Suspeito de criar perfis falsos para aplicar golpes é preso em flagrante

Polícia Civil identificou esquema de extorsão envolvendo loja de joias em Riachão do Jacuípe

Um homem, de 23 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na quarta-feira (13), no bairro Caixa D’Água, em Riachão do Jacuípe. Conforme as apurações, ele é investigado por clonar perfis de redes sociais de uma loja de joias para aplicar golpes. A prisão ocorreu após denúncia registrada por um dos responsáveis pelo estabelecimento comercial.

De acordo com as investigações, o suspeito exigia pagamento para excluir os perfis falsos, configurando prática de extorsão. Após a denúncia, diligências foram realizadas para localizar o investigado, encontrado em uma residência no município.

No momento da abordagem, os policiais ligaram para o número utilizado na prática criminosa, e o celular do suspeito tocou. Em seguida, foi dada voz de prisão em flagrante.

A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial (DT/Riachão do Jacuípe). O homem foi encaminhado à unidade policial, onde foram adotadas as medidas cabíveis, permanecendo à disposição da Justiça.
Fonte: Rose Amorim / Ascom-PCBA

Nova regra de Fachin sobre distribuição de processos no STF acirra atrito no tribunal

            Presidente do Supremo restringiu petições feitas em casos já arquivados, em recado a Gilmar

O presidente do STF, ministro Edson Fachin

As novas regras do STF (Supremo Tribunal Federal) para distribuição de processos judiciais determinadas nesta semana pelo presidente da corte, ministro Edson Fachin, acirraram o atrito entre magistrados e são o capítulo mais recente da divisão interna do tribunal.

Em despacho assinado nesta segunda-feira (11), Fachin estabeleceu que petições feitas em casos já arquivados devem ser validadas pela presidência do STF antes de serem enviadas ao gabinete do ministro relator. A decisão foi entendida como um recado a Gilmar Mendes, que reagiu e cobrou de Fachin menos interrupções de julgamentos de grande impacto.

Em fevereiro, Gilmar deu decisão a favor da Maridt, empresa da família do ministro Dias Toffoli, no âmbito de um procedimento da CPI da Covid que estava engavetado havia três anos. O presidente do STF quis evitar que essa situação se repita, pois entende que esse tipo de polêmica desgasta ainda mais o tribunal em meio às repercussões do caso Master.

As novas diretrizes, assim como o código de conduta, fazem parte de um pacote de medidas adotado por ele para enfrentar a crise de imagem da corte. Para o grupo de Gilmar, porém, essa é mais uma atitude do presidente do STF para demonstrar à sociedade que defende uma agenda ética, mas ao custo de expor colegas e desunir o tribunal.

A avaliação é a de que, em um momento sensível, vulnerável e envolto por tensões, Fachin poderia ter submetido esse tema a um debate colegiado. Auxiliares do presidente do Supremo afirmam, por outro lado, que ele conversou com colegas antes de publicar a decisão.

Como reação imediata, Fachin foi cobrado por Gilmar sobre o número de vezes em que paralisou, por meio de pedidos de destaque do plenário virtual, julgamentos de relevância para a sociedade, como o da revisão da vida toda e o da exploração mineral em terras indígenas.

O magistrado disse ao presidente do STF, por meio de uma mensagem de WhatsApp, que esses entraves têm sido a marca da sua gestão, chegando a compará-los à tática de obstrução praticada pelo Senado norte-americano e conhecida como "filibuster". Fachin não respondeu.

Quando Gilmar suspendeu a quebra de sigilo da Maridt pela CPI do Crime Organizado, uma ala de ministros alinhada a Fachin o criticou em conversas de bastidores.

Esse grupo avaliou que houve violação ao princípio do juiz natural. É como se a empresa familiar de Toffoli tivesse burlado o sistema de sorteio do STF e escolhido o magistrado que analisaria seu pedido, para ter mais chances de um resultado favorável.

Na ocasião, o decano explicou que as temáticas eram semelhantes: comissões parlamentares de inquérito aprovando requerimentos desconectados do objeto da apuração, prática que o ministro já repudiou publicamente.

No caso da CPI da Covid, que investigava o impacto da desinformação nas mortes causadas pelo coronavírus, Gilmar restringiu o alcance das quebras de sigilo da produtora Brasil Paralelo. As providências haviam sido aprovadas sem um limite temporal.

Já em relação à CPI do Crime, o decano disse que a quebra de sigilo da Maridt se deu "em manifesto e incontornável descumprimento dos limites" da apuração parlamentar, que tinha como objetivo apurar o avanço das facções criminosas no Brasil.

Gilmar também disse a interlocutores que, se o pedido chegou ao seu gabinete nos autos de um processo arquivado, foi por ato da secretaria judiciária do Supremo, e que ele não poderia se furtar a examiná-lo —é o chamado "princípio da indeclinabilidade da jurisdição".

Nesta semana, porém, Fachin disse ser necessário prevenir "eventuais novos questionamentos concernentes à distribuição". Na sua decisão, ele cita resolução da corte destinada a "aprimorar a segurança, a transparência e a aleatoriedade do sistema".

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime, disse nas redes sociais que Fachin "reconheceu (com muito jeito) que a atuação de Gilmar Mendes no caso Maridt (o fundo da família Toffoli) não seguiu as regras processuais", ordenando a proibição de "novos malabarismos similares".

Vieira propôs o indiciamento de Gilmar, Toffoli e do ministro Alexandre de Moraes no relatório final da CPI, mas o documento acabou reprovado pela comissão. Ministros do STF viram um viés eleitoreiro na medida e um desvirtuamento do propósito da investigação parlamentar.
Por Luísa Martins/Folhapress

Museu Geológico da Bahia realiza exposição de minerais e rochas e 1º Encontro de Colecionadores da Bahia

A inscrição para expor a coleção particular durante o encontro abre nesta sexta-feira (14)
Em celebração ao Dia do Geólogo, o Museu Geológico da Bahia (MGB) promoverá a Exposição de Minerais e Rochas com o tema "Cristais, Rochas e Tempo Geológico: a arte natural da Terra", com abertura programada para 30 de maio, às 13h, e encerramento dia 19 de setembro. Como parte da programação, será realizado o 1º Encontro de Colecionadores de Minerais da Bahia, no domingo (31), a partir das 10h.

O evento realizado pelo MGB, administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), em parceria com a Associação Baiana de Geologia (ABG), busca aproximar o público de amostras do patrimônio geológico estadual, além de fortalecer o diálogo entre pesquisadores, estudantes, colecionadores e entusiastas.
Ao longo do período expositivo, os visitantes terão acesso a atividades técnicas e educativas, como palestras, visitas guiadas, recursos visuais didáticos e ações de difusão científica. No sábado (30), a programação será aberta com palestra da economista da SDE, Ana Cristina Magalhães, às 14h, sobre o papel da Bahia no desenvolvimento da Mineração e o Setor em 2026. Em seguida, a palestrante Maísa Bastos, doutora em Geologia pela UFBA, destacará o papel do Serviço Geológico do Brasil na pesquisa de Recursos Minerais. A última palestra será sobre Geologia e Mercado de Pedras Coradas no Brasil, com André Klumb, professor do Departamento de Geologia da UFBA. Por fim, às 16h, haverá uma mesa redonda com a participação dos colecionadores Leonardo Mascarenhas, Rafael Daltro e Renato Andrade.

O evento visa ampliar a popularização do conhecimento geocientífico e valorização do patrimônio geológico da Bahia, reconhecido, nacional e internacionalmente, por sua diversidade mineralógica e relevância na mineração brasileira.

Venha expor sua coleção no MGB!

Durante o encontro, colecionadores de minerais e rochas de toda a Bahia poderão expor a sua coleção. Os interessados devem realizar a inscrição, entre 15 e 22 de maio, via formulário online disponível no link da BIO do Instagram @museugeologicodabahia. A participação é gratuita e a confirmação será enviada via e-mail pela organização do evento.

Na inscrição os colecionadores baianos devem anexar fotos, relatar uma breve história e as peças que compõem a sua coleção. Para inscrever-se, acesse o 

Ascom/SDE

Ibirataia: Secretaria de Agricultura oferece análise de solo gratuita para produtores de cacau

Parceria com a CIMURC e o Governo do Estado fortalece a agricultura familiar e impulsiona a cadeia produtiva do cacau no município.
A Secretaria Municipal de Agricultura de Ibirataia iniciou uma importante parceria com a CIMURC, por meio do projeto estadual “Parceria Mais Forte”, com o objetivo de fortalecer a produção agrícola no município. A ação conta contou com a visita técnica da agrônoma Patrícia da CIMURC. A iniciativa busca ampliar a qualidade da produção e incentivar o desenvolvimento sustentável no campo.

De acordo com a secretária municipal de Agricultura, Lais Nascimento, a parceria representa um avanço significativo para os produtores locais, especialmente os que atuam na cadeia produtiva do cacau. “Esse trabalho é fundamental para orientar os agricultores sobre a qualidade do solo e melhorar a produtividade das lavouras. É uma oportunidade importante para fortalecer a agricultura familiar e valorizar o cacau produzido em nosso município”, destacou a gestora.

Os produtores interessados devem procurar a Secretaria de Agricultura para realizar a solicitação do serviço, que será disponibilizado de forma gratuita. A gestão municipal reforça que as vagas são limitadas e o atendimento será realizado conforme a demanda e cronograma técnico da equipe responsável. A ação reafirma o compromisso da administração municipal com o fortalecimento da agricultura e o apoio ao homem do campo.

PRF apreende 8,3 toneladas de maconha em Naviraí (MS)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 8.310 quilos de maconha, nesta quinta-feira (14), em Naviraí (MS).

Os policiais fiscalizavam na BR-163, quando abordaram um caminhão. Durante a entrevista, os policiais notaram que o motorista apresentava nervosismo quando questionado sobre a viagem.

Foi realizada uma vistoria no compartimento de carga do veículo e encontrada grande quantidade de maconha, totalizando 8.268 quilos de maconha e 41 quilos de haxixe. O motorista disse ter pego a droga em Amambai (MS) mas não sabia o destino do ilícito.

A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil em Naviraí (MS).
Categoria
Justiça e Segurança

Xi ofereceu auxílio para reabrir Hormuz e negou ajuda militar para o Irã, diz Trump após encontro

Falas do americano, não confirmadas por Pequim, vão além do comunicado oficial da Casa Branca sobre o encontro
                         Os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping (China)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (14) que o presidente Xi Jinping ofereceu ajuda da China para abrir o estreito de Hormuz e prometeu não enviar equipamentos militares para auxiliar o Irã em sua guerra contra os EUA e Israel.

"Ele gostaria de ver o estreito de Hormuz aberto e disse: 'Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar'", acrescentou. "Ele disse que não vai fornecer equipamentos militares... ele disse isso enfaticamente", declarou Trump ao programa "Hannity" da Fox News, após o encontro entre os dois líderes em Pequim.

As falas de Trump —não confirmadas por Pequim— vão além do comunicado oficial da Casa Branca, que afirmou que o americano e Xi concordaram que o estreito de Hormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, deve permanecer aberto e que o Irã não deve ter posse de armas nucleares.

Ainda durante o encontro desta quinta, o chinês fez questão de reiterar que a relação entre os países deve ser baseada em ganhos mútuos e que, se a questão Taiwan for lidada por Washington de forma inadequada, haverá conflitos.

Os mandatários se encontraram em Pequim para reunião bilateral e outros compromissos oficiais da visita de Estado do americano à capital chinesa.

Em seguida, visitaram o Templo do Céu, um cartão-postal da cidade, que tem simbolismo especial em visitas de Estado por ser conhecido como o local onde imperadores pediam a bênção dos deuses para boas colheitas. Os líderes também jantaram juntos em um banquete de Estado, momento em que Trump convidou Xi para visitar Washington em setembro.

O dia começou uma recepção amigável, marcada por risos e pequenos cochichos entre os líderes. Em pronunciamento na abertura da reunião bilateral, Trump afirmou que os países terão um futuro fantástico juntos.

"Nós construímos uma relação fantástica. Nós nos demos bem. Quando houve dificuldades, nós as resolvemos. Eu ligava para você, e você ligava para mim, e sempre que tínhamos um problema —as pessoas não sabem disso—, nós o resolvíamos muito rapidamente", disse o americano.

Uma das principais falas de Xi veio depois, durante a reunião de portas fechadas, que durou cerca de duas horas e 15 minutos. Segundo a imprensa estatal Xinhua, o líder teria repetido a Trump que a questão Taiwan é a mais importante nas relações entre as nações.

O chinês teria dito que "se mal administrada, os dois países entrarão em conflito, levando toda a relação China-EUA a uma situação muito perigosa". "A independência de Taiwan e a paz no estreito de Taiwan são incompatíveis. Manter a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan é o maior denominador comum entre a China e os EUA", afirmou, segundo a Xinhua.

A fórmula é a mesma que sua diplomacia usou nos dias que antecederam a visita. O chanceler chinês, Wang Yi, por exemplo, afirmou ao secretário de Estado, Marco Rubio, que o ponto é o mais sensível das trocas bilaterais.
Por Folhapress

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