Anvisa aprova Mounjaro para tratamento de obesidade e sobrepeso

A Anvisa aprovou o Mounjaro (tirzepatida), comercializado no Brasil pela farmacêutica Eli Lilly, para o tratamento de sobrepeso com comorbidades ou obesidade, nesta segunda-feira (9), conforme publicação no Diário Oficial da União. Anteriormente, em setembro de 2023, o medicamento já havia sido autorizado pela agência para o tratamento do diabetes tipo 2.

A decisão considerou os resultados de estudos clínicos que demonstraram a eficácia e segurança do medicamento no tratamento da obesidade.

O Mounjaro é um fármaco que atua nos receptores GLP-1 (peptídeo 1 semelhante ao glucagon) e GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose), hormônios intestinais que auxiliam no controle do metabolismo energético —especialmente na regulação da glicose e do apetite.

O endocrinologista Fábio Trujilho, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), cita a eficiência do medicamento com base científica e ressalta a importância da aprovação da Anvisa.

“Nenhum remédio é milagroso, é por isso mesmo ainda é necessário que haja acompanhamento de uma equipe transdiciplinar, e além disso nem todas as pessoas respondem da mesma forma aos medicamentos”.

Em estudos recentes, o medicamento se mostrou eficaz em pessoas com sobrepeso ou obesidade (sem diabetes), que perderam, em média, até 22,5% do peso corporal, quando combinado com dieta e exercícios.

A tirzepatida foi comparada com a semaglutida (substância usada em remédios como Ozempic e Wegovy) em outra pesquisa. Cerca de 65% dos pacientes perderam pelo menos 15% do peso, e 20% perderam 30% ou mais com o uso do medicamento.

Além da perda de peso, os participantes que usaram tirzepatida também apresentaram melhora na pressão arterial, colesterol e gordura abdominal —fatores importantes para a saúde cardiovascular.

A obesidade é uma doença crônica que afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo — sendo 40 milhões no Brasil, o equivalente a um em cada quatro adultos.

A condição está ligada a mais de 200 complicações, incluindo aumento no risco de diabetes tipo 2 (243%), doenças cardíacas (69%) e hipertensão (113%). Segundo a World Obesity Federation, até 2045, 75% dos adultos brasileiros poderão ter obesidade ou sobrepeso.

Em nota oficial à Folha, o diretor sênior da área médica da Eli Lilly no Brasil, Luiz Magno, afirmou que “as novas opções de tratamento trazem mais oportunidades para quem vive com obesidade e está à procura de melhores alternativas para controle de peso”.

Ele também reforçou que “a obesidade é diferente de um desejo social de emagrecer. A Lilly não promove ou encoraja o uso de medicamentos para fins estéticos e entende que essa prática só estigmatiza ainda mais a medicação para os pacientes que realmente precisam dela para ter benefícios para a saúde.”

A endocrinologista Karen de Marca, vice-presidente da SBEM (Sociedade Brasileira Endocrinologia Metabologia Regional) afirma que a regulamentação do Mounjaro para o uso específico em tratamento de “obesidade ajuda a combater o mercado irregular, reduzindo os riscos associados ao consumo de medicamentos manipulados ou importados sem controle adequado.”

Raíssa Basílio/Folhapress

Tire suas dúvidas sobre o Pix automático e entenda como a modalidade vai funcionar

A partir de 16 de junho, entra em operação o Pix automático, nova funcionalidade do sistema de pagamentos instantâneos que permitirá o débito automático de contas recorrentes, como água, luz, telefone, academias e serviços por assinatura.

O BC (Banco Central) estima que a nova modalidade ampliará o acesso a pagamentos recorrentes para cerca de 60 milhões de brasileiros que hoje não têm cartão de crédito.

Com apenas uma autorização inicial, os pagamentos seguintes são feitos de forma automática, sem necessidade de nova confirmação a cada cobrança. O cliente pode definir regras, como um valor máximo por débito, e cancelar o agendamento até as 23h59 do dia anterior, caso não concorde com o valor cobrado.

O QUE É O PIX AUTOMÁTICO?
É uma nova funcionalidade do Pix voltada para pagamentos recorrentes (como contas, assinaturas e mensalidades). Com ele, o valor é debitado automaticamente da conta do pagador na data combinada, sem a necessidade de uma ação a cada cobrança.

COMO FUNCIONA O PIX AUTOMÁTICO?
O cliente deve checar se a empresa (como sua academia ou seu serviço de streaming) oferecem o Pix automático como forma de pagamento
Depois, será necessário autorizar o pagamento das cobranças e definir regras, como o valor máximo de cada pagamento e se vai usar ou não linha de crédito
Periodicamente, nos dias anteriores ao pagamento, a empresa enviará a cobrança ao banco do pagador
O banco agenda o pagamento e notifica o cliente, que pode conferir, antes do pagamento e no app da sua conta, se está tudo certo
No dia previsto, o banco efetiva o pagamento da cobrança de acordo com as regras definidas na autorização

QUAIS SÃO AS VANTAGENS DO PIX AUTOMÁTICO?
O principal benefício é que, após a autorização inicial, o pagador não precisa mais aprovar cada transação. Isso evita esquecimentos e ajuda na organização das finanças.

Segundo o BC, o serviço tem como objetivos: tornar o mercado de pagamentos recorrentes mais eficiente; aumentar a competição, permitindo que todos os participantes ofereçam o serviço em igualdade de condições; reduzir custos para empresas; e ampliar as opções de pagamento para os consumidores.

QUE SERVIÇOS DEVEM UTILIZAR O PIX AUTOMÁTICO?
O Pix automático envolve cobranças recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas fixas. Entre os exemplos estão escolas, academias, planos de saúde, serviços de streaming, clubes de assinatura, condomínios, plataformas de conteúdo digital, escolas de idiomas e até contas de consumo, como água, luz e telefone.

POSSO SER COBRADO PARA UTILIZAR O PIX AUTOMÁTICO?
O Pix automático não terá custo para os clientes que utilizam o serviço para fazer pagamentos. No entanto, as instituições financeiras e empresas que oferecem essa modalidade aos seus clientes poderão ser tarifadas entre si, devido aos serviços prestados no processo de cobrança e liquidação dos pagamentos.

COMO AUTORIZAR UM PAGAMENTO VIA PIX AUTOMÁTICO?
O Banco Central prevê quatro formas para o usuário autorizar cobranças recorrentes via Pix automático:

Notificação no app (sem QR Code): O recebedor solicita a autorização, e o banco do pagador notifica o usuário no aplicativo para concluir o processo.

QR Code com dados da recorrência: O pagador escaneia o código e autoriza a recorrência no app do banco, sem cobrança imediata.

QR Code com pagamento imediato + recorrência: O QR Code inclui um Pix comum e a recorrência; ao pagar, o usuário também autoriza futuras cobranças.

QR Code com opção de autorizar após o pagamento: O pagamento e a autorização são separados; após pagar ou agendar, o usuário recebe a oferta de autorizar o Pix Automático.

O PIX AUTOMÁTICO É SEGURO? E O QUE FAZER EM CASOS DE FRAUDE?
Segundo Daniel Dorea, diretor de business da Dock, o Pix automático herda os mesmos princípios de segurança e rastreabilidade do ecossistema do Pix. Em situações de erro e suspeita de fraude, o cliente deverá solicitar a devolução dos valores diretamente para a sua instituição financeira, que seguirá as diretrizes do BC, acionando o MED (Mecanismo Especial de Devolução), se aplicável.

“Considerando que os pagamentos via Pix automático exigem autorização prévia do pagador, os casos de falha operacional são facilmente identificados pela instituição financeira. Caso haja um pagamento indevido de Pix automático, o cliente tem direito à restituição do valor em sua integralidade”, diz Dorea.

De acordo com o especialista, nos casos de fraude em que não exista comprovação de falha operacional, o cliente deve acionar sua instituição financeira e apresentar as provas necessárias para a abertura de um MED tradicional.

COMO POSSO EVITAR FRAUDES?
O especialista da Dock recomenda que o pagador sempre verifique as informações da empresa que receberá a autorização do Pix automático no momento de aceitar o consentimento.

“O cliente também pode autorizar as notificações no app do seu banco, assim sempre saberá quando um pagamento saiu da sua conta”, afirma Dorea.

É POSSÍVEL LIMITAR O VALOR DE CADA COBRANÇA?
Sim. O pagador pode definir um valor máximo para cada débito autorizado. Isso significa que, se uma cobrança ultrapassar esse limite, o pagamento não será feito automaticamente.

No entanto, esse valor máximo pode ter um valor mínimo, chamado de “piso”, definido pelo recebedor. Por exemplo: se o piso for R$ 50, o pagador só poderá estabelecer um limite igual ou acima disso.

Esse limite pode ser ajustado na hora da autorização ou alterado depois, a qualquer momento. O banco do pagador verifica esse valor sempre que uma nova cobrança é agendada. Se a cobrança for maior do que o limite definido, ela não será agendada, e o pagador será avisado.

É importante saber que esse valor máximo é verificado na hora do agendamento da cobrança, e não no momento em que o dinheiro sai da conta. Se o pagador mudar o limite depois que uma cobrança já tiver sido agendada, a mudança não vale para essa cobrança.

O QUE ACONTECE SE NÃO TIVER SALDO NA CONTA?
Se não houver saldo o pagamento não será feito, e o pagador será notificado. O banco tentará novamente outras vezes no mesmo dia. Se mesmo assim o pagamento não for realizado, o usuário será avisado mais uma vez.

Em alguns casos, se o recebedor permitir, o banco pode tentar fazer o pagamento nos dias seguintes. As novas tentativas pós vencimento devem ocorrer em, no máximo, três datas diferentes, respeitar um prazo máximo de sete dias corridos após a data de liquidação original e não ultrapassar a data de início do próximo ciclo.

POSSO CANCELAR UMA AUTORIZAÇÃO DE PIX AUTOMÁTICO?
Sim. O pagador pode cancelar a autorização do Pix automático a qualquer momento, encerrando todos os débitos futuros ligados àquela autorização. Também é possível cancelar um pagamento específico que já tenha sido agendado (desde que isso seja feito antes da data da cobrança).

O recebedor também pode encerrar uma autorização, por exemplo, se o serviço for cancelado ou a relação contratual terminar.

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE O PIX AUTOMÁTICO E O DÉBITO AUTOMÁTICO?
No débito automático tradicional, o pagamento depende de convênios firmados entre empresas e bancos, o que costuma limitar o serviço a grandes instituições com relacionamento bancário formal.

Já no Pix automático, o sistema funciona de forma padronizada dentro do próprio arranjo Pix, permitindo que qualquer empresa envie uma solicitação de cobrança e que qualquer cliente aprove diretamente pelo aplicativo do seu banco.

Júlia Galvão/Folhapress

Justiça condena ex-diretor de empresa de cannabis medicinal no Brasil por fraude

A Justiça de Goiás condenou o ex-diretor da empresa de cannabis medicinal USA Hemp no Brasil pelo desvio de R$ 515 mil da companhia em 2022 e 2023. Gustavo Fernandes Marra, que tinha 22 anos na época, foi sentenciado por furto qualificado e fraude continuada.

A decisão conclui que Marra criou um esquema de notas fiscais frias para subtrair valores da firma, fundada por três irmãos goianos no estado americano do Oregon em 2016. Foram identificadas 110 notas simulando serviços não prestados, emitidas por empresas ligadas a Marra, além de compras no cartão corporativo.

O golpe foi descoberto após os sócios da filial brasileira da USA Hemp notarem inconsistências nas finanças e contratarem uma auditoria independente, que comprovou a fraude.

Formado em engenharia da computação, Marra foi inicialmente contratado para fazer o site da marca em 2019, quando a Anvisa regulamentou a importação de produtos com CDB e a companhia passou a vender itens como pomadas e óleos no país. Com o tempo, ele se tornou administrador e sócio.

Segundo a empresa, essa é a primeira condenação criminal de que se tem notícia envolvendo um executivo do setor de cannabis medicinal no Brasil, “que ainda enfrenta lacunas regulatórias e riscos operacionais”.

Em seu depoimento à Justiça, Gustavo Marra afirmou que desconhecia a existência de irregularidades, alegou que os serviços de tecnologia da informação foram efetivamente prestados.

O juiz Fabio Vinícius Borsato, da 5ª vara dos crimes de ordem tributária de Goiás, porém, entendeu que havia provas suficientes e o condenou a três anos e quatro meses em regime aberto, substituindo a pena por serviços comunitários e pagamento de um salário mínimo a entidade filantrópica. A defesa pode recorrer.

Júlia Barbon/Folhapress

Operação Suburbana Blindada desarticula desmanche de veículos no Lobato

Um carro roubado era desmontado dentro de uma loja de autopeças, onde um investigado por crimes de receptação foi preso em flagrante.
Atividades investigativas da Polícia Civil resultaram na prisão em flagrante de umsuspeito de diversos crimes de receptação, dentro do galpão de uma loja de autopeças, onde um veículo com restrição de roubo era desmontado, no bairro do Lobato, em Salvador, no sábado (7).

A prisão compõe as ações da Operação Suburbana Blindada, deflagrada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV). O objetivo é reprimir os crimes de furto, roubo, receptação, adulteração de sinais identificadores, desmanche e comercialização ilícita de veículos na capital baiana e Região Metropolitana.

Perícias realizadas nos sinais identificadores do veículo Hyundai, modelo iX35, cor branca, constataram que trata-se de um carro roubado no dia 11 de maio deste ano, no bairro do Canela, em Salvador. O suspeito foi atuado em flagrante e segue preso à disposição da Justiça. As investigações continuam, com a finalidade de identificar e prender outros possíveis envolvidos na prática criminosa.

Texto: Ascom PC

Polícia Civil prende mais de 200 pessoas em cinco dias de operações na Bahia

As ações aconteceram em diversas regiões da capital, RMS e interior. Drogas e armas foram apreendidas.
De forma integrada e estratégica, a Polícia Civil da Bahia retirou do convívio social 211 pessoas acusadas de diversos crimes, em mais de 20 operações realizadas entre segunda-feira (2) e sexta (6), na capital, Região Metropolitana de Salvador (RMS) e em municípios do interior do estado. Os números representam o resultado da maior mobilização conjunta da polícia judiciária baiana neste semestre.
As prisões são decorrentes de cumprimentos de mandados e flagrantes. As ações também retiraram de circulação 32 quilos de entorpecentes e 28 armas de fogo. Entre os presos estão pessoas acusadas de homicídios, tentativa de latrocínio e de feminicídio, violência doméstica e familiar, crimes contra o patrimônio, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

As ações da Polícia Civil da Bahia também resultaram em prisões em outras regiões do país, durante operações conjuntas com polícias judiciárias de outros estados. Entre os casos, um criminoso acusado de distribuir armas e drogas foi capturado no Rio de Janeiro. Novas ações e investidas contra a criminalidade serão realizadas nos próximos dias.

Texto: Ascom PC

Superinvestigações se espalham no STF e concentram poder em ministros

Além de Alexandre de Moraes, responsável desde 2019 pelo inquérito das fake news e seus diversos desdobramentos, outros ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) passaram a supervisionar investigações amplas nos últimos anos, que envolvem suspeitas distintas e nem sempre com conexões claras.

Foram as investigações oriundas de inquéritos como o das fake news —que foi aberto de forma controversa e não tem previsão de ser encerrado— e das milícias digitais que deram a Moraes a conexão necessária para que ele se tornasse relator dos principais casos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.

Uma dessas investigações é a da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, que colocou Bolsonaro no banco dos réus.

Os procedimentos sob supervisão de Moraes dominam a pauta criminal do Supremo desde 2019 e coincidem com o ocaso da Operação Lava Jato.

Na Lava Jato, decisões do ministro Edson Fachin acabaram derrotadas na Segunda Turma da corte, que tem maioria de integrantes contrários à operação, ou foram desidratadas após a anulação de provas da delação da Odebrecht pelos ministros Ricardo Lewandowski (que se tornou ministro da Justiça do governo Lula) e Dias Toffoli.

Para além das investigações sob supervisão de Moraes, outros casos passaram a se acumular nas mãos de ministros, relacionados a suspeitas diferentes.

Um deles é a operação Sisamnes, deflagrada em novembro do ano passado por autorização do ministro Cristiano Zanin. Ela tinha como conexão inicial a apuração das relações do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves com vendas de decisões e vazamentos no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

À época, Zanin decidiu trazer para sua supervisão no Supremo outras investigações que envolviam suspeitas relacionadas a Andreson. Por exemplo, as de corrupção e venda de decisões nos tribunais de Justiça de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul.

Na esteira disso, também subiram para o Supremo as investigações relacionadas à morte do advogado Roberto Zampieri, morto em 2023, cujo conteúdo do celular deu início às investigações sobre os esquemas.

Recentemente, o inquérito sobre essa morte encontrou indícios de que os executores participavam de um grupo chamado C4 (Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos), que dizia oferecer serviço de monitoramento de autoridades como deputados, senadores e integrantes do Judiciário.

Além desses casos, também passaram para o crivo de Zanin as apurações a respeito do vazamento de informações sobre duas operações ocorridas no Tocantins que estavam sob a responsabilidade de ministros do STJ.

Até agora, nenhum ministro do STJ é investigado nesses inquéritos. Os integrantes da corte têm foro especial no Supremo.

Um dos casos com desdobramentos que podem atingir centenas de nomes é a operação Overclean, que foi deflagrada no ano passado por suspeitas de desvios de R$ 1,4 bilhão em contratos do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), uma autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional.

A operação apurou fraudes em licitações de lixo, direcionamento irregular de emendas e corrupção em prefeituras.

O inquérito, que tem entre os seus principais alvos pessoas ligadas ao União Brasil, foi para o Supremo por citar o deputado federal Elmar Nascimento, que representa o partido pela Bahia. A última fase da operação aconteceu em abril.

Quando as investigações sobre a Overclean subiram para o STF, a Polícia Federal pediu para que elas ficassem sob a responsabilidade de Flávio Dino, e não Kassio Nunes Marques.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) opinou que elas deveriam continuar com Kassio, decisão mantida pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso.

Entre outros motivos, a PF queria que o caso ficasse com Dino porque o ministro tem em suas mãos diversas investigações relacionadas a emendas parlamentares, além de uma ADPF (ação com o objetivo de proteger a Constituição) que também trata do tema.

Na ADPF, Dino tem determinado apurações a respeito de eventuais irregularidades na transferência e execução de emendas.

Ele definiu que estados e municípios prestem contas ao governo federal sobre as chamadas emendas Pix recebidas entre 2020 e 2023, com possibilidade de apurações de responsabilidades em caso de omissão dos agentes públicos.

A partir de uma decisão do ministro nessa ação, a Polícia Federal instalou em dezembro um inquérito para apurar o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares pela Câmara dos Deputados.

Além disso, Dino é responsável pelo inquérito que investigou e levou à denúncia sob acusação de corrupção do ex-ministro Juscelino Filho, que é deputado pelo União Brasil do Maranhão.

Também está com Dino a operação EmendaFest, sobre pagamentos de propina na liberação de recursos para um hospital no Rio Grande do Sul.

O advogado e professor de direito penal da FGV-SP Marcelo Cavali, afirma que o Supremo costuma ser menos contido do que juízes de primeira instância para reconhecer conexões em casos muito amplos, já que há menos possibilidade de que o processo seja considerado nulo posteriormente —porque não há tribunal acima do STF.

Segundo ele, isso pode ser um dos motivos para que alguns casos fiquem mais concentrados nas mãos de determinados ministros.

Ele aponta, porém, que os casos de Moraes ainda são o ponto fora da curva. “Em nenhum processo, nem anterior, nem posterior aos inquéritos das fake News e das milícias digitais, o Supremo teve uma interpretação tão ampla sobre conexões”, diz Cavali.

“[A partir dele] o Supremo passou a adotar uma visão que eu chamaria de amplíssima conexão, porque foram encaminhados ao ministro Alexandre processos relacionados a fatos que nem sequer haviam ocorrido ainda no momento da instalação do inquérito.”

As investigações supervisionadas pelos ministros
Alexandre de Moraes (Inquérito das fake news)
Aberto em 2019, serviu como base para que o ministro ficasse responsável, desde então, por apurações relacionadas a atos antidemocráticos e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores

Cristiano Zanin (Operação Sisamnes)
Iniciada a partir da investigação do assassinato de um advogado de Mato Grosso, passou a investigar vendas de decisões e vazamentos de informações sigilosas em tribunais estaduais e também no STJ (Superior Tribunal de Justiça)

Kassio Nunes Marques (Operação Overclean)
Suspeitas de desvios de R$ 1,4 bilhão em contratos do Dnocs abriram espaços para a investigação de empresários e políticos de diversos estados brasileiros, sobretudo com ligações com o União Brasil

Flávio Dino (Emendas parlamentares)
Ministro é responsável por inquéritos que tratam de suspeitas de desvios de emendas parlamentares e também de uma ação ampla sobre o tema, determinando investigações da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) sobre o tema

José Marques/Folhapress

Mais um homicídio no Liberdade II em Teixeira: Homem é executado a tiros por dupla em moto

Teixeira de Freitas: Um homem identificado como Aleandro dos Santos Souza, de 31 anos, foi assassinado a tiros dentro de sua residência na tarde deste domingo, 8 de junho. O crime aconteceu na Rua Monte Belo, no bairro Liberdade II, em Teixeira de Freitas.

De acordo com as informações preliminares, dois homens em uma motocicleta invadiram a casa de Aleandro. A vítima tentou escapar dos disparos, mas foi alcançada em frente ao imóvel, onde foi executada com vários tiros. O corpo foi encontrado em via pública, coberto por um lençol.

Durante a perícia no local, a equipe encontrou um papelote vazio, geralmente utilizado para armazenar cocaína, e diversos estojos de munição calibre .40. Havia também um rastro de sangue deixado pela vítima em sua tentativa de fuga.

Testemunhas relataram que Aleandro estava na companhia de uma mulher não identificada no momento do crime. Ela teria presenciado a ação dos criminosos, mas deixou o local logo após os disparos e ainda não foi localizada pelas autoridades.

A motivação e a autoria do assassinato permanecem desconhecidas. O Departamento de Polícia Técnica realizou os trabalhos periciais. O caso será investigado pela Polícia Civil, através do Núcleo de Homicídios da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN).

Por: Lenio Cidreira/Liberdadenews

Ipiaú: Pão & Cia assume liderança no Campeonato de Futebol Adulto da AABB 2025.

Neste domingo (08) dois jogos movimentaram a manhã esportiva no clube pelo Campeonato Adulto.
Na primeira partida a equipe da Pão & Cia saiu vitórias a frente a Lázaro Auto Peças e assumiu a liderança.

Lázaro Auto Peças 1x2 Pão & Cia: Gols; Lázaro Auto Peças: Cleriston; Pão & Cia: Rian e Thiago

Na segunda partida Ed Telecom e Jr Modas terminou com o empate mostrando o equilíbrio do campeonato.

Ed Telecom 1x1 JR Modas: Gols, Ed Telecom: Andrei; Jr modas: Aquiles

Próximo jogo: Quarta-feira (11/06) 19:15: Hortifruti São Luiz x Farmácia Pague Pouco

Cobrança autoritária de Rui por presença de prefeita em palanque irrita petistas por medo de afetar Jerônimo; assista

Diferentemente do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca atrair a oposição na base do carinho, no que tem sido até certo ponto bem sucedido, o ministro Rui Costa (Casa Civil) adota tom hostil e ameaçador para lidar com prefeitos oposicionistas, atrapalhando, inclusive, uma das estratégias com que o líder governista tenta se fortalecer para 2026.

Em evento recente em Vitória da Conquista para uma entrega governista, Rui fez uma cobrança de forma autoritária pela presença da prefeita Sheila Lemos (União Brasil) no palanque, onde estava rodeado de petistas e aliados, supostamente hostis à gestora, que preferiu cumprir agenda ao lado do correligionário e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil) na cidade, no mesmo horário.

“Eu não sei qual é a agenda da gestora municipal, deve ter uma agenda mais importante do que pedir alguma coisa para Conquista ao ministro da Casa Civil, do governo federal, e ao governador da Bahia. Então, com certeza, ela deve ter uma agenda mais importante, não sou eu que tenho que explicar porque ela não está aqui”, disse o ministro, visivelmente irritado.

Em seguida, no mesmo discurso, Rui disse ter confirmado com o cerimonial do governador Jerônimo Rodrigues (PT) que um convite foi feito à prefeita para participar do evento. Mas, por trás da ira, estava o desconforto do ministro com o fato de ter tido sua presença no município desconsiderada pela prefeita, tipo de situação com que, segundo petistas, ele tem dificuldades de lidar.

Junto com ACM Neto, que deve disputar as próximas eleições estaduais contra Jerônimo, Sheila preferiu visitar as obras da primeira UPA municipal de Conquista e inaugurar o Centro Municipal de Formação Educacional Professor Raymundo Vianna, evitando assim também se tornar alvo de vaias num palanque predominantemente petista.
Vereadores aliados dela procuraram este Política Livre para declarar que ficaram chocados com o tom do ministro no palanque. “Todos nós que não somos alinhados ao governo municipal nos sentimos intimidados”, disse um deles, preferindo não pronunciar o nome, segundo ele, por motivos óbvios.

E denunciaram o comportamento agressivo e tirânico de Rui, alegando que não é em palanque que um prefeito deve tratar de demandas de sua cidade com um ministro e um governador, ressaltando que o espaço adequado é uma audiência, onde o governo e o ministro talvez não consigam dar a publicidade que gostariam a seus acenos às oposições.

A ocorrência de situações constrangedoras envolvendo prefeitos oposicionistas em palanques governistas só reduziu depois que Jerônimo passou a demonstrar interesse em atrair prefeitos não alinhados para o seu lado dentro de uma estratégia de consolidar seu nome para 2026 e esvaziar o grupo do ex-prefeito. Rui, no entanto, segundo petistas, ainda não teria assimilado a tática, que não utilizou enquanto foi governador da Bahia.

Por isso, usaria um tom ameaçador e hostil para tratar gestores municipais que não são aliados, reproduzindo o mesmo estilo que o tem popularizado em Brasília como o mais ‘destestável’ ministro do presidente Lula. “Rui nunca deu bola para prefeito da forma como Jerônimo faz. Ele precisa entender que agora quem dá as cartas é o governador”, diz um petista sobre a “dessintonia” do ministro com o novo estilo do gestor estadual.
Política Livre


Ibirataia: Prefeitura intensifica melhorias nas estradas da zona rural durante fim de semana

Mesmo com o clima dos festejos juninos, serviços de patrolamento e cascalhamento seguem em ritmo acelerado na região do Guloso, inclusive aos domingos.

Enquanto Ibirataia se prepara para os tradicionais festejos juninos, a Prefeitura mantém o foco nas melhorias da infraestrutura rural. A equipe da Secretaria de Agricultura segue realizando serviços de patrolamento e cascalhamento nas estradas da região do Guloso, inclusive durante os finais de semana, para aproveitar o clima favorável e acelerar os trabalhos.
Neste domingo, 8 de junho, o responsável pela manutenção das estradas rurais, Abel Fair Souza, destacou o esforço da gestão municipal: “Estamos aqui no domingo, intensificando o trabalho na região do Guloso. O prefeito Sandro Futuca pediu que déssemos atenção especial à zona rural, e é isso que estamos fazendo”.
A ação reforça o compromisso da administração com a mobilidade e o escoamento da produção agrícola, beneficiando diretamente os moradores e produtores locais. A prefeitura segue priorizando o bem-estar da população rural, mesmo em meio às celebrações juninas que movimentam o município.

Fonte: Ascom/Prefeitura de Ibirataia.

Ibirataia: Esquenta Junino tem show inesquecível com Aldemário Coelho e artistas locais

Show marcou o início dos festejos do São João Raiz 2025; artistas locais e autoridades também participaram da grande noite
O Esquenta Junino de Ibirataia trouxe de volta, neste sábado (7), um dos maiores nomes do forró brasileiro: Aldemário Coelho. Após 15 anos, o artista retornou à cidade para se apresentar nos festejos juninos e foi recebido com entusiasmo pelo público. Em entrevista, Aldemário expressou gratidão e elogiou o São João de Ibirataia, agradecendo ao prefeito Sandro Futuca pela oportunidade.
Além de Aldemário, a noite contou com a participação de artistas locais como Naldo Silva, Jhonatan Mota e Ynho San, que dividiram o palco em um clima de celebração cultural. O prefeito Sandro Futuca destacou a importância do São João para a identidade local, agradeceu o apoio das secretarias envolvidas, com ênfase na Secretaria de Cultura e Turismo, sob a gestão de Silvio Brandão.
Autoridades políticas também prestigiaram o evento, como o deputado federal Jayme Vieira Lima e vereadores da base governista. Ibirataia vive um importante momento de valorização de suas tradições juninas, e a programação do São João Raiz 2025 continua no dia 14 e segue de 20 a 24 de junho, prometendo movimentar ainda mais o município.

PM apreende arma e droga em Manoel Vitorino

Suspeito era apontado como responsável por uma tentativa de homicídio em abril deste ano na região
Policiais militares do 19º BPM apreenderam arma e droga com um suspeito no Distrito de Catingal, no município de Manoel Vitorino, na manhã de sábado (7).

Os militares receberam denúncias de que havia um homem, responsável por uma tentativa de homicídio na região no dia 26 de abril deste ano, estaria circulando nas imediações. Durante intensificação de patrulhamento, a guarnição visualizou o suspeito que, foi interceptado, abordado e imediatamente preso.

Com ele, foram encontrados uma pistola e porções de cocaína.

O detido e todo o material apreendido foram apresentados à Polícia Civil, onde a ocorrência foi formalizada.

Registro(s): 19º BPM

Fuzil, munições, carregadores e drogas são apreendidos pela PM em Tancredo Neves

Uma ação policial da 23ª CIPM resultou na apreensão de um fuzil, munições, carregadores e drogas na Rua Piauí, em Tancredo Neves, na tarde de sábado (7).
Durante intensificação de policiamento na localidade, as guarnições visualizaram suspeitos armados que, ao perceberem a aproximação dos agentes, efetuaram disparos contra as equipes, enquanto fugiam. No decorrer da varredura, os militares localizaram um fuzil,182 munições calibre 556, dois carregadores, 302 porções de maconha e 55 embalagens contendo haxixe.

Todo o material apreendido foi apresentado à Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada.

Registro(s): 23ª CIPM

Arma e drogas são apreendidas pela PM com dupla em Lauro de Freitas

Policiais militares da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Polo Industrial apreenderam arma e drogas com dois indivíduos na Avenida Santos Dumont, em Lauro de Freitas, na noite na noite de sábado (7).

Durante intensificação de patrulhamento em Vilas de Abrantes, as guarnições visualizaram dois homens a bordo de uma moto que, ao perceberem a aproximação dos militares, dispararam contra as equipes e iniciaram uma fuga. No decorrer do acompanhamento, o condutor perdeu o controle da direção e caiu com a motocicleta, momento em que foram interceptados, abordados e detidos.

Com a dupla, foram encontrados uma pistola calibre 9mm, munições, 58 porções de maconha, 55 pedras de crack, 39 pinos de cocaína e uma balança de precisão.
Os indivíduos foram direcionados para uma unidade de saúde, onde receberam atendimento e, posteriormente, conduzidos à Polícia Civil, onde o material apreendido foi apresentado e a ocorrência registrada.
Registro(s): Cipe Polo

Empresários e banqueiros pedem freio nos gastos e alertam para dívida crescente

Em evento no Guarujá, representantes do setor privado apontaram urgência no ajuste das contas públicas, mas apostaram em consenso entre Poderes para uma solução para questão fiscal
O desequilíbrio fiscal do país foi o centro dos alertas feitos por banqueiros e empresários neste sábado, durante o evento do Grupo Esfera, no Guarujá, litoral de São Paulo. Eles cobraram que seja feito um ajuste nas contas públicas, mas disseram ver o momento como uma oportunidade para se chegar a um consenso sobre reformas estruturantes.

Neste domingo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e os líderes das duas casas no Congresso, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, se reúnem para debater propostas alternativas para o aumento do IOF. O imposto foi elevado pelo governo porque as estimativas de receita para o ano estavam abaixo do previsto. Na mesa, estão revisão de incentivos fiscais e desvinculação dos pisos constitucionais para saúde e educação, entre outras medidas.

Para André Esteves, do BTG Pactual, há uma mudança de mentalidade em curso. Ele elogiou o discurso do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, no evento, e citou preocupação também de governadores com o tema fiscal.

— Pessoas diferentes, de posições políticas diferentes e partidos diferentes. A sociedade está ganhando consciência de que a gente não tem mais espaço para expansão dos gastos.

Questionado sobre o tempo necessário para que as reformas avancem, ele repetiu a percepção do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de que há um clima de consenso:

— É uma ilusão de ótica achar que a gente vai fazer uma lista de 37 medidas e que isso vai ser aprovado no Congresso na quarta, com sanção do presidente na sexta. Não vai acontecer assim. Mas o consenso chegou, na minha opinião

Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú disse que o país precisa de “coragem” para enfrentar reformas estruturantes, como o destravamento do Orçamento, e alertou para o risco de a dívida pública seguir crescendo acima do PIB se nada for feito. O cálculo do banco é que o endividamento do país cresça em ritmo de 3% ao ano:

— Eu concordo que essa tem que ser a nossa agenda. A nossa visão é de que houve diálogo.

Questão fiscal ‘inadiável

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, afirmou que, apesar dos dados correntes da economia indicarem um quadro positivo — como crescimento e desemprego baixo —, a questão fiscal é inadiável para o longo prazo.

— Se não por bem, será que ser por mal. Essa é uma conta absolutamente insustentável de carregar — afirmou Sidney, que acrescentou que há necessidade de engajamento do setor privado. — Nós estamos com gastos tributárias elevadíssimos. A sociedade precisa dar sua contribuição do ponto de vista do empresariado também. Não é uma discussão para ficar só no colo do governo.

Wesley Batista, controlador e conselheiro da J&F, disse que o ajuste fiscal via receita “chegou ao limite”, mas que tem uma visão mais positiva sobre o cenário econômico e fiscal. Ele disse que é responsabilidade de todos os setores se engajarem com o ajuste.

— A renúncia ficou gigantesca. Nós temos que ser realistas. Teve muita coisa que não trouxe o benefício esperado — afirmou o empresário, que também sugeriu que o governo deveria rever gastos sociais. — Tem muito lugar que a gente quer expandir a produção e não tem gente (para empregar). O Brasil precisa apoiar programas sociais. Mas faz sentido revê-los, rever o tamanho, fazer as transições.

Quanto aos juros no Brasil, Esteves e Maluhy relacionaram o patamar elevado da Selic com o fiscal. O CEO do Itaú disse que os juros elevados não interessam ao sistema financeiro, mas classificou o cenário como “um mal necessário”.

— Achar que juros altos são bons para o mercado financeiro é uma falácia. Mas o juros nos patamares atuais são um mal necessário porque a inflação é o pior imposto.

Ele ressaltou que a inflação segue pressionada, e que o cenário para este ano deve ser de um IPCA acima da meta, o que justifica a manutenção de uma política monetária mais restritiva.

Desalinhamento entre o fiscal e política do BC

Esteves usou uma metáfora para descrever o desalinhamento entre política monetária e política fiscal:

— Estamos dirigindo um carro com um pé no acelerador e outro no freio. O freio é a política monetária, o acelerador é a política fiscal. Obviamente nenhum carro funciona direito assim.

Ele concordou, no entanto, que os juros não são uma escolha arbitrária do Banco Central, mas uma resposta que seria necessária no quadro atual. E citou a expectativa de que o Copom leve a Selic a 15% na próxima reunião.

— O BC não é malvado, ele apenas segue parâmetros claros — acrescentou.

PM apreende drogas e conduz suspeito por tráfico em Ipiaú

Na manhã deste domingo, 8 de junho de 2025, por volta das 9h30, uma guarnição do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) da Polícia Militar da Bahia realizou uma operação que resultou na apreensão de entorpecentes e na condução de um homem suspeito de tráfico de drogas, no município de Ipiaú.

A ação ocorreu na Rua Amâncio Félix, localizada no bairro Euclides Neto, após denúncia recebida pela Central de Operações. Segundo informações, um homem de 25 anos, já conhecido por envolvimento com o tráfico, estaria comercializando e consumindo drogas em via pública, na companhia de outro, em frente a uma residência na localidade popularmente chamada de "rua do esgoto".

Ao chegar ao local, os policiais avistaram um dos suspeitos, e assim  procederam com a abordagem. Durante a revista, foram encontrados com ele 48 pinos e duas buchas de uma substância análoga à cocaína, além de uma porção de material semelhante à maconha, R$ 35,00 (trinta e cinco reais) em espécie e um aparelho celular.

Todo material apreendido e o homem suspeito, de 25 anos de idade,  foram apresentados na Delegacia de Polícia de Jequié, onde foram tomadas as medidas pertinentes.

Fonte: Ascom/55ª CIP

Impeachment de Trump só seria provável se Elon Musk declarar 'guerra total' e arriscar perder bilhões, diz especialista

Na quinta-feira (5), Trump afirmou não se importar com o fato de Musk ter se virado contra ele. Já Musk comentou 'sim' em um post que afirmava que Trump deveria sofrer um impeachment e ser substituído pelo vice-presidente, J.D. Vance.

Para Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da FGV, pesquisador de Harvard e do Carnegie Endowment, nos EUA, um cenário de impeachment de Donald Trump ainda é muito pouco provável.

"Isso surge quando um governo perde muita aprovação entre seus eleitores, quando há uma crise nacional. Então me parece, por enquanto, que o Trump está seguro."

Ouça, no player acima, a partir de 21:58.

Na quinta-feira (5), Trump afirmou não se importar com o fato de Musk ter se virado contra ele — os dois protagonizaram um bate-boca sem precedentes dias após o bilionário deixar o governo. Já Musk comentou "sim" em um post que afirmava que Trump deveria sofrer um impeachment e ser substituído pelo vice-presidente, J.D. Vance.

Oliver, entretanto, acredita que a pressão dos investidores na Tesla e em outras empresas do bilionário será grande para que ele recue das investidas contra o presidente, pois uma "guerra total de Musk contra Trump" representaria um risco altíssimo de destruir suas próprias empresas — o que seria um problema também para milhares de investidores.

"Uma guerra total de Musk contra Trump pode teoricamente atingir o presidente republicano, mas ele, com isso, corre um risco altíssimo de destruir suas próprias empresas. E isso não é só um problema para Musk, mas também para milhares de pessoas que investiram nas suas empresas."

O que você precisa saber:
TROCA DE FARPAS: Trump diz que Musk 'ficou louco' e ameaça romper contratos com empresas; bilionário associa presidente a escândalo sexual

Por g1 — São Paulo

Haddad encontra líderes do governo neste domingo (8) para tentar resolver impasse no IOF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reúne neste domingo (8) com líderes das bancadas no Congresso para apresentar uma proposta de compensação aos R$ 20 bilhões que previu arrecadar em 2025 com o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O aumento desagradou a congressistas, que passaram a pressionar o presidente da Câmara, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar projeto que derrubaria o decreto do governo.

No início da semana, Haddad indicou que a compensação deve incluir ao menos uma PEC (proposta de emenda à Constituição), um projeto de lei e, talvez, uma medida provisória.

A lista final de propostas deverá ser discutida neste domingo. Algumas das possibilidades à mesa já foram desidratadas –como regras mais duras para benefícios sociais propostas pela Fazenda em 2024 –ou rejeitadas pelo Congresso em outros momentos, o que levou lideranças a adotarem cautela na aposta de que o assunto seja resolvido.

A cúpula da Câmara tem defendido que o pacote de compensação precisa incluir mudanças nos pisos de saúde e educação, limitação às deduções de despesas médicas no Imposto de Renda da Pessoa Física e taxação maior a fintechs e bets.

Uma das alternativas discutidas é aumentar a alíquota dos sites de apostas de 12% sobre a arrecadação das casas para 18% —valor originalmente proposto pelo Executivo, mas reduzido pelos parlamentares.

Seja qual for o desenho do pacote de compensação proposto pelo governo, ele ainda terá de passar por Câmara e Senado.

O titular da Fazenda esteve com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na segunda (2) à noite e em um almoço na terça (3).

Dias antes, na quinta (29), Motta disse que o clima na Câmara é favorável à derrubada integral do decreto de aumento. Após reunião da qual Alcolumbre e Gleisi também participaram, ficou fechado um prazo de dez dias para a apresentação de uma solução que, segundo o presidente da Câmara, seja “estruturante” e “sem gambiarras”.

O presidente da Câmara defendeu publicamente a possibilidade de uma revisão dos benefícios fiscais. Tentativas anteriores de reduzir o gasto tributário, como o governo chama essas isenções ou alíquotas reduzidas de impostos federais, enfrentaram forte resistência de lobbies diversos no Congresso.

Motta disse imaginar que há convergência para rever as políticas de isenção fiscais estabelecidas no país. Segundo ele, elas estão “no limite do que o país suporta”.

As conversas para fechar uma proposta também incluem a revisão de gastos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). O governo defende a criação de uma trava no valor que a União é obrigada a repassar como complemento ao fundo. Até 2020, esse repasse federal era de 10% do valor repassado por estados e municípios. O percentual subiu gradualmente e chegou a 21% neste ano, por iniciativa do Congresso.

Nos últimos dias, a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) entrou na lista do que poderia ser revisto. Instituições de pagamento, instituições financeiras não bancárias e outras empresas pagam 9% ou 15% de contribuição, enquanto bancos pagam 20%. Uma proposta prevê aproximar as alíquotas.

No centrão, líderes defendem que entre as medidas para compensação, o governo precisa sinalizar que ele próprio cortará gastos e que não está somente buscando novas receitas.

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), escreveu no X (ex-Twitter) que reuniria a bancada para “propor que não aceitemos nenhuma solução que não envolva corte de despesas.”

O líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA), disse na sexta que levará à reunião propostas como leilão de excedentes do petróleo e revisão das regras de crescimento mínimo para saúde e educação.

A publicação divulgada pelo partido em rede social inclui também, entre as medidas que serão discutidas com o governo, revisão de benefícios tributários, controle no crescimento da concessão do BPC (benefício pago a idosos pobres e pessoas com deficiência) e uso de dividendos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em evento empresarial neste sábado (7), falou em revisão de isenções fiscais, que, segundo o parlamentar, chegaram a um número que o país não consegue mais suportar. “Há um sentimento na Câmara e no Senado de que a hora de um debate mais estruturante chegou.”

VEJA A LISTA DE MEDIDAS EM ANÁLISE

Novas mudanças de aperto no BPC
Volta à discussão um aperto nos critérios de concessão do BPC

Taxação das bets e criptomoedas
Está em discussão a possibilidade de elevar o valor da alíquota de 12% para 18%. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu o aumento da taxação das remessas de criptomoedas ao exterior.

Fundeb
O governo quer estabelecer uma trava de 21% para evitar novo aumento, para 23%, em 2026.

Fintechs
Nivelação da CSLL paga pelos bancos para fintechs. A ideia é aproximar as alíquotas.

Benefícios fiscais
O corte linear já foi tentado várias vezes. Uma emenda constitucional chegou a ser aprovada no governo Bolsonaro, mas o dispositivo não funcionou na prática. .

Antecipação dos dividendos do BNDES
Medida é defendida pela cúpula da Câmara

Receitas extras com petróleo
Governo estuda receitas extras com petróleo de forma a dar alívio ao Orçamento.

Supersalários
Governo quer restringir os supersalários. A medida entrou no pacote do ano passado, mas o Congresso resistiu e não aprovou.

PL dos militares
Projeto que altera a previdência dos militares das Forças Armadas, fixando uma idade mínima para ida à reserva remunerada e com o fim dos “mortos fictícios”, foi enviado no final do ano passado pelo governo, mas Congresso não aprovou.

Piso saúde e educação
A desvinculação dos pisos de saúde e educação é uma medida defendida pela Fazenda, mas enfrenta resistências no governo e não foi aceita por Lula. A proposta de unificação dos pisos já foi tentada sem sucesso no governo Bolsonaro.

Fernanda Brigatti/Folhapress

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