Alexandre de Moraes determina desbloqueio de perfis de Zambelli e familiares nas redes
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta quinta-feira (25) o desbloqueio dos perfis da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e de seus familiares nas redes sociais. As contas, que estão bloqueadas desde junho, são vinculadas a Zambelli, seu filho, João Zambelli, e sua mãe, Rita Zambelli, nas plataformas Gettr, Meta, LinkedIn, TikTok, X, Telegram e YouTube.
Na decisão, o ministro manda excluir conteúdo antidemocrático, mas diz que restrições não são mais necessárias. "No atual momento processual, entretanto, não há necessidade da manutenção dos bloqueios determinados nas redes sociais, devendo, somente, ser excluída as postagens ilícitas que deram causa a decisão judicial", disse.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, os perfis foram bloqueados dias após a congressista fugir do Brasil para evitar o cumprimento da pena de dez anos de prisão pela invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A suspensão ocorreu "em virtude de publicações que, propagando grave e ilícita desinformação e discursos de ódio, atentaram contra as instituições, Poderes de Estado e, principalmente, contra o Estado democrático de Direito".
No documento desta quinta, Moraes diz que a reincidência na publicação de conteúdo que atente contra o Estado democrático de Direito acarretará multa de R$ 20 mil por perfil investigado.
O Supremo condenou Zambelli, em maio, à perda de mandato e a dez anos de prisão por invadir o sistema do CNJ com a ajuda do hacker Walter Delgatti Neto, que também foi condenado. Depois de cerca de dois meses foragida, Zambelli foi presa no fim de julho e aguarda, detida em um presídio em Roma, a decisão sobre seu processo de extradição para o Brasil. As informações são da Folha de S. Paulo.
Relator chama ‘Careca do INSS’ de ladrão, advogado protesta e CPI tem bate-boca
O depoimento de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, à CPI que apura fraudes em descontos nas aposentadorias, teve tumulto e bate-boca. Parlamentares pediram ajuda à segurança do Senado e a sessão foi suspensa depois que o deputado Zé Trovão (PL-SC) se levantou e foi até a mesa principal da comissão, onde gritava para o advogado de Antunes “baixar a bola” com dedo em riste.
Antunes declarou à CPI que jamais foi o “Careca do INSS”, afirmou ser o maior interessado em esclarecer as acusações das quais é alvo e disse que nunca tentou obstruir qualquer investigação e que sua prisão foi desnecessária.
Ao concluir sua fala, Antunes disse que responderia às perguntas dos deputados e senadores, mas não do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O motivo, segundo o depoente, é que Gaspar vinha o chamando de ladrão nas reuniões anteriores.
É comum que perguntas sejam feitas mesmo se o depoente não se dispuser a responder.
Alfredo Gaspar começou sua fala repetindo que Antunes é ladrão. “Estamos diante daquele que praticou o maior roubo contra aposentados ou pensionistas do Brasil”, disse o relator.
O advogado de Antonio Carlos Antunes, Cleber Lopes, protestou reiteradamente fora do microfone, enquanto Gaspar falava mais alto. Em seguida, começou um tumulto.
Nesse momento Zé Trovão se aproxima da mesa e e gritava para o advogado de Antunes. Cleber Lopes respondia e a situação foi ficando mais tensa.
O deputado Duarte Jr. (PSB-MA), que presidia a sessão temporariamente, pediu ajuda aos seguranças do Senado. Lopes e Antunes ameaçavam deixar a sessão. O presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), voltou à reunião e afirmou que eles não poderiam fazer isso.
Gaspar voltou a discursar e fazer as perguntas, que não foram respondidas, sempre se referindo ao depoente como “senhor Careca do INSS”. Também disse que o advogado do depoente era pago “com dinheiro roubado do povo brasileiro”.
O relator afirmou que Antunes irá para um presídio onde terá de conviver com presos cujos parentes foram vítimas do esquema de desvios ilegais. Em uma de suas últimas manifestações, Gaspar afirmou que o Careca do INSS seria um forte candidato a ser executado se houvesse pena de morte no Brasil.
O depoimento de Antunes é o mais esperado da CPI até agora. Ele é apontado como peça central de um esquema de descontos irregulares em aposentadorias junto com Maurício Camisotti, que supostamente seria sócio oculto de uma das entidades beneficiadas pelos descontos irregulares.
Apontado em investigação como “epicentro da corrupção ativa” e lobista profundamente envolvido no “esquema de descontos ilegais de aposentadorias”, Antunes recebeu R$ 53,58 milhões de entidades associativas e de intermediárias, de acordo com a investigação da Polícia Federal.
Segundo relatório de investigadores, o pagamento ocorreu por meio de empresas de Antunes, que teria repassado R$ 9,32 milhões a servidores e companhias ligadas à cúpula do INSS.
Empresas de Antunes teriam feito repasses de R$ 6,8 milhões para firmas de altos funcionários do INSS também investigados, segundo depoimento de Rubens Oliveira, apontado como um intermediário do esquema.
Como a Folha mostrou, Antunes comprou salas comerciais e pagou R$ 700 mil com Pix. Também deixou de registrar imóveis comprados por meio de uma empresa offshore.
Caio Spechoto, Folhapress
‘Braço direito’ de um dos principais chefes de facção da Bahia é preso
Um homem considerado o “braço direito” de Bruno Cabeça, apontado como um dos chefes de um dos principais grupos criminosos da Bahia, foi preso nesta quinta-feira (25), no distrito de Monte Gordo, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Segundo a Polícia Civil, Reidson da Cruz Barros, conhecido como “Berel”, era a carta Três de Espadas do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública (SSP). A ferramenta lista os criminosos mais procurados do estado.
A ação ocorreu durante mais uma fase da Operação Hunt. De acordo com a polícia, “Berel” estava escondido em uma casa quando foi surpreendido e preso pelas equipes policiais.
O suspeito era procurado por envolvimento em homicídios, sequestros e tráfico de drogas em Camaçari e Salvador, além de ser investigado por coordenar e autorizar execuções contra rivais.
Bruno Cabeça, apontado como chefe de um dos principais grupos criminosos da Bahia, foi preso em 14 de maio deste ano em um apartamento de luxo em São Paulo. Ele atuava na Região Metropolitana de Salvador, especialmente em Camaçari, e tinha influência com integrantes que davam continuidade às ações ilícitas.
A Polícia Civil informou que em 2025, a Operação Hunt já resultou na prisão de sete alvos do Baralho do Crime. Berel passará pelos exames legais de praxe e permanecerá à disposição da Justiça. (g1)
Prefeitura de Ipiaú fortalece a agricultura familiar com entrega de mudas e sementes
A Prefeitura Municipal de Ipiaú realizou mais uma importante ação em apoio aos agricultores locais.
Dessa vez, os beneficiados foram os produtores da Associação Carlos Marighella, que receberam mudas frutíferas de goiaba e sementes de andu. A iniciativa reforça o compromisso da gestão em fortalecer a produção agrícola do município e valorizar a agricultura familiar.
A ação integra o Programa Mais Agricultura, que amplia a mecanização agrícola através do preparo de solo e incentiva o cultivo com a distribuição de mudas frutíferas. O objetivo é garantir melhores condições de trabalho, maior produção e geração de renda no campo.
A iniciativa contou com a parceria do Governo do Estado da Bahia, por meio da BahiaTer e da Biofábrica da Bahia, que vêm somando esforços para impulsionar o desenvolvimento rural em Ipiaú.
Com esse trabalho, a Prefeitura reafirma seu compromisso em promover a segurança alimentar, a diversificação de culturas e mais qualidade de vida para os homens e mulheres do campo.
Agricultura forte é sinônimo de um futuro melhor para todos. Fernando Canuth / Decom PMI
Centrão já articula candidatura de Ratinho como alternativa a Tarcísio de Freitas
O Centrão já começou a articular a candidatura presidencial do governador Ratinho Jr., do Paraná, como alternativa a Tarcísio de Freitas para enfrentar Lula em 2026.
Nesta semana, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, reuniu empresários, médicos e políticos em torno de Ratinho Jr. em um jantar em São Paulo.
O clima, segundo um dos presentes, era de “descolamento” gradual da candidatura presidencial de Tarcísio e de incentivo à candidatura do governador do Paraná.
Líderes do PP e do União Brasil, que também apoiam Tarcísio, afirmaram à coluna que, caso a candidatura do governador fique inviabilizada, Ratinho será uma boa opção e poderá unir o campo de oposição a Lula.
“Se a família do Jair Bolsonaro seguir criando confusão, com candidatura de Eduardo Bolsonaro e atacando o governador, não tenha dúvida de que poderemos nos unir em peso à candidatura do Ratinho”, afirmou um dos líderes à coluna.
O paranaense teria a vantagem de, além de unir o Centrão, não ter dever de lealdade absoluta a Bolsonaro, a quem não deve a carreira política. Com isso, não teria que se submeter aos desígnios da família, considerada instável.
Tanto Eduardo quanto Flávio Bolsonaro acreditam que, se o pai, Jair Bolsonaro, apoiar Tarcísio ou qualquer outro candidato que não seja da família, os votos que hoje seriam “dele” migrariam para elegido e nunca mais retornariam ao seu grupo.
Os lideres do Centrão relembram ainda que tanto o governador de SP quanto o do Paraná têm desempenho similar nas sondagens eleitorais.
Segundo pesquisa Datafolha, Tarcísio e Ratinho teriam o mesmo percentual de votos contra Lula num eventual segundo turno se as eleições fossem hoje.
O petista teria 45% dos votos, contra 41% de Tarcísio, e 45% contra 40% de Ratinho Jr.
Na avaliação geral, embora possa ter apoio de Jair Bolsonaro, o governador de SP pisou fundo no freio de sua candidatura diante dos desgastes que a movimentação em torno de seu nome tem gerado.
Só no último mês, ele se indispôs com o Supremo Tribunal Federal (STF) ao ir a um protesto pela anistia de Jair Bolsonaro e chamar o ministro Alexandre de Moraes de tirano.
Por outro lado, sua atuação pelo perdão ao ex-presidente tem sido apontada como insuficiente por bolsonaristas.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por sua vez, já afirmou a diversos interlocutores, como antecipou a coluna, que será candidato a presidente em 2026 com ou sem o apoio do pai, e até contra Tarcísio. O que seria uma dificuldade ainda maior para o governador, que teria que entrar em guerra eleitoral com o filho do ex-presidente —algo considerado inimaginável.
Tarcísio já disse publicamente, e repente nos bastidores, que não será candidato a Presidente da República.
A candidatura dele, no entanto, ainda é considerada viável, já que a decisão final deve ser tomada em março, prazo para a desincompatibilização. Mas o Centrão já começa a flertar firme com Ratinho para torná-lo uma candidatura alternativa politicamente viável.
Mônica Bergamo/Folhapress
‘Premium Mandatum’: 20 são alvos de mandados de prisão e busca na Bahia e Santa Catarina
Vinte pessoas foram alvos da terceira fase da ‘Operação Premium Mandatum’, deflagrada na manhã desta quinta-feira, dia 25, pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Norte (Gaeco Norte) e 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim. Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão na Bahia, nas cidades de Senhor do Bonfim e Juazeiro, e em Santa Catarina.
Entre os alvos estão líderes, gerentes e facilitadores da organização criminosa, inclusive lideranças que hoje já cumprem pena no sistema prisional. Eles são investigados por comandarem complexa organização criminosa com atuação em Senhor do Bonfim e outras cidades da região norte da Bahia, responsável por crimes de tráfico de drogas, homicídio e lavagem de dinheiro. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 71 mil em espécie e aparelhos eletrônicos.
A terceira fase da operação aprofunda as investigações que, nas duas primeiras etapas, resultaram na denúncia de 48 pessoas ligadas ao setor financeiro do esquema e em bloqueio judicial de R$ 44 milhões do grupo criminoso.
A operação, autorizada pela Vara Criminal de Senhor do Bonfim, contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep), do MPBA; da19ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Senhor do Bonfim) da Polícia Civil; do Comando de Policiamento da Região Norte (CPRN), das Rondas Especiais (RONDESP) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Caatinga da Polícia Militar por meio; da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), por meio do Conjunto Penal de Juazeiro (CPJ), e do Gaeco e da Polícia Penal de Santa Catarina.
As investigações revelaram uma estrutura hierárquica bem definida, com um comando estratégico que ditava ordens de dentro do sistema prisional. Um dos líderes do grupo, mesmo encarcerado, comandava operações violentas, incluindo a ordem para execução de homicídios, e gerenciava a logística do tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas.
O esquema contava com a participação consciente de familiares, que, como facilitadores, cediam suas contas bancárias para pulverizar os valores e dificultar o rastreamento pelas autoridades. Para o MPBA, a deflagração da terceira fase é crucial para desmantelar a cadeia de comando e interromper o fluxo de capital que financiava as atividades criminosas do grupo, que incluem, além do tráfico, homicídios e o comércio de armas. Com o material apreendido, novas provas serão produzidas para desarticular completamente a rede de lavagem de dinheiro e responsabilizar todos os envolvidos na estrutura criminosa.
Lula usa tática de aproximação com Trump, mas não vai de 'peito aberto' para reunião, diz especialista
Um sinal de afago após meses de acirramento político. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu com um gesto amistoso para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Assembleia Geral da ONU.
Trump chamou Lula de "um cara legal" e sinalizou, em seu discurso na terça-feira (23/9), um encontro com o presidente brasileiro na próxima semana, após os mandatários conversarem por menos de 40 segundos no evento das Nações Unidas.
Na quarta-feira (24/9), Lula afirmou que está otimista com possibilidade de os governantes fazerem uma reunião o mais rápido possível e acabarem com mal-estar que existe hoje na relação Brasil e EUA.
"Tive outra satisfação de ter um encontro com o presidente Trump. Aquilo que parecia impossível deixou de ser impossível e aconteceu. Fiquei feliz quando ele disse que pintou uma química boa entre nós."
Lula também disse que espera que a conversa seja entre "dois seres humanos civilizados", quando perguntado se temia constrangimentos como o que ocorreu no tenso encontro em Washington de Trump com o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, em fevereiro.
"Não há por que ter brincadeira em uma relação entre dois homens de 80 anos de idade. Eu vou tratá-lo com o respeito que merece o presidente dos Estados Unidos, e ele certamente vai me tratar com o respeito que merece o presidente da República Federativa do Brasil", afirmou.
Dawisson Belém Lopes, professor de Política Internacional e Comparada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma que a fala do presidente americano na ONU desfez o mito sobre a direita ter monopólio de acesso ao governo Trump.
"Foi um golpe duro na oposição, sobretudo na (ala) bolsonarista, que sentiu o baque e terá de se reorganizar, criar narrativas alternativas", avalia o especialista.
Para Lopes, Lula deve manter o tom defensivo que adotou até o momento, sem espaço para abrir mão da agenda política, o que seria negociar anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por golpe de Estado e outros crimes pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
"O Brasil suportou bem a pressão e o fato de estar sob fogo cerrado. Essa solidez defensiva acabou levando a uma revisão de rota, de curso de ação. Se Trump estivesse obtendo os resultados pretendidos pela sua política agressiva, imperial, é óbvio que ele não faria o recuo público que fez hoje.
Na mesa de negociações, o Brasil tem pautas importantes como a regulação das grandes empresas de tecnologia no país e o acesso dos Estados Unidos às terras raras.
Na entrevista a jornalistas nesta quarta, Lula sinalizou estar abertos a discussão dos minerais estratégicos. "Discutimos com o mundo inteiro nossas terras raras", afirmou o presidente.
Mas o professor da UFMG alerta: "Não se trata de buscar concessões a todo custo", diz.
Dawisson Belém Lopes - O Brasil esteve sob fogo cerrado por oito meses e, sobretudo nos últimos três, a pressão de Washington aumentou. Se, no primeiro momento, o Brasil conseguiu ficar fora do radar, nos últimos três meses, com o tarifaço e as pressões exercidas sobre o Judiciário brasileiro, o país definitivamente entrou em rota de colisão com os Estados Unidos.
O que aconteceu hoje nas Nações Unidas é bem importante, porque pode simbolizar um ponto de inflexão e o início de outra trajetória — diferente, mais construtiva. Mas não nos enganemos: o que foi acumulado durante os primeiros meses do governo Trump não vai se desfazer tão facilmente.
Existe hoje uma coleção de mercadorias e produtos brasileiros que estão, na prática, embargados pelos Estados Unidos. Uma sobretaxação de 50% significa, na prática, embargo.
O Brasil também tem sofrido com as tentativas de desestabilização do poder Judiciário, inclusive com sanções unilaterais impostas a membros da mais alta corte jurisdicional brasileira, o STF. Isso tudo não vai se desfazer da noite para o dia, magicamente. E muito disso nem é passível de negociação, não vai para a mesa de negociação.
O que entendo é que o Brasil suportou bem a pressão e o fato de estar sob fogo cerrado. Essa solidez defensiva acabou levando a uma revisão de rota, de curso de ação. Se Trump estivesse obtendo os resultados pretendidos pela sua política agressiva, imperial, é óbvio que ele não faria o recuo público que fez (na ONU).
BBC News Brasil - Existe a possibilidade de Lula sair desse encontro com boas negociações, se, ao menos publicamente, a imposição das sanções e tarifas são políticas?
Lopes – Não vejo, para o Brasil, tantos incentivos que permitam uma reversão completa de postura. Há margem para incrementos, acho que há margem para diálogo e pode até haver, de parte a parte, concessões para melhoramento dos termos do comércio. Acho que isso é possível, sim. Nesse âmbito, pequenas vitórias de parte a parte podem acontecer. Mas, politicamente, não.
Politicamente, o que pode acontecer é uma mudança mais ou menos radical do Trump, que não hesita em ser incoerente, em quebrar trajetórias e passar a fazer coisas que não fazia no minuto anterior. Isso ele faz historicamente. Ele não "troca de roupa" para mudar o relacionamento com líderes globais. E pode, ao se dar conta de que Bolsonaro é carta fora do baralho, que não vai haver anistia e que o STF no Brasil tem sido sólido e não vai ceder, começar a negociar com quem de fato tem as alavancas de poder na mão, que é o presidente Lula.
Mas não vejo, do ponto de vista internacional e doméstico, motivos para Lula sequer trazer à pauta o tema político. Afinal, a retórica que condiz com a verdade factual é a de que há independência dos poderes constituídos na República Brasileira. Se o Judiciário determina um curso de ação e o segue, não cabe ao Executivo sequer palpitar a esse respeito.
Isso não está na mesa de negociações. A pauta comercial pode, sim, acomodar aqui e ali algum avanço. É onde se pode conversar.
BBC News Brasil - Qual deve ser a postura de Lula diante desse encontro?
Lopes - O presidente foi inequívoco e claro ao dizer, naquele artigo publicado no The New York Times, que soberania e democracia não são negociáveis. O funcionamento do Judiciário e das instituições brasileiras de modo geral não é um assunto passível de discussão bilateral. Isso é uma pedra de toque, não está em questão.
Então, a postura deve continuar a ser defensiva, priorizando o interesse nacional do Brasil e não buscar concessões a todo custo.
Francamente, nesse caso, o presidente da República, que vive de negociação há décadas e faz disso seu ganha-pão, tem alguma expertise no assunto. Certamente não é ingênuo, não se deixou encantar pelo canto da sereia. A postura permanecerá defensiva, imagino.
BBC News Brasil - O que o Brasil tem na mesa como contrapartida?
Lopes - O Brasil tem um mercado de 210 milhões de consumidores, atraente para as empresas americanas. Acho que o que mais interessa hoje aos Estados Unidos é a possibilidade de atuação das big techs [grandes empresas de tecnologia], de capital estadunidense. As maiores do mundo são dos Estados Unidos, querem atuar no Brasil e com o mínimo de regulação possível. Esse é um dos temas que interessam ao empresariado.
Outro tema é o das terras raras, minerais estratégicos. O acesso a um suprimento confiável interessa muitíssimo aos Estados Unidos. O Brasil, que é um dos principais reservatórios do mundo, tem nisso um trunfo importante.
Mas não apenas. Os Estados Unidos também têm interesse em assegurar a provisão de café, por exemplo, a preços melhores do que os praticados atualmente, que estão inflacionando o café da manhã do americano médio.
Agora, um ponto importante: não se trata de buscar concessões a todo custo. As conversas precisam acontecer e o Brasil não precisa necessariamente entregar mais. Não acho que seja o caso. É uma negociação entre pares, entre homólogos, entre chefes de Estado. O pressuposto de que o Brasil deve conceder de toda maneira me incomoda. A relação deve continuar se pautando pela igualdade soberana entre as nações.
BBC News Brasil - A direita repercutiu a possibilidade de encontro com Lula como uma estratégia de Trump, "um bom negociador", que teria deixado "o presidente brasileiro numa situação impossível". Você concorda? Trump tem realmente sido um "bom negociador" nesses acordos bilaterais?
Lopes - O afago, ainda que circunstancial e improvisado, não atribuo a nenhuma racionalidade complexa de Donald Trump, nem a uma sofisticada tática para atrair Lula à mesa de negociação. Isso é bobagem. Trump é um animal do improviso e fez um discurso muito improvisado: por não ter conseguido ler o teleprompter, improvisou praticamente o tempo todo, começou num registro informal e terminou no mesmo tom.
Mas acabou jogando água no moinho do presidente brasileiro de maneira inesperada. Até hoje, argumentava-se que apenas a oposição de direita conseguia se conectar com Trump, que ele só reconhecia como interlocutor alguém da família Bolsonaro ou eventualmente Tarcísio de Freitas. O que se mostrou hoje em Nova York não foi isso.
A abertura dos trabalhos da Assembleia Geral escancarou outra realidade. Foi um golpe duro na oposição, sobretudo na bolsonarista, que sentiu o baque e terá de se reorganizar, criar narrativas alternativas.
A ideia rocambolesca de que Trump tenta atrair Lula para uma armadilha é bobagem. É evidente que a guarda deve ser mantida alta por parte do governo brasileiro. Mas isso é óbvio. O impacto político, porém, foi interessante, porque desfaz alguns mitos que vinham se arrastando.
BBC News Brasil – Lula poderia cair numa emboscada, como Zelensky, que foi praticamente linchado ao vivo no Salão Oval, ou Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, que foi alvo de acusações infundadas ao aceitar a reunião com Trump?
Lopes – Naturalmente, o presidente dos Estados Unidos explora muito bem a política como espetáculo. Ele se elegeu e se reelegeu praticando uma modalidade de política de conexão com o eleitorado que se vale muito das imagens e impressões que consegue construir. Ele é um comunicador de grande talento.
É óbvio que os representantes do Estado brasileiro, os diplomatas, estão cientes disso e não permitirão que o Brasil e seu chefe de Estado sejam expostos ao mesmo espetáculo degradante a que estiveram submetidos o presidente da África do Sul, o da Ucrânia, entre outros.
O Brasil tomará cautelas. Trump se nutre desse tipo de exposição, usa e abusa da política externa até o momento em que ela deixa de lhe render recompensas eleitorais. Depois, abandona. Cabe, portanto, ter todo o tipo de precaução em relação a essas táticas próprias do populismo de ultradireita.
BBC News Brasil - Na quarta, Lula se pronunciou e se mostrou bastante aberto e sem condicionantes para a conversa, inclusive sobre a possibilidade de se encontrarem presencialmente, o que seria, segundo ele, uma conversa civilizada entre dois homens de 80 anos. Como avalia a resposta do presidente?
Lopes - O tom é amigável, é um tom suave e que, na verdade, serve ao propósito duplo de lubrificar as relações bilaterais com os Estados Unidos, subir de nível e melhorar o que antes estava envenenado. Por um lado, há isso. Por outro, vejo também uma resposta à oposição, a um certo argumento veiculado nas redes sociais e na própria imprensa de que Lula teria medo de se encontrar face a face com Donald Trump e receio de ser humilhado na Casa Branca, como aconteceu, aliás, com outros presidentes, chefes de Estado e de governo.
Agora, é evidente que essa mensagem não pode ser tomada pelo valor de face. É importante entender, nas entrelinhas, que o presidente vai considerar o interesse brasileiro em primeiro lugar. Principalmente, essa evocação da senioridade — "dois homens de 80 anos" — já é uma tentativa de dar paridade à conversa, de mostrar de onde se está falando.
Há aí uma tática de discurso, que é justamente a equiparação entre dois homens tarimbados, experientes. Lula tenta identificar um ponto de apoio e uma possível área de convergência, que é a senioridade, sob uma luz positiva. Essa é uma tacada muito interessante, aliás, porque, afinal, como você sabe, há questionamentos sobre a idade provecta do presidente do Brasil e também do presidente dos Estados Unidos — ainda que em menor grau.
O que Lula convida a pensar é justamente na equiparação dos dois quando se trata da faixa etária. Eles pertencem ao mesmo mundo, viveram coisas parecidas, viram o mesmo mundo ao longo de 80 anos. Isso é muito interessante, uma jogada importante, uma tática discursiva feliz do presidente do Brasil. Mas não pode ser tomada pelo valor de face.
A cautela vai prevalecer, e o Brasil não vai de peito aberto para uma reunião assim. Lula pode falar nesses termos e evocar uma certa espontaneidade, mas é a tranquilidade de quem sabe que tem uma equipe técnica, diplomática, do mais alto nível.
BBC News Brasil - Tirando o aceno ao Brasil, Trump fez um discurso duro em relação à América Latina. Como você avalia essa postura?
Lopes - O tom geral para a América Latina foi duro, desencoraja qualquer prognóstico de aproximação hemisférica. Não é algo que tenha nascido agora com Trump. A região costuma aparecer nos discursos de chefes de Estado ou do Departamento de Estado sob ótica negativa: narcotráfico, crime organizado, imigração ilegal. É mais do mesmo.
No caso do Brasil, porém, há uma diferença. O país consegue se descolar da regra geral para a América Latina, talvez pela escala: sozinho, corresponde a um terço da população da região, ocupa metade do território da América do Sul e concentra cerca de metade da economia do subcontinente. É um país distinto. As conversas com o Brasil seguem outra toada.
- Rute Pina
- Role,Da BBC News Brasil em São Paulo
- X,@rutepina
Operação Lanius resulta em prisões contra o tráfico de drogas em quatro cidades da Bahia
Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em Itaberaba, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa e Irecê.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (24), a Operação Lanius, voltada ao combate ao tráfico de drogas com ramificações nos municípios de Itaberaba, Boa Vista do Tupim, Ruy Barbosa e Irecê. Na ação, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, todos expedidos pela Justiça da Comarca de Itaberaba, tendo como alvos integrantes do mesmo grupo criminoso.
Três pessoas foram presas em Itaberaba, uma em Boa Vista do Tupim e uma em Ruy Barbosa. Em Irecê, foi cumprido mandado contra um detento já custodiado no presídio local, apontado como líder da organização criminosa. Os presos são investigados por articular a distribuição de entorpecentes na região.
A ação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Itaberaba – 12ª Coorpin, com apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (CATTI Paraguaçu), das Delegacias Territoriais de Iaçu, Ruy Barbosa, Boa Vista do Tupim, Ipirá e Baixa Grande, além da 14ª Coorpin/Irecê.
Fonte: Ascom PC
Bolsonaro fecha apoio a Tarcísio para eleição presidencial
O ex-presidente Jair Bolsonaro deu aval para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disputar as eleições presidenciais com seu apoio.
O acordo foi costurado com os líderes do PP e do União Brasil. A dúvida agora é quando a decisão será anunciada.
De acordo com o site Metrópoles, há um racha em relação ao calendário. Um grupo defende esperar até dezembro ou janeiro, sob o argumento de que isso livraria Tarcísio de ser acusado pelos eleitores de usar o governo de São Paulo como trampolim para o Planalto.
Porém, os mesmos políticos afirmam que Bolsonaro é imprevisível e que ele é quem definirá o calendário. Tarcísio deve se reunir com Bolsonaro na semana que vem. A visita está permitida em 29 de setembro, das 9h às 18h.
Enquanto isso, o governador foi orientado a manter o discurso de que irá disputar a reeleição.
Site Metrópoles
Governo Lula omite temas de pesquisas encomendadas pelo Planalto
O governo Lula (PT) tem omitido os temas das pesquisas que são encomendadas pelo Palácio do Planalto para captar a opinião da população sobre políticas públicas e outros assuntos.
Na gestão Jair Bolsonaro (PL) e ao menos até setembro de 2024, já na administração petista, era possível localizar o que era discutido nessas sondagens em documentos de pagamento disponíveis no site da Secom (Secretaria de Comunicação Social).
Desde então, as pesquisas são registradas de forma genérica, informando que foram feitas por telefone ou “face a face”, e em qual estado ou região foram aplicados. Mas não há registro de qual foi o assunto da sondagem.
Questionada sobre a omissão, a Secom, comandada por Sidônio Palmeira desde o começo deste ano, não respondeu à reportagem —nos processos administrativos, diz que as pesquisas envolvem documentos preparatórios.
Como mostrou a Folha em agosto do ano passado, o governo Lula havia levantado a opinião da população sobre conflito no Oriente Médio, Novo PAC, ações do governo sobre as enchentes no RS e até mesmo sobre a Operação Sequaz, da Polícia Federal, contra suposta tentativa do PCC (Primeiro Comando da Capital) de atacar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e outras autoridades.
Depois da divulgação do tema destas pesquisas, a Secom deixou de registrá-las nos documentos de pagamento. Também não revelou os assuntos em respostas recentes a questionamentos feitos por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).
De setembro em diante, há registros de pagamentos sobre 41 pesquisas feitas pela Secom, sendo que ao menos cinco foram feitas “face a face” e o restante por telefone.
Para negar o acesso aos dados, o governo tem citado parecer em que a CGU (Controladoria-Geral da União) diz que as pesquisas são documentos preparatórios, pois “não constituem um dado frio”, e que sua divulgação pode frustrar a elaboração de políticas públicas.
O mesmo documento orienta o governo a só apresentar o relatório das pesquisas quando terminar o mandato do presidente ou quando a política envolvida for implementada.
A CGU afirma no parecer que disponibilizar a pesquisa teria potencial de expor informações distorcidas e propagar equívocos. Poderia, ainda, “expor o conhecimento adquirido e aplicado pela empresa contratada na execução da pesquisa. Essa expertise é o diferencial da empresa no mercado”, afirma documento da Controladoria citado pela Secom.
Os posicionamentos da Controladoria, porém, não impedem a divulgação do assunto e do roteiro das pesquisas. A Folha solicitou novamente o acesso a esses dados, argumentando que qualquer pessoa pode ser procurada pelos pesquisadores e conhecer o tema e as perguntas.
Em resposta enviada via LAI, a Secom reafirmou que “as pesquisas têm natureza de documento preparatório, devendo ser disponibilizadas quando da implementação da referida política pública ao qual ela subsidiou ou, ainda, a disponibilização deverá ocorrer ao final do mandato”.
As pesquisas da Secom são feitas pela Nexus, empresa da FSB Holding que venceu uma licitação e assinou contrato com a pasta em 2022, quando ainda se chamava IPRI. O acordo tem previsão de gasto de R$ 11,9 milhões por ano, recebeu quatro aditivos e vale até março de 2026.
Pesquisas de Bolsonaro
Em processos baseados na LAI, o governo decidiu liberar as pesquisas feitas sob Bolsonaro.
Os levantamentos contratados pelo governo anterior incluem temas como o Auxílio Brasil, “conjuntura nacional” e “juventude e universo feminino no Brasil”.
Relatório de pesquisa “face a face” feita em julho de 2022 —cerca de três meses antes das eleições— apontou que 33% dos entrevistados enxergavam “o presidente da República”, ou seja, Bolsonaro, como principal responsável pela inflação no país, seguido pela pandemia da Covid-19 (22%) e governadores (18%).
Nesse levantamento, a empresa contratada pela Secom realizou 2.002 entrevistas nas cinco regiões do país, com pessoas com 16 anos ou mais.
Mateus Vargas/Folhapress
Câmara de Salvador aprova primeira Lei contra a Cristofobia no Brasil
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| Foto: Divulgação |
A Câmara Municipal de Salvador aprovou na tarde desta quarta-feira (24), o Projeto de Lei n° 28/2025, que estabelece o programa de combate à cristofobia na capital baiana. Este é o primeiro projeto de lei contra a cristofobia aprovado no país. O projeto, de autoria do vereador Cezar Leite (PL), será agora encaminhado para a prefeitura, onde aguardará a sanção do prefeito Bruno Reis.
O principal objetivo da nova legislação é garantir que a cultura e a manifestação da fé cristã sejam respeitadas. O projeto visa responsabilizar e punir com multa quem ataca o povo cristão. Um ponto central da lei é a punição para aqueles que utilizarem a imagem de Jesus e emblemas cristãos de forma sensual, pejorativa ou desrespeitosa. Essa medida é direcionada especialmente para eventos populares, como o Carnaval.
“O primeiro projeto de lei contra a cristofobia no país foi aprovada aqui na Câmara de vereadores de Salvador. Agora vai se pagar multa, se botar roupa de Cristo, se colocar roupa de freira para ficar sambando no carnaval, vai ter multa. E artistas também que fizerem isso, não serão contratados em eventos promovidos pela prefeitura. Nós defendemos a fé cristã”, disse o autor do projeto.
O proponente da lei fez um apelo para que todos os cristãos, sejam evangélicos, católicos ou espíritas, se unam na luta para que o prefeito Bruno Reis sancione o texto. “Eu peço que todos os cristãos, seja evangélico, católico, espírita, que possa juntos nessa luta fazer com que o prefeito Bruno Reis sancione essa lei, que é muito importante para nós”, disse.
“O primeiro projeto de lei contra a cristofobia no país foi aprovada aqui na Câmara de vereadores de Salvador. Agora vai se pagar multa, se botar roupa de Cristo, se colocar roupa de freira para ficar sambando no carnaval, vai ter multa. E artistas também que fizerem isso, não serão contratados em eventos promovidos pela prefeitura. Nós defendemos a fé cristã”, disse o autor do projeto.
O proponente da lei fez um apelo para que todos os cristãos, sejam evangélicos, católicos ou espíritas, se unam na luta para que o prefeito Bruno Reis sancione o texto. “Eu peço que todos os cristãos, seja evangélico, católico, espírita, que possa juntos nessa luta fazer com que o prefeito Bruno Reis sancione essa lei, que é muito importante para nós”, disse.
Ibirataia: Gestão Sandro Futuca destaca transparência, investimentos e planejamento para os próximos meses
Na sessão ordinária da Câmara Municipal desta semana, o secretário da SEPLAN, Dr. Elmar Lopes, apresentou o relatório das ações e convênios que buscam garantir obras que podem chegar a mais de R$ 50 milhões para Ibirataia. Os investimentos refletem os esforços do prefeito Sandro Futuca e de sua equipe de governo nos primeiros meses de gestão, consolidando avanços importantes para o município.
A apresentação foi realizada a partir de requerimento do vereador e líder governista Márcio Fatel, e contou com a presença de vereadores e público no plenário. Na explanação, foram detalhadas obras em andamento, iniciativas já executadas e novos projetos estruturantes. A iniciativa reforça o compromisso da administração em dialogar com o Legislativo e prestar contas à população.
O secretário destacou ainda o lançamento de uma revista institucional reunindo todas as ações desenvolvidas até o momento. “Estamos lançando uma revista que reúne todas essas ações, demonstrando o compromisso do prefeito Sandro Futuca em trabalhar com transparência e dedicação pelo povo de Ibirataia”, afirmou Elmar Lopes, ressaltando o foco da gestão em resultados concretos e planejados.
Fonte: Decom/Prefeitura de Ibirataia.
Ibirataia: Secretaria de Agricultura promove capacitação para produtores rurais sobre cultivo de cacau fino
Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente leva 40 agricultores para intercâmbio técnico em Jequié
Na última terça-feira (23), a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Ibirataia organizou uma visita técnica ao Distrito de Florestal, em Jequié, com a participação de 40 produtores rurais do município. O objetivo da ação foi proporcionar aprendizado prático sobre o cultivo e o manejo do cacau fino, ampliando o conhecimento dos agricultores locais e fortalecendo a produção agrícola regional.
Durante a atividade, os participantes puderam conhecer novas técnicas e observar de perto práticas inovadoras aplicadas na lavoura cacaueira. A secretária de Agricultura, Laís Nascimento, destacou a importância da iniciativa: “Nosso compromisso é oferecer oportunidades para que o produtor de Ibirataia tenha acesso a conhecimento de qualidade, gerando mais produtividade, renda e valorização da agricultura”
A capacitação reforça a estratégia da gestão municipal em incentivar a diversificação e o aprimoramento da cadeia produtiva do cacau. Com esse intercâmbio, a Secretaria busca preparar os agricultores para atender às exigências do mercado de cacau fino, que tem apresentado crescente valorização e abre novas perspectivas de desenvolvimento sustentável para a economia de IbirataiaFonte: Decom/Prefeitura de Ibirataia
Jaques Wagner prevê retomada de discussão sobre chapa ao Senado e afasta fragmentação da base
Dois dias após a divulgação, pelo Instituto Real Time Big Data, da pesquisa que traz o ministro da Casa Civil do governo Lula, Rui Costa (PT), liderando as intenções de votos para o Senado Federal em 2026, o senador Jaques Wagner (PT) voltou a dizer que ainda é cedo para falar sobre a formação da chapa.
Em entrevista, nesta quarta-feira (24), à rádio Juazeiro AM, o petista afirmou que houve uma espécie de esfriamento nas discussões que, segundo ele, deverão ser retomadas no final deste ano, já que o debate eleitoral será inevitável nos próximos meses.
Vale lembrar que foi o próprio Wagner que alvoroçou a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao defender publicamente, em entrevista à imprensa, no mês de janeiro, a formação de uma chapa puro-sangue com ele disputando à reeleição e o ministro Rui Costa a segunda vaga. As falas reiteradas do principal cacique do PT na Bahia colocaram em xeque a presença do senador Angelo Coronel (PSD), também candidato à reeleição, na chapa majoritária.
De acordo com Jaques Wagner, esse é “um bom problema” a ser resolvido entre os partidos ligados ao Palácio de Ondina. “É óbvio que temos um bom problema. São três candidatos para duas vagas. Vamos ter que nos debruçar para ver como resolver essa questão. Mas, sem dúvida nenhuma, é uma chapa que chegará muito forte”, disse.
Jaques Wagner também descartou a hipótese de rompimento do PSD, liderado na Bahia pelo senador Otto Alencar, com o governo Jerônimo, conforme pregam parlamentares da oposição respaldados pelos constantes acenos do senador Angelo Coronel ao grupo liderado na Bahia pelo pré-candidato a governador, ACM Neto (União Brasil).
“A oposição aposta na divisão, mas todos nós sabemos que a força do nosso time está na unidade dentro da diversidade. Jerônimo e eu somos de um partido e Coronel é de outro. Mas é essa pluralidade que dá dinamismo à nossa família política”, completou.
Carine Andrade, Política Livre
Operação Anátema prende vereador e apreende armas, veículos e dinheiro em ação contra organização criminosa
A Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), deflagrou nesta quarta-feira (24) a Operação Anátema, que está em andamento e mobiliza equipes durante todo o dia nos estados da Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná.
Até o momento, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e realizadas três prisões em flagrante. Também já foram apreendidas cinco armas de fogo, uma arma artesanal, dez carros, duas motocicletas, mais de R$ 20 mil em espécie, além de joias, eletrônicos e documentos. O material ainda está sendo contabilizado.
Um dos alvos centrais foi um posto de combustíveis em Santo Estevão, apontado como instrumento de lavagem de capitais. O local, administrado por um vereador do município que foi preso na operação, foi fechado e multado. Na ação, foram apreendidos valores em dinheiro, cheques e contratos, além da constatação de fortes indícios de sonegação fiscal pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), que serão devidamente apurados após os trâmites internos do Fisco.
As investigações tiveram início em 2023 e revelaram um esquema estruturado de movimentação financeira ilícita, utilizando contas de terceiros e empresas de fachada para dissimular recursos oriundos do tráfico de drogas. A soma identificada na movimentação financeira do grupo ultrapassa R$ 4,3 bilhões. Diante desse volume, o Draco requereu ao Judiciário o bloqueio dos valores e de todos os bens móveis e imóveis ligados aos investigados.
Entre os investigados estão dois vereadores. O de Santo Estevão, gestor do posto de combustíveis vinculado ao esquema, foi preso e teve cerca de R$ 18 mil em espécie, além de cheques e contratos, apreendidos no estabelecimento. Já em Jaguarari, um imóvel ligado a outro vereador foi alvo de mandado de busca e apreensão, resultando na localização de celulares e documentos.
Conforme a apuração, o membro da câmara legislativa municipal de Santo Estevão é irmão de um traficante de alta periculosidade, morto em confronto com a polícia em 2017.
Mais de 170 policiais civis participam da operação, por meio dos Departamentos Especializados de Investigações Criminais (Deic), de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Inteligência Policial (Dip), de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin), e das Coordenações de Polícia Interestadual (Polinter), de Operações e Recursos Especiais (Core) e de Operações de Polícia Judiciária (COPJ). A ação conta ainda com o apoio da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atuando de forma integrada com as equipes policiais.
MS: arquiteto chinês e cineastas estão entre mortos em queda de avião
Kongjian Yu era arquiteto paisagista e urbanista, reconhecido mundialmente pelo conceito das “cidades-esponja”
As quatro vítimas a bordo do avião que caiu na noite dessa terça-feira (23/9), na região da Fazenda Barra Mansa, próximo à cidade de Aquidauana (MS), foram identificadas. Entre elas estão um dos maiores arquitetos do mundo e um cineasta brasileiro.
A aeronave explodiu após a queda. Não há sobreviventes. Veja quem são as vítimas:
A aeronave explodiu após a queda. Não há sobreviventes. Veja quem são as vítimas:
Kongjian Yu era arquiteto paisagista e urbanista, reconhecido mundialmente pelo conceito das “cidades-esponja” — áreas urbanas projetadas para absorver e gerenciar a água da chuva por meio de soluções baseadas na natureza. Acidente aéreo deixou quatro mortos na noite de terça-feira (23/9), em Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense
O arquiteto publicou mais de 20 livros e mais de 300 artigos científicos. Ele já recebeu prêmios internacionais, como o IFLA Sir Geoffrey Jellicoe Award, o Cooper Hewitt National Design Award e o RAIC International Prize.
A outra vítima, Luiz Fernando Ferraz, era um cineasta brasileiro. Segundo amigos, ele e Kongjian Yu trabalhavam em um documentário sobre cidades-esponja. Todos os corpos foram carbonizados após a explosão da aeronave.
Com trajetória consolidada desde 2007 na Olé Produções, Luiz Fernando Ferraz buscava novas formas de linguagem documental em seus projetos. Ele dirigiu obras como a série indicada ao Emmy Internacional Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia (para WBD/HBO, em parceria com a Pacha Films) e To Win or To Win, produção do grupo árabe MBC/Shahid sobre o Al Nassr FC.
Também esteve à frente do documentário Paisagem Concreta, sobre o arquiteto Álvaro Siza, exibido no canal Arte1 e em diversos festivais, em países como Estados Unidos, Canadá, Suécia e Coreia do Sul. Na Olé Produções, assinou ainda a direção de Algo no Espaço, série dedicada a artistas e escultores contemporâneos brasileiros.
O documentarista Rubens Crispim Jr., de São Paulo, também está entre as vítimas. Graduado em artes plásticas pela USP e especializado em fotografia, Rubens atuava no cinema e no audiovisual há mais de uma década. Ele participou do Festival de Cannes em 2009, com o curta O Que Escolhemos, e venceu o reality Projeto 48, do canal TNT, em 2006.
As causas da queda da aeronave ainda são desconhecidas e serão investigadas, inicialmente, pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).
https://www.metropoles.com/
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