141 carros apreendidos, 192 imóveis sequestrados, R$ 1,2 bi bloqueado, veja os números da megaoperação contra o PCC
Uma força-tarefa com 1.400 agentes cumpriu nesta quinta-feira (28) mandados de busca, apreensão e prisão em empresas do setor de combustíveis e do mercado financeiro suspeitas de serem utilizadas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). A meta é desarticular a infiltração do crime organizado em negócios regulares da economia formal.
Também foram realizadas outras duas operações sobre o mesmo tema pela Polícia Federal, a Quasar e a Tank.
No total, os agentes foram a campo em dez estados — São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins.
Veja os números citados pela Receita e pela Polícia Federal em entrevista nesta quinta (28).
Número de operações e escopo:
Três operações investigaram a infiltração do PCC em atividades da economia formal, em 10 estados: São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins.
Só na Receita Federal, havia 350 auditores na rua ajudando a cumprir os mandados.
No total, mais de 1.400 profissionais do Estado brasileiro (policiais federais, militares, civis, Receita etc.) agiram na operação
Mandados e prisões:
Na operação de São Paulo (Quazar), foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.
Na operação do Paraná, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão preventiva.
Inicialmente, cinco pessoas foram presas no dia. Posteriormente, o diretor-geral da PF informou que uma sexta pessoa foi presa em Santa Catarina, totalizando 6 presos dos 14 mandados.
Os alvos envolvem 41 pessoas físicas e 255 pessoas jurídicas.
Valores bloqueados/apreendidos e patrimônio dos criminosos:
Uma fintech central do esquema criminoso, investigada na Operação Carbono Oculto, movimentou R$ 47 bilhões de 2020 a 2024, fora do radar da Receita Federal.
A Receita Federal já tem mais de R$ 8,4 bilhões lançados em autuações fiscais e mais autos de infração a serem formalizados.
A Justiça Federal autorizou o bloqueio de até R$ 1,2 bilhão, valor correspondente às autuações fiscais já realizadas.
Mais de R$ 300 mil em dinheiro foram apreendidos.
Foram apreendidos 141 veículos.
Houve determinação judicial de sequestro de 100 veículos adicionais.
Foram sequestrados 192 imóveis e duas embarcações.
Fundos de Investimento:
A equipe para fraude estruturada da Receita Federal investigou fundos por onde transitaram R$ 52 bilhões em 4 anos.
Foram identificados 40 fundos de investimento ligados ao crime organizado.
Esses fundos de investimento são fundos imobiliários e fundos multimercado com patrimônio de R$ 30 bilhões.
O bloqueio total de 21 fundos de investimento foi realizado.
Três gestores que administram esses fundos fechados, alguns com cotista único ou empresas intermediárias.
Os fundos fechados investigados tinham bens adquiridos como um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool, participação em duas outras usinas, uma frota de 1.600 caminhões e mais de 100 imóveis (incluindo seis fazendas avaliadas em R$ 31 milhões e uma residência avaliada em R$ 13 milhões).
Folhapress
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