Empresário diz que tratou com governo baiano sobre respiradores e que não vai devolver R$ 24 milhões recebidos
| Reprodução TV Bahia |
Depois, porque não tem culpa pelo fato, segundo ele, de que o governo da Bahia não tenha aceito os equipamentos.
“Os recursos podem ser utilizados por uma empresa para o que ela bem
entender. Nós utilizamos para o que bem entendemos e nós, sim compramos
muitas peças, bastante equipamentos. Então, o dinheiro foi gasto, nos
ventiladores e em outras coisas do caixa da empresa, porque a empresa
tem sua margem de lucro e ela tem prerrogativa de usar o dinheiro em seu
fluxo de caixa”, declarou.
Ele também acrescentou que sua obrigação hoje é entregar os respiradores. “Eu não tenho que devolver dinheiro para o Consórcio Nordeste. Primeiro, porque eu não fiz negócio com o Consórcio Nordeste. Eu tenho que entregar os respiradores e os respiradores eu prometi entregá-los para o governo do Estado (da Bahia), que se recusou a receber”, declarou, afirmando que seus respiradores não têm design moderno, mas atendem às necessidades.
As declarações do empresário põem ainda mais lenha na fogueira do caso da venda dos respiradores, cuja investigação foi transferida para o Superior Tribunal de Justiça e a Polícia Federal, depois que o Ministério Público Estadual abriu mão da apuração em favor do Ministério Público Federal e a juíza Virgínia Silveira, da 2ª Vara Criminal Especializada de Salvador do Tribunal de Justiça da Bahia, alegou que havia uma autoridade com foro por prerrogativa de função investigada.
Ao todo, os 300 equipamentos foram adquiridos por R$ 48,7 milhões junto à empresária Cristiana Prestes, dona da Hempcare, que alegou ter procurado a Biogeoenergy para comprar os equipamentos depois que falharam os planos de adquirí-los de um fabricante chinês. Ela também foi presa e posteriormente solta como Paulo de Tarso, mas, em depoimento, disse que tratou do negócio com o chefe da Casa Civil do governo Rui Costa (PT), Bruno Dauster, que acabou se exonerando.
Ela também contou que, no processo de aquisição, entregou R$ 400 mil
ao sócio de um irmão de Dauster e mais um montante de R$ 3 milhões a um
parceiro e outros R$ 9 milhões a outro por terem
Nós pegamos uma Ferrari fizemos modelo de custo num Fiat, diz fabricante de respirador adquirido pelo Consórcio Nordeste que não foi entregue, resultou em demissão de chefe da Casa Civil da Bahia e em investigação do STJ.
participado da intermediação do negócio.
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