Lula afirma que 2026 vai ser um ano sagrado e que a esquerda não sabe falar com pessoas evangélicas

O presidente Lula (PT) afirmou, na noite desta quinta-feira (16), que 2026 será um ano sagrado e cobrou que a esquerda saiba convencer o povo e conversar com diferentes setores, como os evangélicos.

Lula discursou no 16º Congresso do PCdoB, no centro de convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O presidente se sentou ao lado da ministra e presidente do PCdoB, Luciana Santos (Ciência e Tecnologia). O PCdoB integra uma federação com o PT e o PV.

“2026 é um ano sagrado. Nós temos que fazer as coisas diferente. […] Evangélico não é contra nós, nós é que não sabemos falar com eles. O erro está na gente, não está neles. […] Nós nos distanciamos do povo”, disse o presidente, que admitiu mais uma vez que deve ser candidato à reeleição.

Mais cedo, nesta quinta, Lula recebeu representantes da Assembleia de Deus Ministério de Madureira no Palácio do Planalto. O encontro teve a participação do deputado federal Cezinha da Madureira (PSD-SP) e do advogado-geral da União, Jorge Messias, evangélico e favorito a vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal).

No congresso do PCdoB, o petista afirmou que o desafio da reconstrução da democracia passa por conseguir fazer com que a mensagem da esquerda seja compreendida.

“Nossa linguagem e nosso discurso estão muito distantes do nível de compreensão de milhões de pessoas que gostariam de nos escutar. […] Nosso desafio é convencer os outros, que ainda não são nossos, a vir com a gente”, disse.

“A gente não tem que dar muita importância para a Faria Lima, nosso discurso é para o povo”, afirmou Lula, cobrando “uma linguagem que as pessoas saibam”.

Segundo o presidente, o discurso progressista é feito apenas para ativistas. “A gente se esquece de falar para milhões de pessoas que não são organizadas e muitas vezes até gostariam de participar, mas nem são convidadas”.

O petista também chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “figura politicamente grotesca”.

Ele voltou a dizer que os resultados eleitorais da esquerda para a Presidência da República deveriam se refletir também na eleição para deputados e, pelo segundo dia seguido, criticou o Congresso, afirmando que nunca esteve tão ruim como hoje.

“Esses dias eles aprovaram uma PEC que protegia quadrilha. Que loucura é essa?”, questionou em referência à PEC da Blindagem.

Mais uma vez, Lula cobrou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), casse o mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Lula ainda comentou a investida de Donald Trump na Venezuela. “Todo mundo diz que a gente vai transformar o Brasil na Venezuela. O Brasil nunca vai ser a Venezuela, e a Venezuela nunca vai ser o Brasil. Cada um será ele. O que nós defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino. E não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite do que vai ser a Venezuela ou vai ser Cuba”.

Participaram do evento a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais); o ministro Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social); o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), do PSD; o ministro Wolney Queiroz (Previdência Social), do PDT; o presidente do PT, Edinho Silva; o prefeito do Recife e presidente do PSB, João Campos; a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP); e uma série de parlamentares de siglas de esquerda.

O evento teve ainda a presença de representantes dos partidos comunistas da China e de Cuba.

Luciana Santos e João Campos reforçaram a aliança do PCdoB e do PSB com Lula para a eleição de 2026.

“A palavra de ordem no nosso partido é frente ampla e isolar a extrema direita no nosso país”, disse a dirigente do PC do B. Em seu discurso, ela repudiou as ingerências dos EUA na Venezuela e afirmou que “se precipita um clima de guerra no Caribe”. “Estamos sob ataque de um país que se julga dono do mundo”, emendou.

Luciana também criticou a manutenção da alta taxa de juros pelo Banco Central. Lula liberou seus auxiliares a ampliarem as críticas à gestão de Gabriel Galípolo.

Em seu discurso, Edinho defendeu a reeleição de Lula em 2026 e a “construção de um amplo campo de alianças com as forças democráticas” para “dizer ao mundo que no Brasil o fascismo não tem vez”.

O presidente do PT afirmou que o fascismo foi derrotado em 2022 e a tentativa de golpe de 2023 também foi derrotada, mas emendou: “nós ainda não impusemos a derrota final à extrema direita no Brasil”.

Edinho ainda comentou o que chamou de ameaças do presidente dos EUA à América Latina. “É inaceitável as ameaças que foram feitas ontem contra o governo da Venezuela e o povo venezuelano”, disse.

Carolina Linhares/Folhapress

Toffoli autoriza PF a buscar documentos em vara federal que foi de Moro

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou, em decisão do último dia 6 de outubro, a Polícia Federal a fazer diligências na 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), na qual trabalhou o então juiz Sergio Moro, no âmbito das investigações de acusações feitas pelo ex-deputado estadual Tony Garcia contra o atual senador.

Garcia afirma ter sido obrigado a gravar pessoas de forma ilegal a pedido de Moro durante investigações do caso Banestado, em dezembro de 2004, como parte de seu acordo de delação premiada.

Segundo o ex-deputado, o então juiz promoveu “diligências investigativas clandestinas contra autoridades detentoras de foro por prerrogativa”, incluindo o então governador do Paraná e ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Moro nega as acusações.

O ex-deputado afirma ainda que documentos hoje em poder da antiga vara judicial de Moro podem ajudar a corroborar suas acusações. Em sua decisão, Toffoli concordou com o exame do material.

“Defiro sejam empreendidas pela autoridade policial as diligências propugnadas, visando autorizar o exame in loco dos processos ali relacionados, documentos, mídias, objetos e afins relacionados às investigações”, afirma o ministro.

Toffoli também manteve o inquérito no STF, contrariando pedido do senador, que argumenta que os fatos analisados são anteriores a seu mandato.

Em nota, a defesa de Moro diz que não teve acesso aos autos do inquérito, “instaurado com base em um relato fantasioso de Tony Garcia”.

Segundo o senador, não houve qualquer irregularidade no processo de 20 anos atrás. “O senador não tem qualquer preocupação com o amplo acesso pelo STF aos processos que atuou como juiz. Essas diligências apenas confirmarão que os relatos de Tony Garcia são mentirosos”, afirmou.

Fábio Zanini/Folhapress

PM erradica cerca de 14 mil pés de maconha em Curaçá

Na manhã desta quinta-feira (16), policiais militares da 45ª CIPM, durante cumprimento da Operação Força Total, erradicaram cerca de 14 mil pés de maconha na zona rural do município de Curaçá.

As guarnições atuaram na diligência, que visou a localização e erradicação do plantio de drogas na localidade conhecida como Ilha Unha de Gato. Após receberem informações, os policiais militares realizaram o mapeamento de toda a área, com a identificação de uma roça com a grande quantidade do plantio ilegal.

Os pés de maconha foram incinerados, com prévia coleta de amostras que foram encaminhadas às autoridades competentes.


A ocorrência foi formalizada na delegacia do município.

📸 Imagens: 45ª CIPM

Operação Solo Seguro combate tráfico e armamento pesado em Salvador

                Fuzis, revólver e grande quantidade de entorpecentes são apreendidos

A Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (2ª DTE/Central), unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), deflagrou na manhã desta quinta-feira (16) a Operação “Solo Seguro”, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso envolvido no tráfico de drogas e no fornecimento de armamento de grosso calibre.

Durante a ação, foram apreendidos dois fuzis calibre .762, um fuzil calibre .556, três carregadores municiados, um revólver calibre .38, nove tabletes de maconha prensada, aproximadamente 1.700 pinos de cocaína, 130 pedras de crack e 62 papelotes de maconha. Todo o material foi recolhido e encaminhado ao DENARC para perícia e demais procedimentos legais.

Uma pessoa foi presa em flagrante por envolvimento com a organização criminosa. As diligências resultam de investigações que identificaram a atuação de integrantes do grupo, que vinham realizando incursões armadas, conhecidas como “bondes”, em bairros dominados por grupos rivais, com o objetivo de expandir sua área de atuação.

A Operação Solo Seguro contou com o apoio dos Serviços de Investigação (SI) da sede, da 1ª DTE/Atlântico e da 3ª DTE/BTS. As investigações seguem em andamento, visando identificar outros envolvidos e desarticular completamente a estrutura criminosa responsável pelo arsenal apreendido.

Fonte
Pedro Moraes / Ascom-PCBA

Fux abandona plenário do Supremo durante críticas de Gilmar à Lava Jato

O embate entre os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux durante o intervalo do julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) de quarta-feira (15) se estendeu durante a sessão no plenário do tribunal.

O Supremo julgava um processo sobre os valores obtidos através de condenações em ações públicas na Justiça do Trabalho não serem destinados a um fundo específico, como prevê a legislação.

Gilmar usou o caso para renovar suas críticas à Lava Jato, lendo mensagens trocadas entre procuradores e acusando-os de cretinos. Fux, com quem havia discutido havia minutos, levantou-se da cadeira e deixou o plenário para não mais retornar.

O decano do Supremo fez a ligação entre os dois temas ao se recordar que, durante a Lava Jato, os procuradores responsáveis pela investigação decidiram criar um fundo bilionário, bancado com recursos recuperados da Petrobras e administrado pela força-tarefa para patrocinar projetos de cidadania e anticorrupção.

“O principal exemplo de desvio flagrantemente ilegal de recursos que deveria servir à recomposição de danos de atos ilícitos é, sem dúvida, o que se observou no âmbito da tal Operação Lava Jato, em que foram verificadas até mesmo tentativa de apropriação de verbas bilionários com criação de fundos que seriam administrados pelos procuradores de Curitiba”, disse.

“O Brasil produziu, presidente, nesse período de Lava Jato e quejandos —e é uma singularidade brasileira, uma jabuticaba— um tipo de combatente, ministro Zanin, de corrupção que gosta muito de dinheiro. É uma singularidade”, completou.

Gilmar entrou no assunto por esse caminho, comparando o uso irregular de recursos que deveriam ir a um fundo público. Citada a Lava Jato, o ministro passou a ler mensagens trocadas entre procuradores e avançar sobre temas diversos ao processo em julgamento.

Ele disse que procuradores tentaram montar um esquema internacional para compartilhamento ilegal de provas, citou “entrega de provas em saco de supermercado” e chamou a gestão do ex-chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República) Rodrigo Janot de “triste memória”.

O voto de Gilmar durou pouco menos de 50 minutos. Fux deixou o plenário do Supremo logo no início. Após o decano do tribunal terminar sua fala, foram feitas poucas intervenções e o presidente da corte, Edson Fachin, encerrou a sessão.

Um ministro afirmou à reportagem, sob reserva, que a retirada de Fux foi percebida pelos colegas como um ato de repúdio a Gilmar. O clima na corte seguiu tenso nesta quinta-feira (16). Gilmar e Fux, procurados, não se manifestaram.


No intervalo da sessão, pouco depois das 16h, Gilmar questionou Fux, de forma irônica, sobre ele ter suspendido o julgamento de um recurso em que Sergio Moro tenta reverter decisão que o tornou réu pelo crime de calúnia contra o próprio Gilmar.

O placar da Primeira Turma estava em 4 a 0 contra Moro. Fux pediu mais tempo para analisar o processo. De acordo com relatos da conversa, Gilmar disse a Fux: “Vê se consegue fazer um tratamento de terapia para se livrar da Lava Jato”.

Em seguida, ele afirmou que o colega deveria “enterrar” o assunto “do Salvador”, referindo-se a um ex-funcionário do gabinete de Fux, José Nicolao Salvador, citado numa proposta de delação premiada na década passada, e demitido pelo magistrado em 2016.

De acordo ainda com relatos, Fux reagiu. Respondeu que tinha pedido vista do caso de Moro para examiná-lo melhor e que também estava contrariado com Gilmar, que falaria mal dele em diversos lugares e ocasiões.

Gilmar afirmou que isso era verdade, mas que falava mal de Fux publicamente, e não pelas costas, por considerá-lo uma figura lamentável. E deu como exemplo o julgamento de Jair Bolsonaro, dizendo que Fux “impôs aos colegas [da Primeira Turma] um voto de 12 horas que não fazia o menor sentido”, finalizando por absolver o ex-presidente e “condenar o mordomo [o tenente-coronel Mauro Cid, por tentativa de abolição do Estado democrático de Direito]”, o que teria deixado “todo mundo” chateado.

Fux, segundo ainda relatos, defendeu seu voto, afirmando que era o que tinha que fazer diante do que entendia ser um massacre sofrido pelos réus da trama golpista.

Cézar Feitoza/Folhapress

Lula recebe pastores evangélicos no Planalto com participação de Messias, favorito ao STF

O presidente Lula (PT) recebeu nesta quarta-feira (16) o bispo Samuel Ferreira e outros representantes da Assembleia de Deus Ministério de Madureira.

Realizado no Palácio do Planalto, o encontro teve a participação do deputado federal Cezinha da Madureira (PSD-SP), da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e do advogado-geral da União, Jorge Messias, evangélico e favorito a vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em uma rede social, Gleisi afirmou que o grupo orou pelo Brasil e pelo presidente, e que os visitantes presenteram Lula com a Bíblia do Culto do Ministro e a edição de ouro do Centenário de Glória da Igreja.

Folhapress

PF deflagra nova fase da Operação Overclean contra fraudes e corrupção em contratos públicos

Ação conjunta com a CGU e a Receita Federal cumpre mandados na Bahia e no Rio de Janeiro
Salvador/BA. A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou, nesta quinta-feira (16/10), a sétima fase da Operação Overclean, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, uma medida cautelar de afastamento de agente público do cargo e o sequestro de valores obtidos de forma ilícita, nas cidades de Salvador (BA), Riacho de Santana (BA), Wenceslau Guimarães (BA) e Arraial do Cabo (RJ). As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia

‘Empresa que não cuidar da saúde mental de funcionários será penalizada’, alertam especialistas

Governo vai fiscalizar e multar a partir de 2026; Evento na Bahia vai orientar segmento
A partir do ano que vem, ansiedade, estresse, burnout e outros riscos à saúde mental causados no ambiente de trabalho podem render penalização. A Nova Norma Regulamentadora 1 (NR-1), atualizada pelo Ministério do Trabalho e que entra em vigor em maio de 2026, obriga empresas de todo o país a identificar e gerenciar riscos psicossociais dos funcionários. Nesta terça-feira (14), especialistas baianos alertaram sobre as implicações da NR-1 e deram dicas de como se adequar e promover um ambiente psicologicamente saudável.

“Com a inclusão do mapeamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho, por meio da NR-1, as empresas têm a obrigação de identificar e gerenciar, através de programas, os riscos que afetam a saúde mental dos trabalhadores. Questões como estresse ocupacional, assédio moral, ansiedade e esgotamento mental passam agora a integrar as políticas de saúde e segurança do trabalho”, explicou o psiquiatra Rogério Jesus, presidente da Associação Baiana de Psiquiatria e diretor da Clínica Vale Viver.

O especialista sinalizou também que a norma traz um foco importante na capacitação e treinamento. “Empresas que priorizam a saúde mental dos seus colaboradores não apenas previnem multas e possíveis ações trabalhistas, mas adquirem uma vantagem competitiva sustentável”, reforçou.

“O crescente número de afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, que figuram entre as principais causas de concessão de benefícios previdenciários, atesta a urgência de uma abordagem mais abrangente, que considere os aspectos biopsicossociais. Ou seja, a saúde mental deixou de ser uma pauta secundária para se tornar um vetor estratégico no ambiente de trabalho”, reforçou a psicóloga Aline Gonzaga, coordenadora Clínica Vale Viver.

Fórum na Bahia

Para orientar o setor produtivo sobre as novas exigências e apresentar soluções práticas de adaptação, a Clínica Vale Viver, instituição especializada há mais de 15 anos em saúde mental e dependência química, vai promover o 1º Fórum Vale Viver de Saúde Mental e Ocupacional - O Impacto da NR-1 e Riscos Psicossociais nas Empresas, no dia 31 de outubro, a partir das 8h, em Lauro de Freitas.

O evento reunirá especialistas da área de saúde ocupacional, empresários e gestores de RH para discutir os desafios e as oportunidades trazidas pela nova regulamentação. No fórum, também será lançado oficialmente o novo produto corporativo da clínica, voltado à elaboração de planos de trabalho para a NR-1 e ao desenvolvimento de programas internos de apoio psicológico e promoção de ambientes saudáveis.

“Cuidar da saúde mental dos trabalhadores transcende o mero cumprimento regulatório, é a forma mais inteligente de otimizar o capital humano, assegurando um ambiente de trabalho seguro, um bom clima organizacional, além de um ambiente mais seguro e produtivo”, afirmou Dra Aline.

Mais informações:
Dois Assessoria de Imprensa: Cadu Freitas - 71 98853-5602
Fabiane Pita - 71 99983-2725.
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Por que Alguns Casais Parecem Sempre Felizes


Quando observamos casais que parecem irradiar felicidade, harmonia e estabilidade, é natural nos questionarmos: qual o segredo deles? Por que alguns casais conseguem manter uma aparência constante de felicidade, mesmo diante dos desafios e adversidades que a vida a dois pode trazer? A verdade é que essa felicidade aparente não é fruto do acaso, mas de escolhas conscientes, comportamentos e atitudes que criam uma base sólida para o relacionamento.

Um dos pilares mais importantes desses casais é a comunicação aberta e transparente. Eles entendem que manter o diálogo sincero, onde sentimentos, desejos, dúvidas e medos possam ser expressos sem julgamentos, é fundamental para a construção de confiança e intimidade. Essa comunicação eficaz evita mal-entendidos, reduz conflitos desnecessários e fortalece o vínculo emocional entre os parceiros.

Além disso, esses casais dedicam tempo e atenção um ao outro de forma qualitativa, não apenas convivendo sob o mesmo teto, mas investindo em momentos de conexão genuína. Seja através de atividades conjuntas, conversas significativas ou simplesmente estando presentes, eles sabem que cultivar a proximidade emocional é o que mantém a relação viva e prazerosa.

Outro fator essencial é o respeito mútuo às individualidades. Eles aceitam as diferenças, valorizam as características únicas de cada um e evitam tentar moldar o parceiro conforme suas próprias expectativas. Essa aceitação cria um ambiente seguro e confortável, onde ambos se sentem livres para ser autênticos, sem medo de críticas ou rejeição.

Além disso, esses casais têm habilidade para lidar com os conflitos de forma madura e construtiva. Eles compreendem que divergências são naturais em qualquer relacionamento e, ao invés de evitá-las ou reagir com hostilidade, buscam o entendimento e soluções que beneficiem a relação. A capacidade de perdoar, ceder quando necessário e dialogar sem acusações é o que os ajuda a superar desafios sem desgastar o amor.

A demonstração constante de carinho e afeto é outro aspecto marcante nesses relacionamentos. Gestos simples, palavras gentis e atitudes atenciosas reforçam o sentimento de cuidado e valorização, promovendo uma atmosfera de acolhimento e segurança emocional. Essas demonstrações regulares de amor ajudam a manter a chama acesa e a sensação de bem-estar a dois.

Além disso, a construção de um projeto de vida alinhado, com objetivos e valores compartilhados, fortalece o compromisso do casal. Quando ambos caminham na mesma direção, seja em relação à família, carreira ou sonhos pessoais, a relação ganha um sentido maior, que transcende as dificuldades do dia a dia e alimenta a esperança de um futuro feliz juntos.

Também é importante destacar a importância do equilíbrio entre a vida a dois e a individualidade. Casais felizes sabem respeitar o espaço pessoal, incentivando o crescimento e o desenvolvimento individual. Eles entendem que, para amar o outro plenamente, é necessário estar bem consigo mesmo, e que a relação só se fortalece quando ambos são indivíduos realizados e felizes.

Por fim, esses casais desenvolvem uma resiliência emocional que lhes permite enfrentar momentos difíceis com união e coragem. Eles se apoiam mutuamente, compartilham responsabilidades e celebram as conquistas juntos, o que cria um senso de parceria sólida e indestrutível. lista de presentes

Em resumo, os casais que parecem sempre felizes construíram essa felicidade dia após dia, com escolhas conscientes, comunicação sincera, respeito, carinho e compromisso. A felicidade deles não é resultado da ausência de problemas, mas da forma como eles lidam com esses desafios, transformando-os em oportunidades de crescimento e fortalecimento do amor.


De superintendente da Desenbahia a candidato: André Fidalgo traz experiência de gestão para a política baiana.

Com uma trajetória sólida na administração pública e uma atuação marcada pela eficiência e compromisso com o desenvolvimento da Bahia, André Fidalgo se prepara para um novo desafio: disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026.

Há quase 20 anos trabalhando nos bastidores da política baiana, André construiu sua caminhada longe dos holofotes, mas sempre próximo das decisões que impactam a vida das pessoas. Formado pela prática, pelo diálogo e pela escuta ativa, ele foi moldando uma visão de gestão pública moderna, humana e participativa.

Atual superintendente de Planejamento e Assessoria na Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), onde atua desde 2013, Fidalgo surge como um nome promissor na nova geração de lideranças baianas.

A partir de sua atuação, a Desenbahia passou por um processo de modernização, aprimorando o planejamento estratégico, a governança e a eficiência administrativa. Foi um dos artífices no alinhamento das metas da instituição ao Plano Plurianual do Estado, fortalecendo o papel da agência no fomento ao crédito, incentivo ao empreendedorismo e desenvolvimento regional.

Antes disso, André também acumulou experiência em áreas complexas da gestão pública, como diretor de Finanças na Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (2009–2011) e diretor de Acompanhamento Biopsicossocial dos Internos na Secretaria de Administração Penitenciária (2011–2012), onde coordenou o sistema de saúde do sistema prisional baiano.

Essas vivências deram a ele uma compreensão ampla sobre o funcionamento do Estado, a importância da eficiência administrativa e, principalmente, o impacto direto das políticas públicas na vida das pessoas.

Agora, ao se lançar como pré-candidato, André quer colocar essa bagagem a serviço da política, defendendo um projeto que una desenvolvimento econômico e justiça social. Sua candidatura surge do desejo de contribuir com novas ideias e de fortalecer a Bahia em todas as suas regiões, com mais oportunidades, geração de emprego e valorização do trabalho.

Aliado do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula, André Fidalgo não esconde sua convicção sobre a importância de um estado forte, presente e capaz de garantir direitos. Para ele, a Bahia e o Brasil cresceram com políticas públicas, empregabilidade e valorização do trabalhador. Recentemente, ele destacou em suas redes sociais a importância da aprovação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, afirmando que a medida representa “um passo histórico em direção à justiça tributária e ao fortalecimento da economia popular”.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), Fidalgo também se posiciona firmemente contra a jornada 6x1 e é um defensor ativo das leis trabalhistas. Para ele, o desenvolvimento econômico deve vir acompanhado da ampliação de oportunidades e da valorização do trabalho em todos os cantos da Bahia.

Embora tenha crescido acompanhando de perto o trabalho da mãe, a deputada Maria del Carmen, André construiu sua própria trajetória. Ele reconhece em Maria uma inspiração e uma referência ética e, principalmente, política, mas deixa claro: seu projeto é resultado de uma caminhada própria, construída com base na experiência, na técnica e no compromisso com as pessoas.

“Minha mãe é uma inspiração, não um atalho. Ela me ensinou a servir, a escutar, a lutar pelo que eu acredito e a ajudar as pessoas. Mas o caminho que trilho é meu, é fruto da minha vivência, das minhas escolhas e do desejo de contribuir com o trabalho que vem sendo feito pelo governo Lula e Jerônimo pela Bahia”, afirma André.

Com o respaldo de quem conhece a gestão pública por dentro e a legitimidade de quem construiu sua história pela ação, André Fidalgo desponta como um dos nomes mais promissores de uma nova geração de líderes baianos: políticos que nasceram do fazer público, não da conveniência, e que acreditam que servir é o maior ato de transformação social.
ASCOM
Contato: (71) 99713-1964

Homem é preso por porte ilegal de arma de fogo e adulteração de veículo durante a Operação Força Total Nacional – 10ª Edição

Na manhã desta quinta-feira (16), por volta das 10h30, policiais militares da 55ª Companhia Independente da Polícia Militar, pertencentes ao 3º Pelotão de Ubatã, durante deslocamento para a cidade de Ipiaú, flagraram um homem em atitude suspeita conduzindo uma motocicleta sem placa de identificação, na Rua do Sobradinho, nas proximidades da Avenida Marinalva.

A ação aconteceu no contexto da Operação Força Total Nacional – 10ª Edição, deflagrada nesta data em todo o território nacional, com o objetivo de intensificar as ações preventivas e repressivas, reforçando a presença policial e a segurança da população.

Durante a abordagem, foi realizada busca pessoal e constatado que o indivíduo portava uma pistola calibre .40, modelo PT 100, com numeração suprimida. Diante da situação, foi dada voz de prisão e o suspeito, juntamente com a arma, o veículo e demais materiais encontrados, foi conduzido à Delegacia Territorial de Ubatã para adoção das medidas cabíveis.

Material apreendido:

  • 01 motocicleta Honda CG 125, cor preta, sem placa de identificação e com chassi/motor suprimidos;
  • 01 pistola calibre .40, modelo PT 100, cor preta, com numeração suprimida;
  • 01 carregador PT 100, calibre .40;
  • 07 munições calibre .40 CBC;
  • 01 celular;
  • 01 capacete preto;
  • 01 relógio prateado.

A Polícia Militar da Bahia, por meio da 55ª CIPM, segue comprometida com a preservação da ordem pública e o combate à criminalidade, reafirmando sua presença ativa nas ações integradas da Operação Força Total Nacional.

PMBA, uma Força a serviço do cidadão.

Mulher diz que foi levada a posto policial e obrigada a fazer sexo oral em PM após ser parada em blitz

Uma mulher de 48 anos denunciou ter sido estuprada por um militar em um posto do Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRv) no Cabo de Santo Agostinho, na Grande Recife. De acordo com a vítima, o crime ocorreu na noite da última sexta-feira (10), após ter sido abordada por policiais em uma blitz. No momento, ela estava com uma amiga e duas filhas adolescentes no carros. Havia três agentes na blitz, e um deles, segundo ela, a levou para dentro do posto e obrigou que ela fizesse sexo oral nele.

Em entrevista ao G1 PE, a mulher informou que, após o crime, o agressor entregou uma toalha para que ela se limpasse, e que mandou que ela tomasse dois copos d'água para tirar os vestígios do sexo oral da boca. Na terça-feira (14), dois dos três policiais que estavam no posto, sendo um soldado e um sargento, compareceram ao procedimento de reconhecimento dos suspeitos. Nenhum dos dois foi reconhecido pela mulher como o criminoso.

O suspeito não foi ouvido, nem participou do procedimento de reconhecimento, pois apresentou um atestado médico de dor na coluna. No inquérito, o advogado que o representa alegou que ele sofreu um acidente de moto que lhe causou uma lesão na coluna e ocasionou afastamento das atividades por três dias.

Os PMs ouvidos contaram que a mulher foi parada e que um dos sargentos, o que faltou à oitiva, recebeu a documentação dela. Ambos afirmaram que não viram o momento em que a mulher entrou no posto, mas que a viram saindo do local e que, em seguida, também saiu o sargento suspeito. Um dos PMs ouvidos não soube precisar quanto tempo a mulher e policial passaram no posto, e o outro disse que o tempo foi suficiente para que eles conseguissem abordar três veículos que passaram na pista.

Em seus depoimentos, os dois PMs ouvidos confirmaram que a mulher segurava um copo d'água no momento em que saiu do posto policial. Os dois PMs também disseram que o sargento não falou nada a respeito da abordagem, e apenas fez comentários sobre o cumprimento do quarto de hora. Ambos afirmaram, ainda, que não é comum a entrada de civis no posto policial. Um deles disse que há uma determinação do comandante da unidade proibindo a entrada de pessoas não autorizadas, e que não-policiais só entram no local para usar o banheiro, mas que isso não é comum.
A denunciante foi à Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que fica no quartel do Comando Geral da Polícia Militar, para fazer o reconhecimento presencial dos agentes, mas um dos suspeitos faltou. Segundo ela, o reconhecimento por fotos já havia sido feito na Delegacia da Mulher do Cabo, onde registrou um boletim de ocorrência. Também prestou depoimento a amiga que estava com a mulher no momento da abordagem. Ela disse que a denunciante passou muito tempo no posto e uma das adolescentes no carro chegou a dormir enquanto a mãe estava no local. A amiga também afirmou que, após a abordagem, a mulher estava "muito nervosa e só queira sair dali, dizendo que era muita humilhação passar por aquilo", e que durante o trajeto até a casa de praia a denunciante repetiu diversas vezes "que era muita humilhação passar por aquilo". Correio

Governo barra convocação de irmão de Lula na CPI do INSS

Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS barraram nesta quinta-feira (16) a convocação de José Ferreira da Silva, irmão do petista. Também conseguiram retirar da pauta, sem deliberação, quebras de sigilo do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi.

Conhecido como Frei Chico, o irmão do chefe do governo é vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), uma das entidades investigadas pela comissão. Ele é um dos principais alvos dos grupos de oposição, que buscam desgastar o Planalto por meio do irmão do presidente. O requerimento de convocação de Frei Chico foi rejeitado por 19 votos a 11.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a pedir a retirada de pauta do requerimento antevendo que seria rejeitado, mas não teve sucesso.

As quebras de sigilos telefônico, telemático (referente às comunicações, como trocas de mensagens), bancário e fiscal de Lupi, além da elaboração de um relatório sobre as transações financeiras do ex-ministro, foram retiradas de pauta depois de acordo entre o representante do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

O acerto foi feito na conversa que ambos têm com Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, antes de todas as reuniões do colegiado. Lupi, além de ex-ministro, é presidente do PDT, partido aliado de Lula.

Outro resultado obtido pelos aliados de Lula nas votações foi a aprovação do requerimento para o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) elaborar um relatório sobre as transações financeiras do advogado Eli Cohen entre 2015 e 2025.

Ele foi um dos primeiros a investigar os descontos irregulares em benefícios previdenciários e depôs nas primeiras semanas da CPI. O pedido teve 21 votos a favor e 10 contra.

Sóstenes Cavalcante votou com o governo como forma de pressionar outros integrantes da comissão a aprovar a convocação de Frei Chico e outros requerimentos.

“Você vai votar com a gente em todas?”, perguntou a Sóstenes o deputado governista Alencar Santana (PT-SP) fora do microfone. “Vou, e se vocês não votarem comigo nos outros, vão ser expostos”, respondeu o bolsonarista.

Governistas afirmam, nos bastidores, que o advogado está associado à oposição. Na quarta-feira (15), a Folha revelou um áudio em que Cohen relata ter recebido dicas do marqueteiro do PL, Duda Lima, sobre como se portar em seu depoimento à comissão. O advogado diz ser alvo de uma “destruição de caráter” por ter exposto irregularidades.

O governo também conseguiu barrar quebras de sigilo contra a publicitária Danielle Miranda Fontelles. Ela já trabalhou para campanhas petistas e, de acordo com documentos recebidos pela CPI, recebeu R$ 5 milhões de Antônio Carlos Camilo Antunes. Conhecido como Careca do INSS, ele é uma das figuras mais conhecidas do escândalo de descontos em aposentadorias. Sua defesa nega irregularidades. O requerimento sobre Fonteles foi rejeitado por 19 votos a 11.

As vitórias nas votações desta quinta-feira são uma nova mostra da reorganização do governo. Ao longo das últimas semanas, os aliados de Lula se recuperaram do baque representado pela perda da presidência da CPI e agora têm a maioria dos votos na comissão.

Os aliados do Planalto tinham apoio dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o senador Omar Aziz (PSD-AM) fosse eleito presidente da CPI e o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) fosse escolhido relator.

A oposição se organizou na véspera da votação e conseguiu emplacar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator.

As votações desta quinta-feira foram realizadas antes do depoimento de Cícero Marcelino, apontado como um operador do esquema de descontos ligado à Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).

A entidade teve R$ 796,8 milhões em transações atípicas entre 2022 e 2025, de acordo com relatório do Coaf. O presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, disse em entrevista à Folha, que houve problemas na atuação da entidade, mas que eles foram resolvidos e que R$ 170 milhões foram devolvidos.

Caio Spechoto/Folhapress

FICCO/MG desmantela organização criminosa armada em Governador Valadares/MG

Governador Valadares/MG. Foi concluído nesta quarta-feira (15/10) o inquérito policial relacionado à Operação Senhores da Guerra, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG), que resultou na desarticulação de uma organização criminosa armada atuante na região de Governador Valadares. O grupo era responsável por abastecer facções locais com armas de fogo, munições e coletes balísticos.

Ao todo, 26 suspeitos foram indiciados por diversos crimes, entre eles: participação em organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e peculato.

As investigações tiveram início a partir da análise de materiais apreendidos durante a Operação Muro de Ferro, deflagrada em fevereiro de 2025.

A FICCO/MG é coordenada pela Polícia Federal (PF) e conta com a participação das polícias Civil (PCMG), Militar (PMMG) e Penal (PPMG).

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais

Brasil possui maior índice de afastamento do trabalho por saúde mental da história

Só em 2024 foram mais de 472 mil afastamentos por transtornos mentais no Brasil, 68% maior do que o período anterior. Isso é o que apontam os dados da Previdência Social.

A pressão por resultados, metas inatingíveis e relações de poder abusivas continuam sendo realidade em muitos ambientes de trabalho no Brasil. O resultado tem sido cada vez mais preocupante: trabalhadores adoecidos mentalmente, afastamentos por transtornos psicológicos e um ciclo de sofrimento que ultrapassa os muros das empresas.

Para o Subprocurador-Geral do Trabalho, Dr. Manoel Jorge e Silva Neto, autor da obra Teoria Jurídica do Assédio e Sua Fundamentação Constitucional, o assédio moral e o assédio sexual são graves violações à saúde mental e aos direitos fundamentais do trabalhador.

“Estar sob vigilância perene ou sob humilhação constante causa distúrbios psíquicos sérios. O assédio moral, seja por exigências de produtividade excessiva, seja por tratamento humilhante, compromete inevitavelmente a saúde mental do trabalhador”, explica o jurista.

O assédio sexual, segundo ele, também tem efeitos devastadores, pois atinge diretamente o direito fundamental à intimidade.

“Toda pessoa tem o direito de escolher livremente com quem deseja se relacionar. Quando há tentativas de obter favores sexuais não consentidos no trabalho, o indivíduo vive em estado constante de alerta e sofrimento. Isso abala profundamente sua estabilidade emocional”, afirma.

Do ponto de vista jurídico, a Constituição de 1988 é clara ao proteger a integridade física e mental do trabalhador. O artigo 7º, inciso XXII, garante a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Já o artigo 5º, inciso X, assegura a intimidade e a vida privada como direitos fundamentais, princípios diretamente violados pelas práticas de assédio.

Para o Subprocurador, as empresas têm papel central na mudança desse cenário: “É fundamental que o respeito seja disseminado dentro da empresa, com campanhas de conscientização e a criação de ouvidorias internas. Gestores e diretores precisam ser treinados para compreender que o assédio fere direitos humanos e abala a saúde mental dos trabalhadores”, destaca.

Quando o assédio resulta em adoecimento comprovado, Manoel Jorge é categórico: trata-se de uma doença ocupacional. “Se houver nexo causal entre o adoecimento e as práticas ilícitas, a alternativa correta é o afastamento do trabalhador, conforme previsto pela legislação”, pontua.

Mais do que um problema jurídico, o assédio é um reflexo social. “A empresa é um microcosmo da sociedade. Se o assédio existe no ambiente corporativo, é porque esses comportamentos ainda estão enraizados fora dele. Precisamos de uma transformação de dentro para fora, de mentalidade, de postura, de respeito”, conclui.

Com ênfase na dignidade da pessoa humana e no valor social do trabalho, princípios estruturantes da Constituição Federal, o Dr. Manoel Jorge reforça que a proteção da saúde mental é também uma questão constitucional e, portanto, um dever compartilhado entre Estado, empresas e cidadãos.
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Como funcionava o esquema de venda de sentenças do STJ, segundo o próprio STJ

A investigação interna aberta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar as suspeitas de venda de decisões por assessores de ministros revelou detalhes sobre a metodologia adotada na elaboração de minutas sob suspeita, que inclui a apresentação de argumentos contraditórios e o respaldo em uma jurisprudência falsa.

Foi com base nessa sindicância que o STJ decidiu, no mês passado, pela demissão do servidor Márcio José Toledo Pinto. Ele também é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de ter recebido R$ 4 milhões de um lobista em troca da venda de decisões. Ouvido pelo STJ, Márcio Toledo negou ter cometido irregularidades e disse que a decisão sob suspeita foi elaborada de acordo com precedentes adotados pelo próprio tribunal. Sua defesa afirmou que ele atuou “nos exatos limites de sua competência técnica” (leia ao final).

O Estadão teve acesso com exclusividade aos detalhes do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que resultou na demissão do servidor e traçou um panorama das minutas de decisões que teriam sido vendidas a advogados e lobistas.

A sindicância analisou em detalhes um processo que tramitou sob relatoria da ministra Nancy Andrighi no período em que Márcio Toledo era assessor do gabinete. Tratava-se de um recurso movido no STJ pelo deputado Wellington Luiz (MDB), atual presidente da Câmara Distrital do Distrito Federal, em uma disputa contra uma empresa estatal do Distrito Federal. Ele pedia que o STJ lhe concedesse, por usucapião, a posse de um terreno que pertencia à estatal.

O caso só entrou na mira das investigações depois que o advogado Rodrigo Alencastro registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal relatando ter ouvido de sua ex-mulher, a advogada Caroline Azeredo, uma tentativa de venda de decisão desse processo. Em depoimento à sindicância, Wellington Luiz confirmou ter recebido telefonema de uma intermediária de Caroline oferecendo serviços para que ele fosse vitorioso no processo, mas disse que se recusou a contratá-la.

O recurso já tinha sido negado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e pela presidência do STJ. Depois, ele foi distribuído para a ministra Nancy Andrighi. Um dos seus assessores, Márcio Toledo, mudou o entendimento e elaborou a minuta de uma decisão favorável ao deputado, concedendo a ele a posse do terreno. A minuta foi enviada para a ministra Nancy, que confirmou a decisão elaborada por seu assessor — antes de tomar conhecimento das suspeitas envolvendo o caso.

A sindicância do STJ analisou o teor da decisão monocrática elaborada por Márcio Toledo e concluiu que os argumentos apresentados não se sustentavam.

“Uma leitura atenta da decisão monocrática evidencia uma contradição interna notável: o texto apresenta premissas que se anulam mutuamente para justificar o deferimento do pedido do Sr. Wellington Luiz”, diz o relatório. Após reproduzir os trechos, o relatório afirma: “O equívoco lógico é evidente: o primeiro trecho afirma que o imóvel tem uso público, o que inviabilizaria a usucapião; já o segundo ignora essa premissa para concluir que o bem seria passível de usucapião por ausência de afetação pública”.

Para a comissão de sindicância, houve “direcionamento intencional” dos argumentos para favorecer o pedido do deputado.
Na minuta elaborada, Márcio Toledo também listou diversos julgamentos realizados pelas turmas do STJ, com o objetivo de reforçar que havia precedentes para o entendimento adotado. Trata-se da chamada jurisprudência. Mas a sindicância concluiu que os casos citados na decisão não tratavam da mesma situação e seriam, portanto, uma falsa jurisprudência citada para corroborar um entendimento inexistente.

“Uma leitura atenta das teses constantes desses acórdãos evidencia que tais precedentes não respaldam a solução adotada. Neles, o entendimento consolidado é que bens de sociedade de economia mista ou empresas públicas podem, em tese, ser objeto de usucapião desde que não estejam afetados à prestação de serviço público. Ou seja, a condição essencial é justamente a inexistência de destinação pública — circunstância que, no presente caso, estava fartamente comprovada pelas instâncias inferiores”, diz a comissão.

Outros assessores de Nancy prestaram depoimento à sindicância e afirmaram que a decisão elaborada por Márcio Toledo fugiu do padrão adotado pelo gabinete. Segundo eles, a ministra só costuma proferir decisões monocráticas em casos com vasta jurisprudência consolidada. Os processos sem entendimento prévio dos tribunais costumam ser levados por ela para julgamento colegiado com outros ministros. Esse caso específico deveria, na avaliação deles, ter sido levado à turma.

“Dessa análise, resulta evidente que houve distorção consciente do quadro fático e jurídico, de modo a criar um fundamento artificial para beneficiar o Sr. Wellington Luiz. Não por acaso, essa foi a única decisão favorável a ele em todo o histórico processual — decisão esta que se revela marcada por inconsistências internas”, afirmou o relatório da comissão. “Tudo indica tratar-se de ato consciente e doloso, estruturado para viabilizar o favorecimento indevido ao Sr. Wellington Luiz, em sintonia com a intermediação ilícita relatada”, concluiu.

Depois de tomar conhecimento das suspeitas, a ministra Nancy decidiu anular todas as decisões tomadas no caso. Com isso, voltou atrás no entendimento que favoreceu o deputado e proferiu decisão favorável à empresa estatal do governo do Distrito Federal.

Em nota, a ministra afirmou que o servidor foi afastado do seu gabinete assim que tomou conhecimento das suspeitas. “O gabinete da Ministra Nancy Andrighi registra que Márcio Toledo Pinto foi servidor concursado do STJ por 21 anos, lotado neste gabinete por pouco mais de 1 ano e, assim que os supostos fatos delitivos foram noticiados, o funcionário foi sumariamente dispensado do Gabinete. Consigna, ainda, que as minutas feitas pelo ex-servidor, no processo indicado na reportagem, foram tornadas sem efeito por esta Relatora, tendo o recurso sido julgado, de forma unânime, pelo colegiado da Terceira Turma do STJ, em pauta presencial. Frisa que os processos de responsabilização se encontram em andamento, a fim de que os fatos sejam devidamente esclarecidos e os responsáveis punidos de forma exemplar.”, disse a ministra Nancy Andrighi.

A defesa de Márcio Toledo Pinto afirmou, no processo, que não havia provas de ter sido o responsável pelo vazamento de minutas ou elaboração de decisões para favorecer indevidamente alguma das partes.

De acordo com a defesa, a decisão favorável ao deputado Wellington Luiz “foi tomada com base em precedentes das 3ª e 4ª turmas do STJ, que acolhem a tese de usucapião extraordinário em hipóteses similares”. Os advogados afirmam que o próprio assessor voltou atrás na decisão após receber manifestação jurídica do governo do Distrito Federal sobre os fatos em análise. “Posteriormente, com a chegada dos memoriais do GDF, o servidor procedeu, espontaneamente, à reavaliação da decisão. Ocorreu então a retratação da decisão anterior, mediante fundamentação distinta”, diz a defesa.

“A atuação do servidor, portanto, deu-se nos exatos limites de sua competência técnica, em respeito e com total ciência de Sua Excelência a ministra relatora, que assinou as decisões após recebê-las e aprová-las formalmente”, diz a defesa do assessor.

Aguirre Talento/Estadão Conteúdo
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Barroso passa mal no STF e é levado para fazer exames em hospital

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, teve um mal estar nesta quarta-feira, 15, e foi levado para o Hospital Sírio Libanês, em Brasília. Ele estava na Corte quando houve uma queda de pressão.

A suspeita inicial era de uma virose. O ministro está sendo submetido a exames. Ainda não há informações sobre o diagnóstico. Ele ficará internado ao menos até amanhã.

Barroso comunicou em plenário na quinta-feira, 9, a decisão de antecipar a aposentadoria. A medida foi publicada nesta quarta-feira, 15, no Diário Oficial da União, com data de validade a partir de sábado, 18.

A saída precoce de Barroso do tribunal abre a terceira vaga no atual mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Com a aposentadoria publicada, a expectativa é que seja nomeado um novo ministro ainda nesta semana.


Carolina Brígido/Estadão

Operação Primus prende sete suspeitos na Bahia e em mais dois estados

A Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), já prendeu sete pessoas e apreendeu armas, veículos de luxo e equipamentos utilizados para adulterar combustíveis, durante a Operação Primus. O principal alvo, responsável pelo esquema, foi preso em um hotel no município de Lençóis. Outros três também tiveram mandados de prisão cumpridos em Conceição de Feira e Feira de Santana, além dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Nas ações também foram apreendidas três pistolas, uma submetralhadora, carregadores, munições e cerca de 10 veículos de alto padrão. Também são investigados 200 postos de gasolina suspeitos, e R$ 6,5 bilhões tiveram o bloqueio solicitado à Justiça.

A Polícia Civil realiza as ações nos municípios de Feira de Santana, Conceição do Jacuípe, Alagoinhas, Morro do Chapéu, Itaberaba e Iaçu, além dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (16). O objetivo é desarticular uma liderança criminosa que atua no setor de combustíveis no estado.
Fonte
Tony Silva / Ascom-PCBA

Prefeita Laryssa Dias garante avanço nas tratativas para instalação do IFBA em Ipiaú

Com o objetivo de ampliar a oferta de educação pública de qualidade, com foco em cursos técnicos e de nível superior em Ipiaú e região, a prefeita Laryssa Dias protocolou no Ministério da Educação (MEC), em Brasília, um pedido para a implantação de uma unidade do Instituto Federal da Bahia (IFBA) no município.

A solicitação foi feita no início do mês de abril, ocasião em que a gestora esteve na capital federal em busca de uma série de benefícios para a população ipiauense.

Na tarde de quarta-feira, 15 de outubro, o diretor-geral do IFBA Jequié, Luciano Pestana, esteve em Ipiaú para trazer a boa notícia sobre a possibilidade de atendimento do pleito apresentado pela gestora.

Em reunião no gabinete da prefeita, Luciano Pestana assegurou que Ipiaú vai ter o IFBA. Ele adiantou que serão iniciadas as tratativas para a implantação de alguns cursos importantes para a cidade e, em seguida, será desenvolvido o trabalho voltado à instalação do tão sonhado Centro de Referência.

A proposta da prefeita é oferecer novas oportunidades de formação e qualificação, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da população local e dos municípios vizinhos.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) já está presente em diversas cidades baianas, ofertando cursos técnicos profissionais de nível médio, superior e de pós-graduação.

O ensino abrange várias áreas do conhecimento, e seus cursos e currículos seguem uma dinâmica que permite constante renovação diante das inovações pedagógico-educacionais, bem como integração contínua às mudanças nos processos produtivos.

O IFBA será mais uma entrega do Programa Avança Ipiaú. *Por José Américo Castro / DECOM-PMI

Ibirapitanga: Polícia Civil apreende drogas e veículos furtados em operação

A Polícia Civil de Ibirapitanga realizou, nesta quarta-feira (15), uma operação que resultou na apreensão de drogas e veículos com restrição de furto. A ação foi desencadeada após troca de informações com a Polícia Militar de Gandu, que havia se deparado com indivíduos armados em dois veículos, os quais trocaram tiros com uma guarnição e fugiram em direção ao município de Ibirapitanga.
Com apoio da 61ª CIPM, as diligências foram iniciadas nas primeiras horas da manhã. Os suspeitos foram localizados em um VW Voyage branco, que foi abandonado às margens da BR-101 após tentativa de fuga. A polícia prosseguiu com a operação e localizou também um Fiat Uno azul, usado pelos suspeitos no confronto anterior em Gandu. O condutor foi identificado, e em sua residência foram encontrados papelotes de cocaína prontos para comercialização, além de apetrechos usados para o preparo da droga, um drone e câmeras de segurança utilizadas para monitorar a movimentação na rua.
Durante a ação, os policiais também localizaram um veículo GM Spin e um reboque, ambos com restrição de furto/roubo, escondidos em uma área de mata próxima ao Distrito de Novo Horizonte. Os veículos haviam sido tomados de assalto no dia 2 de outubro, na BR-101, quando criminosos fortemente armados abordaram uma vítima que transportava aproximadamente 400 kg de requeijão e outros produtos. Além do veículo e da carga, os assaltantes subtraíram objetos pessoais da vítima e de três passageiros, incluindo roupas, perfumes e documentos.
Segundo a Polícia Civil, o crime foi praticado por três indivíduos armados com pistolas, que agiram com violência e efetuaram disparos enquanto exigiam dinheiro da vítima. Os criminosos tentaram escapar por uma estrada vicinal, mas o veículo não conseguiu subir uma ladeira, sendo então saqueado pelos assaltantes. A recuperação dos bens e a apreensão de drogas e equipamentos são consideradas um importante avanço nas investigações.
As autoridades continuam as diligências para identificar e prender os envolvidos, que já são suspeitos de participarem de vários saques e roubos na região. A Polícia Civil reforça que a colaboração da população por meio de denúncias anônimas é fundamental para o combate ao crime organizado na região cacaueira. (Ubatã Notícias)

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