo, tornando a floresta "o coração da ação climática, justiça ambiental e paz com a natureza".
Segundo estimativas da ONG Earth Insight, 14% da floresta amazônica continental é sobreposta a blocos de petróleo e gás, o que equivale a 740 mil km² —mais do que o dobro da área do estado de Goiás.
"Embora a Colômbia represente apenas 7% do bioma amazônico, a amazônia é 42% do nosso território nacional, e é por isso que decidimos protegê-la em sua totalidade", disse a ministra interina do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do país, Irene Vélez Torres. A área protegida é de mais de 483 mil km².
"Cuidar da Amazônia não é um sacrifício econômico; é um investimento ético no futuro da região e da humanidade", acrescentou.
As outras nações amazônicas, porém, não parecem ter a intenção de fazer o mesmo tão cedo —a exemplo do Brasil, que já explora gás em terra e prospecta petróleo offshore, na bacia da Foz do Amazonas.
Em um evento da COP nesta sexta-feira (14), o cacique Jonas Mura, da aldeia Gavião Real, em Silves (AM), lamentou a exploração de gás pela Eneva no território de seu povo, ainda não homologado. O cacique faz parte de uma aliança que pede que florestas tropicais sejam consideradas uma zona de exclusão dos combustíveis fósseis.
"Já estão extraindo gás natural em um território que é nosso e é sagrado", afirmou. "Estamos ficando sem água potável, sem peixe, sem a nossa floresta. Ela está sendo destruída".
O nível de dependência dos combustíveis fósseis amazônicos varia entre os diferentes países. Alguns precisam muito desses estoques, como a Bolívia (que é um grande exportador do gás extraído na floresta), e outros menos, como a Colômbia (em que a maior parte das reservas está na região conhecida como Orinoquia, no leste do país).
O movimento colombiano já tinha sido ensaiado em 2023, durante a Cúpula da Amazônia, encontro dos países membros da OTCA, que também aconteceu em Belém. Na época, a pauta opôs os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Colômbia, Gustavo Petro, que chegou a acusar a esquerda de negacionismo climático ao se recusar a adotar a pauta.
O setor de mineração e energia representa 7% do PIB colombiano, gerando 33% do investimento estrangeiro, 56% das exportações e mais de 500 mil empregos formais.
Na cúpula de líderes mundiais que antecedeu a COP30, Petro puxou a orelha dos outros chefes de Estado e governo participantes, dizendo que estavam falhando no combate à crise climática.
"Essa falha é causada sobretudo pelos interesses do petróleo e gás nesta assembleia. Em todas as COPs, o desejo de ter ganhos e lucros é contra a vida. E isso é imoral, não é humano", afirmou. "Após 29 COPs, estamos enfrentando um fracasso, que pode ser medido pela ciência por meio da temperatura", disse ele, em referência ao aquecimento global.
A pauta climática é tão central para Petro que, no início de seu governo, escolheu Vélez Torres, ex-ativista ambiental e atual ministra interina do Meio Ambiente, para chefiar a pasta de Minas e Energia.
"[O anúncio da Colômbia] mostra que escolhas políticas ousadas são possíveis –que priorizam a vida, a estabilidade climática e a proteção da maior floresta tropical do mundo", afirmou a organizadora da ONG 350.org no país, Helena Mullënbach.
"No entanto, o sucesso e a legitimidade desse compromisso dependem de se os povos indígenas —os guardiões históricos da amazônia colombiana— irão liderar e moldar plenamente esse processo junto ao governo", ponderou, lembrando o caso do projeto da mina da empresa Libero Copper na região de Putumayo, que é acusado de violar direitos de povos tradicionais.
Polícia Federal indicia Silvio Almeida em investigação sobre denúncias de assédio sexual
A Polícia Federal indiciou o ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula (PT) Silvio Almeida após investigação que apurou acusações de assédio sexual. O indiciamento foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) e aponta prática de importunação sexual.
A informação foi noticiada inicialmente pela TV Globo e confirmada pela Folha.
As denúncias contra o ministro foram encaminhadas à Organização Me Too e reveladas pelo portal Metrópoles em setembro do ano passado. Entre as acusações estaria uma feita pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
O caso tramita sob sigilo na corte e está sob a relatoria do ministro André Mendonça. No início do ano, durante as investigações, Silvio Almeida chegou a depor por mais de duas horas à Polícia Federal.
A postura de Silvio Almeida desde a revelação das informações foi a de repudiar as acusações e negar que tivesse cometido os supostos crimes. O ex-ministro, por sua vez, chegou a dizer, em entrevista ao UOL em fevereiro deste ano, que Anielle teria "se perdido no personagem" e caído em uma armadilha política.
"Acho que ela [Anielle] caiu numa armadilha, a falta de compreensão de como funciona a política —a armadilha em que eu caí também", afirmou.
"Não prestei atenção em coisas em que deveria ter prestado mais atenção. Ela, da mesma forma. Ela se perdeu num personagem. Para tentar me desgastar, ela participou desse espalhamento de fofocas e intrigas sobre mim."
Na época, o ex-ministro também publicou um manifesto nas redes sociais no qual afirmou que retomaria suas atividades públicas. "Eu estou vivo, continuo indignado e não quero compaixão nem 'segunda chance'. Eu quero justiça."
Em nota, a ministra rebateu as declarações de Silvio Almeida e disse que ele usou o espaço público para desqualificar as denúncias e intimidar as vítimas de assédio.
"A tentativa de descredibilizar vítimas de assédio sexual, minimizar suas dores e transformar relatos graves em 'fofocas' e 'brigas políticas' é inaceitável. Na véspera de prestar depoimento à Polícia Federal como investigado, o acusado escolheu utilizar um espaço público para atacar e desqualificar as denúncias, adotando uma postura que perpetua o ciclo de violência e intimida outras vítimas", diz nota de Anielle.
Em seu depoimento à PF, Anielle disse que as "abordagens inadequadas" de Silvio Almeida foram escalando até a importunação física.
A ministra afirmou ainda à revista Veja que houve "atitudes inconvenientes" por parte dele, como toques inapropriados e convites impertinentes, mas que ela não reportou os episódios por "medo do descrédito e dos julgamentos", além da sensação de que a culpa era da vítima, não do agressor.
"É importante deixar claro que o que houve foi um crime de importunação sexual. Fui vítima de importunação sexual. Precisamos reforçar isso para evitar que mulheres continuem sendo vítimas desse tipo de agressão", disse Anielle à revista Veja.
Também há uma apuração correndo contra Silvio Almeida na Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência. Ela apura os fatos na esfera administrativa, por envolver um agente público. A investigação foi oficializada na 27ª Reunião Extraordinária da CEP de 6 de setembro de 2024, um dia após as denúncias virem a público.
O caso levou o presidente Lula a demitir Silvio Almeida um dia após a revelação das denúncias. Antes da decisão, o petista se reuniu separadamente com Almeida e, após publicar a demissão, com Anielle Franco. Desde então, a pasta dos Direitos Humanos é comandada por Macaé Evaristo.
No comunicado oficial da demissão, o governo informava que o presidente considerava "insustentável" a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual.
O episódio gerou embates políticos dentro da pasta da Igualdade Racial, bem como entre a chefe do ministério e o ex-colega de governo. Um mês após a revelação do caso, a ministra demitiu Yuri Silva, então secretário de Gestão do Sinapir (Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial), que era ligado a Silvio Almeida.
Trump reduz tarifas sobre café e carne bovina; adicional de 40% sobre Brasil permanece
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (14) medida para reduzir tarifas sobre a importação de carne bovina, tomate, café e banana, em movimento voltado para controlar a inflação dos alimentos no país após o tarifaço.
Entre outros países exportadores de commodities, as medidas devem beneficiar o Brasil, maior produtor global de café e segundo maior produtor de carne bovina, atrás apenas dos EUA, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA).
O país é alvo de uma sobretaxa total de 50% desde agosto, sendo 10% das tarifas globais recíprocas e 40% relacionado ao que o governo Trump chamou de "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ainda não está clara a magnitude da isenção desta sexta.
Centenas de alimentos foram listados em documento divulgado pela Casa Branca. As medidas se aplicam retroativamente a partir das 2h01 (horário de Brasília) desta quinta-feira (13).
O decreto modifica o escopo das tarifas chamadas recíprocas com base em segurança nacional, pilares da estratégia de Trump para enfrentar o que ele classifica como "grandes e persistentes déficits comerciais" dos EUA.
A decisão vem após recomendações de autoridades encarregadas de monitorar o estado de emergência nacional declarado por Trump em abril. O governo citou negociações com parceiros comerciais, a demanda doméstica e a capacidade produtiva americana como fatores que motivaram a revisão.
"Após considerar as informações e recomendações que essas autoridades me forneceram, o andamento das negociações com diversos parceiros comerciais, a demanda doméstica atual por determinados produtos e a capacidade atual de produção desses produtos nos Estados Unidos, entre outros fatores, determinei que é necessário e apropriado modificar ainda mais o escopo dos produtos sujeitos à tarifa recíproca imposta pela Ordem Executiva 14257", afirma Trump no decreto.
Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,96 bilhão em café para os Estados Unidos, sendo o maior fornecedor no período, segundo dados da International Trade Administration, órgão vinculado ao Departamento de Comércio americano.
Desde que as tarifas de 50% entraram em vigor em agosto, no entanto, as vendas de café despencaram, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Em outubro, a retração foi de 54,4% em relação ao ano passado.
Nos EUA, o produto acumula alta de cerca de 20% em relação ao ano passado, segundo dados do CPI (índice oficial da inflação ao consumidor no país).
Para carne bovina, os EUA enfrentam uma inflação de 12% a 18% em relação ao ano passado. Além das tarifas sobre o Brasil, o maior exportador global, uma redução do rebanho local também tem pressionado os preços.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse mais cedo nesta sexta que Trump estava pronto para cumprir as promessas isentar alimentos e outros produtos que não são produzidos nos EUA.
Greer disse que o momento é propício para isso, logo após anúncios de acordos comerciais com Argentina, Equador, El Salvador e Guatemala nesta quinta (13). A redução marca um recuo para Trump, que até então defendia que as tarifas globais não pressionavam a inflação.
Segundo o governo americano, os acordos na América Latina devem ser concluídos nas próximas duas semanas e abrem os mercados para a produção agrícola e industrial dos EUA. Os quatro países se comprometeram a não impor impostos sobre serviços digitais de big techs.
A Casa Branca indicou que as tarifas gerais de 10% impostas a produtos da Argentina, El Salvador e Guatemala, e de 15% aos originários do Equador, permanecerão sem mudanças, mas que haverá uma redução em um certo número de mercadorias.
Segundo a Casa Branca, o governo americano tem mantido boas conversas com outros países da região. O Brasil, alvo de sobretaxas de 50%, não foi citado nos acordos.
O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) se encontrou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, também nesta quinta e disse esperar uma resposta dos EUA sobre a proposta feita pelo Brasil de pausar as tarifas para depois avançar na negociação para produtos específicos.
O ministro não detalhou o teor da proposta, mas o governo brasileiro quer um acordo provisório que passe pela suspensão das sobretaxas de 40% aplicadas ao país para então negociar detalhes das tarifas por setor (no total, produtos brasileiros são taxados em 50%, em razão de tarifa global de 10% aplicada pelo governo americano).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump tiveram em outubro uma reunião presencial em Kuala Lumpur (Malásia), durante uma reunião da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). O encontro ocorreu semanas após os dois líderes terem conversado por telefone e na esteira da "química" durante a abertura da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
Na Malásia, Trump disse que as tarifas impostas ao Brasil poderiam ser negociadas muito rapidamente. O objetivo do governo brasileiro é que haja uma suspensão das sobretaxas durante o período de negociação.
Desde que Rubio foi escalado como o principal negociador para o tarifaço contra o Brasil, Vieira realizou quatro reuniões com o secretário de Estado. A primeira delas ocorreu dias depois do telefonema entre Trump e Lula.
Na ocasião, Vieira afirmou que aquele era um "início auspicioso de processo negociador" com os Estados Unidos.
Ao longo das últimas semanas, negociadores brasileiros mantiveram conversas informais com responsáveis por questões comerciais dos EUA, em que os americanos apontaram as suas prioridades nas negociações: conseguir acesso ao mercado de etanol no Brasil e discutir a regulamentação de big techs, incluindo moderação de conteúdo.
Os americanos afirmaram que a regulação das plataformas digitais está ligada a questões de liberdade de expressão. Já o etanol é uma queixa antiga dos americanos. A reclamação é que o etanol americano, feito de milho, enfrenta uma sobretaxa de 18% para entrar no Brasil, enquanto a barreira nos EUA era de apenas 2,5%.
Já o lado brasileiro aponta que Washington nunca aceitou vincular discussões sobre o etanol a uma liberalização do mercado de açúcar nos EUA, altamente protegido. Na terça (11), Trump disse reduziria "algumas tarifas" sobre o café.
Por Folhapress
“Pessoa que vai ao hospital não está indo fazer turismo, está indo para sobreviver”, diz ACM Neto após fala de Jerônimo sobre deixar pacientes no corredor
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto reagiu nesta sexta-feira (14) à declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que disse ter orientado sua secretária de Saúde a “deixar os pacientes no corredor”. A crítica foi feita durante coletiva de imprensa no lançamento do Natal Luz, em Conceição do Coité.
No evento, realizado com a presença do prefeito Marcelo Araújo, do vice Marquinhos, do prefeito de Salvador Bruno Reis, do ex-ministro João Roma, do secretário de Governo de Salvador Cacá Leão e diversas lideranças, Neto afirmou que o comentário de Jerônimo revela insensibilidade e desconhecimento sobre a gravidade da situação da saúde pública da Bahia.
“Jerônimo, o paciente que vai ao Hospital Clériston Andrade ou a qualquer hospital da Bahia não está indo lá fazer turismo, não está indo lá para diversão, está indo lá porque quer sobreviver. Sobreviver. E o governador não consegue sequer entender isso.”
ACM Neto contextualizou a crítica citando indicadores negativos do estado nas áreas de segurança, educação, economia e saúde. “A Bahia tem o maior número de homicídios do Brasil, a pior segurança pública do país. A Bahia tem a fila da regulação e é um dos estados que mais deixa pessoas morrerem. Tem uma das piores notas do IDEB da rede estadual. Tem o maior número de desempregados do Brasil e a maior quantidade de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Agora, os dados do IBGE mostram que a Bahia perdeu a liderança do PIB per capita do Nordeste. Depois de tantos anos, o resultado é esse.”
Segundo Neto, não há coerência entre o discurso do governo e a realidade vivida pela população mais pobre. “Eles ainda têm coragem de dizer que cuidam dos mais pobres. Não é possível. Quem morre na violência é o pobre. Quem morre na fila da regulação é o pobre, que não tem como pagar plano de saúde.”
Prefeitura de Itagibá intensifica apreensão de animais soltos na sede do município
A Prefeitura de Itagibá realizou, nesta semana, mais uma etapa da operação de apreensão de animais soltos em áreas públicas. A ação, que desta vez ocorreu na sede do município, recolheu novos animais de grande porte que estavam circulando livremente pelas ruas.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Polícia Militar e a Guarda Municipal, tem como principal objetivo evitar acidentes, protegendo motoristas, ciclistas, pedestres e também os próprios animais. O abandono em vias públicas é uma infração sujeita a multa e configura crime ambiental, além de trazer riscos para o comércio e para os moradores.
O secretário de Administração, Linsmar Magalhães, ressaltou a importância da continuidade desse trabalho: “Estamos mantendo um esforço constante para garantir a segurança da população. A presença de animais soltos nas ruas representa um perigo real, e nosso compromisso é agir para prevenir acidentes e orientar os proprietários sobre suas responsabilidades.”
A Prefeitura reforça que as ações seguirão acontecendo enquanto houver necessidade, como parte do compromisso de manter a cidade organizada e segura.
Brasil considera desproporcionais acordos dos EUA com outros países e não os vê como parâmetro
Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reuniu-se com o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Washington
| Foto: Embaixada do Brasil em Washington/Arquivo |
O governo brasileiro não acredita que os Estados Unidos tentarão impor acordos "leoninos" como os fechados nesta quinta-feira (13) pelo presidente Donald Trump com Argentina, Equador, Guatemala e El Salvador. Na visão do Planalto, os acordos dos EUA com esses países fazem poucas concessões e arrancam inúmeros compromissos e não são parâmetro para o que será negociado com o Brasil.
Os acordos abrem uma perspectiva de redução de tarifas para bens como café, carne e banana, mas exigem inúmeras contrapartidas, como o comprometimento de não criar nem implementar impostos sobre big techs. Os EUA têm inserido esse veto em quase todas as negociações.
O Canadá concordou em não implementar seu imposto digital, que já tinha sido aprovado no Parlamento, em troca de alívio nas tarifas comerciais impostas pelos EUA. Em suas conversas com a União Europeia, o governo americano também tem tentado emplacar o veto. A cláusula também fez parte das negociações dos EUA com países asiáticos.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, revelou em entrevista à Folha, na semana passada, que a prioridade do governo é aprovar legislação para estimular a concorrência em mercados digitais. Durigan afirmou que o imposto sobre big techs, que chegou a ser discutido no ano passado, foi deixado de lado.
Segundo dois altos funcionários do governo ouvidos pela Folha, uma concessão no tema de tributação digital poderia fazer parte das negociações com Trump.
Já em relação à regulação das big techs, qualquer concessão está descartada de cara pelo Brasil.
Uma das reclamações dos EUA na abertura da investigação da seção 301 do representante de Comércio da Casa Branca mencionava explicitamente a decisão do Supremo sobre o Marco Civil da Internet e o aumento da responsabilização das big techs sobre conteúdo postado por terceiros. O governo americano diz que as regras de moderação de conteúdo violam liberdade de expressao e prejudicam as plataformas de redes sociais dos EUA.
Mas, para o governo brasileiro, implementar legislação sobre big techs é uma questão de soberania.
A taxação, por outro lado, não seria uma questão inegociavel, ainda mais porque já não é objetivo do governo brasileiro no momento.
Segundo os resumos dos acordos anunciados na quinta-feira (13), seriam mantidas as tarifas de 10% sobre a maioria dos produtos de El Salvador, Guatemala e Argentina, com os quais os EUA têm pequenos superávits comerciais, e 15% para importações do Equador, país com o qual os EUA têm um déficit comercial.
Além disso, os acordos preveem remoção de tarifas de produtos não cultivados, extraídos ou produzidos nos EUA.
Os tratados preveem, de parte dos países latino-americanos, comprometimentos de liberar transferência de dados, combate à pirataria e ao desmatamento e abertura de seus mercados a inumeros produtos vindos dos EUA. O governo brasileiro ainda vai avaliar se o acordo fechado pela Argentina com os EUA fere as regras do Mercosul.
O Brasil também espera que os EUA anunciem retirada de tarifas sobre café e frutas tropicais do Brasil e uma negociacão.
Também é do interesse dos americanos reduzir tarifas sobre produtos que estão pressionando a inflação no país, como a carne.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, tiveram uma reunião em Washington nesta semana para discutir um acordo.
O Brasil espera obter uma trégua nas tarifas, mantendo apenas os 10% universais e retirando os restantes 40%, enquanto negocia.
Escritores locais ganham destaque na Flipiaú
A 1ª Festa Literária de Ipiaú - Flipiaú, que homenageia o centenário de Euclides Neto, entra na reta final com grande participação do público. A programação segue diversa, gratuita e reúne autores locais e regionais em feiras de livros, rodas de leitura, contação de histórias, lançamentos literários, painéis, oficinas e apresentações artísticas e musicais. O evento termina nesta sexta-feira, 14 de novembro.
Na penúltima noite, uma roda de conversa dedicada à obra de Euclides Neto reuniu os professores Albione Souza e Rita Lyrio, ambos estudiosos do escritor. Rita é autora de “Rasuras Grapiúnas: linguagem, memória, história e gênero na obra de Euclides Neto”, enquanto Albione escreveu “Os Despossuídos da Terra: conflitos Sociais no campo e representações dos trabalhadores rurais na produção intelectual de Euclides Neto”.
“A Flipiaú já se afirma pela qualidade e pelo volume das atividades realizadas. A homenagem ao nosso escritor Euclides Neto é mais que merecida, pois sua literatura se compromete com questões sociais. Toda a comunidade ganha com iniciativas como esta, sobretudo os escritores locais e regionais, que alcançam novos leitores e ampliam o interesse pela leitura e pelos livros”, afirmou Albione.
Entre os presentes estiveram o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro; o secretário de Cultura de Ipiaú, Caio Braga; e a deputada estadual Lucinha do MST (PT-BA), atualmente em suplência.
“Confesso que estou especialmente emocionado por estarmos em um ambiente onde o homenageado não só viveu, mas buscava inspiração para escrever, refletir e organizar a luta. Ele foi uma referência importante para a reforma agrária, uma pauta necessária nos dias atuais. Vi crianças brincando sob as árvores, atividades acontecendo em vários pontos e percebi como a literatura segue viva e pulsante”, declarou Bruno Monteiro.
Na biblioteca de extensão da Bibex, estudantes das redes pública e particular participaram de leituras mediadas e responderam a um quiz que premiou alunos com livros.
No espaço O Tempo é Chegado, o público acompanhou a leitura do roteiro adaptado para cinema de “Os Magros”, obra de Euclides Neto, escrito por Edson Bastos. O penúltimo dia foi encerrado no Espaço Machombongo com apresentações da banda Manzuá e do grupo OQuadro.
Ricardo Ishmael é destaque no encerramento da Flipiaú
Um destaque do último dia da Flipiaú é o painel “Reimaginando infâncias possíveis: a literatura no tratamento de temas sensíveis”, com o escritor, jornalista e apresentador da TV Bahia Ricardo Ishmael, às 16h, no espaço O Tempo é Chegado. Ricardo também fará o lançamento de seu livro infantil “Quinca no Mundo da Lua”.
Pela manhã, o evento recebe uma oficina de hip hop com Sávio Oliveira e o lançamento do livro “Autismo e Direito – Como acessar o BPC e garantir os direitos da pessoa com TEA”, de Luciana Oliveira.
À noite, o Espaço Machombongo, na Praça Rui Barbosa, recebe a cerimônia de encerramento da 1ª Festa Literária de Ipiaú e as apresentações das bandas Mulheres em Domínio Público e IFÁ. Confira a programação completa da Flipiaú no site flipiau.com.br e nas redes sociais @flipiau.
Uma realização da Voo Audiovisual, a 1ª Flipiaú foi contemplada no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio das secretarias de Educação e de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.
O edital integra a modalidade de fomento à execução de ações culturais, de acordo com o Decreto Federal n.º 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura (Lei n.º 12.365/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei n.º 13.193/2014), o Plano Estadual de Educação da Bahia (Lei n.º 13.559/2016) e a Lei Federal n.º 14.133/2021. O projeto conta ainda com apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria de Educação do Estado, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.
Assessoria de Imprensa
Jane Fernandes e Fábio Rodella
(71) 99395-2000
Grupos ligados ao PT miram Motta e Tarcísio e dizem que texto de Derrite fortalece crime
Motta foi responsável por designar Derrite, secretário da Segurança Pública do governo Tarcísio, para relatar o projeto, num revés para governistas
Grupos ligados ao PT em aplicativos de mensagens intensificaram a ofensiva contra o relatório apresentado por Guilherme Derrite (PP-SP) sobre o projeto antifacção. Eles divulgaram vídeos críticos a integrantes do centrão nos quais afirmam que o texto fortalece o crime organizado.
Materiais divulgados pelos grupos Pode Espalhar, iniciativa do PT e entidades ligadas ao partido para reforçar a atuação nas redes sociais, miram nomes como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).
Motta foi responsável por designar Derrite, secretário da Segurança Pública do governo Tarcísio, para relatar o projeto, num revés para governistas. Desde que o deputado apresentou sua primeira versão ao texto originalmente enviado pelo governo Lula (PT), integrantes do Palácio do Planalto, do partido e aliados passaram a dizer que a proposta abria brecha para o enfraquecimento da soberania nacional e da atuação da Polícia Federal, algo que o relator e aliados classificam como narrativa falsa.
O governo e o PT começaram uma campanha em defesa da PF e passaram a relacionar o projeto antifacção à PEC da Blindagem, que foi aprovada na Câmara, mas enterrada no Senado após forte pressão da sociedade. A Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência também divulgou vídeos críticos ao projeto.
A reportagem da Folha está em alguns grupos do Pode Espalhar. Em seu site, a iniciativa é descrita como uma "rede de militância nacional, digital e organizada e produz e compartilha conteúdos para defender o povo, a democracia e as conquistas do governo Lula e combater a extrema direita, as mentiras e espalhar esperança".
Na quinta-feira (14) foram enviados dois vídeos —em grupos diferentes— que miram a atuação do centrão nesse processo. Não há identificação sobre a autoria. Procurado, o PT não respondeu.
Um deles, com duração de um minuto e meio, afirma que há uma "jogada muito perigosa acontecendo em Brasília que vai fortalecer ainda mais o crime organizado" e que há "políticos trabalhando para proteger o crime".
O narrador cita nominalmente Tarcísio, Motta e Ciro Nogueira, afirmando que eles "querem enfraquecer o PL antifacção com um objetivo claro: diminuir o poder de investigação da Polícia Federal e aumentar o controle político sobre quem deveria ter autonomia para inves tigar o crime organizado".
"A jogada é simples: Tarcísio de Freitas usou sua influência e colocou seu ex-secretário de segurança Guilherme Derrite para relatar o PL antifacção. Derrite, seguindo as orientações de seu chefe, propôs uma série de mudanças ao projeto para diminuir o poder de investigação da PF. Hugo Motta é o articulador no
Congresso, quem dá o aval ao projeto e garante que o texto avance. E Ciro Nogueira, do centrão, faz o trabalho de bastidor para alinhar o apoio político e isolar politicamente quem tenta defender a autonomia da PF", diz o narrador.
"E por que essa articulação é tão perigosa? Porque o controle político da PF permite que políticos ou seus aliados ligados ao crime organizado ganhem espaço para cometer crimes sem que haja investigação", diz ainda. O vídeo é acompanhado de imagens dos políticos que são citados.
No segundo filme, com duração de pouco mais de um minuto, é divulgada fotografia de um jantar que ocorreu nesta semana entre os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Arthur Lira (PP-AL) ao lado de Derrite. O vídeo usa a expressão um "jantar indigesto para o Brasil".
"Cunha você lembra bem: foi cassado e preso por corrupção. Agora, é quem assessora Derrite no projeto que vai decidir o futuro da segurança pública do Brasil. E Arthur Lira? Dispensa apresentações. Cunha e Derrite têm um objetivo em comum: enfraquecer a PF e impedir que criminosos de colarinho-branco sejam presos", diz o narrador.
Nesse vídeos, é transmitida fala do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em entrevista nesta semana, na qual ele critica o relatório apresentado por Derrite.
Em seguida, o narrador retoma a fala e diz que, enquanto isso, "na rua, o crime organizado agradece essa parceria". "E na mesa de restaurante, muita risada, brindes e garfadas que custam mais do que centenas de reais. Custam a segurança do povo brasileiro. Eles brindam, o crime agradece e quem paga é o povo", finaliza.
Neste ano, o PT intensificou sua atuação nas redes sociais numa tentativa de disputar politicamente o ambiente virtual. No primeiro semestre, com a campanha em defesa da justiça tributária e a retórica da luta entre pobres e ricos, governistas inundaram seus perfis com a mensagem de que o presidente da República estaria entrando em choque contra poderesos interesses do status quo empresarial e financeiro.
Naquele momento, boa parte dessa campanha era de vídeos produzidos por inteligência artificial e que tinham como mote a defesa da "taxação BBB", em referência a "bilionários, bets e bancos" —grupo que formaria um poderoso lobby em parceria com o centrão e a direita no Legislativo.
Integrantes do centrão, como reação, diziam enxergar atuação do governo federal por trás desses vídeos apócrifos, e chegar a falar na formalização de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no governo para para investigar os financiadores desses filmetes. A iniciativa não foi adiante.
Por Victoria Azevedo/Folhapress
Guarnições do 1º Pelotão, PETO e ROTAM prende suspeito e apreende Substância análoga à maconha
Atendendo às diretrizes do Setor de Planejamento Operacional e do Comando Regional do Médio Rio de Contas, foram intensificadas as rondas ostensivas e abordagens com foco no combate ao tráfico de drogas e crimes violentos em Ipiaú e região.
A Central de Operações informou que dois indivíduos estariam realizando comercialização de entorpecentes nas proximidades da Rua Atayde Ribeiro (Avenida Água Branca). As características repassadas indicavam que um deles trajava bermuda clara e casaco preto, enquanto o outro utilizava calça jeans e camisa azul.
Durante o patrulhamento tático, as guarnições localizaram os suspeitos com as mesmas descrições informadas. Na abordagem, um dos nacionais portava uma mochila contendo:
• Substância análoga à maconha
• 1 balança de precisão
• Quantia em dinheiro em espécie
• Aparelhos celulares utilizados na comercialização e recebimento de valores via PIX
O indivíduo assumiu ser o proprietário do material ilícito.
Diante dos fatos, os suspeitos e todo o material apreendido foram conduzidos e apresentados na Depol de Jequié para as providências legais cabíveis.
Fonte: ASCOM/55ª CIPM
PMBA, uma Força a serviço do cidadão.
PMBA/CPR-MRC – 55ª CIPM realiza Operação Cidade Segura no município de Ipiaú.
Por volta das 18h10 desta quinta-feira (13), teve início a Operação Cidade Segura no município de Ipiaú. A ação contou com o emprego das guarnições da 55ª CIPM, incluindo o DPM de Aiquara, o DPM de Barra do Rocha, PETO e ROTAM, todas sob o comando do Subtenente PM Neto.
As equipes intensificaram rondas e abordagens em pontos estratégicos e áreas vulneráveis da cidade, incluindo o distrito de Japomerim, com foco no reforço do policiamento ostensivo, prevenção de delitos e aumento da sensação de segurança da população.
RESULTADOS
* Ampliação da visibilidade policial nas áreas críticas;
* Abordagens preventivas a pessoas e veículos;
* Ausência de registros de delitos durante o período da operação.
Fonte: ASCOM/55ª CIPM
PMBA, uma Força a Serviço do Cidadão”
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