Soldado Prisco critica sucateamento da PM e cobra ação do governo Jerônimo após denúncia da Rondesp
O ex-deputado estadual Soldado Prisco (PL) voltou a fazer duras críticas à política de segurança pública do Governo da Bahia após denúncias sobre as condições enfrentadas por policiais militares da Rondesp Atlântico, uma das unidades especializadas mais atuantes da capital baiana. Segundo relatos divulgados por integrantes da corporação, a tropa enfrenta uma rotina marcada por falta de estrutura, equipamentos precários e jornadas consideradas abusivas.
De acordo com as denúncias, policiais estariam trabalhando com viaturas apresentando problemas mecânicos, incluindo veículos sem freios, sem sirenes, sem ar-condicionado e, em alguns casos, até sem combustível. Além disso, os alojamentos da unidade estariam superlotados, com falta de espaço para descanso e condições inadequadas de higiene.
As reclamações também apontam que agentes são enviados para operações contra facções criminosas utilizando armamentos antigos e com defeitos, enquanto treinamentos, atividades físicas e manutenção de equipamentos teriam sido suspensos.
Para Soldado Prisco, a situação demonstra o que classificou como abandono da Polícia Militar por parte do governo estadual.
"É inadmissível que policiais sejam enviados para enfrentar criminosos fortemente armados sem o mínimo de estrutura. O governo cobra resultados, mas não oferece condições dignas de trabalho. Quem arrisca a vida todos os dias merece respeito, valorização e equipamentos adequados", afirmou.
O ex-parlamentar também criticou a sobrecarga enfrentada pelos militares. Segundo as denúncias, policiais entram em serviço antes do horário previsto e deixam o trabalho após o encerramento da jornada, sem qualquer compensação financeira pelas horas excedentes.
"Além da falta de equipamentos, existe uma cobrança excessiva por produtividade, enquanto o policial trabalha além do horário, sem receber pelas horas extras. Isso é desvalorização da tropa e um completo desrespeito com quem protege a população baiana", declarou.
Prisco afirmou que a situação não afeta apenas os profissionais da segurança, mas também toda a sociedade.
"Quando uma unidade de elite como a Rondesp Atlântico pede socorro, quem está em risco é toda a população. Não existe combate eficiente ao crime organizado quando o Estado abandona aqueles que estão na linha de frente. O governador Jerônimo Rodrigues precisa deixar a propaganda de lado e investir de verdade na Polícia Militar", disse.
Ao final, Soldado Prisco cobrou providências imediatas do Executivo estadual.
"É urgente recuperar viaturas, fornecer armamentos em condições adequadas, garantir treinamento permanente e oferecer uma estrutura digna aos policiais. Segurança pública se faz com investimento e valorização da tropa, não com discursos. A Polícia Militar da Bahia não pode continuar sendo tratada dessa forma", concluiu.
Por Redação
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