Após convite para Conselho de Trump, Lula e Xi Jinping falam por telefone sobre manutenção da ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o líder do regime chinês, Xi Jinping, na noite de quinta-feira (22), no horário de Brasília sobre a importância da manutenção da ONU (Organização das Nações Unidas), dando indícios de que não farão parte do Conselho de Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Sem mencionar Trump, Xi afirmou, segundo a emissora estatal CCTV, que, diante da situação internacional turbulenta e instável, os países, como importantes membros do "Sul Global", são forças construtivas para a estabilidade mundial e a manutenção da paz.
"China e Brasil devem posicionar-se firmemente ao lado correto da história, proteger melhor os interesses comuns de ambos os países e do Sul Global e salvaguardar conjuntamente o papel central das Nações Unidas, bem como a equidade e a justiça internacionais", afirmou, segundo a mídia estatal.
Lula, por sua vez, teria dito que os países são forças importantes na defesa do multilateralismo e na promoção do livre comércio, e que devem salvaguardar o papel da ONU. As relações sino-brasileiras também foram tema de discussão, com o lado chinês afirmando que oferecerá mais oportunidades de cooperação econômica ao Brasil.
Tanto China como Brasil foram convidados por Trump para integrar o conselho, que inicialmente foi pensado como instrumento para governar a Faixa de Gaza como parte do cessar-fogo na região, mas tem ganhado contornos mais amplos.
Embora o americano negue, é esperado que o órgão atue de forma paralela às Nações Unidas, que sofrem críticas recorrentes do presidente dos EUA. A assinatura do novo conselho ocorreu às margens do Fórum Econômico de Davos, na Suíça.
"Eu sempre disse que as Nações Unidas têm um potencial tremendo, mas não o usaram", afirmou. "Eu acho que a combinação do Conselho da Paz, com o tipo de gente que temos aqui, junto com a ONU, pode ser algo muito único para o mundo. Isso é para o mundo, não é para os EUA."
Até agora, a maioria dos países que aceitaram o convite são ditaduras ou autocracias, como Arábia Saudita, Belarus, Emirados Árabes, Cazaquistão, Qatar e Turquia. Dentre os que recusaram estão França, Itália, Noruega, Suécia e Reino Unido. China e Brasil fazem parte do bloco de países que ainda não responderam.
Há dúvidas sobre quais países terão condições de manter um assento no conselho, uma vez que será necessário pagar uma taxa de US$ 1 bilhão.
Desde que Lula recebeu o convite, o trabalho da diplomacia brasileira tem sido conversar com outros países que também foram convidados.
O brasileiro conversou por telefone na quarta-feira (21) com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que já aceitou participar do grupo. O Planalto afirma que os líderes não mencionaram o conselho.
Nesta quinta, Lula também conversou por telefone com o líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, sobre Gaza.
Por Victoria Damasceno/Folhapress
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Mercado Livre
Lojão da Construção
Berilo: Beleza que vem da natureza
Mercadinho Deus te Ama
Supermercado Pague Levinho do Bairro ACM
CLIO: Imagens Odontológicas
Supermercado DI Mainha
Divulgue aqui sua empresa (73) 9-8200-7563
Sua marca em destaque
Ótica São Lucas
RC Crédito
Postagens mais visitadas
- FICCO/Campinas apreende pasta base de cocaína em Americana/SP
- Valdemar aposta em apoio de Neto a Flávio e diz que caso Banco Master ainda terá impacto político no PT da Bahia
- Polícia de imigração dos Estados Unidos prende suspeito de ligação com PCC e Comando Vermelho
- Governador anuncia concurso público para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros com mais de 3300 vagas


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente esta matéria.