A competência do ‘bruxo’ do PT da Bahia, por Raul Monteiro*
A escolha do emedebista Geraldo Jr. como candidato do grupo governista à Prefeitura de Salvador apenas confirma a força de Jaques Wagner como liderança inconteste do PT da Bahia, uma autoridade que dá sempre a última palavra sobre o caminho a seguir no partido. Foi dele, desde o princípio, a ideia de apresentar na disputa um nome que não fosse do PT, ainda que não se saiba ao certo que avaliação preside sua orientação. Como Geraldo Jr. foi eleito vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ainda por cima revelava o desejo de concorrer à Prefeitura, Wagner não teve que pensar muito na hora de escolher quem deveria ser o candidato.
Antes, ele tratou de eliminar os obstáculos. Ou melhor, de criá-lo e, depois, de eliminá-lo, a fim de alcançar seu intento. Afinal, foi sua também a ideia de convencer alguns petistas a levarem o deputado estadual Robinson Almeida a se inscrever na disputa com o único objetivo de impedir que o presidente da Conder, José Trindade (PSB), afilhado político do ministro Rui Costa (Casa Civil), se filiasse ao PT para entrar na corrida sucessória em Salvador. É verdade que, por algum tempo, o plano de Wagner pareceu ter fugido de controle. Robinson viu na candidatura a oportunidade divina de ganhar uma projeção que nunca teve.
Além disso, o PT abraçou seu nome, notadamente depois que o plano de Wagner de fazer Geraldo Jr. candidato vazou. Na cabeça dos petistas-raiz, abrir mão da candidatura própria para apoiar o nome do emedebista à sucessão municipal seria uma temeridade, avaliação que ninguém sabe o quanto mudou depois que ele foi sacramentado como concorrente. Na bem bolada tabelinha que joga com cada vez maior frequência com o governador, Wagner, no entanto, fez chegar ao PT – e não a Robinson – que a qualquer hora ele seria obrigado a se retirar de cena para que o partido entronizasse o nome do MDB. Depois, acordou que o anúncio do candidato seria feito pelo conselho político do governo.
Há quem veja nas atitudes de Wagner um repeteco da grande cena política que protagonizou em 2022, quando foi o responsável pela decisão do PT de ter candidato ao governo. Então, o governador Rui Costa, não se sabe se vítima de uma má intuição ou de alguma assombração, praticamente se desgarrou do projeto de fazer o sucessor e focou na ideia de concorrer ao Senado. A ideia implicaria na entrega do governo do Estado ao vice João Leão, do PP, atitude que, com toda a certeza, tinha potencial para simplesmente implodir o grupo governista. Wagner reagiu, determinou que Rui ficava no cargo e anunciou que o partido teria candidato, processo do qual emergiu Jerônimo.
Da comunicação
No café da manhã que ofereceu à imprensa, o governador Jerônimo, em tom comemorativo, começou sua fala apontando os elementos que ligam sua gestão às anteriores de Rui e Wagner. Era como se quisesse omitir as diferenças que se fazem sentir desde que assumiu o Palácio de Ondina. Uma delas, positiva, está na disposição para dialogar com a imprensa de forma simples e direta a fim de se comunicar com a sociedade. Apesar de excelente político, Wagner jogou a oportunidade fora ao nomear um engenheiro eletricista para gerir a área. Rui fez a escolha certa, mas, por temperamento, a aproveitou pouco. Em termos de comunicação, Jerônimo tem dado um baile nos dois.
Raul Monteiro*
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