Após ação policial, festa clandestina no Peru termina com 13 mortos por asfixia

 Em meio à pandemia, mais de 100 pessoas estavam aglomeradas em casa noturna; vizinhos denunciaram

Foto: REprodução/Facebook

Pelo menos onze homens e duas mulheres morreram vítimas de uma tragédia em Lima, capital do Peru, durante uma operação policial realizada na noite de sábado (22).

Eles se reuniam no Thomas Restobar, no distrito de Los Olivos, após marcar uma festa clandestina por meio de convocação na redes sociais.

Incomodados com o evento em meio à pandemia do novo coronavírus, que provoca a Covid-19, vizinhos do espaço denunciaram a aglomeração de cerca de 100 jovens. A polícia então foi ao local para encerrar a festa.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, a tragédia ocorreu após as 22h (meia-noite de domingo pelo horário de Brasília), quando começa o toque de recolher imposto pelo governo peruano para barrar o avanço do vírus no país. A medida vale para todo o Peru das 22h de sábado até as 4h de segunda-feira.

De acordo com o jornal “Expreso”, ao perceber a chegada dos policiais, houve correria entre os participantes do evento, que correram na direção da única porta. Na confusão, alguns morreram sufocados.

Testemunhas afirmam que os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo no local. O general Orlando Velasco Mujica, no entanto, negou a informação em entrevista à rádio local RPP. Ele disse que não foram usadas armas ou artefatos de efeito moral. A ação, segundo contou, foi resultado da denúncia de vizinhos da casa noturna.

O Ministério do Interior peruano informou em comunicado que, além dos 13 mortos, 6 pessoas ficaram feridas (3 civis e 3 policiais). Houve ainda 23 prisões. As idades das vítimas são compreendidas entre 20 e 30 anos.

O governo peruano proibiu reuniões sociais para frear a propagação do coronavírus. Bares e casas noturnas estão fechados desde março. No país, há mais de 585 mil casos confirmados de Covid-19 e 27.453 mortos pela doença desde o começo da pandemia.

Com 33 milhões de habitantes, o país é o terceiro país com mais mortes pela doença na América Latina, atrás do Brasil e do México.

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