Irã mata 11 no maior ataque a Israel, que alveja ministério
O conflito aberto entre Israel e Irã entrou em seu terceiro dia marcado pela escalada das perdas do Estado judeu devido a ataques retaliatórios de Teerã e novas ações no país persa. Ao menos 11 pessoas morreram e 200 ficaram feridas em duas barragens de mísseis balísticos iranianos na madrugada deste domingo (15).
A operação israelense, iniciada na sexta (13) com o objetivo declarado de acabar com o programa nuclear que pode dar a bomba atômica aos aiatolás, prosseguiu também. O governo do Irã falou em civis mortos em Teerã, e Tel Aviv emitiu um alerta para moradores de áreas próximas a bases militares deixarem suas casas.
A escalada, temperada por uma fala da chancelaria iraniana sugerindo que a guerra pode parar na improvável hipótese de Israel cessar os ataques, elevou a belicosidade de ambos os lados. O premiê Binyamin Netanyahu disse que irá revidar os contra-ataques.
Logo de cara, o ataque israelense visou matar um número considerável de líderes militares do Irã, 20 ao menos, do Irã. O braço-direito do líder supremo da teocracia, Ali Khamenei, também morreu, e dois funcionários do governo americano ouvidos pela Reuters disseram que Donald Trump vetou um plano de Tel Aviv de matar Khamenei. Questionado sobre isso em entrevista à Fox News, Netanyahu se esquivou: “Não entrarei nisso”. Ele afirmou, porém, que uma mudança de regime no Irã poderia ser uma consequência dos ataques de Israel, pois a teocracia iraniana “está muito fraca”.
A madrugada deste domingo infligiu o maior número de vítimas a Israel desde o início das agressões. Em Bat Yam, perto de Tel Aviv, um míssil iraniano atingiu diretamente um prédio residencial. Pelo menos sete civis morreram, entre eles duas crianças, e mais de 200 ficaram feridos, segundo a Magen David Adom, equivalente à Cruz Vermelha israelense.
Já em Tamra, mais ao norte, um projétil destruiu uma casa de dois andares em que moravam quatro mulheres árabes da mesma família. Elas foram identificadas como Manar Khatib (mãe), as filhas Hala, 20, e Shada, 13, e uma cunhada de Manar, com o mesmo nome. Moradores de Tamra, uma pequena cidade próxima de Haifa, se queixavam de uma suposta falta de abrigos para acolher toda a população em situações de emergência.
Após esses ataques, uma nova barragem iraniana neste domingo foi largamente interceptada, disse Israel, sem vítimas. “O Exército israelense atacará esses locais e continuará a arrancar a pele da cobra iraniana em Teerã e em todos os lugares tendo como alvo capacidades nucleares e sistemas de armamentos”, disse o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, em nota.
Com as mais recentes agressões, há até agora 14 mortos em Israel e talvez 138 no Irã o dado havia sido informado pela mídia estatal, mas o governo fala em 80 vítimas. A disparidade sugere a evidente maior intensidade da ação de Netanyahu, mas do ponto de vista de impacto psicológico é importante notar que são perdas proporcionais do ponto de vista populacional: há 9,7 milhões de israelenses e 92 milhões de iranianos.
O escopo de Tel Aviv, contudo, é maior. Além das instalações nucleares, Netanyahu emulou a tática empregada para desmantelar o Hezbollah libanês, que atacava com baixa intensidade o norte israelense em apoio à guerra dos terroristas do Hamas palestino contra o Estado judeu.
Além disso, Israel está buscando a degradação militar do Irã e diz ter conseguido criar um corredor seguro para ataques do oeste do país até a capital. Teerã nega e disse ter derrubado um caça israelense neste domingo, algo sem confirmação ainda.
Nesta manhã de domingo, os israelenses também atingiram o prédio do Ministério da Defesa, na capital iraniana, além de um depósito de petróleo perto de Teerã.
As forças de Netanyahu também focaram em lançadores de mísseis terra-terra, a principal força ofensiva do Irã. Novamente, há a questão da quantidade: estima-se que Teerã tenha de 2.000 a 3.000 desses, então como os ataques contínuos desde sexta mostram, há muito estrago a ser feito ainda se a briga continuar.
Um problema maior para Israel, além da intensidade do conflito após quase dois anos de guerra na Faixa de Gaza e outras frentes, é que para de fato destruir a capacidade do Irã de fazer uma ogiva nuclear, lhe faltam alguns instrumentos segundo um relativo consenso de analistas.
No caso, as bombas de penetração profunda de bunkers, que Tel Aviv não tem. Mas os Estados Unidos, fiadores do grosso da capacidade militar de Israel, têm. Trata-se da MOP (Penetrador de Munição Maciça, na sigla inglesa), um trambolho de 13,6 t que só pode ser lançado pelos bombardeiros furtivos americanos B-2.
Os EUA têm bases e um grupo de porta-aviões na região, e contam com o mais distante aeródromo de Diego Garcia, no Oceano Índico, para lançar ataques apoiados com reabastecimento aéreo sem arriscar retaliações iranianas.
A alternativa do Estado judeu seria o emprego de alguma de suas 90 bombas atômicas, algo obviamente fora de cogitação exceto em caso de risco existencial para Israel. Assim, rumores acerca da participação americana na guerra cresceram de sábado para cá.
Segundo o site Axios, Israel já fez o pedido, e a rede NBC chegou a relatar uma reunião para debater o caso no Pentágono, que poderia ocorrer neste domingo.
Até aqui, o presidente Donald Trump, um aliado de Netanyahu, disse que irá entrar com força na guerra apenas se o Irã ataca alguma das forças americanas na região. O Irã, por sua vez, diz que só o fará se recursos dos EUA forem usados para proteger Israel.
Em uma postagem na rede Truth Social, ele escreveu: “Irã e Israel devem fazer um acordo, e farão um acordo, e nós teremos paz logo entre Israel e Irã”.De que forma, não disse ainda.
Um envolvimento americano seria desastroso para o Irã, mas escalaria o conflito regional para um nível outro. O Irã é aliado estratégico da Rússia e já recebeu apoio da China e mesmo da rival Turquia, que é integrante da mesma aliança Otan que os EUA, na atual troca de fogo.
Adensando o enredo há a ameaça dos iranianos de fechar o Estreito de Hormuz, por onde passam mais de 30% do petróleo e 20% do gás liquefeito do mundo, inclusive 90% da produção de óleo da Arábia Saudita. Durante anos, o Irã se preparou para isso, com mísseis, drones e minas marinhas.
Isso elevaria, e muito, o risco do envolvimento de outras países da região na crise. Das monarquias do golfo Pérsico, apenas o Qatar tem boa interlocução com Teerã muito mais bem armados, sauditas e emiratis podem ser levados a se envolver. Riad já esteve numa guerra indireta com o Irã, no conflito civil do Iêmen, e tem más memórias que podem servir de dissuasão a uma nova ação.
Igor Gielow / Folhapress
MST acusa governo Lula de inflar dados de novos assentamentos, e ministério nega
Líderes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) acusam a gestão do ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) de inflar estatísticas de novos assentamentos e afirmam que os dados divulgados pelo governo Lula (PT) não refletem a realidade vivida pelos camponeses.
Segundo eles, o governo tem anunciado como terras entregues áreas que ainda não foram reconhecidas como desapropriadas pela Justiça. Dessa forma, eles dizem que os anúncios têm servido apenas para os propósitos de divulgação do ministério, sem impacto real nas vidas dos acampados.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário rejeita a acusação, afirma que tem trabalhado com transparência inédita e que divulga como entregues as áreas em relação às quais já houve análise técnica e empenho de recursos para desapropriação. Além disso, atribui dificuldades nos últimos anos a problemas herdados da administração de Jair Bolsonaro (PL).
Como mostrou a Folha, a cúpula do MST decidiu romper o diálogo com o ministro Teixeira e pede sua substituição. O movimento discute intensificar ações para criticar a administração petista.
O caso tomado como exemplar da alegada ineficiência de Teixeira pelo MST é o do Acampamento Quilombo Campo Grande, onde vivem famílias do movimento desde o final da década de 1990, no município de Campo do Meio (335 km de Belo Horizonte), no sul de Minas Gerais.
Em 7 de março, Lula foi ao local para fazer sua primeira visita a um assentamento do MST no terceiro mandato e assinou os decretos para desapropriação. O evento foi considerado promissor para o realinhamento entre o presidente e os sem-terra.
No entanto, o MST hoje afirma que o anúncio de Lula não teve efeito prático algum desde então e que o processo de desapropriação segue congelado. Sem que o processo avance, os assentados não conseguem ter acesso a programas de crédito para financiamento da produção, entre outras limitações.
“O processo ficou parado após aquela demonstração toda de compromisso do presidente. Não se moveu mais nenhum centímetro no sentido de garantir o direito das famílias”, afirma Silvio Netto, membro da coordenação nacional do MST. “Se o presidente tivesse conhecimento dessa incompetência, o Paulo Teixeira já teria sido demitido.”
O primeiro passo que o ministério deveria ter dado após a assinatura dos decretos por Lula, diz Netto, seria apresentar uma ação para que a Justiça referendasse a desapropriação, o que não foi feito até o momento. Na avaliação do MST, trata-se de uma prova da morosidade da pasta.
Os três lotes de Campo do Meio aparecem em lista de novas terras entregues que é divulgada pelo MDA, para insatisfação dos sem-terra, que afirmam que a situação das cerca de 2.000 pessoas que nela vivem segue idêntica.
Em 2025, a meta da pasta é de 30 mil novos assentamentos, dos quais 15 mil já foram entregues, segundo Teixeira. Até o fim de 2026, o objetivo é entregar 60 mil.
O ministério diz que a Procuradoria do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) está elaborando a ação sobre Campo do Meio para apresentar à Justiça e que o rito está sendo cumprido com rapidez se comparado ao tempo médio. O prazo legal para ingressar com a ação judicial a partir do decreto de desapropriação é de até dois anos.
Maíra Coaraci, diretora de obtenção de terras do Incra, afirma que a aprovação atrasada do Orçamento em 10 de abril impactou na evolução do processo, mas que desde então os recursos já foram empenhados e a ação deve ser apresentada à Justiça em breve. Por isso, afirma, o caso já é considerado resolvido. Ela avalia que até o fim do ano os sem-terra já perceberão vantagens concretas da desapropriação.
Ela afirma que o critério para elaboração da lista de novas terras entregues, contestada pelo MST, é a conclusão do processo administrativo de obtenção, com análises técnicas prontas e recursos empenhados. Nesses casos, o que falta geralmente é a certidão de cartório e/ou a decisão da Justiça sobre a homologação da desapropriação.
“O que posso dizer é que os 12.297 lotes [considerados entregues até abril] são áreas já obtidas pelo Incra. Agora a gente está na finalização dos trâmites de cartório, de empenho, de edital de seleção”, diz Maíra.
Sobre a possibilidade de que a Justiça venha a rejeitar a desapropriação de uma área depois de ela ter sido anunciada como entregue pelo governo, ela afirma que “esse risco existe em qualquer momento e fase” e que até mesmo assentamentos com décadas de existência sofrem reveses judiciais.
“A gente não pode não contabilizar números e demonstrar o andamento dos processos por causa desse risco, senão nada vai sair”, afirma.
A desestruturação das políticas da reforma agrária na gestão Bolsonaro é apontada com frequência pelo ministério e por Lula como motivo das dificuldades para apresentar resultados melhores.
No primeiro ano de mandato, o MST, que fez campanha pela reeleição de Lula em 2022, reconheceu os obstáculos e se conteve nas críticas. Recentemente, no entanto, passou a cobrar de modo mais incisivo.
Jaime Amorim, membro da direção nacional do MST, disse à Folha que a pasta de Teixeira falsifica números, “criando uma lógica que qualquer um que conhece um pouco da nossa área sabe que não condiz com a realidade”.
Silvio Netto, por sua vez, afirma que “não há setor do governo que tem o direito de reclamar sobre qualquer mobilização que venha a acontecer”. Ele diz que a pasta de Teixeira dá “desculpas esfarrapadas” e “a consequência disso é que o MST vai perdendo a paciência. E quando a gente perde a paciência se intensificam as mobilizações sociais”.
Os sem-terra já levaram diretamente a Lula a insatisfação com Teixeira. Em evento no final de maio, o presidente tratou do tema.
“É isso que quero que a gente faça no MDA, Paulinho. Em vez de ter alguém para dizer ‘não’, ter alguém para dizer ‘vou encontrar solução’. Se for fácil, eu faço. Se for difícil, eu faço. Se não puder fazer, eu peço desculpas a você, porque as pessoas passam a respeitar mais as coisas que acontecem na nossa relação”, disse.
Guilherme Seto / Folhapress
Urnas funerárias milenares são encontradas após queda de árvore no Amazonas
Pesquisadores do Instituto Mamirauá, em parceria com moradores da comunidade São Lázaro do Arumandubinha, encontraram sete urnas funerárias de cerâmicas, sendo que duas delas de grande volume, no município de Fonte Boa, no Amazonas. As peças enterradas sob uma árvore tombada e revelam indícios de práticas rituais e alimentares associadas aos antigos sepultamentos na região.
Dentro das urnas, os pesquisadores encontraram fragmentos de ossos humanos, além de restos de peixes e quelônios. “São de grande volume, sem tampas cerâmicas aparentes, o que pode indicar o uso de materiais orgânicos para selamento, hoje já decompostos. Elas estavam enterradas a 40 cm de profundidade, provavelmente sob antigas casas”, relata a pesquisadora Geórgea Layla Holanda.
Fragmentos com engobos — camada de argila aplicada na parte externa das peças — e faixas vermelhas também foram identificados. Segundo o instituto, ainda não se sabe se esses fragmentos têm relação com as tradições cerâmicas já conhecidas, como a Tradição Polícroma da Amazônia.
Para encontrar as urnas, devido as condições do terreno e a localização, os pesquisadores precisaram construir uma estrutura elevada, com madeira e cipós, a mais de três metros do chão, para realizar os trabalhos. “Nunca escavamos dessa forma. Montamos um dátum de elevação para controle estratigráfico. Foi uma experiência totalmente nova e fruto da colaboração com a comunidade”, relata o arqueólogo Márcio Amaral.
O material recolhido está agora em fase de análise e curadoria no laboratório do Instituto em Tefé. As primeiras análises revelam uma diversidade cerâmica que aponta para um horizonte multicultural ainda pouco documentado no Alto Solimões. Um dos elementos mais raros identificados é a presença de cerâmica feita com argila esverdeada, já observada em outros sítios da região, mas ainda considerada incomum.
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Trump diz que EUA podem se envolver em conflito entre Israel e Irã
A declaração foi dada em entrevista à ABC News, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. "É possível que possamos nos envolver. Mas, neste momento, não estamos envolvidos", disse o presidente dos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) que, embora o país não esteja atualmente envolvido nas ações militares entre Israel e Irã, "é possível que possamos nos envolver". A declaração foi dada em entrevista à ABC News, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
"Não estamos envolvidos nisso. É possível que possamos nos envolver. Mas, neste momento, não estamos envolvidos", disse Trump.
O presidente também comentou sobre os recentes ataques de Israel ao Irã, classificando-os como "muito devastadores".
"Foi muito devastador. Eles também foram atingidos, mas foi muito devastador para o Irã, principalmente", afirmou.O conflito entre Israel e Irã se intensificou nos últimos dias, após Israel lançar ataques aéreos em instalações nucleares e militares iranianas, resultando na morte de altos comandantes e cientistas nucleares.
Em resposta, o Irã disparou centenas de mísseis e drones contra cidades israelenses, causando vítimas civis e danos significativos. A escalada preocupa a comunidade internacional, que teme um conflito mais amplo na região.
Questionado sobre a possibilidade de um prazo para que o Irã retome as negociações nucleares, Trump respondeu que não há prazo, mas que os países estão conversando. "Gostariam de fazer um acordo. Algo assim tinha que acontecer", disse.
Trump também revelou que está aberto à possibilidade de o presidente russo, Vladimir Putin, atuar como mediador no conflito. O assunto foi tratado entre os dois presidentes em uma ligação telefônica.
"Ele [Putin] está pronto. Ele me ligou sobre isso. Tivemos uma longa conversa. Falamos mais sobre isso do que sobre a situação dele. Isso é algo que acredito que será resolvido", disse o presidente americano.
Por Redação g1
Israel ataca avião iraniano que reabastecia em aeroporto
Militares israelenses dizem ter atacado um avião iraniano que reabastecia no aeroporto de Mashad, no leste do Irã. Este seria, segundo as forças de Israel, o maior ataque desde o início do conflito com o Irã.
Segundo as forças israelenses, o ataque aconteceu a cerca de 2300 quilômetros de distância de Israel, sendo o ataque mais distante realizado por Israel desde o início da operação. Ainda segundo os israelenses, o objetivo é "alcançar a superioridade aérea em todo o Irã".
Mais mortes
O número de mortos em ataques iranianos contra Israel desde sexta-feira subiu para 14, informou a Assessoria de Imprensa do Governo de Israel no domingo.
Outro corpo foi recuperado na cidade de Bat Yam, no centro de Israel, depois que um ataque iraniano atingiu um prédio residencial.
Pelo menos sete pessoas morreram naquele ataque, de acordo com serviços de emergência e autoridades governamentais.
Informação é da Agência Reuters
PF e PM/PR prendem homem com quase 50 kg de maconha em Guaíra/PR
Ação conjunta na fronteira resultou na prisão em flagrante do suspeito, que foi autuado por tráfico de drogas
Guaíra/PR. Um homem foi preso com 47,5 kg de maconha, neste sábado (14/6), em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar do Paraná.
Após a abordagem e identificação da droga, o suspeito foi detido em flagrante e encaminhado, junto com o material apreendido, para a Delegacia da Polícia Federal em Guaíra para os procedimentos legais.
Lula (46%) e Bolsonaro (43%) lideram rejeição; índice de Tarcísio é de 15%, diz Datafolha
O presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados como líderes em rejeição entre os presidenciáveis citados em pesquisa Datafolha, realizada na terça (10) e quarta-feira (11).
Lula aparece numericamente à frente de todos os outros candidatos, com 46% dos entrevistados dizendo que não votariam de jeito nenhum no político no primeiro turno das eleições para presidente em 2026. Por sua vez, Jair Bolsonaro, atualmente inelegível até 2030 e réu no STF (Supremo Tribunal Federal) pela acusação de liderar uma trama golpista no final de 2022, aparece com 43% de rejeição.
A diferença entre os dois, portanto, está dentro da margem de erro para o total da amostra, que é de dois pontos percentuais para mais ou menos. O Datafolha entrevistou 2.004 eleitores em 136 cidades.
Todos os familiares de Jair Bolsonaro citados no levantamento apresentam índices de rejeição acima de 30%: 32% dizem não votar de jeito nenhum no deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), 31% rejeitam Flávio, atual senador pelo PL do Rio de Janeiro, e 30%, Michelle, ex-primeira-dama.
Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, aparece com 29% de rejeição, seguido pelos governadores do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), com 19%, de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 18%, de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), com 15%, e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 15%.
O presidente Lula apresenta rejeição maior que Jair Bolsonaro entre os homens, com 49% de rejeição contra 39% do político do PL. Entre as mulheres, importante segmento para o petista, a rejeição do presidente é de 44%, frente a 46% de Bolsonaro. A margem de erro máxima por gênero é de 3 pontos percentuais.
Por idade, a rejeição de Lula é numericamente menor entre os mais jovens, mas no mesmo patamar da de Bolsonaro.
Entre eleitores desse grupo, de 16 a 24 anos, o petista tem rejeição de 41%, contra 40% de Bolsonaro.
A maior distância entre os políticos, com maior vantagem para Bolsonaro, aparece entre as faixas etárias de 25 a 34 e 35 a 44 anos. No primeiro caso, não votariam em Lula de jeito nenhum 49% dos entrevistados. O valor para Bolsonaro cai para 38%.
No grupo seguinte, de 35 a 44 anos, a rejeição de Lula é de 50%, frente a 42% de Bolsonaro.
A diferença cai nas faixas etárias seguintes, com rejeição respectivamente de 46% e 45% para Lula e Bolsonaro entre aqueles com 45 a 59 anos e 44% e 47% para os com mais de 60. A margem de erro por idade é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos.
Em relação à escolaridade, a rejeição do presidente é menor entre quem tem o ensino fundamental (32%). No caso de Bolsonaro, o valor é de 48%. Metade (50%) dos que têm ensino médio não votariam de jeito nenhum em Lula. 39% fariam o mesmo com Bolsonaro. No ensino superior, Lula tem rejeição de 52%, frente a 43% de Bolsonaro.
A margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos entre os entrevistados do ensino fundamental e superior e de três pontos para aqueles do ensino médio.
Por renda familiar, a atuação de Lula é melhor entre os mais pobres, com a menor rejeição entre quem ganha até dois salários mínimos (39%). Nesse grupo, a margem de erro é de 3 pontos percentuais.
Por região, Lula só tem menor rejeição se comparado a Bolsonaro no Nordeste, com 31% frente a 53%. A rejeição do petista é de 50% ou mais no resto do país: 51% no Sudeste, 54% no Sul e 50% no Centro-Oeste/Norte.
Bolsonaro tem 43% de rejeição no Sudeste, 29% no Sul e 37% no Centro-Oeste/Norte.
A margem de erro por região do país é de 3 pontos percentuais para o Sudeste, 6 para o Sul e Centro-Oeste/Norte e 4 para o Nordeste.
No espectro religioso, 61% dos evangélicos rejeitam Lula. O valor cai para 41% entre católicos. No caso de Bolsonaro, os valores são, respectivamente, 25% e 47%.
A margem de erro para esses segmentos é de 3 pontos percentuais para católicos e 4 para evangélicos.
Ana Gabriela Oliveira Lima / Folhapress
Itamaraty estuda tirar políticos brasileiros em Israel pela Jordânia
O Ministério das Relações Exteriores estuda tirar pela Jordânia a comitiva de autoridades brasileiras que está em Israel.
Um grupo de pelo menos 41 pessoas visitava o país quando Israel atacou o Irã. O país muçulmano enviou foguetes em retaliação. Diante disso, os brasileiros precisaram se abrigar em bunkers.
O grupo é formado por duas comitivas diferentes, uma de prefeitos e outros representantes municipais e outra de representantes do Consórcio Brasil Central, formado por governos do Centro-Oeste.
“A embaixada do Brasil em Tel Aviv está em contato com as delegações brasileiras e o Ministério das Relações Exteriores fez gestão junto ao Ministério de Relações Exteriores de Israel para que ambos os grupos tenham garantias de segurança e possam retornar ao Brasil assim que as condições naquele país permitirem”, disse, em nota, o Itamaraty.
“Até o momento, autoridades israelenses têm aconselhado as comitivas estrangeiras a permanecerem no país, até que as condições permitam qualquer deslocamento desses grupos por via aérea ou terrestre”, aponta o texto.
Os prefeitos de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), e João Pessoa, Cícero Lucena (PP), estão na comitiva.
“Estamos em um local seguro. O alojamento tem um abrigo antiaéreo. A previsão de saída ainda não existe porque o espaço aéreo continua fechado, e após ele ser reaberto precisamos aguardar a volta à normalidade. Já fizemos solicitação para ver se o governo brasileiro poderia mandar um avião da FAB [Força Aérea Brasileira] para nos pegar”, afirmou Lucena à Folha nessa sexta (13).
A escalada na situação começou quando Israel atacou a infraestrutura nuclear do país persa e mirou seus altos comandantes militares na noite de quinta (12) para sexta. Nessa sexta, o Exército israelense afirmou que o Irã lançou quase 100 drones contra seu território.
Os ataques prosseguiram neste sábado (14). “Teerã vai queimar”, ameaçou o ministro da Defesa do Estado judeu, Israel Katz, após uma ação na capital adversária ter matado 60 pessoas segundo o governo local.
Lucas Marchesini / Folhapress
Trump chega a reunião do G7 envolvido em disputas com aliados dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai comparecer à reunião do G7 que começa neste domingo (15) envolvido em disputas com quase todos os países do bloco, que reúne Washington e mais seis das economias mais desenvolvidas do mundo todas consideradas aliadas tradicionais dos EUA.
A cúpula do G7 acontece na cidade de Kananaskis, no Canadá, um país que Trump quer ver anexado ao seu uma ameaça que repetiu durante visita do premiê Mark Carney à Casa Branca. Os outros membros do grupo, além da União Europeia, são o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália e o Japão. Todos são países contra os quais Trump conduz sua guerra tarifária e negocia novos acordos comerciais.
Além de ser a primeira reunião do grupo desde o início do segundo mandato de Trump, este também deve ser a primeira cúpula do G7 na qual a presença dos Estados Unidos é motivo de dor de cabeça para outros líderes.
Desde que voltou à Casa Branca, o republicano tem se ocupado de dinamitar as relações tradicionais entre Washington e as capitais europeias intensificando uma corrida armamentista no continente, à medida que países como a Alemanha buscam uma arquitetura de segurança independente da Otan, a aliança militar ocidental frequentemente criticada por Trump.
O republicano deve ter uma série de reuniões bilaterais durante a cúpula, e ainda não se sabe se a dinâmica vista no Salão Oval da Casa Branca, onde Trump transformou encurralar líderes estrangeiros em esporte, se repetirá um encontro entre o republicano e o presidente ucraniano Volodimir Zelenski, um dos convidados para a cúpula do G7, ainda não está confirmado.
Desde que o presidente americano e seu vice, J. D. Vance, constrangeram o ucraniano em audiência transmitida ao vivo, no fim de fevereiro, outros líderes se viram pressionados e humilhados por Trump em seu alçapão no Salão Oval. A última vítima foi o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, em maio, quando foi grosseiramente inquirido sobre um fantasioso genocídio branco em seu país. A argumentação de Trump, com filmes e documentos, era baseada em fake news, mostrou-se depois.
Os participantes da cúpula do G7 também devem discutir novas sanções contra a Rússia pela invasão da Ucrânia outro ponto no qual o apoio dos EUA já não é mais garantia.
Altas autoridades da Alemanha tem dito à imprensa do país, sob reserva, que a reunião será uma oportunidade para medir a disposição de Trump em relação a novas medidas contra o Kremlin depois de declarações públicas do republicano expressando frustração com o impasse entre Moscou e Kiev.
A União Europeia anunciou esta semana mais um pacote de medidas econômicas contra a Rússia de Vladimir Putin, impondo sanções contra o sistema financeiro e energético do país.
Também estarão presentes, como convidados, a Índia, o México e o Brasil, entre outros. O presidente Lula (PT) deve comparecer, assim como a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum quem decide quais serão os países convidados é o país anfitrião, neste caso, o Canadá, governado pelo premiê de centro-esquerda Carney. Ainda não se sabe se Sheinbaum terá uma reunião bilateral com Trump.
Como a Folha mostrou, também não há previsão de encontro de Lula com o presidente americano. Auxiliares do presidente preveem uma participação do petista com ênfase no tema da transição energética e sem embates diretos com o republicano.
Um cenário em que Lula discurse para uma plateia na qual estará Trump é visto como oportunidade por alguns aliados do petista. Na visão deles, o brasileiro se fortaleceria diante de sua base política caso se coloque como um antípoda do americano. Essa ala diz, reservadamente, que Lula poderia dar recados, mesmo que velados, para fortalecer sua posição como um líder que se opõe à linha de Trump.
A hipótese de um embate direto, no entanto, é encarada como pouco provável por um outro grupo de auxiliares, que diz que esse tipo de abordagem mais agressiva não segue a forma como Lula atuou em outras cúpulas do G7. Ele foi convidado para o encontro do grupo de 2023, em Hiroshima (Japão), e no ano seguinte, em L’Áquila (Itália).
Um aliado cita o caso do G7 na Itália, em que Javier Milei estava entre os presentes e nem por isso Lula personalizou seu discurso no presidente argentino, que se opõe a ele.
Na ocasião, o petista usou suas intervenção para destacar os objetivos da presidência brasileira do G20 bloco de economias industrializadas e emergentes do globo e para defender uma governança internacional da inteligência artificial.
Victor Lacombe / Folhapress
Governador autoriza nova sede de escola em tempo integral e entrega unidade integrada de segurança em Itamari
O governador Jerônimo Rodrigues autorizou, neste sábado (14), a construção de mais uma escola estadual em tempo integral, desta vez no município de Itamari. Também foi entregue para a cidade uma unidade integrada de segurança pública, com delegacia da Polícia Civil e pelotão da Polícia Militar, e autorizada a ampliação do Hospital São Lucas.
Além disso, Jerônimo autorizou obras de abastecimento de água, pavimentação urbana, construção de praça e conclusão do ginásio de esportes. No mesmo dia, foram entregues ainda uma ambulância, um ônibus escolar e um veículo para Tratamento Fora do Domicílio (TFD).
O governador afirmou que os investimentos fazem parte do esforço para garantir dignidade e desenvolvimento aos municípios do interior, com ações que mudam a vida da população: “Nosso trabalho é esse: chegar aonde antes não se chegava, escutar as comunidades e transformar a realidade com ações concretas. Cada investimento feito aqui tem um propósito claro — melhorar a vida de quem vive nesse município.”
Nova sede
A nova sede do Colégio João Galvão Sobrinho contará com dez salas de aula, biblioteca, dois laboratórios, pátio coberto, restaurante estudantil, teatro, quadra poliesportiva coberta e campo de futebol society com pista de atletismo. A secretária da educação do Estado, Rowenna Brito, destacou a importância do investimento: “Estamos garantindo em Itamari um espaço de formação cidadã, com qualidade, dignidade e todas as condições para os estudantes sonharem e realizarem seus projetos de vida.”
A chefe de gabinete da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Camila Medrado, detalhou os avanços previstos com as obras de abastecimento no município. Segundo ela, a capacidade de produção de água em Itamari, hoje em 40 mil litros por hora, será mais do que dobrada, chegando a 83 mil litros por hora após a ampliação do sistema. “Itamari vai deixar de sofrer com problema de água, acabar com a intermitência”, afirmou. Ela destacou ainda a autorização para a licitação das obras de reforma e ampliação do sistema na localidade de Alto do Cai N’Água, com a implantação de dois reservatórios de 20 mil litros.
Ainda no município, Jerônimo fez o plantio simbólico de uma muda de Pau-Brasil em frente ao estádio municipal, em homenagem ao Mês do Meio Ambiente.
Repórter: Raul Rodrigues/GOVBA
PM resgata 51 aves silvestres em Feira de Santana
Policiais militares da Companhia de Polícia e Proteção Ambiental (Coppa) resgataram 51 aves silvestres que estavam prestes serem a comercializadas na Feira do Rolo do município de Feira de Santana, na manhã deste sábado (14).
Durante intensificação das ações de fiscalização ambiental, os militares, durante diligências na região, visualizaram indivíduos em uma feira local que, ao perceberem a aproximação policial, fugiram abandonando diversas gaiolas e armadilhas de caça ilegal.
De acordo com o artigo 3º da lei nº 5.197/67, é proibido o comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua caça, perseguição, destruição ou apanha.
Ao todo, 51 pássaros foram resgatados e encaminhados ao Centro de Triagem de Inema.
Registro(s): Coppa
PF, PM e PC/PR apreendem mais de meia tonelada de entorpecentes na fronteira
Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Civil e Polícia Militar do Paraná, apreendeu de 600 kg de maconha prensada nas margens do Rio Paraná, em Foz do Iguaçu. A ação ocorreu durante um patrulhamento.
Ao se aproximarem de uma trilha de acesso ao rio, as equipes policiais foram recebidas a tiros por suspeitos. Houve confronto armado e, após o cessar dos disparos, os policiais encontraram os fardos da droga abandonados e um homem ferido por arma de fogo.
Os policiais prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE), mas o homem não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no local.
Diante dos fatos, a droga apreendida foi encaminhada à Delegacia de Polícia Federal. A Polícia Científica recolheu o corpo após a perícia da Polícia Federal na área do confronto.
Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR
Deputada do partido Democrata e marido são mortos por atirador vestido de policial nos EUA
Dois parlamentares do partido Democrata de Minnesota, nos Estados Unidos, foram baleados na madrugada deste sábado (14) por um atirador que se passou por policial.
A deputada estadual Melissa Hortman e seu marido foram mortos, segundo o governador Tim Waltz. Já o deputado John Hoffman e sua esposa foram feridos e passaram por cirurgia.
A polícia procura o suspeito, segundo os veículos de imprensa americanos, que estava vestido com uniforme policial e dirigia o que parecia ser uma viatura equipada com sirenes quando foi avistado pela polícia, disseram as autoridades.
Folhapress
Ataque ao Irã não foi nada perto do que virá, diz Israel
A guerra aérea entre Israel e o Irã prosseguiu com violência neste sábado (14), com nova troca de ataque entre os rivais. “O que eles sentiram até aqui não é nada comparado com o que eles receberão nos próximos dias”, disse o premiê do Estado judeu, Binyamin Netanyahu.
Antes, a retórica já estava inflamada. “Teerã vai queimar”, ameaçou o ministro da Defesa do Estado judeu, Israel Katz, após uma ação na capital adversária ter matado 60 pessoas segundo o governo local.
O regime também confirmou neste sábado a morte de Ali Shamkhani, chefe de gabinete e principal conselheiro do aiatolá e líder supremo, Ali Khamenei. Ele estava internado após ter sido um dos alvos da primeira leva de bombas de Israel, na madrugada de sexta (13).
Houve forte bombardeio à capital iraniana mirando suas defesas aéreas, e um complexo habitacional foi atingido. Explosões atingiram bases militares em todo o país e dois relatos que podem adicionar uma nova dimensão ao conflito: um incêndio em uma refinaria em Tabriz (norte) e explosões num centro de extração de gás natural em Bushehr (sul).
Israel também afirmou ter finalizado a destruição dos sistemas de defesa entre o oeste do Irã e Teerã, abrindo um corredor seguro para suas aeronaves atacarem toda a região.
Do lado iraniano, a retaliação contra a ação iniciada por Israel durou a noite toda. Ao todos, já foram ao menos cinco barragens de mísseis balísticos as duas primeiras e maiores envolveram cerca de cem armamentos, enquanto as restantes empregaram talvez mais 150, embora o número não esteja claro. Também foram lançados dezenas de drones.
Houve três mortes e ao menos 80 feridos. “Passei a noite no abrigo do prédio, as sirenes não paravam”, disse por mensagem Rafi Kummer, um analista de TI de Tel Aviv que na véspera parecia descrente de uma reação tão forte.
“Pensei que tínhamos anulado eles no primeiro ataque, mas guerra é isso.”
“Se [o líder supremo iraniano, Ali] Khamenei continuar a disparar mísseis na frente doméstica em Israel, Teerã vai queimar”, disse em nota o ministro Katz, que faz parte da linha-dura do governo Netanyahu.
Na mão inversa, o governo iraniano prometeu atacar quaisquer potências externas que impeçam sua retaliação, nominalmente os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, que por ora apoiam Tel Aviv sem entrar na briga. Há relatos de que americanos auxiliaram a derrubar drones iranianos no mar Vermelho, sem confirmação oficial.
Dois membros da Guarda Revolucionária, principal unidade militar do país, morreram no bombardeio contra uma base no centro do país, de acordo com a agência de notícias Tasnim.
A crise começou na madrugada da sexta (13), quando Tel Aviv lançou um mega-ataque aéreo a 150 alvos no Irã, visando desabilitar o programa nuclear do país, para evitar que os aiatolás desenvolvam a bomba atômica.
Segundo as Forças de Defesa de Israel, duas centrais nucleares principais, em Natanz e Isfahan, foram bastante afetadas e levarão semanas para voltar a operar. Nove cientistas do programa atômico rival foram mortos em ataques de precisão.
Os militares negaram ter agido contra a central de Fordow, como havia dito a mídia estatal iraniana, mas a essa altura a guerra de desinformação mútua já segue a todo vapor.
A noite de terror nos dois países não parece ter data para acabar. Israel modificou sua diretriz de prioridades da guerra que trava contra os rivais regionais desde que o grupo terrorista Hamas, apoiado por Teerã, atacou o país em 7 de outubro de 2023.
O Irã foi adicionado como prioridade do conflito, que tem como frentes a Faixa de Gaza (contra o Hamas e outros grupos), a Cisjordânia (grupos palestinos), o sul do Líbano (Hezbollah, principal preposto do Irã) e o Iêmen (houthis, também apoiados por Teerã).
Desde a fundação da República Islâmica, em 1979, o Irã é adversário existencial de Israel, comprometido a obliterar o Estado judeu. Nunca teve condições militares para isso, contudo, e estabeleceu uma rede de aliados regionais, como o Hamas e, principalmente, o Hezbollah.
O programa nuclear de Teerã sempre foi a carta na manga dos aiatolás para forçar negociações contra as sanções que atingem o país há décadas. Em 2015, Estados Unidos e outras potências costuraram um acordo para trocar a pretensão iraniana de ter a bomba pelo fim das penalidades econômicas.
Durou até 2018, quando Donald Trump saiu do arranjo no primeiro mandato, denunciando-o como enxugamento de gelo por não retirar a capacidade técnica de Teerã de fazer a bomba. Nisso, estava certo: desde então os iranianos aceleraram a produção de material físsil, tendo o suficiente para estimadas seis ogivas.
O país persa anunciou que está pronto para fazer a bomba, mas a volta de Trump à Casa Branca recolocou negociações na mesa, com rodadas diretas entre EUA e Irã. Como o americano mobilizou forças no Oriente Médio e exigiu o fim total do programa iraniano, Teerã disse que não conversaria nesses termos.
A gota d’água foi a declaração da Agência Internacional de Energia Atômica na quinta (12) de que Teerã estava, pela primeira vez em 20 anos, totalmente em violação de seus compromissos de transparência sobre o que faz nas suas centrais nucleares. Em outras palavras, a bomba estava à mão.
Netanyahu atropelou Trump, com seu aval público ao menos, e foi a um ataque temido há semanas por seu impacto humanitário, geopolítico e econômico o medo de disrupção no mercado de petróleo, centrado na região, já fez o preço da commodity disparar.
Neste sábado, um deputado iraniano, Esmail Kosari, disse que o fechamento do estreito de Hormuz, que liga o golfo Pérsico ao mundo, está sendo considerado. Com apenas 39 km de largura no trecho de maior proximidade do Irã e da península Arábica, a região é um gargalo do escoamento de mais de 30% do petróleo produzido no planeta.
Impopular em casa pela condução da guerra em Gaza e casos de corrupção, o premiê viu uma janela de oportunidade também. O Irã está frágil, com economia e tecido social esgarçados, e viu suas linhas de defesa regionais serem erodidas por Israel nos conflitos do pós-7 de Outubro, particularmente o Hezbollah.
Agora, como disse um diplomata ocidental em Tel Aviv na sexta, “é tudo ou nada”. Líderes mundiais têm se mobilizado para tentar de-escalar. Parece otimismo vazio, dada a movimentação militar em curso. A rodada de conversas entre EUA e Irã sobre o programa nuclear, no domingo (15), foi cancelada.
Neste sábado, o papa Leão 14 pediu acomodação. “Em um momento tão delicado, desejo renovar com firmeza um chamado à responsabilidade e à razão”, disse no Vaticano, embora a chance de palavras do líder católico de ecoarem em dois Estados norteados por religiões diversas pareça nula.
Igor Gielow / Folhapress
Governo do Estado fortalece educação e segurança em Apuarema com entrega de equipamentos
Educação e segurança fortalecidas em Apuarema, no Médio Rio de Contas. Na manhã deste sábado (14), o governador Jerônimo Rodrigues inaugurou a nova sede do Colégio Estadual de Tempo Integral Dr. Vasco Filho e uma unidade integrada de Delegacia Territorial e Pelotão da Polícia Militar. As entregas no município, que acaba de celebrar 36 anos de emancipação política, ainda incluíram a pavimentação que dá acesso à unidade escolar, veículos e equipamentos para a saúde, além de autorizações para a agricultura familiar, esporte e infraestrutura.
“É uma agenda de R$ 55 milhões aqui em Apuarema, entre entregas e autorizações. Ainda vamos dar continuidade a algumas obras paralisadas, como habitações e a creche, para que a cidade, com pouco mais de sete mil habitantes evolua, se desenvolva. Fica aqui o meu compromisso com a população”, afirmou o governador.
Os 287 estudantes matriculados no Colégio Estadual de Tempo Integral Dr. Vasco Filho foram contemplados com cinco novas salas de aula, dois laboratórios, sala multifuncional, biblioteca, teatro, restaurante estudantil, campo de futebol society, dez banheiros e reforma do Ginásio Coberto. Foram aplicados R$ 7,2 milhões na obra, que ainda ganhou pavimentação no acesso.
De acordo com a secretária da educação, Rowenna Brito, esta é mais uma unidade para se orgulhar. “Toda a população de Apuarema já passou por essa escola e hoje, estamos entregando uma nova sede integral, completamente modernizada. O nosso objetivo é que os estudantes possam voltar a sonhar, como já está acontecendo em outras cidades da Bahia. Os números estão aí para provar todo o nosso cuidado com a educação baiana. Investir em estrutura física é também investir na qualidade do ensino”, afirmou a secretária se referindo aos últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a liderança nacional da Bahia quanto ao número de adolescentes matriculados, entre 15 e 17 anos de idade.
Além do investimento em infraestrutura, na alimentação escolar e nos programas de permanência, projetos como o da Agência de Notícias tem aproximado ainda mais os estudantes do ambiente escolar. Ítalo Luís de Carvalho, de 17 anos, está no 3º ano do ensino médio e já produz conteúdo para o @conecta.vasco — perfil do colégio na rede social Instagram.
“Sou filmaker e editor da nossa rede social. Gravamos vídeos relacionados a tudo que acontece no colégio, como eventos, feiras. Como desde pequeno gosto muito de câmeras, abracei com muito entusiasmo esse projeto. É uma grande oportunidade para mostrarmos o nosso talento. Essa nova estrutura abriu muitas portas para quem deseja seguir carreira na área”, disse entusiasmado.
Reforço na segurança
A entrega da nova Delegacia Territorial (DT) e Pelotão do 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM/Jequié), em Apuarema, também marcou a agenda. Agora são 50 unidades policiais inauguradas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) só em 2025. R$ 4,4 milhões foram investidos pelo governo estadual na construção das estruturas que contam com mais comodidade para os servidores e cidadãos.
A DT possui salas de atendimento para o delegado titular, para os investigadores, além da seção de inteligência, espaço para reconhecimento de criminosos e custódia. “A iniciativa vai refletir diretamente no trabalho dos policiais civis, porque gera naturalmente uma motivação. Entrar em um ambiente desses é muito agradável para eles e, principalmente para a população daqui e de cidades circunvizinhas”, avaliou o delegado-geral da PC, André Viana.
“São investimentos em torno de R$ 3 milhões feitos para a Polícia Militar em duas cidades da região - Apuarema e Itamari - que vamos aos poucos proporcionando maior dignidade, maior conforto e, por consequência, melhor prestação de serviço para a população”, disse o comandante-geral da PM, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães.
Como parte das comemorações pelo Mês do Meio Ambiente, o governador plantou, nos dois equipamentos entregues, da educação e da segurança, uma árvore Ipê Amarelo e outra Pau-Brasil, respectivamente, simbolizando o compromisso do Governo do Estado com a natureza.
Mais ações para Apuarema Jerônimo também entregou uma ambulância, veículo para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), kits odontológicos e kits de estabilização para unidades de saúde do município. Também foram autorizadas licitações para a reforma do Centro de Abastecimento de Apuarema, para obras de pavimentação, incluindo trechos da Rodovia BA-549, no entroncamento com a BR-330, que liga os municípios de Jitaúna, Ipiaú e Apuarema e no acesso da unidade integrada da segurança pública, além de licitação para a construção de cobertura da quadra poliesportiva no Novo Horizonte, do ginásio de esportes no bairro José Novaes e conclusão da creche municipal.
Repórter: Simônica Capistrano/GOVBAPM apreende fuzil, pistola e munições em Ibipeba
Na tarde desta quinta-feira (12), policiais da Cipe Semiárido apreenderam um fuzil, uma pistola e 159 munições na zona rural de Ibipeba, a 520 km de Salvador.
Os militares faziam rondas no município, em busca de integrantes de uma quadrilha especializada em ataques a instituições financeiras. Durante as diligências, os policiais encontraram homens armados, que atiraram contra as guarnições. Houve o confronto e, cessados os disparos, os criminosos fugiram. Após as buscas, os policiais encontraram dois suspeitos feridos. Eles foram socorridos, mas não resistiram. Com eles, foram apreendidos um fuzil, uma pistola, oito carregadores e 159 munições de diversos calibres.
O material foi apresentado à delegacia que atende à região para registro do fato e adoção das medidas cabíveis.
Registros: Cipe Semiárido
Prefeitura de Ipiaú conclui primeira etapa do projeto “Elas em Ação” com foco no empreendedorismo feminino
A Prefeitura de Ipiaú, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, realizou na manhã deste sábado a conclusão da primeira etapa do projeto Elas em Ação. A iniciativa tem como objetivo principal fortalecer o empreendedorismo feminino no município, proporcionando às mulheres novas oportunidades de geração de renda e autonomia financeira.
Com foco na melhoria da qualidade de vida, o projeto ofereceu cursos profissionalizantes nas áreas de produção de tortas, doces, salgados, bolos confeitados e sequilhos. Todos os cursos foram gratuitos e contaram com a participação ativa de dezenas de mulheres da comunidade. A prefeita Laryssa Dias participou da cerimônia de entrega dos certificados, parabenizando as alunas pela dedicação e destacando a importância do projeto na transformação social. “Investir nas mulheres é investir no futuro das famílias ipiauenses. É gratificante ver tantas histórias de superação e empoderamento”, afirmou a gestora
Por meio do Elas em Ação, as participantes adquiriram habilidades práticas que permitem o ingresso no mercado de trabalho, seja empreendendo por conta própria ou conquistando uma vaga em empresas privadas. A experiência adquirida nas capacitações representa um passo importante rumo à independência financeira e ao empoderamento das mulheres ipiauenses. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com o futuro das mães de família, oferecendo oportunidades concretas de crescimento e inclusão. Com ações como essa, Ipiaú segue avançando e se consolidando como uma cidade modelo para toda a região.
“É assim que seguimos, com trabalho, dedicação e cuidado com as pessoas, promovendo o desenvolvimento social e a valorização da mulher ipiauense”, destacou a secretária Rebeca Câncio.
Fernando Canuth / Decom PMI
Israel e Irã protagonizam confronto inédito com potencial para empurrar o Oriente Médio para novo patamar de instabilidade
Escalada bélica entre os dois países arqui-inimigos representa também a sobrevivência interna de seus comandantes
O ataque militar em larga escala de Israel ao Irã e a resposta do regime teocrático com uma saraivada de mísseis lançados contra o território israelense inauguraram uma nova fase no confronto entre os dois países, que passa a ser direto e sem intermediários. Os sinais de ineditismo observados nesta sexta-feira indicam uma escalada prolongada e inevitável, com potencial para empurrar o Oriente Médio para outro patamar de instabilidade, arrastando também os EUA.
O bombardeio sofrido pelo Irã foi humilhante e pode ser considerado o mais significativo desde a guerra com o Iraque na década de 1980: atingiu parte de suas instalações nucleares, matou dois dos principais comandantes militares, além de cientistas nucleares de alto escalão.
O revide era previsível e veio em forma de mísseis balísticos que caíram em alvos civis de Tel Aviv e Jerusalém e obrigaram a totalidade da população israelense a se refugiar em bunkers. O Irã mostrou que, mesmo em posição defensiva, ainda tem capacidade de contra-atacar. A habitual retórica dramática trocada há quase meio século entre os dois arqui-inimigos regionais passou, finalmente, à ação bélica.
O desgastado primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tenta recuperar pontos com a opinião pública israelense, que desde a Revolução Islâmica convive com a ameaça de aniquilamento alardeada pelo regime iraniano. Ele justificou o ataque como solução para impedir que o programa nuclear do país produzisse uma bomba atômica.
Com isso, o premiê arrebata seus críticos e desvia o foco da guerra de Gaza, que se prolonga há 20 meses, dos julgamentos por corrupção e da combalida coalizão de extrema-direita que comanda. Na ofensiva ao Irã, o premiê mostrou cautela em não atingir alvos civis, sinalizando que a queda do regime é também um de seus objetivos nesta empreitada militar.
“Temos um inimigo comum: um regime tirânico que os esmagou. Por quase 50 anos, este regime roubou de vocês a chance de uma vida digna”, disse Netanyahu, ao dirigir-se em inglês aos iranianos.
Não ficou clara a dimensão da destruição do arsenal nuclear iraniano e se as instalações localizadas em subterrâneos a 90 metros de profundidade foram alcançadas pelas forças de defesa israelenses. “De qualquer forma, o Irã não esquecerá o conhecimento nuclear que adquiriu ao longo de décadas de desenvolvimento só porque uma instalação ou outra foi atacada”, observou o jornal “Haaretz” em seu editorial.
Quanto ao Irã, por mais vulnerável que o regime se encontre, não fazer nada diante da afronta israelense não é uma opção para o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos. O Mossad conduziu uma sofisticada operação dentro de seu território, contrabandeou drones e armas guiadas para lá e dizimou comandantes em uma ação coordenada.
A resposta do regime dos aiatolás é também uma questão de sobrevivência interna, mas terá que ser calibrada na medida de sua capacidade. Em poucas horas, o confronto direto entre Israel e Irã espalhou pânico entre suas populações, mas infelizmente está apenas no primeiro ato.
Por: G1
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