Alexandre de Moraes manda intimar Cláudio Castro para que governador preste informações sobre letalidade em operação

Ministro do STF pediu informações do governador do Rio sobre protocolos e diretrizes da Operação Contenção, a mais letal da história do Estado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou intimar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para prestar informações sobre a Operação Contenção, que matou pelo menos 132 pessoas e é considerada a mais letal na história do Estado.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou intimar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para prestar informações sobre a Operação Contenção, que matou pelo menos 132 pessoas e é considerada a mais letal na história do Estado.

Em sua decisão, o ministro afirma que a cobrança “encontra amparo nas determinações estruturais do acórdão do julgamento de mérito” da “ADPF das Favelas”, ação que estabeleceu parâmetros de atuação para reduzir a letalidade policial no Rio, especialmente nas comunidades, e obrigou o governo do Estado a criar um plano de recuperação territorial de áreas dominadas por facções e milícias.

O governador terá que prestar informações sobre os seguintes pontos:Relatório circunstanciado da operação;
  1. Prévia definição do grau de força adequado e justificativa formal para sua deflagração;
  2. Número de agentes envolvidos, identificação das forças atuantes e armamentos usados;
  3. Número oficial de mortos, feridos e presos;
  4. Medidas adotadas para garantir a responsabilização em caso de eventuais abusos e violações de direitos, incluindo a atuação dos órgãos periciais e o uso de câmeras corporais;
  5. Providências para assistência às vítimas e suas famílias, incluindo a presença de ambulâncias;
  6. Protocolo ou programa de medidas de não repetição;
  7. Preservação do local para perícia e conservação dos vestígios do crime;
  8. Comunicação imediata ao Ministério Público;
  9. Atuação da polícia técnico-científica realização das perícias, liberação do local e remoção de cadáveres;
  10. Acompanhamento pelas Corregedorias das Polícias Civil e Militar;
  11. Uso de câmeras corporais pelos agentes de segurança pública;
  12. Uso de câmeras nas viaturas policiais;
  13. Justificação e comprovação da prévia definição do grau de força adequado à operação;
  14. Observância das diretrizes constitucionais relativas à busca domiciliar;
  15. Presença de ambulância, com a indicação precisa do local em que o veículo permaneceu durante a operação;
  16. Observância rigorosa do princípio da proporcionalidade no uso da força, em especial nos horários de entrada e saída de escolas. Em caso negativo, informar as razões concretas que tenham tornado necessária as ações nesses períodos;
  17. Necessidade e justificativa, se houver, para uso de estabelecimentos educacionais ou de saúde como base operacional das forças policiais, bem como eventual comprovação de uso desses espaços para a prática de atividades criminosas que tenham motivado o ingresso das equipes.
Na mesma decisão, o ministro marcou audiências, na próxima segunda-feira, 3, com o governador, o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, os secretários de Polícia Civil, Felipe Curi, e de Polícia Militar, Marcelo de Menezes, a diretora da superintendência de Polícia Técnico-Científica, Andréa Menezes, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e o defensor-geral Paulo Vinícius Cozzolino. Moraes vai participar presencialmente das reuniões no Rio.

“O governador deverá apresentar as informações de maneira detalhada na audiência designada”, diz a decisão de Moraes.

Quando concluiu a votação da ADPF das Favelas, em abril, o STF deixou uma brecha para fazer novas exigências ao governo do Rio. O tribunal definiu que o cumprimento das determinações estruturantes fixadas no julgamento seria monitorado pelo Ministério Público e, por isso, não encerrou o processo.
Por Rayssa Motta/Estadão

Operação policial no Rio supera Carandiru e se torna a mais letal já registrada no Brasil

A ação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, foi a mais letal do país envolvendo policiais, segundo a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno.

Segundo a contagem oficial, foram 119 mortes, sendo 4 policiais.

Em outubro de 1992, tropas da Polícia Militar paulista mataram 111 presos na extinta Casa de Detenção, na zona norte, no que ficou conhecido como massacre do Carandiru.

"O Cláudio Castro conseguiu o que ele queria. Se queria ser lembrado como o governador da barbárie, da carnificina, conseguiu", disse Samira. A especialista acompanha casos de violência policial, como as operações Escudo e Verão, da PM paulista, em 2023 e 2024 e que deixou mais de 80 mortos na Baixada Santista.

Castro defendeu a Operação Contenção, contra o Comando Vermelho, a qual classificou como sucesso.

"Não vamos ficar chorando, ajudaram ou não ajudaram. Não dá para contar com apoio, a gente fez a nossa operação e foi um sucesso. Tirando a vida dos policiais, o resto da operação foi um sucesso."

"De vítima, ontem, lá, só tivemos os policiais", disse Castro em entrevista coletiva. Ele afirmou que a operação foi "um duro golpe" na criminalidade.

Um outro caso com centenas de mortes ocorreu em maio de 2006 em São Paulo, quando uma onda de violência tomou o estado após ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) contra forças de segurança.

Samira, no entanto, explica que, mesmo com a grande quantidade de assassinatos, não foi possível contabilizar quantas mortes foram cometidas realmente pela polícia. O contexto também aconteceu de forma diferente, uma vez que não ocorreu ao longo de um único dia ou horas, caso do Alemão, da Penha e do Carandiru.

Outra semelhança vista por Samira entre o ocorrido no Rio de Janeiro e a em São Paulo há 30 anos é de quem deve ser ouvido. Assim como os presos contaram o que viram, a versão dos moradores do Alemão e da Penha também devem ser levada em consideração.

"É uma história a ser contada pelos moradores. Não teve perícia [corpos foram levados direto para hospitais e recolhidos pelos moradores]. Os legistas vão identificar a causa do óbito e, no máximo, a trajetória do tiro. Vamos aguardar para ver se teremos imagens das câmeras corporais dos policiais. Mas veja, a perícia de corpo, que é a necroscópica, ela é insuficiente para contar essa história", acrescentou Samira.

Após megaoperação no Rio, Alcolumbre determina instalação de CPI do crime organizado

A decisão vem depois de uma operação policial no Rio de Janeiro contra a organização criminosa Comando Vermelho deixar, ao menos, 119 mortos, segundo o governo do Estado. Já segundo a Defensoria Pública, o saldo de fatalidades é de 132 pessoas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima terça-feira, 4, a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a estrutura e o funcionamento do crime organizado.

"A comissão irá apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções", diz Alcolumbre, em comunicado.

A decisão vem depois de uma operação policial no Rio de Janeiro contra a organização criminosa Comando Vermelho deixar, ao menos, 119 mortos, segundo o governo do Estado. Já segundo a Defensoria Pública, o saldo de fatalidades é de 132 pessoas. O presidente do Senado voltou a defender a união das instituições públicas contra as organizações criminosas.

"É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o País", afirmou.

A criação da CPI atende a um requerimento apresentado em fevereiro deste ano pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O documento foi lido por Alcolumbre em junho.

Vieira pretende ficar com a relatoria da CPI, apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado). A escolha, no entanto, ainda carece de acordo, uma vez que depende também de quem presidirá o grupo.

O colegiado contará com 11 integrantes titulares e 7 suplentes. O prazo de funcionamento é de 120 dias. Pelo requerimento, o limite de despesas da CPI será de R$ 30 mil.

Entre os parlamentares já indicados estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sérgio Moro (União-AP), Jaques Wagner (PT-BA) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Governadores de oposição prometem apoio a Castro após operação mais letal da história do Rio

O primeiro encontro ocorreu virtualmente na manhã desta quarta-feira (29), e eles ainda devem fazer outro, mais ampliado e presencial, às 18h desta quinta-feira (30), na capital fluminense.

Governadores de oposição ao governo federal se mobilizaram para prestar solidariedade e oferecer apoio ao governador Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. O estado teve a ação policial mais letal da história, com centenas de mortos.

O primeiro encontro ocorreu virtualmente na manhã desta quarta-feira (29), e eles ainda devem fazer outro, mais ampliado e presencial, às 18h desta quinta-feira (30), na capital fluminense.

Participaram da reunião desta manhã os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL); e do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil). A iniciativa do encontro online partiu de Zema.

Dos seis participantes, três são considerados presidenciáveis –sendo Tarcísio o único que nega essa intenção e insiste ser candidato à reeleição. Castro deverá ser candidato ao Senado pelo PL de Jair Bolsonaro no próximo ano.

O governador de São Paulo, que está em Brasília para compromissos diversos, deveria comparecer à filiação do deputado Pedro Lupion (PR) ao Republicanos nesta manhã, mas cancelou sua participação para participar da reunião online.

Lupion é presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), uma das bancadas mais influentes da Câmara.

Segundo interlocutores dos governadores, eles se reunirão com suas equipes ao longo do dia para avaliar o que é possível sugerir como ajuda a Castro. Alguns já se anteciparam. Caiado, por exemplo, colocou as tropas de Goiás à disposição.

Já Ibaneis Rocha (MDB) disse que o Distrito Federal poderia ajudar com inteligência. Ele não participou da reunião desta manhã, mas enviará a sua vice, Celina Leão (PP), para o encontro no Rio.

Já a reunião presencial é organizada por Jorginho Mello, de Santa Catarina. A lista de confirmados ainda é incerta, uma vez que muitos governadores têm outros compromissos.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou em nota que não participou do encontro online por causa de outra reunião, mas também falou com Castro por telefone para reforçar "a disposição do Rio Grande do Sul para dar todo o apoio necessário, com as nossas forças de segurança a postos".

Leite afirmou ainda que está buscando reorganizar sua agenda para participar da reunião de governadores do Sul e Sudeste no Rio.


O governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD), também não participou da videoconferência, porque tinha outra agenda, e ainda não há clareza se participará do evento na quinta. Ele telefonou para Castro e ofereceu apoio da Secretaria de Segurança.

Castro disse a jornalistas, nesta quarta, que falou com os governadores pela manhã. Ele também mencionou uma ligação de Helder Barbalho (MDB), do Pará, que é aliado do governo Lula (PT), com quem o governo do Rio tem tido uma disputa de narrativa sobre apoio da União.

O governador se queixou de não ter recebido blindados do governo federal, mas não houve pedido recente de qualquer tipo de auxílio à União. Na tarde desta quarta, ele se reunirá com integrantes da gestão Lula para tratar da crise de segurança pública.

"Foram diversos [governadores] se solidarizando, parabenizando e reconhecendo a coragem do Rio de Janeiro de dar pontapé inicial da solução desse problema no combate dessa guerra. Agradeço demais meus colegas governadores, com certeza a ajuda que propõem será bem vinda", disse.

Castro disse ainda que a ajuda sugerida pelos demais governadores será decidida de forma técnica, conforme a necessidade estabelecida pela secretaria de segurança pública do estado. "Não na vontade de encher isso aqui de polícia, definitivamente não é isso que a gente precisa", afirmou.
Por Marianna Holanda e Carolina Linhares, Estadão Conteúdo

PMBA prende homem por violência doméstica em Gongogi

Na manhã desta quarta-feira (29), por volta das 10h, a guarnição do 4° Pelotão da 55ª CIPM, sediada em Gongogi, foi acionada por uma mulher que relatou ter sido ameaçada de morte pelo ex-companheiro, que a perseguiu portando uma faca.

A vítima buscou inicialmente abrigo na Delegacia Territorial, onde foi orientada a acionar a Polícia Militar. Diante das informações, a guarnição realizou diligências e localizou o suspeito nas imediações do Mercado Municipal. Durante a abordagem, não foram encontrados objetos ilícitos nem arma branca.

O indivíduo foi conduzido à Delegacia local, onde ficou à disposição da autoridade competente para as medidas cabíveis.

PMBA, uma Força a serviço do cidadão.

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Lewandowski e Rui Costa ao RJ para reunião de emergência com governador

Ministros vão liderar comitiva do governo federal Costa e Castro conversaram por telefone

O governo federal enviará uma comitiva para o Rio de Janeiro uma reunião de emergência com o governador Cláudio Castro depois que uma operação policial deixou 64 pessoas mortas —entre elas, quatro policiais.

Os ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da Casa Civil, Rui Costa, vão liderar o grupo.

Costa já conversou com Castro por telefone e afirmou que o governo monitora a situação, e já concordou com a transferência de presos do Rio para unidades federais.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou a viagem à coluna. "Vamos ver o que é preciso para ajudar a população do Rio de Janeiro."

A operação e a resposta do Comando Vermelho —que respondeu com uso de armamento pesado e odenou o fechamento de ruas— deixou diversas regiões da segunda maior cidade do país com um cenário de guerra, com caos nas ruas, tiroteios e veículos queimados .

Em entrevistas, Castro tentou responsabilizar o governo Lula pela situação. Afirmou que o Rio está "sozinho na guerra" e que vários pedidos de envio de blindados para ajudar em operações foram negados pelo Ministério da Defesa.

O governo rebateu afirmando que, para isso, era necessário que o governador fizesse um pedido de decretação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

Lewandowski afirmou à coluna que o governador deve "assumir as suas responsabilidades", ou admitir que não tem condições de controlar a segurança do estado e pedir intervenção federal, estado de sítio ou a decretação de uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

As medidas permitiriam que o governo federal e as Forças Armadas atuassem na segurança do Estado.

"Se ele sentir que não tem condições, ele tem que jogar a toalha e pedir GLO ou intervenção federal", afirma o ministro. "Ou ele faz isso, se não conseguir enfrentar, ou vai ser engolido pelo crime."

Lewandowski afirma que esse tipo de ajuda jamais foi solicitada formalmente por Castro. E que todos os outros pedidos feitos por ele até então ao governo foram atendidos [ver nota do Ministério da Justiça abaixo].

Diz ainda que o governador não entrou em contato com o ministério antes da operação desta terça.

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"Ele tenta jogara culpa nos outros, mas nunca fez qualquer pedido nesse sentido [de atuação das forças federais e da defesa, inclusive com blindados]. Para isso, o governo do Rio de Janeiro teria que fazer uma declaração formal de que as forças locais não têm condições de fazer face o crime", diz.

O ministro afirma que as medidas de intervenção ou GLO são "excepcionais, gravíssimas", pois "substituem a legalidade ordinária pela legalidade extraordinária", e que o ideal é que o Estado consiga controlar a crise de segurança.

Coronel defende pesquisa exclusiva com prefeitos para escolha de candidato ao Senado

A posição do parlamentar surge após o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), outro interessado na vaga,
O senador Angelo Coronel (PSD) defendeu nesta terça-feira (29), em conversa com o Política Livre, que a definição dos candidatos ao Senado na chapa encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) seja feita com base em pesquisa junto aos prefeitos da Bahia, e com a população em geral.

A posição do parlamentar surge após o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), outro interessado na vaga, sugerir, na última sexta-feira (24), em entrevista a uma rádio do interior, que a escolha dos nomes seja definida por pesquisa de opinião púvlica.

Para Coronel, o momento político exige um olhar estratégico voltado para o peso dos gestores municipais no processo eleitoral. “Sou favorável a uma pesquisa com os prefeitos da Bahia, que são os agentes responsáveis por levar o voto para a urna. Tanto é que o governo Jerônimo tem tentado trazer o máximo de prefeitos para o seu lado. Isso é uma prova de que o prefeito vai pesar na eleição do candidato”, afirmou o senador.

Para Angelo Coronel, uma pesquisa de opinião pública por amostragem daria vantagem tanto a Rui quando ao senador Jaques Wagner (PT), que pleiteia a reeleição.

"Eu não sou pop star que está sempre na mídia. E não fui governador. Não tive holofotes para toda a população por não ter sido governador, mas estou à disposição de um critério mais lógico. Que se ouça os prefeitos sobre os três nomes colocados e outros que tenham interesse em concorrer ao Senado na base do governo", pontuou.

O senador do PSD, que tem um perfil municipalista que agrada a prefeitos de todas as correntes ideológicas, frisou que não há divergência com Rui Costa nem com Jaques Wagner, mas defendeu coerência na metodologia a ser adotada. “Não tenho problema nenhum. Sendo esse o critério, é só escolher o instituto. Vamos seguir a estratégia do governo: trazer mais prefeitos, porque é o agente que leva o voto para a urna”, reforçou.

PF deflagra operação em condomínios de luxo de Salvador contra desvio de verbas da educação

As ações ocorreram em três locais: o Horto Villaggio Panamby, no Horto Florestal; a Mansão Phileto Sobrinho, no Corredor da Vitória; e o Jardim Apipema.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), uma operação em endereços de alto padrão de Salvador, tendo como alvos empresários ligados ao ramo de comercialização de livros didáticos. As ações ocorreram em três locais: o Horto Villaggio Panamby, no Horto Florestal; a Mansão Phileto Sobrinho, no Corredor da Vitória; e o Jardim Apipema.

Os alvos da PF seriam Ticiano Degasperi, Bruno Degasperi e Neto Degasperi, conhecidos no estado como os “gêmeos dos livros”, pela ampla atuação junto a prefeituras em contratos de venda de material escolar.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal em São Paulo, onde tramita o inquérito que apura supostos desvios de recursos públicos destinados à educação. O foco da investigação é a comercialização de livros didáticos em contratos com prefeituras.

O caso tem ligação com apurações anteriores envolvendo o pai dos investigados, Wilson José da Silva Filho, que em 2018 foi alvo da Operação Prato Feito, voltada a desarticular grupos suspeitos de fraudar verbas da União repassadas a municípios paulistas. Wilson é apontado como dono e sócio de diversas empresas do setor editorial, como Editora Melhoramentos Ltda., BWN Comércio de Livros e Serviços, Editora Casa de Letras e W H Comércio de Confecções.

Na ocasião, as investigações da PF indicaram a existência de um esquema que desviava verbas federais por meio de contratos irregulares firmados com empresas fornecedoras de livros e outros materiais escolares.

Aliados de Trump rejeitam Brasil como mediador de conflito na Venezuela

A proposta do Brasil foi feita pelo presidente Lula (PT) a Trump durante viagem à Malásia
Aliados do presidente Donald Trump rejeitam a ideia de ter o Brasil como mediador do conflito entre os Estados Unidos e a Venezuela. Esse grupo é formado por pessoas ligadas ao secretário de Estado, Marco Rubio, que tem defendido a abordagem belicosa em relação ao ditador Nicolás Maduro.

A proposta do Brasil foi feita pelo presidente Lula (PT) a Trump durante viagem à Malásia, no domingo (26). Dois interlocutores do Departamento de Estado disseram à Folha que a sugestão foi mal recebida porque a abordagem defendida pelos EUA agora não considera negociações diplomáticas. Pelo contrário, Washington manteve conversas com Caracas, até que, no mês passado, Trump mandou interrompê-las. Desde então, a tensão só escalou na América Latina.

Para um grupo no governo Trump, o Brasil não apenas não deve se meter em um assunto liderado pelos EUA, como também não é o interlocutor ideal com Maduro. Aliados de Rubio afirmam que o governo brasileiro tem uma abordagem mais simpática ao ditador, enquanto os EUA têm trabalhado no sentido de mudar o regime venezuelano, inclusive autorizando a CIA a realizar operações com essa finalidade.

Antes de iniciar o encontro com Lula, o americano expressou surpresa com a possibilidade de o assunto ser tratado na conversa. "Eu não acho que vamos discutir Venezuela. Eles [o Brasil] não estão envolvidos em Venezuela. Se eles quiserem, vamos discutir, mas não acho que vamos", disse Trump.

Lula, no entanto, já havia indicado ao americano que trataria do assunto. Em ligação telefônica de cerca de 30 minutos neste mês, o brasileiro mencionou o tema. Disse que defende uma saída diplomática para a questão da Venezuela e que esperava conversar mais com Trump a esse respeito, como a Folha mostrou.

Naquela ocasião, porém, Lula reconheceu que não conversa com Maduro desde a votação que deu ao ditador mais um mandato, sob amplas evidências de fraudes. O brasileiro argumentou que seu governo cobrou reiteradamente a apresentação das atas eleitorais —nunca fornecidas pelo regime.

Depois do encontro entre os líderes no domingo, o chanceler Mauro Vieira contou que Lula afirmou ao Trump que a América do Sul é uma região de paz e que o Brasil estaria disposto a atuar pra a promoção da paz e do entendimento entre as nações.

"[Lula] levantou o tema, disse que a América Latina e América do Sul, especificamente onde estamos, é uma região de paz e ele se prontificou a ser um contato, ser um interlocutor, como já foi no passado, com a Venezuela para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países", afirmou o ministro das Relações Exteriores.

Depois, o presidente confirmou ter tratado do tema. "Estou vendo que as coisas estão se agravando", disse Lula ao relatar sua conversa com Trump. "Acho possível encontrar uma solução se houver disposição de negociação, e o Brasil tem interesse que não haja guerra na América do Sul."

Nesta terça-feira (28), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que as Forças Armadas destruíram mais quatro embarcações no oceano Pacífico supostamente tripuladas por narcotraficantes. Os ataques ocorreram na segunda-feira (27) e mataram 14 pessoas, com uma sobrevivente, relatou Hegseth.

O secretário disse que os bombardeios —três, que atingiram quatro embarcações— foram realizados em águas internacionais. O anúncio da ofensiva, que teria sido a mais letal desde o início das operações, em setembro, eleva o total de ataques na região a 14, com 57 mortos.

A acusação de Trump e de seu governo é que Maduro é um líder de organização criminosa e narcoterrorista. A operação militar é forjada no argumento de impedir a entrada de drogas nos EUA.

Hegseth já comparou os supostos narcotraficantes a terroristas e disse que daria a eles tratamento parecido com o da Al Qaeda. Não há, contudo, evidências de que os alvos dos EUA são de fato ligados a traficantes, e a justificativa, frágil à luz do direito internacional, é criticada por governos da região, opositores americanos e especialistas. Por Julia Chaib/Folhapress

Segunda fase da ‘Operação Fauna Protegida’ desarticula maior rede de tráfico de aves silvestres do país

Ação conduzida pelo MPBA acontece em três estados para cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva e busca e apreensão

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) deflagrou nesta quarta-feira, dia 29, a segunda fase da ‘Operação Fauna Protegida’, para cumprimento de um total de 21 mandados de busca e apreensão e prisões preventivas na Bahia, no Rio de Janeiro e Minas Gerais, contra integrantes da maior organização criminosa de tráfico de aves silvestres do país.

A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPBA, em conjunto com as Promotorias de Justiça Regional Ambiental de Itabuna e Ilhéus, com apoio nas investigações do Ministério Público do Estado do Alagoas (MPAL), por meio do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente (Nudema), e do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MP baiano (Ceama).

Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e quatro de prisão preventiva. Na Bahia, as ações acontecem nos municípios de Monte Santo e Valente; no Rio de Janeiro, em Magé, Guapimirim, Rio das Ostras, Cabo Frio e Casimiro de Abreu; e em Minas Gerais, nas cidades Almenara e Divisópolis.

A organização criminosa é liderada por homem preso em setembro deste ano, durante a primeira fase da operação. A Orcrim é especializada na captura, transporte, receptação e comercialização ilegal de animais silvestres, principalmente aves de canto, com estrutura complexa e ramificada a partir de núcleos bem definidos de fornecedores, transportadores, financiadores e receptadores, operando em larga escala e com divisão de tarefas.

As investigações revelaram que os animais eram “encomendados” por espécie e quantidade, capturados em áreas rurais da Bahia e de Minas Gerais, mantidos em cativeiros precários e transportados para receptadores localizados principalmente no estado do Rio de Janeiro.

A operação integra os esforços nacionais de enfrentamento aos crimes contra a fauna silvestre, promovido pelo projeto Libertas, da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), que visa fortalecer a atuação dos Ministérios Públicos na repressão qualificada ao tráfico de animais e crimes correlatos.

A ação conta com apoio da Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento Especializado (CPE), da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA), além da 16º Batalhão de Polícia Militar (16º BPM), 7ª CIPM e dos Ministérios Públicos de Minas Gerais (MPMG) e do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do MPRJ.

PRF participa da Operação Ressonância, ação integrada de combate a fraudes veiculares na Bahia

A operação, deflagrada nesta terça-feira (28), reúne forças de segurança estaduais e federais no enfrentamento a roubos, furtos e adulterações de veículos
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) participa da Operação Ressonância, deflagrada nesta terça-feira (28) pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), em parceria com as Polícias Civil, Militar e Técnica, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A ação tem como foco o combate a fraudes veiculares, como roubos, furtos e adulterações, além da recuperação de veículos utilizados por organizações criminosas para a prática de diferentes crimes.

As equipes empregadas na operação realizam abordagens e averiguações com apoio de tecnologia de ponta, utilizando um scanner de diagnóstico capaz de fazer a leitura de informações dos sensores e sistemas eletrônicos dos veículos. Esses dados são cruzados com as bases de inteligência da SSP e da Senatran, permitindo detectar possíveis adulterações ou clonagens de forma rápida e precisa.
A PRF tem papel estratégico na operação, que conta com a atuação do Núcleo de Operações Especiais (NOE) na Bahia, reforçando o trabalho integrado e de alta complexidade desenvolvido pela instituição no enfrentamento ao crime.

Somente em 2025, a PRF já recuperou 476 veículos roubados ou furtados no estado, resultado do trabalho contínuo de fiscalização e investigação das equipes especializadas.

Os policiais rodoviários federais passam por capacitações constantes para aprimorar técnicas de identificação de fraudes veiculares, fortalecendo a capacidade operacional da instituição e garantindo maior eficiência na recuperação de veículos e combate às adulterações.

A Operação Ressonância representa a integração entre os órgãos de segurança estaduais e federais, unindo esforços para desarticular redes criminosas e aumentar a efetividade das ações de combate ao crime organizado na Bahia.

Justiça e Segurança

Ação conjunta resulta em prisões por duplo homicídio e tentativa de homicídio em Itamaraju

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial (DT) de Itamaraju, em ação integrada com a Polícia Militar, prendeu nesta terça-feira (28) quatro suspeitos de envolvimento no duplo homicídio de Alberto Carlos dos Santos, de 59 anos, e Amauri Sena dos Santos, de 37, além da tentativa de homicídio de um homem de 35 anos, ocorridos na localidade de Pedra Mole, zona rural do município.

As diligências foram iniciadas após denúncias de invasão de terras e possível conflito fundiário entre indígenas e posseiros. Ao chegarem ao local, as equipes encontraram duas vítimas já sem vida e foram informadas sobre uma terceira, que foi socorrida ao hospital municipal, onde permanece internada.

Durante a ação, foram apreendidas armas de fogo, munições e um veículo utilizado pelos suspeitos. Um dos conduzidos foi autuado em flagrante por homicídio, enquanto os demais respondem por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do fato bem como responsabilizar demais envolvidos no crime. Os suspeitos foram conduzidos à DT de Itamaraju, onde passaram pelos exames legais e permanecem à disposição da Justiça.
Fonte: Paloma Simina/Ascom-PCBA

Governador Jerônimo autoriza concursos para contratação de 890 novos servidores

Certames preveem vagas para carreiras nas áreas de Meio Ambiente, Fisco, Procuradoria e Gestão Governamental
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) anunciou, nesta terça-feira (28), a autorização para a realização de oito novos concursos públicos que irão viabilizar o provimento de 890 vagas em 16 diferentes carreiras da administração pública estadual durante cerimônia em celebração ao Dia do Servidor Público, em Salvador. A medida irá possibilitar a renovação de quadros efetivos essenciais para o funcionamento da máquina pública em áreas do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Obras Públicas, Fisco, Regulação, Políticas Públicas e Gestão Governamental, Procuradoria e Produção de Informações Econômicas, Sociais e Geoambientais.

“Eu prometi que no dia do servidor público nós anunciaríamos um conjunto de concursos. Nós teremos concursos para áreas estratégicas da administração pública em setores jurídicos e técnicos, como para o Meio Ambiente, por exemplo, e semana que vem, no máximo, eu farei outro pacote de ações para segurança pública, e é possível que lá também a gente possa anunciar concursos para a área”, afirmou o governador.

Com previsão de contratações a partir de janeiro de 2027, os novos concursos visam, principalmente, a recomposição de carreiras típicas do Estado, como auditor fiscal e procurador, cujas atribuições não podem ser exercidas por trabalhadores terceirizados ou servidores contratados via Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). Além disso, a iniciativa atende a demandas específicas de órgãos que não passaram por renovação em seus quadros de efetivos ao longo dos últimos anos.

Vagas - A Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA) terá 100 oportunidades para o cargo de Auditor Fiscal e outras 100 para o cargo de Agente de Tributos. Para a Procuradoria Geral do Estado (PGE), o planejamento é de um concurso com 135 vagas, contemplando os cargos de procurador (20), assistente (50) e analista de procuradoria (65).

Um total de 110 técnicos e especialistas em Meio Ambiente e Recursos Hídricos serão selecionados por meio de certame para atuação na Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) e no Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Outras 120 vagas para os cargos de especialista e técnico em obras públicas estão sendo criadas para atuação nas secretarias da Administração, Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano. A Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab) conta com a oferta de 160 vagas para Fiscal Estadual Agropecuário e 40 para o cargo de técnico em fiscalização agropecuária.

Em paralelo, serão abertos concursos para os cargos de especialista e técnico em regulação (40 vagas), especialista em políticas públicas e gestão governamental (50) e especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais (35). Os selecionados serão absorvidos pela Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa) e pelas secretarias da Administração (Saeb) e Planejamento (Seplan) e irão recompor os quadros de servidores efetivos da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Comando Vermelho manda fechar ruas em resposta a operação policial e paralisa o Rio

Vias foram bloqueadas em diferentes regiões da cidade; mais de 50 ônibus foram roubadosOperação nos complexos da Penha e Alemão é a mais letal da história do estado

Diferentes regiões da cidade do Rio de Janeiro têm ruas fechadas na tarde desta terça-feira (28) em decorrência da operação policial nos complexos da Penha e do Alemão. Há relatos de caminhões e ônibus atravessados nas pistas e barricadas com pneus em chamas.

A Folha apurou que o Comando Vermelho exigiu o fechamento de vias importantes da cidade como protesto pela ação, que tentou prender as principais lideranças da facção e deixou ao menos 64 mortos —dos quais 60 são apontados como suspeitos pelo governo estadual. Outras 4 vítimas são policiais. É a operação mais letal da história do estado.

A ação também tem 81 presos e 72 fuzis apreendidos.

Caminhões e ônibus foram roubados e atravessados em avenidas. O número de ônibus afetados foi tão grande que a Rio Ônibus, concessionária responsável pelas empresas, parou de contar as ocorrências.

"Devido a alta recorrência de ônibus utilizados como barricadas em diferentes pontos da cidade, o Rio Ônibus informa que não há mais como apurar todas as ocorrências."

O último balanço divulgado pelo sindicato registrava mais de 50 coletivos usados como barricadas e mais de 120 linhas com itinerários afetados até o início da tarde. As ações ocorrem em diversas regiões da cidade, entre elas Anchieta, Méier, Serra Grajaú-Jacarepaguá, avenida Brasil, Linha Amarela, Cidade de Deus, Chapadão, Engenho da Rainha, Complexo do Alemão e Penha.

Segundo a Polícia Militar, a operação tinha como alvo suspeitos apontados como lideranças do Comando Vermelho, entre eles Thiago do Nascimento Mendes, o Belão, acusado pelo governo estadual de estar por trás dos confrontos entre CV e TCP (Terceiro Comando Puro) em Costa Barros, na segunda (27).

O intenso tiroteio começou ainda no início da manhã, nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da cidade. No início da tarde, contudo, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio e o CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), da Polícia Militar, receberam alertas de interdições em vias.

A Linha Amarela, uma das principais vias expressas da cidade, responsável por ligar as zonas norte, oeste e sudoeste, foi interditada, com presença de viaturas da PM. A interdição nos dois sentidos durou dez minutos.

Pessoas na via colocaram madeiras, pedaços de plástico e ferro para interditar.

Carros voltaram na contramão na avenida Brasil, por risco de fechamento da via. Uma ocorrência policial também fechou a estrada Grajaú-Jacarepaguá, que conecta a Grande Tijuca aos bairros de Jacarepaguá e Barra.

A Polícia Militar informou que suspendeu o expediente administrativo e colocou todos os batalhões de prontidão, com orientação para reforçar o policiamento nas principais vias e áreas de grande circulação.

Por causa da onda de violência, o comércio começou a fechar em bairros da zona norte, como a Tijuca.

O COR (Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio) informou que a cidade entrou no estágio 2 de atenção devido a ocorrências policiais que acontecem na cidade, na tarde desta terça-feira.

Por segurança, os servidores do município do Rio foram liberados mais cedo, e a Câmara Municipal também encerrou as atividades nesta tarde. Além do setor público, empresas privadas também dispensaram funcionários mais cedo.

Instituições de ensino como UFRJ, UFF, UERJ e Faetec suspenderam as aulas.

Segundo o COR, o fluxo de volta para casa começou quatro horas antes do habitual nesta terça (28). O aumento no trânsito teve início por volta de 12h, quando normalmente ocorre a partir das 16h. O pico de movimentação foi registrado às 15h30, bem antes da média de uma terça-feira normal, que costuma ser às 18h45.

Com a paralisação parcial do transporte por ônibus, as estações de metrô, trem, BRT e barcas ficaram lotadas. As concessionárias anteciparam a operação de horário de pico para tentar atender à alta demanda de passageiros. Muitas pessoas, porém, resolveram voltar para casa a pé, diante da dificuldade dos coletivos de chegar aos pontos de embarque. No terminal Alvorada, do BRT, na zona sudoeste, passageiros desistiram de esperar e enfrentaram mais de cinco quilômetros de caminhada para conseguir voltar para casa.
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Operação contra Comando Vermelho tem ao menos 64 mortos, barricadas e bombas lançadas por drones no RJ

Uma ação policial realizada nesta terça-feira (28) deixou ao menos 64 pessoas mortas no Rio de Janeiro, na operação mais letal da história do estado. Segundo o governo Cláudio castro (PL), as forças de segurança atuam nos complexos do Alemão e da Penha contra a expansão territorial do Comando Vermelho.

Até agora, a operação mais letal da história do Rio era o massacre do Jacarezinho, em maio de 2021, com 28 mortos, entre eles um policial. Três das quatro ações mais violentas da história fluminense foram realizadas sob Castro.
Do total de vítimas desta terça, ao menos 60 são apontadas pela polícia como suspeitas de serem criminosas. Além disso, dois policiais civis e dois policiais militares também morreram na ação. O número exato de mortos ainda está sendo contabilizado. Juntos, o Alemão e a Penha abrigam 26 comunidades.

A megaoperação policial tenta cumprir 69 mandados de prisão em 180 endereços. Até a tarde desta terça, 81 pessoas foram presas, e 72 fuzis foram apreendidos. Além dos mortos há seis baleadas, incluindo três que não são considerados suspeitos pela polícia, incluindo uma mulher que estava dentro de uma academia.
Em resposta à operação, o Comando Vermelho ordenou o fechamento de ruas, e mais de 50 ônibus foram roubados. Com isso, diversas vias foram bloqueadas, e parte da cidade parou.

"Essa operação de hoje tem muito pouco a ver com segurança pública. É um estado de defesa. Não é mais só responsabilidade do estado, excede as nossas competências. Já era pra ter um trabalho de integração com as forças federais. O Rio está sozinho", afirmou o governador.

De acordo com Castro, essa é a maior operação da história das forças de segurança do estado.

"Uma operação que teve início no cumprimento de mandados judiciais, mais de um ano de investigação, mais de 60 dias de planejamento. Uma operação do estado contra narcoterroristas– quem faz o que eles fazem são narcoterroristas. Já temos relatos de tentarem fechar a avenida Brasil e outras vias para desviar a atenção. Há grande possibilidade de lideranças encurraladas, detidas ou neutralizados", afirmou.

Segundo o governo do estado, criminosos usaram drones para lançar bombas contra as equipes policiais e a população, no Complexo da Penha, para atrasar o avanço da operação.

Em entrevista coletiva, Castro teceu críticas ao governo federal, a quem acusou de não se preocupar com a segurança pública.

Ele chamou de maldita a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635, conhecida como ADPF das Favelas, movida pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) no STF (Supremo Tribunal Federal), e que questiona a política de segurança pública do estado, marcada pela alta letalidade policial em comunidades. Para o governador, a ação limita as operações nas favelas e foi responsável pela expansão do crime organizado.

Ainda de acordo com o governo, na ação foi preso um líder do Comando Vermelho, responsável pela guerra do Chapadão.

Diversas barricadas foram colocadas nas vias pelos criminosos para impedir a entrada das forças policiais.

"A operação visa combater a expansão territorial do Comando Vermelho e capturar lideranças criminosas do Rio de Janeiro e de outros estados", diz nota divulgada pelo governo do estado.

Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes, a expansão do Comando Vermelho foi investigada durante um ano.

Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio de Janeiro, por estar localizado próximo a vias expressas e ser ponto estratégico para o escoamento de drogas e armamentos, o complexo de favelas se tornou uma das principais bases do projeto expansionista do Comando Vermelho, especialmente em comunidades da região de Jacarepaguá.

Ao todo, a Promotoria denunciou 67 pessoas pelo crime de associação para o tráfico, e três homens também foram denunciados por tortura.

Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como a principal liderança do Comando Vermelho no Complexo da Penha e em outras comunidades da zona oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento, também foi denunciado. Um dos presos na ação dessa terça é o operador financeiro do Doca, segundo a operação.

Segundo a denúncia, também exercem liderança na associação criminosa Pedro Paulo Guedes, conhecido como Pedro Bala; Carlos Costa Neves, o Gadernal; e Washington Cesar Braga da Silva, o Grandão.

A reportagem não teve acesso as defesas deles.

De acordo com a Promotoria, eles dão ordens sobre o tráfico de drogas, determinam as escalas dos criminosos nas biqueiras e nos pontos de monitoramento, e ordenam os assassinatos daqueles que contrariam seus interesses.

Além deles, foram denunciados 15 homens que gerenciam o tráfico e são responsáveis pela contabilidade, abastecimento, entre outras funções. Os outros denunciados, segundo a ação penal, atuavam como "soldados", realizando o monitoramento e a segurança armada. A denúncia foi recebida e os mandados foram expedidos pelo Juízo da 42ª Vara Criminal da Capital.

Victor Santos, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, afirmou, na manhã desta terça-feira (28), que não há como o estado enfrentar o crime organizado sozinho.

"Estamos falando de 9 milhões de metros quadrados de desordem urbana [nos complexos do Alemão e da Penha], com becos intransitáveis, casas irregulares e criminosos que dominam o território. É impossível enfrentar isso apenas com o efetivo do estado", afirmou o secretário ao Bom Dia Rio, da TV Globo.

Por parte da Polícia Civil, participam da operação agentes da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), delegacias especializadas, distritais e o Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e Subsecretaria de Inteligência. Da Polícia Militar participam o COE (Comando de Operações Especiais) e unidades da capital e da região metropolitana.

Drones, dois helicópteros, 32 veículos blindados terrestres e 12 veículos de demolição, além de ambulâncias, estão entre os equipamentos utilizados pelos policiais.

Moradores dos complexos do Alemão e da Penha relatam tiroteios e dificuldade para sair de casa desde o início da manhã.

Na Vila Cruzeiro, na Penha, policiais ocupam com blindados todos os acessos à favela. Moradores passam caminhando mesmo escutando tiros. Já motos são proibidas e, aos gritos, os agentes mandam retornar. Baús e mochilas são revistadas. Mototaxistas gritam xingamentos aos agentes ao se afastarem das barreiras policiais.

Um morador, com uma camisa que uma inscrição sobre a paz, passou caminhando devagar ao lado dos agentes, enquanto disparos de fuzil eram ouvidos a cerca de 300 metros.

Ele disse à Folha que passa rezando, que é só rezar que a paz chega. Segundo o homem, que não quis se identificar, ele mora desde que nasceu na Vila Cruzeiro, há 63 anos, e costuma rezar sempre.

Pela imprensa, alguns agentes foram informados da morte de dois agentes da corporação. "O Máscara (apelido de um dos agentes) estava no meio do mato. Vai ganhar bravura, merecido", disse um, se lamentando.

Por volta de meio-dia, um grupo de 26 presos desceu com a Polícia Militar, entre eles, alguns menores.

Eles foram levados em um ônibus para a Cidade da Polícia.

Na porta do Núcleo de Acolhimento à Família do Hospital Estadual Getúlio Vargas duas famílias choravam. Uma era abraçada por policiais civis e agradecia aos pêsames. Eram parentes de um dos agentes mortos. A outra familia tentava autorização para visitar um dos baleados que estava sob custódia. Eles não quiseram dar entrevistas.

Até o momento, cinco unidades de saúde que atendem a região da Penha e do Complexo do Alemão suspenderam o início do funcionamento e avaliam se poderão abrir nas próximas horas. Uma clínica da família mantém o atendimento à população, porém, as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas. Por Folhapress

PF captura foragido, prende cinco pessoas por tráfico e apreende quase 60 kg de drogas

Guarulhos/SP. A Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, realizou ações entre os dias 23 e 26 de outubro que resultaram na captura de um foragido da Justiça, na prisão de cinco pessoas por tráfico internacional de drogas e na apreensão de quase 60 kg de entorpecentes. As operações contaram com o apoio de cães farejadores, sistemas de alerta e aparelhos de raios-x.

Na sexta-feira (24/10), um homem procurado pela Justiça do Estado de São Paulo foi preso no controle migratório, após alertas emitidos pelos sistemas da PF. O detido foi apresentado à autoridade competente.

Entre os dias 23 e 26 de outubro, cinco pessoas foram presas em flagrante por tráfico internacional de drogas, policiais federais identificaram, com o auxílio de cães farejadores e raios-x, uma mala suspeita no porão de bagagens despachadas com destino à França. A proprietária, uma brasileira, foi localizada e presa após a descoberta de 3 kg de cocaína em fundo falso. Um brasileiro que tentava embarcar para a Tailândia, foi preso no controle migratório com quase 3 kg de cocaína costurados no forro de sua mochila.

Uma brasileira que embarcaria para a França, foi flagrada com 10 volumes de cocaína ocultos sob suas roupas. Em duas ações distintas, também com o apoio de cães farejadores, um inglês de 77 anos, com destino à República de Uganda, foi preso transportando 7 kg de cocaína ocultos em embalagens de produtos alimentícios, e um cidadão francês, de 60 anos, que viajaria para Lanarca, no Chipre, foi detido com quase 3 kg da droga costurados nos forros de cinco bolsas femininas.

Ainda no domingo (26/10), a PF foi acionada por funcionários de uma companhia aérea sobre duas malas suspeitas inseridas indevidamente no porão de bagagens de uma aeronave com destino à França. As bagagens foram periciadas e continham 41 kg de cocaína em formato de tijolos, além de rastreadores, celular e power bank.

Um procedimento policial foi instaurado para identificar os responsáveis pela inserção e os proprietários da substância ilícita.

Todos os presos por tráfico foram apresentados à Justiça Federal e poderão responder pelo crime de tráfico internacional de drogas.

Comunicação Social no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos
Superintendência da Polícia Federal em São Paulo

PF apreende embarcação carregada com 50 mil maços de cigarros em Missal/PR

Foz do Iguaçu/PR. Uma ação conjunta da Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Civil resultou, na madrugada desta terça-feira (28/10), na apreensão de uma embarcação carregada com aproximadamente 50 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai, na região oeste do Paraná.

Durante patrulhamento de rotina no lago de Itaipu, a equipe policial avistou uma embarcação atravessando o canal vinda do Paraguai em direção à margem brasileira. Diante da movimentação, os policiais aproximaram-se para realizar a abordagem e interceptaram o barco já na margem, na localidade da Vila Natal.

O condutor da embarcação fugiu para a mata, abandonando o barco, que estava carregado com cerca de 100 caixas de cigarros paraguaios, totalizando 50 mil maços.

A embarcação e a carga apreendidas foram encaminhadas à Receita Federal em Foz do Iguaçu para os procedimentos legais cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR

PF apreende mais de 200 kg de drogas em Corumbá/MS

Campo Grande/MS. A Polícia Federal apreendeu drogas em duas ocorrências distintas, realizadas na noite de segunda-feira (27/10) e na sexta-feira (24/10) no município de Corumbá/MS.

Durante as diligências, os policiais federais localizaram, em um veículo, 186 kg de maconha e 27 kg de cocaína, além de materiais utilizados para o armazenamento e pesagem dos entorpecentes.

Todo o material apreendido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Corumbá para os procedimentos cabíveis.

As investigações continuam para identificar os responsáveis pelas drogas e eventuais receptadores.

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul

Prefeitura promoveu curso que fortaleceu praticas agro- ecológicas em Ipiaú

A Prefeitura de Ipiaú, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com o Sebrae, realizou , nessa quinta-feira, 23, na Horta Comunitária, um Curso de Técnicas Sustentáveis, voltado para o fortalecimento das práticas agrícolas ecológicas no município.

A capacitação direcionada aos agricultores da Horta Comunitária, Fazenda do Povo e Assentamento Carlos Mariguella , foi ministrada pelo consultor do Sebrae, Thiago Campos que se destaca como referência nacional em agricultura orgânica.
Durante o curso o consultor compartilhou experiências e métodos aplicáveis à realidade dos produtores locais, incentivando a adoção de técnicas mais limpas e produtivas, a exemplo da compostagem, manejo sustentável do solo e dos recursos naturais, reuso de águas residuais, além de planejamento agrícola com foco na sustentabilidade.

COMPROMISSO DA GESTÃO
A prefeita Laryssa Dias prestigiou o evento com sua presença. Na oportunidade ela assegurou que a iniciativa reforçou o compromisso da sua gestão com a sustentabilidade e a educação ambiental proporcionando aos participantes mais conhecimento a respeito de ferramenta simples e extremamente eficazes no reaproveitamento de resíduos.

O secretário Poleandro Silva, da Agricultura e Meio Ambiente reiterou que a ação integra as políticas públicas do município voltadas para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar, promovendo conhecimento e valorizando quem trabalha no campo

COMPOSTAGEM

No tocante à compostagem o consultor do Sebrae abordou desde os conceitos fundamentais até a montagem das leiras, organização das camadas orgânicas, controle de temperatura e tempo de maturação do composto. Os participantes também puderam acompanhar orientações sobre o monitoramento técnico adequado durante todo o processo. ( José Américo Castro/Decom-PMI).

Influenciadora digital e empresária da moda é investigada por estelionato, lavagem de dinheiro, jogos de azar e propaganda enganosa

Uma empresária do ramo da moda e influenciadora digital foi alvo, nesta terça-feira (28), de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil. As ações ocorreram em um condomínio residencial no bairro Alto da Boa Vista e em uma loja localizada em uma galeria comercial na Avenida Lauro de Freitas, ambos os endereços de propriedade da investigada, em Vitória da Conquista.

Na operação, foram apreendidos quatro aparelhos celulares, dois computadores e um tablet. De acordo com as investigações, a mulher, de 46 anos, mantinha perfis nas redes sociais com mais de 100 mil seguidores, usados para divulgar rifas e jogos de azar na modalidade digital. As apurações indicam ainda que os valores obtidos nessas práticas ilícitas eram possivelmente lavados por meio de uma loja do segmento de moda e vestuário.

A Justiça determinou também o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras e bens da investigada. Todo o material coletado será encaminhado para a perícia, a fim de subsidiar a identificação das vítimas e a quantificação dos valores envolvidos.

A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Vitória da Conquista, unidade integrante do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC). As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal do município.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom-PCBA

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